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UMA VIDA
CASTA E SANTA
EDITORA BAHÁ’Í
2001
(c) Copyright Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil
Título original: “A Chast and Holy Life”
Tradução: Rolf von Czékus
Exceto trechos já publicados em língua portuguesa
Revisão: Iradj Eghrari
Editora Bahá’í
Caixa Postal 198
13800-000 Mogi Mirim/SP
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e da coabitação, a infidelidade em relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual...
(“O Advento da Justiça Divina”, Editora Bahá’í do Brasil, 1977, p. 47-48)
Índice
INTRODUÇÃO
Anexamos cópia de uma nova compilação intitulada “Uma Vida Casta e Santa”, a qual foi preparada pelo Departamento de Pesquisas por solicitação da Casa Universal de Justiça.
Dado o rápido declínio dos padrões morais no mundo, a Casa de Justiça nos instruiu a enfatizar que ela considera tanto necessário como oportuno os amigos bahá’ís aumentarem a sua compreensão e reforçarem a sua adesão ao padrão de uma vida casta e santa que é defendido em nossos Ensinamentos. Com esta finalidade, a Casa de Justiça urge às Assembléias Espirituais Nacionais para disponibilizarem a compilação aos amigos, na mais ampla escala possível, traduzindo-a, se necessário, total ou parcialmente, nas línguas principais do país. Também é importante que os amigos sejam encorajados a estudar as implicações apresentadas nestes textos e a esforçarem-se tenazmente a exemplificar estes nobres padrões em suas vidas pessoais.
Visto que o âmbito das atividades e dos projetos nos quais a comunidade bahá’í se empenha, continua necessariamente a se expandir e a se diversificar, a Casa de Justiça crê ser vital que os ensinamentos morais e éticos de nossa Fé não sejam nem ignorados nem considerados por engano como sendo de importância menor que nossos ensinamentos sociais, administrativos e metafísicos. Na verdade, Shoghi Effendi, em uma carta escrita em seu nome, enfatizou a necessidade de um tal equilíbrio e de se dar uma importância adequada aos princípios morais da Fé.
Demasiada ênfase, com freqüência, é colocada nos aspectos sociais e econômicos dos Ensinamentos; não é possível, no entanto, enfatizar suficientemente o aspecto moral.
No clima atual de declínio moral e social, numa época em que, no mundo em geral, decadência moral, hipocrisia e transigência são endêmicas, e palavras não corroboradas por ações perderam o seu valor, os crentes são desafiados a se tornarem “bahá’ís tanto em caráter como em crença”, a se esforçarem resolutamente para exemplificar o padrão bahá’í, a se tornarem distintos por sua excelência moral, e a demonstrarem, pela qualidade de suas vidas individuais e pela natureza de sua vida comunitária bahá’í, o poder vitalizador da Causa, não só para trazer paz, segurança e verdadeira felicidade espiritual ao coração de cada um, mas para igualmente transformar a sociedade. Shoghi Effendi repetidamente enfatizou a importância da força do exemplo. Uma carta escrita em seu nome declara:
Sua constante esperança é que os crentes se conduzam, individualmente e em sua vida comunitária bahá’í, de tal modo a atrair a atenção de outros para a Causa. O mundo não só sofre pela falta de princípios e ideais sublimes, mas, acima de tudo, sofre pela falta de um exemplo cintilante o qual os bahá’ís podem e têm que prover.
(Carta escrita pelo Departamento do Secretariado da Casa Universal de Justiça, datada de 30 de setembro de 1988, a todas as Assembléias Espirituais Nacionais.)
O PADRÃO BAHÁ’Í
A Natureza da Lei Bahá’í
Aqueles que Deus dotou de discernimento prontamente reconhecerão que os preceitos por Ele estabelecidos constituem os instrumentos supremos para a manutenção da ordem no mundo e a segurança de seus povos...
Ó vós, povos do mundo! Sabei com certeza que Meus mandamentos são as lâmpadas de Minha amorosa providência entre os Meus servos e as chaves de Minha clemência para as Minhas criaturas. Eis o que se fez descer do céu da vontade de vosso Senhor, o Senhor da Revelação...
Dize: de Minhas leis pode-se inalar a doce fragrância de Meu manto e com sua ajuda os pendões da vitória cravar-se-ão sobre os mais altos picos. A língua de Meu poder, do céu de Minha glória onipotente, dirigiu à Minha criação estas palavras: “Observai os Meus mandamentos por amor à Minha beleza”. Feliz o apaixonado que dessas palavras inalou a fragrância divina de seu Mais-Amado, plenas que são do perfume de uma graça indizível. Por Minha vida! Quem sorver o vinho seleto da eqüidade, oferecido pelas mãos de Meu generoso favor, mover-se-á em torno de Meus mandamentos, que brilham sobre o horizonte de Minha criação.
Não penseis que Nós vos revelamos um mero código de leis. Não! Mais do que isso: deslacramos o Vinho seleto com os dedos da grandeza e do poder. Disso dá testemunho o que a Pena da revelação manifestou. Meditai sobre isso, ó homens de discernimento!
(“O Kitáb-i-Aqdas”, Editora Bahá’í do Brasil, 1995, p. 17-18)
Da mesma maneira como existem leis governando nossas vidas físicas, exigindo que devamos suprir nossos corpos com certas comidas, mantê-los dentro de certos limites de temperatura, e assim por diante, se desejamos evitar incapacidades físicas, também existem leis governando nossas vidas espirituais. Estas leis são reveladas à humanidade em cada época pela Manifestação de Deus, e obediência a elas é de vital importância, para que cada ser humano, e a humanidade como um todo, possam se desenvolver correta e harmoniosamente. Além disso, estes diversos aspectos são interdependentes. Se um indivíduo infringe as leis espirituias destinadas ao seu próprio desenvolvimento, causará dano não somente a si mesmo, mas à sociedade em cujo meio vive. De maneira semelhante, a condição da sociedade tem um efeito direto sobre os indivíduos que têm que viver em seu meio.
(De uma carta datada de 6 de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, Editora Bahá’í do Brasil, 1984, p. 9)
Consideramos suas diversas cartas e tomamos conhecimento de suas perguntas e de seu sentimento de que muitos jovens bahá’ís em... estão confusos e estão pedindo orientação em linguagem simples e clara, sobre como enfrentar situações diárias, particularmente aquelas envolvendo sexo.
Não é possível, nem tampouco desejável, que a Casa Universal de Justiça determine um conjunto de regras abrangendo cada situação. Pelo contrário, é tarefa do crente determinar, de acordo com sua própria devota compreensão das Escrituras, precisamente, qual deveria ser a sua linha de conduta em relação às situações com as quais se depara em sua vida diária. A fim de que possa realizar na vida sua verdadeira missão como um seguidor da Abençoada Perfeição, ele irá moldar sua vida de acordo com os Ensinamentos. O crente não pode alcançar este objetivo meramente vivendo de acordo com um conjunto de rígidos regulamentos. Quando sua vida está orientada no sentido de serviço a Bahá’u’lláh, e quando cada ato consciente é realizado dentro desta estrutura conceitual, não falhará em alcançar o verdadeiro propósito de sua vida.
Todo crente deve, portanto, estudar continuamente os Escritos sagrados e as instruções do amado Guardião, esforçando-se sempre para alcançar uma nova e melhor compreensão de sua importância para si e para sua sociedade. Deve orar fervorosamente em busca de Orientação Divina, de sabedoria e força para fazer o que é agradável a Deus, e de servi-Lo em todos os tempos e com sua habilidade máxima.
(De uma carta datada de 17 de outubro de 1988, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente – 1º e 2º parágrafos publicados em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 54)
No que se refere à castidade, este é um dos conceitos mais desafiadores para se fazer convencer nesta era tão permissiva, porém, os bahá’ís têm que se esforçar ao máximo para preservar os padrões bahá’ís, não importa quão difíceis possam eles parecer no início. Tais esforços se tornarão mais fáceis se a juventude vier a compreender que as leis e os padrões da Fé têm o propósito de liberá-los de incontáveis dificuldades espirituais e morais, da mesma maneira que uma consideração adequada das leis da natureza capacita o indivíduo a viver em harmonia com as forças do planeta.
(De uma carta datada de 14 de janeiro de 1985, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente)
A Verdadeira Liberdade
Considerai a mesquinhez do juízo dos homens! Pedem o que lhes traz dano e desprezam o que lhes é proveitoso... Sabei vós que a personificação e símbolo da liberdade é o animal. O que convém ao homem é a submissão àquelas restrições que o protejam de sua própria ignorância e guardem-no do dano causado pelos malévolos. A liberdade faz o homem transpor os limites do decoro e violar a dignidade da sua posição. Rebaixa-o à depravação e malícia extremas.
Considerai os homens como um rebanho de ovelhas que necessitam de um pastor que as proteja. Isso realmente é a verdade, a verdade certa. Aprovamos a liberdade em certas circunstâncias e recusamo-Nos a sancioná-la em outras. Nós, em verdade, somos o Onissapiente.
Dize: A verdadeira liberdade consiste na submissão do homem aos Meus mandamentos, conquanto não o percebais. Observassem os homens o que Nós lhes enviamos do Céu da Revelação, eles, com toda certeza, atingiriam a liberdade perfeita. Feliz quem apreende o Desígnio de Deus em tudo o que Ele revelou do Céu de Sua Vontade, a qual permeia todas as coisas criadas. Dize: A liberdade que vos é proveitosa só se encontra em completa servitude a Deus, a Verdade Eterna. Quem experimentar a sua doçura recusará trocá-la por todo o domínio da terra e do céu.
(“O Kitáb-i-Aqdas”, p. 51)
... no que respeita aos povos que clamam por liberdade: a liberdade moderada que garante o bem-estar do mundo humano e mantém e preserva as relações universais, está presente na plenitude máxima de seu vigor e extensão, nos princípios de Bahá’u’lláh.
(“Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá”, Editora Bahá’í do Brasil, 1993, p. 278)
O Padrão Bahá’í de Castidade
Os escolhidos de Deus... não devem olhar para a condição depravada da sociedade em que vivem, nem para as evidências de degradação moral e de conduta frívola que as pessoas ao seu redor exibem. Não devem se contentar meramente com distinção e excelência relativas. Preferivelmente devem fixar seu olhar em alturas mais nobres definindo os conselhos e exortações da Pena de Glória como sua meta suprema. Então, prontamente, dar-se-ão conta de quão numerosos são os estágios que ainda permanecem para serem atravessados e quão distante se encontra a meta desejada – uma meta que é nada menos que a exemplificação da moral e das virtudes celestiais.
(De uma carta datada de 30 de outubro de 1924, escrita por Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Local de Teerã, traduzida do persa)
Temos de lembrar, entretanto, que a manutenção de tão elevadas normas de conduta moral não deve ser associada ou confundida com qualquer forma de ascetismo ou de puritanismo excessivo, fanático. A norma inculcada por Bahá’u’lláh não visa, sob quaisquer circunstâncias, negar a pessoa alguma o legítimo direito e privilégio de derivar ao máximo as vantagens e os benefícios dos múltiplos encantos, belezas e prazeres com os quais um amoroso Criador tão abundantemente enriqueceu o mundo. “Se um homem”, assegura-nos o próprio Bahá’u’lláh, “deseja adornar-se com os ornamentos da Terra, usar as vestes ou participar dos benefícios que ela pode conceder, nenhum mal lhe pode sobrevir, contanto que não permita que coisa alguma intervenha entre si e Deus, pois Deus ordenou cada coisa boa, quer criada no céu ou na Terra, para aqueles de Seus servos que nEle, verdadeiramente, crêem. Alimentai-vos, ó povo, com as boas coisas que Deus vos concedeu e não vos priveis de suas maravilhosas dádivas. Agradecei e louvai a Ele e sede dos sinceramente gratos.
(“O Advento da Justiça Divina”, p. 52-53)
O padrão bahá’í é muito elevado, mais especificamente quando comparado com a moral completamente apodrecida do mundo atual. Todavia, este nosso padrão produzirá pessoas mais saudáveis, felizes e nobres, e irá gerar casamentos mais estáveis.
(De uma carta datada de 19 de outubro de 1947, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente – citada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 53)
UMA VIDA CASTA E SANTA
Definição
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcóolicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e da coabitação, a infidelidade em relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual. Não pode tolerar nenhuma complacência para com as teorias, os padrões, os hábitos e excessos de uma era decadente. Não, antes, procura demonstrar, pela força dinâmica de seu exemplo, o caráter pernicioso de tais teorias, a falsidade de tais padrões, a vacuidade dessas pretensões, a perversidade desses hábitos e o caráter sacrílego desses excessos.
(“O Advento da Justiça Divina”, p. 47-48)
Castidade
... É Meu verdadeiro seguidor aquele que, se vier a um vale de puro ouro, passará adiante, tão alheio como uma nuvem, não virando para trás nem fazendo pausa. Tal homem, seguramente, é de Mim. De suas vestes poderá a Assembléia no alto inalar a fragrância da santidade... E se ele encontrasse a mais bela e graciosa das mulheres, não sentiria o coração seduzido, nem por uma ligeira sombra de desejo pela sua beleza. Tal homem, realmente, é a criação da imaculada castidade. Assim vos instrui a Pena do Ancião dos Dias, segundo ordenado pelo vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Generoso.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, Editora Bahá’í do Brasil, 1977, seção LX, p. 81)
A pureza e a castidade têm sido, e ainda o são, os ornamentos supremos para as servas de Deus. Deus é Minha testemunha! O esplendor da luz da castidade difunde sua iluminação sobre os mundos do espírito e sua fragrância é levada até o Mais Excelso Paraíso.
(Bahá’u’lláh, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 51)
No que diz respeito aos aspectos positivos da castidade, a Casa Universal de Justiça declara que a Fé Bahá’í reconhece o valor do impulso sexual e sustenta que a instituição do casamento foi estabelecida como um canal para sua expressão legítima. Os bahá’ís não crêem que o impulso sexual deva ser suprimido senão que deva ser regulado e controlado.
Castidade de forma alguma implica em retração de relacionamentos humanos. Libera as pessoas da tirania da ubiqüidade do sexo. Uma pessoa que tem controle de seus impulsos sexuais é capaz de ter amizades profundas e duradouras com muitas pessoas, tanto homens como mulheres, sem jamais macular aquele elo único e inestimável que deve unir marido e mulher.
(De uma carta datada de 8 de maio de 1979, escrita em nome da Casa Universal de Justiça a um crente)
Moderação
O que passar além dos limites da moderação deixará de exercer uma influência benéfica. Considerai, por exemplo, a liberdade, a civilização e coisas semelhantes. Não importa quão favoravelmente sejam consideradas por homens de entendimento, se forem levadas a um extremo, exercerão sobre os homens uma influência perniciosa.
(“Epístolas de Bahá’u’lláh”, Editora Bahá’í do Brasil, 1983, p. 188)
É deixada à discrição dos homens a escolha das vestes, bem como o corte da barba e seu trato. Mas acautelai-vos, ó povo, para que não vos façais objetos de ludíbrio por parte daqueles que carecem de conhecimento.
(“Epístolas de Bahá’u’lláh”, p. 31-32)
A expressão humana é uma essência que aspira a exercer sua influência e que necessita de moderação. Quanto à sua influência, é condicionada às nobres qualidades, as quais, por sua vez, dependem de corações desprendidos e puros. Quanto à sua moderação, esta deve ser combinada com tato e sabedoria, assim como prescrevem as Sagradas Escrituras e Epístolas.
(“Epístolas de Bahá’u’lláh”, p. 192)
Nós vos tornamos lícito ouvir música e canto. Atentai, porém, para que isso não vos leve a violar os limites do decoro e da dignidade. Seja vossa alegria a alegria que nasce de Meu Nome Supremo, Nome que enleva o coração e extasia as mentes de todos que de Deus se aproximaram.
(“O Kitáb-i-Aqdas”, p. 31)
Nos Ensinamentos não há nada contra dançar, mas os amigos devem se lembrar que o padrão de Bahá’u’lláh é modéstia e castidade. A atmosfera dos modernos salões de baile, onde se fuma e bebe tanto e existe tanta promiscuidade, é muito ruim, porém, danças decentes não são prejudiciais por si mesmas. Não existe certamente nenhum mal em dança clássica ou em participar em aulas de dança. Também não há nenhum mal em participar de teatro. Igualmente em ser ator de cinema. Hoje em dia, o que é nocivo não é a arte em si mesma, mas a corrupção, que com freqüência cerca estas artes. Como bahá’ís, não precisamos evitar qualquer uma das artes, porém, devemos evitar os atos e a atmosfera que algumas vezes acompanham estas profissões.
(De uma carta datada de 30 de junho de 1952, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional)
Vigilância Diária dos Atos
Levantai-vos, ó povo, e, mediante a grandeza do poder de Deus, resolvei ganhar a vitória sobre vós mesmos, para que toda a terra talvez se possa livrar e santificar de sua sujeição aos deuses de suas fantasias – deuses que já infligiram tão grande prejuízo a seus infelizes devotos e que são responsáveis pela sua miséria. Esses ídolos formam o obstáculo que impediu o homem em seus esforços para progredir no caminho da perfeição.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção XLIII. p. 67)
Ó FILHO DO SER!
Examina-te a ti mesmo, cada dia, antes de seres instado a prestar contas, porque a morte, sem prenúncio, te haverá de sobrevir e serás chamado a responder por teus atos.
(“As Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh”, do árabe, nº31,
Editora Bahá’í do Brasil, 1999, p. 32)
Pois o desejo é uma chama que tem reduzido a cinzas incontáveis colheitas de toda uma vida dos eruditos, um fogo devorador que até mesmo o vasto mar de seu conhecimento acumulado jamais pode extinguir. Quão freqüentemente ocorreu que um indivíduo que foi agraciado com todos os atributos da humanidade e usava jóia da verdadeira compreensão, ainda assim, deixou-se levar por suas paixões até que suas excelentes qualidades foram para além da moderação e viu-se forçado a excessos. Suas intenções puras foram transformadas em más, seus atributos não mais foram utilizados para fins dignos deles, e a força de seus desejos o afastaram da justeza e suas recompensas, dirigiram-se a caminhos que eram perigosos e sombrios. Um bom caráter, aos olhos de Deus e de Seus escolhidos e dos dotados de discernimento, é de todas as coisas a mais excelente e digna de louvor, porém sempre condicionado a que seu centro de emanação seja a razão e o conhecimento e sua base seja a verdadeira moderação.
(“The Secret of Divine Civilization”, Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 2ª ed.,
1983, p. 59-60)
Abandono de Conduta Frívola
Ó MEU AMIGO!
Tu és o sol dos céus de Minha santidade; não permitas que a corrupção do mundo eclipse teu esplendor. Rompe o véu da negligência, para que possas emergir resplandecente, de trás das nuvens, e adornar todas as coisas com as vestes da vida.
(“As Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh”, do persa, nº73, p. 82)
Livrai-vos de todo apego a este mundo e suas vaidades. Acautelai-vos para que delas não vos aproximeis, desde que vos levam a ser guiados por vossa própria lascívia e vossos desejos cobiçosos, impedindo-vos de entrar no Caminho reto e glorioso.
(“Seleções dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXVIII, p. 173-174)
Nas páginas 47 e 48 de “O Advento da Justiça Divina”, o amado Guardião descreve os requisitos não só da castidade, mas de “uma vida casta e santa” – ambos os adjetivos são importantes. Um dos sinais de uma sociedade decadente, um sinal que é muito evidente no mundo hoje em dia, é uma devoção quase frenética ao prazer e à diversão, uma sede insaciável de entretenimento, uma devoção fanática a jogos e esportes, uma relutância em tratar qualquer assunto com seriedade, e uma atitude desdenhosa, zombeteira, com respeito a virtude e valor sólido. O abandono de uma “conduta frívola” não implica que um bahá’í tenha que ser uma pessoa de cara amarrada ou perpetuamente solene. Humor, felicidade e alegria são características de uma verdadeira vida bahá’í. A frivolidade enfastia e finalmente leva ao tédio e ao vazio, porém, a verdadeira felicidade, alegria e humor, que são partes de uma vida equilibrada que inclui pensamentos sérios, compaixão e humilde servitude a Deus, são características que enriquecem a vida e acrescem à sua radiância.
A escolha de palavras por Shoghi Effendi sempre foi significativa e cada uma delas é importante na compreensão de sua orientação. Neste trecho específico, ele não proíbe prazeres “triviais”, porém previne contra “excessivo apego” aos mesmos e indica que eles podem, muitas vezes, ser “mal orientados”. Lembremos da advertência de ‘Abdu’l-Bahá de não deixarmos um passatempo transformar-se em um desperdício de tempo.
(De uma carta datada de 8 de maio de 1979, escrita em nome da Casa Universal de Justiça a um crente)
Álcool
Inebriai-vos com o vinho do amor de Deus e não com aquilo que vos amortece as mentes, ó vós que O adorais! Verdadeiramente, isto foi proibido a todo crente, quer homem ou mulher.
(Bahá’u’lláh, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 52)
O uso do vinho é proibido, segundo o texto do Sacratíssimo Livro, porque é causa de enfermidades crônicas, enfraquece os nervos e consome a mente.
(‘Abdu’l-Bahá, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 51)
Drogas
Quanto ao ópio, é abominável e amaldiçoado. Que Deus nos proteja da punição que Ele inflige a quem o usa. De acordo com o explícito Texto do Mais Sagrado Livro ele é proibido e seu uso é absolutamente condenado. O raciocínio mostra que o uso do ópio é uma espécie de demência, e a experiência atesta que quem o usa é completamente excluído do reino humano. Que Deus proteja todos contra a perpetração de um ato tão hediondo como esse, um ato que arruína o próprio alicerce daquilo que constitui ser-se humano, e faz quem o usa permanecer para sempre privado. Pois o ópio prende-se à alma, tanto que morre a consciência de quem o usa, apaga-se sua mente, e suas percepções são destruídas. Transforma em mortos os vivos. Extingue o calor natural. Não se pode conceber maior dano do que aquele que o ópio inflige. Felizes os que nunca lhe mencionam o nome – considerai, pois, como é infeliz quem o usa.
(“Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá”, p. 133-134)
Quanto ao haxixe, chamastes a atenção para o fato que alguns persas tornaram-se habituados ao seu uso. Meu Deus! Este é o pior de todos os tóxicos e sua proibição foi explicitamente revelada. Seu uso causa a desintegração do pensamento e o completo torpor da alma. Como poderia alguém procurar esta fruta da árvore infernal, e partilhando dela, ser levado a exemplificar as qualidades de um monstro? Como poderia alguém usar esta droga proibida, e assim privar-se das bênçãos do Todo-Misericordioso?...
O álcool consome a mente e leva o homem a cometer atos absurdos, porém... este iníquo haxixe extingue a mente, congela o espírito, petrifica a alma, destrói o corpo e deixa o homem frustrado e perdido.
(‘Abdu’l-Bahá, de uma Epístola traduzida do persa)
No que diz respeito às assim chamadas virtudes “espirituais” dos alucinógenos,... a estimulação espiritual deve vir do ato de volvermos nosso coração para Bahá’u’lláh e não através de meios físicos como drogas e agentes químicos. Da descrição dada em sua carta parece que agentes alucinógenos são uma forma de tóxico. Desde que se exige dos amigos, inclusive da juventude, a estrita abstenção de todas as formas de tóxicos e, além disso, espera-se deles que conscienciosamente obedeçam à lei civil de seu país, é obvio que devem se abster de usar estas drogas.
Uma responsabilidade muito grande quanto à paz e bem-estar futuros do mundo é arcada pela juventude de hoje. Que a juventude bahá’í, pelo poder da Causa que advoga, seja o exemplo cintilante para seus companheiros.
(De uma carta datada de 15 de abril de 1965, escrita pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional)
Os bahá’ís não devem usar agentes alucinógenos, incluindo LSD, peiote e substâncias similares, exceto quando prescrito como tratamento médico. Tampouco devem se envolver em experiências com tais substâncias.
(De uma carta datada de 11 de janeiro de 1967, escrita pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional)
A Atitude Bahá’í com Relação a Sexo
Resumidamente, a concepção bahá’í sobre sexo é baseada na crença de que a castidade deveria ser estritamente observada por ambos os sexos, não só por ser em si mesma eticamente muito louvável, mas, também, por ser a única maneira para uma vida conjugal feliz e bem sucedida. Portanto, relações sexuais, de qualquer tipo, fora do casamento, não são permissíveis e, quem quer que infrinja esta regra, não só será responsável perante Deus, mas incorrerá também, na punição necessária por parte da sociedade.
A Fé Bahá’í reconhece o valor do impulso sexual, mas condena suas expressões ilegítimas e impróprias, tais como, o amor livre e outras, todas as quais considera definitivamente prejudiciais ao homem e à sociedade na qual ele vive. O uso apropriado do instinto sexual é direito natural de cada indivíduo e é precisamente por esta razão que a instituição do casamento foi estabelecida. Os bahá’ís não crêem na supressão do impulso sexual, mas, sim, na sua regulação e controle.
(De uma carta datada de 5 de setembro de 1938, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 11)
No que se refere a sua pergunta, se existem quaisquer formas legítimas de expressão do instinto sexual fora do casamento; de acordo com os Ensinamentos Bahá’ís, nenhum ato sexual pode ser considerado lícito, a menos que seja realizado entre pessoas legitimamente casadas. Fora da vida conjugal, não pode haver uso lícito ou saudável do impulso sexual. Por um lado, deveria ser ensinada à juventude bahá’í a lição do auto-controle que, quando exercitada, indubitavelmente tem um efeito salutar no desenvolvimento do caráter e, em geral, da personalidade. Por outro lado, deveria ser aconselhada, não só isso, mas até encorajada, a contrair matrimônio enquanto ainda jovem e de posse de seu total vigor físico. Fatores econômicos, sem dúvida, são freqüentemente um empecilho sério ao casamento quando se é jovem mas, na maioria dos casos, são somente uma desculpa e, como tais, não deveriam ser excessivamente enfatizados.
(De uma carta datada de 13 de dezembro de 1940, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente, publicado em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 12-13)
Castidade implica em uma vida sexual pura e casta tanto antes como depois do casamento. Antes do casamento, absolutamente casta; após o casamento, absolutamente fiel ao nosso companheiro escolhido. Fiel em todos os atos sexuais, fiel em palavras e ações.
O mundo hoje em dia está submerso, entre outras coisas, em um exagero excessivo da importância do amor físico e uma carência de valores espirituais. Na medida do possível, os crentes deveriam tentar se conscientizar disto e elevar-se acima do nível de seus concidadãos que estão dando uma ênfase demasiada ao lado puramente físico da união, o que é típico de todos os períodos decadentes da história. Fora de sua vida conjugal normal e legítima, deveriam procurar estabelecer laços de companheirismo e amor que sejam eternos e baseados na vida espiritual do homem, e não em sua vida física. Este é um dos muitos campos em que incumbe aos bahá’ís dar o exemplo e assumir a liderança para um padrão de vida verdadeiramente humano, quando a alma do homem é exaltada e seu corpo, tão somente, a ferramenta para seu espírito esclarecido. Desnecessário é dizer que isto não impede que se viva uma vida sexual perfeitamente normal, através da legítima via do casamento.
(De uma carta datada de 28 de setembro de 1941, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente, publicado em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 11-12)
Práticas Imorais são Condenadas
Vos é proibido o adultério, a sodomia e a luxúria. Evitai isto, ó concurso dos fiéis. Pela justeza de Deus! Fostes criados para purgar o mundo da profanação das más paixões. Isto é o que o Senhor de toda a humanidade vos prescreveu, se apenas o pudésseis perceber. Aquele que se relaciona ao Todo-Misericordioso e comete atos satânicos, verdadeiramente, não Me pertence. Disto dá testemunho todo átomo, seixo, árvore e fruto; além deles, esta Língua eloqüente, verdadeira e fidedigna.
(Bahá’u’lláh, de uma Epístola traduzida do árabe)
Quando nos conscientizamos que Bahá’u’lláh enuncia que o adultério retarda o progresso da alma na vida do além – de tão deplorável que é – e que o consumo de bebidas alcóolicas destrói a mente, e que nem ao menos delas devemos nos aproximar, vemos quão explícitos são nossos ensinamentos a respeito destes assuntos.
(De uma carta datada de 30 de setembro de 1949, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente)
Entre os muitos outros males que afligem a sociedade, neste baixo nível espiritual da história, está a questão da imoralidade e demasiada ênfase do sexo. Homossexualidade, de acordo com os Escritos de Bahá’u’lláh, é espiritualmente condenada. Isso não quer dizer que as pessoas que estão atormentadas desta maneira não devem ser ajudadas, aconselhadas e que se tenha compaixão delas. Significa, sim, que não cremos ser uma maneira de vida permissível, o que, infelizmente, é a atitude adotada hoje em dia com demasiada freqüência.
Devemos lutar contra os males existentes na sociedade com meios espirituais, assim como sociais e médicos. Devemos ser tolerantes e compreensivos mas inflexíveis e irredutíveis em relação ao nosso ponto de vista.
(De uma carta datada de 21 de maio de 1954, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente)
Muitos problemas sexuais, tais como homossexualidade e transexualidade, muito bem podem ter aspectos médicos, e, em tais casos, certamente se deveria recorrer à melhor assistência médica. Porém, de acordo com a instrução de Bahá’u’lláh, é evidente que homossexualidade não é uma condição com a qual alguém se deva conformar, mas, sim, é uma distorção da natureza dele ou dela, que deveria ser controlada e superada. Isso pode exigir uma árdua luta, mas assim também pode ser a luta de uma pessoa heterossexual para controlar os seus desejos. O exercício do auto-controle nisso, como em tantos outros aspectos da vida, tem um efeito benéfico sobre o progresso da alma. Além disso, deve se ter em mente que, embora seja altamente desejável que se seja casado, o que Bahá’u’lláh enfaticamente recomendou, não é o propósito central da vida. Se uma pessoa tem que esperar um período considerável antes de encontrar um esposo, ou se, finalmente, ele ou ela têm que permanecer solteiro, não significa que desse modo ele ou ela seja incapaz de cumprir com seu propósito na vida.
(De uma carta datada de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 13-14)
Sua carta solicitando referências diretas ou indiretas nos Escritos da Fé quanto a estupro ou assédio sexual foi encaminhada ao Departamento de Pesquisa e fomos solicitados a transmitir-lhe os seguintes comentários.
A “luxúria” é claramente proibida por Bahá’u’lláh (veja “Epístola ao Filho do Lobo”, Editora Bahá’í do Brasil, 1997, p. 59) e Shoghi Effendi declarou que “uma vida casta e santa”, de acordo com os ensinamentos da Fé, implica numa condenação de “toda espécie” de “vício sexual”. (veja “O Advento da Justiça Divina”, p. 47-48)
No que diz respeito ao conteúdo do Kitáb-i-Aqdas, uma das estipulações do Livro Mais Sagrado é “não se entregar às paixões” (veja “Sinopse e Codificação das Leis e Determinações no Kitáb-i-Aqdas”, Editora Bahá’í do Brasil, 1985, p. 69). Ademais, referência deve ser feita a uma das “proibições” mencionadas na página 66 da “Sinopse”, a saber, “adultério”. Esta palavra aparece desta forma neste livro porque registros em uma sinopse devem ser necessariamente curtos e, de acordo com a palavra original empregada por Bahá’u’lláh no Aqdas, isto é, “ziná”, adultério é geralmente e principalmente intencional. Entretanto, isso de forma alguma abrange todos os significados do conceito de “ziná” na linguagem legal usada em árabe e em persa. Uma das formas de “ziná” – isto é, quando o intercurso sexual ilícito é realizado por meio da força ou violência – é estupro ou assédio sexual.
Quanto à punição para tais atos como estupro, estes serão determinados no futuro pela Casa Universal de Justiça.
(De uma carta datada de 8 de junho de 1982, escrita em nome da Casa Universal de Justiça a um crente)
Aplicação do Princípio de uma Vida Casta e Santa
... ?castidade absoluta? se refere principal e diretamente à juventude bahá’í, a qual pode contribuir de um modo tão decisivo à virilidade, à pureza e à força motriz da vida da comunidade bahá’í e de quem deverá depender a futura orientação de seu destino, bem como o desenvolvimento completo das potencialidades de que Deus a dotou. ...
Quanto a uma vida casta e santa, deve ser considerada um fator não menos essencial – um que há de contribuir devidamente para fortalecer e vitalizar a comunidade bahá’í, sendo que disso dependerá, por sua vez, o êxito de qualquer plano ou empreendimento bahá’í. ... Todos, sejam homens ou mulheres – nesta hora agourenta em que as luzes da religião minguam e suas restrições, uma por uma, estão sendo abolidas – devem fazer uma pausa a fim de se examinarem, averiguarem sua conduta e, com característica resolução, levantarem-se para expurgar a vida de sua comunidade de todo traço de lassidão moral que pudesse macular o nome ou diminuir a integridade de uma Fé tão santa e preciosa.
Uma vida casta e santa deve vir a ser o princípio que guie a conduta de todos os bahá’ís, tanto em suas relações com os membros de sua própria comunidade, como em seu contato com o mundo afora. Deve adornar e reforçar a incessante faina e os esforços meritórios daqueles cuja invejável missão é difundir a Mensagem da Fé instituída por Bahá’u’lláh e administrar os seus assuntos. Deve ser mantida, em toda a sua integridade e todas as suas implicações, em cada fase da vida dos que preenchem as fileiras desta Fé, quer seja em seus lares ou suas viagens, em seus clubes, sociedades, diversões, escolas ou universidades. Devemos dar a isto especial consideração ao dirigirmos as atividades sociais de todas as escolas de verão bahá’ís e em qualquer ocasião em que a vida da comunidade bahá’í seja organizada e promovida. Isto deve ser íntima e continuamente identificado com a missão da juventude bahá’í, quer seja como elemento na vida da comunidade bahá’í ou como fator no futuro progresso e orientação da juventude de seu próprio país.
(“O Advento da Justiça Divina”, p. 36, 46-47)
A FORÇA DO EXEMPLO
Um Caráter Louvável
Se alguém, neste Dia, levantar-se para promover Nossa Causa, convocando em seu auxílio as hostes de um caráter louvável e conduta íntegra, a influência que emana de tal ação será difundida, com absoluta certeza, pelo mundo inteiro.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXXI, p. 180)
Um bahá’í é conhecido pelos atributos por ele manifestados, não por seu nome; ele é reconhecido por seu caráter, não por sua pessoa.
(‘Abdu’l-Bahá, de uma Epístola traduzida do persa)
... através da preservação da lei bahá’í, apesar de todas as dificuldades, não só fortalecemos nosso próprio caráter mas, também, influenciamos aqueles ao nosso redor.
(De uma carta datada de 6 de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 10)
A Importância dos Atos
Ó FILHO DE MINHA SERVA!
A orientação sempre tem sido dada através de palavras, mas agora é dada por ações. Cada um deve manifestar ações que sejam puras e santas, pois palavras pertencem a todos, igualmente, mas ações como estas são próprias só de Nossos bem-amados. Esforçai-vos, então, de coração e alma, a fim de vos distinguirdes pelos vossos atos. Assim Nós vos aconselhamos nesta Epístola santa e resplandecente.
(“As Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh”, do persa, nº76, p. 83)
Um só ato reto é dotado de uma potência suficiente para elevar o pó e fazê-lo passar além do céu dos céus, para romper todo vínculo e restaurar a força que se gastou e que desvaneceu...
Sê puro, ó povo de Deus, sê puro; sê reto, sê reto...
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXXI, p. 180)
O Guardião tem insistido, reiteradamente, na preeminente necessidade da Juventude Bahá’í exemplificar os Ensinamentos, mais especificamente os seus aspectos morais. Se não se distinguirem por sua nobre conduta, não podem esperar que outros jovens considerem a Causa com grande seriedade.
Ele sinceramente concorda consigo que se não praticarmos os Ensinamentos, não podemos esperar que a Fé cresça, porque o propósito fundamental de todas as religiões – incluindo a nossa própria – é levar o homem para mais perto de Deus e de modificar o seu caráter, o que é da máxima importância. Demasiada ênfase, com freqüência, é colocada nos aspectos sociais e econômicos dos Ensinamentos, não é possível, no entanto, enfatizar suficientemente o aspecto moral.
(De uma carta datada de 6 de setembro de 1946, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente)
O Efeito do Exemplo
A melhora do mundo pode ser realizada através de ações puras e boas, de conduta louvável e digna.
(Bahá’u’lláh, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 39)
... Que vossos atos sirvam de guia para toda a humanidade, pois o que é professado pela maioria dos homens, sejam de alto grau ou humildes, difere de sua conduta. É pelas vossas ações que vos podeis distinguir dos outros. Por meio delas pode o brilho de vossa luz irradiar-se sobre toda a terra. Feliz o homem que atende a Meu conselho e observa os preceitos dAquele que é o Onisciente, a Suma Sabedoria.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXXIX, p. 190)
Estes são os dias para tornar a Causa divina vitoriosa e lhe prestar ajuda efetiva! A vitória da Fé de Deus é dependente do ensino; e o ensino é condicionado a ações justas e atos e condutas virtuosos. A pedra fundamental de uma vida vivida no caminho de Deus é a procura de excelência moral e a aquisição de um caráter dotado de qualidades que são benquistas a Seus olhos. Os bahá’ís devem se adornar com esta indumentária sagrada; com esta poderosa espada devem conquistar as cidadelas dos corações dos homens. As pessoas estão cansadas e impacientes com retórica e discurso, com pregações e sermões. Hoje em dia, a única coisa que pode libertar o mundo de seu sofrimento e atrair os corações de seus povos, são ações, não palavras; exemplo, não preceito; virtudes santificadas, não declarações e decretos emitidos por governos e nações sobre assuntos sócio-políticos. Em todos os assuntos, grandes ou pequenos, a palavra tem que ser o complemento da ação, e a ação companheira da palavra: cada uma deve suplementar, apoiar e reforçar a outra. É neste aspecto que os bahá’ís têm que buscar distinção.
(De uma carta datada de 8 de dezembro de 1923, escrita por Shoghi Effendi aos bahá’ís de Bombaim, traduzida do persa)
É primordialmente através da potência de ações e caráter nobres, e não pelo poder de elucidação e de provas, que os amigos de Deus devem demonstrar ao mundo que aquilo que tem sido prometido por Deus está fadado a acontecer, que já está acontecendo e que as boas-novas divinas são claras, evidentes e completas. Pois a menos que algumas almas ilustres avancem até a arena de serviço e brilhem resplandecentes na assembléia dos homens, a tarefa de vindicar a verdade desta Causa ante os olhos de pessoas esclarecidas seria, na verdade, tremenda. Entretanto, se os amigos se tornarem personificações de virtude e bom caráter, palavras e argumentos serão supérfluos. Suas próprias ações bem servirão como testemunhos eloqüentes e sua conduta nobre assegurará a preservação, integridade e glória da Causa de Deus.
(De uma carta datada de 19 de dezembro de 1923, escrita por Shoghi Effendi aos bahá’ís do Oriente – traduzida do persa)
Não há dúvida que o padrão de imaculada castidade inculcado por Bahá’u’lláh em Seus ensinamentos somente pode ser alcançado pelos amigos quando se postam firme e corajosamente como inflexíveis seguidores do modo de vida bahá’í, plenamente conscientes de que representam ensinamentos que são a própria antítese das forças corrosivas que estão tão tragicamente destruindo a estrutura dos valores morais do homem. A tendência atual na sociedade moderna e seu conflito com nossos desafiadores princípios de conduta moral, longe de influenciar os crentes a transigir sua resolução de aderir invariavelmente aos padrões de pureza e castidade lhes apresentados por sua Fé, deve estimulá-los a desincumbirem-se de suas obrigações sagradas com determinação e, assim, combater as forças malignas solapando as fundações da moralidade individual.
(De uma carta datada de 22 de maio de 1966, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente)
É tarefa desafiadora dos bahá’ís obedecer a lei de Deus em suas próprias vidas e, gradualmente, conseguir a aceitação dela pelo resto da humanidade.
Ao considerar o efeito da obediência às leis em vidas individuais, deve-se ter em mente que o propósito desta vida é o de preparar a alma para a próxima vida. Aqui, deve-se aprender a controlar e direcionar os seus impulsos animais, e não de ser um escravo deles. A vida neste mundo é uma sucessão de testes e realizações, de frustrações e de realizar novos progressos espirituais. Algumas vezes o caminho pode parecer muito difícil, mas pode-se testemunhar, muitas vezes, que a alma que obedece firmemente à lei de Bahá’u’lláh, por mais difícil que possa parecer, cresce espiritualmente, enquanto que aquele que transige a lei no interesse de sua própria aparente felicidade, vê-se perseguindo uma quimera: não alcança a felicidade que procurou, retarda seu progresso espiritual e, muitas vezes, atrai para si mesmo novos problemas.
(De uma carta datada de 6 de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 10)
CASTA E SANTA
EDITORA BAHÁ’Í
2001
(c) Copyright Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil
Título original: “A Chast and Holy Life”
Tradução: Rolf von Czékus
Exceto trechos já publicados em língua portuguesa
Revisão: Iradj Eghrari
Editora Bahá’í
Caixa Postal 198
13800-000 Mogi Mirim/SP
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e da coabitação, a infidelidade em relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual...
(“O Advento da Justiça Divina”, Editora Bahá’í do Brasil, 1977, p. 47-48)
Índice
INTRODUÇÃO
Anexamos cópia de uma nova compilação intitulada “Uma Vida Casta e Santa”, a qual foi preparada pelo Departamento de Pesquisas por solicitação da Casa Universal de Justiça.
Dado o rápido declínio dos padrões morais no mundo, a Casa de Justiça nos instruiu a enfatizar que ela considera tanto necessário como oportuno os amigos bahá’ís aumentarem a sua compreensão e reforçarem a sua adesão ao padrão de uma vida casta e santa que é defendido em nossos Ensinamentos. Com esta finalidade, a Casa de Justiça urge às Assembléias Espirituais Nacionais para disponibilizarem a compilação aos amigos, na mais ampla escala possível, traduzindo-a, se necessário, total ou parcialmente, nas línguas principais do país. Também é importante que os amigos sejam encorajados a estudar as implicações apresentadas nestes textos e a esforçarem-se tenazmente a exemplificar estes nobres padrões em suas vidas pessoais.
Visto que o âmbito das atividades e dos projetos nos quais a comunidade bahá’í se empenha, continua necessariamente a se expandir e a se diversificar, a Casa de Justiça crê ser vital que os ensinamentos morais e éticos de nossa Fé não sejam nem ignorados nem considerados por engano como sendo de importância menor que nossos ensinamentos sociais, administrativos e metafísicos. Na verdade, Shoghi Effendi, em uma carta escrita em seu nome, enfatizou a necessidade de um tal equilíbrio e de se dar uma importância adequada aos princípios morais da Fé.
Demasiada ênfase, com freqüência, é colocada nos aspectos sociais e econômicos dos Ensinamentos; não é possível, no entanto, enfatizar suficientemente o aspecto moral.
No clima atual de declínio moral e social, numa época em que, no mundo em geral, decadência moral, hipocrisia e transigência são endêmicas, e palavras não corroboradas por ações perderam o seu valor, os crentes são desafiados a se tornarem “bahá’ís tanto em caráter como em crença”, a se esforçarem resolutamente para exemplificar o padrão bahá’í, a se tornarem distintos por sua excelência moral, e a demonstrarem, pela qualidade de suas vidas individuais e pela natureza de sua vida comunitária bahá’í, o poder vitalizador da Causa, não só para trazer paz, segurança e verdadeira felicidade espiritual ao coração de cada um, mas para igualmente transformar a sociedade. Shoghi Effendi repetidamente enfatizou a importância da força do exemplo. Uma carta escrita em seu nome declara:
Sua constante esperança é que os crentes se conduzam, individualmente e em sua vida comunitária bahá’í, de tal modo a atrair a atenção de outros para a Causa. O mundo não só sofre pela falta de princípios e ideais sublimes, mas, acima de tudo, sofre pela falta de um exemplo cintilante o qual os bahá’ís podem e têm que prover.
(Carta escrita pelo Departamento do Secretariado da Casa Universal de Justiça, datada de 30 de setembro de 1988, a todas as Assembléias Espirituais Nacionais.)
O PADRÃO BAHÁ’Í
A Natureza da Lei Bahá’í
Aqueles que Deus dotou de discernimento prontamente reconhecerão que os preceitos por Ele estabelecidos constituem os instrumentos supremos para a manutenção da ordem no mundo e a segurança de seus povos...
Ó vós, povos do mundo! Sabei com certeza que Meus mandamentos são as lâmpadas de Minha amorosa providência entre os Meus servos e as chaves de Minha clemência para as Minhas criaturas. Eis o que se fez descer do céu da vontade de vosso Senhor, o Senhor da Revelação...
Dize: de Minhas leis pode-se inalar a doce fragrância de Meu manto e com sua ajuda os pendões da vitória cravar-se-ão sobre os mais altos picos. A língua de Meu poder, do céu de Minha glória onipotente, dirigiu à Minha criação estas palavras: “Observai os Meus mandamentos por amor à Minha beleza”. Feliz o apaixonado que dessas palavras inalou a fragrância divina de seu Mais-Amado, plenas que são do perfume de uma graça indizível. Por Minha vida! Quem sorver o vinho seleto da eqüidade, oferecido pelas mãos de Meu generoso favor, mover-se-á em torno de Meus mandamentos, que brilham sobre o horizonte de Minha criação.
Não penseis que Nós vos revelamos um mero código de leis. Não! Mais do que isso: deslacramos o Vinho seleto com os dedos da grandeza e do poder. Disso dá testemunho o que a Pena da revelação manifestou. Meditai sobre isso, ó homens de discernimento!
(“O Kitáb-i-Aqdas”, Editora Bahá’í do Brasil, 1995, p. 17-18)
Da mesma maneira como existem leis governando nossas vidas físicas, exigindo que devamos suprir nossos corpos com certas comidas, mantê-los dentro de certos limites de temperatura, e assim por diante, se desejamos evitar incapacidades físicas, também existem leis governando nossas vidas espirituais. Estas leis são reveladas à humanidade em cada época pela Manifestação de Deus, e obediência a elas é de vital importância, para que cada ser humano, e a humanidade como um todo, possam se desenvolver correta e harmoniosamente. Além disso, estes diversos aspectos são interdependentes. Se um indivíduo infringe as leis espirituias destinadas ao seu próprio desenvolvimento, causará dano não somente a si mesmo, mas à sociedade em cujo meio vive. De maneira semelhante, a condição da sociedade tem um efeito direto sobre os indivíduos que têm que viver em seu meio.
(De uma carta datada de 6 de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, Editora Bahá’í do Brasil, 1984, p. 9)
Consideramos suas diversas cartas e tomamos conhecimento de suas perguntas e de seu sentimento de que muitos jovens bahá’ís em... estão confusos e estão pedindo orientação em linguagem simples e clara, sobre como enfrentar situações diárias, particularmente aquelas envolvendo sexo.
Não é possível, nem tampouco desejável, que a Casa Universal de Justiça determine um conjunto de regras abrangendo cada situação. Pelo contrário, é tarefa do crente determinar, de acordo com sua própria devota compreensão das Escrituras, precisamente, qual deveria ser a sua linha de conduta em relação às situações com as quais se depara em sua vida diária. A fim de que possa realizar na vida sua verdadeira missão como um seguidor da Abençoada Perfeição, ele irá moldar sua vida de acordo com os Ensinamentos. O crente não pode alcançar este objetivo meramente vivendo de acordo com um conjunto de rígidos regulamentos. Quando sua vida está orientada no sentido de serviço a Bahá’u’lláh, e quando cada ato consciente é realizado dentro desta estrutura conceitual, não falhará em alcançar o verdadeiro propósito de sua vida.
Todo crente deve, portanto, estudar continuamente os Escritos sagrados e as instruções do amado Guardião, esforçando-se sempre para alcançar uma nova e melhor compreensão de sua importância para si e para sua sociedade. Deve orar fervorosamente em busca de Orientação Divina, de sabedoria e força para fazer o que é agradável a Deus, e de servi-Lo em todos os tempos e com sua habilidade máxima.
(De uma carta datada de 17 de outubro de 1988, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente – 1º e 2º parágrafos publicados em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 54)
No que se refere à castidade, este é um dos conceitos mais desafiadores para se fazer convencer nesta era tão permissiva, porém, os bahá’ís têm que se esforçar ao máximo para preservar os padrões bahá’ís, não importa quão difíceis possam eles parecer no início. Tais esforços se tornarão mais fáceis se a juventude vier a compreender que as leis e os padrões da Fé têm o propósito de liberá-los de incontáveis dificuldades espirituais e morais, da mesma maneira que uma consideração adequada das leis da natureza capacita o indivíduo a viver em harmonia com as forças do planeta.
(De uma carta datada de 14 de janeiro de 1985, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente)
A Verdadeira Liberdade
Considerai a mesquinhez do juízo dos homens! Pedem o que lhes traz dano e desprezam o que lhes é proveitoso... Sabei vós que a personificação e símbolo da liberdade é o animal. O que convém ao homem é a submissão àquelas restrições que o protejam de sua própria ignorância e guardem-no do dano causado pelos malévolos. A liberdade faz o homem transpor os limites do decoro e violar a dignidade da sua posição. Rebaixa-o à depravação e malícia extremas.
Considerai os homens como um rebanho de ovelhas que necessitam de um pastor que as proteja. Isso realmente é a verdade, a verdade certa. Aprovamos a liberdade em certas circunstâncias e recusamo-Nos a sancioná-la em outras. Nós, em verdade, somos o Onissapiente.
Dize: A verdadeira liberdade consiste na submissão do homem aos Meus mandamentos, conquanto não o percebais. Observassem os homens o que Nós lhes enviamos do Céu da Revelação, eles, com toda certeza, atingiriam a liberdade perfeita. Feliz quem apreende o Desígnio de Deus em tudo o que Ele revelou do Céu de Sua Vontade, a qual permeia todas as coisas criadas. Dize: A liberdade que vos é proveitosa só se encontra em completa servitude a Deus, a Verdade Eterna. Quem experimentar a sua doçura recusará trocá-la por todo o domínio da terra e do céu.
(“O Kitáb-i-Aqdas”, p. 51)
... no que respeita aos povos que clamam por liberdade: a liberdade moderada que garante o bem-estar do mundo humano e mantém e preserva as relações universais, está presente na plenitude máxima de seu vigor e extensão, nos princípios de Bahá’u’lláh.
(“Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá”, Editora Bahá’í do Brasil, 1993, p. 278)
O Padrão Bahá’í de Castidade
Os escolhidos de Deus... não devem olhar para a condição depravada da sociedade em que vivem, nem para as evidências de degradação moral e de conduta frívola que as pessoas ao seu redor exibem. Não devem se contentar meramente com distinção e excelência relativas. Preferivelmente devem fixar seu olhar em alturas mais nobres definindo os conselhos e exortações da Pena de Glória como sua meta suprema. Então, prontamente, dar-se-ão conta de quão numerosos são os estágios que ainda permanecem para serem atravessados e quão distante se encontra a meta desejada – uma meta que é nada menos que a exemplificação da moral e das virtudes celestiais.
(De uma carta datada de 30 de outubro de 1924, escrita por Shoghi Effendi à Assembléia Espiritual Local de Teerã, traduzida do persa)
Temos de lembrar, entretanto, que a manutenção de tão elevadas normas de conduta moral não deve ser associada ou confundida com qualquer forma de ascetismo ou de puritanismo excessivo, fanático. A norma inculcada por Bahá’u’lláh não visa, sob quaisquer circunstâncias, negar a pessoa alguma o legítimo direito e privilégio de derivar ao máximo as vantagens e os benefícios dos múltiplos encantos, belezas e prazeres com os quais um amoroso Criador tão abundantemente enriqueceu o mundo. “Se um homem”, assegura-nos o próprio Bahá’u’lláh, “deseja adornar-se com os ornamentos da Terra, usar as vestes ou participar dos benefícios que ela pode conceder, nenhum mal lhe pode sobrevir, contanto que não permita que coisa alguma intervenha entre si e Deus, pois Deus ordenou cada coisa boa, quer criada no céu ou na Terra, para aqueles de Seus servos que nEle, verdadeiramente, crêem. Alimentai-vos, ó povo, com as boas coisas que Deus vos concedeu e não vos priveis de suas maravilhosas dádivas. Agradecei e louvai a Ele e sede dos sinceramente gratos.
(“O Advento da Justiça Divina”, p. 52-53)
O padrão bahá’í é muito elevado, mais especificamente quando comparado com a moral completamente apodrecida do mundo atual. Todavia, este nosso padrão produzirá pessoas mais saudáveis, felizes e nobres, e irá gerar casamentos mais estáveis.
(De uma carta datada de 19 de outubro de 1947, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente – citada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 53)
UMA VIDA CASTA E SANTA
Definição
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcóolicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e da coabitação, a infidelidade em relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual. Não pode tolerar nenhuma complacência para com as teorias, os padrões, os hábitos e excessos de uma era decadente. Não, antes, procura demonstrar, pela força dinâmica de seu exemplo, o caráter pernicioso de tais teorias, a falsidade de tais padrões, a vacuidade dessas pretensões, a perversidade desses hábitos e o caráter sacrílego desses excessos.
(“O Advento da Justiça Divina”, p. 47-48)
Castidade
... É Meu verdadeiro seguidor aquele que, se vier a um vale de puro ouro, passará adiante, tão alheio como uma nuvem, não virando para trás nem fazendo pausa. Tal homem, seguramente, é de Mim. De suas vestes poderá a Assembléia no alto inalar a fragrância da santidade... E se ele encontrasse a mais bela e graciosa das mulheres, não sentiria o coração seduzido, nem por uma ligeira sombra de desejo pela sua beleza. Tal homem, realmente, é a criação da imaculada castidade. Assim vos instrui a Pena do Ancião dos Dias, segundo ordenado pelo vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Generoso.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, Editora Bahá’í do Brasil, 1977, seção LX, p. 81)
A pureza e a castidade têm sido, e ainda o são, os ornamentos supremos para as servas de Deus. Deus é Minha testemunha! O esplendor da luz da castidade difunde sua iluminação sobre os mundos do espírito e sua fragrância é levada até o Mais Excelso Paraíso.
(Bahá’u’lláh, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 51)
No que diz respeito aos aspectos positivos da castidade, a Casa Universal de Justiça declara que a Fé Bahá’í reconhece o valor do impulso sexual e sustenta que a instituição do casamento foi estabelecida como um canal para sua expressão legítima. Os bahá’ís não crêem que o impulso sexual deva ser suprimido senão que deva ser regulado e controlado.
Castidade de forma alguma implica em retração de relacionamentos humanos. Libera as pessoas da tirania da ubiqüidade do sexo. Uma pessoa que tem controle de seus impulsos sexuais é capaz de ter amizades profundas e duradouras com muitas pessoas, tanto homens como mulheres, sem jamais macular aquele elo único e inestimável que deve unir marido e mulher.
(De uma carta datada de 8 de maio de 1979, escrita em nome da Casa Universal de Justiça a um crente)
Moderação
O que passar além dos limites da moderação deixará de exercer uma influência benéfica. Considerai, por exemplo, a liberdade, a civilização e coisas semelhantes. Não importa quão favoravelmente sejam consideradas por homens de entendimento, se forem levadas a um extremo, exercerão sobre os homens uma influência perniciosa.
(“Epístolas de Bahá’u’lláh”, Editora Bahá’í do Brasil, 1983, p. 188)
É deixada à discrição dos homens a escolha das vestes, bem como o corte da barba e seu trato. Mas acautelai-vos, ó povo, para que não vos façais objetos de ludíbrio por parte daqueles que carecem de conhecimento.
(“Epístolas de Bahá’u’lláh”, p. 31-32)
A expressão humana é uma essência que aspira a exercer sua influência e que necessita de moderação. Quanto à sua influência, é condicionada às nobres qualidades, as quais, por sua vez, dependem de corações desprendidos e puros. Quanto à sua moderação, esta deve ser combinada com tato e sabedoria, assim como prescrevem as Sagradas Escrituras e Epístolas.
(“Epístolas de Bahá’u’lláh”, p. 192)
Nós vos tornamos lícito ouvir música e canto. Atentai, porém, para que isso não vos leve a violar os limites do decoro e da dignidade. Seja vossa alegria a alegria que nasce de Meu Nome Supremo, Nome que enleva o coração e extasia as mentes de todos que de Deus se aproximaram.
(“O Kitáb-i-Aqdas”, p. 31)
Nos Ensinamentos não há nada contra dançar, mas os amigos devem se lembrar que o padrão de Bahá’u’lláh é modéstia e castidade. A atmosfera dos modernos salões de baile, onde se fuma e bebe tanto e existe tanta promiscuidade, é muito ruim, porém, danças decentes não são prejudiciais por si mesmas. Não existe certamente nenhum mal em dança clássica ou em participar em aulas de dança. Também não há nenhum mal em participar de teatro. Igualmente em ser ator de cinema. Hoje em dia, o que é nocivo não é a arte em si mesma, mas a corrupção, que com freqüência cerca estas artes. Como bahá’ís, não precisamos evitar qualquer uma das artes, porém, devemos evitar os atos e a atmosfera que algumas vezes acompanham estas profissões.
(De uma carta datada de 30 de junho de 1952, escrita em nome de Shoghi Effendi a uma Assembléia Espiritual Nacional)
Vigilância Diária dos Atos
Levantai-vos, ó povo, e, mediante a grandeza do poder de Deus, resolvei ganhar a vitória sobre vós mesmos, para que toda a terra talvez se possa livrar e santificar de sua sujeição aos deuses de suas fantasias – deuses que já infligiram tão grande prejuízo a seus infelizes devotos e que são responsáveis pela sua miséria. Esses ídolos formam o obstáculo que impediu o homem em seus esforços para progredir no caminho da perfeição.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção XLIII. p. 67)
Ó FILHO DO SER!
Examina-te a ti mesmo, cada dia, antes de seres instado a prestar contas, porque a morte, sem prenúncio, te haverá de sobrevir e serás chamado a responder por teus atos.
(“As Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh”, do árabe, nº31,
Editora Bahá’í do Brasil, 1999, p. 32)
Pois o desejo é uma chama que tem reduzido a cinzas incontáveis colheitas de toda uma vida dos eruditos, um fogo devorador que até mesmo o vasto mar de seu conhecimento acumulado jamais pode extinguir. Quão freqüentemente ocorreu que um indivíduo que foi agraciado com todos os atributos da humanidade e usava jóia da verdadeira compreensão, ainda assim, deixou-se levar por suas paixões até que suas excelentes qualidades foram para além da moderação e viu-se forçado a excessos. Suas intenções puras foram transformadas em más, seus atributos não mais foram utilizados para fins dignos deles, e a força de seus desejos o afastaram da justeza e suas recompensas, dirigiram-se a caminhos que eram perigosos e sombrios. Um bom caráter, aos olhos de Deus e de Seus escolhidos e dos dotados de discernimento, é de todas as coisas a mais excelente e digna de louvor, porém sempre condicionado a que seu centro de emanação seja a razão e o conhecimento e sua base seja a verdadeira moderação.
(“The Secret of Divine Civilization”, Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 2ª ed.,
1983, p. 59-60)
Abandono de Conduta Frívola
Ó MEU AMIGO!
Tu és o sol dos céus de Minha santidade; não permitas que a corrupção do mundo eclipse teu esplendor. Rompe o véu da negligência, para que possas emergir resplandecente, de trás das nuvens, e adornar todas as coisas com as vestes da vida.
(“As Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh”, do persa, nº73, p. 82)
Livrai-vos de todo apego a este mundo e suas vaidades. Acautelai-vos para que delas não vos aproximeis, desde que vos levam a ser guiados por vossa própria lascívia e vossos desejos cobiçosos, impedindo-vos de entrar no Caminho reto e glorioso.
(“Seleções dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXVIII, p. 173-174)
Nas páginas 47 e 48 de “O Advento da Justiça Divina”, o amado Guardião descreve os requisitos não só da castidade, mas de “uma vida casta e santa” – ambos os adjetivos são importantes. Um dos sinais de uma sociedade decadente, um sinal que é muito evidente no mundo hoje em dia, é uma devoção quase frenética ao prazer e à diversão, uma sede insaciável de entretenimento, uma devoção fanática a jogos e esportes, uma relutância em tratar qualquer assunto com seriedade, e uma atitude desdenhosa, zombeteira, com respeito a virtude e valor sólido. O abandono de uma “conduta frívola” não implica que um bahá’í tenha que ser uma pessoa de cara amarrada ou perpetuamente solene. Humor, felicidade e alegria são características de uma verdadeira vida bahá’í. A frivolidade enfastia e finalmente leva ao tédio e ao vazio, porém, a verdadeira felicidade, alegria e humor, que são partes de uma vida equilibrada que inclui pensamentos sérios, compaixão e humilde servitude a Deus, são características que enriquecem a vida e acrescem à sua radiância.
A escolha de palavras por Shoghi Effendi sempre foi significativa e cada uma delas é importante na compreensão de sua orientação. Neste trecho específico, ele não proíbe prazeres “triviais”, porém previne contra “excessivo apego” aos mesmos e indica que eles podem, muitas vezes, ser “mal orientados”. Lembremos da advertência de ‘Abdu’l-Bahá de não deixarmos um passatempo transformar-se em um desperdício de tempo.
(De uma carta datada de 8 de maio de 1979, escrita em nome da Casa Universal de Justiça a um crente)
Álcool
Inebriai-vos com o vinho do amor de Deus e não com aquilo que vos amortece as mentes, ó vós que O adorais! Verdadeiramente, isto foi proibido a todo crente, quer homem ou mulher.
(Bahá’u’lláh, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 52)
O uso do vinho é proibido, segundo o texto do Sacratíssimo Livro, porque é causa de enfermidades crônicas, enfraquece os nervos e consome a mente.
(‘Abdu’l-Bahá, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 51)
Drogas
Quanto ao ópio, é abominável e amaldiçoado. Que Deus nos proteja da punição que Ele inflige a quem o usa. De acordo com o explícito Texto do Mais Sagrado Livro ele é proibido e seu uso é absolutamente condenado. O raciocínio mostra que o uso do ópio é uma espécie de demência, e a experiência atesta que quem o usa é completamente excluído do reino humano. Que Deus proteja todos contra a perpetração de um ato tão hediondo como esse, um ato que arruína o próprio alicerce daquilo que constitui ser-se humano, e faz quem o usa permanecer para sempre privado. Pois o ópio prende-se à alma, tanto que morre a consciência de quem o usa, apaga-se sua mente, e suas percepções são destruídas. Transforma em mortos os vivos. Extingue o calor natural. Não se pode conceber maior dano do que aquele que o ópio inflige. Felizes os que nunca lhe mencionam o nome – considerai, pois, como é infeliz quem o usa.
(“Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá”, p. 133-134)
Quanto ao haxixe, chamastes a atenção para o fato que alguns persas tornaram-se habituados ao seu uso. Meu Deus! Este é o pior de todos os tóxicos e sua proibição foi explicitamente revelada. Seu uso causa a desintegração do pensamento e o completo torpor da alma. Como poderia alguém procurar esta fruta da árvore infernal, e partilhando dela, ser levado a exemplificar as qualidades de um monstro? Como poderia alguém usar esta droga proibida, e assim privar-se das bênçãos do Todo-Misericordioso?...
O álcool consome a mente e leva o homem a cometer atos absurdos, porém... este iníquo haxixe extingue a mente, congela o espírito, petrifica a alma, destrói o corpo e deixa o homem frustrado e perdido.
(‘Abdu’l-Bahá, de uma Epístola traduzida do persa)
No que diz respeito às assim chamadas virtudes “espirituais” dos alucinógenos,... a estimulação espiritual deve vir do ato de volvermos nosso coração para Bahá’u’lláh e não através de meios físicos como drogas e agentes químicos. Da descrição dada em sua carta parece que agentes alucinógenos são uma forma de tóxico. Desde que se exige dos amigos, inclusive da juventude, a estrita abstenção de todas as formas de tóxicos e, além disso, espera-se deles que conscienciosamente obedeçam à lei civil de seu país, é obvio que devem se abster de usar estas drogas.
Uma responsabilidade muito grande quanto à paz e bem-estar futuros do mundo é arcada pela juventude de hoje. Que a juventude bahá’í, pelo poder da Causa que advoga, seja o exemplo cintilante para seus companheiros.
(De uma carta datada de 15 de abril de 1965, escrita pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional)
Os bahá’ís não devem usar agentes alucinógenos, incluindo LSD, peiote e substâncias similares, exceto quando prescrito como tratamento médico. Tampouco devem se envolver em experiências com tais substâncias.
(De uma carta datada de 11 de janeiro de 1967, escrita pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional)
A Atitude Bahá’í com Relação a Sexo
Resumidamente, a concepção bahá’í sobre sexo é baseada na crença de que a castidade deveria ser estritamente observada por ambos os sexos, não só por ser em si mesma eticamente muito louvável, mas, também, por ser a única maneira para uma vida conjugal feliz e bem sucedida. Portanto, relações sexuais, de qualquer tipo, fora do casamento, não são permissíveis e, quem quer que infrinja esta regra, não só será responsável perante Deus, mas incorrerá também, na punição necessária por parte da sociedade.
A Fé Bahá’í reconhece o valor do impulso sexual, mas condena suas expressões ilegítimas e impróprias, tais como, o amor livre e outras, todas as quais considera definitivamente prejudiciais ao homem e à sociedade na qual ele vive. O uso apropriado do instinto sexual é direito natural de cada indivíduo e é precisamente por esta razão que a instituição do casamento foi estabelecida. Os bahá’ís não crêem na supressão do impulso sexual, mas, sim, na sua regulação e controle.
(De uma carta datada de 5 de setembro de 1938, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 11)
No que se refere a sua pergunta, se existem quaisquer formas legítimas de expressão do instinto sexual fora do casamento; de acordo com os Ensinamentos Bahá’ís, nenhum ato sexual pode ser considerado lícito, a menos que seja realizado entre pessoas legitimamente casadas. Fora da vida conjugal, não pode haver uso lícito ou saudável do impulso sexual. Por um lado, deveria ser ensinada à juventude bahá’í a lição do auto-controle que, quando exercitada, indubitavelmente tem um efeito salutar no desenvolvimento do caráter e, em geral, da personalidade. Por outro lado, deveria ser aconselhada, não só isso, mas até encorajada, a contrair matrimônio enquanto ainda jovem e de posse de seu total vigor físico. Fatores econômicos, sem dúvida, são freqüentemente um empecilho sério ao casamento quando se é jovem mas, na maioria dos casos, são somente uma desculpa e, como tais, não deveriam ser excessivamente enfatizados.
(De uma carta datada de 13 de dezembro de 1940, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente, publicado em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 12-13)
Castidade implica em uma vida sexual pura e casta tanto antes como depois do casamento. Antes do casamento, absolutamente casta; após o casamento, absolutamente fiel ao nosso companheiro escolhido. Fiel em todos os atos sexuais, fiel em palavras e ações.
O mundo hoje em dia está submerso, entre outras coisas, em um exagero excessivo da importância do amor físico e uma carência de valores espirituais. Na medida do possível, os crentes deveriam tentar se conscientizar disto e elevar-se acima do nível de seus concidadãos que estão dando uma ênfase demasiada ao lado puramente físico da união, o que é típico de todos os períodos decadentes da história. Fora de sua vida conjugal normal e legítima, deveriam procurar estabelecer laços de companheirismo e amor que sejam eternos e baseados na vida espiritual do homem, e não em sua vida física. Este é um dos muitos campos em que incumbe aos bahá’ís dar o exemplo e assumir a liderança para um padrão de vida verdadeiramente humano, quando a alma do homem é exaltada e seu corpo, tão somente, a ferramenta para seu espírito esclarecido. Desnecessário é dizer que isto não impede que se viva uma vida sexual perfeitamente normal, através da legítima via do casamento.
(De uma carta datada de 28 de setembro de 1941, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente, publicado em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 11-12)
Práticas Imorais são Condenadas
Vos é proibido o adultério, a sodomia e a luxúria. Evitai isto, ó concurso dos fiéis. Pela justeza de Deus! Fostes criados para purgar o mundo da profanação das más paixões. Isto é o que o Senhor de toda a humanidade vos prescreveu, se apenas o pudésseis perceber. Aquele que se relaciona ao Todo-Misericordioso e comete atos satânicos, verdadeiramente, não Me pertence. Disto dá testemunho todo átomo, seixo, árvore e fruto; além deles, esta Língua eloqüente, verdadeira e fidedigna.
(Bahá’u’lláh, de uma Epístola traduzida do árabe)
Quando nos conscientizamos que Bahá’u’lláh enuncia que o adultério retarda o progresso da alma na vida do além – de tão deplorável que é – e que o consumo de bebidas alcóolicas destrói a mente, e que nem ao menos delas devemos nos aproximar, vemos quão explícitos são nossos ensinamentos a respeito destes assuntos.
(De uma carta datada de 30 de setembro de 1949, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente)
Entre os muitos outros males que afligem a sociedade, neste baixo nível espiritual da história, está a questão da imoralidade e demasiada ênfase do sexo. Homossexualidade, de acordo com os Escritos de Bahá’u’lláh, é espiritualmente condenada. Isso não quer dizer que as pessoas que estão atormentadas desta maneira não devem ser ajudadas, aconselhadas e que se tenha compaixão delas. Significa, sim, que não cremos ser uma maneira de vida permissível, o que, infelizmente, é a atitude adotada hoje em dia com demasiada freqüência.
Devemos lutar contra os males existentes na sociedade com meios espirituais, assim como sociais e médicos. Devemos ser tolerantes e compreensivos mas inflexíveis e irredutíveis em relação ao nosso ponto de vista.
(De uma carta datada de 21 de maio de 1954, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente)
Muitos problemas sexuais, tais como homossexualidade e transexualidade, muito bem podem ter aspectos médicos, e, em tais casos, certamente se deveria recorrer à melhor assistência médica. Porém, de acordo com a instrução de Bahá’u’lláh, é evidente que homossexualidade não é uma condição com a qual alguém se deva conformar, mas, sim, é uma distorção da natureza dele ou dela, que deveria ser controlada e superada. Isso pode exigir uma árdua luta, mas assim também pode ser a luta de uma pessoa heterossexual para controlar os seus desejos. O exercício do auto-controle nisso, como em tantos outros aspectos da vida, tem um efeito benéfico sobre o progresso da alma. Além disso, deve se ter em mente que, embora seja altamente desejável que se seja casado, o que Bahá’u’lláh enfaticamente recomendou, não é o propósito central da vida. Se uma pessoa tem que esperar um período considerável antes de encontrar um esposo, ou se, finalmente, ele ou ela têm que permanecer solteiro, não significa que desse modo ele ou ela seja incapaz de cumprir com seu propósito na vida.
(De uma carta datada de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 13-14)
Sua carta solicitando referências diretas ou indiretas nos Escritos da Fé quanto a estupro ou assédio sexual foi encaminhada ao Departamento de Pesquisa e fomos solicitados a transmitir-lhe os seguintes comentários.
A “luxúria” é claramente proibida por Bahá’u’lláh (veja “Epístola ao Filho do Lobo”, Editora Bahá’í do Brasil, 1997, p. 59) e Shoghi Effendi declarou que “uma vida casta e santa”, de acordo com os ensinamentos da Fé, implica numa condenação de “toda espécie” de “vício sexual”. (veja “O Advento da Justiça Divina”, p. 47-48)
No que diz respeito ao conteúdo do Kitáb-i-Aqdas, uma das estipulações do Livro Mais Sagrado é “não se entregar às paixões” (veja “Sinopse e Codificação das Leis e Determinações no Kitáb-i-Aqdas”, Editora Bahá’í do Brasil, 1985, p. 69). Ademais, referência deve ser feita a uma das “proibições” mencionadas na página 66 da “Sinopse”, a saber, “adultério”. Esta palavra aparece desta forma neste livro porque registros em uma sinopse devem ser necessariamente curtos e, de acordo com a palavra original empregada por Bahá’u’lláh no Aqdas, isto é, “ziná”, adultério é geralmente e principalmente intencional. Entretanto, isso de forma alguma abrange todos os significados do conceito de “ziná” na linguagem legal usada em árabe e em persa. Uma das formas de “ziná” – isto é, quando o intercurso sexual ilícito é realizado por meio da força ou violência – é estupro ou assédio sexual.
Quanto à punição para tais atos como estupro, estes serão determinados no futuro pela Casa Universal de Justiça.
(De uma carta datada de 8 de junho de 1982, escrita em nome da Casa Universal de Justiça a um crente)
Aplicação do Princípio de uma Vida Casta e Santa
... ?castidade absoluta? se refere principal e diretamente à juventude bahá’í, a qual pode contribuir de um modo tão decisivo à virilidade, à pureza e à força motriz da vida da comunidade bahá’í e de quem deverá depender a futura orientação de seu destino, bem como o desenvolvimento completo das potencialidades de que Deus a dotou. ...
Quanto a uma vida casta e santa, deve ser considerada um fator não menos essencial – um que há de contribuir devidamente para fortalecer e vitalizar a comunidade bahá’í, sendo que disso dependerá, por sua vez, o êxito de qualquer plano ou empreendimento bahá’í. ... Todos, sejam homens ou mulheres – nesta hora agourenta em que as luzes da religião minguam e suas restrições, uma por uma, estão sendo abolidas – devem fazer uma pausa a fim de se examinarem, averiguarem sua conduta e, com característica resolução, levantarem-se para expurgar a vida de sua comunidade de todo traço de lassidão moral que pudesse macular o nome ou diminuir a integridade de uma Fé tão santa e preciosa.
Uma vida casta e santa deve vir a ser o princípio que guie a conduta de todos os bahá’ís, tanto em suas relações com os membros de sua própria comunidade, como em seu contato com o mundo afora. Deve adornar e reforçar a incessante faina e os esforços meritórios daqueles cuja invejável missão é difundir a Mensagem da Fé instituída por Bahá’u’lláh e administrar os seus assuntos. Deve ser mantida, em toda a sua integridade e todas as suas implicações, em cada fase da vida dos que preenchem as fileiras desta Fé, quer seja em seus lares ou suas viagens, em seus clubes, sociedades, diversões, escolas ou universidades. Devemos dar a isto especial consideração ao dirigirmos as atividades sociais de todas as escolas de verão bahá’ís e em qualquer ocasião em que a vida da comunidade bahá’í seja organizada e promovida. Isto deve ser íntima e continuamente identificado com a missão da juventude bahá’í, quer seja como elemento na vida da comunidade bahá’í ou como fator no futuro progresso e orientação da juventude de seu próprio país.
(“O Advento da Justiça Divina”, p. 36, 46-47)
A FORÇA DO EXEMPLO
Um Caráter Louvável
Se alguém, neste Dia, levantar-se para promover Nossa Causa, convocando em seu auxílio as hostes de um caráter louvável e conduta íntegra, a influência que emana de tal ação será difundida, com absoluta certeza, pelo mundo inteiro.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXXI, p. 180)
Um bahá’í é conhecido pelos atributos por ele manifestados, não por seu nome; ele é reconhecido por seu caráter, não por sua pessoa.
(‘Abdu’l-Bahá, de uma Epístola traduzida do persa)
... através da preservação da lei bahá’í, apesar de todas as dificuldades, não só fortalecemos nosso próprio caráter mas, também, influenciamos aqueles ao nosso redor.
(De uma carta datada de 6 de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 10)
A Importância dos Atos
Ó FILHO DE MINHA SERVA!
A orientação sempre tem sido dada através de palavras, mas agora é dada por ações. Cada um deve manifestar ações que sejam puras e santas, pois palavras pertencem a todos, igualmente, mas ações como estas são próprias só de Nossos bem-amados. Esforçai-vos, então, de coração e alma, a fim de vos distinguirdes pelos vossos atos. Assim Nós vos aconselhamos nesta Epístola santa e resplandecente.
(“As Palavras Ocultas de Bahá’u’lláh”, do persa, nº76, p. 83)
Um só ato reto é dotado de uma potência suficiente para elevar o pó e fazê-lo passar além do céu dos céus, para romper todo vínculo e restaurar a força que se gastou e que desvaneceu...
Sê puro, ó povo de Deus, sê puro; sê reto, sê reto...
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXXI, p. 180)
O Guardião tem insistido, reiteradamente, na preeminente necessidade da Juventude Bahá’í exemplificar os Ensinamentos, mais especificamente os seus aspectos morais. Se não se distinguirem por sua nobre conduta, não podem esperar que outros jovens considerem a Causa com grande seriedade.
Ele sinceramente concorda consigo que se não praticarmos os Ensinamentos, não podemos esperar que a Fé cresça, porque o propósito fundamental de todas as religiões – incluindo a nossa própria – é levar o homem para mais perto de Deus e de modificar o seu caráter, o que é da máxima importância. Demasiada ênfase, com freqüência, é colocada nos aspectos sociais e econômicos dos Ensinamentos, não é possível, no entanto, enfatizar suficientemente o aspecto moral.
(De uma carta datada de 6 de setembro de 1946, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente)
O Efeito do Exemplo
A melhora do mundo pode ser realizada através de ações puras e boas, de conduta louvável e digna.
(Bahá’u’lláh, citado em “O Advento da Justiça Divina”, p. 39)
... Que vossos atos sirvam de guia para toda a humanidade, pois o que é professado pela maioria dos homens, sejam de alto grau ou humildes, difere de sua conduta. É pelas vossas ações que vos podeis distinguir dos outros. Por meio delas pode o brilho de vossa luz irradiar-se sobre toda a terra. Feliz o homem que atende a Meu conselho e observa os preceitos dAquele que é o Onisciente, a Suma Sabedoria.
(“Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh”, seção CXXXIX, p. 190)
Estes são os dias para tornar a Causa divina vitoriosa e lhe prestar ajuda efetiva! A vitória da Fé de Deus é dependente do ensino; e o ensino é condicionado a ações justas e atos e condutas virtuosos. A pedra fundamental de uma vida vivida no caminho de Deus é a procura de excelência moral e a aquisição de um caráter dotado de qualidades que são benquistas a Seus olhos. Os bahá’ís devem se adornar com esta indumentária sagrada; com esta poderosa espada devem conquistar as cidadelas dos corações dos homens. As pessoas estão cansadas e impacientes com retórica e discurso, com pregações e sermões. Hoje em dia, a única coisa que pode libertar o mundo de seu sofrimento e atrair os corações de seus povos, são ações, não palavras; exemplo, não preceito; virtudes santificadas, não declarações e decretos emitidos por governos e nações sobre assuntos sócio-políticos. Em todos os assuntos, grandes ou pequenos, a palavra tem que ser o complemento da ação, e a ação companheira da palavra: cada uma deve suplementar, apoiar e reforçar a outra. É neste aspecto que os bahá’ís têm que buscar distinção.
(De uma carta datada de 8 de dezembro de 1923, escrita por Shoghi Effendi aos bahá’ís de Bombaim, traduzida do persa)
É primordialmente através da potência de ações e caráter nobres, e não pelo poder de elucidação e de provas, que os amigos de Deus devem demonstrar ao mundo que aquilo que tem sido prometido por Deus está fadado a acontecer, que já está acontecendo e que as boas-novas divinas são claras, evidentes e completas. Pois a menos que algumas almas ilustres avancem até a arena de serviço e brilhem resplandecentes na assembléia dos homens, a tarefa de vindicar a verdade desta Causa ante os olhos de pessoas esclarecidas seria, na verdade, tremenda. Entretanto, se os amigos se tornarem personificações de virtude e bom caráter, palavras e argumentos serão supérfluos. Suas próprias ações bem servirão como testemunhos eloqüentes e sua conduta nobre assegurará a preservação, integridade e glória da Causa de Deus.
(De uma carta datada de 19 de dezembro de 1923, escrita por Shoghi Effendi aos bahá’ís do Oriente – traduzida do persa)
Não há dúvida que o padrão de imaculada castidade inculcado por Bahá’u’lláh em Seus ensinamentos somente pode ser alcançado pelos amigos quando se postam firme e corajosamente como inflexíveis seguidores do modo de vida bahá’í, plenamente conscientes de que representam ensinamentos que são a própria antítese das forças corrosivas que estão tão tragicamente destruindo a estrutura dos valores morais do homem. A tendência atual na sociedade moderna e seu conflito com nossos desafiadores princípios de conduta moral, longe de influenciar os crentes a transigir sua resolução de aderir invariavelmente aos padrões de pureza e castidade lhes apresentados por sua Fé, deve estimulá-los a desincumbirem-se de suas obrigações sagradas com determinação e, assim, combater as forças malignas solapando as fundações da moralidade individual.
(De uma carta datada de 22 de maio de 1966, escrita pela Casa Universal de Justiça a um crente)
É tarefa desafiadora dos bahá’ís obedecer a lei de Deus em suas próprias vidas e, gradualmente, conseguir a aceitação dela pelo resto da humanidade.
Ao considerar o efeito da obediência às leis em vidas individuais, deve-se ter em mente que o propósito desta vida é o de preparar a alma para a próxima vida. Aqui, deve-se aprender a controlar e direcionar os seus impulsos animais, e não de ser um escravo deles. A vida neste mundo é uma sucessão de testes e realizações, de frustrações e de realizar novos progressos espirituais. Algumas vezes o caminho pode parecer muito difícil, mas pode-se testemunhar, muitas vezes, que a alma que obedece firmemente à lei de Bahá’u’lláh, por mais difícil que possa parecer, cresce espiritualmente, enquanto que aquele que transige a lei no interesse de sua própria aparente felicidade, vê-se perseguindo uma quimera: não alcança a felicidade que procurou, retarda seu progresso espiritual e, muitas vezes, atrai para si mesmo novos problemas.
(De uma carta datada de 6 de fevereiro de 1973, escrita pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais, publicada em “Uma Nova Raça de Homens”, p. 10)
Ein keusches, heiliges Leben á Textzusammenstellung á Bahá'í Verlag GmbH, Auflage 2.02 (O-2021-06-12)
Ein keusches, heiliges Leben
Textzusammenstellung
Vorwort
»Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster.« Q1
Der Bahá’í-Maßstab
Das Wesen der Bahá’í-Gesetze
1
Wen Gott mit Einsicht begabt hat, der wird bereitwillig anerkennen, dass die von Gott erlassenen Gebote das höchste Mittel für den Bestand der Ordnung in der Welt und für die Sicherheit ihrer Völker ist …
O ihr Völker der Welt! Wisset und seid gewiss, dass Meine Gebote die Lampen Meiner liebevollen Vorsehung unter Meinen Dienern und die Schlüssel Meiner Gnade für Meine Geschöpfe sind. So ist es aus dem Himmel des Willens eures Herrn, des Herrn der Offenbarung, herabgesandt …
Sprich: In Meinen Gesetzen ist der süße Duft Meines Gewandes wahrzunehmen, und mit ihrer Hilfe werden die Banner des Sieges auf den höchsten Höhen gehisst. Die Zunge Meiner Macht richtet aus dem Himmel Meiner allmächtigen Herrlichkeit diese Worte an Meine Schöpfung: »Haltet Meine Gebote aus Liebe zu Meiner Schönheit!« Glücklich der Liebende, der den göttlichen Duft seines Meistgeliebten einatmet aus diesen Worten, erfüllt mit dem Wohlgeruch einer Gnade, die keine Zunge beschreiben kann. Bei Meinem Leben! Wer den erlesenen Wein der Reinheit aus den Händen Meiner großmütigen Gunst trinkt, wird Meine Gebote, die vom Tagesanbruch Meiner Schöpfung leuchten, umkreisen.
Wähnt nicht, Wir hätten euch nur ein Gesetzbuch offenbart. Nein, Wir haben vielmehr den erlesenen Wein mit den Fingern der Macht und Kraft entsiegelt. Dafür zeugt, was die Feder der Offenbarung enthüllt hat. Denkt darüber nach, o ihr Einsichtsvollen!A1
2
Wie es Gesetze gibt, die unser stoffliches Leben steuern und z.B. verlangen, dass wir unseren Körper mit bestimmten Nahrungsmitteln versorgen, ihn in einem bestimmten Temperaturbereich halten und so weiter, um Behinderungen zu vermeiden, so gibt es auch Gesetze, die unser geistiges Leben steuern. Diese Gesetze werden der Menschheit in jedem Zeitalter von der Manifestation Gottes offenbart; ihnen zu gehorchen ist lebenswichtig, wenn sich jeder Mensch und die Menschheit im Ganzen richtig und harmonisch entwickeln sollen. Außerdem gibt es eine Wechselwirkung zwischen diesen verschiedenen Aspekten. Wenn der einzelne die geistigen Gesetze in seiner eigenen Entwicklung verletzt, schadet er nicht nur sich selbst, sondern auch der Gesellschaft, in der er lebt. Ebenso wirkt der Zustand der Gesellschaft unmittelbar auf den Einzelnen, der in ihr leben muss.A2
3
Wir haben Ihre verschiedenen Briefe bedacht und Ihre Fragen sowie Ihre Ansicht zur Kenntnis genommen, dass viele Bahá’í-Jugendliche in … verwirrt sind und inständig um Führung in einfacher, klarer Sprache bitten, wie man in Situationen des täglichen Lebens, besonders, was das Geschlechtsleben angeht, zurechtkommen soll.
Es erscheint dem Universalen Haus der Gerechtigkeit weder möglich noch wünschenswert, eine Reihe von Regeln aufzustellen, die jeder Situation gerecht werden. Vielmehr ist es die Aufgabe des einzelnen Gläubigen, je nach seinem persönlichen, frommen Verständnis der Schriften klar zu entscheiden, wie sein Verhalten in Situationen, denen er im täglichen Leben begegnet, sein sollte. Wenn er seine eigentliche Lebensaufgabe als Anhänger der Gesegneten Vollkommenheit erfüllen will, wird er sein Leben im Einklang mit den Lehren gestalten. Dieses Ziel kann der Gläubige nicht dadurch erreichen, dass er sein Leben bloß nach einer Reihe starrer Regeln richtet. Wenn sein Leben auf den Dienst für Bahá’u’lláh ausgerichtet ist und all sein Handeln bewusst unter diesem Gesichtspunkt geschieht, wird er sein wahres Lebensziel nicht verfehlen.
Darum muss jeder Gläubige die heiligen Schriften und die Anleitungen des geliebten Hüters immer wieder studieren und stets bestrebt sein, ein neues und besseres Verständnis ihrer Wichtigkeit für sich selbst und für die Gesellschaft zu gewinnen. Er sollte inständig um göttliche Führung, Weisheit und Kraft beten, damit er tue, was Gott gefällt, und er Ihm allezeit nach bestem Vermögen diene.A3
4
Was Keuschheit betrifft, so ist sie einer der herausforderndsten Begriffe, der in diesem freizügigen Zeitalter verständlich gemacht werden muss. Die Bahá’í müssen sich jedoch aufs äußerste darum bemühen, die Bahá’í-Maßstäbe einzuhalten, gleichgültig, wie schwierig ihnen das anfangs auch erscheinen mag. Derlei Bemühungen werden leichter, sobald die Jugend versteht, dass die Gesetze und Maßstäbe des Glaubens dem Zweck dienen, sie von unsagbaren geistigen und sittlichen Schwierigkeiten zu befreien, genau wie das richtige Verständnis der Naturgesetze uns ein Leben in Harmonie mit den Kräften des Planeten ermöglicht.A4
Wahre Freiheit
5
Seht die Kleingeistigkeit der Menschen. Sie verlangen nach dem, was ihnen schadet, und verwerfen, was ihnen nützt …
Wisst, dass die Verkörperung der Freiheit und ihr Sinnbild das Tier ist. Dem Menschen ziemt es, dass er sich in Schranken fügt, die ihn vor seiner eigenen Unwissenheit beschützen und vor dem Schaden des Unheilstifters bewahren. Freiheit veranlasst den Menschen die Grenzen des Schicklichen zu überschreiten und die Würde seiner Stufe zu verletzen. Sie erniedrigt ihn auf die Ebene tiefster Verderbtheit und Schlechtigkeit.
Betrachtet den Menschen als eine Schafherde, die zu ihrem Schutze eines Hirten bedarf. Dies ist gewiss die Wahrheit, die unumstößliche Wahrheit. Wir billigen die Freiheit unter gewissen Umständen, unter anderen verwerfen Wir sie. Wir sind wahrlich der Allwissende.
Sprich: Wahre Freiheit besteht in der Unterwerfung des Menschen unter Meine Gebote, so wenig ihr dies auch versteht. Würden die Menschen befolgen, was Wir aus dem Himmel der Offenbarung auf sie herabsandten, so würden sie sicherlich vollkommene Freiheit erlangen. Glücklich der Mensch, der die Absicht Gottes in allem erfasst, was Er aus dem Himmel Seines Willens, der alles Erschaffene durchdringt, offenbart! Sprich: Die Freiheit, die euch nützt, ist nirgendwo zu finden außer in vollkommener Dienstbarkeit vor Gott, der Ewigen Wahrheit. Wer ihre Süße kostet, wird es verschmähen, sie gegen alle Herrschaft der Erde und des Himmels zu tauschen.A5
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Ähnlich steht es um die Menschen, die nach Freiheit schreien. Die gemäßigte Freiheit, welche die Gewähr für die Wohlfahrt der Menschheit bietet und allumfassende Beziehungen aufrechterhält, findet ihre kraftvolle Ausprägung in den Lehren Bahá’u’lláhs.A6
Der Bahá’í-Maßstab für Keuschheit
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Die Erwählten Gottes … sollten nicht auf den verderbten Zustand der Gesellschaft schauen, in der sie leben, oder auf die Beweise der Entartung und der Leichtfertigkeit, die die Menschen um sie her an den Tag legen. Sie sollten sich nicht damit zufriedengeben, dass sie lediglich anders sind als die anderen und über sie hinausragen. Vielmehr sollten sie den Blick auf erhabenere Gipfel richten, indem sie sich die Ratschläge und Ermahnungen der Feder der Herrlichkeit zum höchsten Ziel setzen. Dann werden sie alsbald erkennen, wie zahlreich die Stufen sind, die noch erklommen werden müssen, und wie weit entfernt das ersehnte Ziel liegt, kein anderes Ziel als das, Beispiel zu sein für himmlische Verhaltensnormen und Tugenden.A7
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Es muss jedoch beachtet werden, dass die Einhaltung eines so hohen Maßstabes moralischen Verhaltens nicht mit irgendeiner Form der Askese oder des übertriebenen und blindgläubigen Puritanismus in Verbindung gebracht oder verwechselt werden darf. Der von Bahá’u’lláh geprägte Maßstab sucht keinesfalls irgendjemand das einwandfreie Recht oder Vorrecht zu verweigern, den vollen Vorteil und Nutzen aus den vielfältigen Freuden, Schönheiten und Annehmlichkeiten zu ziehen, mit denen die Welt durch einen alliebenden Schöpfer so reich ausgestattet wurde. »Möchte ein Mensch«, so versichert uns Bahá’u’lláh, »sich mit dem Schmuck dieser Erde schmücken, ihre Trachten tragen und die Wohltaten genießen, die sie zu schenken vermag, so kann ihm das nicht schaden, sofern er nichts zwischen sich und Gott treten lässt; denn Gott hat alle guten Dinge, ob sie in den Himmeln oder auf Erden erschaffen sind, für solche seiner Diener bestimmt, die wahrhaft an Ihn glauben. Genießet, o Menschen, die guten Dinge, die Gott euch erlaubt, und beraubt euch nicht selbst Seiner wunderbaren Gaben. Bringet Ihm Dank und Preis, und gehöret zu den wahrhaft Dankbaren.«Q2A8
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Der Bahá’í-Maßstab ist sehr hoch, vor allem, wenn er mit den völlig verderbten Sitten der heutigen Welt verglichen wird. Unser Maßstab jedoch wird gesündere, glücklichere, edlere Menschen schaffen und zu haltbareren Ehen führen …A9
Ein keusches, heiliges Leben
Begriffsbestimmung
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Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster. Es kann keinen Kompromiss dulden mit den Lehren, Maßstäben, Gewohnheiten und Übertreibungen eines verfallenden Zeitalters. Nein, es sucht vielmehr durch die anfeuernde Kraft seines Beispiels den schädlichen Charakter solcher Lehren, die Falschheit solcher Maßstäbe, die Hohlheit solcher Ansprüche, die Entartung solcher Gewohnheiten und die Schändlichkeit solcher Übertreibungen zu beweisen.A10
Keuschheit
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Der ist Mein wahrer Jünger, der, käme er in ein Tal aus reinem Gold, geradewegs hindurchzöge, darüber schwebend wie eine Wolke, weder sich wendend noch rastend. Ein solcher Mensch gehört wahrlich zu Mir. Von seinem Gewande kann die Schar der Höhe den Duft der Heiligkeit atmen … Und wenn er der schönsten, anmutigsten Frau begegnete, fühlte er sein Herz auch nicht vom leisesten Schatten eines Verlangens nach ihrer Schönheit verführt. Ein solcher Mensch ist wahrlich ein Geschöpf makelloser Keuschheit. Dies lehrt dich die Feder des Altehrwürdigen der Tage, wie es ihr geboten wurde von deinem Herrn, dem Allmächtigen, dem Allgütigen.A11
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Reinheit und Keuschheit waren und sind noch immer der schönste Schmuck der Dienerinnen Gottes. Gott ist Mein Zeuge! Das klare Licht der Keuschheit wirft seinen Glanz auf die geistigen Welten und sein Duft weht selbst bis ins Erhabenste Paradies.A12
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Das Universale Haus der Gerechtigkeit erklärt hinsichtlich der positiven Aspekte der Keuschheit, dass der Bahá’í-Glaube den Wert des Geschlechtstriebes anerkennt, und es ist der Auffassung, dass die Ehe gestiftet wurde als der Weg, ihm angemessen Ausdruck zu verleihen. Die Bahá’í halten nichts davon, dass der Geschlechtstrieb unterdrückt wird, aber er sollte gelenkt und beherrscht werden.
Keuschheit bringt keineswegs den Abbruch zwischenmenschlicher Beziehungen mit sich. Sie befreit den Menschen von der Tyrannei des allgegenwärtigen Geschlechtstriebs. Ein Mensch, der seine geschlechtlichen Triebe beherrscht, kann tiefe, dauerhafte Freundschaften mit vielen Menschen, Männern wie Frauen, haben, ohne dabei jenes einzigartige, kostbare Band, das Mann und Frau verbinden sollte, jemals zu beschmutzen.A13
Mäßigung
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Was die Grenzen der Mäßigung überschreitet, hört auf, wohltätigen Einfluss auszuüben. Betrachtet zum Beispiel Gegenstände wie Freiheit, Zivilisation und dergleichen. Wie wohlgefällig verständige Menschen sie auch immer betrachten mögen, ins Übermaß gesteigert, werden sie verderblichen Einfluss auf die Menschen haben.A14
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Die Wahl der Kleidung sowie Schnitt und Form des Bartes bleiben den Menschen zur Entscheidung überlassen. Aber hütet euch, o Menschen, dass ihr euch nicht selbst zum Spielzeug der Unwissenden machet!A15
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Des Menschen Wort ist eine Wirklichkeit, die Einfluss auszuüben sucht und des rechten Maßes bedarf. Sein Einfluss ist durch seine Feinheit bedingt, die ihrerseits von losgelösten, reinen Herzen abhängt. Sein rechtes Maß muss mit Takt und Weisheit gebildet werden, wie es die heiligen Schriften und Sendschreiben verordnen.A16
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Wir haben euch Musik und Gesang erlaubt, doch seht euch vor, dass dies euch nicht verleite, des Anstands und der Würde Grenzen zu überschreiten. Eure Freude entspringe Meinem Größten Namen, einem Namen, der das Herz frohlocken lässt und allen Gott Nahen den Geist mit Verzückung erfüllt.A17
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In den Lehren steht nichts gegen das Tanzen, aber die Freunde sollten daran denken, dass Bahá’u’lláhs Maßstab Sittsamkeit und Keuschheit ist. Die Atmosphäre in modernen Tanzsälen, wo so viel geraucht, getrunken und schamlos getändelt wird, ist sehr schlecht, aber anständige Tänze sind an und für sich nicht schädlich. Klassischer Tanz oder Tanzstunden in der Schule schaden sicher nicht. Es schadet auch nicht, in Schauspielen oder Kinofilmen mitzuspielen. Schädlich ist heutzutage nicht die Kunst an sich, sondern die verhängnisvolle Verderbtheit, die so oft mit den Künsten einhergeht. Als Bahá’í müssen wir keine der Künste meiden, aber die Taten und die Atmosphäre, die manchmal im Umfeld dieser Berufe anzutreffen sind, sollten wir meiden.A18
Täglich wachsames Handeln
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Erhebt euch, o Menschen, und entschließt euch durch die Kraft der göttlichen Macht, den Sieg über euer Selbst zu erringen, damit die ganze Welt aus ihrer Hörigkeit vor den Götzen ihrer leeren Einbildungen erlöst werde – Götzen, die ihren erbärmlichen Anbetern so viel Schaden zugefügt haben und für ihr Elend verantwortlich sind. Diese Trugbilder sind das Hindernis, das den Menschen in seinem Bemühen hemmt, auf dem Pfade der Vervollkommnung voranzuschreiten.A19
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O Sohn des Seins! Lege dir selbst jeden Tag Rechenschaft ab, ehe du zur Rechenschaft gezogen wirst. Denn unerwartet kommt der Tod, und dann musst du deine Taten verantworten.A20
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Leidenschaft ist eine Flamme, die schon ungezählte Male die Ernte des Lebens vieler Gebildeter zu Asche verbrannt hat, ein allverzehrendes Feuer, das sich selbst mit dem Meer ihres aufgespeicherten Wissens nicht löschen ließ. Wie oft ist es schon geschehen, dass jemand mit allen Attributen des Menschentums gesegnet war, das Kleinod wahren Verstehens besaß, aber dennoch seinen Leidenschaften nachging, bis seine außergewöhnlichen Eigenschaften die Grenzen der Mäßigung überschritten und er sich zu Ausschweifungen hinreißen ließ. Seine guten Absichten wandelten sich zum Bösen, seine Anlagen waren nicht länger auf Ziele gerichtet, die ihrer wert waren, und die Macht seiner Begierden lenkte ihn von der Rechtschaffenheit und ihrem Lohn ab auf gefährliche und dunkle Wege. In den Augen Gottes, Seiner Erwählten und aller Einsichtsvollen ist ein guter Charakter das Erhabenste und Lobenswerteste, was es gibt, jedoch immer unter der Voraussetzung, dass die Quelle seiner Ausstrahlung Vernunft und Erkenntnis sind, und dass er wahre Mäßigung zur Grundlage hat.A21
Die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens
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O Mein Freund! Du bist die Sonne am Himmel Meiner Heiligkeit. Verdunkle nicht deinen Glanz mit dem Schmutz der Welt. Zerreiße den Schleier der Achtlosigkeit, strahle auf aus den Wolken und kleide alle Dinge in das Prachtgewand des Lebens.A22
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Macht euch frei von jeder Bindung an diese Welt und ihre Eitelkeiten. Hütet euch, ihnen zu nahen, denn sie verleiten euch dazu, euren Gelüsten und eurer Habsucht zu folgen, und hindern euch daran, den geraden, herrlichen Pfad zu betreten.A23
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In Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit beschreibt der geliebte Hüter in Absatz 47 nicht nur die Erfordernisse der Keuschheit, sondern »eines keuschen und heiligen Lebens« beide Eigenschaftsworte sind wichtig. Eines der Zeichen einer im Niedergang begriffenen Gesellschaft, das in der heutigen Welt klar zutage tritt, ist eine nahezu zügellose Hingabe an Vergnügung und Zerstreuung, unersättliches Verlangen nach Unterhaltung, fanatische Hingabe an Spiel und Sport, der Widerwille, irgendetwas ernsthaft zu betreiben, und eine verächtliche, spöttische Einstellung zur Tugend und zu echten Werten. Der »Verzicht auf leichtfertiges Verhalten« bedeutet nicht, dass ein Bahá’í ein sauertöpfisches Gesicht aufsetzen oder immer feierlich sein müsste. Ein richtiges Bahá’í-Leben kennzeichnen Humor, Fröhlichkeit und Freude. Leichtfertigkeit verliert ihren Reiz und führt schließlich zu Langeweile und Leere, wogegen echte Fröhlichkeit, Freude und Humor ebenso zu einem ausgewogenen Leben gehören wie ernste Gedanken, Mitgefühl und bescheidene Dienstbarkeit vor Gott – Merkmale, die das Leben bereichern und zu seiner Ausstrahlung beitragen.
Shoghi Effendis Wortwahl war immer bedeutsam, und jedes Wort ist wichtig für das Verständnis seiner Führung. In diesem speziellen Abschnitt verbietet er nicht die »schalen« Vergnügungen, sondern er warnt nachdrücklich davor, »übermäßig« daran zu »hängen«, und weist darauf hin, dass sie oft »missgeleitet« sein können. Man wird an die Warnung ‘Abdu’l-Bahás erinnert, einen Zeitvertreib nicht zur Zeitvergeudung werden zu lassen.A24
Alkohol
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Werdet trunken vom Wein der Liebe Gottes und nicht von dem, was euren Verstand zerstört, o ihr, die ihr Ihn anbetet! Wahrlich, dies wurde jedem Gläubigen verboten, Mann und Frau gleichermaßen.A25
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Das Trinken von Wein ist nach dem Text des Heiligsten Buches verboten; denn es ist die Ursache von chronischen Krankheiten, schwächt die Nerven und zerstört den Verstand.A26
Drogen
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Was jedoch die Frage des Opiums betrifft: Es ist abscheulich und verflucht, und Gott möge uns vor Seiner Strafe für den, der es gebraucht, beschützen! Der Text des Heiligsten Buches verbietet es ausdrücklich und verurteilt seinen Gebrauch in höchstem Maße. Die Vernunft sieht im Opiumrauchen eine Wahnsinnstat, und die Erfahrung zeigt, dass der Opiumraucher aus der menschlichen Gesellschaft völlig ausgeschlossen wird. Möge Gott alle beschützen vor einer so abscheulichen Tat, welche die Grundlage des Menschseins zerstört und den Süchtigen für Zeit und Ewigkeit zugrunde richtet. Opium ergreift Besitz von der Seele des Menschen, so dass sein Gewissen stirbt, sein Verstand besudelt und sein Wahrnehmungsvermögen zerfressen wird. Es tötet das Leben und löscht die natürliche Wärme. Kein größerer Schaden ist vorstellbar als der durch Opium. Wohl denen, die nicht einmal das Wort Opium über die Lippen bringen; bedenkt somit, wie erbärmlich derjenige ist, der es gebraucht!A27
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Was Haschisch betrifft, so hatten Sie darauf aufmerksam gemacht, dass einige Perser sich an seinen Gebrauch gewöhnt haben. Gnädiger Gott! Es ist das schlimmste aller Rauschmittel, und dessen Verbot ist ausdrücklich offenbart. Sein Gebrauch zersetzt das Denken und lässt die Seele völlig erstarren. Wie kann einer nach dieser Höllenbaumfrucht verlangen, deren Genuss ihn dazu bringt, als Gespenst herumzulaufen! Wie kann man dieses verbotene Rauschgift nehmen und sich damit der Segnungen des Allbarmherzigen berauben! …
Alkohol zerstört den Verstand und lässt den Menschen unsinnige Taten begehen. Aber … das verruchte Haschisch tötet den Verstand, lässt den Geist erstarren, versteinert die Seele, verzehrt den Leib und lässt den Menschen enttäuscht und zugrunde gerichtet zurück.A28
29
Was die sogenannten ›geistigen‹ Wirkungen der Drogen angeht, … geistige Anregung sollte der Hinwendung des Herzens zu Bahá’u’lláh entspringen, nicht materiellen Mitteln wie Drogen und Suchtstoffen. Aus der Beschreibung in Ihrem Brief wird deutlich, dass sinnestäuschende Wirkstoffe zu den Rauschmitteln gehören. Da von den Freunden, auch von der Jugend, verlangt wird, sich strikt aller Arten von Rauschmitteln zu enthalten, und da außerdem von ihnen erwartet wird, dass sie die bürgerlichen Gesetze ihres Landes gewissenhaft befolgen, ist ganz klar, dass sie diese Drogen nicht nehmen sollten.
Eine sehr große Verantwortung für den künftigen Frieden und das Wohlergehen der Welt liegt auf den Schultern der heutigen Jugend. Möge die Bahá’í-Jugend durch die Kraft des Glaubens, den sie annahm, für ihre Kameraden ein leuchtendes Beispiel sein.A29
30
Die Bahá’í sollten keine sinnestäuschenden Mittel, auch nicht LSD, Meskalin und ähnliche Stoffe, gebrauchen, außer wenn sie zur ärztlichen Behandlung verschrieben wurden. Ebenso sollten sie sich nicht auf Experimente mit solchen Mitteln einlassen.A30
Die Bahá’í-Haltung zur Sexualität
31
Kurz gesagt beruht die Bahá’í-Vorstellung von der Sexualität auf der Überzeugung, dass beide Geschlechter strenge Keuschheit üben sollen, nicht nur, weil sie ethisch höchst empfehlenswert ist, sondern auch, weil sie der einzige Weg zu einem glücklichen und erfolgreichen Eheleben ist. Sexuelle Beziehungen irgendwelcher Art außerhalb der Ehe sind deshalb nicht erlaubt, und wer diesen Grundsatz verletzt, wird nicht nur vor Gott verantwortlich sein, sondern auch die notwendige Strafe der Gesellschaft auf sich ziehen.
Der Bahá’í-Glaube anerkennt den Wert des Geschlechtstriebes; er verurteilt jedoch den unrechtmäßigen und unschicklichen Gebrauch dieses Triebes, wie er in sogenannter freier Liebe, in der Partnerschaftsehe und anderen Erscheinungen zum Ausdruck kommt. All dies erachtet er als zweifelsfrei schädlich für den Menschen und die Gesellschaft, in der er lebt. Der richtige Gebrauch des Geschlechtstriebes ist das natürliche Recht jedes Menschen, und genau für diesen Zweck ist die Institution der Ehe geschaffen worden. Die Bahá’í halten nichts von der Unterdrückung des Geschlechtstriebs, aber viel von seiner Steuerung und Beherrschung.A31
32
Zu Ihrer Frage, ob es legitime Ausdrucksformen des Geschlechtstriebs außerhalb der Ehe gibt: den Bahá’í-Lehren zufolge kann keine sexuelle Handlung als legitim betrachtet werden, wenn sie nicht zwischen zwei gesetzlich verheirateten Menschen stattfindet. Außerhalb des Ehelebens kann es keinen legitimen oder gesunden Gebrauch des Geschlechtstriebs geben. Die Bahá’í-Jugend sollte einerseits Selbstkontrolle lernen, die, wenn sie geübt wird, zweifellos eine heilsame Wirkung auf die Entwicklung des Charakters und der Persönlichkeit im Ganzen hat. Andererseits sollte der Jugend geraten, ja sie sollte ermutigt werden, die Ehe zu schließen, wenn sie noch jung und im Vollbesitz ihrer körperlichen Kräfte ist. Wirtschaftliche Umstände sind zweifellos oft ein ernsthaftes Hindernis vor Frühehen, aber in den meisten Fällen nur ein Vorwand; sie sollten deshalb nicht überbetont werden.A32
33
Keuschheit bedeutet ein unbeflecktes, reines Geschlechtsleben vor und nach der Heirat: vor der Heirat vollkommen keusch, nach der Heirat dem gewählten Gefährten vollkommen treu, Treue in allen sexuellen Handlungen, Treue in Wort und Tat.
Abgesehen von anderen Missständen ist die Welt heute versunken in einer Überbetonung der körperlichen Liebe und in einem Mangel an geistigen Werten. Die Gläubigen sollten dies so weit wie möglich zu erkennen versuchen und sich über das Niveau ihrer Mitmenschen erheben, die so übertriebenes Gewicht auf die rein körperliche Seite der Paarung legen, wie es für alle Verfallsperioden der Geschichte typisch ist. Außerhalb ihres normalen, rechtmäßigen Ehelebens sollten sie danach streben, Bande der Freundschaft und Liebe zu knüpfen, die ewig und auf das geistige Leben des Menschen gegründet sind, nicht auf sein körperliches Leben. Das ist eines der vielen Gebiete, auf denen die Bahá’í beispielhaft sein und den Weg zu einem wahrhaft menschlichen Lebensmaßstab weisen müssen, nach welchem des Menschen Seele erhöht wird und sein Leib nur das Werkzeug seines erleuchteten Geistes ist. Selbstverständlich schließt dies keineswegs ein vollkommen normales Geschlechtsleben innerhalb der rechtmäßigen Bahnen der Ehe aus.A33
Unsittliche Handlungen werden verurteilt
34
Ehebruch, Sodomie und Unzucht sind euch verboten. Meide sie, o Schar der Getreuen. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Ihr wurdet ins Dasein gerufen, die Welt von der Besudelung durch üble Leidenschaften zu läutern. Das hat euch der Herr der ganzen Menschheit zur Pflicht gemacht, könntet ihr es doch begreifen. Wer dem Allbarmherzigen angehört und teuflische Taten begeht, ist wahrlich nicht von Mir. Dies bezeugen jedes Atom, jeder Kieselstein, jeder Baum und jede Frucht und darüber hinaus diese unaufhörlich kündende, wahrheitsliebende, vertrauenswürdige Zunge.A34
35
Wenn wir uns klarmachen, dass Ehebruch, wie Bahá’u’lláh erklärt, den Fortschritt der Seele im zukünftigen Leben verzögert – so schrecklich ist er – und Alkoholgenuss den Verstand zerstört, weshalb man sich dem nicht einmal nähern sollte, sehen wir, wie eindeutig unsere Lehren zu diesen Themen sind.A35
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Zu den vielen anderen Übeln, die die Gesellschaft an diesem geistigen Tiefpunkt der Geschichte plagen, zählt das Problem der Sittenlosigkeit und die Überbetonung des Geschlechtlichen. Bahá’u’lláhs Schriften zufolge ist Homosexualität geistig verworfen. Das bedeutet nicht, dass den davon geplagten Menschen nicht geholfen, nicht geraten und kein Mitgefühl gezeigt werden dürfte. Es bedeutet vielmehr, dass wir dies nicht für eine statthafte Lebensweise halten, wie es heutzutage leider allzu oft vertreten wird.
Gegen die Übel in der Gesellschaft müssen wir mit geistigen, aber auch mit medizinischen und gesellschaftlichen Mitteln ankämpfen. Wir müssen tolerant sein, aber zu keinem Kompromiss bereit, verständnisvoll, aber in unserer Haltung unerschütterlich.A36
37
Eine Reihe von Sexualproblemen wie Homosexualität und Transsexualität können sehr wohl medizinische Seiten haben, und in diesen Fällen sollte gewiss die beste medizinische Betreuung gesucht werden. Aber aus den Lehren Bahá’u’lláhs ergibt sich klar, dass Homosexualität kein Zustand ist, mit dem sich der oder die Betroffene abfinden sollte; vielmehr ist sie eine Verformung seiner oder ihrer Natur, die beherrscht und überwunden werden sollte. Das mag einen harten Kampf bedeuten; aber ebenso hart kann der persönliche Kampf eines heterosexuellen Menschen sein, seine oder ihre Gelüste zu beherrschen. Übt man Selbstbeherrschung in diesem wie in vielen anderen Lebensbereichen, ist dies nützlich für den Fortschritt der Seele. Außerdem sollte eines bedacht werden: Es ist zwar höchst wünschenswert, verheiratet zu sein, und Bahá’u’lláh hat dies sehr empfohlen; doch ist die Ehe nicht der zentrale Zweck des Lebens. Wenn ein Mensch lange warten muss, bis er einen Ehepartner findet, oder wenn er oder sie letztlich allein bleiben muss, bedeutet dies nicht, dass er oder sie dadurch unfähig wäre, seinen oder ihren Lebenszweck zu erfüllen.
38
Ihr Brief, in dem Sie um direkte oder indirekte Hinweise in den Schriften des Glaubens auf Vergewaltigung und sexuelle Übergriffe baten, wurde an die Forschungsabteilung verwiesen, und wir wurden gebeten, Ihnen folgende Stellungnahme mitzuteilen:
»Unzucht« ist von Bahá’u’lláh eindeutig verbotenA37, und Shoghi Effendi erklärt, dass zu einem »keuschen und heiligen Leben« im Einklang mit den Lehren des Glaubens die Verurteilung aller Art »geschlechtlicher Laster« gehört.A38
Zum Kitáb-i-Aqdas: Eine der Bestimmungen des Heiligsten Buches ist, »nicht seinen Leidenschaften zu frönen«Q3. Außerdem ist auf eines der »Verbote« hinzuweisen, das im Absatz 5:36:1 des Kitáb-i-Aqdas genannt wird, nämlich der »uneheliche Beischlaf«. Dieser Begriff steht so in diesem Buch, weil Stichwörter notgedrungen kurz sein müssen und unter dem von Bahá’u’lláh im Urtext des Aqdas benützten Wort ›Ziná‹ im Allgemeinen und vorwiegend Unzucht verstanden wird. Das deckt jedoch keineswegs alle Bedeutungen des Begriffes ›Ziná‹ in der arabischen und persischen Rechtssprache. Eine der Bedeutungen von ›Ziná‹ – in diesem Fall, wenn der unerlaubte Geschlechtsverkehr gewaltsam erzwungen wird – ist Vergewaltigung oder sexuelle Nötigung.
Die Strafen für Taten wie Vergewaltigung werden in Zukunft vom Universalen Haus der Gerechtigkeit festgelegt.A39
Anwendung des Prinzips keuschen, heiligen Lebens
39
… [unbedingte Keuschheit] betrifft hauptsächlich und unmittelbar die Bahá’í-Jugend, die so entscheidend zur Stärke, Reinheit und Triebkraft im Leben der Bahá’í-Gemeinde beitragen kann und von der einmal die zukünftige Richtung ihres Schicksals und zum anderen die vollständige Entfaltung der ihr von Gott verliehenen Wirkungsmöglichkeiten abhängt …
Was ein keusches und heiliges Leben anbelangt, so sollte es als ein nicht weniger wesentlicher Faktor betrachtet werden, der seinen entsprechenden Anteil zur Stärkung und Belebung der Bahá’í-Gemeinde beitragen muss … Sie alle, seien sie Männer oder Frauen, müssen zu dieser drohenden Stunde, da das Licht der Religion verblasst und die Beschränkungen, die sie auferlegt, eine nach der anderen abgeschafft werden, innehalten, um sich selbst zu prüfen, ihr Verhalten genau zu beobachten und sich mit kennzeichnender Entschlossenheit erheben, um das Leben ihrer Gemeinde von jeder Spur moralischer Lauheit zu säubern, die den Namen eines so heiligen und kostbaren Glaubens beflecken und seine Unbescholtenheit schmälern könnte.
Ein keusches und heiliges Leben muss zum beherrschenden Grundsatz im Benehmen und Verhalten aller Bahá’í gemacht werden, sowohl in ihren sozialen Beziehungen zu den Mitgliedern ihrer eigenen Gemeinde als auch in ihrer Verbindung mit der ganzen Welt. Es muss die unaufhörlichen Bemühungen und verdienstvollen Anstrengungen jener schmücken und stärken, deren beneidenswertes Amt es ist, die Botschaft des Glaubens Bahá’u’lláhs zu verbreiten und seine Angelegenheiten zu verwalten. Es muss in all seiner Unbescholtenheit und mit all seinen Folgen in jedem Abschnitt des Lebens derjenigen hochgehalten werden, die in den Reihen dieses Glaubens stehen, sei es in ihrem Heim, auf Reisen, in ihrem Verein, ihrem gesellschaftlichen Leben, ihrer Unterhaltung, ihrer Schule und ihrer Universität. Es muss ihm besondere Aufmerksamkeit bei der Durchführung von geselligen Veranstaltungen in jeder Bahá’í-Sommerschule geschenkt werden und bei jeder anderen Gelegenheit, bei der-das Bahá’í-Gemeindeleben organisiert und gepflegt wird. Es muss eng und dauernd übereinstimmen mit der Aufgabe der Bahá’í-Jugend, sowohl als ein Bestandteil im Leben der Bahá’í-Gemeinde wie auch als Faktor beim zukünftigen Fortschritt und der Ausrichtung der Jugend ihres eigenen Lande.A40
Die Macht des Beispiels
Ein lobenswerter Charakter
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Wer sich an diesem Tage erhebt, um Unserer Sache beizustehen und die Heerscharen einer rühmlichen Wesensart und eines aufrechten Verhaltens zu seiner Hilfe herbeiruft, wird mit dieser Tat sicherlich die ganze Welt beeinflussen.A41
41
Einen Bahá’í erkennt man an den Eigenschaften, die er zeigt, nicht an seinem Namen; man achtet ihn für seinen Charakter, nicht für seine Person.A42
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… indem wir trotz aller Schwierigkeiten an den Bahá’í-Gesetzen festhalten, stärken wir nicht nur unseren Charakter sondern beeinflussen auch unsere Mitmenschen.A43
Die Bedeutung von Taten
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O Sohn Meiner Magd! Früher wurde durch Worte geführt, nun aber sollen Taten uns leiten. Vom Menschen müssen heilige Taten ausgehen. Worte sind allen gemein, reine, heilige Taten sind nur Unseren Geliebten eigen. Darum strebt mit ganzer Seele, euch durch Taten auszuzeichnen. Solches raten Wir euch auf dieser heiligen, strahlenden Tafel.A44
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Jede gerechte Tat ist mit einer Kraft versehen, die den Staub über den Himmel der Himmel emporheben kann. Sie kann jede Fessel sprengen und hat die Macht, die Kraft zu erneuern, die sich verbraucht hat und dahinschwand …
Sei rein, o Volk Gottes, sei rein; sei rechtschaffen, sei rechtschaffen.A45
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Der Hüter hat immer wieder nachdrücklich betont, wie nötig es ist, dass die Bahá’í-Jugend die Lehren, besonders deren sittlichen Aspekt, beispielhaft verkörpert. Wenn sie sich nicht durch vorzügliches Verhalten auszeichnet, kann sie nicht von anderen jungen Menschen erwarten, dass sie die Sache wirklich ernst nehmen.
Er stimmt mit Ihnen von ganzem Herzen darin überein, dass wir, solange wir die Lehren nicht in die Tat umsetzen, keinesfalls erwarten können, dass der Glaube wächst; denn der Hauptzweck aller Religionen – einschließlich der unsrigen – ist, den Menschen näher zu Gott zu führen und, was äußerst wichtig ist, seinen Charakter zu verwandeln. Oft wird zu großes Gewicht auf die sozialen und wirtschaftlichen Gesichtspunkte in den Lehren gelegt; der moralische Standpunkt kann jedoch nicht stark genug betont werden.A46
Die Wirkung des Beispiels
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Die Besserung der Welt kann durch reine und gute Taten, durch lobenswertes und geziemendes Verhalten erreicht werden.A47
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Lasst eure Taten Führung für die ganze Menschheit sein, denn bei den meisten Menschen, ob hoch oder niedrig, unterscheidet sich das Bekenntnis vom Verhalten. Durch eure Taten aber könnt ihr euch vor anderen auszeichnen. Durch sie kann der Glanz eures Lichtes über die ganze Erde verbreitet werden. Glücklich ist der Mensch, der Meinen Rat beachtet und die Gebote hält, die Er, der Allwissende, der Allweise, gegeben hat.A48
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In dieser Zeit gilt es, der Sache Gottes siegbringend und wirkungsvoll Beistand zu leisten! Der Sieg des Glaubens Gottes hängt vom Lehren ab, und das Lehren setzt redliches Handeln, gute Taten und rechtes Verhalten voraus. Der Grundstein eines Lebens auf dem Pfade Gottes ist Strebsamkeit nach sittlichem Adel und der Erwerb von Charaktereigenschaften, wie sie in Seinen Augen wohlgefällig sind. Die Bahá’í sollten sich mit diesem heiligen Gewand schmücken; mit diesem mächtigen Schwert sollten sie die Festungen der Menschenherzen erobern. Die Menschen sind der schönen Worte und Abhandlungen, der Ermahnungen und Predigten überdrüssig und können sie nicht mehr ertragen. Das Einzige, was heute die Welt von ihrer Pein befreien und die Herzen ihrer Völker anziehen kann, sind Taten, nicht Worte, Beispiele, nicht Vorschriften, heilige Tugenden, nicht Verlautbarungen und Urkunden, die von Regierungen und Staaten zu gesellschaftspolitischen Anlässen herausgegeben werden. In allen Dingen, ob groß oder klein, müssen Wort und Tat einander ergänzen, muss die Tat das Wort begleiten; eines muss das andere vervollständigen, stützen und bestärken. Die Bahá’í müssen sich in dieser Hinsicht auszeichnen.A49
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Die Freunde Gottes sollten der Welt viel eher durch die Macht edler Taten und eines vortrefflichen Charakters denn durch eindringliche Darlegungen und Beweise vor Augen führen, dass, was Gott verheißen hat, unweigerlich geschehen wird, dass es bereits geschieht, und dass die göttlichen frohen Botschaften klar, eindeutig und vollständig sind. Denn wenn nicht erleuchtete Seelen auf dem Felde des Dienens voranschreiten und die Menschenmenge überstrahlen, ist die Aufgabe, die Wahrheit dieser Sache vor den Augen vorurteilsfreier Menschen zu verteidigen, schrecklich groß. Wenn aber die Freunde Tugenden und einen guten Charakter verkörpern, sind Worte und Argumente überflüssig. Ihre bloßen Taten werden zum beredten Zeugnis, und ihr vornehmes Verhalten wird den Schutz, die Unversehrtheit und den Ruhm der Sache Gottes gewährleisten.A50
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Ohne Zweifel können die Freunde das von Bahá’u’lláh in Seinen Lehren geprägte Vorbild unbefleckter Keuschheit nur erreichen, wenn sie sich fest und mutig als unbeugsame Anhänger der Bahá’í-Lebensart erweisen und sich voll bewusst sind, dass sie Lehren vertreten, die in krassem Gegensatz zu den zersetzenden Kräften stehen, die so unheilvoll das Gefüge der ethischen Werte der Menschheit zerstören. Der gegenwärtige, zu unseren herausfordernden ethischen Verhaltensnormen im Gegensatz stehende Trend in der modernen Gesellschaft – weit davon entfernt, die Gläubigen, die unbeirrbar entschlossen an den von ihrem Glauben gesetzten Maßstäben für Reinheit und Keuschheit festhalten, zu Zugeständnissen zu bewegen – muss sie anspornen, ihre heiligen Verpflichtungen zielstrebig zu erfüllen und so die üblen Kräfte, die die Grundfesten persönlicher Tugend untergraben, zu bekämpfen.A51
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Es ist die herausfordernde Aufgabe der Bahá’í, die Gesetze Gottes in ihrem Leben zu befolgen und allmählich die übrige Menschheit für ihre Annahme zu gewinnen.
Betrachten wir die Wirkung, die der Gehorsam gegenüber den Gesetzen auf das persönliche Leben ausübt, so müssen wir bedenken, dass der Sinn des Lebens in dieser Welt darin besteht, die Seele für das künftige Leben vorzubereiten. Hier müssen wir lernen, unsere tierischen Triebe zu beherrschen und zu lenken, anstatt deren Sklave zu werden. Das Leben in dieser Welt ist eine Folge von Prüfungen und Erfolgen, von Versagen und neuem geistigen Fortschritt. Manchmal erscheint der Weg sehr schwierig, aber man kann immer wieder erleben, dass eine Seele, die standhaft dem Gesetz Bahá’u’lláhs gehorcht, wie hart es auch scheinen mag, geistig wächst, während derjenige, der das Gesetz um seines vermeintlichen Glückes willen umgeht, offensichtlich einem Trugbild folgt. Er erreicht nicht das Glück, das er suchte; er verzögert seinen geistigen Fortschritt und bringt sich häufig in neue Schwierigkeiten.A52
Bibliografie
Bahá’u’lláh
Ährenlese – eine Auswahl aus den Schriften Bahá’u’lláhs, Auflage 6.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
Botschaften aus ‘Akká, Auflage 3.01-Print, Bahá’í Verlag 2019
Brief an den Sohn des Wolfes, Auflage 2.02-Online, Bahá’í Verlag 2019
Die Verborgenen Worte, Auflage 2.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
Kitáb-i-Aqdas, Auflage 6.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
‘Abdu’l-Bahá
Briefe und Botschaften, Auflage 2.03-Online, Bahá’í Verlag 2019
Das Geheimnis göttlicher Kultur, Auflage 3.02-Online, Bahá’í Verlag 2020
Shoghi Effendi
Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit, Auflage 3.02-Online, Bahá’í Verlag 2019
Zum wirklichen Leben, 4. Auflage (Print), Bahá’í Verlag 2015
Inhaltsübersicht und systematische Darstellung der Gesetze und Gebote des Kitáb-i-Aqdas, in: Kitáb-i-Aqdas, Auflage 6.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
Kompilationen
Liebe und Ehe – Eine Auswahl aus Schriften Bahá’u’lláhs, ‘Abdu’l-Bahás, Shoghi Effendis und Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit, Bahá’í Verlag 1981
Musik – Eine Textzusammenstellung aus den Bahá’í-Schriften, 2. Auflage (Print), Bahá’í Verlag 2016
Quellenangaben
Q1 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 47
Q2 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:4
Q3 vgl. in: Kitáb-i-Aqdas, Inhaltsübersicht und systematische Darstellung der Gesetze und Gebote des Kitáb-i-Aqdas 4:2:4.4.3.17.18
Anmerkungen
A1 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 155:2–5
A2 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An alle Nationalen Geistigen Räte, 6. Februar 1973
A3 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 7. Oktober 1968
A4 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 14. Januar 1985
A5 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 159:1–4
A6 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 227:27
A7 Shoghi Effendi, An den Geistigen Rat der Bahá’í in Teheran, 30. Oktober 1924; zitiert in: Zum wirklichen Leben 3:1
A8 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 50
A9 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 19. Oktober 1947
A10 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 47
A11 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 60:3
A12 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 48
A13 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 8. Mai 1979
A14 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 11:18
A15 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 3:10
A16 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 11:29
A17 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:51
A18 Shoghi Effendi, An einen Nationalen Geistigen Rat, Brief in seinem Auftrag vom 30. Juni 1952
A19 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 43:3
A20 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte arab. 31
A21 ‘Abdu’l-Bahá, in: Das Geheimnis göttlicher Kultur 108
A22 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte pers.73
A23 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:3
A24 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 8. Mai 1979
A25 Bahá’u’lláh, zitiert in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 49
A26 ‘Abdu’l-Bahá, zitiert in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 49
A27 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 129:10
A28 ‘Abdu’l-Bahá, aus einem unveröffentlichten persischen Sendschreiben
A29 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Nationalen Geistigen Rat, 15. April 1965
A30 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Nationalen Geistigen Rat, 11. Januar 1967
A31 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 5. September 1938, zitiert in: Liebe und Ehe, S.21
A32 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief vom 13. Dezember 1940 an einen Gläubigen, zit. in: Liebe und Ehe, S.22f
A33 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 28. September 194, zitiert in: Liebe und Ehe, S.22
A34 Bahá’u’lláh, aus einem unveröffentlichten arabischen Sendschreiben
A35 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 30. September 1949
A36 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 21. Mai 1954
A37 vgl., Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 83
A38 vgl., Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 47
A39 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 8. Juni 1982
A40 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 37, 45, 46
A41 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 131:4
A42 ‘Abdu’l-Bahá, aus einem unveröffentlichten persischen Sendschreiben
A43 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An alle Nationalen Geistigen Räte, 6. Februar 1973
A44 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte pers.76
A45 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 131:3–4
A46 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief im seinem Auftrag vom 6. September 1946, zitiert in: Zum wirklichen Leben 46:1
A47 Bahá’u’lláh, zitiert in: Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 39
A48 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:8
A49 Shoghi Effendi, An die Bahá’í in Bombay, 8. Dezember 1923
A50 Shoghi Effendi, An die Bahá’í im Orient, 19. Dezember 1923
A51 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 22. Mai 1966
A52 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An alle Nationalen Geistigen Räte, 6. Februar 1973
Ein keusches, heiliges Leben
Textzusammenstellung
Vorwort
»Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster.« Q1
Der Bahá’í-Maßstab
Das Wesen der Bahá’í-Gesetze
1
Wen Gott mit Einsicht begabt hat, der wird bereitwillig anerkennen, dass die von Gott erlassenen Gebote das höchste Mittel für den Bestand der Ordnung in der Welt und für die Sicherheit ihrer Völker ist …
O ihr Völker der Welt! Wisset und seid gewiss, dass Meine Gebote die Lampen Meiner liebevollen Vorsehung unter Meinen Dienern und die Schlüssel Meiner Gnade für Meine Geschöpfe sind. So ist es aus dem Himmel des Willens eures Herrn, des Herrn der Offenbarung, herabgesandt …
Sprich: In Meinen Gesetzen ist der süße Duft Meines Gewandes wahrzunehmen, und mit ihrer Hilfe werden die Banner des Sieges auf den höchsten Höhen gehisst. Die Zunge Meiner Macht richtet aus dem Himmel Meiner allmächtigen Herrlichkeit diese Worte an Meine Schöpfung: »Haltet Meine Gebote aus Liebe zu Meiner Schönheit!« Glücklich der Liebende, der den göttlichen Duft seines Meistgeliebten einatmet aus diesen Worten, erfüllt mit dem Wohlgeruch einer Gnade, die keine Zunge beschreiben kann. Bei Meinem Leben! Wer den erlesenen Wein der Reinheit aus den Händen Meiner großmütigen Gunst trinkt, wird Meine Gebote, die vom Tagesanbruch Meiner Schöpfung leuchten, umkreisen.
Wähnt nicht, Wir hätten euch nur ein Gesetzbuch offenbart. Nein, Wir haben vielmehr den erlesenen Wein mit den Fingern der Macht und Kraft entsiegelt. Dafür zeugt, was die Feder der Offenbarung enthüllt hat. Denkt darüber nach, o ihr Einsichtsvollen!A1
2
Wie es Gesetze gibt, die unser stoffliches Leben steuern und z.B. verlangen, dass wir unseren Körper mit bestimmten Nahrungsmitteln versorgen, ihn in einem bestimmten Temperaturbereich halten und so weiter, um Behinderungen zu vermeiden, so gibt es auch Gesetze, die unser geistiges Leben steuern. Diese Gesetze werden der Menschheit in jedem Zeitalter von der Manifestation Gottes offenbart; ihnen zu gehorchen ist lebenswichtig, wenn sich jeder Mensch und die Menschheit im Ganzen richtig und harmonisch entwickeln sollen. Außerdem gibt es eine Wechselwirkung zwischen diesen verschiedenen Aspekten. Wenn der einzelne die geistigen Gesetze in seiner eigenen Entwicklung verletzt, schadet er nicht nur sich selbst, sondern auch der Gesellschaft, in der er lebt. Ebenso wirkt der Zustand der Gesellschaft unmittelbar auf den Einzelnen, der in ihr leben muss.A2
3
Wir haben Ihre verschiedenen Briefe bedacht und Ihre Fragen sowie Ihre Ansicht zur Kenntnis genommen, dass viele Bahá’í-Jugendliche in … verwirrt sind und inständig um Führung in einfacher, klarer Sprache bitten, wie man in Situationen des täglichen Lebens, besonders, was das Geschlechtsleben angeht, zurechtkommen soll.
Es erscheint dem Universalen Haus der Gerechtigkeit weder möglich noch wünschenswert, eine Reihe von Regeln aufzustellen, die jeder Situation gerecht werden. Vielmehr ist es die Aufgabe des einzelnen Gläubigen, je nach seinem persönlichen, frommen Verständnis der Schriften klar zu entscheiden, wie sein Verhalten in Situationen, denen er im täglichen Leben begegnet, sein sollte. Wenn er seine eigentliche Lebensaufgabe als Anhänger der Gesegneten Vollkommenheit erfüllen will, wird er sein Leben im Einklang mit den Lehren gestalten. Dieses Ziel kann der Gläubige nicht dadurch erreichen, dass er sein Leben bloß nach einer Reihe starrer Regeln richtet. Wenn sein Leben auf den Dienst für Bahá’u’lláh ausgerichtet ist und all sein Handeln bewusst unter diesem Gesichtspunkt geschieht, wird er sein wahres Lebensziel nicht verfehlen.
Darum muss jeder Gläubige die heiligen Schriften und die Anleitungen des geliebten Hüters immer wieder studieren und stets bestrebt sein, ein neues und besseres Verständnis ihrer Wichtigkeit für sich selbst und für die Gesellschaft zu gewinnen. Er sollte inständig um göttliche Führung, Weisheit und Kraft beten, damit er tue, was Gott gefällt, und er Ihm allezeit nach bestem Vermögen diene.A3
4
Was Keuschheit betrifft, so ist sie einer der herausforderndsten Begriffe, der in diesem freizügigen Zeitalter verständlich gemacht werden muss. Die Bahá’í müssen sich jedoch aufs äußerste darum bemühen, die Bahá’í-Maßstäbe einzuhalten, gleichgültig, wie schwierig ihnen das anfangs auch erscheinen mag. Derlei Bemühungen werden leichter, sobald die Jugend versteht, dass die Gesetze und Maßstäbe des Glaubens dem Zweck dienen, sie von unsagbaren geistigen und sittlichen Schwierigkeiten zu befreien, genau wie das richtige Verständnis der Naturgesetze uns ein Leben in Harmonie mit den Kräften des Planeten ermöglicht.A4
Wahre Freiheit
5
Seht die Kleingeistigkeit der Menschen. Sie verlangen nach dem, was ihnen schadet, und verwerfen, was ihnen nützt …
Wisst, dass die Verkörperung der Freiheit und ihr Sinnbild das Tier ist. Dem Menschen ziemt es, dass er sich in Schranken fügt, die ihn vor seiner eigenen Unwissenheit beschützen und vor dem Schaden des Unheilstifters bewahren. Freiheit veranlasst den Menschen die Grenzen des Schicklichen zu überschreiten und die Würde seiner Stufe zu verletzen. Sie erniedrigt ihn auf die Ebene tiefster Verderbtheit und Schlechtigkeit.
Betrachtet den Menschen als eine Schafherde, die zu ihrem Schutze eines Hirten bedarf. Dies ist gewiss die Wahrheit, die unumstößliche Wahrheit. Wir billigen die Freiheit unter gewissen Umständen, unter anderen verwerfen Wir sie. Wir sind wahrlich der Allwissende.
Sprich: Wahre Freiheit besteht in der Unterwerfung des Menschen unter Meine Gebote, so wenig ihr dies auch versteht. Würden die Menschen befolgen, was Wir aus dem Himmel der Offenbarung auf sie herabsandten, so würden sie sicherlich vollkommene Freiheit erlangen. Glücklich der Mensch, der die Absicht Gottes in allem erfasst, was Er aus dem Himmel Seines Willens, der alles Erschaffene durchdringt, offenbart! Sprich: Die Freiheit, die euch nützt, ist nirgendwo zu finden außer in vollkommener Dienstbarkeit vor Gott, der Ewigen Wahrheit. Wer ihre Süße kostet, wird es verschmähen, sie gegen alle Herrschaft der Erde und des Himmels zu tauschen.A5
6
Ähnlich steht es um die Menschen, die nach Freiheit schreien. Die gemäßigte Freiheit, welche die Gewähr für die Wohlfahrt der Menschheit bietet und allumfassende Beziehungen aufrechterhält, findet ihre kraftvolle Ausprägung in den Lehren Bahá’u’lláhs.A6
Der Bahá’í-Maßstab für Keuschheit
7
Die Erwählten Gottes … sollten nicht auf den verderbten Zustand der Gesellschaft schauen, in der sie leben, oder auf die Beweise der Entartung und der Leichtfertigkeit, die die Menschen um sie her an den Tag legen. Sie sollten sich nicht damit zufriedengeben, dass sie lediglich anders sind als die anderen und über sie hinausragen. Vielmehr sollten sie den Blick auf erhabenere Gipfel richten, indem sie sich die Ratschläge und Ermahnungen der Feder der Herrlichkeit zum höchsten Ziel setzen. Dann werden sie alsbald erkennen, wie zahlreich die Stufen sind, die noch erklommen werden müssen, und wie weit entfernt das ersehnte Ziel liegt, kein anderes Ziel als das, Beispiel zu sein für himmlische Verhaltensnormen und Tugenden.A7
8
Es muss jedoch beachtet werden, dass die Einhaltung eines so hohen Maßstabes moralischen Verhaltens nicht mit irgendeiner Form der Askese oder des übertriebenen und blindgläubigen Puritanismus in Verbindung gebracht oder verwechselt werden darf. Der von Bahá’u’lláh geprägte Maßstab sucht keinesfalls irgendjemand das einwandfreie Recht oder Vorrecht zu verweigern, den vollen Vorteil und Nutzen aus den vielfältigen Freuden, Schönheiten und Annehmlichkeiten zu ziehen, mit denen die Welt durch einen alliebenden Schöpfer so reich ausgestattet wurde. »Möchte ein Mensch«, so versichert uns Bahá’u’lláh, »sich mit dem Schmuck dieser Erde schmücken, ihre Trachten tragen und die Wohltaten genießen, die sie zu schenken vermag, so kann ihm das nicht schaden, sofern er nichts zwischen sich und Gott treten lässt; denn Gott hat alle guten Dinge, ob sie in den Himmeln oder auf Erden erschaffen sind, für solche seiner Diener bestimmt, die wahrhaft an Ihn glauben. Genießet, o Menschen, die guten Dinge, die Gott euch erlaubt, und beraubt euch nicht selbst Seiner wunderbaren Gaben. Bringet Ihm Dank und Preis, und gehöret zu den wahrhaft Dankbaren.«Q2A8
9
Der Bahá’í-Maßstab ist sehr hoch, vor allem, wenn er mit den völlig verderbten Sitten der heutigen Welt verglichen wird. Unser Maßstab jedoch wird gesündere, glücklichere, edlere Menschen schaffen und zu haltbareren Ehen führen …A9
Ein keusches, heiliges Leben
Begriffsbestimmung
10
Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster. Es kann keinen Kompromiss dulden mit den Lehren, Maßstäben, Gewohnheiten und Übertreibungen eines verfallenden Zeitalters. Nein, es sucht vielmehr durch die anfeuernde Kraft seines Beispiels den schädlichen Charakter solcher Lehren, die Falschheit solcher Maßstäbe, die Hohlheit solcher Ansprüche, die Entartung solcher Gewohnheiten und die Schändlichkeit solcher Übertreibungen zu beweisen.A10
Keuschheit
11
Der ist Mein wahrer Jünger, der, käme er in ein Tal aus reinem Gold, geradewegs hindurchzöge, darüber schwebend wie eine Wolke, weder sich wendend noch rastend. Ein solcher Mensch gehört wahrlich zu Mir. Von seinem Gewande kann die Schar der Höhe den Duft der Heiligkeit atmen … Und wenn er der schönsten, anmutigsten Frau begegnete, fühlte er sein Herz auch nicht vom leisesten Schatten eines Verlangens nach ihrer Schönheit verführt. Ein solcher Mensch ist wahrlich ein Geschöpf makelloser Keuschheit. Dies lehrt dich die Feder des Altehrwürdigen der Tage, wie es ihr geboten wurde von deinem Herrn, dem Allmächtigen, dem Allgütigen.A11
12
Reinheit und Keuschheit waren und sind noch immer der schönste Schmuck der Dienerinnen Gottes. Gott ist Mein Zeuge! Das klare Licht der Keuschheit wirft seinen Glanz auf die geistigen Welten und sein Duft weht selbst bis ins Erhabenste Paradies.A12
13
Das Universale Haus der Gerechtigkeit erklärt hinsichtlich der positiven Aspekte der Keuschheit, dass der Bahá’í-Glaube den Wert des Geschlechtstriebes anerkennt, und es ist der Auffassung, dass die Ehe gestiftet wurde als der Weg, ihm angemessen Ausdruck zu verleihen. Die Bahá’í halten nichts davon, dass der Geschlechtstrieb unterdrückt wird, aber er sollte gelenkt und beherrscht werden.
Keuschheit bringt keineswegs den Abbruch zwischenmenschlicher Beziehungen mit sich. Sie befreit den Menschen von der Tyrannei des allgegenwärtigen Geschlechtstriebs. Ein Mensch, der seine geschlechtlichen Triebe beherrscht, kann tiefe, dauerhafte Freundschaften mit vielen Menschen, Männern wie Frauen, haben, ohne dabei jenes einzigartige, kostbare Band, das Mann und Frau verbinden sollte, jemals zu beschmutzen.A13
Mäßigung
14
Was die Grenzen der Mäßigung überschreitet, hört auf, wohltätigen Einfluss auszuüben. Betrachtet zum Beispiel Gegenstände wie Freiheit, Zivilisation und dergleichen. Wie wohlgefällig verständige Menschen sie auch immer betrachten mögen, ins Übermaß gesteigert, werden sie verderblichen Einfluss auf die Menschen haben.A14
15
Die Wahl der Kleidung sowie Schnitt und Form des Bartes bleiben den Menschen zur Entscheidung überlassen. Aber hütet euch, o Menschen, dass ihr euch nicht selbst zum Spielzeug der Unwissenden machet!A15
16
Des Menschen Wort ist eine Wirklichkeit, die Einfluss auszuüben sucht und des rechten Maßes bedarf. Sein Einfluss ist durch seine Feinheit bedingt, die ihrerseits von losgelösten, reinen Herzen abhängt. Sein rechtes Maß muss mit Takt und Weisheit gebildet werden, wie es die heiligen Schriften und Sendschreiben verordnen.A16
17
Wir haben euch Musik und Gesang erlaubt, doch seht euch vor, dass dies euch nicht verleite, des Anstands und der Würde Grenzen zu überschreiten. Eure Freude entspringe Meinem Größten Namen, einem Namen, der das Herz frohlocken lässt und allen Gott Nahen den Geist mit Verzückung erfüllt.A17
18
In den Lehren steht nichts gegen das Tanzen, aber die Freunde sollten daran denken, dass Bahá’u’lláhs Maßstab Sittsamkeit und Keuschheit ist. Die Atmosphäre in modernen Tanzsälen, wo so viel geraucht, getrunken und schamlos getändelt wird, ist sehr schlecht, aber anständige Tänze sind an und für sich nicht schädlich. Klassischer Tanz oder Tanzstunden in der Schule schaden sicher nicht. Es schadet auch nicht, in Schauspielen oder Kinofilmen mitzuspielen. Schädlich ist heutzutage nicht die Kunst an sich, sondern die verhängnisvolle Verderbtheit, die so oft mit den Künsten einhergeht. Als Bahá’í müssen wir keine der Künste meiden, aber die Taten und die Atmosphäre, die manchmal im Umfeld dieser Berufe anzutreffen sind, sollten wir meiden.A18
Täglich wachsames Handeln
19
Erhebt euch, o Menschen, und entschließt euch durch die Kraft der göttlichen Macht, den Sieg über euer Selbst zu erringen, damit die ganze Welt aus ihrer Hörigkeit vor den Götzen ihrer leeren Einbildungen erlöst werde – Götzen, die ihren erbärmlichen Anbetern so viel Schaden zugefügt haben und für ihr Elend verantwortlich sind. Diese Trugbilder sind das Hindernis, das den Menschen in seinem Bemühen hemmt, auf dem Pfade der Vervollkommnung voranzuschreiten.A19
20
O Sohn des Seins! Lege dir selbst jeden Tag Rechenschaft ab, ehe du zur Rechenschaft gezogen wirst. Denn unerwartet kommt der Tod, und dann musst du deine Taten verantworten.A20
21
Leidenschaft ist eine Flamme, die schon ungezählte Male die Ernte des Lebens vieler Gebildeter zu Asche verbrannt hat, ein allverzehrendes Feuer, das sich selbst mit dem Meer ihres aufgespeicherten Wissens nicht löschen ließ. Wie oft ist es schon geschehen, dass jemand mit allen Attributen des Menschentums gesegnet war, das Kleinod wahren Verstehens besaß, aber dennoch seinen Leidenschaften nachging, bis seine außergewöhnlichen Eigenschaften die Grenzen der Mäßigung überschritten und er sich zu Ausschweifungen hinreißen ließ. Seine guten Absichten wandelten sich zum Bösen, seine Anlagen waren nicht länger auf Ziele gerichtet, die ihrer wert waren, und die Macht seiner Begierden lenkte ihn von der Rechtschaffenheit und ihrem Lohn ab auf gefährliche und dunkle Wege. In den Augen Gottes, Seiner Erwählten und aller Einsichtsvollen ist ein guter Charakter das Erhabenste und Lobenswerteste, was es gibt, jedoch immer unter der Voraussetzung, dass die Quelle seiner Ausstrahlung Vernunft und Erkenntnis sind, und dass er wahre Mäßigung zur Grundlage hat.A21
Die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens
22
O Mein Freund! Du bist die Sonne am Himmel Meiner Heiligkeit. Verdunkle nicht deinen Glanz mit dem Schmutz der Welt. Zerreiße den Schleier der Achtlosigkeit, strahle auf aus den Wolken und kleide alle Dinge in das Prachtgewand des Lebens.A22
23
Macht euch frei von jeder Bindung an diese Welt und ihre Eitelkeiten. Hütet euch, ihnen zu nahen, denn sie verleiten euch dazu, euren Gelüsten und eurer Habsucht zu folgen, und hindern euch daran, den geraden, herrlichen Pfad zu betreten.A23
24
In Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit beschreibt der geliebte Hüter in Absatz 47 nicht nur die Erfordernisse der Keuschheit, sondern »eines keuschen und heiligen Lebens« beide Eigenschaftsworte sind wichtig. Eines der Zeichen einer im Niedergang begriffenen Gesellschaft, das in der heutigen Welt klar zutage tritt, ist eine nahezu zügellose Hingabe an Vergnügung und Zerstreuung, unersättliches Verlangen nach Unterhaltung, fanatische Hingabe an Spiel und Sport, der Widerwille, irgendetwas ernsthaft zu betreiben, und eine verächtliche, spöttische Einstellung zur Tugend und zu echten Werten. Der »Verzicht auf leichtfertiges Verhalten« bedeutet nicht, dass ein Bahá’í ein sauertöpfisches Gesicht aufsetzen oder immer feierlich sein müsste. Ein richtiges Bahá’í-Leben kennzeichnen Humor, Fröhlichkeit und Freude. Leichtfertigkeit verliert ihren Reiz und führt schließlich zu Langeweile und Leere, wogegen echte Fröhlichkeit, Freude und Humor ebenso zu einem ausgewogenen Leben gehören wie ernste Gedanken, Mitgefühl und bescheidene Dienstbarkeit vor Gott – Merkmale, die das Leben bereichern und zu seiner Ausstrahlung beitragen.
Shoghi Effendis Wortwahl war immer bedeutsam, und jedes Wort ist wichtig für das Verständnis seiner Führung. In diesem speziellen Abschnitt verbietet er nicht die »schalen« Vergnügungen, sondern er warnt nachdrücklich davor, »übermäßig« daran zu »hängen«, und weist darauf hin, dass sie oft »missgeleitet« sein können. Man wird an die Warnung ‘Abdu’l-Bahás erinnert, einen Zeitvertreib nicht zur Zeitvergeudung werden zu lassen.A24
Alkohol
25
Werdet trunken vom Wein der Liebe Gottes und nicht von dem, was euren Verstand zerstört, o ihr, die ihr Ihn anbetet! Wahrlich, dies wurde jedem Gläubigen verboten, Mann und Frau gleichermaßen.A25
26
Das Trinken von Wein ist nach dem Text des Heiligsten Buches verboten; denn es ist die Ursache von chronischen Krankheiten, schwächt die Nerven und zerstört den Verstand.A26
Drogen
27
Was jedoch die Frage des Opiums betrifft: Es ist abscheulich und verflucht, und Gott möge uns vor Seiner Strafe für den, der es gebraucht, beschützen! Der Text des Heiligsten Buches verbietet es ausdrücklich und verurteilt seinen Gebrauch in höchstem Maße. Die Vernunft sieht im Opiumrauchen eine Wahnsinnstat, und die Erfahrung zeigt, dass der Opiumraucher aus der menschlichen Gesellschaft völlig ausgeschlossen wird. Möge Gott alle beschützen vor einer so abscheulichen Tat, welche die Grundlage des Menschseins zerstört und den Süchtigen für Zeit und Ewigkeit zugrunde richtet. Opium ergreift Besitz von der Seele des Menschen, so dass sein Gewissen stirbt, sein Verstand besudelt und sein Wahrnehmungsvermögen zerfressen wird. Es tötet das Leben und löscht die natürliche Wärme. Kein größerer Schaden ist vorstellbar als der durch Opium. Wohl denen, die nicht einmal das Wort Opium über die Lippen bringen; bedenkt somit, wie erbärmlich derjenige ist, der es gebraucht!A27
28
Was Haschisch betrifft, so hatten Sie darauf aufmerksam gemacht, dass einige Perser sich an seinen Gebrauch gewöhnt haben. Gnädiger Gott! Es ist das schlimmste aller Rauschmittel, und dessen Verbot ist ausdrücklich offenbart. Sein Gebrauch zersetzt das Denken und lässt die Seele völlig erstarren. Wie kann einer nach dieser Höllenbaumfrucht verlangen, deren Genuss ihn dazu bringt, als Gespenst herumzulaufen! Wie kann man dieses verbotene Rauschgift nehmen und sich damit der Segnungen des Allbarmherzigen berauben! …
Alkohol zerstört den Verstand und lässt den Menschen unsinnige Taten begehen. Aber … das verruchte Haschisch tötet den Verstand, lässt den Geist erstarren, versteinert die Seele, verzehrt den Leib und lässt den Menschen enttäuscht und zugrunde gerichtet zurück.A28
29
Was die sogenannten ›geistigen‹ Wirkungen der Drogen angeht, … geistige Anregung sollte der Hinwendung des Herzens zu Bahá’u’lláh entspringen, nicht materiellen Mitteln wie Drogen und Suchtstoffen. Aus der Beschreibung in Ihrem Brief wird deutlich, dass sinnestäuschende Wirkstoffe zu den Rauschmitteln gehören. Da von den Freunden, auch von der Jugend, verlangt wird, sich strikt aller Arten von Rauschmitteln zu enthalten, und da außerdem von ihnen erwartet wird, dass sie die bürgerlichen Gesetze ihres Landes gewissenhaft befolgen, ist ganz klar, dass sie diese Drogen nicht nehmen sollten.
Eine sehr große Verantwortung für den künftigen Frieden und das Wohlergehen der Welt liegt auf den Schultern der heutigen Jugend. Möge die Bahá’í-Jugend durch die Kraft des Glaubens, den sie annahm, für ihre Kameraden ein leuchtendes Beispiel sein.A29
30
Die Bahá’í sollten keine sinnestäuschenden Mittel, auch nicht LSD, Meskalin und ähnliche Stoffe, gebrauchen, außer wenn sie zur ärztlichen Behandlung verschrieben wurden. Ebenso sollten sie sich nicht auf Experimente mit solchen Mitteln einlassen.A30
Die Bahá’í-Haltung zur Sexualität
31
Kurz gesagt beruht die Bahá’í-Vorstellung von der Sexualität auf der Überzeugung, dass beide Geschlechter strenge Keuschheit üben sollen, nicht nur, weil sie ethisch höchst empfehlenswert ist, sondern auch, weil sie der einzige Weg zu einem glücklichen und erfolgreichen Eheleben ist. Sexuelle Beziehungen irgendwelcher Art außerhalb der Ehe sind deshalb nicht erlaubt, und wer diesen Grundsatz verletzt, wird nicht nur vor Gott verantwortlich sein, sondern auch die notwendige Strafe der Gesellschaft auf sich ziehen.
Der Bahá’í-Glaube anerkennt den Wert des Geschlechtstriebes; er verurteilt jedoch den unrechtmäßigen und unschicklichen Gebrauch dieses Triebes, wie er in sogenannter freier Liebe, in der Partnerschaftsehe und anderen Erscheinungen zum Ausdruck kommt. All dies erachtet er als zweifelsfrei schädlich für den Menschen und die Gesellschaft, in der er lebt. Der richtige Gebrauch des Geschlechtstriebes ist das natürliche Recht jedes Menschen, und genau für diesen Zweck ist die Institution der Ehe geschaffen worden. Die Bahá’í halten nichts von der Unterdrückung des Geschlechtstriebs, aber viel von seiner Steuerung und Beherrschung.A31
32
Zu Ihrer Frage, ob es legitime Ausdrucksformen des Geschlechtstriebs außerhalb der Ehe gibt: den Bahá’í-Lehren zufolge kann keine sexuelle Handlung als legitim betrachtet werden, wenn sie nicht zwischen zwei gesetzlich verheirateten Menschen stattfindet. Außerhalb des Ehelebens kann es keinen legitimen oder gesunden Gebrauch des Geschlechtstriebs geben. Die Bahá’í-Jugend sollte einerseits Selbstkontrolle lernen, die, wenn sie geübt wird, zweifellos eine heilsame Wirkung auf die Entwicklung des Charakters und der Persönlichkeit im Ganzen hat. Andererseits sollte der Jugend geraten, ja sie sollte ermutigt werden, die Ehe zu schließen, wenn sie noch jung und im Vollbesitz ihrer körperlichen Kräfte ist. Wirtschaftliche Umstände sind zweifellos oft ein ernsthaftes Hindernis vor Frühehen, aber in den meisten Fällen nur ein Vorwand; sie sollten deshalb nicht überbetont werden.A32
33
Keuschheit bedeutet ein unbeflecktes, reines Geschlechtsleben vor und nach der Heirat: vor der Heirat vollkommen keusch, nach der Heirat dem gewählten Gefährten vollkommen treu, Treue in allen sexuellen Handlungen, Treue in Wort und Tat.
Abgesehen von anderen Missständen ist die Welt heute versunken in einer Überbetonung der körperlichen Liebe und in einem Mangel an geistigen Werten. Die Gläubigen sollten dies so weit wie möglich zu erkennen versuchen und sich über das Niveau ihrer Mitmenschen erheben, die so übertriebenes Gewicht auf die rein körperliche Seite der Paarung legen, wie es für alle Verfallsperioden der Geschichte typisch ist. Außerhalb ihres normalen, rechtmäßigen Ehelebens sollten sie danach streben, Bande der Freundschaft und Liebe zu knüpfen, die ewig und auf das geistige Leben des Menschen gegründet sind, nicht auf sein körperliches Leben. Das ist eines der vielen Gebiete, auf denen die Bahá’í beispielhaft sein und den Weg zu einem wahrhaft menschlichen Lebensmaßstab weisen müssen, nach welchem des Menschen Seele erhöht wird und sein Leib nur das Werkzeug seines erleuchteten Geistes ist. Selbstverständlich schließt dies keineswegs ein vollkommen normales Geschlechtsleben innerhalb der rechtmäßigen Bahnen der Ehe aus.A33
Unsittliche Handlungen werden verurteilt
34
Ehebruch, Sodomie und Unzucht sind euch verboten. Meide sie, o Schar der Getreuen. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Ihr wurdet ins Dasein gerufen, die Welt von der Besudelung durch üble Leidenschaften zu läutern. Das hat euch der Herr der ganzen Menschheit zur Pflicht gemacht, könntet ihr es doch begreifen. Wer dem Allbarmherzigen angehört und teuflische Taten begeht, ist wahrlich nicht von Mir. Dies bezeugen jedes Atom, jeder Kieselstein, jeder Baum und jede Frucht und darüber hinaus diese unaufhörlich kündende, wahrheitsliebende, vertrauenswürdige Zunge.A34
35
Wenn wir uns klarmachen, dass Ehebruch, wie Bahá’u’lláh erklärt, den Fortschritt der Seele im zukünftigen Leben verzögert – so schrecklich ist er – und Alkoholgenuss den Verstand zerstört, weshalb man sich dem nicht einmal nähern sollte, sehen wir, wie eindeutig unsere Lehren zu diesen Themen sind.A35
36
Zu den vielen anderen Übeln, die die Gesellschaft an diesem geistigen Tiefpunkt der Geschichte plagen, zählt das Problem der Sittenlosigkeit und die Überbetonung des Geschlechtlichen. Bahá’u’lláhs Schriften zufolge ist Homosexualität geistig verworfen. Das bedeutet nicht, dass den davon geplagten Menschen nicht geholfen, nicht geraten und kein Mitgefühl gezeigt werden dürfte. Es bedeutet vielmehr, dass wir dies nicht für eine statthafte Lebensweise halten, wie es heutzutage leider allzu oft vertreten wird.
Gegen die Übel in der Gesellschaft müssen wir mit geistigen, aber auch mit medizinischen und gesellschaftlichen Mitteln ankämpfen. Wir müssen tolerant sein, aber zu keinem Kompromiss bereit, verständnisvoll, aber in unserer Haltung unerschütterlich.A36
37
Eine Reihe von Sexualproblemen wie Homosexualität und Transsexualität können sehr wohl medizinische Seiten haben, und in diesen Fällen sollte gewiss die beste medizinische Betreuung gesucht werden. Aber aus den Lehren Bahá’u’lláhs ergibt sich klar, dass Homosexualität kein Zustand ist, mit dem sich der oder die Betroffene abfinden sollte; vielmehr ist sie eine Verformung seiner oder ihrer Natur, die beherrscht und überwunden werden sollte. Das mag einen harten Kampf bedeuten; aber ebenso hart kann der persönliche Kampf eines heterosexuellen Menschen sein, seine oder ihre Gelüste zu beherrschen. Übt man Selbstbeherrschung in diesem wie in vielen anderen Lebensbereichen, ist dies nützlich für den Fortschritt der Seele. Außerdem sollte eines bedacht werden: Es ist zwar höchst wünschenswert, verheiratet zu sein, und Bahá’u’lláh hat dies sehr empfohlen; doch ist die Ehe nicht der zentrale Zweck des Lebens. Wenn ein Mensch lange warten muss, bis er einen Ehepartner findet, oder wenn er oder sie letztlich allein bleiben muss, bedeutet dies nicht, dass er oder sie dadurch unfähig wäre, seinen oder ihren Lebenszweck zu erfüllen.
38
Ihr Brief, in dem Sie um direkte oder indirekte Hinweise in den Schriften des Glaubens auf Vergewaltigung und sexuelle Übergriffe baten, wurde an die Forschungsabteilung verwiesen, und wir wurden gebeten, Ihnen folgende Stellungnahme mitzuteilen:
»Unzucht« ist von Bahá’u’lláh eindeutig verbotenA37, und Shoghi Effendi erklärt, dass zu einem »keuschen und heiligen Leben« im Einklang mit den Lehren des Glaubens die Verurteilung aller Art »geschlechtlicher Laster« gehört.A38
Zum Kitáb-i-Aqdas: Eine der Bestimmungen des Heiligsten Buches ist, »nicht seinen Leidenschaften zu frönen«Q3. Außerdem ist auf eines der »Verbote« hinzuweisen, das im Absatz 5:36:1 des Kitáb-i-Aqdas genannt wird, nämlich der »uneheliche Beischlaf«. Dieser Begriff steht so in diesem Buch, weil Stichwörter notgedrungen kurz sein müssen und unter dem von Bahá’u’lláh im Urtext des Aqdas benützten Wort ›Ziná‹ im Allgemeinen und vorwiegend Unzucht verstanden wird. Das deckt jedoch keineswegs alle Bedeutungen des Begriffes ›Ziná‹ in der arabischen und persischen Rechtssprache. Eine der Bedeutungen von ›Ziná‹ – in diesem Fall, wenn der unerlaubte Geschlechtsverkehr gewaltsam erzwungen wird – ist Vergewaltigung oder sexuelle Nötigung.
Die Strafen für Taten wie Vergewaltigung werden in Zukunft vom Universalen Haus der Gerechtigkeit festgelegt.A39
Anwendung des Prinzips keuschen, heiligen Lebens
39
… [unbedingte Keuschheit] betrifft hauptsächlich und unmittelbar die Bahá’í-Jugend, die so entscheidend zur Stärke, Reinheit und Triebkraft im Leben der Bahá’í-Gemeinde beitragen kann und von der einmal die zukünftige Richtung ihres Schicksals und zum anderen die vollständige Entfaltung der ihr von Gott verliehenen Wirkungsmöglichkeiten abhängt …
Was ein keusches und heiliges Leben anbelangt, so sollte es als ein nicht weniger wesentlicher Faktor betrachtet werden, der seinen entsprechenden Anteil zur Stärkung und Belebung der Bahá’í-Gemeinde beitragen muss … Sie alle, seien sie Männer oder Frauen, müssen zu dieser drohenden Stunde, da das Licht der Religion verblasst und die Beschränkungen, die sie auferlegt, eine nach der anderen abgeschafft werden, innehalten, um sich selbst zu prüfen, ihr Verhalten genau zu beobachten und sich mit kennzeichnender Entschlossenheit erheben, um das Leben ihrer Gemeinde von jeder Spur moralischer Lauheit zu säubern, die den Namen eines so heiligen und kostbaren Glaubens beflecken und seine Unbescholtenheit schmälern könnte.
Ein keusches und heiliges Leben muss zum beherrschenden Grundsatz im Benehmen und Verhalten aller Bahá’í gemacht werden, sowohl in ihren sozialen Beziehungen zu den Mitgliedern ihrer eigenen Gemeinde als auch in ihrer Verbindung mit der ganzen Welt. Es muss die unaufhörlichen Bemühungen und verdienstvollen Anstrengungen jener schmücken und stärken, deren beneidenswertes Amt es ist, die Botschaft des Glaubens Bahá’u’lláhs zu verbreiten und seine Angelegenheiten zu verwalten. Es muss in all seiner Unbescholtenheit und mit all seinen Folgen in jedem Abschnitt des Lebens derjenigen hochgehalten werden, die in den Reihen dieses Glaubens stehen, sei es in ihrem Heim, auf Reisen, in ihrem Verein, ihrem gesellschaftlichen Leben, ihrer Unterhaltung, ihrer Schule und ihrer Universität. Es muss ihm besondere Aufmerksamkeit bei der Durchführung von geselligen Veranstaltungen in jeder Bahá’í-Sommerschule geschenkt werden und bei jeder anderen Gelegenheit, bei der-das Bahá’í-Gemeindeleben organisiert und gepflegt wird. Es muss eng und dauernd übereinstimmen mit der Aufgabe der Bahá’í-Jugend, sowohl als ein Bestandteil im Leben der Bahá’í-Gemeinde wie auch als Faktor beim zukünftigen Fortschritt und der Ausrichtung der Jugend ihres eigenen Lande.A40
Die Macht des Beispiels
Ein lobenswerter Charakter
40
Wer sich an diesem Tage erhebt, um Unserer Sache beizustehen und die Heerscharen einer rühmlichen Wesensart und eines aufrechten Verhaltens zu seiner Hilfe herbeiruft, wird mit dieser Tat sicherlich die ganze Welt beeinflussen.A41
41
Einen Bahá’í erkennt man an den Eigenschaften, die er zeigt, nicht an seinem Namen; man achtet ihn für seinen Charakter, nicht für seine Person.A42
42
… indem wir trotz aller Schwierigkeiten an den Bahá’í-Gesetzen festhalten, stärken wir nicht nur unseren Charakter sondern beeinflussen auch unsere Mitmenschen.A43
Die Bedeutung von Taten
43
O Sohn Meiner Magd! Früher wurde durch Worte geführt, nun aber sollen Taten uns leiten. Vom Menschen müssen heilige Taten ausgehen. Worte sind allen gemein, reine, heilige Taten sind nur Unseren Geliebten eigen. Darum strebt mit ganzer Seele, euch durch Taten auszuzeichnen. Solches raten Wir euch auf dieser heiligen, strahlenden Tafel.A44
44
Jede gerechte Tat ist mit einer Kraft versehen, die den Staub über den Himmel der Himmel emporheben kann. Sie kann jede Fessel sprengen und hat die Macht, die Kraft zu erneuern, die sich verbraucht hat und dahinschwand …
Sei rein, o Volk Gottes, sei rein; sei rechtschaffen, sei rechtschaffen.A45
45
Der Hüter hat immer wieder nachdrücklich betont, wie nötig es ist, dass die Bahá’í-Jugend die Lehren, besonders deren sittlichen Aspekt, beispielhaft verkörpert. Wenn sie sich nicht durch vorzügliches Verhalten auszeichnet, kann sie nicht von anderen jungen Menschen erwarten, dass sie die Sache wirklich ernst nehmen.
Er stimmt mit Ihnen von ganzem Herzen darin überein, dass wir, solange wir die Lehren nicht in die Tat umsetzen, keinesfalls erwarten können, dass der Glaube wächst; denn der Hauptzweck aller Religionen – einschließlich der unsrigen – ist, den Menschen näher zu Gott zu führen und, was äußerst wichtig ist, seinen Charakter zu verwandeln. Oft wird zu großes Gewicht auf die sozialen und wirtschaftlichen Gesichtspunkte in den Lehren gelegt; der moralische Standpunkt kann jedoch nicht stark genug betont werden.A46
Die Wirkung des Beispiels
46
Die Besserung der Welt kann durch reine und gute Taten, durch lobenswertes und geziemendes Verhalten erreicht werden.A47
47
Lasst eure Taten Führung für die ganze Menschheit sein, denn bei den meisten Menschen, ob hoch oder niedrig, unterscheidet sich das Bekenntnis vom Verhalten. Durch eure Taten aber könnt ihr euch vor anderen auszeichnen. Durch sie kann der Glanz eures Lichtes über die ganze Erde verbreitet werden. Glücklich ist der Mensch, der Meinen Rat beachtet und die Gebote hält, die Er, der Allwissende, der Allweise, gegeben hat.A48
48
In dieser Zeit gilt es, der Sache Gottes siegbringend und wirkungsvoll Beistand zu leisten! Der Sieg des Glaubens Gottes hängt vom Lehren ab, und das Lehren setzt redliches Handeln, gute Taten und rechtes Verhalten voraus. Der Grundstein eines Lebens auf dem Pfade Gottes ist Strebsamkeit nach sittlichem Adel und der Erwerb von Charaktereigenschaften, wie sie in Seinen Augen wohlgefällig sind. Die Bahá’í sollten sich mit diesem heiligen Gewand schmücken; mit diesem mächtigen Schwert sollten sie die Festungen der Menschenherzen erobern. Die Menschen sind der schönen Worte und Abhandlungen, der Ermahnungen und Predigten überdrüssig und können sie nicht mehr ertragen. Das Einzige, was heute die Welt von ihrer Pein befreien und die Herzen ihrer Völker anziehen kann, sind Taten, nicht Worte, Beispiele, nicht Vorschriften, heilige Tugenden, nicht Verlautbarungen und Urkunden, die von Regierungen und Staaten zu gesellschaftspolitischen Anlässen herausgegeben werden. In allen Dingen, ob groß oder klein, müssen Wort und Tat einander ergänzen, muss die Tat das Wort begleiten; eines muss das andere vervollständigen, stützen und bestärken. Die Bahá’í müssen sich in dieser Hinsicht auszeichnen.A49
49
Die Freunde Gottes sollten der Welt viel eher durch die Macht edler Taten und eines vortrefflichen Charakters denn durch eindringliche Darlegungen und Beweise vor Augen führen, dass, was Gott verheißen hat, unweigerlich geschehen wird, dass es bereits geschieht, und dass die göttlichen frohen Botschaften klar, eindeutig und vollständig sind. Denn wenn nicht erleuchtete Seelen auf dem Felde des Dienens voranschreiten und die Menschenmenge überstrahlen, ist die Aufgabe, die Wahrheit dieser Sache vor den Augen vorurteilsfreier Menschen zu verteidigen, schrecklich groß. Wenn aber die Freunde Tugenden und einen guten Charakter verkörpern, sind Worte und Argumente überflüssig. Ihre bloßen Taten werden zum beredten Zeugnis, und ihr vornehmes Verhalten wird den Schutz, die Unversehrtheit und den Ruhm der Sache Gottes gewährleisten.A50
50
Ohne Zweifel können die Freunde das von Bahá’u’lláh in Seinen Lehren geprägte Vorbild unbefleckter Keuschheit nur erreichen, wenn sie sich fest und mutig als unbeugsame Anhänger der Bahá’í-Lebensart erweisen und sich voll bewusst sind, dass sie Lehren vertreten, die in krassem Gegensatz zu den zersetzenden Kräften stehen, die so unheilvoll das Gefüge der ethischen Werte der Menschheit zerstören. Der gegenwärtige, zu unseren herausfordernden ethischen Verhaltensnormen im Gegensatz stehende Trend in der modernen Gesellschaft – weit davon entfernt, die Gläubigen, die unbeirrbar entschlossen an den von ihrem Glauben gesetzten Maßstäben für Reinheit und Keuschheit festhalten, zu Zugeständnissen zu bewegen – muss sie anspornen, ihre heiligen Verpflichtungen zielstrebig zu erfüllen und so die üblen Kräfte, die die Grundfesten persönlicher Tugend untergraben, zu bekämpfen.A51
51
Es ist die herausfordernde Aufgabe der Bahá’í, die Gesetze Gottes in ihrem Leben zu befolgen und allmählich die übrige Menschheit für ihre Annahme zu gewinnen.
Betrachten wir die Wirkung, die der Gehorsam gegenüber den Gesetzen auf das persönliche Leben ausübt, so müssen wir bedenken, dass der Sinn des Lebens in dieser Welt darin besteht, die Seele für das künftige Leben vorzubereiten. Hier müssen wir lernen, unsere tierischen Triebe zu beherrschen und zu lenken, anstatt deren Sklave zu werden. Das Leben in dieser Welt ist eine Folge von Prüfungen und Erfolgen, von Versagen und neuem geistigen Fortschritt. Manchmal erscheint der Weg sehr schwierig, aber man kann immer wieder erleben, dass eine Seele, die standhaft dem Gesetz Bahá’u’lláhs gehorcht, wie hart es auch scheinen mag, geistig wächst, während derjenige, der das Gesetz um seines vermeintlichen Glückes willen umgeht, offensichtlich einem Trugbild folgt. Er erreicht nicht das Glück, das er suchte; er verzögert seinen geistigen Fortschritt und bringt sich häufig in neue Schwierigkeiten.A52
Bibliografie
Bahá’u’lláh
Ährenlese – eine Auswahl aus den Schriften Bahá’u’lláhs, Auflage 6.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
Botschaften aus ‘Akká, Auflage 3.01-Print, Bahá’í Verlag 2019
Brief an den Sohn des Wolfes, Auflage 2.02-Online, Bahá’í Verlag 2019
Die Verborgenen Worte, Auflage 2.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
Kitáb-i-Aqdas, Auflage 6.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
‘Abdu’l-Bahá
Briefe und Botschaften, Auflage 2.03-Online, Bahá’í Verlag 2019
Das Geheimnis göttlicher Kultur, Auflage 3.02-Online, Bahá’í Verlag 2020
Shoghi Effendi
Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit, Auflage 3.02-Online, Bahá’í Verlag 2019
Zum wirklichen Leben, 4. Auflage (Print), Bahá’í Verlag 2015
Inhaltsübersicht und systematische Darstellung der Gesetze und Gebote des Kitáb-i-Aqdas, in: Kitáb-i-Aqdas, Auflage 6.01-Print, Bahá’í Verlag 2020
Kompilationen
Liebe und Ehe – Eine Auswahl aus Schriften Bahá’u’lláhs, ‘Abdu’l-Bahás, Shoghi Effendis und Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit, Bahá’í Verlag 1981
Musik – Eine Textzusammenstellung aus den Bahá’í-Schriften, 2. Auflage (Print), Bahá’í Verlag 2016
Quellenangaben
Q1 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 47
Q2 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:4
Q3 vgl. in: Kitáb-i-Aqdas, Inhaltsübersicht und systematische Darstellung der Gesetze und Gebote des Kitáb-i-Aqdas 4:2:4.4.3.17.18
Anmerkungen
A1 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 155:2–5
A2 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An alle Nationalen Geistigen Räte, 6. Februar 1973
A3 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 7. Oktober 1968
A4 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 14. Januar 1985
A5 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 159:1–4
A6 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 227:27
A7 Shoghi Effendi, An den Geistigen Rat der Bahá’í in Teheran, 30. Oktober 1924; zitiert in: Zum wirklichen Leben 3:1
A8 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 50
A9 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 19. Oktober 1947
A10 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 47
A11 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 60:3
A12 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 48
A13 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 8. Mai 1979
A14 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 11:18
A15 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 3:10
A16 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 11:29
A17 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:51
A18 Shoghi Effendi, An einen Nationalen Geistigen Rat, Brief in seinem Auftrag vom 30. Juni 1952
A19 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 43:3
A20 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte arab. 31
A21 ‘Abdu’l-Bahá, in: Das Geheimnis göttlicher Kultur 108
A22 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte pers.73
A23 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:3
A24 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 8. Mai 1979
A25 Bahá’u’lláh, zitiert in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 49
A26 ‘Abdu’l-Bahá, zitiert in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 49
A27 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 129:10
A28 ‘Abdu’l-Bahá, aus einem unveröffentlichten persischen Sendschreiben
A29 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Nationalen Geistigen Rat, 15. April 1965
A30 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Nationalen Geistigen Rat, 11. Januar 1967
A31 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 5. September 1938, zitiert in: Liebe und Ehe, S.21
A32 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief vom 13. Dezember 1940 an einen Gläubigen, zit. in: Liebe und Ehe, S.22f
A33 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 28. September 194, zitiert in: Liebe und Ehe, S.22
A34 Bahá’u’lláh, aus einem unveröffentlichten arabischen Sendschreiben
A35 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 30. September 1949
A36 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief in seinem Auftrag vom 21. Mai 1954
A37 vgl., Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 83
A38 vgl., Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 47
A39 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 8. Juni 1982
A40 Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 37, 45, 46
A41 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 131:4
A42 ‘Abdu’l-Bahá, aus einem unveröffentlichten persischen Sendschreiben
A43 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An alle Nationalen Geistigen Räte, 6. Februar 1973
A44 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte pers.76
A45 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 131:3–4
A46 Shoghi Effendi, An einen Gläubigen, Brief im seinem Auftrag vom 6. September 1946, zitiert in: Zum wirklichen Leben 46:1
A47 Bahá’u’lláh, zitiert in: Shoghi Effendi, in: Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 39
A48 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:8
A49 Shoghi Effendi, An die Bahá’í in Bombay, 8. Dezember 1923
A50 Shoghi Effendi, An die Bahá’í im Orient, 19. Dezember 1923
A51 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An einen Gläubigen, 22. Mai 1966
A52 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, An alle Nationalen Geistigen Räte, 6. Februar 1973
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