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A Importância das Artes na Promoção da Fé
Tradução Ruhíyyieh Jorgic e Maria Trude Alves (salvo os trechos publicados anteriormente)
Revisão Liliana Bartar e Rubens André Kirche Dantas
Índice
Apresentação
Dos Escritos de Bahá’u’lláh
Dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá
Das Palestras de ‘Abdu’l-Bahá
Dos Escritos de Shoghi Effendi
De Cartas Escritas em Nome de Shoghi Effendi
De Cartas Escritas ela em Nome da Casa Universal de Justiça
Apresentação
A mensagem do Ridván de 1996 da Casa Universal de Justiça aos bahá’ís do mundo chamou a atenção para a importância das artes, principalmente as artes gráficas e cênicas e a literatura na proclamação, expansão e consolidação da Fé Bahá’í. A presente compilação tem por objetivo estender-se sobre este conceito. Embora existam muitas referências sobre “as artes” nas traduções para o inglês dos Escritos de Bahá’u’lláh e de ‘Abdu’l-Bahá, em muitas dessas passagens o surgimento do termo “artes” pode ser mal interpretado porque o significado da palavra original freqüentemente abrange uma ampla gama de atividades, tais como atividades industriais e ofícios. Os extratos nesta compilação foram escolhidos porque enfocam principalmente as artes gráficas e cênicas e a literatura.
Dos Escritos de Bahá’u’lláh
O Sol da verdade é a Palavra de Deus, da qual depende a educação daqueles que estão imbuídos com o poder da compreensão e da expressão. Ela é o verdadeiro espírito e a água celestial através de cujo auxílio e graciosa providência todas as coisas têm sido e serão vivificadas. Sua aparição em cada espelho está condicionada à cor desse espelho. Por exemplo, quando sua luz incide sobre os espelhos dos corações dos sábios, ela gera sabedoria. Da mesma forma, quando ela se manifesta nos espelhos dos corações dos artesãos, desdobrando-se em novas e únicas artes, e quando refletida nos corações daqueles que apreendem a verdade, revela maravilhosas evidências do verdadeiro conhecimento e desvenda as verdades das emanações de Deus. [1]
(Traduzido do persa para o inglês)
Nós vos tornamos lícito ouvir música e canto. Atentai, porém, para que isso não vos leve a violar os limites do decoro e da dignidade. Seja vossa alegria a alegria que nasce de Meu Nome Supremo, Nome que enleva o coração e extasia as mentes de todos que de Deus se aproximaram. Nós, em verdade, fizemos da música uma escada para as vossas almas, um instrumento pelo qual se possam elevar ao reino nas alturas; não a empregueis, portanto, como as asas para o ego e a paixão. Nós, verdadeiramente, não vos queremos contemplar entre os néscios. [2]
(O Kitáb-i-Aqdas, O Livro Sacratíssimo)
Os que recitam os versículos do Todo-Misericordioso com a mais melodiosa entoação, descobrirão neles aquilo com o qual o domínio sobre a terra e o céu jamais se poderá comparar. Inalarão nestes versículos a fragrância divina de Meus mundos – mundos que hoje ninguém pode discernir, salvo os que foram dotados de visão por esta Revelação sublime e formosa. Dize: Estes versículos atraem os corações puros aos mundos espirituais que nem as palavras podem descrever nem as alusões insinuar. Bem-aventurado os que refletem. [3]
(O Kitáb-i-Aqdas, O Livro Sacratíssimo)
Cada palavra que procede dos lábios de Deus é dotada de tal potência que pode instilar nova vida em todo corpo humano – se sois dos que compreendem esta verdade. Todas as maravilhosas obras que vedes neste mundo foram manifestadas mediante a operação de Sua suprema e excelsa Vontade, Seu Desígnio maravilhoso e inflexível. Com a simples revelação da palavra “Formador” efluindo de Seus lábios e proclamando Seu atributo ao gênero humano, tal força emana, que pode gerar, através de sucessivas eras, todas as múltiplas artes que as mãos do homem, podem produzir. Isto, deveras, é uma verdade certa. Mal se pronuncia esta palavra resplandecente, quando suas energias animadoras, agitando.se dentro de todas as coisas criadas, dão origem aos meios e instrumentos, pelos quais essas artes podem ser produzidas e aperfeiçoadas. Todas as admiráveis realizações que ora testemunhais são as conseqüências diretas da Revelação deste Nome. [4]
(Seleção dos Escritos de Bahá’ú’lláh)
A alma que tiver permanecido fiel à Causa de Deus e se mantido inabalavelmente firme em Seu Caminho, haverá de possuir, após sua ascensão, tal poder que todos os mundos que o Onipotente criou podem ser beneficiados por seu intermédio. Esta alma, a mando do Rei Ideal e do Educador Divino, provê o lêvedo puro para fermentar o mundo dos seres, e fornece o poder através do qual as artes e maravilhas do mundo se tornam manifestas. [5]
(Seleção dos Escritos de Bahá’ú’lláh)
Cada palavra de tua poesia assemelha-se, realmente, a um espelho no qual se refletem as evidências da devoção e do amor que tu nutres por Deus e por Seus eleitos. Feliz és tu que sorveste do vinho seleto das palavras e tiveste teu quinhão da corrente suave do verdadeiro conhecimento. Bem-aventurado é aquele que bebeu até se saciar e a Ele atingiu, e que sejam infelizes os desatentos. Sua leitura provou ser altamente compreensiva, pois indicou tanto a luz da reunião como o fogo da separação. [6]
(Epístolas de Bahá’ú’lláh)
Dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá
Ó músico de Deus!... Os cantores da camaradagem que habitam nos jardins da santidade devem emanar uma tão triunfante eclosão de canções nesta era, que os pássaros nos campos possam alçar seus vôos transportados em deleite, e, neste festival divino, neste banquete celestial, devem tocar harpa e alaúde e viola e lira com tal competência que os povos do leste e do oeste possam sentir-se plenos de extremo júbilo e contentamento e ser arrebatados por exultação e felicidade. Agora incumbe a ti elevar a melodia dessa lira sublime e executar música nesse alaúde celestial, fazendo assim com que Barbúd1 retorne à vida e Rudák2 seja consolado e Farabí3 se torne incansável e Ibn-i-Sina4 seja guiado ao Sinai de Deus. Sobre ti estejam saudações e louvor. [7]
(Traduzido do persa para o inglês.)
1 – Inigualável músico persa, cantor, instrumentista e inventor de muitos instrumentos musicais antigos, que viveu na corte de Khosrow-Parviz da Dinastia Sasani, ao redor de 600 A.D.
2 – Pai da poesia persa, aproximadamente 940 A.D.
3 – Famoso erudito muçulmano, autor de um tratado sobre música, 870-950 A.D.
4 – Médico, cientista e filósofo, conhecido no ocidente como Avicenna, que dedicou, num de seus trabalhos mais importantes, uma seção à teoria de música, 980-1027 A.D.
Eu espero, sinceramente, que vós memorizeis todos os poemas persas revelados pela Abençoada Beleza e que os canteis com uma voz de incomparável doçura nas reuniões e encontros bahá’ís. Não está longe o dia em que estes poemas serão apresentados à música ocidental e os doces acordes destas melodias alcançarão o Reino de Abhá com efusivo júbilo e alegria. [8]
(Traduzido do persa para o inglês.)
A arte da música deve ser conduzida ao mais alto estágio de desenvolvimento, já que ela é uma das expressões artísticas mais maravilhosas e nesta era gloriosa do Senhor da Unidade é altamente essencial obter seu domínio. Portanto, deve-se esforçar por alcançar o grau de perfeição artística e não ser como aqueles que deixam os assuntos inacabados. [9]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Ó rouxinol do jardim de rosas de Deus! Entoar melodias trará ânimo e felicidade ao mundo da humanidade, os ouvintes ficarão encantados e jubilosos e suas emoções mais profundas, tocadas. Mas, esta alegria, este sentimento de emoção é efêmero e será esquecido num átimo. Todavia, louvado seja Deus, tu harmonizaste teus acordes com as melodias do Reino, e assim trarás consolo ao mundo do espírito e estimularás eternos sentimentos espirituais. Isto permanecerá para sempre e resistirá à revolução das eras e séculos. [10]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Ó servo de Bahá! A música é considerada uma ciência valiosa no Limiar do Todo-Poderoso, para que possas entoar versos na mais maravilhosa melodia em grandes encontros e congregações e elevar hinos de louvor no Mashriqu’l-Adhkár para arrebatar a Assembléia no Alto. Em virtude disto, considera quão admirada e louvada é a arte da música. Tenta, caso possas, usar melodias espirituais, canções e cantigas e harmonizar a música do mundo com a melodia celestial. Então, tu notarás quão grande influência a música tem e que alegria e vida celestiais ela confere. Toca, pois, melodias e cantigas tais que façam com que os rouxinóis do mistério divino sintam-se plenos de alegria e êxtase. [11]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Apraz-me saber que te esforças ao máximo em tua arte, pois nesta maravilhosa nova era, arte é adoração. Quanto mais te esforçares para aperfeiçoá-la, mais te aproximarás de Deus. Qual dádiva maior do que esta poderia haver, que a arte de uma pessoa seja igual ao ato de adoração ao Senhor? Isto significa que, quando teus dedos dominam o pincel, é como se tu estivesses a orar no Templo. [12]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Entre os maiores de todos os grandes serviços está a educação das crianças, a promoção das várias ciências, oficios e artes. Louvado seja Deus; estais agora realizando vigorosos esforços para este fim. Quanto mais perseverardes nesta tarefa de maior importância, mais testemunhareis as confirmações de Deus, a tal ponto que vós próprios ficareis atônitos. [13]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Ó ave que suavemente canta da Beleza de Abhá! Nesta nova e maravilhosa dispensação os véus da superstição foram rompidos e os preconceitos dos povos orientais são censurados. Entre certas nações do Oriente, a música era considerada condenável, mas nesta nova era a Luz Manifesta proclamou especificamente em Suas sagradas Epístolas que a música, seja cantada, seja tocada, é alimento espiritual para a alma e o coração.
A arte musical está entre as artes dignas do mais alto louvor, e comove o coração de todos os que sofrem. Assim, pois, ó Shahnáz5, toca e canta as sagradas palavras de Deus, em tons maravilhosos, nas reuniões dos amigos, para que o ouvinte possa ser libertado dos grilhões da preocupação e da tristeza, e sua alma vibre de júbilo e se humilhe em oração ao reino da Glória. [14]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
* Shahnáz, nome dado a quem recebeu esta Epístola, é também o nome de uma forma musical.
Portanto, ó bem-amados de Deus! Envidai vigoroso esforço até que vós próprios simbolizeis esse progresso e todas essas confirmações, e vos torneis centros focais das bênçãos de Deus, auroras da luz de Sua unidade, promotores das dádivas e graças da vida civilizada. Sede nessa terra as vanguardas das perfeições da humanidade; levai avante os vários ramos do conhecimento; sede ativos e progressistas no campo das invenções e das artes. Esforçai-vos por retificar a conduta dos homens, e procurai exceder o mundo inteiro quanto à virtude do caráter. Enquanto as crianças estão ainda na infância, alimentai-as no seio da graça celestial, nutri-as no berço de toda excelência, criai-as nos braços da bondade. Proporcionai-lhes a vantagem de toda a espécie de conhecimento útil. Deixai-as partilhar de cada um dos novos, admiráveis e maravilhosos ofícios e artes. [15]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
Ó vós, agraciados pelos favores de Deus! Nesta nova e admirável Era, o fundamento inabalável é o ensino das ciências e artes. Segundo os explícitos Textos Sagrados, a cada criança devem ser ensinadas as artes e os ofícios, no grau que for necessário. Assim, pois, em cada cidade ou aldeia, devem ser estabelecidas escolas, e todas as crianças nessas cidades e aldeias devem envolver-se no estudo até o grau necessário. [16]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
Ó filho do Reino! Todas as coisas são benéficas se conjugadas ao amor de Deus; e sem Seu amor tudo é danoso, e atua como um véu entre o homem e o Senhor Reino. Quando Seu amor está presente, toda amargura torna-se doce, e cada dádiva proporciona um prazer salutífero. Por exemplo, uma melodia doce aos ouvidos traz o próprio espírito da vida ao coração impregnado de amor a Deus e, todavia, macula com lascívia a alma absorvida em desejos sensuais. [17]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
Ó pássaro de agradáveis sons! Teu pequeno livro de poemas, os quais são muito doces, foi lido. Foi uma fonte de contentamento, pois é um cântico espiritual e uma melodia de amor a Deus.
Continue, tanto quanto puderes, com esta melodia nas reuniões do Bem-Amado; para que assim as mentes possam encontrar repouso e júbilo e sintonizar-se com o amor de Deus. Quando a eloquência da expressão, a beleza do sentido e a doçura da composição são unidas a novas melodias, o efeito é sempre grande, principalmente se for o cântico dos versos da unicidade e as canções de louvor ao Senhor de Glória.
Empenha-te ao máximo para compor belos poemas a serem entoados com música celestial; para que assim sua beleza possa afetar as mentes e comover os corações daqueles que as ouvem. [18]
(Tablets of ‘Abdu’l-Bahá)
Ó honorável pessoa! Agradece a Deus por seres instruído na música e na melodia, cantando com voz agradável a glorificação e louvor ao Eterno, o Vivente. Rogo a Deus que tu possas empregar este talento na oração e súplica, a fim de que as almas possam tornar-se vivificadas, os corações possam tornar-se atraídos e tudo possa tornar-se inflamado com o fogo do amor de Deus! [19]
(Tablets of ‘Abdu’l-Bahá)
A primeira condição da inteligência no mundo da natureza é a percepção da alma racional. Todos os homens são dotados desta inteligência, sejam crentes ou descrentes, vigilantes ou descuidados.
Essa alma racional humana é criação de Deus; encerra e ultrapassa as outras criaturas; é a mais elevada, sobressai mais, e abarca todas as coisas. O poder da alma racional descobre a realidade das coisas, compreende as peculiaridades dos seres, penetra os mistérios da existência. Todos os conhecimentos – as artes e ciências – todas as maravilhas, instituições, descobertas e empreendimentos são devidos ao exercício da inteligência da alma racional. [20]
(Respostas a Algumas Perguntas)
Das Palestras de ‘Abdu’l-Bahá
Quão maravilhosa é esta reunião! Estas são as crianças do Reino. A canção que acabamos de ouvir foi linda na melodia e nas palavras. A arte da música é divina e efetiva. É o alimento da alma e do espírito. Através do poder e encanto da música o espírito do homem é elevado. Possui maravilhosa ascendência e efeito nos corações das crianças, porque seus corações são puros e melodias têm grande influência sobre eles. Os talentos latentes com os quais os corações destas crianças estão imbuídos encontrarão expressão por meio da música. Portanto, deveis vos empenhar para torná-las proficientes; ensinai-as a cantar com excelência e efeito. Incumbe a cada criança saber alguma coisa sobre música, pois, sem o conhecimento desta arte, as melodias dos instrumentos e da voz não podem ser adequadamente apreciadas. Da mesma forma, é necessário que as escolas as ensinem a fim de que as almas e os corações dos alunos tornem-se vivificados e revigorados e suas vidas sejam iluminadas por contentamento. [21]
(The Promulgation of Universal Peace)
Um ator mencionou a representação e sua influência. “A arte de representar é da máxima importância”, disse ‘Abdu’l-Bahá. “Ela foi um grande poder educacional no passado; e o será novamente.” Ele descreveu como um jovem assistiu à peça de mistério sobre a Traição e Paixão de ‘Alí, e como isto o afetou tão profundamente que ele chorou e não conseguiu dormir por várias noites. [22]
(‘Abdu’l-Bahá in London)
‘Abdu’l-Bahá disse...: “Toda Arte é uma dádiva do Espírito Santo. Quando esta luz brilha através da mente de um músico, manifesta-se em belas harmonias. Da mesma forma, brilhando através da mente de um poeta, é vista em refinada poesia e prosa poética. Quando a Luz do Sol da Verdade inspira a mente de um pintor, ele produz quadros maravilhosos. Estas dádivas estão cumprindo seu mais elevado propósito quando expressam louvor a Deus.” [23]
(The Chosen Highway)
É natural para o coração e espírito obter prazer e contentamento em todas as coisas que apresentam simetria, harmonia e perfeição. Por exemplo: uma casa bonita, um jardim bem projetado, uma linha simétrica, um movimento gracioso, um livro bem escrito, vestes bonitas – de fato, todas as coisas que possuem graça ou beleza em si mesmas são agradáveis ao coração e ao espírito – portanto, é muitíssimo certo que uma verdadeira voz cause profunda satisfação. [24]
(Palavras de ‘Abdu’l-Bahá à Sra. Mary L. Lucas)
Dos Escritos de Shoghi Effendi
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura6, a prática do nudismo e da cohabitação, a infidelidade nas relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual. Não pode tolerar nenhuma complacência para com as teorias, os padrões, os hábitos e excessos de uma era decadente. Não, antes, procura demonstrar, pela força dinâmica de seu exemplo, o caráter pernicioso de tais teorias, a falsidade de tais padrões, a vacuidade dessas pretensões, a perversidade desses hábitos e o caráter sacrílego desses excessos. [25]
(O Advento da Justiça Divina)
* A Casa Universal de Justiça, em carta datada de 15 de março de 1972, em seu nome, elucidou esta frase do Guardião da seguinte maneira: “Referente a sua pergunta sobre ‘a prostituição das artes e literatura’, isto é o que entendemos – usar a arte e a literatura para fins degradantes.”
De Cartas Escritas em Nome de Shoghi Effendi
Shoghi Effendi deseja que eu acuse o recebimento de sua carta datada de 27 de outubro de 1931, tendo como anexo a música de “The Lonely Stranger”, enviadas através de... Ele, sinceramente, espera que à medida que a Causa cresça e pessoas de talento venham sob seu estandarte, elas começarão a produzir, através das artes, o espírito divino que anima suas almas. Cada religião tem trazido consigo alguma forma de arte – vejamos as maravilhas que esta Causa está trazendo. Tão glorioso espírito deve também dar vazão a uma gloriosa arte. O Templo com toda sua beleza é apenas o primeiro raio de uma alvorada que se inicia; coisas ainda mais maravilhosas serão alcançadas no futuro. [26]
(11 de dezembro, a um indivíduo)
Ele deseja dar início a uma nova seção no The Bahá’í World (O Mundo Bahá’í) inteiramente dedicada a poemas escritos por bahá’ís. Apesar de que possa ser um humilde começo, é um início para futuras grandes realizações. Shoghi Effendi deseja, deste modo, encorajar aqueles que são talentosos a darem expressão ao maravilhoso espírito que os anima. Precisamos de poetas e escritores para a Causa e esta é, indubitavelmente, uma boa maneira de incentivá-los. Alguns dos poemas são escritos por pessoas muito jovens, soam tão verdadeiros e exprimem pensamentos tais que as pessoas devem parar para admirá-los. Na Pérsia, a Causa fez nascer poetas que mesmo os não-bahá’ís consideram como grandes. Temos esperança de que, não longe, esteja o momento em que veremos surgir pessoas semelhantes no Ocidente. [27]
(2 de janeiro de 1932, a um indivíduo)
É certo que, com a propagação do espírito de Bahá’u’lláh, uma nova era alvorecerá na arte e na literatura. Ainda que antes a forma fosse perfeita, carecia, contudo, de espírito; agora, porém, haverá um glorioso espírito incorporado em uma forma imensuravelmente aperfeiçoada pelo gênio vivificado do mundo. [28]
(3 de abril de 1932, a um indivíduo)
Shoghi Effendi deseja que eu informe o recebimento de tua carta datada de 18 de maio de 1932. Ele está muito contente em saber que gostaste de Os Rompedores da Alvorada, pois sua maior recompensa é ver que esta obra, que lhe custou tanto trabalho e ansiedade, está ajudando os amigos a compreenderem melhor e mais completamente o espírito que anima o Movimento e a vida exemplar das almas heróicas que o prenunciaram ao mundo.
O Guardião sinceramente espera que, ao lerem este livro, os amigos serão estimulados a realizarem atividades mais amplas e em um maior grau de sacrifício, de modo que alcançarão uma realização mais profunda desta Causa cuja propagação e vitória final estão confiadas aos seus cuidados. Como alguns daqueles que leram o livro observaram, pessoa alguma pode familiarizar-se com aquelas vidas e não ser inspirada a seguir seus caminhos.
É certamente verdadeiro que o espírito daquelas almas heróicas estimularão muitos artistas a produzirem o melhor de si mesmos. São tais vidas que no passado inspiraram poetas e moveram o pincel dos pintores. [29]
(20 de junho de 1932, a um indivíduo)
Shoghi Effendi ficou muito interessado em saber sobre o sucesso da peça Pageant of the Nations que produziste. Ele sinceramente espera que todos aqueles que dela participaram, foram inspirados pelo mesmo espírito que te animou enquanto tu a organizavas.
É através de tais apresentações que podemos despertar o interesse do maior número de pessoas pelo espírito da Causa. Chegará o dia em que a Causa propagar-se-á tão rapidamente como o raio, quando seu espírito e ensinamentos serão apresentados nos palcos ou nas artes, e na literatura como um todo. A arte pode melhor despertar os sentimentos nobres do que o frio racionalismo, principalmente entre as massas.
Temos que esperar apenas alguns anos para ver como o espírito soprado por Bahá’u’lláh encontrará expressão no trabalho dos artistas. O que tu e alguns outros bahá’ís estão tentando são apenas pálidos raios que precedem a luz efulgente de uma manhã gloriosa. Ainda não podemos avaliar o papel que a Causa está destinada a representar na vida da sociedade. Temos que lhe dar tempo. O material que este espírito tem que moldar é por demais rudimentar e sem valor, porém, no final, cederá e a Causa de Bahá’u’lláh revelar-se-á em seu pleno esplendor. [30]
(10 de outubro de 1932, a um indivíduo)
O Guardião valoriza os hinos que tu estás compondo tão lindamente. Eles certamente contêm as realidades da Fé e ajudar-te-ão, certamente, a transmitir a Mensagem aos jovens. É a música que nos ajuda a tocar o espírito humano; é um meio importante que ajuda a comunicarmo-nos com a alma. O Guardião espera que através desta ajuda tu transmitirás a Mensagem às pessoas e atrairás seus corações. [31]
(15 de novembro de 1932, a um indivíduo)
O que Bahá’u’lláh fundamentalmente quis dizer com “ciências que começam e terminam em palavras” são aqueles tratados e comentários teológicos que mais sobrecarregam a mente humana ao invés de ajudá-la a alcançar a verdade. Os estudantes devotariam suas vidas ao seu estudo, porém ainda assim, não chegariam a lugar algum. Bahá’u’lláh, certamente, jamais pretendeu incluir o dom de escrever histórias nesta categoria; e a taquigrafia e datilografia são ambas habilidades muito úteis, muito necessárias em nossa atual vida social e econômica.
O que poderias, e deverias fazer, é usar tuas histórias para que venham a ser uma fonte de inspiração e guia para aqueles que as lêem. Com tal meio à tua disposição, podes difundir o espírito e os ensinamentos da Causa; podes mostrar os males que existem na sociedade, assim como a maneira pela qual podem ser remediados. Caso possuas verdadeiro talento para escrever, deves considerá-lo como concedido por Deus e empregar todo esforço a fim de usá-lo para o engrandecimento da sociedade. [32]
(30 de novembro de 1932, a um indivíduo)
Seu poema dedicado a Nabíl me tocou profundamente... Quaisquer outros poemas provenientes de tua agraciada pena também seriam benvindos, ou episódios contados na imortal narrativa de Nabíl. Tu estás prestando serviços únicos e notáveis à Causa. Sê feliz e persevera em teus elevados empreendimentos. [33]
(6 de agosto de 1933)
Com relação à principal questão que levantaste que diz respeito a cantar hinos nas reuniões bahá’ís, ele deseja que eu te assegure que não vê objeção alguma sobre isto. O elemento da música é, sem dúvida, um importante aspecto de todas as reuniões bahá’ís. O próprio Mestre enfatizou sua importância. Porém, os amigos devem, com relação a esta, assim como em todas as outras coisas, não transpor os limites da moderação, e devem tomar muito cuidado em manter o estrito caráter espiritual de todas as suas reuniões. A música deve conduzir à espiritualidade e, ao proporcioná-la, cria-se uma atmosfera tal que não se lhe pode haver objeção alguma.
Uma distinção de vital importância deve, contudo, ser claramente estabelecida entre cantar hinos compostos pelos crentes e entoar as Sagradas Emanações. [34]
(17 de março de 1935, a um indivíduo)
Quanto à tua pergunta que diz respeito à conveniência em se dramatizar episódios históricos bahá’ís, o Guardião, certamente, aprovaria e até mesmo encorajaria os amigos a engajarem-se em tais atividades literárias as quais sem dúvida podem ser de imenso valor para o ensino. O que ele deseja é que os crentes evitem dramatizar as personagens do Báb, Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá, o que quer dizer tratá-Los como figuras dramáticas, como personagens que se apresentam no palco. Ele sente que, conforme já salientado, isto seria bastante desrespeitoso. O mero fato de Eles aparecerem em cena constitui um ato de descortesia que não pode, de forma alguma, estar em harmonia com Suas posições altamente sublimes. Sua mensagem, ou verdadeiras palavras deve ser, preferivelmente, relatada ou transmitida por Seus discípulos que aparecem no palco. [35]
(25 de julho de 1936, a um indivíduo)
O Guardião ficou contente também em saber sobre teu profundo interesse pela música e teu desejo de servir a Fé ao longo deste caminho. Apesar de agora ainda ser bem o início da arte bahá’í, os amigos que sentem que possuem esta dádiva devem se esforçar para desenvolver e cultivar seus dons e, através de seus trabalhos, refletir, ainda que inadequadamente, sobre o Espírito Divino que Bahá’u’lláh soprou ao mundo. [36]
(4 de novembro de 1937, a um indivíduo)
...levantaste a questão sobre qual será a fonte de inspiração para os músicos e compositores bahá’ís: a música do passado ou a Palavra Revelada? Não podemos prever, já que estamos no limiar da cultura bahá’í, quais formas e características de artes haverá no futuro, inspiradas por esta Poderosa Nova Revelação. De tudo que podemos ter certeza é que serão maravilhosas; assim como cada Fé deu origem a uma cultura que floresceu em formas diferentes, também de nossa amada Fé pode-se esperar que faça a mesma coisa. É prematuro, no presente, tentar e compreender o que serão. [37]
(23 de dezembro de 1942, a um indivíduo)
Música, como uma das artes, é um desenvolvimento cultural natural, e o Guardião não sente que deve haver qualquer dedicação a mais à “Música Bahá’í” do que aquela que estamos tentando desenvolver para uma escola bahá’í de pintura ou escrita. Os crentes são livres para pintar, escrever e compor da maneira que seus talentos os guiarem. Se a música é escrita incorporando os Escritos Sagrados, os amigos são livres para fazer uso dela, porém jamais deve ser considerado uma exigência ter-se tal música nas reuniões bahá’ís. Quanto mais distantes os amigos mantiverem-se de quaisquer formas determinadas melhor, pois devem atentar para o fato de que a Causa é absolutamente universal, e o que pode parecer um bonito acréscimo ao seu modo de celebrar a Festa, etc., soaria, talvez, em ouvidos de pessoas de outro país, como sons desagradáveis – e vice-versa. Desde que tenham a música para seu próprio benefício, está tudo bem, porém não devem considerá-la música bahá’í. [38]
(20 de julho de 1946, à uma Assembléia Espiritual Nacional)
...ele deseja chamar a atenção de sua Assembléia para um assunto muito importante, e esse é o Máximo Nome. Ao olho ocidental, não treinado na arte da caligrafia – a arte mais altamente desenvolvida no Leste – praticamente todo Máximo Nome, caso se incorpore os pontos proeminentes, é o Máximo Nome. Contudo, para um oriental pode parecer uma monstruosidade... A proporção exata é o que deve ser mantido. O Máximo Nome não deve ser alongado para os lados ou para cima visando preencher um espaço oval ou um círculo. [39]
(22 de dezembro de 1948, a uma Assembléia Espiritual Nacional)
Um canadense de origem francesa, através de sua visão e habilidade, é quem foi o instrumento na concepção do projeto e delineamento das características do primeiro Mashriqu’l-Adhkár do Ocidente, assinalando a primeira tentativa, ainda que rudimentar, de expressar a beleza na qual a arte bahá’í desdobrar-se-á, em sua plenitude, aos olhos do mundo. [40]
(1o de março de 1951)
Música é uma das artes e os Profetas de Deus não ensinam as artes; porém, o tremendo ímpeto cultural que a religião oferece à sociedade gradualmente produz novas e maravilhosas formas de arte. Vemos isto nos diferentes estilos de arquitetura e pintura associados a civilizações cristã, muçulmana, budista e outras. A música também tem se desenvolvido como uma expressão do povo.
Acreditamos que, no futuro, quando o espírito bahá’í tiver permeado o mundo e transformado profundamente a sociedade, a música será afetada por ele; porém, não existe algo como música bahá’í. Tudo que se diz nos ensinamentos sobre música é que ela pode influenciar muito profundamente o coração e a alma do homem, e possui um efeito de extrema elevação espiritual. [41]
(3 de fevereiro de 1952, a um indivíduo)
Quanto aos assuntos que levantaste em tua carta: Nada há nos ensinamentos contra a dança, porém os amigos devem se lembrar que o padrão de Bahá’u’lláh é modéstia e castidade. A atmosfera nos modernos clubes de dança, onde tanto fumo e bebida e promiscuidade acontecem, é muito ruim; contudo, danças decentes não são prejudiciais em si mesmas. Certamente, nada há de prejudicial na dança clássica, ou em aprender a dançar nas escolas. Também não há mal algum em participar de dramatizações. Da mesma forma atuar em filmes. O que é prejudicial, nos dias de hoje, não é a arte em si mesma, mas a lamentável corrupção que freqüentemente envolve tais artes. Como bahá’ís, não precisamos evitar nenhuma das artes, porém atos e a atmosfera que algumas vezes andam junto a estas profissões, devemos evitar. [42]
(30 de junho de 1952, a uma Assembléia Espiritual Nacional)
De Cartas Escritas pela e em Nome da Casa Universal de Justiça
Publicidade, por si mesma, deve ser bem concebida, digna e reverente. Uma abordagem extravagante que pode ter sucesso em chamar muita atenção inicial para a Causa, pode, no final das contas, provar ter produzido uma rejeição, a qual requereria um grande esforço para ser superada. O padrão de dignidade e reverência definido pelo amado Guardião deve sempre ser mantido, particularmente em itens que se referem à música e à interpretação, e fotos do Mestre não devem ser usadas indiscriminadamente. Isto não quer dizer que atividades de jovens, por exemplo, devem ser desmerecidas; pode-se ser exuberante sem ser irreverente ou solapar a dignidade da Causa. [43]
(2 de julho de 1967)
...nós sentimos que te será proveitoso saber que canções cujas palavras são dos Escritos originais do Báb, Bahá’u’lláh ou ‘Abdu’l-Bahá são todas muito apropriadas para a parte devocional da Festa. Em verdade, as entoações persas são tais canções, não uma diferente tradição; são uma maneira de musicar a Palavra Sagrada, e toda pessoa que as entoa o faz de tal maneira que espelha seu sentimento e a expressão das Palavras que está pronunciando. Quanto às canções cujas palavras são poéticas e compostas por pessoas outras que não as Figuras da Fé, estas são desejáveis, porém em seu apropriado lugar...
Visto que o espírito de nossas reuniões é deveras afetado pela sonoridade e qualidade de nossa adoração, de nosso sentimento e apreciação da Palavra de Deus para este dia, esperamos que encoraje em suas comunidades, a manifestação da mais bela expressão possível dos espíritos humanos, através da música dentre outras maneiras de sentir. [44]
(22 de fevereiro de 1971)
Tua compreensão de que retratar o Báb e Bahá’u’lláh em trabalhos de arte é proibido está correta. O Guardião deixou claro que esta proibição refere-se a todos os Manifestantes de Deus; fotos ou reproduções de retratos do Mestre podem ser usadas em livros, porém nenhum intento deve ser feito de retratá-Lo em dramatizações ou outros trabalhos onde Ele seria uma das “dramatis personae”. Entretanto, não pode haver objeção à representação simbólica das Figuras Sagradas, contanto que isto não se torne um ritual e que o símbolo usado não seja irreverente. [45]
(3 de dezembro de 1972)
Ainda que seja realmente verdade que artistas como Mark Tobey e outros, indubitavelmente, tenham sido inspirados e influenciados por seu amor à Revelação de Bahá’u’llah, é ainda cedo demais, na Dispensação Bahá’í, para se falar sobre a influência da Fé nas artes em geral. Em verdade, o próprio amado Guardião salientou que ainda não há algo que seja arte bahá’í, apesar das declarações nas escrituras não deixarem dúvida de que se pode antever, do futuro, uma maravilhosa eflorescência de novas e belas artes. [46]
(17 de janeiro de 1973)
O amado Guardião deixou claro que o florescimento das artes, o qual é resultado de uma revelação divina, surge apenas após alguns séculos. A Fé Bahá’í oferece ao mundo a total reconstrução da sociedade humana – uma reconstrução que tem sido aguardada por todas as revelações do passado, cujo efeito será de tão longo alcance e tem sido chamada de o estabelecimento do Reino de Deus na terra. A nova arquitetura, à qual nascerá desta revelação, florescerá várias gerações à frente. Agora estamos, meramente, no início deste notável processo.
O momento presente é um período de turbulência e mudança. A arquitetura, como todas as artes e ciências, está passando por um desenvolvimento muito rápido; deve-se apenas considerar as mudanças que ocorreram no decorrer das últimas décadas para se ter uma idéia do que provavelmente está para acontecer nos anos imediatamente à frente. Alguns prédios modernos possuem, sem dúvida, qualidades de grandeza e resistirão, porém muito do que está sendo construído agora pode ser super dimensionado e pode parecer feio para algumas gerações por vir. Em outras palavras, a arquitetura moderna pode ser considerada um novo desenvolvimento em seu estágio primitivo. [47]
(18 de julho de 1974)
A Casa de Justiça sente que neste momento do desenvolvimento da Fé, sua responsabilidade primordial é preparar e dar prosseguimento aos planos de ensino destinados a alcançar os objetivos estabelecidos nas Epístolas do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, e que teorias nas artes e ciências devem ser desenvolvidas sob os auspícios daqueles que são bem versados e especialistas nessas áreas. [48]
(25 de janeiro de 1977)
A proibição de representar o Manifestante de Deus em pinturas e desenhos, ou em apresentações dramáticas aplica-se a todos os Manifestantes de Deus. Há, claro, grandes e maravilhosos trabalhos de arte de Dispensações do passado, muitos dos quais retratam as Manifestações de Deus em um espírito de reverência e amor. Nesta Dispensação, contudo, a maior maturidade da humanidade e a maior consciência do relacionamento entre a Suprema Manifestação e Seus servos capacitam-nos a perceber a impossibilidade de representar a Pessoa do Manifestante de Deus em qualquer forma humana, seja pictoricamente, em escultura ou em representação dramática. Ao declarar a proibição bahá’í, o amado Guardião salientou esta impossibilidade. [49]
(9 de março de 1977)
As mesmas forças destrutivas também estão desordenando o equilíbrio político, econômico, científico, literário e moral do mundo e estão destruindo os mais belos frutos da presente civilização... Mesmo a música, a arte e a literatura, as quais são para representar e inspirar os mais nobres sentimentos e as mais altas aspirações e devem ser uma fonte de conforto e tranqüilidade para as almas atormentadas, têm-se desviado do caminho reto e são agora os espelhos dos corações corrompidos desta confusa, inescrupulosa e desordenada era. [50]
(10 de fevereiro de 1980)
De um modo geral, trabalhos de ficção que os escritores esperam que ajudarão a promover o conhecimento da Causa de Deus, melhor cumprirão este propósito se estiverem situados contra um pano de fundo de eventos específicos ou de processos em desenvolvimento na Causa de Deus, e não utilizados para retratar eventos históricos reais em si mesmos e as personagens que tomam parte neles. A realidade dos verdadeiros eventos e das verdadeiras personagens é tão mais convincente do que qualquer narrativa ficcional. Com relação a isto, a secretária do Guardião escreveu em nome dele:
Ele não recomendaria a ficção como um meio para o ensino; a condição do mundo é por demais crítica para permitir demora em lhe ser dado os ensinamentos diretos associados ao nome de Bahá’u’lláh. Porém, qualquer abordagem apropriada da Fé que interesse a este ou aquele grupo é certamente digna de esforço, já que desejamos levar a Causa a todos os homens, em todas as áreas da vida, de todas as mentalidades. [51]
(23 de setembro de 1980)
Tua carta... referente às artes foi recebida e a Casa Universal de Justiça nos instruiu a te recomendar que, em teu plano de usar teus talentos artísticos, expresses o espírito dos ensinamentos de Bahá’u’lláh. Ela calorosamente te encoraja nesta busca... Em resposta ao teu pedido de orientação sobre as melhores maneiras para abordar artistas ao ensinar a Fé, pode-se dizer que, em adição àqueles métodos que geralmente atraem as pessoas, os artistas reagirão à arte. Quando os sublimes ensinamentos da Fé são refletidos em trabalhos artísticos, os corações das pessoas, incluindo os artistas, serão tocados. Uma citação dos Escritos Sagrados ou a descrição de uma peça de arte que esteja relacionada com as Escrituras pode oferecer ao espectador uma compreensão da fonte desta atração espiritual e conduzi-lo a um subseqüente estudo da Fé. [52]
(21 de julho de 1982)
Com a evolução da sociedade bahá’í, que é composta por pessoas de diversas origens culturais e de gostos diferentes, cada qual com sua concepção do que é esteticamente aceitável e agradável, aqueles bahá’ís que possuem dom para música, interpretação e artes visuais estão livres para exercer seus talentos nas diversas formas com que servirão à Fé de Deus. Eles não devem se sentir perturbados com a falta de apreciação por parte dos crentes. Pelo contrário, ao conhecerem os irrefutáveis Escritos da Fé sobre música e expressão artística... eles devem continuar com seus empreendimentos artísticos em devotado reconhecimento de que as artes são um poderoso instrumento no serviço à Causa, artes as quais, no tempo devido, terão sua realização bahá’í. [53]
(9 de agosto de 1983)
Tua carta ...solicitando orientações sobre a questão da representação visual das personagens relacionadas a Idade Heróica da Fé foi recebida. A Casa Universal de Justiça deseja que saibas que nada há nas instruções do Guardião, nem da Casa de Justiça, ...que proíba artistas... de fazerem desenhos das Letras da Vida em ambientes, ou participando em eventos, que sejam historicamente precisos. Obviamente, em acréscimo à precisão, é importante preservar a dignidade das personagens que estão sendo representadas. [54]
(5 de outubro de 1983)
A arquitetura, em comum com os demais aspectos de nossa civilização, está atravessando, nesta época, um período de rápido desenvolvimento, com gostos mudando de década em década. Ninguém pode ter certeza de que um prédio que é construído agora em um estilo em voga, parecerá ainda bonito aos olhos das pessoas daqui a 50 anos. Assim, para o Centro Administrativo Mundial da Fé, o Guardião escolheu o clássico estilo grego de arquitetura. Este é um estilo maduro, muito bonito, que tem persistido por cerca de 2000 anos. Não seria correto, entretanto, deduzir disto que o clássico estilo grego é particularmente a arquitetura bahá’í. [55]
(3 de setembro de 1984)
Uma vez rejeitando as baixas visões de mediocridade, deixai-os escalar as alturas ascendentes da excelência em tudo que aspirarem fazer. Possam eles decidir por elevar a própria atmosfera na qual se movem, seja em repúblicas universitárias ou em debates de alto nível, em seu trabalho, seu lazer, suas atividades bahá’ís ou serviço social.
Em verdade, deixai-os, confiantes, dar as boas-vindas aos desafios que os aguardam. Imbuídos desta excelência e uma correspondente humildade, com tenacidade e amorosa servitude, a juventude de hoje deve caminhar em direção às primeiras fileiras das profissões, negócios, artes e ofícios que sejam necessários ao futuro progresso da humanidade – para, deste modo, assegurar que o espírito da Causa lançará sua luz sobre todas estas importantes áreas do empreendimento humano. Mais ainda, enquanto visando o aprimoramento dos conceitos unificadores e das tecnologias que avançam velozmente nesta era de comunicação, eles podem, em verdade devem, também garantir a transmissão ao futuro daquelas habilidades que preservarão as maravilhosas, indispensáveis conquistas do passado. A transformação que está para ocorrer no funcionamento da sociedade certamente dependerá em larga escala da eficiência dos preparativos que a juventude fizer para o mundo que herdarão. [56]
(8 de maio de 1985)
A Casa de Justiça deseja te encorajar a escrever teu livro, porém lembra que o Guardião claramente declarou que, neste estágio inicial da Dispensação, não existe algo como arte, música, arquitetura ou cultura bahá’í. Estas, sem dúvida, emergirão no futuro como um amadurecimento natural de uma civilização bahá’í. As próprias preferências do Guardião em tais assuntos jamais devem ser consideradas como assentadoras das fundações para tais desenvolvimentos. Como ficou claramente demonstrado por sua rejeição ao desenho a ele submetido para o Templo em Kampala ...ele não sentiu que a tendência moderna geral de arquitetura na sua época fosse adequada para uma Casa Bahá’í de Adoração, porém isto não implica, em sentido algum, que ele instituíra um padrão próprio. Sua escolha do estilo clássico para as estruturas no Monte Carmelo foi, segundo Amatú’l Bahá Ruhíyyíh Khánúm, baseada na beleza e na adequação ao local, e porque havia resistido ao teste do tempo. Tu deves, portanto, cuidar para não indicar ou mesmo possibilitar deduções que o Guardião estabelecera os estágios iniciais das formas de arte bahá’í. Ele construiu lindos jardins e edifícios utilizando o que estava disponível e, como no caso da super-estrutura do Santuário do Báb, envolveu especialistas que podiam produzir projetos adequados sob sua orientação. [57]
(23 de junho de 1985)
Com referência à música e às belas artes, estais evidentemente livres para incluí-las como matérias curriculares das escolas bahá’ís. Muitas das Assembléias Espirituais Nacionais, assim como a vossa, entusiasticamente informadas sobre os Escritos Bahá’ís referentes à música e às artes, incorporaram estas instruções e materiais, ao considerarem praticáveis neste estágio de desenvolvimento da comunidade bahá’í. É preciso ser feito muito trabalho por professores dedicados e talentosos visando estimular, coletar e publicar a benéfica música que agora emerge no mundo bahá’í e utilizá-la sistematicamente nas escolas...
De acordo com nossos Ensinamentos, a música e as artes devem ser encorajadas, e estas acrescem, imensuravelmente, à vitalidade e ao espírito da comunidade. Os pensamentos e esforços de vossa Assembléia são valiosos, e sois lembrados nas orações da Casa de Justiça. [58]
(20 de agosto de 1985)
Quanto ao uso de simbolismo na arte, os seguintes extratos de cartas escritas pela Casa de Justiça a dois indivíduos podem fornecer a resposta que procuras:
“Nós não vemos objeção alguma ao uso de fenômenos naturais como símbolos para ilustrar o significado das três Figuras Centrais, Leis Bahá’ís e Adminstração Bahá’í; e também apreciamos a adequada habilidade na utilização de símbolos visuais para expressar conceitos abstratos.”(29 de julho de 1971)
“Sua compreensão de que retratar o Báb e Bahá’u’lláh em trabalhos de arte é proibido está correta. O Guardião deixou claro que esta proibição refere-se a todos os Manifestantes de Deus; fotos ou reproduções de retratos do Mestre podem ser usadas em livros, porém nenhuma tentativa deve ser feita de retratá-Lo em dramatizações ou outros trabalhos onde Ele seria uma das “dramatis personae”. Entretando, não pode haver objeção à representação simbólica destas Figuras Sagradas, contanto que isto não se torne um ritual e que o símbolo usado não seja irreverente.”(3 de dezembro de 1972)
Algumas vezes, tu forneces descrições escritas detalhadas dos símbolos que usas em tuas pinturas; como uma prática, isto poderia introduzir um aspecto que poderia ser indevidamente interpretativo dos conceitos bahá’ís, depreciando, no final das contas, em vez de valorizar seus esforços artísticos. O simbolismo é a essência da arte, porém os artistas raramente interpretam os símbolos por eles usados, deixando que os observadores de seus trabalhos tirem as suas próprias conclusões, algumas vezes, nada mais do que alusões dos títulos dados a estes trabalhos.
É prerrogativa do artista intitular a peça de arte; a única objeção seria ao uso de um título irreverente para uma peça que pretende representar um tema bahá’í.
Com relação à tua pergunta sobre um artista executar uma ‘pintura que é uma iluminação contemporânea de uma passagem das Escrituras Sagradas’, a Casa de Justiça sente que os artistas não devem ser inibidos pelas instituições de criarem uma variedade de versões de caligrafias das Escrituras Sagradas ou do Máximo Nome. Contudo, tais esforços devem ser de bom gosto, não assumindo formas que os torne ridículos. Quanto ao símbolo comumente usado do Máximo Nome, a Casa de Justiça aconselha que todo cuidado deve ser observado para com a precisa representação da caligrafia persa, uma vez que qualquer distorção de uma representação aceita pode causar tristeza aos crentes iranianos. [59]
(23 de fevereiro de 1987)
A diretriz formulada pela Casa de Justiça para desencorajar a reprodução de fotografias de pinturas do Mestre para distribuição não implica em qualquer julgamento da qualidade de uma pintura. Há uma ampla variação na qualidade do talento artístico com que as pinturas do Mestre são realizadas. A Casa de Justiça não deseja demonstrar predileção por uma pintura sobre outra; antes, prefere adotar esta diretriz geral como um meio de assegurar que respeito apropriado está em harmonia com as representações de ‘Abdu’l-Bahá e que não haja distribuição de reproduções fotográficas daquelas pinturas que sejam de qualidade pobre.
Uma importante distinção é feita entre a publicação de fotografias de pinturas em livros e revistas, que não é proibida, uma vez que é submetida a algum nível de julgamento por parte do editor, e a publicação como itens individuais, que é desencorajada pela Casa de Justiça.
De um modo geral, a Casa de Justiça sente que um dos grandes desafios que os bahá’ís de todos os lugares enfrentam é o de restituir às pessoas do mundo uma consciência da realidade espiritual. Nossa visão do mundo é marcadamente diferente daquela da massa da humanidade; nela percebemos que a criação encerra tanto entidades espirituais como fisicas, e consideramos o propósito do mundo em que nos encontramos como um veículo para nosso progresso espiritual.
Esta visão tem implicações importantes sobre o comportamento dos bahá’ís e dá origem a práticas que são completamente contrárias à conduta predominante da sociedade em geral. Uma das virtudes distintivas enfatizadas nas Escrituras Bahá’ís é o respeito pelo que é sagrado. Tal comportamento nada significa para aqueles cuja perspectiva do mundo é totalmente materialista, ao mesmo tempo em que muitos seguidores das religiões estabelecidas o rebaixaram a um conjunto de rituais destituídos de verdadeiro sentimento espiritual.
Em alguns casos, as Escrituras Bahá’ís contêm orientações precisas sobre como a reverência aos objetos ou lugares sagrados devem ser expressadas; por exemplo, restrições ao uso do Máximo Nome em objetos, ou ao uso indiscriminado da gravação da voz do Mestre. Em outros casos, os crentes são solicitados a esforçarem-se por obter um entendimento mais profundo do conceito de santidade nos ensinamentos bahá’ís, dos quais eles podem determinar suas próprias formas de conduta pela qual reverência e respeito devem ser expressados.
A importância de tal comportamento deriva do princípio expressado nas Escrituras Bahá’ís de que o exterior tem influência sobre o interior. Referindo-Se ao “povo de Deus”, Bahá’u’lláh declara:
“Sua conduta exterior nada é senão um reflexo de sua vida interior, e sua vida interior, um espelho de sua conduta exterior.”
É neste contexto que a Casa Universal de Justiça deseja que vejas as considerações que têm sido expressadas durante os últimos anos. Os bahá’ís imbuídos de talento artístico encontram-se em uma posição única para usar suas habilidades, quando tratam de temas bahá’ís, de tal forma a desvendar para a humanidade a evidência da renovação espiritual que a Fé Bahá’í trouxe para o gênero humano através de sua revitalização do conceito de reverência.
Questões sobre liberdade artística não são pertinentes aos assuntos aqui levantados. Os artistas bahá’ís são livres para aplicar seus talentos em quaisquer temas que sejam de interesse deles. É esperado, contudo, que eles exerçam um papel de liderança na restituição, a uma sociedade materialista, do reconhecimento da reverência como um elemento vital para se alcançar a verdadeira liberdade e a permanente felicidade. [60]
(24 de setembro de 1987)
A Casa de Justiça está contente em saber do sucesso que vens obtendo em tua profissão. Ela aconselha que vejas esta atividade profissional dentro do contexto de serviço à Fé e da promoção do trabalho de proclamação e ensino. Tuas realizações musicais irão capacitá-lo a alcançar uma ampla gama de pessoas e, por fim, a proclamar a Mensagem de Bahá’u’lláh a elas através da expressão de seus valores em sua música. Podes também, à medida que teu trabalho continue a desenvolver-se, fazer valiosas amizades para a Fé entre as pessoas influentes que conhecerás. Estas considerações bem podem guiá-lo em sua atual decisão, antes que consideres a região onde deverás residir. Artistas bahá’ís que alcançam eminência e renome em sua área escolhida e que permanecem dedicados à promoção da Fé, podem ser de especial ajuda à Causa no momento presente, quando a curiosidade pública sobre os ensinamentos bahá’ís está gradualmente sendo despertada. [61]
(30 de junho de 1988)
É permissível usar seleções das Escrituras Sagradas como letras de canções a serem acompanhadas por composições musicais, e para repetir versos ou palavras. As seguintes citações fornecem maior esclarecimento com relação a estas questões:
“Portanto... dai música aos versos e às palavras divinas para que possam ser cantados em melodias que toquem a alma nas Assembléias e reuniões, e para que os corações dos ouvintes possam tornar-se agitados e ascendam em direção ao Reino de Abhá em súplica e oração.” (‘Abdu’l-Bahá, “Bahá’í World Faith”, p. 378.)7
*Uma recente tradução autorizada desta passagem é encontrada em “Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá”, (ver item [14] desta compilação).
“Sem dúvida, orações e partes das Epístolas, Palavras Ocultas, etc., serão adequadas, porém ele não sente que seria aconselhável abreviar qualquer parte, em outras palavras, deixar de lado partes de um parágrafo ou de uma meditação, e deste modo reduzi-la.”(De uma carta datada de 3 de julho de 1949, escrita em nome de Shoghi Effendi a um bahá’í)
“Em resposta a uma pergunta de um crente, relativa a pequenas alterações de palavras no interesse da correta entonação, ou ao acréscimo de uma palavra a fim de obter a métrica perfeita, o amado Guardião declarou o seguinte: ‘Leves alterações no texto das orações são permissíveis, e eu te aconselharia a dar uma forma musical à própria palavra revelada, a qual eu sinto será extremamente efetiva. Estarei orando para que o Bem-Amado possa inspirá-lo a realizar este grande serviço à Sua Causa.’”(Em manuscrito de Shoghi Effendi, anexo a uma carta datada de 8 de abril de 1931 escrita em seu nome a um bahá’í)
Quanto à questão de colocar versos dos Escritos Bahá’ís em melodias de peças musicais existentes, presumindo que não há direitos autorais ou restrições legais envolvidos, deve-se ter em mente que tal música pode trazer consigo associações à peça original, seja na letra ou no sentimento, e pode não corresponder às exigências de tratar-se os Textos Sagrados com dignidade e reverência. [62]
(6 de dezembro de 1989)
Não há objeções à interpretação de uma oração na forma de movimento ou dança se o espírito é de apropriada reverência, porém preferivelmente não deve ser acompanhada pela leitura das palavras. [63]
(4 de janeiro de 1990)
A Casa de Justiça está contente em saber sobre tuas atividades de ensino e de tua contínua devoção à Causa de Deus, apesar das dificuldades que vens experimentando como músico. Referente às tuas perguntas: os Ensinamentos Bahá’ís, obviamente, não admitem maus tratos aos músicos ou outros artistas, nem é esperado que artistas sacrifiquem seu livre arbítrio aos caprichos, ou mesmo às opiniões fortemente defendidas por outros bahá’ís. Quanto às tensões e dificuldades que surgiram entre o teu ensino da Fé através da música e tua necessidade paralela de ser auto-sustentado, é sugerido que tu mesmo deverás determinar teus próprios limites a respeito disto. Encontramos, por exemplo, a seguinte orientação em carta datada de 26 de fevereiro de 1933, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente:
“O conselho que Shoghi Effendi te deu referente à divisão de teu tempo entre servir à Causa e atender teus outros deveres foi também dado a diversos outros amigos por Bahá’u’lláh e pelo Mestre. É uma conciliação entre os dois versos do “Aqdas”, um incumbindo a cada bahá’í servir à promoção da Fé, e o outro, que cada alma deve estar engajada em alguma forma de ocupação que beneficiará a sociedade. Em uma de Suas Epístolas, Bahá’u’lláh diz que a mais elevada forma de desprendimento neste dia é estar ocupado com alguma profissão e ser auto-sustentado. Um bom bahá’í, portanto, é aquele que assim organiza sua vida a fim de devotar tempo a ambos, suas necessidades materiais e também ao serviço da Causa.” [64]
(15 de fevereiro de 1990)
Vosso sincero desejo de utilizar o teatro como um meio de divulgar os princípios da Fé entre as pessoas é louvável e a Casa de Justiça espera que vossos devotados esforços neste campo possam vos trazer satisfação e, benefícios à comunidade; contudo, como vós mesmos declarastes, estais conscientes das dificuldades e das potenciais armadilhas dos empreendimentos teatrais bahá’ís neste momento e na atmosfera de intolerância prevalecente em vosso país, que torna essencial não se produzir peças que possam despertar antipatia pública ou a indignação de fundamentalistas religiosos. [65]
(9 de abril de 1990)
...danças tradicionais associadas à expressão de uma cultura são permissíveis nas Sedes Bahá’ís. Contudo, deve-se ter em mente que tais danças tradicionais geralmente possuem um tema subjetivo, básico ou uma história a ser representada. Cautela deve ser exercida para assegurar que os temas de tais danças estejam em harmonia com os altos padrões éticos da Causa e não sejam representações que incitariam instintos vis e paixões indignas...
Quanto às danças coreografadas cujo propósito é reforçar e proclamar os princípios bahá’ís, se podem ser executadas de um modo tal que representem a nobreza de tais princípios e invoquem atitudes apropriadas de respeito e reverência, não há objeção a tais danças, as quais buscam interpretar passagens das Escrituras; contudo, é preferível que os movimentos da dança não sejam acompanhados da leitura das palavras.
O princípio que deve guiar os amigos em suas considerações sobre estas questões é a observância da “moderação em tudo que seja pertinente a vestimenta, linguajar, divertimentos e a todas ocupações vocacionais literárias e artísticas”. [66]
(20 de junho de 1991)
Não há objeção, evidentemente, ao uso do termo “artista bahá’í”, porém neste momento da Dispensação Bahá’í não devemos usar o termo “arte bahá’í”, “música bahá’í” ou “arquitetura bahá’í”. [67]
(12 de março de 1992)
O romance é um meio que oferece a um autor uma considerável latitude para elaborar idéias e áreas de pensamento até então inexploradas. Tu deves ser cuidadoso, entretanto, para não... dar interpretações que possam não ser corretas, no caso da Fé e seus Ensinamentos estarem explícitos no romance. Se, por outro lado, não há uma conexão clara com a Fé no romance, tu estarias livre para usar tua imaginação ao explorar idéias que tenham como fonte os princípios da Fé. [68]
(15 de fevereiro de 1994)
Em todos os seus esforços para alcançar os objetivos do Plano de Quatro Anos, aos amigos também é pedido para dar maior atenção ao uso das artes não apenas na proclamação, mas também para o trabalho em expansão e consolidação. As artes gráficas e cênicas e a literatura têm desempenhado, e podem desempenhar, um papel de destaque na ampliação da influência da Causa. No que diz respeito à arte folclórica, esta possibilidade pode ser perseguida em cada lugar do mundo, seja em vilas, cidades ou grandes centros. Shoghi Effendi acalenta grande esperança com relação às artes como um meio de atrair a atenção para os Ensinamentos. Uma carta escrita em seu nome a um indivíduo assim transmite a visão do Guardião: “O dia virá em que a Causa propagar-se-á tão rapidamente como o raio, quando seu espírito e ensinamentos serão apresentados nos palcos, ou nas artes e na literatura como um todo. A arte pode despertar melhor os sentimentos nobres do que o frio racionalismo, principalmente entre as massas.” [69]
(21 de abril de 1996)
Em muitas regiões, atenção insuficiente tem sido dada à educação das crianças. Programas muito mais extensos devem ser iniciados naqueles países em que existe a necessidade, para assegurar que as crianças bahá’ís sejam nutridas, encorajadas a adquirir mentes treinadas, iluminadas por um sólido conhecimento dos Ensinamentos Divinos, bem equipadas para participar no trabalho da Causa em todos os níveis e contribuir para as artes, ofícios e ciências necessárias ao avanço da civilização. Tais programas, quando abertos a todas as crianças, bahá’ís ou não, oferecem um poderoso meio para aumentar as influências benéficas da Mensagem de Bahá’u’lláh a toda sociedade. [70]
(21 de abril de 1996)
2 - O Kitáb-i-Aqdas, O Livro Sacratíssimo. Editora Bahá’í do Brasil, 1995, São Paulo-SP; pp. 31-32, K51.
3 - Idem; p. 49, K116.
4 - Seleção dos Escritos de Bahá’ú’lláh. Editora Bahá’í do Brasil, 2a Edição, 2001, Mogi Mirim-SP; p. 112, LXXIV.
5 - Idem; p. 126, LXXXII.
6 - Epístolas de Bahá’ú’lláh. Editora Bahá’í do Brasil, 2a Edição, 2001, Mogi Mirim-SP, p. 196.
14 - Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá. Editora Bahá’í do Brasil, 1993, pp. 100-101, R.74.
15 - Idem, p. 116, R.102.
16 - Idem, pp. 120-121, R.109.
17 - Idem, p. 163, R.154.
18 - Tablets of ‘Abdu’l-Bahá, vol. I, Bahá’í Publishing Committee, Nova Iorque, 1930, p.59.
19 - Tablets of ‘Abdu’l-Bahá, vol. III, p. 512.
20 - Respostas a Algumas Perguntas. Editora Bahá’í do Brasil, 5a Edição, 2001, p. 182.
21 - The Promulgation of Universal Peace. Bahá’í Publishing Trust, 1982, Wilmette, EUA, pp. 49-50.
22 - ‘Abdu’l-Bahá in London: Addresses and Notes of Conversations. Oakham, Bahá’í Publishing Trust, 1987, p. 93.
23 - Lady Bloomfield, The Chosen Highway; Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1954, p. 167.
24 - Citadas em “A Brief Account of My Visit to Áccá”, publicado pela Bahá’í Publishing Trust Society, Chicago, Illinois, USA.
25 - O Advento da Justiça Divina. Editora Bahá’í do Brasil, Rio de Janeiro,1976, pp. 47-48.
33 - De próprio punho por Shoghi Effendi, anexada a uma carta escrita em seu nome a um indivíduo.
40 - De um post-scriptum de Shoghi Effendi anexado a uma carta em seu nome a uma Assembléia Espiritual Nacional.
43 - Pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais.
44 - Pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
45 - Pela Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
46 - Pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
47 - Pela Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
48 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
49 - Idem.
50 - Pela Casa Universal de Justiça aos bahá’ís iranianos ao redor do mundo; publicado em Messages from the Universal House of Justice 1963-1986. Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1996, p. 435.
51 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
52 - Idem.
53 - Idem.
54 - Em nome da Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
55 - Eem nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
56 - Pela Casa Universal de Justiça à Juventude Bahá’í do Mundo.
57 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
58 - Em nome da Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
59 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
60 - Idem.
61 - Em nome da Casa Universal de Justiça a dois indivíduos.
62 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
63 - Idem.
64 - Idem.
65 - Em nome da Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
66 - Idem.
67 - Em nome da Casa Universal de Justiça a dois indivíduos.
68 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
69 - Pela Casa Universal de Justiça aos bahá’ís do mundo.
70 - Pela Casa Universal de Justiça aos seguidores de Bahá’u’lláh na Australásia.
1 Inigualável músico persa, cantor, instrumentista e inventor de muitos instrumentos musicais antigos, que viveu na corte de Khosrow-Parviz da Dinastia Sasani, ao redor de 600 A.D.
2 Pai da poesia persa, aproximadamente 940 A.D.
3 Famoso erudito muçulmano, autor de um tratado sobre música, 870-950 A.D.
4 Médico, cientista e filósofo, conhecido no ocidente como Avicenna, que dedicou, num de seus trabalhos mais importantes, uma seção à teoria de música, 980-1027 A.D.
5 Shahnáz, nome dado a quem recebeu esta Epístola, é também o nome de uma forma musical.
6 A Casa Universal de Justiça, em carta datada de 15 de março de 1972, em seu nome, elucidou esta frase do Guardião da seguinte maneira: “Referente à sua pergunta sobre ‘a prostituição das artes e literatura’, isto é o que entendemos – usar a arte e a literatura para fins degradantes.”
7 Uma recente tradução autorizada desta passagem é encontrada em “Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá” (ver item [14] desta compilação).
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Tradução Ruhíyyieh Jorgic e Maria Trude Alves (salvo os trechos publicados anteriormente)
Revisão Liliana Bartar e Rubens André Kirche Dantas
Índice
Apresentação
Dos Escritos de Bahá’u’lláh
Dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá
Das Palestras de ‘Abdu’l-Bahá
Dos Escritos de Shoghi Effendi
De Cartas Escritas em Nome de Shoghi Effendi
De Cartas Escritas ela em Nome da Casa Universal de Justiça
Apresentação
A mensagem do Ridván de 1996 da Casa Universal de Justiça aos bahá’ís do mundo chamou a atenção para a importância das artes, principalmente as artes gráficas e cênicas e a literatura na proclamação, expansão e consolidação da Fé Bahá’í. A presente compilação tem por objetivo estender-se sobre este conceito. Embora existam muitas referências sobre “as artes” nas traduções para o inglês dos Escritos de Bahá’u’lláh e de ‘Abdu’l-Bahá, em muitas dessas passagens o surgimento do termo “artes” pode ser mal interpretado porque o significado da palavra original freqüentemente abrange uma ampla gama de atividades, tais como atividades industriais e ofícios. Os extratos nesta compilação foram escolhidos porque enfocam principalmente as artes gráficas e cênicas e a literatura.
Dos Escritos de Bahá’u’lláh
O Sol da verdade é a Palavra de Deus, da qual depende a educação daqueles que estão imbuídos com o poder da compreensão e da expressão. Ela é o verdadeiro espírito e a água celestial através de cujo auxílio e graciosa providência todas as coisas têm sido e serão vivificadas. Sua aparição em cada espelho está condicionada à cor desse espelho. Por exemplo, quando sua luz incide sobre os espelhos dos corações dos sábios, ela gera sabedoria. Da mesma forma, quando ela se manifesta nos espelhos dos corações dos artesãos, desdobrando-se em novas e únicas artes, e quando refletida nos corações daqueles que apreendem a verdade, revela maravilhosas evidências do verdadeiro conhecimento e desvenda as verdades das emanações de Deus. [1]
(Traduzido do persa para o inglês)
Nós vos tornamos lícito ouvir música e canto. Atentai, porém, para que isso não vos leve a violar os limites do decoro e da dignidade. Seja vossa alegria a alegria que nasce de Meu Nome Supremo, Nome que enleva o coração e extasia as mentes de todos que de Deus se aproximaram. Nós, em verdade, fizemos da música uma escada para as vossas almas, um instrumento pelo qual se possam elevar ao reino nas alturas; não a empregueis, portanto, como as asas para o ego e a paixão. Nós, verdadeiramente, não vos queremos contemplar entre os néscios. [2]
(O Kitáb-i-Aqdas, O Livro Sacratíssimo)
Os que recitam os versículos do Todo-Misericordioso com a mais melodiosa entoação, descobrirão neles aquilo com o qual o domínio sobre a terra e o céu jamais se poderá comparar. Inalarão nestes versículos a fragrância divina de Meus mundos – mundos que hoje ninguém pode discernir, salvo os que foram dotados de visão por esta Revelação sublime e formosa. Dize: Estes versículos atraem os corações puros aos mundos espirituais que nem as palavras podem descrever nem as alusões insinuar. Bem-aventurado os que refletem. [3]
(O Kitáb-i-Aqdas, O Livro Sacratíssimo)
Cada palavra que procede dos lábios de Deus é dotada de tal potência que pode instilar nova vida em todo corpo humano – se sois dos que compreendem esta verdade. Todas as maravilhosas obras que vedes neste mundo foram manifestadas mediante a operação de Sua suprema e excelsa Vontade, Seu Desígnio maravilhoso e inflexível. Com a simples revelação da palavra “Formador” efluindo de Seus lábios e proclamando Seu atributo ao gênero humano, tal força emana, que pode gerar, através de sucessivas eras, todas as múltiplas artes que as mãos do homem, podem produzir. Isto, deveras, é uma verdade certa. Mal se pronuncia esta palavra resplandecente, quando suas energias animadoras, agitando.se dentro de todas as coisas criadas, dão origem aos meios e instrumentos, pelos quais essas artes podem ser produzidas e aperfeiçoadas. Todas as admiráveis realizações que ora testemunhais são as conseqüências diretas da Revelação deste Nome. [4]
(Seleção dos Escritos de Bahá’ú’lláh)
A alma que tiver permanecido fiel à Causa de Deus e se mantido inabalavelmente firme em Seu Caminho, haverá de possuir, após sua ascensão, tal poder que todos os mundos que o Onipotente criou podem ser beneficiados por seu intermédio. Esta alma, a mando do Rei Ideal e do Educador Divino, provê o lêvedo puro para fermentar o mundo dos seres, e fornece o poder através do qual as artes e maravilhas do mundo se tornam manifestas. [5]
(Seleção dos Escritos de Bahá’ú’lláh)
Cada palavra de tua poesia assemelha-se, realmente, a um espelho no qual se refletem as evidências da devoção e do amor que tu nutres por Deus e por Seus eleitos. Feliz és tu que sorveste do vinho seleto das palavras e tiveste teu quinhão da corrente suave do verdadeiro conhecimento. Bem-aventurado é aquele que bebeu até se saciar e a Ele atingiu, e que sejam infelizes os desatentos. Sua leitura provou ser altamente compreensiva, pois indicou tanto a luz da reunião como o fogo da separação. [6]
(Epístolas de Bahá’ú’lláh)
Dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá
Ó músico de Deus!... Os cantores da camaradagem que habitam nos jardins da santidade devem emanar uma tão triunfante eclosão de canções nesta era, que os pássaros nos campos possam alçar seus vôos transportados em deleite, e, neste festival divino, neste banquete celestial, devem tocar harpa e alaúde e viola e lira com tal competência que os povos do leste e do oeste possam sentir-se plenos de extremo júbilo e contentamento e ser arrebatados por exultação e felicidade. Agora incumbe a ti elevar a melodia dessa lira sublime e executar música nesse alaúde celestial, fazendo assim com que Barbúd1 retorne à vida e Rudák2 seja consolado e Farabí3 se torne incansável e Ibn-i-Sina4 seja guiado ao Sinai de Deus. Sobre ti estejam saudações e louvor. [7]
(Traduzido do persa para o inglês.)
1 – Inigualável músico persa, cantor, instrumentista e inventor de muitos instrumentos musicais antigos, que viveu na corte de Khosrow-Parviz da Dinastia Sasani, ao redor de 600 A.D.
2 – Pai da poesia persa, aproximadamente 940 A.D.
3 – Famoso erudito muçulmano, autor de um tratado sobre música, 870-950 A.D.
4 – Médico, cientista e filósofo, conhecido no ocidente como Avicenna, que dedicou, num de seus trabalhos mais importantes, uma seção à teoria de música, 980-1027 A.D.
Eu espero, sinceramente, que vós memorizeis todos os poemas persas revelados pela Abençoada Beleza e que os canteis com uma voz de incomparável doçura nas reuniões e encontros bahá’ís. Não está longe o dia em que estes poemas serão apresentados à música ocidental e os doces acordes destas melodias alcançarão o Reino de Abhá com efusivo júbilo e alegria. [8]
(Traduzido do persa para o inglês.)
A arte da música deve ser conduzida ao mais alto estágio de desenvolvimento, já que ela é uma das expressões artísticas mais maravilhosas e nesta era gloriosa do Senhor da Unidade é altamente essencial obter seu domínio. Portanto, deve-se esforçar por alcançar o grau de perfeição artística e não ser como aqueles que deixam os assuntos inacabados. [9]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Ó rouxinol do jardim de rosas de Deus! Entoar melodias trará ânimo e felicidade ao mundo da humanidade, os ouvintes ficarão encantados e jubilosos e suas emoções mais profundas, tocadas. Mas, esta alegria, este sentimento de emoção é efêmero e será esquecido num átimo. Todavia, louvado seja Deus, tu harmonizaste teus acordes com as melodias do Reino, e assim trarás consolo ao mundo do espírito e estimularás eternos sentimentos espirituais. Isto permanecerá para sempre e resistirá à revolução das eras e séculos. [10]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Ó servo de Bahá! A música é considerada uma ciência valiosa no Limiar do Todo-Poderoso, para que possas entoar versos na mais maravilhosa melodia em grandes encontros e congregações e elevar hinos de louvor no Mashriqu’l-Adhkár para arrebatar a Assembléia no Alto. Em virtude disto, considera quão admirada e louvada é a arte da música. Tenta, caso possas, usar melodias espirituais, canções e cantigas e harmonizar a música do mundo com a melodia celestial. Então, tu notarás quão grande influência a música tem e que alegria e vida celestiais ela confere. Toca, pois, melodias e cantigas tais que façam com que os rouxinóis do mistério divino sintam-se plenos de alegria e êxtase. [11]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Apraz-me saber que te esforças ao máximo em tua arte, pois nesta maravilhosa nova era, arte é adoração. Quanto mais te esforçares para aperfeiçoá-la, mais te aproximarás de Deus. Qual dádiva maior do que esta poderia haver, que a arte de uma pessoa seja igual ao ato de adoração ao Senhor? Isto significa que, quando teus dedos dominam o pincel, é como se tu estivesses a orar no Templo. [12]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Entre os maiores de todos os grandes serviços está a educação das crianças, a promoção das várias ciências, oficios e artes. Louvado seja Deus; estais agora realizando vigorosos esforços para este fim. Quanto mais perseverardes nesta tarefa de maior importância, mais testemunhareis as confirmações de Deus, a tal ponto que vós próprios ficareis atônitos. [13]
(Traduzido do persa para o inglês.)
Ó ave que suavemente canta da Beleza de Abhá! Nesta nova e maravilhosa dispensação os véus da superstição foram rompidos e os preconceitos dos povos orientais são censurados. Entre certas nações do Oriente, a música era considerada condenável, mas nesta nova era a Luz Manifesta proclamou especificamente em Suas sagradas Epístolas que a música, seja cantada, seja tocada, é alimento espiritual para a alma e o coração.
A arte musical está entre as artes dignas do mais alto louvor, e comove o coração de todos os que sofrem. Assim, pois, ó Shahnáz5, toca e canta as sagradas palavras de Deus, em tons maravilhosos, nas reuniões dos amigos, para que o ouvinte possa ser libertado dos grilhões da preocupação e da tristeza, e sua alma vibre de júbilo e se humilhe em oração ao reino da Glória. [14]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
* Shahnáz, nome dado a quem recebeu esta Epístola, é também o nome de uma forma musical.
Portanto, ó bem-amados de Deus! Envidai vigoroso esforço até que vós próprios simbolizeis esse progresso e todas essas confirmações, e vos torneis centros focais das bênçãos de Deus, auroras da luz de Sua unidade, promotores das dádivas e graças da vida civilizada. Sede nessa terra as vanguardas das perfeições da humanidade; levai avante os vários ramos do conhecimento; sede ativos e progressistas no campo das invenções e das artes. Esforçai-vos por retificar a conduta dos homens, e procurai exceder o mundo inteiro quanto à virtude do caráter. Enquanto as crianças estão ainda na infância, alimentai-as no seio da graça celestial, nutri-as no berço de toda excelência, criai-as nos braços da bondade. Proporcionai-lhes a vantagem de toda a espécie de conhecimento útil. Deixai-as partilhar de cada um dos novos, admiráveis e maravilhosos ofícios e artes. [15]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
Ó vós, agraciados pelos favores de Deus! Nesta nova e admirável Era, o fundamento inabalável é o ensino das ciências e artes. Segundo os explícitos Textos Sagrados, a cada criança devem ser ensinadas as artes e os ofícios, no grau que for necessário. Assim, pois, em cada cidade ou aldeia, devem ser estabelecidas escolas, e todas as crianças nessas cidades e aldeias devem envolver-se no estudo até o grau necessário. [16]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
Ó filho do Reino! Todas as coisas são benéficas se conjugadas ao amor de Deus; e sem Seu amor tudo é danoso, e atua como um véu entre o homem e o Senhor Reino. Quando Seu amor está presente, toda amargura torna-se doce, e cada dádiva proporciona um prazer salutífero. Por exemplo, uma melodia doce aos ouvidos traz o próprio espírito da vida ao coração impregnado de amor a Deus e, todavia, macula com lascívia a alma absorvida em desejos sensuais. [17]
(Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá)
Ó pássaro de agradáveis sons! Teu pequeno livro de poemas, os quais são muito doces, foi lido. Foi uma fonte de contentamento, pois é um cântico espiritual e uma melodia de amor a Deus.
Continue, tanto quanto puderes, com esta melodia nas reuniões do Bem-Amado; para que assim as mentes possam encontrar repouso e júbilo e sintonizar-se com o amor de Deus. Quando a eloquência da expressão, a beleza do sentido e a doçura da composição são unidas a novas melodias, o efeito é sempre grande, principalmente se for o cântico dos versos da unicidade e as canções de louvor ao Senhor de Glória.
Empenha-te ao máximo para compor belos poemas a serem entoados com música celestial; para que assim sua beleza possa afetar as mentes e comover os corações daqueles que as ouvem. [18]
(Tablets of ‘Abdu’l-Bahá)
Ó honorável pessoa! Agradece a Deus por seres instruído na música e na melodia, cantando com voz agradável a glorificação e louvor ao Eterno, o Vivente. Rogo a Deus que tu possas empregar este talento na oração e súplica, a fim de que as almas possam tornar-se vivificadas, os corações possam tornar-se atraídos e tudo possa tornar-se inflamado com o fogo do amor de Deus! [19]
(Tablets of ‘Abdu’l-Bahá)
A primeira condição da inteligência no mundo da natureza é a percepção da alma racional. Todos os homens são dotados desta inteligência, sejam crentes ou descrentes, vigilantes ou descuidados.
Essa alma racional humana é criação de Deus; encerra e ultrapassa as outras criaturas; é a mais elevada, sobressai mais, e abarca todas as coisas. O poder da alma racional descobre a realidade das coisas, compreende as peculiaridades dos seres, penetra os mistérios da existência. Todos os conhecimentos – as artes e ciências – todas as maravilhas, instituições, descobertas e empreendimentos são devidos ao exercício da inteligência da alma racional. [20]
(Respostas a Algumas Perguntas)
Das Palestras de ‘Abdu’l-Bahá
Quão maravilhosa é esta reunião! Estas são as crianças do Reino. A canção que acabamos de ouvir foi linda na melodia e nas palavras. A arte da música é divina e efetiva. É o alimento da alma e do espírito. Através do poder e encanto da música o espírito do homem é elevado. Possui maravilhosa ascendência e efeito nos corações das crianças, porque seus corações são puros e melodias têm grande influência sobre eles. Os talentos latentes com os quais os corações destas crianças estão imbuídos encontrarão expressão por meio da música. Portanto, deveis vos empenhar para torná-las proficientes; ensinai-as a cantar com excelência e efeito. Incumbe a cada criança saber alguma coisa sobre música, pois, sem o conhecimento desta arte, as melodias dos instrumentos e da voz não podem ser adequadamente apreciadas. Da mesma forma, é necessário que as escolas as ensinem a fim de que as almas e os corações dos alunos tornem-se vivificados e revigorados e suas vidas sejam iluminadas por contentamento. [21]
(The Promulgation of Universal Peace)
Um ator mencionou a representação e sua influência. “A arte de representar é da máxima importância”, disse ‘Abdu’l-Bahá. “Ela foi um grande poder educacional no passado; e o será novamente.” Ele descreveu como um jovem assistiu à peça de mistério sobre a Traição e Paixão de ‘Alí, e como isto o afetou tão profundamente que ele chorou e não conseguiu dormir por várias noites. [22]
(‘Abdu’l-Bahá in London)
‘Abdu’l-Bahá disse...: “Toda Arte é uma dádiva do Espírito Santo. Quando esta luz brilha através da mente de um músico, manifesta-se em belas harmonias. Da mesma forma, brilhando através da mente de um poeta, é vista em refinada poesia e prosa poética. Quando a Luz do Sol da Verdade inspira a mente de um pintor, ele produz quadros maravilhosos. Estas dádivas estão cumprindo seu mais elevado propósito quando expressam louvor a Deus.” [23]
(The Chosen Highway)
É natural para o coração e espírito obter prazer e contentamento em todas as coisas que apresentam simetria, harmonia e perfeição. Por exemplo: uma casa bonita, um jardim bem projetado, uma linha simétrica, um movimento gracioso, um livro bem escrito, vestes bonitas – de fato, todas as coisas que possuem graça ou beleza em si mesmas são agradáveis ao coração e ao espírito – portanto, é muitíssimo certo que uma verdadeira voz cause profunda satisfação. [24]
(Palavras de ‘Abdu’l-Bahá à Sra. Mary L. Lucas)
Dos Escritos de Shoghi Effendi
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura6, a prática do nudismo e da cohabitação, a infidelidade nas relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual. Não pode tolerar nenhuma complacência para com as teorias, os padrões, os hábitos e excessos de uma era decadente. Não, antes, procura demonstrar, pela força dinâmica de seu exemplo, o caráter pernicioso de tais teorias, a falsidade de tais padrões, a vacuidade dessas pretensões, a perversidade desses hábitos e o caráter sacrílego desses excessos. [25]
(O Advento da Justiça Divina)
* A Casa Universal de Justiça, em carta datada de 15 de março de 1972, em seu nome, elucidou esta frase do Guardião da seguinte maneira: “Referente a sua pergunta sobre ‘a prostituição das artes e literatura’, isto é o que entendemos – usar a arte e a literatura para fins degradantes.”
De Cartas Escritas em Nome de Shoghi Effendi
Shoghi Effendi deseja que eu acuse o recebimento de sua carta datada de 27 de outubro de 1931, tendo como anexo a música de “The Lonely Stranger”, enviadas através de... Ele, sinceramente, espera que à medida que a Causa cresça e pessoas de talento venham sob seu estandarte, elas começarão a produzir, através das artes, o espírito divino que anima suas almas. Cada religião tem trazido consigo alguma forma de arte – vejamos as maravilhas que esta Causa está trazendo. Tão glorioso espírito deve também dar vazão a uma gloriosa arte. O Templo com toda sua beleza é apenas o primeiro raio de uma alvorada que se inicia; coisas ainda mais maravilhosas serão alcançadas no futuro. [26]
(11 de dezembro, a um indivíduo)
Ele deseja dar início a uma nova seção no The Bahá’í World (O Mundo Bahá’í) inteiramente dedicada a poemas escritos por bahá’ís. Apesar de que possa ser um humilde começo, é um início para futuras grandes realizações. Shoghi Effendi deseja, deste modo, encorajar aqueles que são talentosos a darem expressão ao maravilhoso espírito que os anima. Precisamos de poetas e escritores para a Causa e esta é, indubitavelmente, uma boa maneira de incentivá-los. Alguns dos poemas são escritos por pessoas muito jovens, soam tão verdadeiros e exprimem pensamentos tais que as pessoas devem parar para admirá-los. Na Pérsia, a Causa fez nascer poetas que mesmo os não-bahá’ís consideram como grandes. Temos esperança de que, não longe, esteja o momento em que veremos surgir pessoas semelhantes no Ocidente. [27]
(2 de janeiro de 1932, a um indivíduo)
É certo que, com a propagação do espírito de Bahá’u’lláh, uma nova era alvorecerá na arte e na literatura. Ainda que antes a forma fosse perfeita, carecia, contudo, de espírito; agora, porém, haverá um glorioso espírito incorporado em uma forma imensuravelmente aperfeiçoada pelo gênio vivificado do mundo. [28]
(3 de abril de 1932, a um indivíduo)
Shoghi Effendi deseja que eu informe o recebimento de tua carta datada de 18 de maio de 1932. Ele está muito contente em saber que gostaste de Os Rompedores da Alvorada, pois sua maior recompensa é ver que esta obra, que lhe custou tanto trabalho e ansiedade, está ajudando os amigos a compreenderem melhor e mais completamente o espírito que anima o Movimento e a vida exemplar das almas heróicas que o prenunciaram ao mundo.
O Guardião sinceramente espera que, ao lerem este livro, os amigos serão estimulados a realizarem atividades mais amplas e em um maior grau de sacrifício, de modo que alcançarão uma realização mais profunda desta Causa cuja propagação e vitória final estão confiadas aos seus cuidados. Como alguns daqueles que leram o livro observaram, pessoa alguma pode familiarizar-se com aquelas vidas e não ser inspirada a seguir seus caminhos.
É certamente verdadeiro que o espírito daquelas almas heróicas estimularão muitos artistas a produzirem o melhor de si mesmos. São tais vidas que no passado inspiraram poetas e moveram o pincel dos pintores. [29]
(20 de junho de 1932, a um indivíduo)
Shoghi Effendi ficou muito interessado em saber sobre o sucesso da peça Pageant of the Nations que produziste. Ele sinceramente espera que todos aqueles que dela participaram, foram inspirados pelo mesmo espírito que te animou enquanto tu a organizavas.
É através de tais apresentações que podemos despertar o interesse do maior número de pessoas pelo espírito da Causa. Chegará o dia em que a Causa propagar-se-á tão rapidamente como o raio, quando seu espírito e ensinamentos serão apresentados nos palcos ou nas artes, e na literatura como um todo. A arte pode melhor despertar os sentimentos nobres do que o frio racionalismo, principalmente entre as massas.
Temos que esperar apenas alguns anos para ver como o espírito soprado por Bahá’u’lláh encontrará expressão no trabalho dos artistas. O que tu e alguns outros bahá’ís estão tentando são apenas pálidos raios que precedem a luz efulgente de uma manhã gloriosa. Ainda não podemos avaliar o papel que a Causa está destinada a representar na vida da sociedade. Temos que lhe dar tempo. O material que este espírito tem que moldar é por demais rudimentar e sem valor, porém, no final, cederá e a Causa de Bahá’u’lláh revelar-se-á em seu pleno esplendor. [30]
(10 de outubro de 1932, a um indivíduo)
O Guardião valoriza os hinos que tu estás compondo tão lindamente. Eles certamente contêm as realidades da Fé e ajudar-te-ão, certamente, a transmitir a Mensagem aos jovens. É a música que nos ajuda a tocar o espírito humano; é um meio importante que ajuda a comunicarmo-nos com a alma. O Guardião espera que através desta ajuda tu transmitirás a Mensagem às pessoas e atrairás seus corações. [31]
(15 de novembro de 1932, a um indivíduo)
O que Bahá’u’lláh fundamentalmente quis dizer com “ciências que começam e terminam em palavras” são aqueles tratados e comentários teológicos que mais sobrecarregam a mente humana ao invés de ajudá-la a alcançar a verdade. Os estudantes devotariam suas vidas ao seu estudo, porém ainda assim, não chegariam a lugar algum. Bahá’u’lláh, certamente, jamais pretendeu incluir o dom de escrever histórias nesta categoria; e a taquigrafia e datilografia são ambas habilidades muito úteis, muito necessárias em nossa atual vida social e econômica.
O que poderias, e deverias fazer, é usar tuas histórias para que venham a ser uma fonte de inspiração e guia para aqueles que as lêem. Com tal meio à tua disposição, podes difundir o espírito e os ensinamentos da Causa; podes mostrar os males que existem na sociedade, assim como a maneira pela qual podem ser remediados. Caso possuas verdadeiro talento para escrever, deves considerá-lo como concedido por Deus e empregar todo esforço a fim de usá-lo para o engrandecimento da sociedade. [32]
(30 de novembro de 1932, a um indivíduo)
Seu poema dedicado a Nabíl me tocou profundamente... Quaisquer outros poemas provenientes de tua agraciada pena também seriam benvindos, ou episódios contados na imortal narrativa de Nabíl. Tu estás prestando serviços únicos e notáveis à Causa. Sê feliz e persevera em teus elevados empreendimentos. [33]
(6 de agosto de 1933)
Com relação à principal questão que levantaste que diz respeito a cantar hinos nas reuniões bahá’ís, ele deseja que eu te assegure que não vê objeção alguma sobre isto. O elemento da música é, sem dúvida, um importante aspecto de todas as reuniões bahá’ís. O próprio Mestre enfatizou sua importância. Porém, os amigos devem, com relação a esta, assim como em todas as outras coisas, não transpor os limites da moderação, e devem tomar muito cuidado em manter o estrito caráter espiritual de todas as suas reuniões. A música deve conduzir à espiritualidade e, ao proporcioná-la, cria-se uma atmosfera tal que não se lhe pode haver objeção alguma.
Uma distinção de vital importância deve, contudo, ser claramente estabelecida entre cantar hinos compostos pelos crentes e entoar as Sagradas Emanações. [34]
(17 de março de 1935, a um indivíduo)
Quanto à tua pergunta que diz respeito à conveniência em se dramatizar episódios históricos bahá’ís, o Guardião, certamente, aprovaria e até mesmo encorajaria os amigos a engajarem-se em tais atividades literárias as quais sem dúvida podem ser de imenso valor para o ensino. O que ele deseja é que os crentes evitem dramatizar as personagens do Báb, Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá, o que quer dizer tratá-Los como figuras dramáticas, como personagens que se apresentam no palco. Ele sente que, conforme já salientado, isto seria bastante desrespeitoso. O mero fato de Eles aparecerem em cena constitui um ato de descortesia que não pode, de forma alguma, estar em harmonia com Suas posições altamente sublimes. Sua mensagem, ou verdadeiras palavras deve ser, preferivelmente, relatada ou transmitida por Seus discípulos que aparecem no palco. [35]
(25 de julho de 1936, a um indivíduo)
O Guardião ficou contente também em saber sobre teu profundo interesse pela música e teu desejo de servir a Fé ao longo deste caminho. Apesar de agora ainda ser bem o início da arte bahá’í, os amigos que sentem que possuem esta dádiva devem se esforçar para desenvolver e cultivar seus dons e, através de seus trabalhos, refletir, ainda que inadequadamente, sobre o Espírito Divino que Bahá’u’lláh soprou ao mundo. [36]
(4 de novembro de 1937, a um indivíduo)
...levantaste a questão sobre qual será a fonte de inspiração para os músicos e compositores bahá’ís: a música do passado ou a Palavra Revelada? Não podemos prever, já que estamos no limiar da cultura bahá’í, quais formas e características de artes haverá no futuro, inspiradas por esta Poderosa Nova Revelação. De tudo que podemos ter certeza é que serão maravilhosas; assim como cada Fé deu origem a uma cultura que floresceu em formas diferentes, também de nossa amada Fé pode-se esperar que faça a mesma coisa. É prematuro, no presente, tentar e compreender o que serão. [37]
(23 de dezembro de 1942, a um indivíduo)
Música, como uma das artes, é um desenvolvimento cultural natural, e o Guardião não sente que deve haver qualquer dedicação a mais à “Música Bahá’í” do que aquela que estamos tentando desenvolver para uma escola bahá’í de pintura ou escrita. Os crentes são livres para pintar, escrever e compor da maneira que seus talentos os guiarem. Se a música é escrita incorporando os Escritos Sagrados, os amigos são livres para fazer uso dela, porém jamais deve ser considerado uma exigência ter-se tal música nas reuniões bahá’ís. Quanto mais distantes os amigos mantiverem-se de quaisquer formas determinadas melhor, pois devem atentar para o fato de que a Causa é absolutamente universal, e o que pode parecer um bonito acréscimo ao seu modo de celebrar a Festa, etc., soaria, talvez, em ouvidos de pessoas de outro país, como sons desagradáveis – e vice-versa. Desde que tenham a música para seu próprio benefício, está tudo bem, porém não devem considerá-la música bahá’í. [38]
(20 de julho de 1946, à uma Assembléia Espiritual Nacional)
...ele deseja chamar a atenção de sua Assembléia para um assunto muito importante, e esse é o Máximo Nome. Ao olho ocidental, não treinado na arte da caligrafia – a arte mais altamente desenvolvida no Leste – praticamente todo Máximo Nome, caso se incorpore os pontos proeminentes, é o Máximo Nome. Contudo, para um oriental pode parecer uma monstruosidade... A proporção exata é o que deve ser mantido. O Máximo Nome não deve ser alongado para os lados ou para cima visando preencher um espaço oval ou um círculo. [39]
(22 de dezembro de 1948, a uma Assembléia Espiritual Nacional)
Um canadense de origem francesa, através de sua visão e habilidade, é quem foi o instrumento na concepção do projeto e delineamento das características do primeiro Mashriqu’l-Adhkár do Ocidente, assinalando a primeira tentativa, ainda que rudimentar, de expressar a beleza na qual a arte bahá’í desdobrar-se-á, em sua plenitude, aos olhos do mundo. [40]
(1o de março de 1951)
Música é uma das artes e os Profetas de Deus não ensinam as artes; porém, o tremendo ímpeto cultural que a religião oferece à sociedade gradualmente produz novas e maravilhosas formas de arte. Vemos isto nos diferentes estilos de arquitetura e pintura associados a civilizações cristã, muçulmana, budista e outras. A música também tem se desenvolvido como uma expressão do povo.
Acreditamos que, no futuro, quando o espírito bahá’í tiver permeado o mundo e transformado profundamente a sociedade, a música será afetada por ele; porém, não existe algo como música bahá’í. Tudo que se diz nos ensinamentos sobre música é que ela pode influenciar muito profundamente o coração e a alma do homem, e possui um efeito de extrema elevação espiritual. [41]
(3 de fevereiro de 1952, a um indivíduo)
Quanto aos assuntos que levantaste em tua carta: Nada há nos ensinamentos contra a dança, porém os amigos devem se lembrar que o padrão de Bahá’u’lláh é modéstia e castidade. A atmosfera nos modernos clubes de dança, onde tanto fumo e bebida e promiscuidade acontecem, é muito ruim; contudo, danças decentes não são prejudiciais em si mesmas. Certamente, nada há de prejudicial na dança clássica, ou em aprender a dançar nas escolas. Também não há mal algum em participar de dramatizações. Da mesma forma atuar em filmes. O que é prejudicial, nos dias de hoje, não é a arte em si mesma, mas a lamentável corrupção que freqüentemente envolve tais artes. Como bahá’ís, não precisamos evitar nenhuma das artes, porém atos e a atmosfera que algumas vezes andam junto a estas profissões, devemos evitar. [42]
(30 de junho de 1952, a uma Assembléia Espiritual Nacional)
De Cartas Escritas pela e em Nome da Casa Universal de Justiça
Publicidade, por si mesma, deve ser bem concebida, digna e reverente. Uma abordagem extravagante que pode ter sucesso em chamar muita atenção inicial para a Causa, pode, no final das contas, provar ter produzido uma rejeição, a qual requereria um grande esforço para ser superada. O padrão de dignidade e reverência definido pelo amado Guardião deve sempre ser mantido, particularmente em itens que se referem à música e à interpretação, e fotos do Mestre não devem ser usadas indiscriminadamente. Isto não quer dizer que atividades de jovens, por exemplo, devem ser desmerecidas; pode-se ser exuberante sem ser irreverente ou solapar a dignidade da Causa. [43]
(2 de julho de 1967)
...nós sentimos que te será proveitoso saber que canções cujas palavras são dos Escritos originais do Báb, Bahá’u’lláh ou ‘Abdu’l-Bahá são todas muito apropriadas para a parte devocional da Festa. Em verdade, as entoações persas são tais canções, não uma diferente tradição; são uma maneira de musicar a Palavra Sagrada, e toda pessoa que as entoa o faz de tal maneira que espelha seu sentimento e a expressão das Palavras que está pronunciando. Quanto às canções cujas palavras são poéticas e compostas por pessoas outras que não as Figuras da Fé, estas são desejáveis, porém em seu apropriado lugar...
Visto que o espírito de nossas reuniões é deveras afetado pela sonoridade e qualidade de nossa adoração, de nosso sentimento e apreciação da Palavra de Deus para este dia, esperamos que encoraje em suas comunidades, a manifestação da mais bela expressão possível dos espíritos humanos, através da música dentre outras maneiras de sentir. [44]
(22 de fevereiro de 1971)
Tua compreensão de que retratar o Báb e Bahá’u’lláh em trabalhos de arte é proibido está correta. O Guardião deixou claro que esta proibição refere-se a todos os Manifestantes de Deus; fotos ou reproduções de retratos do Mestre podem ser usadas em livros, porém nenhum intento deve ser feito de retratá-Lo em dramatizações ou outros trabalhos onde Ele seria uma das “dramatis personae”. Entretanto, não pode haver objeção à representação simbólica das Figuras Sagradas, contanto que isto não se torne um ritual e que o símbolo usado não seja irreverente. [45]
(3 de dezembro de 1972)
Ainda que seja realmente verdade que artistas como Mark Tobey e outros, indubitavelmente, tenham sido inspirados e influenciados por seu amor à Revelação de Bahá’u’llah, é ainda cedo demais, na Dispensação Bahá’í, para se falar sobre a influência da Fé nas artes em geral. Em verdade, o próprio amado Guardião salientou que ainda não há algo que seja arte bahá’í, apesar das declarações nas escrituras não deixarem dúvida de que se pode antever, do futuro, uma maravilhosa eflorescência de novas e belas artes. [46]
(17 de janeiro de 1973)
O amado Guardião deixou claro que o florescimento das artes, o qual é resultado de uma revelação divina, surge apenas após alguns séculos. A Fé Bahá’í oferece ao mundo a total reconstrução da sociedade humana – uma reconstrução que tem sido aguardada por todas as revelações do passado, cujo efeito será de tão longo alcance e tem sido chamada de o estabelecimento do Reino de Deus na terra. A nova arquitetura, à qual nascerá desta revelação, florescerá várias gerações à frente. Agora estamos, meramente, no início deste notável processo.
O momento presente é um período de turbulência e mudança. A arquitetura, como todas as artes e ciências, está passando por um desenvolvimento muito rápido; deve-se apenas considerar as mudanças que ocorreram no decorrer das últimas décadas para se ter uma idéia do que provavelmente está para acontecer nos anos imediatamente à frente. Alguns prédios modernos possuem, sem dúvida, qualidades de grandeza e resistirão, porém muito do que está sendo construído agora pode ser super dimensionado e pode parecer feio para algumas gerações por vir. Em outras palavras, a arquitetura moderna pode ser considerada um novo desenvolvimento em seu estágio primitivo. [47]
(18 de julho de 1974)
A Casa de Justiça sente que neste momento do desenvolvimento da Fé, sua responsabilidade primordial é preparar e dar prosseguimento aos planos de ensino destinados a alcançar os objetivos estabelecidos nas Epístolas do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, e que teorias nas artes e ciências devem ser desenvolvidas sob os auspícios daqueles que são bem versados e especialistas nessas áreas. [48]
(25 de janeiro de 1977)
A proibição de representar o Manifestante de Deus em pinturas e desenhos, ou em apresentações dramáticas aplica-se a todos os Manifestantes de Deus. Há, claro, grandes e maravilhosos trabalhos de arte de Dispensações do passado, muitos dos quais retratam as Manifestações de Deus em um espírito de reverência e amor. Nesta Dispensação, contudo, a maior maturidade da humanidade e a maior consciência do relacionamento entre a Suprema Manifestação e Seus servos capacitam-nos a perceber a impossibilidade de representar a Pessoa do Manifestante de Deus em qualquer forma humana, seja pictoricamente, em escultura ou em representação dramática. Ao declarar a proibição bahá’í, o amado Guardião salientou esta impossibilidade. [49]
(9 de março de 1977)
As mesmas forças destrutivas também estão desordenando o equilíbrio político, econômico, científico, literário e moral do mundo e estão destruindo os mais belos frutos da presente civilização... Mesmo a música, a arte e a literatura, as quais são para representar e inspirar os mais nobres sentimentos e as mais altas aspirações e devem ser uma fonte de conforto e tranqüilidade para as almas atormentadas, têm-se desviado do caminho reto e são agora os espelhos dos corações corrompidos desta confusa, inescrupulosa e desordenada era. [50]
(10 de fevereiro de 1980)
De um modo geral, trabalhos de ficção que os escritores esperam que ajudarão a promover o conhecimento da Causa de Deus, melhor cumprirão este propósito se estiverem situados contra um pano de fundo de eventos específicos ou de processos em desenvolvimento na Causa de Deus, e não utilizados para retratar eventos históricos reais em si mesmos e as personagens que tomam parte neles. A realidade dos verdadeiros eventos e das verdadeiras personagens é tão mais convincente do que qualquer narrativa ficcional. Com relação a isto, a secretária do Guardião escreveu em nome dele:
Ele não recomendaria a ficção como um meio para o ensino; a condição do mundo é por demais crítica para permitir demora em lhe ser dado os ensinamentos diretos associados ao nome de Bahá’u’lláh. Porém, qualquer abordagem apropriada da Fé que interesse a este ou aquele grupo é certamente digna de esforço, já que desejamos levar a Causa a todos os homens, em todas as áreas da vida, de todas as mentalidades. [51]
(23 de setembro de 1980)
Tua carta... referente às artes foi recebida e a Casa Universal de Justiça nos instruiu a te recomendar que, em teu plano de usar teus talentos artísticos, expresses o espírito dos ensinamentos de Bahá’u’lláh. Ela calorosamente te encoraja nesta busca... Em resposta ao teu pedido de orientação sobre as melhores maneiras para abordar artistas ao ensinar a Fé, pode-se dizer que, em adição àqueles métodos que geralmente atraem as pessoas, os artistas reagirão à arte. Quando os sublimes ensinamentos da Fé são refletidos em trabalhos artísticos, os corações das pessoas, incluindo os artistas, serão tocados. Uma citação dos Escritos Sagrados ou a descrição de uma peça de arte que esteja relacionada com as Escrituras pode oferecer ao espectador uma compreensão da fonte desta atração espiritual e conduzi-lo a um subseqüente estudo da Fé. [52]
(21 de julho de 1982)
Com a evolução da sociedade bahá’í, que é composta por pessoas de diversas origens culturais e de gostos diferentes, cada qual com sua concepção do que é esteticamente aceitável e agradável, aqueles bahá’ís que possuem dom para música, interpretação e artes visuais estão livres para exercer seus talentos nas diversas formas com que servirão à Fé de Deus. Eles não devem se sentir perturbados com a falta de apreciação por parte dos crentes. Pelo contrário, ao conhecerem os irrefutáveis Escritos da Fé sobre música e expressão artística... eles devem continuar com seus empreendimentos artísticos em devotado reconhecimento de que as artes são um poderoso instrumento no serviço à Causa, artes as quais, no tempo devido, terão sua realização bahá’í. [53]
(9 de agosto de 1983)
Tua carta ...solicitando orientações sobre a questão da representação visual das personagens relacionadas a Idade Heróica da Fé foi recebida. A Casa Universal de Justiça deseja que saibas que nada há nas instruções do Guardião, nem da Casa de Justiça, ...que proíba artistas... de fazerem desenhos das Letras da Vida em ambientes, ou participando em eventos, que sejam historicamente precisos. Obviamente, em acréscimo à precisão, é importante preservar a dignidade das personagens que estão sendo representadas. [54]
(5 de outubro de 1983)
A arquitetura, em comum com os demais aspectos de nossa civilização, está atravessando, nesta época, um período de rápido desenvolvimento, com gostos mudando de década em década. Ninguém pode ter certeza de que um prédio que é construído agora em um estilo em voga, parecerá ainda bonito aos olhos das pessoas daqui a 50 anos. Assim, para o Centro Administrativo Mundial da Fé, o Guardião escolheu o clássico estilo grego de arquitetura. Este é um estilo maduro, muito bonito, que tem persistido por cerca de 2000 anos. Não seria correto, entretanto, deduzir disto que o clássico estilo grego é particularmente a arquitetura bahá’í. [55]
(3 de setembro de 1984)
Uma vez rejeitando as baixas visões de mediocridade, deixai-os escalar as alturas ascendentes da excelência em tudo que aspirarem fazer. Possam eles decidir por elevar a própria atmosfera na qual se movem, seja em repúblicas universitárias ou em debates de alto nível, em seu trabalho, seu lazer, suas atividades bahá’ís ou serviço social.
Em verdade, deixai-os, confiantes, dar as boas-vindas aos desafios que os aguardam. Imbuídos desta excelência e uma correspondente humildade, com tenacidade e amorosa servitude, a juventude de hoje deve caminhar em direção às primeiras fileiras das profissões, negócios, artes e ofícios que sejam necessários ao futuro progresso da humanidade – para, deste modo, assegurar que o espírito da Causa lançará sua luz sobre todas estas importantes áreas do empreendimento humano. Mais ainda, enquanto visando o aprimoramento dos conceitos unificadores e das tecnologias que avançam velozmente nesta era de comunicação, eles podem, em verdade devem, também garantir a transmissão ao futuro daquelas habilidades que preservarão as maravilhosas, indispensáveis conquistas do passado. A transformação que está para ocorrer no funcionamento da sociedade certamente dependerá em larga escala da eficiência dos preparativos que a juventude fizer para o mundo que herdarão. [56]
(8 de maio de 1985)
A Casa de Justiça deseja te encorajar a escrever teu livro, porém lembra que o Guardião claramente declarou que, neste estágio inicial da Dispensação, não existe algo como arte, música, arquitetura ou cultura bahá’í. Estas, sem dúvida, emergirão no futuro como um amadurecimento natural de uma civilização bahá’í. As próprias preferências do Guardião em tais assuntos jamais devem ser consideradas como assentadoras das fundações para tais desenvolvimentos. Como ficou claramente demonstrado por sua rejeição ao desenho a ele submetido para o Templo em Kampala ...ele não sentiu que a tendência moderna geral de arquitetura na sua época fosse adequada para uma Casa Bahá’í de Adoração, porém isto não implica, em sentido algum, que ele instituíra um padrão próprio. Sua escolha do estilo clássico para as estruturas no Monte Carmelo foi, segundo Amatú’l Bahá Ruhíyyíh Khánúm, baseada na beleza e na adequação ao local, e porque havia resistido ao teste do tempo. Tu deves, portanto, cuidar para não indicar ou mesmo possibilitar deduções que o Guardião estabelecera os estágios iniciais das formas de arte bahá’í. Ele construiu lindos jardins e edifícios utilizando o que estava disponível e, como no caso da super-estrutura do Santuário do Báb, envolveu especialistas que podiam produzir projetos adequados sob sua orientação. [57]
(23 de junho de 1985)
Com referência à música e às belas artes, estais evidentemente livres para incluí-las como matérias curriculares das escolas bahá’ís. Muitas das Assembléias Espirituais Nacionais, assim como a vossa, entusiasticamente informadas sobre os Escritos Bahá’ís referentes à música e às artes, incorporaram estas instruções e materiais, ao considerarem praticáveis neste estágio de desenvolvimento da comunidade bahá’í. É preciso ser feito muito trabalho por professores dedicados e talentosos visando estimular, coletar e publicar a benéfica música que agora emerge no mundo bahá’í e utilizá-la sistematicamente nas escolas...
De acordo com nossos Ensinamentos, a música e as artes devem ser encorajadas, e estas acrescem, imensuravelmente, à vitalidade e ao espírito da comunidade. Os pensamentos e esforços de vossa Assembléia são valiosos, e sois lembrados nas orações da Casa de Justiça. [58]
(20 de agosto de 1985)
Quanto ao uso de simbolismo na arte, os seguintes extratos de cartas escritas pela Casa de Justiça a dois indivíduos podem fornecer a resposta que procuras:
“Nós não vemos objeção alguma ao uso de fenômenos naturais como símbolos para ilustrar o significado das três Figuras Centrais, Leis Bahá’ís e Adminstração Bahá’í; e também apreciamos a adequada habilidade na utilização de símbolos visuais para expressar conceitos abstratos.”(29 de julho de 1971)
“Sua compreensão de que retratar o Báb e Bahá’u’lláh em trabalhos de arte é proibido está correta. O Guardião deixou claro que esta proibição refere-se a todos os Manifestantes de Deus; fotos ou reproduções de retratos do Mestre podem ser usadas em livros, porém nenhuma tentativa deve ser feita de retratá-Lo em dramatizações ou outros trabalhos onde Ele seria uma das “dramatis personae”. Entretando, não pode haver objeção à representação simbólica destas Figuras Sagradas, contanto que isto não se torne um ritual e que o símbolo usado não seja irreverente.”(3 de dezembro de 1972)
Algumas vezes, tu forneces descrições escritas detalhadas dos símbolos que usas em tuas pinturas; como uma prática, isto poderia introduzir um aspecto que poderia ser indevidamente interpretativo dos conceitos bahá’ís, depreciando, no final das contas, em vez de valorizar seus esforços artísticos. O simbolismo é a essência da arte, porém os artistas raramente interpretam os símbolos por eles usados, deixando que os observadores de seus trabalhos tirem as suas próprias conclusões, algumas vezes, nada mais do que alusões dos títulos dados a estes trabalhos.
É prerrogativa do artista intitular a peça de arte; a única objeção seria ao uso de um título irreverente para uma peça que pretende representar um tema bahá’í.
Com relação à tua pergunta sobre um artista executar uma ‘pintura que é uma iluminação contemporânea de uma passagem das Escrituras Sagradas’, a Casa de Justiça sente que os artistas não devem ser inibidos pelas instituições de criarem uma variedade de versões de caligrafias das Escrituras Sagradas ou do Máximo Nome. Contudo, tais esforços devem ser de bom gosto, não assumindo formas que os torne ridículos. Quanto ao símbolo comumente usado do Máximo Nome, a Casa de Justiça aconselha que todo cuidado deve ser observado para com a precisa representação da caligrafia persa, uma vez que qualquer distorção de uma representação aceita pode causar tristeza aos crentes iranianos. [59]
(23 de fevereiro de 1987)
A diretriz formulada pela Casa de Justiça para desencorajar a reprodução de fotografias de pinturas do Mestre para distribuição não implica em qualquer julgamento da qualidade de uma pintura. Há uma ampla variação na qualidade do talento artístico com que as pinturas do Mestre são realizadas. A Casa de Justiça não deseja demonstrar predileção por uma pintura sobre outra; antes, prefere adotar esta diretriz geral como um meio de assegurar que respeito apropriado está em harmonia com as representações de ‘Abdu’l-Bahá e que não haja distribuição de reproduções fotográficas daquelas pinturas que sejam de qualidade pobre.
Uma importante distinção é feita entre a publicação de fotografias de pinturas em livros e revistas, que não é proibida, uma vez que é submetida a algum nível de julgamento por parte do editor, e a publicação como itens individuais, que é desencorajada pela Casa de Justiça.
De um modo geral, a Casa de Justiça sente que um dos grandes desafios que os bahá’ís de todos os lugares enfrentam é o de restituir às pessoas do mundo uma consciência da realidade espiritual. Nossa visão do mundo é marcadamente diferente daquela da massa da humanidade; nela percebemos que a criação encerra tanto entidades espirituais como fisicas, e consideramos o propósito do mundo em que nos encontramos como um veículo para nosso progresso espiritual.
Esta visão tem implicações importantes sobre o comportamento dos bahá’ís e dá origem a práticas que são completamente contrárias à conduta predominante da sociedade em geral. Uma das virtudes distintivas enfatizadas nas Escrituras Bahá’ís é o respeito pelo que é sagrado. Tal comportamento nada significa para aqueles cuja perspectiva do mundo é totalmente materialista, ao mesmo tempo em que muitos seguidores das religiões estabelecidas o rebaixaram a um conjunto de rituais destituídos de verdadeiro sentimento espiritual.
Em alguns casos, as Escrituras Bahá’ís contêm orientações precisas sobre como a reverência aos objetos ou lugares sagrados devem ser expressadas; por exemplo, restrições ao uso do Máximo Nome em objetos, ou ao uso indiscriminado da gravação da voz do Mestre. Em outros casos, os crentes são solicitados a esforçarem-se por obter um entendimento mais profundo do conceito de santidade nos ensinamentos bahá’ís, dos quais eles podem determinar suas próprias formas de conduta pela qual reverência e respeito devem ser expressados.
A importância de tal comportamento deriva do princípio expressado nas Escrituras Bahá’ís de que o exterior tem influência sobre o interior. Referindo-Se ao “povo de Deus”, Bahá’u’lláh declara:
“Sua conduta exterior nada é senão um reflexo de sua vida interior, e sua vida interior, um espelho de sua conduta exterior.”
É neste contexto que a Casa Universal de Justiça deseja que vejas as considerações que têm sido expressadas durante os últimos anos. Os bahá’ís imbuídos de talento artístico encontram-se em uma posição única para usar suas habilidades, quando tratam de temas bahá’ís, de tal forma a desvendar para a humanidade a evidência da renovação espiritual que a Fé Bahá’í trouxe para o gênero humano através de sua revitalização do conceito de reverência.
Questões sobre liberdade artística não são pertinentes aos assuntos aqui levantados. Os artistas bahá’ís são livres para aplicar seus talentos em quaisquer temas que sejam de interesse deles. É esperado, contudo, que eles exerçam um papel de liderança na restituição, a uma sociedade materialista, do reconhecimento da reverência como um elemento vital para se alcançar a verdadeira liberdade e a permanente felicidade. [60]
(24 de setembro de 1987)
A Casa de Justiça está contente em saber do sucesso que vens obtendo em tua profissão. Ela aconselha que vejas esta atividade profissional dentro do contexto de serviço à Fé e da promoção do trabalho de proclamação e ensino. Tuas realizações musicais irão capacitá-lo a alcançar uma ampla gama de pessoas e, por fim, a proclamar a Mensagem de Bahá’u’lláh a elas através da expressão de seus valores em sua música. Podes também, à medida que teu trabalho continue a desenvolver-se, fazer valiosas amizades para a Fé entre as pessoas influentes que conhecerás. Estas considerações bem podem guiá-lo em sua atual decisão, antes que consideres a região onde deverás residir. Artistas bahá’ís que alcançam eminência e renome em sua área escolhida e que permanecem dedicados à promoção da Fé, podem ser de especial ajuda à Causa no momento presente, quando a curiosidade pública sobre os ensinamentos bahá’ís está gradualmente sendo despertada. [61]
(30 de junho de 1988)
É permissível usar seleções das Escrituras Sagradas como letras de canções a serem acompanhadas por composições musicais, e para repetir versos ou palavras. As seguintes citações fornecem maior esclarecimento com relação a estas questões:
“Portanto... dai música aos versos e às palavras divinas para que possam ser cantados em melodias que toquem a alma nas Assembléias e reuniões, e para que os corações dos ouvintes possam tornar-se agitados e ascendam em direção ao Reino de Abhá em súplica e oração.” (‘Abdu’l-Bahá, “Bahá’í World Faith”, p. 378.)7
*Uma recente tradução autorizada desta passagem é encontrada em “Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá”, (ver item [14] desta compilação).
“Sem dúvida, orações e partes das Epístolas, Palavras Ocultas, etc., serão adequadas, porém ele não sente que seria aconselhável abreviar qualquer parte, em outras palavras, deixar de lado partes de um parágrafo ou de uma meditação, e deste modo reduzi-la.”(De uma carta datada de 3 de julho de 1949, escrita em nome de Shoghi Effendi a um bahá’í)
“Em resposta a uma pergunta de um crente, relativa a pequenas alterações de palavras no interesse da correta entonação, ou ao acréscimo de uma palavra a fim de obter a métrica perfeita, o amado Guardião declarou o seguinte: ‘Leves alterações no texto das orações são permissíveis, e eu te aconselharia a dar uma forma musical à própria palavra revelada, a qual eu sinto será extremamente efetiva. Estarei orando para que o Bem-Amado possa inspirá-lo a realizar este grande serviço à Sua Causa.’”(Em manuscrito de Shoghi Effendi, anexo a uma carta datada de 8 de abril de 1931 escrita em seu nome a um bahá’í)
Quanto à questão de colocar versos dos Escritos Bahá’ís em melodias de peças musicais existentes, presumindo que não há direitos autorais ou restrições legais envolvidos, deve-se ter em mente que tal música pode trazer consigo associações à peça original, seja na letra ou no sentimento, e pode não corresponder às exigências de tratar-se os Textos Sagrados com dignidade e reverência. [62]
(6 de dezembro de 1989)
Não há objeções à interpretação de uma oração na forma de movimento ou dança se o espírito é de apropriada reverência, porém preferivelmente não deve ser acompanhada pela leitura das palavras. [63]
(4 de janeiro de 1990)
A Casa de Justiça está contente em saber sobre tuas atividades de ensino e de tua contínua devoção à Causa de Deus, apesar das dificuldades que vens experimentando como músico. Referente às tuas perguntas: os Ensinamentos Bahá’ís, obviamente, não admitem maus tratos aos músicos ou outros artistas, nem é esperado que artistas sacrifiquem seu livre arbítrio aos caprichos, ou mesmo às opiniões fortemente defendidas por outros bahá’ís. Quanto às tensões e dificuldades que surgiram entre o teu ensino da Fé através da música e tua necessidade paralela de ser auto-sustentado, é sugerido que tu mesmo deverás determinar teus próprios limites a respeito disto. Encontramos, por exemplo, a seguinte orientação em carta datada de 26 de fevereiro de 1933, escrita em nome de Shoghi Effendi a um crente:
“O conselho que Shoghi Effendi te deu referente à divisão de teu tempo entre servir à Causa e atender teus outros deveres foi também dado a diversos outros amigos por Bahá’u’lláh e pelo Mestre. É uma conciliação entre os dois versos do “Aqdas”, um incumbindo a cada bahá’í servir à promoção da Fé, e o outro, que cada alma deve estar engajada em alguma forma de ocupação que beneficiará a sociedade. Em uma de Suas Epístolas, Bahá’u’lláh diz que a mais elevada forma de desprendimento neste dia é estar ocupado com alguma profissão e ser auto-sustentado. Um bom bahá’í, portanto, é aquele que assim organiza sua vida a fim de devotar tempo a ambos, suas necessidades materiais e também ao serviço da Causa.” [64]
(15 de fevereiro de 1990)
Vosso sincero desejo de utilizar o teatro como um meio de divulgar os princípios da Fé entre as pessoas é louvável e a Casa de Justiça espera que vossos devotados esforços neste campo possam vos trazer satisfação e, benefícios à comunidade; contudo, como vós mesmos declarastes, estais conscientes das dificuldades e das potenciais armadilhas dos empreendimentos teatrais bahá’ís neste momento e na atmosfera de intolerância prevalecente em vosso país, que torna essencial não se produzir peças que possam despertar antipatia pública ou a indignação de fundamentalistas religiosos. [65]
(9 de abril de 1990)
...danças tradicionais associadas à expressão de uma cultura são permissíveis nas Sedes Bahá’ís. Contudo, deve-se ter em mente que tais danças tradicionais geralmente possuem um tema subjetivo, básico ou uma história a ser representada. Cautela deve ser exercida para assegurar que os temas de tais danças estejam em harmonia com os altos padrões éticos da Causa e não sejam representações que incitariam instintos vis e paixões indignas...
Quanto às danças coreografadas cujo propósito é reforçar e proclamar os princípios bahá’ís, se podem ser executadas de um modo tal que representem a nobreza de tais princípios e invoquem atitudes apropriadas de respeito e reverência, não há objeção a tais danças, as quais buscam interpretar passagens das Escrituras; contudo, é preferível que os movimentos da dança não sejam acompanhados da leitura das palavras.
O princípio que deve guiar os amigos em suas considerações sobre estas questões é a observância da “moderação em tudo que seja pertinente a vestimenta, linguajar, divertimentos e a todas ocupações vocacionais literárias e artísticas”. [66]
(20 de junho de 1991)
Não há objeção, evidentemente, ao uso do termo “artista bahá’í”, porém neste momento da Dispensação Bahá’í não devemos usar o termo “arte bahá’í”, “música bahá’í” ou “arquitetura bahá’í”. [67]
(12 de março de 1992)
O romance é um meio que oferece a um autor uma considerável latitude para elaborar idéias e áreas de pensamento até então inexploradas. Tu deves ser cuidadoso, entretanto, para não... dar interpretações que possam não ser corretas, no caso da Fé e seus Ensinamentos estarem explícitos no romance. Se, por outro lado, não há uma conexão clara com a Fé no romance, tu estarias livre para usar tua imaginação ao explorar idéias que tenham como fonte os princípios da Fé. [68]
(15 de fevereiro de 1994)
Em todos os seus esforços para alcançar os objetivos do Plano de Quatro Anos, aos amigos também é pedido para dar maior atenção ao uso das artes não apenas na proclamação, mas também para o trabalho em expansão e consolidação. As artes gráficas e cênicas e a literatura têm desempenhado, e podem desempenhar, um papel de destaque na ampliação da influência da Causa. No que diz respeito à arte folclórica, esta possibilidade pode ser perseguida em cada lugar do mundo, seja em vilas, cidades ou grandes centros. Shoghi Effendi acalenta grande esperança com relação às artes como um meio de atrair a atenção para os Ensinamentos. Uma carta escrita em seu nome a um indivíduo assim transmite a visão do Guardião: “O dia virá em que a Causa propagar-se-á tão rapidamente como o raio, quando seu espírito e ensinamentos serão apresentados nos palcos, ou nas artes e na literatura como um todo. A arte pode despertar melhor os sentimentos nobres do que o frio racionalismo, principalmente entre as massas.” [69]
(21 de abril de 1996)
Em muitas regiões, atenção insuficiente tem sido dada à educação das crianças. Programas muito mais extensos devem ser iniciados naqueles países em que existe a necessidade, para assegurar que as crianças bahá’ís sejam nutridas, encorajadas a adquirir mentes treinadas, iluminadas por um sólido conhecimento dos Ensinamentos Divinos, bem equipadas para participar no trabalho da Causa em todos os níveis e contribuir para as artes, ofícios e ciências necessárias ao avanço da civilização. Tais programas, quando abertos a todas as crianças, bahá’ís ou não, oferecem um poderoso meio para aumentar as influências benéficas da Mensagem de Bahá’u’lláh a toda sociedade. [70]
(21 de abril de 1996)
2 - O Kitáb-i-Aqdas, O Livro Sacratíssimo. Editora Bahá’í do Brasil, 1995, São Paulo-SP; pp. 31-32, K51.
3 - Idem; p. 49, K116.
4 - Seleção dos Escritos de Bahá’ú’lláh. Editora Bahá’í do Brasil, 2a Edição, 2001, Mogi Mirim-SP; p. 112, LXXIV.
5 - Idem; p. 126, LXXXII.
6 - Epístolas de Bahá’ú’lláh. Editora Bahá’í do Brasil, 2a Edição, 2001, Mogi Mirim-SP, p. 196.
14 - Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá. Editora Bahá’í do Brasil, 1993, pp. 100-101, R.74.
15 - Idem, p. 116, R.102.
16 - Idem, pp. 120-121, R.109.
17 - Idem, p. 163, R.154.
18 - Tablets of ‘Abdu’l-Bahá, vol. I, Bahá’í Publishing Committee, Nova Iorque, 1930, p.59.
19 - Tablets of ‘Abdu’l-Bahá, vol. III, p. 512.
20 - Respostas a Algumas Perguntas. Editora Bahá’í do Brasil, 5a Edição, 2001, p. 182.
21 - The Promulgation of Universal Peace. Bahá’í Publishing Trust, 1982, Wilmette, EUA, pp. 49-50.
22 - ‘Abdu’l-Bahá in London: Addresses and Notes of Conversations. Oakham, Bahá’í Publishing Trust, 1987, p. 93.
23 - Lady Bloomfield, The Chosen Highway; Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1954, p. 167.
24 - Citadas em “A Brief Account of My Visit to Áccá”, publicado pela Bahá’í Publishing Trust Society, Chicago, Illinois, USA.
25 - O Advento da Justiça Divina. Editora Bahá’í do Brasil, Rio de Janeiro,1976, pp. 47-48.
33 - De próprio punho por Shoghi Effendi, anexada a uma carta escrita em seu nome a um indivíduo.
40 - De um post-scriptum de Shoghi Effendi anexado a uma carta em seu nome a uma Assembléia Espiritual Nacional.
43 - Pela Casa Universal de Justiça a todas as Assembléias Espirituais Nacionais.
44 - Pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
45 - Pela Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
46 - Pela Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
47 - Pela Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
48 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
49 - Idem.
50 - Pela Casa Universal de Justiça aos bahá’ís iranianos ao redor do mundo; publicado em Messages from the Universal House of Justice 1963-1986. Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1996, p. 435.
51 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
52 - Idem.
53 - Idem.
54 - Em nome da Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
55 - Eem nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
56 - Pela Casa Universal de Justiça à Juventude Bahá’í do Mundo.
57 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
58 - Em nome da Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
59 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
60 - Idem.
61 - Em nome da Casa Universal de Justiça a dois indivíduos.
62 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
63 - Idem.
64 - Idem.
65 - Em nome da Casa Universal de Justiça a uma Assembléia Espiritual Nacional.
66 - Idem.
67 - Em nome da Casa Universal de Justiça a dois indivíduos.
68 - Em nome da Casa Universal de Justiça a um indivíduo.
69 - Pela Casa Universal de Justiça aos bahá’ís do mundo.
70 - Pela Casa Universal de Justiça aos seguidores de Bahá’u’lláh na Australásia.
1 Inigualável músico persa, cantor, instrumentista e inventor de muitos instrumentos musicais antigos, que viveu na corte de Khosrow-Parviz da Dinastia Sasani, ao redor de 600 A.D.
2 Pai da poesia persa, aproximadamente 940 A.D.
3 Famoso erudito muçulmano, autor de um tratado sobre música, 870-950 A.D.
4 Médico, cientista e filósofo, conhecido no ocidente como Avicenna, que dedicou, num de seus trabalhos mais importantes, uma seção à teoria de música, 980-1027 A.D.
5 Shahnáz, nome dado a quem recebeu esta Epístola, é também o nome de uma forma musical.
6 A Casa Universal de Justiça, em carta datada de 15 de março de 1972, em seu nome, elucidou esta frase do Guardião da seguinte maneira: “Referente à sua pergunta sobre ‘a prostituição das artes e literatura’, isto é o que entendemos – usar a arte e a literatura para fins degradantes.”
7 Uma recente tradução autorizada desta passagem é encontrada em “Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá” (ver item [14] desta compilação).
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Die Bedeutung der Künste á Textzusammenstellung á Bahá'í Verlag GmbH, Auflage 1.01 (O-2024-04-01)
Die Bedeutung der Künste
Textzusammenstellung
Die Botschaft des Universalen Hauses der Gerechtigkeit zu Riḍván 1996 an die Bahá’í der Welt lenkte unsere Aufmerksamkeit auf die Bedeutung der Kunst, insbesondere der bildenden und darstellenden Künste und der Literatur bei der Proklamation, der Ausbreitung und der Festigung des Bahá’í-Glaubens. In dieser Zusammenstellung soll ausführlich darauf eingegangen werden. Während in den englischen Übersetzungen der Schriften Bahá’u’lláhs und ‘Abdu’l-Bahás oft auf „die Künste“ Bezug genommen wird, kann doch der Gebrauch des Begriffes „Künste“ in vielen dieser Textstellen irreführend sein, da die ursprüngliche Bedeutung des Wortes oftmals ein weites Feld von Aktivitäten wie gewerbliche Berufe und Handwerke beinhaltet. Die Textauszüge in dieser Zusammenstellung wurden ausgewählt, weil sie sich hauptsächlich auf die bildenden und darstellenden Künste und die Literatur beziehen.
Aus den Schriften Bahá’u’lláhs
1
Die Sonne der Wahrheit ist das Wort Gottes, von dem die Erziehung derer abhängt, die mit der Kraft des Verstehens und der Rede begabt sind. Sie ist der wahre Geist und das himmlische Wasser, durch deren Hilfe und barmherzige Vorsehung alle Dinge belebt wurden und werden. In allen Spiegeln wird ihre Erscheinung durch die Farbe des Spiegels bestimmt. Wenn ihr Licht zum Beispiel auf die Spiegel der Herzen der Weisen geworfen wird, bringt es Weisheit hervor. In gleicher Weise entfaltet es, wenn es sich in den Spiegeln der Herzen von Künstlern offenbart, neue und einzigartige Künste. Und spiegelt es sich in den Herzen derer wider, die die Wahrheit erkennen, enthüllt es wundervolle Zeichen wahren Wissens und bringt die Wahrheit der Gottesworte ans Licht.A1
2
Wir haben euch Musik und Gesang erlaubt, doch seht euch vor, dass dies euch nicht verleite, des Anstands und der Würde Grenzen zu überschreiten. Eure Freude entspringe Meinem Größten Namen, einem Namen, der das Herz frohlocken lässt und allen Gott Nahen den Geist mit Verzückung erfüllt. Wir haben wahrlich die Musik zu einer Leiter für eure Seelen gemacht, zu einem Mittel für ihren Aufschwung in das Reich der Höhe. So macht sie nicht zu einem Flügelpaar des Selbstes und der Leidenschaft. Wir wollen euch wahrlich nicht den Narren zugesellt sehen.A2
3
Wer die Verse des Allbarmherzigen in den melodischsten Tönen vorträgt, wird durch sie zu einer Erkenntnis gelangen, mit der sich die Souveränität über Erde und Himmel nicht vergleichen lässt. Aus ihnen werden die Menschen den Duft Meiner Welten verspüren – Welten, die an diesem Tage keiner erkennen kann außer denen, die durch diese hehre, diese strahlend schöne Offenbarung mit Scharfblick ausgestattet sind. Sprich: Diese Verse ziehen Herzen, die rein sind, hin zu jenen geistigen Welten, die weder beschrieben noch angedeutet werden können. Selig sind die Hörenden.A3
4
Ein jegliches Wort, das aus dem Munde Gottes hervorgeht, ist mit solcher Kraft versehen, dass es jeder menschlichen Gestalt neues Leben einflößen kann – gehörtet ihr doch zu denen, die diese Wahrheit begreifen! Alle wunderbaren Werke, die ihr in dieser Welt seht, sind durch das Wirken Seines höchsten, erhabensten Willens, Seines wunderbaren, unerschütterlichen Planes offenbart. Durch die bloße Offenbarung des Wortes ›Gestalter‹, das aus Seinem Munde hervorgeht und der Menschheit Seine Eigenschaft verkündet, hat Er eine Kraft entfesselt, die über die Zeitalter hindurch all die mannigfaltigen Künste erzeugt, derer des Menschen Hände fähig sind. Dies ist wahrlich eine unumstößliche Wahrheit. Kaum wird dieses strahlende Wort geäußert, da bringen seine belebenden, in allem Erschaffenen wirkenden Kräfte die Mittel hervor, die solche Künste schaffen und zur Vollendung bringen. Alle wundersamen Errungenschaften, die ihr jetzt seht, sind die direkte Folge der Offenbarung dieses Namens.A4
5
Die Seele, die der Sache Gottes treu bleibt und unbeirrbar Seinem Pfade folgt, wird nach ihrem Aufstieg solche Kraft besitzen, dass alle Welten, die der Allmächtige erschaffen hat, durch sie gefördert werden können. Eine solche Seele sorgt auf Geheiß des wahren Königs und göttlichen Erziehers für den reinen Sauerteig, der die Welt des Seins durchdringt und jene Kraft spendet, durch welche die Künste und Wunderwerke der Welt offenbar werden.A5
6
Jedes deiner Dichterworte ist fürwahr wie ein Spiegel, der die Zeichen deiner Ergebenheit und Liebe für Gott und Seine Erwählten wiedergibt. Wohl dir, der du den erlesenen Wein der Rede getrunken hast und des sanften Stromes wahren Wissens teilhaftig wurdest. Glücklich, wer sich satt trinkt und zu Ihm gelangt, aber wehe den Achtlosen! Deine Gedichte zu lesen, war wirklich sehr eindrucksvoll, denn aus ihnen spricht sowohl das Licht der Vereinigung wie das Feuer der Trennung.A6
Aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
7
O Musiker Gottes! Die Gemeinschaft der Sänger, die in den Gärten der Heiligkeit verweilen, müssen in diesem Zeitalter einen so jubelnden Ausbruch an Liedern hervorströmen lassen, dass die Vögel auf dem Feld in heftigem Entzücken auffliegen; und an diesem göttlichen Festtag, an dieser himmlischen Tafel sollten sie die Laute und die Harfe, die Viola und die Lyra auf solche Art spielen, dass die Menschen des Ostens und des Westens mit äußerster Freude und Fröhlichkeit erfüllt und von Jubel und Glück mitgerissen werden. Nun geziemt es dir, die Melodie dieser göttlichen Lyra anzustimmen und auf dieser himmlischen Laute zu spielen, auf dass dadurch BárbudA7 ins Leben zurückgerufen und RúdakíA8 getröstet und FárábíA9 ruhelos und Ibn-i-SínáA10 zum Sinai Gottes geleitet werden. Auf dir seien Gruß und Preis.A11
8
Ich hoffe aufrichtig, dass du all die persischen Gedichte, die die Gesegnete Schönheit offenbarte, auswendig lernen und sie mit einer Stimme von unvergleichlicher Lieblichkeit auf Bahá’í-Treffen und -Versammlungen singen wirst. Der Tag ist nicht mehr fern, da diese Gedichte in westlicher Musik vertont werden, und der süße Klang dieser Lieder das Abhá-Königreich mit äußerster Freude und Fröhlichkeit erreichen wird.A12
9
Die Kunst der Musik muss auf die höchste Entwicklungsstufe gehoben werden, denn sie ist eine der wunderbarsten Künste, und in diesem herrlichen Zeitalter des Herrn der Einheit ist es höchst wichtig, sie vollkommen zu beherrschen. Man muss indessen bemüht sein, den Grad künstlerischer Vollkommenheit zu erlangen und nicht wie solche sein, die etwas unvollendet lassen.A13
10
O Nachtigall des Rosengartens Gottes! Das Singen von Melodien wird die Menschenwelt beleben und beglücken, die Hörer werden entzückt und erfreut und ihre tiefsten Gefühle werden erregt. Aber diese Freude, diese Gefühlsregung ist vergänglich und wird binnen kurzem vergessen sein. Du jedoch, Preis sei Gott, hast deine Hymnen mit den Melodien des Königreiches verbunden, du wirst der Welt des Geistes Trost geben und wirst immerwährend geistige Gefühle hervorrufen. Dies wird ewig währen und die Umwälzungen von Zeitaltern und Jahrhunderten überdauern.A14
11
O Diener Bahás! Musik wird an der Schwelle des Allmächtigen als lobenswerte Wissenschaft betrachtet, mögest du in großen Zusammenkünften und Versammlungen die Verse mit wunderbaren Weisen singen und solche Hymnen des Lobpreises im Mashriqu’l-Adhkár anstimmen, dass die Himmlischen Heerscharen entzückt werden. Bedenke kraft dessen, wie sehr die Kunst der Musik hoch geschätzt und gepriesen wird. Versuche, wenn du vermagst, geistige Melodien, Lieder und Weisen zu verwenden und die irdische Musik in Einklang mit der himmlischen Melodie zu bringen. Dann wirst du feststellen, welch großen Einfluss Musik ausübt und welch himmlische Freude und Leben sie verleiht. Stimme solche Lieder und Weisen an, auf dass die Nachtigallen des göttlichen Geheimnisses mit Freude und Verzückung erfüllt werden.A15
12
Ich freue mich zu hören, dass du dir mit deiner Kunst Mühe gibst, denn in diesem wundervollen neuen Zeitalter ist Kunst Gottesdienst. Je mehr du dich bemühst, sie zu vervollkommnen, desto näher wirst du Gott kommen. Welches Geschenk könnte größer sein als dieses, dass die Kunst eines Menschen gleichbedeutend sei mit der Anbetung des Herrn? Das bedeutet, dass, wenn deine Finger den Pinsel ergreifen, es ist, als ob du im Tempel beten würdest.A16
13
Zu den größten aller großen Dienste gehört die Kindererziehung und die Förderung der verschiedenen Wissenschaften, Handwerke und Künste. Gelobt sei Gott, ihr unternehmt nun eifrige Anstrengungen zu diesem Ziel. Je beharrlicher ihr diese höchst wichtige Aufgabe verfolgt, desto mehr werdet ihr Zeugen der Bestätigungen Gottes sein, bis zu einem solchen Grade, dass ihr selbst erstaunt sein werdet.A17
14
O du Vöglein, das so lieblich die Schönheit Abhá besingt! In dieser neuen, wunderbaren Sendung wurden die Schleier des Aberglaubens zerrissen und die Vorurteile der östlichen Völker missbilligt. Die Musik wurde bei einigen östlichen Völkern als verwerflich angesehen, aber in diesem neuen Zeitalter hat das Licht der Offenbarung in Seinen heiligen Sendbriefen besonders dargelegt, dass Musik, gesungen oder gespielt, geistige Nahrung für Herz und Seele ist.
Die Musik gehört zu den Künsten, die höchstes Lob verdienen. Sie bewegt alle Herzen, die traurig sind. O ShahnázA18, spiele und singe darum die heiligen Worte Gottes in den Versammlungen der Freunde mit herrlichen Tönen, so dass die Ketten des Kummers und der Sorge von den Hörern abfallen, ihre Seelen sich vor Freude erheben und sich demütig im Gebet dem Reiche der Herrlichkeit zuwenden.A19
15
So strengt euch denn mächtig an, ihr Geliebten Gottes, damit ihr diesen Fortschritt und alle diese Bestätigungen an euch selber zeigt und Brennpunkte für Gottes Gnadengaben, Aufgangsorte Seiner lichtvollen Einheit, Förderer aller Segnungen und Gunstbeweise kultivierten Lebens werdet! Werdet dortzulande zur Vorhut menschlicher Vollkommenheit, tragt die verschiedenen Wissenszweige voran, seid aktiv und fortschrittlich auf dem Gebiet der Erfindungen und Künste. Bemüht euch, das menschliche Verhalten zu verbessern, und trachtet danach, die ganze Welt sittlich zu übertreffen. Solange die Kinder noch klein sind, nährt sie an der Brust himmlischer Gnade, hegt sie in der Wiege aller Vollkommenheiten, zieht sie groß in den Armen der Gabenfülle. Gönnt ihnen den Vorzug alles brauchbaren Wissens. Lasst sie teilhaben an jedem neuen, trefflichen, wundersamen Handwerk und Kunstgewerbe. Erzieht sie zu Arbeit und Einsatz, gewöhnt sie an Mühsal.A20
16
O ihr, die ihr Gottes Gunst empfanget! Die unerschütterliche Grundlage dieses neuen, wunderbaren Zeitalters ist das Lehren der Wissenschaften und Künste. Nach den ausdrücklichen Heiligen Worten muss jedes Kind in ausreichendem Maß in Kunst und Handwerk unterwiesen werden. Deshalb müssen in jeder Stadt und jedem Dorf Schulen errichtet werden, und jedes Kind dieser Stadt oder dieses Dorfes muss im nötigen Umfang lernen.A21
17
O du Sohn des Königreiches! Alles mit der Liebe Gottes Verbundene ist nützlich; ohne Seine Liebe sind alle Dinge schädlich und treten als Schleier zwischen den Menschen und den Herrn des Königreiches. Wo Seine Liebe ist, wird jede Bitternis süß und jede Gnadengabe bringt wohltuende Freude. So bringt zum Beispiel eine dem Ohr süße Melodie dem in Gott verliebten Herzen den wahren Geist des Lebens, die in sinnlichem Verlangen versunkene Seele jedoch besudelt sie mit Begierde.A22
18
O du Vogel der erquickenden Klänge! Dein kleines Buch mit Gedichten, die sehr lieblich sind, wurde gelesen. Es war eine Quelle der Freude, denn es war eine geistige Hymne und eine Melodie der Liebe Gottes.
Erhalte diesen Wohlklang, so lange du kannst in den Versammlungen der Geliebten; so mögen die Gemüter Ruhe und Freude finden und sich auf die Liebe Gottes einstimmen. Wenn ausdrucksvolle Rede, Schönheit der Bedeutung und Liebreiz der Komposition sich mit neuen Melodien vereinigen, ist die Wirkung immer groß, besonders, wenn es sich um die Hymnen der Verse der Einheit und die Lieder des Lobpreises des Herrn der Herrlichkeit handelt.
Bemühe dich auf das Äußerste, schöne Gedichte zu verfassen, dazu bestimmt, mit himmlischer Musik gesungen zu werden; auf dass ihre Schönheit die Gemüter bewegen und die Herzen der Hörer beeindrucken möge.A23
19
O du Rechtschaffener! Danke Gott, dass du in Musik und Melodie geschult bist und mit angenehmer Stimme die Verherrlichung und den Lobpreis des Ewigen, des Lebendigen, singst. Ich bete zu Gott, dass du diese Gabe bei Gebet und Andacht einsetzen mögest, damit die Seelen belebt, die Herzen angezogen und alle vom Feuer der Liebe zu Gott entflammt werden mögen.A24
20
Den höchsten Grad an Begriffsvermögen in der Welt der Natur besitzt die vernunftbegabte Seele. Diese Kraft und dieses Begriffsvermögen haben alle Menschen gemein, ob sie nun achtlos oder aufmerksam sind, ob sie vom Weg abgekommen oder treu sind. In der Schöpfung Gottes umfasst die vernunftbegabte Seele des Menschen alle anderen erschaffenen Dinge und zeichnet sich ihnen gegenüber aus: Da sie edler und vornehmer ist, umfasst sie alle. Durch die Kraft der vernunftbegabten Seele kann der Mensch die Wirklichkeit der Dinge entdecken, ihre Merkmale begreifen und die Geheimnisse des Daseins durchdringen. Alle Wissenschaften, Wissensgebiete, Künste, Erfindungen, Einrichtungen, Unternehmungen und Entdeckungen entspringen dem Begriffsvermögen der vernunftbegabten Seele.A25
Aus mündlichen Äußerungen ‘Abdu’l-Bahás
21
Was ist das für eine wunderbare Versammlung! Dies sind die Kinder des Königreichs. Das Lied, das wir gerade hörten, war sehr schön – sowohl die Melodie, als auch die Worte. Musik ist eine göttliche Kunst mit großer Wirkung. Sie ist Nahrung für Seele und Geist. Durch den Zauber und die Macht der Musik wird der Geist des Menschen erhoben. Sie besitzt eine wunderbar bewegende Wirkung auf die Herzen der Kinder, denn ihre Herzen sind rein, und Melodien haben großen Einfluss auf sie. Die Musik bringt die verborgenen Talente, mit denen die Herzen dieser Kinder begabt sind, zum Ausdruck. Darum müsst ihr alles tun, um ihre Kunstfertigkeit zu fördern. Lehrt sie, vortrefflich und eindrucksvoll zu singen. Jedes Kind sollte etwas von Musik verstehen, denn ohne Kenntnis dieser Kunst kann man sich an Instrumentalmusik und Gesang nicht richtig erfreuen. Genauso wichtig ist es, dass an Schulen Musik unterrichtet wird, damit die Herzen und Seelen der Schüler belebt und beflügelt werden und Freude ihr Leben erhellt.A26
22
Ein Schauspieler erwähnte das Schauspiel und dessen Einfluss. »Das dramatische Schauspiel ist höchst bedeutsam«, sagte ‘Abdu’l-Bahá. »Früher hatte es große erzieherische Kraft, und diese wird es wieder erlangen.« Er schilderte, wie Er als kleiner Junge das Mysterienspiel vom Verrat an ‘Alí und dessen Leidensweg gesehen habe und Ihn dieses Spiel so tief ergriffen habe, dass Er weinte und nächtelang nicht schlafen konnte.A27
23
‘Abdu’l-Bahá sagte: »Jede Kunst ist eine Gabe des Heiligen Geistes. Wenn dieses Licht durch den Geist eines Musikers scheint, manifestiert es sich in wunderschönen Harmonien. Und scheint es durch den Geist eines Dichters, wird es durch feine Poesie und poetische Prosa sichtbar. Wenn das Licht der Sonne der Wahrheit den Geist eines Malers inspiriert, bringt er wunderbare Bilder hervor. Diese Gaben erfüllen ihren höchsten Zweck, wenn sie den Lobpreis Gottes kundtun.«Q1
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Es ist für Herz und Geist natürlich, dass sie Freude und Vergnügen für alles empfinden, was Symmetrie, Harmonie und Vollkommenheit ausdrückt. Zum Beispiel ein schönes Haus, ein wohlgestalteter Garten, eine symmetrische Linie, eine anmutige Bewegung, ein schön geschriebenes Buch, gefällige Kleidung – ja eigentlich alles, was Anmut oder Schönheit in sich trägt, wirkt wohltuend auf Herz und Geist – daher ist es ganz sicher, dass eine reine Stimme Freude hervorruft.A28
Aus den Schriften Shoghi Effendis
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Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster. Es kann keinen Kompromiss dulden mit den Lehren, Maßstäben, Gewohnheiten und Übertreibungen eines verfallenden Zeitalters. Nein, es sucht vielmehr durch die anfeuernde Kraft seines Beispiels den schädlichen Charakter solcher Lehren, die Falschheit solcher Maßstäbe, die Hohlheit solcher Ansprüche, die Entartung solcher Gewohnheiten und die Schändlichkeit solcher Übertreibungen zu beweisen.A29
Aus Briefen im Auftrag Shoghi Effendis
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Shoghi Effendi bittet mich, den Eingang Ihres Briefes vom 27. Oktober 1931 zu bestätigen, der zusammen mit der Begleitmusik zu The Lonely Stranger von … gesandt wurde. Er hofft aufrichtig, dass, wenn die Sache Gottes wächst und begabte Menschen unter ihr Banner treten, sie damit beginnen werden, in der Kunst den Geist, der ihre Seelen belebt, zu symbolisieren. Jede Religion hat eine Form der Kunst mit sich gebracht – lasst uns schauen, welche Wunder diese Sache mit sich bringen wird. Solch ein herrlicher Geist sollte auch einer herrlichen Kunst Raum geben. Der Tempel in all seiner Schönheit ist nur der erste Strahl einer frühen Dämmerung; noch wundervollere Dinge werden in Zukunft vollbracht werden.A30
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Er möchte in The Bahá’í World einen neuen Abschnitt einführen, der ganz den von Bahá’í verfassten Gedichten gewidmet ist. Obgleich es ein bescheidener Beginn ist, so mag es doch der Anfang großer zukünftiger Beiträge sein. Shoghi Effendi möchte damit die Begabten dazu ermutigen, dem sie erfüllenden wunderbaren Geist Ausdruck zu verleihen. Wir brauchen in der Sache Gottes Dichter und Schriftsteller, und dies ist zweifellos eine gute Möglichkeit, sie anzuspornen. Einige der Gedichte wurden von sehr jungen Menschen geschrieben, doch klingen sie so echt und drücken solche Gedanken aus, dass man nur innehalten und staunen kann. In Persien hat der Glaube Gottes Dichter hervorgebracht, die sogar Nicht-Bahá’í als groß erachten. Wir hoffen, dass es nicht lange dauern wird, bis sich auch im Westen solche Wesen erheben.A31
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Gewiss wird mit der Ausbreitung des Geistes Bahá’u’lláhs eine neue Epoche in Kunst und Literatur anbrechen. Während zuvor die Form perfekt war, es aber an Geist fehlte, wird sich nun in einer unermesslich verbesserten Form ein herrlicher Geist durch die neubelebte Schöpferkraft in der Welt verkörpern.A32
29
Shoghi Effendi bittet mich, den Eingang Ihres Briefes vom 18. Mai 1932 zu bestätigen. Er ist sehr erfreut zu erfahren, dass Ihnen Nabils Bericht gefallen hat, denn seine größte Belohnung besteht darin zu sehen, dass sein Werk, das ihn so viel Arbeit und Mühe gekostet hat, den Freunden hilft, den Geist, der diese Bewegung belebt und das beispielhafte Leben der heroischen Seelen, die ihn in die Welt hineingetragen haben, besser und umfassender zu verstehen.
Der Hüter hofft aufrichtig, dass die Freunde durch das Lesen dieses Buches zu größerer Aktivität und einem höheren Grad des Opfers angeregt werden, dass sie eine tiefere Vergegenwärtigung dieser Sache erreichen, dessen Ausbreitung und letztendlicher Sieg ihrer Obhut anvertraut ist. Wie einige, die das Buch gelesen haben bemerkten, kann sich niemand mit diesen Lebensläufen vertraut machen, ohne dazu inspiriert zu werden, ihnen auf ihrem Weg zu folgen.
Es ist sicherlich wahr, dass der Geist dieser heroischen Seelen viele Künstler bewegen wird, ihr Bestes zu geben. Es sind solche Lebensläufe, die in der Vergangenheit Dichter inspiriert und die Pinsel von Malern in Bewegung gesetzt haben.A33
30
Shoghi Effendi war sehr interessiert, vom Erfolg des Festzugs der Nationen zu erfahren, den Sie veranstalteten. Er hofft aufrichtig, dass alle Anwesenden durch denselben Geist inspiriert wurden, der auch Sie bei der Vorbereitung erfüllte.
Gerade durch solche Darbietungen können wir das Interesse einer großen Schar von Menschen am Geist der Sache Gottes wecken. Es wird die Zeit kommen, da der Glaube sich wie ein Lauffeuer verbreiten wird, wenn sein Geist und seine Lehren auf der Bühne oder in Kunst und Literatur als Ganzes dargestellt werden. Kunst kann solch edle Gefühle besser erwecken als kalte, rationale Erläuterungen, besonders unter der Masse der Bevölkerung.
Wir brauchen nur noch ein paar Jahre zu warten, um zu sehen, wie der von Bahá’u’lláh eingehauchte Geist in den Arbeiten von Künstlern seinen Ausdruck findet. Was sie und einige andere Bahá’í gerade versuchen, ist nur ein schwacher Schimmer, der dem strahlenden Licht eines herrlichen Morgens vorangeht. Wir können noch nicht abschätzen, welchen Anteil die Sache im Leben der Gesellschaft zu spielen bestimmt ist. Wir müssen ihr Zeit lassen. Das Material, das dieser Geist formen muss, ist zu roh und unwürdig, aber es wird am Ende nachgeben, und die Sache Bahá’u’lláhs wird sich in ihrem vollen Glanze offenbaren.A34
31
Der Hüter schätzt die Hymnen, die sie so herrlich komponieren. In ihnen sind ganz sicher die Wirklichkeiten des Glaubens enthalten; sie werden ihnen helfen, die Botschaft den Jugendlichen zu übermitteln. Es ist die Musik, die uns hilft, den menschlichen Geist anzuregen. Sie ist ein wichtiges Mittel, das uns hilft, mit der Seele zu kommunizieren. Der Hüter hofft, dass sie mit Hilfe der Musik den Menschen die Botschaft bringen und ihre Herzen anziehen werden.A35
32
Was Bahá’u’lláh mit »Wissenschaften, die mit Worten beginnen und enden« in erster Linie meint, sind theologische Abhandlungen und Kommentare, die den menschlichen Verstand nur belasten, statt ihm zu helfen die Wahrheit zu finden. Die Studenten pflegen ihr Leben solchen Studien zu widmen, aber erreichen nichts. Bahá’u’lláh hat gewiss niemals beabsichtigt, das Schreiben von Geschichten in diese Kategorie einzuordnen; auch sind Kurzschrift und Maschineschreiben äußerst nützliche Fähigkeiten, die im gegenwärtigen gesellschaftlichen und wirtschaftlichen Leben sehr benötigt werden.
Sie könnten aber – und sollten – ihre Geschichten dazu nutzen, dass sie den Lesern zur Quelle der Inspiration und Führung werden. Mit einer solchen Fähigkeit können sie den Geist und die Lehren der Sache Gottes verbreiten; sie können auf die Übel in der Gesellschaft hinweisen und auch, auf welche Art sie behoben werden können. Wenn sie ein echtes Talent zum Schreiben besitzen, dann sollten sie es als eine Gabe Gottes ansehen und sich darum bemühen, es zur Besserung der Gesellschaft einzusetzen.A36
33
Ihr Nabil gewidmetes Gedicht hat mich tief berührt… Ich würde auch jedes weitere Gedicht aus Ihrer begabten Feder freudig begrüßen, das irgendeine Phase oder Episode behandelt, die in Nabils unsterblichem Bericht erzählt wird. Sie leisten der Sache Gottes einzigartige und bemerkenswerte Dienste. Seien Sie glücklich und fahren Sie unbeirrt in Ihren edlen Bemühungen fort.A37
34
In Bezug auf die Hauptfrage, die Sie im Zusammenhang mit dem Singen von Liedern bei Bahá’í-Versammlungen gestellt haben, bittet er (der Hüter) mich, Ihnen zu versichern, dass er keinerlei Einwände dagegen hat. Das Element Musik ist zweifellos bei allen Bahá’í-Zusammenkünften ein wichtiger Faktor. Der Meister selbst hat ihre Bedeutung betont. Die Freunde sollten jedoch in dieser Beziehung, wie auch in allen anderen Fällen, nicht die Grenzen der Mäßigung überschreiten und dafür Sorge tragen, den streng geistigen Charakter all ihrer Versammlungen zu wahren. Musik sollte zu Geistigkeit führen, vorausgesetzt, sie schafft eine solche Atmosphäre, kann es keine Einwände geben.
Ein Unterschied von entscheidender Bedeutung muss jedoch klar herausgestellt sein zwischen dem Singen von Liedern, die von den Freunden vertont wurden und dem Intonieren der Heiligen Texte.A38
35
Nun zu Ihrer Frage, ob es ratsam ist, Episoden aus der Bahá’í-Geschichte in Dramen darzustellen. Der Hüter erachtet es für gut und ermutigt sogar die Freunde, sich mit solchen literarischen Aufgaben zu befassen, die zweifellos von immensem Wert bei der Lehrarbeit sein können. Allerdings wünscht er, dass die Freunde es vermeiden, die Gestalten von Báb, Bahá’u’lláh und ‘Abdu’l-Bahá als agierende Personen auf der Bühne darzustellen. Dies wäre, wie er schon früher erwähnte, sehr respektlos. Allein die Tatsache, dass sie auf der Bühne erscheinen, stellt einen Akt der Unhöflichkeit dar, der in keiner Weise mit ihrer höchst erhabenen Stellung in Einklang gebracht werden kann. Vorzugsweise sollten ihre Botschaft oder ihre tatsächlichen Worte wiedergegeben und von ihren Anhängern, die auf der Bühne erscheinen, berichtet werden.A39
36
Der Hüter war auch erfreut, von Ihrem starken Interesse an Musik zu erfahren und von Ihrem Wunsch, dem Glauben in dieser Richtung zu dienen. Obgleich wir jetzt erst am Anfang der Bahá’í-Kunst stehen, sollten die Freunde, die das Gefühl haben, in dieser Hinsicht begabt zu sein, sich um die Entwicklung und Kultivierung dieser Gaben bemühen und in Ihrer Arbeit – wie unzulänglich auch immer – den göttlichen Geist widerspiegeln, den Bahá’u’lláh in die Welt gehaucht hat.A40
37
… Sie erheben die Frage, wie für Bahá’í-Musiker und -Komponisten die Quelle der Inspiration sein wird: Die Musik der Vergangenheit oder das Wort? Wir, die wir erst an der Schwelle der Bahá’í-Kultur stehen, können unmöglich vorhersehen, welche Form und welche Eigenschaften die Kunst der Zukunft haben wird, die von dieser machtvollen neuen Offenbarung inspiriert wird. Wir können nur dessen sicher sein, dass sie wunderbar sein wird; da jede Religion eine Kultur hervorbrachte, die in vielfältigen Formen erblühte, so können wir auch von unserem geliebten Glauben annehmen, dass er das Gleiche bewirken wird. Es ist jetzt verfrüht, verstehen zu wollen, wie das sein wird.A41
38
Musik ist eine der Künste, die eine natürliche kulturelle Entwicklung durchmacht. Der Hüter ist nicht der Ansicht, dass man so etwas wie eine ›Bahá’í-Musik‹ kultivieren sollte, da wir ja auch nicht versuchen, eine Bahá’í-Schule der Malerei oder der Schriftstellerei zu entwickeln. Den Gläubigen steht es frei, zu malen, zu schreiben und zu komponieren, wie ihre Begabung es ihnen eingibt. Wenn beim Komponieren von Musik die heiligen Schriften mit einbezogen sind, steht es den Freunden frei, sie zu benutzen, aber es sollte nie als Erfordernis angesehen werden, eine solche Musik bei Bahá’í-Versammlungen zu spielen. Je weiter die Freunde sich von festen Formen entfernt halten desto besser, denn sie müssen sich dessen bewusst sein, dass der Glaube ganz universal ist; und was ihnen als ein schönes Beiwerk bei der Feier eines Festes etc. erscheinen mag, könnte für die Ohren von Menschen eines anderen Landes vielleicht als unangenehmes Geräusch erscheinen und umgekehrt. So lange sie Musik um der Musik willen machen, ist es in Ordnung, sie sollten sie aber nicht als Bahá’í-Musik betrachten.A42
39
… er möchte die Aufmerksamkeit Ihres Rates auf etwas sehr Wichtiges lenken, und das ist der Größte Name. Für ein westliches Auge, das in der Kunst der Kalligraphie – der am höchsten entwickelten Kunst im Osten – nicht geübt ist, erscheint fast jeder Größte Name, wenn er die entscheidenden Punkte beinhaltet, als der Größte Name. Für einen Orientalen kann es aber etwas Ungeheuerliches sein. Die exakten Proportionen müssen eingehalten werden. Der Größte Name darf nicht in die Breite – oder Höhe – gezogen werden, um einen länglichen Raum oder einen Kreis zu füllen.A43
40
Es war ein Kanadier französischer Abstammung, der durch seine Vision und sein Können wesentlich am Entwurf und der Ausgestaltung der Charakteristika des ersten Mashriqu’l-Adhkár des Westens beteiligt war. Dies war der erste Versuch, wie elementar auch immer, die Schönheit auszudrücken, die die Bahá’í-Kunst, wenn sie in ihrer Fülle entwickelt ist, den Augen der Welt unterbreiten wird.A44
Aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und solchen, die in seinem Auftrag geschrieben wurden
41
Musik ist eine der Künste, und die Propheten Gottes lehren nicht die ›Künste‹, aber der gewaltige kulturelle Auftrieb, den Religion der Gesellschaft gibt, erzeugt nach und nach neue und wunderbare Formen der Kunst. Wir sehen dies in den verschiedenen Stilen von Architektur und Malerei, die mit der christlichen, der mohammedanischen, der buddhistischen und mit anderen Kulturen verbunden sind. Ebenso hat sich Musik auch als Ausdrucksweise der Völker entwickelt.
Wir glauben, dass in der Zukunft, wenn der Bahá’í-Geist die Welt durchdrungen und die Gesellschaft tiefgreifend verändert hat, die Musik dadurch beeinflusst werden wird, aber es gibt keine Bahá’í-Musik als solche. Alles, was über Musik in den Lehren steht, ist, dass sie das Herz und die Seele des Menschen sehr tief beeinflussen und eine äußerst erhebende Wirkung haben kann.A45
42
Bezüglich der Themen, die Sie in Ihrem Brief zur Sprache bringen, steht in den Lehren nichts gegen das Tanzen, aber die Freunde sollten bedenken, dass der Maßstab von Bahá’u’lláh Anstand und Keuschheit ist. Die Atmosphäre in modernen Tanzsälen, wo so viel Rauchen und Trinken und sexuelle Zügellosigkeit vor sich geht, ist sehr schlecht, aber anständige Tänze an sich sind nicht schädlich. Klassischer Tanz oder in der Schule das Tanzen zu lernen wird sicher nicht schaden. Es schadet auch nicht, in Dramen mitzuwirken oder als Schauspieler im Film. Das Schädliche ist heutzutage nicht die Kunst selbst, sondern die bedauerliche Korruption, die oft diese Künste umgibt. Als Bahá’í brauchen wir keine dieser Künste zu meiden, aber die Taten und die Atmosphäre, die manchmal mit diesen Berufen einhergehen, sollten wir meiden.A46
43
Werbung sollte wohl durchdacht, würdig und ehrfurchtsvoll sein. Ein Aufsehen erregendes Vorgehen, das anfänglich erfolgreich und viel Aufmerksamkeit auf die Sache Gottes lenkt, mag schließlich Abneigung erzeugen, die zu überwinden eine große Anstrengung kosten würde. Der durch den geliebten Hüter errichtete Maßstab von Würde und Ehrfurcht sollte immer aufrecht erhalten bleiben, besonders auf den Gebieten von Musik und Theater; Fotografien des Meisters sollten nicht willkürlich verwendet werden. Das heißt nicht, dass zum Beispiel die Aktivitäten der Jugendlichen gehemmt werden sollten; man kann ausgelassen sein, ohne respektlos zu sein und ohne die Würde der Gottessache zu untergraben.A47
44
… wir meinen, dass es für Sie hilfreich sein wird, zu wissen dass alle Lieder, deren Worte die primären Schriften von Báb, Bahá’u’lláh und ‘Abdu’l-Bahá beinhalten, für den Andachtsteil des Festes durchaus angemessen sind. Tatsächlich sind die persischen Gesänge solche Lieder aus einer anderen Tradition; sie sind ein Weg, dem heiligen Wort Musik zu verleihen, und jeder der sie singt, tut es in einer Art, die sein Gefühl und den Ausdruck der Worte widerspiegelt, die er äußert. Lieder, deren Worte poetisch sind und von einem anderen Verfasser als den Gestalten des Glaubens stammen, mögen wünschenswert sein, aber nur an der ihnen zustehenden Stelle. …
Da der Geist unserer Zusammenkünfte so sehr durch den Ton und die Qualität unserer Andacht, unseres Gefühles und unserer Würdigung des Wortes Gottes für den heutigen Tag beeinflusst wird, hoffen wir, dass Sie Ihre Gemeinde zum schönstmöglichen Ausdruck des menschlichen Geistes durch Musik und andere Ausdrucksformen des Gefühls ermutigen werden.A48
45
Sie verstehen richtig, dass die Darstellung von Báb und Bahá’u’lláh in Kunstwerken verboten ist. Der Hüter stellte klar, dass dieses Verbot sich auf alle Manifestationen Gottes bezieht; Fotografien oder Reproduktionen von Portraits des Meisters dürfen in Büchern verwendet werden, aber kein Versuch sollte unternommen werden, ihn in Theaterstücken oder anderen Werken darzustellen, wo er eine der agierenden Personen wäre. Es kann jedoch keinen Einwand zu einer symbolischen Wiedergabe von solchen Heiligen Gestalten geben, vorausgesetzt es wird nicht zu einem Ritual und das verwendete Symbol ist nicht respektlos.A49
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Obwohl es richtig ist, dass einzelne Künstler wie Mark Tobey und andere ohne Zweifel durch ihre Liebe zur Offenbarung Bahá’u’lláhs inspiriert und beeinflusst waren, ist es doch noch viel zu früh in der Bahá’í-Sendung, um über den Einfluss des Glaubens auf die Künste im Allgemeinen zu sprechen. Der geliebte Hüter hat sogar selbst darauf aufmerksam gemacht, dass es bis jetzt noch keine Bahá’í-Kunst als solche gibt, obwohl es nach Aussagen in den Schriften keinen Zweifel gibt, dass in der Zukunft ein wunderbares Erblühen von neuen und schönen Künsten erwartet werden kann.A50
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Der geliebte Hüter sagte deutlich, dass das Erblühen der Künste als Ergebnis einer göttlichen Offenbarung erst nach etlichen Jahrhunderten erfolgt. Der Bahá’í-Glaube bietet der Welt die vollständige Wiederherstellung der menschlichen Gesellschaft – eine Wiederherstellung von solch weitreichender Wirkung, dass ihr in allen Offenbarungen der Vergangenheit erwartungsvoll entgegen gesehen und sie die Errichtung des Königreiches Gottes auf Erden genannt wurde. Die neue, durch diese Offenbarung entstehende Architektur wird fortan durch viele Generationen hindurch blühen. Wir sind jetzt erst am Anfang dieses großartigen Prozesses.
Die gegenwärtige Zeit ist eine Periode des Aufruhrs und der Veränderung. Architektur, wie alle Künste und Wissenschaften, macht eine sehr schnelle Entwicklung durch; man muss nur die Veränderungen bedenken, die im Laufe der wenigen letzten Jahrzehnte stattgefunden haben, um eine Ahnung davon zu bekommen, was möglicherweise während der unmittelbar bevorstehenden Jahre geschehen wird. Einige der modernen Gebäude haben ohne Zweifel die Qualitäten von Größe und werden überdauern, aber sehr viel von dem, was jetzt gebaut wird, mag in nur ein paar Generationen überlebt sein und hässlich erscheinen. Moderne Architektur kann sozusagen als eine neue Entwicklung in ihrem Anfangsstadium angesehen werden.A51
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Das Haus der Gerechtigkeit meint, dass zu diesem Zeitpunkt in der Entwicklung des Glaubens seine Hauptverantwortung in der Vorbereitung und Durchführung von Lehrplänen liegt, die dazu geschaffen sind, die in ‘Abdu’l-Bahás Sendschreiben zum Göttlichen Plan dargelegten Ziele zu erreichen, und dass Theorien in den Künsten und Wissenschaften unter der Schirmherrschaft von jenen entwickelt werden sollten, die darin gut bewandert und die in diesen Bereichen Experten sind.A52
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Das Verbot, die Manifestation Gottes in Bildern und Zeichnungen oder in Theaterstücken darzustellen, bezieht sich auf alle Manifestationen Gottes. Es gibt natürlich große und wunderbare Kunstwerke aus vergangenen Offenbarungen, von denen viele die Manifestationen Gottes in einem Geist der Ehrfurcht und Liebe darstellen. In dieser Offenbarung jedoch ermöglichen es uns die größere Reife der Menschheit und das größere Bewusstsein der Beziehung zwischen der Höchsten Manifestation und Seinen Dienern, dessen bewusst zu werden, dass es unmöglich ist, die Person der Manifestation Gottes in irgendeiner menschlichen Form darzustellen, ob bildlich, als Skulptur oder in dramatischer Aufführung. Mit dem Bahá’í-Verbot wies der geliebte Hüter auf diese Unmöglichkeit hin.A53
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Die gleichen zerstörerischen Kräfte bringen auch das politische, wirtschaftliche, wissenschaftliche, literarische und moralische Gleichgewicht der Welt durcheinander und zerstören die besten Früchte der gegenwärtigen Kultur. … Sogar Musik, Kunst und Literatur, die dazu da sind, die edelsten Gefühle und die höchsten Bestrebungen darzustellen und zu inspirieren, und die eine Quelle des Trostes und der Ruhe für geplagte Seelen sein sollten, sind vom geraden Weg abgekommen und sind nun die Spiegel der besudelten Herzen dieses verwirrten, gewissenlosen und ungeordneten Zeitalters.A54
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Allgemein gesprochen erfüllt Romanliteratur, von der die Autoren hoffen, dass sie mithilft, Wissen über die Gottessache zu fördern, ihren Zweck besser, wenn sie die Hintergründe von einzelnen Ereignissen oder sich entwickelnden Prozessen in der Gottessache darstellen. Die Autoren sollten nicht versuchen, die tatsächlichen historischen Ereignisse und die Gestalten, die daran teilnehmen, selbst zu porträtieren. Die Wirklichkeit der konkreten Ereignisse und der tatsächlichen Persönlichkeiten ist weitaus überzeugender als irgend eine erfundene Geschichte. In diesem Zusammenhang hat der Sekretär des Hüters in seinem Auftrag am 23. März 1945 an einen Gläubigen geschrieben:
»Er würde Romane als Mittel zum Lehren nicht empfehlen; der Zustand der Welt ist zu kritisch, um einen Aufschub zuzulassen, den Menschen die genauen Lehren, die mit dem Namen Bahá’u’lláhs verbundenen sind, zu vermitteln. Aber jeder geeignete Zugang zum Glauben, der diese oder jene Gruppe anspricht, ist sicher jede Anstrengung wert, da wir die Sache Gottes allen Menschen, aus allen Schichten und Berufen und aller Mentalitäten bringen wollen.« Q2
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Ihr Brief … bezüglich Kunst ist eingegangen und das Universale Haus der Gerechtigkeit hat uns angewiesen, Sie für Ihren Plan zu loben, dass Sie Ihre artistischen Talente zu benützen, dem Geist der Lehren Bahá’u’lláhs Ausdruck zu verleihen. Es ermutigt sie wärmstens zu diesem Unterfangen…
In Beantwortung Ihrer Bitte um Führung, wie man am besten Künstler beim Lehren des Glaubens anspricht, kann gesagt werden, dass zusätzlich zu den Methoden, die die Leute allgemein anziehen, Künstler auf Kunst ansprechen werden. Wenn die erhabenen Lehren des Glaubens ihren Niederschlag in künstlerischen Werken gefunden haben, werden die Herzen der Menschen, einschließlich Künstlern, berührt. Ein Zitat aus den Heiligen Schriften oder die Beschreibung des Kunstwerkes, wie es sich auf die Schriften bezieht, kann dem Betrachter vielleicht ein Verständnis der Quelle dieser geistigen Anziehungskraft vermitteln und ihn dazu führen, den Glauben weiter zu erforschen.A55
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Mit der Entwicklung der Bahá’í-Gesellschaft, die sich aus Menschen vieler kultureller Wurzeln und verschiedenartiger Neigungen zusammensetzt, jeder mit seiner Vorstellung, was ästhetisch akzeptabel und angenehm ist, steht es jenen Bahá’í, die in der Musik, dem Theater und in visuellen Künsten begabt sind, frei, von ihren Talenten so Gebrauch zu machen, wie sie dem Glauben Gottes am besten dienen. Sie sollten nicht über den Mangel an Anerkennung durch verschiedene Gläubige bekümmert sein. Viel eher sollten sie im Wissen um die stichhaltigen Schriften des Glaubens über Musik und künstlerischen Ausdruck … Ihre künstlerischen Bemühungen in gebetserfüllter Erkenntnis weiterführen, dass die Künste machtvolle Mittel sind, dem Glauben zu dienen – Künste, die mit der Zeit ihre Bahá’í-Erfüllung erlangen werden.A56
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Ihr Schreiben, in dem Sie um Rat baten, wie Personen, die im Heroischen Zeitalter des Glaubens wirkten, in einem Theaterstück darzustellen seien, haben wir erhalten. Das Universale Haus der Gerechtigkeit lässt sie wissen, dass weder in den Anweisungen des Hüters, noch des Hauses der Gerechtigkeit … etwas zu finden ist, das Künstlern verbietet, die Buchstaben des Lebendigen in einer Umgebung zu zeichnen oder bei Anlässen darzustellen, die historisch zuverlässig sind. Selbstverständlich ist es wichtig, dass zusätzlich zur Richtigkeit der Darstellung auch die Würde der dargestellten Personen gewahrt bleibt.A57
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Heutzutage durchläuft die Architektur, wie auch andere Bereiche unserer Kultur, eine Zeit rasanter Entwicklung, in der sich der Geschmack von Jahrzehnt zu Jahrzehnt ändert. Keiner kann mit Gewissheit sagen, ob ein Gebäude, das heute in einem zeitgemäßen Stil errichtet ist, in den Augen des Betrachters in fünfzig Jahren auch noch schön erscheinen wird. Aus diesem Grund hat der geliebte Hüter für das administrative Weltzentrum des Glaubens den klassischen Stil griechischer Architektur gewählt. Hierbei handelt es sich um einen ausgereiften Stil, der sehr schön ist und schon mehr als 2000 Jahre überdauert hat. Es wäre jedoch nicht richtig, aus dieser Tatsache zu schließen, dass die klassischen griechischen Stile ausgesprochene Bahá’í-Architektur sind.A58
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Lasst sie die Niederungen der Mittelmäßigkeit verlassen und sich bei allem, was sie tun, in die Höhen der Vortrefflichkeit erheben. Mögen sie die Umgebung beflügeln, in der sie sich aufhalten, sei es in der Schule oder in der weiteren Ausbildung, ihrer Arbeit, ihrer Freizeit, den Bahá’í-Aktivitäten oder ihrem gemeinnützigen Dienst.
Lasst sie in der Tat vertrauensvoll die Herausforderungen, die sie erwarten, willkommen heißen. Erfüllt mit einer solchen Vortrefflichkeit und einer entsprechenden Bescheidenheit, mit Beharrlichkeit und einer liebevollen Dienstbarkeit müssen die heutigen Jugendlichen sich hocharbeiten in die höchsten Ränge der Berufe, in Handel, Künsten und Handwerk, die für den Fortschritt der Menschheit nötig sind – dies muss geschehen, damit der Geist der Sache Gottes seinen Glanz auf all diese wichtigen Bereiche menschlichen Strebens wirft.
Darüber hinaus können sie – nein, müssen sie – sicherstellen, dass auch die herausragenden und unentbehrlichen Errungenschaften der Vergangenheit der Zukunft übergeben werden, und gleichzeitig müssen sie danach streben, die vereinenden Ideen und die schnell fortschreitenden Technologien der Kommunikation zu meistern. Der Wandel, der sich innerhalb der Gesellschaft abspielen wird, hängt mit Sicherheit zu einem großen Ausmaß davon ab, wie wirkungsvoll die Jugend sich auf die Welt vorbereitet, die sie erben wird.A59
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Das Haus der Gerechtigkeit möchte Sie zu Ihrem Vorhaben, ein Buch zu schreiben, ermutigen, erinnert Sie jedoch an die Äußerung des Hüters, dass es zu diesem frühen Zeitpunkt in der Bahá’í-Geschichte noch keine Bahá’í-Kunst, -Musik, -Architektur oder -Kultur gibt. Diese werden sich zweifelsohne in der Zukunft ganz natürlich als Folge einer Bahá’í-Kultur entwickeln. Die persönlichen Vorlieben des Hüters auf diesen Bereichen sollten niemals als das Fundament für derartige Entwicklungen angesehen werden. Als er den ihm vorgelegten Entwurf für den Tempel in Kampala ablehnte, … war dies ein deutlicher Hinweis, dass er nicht glaubte, dass der allgemeine moderne Architekturstil seiner Zeit für ein Bahá’í-Haus der Andacht passend wäre; dies bedeutet jedoch in keiner Weise, dass er statt dessen einen eigenen Stil einführte. Der Grund, weshalb er sich bei den Gebäuden auf dem Berg Karmel für den klassischen Architekturstil entschied, lag nach Aussagen von Amatu’l-Bahá Rúḥíyyih Khánum darin, dass es ein schöner Stil war, der sich in die Umgebung einfügte und den Prüfungen der Zeit schon standgehalten hatte. Deshalb sollten Sie Andeutungen vermeiden und keine Möglichkeit für den Schluss zulassen, der Hüter habe schon die frühen Anfänge der Bahá’í-Kunst festgelegt. Er errichtete wundervolle Gärten und Gebäude, in dem er das verwendete, was verfügbar war, und wie beim Überbau des Schreins des Báb, nahm er Fachleute in Anspruch, die unter seiner Anleitung angemessene Entwürfe herstellten.A60
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Es steht Ihnen natürlich frei, auch Musik und die schönen Künste als Unterrichtsthemen in Bahá’í-Schulen zu verwenden. Nationale Geistige Räte, denen die Aussagen aus den Bahá’í-Schriften über Musik und Kunst gut bekannt waren, haben diese in den Unterricht mit einbezogen, sofern sie es zum gegebenen Zeitpunkt für die Entwicklung der Bahá’í-Gemeinde für geeignet hielten. Es bedarf großer Mühen seitens ergebener und talentierter Lehrer, die derzeit in der Bahá’í-Welt entstehende Musik zu fördern, zu sammeln und zu veröffentlichen, um sie systematisch in den Schulen zu verwenden.
Gemäß unserer Lehren müssen Musik und die Künste gefördert werden, da sie von unschätzbarem Wert für die Lebenskraft und den Geist der Gemeinde sind. Die Pläne und Bemühungen Ihres Rates werden daher sehr geschätzt und das Haus der Gerechtigkeit gedenkt Ihres Rates in seinen Gebeten.A61
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Hinsichtlich der Verwendung von Symbolen in der Kunst, können Ihnen die folgenden Auszüge aus Briefen, die im Auftrag des Hauses der Gerechtigkeit an zwei Personen gerichtet wurden, die gewünschte Antwort geben:
»Es spricht nichts dagegen, Naturerscheinungen als Symbole für die Bedeutung der drei Zentralgestalten, der Bahá’í-Gesetze und der Bahá’í-Gesellschaftsordnung zu verwenden und diese darzustellen; wir halten auch den Gebrauch visueller Symbole für geeignet, um abstrakte Begriffe auszudrücken.« Q3
»Ihre Auffassung ist richtig, dass die Darstellung von Báb und Bahá’u’lláh in Kunstwerken verboten ist. Der Hüter stellte klar, dass dieses Verbot sich auf alle Manifestationen Gottes bezieht. Photographien oder Reproduktionen von Portraits des Meisters können in Büchern verwendet werden, aber kein Versuch sollte unternommen werden, ihn in Dramen oder anderen Werken darzustellen, wo er eine der agierenden Personen wäre. Es kann jedoch keinen Einwand zu einer symbolischen Wiedergabe von solch Heiligen Gestalten geben, vorausgesetzt, es wird nicht zu einem Ritual und das verwendete Symbol ist nicht respektlos.« Q4
Sie versehen Ihre Bilder manchmal mit detaillierten Beschreibungen der Symbole, die Sie verwenden. Oft angewandt, könnte dies zu einer Sichtweise führen, mit der in unzulässiger Weise Bahá’í-Ideen interpretiert werden und würde letztlich eher von Ihrem künstlerischen Streben ablenken, anstatt es zu unterstützen. Symbolik ist Rohstoff für die Kunst, aber Künstler interpretieren die verwendeten Symbole selten; sie überlassen es dem Betrachter ihrer Werke, eigene Schlüsse zu ziehen, höchstens, dass sie durch die Titel ihrer Werke Andeutungen machen.
Die Benennung eines Kunstwerks ist das Vorrecht des Künstlers; Einspruch zu erheben wäre einzig gegen den Gebrauch eines respektlosen Titels für ein Werk, das ein Bahá’í-Thema darstellen soll.
Zu ihrer Frage, ob ein Künstler ein »Gemälde als zeitgenössische Illustration einer Textstelle der Heiligen Schriften« ausführen darf, meint das Haus der Gerechtigkeit, dass Künstler nicht von Bahá’í–Institutionen daran gehindert werden sollten, eine Vielzahl kalligraphischer Interpretationen der Heiligen Schriften oder des Größten Namens zu schaffen. Doch sollten solche Versuche von gutem Geschmack sein und nicht Formen annehmen, die sie der Lächerlichkeit preisgeben. Was das allgemein benutzte Symbol des Größten Namens angeht, rät das Haus der Gerechtigkeit zu großer Sorgfalt bei der genauen Wiedergabe der persischen Kalligraphie, da jede Abweichung von einer allgemein übernommenen Darstellung für die iranischen Gläubigen schmerzlich sein kann.A62
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Die Richtlinien, die das Haus der Gerechtigkeit aufgestellt hat, um von der photografischen Reproduktion von Gemälden des Meisters zu Vertriebszwecken abzuraten, sind kein Qualitätsurteil über ein Gemälde. Die Gemälde, die den Meister abbilden, sind von sehr unterschiedlicher künstlerischer Qualität. Das Haus der Gerechtigkeit möchte keinem Gemälde den Vorzug vor anderen geben; es wünscht mit diesen allgemeinen Richtlinien lediglich sicherzustellen, dass den Darstellungen ‘Abdu’l-Bahás angemessener Respekt entgegengebracht wird, und dass keine Photoreproduktionen minderwertiger Gemälde verteilt werden.
Es wird ein deutlicher Unterschied gemacht zwischen der Veröffentlichung von Photographien von Gemälden in Büchern und Zeitschriften, was nicht verboten ist, da sie bis zu einem gewissen Grade der Beurteilung des Verlegers unterliegt und ihrer Publikation als Sonderdrucke, was vom Haus der Gerechtigkeit missbilligt wird.
Generell meint das Haus der Gerechtigkeit, dass eine der großen Herausforderungen, denen sich die Bahá’í überall gegenübergestellt sehen, darin besteht, den Völkern der Welt wieder ein Bewusstsein von geistiger Wirklichkeit zu vermitteln. Unser Weltbild unterscheidet sich deutlich von dem der Masse der Menschheit darin, dass für uns die Schöpfung die geistige wie die physische Welt umfasst, und wir den Zweck der Welt, in der wir uns befinden, als Mittel für unseren geistigen Fortschritt begreifen.
Diese Sicht hat wichtige Konsequenzen für das Verhalten der Bahá’í, und sie führt zu Verhaltensweisen, die ganz im Gegensatz zum vorherrschenden Verhalten der breiten Gesellschaft stehen. Eine der charakteristischen Tugenden, die in den Bahá’í-Schriften betont wird, ist die Hochachtung vor dem, was heilig ist. Ein solches Verhalten ist ohne Bedeutung für jene, die die Welt durch und durch materialistisch sehen, während viele Anhänger der etablierten Religionen sie zu einer Reihe von Ritualen ohne wahre geistige Empfindung verkommen ließen.
In manchen Fällen enthalten die Bahá’í-Schriften genaue Anleitung, wie die Ehrfurcht für heilige Gegenstände oder Orte zum Ausdruck gebracht werden sollte, zum Beispiel gibt es Einschränkungen bei der Verwendung des Größten Namens auf Gegenständen oder für den wahllosen Gebrauch der aufgezeichneten Stimme des Meisters. In anderen Fällen werden die Gläubigen aufgefordert, sich um ein tieferes Verständnis des Begriffes Heiligkeit in den Bahá’í-Lehren zu bemühen, wovon sie ihre eigenen Verhaltensformen ableiten können, durch die ihre Ehrfurcht und ihr Respekt auszudrücken sind.
Die Bedeutung solchen Verhaltens leitet sich aus dem in den Bahá’í-Schriften zum Ausdruck kommenden Prinzip ab, dass das Äußere Einfluss auf das Innere hat. Bahá’u’lláh spricht vom »Volk Gottes« und sagt:
»Ihr äußeres Verhalten ist nur eine Widerspiegelung ihres inneren Lebens, und ihr inneres Leben ein Spiegel ihres äußeren Verhaltens.«
Das Universale Haus der Gerechtigkeit möchte, dass sie die in den letzten Jahren zum Ausdruck gebrachten Sorgen in diesem Lichte sehen. Künstlerisch begabte Bahá’í sind in der einzigartigen Lage, bei der Behandlung von Bahá’í-Themen ihre Fähigkeiten so zu gebrauchen, dass der Menschheit vor Augen geführt wird, wie sie durch die Wiederbelebung des Konzepts der Ehrfurcht durch den Bahá’í-Glauben eine geistige Erneuerung erfährt.
Fragen der künstlerischen Freiheit sind bei der hier vorgebrachten Angelegenheit nicht von Belang. Bahá’í-Künstlern steht es frei, ihre Talente auf jedes sie interessierende Thema anzuwenden. Wie dem auch sei, es ist zu hoffen, dass sie eine führende Rolle darin übernehmen werden, einer materialistischen Gesellschaft wieder zur Wertschätzung der Ehrfurcht als einem wesentlichen Element wahrer Freiheit und dauernden Glücks zu verhelfen.A63
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Das Haus der Gerechtigkeit ist erfreut, über Ihre Erfolge im Beruf zu hören. Es rät Ihnen, diese berufliche Tätigkeit im Zusammenhang mit dem Dienst am Glauben und der Förderung der Proklamations- und Lehrtätigkeit zu sehen. Ihre musikalischen Leistungen werden es Ihnen ermöglichen, eine weite Bandbreite von Menschen zu erreichen und Ihnen letztlich die Botschaft Bahá’u’lláhs zu verkünden, indem Sie die Werte dieser Botschaft in Ihrer Musik zum Ausdruck bringen. Auch können Sie, wenn sich Ihre Tätigkeit weiter entwickelt, mit einflussreichen Leuten, die Sie treffen, wertvolle Freundschaften für den Glauben schließen. Bei Ihrer bevorstehenden Entscheidung über das Gebiet, in dem Sie sich niederlassen wollen, mögen diese Erwägungen Sie führen. In der heutigen Zeit können Bahá’í-Künstler, die zu Ansehen gelangen und auf ihrem Gebiet bekannt sind und die weiterhin bestrebt bleiben, der Ausbreitung des Glaubens zu dienen, von einzigartiger Hilfe für die Sache sein, da die öffentliche Wissbegier über die Bahá’í-Lehren allmählich geweckt wird.A64
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Es ist gestattet, Auszüge aus den Heiligen Schriften für Lyrik zu verwenden und sie mit Musik zu begleiten, auch dürfen einzelne Sätze oder Worte wiederholt werden. Die nachfolgenden Auszüge erläutern dies noch näher:
»… spiele und singe darum die heiligen Worte Gottes in den Versammlungen der Freunde mit herrlichen Tönen, so dass die Ketten des Kummers und der Sorge von den Hörern abfallen, ihre Seelen sich vor Freude erheben und sich demütig im Gebet dem Reiche der Herrlichkeit zuwenden.« Q5
»Zweifelsohne sind Gebete und Teile aus den Sendschreiben, den Verborgenen Worten etc., geeignet, aber er hält es nicht für ratsam, Worte aus einem Abschnitt oder einer Meditation auszulassen, um sie perspektivisch zu kürzen.« Q6
Als Anwort auf die Frage eines Gläubigen inwieweit es zulässig sei, kleinere Veränderungen an Worten um der Betonung willen vorzunehmen oder um den perfekten Rhythmus zu erhalten, Worte hinzuzufügen, äußerte der geliebte Hüter Folgendes:
»Kleine Änderungen von Gebetstexten sind erlaubt, und ich würde Ihnen raten, dem offenbarten Wort an sich eine musikalische Fassung zu geben, was meines Erachtens überaus wirkungsvoll sein wird. Ich werde beten, dass der Geliebte Sie inspirieren möge, Seiner Sache diesen großen Dienst zu erweisen.« Q7
Bei der Frage der Vertonung von Versen aus den Bahá’í-Schriften mit Melodien aus bestehenden Musikstücken ist zu bedenken, dass ein solches Musikstück, auch wenn keine urheberrechtlichen oder gesetzlichen Beschränkungen bestehen, Assoziationen zum Text oder zur Stimmung des ursprünglichen Stückes wecken kann und möglicherweise nicht der Anforderung genügt, die Heiligen Texte mit Würde und Ehrerbietung zu behandeln.A65
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Es spricht nichts dagegen, ein Gebet durch die Form der Bewegung oder des Tanzes zu interpretieren, sofern es in einem ehrfürchtigen Geist getan wird; aber es sollte möglichst nicht vom Lesen der Worte begleitet werden.A66
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Das Haus der Gerechtigkeit ist erfreut, über Ihre Lehraktivitäten und Ihre unermüdliche Hingabe an die Sache Gottes zu hören, trotz der Schwierigkeiten, die Sie als Musiker erleben. In Beantwortung Ihrer Frage: Die Bahá’í-Lehren sehen in keiner Weise stillschweigend über die schlechte Behandlung von Musikern oder anderen Künstlern hinweg, noch wird von den Künstlern erwartet, dass sie ihre Entscheidungsfreiheit den Launen oder selbst den entschiedenen Ansichten anderer Bahá’í opfern. Hinsichtlich der von Ihnen angesprochenen Schwierigkeiten und dem Zwiespalt zwischen Ihrem Wunsch, durch Musik die Sache zu lehren und dem gleichzeitigen Erfordernis, Ihren Lebensunterhalt zu verdienen, wird Ihnen geraten, sich selbst Ihre Grenzen zu setzen. In einem im Auftrag Shoghi Effendis verfassten Brief, vom 23. Februar1933, finden wir beispielsweise folgenden Rat an einen Gläubigen:
»Der Rat, den Ihnen Shoghi Effendi gab in Bezug auf die Aufteilung Ihrer Zeit zwischen dem Dienst an der Sache Gottes und Ihren anderen Aufgaben, wurde auch von Bahá’u’lláh und dem Meister schon vielen anderen Freunden gegeben. Es ist ein Kompromiss zwischen den zwei Versen des Aqdas; der eine macht es jedem Bahá’í zur Pflicht, dem Fortschritt der Sache zu dienen, und der andere besagt, dass jede Seele einer Tätigkeit nachgehen sollte, die der Gesellschaft nützt. In einem Seiner Sendschreiben sagt Bahá’u’lláh, dass die höchste Form der Loslösung an diesem Tage die ist, dass man einer Tätigkeit nachgeht und sich selbst versorgt. Ein guter Bahá’í ist folglich derjenige, der sein Leben in der Weise ordnet, dass er sich sowohl seinen materiellen Bedürfnissen widmet wie auch dem Dienst an der Sache Gottes.« Q8
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Ihr aufrichtiger Wunsch, das Theater als ein Mittel zur Verbreitung der Grundsätze des Glaubens unter den Menschen zu nützen, ist lobenswert und das Haus der Gerechtigkeit hofft, dass Ihre Bemühungen bei diesem Vorhaben sowohl für Sie persönlich Erfüllung als auch für die Gemeinde Nutzen bringen mögen. Wie Sie selbst erwähnten, sind Sie sich der Schwierigkeiten und möglichen Fallstricke bei Bahá’í-Theaterstücken bewusst. In der derzeitigen Atmosphäre von Intoleranz in Ihrem Land ist es wichtig, keine Stücke zu schreiben, welche die Abneigung der Öffentlichkeit oder die Entrüstung religiöser Fundamentalisten wecken könnten.A67
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… traditionelle Tänze als Ausdruck einer Kultur sind in Bahá’í-Zentren erlaubt. Es sollte jedoch berücksichtigt werden, dass die traditionellen Tänze meist bestimmte Themen oder eine Geschichte darstellen. Insofern muss sichergestellt werden, dass die Themen dieser Tänze mit den hohen ethischen Maßstäben der Sache in Einklang stehen und keine Assoziationen wecken, die niedere Instinkte und unziemliche Leidenschaften hervorrufen. …
Wenn die Choreographie eines Tanzes darauf ausgerichtet ist, die Bahá’í-Lehren zu unterstützen und zu verbreiten, und dies in einer Weise getan werden kann, die den Adel dieser Prinzipien widerspiegelt und angemessene Gefühle hinsichtlich Respekt und Ehrerbietung hervorrufen, steht einer Umsetzung von Textpassagen aus den Schriften in die Form eines Tanzes nichts entgegen. Hierbei wäre es jedoch vorzuziehen, wenn der Tanz nicht vom Lesen der Worte begleitet würde.
Der Grundsatz, der die Freunde bei ihren Überlegungen hinsichtlich dieser Frage leiten soll, ist die Beachtung von »Mäßigung in allem, was Kleidung, Sprache und Unterhaltung und alle künstlerischen und literarischen Betätigungen« angeht.A68
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Es gibt natürlich keinen Einwand, den Begriff ›Bahá’í-Künstler‹ zu verwenden, aber zu diesem Zeitpunkt der Bahá’í-Sendung sollten wir die Begriffe ›Bahá’í-Kunst‹, ›Bahá’í-Musik‹ oder ›Bahá’í-Architektur‹ nicht verwenden.A69
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Ein Roman als Medium bietet dem Autor große Freiheit, Ideen und Gedankengänge auszuarbeiten, die bis dahin unerforscht waren. Sofern der Glaube und Seine Lehren ausdrücklich in der Geschichte erwähnt werden, müssen Sie jedoch Sorgfalt walten lassen, um Interpretationen, die nicht korrekt sein könnten, keinen Raum zu geben. Wenn es jedoch in dem Roman keinen eindeutigen Bezug zum Glauben gibt, steht es Ihnen frei, Ihre Phantasie spielen zu lassen, um Ideen auszuleuchten, die ihren Ursprung in den Prinzipien des Glaubens haben.A70
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Bei all ihren Bemühungen, das Ziel des Vierjahresplanes zu erreichen, bitten wir die Freunde auch, dem Einsatz der Künste stärkere Aufmerksamkeit zu schenken und dies nicht nur im Rahmen der Proklamation, sondern auch bei der Verbreitung und Festigung. Die grafischen und darstellenden Künste und die Literatur haben bei der Ausweitung des Einflusses des Glaubens eine wichtige Rolle gespielt und können es auch weiterhin tun. Auf der Ebene der Volkskunst kann dieser Möglichkeit in allen Teilen der Welt, ob in Dörfern oder Städten, nachgegangen werden. Shoghi Effendi setzte hohe Erwartungen in die Künste als ein Mittel, Aufmerksamkeit auf die Lehren zu ziehen. Ein in seinem Auftrag an einen einzelnen Gläubigen geschriebener Brief vermittelt die Ansicht des Hüters: „Es wird die Zeit kommen, da der Glaube sich wie ein Lauffeuer verbreiten wird, da sein Geist und seine Lehren auf der Bühne oder in der Kunst und Literatur als Ganzes dargestellt werden wird. Kunst kann besser solch edle Gefühle wecken als kalte, rationale Erläuterungen, besonders unter der Masse der Bevölkerung.A71
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In vielen Teilen der Region wurde der Erziehung der Kinder nur unzureichende Aufmerksamkeit geschenkt. Weit umfangreichere Programme sollten in den Ländern, in denen hierfür ein Bedürfnis besteht, initiiert werden, um sicherzustellen, dass die Bahá’í-Kinder gefördert und ermutigt werden, einen wachen Verstand zu entwickeln sowie ein tiefes Verständnis für die göttlichen Lehren zu erhalten; sie sollen gut ausgerüstet sein, um in allen Bereichen des Glaubens mitarbeiten und in den Bereichen der Kunst, des Handwerks und der Wissenschaften für den Fortschritt der Gesellschaft ihren Beitrag leisten zu können. Derartige Programme, wenn sie sowohl Bahá’í- als auch Nicht-Bahá’í Kindern offenstehen, bieten eine wirkungsvolle Möglichkeit, den Segen bringenden Einfluss der Botschaft Bahá’u’lláhs einer breiten Gesellschaft zugänglich zu machen.A72
Bibliografie
Bahá’u’lláh
Kitáb-i-Aqdas, Auflage 6.02-Online (2020-08-08)
Ährenlese aus den Schriften Bahá’u’lláhs, Auflage 10.01-Online (2023-11-07)
Botschaften aus ‘Akká, Auflage 3.04-Online (2023-09-12)
‘Abdu’l-Bahá
Briefe und Botschaften, Auflage 4.01-Online (2021-09-29)
Tablets of ‘Abdu’l-Bahá Abbas, Volume III, Published by Bahá’í Publishing Society, Chicago, U.S.A.
Beantwortete Fragen, Auflage 13.01-Online (2022-01-25)
Promulgation of Universal Peace, Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1982
‘Abdu’l-Bahá in London, Auflage 1.04-Online (2021-06-12)
Shoghi Effendi
Das Kommen Göttlicher Gerechtigkeit, Auflage 4.02-Online (2021-06-12)
Lady Blomfield, The Chosen Highway, Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1954
Lucas, Mary L., A Brief Account to My Visit to Acca, (classic reprint) Forgotten Books 2017
Quellenangaben
Q1 Lady Blomfield, The Chosen Highway, S. 167
Q2 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 23. September 1980, An einen Gläubigen
Q3 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 29. Juli 1971, An einen Gläubigen
Q4 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. Dezember 1972 An einen Gläubigen
Q5 ‘Abdu’l-Bahá, Briefe und Botschaften 74:2, Auflage 4.01-Online (2021-09-29)
Q6 Shoghi Effendis, Brief in seinem Auftrag vom 3. Juli 1949, An einen Gläubigen
Q7 Shoghi Effendi, handschriftlicher Nachtrag zu einem Brief in seinem Auftrag vom 8. April 1931, An einen Gläubigen
Q8 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 15. Februar 1990, An einen Gläubigen
Anmerkungen
A1 Übersetzung aus dem Persischen
A2 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 4:51
A3 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 4:116
A4 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese aus den Schriften Bahá’u’lláhs 74:1
A5 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese aus den Schriften Bahá’u’lláhs 82:7
A6 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 11:42
A7 Einzigartiger persischer Musiker: Sänger, Instrumentalist und Erfinder vieler alter persischer Musikinstrumente, der um 600 A.D. am Hofe des Khosrow-Parviz aus der Sassaniden-Dynastie lebte.
A8 ›Vater der persischen Poesie‹ gest. 940 A.D.
A9 Namhafter muslimischer Gelehrter; Autor einer Abhandlung über Musik (ca. 870-950 A.D.)
A10 Arzt/Wissenschaftler/Philosoph, im Westen als Avicenna bekannt, der in einem seiner Hauptwerke einen Abschnitt der Musiktheorie widmete (ca. 980-1027 A.D.)
A11 Übersetzung aus dem Persischen
A12 Übersetzung aus dem Persischen
A13 Übersetzung aus dem Persischen
A14 Übersetzung aus dem Persischen
A15 Übersetzung aus dem Persischen
A16 Übersetzung aus dem Persischen
A17 Übersetzung aus dem Persischen
A18 Shahnáz, der Name der Empfängerin dieses Sendbriefes, ist auch die Bezeichnung einer musikalischen Tonart
A19 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 74:1–2
A20 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 102:3
A21 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 109:1
A22 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 154:3
A23 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of ‘Abdu’l-Bahá Abbas, Volume III, S. 59
A24 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of ‘Abdu’l-Bahá Abbas, Volume III, S. 512
A25 ‘Abdu’l-Bahá, in: Beantwortete Fragen 58:3
A26 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace, 24. April 1912, Talk at Children’s Reception Studio Hall, 1219 Connecticut Avenue, Washington, D.C.
A27 ‘Abdu’l-Bahá, in: ‘Abdu’l-Bahá in London 5:37
A28 zit. in Mary L.Lucas, A Brief Account to My Visit to Acca, S.11-14
A29 Shoghi Effendi, in: Das Kommen Göttlicher Gerechtigkeit 47
A30 Shoghi Effendi, Brief vom 11. Dezember 1931, An einen Gläubigen
A31 Shoghi Effendi, Brief vom 2. Januar 1932, An einen Gläubigen
A32 Shoghi Effendi, Brief vom 3. April 1932, An einen Gläubigen
A33 Shoghi Effendi, Brief vom 20. Juni 1932, An einen Gläubigen
A34 Shoghi Effendi, Brief vom 10. Oktober 1932, An einen Gläubigen
A35 Shoghi Effendi, Brief vom 15. November 1932, An einen Gläubigen
A36 Shoghi Effendi, Brief vom 30. November 1932, An einen Gläubigen
A37 Shoghi Effendi, handschriftlicher Nachtrag eines Briefes in seinem Auftrag vom 6. August 1933 an einen Gläubigen
A38 Shoghi Effendi, Brief vom 17. März 1935, An einen Gläubigen
A39 Shoghi Effendi, Brief vom 25. Juli 1936, An einen Gläubigen
A40 Shoghi Effendi, Brief vom 4. November 1937, An einen Gläubigen
A41 Shoghi Effendi, Brief vom 23. Dezember 1942, An einen Gläubigen
A42 Shoghi Effendi, Brief vom 20. Juli 1946, An einen Nationalen Geistigen Rat
A43 Shoghi Effendi, Brief vom 22. Dezember 1948, An einen Nationalen Geistigen Rat
A44 Shoghi Effendi, Nachtrag eines Briefes in seinem Auftrag geschriebenen vom 1. März 1951, An einen Nationalen Geistigen Rat
A45 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. Februar 1952, An einen Gläubigen
A46 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 30. Juni 1952, An einen Nationalen Geistigen Rat
A47 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 2. Juli 1967, An alle Nationalen Geistigen Räte
A48 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 22. Februar 1971, An einen Nationalen Geistigen Rat
A49 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. Dezember 1972, An einen Gläubigen
A50 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 17. Januar 1973, An einen Nationalen Geistigen Rat
A51 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 18. Juli 1974, An einen Gläubigen
A52 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 25. Januar 1977, An einen Gläubigen
A53 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 9. März 1977, An einen Gläubigen
A54 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 10. Februar 1980, An die iranischen Bahá’í in der ganzen Welt
A55 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 21. Juli 1982, An einen Gläubigen
A56 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 9. August 1983, An einen Gläubigen
A57 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 5. Oktober 1983, An einen Nationalen Geistigen Rat
A58 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. September 1984, An einen Gläubigen
A59 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 8. Mai 1985, An die Bahá’í-Jugend der Welt
A60 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 23. Juni 1985, An einen Gläubigen
A61 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 20. August 1985, An einen Nationalen Geistigen Rat
A62 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 23. Februar 1987, An einen Gläubigen
A63 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 24. September 1987, An einen Gläubigen
A64 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 30. Juni 1988, An einen Gläubigen
A65 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief in seinem Auftrag vom 6. Dezember 1989, An eine Einzelperson
A66 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 4. Januar 1990, An einen Gläubigen
A67 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 9. April 1990, An einen Nationalen Geistigen Rat
A68 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 20. Juni 1991, An einen Nationalen Geistigen Rat
A69 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 12. März 1992, An zwei Gläubige
A70 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 15. Februar 1994, An einen Gläubigen
A71 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 21. April 1996, An die Bahá’í der Welt
A72 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 21. April 1996, An die Bahá’í in Australien
Die Bedeutung der Künste
Textzusammenstellung
Die Botschaft des Universalen Hauses der Gerechtigkeit zu Riḍván 1996 an die Bahá’í der Welt lenkte unsere Aufmerksamkeit auf die Bedeutung der Kunst, insbesondere der bildenden und darstellenden Künste und der Literatur bei der Proklamation, der Ausbreitung und der Festigung des Bahá’í-Glaubens. In dieser Zusammenstellung soll ausführlich darauf eingegangen werden. Während in den englischen Übersetzungen der Schriften Bahá’u’lláhs und ‘Abdu’l-Bahás oft auf „die Künste“ Bezug genommen wird, kann doch der Gebrauch des Begriffes „Künste“ in vielen dieser Textstellen irreführend sein, da die ursprüngliche Bedeutung des Wortes oftmals ein weites Feld von Aktivitäten wie gewerbliche Berufe und Handwerke beinhaltet. Die Textauszüge in dieser Zusammenstellung wurden ausgewählt, weil sie sich hauptsächlich auf die bildenden und darstellenden Künste und die Literatur beziehen.
Aus den Schriften Bahá’u’lláhs
1
Die Sonne der Wahrheit ist das Wort Gottes, von dem die Erziehung derer abhängt, die mit der Kraft des Verstehens und der Rede begabt sind. Sie ist der wahre Geist und das himmlische Wasser, durch deren Hilfe und barmherzige Vorsehung alle Dinge belebt wurden und werden. In allen Spiegeln wird ihre Erscheinung durch die Farbe des Spiegels bestimmt. Wenn ihr Licht zum Beispiel auf die Spiegel der Herzen der Weisen geworfen wird, bringt es Weisheit hervor. In gleicher Weise entfaltet es, wenn es sich in den Spiegeln der Herzen von Künstlern offenbart, neue und einzigartige Künste. Und spiegelt es sich in den Herzen derer wider, die die Wahrheit erkennen, enthüllt es wundervolle Zeichen wahren Wissens und bringt die Wahrheit der Gottesworte ans Licht.A1
2
Wir haben euch Musik und Gesang erlaubt, doch seht euch vor, dass dies euch nicht verleite, des Anstands und der Würde Grenzen zu überschreiten. Eure Freude entspringe Meinem Größten Namen, einem Namen, der das Herz frohlocken lässt und allen Gott Nahen den Geist mit Verzückung erfüllt. Wir haben wahrlich die Musik zu einer Leiter für eure Seelen gemacht, zu einem Mittel für ihren Aufschwung in das Reich der Höhe. So macht sie nicht zu einem Flügelpaar des Selbstes und der Leidenschaft. Wir wollen euch wahrlich nicht den Narren zugesellt sehen.A2
3
Wer die Verse des Allbarmherzigen in den melodischsten Tönen vorträgt, wird durch sie zu einer Erkenntnis gelangen, mit der sich die Souveränität über Erde und Himmel nicht vergleichen lässt. Aus ihnen werden die Menschen den Duft Meiner Welten verspüren – Welten, die an diesem Tage keiner erkennen kann außer denen, die durch diese hehre, diese strahlend schöne Offenbarung mit Scharfblick ausgestattet sind. Sprich: Diese Verse ziehen Herzen, die rein sind, hin zu jenen geistigen Welten, die weder beschrieben noch angedeutet werden können. Selig sind die Hörenden.A3
4
Ein jegliches Wort, das aus dem Munde Gottes hervorgeht, ist mit solcher Kraft versehen, dass es jeder menschlichen Gestalt neues Leben einflößen kann – gehörtet ihr doch zu denen, die diese Wahrheit begreifen! Alle wunderbaren Werke, die ihr in dieser Welt seht, sind durch das Wirken Seines höchsten, erhabensten Willens, Seines wunderbaren, unerschütterlichen Planes offenbart. Durch die bloße Offenbarung des Wortes ›Gestalter‹, das aus Seinem Munde hervorgeht und der Menschheit Seine Eigenschaft verkündet, hat Er eine Kraft entfesselt, die über die Zeitalter hindurch all die mannigfaltigen Künste erzeugt, derer des Menschen Hände fähig sind. Dies ist wahrlich eine unumstößliche Wahrheit. Kaum wird dieses strahlende Wort geäußert, da bringen seine belebenden, in allem Erschaffenen wirkenden Kräfte die Mittel hervor, die solche Künste schaffen und zur Vollendung bringen. Alle wundersamen Errungenschaften, die ihr jetzt seht, sind die direkte Folge der Offenbarung dieses Namens.A4
5
Die Seele, die der Sache Gottes treu bleibt und unbeirrbar Seinem Pfade folgt, wird nach ihrem Aufstieg solche Kraft besitzen, dass alle Welten, die der Allmächtige erschaffen hat, durch sie gefördert werden können. Eine solche Seele sorgt auf Geheiß des wahren Königs und göttlichen Erziehers für den reinen Sauerteig, der die Welt des Seins durchdringt und jene Kraft spendet, durch welche die Künste und Wunderwerke der Welt offenbar werden.A5
6
Jedes deiner Dichterworte ist fürwahr wie ein Spiegel, der die Zeichen deiner Ergebenheit und Liebe für Gott und Seine Erwählten wiedergibt. Wohl dir, der du den erlesenen Wein der Rede getrunken hast und des sanften Stromes wahren Wissens teilhaftig wurdest. Glücklich, wer sich satt trinkt und zu Ihm gelangt, aber wehe den Achtlosen! Deine Gedichte zu lesen, war wirklich sehr eindrucksvoll, denn aus ihnen spricht sowohl das Licht der Vereinigung wie das Feuer der Trennung.A6
Aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
7
O Musiker Gottes! Die Gemeinschaft der Sänger, die in den Gärten der Heiligkeit verweilen, müssen in diesem Zeitalter einen so jubelnden Ausbruch an Liedern hervorströmen lassen, dass die Vögel auf dem Feld in heftigem Entzücken auffliegen; und an diesem göttlichen Festtag, an dieser himmlischen Tafel sollten sie die Laute und die Harfe, die Viola und die Lyra auf solche Art spielen, dass die Menschen des Ostens und des Westens mit äußerster Freude und Fröhlichkeit erfüllt und von Jubel und Glück mitgerissen werden. Nun geziemt es dir, die Melodie dieser göttlichen Lyra anzustimmen und auf dieser himmlischen Laute zu spielen, auf dass dadurch BárbudA7 ins Leben zurückgerufen und RúdakíA8 getröstet und FárábíA9 ruhelos und Ibn-i-SínáA10 zum Sinai Gottes geleitet werden. Auf dir seien Gruß und Preis.A11
8
Ich hoffe aufrichtig, dass du all die persischen Gedichte, die die Gesegnete Schönheit offenbarte, auswendig lernen und sie mit einer Stimme von unvergleichlicher Lieblichkeit auf Bahá’í-Treffen und -Versammlungen singen wirst. Der Tag ist nicht mehr fern, da diese Gedichte in westlicher Musik vertont werden, und der süße Klang dieser Lieder das Abhá-Königreich mit äußerster Freude und Fröhlichkeit erreichen wird.A12
9
Die Kunst der Musik muss auf die höchste Entwicklungsstufe gehoben werden, denn sie ist eine der wunderbarsten Künste, und in diesem herrlichen Zeitalter des Herrn der Einheit ist es höchst wichtig, sie vollkommen zu beherrschen. Man muss indessen bemüht sein, den Grad künstlerischer Vollkommenheit zu erlangen und nicht wie solche sein, die etwas unvollendet lassen.A13
10
O Nachtigall des Rosengartens Gottes! Das Singen von Melodien wird die Menschenwelt beleben und beglücken, die Hörer werden entzückt und erfreut und ihre tiefsten Gefühle werden erregt. Aber diese Freude, diese Gefühlsregung ist vergänglich und wird binnen kurzem vergessen sein. Du jedoch, Preis sei Gott, hast deine Hymnen mit den Melodien des Königreiches verbunden, du wirst der Welt des Geistes Trost geben und wirst immerwährend geistige Gefühle hervorrufen. Dies wird ewig währen und die Umwälzungen von Zeitaltern und Jahrhunderten überdauern.A14
11
O Diener Bahás! Musik wird an der Schwelle des Allmächtigen als lobenswerte Wissenschaft betrachtet, mögest du in großen Zusammenkünften und Versammlungen die Verse mit wunderbaren Weisen singen und solche Hymnen des Lobpreises im Mashriqu’l-Adhkár anstimmen, dass die Himmlischen Heerscharen entzückt werden. Bedenke kraft dessen, wie sehr die Kunst der Musik hoch geschätzt und gepriesen wird. Versuche, wenn du vermagst, geistige Melodien, Lieder und Weisen zu verwenden und die irdische Musik in Einklang mit der himmlischen Melodie zu bringen. Dann wirst du feststellen, welch großen Einfluss Musik ausübt und welch himmlische Freude und Leben sie verleiht. Stimme solche Lieder und Weisen an, auf dass die Nachtigallen des göttlichen Geheimnisses mit Freude und Verzückung erfüllt werden.A15
12
Ich freue mich zu hören, dass du dir mit deiner Kunst Mühe gibst, denn in diesem wundervollen neuen Zeitalter ist Kunst Gottesdienst. Je mehr du dich bemühst, sie zu vervollkommnen, desto näher wirst du Gott kommen. Welches Geschenk könnte größer sein als dieses, dass die Kunst eines Menschen gleichbedeutend sei mit der Anbetung des Herrn? Das bedeutet, dass, wenn deine Finger den Pinsel ergreifen, es ist, als ob du im Tempel beten würdest.A16
13
Zu den größten aller großen Dienste gehört die Kindererziehung und die Förderung der verschiedenen Wissenschaften, Handwerke und Künste. Gelobt sei Gott, ihr unternehmt nun eifrige Anstrengungen zu diesem Ziel. Je beharrlicher ihr diese höchst wichtige Aufgabe verfolgt, desto mehr werdet ihr Zeugen der Bestätigungen Gottes sein, bis zu einem solchen Grade, dass ihr selbst erstaunt sein werdet.A17
14
O du Vöglein, das so lieblich die Schönheit Abhá besingt! In dieser neuen, wunderbaren Sendung wurden die Schleier des Aberglaubens zerrissen und die Vorurteile der östlichen Völker missbilligt. Die Musik wurde bei einigen östlichen Völkern als verwerflich angesehen, aber in diesem neuen Zeitalter hat das Licht der Offenbarung in Seinen heiligen Sendbriefen besonders dargelegt, dass Musik, gesungen oder gespielt, geistige Nahrung für Herz und Seele ist.
Die Musik gehört zu den Künsten, die höchstes Lob verdienen. Sie bewegt alle Herzen, die traurig sind. O ShahnázA18, spiele und singe darum die heiligen Worte Gottes in den Versammlungen der Freunde mit herrlichen Tönen, so dass die Ketten des Kummers und der Sorge von den Hörern abfallen, ihre Seelen sich vor Freude erheben und sich demütig im Gebet dem Reiche der Herrlichkeit zuwenden.A19
15
So strengt euch denn mächtig an, ihr Geliebten Gottes, damit ihr diesen Fortschritt und alle diese Bestätigungen an euch selber zeigt und Brennpunkte für Gottes Gnadengaben, Aufgangsorte Seiner lichtvollen Einheit, Förderer aller Segnungen und Gunstbeweise kultivierten Lebens werdet! Werdet dortzulande zur Vorhut menschlicher Vollkommenheit, tragt die verschiedenen Wissenszweige voran, seid aktiv und fortschrittlich auf dem Gebiet der Erfindungen und Künste. Bemüht euch, das menschliche Verhalten zu verbessern, und trachtet danach, die ganze Welt sittlich zu übertreffen. Solange die Kinder noch klein sind, nährt sie an der Brust himmlischer Gnade, hegt sie in der Wiege aller Vollkommenheiten, zieht sie groß in den Armen der Gabenfülle. Gönnt ihnen den Vorzug alles brauchbaren Wissens. Lasst sie teilhaben an jedem neuen, trefflichen, wundersamen Handwerk und Kunstgewerbe. Erzieht sie zu Arbeit und Einsatz, gewöhnt sie an Mühsal.A20
16
O ihr, die ihr Gottes Gunst empfanget! Die unerschütterliche Grundlage dieses neuen, wunderbaren Zeitalters ist das Lehren der Wissenschaften und Künste. Nach den ausdrücklichen Heiligen Worten muss jedes Kind in ausreichendem Maß in Kunst und Handwerk unterwiesen werden. Deshalb müssen in jeder Stadt und jedem Dorf Schulen errichtet werden, und jedes Kind dieser Stadt oder dieses Dorfes muss im nötigen Umfang lernen.A21
17
O du Sohn des Königreiches! Alles mit der Liebe Gottes Verbundene ist nützlich; ohne Seine Liebe sind alle Dinge schädlich und treten als Schleier zwischen den Menschen und den Herrn des Königreiches. Wo Seine Liebe ist, wird jede Bitternis süß und jede Gnadengabe bringt wohltuende Freude. So bringt zum Beispiel eine dem Ohr süße Melodie dem in Gott verliebten Herzen den wahren Geist des Lebens, die in sinnlichem Verlangen versunkene Seele jedoch besudelt sie mit Begierde.A22
18
O du Vogel der erquickenden Klänge! Dein kleines Buch mit Gedichten, die sehr lieblich sind, wurde gelesen. Es war eine Quelle der Freude, denn es war eine geistige Hymne und eine Melodie der Liebe Gottes.
Erhalte diesen Wohlklang, so lange du kannst in den Versammlungen der Geliebten; so mögen die Gemüter Ruhe und Freude finden und sich auf die Liebe Gottes einstimmen. Wenn ausdrucksvolle Rede, Schönheit der Bedeutung und Liebreiz der Komposition sich mit neuen Melodien vereinigen, ist die Wirkung immer groß, besonders, wenn es sich um die Hymnen der Verse der Einheit und die Lieder des Lobpreises des Herrn der Herrlichkeit handelt.
Bemühe dich auf das Äußerste, schöne Gedichte zu verfassen, dazu bestimmt, mit himmlischer Musik gesungen zu werden; auf dass ihre Schönheit die Gemüter bewegen und die Herzen der Hörer beeindrucken möge.A23
19
O du Rechtschaffener! Danke Gott, dass du in Musik und Melodie geschult bist und mit angenehmer Stimme die Verherrlichung und den Lobpreis des Ewigen, des Lebendigen, singst. Ich bete zu Gott, dass du diese Gabe bei Gebet und Andacht einsetzen mögest, damit die Seelen belebt, die Herzen angezogen und alle vom Feuer der Liebe zu Gott entflammt werden mögen.A24
20
Den höchsten Grad an Begriffsvermögen in der Welt der Natur besitzt die vernunftbegabte Seele. Diese Kraft und dieses Begriffsvermögen haben alle Menschen gemein, ob sie nun achtlos oder aufmerksam sind, ob sie vom Weg abgekommen oder treu sind. In der Schöpfung Gottes umfasst die vernunftbegabte Seele des Menschen alle anderen erschaffenen Dinge und zeichnet sich ihnen gegenüber aus: Da sie edler und vornehmer ist, umfasst sie alle. Durch die Kraft der vernunftbegabten Seele kann der Mensch die Wirklichkeit der Dinge entdecken, ihre Merkmale begreifen und die Geheimnisse des Daseins durchdringen. Alle Wissenschaften, Wissensgebiete, Künste, Erfindungen, Einrichtungen, Unternehmungen und Entdeckungen entspringen dem Begriffsvermögen der vernunftbegabten Seele.A25
Aus mündlichen Äußerungen ‘Abdu’l-Bahás
21
Was ist das für eine wunderbare Versammlung! Dies sind die Kinder des Königreichs. Das Lied, das wir gerade hörten, war sehr schön – sowohl die Melodie, als auch die Worte. Musik ist eine göttliche Kunst mit großer Wirkung. Sie ist Nahrung für Seele und Geist. Durch den Zauber und die Macht der Musik wird der Geist des Menschen erhoben. Sie besitzt eine wunderbar bewegende Wirkung auf die Herzen der Kinder, denn ihre Herzen sind rein, und Melodien haben großen Einfluss auf sie. Die Musik bringt die verborgenen Talente, mit denen die Herzen dieser Kinder begabt sind, zum Ausdruck. Darum müsst ihr alles tun, um ihre Kunstfertigkeit zu fördern. Lehrt sie, vortrefflich und eindrucksvoll zu singen. Jedes Kind sollte etwas von Musik verstehen, denn ohne Kenntnis dieser Kunst kann man sich an Instrumentalmusik und Gesang nicht richtig erfreuen. Genauso wichtig ist es, dass an Schulen Musik unterrichtet wird, damit die Herzen und Seelen der Schüler belebt und beflügelt werden und Freude ihr Leben erhellt.A26
22
Ein Schauspieler erwähnte das Schauspiel und dessen Einfluss. »Das dramatische Schauspiel ist höchst bedeutsam«, sagte ‘Abdu’l-Bahá. »Früher hatte es große erzieherische Kraft, und diese wird es wieder erlangen.« Er schilderte, wie Er als kleiner Junge das Mysterienspiel vom Verrat an ‘Alí und dessen Leidensweg gesehen habe und Ihn dieses Spiel so tief ergriffen habe, dass Er weinte und nächtelang nicht schlafen konnte.A27
23
‘Abdu’l-Bahá sagte: »Jede Kunst ist eine Gabe des Heiligen Geistes. Wenn dieses Licht durch den Geist eines Musikers scheint, manifestiert es sich in wunderschönen Harmonien. Und scheint es durch den Geist eines Dichters, wird es durch feine Poesie und poetische Prosa sichtbar. Wenn das Licht der Sonne der Wahrheit den Geist eines Malers inspiriert, bringt er wunderbare Bilder hervor. Diese Gaben erfüllen ihren höchsten Zweck, wenn sie den Lobpreis Gottes kundtun.«Q1
24
Es ist für Herz und Geist natürlich, dass sie Freude und Vergnügen für alles empfinden, was Symmetrie, Harmonie und Vollkommenheit ausdrückt. Zum Beispiel ein schönes Haus, ein wohlgestalteter Garten, eine symmetrische Linie, eine anmutige Bewegung, ein schön geschriebenes Buch, gefällige Kleidung – ja eigentlich alles, was Anmut oder Schönheit in sich trägt, wirkt wohltuend auf Herz und Geist – daher ist es ganz sicher, dass eine reine Stimme Freude hervorruft.A28
Aus den Schriften Shoghi Effendis
25
Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster. Es kann keinen Kompromiss dulden mit den Lehren, Maßstäben, Gewohnheiten und Übertreibungen eines verfallenden Zeitalters. Nein, es sucht vielmehr durch die anfeuernde Kraft seines Beispiels den schädlichen Charakter solcher Lehren, die Falschheit solcher Maßstäbe, die Hohlheit solcher Ansprüche, die Entartung solcher Gewohnheiten und die Schändlichkeit solcher Übertreibungen zu beweisen.A29
Aus Briefen im Auftrag Shoghi Effendis
26
Shoghi Effendi bittet mich, den Eingang Ihres Briefes vom 27. Oktober 1931 zu bestätigen, der zusammen mit der Begleitmusik zu The Lonely Stranger von … gesandt wurde. Er hofft aufrichtig, dass, wenn die Sache Gottes wächst und begabte Menschen unter ihr Banner treten, sie damit beginnen werden, in der Kunst den Geist, der ihre Seelen belebt, zu symbolisieren. Jede Religion hat eine Form der Kunst mit sich gebracht – lasst uns schauen, welche Wunder diese Sache mit sich bringen wird. Solch ein herrlicher Geist sollte auch einer herrlichen Kunst Raum geben. Der Tempel in all seiner Schönheit ist nur der erste Strahl einer frühen Dämmerung; noch wundervollere Dinge werden in Zukunft vollbracht werden.A30
27
Er möchte in The Bahá’í World einen neuen Abschnitt einführen, der ganz den von Bahá’í verfassten Gedichten gewidmet ist. Obgleich es ein bescheidener Beginn ist, so mag es doch der Anfang großer zukünftiger Beiträge sein. Shoghi Effendi möchte damit die Begabten dazu ermutigen, dem sie erfüllenden wunderbaren Geist Ausdruck zu verleihen. Wir brauchen in der Sache Gottes Dichter und Schriftsteller, und dies ist zweifellos eine gute Möglichkeit, sie anzuspornen. Einige der Gedichte wurden von sehr jungen Menschen geschrieben, doch klingen sie so echt und drücken solche Gedanken aus, dass man nur innehalten und staunen kann. In Persien hat der Glaube Gottes Dichter hervorgebracht, die sogar Nicht-Bahá’í als groß erachten. Wir hoffen, dass es nicht lange dauern wird, bis sich auch im Westen solche Wesen erheben.A31
28
Gewiss wird mit der Ausbreitung des Geistes Bahá’u’lláhs eine neue Epoche in Kunst und Literatur anbrechen. Während zuvor die Form perfekt war, es aber an Geist fehlte, wird sich nun in einer unermesslich verbesserten Form ein herrlicher Geist durch die neubelebte Schöpferkraft in der Welt verkörpern.A32
29
Shoghi Effendi bittet mich, den Eingang Ihres Briefes vom 18. Mai 1932 zu bestätigen. Er ist sehr erfreut zu erfahren, dass Ihnen Nabils Bericht gefallen hat, denn seine größte Belohnung besteht darin zu sehen, dass sein Werk, das ihn so viel Arbeit und Mühe gekostet hat, den Freunden hilft, den Geist, der diese Bewegung belebt und das beispielhafte Leben der heroischen Seelen, die ihn in die Welt hineingetragen haben, besser und umfassender zu verstehen.
Der Hüter hofft aufrichtig, dass die Freunde durch das Lesen dieses Buches zu größerer Aktivität und einem höheren Grad des Opfers angeregt werden, dass sie eine tiefere Vergegenwärtigung dieser Sache erreichen, dessen Ausbreitung und letztendlicher Sieg ihrer Obhut anvertraut ist. Wie einige, die das Buch gelesen haben bemerkten, kann sich niemand mit diesen Lebensläufen vertraut machen, ohne dazu inspiriert zu werden, ihnen auf ihrem Weg zu folgen.
Es ist sicherlich wahr, dass der Geist dieser heroischen Seelen viele Künstler bewegen wird, ihr Bestes zu geben. Es sind solche Lebensläufe, die in der Vergangenheit Dichter inspiriert und die Pinsel von Malern in Bewegung gesetzt haben.A33
30
Shoghi Effendi war sehr interessiert, vom Erfolg des Festzugs der Nationen zu erfahren, den Sie veranstalteten. Er hofft aufrichtig, dass alle Anwesenden durch denselben Geist inspiriert wurden, der auch Sie bei der Vorbereitung erfüllte.
Gerade durch solche Darbietungen können wir das Interesse einer großen Schar von Menschen am Geist der Sache Gottes wecken. Es wird die Zeit kommen, da der Glaube sich wie ein Lauffeuer verbreiten wird, wenn sein Geist und seine Lehren auf der Bühne oder in Kunst und Literatur als Ganzes dargestellt werden. Kunst kann solch edle Gefühle besser erwecken als kalte, rationale Erläuterungen, besonders unter der Masse der Bevölkerung.
Wir brauchen nur noch ein paar Jahre zu warten, um zu sehen, wie der von Bahá’u’lláh eingehauchte Geist in den Arbeiten von Künstlern seinen Ausdruck findet. Was sie und einige andere Bahá’í gerade versuchen, ist nur ein schwacher Schimmer, der dem strahlenden Licht eines herrlichen Morgens vorangeht. Wir können noch nicht abschätzen, welchen Anteil die Sache im Leben der Gesellschaft zu spielen bestimmt ist. Wir müssen ihr Zeit lassen. Das Material, das dieser Geist formen muss, ist zu roh und unwürdig, aber es wird am Ende nachgeben, und die Sache Bahá’u’lláhs wird sich in ihrem vollen Glanze offenbaren.A34
31
Der Hüter schätzt die Hymnen, die sie so herrlich komponieren. In ihnen sind ganz sicher die Wirklichkeiten des Glaubens enthalten; sie werden ihnen helfen, die Botschaft den Jugendlichen zu übermitteln. Es ist die Musik, die uns hilft, den menschlichen Geist anzuregen. Sie ist ein wichtiges Mittel, das uns hilft, mit der Seele zu kommunizieren. Der Hüter hofft, dass sie mit Hilfe der Musik den Menschen die Botschaft bringen und ihre Herzen anziehen werden.A35
32
Was Bahá’u’lláh mit »Wissenschaften, die mit Worten beginnen und enden« in erster Linie meint, sind theologische Abhandlungen und Kommentare, die den menschlichen Verstand nur belasten, statt ihm zu helfen die Wahrheit zu finden. Die Studenten pflegen ihr Leben solchen Studien zu widmen, aber erreichen nichts. Bahá’u’lláh hat gewiss niemals beabsichtigt, das Schreiben von Geschichten in diese Kategorie einzuordnen; auch sind Kurzschrift und Maschineschreiben äußerst nützliche Fähigkeiten, die im gegenwärtigen gesellschaftlichen und wirtschaftlichen Leben sehr benötigt werden.
Sie könnten aber – und sollten – ihre Geschichten dazu nutzen, dass sie den Lesern zur Quelle der Inspiration und Führung werden. Mit einer solchen Fähigkeit können sie den Geist und die Lehren der Sache Gottes verbreiten; sie können auf die Übel in der Gesellschaft hinweisen und auch, auf welche Art sie behoben werden können. Wenn sie ein echtes Talent zum Schreiben besitzen, dann sollten sie es als eine Gabe Gottes ansehen und sich darum bemühen, es zur Besserung der Gesellschaft einzusetzen.A36
33
Ihr Nabil gewidmetes Gedicht hat mich tief berührt… Ich würde auch jedes weitere Gedicht aus Ihrer begabten Feder freudig begrüßen, das irgendeine Phase oder Episode behandelt, die in Nabils unsterblichem Bericht erzählt wird. Sie leisten der Sache Gottes einzigartige und bemerkenswerte Dienste. Seien Sie glücklich und fahren Sie unbeirrt in Ihren edlen Bemühungen fort.A37
34
In Bezug auf die Hauptfrage, die Sie im Zusammenhang mit dem Singen von Liedern bei Bahá’í-Versammlungen gestellt haben, bittet er (der Hüter) mich, Ihnen zu versichern, dass er keinerlei Einwände dagegen hat. Das Element Musik ist zweifellos bei allen Bahá’í-Zusammenkünften ein wichtiger Faktor. Der Meister selbst hat ihre Bedeutung betont. Die Freunde sollten jedoch in dieser Beziehung, wie auch in allen anderen Fällen, nicht die Grenzen der Mäßigung überschreiten und dafür Sorge tragen, den streng geistigen Charakter all ihrer Versammlungen zu wahren. Musik sollte zu Geistigkeit führen, vorausgesetzt, sie schafft eine solche Atmosphäre, kann es keine Einwände geben.
Ein Unterschied von entscheidender Bedeutung muss jedoch klar herausgestellt sein zwischen dem Singen von Liedern, die von den Freunden vertont wurden und dem Intonieren der Heiligen Texte.A38
35
Nun zu Ihrer Frage, ob es ratsam ist, Episoden aus der Bahá’í-Geschichte in Dramen darzustellen. Der Hüter erachtet es für gut und ermutigt sogar die Freunde, sich mit solchen literarischen Aufgaben zu befassen, die zweifellos von immensem Wert bei der Lehrarbeit sein können. Allerdings wünscht er, dass die Freunde es vermeiden, die Gestalten von Báb, Bahá’u’lláh und ‘Abdu’l-Bahá als agierende Personen auf der Bühne darzustellen. Dies wäre, wie er schon früher erwähnte, sehr respektlos. Allein die Tatsache, dass sie auf der Bühne erscheinen, stellt einen Akt der Unhöflichkeit dar, der in keiner Weise mit ihrer höchst erhabenen Stellung in Einklang gebracht werden kann. Vorzugsweise sollten ihre Botschaft oder ihre tatsächlichen Worte wiedergegeben und von ihren Anhängern, die auf der Bühne erscheinen, berichtet werden.A39
36
Der Hüter war auch erfreut, von Ihrem starken Interesse an Musik zu erfahren und von Ihrem Wunsch, dem Glauben in dieser Richtung zu dienen. Obgleich wir jetzt erst am Anfang der Bahá’í-Kunst stehen, sollten die Freunde, die das Gefühl haben, in dieser Hinsicht begabt zu sein, sich um die Entwicklung und Kultivierung dieser Gaben bemühen und in Ihrer Arbeit – wie unzulänglich auch immer – den göttlichen Geist widerspiegeln, den Bahá’u’lláh in die Welt gehaucht hat.A40
37
… Sie erheben die Frage, wie für Bahá’í-Musiker und -Komponisten die Quelle der Inspiration sein wird: Die Musik der Vergangenheit oder das Wort? Wir, die wir erst an der Schwelle der Bahá’í-Kultur stehen, können unmöglich vorhersehen, welche Form und welche Eigenschaften die Kunst der Zukunft haben wird, die von dieser machtvollen neuen Offenbarung inspiriert wird. Wir können nur dessen sicher sein, dass sie wunderbar sein wird; da jede Religion eine Kultur hervorbrachte, die in vielfältigen Formen erblühte, so können wir auch von unserem geliebten Glauben annehmen, dass er das Gleiche bewirken wird. Es ist jetzt verfrüht, verstehen zu wollen, wie das sein wird.A41
38
Musik ist eine der Künste, die eine natürliche kulturelle Entwicklung durchmacht. Der Hüter ist nicht der Ansicht, dass man so etwas wie eine ›Bahá’í-Musik‹ kultivieren sollte, da wir ja auch nicht versuchen, eine Bahá’í-Schule der Malerei oder der Schriftstellerei zu entwickeln. Den Gläubigen steht es frei, zu malen, zu schreiben und zu komponieren, wie ihre Begabung es ihnen eingibt. Wenn beim Komponieren von Musik die heiligen Schriften mit einbezogen sind, steht es den Freunden frei, sie zu benutzen, aber es sollte nie als Erfordernis angesehen werden, eine solche Musik bei Bahá’í-Versammlungen zu spielen. Je weiter die Freunde sich von festen Formen entfernt halten desto besser, denn sie müssen sich dessen bewusst sein, dass der Glaube ganz universal ist; und was ihnen als ein schönes Beiwerk bei der Feier eines Festes etc. erscheinen mag, könnte für die Ohren von Menschen eines anderen Landes vielleicht als unangenehmes Geräusch erscheinen und umgekehrt. So lange sie Musik um der Musik willen machen, ist es in Ordnung, sie sollten sie aber nicht als Bahá’í-Musik betrachten.A42
39
… er möchte die Aufmerksamkeit Ihres Rates auf etwas sehr Wichtiges lenken, und das ist der Größte Name. Für ein westliches Auge, das in der Kunst der Kalligraphie – der am höchsten entwickelten Kunst im Osten – nicht geübt ist, erscheint fast jeder Größte Name, wenn er die entscheidenden Punkte beinhaltet, als der Größte Name. Für einen Orientalen kann es aber etwas Ungeheuerliches sein. Die exakten Proportionen müssen eingehalten werden. Der Größte Name darf nicht in die Breite – oder Höhe – gezogen werden, um einen länglichen Raum oder einen Kreis zu füllen.A43
40
Es war ein Kanadier französischer Abstammung, der durch seine Vision und sein Können wesentlich am Entwurf und der Ausgestaltung der Charakteristika des ersten Mashriqu’l-Adhkár des Westens beteiligt war. Dies war der erste Versuch, wie elementar auch immer, die Schönheit auszudrücken, die die Bahá’í-Kunst, wenn sie in ihrer Fülle entwickelt ist, den Augen der Welt unterbreiten wird.A44
Aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und solchen, die in seinem Auftrag geschrieben wurden
41
Musik ist eine der Künste, und die Propheten Gottes lehren nicht die ›Künste‹, aber der gewaltige kulturelle Auftrieb, den Religion der Gesellschaft gibt, erzeugt nach und nach neue und wunderbare Formen der Kunst. Wir sehen dies in den verschiedenen Stilen von Architektur und Malerei, die mit der christlichen, der mohammedanischen, der buddhistischen und mit anderen Kulturen verbunden sind. Ebenso hat sich Musik auch als Ausdrucksweise der Völker entwickelt.
Wir glauben, dass in der Zukunft, wenn der Bahá’í-Geist die Welt durchdrungen und die Gesellschaft tiefgreifend verändert hat, die Musik dadurch beeinflusst werden wird, aber es gibt keine Bahá’í-Musik als solche. Alles, was über Musik in den Lehren steht, ist, dass sie das Herz und die Seele des Menschen sehr tief beeinflussen und eine äußerst erhebende Wirkung haben kann.A45
42
Bezüglich der Themen, die Sie in Ihrem Brief zur Sprache bringen, steht in den Lehren nichts gegen das Tanzen, aber die Freunde sollten bedenken, dass der Maßstab von Bahá’u’lláh Anstand und Keuschheit ist. Die Atmosphäre in modernen Tanzsälen, wo so viel Rauchen und Trinken und sexuelle Zügellosigkeit vor sich geht, ist sehr schlecht, aber anständige Tänze an sich sind nicht schädlich. Klassischer Tanz oder in der Schule das Tanzen zu lernen wird sicher nicht schaden. Es schadet auch nicht, in Dramen mitzuwirken oder als Schauspieler im Film. Das Schädliche ist heutzutage nicht die Kunst selbst, sondern die bedauerliche Korruption, die oft diese Künste umgibt. Als Bahá’í brauchen wir keine dieser Künste zu meiden, aber die Taten und die Atmosphäre, die manchmal mit diesen Berufen einhergehen, sollten wir meiden.A46
43
Werbung sollte wohl durchdacht, würdig und ehrfurchtsvoll sein. Ein Aufsehen erregendes Vorgehen, das anfänglich erfolgreich und viel Aufmerksamkeit auf die Sache Gottes lenkt, mag schließlich Abneigung erzeugen, die zu überwinden eine große Anstrengung kosten würde. Der durch den geliebten Hüter errichtete Maßstab von Würde und Ehrfurcht sollte immer aufrecht erhalten bleiben, besonders auf den Gebieten von Musik und Theater; Fotografien des Meisters sollten nicht willkürlich verwendet werden. Das heißt nicht, dass zum Beispiel die Aktivitäten der Jugendlichen gehemmt werden sollten; man kann ausgelassen sein, ohne respektlos zu sein und ohne die Würde der Gottessache zu untergraben.A47
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… wir meinen, dass es für Sie hilfreich sein wird, zu wissen dass alle Lieder, deren Worte die primären Schriften von Báb, Bahá’u’lláh und ‘Abdu’l-Bahá beinhalten, für den Andachtsteil des Festes durchaus angemessen sind. Tatsächlich sind die persischen Gesänge solche Lieder aus einer anderen Tradition; sie sind ein Weg, dem heiligen Wort Musik zu verleihen, und jeder der sie singt, tut es in einer Art, die sein Gefühl und den Ausdruck der Worte widerspiegelt, die er äußert. Lieder, deren Worte poetisch sind und von einem anderen Verfasser als den Gestalten des Glaubens stammen, mögen wünschenswert sein, aber nur an der ihnen zustehenden Stelle. …
Da der Geist unserer Zusammenkünfte so sehr durch den Ton und die Qualität unserer Andacht, unseres Gefühles und unserer Würdigung des Wortes Gottes für den heutigen Tag beeinflusst wird, hoffen wir, dass Sie Ihre Gemeinde zum schönstmöglichen Ausdruck des menschlichen Geistes durch Musik und andere Ausdrucksformen des Gefühls ermutigen werden.A48
45
Sie verstehen richtig, dass die Darstellung von Báb und Bahá’u’lláh in Kunstwerken verboten ist. Der Hüter stellte klar, dass dieses Verbot sich auf alle Manifestationen Gottes bezieht; Fotografien oder Reproduktionen von Portraits des Meisters dürfen in Büchern verwendet werden, aber kein Versuch sollte unternommen werden, ihn in Theaterstücken oder anderen Werken darzustellen, wo er eine der agierenden Personen wäre. Es kann jedoch keinen Einwand zu einer symbolischen Wiedergabe von solchen Heiligen Gestalten geben, vorausgesetzt es wird nicht zu einem Ritual und das verwendete Symbol ist nicht respektlos.A49
46
Obwohl es richtig ist, dass einzelne Künstler wie Mark Tobey und andere ohne Zweifel durch ihre Liebe zur Offenbarung Bahá’u’lláhs inspiriert und beeinflusst waren, ist es doch noch viel zu früh in der Bahá’í-Sendung, um über den Einfluss des Glaubens auf die Künste im Allgemeinen zu sprechen. Der geliebte Hüter hat sogar selbst darauf aufmerksam gemacht, dass es bis jetzt noch keine Bahá’í-Kunst als solche gibt, obwohl es nach Aussagen in den Schriften keinen Zweifel gibt, dass in der Zukunft ein wunderbares Erblühen von neuen und schönen Künsten erwartet werden kann.A50
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Der geliebte Hüter sagte deutlich, dass das Erblühen der Künste als Ergebnis einer göttlichen Offenbarung erst nach etlichen Jahrhunderten erfolgt. Der Bahá’í-Glaube bietet der Welt die vollständige Wiederherstellung der menschlichen Gesellschaft – eine Wiederherstellung von solch weitreichender Wirkung, dass ihr in allen Offenbarungen der Vergangenheit erwartungsvoll entgegen gesehen und sie die Errichtung des Königreiches Gottes auf Erden genannt wurde. Die neue, durch diese Offenbarung entstehende Architektur wird fortan durch viele Generationen hindurch blühen. Wir sind jetzt erst am Anfang dieses großartigen Prozesses.
Die gegenwärtige Zeit ist eine Periode des Aufruhrs und der Veränderung. Architektur, wie alle Künste und Wissenschaften, macht eine sehr schnelle Entwicklung durch; man muss nur die Veränderungen bedenken, die im Laufe der wenigen letzten Jahrzehnte stattgefunden haben, um eine Ahnung davon zu bekommen, was möglicherweise während der unmittelbar bevorstehenden Jahre geschehen wird. Einige der modernen Gebäude haben ohne Zweifel die Qualitäten von Größe und werden überdauern, aber sehr viel von dem, was jetzt gebaut wird, mag in nur ein paar Generationen überlebt sein und hässlich erscheinen. Moderne Architektur kann sozusagen als eine neue Entwicklung in ihrem Anfangsstadium angesehen werden.A51
48
Das Haus der Gerechtigkeit meint, dass zu diesem Zeitpunkt in der Entwicklung des Glaubens seine Hauptverantwortung in der Vorbereitung und Durchführung von Lehrplänen liegt, die dazu geschaffen sind, die in ‘Abdu’l-Bahás Sendschreiben zum Göttlichen Plan dargelegten Ziele zu erreichen, und dass Theorien in den Künsten und Wissenschaften unter der Schirmherrschaft von jenen entwickelt werden sollten, die darin gut bewandert und die in diesen Bereichen Experten sind.A52
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Das Verbot, die Manifestation Gottes in Bildern und Zeichnungen oder in Theaterstücken darzustellen, bezieht sich auf alle Manifestationen Gottes. Es gibt natürlich große und wunderbare Kunstwerke aus vergangenen Offenbarungen, von denen viele die Manifestationen Gottes in einem Geist der Ehrfurcht und Liebe darstellen. In dieser Offenbarung jedoch ermöglichen es uns die größere Reife der Menschheit und das größere Bewusstsein der Beziehung zwischen der Höchsten Manifestation und Seinen Dienern, dessen bewusst zu werden, dass es unmöglich ist, die Person der Manifestation Gottes in irgendeiner menschlichen Form darzustellen, ob bildlich, als Skulptur oder in dramatischer Aufführung. Mit dem Bahá’í-Verbot wies der geliebte Hüter auf diese Unmöglichkeit hin.A53
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Die gleichen zerstörerischen Kräfte bringen auch das politische, wirtschaftliche, wissenschaftliche, literarische und moralische Gleichgewicht der Welt durcheinander und zerstören die besten Früchte der gegenwärtigen Kultur. … Sogar Musik, Kunst und Literatur, die dazu da sind, die edelsten Gefühle und die höchsten Bestrebungen darzustellen und zu inspirieren, und die eine Quelle des Trostes und der Ruhe für geplagte Seelen sein sollten, sind vom geraden Weg abgekommen und sind nun die Spiegel der besudelten Herzen dieses verwirrten, gewissenlosen und ungeordneten Zeitalters.A54
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Allgemein gesprochen erfüllt Romanliteratur, von der die Autoren hoffen, dass sie mithilft, Wissen über die Gottessache zu fördern, ihren Zweck besser, wenn sie die Hintergründe von einzelnen Ereignissen oder sich entwickelnden Prozessen in der Gottessache darstellen. Die Autoren sollten nicht versuchen, die tatsächlichen historischen Ereignisse und die Gestalten, die daran teilnehmen, selbst zu porträtieren. Die Wirklichkeit der konkreten Ereignisse und der tatsächlichen Persönlichkeiten ist weitaus überzeugender als irgend eine erfundene Geschichte. In diesem Zusammenhang hat der Sekretär des Hüters in seinem Auftrag am 23. März 1945 an einen Gläubigen geschrieben:
»Er würde Romane als Mittel zum Lehren nicht empfehlen; der Zustand der Welt ist zu kritisch, um einen Aufschub zuzulassen, den Menschen die genauen Lehren, die mit dem Namen Bahá’u’lláhs verbundenen sind, zu vermitteln. Aber jeder geeignete Zugang zum Glauben, der diese oder jene Gruppe anspricht, ist sicher jede Anstrengung wert, da wir die Sache Gottes allen Menschen, aus allen Schichten und Berufen und aller Mentalitäten bringen wollen.« Q2
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Ihr Brief … bezüglich Kunst ist eingegangen und das Universale Haus der Gerechtigkeit hat uns angewiesen, Sie für Ihren Plan zu loben, dass Sie Ihre artistischen Talente zu benützen, dem Geist der Lehren Bahá’u’lláhs Ausdruck zu verleihen. Es ermutigt sie wärmstens zu diesem Unterfangen…
In Beantwortung Ihrer Bitte um Führung, wie man am besten Künstler beim Lehren des Glaubens anspricht, kann gesagt werden, dass zusätzlich zu den Methoden, die die Leute allgemein anziehen, Künstler auf Kunst ansprechen werden. Wenn die erhabenen Lehren des Glaubens ihren Niederschlag in künstlerischen Werken gefunden haben, werden die Herzen der Menschen, einschließlich Künstlern, berührt. Ein Zitat aus den Heiligen Schriften oder die Beschreibung des Kunstwerkes, wie es sich auf die Schriften bezieht, kann dem Betrachter vielleicht ein Verständnis der Quelle dieser geistigen Anziehungskraft vermitteln und ihn dazu führen, den Glauben weiter zu erforschen.A55
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Mit der Entwicklung der Bahá’í-Gesellschaft, die sich aus Menschen vieler kultureller Wurzeln und verschiedenartiger Neigungen zusammensetzt, jeder mit seiner Vorstellung, was ästhetisch akzeptabel und angenehm ist, steht es jenen Bahá’í, die in der Musik, dem Theater und in visuellen Künsten begabt sind, frei, von ihren Talenten so Gebrauch zu machen, wie sie dem Glauben Gottes am besten dienen. Sie sollten nicht über den Mangel an Anerkennung durch verschiedene Gläubige bekümmert sein. Viel eher sollten sie im Wissen um die stichhaltigen Schriften des Glaubens über Musik und künstlerischen Ausdruck … Ihre künstlerischen Bemühungen in gebetserfüllter Erkenntnis weiterführen, dass die Künste machtvolle Mittel sind, dem Glauben zu dienen – Künste, die mit der Zeit ihre Bahá’í-Erfüllung erlangen werden.A56
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Ihr Schreiben, in dem Sie um Rat baten, wie Personen, die im Heroischen Zeitalter des Glaubens wirkten, in einem Theaterstück darzustellen seien, haben wir erhalten. Das Universale Haus der Gerechtigkeit lässt sie wissen, dass weder in den Anweisungen des Hüters, noch des Hauses der Gerechtigkeit … etwas zu finden ist, das Künstlern verbietet, die Buchstaben des Lebendigen in einer Umgebung zu zeichnen oder bei Anlässen darzustellen, die historisch zuverlässig sind. Selbstverständlich ist es wichtig, dass zusätzlich zur Richtigkeit der Darstellung auch die Würde der dargestellten Personen gewahrt bleibt.A57
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Heutzutage durchläuft die Architektur, wie auch andere Bereiche unserer Kultur, eine Zeit rasanter Entwicklung, in der sich der Geschmack von Jahrzehnt zu Jahrzehnt ändert. Keiner kann mit Gewissheit sagen, ob ein Gebäude, das heute in einem zeitgemäßen Stil errichtet ist, in den Augen des Betrachters in fünfzig Jahren auch noch schön erscheinen wird. Aus diesem Grund hat der geliebte Hüter für das administrative Weltzentrum des Glaubens den klassischen Stil griechischer Architektur gewählt. Hierbei handelt es sich um einen ausgereiften Stil, der sehr schön ist und schon mehr als 2000 Jahre überdauert hat. Es wäre jedoch nicht richtig, aus dieser Tatsache zu schließen, dass die klassischen griechischen Stile ausgesprochene Bahá’í-Architektur sind.A58
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Lasst sie die Niederungen der Mittelmäßigkeit verlassen und sich bei allem, was sie tun, in die Höhen der Vortrefflichkeit erheben. Mögen sie die Umgebung beflügeln, in der sie sich aufhalten, sei es in der Schule oder in der weiteren Ausbildung, ihrer Arbeit, ihrer Freizeit, den Bahá’í-Aktivitäten oder ihrem gemeinnützigen Dienst.
Lasst sie in der Tat vertrauensvoll die Herausforderungen, die sie erwarten, willkommen heißen. Erfüllt mit einer solchen Vortrefflichkeit und einer entsprechenden Bescheidenheit, mit Beharrlichkeit und einer liebevollen Dienstbarkeit müssen die heutigen Jugendlichen sich hocharbeiten in die höchsten Ränge der Berufe, in Handel, Künsten und Handwerk, die für den Fortschritt der Menschheit nötig sind – dies muss geschehen, damit der Geist der Sache Gottes seinen Glanz auf all diese wichtigen Bereiche menschlichen Strebens wirft.
Darüber hinaus können sie – nein, müssen sie – sicherstellen, dass auch die herausragenden und unentbehrlichen Errungenschaften der Vergangenheit der Zukunft übergeben werden, und gleichzeitig müssen sie danach streben, die vereinenden Ideen und die schnell fortschreitenden Technologien der Kommunikation zu meistern. Der Wandel, der sich innerhalb der Gesellschaft abspielen wird, hängt mit Sicherheit zu einem großen Ausmaß davon ab, wie wirkungsvoll die Jugend sich auf die Welt vorbereitet, die sie erben wird.A59
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Das Haus der Gerechtigkeit möchte Sie zu Ihrem Vorhaben, ein Buch zu schreiben, ermutigen, erinnert Sie jedoch an die Äußerung des Hüters, dass es zu diesem frühen Zeitpunkt in der Bahá’í-Geschichte noch keine Bahá’í-Kunst, -Musik, -Architektur oder -Kultur gibt. Diese werden sich zweifelsohne in der Zukunft ganz natürlich als Folge einer Bahá’í-Kultur entwickeln. Die persönlichen Vorlieben des Hüters auf diesen Bereichen sollten niemals als das Fundament für derartige Entwicklungen angesehen werden. Als er den ihm vorgelegten Entwurf für den Tempel in Kampala ablehnte, … war dies ein deutlicher Hinweis, dass er nicht glaubte, dass der allgemeine moderne Architekturstil seiner Zeit für ein Bahá’í-Haus der Andacht passend wäre; dies bedeutet jedoch in keiner Weise, dass er statt dessen einen eigenen Stil einführte. Der Grund, weshalb er sich bei den Gebäuden auf dem Berg Karmel für den klassischen Architekturstil entschied, lag nach Aussagen von Amatu’l-Bahá Rúḥíyyih Khánum darin, dass es ein schöner Stil war, der sich in die Umgebung einfügte und den Prüfungen der Zeit schon standgehalten hatte. Deshalb sollten Sie Andeutungen vermeiden und keine Möglichkeit für den Schluss zulassen, der Hüter habe schon die frühen Anfänge der Bahá’í-Kunst festgelegt. Er errichtete wundervolle Gärten und Gebäude, in dem er das verwendete, was verfügbar war, und wie beim Überbau des Schreins des Báb, nahm er Fachleute in Anspruch, die unter seiner Anleitung angemessene Entwürfe herstellten.A60
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Es steht Ihnen natürlich frei, auch Musik und die schönen Künste als Unterrichtsthemen in Bahá’í-Schulen zu verwenden. Nationale Geistige Räte, denen die Aussagen aus den Bahá’í-Schriften über Musik und Kunst gut bekannt waren, haben diese in den Unterricht mit einbezogen, sofern sie es zum gegebenen Zeitpunkt für die Entwicklung der Bahá’í-Gemeinde für geeignet hielten. Es bedarf großer Mühen seitens ergebener und talentierter Lehrer, die derzeit in der Bahá’í-Welt entstehende Musik zu fördern, zu sammeln und zu veröffentlichen, um sie systematisch in den Schulen zu verwenden.
Gemäß unserer Lehren müssen Musik und die Künste gefördert werden, da sie von unschätzbarem Wert für die Lebenskraft und den Geist der Gemeinde sind. Die Pläne und Bemühungen Ihres Rates werden daher sehr geschätzt und das Haus der Gerechtigkeit gedenkt Ihres Rates in seinen Gebeten.A61
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Hinsichtlich der Verwendung von Symbolen in der Kunst, können Ihnen die folgenden Auszüge aus Briefen, die im Auftrag des Hauses der Gerechtigkeit an zwei Personen gerichtet wurden, die gewünschte Antwort geben:
»Es spricht nichts dagegen, Naturerscheinungen als Symbole für die Bedeutung der drei Zentralgestalten, der Bahá’í-Gesetze und der Bahá’í-Gesellschaftsordnung zu verwenden und diese darzustellen; wir halten auch den Gebrauch visueller Symbole für geeignet, um abstrakte Begriffe auszudrücken.« Q3
»Ihre Auffassung ist richtig, dass die Darstellung von Báb und Bahá’u’lláh in Kunstwerken verboten ist. Der Hüter stellte klar, dass dieses Verbot sich auf alle Manifestationen Gottes bezieht. Photographien oder Reproduktionen von Portraits des Meisters können in Büchern verwendet werden, aber kein Versuch sollte unternommen werden, ihn in Dramen oder anderen Werken darzustellen, wo er eine der agierenden Personen wäre. Es kann jedoch keinen Einwand zu einer symbolischen Wiedergabe von solch Heiligen Gestalten geben, vorausgesetzt, es wird nicht zu einem Ritual und das verwendete Symbol ist nicht respektlos.« Q4
Sie versehen Ihre Bilder manchmal mit detaillierten Beschreibungen der Symbole, die Sie verwenden. Oft angewandt, könnte dies zu einer Sichtweise führen, mit der in unzulässiger Weise Bahá’í-Ideen interpretiert werden und würde letztlich eher von Ihrem künstlerischen Streben ablenken, anstatt es zu unterstützen. Symbolik ist Rohstoff für die Kunst, aber Künstler interpretieren die verwendeten Symbole selten; sie überlassen es dem Betrachter ihrer Werke, eigene Schlüsse zu ziehen, höchstens, dass sie durch die Titel ihrer Werke Andeutungen machen.
Die Benennung eines Kunstwerks ist das Vorrecht des Künstlers; Einspruch zu erheben wäre einzig gegen den Gebrauch eines respektlosen Titels für ein Werk, das ein Bahá’í-Thema darstellen soll.
Zu ihrer Frage, ob ein Künstler ein »Gemälde als zeitgenössische Illustration einer Textstelle der Heiligen Schriften« ausführen darf, meint das Haus der Gerechtigkeit, dass Künstler nicht von Bahá’í–Institutionen daran gehindert werden sollten, eine Vielzahl kalligraphischer Interpretationen der Heiligen Schriften oder des Größten Namens zu schaffen. Doch sollten solche Versuche von gutem Geschmack sein und nicht Formen annehmen, die sie der Lächerlichkeit preisgeben. Was das allgemein benutzte Symbol des Größten Namens angeht, rät das Haus der Gerechtigkeit zu großer Sorgfalt bei der genauen Wiedergabe der persischen Kalligraphie, da jede Abweichung von einer allgemein übernommenen Darstellung für die iranischen Gläubigen schmerzlich sein kann.A62
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Die Richtlinien, die das Haus der Gerechtigkeit aufgestellt hat, um von der photografischen Reproduktion von Gemälden des Meisters zu Vertriebszwecken abzuraten, sind kein Qualitätsurteil über ein Gemälde. Die Gemälde, die den Meister abbilden, sind von sehr unterschiedlicher künstlerischer Qualität. Das Haus der Gerechtigkeit möchte keinem Gemälde den Vorzug vor anderen geben; es wünscht mit diesen allgemeinen Richtlinien lediglich sicherzustellen, dass den Darstellungen ‘Abdu’l-Bahás angemessener Respekt entgegengebracht wird, und dass keine Photoreproduktionen minderwertiger Gemälde verteilt werden.
Es wird ein deutlicher Unterschied gemacht zwischen der Veröffentlichung von Photographien von Gemälden in Büchern und Zeitschriften, was nicht verboten ist, da sie bis zu einem gewissen Grade der Beurteilung des Verlegers unterliegt und ihrer Publikation als Sonderdrucke, was vom Haus der Gerechtigkeit missbilligt wird.
Generell meint das Haus der Gerechtigkeit, dass eine der großen Herausforderungen, denen sich die Bahá’í überall gegenübergestellt sehen, darin besteht, den Völkern der Welt wieder ein Bewusstsein von geistiger Wirklichkeit zu vermitteln. Unser Weltbild unterscheidet sich deutlich von dem der Masse der Menschheit darin, dass für uns die Schöpfung die geistige wie die physische Welt umfasst, und wir den Zweck der Welt, in der wir uns befinden, als Mittel für unseren geistigen Fortschritt begreifen.
Diese Sicht hat wichtige Konsequenzen für das Verhalten der Bahá’í, und sie führt zu Verhaltensweisen, die ganz im Gegensatz zum vorherrschenden Verhalten der breiten Gesellschaft stehen. Eine der charakteristischen Tugenden, die in den Bahá’í-Schriften betont wird, ist die Hochachtung vor dem, was heilig ist. Ein solches Verhalten ist ohne Bedeutung für jene, die die Welt durch und durch materialistisch sehen, während viele Anhänger der etablierten Religionen sie zu einer Reihe von Ritualen ohne wahre geistige Empfindung verkommen ließen.
In manchen Fällen enthalten die Bahá’í-Schriften genaue Anleitung, wie die Ehrfurcht für heilige Gegenstände oder Orte zum Ausdruck gebracht werden sollte, zum Beispiel gibt es Einschränkungen bei der Verwendung des Größten Namens auf Gegenständen oder für den wahllosen Gebrauch der aufgezeichneten Stimme des Meisters. In anderen Fällen werden die Gläubigen aufgefordert, sich um ein tieferes Verständnis des Begriffes Heiligkeit in den Bahá’í-Lehren zu bemühen, wovon sie ihre eigenen Verhaltensformen ableiten können, durch die ihre Ehrfurcht und ihr Respekt auszudrücken sind.
Die Bedeutung solchen Verhaltens leitet sich aus dem in den Bahá’í-Schriften zum Ausdruck kommenden Prinzip ab, dass das Äußere Einfluss auf das Innere hat. Bahá’u’lláh spricht vom »Volk Gottes« und sagt:
»Ihr äußeres Verhalten ist nur eine Widerspiegelung ihres inneren Lebens, und ihr inneres Leben ein Spiegel ihres äußeren Verhaltens.«
Das Universale Haus der Gerechtigkeit möchte, dass sie die in den letzten Jahren zum Ausdruck gebrachten Sorgen in diesem Lichte sehen. Künstlerisch begabte Bahá’í sind in der einzigartigen Lage, bei der Behandlung von Bahá’í-Themen ihre Fähigkeiten so zu gebrauchen, dass der Menschheit vor Augen geführt wird, wie sie durch die Wiederbelebung des Konzepts der Ehrfurcht durch den Bahá’í-Glauben eine geistige Erneuerung erfährt.
Fragen der künstlerischen Freiheit sind bei der hier vorgebrachten Angelegenheit nicht von Belang. Bahá’í-Künstlern steht es frei, ihre Talente auf jedes sie interessierende Thema anzuwenden. Wie dem auch sei, es ist zu hoffen, dass sie eine führende Rolle darin übernehmen werden, einer materialistischen Gesellschaft wieder zur Wertschätzung der Ehrfurcht als einem wesentlichen Element wahrer Freiheit und dauernden Glücks zu verhelfen.A63
61
Das Haus der Gerechtigkeit ist erfreut, über Ihre Erfolge im Beruf zu hören. Es rät Ihnen, diese berufliche Tätigkeit im Zusammenhang mit dem Dienst am Glauben und der Förderung der Proklamations- und Lehrtätigkeit zu sehen. Ihre musikalischen Leistungen werden es Ihnen ermöglichen, eine weite Bandbreite von Menschen zu erreichen und Ihnen letztlich die Botschaft Bahá’u’lláhs zu verkünden, indem Sie die Werte dieser Botschaft in Ihrer Musik zum Ausdruck bringen. Auch können Sie, wenn sich Ihre Tätigkeit weiter entwickelt, mit einflussreichen Leuten, die Sie treffen, wertvolle Freundschaften für den Glauben schließen. Bei Ihrer bevorstehenden Entscheidung über das Gebiet, in dem Sie sich niederlassen wollen, mögen diese Erwägungen Sie führen. In der heutigen Zeit können Bahá’í-Künstler, die zu Ansehen gelangen und auf ihrem Gebiet bekannt sind und die weiterhin bestrebt bleiben, der Ausbreitung des Glaubens zu dienen, von einzigartiger Hilfe für die Sache sein, da die öffentliche Wissbegier über die Bahá’í-Lehren allmählich geweckt wird.A64
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Es ist gestattet, Auszüge aus den Heiligen Schriften für Lyrik zu verwenden und sie mit Musik zu begleiten, auch dürfen einzelne Sätze oder Worte wiederholt werden. Die nachfolgenden Auszüge erläutern dies noch näher:
»… spiele und singe darum die heiligen Worte Gottes in den Versammlungen der Freunde mit herrlichen Tönen, so dass die Ketten des Kummers und der Sorge von den Hörern abfallen, ihre Seelen sich vor Freude erheben und sich demütig im Gebet dem Reiche der Herrlichkeit zuwenden.« Q5
»Zweifelsohne sind Gebete und Teile aus den Sendschreiben, den Verborgenen Worten etc., geeignet, aber er hält es nicht für ratsam, Worte aus einem Abschnitt oder einer Meditation auszulassen, um sie perspektivisch zu kürzen.« Q6
Als Anwort auf die Frage eines Gläubigen inwieweit es zulässig sei, kleinere Veränderungen an Worten um der Betonung willen vorzunehmen oder um den perfekten Rhythmus zu erhalten, Worte hinzuzufügen, äußerte der geliebte Hüter Folgendes:
»Kleine Änderungen von Gebetstexten sind erlaubt, und ich würde Ihnen raten, dem offenbarten Wort an sich eine musikalische Fassung zu geben, was meines Erachtens überaus wirkungsvoll sein wird. Ich werde beten, dass der Geliebte Sie inspirieren möge, Seiner Sache diesen großen Dienst zu erweisen.« Q7
Bei der Frage der Vertonung von Versen aus den Bahá’í-Schriften mit Melodien aus bestehenden Musikstücken ist zu bedenken, dass ein solches Musikstück, auch wenn keine urheberrechtlichen oder gesetzlichen Beschränkungen bestehen, Assoziationen zum Text oder zur Stimmung des ursprünglichen Stückes wecken kann und möglicherweise nicht der Anforderung genügt, die Heiligen Texte mit Würde und Ehrerbietung zu behandeln.A65
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Es spricht nichts dagegen, ein Gebet durch die Form der Bewegung oder des Tanzes zu interpretieren, sofern es in einem ehrfürchtigen Geist getan wird; aber es sollte möglichst nicht vom Lesen der Worte begleitet werden.A66
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Das Haus der Gerechtigkeit ist erfreut, über Ihre Lehraktivitäten und Ihre unermüdliche Hingabe an die Sache Gottes zu hören, trotz der Schwierigkeiten, die Sie als Musiker erleben. In Beantwortung Ihrer Frage: Die Bahá’í-Lehren sehen in keiner Weise stillschweigend über die schlechte Behandlung von Musikern oder anderen Künstlern hinweg, noch wird von den Künstlern erwartet, dass sie ihre Entscheidungsfreiheit den Launen oder selbst den entschiedenen Ansichten anderer Bahá’í opfern. Hinsichtlich der von Ihnen angesprochenen Schwierigkeiten und dem Zwiespalt zwischen Ihrem Wunsch, durch Musik die Sache zu lehren und dem gleichzeitigen Erfordernis, Ihren Lebensunterhalt zu verdienen, wird Ihnen geraten, sich selbst Ihre Grenzen zu setzen. In einem im Auftrag Shoghi Effendis verfassten Brief, vom 23. Februar1933, finden wir beispielsweise folgenden Rat an einen Gläubigen:
»Der Rat, den Ihnen Shoghi Effendi gab in Bezug auf die Aufteilung Ihrer Zeit zwischen dem Dienst an der Sache Gottes und Ihren anderen Aufgaben, wurde auch von Bahá’u’lláh und dem Meister schon vielen anderen Freunden gegeben. Es ist ein Kompromiss zwischen den zwei Versen des Aqdas; der eine macht es jedem Bahá’í zur Pflicht, dem Fortschritt der Sache zu dienen, und der andere besagt, dass jede Seele einer Tätigkeit nachgehen sollte, die der Gesellschaft nützt. In einem Seiner Sendschreiben sagt Bahá’u’lláh, dass die höchste Form der Loslösung an diesem Tage die ist, dass man einer Tätigkeit nachgeht und sich selbst versorgt. Ein guter Bahá’í ist folglich derjenige, der sein Leben in der Weise ordnet, dass er sich sowohl seinen materiellen Bedürfnissen widmet wie auch dem Dienst an der Sache Gottes.« Q8
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Ihr aufrichtiger Wunsch, das Theater als ein Mittel zur Verbreitung der Grundsätze des Glaubens unter den Menschen zu nützen, ist lobenswert und das Haus der Gerechtigkeit hofft, dass Ihre Bemühungen bei diesem Vorhaben sowohl für Sie persönlich Erfüllung als auch für die Gemeinde Nutzen bringen mögen. Wie Sie selbst erwähnten, sind Sie sich der Schwierigkeiten und möglichen Fallstricke bei Bahá’í-Theaterstücken bewusst. In der derzeitigen Atmosphäre von Intoleranz in Ihrem Land ist es wichtig, keine Stücke zu schreiben, welche die Abneigung der Öffentlichkeit oder die Entrüstung religiöser Fundamentalisten wecken könnten.A67
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… traditionelle Tänze als Ausdruck einer Kultur sind in Bahá’í-Zentren erlaubt. Es sollte jedoch berücksichtigt werden, dass die traditionellen Tänze meist bestimmte Themen oder eine Geschichte darstellen. Insofern muss sichergestellt werden, dass die Themen dieser Tänze mit den hohen ethischen Maßstäben der Sache in Einklang stehen und keine Assoziationen wecken, die niedere Instinkte und unziemliche Leidenschaften hervorrufen. …
Wenn die Choreographie eines Tanzes darauf ausgerichtet ist, die Bahá’í-Lehren zu unterstützen und zu verbreiten, und dies in einer Weise getan werden kann, die den Adel dieser Prinzipien widerspiegelt und angemessene Gefühle hinsichtlich Respekt und Ehrerbietung hervorrufen, steht einer Umsetzung von Textpassagen aus den Schriften in die Form eines Tanzes nichts entgegen. Hierbei wäre es jedoch vorzuziehen, wenn der Tanz nicht vom Lesen der Worte begleitet würde.
Der Grundsatz, der die Freunde bei ihren Überlegungen hinsichtlich dieser Frage leiten soll, ist die Beachtung von »Mäßigung in allem, was Kleidung, Sprache und Unterhaltung und alle künstlerischen und literarischen Betätigungen« angeht.A68
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Es gibt natürlich keinen Einwand, den Begriff ›Bahá’í-Künstler‹ zu verwenden, aber zu diesem Zeitpunkt der Bahá’í-Sendung sollten wir die Begriffe ›Bahá’í-Kunst‹, ›Bahá’í-Musik‹ oder ›Bahá’í-Architektur‹ nicht verwenden.A69
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Ein Roman als Medium bietet dem Autor große Freiheit, Ideen und Gedankengänge auszuarbeiten, die bis dahin unerforscht waren. Sofern der Glaube und Seine Lehren ausdrücklich in der Geschichte erwähnt werden, müssen Sie jedoch Sorgfalt walten lassen, um Interpretationen, die nicht korrekt sein könnten, keinen Raum zu geben. Wenn es jedoch in dem Roman keinen eindeutigen Bezug zum Glauben gibt, steht es Ihnen frei, Ihre Phantasie spielen zu lassen, um Ideen auszuleuchten, die ihren Ursprung in den Prinzipien des Glaubens haben.A70
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Bei all ihren Bemühungen, das Ziel des Vierjahresplanes zu erreichen, bitten wir die Freunde auch, dem Einsatz der Künste stärkere Aufmerksamkeit zu schenken und dies nicht nur im Rahmen der Proklamation, sondern auch bei der Verbreitung und Festigung. Die grafischen und darstellenden Künste und die Literatur haben bei der Ausweitung des Einflusses des Glaubens eine wichtige Rolle gespielt und können es auch weiterhin tun. Auf der Ebene der Volkskunst kann dieser Möglichkeit in allen Teilen der Welt, ob in Dörfern oder Städten, nachgegangen werden. Shoghi Effendi setzte hohe Erwartungen in die Künste als ein Mittel, Aufmerksamkeit auf die Lehren zu ziehen. Ein in seinem Auftrag an einen einzelnen Gläubigen geschriebener Brief vermittelt die Ansicht des Hüters: „Es wird die Zeit kommen, da der Glaube sich wie ein Lauffeuer verbreiten wird, da sein Geist und seine Lehren auf der Bühne oder in der Kunst und Literatur als Ganzes dargestellt werden wird. Kunst kann besser solch edle Gefühle wecken als kalte, rationale Erläuterungen, besonders unter der Masse der Bevölkerung.A71
70
In vielen Teilen der Region wurde der Erziehung der Kinder nur unzureichende Aufmerksamkeit geschenkt. Weit umfangreichere Programme sollten in den Ländern, in denen hierfür ein Bedürfnis besteht, initiiert werden, um sicherzustellen, dass die Bahá’í-Kinder gefördert und ermutigt werden, einen wachen Verstand zu entwickeln sowie ein tiefes Verständnis für die göttlichen Lehren zu erhalten; sie sollen gut ausgerüstet sein, um in allen Bereichen des Glaubens mitarbeiten und in den Bereichen der Kunst, des Handwerks und der Wissenschaften für den Fortschritt der Gesellschaft ihren Beitrag leisten zu können. Derartige Programme, wenn sie sowohl Bahá’í- als auch Nicht-Bahá’í Kindern offenstehen, bieten eine wirkungsvolle Möglichkeit, den Segen bringenden Einfluss der Botschaft Bahá’u’lláhs einer breiten Gesellschaft zugänglich zu machen.A72
Bibliografie
Bahá’u’lláh
Kitáb-i-Aqdas, Auflage 6.02-Online (2020-08-08)
Ährenlese aus den Schriften Bahá’u’lláhs, Auflage 10.01-Online (2023-11-07)
Botschaften aus ‘Akká, Auflage 3.04-Online (2023-09-12)
‘Abdu’l-Bahá
Briefe und Botschaften, Auflage 4.01-Online (2021-09-29)
Tablets of ‘Abdu’l-Bahá Abbas, Volume III, Published by Bahá’í Publishing Society, Chicago, U.S.A.
Beantwortete Fragen, Auflage 13.01-Online (2022-01-25)
Promulgation of Universal Peace, Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1982
‘Abdu’l-Bahá in London, Auflage 1.04-Online (2021-06-12)
Shoghi Effendi
Das Kommen Göttlicher Gerechtigkeit, Auflage 4.02-Online (2021-06-12)
Lady Blomfield, The Chosen Highway, Wilmette: Bahá’í Publishing Trust, 1954
Lucas, Mary L., A Brief Account to My Visit to Acca, (classic reprint) Forgotten Books 2017
Quellenangaben
Q1 Lady Blomfield, The Chosen Highway, S. 167
Q2 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 23. September 1980, An einen Gläubigen
Q3 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 29. Juli 1971, An einen Gläubigen
Q4 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. Dezember 1972 An einen Gläubigen
Q5 ‘Abdu’l-Bahá, Briefe und Botschaften 74:2, Auflage 4.01-Online (2021-09-29)
Q6 Shoghi Effendis, Brief in seinem Auftrag vom 3. Juli 1949, An einen Gläubigen
Q7 Shoghi Effendi, handschriftlicher Nachtrag zu einem Brief in seinem Auftrag vom 8. April 1931, An einen Gläubigen
Q8 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 15. Februar 1990, An einen Gläubigen
Anmerkungen
A1 Übersetzung aus dem Persischen
A2 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 4:51
A3 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 4:116
A4 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese aus den Schriften Bahá’u’lláhs 74:1
A5 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese aus den Schriften Bahá’u’lláhs 82:7
A6 Bahá’u’lláh, in: Botschaften aus ‘Akká 11:42
A7 Einzigartiger persischer Musiker: Sänger, Instrumentalist und Erfinder vieler alter persischer Musikinstrumente, der um 600 A.D. am Hofe des Khosrow-Parviz aus der Sassaniden-Dynastie lebte.
A8 ›Vater der persischen Poesie‹ gest. 940 A.D.
A9 Namhafter muslimischer Gelehrter; Autor einer Abhandlung über Musik (ca. 870-950 A.D.)
A10 Arzt/Wissenschaftler/Philosoph, im Westen als Avicenna bekannt, der in einem seiner Hauptwerke einen Abschnitt der Musiktheorie widmete (ca. 980-1027 A.D.)
A11 Übersetzung aus dem Persischen
A12 Übersetzung aus dem Persischen
A13 Übersetzung aus dem Persischen
A14 Übersetzung aus dem Persischen
A15 Übersetzung aus dem Persischen
A16 Übersetzung aus dem Persischen
A17 Übersetzung aus dem Persischen
A18 Shahnáz, der Name der Empfängerin dieses Sendbriefes, ist auch die Bezeichnung einer musikalischen Tonart
A19 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 74:1–2
A20 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 102:3
A21 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 109:1
A22 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 154:3
A23 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of ‘Abdu’l-Bahá Abbas, Volume III, S. 59
A24 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of ‘Abdu’l-Bahá Abbas, Volume III, S. 512
A25 ‘Abdu’l-Bahá, in: Beantwortete Fragen 58:3
A26 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace, 24. April 1912, Talk at Children’s Reception Studio Hall, 1219 Connecticut Avenue, Washington, D.C.
A27 ‘Abdu’l-Bahá, in: ‘Abdu’l-Bahá in London 5:37
A28 zit. in Mary L.Lucas, A Brief Account to My Visit to Acca, S.11-14
A29 Shoghi Effendi, in: Das Kommen Göttlicher Gerechtigkeit 47
A30 Shoghi Effendi, Brief vom 11. Dezember 1931, An einen Gläubigen
A31 Shoghi Effendi, Brief vom 2. Januar 1932, An einen Gläubigen
A32 Shoghi Effendi, Brief vom 3. April 1932, An einen Gläubigen
A33 Shoghi Effendi, Brief vom 20. Juni 1932, An einen Gläubigen
A34 Shoghi Effendi, Brief vom 10. Oktober 1932, An einen Gläubigen
A35 Shoghi Effendi, Brief vom 15. November 1932, An einen Gläubigen
A36 Shoghi Effendi, Brief vom 30. November 1932, An einen Gläubigen
A37 Shoghi Effendi, handschriftlicher Nachtrag eines Briefes in seinem Auftrag vom 6. August 1933 an einen Gläubigen
A38 Shoghi Effendi, Brief vom 17. März 1935, An einen Gläubigen
A39 Shoghi Effendi, Brief vom 25. Juli 1936, An einen Gläubigen
A40 Shoghi Effendi, Brief vom 4. November 1937, An einen Gläubigen
A41 Shoghi Effendi, Brief vom 23. Dezember 1942, An einen Gläubigen
A42 Shoghi Effendi, Brief vom 20. Juli 1946, An einen Nationalen Geistigen Rat
A43 Shoghi Effendi, Brief vom 22. Dezember 1948, An einen Nationalen Geistigen Rat
A44 Shoghi Effendi, Nachtrag eines Briefes in seinem Auftrag geschriebenen vom 1. März 1951, An einen Nationalen Geistigen Rat
A45 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. Februar 1952, An einen Gläubigen
A46 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 30. Juni 1952, An einen Nationalen Geistigen Rat
A47 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 2. Juli 1967, An alle Nationalen Geistigen Räte
A48 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 22. Februar 1971, An einen Nationalen Geistigen Rat
A49 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. Dezember 1972, An einen Gläubigen
A50 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 17. Januar 1973, An einen Nationalen Geistigen Rat
A51 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 18. Juli 1974, An einen Gläubigen
A52 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 25. Januar 1977, An einen Gläubigen
A53 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 9. März 1977, An einen Gläubigen
A54 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 10. Februar 1980, An die iranischen Bahá’í in der ganzen Welt
A55 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 21. Juli 1982, An einen Gläubigen
A56 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 9. August 1983, An einen Gläubigen
A57 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 5. Oktober 1983, An einen Nationalen Geistigen Rat
A58 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 3. September 1984, An einen Gläubigen
A59 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 8. Mai 1985, An die Bahá’í-Jugend der Welt
A60 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 23. Juni 1985, An einen Gläubigen
A61 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 20. August 1985, An einen Nationalen Geistigen Rat
A62 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 23. Februar 1987, An einen Gläubigen
A63 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 24. September 1987, An einen Gläubigen
A64 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 30. Juni 1988, An einen Gläubigen
A65 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief in seinem Auftrag vom 6. Dezember 1989, An eine Einzelperson
A66 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 4. Januar 1990, An einen Gläubigen
A67 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 9. April 1990, An einen Nationalen Geistigen Rat
A68 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 20. Juni 1991, An einen Nationalen Geistigen Rat
A69 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 12. März 1992, An zwei Gläubige
A70 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 15. Februar 1994, An einen Gläubigen
A71 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 21. April 1996, An die Bahá’í der Welt
A72 Das Universale Haus der Gerechtigkeit, Brief vom 21. April 1996, An die Bahá’í in Australien
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