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A Lei do
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
Compilação e Codificação
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
* Excertos dos Escritos de Bahá’u’lláh, ‘Abdu’l-Bahá, Shoghi Effendi e
da Casa Universal de Justiça.
* Suplemento à Compilação sobre o Huqúqu’lláh
* Orações relacionadas ao Huqúqu’lláh
* Uma codificação da Lei do Huqúqu’lláh
* O desenvolvimento da Instituição do Huqúqu’lláh
* Relação de pontos importantes concernentes ao Huqúqu’lláh
Compilado pelo Departamento de Pesquisa da
Casa Universal de Justiça
© 1989 pela Assembléia Espiritual Nacional
dos Bahá’ís do Brasil
Todos os direitos reservados
Tradutor: Robert Walker
Revisão da tradução: Stella B. Nikobin
Revisão final: Tiago B. Dantas
1a Edição – 1990
Editora Bahá’í do Brasil
R. Eng. Gama Lobo, 267
20551 Rio de Janeiro, RJ
2a Edição – 2002
Publicação no 167, composta em Forun ?
Medium F2/11 sobre 12 pontos.
Impressão: R. Vieira Gráfica e Editora Ltda.
Rua do Açúcar, 244 – 13065 Campinas, SP
Índice
Prefácio
Prefácio da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil
I. EXCERTOS DOS ESCRITOS DE BAHÁ’U’LLÁH, ‘ABDU’L-BAHÁ, SHOGHI EFFENDI E DACASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA
[Divulgado em 1985]
Excertos dos Escritos de Bahá’u’lláh
Excertos dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá
Excerto de uma Elocução de ‘Abdu’l-Bahá
Excerto de uma carta de Shoghi Effendi
Excertos de cartas escritas em nome de Shoghi Effendi
Excertos de escritos da Casa Universal de Justiça
II. SUPLEMENTO À COMPILAÇÃO SOBRE O HUQÚQU’LLÁH
[Divulgado em 1992]
Excertos das Escrituras de Bahá’u’lláh
Excertos das Escrituras de ‘Abdu’l-Bahá
Excerto de uma carta escrita por Shoghi Effendi
Excertos de cartas escritas em nome da Casa Universal de Justiça
Relação de pontos importantes concernentes ao Huqúqu’lláh
III. ORAÇÕES RELACIONADAS AO HUQÚQU’LLÁH
IV. UMA CODIFICAÇÃO DA LEI DO HUQÚQU’LLÁH
[Revisada em 1999]
Introdução
Prefácio
Uma bênção concedida por Deus
Calculando o Huqúqu’lláh
A aplicabilidade da Lei do Huqúqu’lláh
O pagamento do Huqúqu’lláh
Administração do Huqúqu’lláh
V. O DESENVOLVIMENTO DA INSTITUIÇÃO DO HUQÚQU’LLÁH
[Revisado em 1999]
Introdução
O desenvolvimento da instituição do Huqúqu’lláh
VI. RELAÇÃO DE PONTOS IMPORTANTES CONCERNENTES AO HUQÚQU’LLÁH
[Revisado em 1999]
Prefácio
da segunda edição
É com imensa alegria que apresentamos esta nova edição do livro “A Lei do Huqúqu’lláh: O Direito de Deus” às comunidades bahá’ís de língua portuguesa. Revisados e atualizados, os textos aqui apresentados formam um corpo de conhecimento vital para todo crente. O Huqúqu’lláh, junto com outras leis espirituais, a da oração obrigatória e a do jejum, forma a base do desenvolvimento espiritual de cada seguidor de Bahá’u’lláh e, portanto, é dotado de um significado especial. A partir do Ridván de 1992, o início do Ano Santo, a Lei do Huqúqu’lláh, o Direito de Deus, tornou-se universalmente aplicável e todos os bahá’ís do mundo foram amorosamente chamados a observá-la. Este momentoso comunicado da Casa Universal de Justiça foi precedido de um longo processo de educação e conscientização dos amigos em todas as partes. Nestes anos, a Instituição do Huqúqu’lláh tem acompanhado os avanços visíveis no desenvolvimento da Ordem Administrativa de Bahá’u’lláh. Hoje, sob amorosa orientação da Mão da Causa de Deus e Fideicomissário do Huqúqu’lláh, Dr. Alí-Muhammad Varqá, os 40 Corpos de Fiduciários estabelecidos em diferentes regiões e nações do mundo e seus representantes compõem esta instituição, perfazendo um total de 627 pessoas engajadas em desenvolver um forte relacionamento de amor e obediência entre os crentes e seu Criador.
A emergência da Comunidade Bahá’í da obscuridade para a arena dos assuntos do mundo implica em um significativo aumento da responsabilidade dos crentes de aprofundamento, conscientização e esclarecimento a respeito deste elemento fundamental da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, dessa maravilhosa promessa divina chamada Huqúqu’lláh. Mais do que a expressão material da firmeza no Convênio, a Lei do Direito de Deus “é conducente à prosperidade, à benção, e à honra e à proteção divina... É a fonte de graça, de abundância e de todo o bem. É uma benção que permanecerá com cada alma em cada mundo dos mundos de Deus... e a fonte da amorosa benevolência e do tenro amor de Deus outorgados aos homens.”
Com amorosas saudações bahá’ís,
O Corpo de Fiduciários do Huqúqu’lláh no Brasil
Abril de 2002
Prefácio
da primeira edição
Ao entregar aos bahá'ís do Brasil este livro sobre o Huqúqu’lláh, a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil agradece à Instituição do Corpo Continental de Conselheiros nas Américas que está subvencionando parte do custo da publicação, a fim de tornar mais acessível aos amigos a aquisição do livro, que recebe também uma subvenção da própria Assembléia Espiritual Nacional.
Sobre a importância do assunto, cremos que o seguinte extrato de uma palestra da Mão da Causa, Dr. Alí Muhammad Varqá, em 1o de maio de 1988, durante a Sexta Convenção Internacional, em Haifa, Israel, é bem elucidativo e enfatiza a atenção que sua leitura e estudo merecem da parte de todos os bahá'ís:
No início do Plano de Seis Anos da Casa Universal de Justiça, que coincidiu com mudanças dramáticas em muitos aspectos da sociedade, surgiu um novo campo para o rápido desenvolvimento da Fé de Deus, pelo qual o propósito e as metas da Revelação de Bahá'u'lláh tornaram-se visíveis aos próprios olhos das autoridades governamentais, chefes de Estado, pessoas proeminentes e eruditas, as quais, até então, nem sequer eram conscientes de sua existência.
Agora, a Casa Universal de Justiça julgou ser oportuno enfatizar a importância da aquisição do conhecimento das leis e determinações reveladas por Bahá'u'lláh, adotando como uma das metas mais sublimes deste novo plano, a tradução para o inglês do Livro Mais Sagrado, o Kitáb-i-Aqdas.
Entre os mandamentos e leis revelados nesse livro sagrado está a lei do Huqúqu’lláh, até agora só aplicável aos amigos no Irã. Os bahá'ís do Ocidente souberam desta lei ao difundir-se a compilação do Texto e Escritos Sagrados, preparada pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça.
Huqúqu’lláh é uma palavra árabe composta pelas palavras “HUQÚQ”, que significa “Direito”, e “ALLÁH”, que significa “Deus”. Portanto, “HUQÚQU’LLÁH” significa “DIREITO DE DEUS” – uma parte dos bens e dos ganhos pessoais oferecidos no Umbral do Senhor.
O livro que ora é entregue aos bahá’ís do Brasil inclui três trabalhos divulgados pelo Centro Mundial sobre o assunto do Huqúqu’lláh.
Inicialmente, em 1985, foi preparada uma compilação de textos das Figuras Centrais e da Casa Universal de Justiça, que está publicada na primeira parte deste livro. Em 1987, a Casa Universal de Justiça divulgou uma codificação sobre o Huqúqu’lláh, acompanhada de um trabalho sobre o desenvolvimento da instituição do Huqúqu’lláh que, nesta versão em português, formam respectivamente a terceira e a segunda parte do livro.
Em resumo, nesta publicação apresentamos os 112 textos da compilação do Centro Mundial sobre Huqúqu’lláh, uma breve história do desenvolvimento da Instituição e uma codificação simples da lei do Huqúqu’lláh.
Assembléia Espiritual Nacional
Dos Bahá’ís do Brasil
Janeiro de 1990
I
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
EXCERTOS DOS ESCRITOS DE BAHÁ’U’LLÁH,
‘ABDU’L-BAHÁ, SHOGHI EFFENDI E DA CASA
UNIVERSAL DE JUSTIÇA
Compilado pelo Departamento de Pesquisa
Da Casa Universal de Justiça
Junho de 1985
EXCERTOS DOS ESCRITOS DE BAHÁ’U’LLÁH
Todas as passagens são excertos de Epístolas que não haviam sido traduzidas
anteriormente para o inglês, exceto aquelas cuja referência está identificada.
1. Ó Zayn! Sobre ti esteja Minha glória e Minha amorosa bondade. Nada que existe no mundo do ser tem sido, nem jamais será, digno de menção. No entanto, se uma pessoa fosse benevolentemente favorecida a oferecer uma migalha – ou até menos ainda – no caminho de Deus, isto seria aos Seus olhos preferível e superior a todos os tesouros da terra. É por este motivo que o Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – louvou em todas as Suas Escrituras Sagradas aqueles que observaram Seus preceitos e empregam suas riquezas por amor a Ele. Suplicai a Deus que Ele capacite todos a desincumbirem-se da obrigação do Huqúq, porquanto o progresso e a promoção da Causa de Deus dependem de meios materiais. Se Seus servos fiéis pudessem se conscientizar de quão meritórios são os atos benévolos nestes dias, todos iriam se levantar para fazer aquilo que é apropriado e correto. Na Sua mão está a fonte de autoridade e Ele ordena de acordo com Sua vontade. Ele é o Governante Supremo, o Generoso, o Eqüitativo, o Revelador, o Sapientíssimo.
2. ... O Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – sempre foi e continuará a ser exaltado acima de toda expressão de louvor, e é santificado no mundo da existência e de todas as riquezas nele contidas. Qualquer coisa que procede dEle produz um fruto cujos benefícios revertem aos próprios indivíduos. Dentro em breve perceberão eles a verdade daquilo que a Língua da Grandeza proferiu outrora e doravante proferirá. E tais benefícios de fato advirão se o Huqúq for oferecido com a maior alegria e radiância, e no espírito de perfeita humildade e submissão.
3. Roga ao Deus Uno e Verdadeiro que capacite Seus servos fiéis a cumprirem aquilo que é conducente ao bem deste mundo e do mundo vindouro. Isto é o mandamento de Deus, que foi prescrito no Seu Livro poderoso e inviolável. Hoje é o Dia de Deus, quando a preservação da dignidade de Sua Causa deve ter precedência sobre todas as outras coisas. Ele ordena aquilo que conferirá benefícios a toda a humanidade. Verdadeiramente, Ele é o Compassivo, o Todo-Generoso. Neste contexto, a Pena da Glória revelou aquilo que capacitará todo homem de percepção inalar a fragrância de Sua amorosa bondade e generosidade. Em verdade, os benefícios decorrentes da injunção acima mencionada revertem aos próprios indivíduos. Isto testemunhará toda pessoa de discernimento que observa Seus preceitos.?
4. Incumbe a todos cumprirem com a obrigação do Huqúq. As vantagens auferidas deste ato revertem às próprias pessoas. Entretanto, a aceitação das ofertas depende do espírito de alegria, companheirismo e contentamento que manifestarão as almas retas que cumprirem com esta injunção. Se assim for a atitude, a aceitação é permissível, de outra forma não o será. Verdadeiramente, seu Senhor é o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado.
5. Ó Zayn! Tais almas que cumprem a injunção de Deus prescrita no Livro são consideradas as mais excelentes, na apreciação de Deus. Não pode haver qualquer dúvida que tudo que é revelado do céu do mandamento divino é em virtude de Sua sabedoria e é de melhor interesse das próprias pessoas. Outrossim, embora estas quantias insignificantes não sejam dignas de menção, elas são bem-vindas, visto que os doadores as oferecem por amor a Deus. Se a oferenda for apenas um único grão, ela será considerada a glória culminante de todas as safras do mundo.
6. Está claro e evidente que o pagamento do Direito de Deus é conducente à prosperidade, à bênção, e à honra e à proteção divina. Felizes aqueles que compreendem e reconhecem esta verdade, e ai daqueles que não acreditam. E isto está condicionado à observância, pelo indivíduo, das injunções prescritas no Livro, com a máxima radiância, contentamento e pronta aquiescência. Compete a vós aconselhar os amigos a fazerem aquilo que é certo e digno de louvor. Quem atende a este chamado receberá os benefícios e quem deixa de fazê-lo prejudica a si mesmo. Verdadeiramente, nosso Senhor de Misericórdia é o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado.
7. O Huqúqu'lláh é de fato uma grande lei. Incumbe a todos fazer esta oferenda, pois ela é a fonte de graça, de abundância e de todo o bem. É uma bênção que permanecerá com cada alma em cada mundo dos mundos de Deus, O que tudo possui, o Todo-Generoso.
8. Sobre a questão do Huqúq: Referência a este assunto não é de maneira alguma permissível. Já prescrevemos a ti e a Jináb-i-Amín aquilo que redundará na glória e dignidade da Palavra de Deus e de Sua Causa. No tocante a este assunto específico, temos assim ordenado: Vós podeis renunciar ao mundo inteiro, mas não deveis permitir a subtração de nem uma vírgula ou título da dignidade da Causa de Deus. Jináb-i-Amín – sobre ele esteja Minha glória – deve também abster-se de mencionar este assunto, pois o mesmo depende totalmente da boa vontade dos próprios indivíduos. Eles estão bem cônscios do mandamento de Deus e estão familiarizados com aquilo que foi revelado no Livro. Quem quiser, que o observe, e quem quiser, que o desconsidere. Verdadeiramente, teu Senhor é o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado. De fato, a independência de todas as coisas é uma porta de orientação a Seus servos fiéis. Felizes aqueles que se desprenderam do mundo e se levantaram para servir Sua Causa. Verdadeiramente, eles estão incluídos entre o povo de Bahá e a corte de Sua Beleza resplandecente.
9. Ó Abu’l Hasan1:
Que minha Glória esteja sobre ti! Fixa teu olhar na glória da Causa. Proclama aquilo que atrairá os corações e as mentes. Exigir o Huqúq não é de maneira alguma permissível. Esta ordem foi revelada no Livro de Deus para vários assuntos necessários que Deus determinou que fossem dependentes de meios materiais. Portanto, se alguém, com o maior prazer e contentamento, ou antes com insistência, desejar desfrutar desta bênção, tu poderás aceitar. Do contrário, a aceitação não é permitida.
10. Obtendo alguém cem mithqáls de ouro, dezenove deles pertencem a Deus e serão entregues a Ele, o Formador da terra e do céu. Atentai, ó povo, para vos não privardes de tão grande bênção. É isso o que Nós vos ordenamos, apesar de podermos muito bem prescindir de vós e de todos nos céus e na terra. Nisso há benefícios e sabedorias além da apreensão de qualquer um senão Deus, o Onisciente, O de tudo informado. Dize: Dessa maneira Ele quis purificar vossas posses e capacitar-vos a vos acercar dos graus que ninguém pode compreender, exceto os escolhidos por Deus. Veramente, Ele é o Generoso, o Benévolo, o Munificente. Ó povo! Não defraudeis o Direito de Deus nem despendei-o livremente sem a Sua permissão. Assim se estabeleceu o Seu mandamento nas Epístolas Sagradas, e neste Livro excelso. Quem age traiçoeiramente para com Deus, por justiça sofrerá traição. Mas quem Lhe segue as exortações receberá uma graça do céu da generosidade de seu Senhor, o Dadivoso, o Benévolo, o Generoso, o Ancião dos Dias. Ele, em verdade, escolheu para vós o que ainda não entendeis, mas que havereis de conhecer quando, após esta vida fugaz, vossas almas elevarem-se em direção aos céus, e os adornos de vossas alegrias terrenas forem descartados. Assim vos admoesta o Possuidor da Epístola Preservada.
(O Kitáb-i-Aqdas, parágrafo 97)
11. Pergunta: O mandamento do Huqúqu’lláh foi revelado no Kitáb-i-Aqdas. Inclui-se também a residência, com os acessórios a ela associados e o mobiliário necessário, entre as propriedades sobre as quais incide o Huqúqu’lláh, ou não?
Resposta: Nas leis reveladas em persa Nós ordenamos que, nesta Potentíssima Dispensação, a residência e o mobiliário doméstico estejam isentos – isto é, aqueles objetos que forem necessários.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 42)
12. Pergunta: Quanto aos equipamentos do local de serviço necessários à execução do trabalho ou profissão: estão eles sujeitos ao pagamento do Huqúqu’lláh, ou regem-se pelos mesmos regulamentos que a mobília doméstica?
Resposta: Regem-se pelos mesmos regulamentos da mobília doméstica.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 95)
13. Pergunta: Se o finado não tiver cumprido sua obrigação com o Huqúqu’lláh nem tampouco pago suas outras dívidas, devem-se quitar tais débitos através de deduções proporcionais retiradas da residência, das roupas pessoais e do restante do espólio, ou são a residência e as roupas pessoais reservadas para a descendência masculina e, conseqüentemente, os débitos precisam ser quitados com o restante do espólio? E se o restante do espólio for insuficiente para tal fim, como deveriam ser quitadas as dívidas?
Resposta: As dívidas pendentes e os pagamentos do Huqúq deveriam ser quitados com o restante do espólio, mas, se ele for insuficiente para tanto, então a diferença será coberta pela residência e roupas pessoais.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 80)
14. Pergunta: No que tange à soma básica sobre a qual incide o Huqúqu’lláh.
Resposta: A soma básica sobre a qual incide o Huqúqu’lláh é dezenove mithqáls de ouro. Em outras palavras, quando se acumular numerário equivalente a esse valor, um pagamento de Huqúq é devido. Da mesma forma, o Huqúq é pago quando o valor, não o número, de outras formas de propriedade alcança a quantia prescrita. O Huqúqu’lláh não é pago mais de uma vez. Por exemplo, uma pessoa que obtém mil mithqáls de ouro, e paga o Huqúq, não está sujeita a um segundo pagamento sobre essa quantia, mas apenas sobre aquilo que somar-se à ela através do comércio, negócios e atividades semelhantes. Quando esse aumento, ou seja, o lucro realizado, alcança a importância prescrita, deve-se cumprir o que Deus ordenou. Apenas quando o capital muda de mãos é que fica outra vez sujeito ao pagamento do Huqúq, como da primeira vez. O Ponto Primordial* determinou que o Huqúqu’lláh deve ser pago sobre o valor de tudo o que se possui; entretanto, nesta Mais Potente Dispensação Nós isentamos a mobília da casa, ou seja, o mobiliário que lhe for necessário, e a própria residência.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 8)
15. Pergunta: Quando a riqueza de alguém excede os dezenove, é necessário que aumente outros dezenove antes que o Huqúq seja novamente devido, ou será ele pago sobre qualquer incremento adicional?
Resposta: Toda quantia acrescida aos dezenove está isenta do Huqúq até que atinja outros dezenove.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 90)
16. Pergunta: Se alguém possui, por exemplo, cem túmáns3, paga o Huqúq sobre esta soma, perde metade dela em transações sem sucesso, e depois, através de negócios, o total disponível alcança outra vez a soma sobre a qual o Huqúq é devido – deve tal pessoa pagar o Huqúq, ou não?
Reposta: Neste caso o Huqúq não é devido.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 44)
17. Pergunta: Se depois do pagamento do Huqúq essa mesma soma de cem túmáns é perdida integralmente, mas posteriormente recuperada através de comércio e negócios, deve o Huqúq ser pago uma segunda vez ou não?
Resposta: Tampouco nesse caso o Huqúq é exigido.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 45)
18. A importância mínima sujeita ao Huqúqu’lláh é alcançada quando as posses de uma pessoa valem o número de Váhid (19); isto é, sempre que uma pessoa possuir 19 mithqáls de ouro, ou adquirir bens que alcancem este valor. Após haver descontado disso as despesas anuais, o Huqúq se torna aplicável, sendo obrigatório o seu pagamento.
19. Em relação à pergunta que tu fizeste sobre a quantia mínima de bens sobre a qual é pagável o Huqúq, isto foi mencionado na Sua excelsa e gloriosa presença e o seguinte é o que a Língua da Grandeza proferiu em resposta: “Esse assunto foi revelado no Livro Mais Sagrado em conformidade com o pronunciamento no Bayán. Mais tarde, contudo, em sinal de sabedoria de Nossa parte, decretamos que a quantia mínima de bens sujeita ao pagamento do Huqúq seja fixada em dezenove. O propósito subjacente a esta lei é o de assegurar que no futuro seja fortalecido o Tesouro Geral. Detalhes adicionais poderão ser fornecidos mais tarde”.
20. De acordo com o que está revelado no Livro Mais Sagrado, o Huqúqu’lláh está fixado à razão de 19 mithqáls em cada 100 mithqáls de ouro. Isso se aplica a posses em ouro, em prata ou outros bens.
Além disso, certos direitos foram fixados para a Casa de Justiça. Entretanto, antes do seu estabelecimento e do aparecimento dos seus membros, a apropriação de tais fundos está e estará sujeita à aprovação dAquele que é a Verdade Eterna. Suplicai a Deus – exaltada seja Sua glória – que capacite o povo a honrar a obrigação do Huqúq, pois se todos tivessem percebido a vantagem de tal ato e tivessem desistido de reter o Direito de Deus, os amigos naquela região não teriam experimentado privação alguma.
21. Pergunta: Pode alguém, ao lavrar seu testamento, destinar uma parte de seu patrimônio – fora aquilo reservado ao pagamento do Huqúqu’lláh e à quitação das dívidas – para obras de caridade, ou só lhe é permitido reservar uma certa quantia para cobrir as despesas do funeral e do sepultamento, de modo que o restante de seu espólio seja distribuído da forma estabelecida por Deus entre as categorias de herdeiros que foram definidas?
Resposta: Cada pessoa tem pleno poder sobre os seus bens. Se puder quitar o Huqúqu’lláh, e estiver livre de dívidas, então tudo o que for registrado em seu testamento e qualquer afirmação ou declaração nele contidas serão aceitáveis. Deus, veramente, permitiu-lhe dispor livremente daquilo que Ele lhe concedeu.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 69)
22. Muitas pessoas em várias regiões estão atualmente iluminadas com a luz da fé, mas, com exceção de umas poucas, ainda não tiveram o privilégio de observar as injunções reveladas da Sua presença.
Anteriormente Nós escrevemos a ti4 que se aqueles amigos tivessem observado o pagamento do Huqúqu’lláh, o povo daquela região teria gozado de bem-estar e conforto. Antes da revelação desta lei, nenhuma obrigação havia por parte de alma alguma. A Pena Gloriosa deixou de revelar leis e preceitos por vários anos, e isto foi uma dádiva de Sua graça celestial. Se os povos do mundo viessem a reconhecer os inestimáveis benefícios que as determinações do Todo-Misericordioso iriam causar, levantar-se-iam para cumprir Seus mandamentos e observariam Suas prescrições...
A Pena do Altíssimo ordenou ser o Huqúqu’lláh pagável sobre dezenove mithqáls de ouro. Isto é, o Huqúq é arrecadado sobre dinheiro equivalente a essa importância. No tocante a outras posses em prata ou em outra modalidade, ele é pagável quando alcançam isso em valor, não em número. O Huqúqu’lláh é pagável somente uma vez; por exemplo, se uma pessoa obtiver mil mithqáls em ouro e pagar o Huqúq correspondente, o Direito de Deus deixa de ser aplicável sobre essa importância, exceto em relação àquilo que advir dela através do comércio e de transações; quando tais lucros alcançarem o mínimo prescrito, deve-se cumprir aquilo que Deus decretou. Entretanto, quando a soma original passa a outras mãos, o Huqúq é novamente pagável, como o foi na primeira vez; quando isso acontece, deve-se entregar o Direito de Deus.
Suplicai a Deus – magnificada seja a Sua glória – para que permita que Seus bem-amados possam ser privilegiados a tomar uma porção do oceano do Seu bel-prazer, pois isto serviria como o meio para a salvação da humanidade, e possam, por sua livre vontade, levar a cabo aquilo que os venha purificar, fazendo com que alcancem a vida eterna...
O Ponto Primaz disse que eles deveriam pagar o Huqúqu’lláh sobre o valor de tudo quanto possuem; não obstante, Nós, nesta maior Dispensação, temos isentado a residência e a mobília; isto é, o mobiliário que for necessário.
Tu perguntaste o que deve ter precedência: o Huqúqu’lláh, as dívidas do falecido ou as despesas do enterro. É o comando de Deus que as despesas do enterro tenham precedência, seguidas pelo pagamento das dívidas e, a seguir, do Direito de Deus. Verdadeiramente, Ele é Aquele que pagará a devida recompensa, o Todo-Recompensador, o Todo-Generoso. Caso o patrimônio não seja igual às dívidas, as posses terão que ser distribuídas em proporção direta a cada dívida. A liquidação de dívidas é uma ordem extremamente importante estabelecida no Livro. Feliz aquele que ascende a Deus sem nenhuma obrigação para com o Huqúqu’lláh e para com Seus servos. É evidente que o Huqúqu’lláh tem prioridade sobre todos os outros compromissos financeiros; contudo, como sinal de misericórdia, Aquele que é o Lugar do Alvorecer da Revelação ordenou aquilo que foi revelado nesta Epístola por Sua Pena vivificante e onisciente.
23. Foi decretado por Deus que uma propriedade que não é lucrativa, isto é, não rende lucros, não está sujeita ao pagamento do Huqúq. Verdadeiramente, Ele é o Ordenador, o Generoso.
24. O pagamento do Direito de Deus está condicionado à situação financeira da pessoa. Se uma pessoa for incapaz de fazer face a seu compromisso, Deus, verdadeiramente, a isentará. Ele é o Todo-Perdoador, o Todo-Generoso.
25. Esse é o Livro da Generosidade que foi revelado pelo Rei da Eternidade. Quem quer que se adorne com esta virtude terá se distinguido e será abençoado pelo Todo-Misericordioso do Seu excelso Reino de Glória. Contudo, apesar de sua condição elevada e posição proeminente, fosse ele passar além dos limites, seria considerado entre os pródigos pelo Onisciente, pelo Sapientíssimo. Aderi à moderação. Este é o mandamento que Aquele que é O que tudo possui, o Mais Sublime, prescreveu para vós no Seu Livro Generoso. Ó vós que sois os expoentes da generosidade e as manifestações dela! Sede generosos para com aqueles que encontrardes em pobreza evidente. Ó vós que sois possuidores de riqueza! Prestai atenção a fim de que aparências exteriores não vos detenham de atos benevolentes no caminho de Deus, o Senhor de toda a humanidade.
Dizei: Eu juro por Deus! Ninguém é desprezado aos olhos do Todo-Poderoso por ser pobre. Antes, é ele exaltado, se for considerado entre os que são pacientes. Abençoados são os pobres que são constantes na paciência, e infelizes os ricos que retêm o Huqúqu’lláh e deixam de observar aquilo que lhes é prescrito em Sua Epístola Preservada.
Dizei: Não vos orgulheis das riquezas terrenas que possuís. Refleti sobre o vosso fim e sobre a recompensa de vossas obras que foi estabelecida no Livro de Deus, o Excelso, o Poderoso. Abençoado é o homem rico a quem as posses terrenas foram incapazes de impedir que se volvesse a Deus, o Senhor de todos os nomes. Verdadeiramente, perante Deus o Clemente, o Onisciente, ele é contado entre os mais eminentes dos homens.
Dizei: O Dia prescrito chegou. Esta é a Primavera de atos benévolos, fôsseis vós dos que compreendem. Esforçai-vos com toda vossa força, ó povo, para que possais produzir aquilo que verdadeiramente vos possa trazer proveito nos mundos de vosso Senhor, o Todo-Glorioso, o Todo-Louvado.
Dizei: Atei-vos firmemente a características louváveis e atos bons, e não sejais daqueles que tardam. Cumpre a todos aderir tenazmente àquilo que é conducente à exaltação da Causa de Deus, vosso Senhor, o Poderoso, o Potente.
Dizei: Não observais o mundo, suas mudanças e contingências, e suas cores variadas? Por que estais satisfeitos com ele e com as coisas nele contidas? Abri vossos olhos e sede dos que são dotados de percepção. O dia se aproxima rapidamente quando todas estas coisas terão desaparecido tão velozmente quanto o relâmpago, e ainda até mais rápido. A isso atesta o Senhor do Reino nesta Epístola maravilhosa.
Se viesses a estar arrebatado pelo enlevo extasiante dos versos de Deus, renderias graças ao teu Senhor e dirias: “Louvado sejas, ó Desejo dos corações daqueles que se apressam a ir ao Teu encontro!” Regozija-te, então, com a mais alta alegria, porquanto a Pena da Glória dirigiu-Se a ti e revelou em tua honra aquilo que as línguas da criação e as línguas da transcendência são impotentes para descrever.
26. Aqueles que têm sido fiéis às suas promessas, cumprido suas obrigações, resgatado seus compromissos e votos, entregue aquilo que Deus confiou em suas mãos e Seu Direito a Ele – estes estão incluídos entre os moradores do altíssimo Paraíso. Assim, desta Sua poderosa Prisão, anuncia-lhes o Injustiçado esta boa-nova. Abençoados são os servos e as servas que realizaram seus atos, e abençoado o homem que tem se mantido tenazmente fiel a atos louváveis e cumprido aquilo que lhe é prescrito no Livro de Deus, o Senhor dos mundos.
27. Durante vários anos o Huqúq não foi aceito. Quão numerosas as ofertas que, ao chegarem à Nossa presença, foram devolvidas aos doadores, porque não eram então necessárias. Entretanto, em anos recentes, em vista das exigências das épocas, temos aceitado o pagamento do Huqúq, mas temos proibido a solicitação do mesmo. Todos devem ter a máxima consideração pela dignidade da Palavra de Deus e pela exaltação da Sua Causa. Fosse uma pessoa oferecer todos os tesouros da terra à custa do aviltamento da honra da Causa de Deus, mesmo que fosse menos que um grão de mostarda, tal oferta não seria permissível. O mundo inteiro tem pertencido e sempre pertencerá a Deus. Se alguém oferecer espontaneamente o Huqúq, com a máxima alegria e radiância, será aceitável, e não de outra forma. O benefício de tais atos reverte aos próprios indivíduos. Esta medida foi ordenada tendo em vista a necessidade de meios materiais, pois “Deus é adverso a colocar qualquer coisa em ação, a não ser através de meios próprios”. Portanto, foram dadas instruções para que se recebesse o Huqúq.
28. Felizes aqueles que cumpriram suas obrigações com respeito ao Direito de Deus e observaram aquilo que é prescrito no Livro... O pagamento do Huqúq está conclusivamente estabelecido no Livro de Deus, e no entanto durante vários anos foi proibido recebê-lo. Mais tarde, contudo, tendo em vista certas considerações e a fim de pôr em ordem alguns assuntos essenciais, foi dada permissão para aceitar tais pagamentos. Verdadeiramente, Ele é o Ordenador, o Compassivo, O que perdoa, o Generoso.
29. No tocante ao Huqúqu’lláh: Isto é a origem de bênçãos e a fonte da amorosa benevolência e do tenro amor de Deus outorgados aos homens. Verdadeiramente, Ele pode prescindir de tudo que tem sido e será. Até dois anos atrás, o assunto do Huqúq não era divulgado. Quando foi revelado, foi em virtude de Sua graça. Caso uma pessoa seja privilegiada a cumprir aquilo que é prescrito no Livro Mais Sagrado, isto certamente seria melhor para ela e para seu maior proveito. Entretanto, a observância desta injunção depende das circunstâncias da pessoa. Verdadeiramente, Ele fala a verdade e guia acertadamente.
30. Escreveste sobre a quantidade mínima de bens sobre a qual o Huqúqu’lláh é pagável. Assim foi exposto a Jináb-i-Zaynu’l-Muqarrabín – sobre ele esteja a glória do Mais Glorioso. A quantia mínima sujeita ao Huqúq está baseada no número Dezenove, de acordo com o texto do abençoado, o Livro Mais Sagrado. Nele, referência é feita à importância de Huqúq pagável e não à quantia mínima sobre a qual recai o Huqúq. Verdadeiramente, Ele é o Expositor, tanto no Começo como no Fim. Até o ano em curso, nenhuma menção havia sido feita do Huqúqu’lláh. Isto é, este servo5 nunca tinha ouvido uma única palavra proferida pela Língua da Santidade como sendo indicativa do pagamento do Huqúq. Entretanto, neste ano6, Seu decreto obrigatório foi posto em ação e seu mandamento brilhou sobre o horizonte da Revelação divina. Por conseguinte, todo aquele que estiver disposto a oferecer o Huqúqu’lláh espontaneamente e num espírito de aquiescência radiante, o mesmo será graciosamente aceito.
Os Fiduciários devem receber estas ofertas e, conforme as instruções, notificar Sua Santa Presença. Ainda que o Livro Mais Sagrado tenha sido revelado há alguns anos, com a injunção concernente ao Direito de Deus claramente exposta dentro do mesmo, não obstante, a permissão autorizando o recebimento do Huqúq não foi concedida até este ano. Verdadeiramente, Ele é o Ordenador, o Onipotente, o Clemente, o Mais Excelso.
31. Tua intenção de visitar a Casa abençoada é aceitável e bem-vista aos olhos deste Injustiçado, contanto que a visita seja realizada com espírito de alegria e radiância e não resulte contrária aos ditames da sabedoria.
Dizei: Ó povo, o primeiro dever é o de reconhecer o Deus Uno e Verdadeiro – magnificada seja a Sua glória – o segundo, é o de manifestar constância em Sua Causa, e, depois destes, o dever da pessoa é purificar as próprias riquezas e posses terrenas, de acordo com aquilo que é prescrito por Deus. Portanto, convém que primeiro faças face à tua obrigação para com o Direito de Deus e depois dirijas teus passos à Sua Casa abençoada. Isto foi levado à tua atenção como sinal de mercê.
32. Todo aquele que tem o privilégio de pagar o Direito de Deus será contado entre aqueles que observaram as determinações do Deus Uno e Verdadeiro – magnificada seja a Sua glória – e cumpriram aquilo que é inscrito pela Pena Toda-Gloriosa.
Temos escrito e ordenado repetidamente que ninguém deve solicitar tal pagamento. O oferecimento de toda pessoa que voluntariamente oferta o Huqúqu’lláh com a máxima alegria e prazer pode ser aceito, do contrário, a aceitação não era e não é permissível. Aqueles que esqueceram do seu dever devem ser sucintamente lembrados. Os atos devem ser desempenhados com disposição e, sob todas as circunstâncias, toda consideração deve ser dada à dignidade da Causa de Deus. Anteriormente mencionamos que se uma pessoa viesse a possuir o mundo inteiro e fosse oferecer suas posses à custa da degradação da honra da Causa, ainda que na dimensão de um grão de mostarda, seria essencial e imperativo recusar-se a aceitação de tais riquezas. Tal é a Causa de Deus, eterna no passado, eterna no futuro. Felizes aqueles que agem de acordo.
A determinação prescrevendo o pagamento do Huqúq é tão somente um favor concedido pelo Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – e os benefícios decorrentes do mesmo recairão sobre os próprios doadores. Cumpre a todos agradecer a Deus, o Mais Excelso, Aquele que bondosamente os capacitou a fazer face à obrigação do Huqúq. Nós refreamos a Pena por um longo período, durante o qual não foi emitida nenhuma instrução a este respeito, até o momento em que as exigências da Sua sabedoria inescrutável requereram a aceitação do Huqúq. “Deus é adverso a colocar qualquer coisa em ação, a não ser através de meios próprios.” É essencial que certas pessoas recebam ajuda; outros precisam de atenção e cuidados, mas tudo isto deve acontecer pela permissão de Deus, o Amparo no perigo, O que subsiste por Si próprio.
33. Ó tu que levas Meu Nome! Deus permita que todos possam ser misericordiosamente ajudados a honrar o Huqúq. O Huqúq é designado exclusivamente Àquele que é a Verdade soberana, mas, como estás ciente, existem atualmente muitos indivíduos diligentemente empenhados no serviço da Causa, em várias regiões, que estão impossibilitados de ganharem seu sustento. E, visto ter Deus condicionado a realização de tudo por meios materiais, foi revelada do céu da Sua Vontade a injunção prescrevendo o pagamento do Huqúq, e as bênçãos oriundas deste ato recairão sobre os próprios doadores.
34. Neste dia incumbe a todos servirem a Causa de Deus, ao mesmo tempo em que Aquele que é a Verdade Eterna – exaltada seja Sua glória – fez depender de meios materiais a realização de todo empreendimento na terra. Portanto, é prescrito a cada indivíduo ofertar aquilo que é o Direito de Deus.
35. Se uma pessoa está disposta a oferecer o Direito de Deus, tal oferta deverá ser recebida pelos Fiduciários, a quem foi feita referência no Livro de Deus. Esta determinação, tendo em vista certas considerações, foi revelada do céu da Revelação Divina, como sinal de Sua mercê. As vantagens dela decorrentes recairão sobre os próprios indivíduos. Verdadeiramente, Ele fala a verdade, e não há outro Deus salvo Ele, o Poderoso, o Potente.
Os Fiduciários estão presentes na terra de Yá (Yazd). Todo aquele que desejar cumprir aquilo que lhe foi prescrito no Livro poderá se dirigir a eles. Qualquer quantia recebida por eles será comunicada. Grande é a bem-aventurança daqueles que observam Seu mandamento.
36. É, na verdade, um favor excelentíssimo, uma graça ilimitada outorgada a quem quer que neste dia tenha o privilégio de prestar serviços à Causa de Deus e de oferecer o Direito de Deus, pois seus resultados benéficos e os frutos destes durarão tanto quanto perdurarem os reinos da terra e do céu.
37. Ó Zayn! Cumpre-te rogar a Deus que misericordiosamente capacite os Seus fiéis seguidores a fazerem face à obrigação do Huqúq. O mundo é evanescente e nossa vida, efêmera. Portanto, se alguém tem o privilégio de oferecer aquilo que lhe é obrigatório, tal ato sempre foi e será mais próximo à piedade e à retidão... Incumbe a todos cumprirem aquilo que foi exposto no Livro de Deus – exaltada seja a Sua glória.
38. O Direito de Deus é uma obrigação para todos. Este mandamento foi revelado e inscrito no Livro pela Pena da Glória. Contudo, não é permissível solicitá-lo ou exigi-lo. Se alguém tem o privilégio de pagar o Huqúq, e se assim o faz em espírito de alegria e radiância, tal ato é aceitável, e não de outra maneira. Como um lembrete aos amigos, um apelo generalizado deve ser feito uma vez na reunião, e isso deve ser o suficiente. Aqueles que estão confiantes, firmes e dotados de discernimento agirão espontaneamente e observarão aquilo que foi prescrito por Deus, colhendo, desta forma, os benefícios do seu próprio ato. Verdadeiramente, Deus é independente de toda a humanidade.
O povo de Deus não deve ser entristecido. Pela retidão de Deus, aquilo que lhes é destinado está muito além do poder de avaliadores estimarem.
39. Grande Deus! Nesta Dispensação gloriosa não são dignos de menção os tesouros acumulados pelos reis e rainhas, nem serão eles aceitáveis na presença de Deus. Entretanto, um grão de mostarda oferecido por Seus amados será exaltado na excelsa corte de Sua santidade e será investido com o ornamento de Sua aceitação. Imensuravelmente exaltada é Sua generosidade, imensuravelmente glorificada é Sua majestade. E, não obstante, quando uma oferta foi adornada com a glória de Sua aceitação e comunicada por Jináb-i-Amín, foi ordenado que o dobro daquela importância fosse distribuída aos pobres e necessitados. Disto dá testemunho todo homem imparcial dotado de discernimento e aqueles que são verazes e fidedignos.
40. Os benefícios advindos de obras benévolas recairão sobre os indivíduos envolvidos. Em tais assuntos, uma única palavra seria suficiente. Se alguém oferecer o Huqúq com a máxima alegria e radiância, manifestando um espírito de resignação e contentamento, sua oferta será aceitável perante Deus, do contrário, Ele pode prescindir de todos os povos da terra... Afortunados aqueles que cumpriram aquilo que está prescrito no Livro de Deus. Incumbe a todos observarem aquilo que é o propósito de Deus, pois tudo que foi exposto no Livro pela Pena da Glória é um meio eficaz para a purgação, a purificação e a santificação das almas dos homens, e uma fonte de prosperidade e bênção. Felizes aqueles que observaram Seus mandamentos.
Sempre que fizerem referência ao Huqúq, que se restrinjam a uma mera palavra proferida por amor a Deus, e isto será o suficiente; a coerção é desnecessária, porquanto Deus nunca desejou que aqueles empenhados em Seu serviço devessem experimentar qualquer privação. Verdadeiramente, Ele é o Perdoador, o Misericordioso, o Clemente, o Todo-Generoso. ... Nenhuma ação virtuosa jamais foi ou será perdida, pois atos benévolos são tesouros preservados com Deus para o benefício daqueles que agem. Abençoados o servo e a serva que cumpriram sua obrigação no caminho de Deus, nosso Senhor, o Senhor de todos os mundos... O Direito de Deus deve ser pago sempre que possível e deve ser oferecido em espírito de alegria e radiância. Aqueles que não tiverem condições de pagar serão investidos com o ornamento do Seu perdão.
41. Neste dia, incumbe a todos, na medida de sua capacidade, fazer face à obrigação do Direito de Deus. Durante vários anos não foi permitido aceitar o pagamento do Huqúq. Recentemente, contudo, emitimos instruções no sentido de que fosse recebido. Portanto, os amigos naquela região devem, na medida do possível, coletar os pagamentos e encaminhar as importâncias a Zaynu’l-Muqarrabín – sobre ele esteja a glória de Deus – em Hadbá’ (Mosul) ou ao Fiduciário de Deus na terra de Yá (Yazd), que os encaminhará. A observância desta determinação tem sido e sempre será conducente à prosperidade, ao acréscimo divino e à salvação. Grande é a bem-aventurança daquele que observou aquilo que está prescrito no Livro de Deus, o Clemente, o Poderoso.
42. E agora, concernente àquilo que tu mencionaste sobre o Huqúq. Isto foi ordenado especialmente para o Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – e deve ser encaminhado à corte de Sua Santa Presença. Sob Seu domínio está a fonte de autoridade. Ele faz o que Lhe apraz e ordena o que Ele escolhe.
Desde que tu indagaste sobre o assunto, a seguinte resposta foi revelada do céu da Sua terna misericórdia:
Esta determinação é obrigatória a todos e, ao observá-la, adquire-se honra, porquanto ela servirá para purificar as posses que temos e conferirá bênção e prosperidade adicional. Entretanto, o povo ainda ignora o seu significado. Esforçam-se continuamente para acumular riquezas, por meios lícitos ou ilícitos, a fim de transmiti-las aos seus herdeiros, e qual a vantagem disto ninguém sabe. Dizei: Neste dia, o verdadeiro Herdeiro é a Palavra de Deus, desde que o propósito básico da herança é a preservação do nome e dos vestígios dos homens. É indubitavelmente claro que a passagem de séculos e eras irá obliterar esses sinais, ao passo que cada palavra que fluiu da Pena de Glória em honra de um certo indivíduo, durará tanto tempo quanto perdurarão os domínios da terra e do céu.
43. Se as pessoas não tivessem retido o Direito de Deus que devem, mas ao contrário, tivessem pago aquilo que era devido, ou agora o pagassem, eles poderiam ser os beneficiários da amorosa bondade de Deus. Imploramos a Deus que benevolamente lhes conceda abundância.
44. Este Huqúq que foi mencionado, e cujo mando emanou do horizonte da Epístola Sagrada de Deus, tem benefícios que são o quinhão prescrito para os próprios indivíduos. Por Deus! Fossem as pessoas saber aquilo que foi ocultado aos seus olhos e se conscientizassem plenamente do oceano de graça que jaz oculto dentro desta ordem divina, todos os povos do mundo ofereceriam tudo o que possuem a fim de serem mencionados por Ele. Abençoado é o homem que tem tido o privilégio de observar aquilo que lhe foi ordenado por Deus, o Onisciente, a Suma Sabedoria. ...
Conforme ordenado por Ele, a ninguém é permitido solicitar o pagamento do Huqúq. No Livro de Deus, é recomendado a todos oferecerem o Huqúq espontaneamente e em espírito de alegria e camaradagem. Imploro a Ele, o Mais Sublime, benevolamente permitir que todos façam aquilo que Lhe é grato e aceitável.
E agora concernente aos pobres, tu escreveste perguntando se é permissível pagá-los dos fundos oriundos do Direito de Deus. Isto depende da permissão ter sido concedida. Em cada localidade onde está sendo recebido o Direito de Deus, detalhes do mesmo devem ser submetidos à Sua sublime presença, junto com um relato descrevendo a condição dos necessitados. Verdadeiramente, Ele faz o que Ele deseja e ordena o que Lhe apraz. Fosse dada universalmente a permissão, levaria a contendas e daria origem a problemas.
45. É indubitavelmente claro e evidente que tudo quanto tenha sido enviado do céu do mandamento divino – magnificada seja a Sua glória – tem o propósito de conferir benefícios a Seus servos. A questão do Huqúq é altamente significativa. Ele tem sido e sempre será conducente a acréscimo divino, prosperidade, dignidade e honra. ... É óbvio e manifesto que o mundo inteiro carece de qualquer valor real. Em numerosas ocasiões – e a isto todos aqui dariam testemunho – somas elevadas têm sido enviadas à Sua santa corte, todavia não foram embelezadas com o ornamento de Sua aceitação. Atualmente, contudo, em vista do aumento dos amigos e das exigências da época, o pagamento do Huqúq é aceito. A finalidade é mostrar que esta aceitação nada mais é que um sinal do favor divino e uma prova da Sua amorosa bondade e terna compaixão.
46. Desincumbir-se das próprias obrigações é altamente louvável aos olhos de Deus. Entretanto, não é permitido solicitar o Huqúq a quem quer que seja. Suplicai ao Deus Uno e Verdadeiro que capacite Seus amados a oferecerem aquilo que é o Direito de Deus, porquanto a observância desta injunção causaria a purificação e proteção das posses da pessoa e se tornaria o meio de atração de grandes dádivas e bênçãos celestiais.
47. Ó Samandar! Quantas são as almas que, com o maior empenho e esforço, coletam um punhado de bens terrenos e regozijam-se grandemente neste ato, enquanto que na verdade a Pena do Altíssimo decretou esta riqueza para outros; isto é, não se destina a ser o quinhão deles, ou pode até cair nas mãos de seus inimigos! Buscamos abrigo em Deus de tão evidente perda. A vida da pessoa é desperdiçada; dia e noite suporta-se aborrecimento e a riqueza torna-se uma fonte de aflição. A maior parte da riqueza dos homens não é pura. Fossem eles seguir aquilo que é revelado por Deus, seguramente não seriam privados de Sua graça e em todas as circunstâncias estariam protegidos por Sua generosidade e abençoados por Sua misericórdia.
48. Não pode haver dúvida alguma de que tudo quanto foi revelado pela Pena Toda-Gloriosa, tanto determinações quanto proibições, confere benefícios aos próprios crentes. Por exemplo, entre os mandamentos está aquele do Huqúqu’lláh. Se as pessoas alcançarem o privilégio de pagar o Huqúq, o Deus Uno e Verdadeiro, exaltada seja Sua glória, irá certamente conferir-lhes bênçãos. Ademais, tal pagamento os capacitará, e a seus descendentes, a se beneficiarem de suas posses. Como fazes menção, grandes porções das riquezas das pessoas estão perdidas para elas, quando Deus faz com que estranhos – ou herdeiros, em comparação com os quais estranhos teriam sido preferíveis – apoderem-se de suas posses.
A sabedoria perfeita de Deus está muito além de qualquer descrição ou menção adequada. Em verdade, as pessoas vêem com seus próprios olhos e ainda assim negam; estão cônscias, no entanto fingem não ter conhecimento. Tivessem observado a determinação de Deus, teriam alcançado o bem deste mundo e do vindouro.
49. Alguém deve necessariamente lembrar aos servos de Deus, para que talvez possam ter o privilégio de fazer face à sua obrigação do Huqúq, alcançando assim um grau sublime e obtendo uma recompensa que perdure para sempre. Os pagamentos para o Huqúq devem ser guardados sob custódia de uma pessoa confiável e um relatório deve ser submetido de modo que possam ser tomadas providências de acordo com o bel-prazer de Deus.
50. A questão do Huqúq depende da disposição dos próprios indivíduos. De todo crente verdadeiro que esteja disposto a oferecer o Direito de Deus espontaneamente e com a máxima alegria e radiância, a oferta é misericordiosamente aceitável, mas não de outra maneira. Verdadeiramente, teu Senhor é independente de toda a humanidade. Considera tu aquilo que o Todo-Misericordioso revelou no Alcorão: “Ó homens! Vós não sois senão indigentes necessitados de Deus, mas Deus é O que subsiste por Si próprio, o Todo-Louvado”7.
Em todos os tempos deve-se ter a máxima consideração pela dignidade e honra da Causa de Deus.
51. Ninguém deve exigir o Huqúqu’lláh. Seu pagamento deve depender da vontade dos próprios indivíduos, a saber, aquelas almas que são devotas, fiéis e bem-dispostas, que fariam suas ofertas do Huqúqu’lláh em espírito de submissão voluntária e contentamento.
52. Não é permissível solicitar (Huqúq). Se alguém oferecer algo por sua própria vontade, tu poderás aceitá-lo, mas não te compete exigir nada de ninguém. Verdadeiramente, teu Senhor é o Todo-Munificente, o Mais Generoso.
53. Em relação àquilo que tu escreveste concernente ao Direito de Deus: A injunção obrigatória de Deus está exposta no Livro, mas este assunto está condicionado à disposição dos próprios indivíduos; porquanto o Deus Uno e Verdadeiro – magnificada seja a Sua glória – informou a todos, em virtude de Sua misericórdia que tudo abarca, sobre aquilo que está prescrito no Livro. Felizes aqueles que agem de acordo.
Exigir o Huqúq nunca foi considerado favoravelmente. Todo ato deve ser realizado em espírito de alegria e radiância. Se uma pessoa estiver disposta a fazer sua oferta com o máximo contentamento, é permissível sua aceitação, de outra forma, nosso Senhor misericordioso é independente de toda a humanidade. Neste dia, deve-se observar aquilo que é conducente à glória, elevação e exaltação da Causa de Deus. Assim falou o Senhor da Verdade, o Conhecedor das coisas ocultas. ...
Ó Meu amigo! Fossem as pessoas perceber a doçura dos mandamentos prescritos por Deus e descobrir os benefícios deles resultantes, todas elas iriam, certamente, executá-los com a maior alegria e disposição. Suplicamos ao Deus Uno e Verdadeiro que ajude todos a observarem aquilo que Lhe é agradável e aceitável. Em verdade, Ele é Quem ajuda, o Confirmador, o Sapientíssimo.
Foi ordenado que qualquer coisa oferecida pelos amados de Deus, como presente para Sua santa corte, deve ser tratada como o doador desejar, a fim de não serem obscurecidos os corações dos fiéis e as almas dos crentes verdadeiros pela poeira do desânimo e da tristeza. Porém, no caso dos presentes que são oferecidos como Huqúq, é permissível que sejam vendidos. ...
Em todos os tempos e sob todas as condições, deve-se ter em alta consideração a dignidade da Causa. A solicitação do Huqúq não é permitida de maneira alguma. Todo aquele que estiver disposto a oferecer pagamentos para o Huqúq com a maior alegria, radiância e bel-prazer, sua oferta pode ser aceita; de outra forma, Deus é Auto-Suficiente, o Todo-Louvado.
Considera aquilo que o Todo-Misericordioso revelou no Alcorão – exaltada é Sua Palavra: “Alguns deles se injuriam através de más ações, outros seguem um meio termo, e outros competem entre si em obras de caridade”.8 Verdadeiramente, quaisquer benefícios decorrentes de atos louváveis recairão sobre os indivíduos que os realizaram. Fossem as pessoas compreender esta verdade, competiriam entre si em obras benevolentes. ...
Vós podeis abrir mão do mundo inteiro, mas não deveis ceder em nada da dignidade da Causa de Deus. Tal é a exortação divina que foi inscrita no Livro Carmesim pela Pena do Altíssimo. Felizes aqueles que agem de acordo. ...
54. É o mando obrigatório de Deus que em toda localidade, tudo aquilo que foi ou será colocado à disposição para o Huqúqu’lláh, deva ser submetido à Sua santa presença. Quaisquer instruções emitidas a este respeito devem ser concordantemente observadas, de modo que todos os assuntos possam estar bem organizados.
É sumamente agradável que seja observado tudo aquilo que está prescrito no Livro Mais Sagrado, a fim de que todos possam ser revestidos com o ornamento do propósito do Mais Bem-Amado do mundo.
55. Não há objeção alguma a que se ofereça à venda aquilo que é doado em nome do Huqúq. Assim proclama a Pena Toda-Gloriosa da Sua nobre morada, a pedido do Rei da Eternidade.
56. Quem quer que deseje oferecer o Huqúqu’lláh com a máxima alegria e entusiasmo, deve pagá-lo a pessoas confiáveis como tu9 e obter um recibo, para que tudo que for efetuado possa estar de acordo com a Sua sanção e permissão. Verdadeiramente, Ele é o Sapiente, o Sábio.
57. Escreveste que eles se comprometem a observar a máxima austeridade nas suas vidas, a fim de encaminharem o restante de sua renda a Sua excelsa presença. Este assunto foi mencionado em Sua santa corte. Ele disse: Que ajam com moderação e não imponham a si mesmos privações. Nós gostaríamos que ambos gozassem uma vida que fosse bem agradável.
58. Os pagamentos para o Huqúqu’lláh não podem ser entregues a qualquer pessoa. Estas palavras foram proferidas por Ele, Quem é a Verdade soberana. O Huqúqu’lláh deve ser mantido sob a custódia de indivíduos de confiança e encaminhado à Sua santa corte através dos Fiduciários de Deus.
59. Existe uma norma prescrita para o Huqúqu’lláh. Depois que a Casa de Justiça estiver em existência, a lei do mesmo se tornará manifesta, em conformidade com a Vontade de Deus.
60. Magnificado és Tu, ó Senhor da criação inteira, Aquele a Quem todas as coisas devem volver-se. Com minha língua interior e exterior dou testemunho de que Tu tens Te manifestado e revelado, mandado descer Teus sinais e proclamado Tuas provas. Atesto a Tua auto-suficiência de tudo salvo de Ti e Tua Santidade acima de todas as coisas terrenas. Suplico-Te, pela transcendente glória de Tua Causa e pela suprema potência de Tua Palavra, que concedas confirmação àquele que desejar ofertar aquilo que Tu lhe prescreveste em Teu Livro e que observe aquilo que difundirá a fragrância da Tua aceitação. Em verdade, Tu és o Todo-Poderoso, o Todo-Misericordioso, o Todo-Clemente, o Todo-Generoso.
EXCERTOS DOS ESCRITOS DE ‘ABDU’L-BAHÁ
Todas as passagens são excertos de Epístolas que não haviam sido traduzidas
anteriormente [para o inglês], exceto aquelas cuja fonte de publicação é mencionada.
61. Como preordenado pelo Manancial da Criação, o templo do mundo foi modelado à imagem e semelhança do corpo humano. De fato, cada um espelha a imagem do outro, fosses tu apenas observar com os olhos do discernimento. Isso significa que da mesma forma que neste mundo o corpo humano, que exteriormente é composto de diferentes membros e órgãos, é, na realidade, uma entidade estreitamente integrada e coerente, de modo semelhante, a estrutura do mundo físico é como um único ser, cujos membros e partes são inseparavelmente ligados.
Fosse alguém observar com uma vista que descobrisse as realidades de todas as coisas, tornar-se-ia claro que o maior relacionamento que une o mundo do ser está na própria amplitude das coisas criadas, e que a cooperação, ajuda mútua e reciprocidade são características essenciais no corpo unificado do mundo da criação, uma vez que todas as coisas criadas são estreitamente inter-relacionadas e cada uma é influenciada pela outra ou beneficia-se dela, direta ou indiretamente.
Considera, por exemplo, como um grupo de coisas criadas constitui o reino vegetal, e outro, o reino animal. Cada um destes dois utiliza certos elementos do ar, dos quais depende sua própria vida, enquanto cada um aumenta a quantidade de tais elementos essenciais à vida do outro. Em outras palavras, o crescimento e o desenvolvimento do mundo vegetal é impossível sem a existência do reino animal, e a manutenção da vida animal é inconcebível sem a cooperação do reino vegetal. Semelhantes são os relacionamentos que existem entre todas as coisas criadas. Por esta razão, foi afirmado que a cooperação e a reciprocidade são propriedades essenciais que são inerentes ao sistema unificado do mundo da existência, sem as quais a criação inteira seria reduzida ao nada.
Ao examinar a vasta extensão da criação, perceberás que quanto mais elevado no arco de ascensão está um reino de coisas criadas, mais conspícuos são os sinais e as evidências da verdade de que a cooperação e a reciprocidade ao nível de uma ordem mais elevada são maiores do que aquelas que existem ao nível de uma ordem inferior. Por exemplo, os sinais evidentes desta realidade fundamental são mais discerníveis no reino vegetal do que no mineral e ainda mais manifestos no mundo animal do que no vegetal.
E assim, ao contemplar o mundo humano, tu vês este fenômeno maravilhoso brilhando resplandecente de todos os lados, com a maior perfeição, porquanto neste grau os atos de cooperação, assistência mútua e reciprocidade não estão confinados ao corpo e às coisas que pertencem ao mundo material, mas a todas as condições, sejam elas físicas ou espirituais, tais como aquelas relacionadas às mentes, pensamentos, opiniões, maneiras, costumes, atitudes, entendimentos, sentimentos ou outras susceptibilidades humanas. Em todas estas, deverias encontrar firmemente estabelecidos todos estes relacionamentos aglutinantes. Quanto mais fortalecido e ampliado estiver este inter-relacionamento, tanto mais avançará a sociedade humana em progresso e prosperidade. Na realidade, sem estes laços vitais, seria inteiramente impossível que o mundo da humanidade alcançasse a verdadeira felicidade e sucesso.
Agora considera, se entre as pessoas que são meramente as manifestações do mundo do ser, este assunto significativo é de tanta importância, quanto maior deve ser o espírito de cooperação e assistência mútua entre aqueles que são as essências do mundo da criação, que procuraram a sombra protetora da Árvore celestial e são favorecidos pelas manifestações da graça divina; e como as evidências deste espírito devem, através do seu empenho fervoroso, seu companheirismo e concórdia, em toda esfera das suas vidas interiores e exteriores, tornar-se manifestas no reino do espírito e dos mistérios divinos, e em todas as coisas relacionadas a este mundo e ao próximo. Portanto, não pode haver dúvida de que eles devem estar dispostos até a sacrificarem suas vidas um pelo outro.
Este é o princípio básico sobre o qual a instituição do Huqúqu’lláh está estabelecida, visto que seus proventos são dedicados à promoção desses fins. Quanto ao mais, o Deus Uno e Verdadeiro sempre foi e sempre será independente de tudo o mais além dEle. Assim como Ele permitiu a todas as coisas criadas partilhar de Sua amorosa bondade e graça ilimitadas, da mesma maneira tem Ele condições para dotar Seus amados de riquezas oriundas dos tesouros do Seu poder. Entretanto, a sabedoria desta ordem é que o ato de dar é aprazível aos olhos de Deus. Considera quão este ato poderoso deve ser aprazível a Seu ver, que Ele o atribuiu a Si próprio. Regozijai-vos, pois, ó povo da generosidade!
Esperamos ardentemente que neste Maior Ciclo os atributos maravilhosos do Todo-Misericordioso possam, através da generosidade e bênçãos infinitas do Rei da Glória, encontrar expressão nas vidas dos servos de Deus, de tal modo que os doces aromas dos mesmos espalhem sua fragrância sobre todas as regiões.
Este assunto requer maiores detalhes, mas Nós o temos tratado resumidamente.
62. Ó meus amigos celestiais! É certo e evidente que o Incomparável é sempre louvado por Sua riqueza absoluta, distinguido por Sua misericórdia que a tudo abarca, caracterizado por Sua graça eterna e conhecido por Suas dádivas ao mundo da existência. Apesar disso, de acordo com Sua sabedoria inescrutável e a fim de fazer um teste incomparável para distinguir o amigo do estranho, Ele prescreveu o Huqúq para Seus servos e o tornou obrigatório.
Aqueles que têm observado esta importante determinação têm recebido bênçãos celestiais e em ambos os mundos suas faces têm brilhado radiantemente e suas narinas, perfumadas pelos doces aromas da terna misericórdia de Deus. Um dos sinais da Sua rematada sabedoria é que o pagamento do Huqúq capacitará os doadores a se tornarem firmes e constantes, e exercerá grande influência sobre seus corações e almas. Além disso, o Huqúq será usado para fins caritativos.
63. Ó amigos de ‘Abdu’l-Bahá! Como sinal de Suas infinitas graças, o Senhor favoreceu, benevolamente, Seus servos, providenciando uma oferta fixa de dinheiro (Huqúq), a ser-Lhe apresentada como um dever, embora Ele, o Verdadeiro, e Seus servos, em todos os tempos, tenham sido independentes de todas as coisas criadas, e Deus é, em verdade, o Possuidor de tudo, exaltado acima da necessidade de qualquer dádiva oferecida pelas Suas criaturas. Tal oferta fixa de dinheiro, no entanto, torna o povo firme e constante, trazendo-lhe também o acréscimo Divino.
(Última Vontade e Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, p. 19-20)
64. Em relação ao Huqúq, que foi explicitamente prescrito no Livro: A finalidade disto é o benefício e prosperidade dos próprios indivíduos, e é conducente à sua felicidade e constância. Quanto ao mais, o Deus Uno e Verdadeiro tem sido e sempre será auto-suficiente em todas as coisas.
65. Tu indagaste a respeito do Huqúq. Da renda anual da pessoa, podem ser abatidas todas as despesas durante o ano e, daquilo que sobrar, 19% é pagável ao Huqúq. Assim, uma pessoa ganhou através dos seus negócios £1.000,00. Após deduzir suas despesas anuais de, digamos, £600,00, ele teria um superávit de £400,00, sobre o qual seria pagável o Huqúq, à razão de 19%. Isto importaria em £76,00, a serem oferecidas ao Huqúq para fins caritativos.
O Huqúq não é lançado cada ano sobre a totalidade dos bens de uma pessoa. A riqueza de uma pessoa pode valer £100.000,00. Como esperar que ela pague o Huqúq sobre esses bens todos os anos? Por exemplo, de qualquer renda que tiveres auferido num determinado ano, deverás abater dela as tuas despesas durante aquele ano. O Huqúq será então, pagável sobre o restante. As posses sobre as quais o Huqúq foi pago no ano anterior estarão isentas de pagamento adicional.
66. Em resumo, depois de terem sido abatidas as despesas anuais, se ainda houver qualquer superávit, então o Huqúq será aplicável a esse superávit à razão de 19% e nenhum pagamento subseqüente incidirá sobre ele. Entretanto, se no ano seguinte, após as despesas anuais, ainda houver um saldo de renda após os desembolsos daquele segundo ano, então o Huqúq será aplicável ao montante do saldo somente.
67. No tocante ao Huqúq, ele é pagável sobre tudo que sobrar depois de serem abatidas as despesas anuais. Entretanto, qualquer dinheiro ou bem que seja necessário à produção de rendas para a subsistência da pessoa e sobre o qual o Huqúq já tiver sido pago uma vez, está isento do Huqúq. Esta isenção aplica-se também a um bem sobre o qual o Huqúq já tenha sido pago e cujas rendas não excedam às necessidades da pessoa. ... A disposição do Huqúq, em todo ou em parte, é permissível, mas isto deve ser feito com a permissão da autoridade na Causa à qual todos devem se volver.
68. O Huqúq se aplica a tudo que a pessoa possui. Contudo, caso uma pessoa tenha pago o Huqúq sobre determinado bem, e a renda daquele bem igual às suas necessidades, nenhum Huqúq é pagável por aquela pessoa.
O Huqúq não é pagável sobre implementos e equipamentos agrícolas, nem sobre animais usados para arar a terra, na medida em que estes forem necessários.
69. No tocante à maneira como deve ser pago o Huqúq: Depois de abatidas as despesas contraídas durante o ano, qualquer excesso de rendas derivadas de bens, da profissão ou dos negócios de alguém, está sujeito ao pagamento do Huqúq.
70. No tocante à sua pergunta sobre o Huqúq: De maneira alguma deverás fazer declarações exigindo a qualquer pessoa pagar o Huqúq. Entretanto, caso uma alma devotada e abnegada te ofereça algo livre e espontaneamente em nome do Huqúq ou para os pobres, então tu poderás aceitá-lo.
71. De acordo com o texto explícito do Livro Mais Sagrado, as importâncias oferecidas para o Huqúq devem ser depositadas num lugar e desembolsadas conforme as necessidades. Entretanto, não deves exigir que alguém ofereça o Huqúq, a não ser que esteja preparado para fazê-lo de boa vontade e por sua própria livre escolha.
72. A Abençoada Beleza – seja minha vida sacrificada por Seu Pó – enfatizou, por Sua Palavra decisiva, que deve ser observada a máxima honestidade em assuntos relacionados ao Huqúq. A instituição do Huqúq é sagrada.
73. Um terceiro requisito [para aqueles que consultam entre si] é a promulgação dos mandamentos divinos entre os amigos, tais como as Orações Obrigatórias, o Jejum, a Peregrinação, o Huqúqu’lláh e todas as outras determinações.
74. Desde que os amados de Deus na Pérsia são considerados amigos veteranos, é em virtude do tremendo afeto que nutro por eles que são aceitas suas ofertas para o Huqúq. Eles devem regozijar-se muitíssimo por terem sido investidos com tamanha generosidade.
75. Agradece a Deus, pois Ele benevolamente te capacitou a observar a injunção estabelecida no Seu Livro Mais Sagrado, visto que tu te levantaste para cumprir a obrigação do Huqúq e Deus aceitou teu feito virtuoso.
Saibas, além disso, que aqueles que servem fielmente ao Todo-Misericordioso serão enriquecidos por Ele do Seu tesouro celestial, e que a oferta do Huqúq não é senão uma prova aplicada por Ele a Seus servos e servas. Assim, todo crente verdadeiro e sincero oferecerá o Huqúq para ser despendido no amparo aos pobres, aos incapacitados, aos necessitados e aos órfãos, e para outras necessidades vitais da Causa de Deus, assim como Cristo estabeleceu um Fundo para fins caritativos.
76. Cumpre-te agradecer a Deus, porquanto Ele te ajudou a cumprir as obrigações do Huqúq. Isto é uma confirmação que Deus se dignou conceder-te. Portanto, rende louvor a Ele pela generosidade desta determinação divina que está prescrita nas Epístolas do teu Senhor, o Ancião dos Dias. Verdadeiramente, Ele é o Clemente, o Generoso.
77. No tocante à doação que tu ofereceste como Huqúq, Nós a recebemos como se fosse um tesouro, por ter sido ofertada com profundo amor e devoção. Nós iremos usá-la brevemente para Seu Santuário Sagrado, para que desta maneira teu nome possa ser imortalizado para todo o sempre.
EXCERTO DAS ELOCUÇÕES DE ‘ABDU’L-BAHÁ
78. Pergunta: No tocante ao assunto do Huqúq, ele significa 1/19 da renda líquida ou da renda bruta? Por exemplo, na América, existe um imposto sobre a renda bruta, após serem feitas certas isenções. Como deve ser calculado o Huqúq?
Resposta: A essência da explicação dada por ‘Abdu’l-Bahá foi: Depois de uma pessoa ter pago todas as suas despesas necessárias, 19% daquilo que sobrou é tomado por ele e dado como Huqúq. Por exemplo, se uma pessoa tiver 100 piastras sobrando depois de pagas todas as suas despesas, então 19 piastras serão tomadas como Huqúq para a Causa de Deus. Isto é feito ao final do ano, depois dele ter estabelecido quais foram as suas despesas. De cada 100 piastras, 19 são destinadas ao Huqúq.
Ele paga isso uma só vez, então não há mais Huqúq a pagar sobre essa importância. Acabou. No ano seguinte, ele pagará sobre o montante que ainda possui depois de abatidas as suas despesas e após o abatimento também da importância sobre a qual pagou o Huqúq no ano anterior.
Por exemplo, ao final do primeiro ano uma pessoa tem 1000 piastras sobrando depois de pagas todas as suas despesas, então, 190 piastras são a parte do Huqúq; ao final do ano seguinte, depois de serem determinadas todas as despesas, poderá ter sobrado 2000 piastras. Desde que já pagou o Huqúq sobre 1000 piastras no ano anterior, esta importância é subtraída das 2000 e a pessoa paga o Huqúq sobre 1000 piastras (ou 190 piastras). No terceiro ano, o montante líquido do que ela possui poderá ser de 2500 piastras; subtrai 2000 piastras daquela importância e paga 19 por cento sobre 500 piastras, ou 95 piastras. Se ao final do quarto ano tiver 2500 piastras, nenhum Huqúq é devido.
Pergunta: No abatimento das nossas despesas necessárias, são consideradas como parte do Huqúq as contribuições ao Mashriqu’l-Adhkár, ensino e outras atividades da Causa, ou devem ser elas consideradas separadamente?
Resposta: ‘Abdu’l-Bahá respondeu que o Huqúq é separado e independente destas e vem primeiro. Depois disto ser determinado, pode-se então cuidar dos outros assuntos. Ele sorriu e disse que, quando estiver dado o Huqúq, ‘Abdu’l-Bahá decidirá quanto dele é para Mashriqu’l-Adhkár, quanto para o ensino e quanto para os necessitados, etc.
(De uma entrevista com ‘Abdu’l-Bahá, em 26 de novembro de 1919, anotações manuscritas de Shoghi Effendi por volta de 6 de dezembro de 1919. Perguntas colocadas numa carta de G. Latimer, sem data.)
EXCERTO DE CARTAS ESCRITAS
POR SHOGHI EFFENDI
OU EM SEU NOME
De uma carta escrita por Shoghi Effendi
79. Oferecer contribuições para essa finalidade [em apoio às atividades da Assembléia Espiritual] é um dos requisitos urgentes da Causa de Deus, é considerado altamente essencial e é de importância fundamental. Depois do pagamento do Huqúq, é a obrigação de todo bahá'í.
(27 de fevereiro de 1923 – traduzido do persa [para o inglês])
De cartas escritas em nome de Shoghi Effendi para indivíduos, exceto quando mencionado.
80. No tocante ao Huqúqu’lláh... isto se aplica às mercadorias, bens e rendas da pessoa. Depois de abatidas as despesas necessárias, tudo que sobrar como lucro e for um acréscimo ao capital da pessoa, tal importância está sujeita ao Huqúq. Quando a pessoa já pagou uma vez o Huqúq sobre uma determinada importância, esta importância não está mais sujeita ao Huqúq, a não ser que ela passe de uma pessoa para outra. A residência da pessoa e a mobília da casa são isentas do Huqúq... o Huqúqu’lláh é pago ao Centro da Causa.
(4 de abril – 3 de maio de 1927 – traduzida
do persa [para o inglês])
81. Encontrarão referências ao Huqúq no Livro de Aqdas, cópias manuscritas do qual acredito existirem entre alguns crentes na América. Todos os assuntos não especificamente previstos por Bahá’u’lláh deverão ser referidos à Casa Universal de Justiça.
(26 de dezembro de 1927)
82. No tocante ao Huqúq, o Guardião deseja que eu lhes informe que atualmente não é obrigatório aos amigos pagarem, mas eles devem ser exortados a contribuírem aos fundos local e nacional.
(19 de setembro de 1929)
83. Em relação ao Huqúq, é realmente 19 por cento da renda da pessoa, pagável ao Guardião. Mas não é obrigatório agora.
(19 de dezembro de 1929, Dawn of a New Day, p. 27)
84. Você perguntou sobre o Huqúq. Shoghi Effendi preferiria muito mais que os amigos na América concentrassem seus recursos financeiros na conclusão do Templo, em vez de dissiparem suas energias em canais que ainda não requerem atenção imediata. Quando chegar o momento da Causa necessitar que seja posto em vigor esta doação religiosa, Shoghi Effendi o dirá e promulgará o montante prescrito. É somente gradativamente que podem ser aplicados os ensinamentos de Bahá'u1Iáh. O tempo tem que amadurecer para que seja obtido o resultado desejado.
(15 de fevereiro de 1932)
85. Com referência à sua pergunta sobre o “Huqúq”, Shoghi Effendi deseja que eu lhe informe que, embora tenha sido prescrito por Bahá'u'lláh e mencionado por ‘Abdu’l-Bahá em Sua Última Vontade e Testamento, ele, no entanto, reluta em enfatizá-lo, tendo em vista a necessidade preeminente de preservar a dignidade da Causa e também levando em consideração as crescentes despesas nacionais da Fé.
(10 de fevereiro de 1935)
86. Com respeito ao tema do Huqúq; Shoghi Effendi está relutante em enfatizá-lo atualmente, tendo em vista as necessidades urgentes da Causa na América. Mas quando chegar a hora para que o explique aos amigos, não deixará de fazê-lo; basta dizer agora que o Huqúq constitui dezenove por cento da renda da pessoa, e não nove, como alguns parecem achar.
(31 de maio de 1937)
87. Um mithqál consta de dezenove nakhuds. O peso de vinte e quatro nakhuds equivale a quatro gramas e três quintos. Os cálculos podem ser feitos nesta base.
(17 de novembro de 1937)
88. Concernente à sua pergunta se os herdeiros a quem foram transferidas, através de herança, a residência principal, a mobília e roupas do falecido, estarão ou não isentos do pagamento do Huqúq, ele disse: Desde que a residência, a mobília e os instrumentos profissionais foram, de acordo com o Texto explícito, isentados do Huqúq, por conseqüência, quando acontece a transferência de propriedade, tais bens continuam isentos.
(29 de setembro de 1942, à Assembléia Espiritual Nacional
do Irã – traduzida do persa [para o inglês])
89. No tocante às questões levantadas nas suas cartas: O Huqúq é uma obrigação de consciência; mas o Guardião ainda não achou que fosse oportuno salientar isto no Ocidente.
(24 de março de 1945)
90. Grande é a recompensa que Deus ordenou para as almas fiéis e devotadas, os seres puros e desprendidos, que espontaneamente legaram uma porção dos seus bens terrenos à Causa de Deus durante suas próprias vidas ou através dos seus testamentos, e tiveram o privilégio e a honra de cumprir suas obrigações ao Huqúqu’lláh.
Assegure, em meu nome, aos doadores e aos sobreviventes daqueles que ascenderam a Deus, afirmando que estes esforços e doações certamente hão de atrair confirmações divinas, bênçãos celestiais e favores incalculáveis, e hão de promover os múltiplos interesses da Comunidade Internacional Bahá'í. Bem-aventurados são, porquanto Deus os capacitou a cumprirem aquilo que elevará suas posições neste mundo e no vindouro.
(23 de junho de 1945 – traduzido do persa [para o inglês])
91. Atualmente, o Guardião não deseja ocupar-se com a questão do Huqúq; mas o princípio geral é que, uma vez que você tenha pago sobre seu capital, você não precisa pagá-lo novamente.
(28 de julho de 1946)
92. O pagamento do Huqúq é uma obrigação espiritual; os amigos não devem ser obrigados pelas assembléias a pagá-lo, mas deveriam ser encorajados a cumprir esta obrigação espiritual imposta sobre eles no Aqdas.
(12 de outubro de 1946, à Assembléia
Espiritual Nacional da Índia)
93. O Huqúq é pagável ao Guardião individualmente pelos crentes; mas, tendo em vista as muitas exigências financeiras da obra que os crentes americanos estão realizando, ele ainda não considera oportuno salientar este ponto. Eles estão livres para proceder como quiserem neste assunto; mais tarde, quando chegar a hora, ele lhes explicará plenamente os detalhes desta questão.
(27 de março de 1949)
94. Atualmente, o Huqúq é a mesma coisa que o Fundo Internacional e, portanto, estou lhe enviando um recibo declarando que é para os interesses internacionais da Fé.
(8 de junho de 1947)
95. No tocante ao Huqúq: é o pagamento de 19 por cento, não um dezenove avos.
(4 de outubro de 1950)
EXCERTOS DOS ESCRITOS DA
CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA
Todas as cartas são aos indivíduos, a não ser que haja outra indicação.
96. Desde que o Huqúqu’lláh foi, de acordo com a injunção no Livro, designado como uma das instituições da Causa, e visto que o cumprimento desta obrigação é o dever do povo de Bahá, é considerado apropriado, portanto, que sua Assembléia Espiritual deva familiarizar plenamente os queridos amigos na Pérsia com o significado desta responsabilidade momentosa e gradativamente promulgar, na comunidade inteira, tais determinações relacionadas ao Huqúqu’lláh, como se encontram estabelecidas no Seu Livro perspícuo. Obviamente, de conformidade com os Textos explícitos, a solicitação do Huqúqu’lláh não é permissível, mas é responsabilidade daqueles Fiduciários da Causa dirigirem apelos de caráter geral aos queridos amigos, de modo que possam se tornar mais informados a respeito desta obrigação essencial. Queira Deus que, através dos lembretes ocasionais emitidos por sua Assembléia, eles possam ganhar o privilégio e a honra de realizarem este ato benévolo – um ato que atrai bênçãos celestiais, serve como um meio para a purificação das posses terrenas dos devotados amigos e promove as atividades internacionais do povo de Bahá.
Foi solicitado ao Fiduciário do Huqúqu’lláh, a Mão da Causa de Deus, Dr. ‘Alí-Muhammad Varqá, que designasse, sempre que aconselhável, alguns representantes para o Huqúqu’lláh em vários municípios, províncias e países vizinhos, de modo que naquelas regiões possa ser facilitado aos amigos a oferta do Huqúqu’lláh.
É evidente àqueles Fiduciários do Misericordioso que este Corpo, em virtude do Texto explícito das Escrituras sagradas, é o Corpo ao qual todas as coisas devem ser referidas, e o Huqúqu’lláh pode ser utilizado para promover os interesses da Causa por todo o mundo bahá’í,, somente com a permissão da Autoridade na Causa à qual todos devem se volver.
(27 de outubro de 1963, à Assembléia Espiritual
Nacional do Irã – traduzido do persa [para o inglês])
97. O pagamento do Huqúqu’lláh é uma das obrigações espirituais essenciais que a maravilhosa Pena de Bahá'u'lláh estabeleceu no Livro Mais Sagrado.
Seria preferível e mais apropriado se estas duas contas, a saber, contribuições aos Fundos e pagamentos do Huqúqu’lláh, fossem mantidas separadas. Isto significa que, em primeira instância, você deve pagar o seu Huqúqu’lláh e a seguir poderá oferecer, a seu próprio critério, suas devotadas contribuições ao Fundo Internacional, que está sendo usado agora para alcançar as metas do Plano de Nove Anos.
(18 de agosto de 1965 – traduzida do persa [para o inglês])
98. Recentemente um dos amigos fez a seguinte pergunta: Fosse uma pessoa oferecer seus bens, parcial ou totalmente, aos Fundos Bahá’ís, que responsabilidade ele ainda teria no pagamento do Huqúqu’lláh?
Em resposta, o seguinte foi afirmado: O pagamento do Huqúqu’lláh é uma das obrigações espirituais essenciais do povo de Bahá, que foi revelada no Livro Mais Sagrado pela Pena da Glória. Portanto, os amigos devem separar a conta do Huqúqu’lláh da de suas outras contribuições. Assim, devem primeiro saldar suas obrigações concernentes ao Huqúqu’lláh, então podem fazer outras contribuições a seu próprio critério, porquanto a disposição dos fundos do Huqúqu’lláh está sujeita à decisão por parte da Autoridade na Causa à qual todos devem se volver, ao passo que os propósitos das contribuições a outros Fundos podem ser determinados pelos próprios doadores.
(22 de agosto de 1966 – traduzida do persa [para o inglês])
99. Sem dúvida, os amigos estão iluminados com a luz do temor a Deus e estão plenamente conscientes da necessidade de purificarem e protegerem seus bens de acordo com as Palavras decisivas reveladas por nosso Senhor, o Altíssimo.
Nestes dias turbulentos, nós que anelamos por Ele, fervorosamente nos volvemos em prece à corte do Senhor da humanidade, a fim de que Ele possa, benevolamente, capacitar aquela Assembléia augusta a repetidamente lembrar aos amantes da Beleza do Todo-Misericordioso da importância vital e da natureza obrigatória desta injunção sagrada e celestial. Pela divulgação de avisos, distribuição de panfletos e em reuniões, escolas e conferências realizadas pelos seguidores de nosso Senhor Zeloso, devem ser guiados e encorajados a observarem estrita e conscienciosamente aquilo que Seu mandamento divino lhes prescreveu, de modo que aqueles crentes que estão adornados com o temor a Deus possam ser protegidos das conseqüências terríveis preditas em Suas ominosas advertências, possam tornar-se os recipientes de Suas bênçãos asseguradas e serem capacitados a compartilhar das efusões de Sua graça espiritual infalível.
(12 de setembro de 1969 – traduzida do persa [para o inglês])
100. Alguns dos queridos amigos que observam suas obrigações ao Huqúqu’lláh têm escrito, perguntando sobre a relação que existe entre a contribuição aos Fundos e o pagamento do Huqúqu’lláh. Isto é, se uma pessoa que pretende fazer face às suas obrigações para com o Huqúqu’lláh oferece, em vez disto, contribuições a outros Fundos e projetos, estaria isenta do pagamento do Huqúqu’lláh ou não?
Os Textos Sagrados pertinentes a este assunto são claros, mas desde que esta pergunta tem sido feita repetidamente pelos amigos, foi decidido elucidá-la para informação de todos.
O pagamento do Huqúqu’lláh é um dever espiritual obrigatório ao povo de Bahá. A injunção está estabelecida no Livro Sacratíssimo, e explicações claras e conclusivas estão incorporadas em várias Epístolas.
Todo crente devotado que pode fazer face às condições especificadas, deve pagar o Huqúqu’lláh, sem nenhuma exceção. Na realidade, de acordo com o Texto explícito do Livro Mais Sagrado, falhar em agir de acordo com esta injunção é considerado uma traição à confiança e ao chamado divino: “Todo aquele que lidar desonestamente com Deus será, com justiça, exposto”, é uma referência clara a tais pessoas.
O Centro do Convênio afirmou a obrigação do Huqúq nestas palavras: “O Senhor, como sinal de Suas infinitas graças, favoreceu benevolente Seus servos, providenciando uma oferta fixa de dinheiro [Huqúq] a ser-Lhe obedientemente apresentada, embora Ele, o Verdadeiro, e Seus servos, tenham sido, em todos os tempos, independentes de todas as coisas criadas.”
Esta determinação de tão grande importância, conforme atestada pela Pena da Glória, está investida de benefícios e sabedoria incalculáveis. Purifica as posses da pessoa, evita prejuízos e desastres, leva à prosperidade e honra, e confere acréscimo e bênçãos divinas. É um sacrifício oferecido a Deus e relacionado a Ele, e um ato de servitude que leva à promoção de Sua Causa. Como afirmado pelo Centro do Convênio, as ofertas do Huqúq constituem um teste para os crentes e capacita os amigos a tornarem-se firmes e constantes em fé e certeza.
Em resumo, o pagamento do Huqúqu’lláh é uma das responsabilidades espirituais obrigatórias dos seguidores de Bahá’u’lláh, e os seus proventos revertem à Autoridade na Causa à qual todos devem se volver. Outrossim, a Antiga Beleza – magnificado seja o Seu louvor – afirmou que após o estabelecimento da Casa Universal de Justiça seriam baixadas, neste contexto, as normas necessárias, em conformidade com aquilo designado por Deus e que ninguém, exceto a Autoridade à qual todos devem se volver, tem o direito de dispor deste Fundo. Em outras palavras, qualquer parcela da riqueza da pessoa que for devida ao Huqúqu’lláh pertence ao Centro Mundial da Causa de Deus, não aos indivíduos envolvidos.
Portanto, os amigos não devem seguir sua própria vontade e julgamento ao utilizar quaisquer importâncias destinadas ao Huqúqu’lláh para qualquer outro propósito, mesmo para contribuições caritativas da Fé.
Sinceramente, esperamos que todos possam ter o privilégio de observar esta obrigação sagrada e abençoada, que asseguraria a obtenção da verdadeira felicidade e serviria para promover a execução de empreendimentos bahá’ís por todas as partes do mundo.
Verdadeiramente, Deus é Auto-Suficiente acima da necessidade de Suas criaturas.
(25 de outubro de 1970, à Assembléia Espiritual
Nacional do Irã – traduzido do persa [para o inglês])
101. ‘Abdu’l-Bahá, em uma de Suas Epístolas, afirmou: “A disposição do Huqúq, em todo ou em parte, é permissível, mas isto deve ser feito com a permissão da autoridade na Causa à qual todos devem se volver.” A provisão de Sua Vontade e Testamento de que o Huqúqu’lláh “deve ser oferecido através do guardião da Causa de Deus...” está claramente de acordo com este princípio. Em outra Epístola, ‘Abdu’l-Bahá referiu-Se à Casa Universal de Justiça como “a autoridade à qual todos devem se volver” e está claro que, na ausência do Guardião, ela é a instituição suprema e central da Causa. Ademais, antes de ‘Abdu’l-Bahá, Bahá’u’lláh revelara o seguinte: “Existe uma norma prescrita para o Huqúqu’lláh. Depois que a Casa de Justiça estiver em existência, a lei do mesmo se tornará manifesta, em conformidade com a Vontade de Deus.” De acordo com estes textos explícitos, está claramente dentro da jurisdição da Casa Universal de Justiça decidir sobre o recebimento e desembolso do Huqúqu’lláh atualmente.
(2 de março de 1972, às Mãos da Causa
residentes na Terra Santa)
102. O pagamento do Huqúqu’lláh ainda não foi aplicado ao mundo ocidental. Sem dúvida, será universal em alguma época futura, mas, atualmente, os crentes no Ocidente podem cumprir suas obrigações materiais para com a Causa através de contribuições aos Fundos.
(12 de julho de 1972)
103. Estamos profundamente comovidos por sua amorosa carta de 27 de dezembro de 1972, expressando o desejo de seguir a Lei do Huqúqu’lláh no tocante ao que herdou de sua mãe.
Embora, como você corretamente afirma, esta Lei não seja atualmente aplicável aos amigos no Ocidente, qualquer crente está livre para observá-la se o desejar.
Esta Lei do Aqdas estipula que dezenove por cento do capital da pessoa é devido como Huqúqu’lláh quando tal capital tiver alcançado a importância de pelo menos “dezenove mithqáls em ouro”. ... Na determinação da importância que um crente deve pagar, ele deve primeiro abater quaisquer dívidas e despesas que possa ter, pagando dezenove por cento sobre o restante do seu capital, se este for igual a pelo menos dezenove mithqáls de ouro.
Caso você decida que deseja observar esta Lei do Aqdas na época atual, deverá determinar o valor total de sua herança em espécie e em outros haveres, menos quaisquer despesas ou dívidas que possa ter, e considerar as circunstâncias sob as quais poderá pagar o Huqúqu’lláh sobre o valor líquido de sua herança. A época e as condições de pagamento são deixadas a critério de cada indivíduo.
Por exemplo, se os haveres de uma pessoa incluem bens ou ações além de dinheiro, ela poderá achar desvantajoso ou inconveniente pagar dezenove por cento do valor dos haveres não monetários até que sejam vendidos, no momento em que ela preferiria cumprir esta obrigação espiritual. Quaisquer despesas que possam ocorrer na liquidação dos haveres das pessoas devem ser abatidas antes do cálculo do valor líquido sobre o qual o Huqúqu’lláh é pagável.
(21 de janeiro de 1973)
104. ... O crente devotado que tem o privilégio de pagar “o Direito de Deus”, longe de procurar desculpas para evitar esta obrigação espiritual, fará o máximo para fazer face a ela. Por outro lado, desde que a obediência a esta Lei é uma questão de consciência, e o pagamento do Huqúqu’lláh é um ato voluntário, não seria apropriado ir além de informar os amigos persas de sua obrigação espiritual, deixando a critério deles decidir o que desejam fazer a respeito disto.
O mesmo princípio se aplica àqueles amigos que gastam prodigamente com suas famílias, que compram ou constróem residências e as guarnecem muito além das suas necessidades, criando justificativas para estas despesas em seu desejo de evitar o pagamento do Huqúqu’lláh. Da mesma forma, aqueles amigos que se casam com não-persas e residem na Europa e outros países não devem ser pressionados, mas devem ser informados e deixados para decidirem por si mesmos.
(26 de fevereiro de 1973)
105. ... muitos detalhes no cálculo do Huqúqu’lláh foram deixados por Bahá’u’lláh ao julgamento e consciência do crente. Por exemplo, Ele isenta equipamentos e móveis domésticos do tipo que são necessários, mas Ele deixa para o indivíduo decidir quais itens são necessários e quais não são. As contribuições aos fundos da Fé não podem ser consideradas como parte do pagamento de alguém ao Huqúqu’lláh; além disso, se uma pessoa estiver devendo o Huqúqu’lláh e não tiver condições tanto de pagá-lo como também de fazer contribuições ao Fundo, o pagamento do Huqúqu’lláh deverá ter prioridade sobre as contribuições. Mas quanto a se as contribuições ao Fundo podem ser consideradas como despesas no cálculo do montante dos haveres da pessoa sobre os quais o Huqúqu’lláh é pagável; isto é deixado ao julgamento de cada indivíduo, à luz das suas próprias circunstâncias.
A secretária do Guardião escreveu em seu nome que “um mithqál consta de dezenove nakhuds. O peso de vinte e quatro nakhuds equivale a quatro e três quintos de grama. Os cálculos podem ser feitos nesta base”. Portanto, dezenove mithqáls são iguais a 69,191667 gramas. Uma onça troy é igual a 31,103486 gramas, por conseguinte, 19 mithqáls são iguais a 2,224563 onças. À cotação atual de $339,10 por onça, 19 mithqáls de ouro equivaleriam a $754,35. Assim, sobre uma economia de $754,35, seria pagável como Huqúqu’lláh a importância de $143,33 (isto é, 19%).
(16 de setembro de 1979)
106. As Escrituras deixam claro que uma pessoa está isenta de pagar o Huqúqu’lláh sobre sua residência e equipamentos domésticos e profissionais que são necessários. É deixado ao critério do indivíduo decidir quais itens são necessários e quais não o são. É óbvio que os amigos não deveriam gastar profusamente em residências e mobílias, criando justificativas para estas despesas em seu desejo de evitar o pagamento do Huqúqu’lláh. Nenhum texto específico foi encontrado isentando o capital usado para gerar rendas. A Casa Universal de Justiça deixa tais questões à consciência dos crentes.
(9 de abril de 1980)
107. A Casa de Justiça ressalta, adicionalmente, que por mais importantes que sejam as obrigações atribuídas aos crentes no sentido de pagarem o Huqúqu’lláh e de apoiarem os outros fundos da Fé, estas são obrigações espirituais que devem ser cumpridas voluntariamente e, sob nenhuma circunstância, podem contribuições para qualquer um destes fundos, até mesmo o Huqúqu’lláh, ser exigidas ou solicitadas aos crentes. Os apelos e as exortações devem sempre ser feitos à generalidade dos amigos, não a indivíduos.
(7 de maio de 1980)
108. Aquele que, após pôr de lado suas despesas anuais, possuir um superávit no valor de pelo menos dezenove mithqáls de ouro está sujeito ao pagamento do Huqúqu’lláh.
(20 de outubro de 1981 – traduzido do persa [para o inglês])
109. No tocante à sua segunda pergunta, indagando se onde existe perfeito entendimento entre marido e mulher, e estando ela autorizada a gerenciar os bens do seu marido, assim como os seus próprios, poderia ela pagar o montante do Huqúqu’lláh pertinente a todas as posses deles ou se, desde que o marido possua uma parte dos bens, deveria ela pagar apenas o montante do Huqúqu’lláh sobre sua própria porção dos bens.
Ao responder esta questão, deve-se lembrar que o Huqúqu’lláh é pagável sobre posses que estão incontestavelmente reconhecidas como sendo da própria pessoa e não sobre bens que meramente se controla ou usa. Entretanto, em casos semelhantes àquele que você mencionou acima, incumbe ao marido e à mulher consultarem entre si e definirem precisamente os limites de seus pertences pessoais e então, em conjunto ou individualmente, entregar ao Huqúq a importância que eles considerem ser sua obrigação.
No tocante à Sra. ..., desde que seu marido é americano e a lei do Huqúqu’lláh não se aplica atualmente aos amigos no Ocidente, o pagamento do Huqúqu’lláh por parte do seu marido não é nem obrigatório nem proibido.
(10 de janeiro de 1982 – traduzido do persa [para o inglês])
110. A Casa Universal de Justiça recebeu sua carta de 10 de setembro de 1982, indagando sobre a responsabilidade por parte de um casal bahá’í de pagar o Huqúqu’lláh quando um membro é americano e outro persa, e fomos instruídos a dar-lhe o seguinte esclarecimento:
1. A sua carta faz referência à renda da pessoa como base para o cálculo do Huqúqu’lláh. Contudo, como compreenderá através de um estudo dos textos, o cálculo é feito sobre o valor líquido das posses da pessoa após o abatimento de diversos itens isentos, tais como a residência e o mobiliário necessários, e sobre posteriores acréscimos anuais a esses haveres líquidos, decorrentes de renda excedente após o pagamento das despesas necessárias. Além disso, é calculado sobre unidades de propriedade iguais em valor a 19 mithqáls de ouro (2,22456 onças troy).
2. Nenhuma regra definitiva pode ser decretada em relação à porção dos bens de um casal sobre a qual deve ser pago o Huqúqu’lláh quando um dos cônjuges é ocidental e o outro persa. Isso depende da maneira como os próprios marido e mulher consideram a propriedade dos bens da família. Portanto, é basicamente uma questão de consulta entre marido e mulher e, como afirmado anteriormente, Bahá’u’lláh deixou muitos dos detalhes do cálculo do Huqúqu’lláh a critério dos indivíduos.
(11 de outubro de 1982)
111. No tocante à pergunta levantada pelo Sr. ..., favor informá-lo que, numa carta a um crente, o amado Guardião explicou que o Huqúqu’lláh é pagável somente uma vez sobre certa propriedade, seja ela bem móvel ou imóvel, mas caso esse bem passe de uma pessoa para outra, tal como através de herança, torna-se novamente sujeito ao pagamento do Huqúqu’lláh. Com efeito, isto significa que os herdeiros que recebem uma parcela de sua herança de um espólio devem pagar Huqúqu’lláh, caso a parcela que estão recebendo aumente suas posses a um nível que torna obrigatório o cumprimento desta obrigação sagrada.
(1 de junho de 1983, à Assembléia Espiritual
Nacional dos Estados Unidos)
112. No tocante à sua pergunta concernente à residência principal e determinações subsidiárias relevantes a ela, desejamos informá-lo que atualmente não é considerado aconselhável estabelecer normas detalhadas para o Huqúqu’lláh. Assim sendo, os amigos estão livres, podendo sempre que não existam regras específicas, cumprir em cada caso aquilo que entenderam dos textos, honrando suas obrigações ao Huqúqu’lláh de acordo com seu próprio julgamento e conforme os ditames de sua própria consciência.
(4 de março de 1984 – traduzido do persa [para o inglês])
II
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
SUPLEMENTO À COMPILAÇÃO SOBRE O HUQÚQU’LLÁH
Transmitido pelo Departamento de Secretariado
A Casa Universal de Justiça
12 de outubro de 1992
Excertos das Escrituras de Bahá’u’lláh
S1 – Glorificado és Tu, ó meu Senhor compassivo! Suplico-Te pelo tumulto do oceano de Tua santa elocução, pelas múltiplas dádivas de Tua soberania suprema, pelas evidências de Tua Divindade que a tudo compelem e pelos mistérios ocultos que jazem guardados dentro de Teu conhecimento, que me concedas Tua graça para servir-Te e a Teus eleitos, e que me capacites a obedientemente oferecer Teu Huqúq que Tu ordenaste em Teu Livro.
Sou aquele, ó meu Senhor, que tem desejado ardentemente Teu domínio de glória e tem segurado tenazmente à fímbria de Tua generosidade. Ó Tu que és o Senhor de toda a existência e Governante do reino dos nomes, suplico-Te que não me negues as coisas que Tu possuis, nem me recuses aquilo que Tu tens ordenado para Teus eleitos.
Imploro-Te, ó Senhor de todos os nomes e Criador dos céus, que me ajudes, através de Tua graça fortalecedora, a ser firme em Tua Causa, de tal modo que as futilidades do mundo não façam com que eu seja excluído como que por um véu, nem ser impedido pelas violentas comoções dos malfeitores, que se ergueram para desviar Teu povo em Teus dias. Destina-me então, ó Desejo de meu coração, o bem deste mundo e do vindouro. Em verdade, Tu és poderoso para fazer o que Te apraz. Não há outro Deus além de Ti, O que sempre perdoa, o Mais Generoso.
– De uma Epístola recentemente traduzida do árabe
S2 – Após a revelação do Livro Sacratíssimo e da determinação do divinamente prescrito Huqúq, ordens específicas foram dadas com o propósito de que ninguém exigisse o pagamento do Huqúq, desde que ele foi condicionado ao anseio dos próprios indivíduos que são devotados, fiéis e desejosos de oferecer o pagamento do Huqúq com o espírito de grata aquiescência e bel-prazer. As condições atuais, no entanto, permitiram que explícitas instruções fossem emitidas a fim de que aqueles que se abstiveram de quitar o Huqúq possam cumprir com sua obrigação obedientemente.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
S3 – Ó Amín! Sobre ti esteja Minha glória. A ti cabe ter o máximo respeito pela dignidade da Causa de Deus em todas as circunstâncias. A Pena do Altíssimo testemunhou e continuará a testemunhar em teu favor. Ela tem louvado os esforços que tu tens feito e os serviços que tu tens oferecido inteiramente por Sua causa – um louvor que brilha resplandecente em Suas Epístolas tanto quanto o esplendor do sol. Rende tu graças ao teu Senhor por este excelente favor. No entanto, Nós te exortamos a manter teus olhos direcionados ao horizonte da dignidade e, ao ter em mente Suas palavras sublimes: “... todavia, avisai-os, pois, em verdade, o aviso beneficiará os crentes”*, dá aos amigos de Deus uma suave advertência em espírito de amizade e concórdia. Realmente, todo aquele que for graciosamente capacitado a cumprir com sua obrigação será contado entre os sinceros amantes de Deus, em Seu lúcido Livro; do contrário, ninguém deverá argumentar com ele.
Os olhares de Deus neste Dia – exaltada seja Sua glória – estão direcionados aos corações dos homens e para as excelentes pérolas ali entesouradas. Isto convém ao Senhor e Seus eleitos – glorificada seja Sua majestade. Cabe a ti orar em favor dos amigos e amados de Deus, a fim de que Ele possa graciosamente capacitá-los a cumprir aquilo que foi ordenado no Livro, e para que eles não sejam impedidos pelas vãs imaginações e as coisas transitórias do mundo.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
Excertos das Escrituras de ‘Abdu’l-Bahá
S4 – Tudo que for pago ao Huqúq e entregue para ele (Jináb-i-Amín) tem sido ou será recebido em sua totalidade. Nestes dias, é extremamente difícil enviar separadamente um recibo a cada pessoa. Assim, esta carta deveria ser considerada como um recibo coletivo. Na verdade, os recibos de Jináb-i-Amín são como se fossem meus próprios recibos. Isto porque ele nunca se incomoda consigo próprio, nem se importa se a quantia é grande ou pequena. Ele é desprendido, humilde, sincero e espiritual.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
S5 – Tu pediste um recibo como prova de garantia para todos. Nós temos repetidamente chamado a atenção por escrito que qualquer quantia recebida por Jináb-i-Amín nos foi ou será devidamente entregue.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
S6 – Ó tu que és fascinado pelo Seu Convênio e Testamento!** Louvando tuas virtudes como imperturbável defensor do Convênio, Jináb-i-Amín destravou sua língua eloqüente e levantou a voz em alto louvor, afirmando que Jináb-i-Hájí Ghulám Ridá, na verdade, atingiu o grau de contentamento e resignação, e que em todos os tempos e sob todas as condições provou ser confidente, amigo e companheiro. Ele é totalmente dedicado ao serviço da Causa de Deus e consagrou-se como o servidor completo de Seu sagrado Limiar. Verdadeiramente, ele não cogita nenhum desejo que não seja a servitude à porta da Abençoada Beleza e não anseia por nada além de executar um serviço na senda do Desejado. Louvado seja Deus, pois em momentos adversos a sua face brilha com a intensidade do fogo dos testes, como ouro puro, e portanto é purgado e purificado de toda impureza e contaminação. Em todos os tempos, ele trilhou o caminho da fidelidade, seguindo no caminho da firmeza e constância.
Portanto, de acordo com o preceito de recompensa ordenado pelo Senhor da Eloqüência, tu foste designado como o Fideicomissário do Huqúq e deves presentemente, através da graça fortalecedora e bênção do Todo-Misericordioso, encarregar-se deste dever em Teerã, porquanto Jináb-i-Amín viajará ocasionalmente para as províncias remotas.
Nós acalentamos a esperança que o Senhor da Glória faça com que tu sejas amado em ambos os mundos e que Ele te conceda infinitas bênçãos.
E sobre ti esteja a glória do Mais Glorioso!
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
Excerto de uma carta escrita por
Shoghi Effendi
S7 – Conforme o texto explícito da Vontade e Testamento, o Huqúqu’lláh deve ser usado para o ensino da Causa de Deus em todos os países do Oriente e do Ocidente, estabelecendo instituições, construindo Templos Bahá’ís e promovendo empreendimentos caritativos e bem-estar geral.
– De uma carta datada de 15 de janeiro de 1933 – traduzida do persa
Excertos de cartas escritas em nome da
Casa Universal de Justiça
S8 – ... a resposta à sua pergunta é dada numa carta datada de 16 de setembro de 1979, escrita em nome da Casa Universal de Justiça para um crente. Está inserida no item 105 da compilação do Huqúqu’lláh, e a parte relevante diz o seguinte:
Contribuições aos fundos da Fé não podem ser consideradas como parte do pagamento do Huqúqu’lláh da pessoa; além disso, se uma pessoa estiver devendo o Huqúqu’lláh e não tiver condições de pagá-lo e ao mesmo tempo de fazer contribuições ao Fundo, o pagamento do Huqúqu’lláh deverá ter prioridade sobre as contribuições. Porém, quanto às contribuições ao Fundo serem consideradas como despesas no cálculo do montante dos haveres pessoais sobre os quais o Huqúqu’lláh for pagável, isto é deixado ao critério de cada indivíduo, à luz de suas próprias circunstâncias.
Em vista disso, está claro que se um crente tem calculado sua obrigação ao Huqúqu’lláh e sabe que ele deve alguma coisa, deve pagá-lo, de preferência antes de fazer qualquer outra contribuição.
No entanto, durante o curso do ano, um crente poderá perfeitamente fazer contribuições a vários fundos, ou dar dinheiro para caridade, da mesma forma que ele está gastando seu dinheiro numa ampla gama de atividades associadas com sua vida diária. A declaração acima, da Casa Universal de Justiça (item 105), deixa ao julgamento da pessoa para seguir um dos seguintes cursos:
a) Considerar estas contribuições como despesa. Esses, então, reduzirão o saldo de poupança dele no fim do ano, sobre o qual o Huqúqu’lláh é pagável.
b) Considerar que ele deveria fazer tais contribuições somente de recursos cujo pagamento ao Huqúqu’lláh tenha sido feito.
Esta regra também deixa à critério do indivíduo considerar algumas contribuições de uma forma e outras, de forma diversa. A Casa Universal de Justiça deixa todos estes detalhes ao critério e consciência do crente.
– 3 de fevereiro de 1987, a um indivíduo
S9 – Se conforme você diz, você não está em posição para jamais acumular um patrimônio taxável, equivalente ao valor de 19 mithqáls de ouro, então, conforme os textos explicam, você não tem obrigação de pagar o Huqúqu’lláh. No entanto, isto não quer dizer que você não possa contribuir para este Fundo, se assim quiser, devido ao seu amor por Bahá’u’lláh e pela generosidade de seu coração.
– 23 de junho de 1987, a um indivíduo
S10 – 1. Um crente não pode incumbir-se da obrigação de outra pessoa ao pagamento do Huqúqu’lláh.
2. Não é permitido ao crente destinar a propósito algum o pagamento que ele faz ao Huqúqu’lláh, nem fazer tal pagamento em honra de qualquer outra pessoa.
– 22 de março de 1989, memorando da Casa Universal
de Justiça a um departamento do Centro Mundial
S11 – ... você pergunta se a Lei do Huqúqu’lláh é puramente pessoal ou se esta lei se aplica a determinadas instituições e pessoas jurídicas também.
Fomos instruídos a informá-lo que, embora o Fideicomissário esteja autorizado a aceitar contribuições, ao Huqúqu’lláh, dos crentes que não estejam sob a obrigação de pagá-lo ou das empresas que sejam somente da propriedade de bahá’ís, a Lei do Huqúqu’lláh impõe uma obrigação somente ao indivíduo, e não às instituições bahá’ís nem às pessoas jurídicas.
– 29 de março de 1989, a um indivíduo
S12 – Essencialmente, o Huqúqu’lláh deve ser pago por um crente durante a sua vida, sempre que o saldo positivo de seus bens alcance o nível taxável. Uma certa flexibilidade é provida na lei, uma vez que referência é feita quanto a despesas anuais, as quais devem ser deduzidas antes da obrigação do Huqúqu’lláh ser calculada. O ideal é que, ao morrer um bahá’í, o único pagamento ao Huqúqu’lláh que deve ser providenciado em seu Testamento é a obrigação adicional que possa ser encontrada quando forem concluídos os cálculos de seus negócios por ocasião de sua morte.
A Casa Universal de Justiça espera que, à medida que os crentes se familiarizem com a lei do Huqúqu’lláh e comecem a pagá-lo, eles não somente aprendam a calculá-lo durante o curso de suas vidas mas que saibam como prover o pagamento do saldo por ocasião de sua morte.
– 1 de outubro de 1989, a um indivíduo
S13 – Tamanha confluência excepcional de iminentes acontecimentos – a publicação do Kitáb-i-Aqdas, o progresso dos projetos de construção no Monte Carmelo, o término do Plano de Seis Anos, o começo do Ano Santo – anima as expectativas do mundo bahá’í, prepara o cenário para mais vigorosos empenhos que já tenham sido tentados e nos indica a abertura de uma nova fase da história. Parece apropriado, então, que a lei sagrada que capacita cada um a expressar seu próprio senso de devoção a Deus, num profundo e particular ato de consciência que promove o bem comum, lei esta que conecta diretamente o indivíduo com a Instituição Central da Fé, e acima de tudo, assegura aos obedientes e sinceros a inefável graça e abundantes bênçãos da Providência, deva, nesta conjuntura favorável, ser abraçada por todos que professam sua crença na Manifestação Suprema de Deus. Com humildade perante nosso soberano Senhor, anunciamos que a partir do Ridván de 1992, o começo do Ano Santo, a Lei do Huqúqu’lláh, o Direito de Deus, será universalmente aplicável. Todos são conclamados a observá-la.
– Ridván de 1991, aos bahá’ís do mundo inteiro
S14 – A Casa Universal de Justiça não pretende emitir algum método específico de cálculo para o uso dos amigos. Eles devem ser deixados livres para considerar seus próprios métodos, tendo por base os textos e exemplos já fornecidos.
– 1 de julho de 1991, a um indivíduo
S15 – Recentemente recebemos uma indagação a respeito da aplicação da Lei do Huqúqu’lláh em duas situações.
A primeira concerne àqueles crentes que, até este Ridván, não eram sujeitos à Lei. A segunda, que é relativa a ela, concerne aos novos crentes.
A pergunta é se o patrimônio sobre o qual a pessoa é obrigada a computar o seu Huqúqu’lláh é tudo o que possui na data à qual a Lei lhe é aplicável, ou somente sobre o patrimônio que ele acumula após aquela data.
Nossa conclusão é que o patrimônio que é taxável para o Huqúqu’lláh é tudo que uma pessoa possui na data que a Lei tornar-se aplicável para ela. Isto não que dizer, é lógico, que ele necessite pagar imediatamente o Huqúqu’lláh que é devido, desde que para fazê-lo possa ser preciso dispor de muitos de seus pertences e colocá-lo em situação muito difícil. Mas o princípio do cálculo é claro, e o Huqúqu’lláh devido deve ser, finalmente, pago.
Uma vez que Bahá’u’lláh deixou tantos aspectos da Lei para serem aplicados pela consciência e critério do crente, preferimos que nenhum anúncio geral sobre esta decisão seja feito agora. No entanto, se esta questão for levantada por algum crente, esta resposta pode ser dada.
– 4 de maio de 1992, ao Fideicomissário do Huqúqu’lláh,
Mão da Causa de Deus, ‘Alí-Muhammad Varqá
III
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
ORAÇÕES RELACIONADAS AO HUQÚQU’LLÁH
1.
Glorificado és Tu, ó meu Senhor compassivo!
Suplico-Te pelo tumulto do oceano de Tua santa elocução, pelas múltiplas dádivas de Tua soberania suprema, pelas evidências de Tua Divindade que a tudo compelem e pelos mistérios ocultos que jazem guardados dentro de Teu conhecimento, que me concedas Tua graça para servir-Te e a Teus eleitos, e que me capacites a conscienciosamente oferecer Teu Huqúq que Tu ordenaste em Teu Livro.
Sou aquele, ó meu Senhor, que tem desejado ardentemente Teu domínio de glória e tem segurado tenazmente à fímbria de Tua generosidade. Ó Tu que és o Senhor de toda a existência e Governante do reino dos nomes, suplico-Te que não me negues as coisas que Tu possuis, nem me recuses aquilo que Tu tens ordenado para Teus escolhidos.
Imploro-Te, ó Senhor de todos os nomes e Criador dos céus, que me ajudes, através de Tua graça fortalecedora, a ser firme em Tua Causa, de tal modo que as vaidades do mundo não façam com que eu seja excluído como que por um véu, nem ser impedido pelas violentas comoções dos malfeitores, que se ergueram para desviar Teu povo em Teus dias. Destina-me então, ó Desejo de meu coração, o bem deste mundo e do vindouro. Em verdade, Tu és poderoso para fazer o que Te apraz. Não há outro Deus além de Ti, O que sempre perdoa, o Mais Generoso.
Bahá’u’lláh
2.
Em Nome de nosso Senhor, o Mais Sagrado, o Maior, o Sublime, o Mais Glorioso!
Glória a Ti, ó Tu que és o Senhor de todos os seres e o Alvo Definitivo de toda a criação! Testifico, com a língua de meu ser interior e exterior, que Tu Te revelaste e Te manifestaste, que Tu enviaste Teus versos e demonstraste Tuas provas, e que Tu és independente de qualquer um além de Ti e que estás acima de tudo exceto de Ti próprio. Eu Te peço, pela glória de Tua Causa e o poder de Tua Palavra, que graciosamente assistas àqueles que se levantaram para espalhar o que lhes foi prescrito em Teu Livro e fazer com o que a fragrância de Tua aceitação seja espargida amplamente.
Verdadeiramente, Tu és o Poderoso, o Benévolo, o Clemente, o Generoso.
Bahá’u’lláh
3.
Em Nome de nosso Senhor, o Mais Sagrado, o Maior, o Sublime, o Mais Glorioso!
Ó Deus, meu Deus! Tu vês como Teu servo fixou sua face em Ti e desejou ser honrado por cumprir com o que lhe tem sido ordenado em Teu Livro. Ordena-lhe, através de Tua Mais Sublime Pena, aquilo que o atrairá até o Mais Sublime Ápice. Tu és, verdadeiramente, o Educador do mundo e o Senhor das nações, e Tu és, verdadeiramente, o Forte, o Predominante, o Onipotente.
Bahá’u’lláh
4.
Magnificado és Tu, ó Senhor da criação inteira, Aquele a Quem todas as coisas devem volver-se. Com minha língua interior e exterior dou testemunho de que Tu tens Te manifestado e revelado, mandado descer Teus sinais e proclamado Tuas provas. Atesto a Tua auto-suficiência de tudo salvo de Ti e Tua Santidade acima de todas as coisas terrenas. Suplico-Te, pela transcendente glória de Tua Causa e pela suprema potência de Tua Palavra, que concedas confirmação àquele que desejar ofertar aquilo que Tu lhe prescreveste em Teu Livro e que observe aquilo que difundirá a fragrância da Tua aceitação. Em verdade, Tu és o Todo-Poderoso, o Todo-Misericordioso, o Todo-Clemente, o Todo-Generoso.
Bahá’u’lláh
IV
Huqúqu’lláh
UMA CODIFICAÇÃO DA LEI DO HUQÚQU'LLÁH
Introdução
26 de novembro 2000
A todas as Assembléias Espirituais Nacionais
Queridos amigos bahá’ís,
Em 25 de março de 1987 foi-lhes enviado um documento intitulado “Codificação da Lei do Huqúqu’lláh”, preparado pelo Departamento de Pesquisa do Centro Mundial Bahá’í; este documento é citado na compilação “Huqúqu’lláh, O Direito de Deus”. A pedido da Casa Universal de Justiça, a Codificação foi recentemente revisada, a fim de se incorporar pontos de certas citações contidas no suplemento à compilação publicada em 12 de outubro de 1992.
Presentemente incluímos uma cópia da nova revisão da Codificação para circulação aos amigos, para auxílio adicional no aprofundamento de sua compreensão da lei do Huqúqu’lláh.
Com amorosas saudações bahá’ís,
Departamento de Secretariado
Huqúqu’lláh
UMA CODIFICAÇÃO DA LEI DO HUQÚQU'LLÁH
Preparada pelo Departamento de Pesquisa
do Centro Mundial Bahá’í em 1987,
e revisada em 1999, por solicitação da Casa Universal de Justiça
I Prefácio
I – Huqúqu’lláh – O Direito de Deus – é uma lei poderosa (7)* e uma sagrada instituição (72). Estabelecido no Kitáb-i-Aqdas, o Livro Sacratíssimo, é um dos instrumentos-chave para a construção do alicerce da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh e da manutenção de sua estrutura. Tem ramificações de longo alcance que se estendem da promoção do bem-estar do indivíduo ao reforço à autoridade, ampliando as atividades do Órgão Máximo da Fé. Ao prover uma fonte regular e sistemática de recursos à Instituição Central da Causa, Bahá’u’lláh assegurou os meios para o independente e decisivo funcionamento do Centro Mundial de Sua Fé.
Ao identificar esta lei como “O Direito de Deus”, Bahá’u’lláh reenfatizou a natureza da relação entre os seres humanos e seu Criador como um Convênio baseado em compromissos e obrigações mútuas; e por designar a Autoridade Central da Causa, para a qual todos devem dirigir-se, como o recipiente deste Direito, Ele criou um elo direto e vital entre cada crente e o Órgão Máximo da Fé que é único na estrutura de Sua Ordem Mundial. Esta lei capacita os amigos a reconhecer a elevação de sua atividade econômica à altura da aceitação divina; é um meio para a purificação de suas riquezas e um ímã que atrai as bênçãos divinas. O cálculo e o pagamento do Huqúqu’lláh dentro das diretrizes gerais propostas são exclusivamente uma questão de consciência entre o indivíduo e Deus (8, 104); exigir ou solicitar o Huqúqu’lláh é proibido (8, 9, 38, 71, 96, 104): somente são permitidos os apelos, os lembretes e exortações de natureza geral, sob os auspícios da instituição da Fé (38, 70, 99, 104, 107). Que a observância e vigência desta lei, tão crucial ao bem-estar material da emergente comunidade bahá’í, pudessem assim ser deixadas inteiramente à fé e consciência do indivíduo, dá significado a “e irradia luz sobre” o que o amado Mestre denomina a solução espiritual para os problemas econômicos. De fato, as implicações da lei do Huqúqu’lláh para efetivar uma quantidade de princípios da Fé, tais como a eliminação de extremos de riqueza e pobreza, e uma distribuição mais eqüitativa de recursos, irão tornar-se visíveis progressivamente, à medida que os amigos assumam continuamente, em maiores proporções, a responsabilidade de observá-la.
Os princípios da lei do Huqúqu’lláh estão promulgados no Kitáb-i-Aqdas. Elaborações mais extensas sobre suas características são encontradas em outras Escrituras de Bahá’u’lláh, Epístolas de ‘Abdu’l-Bahá e em cartas de Shoghi Effendi e da Casa Universal de Justiça, na sua maioria em resposta a questões levantadas pelos amigos. Todas estas principais referências foram compiladas pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça e publicadas separadamente. Um estudo daquela compilação deixa claro que a aplicação da lei tem sido progressiva e continuará sendo, à medida que suas ramificações e regras subsidiárias forem elucidadas.
O que segue é um ensaio preliminar da codificação de informações das Escrituras a respeito do Huqúqu’lláh. Deveria ser enfatizado, no entanto, que os amigos não deveriam tentar ver neste uma interpretação rígida ou de total abrangência. As perguntas feitas a Bahá’u’lláh, ao Mestre e a Shoghi Effendi são de amigos residentes em lugares e épocas com sistemas e relações econômicas infinitamente mais simples do que as observadas hoje em dia. O que se pode aprender de tais perguntas são princípios claros e orientadores, cuja aplicação em condições variáveis e mais completas deve ser considerada. Sem dúvida, conforme a necessidade, este tópico ainda irá ocupar por longo tempo a Casa Universal de Justiça em futuras legislações.
II Uma Bênção Concedida por Deus
Embora Deus seja independente de todas as coisas criadas, concedeu-nos esta lei através de Sua Graça (7, 10, 63), pois o progresso e a promoção da Causa dependem dos meios materiais (1). A obediência a esta lei capacita o crente a ser firme e constante no Convênio (63), provê uma recompensa em cada mundo dos mundos de Deus (7) e é um teste incomparável de verdadeira fé.
O Huqúqu’lláh deve ser oferecido com alegria e sem hesitação (2, 9, 32). Quando o Huqúqu’lláh é oferecido com este espírito, ele conferirá prosperidade e proteção aos amigos, purificando suas posses materiais (20, 31, 42, 46, 48, 100), capacitando-os, e aos seus descendentes, a beneficiar-se dos frutos de seus esforços (48).
III Calculando o Huqúqu’lláh
Tudo que um crente possua, com exceção de alguns itens específicos, é sujeito uma única vez ao pagamento do Huqúqu’lláh.
A- Isentos do Huqúqu’lláh são:
1. A residência e seu mobiliário necessário (11).
2. O equipamento necessário aos negócios e implementos agrícolas, que produzem receita para a subsistência (12, 67, 68).
B- Pagamento é devido:
1. O Huqúqu’lláh deve ser pago pela pessoa cujas posses taxáveis alcancem ou excedam o valor de 19 mithqáls de ouro (18, 19, 30). Aproximadamente, 19 mithqáls equivalem a 2,2 onças troy ou 69,2 gramas (87, 105, 110).
a) A quantia a ser paga é de 19% do valor do patrimônio sujeito ao Huqúq (10, 14).
b) O pagamento é devido em unidades inteiras de 19 mithqáls de ouro (15).
2. O Huqúqu’lláh é pagável em unidades adicionais de 19 mithqáls de ouro, quando a aquisição de novas posses, deduzidas as despesas anuais, aumentem suficientemente o valor do patrimônio taxável. Dentre as despesas dedutíveis, estão:
a) As despesas gerais para o sustento (65, 66, 69, 78).
b) Perdas e despesas ocorridas com a venda das posses (103).
c) Somas que forem pagas ao estado, como taxas e obrigações (78).
3. Um presente ou uma herança recebidos por uma pessoa deverá ser adicionado às suas posses aumentando o valor total, da mesma forma quando o rendimento anual excede aos gastos (111).
4. Se uma propriedade aumenta de valor, o Huqúqu’lláh não é pagável sobre este aumento, até que seja convertido, ou seja, com a venda da propriedade (103).
5. Se houver redução de posses quando as despesas de um ano ultrapassarem a receita, o Huqúqu’lláh somente será devido após a recuperação das perdas e quando o valor total das posses taxáveis for aumentado (15-19, 30, 65-68, 78, 108, 111).
6. O pagamento das dívidas tem precedência ao pagamento do Huqúqu’lláh (22).
7. O pagamento do Huqúqu’lláh depende dos recursos financeiros que uma pessoa tem para cumprir com suas obrigações (24).
8. Com a morte de um crente, a conclusão de seu pagamento do Huqúqu’lláh é feito da seguinte maneira:
a) O primeiro encargo é a despesa do sepultamento (22).
b) O segundo é o pagamento das dívidas do falecido (13).
c) O Huqúqu’lláh pendente sobre propriedades deve então ser pago. Ao ser estabelecido o valor do patrimônio sobre o qual o Huqúqu’lláh ainda não foi pago, as seguintes deduções podem ser feitas: despesas de sepultamento (22), dívidas do falecido (13), perda no valor de ativos por ocasião de sua venda (103) e despesas incorridas na venda dos ativos (103).
C- Notas adicionais para determinar o Huqúqu’lláh:
1. É deixado ao indivíduo a decisão de quais despesas deverão ser consideradas “necessárias” e portanto dedutíveis no cálculo do acréscimo anual de poupança, e qual o mobiliário da residência a ser considerado como “necessário” e portanto isento de pagamento do Huqúqu’lláh (57, 65, 67, 69, 78, 80, 104-106, 112).
2. Embora referências sejam feitas ao pagamento anual do Huqúqu’lláh, a época e o método do pagamento são deixados à escolha do crente. Não há portanto, obrigação de liquidar-se os bens na pressa do cumprimento da obrigação ao Huqúqu’lláh (103).
3. Marido e esposa estão livres para decidir se querem honrar sua obrigação ao Huqúqu’lláh em conjunto ou individualmente (109, 110).
4. A conta do Huqúqu’lláh deve ser feita separadamente de outras contribuições, uma vez que a decisão sobre os fundos do Huqúqu’lláh está sujeita à Autoridade Central da Causa, à qual todos devem se dirigir (78), enquanto que o propósito das contribuições aos outros fundos poderá ser determinado pelos próprios doadores.
5. O pagamento do Huqúqu’lláh tem prioridade sobre as contribuições aos outros fundos da Fé (78, 79, 97, 100), assim como os gastos feitos com a peregrinação (31). No entanto, é deixado à escolha do crente considerar ou não as contribuições aos Fundos como despesas dedutíveis do valor do seu patrimônio, no cálculo devido ao pagamento do Huqúqu’lláh (105).
D- Notas adicionais, baseadas no primeiro suplemento da Compilação:
1. Embora o crente possa escolher tratar sua contribuição ao Fundo da Fé como parte de suas despesas, ou apenas excluí-la do montante sobre o qual o Huqúqu’lláh é pago, ele ou ela pode considerar parte da contribuição de uma forma e outras contribuições de outra maneira (suplemento 8).
2. Um crente não pode incumbir-se da obrigação de outra pessoa para com o Huqúqu’lláh, nem o pagamento do Huqúqu’lláh pode ser destinado para qualquer propósito, nem ser feito em honra de outra pessoa (suplemento 10).
3. A Lei do Huqúqu’lláh impõe uma obrigação apenas ao crente e não às instituições bahá’ís ou pessoas jurídicas (suplemento 11).
4. Embora a lei estipule uma certa margem de tempo ao pagamento do Huqúqu’lláh, seria preferível que fosse pago durante a vida do crente, assim que seja devido, e o único pagamento ao Huqúqu’lláh que tem que ser providenciado no testamento é o compromisso financeiro adicional que venha a existir por ocasião de sua morte (suplemento 12).
5. Cada crente deveria aprender a calcular o Huqúqu’lláh não apenas durante o período de sua vida, como também providenciar para o pagamento do saldo restante, por ocasião da morte (suplemento 12).
IV Aplicação da lei do Huqúqu’lláh
Durante muitas décadas, a sagrada lei do Huqúqu’lláh foi aplicada apenas aos crentes do Oriente Médio. A aplicação universal foi instituída pela Casa Universal de Justiça a partir do Ridván de 1992, o início do Ano Sagrado que marcou o centenário da Ascensão de Bahá’u’lláh.
V Pagamento do Huqúqu’lláh
O Huqúqu’lláh é pago normalmente ao Fideicomissário do Huqúqu’lláh, seus Fiduciários ou seus Representantes nomeados (35, 58).
Estas pessoas emitem recibos e enviam os fundos ao Centro Mundial (56).
VI Administração do Huqúqu’lláh
As decisões quanto ao regulamento necessário concernente ao Huqúqu’lláh (81, 100), assim como o seu dispêndio, são de competência única da Autoridade Central da Causa. O Huqúqu’lláh pode ser empregado para fins caritativos (62, 65, 75), ou outros propósitos necessários à Causa de Deus (77, 78).
V
Huqúqu’lláh
O DESENVOLVIMENTO DA INSTITUIÇÃO DO
HUQÚQU'LLÁH
Introdução
Para ajudar os amigos a ampliarem seu conhecimento sobre o significado desta Lei de Deus, o Departamento de Pesquisa foi solicitado pela Casa Universal de Justiça a preparar uma pequena história do desenvolvimento da Instituição que tem sido associada com a Lei desde os primeiros anos de sua operação. Tal texto foi baseado em um artigo escrito em persa pelo Mão da Causa de Deus, Dr. Alí Muhammad Varqá, com exceção da parte final, que se refere ao próprio Dr. Varqá, adicionada pelo Departamento de Pesquisa.
De uma carta datada de 25 de março de 1987
do Departamento do Secretariado da Casa
Universal de Justiça, dirigida às Assembléias
Espirituais Nacionais
Huqúqu’lláh
O DESENVOLVIMENTO DA INSTITUIÇÃO DO
HUQÚQU'LLÁH
Preparado pelo Departamento de Pesquisa por solicitação da Casa
Universal de Justiça, março de 1987
Numa de Suas Epístolas, Bahá’u’lláh refere-Se a esta Lei como ocupando uma posição de importância superada tão somente pelas duas grandes obrigações de reconhecimento de Deus e firmeza na Sua Causa; não obstante, a introdução e implementação desta Lei são caracterizadas pela bondade, perdão, tolerância e magnanimidade. Embora ela esteja relacionada às coisas materiais deste mundo, ela está incluída entre aquelas obrigações espirituais da alma do crente, tais como a oração e o jejum, o cumprimento das quais é a responsabilidade direta de cada crente para com Deus, não sujeitas às sanções ou imposições das Suas instituições neste mundo. Realmente, ela é uma clara expressão da ordem de preferência com que Bahá’u’lláh vê os deveres da humanidade. Primeiro vem a espiritual e depois a material – por mais importante que esta última possa ser na prática.
Depois que o Kitáb-i-Aqdas, em resposta aos rogos dos amigos, foi revelado, Bahá’u’lláh reteve a sua divulgação durante algum tempo; e mesmo quando um certo número de bahá’ís devotos souberam da lei e procuraram oferecer o Huqúqu’lláh, o pagamento não foi aceito. As Epístolas de Bahá’u’lláh mostram a Sua consciência aguda pela maneira com que no passado fora permitido que a riqueza material degradasse a religião, e Ele preferiu que a Fé sacrificasse todos os benefícios materiais, antes de manchar, mesmo no grau mais insignificante, a sua dignidade e pureza. Há nisto uma lição para todas as instituições bahá’ís, em todos os tempos.
Entretanto, como explicou o amado Guardião, os fundos são o sangue vital da Causa. Como afirmou Bahá’u’lláh, o próprio Deus tornou as realizações dependentes de meios materiais. Portanto, na medida que cresceu a conscientização dos amigos, Ele permitiu que fosse aceito o Huqúqu’lláh, contanto que o doador fizesse a oferta por sua própria vontade, e com alegria e consciência.
Para receber o Huqúqu’lláh, Bahá’u’lláh trouxe à existência uma das grandes Instituições da Fé, o Fideicomisso do Huqúqu’lláh.
O primeiro a ser honrado com a nomeação como Fideicomissário do Huqúqu’lláh foi Jináb-i-Sháh Muhammad, de Manshád, em Yazd, que mais tarde recebeu da Abençoada Beleza o título de Aminu’l-Bayán (Fideicomissário do Bayán). Hájí Sháh Muhammad havia abraçado a Fé nos primeiros anos da mesma e teve a bênção de chegar à presença de Bahá’u’lláh em Bagdá. O fogo do amor aceso no seu coração tornou-o impaciente para oferecer seus serviços ao Limiar do seu Amado e ele seguiu neste empreendimento até o último momento de sua vida, sacrificando todos os pertences materiais no caminho do serviço. Circundado por tribulações, perigos e previsões, este fiel servo de Bahá’u’lláh, viagem após viagem, levaria as doações do Huqúqu’lláh e as petições dos amigos ao Sagrado Limiar e, em compensação, traria para eles notícias e Epístolas da Abençoada Beleza.
Uma das tarefas mais sagradas confiadas a Aminu’l-Bayán foi de ir ao Irã para receber os Restos Mortais do Báb do seu custódio, o corajoso e devotado Mão da Causa de Deus Jináb-i-Hájí Ákhúnd, e de transferi-los, através de incontáveis perigos, a um esconderijo seguro na Mesquita do Imámzádih Zayd em Teerã, onde eles permaneceram escondidos até o momento quando, a mando de ‘Abdu’l-Bahá, foram transferidos para a Terra Santa, para serem colocados no seu lugar de descanso permanente nas encostas do Monte Carmelo.
A atenção de Jináb-i-Sháh Muhammad foi atraída pelas raras qualidades de nobreza e desprendimento de um dos crentes, Hájí Abu’l-Hasan Ardakání, que também era de Yazd. O laço de camaradagem entre eles ficou tão forte que eles se tornaram os mais íntimos dos companheiros. Jináb-i-Sháh Muhammad escolheu Hájí Abu’l-Hasan para ser seu ajudante e confidente nos seus serviços como o Fideicomissário do Huqúqu’lláh. Eles estiveram no primeiro grupo de peregrinos que, após sofrerem graves tribulações e dificuldades, puderam visitar Bahá’u’lláh em ‘Akká. Na sua volta ao Irã, eles resolveram fazer numerosas viagens juntos e, numa destas viagens, em 1881, foram atacados e capturados durante uma revolta curda, e Jináb-i-Hájí Sháh Muhammad foi gravemente ferido. Bahá’u’lláh determinou que, após o falecimento de Jináb-i-Sháh Muhammad, o cargo de Fideicomissário do Huqúqu’lláh fosse conferido a seu leal ajudante e companheiro, Jináb-i-Hájí Abu’l-Hasan, que foi posteriormente intitulado Amín (o de Confiança), ou Jináb-i-Hájí Amín.
Jináb-i-Hájí Amín foi uma estrela brilhante que serviu a Causa durante quarenta e sete anos, com disposição e zelo, mostrando magnanimidade, coragem e incrível constância. Durante o Ministério de Bahá’u’lláh, ele foi aprisionado duas vezes, por ordem de Násiri’d-Dín Sháh e seu filho, Kámrán Mírzá. Durante seu segundo aprisionamento, na prisão de Qazvín, designada por Bahá’u’lláh, nos versos iniciais da Epístola do Mundo, como o Sijn-i-Matín (a Poderosa Prisão), ele esteve junto com o Mão da Causa Hájí Ákhúnd. Lá, Jináb-i-Amín sofreu muito, com as pernas em grilhões e uma corrente ao redor do seu pescoço. A fim de atormentá-lo, seus carcereiros acrescentavam óleo de rícino à sua comida. Com manifesta resignação e submissão, ele nem reclamava nem recusava a comida, como se nada tivesse de errado. Ele era um símbolo da magnanimidade e desprendimento. Não tinha bens terrenos, nem lar ou abrigo próprio. A sua morada estava nos corações e nas almas dos amigos bahá’ís que recebiam-no e hospedavam-no com carinho e amor. Cada um costumava aguardar ansiosamente a sua chegada, para deleitar-se com a doce melodia de suas orações e entoação das Epístolas, e as boas-novas e encorajamento que ele trazia. Cada dia ele se despedia de uma família para passar a noite em outro lar, iluminando outra reunião com a sua presença. Ele viajava continuamente, visitando a maioria das cidades iranianas e sendo o conselheiro de confiança de muitos amigos bahá’ís nos seus assuntos pessoais.
Entre as incontáveis viagens feitas por Hájí Amín houve uma a Paris, onde ele alcançou a presença de ‘Abdu’l-Bahá. Durante a sua longa vida, ele testemunhou os últimos onze anos do Ministério do Centro do Convênio e sete anos da Guardiania de Shoghi Effendi. Próximo ao fim da sua vida ele ficou enfermo e fraco, e permaneceu acamado, morando na casa do seu amigo e ajudante, Hájí Ghulám Ridá, que, conforme o desejo expresso de ‘Abdu’l-Bahá, havia sido nomeado seu sucessor como Fideicomissário do Huqúqu’lláh. Ao falecer em 1928, Hájí Amín foi nomeado Mão da Causa de Deus pelo amado Guardião.
O terceiro Fideicomissário do Huqúqu’lláh, Jináb-i-Ghulám Ridá, foi intitulado Amín-i-Amín (Fideicomissário do Fideicomissário). Esta alma notável nasceu na classe abastada de mercadores de Teerã, sendo criado para gozar da vida confortável associada à sua classe. Durante a sua juventude, o impulso de descobrir realidades espirituais levou-o a estudar as religiões comparadas, e enquanto trabalhava no seu ramo de negócios, ele aventurou-se a procurar e associar-se com seguidores e líderes das religiões. Desapontado pelo que descobriu, ele procurou mais informações sobre a Fé Bahá’í, à qual seu secretário lhe havia chamado a atenção. Esta indagação levou rapidamente ao estudo sério das Epístolas e Escrituras Sagradas, e seu coração ficou iluminado pela luz da fé. Depois de abraçar a Causa, Jináb-i-Hájí Ghulám Ridá envolveu-se nas atividades bahá’ís e, aos 32 anos de idade, abandonou o comércio para dedicar-se plena e livremente ao serviço da Fé. Desenvolveu um apego especial a Jináb-i-Amín, tornando-se seu ajudante constante. No tempo devido, recebeu uma Epístola de ‘Abdu’l-Bahá, urgindo a que ele emulasse Jináb-i-Amín e nomeando-o Fideicomissário do Huqúqu’lláh. Embora tendo sempre em mente as responsabilidades do seu novo cargo, esforçou-se ao máximo para cuidar de Jináb-i-Amín até o fim da vida deste.
Jináb-i-Ghulám Ridá ocupou a posição de Fideicomissário do Huqúqu’lláh durante onze anos. Seu lar tornou-se centro das reuniões dos amigos e para a administração dos assuntos da Fé. Foi durante seu Fideicomisso que foram tomados os passos iniciais para o registro das propriedades e doações bahá’ís no Irã, e ele era assíduo em esforçar-se ao máximo para protegê-las e preservá-las. Em 1938, adoeceu e faleceu.
O quarto Fideicomissário do Huqúqu’lláh, nomeado para esse cargo pelo amado Guardião, foi Jináb-i-Valíyu’lláh Varqá, o terceiro filho de Varqá, o mártir. Ele nasceu em Tabríz e, após o martírio de seu pai e do irmão, foi criado desde a infância por sua avó, uma muçulmana firme, poderosa e fanática. Até ele alcançar a juventude, ela se empenhou ao máximo em semear no seu coração inimizade à Fé. Aos dezesseis anos, seu tio, cognominado Akhu’sh-Shahíd (o Irmão do Mártir), conseguiu tirá-lo daquela atmosfera agonizante de preconceito, levando-o para sua casa em Míyándu’áb. Lá, ele lhe falou da Fé Bahá'í e de seus ensinamentos, abrindo para Jináb-i-Varqá um novo mundo. Tão aceso ficou com o amor à Fé que, sem quaisquer preparativos, resolveu fazer a peregrinação na companhia de um amigo íntimo. Contudo, a sua Assembléia Espiritual Local não aprovou a viagem, orientando-o, em vez disso, a proceder a Teerã para juntar-se ao seu irmão maior, Jináb-i-‘Azízu’lláh Varqá.
Depois de terminar seus estudos em Teerã, foi saciado o anelo de Jináb-i-Varqá de fazer sua peregrinação, e logo em seguida ele freqüentou a Universidade Americana em Beirute, aprofundando seus conhecimentos dos ensinamentos bahá’ís durante as férias de verão, sob a orientação de ‘Abdu’l-Bahá. Durante esse tempo, fez uma viagem ao Irã a mando do Mestre e acompanhou-O, mais tarde, como intérprete na Sua viagem histórica à Europa e América. Ao final desta viagem, retornou ao Irã e prestou serviços inestimáveis como membro da Assembléia Espiritual Local de Teerã, em muitos órgãos administrativos bahá’ís e, finalmente, na Assembléia Espiritual Nacional. Seguiu-se seu serviço leal e dedicado como Fideicomissário do Huqúqu’lláh, ocupando-o durante dezessete anos, período durante o qual generalizou-se a observância da Lei do Huqúqu’lláh em todo o território iraniano, com um número cada vez maior dos amigos cumprindo suas obrigações, oferecendo grandes somas e muitas propriedades. A fim de dedicar tempo integral a este empreendimento sagrado, Jináb-i-Varqá pediu demissão do seu emprego.
Em 1951, Jináb-i-Valíyu’lláh Varqá esteve no primeiro contingente de eminentes crentes elevados por Shoghi Effendi à posição de Mão da Causa de Deus. Isto lhe abriu novas oportunidades de encontrar-se com os amigos e alegrar seus corações com as notícias das vitórias que estavam sendo alcançadas no trabalho de ensino, especialmente durante a Cruzada de Dez Anos, que começou no Ridván de 1953. Estes serviços memoráveis culminaram na realização do seu desejo longamente acalentado de visitar o amado Guardião.
Retornando ao Irã, após sua peregrinação, piorando de uma antiga doença, Jináb-i-Varqá foi forçado a ir a Tübingen, na Alemanha, para tratamento hospitalar e uma operação. O tratamento, infelizmente, não teve sucesso e em novembro de 1955 encerrou-se a sua vida nobre.
No telegrama anunciando o passamento de Valíyu’lláh Varqá, Shoghi Effendi inclui as palavras: “Seu manto como Fideicomissário Huqúq agora recai sobre ‘Alí Muhammad, seu filho... Fideicomissário recém-nomeado agora elevado posição Mão da Causa.”
Apenas dois anos depois da nomeação de Jináb-i-‘Alí-Muhammad Varqá a esta tarefa onerosa, ele e as outras Mãos da Causa de Deus foram confrontadas com os acontecimentos pungentes e profundamente comovedores associados com o passamento do amado Guardião, e levaram todo o mundo bahá’í à vitoriosa conclusão da Cruzada de Dez Anos, trazendo à existência, no Ridván de 1963, a Casa Universal de Justiça.
Os vinte e três anos subseqüentes testemunharam tempestades de tribulação e perseguição, assolando a comunidade bahá’í no Irã, causando imensos problemas a serem combatidos em relação à salvaguarda e venda de propriedades doadas para o Huqúqu’lláh, assim como um grande número de outras tarefas históricas que foram o quinhão de Jináb-i-Varqá em sua qualidade de Mão da Causa de Deus.
Os sucessivos planos de ensino causaram um fluxo de pioneiros do Irã para todos os recantos do mundo, necessitando que o Fideicomissário do Huqúqu’lláh nomeasse Delegados e Representantes em muitos países além das fronteiras do Irã, até que, atualmente, a Instituição está representada em todos os continentes da terra. Não só os amigos de países do Oriente Médio continuam a obedecer a lei do Huqúqu’lláh nos seus países adotivos, como, cada vez mais, outros amigos foram motivados a oferecer o Huqúq.
Abriu-se, portanto, uma nova etapa no desenvolvimento desta Instituição, uma etapa que para sempre será associada com a abertura da Quarta Época da Fé e o emergir da comunidade bahá’í da obscuridade para a arena dos assuntos do mundo.
VI
Huqúqu’lláh
RELAÇÃO DE PONTOS IMPORTANTES CONCERNENTES AO HUQÚQU’LLÁH
[Revisado em 1999]
- Os números indicam os itens do texto.
Recompensa pelo pagamento do Huqúqu’lláh: 7, 22, 26, 36, 41, 42, 43, 44, 45, 47, 49, 53, 62, 63, 64, 75, 90, 96, 99,100, S13
Leis relativas ao Huqúqu’lláh: 11, 12, 13, 18, 22, 23, 67, 68, 69, 80, 81, 83, 86, 88, 91, 103, 105, 106, 108, 109, 110, 111, 112, S9, S10, S11, S12, S15
Deus independe do Huqúqu’lláh: 1, 2, 5, 8, 10, 27, 40, 50, 53, 61, 62, 63, 64, 100
Moderação versus extravagância: 25, 57
Os Fideicomissários do Huqúqu’lláh: 8, 9, 30, 35, 41, 49, 56, 58, 96, S3, S4, S5, S6, S11
Aplicando sua riqueza no caminho de Deus: 1, 25, 44, 100
O pagamento do Huqúqu’lláh purifica os bens, atrai prosperidade e bênçãos ao doador: 6, 7, 10, 22, 29, 31, 40, 41, 42, 45, 46, 48, 62, 63, 96, 99, 100, S13
Contribuição aos Fundos versus o pagamento do Huqúqu’lláh: 79, 82, 84, 85, 86, 93, 94, 97, 98, 100, 105, S8
Cooperação e assistência mútua: 61
O Huqúqu’lláh é pagável à Autoridade da Causa para a qual todos devem se dirigir: 20, 44, 49, 54, 58, 67, 80, 93, 96, 98, 100, 101
Fidedignidade ao Huqúqu’lláh: 10, 56, 58, 72, S5
Recibos do Huqúqu’lláh: 56, S4, S5
Decisões aplicadas ao Huqúqu’lláh estão ao cargo da Casa Universal de Justiça: 59, 100, 101
Controle e aplicação do Huqúqu’lláh: 9, 33, 39, 44, 62, 65, 75, 77, 96, 97, 100, 101, S7
Não é permitido solicitar o Huqúqu’lláh: 8, 9, 27, 32, 38, 40, 44, 46, 51, 52, 53, 70, 71, 92, 96, 104, 107, S2
Oração: 60, S1
Taxa para o pagamento do Huqúqu’lláh: 10, 14, 20, 65, 66, 78, 83, 86, 95, 103, 105
Quantia mínima sobre a qual paga-se o Huqúqu’lláh: 15, 16, 17, 18, 19, 22, 30, 103, 108, 110, S9
Os benefícios decorrentes do pagamento do Huqúqu’lláh recai sobre os próprios doadores: 2, 3, 4, 5, 27, 32, 35, 36, 38, 40, 44, 45, 47, 48, 53, 62, 63, 64
Obrigação de pagar o Huqúqu’lláh: 1, 4, 7, 10, 20, 21, 22, 26, 28, 31, 32, 34, 37, 38,
41, 42, 44, 49, 62, 73, 75, 76, 79, 89, 92, 96, 97, 98, 100, 104, 107, 112, S2, S3, S9, S10, S11, S12, S13
A promulgação do preceito do Huqúqu’lláh é uma responsabilidade das Assembléias Espirituais: 73, 92, 96, 99
O Huqúqu’lláh não foi recebido durante muitos anos: 27, 28, 29, 30, 32, 41, 45, 82, 84, 85, 86, 89, 93, 102, 103
1 Conhecido como Jináb-i-Amín, Fiduciário do Huqúq nos dias de Bahá’u’lláh.
* Um dos títulos do Báb.
3 O túmán é uma unidade monetária persa.
4 Zaynu’l-Muqarrabín.
5 O amanuense de Bahá’u’lláh.
6 1295 A.H. – 1878 d.C.
7 Alcorão 35:15.
8 Alcorão 35:32.
9 Hájí Abu’l-Hasan-i-Ardikání
* Alcorão, 51-55.
** Jináb-i-Hájí Ghulám Ridá-Amín-i-Amín.
* Os números entre parênteses indicam os parágrafos da compilação sobre o Huqúqu’lláh, publicada pela Casa Universal de Justiça.
49
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
Compilação e Codificação
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
* Excertos dos Escritos de Bahá’u’lláh, ‘Abdu’l-Bahá, Shoghi Effendi e
da Casa Universal de Justiça.
* Suplemento à Compilação sobre o Huqúqu’lláh
* Orações relacionadas ao Huqúqu’lláh
* Uma codificação da Lei do Huqúqu’lláh
* O desenvolvimento da Instituição do Huqúqu’lláh
* Relação de pontos importantes concernentes ao Huqúqu’lláh
Compilado pelo Departamento de Pesquisa da
Casa Universal de Justiça
© 1989 pela Assembléia Espiritual Nacional
dos Bahá’ís do Brasil
Todos os direitos reservados
Tradutor: Robert Walker
Revisão da tradução: Stella B. Nikobin
Revisão final: Tiago B. Dantas
1a Edição – 1990
Editora Bahá’í do Brasil
R. Eng. Gama Lobo, 267
20551 Rio de Janeiro, RJ
2a Edição – 2002
Publicação no 167, composta em Forun ?
Medium F2/11 sobre 12 pontos.
Impressão: R. Vieira Gráfica e Editora Ltda.
Rua do Açúcar, 244 – 13065 Campinas, SP
Índice
Prefácio
Prefácio da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil
I. EXCERTOS DOS ESCRITOS DE BAHÁ’U’LLÁH, ‘ABDU’L-BAHÁ, SHOGHI EFFENDI E DACASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA
[Divulgado em 1985]
Excertos dos Escritos de Bahá’u’lláh
Excertos dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá
Excerto de uma Elocução de ‘Abdu’l-Bahá
Excerto de uma carta de Shoghi Effendi
Excertos de cartas escritas em nome de Shoghi Effendi
Excertos de escritos da Casa Universal de Justiça
II. SUPLEMENTO À COMPILAÇÃO SOBRE O HUQÚQU’LLÁH
[Divulgado em 1992]
Excertos das Escrituras de Bahá’u’lláh
Excertos das Escrituras de ‘Abdu’l-Bahá
Excerto de uma carta escrita por Shoghi Effendi
Excertos de cartas escritas em nome da Casa Universal de Justiça
Relação de pontos importantes concernentes ao Huqúqu’lláh
III. ORAÇÕES RELACIONADAS AO HUQÚQU’LLÁH
IV. UMA CODIFICAÇÃO DA LEI DO HUQÚQU’LLÁH
[Revisada em 1999]
Introdução
Prefácio
Uma bênção concedida por Deus
Calculando o Huqúqu’lláh
A aplicabilidade da Lei do Huqúqu’lláh
O pagamento do Huqúqu’lláh
Administração do Huqúqu’lláh
V. O DESENVOLVIMENTO DA INSTITUIÇÃO DO HUQÚQU’LLÁH
[Revisado em 1999]
Introdução
O desenvolvimento da instituição do Huqúqu’lláh
VI. RELAÇÃO DE PONTOS IMPORTANTES CONCERNENTES AO HUQÚQU’LLÁH
[Revisado em 1999]
Prefácio
da segunda edição
É com imensa alegria que apresentamos esta nova edição do livro “A Lei do Huqúqu’lláh: O Direito de Deus” às comunidades bahá’ís de língua portuguesa. Revisados e atualizados, os textos aqui apresentados formam um corpo de conhecimento vital para todo crente. O Huqúqu’lláh, junto com outras leis espirituais, a da oração obrigatória e a do jejum, forma a base do desenvolvimento espiritual de cada seguidor de Bahá’u’lláh e, portanto, é dotado de um significado especial. A partir do Ridván de 1992, o início do Ano Santo, a Lei do Huqúqu’lláh, o Direito de Deus, tornou-se universalmente aplicável e todos os bahá’ís do mundo foram amorosamente chamados a observá-la. Este momentoso comunicado da Casa Universal de Justiça foi precedido de um longo processo de educação e conscientização dos amigos em todas as partes. Nestes anos, a Instituição do Huqúqu’lláh tem acompanhado os avanços visíveis no desenvolvimento da Ordem Administrativa de Bahá’u’lláh. Hoje, sob amorosa orientação da Mão da Causa de Deus e Fideicomissário do Huqúqu’lláh, Dr. Alí-Muhammad Varqá, os 40 Corpos de Fiduciários estabelecidos em diferentes regiões e nações do mundo e seus representantes compõem esta instituição, perfazendo um total de 627 pessoas engajadas em desenvolver um forte relacionamento de amor e obediência entre os crentes e seu Criador.
A emergência da Comunidade Bahá’í da obscuridade para a arena dos assuntos do mundo implica em um significativo aumento da responsabilidade dos crentes de aprofundamento, conscientização e esclarecimento a respeito deste elemento fundamental da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, dessa maravilhosa promessa divina chamada Huqúqu’lláh. Mais do que a expressão material da firmeza no Convênio, a Lei do Direito de Deus “é conducente à prosperidade, à benção, e à honra e à proteção divina... É a fonte de graça, de abundância e de todo o bem. É uma benção que permanecerá com cada alma em cada mundo dos mundos de Deus... e a fonte da amorosa benevolência e do tenro amor de Deus outorgados aos homens.”
Com amorosas saudações bahá’ís,
O Corpo de Fiduciários do Huqúqu’lláh no Brasil
Abril de 2002
Prefácio
da primeira edição
Ao entregar aos bahá'ís do Brasil este livro sobre o Huqúqu’lláh, a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil agradece à Instituição do Corpo Continental de Conselheiros nas Américas que está subvencionando parte do custo da publicação, a fim de tornar mais acessível aos amigos a aquisição do livro, que recebe também uma subvenção da própria Assembléia Espiritual Nacional.
Sobre a importância do assunto, cremos que o seguinte extrato de uma palestra da Mão da Causa, Dr. Alí Muhammad Varqá, em 1o de maio de 1988, durante a Sexta Convenção Internacional, em Haifa, Israel, é bem elucidativo e enfatiza a atenção que sua leitura e estudo merecem da parte de todos os bahá'ís:
No início do Plano de Seis Anos da Casa Universal de Justiça, que coincidiu com mudanças dramáticas em muitos aspectos da sociedade, surgiu um novo campo para o rápido desenvolvimento da Fé de Deus, pelo qual o propósito e as metas da Revelação de Bahá'u'lláh tornaram-se visíveis aos próprios olhos das autoridades governamentais, chefes de Estado, pessoas proeminentes e eruditas, as quais, até então, nem sequer eram conscientes de sua existência.
Agora, a Casa Universal de Justiça julgou ser oportuno enfatizar a importância da aquisição do conhecimento das leis e determinações reveladas por Bahá'u'lláh, adotando como uma das metas mais sublimes deste novo plano, a tradução para o inglês do Livro Mais Sagrado, o Kitáb-i-Aqdas.
Entre os mandamentos e leis revelados nesse livro sagrado está a lei do Huqúqu’lláh, até agora só aplicável aos amigos no Irã. Os bahá'ís do Ocidente souberam desta lei ao difundir-se a compilação do Texto e Escritos Sagrados, preparada pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça.
Huqúqu’lláh é uma palavra árabe composta pelas palavras “HUQÚQ”, que significa “Direito”, e “ALLÁH”, que significa “Deus”. Portanto, “HUQÚQU’LLÁH” significa “DIREITO DE DEUS” – uma parte dos bens e dos ganhos pessoais oferecidos no Umbral do Senhor.
O livro que ora é entregue aos bahá’ís do Brasil inclui três trabalhos divulgados pelo Centro Mundial sobre o assunto do Huqúqu’lláh.
Inicialmente, em 1985, foi preparada uma compilação de textos das Figuras Centrais e da Casa Universal de Justiça, que está publicada na primeira parte deste livro. Em 1987, a Casa Universal de Justiça divulgou uma codificação sobre o Huqúqu’lláh, acompanhada de um trabalho sobre o desenvolvimento da instituição do Huqúqu’lláh que, nesta versão em português, formam respectivamente a terceira e a segunda parte do livro.
Em resumo, nesta publicação apresentamos os 112 textos da compilação do Centro Mundial sobre Huqúqu’lláh, uma breve história do desenvolvimento da Instituição e uma codificação simples da lei do Huqúqu’lláh.
Assembléia Espiritual Nacional
Dos Bahá’ís do Brasil
Janeiro de 1990
I
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
EXCERTOS DOS ESCRITOS DE BAHÁ’U’LLÁH,
‘ABDU’L-BAHÁ, SHOGHI EFFENDI E DA CASA
UNIVERSAL DE JUSTIÇA
Compilado pelo Departamento de Pesquisa
Da Casa Universal de Justiça
Junho de 1985
EXCERTOS DOS ESCRITOS DE BAHÁ’U’LLÁH
Todas as passagens são excertos de Epístolas que não haviam sido traduzidas
anteriormente para o inglês, exceto aquelas cuja referência está identificada.
1. Ó Zayn! Sobre ti esteja Minha glória e Minha amorosa bondade. Nada que existe no mundo do ser tem sido, nem jamais será, digno de menção. No entanto, se uma pessoa fosse benevolentemente favorecida a oferecer uma migalha – ou até menos ainda – no caminho de Deus, isto seria aos Seus olhos preferível e superior a todos os tesouros da terra. É por este motivo que o Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – louvou em todas as Suas Escrituras Sagradas aqueles que observaram Seus preceitos e empregam suas riquezas por amor a Ele. Suplicai a Deus que Ele capacite todos a desincumbirem-se da obrigação do Huqúq, porquanto o progresso e a promoção da Causa de Deus dependem de meios materiais. Se Seus servos fiéis pudessem se conscientizar de quão meritórios são os atos benévolos nestes dias, todos iriam se levantar para fazer aquilo que é apropriado e correto. Na Sua mão está a fonte de autoridade e Ele ordena de acordo com Sua vontade. Ele é o Governante Supremo, o Generoso, o Eqüitativo, o Revelador, o Sapientíssimo.
2. ... O Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – sempre foi e continuará a ser exaltado acima de toda expressão de louvor, e é santificado no mundo da existência e de todas as riquezas nele contidas. Qualquer coisa que procede dEle produz um fruto cujos benefícios revertem aos próprios indivíduos. Dentro em breve perceberão eles a verdade daquilo que a Língua da Grandeza proferiu outrora e doravante proferirá. E tais benefícios de fato advirão se o Huqúq for oferecido com a maior alegria e radiância, e no espírito de perfeita humildade e submissão.
3. Roga ao Deus Uno e Verdadeiro que capacite Seus servos fiéis a cumprirem aquilo que é conducente ao bem deste mundo e do mundo vindouro. Isto é o mandamento de Deus, que foi prescrito no Seu Livro poderoso e inviolável. Hoje é o Dia de Deus, quando a preservação da dignidade de Sua Causa deve ter precedência sobre todas as outras coisas. Ele ordena aquilo que conferirá benefícios a toda a humanidade. Verdadeiramente, Ele é o Compassivo, o Todo-Generoso. Neste contexto, a Pena da Glória revelou aquilo que capacitará todo homem de percepção inalar a fragrância de Sua amorosa bondade e generosidade. Em verdade, os benefícios decorrentes da injunção acima mencionada revertem aos próprios indivíduos. Isto testemunhará toda pessoa de discernimento que observa Seus preceitos.?
4. Incumbe a todos cumprirem com a obrigação do Huqúq. As vantagens auferidas deste ato revertem às próprias pessoas. Entretanto, a aceitação das ofertas depende do espírito de alegria, companheirismo e contentamento que manifestarão as almas retas que cumprirem com esta injunção. Se assim for a atitude, a aceitação é permissível, de outra forma não o será. Verdadeiramente, seu Senhor é o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado.
5. Ó Zayn! Tais almas que cumprem a injunção de Deus prescrita no Livro são consideradas as mais excelentes, na apreciação de Deus. Não pode haver qualquer dúvida que tudo que é revelado do céu do mandamento divino é em virtude de Sua sabedoria e é de melhor interesse das próprias pessoas. Outrossim, embora estas quantias insignificantes não sejam dignas de menção, elas são bem-vindas, visto que os doadores as oferecem por amor a Deus. Se a oferenda for apenas um único grão, ela será considerada a glória culminante de todas as safras do mundo.
6. Está claro e evidente que o pagamento do Direito de Deus é conducente à prosperidade, à bênção, e à honra e à proteção divina. Felizes aqueles que compreendem e reconhecem esta verdade, e ai daqueles que não acreditam. E isto está condicionado à observância, pelo indivíduo, das injunções prescritas no Livro, com a máxima radiância, contentamento e pronta aquiescência. Compete a vós aconselhar os amigos a fazerem aquilo que é certo e digno de louvor. Quem atende a este chamado receberá os benefícios e quem deixa de fazê-lo prejudica a si mesmo. Verdadeiramente, nosso Senhor de Misericórdia é o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado.
7. O Huqúqu'lláh é de fato uma grande lei. Incumbe a todos fazer esta oferenda, pois ela é a fonte de graça, de abundância e de todo o bem. É uma bênção que permanecerá com cada alma em cada mundo dos mundos de Deus, O que tudo possui, o Todo-Generoso.
8. Sobre a questão do Huqúq: Referência a este assunto não é de maneira alguma permissível. Já prescrevemos a ti e a Jináb-i-Amín aquilo que redundará na glória e dignidade da Palavra de Deus e de Sua Causa. No tocante a este assunto específico, temos assim ordenado: Vós podeis renunciar ao mundo inteiro, mas não deveis permitir a subtração de nem uma vírgula ou título da dignidade da Causa de Deus. Jináb-i-Amín – sobre ele esteja Minha glória – deve também abster-se de mencionar este assunto, pois o mesmo depende totalmente da boa vontade dos próprios indivíduos. Eles estão bem cônscios do mandamento de Deus e estão familiarizados com aquilo que foi revelado no Livro. Quem quiser, que o observe, e quem quiser, que o desconsidere. Verdadeiramente, teu Senhor é o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado. De fato, a independência de todas as coisas é uma porta de orientação a Seus servos fiéis. Felizes aqueles que se desprenderam do mundo e se levantaram para servir Sua Causa. Verdadeiramente, eles estão incluídos entre o povo de Bahá e a corte de Sua Beleza resplandecente.
9. Ó Abu’l Hasan1:
Que minha Glória esteja sobre ti! Fixa teu olhar na glória da Causa. Proclama aquilo que atrairá os corações e as mentes. Exigir o Huqúq não é de maneira alguma permissível. Esta ordem foi revelada no Livro de Deus para vários assuntos necessários que Deus determinou que fossem dependentes de meios materiais. Portanto, se alguém, com o maior prazer e contentamento, ou antes com insistência, desejar desfrutar desta bênção, tu poderás aceitar. Do contrário, a aceitação não é permitida.
10. Obtendo alguém cem mithqáls de ouro, dezenove deles pertencem a Deus e serão entregues a Ele, o Formador da terra e do céu. Atentai, ó povo, para vos não privardes de tão grande bênção. É isso o que Nós vos ordenamos, apesar de podermos muito bem prescindir de vós e de todos nos céus e na terra. Nisso há benefícios e sabedorias além da apreensão de qualquer um senão Deus, o Onisciente, O de tudo informado. Dize: Dessa maneira Ele quis purificar vossas posses e capacitar-vos a vos acercar dos graus que ninguém pode compreender, exceto os escolhidos por Deus. Veramente, Ele é o Generoso, o Benévolo, o Munificente. Ó povo! Não defraudeis o Direito de Deus nem despendei-o livremente sem a Sua permissão. Assim se estabeleceu o Seu mandamento nas Epístolas Sagradas, e neste Livro excelso. Quem age traiçoeiramente para com Deus, por justiça sofrerá traição. Mas quem Lhe segue as exortações receberá uma graça do céu da generosidade de seu Senhor, o Dadivoso, o Benévolo, o Generoso, o Ancião dos Dias. Ele, em verdade, escolheu para vós o que ainda não entendeis, mas que havereis de conhecer quando, após esta vida fugaz, vossas almas elevarem-se em direção aos céus, e os adornos de vossas alegrias terrenas forem descartados. Assim vos admoesta o Possuidor da Epístola Preservada.
(O Kitáb-i-Aqdas, parágrafo 97)
11. Pergunta: O mandamento do Huqúqu’lláh foi revelado no Kitáb-i-Aqdas. Inclui-se também a residência, com os acessórios a ela associados e o mobiliário necessário, entre as propriedades sobre as quais incide o Huqúqu’lláh, ou não?
Resposta: Nas leis reveladas em persa Nós ordenamos que, nesta Potentíssima Dispensação, a residência e o mobiliário doméstico estejam isentos – isto é, aqueles objetos que forem necessários.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 42)
12. Pergunta: Quanto aos equipamentos do local de serviço necessários à execução do trabalho ou profissão: estão eles sujeitos ao pagamento do Huqúqu’lláh, ou regem-se pelos mesmos regulamentos que a mobília doméstica?
Resposta: Regem-se pelos mesmos regulamentos da mobília doméstica.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 95)
13. Pergunta: Se o finado não tiver cumprido sua obrigação com o Huqúqu’lláh nem tampouco pago suas outras dívidas, devem-se quitar tais débitos através de deduções proporcionais retiradas da residência, das roupas pessoais e do restante do espólio, ou são a residência e as roupas pessoais reservadas para a descendência masculina e, conseqüentemente, os débitos precisam ser quitados com o restante do espólio? E se o restante do espólio for insuficiente para tal fim, como deveriam ser quitadas as dívidas?
Resposta: As dívidas pendentes e os pagamentos do Huqúq deveriam ser quitados com o restante do espólio, mas, se ele for insuficiente para tanto, então a diferença será coberta pela residência e roupas pessoais.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 80)
14. Pergunta: No que tange à soma básica sobre a qual incide o Huqúqu’lláh.
Resposta: A soma básica sobre a qual incide o Huqúqu’lláh é dezenove mithqáls de ouro. Em outras palavras, quando se acumular numerário equivalente a esse valor, um pagamento de Huqúq é devido. Da mesma forma, o Huqúq é pago quando o valor, não o número, de outras formas de propriedade alcança a quantia prescrita. O Huqúqu’lláh não é pago mais de uma vez. Por exemplo, uma pessoa que obtém mil mithqáls de ouro, e paga o Huqúq, não está sujeita a um segundo pagamento sobre essa quantia, mas apenas sobre aquilo que somar-se à ela através do comércio, negócios e atividades semelhantes. Quando esse aumento, ou seja, o lucro realizado, alcança a importância prescrita, deve-se cumprir o que Deus ordenou. Apenas quando o capital muda de mãos é que fica outra vez sujeito ao pagamento do Huqúq, como da primeira vez. O Ponto Primordial* determinou que o Huqúqu’lláh deve ser pago sobre o valor de tudo o que se possui; entretanto, nesta Mais Potente Dispensação Nós isentamos a mobília da casa, ou seja, o mobiliário que lhe for necessário, e a própria residência.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 8)
15. Pergunta: Quando a riqueza de alguém excede os dezenove, é necessário que aumente outros dezenove antes que o Huqúq seja novamente devido, ou será ele pago sobre qualquer incremento adicional?
Resposta: Toda quantia acrescida aos dezenove está isenta do Huqúq até que atinja outros dezenove.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 90)
16. Pergunta: Se alguém possui, por exemplo, cem túmáns3, paga o Huqúq sobre esta soma, perde metade dela em transações sem sucesso, e depois, através de negócios, o total disponível alcança outra vez a soma sobre a qual o Huqúq é devido – deve tal pessoa pagar o Huqúq, ou não?
Reposta: Neste caso o Huqúq não é devido.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 44)
17. Pergunta: Se depois do pagamento do Huqúq essa mesma soma de cem túmáns é perdida integralmente, mas posteriormente recuperada através de comércio e negócios, deve o Huqúq ser pago uma segunda vez ou não?
Resposta: Tampouco nesse caso o Huqúq é exigido.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 45)
18. A importância mínima sujeita ao Huqúqu’lláh é alcançada quando as posses de uma pessoa valem o número de Váhid (19); isto é, sempre que uma pessoa possuir 19 mithqáls de ouro, ou adquirir bens que alcancem este valor. Após haver descontado disso as despesas anuais, o Huqúq se torna aplicável, sendo obrigatório o seu pagamento.
19. Em relação à pergunta que tu fizeste sobre a quantia mínima de bens sobre a qual é pagável o Huqúq, isto foi mencionado na Sua excelsa e gloriosa presença e o seguinte é o que a Língua da Grandeza proferiu em resposta: “Esse assunto foi revelado no Livro Mais Sagrado em conformidade com o pronunciamento no Bayán. Mais tarde, contudo, em sinal de sabedoria de Nossa parte, decretamos que a quantia mínima de bens sujeita ao pagamento do Huqúq seja fixada em dezenove. O propósito subjacente a esta lei é o de assegurar que no futuro seja fortalecido o Tesouro Geral. Detalhes adicionais poderão ser fornecidos mais tarde”.
20. De acordo com o que está revelado no Livro Mais Sagrado, o Huqúqu’lláh está fixado à razão de 19 mithqáls em cada 100 mithqáls de ouro. Isso se aplica a posses em ouro, em prata ou outros bens.
Além disso, certos direitos foram fixados para a Casa de Justiça. Entretanto, antes do seu estabelecimento e do aparecimento dos seus membros, a apropriação de tais fundos está e estará sujeita à aprovação dAquele que é a Verdade Eterna. Suplicai a Deus – exaltada seja Sua glória – que capacite o povo a honrar a obrigação do Huqúq, pois se todos tivessem percebido a vantagem de tal ato e tivessem desistido de reter o Direito de Deus, os amigos naquela região não teriam experimentado privação alguma.
21. Pergunta: Pode alguém, ao lavrar seu testamento, destinar uma parte de seu patrimônio – fora aquilo reservado ao pagamento do Huqúqu’lláh e à quitação das dívidas – para obras de caridade, ou só lhe é permitido reservar uma certa quantia para cobrir as despesas do funeral e do sepultamento, de modo que o restante de seu espólio seja distribuído da forma estabelecida por Deus entre as categorias de herdeiros que foram definidas?
Resposta: Cada pessoa tem pleno poder sobre os seus bens. Se puder quitar o Huqúqu’lláh, e estiver livre de dívidas, então tudo o que for registrado em seu testamento e qualquer afirmação ou declaração nele contidas serão aceitáveis. Deus, veramente, permitiu-lhe dispor livremente daquilo que Ele lhe concedeu.
(O Kitáb-i-Aqdas, Perguntas e Respostas, n. 69)
22. Muitas pessoas em várias regiões estão atualmente iluminadas com a luz da fé, mas, com exceção de umas poucas, ainda não tiveram o privilégio de observar as injunções reveladas da Sua presença.
Anteriormente Nós escrevemos a ti4 que se aqueles amigos tivessem observado o pagamento do Huqúqu’lláh, o povo daquela região teria gozado de bem-estar e conforto. Antes da revelação desta lei, nenhuma obrigação havia por parte de alma alguma. A Pena Gloriosa deixou de revelar leis e preceitos por vários anos, e isto foi uma dádiva de Sua graça celestial. Se os povos do mundo viessem a reconhecer os inestimáveis benefícios que as determinações do Todo-Misericordioso iriam causar, levantar-se-iam para cumprir Seus mandamentos e observariam Suas prescrições...
A Pena do Altíssimo ordenou ser o Huqúqu’lláh pagável sobre dezenove mithqáls de ouro. Isto é, o Huqúq é arrecadado sobre dinheiro equivalente a essa importância. No tocante a outras posses em prata ou em outra modalidade, ele é pagável quando alcançam isso em valor, não em número. O Huqúqu’lláh é pagável somente uma vez; por exemplo, se uma pessoa obtiver mil mithqáls em ouro e pagar o Huqúq correspondente, o Direito de Deus deixa de ser aplicável sobre essa importância, exceto em relação àquilo que advir dela através do comércio e de transações; quando tais lucros alcançarem o mínimo prescrito, deve-se cumprir aquilo que Deus decretou. Entretanto, quando a soma original passa a outras mãos, o Huqúq é novamente pagável, como o foi na primeira vez; quando isso acontece, deve-se entregar o Direito de Deus.
Suplicai a Deus – magnificada seja a Sua glória – para que permita que Seus bem-amados possam ser privilegiados a tomar uma porção do oceano do Seu bel-prazer, pois isto serviria como o meio para a salvação da humanidade, e possam, por sua livre vontade, levar a cabo aquilo que os venha purificar, fazendo com que alcancem a vida eterna...
O Ponto Primaz disse que eles deveriam pagar o Huqúqu’lláh sobre o valor de tudo quanto possuem; não obstante, Nós, nesta maior Dispensação, temos isentado a residência e a mobília; isto é, o mobiliário que for necessário.
Tu perguntaste o que deve ter precedência: o Huqúqu’lláh, as dívidas do falecido ou as despesas do enterro. É o comando de Deus que as despesas do enterro tenham precedência, seguidas pelo pagamento das dívidas e, a seguir, do Direito de Deus. Verdadeiramente, Ele é Aquele que pagará a devida recompensa, o Todo-Recompensador, o Todo-Generoso. Caso o patrimônio não seja igual às dívidas, as posses terão que ser distribuídas em proporção direta a cada dívida. A liquidação de dívidas é uma ordem extremamente importante estabelecida no Livro. Feliz aquele que ascende a Deus sem nenhuma obrigação para com o Huqúqu’lláh e para com Seus servos. É evidente que o Huqúqu’lláh tem prioridade sobre todos os outros compromissos financeiros; contudo, como sinal de misericórdia, Aquele que é o Lugar do Alvorecer da Revelação ordenou aquilo que foi revelado nesta Epístola por Sua Pena vivificante e onisciente.
23. Foi decretado por Deus que uma propriedade que não é lucrativa, isto é, não rende lucros, não está sujeita ao pagamento do Huqúq. Verdadeiramente, Ele é o Ordenador, o Generoso.
24. O pagamento do Direito de Deus está condicionado à situação financeira da pessoa. Se uma pessoa for incapaz de fazer face a seu compromisso, Deus, verdadeiramente, a isentará. Ele é o Todo-Perdoador, o Todo-Generoso.
25. Esse é o Livro da Generosidade que foi revelado pelo Rei da Eternidade. Quem quer que se adorne com esta virtude terá se distinguido e será abençoado pelo Todo-Misericordioso do Seu excelso Reino de Glória. Contudo, apesar de sua condição elevada e posição proeminente, fosse ele passar além dos limites, seria considerado entre os pródigos pelo Onisciente, pelo Sapientíssimo. Aderi à moderação. Este é o mandamento que Aquele que é O que tudo possui, o Mais Sublime, prescreveu para vós no Seu Livro Generoso. Ó vós que sois os expoentes da generosidade e as manifestações dela! Sede generosos para com aqueles que encontrardes em pobreza evidente. Ó vós que sois possuidores de riqueza! Prestai atenção a fim de que aparências exteriores não vos detenham de atos benevolentes no caminho de Deus, o Senhor de toda a humanidade.
Dizei: Eu juro por Deus! Ninguém é desprezado aos olhos do Todo-Poderoso por ser pobre. Antes, é ele exaltado, se for considerado entre os que são pacientes. Abençoados são os pobres que são constantes na paciência, e infelizes os ricos que retêm o Huqúqu’lláh e deixam de observar aquilo que lhes é prescrito em Sua Epístola Preservada.
Dizei: Não vos orgulheis das riquezas terrenas que possuís. Refleti sobre o vosso fim e sobre a recompensa de vossas obras que foi estabelecida no Livro de Deus, o Excelso, o Poderoso. Abençoado é o homem rico a quem as posses terrenas foram incapazes de impedir que se volvesse a Deus, o Senhor de todos os nomes. Verdadeiramente, perante Deus o Clemente, o Onisciente, ele é contado entre os mais eminentes dos homens.
Dizei: O Dia prescrito chegou. Esta é a Primavera de atos benévolos, fôsseis vós dos que compreendem. Esforçai-vos com toda vossa força, ó povo, para que possais produzir aquilo que verdadeiramente vos possa trazer proveito nos mundos de vosso Senhor, o Todo-Glorioso, o Todo-Louvado.
Dizei: Atei-vos firmemente a características louváveis e atos bons, e não sejais daqueles que tardam. Cumpre a todos aderir tenazmente àquilo que é conducente à exaltação da Causa de Deus, vosso Senhor, o Poderoso, o Potente.
Dizei: Não observais o mundo, suas mudanças e contingências, e suas cores variadas? Por que estais satisfeitos com ele e com as coisas nele contidas? Abri vossos olhos e sede dos que são dotados de percepção. O dia se aproxima rapidamente quando todas estas coisas terão desaparecido tão velozmente quanto o relâmpago, e ainda até mais rápido. A isso atesta o Senhor do Reino nesta Epístola maravilhosa.
Se viesses a estar arrebatado pelo enlevo extasiante dos versos de Deus, renderias graças ao teu Senhor e dirias: “Louvado sejas, ó Desejo dos corações daqueles que se apressam a ir ao Teu encontro!” Regozija-te, então, com a mais alta alegria, porquanto a Pena da Glória dirigiu-Se a ti e revelou em tua honra aquilo que as línguas da criação e as línguas da transcendência são impotentes para descrever.
26. Aqueles que têm sido fiéis às suas promessas, cumprido suas obrigações, resgatado seus compromissos e votos, entregue aquilo que Deus confiou em suas mãos e Seu Direito a Ele – estes estão incluídos entre os moradores do altíssimo Paraíso. Assim, desta Sua poderosa Prisão, anuncia-lhes o Injustiçado esta boa-nova. Abençoados são os servos e as servas que realizaram seus atos, e abençoado o homem que tem se mantido tenazmente fiel a atos louváveis e cumprido aquilo que lhe é prescrito no Livro de Deus, o Senhor dos mundos.
27. Durante vários anos o Huqúq não foi aceito. Quão numerosas as ofertas que, ao chegarem à Nossa presença, foram devolvidas aos doadores, porque não eram então necessárias. Entretanto, em anos recentes, em vista das exigências das épocas, temos aceitado o pagamento do Huqúq, mas temos proibido a solicitação do mesmo. Todos devem ter a máxima consideração pela dignidade da Palavra de Deus e pela exaltação da Sua Causa. Fosse uma pessoa oferecer todos os tesouros da terra à custa do aviltamento da honra da Causa de Deus, mesmo que fosse menos que um grão de mostarda, tal oferta não seria permissível. O mundo inteiro tem pertencido e sempre pertencerá a Deus. Se alguém oferecer espontaneamente o Huqúq, com a máxima alegria e radiância, será aceitável, e não de outra forma. O benefício de tais atos reverte aos próprios indivíduos. Esta medida foi ordenada tendo em vista a necessidade de meios materiais, pois “Deus é adverso a colocar qualquer coisa em ação, a não ser através de meios próprios”. Portanto, foram dadas instruções para que se recebesse o Huqúq.
28. Felizes aqueles que cumpriram suas obrigações com respeito ao Direito de Deus e observaram aquilo que é prescrito no Livro... O pagamento do Huqúq está conclusivamente estabelecido no Livro de Deus, e no entanto durante vários anos foi proibido recebê-lo. Mais tarde, contudo, tendo em vista certas considerações e a fim de pôr em ordem alguns assuntos essenciais, foi dada permissão para aceitar tais pagamentos. Verdadeiramente, Ele é o Ordenador, o Compassivo, O que perdoa, o Generoso.
29. No tocante ao Huqúqu’lláh: Isto é a origem de bênçãos e a fonte da amorosa benevolência e do tenro amor de Deus outorgados aos homens. Verdadeiramente, Ele pode prescindir de tudo que tem sido e será. Até dois anos atrás, o assunto do Huqúq não era divulgado. Quando foi revelado, foi em virtude de Sua graça. Caso uma pessoa seja privilegiada a cumprir aquilo que é prescrito no Livro Mais Sagrado, isto certamente seria melhor para ela e para seu maior proveito. Entretanto, a observância desta injunção depende das circunstâncias da pessoa. Verdadeiramente, Ele fala a verdade e guia acertadamente.
30. Escreveste sobre a quantidade mínima de bens sobre a qual o Huqúqu’lláh é pagável. Assim foi exposto a Jináb-i-Zaynu’l-Muqarrabín – sobre ele esteja a glória do Mais Glorioso. A quantia mínima sujeita ao Huqúq está baseada no número Dezenove, de acordo com o texto do abençoado, o Livro Mais Sagrado. Nele, referência é feita à importância de Huqúq pagável e não à quantia mínima sobre a qual recai o Huqúq. Verdadeiramente, Ele é o Expositor, tanto no Começo como no Fim. Até o ano em curso, nenhuma menção havia sido feita do Huqúqu’lláh. Isto é, este servo5 nunca tinha ouvido uma única palavra proferida pela Língua da Santidade como sendo indicativa do pagamento do Huqúq. Entretanto, neste ano6, Seu decreto obrigatório foi posto em ação e seu mandamento brilhou sobre o horizonte da Revelação divina. Por conseguinte, todo aquele que estiver disposto a oferecer o Huqúqu’lláh espontaneamente e num espírito de aquiescência radiante, o mesmo será graciosamente aceito.
Os Fiduciários devem receber estas ofertas e, conforme as instruções, notificar Sua Santa Presença. Ainda que o Livro Mais Sagrado tenha sido revelado há alguns anos, com a injunção concernente ao Direito de Deus claramente exposta dentro do mesmo, não obstante, a permissão autorizando o recebimento do Huqúq não foi concedida até este ano. Verdadeiramente, Ele é o Ordenador, o Onipotente, o Clemente, o Mais Excelso.
31. Tua intenção de visitar a Casa abençoada é aceitável e bem-vista aos olhos deste Injustiçado, contanto que a visita seja realizada com espírito de alegria e radiância e não resulte contrária aos ditames da sabedoria.
Dizei: Ó povo, o primeiro dever é o de reconhecer o Deus Uno e Verdadeiro – magnificada seja a Sua glória – o segundo, é o de manifestar constância em Sua Causa, e, depois destes, o dever da pessoa é purificar as próprias riquezas e posses terrenas, de acordo com aquilo que é prescrito por Deus. Portanto, convém que primeiro faças face à tua obrigação para com o Direito de Deus e depois dirijas teus passos à Sua Casa abençoada. Isto foi levado à tua atenção como sinal de mercê.
32. Todo aquele que tem o privilégio de pagar o Direito de Deus será contado entre aqueles que observaram as determinações do Deus Uno e Verdadeiro – magnificada seja a Sua glória – e cumpriram aquilo que é inscrito pela Pena Toda-Gloriosa.
Temos escrito e ordenado repetidamente que ninguém deve solicitar tal pagamento. O oferecimento de toda pessoa que voluntariamente oferta o Huqúqu’lláh com a máxima alegria e prazer pode ser aceito, do contrário, a aceitação não era e não é permissível. Aqueles que esqueceram do seu dever devem ser sucintamente lembrados. Os atos devem ser desempenhados com disposição e, sob todas as circunstâncias, toda consideração deve ser dada à dignidade da Causa de Deus. Anteriormente mencionamos que se uma pessoa viesse a possuir o mundo inteiro e fosse oferecer suas posses à custa da degradação da honra da Causa, ainda que na dimensão de um grão de mostarda, seria essencial e imperativo recusar-se a aceitação de tais riquezas. Tal é a Causa de Deus, eterna no passado, eterna no futuro. Felizes aqueles que agem de acordo.
A determinação prescrevendo o pagamento do Huqúq é tão somente um favor concedido pelo Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – e os benefícios decorrentes do mesmo recairão sobre os próprios doadores. Cumpre a todos agradecer a Deus, o Mais Excelso, Aquele que bondosamente os capacitou a fazer face à obrigação do Huqúq. Nós refreamos a Pena por um longo período, durante o qual não foi emitida nenhuma instrução a este respeito, até o momento em que as exigências da Sua sabedoria inescrutável requereram a aceitação do Huqúq. “Deus é adverso a colocar qualquer coisa em ação, a não ser através de meios próprios.” É essencial que certas pessoas recebam ajuda; outros precisam de atenção e cuidados, mas tudo isto deve acontecer pela permissão de Deus, o Amparo no perigo, O que subsiste por Si próprio.
33. Ó tu que levas Meu Nome! Deus permita que todos possam ser misericordiosamente ajudados a honrar o Huqúq. O Huqúq é designado exclusivamente Àquele que é a Verdade soberana, mas, como estás ciente, existem atualmente muitos indivíduos diligentemente empenhados no serviço da Causa, em várias regiões, que estão impossibilitados de ganharem seu sustento. E, visto ter Deus condicionado a realização de tudo por meios materiais, foi revelada do céu da Sua Vontade a injunção prescrevendo o pagamento do Huqúq, e as bênçãos oriundas deste ato recairão sobre os próprios doadores.
34. Neste dia incumbe a todos servirem a Causa de Deus, ao mesmo tempo em que Aquele que é a Verdade Eterna – exaltada seja Sua glória – fez depender de meios materiais a realização de todo empreendimento na terra. Portanto, é prescrito a cada indivíduo ofertar aquilo que é o Direito de Deus.
35. Se uma pessoa está disposta a oferecer o Direito de Deus, tal oferta deverá ser recebida pelos Fiduciários, a quem foi feita referência no Livro de Deus. Esta determinação, tendo em vista certas considerações, foi revelada do céu da Revelação Divina, como sinal de Sua mercê. As vantagens dela decorrentes recairão sobre os próprios indivíduos. Verdadeiramente, Ele fala a verdade, e não há outro Deus salvo Ele, o Poderoso, o Potente.
Os Fiduciários estão presentes na terra de Yá (Yazd). Todo aquele que desejar cumprir aquilo que lhe foi prescrito no Livro poderá se dirigir a eles. Qualquer quantia recebida por eles será comunicada. Grande é a bem-aventurança daqueles que observam Seu mandamento.
36. É, na verdade, um favor excelentíssimo, uma graça ilimitada outorgada a quem quer que neste dia tenha o privilégio de prestar serviços à Causa de Deus e de oferecer o Direito de Deus, pois seus resultados benéficos e os frutos destes durarão tanto quanto perdurarem os reinos da terra e do céu.
37. Ó Zayn! Cumpre-te rogar a Deus que misericordiosamente capacite os Seus fiéis seguidores a fazerem face à obrigação do Huqúq. O mundo é evanescente e nossa vida, efêmera. Portanto, se alguém tem o privilégio de oferecer aquilo que lhe é obrigatório, tal ato sempre foi e será mais próximo à piedade e à retidão... Incumbe a todos cumprirem aquilo que foi exposto no Livro de Deus – exaltada seja a Sua glória.
38. O Direito de Deus é uma obrigação para todos. Este mandamento foi revelado e inscrito no Livro pela Pena da Glória. Contudo, não é permissível solicitá-lo ou exigi-lo. Se alguém tem o privilégio de pagar o Huqúq, e se assim o faz em espírito de alegria e radiância, tal ato é aceitável, e não de outra maneira. Como um lembrete aos amigos, um apelo generalizado deve ser feito uma vez na reunião, e isso deve ser o suficiente. Aqueles que estão confiantes, firmes e dotados de discernimento agirão espontaneamente e observarão aquilo que foi prescrito por Deus, colhendo, desta forma, os benefícios do seu próprio ato. Verdadeiramente, Deus é independente de toda a humanidade.
O povo de Deus não deve ser entristecido. Pela retidão de Deus, aquilo que lhes é destinado está muito além do poder de avaliadores estimarem.
39. Grande Deus! Nesta Dispensação gloriosa não são dignos de menção os tesouros acumulados pelos reis e rainhas, nem serão eles aceitáveis na presença de Deus. Entretanto, um grão de mostarda oferecido por Seus amados será exaltado na excelsa corte de Sua santidade e será investido com o ornamento de Sua aceitação. Imensuravelmente exaltada é Sua generosidade, imensuravelmente glorificada é Sua majestade. E, não obstante, quando uma oferta foi adornada com a glória de Sua aceitação e comunicada por Jináb-i-Amín, foi ordenado que o dobro daquela importância fosse distribuída aos pobres e necessitados. Disto dá testemunho todo homem imparcial dotado de discernimento e aqueles que são verazes e fidedignos.
40. Os benefícios advindos de obras benévolas recairão sobre os indivíduos envolvidos. Em tais assuntos, uma única palavra seria suficiente. Se alguém oferecer o Huqúq com a máxima alegria e radiância, manifestando um espírito de resignação e contentamento, sua oferta será aceitável perante Deus, do contrário, Ele pode prescindir de todos os povos da terra... Afortunados aqueles que cumpriram aquilo que está prescrito no Livro de Deus. Incumbe a todos observarem aquilo que é o propósito de Deus, pois tudo que foi exposto no Livro pela Pena da Glória é um meio eficaz para a purgação, a purificação e a santificação das almas dos homens, e uma fonte de prosperidade e bênção. Felizes aqueles que observaram Seus mandamentos.
Sempre que fizerem referência ao Huqúq, que se restrinjam a uma mera palavra proferida por amor a Deus, e isto será o suficiente; a coerção é desnecessária, porquanto Deus nunca desejou que aqueles empenhados em Seu serviço devessem experimentar qualquer privação. Verdadeiramente, Ele é o Perdoador, o Misericordioso, o Clemente, o Todo-Generoso. ... Nenhuma ação virtuosa jamais foi ou será perdida, pois atos benévolos são tesouros preservados com Deus para o benefício daqueles que agem. Abençoados o servo e a serva que cumpriram sua obrigação no caminho de Deus, nosso Senhor, o Senhor de todos os mundos... O Direito de Deus deve ser pago sempre que possível e deve ser oferecido em espírito de alegria e radiância. Aqueles que não tiverem condições de pagar serão investidos com o ornamento do Seu perdão.
41. Neste dia, incumbe a todos, na medida de sua capacidade, fazer face à obrigação do Direito de Deus. Durante vários anos não foi permitido aceitar o pagamento do Huqúq. Recentemente, contudo, emitimos instruções no sentido de que fosse recebido. Portanto, os amigos naquela região devem, na medida do possível, coletar os pagamentos e encaminhar as importâncias a Zaynu’l-Muqarrabín – sobre ele esteja a glória de Deus – em Hadbá’ (Mosul) ou ao Fiduciário de Deus na terra de Yá (Yazd), que os encaminhará. A observância desta determinação tem sido e sempre será conducente à prosperidade, ao acréscimo divino e à salvação. Grande é a bem-aventurança daquele que observou aquilo que está prescrito no Livro de Deus, o Clemente, o Poderoso.
42. E agora, concernente àquilo que tu mencionaste sobre o Huqúq. Isto foi ordenado especialmente para o Deus Uno e Verdadeiro – exaltada seja Sua glória – e deve ser encaminhado à corte de Sua Santa Presença. Sob Seu domínio está a fonte de autoridade. Ele faz o que Lhe apraz e ordena o que Ele escolhe.
Desde que tu indagaste sobre o assunto, a seguinte resposta foi revelada do céu da Sua terna misericórdia:
Esta determinação é obrigatória a todos e, ao observá-la, adquire-se honra, porquanto ela servirá para purificar as posses que temos e conferirá bênção e prosperidade adicional. Entretanto, o povo ainda ignora o seu significado. Esforçam-se continuamente para acumular riquezas, por meios lícitos ou ilícitos, a fim de transmiti-las aos seus herdeiros, e qual a vantagem disto ninguém sabe. Dizei: Neste dia, o verdadeiro Herdeiro é a Palavra de Deus, desde que o propósito básico da herança é a preservação do nome e dos vestígios dos homens. É indubitavelmente claro que a passagem de séculos e eras irá obliterar esses sinais, ao passo que cada palavra que fluiu da Pena de Glória em honra de um certo indivíduo, durará tanto tempo quanto perdurarão os domínios da terra e do céu.
43. Se as pessoas não tivessem retido o Direito de Deus que devem, mas ao contrário, tivessem pago aquilo que era devido, ou agora o pagassem, eles poderiam ser os beneficiários da amorosa bondade de Deus. Imploramos a Deus que benevolamente lhes conceda abundância.
44. Este Huqúq que foi mencionado, e cujo mando emanou do horizonte da Epístola Sagrada de Deus, tem benefícios que são o quinhão prescrito para os próprios indivíduos. Por Deus! Fossem as pessoas saber aquilo que foi ocultado aos seus olhos e se conscientizassem plenamente do oceano de graça que jaz oculto dentro desta ordem divina, todos os povos do mundo ofereceriam tudo o que possuem a fim de serem mencionados por Ele. Abençoado é o homem que tem tido o privilégio de observar aquilo que lhe foi ordenado por Deus, o Onisciente, a Suma Sabedoria. ...
Conforme ordenado por Ele, a ninguém é permitido solicitar o pagamento do Huqúq. No Livro de Deus, é recomendado a todos oferecerem o Huqúq espontaneamente e em espírito de alegria e camaradagem. Imploro a Ele, o Mais Sublime, benevolamente permitir que todos façam aquilo que Lhe é grato e aceitável.
E agora concernente aos pobres, tu escreveste perguntando se é permissível pagá-los dos fundos oriundos do Direito de Deus. Isto depende da permissão ter sido concedida. Em cada localidade onde está sendo recebido o Direito de Deus, detalhes do mesmo devem ser submetidos à Sua sublime presença, junto com um relato descrevendo a condição dos necessitados. Verdadeiramente, Ele faz o que Ele deseja e ordena o que Lhe apraz. Fosse dada universalmente a permissão, levaria a contendas e daria origem a problemas.
45. É indubitavelmente claro e evidente que tudo quanto tenha sido enviado do céu do mandamento divino – magnificada seja a Sua glória – tem o propósito de conferir benefícios a Seus servos. A questão do Huqúq é altamente significativa. Ele tem sido e sempre será conducente a acréscimo divino, prosperidade, dignidade e honra. ... É óbvio e manifesto que o mundo inteiro carece de qualquer valor real. Em numerosas ocasiões – e a isto todos aqui dariam testemunho – somas elevadas têm sido enviadas à Sua santa corte, todavia não foram embelezadas com o ornamento de Sua aceitação. Atualmente, contudo, em vista do aumento dos amigos e das exigências da época, o pagamento do Huqúq é aceito. A finalidade é mostrar que esta aceitação nada mais é que um sinal do favor divino e uma prova da Sua amorosa bondade e terna compaixão.
46. Desincumbir-se das próprias obrigações é altamente louvável aos olhos de Deus. Entretanto, não é permitido solicitar o Huqúq a quem quer que seja. Suplicai ao Deus Uno e Verdadeiro que capacite Seus amados a oferecerem aquilo que é o Direito de Deus, porquanto a observância desta injunção causaria a purificação e proteção das posses da pessoa e se tornaria o meio de atração de grandes dádivas e bênçãos celestiais.
47. Ó Samandar! Quantas são as almas que, com o maior empenho e esforço, coletam um punhado de bens terrenos e regozijam-se grandemente neste ato, enquanto que na verdade a Pena do Altíssimo decretou esta riqueza para outros; isto é, não se destina a ser o quinhão deles, ou pode até cair nas mãos de seus inimigos! Buscamos abrigo em Deus de tão evidente perda. A vida da pessoa é desperdiçada; dia e noite suporta-se aborrecimento e a riqueza torna-se uma fonte de aflição. A maior parte da riqueza dos homens não é pura. Fossem eles seguir aquilo que é revelado por Deus, seguramente não seriam privados de Sua graça e em todas as circunstâncias estariam protegidos por Sua generosidade e abençoados por Sua misericórdia.
48. Não pode haver dúvida alguma de que tudo quanto foi revelado pela Pena Toda-Gloriosa, tanto determinações quanto proibições, confere benefícios aos próprios crentes. Por exemplo, entre os mandamentos está aquele do Huqúqu’lláh. Se as pessoas alcançarem o privilégio de pagar o Huqúq, o Deus Uno e Verdadeiro, exaltada seja Sua glória, irá certamente conferir-lhes bênçãos. Ademais, tal pagamento os capacitará, e a seus descendentes, a se beneficiarem de suas posses. Como fazes menção, grandes porções das riquezas das pessoas estão perdidas para elas, quando Deus faz com que estranhos – ou herdeiros, em comparação com os quais estranhos teriam sido preferíveis – apoderem-se de suas posses.
A sabedoria perfeita de Deus está muito além de qualquer descrição ou menção adequada. Em verdade, as pessoas vêem com seus próprios olhos e ainda assim negam; estão cônscias, no entanto fingem não ter conhecimento. Tivessem observado a determinação de Deus, teriam alcançado o bem deste mundo e do vindouro.
49. Alguém deve necessariamente lembrar aos servos de Deus, para que talvez possam ter o privilégio de fazer face à sua obrigação do Huqúq, alcançando assim um grau sublime e obtendo uma recompensa que perdure para sempre. Os pagamentos para o Huqúq devem ser guardados sob custódia de uma pessoa confiável e um relatório deve ser submetido de modo que possam ser tomadas providências de acordo com o bel-prazer de Deus.
50. A questão do Huqúq depende da disposição dos próprios indivíduos. De todo crente verdadeiro que esteja disposto a oferecer o Direito de Deus espontaneamente e com a máxima alegria e radiância, a oferta é misericordiosamente aceitável, mas não de outra maneira. Verdadeiramente, teu Senhor é independente de toda a humanidade. Considera tu aquilo que o Todo-Misericordioso revelou no Alcorão: “Ó homens! Vós não sois senão indigentes necessitados de Deus, mas Deus é O que subsiste por Si próprio, o Todo-Louvado”7.
Em todos os tempos deve-se ter a máxima consideração pela dignidade e honra da Causa de Deus.
51. Ninguém deve exigir o Huqúqu’lláh. Seu pagamento deve depender da vontade dos próprios indivíduos, a saber, aquelas almas que são devotas, fiéis e bem-dispostas, que fariam suas ofertas do Huqúqu’lláh em espírito de submissão voluntária e contentamento.
52. Não é permissível solicitar (Huqúq). Se alguém oferecer algo por sua própria vontade, tu poderás aceitá-lo, mas não te compete exigir nada de ninguém. Verdadeiramente, teu Senhor é o Todo-Munificente, o Mais Generoso.
53. Em relação àquilo que tu escreveste concernente ao Direito de Deus: A injunção obrigatória de Deus está exposta no Livro, mas este assunto está condicionado à disposição dos próprios indivíduos; porquanto o Deus Uno e Verdadeiro – magnificada seja a Sua glória – informou a todos, em virtude de Sua misericórdia que tudo abarca, sobre aquilo que está prescrito no Livro. Felizes aqueles que agem de acordo.
Exigir o Huqúq nunca foi considerado favoravelmente. Todo ato deve ser realizado em espírito de alegria e radiância. Se uma pessoa estiver disposta a fazer sua oferta com o máximo contentamento, é permissível sua aceitação, de outra forma, nosso Senhor misericordioso é independente de toda a humanidade. Neste dia, deve-se observar aquilo que é conducente à glória, elevação e exaltação da Causa de Deus. Assim falou o Senhor da Verdade, o Conhecedor das coisas ocultas. ...
Ó Meu amigo! Fossem as pessoas perceber a doçura dos mandamentos prescritos por Deus e descobrir os benefícios deles resultantes, todas elas iriam, certamente, executá-los com a maior alegria e disposição. Suplicamos ao Deus Uno e Verdadeiro que ajude todos a observarem aquilo que Lhe é agradável e aceitável. Em verdade, Ele é Quem ajuda, o Confirmador, o Sapientíssimo.
Foi ordenado que qualquer coisa oferecida pelos amados de Deus, como presente para Sua santa corte, deve ser tratada como o doador desejar, a fim de não serem obscurecidos os corações dos fiéis e as almas dos crentes verdadeiros pela poeira do desânimo e da tristeza. Porém, no caso dos presentes que são oferecidos como Huqúq, é permissível que sejam vendidos. ...
Em todos os tempos e sob todas as condições, deve-se ter em alta consideração a dignidade da Causa. A solicitação do Huqúq não é permitida de maneira alguma. Todo aquele que estiver disposto a oferecer pagamentos para o Huqúq com a maior alegria, radiância e bel-prazer, sua oferta pode ser aceita; de outra forma, Deus é Auto-Suficiente, o Todo-Louvado.
Considera aquilo que o Todo-Misericordioso revelou no Alcorão – exaltada é Sua Palavra: “Alguns deles se injuriam através de más ações, outros seguem um meio termo, e outros competem entre si em obras de caridade”.8 Verdadeiramente, quaisquer benefícios decorrentes de atos louváveis recairão sobre os indivíduos que os realizaram. Fossem as pessoas compreender esta verdade, competiriam entre si em obras benevolentes. ...
Vós podeis abrir mão do mundo inteiro, mas não deveis ceder em nada da dignidade da Causa de Deus. Tal é a exortação divina que foi inscrita no Livro Carmesim pela Pena do Altíssimo. Felizes aqueles que agem de acordo. ...
54. É o mando obrigatório de Deus que em toda localidade, tudo aquilo que foi ou será colocado à disposição para o Huqúqu’lláh, deva ser submetido à Sua santa presença. Quaisquer instruções emitidas a este respeito devem ser concordantemente observadas, de modo que todos os assuntos possam estar bem organizados.
É sumamente agradável que seja observado tudo aquilo que está prescrito no Livro Mais Sagrado, a fim de que todos possam ser revestidos com o ornamento do propósito do Mais Bem-Amado do mundo.
55. Não há objeção alguma a que se ofereça à venda aquilo que é doado em nome do Huqúq. Assim proclama a Pena Toda-Gloriosa da Sua nobre morada, a pedido do Rei da Eternidade.
56. Quem quer que deseje oferecer o Huqúqu’lláh com a máxima alegria e entusiasmo, deve pagá-lo a pessoas confiáveis como tu9 e obter um recibo, para que tudo que for efetuado possa estar de acordo com a Sua sanção e permissão. Verdadeiramente, Ele é o Sapiente, o Sábio.
57. Escreveste que eles se comprometem a observar a máxima austeridade nas suas vidas, a fim de encaminharem o restante de sua renda a Sua excelsa presença. Este assunto foi mencionado em Sua santa corte. Ele disse: Que ajam com moderação e não imponham a si mesmos privações. Nós gostaríamos que ambos gozassem uma vida que fosse bem agradável.
58. Os pagamentos para o Huqúqu’lláh não podem ser entregues a qualquer pessoa. Estas palavras foram proferidas por Ele, Quem é a Verdade soberana. O Huqúqu’lláh deve ser mantido sob a custódia de indivíduos de confiança e encaminhado à Sua santa corte através dos Fiduciários de Deus.
59. Existe uma norma prescrita para o Huqúqu’lláh. Depois que a Casa de Justiça estiver em existência, a lei do mesmo se tornará manifesta, em conformidade com a Vontade de Deus.
60. Magnificado és Tu, ó Senhor da criação inteira, Aquele a Quem todas as coisas devem volver-se. Com minha língua interior e exterior dou testemunho de que Tu tens Te manifestado e revelado, mandado descer Teus sinais e proclamado Tuas provas. Atesto a Tua auto-suficiência de tudo salvo de Ti e Tua Santidade acima de todas as coisas terrenas. Suplico-Te, pela transcendente glória de Tua Causa e pela suprema potência de Tua Palavra, que concedas confirmação àquele que desejar ofertar aquilo que Tu lhe prescreveste em Teu Livro e que observe aquilo que difundirá a fragrância da Tua aceitação. Em verdade, Tu és o Todo-Poderoso, o Todo-Misericordioso, o Todo-Clemente, o Todo-Generoso.
EXCERTOS DOS ESCRITOS DE ‘ABDU’L-BAHÁ
Todas as passagens são excertos de Epístolas que não haviam sido traduzidas
anteriormente [para o inglês], exceto aquelas cuja fonte de publicação é mencionada.
61. Como preordenado pelo Manancial da Criação, o templo do mundo foi modelado à imagem e semelhança do corpo humano. De fato, cada um espelha a imagem do outro, fosses tu apenas observar com os olhos do discernimento. Isso significa que da mesma forma que neste mundo o corpo humano, que exteriormente é composto de diferentes membros e órgãos, é, na realidade, uma entidade estreitamente integrada e coerente, de modo semelhante, a estrutura do mundo físico é como um único ser, cujos membros e partes são inseparavelmente ligados.
Fosse alguém observar com uma vista que descobrisse as realidades de todas as coisas, tornar-se-ia claro que o maior relacionamento que une o mundo do ser está na própria amplitude das coisas criadas, e que a cooperação, ajuda mútua e reciprocidade são características essenciais no corpo unificado do mundo da criação, uma vez que todas as coisas criadas são estreitamente inter-relacionadas e cada uma é influenciada pela outra ou beneficia-se dela, direta ou indiretamente.
Considera, por exemplo, como um grupo de coisas criadas constitui o reino vegetal, e outro, o reino animal. Cada um destes dois utiliza certos elementos do ar, dos quais depende sua própria vida, enquanto cada um aumenta a quantidade de tais elementos essenciais à vida do outro. Em outras palavras, o crescimento e o desenvolvimento do mundo vegetal é impossível sem a existência do reino animal, e a manutenção da vida animal é inconcebível sem a cooperação do reino vegetal. Semelhantes são os relacionamentos que existem entre todas as coisas criadas. Por esta razão, foi afirmado que a cooperação e a reciprocidade são propriedades essenciais que são inerentes ao sistema unificado do mundo da existência, sem as quais a criação inteira seria reduzida ao nada.
Ao examinar a vasta extensão da criação, perceberás que quanto mais elevado no arco de ascensão está um reino de coisas criadas, mais conspícuos são os sinais e as evidências da verdade de que a cooperação e a reciprocidade ao nível de uma ordem mais elevada são maiores do que aquelas que existem ao nível de uma ordem inferior. Por exemplo, os sinais evidentes desta realidade fundamental são mais discerníveis no reino vegetal do que no mineral e ainda mais manifestos no mundo animal do que no vegetal.
E assim, ao contemplar o mundo humano, tu vês este fenômeno maravilhoso brilhando resplandecente de todos os lados, com a maior perfeição, porquanto neste grau os atos de cooperação, assistência mútua e reciprocidade não estão confinados ao corpo e às coisas que pertencem ao mundo material, mas a todas as condições, sejam elas físicas ou espirituais, tais como aquelas relacionadas às mentes, pensamentos, opiniões, maneiras, costumes, atitudes, entendimentos, sentimentos ou outras susceptibilidades humanas. Em todas estas, deverias encontrar firmemente estabelecidos todos estes relacionamentos aglutinantes. Quanto mais fortalecido e ampliado estiver este inter-relacionamento, tanto mais avançará a sociedade humana em progresso e prosperidade. Na realidade, sem estes laços vitais, seria inteiramente impossível que o mundo da humanidade alcançasse a verdadeira felicidade e sucesso.
Agora considera, se entre as pessoas que são meramente as manifestações do mundo do ser, este assunto significativo é de tanta importância, quanto maior deve ser o espírito de cooperação e assistência mútua entre aqueles que são as essências do mundo da criação, que procuraram a sombra protetora da Árvore celestial e são favorecidos pelas manifestações da graça divina; e como as evidências deste espírito devem, através do seu empenho fervoroso, seu companheirismo e concórdia, em toda esfera das suas vidas interiores e exteriores, tornar-se manifestas no reino do espírito e dos mistérios divinos, e em todas as coisas relacionadas a este mundo e ao próximo. Portanto, não pode haver dúvida de que eles devem estar dispostos até a sacrificarem suas vidas um pelo outro.
Este é o princípio básico sobre o qual a instituição do Huqúqu’lláh está estabelecida, visto que seus proventos são dedicados à promoção desses fins. Quanto ao mais, o Deus Uno e Verdadeiro sempre foi e sempre será independente de tudo o mais além dEle. Assim como Ele permitiu a todas as coisas criadas partilhar de Sua amorosa bondade e graça ilimitadas, da mesma maneira tem Ele condições para dotar Seus amados de riquezas oriundas dos tesouros do Seu poder. Entretanto, a sabedoria desta ordem é que o ato de dar é aprazível aos olhos de Deus. Considera quão este ato poderoso deve ser aprazível a Seu ver, que Ele o atribuiu a Si próprio. Regozijai-vos, pois, ó povo da generosidade!
Esperamos ardentemente que neste Maior Ciclo os atributos maravilhosos do Todo-Misericordioso possam, através da generosidade e bênçãos infinitas do Rei da Glória, encontrar expressão nas vidas dos servos de Deus, de tal modo que os doces aromas dos mesmos espalhem sua fragrância sobre todas as regiões.
Este assunto requer maiores detalhes, mas Nós o temos tratado resumidamente.
62. Ó meus amigos celestiais! É certo e evidente que o Incomparável é sempre louvado por Sua riqueza absoluta, distinguido por Sua misericórdia que a tudo abarca, caracterizado por Sua graça eterna e conhecido por Suas dádivas ao mundo da existência. Apesar disso, de acordo com Sua sabedoria inescrutável e a fim de fazer um teste incomparável para distinguir o amigo do estranho, Ele prescreveu o Huqúq para Seus servos e o tornou obrigatório.
Aqueles que têm observado esta importante determinação têm recebido bênçãos celestiais e em ambos os mundos suas faces têm brilhado radiantemente e suas narinas, perfumadas pelos doces aromas da terna misericórdia de Deus. Um dos sinais da Sua rematada sabedoria é que o pagamento do Huqúq capacitará os doadores a se tornarem firmes e constantes, e exercerá grande influência sobre seus corações e almas. Além disso, o Huqúq será usado para fins caritativos.
63. Ó amigos de ‘Abdu’l-Bahá! Como sinal de Suas infinitas graças, o Senhor favoreceu, benevolamente, Seus servos, providenciando uma oferta fixa de dinheiro (Huqúq), a ser-Lhe apresentada como um dever, embora Ele, o Verdadeiro, e Seus servos, em todos os tempos, tenham sido independentes de todas as coisas criadas, e Deus é, em verdade, o Possuidor de tudo, exaltado acima da necessidade de qualquer dádiva oferecida pelas Suas criaturas. Tal oferta fixa de dinheiro, no entanto, torna o povo firme e constante, trazendo-lhe também o acréscimo Divino.
(Última Vontade e Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, p. 19-20)
64. Em relação ao Huqúq, que foi explicitamente prescrito no Livro: A finalidade disto é o benefício e prosperidade dos próprios indivíduos, e é conducente à sua felicidade e constância. Quanto ao mais, o Deus Uno e Verdadeiro tem sido e sempre será auto-suficiente em todas as coisas.
65. Tu indagaste a respeito do Huqúq. Da renda anual da pessoa, podem ser abatidas todas as despesas durante o ano e, daquilo que sobrar, 19% é pagável ao Huqúq. Assim, uma pessoa ganhou através dos seus negócios £1.000,00. Após deduzir suas despesas anuais de, digamos, £600,00, ele teria um superávit de £400,00, sobre o qual seria pagável o Huqúq, à razão de 19%. Isto importaria em £76,00, a serem oferecidas ao Huqúq para fins caritativos.
O Huqúq não é lançado cada ano sobre a totalidade dos bens de uma pessoa. A riqueza de uma pessoa pode valer £100.000,00. Como esperar que ela pague o Huqúq sobre esses bens todos os anos? Por exemplo, de qualquer renda que tiveres auferido num determinado ano, deverás abater dela as tuas despesas durante aquele ano. O Huqúq será então, pagável sobre o restante. As posses sobre as quais o Huqúq foi pago no ano anterior estarão isentas de pagamento adicional.
66. Em resumo, depois de terem sido abatidas as despesas anuais, se ainda houver qualquer superávit, então o Huqúq será aplicável a esse superávit à razão de 19% e nenhum pagamento subseqüente incidirá sobre ele. Entretanto, se no ano seguinte, após as despesas anuais, ainda houver um saldo de renda após os desembolsos daquele segundo ano, então o Huqúq será aplicável ao montante do saldo somente.
67. No tocante ao Huqúq, ele é pagável sobre tudo que sobrar depois de serem abatidas as despesas anuais. Entretanto, qualquer dinheiro ou bem que seja necessário à produção de rendas para a subsistência da pessoa e sobre o qual o Huqúq já tiver sido pago uma vez, está isento do Huqúq. Esta isenção aplica-se também a um bem sobre o qual o Huqúq já tenha sido pago e cujas rendas não excedam às necessidades da pessoa. ... A disposição do Huqúq, em todo ou em parte, é permissível, mas isto deve ser feito com a permissão da autoridade na Causa à qual todos devem se volver.
68. O Huqúq se aplica a tudo que a pessoa possui. Contudo, caso uma pessoa tenha pago o Huqúq sobre determinado bem, e a renda daquele bem igual às suas necessidades, nenhum Huqúq é pagável por aquela pessoa.
O Huqúq não é pagável sobre implementos e equipamentos agrícolas, nem sobre animais usados para arar a terra, na medida em que estes forem necessários.
69. No tocante à maneira como deve ser pago o Huqúq: Depois de abatidas as despesas contraídas durante o ano, qualquer excesso de rendas derivadas de bens, da profissão ou dos negócios de alguém, está sujeito ao pagamento do Huqúq.
70. No tocante à sua pergunta sobre o Huqúq: De maneira alguma deverás fazer declarações exigindo a qualquer pessoa pagar o Huqúq. Entretanto, caso uma alma devotada e abnegada te ofereça algo livre e espontaneamente em nome do Huqúq ou para os pobres, então tu poderás aceitá-lo.
71. De acordo com o texto explícito do Livro Mais Sagrado, as importâncias oferecidas para o Huqúq devem ser depositadas num lugar e desembolsadas conforme as necessidades. Entretanto, não deves exigir que alguém ofereça o Huqúq, a não ser que esteja preparado para fazê-lo de boa vontade e por sua própria livre escolha.
72. A Abençoada Beleza – seja minha vida sacrificada por Seu Pó – enfatizou, por Sua Palavra decisiva, que deve ser observada a máxima honestidade em assuntos relacionados ao Huqúq. A instituição do Huqúq é sagrada.
73. Um terceiro requisito [para aqueles que consultam entre si] é a promulgação dos mandamentos divinos entre os amigos, tais como as Orações Obrigatórias, o Jejum, a Peregrinação, o Huqúqu’lláh e todas as outras determinações.
74. Desde que os amados de Deus na Pérsia são considerados amigos veteranos, é em virtude do tremendo afeto que nutro por eles que são aceitas suas ofertas para o Huqúq. Eles devem regozijar-se muitíssimo por terem sido investidos com tamanha generosidade.
75. Agradece a Deus, pois Ele benevolamente te capacitou a observar a injunção estabelecida no Seu Livro Mais Sagrado, visto que tu te levantaste para cumprir a obrigação do Huqúq e Deus aceitou teu feito virtuoso.
Saibas, além disso, que aqueles que servem fielmente ao Todo-Misericordioso serão enriquecidos por Ele do Seu tesouro celestial, e que a oferta do Huqúq não é senão uma prova aplicada por Ele a Seus servos e servas. Assim, todo crente verdadeiro e sincero oferecerá o Huqúq para ser despendido no amparo aos pobres, aos incapacitados, aos necessitados e aos órfãos, e para outras necessidades vitais da Causa de Deus, assim como Cristo estabeleceu um Fundo para fins caritativos.
76. Cumpre-te agradecer a Deus, porquanto Ele te ajudou a cumprir as obrigações do Huqúq. Isto é uma confirmação que Deus se dignou conceder-te. Portanto, rende louvor a Ele pela generosidade desta determinação divina que está prescrita nas Epístolas do teu Senhor, o Ancião dos Dias. Verdadeiramente, Ele é o Clemente, o Generoso.
77. No tocante à doação que tu ofereceste como Huqúq, Nós a recebemos como se fosse um tesouro, por ter sido ofertada com profundo amor e devoção. Nós iremos usá-la brevemente para Seu Santuário Sagrado, para que desta maneira teu nome possa ser imortalizado para todo o sempre.
EXCERTO DAS ELOCUÇÕES DE ‘ABDU’L-BAHÁ
78. Pergunta: No tocante ao assunto do Huqúq, ele significa 1/19 da renda líquida ou da renda bruta? Por exemplo, na América, existe um imposto sobre a renda bruta, após serem feitas certas isenções. Como deve ser calculado o Huqúq?
Resposta: A essência da explicação dada por ‘Abdu’l-Bahá foi: Depois de uma pessoa ter pago todas as suas despesas necessárias, 19% daquilo que sobrou é tomado por ele e dado como Huqúq. Por exemplo, se uma pessoa tiver 100 piastras sobrando depois de pagas todas as suas despesas, então 19 piastras serão tomadas como Huqúq para a Causa de Deus. Isto é feito ao final do ano, depois dele ter estabelecido quais foram as suas despesas. De cada 100 piastras, 19 são destinadas ao Huqúq.
Ele paga isso uma só vez, então não há mais Huqúq a pagar sobre essa importância. Acabou. No ano seguinte, ele pagará sobre o montante que ainda possui depois de abatidas as suas despesas e após o abatimento também da importância sobre a qual pagou o Huqúq no ano anterior.
Por exemplo, ao final do primeiro ano uma pessoa tem 1000 piastras sobrando depois de pagas todas as suas despesas, então, 190 piastras são a parte do Huqúq; ao final do ano seguinte, depois de serem determinadas todas as despesas, poderá ter sobrado 2000 piastras. Desde que já pagou o Huqúq sobre 1000 piastras no ano anterior, esta importância é subtraída das 2000 e a pessoa paga o Huqúq sobre 1000 piastras (ou 190 piastras). No terceiro ano, o montante líquido do que ela possui poderá ser de 2500 piastras; subtrai 2000 piastras daquela importância e paga 19 por cento sobre 500 piastras, ou 95 piastras. Se ao final do quarto ano tiver 2500 piastras, nenhum Huqúq é devido.
Pergunta: No abatimento das nossas despesas necessárias, são consideradas como parte do Huqúq as contribuições ao Mashriqu’l-Adhkár, ensino e outras atividades da Causa, ou devem ser elas consideradas separadamente?
Resposta: ‘Abdu’l-Bahá respondeu que o Huqúq é separado e independente destas e vem primeiro. Depois disto ser determinado, pode-se então cuidar dos outros assuntos. Ele sorriu e disse que, quando estiver dado o Huqúq, ‘Abdu’l-Bahá decidirá quanto dele é para Mashriqu’l-Adhkár, quanto para o ensino e quanto para os necessitados, etc.
(De uma entrevista com ‘Abdu’l-Bahá, em 26 de novembro de 1919, anotações manuscritas de Shoghi Effendi por volta de 6 de dezembro de 1919. Perguntas colocadas numa carta de G. Latimer, sem data.)
EXCERTO DE CARTAS ESCRITAS
POR SHOGHI EFFENDI
OU EM SEU NOME
De uma carta escrita por Shoghi Effendi
79. Oferecer contribuições para essa finalidade [em apoio às atividades da Assembléia Espiritual] é um dos requisitos urgentes da Causa de Deus, é considerado altamente essencial e é de importância fundamental. Depois do pagamento do Huqúq, é a obrigação de todo bahá'í.
(27 de fevereiro de 1923 – traduzido do persa [para o inglês])
De cartas escritas em nome de Shoghi Effendi para indivíduos, exceto quando mencionado.
80. No tocante ao Huqúqu’lláh... isto se aplica às mercadorias, bens e rendas da pessoa. Depois de abatidas as despesas necessárias, tudo que sobrar como lucro e for um acréscimo ao capital da pessoa, tal importância está sujeita ao Huqúq. Quando a pessoa já pagou uma vez o Huqúq sobre uma determinada importância, esta importância não está mais sujeita ao Huqúq, a não ser que ela passe de uma pessoa para outra. A residência da pessoa e a mobília da casa são isentas do Huqúq... o Huqúqu’lláh é pago ao Centro da Causa.
(4 de abril – 3 de maio de 1927 – traduzida
do persa [para o inglês])
81. Encontrarão referências ao Huqúq no Livro de Aqdas, cópias manuscritas do qual acredito existirem entre alguns crentes na América. Todos os assuntos não especificamente previstos por Bahá’u’lláh deverão ser referidos à Casa Universal de Justiça.
(26 de dezembro de 1927)
82. No tocante ao Huqúq, o Guardião deseja que eu lhes informe que atualmente não é obrigatório aos amigos pagarem, mas eles devem ser exortados a contribuírem aos fundos local e nacional.
(19 de setembro de 1929)
83. Em relação ao Huqúq, é realmente 19 por cento da renda da pessoa, pagável ao Guardião. Mas não é obrigatório agora.
(19 de dezembro de 1929, Dawn of a New Day, p. 27)
84. Você perguntou sobre o Huqúq. Shoghi Effendi preferiria muito mais que os amigos na América concentrassem seus recursos financeiros na conclusão do Templo, em vez de dissiparem suas energias em canais que ainda não requerem atenção imediata. Quando chegar o momento da Causa necessitar que seja posto em vigor esta doação religiosa, Shoghi Effendi o dirá e promulgará o montante prescrito. É somente gradativamente que podem ser aplicados os ensinamentos de Bahá'u1Iáh. O tempo tem que amadurecer para que seja obtido o resultado desejado.
(15 de fevereiro de 1932)
85. Com referência à sua pergunta sobre o “Huqúq”, Shoghi Effendi deseja que eu lhe informe que, embora tenha sido prescrito por Bahá'u'lláh e mencionado por ‘Abdu’l-Bahá em Sua Última Vontade e Testamento, ele, no entanto, reluta em enfatizá-lo, tendo em vista a necessidade preeminente de preservar a dignidade da Causa e também levando em consideração as crescentes despesas nacionais da Fé.
(10 de fevereiro de 1935)
86. Com respeito ao tema do Huqúq; Shoghi Effendi está relutante em enfatizá-lo atualmente, tendo em vista as necessidades urgentes da Causa na América. Mas quando chegar a hora para que o explique aos amigos, não deixará de fazê-lo; basta dizer agora que o Huqúq constitui dezenove por cento da renda da pessoa, e não nove, como alguns parecem achar.
(31 de maio de 1937)
87. Um mithqál consta de dezenove nakhuds. O peso de vinte e quatro nakhuds equivale a quatro gramas e três quintos. Os cálculos podem ser feitos nesta base.
(17 de novembro de 1937)
88. Concernente à sua pergunta se os herdeiros a quem foram transferidas, através de herança, a residência principal, a mobília e roupas do falecido, estarão ou não isentos do pagamento do Huqúq, ele disse: Desde que a residência, a mobília e os instrumentos profissionais foram, de acordo com o Texto explícito, isentados do Huqúq, por conseqüência, quando acontece a transferência de propriedade, tais bens continuam isentos.
(29 de setembro de 1942, à Assembléia Espiritual Nacional
do Irã – traduzida do persa [para o inglês])
89. No tocante às questões levantadas nas suas cartas: O Huqúq é uma obrigação de consciência; mas o Guardião ainda não achou que fosse oportuno salientar isto no Ocidente.
(24 de março de 1945)
90. Grande é a recompensa que Deus ordenou para as almas fiéis e devotadas, os seres puros e desprendidos, que espontaneamente legaram uma porção dos seus bens terrenos à Causa de Deus durante suas próprias vidas ou através dos seus testamentos, e tiveram o privilégio e a honra de cumprir suas obrigações ao Huqúqu’lláh.
Assegure, em meu nome, aos doadores e aos sobreviventes daqueles que ascenderam a Deus, afirmando que estes esforços e doações certamente hão de atrair confirmações divinas, bênçãos celestiais e favores incalculáveis, e hão de promover os múltiplos interesses da Comunidade Internacional Bahá'í. Bem-aventurados são, porquanto Deus os capacitou a cumprirem aquilo que elevará suas posições neste mundo e no vindouro.
(23 de junho de 1945 – traduzido do persa [para o inglês])
91. Atualmente, o Guardião não deseja ocupar-se com a questão do Huqúq; mas o princípio geral é que, uma vez que você tenha pago sobre seu capital, você não precisa pagá-lo novamente.
(28 de julho de 1946)
92. O pagamento do Huqúq é uma obrigação espiritual; os amigos não devem ser obrigados pelas assembléias a pagá-lo, mas deveriam ser encorajados a cumprir esta obrigação espiritual imposta sobre eles no Aqdas.
(12 de outubro de 1946, à Assembléia
Espiritual Nacional da Índia)
93. O Huqúq é pagável ao Guardião individualmente pelos crentes; mas, tendo em vista as muitas exigências financeiras da obra que os crentes americanos estão realizando, ele ainda não considera oportuno salientar este ponto. Eles estão livres para proceder como quiserem neste assunto; mais tarde, quando chegar a hora, ele lhes explicará plenamente os detalhes desta questão.
(27 de março de 1949)
94. Atualmente, o Huqúq é a mesma coisa que o Fundo Internacional e, portanto, estou lhe enviando um recibo declarando que é para os interesses internacionais da Fé.
(8 de junho de 1947)
95. No tocante ao Huqúq: é o pagamento de 19 por cento, não um dezenove avos.
(4 de outubro de 1950)
EXCERTOS DOS ESCRITOS DA
CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA
Todas as cartas são aos indivíduos, a não ser que haja outra indicação.
96. Desde que o Huqúqu’lláh foi, de acordo com a injunção no Livro, designado como uma das instituições da Causa, e visto que o cumprimento desta obrigação é o dever do povo de Bahá, é considerado apropriado, portanto, que sua Assembléia Espiritual deva familiarizar plenamente os queridos amigos na Pérsia com o significado desta responsabilidade momentosa e gradativamente promulgar, na comunidade inteira, tais determinações relacionadas ao Huqúqu’lláh, como se encontram estabelecidas no Seu Livro perspícuo. Obviamente, de conformidade com os Textos explícitos, a solicitação do Huqúqu’lláh não é permissível, mas é responsabilidade daqueles Fiduciários da Causa dirigirem apelos de caráter geral aos queridos amigos, de modo que possam se tornar mais informados a respeito desta obrigação essencial. Queira Deus que, através dos lembretes ocasionais emitidos por sua Assembléia, eles possam ganhar o privilégio e a honra de realizarem este ato benévolo – um ato que atrai bênçãos celestiais, serve como um meio para a purificação das posses terrenas dos devotados amigos e promove as atividades internacionais do povo de Bahá.
Foi solicitado ao Fiduciário do Huqúqu’lláh, a Mão da Causa de Deus, Dr. ‘Alí-Muhammad Varqá, que designasse, sempre que aconselhável, alguns representantes para o Huqúqu’lláh em vários municípios, províncias e países vizinhos, de modo que naquelas regiões possa ser facilitado aos amigos a oferta do Huqúqu’lláh.
É evidente àqueles Fiduciários do Misericordioso que este Corpo, em virtude do Texto explícito das Escrituras sagradas, é o Corpo ao qual todas as coisas devem ser referidas, e o Huqúqu’lláh pode ser utilizado para promover os interesses da Causa por todo o mundo bahá’í,, somente com a permissão da Autoridade na Causa à qual todos devem se volver.
(27 de outubro de 1963, à Assembléia Espiritual
Nacional do Irã – traduzido do persa [para o inglês])
97. O pagamento do Huqúqu’lláh é uma das obrigações espirituais essenciais que a maravilhosa Pena de Bahá'u'lláh estabeleceu no Livro Mais Sagrado.
Seria preferível e mais apropriado se estas duas contas, a saber, contribuições aos Fundos e pagamentos do Huqúqu’lláh, fossem mantidas separadas. Isto significa que, em primeira instância, você deve pagar o seu Huqúqu’lláh e a seguir poderá oferecer, a seu próprio critério, suas devotadas contribuições ao Fundo Internacional, que está sendo usado agora para alcançar as metas do Plano de Nove Anos.
(18 de agosto de 1965 – traduzida do persa [para o inglês])
98. Recentemente um dos amigos fez a seguinte pergunta: Fosse uma pessoa oferecer seus bens, parcial ou totalmente, aos Fundos Bahá’ís, que responsabilidade ele ainda teria no pagamento do Huqúqu’lláh?
Em resposta, o seguinte foi afirmado: O pagamento do Huqúqu’lláh é uma das obrigações espirituais essenciais do povo de Bahá, que foi revelada no Livro Mais Sagrado pela Pena da Glória. Portanto, os amigos devem separar a conta do Huqúqu’lláh da de suas outras contribuições. Assim, devem primeiro saldar suas obrigações concernentes ao Huqúqu’lláh, então podem fazer outras contribuições a seu próprio critério, porquanto a disposição dos fundos do Huqúqu’lláh está sujeita à decisão por parte da Autoridade na Causa à qual todos devem se volver, ao passo que os propósitos das contribuições a outros Fundos podem ser determinados pelos próprios doadores.
(22 de agosto de 1966 – traduzida do persa [para o inglês])
99. Sem dúvida, os amigos estão iluminados com a luz do temor a Deus e estão plenamente conscientes da necessidade de purificarem e protegerem seus bens de acordo com as Palavras decisivas reveladas por nosso Senhor, o Altíssimo.
Nestes dias turbulentos, nós que anelamos por Ele, fervorosamente nos volvemos em prece à corte do Senhor da humanidade, a fim de que Ele possa, benevolamente, capacitar aquela Assembléia augusta a repetidamente lembrar aos amantes da Beleza do Todo-Misericordioso da importância vital e da natureza obrigatória desta injunção sagrada e celestial. Pela divulgação de avisos, distribuição de panfletos e em reuniões, escolas e conferências realizadas pelos seguidores de nosso Senhor Zeloso, devem ser guiados e encorajados a observarem estrita e conscienciosamente aquilo que Seu mandamento divino lhes prescreveu, de modo que aqueles crentes que estão adornados com o temor a Deus possam ser protegidos das conseqüências terríveis preditas em Suas ominosas advertências, possam tornar-se os recipientes de Suas bênçãos asseguradas e serem capacitados a compartilhar das efusões de Sua graça espiritual infalível.
(12 de setembro de 1969 – traduzida do persa [para o inglês])
100. Alguns dos queridos amigos que observam suas obrigações ao Huqúqu’lláh têm escrito, perguntando sobre a relação que existe entre a contribuição aos Fundos e o pagamento do Huqúqu’lláh. Isto é, se uma pessoa que pretende fazer face às suas obrigações para com o Huqúqu’lláh oferece, em vez disto, contribuições a outros Fundos e projetos, estaria isenta do pagamento do Huqúqu’lláh ou não?
Os Textos Sagrados pertinentes a este assunto são claros, mas desde que esta pergunta tem sido feita repetidamente pelos amigos, foi decidido elucidá-la para informação de todos.
O pagamento do Huqúqu’lláh é um dever espiritual obrigatório ao povo de Bahá. A injunção está estabelecida no Livro Sacratíssimo, e explicações claras e conclusivas estão incorporadas em várias Epístolas.
Todo crente devotado que pode fazer face às condições especificadas, deve pagar o Huqúqu’lláh, sem nenhuma exceção. Na realidade, de acordo com o Texto explícito do Livro Mais Sagrado, falhar em agir de acordo com esta injunção é considerado uma traição à confiança e ao chamado divino: “Todo aquele que lidar desonestamente com Deus será, com justiça, exposto”, é uma referência clara a tais pessoas.
O Centro do Convênio afirmou a obrigação do Huqúq nestas palavras: “O Senhor, como sinal de Suas infinitas graças, favoreceu benevolente Seus servos, providenciando uma oferta fixa de dinheiro [Huqúq] a ser-Lhe obedientemente apresentada, embora Ele, o Verdadeiro, e Seus servos, tenham sido, em todos os tempos, independentes de todas as coisas criadas.”
Esta determinação de tão grande importância, conforme atestada pela Pena da Glória, está investida de benefícios e sabedoria incalculáveis. Purifica as posses da pessoa, evita prejuízos e desastres, leva à prosperidade e honra, e confere acréscimo e bênçãos divinas. É um sacrifício oferecido a Deus e relacionado a Ele, e um ato de servitude que leva à promoção de Sua Causa. Como afirmado pelo Centro do Convênio, as ofertas do Huqúq constituem um teste para os crentes e capacita os amigos a tornarem-se firmes e constantes em fé e certeza.
Em resumo, o pagamento do Huqúqu’lláh é uma das responsabilidades espirituais obrigatórias dos seguidores de Bahá’u’lláh, e os seus proventos revertem à Autoridade na Causa à qual todos devem se volver. Outrossim, a Antiga Beleza – magnificado seja o Seu louvor – afirmou que após o estabelecimento da Casa Universal de Justiça seriam baixadas, neste contexto, as normas necessárias, em conformidade com aquilo designado por Deus e que ninguém, exceto a Autoridade à qual todos devem se volver, tem o direito de dispor deste Fundo. Em outras palavras, qualquer parcela da riqueza da pessoa que for devida ao Huqúqu’lláh pertence ao Centro Mundial da Causa de Deus, não aos indivíduos envolvidos.
Portanto, os amigos não devem seguir sua própria vontade e julgamento ao utilizar quaisquer importâncias destinadas ao Huqúqu’lláh para qualquer outro propósito, mesmo para contribuições caritativas da Fé.
Sinceramente, esperamos que todos possam ter o privilégio de observar esta obrigação sagrada e abençoada, que asseguraria a obtenção da verdadeira felicidade e serviria para promover a execução de empreendimentos bahá’ís por todas as partes do mundo.
Verdadeiramente, Deus é Auto-Suficiente acima da necessidade de Suas criaturas.
(25 de outubro de 1970, à Assembléia Espiritual
Nacional do Irã – traduzido do persa [para o inglês])
101. ‘Abdu’l-Bahá, em uma de Suas Epístolas, afirmou: “A disposição do Huqúq, em todo ou em parte, é permissível, mas isto deve ser feito com a permissão da autoridade na Causa à qual todos devem se volver.” A provisão de Sua Vontade e Testamento de que o Huqúqu’lláh “deve ser oferecido através do guardião da Causa de Deus...” está claramente de acordo com este princípio. Em outra Epístola, ‘Abdu’l-Bahá referiu-Se à Casa Universal de Justiça como “a autoridade à qual todos devem se volver” e está claro que, na ausência do Guardião, ela é a instituição suprema e central da Causa. Ademais, antes de ‘Abdu’l-Bahá, Bahá’u’lláh revelara o seguinte: “Existe uma norma prescrita para o Huqúqu’lláh. Depois que a Casa de Justiça estiver em existência, a lei do mesmo se tornará manifesta, em conformidade com a Vontade de Deus.” De acordo com estes textos explícitos, está claramente dentro da jurisdição da Casa Universal de Justiça decidir sobre o recebimento e desembolso do Huqúqu’lláh atualmente.
(2 de março de 1972, às Mãos da Causa
residentes na Terra Santa)
102. O pagamento do Huqúqu’lláh ainda não foi aplicado ao mundo ocidental. Sem dúvida, será universal em alguma época futura, mas, atualmente, os crentes no Ocidente podem cumprir suas obrigações materiais para com a Causa através de contribuições aos Fundos.
(12 de julho de 1972)
103. Estamos profundamente comovidos por sua amorosa carta de 27 de dezembro de 1972, expressando o desejo de seguir a Lei do Huqúqu’lláh no tocante ao que herdou de sua mãe.
Embora, como você corretamente afirma, esta Lei não seja atualmente aplicável aos amigos no Ocidente, qualquer crente está livre para observá-la se o desejar.
Esta Lei do Aqdas estipula que dezenove por cento do capital da pessoa é devido como Huqúqu’lláh quando tal capital tiver alcançado a importância de pelo menos “dezenove mithqáls em ouro”. ... Na determinação da importância que um crente deve pagar, ele deve primeiro abater quaisquer dívidas e despesas que possa ter, pagando dezenove por cento sobre o restante do seu capital, se este for igual a pelo menos dezenove mithqáls de ouro.
Caso você decida que deseja observar esta Lei do Aqdas na época atual, deverá determinar o valor total de sua herança em espécie e em outros haveres, menos quaisquer despesas ou dívidas que possa ter, e considerar as circunstâncias sob as quais poderá pagar o Huqúqu’lláh sobre o valor líquido de sua herança. A época e as condições de pagamento são deixadas a critério de cada indivíduo.
Por exemplo, se os haveres de uma pessoa incluem bens ou ações além de dinheiro, ela poderá achar desvantajoso ou inconveniente pagar dezenove por cento do valor dos haveres não monetários até que sejam vendidos, no momento em que ela preferiria cumprir esta obrigação espiritual. Quaisquer despesas que possam ocorrer na liquidação dos haveres das pessoas devem ser abatidas antes do cálculo do valor líquido sobre o qual o Huqúqu’lláh é pagável.
(21 de janeiro de 1973)
104. ... O crente devotado que tem o privilégio de pagar “o Direito de Deus”, longe de procurar desculpas para evitar esta obrigação espiritual, fará o máximo para fazer face a ela. Por outro lado, desde que a obediência a esta Lei é uma questão de consciência, e o pagamento do Huqúqu’lláh é um ato voluntário, não seria apropriado ir além de informar os amigos persas de sua obrigação espiritual, deixando a critério deles decidir o que desejam fazer a respeito disto.
O mesmo princípio se aplica àqueles amigos que gastam prodigamente com suas famílias, que compram ou constróem residências e as guarnecem muito além das suas necessidades, criando justificativas para estas despesas em seu desejo de evitar o pagamento do Huqúqu’lláh. Da mesma forma, aqueles amigos que se casam com não-persas e residem na Europa e outros países não devem ser pressionados, mas devem ser informados e deixados para decidirem por si mesmos.
(26 de fevereiro de 1973)
105. ... muitos detalhes no cálculo do Huqúqu’lláh foram deixados por Bahá’u’lláh ao julgamento e consciência do crente. Por exemplo, Ele isenta equipamentos e móveis domésticos do tipo que são necessários, mas Ele deixa para o indivíduo decidir quais itens são necessários e quais não são. As contribuições aos fundos da Fé não podem ser consideradas como parte do pagamento de alguém ao Huqúqu’lláh; além disso, se uma pessoa estiver devendo o Huqúqu’lláh e não tiver condições tanto de pagá-lo como também de fazer contribuições ao Fundo, o pagamento do Huqúqu’lláh deverá ter prioridade sobre as contribuições. Mas quanto a se as contribuições ao Fundo podem ser consideradas como despesas no cálculo do montante dos haveres da pessoa sobre os quais o Huqúqu’lláh é pagável; isto é deixado ao julgamento de cada indivíduo, à luz das suas próprias circunstâncias.
A secretária do Guardião escreveu em seu nome que “um mithqál consta de dezenove nakhuds. O peso de vinte e quatro nakhuds equivale a quatro e três quintos de grama. Os cálculos podem ser feitos nesta base”. Portanto, dezenove mithqáls são iguais a 69,191667 gramas. Uma onça troy é igual a 31,103486 gramas, por conseguinte, 19 mithqáls são iguais a 2,224563 onças. À cotação atual de $339,10 por onça, 19 mithqáls de ouro equivaleriam a $754,35. Assim, sobre uma economia de $754,35, seria pagável como Huqúqu’lláh a importância de $143,33 (isto é, 19%).
(16 de setembro de 1979)
106. As Escrituras deixam claro que uma pessoa está isenta de pagar o Huqúqu’lláh sobre sua residência e equipamentos domésticos e profissionais que são necessários. É deixado ao critério do indivíduo decidir quais itens são necessários e quais não o são. É óbvio que os amigos não deveriam gastar profusamente em residências e mobílias, criando justificativas para estas despesas em seu desejo de evitar o pagamento do Huqúqu’lláh. Nenhum texto específico foi encontrado isentando o capital usado para gerar rendas. A Casa Universal de Justiça deixa tais questões à consciência dos crentes.
(9 de abril de 1980)
107. A Casa de Justiça ressalta, adicionalmente, que por mais importantes que sejam as obrigações atribuídas aos crentes no sentido de pagarem o Huqúqu’lláh e de apoiarem os outros fundos da Fé, estas são obrigações espirituais que devem ser cumpridas voluntariamente e, sob nenhuma circunstância, podem contribuições para qualquer um destes fundos, até mesmo o Huqúqu’lláh, ser exigidas ou solicitadas aos crentes. Os apelos e as exortações devem sempre ser feitos à generalidade dos amigos, não a indivíduos.
(7 de maio de 1980)
108. Aquele que, após pôr de lado suas despesas anuais, possuir um superávit no valor de pelo menos dezenove mithqáls de ouro está sujeito ao pagamento do Huqúqu’lláh.
(20 de outubro de 1981 – traduzido do persa [para o inglês])
109. No tocante à sua segunda pergunta, indagando se onde existe perfeito entendimento entre marido e mulher, e estando ela autorizada a gerenciar os bens do seu marido, assim como os seus próprios, poderia ela pagar o montante do Huqúqu’lláh pertinente a todas as posses deles ou se, desde que o marido possua uma parte dos bens, deveria ela pagar apenas o montante do Huqúqu’lláh sobre sua própria porção dos bens.
Ao responder esta questão, deve-se lembrar que o Huqúqu’lláh é pagável sobre posses que estão incontestavelmente reconhecidas como sendo da própria pessoa e não sobre bens que meramente se controla ou usa. Entretanto, em casos semelhantes àquele que você mencionou acima, incumbe ao marido e à mulher consultarem entre si e definirem precisamente os limites de seus pertences pessoais e então, em conjunto ou individualmente, entregar ao Huqúq a importância que eles considerem ser sua obrigação.
No tocante à Sra. ..., desde que seu marido é americano e a lei do Huqúqu’lláh não se aplica atualmente aos amigos no Ocidente, o pagamento do Huqúqu’lláh por parte do seu marido não é nem obrigatório nem proibido.
(10 de janeiro de 1982 – traduzido do persa [para o inglês])
110. A Casa Universal de Justiça recebeu sua carta de 10 de setembro de 1982, indagando sobre a responsabilidade por parte de um casal bahá’í de pagar o Huqúqu’lláh quando um membro é americano e outro persa, e fomos instruídos a dar-lhe o seguinte esclarecimento:
1. A sua carta faz referência à renda da pessoa como base para o cálculo do Huqúqu’lláh. Contudo, como compreenderá através de um estudo dos textos, o cálculo é feito sobre o valor líquido das posses da pessoa após o abatimento de diversos itens isentos, tais como a residência e o mobiliário necessários, e sobre posteriores acréscimos anuais a esses haveres líquidos, decorrentes de renda excedente após o pagamento das despesas necessárias. Além disso, é calculado sobre unidades de propriedade iguais em valor a 19 mithqáls de ouro (2,22456 onças troy).
2. Nenhuma regra definitiva pode ser decretada em relação à porção dos bens de um casal sobre a qual deve ser pago o Huqúqu’lláh quando um dos cônjuges é ocidental e o outro persa. Isso depende da maneira como os próprios marido e mulher consideram a propriedade dos bens da família. Portanto, é basicamente uma questão de consulta entre marido e mulher e, como afirmado anteriormente, Bahá’u’lláh deixou muitos dos detalhes do cálculo do Huqúqu’lláh a critério dos indivíduos.
(11 de outubro de 1982)
111. No tocante à pergunta levantada pelo Sr. ..., favor informá-lo que, numa carta a um crente, o amado Guardião explicou que o Huqúqu’lláh é pagável somente uma vez sobre certa propriedade, seja ela bem móvel ou imóvel, mas caso esse bem passe de uma pessoa para outra, tal como através de herança, torna-se novamente sujeito ao pagamento do Huqúqu’lláh. Com efeito, isto significa que os herdeiros que recebem uma parcela de sua herança de um espólio devem pagar Huqúqu’lláh, caso a parcela que estão recebendo aumente suas posses a um nível que torna obrigatório o cumprimento desta obrigação sagrada.
(1 de junho de 1983, à Assembléia Espiritual
Nacional dos Estados Unidos)
112. No tocante à sua pergunta concernente à residência principal e determinações subsidiárias relevantes a ela, desejamos informá-lo que atualmente não é considerado aconselhável estabelecer normas detalhadas para o Huqúqu’lláh. Assim sendo, os amigos estão livres, podendo sempre que não existam regras específicas, cumprir em cada caso aquilo que entenderam dos textos, honrando suas obrigações ao Huqúqu’lláh de acordo com seu próprio julgamento e conforme os ditames de sua própria consciência.
(4 de março de 1984 – traduzido do persa [para o inglês])
II
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
SUPLEMENTO À COMPILAÇÃO SOBRE O HUQÚQU’LLÁH
Transmitido pelo Departamento de Secretariado
A Casa Universal de Justiça
12 de outubro de 1992
Excertos das Escrituras de Bahá’u’lláh
S1 – Glorificado és Tu, ó meu Senhor compassivo! Suplico-Te pelo tumulto do oceano de Tua santa elocução, pelas múltiplas dádivas de Tua soberania suprema, pelas evidências de Tua Divindade que a tudo compelem e pelos mistérios ocultos que jazem guardados dentro de Teu conhecimento, que me concedas Tua graça para servir-Te e a Teus eleitos, e que me capacites a obedientemente oferecer Teu Huqúq que Tu ordenaste em Teu Livro.
Sou aquele, ó meu Senhor, que tem desejado ardentemente Teu domínio de glória e tem segurado tenazmente à fímbria de Tua generosidade. Ó Tu que és o Senhor de toda a existência e Governante do reino dos nomes, suplico-Te que não me negues as coisas que Tu possuis, nem me recuses aquilo que Tu tens ordenado para Teus eleitos.
Imploro-Te, ó Senhor de todos os nomes e Criador dos céus, que me ajudes, através de Tua graça fortalecedora, a ser firme em Tua Causa, de tal modo que as futilidades do mundo não façam com que eu seja excluído como que por um véu, nem ser impedido pelas violentas comoções dos malfeitores, que se ergueram para desviar Teu povo em Teus dias. Destina-me então, ó Desejo de meu coração, o bem deste mundo e do vindouro. Em verdade, Tu és poderoso para fazer o que Te apraz. Não há outro Deus além de Ti, O que sempre perdoa, o Mais Generoso.
– De uma Epístola recentemente traduzida do árabe
S2 – Após a revelação do Livro Sacratíssimo e da determinação do divinamente prescrito Huqúq, ordens específicas foram dadas com o propósito de que ninguém exigisse o pagamento do Huqúq, desde que ele foi condicionado ao anseio dos próprios indivíduos que são devotados, fiéis e desejosos de oferecer o pagamento do Huqúq com o espírito de grata aquiescência e bel-prazer. As condições atuais, no entanto, permitiram que explícitas instruções fossem emitidas a fim de que aqueles que se abstiveram de quitar o Huqúq possam cumprir com sua obrigação obedientemente.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
S3 – Ó Amín! Sobre ti esteja Minha glória. A ti cabe ter o máximo respeito pela dignidade da Causa de Deus em todas as circunstâncias. A Pena do Altíssimo testemunhou e continuará a testemunhar em teu favor. Ela tem louvado os esforços que tu tens feito e os serviços que tu tens oferecido inteiramente por Sua causa – um louvor que brilha resplandecente em Suas Epístolas tanto quanto o esplendor do sol. Rende tu graças ao teu Senhor por este excelente favor. No entanto, Nós te exortamos a manter teus olhos direcionados ao horizonte da dignidade e, ao ter em mente Suas palavras sublimes: “... todavia, avisai-os, pois, em verdade, o aviso beneficiará os crentes”*, dá aos amigos de Deus uma suave advertência em espírito de amizade e concórdia. Realmente, todo aquele que for graciosamente capacitado a cumprir com sua obrigação será contado entre os sinceros amantes de Deus, em Seu lúcido Livro; do contrário, ninguém deverá argumentar com ele.
Os olhares de Deus neste Dia – exaltada seja Sua glória – estão direcionados aos corações dos homens e para as excelentes pérolas ali entesouradas. Isto convém ao Senhor e Seus eleitos – glorificada seja Sua majestade. Cabe a ti orar em favor dos amigos e amados de Deus, a fim de que Ele possa graciosamente capacitá-los a cumprir aquilo que foi ordenado no Livro, e para que eles não sejam impedidos pelas vãs imaginações e as coisas transitórias do mundo.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
Excertos das Escrituras de ‘Abdu’l-Bahá
S4 – Tudo que for pago ao Huqúq e entregue para ele (Jináb-i-Amín) tem sido ou será recebido em sua totalidade. Nestes dias, é extremamente difícil enviar separadamente um recibo a cada pessoa. Assim, esta carta deveria ser considerada como um recibo coletivo. Na verdade, os recibos de Jináb-i-Amín são como se fossem meus próprios recibos. Isto porque ele nunca se incomoda consigo próprio, nem se importa se a quantia é grande ou pequena. Ele é desprendido, humilde, sincero e espiritual.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
S5 – Tu pediste um recibo como prova de garantia para todos. Nós temos repetidamente chamado a atenção por escrito que qualquer quantia recebida por Jináb-i-Amín nos foi ou será devidamente entregue.
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
S6 – Ó tu que és fascinado pelo Seu Convênio e Testamento!** Louvando tuas virtudes como imperturbável defensor do Convênio, Jináb-i-Amín destravou sua língua eloqüente e levantou a voz em alto louvor, afirmando que Jináb-i-Hájí Ghulám Ridá, na verdade, atingiu o grau de contentamento e resignação, e que em todos os tempos e sob todas as condições provou ser confidente, amigo e companheiro. Ele é totalmente dedicado ao serviço da Causa de Deus e consagrou-se como o servidor completo de Seu sagrado Limiar. Verdadeiramente, ele não cogita nenhum desejo que não seja a servitude à porta da Abençoada Beleza e não anseia por nada além de executar um serviço na senda do Desejado. Louvado seja Deus, pois em momentos adversos a sua face brilha com a intensidade do fogo dos testes, como ouro puro, e portanto é purgado e purificado de toda impureza e contaminação. Em todos os tempos, ele trilhou o caminho da fidelidade, seguindo no caminho da firmeza e constância.
Portanto, de acordo com o preceito de recompensa ordenado pelo Senhor da Eloqüência, tu foste designado como o Fideicomissário do Huqúq e deves presentemente, através da graça fortalecedora e bênção do Todo-Misericordioso, encarregar-se deste dever em Teerã, porquanto Jináb-i-Amín viajará ocasionalmente para as províncias remotas.
Nós acalentamos a esperança que o Senhor da Glória faça com que tu sejas amado em ambos os mundos e que Ele te conceda infinitas bênçãos.
E sobre ti esteja a glória do Mais Glorioso!
– De uma Epístola recentemente traduzida do persa
Excerto de uma carta escrita por
Shoghi Effendi
S7 – Conforme o texto explícito da Vontade e Testamento, o Huqúqu’lláh deve ser usado para o ensino da Causa de Deus em todos os países do Oriente e do Ocidente, estabelecendo instituições, construindo Templos Bahá’ís e promovendo empreendimentos caritativos e bem-estar geral.
– De uma carta datada de 15 de janeiro de 1933 – traduzida do persa
Excertos de cartas escritas em nome da
Casa Universal de Justiça
S8 – ... a resposta à sua pergunta é dada numa carta datada de 16 de setembro de 1979, escrita em nome da Casa Universal de Justiça para um crente. Está inserida no item 105 da compilação do Huqúqu’lláh, e a parte relevante diz o seguinte:
Contribuições aos fundos da Fé não podem ser consideradas como parte do pagamento do Huqúqu’lláh da pessoa; além disso, se uma pessoa estiver devendo o Huqúqu’lláh e não tiver condições de pagá-lo e ao mesmo tempo de fazer contribuições ao Fundo, o pagamento do Huqúqu’lláh deverá ter prioridade sobre as contribuições. Porém, quanto às contribuições ao Fundo serem consideradas como despesas no cálculo do montante dos haveres pessoais sobre os quais o Huqúqu’lláh for pagável, isto é deixado ao critério de cada indivíduo, à luz de suas próprias circunstâncias.
Em vista disso, está claro que se um crente tem calculado sua obrigação ao Huqúqu’lláh e sabe que ele deve alguma coisa, deve pagá-lo, de preferência antes de fazer qualquer outra contribuição.
No entanto, durante o curso do ano, um crente poderá perfeitamente fazer contribuições a vários fundos, ou dar dinheiro para caridade, da mesma forma que ele está gastando seu dinheiro numa ampla gama de atividades associadas com sua vida diária. A declaração acima, da Casa Universal de Justiça (item 105), deixa ao julgamento da pessoa para seguir um dos seguintes cursos:
a) Considerar estas contribuições como despesa. Esses, então, reduzirão o saldo de poupança dele no fim do ano, sobre o qual o Huqúqu’lláh é pagável.
b) Considerar que ele deveria fazer tais contribuições somente de recursos cujo pagamento ao Huqúqu’lláh tenha sido feito.
Esta regra também deixa à critério do indivíduo considerar algumas contribuições de uma forma e outras, de forma diversa. A Casa Universal de Justiça deixa todos estes detalhes ao critério e consciência do crente.
– 3 de fevereiro de 1987, a um indivíduo
S9 – Se conforme você diz, você não está em posição para jamais acumular um patrimônio taxável, equivalente ao valor de 19 mithqáls de ouro, então, conforme os textos explicam, você não tem obrigação de pagar o Huqúqu’lláh. No entanto, isto não quer dizer que você não possa contribuir para este Fundo, se assim quiser, devido ao seu amor por Bahá’u’lláh e pela generosidade de seu coração.
– 23 de junho de 1987, a um indivíduo
S10 – 1. Um crente não pode incumbir-se da obrigação de outra pessoa ao pagamento do Huqúqu’lláh.
2. Não é permitido ao crente destinar a propósito algum o pagamento que ele faz ao Huqúqu’lláh, nem fazer tal pagamento em honra de qualquer outra pessoa.
– 22 de março de 1989, memorando da Casa Universal
de Justiça a um departamento do Centro Mundial
S11 – ... você pergunta se a Lei do Huqúqu’lláh é puramente pessoal ou se esta lei se aplica a determinadas instituições e pessoas jurídicas também.
Fomos instruídos a informá-lo que, embora o Fideicomissário esteja autorizado a aceitar contribuições, ao Huqúqu’lláh, dos crentes que não estejam sob a obrigação de pagá-lo ou das empresas que sejam somente da propriedade de bahá’ís, a Lei do Huqúqu’lláh impõe uma obrigação somente ao indivíduo, e não às instituições bahá’ís nem às pessoas jurídicas.
– 29 de março de 1989, a um indivíduo
S12 – Essencialmente, o Huqúqu’lláh deve ser pago por um crente durante a sua vida, sempre que o saldo positivo de seus bens alcance o nível taxável. Uma certa flexibilidade é provida na lei, uma vez que referência é feita quanto a despesas anuais, as quais devem ser deduzidas antes da obrigação do Huqúqu’lláh ser calculada. O ideal é que, ao morrer um bahá’í, o único pagamento ao Huqúqu’lláh que deve ser providenciado em seu Testamento é a obrigação adicional que possa ser encontrada quando forem concluídos os cálculos de seus negócios por ocasião de sua morte.
A Casa Universal de Justiça espera que, à medida que os crentes se familiarizem com a lei do Huqúqu’lláh e comecem a pagá-lo, eles não somente aprendam a calculá-lo durante o curso de suas vidas mas que saibam como prover o pagamento do saldo por ocasião de sua morte.
– 1 de outubro de 1989, a um indivíduo
S13 – Tamanha confluência excepcional de iminentes acontecimentos – a publicação do Kitáb-i-Aqdas, o progresso dos projetos de construção no Monte Carmelo, o término do Plano de Seis Anos, o começo do Ano Santo – anima as expectativas do mundo bahá’í, prepara o cenário para mais vigorosos empenhos que já tenham sido tentados e nos indica a abertura de uma nova fase da história. Parece apropriado, então, que a lei sagrada que capacita cada um a expressar seu próprio senso de devoção a Deus, num profundo e particular ato de consciência que promove o bem comum, lei esta que conecta diretamente o indivíduo com a Instituição Central da Fé, e acima de tudo, assegura aos obedientes e sinceros a inefável graça e abundantes bênçãos da Providência, deva, nesta conjuntura favorável, ser abraçada por todos que professam sua crença na Manifestação Suprema de Deus. Com humildade perante nosso soberano Senhor, anunciamos que a partir do Ridván de 1992, o começo do Ano Santo, a Lei do Huqúqu’lláh, o Direito de Deus, será universalmente aplicável. Todos são conclamados a observá-la.
– Ridván de 1991, aos bahá’ís do mundo inteiro
S14 – A Casa Universal de Justiça não pretende emitir algum método específico de cálculo para o uso dos amigos. Eles devem ser deixados livres para considerar seus próprios métodos, tendo por base os textos e exemplos já fornecidos.
– 1 de julho de 1991, a um indivíduo
S15 – Recentemente recebemos uma indagação a respeito da aplicação da Lei do Huqúqu’lláh em duas situações.
A primeira concerne àqueles crentes que, até este Ridván, não eram sujeitos à Lei. A segunda, que é relativa a ela, concerne aos novos crentes.
A pergunta é se o patrimônio sobre o qual a pessoa é obrigada a computar o seu Huqúqu’lláh é tudo o que possui na data à qual a Lei lhe é aplicável, ou somente sobre o patrimônio que ele acumula após aquela data.
Nossa conclusão é que o patrimônio que é taxável para o Huqúqu’lláh é tudo que uma pessoa possui na data que a Lei tornar-se aplicável para ela. Isto não que dizer, é lógico, que ele necessite pagar imediatamente o Huqúqu’lláh que é devido, desde que para fazê-lo possa ser preciso dispor de muitos de seus pertences e colocá-lo em situação muito difícil. Mas o princípio do cálculo é claro, e o Huqúqu’lláh devido deve ser, finalmente, pago.
Uma vez que Bahá’u’lláh deixou tantos aspectos da Lei para serem aplicados pela consciência e critério do crente, preferimos que nenhum anúncio geral sobre esta decisão seja feito agora. No entanto, se esta questão for levantada por algum crente, esta resposta pode ser dada.
– 4 de maio de 1992, ao Fideicomissário do Huqúqu’lláh,
Mão da Causa de Deus, ‘Alí-Muhammad Varqá
III
Huqúqu’lláh
O Direito de Deus
ORAÇÕES RELACIONADAS AO HUQÚQU’LLÁH
1.
Glorificado és Tu, ó meu Senhor compassivo!
Suplico-Te pelo tumulto do oceano de Tua santa elocução, pelas múltiplas dádivas de Tua soberania suprema, pelas evidências de Tua Divindade que a tudo compelem e pelos mistérios ocultos que jazem guardados dentro de Teu conhecimento, que me concedas Tua graça para servir-Te e a Teus eleitos, e que me capacites a conscienciosamente oferecer Teu Huqúq que Tu ordenaste em Teu Livro.
Sou aquele, ó meu Senhor, que tem desejado ardentemente Teu domínio de glória e tem segurado tenazmente à fímbria de Tua generosidade. Ó Tu que és o Senhor de toda a existência e Governante do reino dos nomes, suplico-Te que não me negues as coisas que Tu possuis, nem me recuses aquilo que Tu tens ordenado para Teus escolhidos.
Imploro-Te, ó Senhor de todos os nomes e Criador dos céus, que me ajudes, através de Tua graça fortalecedora, a ser firme em Tua Causa, de tal modo que as vaidades do mundo não façam com que eu seja excluído como que por um véu, nem ser impedido pelas violentas comoções dos malfeitores, que se ergueram para desviar Teu povo em Teus dias. Destina-me então, ó Desejo de meu coração, o bem deste mundo e do vindouro. Em verdade, Tu és poderoso para fazer o que Te apraz. Não há outro Deus além de Ti, O que sempre perdoa, o Mais Generoso.
Bahá’u’lláh
2.
Em Nome de nosso Senhor, o Mais Sagrado, o Maior, o Sublime, o Mais Glorioso!
Glória a Ti, ó Tu que és o Senhor de todos os seres e o Alvo Definitivo de toda a criação! Testifico, com a língua de meu ser interior e exterior, que Tu Te revelaste e Te manifestaste, que Tu enviaste Teus versos e demonstraste Tuas provas, e que Tu és independente de qualquer um além de Ti e que estás acima de tudo exceto de Ti próprio. Eu Te peço, pela glória de Tua Causa e o poder de Tua Palavra, que graciosamente assistas àqueles que se levantaram para espalhar o que lhes foi prescrito em Teu Livro e fazer com o que a fragrância de Tua aceitação seja espargida amplamente.
Verdadeiramente, Tu és o Poderoso, o Benévolo, o Clemente, o Generoso.
Bahá’u’lláh
3.
Em Nome de nosso Senhor, o Mais Sagrado, o Maior, o Sublime, o Mais Glorioso!
Ó Deus, meu Deus! Tu vês como Teu servo fixou sua face em Ti e desejou ser honrado por cumprir com o que lhe tem sido ordenado em Teu Livro. Ordena-lhe, através de Tua Mais Sublime Pena, aquilo que o atrairá até o Mais Sublime Ápice. Tu és, verdadeiramente, o Educador do mundo e o Senhor das nações, e Tu és, verdadeiramente, o Forte, o Predominante, o Onipotente.
Bahá’u’lláh
4.
Magnificado és Tu, ó Senhor da criação inteira, Aquele a Quem todas as coisas devem volver-se. Com minha língua interior e exterior dou testemunho de que Tu tens Te manifestado e revelado, mandado descer Teus sinais e proclamado Tuas provas. Atesto a Tua auto-suficiência de tudo salvo de Ti e Tua Santidade acima de todas as coisas terrenas. Suplico-Te, pela transcendente glória de Tua Causa e pela suprema potência de Tua Palavra, que concedas confirmação àquele que desejar ofertar aquilo que Tu lhe prescreveste em Teu Livro e que observe aquilo que difundirá a fragrância da Tua aceitação. Em verdade, Tu és o Todo-Poderoso, o Todo-Misericordioso, o Todo-Clemente, o Todo-Generoso.
Bahá’u’lláh
IV
Huqúqu’lláh
UMA CODIFICAÇÃO DA LEI DO HUQÚQU'LLÁH
Introdução
26 de novembro 2000
A todas as Assembléias Espirituais Nacionais
Queridos amigos bahá’ís,
Em 25 de março de 1987 foi-lhes enviado um documento intitulado “Codificação da Lei do Huqúqu’lláh”, preparado pelo Departamento de Pesquisa do Centro Mundial Bahá’í; este documento é citado na compilação “Huqúqu’lláh, O Direito de Deus”. A pedido da Casa Universal de Justiça, a Codificação foi recentemente revisada, a fim de se incorporar pontos de certas citações contidas no suplemento à compilação publicada em 12 de outubro de 1992.
Presentemente incluímos uma cópia da nova revisão da Codificação para circulação aos amigos, para auxílio adicional no aprofundamento de sua compreensão da lei do Huqúqu’lláh.
Com amorosas saudações bahá’ís,
Departamento de Secretariado
Huqúqu’lláh
UMA CODIFICAÇÃO DA LEI DO HUQÚQU'LLÁH
Preparada pelo Departamento de Pesquisa
do Centro Mundial Bahá’í em 1987,
e revisada em 1999, por solicitação da Casa Universal de Justiça
I Prefácio
I – Huqúqu’lláh – O Direito de Deus – é uma lei poderosa (7)* e uma sagrada instituição (72). Estabelecido no Kitáb-i-Aqdas, o Livro Sacratíssimo, é um dos instrumentos-chave para a construção do alicerce da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh e da manutenção de sua estrutura. Tem ramificações de longo alcance que se estendem da promoção do bem-estar do indivíduo ao reforço à autoridade, ampliando as atividades do Órgão Máximo da Fé. Ao prover uma fonte regular e sistemática de recursos à Instituição Central da Causa, Bahá’u’lláh assegurou os meios para o independente e decisivo funcionamento do Centro Mundial de Sua Fé.
Ao identificar esta lei como “O Direito de Deus”, Bahá’u’lláh reenfatizou a natureza da relação entre os seres humanos e seu Criador como um Convênio baseado em compromissos e obrigações mútuas; e por designar a Autoridade Central da Causa, para a qual todos devem dirigir-se, como o recipiente deste Direito, Ele criou um elo direto e vital entre cada crente e o Órgão Máximo da Fé que é único na estrutura de Sua Ordem Mundial. Esta lei capacita os amigos a reconhecer a elevação de sua atividade econômica à altura da aceitação divina; é um meio para a purificação de suas riquezas e um ímã que atrai as bênçãos divinas. O cálculo e o pagamento do Huqúqu’lláh dentro das diretrizes gerais propostas são exclusivamente uma questão de consciência entre o indivíduo e Deus (8, 104); exigir ou solicitar o Huqúqu’lláh é proibido (8, 9, 38, 71, 96, 104): somente são permitidos os apelos, os lembretes e exortações de natureza geral, sob os auspícios da instituição da Fé (38, 70, 99, 104, 107). Que a observância e vigência desta lei, tão crucial ao bem-estar material da emergente comunidade bahá’í, pudessem assim ser deixadas inteiramente à fé e consciência do indivíduo, dá significado a “e irradia luz sobre” o que o amado Mestre denomina a solução espiritual para os problemas econômicos. De fato, as implicações da lei do Huqúqu’lláh para efetivar uma quantidade de princípios da Fé, tais como a eliminação de extremos de riqueza e pobreza, e uma distribuição mais eqüitativa de recursos, irão tornar-se visíveis progressivamente, à medida que os amigos assumam continuamente, em maiores proporções, a responsabilidade de observá-la.
Os princípios da lei do Huqúqu’lláh estão promulgados no Kitáb-i-Aqdas. Elaborações mais extensas sobre suas características são encontradas em outras Escrituras de Bahá’u’lláh, Epístolas de ‘Abdu’l-Bahá e em cartas de Shoghi Effendi e da Casa Universal de Justiça, na sua maioria em resposta a questões levantadas pelos amigos. Todas estas principais referências foram compiladas pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça e publicadas separadamente. Um estudo daquela compilação deixa claro que a aplicação da lei tem sido progressiva e continuará sendo, à medida que suas ramificações e regras subsidiárias forem elucidadas.
O que segue é um ensaio preliminar da codificação de informações das Escrituras a respeito do Huqúqu’lláh. Deveria ser enfatizado, no entanto, que os amigos não deveriam tentar ver neste uma interpretação rígida ou de total abrangência. As perguntas feitas a Bahá’u’lláh, ao Mestre e a Shoghi Effendi são de amigos residentes em lugares e épocas com sistemas e relações econômicas infinitamente mais simples do que as observadas hoje em dia. O que se pode aprender de tais perguntas são princípios claros e orientadores, cuja aplicação em condições variáveis e mais completas deve ser considerada. Sem dúvida, conforme a necessidade, este tópico ainda irá ocupar por longo tempo a Casa Universal de Justiça em futuras legislações.
II Uma Bênção Concedida por Deus
Embora Deus seja independente de todas as coisas criadas, concedeu-nos esta lei através de Sua Graça (7, 10, 63), pois o progresso e a promoção da Causa dependem dos meios materiais (1). A obediência a esta lei capacita o crente a ser firme e constante no Convênio (63), provê uma recompensa em cada mundo dos mundos de Deus (7) e é um teste incomparável de verdadeira fé.
O Huqúqu’lláh deve ser oferecido com alegria e sem hesitação (2, 9, 32). Quando o Huqúqu’lláh é oferecido com este espírito, ele conferirá prosperidade e proteção aos amigos, purificando suas posses materiais (20, 31, 42, 46, 48, 100), capacitando-os, e aos seus descendentes, a beneficiar-se dos frutos de seus esforços (48).
III Calculando o Huqúqu’lláh
Tudo que um crente possua, com exceção de alguns itens específicos, é sujeito uma única vez ao pagamento do Huqúqu’lláh.
A- Isentos do Huqúqu’lláh são:
1. A residência e seu mobiliário necessário (11).
2. O equipamento necessário aos negócios e implementos agrícolas, que produzem receita para a subsistência (12, 67, 68).
B- Pagamento é devido:
1. O Huqúqu’lláh deve ser pago pela pessoa cujas posses taxáveis alcancem ou excedam o valor de 19 mithqáls de ouro (18, 19, 30). Aproximadamente, 19 mithqáls equivalem a 2,2 onças troy ou 69,2 gramas (87, 105, 110).
a) A quantia a ser paga é de 19% do valor do patrimônio sujeito ao Huqúq (10, 14).
b) O pagamento é devido em unidades inteiras de 19 mithqáls de ouro (15).
2. O Huqúqu’lláh é pagável em unidades adicionais de 19 mithqáls de ouro, quando a aquisição de novas posses, deduzidas as despesas anuais, aumentem suficientemente o valor do patrimônio taxável. Dentre as despesas dedutíveis, estão:
a) As despesas gerais para o sustento (65, 66, 69, 78).
b) Perdas e despesas ocorridas com a venda das posses (103).
c) Somas que forem pagas ao estado, como taxas e obrigações (78).
3. Um presente ou uma herança recebidos por uma pessoa deverá ser adicionado às suas posses aumentando o valor total, da mesma forma quando o rendimento anual excede aos gastos (111).
4. Se uma propriedade aumenta de valor, o Huqúqu’lláh não é pagável sobre este aumento, até que seja convertido, ou seja, com a venda da propriedade (103).
5. Se houver redução de posses quando as despesas de um ano ultrapassarem a receita, o Huqúqu’lláh somente será devido após a recuperação das perdas e quando o valor total das posses taxáveis for aumentado (15-19, 30, 65-68, 78, 108, 111).
6. O pagamento das dívidas tem precedência ao pagamento do Huqúqu’lláh (22).
7. O pagamento do Huqúqu’lláh depende dos recursos financeiros que uma pessoa tem para cumprir com suas obrigações (24).
8. Com a morte de um crente, a conclusão de seu pagamento do Huqúqu’lláh é feito da seguinte maneira:
a) O primeiro encargo é a despesa do sepultamento (22).
b) O segundo é o pagamento das dívidas do falecido (13).
c) O Huqúqu’lláh pendente sobre propriedades deve então ser pago. Ao ser estabelecido o valor do patrimônio sobre o qual o Huqúqu’lláh ainda não foi pago, as seguintes deduções podem ser feitas: despesas de sepultamento (22), dívidas do falecido (13), perda no valor de ativos por ocasião de sua venda (103) e despesas incorridas na venda dos ativos (103).
C- Notas adicionais para determinar o Huqúqu’lláh:
1. É deixado ao indivíduo a decisão de quais despesas deverão ser consideradas “necessárias” e portanto dedutíveis no cálculo do acréscimo anual de poupança, e qual o mobiliário da residência a ser considerado como “necessário” e portanto isento de pagamento do Huqúqu’lláh (57, 65, 67, 69, 78, 80, 104-106, 112).
2. Embora referências sejam feitas ao pagamento anual do Huqúqu’lláh, a época e o método do pagamento são deixados à escolha do crente. Não há portanto, obrigação de liquidar-se os bens na pressa do cumprimento da obrigação ao Huqúqu’lláh (103).
3. Marido e esposa estão livres para decidir se querem honrar sua obrigação ao Huqúqu’lláh em conjunto ou individualmente (109, 110).
4. A conta do Huqúqu’lláh deve ser feita separadamente de outras contribuições, uma vez que a decisão sobre os fundos do Huqúqu’lláh está sujeita à Autoridade Central da Causa, à qual todos devem se dirigir (78), enquanto que o propósito das contribuições aos outros fundos poderá ser determinado pelos próprios doadores.
5. O pagamento do Huqúqu’lláh tem prioridade sobre as contribuições aos outros fundos da Fé (78, 79, 97, 100), assim como os gastos feitos com a peregrinação (31). No entanto, é deixado à escolha do crente considerar ou não as contribuições aos Fundos como despesas dedutíveis do valor do seu patrimônio, no cálculo devido ao pagamento do Huqúqu’lláh (105).
D- Notas adicionais, baseadas no primeiro suplemento da Compilação:
1. Embora o crente possa escolher tratar sua contribuição ao Fundo da Fé como parte de suas despesas, ou apenas excluí-la do montante sobre o qual o Huqúqu’lláh é pago, ele ou ela pode considerar parte da contribuição de uma forma e outras contribuições de outra maneira (suplemento 8).
2. Um crente não pode incumbir-se da obrigação de outra pessoa para com o Huqúqu’lláh, nem o pagamento do Huqúqu’lláh pode ser destinado para qualquer propósito, nem ser feito em honra de outra pessoa (suplemento 10).
3. A Lei do Huqúqu’lláh impõe uma obrigação apenas ao crente e não às instituições bahá’ís ou pessoas jurídicas (suplemento 11).
4. Embora a lei estipule uma certa margem de tempo ao pagamento do Huqúqu’lláh, seria preferível que fosse pago durante a vida do crente, assim que seja devido, e o único pagamento ao Huqúqu’lláh que tem que ser providenciado no testamento é o compromisso financeiro adicional que venha a existir por ocasião de sua morte (suplemento 12).
5. Cada crente deveria aprender a calcular o Huqúqu’lláh não apenas durante o período de sua vida, como também providenciar para o pagamento do saldo restante, por ocasião da morte (suplemento 12).
IV Aplicação da lei do Huqúqu’lláh
Durante muitas décadas, a sagrada lei do Huqúqu’lláh foi aplicada apenas aos crentes do Oriente Médio. A aplicação universal foi instituída pela Casa Universal de Justiça a partir do Ridván de 1992, o início do Ano Sagrado que marcou o centenário da Ascensão de Bahá’u’lláh.
V Pagamento do Huqúqu’lláh
O Huqúqu’lláh é pago normalmente ao Fideicomissário do Huqúqu’lláh, seus Fiduciários ou seus Representantes nomeados (35, 58).
Estas pessoas emitem recibos e enviam os fundos ao Centro Mundial (56).
VI Administração do Huqúqu’lláh
As decisões quanto ao regulamento necessário concernente ao Huqúqu’lláh (81, 100), assim como o seu dispêndio, são de competência única da Autoridade Central da Causa. O Huqúqu’lláh pode ser empregado para fins caritativos (62, 65, 75), ou outros propósitos necessários à Causa de Deus (77, 78).
V
Huqúqu’lláh
O DESENVOLVIMENTO DA INSTITUIÇÃO DO
HUQÚQU'LLÁH
Introdução
Para ajudar os amigos a ampliarem seu conhecimento sobre o significado desta Lei de Deus, o Departamento de Pesquisa foi solicitado pela Casa Universal de Justiça a preparar uma pequena história do desenvolvimento da Instituição que tem sido associada com a Lei desde os primeiros anos de sua operação. Tal texto foi baseado em um artigo escrito em persa pelo Mão da Causa de Deus, Dr. Alí Muhammad Varqá, com exceção da parte final, que se refere ao próprio Dr. Varqá, adicionada pelo Departamento de Pesquisa.
De uma carta datada de 25 de março de 1987
do Departamento do Secretariado da Casa
Universal de Justiça, dirigida às Assembléias
Espirituais Nacionais
Huqúqu’lláh
O DESENVOLVIMENTO DA INSTITUIÇÃO DO
HUQÚQU'LLÁH
Preparado pelo Departamento de Pesquisa por solicitação da Casa
Universal de Justiça, março de 1987
Numa de Suas Epístolas, Bahá’u’lláh refere-Se a esta Lei como ocupando uma posição de importância superada tão somente pelas duas grandes obrigações de reconhecimento de Deus e firmeza na Sua Causa; não obstante, a introdução e implementação desta Lei são caracterizadas pela bondade, perdão, tolerância e magnanimidade. Embora ela esteja relacionada às coisas materiais deste mundo, ela está incluída entre aquelas obrigações espirituais da alma do crente, tais como a oração e o jejum, o cumprimento das quais é a responsabilidade direta de cada crente para com Deus, não sujeitas às sanções ou imposições das Suas instituições neste mundo. Realmente, ela é uma clara expressão da ordem de preferência com que Bahá’u’lláh vê os deveres da humanidade. Primeiro vem a espiritual e depois a material – por mais importante que esta última possa ser na prática.
Depois que o Kitáb-i-Aqdas, em resposta aos rogos dos amigos, foi revelado, Bahá’u’lláh reteve a sua divulgação durante algum tempo; e mesmo quando um certo número de bahá’ís devotos souberam da lei e procuraram oferecer o Huqúqu’lláh, o pagamento não foi aceito. As Epístolas de Bahá’u’lláh mostram a Sua consciência aguda pela maneira com que no passado fora permitido que a riqueza material degradasse a religião, e Ele preferiu que a Fé sacrificasse todos os benefícios materiais, antes de manchar, mesmo no grau mais insignificante, a sua dignidade e pureza. Há nisto uma lição para todas as instituições bahá’ís, em todos os tempos.
Entretanto, como explicou o amado Guardião, os fundos são o sangue vital da Causa. Como afirmou Bahá’u’lláh, o próprio Deus tornou as realizações dependentes de meios materiais. Portanto, na medida que cresceu a conscientização dos amigos, Ele permitiu que fosse aceito o Huqúqu’lláh, contanto que o doador fizesse a oferta por sua própria vontade, e com alegria e consciência.
Para receber o Huqúqu’lláh, Bahá’u’lláh trouxe à existência uma das grandes Instituições da Fé, o Fideicomisso do Huqúqu’lláh.
O primeiro a ser honrado com a nomeação como Fideicomissário do Huqúqu’lláh foi Jináb-i-Sháh Muhammad, de Manshád, em Yazd, que mais tarde recebeu da Abençoada Beleza o título de Aminu’l-Bayán (Fideicomissário do Bayán). Hájí Sháh Muhammad havia abraçado a Fé nos primeiros anos da mesma e teve a bênção de chegar à presença de Bahá’u’lláh em Bagdá. O fogo do amor aceso no seu coração tornou-o impaciente para oferecer seus serviços ao Limiar do seu Amado e ele seguiu neste empreendimento até o último momento de sua vida, sacrificando todos os pertences materiais no caminho do serviço. Circundado por tribulações, perigos e previsões, este fiel servo de Bahá’u’lláh, viagem após viagem, levaria as doações do Huqúqu’lláh e as petições dos amigos ao Sagrado Limiar e, em compensação, traria para eles notícias e Epístolas da Abençoada Beleza.
Uma das tarefas mais sagradas confiadas a Aminu’l-Bayán foi de ir ao Irã para receber os Restos Mortais do Báb do seu custódio, o corajoso e devotado Mão da Causa de Deus Jináb-i-Hájí Ákhúnd, e de transferi-los, através de incontáveis perigos, a um esconderijo seguro na Mesquita do Imámzádih Zayd em Teerã, onde eles permaneceram escondidos até o momento quando, a mando de ‘Abdu’l-Bahá, foram transferidos para a Terra Santa, para serem colocados no seu lugar de descanso permanente nas encostas do Monte Carmelo.
A atenção de Jináb-i-Sháh Muhammad foi atraída pelas raras qualidades de nobreza e desprendimento de um dos crentes, Hájí Abu’l-Hasan Ardakání, que também era de Yazd. O laço de camaradagem entre eles ficou tão forte que eles se tornaram os mais íntimos dos companheiros. Jináb-i-Sháh Muhammad escolheu Hájí Abu’l-Hasan para ser seu ajudante e confidente nos seus serviços como o Fideicomissário do Huqúqu’lláh. Eles estiveram no primeiro grupo de peregrinos que, após sofrerem graves tribulações e dificuldades, puderam visitar Bahá’u’lláh em ‘Akká. Na sua volta ao Irã, eles resolveram fazer numerosas viagens juntos e, numa destas viagens, em 1881, foram atacados e capturados durante uma revolta curda, e Jináb-i-Hájí Sháh Muhammad foi gravemente ferido. Bahá’u’lláh determinou que, após o falecimento de Jináb-i-Sháh Muhammad, o cargo de Fideicomissário do Huqúqu’lláh fosse conferido a seu leal ajudante e companheiro, Jináb-i-Hájí Abu’l-Hasan, que foi posteriormente intitulado Amín (o de Confiança), ou Jináb-i-Hájí Amín.
Jináb-i-Hájí Amín foi uma estrela brilhante que serviu a Causa durante quarenta e sete anos, com disposição e zelo, mostrando magnanimidade, coragem e incrível constância. Durante o Ministério de Bahá’u’lláh, ele foi aprisionado duas vezes, por ordem de Násiri’d-Dín Sháh e seu filho, Kámrán Mírzá. Durante seu segundo aprisionamento, na prisão de Qazvín, designada por Bahá’u’lláh, nos versos iniciais da Epístola do Mundo, como o Sijn-i-Matín (a Poderosa Prisão), ele esteve junto com o Mão da Causa Hájí Ákhúnd. Lá, Jináb-i-Amín sofreu muito, com as pernas em grilhões e uma corrente ao redor do seu pescoço. A fim de atormentá-lo, seus carcereiros acrescentavam óleo de rícino à sua comida. Com manifesta resignação e submissão, ele nem reclamava nem recusava a comida, como se nada tivesse de errado. Ele era um símbolo da magnanimidade e desprendimento. Não tinha bens terrenos, nem lar ou abrigo próprio. A sua morada estava nos corações e nas almas dos amigos bahá’ís que recebiam-no e hospedavam-no com carinho e amor. Cada um costumava aguardar ansiosamente a sua chegada, para deleitar-se com a doce melodia de suas orações e entoação das Epístolas, e as boas-novas e encorajamento que ele trazia. Cada dia ele se despedia de uma família para passar a noite em outro lar, iluminando outra reunião com a sua presença. Ele viajava continuamente, visitando a maioria das cidades iranianas e sendo o conselheiro de confiança de muitos amigos bahá’ís nos seus assuntos pessoais.
Entre as incontáveis viagens feitas por Hájí Amín houve uma a Paris, onde ele alcançou a presença de ‘Abdu’l-Bahá. Durante a sua longa vida, ele testemunhou os últimos onze anos do Ministério do Centro do Convênio e sete anos da Guardiania de Shoghi Effendi. Próximo ao fim da sua vida ele ficou enfermo e fraco, e permaneceu acamado, morando na casa do seu amigo e ajudante, Hájí Ghulám Ridá, que, conforme o desejo expresso de ‘Abdu’l-Bahá, havia sido nomeado seu sucessor como Fideicomissário do Huqúqu’lláh. Ao falecer em 1928, Hájí Amín foi nomeado Mão da Causa de Deus pelo amado Guardião.
O terceiro Fideicomissário do Huqúqu’lláh, Jináb-i-Ghulám Ridá, foi intitulado Amín-i-Amín (Fideicomissário do Fideicomissário). Esta alma notável nasceu na classe abastada de mercadores de Teerã, sendo criado para gozar da vida confortável associada à sua classe. Durante a sua juventude, o impulso de descobrir realidades espirituais levou-o a estudar as religiões comparadas, e enquanto trabalhava no seu ramo de negócios, ele aventurou-se a procurar e associar-se com seguidores e líderes das religiões. Desapontado pelo que descobriu, ele procurou mais informações sobre a Fé Bahá’í, à qual seu secretário lhe havia chamado a atenção. Esta indagação levou rapidamente ao estudo sério das Epístolas e Escrituras Sagradas, e seu coração ficou iluminado pela luz da fé. Depois de abraçar a Causa, Jináb-i-Hájí Ghulám Ridá envolveu-se nas atividades bahá’ís e, aos 32 anos de idade, abandonou o comércio para dedicar-se plena e livremente ao serviço da Fé. Desenvolveu um apego especial a Jináb-i-Amín, tornando-se seu ajudante constante. No tempo devido, recebeu uma Epístola de ‘Abdu’l-Bahá, urgindo a que ele emulasse Jináb-i-Amín e nomeando-o Fideicomissário do Huqúqu’lláh. Embora tendo sempre em mente as responsabilidades do seu novo cargo, esforçou-se ao máximo para cuidar de Jináb-i-Amín até o fim da vida deste.
Jináb-i-Ghulám Ridá ocupou a posição de Fideicomissário do Huqúqu’lláh durante onze anos. Seu lar tornou-se centro das reuniões dos amigos e para a administração dos assuntos da Fé. Foi durante seu Fideicomisso que foram tomados os passos iniciais para o registro das propriedades e doações bahá’ís no Irã, e ele era assíduo em esforçar-se ao máximo para protegê-las e preservá-las. Em 1938, adoeceu e faleceu.
O quarto Fideicomissário do Huqúqu’lláh, nomeado para esse cargo pelo amado Guardião, foi Jináb-i-Valíyu’lláh Varqá, o terceiro filho de Varqá, o mártir. Ele nasceu em Tabríz e, após o martírio de seu pai e do irmão, foi criado desde a infância por sua avó, uma muçulmana firme, poderosa e fanática. Até ele alcançar a juventude, ela se empenhou ao máximo em semear no seu coração inimizade à Fé. Aos dezesseis anos, seu tio, cognominado Akhu’sh-Shahíd (o Irmão do Mártir), conseguiu tirá-lo daquela atmosfera agonizante de preconceito, levando-o para sua casa em Míyándu’áb. Lá, ele lhe falou da Fé Bahá'í e de seus ensinamentos, abrindo para Jináb-i-Varqá um novo mundo. Tão aceso ficou com o amor à Fé que, sem quaisquer preparativos, resolveu fazer a peregrinação na companhia de um amigo íntimo. Contudo, a sua Assembléia Espiritual Local não aprovou a viagem, orientando-o, em vez disso, a proceder a Teerã para juntar-se ao seu irmão maior, Jináb-i-‘Azízu’lláh Varqá.
Depois de terminar seus estudos em Teerã, foi saciado o anelo de Jináb-i-Varqá de fazer sua peregrinação, e logo em seguida ele freqüentou a Universidade Americana em Beirute, aprofundando seus conhecimentos dos ensinamentos bahá’ís durante as férias de verão, sob a orientação de ‘Abdu’l-Bahá. Durante esse tempo, fez uma viagem ao Irã a mando do Mestre e acompanhou-O, mais tarde, como intérprete na Sua viagem histórica à Europa e América. Ao final desta viagem, retornou ao Irã e prestou serviços inestimáveis como membro da Assembléia Espiritual Local de Teerã, em muitos órgãos administrativos bahá’ís e, finalmente, na Assembléia Espiritual Nacional. Seguiu-se seu serviço leal e dedicado como Fideicomissário do Huqúqu’lláh, ocupando-o durante dezessete anos, período durante o qual generalizou-se a observância da Lei do Huqúqu’lláh em todo o território iraniano, com um número cada vez maior dos amigos cumprindo suas obrigações, oferecendo grandes somas e muitas propriedades. A fim de dedicar tempo integral a este empreendimento sagrado, Jináb-i-Varqá pediu demissão do seu emprego.
Em 1951, Jináb-i-Valíyu’lláh Varqá esteve no primeiro contingente de eminentes crentes elevados por Shoghi Effendi à posição de Mão da Causa de Deus. Isto lhe abriu novas oportunidades de encontrar-se com os amigos e alegrar seus corações com as notícias das vitórias que estavam sendo alcançadas no trabalho de ensino, especialmente durante a Cruzada de Dez Anos, que começou no Ridván de 1953. Estes serviços memoráveis culminaram na realização do seu desejo longamente acalentado de visitar o amado Guardião.
Retornando ao Irã, após sua peregrinação, piorando de uma antiga doença, Jináb-i-Varqá foi forçado a ir a Tübingen, na Alemanha, para tratamento hospitalar e uma operação. O tratamento, infelizmente, não teve sucesso e em novembro de 1955 encerrou-se a sua vida nobre.
No telegrama anunciando o passamento de Valíyu’lláh Varqá, Shoghi Effendi inclui as palavras: “Seu manto como Fideicomissário Huqúq agora recai sobre ‘Alí Muhammad, seu filho... Fideicomissário recém-nomeado agora elevado posição Mão da Causa.”
Apenas dois anos depois da nomeação de Jináb-i-‘Alí-Muhammad Varqá a esta tarefa onerosa, ele e as outras Mãos da Causa de Deus foram confrontadas com os acontecimentos pungentes e profundamente comovedores associados com o passamento do amado Guardião, e levaram todo o mundo bahá’í à vitoriosa conclusão da Cruzada de Dez Anos, trazendo à existência, no Ridván de 1963, a Casa Universal de Justiça.
Os vinte e três anos subseqüentes testemunharam tempestades de tribulação e perseguição, assolando a comunidade bahá’í no Irã, causando imensos problemas a serem combatidos em relação à salvaguarda e venda de propriedades doadas para o Huqúqu’lláh, assim como um grande número de outras tarefas históricas que foram o quinhão de Jináb-i-Varqá em sua qualidade de Mão da Causa de Deus.
Os sucessivos planos de ensino causaram um fluxo de pioneiros do Irã para todos os recantos do mundo, necessitando que o Fideicomissário do Huqúqu’lláh nomeasse Delegados e Representantes em muitos países além das fronteiras do Irã, até que, atualmente, a Instituição está representada em todos os continentes da terra. Não só os amigos de países do Oriente Médio continuam a obedecer a lei do Huqúqu’lláh nos seus países adotivos, como, cada vez mais, outros amigos foram motivados a oferecer o Huqúq.
Abriu-se, portanto, uma nova etapa no desenvolvimento desta Instituição, uma etapa que para sempre será associada com a abertura da Quarta Época da Fé e o emergir da comunidade bahá’í da obscuridade para a arena dos assuntos do mundo.
VI
Huqúqu’lláh
RELAÇÃO DE PONTOS IMPORTANTES CONCERNENTES AO HUQÚQU’LLÁH
[Revisado em 1999]
- Os números indicam os itens do texto.
Recompensa pelo pagamento do Huqúqu’lláh: 7, 22, 26, 36, 41, 42, 43, 44, 45, 47, 49, 53, 62, 63, 64, 75, 90, 96, 99,100, S13
Leis relativas ao Huqúqu’lláh: 11, 12, 13, 18, 22, 23, 67, 68, 69, 80, 81, 83, 86, 88, 91, 103, 105, 106, 108, 109, 110, 111, 112, S9, S10, S11, S12, S15
Deus independe do Huqúqu’lláh: 1, 2, 5, 8, 10, 27, 40, 50, 53, 61, 62, 63, 64, 100
Moderação versus extravagância: 25, 57
Os Fideicomissários do Huqúqu’lláh: 8, 9, 30, 35, 41, 49, 56, 58, 96, S3, S4, S5, S6, S11
Aplicando sua riqueza no caminho de Deus: 1, 25, 44, 100
O pagamento do Huqúqu’lláh purifica os bens, atrai prosperidade e bênçãos ao doador: 6, 7, 10, 22, 29, 31, 40, 41, 42, 45, 46, 48, 62, 63, 96, 99, 100, S13
Contribuição aos Fundos versus o pagamento do Huqúqu’lláh: 79, 82, 84, 85, 86, 93, 94, 97, 98, 100, 105, S8
Cooperação e assistência mútua: 61
O Huqúqu’lláh é pagável à Autoridade da Causa para a qual todos devem se dirigir: 20, 44, 49, 54, 58, 67, 80, 93, 96, 98, 100, 101
Fidedignidade ao Huqúqu’lláh: 10, 56, 58, 72, S5
Recibos do Huqúqu’lláh: 56, S4, S5
Decisões aplicadas ao Huqúqu’lláh estão ao cargo da Casa Universal de Justiça: 59, 100, 101
Controle e aplicação do Huqúqu’lláh: 9, 33, 39, 44, 62, 65, 75, 77, 96, 97, 100, 101, S7
Não é permitido solicitar o Huqúqu’lláh: 8, 9, 27, 32, 38, 40, 44, 46, 51, 52, 53, 70, 71, 92, 96, 104, 107, S2
Oração: 60, S1
Taxa para o pagamento do Huqúqu’lláh: 10, 14, 20, 65, 66, 78, 83, 86, 95, 103, 105
Quantia mínima sobre a qual paga-se o Huqúqu’lláh: 15, 16, 17, 18, 19, 22, 30, 103, 108, 110, S9
Os benefícios decorrentes do pagamento do Huqúqu’lláh recai sobre os próprios doadores: 2, 3, 4, 5, 27, 32, 35, 36, 38, 40, 44, 45, 47, 48, 53, 62, 63, 64
Obrigação de pagar o Huqúqu’lláh: 1, 4, 7, 10, 20, 21, 22, 26, 28, 31, 32, 34, 37, 38,
41, 42, 44, 49, 62, 73, 75, 76, 79, 89, 92, 96, 97, 98, 100, 104, 107, 112, S2, S3, S9, S10, S11, S12, S13
A promulgação do preceito do Huqúqu’lláh é uma responsabilidade das Assembléias Espirituais: 73, 92, 96, 99
O Huqúqu’lláh não foi recebido durante muitos anos: 27, 28, 29, 30, 32, 41, 45, 82, 84, 85, 86, 89, 93, 102, 103
1 Conhecido como Jináb-i-Amín, Fiduciário do Huqúq nos dias de Bahá’u’lláh.
* Um dos títulos do Báb.
3 O túmán é uma unidade monetária persa.
4 Zaynu’l-Muqarrabín.
5 O amanuense de Bahá’u’lláh.
6 1295 A.H. – 1878 d.C.
7 Alcorão 35:15.
8 Alcorão 35:32.
9 Hájí Abu’l-Hasan-i-Ardikání
* Alcorão, 51-55.
** Jináb-i-Hájí Ghulám Ridá-Amín-i-Amín.
* Os números entre parênteses indicam os parágrafos da compilação sobre o Huqúqu’lláh, publicada pela Casa Universal de Justiça.
49
Ḥuqúqu’lláh – Das Recht Gottes á Textzusammenstellung á Bahá'í Verlag GmbH, Auflage 7.01 (O-2025-03-09)
Ḥuqúqu’lláh – Das Recht Gottes
Textzusammenstellung
Grundlagen des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláhA1
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhsA2
1
Gepriesen seist Du, o Herr der ganzen Schöpfung, der Eine, Dem sich alles zuwenden muss. Mit meiner inneren und meiner äußeren Zunge bezeuge ich, dass Du Dich offenbart und kundgetan, Deine Zeichen herabgesandt und Deine Beweise verkündet hast. Ich bezeuge, dass Du unabhängig bist von allem außer Dir und geheiligt über alles Irdische. Ich flehe Dich an bei der erhabenen Herrlichkeit Deiner Sache und der höchsten Macht Deines Wortes: Bestätige den, der zu geben wünscht, was Du ihm in Deinem Buche verordnet hast, und der zu beachten begehrt, was den Duft Deiner Annahme verbreitet. Wahrlich, Du bist der Allmächtige, der Allgnädige, der Allesvergebende, der Freigebigste.
2
Deine Absicht, dem gesegneten Haus einen Besuch abzustatten, ist aus der Sicht dieses Unterdrückten willkommen und wohlgefällig …
Sprich: O Volk, die erste Pflicht ist, den einen wahren Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – zu erkennen; die zweite ist, sich in Seiner Sache standhaft zu erweisen, und danach besteht für jeden die Pflicht, seinen Reichtum und irdischen Besitz nach den Geboten Gottes zu läutern. So ziemt es dir, erst deine Verpflichtung gegenüber dem Recht Gottes zu erfüllen und dann deine Schritte zu Seinem gesegneten Hause zu lenken. Als ein Zeichen der Gnade wurde deine Aufmerksamkeit hierauf gelenkt.
3
So jemand einhundert Mithqál Gold erwirbt, gehören neunzehn Mithqál davon Gott und sind Ihm, dem Schöpfer von Erde und Himmel, zu geben. Habt Acht, o Volk, dass ihr euch eine so große Gnade nicht versagt. Dies haben Wir euch befohlen, wiewohl Wir durchaus auf euch und alle im Himmel und auf Erden verzichten können. Es liegt Weisheit und Nutzen darin, die das Wissen aller außer Gott, dem Allwissenden, dem Allunterrichteten, übersteigt. Sprich: Hierdurch will Er reinigen, was ihr besitzet, und euch befähigen, Stufen zu nahen, die nur der begreift, den Gott es begreifen lässt. Er ist in Wahrheit der Wohltätige, der Gnädige, der Gabenreiche. O Volk! Verfahret nicht treulos mit dem Rechte Gottes noch verfügt darüber ohne Seine Erlaubnis. So ist Sein Befehl ergangen in den heiligen Tafeln und in diesem erhabenen Buche. Wer Gott gegenüber treulos ist, wird gerechterweise selbst Treulosigkeit erfahren. Wer jedoch nach Gottes Geheiß handelt, wird einen Segen empfangen aus dem Himmel der Gnadengaben seines Herrn, des Gnädigen, des Schenkenden, des Großzügigen, des Altehrwürdigen der Tage. Wahrlich, Er will für euch, was eure Kenntnis jetzt noch übersteigt, euch aber bekannt wird, wenn nach diesem flüchtigen Leben eure Seelen himmelwärts steigen und die Teppiche eurer irdischen Freuden zusammengerollt werden. So ermahnt euch Er, in dessen Besitz die Verwahrte Tafel ist.A3
4
Nichts in der Welt des Seins war je erwähnenswert oder wird es jemals sein. Wird indes jemand gnädiglich begünstigt, auf dem Pfade Gottes eine Kleinigkeit – und sei es weniger als einen Pfennig – darzubringen, so ist dies vor Gottes Augen allen Schätzen der Erde vorzuziehen und überlegen. Aus diesem Grund hat der eine wahre Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – in allen Seinen himmlischen Schriften jene gepriesen, die Seine Gebote befolgen und ihren Reichtum Gott zuliebe spenden. Flehe Gott an, dass Er jeden befähige, die Ḥuqúq-Pflicht zu erfüllen, hängen doch Fortschritt und Förderung der Sache Gottes von materiellen Mitteln ab. Könnten Seine treuen Diener nur begreifen, wie verdienstvoll in diesen Tagen gute Werke sind, so würden sie sich alle erheben, um zu tun, was angemessen und schicklich ist. In Seiner Hand ist der Ursprung der Macht, und Er verfügt, was Er will. Er ist der höchste Herrscher, der Freigebige, der Gerechte, der Offenbarer, der Allweise.
5
Einige Jahre lang wurde kein Ḥuqúq angenommen. … In den letzten Jahren haben Wir jedoch in Anbetracht der Erfordernisse der Zeit die Ḥuqúq-Zahlung angenommen, deren Einforderung jedoch untersagt. Jeder muss der Würde des Wortes Gottes und der Erhöhung Seiner Sache höchste Beachtung schenken. Sollte jemand alle Schätze der Welt darbringen und dafür die Ehre der Sache Gottes mindern – sei es auch um weniger als ein Senfkorn –, so wäre eine solche Gabe nicht annehmbar. Die ganze Welt gehört Gott und wird Ihm immerdar gehören. Wenn jemand von sich aus, hell vor Freude strahlend, das Ḥuqúq darbietet, ist es annehmbar, sonst nicht. Der Nutzen solchen Handelns fällt auf die Einzelnen zurück. Dieser Maßstab wurde in Anbetracht der Notwendigkeit materieller Mittel festgesetzt, denn »Gott verabscheut, irgend etwas ohne die dafür nötigen Mittel in Gang zu setzen«. Daher wurde Anweisung gegeben, das Ḥuqúq entgegenzunehmen.
6
Der eine wahre Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – war seit jeher über jede Lobesbezeugung erhaben und wird es fortan bleiben und ist geheiligt über die Welt des Daseins und alle ihre Reichtümer. Was immer von Ihm ausgeht, schafft eine Frucht, deren Nutzen auf die einzelnen Menschen zurückfällt. Binnen kurzem werden sie die Wahrheit dessen erkennen, was die Zunge der Erhabenheit ehemals sprach und künftig äußern wird. Und solcher Nutzen erwächst wirklich, wenn das Ḥuqúq mit höchster, strahlender Freude und im Geiste vollkommener Demut und Bescheidenheit dargebracht wird.
7
O Zayn! Seelen, die sich an die im Buche verordneten Gebote Gottes halten, werden in Gottes Wertschätzung als vortrefflich betrachtet. Ohne jeden Zweifel geschieht alles, was vom Himmel göttlicher Macht offenbart wird, durch die Kraft Seiner Weisheit und im besten Interesse der Menschen. Obwohl diese unbedeutenden Beträge nicht der Rede wert sind, wirken sie dennoch wohltuend, da die Geber sie Gott zuliebe darbringen. Wäre die Zahlung auch nur ein Körnchen, wird sie doch als die krönende Zier aller Ernten der Welt betrachtet.
8
Wer immer das Vorrecht genießt, das Recht Gottes zu zahlen, wird zu jenen gezählt, die die Gebote des einen wahren Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – einhalten und erfüllen, was durch die Allherrliche Feder festgelegt ist.
Immer wieder haben Wir geschrieben und befohlen, dass niemand um solche Zahlungen nachsuchen sollte. Das Anerbieten derjenigen, die das Ḥuqúqu’lláh aus freiem Entschluss mit höchster Freude und Wonne darbringen, darf angenommen werden, sonst war und ist die Annahme nicht gestattet. Wer seine Pflicht nicht beachtet, soll kurz daran erinnert werden. Taten müssen bereitwillig ausgeführt werden, und der Würde der Sache Gottes ist unter allen Umständen höchste Beachtung zu schenken. Sollte jemand – so haben Wir früher erwähnt – die ganze Welt besitzen und all ihren Besitz anbieten und dabei die Ehre der Sache, sei es auch nur im Ausmaß eines Senfkorns, herabsetzen, so wäre es erforderlich und unumgänglich, die Annahme eines solchen Vermögens abzulehnen. Solcher Art ist die Sache Gottes, urewig ohne Anfang und Ende. Wohl denen, die danach handeln.
Das Gebot über die Ḥuqúq-Zahlung ist nur eine Gunst von Seiten des einen wahren Gottes – erhaben sei Seine Herrlichkeit, und der Nutzen daraus fällt auf den Geber selbst zurück. Es geziemt allen, Gott, dem Höchsterhabenen, zu danken, dass Er ihnen möglich macht, ihre Ḥuqúq-Pflicht zu erfüllen. Wir haben die Feder über einen langen Zeitraum zurückgehalten und keine Anweisung in dieser Hinsicht erteilt, bis zu der Zeit, da die Erfordernisse Seiner unergründlichen Weisheit die Annahme des Ḥuqúq verlangte. »Gott verabscheut, irgend etwas ohne die dafür nötigen Mittel in Gang zu setzen.« Einige Menschen brauchen unbedingt Hilfe, andere brauchen Aufmerksamkeit und Fürsorge. All dies muss jedoch geschehen mit der Erlaubnis Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden.
9
Und nun zu dem, was du über das Ḥuqúq sagst. Es ist eigens für den einen wahren Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – bestimmt und sollte an den Hof Seiner heiligen Gegenwart geleitet werden. Er hält den Quell der Amtsgewalt in Seiner Hand. Er tut, was Er will, und ordnet an, was Ihm beliebt. …
Dieses Gebot ist für jeden bindend, und wer es befolgt, kommt zu Ehren, da es zur Läuterung seiner Güter dient sowie Segen und weiteren Wohlstand verleiht. Die Menschen kennen jedoch seine Bedeutung noch nicht. Sie trachten ständig danach, auf rechtmäßigen oder rechtswidrigen Wegen Reichtümer anzuhäufen, um sie auf ihre Erben zu übertragen; zu welchem Nutzen, kann niemand sagen. Sprich: An diesem Tag ist der wahre Erbe Gottes Wort; denn der eigentliche Zweck der Erbschaft ist, der Menschen Namen und Spuren zu bewahren. Unbezweifelbar klar ist, dass der Ablauf von Jahrhunderten und Zeitaltern diese Zeichen auslöschen wird, während jedes Wort, das aus der Feder der Herrlichkeit zu Ehren einer bestimmten Person strömt, so lange währt, wie die Reiche der Erde und des Himmels bestehen.
10
Dies ist das Buch der Großmut, offenbart vom König der Ewigkeit. Wer immer sich mit dieser Tugend schmückt, zeichnet sich aus und wird vom Allgnädigen aus Seinem erhabenen Reich der Herrlichkeit gesegnet. Überschreitet er jedoch die Grenzen, ungeachtet seines hohen Ranges und seiner hervorragenden Stellung, so gilt er vor Gott, dem Allwissenden, dem Allweisen, als Verschwender. Haltet euch an die Mäßigung. Dies ist das Gebot, das Er, der Allbesitzende, der Höchste, euch in Seinem Buche der Großmut auferlegt. O ihr Träger, ihr Manifestationen der Großmut! Seid großmütig zu denen, die ihr in offenkundiger Armut vorfindet. O ihr Besitzer des Reichtums! Seid auf der Hut, dass euch Äußerlichkeiten nicht von wohltätigem Tun auf dem Pfade Gottes, des Herrn der ganzen Menschheit, abhalten.
Sprich: Ich schwöre bei Gott! Niemand wird in den Augen des Allmächtigen gering geschätzt, weil er arm ist. Er wird vielmehr gepriesen, wenn er als einer befunden wird, der geduldig ist. Selig sind die Armen, die standhaft sind in der Geduld, und wehe den Reichen, die das Ḥuqúqu’lláh zurückhalten und nicht beachten, was ihnen in Seiner Verwahrten Tafel auferlegt ist.
Sprich: Rühmt euch nicht der irdischen Reichtümer, die ihr besitzt. Denkt nach über euer Ende und über den Lohn für eure Werke, festgesetzt im Buche Gottes, des Erhabenen, des Mächtigen. Selig ist der Reiche, den aller irdische Besitz nicht von der Hinwendung zu Gott, dem Herrn aller Namen, abzuhalten vermag. Wahrlich, er wird vor Gott, dem Gnädigen, dem Allwissenden, zu den hervorragenden Menschen gezählt.
Sprich: Der festgesetzte Tag ist gekommen. Dies ist der Frühling menschenfreundlicher Werke, gehörtet ihr doch zu denen, die dies begreifen. Müht euch mit aller Kraft, o Menschen, auf dass ihr hervorbringen möget, was euch wirklich nützt in den Welten eures Herrn, des Allherrlichen, des Allgepriesenen.
Sprich: Haltet euch fest an eine lobenswerte Wesensart und gute Taten und gehört nicht zu den Zaudernden. Jedem gebührt, sich treu an das zu halten, was die Sache Gottes, eures Herrn, des Mächtigen, des Kraftvollen, erhöhen hilft.
Sprich: Seht ihr nicht die Welt, ihren Wandel, ihre Geschicke und ihre wechselnden Farben? Weshalb begnügt ihr euch mit ihr und allem, was darinnen ist? Öffnet eure Augen und gehört zu denen, die mit Einsicht begabt sind. Schnell naht der Tag, da all dies in Blitzesschnelle, nein, noch schneller vergangen ist. Dies bezeugt der Herr des Königreiches in diesem wundersamen Tablet.
Wärest du von der erhebenden Begeisterung der Verse Gottes hingerissen, du würdest deinem Herrn Dank erweisen und sprechen: »Preis sei Dir, o Verlangen der Herzen derer, die Dir zu begegnen eilen!« Frohlocke sodann in höchster Freude, da die Feder der Herrlichkeit sich dir zuwendet und dir zu Ehren offenbart, was zu beschreiben die Sprachen der Schöpfung und die Zungen der Erhabenheit machtlos sind.
11
Es obliegt jedem, der Ḥuqúq-Pflicht nachzukommen. Der aus dieser Tat gewonnene Nutzen fällt auf die Betreffenden selbst zurück. Die Annahme der Zahlung hängt jedoch vom Geist der Freude, Zusammengehörigkeit und Zufriedenheit ab, den die rechtschaffenen Seelen bei der Erfüllung dieses Gebotes an den Tag legen. Zeigen sie diese Haltung, ist die Annahme erlaubt, sonst nicht. Wahrlich, dein Herr ist der Allgenügende, der Allgepriesene.
12
Es ist klar und offenkundig, dass die Zahlung des Rechtes Gottes den Wohlstand, den Segen, die Ehre und den göttlichen Schutz fördert. Wohl denen, die diese Wahrheit begreifen und anerkennen, und wehe denen, die nicht glauben. Die Bedingung dafür ist, dass der Mensch die im Buche verordneten Gebote in höchstem Maße strahlend, voll Freude und bereitwilliger Ergebenheit erfüllt. Euch geziemt, den Freunden das anzuraten, was richtig und lobenswert ist. Wer immer auf diesen Ruf hört, dem gereicht es zum eigenen Nutzen, und wer immer es versäumt, der schadet sich selbst. Wahrlich, unser Herr der Gnade ist der Allgenügende, der Allgepriesene.
13
Ḥuqúqu’lláh ist wahrlich ein bedeutendes Gesetz. Allen obliegt, diese Gabe darzubringen, weil sie die Quelle von Gnade, Überfluss und allem Guten ist. Sie ist eine Wohltat, die jede Seele in jeder der Welten Gottes, des Allbesitzenden, des Allgütigen, begleiten wird.
14
Heute obliegt es jedem, der Sache Gottes zu dienen, wobei Er, Der die Ewige Wahrheit ist – erhaben sei Seine Herrlichkeit – die Durchführung jedes Unterfangens auf Erden von materiellen Mitteln abhängig gemacht hat. Deshalb ist jedem Einzelnen auferlegt, das darzubringen, was das Recht Gottes ist.
15
Großer Gott! In dieser herrlichen Sendung sind die von Königen und Königinnen angesammelten Schätze der Erwähnung nicht wert, noch sind sie annehmbar in Gottes Gegenwart. Ein Senfkorn jedoch, von Seinen Geliebten dargeboten, wird am erhabenen Hofe Seiner Heiligkeit gepriesen und mit dem Schmuck Seiner Annahme geziert. Unermesslich erhaben ist Seine Güte, unermesslich verherrlicht ist Seine Majestät.
16
Der Nutzen, der aus wohltätigen Werken erwächst, wird den betreffenden Personen zufallen. In solchen Dingen genügt ein Wort. Wenn jemand das Ḥuqúq in strahlender Freude und mit ergebenem, zufriedenem Geiste anbietet, ist seine Gabe vor Gott annehmbar; ansonsten kann Gott auf alle Völker der Erde verzichten. … Wohl denen, die das erfüllen, was im Buche Gottes geboten ist. Es obliegt jedem, Gottes Absicht zu befolgen, denn was auch immer von der Feder der Herrlichkeit im Buche dargelegt wurde, ist ein wirksames Mittel zur Reinigung, Läuterung und Heiligung der Menschenseelen, eine Quelle des Wohlstandes und des Segens. Glücklich ist, wer Seine Gebote befolgt.
Keine gute Tat ging oder geht je verloren; denn wohltätige Werke sind Schätze, die bei Gott zum Nutzen jener, die handeln, aufbewahrt werden. Selig der Diener und die Dienerin, die ihre Pflicht auf dem Pfade Gottes, unseres Herrn, des Herrn aller Welten, erfüllen. … Das Recht Gottes muss entrichtet werden, wann immer es möglich ist; es muss mit freudestrahlendem Geiste dargeboten werden. Wer zahlungsunfähig ist, wird mit dem Schmuck Seiner Vergebung bekleidet.
17
Es besteht kein Zweifel, dass alles, was des Allherrlichen Feder jemals offenbarte, seien es Gebote oder Verbote, den Gläubigen Nutzen bringt. Unter den Geboten ist zum Beispiel das des Ḥuqúqu’lláh. Wenn die Menschen das Vorrecht erlangen, das Ḥuqúq zu entrichten, wird der eine wahre Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – ihnen gewiss Seinen Segen erteilen. Überdies wird eine solche Zahlung sie und ihre Nachkommen befähigen, von ihren Besitztümern Nutzen zu haben. Wie du siehst, geht den Menschen ein Großteil ihres Vermögens verloren, weil Gott veranlasst, dass Fremde oder Erben, im Vergleich zu denen Fremde vorzuziehen wären, Hand auf ihren Besitz legen.
Gottes vollkommene Weisheit reicht weit über jede Beschreibung oder angemessene Erwähnung hinaus. Wahrlich, die Menschen sehen es mit eigenen Augen, und doch leugnen sie; sie sind sich dessen bewusst, und doch geben sie vor, es nicht zu wissen. Befolgten sie Gottes Gebot, so erlangten sie das Gute dieser und der nächsten Welt.
18
Die Ḥuqúq-Frage hängt von der Bereitschaft des Einzelnen ab. Das Anerbieten jedes treuen Gläubigen, der das Recht Gottes von sich aus höchst freudestrahlend zu geben wünscht, ist gnädig annehmbar, anders jedoch nicht. Wahrlich, dein Herr ist unabhängig von der ganzen Menschheit. Bedenke, was der Allbarmherzige im Qur’án offenbart: »O Menschen! Ihr seid nur Arme, die Gott brauchen; Gott aber ist der Selbstgenügende, der Allgepriesene.«Q1
Zu allen Zeiten muss der Würde und Ehre der Sache Gottes höchste Beachtung geschenkt werden.
19
Du hast geschrieben, dass sie sich verpflichtet haben, in ihrem Leben äußerste Genügsamkeit zu üben mit der Absicht, den Rest ihres Einkommens in Seine erhabene Gegenwart zu schicken. Dies wurde an Seinem heiligen Hofe erwähnt. Er sagte: Lasst sie Mäßigung üben und sich keine Härte aufbürden. Wir möchten, dass sich beide eines angenehmen Lebens erfreuen.
20
Für das Ḥuqúqu’lláh gibt es eine vorgeschriebene Verfahrensweise. Nach der Gründung des Hauses der Gerechtigkeit wird dessen Regelung in Übereinstimmung mit dem Willen Gottes bekannt gemacht werden.
21
Verherrlicht seiest Du, mein mitleidvoller Herr! Ich flehe Dich an, beim tosenden Weltmeer Deines heiligen Wortes, bei den mannigfachen Zeichen Deiner höchsten Souveränität, bei den zwingenden Beweisen Deiner Göttlichkeit und bei den verborgenen Geheimnissen, die in Deiner Erkenntnis verwahrt sind, verleihe mir Deine Gnade, Dir und Deinen Erwählten zu dienen, und befähige mich, pflichtgetreu Dein Ḥuqúq darzubringen, wie Du es in Deinem Buche verordnet hast.
Ich bin es, o mein Herr, der seine Liebe in Dein Reich der Herrlichkeit legt und sich beharrlich an den Saum Deiner Großmut klammert. O Du Herr allen Seins, Du Herrscher im Reiche der Namen! Ich flehe Dich an, versage mir nicht, was Du besitzest, noch enthalte mir vor, was Du Deinen Erwählten bestimmt hast.
Ich bitte Dich flehentlich, o Du Herr aller Namen und Schöpfer der Himmel, stehe mir durch Deine stärkende Gnade bei, in Deiner Sache so standhaft zu sein, dass die Eitelkeiten der Welt mich nicht wie ein Schleier von Dir ausschließen, noch dass die gewaltige Unruhe mich behindere, mit der die Übeltäter sich erhoben haben, Dein Volk in Deinen Tagen irrezuführen. Bestimme mir sodann, Du meine Herzenssehnsucht, das Gute dieser und der zukünftigen Welt. Wahrlich, Du bist machtvoll zu tun, was Du willst. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Immervergebenden, dem Großmütigsten.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
22
O ihr Freunde ‘Abdu’l-Bahás! Zum Zeichen Seiner grenzenlosen Großmut hat der Herr für Seine Diener gnädiglich eine genau bestimmte Geldgabe vorgesehen, das Ihm gehorsam darzubringen ist, obgleich Er, der Wahre, wie auch Seine Diener allezeit unabhängig von allem Erschaffenen sind, und Gott ist wahrlich der Allbesitzende, hoch erhaben über das Verlangen nach einer Gabe von Seinen Geschöpfen. Aber diese festgesetzte Geldgabe lässt das Volk fest und standhaft werden und mehrt das, was von Gott kommt. Es ist über den Hüter der Sache Gottes darzubringen, damit es für die Verbreitung der Düfte Gottes und die Verherrlichung Seines Wortes, für mildtätige Zwecke und für das Allgemeinwohl ausgegeben werde.A4
23
Wie vom Urquell der Schöpfung vorherbestimmt, wurde der Tempel der Welt nach dem Bild und der Form des Menschenleibs gestaltet. In der Tat spiegelt das eine das andere wider, würdet ihr es nur mit scharfsichtigem Auge betrachten. Damit ist gemeint: Wie in dieser Welt der Menschenleib zwar äußerlich aus verschiedenen Gliedern und Organen zusammengesetzt ist, aber in Wirklichkeit eine fest gefügte Wesenseinheit bildet, so gleicht die stoffliche Welt in ihrem Aufbau einem Einzelwesen, dessen Glieder und Teile untrennbar miteinander verbunden sind.
Wer einen Blick für die Wirklichkeiten aller Dinge hat und sie entdeckt, dem wird klar, dass die Größte Verbundenheit, welche die Welt des Seins zusammenhält, im Innersten aller erschaffenen Dinge ruht und dass Zusammenarbeit, gegenseitige Hilfe und Wechselseitigkeit Wesensmerkmale am Gesamtkörper des Seins sind, zumal alle erschaffenen Dinge eng miteinander verbunden sind und eins vom anderen beeinflusst wird und unmittelbar oder mittelbar Nutzen zieht.
Betrachte zum Beispiel, wie eine Gruppe erschaffener Dinge das Pflanzenreich, eine andere das Tierreich bildet. Jede dieser Gruppen nutzt bestimmte Elemente aus der Luft, von denen ihr eigenes Leben abhängt, während jede diejenigen Elemente vermehrt, die für das Leben der anderen notwendig sind. Mit anderen Worten sind Wachstum und Entwicklung der Pflanzenwelt ohne das Vorhandensein des Tierreiches unmöglich; der Fortbestand des Tierlebens ist ohne die Mitarbeit des Pflanzenreiches unvorstellbar. Von der gleichen Beschaffenheit sind die zwischen allen erschaffenen Dingen insgesamt bestehenden Beziehungen. Deshalb wurde erklärt, dass Zusammenarbeit und Wechselseitigkeit dem Gesamtkörper des Seins innewohnende Wesensmerkmale sind, ohne die sich die gesamte Schöpfung in ein Nichts auflöste.
Überschaust du den unermesslichen Bereich der Schöpfung, so nimmst du wahr, wie die Zeichen und Beweise für die Wahrheit, dass Zusammenarbeit und Wechselseitigkeit auf der höheren Ordnungsstufe größer sind als auf einer niedrigeren, desto deutlicher sind, je höher ein Schöpfungsreich auf dem aufsteigenden Bogen steht. Zum Beispiel sind die klaren Zeichen dieser grundlegenden Wirklichkeit im Pflanzenreich deutlicher als im Mineralreich und im Tierreich noch offensichtlicher als im Pflanzenreich.
Und dem entsprechend siehst du, wenn du die Menschenwelt aufmerksam betrachtest, dieses wundersame Phänomen von allen Seiten in höchster Vollkommenheit strahlen, da auf dieser Stufe Zusammenarbeit, gegenseitige Hilfe und Wechselseitigkeit nicht auf den Körper und das der materiellen Welt Zugehörige beschränkt sind, sondern für alle Zustände gelten, seien sie materiell oder geistig, wie Vernunft, Denken, Meinung, Benehmen, Sitten, Geisteshaltung, Verständnis, Gefühle oder andere menschliche Regungen. Bei alledem wirst du diese verbindenden Beziehungen fest verankert sehen. Je mehr diese gegenseitige Beziehung verstärkt und erweitert wird, desto mehr wachsen in der menschlichen Gesellschaft Fortschritt und Wohlstand. In der Tat wären ohne diese wichtigen Verbindungen wahres Glück und Erfolg für die Menschheit völlig unerreichbar.
Bedenke nun, wenn für die Menschen, die nur Erscheinungsformen der Welt des Daseins sind, diese bedeutsame Sache so wichtig ist, um wie viel größer muss der Geist der Zusammenarbeit und gegenseitigen Hilfe unter denen sein, die der Wesenskern der Welt der Schöpfung sind, die den schützenden Schatten des himmlischen Baumes suchten und von den Manifestationen göttlicher Gnade begünstigt wurden; wie müssen die Beweise dieses Geistes durch ihre ernsthaften Bemühungen, ihre Kameradschaft und Eintracht in jedem Bereich ihres inneren und äußeren Lebens, im Reiche des Geistes und der göttlichen Geheimnisse sowie in allen Dingen dieser und der nächsten Welt zutage treten. Ohne Zweifel müssen sie sogar bereit sein, ihr Leben füreinander zu opfern.
Dies ist das Grundprinzip, auf dem die Institution des Ḥuqúqu’lláh errichtet ist, sind ihre Einnahmen doch der Förderung dieser Ziele gewidmet. Ansonsten war der eine wahre Gott seit jeher von allem außer Ihm selbst unabhängig und wird es immer sein. So wie Er allen Geschöpfen ermöglichte, an Seiner grenzenlosen Güte und Gnade teilzuhaben, ist Er auch in der Lage, Seinen Geliebten aus den Schatzkammern der Macht Reichtum zu bescheren. Jedoch liegt die Weisheit dieses Gebotes darin, dass die Tat des Gebens in Gottes Augen wohlgefällig ist. Bedenke, wie wohlgefällig diese machtvolle Tat in Seiner Bewertung sein muss, dass Er sie Seinem eigenen Selbst zugute kommen lässt. Frohlocke also, du Volk der Großmut!
Wir hoffen inständig, dass in diesem Größten Zyklus die wunderbaren Eigenschaften des Allbarmherzigen durch die unendliche Güte und den Segen des Königs der Herrlichkeit im Leben der Diener Gottes dergestalt sichtbar werden mögen, dass ihr Wohlgeruch seinen Duft über alle Regionen verbreitet.
Diese Sache bedarf weiterer Erläuterung, wir haben sie jedoch kurz behandelt.
24
O meine himmlischen Freunde! Es ist gewiss und offenkundig, dass der Unvergleichliche immer gepriesen wird für Seinen absoluten Reichtum, berühmt ist für Sein allumfassendes Erbarmen, herausgehoben durch Seine ewige Gnade und bekannt für Seine Gaben an die ganze Welt des Daseins. Dennoch auferlegt Er in Seiner unergründlichen Weisheit und als einzigartige Prüfung, die den Freund vom Fremdling unterscheidet, Seinen Dienern das Ḥuqúq und macht es ihnen zur Pflicht.
Wer dieses wichtige Gebot beachtet, der empfängt himmlischen Segen; sein Angesicht strahlt hell in beiden Welten, der süße Duft des zarten Erbarmens Gottes zieht ihm in die Nase. Ein Zeichen von Gottes vollendeter Weisheit ist, dass das Zahlen des Ḥuqúq dem Geber ermöglicht, fest und standhaft zu werden, und einen großen Einfluss auf sein Herz und seine Seele ausübt. Überdies wird das Ḥuqúq für wohltätige Zwecke verwendet.
25
Danke Gott dafür, dass Er dir gnädig beisteht, den ausdrücklichen Befehl Seines Heiligsten Buches zu befolgen, da du dich erhebst, die Ḥuqúq-Pflicht zu erfüllen, und da Gott deine edle Tat annimmt.
Wisse außerdem, dass, wer dem Allbarmherzigen treu dient, von Ihm aus Seiner himmlischen Schatzkammer bereichert wird und dass die Ḥuqúq-Zahlung nur eine Prüfung ist, die Er Seinen Dienern und Dienerinnen auferlegt. So wird jeder wahre und aufrichtige Gläubige das Ḥuqúq darbringen zur Unterstützung der Armen, der Behinderten, der Bedürftigen und der Waisen sowie für andere lebenswichtige Erfordernisse der Sache Gottes, so wie Christus einen Fonds für wohltätige Zwecke gegründet hat.
Auszug aus einem Brief im Auftrag Shoghi Effendis
26
Groß ist der Lohn, den Gott den treuen, ergebenen Seelen bestimmt hat, den reinen, losgelösten Wesen, die spontan einen Teil ihres irdischen Besitzes entweder zu ihren Lebzeiten oder durch ihr Testament der Sache Gottes darbringen und das ehrende Vorrecht haben, ihre Pflichten gegen das Ḥuqúqu’lláh zu erfüllen.
Versichern Sie den Spendern und den Hinterbliebenen derer, die zu Gott aufgestiegen sind, in meinem Auftrag, dass diese Bemühungen und Gaben ganz gewiss göttliche Bestätigungen, himmlischen Segen und unermessliche Gnaden anziehen und die vielfältigen Belange der Internationalen Bahá’í-Gemeinde fördern. Wohl ihnen, da Gott sie befähigte, das zu erfüllen, was ihre Stufe in dieser und der künftigen Welt erhöhen wird.A5
Auszüge aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
27
Solch ein einzigartiges Zusammentreffen bevorstehender Errungenschaften – die Veröffentlichung des Kitáb-i-Aqdas, der Fortschritt der Bauvorhaben am Berg Karmel, der Abschluss des Sechsjahresplanes, die Eröffnung des heiligen Jahres – beseelt die Erwartungen der Bahá’í-Welt, schlägt die Bühne auf für noch machtvollere Bemühungen als die bereits in Angriff genommenen und zeigt uns allen den Beginn eines neuen Abschnitts der Geschichte an. Somit scheint es angebracht, dass das heilige Gesetz, das jeden Mann und jede Frau befähigt, sein oder ihr persönliches Gefühl der Hingabe an Gott in einem zutiefst vertraulichen, das Gemeinwohl fördernden, den einzelnen Gläubigen unmittelbar mit der zentralen Institution des Glaubens verbindenden Gewissensakt auszudrücken – in einem Gewissensakt, der überdies den Gehorsamen und Aufrichtigen der unbeschreiblichen Gnade und des überreichen Segens der Vorsehung versichert –, dass dieses heilige Gesetz in diesem günstigen Augenblick von allen angenommen wird, die ihren Glauben an die höchste Manifestation Gottes bekennen. In Demut vor unserem souveränen Herrn kündigen wir an, dass ab Riḍván 1992, dem Beginn des heiligen Jahres, das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh, des Rechtes Gottes, weltweit anwendbar wird. Alle sind in Liebe aufgefordert, es zu beachten.A6
28
Und jetzt, in ungeduldiger Erwartung der beiden großen GedenkveranstaltungenA7 wie auch der bevorstehenden Veröffentlichung des Mutterbuches der Bahá’í-Offenbarung tritt das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh als eine feste Lebensregel aller Mitglieder unserer ganzen Weltgemeinschaft in Kraft. Mögen die verheißenen göttlichen Gnadengaben, die mit der Inkraftsetzung dieses heiligen Gesetzes verbunden sind, auf die Geliebten des Herrn in jedem Land herniederströmen. A8
29
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hofft inständig, dass der Geist des Heiligen Jahres und die Wirkung des Gehorsams gegenüber dem Gesetz des Ḥuqúqu’lláh das Bewusstsein der Gläubigen für die heilige Natur der Fonds des Glaubens und die wesentliche Rolle, die sie bei der Verwirklichung der Offenbarung Bahá’u’lláhs spielen, neu beleben wird.A9
30
Die Institution des Ḥuqúqu’lláh wird im Laufe dieser Sendung zur Vergeistigung der Menschheit beitragen, indem sie eine neue Haltung gegenüber dem Erwerb und der Nutzung materieller Ressourcen fördert. Sie wird die für große gemeinsame Unternehmungen benötigten materiellen Ressourcen bereitstellen, um die Lebensumstände allgemein zu verbessern, und sie wird machtvoll beim Entstehen einer Weltkultur mitwirken.A10
31
Was Ihre Sorge ums Geld angeht, so ist der Erwerb von Reichtum an sich nichts Fürchterliches, sondern eine praktische Notwendigkeit. Das Problematische am Reichtum erwächst aus einer unangemessenen Haltung gegenüber dem Besitz und seinem Gebrauch. In dieser Hinsicht mag es hilfreich für Sie sein, die Verborgenen Worte (persisch) Nr. 80, 81 und 82 zu lesen. Wie in so vielen anderen Lebensfragen auch, gibt uns Bahá’u’lláh durch Seine Lehren ein Mittel an die Hand, um uns vor der Prüfung durch Reichtum zu bewahren, indem Er das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh verordnet, zu den Bahá’í-Fonds beizutragen ermöglicht und zu menschenfreundlichen Unternehmungen zum Wohle aller ermutigt.A11
Anwendung des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhs
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Wer sein Wort hält, seine Pflicht erfüllt, seine Zusagen und Versprechen einhält, Gott Sein Pfand und Sein Recht wiedergibt, der wird zu den Bewohnern des allhöchsten Paradieses gezählt. So verkündet ihm der Unterdrückte aus Seinem mächtigen Gefängnis die frohe Botschaft. Selig sind die Diener und die Mägde, die ihre Aufgaben erfüllen, selig der Mensch, der sich treu an lobenswerte Taten hält und befolgt, was ihm im Buche Gottes, des Herrn der Welten, geboten ist.
33
Die Zahlung des Rechtes Gottes ist von den finanziellen Möglichkeiten abhängig. Wenn jemand seiner Verpflichtung nicht nachkommen kann, wird Gott ihm wahrlich vergeben. Er ist der Allverzeihende, der Allgroßmütige.
34
Frage: zum Grundbetrag, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist:
Antwort: Der Grundbetrag, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist, beläuft sich auf neunzehn Mithqál Gold. Mit anderen Worten, wenn Geld im Wert dieser Summe erworben wurde, ist eine Ḥuqúq-Zahlung fällig. Desgleichen ist das Ḥuqúq zu zahlen, wenn der Wert (nicht die Anzahl) sonstiger Vermögensgegenstände den genannten Betrag erreicht. Das Ḥuqúqu’lláh ist nur einmal zu zahlen. Wer zum Beispiel tausend Mithqál Gold erwirbt und das Ḥuqúq zahlt, ist zu keiner weiteren Zahlung auf diese Summe verpflichtet, sondern nur auf das, was er durch Handel, Gewerbe und dergleichen dazugewinnt. Erreicht dieser Zuwachs, also der erzielte Gewinn, die vorgeschriebene Summe, so ist zu tun, was Gott befohlen hat. Nur wenn das Kapital den Eigentümer wechselt, ist es wie beim ersten Mal der Ḥuqúq-Zahlung unterworfen. Der Erste Punkt bestimmte, dass das Ḥuqúqu’lláh auf den Geldwert aller Vermögensteile zu zahlen ist, doch in dieser Mächtigsten Sendung haben Wir das Mobiliar, das heißt die notwendige Einrichtung sowie das Wohnhaus, ausgenommen.A12
35
Frage: Was hat Vorrang: das Ḥuqúqu’lláh, die Schulden des Verstorbenen oder die Kosten der Totenfeier und der Beerdigung?
Antwort: Die Totenfeier und die Beerdigung haben Vorrang, dann die Begleichung der Schulden, dann die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung. Sollte das Vermögen des Verstorbenen für die Begleichung seiner Schulden nicht ausreichen, so ist das Restvermögen im Verhältnis zur Höhe der einzelnen Schuldbeträge zu verteilen.A13
36
Frage: Das Gebot des Ḥuqúqu’lláh wurde im Kitáb-i-Aqdas offenbart. Gehören das Wohnhaus, dessen Zubehör und das erforderliche Mobiliar zu dem Vermögen, für das das Ḥuqúq zu zahlen ist?
Antwort: In den Gesetzen, die Wir in persischer Sprache offenbarten, haben Wir verfügt, dass in dieser Mächtigsten Sendung das Wohnhaus und das Mobiliar ausgenommen sind, das heißt, Mobiliar, das notwendig ist.A14
37
Frage: Ist das Ḥuqúq zu zahlen, wenn jemand beispielsweise hundert Túmán besitzt, dafür das Ḥuqúq zahlt, die Hälfte des Betrags bei erfolglosen Geschäften verliert und dann einen Ḥuqúq-pflichtigen Betrag wieder gewinnt?
Antwort: In diesem Fall ist das Ḥuqúq nicht zu entrichten.A15
38
Frage: Ist das Ḥuqúq ein zweites Mal zu zahlen, wenn nach ihrer Entrichtung der ursprüngliche Betrag verloren geht, er aber durch geschäftliche Transaktionen wieder erzielt wird?
Antwort: Auch in diesem Fall fällt kein Ḥuqúq an.A16
39
Frage: Darf ein Erblasser testamentarisch verfügen, dass nach Begleichung der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung und der Schuldentilgung Teile seines Vermögens für wohltätige Zwecke verwandt werden, oder ist er gehalten, es bei der Zuweisung einer gewissen Summe für die Kosten der Trauerfeier und der Beerdigung bewenden zu lassen, so dass der Rest seines Vermögens in der von Gott bestimmten Weise unter die vorgeschriebenen Erbkategorien verteilt wird?
Antwort: Der Erblasser hat die volle Verfügungsgewalt über sein Vermögen. Ist er dem Ḥuqúqu’lláh nachgekommen und schuldenfrei, dann ist alles in seinem Testament Verfügte und jedes Anerkenntnis annehmbar. Gott hat ihm wahrlich gestattet, mit dem, was Er ihm verliehen hat, so zu verfahren, wie es ihm beliebt.A17
40
Frage: Soll, wenn der Verstorbene weder das Ḥuqúq noch seine Schulden bezahlt hat, die Zahlung anteilmäßig von seinem Wohnhaus, der persönlichen Kleidung und dem Rest des Vermögens geleistet werden oder sind Wohnhaus und die persönliche Kleidung für die männlichen Nachkommen auszusondern, so dass die Schulden aus dem verbleibenden Vermögen zu zahlen sind? Wie sollen die Schulden beglichen werden, wenn der Rest des Vermögens hierfür nicht ausreicht?
Antwort: Die Schulden und das Ḥuqúq sollen aus dem Restvermögen bezahlt werden. Wenn dieses nicht ausreicht, sind die Rückstände aus dem Wohnhaus und der Kleidung zu begleichen.A18
41
Frage: Wenn das Erlangte neunzehn [Mithqál Gold] übersteigt, muss es dann erst wieder auf weitere neunzehn [Mithqál Gold] anwachsen, bevor das Ḥuqúq fällig wird, oder ist das Ḥuqúq für jeden übersteigenden Betrag zu zahlen?
Antwort: Das Ḥuqúq fällt nicht bei jedem übersteigenden Betrag an, sondern nur dann, wenn dieser weitere neunzehn erreicht.A19
42
Frage: zur Ausstattung einer Arbeitsstätte für das eigene Gewerbe oder den Beruf: Ist sie der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung unterworfen oder unterliegt sie derselben Regelung wie die Wohnungseinrichtung?
Antwort: Sie unterliegt denselben Regelungen wie die Wohnungseinrichtung.A20
43
Der Mindestbetrag, dem das Ḥuqúqu’lláh unterliegt, wird erreicht, wenn jemandes Vermögen der Zahl VáhidA21 entspricht; d. h. immer, wenn jemand 19 Mithqál Gold besitzt oder Vermögen erwirbt, das diesen Wert nach Abzug der jährlichen Ausgaben erreicht, wird das Ḥuqúq fällig und die Zahlung Pflicht.
44
Es wurde von Gott verordnet, dass ein Eigentum, das nicht gewinnbringend ist, das heißt, keinen Ertrag abwirft, nicht der Ḥuqúq-Zahlung unterliegt. Wahrlich, Er ist der Befehlende, der Freigebige.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
45
Du fragst nach dem Ḥuqúq. Von den jährlichen Erlösen sind alle Ausgaben das Jahr über abziehbar, und von dem, was übrig bleibt, sind 19% Ḥuqúq zu zahlen. So nimmt zum Beispiel jemand durch sein Geschäft 1.000 Pfund ein. Nach Abzug seiner jährlichen Ausgaben von, sagen wir, 600 Pfund bleibt ihm ein Überschuss von 400 Pfund, auf den ein Satz von 19% Ḥuqúq zu zahlen ist. Dies beläuft sich auf 76 Pfund, die dem Ḥuqúq für wohltätige Zwecke zu geben sind.
Das Ḥuqúq wird nicht jedes Jahr auf jemandes gesamtes Eigentum erhoben. Das Vermögen eines Menschen sei zum Beispiel 100.000 Pfund wert. Wie kann von ihm erwartet werden, dass er jedes Jahr das Ḥuqúq auf dieses Eigentum zahlt? Welche Erlöse du zum Beispiel in einem bestimmten Jahr auch hast, du solltest deine Ausgaben während dieses Jahres davon abziehen. Das Ḥuqúq wird dann auf den Rest fällig. Vermögenswerte, für die im Vorjahr das Ḥuqúq bezahlt wurde, sind von weiteren Zahlungen befreit.
46
Was das Ḥuqúq betrifft, so ist es von dem, was nach Abzug der jährlichen Ausgaben des Betreffenden übrig bleibt, zu zahlen. Jedes Geld oder Vermögen, das jedoch zum Erwirtschaften des eigenen Lebensunterhalts nötig ist und für das einmal das Ḥuqúq bezahlt wurde, ist von dem Ḥuqúq befreit. Diese Befreiung gilt auch für einen Vermögenswert, für den das Ḥuqúq schon bezahlt wurde und dessen Ertrag den Bedarf des Betreffenden nicht übersteigt. … Verfügungen über das Ḥuqúq, ganz oder teilweise, sind gestattet, sollten aber mit Erlaubnis der zuständigen Institution der Sache geschehen, der sich alle zuwenden müssen.
47
Das Ḥuqúq gilt für alles, was man besitzt. Wenn jedoch jemand das Ḥuqúq für einen bestimmten Besitz bezahlt hat und das Einkommen aus diesem Besitz gleich groß ist wie seine Bedürfnisse, braucht er kein Ḥuqúq zu zahlen.
Auf landwirtschaftliche Geräte und Einrichtungen sowie auf Tiere, die zum Pflügen des Bodens im Rahmen des Notwendigen eingesetzt werden, braucht kein Ḥuqúq bezahlt zu werden.
48
Hinsichtlich der Art, wie das Ḥuqúq zu zahlen ist: Nachdem die während eines Jahres entstandenen Ausgaben abgezogen wurden, unterliegt jedes Mehreinkommen aus Grundbesitz, Berufstätigkeit oder Geschäft der Entrichtung des Ḥuqúq.
Auszüge aus den Äußerungen ‘Abdu’l-Bahás
49
Frage: Zur Angelegenheit des Ḥuqúq – ist damit 1/19 des Netto- oder Bruttoeinkommens gemeint? Zum Beispiel gibt es in Amerika eine Steuer auf das Bruttoeinkommen nach Abzug bestimmter Freibeträge. Wie wird das Ḥuqúq ermittelt?
Antwort: Der Kern der Erläuterung ‘Abdu’l-Bahás war: Nachdem man alle seine notwendigen Ausgaben bezahlt hat, nimmt man 19% von dem, was übrig bleibt, und gibt es als Ḥuqúq. Wenn jemand zum Beispiel nach Zahlung all seiner Unkosten 100 Piaster übrig hat, gehen 19 Piaster als Ḥuqúq an die Sache Gottes. Das geschieht am Ende des Jahres, nachdem man seine Unkosten ermittelt hat. Für jede 100 Piaster werden 19 als Ḥuqúq fällig.
Man zahlt dies einmal, danach ist auf diesen Betrag kein Ḥuqúq mehr zu zahlen. Es ist erledigt. Im nächsten Jahr zahlt man für den Betrag, der nach Abzug der Unkosten und des Betrages, für den man im vorigen Jahr das Ḥuqúq bezahlt hat, übrig ist.
Zum Beispiel: Jemand hat am Ende des ersten Jahres nach Bestreitung aller Ausgaben 1.000 Piaster übrig. Dann werden 190 Piaster für das Ḥuqúq fällig. Am Ende des nächsten Jahres könnte er nach der Ermittlung aller Ausgaben 2.000 Piaster besitzen. Da er bereits im letzten Jahr auf 1.000 Piaster das Ḥuqúq bezahlt hat, wird dieser Betrag von den 2.000 abgezogen, und er bezahlt auf 1.000 Piaster das Ḥuqúq (das sind 190 Piaster). Im dritten Jahr könnte der Nettobetrag seines Vermögens 2.500 Piaster sein. Er zieht 2.000 Piaster von diesem Betrag ab und zahlt 19% von 500 Piastern, das sind 95 Piaster. Wenn er am Ende des vierten Jahres 2.500 Piaster besitzt, wird kein Ḥuqúq fällig.
Frage: Sind beim Abzug der notwendigen Ausgaben die Spenden für den Mashriqu’l-Adhkár, die Lehrarbeit und andere Tätigkeiten für die Sache als ein Teil des Ḥuqúq zu betrachten oder sollten sie getrennt behandelt werden?
Antwort: ‘Abdu’l-Bahá erwiderte, dass das Ḥuqúq davon getrennt und unabhängig sei und an erster Stelle stände. Nach deren Ermittlung könne man sich um die anderen Angelegenheiten kümmern. Er lächelte und sagte, dass ‘Abdu’l-Bahá, wenn das Ḥuqúq gegeben sei, bestimmen werde, wie viel davon für den Mashriqu’l-Adhkár, wie viel für die Lehrarbeit, wie viel für die Bedürftigen usw. sein werde.A22
Auszüge aus den Schriften Shoghi Effendis
50
Hinsichtlich des Ḥuqúqu’lláh … dies bezieht sich auf die Handelsgüter, den Grundbesitz und das Einkommen des Einzelnen. Nach Abzug der nötigen Ausgaben wird die Summe all dessen, was als Gewinn übrig bleibt und einen Kapitalzuwachs darstellt, Ḥuqúq-pflichtig. Wenn man auf einen bestimmten Betrag einmal das Ḥuqúq bezahlt hat, unterliegt dieser Betrag nicht mehr dem Ḥuqúq, außer wenn er von einer Person auf eine andere übertragen wird. Der Wohnsitz und die Hauseinrichtung sind vom Ḥuqúq befreit. Das Ḥuqúqu’lláh wird an das Zentrum der Sache Gottes gezahlt.A23
51
Sie werden Hinweise auf das Ḥuqúq im Buch Aqdas finden. … Alle nicht ausdrücklich von Bahá’u’lláh festgesetzten Angelegenheiten sind an das Universale Haus der Gerechtigkeit zu verweisen.A24
52
Ein Mithqál besteht aus neunzehn Nakhud. Das Gewicht von vierundzwanzig Nakhud entspricht vierdreifünftel Gramm. Auf dieser Grundlage können Berechnungen angestellt werden.A25
53
Zu Ihrer Frage, ob die Erben, denen Hauptwohnsitz, Hausrat und Kleider des Verstorbenen durch Erbschaft übertragen wurden, von der Ḥuqúq-Zahlung befreit sein werden oder nicht, sagte er: Da Wohnsitz, Hausrat und Gewerbeausrüstung nach dem ausdrücklichen Text von dem Ḥuqúq befreit sind, bleiben solche Besitztümer nach der Einkommensübertragung weiterhin ausgenommen.A26
Auszüge aus den Schriften des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
54
Einige der lieben Freunde, die ihren Ḥuqúqu’lláh-Verpflichtungen nachkommen, haben geschrieben und sich nach der Beziehung zwischen Beiträgen für die Fonds und Ḥuqúq-Zahlungen erkundigt. Ist jemand, der seine Ḥuqúqu’lláh-Pflichten zu erfüllen beabsichtigt, stattdessen aber für andere Fonds und Vorhaben spendet, von der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung befreit oder nicht?
Die heiligen Texte zur Sache sind eindeutig; da die Freunde aber diese Frage immer wieder stellen, wurde beschlossen, die Texte zu erläutern.
Die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung ist eine für das Volk Bahás verbindliche geistige Pflicht. Dieses Gebot ist im Heiligsten Buche niedergelegt; deutliche, schlüssige Erklärungen sind in verschiedenen Sendschreiben enthalten.
Jeder ergebene Gläubige, der den angegebenen Bedingungen zu entsprechen vermag, muss ohne jede Ausnahme das Ḥuqúqu’lláh bezahlen. In der Tat wird nach dem ausdrücklichen Text des Heiligsten Buches die Nichterfüllung dieses Gebots als ein Treuebruch betrachtet, und der göttliche Befehl: »Wer Gott gegenüber treulos ist, wird gerechterweise selbst Treulosigkeit erfahren«Q2, ist ein deutlicher Hinweis auf solche Menschen.
Der Mittelpunkt des Bundes bekräftigt die Ḥuqúq-Pflicht mit den Worten: »Zum Zeichen Seiner grenzenlosen Großmut hat der Herr für Seine Diener gnädiglich ein genau bestimmtes GeldopferA27 vorgesehen, das Ihm gehorsam darzubringen ist, obgleich Er, der Wahre, wie auch Seine Diener allezeit unabhängig von allem Erschaffenen sind.«Q3
Dieses wichtige Gebot ist, wie die Feder der Herrlichkeit bestätigt, mit unermesslichem Nutzen und unergründlicher Weisheit ausgestattet. Es läutert das Vermögen, wendet Schaden und Unglück ab, führt zu Wohlstand und Ansehen, gewährt göttlichen Gewinn und Segen. Es ist ein Opfer für und bezogen auf Gott, ein Akt der Dienstbarkeit, der Seine Sache fördern hilft. Wie der Mittelpunkt des Bundes bekräftigt, stellt das Geben des Ḥuqúq eine Prüfung für die Gläubigen dar und befähigt die Freunde, in Glauben und Gewissheit fest und standhaft zu werden.
Kurz, die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung ist eine der verbindlichen geistigen Pflichten der Anhänger Bahá’u’lláhs, deren Einnahmen der höchsten Institution der Sache Gottes zufallen, der sich alle zuwenden müssen. Außerdem hat Bahá’u’lláh, die Altehrwürdige Schönheit – erhaben sei Sein Lobpreis – bestätigt, dass nach der Errichtung des Universalen Hauses der Gerechtigkeit die in diesem Zusammenhang notwendigen Regelungen in Übereinstimmung mit Gottes Absicht erlassen werden und dass niemand außer der Institution, an die sich alle wenden müssen, das Recht hat, über diesen Fonds zu verfügen. Mit anderen Worten: Diejenigen Vermögensteile, die dem Ḥuqúqu’lláh zustehen, gehören dem Weltzentrum der Sache Gottes und nicht den betreffenden Menschen.
Daher sollten die Freunde nicht ihrem eigenen Willen und Urteil folgen, indem sie Mittel, die für das Ḥuqúqu’lláh beiseitegelegt sind, für einen anderen Zweck, sei es auch für menschendienliche Beiträge des Glaubens, verwenden.
Wir hoffen ernsthaft, jeder möge die Ehre haben, diese heilige, segensreiche Pflicht wahrzunehmen, bewirkt sie doch sicheres, wahres Glück und dient dazu, Bahá’í-Unternehmungen in der ganzen Welt ausführen zu helfen.A28
55
Ihr liebevoller Brief vom 27. Dezember 1972 rührt uns zutiefst; Sie drücken darin den Wunsch aus, bei der Erbschaft von Ihrer Mutter dem Gesetz des Ḥuqúqu’lláh zu folgen. …
Dieses Gesetz des Aqdassetzt fest, dass neunzehn Prozent eines Kapitals als Ḥuqúqu’lláh zu zahlen sind, wenn dieses Kapital einen Betrag von mindestens »neunzehn Mithqál Gold« erreicht hat.
… Um den Betrag, den ein Gläubiger zahlen sollte, zu ermitteln, muss er zuerst etwaige Schulden und Kosten, die er haben mag, abziehen und neunzehn Prozent vom Rest seines Kapitals zahlen, wenn dieses mindestens neunzehn Mithqál Gold entspricht.
Wenn Sie … dieses Gesetz des Aqdaseinhalten möchten, sollten Sie den Gesamtwert Ihres Erbes in bar und an Vermögenswerten abzüglich aller Kosten und Schulden, die Sie haben mögen, ermitteln und die Bedingungen überlegen, unter denen Sie auf den Nettowert Ihres Erbes das Ḥuqúqu’lláh zahlen können. Zeitpunkt und Art der Zahlung sind jedem Einzelnen selbst überlassen.
Wenn zum Beispiel zu einer Erbmasse außer Bargeld Grundbesitz oder Geschäftsanteile gehören, kann es sich für den Betreffenden als nachteilig oder ungünstig erweisen, wenn er neunzehn Prozent des Wertes der nicht in bar vorhandenen Erbmasse zahlt, bevor diese veräußert ist. Er könnte vorziehen, diese geistige Pflicht erst zu jenem Zeitpunkt zu erfüllen. Alle bei der Veräußerung einer Erbmasse entstandenen Kosten sollten vor der Berechnung des Nettobetrages, für den das Ḥuqúqu’lláh fällig wird, abgezogen werden.A29
56
Der ergebene Gläubige, der das Vorrecht besitzt, »das Recht Gottes« zu entrichten, wird diese geistige Pflicht keineswegs durch Ausreden zu umgehen suchen, sondern sein Möglichstes tun, um sie zu erfüllen. Da jedoch der Gehorsam gegenüber diesem Gesetz eine Gewissenssache und die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung eine freiwillige Handlung ist, wäre es unangebracht, mehr zu tun, als die … Freunde über ihre geistige Pflicht zu unterrichten und es ihrer Entscheidung zu überlassen, wie sie damit umgehen.
Dasselbe Prinzip gilt für jene Freunde, die verschwenderisch für ihre Familien Geld ausgeben, Wohnhäuser kaufen oder bauen und sie weit über ihre Bedürfnisse hinaus einrichten und sich Gründe für diese Ausgaben zurechtlegen, um so die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung zu umgehen.A30
57
Bei der Berechnung des Ḥuqúqu’lláh hat Bahá’u’lláh viele Einzelheiten dem Urteil und Gewissen des Einzelnen Gläubigen überlassen. Zum Beispiel befreit Er Haushaltsgeräte und Einrichtungsgegenstände im notwendigen Umfang. Er überlässt aber dem einzelnen die Entscheidung, welche Gegenstände notwendig sind und welche nicht. Spenden für die Fonds des Glaubens können nicht als ein Teil der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung einer Person berücksichtigt werden. Des Weiteren sollte, wenn jemand das Ḥuqúqu’lláh schuldet und es sich nicht leisten kann, sowohl dies zu zahlen als auch für die Fonds zu spenden, der Zahlung des Ḥuqúqu’lláh Vorrang gegenüber den Spenden eingeräumt werden. Ob jedoch Spenden für den Fonds bei der Berechnung des Vermögensstandes, auf den das Ḥuqúqu’lláh fällig wird, vielleicht als Ausgaben behandelt werden, ist dem Urteil jedes Einzelnen im Lichte seiner persönlichen Verhältnisse überlassen.A31
58
Aus den Schriften geht klar hervor, dass man von der Zahlung des Ḥuqúqu’lláh auf seinen Wohnsitz und die für den Haushalt und den Beruf notwendigen Einrichtungen befreit ist. Die Entscheidung, welche Gegenstände notwendig sind und welche nicht, ist dem Ermessen des Einzelnen überlassen. Es ist klar, dass die Freunde für Haus und Ausstattung nicht verschwenderisch Geld ausgeben und für diese Ausgaben Gründe zusammensuchen sollen in dem Bestreben, die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung zu umgehen. Es wurde keine ausdrückliche Textstelle gefunden, die das dem Einkommenserwerb dienende Kapital ausnimmt. Das Universale Haus der Gerechtigkeit überlässt solche Angelegenheiten dem Gewissen der einzelnen Gläubigen.A32
59
Ihre zweite Frage lautet, ob eine Ehefrau bei vollem Einvernehmen zwischen den Eheleuten und Verfügungsgewalt über das Vermögen ihres Gatten und ihr eigenes den auf das Gesamtvermögen anwendbaren Ḥuqúqu’lláh-Betrag zahlen kann oder, da dem Ehemann ja ein Teil des Vermögens gehört, nur den Ḥuqúqu’lláh-Betrag auf ihren eigenen Vermögensanteil zahlen sollte.
Bei der Antwort auf diese Frage sollte man bedenken, dass das Ḥuqúqu’lláh auf Vermögen fällig wird, das unbestreitbar als persönliches Eigentum gilt, nicht auf Besitztümer, die man lediglich beaufsichtigt oder nutzt. In ähnlichen Fällen wie dem von Ihnen oben erwähnten obliegt es jedoch den Eheleuten, miteinander zu beraten und die Grenzen ihrer persönlichen Habe ganz genau festzulegen. Dann sollten sie entweder gemeinsam oder einzeln den Betrag, den sie für ihre bindende Verpflichtung halten, dem Ḥuqúq übergeben.A33
60
Bezüglich der von Herrn … gestellten Frage mögen Sie ihm bitte mitteilen, dass nach der Erklärung des geliebten Hüters in einem Brief an einen Gläubigen das Ḥuqúqu’lláh auf ein bestimmtes Vermögen, sei es bewegliches oder unbewegliches Eigentum, nur einmal zu zahlen ist. Geht dieses Vermögen jedoch, zum Beispiel durch Erbschaft, von einer Person auf eine andere über, so unterliegt es wiederum der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung. Praktisch bedeutet dies, dass die Erben, die einen Anteil ihres Erbes aus einer Erbmasse erhalten, das Ḥuqúqu’lláh zahlen müssen, wenn durch den erhaltenen Anteil ihr Vermögen eine Höhe erreicht, welche die Erfüllung dieser heiligen Pflicht verlangt.A34
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Bezüglich Ihrer Frage über den Hauptwohnsitz und die sich darauf beziehenden ergänzenden Regelungen möchten wir Ihnen mitteilen, dass es derzeit nicht für ratsam erachtet wird, ausführliche Regelungen für das Ḥuqúqu’lláh zu erlassen. So sind die Freunde frei, und wo immer keine genau festgesetzten Regelungen vorhanden sind, mögen sie in jedem Einzelfall die Schriften so anwenden, wie sie sie verstehen, und ihre Pflichten gegenüber dem Ḥuqúqu’lláh nach bestem Wissen und Gewissen erfüllen.A35
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… wenn ein Gläubiger seine Verbindlichkeiten gegenüber dem Ḥuqúqu’lláh berechnet hat und weiß, dass er etwas schuldet, sollte er diesen Betrag abführen, bevor er andere Spenden macht.
Im Verlauf eines Jahres mag ein Gläubiger für verschiedene Fonds spenden oder Geld für wohltätige Zwecke geben, wie er sein Geld ja auch für vielfältige Tätigkeiten im Zusammenhang mit seinem Alltagsleben ausgibt. Das … Universale Haus der Gerechtigkeit überlässt es seiner Entscheidung, nach einer der beiden folgenden Vorgehensweisen zu verfahren:
a. Er kann solche Beiträge als Ausgaben behandeln. Sie vermindern dann den Saldo der am Jahresende erübrigten Ersparnisse, auf das Ḥuqúqu’lláh fällig wird.
b. Er kann erwägen, solche Beiträge nur aus Geldern zu leisten, auf die bereits Ḥuqúqu’lláh abgeführt worden ist.
Diese Richtlinie lässt es dem Einzelnen offen, gewisse Beiträge auf die erste, andere auf die zweite Weise zu behandeln. Alle derartigen Einzelheiten stellt das Haus der Gerechtigkeit dem gewissenhaften Urteil des einzelnen Gläubigen anheim.A36
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Wenn Sie, wie Sie sagen, nie in der Lage sein werden, bewertbares Eigentum im Gegenwert von 19 Mithqál Gold auf die Seite zu legen, dann sind Sie, wie die Texte erklären, nicht verpflichtet, das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen. Dies bedeutet jedoch nicht, dass Sie zu diesem Fonds nicht beitragen dürften, wenn Sie aus Liebe zu Bahá’u’lláh und aus der Großmut Ihres Herzens den Wunsch dazu haben. …A37
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1. Ein Gläubiger kann nicht für einen anderen die Pflicht übernehmen, Ḥuqúqu’lláh zu zahlen.
2. Es ist nicht statthaft, dass ein Gläubiger seine Ḥuqúqu’lláh-Zahlung für irgendeinen Zweck bestimmt oder dass er diese Zahlung zu Ehren von irgend jemandem leistet.A38
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Im Wesentlichen sollte der Gläubige das Ḥuqúqu’lláh im Verlauf seines Lebens immer dann zahlen, wenn sein Eigentumszuwachs die Bemessungsgrundlage erreicht. Das Gesetz sieht insofern einen Spielraum vor, als es die jährlichen Ausgaben anspricht, die vor der Ermittlung der Verbindlichkeit gegenüber dem Ḥuqúqu’lláh abzuziehen sind. Im Idealfall ist beim Tod eines Bahá’í die einzige Ḥuqúqu’lláh-Zahlung, für die er in seinem Testament Vorkehrungen getroffen haben sollte, eine solche zusätzliche Verbindlichkeit, die vorhanden sein mag, wenn seine Vermögensverhältnisse zum Tag seines Todes abgeschlossen werden.
Das Haus der Gerechtigkeit hofft, dass die Gläubigen in dem Maße, wie sie sich mit dem Gesetz des Ḥuqúqu’lláh vertraut machen und die Zahlungen beginnen, nicht nur lernen, wie sie es im Laufe ihres Lebens zu berechnen haben, sondern dabei auch Verständnis gewinnen, wie für den bei ihrem Tod verbleibenden Rest vorzusorgen ist.A39
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Das Haus der Gerechtigkeit hat nicht vor, eine bestimmte Berechnungsmethode zum Gebrauch der Freunde herauszubringen. Sie sollten frei sein, auf der Grundlage der Texte und der ihnen vorliegenden Beispiele ihre eigene Verfahrensweise auszuarbeiten.A40
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Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat Ihren Brief vom 28. Dezember 1991 erhalten, in dem Sie eine Frage hinsichtlich der Berechnung des Besitzes stellen, auf den Sie Ḥuqúqu’lláh zahlen müssen. Die von Ihnen gegebenen Auskünfte fassen wir wie folgt zusammen.
In Ihrem Besitz befindet sich eine Sammlung von Erbstücken, die zum Teil wahrscheinlich recht wertvoll sind, und die Sie als »das Familienmuseum« bezeichnen. Diese Sammlung wirft keine Einkünfte ab und hat es auch, bis auf einige wenige Fälle, in denen Sie sie ausgestellt haben, um Geld für wohltätige Zwecke zu sammeln, nie getan. Sie möchten wissen, ob Sie diese Sammlung schätzen lassen sollten, um sie zum Zwecke der Berechnung des Ḥuqúqu’lláh Ihrem Vermögen hinzurechnen zu können.
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat uns gebeten zu antworten, dass es nicht nötig ist, einen solchen Besitz sofort zu berücksichtigen. Bei vollständigem oder teilweisem Verkauf wird er Ḥuqúqu’lláh-pflichtig.A41
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Die Zahlung des Ḥuqúqu’lláh ist eine persönliche Verpflichtung eines jeden Bahá’í und er hat dieser Pflicht im Einklang mit seinem Gewissen nachzukommen; keine Institution des Glaubens kann sie von ihm einfordern. Als Teil dieser Verpflichtung hat ein Bahá’í in seinem Testament Vorkehrungen für die am Ende seines Lebens verbleibende Ḥuqúqu’lláh-Schuld zu treffen. Für den Fall, dass kein Testament vorhanden ist, sorgt das Bahá’í-Gesetz vor der Verteilung des Nachlasses an die Erben gleichfalls für die Zahlung eines solchen ausstehenden Ḥuqúqu’lláh-Betrags.
Das Erbgesetz, das im Kitáb-i-Aqdasoffenbart ist und zur Anwendung kommt, wenn der Verstorbene kein Testament hinterlassen hat, legt ausdrücklich fest:
»Das Vermögen ist erst dann aufzuteilen, wenn das Ḥuqúqu’lláh bezahlt … ist.« Q4
Ebenso hat Bahá’u’lláh hinsichtlich des Abfassens eines Testaments festgelegt:
»Der Erblasser hat die volle Verfügungsgewalt über sein Vermögen. Ist er dem Ḥuqúqu’lláh nachgekommen und schuldenfrei, dann ist alles in seinem Testament Verfügte und jedes Anerkenntnis annehmbar. Gott hat ihm wahrlich gestattet, mit dem, was Er ihm verliehen hat, so zu verfahren, wie es ihm beliebt.« Q5
Das macht deutlich, dass die Verantwortung des Erblassers, seine Schulden und das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen, Vorrang hat vor seinem Recht, seinen Besitz in welcher Art und Weise auch immer zu vererben.A42
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Die Frage ist, ob das Eigentum, auf das jemand Ḥuqúqu’lláh zu berechnen hat, alles umfasst, was er zu dem Zeitpunkt besitzt, an dem das Gesetz auf ihn anwendbar ist, oder nur dasjenige Eigentum, das er nach diesem Zeitpunkt ansammelt.
Wir kommen zu dem Schluss, dass das als Bemessungsgrundlage für das Ḥuqúqu’lláh dienende Eigentum alles umfasst, was jemand an dem Tag besitzt, da das Gesetz auf ihn anwendbar wird. Dies bedeutet natürlich nicht, dass er sofort das fällige Ḥuqúqu’lláh bezahlen muss, da ihn dies zu Verfügungen über viele seiner Besitztümer zwingen und in eine schwierige Lage bringen könnte. Das Prinzip der Berechnung ist jedoch klar, und das fällige Ḥuqúqu’lláh sollte letzten Endes gezahlt werden.A43
70
Sie fragen nach der Anwendbarkeit des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh auf Gelder, die der Gläubige ausgibt, um »für den Glauben zu reisen, etwas großzügiger zu leben«, und so weiter. Wir haben aus Antworten, die auf andere Fragen gegeben wurden, den Eindruck gewonnen, dass das eine Angelegenheit ist, die dem Gewissen des Einzelnen überlassen bleibt. Es gibt tatsächlich ein weites Feld von Ausgaben, die man zu den normalen jährlichen Ausgaben, die vor der Berechnung der Ḥuqúqu’lláh-pflichtigen Summe vom Einkommen abgezogen werden, rechnen könnte, oder auch nicht. In dem besonderen Fall der Spenden für die verschiedenen Fonds des Glaubens hat das Universale Haus der Gerechtigkeit bereits festgestellt, dass es dem Einzelnen überlassen bleibt, ob er sie seinen normalen Ausgaben hinzurechnet oder sie von bereits geläuterten Ersparnissen bestreitet.A44
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Das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land hat die Fragen zum Gesetz des Ḥuqúqu’lláh, die Ihrem Brief vom 21. April 1993 beigefügt waren, an das Universale Haus der Gerechtigkeit weitergeleitet, und wir wurden gebeten, Ihnen folgende Antworten zu senden:
1. In der Tat werden die Schulden einer Person in Beziehung zur Berechnung und Bezahlung des Ḥuqúqu’lláh unterschiedlich bewertet. In Bezug auf die Berechnung sind Schulden natürlich vom Besitz abzuziehen. Hinsichtlich der Priorität bei der Bezahlung sollte man die Laufzeit eines Darlehens berücksichtigen. Wenn ein Tilgungsplan vereinbart wurde, und man die Zahlungen aus dem erwarteten Einkommen bei Fälligkeit leisten kann, dann sollte man in der Zwischenzeit natürlich Ḥuqúqu’lláh entrichten. Wenn man aber nicht beides leisten kann, dann haben die Schulden Vorrang.
2. Der bedingte Vorrang der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung und der Beiträge zu den Fonds des Glaubens wird in Abschnitt 105A45 der Zusammenstellung über Ḥuqúqu’lláh deutlich. Das Haus der Gerechtigkeit möchte sich gegenwärtig nicht ausführlicher dazu äußern.
3. Es steht jedem Ehemann und jeder Ehefrau frei, ihren Ḥuqúqu’lláh-Verpflichtungen gemeinsam oder getrennt nachzukommen, denn das Haus der Gerechtigkeit möchte die Entscheidungsfreiheit eines Paares über seine finanziellen Angelegenheiten nicht beeinträchtigen. Ein Ehepaar mag es vorziehen, sein Eigentum gemeinsam zu besitzen, ein anderes, das jeweilige Eigentum getrennt zu lassen. Es könnte auch verschiedene Kombinationsmöglichkeiten geben.A46
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Ihre Briefe vom 24. und 25. Mai 1993 hat das Büro des Ḥuqúqu’lláh zusammen mit der Broschüre erhalten. Die beiden von Ihnen gestellten Fragen wurden an das Universale Haus der Gerechtigkeit weitergeleitet, das uns nun gebeten hat, Ihnen folgende Antwort zu senden.
1. Mittel, die für den Erwerb eines Wohnsitzes gespart werden, sind als solche nicht von dem Ḥuqúqu’lláh ausgenommen. Wenn also die Person vor dem Kauf des Wohnsitzes sterben sollte, unterlägen diese Ersparnisse der Ḥuqúqu’lláh-Pflicht. Es ist indessen … dem Einzelnen, der für den Erwerb eines Wohnsitzes spart, überlassen zu entscheiden, ob er Ḥuqúqu’lláh zahlt, während er das Geld anspart, und die Ausnahme dann berücksichtigt, wenn der Wohnsitz tatsächlich erworben wird, oder die Einbeziehung der Ersparnisse in seine Ḥuqúqu’lláh-Berechnung bis zum Erwerb des Wohnsitzes aufschiebt. Dann wird der Wert des Wohnsitzes natürlich ausgenommen.
2. … das Ḥuqúqu’lláh sollte in der Praxis auf der Grundlage der aufgelaufenen Ersparnisse berechnet werden, und nicht für jedes Jahr einzeln. Nur so kann man die Verluste eines Jahres berücksichtigen, die im folgenden die Schuld verringern, oder den Gewinn oder Verlust beim Verkauf einer Anlage berechnen, der in einem früheren Jahr getätigt wurde.A47
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Ihre … Frage dreht sich um die Vorkehrungen für das Ḥuqúqu’lláh in Bahá’í-Testamenten. Ihr Verständnis, dass die Pflicht zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh zu Lebzeiten entsteht und ihr normalerweise zu Lebzeiten nachgekommen werden sollte, ist richtig, obwohl es zugleich auch stimmt, dass es Fälle geben mag, in denen ein Gläubiger oder eine Gläubige stirbt, ohne im Testament Vorkehrungen für den möglicherweise noch nicht gezahlten Ḥuqúqu’lláh-Betrag getroffen zu haben. Der Todesfall befreit einen Gläubigen nicht von der Pflicht zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh. Welcher Anteil auch zur Zahlung fällig sein mag, er ist also eine Schuld, die zum Zeitpunkt des Todes aus dem Besitz des oder der Gläubigen zu zahlen ist. Die Kosten der Totenfeier und der Beerdigung, die Begleichung der Schulden des Verstorbenen und die Zahlung des verbleibenden Ḥuqúqu’lláh, in welchem Umfang auch immer, sind vorrangige Belastungen des Besitzes, denen nachgekommen werden muss, bevor der Wert des Besitzes zu ermitteln ist, der im Einklang mit den Bestimmungen des Erbgesetzes aufgeteilt werden muss. Dementsprechend sollten das Ḥuqúqu’lláh – ob jemand ein Testament gemacht hat oder nicht, oder in seinem oder ihrem Testament Vorkehrungen für die Zahlung des Ḥuqúqu’lláh getroffen hat oder nicht – ebenso wie alle Schulden beglichen werden, bevor der verbleibende Besitz aufgeteilt wird.
In diesem Lichte ist es sicherlich ratsam für Gläubige, die notwendigen Vorkehrungen für die Begleichung des Ḥuqúqu’lláh vor ihrem Tod zu treffen, um möglicherweise entstehende Schwierigkeiten und Verwirrung zu vermeiden. Die Frage, wie man im Testament Vorkehrungen in rechtsgültiger Formulierung trifft, damit das Ḥuqúqu’lláh nach dem Tod eines Gläubigen beglichen wird, hängt, wie man beachten sollte, von so vielen Faktoren ab, dass es empfehlenswert ist, Rechtsberatung in Anspruch zu nehmen, damit eine geeignete Formulierung in Übereinstimmung mit dem herrschenden Erbrecht gewählt wird. Offensichtlich wird niemand in der Lage sein, die zur Todesstunde verbleibende Schuld genau zu berechnen, wenn der oder die Gläubige keine klare Auflistung seines oder ihres Besitzes und der möglicherweise bisher geleisteten Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen hinterlässt. Während die Anwendung der bei der Zahlung des Ḥuqúqu’lláh angesprochenen Prinzipien in Zukunft sehr wohl ergänzende Gesetzgebung seitens des Universalen Hauses der Gerechtigkeit erfordern mag, obliegt es gegenwärtig dem Testamentsvollstrecker oder Nachlassverwalter eines Besitzes, sie bestmöglich, nach bestem Ermessen anzuwenden und die verfügbaren Informationen zu berücksichtigen. Schließlich könnte man einen Gläubigen, obwohl jeder für die Begleichung des Ḥuqúqu’lláh persönlich verantwortlich ist, an den nächsten Repräsentanten des Treuhänders des Ḥuqúqu’lláh verweisen, der ihn oder sie im Lichte etwaiger besonderer Umstände beraten könnte.A48
74
Nach dem Bahá’í-Gesetz ist jeder Gläubige, Mann oder Frau, dafür verantwortlich, das Ḥuqúqu’lláh auf das von ihm oder ihr besessene oder erworbene Eigentum zu zahlen; dies setzt das Recht auf individuellen Besitz voraus. Im Falle eines verheirateten Paares hat das Universale Haus der Gerechtigkeit indessen zu verstehen gegeben, dass sie das Ḥuqúqu’lláh auf Wunsch gemeinsam entrichten können, und es besteht kein Verbot gegen gemeinsamen Besitz, weder für Paare noch für zwei oder mehr Geschäftspartner. Jeder hat die Pflicht, ein Testament zu machen. In Fragen und Anworten Nr. 78 lesen wir, dass im Falle eines fehlenden Testaments, außer der gebrauchten Kleidung, alles, was aus dem Besitz des Ehemanns vorhanden ist, Schmuck und anderes, dem Ehemann gehört, »es sei denn, dass es sich nachweislich um Geschenke handelt, die der Frau gemacht worden sind«. Ebenso finden wir in einem Brief im Auftrag des Hüters auf Persisch Folgendes: »Sie haben nach der Aufteilung der Möbel und des Besitzes nach der Beendigung des Wartejahres gefragt. … Der Hüter stellte fest, dass alles, was der Frau gehörte und ihren persönlichen Besitz ausmachte, weiterhin ihr gehört und dass niemand das Recht hat, dazwischenzutreten.«
Daher ist klar, dass der Besitz des Ehemannes und der Ehefrau getrennt betrachtet werden, es sei denn einer macht dem anderen Geschenke, oder sie beschließen, ihr Eigentum teilweise oder insgesamt gemeinsam zu besitzen. Mit anderen Worten bleibt es dem Ehemann und der Ehefrau überlassen zu entscheiden, wie sie es mit ihrem Eigentum halten. Eine von einem Partner gemachte Erbschaft oder ein Geschenk bliebe allein dessen Eigentum, es sei denn, er oder sie entschiede anders darüber.
Auch können die Eheleute zum Zeitpunkt der Eheschließung oder später bezüglich der Aufteilung ihres Besitzes eine Übereinkunft treffen.
Die Eigentumsverhältnisse bezüglich des Besitzes beeinflussen dann im Falle einer Scheidung oder des Todes eines Partners, was damit geschieht.
Dies ist eine sehr kurze Zusammenfassung der Lage. Zweifellos wird das Universale Haus der Gerechtigkeit in den kommenden Jahren dazu aufgefordert werden, besondere Einzelfälle zu entscheiden, wenn sie auftreten. Auch ist zu bedenken, dass die Anwendung der Bahá’í-Gesetze in solchen Fällen zur Zeit von den Bestimmungen des Zivilrechts abhängt, die Vorrang haben.A49
75
Zur Frage, ob das Ḥuqúqu’lláh von Bahá’í angenommen werden kann, die ihre administrativen Rechte verloren haben, stellt das Haus der Gerechtigkeit fest:
In Anbetracht der durch den geliebten Hüter gelösten Präzedenzfälle sind wir zu dem Schluss gekommen, dass das Ḥuqúqu’lláh von solchen Gläubigen nicht angenommen werden kann. … Einem Gläubigen, der mit der Sanktion des Entzugs der administrativen Rechte belegt ist und der das Ḥuqúqu’lláh geben möchte, sollte einfach gesagt werden, dass solche Zahlungen nicht angenommen werden können. Wenn er eine Zahlung leistet, sollte sie ihm zurückgezahlt werden.A50
76
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat Ihre E-Mail vom 31. Januar 2002 erhalten, in der Sie fragen, ob eine Firma, die einem Bahá’í allein gehört, an den Fonds spenden und Ḥuqúqu’lláh zahlen kann.
Die Pflicht, Ḥuqúqu’lláh zu zahlen, obliegt dem einzelnen Gläubigen, nicht Körperschaften, auch wenn sie sich ausschließlich in Bahá’í-Besitz befinden. Wenn andererseits die Eigentümer einer Firma, die sich ausschließlich in Bahá’í-Besitz befindet, möchten, dass ihre Firma eine Zuwendung an das Ḥuqúqu’lláh macht, dann ist ein solcher Beitrag annehmbar. Sie mindert natürlich nicht die Pflicht der betreffenden Gläubigen, ihr Ḥuqúqu’lláh zu zahlen.
Was die Bahá’í-Fonds betrifft, so ist es einer Firma, die sich ausschließlich in Bahá’í-Besitz befindet, durchaus erlaubt, an die Fonds zu spenden.A51
77
Ihr Memorandum leitet die Frage eines Gläubigen an uns weiter, der seinen oder ihren Hauptwohnsitz verkauft, um in ein Pflegeheim oder eine gleichartige Einrichtung zu ziehen. Die Frage ist, ob die Differenz zwischen dem Verkaufspreis der Wohnung und der für die Begleichung der Pflegeheimkosten benötigten Summe dem Recht Gottes unterliegt.
Wir haben entschieden, dass es dem Ermessen des Betroffenen überlassen bleiben soll, festzulegen, wie er unter Beachtung der persönlichen Umstände und Absichten, sowie seines Textverständnisses vorgehen möchte.A52
78
… wenn jemand neben Bargeld auch Grundbesitz oder Aktien besitzt, dann könnte die Person finanziellen Verlust erleiden oder andere Schwierigkeiten haben, neunzehn Prozent des Wertes des nichtflüssigen Eigentums zu zahlen, bevor dieses veräußert wird, und es daher vorziehen, Ḥuqúqu’lláh dann zu entrichten, wenn der Betrag entbehrlich geworden ist. Jegliche Ausgabe, die beim Verkauf eines Besitzes anfallen könnte, sollte abgezogen werden, bevor man den Nettowert berechnet, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist.
Wir erinnern Sie auch daran, dass das Ḥuqúqu’lláh auf das gesamte Eigentum einer Person entrichtet werden muss, sobald das Gesetz auf sie anwendbar wird. Das bedeutet natürlich nicht, dass die fällige Ḥuqúqu’lláh-Zahlung sofort geleistet werden muss, da dies jemanden dazu zwingen könnte, viele seiner Besitztümer zu veräußern, und da es ihn in eine schwierige Situation bringen könnte. Das Berechnungsprinzip ist aber klar, und das fällige Ḥuqúqu’lláh sollte letztlich bezahlt werden.A53
79
Das Grundprinzip ist, dass der Hauptwohnsitz eines Gläubigen, wenn er verstirbt, ebenso wie etwa die notwendige Einrichtung und die Berufsausrüstung ausgenommen bleiben, wenn berechnet wird, wieviel Ḥuqúqu’lláh – wenn überhaupt – noch auf den Besitz entrichtet werden muss.
Je nach den Testamentsbestimmungen könnte ein Begünstigter einige oder alle diese Gegenstände bekommen. Ob es erforderlich ist, dass er auf diese neu erworbenen Besitztümer Ḥuqúqu’lláh entrichtet oder nicht, wird von dem Zweck abhängen, für den er sie nutzt. Wenn er sie für Zwecke einsetzt, für die die Ausnahme gilt, wie seinen Hauptwohnsitz, die notwendige Einrichtung oder Berufsausrüstung, müsste er kein Ḥuqúqu’lláh zahlen. Sollte er sie aber für andere Zwecke nutzen, sie zum Beispiel zu Geld machen, wäre die Ausnahme nicht anwendbar.A54
80
Wenn von einem Gläubigen Gelder zu Ehren eines anderen Bahá’í angeboten werden, dann sollte der Spender informiert werden, dass sie nicht als Ḥuqúqu’lláh-Zahlung im Namen eines anderen Gläubigen angenommen werden können. Der Spender hat dann die Wahl, diese Gelder entweder als Ḥuqúqu’lláh-Zahlung in seinem Namen zu bestimmen, oder als Beitrag zum Internationalen Bahá’í-Fonds im Namen des anderen Gläubigen, oder sie können ihm zurückgesandt werden.A55
Aufgaben der Treuhänder des Ḥuqúqu’lláh und der Geistigen Räte
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhs
81
Er ist der Wahre, der Getreue!
O Abu’l-Ḥasan!A56 So Gott will, wirst du von Seinen großzügigen Gnadengaben gestärkt und beschäftigst dich mit solchen Taten, wie sie Seinem Tage angemessen sind. Betrachte den Glauben wie einen Baum: Seine Früchte und Blätter, seine Äste und Zweige waren immer Wahrhaftigkeit, Vertrauenswürdigkeit, rechtes Verhalten und Nachsicht, und werden es immer sein. Sei Gottes stärkender Gnade versichert und widme dich dem Dienst an Seinem Glauben. Wir haben dich zum Treuhänder Gottes ernannt, haben dir geboten zu befolgen, was die Sache Dessen erhöhen wird, Der der Herr der Welten ist, und haben dir das Recht verliehen, Ḥuqúqu’lláh anzunehmen. Verkehre mit den Menschen im Geiste der Freundschaft und Eintracht und sei ihnen ein treuer Ratgeber und ein liebevoller Gefährte. Dann sei zufrieden mit dem, was Wir für dich bestimmt haben.
82
Zur Frage des Ḥuqúq: Ein Hinweis darauf ist keineswegs erlaubt. … es ist voll und ganz von der Bereitwilligkeit der Einzelnen abhängig. Sie kennen das Gebot Gottes gut und sind vertraut mit dem, was im Buch offenbart ist. Wer will, der möge es befolgen, und wer nicht will, der möge es unterlassen. Wahrlich, dein Herr ist der Selbstgenügende, der Allgepriesene. Unabhängigkeit von allen Dingen ist in der Tat ein Tor der Führung für Seine getreuen Diener. Wohl denen, die sich von der Welt losgelöst und sich erhoben haben, Seiner Sache zu dienen. Wahrlich, sie werden zum Volke Bahás am Hofe Seiner strahlenden Schönheit gezählt.
83
O Abu’l-Ḥasan!
Möge Meine Herrlichkeit auf dir ruhen! Richte deinen Blick auf die Würde der Sache. Sprich von dem, was die Aufmerksamkeit der Herzen und Gemüter auf sich zieht. Das Ḥuqúq einzufordern, ist in keiner Weise gestattet. Dieses Gebot wurde im Buch Gottes offenbart für vielerlei Notwendigkeiten, die nach Gottes Gebot von materiellen Mitteln abhängen. Wenn daher jemand in höchster Wonne und Freude, ja sogar hartnäckig an diesem Segen teilzuhaben wünscht, darfst du annehmen. Andernfalls ist die Annahme nicht gestattet.
84
Wann immer sie das Ḥuqúq erwähnen, mögen sie sich auf nur ein Wort beschränken, das Gott zuliebe geäußert wird, und dies wird genügen. Druck ist unnötig, denn Gott hat niemals gewünscht, dass die in Seinem Dienste Stehenden in Bedrängnis kommen. Wahrlich, Er ist der Vergebende, der Barmherzige, der Gnädige, der Allgütige.
85
Wenn jemand willens ist, das Recht Gottes darzubringen, sollte diese Gabe von den Treuhändern, auf die im Buche hingewiesen ist, in Empfang genommen werden. Dieses Gebot wurde in Anbetracht bestimmter Erwägungen vom Himmel göttlicher Offenbarung als ein Zeichen Seiner Gnade offenbart. Der daraus entstehende Nutzen wird auf die Einzelnen zurückströmen. Wahrlich, Er spricht die Wahrheit, und es ist kein anderer Gott als Er, der Mächtige, der Kraftvolle.
Sie werden jeden Betrag, den sie erhalten, übersenden. Groß ist die Seligkeit dessen, der Seine Befehle befolgt.
86
Wer immer das Ḥuqúqu’lláh in heller Freude und voll Eifer zu entrichten wünscht, soll es vertrauenswürdigen Personen wie dirA57 geben und eine Quittung erhalten, so dass alles Ausgeführte mit Seiner Bestätigung und Erlaubnis in Einklang steht. Wahrlich, Er ist der Wissende, der Weise.
87
Die Zahlungen für das Ḥuqúqu’lláh kann nicht jedem übergeben werden. Diese Worte äußerte Er, Der die höchste Wahrheit ist. Das Ḥuqúqu’lláh sollte von Vertrauenspersonen aufbewahrt und durch die Treuhänder Gottes an Seinen heiligen Hof geschickt werden.
88
Seine Pflichten zu erfüllen, ist in den Augen Gottes höchst lobenswert. Es ist jedoch nicht gestattet, von irgendjemandem das Ḥuqúq zu fordern. Flehe den einen wahren Gott an, Seine Geliebten zum Darbringen dessen, was Gottes Recht ist, zu befähigen, zumal das Befolgen dieses Gebotes dazu führt, dass des Menschen Vermögen geläutert und geschützt wird, aber auch wertvolle Gaben und himmlischen Segen anzieht.
89
Jemand muss wohl die Diener Gottes ermahnen, damit sie das Vorrecht erlangen, ihrer Ḥuqúq–Pflicht zu entsprechen, um auf diese Weise eine erhabene Stufe zu erlangen und einen Lohn zu gewinnen, der ewig währt. Die Ḥuqúq-Zahlungen sind von einer Vertrauensperson zu verwahren, ein Bericht ist vorzulegen, damit Schritte in Übereinstimmung mit Gottes Wohlgefallen unternommen werden.
90
O Amín! Auf dir sei Meine Herrlichkeit. Es geziemt dir, unter allen Umständen der Würde der Sache Gottes die höchste Aufmerksamkeit zu schenken. … Jedoch ermahnen Wir dich, deine Augen auf den Horizont der Würde gerichtet zu halten und den Freunden Gottes, eingedenk Seiner erhabenen Worte: »… Doch warne sie, denn wahrlich, Warnung wird den Gläubigen nützen«Q6, im Geiste der Freundschaft und der Eintracht einen sanften Denkanstoß zu geben. Fürwahr, wer gnädig in die Lage versetzt wurde, dieser Pflicht nachzukommen, der wird im leuchtenden Buche zu den aufrichtigen Geliebten Gottes gerechnet; wenn nicht, sollte keiner mit ihm streiten.
An diesem Tage ist Gottes Blick – erhaben sei Seine Herrlichkeit – auf die Herzen der Menschen und die darin verwahrten edlen Perlen gerichtet. Solches ziemt dem Herrn und Seinen Erwählten – verherrlicht sei Seine Majestät. Dir geziemt, für die Freunde und die Geliebten Gottes zu beten, damit Er sie gnädig befähige, das zu erfüllen, was im Buche geboten ist, und damit sie nicht durch leeren Wahn und vergängliche Dinge der Welt daran gehindert werden.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
91
Eine dritte PflichtA58 ist die Verkündigung der göttlichen Gesetze unter den Freunden, wie zum Beispiel die Pflichtgebete, das Fasten, die Pilgerreise, das Ḥuqúqu’lláh und alle anderen Gebote.
Auszüge aus den Schriften Shoghi Effendis
92
Die Ḥuqúq-Zahlung ist eine geistige Pflicht. Die Freunde sollten nicht durch die Räte zum Zahlen verpflichtet werden; sie sollten jedoch ermutigt werden, diese ihnen im Aqdas auferlegte geistige Pflicht zu erfüllen.A59
Auszüge aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
93
Da das Ḥuqúqu’lláh dem Gebot im Buche entsprechend als eine Institution der Sache Gottes bezeichnet und eine bindende Pflicht für das Volk Bahás ist, wird für angemessen erachtet, dass Ihr Geistiger Rat die lieben Freunde in Persien mit der Bedeutung dieser Verantwortung von großer Tragweite völlig vertraut macht und die mit dem Ḥuqúqu’lláh verknüpften Anordnungen, wie sie in Seinem leicht verständlichen Buche niedergelegt sind, nach und nach in der gesamten Gemeinde verbreitet. In Befolgung der ausdrücklichen Texte ist es offensichtlich nicht gestattet, das Ḥuqúqu’lláh einzufordern; aber es liegt in der Verantwortung der Treuhänder der Sache Gottes, Aufrufe allgemeiner Art an die lieben Freunde zu richten, so dass sie besser über diese wichtige Pflicht unterrichtet sind. So Gott will, können sie von Zeit zu Zeit durch Ihre rundbrieflichen Erinnerungen das ehrende Vorrecht dieser guten Tat erlangen – einer Tat, die himmlischen Segen anzieht, den irdischen Besitz der ergebenen Freunde läutert und die internationalen Unternehmungen des Volkes Bahás fördert.A60
94
Vom Licht der Gottesfurcht erleuchtet, sind sich die Freunde zweifellos voll bewusst, wie notwendig es ist, dass sie ihr Vermögen im Einklang mit den entschiedenen, von unserem höchsten Herrn offenbarten Worten läutern und schützen.
Wir, die wir uns nach Ihm sehnen, wenden uns in diesen stürmischen Tagen zum Hof des Herrn der Menschheit in inständigem Gebet, Er möge dieser erhabenen Körperschaft gnädig beistehen, jene die Allbarmherzige Schönheit Liebenden immer wieder an die lebenswichtige Bedeutung und den verbindlichen Charakter dieses hochheiligen Gebotes zu erinnern. Durch Mitteilungen, das Verteilen von Broschüren sowie in Versammlungen, Schulen und Konferenzen der Anhänger unseres eifrigen Herrn sollten sie zur genauen, gewissenhaften Einhaltung Seines göttlichen Gebotes hingeführt und ermutigt werden, zum Schutz der mit Gottesfurcht geschmückten Gläubigen vor den schrecklichen Folgen, die Seine Unheil verkündenden Warnungen ahnen lassen, zum Empfang Seines verheißenen Segens und zur Teilhabe an den Ausgießungen Seiner unfehlbaren geistigen Gnade.A61
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Alle Institutionen des Glaubens haben Anteil an der ständigen Verantwortung, die Gläubigen im Gesetz des Ḥuqúqu’lláh zu unterrichten. Aber Ihre Bevollmächtigten Treuhänder und deren Repräsentanten werden durch die engen Beziehungen, die sie zu den Gläubigen haben, in der Lage sein, ihr Verständnis der geistigen und praktischen Aspekte dieses Gesetzes besonders wirksam zu vertiefen. Wir glauben, dass es zur Zeit vor allem notwendig ist, … die Freunde zu ermutigen, damit sie sich der Verantwortung, die Grundlagen des Gesetzes auf die Besonderheiten ihrer Lebensumstände anzuwenden, bewusst werden und stellen, einer Verantwortung, die jeder aufrichtige Anhänger des Glaubens hat. Die Mitglieder Ihrer Institution können ihnen dabei mit klugen, taktvollen Erläuterungen helfen, ohne in irgendeiner Weise, auch nur dem Anschein nach, Druck auszuüben.
Eine große Herausforderung, die nun vor den ergebenen Freunden liegt, die als Ihre Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten zu dienen aufgerufen wurden, ist die Organisation ihrer eigenen Arbeit, um für ein verlässliches System zur Annahme, Empfangsbestätigung, Verwahrung und Weiterleitung des Ḥuqúqu’lláh-Fonds zu sorgen. Die Liebe zu Bahá’u’lláh wird für die Freunde das Hauptmotiv sein, dieses Gesetz zu befolgen, aber sie werden ihre Pflicht umso überzeugter und bereitwilliger erfüllen, je größer ihr Vertrauen in diejenigen ist, denen die Verantwortung übertragen wurde, das Recht Gottes in Ihrem Auftrag entgegenzunehmen, und je mehr die Freunde sie achten.A62
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Die Aufgaben, die zu erfüllen Sie aufgerufen wurden, sind lebenswichtig. Ihnen wurde die Verantwortung übertragen, die Gläubigen über das ihnen im Kitáb-i-Aqdas auferlegte Gesetz zu unterrichten, nach dem sie Gott eine Zahlung auf einen bestimmten Teil ihres materiellen Besitzes zu leisten haben. Ihre Aufgabe ist vor allem geistiger Natur, Sie haben die Aufmerksamkeit der Freunde auf ihre Pflicht als Anhänger Bahá’u’lláhs zu lenken, und spielen so eine bedeutende Rolle bei der Förderung der Entwicklung des von Liebe und Gehorsam geprägten Verhältnisses, das den Gläubigen an seinen Schöpfer binden muss. In einer Welt, die von Zügellosigkeit beherrscht ist, sind Sie aufgerufen, die geheiligte Idee verbindlicher religiöser Pflicht wieder zu beleben.
Die Aufgabe, der Sie sich widmen, ist äußerst herausfordernd. Sie betrifft die Verkündigung eines Gesetzes, das für das geistige Leben des Einzelnen grundlegend ist, und zu dem die Haltung, in der es befolgt wird, wesentlich dazugehört. Ihre Aufgaben angemessen zu erfüllen, erfordert größtes Feingefühl und Takt, damit Sie unzulässigen Druck auf die Gläubigen, ein Gesetz einzuhalten, welches eine Gewissensangelegenheit ist, vermeiden, und um die richtige Art der Kommunikation zu finden, die rechtzeitig erinnert, ohne sich unergiebig zu wiederholen.
Entscheidend für den Erfolg Ihrer Bemühungen ist das Maß, in dem Sie in der Lage sind, ein liebe- und vertrauensvolles Verhältnis zu den Gläubigen, denen zu helfen Sie aufgerufen sind, zu schaffen und zu erhalten, damit diese durch die Verbindung und den Austausch mit Ihnen bewegt werden, das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh von ganzem Herzen einzuhalten und an seinen unschätzbaren geistigen Wohltaten teilzuhaben.
Dies sind noch immer die frühen Tage in der weltweiten Entwicklung der Institution des Ḥuqúqu’lláh, die in kommenden Jahrhunderten wachsen, erblühen und die für den Fortschritt der Menschheit wesentlichen materiellen Mittel liefern wird. Daher ist es besonders wichtig, dass sich eine solche Institution durch die untadelige Redlichkeit, mit der sie verwaltet wird, und durch die offensichtliche Vertrauenswürdigkeit derer, die ihr dienen, auszeichnet. Sicherlich werden Sie sich auch künftig in einer Art und Weise bemühen, die den guten Ruf, den die Institution des Ḥuqúqu’lláh in den Augen der Gläubigen erworben hat, weiter ausbauen wird.A63
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Eine der Aufgaben der Repräsentanten ist die Mithilfe bei der Unterrichtung der Gläubigen über das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh und seine Bedeutung. … Natürlich kann sich dieser Ausbildungsprozess nicht auf jene beschränken, deren Besitzverhältnisse sie unter die Zahlungspflicht des Gesetzes fallen lässt, zumal das oft nur der Betroffene selbst weiß. Auch Kinder sollten im Rahmen ihrer Bahá’í-Erziehung über das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh unterrichtet werden. Manchmal sind Freunde so begeistert von dem Konzept dieses Gesetzes, dass sie den Wunsch haben, Beiträge zum Ḥuqúqu’lláh-Fonds zu leisten, obwohl sie es nicht müssten. Das Haus der Gerechtigkeit hat festgelegt, dass die Repräsentanten solche Beiträge annehmen dürfen.
Wenn, mit anderen Worten, jemand aus Liebe zur Sache eine Ḥuqúqu’lláh-Zahlung leistet, sollte der Repräsentant nicht danach fragen, ob der Betreffende der Zahlungspflicht unterliegt oder nicht; er sollte sie wohlwollend annehmen.
Das unterscheidet sich, wie Sie sehen, deutlich von einer Ermutigung der Bahá’í, mehr Ḥuqúqu’lláh zu zahlen als das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh von ihnen fordert, und eine solche Ermutigung würde bedeuten, vom Geist des Gesetzes, wie Bahá’u’lláh es offenbart hat, abzuweichen.A64
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Es ist klar, dass während des vergangenen Jahrzehnts immer mehr Gläubige über die Bedeutung des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh informiert wurden und seinen Bestimmungen folgten. Sie können befriedigt auf die Ergebnisse Ihrer Arbeit blicken, wenn sie Ihren Plan, den Einfluss dieses mächtigen Gesetzes auf die ganze weltweite Bahá’í-Gemeinde auszuweiten, formulieren. Ihre Integrität, die gewissenhafte Sorgfalt, die Sie im Umgang mit den Ihnen anvertrauten Fonds haben walten lassen, und Ihre Effizienz bei der Ausstellung von Quittungen und der genauen Buchführung haben zum Vertrauen der Gläubigen in diese Institution und dem hohen Ansehen, welches sie in der Bahá’í-Gemeinde genießt, beigetragen.
Dadurch dass Sie Ihre Aufgaben erfüllen, tragen Sie zum Fortschritt eines Prozesses bei, der in künftigen Jahrhunderten die Gesellschaft in einer Weise umformen wird, wie es unser derzeitiges Verständnisvermögen weit übersteigt.A65
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Des Weiteren waren die Bemühungen um die Entfaltung der Institutionen am Weltzentrum besonders deutlich sichtbar in der anhaltenden Entwicklung der Institution des Ḥuqúqu’lláh unter der herausragenden Führung des Treuhänders, der Hand der Sache Gottes ‘Alí-Muḥammad Varqá. Durch sein weises Handeln und ständiges Bemühen hat Dr. Varqá die Unterweisung der Freunde hinsichtlich des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh allerorts angeregt. In dem Jahrzehnt, seitdem dieses Gesetz weltweit angewendet wurde, entstand ein Netzwerk nationaler und regionaler Treuhänderämter, das den Dienst einer wachsenden Zahl von Bevollmächtigten Treuhändern und Repräsentanten koordiniert und anleitet. Die Kenntnis dieses bedeutenden Gesetzes hat sich weithin verbreitet, und auf allen Kontinenten folgen ihm die Freunde im Geist der Hingabe, der, wie der Treuhänder hofft, jene berühren wird, die noch nicht an den verheißenen Segnungen teilhaben, welche die Befolgung des Gesetzes mit sich bringt.A66
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Nun, da die Konferenz näher rückt …, die Ihre Einsetzung als Mitglieder des Internationalen Treuhänderamts des Ḥuqúqu’lláh kenntlich macht, halten wir es für angebracht, Ihnen Führung für Ihre Arbeit und die Entwicklung des Ḥuqúqu’lláh, des Rechtes Gottes, in den vor uns liegenden Jahren zu geben.
Wie in unserem Brief …, der Ihnen Ihre Ernennung mitteilte, dargelegt, sind Ihre Pflichten die der Treuhänderschaft des Ḥuqúqu’lláh und folgen dem Pfade des Haupttreuhänders des Ḥuqúqu’lláh, der Hand der Sache Gottes Dr. ‘Alí-Muḥammad Varqá. …
Eine der wichtigsten von den Bevollmächtigten Treuhändern und Repräsentanten wahrzunehmende Pflicht auf der ganzen Welt wird es weiterhin sein, die Gläubigen über das Recht Gottes zu unterrichten, was auf maßvolle und geduldige Weise erreicht werden sollte, damit die Herzen der Gläubigen in ihrem Sehnen, dem von Bahá’u’lláh verordneten Pfad geistiger Entwicklung zu folgen, auch zum Gehorsam gegenüber den Bestimmungen des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh hingezogen werden. Die Hauptpunkte des Gesetzes sollten in möglichst einfacher Art und Weise dargestellt werden, um zu vermeiden, dass die zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh verpflichteten lieben Freunde durch unberechtigte Angst vor der komplizierten Anwendung von deren Zahlung abgehalten werden.
Unter allen Umständen ist die Würde des Glaubens mit gebührender Aufmerksamkeit zu wahren. …
Wir bitten Sie …, Einzelheiten für ein Netzwerk nationaler und regionaler Ämter, das die gesamte weltweite Gemeinde umfasst, vorzuschlagen und Mitglieder für diese Ämter zu empfehlen. In Ländern, in denen eine nennenswerte Anzahl Gläubiger zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh verpflichtet ist, ist ein nationales Amt angemessen. Regionale Ämter sollten eingerichtet werden, um andere Gruppen von Ländern abzudecken in der Erwartung, dass jedes regionale Amt mit dem Wachstum der Bahá’í-Gemeinde künftig von mehreren nationalen Ämtern abgelöst werden wird.
Die Mitglieder dieser Ämter werden für einen Zeitraum von drei Jahren ernannt und können wieder ernannt werden. Für die Ernennung ist kein besonderes Datum festgelegt, damit jemand anderes bestätigt werden kann, wenn es einem Bevollmächtigten Treuhänder unmöglich wird, sein Amt weiter auszuüben. Wir haben entschieden, dass Berater nicht zu Mitgliedern dieser Ämter ernannt werden können.
Die regionalen und nationalen Ämter haben die Aufgabe, Repräsentanten für eine Amtszeit von drei Jahren zu ernennen; wie im Fall der Bevollmächtigten Treuhänder beträgt die Dienstzeit eines Repräsentanten, der als Ersatz für ein Mitglied, das sein Amt nicht ausüben kann, neu ernannt wird, volle drei Jahre.
Von den Repräsentanten wird soweit wie möglich nicht erwartet, Fonds anzunehmen, weiterzuleiten oder Empfangsbestätigungen auszustellen. … Diese Änderung im Wirken der Repräsentanten bedeutet, dass sie erzieherische Aufgaben haben werden. …A67
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Auch am Weltzentrum gibt es neue Entwicklungen. Wir haben entschieden, dass es an der Zeit ist, ein Internationales Treuhänderamt des Ḥuqúqu’lláh ins Leben zu rufen, um die Arbeit der Regionalen und Nationalen Treuhänderämter des Ḥuqúqu’lláh weltweit zu leiten und zu betreuen. Es wird eng mit dem Haupttreuhänder, der Hand der Sache Gottes Dr. ‘Alí-Muḥammad Varqá, zusammenarbeiten und dadurch bei der Erfüllung seiner Pflichten aus dessen Wissen und Rat Nutzen ziehen können. Die drei in das Internationale Treuhänderamt ernannten Mitglieder sind Sally Foo, Ramin Khadem und Grant Kvalheim. Die Dauer ihrer Amtszeit wird zu einem späteren Zeitpunkt bestimmt. Die Mitglieder werden ihren Wohnsitz nicht ins Heilige Land verlegen, werden aber die Dienste des Büros des Ḥuqúqu’lláh am Weltzentrum bei der Erfüllung ihrer Aufgaben nutzen.A68
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Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat Ihre E-Mail vom 4. Dezember 2005 hinsichtlich der Zulässigkeit von Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen Einzelner über ihren Nationalen Geistigen Rat erhalten und an unsere Abteilung zur Beantwortung weitergeleitet. …
… die Gläubigen könnten es vorziehen, ihre Zahlungen über den Schatzmeister ihres Nationalen Geistigen Rates zu leisten, und das Haus der Gerechtigkeit hat das Recht der Freunde, Ḥuqúqu’lláh auf Wunsch in dieser Weise zu zahlen, beibehalten.A69
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Die ständige Weiterentwicklung der Institution des Ḥuqúqu’lláh unter der Leitung der Hand der Sache Gottes Dr. ‘Alí-Muḥammad Varqá, dem von Shoghi Effendi vor fünfzig Jahren ernannten Treuhänder, hat 2005 ihren Höhepunkt gefunden in der Einrichtung eines internationalen Treuhänderamtes, das dazu bestimmt ist, die stetige, ausgedehnte Anwendung dieses mächtigen Gesetzes, dieser Quelle unschätzbarer Segnungen für die ganze Menschheit, zu fördern.A70
Verwendung des Ḥuqúqu’lláh-Fonds
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhs
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Es ist das bindende Gebot Gottes, dass alles, was in einem Ort für das Ḥuqúqu’lláh verfügbar war oder sein wird, Seiner heiligen Gegenwart zugeleitet wird. In dieser Hinsicht ergangene Anweisungen sind entsprechend einzuhalten, so dass alles seinen geordneten Gang geht.
105
Und nun hast du wegen der Armen geschrieben und gefragt, ob es gestattet ist, an sie Zahlungen aus dem Recht Gottes zu leisten. Dies hängt von der dazu gewährten Erlaubnis ab. An jedem Ort, an dem das Recht Gottes in Empfang genommen wird, müssen dazu Einzelheiten zusammen mit einer Erklärung über die Lage der Bedürftigen Seiner erhabenen Gegenwart vorgelegt werden. Wahrlich, Er tut, was Er will, und befiehlt, was Ihm beliebt. Wenn die Erlaubnis allgemein erteilt würde, führte dies zu Streit und Schwierigkeiten.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
106
Dem ausdrücklichen Text des Heiligsten Buches entsprechend sollen die als Ḥuqúq gegebenen Beträge an einer Stelle hinterlegt und nach Bedarf ausgegeben werden. Du solltest jedoch dort niemanden dazu auffordern, das Ḥuqúq zu geben, es sei denn, jemand ist gerne und aus eigener freier Entscheidung dazu bereit.
Auszüge aus den Briefen Shoghi Effendis
107
Nach dem ausdrücklichen Text des Testaments [‘Abdu’l-Bahás] ist das Ḥuqúqu’lláh für das Lehren der Sache Gottes in allen Ländern des Ostens und des Westens, für die Errichtung von Institutionen, für den Bau von Bahá’í-Tempeln sowie für die Förderung wohltätiger Unternehmungen und für das Allgemeinwohl zu verwenden.A71
Auszüge aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
108
‘Abdu’l-Bahá erklärt in einem Sendschreiben: »Verfügungen über das Ḥuqúq, ganz oder teilweise, sind gestattet, sollten aber mit Erlaubnis der zuständigen Institution der Sache geschehen, der sich alle zuwenden müssen.« Die Bestimmung in Seinem Testament, dass das Ḥuqúqu’lláh »durch den Hüter der Sache Gottes darzubringen« ist, ist völlig im Einklang mit diesem Grundsatz. In einem anderen Sendbrief wies ‘Abdu’l-Bahá auf das Universale Haus der Gerechtigkeit hin als »die Institution, der sich alle zuwenden müssen«, und es ist klar, dass das, da es keinen Hüter gibt, die höchste und zentrale Institution der Sache ist. Außerdem hat Bahá’u’lláh, vor ‘Abdu’l-Bahá, Folgendes offenbart: »Für das Ḥuqúqu’lláh gibt es eine vorgeschriebene Verfahrensweise. Nach der Gründung des Hauses der Gerechtigkeit wird dessen Regelung in Übereinstimmung mit dem Willen Gottes bekannt gemacht werden.« In Übereinstimmung mit diesen ausdrücklichen Texten liegt gegenwärtig die Entscheidung über die Annahme und Ausgabe des Ḥuqúqu’lláh eindeutig in der Zuständigkeit des Universalen Hauses der Gerechtigkeit.A72
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Was das Ḥuqúqu’lláh angeht, … die Entscheidung über das Ḥuqúqu’lláh ist ein Vorrecht, das dem Zentrum des Glaubens vorbehalten ist. Das Universale Haus der Gerechtigkeit ist mit einer Reihe von »Rechten und Pflichten« ausgestattet, die in seiner Verfassung aufgezählt werden, wie zum Beispiel »die heiligen Texte zu bewahren«, »die Belange des Gottesglaubens zu fördern«, »seine Botschaft zu verkünden und zu lehren« und so weiter. Die aus den Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen gespeisten Fonds werden im Verfolg dieser Ziele ausgegeben, so wie es das Haus der Gerechtigkeit für angemessen hält.A73
110
Sie haben gefragt, wo und wie das Haus der Gerechtigkeit über die Verwendung der durch Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen erhaltenen Fonds berichtet. Das Haus der Gerechtigkeit legt keinen Rechenschaftsbericht über die derzeitige Verwendung dieser Fonds ab. Es ist aber kein Geheimnis, für welche Zwecke diese Fonds ausgegeben werden. Die heiligen Texte bestätigen, dass das Ḥuqúqu’lláh an die höchste Institution im Glauben, der sich alle zuwenden müssen, gezahlt werden soll, und weisen darauf hin, dass diese Fonds »zur Unterstützung der Armen, der Behinderten, der Bedürftigen und der Waisen sowie für andere lebenswichtige Erfordernisse der Sache Gottes« ausgegeben werden sollen. Entscheidungen hinsichtlich des Zeitpunkts, der Art und der Höhe der ausgegebenen Mittel obliegen dem Haus der Gerechtigkeit.
In diesen Tagen, ebenso wie während der Amtszeit Shoghi Effendis, werden alle von der Führung des Glaubens angenommenen Fonds gebraucht, um die Interessen des Glaubens am Weltzentrum und weltweit zu fördern. Der Rundbrief Nr. 6 der Institution des Ḥuqúqu’lláh erwähnt, dass die Fonds für Zwecke ausgegeben werden wie »Förderung des Lehrens und der Verkündigung des Glaubens weltweit; Pflege, Instandhaltung und Restaurierung der heiligen Bahá’í-Stätten; Aufbau des administrativen Bahá’í-Weltzentrums; Unterstützung der Arbeit der vielen Bahá’í-Institutionen und -Vertretungen; Errichtung und Restaurierung von Bahá’í-Häusern der Andacht; Einrichtung und Unterstützung neuer Institutionen; karitative und wohltätige Unternehmungen; Unterstützung der vielfältigen weltweiten Interessen des Glaubens«.
Die erfolgreiche Verwendung des Ḥuqúqu’lláh und anderer dem Haus der Gerechtigkeit zur Verfügung stehenden Fonds wird an den großen Entwicklungen, die am Weltzentrum und in der gesamten Bahá’í-Weltgemeinde stattgefunden haben, deutlich, wobei viele nationale Budgets aufgrund der Tatsache, dass die überwiegende Mehrheit der Bahá’í der Welt arm ist und ihre nationalen Fonds nicht angemessen unterstützen kann, vom Haus der Gerechtigkeit subventioniert werden müssen.
Das Ḥuqúqu’lláh hat – wie sich schon aus dem Namen »Recht Gottes« ergibt – einen besonderen Charakter, der es von allen anderen Bahá’í-Fonds unterscheidet. Sein Wesen und Zweck und der mit seiner Entrichtung einhergehende Segen können in der Zusammenstellung nachgelesen werden, die zu diesem Thema herausgegeben wurde. …
In Übereinstimmung mit den Bahá’í-Prinzipien sind die Beiträge zu den verschiedenen Bahá’í-Fonds ebenso wie die Zahlung des Rechts Gottes vertraulich und werden quittiert. … Seien Sie versichert, dass am Bahá’í-Weltzentrum eine Methode der Finanzverwaltung eingeführt wurde, um gewissenhaft Buch führen zu können und auch um zu verhindern, dass irgendein merkliches Vorkommen von Verschwendung oder – Gott bewahre – Gesetzesübertretung unentdeckt oder ungeprüft bliebe. Es handelt sich um eine Methode, die sowohl die Vertraulichkeit persönlicher Beiträge als auch die moralisch einwandfreie Nutzung aller dem Haus der Gerechtigkeit anvertrauten Fonds wahrt.A74
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Hinsichtlich der besonderen Sorge, die zu Ihrer Anfrage geführt hat: Die Nutzung von Mitteln des Ḥuqúqu’lláh, deren Verwendung völlig im Ermessen des Oberhaupts des Glaubens liegt, bringt eine breite Palette von Anwendungen mit sich, die schließlich verschiedene gesellschaftliche Bedürfnisse mit Methoden angehen werden, die auch zur Lösung wirtschaftlicher Probleme beitragen. Es ist aber jetzt noch viel zu früh in der weltweiten Beachtung des Gesetzes und es ist dem Haus der Gerechtigkeit angesichts des derzeitigen Zustands der Bahá’í-Gemeinde und auch der Gesellschaft nicht möglich, dies bis ins Einzelne auszuarbeiten. Gegenwärtig wird das Ḥuqúqu’lláh hauptsächlich für die Arbeit der Bahá’í-Gemeinde eingesetzt, was natürlich erste Bemühungen um soziale und wirtschaftliche Entwicklung einschließt.A75
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Wie Sie wissen, ist die Pflicht der Gläubigen zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh im Kitáb-i-Aqdasfestgelegt, und sie werden der Führung des Glaubens dargebracht, jetzt also dem Haus der Gerechtigkeit. Über die Ausgabe dieser Mittel entscheidet das Haus der Gerechtigkeit, und sie werden gegenwärtig der lebenswichtigen Aufgabe zugeführt, die Weltordnung Bahá’u’lláhs zu errichten, was die wesentliche Voraussetzung für die dauerhafte Behebung der Leiden ist, die die Welt jetzt erduldet.
Das Haus der Gerechtigkeit stellt sicher, dass vom Internationalen Treuhänderamt des Ḥuqúqu’lláh und seinem Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land genaue Konten der Ḥuqúqu’lláh-Einkünfte und -Ausgaben geführt werden. Es überwacht die Arbeit der Institution des Ḥuqúqu’lláh und ist sehr zufrieden darüber, dass die Angelegenheiten mit einem Höchstmaß an Integrität behandelt werden.
Eine solche Versicherung seitens des Hauses der Gerechtigkeit ist natürlich für Mitglieder der Bahá’í-Gemeinde ausreichend. Zurzeit hält das Haus der Gerechtigkeit es nicht für notwendig, einem externen Kreis Informationen über Ḥuqúqu’lláh-Abrechnungen vorzulegen; wenn sich künftig eine Situation ergeben sollte, in der es zu öffentlicher Auseinandersetzung über das Thema kommt, wird es tun, was es dann für angemessen erachtet.A76
Quellenangaben
Q1 Qur’án 35:15
Q2 siehe Text Nr. 3 in dieser Kompilation
Q3 siehe Text Nr. 22 in dieser Kompilation
Q4 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch 28
Q5 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 69
Q6 Qur’án 51:55
Anmerkungen
A1 Ḥuqúqu’lláh, arabisch ›das Recht Gottes‹
A2 Soweit nicht anders angegeben, sind alle Abschnitte aus den Schriften Bahá’u’lláhs und ’Abdu’l-Bahás in dieser Zusammenstellung Auszüge aus Sendschreiben, die aus dem persischen oder arabischen Original übersetzt wurden.
A3 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, K97
A4 5‘Abdu’l-Bahá, ‘Abdu’l-Bahá, Wille und Testament 27, Auflage 3.02-Online (2021-06-12)
A5 23. Juni 1945, Shoghi Effendi an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A6 Riḍván 1991, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A7 Der Hinweis bezieht sich auf das feierliche Ereignis des hundertsten Jahrestages des Hinscheidens Bahá’u’lláhs und der Hundertjahrfeier zur Einsetzung Seines mächtigen Bundes
A8 Riḍván 1992, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A9 19. Juni 1992, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A10 12. Januar 2003, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten der Institution des Ḥuqúqu’lláh
A11 7. Oktober 2005, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A12 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 8
A13 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 9
A14 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 42
A15 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 44
A16 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 45
A17 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 69
A18 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 80
A19 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 90
A20 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 95
A21 Neunzehn
A22 Interview mit ‘Abdu’l-Bahá vom 26. November 1919, von Shoghi Effendi ca. 1920 handschriftlich notiert. Fragen aus einem undatierten Brief von George O. Latimer
A23 April/Mai 1927, im Auftrag Shoghi Effendis an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A24 16. Dezember 1927, im Auftrag Shoghi Effendis an einen Gläubigen, handschriftlicher Nachsatz Shoghi Effendis
A25 17. November 1937, im Auftrag Shoghi Effendis an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A26 29. September 1942, im Auftrag Shoghi Effendis an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A27 Ḥuqúq
A28 25. Oktober 1970, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A29 21. Januar 1973, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A30 26. Februar 1973, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A31 16. September 1979, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A32 9. April 1980, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen.
A33 10. Januar 1982, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A34 1. Juni 1983, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A35 4. März 1984, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A36 3. Februar 1987, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A37 23. Juni 1987, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A38 22. März 1989, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an eine Abteilung des Bahá’í-Weltzentrums
A39 1. Oktober 1989, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an ein Treuhänderamt des Ḥuqúqu’lláh
A40 1. Juli 1991, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Schatzmeisters eines Nationalen Geistigen Rates
A41 9. Februar 1992, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A42 30. April 1992, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an eine Abteilung des Bahá’í–Weltzentrums
A43 4. Mai 1992, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an den Treuhänder des Ḥuqúqu’lláh, Hand der Sache Gottes ‘Alí-Muḥammad Varqá
A44 14. Februar 1993, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land
A45 In dieser Zusammenstellung Nr. 58
A46 8. Juli 1993, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A47 8. Oktober 1993, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A48 1. Juli 1996, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A49 15. Oktober 1998, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A50 12. September 2000, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A51 12. Februar 2002, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A52 12. Juli 2004, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land
A53 10. Mai 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A54 21. Mai 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A55 12. Juni 2006, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land
A56 bekannt als Jináb–i–Amín, Ḥuqúq–Treuhänder in der Zeit Bahá’u’lláhs
A57 Ḥájí Abu’l-Hasan-i-Ardikání
A58 Für die, die miteinander beraten, d. h. die Mitglieder der Geistigen Räte
A59 12. Oktober 1946, Shoghi Effendi an einen Nationalen Geistigen Rat
A60 27. Oktober 1963, das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A61 12. September 1969, das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A62 13. November 1992, das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Treuhänder des Ḥuqúqu’lláh, Hand der Sache Gottes ‘Alí-Muḥammad Varqá
A63 14. Februar 1997, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten der Institution des Ḥuqúqu’lláh
A64 13. September 1998, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A65 12. Januar 2003, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten der Institution des Ḥuqúqu’lláh
A66 Riḍván 2003, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A67 25. Januar 2005, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an die Mitglieder des Internationalen Treuhänderamtes des Ḥuqúqu’lláh
A68 Riḍván 2005, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A69 19. Januar 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A70 Riḍván 2006, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A71 15. Januar 1933, an einen einzelnen Gläubigen, aus dem Persischen
A72 2. März 1972, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die im Heiligen Land wohnenden Hände der Sache Gottes
A73 18. Juli 1994, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A74 16. Februar 1998, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A75 8. September 1999, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A76 25. Juli 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
Ḥuqúqu’lláh – Das Recht Gottes
Textzusammenstellung
Grundlagen des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláhA1
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhsA2
1
Gepriesen seist Du, o Herr der ganzen Schöpfung, der Eine, Dem sich alles zuwenden muss. Mit meiner inneren und meiner äußeren Zunge bezeuge ich, dass Du Dich offenbart und kundgetan, Deine Zeichen herabgesandt und Deine Beweise verkündet hast. Ich bezeuge, dass Du unabhängig bist von allem außer Dir und geheiligt über alles Irdische. Ich flehe Dich an bei der erhabenen Herrlichkeit Deiner Sache und der höchsten Macht Deines Wortes: Bestätige den, der zu geben wünscht, was Du ihm in Deinem Buche verordnet hast, und der zu beachten begehrt, was den Duft Deiner Annahme verbreitet. Wahrlich, Du bist der Allmächtige, der Allgnädige, der Allesvergebende, der Freigebigste.
2
Deine Absicht, dem gesegneten Haus einen Besuch abzustatten, ist aus der Sicht dieses Unterdrückten willkommen und wohlgefällig …
Sprich: O Volk, die erste Pflicht ist, den einen wahren Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – zu erkennen; die zweite ist, sich in Seiner Sache standhaft zu erweisen, und danach besteht für jeden die Pflicht, seinen Reichtum und irdischen Besitz nach den Geboten Gottes zu läutern. So ziemt es dir, erst deine Verpflichtung gegenüber dem Recht Gottes zu erfüllen und dann deine Schritte zu Seinem gesegneten Hause zu lenken. Als ein Zeichen der Gnade wurde deine Aufmerksamkeit hierauf gelenkt.
3
So jemand einhundert Mithqál Gold erwirbt, gehören neunzehn Mithqál davon Gott und sind Ihm, dem Schöpfer von Erde und Himmel, zu geben. Habt Acht, o Volk, dass ihr euch eine so große Gnade nicht versagt. Dies haben Wir euch befohlen, wiewohl Wir durchaus auf euch und alle im Himmel und auf Erden verzichten können. Es liegt Weisheit und Nutzen darin, die das Wissen aller außer Gott, dem Allwissenden, dem Allunterrichteten, übersteigt. Sprich: Hierdurch will Er reinigen, was ihr besitzet, und euch befähigen, Stufen zu nahen, die nur der begreift, den Gott es begreifen lässt. Er ist in Wahrheit der Wohltätige, der Gnädige, der Gabenreiche. O Volk! Verfahret nicht treulos mit dem Rechte Gottes noch verfügt darüber ohne Seine Erlaubnis. So ist Sein Befehl ergangen in den heiligen Tafeln und in diesem erhabenen Buche. Wer Gott gegenüber treulos ist, wird gerechterweise selbst Treulosigkeit erfahren. Wer jedoch nach Gottes Geheiß handelt, wird einen Segen empfangen aus dem Himmel der Gnadengaben seines Herrn, des Gnädigen, des Schenkenden, des Großzügigen, des Altehrwürdigen der Tage. Wahrlich, Er will für euch, was eure Kenntnis jetzt noch übersteigt, euch aber bekannt wird, wenn nach diesem flüchtigen Leben eure Seelen himmelwärts steigen und die Teppiche eurer irdischen Freuden zusammengerollt werden. So ermahnt euch Er, in dessen Besitz die Verwahrte Tafel ist.A3
4
Nichts in der Welt des Seins war je erwähnenswert oder wird es jemals sein. Wird indes jemand gnädiglich begünstigt, auf dem Pfade Gottes eine Kleinigkeit – und sei es weniger als einen Pfennig – darzubringen, so ist dies vor Gottes Augen allen Schätzen der Erde vorzuziehen und überlegen. Aus diesem Grund hat der eine wahre Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – in allen Seinen himmlischen Schriften jene gepriesen, die Seine Gebote befolgen und ihren Reichtum Gott zuliebe spenden. Flehe Gott an, dass Er jeden befähige, die Ḥuqúq-Pflicht zu erfüllen, hängen doch Fortschritt und Förderung der Sache Gottes von materiellen Mitteln ab. Könnten Seine treuen Diener nur begreifen, wie verdienstvoll in diesen Tagen gute Werke sind, so würden sie sich alle erheben, um zu tun, was angemessen und schicklich ist. In Seiner Hand ist der Ursprung der Macht, und Er verfügt, was Er will. Er ist der höchste Herrscher, der Freigebige, der Gerechte, der Offenbarer, der Allweise.
5
Einige Jahre lang wurde kein Ḥuqúq angenommen. … In den letzten Jahren haben Wir jedoch in Anbetracht der Erfordernisse der Zeit die Ḥuqúq-Zahlung angenommen, deren Einforderung jedoch untersagt. Jeder muss der Würde des Wortes Gottes und der Erhöhung Seiner Sache höchste Beachtung schenken. Sollte jemand alle Schätze der Welt darbringen und dafür die Ehre der Sache Gottes mindern – sei es auch um weniger als ein Senfkorn –, so wäre eine solche Gabe nicht annehmbar. Die ganze Welt gehört Gott und wird Ihm immerdar gehören. Wenn jemand von sich aus, hell vor Freude strahlend, das Ḥuqúq darbietet, ist es annehmbar, sonst nicht. Der Nutzen solchen Handelns fällt auf die Einzelnen zurück. Dieser Maßstab wurde in Anbetracht der Notwendigkeit materieller Mittel festgesetzt, denn »Gott verabscheut, irgend etwas ohne die dafür nötigen Mittel in Gang zu setzen«. Daher wurde Anweisung gegeben, das Ḥuqúq entgegenzunehmen.
6
Der eine wahre Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – war seit jeher über jede Lobesbezeugung erhaben und wird es fortan bleiben und ist geheiligt über die Welt des Daseins und alle ihre Reichtümer. Was immer von Ihm ausgeht, schafft eine Frucht, deren Nutzen auf die einzelnen Menschen zurückfällt. Binnen kurzem werden sie die Wahrheit dessen erkennen, was die Zunge der Erhabenheit ehemals sprach und künftig äußern wird. Und solcher Nutzen erwächst wirklich, wenn das Ḥuqúq mit höchster, strahlender Freude und im Geiste vollkommener Demut und Bescheidenheit dargebracht wird.
7
O Zayn! Seelen, die sich an die im Buche verordneten Gebote Gottes halten, werden in Gottes Wertschätzung als vortrefflich betrachtet. Ohne jeden Zweifel geschieht alles, was vom Himmel göttlicher Macht offenbart wird, durch die Kraft Seiner Weisheit und im besten Interesse der Menschen. Obwohl diese unbedeutenden Beträge nicht der Rede wert sind, wirken sie dennoch wohltuend, da die Geber sie Gott zuliebe darbringen. Wäre die Zahlung auch nur ein Körnchen, wird sie doch als die krönende Zier aller Ernten der Welt betrachtet.
8
Wer immer das Vorrecht genießt, das Recht Gottes zu zahlen, wird zu jenen gezählt, die die Gebote des einen wahren Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – einhalten und erfüllen, was durch die Allherrliche Feder festgelegt ist.
Immer wieder haben Wir geschrieben und befohlen, dass niemand um solche Zahlungen nachsuchen sollte. Das Anerbieten derjenigen, die das Ḥuqúqu’lláh aus freiem Entschluss mit höchster Freude und Wonne darbringen, darf angenommen werden, sonst war und ist die Annahme nicht gestattet. Wer seine Pflicht nicht beachtet, soll kurz daran erinnert werden. Taten müssen bereitwillig ausgeführt werden, und der Würde der Sache Gottes ist unter allen Umständen höchste Beachtung zu schenken. Sollte jemand – so haben Wir früher erwähnt – die ganze Welt besitzen und all ihren Besitz anbieten und dabei die Ehre der Sache, sei es auch nur im Ausmaß eines Senfkorns, herabsetzen, so wäre es erforderlich und unumgänglich, die Annahme eines solchen Vermögens abzulehnen. Solcher Art ist die Sache Gottes, urewig ohne Anfang und Ende. Wohl denen, die danach handeln.
Das Gebot über die Ḥuqúq-Zahlung ist nur eine Gunst von Seiten des einen wahren Gottes – erhaben sei Seine Herrlichkeit, und der Nutzen daraus fällt auf den Geber selbst zurück. Es geziemt allen, Gott, dem Höchsterhabenen, zu danken, dass Er ihnen möglich macht, ihre Ḥuqúq-Pflicht zu erfüllen. Wir haben die Feder über einen langen Zeitraum zurückgehalten und keine Anweisung in dieser Hinsicht erteilt, bis zu der Zeit, da die Erfordernisse Seiner unergründlichen Weisheit die Annahme des Ḥuqúq verlangte. »Gott verabscheut, irgend etwas ohne die dafür nötigen Mittel in Gang zu setzen.« Einige Menschen brauchen unbedingt Hilfe, andere brauchen Aufmerksamkeit und Fürsorge. All dies muss jedoch geschehen mit der Erlaubnis Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden.
9
Und nun zu dem, was du über das Ḥuqúq sagst. Es ist eigens für den einen wahren Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – bestimmt und sollte an den Hof Seiner heiligen Gegenwart geleitet werden. Er hält den Quell der Amtsgewalt in Seiner Hand. Er tut, was Er will, und ordnet an, was Ihm beliebt. …
Dieses Gebot ist für jeden bindend, und wer es befolgt, kommt zu Ehren, da es zur Läuterung seiner Güter dient sowie Segen und weiteren Wohlstand verleiht. Die Menschen kennen jedoch seine Bedeutung noch nicht. Sie trachten ständig danach, auf rechtmäßigen oder rechtswidrigen Wegen Reichtümer anzuhäufen, um sie auf ihre Erben zu übertragen; zu welchem Nutzen, kann niemand sagen. Sprich: An diesem Tag ist der wahre Erbe Gottes Wort; denn der eigentliche Zweck der Erbschaft ist, der Menschen Namen und Spuren zu bewahren. Unbezweifelbar klar ist, dass der Ablauf von Jahrhunderten und Zeitaltern diese Zeichen auslöschen wird, während jedes Wort, das aus der Feder der Herrlichkeit zu Ehren einer bestimmten Person strömt, so lange währt, wie die Reiche der Erde und des Himmels bestehen.
10
Dies ist das Buch der Großmut, offenbart vom König der Ewigkeit. Wer immer sich mit dieser Tugend schmückt, zeichnet sich aus und wird vom Allgnädigen aus Seinem erhabenen Reich der Herrlichkeit gesegnet. Überschreitet er jedoch die Grenzen, ungeachtet seines hohen Ranges und seiner hervorragenden Stellung, so gilt er vor Gott, dem Allwissenden, dem Allweisen, als Verschwender. Haltet euch an die Mäßigung. Dies ist das Gebot, das Er, der Allbesitzende, der Höchste, euch in Seinem Buche der Großmut auferlegt. O ihr Träger, ihr Manifestationen der Großmut! Seid großmütig zu denen, die ihr in offenkundiger Armut vorfindet. O ihr Besitzer des Reichtums! Seid auf der Hut, dass euch Äußerlichkeiten nicht von wohltätigem Tun auf dem Pfade Gottes, des Herrn der ganzen Menschheit, abhalten.
Sprich: Ich schwöre bei Gott! Niemand wird in den Augen des Allmächtigen gering geschätzt, weil er arm ist. Er wird vielmehr gepriesen, wenn er als einer befunden wird, der geduldig ist. Selig sind die Armen, die standhaft sind in der Geduld, und wehe den Reichen, die das Ḥuqúqu’lláh zurückhalten und nicht beachten, was ihnen in Seiner Verwahrten Tafel auferlegt ist.
Sprich: Rühmt euch nicht der irdischen Reichtümer, die ihr besitzt. Denkt nach über euer Ende und über den Lohn für eure Werke, festgesetzt im Buche Gottes, des Erhabenen, des Mächtigen. Selig ist der Reiche, den aller irdische Besitz nicht von der Hinwendung zu Gott, dem Herrn aller Namen, abzuhalten vermag. Wahrlich, er wird vor Gott, dem Gnädigen, dem Allwissenden, zu den hervorragenden Menschen gezählt.
Sprich: Der festgesetzte Tag ist gekommen. Dies ist der Frühling menschenfreundlicher Werke, gehörtet ihr doch zu denen, die dies begreifen. Müht euch mit aller Kraft, o Menschen, auf dass ihr hervorbringen möget, was euch wirklich nützt in den Welten eures Herrn, des Allherrlichen, des Allgepriesenen.
Sprich: Haltet euch fest an eine lobenswerte Wesensart und gute Taten und gehört nicht zu den Zaudernden. Jedem gebührt, sich treu an das zu halten, was die Sache Gottes, eures Herrn, des Mächtigen, des Kraftvollen, erhöhen hilft.
Sprich: Seht ihr nicht die Welt, ihren Wandel, ihre Geschicke und ihre wechselnden Farben? Weshalb begnügt ihr euch mit ihr und allem, was darinnen ist? Öffnet eure Augen und gehört zu denen, die mit Einsicht begabt sind. Schnell naht der Tag, da all dies in Blitzesschnelle, nein, noch schneller vergangen ist. Dies bezeugt der Herr des Königreiches in diesem wundersamen Tablet.
Wärest du von der erhebenden Begeisterung der Verse Gottes hingerissen, du würdest deinem Herrn Dank erweisen und sprechen: »Preis sei Dir, o Verlangen der Herzen derer, die Dir zu begegnen eilen!« Frohlocke sodann in höchster Freude, da die Feder der Herrlichkeit sich dir zuwendet und dir zu Ehren offenbart, was zu beschreiben die Sprachen der Schöpfung und die Zungen der Erhabenheit machtlos sind.
11
Es obliegt jedem, der Ḥuqúq-Pflicht nachzukommen. Der aus dieser Tat gewonnene Nutzen fällt auf die Betreffenden selbst zurück. Die Annahme der Zahlung hängt jedoch vom Geist der Freude, Zusammengehörigkeit und Zufriedenheit ab, den die rechtschaffenen Seelen bei der Erfüllung dieses Gebotes an den Tag legen. Zeigen sie diese Haltung, ist die Annahme erlaubt, sonst nicht. Wahrlich, dein Herr ist der Allgenügende, der Allgepriesene.
12
Es ist klar und offenkundig, dass die Zahlung des Rechtes Gottes den Wohlstand, den Segen, die Ehre und den göttlichen Schutz fördert. Wohl denen, die diese Wahrheit begreifen und anerkennen, und wehe denen, die nicht glauben. Die Bedingung dafür ist, dass der Mensch die im Buche verordneten Gebote in höchstem Maße strahlend, voll Freude und bereitwilliger Ergebenheit erfüllt. Euch geziemt, den Freunden das anzuraten, was richtig und lobenswert ist. Wer immer auf diesen Ruf hört, dem gereicht es zum eigenen Nutzen, und wer immer es versäumt, der schadet sich selbst. Wahrlich, unser Herr der Gnade ist der Allgenügende, der Allgepriesene.
13
Ḥuqúqu’lláh ist wahrlich ein bedeutendes Gesetz. Allen obliegt, diese Gabe darzubringen, weil sie die Quelle von Gnade, Überfluss und allem Guten ist. Sie ist eine Wohltat, die jede Seele in jeder der Welten Gottes, des Allbesitzenden, des Allgütigen, begleiten wird.
14
Heute obliegt es jedem, der Sache Gottes zu dienen, wobei Er, Der die Ewige Wahrheit ist – erhaben sei Seine Herrlichkeit – die Durchführung jedes Unterfangens auf Erden von materiellen Mitteln abhängig gemacht hat. Deshalb ist jedem Einzelnen auferlegt, das darzubringen, was das Recht Gottes ist.
15
Großer Gott! In dieser herrlichen Sendung sind die von Königen und Königinnen angesammelten Schätze der Erwähnung nicht wert, noch sind sie annehmbar in Gottes Gegenwart. Ein Senfkorn jedoch, von Seinen Geliebten dargeboten, wird am erhabenen Hofe Seiner Heiligkeit gepriesen und mit dem Schmuck Seiner Annahme geziert. Unermesslich erhaben ist Seine Güte, unermesslich verherrlicht ist Seine Majestät.
16
Der Nutzen, der aus wohltätigen Werken erwächst, wird den betreffenden Personen zufallen. In solchen Dingen genügt ein Wort. Wenn jemand das Ḥuqúq in strahlender Freude und mit ergebenem, zufriedenem Geiste anbietet, ist seine Gabe vor Gott annehmbar; ansonsten kann Gott auf alle Völker der Erde verzichten. … Wohl denen, die das erfüllen, was im Buche Gottes geboten ist. Es obliegt jedem, Gottes Absicht zu befolgen, denn was auch immer von der Feder der Herrlichkeit im Buche dargelegt wurde, ist ein wirksames Mittel zur Reinigung, Läuterung und Heiligung der Menschenseelen, eine Quelle des Wohlstandes und des Segens. Glücklich ist, wer Seine Gebote befolgt.
Keine gute Tat ging oder geht je verloren; denn wohltätige Werke sind Schätze, die bei Gott zum Nutzen jener, die handeln, aufbewahrt werden. Selig der Diener und die Dienerin, die ihre Pflicht auf dem Pfade Gottes, unseres Herrn, des Herrn aller Welten, erfüllen. … Das Recht Gottes muss entrichtet werden, wann immer es möglich ist; es muss mit freudestrahlendem Geiste dargeboten werden. Wer zahlungsunfähig ist, wird mit dem Schmuck Seiner Vergebung bekleidet.
17
Es besteht kein Zweifel, dass alles, was des Allherrlichen Feder jemals offenbarte, seien es Gebote oder Verbote, den Gläubigen Nutzen bringt. Unter den Geboten ist zum Beispiel das des Ḥuqúqu’lláh. Wenn die Menschen das Vorrecht erlangen, das Ḥuqúq zu entrichten, wird der eine wahre Gott – erhaben sei Seine Herrlichkeit – ihnen gewiss Seinen Segen erteilen. Überdies wird eine solche Zahlung sie und ihre Nachkommen befähigen, von ihren Besitztümern Nutzen zu haben. Wie du siehst, geht den Menschen ein Großteil ihres Vermögens verloren, weil Gott veranlasst, dass Fremde oder Erben, im Vergleich zu denen Fremde vorzuziehen wären, Hand auf ihren Besitz legen.
Gottes vollkommene Weisheit reicht weit über jede Beschreibung oder angemessene Erwähnung hinaus. Wahrlich, die Menschen sehen es mit eigenen Augen, und doch leugnen sie; sie sind sich dessen bewusst, und doch geben sie vor, es nicht zu wissen. Befolgten sie Gottes Gebot, so erlangten sie das Gute dieser und der nächsten Welt.
18
Die Ḥuqúq-Frage hängt von der Bereitschaft des Einzelnen ab. Das Anerbieten jedes treuen Gläubigen, der das Recht Gottes von sich aus höchst freudestrahlend zu geben wünscht, ist gnädig annehmbar, anders jedoch nicht. Wahrlich, dein Herr ist unabhängig von der ganzen Menschheit. Bedenke, was der Allbarmherzige im Qur’án offenbart: »O Menschen! Ihr seid nur Arme, die Gott brauchen; Gott aber ist der Selbstgenügende, der Allgepriesene.«Q1
Zu allen Zeiten muss der Würde und Ehre der Sache Gottes höchste Beachtung geschenkt werden.
19
Du hast geschrieben, dass sie sich verpflichtet haben, in ihrem Leben äußerste Genügsamkeit zu üben mit der Absicht, den Rest ihres Einkommens in Seine erhabene Gegenwart zu schicken. Dies wurde an Seinem heiligen Hofe erwähnt. Er sagte: Lasst sie Mäßigung üben und sich keine Härte aufbürden. Wir möchten, dass sich beide eines angenehmen Lebens erfreuen.
20
Für das Ḥuqúqu’lláh gibt es eine vorgeschriebene Verfahrensweise. Nach der Gründung des Hauses der Gerechtigkeit wird dessen Regelung in Übereinstimmung mit dem Willen Gottes bekannt gemacht werden.
21
Verherrlicht seiest Du, mein mitleidvoller Herr! Ich flehe Dich an, beim tosenden Weltmeer Deines heiligen Wortes, bei den mannigfachen Zeichen Deiner höchsten Souveränität, bei den zwingenden Beweisen Deiner Göttlichkeit und bei den verborgenen Geheimnissen, die in Deiner Erkenntnis verwahrt sind, verleihe mir Deine Gnade, Dir und Deinen Erwählten zu dienen, und befähige mich, pflichtgetreu Dein Ḥuqúq darzubringen, wie Du es in Deinem Buche verordnet hast.
Ich bin es, o mein Herr, der seine Liebe in Dein Reich der Herrlichkeit legt und sich beharrlich an den Saum Deiner Großmut klammert. O Du Herr allen Seins, Du Herrscher im Reiche der Namen! Ich flehe Dich an, versage mir nicht, was Du besitzest, noch enthalte mir vor, was Du Deinen Erwählten bestimmt hast.
Ich bitte Dich flehentlich, o Du Herr aller Namen und Schöpfer der Himmel, stehe mir durch Deine stärkende Gnade bei, in Deiner Sache so standhaft zu sein, dass die Eitelkeiten der Welt mich nicht wie ein Schleier von Dir ausschließen, noch dass die gewaltige Unruhe mich behindere, mit der die Übeltäter sich erhoben haben, Dein Volk in Deinen Tagen irrezuführen. Bestimme mir sodann, Du meine Herzenssehnsucht, das Gute dieser und der zukünftigen Welt. Wahrlich, Du bist machtvoll zu tun, was Du willst. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Immervergebenden, dem Großmütigsten.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
22
O ihr Freunde ‘Abdu’l-Bahás! Zum Zeichen Seiner grenzenlosen Großmut hat der Herr für Seine Diener gnädiglich eine genau bestimmte Geldgabe vorgesehen, das Ihm gehorsam darzubringen ist, obgleich Er, der Wahre, wie auch Seine Diener allezeit unabhängig von allem Erschaffenen sind, und Gott ist wahrlich der Allbesitzende, hoch erhaben über das Verlangen nach einer Gabe von Seinen Geschöpfen. Aber diese festgesetzte Geldgabe lässt das Volk fest und standhaft werden und mehrt das, was von Gott kommt. Es ist über den Hüter der Sache Gottes darzubringen, damit es für die Verbreitung der Düfte Gottes und die Verherrlichung Seines Wortes, für mildtätige Zwecke und für das Allgemeinwohl ausgegeben werde.A4
23
Wie vom Urquell der Schöpfung vorherbestimmt, wurde der Tempel der Welt nach dem Bild und der Form des Menschenleibs gestaltet. In der Tat spiegelt das eine das andere wider, würdet ihr es nur mit scharfsichtigem Auge betrachten. Damit ist gemeint: Wie in dieser Welt der Menschenleib zwar äußerlich aus verschiedenen Gliedern und Organen zusammengesetzt ist, aber in Wirklichkeit eine fest gefügte Wesenseinheit bildet, so gleicht die stoffliche Welt in ihrem Aufbau einem Einzelwesen, dessen Glieder und Teile untrennbar miteinander verbunden sind.
Wer einen Blick für die Wirklichkeiten aller Dinge hat und sie entdeckt, dem wird klar, dass die Größte Verbundenheit, welche die Welt des Seins zusammenhält, im Innersten aller erschaffenen Dinge ruht und dass Zusammenarbeit, gegenseitige Hilfe und Wechselseitigkeit Wesensmerkmale am Gesamtkörper des Seins sind, zumal alle erschaffenen Dinge eng miteinander verbunden sind und eins vom anderen beeinflusst wird und unmittelbar oder mittelbar Nutzen zieht.
Betrachte zum Beispiel, wie eine Gruppe erschaffener Dinge das Pflanzenreich, eine andere das Tierreich bildet. Jede dieser Gruppen nutzt bestimmte Elemente aus der Luft, von denen ihr eigenes Leben abhängt, während jede diejenigen Elemente vermehrt, die für das Leben der anderen notwendig sind. Mit anderen Worten sind Wachstum und Entwicklung der Pflanzenwelt ohne das Vorhandensein des Tierreiches unmöglich; der Fortbestand des Tierlebens ist ohne die Mitarbeit des Pflanzenreiches unvorstellbar. Von der gleichen Beschaffenheit sind die zwischen allen erschaffenen Dingen insgesamt bestehenden Beziehungen. Deshalb wurde erklärt, dass Zusammenarbeit und Wechselseitigkeit dem Gesamtkörper des Seins innewohnende Wesensmerkmale sind, ohne die sich die gesamte Schöpfung in ein Nichts auflöste.
Überschaust du den unermesslichen Bereich der Schöpfung, so nimmst du wahr, wie die Zeichen und Beweise für die Wahrheit, dass Zusammenarbeit und Wechselseitigkeit auf der höheren Ordnungsstufe größer sind als auf einer niedrigeren, desto deutlicher sind, je höher ein Schöpfungsreich auf dem aufsteigenden Bogen steht. Zum Beispiel sind die klaren Zeichen dieser grundlegenden Wirklichkeit im Pflanzenreich deutlicher als im Mineralreich und im Tierreich noch offensichtlicher als im Pflanzenreich.
Und dem entsprechend siehst du, wenn du die Menschenwelt aufmerksam betrachtest, dieses wundersame Phänomen von allen Seiten in höchster Vollkommenheit strahlen, da auf dieser Stufe Zusammenarbeit, gegenseitige Hilfe und Wechselseitigkeit nicht auf den Körper und das der materiellen Welt Zugehörige beschränkt sind, sondern für alle Zustände gelten, seien sie materiell oder geistig, wie Vernunft, Denken, Meinung, Benehmen, Sitten, Geisteshaltung, Verständnis, Gefühle oder andere menschliche Regungen. Bei alledem wirst du diese verbindenden Beziehungen fest verankert sehen. Je mehr diese gegenseitige Beziehung verstärkt und erweitert wird, desto mehr wachsen in der menschlichen Gesellschaft Fortschritt und Wohlstand. In der Tat wären ohne diese wichtigen Verbindungen wahres Glück und Erfolg für die Menschheit völlig unerreichbar.
Bedenke nun, wenn für die Menschen, die nur Erscheinungsformen der Welt des Daseins sind, diese bedeutsame Sache so wichtig ist, um wie viel größer muss der Geist der Zusammenarbeit und gegenseitigen Hilfe unter denen sein, die der Wesenskern der Welt der Schöpfung sind, die den schützenden Schatten des himmlischen Baumes suchten und von den Manifestationen göttlicher Gnade begünstigt wurden; wie müssen die Beweise dieses Geistes durch ihre ernsthaften Bemühungen, ihre Kameradschaft und Eintracht in jedem Bereich ihres inneren und äußeren Lebens, im Reiche des Geistes und der göttlichen Geheimnisse sowie in allen Dingen dieser und der nächsten Welt zutage treten. Ohne Zweifel müssen sie sogar bereit sein, ihr Leben füreinander zu opfern.
Dies ist das Grundprinzip, auf dem die Institution des Ḥuqúqu’lláh errichtet ist, sind ihre Einnahmen doch der Förderung dieser Ziele gewidmet. Ansonsten war der eine wahre Gott seit jeher von allem außer Ihm selbst unabhängig und wird es immer sein. So wie Er allen Geschöpfen ermöglichte, an Seiner grenzenlosen Güte und Gnade teilzuhaben, ist Er auch in der Lage, Seinen Geliebten aus den Schatzkammern der Macht Reichtum zu bescheren. Jedoch liegt die Weisheit dieses Gebotes darin, dass die Tat des Gebens in Gottes Augen wohlgefällig ist. Bedenke, wie wohlgefällig diese machtvolle Tat in Seiner Bewertung sein muss, dass Er sie Seinem eigenen Selbst zugute kommen lässt. Frohlocke also, du Volk der Großmut!
Wir hoffen inständig, dass in diesem Größten Zyklus die wunderbaren Eigenschaften des Allbarmherzigen durch die unendliche Güte und den Segen des Königs der Herrlichkeit im Leben der Diener Gottes dergestalt sichtbar werden mögen, dass ihr Wohlgeruch seinen Duft über alle Regionen verbreitet.
Diese Sache bedarf weiterer Erläuterung, wir haben sie jedoch kurz behandelt.
24
O meine himmlischen Freunde! Es ist gewiss und offenkundig, dass der Unvergleichliche immer gepriesen wird für Seinen absoluten Reichtum, berühmt ist für Sein allumfassendes Erbarmen, herausgehoben durch Seine ewige Gnade und bekannt für Seine Gaben an die ganze Welt des Daseins. Dennoch auferlegt Er in Seiner unergründlichen Weisheit und als einzigartige Prüfung, die den Freund vom Fremdling unterscheidet, Seinen Dienern das Ḥuqúq und macht es ihnen zur Pflicht.
Wer dieses wichtige Gebot beachtet, der empfängt himmlischen Segen; sein Angesicht strahlt hell in beiden Welten, der süße Duft des zarten Erbarmens Gottes zieht ihm in die Nase. Ein Zeichen von Gottes vollendeter Weisheit ist, dass das Zahlen des Ḥuqúq dem Geber ermöglicht, fest und standhaft zu werden, und einen großen Einfluss auf sein Herz und seine Seele ausübt. Überdies wird das Ḥuqúq für wohltätige Zwecke verwendet.
25
Danke Gott dafür, dass Er dir gnädig beisteht, den ausdrücklichen Befehl Seines Heiligsten Buches zu befolgen, da du dich erhebst, die Ḥuqúq-Pflicht zu erfüllen, und da Gott deine edle Tat annimmt.
Wisse außerdem, dass, wer dem Allbarmherzigen treu dient, von Ihm aus Seiner himmlischen Schatzkammer bereichert wird und dass die Ḥuqúq-Zahlung nur eine Prüfung ist, die Er Seinen Dienern und Dienerinnen auferlegt. So wird jeder wahre und aufrichtige Gläubige das Ḥuqúq darbringen zur Unterstützung der Armen, der Behinderten, der Bedürftigen und der Waisen sowie für andere lebenswichtige Erfordernisse der Sache Gottes, so wie Christus einen Fonds für wohltätige Zwecke gegründet hat.
Auszug aus einem Brief im Auftrag Shoghi Effendis
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Groß ist der Lohn, den Gott den treuen, ergebenen Seelen bestimmt hat, den reinen, losgelösten Wesen, die spontan einen Teil ihres irdischen Besitzes entweder zu ihren Lebzeiten oder durch ihr Testament der Sache Gottes darbringen und das ehrende Vorrecht haben, ihre Pflichten gegen das Ḥuqúqu’lláh zu erfüllen.
Versichern Sie den Spendern und den Hinterbliebenen derer, die zu Gott aufgestiegen sind, in meinem Auftrag, dass diese Bemühungen und Gaben ganz gewiss göttliche Bestätigungen, himmlischen Segen und unermessliche Gnaden anziehen und die vielfältigen Belange der Internationalen Bahá’í-Gemeinde fördern. Wohl ihnen, da Gott sie befähigte, das zu erfüllen, was ihre Stufe in dieser und der künftigen Welt erhöhen wird.A5
Auszüge aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
27
Solch ein einzigartiges Zusammentreffen bevorstehender Errungenschaften – die Veröffentlichung des Kitáb-i-Aqdas, der Fortschritt der Bauvorhaben am Berg Karmel, der Abschluss des Sechsjahresplanes, die Eröffnung des heiligen Jahres – beseelt die Erwartungen der Bahá’í-Welt, schlägt die Bühne auf für noch machtvollere Bemühungen als die bereits in Angriff genommenen und zeigt uns allen den Beginn eines neuen Abschnitts der Geschichte an. Somit scheint es angebracht, dass das heilige Gesetz, das jeden Mann und jede Frau befähigt, sein oder ihr persönliches Gefühl der Hingabe an Gott in einem zutiefst vertraulichen, das Gemeinwohl fördernden, den einzelnen Gläubigen unmittelbar mit der zentralen Institution des Glaubens verbindenden Gewissensakt auszudrücken – in einem Gewissensakt, der überdies den Gehorsamen und Aufrichtigen der unbeschreiblichen Gnade und des überreichen Segens der Vorsehung versichert –, dass dieses heilige Gesetz in diesem günstigen Augenblick von allen angenommen wird, die ihren Glauben an die höchste Manifestation Gottes bekennen. In Demut vor unserem souveränen Herrn kündigen wir an, dass ab Riḍván 1992, dem Beginn des heiligen Jahres, das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh, des Rechtes Gottes, weltweit anwendbar wird. Alle sind in Liebe aufgefordert, es zu beachten.A6
28
Und jetzt, in ungeduldiger Erwartung der beiden großen GedenkveranstaltungenA7 wie auch der bevorstehenden Veröffentlichung des Mutterbuches der Bahá’í-Offenbarung tritt das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh als eine feste Lebensregel aller Mitglieder unserer ganzen Weltgemeinschaft in Kraft. Mögen die verheißenen göttlichen Gnadengaben, die mit der Inkraftsetzung dieses heiligen Gesetzes verbunden sind, auf die Geliebten des Herrn in jedem Land herniederströmen. A8
29
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hofft inständig, dass der Geist des Heiligen Jahres und die Wirkung des Gehorsams gegenüber dem Gesetz des Ḥuqúqu’lláh das Bewusstsein der Gläubigen für die heilige Natur der Fonds des Glaubens und die wesentliche Rolle, die sie bei der Verwirklichung der Offenbarung Bahá’u’lláhs spielen, neu beleben wird.A9
30
Die Institution des Ḥuqúqu’lláh wird im Laufe dieser Sendung zur Vergeistigung der Menschheit beitragen, indem sie eine neue Haltung gegenüber dem Erwerb und der Nutzung materieller Ressourcen fördert. Sie wird die für große gemeinsame Unternehmungen benötigten materiellen Ressourcen bereitstellen, um die Lebensumstände allgemein zu verbessern, und sie wird machtvoll beim Entstehen einer Weltkultur mitwirken.A10
31
Was Ihre Sorge ums Geld angeht, so ist der Erwerb von Reichtum an sich nichts Fürchterliches, sondern eine praktische Notwendigkeit. Das Problematische am Reichtum erwächst aus einer unangemessenen Haltung gegenüber dem Besitz und seinem Gebrauch. In dieser Hinsicht mag es hilfreich für Sie sein, die Verborgenen Worte (persisch) Nr. 80, 81 und 82 zu lesen. Wie in so vielen anderen Lebensfragen auch, gibt uns Bahá’u’lláh durch Seine Lehren ein Mittel an die Hand, um uns vor der Prüfung durch Reichtum zu bewahren, indem Er das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh verordnet, zu den Bahá’í-Fonds beizutragen ermöglicht und zu menschenfreundlichen Unternehmungen zum Wohle aller ermutigt.A11
Anwendung des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhs
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Wer sein Wort hält, seine Pflicht erfüllt, seine Zusagen und Versprechen einhält, Gott Sein Pfand und Sein Recht wiedergibt, der wird zu den Bewohnern des allhöchsten Paradieses gezählt. So verkündet ihm der Unterdrückte aus Seinem mächtigen Gefängnis die frohe Botschaft. Selig sind die Diener und die Mägde, die ihre Aufgaben erfüllen, selig der Mensch, der sich treu an lobenswerte Taten hält und befolgt, was ihm im Buche Gottes, des Herrn der Welten, geboten ist.
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Die Zahlung des Rechtes Gottes ist von den finanziellen Möglichkeiten abhängig. Wenn jemand seiner Verpflichtung nicht nachkommen kann, wird Gott ihm wahrlich vergeben. Er ist der Allverzeihende, der Allgroßmütige.
34
Frage: zum Grundbetrag, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist:
Antwort: Der Grundbetrag, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist, beläuft sich auf neunzehn Mithqál Gold. Mit anderen Worten, wenn Geld im Wert dieser Summe erworben wurde, ist eine Ḥuqúq-Zahlung fällig. Desgleichen ist das Ḥuqúq zu zahlen, wenn der Wert (nicht die Anzahl) sonstiger Vermögensgegenstände den genannten Betrag erreicht. Das Ḥuqúqu’lláh ist nur einmal zu zahlen. Wer zum Beispiel tausend Mithqál Gold erwirbt und das Ḥuqúq zahlt, ist zu keiner weiteren Zahlung auf diese Summe verpflichtet, sondern nur auf das, was er durch Handel, Gewerbe und dergleichen dazugewinnt. Erreicht dieser Zuwachs, also der erzielte Gewinn, die vorgeschriebene Summe, so ist zu tun, was Gott befohlen hat. Nur wenn das Kapital den Eigentümer wechselt, ist es wie beim ersten Mal der Ḥuqúq-Zahlung unterworfen. Der Erste Punkt bestimmte, dass das Ḥuqúqu’lláh auf den Geldwert aller Vermögensteile zu zahlen ist, doch in dieser Mächtigsten Sendung haben Wir das Mobiliar, das heißt die notwendige Einrichtung sowie das Wohnhaus, ausgenommen.A12
35
Frage: Was hat Vorrang: das Ḥuqúqu’lláh, die Schulden des Verstorbenen oder die Kosten der Totenfeier und der Beerdigung?
Antwort: Die Totenfeier und die Beerdigung haben Vorrang, dann die Begleichung der Schulden, dann die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung. Sollte das Vermögen des Verstorbenen für die Begleichung seiner Schulden nicht ausreichen, so ist das Restvermögen im Verhältnis zur Höhe der einzelnen Schuldbeträge zu verteilen.A13
36
Frage: Das Gebot des Ḥuqúqu’lláh wurde im Kitáb-i-Aqdas offenbart. Gehören das Wohnhaus, dessen Zubehör und das erforderliche Mobiliar zu dem Vermögen, für das das Ḥuqúq zu zahlen ist?
Antwort: In den Gesetzen, die Wir in persischer Sprache offenbarten, haben Wir verfügt, dass in dieser Mächtigsten Sendung das Wohnhaus und das Mobiliar ausgenommen sind, das heißt, Mobiliar, das notwendig ist.A14
37
Frage: Ist das Ḥuqúq zu zahlen, wenn jemand beispielsweise hundert Túmán besitzt, dafür das Ḥuqúq zahlt, die Hälfte des Betrags bei erfolglosen Geschäften verliert und dann einen Ḥuqúq-pflichtigen Betrag wieder gewinnt?
Antwort: In diesem Fall ist das Ḥuqúq nicht zu entrichten.A15
38
Frage: Ist das Ḥuqúq ein zweites Mal zu zahlen, wenn nach ihrer Entrichtung der ursprüngliche Betrag verloren geht, er aber durch geschäftliche Transaktionen wieder erzielt wird?
Antwort: Auch in diesem Fall fällt kein Ḥuqúq an.A16
39
Frage: Darf ein Erblasser testamentarisch verfügen, dass nach Begleichung der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung und der Schuldentilgung Teile seines Vermögens für wohltätige Zwecke verwandt werden, oder ist er gehalten, es bei der Zuweisung einer gewissen Summe für die Kosten der Trauerfeier und der Beerdigung bewenden zu lassen, so dass der Rest seines Vermögens in der von Gott bestimmten Weise unter die vorgeschriebenen Erbkategorien verteilt wird?
Antwort: Der Erblasser hat die volle Verfügungsgewalt über sein Vermögen. Ist er dem Ḥuqúqu’lláh nachgekommen und schuldenfrei, dann ist alles in seinem Testament Verfügte und jedes Anerkenntnis annehmbar. Gott hat ihm wahrlich gestattet, mit dem, was Er ihm verliehen hat, so zu verfahren, wie es ihm beliebt.A17
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Frage: Soll, wenn der Verstorbene weder das Ḥuqúq noch seine Schulden bezahlt hat, die Zahlung anteilmäßig von seinem Wohnhaus, der persönlichen Kleidung und dem Rest des Vermögens geleistet werden oder sind Wohnhaus und die persönliche Kleidung für die männlichen Nachkommen auszusondern, so dass die Schulden aus dem verbleibenden Vermögen zu zahlen sind? Wie sollen die Schulden beglichen werden, wenn der Rest des Vermögens hierfür nicht ausreicht?
Antwort: Die Schulden und das Ḥuqúq sollen aus dem Restvermögen bezahlt werden. Wenn dieses nicht ausreicht, sind die Rückstände aus dem Wohnhaus und der Kleidung zu begleichen.A18
41
Frage: Wenn das Erlangte neunzehn [Mithqál Gold] übersteigt, muss es dann erst wieder auf weitere neunzehn [Mithqál Gold] anwachsen, bevor das Ḥuqúq fällig wird, oder ist das Ḥuqúq für jeden übersteigenden Betrag zu zahlen?
Antwort: Das Ḥuqúq fällt nicht bei jedem übersteigenden Betrag an, sondern nur dann, wenn dieser weitere neunzehn erreicht.A19
42
Frage: zur Ausstattung einer Arbeitsstätte für das eigene Gewerbe oder den Beruf: Ist sie der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung unterworfen oder unterliegt sie derselben Regelung wie die Wohnungseinrichtung?
Antwort: Sie unterliegt denselben Regelungen wie die Wohnungseinrichtung.A20
43
Der Mindestbetrag, dem das Ḥuqúqu’lláh unterliegt, wird erreicht, wenn jemandes Vermögen der Zahl VáhidA21 entspricht; d. h. immer, wenn jemand 19 Mithqál Gold besitzt oder Vermögen erwirbt, das diesen Wert nach Abzug der jährlichen Ausgaben erreicht, wird das Ḥuqúq fällig und die Zahlung Pflicht.
44
Es wurde von Gott verordnet, dass ein Eigentum, das nicht gewinnbringend ist, das heißt, keinen Ertrag abwirft, nicht der Ḥuqúq-Zahlung unterliegt. Wahrlich, Er ist der Befehlende, der Freigebige.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
45
Du fragst nach dem Ḥuqúq. Von den jährlichen Erlösen sind alle Ausgaben das Jahr über abziehbar, und von dem, was übrig bleibt, sind 19% Ḥuqúq zu zahlen. So nimmt zum Beispiel jemand durch sein Geschäft 1.000 Pfund ein. Nach Abzug seiner jährlichen Ausgaben von, sagen wir, 600 Pfund bleibt ihm ein Überschuss von 400 Pfund, auf den ein Satz von 19% Ḥuqúq zu zahlen ist. Dies beläuft sich auf 76 Pfund, die dem Ḥuqúq für wohltätige Zwecke zu geben sind.
Das Ḥuqúq wird nicht jedes Jahr auf jemandes gesamtes Eigentum erhoben. Das Vermögen eines Menschen sei zum Beispiel 100.000 Pfund wert. Wie kann von ihm erwartet werden, dass er jedes Jahr das Ḥuqúq auf dieses Eigentum zahlt? Welche Erlöse du zum Beispiel in einem bestimmten Jahr auch hast, du solltest deine Ausgaben während dieses Jahres davon abziehen. Das Ḥuqúq wird dann auf den Rest fällig. Vermögenswerte, für die im Vorjahr das Ḥuqúq bezahlt wurde, sind von weiteren Zahlungen befreit.
46
Was das Ḥuqúq betrifft, so ist es von dem, was nach Abzug der jährlichen Ausgaben des Betreffenden übrig bleibt, zu zahlen. Jedes Geld oder Vermögen, das jedoch zum Erwirtschaften des eigenen Lebensunterhalts nötig ist und für das einmal das Ḥuqúq bezahlt wurde, ist von dem Ḥuqúq befreit. Diese Befreiung gilt auch für einen Vermögenswert, für den das Ḥuqúq schon bezahlt wurde und dessen Ertrag den Bedarf des Betreffenden nicht übersteigt. … Verfügungen über das Ḥuqúq, ganz oder teilweise, sind gestattet, sollten aber mit Erlaubnis der zuständigen Institution der Sache geschehen, der sich alle zuwenden müssen.
47
Das Ḥuqúq gilt für alles, was man besitzt. Wenn jedoch jemand das Ḥuqúq für einen bestimmten Besitz bezahlt hat und das Einkommen aus diesem Besitz gleich groß ist wie seine Bedürfnisse, braucht er kein Ḥuqúq zu zahlen.
Auf landwirtschaftliche Geräte und Einrichtungen sowie auf Tiere, die zum Pflügen des Bodens im Rahmen des Notwendigen eingesetzt werden, braucht kein Ḥuqúq bezahlt zu werden.
48
Hinsichtlich der Art, wie das Ḥuqúq zu zahlen ist: Nachdem die während eines Jahres entstandenen Ausgaben abgezogen wurden, unterliegt jedes Mehreinkommen aus Grundbesitz, Berufstätigkeit oder Geschäft der Entrichtung des Ḥuqúq.
Auszüge aus den Äußerungen ‘Abdu’l-Bahás
49
Frage: Zur Angelegenheit des Ḥuqúq – ist damit 1/19 des Netto- oder Bruttoeinkommens gemeint? Zum Beispiel gibt es in Amerika eine Steuer auf das Bruttoeinkommen nach Abzug bestimmter Freibeträge. Wie wird das Ḥuqúq ermittelt?
Antwort: Der Kern der Erläuterung ‘Abdu’l-Bahás war: Nachdem man alle seine notwendigen Ausgaben bezahlt hat, nimmt man 19% von dem, was übrig bleibt, und gibt es als Ḥuqúq. Wenn jemand zum Beispiel nach Zahlung all seiner Unkosten 100 Piaster übrig hat, gehen 19 Piaster als Ḥuqúq an die Sache Gottes. Das geschieht am Ende des Jahres, nachdem man seine Unkosten ermittelt hat. Für jede 100 Piaster werden 19 als Ḥuqúq fällig.
Man zahlt dies einmal, danach ist auf diesen Betrag kein Ḥuqúq mehr zu zahlen. Es ist erledigt. Im nächsten Jahr zahlt man für den Betrag, der nach Abzug der Unkosten und des Betrages, für den man im vorigen Jahr das Ḥuqúq bezahlt hat, übrig ist.
Zum Beispiel: Jemand hat am Ende des ersten Jahres nach Bestreitung aller Ausgaben 1.000 Piaster übrig. Dann werden 190 Piaster für das Ḥuqúq fällig. Am Ende des nächsten Jahres könnte er nach der Ermittlung aller Ausgaben 2.000 Piaster besitzen. Da er bereits im letzten Jahr auf 1.000 Piaster das Ḥuqúq bezahlt hat, wird dieser Betrag von den 2.000 abgezogen, und er bezahlt auf 1.000 Piaster das Ḥuqúq (das sind 190 Piaster). Im dritten Jahr könnte der Nettobetrag seines Vermögens 2.500 Piaster sein. Er zieht 2.000 Piaster von diesem Betrag ab und zahlt 19% von 500 Piastern, das sind 95 Piaster. Wenn er am Ende des vierten Jahres 2.500 Piaster besitzt, wird kein Ḥuqúq fällig.
Frage: Sind beim Abzug der notwendigen Ausgaben die Spenden für den Mashriqu’l-Adhkár, die Lehrarbeit und andere Tätigkeiten für die Sache als ein Teil des Ḥuqúq zu betrachten oder sollten sie getrennt behandelt werden?
Antwort: ‘Abdu’l-Bahá erwiderte, dass das Ḥuqúq davon getrennt und unabhängig sei und an erster Stelle stände. Nach deren Ermittlung könne man sich um die anderen Angelegenheiten kümmern. Er lächelte und sagte, dass ‘Abdu’l-Bahá, wenn das Ḥuqúq gegeben sei, bestimmen werde, wie viel davon für den Mashriqu’l-Adhkár, wie viel für die Lehrarbeit, wie viel für die Bedürftigen usw. sein werde.A22
Auszüge aus den Schriften Shoghi Effendis
50
Hinsichtlich des Ḥuqúqu’lláh … dies bezieht sich auf die Handelsgüter, den Grundbesitz und das Einkommen des Einzelnen. Nach Abzug der nötigen Ausgaben wird die Summe all dessen, was als Gewinn übrig bleibt und einen Kapitalzuwachs darstellt, Ḥuqúq-pflichtig. Wenn man auf einen bestimmten Betrag einmal das Ḥuqúq bezahlt hat, unterliegt dieser Betrag nicht mehr dem Ḥuqúq, außer wenn er von einer Person auf eine andere übertragen wird. Der Wohnsitz und die Hauseinrichtung sind vom Ḥuqúq befreit. Das Ḥuqúqu’lláh wird an das Zentrum der Sache Gottes gezahlt.A23
51
Sie werden Hinweise auf das Ḥuqúq im Buch Aqdas finden. … Alle nicht ausdrücklich von Bahá’u’lláh festgesetzten Angelegenheiten sind an das Universale Haus der Gerechtigkeit zu verweisen.A24
52
Ein Mithqál besteht aus neunzehn Nakhud. Das Gewicht von vierundzwanzig Nakhud entspricht vierdreifünftel Gramm. Auf dieser Grundlage können Berechnungen angestellt werden.A25
53
Zu Ihrer Frage, ob die Erben, denen Hauptwohnsitz, Hausrat und Kleider des Verstorbenen durch Erbschaft übertragen wurden, von der Ḥuqúq-Zahlung befreit sein werden oder nicht, sagte er: Da Wohnsitz, Hausrat und Gewerbeausrüstung nach dem ausdrücklichen Text von dem Ḥuqúq befreit sind, bleiben solche Besitztümer nach der Einkommensübertragung weiterhin ausgenommen.A26
Auszüge aus den Schriften des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
54
Einige der lieben Freunde, die ihren Ḥuqúqu’lláh-Verpflichtungen nachkommen, haben geschrieben und sich nach der Beziehung zwischen Beiträgen für die Fonds und Ḥuqúq-Zahlungen erkundigt. Ist jemand, der seine Ḥuqúqu’lláh-Pflichten zu erfüllen beabsichtigt, stattdessen aber für andere Fonds und Vorhaben spendet, von der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung befreit oder nicht?
Die heiligen Texte zur Sache sind eindeutig; da die Freunde aber diese Frage immer wieder stellen, wurde beschlossen, die Texte zu erläutern.
Die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung ist eine für das Volk Bahás verbindliche geistige Pflicht. Dieses Gebot ist im Heiligsten Buche niedergelegt; deutliche, schlüssige Erklärungen sind in verschiedenen Sendschreiben enthalten.
Jeder ergebene Gläubige, der den angegebenen Bedingungen zu entsprechen vermag, muss ohne jede Ausnahme das Ḥuqúqu’lláh bezahlen. In der Tat wird nach dem ausdrücklichen Text des Heiligsten Buches die Nichterfüllung dieses Gebots als ein Treuebruch betrachtet, und der göttliche Befehl: »Wer Gott gegenüber treulos ist, wird gerechterweise selbst Treulosigkeit erfahren«Q2, ist ein deutlicher Hinweis auf solche Menschen.
Der Mittelpunkt des Bundes bekräftigt die Ḥuqúq-Pflicht mit den Worten: »Zum Zeichen Seiner grenzenlosen Großmut hat der Herr für Seine Diener gnädiglich ein genau bestimmtes GeldopferA27 vorgesehen, das Ihm gehorsam darzubringen ist, obgleich Er, der Wahre, wie auch Seine Diener allezeit unabhängig von allem Erschaffenen sind.«Q3
Dieses wichtige Gebot ist, wie die Feder der Herrlichkeit bestätigt, mit unermesslichem Nutzen und unergründlicher Weisheit ausgestattet. Es läutert das Vermögen, wendet Schaden und Unglück ab, führt zu Wohlstand und Ansehen, gewährt göttlichen Gewinn und Segen. Es ist ein Opfer für und bezogen auf Gott, ein Akt der Dienstbarkeit, der Seine Sache fördern hilft. Wie der Mittelpunkt des Bundes bekräftigt, stellt das Geben des Ḥuqúq eine Prüfung für die Gläubigen dar und befähigt die Freunde, in Glauben und Gewissheit fest und standhaft zu werden.
Kurz, die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung ist eine der verbindlichen geistigen Pflichten der Anhänger Bahá’u’lláhs, deren Einnahmen der höchsten Institution der Sache Gottes zufallen, der sich alle zuwenden müssen. Außerdem hat Bahá’u’lláh, die Altehrwürdige Schönheit – erhaben sei Sein Lobpreis – bestätigt, dass nach der Errichtung des Universalen Hauses der Gerechtigkeit die in diesem Zusammenhang notwendigen Regelungen in Übereinstimmung mit Gottes Absicht erlassen werden und dass niemand außer der Institution, an die sich alle wenden müssen, das Recht hat, über diesen Fonds zu verfügen. Mit anderen Worten: Diejenigen Vermögensteile, die dem Ḥuqúqu’lláh zustehen, gehören dem Weltzentrum der Sache Gottes und nicht den betreffenden Menschen.
Daher sollten die Freunde nicht ihrem eigenen Willen und Urteil folgen, indem sie Mittel, die für das Ḥuqúqu’lláh beiseitegelegt sind, für einen anderen Zweck, sei es auch für menschendienliche Beiträge des Glaubens, verwenden.
Wir hoffen ernsthaft, jeder möge die Ehre haben, diese heilige, segensreiche Pflicht wahrzunehmen, bewirkt sie doch sicheres, wahres Glück und dient dazu, Bahá’í-Unternehmungen in der ganzen Welt ausführen zu helfen.A28
55
Ihr liebevoller Brief vom 27. Dezember 1972 rührt uns zutiefst; Sie drücken darin den Wunsch aus, bei der Erbschaft von Ihrer Mutter dem Gesetz des Ḥuqúqu’lláh zu folgen. …
Dieses Gesetz des Aqdassetzt fest, dass neunzehn Prozent eines Kapitals als Ḥuqúqu’lláh zu zahlen sind, wenn dieses Kapital einen Betrag von mindestens »neunzehn Mithqál Gold« erreicht hat.
… Um den Betrag, den ein Gläubiger zahlen sollte, zu ermitteln, muss er zuerst etwaige Schulden und Kosten, die er haben mag, abziehen und neunzehn Prozent vom Rest seines Kapitals zahlen, wenn dieses mindestens neunzehn Mithqál Gold entspricht.
Wenn Sie … dieses Gesetz des Aqdaseinhalten möchten, sollten Sie den Gesamtwert Ihres Erbes in bar und an Vermögenswerten abzüglich aller Kosten und Schulden, die Sie haben mögen, ermitteln und die Bedingungen überlegen, unter denen Sie auf den Nettowert Ihres Erbes das Ḥuqúqu’lláh zahlen können. Zeitpunkt und Art der Zahlung sind jedem Einzelnen selbst überlassen.
Wenn zum Beispiel zu einer Erbmasse außer Bargeld Grundbesitz oder Geschäftsanteile gehören, kann es sich für den Betreffenden als nachteilig oder ungünstig erweisen, wenn er neunzehn Prozent des Wertes der nicht in bar vorhandenen Erbmasse zahlt, bevor diese veräußert ist. Er könnte vorziehen, diese geistige Pflicht erst zu jenem Zeitpunkt zu erfüllen. Alle bei der Veräußerung einer Erbmasse entstandenen Kosten sollten vor der Berechnung des Nettobetrages, für den das Ḥuqúqu’lláh fällig wird, abgezogen werden.A29
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Der ergebene Gläubige, der das Vorrecht besitzt, »das Recht Gottes« zu entrichten, wird diese geistige Pflicht keineswegs durch Ausreden zu umgehen suchen, sondern sein Möglichstes tun, um sie zu erfüllen. Da jedoch der Gehorsam gegenüber diesem Gesetz eine Gewissenssache und die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung eine freiwillige Handlung ist, wäre es unangebracht, mehr zu tun, als die … Freunde über ihre geistige Pflicht zu unterrichten und es ihrer Entscheidung zu überlassen, wie sie damit umgehen.
Dasselbe Prinzip gilt für jene Freunde, die verschwenderisch für ihre Familien Geld ausgeben, Wohnhäuser kaufen oder bauen und sie weit über ihre Bedürfnisse hinaus einrichten und sich Gründe für diese Ausgaben zurechtlegen, um so die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung zu umgehen.A30
57
Bei der Berechnung des Ḥuqúqu’lláh hat Bahá’u’lláh viele Einzelheiten dem Urteil und Gewissen des Einzelnen Gläubigen überlassen. Zum Beispiel befreit Er Haushaltsgeräte und Einrichtungsgegenstände im notwendigen Umfang. Er überlässt aber dem einzelnen die Entscheidung, welche Gegenstände notwendig sind und welche nicht. Spenden für die Fonds des Glaubens können nicht als ein Teil der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung einer Person berücksichtigt werden. Des Weiteren sollte, wenn jemand das Ḥuqúqu’lláh schuldet und es sich nicht leisten kann, sowohl dies zu zahlen als auch für die Fonds zu spenden, der Zahlung des Ḥuqúqu’lláh Vorrang gegenüber den Spenden eingeräumt werden. Ob jedoch Spenden für den Fonds bei der Berechnung des Vermögensstandes, auf den das Ḥuqúqu’lláh fällig wird, vielleicht als Ausgaben behandelt werden, ist dem Urteil jedes Einzelnen im Lichte seiner persönlichen Verhältnisse überlassen.A31
58
Aus den Schriften geht klar hervor, dass man von der Zahlung des Ḥuqúqu’lláh auf seinen Wohnsitz und die für den Haushalt und den Beruf notwendigen Einrichtungen befreit ist. Die Entscheidung, welche Gegenstände notwendig sind und welche nicht, ist dem Ermessen des Einzelnen überlassen. Es ist klar, dass die Freunde für Haus und Ausstattung nicht verschwenderisch Geld ausgeben und für diese Ausgaben Gründe zusammensuchen sollen in dem Bestreben, die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung zu umgehen. Es wurde keine ausdrückliche Textstelle gefunden, die das dem Einkommenserwerb dienende Kapital ausnimmt. Das Universale Haus der Gerechtigkeit überlässt solche Angelegenheiten dem Gewissen der einzelnen Gläubigen.A32
59
Ihre zweite Frage lautet, ob eine Ehefrau bei vollem Einvernehmen zwischen den Eheleuten und Verfügungsgewalt über das Vermögen ihres Gatten und ihr eigenes den auf das Gesamtvermögen anwendbaren Ḥuqúqu’lláh-Betrag zahlen kann oder, da dem Ehemann ja ein Teil des Vermögens gehört, nur den Ḥuqúqu’lláh-Betrag auf ihren eigenen Vermögensanteil zahlen sollte.
Bei der Antwort auf diese Frage sollte man bedenken, dass das Ḥuqúqu’lláh auf Vermögen fällig wird, das unbestreitbar als persönliches Eigentum gilt, nicht auf Besitztümer, die man lediglich beaufsichtigt oder nutzt. In ähnlichen Fällen wie dem von Ihnen oben erwähnten obliegt es jedoch den Eheleuten, miteinander zu beraten und die Grenzen ihrer persönlichen Habe ganz genau festzulegen. Dann sollten sie entweder gemeinsam oder einzeln den Betrag, den sie für ihre bindende Verpflichtung halten, dem Ḥuqúq übergeben.A33
60
Bezüglich der von Herrn … gestellten Frage mögen Sie ihm bitte mitteilen, dass nach der Erklärung des geliebten Hüters in einem Brief an einen Gläubigen das Ḥuqúqu’lláh auf ein bestimmtes Vermögen, sei es bewegliches oder unbewegliches Eigentum, nur einmal zu zahlen ist. Geht dieses Vermögen jedoch, zum Beispiel durch Erbschaft, von einer Person auf eine andere über, so unterliegt es wiederum der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung. Praktisch bedeutet dies, dass die Erben, die einen Anteil ihres Erbes aus einer Erbmasse erhalten, das Ḥuqúqu’lláh zahlen müssen, wenn durch den erhaltenen Anteil ihr Vermögen eine Höhe erreicht, welche die Erfüllung dieser heiligen Pflicht verlangt.A34
61
Bezüglich Ihrer Frage über den Hauptwohnsitz und die sich darauf beziehenden ergänzenden Regelungen möchten wir Ihnen mitteilen, dass es derzeit nicht für ratsam erachtet wird, ausführliche Regelungen für das Ḥuqúqu’lláh zu erlassen. So sind die Freunde frei, und wo immer keine genau festgesetzten Regelungen vorhanden sind, mögen sie in jedem Einzelfall die Schriften so anwenden, wie sie sie verstehen, und ihre Pflichten gegenüber dem Ḥuqúqu’lláh nach bestem Wissen und Gewissen erfüllen.A35
62
… wenn ein Gläubiger seine Verbindlichkeiten gegenüber dem Ḥuqúqu’lláh berechnet hat und weiß, dass er etwas schuldet, sollte er diesen Betrag abführen, bevor er andere Spenden macht.
Im Verlauf eines Jahres mag ein Gläubiger für verschiedene Fonds spenden oder Geld für wohltätige Zwecke geben, wie er sein Geld ja auch für vielfältige Tätigkeiten im Zusammenhang mit seinem Alltagsleben ausgibt. Das … Universale Haus der Gerechtigkeit überlässt es seiner Entscheidung, nach einer der beiden folgenden Vorgehensweisen zu verfahren:
a. Er kann solche Beiträge als Ausgaben behandeln. Sie vermindern dann den Saldo der am Jahresende erübrigten Ersparnisse, auf das Ḥuqúqu’lláh fällig wird.
b. Er kann erwägen, solche Beiträge nur aus Geldern zu leisten, auf die bereits Ḥuqúqu’lláh abgeführt worden ist.
Diese Richtlinie lässt es dem Einzelnen offen, gewisse Beiträge auf die erste, andere auf die zweite Weise zu behandeln. Alle derartigen Einzelheiten stellt das Haus der Gerechtigkeit dem gewissenhaften Urteil des einzelnen Gläubigen anheim.A36
63
Wenn Sie, wie Sie sagen, nie in der Lage sein werden, bewertbares Eigentum im Gegenwert von 19 Mithqál Gold auf die Seite zu legen, dann sind Sie, wie die Texte erklären, nicht verpflichtet, das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen. Dies bedeutet jedoch nicht, dass Sie zu diesem Fonds nicht beitragen dürften, wenn Sie aus Liebe zu Bahá’u’lláh und aus der Großmut Ihres Herzens den Wunsch dazu haben. …A37
64
1. Ein Gläubiger kann nicht für einen anderen die Pflicht übernehmen, Ḥuqúqu’lláh zu zahlen.
2. Es ist nicht statthaft, dass ein Gläubiger seine Ḥuqúqu’lláh-Zahlung für irgendeinen Zweck bestimmt oder dass er diese Zahlung zu Ehren von irgend jemandem leistet.A38
65
Im Wesentlichen sollte der Gläubige das Ḥuqúqu’lláh im Verlauf seines Lebens immer dann zahlen, wenn sein Eigentumszuwachs die Bemessungsgrundlage erreicht. Das Gesetz sieht insofern einen Spielraum vor, als es die jährlichen Ausgaben anspricht, die vor der Ermittlung der Verbindlichkeit gegenüber dem Ḥuqúqu’lláh abzuziehen sind. Im Idealfall ist beim Tod eines Bahá’í die einzige Ḥuqúqu’lláh-Zahlung, für die er in seinem Testament Vorkehrungen getroffen haben sollte, eine solche zusätzliche Verbindlichkeit, die vorhanden sein mag, wenn seine Vermögensverhältnisse zum Tag seines Todes abgeschlossen werden.
Das Haus der Gerechtigkeit hofft, dass die Gläubigen in dem Maße, wie sie sich mit dem Gesetz des Ḥuqúqu’lláh vertraut machen und die Zahlungen beginnen, nicht nur lernen, wie sie es im Laufe ihres Lebens zu berechnen haben, sondern dabei auch Verständnis gewinnen, wie für den bei ihrem Tod verbleibenden Rest vorzusorgen ist.A39
66
Das Haus der Gerechtigkeit hat nicht vor, eine bestimmte Berechnungsmethode zum Gebrauch der Freunde herauszubringen. Sie sollten frei sein, auf der Grundlage der Texte und der ihnen vorliegenden Beispiele ihre eigene Verfahrensweise auszuarbeiten.A40
67
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat Ihren Brief vom 28. Dezember 1991 erhalten, in dem Sie eine Frage hinsichtlich der Berechnung des Besitzes stellen, auf den Sie Ḥuqúqu’lláh zahlen müssen. Die von Ihnen gegebenen Auskünfte fassen wir wie folgt zusammen.
In Ihrem Besitz befindet sich eine Sammlung von Erbstücken, die zum Teil wahrscheinlich recht wertvoll sind, und die Sie als »das Familienmuseum« bezeichnen. Diese Sammlung wirft keine Einkünfte ab und hat es auch, bis auf einige wenige Fälle, in denen Sie sie ausgestellt haben, um Geld für wohltätige Zwecke zu sammeln, nie getan. Sie möchten wissen, ob Sie diese Sammlung schätzen lassen sollten, um sie zum Zwecke der Berechnung des Ḥuqúqu’lláh Ihrem Vermögen hinzurechnen zu können.
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat uns gebeten zu antworten, dass es nicht nötig ist, einen solchen Besitz sofort zu berücksichtigen. Bei vollständigem oder teilweisem Verkauf wird er Ḥuqúqu’lláh-pflichtig.A41
68
Die Zahlung des Ḥuqúqu’lláh ist eine persönliche Verpflichtung eines jeden Bahá’í und er hat dieser Pflicht im Einklang mit seinem Gewissen nachzukommen; keine Institution des Glaubens kann sie von ihm einfordern. Als Teil dieser Verpflichtung hat ein Bahá’í in seinem Testament Vorkehrungen für die am Ende seines Lebens verbleibende Ḥuqúqu’lláh-Schuld zu treffen. Für den Fall, dass kein Testament vorhanden ist, sorgt das Bahá’í-Gesetz vor der Verteilung des Nachlasses an die Erben gleichfalls für die Zahlung eines solchen ausstehenden Ḥuqúqu’lláh-Betrags.
Das Erbgesetz, das im Kitáb-i-Aqdasoffenbart ist und zur Anwendung kommt, wenn der Verstorbene kein Testament hinterlassen hat, legt ausdrücklich fest:
»Das Vermögen ist erst dann aufzuteilen, wenn das Ḥuqúqu’lláh bezahlt … ist.« Q4
Ebenso hat Bahá’u’lláh hinsichtlich des Abfassens eines Testaments festgelegt:
»Der Erblasser hat die volle Verfügungsgewalt über sein Vermögen. Ist er dem Ḥuqúqu’lláh nachgekommen und schuldenfrei, dann ist alles in seinem Testament Verfügte und jedes Anerkenntnis annehmbar. Gott hat ihm wahrlich gestattet, mit dem, was Er ihm verliehen hat, so zu verfahren, wie es ihm beliebt.« Q5
Das macht deutlich, dass die Verantwortung des Erblassers, seine Schulden und das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen, Vorrang hat vor seinem Recht, seinen Besitz in welcher Art und Weise auch immer zu vererben.A42
69
Die Frage ist, ob das Eigentum, auf das jemand Ḥuqúqu’lláh zu berechnen hat, alles umfasst, was er zu dem Zeitpunkt besitzt, an dem das Gesetz auf ihn anwendbar ist, oder nur dasjenige Eigentum, das er nach diesem Zeitpunkt ansammelt.
Wir kommen zu dem Schluss, dass das als Bemessungsgrundlage für das Ḥuqúqu’lláh dienende Eigentum alles umfasst, was jemand an dem Tag besitzt, da das Gesetz auf ihn anwendbar wird. Dies bedeutet natürlich nicht, dass er sofort das fällige Ḥuqúqu’lláh bezahlen muss, da ihn dies zu Verfügungen über viele seiner Besitztümer zwingen und in eine schwierige Lage bringen könnte. Das Prinzip der Berechnung ist jedoch klar, und das fällige Ḥuqúqu’lláh sollte letzten Endes gezahlt werden.A43
70
Sie fragen nach der Anwendbarkeit des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh auf Gelder, die der Gläubige ausgibt, um »für den Glauben zu reisen, etwas großzügiger zu leben«, und so weiter. Wir haben aus Antworten, die auf andere Fragen gegeben wurden, den Eindruck gewonnen, dass das eine Angelegenheit ist, die dem Gewissen des Einzelnen überlassen bleibt. Es gibt tatsächlich ein weites Feld von Ausgaben, die man zu den normalen jährlichen Ausgaben, die vor der Berechnung der Ḥuqúqu’lláh-pflichtigen Summe vom Einkommen abgezogen werden, rechnen könnte, oder auch nicht. In dem besonderen Fall der Spenden für die verschiedenen Fonds des Glaubens hat das Universale Haus der Gerechtigkeit bereits festgestellt, dass es dem Einzelnen überlassen bleibt, ob er sie seinen normalen Ausgaben hinzurechnet oder sie von bereits geläuterten Ersparnissen bestreitet.A44
71
Das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land hat die Fragen zum Gesetz des Ḥuqúqu’lláh, die Ihrem Brief vom 21. April 1993 beigefügt waren, an das Universale Haus der Gerechtigkeit weitergeleitet, und wir wurden gebeten, Ihnen folgende Antworten zu senden:
1. In der Tat werden die Schulden einer Person in Beziehung zur Berechnung und Bezahlung des Ḥuqúqu’lláh unterschiedlich bewertet. In Bezug auf die Berechnung sind Schulden natürlich vom Besitz abzuziehen. Hinsichtlich der Priorität bei der Bezahlung sollte man die Laufzeit eines Darlehens berücksichtigen. Wenn ein Tilgungsplan vereinbart wurde, und man die Zahlungen aus dem erwarteten Einkommen bei Fälligkeit leisten kann, dann sollte man in der Zwischenzeit natürlich Ḥuqúqu’lláh entrichten. Wenn man aber nicht beides leisten kann, dann haben die Schulden Vorrang.
2. Der bedingte Vorrang der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung und der Beiträge zu den Fonds des Glaubens wird in Abschnitt 105A45 der Zusammenstellung über Ḥuqúqu’lláh deutlich. Das Haus der Gerechtigkeit möchte sich gegenwärtig nicht ausführlicher dazu äußern.
3. Es steht jedem Ehemann und jeder Ehefrau frei, ihren Ḥuqúqu’lláh-Verpflichtungen gemeinsam oder getrennt nachzukommen, denn das Haus der Gerechtigkeit möchte die Entscheidungsfreiheit eines Paares über seine finanziellen Angelegenheiten nicht beeinträchtigen. Ein Ehepaar mag es vorziehen, sein Eigentum gemeinsam zu besitzen, ein anderes, das jeweilige Eigentum getrennt zu lassen. Es könnte auch verschiedene Kombinationsmöglichkeiten geben.A46
72
Ihre Briefe vom 24. und 25. Mai 1993 hat das Büro des Ḥuqúqu’lláh zusammen mit der Broschüre erhalten. Die beiden von Ihnen gestellten Fragen wurden an das Universale Haus der Gerechtigkeit weitergeleitet, das uns nun gebeten hat, Ihnen folgende Antwort zu senden.
1. Mittel, die für den Erwerb eines Wohnsitzes gespart werden, sind als solche nicht von dem Ḥuqúqu’lláh ausgenommen. Wenn also die Person vor dem Kauf des Wohnsitzes sterben sollte, unterlägen diese Ersparnisse der Ḥuqúqu’lláh-Pflicht. Es ist indessen … dem Einzelnen, der für den Erwerb eines Wohnsitzes spart, überlassen zu entscheiden, ob er Ḥuqúqu’lláh zahlt, während er das Geld anspart, und die Ausnahme dann berücksichtigt, wenn der Wohnsitz tatsächlich erworben wird, oder die Einbeziehung der Ersparnisse in seine Ḥuqúqu’lláh-Berechnung bis zum Erwerb des Wohnsitzes aufschiebt. Dann wird der Wert des Wohnsitzes natürlich ausgenommen.
2. … das Ḥuqúqu’lláh sollte in der Praxis auf der Grundlage der aufgelaufenen Ersparnisse berechnet werden, und nicht für jedes Jahr einzeln. Nur so kann man die Verluste eines Jahres berücksichtigen, die im folgenden die Schuld verringern, oder den Gewinn oder Verlust beim Verkauf einer Anlage berechnen, der in einem früheren Jahr getätigt wurde.A47
73
Ihre … Frage dreht sich um die Vorkehrungen für das Ḥuqúqu’lláh in Bahá’í-Testamenten. Ihr Verständnis, dass die Pflicht zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh zu Lebzeiten entsteht und ihr normalerweise zu Lebzeiten nachgekommen werden sollte, ist richtig, obwohl es zugleich auch stimmt, dass es Fälle geben mag, in denen ein Gläubiger oder eine Gläubige stirbt, ohne im Testament Vorkehrungen für den möglicherweise noch nicht gezahlten Ḥuqúqu’lláh-Betrag getroffen zu haben. Der Todesfall befreit einen Gläubigen nicht von der Pflicht zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh. Welcher Anteil auch zur Zahlung fällig sein mag, er ist also eine Schuld, die zum Zeitpunkt des Todes aus dem Besitz des oder der Gläubigen zu zahlen ist. Die Kosten der Totenfeier und der Beerdigung, die Begleichung der Schulden des Verstorbenen und die Zahlung des verbleibenden Ḥuqúqu’lláh, in welchem Umfang auch immer, sind vorrangige Belastungen des Besitzes, denen nachgekommen werden muss, bevor der Wert des Besitzes zu ermitteln ist, der im Einklang mit den Bestimmungen des Erbgesetzes aufgeteilt werden muss. Dementsprechend sollten das Ḥuqúqu’lláh – ob jemand ein Testament gemacht hat oder nicht, oder in seinem oder ihrem Testament Vorkehrungen für die Zahlung des Ḥuqúqu’lláh getroffen hat oder nicht – ebenso wie alle Schulden beglichen werden, bevor der verbleibende Besitz aufgeteilt wird.
In diesem Lichte ist es sicherlich ratsam für Gläubige, die notwendigen Vorkehrungen für die Begleichung des Ḥuqúqu’lláh vor ihrem Tod zu treffen, um möglicherweise entstehende Schwierigkeiten und Verwirrung zu vermeiden. Die Frage, wie man im Testament Vorkehrungen in rechtsgültiger Formulierung trifft, damit das Ḥuqúqu’lláh nach dem Tod eines Gläubigen beglichen wird, hängt, wie man beachten sollte, von so vielen Faktoren ab, dass es empfehlenswert ist, Rechtsberatung in Anspruch zu nehmen, damit eine geeignete Formulierung in Übereinstimmung mit dem herrschenden Erbrecht gewählt wird. Offensichtlich wird niemand in der Lage sein, die zur Todesstunde verbleibende Schuld genau zu berechnen, wenn der oder die Gläubige keine klare Auflistung seines oder ihres Besitzes und der möglicherweise bisher geleisteten Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen hinterlässt. Während die Anwendung der bei der Zahlung des Ḥuqúqu’lláh angesprochenen Prinzipien in Zukunft sehr wohl ergänzende Gesetzgebung seitens des Universalen Hauses der Gerechtigkeit erfordern mag, obliegt es gegenwärtig dem Testamentsvollstrecker oder Nachlassverwalter eines Besitzes, sie bestmöglich, nach bestem Ermessen anzuwenden und die verfügbaren Informationen zu berücksichtigen. Schließlich könnte man einen Gläubigen, obwohl jeder für die Begleichung des Ḥuqúqu’lláh persönlich verantwortlich ist, an den nächsten Repräsentanten des Treuhänders des Ḥuqúqu’lláh verweisen, der ihn oder sie im Lichte etwaiger besonderer Umstände beraten könnte.A48
74
Nach dem Bahá’í-Gesetz ist jeder Gläubige, Mann oder Frau, dafür verantwortlich, das Ḥuqúqu’lláh auf das von ihm oder ihr besessene oder erworbene Eigentum zu zahlen; dies setzt das Recht auf individuellen Besitz voraus. Im Falle eines verheirateten Paares hat das Universale Haus der Gerechtigkeit indessen zu verstehen gegeben, dass sie das Ḥuqúqu’lláh auf Wunsch gemeinsam entrichten können, und es besteht kein Verbot gegen gemeinsamen Besitz, weder für Paare noch für zwei oder mehr Geschäftspartner. Jeder hat die Pflicht, ein Testament zu machen. In Fragen und Anworten Nr. 78 lesen wir, dass im Falle eines fehlenden Testaments, außer der gebrauchten Kleidung, alles, was aus dem Besitz des Ehemanns vorhanden ist, Schmuck und anderes, dem Ehemann gehört, »es sei denn, dass es sich nachweislich um Geschenke handelt, die der Frau gemacht worden sind«. Ebenso finden wir in einem Brief im Auftrag des Hüters auf Persisch Folgendes: »Sie haben nach der Aufteilung der Möbel und des Besitzes nach der Beendigung des Wartejahres gefragt. … Der Hüter stellte fest, dass alles, was der Frau gehörte und ihren persönlichen Besitz ausmachte, weiterhin ihr gehört und dass niemand das Recht hat, dazwischenzutreten.«
Daher ist klar, dass der Besitz des Ehemannes und der Ehefrau getrennt betrachtet werden, es sei denn einer macht dem anderen Geschenke, oder sie beschließen, ihr Eigentum teilweise oder insgesamt gemeinsam zu besitzen. Mit anderen Worten bleibt es dem Ehemann und der Ehefrau überlassen zu entscheiden, wie sie es mit ihrem Eigentum halten. Eine von einem Partner gemachte Erbschaft oder ein Geschenk bliebe allein dessen Eigentum, es sei denn, er oder sie entschiede anders darüber.
Auch können die Eheleute zum Zeitpunkt der Eheschließung oder später bezüglich der Aufteilung ihres Besitzes eine Übereinkunft treffen.
Die Eigentumsverhältnisse bezüglich des Besitzes beeinflussen dann im Falle einer Scheidung oder des Todes eines Partners, was damit geschieht.
Dies ist eine sehr kurze Zusammenfassung der Lage. Zweifellos wird das Universale Haus der Gerechtigkeit in den kommenden Jahren dazu aufgefordert werden, besondere Einzelfälle zu entscheiden, wenn sie auftreten. Auch ist zu bedenken, dass die Anwendung der Bahá’í-Gesetze in solchen Fällen zur Zeit von den Bestimmungen des Zivilrechts abhängt, die Vorrang haben.A49
75
Zur Frage, ob das Ḥuqúqu’lláh von Bahá’í angenommen werden kann, die ihre administrativen Rechte verloren haben, stellt das Haus der Gerechtigkeit fest:
In Anbetracht der durch den geliebten Hüter gelösten Präzedenzfälle sind wir zu dem Schluss gekommen, dass das Ḥuqúqu’lláh von solchen Gläubigen nicht angenommen werden kann. … Einem Gläubigen, der mit der Sanktion des Entzugs der administrativen Rechte belegt ist und der das Ḥuqúqu’lláh geben möchte, sollte einfach gesagt werden, dass solche Zahlungen nicht angenommen werden können. Wenn er eine Zahlung leistet, sollte sie ihm zurückgezahlt werden.A50
76
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat Ihre E-Mail vom 31. Januar 2002 erhalten, in der Sie fragen, ob eine Firma, die einem Bahá’í allein gehört, an den Fonds spenden und Ḥuqúqu’lláh zahlen kann.
Die Pflicht, Ḥuqúqu’lláh zu zahlen, obliegt dem einzelnen Gläubigen, nicht Körperschaften, auch wenn sie sich ausschließlich in Bahá’í-Besitz befinden. Wenn andererseits die Eigentümer einer Firma, die sich ausschließlich in Bahá’í-Besitz befindet, möchten, dass ihre Firma eine Zuwendung an das Ḥuqúqu’lláh macht, dann ist ein solcher Beitrag annehmbar. Sie mindert natürlich nicht die Pflicht der betreffenden Gläubigen, ihr Ḥuqúqu’lláh zu zahlen.
Was die Bahá’í-Fonds betrifft, so ist es einer Firma, die sich ausschließlich in Bahá’í-Besitz befindet, durchaus erlaubt, an die Fonds zu spenden.A51
77
Ihr Memorandum leitet die Frage eines Gläubigen an uns weiter, der seinen oder ihren Hauptwohnsitz verkauft, um in ein Pflegeheim oder eine gleichartige Einrichtung zu ziehen. Die Frage ist, ob die Differenz zwischen dem Verkaufspreis der Wohnung und der für die Begleichung der Pflegeheimkosten benötigten Summe dem Recht Gottes unterliegt.
Wir haben entschieden, dass es dem Ermessen des Betroffenen überlassen bleiben soll, festzulegen, wie er unter Beachtung der persönlichen Umstände und Absichten, sowie seines Textverständnisses vorgehen möchte.A52
78
… wenn jemand neben Bargeld auch Grundbesitz oder Aktien besitzt, dann könnte die Person finanziellen Verlust erleiden oder andere Schwierigkeiten haben, neunzehn Prozent des Wertes des nichtflüssigen Eigentums zu zahlen, bevor dieses veräußert wird, und es daher vorziehen, Ḥuqúqu’lláh dann zu entrichten, wenn der Betrag entbehrlich geworden ist. Jegliche Ausgabe, die beim Verkauf eines Besitzes anfallen könnte, sollte abgezogen werden, bevor man den Nettowert berechnet, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist.
Wir erinnern Sie auch daran, dass das Ḥuqúqu’lláh auf das gesamte Eigentum einer Person entrichtet werden muss, sobald das Gesetz auf sie anwendbar wird. Das bedeutet natürlich nicht, dass die fällige Ḥuqúqu’lláh-Zahlung sofort geleistet werden muss, da dies jemanden dazu zwingen könnte, viele seiner Besitztümer zu veräußern, und da es ihn in eine schwierige Situation bringen könnte. Das Berechnungsprinzip ist aber klar, und das fällige Ḥuqúqu’lláh sollte letztlich bezahlt werden.A53
79
Das Grundprinzip ist, dass der Hauptwohnsitz eines Gläubigen, wenn er verstirbt, ebenso wie etwa die notwendige Einrichtung und die Berufsausrüstung ausgenommen bleiben, wenn berechnet wird, wieviel Ḥuqúqu’lláh – wenn überhaupt – noch auf den Besitz entrichtet werden muss.
Je nach den Testamentsbestimmungen könnte ein Begünstigter einige oder alle diese Gegenstände bekommen. Ob es erforderlich ist, dass er auf diese neu erworbenen Besitztümer Ḥuqúqu’lláh entrichtet oder nicht, wird von dem Zweck abhängen, für den er sie nutzt. Wenn er sie für Zwecke einsetzt, für die die Ausnahme gilt, wie seinen Hauptwohnsitz, die notwendige Einrichtung oder Berufsausrüstung, müsste er kein Ḥuqúqu’lláh zahlen. Sollte er sie aber für andere Zwecke nutzen, sie zum Beispiel zu Geld machen, wäre die Ausnahme nicht anwendbar.A54
80
Wenn von einem Gläubigen Gelder zu Ehren eines anderen Bahá’í angeboten werden, dann sollte der Spender informiert werden, dass sie nicht als Ḥuqúqu’lláh-Zahlung im Namen eines anderen Gläubigen angenommen werden können. Der Spender hat dann die Wahl, diese Gelder entweder als Ḥuqúqu’lláh-Zahlung in seinem Namen zu bestimmen, oder als Beitrag zum Internationalen Bahá’í-Fonds im Namen des anderen Gläubigen, oder sie können ihm zurückgesandt werden.A55
Aufgaben der Treuhänder des Ḥuqúqu’lláh und der Geistigen Räte
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhs
81
Er ist der Wahre, der Getreue!
O Abu’l-Ḥasan!A56 So Gott will, wirst du von Seinen großzügigen Gnadengaben gestärkt und beschäftigst dich mit solchen Taten, wie sie Seinem Tage angemessen sind. Betrachte den Glauben wie einen Baum: Seine Früchte und Blätter, seine Äste und Zweige waren immer Wahrhaftigkeit, Vertrauenswürdigkeit, rechtes Verhalten und Nachsicht, und werden es immer sein. Sei Gottes stärkender Gnade versichert und widme dich dem Dienst an Seinem Glauben. Wir haben dich zum Treuhänder Gottes ernannt, haben dir geboten zu befolgen, was die Sache Dessen erhöhen wird, Der der Herr der Welten ist, und haben dir das Recht verliehen, Ḥuqúqu’lláh anzunehmen. Verkehre mit den Menschen im Geiste der Freundschaft und Eintracht und sei ihnen ein treuer Ratgeber und ein liebevoller Gefährte. Dann sei zufrieden mit dem, was Wir für dich bestimmt haben.
82
Zur Frage des Ḥuqúq: Ein Hinweis darauf ist keineswegs erlaubt. … es ist voll und ganz von der Bereitwilligkeit der Einzelnen abhängig. Sie kennen das Gebot Gottes gut und sind vertraut mit dem, was im Buch offenbart ist. Wer will, der möge es befolgen, und wer nicht will, der möge es unterlassen. Wahrlich, dein Herr ist der Selbstgenügende, der Allgepriesene. Unabhängigkeit von allen Dingen ist in der Tat ein Tor der Führung für Seine getreuen Diener. Wohl denen, die sich von der Welt losgelöst und sich erhoben haben, Seiner Sache zu dienen. Wahrlich, sie werden zum Volke Bahás am Hofe Seiner strahlenden Schönheit gezählt.
83
O Abu’l-Ḥasan!
Möge Meine Herrlichkeit auf dir ruhen! Richte deinen Blick auf die Würde der Sache. Sprich von dem, was die Aufmerksamkeit der Herzen und Gemüter auf sich zieht. Das Ḥuqúq einzufordern, ist in keiner Weise gestattet. Dieses Gebot wurde im Buch Gottes offenbart für vielerlei Notwendigkeiten, die nach Gottes Gebot von materiellen Mitteln abhängen. Wenn daher jemand in höchster Wonne und Freude, ja sogar hartnäckig an diesem Segen teilzuhaben wünscht, darfst du annehmen. Andernfalls ist die Annahme nicht gestattet.
84
Wann immer sie das Ḥuqúq erwähnen, mögen sie sich auf nur ein Wort beschränken, das Gott zuliebe geäußert wird, und dies wird genügen. Druck ist unnötig, denn Gott hat niemals gewünscht, dass die in Seinem Dienste Stehenden in Bedrängnis kommen. Wahrlich, Er ist der Vergebende, der Barmherzige, der Gnädige, der Allgütige.
85
Wenn jemand willens ist, das Recht Gottes darzubringen, sollte diese Gabe von den Treuhändern, auf die im Buche hingewiesen ist, in Empfang genommen werden. Dieses Gebot wurde in Anbetracht bestimmter Erwägungen vom Himmel göttlicher Offenbarung als ein Zeichen Seiner Gnade offenbart. Der daraus entstehende Nutzen wird auf die Einzelnen zurückströmen. Wahrlich, Er spricht die Wahrheit, und es ist kein anderer Gott als Er, der Mächtige, der Kraftvolle.
Sie werden jeden Betrag, den sie erhalten, übersenden. Groß ist die Seligkeit dessen, der Seine Befehle befolgt.
86
Wer immer das Ḥuqúqu’lláh in heller Freude und voll Eifer zu entrichten wünscht, soll es vertrauenswürdigen Personen wie dirA57 geben und eine Quittung erhalten, so dass alles Ausgeführte mit Seiner Bestätigung und Erlaubnis in Einklang steht. Wahrlich, Er ist der Wissende, der Weise.
87
Die Zahlungen für das Ḥuqúqu’lláh kann nicht jedem übergeben werden. Diese Worte äußerte Er, Der die höchste Wahrheit ist. Das Ḥuqúqu’lláh sollte von Vertrauenspersonen aufbewahrt und durch die Treuhänder Gottes an Seinen heiligen Hof geschickt werden.
88
Seine Pflichten zu erfüllen, ist in den Augen Gottes höchst lobenswert. Es ist jedoch nicht gestattet, von irgendjemandem das Ḥuqúq zu fordern. Flehe den einen wahren Gott an, Seine Geliebten zum Darbringen dessen, was Gottes Recht ist, zu befähigen, zumal das Befolgen dieses Gebotes dazu führt, dass des Menschen Vermögen geläutert und geschützt wird, aber auch wertvolle Gaben und himmlischen Segen anzieht.
89
Jemand muss wohl die Diener Gottes ermahnen, damit sie das Vorrecht erlangen, ihrer Ḥuqúq–Pflicht zu entsprechen, um auf diese Weise eine erhabene Stufe zu erlangen und einen Lohn zu gewinnen, der ewig währt. Die Ḥuqúq-Zahlungen sind von einer Vertrauensperson zu verwahren, ein Bericht ist vorzulegen, damit Schritte in Übereinstimmung mit Gottes Wohlgefallen unternommen werden.
90
O Amín! Auf dir sei Meine Herrlichkeit. Es geziemt dir, unter allen Umständen der Würde der Sache Gottes die höchste Aufmerksamkeit zu schenken. … Jedoch ermahnen Wir dich, deine Augen auf den Horizont der Würde gerichtet zu halten und den Freunden Gottes, eingedenk Seiner erhabenen Worte: »… Doch warne sie, denn wahrlich, Warnung wird den Gläubigen nützen«Q6, im Geiste der Freundschaft und der Eintracht einen sanften Denkanstoß zu geben. Fürwahr, wer gnädig in die Lage versetzt wurde, dieser Pflicht nachzukommen, der wird im leuchtenden Buche zu den aufrichtigen Geliebten Gottes gerechnet; wenn nicht, sollte keiner mit ihm streiten.
An diesem Tage ist Gottes Blick – erhaben sei Seine Herrlichkeit – auf die Herzen der Menschen und die darin verwahrten edlen Perlen gerichtet. Solches ziemt dem Herrn und Seinen Erwählten – verherrlicht sei Seine Majestät. Dir geziemt, für die Freunde und die Geliebten Gottes zu beten, damit Er sie gnädig befähige, das zu erfüllen, was im Buche geboten ist, und damit sie nicht durch leeren Wahn und vergängliche Dinge der Welt daran gehindert werden.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
91
Eine dritte PflichtA58 ist die Verkündigung der göttlichen Gesetze unter den Freunden, wie zum Beispiel die Pflichtgebete, das Fasten, die Pilgerreise, das Ḥuqúqu’lláh und alle anderen Gebote.
Auszüge aus den Schriften Shoghi Effendis
92
Die Ḥuqúq-Zahlung ist eine geistige Pflicht. Die Freunde sollten nicht durch die Räte zum Zahlen verpflichtet werden; sie sollten jedoch ermutigt werden, diese ihnen im Aqdas auferlegte geistige Pflicht zu erfüllen.A59
Auszüge aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
93
Da das Ḥuqúqu’lláh dem Gebot im Buche entsprechend als eine Institution der Sache Gottes bezeichnet und eine bindende Pflicht für das Volk Bahás ist, wird für angemessen erachtet, dass Ihr Geistiger Rat die lieben Freunde in Persien mit der Bedeutung dieser Verantwortung von großer Tragweite völlig vertraut macht und die mit dem Ḥuqúqu’lláh verknüpften Anordnungen, wie sie in Seinem leicht verständlichen Buche niedergelegt sind, nach und nach in der gesamten Gemeinde verbreitet. In Befolgung der ausdrücklichen Texte ist es offensichtlich nicht gestattet, das Ḥuqúqu’lláh einzufordern; aber es liegt in der Verantwortung der Treuhänder der Sache Gottes, Aufrufe allgemeiner Art an die lieben Freunde zu richten, so dass sie besser über diese wichtige Pflicht unterrichtet sind. So Gott will, können sie von Zeit zu Zeit durch Ihre rundbrieflichen Erinnerungen das ehrende Vorrecht dieser guten Tat erlangen – einer Tat, die himmlischen Segen anzieht, den irdischen Besitz der ergebenen Freunde läutert und die internationalen Unternehmungen des Volkes Bahás fördert.A60
94
Vom Licht der Gottesfurcht erleuchtet, sind sich die Freunde zweifellos voll bewusst, wie notwendig es ist, dass sie ihr Vermögen im Einklang mit den entschiedenen, von unserem höchsten Herrn offenbarten Worten läutern und schützen.
Wir, die wir uns nach Ihm sehnen, wenden uns in diesen stürmischen Tagen zum Hof des Herrn der Menschheit in inständigem Gebet, Er möge dieser erhabenen Körperschaft gnädig beistehen, jene die Allbarmherzige Schönheit Liebenden immer wieder an die lebenswichtige Bedeutung und den verbindlichen Charakter dieses hochheiligen Gebotes zu erinnern. Durch Mitteilungen, das Verteilen von Broschüren sowie in Versammlungen, Schulen und Konferenzen der Anhänger unseres eifrigen Herrn sollten sie zur genauen, gewissenhaften Einhaltung Seines göttlichen Gebotes hingeführt und ermutigt werden, zum Schutz der mit Gottesfurcht geschmückten Gläubigen vor den schrecklichen Folgen, die Seine Unheil verkündenden Warnungen ahnen lassen, zum Empfang Seines verheißenen Segens und zur Teilhabe an den Ausgießungen Seiner unfehlbaren geistigen Gnade.A61
95
Alle Institutionen des Glaubens haben Anteil an der ständigen Verantwortung, die Gläubigen im Gesetz des Ḥuqúqu’lláh zu unterrichten. Aber Ihre Bevollmächtigten Treuhänder und deren Repräsentanten werden durch die engen Beziehungen, die sie zu den Gläubigen haben, in der Lage sein, ihr Verständnis der geistigen und praktischen Aspekte dieses Gesetzes besonders wirksam zu vertiefen. Wir glauben, dass es zur Zeit vor allem notwendig ist, … die Freunde zu ermutigen, damit sie sich der Verantwortung, die Grundlagen des Gesetzes auf die Besonderheiten ihrer Lebensumstände anzuwenden, bewusst werden und stellen, einer Verantwortung, die jeder aufrichtige Anhänger des Glaubens hat. Die Mitglieder Ihrer Institution können ihnen dabei mit klugen, taktvollen Erläuterungen helfen, ohne in irgendeiner Weise, auch nur dem Anschein nach, Druck auszuüben.
Eine große Herausforderung, die nun vor den ergebenen Freunden liegt, die als Ihre Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten zu dienen aufgerufen wurden, ist die Organisation ihrer eigenen Arbeit, um für ein verlässliches System zur Annahme, Empfangsbestätigung, Verwahrung und Weiterleitung des Ḥuqúqu’lláh-Fonds zu sorgen. Die Liebe zu Bahá’u’lláh wird für die Freunde das Hauptmotiv sein, dieses Gesetz zu befolgen, aber sie werden ihre Pflicht umso überzeugter und bereitwilliger erfüllen, je größer ihr Vertrauen in diejenigen ist, denen die Verantwortung übertragen wurde, das Recht Gottes in Ihrem Auftrag entgegenzunehmen, und je mehr die Freunde sie achten.A62
96
Die Aufgaben, die zu erfüllen Sie aufgerufen wurden, sind lebenswichtig. Ihnen wurde die Verantwortung übertragen, die Gläubigen über das ihnen im Kitáb-i-Aqdas auferlegte Gesetz zu unterrichten, nach dem sie Gott eine Zahlung auf einen bestimmten Teil ihres materiellen Besitzes zu leisten haben. Ihre Aufgabe ist vor allem geistiger Natur, Sie haben die Aufmerksamkeit der Freunde auf ihre Pflicht als Anhänger Bahá’u’lláhs zu lenken, und spielen so eine bedeutende Rolle bei der Förderung der Entwicklung des von Liebe und Gehorsam geprägten Verhältnisses, das den Gläubigen an seinen Schöpfer binden muss. In einer Welt, die von Zügellosigkeit beherrscht ist, sind Sie aufgerufen, die geheiligte Idee verbindlicher religiöser Pflicht wieder zu beleben.
Die Aufgabe, der Sie sich widmen, ist äußerst herausfordernd. Sie betrifft die Verkündigung eines Gesetzes, das für das geistige Leben des Einzelnen grundlegend ist, und zu dem die Haltung, in der es befolgt wird, wesentlich dazugehört. Ihre Aufgaben angemessen zu erfüllen, erfordert größtes Feingefühl und Takt, damit Sie unzulässigen Druck auf die Gläubigen, ein Gesetz einzuhalten, welches eine Gewissensangelegenheit ist, vermeiden, und um die richtige Art der Kommunikation zu finden, die rechtzeitig erinnert, ohne sich unergiebig zu wiederholen.
Entscheidend für den Erfolg Ihrer Bemühungen ist das Maß, in dem Sie in der Lage sind, ein liebe- und vertrauensvolles Verhältnis zu den Gläubigen, denen zu helfen Sie aufgerufen sind, zu schaffen und zu erhalten, damit diese durch die Verbindung und den Austausch mit Ihnen bewegt werden, das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh von ganzem Herzen einzuhalten und an seinen unschätzbaren geistigen Wohltaten teilzuhaben.
Dies sind noch immer die frühen Tage in der weltweiten Entwicklung der Institution des Ḥuqúqu’lláh, die in kommenden Jahrhunderten wachsen, erblühen und die für den Fortschritt der Menschheit wesentlichen materiellen Mittel liefern wird. Daher ist es besonders wichtig, dass sich eine solche Institution durch die untadelige Redlichkeit, mit der sie verwaltet wird, und durch die offensichtliche Vertrauenswürdigkeit derer, die ihr dienen, auszeichnet. Sicherlich werden Sie sich auch künftig in einer Art und Weise bemühen, die den guten Ruf, den die Institution des Ḥuqúqu’lláh in den Augen der Gläubigen erworben hat, weiter ausbauen wird.A63
97
Eine der Aufgaben der Repräsentanten ist die Mithilfe bei der Unterrichtung der Gläubigen über das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh und seine Bedeutung. … Natürlich kann sich dieser Ausbildungsprozess nicht auf jene beschränken, deren Besitzverhältnisse sie unter die Zahlungspflicht des Gesetzes fallen lässt, zumal das oft nur der Betroffene selbst weiß. Auch Kinder sollten im Rahmen ihrer Bahá’í-Erziehung über das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh unterrichtet werden. Manchmal sind Freunde so begeistert von dem Konzept dieses Gesetzes, dass sie den Wunsch haben, Beiträge zum Ḥuqúqu’lláh-Fonds zu leisten, obwohl sie es nicht müssten. Das Haus der Gerechtigkeit hat festgelegt, dass die Repräsentanten solche Beiträge annehmen dürfen.
Wenn, mit anderen Worten, jemand aus Liebe zur Sache eine Ḥuqúqu’lláh-Zahlung leistet, sollte der Repräsentant nicht danach fragen, ob der Betreffende der Zahlungspflicht unterliegt oder nicht; er sollte sie wohlwollend annehmen.
Das unterscheidet sich, wie Sie sehen, deutlich von einer Ermutigung der Bahá’í, mehr Ḥuqúqu’lláh zu zahlen als das Gesetz des Ḥuqúqu’lláh von ihnen fordert, und eine solche Ermutigung würde bedeuten, vom Geist des Gesetzes, wie Bahá’u’lláh es offenbart hat, abzuweichen.A64
98
Es ist klar, dass während des vergangenen Jahrzehnts immer mehr Gläubige über die Bedeutung des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh informiert wurden und seinen Bestimmungen folgten. Sie können befriedigt auf die Ergebnisse Ihrer Arbeit blicken, wenn sie Ihren Plan, den Einfluss dieses mächtigen Gesetzes auf die ganze weltweite Bahá’í-Gemeinde auszuweiten, formulieren. Ihre Integrität, die gewissenhafte Sorgfalt, die Sie im Umgang mit den Ihnen anvertrauten Fonds haben walten lassen, und Ihre Effizienz bei der Ausstellung von Quittungen und der genauen Buchführung haben zum Vertrauen der Gläubigen in diese Institution und dem hohen Ansehen, welches sie in der Bahá’í-Gemeinde genießt, beigetragen.
Dadurch dass Sie Ihre Aufgaben erfüllen, tragen Sie zum Fortschritt eines Prozesses bei, der in künftigen Jahrhunderten die Gesellschaft in einer Weise umformen wird, wie es unser derzeitiges Verständnisvermögen weit übersteigt.A65
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Des Weiteren waren die Bemühungen um die Entfaltung der Institutionen am Weltzentrum besonders deutlich sichtbar in der anhaltenden Entwicklung der Institution des Ḥuqúqu’lláh unter der herausragenden Führung des Treuhänders, der Hand der Sache Gottes ‘Alí-Muḥammad Varqá. Durch sein weises Handeln und ständiges Bemühen hat Dr. Varqá die Unterweisung der Freunde hinsichtlich des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh allerorts angeregt. In dem Jahrzehnt, seitdem dieses Gesetz weltweit angewendet wurde, entstand ein Netzwerk nationaler und regionaler Treuhänderämter, das den Dienst einer wachsenden Zahl von Bevollmächtigten Treuhändern und Repräsentanten koordiniert und anleitet. Die Kenntnis dieses bedeutenden Gesetzes hat sich weithin verbreitet, und auf allen Kontinenten folgen ihm die Freunde im Geist der Hingabe, der, wie der Treuhänder hofft, jene berühren wird, die noch nicht an den verheißenen Segnungen teilhaben, welche die Befolgung des Gesetzes mit sich bringt.A66
100
Nun, da die Konferenz näher rückt …, die Ihre Einsetzung als Mitglieder des Internationalen Treuhänderamts des Ḥuqúqu’lláh kenntlich macht, halten wir es für angebracht, Ihnen Führung für Ihre Arbeit und die Entwicklung des Ḥuqúqu’lláh, des Rechtes Gottes, in den vor uns liegenden Jahren zu geben.
Wie in unserem Brief …, der Ihnen Ihre Ernennung mitteilte, dargelegt, sind Ihre Pflichten die der Treuhänderschaft des Ḥuqúqu’lláh und folgen dem Pfade des Haupttreuhänders des Ḥuqúqu’lláh, der Hand der Sache Gottes Dr. ‘Alí-Muḥammad Varqá. …
Eine der wichtigsten von den Bevollmächtigten Treuhändern und Repräsentanten wahrzunehmende Pflicht auf der ganzen Welt wird es weiterhin sein, die Gläubigen über das Recht Gottes zu unterrichten, was auf maßvolle und geduldige Weise erreicht werden sollte, damit die Herzen der Gläubigen in ihrem Sehnen, dem von Bahá’u’lláh verordneten Pfad geistiger Entwicklung zu folgen, auch zum Gehorsam gegenüber den Bestimmungen des Gesetzes des Ḥuqúqu’lláh hingezogen werden. Die Hauptpunkte des Gesetzes sollten in möglichst einfacher Art und Weise dargestellt werden, um zu vermeiden, dass die zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh verpflichteten lieben Freunde durch unberechtigte Angst vor der komplizierten Anwendung von deren Zahlung abgehalten werden.
Unter allen Umständen ist die Würde des Glaubens mit gebührender Aufmerksamkeit zu wahren. …
Wir bitten Sie …, Einzelheiten für ein Netzwerk nationaler und regionaler Ämter, das die gesamte weltweite Gemeinde umfasst, vorzuschlagen und Mitglieder für diese Ämter zu empfehlen. In Ländern, in denen eine nennenswerte Anzahl Gläubiger zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh verpflichtet ist, ist ein nationales Amt angemessen. Regionale Ämter sollten eingerichtet werden, um andere Gruppen von Ländern abzudecken in der Erwartung, dass jedes regionale Amt mit dem Wachstum der Bahá’í-Gemeinde künftig von mehreren nationalen Ämtern abgelöst werden wird.
Die Mitglieder dieser Ämter werden für einen Zeitraum von drei Jahren ernannt und können wieder ernannt werden. Für die Ernennung ist kein besonderes Datum festgelegt, damit jemand anderes bestätigt werden kann, wenn es einem Bevollmächtigten Treuhänder unmöglich wird, sein Amt weiter auszuüben. Wir haben entschieden, dass Berater nicht zu Mitgliedern dieser Ämter ernannt werden können.
Die regionalen und nationalen Ämter haben die Aufgabe, Repräsentanten für eine Amtszeit von drei Jahren zu ernennen; wie im Fall der Bevollmächtigten Treuhänder beträgt die Dienstzeit eines Repräsentanten, der als Ersatz für ein Mitglied, das sein Amt nicht ausüben kann, neu ernannt wird, volle drei Jahre.
Von den Repräsentanten wird soweit wie möglich nicht erwartet, Fonds anzunehmen, weiterzuleiten oder Empfangsbestätigungen auszustellen. … Diese Änderung im Wirken der Repräsentanten bedeutet, dass sie erzieherische Aufgaben haben werden. …A67
101
Auch am Weltzentrum gibt es neue Entwicklungen. Wir haben entschieden, dass es an der Zeit ist, ein Internationales Treuhänderamt des Ḥuqúqu’lláh ins Leben zu rufen, um die Arbeit der Regionalen und Nationalen Treuhänderämter des Ḥuqúqu’lláh weltweit zu leiten und zu betreuen. Es wird eng mit dem Haupttreuhänder, der Hand der Sache Gottes Dr. ‘Alí-Muḥammad Varqá, zusammenarbeiten und dadurch bei der Erfüllung seiner Pflichten aus dessen Wissen und Rat Nutzen ziehen können. Die drei in das Internationale Treuhänderamt ernannten Mitglieder sind Sally Foo, Ramin Khadem und Grant Kvalheim. Die Dauer ihrer Amtszeit wird zu einem späteren Zeitpunkt bestimmt. Die Mitglieder werden ihren Wohnsitz nicht ins Heilige Land verlegen, werden aber die Dienste des Büros des Ḥuqúqu’lláh am Weltzentrum bei der Erfüllung ihrer Aufgaben nutzen.A68
102
Das Universale Haus der Gerechtigkeit hat Ihre E-Mail vom 4. Dezember 2005 hinsichtlich der Zulässigkeit von Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen Einzelner über ihren Nationalen Geistigen Rat erhalten und an unsere Abteilung zur Beantwortung weitergeleitet. …
… die Gläubigen könnten es vorziehen, ihre Zahlungen über den Schatzmeister ihres Nationalen Geistigen Rates zu leisten, und das Haus der Gerechtigkeit hat das Recht der Freunde, Ḥuqúqu’lláh auf Wunsch in dieser Weise zu zahlen, beibehalten.A69
103
Die ständige Weiterentwicklung der Institution des Ḥuqúqu’lláh unter der Leitung der Hand der Sache Gottes Dr. ‘Alí-Muḥammad Varqá, dem von Shoghi Effendi vor fünfzig Jahren ernannten Treuhänder, hat 2005 ihren Höhepunkt gefunden in der Einrichtung eines internationalen Treuhänderamtes, das dazu bestimmt ist, die stetige, ausgedehnte Anwendung dieses mächtigen Gesetzes, dieser Quelle unschätzbarer Segnungen für die ganze Menschheit, zu fördern.A70
Verwendung des Ḥuqúqu’lláh-Fonds
Auszüge aus den Schriften Bahá’u’lláhs
104
Es ist das bindende Gebot Gottes, dass alles, was in einem Ort für das Ḥuqúqu’lláh verfügbar war oder sein wird, Seiner heiligen Gegenwart zugeleitet wird. In dieser Hinsicht ergangene Anweisungen sind entsprechend einzuhalten, so dass alles seinen geordneten Gang geht.
105
Und nun hast du wegen der Armen geschrieben und gefragt, ob es gestattet ist, an sie Zahlungen aus dem Recht Gottes zu leisten. Dies hängt von der dazu gewährten Erlaubnis ab. An jedem Ort, an dem das Recht Gottes in Empfang genommen wird, müssen dazu Einzelheiten zusammen mit einer Erklärung über die Lage der Bedürftigen Seiner erhabenen Gegenwart vorgelegt werden. Wahrlich, Er tut, was Er will, und befiehlt, was Ihm beliebt. Wenn die Erlaubnis allgemein erteilt würde, führte dies zu Streit und Schwierigkeiten.
Auszüge aus den Schriften ‘Abdu’l-Bahás
106
Dem ausdrücklichen Text des Heiligsten Buches entsprechend sollen die als Ḥuqúq gegebenen Beträge an einer Stelle hinterlegt und nach Bedarf ausgegeben werden. Du solltest jedoch dort niemanden dazu auffordern, das Ḥuqúq zu geben, es sei denn, jemand ist gerne und aus eigener freier Entscheidung dazu bereit.
Auszüge aus den Briefen Shoghi Effendis
107
Nach dem ausdrücklichen Text des Testaments [‘Abdu’l-Bahás] ist das Ḥuqúqu’lláh für das Lehren der Sache Gottes in allen Ländern des Ostens und des Westens, für die Errichtung von Institutionen, für den Bau von Bahá’í-Tempeln sowie für die Förderung wohltätiger Unternehmungen und für das Allgemeinwohl zu verwenden.A71
Auszüge aus Briefen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und in seinem Auftrag
108
‘Abdu’l-Bahá erklärt in einem Sendschreiben: »Verfügungen über das Ḥuqúq, ganz oder teilweise, sind gestattet, sollten aber mit Erlaubnis der zuständigen Institution der Sache geschehen, der sich alle zuwenden müssen.« Die Bestimmung in Seinem Testament, dass das Ḥuqúqu’lláh »durch den Hüter der Sache Gottes darzubringen« ist, ist völlig im Einklang mit diesem Grundsatz. In einem anderen Sendbrief wies ‘Abdu’l-Bahá auf das Universale Haus der Gerechtigkeit hin als »die Institution, der sich alle zuwenden müssen«, und es ist klar, dass das, da es keinen Hüter gibt, die höchste und zentrale Institution der Sache ist. Außerdem hat Bahá’u’lláh, vor ‘Abdu’l-Bahá, Folgendes offenbart: »Für das Ḥuqúqu’lláh gibt es eine vorgeschriebene Verfahrensweise. Nach der Gründung des Hauses der Gerechtigkeit wird dessen Regelung in Übereinstimmung mit dem Willen Gottes bekannt gemacht werden.« In Übereinstimmung mit diesen ausdrücklichen Texten liegt gegenwärtig die Entscheidung über die Annahme und Ausgabe des Ḥuqúqu’lláh eindeutig in der Zuständigkeit des Universalen Hauses der Gerechtigkeit.A72
109
Was das Ḥuqúqu’lláh angeht, … die Entscheidung über das Ḥuqúqu’lláh ist ein Vorrecht, das dem Zentrum des Glaubens vorbehalten ist. Das Universale Haus der Gerechtigkeit ist mit einer Reihe von »Rechten und Pflichten« ausgestattet, die in seiner Verfassung aufgezählt werden, wie zum Beispiel »die heiligen Texte zu bewahren«, »die Belange des Gottesglaubens zu fördern«, »seine Botschaft zu verkünden und zu lehren« und so weiter. Die aus den Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen gespeisten Fonds werden im Verfolg dieser Ziele ausgegeben, so wie es das Haus der Gerechtigkeit für angemessen hält.A73
110
Sie haben gefragt, wo und wie das Haus der Gerechtigkeit über die Verwendung der durch Ḥuqúqu’lláh-Zahlungen erhaltenen Fonds berichtet. Das Haus der Gerechtigkeit legt keinen Rechenschaftsbericht über die derzeitige Verwendung dieser Fonds ab. Es ist aber kein Geheimnis, für welche Zwecke diese Fonds ausgegeben werden. Die heiligen Texte bestätigen, dass das Ḥuqúqu’lláh an die höchste Institution im Glauben, der sich alle zuwenden müssen, gezahlt werden soll, und weisen darauf hin, dass diese Fonds »zur Unterstützung der Armen, der Behinderten, der Bedürftigen und der Waisen sowie für andere lebenswichtige Erfordernisse der Sache Gottes« ausgegeben werden sollen. Entscheidungen hinsichtlich des Zeitpunkts, der Art und der Höhe der ausgegebenen Mittel obliegen dem Haus der Gerechtigkeit.
In diesen Tagen, ebenso wie während der Amtszeit Shoghi Effendis, werden alle von der Führung des Glaubens angenommenen Fonds gebraucht, um die Interessen des Glaubens am Weltzentrum und weltweit zu fördern. Der Rundbrief Nr. 6 der Institution des Ḥuqúqu’lláh erwähnt, dass die Fonds für Zwecke ausgegeben werden wie »Förderung des Lehrens und der Verkündigung des Glaubens weltweit; Pflege, Instandhaltung und Restaurierung der heiligen Bahá’í-Stätten; Aufbau des administrativen Bahá’í-Weltzentrums; Unterstützung der Arbeit der vielen Bahá’í-Institutionen und -Vertretungen; Errichtung und Restaurierung von Bahá’í-Häusern der Andacht; Einrichtung und Unterstützung neuer Institutionen; karitative und wohltätige Unternehmungen; Unterstützung der vielfältigen weltweiten Interessen des Glaubens«.
Die erfolgreiche Verwendung des Ḥuqúqu’lláh und anderer dem Haus der Gerechtigkeit zur Verfügung stehenden Fonds wird an den großen Entwicklungen, die am Weltzentrum und in der gesamten Bahá’í-Weltgemeinde stattgefunden haben, deutlich, wobei viele nationale Budgets aufgrund der Tatsache, dass die überwiegende Mehrheit der Bahá’í der Welt arm ist und ihre nationalen Fonds nicht angemessen unterstützen kann, vom Haus der Gerechtigkeit subventioniert werden müssen.
Das Ḥuqúqu’lláh hat – wie sich schon aus dem Namen »Recht Gottes« ergibt – einen besonderen Charakter, der es von allen anderen Bahá’í-Fonds unterscheidet. Sein Wesen und Zweck und der mit seiner Entrichtung einhergehende Segen können in der Zusammenstellung nachgelesen werden, die zu diesem Thema herausgegeben wurde. …
In Übereinstimmung mit den Bahá’í-Prinzipien sind die Beiträge zu den verschiedenen Bahá’í-Fonds ebenso wie die Zahlung des Rechts Gottes vertraulich und werden quittiert. … Seien Sie versichert, dass am Bahá’í-Weltzentrum eine Methode der Finanzverwaltung eingeführt wurde, um gewissenhaft Buch führen zu können und auch um zu verhindern, dass irgendein merkliches Vorkommen von Verschwendung oder – Gott bewahre – Gesetzesübertretung unentdeckt oder ungeprüft bliebe. Es handelt sich um eine Methode, die sowohl die Vertraulichkeit persönlicher Beiträge als auch die moralisch einwandfreie Nutzung aller dem Haus der Gerechtigkeit anvertrauten Fonds wahrt.A74
111
Hinsichtlich der besonderen Sorge, die zu Ihrer Anfrage geführt hat: Die Nutzung von Mitteln des Ḥuqúqu’lláh, deren Verwendung völlig im Ermessen des Oberhaupts des Glaubens liegt, bringt eine breite Palette von Anwendungen mit sich, die schließlich verschiedene gesellschaftliche Bedürfnisse mit Methoden angehen werden, die auch zur Lösung wirtschaftlicher Probleme beitragen. Es ist aber jetzt noch viel zu früh in der weltweiten Beachtung des Gesetzes und es ist dem Haus der Gerechtigkeit angesichts des derzeitigen Zustands der Bahá’í-Gemeinde und auch der Gesellschaft nicht möglich, dies bis ins Einzelne auszuarbeiten. Gegenwärtig wird das Ḥuqúqu’lláh hauptsächlich für die Arbeit der Bahá’í-Gemeinde eingesetzt, was natürlich erste Bemühungen um soziale und wirtschaftliche Entwicklung einschließt.A75
112
Wie Sie wissen, ist die Pflicht der Gläubigen zur Zahlung des Ḥuqúqu’lláh im Kitáb-i-Aqdasfestgelegt, und sie werden der Führung des Glaubens dargebracht, jetzt also dem Haus der Gerechtigkeit. Über die Ausgabe dieser Mittel entscheidet das Haus der Gerechtigkeit, und sie werden gegenwärtig der lebenswichtigen Aufgabe zugeführt, die Weltordnung Bahá’u’lláhs zu errichten, was die wesentliche Voraussetzung für die dauerhafte Behebung der Leiden ist, die die Welt jetzt erduldet.
Das Haus der Gerechtigkeit stellt sicher, dass vom Internationalen Treuhänderamt des Ḥuqúqu’lláh und seinem Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land genaue Konten der Ḥuqúqu’lláh-Einkünfte und -Ausgaben geführt werden. Es überwacht die Arbeit der Institution des Ḥuqúqu’lláh und ist sehr zufrieden darüber, dass die Angelegenheiten mit einem Höchstmaß an Integrität behandelt werden.
Eine solche Versicherung seitens des Hauses der Gerechtigkeit ist natürlich für Mitglieder der Bahá’í-Gemeinde ausreichend. Zurzeit hält das Haus der Gerechtigkeit es nicht für notwendig, einem externen Kreis Informationen über Ḥuqúqu’lláh-Abrechnungen vorzulegen; wenn sich künftig eine Situation ergeben sollte, in der es zu öffentlicher Auseinandersetzung über das Thema kommt, wird es tun, was es dann für angemessen erachtet.A76
Quellenangaben
Q1 Qur’án 35:15
Q2 siehe Text Nr. 3 in dieser Kompilation
Q3 siehe Text Nr. 22 in dieser Kompilation
Q4 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch 28
Q5 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 69
Q6 Qur’án 51:55
Anmerkungen
A1 Ḥuqúqu’lláh, arabisch ›das Recht Gottes‹
A2 Soweit nicht anders angegeben, sind alle Abschnitte aus den Schriften Bahá’u’lláhs und ’Abdu’l-Bahás in dieser Zusammenstellung Auszüge aus Sendschreiben, die aus dem persischen oder arabischen Original übersetzt wurden.
A3 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, K97
A4 5‘Abdu’l-Bahá, ‘Abdu’l-Bahá, Wille und Testament 27, Auflage 3.02-Online (2021-06-12)
A5 23. Juni 1945, Shoghi Effendi an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A6 Riḍván 1991, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A7 Der Hinweis bezieht sich auf das feierliche Ereignis des hundertsten Jahrestages des Hinscheidens Bahá’u’lláhs und der Hundertjahrfeier zur Einsetzung Seines mächtigen Bundes
A8 Riḍván 1992, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A9 19. Juni 1992, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A10 12. Januar 2003, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten der Institution des Ḥuqúqu’lláh
A11 7. Oktober 2005, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A12 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 8
A13 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 9
A14 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 42
A15 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 44
A16 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 45
A17 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 69
A18 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 80
A19 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 90
A20 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas, Das Heiligste Buch, Fragen und Antworten 95
A21 Neunzehn
A22 Interview mit ‘Abdu’l-Bahá vom 26. November 1919, von Shoghi Effendi ca. 1920 handschriftlich notiert. Fragen aus einem undatierten Brief von George O. Latimer
A23 April/Mai 1927, im Auftrag Shoghi Effendis an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A24 16. Dezember 1927, im Auftrag Shoghi Effendis an einen Gläubigen, handschriftlicher Nachsatz Shoghi Effendis
A25 17. November 1937, im Auftrag Shoghi Effendis an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A26 29. September 1942, im Auftrag Shoghi Effendis an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A27 Ḥuqúq
A28 25. Oktober 1970, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A29 21. Januar 1973, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A30 26. Februar 1973, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A31 16. September 1979, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A32 9. April 1980, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen.
A33 10. Januar 1982, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A34 1. Juni 1983, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A35 4. März 1984, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A36 3. Februar 1987, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A37 23. Juni 1987, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A38 22. März 1989, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an eine Abteilung des Bahá’í-Weltzentrums
A39 1. Oktober 1989, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an ein Treuhänderamt des Ḥuqúqu’lláh
A40 1. Juli 1991, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Schatzmeisters eines Nationalen Geistigen Rates
A41 9. Februar 1992, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A42 30. April 1992, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an eine Abteilung des Bahá’í–Weltzentrums
A43 4. Mai 1992, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an den Treuhänder des Ḥuqúqu’lláh, Hand der Sache Gottes ‘Alí-Muḥammad Varqá
A44 14. Februar 1993, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land
A45 In dieser Zusammenstellung Nr. 58
A46 8. Juli 1993, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A47 8. Oktober 1993, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A48 1. Juli 1996, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A49 15. Oktober 1998, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A50 12. September 2000, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A51 12. Februar 2002, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A52 12. Juli 2004, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land
A53 10. Mai 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen, aus dem Persischen
A54 21. Mai 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A55 12. Juni 2006, Memorandum des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an das Büro des Ḥuqúqu’lláh im Heiligen Land
A56 bekannt als Jináb–i–Amín, Ḥuqúq–Treuhänder in der Zeit Bahá’u’lláhs
A57 Ḥájí Abu’l-Hasan-i-Ardikání
A58 Für die, die miteinander beraten, d. h. die Mitglieder der Geistigen Räte
A59 12. Oktober 1946, Shoghi Effendi an einen Nationalen Geistigen Rat
A60 27. Oktober 1963, das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A61 12. September 1969, das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Nationalen Geistigen Rat Iran, aus dem Persischen
A62 13. November 1992, das Universale Haus der Gerechtigkeit an den Treuhänder des Ḥuqúqu’lláh, Hand der Sache Gottes ‘Alí-Muḥammad Varqá
A63 14. Februar 1997, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten der Institution des Ḥuqúqu’lláh
A64 13. September 1998, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A65 12. Januar 2003, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bevollmächtigten Treuhänder und Repräsentanten der Institution des Ḥuqúqu’lláh
A66 Riḍván 2003, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A67 25. Januar 2005, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an die Mitglieder des Internationalen Treuhänderamtes des Ḥuqúqu’lláh
A68 Riḍván 2005, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A69 19. Januar 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Nationalen Geistigen Rat
A70 Riḍván 2006, das Universale Haus der Gerechtigkeit an die Bahá’í der Welt
A71 15. Januar 1933, an einen einzelnen Gläubigen, aus dem Persischen
A72 2. März 1972, Das Universale Haus der Gerechtigkeit an die im Heiligen Land wohnenden Hände der Sache Gottes
A73 18. Juli 1994, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A74 16. Februar 1998, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A75 8. September 1999, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
A76 25. Juli 2006, im Auftrag des Universalen Hauses der Gerechtigkeit an einen Gläubigen
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