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Epístola ao Filho do Lobo
Editora Bahá’í do Brasil
© 1997
Todos os direitos reservados pela
EDITORA BAHÁ’Í DO BRASIL
Caixa Postal 198
13800-000 Moji-Mirim, SP
Título original:
Epistle to the Son of the Wolf
Traduzida para o inglês por Shoghi Effendi
ISBN 1-85168-073-X
ISBN da edição em português
85-320-0030-4
Tradução:
Merle Scoss
Revisão:
Coordenação Nacional de Tradução e Revisão
1a edição – Novembro/97
Composto em
Times 12/14
Impressão:
Abaeté Copiadora e Gráfica Ltda.
São Paulo, SP
Sumário
Introdução de Marzieh Gail
Epístola ao Filho do Lobo
Glossário
Índice Remissivo
Introdução
Marzieh Gail, 1953
“Eu caminhava na Terra de Ta (Teerã) – o alvorecer dos sinais de teu Senhor – quando eis que ouvi o lamento dos púlpitos e a voz de suas súplicas a Deus, abençoado e glorificado seja Ele. Lamentando-se, diziam: ‘Ó Deus do mundo e Senhor das nações! Tu observas nossa condição e as coisas que nos ocorreram...”
Nós, os dois bilhões de pessoas atualmente no planeta, estamos vivendo em uma época na qual não só os púlpitos de todas as religiões como tudo o mais devem estar nos condenando, cada um naquela voz que, de acordo com o Alcorão, Deus conferiu a todas as coisas: “Foi Deus que nos fez falar. Ele faz falar todas as coisas...”(41:21). Nós, que matamos cerca de quarenta e cinco milhões de seres humanos nos últimos trinta e cinco anos, estranhos que sequer conhecíamos pelo nome. Nós, que negamos nossa diferença qualitativa dos animais e tentamos viver no mundo deles, uma tentativa que se mostrou tão bem-sucedida quanto o seria um animal transformar-se em árvore ou a árvore ser uma pedra. Nós, que passamos nosso tempo inventando elaboradas desculpas para justificar nosso modo de ser, que sempre jogamos a culpa sobre alguém, que sempre queremos que alguém nos salve.
Não é de surpreender que Bahá’u’lláh, o nobre persa que declarou Sua missão espiritual em 1863, tivesse dito também: “...caminhais sobre Minha terra complacentes e satisfeitos, desatentos ao fato de que Minha terra está cansada de vós e tudo nela se esquiva de vós.“
Ao mesmo tempo, ansiamos por felicidade e depois a rejeitamos quando ela nos é trazida. Pois a felicidade, para o ser humano, significa ser tirado do cego mundo físico para a vida consciente do espírito, e isso só pode ser feito pelo Profeta de Deus. Em Seu advento, nós O combatemos e Lhe resistimos, seja Ele Moisés ou Buda, Jesus ou Maomé, ou Bahá’u’lláh.
O homem está mostrando por seus atos que perdeu Deus e, em conseqüência, perdeu a si mesmo. “E não imiteis os que se esquecem de Deus: Deus os faz esquecerem-se de si mesmos”, alerta o Alcorão (59:19). O homem está confuso - perdido em um deserto. Precisa reencontrar o sentido do Universo, e esse sentido é Deus, tal como expresso pelo Profeta; ele então redescobrirá seu próprio eu, reflexo do sentido; ele então terá um modo de viver condizente com os fatos e o seguirá conscientemente.
Neste livro faz-se referência a um rapaz de dezessete anos. Era um jovem problemático e seu pai estava preocupado com ele. Foi então que Bahá’u’lláh, aprisionado no quartel de ‘Akká, o chamou. Após conversarem, o rapaz, sozinho e a pé, levou para a Pérsia a Epístola de Bahá’u’lláh ao Xá. Chegou à capital depois de uma viagem de quatro meses; jejuou, orou e esperou sobre uma rocha até ver o Xá e seu séquito indo caçar na direção das aldeias montanhosas ao norte de Teerã. Aproximou-se deles e declarou, em árabe: “Ó Rei! Venho a ti de Sabá com uma notícia segura.”(Foi isso que a poupa disse a Salomão após Ter visto Belquis em seu trono dourado; Alcorão, (27:22). A Epístola foi tirada de suas mãos e entregue aos sacerdotes. Eles a leram e recomendaram que o rapaz fosse morto. Os carrascos o feriram com ferros em brasa durante três dias; uma fotografia, tirada dele sob tortura, ainda existe. Depois esmagaram sua cabeça com a corona de um rifle e atiraram seu corpo num fosso.
Bahá’u’lláh escreveu em uma Epístola ao pai desse rapaz, o Hadji ‘Abdu’l-Majid, que mais tarde sofreria o martírio em Khurásán: “Pensas que ele está morto? Não, pelo Revelador dos Sinais! Através dele o espírito da vida alegremente se move nos corações do universo.” Na mesma Epístola, Bahá’u’lláh diz que, em Badi, “o espírito de força e poder soprou”; que ele foi recriado; que ele sorriu e “se Nós o houvéssemos ordenado, ele teria tudo dominado nos céus e sobre a terra.” Que “a alegria o alcançou” e ele foi para a morte “com poder e autoridade, avançando com tamanha força que conquistou a Suprema Assembléia e os habitantes das Cidades dos Nomes.”
O ponto em questão é que Badi foi recriado. Em terminologia bíblica, ele renasceu. Ele viu a verdade e morreu em sacrifício a ela. Aqueles que hoje acreditaram em Bahá’u’lláh raramente são chamados a unir-se às fileiras dos mais de 20.000 fiéis que deram suas vidas no Período Heróico de Sua Causa – aqueles que, como afirma o presente texto, “depuseram a preciosa coroa da vida em nome d’Aquele que é o Amigo Incomparável”. Mas hoje são repetidamente obrigados a pôr de lado seus próprios desejos e aversões, a disciplinar sua conduta, a alcançar uma vitória sobre si mesmos – um processo mais longo, menos espetacular e talvez mais doloroso que o martírio.
É somente através deste processo que o planeta poderá tornar-se mais uma vez habitável: os seres humanos, motivados pelo amor, começariam voluntariamente agir de um modo que fosse digno da natureza do homem. Bahá’u’lláh escreve em Palavras Ocultas: “Eu te criei rico; por que tu te empobreces? Nobre te fiz; por que te rebaixas?“
1.
O mundo pensante alcançou, agora, os ensinamentos básicos que Bahá’u’lláh (1817-1892) enunciou há mais de setenta anos. Hoje, nenhuma mente esclarecida poderia discordar de princípios fundamentais de Bahá’u’lláh tais como:
* “A unidade e totalidade da raça humana” – Este é o mais vital de todos os princípios, e seu estabelecimento é o propósito central da Fé Bahá’í. A unificação da humanidade, diz Bahá’u’lláh, é inevitável e marca o último estágio da evolução do homem rumo à maturidade.
* Serviço à humanidade – o mais digno de todos os esforços.
* A religião, “principal instrumento para se estabelecer a ordem no mundo”, deve ser ensinada às crianças em todas as escolas de modo a não produzir fanatismos nem preconceitos. Todas as religiões são essencialmente uma, diferindo em seus aspectos externos somente por terem surgido em diferentes períodos da História e, assim, dirigindo-se a situações diferentes.
* A reconciliação entre religião e ciência, que são as duas forças mais poderosas na vida humana.
* Educação disponível para todos.
* Oportunidades iguais para ambos os sexos; igualdade para as mulheres está diretamente ligada à paz mundial.
* Um sistema federativo mundial, redução nos armamentos nacionais, segurança coletiva.
* A adoção de uma língua e escrita auxiliar internacional.
* Trabalho para todos.
Bahá’u’lláh afirma que a justiça é “a mais amada de todas as coisas” e que seu advento é inevitável. Que a consulta, franca e livre, é “a outorgante da compreensão” e o alicerce de Sua Ordem. Que a aquisição de conhecimentos compete a cada um, sendo louvadas as “artes, ofícios e ciências”. Que a riqueza obtida através dos ofícios e profissões é digna de louvor. Que a pobreza irá desaparecer, assim como a riqueza exorbitante. Que os fidedignos da “Casa de Justiça” devem legislar sobre todos os assuntos não expressamente apresentados nos escritos bahá’ís (este órgão internacional Bahá’í tem poderes para revogar suas leis anteriores e incorporar a seu mecanismo tudo aquilo que for considerado necessário para manter a Fé “na vanguarda de todos os movimentos progressistas”) . Um governo constitucional, combinando “os ideais do republicanismo e a majestade da monarquia”, é recomendado. A agricultura deve receber atenção especial. A imprensa é louvada especificamente, sendo os jornais descritos como “o espelho do mundo” e as pessoas por eles responsáveis aconselhadas a se libertarem de “malícia, paixão e preconceito, serem justas e imparciais, terem o máximo cuidado em suas investigações e levantarem todos os fatos de cada situação”. Bahá’u’lláh volta a enfatizar a proibição de fazer guerra santa e destruir livros; exige de Seus seguidores obediência ao governo do país onde vivem; e destaca, para louvor especial, indivíduos de estudo e sabedoria a quem descreve como “os olhos” do corpo da humanidade.
O que o mundo ainda não percebeu é que a ordem mundial projetada por Bahá’u’lláh tem a capacidade de agir para o reconhecimento universal de um só Deus, de “recriar a sociedade”. A comunidade mundial é Sua preocupação primeira. No passado, a religião muitas vezes conseguiu produzir o bom indivíduo. O objetivo básico da religião de Bahá’u’lláh é produzir a boa sociedade. Seu sistema administrativo oferece, acreditam os bahá’ís, o único arranjo satisfatório entre indivíduo e comunidade, entre livre-arbítrio e autoridade, equilibrando as prerrogativas de cada um deles.
Esse equilíbrio terá de ser criado se a humanidade pretende desenvolver uma era de paz. Vimos o Estado ditatorial oprimindo o indivíduo e vimos a lei do linchamento aviltando o grupo. Esta questão tem sido debatida ao longo dos tempos. Rúmi, o místico, pede a Deus para libertá-lo de seu livre-arbítrio – um fardo recusado, diz ele, pelos céus e pelos próprios anjos e só aceito pelo homem; ele se compara a um camelo ferido pela carga, cujo alforje se inclina ora para um lado ora para o outro, e pede que a carga mal equilibrada seja tirada de suas costas e que, em vez disso, ele seja jogado de um lado para outro como uma bola de polo. Contrastando com essa visão o modo de viver na Genebra de Calvino, onde, de acordo com as leis que regulavam as estalagens, a ninguém era permitido “ficar acordado depois das nove da noite, exceto aos espiões.”
Quando o equilíbrio entre a pessoa e a sociedade finalmente predominar, saberemos que o homem começou sua maturidade. Está claro que tanto o indivíduo quanto o grupo terão de desistir de parte do que agora possuem, assim como as nações terão de renunciar à parte de sua atual soberania em favor da Comunidade mundial, mas isso não se mostrará mais difícil do que sacrificar a isca para pescar o peixe.
2.
Esta é uma religião mundial à altura do mundo novo. Ela não tem sacerdotes; não aceita doações exceto de fiéis registrados. Ela resolveu problemas de sucessão, administração e cisma, fatores que praticamente destruíram, quase ainda no nascedouro, a unidade de todas as fés anteriores. Neste caso, o próprio Bahá’u’lláh, o Fundador, designou em Seu Convênio escrito que Seu primogênito, ‘Abdu’l-Bahá, seria Seu Sucessor e Intérprete autorizado. ‘Abdu’l-Bahá, em Sua Última Vontade e Testamento, indicou como Guardião e Intérprete Seu neto Shoghi Effendi. Este, por sua vez, indicará o próximo Guardião, cuja nomeação por escrito deverá ser ratificada pelos votos de um conselho de “Mãos da Causa”. * As instituições democraticamente eleitas que, em conjunto com o Guardião, administram a Fé, foram do mesmo modo estipuladas nos Escritos do Fundador. A tarefa atual dos bahá’ís no mundo todo tem duas facetas: uma envolve a consolidação dos estudos dos Ensinamentos e a prática de um modo de viver bahá’í; a outra, a expansão da Fé – apresentando a Fé Bahá’í ao público, para livre exame. Comunidades bahá’ís são hoje encontradas em mais de cem países ao redor do globo.
* Antes de falecer, em 1957, Shoghi Effendi, indicou vinte e sete Mãos da Causa de Deus, encarregadas da propagação e proteção da Fé. Graças aos seus esforços, em abril de 1963 realizou-se a eleição da primeira Casa Universal de Justiça. Naquela ocasião, esta instituição administrativa suprema da Fé Bahá’í foi eleita pelos cinqüenta e seis órgãos administrativos nacionais existentes, de acordo com as instruções dos Escritos de Bahá’u’lláh. Através de uma série de planos globais de ensino, iniciada em 1953, a Fé se difundiu para mais de 300 países, ilhas e territórios. (Nota dos Editores, 1969, para a edição original em língua inglesa.)
O estudo dos Escritos é ocupação para toda uma vida. Embora os princípios da Fé sejam prontamente apreendidos, os Ensinamentos são vastos e desvendam novos horizontes à medida que se desenvolve a experiência do indivíduo. Está longe de ser verdade que todos os bahá’ís são intelectuais – há comunidades de aldeões persas – , mas é certo que os Ensinamentos em si e o esforço para apresentá-los ao público agem como forte incentivo para aquisição de conhecimentos diversificados. ‘Abdu’l-Bahá escreve, “O domínio dos reis tem um fim... mas a soberania da ciência é eterna...” e também, “Todas as bênçãos são divinas em sua origem, mas nenhuma pode ser comparada a este poder de investigação intelectual e pesquisa que é uma dádiva eterna, produzindo frutos de imorredouro prazer... Todas as outras bênçãos são temporárias; esta é uma posse eterna”.
3.
Bahá’u’lláh, escreveu uma centena de livros. Eles consistem em leis, princípios e exortações; avisos e profecias; preces e na proclamação de Sua missão a reis, ministros e eclesiásticos a líderes nos campos intelectual, político, literário, místico, empresarial e humanitário. Sua última grande Epístola é este presente livro. Ela foi revelada cerca de um ano antes de Sua morte em 1892.
Mais ou menos três após esta Epístola estar concluída, Bahá’u’lláh expressou Sua vontade de deixar este mundo. Nessa época Ele vivia na Mansão de Bahjí, nos arredores de ‘Akká, ainda como exilado e prisioneiro, tal como estivera nos últimos quarenta anos através do Oriente Médio. A partir daquele momento, tornou-se claro pelo tom de Suas observações embora Ele não fizesse qualquer referência direta, que o fim de Sua vida terrena se aproximava. Anos antes, Ele descrevera na Epístola da Visão (revelada no aniversário de Seu Precursor e Arauto, o martirizado Báb) como a “Donzela Luminosa”, envolta em branco, aparecera diante d’Ele e O instara a apressar-Se a Seus “outros domínios”, domínios esses “que os olhos do povo dos nomes jamais contemplaram”. E poucos meses se passaram até que, após breve enfermidade, Ele morreu ao amanhecer do dia 29 de maio de 1892, com setenta e cinco anos idade.
E então o famoso telegrama foi enviado ao Sultão ‘Abdu’l-Hamíd, de quem Ele fora prisioneiro. Começava com estas palavras: “O Sol de Bahá se pôs”. E os pranteadores de ‘Akká e das aldeias vizinhas cobriram os campos em volta da Mansão, e notáveis das comunidades xiitas e sunitas, cristãs, judaicas, e drusas, poetas, religiosos e oficiais, de cidades tão longínquas como Damasco, Alepo, Beirute e Cairo, enviaram por escrito seus tributos a Ele; e Nabíl, o historiador desconsolado afogou-se no Mar Mediterrâneo.
A Epístola ao Filho do Lobo tem, portanto, um lugar especial na hierarquia dos livros de Bahá’u’lláh. É o últimos deles. É, além disso, uma espécie de antologia, e antologia de valor todo especial pois o material foi selecionado pelo próprio Autor. Ela inclui alguns dos mais conhecidos e característicos de Seus escritos, bem como provas que estabelecem a validade de Sua Causa.
4.
Havia dois irmãos em Isfahán, homens de riqueza, amplamente conhecidos por sua filantropia e pela excelência de seu caráter. O sumo-sacerdote, Mir Muhammad-Husayn, o religioso que tinha como função recitar as preces na mesquita às sextas-feiras, devia-lhes uma grande soma de dinheiro. Para fugir à dívida, denunciou-os como seguidores do Báb. Ele sabia exatamente o que isso significava: suas belas casa foram de imediato entregues à multidão e saqueadas, e mesmo as árvores e flores de seus jardins foram destruídas. Tudo o que os dois possuíam lhes foi tomado. E então o Xeique Muhammad-Báqir, a quem Bahá’u’lláh chama “O Lobo”, pronunciou as sentenças de morte. O Príncipe-governador, Zillu’s-Sultán, filho mais velho do Xá, ratificou-as. Os dois irmãos foram acorrentados. Tiveram a cabeça decepada. Seus corpos foram arrastados até a grande praça pública da cidade e ali expostos a todas as indignidades que a multidão lhes podia infligir.” De tal modo”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá, “foi o sangue desses dois irmãos derramados que o sacerdote cristão de Julfa pranteou, lamentou-se e chorou naquele dia.”
Depois disso, “O Lobo” – a quem Bahá’u’lláh condenou em Sua Lawh-i-Burhán (“Epístola da Prova”) e chamou de “o último traço de luz solar sobre o topo da montanha” – viu o firme declínio de seu prestígio e morreu miseravelmente, em agudo remorso. Quanto a seu cúmplice Mir Muhammad-Husayn, Bahá’u’lláh o estigmatizou como “A Serpente” e declarou que ele era “infinitamente mais perverso que o opressor de Karbilá”. Esse homem foi expulso de Isfahán, perambulou de aldeia em aldeia e finalmente adoeceu e morreu de uma doença tão fétida que a própria esposa e a filha não conseguiram cuidar dele.
Anos mais tarde o Governador, Zillu’s-Sultán, foi exilado para Genebra. Em 1911, quando ‘Abdu’l-Bahá estava em Thonon, hospedado no Hotel du Parc, Zillu’s-Sultán lá chegou. Hippolyte Dreyfus, ilustre erudito e viajante, o primeiro bahá’í
francês, o conhecera na Pérsia e o visitara em sua tenda quando o príncipe fazia uma expedição de caça. Agora voltava a vê-lo, no terraço do hotel. Monsieur Dreyfus descreveu o encontro para Juliet Thompson, que chegou no dia seguinte, e ela o anotou em seu diário:
Também o Mestre estava no terraço, caminhando de um lado para outro, a pouca distância. Hippolyte encontrava-se junto à soleira da porta quando viu Zillu’s-Sultán subindo a escadaria. O príncipe aproximou-se e o cumprimentou, e então volveu um olhar espantado na direção do Mestre.
“- Quem é aquele nobre persa?, perguntou.
“- Aquele, respondeu Hippolyte, é ‘Abdu’l-Bahá.
“ E então Zillu’s-Sultán suplicou, com toda humildade:
“- Leve-me até Ele.
“Hippolyte contou-me tudo.
“- Se você tivesse visto aquele irracional, Juliet, murmurando suas miseráveis desculpas! Mas o Mestre tomou-o em Seus braços e disse: “Todas essas coisas ficaram no passado. Nunca mais volte a pensar nelas.”
Os dois irmãos que foram condenados à morte pelo “Lobo” e seu cúmplice são conhecidos pelos bahá’ís como O Rei dos Mártires e O Bem-Amado dos Mártires. Também se faz referência a eles como As Luminosas Luzes Gêmeas. Seus nomes eram Mirzá Muhammad-Hasan e Mirzá Muhammad-Husayn, e eles eram siyyids – descendentes do Profeta Maomé. Anos mais tarde um elo especial viria a ligá-los ao Ocidente: em 1933, a norte americana Keith Ransom-Kehler, representando a Assembléia Nacional dos Bahá’ís de seu país, visitou seus túmulos e neles depositou flores. Poucos dias depois ela contraiu varíola e morreu. Seu corpo foi trazido de volta e enterrado perto do túmulo deles.
Esta Epístola é endereçada ao filho do homem que assassinou as Luminosas Luzes Gêmeas: o “Filho do Lobo”. Ele se chamava Xeique Muhammad Taqíy-i-Najafi. Religioso muçulmano de Isfahán, ele e seus discípulos chutaram e pisaram o cadáver de Mírzá Ashraf, outro bahá’í que, em 1888, foi morto por ordem dos mulás daquela cidade. Esta Epístola freqüentemente se dirige a ele como “Ó Xeique” – título que denota um chefe, prelado ou homem de saber. Outras pessoas também são invocadas no decorrer da obra; ela se dirige ao povo do Bayán – os seguidores do Báb que deixaram de reconhecer Bahá’u’lláh, fazendo lembrar aqueles seguidores de João Batista que se recusaram a reconhecer Jesus Cristo. E a Hádi, um líder religioso que teve medo de perder sua posição ao ser chamado de discípulo do Báb e tentou destruir todas as cópias do Bayán, o grande livro do Báb. E ao próprio Lobo, citando passagens da “Epístola da Prova”, e à Rainha Vitória, Napoleão III e outros, em diversas citações. Embora a Epístola, dirija-se basicamente ao Filho do Lobo, este até parece quase incidental; na verdade, Bahá’u’lláh está falando além dele a toda a humanidade.
Parte da terminologia será familiar apenas aos estudantes do islamismo, pois a Fé Bahá’í nasce do Islã tal como o cristianismo nasce do judaísmo. Por exemplo, o verso árabe, na página 35, contrapõe o Santuário (Haram), o local sagrado onde nenhum sangue pode ser derramado, ao local fora do Santuário (Hill), onde o derramamento de sangue não é ilegal, e se refere à disposição de Bahá’u’lláh de sacrificar Sua vida em qualquer lugar e sob quaisquer condições. Ou as referências ao Sadratu’l-Muntahá – a “Sagrada Árvore Celestial”, a “Árvore Sidrah, que da qual nem homens nem anjos podem passar”, e que fica no Sétimo Céu, o mais alto Paraíso, à direita do Trono de Deus. Referências a ela ocorrem no Alcorão, obliquamente na surra 53:9 e diretamente na sura 53:14, e as duas visões ali descritas são tradicionalmente relacionadas com a Visão da Ascensão, ou Mí-ráf, de Maomé (ver sura 17:1). Nos escritos bahá’ís, esta Árvore simboliza o Profeta ou Manifestação de Deus.
O Livro-Mater é referindo no Alcorão 43:3. Rodwell o traduz como o “o livro arquetípico” e comenta, “a Matriz do Livro, isto é, o original do Alcorão, preservado junto a Deus”. Sale diz, “a Tábua preservada, que é o original de todas as Escrituras em geral”. Para os bahá’ís, o Livro-Mater, ou Epístola Preservada, ou Epístola Guardada, significa a Palavra de Deus, a Manifestação de Deus em cada era, ou Seu Livro.
A Sura de Tawhid, chamada “A Unicidade”, é a sura 112 do Alcorão.
“Nome” às vezes significa o Profeta ou Manifestação de Deus. Na página 66 lemos: “Não sejas dos que invocaram a Deus por um de Seus nomes, mas que, ao aparecer Aquele que é o Objeto de todos os nomes, O negaram e d’Ele se afastaram...
A Mesquita de Aqsá é o Templo que é “mais remoto”. Foi construída no local do Templo de Salomão em Jerusalém.
Na página 78 há um jugo de palavras. O mártir exclama que conservou tanto Bahá’u’lláh quanto o resgate do sangue; Bahá, em árabe, significa “glória”, em persa, “valor”.
Balál (“grande”), crente em Maomé nos primórdios do Islã, era um escravo etíope. Cruelmente torturado pelos idólatras de Meca, recusou-se a renegar sua fé no Islã. Mais tarde foi libertado e, embora gaguejasse, Maomé designou-o primeiro-muezin. A referência na página 80 deve-se ao fato de que ele, devido à gagueira, pronunciava a letra “sh” como “s”.
“Remanescentes do Profeta”, na página 83, refere-se ao fato de que os irmãos martirizados eram descendentes de Maomé.
“Romper o Véu da Divindade”, na página 85, significa cometer um ato de sacrilégio, simbolizado pelo rasgar do véu do tabernáculo no qual estava a Shekinah – a Morada, a Glória de Deus – , emblema da presença Divina, “Inutilizar a Camela” remete ao alcorão, suras 7:71, 11:67, 54:27 e outras. A Camela era um signo de Deus, a prova da missão do Profeta Sálih. Aqui, também faz-se referência a um ato de blasfêmia.
“Ismael”, na página 98, refere-se ao Alcorão 37:100. É o ensinamento muçulmano de que o “filho” que foi sacrificado era Ismael e não Isaac, pois o primeiro era o único filho de Abraão naquela época. (Ver Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh)
Os “versos referentes à Divina Presença”, mencionados na página 108 e em outras passagens, são numerosos no Alcorão. Estes, dentre eles:
Sura 39:69 – “E a terra brilhará da luz (núr) de seu Senhor. E o Registro será aberto. Os profetas e as testemunhas serão chamados... E ninguém será lesado.”
Sura 89:22-23 – “... quando a terra for reduzida a nada, nada, e teu Senhor e seus anjos chegarem, fila por fila...”
Sura 83:6 – “No dia em que todos os homens se levantarão diante do Senhor dos mundos.”
Sura 20:107- 110 – “Naquele dia, os homens seguirão o proclamador...e baixarão a vozes ante o Misericordioso, e não ouvirás senão cochichos... As fontes se inclinarão diante do Sempre-vivo...
“Rawdih-khání”, na página 113, é uma lamentação ritual pelo martirizado Imame Husayn. Com o novo Advento, o tempo de pesar se encerrava; como símbolo disso, Táhirih, a grande poeta que se converteu à Fé do Báb, recusou-se a vestir o tradicional luto por Husayn no aniversário de seu martírio, assim desafiando abertamente o povo de Karbilá.
Adrianópolis, na página 121, é Adirnih em árabe. Cada letra do alfabeto árabe tem um valor numérico (abjad) e, de acordo com essa notação, as palavras Adirnih e Sirr (Mistério) são equivalentes, pois as letras árabes que compõem cada uma delas totalizam 260.
A língua e escrita mencionadas na página 126 nunca foram comunicadas a ninguém por Bahá’u’lláh.
O Qayyúmu’l-Asmá, na página 126, é o Comentário do Báb à Sura de José; seu primeiro capítulo foi revelado na presença de Mulá Husayn, na noite em que o Báb declarou Sua missão em Shiráz, em 22 de maio de 1844. Bahá’u’lláh o menciona no Iqán como “o primeiro, o maior e o mais poderoso de todos os livros” da Dispensação Babí.
O “Grande Anúncio”, na página 129, refere-se ao Alcorão 78;1-2 e 38:67 – Na-Nabáu’l-Azím.
“Ele faz da manhã trevas” (Amós 4:12-13), na página 131, refere-se ao fato de que Mírzá Yahyá, conhecido como Subh-i-Azal – o Amanhecer da Eternidade – negou a Manifestação e O traiu.
A afirmação “Ninguém conhece a hora..., na página 140, refuta os descrentes que alegavam que o Advento cuja iminência foi proclamada pelo Báb só ocorreria em 2001, uma data à qual se chegava totalizando o valor numérico das letras que compõem a palavra Mustagháth, indicada pelo Báb como o limite de tempo fixado para a vinda da Manifestação prometida. Mustagháth significa “Aquele que é Invocado”.
O martírio do Imame Husayn em Karbilá é descrito por Gibbon em Decline and Fall of the Roman Empire (Declínio e queda do Império Romano), Modern Library Edition, III, 12, 127. Dhi’l-Jawshan é Shimr, que matou Husayn, filho de ‘Ali e neto de Maomé. [141]
Na página 141, “...esta sura do Alcorão” refere-se à Sura 109, “Os Descrentes”, na qual Maomé se recusa a fazer concessões aos idólatras de Meca.
Siyyid Muhammad, o Siyyid de Isfahán, é o anticristo da Revelação bahá’í. Foi ele quem desencaminhou Mírzá Yahyá, meio-irmão de Bahá’u’lláh (ver A Presença de Deus, pp.164, 189 e outras). Esta referência ocorre nas páginas 145 e 148 do presente texto.
Os mawlavis são uma ordem de dervixes rodopiantes, fundada por Jalál-i-Din Rúmi (1207 – 1273 da Era Cristã). Quanto a Khidr, nome que significa “verde”, ver as tradições relativas ao Alcorão, 18:64. No Islã, ele é o descobridor e guardião da água da vida, e símbolo da Verdadeira Guia. Rukn é a Pedra Negra engasgada na parede da Caaba, o prédio em forma de cubo, em Meca, que é o principal objetivo da peregrinação do mundo mulçumano. O Maqám, ou Local de Abraão, fica próximo da Caaba. Conforme o Alcorão, 2:125: “transformai em oratório o lugar onde Abraão rezava”, e também 3:90-91: “A primeira casa destinada aos homens foi erguida em Beca (isto é, Meca)... Nela há sinais manifestos: o lugar onde Abraão se deteve. Quem quer que nela penetre, estará a salvo. “Estas últimas quatro referências são encontradas nas páginas 145, 156 e 158 deste texto.
Reconhecemos que o exposto acima é mínimo enquanto notas explicativas, uma vez que a Epístola ao Filho do Lobo é riquíssima em alusões e oferece abundante material para estudo.
5.
A Epístola ao Filho do Lobo é ainda outra prova, se mais provas fossem necessárias, de que a Figura do Profeta ergueu-Se novamente, tal como Ele o fizera no passado. Prova de que o mistério que nos cerca falou novamente, através dos lábios de um ser humano. Prova de que o antigo padrão – um Arauto, um Profeta, mártires e o estabelecimento da Fé – se repetiu em nossos tempos. Prova de que as promessas das Fés anteriores quanto ao advento do Dia de Deus foram por fim redimidas. Naquela Epístola ao Xá da Pérsia cujo portador foi morto, Bahá’u’lláh, a Glória de Deus, sumariza Sua Causa:
“Isto não provém de Mim, mas d’Aquele que é Todo-Poderoso e Onisciente. E Ele ordenou que Eu levantasse Minha voz entre a terra e o céu, e por isso sucedeu-Me o que fez correrem as lágrimas de todo homem de compreensão. A erudição comum entre os homens, não a estudei; nem entrei em suas escolas. Pergunta na cidade em que residi, a fim de teres a certeza de que Eu não sou dos que falam falsidade. Este Ser é apenas uma folha movida pelos ventos da vontade de Teu Senhor, o Todo-Poderoso, Alvo de todo louvor. Poderá ela aquietar-se quando sopram os ventos tempestuosos ? “
Epístola ao Filho do Lobo
Em nome de Deus,
o Único, o Incomparável, o Todo-Poderoso,
o Onisciente e Sapientíssimo.
Louvores a Deus, o Eterno que não perece, o Sempiterno que não declina, o Auto-Subsistente que não Se altera. Ele é transcendente em Sua soberania, manifesta-Se através de Seus sinais e está oculto em Seus mistérios. Por Sua ordem, levantou-se o estandarte da Mais Excelsa Palavra no mundo da criação e ergueu-se entre todos os povos o pendão d’Aquele “que realiza tudo o que deseja”. Ele revelou Sua Causa para a orientação de Suas criaturas, fez descer Seus versos para demonstrar Sua Prova e Seu Testemunho, e embelezou o preâmbulo do Livro do Homem com o ornamento da elocução, através de Sua palavra: “O Deus de Misericórdia ensinou o Alcorão, criou o homem e deu-lhe a conhecer a palavra articulada.” Não há outro Deus senão Ele, o Único, o Sem Par, o Poderoso, o Forte, o Benéfico.
A luz que se irradia do céu de generosidade e a bênção que resplandece no ponto do alvorecer da vontade de Deus, o Senhor do Reino dos Nomes, repousam sobre Aquele que é o Supremo Mediador, a Mais Excelsa Pena, de Quem Deus fez o ponto do alvorecer de Seus mais excelentes nomes e a aurora de Seus mais excelsos atributos. Através d’Ele, a luz da unidade brilhou acima do horizonte do mundo e a lei da unicidade foi revelada entre as nações que, com faces radiantes, voltaram-se na direção do Supremo Horizonte e reconheceram o que a Língua da Elocução pronunciara no reino de Seu conhecimento: “O céu e a terra, a glória e o domínio são de Deus, o Onipotente, o Todo-Poderoso, o Senhor de graças abundantes!”
Dá ouvidos, ó ilustre douto da religião, à voz deste Injuriado que, em verdade, te aconselha em nome de Deus e te exorta àquilo que vai atrair-te para perto d’Ele sob todas as condições. Ele, em verdade, é o Possuidor de Todas as Coisas, o Excelso. Reconhece que o ouvido do homem foi criado para poder escutar a Divina Voz neste Dia que foi mencionado em todos os Livros, Escrituras e Epístolas. Purifica primeiro tua alma com as águas da renúncia e adorna tua cabeça com o diadema do temor a Deus e tua fronte com o ornamento da confiança Nele. Ergue-te então e, com tua face voltada na direção da Maior Casa, o Local em volta do qual, conforme decretado pelo Rei Eterno, tudo o que habita a terra deve circular, recita:
“Ó Deus, meu Deus e meu Desejo, meu Ser Adorado, meu Mestre e meu Esteio, minha máxima Esperança e minha suprema Aspiração! Tu me vês, voltado para ti, fielmente preso à corda de Teu favor, segurando-me à orla do manto de Tua generosidade, reconhecendo a santidade de Teu Ser e a pureza de Tua Essência, e afirmando Tua unidade e unicidade. Dou testemunho de que Tu és Uno, o Único, o Incomparável, o Sempiterno. Tu não tomaste par em Teu domínio, nem escolheste um Teu igual na terra. Todas as coisas criadas dão testemunho daquilo que a Língua de Tua grandeza afirmou antes de sua criação. Verdadeiramente és Deus; não há outro Deus senão Tu! Desde sempre foste santificado pela menção de Teus servos e enaltecido acima da descrição de Tuas criaturas. Tu contemplas, ó Senhor, o ignorante buscando o oceano de Teu conhecimento; o sedento, as águas vivas de Tua elocução; o humilhado, o tabernáculo de Tua glória; o pobre, o tesouro de Tuas riquezas; o suplicante, o ponto do alvorecer de Tua sabedoria; o fraco, a fonte de Tua força; o desventurado, o paraíso de Tua generosidade; e o emudecido buscando o reino de Tua menção.
“Dou testemunho, ó meu Deus e meu Rei, de que Tu me criaste para lembrar de Ti, para Ti glorificar e ajudar Tua Causa. E eu, no entanto, ajudei Teus inimigos, que romperam Teu convênio, rejeitaram Teu Livro, descreram de Ti e repudiaram Teus sinais. Ai de mim! pois minha obstinação, minha ignomínia, minha pecaminosidade e meus erros afastaram-me das profundezas do oceano de Tua unidade e da compreensão do mar de Tua misericórdia. Ai de mim! Ai de mim! Por minha baixeza e pela seriedade de minhas transgressões! Tu me chamastes à vida, ó meu Deus, para exaltar Tua Palavra e manifestar Tua Causa. Minha desatenção, contudo, afastou-me e me envolveu, de tal modo que me ergui para macular Teus sinais, derramando o sangue de Teus bem-amados, e os pontos do alvorecer de Teus sinais, as auroras de Tua revelação e repositórios de Teus mistérios.
“Ó Senhor, meu Senhor! Eu repito, ó Senhor, meu Senhor! E ainda uma vez, ó Senhor, meu Senhor! Eu dou testemunho de que por minha iniqüidade tombaram os frutos da árvore de Tua justiça, e pelo fogo de minha rebeldia consumiram-se os corações daqueles dentre Tuas criaturas que desfrutam de íntimo acesso a Ti, e se perderam as almas dos sinceros dentre Teus servos. Ah, desgraçado, desgraçado que sou! Ah, as crueldades, as crueldades selvagens que infligi! Desafortunado sou, desafortunado sou por meu afastamento de Ti e por minha obstinação, minha ignorância, minha baixeza, por Te repudiar e por meus protestos a Teus servos e bem-amados que me protegessem, enquanto eu lhes ordenava causar dano a Ti e àqueles em quem confias! E quão numerosas as noites durante as quais bondosamente Tu lembraste de mim e me mostraste Teu caminho, enquanto eu me afastava de Ti e de Teus sinais! Por Tua glória! Ó Tu, que és a Esperança daqueles que reconheceram Tua Unidade, que és o Desejo dos corações daqueles que estão livres de todo apego exceto a Ti! Não encontro amparo senão em Ti, nem rei, refúgio ou abrigo além de Ti. Ai de mim! Afastar-me de Ti queimou o véu de minha integridade; negar-Te rompeu o manto lançado sobre minha honra. Ah, quisera eu estar nas profundezas da terra, para que meus maus atos permanecessem desconhecidos a Teus servos! Tu vês, ó meu Deus, o pecador que se voltou para o ponto do alvorecer de Tua indulgência e generosidade, e a montanha de iniqüidades que buscou o paraíso de Tua misericórdia e perdão. Ai de mim! Meus graves pecados impediram que eu me aproximasse da corte de Tua misericórdia e meus atos monstruosos afastaram-me do santuário de Tua presença. Na verdade, eu sou aquele que falhou no dever a Ti, rompeu Teu Convênio e Testamento, e cometeu o que fez se lamentarem os habitantes das cidades de Tua justiça e os pontos do alvorecer de Tua graça em Teus reinos. Eu testifico, ó Meu Deus, que abandonei Teus mandamentos e obedeci aos ditames de minhas paixões, que rejeitei os estatutos de Teu Livro e segui o livro de meu próprio desejo. Ah, miséria, miséria! À medida que minhas iniqüidades cresciam mais e mais, Tua tolerância para comigo aumentava, e, enquanto o fogo de minha rebeldia se tornava mais violento, mais Teu perdão e Tua graça buscavam abafar sua chama. Pela força de Teu poderio! Ó Tu, que és o desejo do mundo e o Bem-Amado das nações! Teu longo sofrimento envaideceu-me e Tua paciência me estimulou. Observa, ó Meu Deus, as lágrimas que minha ignomínia fez verterem e os suspiros que minha desatenção me fez exalar. Eu juro pela grandeza de Tua majestade! Não encontro para mim outra morada senão à sombra da corte de Tua generosidade, ou qualquer refúgio senão sob a canópia de Tua misericórdia. Tu me vês em meio a um mar de desespero e desesperança, depois que me fizeste ouvir Tuas palavras, “Não desespera”. Por Teu poder! Minha cruel injustiça cortou-me a corda da esperança e minha rebeldia escureceu-me a face ante o trono de Tua justiça. Contemplas, ó Meu Deus, este que é como um morto caído à porta de Teu favor, envergonhado de buscar à mão de Tua amorosa bondade as águas vivas do perdão. Tu me deste uma língua com a qual Te lembrar e louvar, mas ela, no entanto, proferiu palavras que fizeram perder-se as almas dos eleitos próximo de Ti e se consumirem os corações dos sinceros dentre os habitantes das moradas de santidade. Tu me deste olhos para testemunhar Teus sinais, contemplar Teus versos e considerar as revelações de Tua obra; mas eu rejeitei Tua vontade e cometi atos que fizeram gemer Tuas fiéis criaturas e Teus servos desapegados. Tu me deste ouvidos para que eu os inclinasse em louvor e celebração a Ti e àquilo que fizeste descer do céu de Tua generosidade e do firmamento de Tua vontade. E contudo, ai de mim! renunciei à Tua Causa e ordenei que Teus servos blasfemassem contra Teus fidedignos e bem-amados, e agi, ante o trono de Tua justiça, de modo tal que os habitantes de Teu reino, os que reconheceram Tua unidade e Te são totalmente devotados, prantearam com amarga lamentação. Eu não sei, ó meu Deus, quais dentre meus maus atos mencionar ante o oceano encapelado de Teu favor, nem quais de minhas transgressões declarar quando face a face com os esplendores dos sóis de Tuas virtuosas dádivas e bênçãos.
“Eu Te imploro, neste exato momento, pelos mistérios de Teu Livro, pelas coisas ocultas em Teu conhecimento e pelas pérolas que repousam escondidas nas conchas do oceano de Tua misericórdia, que me contes entre aqueles que mencionas em Teu Livro e descreves em Tuas Epístolas. Acaso decretaste para mim, ó meu Deus, alguma alegria após esta tribulação ou algum alívio para suceder esta aflição ou algum bem-estar depois desta preocupação? Ai de mim! Tu ordenaste que todo púlpito fosse reservado para Tua menção e a glorificação de Tua Palavra e a revelação de Tua Causa, mas neles subi para proclamar a violação de Teu Convênio; neles subi para dizer a Teus servos palavras tais que fizeram lamentar-se os habitantes dos Tabernáculos de Tua majestade e os moradores das Cidades de Tua sabedoria. Quão freqüentemente fizeste descer do céu de Tua generosidade o alimento de Tua elocução, e eu o recusei; e quão numerosas as ocasiões em que me chamaste às águas mansas de Tua misericórdia, e eu preferi afastar-me delas para seguir minha própria vontade e meu próprio desejo! Por Tua glória! Eu não sei por qual pecado pedir-Te indulgência e implorar Teu perdão, nem qual das minhas iniqüidades ocultar ante a corte de Tua generosidade e o Santuário de Teu favor. Tais são os meus pecados e transgressões que homem algum pode enumerá-los, nem pena alguma descrevê-los. Eu Te imploro, ó Tu que transformaste as trevas em luz e revelaste Teus mistérios no Sinai de Tua Revelação, que me ajudes, em todos os momentos, a depor minha confiança em Ti e colocar meus assuntos sob Teus cuidados. Faz-me, então, ó meu Deus, contente com aquilo que o dedo de Teu decreto traçou e a pena de Teu regulamento escreveu. És potente para fazer o que Te apraz e em Tuas mãos estão as rédeas de tudo o que há no céu e na terra. Não existe outro Deus senão Tu, o Sapientíssimo, o Onisciente.”
Ó Xeique! Sabe tu que nem as calúnias que os homens possam proferir, nem suas negações, nem quaisquer objeções que possam levantar, são capazes de causar dano a quem se prende à corda da graça e segura-se à orla do manto da misericórdia do Senhor da criação. Por Deus! Ele, a Glória de Deus (Bahá), não falou por mero impulso. Quem Lhe deu uma voz foi Aquele que deu voz a todas as coisas, para que pudessem louvá-Lo e glorificá-Lo. Não há outro Deus senão Ele, o Único, o Incomparável, o Senhor de Força, o Incondicionado.
Aqueles cuja visão é aguçada, cujos ouvidos têm capacidade de retenção, cujo coração é iluminado e cujo alento é amplo, reconhecem a verdade e a falsidade e distinguem uma da outra. Recita esta prece que flui da língua deste Injuriado e pondera sobre ela com um coração livre de todo apego, e, com ouvidos que sejam puros e santificados, presta atenção ao seu significado para que possas inalar do desprendimento e apiedar-te de ti mesmo e dos outros:
“Meu Deus, Objeto de minha adoração e Meta de meu desejo, o Todo-Generoso, o Mais Compassivo! Toda a vida provém de ti e todo o poder repousa nas mãos de Tua Onipotência. Todo aquele a quem exaltas é erguido acima dos anjos e atinge a posição: ‘Em verdade, Nós o erguemos a um lugar nas alturas! ‘; e todo aquele a quem rebaixas é feito mais baixo que o pó, não!, é tornado menos que nada. Ó Divina Providência! Embora perversos, pecadores e inclementes, ainda buscamos de Ti a ‘morada da verdade’ e ansiamos contemplar a face do Rei Onipotente. É Teu o comando e toda soberania Te pertence, e o reino de poder curva-se à Tua ordem. Tudo o que fazes é pura justiça, não!, é a própria essência da graça. Um lampejo dos esplendores de Teu Nome, o Todo-Misericordioso, é suficiente para banir e apagar todos os traços de pecaminosidade do mundo, e um único sopro das brisas do Dia de Tua Revelação é bastante para adornar toda a humanidade com nova veste. Outorga Tua força, ó Todo-Poderoso, a Tuas fracas criaturas e revifica as que estão como mortas, para que possam encontrar-Te e serem guiadas ao oceano de Tua orientação e permanecerem firmes em Tua Causa. Se a fragrância de Teu louvor fosse irradiada por qualquer uma das diversas línguas do mundo, do Oriente ou Ocidente, isto seria, em verdade, valorizado e grandemente apreciado. Se tais línguas, contudo, fossem privadas daquela fragrância, certamente seriam indignas de qualquer menção, em palavras ou mesmo em pensamento. Pedimos a Ti, ó Providência, para mostrar Teu caminho a todos os homens e guiá-los acertadamente. Tu és, em verdade, o Todo-Poderoso, o Onipotente, o Onisciente, o que tudo Vê.”
Imploramos a Deus para que te ajude a ser justo e imparcial, e te familiarize com as coisas que foram ocultas aos olhos dos homens. Ele, em verdade, é o Poderoso, o Irrestrito. A ti, pedimos refletir sobre aquilo que foi revelado, e ser imparcial e justo em tuas palavras para que os esplendores do sol da verdade e sinceridade possam se irradiar, libertar-te das trevas da ignorância e iluminar o mundo com a luz do conhecimento. Este Injuriado não freqüentou nenhuma escola, nem assistiu as controvérsias dos eruditos. Por Minha vida! Não por Minha própria vontade Eu Me revelei, mas Deus, por Sua própria escolha, Me manifestou. Na Epístola dirigida a Sua Majestade o Xá – possa Deus, abençoado e glorificado seja Ele, ajudá-lo – estas palavras fluíram da língua deste Injuriado:
“Ó Rei! Eu era apenas um homem como os outros, adormecido em Meu leito, quando eis que as brisas do Todo-Glorioso sopraram sobre Mim e Me deram o conhecimento de tudo o que existiu. Isto não provém de Mim, mas d’Aquele que é Todo-Poderoso e Onisciente. E Ele ordenou que eu levantasse Minha voz entre a terra e o céu, e por isso Me sucedeu o que fez correrem as lágrimas de todo homem de compreensão. A erudição comum entre os homens, não a estudei; nem entrei em suas escolas. Pergunta na cidade em que residi, a fim de teres a certeza de que Eu não sou dos que falam falsamente. Esta é apenas uma folha movida pelos ventos da vontade de teu Senhor, o Todo-Poderoso, Alvo de todo louvor. Poderá ela aquietar-se quando sopram os ventos tempestuosos? Não, por Aquele que é o Senhor de todos os Nomes e Atributos! Eles a movem a seu bel-prazer. O efêmero afigura-se como nada perante Aquele que é o Sempiterno. Seu chamado irresistível atingiu-Me e Me fez expressar Seu louvor entre todos os povos. Em verdade, era Eu como um morto quando Sua ordem foi enunciada. A mão da vontade de teu Senhor, o Compassivo, o Misericordioso, transformou-Me.”
Este é o momento para te purificares nas águas do desapego que fluíram da Pena Suprema e ponderares, em nome de Deus, aquilo que repetidas vezes foi enviado ou manifestado, e então lutares, tanto quanto te for possível, para dominar, através do poder da sabedoria e da força de tua elocução, o fogo da inimizade e do ódio que arde latente no coração dos povos do mundo. Os Mensageiros Divinos foram enviados, e revelados seus Livros, com o propósito de promover o conhecimento de Deus e ampliar a unidade e solidariedade entre os homens. Mas agora, eis que eles fizeram da Lei de Deus uma causa e pretexto para a perversidade e o ódio. Como é lamentável, como é deplorável que a maioria das pessoas se apegue fortemente e se dedique às coisas que possui e se mantenha alheia, afastada como que por um véu, das coisas que Deus possui!
Dize: “Ó Deus, meu Deus! Adorna minha fronte com a coroa da justiça e minhas têmporas com o ornamento da eqüidade. És em verdade, o Possuidor de todas as dádivas e bênçãos.”
A justiça e a eqüidade são as Guardiãs gêmeas que vigiam os homens. Delas são reveladas palavras tão abençoadas e claras que trazem bem-estar ao mundo e proteção às nações.
Estas palavras fluíram da pena deste Injuriado em uma de Suas Epístolas: “O propósito do único e verdadeiro Deus, excelsa seja Sua glória, foi extrair as Jóias Místicas da mina dos homens – os que são os Pontos do Alvorecer de Sua Causa e glorificado seja Ele, é o Invisível, Aquele oculto e escondido aos olhos dos homens. Considerai aquilo que o Misericordioso revelou no Alcorão: Nenhuma visão O abrange, mas Ele abrange toda a visão; Ele é o Sutil, o Esclarecido!”
Jamais permitir que as diversas comunidades da terra e os vários sistemas de crenças religiosa promovam sentimentos de animosidade entre os homens é, neste Dia, a essência da Fé de Deus e Sua Religião. Estes princípios e leis, estes sistemas poderosos e firmemente estabelecidos, procederam de uma única Fonte e são raios de uma única luz. As diferenças entre eles devem ser atribuídas às diferentes exigências das épocas em que foram promulgados.
Esforçai-vos, ó povo de Bahá, para que o tumulto da dissensão e luta religiosa que agita os povos da terra possa ser aquietado e todos os seus vestígios completamente obliterados. Por amor a Deus e àqueles que O servem, erguei-vos para ajudar esta sublime e solene Revelação. O fanatismo religioso e o ódio são um fogo que devora o mundo, cuja violência ninguém pode abafar. Somente a Mão do Divino poder é capaz de libertar a humanidade desta desoladora aflição. Considerai a guerra que envolveu as duas Nações, como ambos os lados renunciaram às suas possessões e às suas vidas. Quantas cidades foram completamente arrasadas!
A elocução de Deus é uma lâmpada cuja luz são estas palavras: Sois os frutos de uma só árvore e as folhas de um mesmo ramo. Consorciai-vos com o máximo amor e harmonia, com amizade e solidariedade. Aquele que é o Sol da Verdade dá-Me testemunho! Tão poderosa é a luz da unidade que pode iluminar a terra inteira. O único e verdadeiro Deus. Aquele que conhece todas as coisas, Ele próprio testemunha a verdade destas palavras.
Empenhai-vos para alcançar esta transcendente e mais sublime posição que pode assegurar a proteção e segurança de toda a humanidade. Este objetivo excede todos os outros objetivos e esta aspiração é a soberana de todas as aspirações. Até agora, no entanto, enquanto as densas nuvens da opressão que obscurecem o sol da justiça permanecem concentradas, seria difícil desvendar-se a glória desta posição aos olhos dos homens. Essas nuvens densas são os expoentes das ociosas fantasias e vãs imaginações, que outros não são que os teólogos da Pérsia. Em um momento, Nós falamos na linguagem do legislador, e, em outro, na linguagem do buscador da verdade e do místico; porém, Nosso supremo propósito e mais alto desejo foi sempre desvendar a glória e sublimidade desta posição. Deus, em verdade, é suficiente testemunha!
Consorciai-vos com todos os homens, ó povo de Bahá, em um espírito de amizade e solidariedade. Se estiverdes consciente de uma certa verdade, se possuirdes uma jóia da qual os outros estão privados, compartilhai-a com eles em uma linguagem de suprema gentileza e boa vontade. Se ela for aceita e cumprir seu propósito, vosso objetivo terá sido alcançado. Caso algum homem venha a recusá-la, deixai-o entregue a si mesmo e implorai a Deus para que o guie. Acautelai-vos para não tratá-lo com aspereza. Uma língua gentil é o ímã dos corações dos homens. Ela é o pão do espírito, reveste as palavras com significado, é a fonte luminosa da sabedoria e do entendimento.
Por “teólogo”, na passagem acima, faz-se menção àqueles homens que exatamente se vestem com a indumentária do conhecimento, mas por dentro são dele desprovidos. Neste sentido, Nós citamos, da Epístola dirigida a Sua Majestade o Xá, certas passagens das “Palavras Ocultas” que foram reveladas pela Pena de Abhá sob o nome de “Livro de Fátimih” – que as bênçãos do Senhor estejam sobre ela!
“Ó vós que sois insensatos, mas tendes nome de sábios! Por que motivo usais as vestes do pastor quando interiormente vos tornardes lobos, visando Meu rebanho? Sois semelhantes à estrela que nasce antes do amanhecer e que, embora pareça radiante e luminosa, desvia os caminhantes de Minha cidade e os conduz pelas veredas da perdição.”
E Ele também diz: “Ó voz, belos de aparência mas vis interiormente! Sois como água limpa porém amarga; aparentemente de pureza cristalina, mas da qual nenhuma gota é aceita quando o Avaliador Divino a experimenta. Sim, o raio de sol cai igualmente sobre o pó e sobre o espelho, mas estes diferem quanto à sua capacidade de reflexão, assim como a estrela difere da terra. Mais, ainda, imensurável é a diferença!”
E Ele ainda diz: “Ó essência do desejo! Muitas vezes, ao alvorecer, eu Me volvia dos reinos do Infinito para tua morada e encontrava-te no leito do ócio, devotado a outros e não a Mim. Com isso, assim como o relampejar do espírito, Eu regressava aos domínios da glória celestial e nem o sussurrava às hostes da santidade em Minhas plagas nas alturas.”
E também diz Ele: ”Ó escravo do mundo! Muitas vezes, ao alvorecer, a brisa da Minha terna misericórdia soprava sobre ti e te encontrava no leito da incúria, profundamente adormecido. Lastimando, pois, teu triste estado, ela regressava ao lugar de onde viera.”
Aqueles teólogos, contudo, que estão realmente adornados com o ornamento do conhecimento e do caráter íntegro são, em verdade, uma cabeça para o corpo do mundo e olhos para as nações. A orientação dos homens, em todos os tempos, dependeu e ainda depende de tais almas abençoadas. Imploramos a Deus que em Sua graça os ajude a cumprir Sua vontade e Seu desejo. Ele, em verdade, é o Senhor de todos os homens, o Senhor deste mundo e do próximo.
Ó Xeique! Soubemos que tu te afastaste de Nós e protestaste contra Nós, de tal modo que ordenaste ao povo amaldiçoar-Me e decretaste que o sangue dos servos de Deus fosse derramado. Deus retribuiu àquele que disse: “De boa vontade obedecerei ao juiz que tão estranhamente decretou fosse meu sangue derramado em Hill e Haram! “ Em verdade Eu digo: Tudo o que ocorre no caminho de Deus é o anseio da alma e o desejo do coração. Em Seu caminho, o veneno mortal é puro mel e cada tribulação um gole de água cristalina. Na Epístola à Sua Majestade o Xá, está escrito: “Por Aquele que é a Verdade! Eu não temo nenhuma tribulação em Seu caminho, nem qualquer aflição em Meu amor por Ele. Em verdade, Deus fez da adversidade um orvalho matinal sobre Suas verdes pastagens e um pavio para Sua lâmpada, que ilumina a terra e o céu.”
Volve teu coração para Aquele que é a Caaba de Deus, o Auxílio no Perigo, o Auto-Subsistente, e ergue tuas mãos com tão firme convicção que faça as mãos de todas as coisas criadas erguerem-se para o céu da graça de Deus, o Senhor de todos os mundos. Volta então tua face para Ele, de tal modo que as faces de todos os seres se voltem na direção de Seu brilhante e luminoso Horizonte, e diz: “Tu me vês, ó meu Deus, com minha face voltada para o céu de Tua generosidade e o oceano de Teu favor, afastado de tudo o mais exceto de Ti. Eu Te peço, pelos esplendores do Sol de Tua revelação no Sinai e pela radiância da Orbe de Tua graça que acima do horizonte de Teu Nome, o Perdoador, que me concedas Teu perdão e tenhas misericórdia de mim. Escreve para mim, pois, com Tua pena de glória, aquilo que me enaltecerá através de Teu nome no mundo da criação. Ajuda-me, ó meu Senhor, a me voltar para Ti e ouvir a voz de Teus bem-amados, a quem os poderes da terra não conseguiram enfraquecer e o domínio das nações foi incapaz de afastar de Ti, e que, avançando em Tua direção, disseram: ‘Deus é nosso Senhor, o Senhor de tudo o que existe no céu e de tudo o que existe na terra! ‘“
Ó Xeique! Em verdade Eu digo, o selo do Vinho Seleto foi rompido, em nome d’Aquele que é o Auto-Subsistente; não te afastes dele. Este Injuriado fala em nome de Deus; tu deves também, do mesmo modo, em nome de Deus meditar sobre estas coisas que foram enviadas e manifestadas, para poderes, neste Dia abençoado, tomar tua porção das liberais efusões d’Aquele que é verdadeiramente o Todo-Generoso, e dela não permanecer privado. Isto, de fato, não seria difícil para Deus. O Adão feito do pó foi alçado, através da Palavra de Deus, ao trono celeste; um simples pescador veio a ser o repositório da sabedoria Divina; e Abú Dhar, o pastor, tornou-se um príncipe das nações!
Este Dia, ó Xeique, nunca foi, nem é agora, o Dia em que as artes e ciências criadas pelo homem podem ser vistas como um verdadeiro padrão para os homens, pois reconheceu-se que aquele que era inteiramente ignorante delas ascendeu ao trono do mais puro ouro e ocupou o assento de honra no conselho do conhecimento, enquanto renomados expoentes e repositórios dessas artes e ciências permaneciam totalmente excluídos. Por “artes e ciências”, entenda-se aquelas que começam com palavras e com palavras terminam. Contudo, as artes e ciências que produzem bons resultados, dão frutos e conduzem ao bem-estar e tranqüilidade dos homens, sempre foram e continuarão a ser aceitáveis diante de Deus. Se desses ouvidos à Minha voz, lançarias fora todas as tuas posses e volverias tua face na direção do Local onde encapelou-se o oceano da sabedoria e da elocução e sopraram os doces aromas da terna bondade de teu Senhor, o Compassivo.
Nós julgamos aconselhável, neste contexto, relatar brevemente alguns eventos passados, pois talvez eles sejam os meios de vindicar a causa da eqüidade e da justiça. Na época em que Sua Majestade o Xá – possa Deus, seu Senhor, o Mais Misericordioso, ajudá-lo através de Sua graça fortalecedora – planejava uma jornada a Isfahán, este Injustiçado, tendo obtido sua permissão, visitou os sagrados e luminosos locais de repouso dos Imames – que as bênçãos de Deus estejam sobre eles! Após Nosso retorno, seguimos para Lavásán devido ao calor excessivo que fazia na capital. Depois da Nossa partida, ocorreu o atentado contra a vida de Sua majestade – possa Deus, enaltecido e glorificado seja Ele, ajudá-lo. Aqueles foram dias turbulentos e as chamas do ódio se ergueram. Muitos foram presos, e entre eles este Injustiçado. Pela retidão de Deus! Nós não estávamos de modo algum ligados àquele ato perverso e Nossa inocência foi inequivocamente estabelecida pelos tribunais. Ainda assim, eles Nos prenderam e de Níyávarán, que era então a resistência de Sua Majestade, conduziram-Nos a pé e acorrentados, com a cabeça nua e os pés descalços, ao calabouço de Teerã. Um homem brutal, acompanhando-Nos a cavalo, arrancou Nosso chapéu, enquanto éramos apressados por uma tropa de carrascos e oficiais. Fomos condenados a quatro meses em um lugar imundo além de qualquer comparação. Quanto ao calabouço no qual este Injustiçado e outros similarmente injustiçados foram confinados, uma escura e estreita cova seria preferível. Após Nossa chegada fomos primeiro conduzidos ao longo de um corredor negro como breu, do qual descemos três íngremes lances de escadas até o local de confinamento a Nós designado. O calabouço estava envolto em densas trevas e Nossos companheiros de prisão contavam cerca de cento e cinqüenta almas: ladrões, assassinos e salteadores. Embora apinhado, não havia outra abertura senão a passagem pela qual entramos. Pena alguma pode descrever aquele local, língua alguma descrever seu cheiro terrível. Aqueles homens, em sua maioria, não tinham roupas nem lençóis sobre os quais deitar-se. Somente Deus sabe o que Nos aconteceu naquele lugar sumamente fétido e lúgubre!
Dia e noite, enquanto confinado naquele calabouço, Nós meditamos sobre os atos, a condição e a conduta dos babís, imaginando o que poderia Ter levado um povo de tão altos princípios, tão nobre e tal inteligência, a perpetrar ato tão audacioso e ultrajante contra a pessoa de Sua Majestade. Este Injustiçado, por isso, decidiu erguer-se após ser libertado da prisão e assumir, com o máximo vigor, a tarefa de regenerar este povo.
Certa noite, em um sonho, estas excelsas palavras fizeram-se ouvir: “ Em verdade, Nós Te faremos vitorioso por Ti mesmo e por Tua pena. Não Te lamentes por aquilo que Te sucedeu, nem tenhas medo, pois estás em segurança. Em breve Deus erguerá os tesouros da terra – homens que Te ajudarão por Ti mesmo e por Teu Nome, meio pelo qual Deus revificou o coração daqueles que O reconheceram.”
E quando este Injustiçado saiu de Sua prisão, Nós viajamos, cumprindo a ordem de Sua Majestade o Xá – possa Deus, excelso seja Ele, protegê-lo – para o Iraque, escoltados por oficiais a serviço dos dignos e honrados governos da Pérsia e da Rússia. Após Nossa chegada, Nós revelamos, como chuva copiosa, com a ajuda de Deus e de Sua Divina Graça e misericórdia, Nossos versos, e os enviamos a várias partes do mundo. Nós exortamos todos os homens, e particularmente este povo, através de Nossos sábios conselhos e amorosas admoestações, e lhes proibimos envolverem-se em sedição, contendas, disputas e conflitos. Como resultado disto, e pela graça de Deus, a obstinação e a loucura transformaram-se em piedade e compreensão, e as armas se converteram em instrumento da paz.
Durante os dias em que Eu permaneci na prisão de Teerã, embora o torturante peso das correntes e o ar nauseabundo mal Me permitissem dormir, nos raros momentos de sono Eu sentia como se algo fluísse desde a coroa de Minha cabeça até Meu peito, semelhante a uma poderosa torrente a precipitar-se sobre a terra do topo de uma alta montanha. Cada membro de Meu corpo, como resultado, incendiava-se. Em tais momentos Minha língua recitava aquilo que homem algum suportaria ouvir.
Nós citamos aqui algumas passagens de Epístolas especificamente reveladas a este povo, a fim de que todos possam saber com certeza que este Injustiçado agiu de maneira que foi agradável e aceitável aos homens dotados de discernimento e àqueles que são os expoentes da justiça e da eqüidade:
“Ó vós, amigos de Deus em Suas cidades e Seus bem-amados em Suas terras! Este Injustiçado ordena-vos a honestidade e a piedade. Abençoada a cidade que brilha pela luz delas. Através delas, o homem é enaltecido e a porta da segurança é aberta diante dos olhos de toda a criação. Bem-aventurado o homem que se mantém fortemente fiel a elas e reconhece sua virtude; infeliz daquele que lhes nega a posição.”
E, em outro contexto, estas palavras foram reveladas: “ Nós ordenamos aos servos de Deus e às Suas servas ser puros e temer a Deus, para poderem libertar-se do torpor de seus desejos corruptos e voltar-se para Deus, o Criador dos céus e da terra. Assim ordenamos aos fiéis quando o Sol do mundo brilhou no horizonte do Iraque. Meu encarceramento não Me causa dano nem as tribulações que Eu sofro ou as coisas que Me sucederam às mãos de Meus opressores. O que Me causa dano é a conduta daqueles que, embora levem Meu nome, ainda assim cometem atos que confragem Meu coração e Minha pena. Quanto aos que disseminam desordem na terra, apoderam-se da propriedade alheia e entram em uma casa sem permissão de seu dono, Nós, em verdade, afastamo-Nos deles, a menos que se arrependam e retornem a Deus, o Magnânimo, o Misericordioso. “
E num outro contexto: “ Ó povos da terra ! Apressai-vos a cumprir o desejo de Deus e lutai bravamente, como vos é ordenado lutar, para proclamar Sua Causa irresistível e inabalável. Nós decretamos que, no caminho de Deus, a guerra deve ser travada com as armas da sabedoria, da elocução, do caráter íntegro e dos atos louváveis. Assim foi decidido por Aquele que é o Todo-Poderoso, o Altíssimo. Não existe glória para quem comete a desordem na terra após esta Ter sido restaurada. Temei a Deus, ó povo, e não sejais daqueles que agem injustamente.”
E ainda em outro contexto: “ Não vos injurieis uns aos outros. Nós, em verdade, viemos para unir e congregar todos os que habitam a terra. Disso dá testemunho aquilo que o oceano de Minha elocução revelou entre os homens, mas, ainda assim, a maioria dos povos se extraviou. Se alguém vos injuriar ou se o infortúnio atingir-vos no caminho de Deus, sede pacientes e depositai vossa confiança n’Aquele que tudo ouve e tudo vê. Ele, em verdade, testemunha e percebe e faz o que é de Sua vontade, através do poder de Sua soberania. Ele, em verdade, é o Senhor de força e poder. No Livro de Deus, o Poderoso, o Grande, fostes proibidos de vos envolver em contendas e conflitos. Agarrai-vos firmemente a tudo o que for proveitoso a vós mesmos e proveitoso aos povos do mundo. Assim vos ordena o Rei da Eternidade, que está manifesto em seu Maior Nome. Ele, em verdade, é o Ordenador, o Sapientíssimo.”
E ainda, num outro contexto: “ Acautelai-vos para não derramar o sangue de ninguém. Desembanhai a espada de vossa língua da bainha da elocução, pois com isso conquistareis a cidadela do coração dos homens. Nós abolimos a lei que vos ordenava fazer guerra santa uns aos outros. A misericórdia de Deus, em verdade, envolveu todas as coisas criadas, se apenas o entendêsseis.”
E também, em outro contexto: “ Ó povo! Não dissemineis desordem na terra, não derrameis o sangue de ninguém, não consumais erradamente os recursos alheios e nem sigais todo falso profeta execrável.”
E uma vez mais, em outro contexto: “ O Sol da Divina Elocução nunca haverá de se pôr, nem se extinguirá sua radiância. Estas sublimes palavras foram, neste dia, ouvidas da Árvore Celestial além da qual não há passagem: ‘ Eu pertenço àquele que Me ama, que se mantém fiel aos Meus mandamentos e rejeita tudo o que lhe foi proibido em Meu Livro.”
E ainda, num outro contexto: “ Este é o dia para fazer menção de Deus, celebrar Seu louvor e servi-Lo; não vos priveis disto. Sois as letras das palavras, e as palavras do Livro. Sois as jovens árvores que a mão da Amorosa Bondade plantou no solo da misericórdia e as chuvas generosas fizeram florecer. Ele vos protegeu contra os fortes ventos da descrença e dos vendavais tempestuosos da impiedade, e vos nutriu com as mãos de Sua amorosa providência. Agora vos é chegado o momento de lançar as folhas e produzir os frutos. Os frutos da árvore humana sempre foram, e sempre serão, os bons atos e o caráter louvável. Não afasteis estes frutos dos desatentos. Se eles os aceitarem, terá sido alcançada vossa meta e cumprido o propósito de vossa vida. Caso contrário, dexai-os entregues às suas vãs disputas. Lutai, ó povo de Deus, para que os corações das diversas espécies da terra possam, através das águas de vossa tolerância e amorosa bondade, ser purificados e santificados da animosidade e do ódio, tornando-se recipientes dignos e adequados para os esplendores do Sol da Verdade.”
No quarto Ishráq (esplendor) da Ishráqát ( Epístola dos Esplendores), Nós mencionamos: “ Toda causa necessita de quem a ajude. Nesta Revelação, as hostes que a podem tornar vitoriosa são as hostes das ações louváveis e do caráter íntegro. O dirigente e comandante dessas hostes tem sido sempre o temor a Deus – temor esse que abrange todas as coisas e sobre todas as coisas impera.”
No terceiro Tajallí (fulgor) do Livro dos Tajallíyát (Livro dos Fulgores), Nós mencionamos: “ As artes, ofícios e ciências elevam o mundo do ser e conduzem à sua exaltação. O conhecimento é como asas para a vida do homem; é como uma escada pela qual ele possa ascender. Incube a cada um adquiri-lo. Deve-se, porém, adquirir o conhecimento das ciências que possam prestar benefícios aos povos da terra e não daquelas que por meras palavras começam e assim também terminam. Grande, verdadeiramente, é a prerrogativa dos cientistas e artífices entre os povos do mundo. Disso dá testemunho o Livro-Mater nesta conspícua posição.”
Na realidade, o conhecimento é um verdadeiro tesouro para o homem; é para ele uma fonte de glória, de graça, de júbilo e exaltação, de alegria e contentamento. Feliz é o homem que a ele segura-se firmemente, e infelizes os desatentos.
Incumbe a vós conclamar os povos, sob todas as condições, para tudo que os faça manifestar características espirituais e bons atos, de modo que todos possam tomar consciência daquilo que é a causa da elevação humana, e possam, com todo empenho, dirigir-se para a mais sublime Posição e o Pináculo da Glória. O temor a Deus sempre foi o fator básico na educação de Suas criaturas. Bem-aventurados aqueles que o alcançaram!
A primeira palavra que a Pena de Abhá revelou e escreveu na primeira folha do Paraíso é esta: “ Verdadeiramente, digo: O temor a Deus tem sido sempre uma defesa certa e uma segura cidadela para todos os povos do mundo. É a causa principal da proteção da humanidade e o instrumento supremo para sua preservação. Em verdade, existe no homem uma faculdade que o detém e preserva de qualquer coisa que seja indigna ou imprópria – é conhecida como seu senso de vergonha. Esta faculdade, entretanto, limita-se apenas a poucos; nem todos a possuíram, nem a possuem. Incumbe aos reis e líderes espirituais do mundo segurarem-se firmemente à religião, visto que através dela o temos a Deus é instilado em todos, exceto Nele.”
A Segunda palavra que Nós registramos na Segunda folha do Paraíso é a seguinte: “ A Pena do Divino Expositor exorta, neste momento, os manifestantes de autoridade e as fontes de poder – a saber, os reis e governantes da terra, possa Deus ajudá-los – e lhes ordena que apoiem a causa da religião e a ela se mantenham fiéis. A religião é, em verdade, o instrumento principal para o estabelecimento da ordem no mundo e da tranqüilidade entre seus povos. O enfraquecimento dos pilares da religião fortaleceu os insensatos, tornando-os mais audazes e arrogantes. Verdadeiramente digo: Quanto maior o declínio da religião, mais séria se torna a desobediência dos ímpios. Isso não pode levar, afinal, senão ao caos e à confusão. Ouvi-me, ó homens de percepção, e precavei-vos, vós que sois dotados de discernimento!”
É Nossa esperança que ouçais com ouvidos atentos aquilo que Nós vos mencionamos, para que possais tentar afastar os homens das coisas por eles possuídas e voltá-los para as coisas que Deus possui. Nós suplicamos a Deus para que liberte a luz da eqüidade e o sol da justiça das densas nuvens da obstinação, e os faça brilhar sobre os homens. Nenhuma luz pode comparar-se à luz da justiça. O estabelecimento da ordem no mundo e a tranqüilidade das nações dela dependem.
No Livro da Elocução, estas excelsas palavras foram escritas e registradas: “ Dize: Ó amigos! Esforçai-vos para que as tribulações sofridas por este Injustiçado e por vós, no caminho de Deus, provem não Ter sido em vão. Segurai-vos à orla do manto da virtude e agarrai-vos fortemente à corda da fidedignidade e da devoção. Ocupai-vos com aquilo que beneficia a humanidade e não com Teus desejos corruptos e egoístas. Ó vós, seguidores deste Injustiçado! Sois os pastores da humanidade; libertai vossos rebanhos dos lobos das más paixões e desejos, e adornai-os com o ornamento do temor a Deus. Este é o firme mandamento que, neste instante, flui da Pena d’Aquele que é o Ancião dos Dias. Pela retidão de Deus! A espada do caráter virtuosos e conduta íntegra é mais afiada que lâminas do caráter virtuoso e conduta íntegra é mais afiada que lâminas de aço. A voz da verdadeira Fé se eleva, neste momento, e diz: Ó povo! Em verdade, o Dia é chegado, e Meu Senhor criou-Me para resplandecer com uma luz cujo brilho eclipsou os sóis da elocução. Temei o Misericordioso, e não sejais daqueles que se extraviaram.”
A terceira palavra que foi registrada na terceira folha do Paraíso é esta: “ Ó filho do homem! Se teus olhos estiverem volvidos para a misericórdia, abandona as coisas que te são proveitosas e apega-te ao que trará proveito à humanidade. E se teus olhos estiverem volvidos para a justiça, escolhe para o teu próximo aquilo que para ti próprio escolherias. A humildade exalta o homem ao céu da glória e do poder, enquanto o orgulho o rebaixa às profundezas da miséria e degradação. Grande é o Dia e poderoso o Chamado! Em uma de Nossas Epístolas, revelamos estas palavras sublimes: ‘ Fosse o mundo do espírito convertido totalmente na faculdade da audição, poderia então dizer-se digno de ouvir a Voz que chama do Horizonte Supremo; pois, de outro modo, esses ouvidos que se corromperam com relatos mentirosos jamais foram dignos de ouvi-la, nem agora o são.’ Bem-aventurados os que atentam, e infelizes os obstinados.”
Oramos a Deus – excelsa seja Sua glória – e acalentamos a presença de que Ele possa bondosamente ajudar os manifestantes de afluência e poder e os alvoreceres de soberania e glória, os reis da terra – possa Deus ajudá-los através de Sua graça fortalecedora – a estabelecer a Paz Menor. Esta, de fato, é o maior meio para assegurar a tranqüilidade das nações. Incumbe aos Soberanos do mundo – possa Deus ajudá-los – firmarem-se unidos a esta Paz, que é o principal instrumento para a proteção de toda a humanidade. É Nossa esperança que eles se ergam para alcançar aquilo que irá conduzir ao bem-estar do homem. É seu dever convocar uma assembléia geral, à qual comparecerão eles próprios ou seus ministros, e pôr em vigor todas as medidas necessárias para estabelecer a unidade e a concórdia entre os homens. Eles devem renunciar às armas de guerra e voltar-se aos instrumentos da reconstrução universal. Caso um rei venha a erguer-se contra outro, todos os demais reis devem levantar-se para detê-lo. E então as armas e armamentos não mais serão necessários além daquilo que é preciso para garantir a segurança interna de seus respectivos países. Se alcançarem esta incomparável bênção, os povos de cada nação irão se dedicar, com tranqüilidade e contentamento, às suas próprias ocupações, e os gemidos e lamentações da maioria dos homens serão silenciados. Imploramos a Deus que os ajude a cumprir Sua vontade e Seu desejo. Ele, em verdade, é o Senhor do trono nas alturas e da terra abaixo, e o Senhor deste mundo e do mundo vindouro. Seria preferível e mais adequado se os mui dignos reis comparecessem em pessoa àquela assembléia e proclamassem seus éditos. Em verdade, qualquer rei que se erguer e cumprir esta tarefa tornar-se-á, aos olhos de Deus, o centro de atração de todos os reis. Feliz será ele e grande sua bem-aventurança!
Nesta terra, sempre que os homens são convocados para o exército, um grande terror se apodera do povo. A cada ano, as nações aumentam suas forças, pois seus ministérios da guerra são insaciáveis no desejo de acrescentar novos recrutas aos seus batalhões. Nós soubemos que o governo da Pérsia – possa Deus ajudá-lo – decidiu, do mesmo modo, fortalecer seu exército. Na opinião deste Injustiçado, uma força de cem mil homens totalmente equipados e bem disciplinados bastaria. Esperamos que possas fazer com que a luz da justiça se irradie mais brilhantemente. Pela retidão de Deus! A justiça é uma força poderosa. É ela que, acima de tudo o mais, conquista as cidadelas do coração e da alma dos homens, revela os segredos do mundo do ser e carrega o pendão do amor e da generosidade.
Nos tesouros do conhecimento de Deus repousa oculto um conhecimento que, quando aplicado, eliminará em grande parte, embora não de todo, o medo. Este conhecimento, contudo, deve ser ensinado desde a infância, pois irá grandemente ajudar na eliminação do medo. Tudo aquilo que diminui o medo aumenta a coragem. Se a Vontade de Deus Nos auxiliar, fluirá da Pena do Divino Expositor uma longa exposição daquilo que foi mencionado, e será então revelado, no campo das artes e ciências, o que renovará o mundo e as nações. Do mesmo modo uma palavra foi escrita e registrada pela Pena do Altíssimo no Livro Carmesim a qual pode desvendar totalmente a força que está oculta nos homens; não!, duplicar sua potência. Imploramos a Deus – enaltecido e glorificado seja Ele – para bondosamente ajudar Seus servos a fazer o que Lhe é agradável e aceitável.
Nestes dias, os inimigos nos cercam e as chamas do ódio se alastram. Ó povos da terra! Por Minha vida e pela Tua! Este Injuriado nunca teve, nem tem Ele agora, qualquer desejo de liderança. Minha meta sempre foi, e continua a ser, a de suprimir tudo aquilo que é causa de contendas entre os povos da terra e de separação entre as nações, a fim de que todos os homens possam ser santificados de todo apego terreno e livres para ocupar-se com seus próprios interesses. Suplicamos a Nossos bem-amados para não macularem a orla de Nosso manto com o pó da falsidade, nem permitirem que referências ao que consideraram como milagres e prodígios rebaixem Nosso posto e posição ou desfigurem a pureza e santidade de Nosso nome.
Deus Misericordioso! Este é o dia no qual os sábios deveriam buscar o conselho deste Injuriado e perguntar Àquele que é a Verdade quais as coisas que conduzem à glória e tranqüilidade dos homens. E contudo, todos eles estão seriamente empenhados em apagar esta gloriosa e brilhante luz, buscando diligentemente estabelecer Nossa culpa ou proclamar seus protestos contra Nós. A tal ponto chegaram as dificuldades que a conduta deste Injuriado foi grosseiramente deturpada em todos os sentidos, de uma maneira tal que seria indecoroso mencioná-la. Um de Nossos amigos relatou, com a maior tristeza, Ter ouvido um dos habitantes da Grande Cidade (Constantinopla) afirmar que a cada ano a soma de cinqüenta mil tumans era enviada de sua terra natal para ‘ Akká! Não esclareceu, contudo, quem desembolsava essa quantia, nem por quais mãos ela passava!
Em suma, este Injuriado, diante de tudo o que d’Ele foi dito, suportou pacientemente e manteve-Se sereno, visto que Nosso propósito é, através da amorosa providência de Deus – excelsa seja Sua glória – e Sua inigualável misericórdia, abolir da face da terra, pela força da Nossa elocução, todas as disputas, guerras e derramamentos de sangue. Sob todas as condições, Nós, apesar do que eles disseram, suportamos com decorosa paciência e os deixamos entregues a Deus. Em resposta a esta acusação específica, entretanto, Nós respondemos que, se é verdade o que afirma esse homem, cabe-lhe ser grato Àquele que é o Senhor de todos os seres e o Rei do visível e invisível, por ter feito surgir na Pérsia Aquele que, embora prisioneiro e sem ninguém para ajudá-Lo e assisti-Lo, conseguiu firmar Sua ascendência sobre aquela terra e dela auferir uma renda anual. Tal feito deve ser louvado e não censurado, se esse homem é dos que julgam imparcialmente. Caso alguém procure familiarizar-se com a condição deste Injuriado, seja-lhe dito que a estes cativos, perseguidos pelo mundo e injustiçados pelas nações, por dias e noites têm sido inteiramente negados os mais básicos meios de subsistência. Nós relutamos em mencionar tais coisas e jamais tivemos, nem temos agora, qualquer desejo de reclamar contra Nosso acusador. Dentro dos muros desta prisão, um homem altamente respeitável foi durante algum tempo obrigado a quebrar pedras para ganhar pão, enquanto outros às vezes tiveram como única nutrição aquele alimento Divino que é a fome! Suplicamos a Deus – enaltecido seja Ele – que ajude todos os homens a ser justos e imparciais, e bondosamente os auxilie a arrepender-se e a Ele retornar. Ele, em verdade, ouve e está pronto para responder.
Glorificado és Tu, ó Senhor meu Deus! Tu vês o que sucedeu a este Injustiçado nas mãos daqueles que não se associaram a Mim e se ergueram para prejudicar-Me e Me humilhar, de maneira tal que pena alguma pode descrever, nem língua relatar, nem Epístola sustentar. Tu ouves o clamor de Meu coração e o gemido do mais íntimo de Meu ser, e as coisas que sucederam aos Teus Fidedignos em Tuas cidades e aos Teus eleitos em Tua terra, nas mãos daquele que romperam Teu Convênio e Teu Testamento. Eu Te imploro, ó meu Senhor, pelos suspiros daqueles que Te amam em todo o mundo e por seus lamentos no distanciamento da corte de Tua presença, pelo sangue que foi derramado por amor a Ti pelos corações que se desfizeram em Teu caminho, para que protejas Teus bem-amados contra a crueldade dos que permanecem alheios aos mistérios de Teu Nome, o Irrestrito. Socorrei-os, ó meu Senhor, por Teu poder que prevaleceu sobre todas as coisas, e ajuda-os a ser pacientes e resignados. Tu és o Todo-Poderoso, o Altíssimo, o Misericordioso. Não existe outro Deus senão Tu, o Generoso, o Senhor das graças abundantes.
Nestes dias, há alguns que, longe de ser justos e imparciais, atacaram-Me com a espada do ódio e a lança da inimizade, esquecendo que compete a toda pessoa imparcial socorrer Aquele que o mundo rejeitou e as nações abandonaram, e agarrar-se à piedade e à retidão. A maioria dos homens, até agora, foi incapaz de descobrir o propósito deste Injuriado, nem conheceu a razão pela qual Ele está disposto a suportar incontáveis aflições. Enquanto isso, a voz de Meu coração brada estas palavras: “ Ó se Meu povo o soubesse! ” Este Injuriado, livre de apego a todas as coisas, pronuncia estas palavras excelsas: “ Ondas envolveram a Arca de Deus, o Amparo no Perigo, o Auto-Subsistente. Não teme os ventos tempestuosos, Ó Marinheiro! Aquele que fez surgir a aurora está verdadeiramente a Teu lado nesta escuridão que lança o terror no coração de todos os homens, exceto aqueles a quem Deus, o Altíssimo, o Irrestrito, escolheu poupar.”
Ó Xeique! Eu juro pelo Sol da Verdade que se ergueu e brilha acima do horizonte desta Prisão! Melhorar o mundo tem sido o único objetivo deste Injustiçado. Disso dá testemunho todo homem de julgamento, de discernimento, de percepção e compreensão. Embora afligido por provações, Ele segurou-se firmemente à corda da paciência e da constância, aceitou o que Lhe sucedeu nas mãos de Seus inimigos e exclamou: “ Eu renunciei ao Meu desejo por Teu desejo, ó meu Deus, e à Minha vontade pela revelação da Tua Vontade. Por Tua glória! Eu não desejo a Mim mesmo ou à Minha vida senão pelo propósito de servir Tua Causa, e não amo Meu ser senão para sacrificá-lo em Teu caminho. Tu vês e sabes, ó meu Senhor, que aqueles a quem Nós pedimos para ser justos e imparciais ergueram-se injusta e cruelmente contra Nós. Abertamente eles estavam ao Meu lado, mas em segredo ajudaram Meus inimigos, que se ergueram para desonrar-Me. Ó Deus, meu Deus! Eu testemunho que Tu criaste Teus servos para ajudar Tua Causa e enaltecer Tua Palavra, mas eles, contudo, ajudaram Teus inimigos. Eu Te suplico, por Tua Causa que abrangeu o mundo do ser e por Teu Nome com o qual sujeitaste o visível e o invisível, que adornes os povos da terra com a luz de Tua justiça e ilumines seus corações com o brilho de Teu conhecimento. Eu sou, ó meu Senhor, Teu servo e o filho de Teu servo. Eu dou testemunho de Tua unicidade, da santidade de Teu ser e da pureza de Tua Essência. Tu contemplas, ó meu Senhor, Teus fidedignos à mercê das traiçoeiras dentre Tuas criaturas e dos caluniadores em meio ao Teu povo. Tu sabes o que Nos sucedeu às mãos daqueles a quem Tu conheces melhor do que nós os conhecemos. O que eles cometeram rompeu o véu daquelas de Tuas criaturas que estão próximas de Ti. Eu Te suplico que os ajude a obter o que lhes escapou nos dias da aurora de Tua Revelação e alvorecer de Tua Inspiração. Tu és potente para fazer o que Te agrada, e em Tuas mãos estão as rédeas de tudo o que existe no céu e de tudo o que existe na terra.” A voz e os lamentos da verdadeira Fé se ergueram. Ela brada, dizendo: “Ó povo! Pela retidão de Deus! Eu alcancei a presença d’Aquele que me manifestou e me enviou. Este é o Dia no qual o Sinai sorriu Àquele que conversou sobre ele, e o Carmelo a seu Revelador e o Sadrah Àquele que o ensinou. Temei a Deus e não sejais dos que O negaram. Não Te afastes daquilo que foi revelado através de Sua graça. Segurai as águas vivas da imortalidade em nome de Teu Senhor, o Senhor de todos os nomes, e bebei em lembrança d’Ele, que é o Poderoso, o Incomparável.”
Nós, sob todas as circunstâncias, ordenamos aos homens o que é certo e proibimos o que é errado. Aquele que é o Senhor do Ser é testemunha de que este Injuriado pediu a Deus para Suas criaturas tudo o que conduz à unidade, à harmonia, ao companheirismo e à concórdia. Pela retidão de Deus! Este Injuriado não é capaz de dissimulação. Ele, verdadeiramente, revelou aquilo que desejava; Ele, em verdade, é o Senhor de força, o Irrestrito.
Referimo-nos mais uma vez a algumas das sublimes palavras reveladas na Epístola à Sua Majestade o Xá, para que possas saber com certeza que tudo o que tem sido mencionado proveio de Deus: “ Ó Rei! Eu era apenas um homem como os outros, adormecido em Meu leito, quando eis que os sopros do Todo-Glorioso manaram sobre Mim e Me deram o conhecimento de tudo o que existia. Isto não provém de Mim, mas d’Aquele que é Todo-Poderoso e Onisciente. E Ele ordenou que Eu levantasse Minha voz entre a terra e o céu, e por isso Me sucedeu o que fez correrem as lágrimas de todo homem de compreensão. A erudição comum entre os homens, não a estudei; nem entrei em suas escolas. Pergunta na cidade em que residi, a fim de teres a certeza de que Eu não sou dos que falam falsamente. Este Ser é apenas uma folha movida pelos ventos da vontade de teu Senhor, o Todo-Poderoso, Alvo de todo louvor. Poderá ela aquietar-se quando sopram os ventos tempestuosos? Não, por Aquele que é o Senhor de todos os Nomes e Atributos! Eles a movem a seu bel-prazer. O efêmero afigura-se como nada perante Aquele que é o Sempiterno. Seu chamado irresistível atingiu-Me e Me fez expressar Seu louvor entre todos os povos. Em verdade, era eu feito um morto, quando Sua ordem foi enunciada. A mão da vontade de teu Senhor, o Compassivo, o Misericordioso, transformou-Me. Poderá alguém pronunciar espontaneamente o que faça todos os homens, grandes e humildes, contra ele protestarem? Não, por Aquele que ensinou à pena os mistérios eternos, salvo quem fosse fortalecido pela graça do Altíssimo, o Todo-Poderoso.”
“ Contempla este Injustiçado, ó Rei, com os olhos da justiça; julga então, com verdade, aquilo que Lhe sucedeu. Verdadeiramente Deus fez de ti Sua sombra entre os homens e o sinal de Seu poder para todos os que habitam a terra. Julga, a Nós e aos que nos injuriaram sem prova e sem um Livro esclarecedor. Os que te rodeiam amam-te por seus próprios interesses, enquanto este Jovem te ama por ti mesmo, nenhum outro desejo nutrindo a não ser o de te fazer aproximar do assento da graça e dirigir-te à mão direita da justiça. Teu Senhor dá testemunho daquilo que Eu declaro.
“ Ó Rei! Se volvesses teus ouvidos para a voz penetrante da Pena da Glória e para o arrulho do Pombo da Eternidade que nos ramos da Árvore Celestial além da qual não se pode passar expressa seus louvores a Deus, Origem de todos os Nomes e Criador da terra e do céu, atingirias a posição em que nada mais se contempla no mundo dos seres senão o resplendor do Adorado, e verias tua soberania como a mais desprezível de tuas posses, abandonando-a a quem pudesse desejá-la e volvendo tua face para o Horizonte com a luz de Seu semblante. Jamais desejarias suportar o fardo do domínio, salvo com o fim de servir teu Senhor, o Excelso, o Altíssimo. Então a Assembléia no alto abençoar-te-ia. Ah, como é excelente esta mais sublime posição, pudesses tu a ela ascender através do poder de uma soberania reconhecida como oriunda do Nome de Deus!”
Tu próprio ou alguém mais disse: “ Que a Sura de Tawhíd seja traduzida, para que todos possam saber e persuadir-se plenamente de que o único e verdadeiro Deus não gerou nem foi gerado. Além do que, os babís acreditam em Sua (de Bahá´u´lláh) Divindade e Deidade.”
Ó Xeique! Esta é a posição na qual a pessoa morre para si mesma e vive em Deus. Divindade, sempre que Eu a menciono, indica Minha completa e absoluta autonegação. Esta é a posição na qual Eu não tenho controle sobre minha própria felicidade ou infortúnio, nem sobre minha vida ou minha ressurreição.
Ó Xeique! Como os teólogos desta época explicam a resplandecente glória que o Sadrah da Elocução irradiou sobre o Filho de ‘Imrán (Moisés) no Sinai do Divino conhecimento? Ele (Moisés) ouviu atentamente a Palavra pronunciada pela Sarça Ardente e a aceitou; contudo, os homens, em sua maioria, estão privados do poder de compreender isso, uma vez que se ocupam de seus próprios assuntos e mantêm-se alheios ao que pertence a Deus. Referindo-se a isso, o Siyyid de Findirisk bem o disse: “Este tema mente alguma mortal pode penetrar; nem mesmo a de Abú-Nasr ou Abú-‘Alí Síná (Avicena).” Que explicação podem eles oferecer em relação ao que o Selo dos Profetas (Maomé) – que todos, exceto Ele mesmo, por Ele se sacrifiquem – disse?: “Vós, em verdade, contemplareis Teu Senhor tal como contemplais a lua cheia em sua décima-quarta noite.” O Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) – a paz esteja com ele – além disso, declarou no Khutbiy-i-Tutunjúyyih: “Antecipai a Revelação Daquele que conversou com Moisés na Sarça Ardente do Sinai.” Husayn, o filho de ‘Alí – a paz esteja com ele – do mesmo modo disse: “Acaso será concedido a alguém além de Ti uma revelação que não tenha sido concedida a Ti Mesmo – uma Revelação cujo Revelador será Aquele que te Revelou. Cego é o olho que não Te vê!”
Palavras similares dos Imames – as bênçãos de Deus estejam com eles – foram registradas e são amplamente conhecidas, tendo sido incorporadas a livros dignos de fé. Abençoado é aquele que percebe, e fala a pura verdade. Feliz é aquele que, ajudado pelas águas vivas da elocução d’Aquele que é o Desejo de todos os homens, purificou-se das vãs fantasias e fúteis imaginações, e, em nome do Possuidor de Todas as Coisas, o Altíssimo, arrancou os véus da dúvida e renunciou ao mundo e a tudo o que nele existe, e dirigiu-se para a maior Prisão.
Ó Xeique! Nenhuma brisa pode comparar-se às brisas da Revelação Divina, enquanto a palavra que é pronunciada por Deus brilha e relampeja como o sol em meio aos livros dos homens. Feliz o homem que a descobriu, reconheceu-a e disse: “Louvado sejas Tu, que és o Desejo do mundo, e graças sejam dadas a Ti, ó Bem-Amado dos corações daqueles que Te são devotos!”
Os homens deixaram de perceber Nosso propósito nas referências que Nós fizemos à Divindade e Deidade. Se o percebessem, erguer-se-iam de seus lugares e bradariam: “Nós, verdadeiramente, pedimos perdão a Deus!” O Selo dos Profetas – possam todas as almas, exceto a d’Ele, serem oferecidas em Seu nome – diz: “Muitos são Nossos relacionamentos com Deus. Em um momento, Nós somos Ele e Ele é Nós. Em outro momento, Ele é Ele e Nós somos aquilo que somos.”
À parte disso, por motivo não mencionaste as outras posições que a Pena de Abhá desvendou? A língua deste Injuriado pronunciou, muitos dias e noites, estas sublimes palavras: ”Ó Deus, meu Deus! Eu dou testemunho de Tua unidade e Tua unicidade, de que Tu és Deus e de que não existe outro Deus além de Ti. Foste perpetuamente santificado acima da menção de qualquer outro além de Tu e do louvor a tudo o mais exceto Ti, e continuarás perpetuamente a ser o mesmo que eras no início e desde sempre. Eu Te suplico, ó Rei da Eternidade, pelo Maior Nome e pelos resplendores do Sol de Tua Revelação sobre o Sinai da Elocução, e pelas ondas do Oceano de Teu conhecimento entre todas as coisas criadas, para que bondosamente Me ajudes naquilo que Me atrairá para perto de Ti e Me desprenderá de tudo exceto de Ti. Por Tua glória, ó Senhor de todos os seres e Desejo de toda a criação! Eu gostaria de inclinar Meu rosto sobre cada um dos locais de Tua terra, a fim de que ele pudesse Ter sido honrado por tocar um local enobrecido pelos passos de Teus bem-amados!”
Pela retidão de Deus! As vãs fantasias privaram os homens do Horizonte da Certeza e as fúteis imaginações os afastaram do Seleto Vinho Lacrado. Em verdade Eu digo e em nome de Deus declaro: Este Servo, este Injuriado, envergonha-Se de reivindicar para Si a mera existência, quanto mais aqueles excelsos graus do ser! Todo homem de discernimento, enquanto caminha sobre a terra, sente-se de fato envergonhado, visto estar plenamente consciente de que a fonte de sua prosperidade, sua riqueza, sua força, sua exaltação, seu progresso e seu poder é, conforme ordenado por Deus, a própria terra que é pisada pelos pés de todos os homens. Não pode haver dúvida de que quem tem conhecimento desta verdade está purificado e santificado de todo orgulho, arrogância e vaidade, Ele deu e dá agora testemunho, e Ele é verdadeiramente o Onisciente, o Conhecedor de Tudo.
Rogai a Deus para conceber aos homens ouvidos atentos, visão aguçada, um peito amplo e um receptivo, a fim de que Seus servos possam alcançar o Desejo de seus corações e volver a face na direção de seu Bem-Amado. Problemas nunca vistos por olho algum feriram este Injuriado. Ao proclamar Sua Causa, Ele não hesitou de modo algum. Dirigindo-Se aos reis e governantes da terra – possa Deus, excelso seja Ele, ajudá-los – Ele lhes comunicou qual é a causa do bem-estar, unidade, harmonia e reconstrução do mundo, e tranqüilidade das nações. Entre eles estava Napoleão III, de quem se diz ter feito certa afirmação, em resultado da qual Nós, quando em Adrianópolis, lhe enviamos Nossa Epístola. A esta, no entanto, ele não respondeu. Após Nossa chegada à Maior Prisão, alcançou-Nos uma carta de seu Ministro, cuja primeira parte estava em persa e a última em sua própria caligrafia. Nela, ele foi cordial e escreveu o seguinte: “Entreguei, como me pediste, tua carta e até agora não recebi qualquer reposta. Contudo, emitimos as necessárias recomendações ao nosso Ministro em Constantinopla e aos nossos cônsules naquelas regiões. Se houver algo que possamos fazer por ti, informa-nos e nós o faremos.”
Dessas palavras torna-se evidente ter ele compreendido que o propósito deste Servo fora solicitar assistência material. Nós, portanto, revelamos em seu nome ( de Napoleão III) versículos no Súratu’l-Haykal, alguns dos quais Nós agora citamos, para que possas saber que a Causa deste Injuriado foi revelada em nome de Deus, e Dele proveio:
“ Ó Rei de Paris! Dize ao padre que não mais toque os sinos. Por Deus, o Verdadeiro! Apareceu o Sino Mais Poderoso na forma d’Aquele que é o Maior Nome, e os dedos da vontade de Teu Senhor, o Mais Excelso, o Altíssimo, o fazem soar no céu da Imortalidade, em Seu nome, o Todo-Glorioso. Assim os poderosos versículos de Teu Senhor foram novamente enunciados para ti, a fim de que te levantasses para comemorar a Deus, Criador da terra e do céu, nestes dias em todas as raças da terra se lastimaram, e os alicerces das cidades tremeram, e a poeira da irreligião envolveu todos os homens, exceto aqueles aos quais Deus, o Onisciente, a Suma Sabedoria, houve por bem poupar. Dize: Ele, o Incondicionado, veio em nuvens de luz para animar todas as coisas criadas com as brisas de Seu Nome, o Mais Misericordioso, unificar o mundo e reunir todos os homens em torno desta Mesa que Ele fez descer dos céus. Acautela-te para não negares os favores de Deus após terem sido derramados sobre ti. Melhor é isto para ti do que o que possuis; pois o que é teu perecerá, enquanto o que é de Deus permanecerá. Ele, em verdade, ordena o que é de Seu desejo. Verdadeiramente, as brisas do perdão foram sopradas da direção de teu Senhor, o Deus de Misericórdia; quem para seu lado se voltar, será limpo de seus pecados e de todas as dores e doenças. Feliz o homem que para ela se volve, e infeliz aquele que delas se desvia.
“Se volvesses teu ouvido interior para todas as coisas criadas, ouvirias: ‘ O Ancião dos Dias veio em Sua grande glória!’ Todas as coisa celebram o louvor a seu Senhor. Alguns conheceram Deus e O recordam; outros O recordam, e contudo não O conhecem. Assim, Nós enunciamos Nosso decreto em uma Epístola compreensível.
“Dá ouvidos, ó Rei, à Voz que clama do Fogo que arde nesta Árvore verdejante, sobre este Sinai que se ergueu acima do Local níveo e consagrado, além da Cidade Perpétua: ‘ Verdadeiramente, não há outro Deus além de Mim, o Infalível Perdão, o Mais Misericordioso!’ Nós, em verdade, enviamos Aquele a quem ajudamos com o Espírito Santo (Jesus Cristo), a fim de anunciar a ti esta Luz que se irradia do horizonte da vontade de teu Senhor, o Excelso, o Todo-Glorioso, e cujos sinais foram revelados no ocidente. Volta tua face para Ele (Bahá´u´lláh), neste Dia que Deus exaltou acima de todos os outros dias, e no qual o Todo-Misericordioso irradiou o esplendor de Sua fulgente glória sobre todos os que estão no céu e todos os que estão na terra. Ergue-te para servir a Deus e promover Sua Causa. Ele, em verdade, ajudar-te-á com as hostes do visível e do invisível, e te fará rei de tudo aquilo sobre o que o sol se levanta. Teu Senhor, em verdade, é o Onipotente, o Todo-Poderoso.
“As brisas do Mais Misericordioso sopraram sobre todas as coisas criadas; feliz o homem que descobriu sua fragrância e para elas se voltou com o coração firme. Adorna tuas têmporas com o ornamento de Meu Nome e tua língua com a lembrança de Mim, e teu coração com o amor por Mim, o Todo-Poderoso, o Altíssimo. Nada desejamos para ti senão o que te é melhor do que todas as tuas posses e todos os tesouros da terra. Teu Senhor, em verdade, é o Conhecedor, O ciente de tudo. Levanta-te, em Meu Nome, entre Meus servos, e dize: ‘ Ó povos da terra! Volvei-vos para Aquele que Se voltou para vós. Ele, verdadeiramente, é a Face de Deus entre vós, e Seu Testemunho e Sua Guia para vós. Ele veio a vós com sinais que ninguém pode produzir’. A voz da Sarça Ardente se ergue no mais íntimo do coração do mundo e o Espírito Santo conclama entre as nações: ‘ Eis que o Desejado veio com manifesto domínio!’
“Ó Rei! As estrelas do céu do conhecimento caíram, aqueles que buscam estabelecer a verdade de Minha Causa através das coisas que possuem, e aqueles que fazem menção de Deus em Meu Nome. E contudo, quando Eu vim a eles em Minha glória, eles se afastaram. Eles, em verdade, são dos perdidos. Isto, verdadeiramente, foi o que o Espírito de Deus (Jesus Cristo) anunciou, quando veio a vós com a verdade, Aquele com quem o que fez lamentar-se o Santo Espírito e caírem as lágrimas dos que têm acesso próximos a Deus.
“Dize: Ó assembléia de monges! Não vos isoleis em vossas igrejas e claustros. Saí deles com Minha licença e ocupai-vos, então, com aquilo que será proveitoso a vós e aos outros. Assim vos ordena Aquele que é o Senhor do Dia do Juízo. Isolai-vos na fortaleza de Meu amor. Esta, em verdade, é a reclusão que vos convém, se apenas o soubésseis. Quem se isola em sua casa é de fato como um morto. Compete ao homem demonstrar aquilo que irá beneficiar a humanidade. Quem não produz frutos é adequado para o fogo. Assim vos admoesta Teu Senhor; Ele, em verdade, é o Poderoso, o Doador. Entrai nos laços do matrimônio, para que após vós um outro possa erguer-se em vosso lugar. Nós, em verdade, vos proibimos a devassidão e não aquilo que conduz à fidelidade. Vós vos prendestes aos impulsos de vossa natureza e lançastes fora os estatutos de Deus? Temei a Deus, e não sejais dos insensatos. Mas, exceto o homem, quem em Minha terra lembraria de Mim e como poderiam Meus atributos e Meus nomes ser revelados? Refleti, e não sejais dos que se isolaram d’Ele como que por um véu, e foram dos que estão profundamente adormecidos. Aquele que não se casou (Jesus Cristo) não encontrou onde morar, nem onde depor Sua cabeça, por causa do que cometeram as mãos dos traiçoeiros. A santidade d’Ele não consiste em que vós acreditais e imaginais, mas sim das coisas que pertencem a Nós. Pedi, para que possais conceber a posição d’Ele, que foi exaltada acima das vãs imaginações de todos os povos da terra. Abençoados são os que compreendem.
“Ó Rei! Nós ouvimos as palavras que pronunciaste em resposta ao Czar da Rússia, a respeito da decisão tomada sobre a guerra (Guerra da Criméia). Teu Senhor, em verdade, sabe e está informado de tudo. Tu disseste: ‘Eu estava adormecido em meu leito, quando o grito dos oprimidos, afogando-se no Mar Negro, me acordou.” Foi o que Nós te ouvimos dizer e, em verdade, teu Senhor é testemunha daquilo que digo. Nós testificamos que não despertaste por causa de seu grito, mas sim impulsionado pelas tuas próprias paixões, pois Nós te pusemos à prova e te encontramos em falta. Compreende o significado de Minhas palavras e sê dos que discernem. Não é Nosso desejo dirigir-te palavras de condenação, pois respeitamos a dignidade que te conferimos nesta vida mortal. Nós, verdadeiramente, escolhemos a cortesia e fizemos dela o verdadeiro sinal daqueles que se encontraram próximos d’Ele. A cortesia é, em verdade, uma vestimenta que convém a todos os homens, sejam jovens ou velhos. Feliz é aquele que adorna sua fronte com ela, e infeliz o que se priva desta grande dádiva. Se tivesse sido sincero em tuas palavras, não terias lançado atrás de ti o Livro de Deus, quando te foi enviado por Aquele que é o Todo-Poderoso, o Sapientíssimo. Nós te pusemos à prova por seu intermédio, e te encontramos diferente do que professas ser. Levanta-te, pois e repara aquilo que te escapou. Dentro em breve o mundo e tudo o que tu possuis perecerão, e o reino restará a Deus, teu Senhor e o Senhor de teus ancestrais. Não te convém conduzir teus assuntos segundo os ditames de teus desejos. Teme os suspiros deste Injuriado e protege-O contra os dardos daqueles que agem com injustiça.
“Por causa do que fizeste, teu reino será lançado em confusão e teu império passará de tuas mãos, em punição por aquilo que cometeste. E então tu saberás claramente que erraste. Comoções se apoderarão de todo o povo nessa terra, a menos que te levantes para ajudar esta Causa e sigas Aquele que é o Espírito de Deus (Jesus Cristo) neste Caminho Reto. Tua pompa te tornou orgulhoso? Por Minha Vida! Ela não perdurará; não, muito em breve ela há de passar, a menos que te segures firmemente a esta Corda forte. Nós vemos a humilhação precipitando-se sobre ti, enquanto és dos desatentos. Compete a ti, quando ouvires Sua Voz chamando do trono de glória, lançar fora tudo o que possuis e exclamar: ‘ Aqui estou, ó Senhor de tudo o que existe no céu e de tudo o que existe na terra!’
“Ó Rei! Nós estávamos no Iraque quando a hora da partida chegou. Por ordem do Rei do Islã (Sultão da Turquia) dirigimos Nossos passos na direção dele. À Nossa chegada, aconteceu-Nos, nas mãos dos maliciosos, aquilo que os livros do mundo jamais poderão descrever adequadamente. Diante daquilo, os habitantes do Paraíso e os que habitam os recintos de santidade, lamentaram; e ainda assim os povos continuam envoltos em espesso véu!”
E Nós ainda dissemos: “ Mais penosa tornou-se Nossa situação, dia a dia, hora a hora, até que eles Nos tiraram de Nossa prisão e Nos fizeram, com flagrante injustiça, entrar na Maior Prisão. E se lhes perguntavam: ‘ Por qual crime estão eles aprisionados?’, respondiam dizendo: ‘Eles, em verdade, buscaram suplantar a Fé com uma nova religião!’ Se o que preferis são as coisas antigas, por que motivo então descarteis aquilo que foi revelado no Torá e nos Evangelhos? Aclarai vossas idéias, ó homens! Por Minha Vida! Não há lugar para onde fugirdes neste dia. Se este é o Meu crime, então Maomé, o Profeta de Deus, cometeu-o antes de Mim, e antes d’Ele cometeu-o Aquele que era o Espírito de Deus (Jesus Cristo), e ainda antes cometeu-o Aquele que conversou com Deus (Moisés). E se este foi o Meu pecado, ter exaltado a Palavra de Deus e revelado Sua Causa, então de fato Eu sou o maior dos pecadores! Tal pecado Eu não trocarei pelos reinos da terra e dos céus.”
E Nós também dissemos: “ À medida que Minhas tribulações se multiplicavam, mais aumentava Meu amor por Deus e por Sua Causa, de tal modo que tudo o que Me sucedeu nas mãos das hostes dos desencaminhados foi incapaz de afastar-Me de Meu propósito. Houvessem eles Me ocultado nas profundezas da terra, ainda assim Me encontrariam cavalgando o topo das nuvens e invocando a Deus, o Senhor de fortaleza e poder. Eu Me ofereci no caminho de Deus, e anseio pelas tribulações em Meu amor por Ele e em nome de Sua vontade. Disso dão testemunho os infortúnios que agora me afligem, cujo igual nenhum outro homem sofreu. Cada fio de cabelo de Minha cabeça exclama o que a Sarça Ardente pronunciou no Sinai, e cada veia de Meu corpo invoca Deus e diz: ’Quisera eu ter sido imolado em Teu caminho, a fim de que o mundo pudesse ser vivificado e unidos todos os povos!’ Assim foi decretado por Aquele que é o Onisciente, o Esclarecido.
Sabe tu que, em verdade, teus súditos te foram legados por Deus. Cuida deles, portanto, assim como cuidas de ti mesmo. Atenta para não permitires que os lobos se tornem os pastores do rebanho, nem que o orgulho e a vaidade te impeçam de cuidar dos pobres e desolados. Levanta-te, em Meu nome, acima do horizonte da renúncia e volta tua face para o Reino, a mando de teu Senhor, o Senhor de fortaleza e poder”.
E mais ainda dissemos: “ Adorna o corpo de teu reino com as vestes de Meu nome e levanta-te, então, para ensinar Minha Causa. Melhor é isto para ti do que tudo o que possuis. Deus, por isso, exaltará teu nome entre todos os reis. Potente é Ele sobre todas as coisas. Caminha tu entre os homens em nome de Deus e pelo poder de Sua onipotência, a fim de poderes demonstrar Seus sinais aos povos da terra.”
E Nós dissemos ainda: “ Acaso vos compete associar-se Àquele que é o Deus de misericórdia e, ainda assim, cometer as coisas que o Maligno comete? Não, pela Beleza d’Aquele que é o Todo-Glorificado!, se apenas o pudésseis saber. Purificai vossos corações do amor mundano, vossas línguas da calúnia e vossos membros de tudo aquilo que possa impedir-vos a aproximação de Deus, o Poderoso, o Todo-Louvado. Dize: Por mundo, entende-se tudo o que vos afasta d’Aquele que é o Ponto do Alvorecer da Revelação, e vos inclina para as coisas que não vos são proveitosas. Verdadeiramente, o que neste dia vos afasta de Deus é o mundanismo em sua essência. Fugi dele e aproximai-vos da Sublime Visão, este Trono brilhante e resplandecente. Não derrameis o sangue de ninguém, ó povo, nem julgueis a ninguém injustamente. Assim vos foi ordenado por Aquele que conhece e de tudo está informado. Os que cometem desordens na terra após esta ter sido restaurada, estes, em verdade, ultrapassaram os limites que foram estabelecidos no Livro. Desventurada será a morada dos transgressores!”
E também dissemos: “ Não lideis traiçoeiramente com os bens de Teu próximo. Sede dignos de confiança na terra e não afasteis dos pobres as coisas que vos foram dadas por Deus através de Sua graça. Ele, em verdade, vos concederá o dobro daquilo que possuís. Ele, verdadeiramente, é o Supremo Doador, a Suma Generosidade. Ó povo de Bahá! Sujeitai as cidadelas do coração dos homens com as espadas da sabedoria e da elocução. Aqueles que brigam como se impelidos por seus desejos estão, na verdade, envoltos em um véu palpável. Dize: A espada da sabedoria é mais quente que o calor do verão e mais aguçada que lâminas de aço, se apenas o compreendêsseis. Desembainhai-a em meu nome e através do poder de Minha fortaleza e então conquistai, com ela, as cidades do coração daqueles que se isolaram nas trincheiras de seus desejos corruptos. Assim vos ordens a Pena do Todo-Glorioso, enquanto assentada sob as espadas dos desencaminhados. Se souberdes de um pecado cometido por outrem, ocultai-o, para que Deus possa ocultar Teu próprio pecado. Ele, em verdade, é O que oculta, o Senhor das graças abundantes. Ó vós, ricos da terra! Se encontrardes um pobre, não o trateis desdenhosamente. Refleti sobre aquilo de que fostes criados. Cada um de vós foi criado de um mísero germe.”
E, além disso, dissemos ainda: “Considera o mundo como o corpo de um homem que padece de diferentes males e cuja cura depende da harmonização de todos os seus elementos componentes. Aproxima-se daquilo que Nós te prescrevemos e não trilhes os caminhos dos que criam dissensão. Medita sobre o mundo e o estado de seus povos. Aquele, em Cujo nome o mundo foi chamado à existência, está prisioneiro na mais desolada das cidades (‘Akká), devido ao que cometeram as mãos dos desencaminhados. Do horizonte de Sua cidade-prisão, Ele conclama a humanidade para o Alvorecer de Deus, o Excelso, o Grande. Tu te exultas com os tesouros que possuis, sabendo que eles perecerão? Tu te alegras por reinar sobre um pedaço de terra, quando o mundo todo, na apreciação do povo de Bahá, vale tanto quanto a pupila dos olhos de uma formiga morta? Abandona essas riquezas a quem nelas depôs suas afeições, e volta-te para Aquele que é o Desejo do mundo. Para onde foram os orgulhosos e seus palácios? Observa seus túmulos, para aprenderes com seu exemplo, pois deles fizemos uma lição para todo aquele que os contemplar. Pudessem as brisas da Revelação te alcançar, fugirias do mundo e te voltarias ao reino, e renunciarias a tudo o que possuis para poderes aproximar-te desta sublime Visão.”
Pedimos a um cristão que entregasse esta Epístola, e ele Nos informou ter transmitido tanto o original como sua tradução. Deus, o Todo-Poderoso, o Onisciente, tem conhecimento de todas as coisas.
Uma das seções do Súratu’l-Haykal é a Epístola endereçada a Sua Majestade o Czar da Rússia – possa Deus, excelso e glorificado seja Ele – ajudá-lo:
“Ó Czar da Rússia! Inclina teu ouvido à voz de Deus, o Rei, o Sagrado, e volve-te para o Paraíso, Lugar onde habita Aquele que, dentre a Assembléia no alto, possui os mais excelentes títulos e que, no reino da criação, é chamado pelo nome de Deus, o Fulgente, o Todo-Glorioso. Acautela-te para que nada te impeça de voltar tua face na direção de teu Senhor, o Compassivo, o Mais Misericordioso. Nós, em verdade, ouvimos aquilo que suplicaste a teu Senhor enquanto em secreta comunhão com Ele. Por isso, sopraram as brisas de Minha amorosa bondade e encapelou-se o mar de Minha misericórdia, e a ti Nós respondemos na verdade. Teu senhor, veramente, é o Onisciente, o Sapientíssimo. Enquanto Eu estava acorrentado e algemado na prisão de Teerã, um de teus ministros prestou-Me seu auxílio. Por isso Deus ordenou para ti uma posição que o conhecimento de pessoa alguma pode compreender, salvo Seu conhecimento. Guarda-te de desbaratar essa sublime posição.”
E dissemos ainda: “Veio Aquele que é o Pai, e o Filho (Jesus Cristo), no vale santo, exclama: ‘Eis-me, eis-me, ó Senhor meu Deus!’, enquanto o Sinai rodeia a Casa e a Sarça Ardente brada : ‘Veio o Todo-Generoso, montado sobre as nuvens! Bem-aventurado quem d’Ele se aproximar, e ai dos que estão afastados.’
“Levanta-te entre os homens em nome desta Causa predominante e convoca, pois, as nações a Deus, o Excelso, o Grande. Não sejas dos que invocaram a Deus por um de Seus nomes, mas que, ao aparecer Aquele que é o Objeto de todos os nomes, O negaram e d’Ele se afastaram, e finalmente pronunciaram sentença contra Ele, com injustiça manifesta. Considera e recorda os dias em que apareceu o Espírito de Deus (Jesus Cristo) e Herodes O condenou. Deus, entretanto, concedeu-Lhe o amparo das hostes invisíveis e protegeu-O com a verdade e O enviou para outra terra, segundo Sua promessa. Ele, em verdade, ordena o que Lhe apraz, Teu Senhor preserva, verdadeiramente, a quem Ele deseja, quer se ache no meio dos mares, quer na garganta da serpente ou debaixo da espada do opressor.”
E mais ainda Nós dissemos: “Outra vez digo: Dá ouvidos à Minha voz que clama de Minha prisão, a fim de te informares das coisas que sucederam à Minha Beleza nas mãos daqueles que são as manifestações de Minha glória, e a fim de perceberes como foi grande Minha paciência, apesar de Meu poder, e imensa minha tolerância, apesar de Meu predomínio. Por Minha vida! Pudesses tu apenas saber das coisas emitidas por Minha Pena, e descobrir os tesouros de Minha Causa e as pérolas de Meus mistérios que jazem ocultas nos mares de Meus nomes e nos cálices de Minhas palavras, irias querer, no anseio por Seu Reino glorioso e sublime, oferecer tua vida no caminho de Deus. Sabes tu que, embora Meu corpo esteja debaixo das espadas de Meus inimigos e meus membros assediados por aflições incalculáveis, ainda assim Meu espírito está pleno de uma alegria com a qual todos os prazeres da terra jamais poderão comparar-se.”
Do mesmo modo, Nós citamos aqui alguns versos da Epístola a Sua Majestade a Rainha (Rainha Vitória) – possa Deus, excelso e glorificado seja Ele, ajudá-la. Nosso propósito é fazer com que as brisas da Revelação te envolvam e fazer com que te ergas, totalmente em nome de Deus, para servir Sua Causa e para que possas transmitir quaisquer das Epístolas aos reis, que não tenham sido transmitidas. Esta é uma grande missão e este é um grande serviço. Nessas regiões são numerosos os ilustres teólogos, entre os quais estão Siyyids que são renomados por sua eminência e distinção. Consulta-te com eles e mostra-lhes aquilo que flui da Pena da Glória, para que a graça os ajude a melhorar a condição do mundo e aprimorar o caráter dos povos das diferentes nações, e eles possam, através das águas vivas dos conselhos de Deus, extinguir o ódio e a animosidade que jazem ocultos e latentes no coração dos homens. Pedimos a Deus para que tu possas ser assistido nisso. E isso, em verdade, não Lhe será difícil.
“Ó Rainha em Londres! Volve teu ouvido para a voz de teu Senhor, o Senhor de toda a humanidade, que clama da Divina Árvore Celestial: Em verdade, nenhum Deus há senão Eu, o Todo-Poderoso, o Onisciente! Rejeita tudo o que existe na terra e cinge a fronte de teu reino com o diadema da lembrança de teu Senhor, o Todo-Glorioso. Ele, em verdade, veio ao mundo em Sua mais plena glória, e tudo o que foi mencionado nos Evangelhos se cumpriu. A terra da Síria foi honrada pelas pegadas de seu Senhor, o Senhor de todos os homens, e norte e sul estão ambos inebriados com o vinho de Sua presença. Bem-aventurado o homem que inalou a fragrância do Mais Misericordioso e se voltou para a Aurora de Sua beleza, neste Alvorecer resplandecente. A Mesquita de Aqsá vibra com os sopros de seu Senhor, o Todo-Glorioso, enquanto Bathá (Meca) treme ante a voz de Deus, o Excelso, o Altíssimo. Cada uma de suas pedras rende louvores ao Senhor por intermédio deste Grande Nome.”
E Nós ainda dissemos: “Fazemos menção de ti por amor a Deus e desejamos que teu nome seja exaltado pela tua comemoração de Deus, o Criador da terra e dos céus. Ele, em verdade, dá testemunho daquilo que Eu digo. Nós fomos informados de que tu proibiste o tráfico de escravos, tanto homens como mulheres. Isto, veramente, é o que Deus ordenou nessa Revelação maravilhosa. Deus, realmente, destinou a ti uma recompensa, por causa disso. Ele, em verdade, pagará a quem faz o bem, seja homem ou mulher, sua devida recompensa, se seguires o que te foi enviado por Aquele que é o Sapientíssimo, o Onisciente. Quanto àquele que se desviar e inchar de orgulho após lhe haverem vindo os sinais claros, provenientes do Revelador dos Sinais, Deus reduzirá sua obra a nada. Ele, em verdade, tem poder sobre todas as coisas. As ações do homem são aceitáveis depois de haver ele reconhecido (o Manifestante). Quem se desviar do Verdadeiro é, de fato, a mais velada dentre Suas criaturas. Assim foi decretado por Aquele que é o Onipotente, o Mais Poderoso.
“Soubemos também que tu havias entregues as rédeas do conselho aos representantes do povo. Em verdade, fizeste bem, pois assim os alicerces do edifício de tuas atividades serão fortalecidos, e os corações de todos os que se acham abrigados à tua sombra, sejam de alta ou humilde categoria, serão tranqüilizados. Compete-lhes, entretanto, ser dignos de confiança entre Seus servos e ver a si próprios como representantes de todos os que habitam na terra. É o que lhes aconselha, nesta Epístola, Aquele que é o Governante, o Onisciente. E se algum deles dirigir-se à Assembléia, deve volver os olhos para o Horizonte Supremo e dizer: ‘Ó meu Deus! Eu Te peço, por Teu mais glorioso Nome, para ajudar-me naquilo que fará prosperar os assuntos de Teus servos e florescer Tuas cidades. Tu, por certo, tens poder sobre todas as coisas!’ Bem-aventurado aquele que entra na Assembléia por amor a Deus e julga entre os homens com pura justiça. Ele, em verdade, é dos ditosos.
“Ó vós, membros das Assembléias naquela terra e em outros países! Deliberai em conjunto, e deixai que vossos cuidados sejam somente por aquilo que beneficie a humanidade e melhore sua condição; se sois dos que investigam atentamente. Considerai o mundo como humano, que embora tenha sido criado íntegro e perfeito, tem se afligido, por várias causas, com graves distúrbios e doenças. Nem por um dia teve alívio; não, pelo contrário, sua doença tornou-se mais severa, pois foi entregue ao tratamento de médicos ignorantes, que deram completa vazão aos seus desejos pessoais e erraram seriamente. E se alguma vez, através dos cuidados de um médico hábil, um membro daquele corpo foi curado, os demais permaneceram doentes como antes. Assim vos informa o Onisciente, o Sapientíssimo. Nós o observamos, neste dia, à mercê de governantes tão ébrios de orgulho que não conseguem discernir claramente o que é melhor para si próprios, muito menos reconhecer uma Revelação tão extraordinária e desafiadora como esta.”
E mais ainda Nós dissemos: “Aquilo que Deus ordenou como o remédio soberano e o mais poderoso instrumento para a cura do mundo é a união de todos os seus povos em uma Causa universal, em uma Fé comum. Isso não poderá ser alcançado a não ser através do poder de um Médico inspirado, competente e Todo-Poderoso. Por Minha vida! Esta é a verdade, e tudo o mais apenas erro. Cada vez que veio aquele mais Poderoso Instrumento e aquela Luz irradiou-se da Antiga Alvorada. Ele foi afastado por médicos ignorantes que, tais como nuvens, interpuseram-se entre Ele e o mundo. O mundo deixou, portanto, de recuperar-se e sua doença persiste até este dia. Eles, de fato, são impotentes para protegê-lo ou para realizar a cura, enquanto Aquele que era a Manifestação do Poder entre os homens foi impedido de alcançar Seu propósito por causa do que as mãos dos médicos ignorantes forjaram.
“Considera estes dias nos quais Aquele que é a Antiga Beleza veio no Maior Nome, para que Ele possa revificar o mundo e unir seus povos. Ergueram-se, contudo, contra Ele com espadas afiadas e cometeram o que fez lamentar-se o Espírito Fiel, até que por fim O aprisionaram na mais desolada das cidades e afastaram as mãos dos fiéis da orla de Seu manto. Fosse alguém dizer-lhes: ‘O Reformador do Mundo chegou”, eles responderiam: ‘De fato está provado que Ele é um fomentador de discórdia!’, e isso, apesar de nunca haverem se associado a Ele, e de terem percebido que Ele não buscava, em tempo algum, proteger a Si mesmo. Em todos os momentos Ele esteve à mercê dos perversos. Ora O lançaram na prisão, ora O baniram, ora ainda O afugentaram de país em país. Assim pronunciaram julgamento contra Nós, e Deus, verdadeiramente, está ciente daquilo que Eu digo.”
Essa acusação de fomentar a discórdia é a mesma que foi outrora imputada pelos Faraós do Egito Aquele que conversou com Deus (Moisés). Lê aquilo que o Todo-Misericordioso revelou no Alcorão. Ele – abençoado e glorificado seja – diz: “Além disso, há muito tempo Nós enviamos Moisés com nossos sinais e com clara autoridade ao Faraó, Hámán e Qárún; e eles disseram: ‘Feiticeiro, impostor!’ E quando Ele chegou de Nossa presença com a verdade, disseram: ‘Matai os filhos daqueles que acreditaram tal como Ele o faz, e poupai suas mulheres’, mas o estratagema dos descrentes resultou em nada mais que fracasso. E o Faraó disse: ‘Deixai-me só, para que eu possa matar Moisés; e que ele invoque seu Senhor; eu temo que ele mude Tua religião ou provoque distúrbios na terra’ . E Moisés disse: ‘Eu procuro refúgio em meu Senhor, e teu Senhor, de todos os orgulhosos que não crêem no Dia do Juízo.’”
Os homens, em todos os tempos, consideraram cada Reformador do Mundo um fomentador da discórdia e referiram-se a Ele nos termos com os quais estão familiarizados. Cada vez que o Sol da Revelação Divina emitiu sua radiância no horizonte da Vontade de Deus, um grande número de homens O negou, outros afastaram-se d’Ele e outros ainda O caluniaram, e com isso afastaram os servos de Deus do rio da amorosa providência d’Aquele que é o Rei da criação. De igual maneira, aqueles que neste dia não conheceram este Injuriado nem com Ele se associaram, disseram, e mesmo agora continuam a dizer, as coisas que tu ouviste e continuas a ouvir. Dize: “Ó povos! O Sol da Elocução resplandece neste dia, acima do horizonte da generosidade, e a radiância da Revelação d’Aquele que falou no Sinai lampeja e brilha ante todas as religiões. Purificai e santificai vosso peito, vosso coração, vossos ouvidos e vossos olhos com as águas vivas da elocução do Todo-Misericordioso, e volvei, então, vossa face na direção d’Ele. Pela retidão de Deus! Ouvireis todas as coisas proclamarem: ‘Veramente, o Verdadeiro chegou. Abençoados são aqueles que julgam com imparcialidade aqueles que se volvam para Ele!”
Dentre as coisas que eles imputaram à Divina Árvore Celestial (Moisés) estão acusações de cuja falsidade todo homem de conhecimento e discernimento, e todo coração sábio e compreensivo, darão testemunho. Tu deves, sem dúvida, ter lido e considerado os versos que foram enviados a respeito d’Aquele que conversou com Deus. Ele – abençoado e glorificado seja – diz: “Ele disse: ‘Não te criamos entre nós quando criança? E não passaste anos de tua vida entre nós? E no entanto, que ato é esse que cometeste! Tu és um dos ingratos!’ Ele disse: ‘Eu o cometi, por certo, e fui um dos que errou. E fugi de ti porque te temia; mas Meu Senhor deu-Me sabedoria e fez de Mim um de Seus Apóstolos.’” E em outro trecho Ele – abençoado e exaltado seja – disse: “E Ele entrou em uma cidade no momento em que seus habitantes não O observavam, e ali encontrou dois homens lutando; um, de Seu próprio povo, o outro, de Seus inimigos. E aquele que era de Seu próprio povo pediu Sua ajuda contra o que era de Seus inimigos. E Moisés bateu-lhe com Seu punho e o matou. Disse Ele: ‘Esta é uma obra de Satã; pois ele é um inimigo, um desencaminhador manifesto.’ Ele disse: ‘Ó meu Senhor! Eu pequei e feri a mim mesmo, perdoai-me’. Assim Deus o perdoou; pois Ele é o Perdoador, o Misericordioso. Ele disse: ‘Senhor! por Vós me terdes mostrado esta graça, eu nunca mais ajudarei os perversos.’ E na cidade, ao meio-dia, Ele estava cheio de medo, lançando olhares furtivos à Sua volta, e eis que o homem a quem Ele ajudara no dia anterior gritou-Lhe mais uma vez pedindo ajuda. Disse-lhe Moisés: ‘Tu és claramente um homem muito depravado.’ E quando Ele ia agarrar violentamente aquele que era inimigo de todos, este Lhe disse: ‘Ó Moisés! Tu desejas matar-me, como mataste um homem ontem? Tu desejas apenas te tornar um tirano nesta terra, e não desejas te tornar um pacificador.’” Teus ouvidos e teus olhos precisam agora ser purificados e santificados, para que possas ser capaz de julgar com imparcialidade e justiça. O próprio Moisés, além disso, reconheceu Sua injustiça e desobediência, e testemunhou que o medo O dominara e que Ele tinha transgredido, e fugiu. Ele pediu perdão a Deus – excelsa seja Sua glória – e foi perdoado.
Ó Xeique! Cada vez que o Verdadeiro Deus – excelsa seja Sua glória – revelou-Se na pessoa de Sua Manifestação, Ele veio aos homens com o estandarte de “Ele cumpre a Sua vontade, Ele ordena o que Lhe apraz”. Ninguém tem o direito de perguntar a razão ou motivo, e quem o faz, na verdade, afastou-se de Deus, o Senhor dos Senhores. Nos dias de cada Manifestação estas coisas surgem e são evidentes. Do mesmo modo, disseram deste Injuriado coisas de cuja falsidade os que estão próximos a Deus, e são devotados a Ele, deram e ainda dão testemunho. Pela retidão de Deus! Esta Orla de Seu Manto foi e permanece imaculada, embora muitos, no tempo presente, tenham tencionado enodoá-la com suas mentiras e calúnias indecorosas. Deus, no entanto, conhece e eles não conhecem. Aquele que, através da força e poder de Deus, ergueu-se ante a face de todas as espécies da terra e conclamou as multidões ao Horizonte Supremo, foi repudiado por eles e eles, em vez disso, apegaram-se àqueles homens que invariavelmente escondiam-se por trás de véus e cortinados, e se ocupavam com a própria proteção. Além disso, muitos agora se dedicam a difundir mentiras e calúnias, e outra intenção não têm que a de instilar a desconfiança no coração e na alma dos homens. Tão logo alguém deixa a Grande Cidade (Constantinopla) para visitar esta terra, eles de imediato telegrafam e proclamam que ele roubou dinheiro e fugiu para ‘Akká. Um homem altamente realizado, erudito e ilustre visitou, no ocaso da vida, a Terra Santa, buscando paz e recolhimento, e sobre ele escreveram coisas tais que fizeram suspirar aqueles que são devotados a Deus e estão próximos d’Ele.
Sua Excelência, o falecido Mírzá Husayn Khán, Mushíru’d-Dawlih – possa Deus perdoá-lo – conheceu este Injuriado, e ele, sem dúvida, teve prestado às autoridades um relato circunstancial da chegada deste Injuriado à Sublime Porta, e das coisas que Ele disse e fez. No dia de Nossa chegada o funcionário do governo, cujo dever era receber e acompanhar os visitantes oficiais, encontrou-Nos e Nos escoltou até o lugar ao qual lhe fora ordenado levar-Nos. Em verdade, o governo mostrou a estes injuriados a mais extrema gentileza e consideração. No dia seguinte o Príncipe Shujá’u’d-Dawlih, acompanhado pelo Mírzá Safá, agindo como representantes do falecido Mushríru’d-Dawlih, o Ministro (acreditado junto à Corte Imperial), vieram visitar-Nos. Outros, dentre os quais estavam vários Ministros do Governo Imperial, e incluindo o falecido Kamál Páshá, também Nos visitaram. Totalmente confiante em Deus, e sem qualquer referência a alguma necessidade que Ele pudesse ter tido, ou a qualquer outro assunto, este Injuriado permaneceu por um período de quatro meses naquela cidade. Suas ações eram conhecidas e evidentes a todos, e ninguém pode negá-las, exceto aqueles que O odeiam e não falam a verdade. Aquele que reconheceu Deus, não reconhece outro senão Ele. Nós nunca apreciamos, nem antes nem agora, fazer menção destas coisas.
Sempre que vinham àquela cidade (Constantinopla), os altos dignatários da Pérsia empenhavam-se ao máximo solicitando em cada porta todos os subsídios e presentes que pudessem obter. Este Injuriado, contudo, se nada fez que pudesse redundar em glória para a Pérsia, pelo menos agiu de uma maneira que não iria de nenhum modo desonrá-la. Aquilo que foi feito por Sua falecida Excelência (Mushríru’d-Dawlih) – possa Deus exaltar sua posição – não foi instigado pela sua amizade por este Injustiçado, mas sim estimulado por seu próprio julgamento sagaz e por seu desejo de realizar o serviço que secretamente visava prestar ao seu Governo. Eu dou testemunho de que ele era tão fiel em seu serviço ao seu Governo que a desonestidade não desempenhou qualquer papel, e era vista com desprezo no domínio de suas atividades. Foi ele o responsável pela chegada destes Injuriados à Maior Prisão (‘Akká). Contudo, na medida em que foi fiel no desempenho de seu dever, ele merece Nossos louvores. Este Injustiçado, em todos os tempos, visou e lutou para exaltar e promover os interesses tanto do governo como do povo, e não para elevar Sua própria posição. Inúmeros homens, agora, reuniram outros à sua volta, e ergueram-se para desonrar este Injuriado. Ele, no entanto, implora a Deus – santificado e glorificado seja – que os ajude a retornar a Ele e os auxilie a compensar aquilo que lhes escapou e a se arrependerem ante a porta de Sua generosidade. Ele, em verdade, é o Perdoador, o Misericordioso.
Ò Xeique! Minha Pena, verdadeiramente, lamenta por Meu próprio Ser, e Minha Epístola chora amargamente pelo que Me aconteceu às mãos daquele (Mírzá Yahyá) a quem Nós cuidamos durante sucessivos anos, e que, dia e noite, serviu em Minha presença até ser levado ao erro por um de Meus servos, chamado Siyyid Muhammad. Disso dão testemunho Meus fiéis servos que Me acompanharam em Meu exílio de Bagdá até esta, a Maior Prisão. E ali ocorreu-Me às mãos de ambos aquilo que fez chorar todo homem de entendimento, fez lastimar em altos brados aquele que é dotado de discernimento, e fez correrem as lágrimas dos que têm a mente justa.
Oramos a Deus para que em Sua graça ajude aqueles que foram desencaminhados a serem justos e imparciais, e a torná-los conscientes daquilo ao qual foram desatentos. Ele, em verdade, é o Magnânimo, o Mais Generoso. Não excluas Teus servos, ó meu Senhor, da porta de Tua Graça, e não os afastes da corte de Tua presença. Ajuda-os a dispersar as brumas das vãs fantasias e a romper os véus das vãs imaginações e esperanças. Tu és, verdadeiramente, o Que Tudo Possui, o Altíssimo. Não existe outro Deus senão Tu, o Todo-Poderoso, o Indulgente.
Eu juro pelo Sol do Testemunho de Deus que brilhou no horizonte da certeza! Este Injuriado, nas horas do dia e nas estações da noite, ocupou-Se com aquilo que edificaria a alma dos homens até que a luz do conhecimento prevalecesse sobre as trevas da ignorância.
Ó Xeique! Repetidas vezes Eu declarei, e agora uma vez mais afirmo, que por duas vintenas de anos Nós, através da graça de Deus e por Sua irresistível e poderosa vontade, estendemos ajuda a Sua Majestade o Xá – possa Deus socorrê-lo – de modo tal que os expoentes da justiça e da eqüidade considerariam incontestável e absoluto. Ninguém pode negá-lo, a menos que seja um transgressor e pecador, ou um que Nos odeie ou duvide de Nossa verdade. Quão estranho os Ministros de Estado e os representantes do povo terem até agora permanecido igualmente alheios a tal serviço conspícuo e inegável, e, se notificados dele, terem, por suas próprias razões, optado por ignorá-lo! Antes destes quarenta anos, controvérsias e conflitos constantemente prevaleciam e agitavam os servos de Deus. Mas desde então, ajudados pelas hostes da sabedoria, da elocução, das exortações e do entendimento, eles todos prenderam-se firmemente à inabalável corda da paciência e à luminosa orla do manto da fortaleza, de tal modo que este povo injustiçado suportou resolutamente tudo o que lhe sucedeu, e confiou tudo a Deus, embora em Mázindarán e Rasht muitos deles tenham sido hediondamente atormentados. Entre estes estavam o honrado Hadji Nasír, que, inquestionavelmente , foi uma brilhante luz a irradiar-se acima do horizonte da resignação. Após ter sofrido o martírio, arrancaram-lhe os olhos e cortaram-lhe o nariz, e lhe infligiram tais indignidades que os estrangeiros choraram e lamentaram, e em segredo angariaram fundos para sustentar sua mulher e seus filhos.
Ó Xeique! Minha Pena envergonha-se de narrar o que realmente sucedeu. Na terra de Sád (Isfahán), o fogo da tirania ardeu com tais labaredas que toda pessoa de mente imparcial lamentou-se em altos brados. Por tua vida! As cidades de conhecimento e compreensão choraram com tais soluços que as almas dos piedosos dos tementes a Deus se dissolveram. As duas luzes gêmeas, Hasan e Husayn ( O Rei dos Mártires e O Bem-Amado dos Mártires), ofereceram espontaneamente suas vidas naquela cidade. Nem fortuna, nem riquezas, nem glória puderam dissuadi-los! Deus sabe o que lhes sucedeu, mas a maioria do povo, ainda assim, permanece alheia!
Antes deles aquele chamado Kázim e quem o acompanhava, e, depois deles, o honrado Ashraf, todos sorveram o cálice do martírio com o mais extremo fervor e anseio, e apressaram-se à Suprema Companhia. Da mesma maneira, na época de Sardár ‘Azíz Khán, aquele homem santo, Mírzá Mustafá, e seus companheiros de martírio foram presos e enviados ao Amigo Supremo no Horizonte Glorioso. Em suma, em cada cidade as evidências de uma tirania, sem par nem igual, eram inequivocamente claras e manifestas, e ainda assim nenhum deles se ergueu em autodefesa! Evoca à tua mente o honrado Badí’, que foi o portador da Epístola à Sua Majestade o Xá, e reflete como ele ofereceu sua vida. Aquele cavaleiro, que esporeou seu cavalo de batalha na arena da renúncia, lançou por terra a preciosa coroa da vida em nome d’Ele que é o Amigo Incomparável.
Ó Xeique! Se coisas tais como estas forem negadas, o que então será considerado digno de crédito? Estabelece a verdade, em nome de Deus, e não sejas daquele que se calam. Eles prenderam o honrado Najaf-‘Alí, que se apressou com êxtase e grande anseio ao campo do martírio, pronunciando estas palavras: “Nós conservamos tanto Bahá como o Khún-bahá (resgate do sangue)!” Com estas palavras ele entregou sua alma. Medita sobre o esplendor e glória que a luz da renúncia, brilhando da câmara superior do coração do Mulá ‘Alí-Ján, irradiou. Tão extasiado estava com as brisas da Mais Sublime Palavra e com o poder da Pena da Glória que, para ele, o campo do martírio se igualava, não!, excedia as obsessões dos prazeres terrenos. Pondera sobre a conduta de ‘Abá-Basír e Siyyid Ashraf-i-Zanjání. Fizeram vir a mãe de Ashraf para que dissuadisse o filho de seu propósito. Mas ela o estimulou para que sofresse o mais glorioso martírio.
Ó Xeique! Este povo passou além dos estreitos limites dos nomes e ergueu suas tendas às margens do mar da renúncia. Eles preferiram oferecer uma miríade de vidas em vez de murmurar a palavra desejada por seus inimigos. Agarraram-se àquilo que agrada a Deus, e são totalmente desapegados e livres das coisas que dizem respeito aos homens. Antes teriam a própria cabeça decepada do que pronunciariam uma palavra imprópria. Pondera isto em teu coração. Parece-me que eles sorveram sua quota no oceano da renúncia. A vida do mundo presente não conseguiu afastá-los de sofrer o martírio no caminho de Deus.
Em Mázindarán um imenso número dos servos de Deus foi exterminado. O Governador, sob influência dos caluniadores, roubou-lhes grande parte de tudo o que possuíam. Entre as acusações que lhes lançou estava a de terem pego em armas, embora as investigações revelassem que tinham apenas um único rifle descarregado! Em nome de Deus! Este povo não precisa das armas da destruição, pois se cingiram com os meios para reconstruir o mundo. Suas hostes são as hostes dos bons atos, e suas armas as armas da conduta correta, e seu comandante o temor a Deus. Bem-aventurado o que julga com imparcialidade. Pela retidão de Deus! Tais têm sido a paciência, a calma, a resignação e o contentamento deste povo que eles se tornaram os expoentes da justiça, e tão grande tem sido sua tolerância que eles preferiram ser mortos a matar, e isso embora aqueles a quem o mundo injuriou tenham suportado tribulações nunca antes registradas pela história do mundo nem testemunhadas pelos olhos de qualquer nação. O que poderia tê-los induzido a reconciliar-se com essas sérias provações e recusar-se a avançar uma mão para repeli-las? O que poderia ter causado tal resignação e serenidade? A verdadeira causa deve ser encontrada na proibição que a Pena da Glória, dia e noite, escolheu impor , e em Nossa aceitação das rédeas da autoridade, através do poder e força d’Aquele que é o Senhor de toda a humanidade.
Recorda o pai de Badí. Eles prenderam aquele injuriado, e lhe ordenaram amaldiçoar e renegar sua Fé. Ele, entretanto, através da graça de Deus e misericórdia de seu Senhor, escolheu o martírio, e o alcançou. Se quisesse calcular os mártires no caminho de Deus, não poderias contá-los. Considera o honrado Siyyid Ismá’íl – sobre ele recaia a paz de Deus e Sua amorosa bondade – que, antes do raiar do dia, tinha por hábito varrer, com seu próprio turbante, a soleira da porta de Minha casa, e no fim, enquanto parado às margens do rio, com os olhos fixos nessa mesma casa, ofereceu sua vida por suas próprias mãos.
Pondera sobre a influência penetrante da Palavra de Deus. A cada uma dessas almas foi primeiro ordenado que blasfemassem e amaldiçoassem sua fé, e contudo não se encontrou nenhuma delas que tenha preferido sua própria vontade à Vontade de Deus. Ò Xeique! Em tempos antigos aquele que foi escolhido para ser morto era apenas uma pessoa, enquanto agora este Injustiçado produziu para ti aquilo que faz maravilhar-se todo homem de mente imparcial. Julga imparcialmente, Eu te ordeno, e ergue-te para servir teu Senhor. Ele, em verdade, te recompensará com um prêmio ao qual nem os tesouros da terra nem todas as possessões de reis e governantes podem comparar-se. Em todos os teus assuntos põe tua confiança em Deus, e entrega-os a Ele. Ele te concederá um prêmio que o Livro ordenou seja grande. Ocupa-te, durante estes fugazes dias de tua vida, com atos tais que difundam a fragrância do prazer Divino e sejam adornados com o ornamento de Sua aceitação. Os atos do honrado Balál, o Etíope, foram tão aceitáveis aos olhos de Deus que o “sín” de sua língua gaga eclipsava o “shín” pronunciado por todo o mundo. Este é o dia no qual todos os povos deveriam irradiar a luz da unidade e da concórdia. Em suma, o orgulho e a vaidade de certas pessoas do mundo destruíram o verdadeiro entendimento e devastaram a casa da justiça e da eqüidade.
Ó Xeique! O que foi feito a este Injustiçado está além de comparação ou igualdade. Nós a tudo suportamos com a mais extrema boa vontade e resignação, para que as almas dos homens pudessem ser edificadas, e a Palavra de Deus exaltada. Enquanto confinados na prisão da Terra de Mím (Mázindarán), Nós fomos um dia entregues às mãos dos teólogos. Tu bem podes imaginar o que Nos sucedeu. Se algum dia acontecer de visitares o calabouço de Sua Majestade o Xá, pede ao diretor e carcereiro que te mostrem aquelas duas correntes, uma das quais é conhecida como Qará-Guhar e a outra como Salásil. Eu juro pelo Sol da Justiça que durante quatro meses este Injustiçado foi atormentado e acorrentado a uma ou outra delas. “Meu pesar excede todos os sofrimentos denunciados por Jacó, e todas as aflições de Jó são apenas uma parte de Minhas tristezas.!”
Do mesmo modo, pondera sobre o martírio do Hadji Muhammad-Ridá na Cidade do Amor (‘Ishqábád). Os tiranos da terra sujeitaram aquele injustiçado a tais provações que fizeram chorar e lamentar-se muitos estrangeiros, pois, como relatado e testemunhado, não menos que trinta e dois ferimentos foram infligidos a seu corpo abençoado. Ainda assim, nenhum dos fiéis transgrediu Meu mandamento, nem ergueu sua mão em resistência. Não importa o que ocorresse, eles se recusaram a permitir que suas próprias inclinações suplantassem aquilo que o Livro decretou, embora um número considerável dessas pessoas residisse, e ainda resida, naquela cidade.
Nós rogamos a Sua Majestade o Xá – possa Deus, santificado e glorificado seja Ele, ajudá-lo – para que pondere sobre essas coisas e julgue com eqüidade e justiça. Embora em anos recentes inúmeros fiéis tenham, na maioria das cidades da Pérsia, preferido ser mortos do que matar, ainda assim o ódio latente em certos corações ardeu mais ferozmente do que antes. O fato de as vítimas da opressão intercederem em favor de seus inimigos é, no entender dos governantes, um ato principesco. Alguns devem certamente ter ficado sabendo que este povo oprimido, naquela cidade (‘Ishqábád), intercedeu junto ao Governador em favor de seus assassinos, pedindo a mitigação de suas sentenças. Atentai bem, então, vós que sois homens de discernimento!
Ó Xeique! Estes versos perspícuos foram manifestados em uma das Epístolas pela Pena de Abhá: “ Ouve, ó servo, a voz deste Injustiçado, que suportou sérias humilhações e provações no caminho de Deus, o Senhor de Todos os Nomes, até o momento em que Ele foi lançado na prisão, na Terra de Tá (Teerã). Ele chamou os homens para o mais sublime Paraíso, e contudo eles O capturaram e mostraram-No através de cidades e países.
Quantas as noites durante as quais o sono fugiu dos olhos de Meus bem-amados, por causa de seu amor por Mim; e quão numerosos os dias nos quais Eu tive de enfrentar os ataques das pessoas contra Mim! Em um momento encontrei-Me no alto das montanhas; em outro nas profundezas da prisão de Tá (Teerã), em correntes e grilhões. Pela retidão de Deus! Eu fui em todos os tempos agradecido a Ele, murmurando Seu louvor, ocupado em relembrá-Lo, voltado para Ele, satisfeito com Seu prazer, e humilde e submisso diante d’Ele. Assim se passaram Meus dias, até terminarem nesta Prisão (‘Akká) que fez tremer a terra e suspirarem os céus. Feliz aquele que lançou fora suas vãs imaginações, quando O que Se ocultava veio com os estandartes de Seus sinais. Nós, em verdade, anunciamos aos homens esta Suprema Revelação, e contudo os povos estão em um estado de estranho estupor.”
E então uma Voz ergueu-se da direção de Hijáz, bradando:
“Grande é tua bem-aventurança, ó ‘Akká, pois Deus fez de ti o ponto do alvorecer de Sua Mais Suave Voz e a aurora de Seus mais poderosos sinais. Feliz és tu, pois o Trono da Justiça foi estabelecido sobre ti e o Sol da amorosa bondade e generosidade de Deus irradiou-se acima de teu horizonte. Abençoada é toda pessoa justa que julgou imparcialmente Aquele que é a Maior Lembrança, e infeliz daquele que errou e duvidou.”
Em seguida à morte de alguns dos mártires, a Lawh-i-Burhán (Epístola da Prova) foi enviada do céu da Revelação d’Aquele que é o Senhor das Religiões:
“Ele é o Todo-Poderoso, o Onisciente, a Suma Sabedoria! Os ventos do ódio cercaram a Arca de Bathá (Meca), por causa daquilo que as mãos dos opressores cometeram. Ó tu, que és famoso por tua erudição! Tu pronunciaste sentença contra aqueles por quem os livros do mundo choraram, e em cujo favor as escrituras de todas as religiões deram testemunho. Tu, que muito te desviaste, estás realmente envolto em um véu espesso. Por Deus! Tu pronunciaste julgamento contra aquele através de quem o horizonte da fé se iluminou. Disso dão testemunho Aqueles que são os Pontos do Alvorecer da Revelação e os Manifestantes da Causa de teu Senhor, o Mais Misericordioso, Aqueles que em Seu Caminho reto sacrificaram suas almas e tudo o que possuíam. A Fé de Deus lamentou-se em toda parte por causa de tua tirania e tu, no entanto, te divertes e és dos que exultam. Nenhum ódio há em Meu coração, nem por ti, nem por qualquer um. Todo homem de discernimento te observa, e àqueles que são semelhantes a ti, mergulhados em evidente loucura. Tivesses tu percebido o que fizeste, terias te lançado no fogo, ou abandonado tua casa e fugido para as montanhas, ou gemidos até haveres voltado ao lugar a ti destinado por Aquele que é o Senhor de fortaleza e poder. Ó tu, que nada és! Rompe os véus das vãs fantasias e das imaginações fúteis, a fim de poderes contemplar o Sol do conhecimento a irradiar-se deste esplendoroso Horizonte. Tu despedaçaste um remanescente do próprio Profeta e imaginavas ter beneficiado a Fé de Deus. Assim tua alma te impeliu, e és, em verdade, um dos desatentos. Teu ato consumiu os corações da Assembléia no alto e dos que circularam a Causa de Deus, o Senhor dos mundos. A alma da Casta (Fátimih) dissolveu-se, por causa de tua crueldade, e os habitantes do Paraíso choraram amargamente naquele Local sagrado.
“Julga eqüitativamente, eu te suplico por Deus. Qual prova citaram os doutores judeus a fim de condenarem Aquele que era o Espírito de Deus (Jesus Cristo), quando veio até eles com a verdade? Qual poderia ter sido a prova apresentada pelos fariseus e sacerdotes idólatras para justificarem sua negação de Maomé, o Apóstolo de Deus, quando veio até eles trazendo um Livro que julgava entre a verdade e a falsidade com uma justiça que transformou em luz as trevas da terra e arrebatou o coração daqueles que O conheceram? Em verdade, tu produziste, neste dia, as mesmas provas que os néscios teólogos apresentaram naquela época. Disso dá testemunho Aquele que é o Rei do domínio da graça nesta grande Prisão. Tu, em verdade, trilhaste os caminhos deles; não!, tu os superaste em crueldade e julgaste estar ajudando a Fé e defendendo a Lei de Deus, o Onisciente, a Suma Sabedoria. Por Aquele que é a Verdade! Tua iniqüidade fez gemer Gabriel e arrancou lágrimas da Lei de Deus, através da qual as brisas da justiça foram sopradas sobre todos os que estão no céu e na terra. Foste crédulo a ponto de imaginar que o julgamento que pronunciaste te traria benefício? Não, por Aquele que é o Rei de todos os Nomes! De tua perda dá testemunho Aquele com quem está o conhecimento de todas as coisas tal como registrado na Epístola preservada.
Ó tu que te desviaste! Não Me viste, nem Comigo te associaste, nem foste Meu companheiro pela fração de um só momento. Como podes então ordenar que os homens Me amaldiçoem? Ao fazê-lo, seguias os ditames de teus próprios desejos ou obedecias a teu Senhor? Produz tu um sinal, se és sincero. Nós damos testemunho de que rejeitaste a Lei de Deus e te prendeste aos ditames de tuas paixões. Nada, na realidade, escapa ao Seu conhecimento; Ele, verdadeiramente, é o Incomparável, o Onisciente. Ó desatento! Dá ouvidos àquilo que o Misericordioso revelou no Alcorão: ‘Ponderai antes de agredir quem vos saúda e de dizer-lhe: “Não és um crente” .‘ Assim decretou Aquele em cujas mãos estão os reinos da Revelação e da criação, se és dos que ouvem. Puseste de lado o mandamento de Deus e te aferraste aos impulsos de teu próprio desejo. Infeliz és, pois, ó tu, ser negligente que duvidas! Se a Mim negas, por qual prova podes reivindicar a verdade daquilo que possuis? Apresenta-a, então, ó tu que associaste outros com Deus e te afastaste de Sua soberania que abrangeu os mundos!
“Sabe tu que o verdadeiro erudito é aquele que reconheceu Minha Revelação, sorveu do Oceano de Meu conhecimento, elevou-se na atmosfera de Meu amor, renunciou a tudo o mais exceto a Mim, e segurou-se firmemente àquilo que foi enviado do Reino de Minha admirável elocução. Tal homem, em verdade, é como um olho para a humanidade, e como o espírito da vida para o corpo de toda a criação. Glorificado seja o Todo-Misericordioso que o esclareceu e o fez erguer-se para servir Sua grande e poderosa Causa. Em verdade, tal homem é abençoado pela Assembléia no alto e por aqueles que habitam o Tabernáculo da Grandeza, que beberam de Meu Vinho seleto em Meu Nome, o Onipotente, o Todo-Poderoso. Se tu és dos que ocupam tão sublime posição, produz então um sinal de Deus, o Criador dos céus. E se reconheces tua fraqueza, então refreia tuas paixões e retorna a teu Senhor, para que Ele possa porventura perdoar-te os pecados que fizeram consumir-se as folhas da Árvore Celestial, bradar o Rochedo e chorarem os olhos dos homens de compreensão. Por tua causa, o Véu da Divindade se rompeu, a Arca soçobrou, inutilizou-se a Camela e o Espírito (Jesus) gemeu em Seu sublime refúgio. Discutes com Aquele que veio a ti com os testemunhos de Deus e Seus sinais, os quais possuis tu e possuem todos os que habitam a terra? Abre teus olhos para poderes contemplar este Injuriado reluzindo acima dos horizonte da vontade de Deus, o Soberano, a Verdade, o Resplandecente. Desobstrui então o ouvido de teu coração para poderes ouvir atentamente as palavras da Árvore Celestial que se ergueu, em verdade, por Deus, o Todo-Poderoso, o Benéfico. Verdadeiramente, esta Árvore, apesar das coisas que lhe sucederam por causa de tua crueldade e das transgressões de outros semelhantes a ti, clama e convoca todos os homens ao Sadratu’l-Muntahá e ao Horizonte Supremo. Bem aventurada é a alma que contemplou o Mais Poderoso sinal e o ouvido que escutou Sua dulcíssima Voz, e infeliz é todo aquele que se afastou e agiu mal.
Ó tu que te afastaste de Deus! Se fitasses a Árvore Celestial com os olhos da eqüidade perceberias as marcas de tua espada em seus ramos, em seus rebentos e em suas folhas, embora Deus tenha te criado com o propósito de a reconheceres e servires. Reflete, para que possas talvez reconhecer tua iniqüidade e ser contado entre os que se arrependeram. Pensas tu que Nós tememos tua crueldade? Sabe tu e tem plena certeza de que, desde o primeiro dia em que a voz da Mais Sublime Pena ergueu-se entre a terra e o céu, Nós oferecemos Nossas almas, Nossos corpos, Nossos filhos e Nossas posses no caminho de Deus, o Excelso, o Grande, e nele Nos glorificamos entre todas as coisas criadas e a Assembléia no alto. Disso dão testemunho as coisas que Nos sucederam neste Caminho reto. Por Deus! Nossos corações se consumiram, Nossos corpos foram crucificados e derramou-se Nosso sangue, enquanto Nossos olhos estavam fixos no horizonte da benevolência de seu Senhor, a Testemunha, Aquele que tudo vê. Quanto mais penosa suas tribulações, tanto mais crescia o amor do povo de Bahá. De sua sinceridade deu testemunho aquilo que o Todo-Misericordioso manifestou no Alcorão. Diz Ele: “Desejai, pois, a morte, se sois sinceros.” Qual deve ser preferido, o que se abrigou por trás de cortinas ou o que se ofereceu no caminho de Deus? Julga com eqüidade e não sejas dos que vagueiam confusos na selva da falsidade. A tal ponto foram eles transportados pelas águas vivificadoras do amor do mais Misericordioso que nem as armas do mundo, nem as espadas das nações puderam impedi-los de voltar a face na direção do oceano da generosidade de teu Senhor, o Dispensador de graças, o Generoso.
“Por Deus! As tribulações não conseguiram Me desalentar e o repúdio dos teólogos foi incapaz de enfraquecer-Me. Eu falei, e ainda falo diante da face dos homens: ‘Descerrou-se a porta da graça e, com sinais claros e testemunhos evidentes, Aquele que é o Alvorecer da Justiça veio de Deus, o Senhor de fortaleza e de poder!’ Apresenta-te diante de Mim para que possas ouvir os mistérios que foram ouvidos pelo Filho de ‘Imrán (Moisés) no Sinai da Sabedoria. Assim te ordena Aquele que é o Ponto do Alvorecer da Revelação de teu Senhor, o Deus de Misericórdia, desta sua maior Prisão.”
E então ergueu-se uma vez mais o grito e a lamentação da verdadeira Fé: ‘Em verdade, o Sinai brada e diz: “Ó povo do Bayán! Temei o Misericordioso. Eu verdadeiramente cheguei Àquele que sobre mim conversou, e os êxtases de meu júbilo enlevaram os seixos da terra e seu pó.’ E a Sarça exclama: ‘Ó povo do Bayán! Julgai com eqüidade o que vos foi realmente manifestado. Em verdade, o Fogo que Deus revelou Àquele com que Ele conversou torna-se agora manifesto. Disso dá testemunho todo homem de discernimento e compreensão.”
Fizemos menção de certos mártires desta Revelação e também citamos alguns dos versos que a seu respeito foram enviados do reino da Nossa Elocução. Nós de bom grado esperamos que, livre de todo apego ao mundo, tu irás ponderar sobre as coisas que Nós mencionamos.
Deves agora refletir sobre o estado do Mírzá Hádi Dawlat-Ábádí e de Sád-i-Isfaháni (Sadru’l-‘Ulamá), que residem na Terra de Tá (Teerã). O primeiro, tão logo soube ter sido chamado de babí, ficou de tal modo perturbado que o aprumo e a dignidade o abandonaram. Subiu aos púlpitos e pronunciou palavras que não lhe condiziam. Desde tempos imemoriais, os torrões de argila do mundo vêm perpretando, totalmente por causa de seu amor pela liderança, atos tais que induziram os homens ao erro. Não deves, contudo, imaginar que todos os fiéis são como aqueles dois. Nós te descrevemos a constância, a firmeza, a estabilidade, a certeza, a imperturbabilidade e a dignidade dos mártires desta Revelação, para que estejas bem informado. Meu propósito ao citar as passagens das Epístolas a reis e outros, foi o de te permitir saber com certeza que este Injuriado não ocultou a Causa de Deus, mas a proclamou, e, na mais eloqüente linguagem, desvelou à face do mundo as coisas que Ele tinha sido encarregado de expor. Certos homens acovardados, no entanto, tais como Hádí e outros, manipularam a Causa de Deus e, em sua preocupação com esta vida transitória, disseram e fizeram coisas que levaram os olhos da justiça a chorar e a Pena da Glória a gemer, apesar de sua ignorância dos pontos essenciais desta Causa; ao passo que este Injuriado revelou-A em nome de Deus.
Ó Hádí! Tu foste até Meu irmão e o viste. Volta agora tua face para a corte deste Injuriado, a fim de que as brisas da Revelação e os sopros da inspiração possam ajudar-te e permitir que alcances teu objetivo. Todo aquele que contempla este dia em Meus sinais irá distinguir a verdade da falsidade, tal como a luz da sombra, e lhe será dado conhecimento do objetivo. Deus o sabe e Me dá testemunho de que tudo o que se mencionou foi em nome d’Ele, para que possas ser causa de orientação dos homens e possas livrar os povos do mundo das fantasias ociosas e vãs imaginações. Em nome de Deus! Até agora aqueles que se afastaram de Mim, e Me negaram, deixaram de reconhecer Quem enviou aquilo que foi entregue ao Arauto – o Ponto Primaz! Esse conhecimento está com Deus, o Senhor dos mundos.
Esforça-te, ó Xeique, e ergue-te para servir esta Causa. O Vinho Lacrado foi desvendado neste dia diante da face dos homens. Pega-o em nome de Teu Senhor, e sorve tua porção em lembrança d’Aquele que é o Poderoso, o Incomparável. Noite e dia ocupou-Se este Injustiçado com aquilo que uniria os corações e edificaria a alma dos homens. Os acontecimentos que ocorreram na Pérsia durante os primeiros anos verdadeiramente entristeceram os homens eleitos e sinceros. Cada ano testemunhava novos massacres, pilhagens, saques e derramamentos de sangue. Num surgia em Zanján aquilo que causava a maior consternação; noutro, em Nayríz, e noutro ainda em Tabarsí, e finalmente ocorreu o episódio da Terra de Tá (Teerã). A partir daquela época, este Injustiçado, com a ajuda do Único e Verdadeiro Deus – excelsa seja Sua glória – deu a conhecer a este povo oprimindo as coisas que lhe eram apropriadas. Todos se purificaram daquilo que eles próprios e outros possuíam, apegando-se e fixando seus olhos naquilo que pertence a Deus.
Incube agora a Sua Majestade o Xá – possa Deus, excelso seja Ele, protegê-lo – tratar este povo com benevolência e misericórdia. Este Injustiçado compromete-Se, diante da Divina Caaba, a fazer com que este povo, à parte a honestidade e honradez, nada venha a mostrar que possa de algum modo conflitar com as enriquecedoras visões de Sua Majestade. Toda nação deve Ter um alto respeito pela posição de seu soberano, deve ser-lhe submissa, deve cumprir suas ordens e preservar sua autoridade. Os soberanos da terra foram, e são, as manifestações do poder, grandeza e majestade de Deus. Este Injustiçado em momento algum tratou qualquer pessoa de modo enganador. Todos estão bem cientes disso, e disso dão testemunho. O respeito pela dignidade dos soberanos foi divinamente instituído, tal como atestam claramente as palavras dos Profetas de Deus e de Seus eleitos. Àquele que é o Espírito (Jesus) – a paz esteja com Ele – foi perguntado: “Ó Espírito de Deus! É lícito pagar tributo a César ou não?” Ao que Ele respondeu: “Sim, daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” Ele não o proibiu. Essas duas frases, no entender dos homens de discernimento, são uma única e mesma coisa, pois, se aquilo que pertencia a César não tivesse vindo de Deus, Ele o teria proibido. E, do mesmo modo, no verso sagrado: “ Obedecei a Deus e obedecei ao Apóstolo, e àqueles dentre vós investidos com autoridade.” Por “aqueles investidos com autoridade”, quer-se dizer basicamente e muito em especial os Imames – as bênçãos de Deus estejam sobre eles! Eles, verdadeiramente, são as manifestações do poder de Deus, as fontes de Sua autoridade, os repositórios de Seu conhecimento e a alvorada de Seus mandamentos. Em segundo lugar, essas palavras referem-se aos reis e aos governantes – aqueles cuja radiante justiça torna os horizontes do mundo resplandecentes e luminosos. Nós de bom grado esperamos que Sua Majestade, o Xá, brilhe com uma luz de justiça cuja radiância venha a envolver todas as raças da terra. Compete a cada um suplicar ao Deus único e verdadeiro, em nome do Xá, por aquilo que é apropriado e conveniente neste dia.
Ó Deus, meu Deus e meu Mestre, meu Esteio e meu Desejo, meu Bem-Amado! Eu Te peço, pelos mistérios que foram ocultos em Teu conhecimento e pelos sinais que difundiram a fragrância de Tua benevolência e pelas vagas do oceano de Teu favor e pelo céu de Tua graça e generosidade e pelo sangue derramado em Teu caminho e pelos corações consumidos no amor por Ti, para ajudares Tua Majestade o Xá com Teu poder e Tua soberania, a fim de que dele possa manifestar-se aquilo que irá durar eternamente em Teus Livros, Tuas Escrituras e Tuas Epístolas. Segura a mão dele, ó meu Senhor, com a mão de Tua onipotência, ilumina-o com a luz de Teu conhecimento e adorna-o com os ornamento de Tuas virtudes. Potente és para fazer o que Te agrada, e em Tua mão está a rédea de todas as coisas criadas. Não existe outro Deus senão Tu, o Magnânimo, o Generoso.
Na Epístola aos Romanos, São Paulo escreveu: “Todo homem seja sujeito às autoridades superiores, porque não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram instituídas por Ele. Assim, aquele que se insurge contra a autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus.” E, mais adiante: “Ele é o ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal.” Ele disse que o surgimento dos reis, sua majestade e seu poder vêm de Deus.
Além disso, nas antigas tradições fizeram-se referências que foram vistas e ouvidas pelos teólogos. Suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja Ele – para ajudar-te, ó Xeique, a te agarrares firmemente àquilo que foi enviado dos céus da generosidade de Deus, o Senhor dos mundos. Os teólogos devem necessariamente unir-se a Sua Majestade o Xá, e se manterem fiéis àquilo que assegurará a proteção, a segurança, o bem-estar e a prosperidade dos homens. Um rei justo desfruta de mais próximo acesso a Deus do que qualquer outra pessoa. Disso dá testemunho Aquele que fala em Sua Maior Prisão. Deus! Não há outro Deus senão Ele, o Único, o Incomparável, o Todo-Poderoso, o Onisciente, o Sapientíssimo.
Se acaso, em nome de Deus, ponderasses uma única hora que fosse sobre as coisas que ocorreram em tempos passados e mais recentemente, tu te desviarias das coisas que possuis para as coisas que pertencem a Deus, e te tornarias um instrumento para a exaltação de Sua Palavra. Acaso terá, desde a criação do mundo até os dias presentes, alguma Luz ou Revelação se irradiado da alvorada da vontade de Deus, que as raças da terra tenham aceito e Cuja Causa tenham reconhecido?
Onde a encontraríamos, e qual o seu nome? Desde o Selo dos Profetas (Maomé) – que todos, exceto Ele mesmo, por Ele se sacrifiquem – e, antes d’Ele, o Espírito de Deus (Jesus), remontando até a Primeira Manifestação, todos na época de Seu aparecimento sofreram atrozmente. Alguns foram julgados possessos, outros foram chamados de impostores, sendo tratados de maneira tal que a pena envergonha-se de descrever. Por Deus! O que Lhes sucedeu fez suspirarem todas as coisas criadas e, ainda assim, os povos, em sua maioria, estão afundados em ignorância manifesta! Pedimos a Deus que os ajude a retornar a Ele, e a se arrependerem ante a porta de Sua misericórdia. Potente é Ele sobre todas as coisas.
Neste momento a voz sonora da Mais Sublime Pena ergueu-se e, dirigindo-se a Mim, disse: “Adverte o Xeique tal como advertiste um de Teus Ramos (filhos), para que as brisas de Tua elocução possam atraí-lo e aproximá-lo de Deus, o Senhor dos mundos.”
“Sê generoso na prosperidade e grato no infortúnio. Sê digno de confiança de teu próximo e dirigi-lhe um olhar alegre e amável. Sê um tesouro para o pobre, um conselheiro para o rico; responde ao apelo do necessitado e preserva sagrada a tua promessa. Sê imparcial em teu juízo e cauteloso no que dizes. A ninguém trates com injustiça e mostra toda humildade a todos os homens. Sê como uma lâmpada para aqueles que andam nas trevas, sê causa de júbilo para o entristecido, um mar para o sequioso, um refúgio para o aflito, um apoio e defensor da vítima da opressão. Que a integridade e a retidão distingam todos os teus atos. Sê um lar para o estranho, um bálsamo para quem sofre, uma torre de força para o fugitivo. Para o cego, deves ser os olhos, e, para os pés dos errantes, uma luz que os guie. Sê um adorno para o semblante da verdade, uma coroa para afronte da fidelidade, um pilar do templo da retidão, um alento de vida para o corpo da humanidade, uma insígnia das hostes da justiça, um luminar sobre o horizonte da virtude, um orvalho para o solo do coração humano, uma arca no oceano do conhecimento, um sol no céu da bondade, uma jóia no diadema da sabedoria, uma luz radiante no firmamento de tua geração, um fruto na árvore da humildade. Suplicamos a Deus que te proteja contra o calor da inveja e o frio do ódio. Ele verdadeiramente está próximo, pronto a responder.” Assim falou Minha língua a um de Meus Ramos (filhos), e Nós o mencionamos àqueles dentre Nossos bem-amados, que lançaram fora suas vãs fantasias e se apegaram ao que lhes foi prescrito no dia em que o Sol da Certeza brilhou acima do horizonte da vontade de Deus, o Senhor dos mundos. Este é o dia em que o Pássaro da Elocução gorjeou sua melodia sobre os ramos, em nome de seu Senhor, o Deus de Misericórdia. Abençoado é o homem que, nas asas do anseio, elevou-se rumo a Deus, o Senhor do Dia do Julgamento.
O Deus único e verdadeiro bem o sabe, e toda a assembléia de Seus fiéis disso dá testemunho, que este Injustiçado enfrentou, em todos os tempos, perigos terríveis. Mas, não fossem as tribulações que Me tocaram no caminho de Deus, a vida não teria tido qualquer doçura para Mim e de nada ter-Me-ia servido Minha existência. Para aqueles que são dotados de discernimento e cujos olhos se fixam na Sublime Visão, não é segredo que Eu fui, na maior parte dos dias de Minha vida, tal como um escravo sentado sob uma espada pendente de um fio e sem saber quando essa espada cairia sobre ele. E ainda assim, apesar de tudo isso, Nós rendemos graças a Deus, o Senhor dos mundos. Minha língua interior recita, nas horas do dia e ao longo das noites, esta prece: “Glória a Ti, ó meu Deus! Não fossem as tribulações sofridas em Teu caminho, como poderia ser reconhecidos aqueles que verdadeiramente Te amam? E não fossem as provações suportadas por amor a Ti, como poderia ser revelada a posição daqueles que por Ti anseiam? Teu poder Me dá testemunho! As companheiras de todos os que Te adoram são as lágrimas que eles vertem, o conforto daqueles que Te buscam são os gemidos que eles emitem, e o alimento daqueles que se apressam a buscar-Te são os fragmentos de seus corações partidos. Quão doce ao meu paladar é o amargor da morte sofrida em Teu caminho, e quão preciosos em minha estima são os dardos de Teus inimigos quando enfrentados em nome da exaltação de Tua Palavra! Deixa-me beber em Tua Causa, ó meu Deus e meu Mestre, tudo o que Tu desejaste, e, em Teu amor, faz descer sobre mim tudo o que ordenaste. Por Tua glória! Desejo apenas o que Tu desejas, e amo apenas o que Tu amas. Em ti depositei, em todos os tempos, toda a Minha confiança e Minha fé. Tu és, verdadeiramente, O Que Tudo Possui, o Altíssimo. Ergue, eu Te imploro, ó meu Deus, como auxiliares desta Revelação, aqueles que serão contados entre os dignos de Teu Nome e de Tua soberania, para que eles possam lembrar-Te entre Tuas criaturas e hastear as insígnias de Tua vitória em Tua terra, e ornamenta-os com Tuas virtudes e Teus mandamentos. Nenhum Deus há além de Ti, o Auxílio no Perigo, o Auto-Subsistente.”
E então elevou-se a voz da verdadeira Fé, clamando repetidas vezes: “Ó assembléia da terra! Por Deus! Eu sou a verdadeira Fé de Deus entre vós. Acautelai-vos para não Me negardes. Deus Me manifestou com uma luz que envolve tudo o que existe nos céus e tudo o que existe na terra. Julgai eqüitativamente, ó povo, Minha manifestação e a revelação de Minha glória e radiância de Minha luz, e não sejais dos que agem injustamente.”
Ó Xeique! Este Injustiçado suplica a Deus – abençoado e glorificado seja Ele – para fazer de ti aquele que abrirá a porta da justiça e, através de ti, revelar Sua Causa entre Seus servos. Ele, verdadeiramente, é o Onipotente, o Todo-Poderoso, o Dispensador de graças.
Ó Xeique! Roga ao Deus único e verdadeiro que purifique os ouvidos, os olhos e os corações dos homens, e os proteja contra os desejos de uma inclinação corrupta. Pois a malícia é uma grave doença que impede o homem de reconhecer o Grande Ser e o exclui dos esplendores do sol da certeza. Nós pedimos e esperamos que, através da graça e misericórdia de Deus, Ele possa remover este poderoso obstáculo. Ele, verdadeiramente, é o Potente, o Dominador, o Todo-Poderoso.
Neste momento uma Voz ergueu-se à direita do Ponto Luminoso: “Deus! Não existe outro Deus senão Ele, o Ordenador, o Sapientíssimo! Recita ao Xeique as passagens remanescentes do Law-i-Burhán (Epístola da Prova), a fim de que elas possam atraí-lo ao horizonte da Revelação de seu Senhor, o Deus de Misericórdia, e ele possa erguer-se para ajudar Minha Causa com sinais claros e elevados testemunhos e possa falar entre os homens aquilo que a Língua do Testemunho pronunciou: ‘O Reino é de Deus, o Senhor dos mundos!’”
Perscruta tu o Kitáb-i-Iqán (Livro da Certeza) e aquilo que o Todo-Misericordioso enunciou para o Rei de Paris (Napoleão III) e para outros a ele semelhantes, a fim de te tornares ciente das coisas que sucederam no passado e te convenceres de que não temos tentado espalhar a desordem na terra depois de haver sido ela bem ordenada. Inteiramente por amor a Deus exortamos Seu servos. Quem assim o desejar, que Ele se volva, e quem assim o desejar, que se afaste. Nosso Senhor, o Misericordioso, é em verdade o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado. Ó assembléia de povos da terra! Este é o dia em que nada, entre todas as coisas, nem qualquer nome dentre todos os nomes, vos pode trazer proveito, salvo através deste Nome que Deus fez a Manifestação de Sua Causa e a Aurora de Seus Mais Excelentes Títulos para todos aqueles que estão no reino da criação. Bem-aventurado o homem que tiver reconhecido a fragrância do Todo-Misericordioso e se incluído no número dos fiéis. Vossas ciências não vos serão proveitosas neste dia, nem o serão vossas artes, nem vossos tesouros, nem vossa glória. Ponde isso tudo atrás de vós e dirigi vossas faces à Mais Sublime Palavra, através da qual as Escrituras e os Livros e esta lúcida Epístola foram distintamente expostos. Rejeitai, ó povo, as coisas que compusestes com as penas de vossas vãs fantasias e fúteis imaginações. Por Deus! O Sol do Conhecimento irradiou resplandecente acima do horizonte da certeza.
“Ó tu que te desviaste! Se tens alguma dúvida a respeito de Nossa conduta, sabe tu que damos testemunho daquilo de que Deus Mesmo deu testemunho antes da criação dos céus e da terra, de que não há outro Deus senão Ele, o Onipotente, o Todo-Generoso. Testificamos que Ele é Uno em Sua Essência, Uno em Seus Atributos. Nenhum igual tem Ele no universo inteiro, nem associado em toda a criação. Ele tem enviado Seus Mensageiros e enunciado Seus Livros, a fim de que anunciassem às Suas criaturas o Caminho Reto.
“Terá sido informado o Xá e terá ele decidido fechar os olhos a teus atos? Ou terá o medo se apoderado dele, diante dos uivos de um bando de lobos que voltaram as costas para o Caminho de Deus e no teu caminho seguiram sem qualquer prova clara ou Livro algum? Ouvimos dizer que as províncias da Pérsia foram adornadas com o ornamento da justiça. Ao observarmos atentamente, porém, verificamos serem elas os lugares do alvorecer da tirania e aurora da injustiça. Vemos a justiça nas garras da tirania. Suplicamos a Deus que a liberte pelo poder de Sua grandeza e Sua soberania. Ele, em verdade, protege tudo o que há nos céus e na terra. A ninguém é dado o direito de protestar contra qualquer um no tocante àquilo que tem sobrevindo à Causa de Deus. A todo aquele que tenha dirigido sua face ao Mais Sublime Horizonte, cumpre aderir tenazmente à corda da paciência e em Deus, o Amparo no Perigo, o Predominante, depositar sua confiança. Ó vós, bem-amados de Deus! Bebei até vos saciardes do manancial da sabedoria, alçai vôo na atmosfera da sabedoria, e expressai-vos com sabedoria e eloqüência. Assim vos ordena o Todo-Poderoso, o Onisciente.
“Ó insensato! Não confies em tua glória e teu poder. És tal como o último traço de luz do sol sobre o topo da montanha. Dentro em breve se esvairá, assim como decreta Deus, o Possuidor de tudo, o Altíssimo. Foi tirada de ti tua glória, bem como a glória dos que a ti se assemelham, e isso, em verdade, é o que foi ordenado por Aquele com Quem está a Epístola-Mãe. Onde se há de encontrar aquele que com Deus contendeu, e aonde foi aquele que negou Seus sinais e se afastou de Sua soberania? Onde estão aqueles que trucidaram Seus eleitos e derramaram o sangue de Seus santos? Reflete, a fim de poderes perceber os sopros de teus atos, ó tu que tolamente duvidas. Por tua causa o Apóstolo (Maomé) lamentou e a Casta (Fátimih) clamou; os países foram devastados e as trevas caíram sobre todas as regiões. Ó assembléia de sacerdotes! Por Tua causa o povo foi humilhado, arriou-se a bandeira do Islã e se arruinou seu trono poderoso. Todas as vezes que um homem de discernimento queria aderir àquilo que exaltaria o Islã, vós incitastes um clamor e assim era ele impedido de realizar seu desígnio, enquanto a terra permanecia caída em plena ruína.
“Ó Minha Pena Suprema! Chama à tua memória a Serpente (o Imame Jum’ih, de Isfahán), cuja crueldade fez gemerem todas as coisas criadas e tremerem os membros dos santos. Assim Te ordena o Senhor de todos os nomes, nesta gloriosa posição. A Casta (Fátimih) clamou por causa de tua iniqüidade e tu, no entanto, imaginas pertencer à família do Apóstolo de Deus! Assim tua alma te instigou, ó tu que te afastaste de Deus, o Senhor de tudo o que existiu e de tudo o que há de existir. Julga com eqüidade, ó Serpente! Por causa de qual crime aferroaste os filhos do Apóstolo de Deus (o Rei dos Mártires e o Bem-Amado dos Mártires) e lhes pilhaste as possessões? Negaste Aquele que te criou com Sua ordem de “sê, e assim se fez”? Trataste os filhos do Apóstolo de Deus de um modo tal como nem ‘Ád tratou a Húd, nem Thamúd a Sálih, nem os judeus ao Espírito de Deus (Jesus), Senhor de toda a existência. Negas os sinais de teu Senhor, diante dos quais, tão logo foram enviados do céu de Sua Causa, todos os livros do mundo se curvaram? Medita, pois, para que te tornes consciente de teu ato, ó réprobo negligente! Breve os sopros do castigo haverão de te acabrunhar, assim como acabrunharam a outros antes de ti. Espera, pois, ó tu que criaste sócios para Deus, pelo Senhor do visível e do invisível. É este o dia em que Deus anunciou pela língua de Seu Apóstolo. Reflete, pois, para que possas apreender o que o Todo-Misericordioso enunciou no Alcorão e nesta Epístola inscrita. É este o dia quando Aquele que é o Alvorecer da Revelação veio com sinais claros que ninguém pode enumerar. E o dia em que todo homem dotado de percepção descobriu a fragrância da brisa do Todo-Misericordioso no mundo da criação, e todo homem de discernimento se apressou às águas vivificadoras da misericórdia de Seu Senhor, o Rei dos Reis. Ó desatento! Contou-se novamente a história do Sacrifício (Ismael), e que aquele que seria ofertado dirigiu os passos ao lugar do sacrifício, e dali não regressou por causa daquilo que tua mão cometeu, ó homem perverso e cheio de ódio! Imaginaste que o martírio poderia rebaixar esta Causa? Não, por Aquele que Deus fez o Repositório de Sua Revelação, se és dos que compreendem. Que a tribulação te sobrevenha, ó tu que criaste sócios para Deus, e que sobrevenha àqueles que tomaram como líder, sem qualquer sinal claro ou Livro perspícuo. Quão numerosos foram os opressores, antes de ti, que se levantaram para extinguir a Luz de Deus, e quantos os ímpios que perpetraram assassinatos e pilhagens até os corações e almas dos homens gemerem diante de sua crueldade! O sol da justiça obscureceu-se, desde que a personificação da tirania se estabeleceu no trono do ódio e o povo, entretanto, não compreende. Ó tolo! Assassinaste os filhos do Apóstolo e pilhaste suas possessões. Dize: Em tua opinião, foram suas possessões ou eles próprios que negaram a Deus? Julga eqüitativamente, Ó ignorante que se exclui de Deus como que por um véu. Aderiste à tirania e rejeitaste a justiça; com isso, todas as coisas criadas lamentaram, e ainda és um dos desviados. Lançaste à morte os idosos e espoliaste os jovens. Pensas acaso que irás desfrutar aquilo que tua iniqüidade te acumulou? Não, por Mim Mesmo! Assim te informa Aquele que de tudo é ciente. Por Deus! As coisas que possuis não te serão proveitosas, nem aquilo que acumulaste devido à tua crueldade. Disso dá testemunho teu Senhor, o Onisciente. Tu te levantaste a fim de apagar a luz desta Causa; dentro em breve extinguir-se-á teu próprio fogo, por ordem d’Ele. Ele, em verdade, é o Senhor de fortaleza e poder. As mudanças e acasos do mundo, e os poderes das nações, não O podem frustrar. Ele faz o que deseja e ordena o que Lhe apraz, através do poder de Sua soberania. Considera a camela. Embora apenas um animal, ela foi no entanto exaltada pelo Todo-Misericordioso a tão alto grau que as línguas da terra a mencionaram e lhe celebram o louvor. Ele, em verdade, supera a tudo o que está nos céus e na terra. Nenhum Deus há, senão Ele, o Onipotente, o Grande. Assim Nós adornamos o céu de Nossa Epístola com sóis de Nossas palavras. Bem-aventurado o homem que lhes atingiu e se iluminou com sua luz, e infelizes os que se afastaram, O negaram e para longe d’Ele se desviaram. Louvado seja Deus, o Senhor dos mundos!”
Ó Xeique! Nós te permitimos ouvir as melodias do Rouxinol do Paraíso e desvelamos ante teus olhos os sinais que Deus por Sua ordem irrecusável, fez descer a esta Maior Prisão, para que teus olhos possam alegrar-se e tua alma ficar reassegurada. Ele, verdadeiramente, é o Supremo Doador, o Generoso. Ergue-te, pelo poder de Seu testemunho, para servir à Causa de Deus, teu Senhor, o Deus de Misericórdia. Se tua fé te causar medo, toma Minha Epístola e preserva-a no seio da confiança. E quando entrares no local da ressurreição e Deus te perguntar por quais provas vieste a acreditar nesta Revelação, tira a Epístola e diz: “Por este Livro, o sagrado, o poderoso, o incomparável.” E então todos levantarão as mãos para ti, pegarão a Epístola e a apertarão junto aos olhos, e dela inalarão a fragrância da palavra de Deus, o Senhor dos mundos. Fosse Deus atormentar-te por teres acreditado em Seus sinais nesta Revelação, por que motivo iria Ele então atormentar aqueles que não acreditaram em Maomé, o Apóstolo de Deus, e, antes d’Ele, em Jesus, o Filho de Maria, e, antes d’Este, n’Aquele que conversou com Deus (Moisés) e, antes d’Ele, n'Aquele que é o Amigo de Deus (Abraão), e remontando até Aquele que foi a Primeira Manifestação, Aquele que foi criado pela vontade de teu Senhor, o Potente, o Todo-Abrangente. Assim Nós enviamos Nossos versos para alguém antes de ti, e os relembramos a ti, neste dia, para que possas compreender e ser daqueles que estão bem assegurados. Ó tu que assumes a voz do conhecimento! Esta Causa é demasiado evidente para ser obscurecida, e demasiado clara para ser ocultada. Ela brilha tal como o sol no apogeu de sua glória. Ninguém pode negá-la, a menos que esteja cheio de ódio e de dúvidas.
Neste momento, cumpre que nos voltemos para o Desejado e apeguemo-nos a estas sublimes palavras: “Ó Deus, meu Deus! Tu iluminaste a lâmpada de Tua Causa com o óleo da sabedoria; protege-a dos ventos contrários. Teu é o candeeiro, e Teu é o vidro, e todas as coisas nos céus e na terra estão seguras por Teu poder. Concede justiça aos governantes e imparcialidade aos teólogos. Tu és o Todo-Poderoso, que, através do movimento de Tua Pena, auxiliaste Tua irresistível Causa e guiaste corretamente Teus bem-amados. Tu és o Possuidor do poder e o Rei da fortitude. Nenhum Deus há exceto Tu, o Forte, o Irrestrito.” Dize também: “Ó Deus, meu Deus! Eu Te dou graças por me teres feito beber de Teu Vinho Lacrado, pela mão da generosidade de Teu Nome, o Auto-Subsistente. Eu Te imploro, pelos esplendores da Alvorada de Tua Revelação, pela potência de Tuas Mais Sublime Palavra e pelo poder de Tua Pena Mais Excelsa, através de Cujo movimento as realidades de todas as coisas criadas se extasiaram, para que ajudes Sua Majestade o Xá a tornar vitoriosa Tua Causa e a voltar-se para o horizonte de Tua Revelação, e volver sua face na direção das luzes de Teu semblante. Auxilia-o, ó meu Senhor, a aproximar-se de Ti. Ajuda-o, então, com as hostes dos céus e da terra. Eu Te imploro, ó Tu que és o Senhor de todos os Nomes e o Criador dos céus, pela luz de Tua Causa e pelo fogo da Árvore Divina de Tua benevolência, para que ajudes Sua Majestade a revelar Tua Causa entre Tuas criaturas. Abre então, ante sua face, as portas de Tua graça, de Tua misericórdia e de Tua generosidade. Potente és Tu que fazes o que Te apraz por Tua palavra, ‘sê, e assim se fez.’”
Ó Xeique! Nós tomamos as rédeas da autoridade pelo poder de Deus e Sua Divina fortaleza, pois somente Ele pode tomá-las, Ele que é o Poderoso, o Forte. Ninguém tem o poder de fomentar discórdia ou sedição. Agora, contudo, quando deixaram de apreciar essa benevolência e essas generosidades, eles foram e continuarão a ser afligidos com o castigo que seus atos hão de acarretar. Os oficiais do Estado, considerando o movimento secreto da Corda Outorgada, têm, de todas as direções, incitado e ajudado Meus adversários. Na Grande Cidade (Constantinopla), eles ergueram um considerável número de pessoas para oporem-se a este Injuriado. As coisas chegaram a tal ponto que os oficiais daquela cidade agiram de uma maneira que trouxe vergonha tanto ao governo quanto ao povo. Um renomado siyyid, cuja bem-conhecida integridade, conduta aceitável e reputação comercial eram reconhecidas pela maioria dos homens de mente imparcial, e que era visto por todos como um mercador altamente honrado, certa vez visitou Beirute. Em vista de sua amizade com este Injuriado, eles telegrafaram ao intérprete persa informando-o de que esse siyyid, ajudado por seu servo, havia roubado uma soma de dinheiro e outras coisas e ido para ‘Akká. O desígnio deles nessa questão era desonrar esta Injuriado. E contudo, longe esteja do povo deste país permitir ser desviados, por essas histórias impróprias, do caminho reto da retidão e da verdade. Em suma, eles Me atacaram de todos os lados, e estão fortalecendo Meus adversários. Este Injuriado, no entanto, suplica ao Deus único e verdadeiro que em Sua graça ajude cada um deles naquilo que convém a estes dias. Dia e noite Eu fixo Meu olhar sobre estas palavras perspícuas e recito: “Ó Deus, meu Deus! Eu Te suplico, pelo sol de Tua graça, pelo mar de Teu conhecimento e pelo céu de Tua justiça, que ajudes a se confessarem aqueles que Te negaram, a retornarem a Ti aqueles que de Ti se afastaram, e, aqueles que Te caluniaram, a serem justos e imparciais. Ajuda-os, ó meu Senhor, a retornarem a Ti e a se arrependerem diante da porta de Tua graça. Poderoso és Tu para fazeres aquilo que desejas, e em Tuas mãos estão as rédeas de tudo o que existe nos céus e de tudo o que existe na terra. Louvores sejam dados a Deus, o Senhor dos mundos.”
Chegou o momento em que tudo o que jaz oculto nas almas e nos corações dos homens será desvendado. Este é o Dia do qual Luqmán falou a seu filho, o Dia que o Senhor de Glória anunciou e deu a conhecer Àquele que era Seu Amigo (Maomé) através destas Suas palavras – excelso seja Ele: “!Ó meu filho! Verdadeiramente, Deus trará à luz todas as coisas, mesmo que tenham apenas o peso de um grão de mostarda e estejam ocultas numa pedra ou nos céus ou na terra; pois Deus é Sutil, de tudo informado.” Neste Dia, as ilusões dos olhos e tudo aquilo que o peito humano oculta, são dados a conhecer e expostos ante o trono de Sua Revelação. Nada pode escapar a Seu conhecimento. Ele ouve e vê, e Ele, em verdade, é O que tudo ouve, O que tudo vê. Quão estranho é que eles não distingam o confiável do traiçoeiro!
Houvesse por bem Sua Majestade o Xá da Pérsia – possa Deus perpetuar sua soberania – inquirir os cônsules do honrado governo persa que estiveram neste país, familiarizar-se-ia com as atividades e o comportamento deste injuriado. Em suma, eles incitaram muitos, tais como Akhtar e outros, e se ocupam eles mesmos em espalhar calúnias. Está claro e vidente que irão cercar com suas espadas de ódio e seus dardos de inimizade aquele que sabem ser um proscrito entre os homens e ter sido banido de um país a outro. Esta não é a primeira vez que tal iniqüidade foi perpretrada, nem o primeiro cálice a ser lançado ao chão, nem o primeiro véu a ser rompido ao meio no caminho de Deus, o Senhor dos mundos. Este Injuriado, contudo, permaneceu calmo e silencioso na Maior Prisão, ocupando-se com Seus próprios assuntos e completamente desapegado de tudo o mais exceto Deus. A iniqüidade tornou-se tão séria que as penas do mundo são incapazes de registrá-la.
A esse respeito, torna-se necessário mencionar a seguinte ocorrência, para que os homens possam agarrar-se firmemente à corda da justiça e da honestidade. O Hadji Xeique Muhammad ‘Ali – esteja sobre ele a glória de Deus, o Eterno – era um mercador de alta reputação, bem conhecido da maioria dos habitantes da Maior Cidade (Constantinopla). Há não muito tempo, quando a Embaixada Persa em Constantinopla envolvia-se secretamente em instigar a discórdia, foi notado que esta alma crente e sincera estava grandemente perturbada. Finalmente, uma noite ele atirou-se ao mar, mas foi resgatado por alguns passantes que o acaso fez chegar até ali naquele momento. Seu ato foi amplamente comentado e recebeu variadas interpretações por diferentes pessoas. Seguindo-se a isso, uma noite ele dirigiu-se a uma mesquita e, como relatou o guardião do local, manteve vigília a noite toda e ocupou-se até a manhã, oferecendo, ardentemente e com olhos lacrimosos, suas preces e súplicas. Ao ouvi-lo interromper de súbito suas devoções, o guardião foi até ele e descobriu que já havia entregue sua alma. Uma garrafa vazia foi encontrada ao seu lado, indicando que ele se envenenara. Em suma, o guardião, embora grandemente espantado , deu a notícia às pessoas. Descobriu-se que ele deixara dois testamentos. No primeiro, reconhecia e confessava a unidade de Deus, que Seu Ser Excelso não tinha par nem igual e que Sua Essência era excelsa acima de toda prece, toda glorificação e descrição. Também dava testemunho da Revelação dos Profetas e dos santos, e reconhecia o que fora escrito nos Livros de Deus, o Senhor de todos os homens. Em outra página, na qual anotara uma prece, ele escreveu estas palavras em conclusão: “Este servo e os bem-amados de Deus estão perplexos. Por um lado, a Pena do Altíssimo proibiu todos os homens de se envolverem em sedição, contenção ou conflito, e, por outro, que a mesma Pena tenha emitido estas sublimes palavras: ‘Se alguém, na presença da Manifestação, descobrir qualquer má intenção por parte de qualquer alma que seja, não deve opor-se a ela, mas deixá-la a Deus.’ Considerando que por um lado este mandamento obrigatório está clara e firmemente estabelecido, e que por outro lado calúnias, além da força humana para suportar ou tolerar, foram pronunciadas, este servo escolheu cometer este seríssimo pecado. Volto-me suplicantemente para o oceano da generosidade de Deus e o céu da misericórdia Divina, e espero que Ele venha a apagar com a pena de Sua graça e magnanimidade os equívocos deste servo. Embora minhas transgressões sejam muitas, e inumeráveis os meus erros, ainda assim agarro-me tenazmente à corda de Sua generosidade, e aferro-me à borda do manto de Sua generosidade. Deus é testemunha, e aqueles que estão próximos de Seu Portal sabem perfeitamente bem que este servo não poderia suportar ouvir as histórias relatadas pelos pérfidos. Eu, portanto, cometi este ato. Se Ele me castiga, Ele verdadeiramente deve ser louvado por aquilo que faz; e se Ele me perdoa, Sua ordem deve ser obedecida.”
Pondera, agora, ó Xeique, sobre a influência da palavra de Deus, para que possas voltar-te da mão esquerda das vãs fantasias para a mão direita da certeza. Este Injuriado nunca agiu hipocritamente contra ninguém, na Causa de Deus, e em voz alta proclamou a Palavra de Deus ante a face de Suas criaturas. Quem assim preferir, que se volte para Ela, e quem assim o desejar, que d’Ela se afaste . Se estas coisas, contudo, que são tão claras, tão manifestas e indubitáveis, são negadas, o que mais pode ser julgado aceitável e digno de fé na visão dos homens de discernimento? Suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja – para que perdoe a pessoa acima mencionada (Hadji Xeique Muhammad-‘Alí) e transforme suas más ações em bons atos. Ele, verdadeiramente, é o Todo-Poderoso, o Forte, a Suma Generosidade.
Tais foram as coisas surgidas nesta Revelação que, aos expoentes da ciência e conhecimento ou às manifestações da justiça e eqüidade, não resta outro recurso senão o de reconhecê-las. Incumbe a ti, neste dia, erguer-te poder celestial e dissipar, com a ajuda do conhecimento, as dúvidas dos povos do mundo, a fim de que todos os homens possam ser purificados e dirigir seus passos na direção deste Maior Oceano e agarrar-se àquilo que Deus predeterminou.
Todo aquele que se afastou de Mim apegou-se às suas próprias palavras vãs e com isso expressou suas objeções Àquele que é a Verdade. Deus Misericordioso! As referências que foram feitas à Divindade e Deidade pelos santos e eleitos de Deus tornaram-se motivo de negação e repúdio. O Imame Sádiq disse: “Servidão é uma substância, cuja essência é a Divindade.” O Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) assim respondeu a um árabe que lhe perguntara sobre a alma: “ A terceira é a alma, que é divina e celestial. Ela é uma energia divina, uma substância, elementar e auto-subsistente.” E depois Ele – que a paz esteja Consigo – disse: “Ela é, portanto, a Mais Sublime Essência de Deus, a Árvore das Bênçãos, a Árvore Celestial além da qual não há passagem, o Jardim do Repouso.” O Imame Sádiq havia dito: “Quando nosso Qá’im erguer-se, a terra brilhará com a luz de seu Senhor.” Do mesmo modo, uma extensa tradição a Abí-‘ Abdi’lláh – que a paz esteja com ele – na qual estas sublimes palavras são encontradas: “E então Ele, que é o Julgador – excelso e glorificado seja – descerá das nuvens com os anjos.” E no poderoso Alcorão: “O que podem esses esperar senão que Deus desça até eles envolto em nuvens?” E na tradição de Mufaddal, diz-se: “O Qá’im apoiará Suas costas contra o Santuário, estenderá Sua mão, e eis que ela será branca como a neve mas ilesa. E Ele dirá: ‘Esta é a mão de Deus, a mão direita de Deus, que vem de Deus, por ordem de Deus!’” Qualquer que seja o modo pelo qual estas tradições são interpretadas, desse mesmo modo interpretou também aquilo que a Pena Mais Sublime enunciou. O Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) disse: “Eu sou Aquele que não pode ser nomeado nem descrito.” E do mesmo modo Ele disse: “Por fora sou um Imame; por dentro, sou o Invisível, o Incognoscível.” Abú-Ja’fari-Túsí disse: Eu disse a Abí’Abdi’lláh: ‘Tu és o Caminho mencionado no Livro de Deus, e tu és o Tributo, e tu és a Peregrinação.’ Ele respondeu: ‘Ó homem! Nós somos o Caminho mencionado no Livro de Deus – excelso e glorificado seja Ele – e Nós somos o Tributo, e Nós somos o Jejum, e Nós somos a Peregrinação, e Nós somos o Mês Sagrado, e Nós somos a Cidade Santa e Nós somos a Kaaba de Deus, e Nós somos o Qiblih de Deus, e Nós somos a Face de Deus.’ “Jábir disse que Abú-Já’far – que a paz esteja com ele – falou-lhe o seguinte: ”Ó Jábir! Dá ouvidos ao Bayán (Exposição) e aos Ma’ání (Significados).” E – que a paz esteja com ele – acrescentou: “Quanto ao Bayán, ele consiste em teu reconhecimento de Deus – glorificado seja Ele – como Aquele que não tem igual, em tua adoração d’Ele e em tua recusa de criar sócios para Ele. Quanto aos Ma’ání, Nós somos seu significado, e seu lado, e sua mão, e sua língua, e sua causa, e seu comando, e seu conhecimento, e seu direito. Se Nós desejamos algo, é Deus quem o deseja, e Ele deseja aquilo que Nós desejamos.” Além disso, o Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) – que a paz esteja com ele – disse: “Como posso adorar um Senhor a quem não vi?” E, em outro contexto, ele diz: “Coisa alguma percebi sem ter percebido Deus dentro dela, Deus antes dela ou Deus depois dela.”
Ó Xeique! Pondera sobre as coisas que foram mencionadas, para talvez poderes beber do Vinho Lacrado através do poder do nome d’Aquele que é o Auto-Subsistente, e obteres aquilo que ninguém é capaz de compreender. Prepara-te para a ação e dirige-te ao Mais Sublime Reino, a fim de porventura poderes perceber, à medida que eles descem até Mim, os sopros da Revelação e da inspiração, e chegares até eles. Verdadeiramente, Eu digo: A Causa de Deus nunca teve, nem os tem agora, qualquer par ou igual. Rompe os véus das vãs fantasias. Ele, em verdade, fortalecer-te-á e te ajudará, como sinal de Sua graça. Ele, verdadeiramente, é o Forte, o Todo-Dominador, o Todo-Poderoso. Enquanto ainda há tempo, enquanto a abençoada Árvore Celestial ainda clama entre os homens, não consintas em ver-te privado. Depõe tua fé em Deus e a Ele entrega teus assuntos, e entra então na Maior Prisão, para que possas ouvir o que ouvido algum jamais ouviu e contemplar o que olho algum jamais contemplou. Após tal exposição, poderá ainda qualquer espaço para a dúvida? Não, por Deus, que observa Sua Causa! Em verdade Eu digo: Neste dia, as abençoadas palavras ”Mas Ele é o Apóstolo de Deus e o Selo dos Profetas” encontraram sua consumação no verso “O dia em que a humanidade se colocará ante o Senhor dos mundos.” Rende graças a Deus por tão grande generosidade.
Ó Xeique! As brisas da Revelação não podem nunca ser confundidas com outras brisas. Agora a Árvore Celestial, além da qual não há passagem, está carregada de incontáveis frutos ante tua face; não te enodoes com vãs fantasias, como fizeram os povos no passado. Estas palavras, em si mesmas, proclama a verdadeira natureza da Fé de Deus. Ele é Quem dá testemunho de todas as coisas. Para demonstrar a verdade de Sua Revelação, Ele nunca dependeu, nem depende agora, de ninguém mais. Cerca de cem volumes de luminosos versos e palavras perspícuas já foram enviados do céu da vontade d’Aquele que é o Revelador dos sinais, e a todos estão disponíveis. Cabe a ti dirigir-te para o Objetivo Último, o Fim Supremo, o Ápice Mais Sublime, para poderes ouvir e contemplar aquilo que foi revelado por Deus, o Senhor dos mundos.
Pondera um instante sobre os versos referentes à Divina Presença, que foram desvelados no Alcorão por Aquele que é o Senhor do reino dos nomes, para poderes descobrir o Caminho Reto e te tornares um instrumento para a orientação de Suas criaturas. Alguém como tu precisa, neste dia, erguer-se para servir esta Causa. A humilhação deste Injuriado, bem como tua glória, devem ambas desaparecer. Esforça-te para praticar um ato cuja fragrância nunca se desvanecerá da terra. A respeito da Divina Presença, tem sido desvelado aquilo que nenhum negador foi, ou é, agora, capaz de refutar ou repudiar. Ele – abençoado e excelso seja – diz: “Foi Deus quem erigiu os céus sem pilares que possas contemplar; então subiu a Seu trono e impôs leis ao sol e à lua: cada qual rumaria para a meta que lhe fora designada. Ele ordenou todas as coisas. Ele torna claros Seus sinais, para que vós possais Ter firme fé na Presença de Teu Senhor.” Ele diz também: “Para aquele que espera alcançar a Presença de Deus, o tempo estabelecido por Deus certamente chegará. E Ele é O que ouve, O que sabe.” E ainda Ele – excelso seja – diz: “Quanto aos que não acreditam nos sinais de Deus ou que jamais chegarão à Sua Presença, esses se desesperarão de Minha Mercê e por eles espera um penoso castigo.” E do mesmo modo Ele diz: “E eles dizem, ‘Quê ! quando tivermos sido sepultados sob a terra, tornarmos-emos uma nova criação?’ Sim, eles negam que alçarão a Presença de seu Senhor.” E do mesmo modo Ele diz: “Eles realmente duvidam da Presença de seu Senhor. Ele, veramente, eclipsa todas as coisas.” E do mesmo modo Ele diz: “Verdadeiramente, aqueles que não esperam alcançar Nossa Presença e encontraram satisfação na vida deste mundo, e nele repousam, e que são desatentos aos Nossos sinais – desses, a morada é o fogo, em recompensa de seus atos!” E do mesmo modo Ele diz: “Mas quando Nossos sinais claros lhes são recitados, aqueles que não esperam alcançar Nossa Presença dizem: ‘Tratai um Alcorão diferente deste, ou fazei nele alguma mudança.’ Dize: Não cabe a Mim mudá-lo como impelir Minha própria alma. Eu sigo apenas aquilo que Me é revelado: Eu verdadeiramente receio, se rebelar-Me contra Meu Senhor, a punição de um grande dia” E do mesmo modo Ele diz: “Então Nós demos o Livro a Moisés – completo, para que Ele que agisse corretamente, e uma decisão para todos os assuntos, uma orientação, uma mercê, para que eles acreditassem na Presença de seu Senhor.” E do mesmo modo Ele diz: “Eles são os que não acreditam nos sinais do Senhor ou que jamais chegarão à Sua Presença. Vãs, portanto, são suas obras; e peso algum Nós lhes daremos no Dia da Ressurreição. Esta será sua recompensa – o Inferno. Porque eles foram descrentes e trataram com escárnio Meus sinais e Meus Apóstolos.” E do mesmo modo Ele diz: “Chegou até vós a história de Moisés? Quando Ele viu um fogo e disse à Sua família, ‘Permanecei aqui, pois Eu percebo um fogo; talvez dele vos possa trazer um tição, ou encontrar no fogo um guia.” E quando chegou até o fogo, Ele foi chamado: ‘Ó Moisés! Verdadeiramente Eu sou Teu Senhor; tira portanto, Tuas sandálias, pois está no vale sagrado de Towa. E Eu Te escolhi: dá ouvidos, então ao que te será revelado. Verdadeiramente, Eu sou Deus, não há outro Deus além de Mim, Portanto, adora-Me.’ “E do mesmo modo Ele diz: “Eles não consideram, em seu íntimo, que Deus somente criou os céus e a terra, e tudo o que existe entres eles, com um objetivo sério e por um período determinado? Mas realmente a maioria dos homens não acredita que alcançará a Presença de seu Senhor.” E do mesmo modo Ele diz: “Quê! Eles não pensaram que voltarão a ser erguidos para o Grande Dia, o Dia em que a humanidade se postará ante o Senhor dos mundos?” E do mesmo modo Ele diz: ”Nós outrora demos o Livro a Moisés. Não tenhais nenhuma dúvida de que Ele alcançou Nossa Presença.” E Ele diz: “Sim! Mas quando a terra tiver sido totalmente destruída, arrasada e devastada, e tiver vindo o Senhor com Seus anjos, fileira após fileira.” E do mesmo modo Ele diz: “De bom grado teriam eles extinguido a luz de Deus com suas bocas! Mas embora os infiéis a odeiem, Deus aperfeiçoará Sua luz!” E do mesmo modo Ele diz: “E quando Moisés cumpria o prazo e viajava com Sua família, Ele percebeu um fogo na encosta da montanha. Ele disse à Sua família: ‘Esperai, pois Eu percebo um fogo e talvez dele vos possa trazer notícias ou um tição para aquecer-vos.’ E quando Ele subiu até o fogo, uma Voz clamou-Lhe da Sarça, à direita do Vale, no Local sagrado: ‘Ó Moisés, eu verdadeiramente sou Deus, o Senhor dos mundos!’”
Em todos os Livros Divinos, a promessa da Divina presença foi explicitamente registrada. Por essa Presença entende-se a Presença d’Aquele que é o Alvorecer dos sinais, a Aurora das provas claras, a Manifestação dos Excelentes Nomes e a Fonte dos atributos do verdadeiro Deus, excelsa seja Sua glória. Deus, em Sua Essência e em Seu próprio Ser, sempre foi invisível, inacessível e incognoscível. Por Presença, portanto, entende-se a Presença d’Aquele que é Seu Representante entre os homens. Ele, além disso, nunca teve, nem o tem agora, nenhum par ou semelhante. Pois, Ele ter algum par ou semelhante, como se poderia então demonstrar que Seu ser está exaltado acima de toda comparação e igualdade, e Sua essência santificada de toda comparação e igualdade? Em suma, foi revelado no Kitáb-i-Íqán (Livro da Certeza), a respeito da presença e Revelação de Deus, o que irá bastar àquele de mente imparcial. Nós Lhe suplicamos – excelso seja Ele – para ajudar cada um a tornar-se a essência da verdade e aproximar-se d’Ele. Ele, veramente, é o Senhor de fortaleza e poder. Nenhum Deus há senão Ele, O que tudo ouve, o Senhor da Elocução, o Todo-Poderoso, o Todo-Louvado.
Ó tu que és renomado por tua erudição! Ordena aos homens que façam aquilo que é digno de louvor, e não sejam dos que se retardam. Observa com olhos atentos. O Sol da Verdade brilha resplandecente, ao comando do Senhor do reino da elocução e Rei dos céus do conhecimento, acima do horizonte da cidade prisão de ‘Akká. O repúdio não o velou, e dez mil hostes dispostas contra ele mostraram-se incapazes de impedi-lo de brilhar. Tu não podes mais excusar-te. Ou tu reconheces, ou – Deus não o permita! – te ergues e negas todos os Profetas!
Reflete, ó Xeique, sobre a seita xiita. Quantos não foram os edifícios que eles erigiram com as mãos das vãs fantasias e imaginações ociosas, e quão numerosas as cidades que contribuíram! Por fim, essas imaginações converteram-se em projéteis e visaram Aquele que é o Príncipe do mundo. Nem uma única alma dentre os líderes daquela seita O reconheceu no Dia de Sua Revelação! Sempre que Seu abençoado nome era mencionado, todos diziam: “Possa Deus apressar a alegria que Sua vinda irá trazer!” No dia da Revelação daquele Sol da Verdade, contudo, todos eles, como se observou, exclamaram: “Possa Deus apressar Seu castigo!” Afastaram Aquele que era a Essência do ser e o Senhor do visível e do invisível, e cometeram atos que fizeram soluçar a Epístola e gemer a Pena, irromper o grito dos sinceros e rolar as lágrimas dos eleitos.
Medita, ó Xeique, e sê justo naquilo que dizes. Os seguidores de Shaykh-i-Ahsá’í (Xeique Ahmad) compreenderam, com a ajuda de Deus, aquilo que estava velado à compreensão dos outros, e de que estes permaneceram privados. Em suma, em toda época e século surgiram divergências nos dias da manifestação dos Alvoreceres da Revelação e Ponto da Aurora da inspiração e Repositórios do Conhecimento Divino, divergências essas que foram causadas e provocadas por almas mentirosas e ímpias. Estendemo-nos sobre o assunto não é permissível. Tu próprio conheces melhor e estás mais familiarizado com as vãs fantasias dos supersticiosos e as fúteis imaginações dos que duvidam.
Neste dia, este Injustiçado pede a ti e aos outros teólogos que beberam da taça do conhecimento de Deus e estão iluminados pelas brilhantes palavras do Sol da Justiça, que indiquem alguma pessoa, sem informar a ninguém, e a enviarem para essas regiões e lhe permitam permanecer algum tempo na ilha de Chipre e associar-se a Mirzá Yahyá, a fim de que tal pessoa possa conscientizar-se dos princípios fundamentais desta Fé e da fonte das leis e mandamentos Divinos.
Se ponderasses um pouco, irias dar testemunho da sabedoria, do poder e da sabedoria de Deus, excelsa seja Sua glória. Os poucos que não estavam cientes desta Causa e não Nos conheceram, falaram de tal maneira que todas as coisas, bem como as almas convictas e agradáveis a Deus e em Seu deleite, testemunharam a impostura daqueles desatentos. Se te esforçasses agora, a verdade desta Causa ficaria evidente para a humanidade e as pessoas seriam libertadas desta penosa e opressiva escuridão. Quem mais senão Bahá pode falar ante a face dos homens, e quem mais senão Ele tem o poder de pronunciar aquilo que Lhe foi ordenado por Deus, o Senhor das Hostes?
Aquele desatento apegou-se agora à prática do Rawdih-khání (o tradicional lamento pelo Imame Husayn). Ele – Eu juro por Deus – está em erro evidente. Pois é a crença deste povo que durante a Revelação do Qá’im, os Imames – esteja a paz de Deus sobre eles – ergueram-se de seus sepulcros. Esta é de fato a verdade, e nenhuma dúvida há sobre ela. Suplicamos a Deus que conceda aos supersticiosos uma porção das águas vivificadoras da certeza, que fluem da fonte da Mais Sublime Pena, para que todos possam alcançar aquilo que convém a estes dias.
Ó Xeique! Embora rodeado de tribulações, este Injustiçado ocupa-se em assentar estas palavras. De todo lado a chama da opressão e da tirania pode ser discernida. Por um lado, notícias chegaram a Nós de que Nossos bem-amados foram presos na terra de Tá (Teerã) e isso embora o sol, a lua, a terra e o mar dêem testemunho de que este povo está adornado com o ornamento da fidelidade e afeito, hoje e sempre, apenas e tão-somente ao que pode assegurar a exaltação do governo e a manutenção da ordem no seio da nação, e a tranqüilidade do povo.
Ó Xeique! Repetidas vezes Nós afirmamos que durante vários anos estendemos Nossa ajuda a Sua Majestade o Xá. Durante anos, nenhum incidente desafortunado ocorreu na Pérsia. As rédeas dos fomentadores da sedição entre as várias seitas estavam firmemente presas nas mãos do poder. Ninguém transgrediu seus próprios limites. Por Deus! Este povo nunca foi, nem o é agora, inclinado à maldade. Seus corações são iluminados com a luz do temor a Deus e adornados com o ornamento de Seu amor. A preocupação deles sempre foi, e é agora, o aprimoramento do mundo. O propósito deles é obliterar as diferenças e extinguir a chama do ódio e da inimizade, de modo que toda a terra possa vir a ser vista como um só país.
Por outro lado, os funcionários da Embaixada Persa na Grande Cidade (Constantinopla) buscam com energia e constância exterminar estes injuriados. Uma coisa desejam eles, e Deus deseja outra. Considera agora o que ocorreu aos fidedignos de Deus em todas as terras. Num momento, foram acusados de roubo e furto; noutro, foram caluniados de uma maneira sem paralelo neste mundo. Responde com imparcialidade. Quais poderiam ser os resultados e conseqüências, em países estrangeiros, da acusação de roubo levantada pela Embaixada Persa contra seus próprios súditos? Se este Injuriado envergonhou-Se, não foi por causa da humilhação que ela trouxe a este servo, mas sim por causa da vergonha de ver os embaixadores de países estrangeiros se aperceberem de quão incompetentes e falhos de entendimento são vários eminentes funcionários da Embaixada Persa. “Lança tuas calúnias à face d’Aquele de quem o Deus único e verdadeiro fez os Guardiões dos tesouros de Sua sétima esfera?” Em suma, ao invés de buscarem, como deviam, através d’Aquele que ocupa esta sublime posição, alcançar os mais excelsos graus e obter Seu conselho, eles se esforçaram e estão se empenhando ao máximo em extinguir Sua luz. Contudo, de acordo com o que foi relatado, Sua Excelência o Embaixador Mu’ínu’l-Mulk, Mírzá Muhsin Khán - possa Deus ajudá-lo – estava naquela época ausente de Constantinopla. Tais coisas ocorreram porque acreditava-se que Sua Majestade o Xá da Pérsia – possa o Todo-Misericordioso ajudá-lo – estava enfurecido com aqueles que haviam alcançado e circundavam o Santuário da Sabedoria. Deus bem o sabe e dá testemunho de que este injuriado, em todos os tempos, agarrou-se firmemente a tudo o que conduziria à glória tanto do governo como do povo. Deus, em verdade, é Testemunha suficiente.
Descrevendo o povo de Bahá a Mais Sublime Pena assentou estas palavras: “Estes, em verdade, são homens que, se chegados a cidades de ouro puro, não as considerarão; e, encontrando a mais bela e graciosa das mulheres, dela se afastarão.” Assim foi transmitido pela Mais Sublime Pena para o povo de Bahá, por parte d’Aquele que é o Conselheiro, o Onisciente. Nas passagens finais da Epístola a Sua Majestade, o Imperador de Paris (Napoleão III), estas excelsas palavras foram reveladas: “Tu exultas com os tesouros que possuis, sabendo que perecerão? Enalteces-te por reinares sobre um pedaço de terra, quando o mundo todo, na apreciação do povo de Bahá, vale tanto quanto a pupila dos olhos de uma formiga morta? Abandona essas riquezas para aqueles que nelas depositaram suas afeições e volte para Aquele que é o Desejo do mundo.”
Somente Deus – excelsa seja Sua glória – conhece as coisas que sucederam a este Injuriado. Cada dia traz consigo um novo relato de histórias que circulam contra Nós na Embaixada em Constantinopla. Deus Misericordioso! O objeto único de suas maquinações é causar o extermínio deste servo. Eles esquecem, porém, o fato de que a humilhação no caminho de Deus é Minha verdadeira glória. Nos jornais, publicaram o seguinte: “No que diz respeito às negociatas fraudulentas de alguns dos exilados de ‘Akká e aos excessos cometidos por eles contra diversas pessoas etc...” Para aqueles que são os expoentes da justiça e os pontos do alvorecer da eqüidade, a intenção do redator é evidente e claro seu propósito. Em suma, ele intentava infligir-Me tribulações diversas, e tratou-Me com injustiça e crueldade. Por Deus! Este Injuriado não trocaria seu local de exílio pela Mais Sublime Habitação. Na opinião dos homens de discernimento, tudo o que sucede no caminho de Deus é glória manifesta e uma conquista suprema. Nós já dissemos: “Glória a Ti, ó meu Deus! Não fossem as tribulações sofridas em Teu caminho, como poderiam ser reconhecidos aqueles que verdadeiramente Te amam? E não fossem as provações suportadas por amor a Ti, como poderia ser revelada a posição daqueles que por Ti anseiam?
Tal humilhação tem sido infligida que eles, a cada dia, espalham novas calúnias. Este Injustiçado, contudo, mantém-Se em decorosa paciência. Se Sua Majestade o Xá da Pérsia houvesse por bem pedir um relato das coisas que Nos sucederam em Constantinopla, ele ficaria plenamente familiarizado com os verdadeiros fatos. Ó Xá! Eu te suplico por teu Deus, o Deus de Misericórdia, que examines este assunto com os olhos da imparcialidade. Encontrar-se-á um homem justo que possa neste dia julgar de acordo com aquilo que Deus enunciou em Seu Livro? Onde está a pessoa imparcial que irá considerar eqüitativamente o que foi perpretado contra Nós sem quaisquer provas ou sinais claros?
Ó Xeique! Pondera sobre o comportamento dos homens. Os habitantes das cidades de conhecimento e sabedoria estão dolorosamente perplexos, perguntando a si mesmos por que a seita xiita, que se vê como o mais erudito, o mais correto e o mais piedoso de todos os povos do mundo, afastou-se no Dia de Sua Revelação e mostrou uma crueldade tal como nunca antes experimentada. Cabe a ti refletir um instante. Desde o surgimento dessa seita até os dias presentes, quão grande tem sido o número de teólogos que surgiram, nenhum dos quais tornou-se conhecedor da natureza desta Revelação. Qual poderia ter sido a causa dessa obstinação? Fôssemos Nós mencioná-la, seus membros rachar-se-iam. É necessário que eles meditem, meditem durante milhares de anos, a fim de que, por ventura, possam alcançar o orvalho do oceano do conhecimento e descobrissem as coisas das quais estão esquecidos neste dia.
Eu caminhava na Terra de Tá (Teerã) – o alvorecer dos sinais de teu Senhor – quando eis que ouvi o lamento dos púlpitos e a voz de suas súplicas a Deus, abençoado e glorificado seja Ele. Clamavam, dizendo: “Ó Deus do mundo e Senhor das nações! Contemplas nosso estado e a coisas que nos ocorreram devido à crueldade de Teus sevos. Tu nos criaste e nos revelaste para Tua glorificação e louvor. Ouves agora o que os desviados nos proclamam em Teus dias. Por Teu poder! Nossas almas se diluem e nossos membros tremem. Ai de nós, ai de nós! Antes não tivéssemos sido criados e revelados por Ti!”
Os corações daqueles que desfrutam de íntimo acesso a Deus estão por essas palavras, e deles erguem-se os gritos dos que Lhe são devotados. Repetidas vezes, em nome de Deus, Nós admoestamos os eminentes teólogos e os chamamos para o Mais Sublime Horizonte, a fim de que eles eventualmente pudessem, nos dias de Sua Revelação, obter sua porção do oceano da elocução d’Aquele que é o Desejo do mundo e dela não ficarem totalmente privados.
Em grande parte de Nossas Epístolas, esta importantíssima exortação foi transmitida do céu de Sua abrangente misericórdia. Nós dissemos: “Ó assembléia de governantes e teólogos! Inclinai vossos ouvidos à Voz que chama do horizonte de ‘Akká. Em verdade, ela vos ajuda a proceder corretamente e vos aproxima d’Ele, e dirige vossos passos para a posição da qual Deus fez a aurora de Sua Revelação e o Ponto do Alvorecer de Seus esplendores. Ó povos do mundo! Veio Aquele que é o Maior Nome, por parte do Antigo Rei, e anunciou aos homens esta Revelação que jaz oculta em Seu conhecimento e foi preservada no tesouro de Sua proteção, e foi escrita pela Mais Sublime Pena nos Livros de Deus, o Senhor dos Senhores. Ó povo de Shín (Shiraz)! Esquecestes Minha benevolência e Minha misericórdia, que superam todas as coisas criadas e procedem de Deus Aquele que faz curvar-se o pescoço dos homens?”
No Kitáb-i-Aqdas (O Livro Sacratíssimo), o seguinte foi revelado: “Dize: Ó líderes da religião! Não peseis o Livro de Deus com os padrões e ciências correntes entre vós, pois o próprio Livro é a infalível Balança estabelecida entre os homens. Nesta mais perfeita Balança se deve pesar tudo o que os povos e raças da terra possuam, e o peso d’Ela se deve verificar segundo o seu próprio padrão – se apenas o soubéssemos! Os olhos de Minha benevolência pranteiam por vós amargo pranto, porquanto deixastes de reconhecer Aquele a Quem tendes invocado dia e noite, nas auroras e ocasos. Acercai-vos, ó povo, com faces níveas e corações radiantes, do abençoado Lugar carmesim donde a Árvore além da qual não há passagem proclama: ‘Em verdade, não há outro Deus além de Mim, o Protetor Onipotente, O que subsiste por Si Próprio!” Ó líderes da religião na Pérsia! Qual de vós pode rivalizar Comigo em perspicácia ou visão? Onde se encontrará quem se atreva a dizer-se Meu igual em eloqüência ou sabedoria? Não! Por Meu Senhor, o Todo-Misericordioso! Todos na terra hão de perecer, e esta é a face do Teu Senhor, o Onipotente, o Bem-Amado. Decretamos, ó povo, que o objetivo supremo e final de toda a erudição seja o reconhecimento d’Aquele que é o Propósito de todo o conhecimento. Entretanto, vede como permitistes que vossa erudição vos excluísse, qual um véu, d’Aquele que é o Alvorecer desta Luz através de Quem cada coisa oculta se revelou. Dize: Este, verdadeiramente, é o céu no qual o Livro-Mater está entesourado – se apenas compreendêsseis. Ele é Quem fez a Rocha exclamar e a Sarça Ardente erguer a voz sobre o Monte que se ergue acima da Terra Santa, e proclamar: ‘O Reino é de Deus, o Senhor soberano de todos, o Onipotente, o Amoroso!’ Não freqüentamos nenhuma escola nem lemos quaisquer de vossas dissertações. Inclinai ou ouvidos às palavras deste Iletrado, com as quais Ele vos chama a Deus, o Sempiterno. Isso vos é melhor do que todos os tesouros da terra – se apenas o pudésseis compreender. Quem interpreta o que foi anunciado do céu da Revelação e altera o seu significado evidente é, verdadeiramente, dos que deturparam o Verbo Sublime de Deus e, no Livro Lúcido, conta-se entre os perdidos.
E então Nós ouvimos o gemido da verdadeira Fé, e lhe dissemos: “ Por que motivo da verdadeira fé, Eu Te ouço prantear na estação da noite, gemer durante o dia e proferir Tuas lamentações ao nascer do sol?” Ela respondeu: “ Ó Príncipe do mundo, que estás revelado no Mais Sagrado Nome! Os desatentos inutilizaram Tua Camela Branca, fizeram soçobrar Tua Arca Carmesim, e desejaram extinguir Tua Luz e velar a face de Tua Causa. Por este motivo ergueu-se a voz de Minha lamentação , bem como a voz da lamentação de todas as coisas criadas, e , no entanto , a maioria do povo permanece inconsciente”. A verdadeira Fé agarrou-se, neste dia, à barra do manto de Nossa generosidade e circula ao redor de Nossa Pessoa.
Ó Xeique! Entra em Minha presença, para que possas contemplar aquilo que o olho do universo nunca contemplou e ouvir aquilo que o ouvido de toda a criação nunca ouviu, a fim de talvez poderes libertar-te do atoleiro das vãs fantasias e voltares tua face para a Mais Sublime Posição, na qual este Injustiçado clama: “O Reino é de Deus , o Todo-Poderoso, o Todo-Louvado!” Nós de bom grado esperamos que através de teus esforços, as asas dos homens possam ser purificadas da lama do egoísmo e desejo, e tornarem-se dignas de voar a atmosfera do amor de Deus. Asas salpicadas de lama não conseguem alçar vôo. Disso dão testemunho àqueles que são os expoentes da justiça e eqüidade, e o povo, contudo, está em dúvida evidente.
Ó Xeique! Protestos foram proferidos contra Nós de todos os lados – protestos tais que Nossa pena implora perdão por assentá-los .Todavia, graças à Nossa grande misericórdia, Nós respondemos a eles, de acordo com o entendimento dos homens, para que talvez possam libertar-se do fogo da negação e da recusa, e se iluminarem com a luz da afirmação e da aceitação. A eqüidade é raramente encontrada, e a justiça deixou de existir.
Entre outros, estes versos perspícuos foram transmitidos, em resposta a certos indivíduos, do Reino do Divino conhecimento: “ Ó tu que volveste tua face para os esplendores de Meu Semblante! Dúbias fantasias cercaram os habitantes da terra e os impediram de se dirigirem ao Horizonte da Certeza e à sua luminosidade, às suas manifestações e às suas luzes. Vãs imaginações os excluíram d’Aquele que Subsiste por Si Próprio. Falam como se fossem impelidos por seus próprios caprichos, e não compreendem. Em seu meio se encontram aqueles que perguntaram: ‘Foram enviados os versículos?’ Dize: ‘Sim, por Aquele que é o Senhor dos céus!’ ‘Chegou a Hora?’ “ Mais que isso; ela já passou, por Aquele que é o Revelador dos sinais claros! Verdadeiramente, veio o Inevitável, e Ele, o Verdadeiro, apareceu com prova e testemunho. A Planície é revelada, e a humanidade está lastimavelmente aflita e receosa. Terremotos irromperam e as tribos lamentaram, por temor a Deus, o Senhor da Fortaleza, o Predominante. ‘Dize: ‘Ergueu-se o atordoante toque de clarim e o Dia é de Deus, o Uno, o Irrestrito.’ ‘Ocorreu a Catástrofe?’ Dize: ‘Sim, pelo Senhor dos Senhores.’ ‘Veio a Ressurreição?’ ‘Mais que isso; Aquele que é o Subsistente por Si Próprio apareceu com o Reino de Seus sinais.’ ‘Vês tu homens caídos?’ ‘Sim, por meu Senhor, o Excelso, o Altíssimo!’ ‘Foram desenraizados os troncos das árvores?’ “Sim, e ainda mais; as montanhas desfizeram-se em pó; por Ele, o Senhor dos atributos!’ Perguntaram: ‘Onde é o Paraíso, e onde o inferno?’ Dize: ‘Um é a reunião Comigo; o outro, teu próprio ser, ó tu que cria sócios para Deus, ó tu que duvidas!’ Comentam: ‘Não vemos a Balança.’ Dize: ‘Certamente, por meu Senhor, o Deus de Misericórdia! Ninguém a pode ver, senão os dotados de percepção.’ ‘Caíram as estrelas?’ Dize: ‘Sim, quando Aquele que Subsiste por Si Próprio habitava na Terra do mistério (Adrianópolis). Atentai, ó vós que sois dotados de discernimento!’ Apareceram todos os sinais quando retiramos a Mão do Poder do centro da majestade e grandeza. Verdadeiramente, o Conclamador proclamou, quando veio o tempo prometido, e aqueles que reconheceram os esplendores do Sinai desfaleceram no deserto da hesitação, ante a temível majestade de teu Senhor, o Senhor da criação. A trombeta pergunta: ‘O Clarim já soou?’ Dize: ‘Sim, pelo Rei da Revelação! Quando Ele ascendeu ao trono de Seu Nome, o Todo-Misericordioso.’ As trevas foram afugentadas pelos alvoreceres da misericórdia de teu Senhor, a Fonte de toda a luz. Soprou a brisa do Todo-Misericordioso e as almas se vivificaram nos túmulos de seus corpos. Assim foi cumprido o decreto por Deus, o Poderoso, o Benéfico. Os que se haviam desviado perguntaram: ‘Quando os céus se romperam?’ Dize: ‘Quando jazíeis nas sepulturas da desobediência e do erro.’ Entre os desatentos está aquele que esfrega os olhos e mira à direita e à esquerda. Dize: ‘És cego. Não tens refúgio para onde possas fugir.’ E entre eles há um que pergunta: ‘Congregaram-se os homens?’ Dize: ‘Sim, por Meu Senhor! Enquanto tu jazias no berço das vãs fantasias.’ E entre eles está o que pergunta: ‘Transmitiu-se descer o Livro através do poder da verdadeira Fé?’ Dize: ‘A verdadeira Fé está atônita. Temei, ó homens de coração compreensivo.’ E entre eles há o que pergunta: ‘Fui reunido aos outros, às cegas?’ Dize: ‘Sim, por Aquele que cavalga as nuvens!’ O Paraíso está adornado de rosas místicas, e o inferno tornou-se ardente com o fogo dos ímpios. Dize: ‘A luz brilhou do horizonte da Revelação e toda a terra iluminou-se com a vinda d’Aquele que é o Senhor do Dia do Convênio!’ Os que duvidaram pereceram, enquanto prosperava aquele que se voltou, guiado pela luz da convicção, para a Aurora da Certeza. Bem-aventurado és tu, que em Mim fixaste teu olhar, por esta Epístola que se fez descer para ti – uma Epístola que fez elevarem-se as almas dos homens. Tu a deves memorizar e recitar. Por Minha vida! Ela é uma porta para a misericórdia de teu Senhor. Feliz quem a recita ao anoitecer e ao alvorecer. Nós, em verdade, ouvimos teu louvor a esta Causa, através da qual foi esmagada a montanha do conhecimento, e vacilaram os pés dos homens. Que Minha Glória esteja sobre ti e sobre todo aquele que se tenha voltado para o Onipotente, o Todo-Generoso. Terminou a Epístola, mas o tema não se esgotou. Sê paciente, pois teu Senhor é paciente.”
Estes são versículos que enunciaram anteriomente, logo após Nossa chegada à cidade-prisão de ‘Akká, e Nós os enviamos a ti para que possas estar ciente daquilo que as línguas mentirosas falaram quando Nossa Causa chegou-lhes com poder e soberania. Tremeram os alicerces das vãs fantasias e rompeu-se o céu das imaginações ociosas, mas, ainda assim, o povo está em dúvida e discorda d’Ele. Negaram o testemunho de Deus e Sua prova, após Ele ter vindo do céu de poder com o reino de Seus sinais. Rejeitaram o que lhes foi prescrito, e perpetraram o que o Livro lhes proibia. Abandonaram seu Deus e agarraram-se a seus desejos. Eles realmente se desviaram e estão em erro. Lêem os versos e os negam. Contemplam os sinais claros e se afastam. Estão realmente perdidos em estranha dúvida.
Nós advertimos Nossos bem-amados para temerem a Deus um temor que é o manancial de todos os bons atos e virtudes. Ele é o comandante das hostes da justiça na cidade de Bahá. Feliz o homem que se opôs à sombra de seu luminoso estandarte, e a ele agarrou-se firmemente. Esse, em verdade, está entre os Companheiros da Arca Carmesim, que foi mencionada no Qayyúmu’l-Asmá.
Dize: Ó povo de Deus! Adornai vossa fronte com o ornamento da fidedignidade e da devoção. Ajudai, então, vosso Senhor com as hostes dos bons atos e um caráter digno de louvor. Nós vos proibimos a dissensão e o conflito, em Meus Livros, em Minhas Escrituras, em Meus Pergaminhos e em Minhas Epístolas, e com isso nada mais desejamos do que vossa elevação e progresso. Disso dão testemunho os céus com suas estrelas, o sol com seu esplendor, as árvores com suas folhas, os oceanos com suas ondas, e a terra com seus tesouros. Pedimos a Deus que assista Seus bem-amados, e os ajude naquilo que lhes convém nesta abençoada, poderosa e extraordinária posição.
Além disso, em outra Epístola, Nós dissemos: “Ó tu que fixaste teu olhar sobre Minhas feições! Adverti os homens para que temam a Deus. Por Deus! Este temor é o principal comandante do exército de teu Senhor. Suas hostes são um caráter louvável e os bons atos. Através dele abriram-se as cidades do coração dos homens, ao longo das eras e séculos, e os estandartes da ascendência e do triunfo ergueram-se acima de todos os outros estandartes.”
“Nós te mencionaremos agora a Fidedignidade e sua posição na estima de Deus, teu Senhor, o Senhor do Trono Poderoso. Em um dia dos dias, dirigimo-Nos a Nossa Ilha Verde. Ao lá chegarmos, Nós contemplamos o fluir de seus regatos, suas árvores luxuriantes e a luz do sol brincando em seu meio. Volvendo Nossa face à direita, Nós contemplamos aquilo que a pena é incapaz de descrever; nem pode ela relatar aquilo que os olhos do Senhor da Humanidade testemunharam naquele Lugar mais santificado, mais sublime, mais abençoado, mais excelso. Voltando-Nos então para a esquerda, lançamos o olhar sobre uma das Belezas do Mais Sublime Paraíso, que, num pilar de luz, bradava: ‘Ó habitantes da terra e do céu! Contemplai Minha beleza, Meu brilho, Minha revelação, Meu resplendor. Por Deus, o Verdadeiro! Eu sou a Fidedignidade, e sua revelação, e sua beleza. Eu recompensarei todo aquele que se apegar a Mim e reconhecer Meu posto e posição, e firmar-se à orla de Meu manto. Eu sou o maior ornamento do povo de Bahá, e a vestimenta de glória para todos os que estão no reino da criação. Eu sou o supremo instrumento para a prosperidade do mundo, e o horizonte da certeza para todos os seres.’ Assim Nós enviamos para vós aquilo que atrairá os homens para junto do Senhor da criação.”
Este Injustiçado tem, em todos os tempos, convocado os povos do mundo para aquilo que os elevará e os atrairá para junto de Deus. Do Mais Sublime Horizonte irradiou-se aquilo que não deixará a ninguém espaço para vacilação, repúdio ou negação. Os desviados, contudo, deixaram de beneficiar-se; não, só lhes aumentará sua perda.
Ó Xeique! Incumbe aos teólogos unirem-se com Sua Majestade o Xá – possa Deus assisti-lo – e se conservarem fiéis, dia e noite, àquilo que exaltará a posição tanto do governo como da nação. Este povo está assiduamente ocupado em iluminar as almas dos homens e restaurar sua condição. Disso dá testemunho aquilo que foi transmitido pela Mais Sublime Pena nesta lúcida Epístola. Quão freqüentemente as coisas têm sido simples e fáceis de realizar, e, ainda assim, a maioria dos homens têm se mostrado desatentos e se ocupado com aquilo que desperdiça seu tempo!
Um dia, quando em Constantinopla, Kamál Páshá visitou este Injustiçado. Nossa conversa voltou-se para tópicos benéficos ao homem. Ele disse ter diversas línguas. Em resposta, Nós observamos: “Desperdiçaste tua vida. Convém a ti e aos outros funcionários do governo promover uma reunião e escolher uma dentre as diversas línguas, bem como uma das escritas existentes, ou senão criar uma nova língua e uma nova escrita para serem ensinadas às crianças nas escolas de todo o mundo. Deste modo, as crianças estariam aprendendo apenas duas línguas, uma sua própria língua nativa, e a outra, a língua na qual todos os povos do mundo conversariam. Caso os homens aderissem firmemente àquilo que tem sido mencionado, toda a terra viria a ser vista como um só país, e os povos seriam desobrigados e libertados da necessidade de aprender e ensinar diferentes idiomas.” Quando em Nossa presença, ele aquiesceu e até mesmo demonstrou grande alegria e completa satisfação. Nós então lhe dissemos para submeter este assunto aos funcionários e ministros do governo, a fim de que pudesse ser posto em prática nos diferentes países. Contudo, apesar de Ter retornado freqüentemente para ver-Nos depois disso, ele nunca mais se referiu ao assunto, muito embora aquilo que foi sugerido conduza à concórdia e à unidade dos povos do mundo.
De bom grado teríamos esperado que o governo persa o adotasse e promovesse. No presente, uma nova língua e uma nova escrita foram inventadas. Se desejares, Nós as comunicaremos a ti. Nosso propósito é que todos os homens sejam fiéis àquilo que irá reduzir o trabalho e esforço desnecessários, de modo que seus dias possam ser convenientemente vividos e encerrados. Deus, em verdade, é o que Auxilia, o que Sabe, o que Ordena, o Onisciente.
Se for a vontade de Deus, a Pérsia poderá conseguir aquilo de que até agora se viu despojada e com ele adornar-se. Dize: “Ó Xá! Esforça-te para que todos os povos do mundo possam iluminar-se com os refulgentes esplendores do sol de tua justiça. Os olhos deste Injustiçado estão voltados apenas e tão-somente para a fidedignidade, a veracidade, a pureza e tudo o que beneficia os homens.” Não O vejas como um traidor. Glorificado és, ó meu Deus, e meu Mestre, e meu Arrimo! Ajuda Sua Majestade o Xá a executar Tuas leis e Teus mandamentos, e a demonstrar Tua justiça entre Teus servos. Tu és, veramente, o Todo-Generoso, o Senhor de graça abundante, o Onipotente, o Todo-Poderoso. A Causa de Deus veio como um sinal de Sua graça. Felizes são aqueles que agem; felizes são aqueles que compreendem; feliz o homem que se agarra à verdade, desapegado de tudo o que existe nos céus e de tudo o que existe na terra.
Ó Xeique! Busca a margem do Maior Oceano e entra, então, na Arca Carmesim que Deus ordenou no Qayyúmu’l-Asmá para o povo de Bahá. Verdadeiramente, ela passa sobre a terra e o mar. Aquele que nela entra está salvo, e quem dela se afasta perece.
Se nela entrares e alcançares, volta tua face para a Kaaba de Deus, o Auxílio no Perigo, o que Subsiste por Si próprio, e dize: “Ó meu Deus! Eu Te suplico por Tua mais gloriosa luz, e todas as Tuas luzes são veramente gloriosas.” E então irão as portas do Reino abrir-se ante tua face e contemplarás aquilo que os olhos nunca contemplaram e ouvirás aquilo que os ouvidos nunca escutaram. Este Injuriado te exorta como já te exortou antes, sem nunca ter para ti desejo outro que o de entrares no oceano da unidade de Deus, o Senhor dos mundos. Este é o dia em que todas as coisas criadas clamam e anunciam aos homens esta Revelação, através da qual surgiu aquilo que estava oculto e preservado no conhecimento de Deus, o Poderoso, o Todo-Louvado.
Ó Xeique! Tu ouviste as doces melodias das Pombas da Elocução chilreando nos ramos da Divina Árvore do conhecimento. Ouve agora, atentamente, as notas dos Pássaros da Sabedoria celebrando no Mais Sublime Paraíso. Eles, de fato, irão familiarizar-se com as coisas das quais eras totalmente inconsciente. Dá ouvidos àquilo que a Língua de Fortaleza e Poder falou nos Livros de Deus, o Desejo de todo coração compreensivo. Neste momento uma Voz ergueu-se da Árvore Divina além da qual não há passagem, no coração do Mais Sublime Paraíso, ordenando-Me relatar a ti o que foi enunciado nos Livros e Epístolas, e as coisas ditas por Meu Precursor, que ofereceu Sua vida por este Grande Anúncio, este Caminho Reto. Ele disse – e Ele realmente fala a verdade: “Eu escrevi em Minha menção d’Ele estas palavras preciosas: ‘Nenhuma alusão Minha pode aludir a Ele, nem coisa alguma mencionada no Bayán.’ “ E mais ainda Ele –excelso e glorificado seja – disse, referindo-Se a esta poderosíssima Revelação, este Grande Anúncio: “Excelso e glorificado é Ele acima do poder de qualquer um de revelá-Lo, exceto Ele mesmo, ou da descrição de quaisquer de Suas criaturas. Eu próprio nada sou senão o primeiro servo a acreditar n’Ele e em Seus Sinais, e a participar dos doces sabores de Suas palavras desde as primícias do paraíso de Seu conhecimento. Sim, por Sua glória! Ele é a Verdade. Não há outro Deus além d’Ele. Tudo se ergueu por Seu comando.” Tais são as palavras cantadas pela Pomba da Verdade nos ramos da Divina Árvore Celestial. Bem-aventurado aquele que deu ouvidos à sua Voz, e sorveu dos oceanos da Divina elocução que repousa oculta em cada uma destas palavras. Noutro contexto, a Voz do Bayán bradou dos mais altos ramos. Ele – abençoado e glorificado seja – disse: “No ano nono, alcançareis todo o bem.” Em outra ocasião, Ele disse: “No ano nono, chegareis à Presença de Deus.” Estas melodias, pronunciadas pelos Pássaros das cidades do Conhecimento, harmonizam-se com o que foi enunciado pelo Todo-Misericordioso no Alcorão. Abençoados são os homens de discernimento; abençoados aqueles que lá chegam.
Ó Xeique! Eu juro por Deus! O Rio da Misericórdia flui, encapela-se o Oceano da Elocução e o Sol da Revelação brilha resplandecente. Com um coração desapegado, o peito dilatado e uma língua verdadeiramente confiável, recita estas sublimes palavras que foram reveladas por Meu Predecessor – o Ponto Primaz. Ele diz – glorificada seja Sua elocução – dirigindo-se ao honrado ‘Azím: “Esta, verdadeiramente, é a coisa que Nós te prometemos, antes do momento em que Nós respondemos ao teu chamado. Espera até que o nove tenha transcorrido do tempo do Bayán. Então exclama: ‘Abençoado, pois, seja Deus, o mais excelente dos Criadores!’ Dize: Este, verdadeiramente, é um Anúncio que ninguém, exceto Deus, compreendeu. Vós, contudo, sereis inconscientes naquele dia.” No ano nono, esta Suprema Revelação ergueu-se e brilhou resplandecente acima do horizonte da Vontade de Deus. Ninguém pode negá-la, salvo aquele que é desatento e duvida. Oramos a Deus para que ajude Seus servos a retornarem a Ele, e pedimos perdão pelas coisas que eles cometeram nesta vida vã. Ele, verdadeiramente, é o Perdoador, o Indulgente, o Todo-Misericordioso. Noutro contexto, Ele disse: “Eu sou o primeiro servo a acreditar n’Ele e em Seus sinais.” Do mesmo modo, no Bayán persa, Ele diz: ‘Ele, em verdade, é Aquele que, sob todas as condições, proclama: ‘Eu verdadeiramente sou Deus!’ “e assim por diante – abençoado e glorificado seja Ele. O que se entende por Divindade e Deidade já foi explicado anteriormente. Nós, em verdade, rompemos os véus e desvendamos aquilo que irá atrair os homens para junto de Deus, Quem faz curvar-se o pescoço dos homens. Feliz o homem que alcançou a justiça e a eqüidade nesta Graça que abrange tudo o que existe nos céus e tudo o que existe na terra, conforme ordenado por Deus, o Senhor dos mundos.
Ó Xeique! Ouve atentamente as melodias do Evangelho com o ouvido da imparcialidade. Ele disse – glorificada seja Sua elocução – profetizando as coisas que estão por vir: “Mas daquele Dia e Hora nada sabe homem algum, não!, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas só o Pai.” Por Pai, neste contexto, entende-se Deus – excelsa seja Sua Glória. Ele, em verdade, é o Verdadeiro Educador, o Mestre Espiritual.
Joel diz: “Sim, o Dia do Senhor é grandioso e temível! Quem o poderá suportar?” Primeiramente, na sublime elocução registrada no Evangelho, Ele disse que ninguém está ciente do tempo da Revelação, que ninguém a conhece exceto Deus, o Sapientíssimo, O que tem conhecimento de tudo. Em segundo lugar, Ele proclama a grandeza da Revelação. Do mesmo modo, no Alcorão Ele diz: ‘O que perguntais uns aos outros? Do Grande Anúncio.” Este é o Anúncio, cuja grandeza foi mencionada na maioria dos Livros de antanho e de tempos mais recentes. Este é o Anúncio que fez tremerem os membros da humanidade, exceto daqueles a quem Deus, o Protetor, o Auxiliador, o Amparo, desejou isentar. Os homens, de fato, testemunharam com seus próprios olhos como todos os homens e todas as coisas foram lançados em confusão e amarga perplexidade, exceto aqueles a quem Deus escolheu isentar.
Ó Xeique! Grande é a Causa, e grande o Anúncio! Com calma e paciência, pondera sobre os sinais resplandecentes e as palavras sublimes, e tudo o que foi revelado nestes dias, para que possas sondar os mistérios que jazem ocultos nos Livros, e possas esforçar-te para guiar Seus servos. Ouve atentamente com teu ouvido interior a Voz de Jeremias, que diz: “Ah, pois grande é o Dia, e não tem igual.” Fosses tu observar com os olhos da imparcialidade, perceberias a grandeza do Dia. Volve teus ouvidos à Voz deste Conselheiro Onissapiente e não consintas em te privares da misericórdia que transcende todas as coisas criadas, visíveis e invisíveis. Ouve o cântico de Davi. Ele diz: “Quem me trará à Cidade Forte?” A Cidade Forte é ‘Akká, que foi chamada a Maior Prisão, e possui uma fortaleza e potentes baluartes.
Ó Xeique! Examina o que falou Isaías em Seu Livro. Ele diz: “Subi a uma alta montanha, para anunciar a boa nova a Sião; elevai com força a voz, para anunciar a boa nova a Jerusalém. Elevai a voz sem receio, dizei às cidades de Judá: ‘Eis Teu Deus! Eis o Senhor Deus que vem com poder, estendendo os braços soberanamente.’” Neste Dia, todos os sinais apareceram. Uma Grande Cidade desceu do céu, e Sião tremeu e exultou de alegria à Revelação de Deus, pois ouviu a Voz de Deus de todos os lados. Neste Dia, Jerusalém alcançou um novo Evangelho, pois no local do sicômoro ergueu-se o cedro. Jerusalém é o local de peregrinação para todos os povos do mundo, e foi chamada Cidade Santa. Junto com Sião e Palestina, todos esses lugares nestas regiões. Por isso foi dito: “Abençoado é o homem que migrou para ‘Akká.”
Amós disse: “O Senhor rugirá de Sião, e trovejará de Jerusalém, os prantos dos pastores estarão de luto, o topo do Carmelo secará.” O Carmelo, no Livro de Deus, foi designado como a Colina de Deus e Seu Vinhedo. É aqui que, pela graça do Senhor da Revelação, o Tabernáculo da Glória foi erguido . Felizes são aqueles que o alcançam; felizes aqueles que volvam o rosto em sua direção. E do mesmo modo Ele diz: “Nosso Deus virá, e Ele não virá em silêncio.”
Ó Xeique! Reflete sobre estas palavras dirigidas a Amós por Aquele que é o Desejo do mundo. Ele diz: “Prepara-te, Israel, para sair ao encontro de teu Deus! Porque aquele que formou os montes e criou o vento, aquele que revela ao homem seus próprios pensamentos, e que muda as manhãs em trevas, e que anda por cima das alturas da terra, o seu nome é o Senhor, o Deus dos Exércitos.” Ele disse que Deus faz das manhãs trevas. Por isso entende-se que se, no tempo da Manifestação d’Aquele que conversou no Sinai, alguém viesse a considerar-se a verdadeira alvorada, seria transformado, pela força e poder de Deus, em escuridão. Esse alguém seria na realidade a falsa alvorada, embora acreditasse ser a verdadeira. Infeliz dele, e infelizes daqueles que o seguem sem um claro sinal vindo de Deus, o Senhor dos mundos.
Isaías disse: “Somente o Senhor será exaltado naquele Dia.” Com relação à grandeza da Revelação, Ele disse: “Entrai na pedra, e escondei-vos no pó, por temor ao Senhor, e pela glória de Sua majestade.” E, noutro contexto, Ele diz: “O ermo e o local solitário se alegrarão por eles; e o deserto se rejubilará e florescerá como a rosa. Florescerá abundantemente e se rejubilará com alegria e cânticos: a glória do Líbano ser-lhes-á dada, o esplendor do Carmelo e de Sharon, verão a glória do Senhor e o esplendor de nosso Deus.”
Estas passagens não carecem de comentário algum. São brilhantes e manifestadas como o sol, claras e luminosas como a própria luz. Toda pessoa de mente imparcial é levada, pela fragrância destas palavras, ao jardim do entendimento e alcança o que está velado e proibido à maioria dos homens. Dize: temei a Deus, ó povo, e não sigais as dúvidas daqueles que bradam em altas vozes, que quebraram o Convênio de Deus e Seu Testamento, e negaram Sua misericórdia que precedeu tudo o que existe nos céu se tudo o que existe na terra.
E do mesmo modo Ele diz: “Diz àqueles cujo coração é temeroso: sede fortes, não temais, contemplai vosso Deus.” Este verso abençoado é uma prova da grandeza da Revelação, e da grandeza da Causa, porquanto o clamor da trombeta precisa necessariamente espalhar a confusão pelo mundo todo, e o medo e o tremor entre todos os homens. Bem-aventurado aquele que foi iluminado com a luz da confiança e do desapego. As tribulações daquele Dia não o retardarão em alarmá-lo-ão. Assim falou a Língua da Elocução, conforme ordenado por Aquele que é o Todo-Misericordioso. Ele, em verdade, é o Forte, o Todo-Poderoso, o Todo-Dominador, o Onipotente. Incube agora aos que são dotados de ouvidos e de olhos que vêem ponderar sobre estas sublimes palavras, em cada uma das quais ocultam-se os oceanos do significado e explicação interiores, a fim de que as palavras pronunciadas por Aquele que é o Senhor da Revelação possam permitir que Seus servos alcancem, com a máxima alegria e esplendor, o Objetivo Supremo e o Mais Sublime Pico – o ponto do alvorecer desta Voz.
Ó Xeique! Se acaso percebesses, mesmo que tão infimamente quanto um buraco da agulha, os sopros de Minha elocução, abandonarias o mundo e tudo o que tão infimamente quanto um buraco da agulha, os sopros de Minha elocução, abandonarias o mundo e tudo o que nele existe, e volverias tua face na direção das luzes do semblante do Desejado. Em suma, nas palavras d’Aquele que é o Espírito (Jesus), jazem ocultas incontáveis significações. A muitas coisas Ele fez referência, mas como não encontrou ninguém que possuísse ouvidos que ouvem e olhos que vêem, Ele optou por ocultar a maioria dessas coisas. Ele chegou mesmo a dizer: “Mas vós não as suportaríeis agora.” Aquele Ponto do Alvorecer da Revelação disse que, naquele Dia, o Prometido revelaria as coisas que estão por vir. É por isso que no Kitáb-i-Aqdas, nas Epístolas aos Reis, no Lawh-i-Ra’ís e no Lawh-i-Fu’ád, a maioria das coisas que se passaram nesta terra foram anunciadas e profetizadas pela Mais Sublime Pena.
No Kitáb-i-Aqdas, o seguinte foi revelado: “Que nada te entristeça, ó Terra do Tá (Teerã), pois Deus te escolheu como a fonte de júbilo para toda a humanidade. Ele, se for Sua Vontade, te haverá de abençoar o trono com alguém que governará com justiça, que reunirá o rebanho de Deus que os lobos dispersaram. Tal governante, com júbilo e contentamento, se volverá ao povo de Bahá e lhe concederá os seus favores. Deveras, para Deus ele é uma jóia entre os homens. Que sobre ele repousem eternamente a glória de Deus e a glória de todos os que habitam no reino da Sua revelação.” Estes versos foram revelados anteriormente. Agora, contudo, o seguinte verso foi enunciado. “Ó Deus, meu Deus! Bahá Te suplica e Te implora, pelas luzes de Teu semblante, pelas vagas do oceano de Tua revelação, pelos radiosos esplendores do Sol de Tua elocução, para que ajudes o Xá a ser justo e eqüitativo. Se for Teu desejo, abençoa, através dele, o trono da autoridade e soberania. Potente és Tu para fazer o que Te apraz. Não existe outro Deus além de Ti, O que ouve, O que está pronto a responder.” “Regozija-te com grande júbilo, ó Terra do Tá (Teerã), porque Deus te fez ser a aurora de Sua luz, pois em ti nasceu a Manifestação de Sua glória. Alegra-te por esse nome que te foi conferido – um nome pelo qual o Sol da graça difundiu seu esplendor e tanto a terra como o céu se iluminaram. E em breve o estado das coisas em teu meio mudará, e as rédeas do poder cairão nas mãos do povo. Verdadeiramente, teu Senhor é o Onisciente. Sua autoridade tudo abrange. Está segura dos generosos favores de Teu Senhor. Eternamente o olhar se Sua benevolência se dirigirá a ti. Aproxima-se o dia no qual a tua agitação se transmutará em paz e serena tranqüilidade. Assim foi decretado no Livro Maravilhoso.”
E do mesmo modo na Lawh-i-Fu’ád, na Epístola ao Rei de Paris (Napoleão III) e em outras Epístolas, foi revelado o que fará toda mente imparcial dar testemunho do poder, majestade e sabedoria de Deus – excelsa seja Sua glória. Se observassem com os olhos da justiça, os homens perceberiam o segredo deste verso abençoado: “E não existe grão no seio da terra escura ou coisa alguma, seca ou verde, que não esteja registrada no Livro evidente”, o compreenderiam. Neste dia, contudo, seu repúdio à verdade impediu-os de compreender aquilo que foi realmente transmitido por Aquele que é o Revelador, o Ancião dos Dias. Deus Misericordioso! Sinais perspícuos apareceram em todo lado, e ainda assim os homens estão, em sua maior parte, privados do privilégio de contemplá-los e compreendê-los. Suplicamos a Deus que conceda Sua ajuda, a fim de que todos os homens possam reconhecer as pérolas que jazem ocultas dentro das conchas do Maior Oceano, e exclamar: “Louvado sejas Tu, ó Deus do mundo!”
Ó assembléia de mentes imparciais! Observai e refleti sobre as vagas do oceano da elocução e conhecimento de Deus, para que possais dar testemunho, com Tua língua interior e Tua língua exterior, de que com Ele está o conhecimento. Ele, em verdade, manifestou o que estava oculto, quando Ele, em Seu retorno, subiu ao trono do Bayán. Tudo aquilo que foi anunciado aconteceu e acontecerá, palavra por palavra, sobre a terra. A ninguém é deixada a possibilidade de afastar-se ou protestar. Como a integridade, porém, está desonrada e oculta, a maioria dos homens fala como que impelida por suas próprias vãs fantasias.
Ó Deus, meu Deus! Não priveis Teus servos de voltarem a face na direção da luz da certeza, a qual despontou acima do horizonte de Tua vontade, e não consintas que eles sejam excluídos, ó meu Deus, dos oceanos de Teus sinais. Eles, ó meu Deus, são Teus servos em Tuas cidades, e Teus escravos em Tuas terras. Se Tu não tiveres misericórdia por eles, quem então irá mostrar-lhes misericórdia? Toma, ó meu Deus, as mãos daqueles que se afogaram no mar das vãs fantasias, e livra-os por Teu poder e soberania. Salva-os, então, com os braços de Tua potência. És poderoso para fazer o que desejas, e em Tua mão direita estão as rédeas de tudo o que existe nos céus e de tudo o que existe na terra.
Do mesmo modo, disse o Ponto Primaz: “Contemplai-O com Seus próprios olhos. Fosseis vós contemplá-Lo com os olhos de outrem, nunca O reconheceríeis e nunca O conheceríeis.” Isto a nada mais se refere do que a esta Suprema Revelação. Bem-aventurados aqueles que julgam com imparcialidade. E igualmente Ele disse: “O embrião de um ano que guarda dentro de si as potencialidades da Revelação que está por vir é dotado de uma potência superior às da forças combinadas de todo o Bayán.” Estas boas novas do Bayán e dos Livros de outrora têm sido repetidamente mencionadas sob diversos nomes em numerosos livros, a fim de que os homens possam julgar eqüitativamente aquilo que se ergueu e brilhou acima do horizonte da vontade de Deus, o Senhor do Trono Poderoso.
Ó Xeique! Dize ao povo do Bayán: “Ponderai sobre estas palavras abençoadas. Ele diz: ‘Todo o Bayán é apenas uma folha entre as folhas de Seu Paraíso.’ Sede justos, ó povo, e não sejais dos que estão contados como perdidos no Livro de Deus, o Senhor dos mundos.” A abençoada Árvore Celestial permanece, neste dia, ante tua face, carregada de frutos celestiais, de frutos novos e maravilhosos. Contempla-a, desapegado de tudo o mais exceto dela. Assim falou a Língua de força e poder neste Lugar que Deus adornou com os passos de Seu Maior Nome e Poderoso Anúncio.
E do mesmo modo, Ele diz: “Antes que nove (anos) tenham se passado desde o surgimento desta Causa, a realidade das coisas criadas não se fará manifesta. Tudo o que vistes até agora nada mais foi que o estágio do embrião úmido até Nós o revestirmos com carne. Sede pacientes, até contemplardes uma nova criação. Dize: ‘Abençoado, portanto, seja Deus, o mais excelente dos Criadores!’” E do mesmo modo Ele disse, referindo-Se ao poder desta Revelação: “ Legítimo é para Aquele a Quem Deus fará manifesto rejeitar quem for grande na terra, pois este é apenas uma criatura em Suas mãos, e todas as coisas O adoram. Após o Hín (68), uma Causa ser-vos-á dada e vireis a conhecê-la.” E também disse Ele: “Sabei com absoluta certeza, e através de decreto firmemente estabelecido e absolutamente irrevogável, que Ele – excelsa seja Sua glória, exaltado seja Seu poder, santificada seja Sua divindade, glorificada seja Sua grandeza e louvados sejam Seus caminhos – faz cada coisa tornar-se conhecida através de seu próprio ser; quem pode então conhecê-lo através de outro que não Ele Próprio?” E ainda mais, Ele diz – excelso e glorificado seja: “Acautelai-vos, acautelai-vos para que nos dias de Sua Revelação o Váhid do Bayán (as dezoito Letras do Vivente) não vos excluam d’Ele como que por um véu, porquanto este Váhid é apenas uma criatura em Seu olhar. E acautelai-vos, acautelai-vos para que as palavras transmitidas no Bayán não vos excluam d’Ele, como que por um véu.” E mais uma vez Ele – excelso seja – diz: “Não O olheis com outros olhos que não os d’Ele Próprio. Pois todo aquele que O olha com Seus olhos, O reconhecerá; caso contrário, será velado d’Ele. Se buscardes Deus e Sua Presença, buscai-O e contemplai-O .” E do mesmo modo Ele diz: “Melhor é para vos recitardes que penas um dos versos d’Aquele a Quem Deus fará manifesto do que registrardes todo o Bayán, pois naquele Dia aquele único verso poderá salvar-vos, enquanto todo o Bayán não vos salvará.”
Dize: Ó povo do Bayán! Sede justos, sede justos; e repito, sede justos, sede justos. Não sejais daqueles que fizeram menção da Manifestação da Causa de Deus à luz do dia e na estação da noite, e que, quando Ele, através de Sua graça, apareceu, e quando o Horizonte da Revelação iluminou-se, pronunciaram contra Ele um julgamento tal que provocou as lamentações dos habitantes do Reino e do Domínio de Glória e daqueles que circulavam ao redor da vontade de Deus, o Onisciente, o Sapientíssimo.
Medita sobre estas sublimes palavras. Ele disse: “Eu, em verdade, acredito n’Ele e em Sua Fé, e em Seu Livro, e em Seus Testemunhos, e em Seus Caminhos, e em tudo o que a esse respeito procede d’Ele. Eu me glorifico em Minha similaridade com Ele e orgulho-Me de Minha crença n’Ele.” E do mesmo modo Ele diz: “Ó congregação do Bayán e todos os que nela estão! Reconhecei os limites impostos a vós, pois Aquele que é o próprio Ponto do Bayán acreditou n’Aquele que Deus fará manifesto, antes que todas as coisas fossem criadas. Nisso, em verdade, Eu Me glorifico ante todos os que estão no reino do céu e da terra.” Por Deus! Todos os átomos do universo gemem e lamentam diante da crueldade perpretada pelos intransigentes dentre o povo do Bayán. Para onde foram aqueles que estão imbuídos de discernimento e escuta? Nós suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja Ele – para que os convoque e os exorte àquilo que lhes será proveitoso, afastando-os do que lhes será prejudicial. Ele, em verdade, é o Forte, o Todo-Dominador, o Todo-Poderoso.
E do mesmo modo, Ele diz: “Não consintais que vos excluam de Deus, como que por um véu, depois de ter-Se Ele revelado. Pois tudo o que foi exaltado no Bayán nada mais é que um anel em Minha mão e Eu Próprio sou, em verdade, nada mais que um anel na mão d´Aquele a Quem Deus fará manifesto – glorificada seja Sua menção! Ele o gira como Lhe apraz, para o que quer que Lhe agrade, e através de tudo o que Lhe agrada. Ele, em verdade, é o Amparo no Perigo, o Altíssimo.” E do mesmo modo Ele diz: “Fosse Ele fazer de cada homem na terra um Profeta, todos, em verdade, seriam contados como Profetas aos olhos de Deus.” E do mesmo modo, Ele diz: “No dia da revelação d‘Aquele a Quem Deus fará manifesto, todos os que habitam a terra serão iguais aos Seus olhos. Todo aquele a quem Ele ordenou como Profeta, em verdade tem sido um Profeta desde o início que não tem início, e assim permanecerá até o fim que não tem fim, pois este é um ato de Deus. E todo aquele que é feito por Ele um Representante, será um Representante em todos os mundos, pois este é um ato de Deus. Pois a vontade de Deus não pode ser de modo algum revelada, exceto através de Sua vontade, nem Seu desejo ser manifestado, salvo por Seu desejo. Ele, verdadeiramente, é o Conquistador, o Todo Poderoso, o Altíssimo.”
Em suma, Ele afirmou em todas as ocasiões aquilo que conduz à conversão, ao progresso, à elevação, e à orientação dos homens. Alguns poucos injustos, contudo, tornaram-se um véu, uma barreira insuperável, e impediram o povo de voltar-se na direção das luzes de Seu Semblante. Oramos a Deus para que, com Sua soberania, os afaste e os domine com Seu poder dominador. Ele, veramente, é o Senhor de Força, o Poderoso, o Onisciente.
E do mesmo modo Ele diz: “Ele – glorificada seja a menção de Seu Nome – parece-Se ao sol. Acaso incontáveis espelhos fossem colocados diante do sol, cada um iria, de acordo com sua capacidade, refletir seu esplendor; e mesmo que nenhum espelho fosse colocado diante dele, o sol ainda continuaria a erguer-se e se pôr, e os espelhos apenas seriam velados de sua luz. Eu, em verdade, não deixei de cumprir Meu dever de admoestar aquele povo e imaginar meios pelos quais eles pudessem voltar-se para Deus, seu Senhor, e acreditar em Deus, seu Criador. Se, no dia de Sua Revelação, todos os que estão na terra prestarem-Lhe submissão, Meu mais íntimo ser rejubilar-Se-á, desde que todos tenham atingido o cume de suas existências, tenham sido levados face a face com seu Amado, e tenham reconhecido, no mais alto grau possível no mundo do ser, o esplendor d’Aquele que é o Desejo de seus corações. Do contrário, Minha alma ficará de fato entristecida. Eu, verdadeiramente, nutri todas as coisas para este propósito. Como, portanto, poderia alguém estar afastado d’Ele? Por isso roguei a Deus e continuarei a recorrer a Ele. Em verdade, Ele está ao alcance, prestes a responder.”
E do mesmo modo, Ele diz: “Chegarão mesmo a recusar àquela Árvore, que não é do Oriente nem do Ocidente, o nome de fiel, pois fossem eles assim O chamar, deixariam de entristecê-Lo.” Acaso teus ouvidos, ó mundo, ouviram com que desamparo estas palavras foram reveladas a partir da alvorada da vontade d’Aquele que é o Ponto do Alvorecer de todos os nomes? Ele disse, “Eu eduquei todos os homens para que eles pudessem reconhecer esta Revelação, e, ainda assim, o povo do Bayán se recusa sequer a conhecer o nome de fiel àquela abençoada Árvore que não pertence nem ao Oriente nem ao Ocidente” Ai de mim, ai de mim, pelas coisas que Me ocorreram! Por Deus! Ocorreu a Mim, às mãos daquele a quem nutri (Mírzá Yahyá), de dia e à noite, o que fez lamentarem-se o Santo Espírito e os habitantes do Tabernáculo da Grandeza de Deus, o Senhor deste Dia miraculoso.
Do mesmo modo, refutando certos descrentes Ele diz: “Pois ninguém conhece a hora da Revelação exceto Deus. Onde quer que surja o Ponto da Verdade, todos devem reconhecê-lo e render graças à Deus.” Aqueles que se afastaram de Mim falaram tal como falavam os seguidores de João (São João Batista). Pois também eles protestaram contra Aquele que era o Espírito (Jesus), dizendo: “A dispensação de João ainda não terminou; de onde vens tu?” E também agora, os que Nos repudiaram, embora nunca Nos houvessem conhecido e tivessem sido em todos os tempos ignorantes dos pontos fundamentais desta Causa, sem saber de Quem ela procedia ou o que ela significa, falaram coisas que fizeram suspirar e lamentar-se todas as coisas criadas. Por Minha vida! O mundo nunca poderá confrontar-se com Aquele que encarna em Si Próprio o reino da elocução. Temei a Deus, ó povo, e perscrutai então a verdade que foi enunciada no oitavo Capítulo do sexto Váhid do Bayán, e não sejais dos que se afastaram. Ele, do mesmo modo, ordenou: “Uma vez a cada dezenove dias este Capítulo deve ser lido, para que não sejam velados, no tempo da revelação d’Aquele a quem Deus fará manifesto, por considerações alheias aos versos, os quais foram, e ainda são, as mais bem fundadas provas e testemunhos.”
João, filho de Zacarias, disse o que Meu Predecessor falou: “Dize, arrependei-vos, pois o Reino do céu está próximo. E, na verdade, Eu vos batizo com a água do arrependimento, mas Aquele que virá depois de Mim é mais poderoso do que Eu, e Suas sandálias Eu não sou digno de calçar.” Por isso, meu Predecessor, como sinal de submissão e humildade, disse: “Todo o Bayán é apenas uma folha dentre as folhas de Seu Paraíso. E do mesmo modo Ele disse: “Eu sou o primeiro a adorá-Lo, e orgulho-Me de Minha similaridade com Ele.” E contudo, ó homens, o povo do Bayán agiu de maneira tal que Dhi’l-Jawshan, Ibn-i-Anas e Asbahí buscaram, e ainda buscam, refúgio em Deus contra seus atos. Este Injuriado, em face de todas as religiões, ocupou-Se dia e noite com as coisas que conduzem ao enaltecimento da Causa de Deus, enquanto aqueles homens apegaram-se ao que é causa de dor e humilhação.
E do mesmo modo, Ele diz: “Reconhecei-O por Seus versos. Quanto maior Tua negligência em buscar conhecê-Lo, tão mais dolorosamente estarei vendados no fogo.” Ó vós dentre o povo do Bayán que vos afastastes de Mim! Ponderai sobre estas sublimes palavras, que procedem do manancial da elocução d’Aquele que é o Ponto do Conhecimento. Ouvi atentamente, neste momento, estas palavras. Ele diz: “Naquele Dia, o Sol da Verdade dirigir-se-á ao povo do Bayán e recitará esta Sura do Alcorão: ‘Dize: ó incrédulos! Eu não adoro o que vós adorais, e vós não adorais o que Eu adoro. Eu nunca adorarei aquilo que adorais, nem vós adorareis aquilo que eu adoro. Para vós, Tua religião; para Mim, Minha religião.’” Deus de bondade! Apesar destas lúcidas afirmações e destes sinais brilhantes e luminosos, todos se ocupam com suas vãs imaginações e estão inconscientes do Desejado, velados d’Ele. Ó vós que vos desviastes! Despertai do sono da desatenção e daí ouvidos a estas palavras de Meu Predecessor. Ele diz: “A árvore da afirmação, ao afastar-se d’Ele, é contada como a árvore da afirmação, ao afastar-se d’Ele, é contada como a árvore da negação, e a árvore da negação, ao voltar-se para Ele, é contada como a árvore da afirmação.” E do mesmo modo, Ele diz: “Caso alguém reivindique uma Revelação e deixe de produzir qualquer prova, não protesteis e não O entristeçais.” Em suma, este Injuriado, noite e dia, tem estado a pronunciar as palavras: “Dize: Ó incrédulos!”, a fim de que esse possa ser o meio de despertar o povo e adorná-lo com o ornamento da imparcialidade.
E agora, medita sobre estas palavras, que difundem o sopro do desespero, em Sua dolorosa invocação a Deus, o Senhor dos mundos. Ele diz: “Glorificado sejas Tu, ó Meu Deus! Dá-Me testemunho de que, através deste Livro, Eu faço um convênio com todas as coisas criadas a respeito da Missão d’Aquele a quem Tu farás manifesto, antes que o convênio a respeito de Minha própria Missão tenha sido estabelecido. Hábil testemunha és Tu e aqueles que acreditaram em Teus sinais. Tu, em verdade, me bastas. Em ti depus Minha confiança e Tu, veramente, controlas todas as coisas.”
Em outro contexto, Ele diz: “Ó Espelhos semelhantes ao Sol! Olhai para o Sol da Verdade. Vós, em verdade, dependeis dele, se o pudésseis perceber. Sois, todos vós, como peixes que se movem vendados nas águas do mar e contudo perguntando do quê dependeis.” E do mesmo modo Ele diz: “Queixo-Me a vós, ó Espelho de Minha generosidade, de todos os outros Espelhos. Todos eles olham para Mim através de suas próprias cores.” Estas palavras foram enviadas da Fonte da Revelação do Supremo Doador, e foram dirigidas ao Siyyid Javád, conhecido como Karbilá’í. Deus testifica, e o mundo dá-Me testemunho, de que esse Siyyid deu apoio a este Injuriado e até mesmo escreveu uma detalhada contestação contra aqueles que se afastaram de Mim. Duas comunicações, além disso, nas quais ele deu testemunho da Revelação do Verdadeiro e nas quais são claras e manifestas as evidências de seu afastamento de tudo o mais exceto d’Ele, foram enviadas por Nós a Haydar-‘Alí. A caligrafia do Siyyid é inconfundível, e de todos conhecida. Nosso propósito, com isso, era fazer com que aqueles que nos negaram pudessem alcançar as águas vivas do reconhecimento, e aqueles que se afastaram se iluminarem com a luz da conversão. Deus é Minha testemunha de que este Injuriado não teve outro propósito senão o de transmitir a Palavra de Deus. Abençoados os de mente imparcial, e infelizes os que se desviaram. Os que se afastaram de Mim conspiraram muitas vezes, e agiram fraudulentamente de modos diversos. Eles, em certa ocasião, apoderaram-se de uma fotografia desse Siyyid e a colaram numa folha, junto com as de outros, encimada pelo retrato de Mírzá Yahyá. Em suma, lançaram mão de todos os meios para repudiar o Verdadeiro. Dize: “Veio o Verdadeiro, evidente como o sol fulgurante; ó, lástima Ter Ele vindo à cidade dos cegos!” O Siyyid acima mencionado advertiu os negadores e convocou-os ao Mais Sublime Horizonte, mas fracassou em impressionar aquelas pedras que não aceitam impressão. Contra ele tantas coisas disseram que ele buscou refúgio em Deus – excelsa seja Sua glória. As súplicas que ele enviou a esta Corte Sagrada estão agora em Nosso poder. Felizes são os de mente imparcial.
Pondera agora sobre a queixa do Ponto Primaz contra os Espelhos, a fim de que os homens possam ser despertados e voltarem-se da mão esquerda das fantasias e imaginações ociosas para a mão direita da fé e da certeza, e possam vir a conhecer aquilo do qual estão velados. Foi, na verdade, com o propósito de reconhecer esta Grande Causa que eles saíram do mundo da não-existência para o mundo do ser. E do mesmo modo Ele disse: “Consagra a Ele, ó meu Deus, a totalidade desta Árvore, para que dela possam ser revelados todos os frutos nela criados por Deus para Aquele através de Quem Deus desejou revelar tudo o que Lhe agrada. Por Tua glória! Eu nunca desejei que esta Árvore viesse a ter qualquer ramo, folha ou fruto que deixassem de curvar-se ante Ele, no dia de Sua Revelação, ou que se recusassem a louvar-Te através d’Ele, como convém à glória de Sua gloriosa Revelação e à sublimidade de Seu sublime Ocultamento. E se contemplares, ó meu Deus, qualquer ramo, folha ou fruto de Mim que tenha deixado de curvar-se ante Ele, no dia de Sua revelação, corta-o daquela Árvore, ó Meu Deus, pois ele não é de Mim nem a Mim retornará.
Ó povo do Bayán! Eu juro por Deus! Este Injustiçado não teve outra intenção exceto a de manifestar a Causa que Ele foi encarregado de revelar. Se volvêsseis vosso ouvido interior para Ele, ouviríeis, de cada partícula, de cada membro, de cada veia e mesmo de cada fio de cabelo deste Injustiçado, coisas que agitariam e extasiariam a Assembléia no alto e o mundo da criação.
Ó Hádí! O cego fanatismo dos tempos de antes afastou do Caminho Reto as desafortunadas criaturas. Medita sobre a seita xiita. Por mil e duzentos anos eles gritaram “Ó Qá’im!”, mas no fim todos pronunciaram Sua sentença de morte e fizeram-No sofrer o martírio, apesar de acreditarem, aceitarem e reconhecerem o Verdadeiro – excelsa seja Sua glória - , o Selo dos Profetas e os Eleitos. É agora necessário refletir um instante, para que possa descobrir o quê se interpôs entre o Verdadeiro e Suas criaturas, e tornar conhecidos os atos que foram causa de protesto e negação.
Ó Hádí! Ouvimos o lamento dos púlpitos aos quais, como testemunharam todos, os teólogos da era desta Revelação subiram e donde amaldiçoaram o Verdadeiro e fizeram ocorrer a Ele, que é a Essência do Ser, e a Seus companheiros, coisas que os olhos e os ouvidos do mundo nunca antes tinham visto ou ouvido. Tu convocaste, e ainda agora convocas o povo sob a alegação de que és Seu representante e espelho, apesar de ignorares esta Causa nunca teres estado em Nossa companhia.
Cada membro deste povo sabe que Siyyid Muhammad era apenas um dentre Nossos servos. Nos dias em que, a pedido do governo do Império Otomano, dirigimo-Nos para sua capital, ele Nos acompanhou. Mais tarde ele cometeu aquilo que – Eu juro por Deus – causou o pranto da Pena do Altíssimo e os lamentos de Sua epístola. Nós, portanto, o expulsamos; ele então uniu-se a Mírzá Yahyá, e fez o que nenhum tirano jamais fizera. Nós o abandonamos e lhe dissemos: “Fora, ó desatento!” Após estas palavras terem sido pronunciadas, ele uniu-se à ordem dos mawlavís e permaneceu em sua companhia até o momento em que Nós fomos intimados a partir.
Ó Hádí! Não consintas em tornar-te o instrumento para a disseminação de novas superstições, e recusa-te a formar novamente uma seita similar à dos xiitas. Reflete sobre a imensa quantidade de sangue que foi derramado. Tu entre outros, que alegam possuir conhecimentos, bem como os teólogos xiitas, têm todos amaldiçoado o Verdadeiro, no primeiro ano e nos anos seguintes, e decretado que se derrame Seu sacratíssimo sangue. Teme a Deus, ó Hádí! Não desejes que os homens sejam novamente atormentados com as vãs imaginações dos tempos passados. Teme a Deus, e não sejas dos que agem injustamente. Nestes dias, Nós ouvimos que tens te empenhado em pôr as mãos em todos os exemplares do Bayán para destruí-los. Este Injuriado te pede que abandones, em nome de Deus, tal intenção. Tua inteligência e capacidade de julgamento nunca excederam, nem agora excedem, a inteligência e a capacidade de julgamento d’Aquele que é o Príncipe do Mundo. Deus testifica e dá-Me testemunho de que este Injuriado não perscrutou o Bayán, nem se familiarizou com seu conteúdo. Isso tudo, porém, é conhecido e está claro e evidente que Ele ordenou que o Livro do Bayán seja o alicerce de Suas obras. Teme a Deus, e não te intrometas em assuntos que de longe te transcendem. Durante mil e duzentos anos, homens semelhantes a ti atormentaram os desafortunados xiitas na cova das vãs fantasias e imaginações desafortunados xiitas na cova das vãs fantasias e imaginações ociosas. Finalmente surgiram, no Dia do Julgamento, coisas contra as quais os opressores de outrora buscaram refúgio no Verdadeiro.
Percebe agora o brado d’Aquele que é o Ponto, tal como foi lançado por Sua elocução. Ele suplica a Deus que corte de imediato esta Árvore – a qual é Seu próprio Ser abençoado – se nela surgir qualquer fruto, ou folha, ou ramo que deixe de acreditar n’Ele. E do mesmo modo, Ele diz: “Se alguém vier a fazer uma declaração e deixar de apoiá-la em alguma prova, não o rejeiteis.” E ainda assim, contudo, embora apoiado por uma centena de livros, tu O rejeitaste e te rejubilaste com isso!
Mais uma vez Eu repito, e te peço para examinar cuidadosamente aquilo que foi revelado. As brisas da elocução nesta Revelação não devem ser comparadas com as das eras anteriores. Este Injuriado tem sido perpetuamente atormentado, e não encontrou local seguro onde pudesse perscrutar os escritos do Mais Excelso (o Báb) nem os de outro qualquer. Cerca de dois meses após Nossa chegada ao Iraque, segundo as ordens de Sua Majestade o Xá da Pérsia – possa Deus ajudá-lo – Mírzá Yahyá uniu-se a Nós. Dissemos a ele: “De acordo com a ordem real, Nós fomos enviados a este lugar. É aconselhável que permaneças na Pérsia. Nós enviaremos Nosso irmão, Mírzá Músá, a algum outro local. Como nem teu nome nem o dele foram mencionados no decreto real, podeis erguer-vos e prestar algum serviço.” Subseqüentemente, este Injuriado partiu de Bagdá e durante dois anos isolou-se do mundo. Ao Nosso retorno, Nós descobrimos que ele não se fora, que tinha postergado sua partida. Este Injuriado ficou grandemente entristecido. Deus testifica e dá-Nos testemunho de que Nós, em todos os tempos, Nos ocupamos com a propagação desta Causa. Nem cadeias nem grilhões, nem bastonadas ou prisões, conseguiram impedir-Nos de revelar Nosso Ser. Naquela terra. Nós proibimos toda discórdia e todos os atos impróprios e ímpios. Dia e noite Nós enviamos Nossas Epístolas em todas as direções. Nós não tínhamos outro propósito exceto o de edificar a alma dos homens e exaltar a Palavra abençoada.
Nós indicamos especialmente certas pessoas para coletarem os escritos do Ponto Primaz. Quando isso foi realizado, Nós convocamos Mírzá Yahyá e Mírzá Vahháb-i-Khurásání, conhecido como Mírzá Javád, para um encontro em certo local. Conforme Nossas instruções, eles completaram a tarefa de transcrever duas cópias das obras do Ponto Primaz. Eu juro por Deus! Este Injuriado, devido à Sua constante associação com os homens, não lançou os olhos àqueles livros, nem contemplou com os olhos físicos aqueles escritos. Quando partimos, aqueles escritos estavam de posse daquelas duas pessoas. Concordou-se que Mírzá Yahyá ficaria encarregado de sua guarda e seguiria para a Pérsia, e os disseminaria por toda aquela terra. Este Injuriado seguiu, e pedido dos ministros do governo otomano, para sua capital. Quando chegamos em Mossul, descobrimos que Mírzá Yahyá partira antes de Nós para aquela cidade e ali Nos esperava. Em suma, os livros e escritos foram deixados em Bagdá, enquanto ele próprio rumava para Constantinopla e unia-se a estes servos. Deus dá agora testemunho das coisas que tocaram este Injuriado, pois, após Nos termos empenhado tão arduamente, ele (Mírzá Yahyá) abandonou os escritos e uniu-se aos exilados. Este Injuriado foi, por um longo período, dominado por infinita tristeza até o momento em que, de acordo com medidas das quais ninguém está ciente exceto o Deus único e verdadeiro, Nós despachamos os escritos para outro local e outro país, devido ao fato de que no Iraque todos os documentos devem ser a cada mês cuidadosamente examinados a fim de não apodrecerem e se perderem. Deus, no entanto, os preservou e enviou-os a um local que Ele havia previamente determinado. Ele, em verdade, é o Protetor, o Auxiliador.
Aonde quer que este Injuriado fosse, Mírzá Yahyá O seguia. Tu próprio és testemunha e bem sabes que tudo o que foi dito é a verdade. O Siyyid de Isfahán, contudo, sorrateiramente o ludibriou. Eles cometeram atos que causaram a maior consternação. Quem Me dera que tu interrogasses os funcionários do governo a respeito da conduta de Mírzá Yahyá naquela terra. À parte disso tudo, Eu te suplico por Deus, o Único, o Incomparável, o Senhor de Fortaleza, o Poderosíssimo, que examines cuidadosamente as comunicações dirigidas em nome dele ao Ponto Primaz, para que possas ver, claras como o sol, as evidências d’Aquele que é a Verdade. Do mesmo modo, origina-se das palavras do Ponto do Bayán – que todas as almas, exceto a d’Ele, sejam sacrificadas em Seu nome – aquilo que véu algum pode obscurecer, e que nem os véus da glória nem os véus interpostos pelos que se desviaram podem ocultar. Os véus, em verdade, foram rompidos pelos dedos da vontade de teu Senhor, o Forte, o Dominador, o Todo-Poderoso. Sim, desesperado é o estado daqueles que Me caluniaram e invejaram-Me. Há não muito tempo, afirmou-se que tu tinhas atribuído a outrem a autoria do Kitáb-i-Íqán e de outras Epístolas. Eu juro por Deus! Esta é uma séria injustiça. Os outros são incapazes de apreender seus significados, quanto mais de revelá-los!
Hasan-i-Mázindarání era o portador de setenta Epístolas. Com sua morte, elas não foram entregues àqueles a quem se destinavam, mas sim confiadas a uma das irmãs deste Injuriado, a qual, sem razão alguma, afastou-se de Mim. Deus sabe o que ocorreu a Suas Epístolas. Essa irmã nunca tinha vivido Conosco. Eu juro pelo Sol da Verdade que, após essas coisas terem acontecido, ela não viu Mírzá Yahyá e permaneceu alheia à Nossa Causa, pois naqueles dias ela havia cortado relações Conosco. Ela vivia em uma casa, e este Injuriado em outra. Contudo, como sinal de Nossa benevolência, afeição e misericórdia, poucos dias antes de Nossa partida Nós fizemos uma visita a ela e à sua mãe, a fim de que ela pudesse sorver das águas vivificadoras da fé a alcançar aquilo que neste dia a aproximaria de Deus. Deus bem o sabe e dá-Me testemunho, e ela própria o atesta, que Eu não tinha qualquer pensamento exceto este. Finalmente, ela – Deus seja louvado – alcançou-o através de Sua graça e foi adornada com o ornamento do amor. Depois que Nós fomos exilados e partimos do Iraque para Constantinopla, deixaram de chegar-Nos notícias dela.Após Nossa separação na Terra de Tá (Teerã), Nós deixamos de encontrar Mírzá Ridá-Qulí, Nosso irmão, e nenhuma notícia especial chegou-Nos a respeito dela. Nos primeiros dias, vivíamos todos em uma casa, que mais tarde foi vendida em leilão por soma ínfima, e os dois irmãos, Farmán-Farmá e Hisámu’s-Saltanih, a compraram a dividiram-na entre si. Depois que isso ocorreu, Nós Nos separamos de Nosso irmão. Ele estabeleceu residência perto da entrada do Masjid-i-Sháh, enquanto Nós vivíamos perto da Porta de Shimírán. Depois disso, contudo, aquela irmã mostrou a Nosso respeito, sem qualquer razão, uma atitude hostil. Este Injuriado manteve-Se sereno sob todas as condições. Porém, a filha de Nosso finado irmão Mírzá Muhammad-Hasan – sobre ele esteja a glória de Deus, Sua paz e Sua misericórdia – , que estava prometida ao Maior Ramo (‘Abdu’l-Bahá), foi levada pela irmã deste Injuriado desde Núr até sua própria casa, e dali enviada a outro local. Alguns de Nossos companheiros e amigos em vários lugares reclamaram contra isso, pois foi um ato muito sério, desaprovado por todos os bem-amados de Deus. Como é estranho que Nossa irmã a tenha levado para sua própria casa e depois providenciado sua partida para outro lugar! Apesar disso, este Injuriado permaneceu, e ainda permanece, calmo e silencioso. Uma palavra, no entanto, foi dita a fim de tranqüilizar Nossos bem-amados. Deus testifica e dá-Me testemunho de que tudo o que foi dito era a verdade, e foi dito com sinceridade. Nenhum de Nossos bem-amados, seja nestas regiões ou naquele país, poderia acreditar que Nossa irmã fosse capaz de um ato tão contrário à decência, à afeição e à amizade. Depois que tal coisa ocorreu, eles, reconhecendo que o caminho tinha sido barrado, conduziram-se da maneira bem conhecida a ti e a outros. Deve ser evidente, portanto, quão intenso foi o pesar que esse ato infligiu a este Injuriado. Mais tarde, ela associou-se aos planos de Mírzá Yahyá. Chegaram-Nos agora relatos conflitantes a respeito dela, e tampouco está claro o que ela diz ou faz. Nós suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja – que a faça voltar-se a Ele e a ajude a arrepender-se ante a porta de Sua graça. Ele, verdadeiramente, é o Poderoso, o Perdoador; e Ele, em verdade, é o Todo-Poderoso, o Magnânimo.
Em outro contexto, Ele, do mesmo modo, diz: “Fosse Ele aparecer neste mesmo momento, Eu seria o primeiro a adorá-Lo, e o primeiro a curvar-Me diante d’Ele.” Sede justos, ó povo! O propósito do mais Excelso (o Báb) era assegurar que a proximidade da Revelação não iria afastar os homens da Lei Divina e perpétua, tal como os companheiros de João (São João Batista)não foram impedidos de reconhecer Aquele que é o Espírito (Jesus). Repetidas vezes Ele disse: “Não consintais que o Bayán e tudo o que ali foi revelado vos afaste daquela Essência do Ser e senhor do visível e invisível.” Caso alguém, considerando esta ordem compulsória, se apegue ao Bayán, tal pessoa terá, em verdade, deixado a sombra da Árvore abençoada e excelsa. Sede justos, ó povo, e não dos desatentos.
E do mesmo modo, Ele diz: “Não deixeis que os nomes vos excluam, como que por um véu, d’Aquele que é o Senhor dos nomes, mesmo o nome do Profeta, pois tal nome é apenas uma criação de Sua elocução.” E do mesmo modo, Ele, no sétimo capítulo do segundo Váhid, diz: “Ó povo do Bayán! Não ajais como agiu o povo do Alcorão, pois se o fizerdes, os frutos de Tua noite não germinarão.” E mais ainda, Ele diz – glorificada seja Sua menção: “Se tu alcanças Sua Revelação e O obedeces, terás revelado o fruto do Bayán; se não, és indigno de menção ante Deus. Apieda-te de ti mesmo. Se não ajudas Aquele que é a Manifestação do Domínio de Deus, então não sejas uma causa de tristeza para Ele.” E mais adiante Ele diz – glorificada seja Sua posição: “Se tu não chegas à Presença de Deus, então não magoes o Sinal de Deus. Vos estareis renunciando àquilo que pode ser proveitoso aos que reconhecem o Bayán, se renunciais àquilo que O pode ofender. Eu sei, contudo, que vos recusareis a fazê-lo.”
Ó Hádí! Parece-Me que é por causa destas indubitáveis elocuções que te determinaste a extinguir o Bayán. Dá ouvidos à voz deste Injuriado e renuncia a esta opressão que faz tremerem os pilares do Bayán. Eu não estive em Chihríq nem em Mákú. No momento presente, têm circulado entre teus discípulos declarações idênticas àquelas feitas pêlos xiitas, dizendo que o Alcorão está inacabado. Tais pessoas também sustentam que este Bayán não é o original. A cópia na caligrafia de Siyyid Husayn ainda existe, bem como a cópia na caligrafia de Mírzá Ahmad.
Vês como um injustiçado aquele que neste mundo nunca recebeu um único golpe e esteve continuamente cercado por cinco das servas de Deus? E imputas ao Verdadeiro, que desde Seus primeiros anos até o dia de hoje esteve nas mão de Seus inimigos e foi atormentado com as piores aflições do mundo, acusações tais que nem os judeus imputaram a Cristo? Ouve atentamente a voz deste Injustiçado, e não sejas dos que estão totalmente perdidos.
E do mesmo modo, Ele diz: “Quantos os fogos que Deus converte em luz através d’Aquele a quem Deus fará manifesto; e quão numerosas as luzes que se tornam fogo através d’Ele! Eu contemplo Seu aparecimento tal como o sol no meio do céu, e o desaparecimento de tudo, até das estrelas noturnas durante o dia.” Possuis ouvidos, ó mundo, com os quais ouvir a voz do Verdadeiro e julgar eqüitativamente esta Revelação, a qual, tão logo surgiu, o Sinai exclamou: “Aquele que discorreu sobre Mim veio com sinais evidentes e marcas esplendorosas, apesar de cada desatento que se desviou e de cada mentiroso caluniador que desejou extinguir a luz de Deus com suas calúnias e apagar os sinais de Deus com sua malícia. Esses, em verdade, são dos que agiram injustamente no Livro de Deus, o Senhor dos mundos.”
E do mesmo modo, Ele diz: “O Bayán é do começo ao fim o repositório de todos os Seus atributos, e o tesouro de Seu fogo e Sua luz.” Deus Todo-Poderoso! A alma é transportada pela fragrância desta elocução, na medida em que Ele declara, com infinita tristeza, aquilo que Ele percebe. Do mesmo modo, Ele diz para a Letra do Vivente, o Mulá Báqir – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua benevolência: “oxalá possas em oito anos, no dia de Sua Revelação, chegar à Sua Presença.”
Sabe tu, ó Hádí, e sê dos que ouvem atentamente. Julga com eqüidade. Os companheiros de Deus e as Testemunhas d’Aquele que é a Verdade sofreram, em sua maioria, o martírio. Tu, contudo, ainda estás vivo. Como aconteceu de teres sido poupado? Eu juro por Deus! É por causa de tua negação, enquanto que o martírio das almas abençoadas foi devido à confissão delas. Toda pessoa de mente justa e imparcial dará testemunho disso, uma vez que a causa e o motivo de ambos estão claros e evidentes como o sol.
E do mesmo modo Ele dirige-Se a Dayyán, que foi injuriado e sofreu martírio, dizendo: “Tu irás reconhecer teu valor através das palavras d’Aquele a quem Deus fará manifesto.” Ele, do mesmo modo, declarou-o a terceira Letra a acreditar n’Aquele a quem Deus fará manifesto, com estas palavras: “Ó tu que és a terceira Letra a acreditar n’Aquele a quem Deus fará manifesto!” E do mesmo modo Ele diz: “Se Deus o desejasse, contudo, Ele te tornaria conhecido através das palavras d’Aquele a quem Deus fará manifesto.” Dayyán, que de acordo com as palavras d’Aquele que é o Ponto – possam todas as almas, exceto a d’Ele, ser sacrificadas em Seu nome – é o repositório da confiança do Deus único e verdadeiro – excelsa seja Sua glória - e o tesouro das pérolas de Seu conhecimento, sofreu nas mãos deles tão cruel martírio que a Assembléia no alto chorou e lamentou-se. Foi a ele que Ele (o Báb) ensinou o conhecimento oculto e preservado, e a quem o confiou, através de Suas palavras: “Ó tu que és chamado Dayyán! Este é um Conhecimento oculto e preservado. Nós o confiamos a ti, trouxemo-lo a ti como sinal de honra de Deus, uma vez que é puro o sol de teu coração. Tu apreciarás seu valor e amarás sua excelência. Deus, verdadeiramente, dignou-Se a conceder ao Ponto do Bayán um Conhecimento oculto e preservado, semelhante ao qual não tinha enviado antes desta Revelação. Mais precioso é ele do que qualquer outro conhecimento, aos olhos de Deus – glorificado seja Ele! Verdadeiramente, Ele fez disso Seu testemunho, tal como fez dos versos Seu testemunho.” Esse oprimido, que foi o repositório do conhecimento de Deus, juntamente com Mírzá Áli-Akbar, um dos parentes do Ponto Primaz – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua misericórdia – , Abu’l-Qásim-i-Káshí e muitos outros, sofreu o martírio através de decreto pronunciado por Mírzá Yahyá.
Ponto Primaz – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua misericórdia -, Abu’l-Qásim-i-Káshí e muitos outros, sofreu o martírio através de decreto pronunciado por Mírzá Yahyá.
Ó Hádí! Seu livro, que ele intitulou “Mustayqiz”, está em teu poder. Lê-o. Embora tenhas visto o livro, perscruta-o novamente, a fim de poderes obter para ti mesmo um assento elevado sob o dossel da verdade.
De maneira semelhante, Siyyid Ibrahim, a respeito de quem estas palavras fluíram da Pena do Ponto Primaz – glorificada seja Sua elocução: “Ó tu que és mencionado como Meu amigo em Minhas escrituras, e como Minha memória em Meus livros, ao lado de Minhas escrituras, e como Meu nome no Bayán” – esse, juntamente com Dayyán, foi alcunhado por ele (Mírzá Yahyá) de Pai das Iniqüidades e Pai das Calamidades. Julga tu com imparcialidade quão sérios foram os tormentos desses oprimidos, e isso apesar de um deles ocupar-se em servi-lo, enquanto o outro era seu hóspede. Em suma, eu juro por Deus, os atos que ele cometeu foram tais que Nossa Pena envergonha-se de narrá-los.
Reflete um pouco sobre a desonra infligida ao Ponto Primaz. Considera o que aconteceu. Quando este Injuriado, após um retiro de dois anos durante os quais vagueou por desertos e montanhas, retornou a Bagdá devido à intervenção de alguns que por longo tempo O buscaram nos ermos, um certo Mírzá Muhammad-Álí, de Rasht, veio vê-Lo e relatou, ante uma grande assembléia, o que tinha sido feito contra a honra do Báb, o que realmente acabrunhou de tristeza todas as terras. Deus Todo-Poderoso! Como puderam eles dar apoio a tão séria traição? Em suma, suplicamos a Deus que ajude o perpetrador desse ato a arrepender-se, e retornar a Ele. Verdadeiramente, Ele é o Auxiliar, o Sapientíssimo.
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Quanto a Dayyán – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua misericórdia -, ele chegou à Nossa presença de acordo com o que tinha sido revelado pela pena do Ponto Primaz. Oramos a Deus para que ajude os desatentos a voltarem a Ele, e aqueles que se afastaram a dirigirem-se para Ele, e aqueles que O negaram a reconhecerem esta Causa, a qual, tão logo surgiu, todas as coisas criadas proclamaram: “Veio aquele que estava oculto no Tesouro de Conhecimento e inscrito pela Pena do Altíssimo em Seus Livros, em Suas Escrituras, em Seus Pergaminhos e em Suas Epístolas!”
Neste contexto, julgou-se necessário mencionar aquelas tradições que foram registradas a respeito da abençoada e honrada cidade de ‘Akká, a fim de que possa, ó Hádí, buscar um caminho para a verdade e uma estrada que leve a Deus.
Em nome de Deus, o Compassivo, o Misericordioso.
O seguinte foi registrado a propósito dos méritos de ‘Akká e do mar, e de ‘Aynu’l-Baqar (A Fonte da Vaca), que fica na cidade de ‘Akká:
‘Abdu’l-‘Azíz, filho de ‘Abdu’-Salám, relatou-Nos que o Profeta – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – tinha dito: ‘Akká é uma cidade da Síria à qual Deus demonstrou Sua misericórdia especial.
Ibn-i-Mas’úd – possa Deus estar satisfeito com ele – afirmou: “O Profeta – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: ‘De todas as praias a melhor é a praia de Askelon, e ‘Akká é, verdadeiramente, melhor que Askelon, e o mérito de ‘Akká acima do de Askelon e de todas as outras praias é tal como o mérito de Maomé acima do de (+ pág. 155) todos os outros Profetas. Trago-vos notícias de uma cidade entre duas montanhas da Síria, no meio de uma campina, que é chamada ‘Akká. Veramente, a quem nela entra, desejando-a e ansioso por visitá-la, Deus perdoará os pecados, tanto passados como futuros. E aquele que a deixa, sem ser como um peregrino, Deus não abençoará a partida. Há nela uma fonte chamada A Fonte da Vaca. A quem dela bebe, Deus lhe encherá de luz o coração e o protegerá do grande terror no Dia da Ressurreição.”
Anas, filho de Málik – possa Deus estar satisfeito com ele – disse: “O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: À beira do mar há uma cidade, suspensa sob o Trono, e chamada ‘Akká. A quem ali mora, firme e esperando um prêmio de Deus – excelso seja Ele – Deus lhe registrará, até o Dia da Ressurreição, a recompensa dos que têm sido pacientes, e se levantado, e se ajoelhado, e se prostrado diante d’Ele.”
E Ele – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: “Anuncio-vos uma cidade, às margens do mar, branca, cuja brancura agrada a Deus – excelso seja Ele! Chama-se ‘Akká. Aquele que foi mordido por uma de suas pulgas é melhor, aos olhos de Deus, do que quem recebeu um sério golpe no caminho de Deus. E quem ali ergue o chamado à prece, terá sua voz elevada ao Paraíso. E aquele que ali permanece por sete dias em face do inimigo, Deus o reunirá com Khidr – que a paz esteja com Ele – e Deus o protegerá do grande terror no Dia da Ressurreição.” E Ele – que as bênçãos de Deus, excelso seja Ele, e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: “Há reis e príncipes no Paraíso. Os pobres de ‘Akká são os reis do Paraíso, e seus príncipes. Um mês na cidade de ‘Akká é melhor que mil anos em outro lugar.”
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O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – teria dito: “Abençoado o homem que visitou ‘Akká, e abençoado aquele que visitou o visitante de ‘Akká. Abençoado quem babeu da Fonte da Vaca e banhou-se em suas águas, pois no Paraíso as donzelas de olhos negros bebem a cânfora que veio da Fonte da Vaca, da Fonte de Salván (Siloam) e do Poço de Zamzam. Feliz é aquele que bebeu dessas fontes e banhou-se em suas águas, pois Deus proibiu o fogo do inferno de tocá-lo e ao seu corpo no Dia da Ressurreição.”
O Profeta – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – teria dito: “Na cidade de ‘Akká há obras desnecessárias e atos que são benéficos, os quais Deus permitiu especialmente a quem quer que seja de Seu agrado. E a quem diz, na cidade de ‘Akká: ‘Glorificado seja Deus, e louvores sejam dados a Deus, e não há outro Deus senão Deus, e supremo é Deus, e não há poder nem força exceto em Deus, o Excelso, o Poderoso’, Deus lhe registrará mil boas ações e apagará mil de suas más ações, elevá-lo-á mil graus no Paraíso, e lhe perdoará as transgressões. E a quem diz, na cidade de ‘Akká: ‘Eu peço perdão a Deus’, Deus lhe perdoará todos os pecados. E quem lembrar de Deus na cidade de ‘Akká, de manhã e ao entardecer, nas horas da noite e ao raiar do dia, é melhor aos olhos de Deus do que quem carrega espada, lança e armamentos no caminho de Deus – excelso seja Ele!”
O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – também disse: “A quem olha o mar ao entardecer e diz: ‘Deus é o Supremo!’ ao pôr do sol, Deus lhe perdoará os pecados, mesmo que acumulados como montes de areia. E a quem conta quarenta ondas, repetindo: ‘Deus é o Supremo’ – excelso seja Ele – Deus lhe perdoará os pecados, tanto passados como futuros.”
(+ pág. 157)
O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: “Quem olhar o mar durante toda a noite é melhor do que quem passa dois meses entre o Rukn e o Maqám. E quem foi criado junto às margens do mar é melhor do que quem foi criado em outra parte. E aquele que repousa na praia é como aquele que se mantém de pé em outra parte.”
Verdadeiramente, o Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus, excelso seja Ele, e Sua saudação estejam sobre Ele – falou a verdade.
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Glossário
(Organizado por George Townshend,
com a ajuda de eruditos bahá’ís persas)
‘ABÁ-BASÍR – Filho de um mártir de Zanján, foi ele próprio decapitado nessa cidade por causa de sua fé.
‘ABDU’L-‘AZÍZ – filho de ‘Abdu’l-Salám, famoso eclesiástico muçulmano da seita sunita.
ABÍ-ABDI’LLÁH – Termo árabe usado em referencia ao Imame Jaafar Sadiq, o sexto Imame xiïta (83-148 A.H.).
ABÚ-DHAR – Abú Dhar Ghifárí, um pastor analfabeto que se tornou um valoroso discípulo de Maomé.
ABÚ-‘ALÍ SÍNÁ (Avicena) – Médico e filósofo árabe nascido na Pérsia, conhecido no Ocidente como o “Hipócrates e Aristóteles árabe” (980-1037 a.C.).
ABU’L-QÁSIM-I-KÁSHÍ – Um erudito bábí de Káshán que foi assassinado em Bagdá pelos seguidores de Mírzá Yahyá.
ABÚ-JA’FAR-I-TÚSÍ e JÁBIR – Dois muçulmanos que, como Mufaddal, transmitiram as tradições do Imame Sadiq.
ABÚ-NASR – Abú-Nasr Farabi, filósofo e escritor persa que viveu por volta do século 4 A.H..
‘ÁD – Uma poderosa tribo árabe que foi destruída, como os Thamúd, por sua idolatria.
AKHTAR – “A Estrela”: jornal reformista persa, publicado em Constantinopla e influenciado pelos Azalís.
‘AKKÁ (Acca, Acre ou São João d’Acre) – A cidade-prisão para a qual Bahá’u’lláh foi finalmente exilado; ali chegou em 31 de agosto de 1868.
ARCA CARMESIM – Cada uma das Dispensações do passado era dita uma “Arca”. Esta refere-se à Causa de Bahá’u’lláh.
ASHRAF – Áqá Mírzá Ashraf, de Ábádih, martirizado em Isfahán, em outubro de 188.
(+ pág. 159)
ASKELON ou Ascalon ou Ashkelon – Cidade costeira no sul da Palestina. (Ver Bíblia: Juízes 14:19)
ASSEMBLÉIA, A – Isto é, a Assembléia dos representantes dos povo; o Parlamento.
ÁYNU’L-BAQAR – Antiga fonte em ‘Akká.
‘AZÍM – Um fiel a quem o Báb revelou o nome e o advento de Bahá’u’lláh.
BÁB – o Arauto da Fé (1819-1850 a.C.).
BÁBÍS – Os seguidores do Báb.
BADÍ – (“Maravilhoso”) Áqá Buzurg, de Khurásán, portador da Epístola ao Xá.
BALÁL (“Sín” e “Shín”) – O escravo etíope que foi uma das primeiras pessoas a converter-se ao Islamismo. O Profeta deu-lhe a tarefa de chamar os fiéis à prece e ele tornou-se o primeiro Mu’adhdin (“muezim” ou “almuadem”) do Islã. Por gaguejar e pronunciar a letra árabe “Shín” como “Sín”, ele era incapaz de fazer o chamado corretamente, mas a perfeição de seu coração compensava o defeito de sua língua.
BAYÁN – A principal obra doutrinária do Fundador da Dispensação bábí.
CAABA – Literalmente, “um cubo”. A construção em forma de cubo no centro da Mesquita em Meca, que contém a Pedra Negra.
CARMELO – O monte em Israel onde Bahá’u’lláh ergueu sua tenda, e onde se situa o Santuário do Báb.
DAYYÁN – Título dado pelo Báb a Asadu’lláh de Khoy, um fiel devotado e ilustre. Ele foi a terceira pessoa a reconhecer a verdadeira posição de Bahá’u’lláh antes de Sua Declaração. Assassinado em Bagdá pelos seguidores de Mírzá Yahyá.
DHI’L-JAWSHAN – Termo árabe que significa “envolto numa armadura”, aplicado ao Mula ‘Abdu’lláh, cruel assassino do Imame Husayn.
FARMÁN-FARMÁ – Título do príncipe Husayn ‘Alí Mírzá, neto de Fath-‘Alí-Sháh.
HÁDÍ – (ver Mírzá Hádí).
HADJI MUHAMMAD-RIDÁ – Um respeitado bahá’í de ‘Ishqábád, martirizado em 1889.
(+ pág. 160)
HADJI NASÍR (de Kázim) – Um dos mártires do Xeique Tabarsí. (Ver Traveller’s Narrative, p. 307).
HADJI XEIQUE MUHAMMAD’ALÍ – Um mercador bahá’í de Qasvín, Pérsia, que residia em Istambul na época da estadia de Bahá’u’lláh naquela cidade.
HÁMÁN – Primeiro-ministro do faraó.
HASAN e HUSAYN – Dois irmãos, honrados e prósperos cidadãos de Isfahán, siyyids, que foram martirizados como bahá’ís por instância de Imám-Jum’ih, daquela cidade.
HASAN-I-MÁZINDARÁNÍ – Um dos primeiros fiéis da terra natal de Bahá’u’lláh.
HAYDAR-‘ALÍ – Um devotado bahá’í que, primeiro sob as ordens de Bahá’u’lláh e posteriormente de ‘Abdu’l-Bahá, fez longas viagens a serviço da Causa e sofreu muita perseguição. Morreu em Haifa, em 1920. Autor da interessante narrativa Bahjatus Sudour (“Alegria dos Corações”).
HILL e HARAM – Haram significa “santuário”. Refere-se a duas áreas próximas a Kaaba, nas quais a vingança do sangue era proibida, bem como a quatro meses do calendário árabe aos quais aplicava-se a mesma proibição. Hill significa a área não protegida e os meses não protegidos. A citação do poema, feita aqui [p. 35], significa “o juiz condenou-me à morte tanto em Haram como em Hill”.
HISÁMU’S-SALTANIH – Título do príncipe Murad Mírzá, neto de Fath-‘Alí-Sháh.
HÚD – Profeta enviado à tribo de ‘ÁD, a qual descendia de Shem e era altamente civilizada. Ele convocou o povo à adoração do Deus Único, mas foi rejeitado. (Ver Alcorão: suras 7, 63-70 e outras.)
HUSAYN (Filho de ‘Alí) – O Terceiro Imame (A.H. 61).
IBN-I-ANAS e ASBAHÍ – Dois fanáticos árabes que tomaram parte diretamente no assassinato do Imame Husayn.
IBN-I-MAS’ÚD – ‘Abdulláh Ibn-I-Masúd, um dos primeiros muçulmanos árabes na época de Maomé.
IMAME – Título dos doze sucessores xiitas de Maomé.
IMÁM-JUM’IH de Isfahán – Mír Muhammad Husayn, “a Serpente” (sucessor nesse posto de seu irmão Mír Siyyid Muhammad, que ajudou o (+ pág. 161) Báb – ver “Os Rompedores da Alvorada”). Ele, juntamente com “o Lobo”, Xeique Muhammad Báqir, perseguiu os bahá’ís e causou a morte de Mírzá Muhammad Hasan e Mírzá Muhammad Husayn (“O Rei dos Mártires” e “O Bem-Amado dos Mártires”), que foram decapitados na mesma ocasião.
ISFAHÁN – Importante cidade na Pérsia central.
KAMÁL-PÁSHÁ – Um dos dignitários turcos da corte do sultão ‘Abdu’l-‘Azíz.
KÁZIM – O Mulá Kázim, martirizado em Isfahán. (Ver Traveller’s Narrative, nota à p.400)
KHIDR – Nome de um legendário santo imortal. (Ver Alcorão: sura 18:62, nota).
KHUTBIY-i-TUTUNJÍYYIH (“Palestra de Tutunjíyyih”) – Título de uma epístola, na teologia escrita pelo Imame ‘Alí.
KITÁB-I-AQDAS – “O Livro Sacratíssimo”, principal obra de Bahá’u’lláh, que contém Sua Lei e constitui a Carta de Seu Novo Mundo. (1873 a.C.).
KITÁB-I-ÍQÁN – “O Livro da Certeza”, principal obra religiosa de Bahá’u’lláh, revelado em Bagdá no ano de 1862.
LAVÁSSÁN – Distrito rural localizado a leste de Teerã.
LAWH-I-FU’ÁD – Epístola a Fu’ád Páshá, Ministro das Relações Exteriores da Turquia.
LAWH-I-RA’ÍS – Epístola de Bahá’u’lláh ao Grão-Vizir ‘Alí Pashá.
LIVRO CARMESIM – O Livro do Convênio de Bahá’u’lláh.
LIVRO DE FÁTIMIH – O livro revelado por Gabriel a Fátimih, consolando-a pela morte de seu Pai, e que, no Islã xiita, acredita-se estar de posse do Qá’ím. Identificado com “As Palavras Ocultas”.
LUQMÁN – Famosa figura legendária, conhecida por sua sabedoria. (Ver Alcorão: sura 31).
MA’ÁNÍ – Uma referência aos Imames como repositórios dos significados interiores da Palavra de Deus.
MASJID-I-SHÁH – Grande mesquita em Teerã, construída por Fath-‘Alí Sháh.
(+ pág. 162)
MÁZINDARÁN – Província no norte da Pérsia.
MESQUITA DE AQSÁ – Nome pelo qual o Templo de Salomão, em Jerusalém, é mencionado no Alcorão.
MÍRZÁ ‘ALÍ-AKBAR – Primo (pelo lado paterno) do Báb e amigo íntimo de Dayyán. Assassinado por seguidores de Mírzá Yahyá.
MÍRZÁ AHMAD – Conhecido como Mulá ‘Abdu’l-Karím, de Qasvín, devotado seguidor do Báb e de Bahá’u’lláh e amanuense do Báb, que antes de Sua morte enviou através dele Seus presentes e pertences a Bahá’u’lláh.
MÍRZÁ HÁDÍ DAWLAT-ÁBÁDÍ – Renomado teólogo de Isfahán que se tornou um proeminente seguidor de Mírzá Yahyá, mais tarde identificado como seu sucessor.
MÍRZÁ HUSAYN KHÁN, MUSHÍRU’D-DAWLIH – Embaixador persa junto à Sublime Porta, através de cuja influência Bahá’u’lláh foi transferido de Bagdá para Constantinopla.
MÍRZÁ MÚSÁ – Um irmão fiel de Bahá’u’lláh.
MÍRZÁ MUSTAFÁ – Um dos seguidores do Báb, executado em Tabríz por volta de 1865 (ver Memorials of the Faithful, pp. 148-150).
MÍRZÁ RIDÁ-QULÍ – Um dos irmãos de Bahá’u’lláh que não reconheceu Sua posição.
MÍRZÁ SAFÁ – o Hadji Mírzá Hasan-i-Safá, cúmplice de Mírzá Husayn Khán em suas ativas hostilidades contra Bahá’u’lláh em Constantinopla.
MÍRZÁ VAHHÁB-I-KHURÁSÁNÍ – Também conhecido como Mírzá Javád, destacou-se entre os primeiros fiéis que viveram durante o ministério do Báb e de Bahá’u’lláh.
MÍRZÁ YAHYÁ – Meio-irmão mais moço de Bahá’u’lláh e Seu implacável inimigo.
MUFADDAL – Devotado seguidor do Imame Sadiq, transmitiu muitas tradições muçulmanas do Imám.
MULÁ ‘ALÍ JÁN – Um fiel de Mázindarán; martirizado em Teerã.
MULÁ BÁQIR – Natural de Tabríz e homem de grande erudição, tornou-se uma Letra do Vivente. Esteve com Bahá’u’lláh em Núr, Mázindarán e Badasht. Foi o último sobrevivente de todas as Letras do Vivente.
(+ pág. 163)
NAJAF-‘ALÍ – Um dos 44 sobreviventes de Zanján que foram trazidos a Teerã e executados, com exceção de Najaf-‘Alí, de quem apiedou-se um oficial. Cerca de dezessete anos mais tarde, porém, voltou a ser preso e foi decapitado em 1866.
NAYRÍZ – Cidade no sul da Pérsia, perto de Shíráz.
NÍYÁVARÁN – Aldeia na qual há uma residência real.
PAZ MENOR – A Paz externa que as nações estabelecerão por seus próprios esforços. Diferencia-se da Paz Maior.
PENA DE ABHÁ – A Pena do Mais Glorioso; isto é, o poder do Santo Espírito manifesto através dos escritos do Profeta.
POVO DE BAHÁ – Os seguidores de Bahá’u’lláh.
PRIMEIRA FOLHA DO PARAÍSO – A citação é de Words of Paradise, uma Epístola de Bahá’u’lláh, que tem onze seções numeradas, cada qual chamada “folha”.
PRÍNCIPE SHUJÁ’U’D-DAWLIH – Príncipe persa adido à Embaixada de seu país em Istambul durante o reinado do sultão ‘Abdu’l-‘Azíz.
QÁ’IM – Literalmente “Aquele que Se erguerá”. O Prometido do Islã.
QÁRÚN – Primo de Moisés que, tendo acreditado n’Ele, voltou-se contra Ele e foi destruido, juntamente com seus companheiros de revolta, pela ira de Deus. (Ver Bíblia: Números 16)
QAYYÚM-I-ASMÁ – Explicação da “Sura de José”: a primeira obra escrita pelo Báb.
RASHT – Cidade na Província de Gilán, no norte da Pérsia.
SÁD-I-ISFAHÁNÍ – Referência a Sadru’l-‘Ulamá, de Isfahán, um seguidor de Mírzá Yahyá.
SADRAH – Referência ao Sadratu’l-Muntahá, ou Sarça Ardente: “Aquele que o ensinou”, isto é, o próprio Deus.
SÁLIH – Profeta árabe que viveu em data posterior a Húd e fez apelos similares. Também Sálih foi rejeitado pelo povo.
SALVÁN (SILOAM) – Uma fonte em Meca.
SARDÁR ‘AZÍZ KHÁN – Acompanhou as tropas do Xá que atacaram os bábís em Zanján. (Ver Traveller’s Narrative, nota à p. 181)
SHAYKH-I-AHSÁ’Í – O Xeique Ahmad, precursor do Báb.
SHIMÍRÁN (a porta de) – Um bairro na parte norte de Teerã.
(+ pág. 164)
SINAI – O monte no qual a Lei foi revelada por Deus a Moisés.
SIYYID – Título que se dá aos descendentes do Profeta Maomé.
SIYYID (DE FINDIRISK) – Ilustre poeta e pensador persa, mais conhecido como Mír-Abu’l Qásim Findiriski, que viveu no século 16 da era cristã.
SIYYID ASHRAF-I-ZANJÁNÍ – Martirizado junto com ‘Abá Nazir.
SIYYID IBRÁHÍM – Chamado “Khalil” pelo Báb; discípulo de toda confiança do Báb, desde os primeiros dias. Mais tarde, em Bagdá, reconheceu a verdadeira posição de Bahá’u’lláh, que o protegeu dos intentos de Mírzá Yahyá.
SIYYID ISMÁ’ÍL – Um fiel da época do Báb, que sacrificou sua vida por amor a Bahá’u’lláh e recebeu o título de “Zabih”.
SIYYID JAVÁD, conhecido como KARBILÁ’Í – Criado na cidade de Karbilá, discípulo de Kázim Rashti e amigo do tio-avô do Báb, conheceu o Báb quando criança e mais tarde, através do Mulá ‘Alí Bastammi, tornou-se um bábí. Reconheceu Bahá’u’lláh antes de Sua Declaração, em Bagdá, e devido à sua santidade era conhecido como “Siyyid-i-Núr”. Faleceu em Kirmán, Pérsia.
SIYYID MUHAMMAD – “O Anticristo da Revelação Bahá’í”, que instigou as vilanias de Mírzá Yahyá.
SURA DE TAWHÍD – Nome da primeira sura do Alcorão, na qual é explicada a unicidade de Deus.
SÚRATU’L-HAYKAL – Uma Epístola de Bahá’u’lláh, no fim da qual seguiram-se as Epístolas aos Reis, sendo o conjunto escrito na forma de uma estrela de cinco pontas, símbolo do homem.
TABARSÍ – Santuário localizado a 22 km a sudeste de Bárfurúsh, onde Quddús e Mulá Husayn e muitos outros líderes bábís sofreram o martírio.
TEERÃ – Capital da Pérsia e cidade natal de Bahá’u’lláh.
THAMÚD (ou Samud) – Antiga tribo árabe, idólatra, que habitava em cavernas (Ver Alcorão, suras: 7:71 e 9:71)
TOWA – Vale sagrado no Sinai. (Ver Alcorão, sura 20; Êxodo 3 e I Reis 198)
XEIQUE, O – “O Filho do Lobo”, Xeique Muhammad Taqí, conhecido como Aqa Najafi, clérigo de Isfahán cujo pai causou a morte do Rei dos Mártires e do Bem-Amado dos Mártires.
(+ pág. 165)
XIITA – Uma das duas grandes seitas do Islã, que é a dominante na Pérsia.
ZAMZAM (poço de) – Um poço em Meca que é considerado sagrado pelos muçulmanos.
ZANJÁN – Cidade no oeste da Pérsia, palco do martírio de 1.800 bábís liderados pelo Mulá Muhammad ‘Alí, chamado “Hujjat”.
(+ pág. 166)
Índice Remissivo
A
Abraão – 101
Adrianópolis – 121
‘Akká – 47, 65, 74, 82, 102, 111, 116,
118, 122, 130, 155, 157
Alcorão – 23, 32, 70/71, 83/84, 87-99-
106-109, 111, 127, 129, 141, 151,
152
Amós, profecias de – 131
Aprendizado verdadeiro – 85, 111/112,
118
Aqdas – 118, 123
Artes e ciências – 37, 42/43, 47, 95/96
B
Báb, profecias a respeito de Bahá’u’lláh –
127, 128, 135, 136, 137, 138, 139, 140, 141, 143/144, 145/146, 147/148, 150, 152, 153, 154, 155
Bagdá – 146, 147, 154
Bahá’u’lláh:
* aprisionamento de – 38/39, 62,
65, 70, 81
* coragem – 87, 87/88
* desapego – 50, 51, 53, 56, 67
* exortações de – 39, 40, 41, 44,
51, 79, 92
* fontes de Seu pesar – 39, 47
* iletrado – 30, 118
* missão dada a conhecer a Ele –
30, 31, 39
* posição de – 24, 53, 55, 58, 138
* profecia cumprida do Evangelho - 68
* propósito de – 41, 47, 48, 50, 52
* resignação – 80, 82, 87, 94
* Revelação antecipada - 54
* Revelação não por Sua própria vontade – 30, 31, 52, 53
* tribulações de – 35, 38, 40, 48, 49, 51, 62, 63, 70, 77, 81/82, 87, 93/94, 114, 115/116, 140
* vitória assegurada de - 38
Bayán – 36, 136, 137, 140, 141, 143/144,
145/146, 150, 151, 154
C
Caráter – 40, 41, 43, 44, 63, 78, 80, 92,
115, 123, 124
Carmelo – 51/52, 131
Causa de Deus – 69, 99, 100, 101,
108/109, 110, 122, 130, 133, 136, 137, 140, 141, 143/144
Ciências e artes – 30, 37, 42, 43, 47,
95/96, 118
Companheirismo – 33, 34
Confiabilidade – 44, 63, 64, 69, 74, 89,
92, 123, 124-126
Confiança – 126, 127, 134/135
Conhecimento – 24, 42, 43, 47, 51, 58/59,
76, 83, 85, 96, 103, 105, 111/112, 118, 120, 127, 134, 135, 153
Consciência – 43
Constantinopla – 102, 104, 114/115, 116,
125
Cortesia – 60
Criação, propósito da – 24, 26, 32, 86
Cristo – ver Jesus Cristo
D
Deus, atributos de – 23
* amor a – 114, 120
* dependência – 24, 25, 80, 97,
108/109
* temor a – 24, 41, 42, 43, 51, 114
* dia de Deus – 24, 32, 37, 44, 45,
58, 59, 103, 108/109, 110, 117, 121/122, 123, 127, 129, 130, 131, 133, 143/144, 145/146
* da Ressurreição – 156, 157
Dúvidas – 120, 122/123
E
Elocuções – 41, 44, 64, 146
* de Bahá’u’lláh – 41, 48, 71/72,
76, 85, 127, 133, 141
* de Deus – 24, 33, 101, 111/112,
134/135, 151
* línguas – 29, 34
* palavra - 92
Epístolas de Bahá’u’lláh – 30, 32, 35, 39,
42, 43, 44, 45, 52, 57, 65/67, 67/70, 81/82, 95/96, 115, 117/118, 124, 146
* do Báb - 149
Eqüidade – 32, 105, 120
F
Fátimih – 34, 83/84, 97, 98
Fé – 32, 44, 51/52, 69, 83, 109, 119,
143/144
Firmeza – 36, 87/88, 95/96
G
Garantia divina – 29, 36, 38, 50, 52, 63,
80, 87
Gentileza – 42, 92, 138
Governo, obediência ao – 40, 41, 63, 74,
76, 89, 95/96, 114, 115, 125
H
Honestidade – 4, 115
Humildade – 45, 56, 64
I
Imames – 90, 105, 106, 107/108, 113
Inferno – 121/122
Infiéis – 141
Iqán – 111/112
Irmã de Bahá’u’lláh – 149, 150
Isaías, profecias de – 130, 131/132
‘Ishqábád – 81/82
Ishráqát, Epístola de – 42
Islã – 98
Ismael – 99
J
Jeremias, profecias de – 130
Jesus Cristo – 58, 59, 61, 62, 65, 66,
83/84, 89, 91/92, 98, 101, 129, 133, 140, 150, 152
João Batista – 140, 150, 152
Joel, profecia de – 129
Justiça – 29, 30, 32, 44, 45, 47, 50, 51,
52/53, 63, 68, 69, 71/72, 75, 83/84, 86, 92, 101, 105, 110, 112, 120, 123, 126, 133, 136, 137, 142/143, 152/153
L
Língua universal – 126
Livro de Deus – 118, 119, 131, 136,
152/153
M
Malícia – 95
Maomé – 54, 55, 62, 83/84, 91/92, 97,
102, 103
* profecias de – 156, 158
Manifestações (os Profetas)
* infabilidade das - 73
* propósito das – 31, 96
* reconhecimento das – 69, 95/96
* posição das – 53, 56
* tribulações das – 69, 91/92
* unidade das – 66, 83, 84
Mártires – 77, ?, 99, 152/153
Médico Divino – 64, 69, 70
Medo, eliminação do – 47
Misericórdia – 44, 64, 81/82
* de Deus – 25, 27, 29, 41, 57, 63,
122, 133, 135
Moisés – 53, 62, 70/71, 72, 87, 110, 111
Monges – 59
Mundo – 63, 64, 65
* condição do - 69
N
Napoleão III, Imperador de França,
Epístola a – 57, 115, 116
* resultado de sua atitude em
relação a Bahá’u’lláh - 61
O
Obediência à Vontade de Deus – 79, 80,
81, 82
Orgulho – 63, 65, 69, 80, 97, 125
P
Paciência – 41, 66, 76, 117, 130, 136
Palavras de Deus – 54, 80, 101, 105, 119
Palavras Ocultas
* excertos de – 34
Paraíso – 121, 122
Paz – 41, 44, 47, 48, 63, 80, 114/115,
123, 134
* Paz Menor – 45, 46
Pérsia, Xá da, Epístola ao – 30, 52
Piedade – 40, 123
Pobres – 64
Ponto Primal – ver Báb
Presença de Deus – 109, 110, 111, 137,
151
Profecias – ver Amós, Báb, Isaías,
Jeremias, Joel, Maomé
Pureza – 24, 40, 115, 120, 126
Q
Qá’im – 106, 113, 144
R
Reis – 44, 45/47, 52/53, 57, 63, 89, 91/92,
101, 118
* Epístola aos:
Xá da Pérsia – 30, 52,
115/116
Napoleão III, da França –
57, 65
Tzar da Rússia – 65, 67
Rainha Vitória, da
Inglaterra – 67, 70/71
Religião – 141
* enfraquecimento da - 44
* essência da - 32
* fonte de ordem - 44
* nova - 62
* unidade da – 33, 69
Remédio para as doenças do mundo – 69
Renúncia – 24, 63, 78, 87, 89, 91/92
Ressurreição – 121, 122
Retribuição – 102, 109
Revelação de Bahá’u’lláh – 33, 42, 51,
68, 85, 109, 112, 117, 118, 127/128, 129, 133, 135, 137, 138, 139, 140, 141, 142, 143, 150, 151, 152
Rússia, Tzar da, Epístola ao – 65, 67
S
Sabedoria – 23, 64, 76, 97, 101
Sarça Ardente – 54, 58, 63, 65, 87, 111
Sinai – 27, 36, 51, 53, 54, 55, 58, 63, 65,
71/72, 87, 126, 131, 152
Sinais de Deus – 109, 121/122, 131, 135,
151, 152
Sinceridade – 51, 87
“Sócios de Deus” – 24, 84, 85, 96, 99,
121/122
T
Tajallíyát, Livro de – 42
Teerã – 114, 117/118, 133, 134, 149
Teólogos – 34, 53, 87, 91, 98, 101, 112,
117, 118, 125, 144
Trabalho, redução do – 126
Tribulações – 35, 44, 49, 63, 79, 87, 94,
114/115, 133
U
Unidade – 24
* da religião - 32
* de Deus - 96
* dos Profetas – 54, 55, 66
* ordenada por Bahá’u’lláh – 41,
51, 80
* poder da - 33
V
Vitória, Rainha da Inglaterra, Epístola à –
67, 70/71
Yahyá, Mírzá – 140, 142/143, 146/147,
149, 150
X
Xiita, seita – 111/112, 117, 144, 145, 152
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático
Fé Bahá’í Religião 297.93
Baháismo: Religião 297.93
76
98
Editora Bahá’í do Brasil
© 1997
Todos os direitos reservados pela
EDITORA BAHÁ’Í DO BRASIL
Caixa Postal 198
13800-000 Moji-Mirim, SP
Título original:
Epistle to the Son of the Wolf
Traduzida para o inglês por Shoghi Effendi
ISBN 1-85168-073-X
ISBN da edição em português
85-320-0030-4
Tradução:
Merle Scoss
Revisão:
Coordenação Nacional de Tradução e Revisão
1a edição – Novembro/97
Composto em
Times 12/14
Impressão:
Abaeté Copiadora e Gráfica Ltda.
São Paulo, SP
Sumário
Introdução de Marzieh Gail
Epístola ao Filho do Lobo
Glossário
Índice Remissivo
Introdução
Marzieh Gail, 1953
“Eu caminhava na Terra de Ta (Teerã) – o alvorecer dos sinais de teu Senhor – quando eis que ouvi o lamento dos púlpitos e a voz de suas súplicas a Deus, abençoado e glorificado seja Ele. Lamentando-se, diziam: ‘Ó Deus do mundo e Senhor das nações! Tu observas nossa condição e as coisas que nos ocorreram...”
Nós, os dois bilhões de pessoas atualmente no planeta, estamos vivendo em uma época na qual não só os púlpitos de todas as religiões como tudo o mais devem estar nos condenando, cada um naquela voz que, de acordo com o Alcorão, Deus conferiu a todas as coisas: “Foi Deus que nos fez falar. Ele faz falar todas as coisas...”(41:21). Nós, que matamos cerca de quarenta e cinco milhões de seres humanos nos últimos trinta e cinco anos, estranhos que sequer conhecíamos pelo nome. Nós, que negamos nossa diferença qualitativa dos animais e tentamos viver no mundo deles, uma tentativa que se mostrou tão bem-sucedida quanto o seria um animal transformar-se em árvore ou a árvore ser uma pedra. Nós, que passamos nosso tempo inventando elaboradas desculpas para justificar nosso modo de ser, que sempre jogamos a culpa sobre alguém, que sempre queremos que alguém nos salve.
Não é de surpreender que Bahá’u’lláh, o nobre persa que declarou Sua missão espiritual em 1863, tivesse dito também: “...caminhais sobre Minha terra complacentes e satisfeitos, desatentos ao fato de que Minha terra está cansada de vós e tudo nela se esquiva de vós.“
Ao mesmo tempo, ansiamos por felicidade e depois a rejeitamos quando ela nos é trazida. Pois a felicidade, para o ser humano, significa ser tirado do cego mundo físico para a vida consciente do espírito, e isso só pode ser feito pelo Profeta de Deus. Em Seu advento, nós O combatemos e Lhe resistimos, seja Ele Moisés ou Buda, Jesus ou Maomé, ou Bahá’u’lláh.
O homem está mostrando por seus atos que perdeu Deus e, em conseqüência, perdeu a si mesmo. “E não imiteis os que se esquecem de Deus: Deus os faz esquecerem-se de si mesmos”, alerta o Alcorão (59:19). O homem está confuso - perdido em um deserto. Precisa reencontrar o sentido do Universo, e esse sentido é Deus, tal como expresso pelo Profeta; ele então redescobrirá seu próprio eu, reflexo do sentido; ele então terá um modo de viver condizente com os fatos e o seguirá conscientemente.
Neste livro faz-se referência a um rapaz de dezessete anos. Era um jovem problemático e seu pai estava preocupado com ele. Foi então que Bahá’u’lláh, aprisionado no quartel de ‘Akká, o chamou. Após conversarem, o rapaz, sozinho e a pé, levou para a Pérsia a Epístola de Bahá’u’lláh ao Xá. Chegou à capital depois de uma viagem de quatro meses; jejuou, orou e esperou sobre uma rocha até ver o Xá e seu séquito indo caçar na direção das aldeias montanhosas ao norte de Teerã. Aproximou-se deles e declarou, em árabe: “Ó Rei! Venho a ti de Sabá com uma notícia segura.”(Foi isso que a poupa disse a Salomão após Ter visto Belquis em seu trono dourado; Alcorão, (27:22). A Epístola foi tirada de suas mãos e entregue aos sacerdotes. Eles a leram e recomendaram que o rapaz fosse morto. Os carrascos o feriram com ferros em brasa durante três dias; uma fotografia, tirada dele sob tortura, ainda existe. Depois esmagaram sua cabeça com a corona de um rifle e atiraram seu corpo num fosso.
Bahá’u’lláh escreveu em uma Epístola ao pai desse rapaz, o Hadji ‘Abdu’l-Majid, que mais tarde sofreria o martírio em Khurásán: “Pensas que ele está morto? Não, pelo Revelador dos Sinais! Através dele o espírito da vida alegremente se move nos corações do universo.” Na mesma Epístola, Bahá’u’lláh diz que, em Badi, “o espírito de força e poder soprou”; que ele foi recriado; que ele sorriu e “se Nós o houvéssemos ordenado, ele teria tudo dominado nos céus e sobre a terra.” Que “a alegria o alcançou” e ele foi para a morte “com poder e autoridade, avançando com tamanha força que conquistou a Suprema Assembléia e os habitantes das Cidades dos Nomes.”
O ponto em questão é que Badi foi recriado. Em terminologia bíblica, ele renasceu. Ele viu a verdade e morreu em sacrifício a ela. Aqueles que hoje acreditaram em Bahá’u’lláh raramente são chamados a unir-se às fileiras dos mais de 20.000 fiéis que deram suas vidas no Período Heróico de Sua Causa – aqueles que, como afirma o presente texto, “depuseram a preciosa coroa da vida em nome d’Aquele que é o Amigo Incomparável”. Mas hoje são repetidamente obrigados a pôr de lado seus próprios desejos e aversões, a disciplinar sua conduta, a alcançar uma vitória sobre si mesmos – um processo mais longo, menos espetacular e talvez mais doloroso que o martírio.
É somente através deste processo que o planeta poderá tornar-se mais uma vez habitável: os seres humanos, motivados pelo amor, começariam voluntariamente agir de um modo que fosse digno da natureza do homem. Bahá’u’lláh escreve em Palavras Ocultas: “Eu te criei rico; por que tu te empobreces? Nobre te fiz; por que te rebaixas?“
1.
O mundo pensante alcançou, agora, os ensinamentos básicos que Bahá’u’lláh (1817-1892) enunciou há mais de setenta anos. Hoje, nenhuma mente esclarecida poderia discordar de princípios fundamentais de Bahá’u’lláh tais como:
* “A unidade e totalidade da raça humana” – Este é o mais vital de todos os princípios, e seu estabelecimento é o propósito central da Fé Bahá’í. A unificação da humanidade, diz Bahá’u’lláh, é inevitável e marca o último estágio da evolução do homem rumo à maturidade.
* Serviço à humanidade – o mais digno de todos os esforços.
* A religião, “principal instrumento para se estabelecer a ordem no mundo”, deve ser ensinada às crianças em todas as escolas de modo a não produzir fanatismos nem preconceitos. Todas as religiões são essencialmente uma, diferindo em seus aspectos externos somente por terem surgido em diferentes períodos da História e, assim, dirigindo-se a situações diferentes.
* A reconciliação entre religião e ciência, que são as duas forças mais poderosas na vida humana.
* Educação disponível para todos.
* Oportunidades iguais para ambos os sexos; igualdade para as mulheres está diretamente ligada à paz mundial.
* Um sistema federativo mundial, redução nos armamentos nacionais, segurança coletiva.
* A adoção de uma língua e escrita auxiliar internacional.
* Trabalho para todos.
Bahá’u’lláh afirma que a justiça é “a mais amada de todas as coisas” e que seu advento é inevitável. Que a consulta, franca e livre, é “a outorgante da compreensão” e o alicerce de Sua Ordem. Que a aquisição de conhecimentos compete a cada um, sendo louvadas as “artes, ofícios e ciências”. Que a riqueza obtida através dos ofícios e profissões é digna de louvor. Que a pobreza irá desaparecer, assim como a riqueza exorbitante. Que os fidedignos da “Casa de Justiça” devem legislar sobre todos os assuntos não expressamente apresentados nos escritos bahá’ís (este órgão internacional Bahá’í tem poderes para revogar suas leis anteriores e incorporar a seu mecanismo tudo aquilo que for considerado necessário para manter a Fé “na vanguarda de todos os movimentos progressistas”) . Um governo constitucional, combinando “os ideais do republicanismo e a majestade da monarquia”, é recomendado. A agricultura deve receber atenção especial. A imprensa é louvada especificamente, sendo os jornais descritos como “o espelho do mundo” e as pessoas por eles responsáveis aconselhadas a se libertarem de “malícia, paixão e preconceito, serem justas e imparciais, terem o máximo cuidado em suas investigações e levantarem todos os fatos de cada situação”. Bahá’u’lláh volta a enfatizar a proibição de fazer guerra santa e destruir livros; exige de Seus seguidores obediência ao governo do país onde vivem; e destaca, para louvor especial, indivíduos de estudo e sabedoria a quem descreve como “os olhos” do corpo da humanidade.
O que o mundo ainda não percebeu é que a ordem mundial projetada por Bahá’u’lláh tem a capacidade de agir para o reconhecimento universal de um só Deus, de “recriar a sociedade”. A comunidade mundial é Sua preocupação primeira. No passado, a religião muitas vezes conseguiu produzir o bom indivíduo. O objetivo básico da religião de Bahá’u’lláh é produzir a boa sociedade. Seu sistema administrativo oferece, acreditam os bahá’ís, o único arranjo satisfatório entre indivíduo e comunidade, entre livre-arbítrio e autoridade, equilibrando as prerrogativas de cada um deles.
Esse equilíbrio terá de ser criado se a humanidade pretende desenvolver uma era de paz. Vimos o Estado ditatorial oprimindo o indivíduo e vimos a lei do linchamento aviltando o grupo. Esta questão tem sido debatida ao longo dos tempos. Rúmi, o místico, pede a Deus para libertá-lo de seu livre-arbítrio – um fardo recusado, diz ele, pelos céus e pelos próprios anjos e só aceito pelo homem; ele se compara a um camelo ferido pela carga, cujo alforje se inclina ora para um lado ora para o outro, e pede que a carga mal equilibrada seja tirada de suas costas e que, em vez disso, ele seja jogado de um lado para outro como uma bola de polo. Contrastando com essa visão o modo de viver na Genebra de Calvino, onde, de acordo com as leis que regulavam as estalagens, a ninguém era permitido “ficar acordado depois das nove da noite, exceto aos espiões.”
Quando o equilíbrio entre a pessoa e a sociedade finalmente predominar, saberemos que o homem começou sua maturidade. Está claro que tanto o indivíduo quanto o grupo terão de desistir de parte do que agora possuem, assim como as nações terão de renunciar à parte de sua atual soberania em favor da Comunidade mundial, mas isso não se mostrará mais difícil do que sacrificar a isca para pescar o peixe.
2.
Esta é uma religião mundial à altura do mundo novo. Ela não tem sacerdotes; não aceita doações exceto de fiéis registrados. Ela resolveu problemas de sucessão, administração e cisma, fatores que praticamente destruíram, quase ainda no nascedouro, a unidade de todas as fés anteriores. Neste caso, o próprio Bahá’u’lláh, o Fundador, designou em Seu Convênio escrito que Seu primogênito, ‘Abdu’l-Bahá, seria Seu Sucessor e Intérprete autorizado. ‘Abdu’l-Bahá, em Sua Última Vontade e Testamento, indicou como Guardião e Intérprete Seu neto Shoghi Effendi. Este, por sua vez, indicará o próximo Guardião, cuja nomeação por escrito deverá ser ratificada pelos votos de um conselho de “Mãos da Causa”. * As instituições democraticamente eleitas que, em conjunto com o Guardião, administram a Fé, foram do mesmo modo estipuladas nos Escritos do Fundador. A tarefa atual dos bahá’ís no mundo todo tem duas facetas: uma envolve a consolidação dos estudos dos Ensinamentos e a prática de um modo de viver bahá’í; a outra, a expansão da Fé – apresentando a Fé Bahá’í ao público, para livre exame. Comunidades bahá’ís são hoje encontradas em mais de cem países ao redor do globo.
* Antes de falecer, em 1957, Shoghi Effendi, indicou vinte e sete Mãos da Causa de Deus, encarregadas da propagação e proteção da Fé. Graças aos seus esforços, em abril de 1963 realizou-se a eleição da primeira Casa Universal de Justiça. Naquela ocasião, esta instituição administrativa suprema da Fé Bahá’í foi eleita pelos cinqüenta e seis órgãos administrativos nacionais existentes, de acordo com as instruções dos Escritos de Bahá’u’lláh. Através de uma série de planos globais de ensino, iniciada em 1953, a Fé se difundiu para mais de 300 países, ilhas e territórios. (Nota dos Editores, 1969, para a edição original em língua inglesa.)
O estudo dos Escritos é ocupação para toda uma vida. Embora os princípios da Fé sejam prontamente apreendidos, os Ensinamentos são vastos e desvendam novos horizontes à medida que se desenvolve a experiência do indivíduo. Está longe de ser verdade que todos os bahá’ís são intelectuais – há comunidades de aldeões persas – , mas é certo que os Ensinamentos em si e o esforço para apresentá-los ao público agem como forte incentivo para aquisição de conhecimentos diversificados. ‘Abdu’l-Bahá escreve, “O domínio dos reis tem um fim... mas a soberania da ciência é eterna...” e também, “Todas as bênçãos são divinas em sua origem, mas nenhuma pode ser comparada a este poder de investigação intelectual e pesquisa que é uma dádiva eterna, produzindo frutos de imorredouro prazer... Todas as outras bênçãos são temporárias; esta é uma posse eterna”.
3.
Bahá’u’lláh, escreveu uma centena de livros. Eles consistem em leis, princípios e exortações; avisos e profecias; preces e na proclamação de Sua missão a reis, ministros e eclesiásticos a líderes nos campos intelectual, político, literário, místico, empresarial e humanitário. Sua última grande Epístola é este presente livro. Ela foi revelada cerca de um ano antes de Sua morte em 1892.
Mais ou menos três após esta Epístola estar concluída, Bahá’u’lláh expressou Sua vontade de deixar este mundo. Nessa época Ele vivia na Mansão de Bahjí, nos arredores de ‘Akká, ainda como exilado e prisioneiro, tal como estivera nos últimos quarenta anos através do Oriente Médio. A partir daquele momento, tornou-se claro pelo tom de Suas observações embora Ele não fizesse qualquer referência direta, que o fim de Sua vida terrena se aproximava. Anos antes, Ele descrevera na Epístola da Visão (revelada no aniversário de Seu Precursor e Arauto, o martirizado Báb) como a “Donzela Luminosa”, envolta em branco, aparecera diante d’Ele e O instara a apressar-Se a Seus “outros domínios”, domínios esses “que os olhos do povo dos nomes jamais contemplaram”. E poucos meses se passaram até que, após breve enfermidade, Ele morreu ao amanhecer do dia 29 de maio de 1892, com setenta e cinco anos idade.
E então o famoso telegrama foi enviado ao Sultão ‘Abdu’l-Hamíd, de quem Ele fora prisioneiro. Começava com estas palavras: “O Sol de Bahá se pôs”. E os pranteadores de ‘Akká e das aldeias vizinhas cobriram os campos em volta da Mansão, e notáveis das comunidades xiitas e sunitas, cristãs, judaicas, e drusas, poetas, religiosos e oficiais, de cidades tão longínquas como Damasco, Alepo, Beirute e Cairo, enviaram por escrito seus tributos a Ele; e Nabíl, o historiador desconsolado afogou-se no Mar Mediterrâneo.
A Epístola ao Filho do Lobo tem, portanto, um lugar especial na hierarquia dos livros de Bahá’u’lláh. É o últimos deles. É, além disso, uma espécie de antologia, e antologia de valor todo especial pois o material foi selecionado pelo próprio Autor. Ela inclui alguns dos mais conhecidos e característicos de Seus escritos, bem como provas que estabelecem a validade de Sua Causa.
4.
Havia dois irmãos em Isfahán, homens de riqueza, amplamente conhecidos por sua filantropia e pela excelência de seu caráter. O sumo-sacerdote, Mir Muhammad-Husayn, o religioso que tinha como função recitar as preces na mesquita às sextas-feiras, devia-lhes uma grande soma de dinheiro. Para fugir à dívida, denunciou-os como seguidores do Báb. Ele sabia exatamente o que isso significava: suas belas casa foram de imediato entregues à multidão e saqueadas, e mesmo as árvores e flores de seus jardins foram destruídas. Tudo o que os dois possuíam lhes foi tomado. E então o Xeique Muhammad-Báqir, a quem Bahá’u’lláh chama “O Lobo”, pronunciou as sentenças de morte. O Príncipe-governador, Zillu’s-Sultán, filho mais velho do Xá, ratificou-as. Os dois irmãos foram acorrentados. Tiveram a cabeça decepada. Seus corpos foram arrastados até a grande praça pública da cidade e ali expostos a todas as indignidades que a multidão lhes podia infligir.” De tal modo”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá, “foi o sangue desses dois irmãos derramados que o sacerdote cristão de Julfa pranteou, lamentou-se e chorou naquele dia.”
Depois disso, “O Lobo” – a quem Bahá’u’lláh condenou em Sua Lawh-i-Burhán (“Epístola da Prova”) e chamou de “o último traço de luz solar sobre o topo da montanha” – viu o firme declínio de seu prestígio e morreu miseravelmente, em agudo remorso. Quanto a seu cúmplice Mir Muhammad-Husayn, Bahá’u’lláh o estigmatizou como “A Serpente” e declarou que ele era “infinitamente mais perverso que o opressor de Karbilá”. Esse homem foi expulso de Isfahán, perambulou de aldeia em aldeia e finalmente adoeceu e morreu de uma doença tão fétida que a própria esposa e a filha não conseguiram cuidar dele.
Anos mais tarde o Governador, Zillu’s-Sultán, foi exilado para Genebra. Em 1911, quando ‘Abdu’l-Bahá estava em Thonon, hospedado no Hotel du Parc, Zillu’s-Sultán lá chegou. Hippolyte Dreyfus, ilustre erudito e viajante, o primeiro bahá’í
francês, o conhecera na Pérsia e o visitara em sua tenda quando o príncipe fazia uma expedição de caça. Agora voltava a vê-lo, no terraço do hotel. Monsieur Dreyfus descreveu o encontro para Juliet Thompson, que chegou no dia seguinte, e ela o anotou em seu diário:
Também o Mestre estava no terraço, caminhando de um lado para outro, a pouca distância. Hippolyte encontrava-se junto à soleira da porta quando viu Zillu’s-Sultán subindo a escadaria. O príncipe aproximou-se e o cumprimentou, e então volveu um olhar espantado na direção do Mestre.
“- Quem é aquele nobre persa?, perguntou.
“- Aquele, respondeu Hippolyte, é ‘Abdu’l-Bahá.
“ E então Zillu’s-Sultán suplicou, com toda humildade:
“- Leve-me até Ele.
“Hippolyte contou-me tudo.
“- Se você tivesse visto aquele irracional, Juliet, murmurando suas miseráveis desculpas! Mas o Mestre tomou-o em Seus braços e disse: “Todas essas coisas ficaram no passado. Nunca mais volte a pensar nelas.”
Os dois irmãos que foram condenados à morte pelo “Lobo” e seu cúmplice são conhecidos pelos bahá’ís como O Rei dos Mártires e O Bem-Amado dos Mártires. Também se faz referência a eles como As Luminosas Luzes Gêmeas. Seus nomes eram Mirzá Muhammad-Hasan e Mirzá Muhammad-Husayn, e eles eram siyyids – descendentes do Profeta Maomé. Anos mais tarde um elo especial viria a ligá-los ao Ocidente: em 1933, a norte americana Keith Ransom-Kehler, representando a Assembléia Nacional dos Bahá’ís de seu país, visitou seus túmulos e neles depositou flores. Poucos dias depois ela contraiu varíola e morreu. Seu corpo foi trazido de volta e enterrado perto do túmulo deles.
Esta Epístola é endereçada ao filho do homem que assassinou as Luminosas Luzes Gêmeas: o “Filho do Lobo”. Ele se chamava Xeique Muhammad Taqíy-i-Najafi. Religioso muçulmano de Isfahán, ele e seus discípulos chutaram e pisaram o cadáver de Mírzá Ashraf, outro bahá’í que, em 1888, foi morto por ordem dos mulás daquela cidade. Esta Epístola freqüentemente se dirige a ele como “Ó Xeique” – título que denota um chefe, prelado ou homem de saber. Outras pessoas também são invocadas no decorrer da obra; ela se dirige ao povo do Bayán – os seguidores do Báb que deixaram de reconhecer Bahá’u’lláh, fazendo lembrar aqueles seguidores de João Batista que se recusaram a reconhecer Jesus Cristo. E a Hádi, um líder religioso que teve medo de perder sua posição ao ser chamado de discípulo do Báb e tentou destruir todas as cópias do Bayán, o grande livro do Báb. E ao próprio Lobo, citando passagens da “Epístola da Prova”, e à Rainha Vitória, Napoleão III e outros, em diversas citações. Embora a Epístola, dirija-se basicamente ao Filho do Lobo, este até parece quase incidental; na verdade, Bahá’u’lláh está falando além dele a toda a humanidade.
Parte da terminologia será familiar apenas aos estudantes do islamismo, pois a Fé Bahá’í nasce do Islã tal como o cristianismo nasce do judaísmo. Por exemplo, o verso árabe, na página 35, contrapõe o Santuário (Haram), o local sagrado onde nenhum sangue pode ser derramado, ao local fora do Santuário (Hill), onde o derramamento de sangue não é ilegal, e se refere à disposição de Bahá’u’lláh de sacrificar Sua vida em qualquer lugar e sob quaisquer condições. Ou as referências ao Sadratu’l-Muntahá – a “Sagrada Árvore Celestial”, a “Árvore Sidrah, que da qual nem homens nem anjos podem passar”, e que fica no Sétimo Céu, o mais alto Paraíso, à direita do Trono de Deus. Referências a ela ocorrem no Alcorão, obliquamente na surra 53:9 e diretamente na sura 53:14, e as duas visões ali descritas são tradicionalmente relacionadas com a Visão da Ascensão, ou Mí-ráf, de Maomé (ver sura 17:1). Nos escritos bahá’ís, esta Árvore simboliza o Profeta ou Manifestação de Deus.
O Livro-Mater é referindo no Alcorão 43:3. Rodwell o traduz como o “o livro arquetípico” e comenta, “a Matriz do Livro, isto é, o original do Alcorão, preservado junto a Deus”. Sale diz, “a Tábua preservada, que é o original de todas as Escrituras em geral”. Para os bahá’ís, o Livro-Mater, ou Epístola Preservada, ou Epístola Guardada, significa a Palavra de Deus, a Manifestação de Deus em cada era, ou Seu Livro.
A Sura de Tawhid, chamada “A Unicidade”, é a sura 112 do Alcorão.
“Nome” às vezes significa o Profeta ou Manifestação de Deus. Na página 66 lemos: “Não sejas dos que invocaram a Deus por um de Seus nomes, mas que, ao aparecer Aquele que é o Objeto de todos os nomes, O negaram e d’Ele se afastaram...
A Mesquita de Aqsá é o Templo que é “mais remoto”. Foi construída no local do Templo de Salomão em Jerusalém.
Na página 78 há um jugo de palavras. O mártir exclama que conservou tanto Bahá’u’lláh quanto o resgate do sangue; Bahá, em árabe, significa “glória”, em persa, “valor”.
Balál (“grande”), crente em Maomé nos primórdios do Islã, era um escravo etíope. Cruelmente torturado pelos idólatras de Meca, recusou-se a renegar sua fé no Islã. Mais tarde foi libertado e, embora gaguejasse, Maomé designou-o primeiro-muezin. A referência na página 80 deve-se ao fato de que ele, devido à gagueira, pronunciava a letra “sh” como “s”.
“Remanescentes do Profeta”, na página 83, refere-se ao fato de que os irmãos martirizados eram descendentes de Maomé.
“Romper o Véu da Divindade”, na página 85, significa cometer um ato de sacrilégio, simbolizado pelo rasgar do véu do tabernáculo no qual estava a Shekinah – a Morada, a Glória de Deus – , emblema da presença Divina, “Inutilizar a Camela” remete ao alcorão, suras 7:71, 11:67, 54:27 e outras. A Camela era um signo de Deus, a prova da missão do Profeta Sálih. Aqui, também faz-se referência a um ato de blasfêmia.
“Ismael”, na página 98, refere-se ao Alcorão 37:100. É o ensinamento muçulmano de que o “filho” que foi sacrificado era Ismael e não Isaac, pois o primeiro era o único filho de Abraão naquela época. (Ver Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh)
Os “versos referentes à Divina Presença”, mencionados na página 108 e em outras passagens, são numerosos no Alcorão. Estes, dentre eles:
Sura 39:69 – “E a terra brilhará da luz (núr) de seu Senhor. E o Registro será aberto. Os profetas e as testemunhas serão chamados... E ninguém será lesado.”
Sura 89:22-23 – “... quando a terra for reduzida a nada, nada, e teu Senhor e seus anjos chegarem, fila por fila...”
Sura 83:6 – “No dia em que todos os homens se levantarão diante do Senhor dos mundos.”
Sura 20:107- 110 – “Naquele dia, os homens seguirão o proclamador...e baixarão a vozes ante o Misericordioso, e não ouvirás senão cochichos... As fontes se inclinarão diante do Sempre-vivo...
“Rawdih-khání”, na página 113, é uma lamentação ritual pelo martirizado Imame Husayn. Com o novo Advento, o tempo de pesar se encerrava; como símbolo disso, Táhirih, a grande poeta que se converteu à Fé do Báb, recusou-se a vestir o tradicional luto por Husayn no aniversário de seu martírio, assim desafiando abertamente o povo de Karbilá.
Adrianópolis, na página 121, é Adirnih em árabe. Cada letra do alfabeto árabe tem um valor numérico (abjad) e, de acordo com essa notação, as palavras Adirnih e Sirr (Mistério) são equivalentes, pois as letras árabes que compõem cada uma delas totalizam 260.
A língua e escrita mencionadas na página 126 nunca foram comunicadas a ninguém por Bahá’u’lláh.
O Qayyúmu’l-Asmá, na página 126, é o Comentário do Báb à Sura de José; seu primeiro capítulo foi revelado na presença de Mulá Husayn, na noite em que o Báb declarou Sua missão em Shiráz, em 22 de maio de 1844. Bahá’u’lláh o menciona no Iqán como “o primeiro, o maior e o mais poderoso de todos os livros” da Dispensação Babí.
O “Grande Anúncio”, na página 129, refere-se ao Alcorão 78;1-2 e 38:67 – Na-Nabáu’l-Azím.
“Ele faz da manhã trevas” (Amós 4:12-13), na página 131, refere-se ao fato de que Mírzá Yahyá, conhecido como Subh-i-Azal – o Amanhecer da Eternidade – negou a Manifestação e O traiu.
A afirmação “Ninguém conhece a hora..., na página 140, refuta os descrentes que alegavam que o Advento cuja iminência foi proclamada pelo Báb só ocorreria em 2001, uma data à qual se chegava totalizando o valor numérico das letras que compõem a palavra Mustagháth, indicada pelo Báb como o limite de tempo fixado para a vinda da Manifestação prometida. Mustagháth significa “Aquele que é Invocado”.
O martírio do Imame Husayn em Karbilá é descrito por Gibbon em Decline and Fall of the Roman Empire (Declínio e queda do Império Romano), Modern Library Edition, III, 12, 127. Dhi’l-Jawshan é Shimr, que matou Husayn, filho de ‘Ali e neto de Maomé. [141]
Na página 141, “...esta sura do Alcorão” refere-se à Sura 109, “Os Descrentes”, na qual Maomé se recusa a fazer concessões aos idólatras de Meca.
Siyyid Muhammad, o Siyyid de Isfahán, é o anticristo da Revelação bahá’í. Foi ele quem desencaminhou Mírzá Yahyá, meio-irmão de Bahá’u’lláh (ver A Presença de Deus, pp.164, 189 e outras). Esta referência ocorre nas páginas 145 e 148 do presente texto.
Os mawlavis são uma ordem de dervixes rodopiantes, fundada por Jalál-i-Din Rúmi (1207 – 1273 da Era Cristã). Quanto a Khidr, nome que significa “verde”, ver as tradições relativas ao Alcorão, 18:64. No Islã, ele é o descobridor e guardião da água da vida, e símbolo da Verdadeira Guia. Rukn é a Pedra Negra engasgada na parede da Caaba, o prédio em forma de cubo, em Meca, que é o principal objetivo da peregrinação do mundo mulçumano. O Maqám, ou Local de Abraão, fica próximo da Caaba. Conforme o Alcorão, 2:125: “transformai em oratório o lugar onde Abraão rezava”, e também 3:90-91: “A primeira casa destinada aos homens foi erguida em Beca (isto é, Meca)... Nela há sinais manifestos: o lugar onde Abraão se deteve. Quem quer que nela penetre, estará a salvo. “Estas últimas quatro referências são encontradas nas páginas 145, 156 e 158 deste texto.
Reconhecemos que o exposto acima é mínimo enquanto notas explicativas, uma vez que a Epístola ao Filho do Lobo é riquíssima em alusões e oferece abundante material para estudo.
5.
A Epístola ao Filho do Lobo é ainda outra prova, se mais provas fossem necessárias, de que a Figura do Profeta ergueu-Se novamente, tal como Ele o fizera no passado. Prova de que o mistério que nos cerca falou novamente, através dos lábios de um ser humano. Prova de que o antigo padrão – um Arauto, um Profeta, mártires e o estabelecimento da Fé – se repetiu em nossos tempos. Prova de que as promessas das Fés anteriores quanto ao advento do Dia de Deus foram por fim redimidas. Naquela Epístola ao Xá da Pérsia cujo portador foi morto, Bahá’u’lláh, a Glória de Deus, sumariza Sua Causa:
“Isto não provém de Mim, mas d’Aquele que é Todo-Poderoso e Onisciente. E Ele ordenou que Eu levantasse Minha voz entre a terra e o céu, e por isso sucedeu-Me o que fez correrem as lágrimas de todo homem de compreensão. A erudição comum entre os homens, não a estudei; nem entrei em suas escolas. Pergunta na cidade em que residi, a fim de teres a certeza de que Eu não sou dos que falam falsidade. Este Ser é apenas uma folha movida pelos ventos da vontade de Teu Senhor, o Todo-Poderoso, Alvo de todo louvor. Poderá ela aquietar-se quando sopram os ventos tempestuosos ? “
Epístola ao Filho do Lobo
Em nome de Deus,
o Único, o Incomparável, o Todo-Poderoso,
o Onisciente e Sapientíssimo.
Louvores a Deus, o Eterno que não perece, o Sempiterno que não declina, o Auto-Subsistente que não Se altera. Ele é transcendente em Sua soberania, manifesta-Se através de Seus sinais e está oculto em Seus mistérios. Por Sua ordem, levantou-se o estandarte da Mais Excelsa Palavra no mundo da criação e ergueu-se entre todos os povos o pendão d’Aquele “que realiza tudo o que deseja”. Ele revelou Sua Causa para a orientação de Suas criaturas, fez descer Seus versos para demonstrar Sua Prova e Seu Testemunho, e embelezou o preâmbulo do Livro do Homem com o ornamento da elocução, através de Sua palavra: “O Deus de Misericórdia ensinou o Alcorão, criou o homem e deu-lhe a conhecer a palavra articulada.” Não há outro Deus senão Ele, o Único, o Sem Par, o Poderoso, o Forte, o Benéfico.
A luz que se irradia do céu de generosidade e a bênção que resplandece no ponto do alvorecer da vontade de Deus, o Senhor do Reino dos Nomes, repousam sobre Aquele que é o Supremo Mediador, a Mais Excelsa Pena, de Quem Deus fez o ponto do alvorecer de Seus mais excelentes nomes e a aurora de Seus mais excelsos atributos. Através d’Ele, a luz da unidade brilhou acima do horizonte do mundo e a lei da unicidade foi revelada entre as nações que, com faces radiantes, voltaram-se na direção do Supremo Horizonte e reconheceram o que a Língua da Elocução pronunciara no reino de Seu conhecimento: “O céu e a terra, a glória e o domínio são de Deus, o Onipotente, o Todo-Poderoso, o Senhor de graças abundantes!”
Dá ouvidos, ó ilustre douto da religião, à voz deste Injuriado que, em verdade, te aconselha em nome de Deus e te exorta àquilo que vai atrair-te para perto d’Ele sob todas as condições. Ele, em verdade, é o Possuidor de Todas as Coisas, o Excelso. Reconhece que o ouvido do homem foi criado para poder escutar a Divina Voz neste Dia que foi mencionado em todos os Livros, Escrituras e Epístolas. Purifica primeiro tua alma com as águas da renúncia e adorna tua cabeça com o diadema do temor a Deus e tua fronte com o ornamento da confiança Nele. Ergue-te então e, com tua face voltada na direção da Maior Casa, o Local em volta do qual, conforme decretado pelo Rei Eterno, tudo o que habita a terra deve circular, recita:
“Ó Deus, meu Deus e meu Desejo, meu Ser Adorado, meu Mestre e meu Esteio, minha máxima Esperança e minha suprema Aspiração! Tu me vês, voltado para ti, fielmente preso à corda de Teu favor, segurando-me à orla do manto de Tua generosidade, reconhecendo a santidade de Teu Ser e a pureza de Tua Essência, e afirmando Tua unidade e unicidade. Dou testemunho de que Tu és Uno, o Único, o Incomparável, o Sempiterno. Tu não tomaste par em Teu domínio, nem escolheste um Teu igual na terra. Todas as coisas criadas dão testemunho daquilo que a Língua de Tua grandeza afirmou antes de sua criação. Verdadeiramente és Deus; não há outro Deus senão Tu! Desde sempre foste santificado pela menção de Teus servos e enaltecido acima da descrição de Tuas criaturas. Tu contemplas, ó Senhor, o ignorante buscando o oceano de Teu conhecimento; o sedento, as águas vivas de Tua elocução; o humilhado, o tabernáculo de Tua glória; o pobre, o tesouro de Tuas riquezas; o suplicante, o ponto do alvorecer de Tua sabedoria; o fraco, a fonte de Tua força; o desventurado, o paraíso de Tua generosidade; e o emudecido buscando o reino de Tua menção.
“Dou testemunho, ó meu Deus e meu Rei, de que Tu me criaste para lembrar de Ti, para Ti glorificar e ajudar Tua Causa. E eu, no entanto, ajudei Teus inimigos, que romperam Teu convênio, rejeitaram Teu Livro, descreram de Ti e repudiaram Teus sinais. Ai de mim! pois minha obstinação, minha ignomínia, minha pecaminosidade e meus erros afastaram-me das profundezas do oceano de Tua unidade e da compreensão do mar de Tua misericórdia. Ai de mim! Ai de mim! Por minha baixeza e pela seriedade de minhas transgressões! Tu me chamastes à vida, ó meu Deus, para exaltar Tua Palavra e manifestar Tua Causa. Minha desatenção, contudo, afastou-me e me envolveu, de tal modo que me ergui para macular Teus sinais, derramando o sangue de Teus bem-amados, e os pontos do alvorecer de Teus sinais, as auroras de Tua revelação e repositórios de Teus mistérios.
“Ó Senhor, meu Senhor! Eu repito, ó Senhor, meu Senhor! E ainda uma vez, ó Senhor, meu Senhor! Eu dou testemunho de que por minha iniqüidade tombaram os frutos da árvore de Tua justiça, e pelo fogo de minha rebeldia consumiram-se os corações daqueles dentre Tuas criaturas que desfrutam de íntimo acesso a Ti, e se perderam as almas dos sinceros dentre Teus servos. Ah, desgraçado, desgraçado que sou! Ah, as crueldades, as crueldades selvagens que infligi! Desafortunado sou, desafortunado sou por meu afastamento de Ti e por minha obstinação, minha ignorância, minha baixeza, por Te repudiar e por meus protestos a Teus servos e bem-amados que me protegessem, enquanto eu lhes ordenava causar dano a Ti e àqueles em quem confias! E quão numerosas as noites durante as quais bondosamente Tu lembraste de mim e me mostraste Teu caminho, enquanto eu me afastava de Ti e de Teus sinais! Por Tua glória! Ó Tu, que és a Esperança daqueles que reconheceram Tua Unidade, que és o Desejo dos corações daqueles que estão livres de todo apego exceto a Ti! Não encontro amparo senão em Ti, nem rei, refúgio ou abrigo além de Ti. Ai de mim! Afastar-me de Ti queimou o véu de minha integridade; negar-Te rompeu o manto lançado sobre minha honra. Ah, quisera eu estar nas profundezas da terra, para que meus maus atos permanecessem desconhecidos a Teus servos! Tu vês, ó meu Deus, o pecador que se voltou para o ponto do alvorecer de Tua indulgência e generosidade, e a montanha de iniqüidades que buscou o paraíso de Tua misericórdia e perdão. Ai de mim! Meus graves pecados impediram que eu me aproximasse da corte de Tua misericórdia e meus atos monstruosos afastaram-me do santuário de Tua presença. Na verdade, eu sou aquele que falhou no dever a Ti, rompeu Teu Convênio e Testamento, e cometeu o que fez se lamentarem os habitantes das cidades de Tua justiça e os pontos do alvorecer de Tua graça em Teus reinos. Eu testifico, ó Meu Deus, que abandonei Teus mandamentos e obedeci aos ditames de minhas paixões, que rejeitei os estatutos de Teu Livro e segui o livro de meu próprio desejo. Ah, miséria, miséria! À medida que minhas iniqüidades cresciam mais e mais, Tua tolerância para comigo aumentava, e, enquanto o fogo de minha rebeldia se tornava mais violento, mais Teu perdão e Tua graça buscavam abafar sua chama. Pela força de Teu poderio! Ó Tu, que és o desejo do mundo e o Bem-Amado das nações! Teu longo sofrimento envaideceu-me e Tua paciência me estimulou. Observa, ó Meu Deus, as lágrimas que minha ignomínia fez verterem e os suspiros que minha desatenção me fez exalar. Eu juro pela grandeza de Tua majestade! Não encontro para mim outra morada senão à sombra da corte de Tua generosidade, ou qualquer refúgio senão sob a canópia de Tua misericórdia. Tu me vês em meio a um mar de desespero e desesperança, depois que me fizeste ouvir Tuas palavras, “Não desespera”. Por Teu poder! Minha cruel injustiça cortou-me a corda da esperança e minha rebeldia escureceu-me a face ante o trono de Tua justiça. Contemplas, ó Meu Deus, este que é como um morto caído à porta de Teu favor, envergonhado de buscar à mão de Tua amorosa bondade as águas vivas do perdão. Tu me deste uma língua com a qual Te lembrar e louvar, mas ela, no entanto, proferiu palavras que fizeram perder-se as almas dos eleitos próximo de Ti e se consumirem os corações dos sinceros dentre os habitantes das moradas de santidade. Tu me deste olhos para testemunhar Teus sinais, contemplar Teus versos e considerar as revelações de Tua obra; mas eu rejeitei Tua vontade e cometi atos que fizeram gemer Tuas fiéis criaturas e Teus servos desapegados. Tu me deste ouvidos para que eu os inclinasse em louvor e celebração a Ti e àquilo que fizeste descer do céu de Tua generosidade e do firmamento de Tua vontade. E contudo, ai de mim! renunciei à Tua Causa e ordenei que Teus servos blasfemassem contra Teus fidedignos e bem-amados, e agi, ante o trono de Tua justiça, de modo tal que os habitantes de Teu reino, os que reconheceram Tua unidade e Te são totalmente devotados, prantearam com amarga lamentação. Eu não sei, ó meu Deus, quais dentre meus maus atos mencionar ante o oceano encapelado de Teu favor, nem quais de minhas transgressões declarar quando face a face com os esplendores dos sóis de Tuas virtuosas dádivas e bênçãos.
“Eu Te imploro, neste exato momento, pelos mistérios de Teu Livro, pelas coisas ocultas em Teu conhecimento e pelas pérolas que repousam escondidas nas conchas do oceano de Tua misericórdia, que me contes entre aqueles que mencionas em Teu Livro e descreves em Tuas Epístolas. Acaso decretaste para mim, ó meu Deus, alguma alegria após esta tribulação ou algum alívio para suceder esta aflição ou algum bem-estar depois desta preocupação? Ai de mim! Tu ordenaste que todo púlpito fosse reservado para Tua menção e a glorificação de Tua Palavra e a revelação de Tua Causa, mas neles subi para proclamar a violação de Teu Convênio; neles subi para dizer a Teus servos palavras tais que fizeram lamentar-se os habitantes dos Tabernáculos de Tua majestade e os moradores das Cidades de Tua sabedoria. Quão freqüentemente fizeste descer do céu de Tua generosidade o alimento de Tua elocução, e eu o recusei; e quão numerosas as ocasiões em que me chamaste às águas mansas de Tua misericórdia, e eu preferi afastar-me delas para seguir minha própria vontade e meu próprio desejo! Por Tua glória! Eu não sei por qual pecado pedir-Te indulgência e implorar Teu perdão, nem qual das minhas iniqüidades ocultar ante a corte de Tua generosidade e o Santuário de Teu favor. Tais são os meus pecados e transgressões que homem algum pode enumerá-los, nem pena alguma descrevê-los. Eu Te imploro, ó Tu que transformaste as trevas em luz e revelaste Teus mistérios no Sinai de Tua Revelação, que me ajudes, em todos os momentos, a depor minha confiança em Ti e colocar meus assuntos sob Teus cuidados. Faz-me, então, ó meu Deus, contente com aquilo que o dedo de Teu decreto traçou e a pena de Teu regulamento escreveu. És potente para fazer o que Te apraz e em Tuas mãos estão as rédeas de tudo o que há no céu e na terra. Não existe outro Deus senão Tu, o Sapientíssimo, o Onisciente.”
Ó Xeique! Sabe tu que nem as calúnias que os homens possam proferir, nem suas negações, nem quaisquer objeções que possam levantar, são capazes de causar dano a quem se prende à corda da graça e segura-se à orla do manto da misericórdia do Senhor da criação. Por Deus! Ele, a Glória de Deus (Bahá), não falou por mero impulso. Quem Lhe deu uma voz foi Aquele que deu voz a todas as coisas, para que pudessem louvá-Lo e glorificá-Lo. Não há outro Deus senão Ele, o Único, o Incomparável, o Senhor de Força, o Incondicionado.
Aqueles cuja visão é aguçada, cujos ouvidos têm capacidade de retenção, cujo coração é iluminado e cujo alento é amplo, reconhecem a verdade e a falsidade e distinguem uma da outra. Recita esta prece que flui da língua deste Injuriado e pondera sobre ela com um coração livre de todo apego, e, com ouvidos que sejam puros e santificados, presta atenção ao seu significado para que possas inalar do desprendimento e apiedar-te de ti mesmo e dos outros:
“Meu Deus, Objeto de minha adoração e Meta de meu desejo, o Todo-Generoso, o Mais Compassivo! Toda a vida provém de ti e todo o poder repousa nas mãos de Tua Onipotência. Todo aquele a quem exaltas é erguido acima dos anjos e atinge a posição: ‘Em verdade, Nós o erguemos a um lugar nas alturas! ‘; e todo aquele a quem rebaixas é feito mais baixo que o pó, não!, é tornado menos que nada. Ó Divina Providência! Embora perversos, pecadores e inclementes, ainda buscamos de Ti a ‘morada da verdade’ e ansiamos contemplar a face do Rei Onipotente. É Teu o comando e toda soberania Te pertence, e o reino de poder curva-se à Tua ordem. Tudo o que fazes é pura justiça, não!, é a própria essência da graça. Um lampejo dos esplendores de Teu Nome, o Todo-Misericordioso, é suficiente para banir e apagar todos os traços de pecaminosidade do mundo, e um único sopro das brisas do Dia de Tua Revelação é bastante para adornar toda a humanidade com nova veste. Outorga Tua força, ó Todo-Poderoso, a Tuas fracas criaturas e revifica as que estão como mortas, para que possam encontrar-Te e serem guiadas ao oceano de Tua orientação e permanecerem firmes em Tua Causa. Se a fragrância de Teu louvor fosse irradiada por qualquer uma das diversas línguas do mundo, do Oriente ou Ocidente, isto seria, em verdade, valorizado e grandemente apreciado. Se tais línguas, contudo, fossem privadas daquela fragrância, certamente seriam indignas de qualquer menção, em palavras ou mesmo em pensamento. Pedimos a Ti, ó Providência, para mostrar Teu caminho a todos os homens e guiá-los acertadamente. Tu és, em verdade, o Todo-Poderoso, o Onipotente, o Onisciente, o que tudo Vê.”
Imploramos a Deus para que te ajude a ser justo e imparcial, e te familiarize com as coisas que foram ocultas aos olhos dos homens. Ele, em verdade, é o Poderoso, o Irrestrito. A ti, pedimos refletir sobre aquilo que foi revelado, e ser imparcial e justo em tuas palavras para que os esplendores do sol da verdade e sinceridade possam se irradiar, libertar-te das trevas da ignorância e iluminar o mundo com a luz do conhecimento. Este Injuriado não freqüentou nenhuma escola, nem assistiu as controvérsias dos eruditos. Por Minha vida! Não por Minha própria vontade Eu Me revelei, mas Deus, por Sua própria escolha, Me manifestou. Na Epístola dirigida a Sua Majestade o Xá – possa Deus, abençoado e glorificado seja Ele, ajudá-lo – estas palavras fluíram da língua deste Injuriado:
“Ó Rei! Eu era apenas um homem como os outros, adormecido em Meu leito, quando eis que as brisas do Todo-Glorioso sopraram sobre Mim e Me deram o conhecimento de tudo o que existiu. Isto não provém de Mim, mas d’Aquele que é Todo-Poderoso e Onisciente. E Ele ordenou que eu levantasse Minha voz entre a terra e o céu, e por isso Me sucedeu o que fez correrem as lágrimas de todo homem de compreensão. A erudição comum entre os homens, não a estudei; nem entrei em suas escolas. Pergunta na cidade em que residi, a fim de teres a certeza de que Eu não sou dos que falam falsamente. Esta é apenas uma folha movida pelos ventos da vontade de teu Senhor, o Todo-Poderoso, Alvo de todo louvor. Poderá ela aquietar-se quando sopram os ventos tempestuosos? Não, por Aquele que é o Senhor de todos os Nomes e Atributos! Eles a movem a seu bel-prazer. O efêmero afigura-se como nada perante Aquele que é o Sempiterno. Seu chamado irresistível atingiu-Me e Me fez expressar Seu louvor entre todos os povos. Em verdade, era Eu como um morto quando Sua ordem foi enunciada. A mão da vontade de teu Senhor, o Compassivo, o Misericordioso, transformou-Me.”
Este é o momento para te purificares nas águas do desapego que fluíram da Pena Suprema e ponderares, em nome de Deus, aquilo que repetidas vezes foi enviado ou manifestado, e então lutares, tanto quanto te for possível, para dominar, através do poder da sabedoria e da força de tua elocução, o fogo da inimizade e do ódio que arde latente no coração dos povos do mundo. Os Mensageiros Divinos foram enviados, e revelados seus Livros, com o propósito de promover o conhecimento de Deus e ampliar a unidade e solidariedade entre os homens. Mas agora, eis que eles fizeram da Lei de Deus uma causa e pretexto para a perversidade e o ódio. Como é lamentável, como é deplorável que a maioria das pessoas se apegue fortemente e se dedique às coisas que possui e se mantenha alheia, afastada como que por um véu, das coisas que Deus possui!
Dize: “Ó Deus, meu Deus! Adorna minha fronte com a coroa da justiça e minhas têmporas com o ornamento da eqüidade. És em verdade, o Possuidor de todas as dádivas e bênçãos.”
A justiça e a eqüidade são as Guardiãs gêmeas que vigiam os homens. Delas são reveladas palavras tão abençoadas e claras que trazem bem-estar ao mundo e proteção às nações.
Estas palavras fluíram da pena deste Injuriado em uma de Suas Epístolas: “O propósito do único e verdadeiro Deus, excelsa seja Sua glória, foi extrair as Jóias Místicas da mina dos homens – os que são os Pontos do Alvorecer de Sua Causa e glorificado seja Ele, é o Invisível, Aquele oculto e escondido aos olhos dos homens. Considerai aquilo que o Misericordioso revelou no Alcorão: Nenhuma visão O abrange, mas Ele abrange toda a visão; Ele é o Sutil, o Esclarecido!”
Jamais permitir que as diversas comunidades da terra e os vários sistemas de crenças religiosa promovam sentimentos de animosidade entre os homens é, neste Dia, a essência da Fé de Deus e Sua Religião. Estes princípios e leis, estes sistemas poderosos e firmemente estabelecidos, procederam de uma única Fonte e são raios de uma única luz. As diferenças entre eles devem ser atribuídas às diferentes exigências das épocas em que foram promulgados.
Esforçai-vos, ó povo de Bahá, para que o tumulto da dissensão e luta religiosa que agita os povos da terra possa ser aquietado e todos os seus vestígios completamente obliterados. Por amor a Deus e àqueles que O servem, erguei-vos para ajudar esta sublime e solene Revelação. O fanatismo religioso e o ódio são um fogo que devora o mundo, cuja violência ninguém pode abafar. Somente a Mão do Divino poder é capaz de libertar a humanidade desta desoladora aflição. Considerai a guerra que envolveu as duas Nações, como ambos os lados renunciaram às suas possessões e às suas vidas. Quantas cidades foram completamente arrasadas!
A elocução de Deus é uma lâmpada cuja luz são estas palavras: Sois os frutos de uma só árvore e as folhas de um mesmo ramo. Consorciai-vos com o máximo amor e harmonia, com amizade e solidariedade. Aquele que é o Sol da Verdade dá-Me testemunho! Tão poderosa é a luz da unidade que pode iluminar a terra inteira. O único e verdadeiro Deus. Aquele que conhece todas as coisas, Ele próprio testemunha a verdade destas palavras.
Empenhai-vos para alcançar esta transcendente e mais sublime posição que pode assegurar a proteção e segurança de toda a humanidade. Este objetivo excede todos os outros objetivos e esta aspiração é a soberana de todas as aspirações. Até agora, no entanto, enquanto as densas nuvens da opressão que obscurecem o sol da justiça permanecem concentradas, seria difícil desvendar-se a glória desta posição aos olhos dos homens. Essas nuvens densas são os expoentes das ociosas fantasias e vãs imaginações, que outros não são que os teólogos da Pérsia. Em um momento, Nós falamos na linguagem do legislador, e, em outro, na linguagem do buscador da verdade e do místico; porém, Nosso supremo propósito e mais alto desejo foi sempre desvendar a glória e sublimidade desta posição. Deus, em verdade, é suficiente testemunha!
Consorciai-vos com todos os homens, ó povo de Bahá, em um espírito de amizade e solidariedade. Se estiverdes consciente de uma certa verdade, se possuirdes uma jóia da qual os outros estão privados, compartilhai-a com eles em uma linguagem de suprema gentileza e boa vontade. Se ela for aceita e cumprir seu propósito, vosso objetivo terá sido alcançado. Caso algum homem venha a recusá-la, deixai-o entregue a si mesmo e implorai a Deus para que o guie. Acautelai-vos para não tratá-lo com aspereza. Uma língua gentil é o ímã dos corações dos homens. Ela é o pão do espírito, reveste as palavras com significado, é a fonte luminosa da sabedoria e do entendimento.
Por “teólogo”, na passagem acima, faz-se menção àqueles homens que exatamente se vestem com a indumentária do conhecimento, mas por dentro são dele desprovidos. Neste sentido, Nós citamos, da Epístola dirigida a Sua Majestade o Xá, certas passagens das “Palavras Ocultas” que foram reveladas pela Pena de Abhá sob o nome de “Livro de Fátimih” – que as bênçãos do Senhor estejam sobre ela!
“Ó vós que sois insensatos, mas tendes nome de sábios! Por que motivo usais as vestes do pastor quando interiormente vos tornardes lobos, visando Meu rebanho? Sois semelhantes à estrela que nasce antes do amanhecer e que, embora pareça radiante e luminosa, desvia os caminhantes de Minha cidade e os conduz pelas veredas da perdição.”
E Ele também diz: “Ó voz, belos de aparência mas vis interiormente! Sois como água limpa porém amarga; aparentemente de pureza cristalina, mas da qual nenhuma gota é aceita quando o Avaliador Divino a experimenta. Sim, o raio de sol cai igualmente sobre o pó e sobre o espelho, mas estes diferem quanto à sua capacidade de reflexão, assim como a estrela difere da terra. Mais, ainda, imensurável é a diferença!”
E Ele ainda diz: “Ó essência do desejo! Muitas vezes, ao alvorecer, eu Me volvia dos reinos do Infinito para tua morada e encontrava-te no leito do ócio, devotado a outros e não a Mim. Com isso, assim como o relampejar do espírito, Eu regressava aos domínios da glória celestial e nem o sussurrava às hostes da santidade em Minhas plagas nas alturas.”
E também diz Ele: ”Ó escravo do mundo! Muitas vezes, ao alvorecer, a brisa da Minha terna misericórdia soprava sobre ti e te encontrava no leito da incúria, profundamente adormecido. Lastimando, pois, teu triste estado, ela regressava ao lugar de onde viera.”
Aqueles teólogos, contudo, que estão realmente adornados com o ornamento do conhecimento e do caráter íntegro são, em verdade, uma cabeça para o corpo do mundo e olhos para as nações. A orientação dos homens, em todos os tempos, dependeu e ainda depende de tais almas abençoadas. Imploramos a Deus que em Sua graça os ajude a cumprir Sua vontade e Seu desejo. Ele, em verdade, é o Senhor de todos os homens, o Senhor deste mundo e do próximo.
Ó Xeique! Soubemos que tu te afastaste de Nós e protestaste contra Nós, de tal modo que ordenaste ao povo amaldiçoar-Me e decretaste que o sangue dos servos de Deus fosse derramado. Deus retribuiu àquele que disse: “De boa vontade obedecerei ao juiz que tão estranhamente decretou fosse meu sangue derramado em Hill e Haram! “ Em verdade Eu digo: Tudo o que ocorre no caminho de Deus é o anseio da alma e o desejo do coração. Em Seu caminho, o veneno mortal é puro mel e cada tribulação um gole de água cristalina. Na Epístola à Sua Majestade o Xá, está escrito: “Por Aquele que é a Verdade! Eu não temo nenhuma tribulação em Seu caminho, nem qualquer aflição em Meu amor por Ele. Em verdade, Deus fez da adversidade um orvalho matinal sobre Suas verdes pastagens e um pavio para Sua lâmpada, que ilumina a terra e o céu.”
Volve teu coração para Aquele que é a Caaba de Deus, o Auxílio no Perigo, o Auto-Subsistente, e ergue tuas mãos com tão firme convicção que faça as mãos de todas as coisas criadas erguerem-se para o céu da graça de Deus, o Senhor de todos os mundos. Volta então tua face para Ele, de tal modo que as faces de todos os seres se voltem na direção de Seu brilhante e luminoso Horizonte, e diz: “Tu me vês, ó meu Deus, com minha face voltada para o céu de Tua generosidade e o oceano de Teu favor, afastado de tudo o mais exceto de Ti. Eu Te peço, pelos esplendores do Sol de Tua revelação no Sinai e pela radiância da Orbe de Tua graça que acima do horizonte de Teu Nome, o Perdoador, que me concedas Teu perdão e tenhas misericórdia de mim. Escreve para mim, pois, com Tua pena de glória, aquilo que me enaltecerá através de Teu nome no mundo da criação. Ajuda-me, ó meu Senhor, a me voltar para Ti e ouvir a voz de Teus bem-amados, a quem os poderes da terra não conseguiram enfraquecer e o domínio das nações foi incapaz de afastar de Ti, e que, avançando em Tua direção, disseram: ‘Deus é nosso Senhor, o Senhor de tudo o que existe no céu e de tudo o que existe na terra! ‘“
Ó Xeique! Em verdade Eu digo, o selo do Vinho Seleto foi rompido, em nome d’Aquele que é o Auto-Subsistente; não te afastes dele. Este Injuriado fala em nome de Deus; tu deves também, do mesmo modo, em nome de Deus meditar sobre estas coisas que foram enviadas e manifestadas, para poderes, neste Dia abençoado, tomar tua porção das liberais efusões d’Aquele que é verdadeiramente o Todo-Generoso, e dela não permanecer privado. Isto, de fato, não seria difícil para Deus. O Adão feito do pó foi alçado, através da Palavra de Deus, ao trono celeste; um simples pescador veio a ser o repositório da sabedoria Divina; e Abú Dhar, o pastor, tornou-se um príncipe das nações!
Este Dia, ó Xeique, nunca foi, nem é agora, o Dia em que as artes e ciências criadas pelo homem podem ser vistas como um verdadeiro padrão para os homens, pois reconheceu-se que aquele que era inteiramente ignorante delas ascendeu ao trono do mais puro ouro e ocupou o assento de honra no conselho do conhecimento, enquanto renomados expoentes e repositórios dessas artes e ciências permaneciam totalmente excluídos. Por “artes e ciências”, entenda-se aquelas que começam com palavras e com palavras terminam. Contudo, as artes e ciências que produzem bons resultados, dão frutos e conduzem ao bem-estar e tranqüilidade dos homens, sempre foram e continuarão a ser aceitáveis diante de Deus. Se desses ouvidos à Minha voz, lançarias fora todas as tuas posses e volverias tua face na direção do Local onde encapelou-se o oceano da sabedoria e da elocução e sopraram os doces aromas da terna bondade de teu Senhor, o Compassivo.
Nós julgamos aconselhável, neste contexto, relatar brevemente alguns eventos passados, pois talvez eles sejam os meios de vindicar a causa da eqüidade e da justiça. Na época em que Sua Majestade o Xá – possa Deus, seu Senhor, o Mais Misericordioso, ajudá-lo através de Sua graça fortalecedora – planejava uma jornada a Isfahán, este Injustiçado, tendo obtido sua permissão, visitou os sagrados e luminosos locais de repouso dos Imames – que as bênçãos de Deus estejam sobre eles! Após Nosso retorno, seguimos para Lavásán devido ao calor excessivo que fazia na capital. Depois da Nossa partida, ocorreu o atentado contra a vida de Sua majestade – possa Deus, enaltecido e glorificado seja Ele, ajudá-lo. Aqueles foram dias turbulentos e as chamas do ódio se ergueram. Muitos foram presos, e entre eles este Injustiçado. Pela retidão de Deus! Nós não estávamos de modo algum ligados àquele ato perverso e Nossa inocência foi inequivocamente estabelecida pelos tribunais. Ainda assim, eles Nos prenderam e de Níyávarán, que era então a resistência de Sua Majestade, conduziram-Nos a pé e acorrentados, com a cabeça nua e os pés descalços, ao calabouço de Teerã. Um homem brutal, acompanhando-Nos a cavalo, arrancou Nosso chapéu, enquanto éramos apressados por uma tropa de carrascos e oficiais. Fomos condenados a quatro meses em um lugar imundo além de qualquer comparação. Quanto ao calabouço no qual este Injustiçado e outros similarmente injustiçados foram confinados, uma escura e estreita cova seria preferível. Após Nossa chegada fomos primeiro conduzidos ao longo de um corredor negro como breu, do qual descemos três íngremes lances de escadas até o local de confinamento a Nós designado. O calabouço estava envolto em densas trevas e Nossos companheiros de prisão contavam cerca de cento e cinqüenta almas: ladrões, assassinos e salteadores. Embora apinhado, não havia outra abertura senão a passagem pela qual entramos. Pena alguma pode descrever aquele local, língua alguma descrever seu cheiro terrível. Aqueles homens, em sua maioria, não tinham roupas nem lençóis sobre os quais deitar-se. Somente Deus sabe o que Nos aconteceu naquele lugar sumamente fétido e lúgubre!
Dia e noite, enquanto confinado naquele calabouço, Nós meditamos sobre os atos, a condição e a conduta dos babís, imaginando o que poderia Ter levado um povo de tão altos princípios, tão nobre e tal inteligência, a perpetrar ato tão audacioso e ultrajante contra a pessoa de Sua Majestade. Este Injustiçado, por isso, decidiu erguer-se após ser libertado da prisão e assumir, com o máximo vigor, a tarefa de regenerar este povo.
Certa noite, em um sonho, estas excelsas palavras fizeram-se ouvir: “ Em verdade, Nós Te faremos vitorioso por Ti mesmo e por Tua pena. Não Te lamentes por aquilo que Te sucedeu, nem tenhas medo, pois estás em segurança. Em breve Deus erguerá os tesouros da terra – homens que Te ajudarão por Ti mesmo e por Teu Nome, meio pelo qual Deus revificou o coração daqueles que O reconheceram.”
E quando este Injustiçado saiu de Sua prisão, Nós viajamos, cumprindo a ordem de Sua Majestade o Xá – possa Deus, excelso seja Ele, protegê-lo – para o Iraque, escoltados por oficiais a serviço dos dignos e honrados governos da Pérsia e da Rússia. Após Nossa chegada, Nós revelamos, como chuva copiosa, com a ajuda de Deus e de Sua Divina Graça e misericórdia, Nossos versos, e os enviamos a várias partes do mundo. Nós exortamos todos os homens, e particularmente este povo, através de Nossos sábios conselhos e amorosas admoestações, e lhes proibimos envolverem-se em sedição, contendas, disputas e conflitos. Como resultado disto, e pela graça de Deus, a obstinação e a loucura transformaram-se em piedade e compreensão, e as armas se converteram em instrumento da paz.
Durante os dias em que Eu permaneci na prisão de Teerã, embora o torturante peso das correntes e o ar nauseabundo mal Me permitissem dormir, nos raros momentos de sono Eu sentia como se algo fluísse desde a coroa de Minha cabeça até Meu peito, semelhante a uma poderosa torrente a precipitar-se sobre a terra do topo de uma alta montanha. Cada membro de Meu corpo, como resultado, incendiava-se. Em tais momentos Minha língua recitava aquilo que homem algum suportaria ouvir.
Nós citamos aqui algumas passagens de Epístolas especificamente reveladas a este povo, a fim de que todos possam saber com certeza que este Injustiçado agiu de maneira que foi agradável e aceitável aos homens dotados de discernimento e àqueles que são os expoentes da justiça e da eqüidade:
“Ó vós, amigos de Deus em Suas cidades e Seus bem-amados em Suas terras! Este Injustiçado ordena-vos a honestidade e a piedade. Abençoada a cidade que brilha pela luz delas. Através delas, o homem é enaltecido e a porta da segurança é aberta diante dos olhos de toda a criação. Bem-aventurado o homem que se mantém fortemente fiel a elas e reconhece sua virtude; infeliz daquele que lhes nega a posição.”
E, em outro contexto, estas palavras foram reveladas: “ Nós ordenamos aos servos de Deus e às Suas servas ser puros e temer a Deus, para poderem libertar-se do torpor de seus desejos corruptos e voltar-se para Deus, o Criador dos céus e da terra. Assim ordenamos aos fiéis quando o Sol do mundo brilhou no horizonte do Iraque. Meu encarceramento não Me causa dano nem as tribulações que Eu sofro ou as coisas que Me sucederam às mãos de Meus opressores. O que Me causa dano é a conduta daqueles que, embora levem Meu nome, ainda assim cometem atos que confragem Meu coração e Minha pena. Quanto aos que disseminam desordem na terra, apoderam-se da propriedade alheia e entram em uma casa sem permissão de seu dono, Nós, em verdade, afastamo-Nos deles, a menos que se arrependam e retornem a Deus, o Magnânimo, o Misericordioso. “
E num outro contexto: “ Ó povos da terra ! Apressai-vos a cumprir o desejo de Deus e lutai bravamente, como vos é ordenado lutar, para proclamar Sua Causa irresistível e inabalável. Nós decretamos que, no caminho de Deus, a guerra deve ser travada com as armas da sabedoria, da elocução, do caráter íntegro e dos atos louváveis. Assim foi decidido por Aquele que é o Todo-Poderoso, o Altíssimo. Não existe glória para quem comete a desordem na terra após esta Ter sido restaurada. Temei a Deus, ó povo, e não sejais daqueles que agem injustamente.”
E ainda em outro contexto: “ Não vos injurieis uns aos outros. Nós, em verdade, viemos para unir e congregar todos os que habitam a terra. Disso dá testemunho aquilo que o oceano de Minha elocução revelou entre os homens, mas, ainda assim, a maioria dos povos se extraviou. Se alguém vos injuriar ou se o infortúnio atingir-vos no caminho de Deus, sede pacientes e depositai vossa confiança n’Aquele que tudo ouve e tudo vê. Ele, em verdade, testemunha e percebe e faz o que é de Sua vontade, através do poder de Sua soberania. Ele, em verdade, é o Senhor de força e poder. No Livro de Deus, o Poderoso, o Grande, fostes proibidos de vos envolver em contendas e conflitos. Agarrai-vos firmemente a tudo o que for proveitoso a vós mesmos e proveitoso aos povos do mundo. Assim vos ordena o Rei da Eternidade, que está manifesto em seu Maior Nome. Ele, em verdade, é o Ordenador, o Sapientíssimo.”
E ainda, num outro contexto: “ Acautelai-vos para não derramar o sangue de ninguém. Desembanhai a espada de vossa língua da bainha da elocução, pois com isso conquistareis a cidadela do coração dos homens. Nós abolimos a lei que vos ordenava fazer guerra santa uns aos outros. A misericórdia de Deus, em verdade, envolveu todas as coisas criadas, se apenas o entendêsseis.”
E também, em outro contexto: “ Ó povo! Não dissemineis desordem na terra, não derrameis o sangue de ninguém, não consumais erradamente os recursos alheios e nem sigais todo falso profeta execrável.”
E uma vez mais, em outro contexto: “ O Sol da Divina Elocução nunca haverá de se pôr, nem se extinguirá sua radiância. Estas sublimes palavras foram, neste dia, ouvidas da Árvore Celestial além da qual não há passagem: ‘ Eu pertenço àquele que Me ama, que se mantém fiel aos Meus mandamentos e rejeita tudo o que lhe foi proibido em Meu Livro.”
E ainda, num outro contexto: “ Este é o dia para fazer menção de Deus, celebrar Seu louvor e servi-Lo; não vos priveis disto. Sois as letras das palavras, e as palavras do Livro. Sois as jovens árvores que a mão da Amorosa Bondade plantou no solo da misericórdia e as chuvas generosas fizeram florecer. Ele vos protegeu contra os fortes ventos da descrença e dos vendavais tempestuosos da impiedade, e vos nutriu com as mãos de Sua amorosa providência. Agora vos é chegado o momento de lançar as folhas e produzir os frutos. Os frutos da árvore humana sempre foram, e sempre serão, os bons atos e o caráter louvável. Não afasteis estes frutos dos desatentos. Se eles os aceitarem, terá sido alcançada vossa meta e cumprido o propósito de vossa vida. Caso contrário, dexai-os entregues às suas vãs disputas. Lutai, ó povo de Deus, para que os corações das diversas espécies da terra possam, através das águas de vossa tolerância e amorosa bondade, ser purificados e santificados da animosidade e do ódio, tornando-se recipientes dignos e adequados para os esplendores do Sol da Verdade.”
No quarto Ishráq (esplendor) da Ishráqát ( Epístola dos Esplendores), Nós mencionamos: “ Toda causa necessita de quem a ajude. Nesta Revelação, as hostes que a podem tornar vitoriosa são as hostes das ações louváveis e do caráter íntegro. O dirigente e comandante dessas hostes tem sido sempre o temor a Deus – temor esse que abrange todas as coisas e sobre todas as coisas impera.”
No terceiro Tajallí (fulgor) do Livro dos Tajallíyát (Livro dos Fulgores), Nós mencionamos: “ As artes, ofícios e ciências elevam o mundo do ser e conduzem à sua exaltação. O conhecimento é como asas para a vida do homem; é como uma escada pela qual ele possa ascender. Incube a cada um adquiri-lo. Deve-se, porém, adquirir o conhecimento das ciências que possam prestar benefícios aos povos da terra e não daquelas que por meras palavras começam e assim também terminam. Grande, verdadeiramente, é a prerrogativa dos cientistas e artífices entre os povos do mundo. Disso dá testemunho o Livro-Mater nesta conspícua posição.”
Na realidade, o conhecimento é um verdadeiro tesouro para o homem; é para ele uma fonte de glória, de graça, de júbilo e exaltação, de alegria e contentamento. Feliz é o homem que a ele segura-se firmemente, e infelizes os desatentos.
Incumbe a vós conclamar os povos, sob todas as condições, para tudo que os faça manifestar características espirituais e bons atos, de modo que todos possam tomar consciência daquilo que é a causa da elevação humana, e possam, com todo empenho, dirigir-se para a mais sublime Posição e o Pináculo da Glória. O temor a Deus sempre foi o fator básico na educação de Suas criaturas. Bem-aventurados aqueles que o alcançaram!
A primeira palavra que a Pena de Abhá revelou e escreveu na primeira folha do Paraíso é esta: “ Verdadeiramente, digo: O temor a Deus tem sido sempre uma defesa certa e uma segura cidadela para todos os povos do mundo. É a causa principal da proteção da humanidade e o instrumento supremo para sua preservação. Em verdade, existe no homem uma faculdade que o detém e preserva de qualquer coisa que seja indigna ou imprópria – é conhecida como seu senso de vergonha. Esta faculdade, entretanto, limita-se apenas a poucos; nem todos a possuíram, nem a possuem. Incumbe aos reis e líderes espirituais do mundo segurarem-se firmemente à religião, visto que através dela o temos a Deus é instilado em todos, exceto Nele.”
A Segunda palavra que Nós registramos na Segunda folha do Paraíso é a seguinte: “ A Pena do Divino Expositor exorta, neste momento, os manifestantes de autoridade e as fontes de poder – a saber, os reis e governantes da terra, possa Deus ajudá-los – e lhes ordena que apoiem a causa da religião e a ela se mantenham fiéis. A religião é, em verdade, o instrumento principal para o estabelecimento da ordem no mundo e da tranqüilidade entre seus povos. O enfraquecimento dos pilares da religião fortaleceu os insensatos, tornando-os mais audazes e arrogantes. Verdadeiramente digo: Quanto maior o declínio da religião, mais séria se torna a desobediência dos ímpios. Isso não pode levar, afinal, senão ao caos e à confusão. Ouvi-me, ó homens de percepção, e precavei-vos, vós que sois dotados de discernimento!”
É Nossa esperança que ouçais com ouvidos atentos aquilo que Nós vos mencionamos, para que possais tentar afastar os homens das coisas por eles possuídas e voltá-los para as coisas que Deus possui. Nós suplicamos a Deus para que liberte a luz da eqüidade e o sol da justiça das densas nuvens da obstinação, e os faça brilhar sobre os homens. Nenhuma luz pode comparar-se à luz da justiça. O estabelecimento da ordem no mundo e a tranqüilidade das nações dela dependem.
No Livro da Elocução, estas excelsas palavras foram escritas e registradas: “ Dize: Ó amigos! Esforçai-vos para que as tribulações sofridas por este Injustiçado e por vós, no caminho de Deus, provem não Ter sido em vão. Segurai-vos à orla do manto da virtude e agarrai-vos fortemente à corda da fidedignidade e da devoção. Ocupai-vos com aquilo que beneficia a humanidade e não com Teus desejos corruptos e egoístas. Ó vós, seguidores deste Injustiçado! Sois os pastores da humanidade; libertai vossos rebanhos dos lobos das más paixões e desejos, e adornai-os com o ornamento do temor a Deus. Este é o firme mandamento que, neste instante, flui da Pena d’Aquele que é o Ancião dos Dias. Pela retidão de Deus! A espada do caráter virtuosos e conduta íntegra é mais afiada que lâminas do caráter virtuoso e conduta íntegra é mais afiada que lâminas de aço. A voz da verdadeira Fé se eleva, neste momento, e diz: Ó povo! Em verdade, o Dia é chegado, e Meu Senhor criou-Me para resplandecer com uma luz cujo brilho eclipsou os sóis da elocução. Temei o Misericordioso, e não sejais daqueles que se extraviaram.”
A terceira palavra que foi registrada na terceira folha do Paraíso é esta: “ Ó filho do homem! Se teus olhos estiverem volvidos para a misericórdia, abandona as coisas que te são proveitosas e apega-te ao que trará proveito à humanidade. E se teus olhos estiverem volvidos para a justiça, escolhe para o teu próximo aquilo que para ti próprio escolherias. A humildade exalta o homem ao céu da glória e do poder, enquanto o orgulho o rebaixa às profundezas da miséria e degradação. Grande é o Dia e poderoso o Chamado! Em uma de Nossas Epístolas, revelamos estas palavras sublimes: ‘ Fosse o mundo do espírito convertido totalmente na faculdade da audição, poderia então dizer-se digno de ouvir a Voz que chama do Horizonte Supremo; pois, de outro modo, esses ouvidos que se corromperam com relatos mentirosos jamais foram dignos de ouvi-la, nem agora o são.’ Bem-aventurados os que atentam, e infelizes os obstinados.”
Oramos a Deus – excelsa seja Sua glória – e acalentamos a presença de que Ele possa bondosamente ajudar os manifestantes de afluência e poder e os alvoreceres de soberania e glória, os reis da terra – possa Deus ajudá-los através de Sua graça fortalecedora – a estabelecer a Paz Menor. Esta, de fato, é o maior meio para assegurar a tranqüilidade das nações. Incumbe aos Soberanos do mundo – possa Deus ajudá-los – firmarem-se unidos a esta Paz, que é o principal instrumento para a proteção de toda a humanidade. É Nossa esperança que eles se ergam para alcançar aquilo que irá conduzir ao bem-estar do homem. É seu dever convocar uma assembléia geral, à qual comparecerão eles próprios ou seus ministros, e pôr em vigor todas as medidas necessárias para estabelecer a unidade e a concórdia entre os homens. Eles devem renunciar às armas de guerra e voltar-se aos instrumentos da reconstrução universal. Caso um rei venha a erguer-se contra outro, todos os demais reis devem levantar-se para detê-lo. E então as armas e armamentos não mais serão necessários além daquilo que é preciso para garantir a segurança interna de seus respectivos países. Se alcançarem esta incomparável bênção, os povos de cada nação irão se dedicar, com tranqüilidade e contentamento, às suas próprias ocupações, e os gemidos e lamentações da maioria dos homens serão silenciados. Imploramos a Deus que os ajude a cumprir Sua vontade e Seu desejo. Ele, em verdade, é o Senhor do trono nas alturas e da terra abaixo, e o Senhor deste mundo e do mundo vindouro. Seria preferível e mais adequado se os mui dignos reis comparecessem em pessoa àquela assembléia e proclamassem seus éditos. Em verdade, qualquer rei que se erguer e cumprir esta tarefa tornar-se-á, aos olhos de Deus, o centro de atração de todos os reis. Feliz será ele e grande sua bem-aventurança!
Nesta terra, sempre que os homens são convocados para o exército, um grande terror se apodera do povo. A cada ano, as nações aumentam suas forças, pois seus ministérios da guerra são insaciáveis no desejo de acrescentar novos recrutas aos seus batalhões. Nós soubemos que o governo da Pérsia – possa Deus ajudá-lo – decidiu, do mesmo modo, fortalecer seu exército. Na opinião deste Injustiçado, uma força de cem mil homens totalmente equipados e bem disciplinados bastaria. Esperamos que possas fazer com que a luz da justiça se irradie mais brilhantemente. Pela retidão de Deus! A justiça é uma força poderosa. É ela que, acima de tudo o mais, conquista as cidadelas do coração e da alma dos homens, revela os segredos do mundo do ser e carrega o pendão do amor e da generosidade.
Nos tesouros do conhecimento de Deus repousa oculto um conhecimento que, quando aplicado, eliminará em grande parte, embora não de todo, o medo. Este conhecimento, contudo, deve ser ensinado desde a infância, pois irá grandemente ajudar na eliminação do medo. Tudo aquilo que diminui o medo aumenta a coragem. Se a Vontade de Deus Nos auxiliar, fluirá da Pena do Divino Expositor uma longa exposição daquilo que foi mencionado, e será então revelado, no campo das artes e ciências, o que renovará o mundo e as nações. Do mesmo modo uma palavra foi escrita e registrada pela Pena do Altíssimo no Livro Carmesim a qual pode desvendar totalmente a força que está oculta nos homens; não!, duplicar sua potência. Imploramos a Deus – enaltecido e glorificado seja Ele – para bondosamente ajudar Seus servos a fazer o que Lhe é agradável e aceitável.
Nestes dias, os inimigos nos cercam e as chamas do ódio se alastram. Ó povos da terra! Por Minha vida e pela Tua! Este Injuriado nunca teve, nem tem Ele agora, qualquer desejo de liderança. Minha meta sempre foi, e continua a ser, a de suprimir tudo aquilo que é causa de contendas entre os povos da terra e de separação entre as nações, a fim de que todos os homens possam ser santificados de todo apego terreno e livres para ocupar-se com seus próprios interesses. Suplicamos a Nossos bem-amados para não macularem a orla de Nosso manto com o pó da falsidade, nem permitirem que referências ao que consideraram como milagres e prodígios rebaixem Nosso posto e posição ou desfigurem a pureza e santidade de Nosso nome.
Deus Misericordioso! Este é o dia no qual os sábios deveriam buscar o conselho deste Injuriado e perguntar Àquele que é a Verdade quais as coisas que conduzem à glória e tranqüilidade dos homens. E contudo, todos eles estão seriamente empenhados em apagar esta gloriosa e brilhante luz, buscando diligentemente estabelecer Nossa culpa ou proclamar seus protestos contra Nós. A tal ponto chegaram as dificuldades que a conduta deste Injuriado foi grosseiramente deturpada em todos os sentidos, de uma maneira tal que seria indecoroso mencioná-la. Um de Nossos amigos relatou, com a maior tristeza, Ter ouvido um dos habitantes da Grande Cidade (Constantinopla) afirmar que a cada ano a soma de cinqüenta mil tumans era enviada de sua terra natal para ‘ Akká! Não esclareceu, contudo, quem desembolsava essa quantia, nem por quais mãos ela passava!
Em suma, este Injuriado, diante de tudo o que d’Ele foi dito, suportou pacientemente e manteve-Se sereno, visto que Nosso propósito é, através da amorosa providência de Deus – excelsa seja Sua glória – e Sua inigualável misericórdia, abolir da face da terra, pela força da Nossa elocução, todas as disputas, guerras e derramamentos de sangue. Sob todas as condições, Nós, apesar do que eles disseram, suportamos com decorosa paciência e os deixamos entregues a Deus. Em resposta a esta acusação específica, entretanto, Nós respondemos que, se é verdade o que afirma esse homem, cabe-lhe ser grato Àquele que é o Senhor de todos os seres e o Rei do visível e invisível, por ter feito surgir na Pérsia Aquele que, embora prisioneiro e sem ninguém para ajudá-Lo e assisti-Lo, conseguiu firmar Sua ascendência sobre aquela terra e dela auferir uma renda anual. Tal feito deve ser louvado e não censurado, se esse homem é dos que julgam imparcialmente. Caso alguém procure familiarizar-se com a condição deste Injuriado, seja-lhe dito que a estes cativos, perseguidos pelo mundo e injustiçados pelas nações, por dias e noites têm sido inteiramente negados os mais básicos meios de subsistência. Nós relutamos em mencionar tais coisas e jamais tivemos, nem temos agora, qualquer desejo de reclamar contra Nosso acusador. Dentro dos muros desta prisão, um homem altamente respeitável foi durante algum tempo obrigado a quebrar pedras para ganhar pão, enquanto outros às vezes tiveram como única nutrição aquele alimento Divino que é a fome! Suplicamos a Deus – enaltecido seja Ele – que ajude todos os homens a ser justos e imparciais, e bondosamente os auxilie a arrepender-se e a Ele retornar. Ele, em verdade, ouve e está pronto para responder.
Glorificado és Tu, ó Senhor meu Deus! Tu vês o que sucedeu a este Injustiçado nas mãos daqueles que não se associaram a Mim e se ergueram para prejudicar-Me e Me humilhar, de maneira tal que pena alguma pode descrever, nem língua relatar, nem Epístola sustentar. Tu ouves o clamor de Meu coração e o gemido do mais íntimo de Meu ser, e as coisas que sucederam aos Teus Fidedignos em Tuas cidades e aos Teus eleitos em Tua terra, nas mãos daquele que romperam Teu Convênio e Teu Testamento. Eu Te imploro, ó meu Senhor, pelos suspiros daqueles que Te amam em todo o mundo e por seus lamentos no distanciamento da corte de Tua presença, pelo sangue que foi derramado por amor a Ti pelos corações que se desfizeram em Teu caminho, para que protejas Teus bem-amados contra a crueldade dos que permanecem alheios aos mistérios de Teu Nome, o Irrestrito. Socorrei-os, ó meu Senhor, por Teu poder que prevaleceu sobre todas as coisas, e ajuda-os a ser pacientes e resignados. Tu és o Todo-Poderoso, o Altíssimo, o Misericordioso. Não existe outro Deus senão Tu, o Generoso, o Senhor das graças abundantes.
Nestes dias, há alguns que, longe de ser justos e imparciais, atacaram-Me com a espada do ódio e a lança da inimizade, esquecendo que compete a toda pessoa imparcial socorrer Aquele que o mundo rejeitou e as nações abandonaram, e agarrar-se à piedade e à retidão. A maioria dos homens, até agora, foi incapaz de descobrir o propósito deste Injuriado, nem conheceu a razão pela qual Ele está disposto a suportar incontáveis aflições. Enquanto isso, a voz de Meu coração brada estas palavras: “ Ó se Meu povo o soubesse! ” Este Injuriado, livre de apego a todas as coisas, pronuncia estas palavras excelsas: “ Ondas envolveram a Arca de Deus, o Amparo no Perigo, o Auto-Subsistente. Não teme os ventos tempestuosos, Ó Marinheiro! Aquele que fez surgir a aurora está verdadeiramente a Teu lado nesta escuridão que lança o terror no coração de todos os homens, exceto aqueles a quem Deus, o Altíssimo, o Irrestrito, escolheu poupar.”
Ó Xeique! Eu juro pelo Sol da Verdade que se ergueu e brilha acima do horizonte desta Prisão! Melhorar o mundo tem sido o único objetivo deste Injustiçado. Disso dá testemunho todo homem de julgamento, de discernimento, de percepção e compreensão. Embora afligido por provações, Ele segurou-se firmemente à corda da paciência e da constância, aceitou o que Lhe sucedeu nas mãos de Seus inimigos e exclamou: “ Eu renunciei ao Meu desejo por Teu desejo, ó meu Deus, e à Minha vontade pela revelação da Tua Vontade. Por Tua glória! Eu não desejo a Mim mesmo ou à Minha vida senão pelo propósito de servir Tua Causa, e não amo Meu ser senão para sacrificá-lo em Teu caminho. Tu vês e sabes, ó meu Senhor, que aqueles a quem Nós pedimos para ser justos e imparciais ergueram-se injusta e cruelmente contra Nós. Abertamente eles estavam ao Meu lado, mas em segredo ajudaram Meus inimigos, que se ergueram para desonrar-Me. Ó Deus, meu Deus! Eu testemunho que Tu criaste Teus servos para ajudar Tua Causa e enaltecer Tua Palavra, mas eles, contudo, ajudaram Teus inimigos. Eu Te suplico, por Tua Causa que abrangeu o mundo do ser e por Teu Nome com o qual sujeitaste o visível e o invisível, que adornes os povos da terra com a luz de Tua justiça e ilumines seus corações com o brilho de Teu conhecimento. Eu sou, ó meu Senhor, Teu servo e o filho de Teu servo. Eu dou testemunho de Tua unicidade, da santidade de Teu ser e da pureza de Tua Essência. Tu contemplas, ó meu Senhor, Teus fidedignos à mercê das traiçoeiras dentre Tuas criaturas e dos caluniadores em meio ao Teu povo. Tu sabes o que Nos sucedeu às mãos daqueles a quem Tu conheces melhor do que nós os conhecemos. O que eles cometeram rompeu o véu daquelas de Tuas criaturas que estão próximas de Ti. Eu Te suplico que os ajude a obter o que lhes escapou nos dias da aurora de Tua Revelação e alvorecer de Tua Inspiração. Tu és potente para fazer o que Te agrada, e em Tuas mãos estão as rédeas de tudo o que existe no céu e de tudo o que existe na terra.” A voz e os lamentos da verdadeira Fé se ergueram. Ela brada, dizendo: “Ó povo! Pela retidão de Deus! Eu alcancei a presença d’Aquele que me manifestou e me enviou. Este é o Dia no qual o Sinai sorriu Àquele que conversou sobre ele, e o Carmelo a seu Revelador e o Sadrah Àquele que o ensinou. Temei a Deus e não sejais dos que O negaram. Não Te afastes daquilo que foi revelado através de Sua graça. Segurai as águas vivas da imortalidade em nome de Teu Senhor, o Senhor de todos os nomes, e bebei em lembrança d’Ele, que é o Poderoso, o Incomparável.”
Nós, sob todas as circunstâncias, ordenamos aos homens o que é certo e proibimos o que é errado. Aquele que é o Senhor do Ser é testemunha de que este Injuriado pediu a Deus para Suas criaturas tudo o que conduz à unidade, à harmonia, ao companheirismo e à concórdia. Pela retidão de Deus! Este Injuriado não é capaz de dissimulação. Ele, verdadeiramente, revelou aquilo que desejava; Ele, em verdade, é o Senhor de força, o Irrestrito.
Referimo-nos mais uma vez a algumas das sublimes palavras reveladas na Epístola à Sua Majestade o Xá, para que possas saber com certeza que tudo o que tem sido mencionado proveio de Deus: “ Ó Rei! Eu era apenas um homem como os outros, adormecido em Meu leito, quando eis que os sopros do Todo-Glorioso manaram sobre Mim e Me deram o conhecimento de tudo o que existia. Isto não provém de Mim, mas d’Aquele que é Todo-Poderoso e Onisciente. E Ele ordenou que Eu levantasse Minha voz entre a terra e o céu, e por isso Me sucedeu o que fez correrem as lágrimas de todo homem de compreensão. A erudição comum entre os homens, não a estudei; nem entrei em suas escolas. Pergunta na cidade em que residi, a fim de teres a certeza de que Eu não sou dos que falam falsamente. Este Ser é apenas uma folha movida pelos ventos da vontade de teu Senhor, o Todo-Poderoso, Alvo de todo louvor. Poderá ela aquietar-se quando sopram os ventos tempestuosos? Não, por Aquele que é o Senhor de todos os Nomes e Atributos! Eles a movem a seu bel-prazer. O efêmero afigura-se como nada perante Aquele que é o Sempiterno. Seu chamado irresistível atingiu-Me e Me fez expressar Seu louvor entre todos os povos. Em verdade, era eu feito um morto, quando Sua ordem foi enunciada. A mão da vontade de teu Senhor, o Compassivo, o Misericordioso, transformou-Me. Poderá alguém pronunciar espontaneamente o que faça todos os homens, grandes e humildes, contra ele protestarem? Não, por Aquele que ensinou à pena os mistérios eternos, salvo quem fosse fortalecido pela graça do Altíssimo, o Todo-Poderoso.”
“ Contempla este Injustiçado, ó Rei, com os olhos da justiça; julga então, com verdade, aquilo que Lhe sucedeu. Verdadeiramente Deus fez de ti Sua sombra entre os homens e o sinal de Seu poder para todos os que habitam a terra. Julga, a Nós e aos que nos injuriaram sem prova e sem um Livro esclarecedor. Os que te rodeiam amam-te por seus próprios interesses, enquanto este Jovem te ama por ti mesmo, nenhum outro desejo nutrindo a não ser o de te fazer aproximar do assento da graça e dirigir-te à mão direita da justiça. Teu Senhor dá testemunho daquilo que Eu declaro.
“ Ó Rei! Se volvesses teus ouvidos para a voz penetrante da Pena da Glória e para o arrulho do Pombo da Eternidade que nos ramos da Árvore Celestial além da qual não se pode passar expressa seus louvores a Deus, Origem de todos os Nomes e Criador da terra e do céu, atingirias a posição em que nada mais se contempla no mundo dos seres senão o resplendor do Adorado, e verias tua soberania como a mais desprezível de tuas posses, abandonando-a a quem pudesse desejá-la e volvendo tua face para o Horizonte com a luz de Seu semblante. Jamais desejarias suportar o fardo do domínio, salvo com o fim de servir teu Senhor, o Excelso, o Altíssimo. Então a Assembléia no alto abençoar-te-ia. Ah, como é excelente esta mais sublime posição, pudesses tu a ela ascender através do poder de uma soberania reconhecida como oriunda do Nome de Deus!”
Tu próprio ou alguém mais disse: “ Que a Sura de Tawhíd seja traduzida, para que todos possam saber e persuadir-se plenamente de que o único e verdadeiro Deus não gerou nem foi gerado. Além do que, os babís acreditam em Sua (de Bahá´u´lláh) Divindade e Deidade.”
Ó Xeique! Esta é a posição na qual a pessoa morre para si mesma e vive em Deus. Divindade, sempre que Eu a menciono, indica Minha completa e absoluta autonegação. Esta é a posição na qual Eu não tenho controle sobre minha própria felicidade ou infortúnio, nem sobre minha vida ou minha ressurreição.
Ó Xeique! Como os teólogos desta época explicam a resplandecente glória que o Sadrah da Elocução irradiou sobre o Filho de ‘Imrán (Moisés) no Sinai do Divino conhecimento? Ele (Moisés) ouviu atentamente a Palavra pronunciada pela Sarça Ardente e a aceitou; contudo, os homens, em sua maioria, estão privados do poder de compreender isso, uma vez que se ocupam de seus próprios assuntos e mantêm-se alheios ao que pertence a Deus. Referindo-se a isso, o Siyyid de Findirisk bem o disse: “Este tema mente alguma mortal pode penetrar; nem mesmo a de Abú-Nasr ou Abú-‘Alí Síná (Avicena).” Que explicação podem eles oferecer em relação ao que o Selo dos Profetas (Maomé) – que todos, exceto Ele mesmo, por Ele se sacrifiquem – disse?: “Vós, em verdade, contemplareis Teu Senhor tal como contemplais a lua cheia em sua décima-quarta noite.” O Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) – a paz esteja com ele – além disso, declarou no Khutbiy-i-Tutunjúyyih: “Antecipai a Revelação Daquele que conversou com Moisés na Sarça Ardente do Sinai.” Husayn, o filho de ‘Alí – a paz esteja com ele – do mesmo modo disse: “Acaso será concedido a alguém além de Ti uma revelação que não tenha sido concedida a Ti Mesmo – uma Revelação cujo Revelador será Aquele que te Revelou. Cego é o olho que não Te vê!”
Palavras similares dos Imames – as bênçãos de Deus estejam com eles – foram registradas e são amplamente conhecidas, tendo sido incorporadas a livros dignos de fé. Abençoado é aquele que percebe, e fala a pura verdade. Feliz é aquele que, ajudado pelas águas vivas da elocução d’Aquele que é o Desejo de todos os homens, purificou-se das vãs fantasias e fúteis imaginações, e, em nome do Possuidor de Todas as Coisas, o Altíssimo, arrancou os véus da dúvida e renunciou ao mundo e a tudo o que nele existe, e dirigiu-se para a maior Prisão.
Ó Xeique! Nenhuma brisa pode comparar-se às brisas da Revelação Divina, enquanto a palavra que é pronunciada por Deus brilha e relampeja como o sol em meio aos livros dos homens. Feliz o homem que a descobriu, reconheceu-a e disse: “Louvado sejas Tu, que és o Desejo do mundo, e graças sejam dadas a Ti, ó Bem-Amado dos corações daqueles que Te são devotos!”
Os homens deixaram de perceber Nosso propósito nas referências que Nós fizemos à Divindade e Deidade. Se o percebessem, erguer-se-iam de seus lugares e bradariam: “Nós, verdadeiramente, pedimos perdão a Deus!” O Selo dos Profetas – possam todas as almas, exceto a d’Ele, serem oferecidas em Seu nome – diz: “Muitos são Nossos relacionamentos com Deus. Em um momento, Nós somos Ele e Ele é Nós. Em outro momento, Ele é Ele e Nós somos aquilo que somos.”
À parte disso, por motivo não mencionaste as outras posições que a Pena de Abhá desvendou? A língua deste Injuriado pronunciou, muitos dias e noites, estas sublimes palavras: ”Ó Deus, meu Deus! Eu dou testemunho de Tua unidade e Tua unicidade, de que Tu és Deus e de que não existe outro Deus além de Ti. Foste perpetuamente santificado acima da menção de qualquer outro além de Tu e do louvor a tudo o mais exceto Ti, e continuarás perpetuamente a ser o mesmo que eras no início e desde sempre. Eu Te suplico, ó Rei da Eternidade, pelo Maior Nome e pelos resplendores do Sol de Tua Revelação sobre o Sinai da Elocução, e pelas ondas do Oceano de Teu conhecimento entre todas as coisas criadas, para que bondosamente Me ajudes naquilo que Me atrairá para perto de Ti e Me desprenderá de tudo exceto de Ti. Por Tua glória, ó Senhor de todos os seres e Desejo de toda a criação! Eu gostaria de inclinar Meu rosto sobre cada um dos locais de Tua terra, a fim de que ele pudesse Ter sido honrado por tocar um local enobrecido pelos passos de Teus bem-amados!”
Pela retidão de Deus! As vãs fantasias privaram os homens do Horizonte da Certeza e as fúteis imaginações os afastaram do Seleto Vinho Lacrado. Em verdade Eu digo e em nome de Deus declaro: Este Servo, este Injuriado, envergonha-Se de reivindicar para Si a mera existência, quanto mais aqueles excelsos graus do ser! Todo homem de discernimento, enquanto caminha sobre a terra, sente-se de fato envergonhado, visto estar plenamente consciente de que a fonte de sua prosperidade, sua riqueza, sua força, sua exaltação, seu progresso e seu poder é, conforme ordenado por Deus, a própria terra que é pisada pelos pés de todos os homens. Não pode haver dúvida de que quem tem conhecimento desta verdade está purificado e santificado de todo orgulho, arrogância e vaidade, Ele deu e dá agora testemunho, e Ele é verdadeiramente o Onisciente, o Conhecedor de Tudo.
Rogai a Deus para conceber aos homens ouvidos atentos, visão aguçada, um peito amplo e um receptivo, a fim de que Seus servos possam alcançar o Desejo de seus corações e volver a face na direção de seu Bem-Amado. Problemas nunca vistos por olho algum feriram este Injuriado. Ao proclamar Sua Causa, Ele não hesitou de modo algum. Dirigindo-Se aos reis e governantes da terra – possa Deus, excelso seja Ele, ajudá-los – Ele lhes comunicou qual é a causa do bem-estar, unidade, harmonia e reconstrução do mundo, e tranqüilidade das nações. Entre eles estava Napoleão III, de quem se diz ter feito certa afirmação, em resultado da qual Nós, quando em Adrianópolis, lhe enviamos Nossa Epístola. A esta, no entanto, ele não respondeu. Após Nossa chegada à Maior Prisão, alcançou-Nos uma carta de seu Ministro, cuja primeira parte estava em persa e a última em sua própria caligrafia. Nela, ele foi cordial e escreveu o seguinte: “Entreguei, como me pediste, tua carta e até agora não recebi qualquer reposta. Contudo, emitimos as necessárias recomendações ao nosso Ministro em Constantinopla e aos nossos cônsules naquelas regiões. Se houver algo que possamos fazer por ti, informa-nos e nós o faremos.”
Dessas palavras torna-se evidente ter ele compreendido que o propósito deste Servo fora solicitar assistência material. Nós, portanto, revelamos em seu nome ( de Napoleão III) versículos no Súratu’l-Haykal, alguns dos quais Nós agora citamos, para que possas saber que a Causa deste Injuriado foi revelada em nome de Deus, e Dele proveio:
“ Ó Rei de Paris! Dize ao padre que não mais toque os sinos. Por Deus, o Verdadeiro! Apareceu o Sino Mais Poderoso na forma d’Aquele que é o Maior Nome, e os dedos da vontade de Teu Senhor, o Mais Excelso, o Altíssimo, o fazem soar no céu da Imortalidade, em Seu nome, o Todo-Glorioso. Assim os poderosos versículos de Teu Senhor foram novamente enunciados para ti, a fim de que te levantasses para comemorar a Deus, Criador da terra e do céu, nestes dias em todas as raças da terra se lastimaram, e os alicerces das cidades tremeram, e a poeira da irreligião envolveu todos os homens, exceto aqueles aos quais Deus, o Onisciente, a Suma Sabedoria, houve por bem poupar. Dize: Ele, o Incondicionado, veio em nuvens de luz para animar todas as coisas criadas com as brisas de Seu Nome, o Mais Misericordioso, unificar o mundo e reunir todos os homens em torno desta Mesa que Ele fez descer dos céus. Acautela-te para não negares os favores de Deus após terem sido derramados sobre ti. Melhor é isto para ti do que o que possuis; pois o que é teu perecerá, enquanto o que é de Deus permanecerá. Ele, em verdade, ordena o que é de Seu desejo. Verdadeiramente, as brisas do perdão foram sopradas da direção de teu Senhor, o Deus de Misericórdia; quem para seu lado se voltar, será limpo de seus pecados e de todas as dores e doenças. Feliz o homem que para ela se volve, e infeliz aquele que delas se desvia.
“Se volvesses teu ouvido interior para todas as coisas criadas, ouvirias: ‘ O Ancião dos Dias veio em Sua grande glória!’ Todas as coisa celebram o louvor a seu Senhor. Alguns conheceram Deus e O recordam; outros O recordam, e contudo não O conhecem. Assim, Nós enunciamos Nosso decreto em uma Epístola compreensível.
“Dá ouvidos, ó Rei, à Voz que clama do Fogo que arde nesta Árvore verdejante, sobre este Sinai que se ergueu acima do Local níveo e consagrado, além da Cidade Perpétua: ‘ Verdadeiramente, não há outro Deus além de Mim, o Infalível Perdão, o Mais Misericordioso!’ Nós, em verdade, enviamos Aquele a quem ajudamos com o Espírito Santo (Jesus Cristo), a fim de anunciar a ti esta Luz que se irradia do horizonte da vontade de teu Senhor, o Excelso, o Todo-Glorioso, e cujos sinais foram revelados no ocidente. Volta tua face para Ele (Bahá´u´lláh), neste Dia que Deus exaltou acima de todos os outros dias, e no qual o Todo-Misericordioso irradiou o esplendor de Sua fulgente glória sobre todos os que estão no céu e todos os que estão na terra. Ergue-te para servir a Deus e promover Sua Causa. Ele, em verdade, ajudar-te-á com as hostes do visível e do invisível, e te fará rei de tudo aquilo sobre o que o sol se levanta. Teu Senhor, em verdade, é o Onipotente, o Todo-Poderoso.
“As brisas do Mais Misericordioso sopraram sobre todas as coisas criadas; feliz o homem que descobriu sua fragrância e para elas se voltou com o coração firme. Adorna tuas têmporas com o ornamento de Meu Nome e tua língua com a lembrança de Mim, e teu coração com o amor por Mim, o Todo-Poderoso, o Altíssimo. Nada desejamos para ti senão o que te é melhor do que todas as tuas posses e todos os tesouros da terra. Teu Senhor, em verdade, é o Conhecedor, O ciente de tudo. Levanta-te, em Meu Nome, entre Meus servos, e dize: ‘ Ó povos da terra! Volvei-vos para Aquele que Se voltou para vós. Ele, verdadeiramente, é a Face de Deus entre vós, e Seu Testemunho e Sua Guia para vós. Ele veio a vós com sinais que ninguém pode produzir’. A voz da Sarça Ardente se ergue no mais íntimo do coração do mundo e o Espírito Santo conclama entre as nações: ‘ Eis que o Desejado veio com manifesto domínio!’
“Ó Rei! As estrelas do céu do conhecimento caíram, aqueles que buscam estabelecer a verdade de Minha Causa através das coisas que possuem, e aqueles que fazem menção de Deus em Meu Nome. E contudo, quando Eu vim a eles em Minha glória, eles se afastaram. Eles, em verdade, são dos perdidos. Isto, verdadeiramente, foi o que o Espírito de Deus (Jesus Cristo) anunciou, quando veio a vós com a verdade, Aquele com quem o que fez lamentar-se o Santo Espírito e caírem as lágrimas dos que têm acesso próximos a Deus.
“Dize: Ó assembléia de monges! Não vos isoleis em vossas igrejas e claustros. Saí deles com Minha licença e ocupai-vos, então, com aquilo que será proveitoso a vós e aos outros. Assim vos ordena Aquele que é o Senhor do Dia do Juízo. Isolai-vos na fortaleza de Meu amor. Esta, em verdade, é a reclusão que vos convém, se apenas o soubésseis. Quem se isola em sua casa é de fato como um morto. Compete ao homem demonstrar aquilo que irá beneficiar a humanidade. Quem não produz frutos é adequado para o fogo. Assim vos admoesta Teu Senhor; Ele, em verdade, é o Poderoso, o Doador. Entrai nos laços do matrimônio, para que após vós um outro possa erguer-se em vosso lugar. Nós, em verdade, vos proibimos a devassidão e não aquilo que conduz à fidelidade. Vós vos prendestes aos impulsos de vossa natureza e lançastes fora os estatutos de Deus? Temei a Deus, e não sejais dos insensatos. Mas, exceto o homem, quem em Minha terra lembraria de Mim e como poderiam Meus atributos e Meus nomes ser revelados? Refleti, e não sejais dos que se isolaram d’Ele como que por um véu, e foram dos que estão profundamente adormecidos. Aquele que não se casou (Jesus Cristo) não encontrou onde morar, nem onde depor Sua cabeça, por causa do que cometeram as mãos dos traiçoeiros. A santidade d’Ele não consiste em que vós acreditais e imaginais, mas sim das coisas que pertencem a Nós. Pedi, para que possais conceber a posição d’Ele, que foi exaltada acima das vãs imaginações de todos os povos da terra. Abençoados são os que compreendem.
“Ó Rei! Nós ouvimos as palavras que pronunciaste em resposta ao Czar da Rússia, a respeito da decisão tomada sobre a guerra (Guerra da Criméia). Teu Senhor, em verdade, sabe e está informado de tudo. Tu disseste: ‘Eu estava adormecido em meu leito, quando o grito dos oprimidos, afogando-se no Mar Negro, me acordou.” Foi o que Nós te ouvimos dizer e, em verdade, teu Senhor é testemunha daquilo que digo. Nós testificamos que não despertaste por causa de seu grito, mas sim impulsionado pelas tuas próprias paixões, pois Nós te pusemos à prova e te encontramos em falta. Compreende o significado de Minhas palavras e sê dos que discernem. Não é Nosso desejo dirigir-te palavras de condenação, pois respeitamos a dignidade que te conferimos nesta vida mortal. Nós, verdadeiramente, escolhemos a cortesia e fizemos dela o verdadeiro sinal daqueles que se encontraram próximos d’Ele. A cortesia é, em verdade, uma vestimenta que convém a todos os homens, sejam jovens ou velhos. Feliz é aquele que adorna sua fronte com ela, e infeliz o que se priva desta grande dádiva. Se tivesse sido sincero em tuas palavras, não terias lançado atrás de ti o Livro de Deus, quando te foi enviado por Aquele que é o Todo-Poderoso, o Sapientíssimo. Nós te pusemos à prova por seu intermédio, e te encontramos diferente do que professas ser. Levanta-te, pois e repara aquilo que te escapou. Dentro em breve o mundo e tudo o que tu possuis perecerão, e o reino restará a Deus, teu Senhor e o Senhor de teus ancestrais. Não te convém conduzir teus assuntos segundo os ditames de teus desejos. Teme os suspiros deste Injuriado e protege-O contra os dardos daqueles que agem com injustiça.
“Por causa do que fizeste, teu reino será lançado em confusão e teu império passará de tuas mãos, em punição por aquilo que cometeste. E então tu saberás claramente que erraste. Comoções se apoderarão de todo o povo nessa terra, a menos que te levantes para ajudar esta Causa e sigas Aquele que é o Espírito de Deus (Jesus Cristo) neste Caminho Reto. Tua pompa te tornou orgulhoso? Por Minha Vida! Ela não perdurará; não, muito em breve ela há de passar, a menos que te segures firmemente a esta Corda forte. Nós vemos a humilhação precipitando-se sobre ti, enquanto és dos desatentos. Compete a ti, quando ouvires Sua Voz chamando do trono de glória, lançar fora tudo o que possuis e exclamar: ‘ Aqui estou, ó Senhor de tudo o que existe no céu e de tudo o que existe na terra!’
“Ó Rei! Nós estávamos no Iraque quando a hora da partida chegou. Por ordem do Rei do Islã (Sultão da Turquia) dirigimos Nossos passos na direção dele. À Nossa chegada, aconteceu-Nos, nas mãos dos maliciosos, aquilo que os livros do mundo jamais poderão descrever adequadamente. Diante daquilo, os habitantes do Paraíso e os que habitam os recintos de santidade, lamentaram; e ainda assim os povos continuam envoltos em espesso véu!”
E Nós ainda dissemos: “ Mais penosa tornou-se Nossa situação, dia a dia, hora a hora, até que eles Nos tiraram de Nossa prisão e Nos fizeram, com flagrante injustiça, entrar na Maior Prisão. E se lhes perguntavam: ‘ Por qual crime estão eles aprisionados?’, respondiam dizendo: ‘Eles, em verdade, buscaram suplantar a Fé com uma nova religião!’ Se o que preferis são as coisas antigas, por que motivo então descarteis aquilo que foi revelado no Torá e nos Evangelhos? Aclarai vossas idéias, ó homens! Por Minha Vida! Não há lugar para onde fugirdes neste dia. Se este é o Meu crime, então Maomé, o Profeta de Deus, cometeu-o antes de Mim, e antes d’Ele cometeu-o Aquele que era o Espírito de Deus (Jesus Cristo), e ainda antes cometeu-o Aquele que conversou com Deus (Moisés). E se este foi o Meu pecado, ter exaltado a Palavra de Deus e revelado Sua Causa, então de fato Eu sou o maior dos pecadores! Tal pecado Eu não trocarei pelos reinos da terra e dos céus.”
E Nós também dissemos: “ À medida que Minhas tribulações se multiplicavam, mais aumentava Meu amor por Deus e por Sua Causa, de tal modo que tudo o que Me sucedeu nas mãos das hostes dos desencaminhados foi incapaz de afastar-Me de Meu propósito. Houvessem eles Me ocultado nas profundezas da terra, ainda assim Me encontrariam cavalgando o topo das nuvens e invocando a Deus, o Senhor de fortaleza e poder. Eu Me ofereci no caminho de Deus, e anseio pelas tribulações em Meu amor por Ele e em nome de Sua vontade. Disso dão testemunho os infortúnios que agora me afligem, cujo igual nenhum outro homem sofreu. Cada fio de cabelo de Minha cabeça exclama o que a Sarça Ardente pronunciou no Sinai, e cada veia de Meu corpo invoca Deus e diz: ’Quisera eu ter sido imolado em Teu caminho, a fim de que o mundo pudesse ser vivificado e unidos todos os povos!’ Assim foi decretado por Aquele que é o Onisciente, o Esclarecido.
Sabe tu que, em verdade, teus súditos te foram legados por Deus. Cuida deles, portanto, assim como cuidas de ti mesmo. Atenta para não permitires que os lobos se tornem os pastores do rebanho, nem que o orgulho e a vaidade te impeçam de cuidar dos pobres e desolados. Levanta-te, em Meu nome, acima do horizonte da renúncia e volta tua face para o Reino, a mando de teu Senhor, o Senhor de fortaleza e poder”.
E mais ainda dissemos: “ Adorna o corpo de teu reino com as vestes de Meu nome e levanta-te, então, para ensinar Minha Causa. Melhor é isto para ti do que tudo o que possuis. Deus, por isso, exaltará teu nome entre todos os reis. Potente é Ele sobre todas as coisas. Caminha tu entre os homens em nome de Deus e pelo poder de Sua onipotência, a fim de poderes demonstrar Seus sinais aos povos da terra.”
E Nós dissemos ainda: “ Acaso vos compete associar-se Àquele que é o Deus de misericórdia e, ainda assim, cometer as coisas que o Maligno comete? Não, pela Beleza d’Aquele que é o Todo-Glorificado!, se apenas o pudésseis saber. Purificai vossos corações do amor mundano, vossas línguas da calúnia e vossos membros de tudo aquilo que possa impedir-vos a aproximação de Deus, o Poderoso, o Todo-Louvado. Dize: Por mundo, entende-se tudo o que vos afasta d’Aquele que é o Ponto do Alvorecer da Revelação, e vos inclina para as coisas que não vos são proveitosas. Verdadeiramente, o que neste dia vos afasta de Deus é o mundanismo em sua essência. Fugi dele e aproximai-vos da Sublime Visão, este Trono brilhante e resplandecente. Não derrameis o sangue de ninguém, ó povo, nem julgueis a ninguém injustamente. Assim vos foi ordenado por Aquele que conhece e de tudo está informado. Os que cometem desordens na terra após esta ter sido restaurada, estes, em verdade, ultrapassaram os limites que foram estabelecidos no Livro. Desventurada será a morada dos transgressores!”
E também dissemos: “ Não lideis traiçoeiramente com os bens de Teu próximo. Sede dignos de confiança na terra e não afasteis dos pobres as coisas que vos foram dadas por Deus através de Sua graça. Ele, em verdade, vos concederá o dobro daquilo que possuís. Ele, verdadeiramente, é o Supremo Doador, a Suma Generosidade. Ó povo de Bahá! Sujeitai as cidadelas do coração dos homens com as espadas da sabedoria e da elocução. Aqueles que brigam como se impelidos por seus desejos estão, na verdade, envoltos em um véu palpável. Dize: A espada da sabedoria é mais quente que o calor do verão e mais aguçada que lâminas de aço, se apenas o compreendêsseis. Desembainhai-a em meu nome e através do poder de Minha fortaleza e então conquistai, com ela, as cidades do coração daqueles que se isolaram nas trincheiras de seus desejos corruptos. Assim vos ordens a Pena do Todo-Glorioso, enquanto assentada sob as espadas dos desencaminhados. Se souberdes de um pecado cometido por outrem, ocultai-o, para que Deus possa ocultar Teu próprio pecado. Ele, em verdade, é O que oculta, o Senhor das graças abundantes. Ó vós, ricos da terra! Se encontrardes um pobre, não o trateis desdenhosamente. Refleti sobre aquilo de que fostes criados. Cada um de vós foi criado de um mísero germe.”
E, além disso, dissemos ainda: “Considera o mundo como o corpo de um homem que padece de diferentes males e cuja cura depende da harmonização de todos os seus elementos componentes. Aproxima-se daquilo que Nós te prescrevemos e não trilhes os caminhos dos que criam dissensão. Medita sobre o mundo e o estado de seus povos. Aquele, em Cujo nome o mundo foi chamado à existência, está prisioneiro na mais desolada das cidades (‘Akká), devido ao que cometeram as mãos dos desencaminhados. Do horizonte de Sua cidade-prisão, Ele conclama a humanidade para o Alvorecer de Deus, o Excelso, o Grande. Tu te exultas com os tesouros que possuis, sabendo que eles perecerão? Tu te alegras por reinar sobre um pedaço de terra, quando o mundo todo, na apreciação do povo de Bahá, vale tanto quanto a pupila dos olhos de uma formiga morta? Abandona essas riquezas a quem nelas depôs suas afeições, e volta-te para Aquele que é o Desejo do mundo. Para onde foram os orgulhosos e seus palácios? Observa seus túmulos, para aprenderes com seu exemplo, pois deles fizemos uma lição para todo aquele que os contemplar. Pudessem as brisas da Revelação te alcançar, fugirias do mundo e te voltarias ao reino, e renunciarias a tudo o que possuis para poderes aproximar-te desta sublime Visão.”
Pedimos a um cristão que entregasse esta Epístola, e ele Nos informou ter transmitido tanto o original como sua tradução. Deus, o Todo-Poderoso, o Onisciente, tem conhecimento de todas as coisas.
Uma das seções do Súratu’l-Haykal é a Epístola endereçada a Sua Majestade o Czar da Rússia – possa Deus, excelso e glorificado seja Ele – ajudá-lo:
“Ó Czar da Rússia! Inclina teu ouvido à voz de Deus, o Rei, o Sagrado, e volve-te para o Paraíso, Lugar onde habita Aquele que, dentre a Assembléia no alto, possui os mais excelentes títulos e que, no reino da criação, é chamado pelo nome de Deus, o Fulgente, o Todo-Glorioso. Acautela-te para que nada te impeça de voltar tua face na direção de teu Senhor, o Compassivo, o Mais Misericordioso. Nós, em verdade, ouvimos aquilo que suplicaste a teu Senhor enquanto em secreta comunhão com Ele. Por isso, sopraram as brisas de Minha amorosa bondade e encapelou-se o mar de Minha misericórdia, e a ti Nós respondemos na verdade. Teu senhor, veramente, é o Onisciente, o Sapientíssimo. Enquanto Eu estava acorrentado e algemado na prisão de Teerã, um de teus ministros prestou-Me seu auxílio. Por isso Deus ordenou para ti uma posição que o conhecimento de pessoa alguma pode compreender, salvo Seu conhecimento. Guarda-te de desbaratar essa sublime posição.”
E dissemos ainda: “Veio Aquele que é o Pai, e o Filho (Jesus Cristo), no vale santo, exclama: ‘Eis-me, eis-me, ó Senhor meu Deus!’, enquanto o Sinai rodeia a Casa e a Sarça Ardente brada : ‘Veio o Todo-Generoso, montado sobre as nuvens! Bem-aventurado quem d’Ele se aproximar, e ai dos que estão afastados.’
“Levanta-te entre os homens em nome desta Causa predominante e convoca, pois, as nações a Deus, o Excelso, o Grande. Não sejas dos que invocaram a Deus por um de Seus nomes, mas que, ao aparecer Aquele que é o Objeto de todos os nomes, O negaram e d’Ele se afastaram, e finalmente pronunciaram sentença contra Ele, com injustiça manifesta. Considera e recorda os dias em que apareceu o Espírito de Deus (Jesus Cristo) e Herodes O condenou. Deus, entretanto, concedeu-Lhe o amparo das hostes invisíveis e protegeu-O com a verdade e O enviou para outra terra, segundo Sua promessa. Ele, em verdade, ordena o que Lhe apraz, Teu Senhor preserva, verdadeiramente, a quem Ele deseja, quer se ache no meio dos mares, quer na garganta da serpente ou debaixo da espada do opressor.”
E mais ainda Nós dissemos: “Outra vez digo: Dá ouvidos à Minha voz que clama de Minha prisão, a fim de te informares das coisas que sucederam à Minha Beleza nas mãos daqueles que são as manifestações de Minha glória, e a fim de perceberes como foi grande Minha paciência, apesar de Meu poder, e imensa minha tolerância, apesar de Meu predomínio. Por Minha vida! Pudesses tu apenas saber das coisas emitidas por Minha Pena, e descobrir os tesouros de Minha Causa e as pérolas de Meus mistérios que jazem ocultas nos mares de Meus nomes e nos cálices de Minhas palavras, irias querer, no anseio por Seu Reino glorioso e sublime, oferecer tua vida no caminho de Deus. Sabes tu que, embora Meu corpo esteja debaixo das espadas de Meus inimigos e meus membros assediados por aflições incalculáveis, ainda assim Meu espírito está pleno de uma alegria com a qual todos os prazeres da terra jamais poderão comparar-se.”
Do mesmo modo, Nós citamos aqui alguns versos da Epístola a Sua Majestade a Rainha (Rainha Vitória) – possa Deus, excelso e glorificado seja Ele, ajudá-la. Nosso propósito é fazer com que as brisas da Revelação te envolvam e fazer com que te ergas, totalmente em nome de Deus, para servir Sua Causa e para que possas transmitir quaisquer das Epístolas aos reis, que não tenham sido transmitidas. Esta é uma grande missão e este é um grande serviço. Nessas regiões são numerosos os ilustres teólogos, entre os quais estão Siyyids que são renomados por sua eminência e distinção. Consulta-te com eles e mostra-lhes aquilo que flui da Pena da Glória, para que a graça os ajude a melhorar a condição do mundo e aprimorar o caráter dos povos das diferentes nações, e eles possam, através das águas vivas dos conselhos de Deus, extinguir o ódio e a animosidade que jazem ocultos e latentes no coração dos homens. Pedimos a Deus para que tu possas ser assistido nisso. E isso, em verdade, não Lhe será difícil.
“Ó Rainha em Londres! Volve teu ouvido para a voz de teu Senhor, o Senhor de toda a humanidade, que clama da Divina Árvore Celestial: Em verdade, nenhum Deus há senão Eu, o Todo-Poderoso, o Onisciente! Rejeita tudo o que existe na terra e cinge a fronte de teu reino com o diadema da lembrança de teu Senhor, o Todo-Glorioso. Ele, em verdade, veio ao mundo em Sua mais plena glória, e tudo o que foi mencionado nos Evangelhos se cumpriu. A terra da Síria foi honrada pelas pegadas de seu Senhor, o Senhor de todos os homens, e norte e sul estão ambos inebriados com o vinho de Sua presença. Bem-aventurado o homem que inalou a fragrância do Mais Misericordioso e se voltou para a Aurora de Sua beleza, neste Alvorecer resplandecente. A Mesquita de Aqsá vibra com os sopros de seu Senhor, o Todo-Glorioso, enquanto Bathá (Meca) treme ante a voz de Deus, o Excelso, o Altíssimo. Cada uma de suas pedras rende louvores ao Senhor por intermédio deste Grande Nome.”
E Nós ainda dissemos: “Fazemos menção de ti por amor a Deus e desejamos que teu nome seja exaltado pela tua comemoração de Deus, o Criador da terra e dos céus. Ele, em verdade, dá testemunho daquilo que Eu digo. Nós fomos informados de que tu proibiste o tráfico de escravos, tanto homens como mulheres. Isto, veramente, é o que Deus ordenou nessa Revelação maravilhosa. Deus, realmente, destinou a ti uma recompensa, por causa disso. Ele, em verdade, pagará a quem faz o bem, seja homem ou mulher, sua devida recompensa, se seguires o que te foi enviado por Aquele que é o Sapientíssimo, o Onisciente. Quanto àquele que se desviar e inchar de orgulho após lhe haverem vindo os sinais claros, provenientes do Revelador dos Sinais, Deus reduzirá sua obra a nada. Ele, em verdade, tem poder sobre todas as coisas. As ações do homem são aceitáveis depois de haver ele reconhecido (o Manifestante). Quem se desviar do Verdadeiro é, de fato, a mais velada dentre Suas criaturas. Assim foi decretado por Aquele que é o Onipotente, o Mais Poderoso.
“Soubemos também que tu havias entregues as rédeas do conselho aos representantes do povo. Em verdade, fizeste bem, pois assim os alicerces do edifício de tuas atividades serão fortalecidos, e os corações de todos os que se acham abrigados à tua sombra, sejam de alta ou humilde categoria, serão tranqüilizados. Compete-lhes, entretanto, ser dignos de confiança entre Seus servos e ver a si próprios como representantes de todos os que habitam na terra. É o que lhes aconselha, nesta Epístola, Aquele que é o Governante, o Onisciente. E se algum deles dirigir-se à Assembléia, deve volver os olhos para o Horizonte Supremo e dizer: ‘Ó meu Deus! Eu Te peço, por Teu mais glorioso Nome, para ajudar-me naquilo que fará prosperar os assuntos de Teus servos e florescer Tuas cidades. Tu, por certo, tens poder sobre todas as coisas!’ Bem-aventurado aquele que entra na Assembléia por amor a Deus e julga entre os homens com pura justiça. Ele, em verdade, é dos ditosos.
“Ó vós, membros das Assembléias naquela terra e em outros países! Deliberai em conjunto, e deixai que vossos cuidados sejam somente por aquilo que beneficie a humanidade e melhore sua condição; se sois dos que investigam atentamente. Considerai o mundo como humano, que embora tenha sido criado íntegro e perfeito, tem se afligido, por várias causas, com graves distúrbios e doenças. Nem por um dia teve alívio; não, pelo contrário, sua doença tornou-se mais severa, pois foi entregue ao tratamento de médicos ignorantes, que deram completa vazão aos seus desejos pessoais e erraram seriamente. E se alguma vez, através dos cuidados de um médico hábil, um membro daquele corpo foi curado, os demais permaneceram doentes como antes. Assim vos informa o Onisciente, o Sapientíssimo. Nós o observamos, neste dia, à mercê de governantes tão ébrios de orgulho que não conseguem discernir claramente o que é melhor para si próprios, muito menos reconhecer uma Revelação tão extraordinária e desafiadora como esta.”
E mais ainda Nós dissemos: “Aquilo que Deus ordenou como o remédio soberano e o mais poderoso instrumento para a cura do mundo é a união de todos os seus povos em uma Causa universal, em uma Fé comum. Isso não poderá ser alcançado a não ser através do poder de um Médico inspirado, competente e Todo-Poderoso. Por Minha vida! Esta é a verdade, e tudo o mais apenas erro. Cada vez que veio aquele mais Poderoso Instrumento e aquela Luz irradiou-se da Antiga Alvorada. Ele foi afastado por médicos ignorantes que, tais como nuvens, interpuseram-se entre Ele e o mundo. O mundo deixou, portanto, de recuperar-se e sua doença persiste até este dia. Eles, de fato, são impotentes para protegê-lo ou para realizar a cura, enquanto Aquele que era a Manifestação do Poder entre os homens foi impedido de alcançar Seu propósito por causa do que as mãos dos médicos ignorantes forjaram.
“Considera estes dias nos quais Aquele que é a Antiga Beleza veio no Maior Nome, para que Ele possa revificar o mundo e unir seus povos. Ergueram-se, contudo, contra Ele com espadas afiadas e cometeram o que fez lamentar-se o Espírito Fiel, até que por fim O aprisionaram na mais desolada das cidades e afastaram as mãos dos fiéis da orla de Seu manto. Fosse alguém dizer-lhes: ‘O Reformador do Mundo chegou”, eles responderiam: ‘De fato está provado que Ele é um fomentador de discórdia!’, e isso, apesar de nunca haverem se associado a Ele, e de terem percebido que Ele não buscava, em tempo algum, proteger a Si mesmo. Em todos os momentos Ele esteve à mercê dos perversos. Ora O lançaram na prisão, ora O baniram, ora ainda O afugentaram de país em país. Assim pronunciaram julgamento contra Nós, e Deus, verdadeiramente, está ciente daquilo que Eu digo.”
Essa acusação de fomentar a discórdia é a mesma que foi outrora imputada pelos Faraós do Egito Aquele que conversou com Deus (Moisés). Lê aquilo que o Todo-Misericordioso revelou no Alcorão. Ele – abençoado e glorificado seja – diz: “Além disso, há muito tempo Nós enviamos Moisés com nossos sinais e com clara autoridade ao Faraó, Hámán e Qárún; e eles disseram: ‘Feiticeiro, impostor!’ E quando Ele chegou de Nossa presença com a verdade, disseram: ‘Matai os filhos daqueles que acreditaram tal como Ele o faz, e poupai suas mulheres’, mas o estratagema dos descrentes resultou em nada mais que fracasso. E o Faraó disse: ‘Deixai-me só, para que eu possa matar Moisés; e que ele invoque seu Senhor; eu temo que ele mude Tua religião ou provoque distúrbios na terra’ . E Moisés disse: ‘Eu procuro refúgio em meu Senhor, e teu Senhor, de todos os orgulhosos que não crêem no Dia do Juízo.’”
Os homens, em todos os tempos, consideraram cada Reformador do Mundo um fomentador da discórdia e referiram-se a Ele nos termos com os quais estão familiarizados. Cada vez que o Sol da Revelação Divina emitiu sua radiância no horizonte da Vontade de Deus, um grande número de homens O negou, outros afastaram-se d’Ele e outros ainda O caluniaram, e com isso afastaram os servos de Deus do rio da amorosa providência d’Aquele que é o Rei da criação. De igual maneira, aqueles que neste dia não conheceram este Injuriado nem com Ele se associaram, disseram, e mesmo agora continuam a dizer, as coisas que tu ouviste e continuas a ouvir. Dize: “Ó povos! O Sol da Elocução resplandece neste dia, acima do horizonte da generosidade, e a radiância da Revelação d’Aquele que falou no Sinai lampeja e brilha ante todas as religiões. Purificai e santificai vosso peito, vosso coração, vossos ouvidos e vossos olhos com as águas vivas da elocução do Todo-Misericordioso, e volvei, então, vossa face na direção d’Ele. Pela retidão de Deus! Ouvireis todas as coisas proclamarem: ‘Veramente, o Verdadeiro chegou. Abençoados são aqueles que julgam com imparcialidade aqueles que se volvam para Ele!”
Dentre as coisas que eles imputaram à Divina Árvore Celestial (Moisés) estão acusações de cuja falsidade todo homem de conhecimento e discernimento, e todo coração sábio e compreensivo, darão testemunho. Tu deves, sem dúvida, ter lido e considerado os versos que foram enviados a respeito d’Aquele que conversou com Deus. Ele – abençoado e glorificado seja – diz: “Ele disse: ‘Não te criamos entre nós quando criança? E não passaste anos de tua vida entre nós? E no entanto, que ato é esse que cometeste! Tu és um dos ingratos!’ Ele disse: ‘Eu o cometi, por certo, e fui um dos que errou. E fugi de ti porque te temia; mas Meu Senhor deu-Me sabedoria e fez de Mim um de Seus Apóstolos.’” E em outro trecho Ele – abençoado e exaltado seja – disse: “E Ele entrou em uma cidade no momento em que seus habitantes não O observavam, e ali encontrou dois homens lutando; um, de Seu próprio povo, o outro, de Seus inimigos. E aquele que era de Seu próprio povo pediu Sua ajuda contra o que era de Seus inimigos. E Moisés bateu-lhe com Seu punho e o matou. Disse Ele: ‘Esta é uma obra de Satã; pois ele é um inimigo, um desencaminhador manifesto.’ Ele disse: ‘Ó meu Senhor! Eu pequei e feri a mim mesmo, perdoai-me’. Assim Deus o perdoou; pois Ele é o Perdoador, o Misericordioso. Ele disse: ‘Senhor! por Vós me terdes mostrado esta graça, eu nunca mais ajudarei os perversos.’ E na cidade, ao meio-dia, Ele estava cheio de medo, lançando olhares furtivos à Sua volta, e eis que o homem a quem Ele ajudara no dia anterior gritou-Lhe mais uma vez pedindo ajuda. Disse-lhe Moisés: ‘Tu és claramente um homem muito depravado.’ E quando Ele ia agarrar violentamente aquele que era inimigo de todos, este Lhe disse: ‘Ó Moisés! Tu desejas matar-me, como mataste um homem ontem? Tu desejas apenas te tornar um tirano nesta terra, e não desejas te tornar um pacificador.’” Teus ouvidos e teus olhos precisam agora ser purificados e santificados, para que possas ser capaz de julgar com imparcialidade e justiça. O próprio Moisés, além disso, reconheceu Sua injustiça e desobediência, e testemunhou que o medo O dominara e que Ele tinha transgredido, e fugiu. Ele pediu perdão a Deus – excelsa seja Sua glória – e foi perdoado.
Ó Xeique! Cada vez que o Verdadeiro Deus – excelsa seja Sua glória – revelou-Se na pessoa de Sua Manifestação, Ele veio aos homens com o estandarte de “Ele cumpre a Sua vontade, Ele ordena o que Lhe apraz”. Ninguém tem o direito de perguntar a razão ou motivo, e quem o faz, na verdade, afastou-se de Deus, o Senhor dos Senhores. Nos dias de cada Manifestação estas coisas surgem e são evidentes. Do mesmo modo, disseram deste Injuriado coisas de cuja falsidade os que estão próximos a Deus, e são devotados a Ele, deram e ainda dão testemunho. Pela retidão de Deus! Esta Orla de Seu Manto foi e permanece imaculada, embora muitos, no tempo presente, tenham tencionado enodoá-la com suas mentiras e calúnias indecorosas. Deus, no entanto, conhece e eles não conhecem. Aquele que, através da força e poder de Deus, ergueu-se ante a face de todas as espécies da terra e conclamou as multidões ao Horizonte Supremo, foi repudiado por eles e eles, em vez disso, apegaram-se àqueles homens que invariavelmente escondiam-se por trás de véus e cortinados, e se ocupavam com a própria proteção. Além disso, muitos agora se dedicam a difundir mentiras e calúnias, e outra intenção não têm que a de instilar a desconfiança no coração e na alma dos homens. Tão logo alguém deixa a Grande Cidade (Constantinopla) para visitar esta terra, eles de imediato telegrafam e proclamam que ele roubou dinheiro e fugiu para ‘Akká. Um homem altamente realizado, erudito e ilustre visitou, no ocaso da vida, a Terra Santa, buscando paz e recolhimento, e sobre ele escreveram coisas tais que fizeram suspirar aqueles que são devotados a Deus e estão próximos d’Ele.
Sua Excelência, o falecido Mírzá Husayn Khán, Mushíru’d-Dawlih – possa Deus perdoá-lo – conheceu este Injuriado, e ele, sem dúvida, teve prestado às autoridades um relato circunstancial da chegada deste Injuriado à Sublime Porta, e das coisas que Ele disse e fez. No dia de Nossa chegada o funcionário do governo, cujo dever era receber e acompanhar os visitantes oficiais, encontrou-Nos e Nos escoltou até o lugar ao qual lhe fora ordenado levar-Nos. Em verdade, o governo mostrou a estes injuriados a mais extrema gentileza e consideração. No dia seguinte o Príncipe Shujá’u’d-Dawlih, acompanhado pelo Mírzá Safá, agindo como representantes do falecido Mushríru’d-Dawlih, o Ministro (acreditado junto à Corte Imperial), vieram visitar-Nos. Outros, dentre os quais estavam vários Ministros do Governo Imperial, e incluindo o falecido Kamál Páshá, também Nos visitaram. Totalmente confiante em Deus, e sem qualquer referência a alguma necessidade que Ele pudesse ter tido, ou a qualquer outro assunto, este Injuriado permaneceu por um período de quatro meses naquela cidade. Suas ações eram conhecidas e evidentes a todos, e ninguém pode negá-las, exceto aqueles que O odeiam e não falam a verdade. Aquele que reconheceu Deus, não reconhece outro senão Ele. Nós nunca apreciamos, nem antes nem agora, fazer menção destas coisas.
Sempre que vinham àquela cidade (Constantinopla), os altos dignatários da Pérsia empenhavam-se ao máximo solicitando em cada porta todos os subsídios e presentes que pudessem obter. Este Injuriado, contudo, se nada fez que pudesse redundar em glória para a Pérsia, pelo menos agiu de uma maneira que não iria de nenhum modo desonrá-la. Aquilo que foi feito por Sua falecida Excelência (Mushríru’d-Dawlih) – possa Deus exaltar sua posição – não foi instigado pela sua amizade por este Injustiçado, mas sim estimulado por seu próprio julgamento sagaz e por seu desejo de realizar o serviço que secretamente visava prestar ao seu Governo. Eu dou testemunho de que ele era tão fiel em seu serviço ao seu Governo que a desonestidade não desempenhou qualquer papel, e era vista com desprezo no domínio de suas atividades. Foi ele o responsável pela chegada destes Injuriados à Maior Prisão (‘Akká). Contudo, na medida em que foi fiel no desempenho de seu dever, ele merece Nossos louvores. Este Injustiçado, em todos os tempos, visou e lutou para exaltar e promover os interesses tanto do governo como do povo, e não para elevar Sua própria posição. Inúmeros homens, agora, reuniram outros à sua volta, e ergueram-se para desonrar este Injuriado. Ele, no entanto, implora a Deus – santificado e glorificado seja – que os ajude a retornar a Ele e os auxilie a compensar aquilo que lhes escapou e a se arrependerem ante a porta de Sua generosidade. Ele, em verdade, é o Perdoador, o Misericordioso.
Ò Xeique! Minha Pena, verdadeiramente, lamenta por Meu próprio Ser, e Minha Epístola chora amargamente pelo que Me aconteceu às mãos daquele (Mírzá Yahyá) a quem Nós cuidamos durante sucessivos anos, e que, dia e noite, serviu em Minha presença até ser levado ao erro por um de Meus servos, chamado Siyyid Muhammad. Disso dão testemunho Meus fiéis servos que Me acompanharam em Meu exílio de Bagdá até esta, a Maior Prisão. E ali ocorreu-Me às mãos de ambos aquilo que fez chorar todo homem de entendimento, fez lastimar em altos brados aquele que é dotado de discernimento, e fez correrem as lágrimas dos que têm a mente justa.
Oramos a Deus para que em Sua graça ajude aqueles que foram desencaminhados a serem justos e imparciais, e a torná-los conscientes daquilo ao qual foram desatentos. Ele, em verdade, é o Magnânimo, o Mais Generoso. Não excluas Teus servos, ó meu Senhor, da porta de Tua Graça, e não os afastes da corte de Tua presença. Ajuda-os a dispersar as brumas das vãs fantasias e a romper os véus das vãs imaginações e esperanças. Tu és, verdadeiramente, o Que Tudo Possui, o Altíssimo. Não existe outro Deus senão Tu, o Todo-Poderoso, o Indulgente.
Eu juro pelo Sol do Testemunho de Deus que brilhou no horizonte da certeza! Este Injuriado, nas horas do dia e nas estações da noite, ocupou-Se com aquilo que edificaria a alma dos homens até que a luz do conhecimento prevalecesse sobre as trevas da ignorância.
Ó Xeique! Repetidas vezes Eu declarei, e agora uma vez mais afirmo, que por duas vintenas de anos Nós, através da graça de Deus e por Sua irresistível e poderosa vontade, estendemos ajuda a Sua Majestade o Xá – possa Deus socorrê-lo – de modo tal que os expoentes da justiça e da eqüidade considerariam incontestável e absoluto. Ninguém pode negá-lo, a menos que seja um transgressor e pecador, ou um que Nos odeie ou duvide de Nossa verdade. Quão estranho os Ministros de Estado e os representantes do povo terem até agora permanecido igualmente alheios a tal serviço conspícuo e inegável, e, se notificados dele, terem, por suas próprias razões, optado por ignorá-lo! Antes destes quarenta anos, controvérsias e conflitos constantemente prevaleciam e agitavam os servos de Deus. Mas desde então, ajudados pelas hostes da sabedoria, da elocução, das exortações e do entendimento, eles todos prenderam-se firmemente à inabalável corda da paciência e à luminosa orla do manto da fortaleza, de tal modo que este povo injustiçado suportou resolutamente tudo o que lhe sucedeu, e confiou tudo a Deus, embora em Mázindarán e Rasht muitos deles tenham sido hediondamente atormentados. Entre estes estavam o honrado Hadji Nasír, que, inquestionavelmente , foi uma brilhante luz a irradiar-se acima do horizonte da resignação. Após ter sofrido o martírio, arrancaram-lhe os olhos e cortaram-lhe o nariz, e lhe infligiram tais indignidades que os estrangeiros choraram e lamentaram, e em segredo angariaram fundos para sustentar sua mulher e seus filhos.
Ó Xeique! Minha Pena envergonha-se de narrar o que realmente sucedeu. Na terra de Sád (Isfahán), o fogo da tirania ardeu com tais labaredas que toda pessoa de mente imparcial lamentou-se em altos brados. Por tua vida! As cidades de conhecimento e compreensão choraram com tais soluços que as almas dos piedosos dos tementes a Deus se dissolveram. As duas luzes gêmeas, Hasan e Husayn ( O Rei dos Mártires e O Bem-Amado dos Mártires), ofereceram espontaneamente suas vidas naquela cidade. Nem fortuna, nem riquezas, nem glória puderam dissuadi-los! Deus sabe o que lhes sucedeu, mas a maioria do povo, ainda assim, permanece alheia!
Antes deles aquele chamado Kázim e quem o acompanhava, e, depois deles, o honrado Ashraf, todos sorveram o cálice do martírio com o mais extremo fervor e anseio, e apressaram-se à Suprema Companhia. Da mesma maneira, na época de Sardár ‘Azíz Khán, aquele homem santo, Mírzá Mustafá, e seus companheiros de martírio foram presos e enviados ao Amigo Supremo no Horizonte Glorioso. Em suma, em cada cidade as evidências de uma tirania, sem par nem igual, eram inequivocamente claras e manifestas, e ainda assim nenhum deles se ergueu em autodefesa! Evoca à tua mente o honrado Badí’, que foi o portador da Epístola à Sua Majestade o Xá, e reflete como ele ofereceu sua vida. Aquele cavaleiro, que esporeou seu cavalo de batalha na arena da renúncia, lançou por terra a preciosa coroa da vida em nome d’Ele que é o Amigo Incomparável.
Ó Xeique! Se coisas tais como estas forem negadas, o que então será considerado digno de crédito? Estabelece a verdade, em nome de Deus, e não sejas daquele que se calam. Eles prenderam o honrado Najaf-‘Alí, que se apressou com êxtase e grande anseio ao campo do martírio, pronunciando estas palavras: “Nós conservamos tanto Bahá como o Khún-bahá (resgate do sangue)!” Com estas palavras ele entregou sua alma. Medita sobre o esplendor e glória que a luz da renúncia, brilhando da câmara superior do coração do Mulá ‘Alí-Ján, irradiou. Tão extasiado estava com as brisas da Mais Sublime Palavra e com o poder da Pena da Glória que, para ele, o campo do martírio se igualava, não!, excedia as obsessões dos prazeres terrenos. Pondera sobre a conduta de ‘Abá-Basír e Siyyid Ashraf-i-Zanjání. Fizeram vir a mãe de Ashraf para que dissuadisse o filho de seu propósito. Mas ela o estimulou para que sofresse o mais glorioso martírio.
Ó Xeique! Este povo passou além dos estreitos limites dos nomes e ergueu suas tendas às margens do mar da renúncia. Eles preferiram oferecer uma miríade de vidas em vez de murmurar a palavra desejada por seus inimigos. Agarraram-se àquilo que agrada a Deus, e são totalmente desapegados e livres das coisas que dizem respeito aos homens. Antes teriam a própria cabeça decepada do que pronunciariam uma palavra imprópria. Pondera isto em teu coração. Parece-me que eles sorveram sua quota no oceano da renúncia. A vida do mundo presente não conseguiu afastá-los de sofrer o martírio no caminho de Deus.
Em Mázindarán um imenso número dos servos de Deus foi exterminado. O Governador, sob influência dos caluniadores, roubou-lhes grande parte de tudo o que possuíam. Entre as acusações que lhes lançou estava a de terem pego em armas, embora as investigações revelassem que tinham apenas um único rifle descarregado! Em nome de Deus! Este povo não precisa das armas da destruição, pois se cingiram com os meios para reconstruir o mundo. Suas hostes são as hostes dos bons atos, e suas armas as armas da conduta correta, e seu comandante o temor a Deus. Bem-aventurado o que julga com imparcialidade. Pela retidão de Deus! Tais têm sido a paciência, a calma, a resignação e o contentamento deste povo que eles se tornaram os expoentes da justiça, e tão grande tem sido sua tolerância que eles preferiram ser mortos a matar, e isso embora aqueles a quem o mundo injuriou tenham suportado tribulações nunca antes registradas pela história do mundo nem testemunhadas pelos olhos de qualquer nação. O que poderia tê-los induzido a reconciliar-se com essas sérias provações e recusar-se a avançar uma mão para repeli-las? O que poderia ter causado tal resignação e serenidade? A verdadeira causa deve ser encontrada na proibição que a Pena da Glória, dia e noite, escolheu impor , e em Nossa aceitação das rédeas da autoridade, através do poder e força d’Aquele que é o Senhor de toda a humanidade.
Recorda o pai de Badí. Eles prenderam aquele injuriado, e lhe ordenaram amaldiçoar e renegar sua Fé. Ele, entretanto, através da graça de Deus e misericórdia de seu Senhor, escolheu o martírio, e o alcançou. Se quisesse calcular os mártires no caminho de Deus, não poderias contá-los. Considera o honrado Siyyid Ismá’íl – sobre ele recaia a paz de Deus e Sua amorosa bondade – que, antes do raiar do dia, tinha por hábito varrer, com seu próprio turbante, a soleira da porta de Minha casa, e no fim, enquanto parado às margens do rio, com os olhos fixos nessa mesma casa, ofereceu sua vida por suas próprias mãos.
Pondera sobre a influência penetrante da Palavra de Deus. A cada uma dessas almas foi primeiro ordenado que blasfemassem e amaldiçoassem sua fé, e contudo não se encontrou nenhuma delas que tenha preferido sua própria vontade à Vontade de Deus. Ò Xeique! Em tempos antigos aquele que foi escolhido para ser morto era apenas uma pessoa, enquanto agora este Injustiçado produziu para ti aquilo que faz maravilhar-se todo homem de mente imparcial. Julga imparcialmente, Eu te ordeno, e ergue-te para servir teu Senhor. Ele, em verdade, te recompensará com um prêmio ao qual nem os tesouros da terra nem todas as possessões de reis e governantes podem comparar-se. Em todos os teus assuntos põe tua confiança em Deus, e entrega-os a Ele. Ele te concederá um prêmio que o Livro ordenou seja grande. Ocupa-te, durante estes fugazes dias de tua vida, com atos tais que difundam a fragrância do prazer Divino e sejam adornados com o ornamento de Sua aceitação. Os atos do honrado Balál, o Etíope, foram tão aceitáveis aos olhos de Deus que o “sín” de sua língua gaga eclipsava o “shín” pronunciado por todo o mundo. Este é o dia no qual todos os povos deveriam irradiar a luz da unidade e da concórdia. Em suma, o orgulho e a vaidade de certas pessoas do mundo destruíram o verdadeiro entendimento e devastaram a casa da justiça e da eqüidade.
Ó Xeique! O que foi feito a este Injustiçado está além de comparação ou igualdade. Nós a tudo suportamos com a mais extrema boa vontade e resignação, para que as almas dos homens pudessem ser edificadas, e a Palavra de Deus exaltada. Enquanto confinados na prisão da Terra de Mím (Mázindarán), Nós fomos um dia entregues às mãos dos teólogos. Tu bem podes imaginar o que Nos sucedeu. Se algum dia acontecer de visitares o calabouço de Sua Majestade o Xá, pede ao diretor e carcereiro que te mostrem aquelas duas correntes, uma das quais é conhecida como Qará-Guhar e a outra como Salásil. Eu juro pelo Sol da Justiça que durante quatro meses este Injustiçado foi atormentado e acorrentado a uma ou outra delas. “Meu pesar excede todos os sofrimentos denunciados por Jacó, e todas as aflições de Jó são apenas uma parte de Minhas tristezas.!”
Do mesmo modo, pondera sobre o martírio do Hadji Muhammad-Ridá na Cidade do Amor (‘Ishqábád). Os tiranos da terra sujeitaram aquele injustiçado a tais provações que fizeram chorar e lamentar-se muitos estrangeiros, pois, como relatado e testemunhado, não menos que trinta e dois ferimentos foram infligidos a seu corpo abençoado. Ainda assim, nenhum dos fiéis transgrediu Meu mandamento, nem ergueu sua mão em resistência. Não importa o que ocorresse, eles se recusaram a permitir que suas próprias inclinações suplantassem aquilo que o Livro decretou, embora um número considerável dessas pessoas residisse, e ainda resida, naquela cidade.
Nós rogamos a Sua Majestade o Xá – possa Deus, santificado e glorificado seja Ele, ajudá-lo – para que pondere sobre essas coisas e julgue com eqüidade e justiça. Embora em anos recentes inúmeros fiéis tenham, na maioria das cidades da Pérsia, preferido ser mortos do que matar, ainda assim o ódio latente em certos corações ardeu mais ferozmente do que antes. O fato de as vítimas da opressão intercederem em favor de seus inimigos é, no entender dos governantes, um ato principesco. Alguns devem certamente ter ficado sabendo que este povo oprimido, naquela cidade (‘Ishqábád), intercedeu junto ao Governador em favor de seus assassinos, pedindo a mitigação de suas sentenças. Atentai bem, então, vós que sois homens de discernimento!
Ó Xeique! Estes versos perspícuos foram manifestados em uma das Epístolas pela Pena de Abhá: “ Ouve, ó servo, a voz deste Injustiçado, que suportou sérias humilhações e provações no caminho de Deus, o Senhor de Todos os Nomes, até o momento em que Ele foi lançado na prisão, na Terra de Tá (Teerã). Ele chamou os homens para o mais sublime Paraíso, e contudo eles O capturaram e mostraram-No através de cidades e países.
Quantas as noites durante as quais o sono fugiu dos olhos de Meus bem-amados, por causa de seu amor por Mim; e quão numerosos os dias nos quais Eu tive de enfrentar os ataques das pessoas contra Mim! Em um momento encontrei-Me no alto das montanhas; em outro nas profundezas da prisão de Tá (Teerã), em correntes e grilhões. Pela retidão de Deus! Eu fui em todos os tempos agradecido a Ele, murmurando Seu louvor, ocupado em relembrá-Lo, voltado para Ele, satisfeito com Seu prazer, e humilde e submisso diante d’Ele. Assim se passaram Meus dias, até terminarem nesta Prisão (‘Akká) que fez tremer a terra e suspirarem os céus. Feliz aquele que lançou fora suas vãs imaginações, quando O que Se ocultava veio com os estandartes de Seus sinais. Nós, em verdade, anunciamos aos homens esta Suprema Revelação, e contudo os povos estão em um estado de estranho estupor.”
E então uma Voz ergueu-se da direção de Hijáz, bradando:
“Grande é tua bem-aventurança, ó ‘Akká, pois Deus fez de ti o ponto do alvorecer de Sua Mais Suave Voz e a aurora de Seus mais poderosos sinais. Feliz és tu, pois o Trono da Justiça foi estabelecido sobre ti e o Sol da amorosa bondade e generosidade de Deus irradiou-se acima de teu horizonte. Abençoada é toda pessoa justa que julgou imparcialmente Aquele que é a Maior Lembrança, e infeliz daquele que errou e duvidou.”
Em seguida à morte de alguns dos mártires, a Lawh-i-Burhán (Epístola da Prova) foi enviada do céu da Revelação d’Aquele que é o Senhor das Religiões:
“Ele é o Todo-Poderoso, o Onisciente, a Suma Sabedoria! Os ventos do ódio cercaram a Arca de Bathá (Meca), por causa daquilo que as mãos dos opressores cometeram. Ó tu, que és famoso por tua erudição! Tu pronunciaste sentença contra aqueles por quem os livros do mundo choraram, e em cujo favor as escrituras de todas as religiões deram testemunho. Tu, que muito te desviaste, estás realmente envolto em um véu espesso. Por Deus! Tu pronunciaste julgamento contra aquele através de quem o horizonte da fé se iluminou. Disso dão testemunho Aqueles que são os Pontos do Alvorecer da Revelação e os Manifestantes da Causa de teu Senhor, o Mais Misericordioso, Aqueles que em Seu Caminho reto sacrificaram suas almas e tudo o que possuíam. A Fé de Deus lamentou-se em toda parte por causa de tua tirania e tu, no entanto, te divertes e és dos que exultam. Nenhum ódio há em Meu coração, nem por ti, nem por qualquer um. Todo homem de discernimento te observa, e àqueles que são semelhantes a ti, mergulhados em evidente loucura. Tivesses tu percebido o que fizeste, terias te lançado no fogo, ou abandonado tua casa e fugido para as montanhas, ou gemidos até haveres voltado ao lugar a ti destinado por Aquele que é o Senhor de fortaleza e poder. Ó tu, que nada és! Rompe os véus das vãs fantasias e das imaginações fúteis, a fim de poderes contemplar o Sol do conhecimento a irradiar-se deste esplendoroso Horizonte. Tu despedaçaste um remanescente do próprio Profeta e imaginavas ter beneficiado a Fé de Deus. Assim tua alma te impeliu, e és, em verdade, um dos desatentos. Teu ato consumiu os corações da Assembléia no alto e dos que circularam a Causa de Deus, o Senhor dos mundos. A alma da Casta (Fátimih) dissolveu-se, por causa de tua crueldade, e os habitantes do Paraíso choraram amargamente naquele Local sagrado.
“Julga eqüitativamente, eu te suplico por Deus. Qual prova citaram os doutores judeus a fim de condenarem Aquele que era o Espírito de Deus (Jesus Cristo), quando veio até eles com a verdade? Qual poderia ter sido a prova apresentada pelos fariseus e sacerdotes idólatras para justificarem sua negação de Maomé, o Apóstolo de Deus, quando veio até eles trazendo um Livro que julgava entre a verdade e a falsidade com uma justiça que transformou em luz as trevas da terra e arrebatou o coração daqueles que O conheceram? Em verdade, tu produziste, neste dia, as mesmas provas que os néscios teólogos apresentaram naquela época. Disso dá testemunho Aquele que é o Rei do domínio da graça nesta grande Prisão. Tu, em verdade, trilhaste os caminhos deles; não!, tu os superaste em crueldade e julgaste estar ajudando a Fé e defendendo a Lei de Deus, o Onisciente, a Suma Sabedoria. Por Aquele que é a Verdade! Tua iniqüidade fez gemer Gabriel e arrancou lágrimas da Lei de Deus, através da qual as brisas da justiça foram sopradas sobre todos os que estão no céu e na terra. Foste crédulo a ponto de imaginar que o julgamento que pronunciaste te traria benefício? Não, por Aquele que é o Rei de todos os Nomes! De tua perda dá testemunho Aquele com quem está o conhecimento de todas as coisas tal como registrado na Epístola preservada.
Ó tu que te desviaste! Não Me viste, nem Comigo te associaste, nem foste Meu companheiro pela fração de um só momento. Como podes então ordenar que os homens Me amaldiçoem? Ao fazê-lo, seguias os ditames de teus próprios desejos ou obedecias a teu Senhor? Produz tu um sinal, se és sincero. Nós damos testemunho de que rejeitaste a Lei de Deus e te prendeste aos ditames de tuas paixões. Nada, na realidade, escapa ao Seu conhecimento; Ele, verdadeiramente, é o Incomparável, o Onisciente. Ó desatento! Dá ouvidos àquilo que o Misericordioso revelou no Alcorão: ‘Ponderai antes de agredir quem vos saúda e de dizer-lhe: “Não és um crente” .‘ Assim decretou Aquele em cujas mãos estão os reinos da Revelação e da criação, se és dos que ouvem. Puseste de lado o mandamento de Deus e te aferraste aos impulsos de teu próprio desejo. Infeliz és, pois, ó tu, ser negligente que duvidas! Se a Mim negas, por qual prova podes reivindicar a verdade daquilo que possuis? Apresenta-a, então, ó tu que associaste outros com Deus e te afastaste de Sua soberania que abrangeu os mundos!
“Sabe tu que o verdadeiro erudito é aquele que reconheceu Minha Revelação, sorveu do Oceano de Meu conhecimento, elevou-se na atmosfera de Meu amor, renunciou a tudo o mais exceto a Mim, e segurou-se firmemente àquilo que foi enviado do Reino de Minha admirável elocução. Tal homem, em verdade, é como um olho para a humanidade, e como o espírito da vida para o corpo de toda a criação. Glorificado seja o Todo-Misericordioso que o esclareceu e o fez erguer-se para servir Sua grande e poderosa Causa. Em verdade, tal homem é abençoado pela Assembléia no alto e por aqueles que habitam o Tabernáculo da Grandeza, que beberam de Meu Vinho seleto em Meu Nome, o Onipotente, o Todo-Poderoso. Se tu és dos que ocupam tão sublime posição, produz então um sinal de Deus, o Criador dos céus. E se reconheces tua fraqueza, então refreia tuas paixões e retorna a teu Senhor, para que Ele possa porventura perdoar-te os pecados que fizeram consumir-se as folhas da Árvore Celestial, bradar o Rochedo e chorarem os olhos dos homens de compreensão. Por tua causa, o Véu da Divindade se rompeu, a Arca soçobrou, inutilizou-se a Camela e o Espírito (Jesus) gemeu em Seu sublime refúgio. Discutes com Aquele que veio a ti com os testemunhos de Deus e Seus sinais, os quais possuis tu e possuem todos os que habitam a terra? Abre teus olhos para poderes contemplar este Injuriado reluzindo acima dos horizonte da vontade de Deus, o Soberano, a Verdade, o Resplandecente. Desobstrui então o ouvido de teu coração para poderes ouvir atentamente as palavras da Árvore Celestial que se ergueu, em verdade, por Deus, o Todo-Poderoso, o Benéfico. Verdadeiramente, esta Árvore, apesar das coisas que lhe sucederam por causa de tua crueldade e das transgressões de outros semelhantes a ti, clama e convoca todos os homens ao Sadratu’l-Muntahá e ao Horizonte Supremo. Bem aventurada é a alma que contemplou o Mais Poderoso sinal e o ouvido que escutou Sua dulcíssima Voz, e infeliz é todo aquele que se afastou e agiu mal.
Ó tu que te afastaste de Deus! Se fitasses a Árvore Celestial com os olhos da eqüidade perceberias as marcas de tua espada em seus ramos, em seus rebentos e em suas folhas, embora Deus tenha te criado com o propósito de a reconheceres e servires. Reflete, para que possas talvez reconhecer tua iniqüidade e ser contado entre os que se arrependeram. Pensas tu que Nós tememos tua crueldade? Sabe tu e tem plena certeza de que, desde o primeiro dia em que a voz da Mais Sublime Pena ergueu-se entre a terra e o céu, Nós oferecemos Nossas almas, Nossos corpos, Nossos filhos e Nossas posses no caminho de Deus, o Excelso, o Grande, e nele Nos glorificamos entre todas as coisas criadas e a Assembléia no alto. Disso dão testemunho as coisas que Nos sucederam neste Caminho reto. Por Deus! Nossos corações se consumiram, Nossos corpos foram crucificados e derramou-se Nosso sangue, enquanto Nossos olhos estavam fixos no horizonte da benevolência de seu Senhor, a Testemunha, Aquele que tudo vê. Quanto mais penosa suas tribulações, tanto mais crescia o amor do povo de Bahá. De sua sinceridade deu testemunho aquilo que o Todo-Misericordioso manifestou no Alcorão. Diz Ele: “Desejai, pois, a morte, se sois sinceros.” Qual deve ser preferido, o que se abrigou por trás de cortinas ou o que se ofereceu no caminho de Deus? Julga com eqüidade e não sejas dos que vagueiam confusos na selva da falsidade. A tal ponto foram eles transportados pelas águas vivificadoras do amor do mais Misericordioso que nem as armas do mundo, nem as espadas das nações puderam impedi-los de voltar a face na direção do oceano da generosidade de teu Senhor, o Dispensador de graças, o Generoso.
“Por Deus! As tribulações não conseguiram Me desalentar e o repúdio dos teólogos foi incapaz de enfraquecer-Me. Eu falei, e ainda falo diante da face dos homens: ‘Descerrou-se a porta da graça e, com sinais claros e testemunhos evidentes, Aquele que é o Alvorecer da Justiça veio de Deus, o Senhor de fortaleza e de poder!’ Apresenta-te diante de Mim para que possas ouvir os mistérios que foram ouvidos pelo Filho de ‘Imrán (Moisés) no Sinai da Sabedoria. Assim te ordena Aquele que é o Ponto do Alvorecer da Revelação de teu Senhor, o Deus de Misericórdia, desta sua maior Prisão.”
E então ergueu-se uma vez mais o grito e a lamentação da verdadeira Fé: ‘Em verdade, o Sinai brada e diz: “Ó povo do Bayán! Temei o Misericordioso. Eu verdadeiramente cheguei Àquele que sobre mim conversou, e os êxtases de meu júbilo enlevaram os seixos da terra e seu pó.’ E a Sarça exclama: ‘Ó povo do Bayán! Julgai com eqüidade o que vos foi realmente manifestado. Em verdade, o Fogo que Deus revelou Àquele com que Ele conversou torna-se agora manifesto. Disso dá testemunho todo homem de discernimento e compreensão.”
Fizemos menção de certos mártires desta Revelação e também citamos alguns dos versos que a seu respeito foram enviados do reino da Nossa Elocução. Nós de bom grado esperamos que, livre de todo apego ao mundo, tu irás ponderar sobre as coisas que Nós mencionamos.
Deves agora refletir sobre o estado do Mírzá Hádi Dawlat-Ábádí e de Sád-i-Isfaháni (Sadru’l-‘Ulamá), que residem na Terra de Tá (Teerã). O primeiro, tão logo soube ter sido chamado de babí, ficou de tal modo perturbado que o aprumo e a dignidade o abandonaram. Subiu aos púlpitos e pronunciou palavras que não lhe condiziam. Desde tempos imemoriais, os torrões de argila do mundo vêm perpretando, totalmente por causa de seu amor pela liderança, atos tais que induziram os homens ao erro. Não deves, contudo, imaginar que todos os fiéis são como aqueles dois. Nós te descrevemos a constância, a firmeza, a estabilidade, a certeza, a imperturbabilidade e a dignidade dos mártires desta Revelação, para que estejas bem informado. Meu propósito ao citar as passagens das Epístolas a reis e outros, foi o de te permitir saber com certeza que este Injuriado não ocultou a Causa de Deus, mas a proclamou, e, na mais eloqüente linguagem, desvelou à face do mundo as coisas que Ele tinha sido encarregado de expor. Certos homens acovardados, no entanto, tais como Hádí e outros, manipularam a Causa de Deus e, em sua preocupação com esta vida transitória, disseram e fizeram coisas que levaram os olhos da justiça a chorar e a Pena da Glória a gemer, apesar de sua ignorância dos pontos essenciais desta Causa; ao passo que este Injuriado revelou-A em nome de Deus.
Ó Hádí! Tu foste até Meu irmão e o viste. Volta agora tua face para a corte deste Injuriado, a fim de que as brisas da Revelação e os sopros da inspiração possam ajudar-te e permitir que alcances teu objetivo. Todo aquele que contempla este dia em Meus sinais irá distinguir a verdade da falsidade, tal como a luz da sombra, e lhe será dado conhecimento do objetivo. Deus o sabe e Me dá testemunho de que tudo o que se mencionou foi em nome d’Ele, para que possas ser causa de orientação dos homens e possas livrar os povos do mundo das fantasias ociosas e vãs imaginações. Em nome de Deus! Até agora aqueles que se afastaram de Mim, e Me negaram, deixaram de reconhecer Quem enviou aquilo que foi entregue ao Arauto – o Ponto Primaz! Esse conhecimento está com Deus, o Senhor dos mundos.
Esforça-te, ó Xeique, e ergue-te para servir esta Causa. O Vinho Lacrado foi desvendado neste dia diante da face dos homens. Pega-o em nome de Teu Senhor, e sorve tua porção em lembrança d’Aquele que é o Poderoso, o Incomparável. Noite e dia ocupou-Se este Injustiçado com aquilo que uniria os corações e edificaria a alma dos homens. Os acontecimentos que ocorreram na Pérsia durante os primeiros anos verdadeiramente entristeceram os homens eleitos e sinceros. Cada ano testemunhava novos massacres, pilhagens, saques e derramamentos de sangue. Num surgia em Zanján aquilo que causava a maior consternação; noutro, em Nayríz, e noutro ainda em Tabarsí, e finalmente ocorreu o episódio da Terra de Tá (Teerã). A partir daquela época, este Injustiçado, com a ajuda do Único e Verdadeiro Deus – excelsa seja Sua glória – deu a conhecer a este povo oprimindo as coisas que lhe eram apropriadas. Todos se purificaram daquilo que eles próprios e outros possuíam, apegando-se e fixando seus olhos naquilo que pertence a Deus.
Incube agora a Sua Majestade o Xá – possa Deus, excelso seja Ele, protegê-lo – tratar este povo com benevolência e misericórdia. Este Injustiçado compromete-Se, diante da Divina Caaba, a fazer com que este povo, à parte a honestidade e honradez, nada venha a mostrar que possa de algum modo conflitar com as enriquecedoras visões de Sua Majestade. Toda nação deve Ter um alto respeito pela posição de seu soberano, deve ser-lhe submissa, deve cumprir suas ordens e preservar sua autoridade. Os soberanos da terra foram, e são, as manifestações do poder, grandeza e majestade de Deus. Este Injustiçado em momento algum tratou qualquer pessoa de modo enganador. Todos estão bem cientes disso, e disso dão testemunho. O respeito pela dignidade dos soberanos foi divinamente instituído, tal como atestam claramente as palavras dos Profetas de Deus e de Seus eleitos. Àquele que é o Espírito (Jesus) – a paz esteja com Ele – foi perguntado: “Ó Espírito de Deus! É lícito pagar tributo a César ou não?” Ao que Ele respondeu: “Sim, daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” Ele não o proibiu. Essas duas frases, no entender dos homens de discernimento, são uma única e mesma coisa, pois, se aquilo que pertencia a César não tivesse vindo de Deus, Ele o teria proibido. E, do mesmo modo, no verso sagrado: “ Obedecei a Deus e obedecei ao Apóstolo, e àqueles dentre vós investidos com autoridade.” Por “aqueles investidos com autoridade”, quer-se dizer basicamente e muito em especial os Imames – as bênçãos de Deus estejam sobre eles! Eles, verdadeiramente, são as manifestações do poder de Deus, as fontes de Sua autoridade, os repositórios de Seu conhecimento e a alvorada de Seus mandamentos. Em segundo lugar, essas palavras referem-se aos reis e aos governantes – aqueles cuja radiante justiça torna os horizontes do mundo resplandecentes e luminosos. Nós de bom grado esperamos que Sua Majestade, o Xá, brilhe com uma luz de justiça cuja radiância venha a envolver todas as raças da terra. Compete a cada um suplicar ao Deus único e verdadeiro, em nome do Xá, por aquilo que é apropriado e conveniente neste dia.
Ó Deus, meu Deus e meu Mestre, meu Esteio e meu Desejo, meu Bem-Amado! Eu Te peço, pelos mistérios que foram ocultos em Teu conhecimento e pelos sinais que difundiram a fragrância de Tua benevolência e pelas vagas do oceano de Teu favor e pelo céu de Tua graça e generosidade e pelo sangue derramado em Teu caminho e pelos corações consumidos no amor por Ti, para ajudares Tua Majestade o Xá com Teu poder e Tua soberania, a fim de que dele possa manifestar-se aquilo que irá durar eternamente em Teus Livros, Tuas Escrituras e Tuas Epístolas. Segura a mão dele, ó meu Senhor, com a mão de Tua onipotência, ilumina-o com a luz de Teu conhecimento e adorna-o com os ornamento de Tuas virtudes. Potente és para fazer o que Te agrada, e em Tua mão está a rédea de todas as coisas criadas. Não existe outro Deus senão Tu, o Magnânimo, o Generoso.
Na Epístola aos Romanos, São Paulo escreveu: “Todo homem seja sujeito às autoridades superiores, porque não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram instituídas por Ele. Assim, aquele que se insurge contra a autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus.” E, mais adiante: “Ele é o ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal.” Ele disse que o surgimento dos reis, sua majestade e seu poder vêm de Deus.
Além disso, nas antigas tradições fizeram-se referências que foram vistas e ouvidas pelos teólogos. Suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja Ele – para ajudar-te, ó Xeique, a te agarrares firmemente àquilo que foi enviado dos céus da generosidade de Deus, o Senhor dos mundos. Os teólogos devem necessariamente unir-se a Sua Majestade o Xá, e se manterem fiéis àquilo que assegurará a proteção, a segurança, o bem-estar e a prosperidade dos homens. Um rei justo desfruta de mais próximo acesso a Deus do que qualquer outra pessoa. Disso dá testemunho Aquele que fala em Sua Maior Prisão. Deus! Não há outro Deus senão Ele, o Único, o Incomparável, o Todo-Poderoso, o Onisciente, o Sapientíssimo.
Se acaso, em nome de Deus, ponderasses uma única hora que fosse sobre as coisas que ocorreram em tempos passados e mais recentemente, tu te desviarias das coisas que possuis para as coisas que pertencem a Deus, e te tornarias um instrumento para a exaltação de Sua Palavra. Acaso terá, desde a criação do mundo até os dias presentes, alguma Luz ou Revelação se irradiado da alvorada da vontade de Deus, que as raças da terra tenham aceito e Cuja Causa tenham reconhecido?
Onde a encontraríamos, e qual o seu nome? Desde o Selo dos Profetas (Maomé) – que todos, exceto Ele mesmo, por Ele se sacrifiquem – e, antes d’Ele, o Espírito de Deus (Jesus), remontando até a Primeira Manifestação, todos na época de Seu aparecimento sofreram atrozmente. Alguns foram julgados possessos, outros foram chamados de impostores, sendo tratados de maneira tal que a pena envergonha-se de descrever. Por Deus! O que Lhes sucedeu fez suspirarem todas as coisas criadas e, ainda assim, os povos, em sua maioria, estão afundados em ignorância manifesta! Pedimos a Deus que os ajude a retornar a Ele, e a se arrependerem ante a porta de Sua misericórdia. Potente é Ele sobre todas as coisas.
Neste momento a voz sonora da Mais Sublime Pena ergueu-se e, dirigindo-se a Mim, disse: “Adverte o Xeique tal como advertiste um de Teus Ramos (filhos), para que as brisas de Tua elocução possam atraí-lo e aproximá-lo de Deus, o Senhor dos mundos.”
“Sê generoso na prosperidade e grato no infortúnio. Sê digno de confiança de teu próximo e dirigi-lhe um olhar alegre e amável. Sê um tesouro para o pobre, um conselheiro para o rico; responde ao apelo do necessitado e preserva sagrada a tua promessa. Sê imparcial em teu juízo e cauteloso no que dizes. A ninguém trates com injustiça e mostra toda humildade a todos os homens. Sê como uma lâmpada para aqueles que andam nas trevas, sê causa de júbilo para o entristecido, um mar para o sequioso, um refúgio para o aflito, um apoio e defensor da vítima da opressão. Que a integridade e a retidão distingam todos os teus atos. Sê um lar para o estranho, um bálsamo para quem sofre, uma torre de força para o fugitivo. Para o cego, deves ser os olhos, e, para os pés dos errantes, uma luz que os guie. Sê um adorno para o semblante da verdade, uma coroa para afronte da fidelidade, um pilar do templo da retidão, um alento de vida para o corpo da humanidade, uma insígnia das hostes da justiça, um luminar sobre o horizonte da virtude, um orvalho para o solo do coração humano, uma arca no oceano do conhecimento, um sol no céu da bondade, uma jóia no diadema da sabedoria, uma luz radiante no firmamento de tua geração, um fruto na árvore da humildade. Suplicamos a Deus que te proteja contra o calor da inveja e o frio do ódio. Ele verdadeiramente está próximo, pronto a responder.” Assim falou Minha língua a um de Meus Ramos (filhos), e Nós o mencionamos àqueles dentre Nossos bem-amados, que lançaram fora suas vãs fantasias e se apegaram ao que lhes foi prescrito no dia em que o Sol da Certeza brilhou acima do horizonte da vontade de Deus, o Senhor dos mundos. Este é o dia em que o Pássaro da Elocução gorjeou sua melodia sobre os ramos, em nome de seu Senhor, o Deus de Misericórdia. Abençoado é o homem que, nas asas do anseio, elevou-se rumo a Deus, o Senhor do Dia do Julgamento.
O Deus único e verdadeiro bem o sabe, e toda a assembléia de Seus fiéis disso dá testemunho, que este Injustiçado enfrentou, em todos os tempos, perigos terríveis. Mas, não fossem as tribulações que Me tocaram no caminho de Deus, a vida não teria tido qualquer doçura para Mim e de nada ter-Me-ia servido Minha existência. Para aqueles que são dotados de discernimento e cujos olhos se fixam na Sublime Visão, não é segredo que Eu fui, na maior parte dos dias de Minha vida, tal como um escravo sentado sob uma espada pendente de um fio e sem saber quando essa espada cairia sobre ele. E ainda assim, apesar de tudo isso, Nós rendemos graças a Deus, o Senhor dos mundos. Minha língua interior recita, nas horas do dia e ao longo das noites, esta prece: “Glória a Ti, ó meu Deus! Não fossem as tribulações sofridas em Teu caminho, como poderia ser reconhecidos aqueles que verdadeiramente Te amam? E não fossem as provações suportadas por amor a Ti, como poderia ser revelada a posição daqueles que por Ti anseiam? Teu poder Me dá testemunho! As companheiras de todos os que Te adoram são as lágrimas que eles vertem, o conforto daqueles que Te buscam são os gemidos que eles emitem, e o alimento daqueles que se apressam a buscar-Te são os fragmentos de seus corações partidos. Quão doce ao meu paladar é o amargor da morte sofrida em Teu caminho, e quão preciosos em minha estima são os dardos de Teus inimigos quando enfrentados em nome da exaltação de Tua Palavra! Deixa-me beber em Tua Causa, ó meu Deus e meu Mestre, tudo o que Tu desejaste, e, em Teu amor, faz descer sobre mim tudo o que ordenaste. Por Tua glória! Desejo apenas o que Tu desejas, e amo apenas o que Tu amas. Em ti depositei, em todos os tempos, toda a Minha confiança e Minha fé. Tu és, verdadeiramente, O Que Tudo Possui, o Altíssimo. Ergue, eu Te imploro, ó meu Deus, como auxiliares desta Revelação, aqueles que serão contados entre os dignos de Teu Nome e de Tua soberania, para que eles possam lembrar-Te entre Tuas criaturas e hastear as insígnias de Tua vitória em Tua terra, e ornamenta-os com Tuas virtudes e Teus mandamentos. Nenhum Deus há além de Ti, o Auxílio no Perigo, o Auto-Subsistente.”
E então elevou-se a voz da verdadeira Fé, clamando repetidas vezes: “Ó assembléia da terra! Por Deus! Eu sou a verdadeira Fé de Deus entre vós. Acautelai-vos para não Me negardes. Deus Me manifestou com uma luz que envolve tudo o que existe nos céus e tudo o que existe na terra. Julgai eqüitativamente, ó povo, Minha manifestação e a revelação de Minha glória e radiância de Minha luz, e não sejais dos que agem injustamente.”
Ó Xeique! Este Injustiçado suplica a Deus – abençoado e glorificado seja Ele – para fazer de ti aquele que abrirá a porta da justiça e, através de ti, revelar Sua Causa entre Seus servos. Ele, verdadeiramente, é o Onipotente, o Todo-Poderoso, o Dispensador de graças.
Ó Xeique! Roga ao Deus único e verdadeiro que purifique os ouvidos, os olhos e os corações dos homens, e os proteja contra os desejos de uma inclinação corrupta. Pois a malícia é uma grave doença que impede o homem de reconhecer o Grande Ser e o exclui dos esplendores do sol da certeza. Nós pedimos e esperamos que, através da graça e misericórdia de Deus, Ele possa remover este poderoso obstáculo. Ele, verdadeiramente, é o Potente, o Dominador, o Todo-Poderoso.
Neste momento uma Voz ergueu-se à direita do Ponto Luminoso: “Deus! Não existe outro Deus senão Ele, o Ordenador, o Sapientíssimo! Recita ao Xeique as passagens remanescentes do Law-i-Burhán (Epístola da Prova), a fim de que elas possam atraí-lo ao horizonte da Revelação de seu Senhor, o Deus de Misericórdia, e ele possa erguer-se para ajudar Minha Causa com sinais claros e elevados testemunhos e possa falar entre os homens aquilo que a Língua do Testemunho pronunciou: ‘O Reino é de Deus, o Senhor dos mundos!’”
Perscruta tu o Kitáb-i-Iqán (Livro da Certeza) e aquilo que o Todo-Misericordioso enunciou para o Rei de Paris (Napoleão III) e para outros a ele semelhantes, a fim de te tornares ciente das coisas que sucederam no passado e te convenceres de que não temos tentado espalhar a desordem na terra depois de haver sido ela bem ordenada. Inteiramente por amor a Deus exortamos Seu servos. Quem assim o desejar, que Ele se volva, e quem assim o desejar, que se afaste. Nosso Senhor, o Misericordioso, é em verdade o Todo-Suficiente, o Todo-Louvado. Ó assembléia de povos da terra! Este é o dia em que nada, entre todas as coisas, nem qualquer nome dentre todos os nomes, vos pode trazer proveito, salvo através deste Nome que Deus fez a Manifestação de Sua Causa e a Aurora de Seus Mais Excelentes Títulos para todos aqueles que estão no reino da criação. Bem-aventurado o homem que tiver reconhecido a fragrância do Todo-Misericordioso e se incluído no número dos fiéis. Vossas ciências não vos serão proveitosas neste dia, nem o serão vossas artes, nem vossos tesouros, nem vossa glória. Ponde isso tudo atrás de vós e dirigi vossas faces à Mais Sublime Palavra, através da qual as Escrituras e os Livros e esta lúcida Epístola foram distintamente expostos. Rejeitai, ó povo, as coisas que compusestes com as penas de vossas vãs fantasias e fúteis imaginações. Por Deus! O Sol do Conhecimento irradiou resplandecente acima do horizonte da certeza.
“Ó tu que te desviaste! Se tens alguma dúvida a respeito de Nossa conduta, sabe tu que damos testemunho daquilo de que Deus Mesmo deu testemunho antes da criação dos céus e da terra, de que não há outro Deus senão Ele, o Onipotente, o Todo-Generoso. Testificamos que Ele é Uno em Sua Essência, Uno em Seus Atributos. Nenhum igual tem Ele no universo inteiro, nem associado em toda a criação. Ele tem enviado Seus Mensageiros e enunciado Seus Livros, a fim de que anunciassem às Suas criaturas o Caminho Reto.
“Terá sido informado o Xá e terá ele decidido fechar os olhos a teus atos? Ou terá o medo se apoderado dele, diante dos uivos de um bando de lobos que voltaram as costas para o Caminho de Deus e no teu caminho seguiram sem qualquer prova clara ou Livro algum? Ouvimos dizer que as províncias da Pérsia foram adornadas com o ornamento da justiça. Ao observarmos atentamente, porém, verificamos serem elas os lugares do alvorecer da tirania e aurora da injustiça. Vemos a justiça nas garras da tirania. Suplicamos a Deus que a liberte pelo poder de Sua grandeza e Sua soberania. Ele, em verdade, protege tudo o que há nos céus e na terra. A ninguém é dado o direito de protestar contra qualquer um no tocante àquilo que tem sobrevindo à Causa de Deus. A todo aquele que tenha dirigido sua face ao Mais Sublime Horizonte, cumpre aderir tenazmente à corda da paciência e em Deus, o Amparo no Perigo, o Predominante, depositar sua confiança. Ó vós, bem-amados de Deus! Bebei até vos saciardes do manancial da sabedoria, alçai vôo na atmosfera da sabedoria, e expressai-vos com sabedoria e eloqüência. Assim vos ordena o Todo-Poderoso, o Onisciente.
“Ó insensato! Não confies em tua glória e teu poder. És tal como o último traço de luz do sol sobre o topo da montanha. Dentro em breve se esvairá, assim como decreta Deus, o Possuidor de tudo, o Altíssimo. Foi tirada de ti tua glória, bem como a glória dos que a ti se assemelham, e isso, em verdade, é o que foi ordenado por Aquele com Quem está a Epístola-Mãe. Onde se há de encontrar aquele que com Deus contendeu, e aonde foi aquele que negou Seus sinais e se afastou de Sua soberania? Onde estão aqueles que trucidaram Seus eleitos e derramaram o sangue de Seus santos? Reflete, a fim de poderes perceber os sopros de teus atos, ó tu que tolamente duvidas. Por tua causa o Apóstolo (Maomé) lamentou e a Casta (Fátimih) clamou; os países foram devastados e as trevas caíram sobre todas as regiões. Ó assembléia de sacerdotes! Por Tua causa o povo foi humilhado, arriou-se a bandeira do Islã e se arruinou seu trono poderoso. Todas as vezes que um homem de discernimento queria aderir àquilo que exaltaria o Islã, vós incitastes um clamor e assim era ele impedido de realizar seu desígnio, enquanto a terra permanecia caída em plena ruína.
“Ó Minha Pena Suprema! Chama à tua memória a Serpente (o Imame Jum’ih, de Isfahán), cuja crueldade fez gemerem todas as coisas criadas e tremerem os membros dos santos. Assim Te ordena o Senhor de todos os nomes, nesta gloriosa posição. A Casta (Fátimih) clamou por causa de tua iniqüidade e tu, no entanto, imaginas pertencer à família do Apóstolo de Deus! Assim tua alma te instigou, ó tu que te afastaste de Deus, o Senhor de tudo o que existiu e de tudo o que há de existir. Julga com eqüidade, ó Serpente! Por causa de qual crime aferroaste os filhos do Apóstolo de Deus (o Rei dos Mártires e o Bem-Amado dos Mártires) e lhes pilhaste as possessões? Negaste Aquele que te criou com Sua ordem de “sê, e assim se fez”? Trataste os filhos do Apóstolo de Deus de um modo tal como nem ‘Ád tratou a Húd, nem Thamúd a Sálih, nem os judeus ao Espírito de Deus (Jesus), Senhor de toda a existência. Negas os sinais de teu Senhor, diante dos quais, tão logo foram enviados do céu de Sua Causa, todos os livros do mundo se curvaram? Medita, pois, para que te tornes consciente de teu ato, ó réprobo negligente! Breve os sopros do castigo haverão de te acabrunhar, assim como acabrunharam a outros antes de ti. Espera, pois, ó tu que criaste sócios para Deus, pelo Senhor do visível e do invisível. É este o dia em que Deus anunciou pela língua de Seu Apóstolo. Reflete, pois, para que possas apreender o que o Todo-Misericordioso enunciou no Alcorão e nesta Epístola inscrita. É este o dia quando Aquele que é o Alvorecer da Revelação veio com sinais claros que ninguém pode enumerar. E o dia em que todo homem dotado de percepção descobriu a fragrância da brisa do Todo-Misericordioso no mundo da criação, e todo homem de discernimento se apressou às águas vivificadoras da misericórdia de Seu Senhor, o Rei dos Reis. Ó desatento! Contou-se novamente a história do Sacrifício (Ismael), e que aquele que seria ofertado dirigiu os passos ao lugar do sacrifício, e dali não regressou por causa daquilo que tua mão cometeu, ó homem perverso e cheio de ódio! Imaginaste que o martírio poderia rebaixar esta Causa? Não, por Aquele que Deus fez o Repositório de Sua Revelação, se és dos que compreendem. Que a tribulação te sobrevenha, ó tu que criaste sócios para Deus, e que sobrevenha àqueles que tomaram como líder, sem qualquer sinal claro ou Livro perspícuo. Quão numerosos foram os opressores, antes de ti, que se levantaram para extinguir a Luz de Deus, e quantos os ímpios que perpetraram assassinatos e pilhagens até os corações e almas dos homens gemerem diante de sua crueldade! O sol da justiça obscureceu-se, desde que a personificação da tirania se estabeleceu no trono do ódio e o povo, entretanto, não compreende. Ó tolo! Assassinaste os filhos do Apóstolo e pilhaste suas possessões. Dize: Em tua opinião, foram suas possessões ou eles próprios que negaram a Deus? Julga eqüitativamente, Ó ignorante que se exclui de Deus como que por um véu. Aderiste à tirania e rejeitaste a justiça; com isso, todas as coisas criadas lamentaram, e ainda és um dos desviados. Lançaste à morte os idosos e espoliaste os jovens. Pensas acaso que irás desfrutar aquilo que tua iniqüidade te acumulou? Não, por Mim Mesmo! Assim te informa Aquele que de tudo é ciente. Por Deus! As coisas que possuis não te serão proveitosas, nem aquilo que acumulaste devido à tua crueldade. Disso dá testemunho teu Senhor, o Onisciente. Tu te levantaste a fim de apagar a luz desta Causa; dentro em breve extinguir-se-á teu próprio fogo, por ordem d’Ele. Ele, em verdade, é o Senhor de fortaleza e poder. As mudanças e acasos do mundo, e os poderes das nações, não O podem frustrar. Ele faz o que deseja e ordena o que Lhe apraz, através do poder de Sua soberania. Considera a camela. Embora apenas um animal, ela foi no entanto exaltada pelo Todo-Misericordioso a tão alto grau que as línguas da terra a mencionaram e lhe celebram o louvor. Ele, em verdade, supera a tudo o que está nos céus e na terra. Nenhum Deus há, senão Ele, o Onipotente, o Grande. Assim Nós adornamos o céu de Nossa Epístola com sóis de Nossas palavras. Bem-aventurado o homem que lhes atingiu e se iluminou com sua luz, e infelizes os que se afastaram, O negaram e para longe d’Ele se desviaram. Louvado seja Deus, o Senhor dos mundos!”
Ó Xeique! Nós te permitimos ouvir as melodias do Rouxinol do Paraíso e desvelamos ante teus olhos os sinais que Deus por Sua ordem irrecusável, fez descer a esta Maior Prisão, para que teus olhos possam alegrar-se e tua alma ficar reassegurada. Ele, verdadeiramente, é o Supremo Doador, o Generoso. Ergue-te, pelo poder de Seu testemunho, para servir à Causa de Deus, teu Senhor, o Deus de Misericórdia. Se tua fé te causar medo, toma Minha Epístola e preserva-a no seio da confiança. E quando entrares no local da ressurreição e Deus te perguntar por quais provas vieste a acreditar nesta Revelação, tira a Epístola e diz: “Por este Livro, o sagrado, o poderoso, o incomparável.” E então todos levantarão as mãos para ti, pegarão a Epístola e a apertarão junto aos olhos, e dela inalarão a fragrância da palavra de Deus, o Senhor dos mundos. Fosse Deus atormentar-te por teres acreditado em Seus sinais nesta Revelação, por que motivo iria Ele então atormentar aqueles que não acreditaram em Maomé, o Apóstolo de Deus, e, antes d’Ele, em Jesus, o Filho de Maria, e, antes d’Este, n’Aquele que conversou com Deus (Moisés) e, antes d’Ele, n'Aquele que é o Amigo de Deus (Abraão), e remontando até Aquele que foi a Primeira Manifestação, Aquele que foi criado pela vontade de teu Senhor, o Potente, o Todo-Abrangente. Assim Nós enviamos Nossos versos para alguém antes de ti, e os relembramos a ti, neste dia, para que possas compreender e ser daqueles que estão bem assegurados. Ó tu que assumes a voz do conhecimento! Esta Causa é demasiado evidente para ser obscurecida, e demasiado clara para ser ocultada. Ela brilha tal como o sol no apogeu de sua glória. Ninguém pode negá-la, a menos que esteja cheio de ódio e de dúvidas.
Neste momento, cumpre que nos voltemos para o Desejado e apeguemo-nos a estas sublimes palavras: “Ó Deus, meu Deus! Tu iluminaste a lâmpada de Tua Causa com o óleo da sabedoria; protege-a dos ventos contrários. Teu é o candeeiro, e Teu é o vidro, e todas as coisas nos céus e na terra estão seguras por Teu poder. Concede justiça aos governantes e imparcialidade aos teólogos. Tu és o Todo-Poderoso, que, através do movimento de Tua Pena, auxiliaste Tua irresistível Causa e guiaste corretamente Teus bem-amados. Tu és o Possuidor do poder e o Rei da fortitude. Nenhum Deus há exceto Tu, o Forte, o Irrestrito.” Dize também: “Ó Deus, meu Deus! Eu Te dou graças por me teres feito beber de Teu Vinho Lacrado, pela mão da generosidade de Teu Nome, o Auto-Subsistente. Eu Te imploro, pelos esplendores da Alvorada de Tua Revelação, pela potência de Tuas Mais Sublime Palavra e pelo poder de Tua Pena Mais Excelsa, através de Cujo movimento as realidades de todas as coisas criadas se extasiaram, para que ajudes Sua Majestade o Xá a tornar vitoriosa Tua Causa e a voltar-se para o horizonte de Tua Revelação, e volver sua face na direção das luzes de Teu semblante. Auxilia-o, ó meu Senhor, a aproximar-se de Ti. Ajuda-o, então, com as hostes dos céus e da terra. Eu Te imploro, ó Tu que és o Senhor de todos os Nomes e o Criador dos céus, pela luz de Tua Causa e pelo fogo da Árvore Divina de Tua benevolência, para que ajudes Sua Majestade a revelar Tua Causa entre Tuas criaturas. Abre então, ante sua face, as portas de Tua graça, de Tua misericórdia e de Tua generosidade. Potente és Tu que fazes o que Te apraz por Tua palavra, ‘sê, e assim se fez.’”
Ó Xeique! Nós tomamos as rédeas da autoridade pelo poder de Deus e Sua Divina fortaleza, pois somente Ele pode tomá-las, Ele que é o Poderoso, o Forte. Ninguém tem o poder de fomentar discórdia ou sedição. Agora, contudo, quando deixaram de apreciar essa benevolência e essas generosidades, eles foram e continuarão a ser afligidos com o castigo que seus atos hão de acarretar. Os oficiais do Estado, considerando o movimento secreto da Corda Outorgada, têm, de todas as direções, incitado e ajudado Meus adversários. Na Grande Cidade (Constantinopla), eles ergueram um considerável número de pessoas para oporem-se a este Injuriado. As coisas chegaram a tal ponto que os oficiais daquela cidade agiram de uma maneira que trouxe vergonha tanto ao governo quanto ao povo. Um renomado siyyid, cuja bem-conhecida integridade, conduta aceitável e reputação comercial eram reconhecidas pela maioria dos homens de mente imparcial, e que era visto por todos como um mercador altamente honrado, certa vez visitou Beirute. Em vista de sua amizade com este Injuriado, eles telegrafaram ao intérprete persa informando-o de que esse siyyid, ajudado por seu servo, havia roubado uma soma de dinheiro e outras coisas e ido para ‘Akká. O desígnio deles nessa questão era desonrar esta Injuriado. E contudo, longe esteja do povo deste país permitir ser desviados, por essas histórias impróprias, do caminho reto da retidão e da verdade. Em suma, eles Me atacaram de todos os lados, e estão fortalecendo Meus adversários. Este Injuriado, no entanto, suplica ao Deus único e verdadeiro que em Sua graça ajude cada um deles naquilo que convém a estes dias. Dia e noite Eu fixo Meu olhar sobre estas palavras perspícuas e recito: “Ó Deus, meu Deus! Eu Te suplico, pelo sol de Tua graça, pelo mar de Teu conhecimento e pelo céu de Tua justiça, que ajudes a se confessarem aqueles que Te negaram, a retornarem a Ti aqueles que de Ti se afastaram, e, aqueles que Te caluniaram, a serem justos e imparciais. Ajuda-os, ó meu Senhor, a retornarem a Ti e a se arrependerem diante da porta de Tua graça. Poderoso és Tu para fazeres aquilo que desejas, e em Tuas mãos estão as rédeas de tudo o que existe nos céus e de tudo o que existe na terra. Louvores sejam dados a Deus, o Senhor dos mundos.”
Chegou o momento em que tudo o que jaz oculto nas almas e nos corações dos homens será desvendado. Este é o Dia do qual Luqmán falou a seu filho, o Dia que o Senhor de Glória anunciou e deu a conhecer Àquele que era Seu Amigo (Maomé) através destas Suas palavras – excelso seja Ele: “!Ó meu filho! Verdadeiramente, Deus trará à luz todas as coisas, mesmo que tenham apenas o peso de um grão de mostarda e estejam ocultas numa pedra ou nos céus ou na terra; pois Deus é Sutil, de tudo informado.” Neste Dia, as ilusões dos olhos e tudo aquilo que o peito humano oculta, são dados a conhecer e expostos ante o trono de Sua Revelação. Nada pode escapar a Seu conhecimento. Ele ouve e vê, e Ele, em verdade, é O que tudo ouve, O que tudo vê. Quão estranho é que eles não distingam o confiável do traiçoeiro!
Houvesse por bem Sua Majestade o Xá da Pérsia – possa Deus perpetuar sua soberania – inquirir os cônsules do honrado governo persa que estiveram neste país, familiarizar-se-ia com as atividades e o comportamento deste injuriado. Em suma, eles incitaram muitos, tais como Akhtar e outros, e se ocupam eles mesmos em espalhar calúnias. Está claro e vidente que irão cercar com suas espadas de ódio e seus dardos de inimizade aquele que sabem ser um proscrito entre os homens e ter sido banido de um país a outro. Esta não é a primeira vez que tal iniqüidade foi perpretrada, nem o primeiro cálice a ser lançado ao chão, nem o primeiro véu a ser rompido ao meio no caminho de Deus, o Senhor dos mundos. Este Injuriado, contudo, permaneceu calmo e silencioso na Maior Prisão, ocupando-se com Seus próprios assuntos e completamente desapegado de tudo o mais exceto Deus. A iniqüidade tornou-se tão séria que as penas do mundo são incapazes de registrá-la.
A esse respeito, torna-se necessário mencionar a seguinte ocorrência, para que os homens possam agarrar-se firmemente à corda da justiça e da honestidade. O Hadji Xeique Muhammad ‘Ali – esteja sobre ele a glória de Deus, o Eterno – era um mercador de alta reputação, bem conhecido da maioria dos habitantes da Maior Cidade (Constantinopla). Há não muito tempo, quando a Embaixada Persa em Constantinopla envolvia-se secretamente em instigar a discórdia, foi notado que esta alma crente e sincera estava grandemente perturbada. Finalmente, uma noite ele atirou-se ao mar, mas foi resgatado por alguns passantes que o acaso fez chegar até ali naquele momento. Seu ato foi amplamente comentado e recebeu variadas interpretações por diferentes pessoas. Seguindo-se a isso, uma noite ele dirigiu-se a uma mesquita e, como relatou o guardião do local, manteve vigília a noite toda e ocupou-se até a manhã, oferecendo, ardentemente e com olhos lacrimosos, suas preces e súplicas. Ao ouvi-lo interromper de súbito suas devoções, o guardião foi até ele e descobriu que já havia entregue sua alma. Uma garrafa vazia foi encontrada ao seu lado, indicando que ele se envenenara. Em suma, o guardião, embora grandemente espantado , deu a notícia às pessoas. Descobriu-se que ele deixara dois testamentos. No primeiro, reconhecia e confessava a unidade de Deus, que Seu Ser Excelso não tinha par nem igual e que Sua Essência era excelsa acima de toda prece, toda glorificação e descrição. Também dava testemunho da Revelação dos Profetas e dos santos, e reconhecia o que fora escrito nos Livros de Deus, o Senhor de todos os homens. Em outra página, na qual anotara uma prece, ele escreveu estas palavras em conclusão: “Este servo e os bem-amados de Deus estão perplexos. Por um lado, a Pena do Altíssimo proibiu todos os homens de se envolverem em sedição, contenção ou conflito, e, por outro, que a mesma Pena tenha emitido estas sublimes palavras: ‘Se alguém, na presença da Manifestação, descobrir qualquer má intenção por parte de qualquer alma que seja, não deve opor-se a ela, mas deixá-la a Deus.’ Considerando que por um lado este mandamento obrigatório está clara e firmemente estabelecido, e que por outro lado calúnias, além da força humana para suportar ou tolerar, foram pronunciadas, este servo escolheu cometer este seríssimo pecado. Volto-me suplicantemente para o oceano da generosidade de Deus e o céu da misericórdia Divina, e espero que Ele venha a apagar com a pena de Sua graça e magnanimidade os equívocos deste servo. Embora minhas transgressões sejam muitas, e inumeráveis os meus erros, ainda assim agarro-me tenazmente à corda de Sua generosidade, e aferro-me à borda do manto de Sua generosidade. Deus é testemunha, e aqueles que estão próximos de Seu Portal sabem perfeitamente bem que este servo não poderia suportar ouvir as histórias relatadas pelos pérfidos. Eu, portanto, cometi este ato. Se Ele me castiga, Ele verdadeiramente deve ser louvado por aquilo que faz; e se Ele me perdoa, Sua ordem deve ser obedecida.”
Pondera, agora, ó Xeique, sobre a influência da palavra de Deus, para que possas voltar-te da mão esquerda das vãs fantasias para a mão direita da certeza. Este Injuriado nunca agiu hipocritamente contra ninguém, na Causa de Deus, e em voz alta proclamou a Palavra de Deus ante a face de Suas criaturas. Quem assim preferir, que se volte para Ela, e quem assim o desejar, que d’Ela se afaste . Se estas coisas, contudo, que são tão claras, tão manifestas e indubitáveis, são negadas, o que mais pode ser julgado aceitável e digno de fé na visão dos homens de discernimento? Suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja – para que perdoe a pessoa acima mencionada (Hadji Xeique Muhammad-‘Alí) e transforme suas más ações em bons atos. Ele, verdadeiramente, é o Todo-Poderoso, o Forte, a Suma Generosidade.
Tais foram as coisas surgidas nesta Revelação que, aos expoentes da ciência e conhecimento ou às manifestações da justiça e eqüidade, não resta outro recurso senão o de reconhecê-las. Incumbe a ti, neste dia, erguer-te poder celestial e dissipar, com a ajuda do conhecimento, as dúvidas dos povos do mundo, a fim de que todos os homens possam ser purificados e dirigir seus passos na direção deste Maior Oceano e agarrar-se àquilo que Deus predeterminou.
Todo aquele que se afastou de Mim apegou-se às suas próprias palavras vãs e com isso expressou suas objeções Àquele que é a Verdade. Deus Misericordioso! As referências que foram feitas à Divindade e Deidade pelos santos e eleitos de Deus tornaram-se motivo de negação e repúdio. O Imame Sádiq disse: “Servidão é uma substância, cuja essência é a Divindade.” O Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) assim respondeu a um árabe que lhe perguntara sobre a alma: “ A terceira é a alma, que é divina e celestial. Ela é uma energia divina, uma substância, elementar e auto-subsistente.” E depois Ele – que a paz esteja Consigo – disse: “Ela é, portanto, a Mais Sublime Essência de Deus, a Árvore das Bênçãos, a Árvore Celestial além da qual não há passagem, o Jardim do Repouso.” O Imame Sádiq havia dito: “Quando nosso Qá’im erguer-se, a terra brilhará com a luz de seu Senhor.” Do mesmo modo, uma extensa tradição a Abí-‘ Abdi’lláh – que a paz esteja com ele – na qual estas sublimes palavras são encontradas: “E então Ele, que é o Julgador – excelso e glorificado seja – descerá das nuvens com os anjos.” E no poderoso Alcorão: “O que podem esses esperar senão que Deus desça até eles envolto em nuvens?” E na tradição de Mufaddal, diz-se: “O Qá’im apoiará Suas costas contra o Santuário, estenderá Sua mão, e eis que ela será branca como a neve mas ilesa. E Ele dirá: ‘Esta é a mão de Deus, a mão direita de Deus, que vem de Deus, por ordem de Deus!’” Qualquer que seja o modo pelo qual estas tradições são interpretadas, desse mesmo modo interpretou também aquilo que a Pena Mais Sublime enunciou. O Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) disse: “Eu sou Aquele que não pode ser nomeado nem descrito.” E do mesmo modo Ele disse: “Por fora sou um Imame; por dentro, sou o Invisível, o Incognoscível.” Abú-Ja’fari-Túsí disse: Eu disse a Abí’Abdi’lláh: ‘Tu és o Caminho mencionado no Livro de Deus, e tu és o Tributo, e tu és a Peregrinação.’ Ele respondeu: ‘Ó homem! Nós somos o Caminho mencionado no Livro de Deus – excelso e glorificado seja Ele – e Nós somos o Tributo, e Nós somos o Jejum, e Nós somos a Peregrinação, e Nós somos o Mês Sagrado, e Nós somos a Cidade Santa e Nós somos a Kaaba de Deus, e Nós somos o Qiblih de Deus, e Nós somos a Face de Deus.’ “Jábir disse que Abú-Já’far – que a paz esteja com ele – falou-lhe o seguinte: ”Ó Jábir! Dá ouvidos ao Bayán (Exposição) e aos Ma’ání (Significados).” E – que a paz esteja com ele – acrescentou: “Quanto ao Bayán, ele consiste em teu reconhecimento de Deus – glorificado seja Ele – como Aquele que não tem igual, em tua adoração d’Ele e em tua recusa de criar sócios para Ele. Quanto aos Ma’ání, Nós somos seu significado, e seu lado, e sua mão, e sua língua, e sua causa, e seu comando, e seu conhecimento, e seu direito. Se Nós desejamos algo, é Deus quem o deseja, e Ele deseja aquilo que Nós desejamos.” Além disso, o Comendador dos Crentes (Imame ‘Alí) – que a paz esteja com ele – disse: “Como posso adorar um Senhor a quem não vi?” E, em outro contexto, ele diz: “Coisa alguma percebi sem ter percebido Deus dentro dela, Deus antes dela ou Deus depois dela.”
Ó Xeique! Pondera sobre as coisas que foram mencionadas, para talvez poderes beber do Vinho Lacrado através do poder do nome d’Aquele que é o Auto-Subsistente, e obteres aquilo que ninguém é capaz de compreender. Prepara-te para a ação e dirige-te ao Mais Sublime Reino, a fim de porventura poderes perceber, à medida que eles descem até Mim, os sopros da Revelação e da inspiração, e chegares até eles. Verdadeiramente, Eu digo: A Causa de Deus nunca teve, nem os tem agora, qualquer par ou igual. Rompe os véus das vãs fantasias. Ele, em verdade, fortalecer-te-á e te ajudará, como sinal de Sua graça. Ele, verdadeiramente, é o Forte, o Todo-Dominador, o Todo-Poderoso. Enquanto ainda há tempo, enquanto a abençoada Árvore Celestial ainda clama entre os homens, não consintas em ver-te privado. Depõe tua fé em Deus e a Ele entrega teus assuntos, e entra então na Maior Prisão, para que possas ouvir o que ouvido algum jamais ouviu e contemplar o que olho algum jamais contemplou. Após tal exposição, poderá ainda qualquer espaço para a dúvida? Não, por Deus, que observa Sua Causa! Em verdade Eu digo: Neste dia, as abençoadas palavras ”Mas Ele é o Apóstolo de Deus e o Selo dos Profetas” encontraram sua consumação no verso “O dia em que a humanidade se colocará ante o Senhor dos mundos.” Rende graças a Deus por tão grande generosidade.
Ó Xeique! As brisas da Revelação não podem nunca ser confundidas com outras brisas. Agora a Árvore Celestial, além da qual não há passagem, está carregada de incontáveis frutos ante tua face; não te enodoes com vãs fantasias, como fizeram os povos no passado. Estas palavras, em si mesmas, proclama a verdadeira natureza da Fé de Deus. Ele é Quem dá testemunho de todas as coisas. Para demonstrar a verdade de Sua Revelação, Ele nunca dependeu, nem depende agora, de ninguém mais. Cerca de cem volumes de luminosos versos e palavras perspícuas já foram enviados do céu da vontade d’Aquele que é o Revelador dos sinais, e a todos estão disponíveis. Cabe a ti dirigir-te para o Objetivo Último, o Fim Supremo, o Ápice Mais Sublime, para poderes ouvir e contemplar aquilo que foi revelado por Deus, o Senhor dos mundos.
Pondera um instante sobre os versos referentes à Divina Presença, que foram desvelados no Alcorão por Aquele que é o Senhor do reino dos nomes, para poderes descobrir o Caminho Reto e te tornares um instrumento para a orientação de Suas criaturas. Alguém como tu precisa, neste dia, erguer-se para servir esta Causa. A humilhação deste Injuriado, bem como tua glória, devem ambas desaparecer. Esforça-te para praticar um ato cuja fragrância nunca se desvanecerá da terra. A respeito da Divina Presença, tem sido desvelado aquilo que nenhum negador foi, ou é, agora, capaz de refutar ou repudiar. Ele – abençoado e excelso seja – diz: “Foi Deus quem erigiu os céus sem pilares que possas contemplar; então subiu a Seu trono e impôs leis ao sol e à lua: cada qual rumaria para a meta que lhe fora designada. Ele ordenou todas as coisas. Ele torna claros Seus sinais, para que vós possais Ter firme fé na Presença de Teu Senhor.” Ele diz também: “Para aquele que espera alcançar a Presença de Deus, o tempo estabelecido por Deus certamente chegará. E Ele é O que ouve, O que sabe.” E ainda Ele – excelso seja – diz: “Quanto aos que não acreditam nos sinais de Deus ou que jamais chegarão à Sua Presença, esses se desesperarão de Minha Mercê e por eles espera um penoso castigo.” E do mesmo modo Ele diz: “E eles dizem, ‘Quê ! quando tivermos sido sepultados sob a terra, tornarmos-emos uma nova criação?’ Sim, eles negam que alçarão a Presença de seu Senhor.” E do mesmo modo Ele diz: “Eles realmente duvidam da Presença de seu Senhor. Ele, veramente, eclipsa todas as coisas.” E do mesmo modo Ele diz: “Verdadeiramente, aqueles que não esperam alcançar Nossa Presença e encontraram satisfação na vida deste mundo, e nele repousam, e que são desatentos aos Nossos sinais – desses, a morada é o fogo, em recompensa de seus atos!” E do mesmo modo Ele diz: “Mas quando Nossos sinais claros lhes são recitados, aqueles que não esperam alcançar Nossa Presença dizem: ‘Tratai um Alcorão diferente deste, ou fazei nele alguma mudança.’ Dize: Não cabe a Mim mudá-lo como impelir Minha própria alma. Eu sigo apenas aquilo que Me é revelado: Eu verdadeiramente receio, se rebelar-Me contra Meu Senhor, a punição de um grande dia” E do mesmo modo Ele diz: “Então Nós demos o Livro a Moisés – completo, para que Ele que agisse corretamente, e uma decisão para todos os assuntos, uma orientação, uma mercê, para que eles acreditassem na Presença de seu Senhor.” E do mesmo modo Ele diz: “Eles são os que não acreditam nos sinais do Senhor ou que jamais chegarão à Sua Presença. Vãs, portanto, são suas obras; e peso algum Nós lhes daremos no Dia da Ressurreição. Esta será sua recompensa – o Inferno. Porque eles foram descrentes e trataram com escárnio Meus sinais e Meus Apóstolos.” E do mesmo modo Ele diz: “Chegou até vós a história de Moisés? Quando Ele viu um fogo e disse à Sua família, ‘Permanecei aqui, pois Eu percebo um fogo; talvez dele vos possa trazer um tição, ou encontrar no fogo um guia.” E quando chegou até o fogo, Ele foi chamado: ‘Ó Moisés! Verdadeiramente Eu sou Teu Senhor; tira portanto, Tuas sandálias, pois está no vale sagrado de Towa. E Eu Te escolhi: dá ouvidos, então ao que te será revelado. Verdadeiramente, Eu sou Deus, não há outro Deus além de Mim, Portanto, adora-Me.’ “E do mesmo modo Ele diz: “Eles não consideram, em seu íntimo, que Deus somente criou os céus e a terra, e tudo o que existe entres eles, com um objetivo sério e por um período determinado? Mas realmente a maioria dos homens não acredita que alcançará a Presença de seu Senhor.” E do mesmo modo Ele diz: “Quê! Eles não pensaram que voltarão a ser erguidos para o Grande Dia, o Dia em que a humanidade se postará ante o Senhor dos mundos?” E do mesmo modo Ele diz: ”Nós outrora demos o Livro a Moisés. Não tenhais nenhuma dúvida de que Ele alcançou Nossa Presença.” E Ele diz: “Sim! Mas quando a terra tiver sido totalmente destruída, arrasada e devastada, e tiver vindo o Senhor com Seus anjos, fileira após fileira.” E do mesmo modo Ele diz: “De bom grado teriam eles extinguido a luz de Deus com suas bocas! Mas embora os infiéis a odeiem, Deus aperfeiçoará Sua luz!” E do mesmo modo Ele diz: “E quando Moisés cumpria o prazo e viajava com Sua família, Ele percebeu um fogo na encosta da montanha. Ele disse à Sua família: ‘Esperai, pois Eu percebo um fogo e talvez dele vos possa trazer notícias ou um tição para aquecer-vos.’ E quando Ele subiu até o fogo, uma Voz clamou-Lhe da Sarça, à direita do Vale, no Local sagrado: ‘Ó Moisés, eu verdadeiramente sou Deus, o Senhor dos mundos!’”
Em todos os Livros Divinos, a promessa da Divina presença foi explicitamente registrada. Por essa Presença entende-se a Presença d’Aquele que é o Alvorecer dos sinais, a Aurora das provas claras, a Manifestação dos Excelentes Nomes e a Fonte dos atributos do verdadeiro Deus, excelsa seja Sua glória. Deus, em Sua Essência e em Seu próprio Ser, sempre foi invisível, inacessível e incognoscível. Por Presença, portanto, entende-se a Presença d’Aquele que é Seu Representante entre os homens. Ele, além disso, nunca teve, nem o tem agora, nenhum par ou semelhante. Pois, Ele ter algum par ou semelhante, como se poderia então demonstrar que Seu ser está exaltado acima de toda comparação e igualdade, e Sua essência santificada de toda comparação e igualdade? Em suma, foi revelado no Kitáb-i-Íqán (Livro da Certeza), a respeito da presença e Revelação de Deus, o que irá bastar àquele de mente imparcial. Nós Lhe suplicamos – excelso seja Ele – para ajudar cada um a tornar-se a essência da verdade e aproximar-se d’Ele. Ele, veramente, é o Senhor de fortaleza e poder. Nenhum Deus há senão Ele, O que tudo ouve, o Senhor da Elocução, o Todo-Poderoso, o Todo-Louvado.
Ó tu que és renomado por tua erudição! Ordena aos homens que façam aquilo que é digno de louvor, e não sejam dos que se retardam. Observa com olhos atentos. O Sol da Verdade brilha resplandecente, ao comando do Senhor do reino da elocução e Rei dos céus do conhecimento, acima do horizonte da cidade prisão de ‘Akká. O repúdio não o velou, e dez mil hostes dispostas contra ele mostraram-se incapazes de impedi-lo de brilhar. Tu não podes mais excusar-te. Ou tu reconheces, ou – Deus não o permita! – te ergues e negas todos os Profetas!
Reflete, ó Xeique, sobre a seita xiita. Quantos não foram os edifícios que eles erigiram com as mãos das vãs fantasias e imaginações ociosas, e quão numerosas as cidades que contribuíram! Por fim, essas imaginações converteram-se em projéteis e visaram Aquele que é o Príncipe do mundo. Nem uma única alma dentre os líderes daquela seita O reconheceu no Dia de Sua Revelação! Sempre que Seu abençoado nome era mencionado, todos diziam: “Possa Deus apressar a alegria que Sua vinda irá trazer!” No dia da Revelação daquele Sol da Verdade, contudo, todos eles, como se observou, exclamaram: “Possa Deus apressar Seu castigo!” Afastaram Aquele que era a Essência do ser e o Senhor do visível e do invisível, e cometeram atos que fizeram soluçar a Epístola e gemer a Pena, irromper o grito dos sinceros e rolar as lágrimas dos eleitos.
Medita, ó Xeique, e sê justo naquilo que dizes. Os seguidores de Shaykh-i-Ahsá’í (Xeique Ahmad) compreenderam, com a ajuda de Deus, aquilo que estava velado à compreensão dos outros, e de que estes permaneceram privados. Em suma, em toda época e século surgiram divergências nos dias da manifestação dos Alvoreceres da Revelação e Ponto da Aurora da inspiração e Repositórios do Conhecimento Divino, divergências essas que foram causadas e provocadas por almas mentirosas e ímpias. Estendemo-nos sobre o assunto não é permissível. Tu próprio conheces melhor e estás mais familiarizado com as vãs fantasias dos supersticiosos e as fúteis imaginações dos que duvidam.
Neste dia, este Injustiçado pede a ti e aos outros teólogos que beberam da taça do conhecimento de Deus e estão iluminados pelas brilhantes palavras do Sol da Justiça, que indiquem alguma pessoa, sem informar a ninguém, e a enviarem para essas regiões e lhe permitam permanecer algum tempo na ilha de Chipre e associar-se a Mirzá Yahyá, a fim de que tal pessoa possa conscientizar-se dos princípios fundamentais desta Fé e da fonte das leis e mandamentos Divinos.
Se ponderasses um pouco, irias dar testemunho da sabedoria, do poder e da sabedoria de Deus, excelsa seja Sua glória. Os poucos que não estavam cientes desta Causa e não Nos conheceram, falaram de tal maneira que todas as coisas, bem como as almas convictas e agradáveis a Deus e em Seu deleite, testemunharam a impostura daqueles desatentos. Se te esforçasses agora, a verdade desta Causa ficaria evidente para a humanidade e as pessoas seriam libertadas desta penosa e opressiva escuridão. Quem mais senão Bahá pode falar ante a face dos homens, e quem mais senão Ele tem o poder de pronunciar aquilo que Lhe foi ordenado por Deus, o Senhor das Hostes?
Aquele desatento apegou-se agora à prática do Rawdih-khání (o tradicional lamento pelo Imame Husayn). Ele – Eu juro por Deus – está em erro evidente. Pois é a crença deste povo que durante a Revelação do Qá’im, os Imames – esteja a paz de Deus sobre eles – ergueram-se de seus sepulcros. Esta é de fato a verdade, e nenhuma dúvida há sobre ela. Suplicamos a Deus que conceda aos supersticiosos uma porção das águas vivificadoras da certeza, que fluem da fonte da Mais Sublime Pena, para que todos possam alcançar aquilo que convém a estes dias.
Ó Xeique! Embora rodeado de tribulações, este Injustiçado ocupa-se em assentar estas palavras. De todo lado a chama da opressão e da tirania pode ser discernida. Por um lado, notícias chegaram a Nós de que Nossos bem-amados foram presos na terra de Tá (Teerã) e isso embora o sol, a lua, a terra e o mar dêem testemunho de que este povo está adornado com o ornamento da fidelidade e afeito, hoje e sempre, apenas e tão-somente ao que pode assegurar a exaltação do governo e a manutenção da ordem no seio da nação, e a tranqüilidade do povo.
Ó Xeique! Repetidas vezes Nós afirmamos que durante vários anos estendemos Nossa ajuda a Sua Majestade o Xá. Durante anos, nenhum incidente desafortunado ocorreu na Pérsia. As rédeas dos fomentadores da sedição entre as várias seitas estavam firmemente presas nas mãos do poder. Ninguém transgrediu seus próprios limites. Por Deus! Este povo nunca foi, nem o é agora, inclinado à maldade. Seus corações são iluminados com a luz do temor a Deus e adornados com o ornamento de Seu amor. A preocupação deles sempre foi, e é agora, o aprimoramento do mundo. O propósito deles é obliterar as diferenças e extinguir a chama do ódio e da inimizade, de modo que toda a terra possa vir a ser vista como um só país.
Por outro lado, os funcionários da Embaixada Persa na Grande Cidade (Constantinopla) buscam com energia e constância exterminar estes injuriados. Uma coisa desejam eles, e Deus deseja outra. Considera agora o que ocorreu aos fidedignos de Deus em todas as terras. Num momento, foram acusados de roubo e furto; noutro, foram caluniados de uma maneira sem paralelo neste mundo. Responde com imparcialidade. Quais poderiam ser os resultados e conseqüências, em países estrangeiros, da acusação de roubo levantada pela Embaixada Persa contra seus próprios súditos? Se este Injuriado envergonhou-Se, não foi por causa da humilhação que ela trouxe a este servo, mas sim por causa da vergonha de ver os embaixadores de países estrangeiros se aperceberem de quão incompetentes e falhos de entendimento são vários eminentes funcionários da Embaixada Persa. “Lança tuas calúnias à face d’Aquele de quem o Deus único e verdadeiro fez os Guardiões dos tesouros de Sua sétima esfera?” Em suma, ao invés de buscarem, como deviam, através d’Aquele que ocupa esta sublime posição, alcançar os mais excelsos graus e obter Seu conselho, eles se esforçaram e estão se empenhando ao máximo em extinguir Sua luz. Contudo, de acordo com o que foi relatado, Sua Excelência o Embaixador Mu’ínu’l-Mulk, Mírzá Muhsin Khán - possa Deus ajudá-lo – estava naquela época ausente de Constantinopla. Tais coisas ocorreram porque acreditava-se que Sua Majestade o Xá da Pérsia – possa o Todo-Misericordioso ajudá-lo – estava enfurecido com aqueles que haviam alcançado e circundavam o Santuário da Sabedoria. Deus bem o sabe e dá testemunho de que este injuriado, em todos os tempos, agarrou-se firmemente a tudo o que conduziria à glória tanto do governo como do povo. Deus, em verdade, é Testemunha suficiente.
Descrevendo o povo de Bahá a Mais Sublime Pena assentou estas palavras: “Estes, em verdade, são homens que, se chegados a cidades de ouro puro, não as considerarão; e, encontrando a mais bela e graciosa das mulheres, dela se afastarão.” Assim foi transmitido pela Mais Sublime Pena para o povo de Bahá, por parte d’Aquele que é o Conselheiro, o Onisciente. Nas passagens finais da Epístola a Sua Majestade, o Imperador de Paris (Napoleão III), estas excelsas palavras foram reveladas: “Tu exultas com os tesouros que possuis, sabendo que perecerão? Enalteces-te por reinares sobre um pedaço de terra, quando o mundo todo, na apreciação do povo de Bahá, vale tanto quanto a pupila dos olhos de uma formiga morta? Abandona essas riquezas para aqueles que nelas depositaram suas afeições e volte para Aquele que é o Desejo do mundo.”
Somente Deus – excelsa seja Sua glória – conhece as coisas que sucederam a este Injuriado. Cada dia traz consigo um novo relato de histórias que circulam contra Nós na Embaixada em Constantinopla. Deus Misericordioso! O objeto único de suas maquinações é causar o extermínio deste servo. Eles esquecem, porém, o fato de que a humilhação no caminho de Deus é Minha verdadeira glória. Nos jornais, publicaram o seguinte: “No que diz respeito às negociatas fraudulentas de alguns dos exilados de ‘Akká e aos excessos cometidos por eles contra diversas pessoas etc...” Para aqueles que são os expoentes da justiça e os pontos do alvorecer da eqüidade, a intenção do redator é evidente e claro seu propósito. Em suma, ele intentava infligir-Me tribulações diversas, e tratou-Me com injustiça e crueldade. Por Deus! Este Injuriado não trocaria seu local de exílio pela Mais Sublime Habitação. Na opinião dos homens de discernimento, tudo o que sucede no caminho de Deus é glória manifesta e uma conquista suprema. Nós já dissemos: “Glória a Ti, ó meu Deus! Não fossem as tribulações sofridas em Teu caminho, como poderiam ser reconhecidos aqueles que verdadeiramente Te amam? E não fossem as provações suportadas por amor a Ti, como poderia ser revelada a posição daqueles que por Ti anseiam?
Tal humilhação tem sido infligida que eles, a cada dia, espalham novas calúnias. Este Injustiçado, contudo, mantém-Se em decorosa paciência. Se Sua Majestade o Xá da Pérsia houvesse por bem pedir um relato das coisas que Nos sucederam em Constantinopla, ele ficaria plenamente familiarizado com os verdadeiros fatos. Ó Xá! Eu te suplico por teu Deus, o Deus de Misericórdia, que examines este assunto com os olhos da imparcialidade. Encontrar-se-á um homem justo que possa neste dia julgar de acordo com aquilo que Deus enunciou em Seu Livro? Onde está a pessoa imparcial que irá considerar eqüitativamente o que foi perpretado contra Nós sem quaisquer provas ou sinais claros?
Ó Xeique! Pondera sobre o comportamento dos homens. Os habitantes das cidades de conhecimento e sabedoria estão dolorosamente perplexos, perguntando a si mesmos por que a seita xiita, que se vê como o mais erudito, o mais correto e o mais piedoso de todos os povos do mundo, afastou-se no Dia de Sua Revelação e mostrou uma crueldade tal como nunca antes experimentada. Cabe a ti refletir um instante. Desde o surgimento dessa seita até os dias presentes, quão grande tem sido o número de teólogos que surgiram, nenhum dos quais tornou-se conhecedor da natureza desta Revelação. Qual poderia ter sido a causa dessa obstinação? Fôssemos Nós mencioná-la, seus membros rachar-se-iam. É necessário que eles meditem, meditem durante milhares de anos, a fim de que, por ventura, possam alcançar o orvalho do oceano do conhecimento e descobrissem as coisas das quais estão esquecidos neste dia.
Eu caminhava na Terra de Tá (Teerã) – o alvorecer dos sinais de teu Senhor – quando eis que ouvi o lamento dos púlpitos e a voz de suas súplicas a Deus, abençoado e glorificado seja Ele. Clamavam, dizendo: “Ó Deus do mundo e Senhor das nações! Contemplas nosso estado e a coisas que nos ocorreram devido à crueldade de Teus sevos. Tu nos criaste e nos revelaste para Tua glorificação e louvor. Ouves agora o que os desviados nos proclamam em Teus dias. Por Teu poder! Nossas almas se diluem e nossos membros tremem. Ai de nós, ai de nós! Antes não tivéssemos sido criados e revelados por Ti!”
Os corações daqueles que desfrutam de íntimo acesso a Deus estão por essas palavras, e deles erguem-se os gritos dos que Lhe são devotados. Repetidas vezes, em nome de Deus, Nós admoestamos os eminentes teólogos e os chamamos para o Mais Sublime Horizonte, a fim de que eles eventualmente pudessem, nos dias de Sua Revelação, obter sua porção do oceano da elocução d’Aquele que é o Desejo do mundo e dela não ficarem totalmente privados.
Em grande parte de Nossas Epístolas, esta importantíssima exortação foi transmitida do céu de Sua abrangente misericórdia. Nós dissemos: “Ó assembléia de governantes e teólogos! Inclinai vossos ouvidos à Voz que chama do horizonte de ‘Akká. Em verdade, ela vos ajuda a proceder corretamente e vos aproxima d’Ele, e dirige vossos passos para a posição da qual Deus fez a aurora de Sua Revelação e o Ponto do Alvorecer de Seus esplendores. Ó povos do mundo! Veio Aquele que é o Maior Nome, por parte do Antigo Rei, e anunciou aos homens esta Revelação que jaz oculta em Seu conhecimento e foi preservada no tesouro de Sua proteção, e foi escrita pela Mais Sublime Pena nos Livros de Deus, o Senhor dos Senhores. Ó povo de Shín (Shiraz)! Esquecestes Minha benevolência e Minha misericórdia, que superam todas as coisas criadas e procedem de Deus Aquele que faz curvar-se o pescoço dos homens?”
No Kitáb-i-Aqdas (O Livro Sacratíssimo), o seguinte foi revelado: “Dize: Ó líderes da religião! Não peseis o Livro de Deus com os padrões e ciências correntes entre vós, pois o próprio Livro é a infalível Balança estabelecida entre os homens. Nesta mais perfeita Balança se deve pesar tudo o que os povos e raças da terra possuam, e o peso d’Ela se deve verificar segundo o seu próprio padrão – se apenas o soubéssemos! Os olhos de Minha benevolência pranteiam por vós amargo pranto, porquanto deixastes de reconhecer Aquele a Quem tendes invocado dia e noite, nas auroras e ocasos. Acercai-vos, ó povo, com faces níveas e corações radiantes, do abençoado Lugar carmesim donde a Árvore além da qual não há passagem proclama: ‘Em verdade, não há outro Deus além de Mim, o Protetor Onipotente, O que subsiste por Si Próprio!” Ó líderes da religião na Pérsia! Qual de vós pode rivalizar Comigo em perspicácia ou visão? Onde se encontrará quem se atreva a dizer-se Meu igual em eloqüência ou sabedoria? Não! Por Meu Senhor, o Todo-Misericordioso! Todos na terra hão de perecer, e esta é a face do Teu Senhor, o Onipotente, o Bem-Amado. Decretamos, ó povo, que o objetivo supremo e final de toda a erudição seja o reconhecimento d’Aquele que é o Propósito de todo o conhecimento. Entretanto, vede como permitistes que vossa erudição vos excluísse, qual um véu, d’Aquele que é o Alvorecer desta Luz através de Quem cada coisa oculta se revelou. Dize: Este, verdadeiramente, é o céu no qual o Livro-Mater está entesourado – se apenas compreendêsseis. Ele é Quem fez a Rocha exclamar e a Sarça Ardente erguer a voz sobre o Monte que se ergue acima da Terra Santa, e proclamar: ‘O Reino é de Deus, o Senhor soberano de todos, o Onipotente, o Amoroso!’ Não freqüentamos nenhuma escola nem lemos quaisquer de vossas dissertações. Inclinai ou ouvidos às palavras deste Iletrado, com as quais Ele vos chama a Deus, o Sempiterno. Isso vos é melhor do que todos os tesouros da terra – se apenas o pudésseis compreender. Quem interpreta o que foi anunciado do céu da Revelação e altera o seu significado evidente é, verdadeiramente, dos que deturparam o Verbo Sublime de Deus e, no Livro Lúcido, conta-se entre os perdidos.
E então Nós ouvimos o gemido da verdadeira Fé, e lhe dissemos: “ Por que motivo da verdadeira fé, Eu Te ouço prantear na estação da noite, gemer durante o dia e proferir Tuas lamentações ao nascer do sol?” Ela respondeu: “ Ó Príncipe do mundo, que estás revelado no Mais Sagrado Nome! Os desatentos inutilizaram Tua Camela Branca, fizeram soçobrar Tua Arca Carmesim, e desejaram extinguir Tua Luz e velar a face de Tua Causa. Por este motivo ergueu-se a voz de Minha lamentação , bem como a voz da lamentação de todas as coisas criadas, e , no entanto , a maioria do povo permanece inconsciente”. A verdadeira Fé agarrou-se, neste dia, à barra do manto de Nossa generosidade e circula ao redor de Nossa Pessoa.
Ó Xeique! Entra em Minha presença, para que possas contemplar aquilo que o olho do universo nunca contemplou e ouvir aquilo que o ouvido de toda a criação nunca ouviu, a fim de talvez poderes libertar-te do atoleiro das vãs fantasias e voltares tua face para a Mais Sublime Posição, na qual este Injustiçado clama: “O Reino é de Deus , o Todo-Poderoso, o Todo-Louvado!” Nós de bom grado esperamos que através de teus esforços, as asas dos homens possam ser purificadas da lama do egoísmo e desejo, e tornarem-se dignas de voar a atmosfera do amor de Deus. Asas salpicadas de lama não conseguem alçar vôo. Disso dão testemunho àqueles que são os expoentes da justiça e eqüidade, e o povo, contudo, está em dúvida evidente.
Ó Xeique! Protestos foram proferidos contra Nós de todos os lados – protestos tais que Nossa pena implora perdão por assentá-los .Todavia, graças à Nossa grande misericórdia, Nós respondemos a eles, de acordo com o entendimento dos homens, para que talvez possam libertar-se do fogo da negação e da recusa, e se iluminarem com a luz da afirmação e da aceitação. A eqüidade é raramente encontrada, e a justiça deixou de existir.
Entre outros, estes versos perspícuos foram transmitidos, em resposta a certos indivíduos, do Reino do Divino conhecimento: “ Ó tu que volveste tua face para os esplendores de Meu Semblante! Dúbias fantasias cercaram os habitantes da terra e os impediram de se dirigirem ao Horizonte da Certeza e à sua luminosidade, às suas manifestações e às suas luzes. Vãs imaginações os excluíram d’Aquele que Subsiste por Si Próprio. Falam como se fossem impelidos por seus próprios caprichos, e não compreendem. Em seu meio se encontram aqueles que perguntaram: ‘Foram enviados os versículos?’ Dize: ‘Sim, por Aquele que é o Senhor dos céus!’ ‘Chegou a Hora?’ “ Mais que isso; ela já passou, por Aquele que é o Revelador dos sinais claros! Verdadeiramente, veio o Inevitável, e Ele, o Verdadeiro, apareceu com prova e testemunho. A Planície é revelada, e a humanidade está lastimavelmente aflita e receosa. Terremotos irromperam e as tribos lamentaram, por temor a Deus, o Senhor da Fortaleza, o Predominante. ‘Dize: ‘Ergueu-se o atordoante toque de clarim e o Dia é de Deus, o Uno, o Irrestrito.’ ‘Ocorreu a Catástrofe?’ Dize: ‘Sim, pelo Senhor dos Senhores.’ ‘Veio a Ressurreição?’ ‘Mais que isso; Aquele que é o Subsistente por Si Próprio apareceu com o Reino de Seus sinais.’ ‘Vês tu homens caídos?’ ‘Sim, por meu Senhor, o Excelso, o Altíssimo!’ ‘Foram desenraizados os troncos das árvores?’ “Sim, e ainda mais; as montanhas desfizeram-se em pó; por Ele, o Senhor dos atributos!’ Perguntaram: ‘Onde é o Paraíso, e onde o inferno?’ Dize: ‘Um é a reunião Comigo; o outro, teu próprio ser, ó tu que cria sócios para Deus, ó tu que duvidas!’ Comentam: ‘Não vemos a Balança.’ Dize: ‘Certamente, por meu Senhor, o Deus de Misericórdia! Ninguém a pode ver, senão os dotados de percepção.’ ‘Caíram as estrelas?’ Dize: ‘Sim, quando Aquele que Subsiste por Si Próprio habitava na Terra do mistério (Adrianópolis). Atentai, ó vós que sois dotados de discernimento!’ Apareceram todos os sinais quando retiramos a Mão do Poder do centro da majestade e grandeza. Verdadeiramente, o Conclamador proclamou, quando veio o tempo prometido, e aqueles que reconheceram os esplendores do Sinai desfaleceram no deserto da hesitação, ante a temível majestade de teu Senhor, o Senhor da criação. A trombeta pergunta: ‘O Clarim já soou?’ Dize: ‘Sim, pelo Rei da Revelação! Quando Ele ascendeu ao trono de Seu Nome, o Todo-Misericordioso.’ As trevas foram afugentadas pelos alvoreceres da misericórdia de teu Senhor, a Fonte de toda a luz. Soprou a brisa do Todo-Misericordioso e as almas se vivificaram nos túmulos de seus corpos. Assim foi cumprido o decreto por Deus, o Poderoso, o Benéfico. Os que se haviam desviado perguntaram: ‘Quando os céus se romperam?’ Dize: ‘Quando jazíeis nas sepulturas da desobediência e do erro.’ Entre os desatentos está aquele que esfrega os olhos e mira à direita e à esquerda. Dize: ‘És cego. Não tens refúgio para onde possas fugir.’ E entre eles há um que pergunta: ‘Congregaram-se os homens?’ Dize: ‘Sim, por Meu Senhor! Enquanto tu jazias no berço das vãs fantasias.’ E entre eles está o que pergunta: ‘Transmitiu-se descer o Livro através do poder da verdadeira Fé?’ Dize: ‘A verdadeira Fé está atônita. Temei, ó homens de coração compreensivo.’ E entre eles há o que pergunta: ‘Fui reunido aos outros, às cegas?’ Dize: ‘Sim, por Aquele que cavalga as nuvens!’ O Paraíso está adornado de rosas místicas, e o inferno tornou-se ardente com o fogo dos ímpios. Dize: ‘A luz brilhou do horizonte da Revelação e toda a terra iluminou-se com a vinda d’Aquele que é o Senhor do Dia do Convênio!’ Os que duvidaram pereceram, enquanto prosperava aquele que se voltou, guiado pela luz da convicção, para a Aurora da Certeza. Bem-aventurado és tu, que em Mim fixaste teu olhar, por esta Epístola que se fez descer para ti – uma Epístola que fez elevarem-se as almas dos homens. Tu a deves memorizar e recitar. Por Minha vida! Ela é uma porta para a misericórdia de teu Senhor. Feliz quem a recita ao anoitecer e ao alvorecer. Nós, em verdade, ouvimos teu louvor a esta Causa, através da qual foi esmagada a montanha do conhecimento, e vacilaram os pés dos homens. Que Minha Glória esteja sobre ti e sobre todo aquele que se tenha voltado para o Onipotente, o Todo-Generoso. Terminou a Epístola, mas o tema não se esgotou. Sê paciente, pois teu Senhor é paciente.”
Estes são versículos que enunciaram anteriomente, logo após Nossa chegada à cidade-prisão de ‘Akká, e Nós os enviamos a ti para que possas estar ciente daquilo que as línguas mentirosas falaram quando Nossa Causa chegou-lhes com poder e soberania. Tremeram os alicerces das vãs fantasias e rompeu-se o céu das imaginações ociosas, mas, ainda assim, o povo está em dúvida e discorda d’Ele. Negaram o testemunho de Deus e Sua prova, após Ele ter vindo do céu de poder com o reino de Seus sinais. Rejeitaram o que lhes foi prescrito, e perpetraram o que o Livro lhes proibia. Abandonaram seu Deus e agarraram-se a seus desejos. Eles realmente se desviaram e estão em erro. Lêem os versos e os negam. Contemplam os sinais claros e se afastam. Estão realmente perdidos em estranha dúvida.
Nós advertimos Nossos bem-amados para temerem a Deus um temor que é o manancial de todos os bons atos e virtudes. Ele é o comandante das hostes da justiça na cidade de Bahá. Feliz o homem que se opôs à sombra de seu luminoso estandarte, e a ele agarrou-se firmemente. Esse, em verdade, está entre os Companheiros da Arca Carmesim, que foi mencionada no Qayyúmu’l-Asmá.
Dize: Ó povo de Deus! Adornai vossa fronte com o ornamento da fidedignidade e da devoção. Ajudai, então, vosso Senhor com as hostes dos bons atos e um caráter digno de louvor. Nós vos proibimos a dissensão e o conflito, em Meus Livros, em Minhas Escrituras, em Meus Pergaminhos e em Minhas Epístolas, e com isso nada mais desejamos do que vossa elevação e progresso. Disso dão testemunho os céus com suas estrelas, o sol com seu esplendor, as árvores com suas folhas, os oceanos com suas ondas, e a terra com seus tesouros. Pedimos a Deus que assista Seus bem-amados, e os ajude naquilo que lhes convém nesta abençoada, poderosa e extraordinária posição.
Além disso, em outra Epístola, Nós dissemos: “Ó tu que fixaste teu olhar sobre Minhas feições! Adverti os homens para que temam a Deus. Por Deus! Este temor é o principal comandante do exército de teu Senhor. Suas hostes são um caráter louvável e os bons atos. Através dele abriram-se as cidades do coração dos homens, ao longo das eras e séculos, e os estandartes da ascendência e do triunfo ergueram-se acima de todos os outros estandartes.”
“Nós te mencionaremos agora a Fidedignidade e sua posição na estima de Deus, teu Senhor, o Senhor do Trono Poderoso. Em um dia dos dias, dirigimo-Nos a Nossa Ilha Verde. Ao lá chegarmos, Nós contemplamos o fluir de seus regatos, suas árvores luxuriantes e a luz do sol brincando em seu meio. Volvendo Nossa face à direita, Nós contemplamos aquilo que a pena é incapaz de descrever; nem pode ela relatar aquilo que os olhos do Senhor da Humanidade testemunharam naquele Lugar mais santificado, mais sublime, mais abençoado, mais excelso. Voltando-Nos então para a esquerda, lançamos o olhar sobre uma das Belezas do Mais Sublime Paraíso, que, num pilar de luz, bradava: ‘Ó habitantes da terra e do céu! Contemplai Minha beleza, Meu brilho, Minha revelação, Meu resplendor. Por Deus, o Verdadeiro! Eu sou a Fidedignidade, e sua revelação, e sua beleza. Eu recompensarei todo aquele que se apegar a Mim e reconhecer Meu posto e posição, e firmar-se à orla de Meu manto. Eu sou o maior ornamento do povo de Bahá, e a vestimenta de glória para todos os que estão no reino da criação. Eu sou o supremo instrumento para a prosperidade do mundo, e o horizonte da certeza para todos os seres.’ Assim Nós enviamos para vós aquilo que atrairá os homens para junto do Senhor da criação.”
Este Injustiçado tem, em todos os tempos, convocado os povos do mundo para aquilo que os elevará e os atrairá para junto de Deus. Do Mais Sublime Horizonte irradiou-se aquilo que não deixará a ninguém espaço para vacilação, repúdio ou negação. Os desviados, contudo, deixaram de beneficiar-se; não, só lhes aumentará sua perda.
Ó Xeique! Incumbe aos teólogos unirem-se com Sua Majestade o Xá – possa Deus assisti-lo – e se conservarem fiéis, dia e noite, àquilo que exaltará a posição tanto do governo como da nação. Este povo está assiduamente ocupado em iluminar as almas dos homens e restaurar sua condição. Disso dá testemunho aquilo que foi transmitido pela Mais Sublime Pena nesta lúcida Epístola. Quão freqüentemente as coisas têm sido simples e fáceis de realizar, e, ainda assim, a maioria dos homens têm se mostrado desatentos e se ocupado com aquilo que desperdiça seu tempo!
Um dia, quando em Constantinopla, Kamál Páshá visitou este Injustiçado. Nossa conversa voltou-se para tópicos benéficos ao homem. Ele disse ter diversas línguas. Em resposta, Nós observamos: “Desperdiçaste tua vida. Convém a ti e aos outros funcionários do governo promover uma reunião e escolher uma dentre as diversas línguas, bem como uma das escritas existentes, ou senão criar uma nova língua e uma nova escrita para serem ensinadas às crianças nas escolas de todo o mundo. Deste modo, as crianças estariam aprendendo apenas duas línguas, uma sua própria língua nativa, e a outra, a língua na qual todos os povos do mundo conversariam. Caso os homens aderissem firmemente àquilo que tem sido mencionado, toda a terra viria a ser vista como um só país, e os povos seriam desobrigados e libertados da necessidade de aprender e ensinar diferentes idiomas.” Quando em Nossa presença, ele aquiesceu e até mesmo demonstrou grande alegria e completa satisfação. Nós então lhe dissemos para submeter este assunto aos funcionários e ministros do governo, a fim de que pudesse ser posto em prática nos diferentes países. Contudo, apesar de Ter retornado freqüentemente para ver-Nos depois disso, ele nunca mais se referiu ao assunto, muito embora aquilo que foi sugerido conduza à concórdia e à unidade dos povos do mundo.
De bom grado teríamos esperado que o governo persa o adotasse e promovesse. No presente, uma nova língua e uma nova escrita foram inventadas. Se desejares, Nós as comunicaremos a ti. Nosso propósito é que todos os homens sejam fiéis àquilo que irá reduzir o trabalho e esforço desnecessários, de modo que seus dias possam ser convenientemente vividos e encerrados. Deus, em verdade, é o que Auxilia, o que Sabe, o que Ordena, o Onisciente.
Se for a vontade de Deus, a Pérsia poderá conseguir aquilo de que até agora se viu despojada e com ele adornar-se. Dize: “Ó Xá! Esforça-te para que todos os povos do mundo possam iluminar-se com os refulgentes esplendores do sol de tua justiça. Os olhos deste Injustiçado estão voltados apenas e tão-somente para a fidedignidade, a veracidade, a pureza e tudo o que beneficia os homens.” Não O vejas como um traidor. Glorificado és, ó meu Deus, e meu Mestre, e meu Arrimo! Ajuda Sua Majestade o Xá a executar Tuas leis e Teus mandamentos, e a demonstrar Tua justiça entre Teus servos. Tu és, veramente, o Todo-Generoso, o Senhor de graça abundante, o Onipotente, o Todo-Poderoso. A Causa de Deus veio como um sinal de Sua graça. Felizes são aqueles que agem; felizes são aqueles que compreendem; feliz o homem que se agarra à verdade, desapegado de tudo o que existe nos céus e de tudo o que existe na terra.
Ó Xeique! Busca a margem do Maior Oceano e entra, então, na Arca Carmesim que Deus ordenou no Qayyúmu’l-Asmá para o povo de Bahá. Verdadeiramente, ela passa sobre a terra e o mar. Aquele que nela entra está salvo, e quem dela se afasta perece.
Se nela entrares e alcançares, volta tua face para a Kaaba de Deus, o Auxílio no Perigo, o que Subsiste por Si próprio, e dize: “Ó meu Deus! Eu Te suplico por Tua mais gloriosa luz, e todas as Tuas luzes são veramente gloriosas.” E então irão as portas do Reino abrir-se ante tua face e contemplarás aquilo que os olhos nunca contemplaram e ouvirás aquilo que os ouvidos nunca escutaram. Este Injuriado te exorta como já te exortou antes, sem nunca ter para ti desejo outro que o de entrares no oceano da unidade de Deus, o Senhor dos mundos. Este é o dia em que todas as coisas criadas clamam e anunciam aos homens esta Revelação, através da qual surgiu aquilo que estava oculto e preservado no conhecimento de Deus, o Poderoso, o Todo-Louvado.
Ó Xeique! Tu ouviste as doces melodias das Pombas da Elocução chilreando nos ramos da Divina Árvore do conhecimento. Ouve agora, atentamente, as notas dos Pássaros da Sabedoria celebrando no Mais Sublime Paraíso. Eles, de fato, irão familiarizar-se com as coisas das quais eras totalmente inconsciente. Dá ouvidos àquilo que a Língua de Fortaleza e Poder falou nos Livros de Deus, o Desejo de todo coração compreensivo. Neste momento uma Voz ergueu-se da Árvore Divina além da qual não há passagem, no coração do Mais Sublime Paraíso, ordenando-Me relatar a ti o que foi enunciado nos Livros e Epístolas, e as coisas ditas por Meu Precursor, que ofereceu Sua vida por este Grande Anúncio, este Caminho Reto. Ele disse – e Ele realmente fala a verdade: “Eu escrevi em Minha menção d’Ele estas palavras preciosas: ‘Nenhuma alusão Minha pode aludir a Ele, nem coisa alguma mencionada no Bayán.’ “ E mais ainda Ele –excelso e glorificado seja – disse, referindo-Se a esta poderosíssima Revelação, este Grande Anúncio: “Excelso e glorificado é Ele acima do poder de qualquer um de revelá-Lo, exceto Ele mesmo, ou da descrição de quaisquer de Suas criaturas. Eu próprio nada sou senão o primeiro servo a acreditar n’Ele e em Seus Sinais, e a participar dos doces sabores de Suas palavras desde as primícias do paraíso de Seu conhecimento. Sim, por Sua glória! Ele é a Verdade. Não há outro Deus além d’Ele. Tudo se ergueu por Seu comando.” Tais são as palavras cantadas pela Pomba da Verdade nos ramos da Divina Árvore Celestial. Bem-aventurado aquele que deu ouvidos à sua Voz, e sorveu dos oceanos da Divina elocução que repousa oculta em cada uma destas palavras. Noutro contexto, a Voz do Bayán bradou dos mais altos ramos. Ele – abençoado e glorificado seja – disse: “No ano nono, alcançareis todo o bem.” Em outra ocasião, Ele disse: “No ano nono, chegareis à Presença de Deus.” Estas melodias, pronunciadas pelos Pássaros das cidades do Conhecimento, harmonizam-se com o que foi enunciado pelo Todo-Misericordioso no Alcorão. Abençoados são os homens de discernimento; abençoados aqueles que lá chegam.
Ó Xeique! Eu juro por Deus! O Rio da Misericórdia flui, encapela-se o Oceano da Elocução e o Sol da Revelação brilha resplandecente. Com um coração desapegado, o peito dilatado e uma língua verdadeiramente confiável, recita estas sublimes palavras que foram reveladas por Meu Predecessor – o Ponto Primaz. Ele diz – glorificada seja Sua elocução – dirigindo-se ao honrado ‘Azím: “Esta, verdadeiramente, é a coisa que Nós te prometemos, antes do momento em que Nós respondemos ao teu chamado. Espera até que o nove tenha transcorrido do tempo do Bayán. Então exclama: ‘Abençoado, pois, seja Deus, o mais excelente dos Criadores!’ Dize: Este, verdadeiramente, é um Anúncio que ninguém, exceto Deus, compreendeu. Vós, contudo, sereis inconscientes naquele dia.” No ano nono, esta Suprema Revelação ergueu-se e brilhou resplandecente acima do horizonte da Vontade de Deus. Ninguém pode negá-la, salvo aquele que é desatento e duvida. Oramos a Deus para que ajude Seus servos a retornarem a Ele, e pedimos perdão pelas coisas que eles cometeram nesta vida vã. Ele, verdadeiramente, é o Perdoador, o Indulgente, o Todo-Misericordioso. Noutro contexto, Ele disse: “Eu sou o primeiro servo a acreditar n’Ele e em Seus sinais.” Do mesmo modo, no Bayán persa, Ele diz: ‘Ele, em verdade, é Aquele que, sob todas as condições, proclama: ‘Eu verdadeiramente sou Deus!’ “e assim por diante – abençoado e glorificado seja Ele. O que se entende por Divindade e Deidade já foi explicado anteriormente. Nós, em verdade, rompemos os véus e desvendamos aquilo que irá atrair os homens para junto de Deus, Quem faz curvar-se o pescoço dos homens. Feliz o homem que alcançou a justiça e a eqüidade nesta Graça que abrange tudo o que existe nos céus e tudo o que existe na terra, conforme ordenado por Deus, o Senhor dos mundos.
Ó Xeique! Ouve atentamente as melodias do Evangelho com o ouvido da imparcialidade. Ele disse – glorificada seja Sua elocução – profetizando as coisas que estão por vir: “Mas daquele Dia e Hora nada sabe homem algum, não!, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas só o Pai.” Por Pai, neste contexto, entende-se Deus – excelsa seja Sua Glória. Ele, em verdade, é o Verdadeiro Educador, o Mestre Espiritual.
Joel diz: “Sim, o Dia do Senhor é grandioso e temível! Quem o poderá suportar?” Primeiramente, na sublime elocução registrada no Evangelho, Ele disse que ninguém está ciente do tempo da Revelação, que ninguém a conhece exceto Deus, o Sapientíssimo, O que tem conhecimento de tudo. Em segundo lugar, Ele proclama a grandeza da Revelação. Do mesmo modo, no Alcorão Ele diz: ‘O que perguntais uns aos outros? Do Grande Anúncio.” Este é o Anúncio, cuja grandeza foi mencionada na maioria dos Livros de antanho e de tempos mais recentes. Este é o Anúncio que fez tremerem os membros da humanidade, exceto daqueles a quem Deus, o Protetor, o Auxiliador, o Amparo, desejou isentar. Os homens, de fato, testemunharam com seus próprios olhos como todos os homens e todas as coisas foram lançados em confusão e amarga perplexidade, exceto aqueles a quem Deus escolheu isentar.
Ó Xeique! Grande é a Causa, e grande o Anúncio! Com calma e paciência, pondera sobre os sinais resplandecentes e as palavras sublimes, e tudo o que foi revelado nestes dias, para que possas sondar os mistérios que jazem ocultos nos Livros, e possas esforçar-te para guiar Seus servos. Ouve atentamente com teu ouvido interior a Voz de Jeremias, que diz: “Ah, pois grande é o Dia, e não tem igual.” Fosses tu observar com os olhos da imparcialidade, perceberias a grandeza do Dia. Volve teus ouvidos à Voz deste Conselheiro Onissapiente e não consintas em te privares da misericórdia que transcende todas as coisas criadas, visíveis e invisíveis. Ouve o cântico de Davi. Ele diz: “Quem me trará à Cidade Forte?” A Cidade Forte é ‘Akká, que foi chamada a Maior Prisão, e possui uma fortaleza e potentes baluartes.
Ó Xeique! Examina o que falou Isaías em Seu Livro. Ele diz: “Subi a uma alta montanha, para anunciar a boa nova a Sião; elevai com força a voz, para anunciar a boa nova a Jerusalém. Elevai a voz sem receio, dizei às cidades de Judá: ‘Eis Teu Deus! Eis o Senhor Deus que vem com poder, estendendo os braços soberanamente.’” Neste Dia, todos os sinais apareceram. Uma Grande Cidade desceu do céu, e Sião tremeu e exultou de alegria à Revelação de Deus, pois ouviu a Voz de Deus de todos os lados. Neste Dia, Jerusalém alcançou um novo Evangelho, pois no local do sicômoro ergueu-se o cedro. Jerusalém é o local de peregrinação para todos os povos do mundo, e foi chamada Cidade Santa. Junto com Sião e Palestina, todos esses lugares nestas regiões. Por isso foi dito: “Abençoado é o homem que migrou para ‘Akká.”
Amós disse: “O Senhor rugirá de Sião, e trovejará de Jerusalém, os prantos dos pastores estarão de luto, o topo do Carmelo secará.” O Carmelo, no Livro de Deus, foi designado como a Colina de Deus e Seu Vinhedo. É aqui que, pela graça do Senhor da Revelação, o Tabernáculo da Glória foi erguido . Felizes são aqueles que o alcançam; felizes aqueles que volvam o rosto em sua direção. E do mesmo modo Ele diz: “Nosso Deus virá, e Ele não virá em silêncio.”
Ó Xeique! Reflete sobre estas palavras dirigidas a Amós por Aquele que é o Desejo do mundo. Ele diz: “Prepara-te, Israel, para sair ao encontro de teu Deus! Porque aquele que formou os montes e criou o vento, aquele que revela ao homem seus próprios pensamentos, e que muda as manhãs em trevas, e que anda por cima das alturas da terra, o seu nome é o Senhor, o Deus dos Exércitos.” Ele disse que Deus faz das manhãs trevas. Por isso entende-se que se, no tempo da Manifestação d’Aquele que conversou no Sinai, alguém viesse a considerar-se a verdadeira alvorada, seria transformado, pela força e poder de Deus, em escuridão. Esse alguém seria na realidade a falsa alvorada, embora acreditasse ser a verdadeira. Infeliz dele, e infelizes daqueles que o seguem sem um claro sinal vindo de Deus, o Senhor dos mundos.
Isaías disse: “Somente o Senhor será exaltado naquele Dia.” Com relação à grandeza da Revelação, Ele disse: “Entrai na pedra, e escondei-vos no pó, por temor ao Senhor, e pela glória de Sua majestade.” E, noutro contexto, Ele diz: “O ermo e o local solitário se alegrarão por eles; e o deserto se rejubilará e florescerá como a rosa. Florescerá abundantemente e se rejubilará com alegria e cânticos: a glória do Líbano ser-lhes-á dada, o esplendor do Carmelo e de Sharon, verão a glória do Senhor e o esplendor de nosso Deus.”
Estas passagens não carecem de comentário algum. São brilhantes e manifestadas como o sol, claras e luminosas como a própria luz. Toda pessoa de mente imparcial é levada, pela fragrância destas palavras, ao jardim do entendimento e alcança o que está velado e proibido à maioria dos homens. Dize: temei a Deus, ó povo, e não sigais as dúvidas daqueles que bradam em altas vozes, que quebraram o Convênio de Deus e Seu Testamento, e negaram Sua misericórdia que precedeu tudo o que existe nos céu se tudo o que existe na terra.
E do mesmo modo Ele diz: “Diz àqueles cujo coração é temeroso: sede fortes, não temais, contemplai vosso Deus.” Este verso abençoado é uma prova da grandeza da Revelação, e da grandeza da Causa, porquanto o clamor da trombeta precisa necessariamente espalhar a confusão pelo mundo todo, e o medo e o tremor entre todos os homens. Bem-aventurado aquele que foi iluminado com a luz da confiança e do desapego. As tribulações daquele Dia não o retardarão em alarmá-lo-ão. Assim falou a Língua da Elocução, conforme ordenado por Aquele que é o Todo-Misericordioso. Ele, em verdade, é o Forte, o Todo-Poderoso, o Todo-Dominador, o Onipotente. Incube agora aos que são dotados de ouvidos e de olhos que vêem ponderar sobre estas sublimes palavras, em cada uma das quais ocultam-se os oceanos do significado e explicação interiores, a fim de que as palavras pronunciadas por Aquele que é o Senhor da Revelação possam permitir que Seus servos alcancem, com a máxima alegria e esplendor, o Objetivo Supremo e o Mais Sublime Pico – o ponto do alvorecer desta Voz.
Ó Xeique! Se acaso percebesses, mesmo que tão infimamente quanto um buraco da agulha, os sopros de Minha elocução, abandonarias o mundo e tudo o que tão infimamente quanto um buraco da agulha, os sopros de Minha elocução, abandonarias o mundo e tudo o que nele existe, e volverias tua face na direção das luzes do semblante do Desejado. Em suma, nas palavras d’Aquele que é o Espírito (Jesus), jazem ocultas incontáveis significações. A muitas coisas Ele fez referência, mas como não encontrou ninguém que possuísse ouvidos que ouvem e olhos que vêem, Ele optou por ocultar a maioria dessas coisas. Ele chegou mesmo a dizer: “Mas vós não as suportaríeis agora.” Aquele Ponto do Alvorecer da Revelação disse que, naquele Dia, o Prometido revelaria as coisas que estão por vir. É por isso que no Kitáb-i-Aqdas, nas Epístolas aos Reis, no Lawh-i-Ra’ís e no Lawh-i-Fu’ád, a maioria das coisas que se passaram nesta terra foram anunciadas e profetizadas pela Mais Sublime Pena.
No Kitáb-i-Aqdas, o seguinte foi revelado: “Que nada te entristeça, ó Terra do Tá (Teerã), pois Deus te escolheu como a fonte de júbilo para toda a humanidade. Ele, se for Sua Vontade, te haverá de abençoar o trono com alguém que governará com justiça, que reunirá o rebanho de Deus que os lobos dispersaram. Tal governante, com júbilo e contentamento, se volverá ao povo de Bahá e lhe concederá os seus favores. Deveras, para Deus ele é uma jóia entre os homens. Que sobre ele repousem eternamente a glória de Deus e a glória de todos os que habitam no reino da Sua revelação.” Estes versos foram revelados anteriormente. Agora, contudo, o seguinte verso foi enunciado. “Ó Deus, meu Deus! Bahá Te suplica e Te implora, pelas luzes de Teu semblante, pelas vagas do oceano de Tua revelação, pelos radiosos esplendores do Sol de Tua elocução, para que ajudes o Xá a ser justo e eqüitativo. Se for Teu desejo, abençoa, através dele, o trono da autoridade e soberania. Potente és Tu para fazer o que Te apraz. Não existe outro Deus além de Ti, O que ouve, O que está pronto a responder.” “Regozija-te com grande júbilo, ó Terra do Tá (Teerã), porque Deus te fez ser a aurora de Sua luz, pois em ti nasceu a Manifestação de Sua glória. Alegra-te por esse nome que te foi conferido – um nome pelo qual o Sol da graça difundiu seu esplendor e tanto a terra como o céu se iluminaram. E em breve o estado das coisas em teu meio mudará, e as rédeas do poder cairão nas mãos do povo. Verdadeiramente, teu Senhor é o Onisciente. Sua autoridade tudo abrange. Está segura dos generosos favores de Teu Senhor. Eternamente o olhar se Sua benevolência se dirigirá a ti. Aproxima-se o dia no qual a tua agitação se transmutará em paz e serena tranqüilidade. Assim foi decretado no Livro Maravilhoso.”
E do mesmo modo na Lawh-i-Fu’ád, na Epístola ao Rei de Paris (Napoleão III) e em outras Epístolas, foi revelado o que fará toda mente imparcial dar testemunho do poder, majestade e sabedoria de Deus – excelsa seja Sua glória. Se observassem com os olhos da justiça, os homens perceberiam o segredo deste verso abençoado: “E não existe grão no seio da terra escura ou coisa alguma, seca ou verde, que não esteja registrada no Livro evidente”, o compreenderiam. Neste dia, contudo, seu repúdio à verdade impediu-os de compreender aquilo que foi realmente transmitido por Aquele que é o Revelador, o Ancião dos Dias. Deus Misericordioso! Sinais perspícuos apareceram em todo lado, e ainda assim os homens estão, em sua maior parte, privados do privilégio de contemplá-los e compreendê-los. Suplicamos a Deus que conceda Sua ajuda, a fim de que todos os homens possam reconhecer as pérolas que jazem ocultas dentro das conchas do Maior Oceano, e exclamar: “Louvado sejas Tu, ó Deus do mundo!”
Ó assembléia de mentes imparciais! Observai e refleti sobre as vagas do oceano da elocução e conhecimento de Deus, para que possais dar testemunho, com Tua língua interior e Tua língua exterior, de que com Ele está o conhecimento. Ele, em verdade, manifestou o que estava oculto, quando Ele, em Seu retorno, subiu ao trono do Bayán. Tudo aquilo que foi anunciado aconteceu e acontecerá, palavra por palavra, sobre a terra. A ninguém é deixada a possibilidade de afastar-se ou protestar. Como a integridade, porém, está desonrada e oculta, a maioria dos homens fala como que impelida por suas próprias vãs fantasias.
Ó Deus, meu Deus! Não priveis Teus servos de voltarem a face na direção da luz da certeza, a qual despontou acima do horizonte de Tua vontade, e não consintas que eles sejam excluídos, ó meu Deus, dos oceanos de Teus sinais. Eles, ó meu Deus, são Teus servos em Tuas cidades, e Teus escravos em Tuas terras. Se Tu não tiveres misericórdia por eles, quem então irá mostrar-lhes misericórdia? Toma, ó meu Deus, as mãos daqueles que se afogaram no mar das vãs fantasias, e livra-os por Teu poder e soberania. Salva-os, então, com os braços de Tua potência. És poderoso para fazer o que desejas, e em Tua mão direita estão as rédeas de tudo o que existe nos céus e de tudo o que existe na terra.
Do mesmo modo, disse o Ponto Primaz: “Contemplai-O com Seus próprios olhos. Fosseis vós contemplá-Lo com os olhos de outrem, nunca O reconheceríeis e nunca O conheceríeis.” Isto a nada mais se refere do que a esta Suprema Revelação. Bem-aventurados aqueles que julgam com imparcialidade. E igualmente Ele disse: “O embrião de um ano que guarda dentro de si as potencialidades da Revelação que está por vir é dotado de uma potência superior às da forças combinadas de todo o Bayán.” Estas boas novas do Bayán e dos Livros de outrora têm sido repetidamente mencionadas sob diversos nomes em numerosos livros, a fim de que os homens possam julgar eqüitativamente aquilo que se ergueu e brilhou acima do horizonte da vontade de Deus, o Senhor do Trono Poderoso.
Ó Xeique! Dize ao povo do Bayán: “Ponderai sobre estas palavras abençoadas. Ele diz: ‘Todo o Bayán é apenas uma folha entre as folhas de Seu Paraíso.’ Sede justos, ó povo, e não sejais dos que estão contados como perdidos no Livro de Deus, o Senhor dos mundos.” A abençoada Árvore Celestial permanece, neste dia, ante tua face, carregada de frutos celestiais, de frutos novos e maravilhosos. Contempla-a, desapegado de tudo o mais exceto dela. Assim falou a Língua de força e poder neste Lugar que Deus adornou com os passos de Seu Maior Nome e Poderoso Anúncio.
E do mesmo modo, Ele diz: “Antes que nove (anos) tenham se passado desde o surgimento desta Causa, a realidade das coisas criadas não se fará manifesta. Tudo o que vistes até agora nada mais foi que o estágio do embrião úmido até Nós o revestirmos com carne. Sede pacientes, até contemplardes uma nova criação. Dize: ‘Abençoado, portanto, seja Deus, o mais excelente dos Criadores!’” E do mesmo modo Ele disse, referindo-Se ao poder desta Revelação: “ Legítimo é para Aquele a Quem Deus fará manifesto rejeitar quem for grande na terra, pois este é apenas uma criatura em Suas mãos, e todas as coisas O adoram. Após o Hín (68), uma Causa ser-vos-á dada e vireis a conhecê-la.” E também disse Ele: “Sabei com absoluta certeza, e através de decreto firmemente estabelecido e absolutamente irrevogável, que Ele – excelsa seja Sua glória, exaltado seja Seu poder, santificada seja Sua divindade, glorificada seja Sua grandeza e louvados sejam Seus caminhos – faz cada coisa tornar-se conhecida através de seu próprio ser; quem pode então conhecê-lo através de outro que não Ele Próprio?” E ainda mais, Ele diz – excelso e glorificado seja: “Acautelai-vos, acautelai-vos para que nos dias de Sua Revelação o Váhid do Bayán (as dezoito Letras do Vivente) não vos excluam d’Ele como que por um véu, porquanto este Váhid é apenas uma criatura em Seu olhar. E acautelai-vos, acautelai-vos para que as palavras transmitidas no Bayán não vos excluam d’Ele, como que por um véu.” E mais uma vez Ele – excelso seja – diz: “Não O olheis com outros olhos que não os d’Ele Próprio. Pois todo aquele que O olha com Seus olhos, O reconhecerá; caso contrário, será velado d’Ele. Se buscardes Deus e Sua Presença, buscai-O e contemplai-O .” E do mesmo modo Ele diz: “Melhor é para vos recitardes que penas um dos versos d’Aquele a Quem Deus fará manifesto do que registrardes todo o Bayán, pois naquele Dia aquele único verso poderá salvar-vos, enquanto todo o Bayán não vos salvará.”
Dize: Ó povo do Bayán! Sede justos, sede justos; e repito, sede justos, sede justos. Não sejais daqueles que fizeram menção da Manifestação da Causa de Deus à luz do dia e na estação da noite, e que, quando Ele, através de Sua graça, apareceu, e quando o Horizonte da Revelação iluminou-se, pronunciaram contra Ele um julgamento tal que provocou as lamentações dos habitantes do Reino e do Domínio de Glória e daqueles que circulavam ao redor da vontade de Deus, o Onisciente, o Sapientíssimo.
Medita sobre estas sublimes palavras. Ele disse: “Eu, em verdade, acredito n’Ele e em Sua Fé, e em Seu Livro, e em Seus Testemunhos, e em Seus Caminhos, e em tudo o que a esse respeito procede d’Ele. Eu me glorifico em Minha similaridade com Ele e orgulho-Me de Minha crença n’Ele.” E do mesmo modo Ele diz: “Ó congregação do Bayán e todos os que nela estão! Reconhecei os limites impostos a vós, pois Aquele que é o próprio Ponto do Bayán acreditou n’Aquele que Deus fará manifesto, antes que todas as coisas fossem criadas. Nisso, em verdade, Eu Me glorifico ante todos os que estão no reino do céu e da terra.” Por Deus! Todos os átomos do universo gemem e lamentam diante da crueldade perpretada pelos intransigentes dentre o povo do Bayán. Para onde foram aqueles que estão imbuídos de discernimento e escuta? Nós suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja Ele – para que os convoque e os exorte àquilo que lhes será proveitoso, afastando-os do que lhes será prejudicial. Ele, em verdade, é o Forte, o Todo-Dominador, o Todo-Poderoso.
E do mesmo modo, Ele diz: “Não consintais que vos excluam de Deus, como que por um véu, depois de ter-Se Ele revelado. Pois tudo o que foi exaltado no Bayán nada mais é que um anel em Minha mão e Eu Próprio sou, em verdade, nada mais que um anel na mão d´Aquele a Quem Deus fará manifesto – glorificada seja Sua menção! Ele o gira como Lhe apraz, para o que quer que Lhe agrade, e através de tudo o que Lhe agrada. Ele, em verdade, é o Amparo no Perigo, o Altíssimo.” E do mesmo modo Ele diz: “Fosse Ele fazer de cada homem na terra um Profeta, todos, em verdade, seriam contados como Profetas aos olhos de Deus.” E do mesmo modo, Ele diz: “No dia da revelação d‘Aquele a Quem Deus fará manifesto, todos os que habitam a terra serão iguais aos Seus olhos. Todo aquele a quem Ele ordenou como Profeta, em verdade tem sido um Profeta desde o início que não tem início, e assim permanecerá até o fim que não tem fim, pois este é um ato de Deus. E todo aquele que é feito por Ele um Representante, será um Representante em todos os mundos, pois este é um ato de Deus. Pois a vontade de Deus não pode ser de modo algum revelada, exceto através de Sua vontade, nem Seu desejo ser manifestado, salvo por Seu desejo. Ele, verdadeiramente, é o Conquistador, o Todo Poderoso, o Altíssimo.”
Em suma, Ele afirmou em todas as ocasiões aquilo que conduz à conversão, ao progresso, à elevação, e à orientação dos homens. Alguns poucos injustos, contudo, tornaram-se um véu, uma barreira insuperável, e impediram o povo de voltar-se na direção das luzes de Seu Semblante. Oramos a Deus para que, com Sua soberania, os afaste e os domine com Seu poder dominador. Ele, veramente, é o Senhor de Força, o Poderoso, o Onisciente.
E do mesmo modo Ele diz: “Ele – glorificada seja a menção de Seu Nome – parece-Se ao sol. Acaso incontáveis espelhos fossem colocados diante do sol, cada um iria, de acordo com sua capacidade, refletir seu esplendor; e mesmo que nenhum espelho fosse colocado diante dele, o sol ainda continuaria a erguer-se e se pôr, e os espelhos apenas seriam velados de sua luz. Eu, em verdade, não deixei de cumprir Meu dever de admoestar aquele povo e imaginar meios pelos quais eles pudessem voltar-se para Deus, seu Senhor, e acreditar em Deus, seu Criador. Se, no dia de Sua Revelação, todos os que estão na terra prestarem-Lhe submissão, Meu mais íntimo ser rejubilar-Se-á, desde que todos tenham atingido o cume de suas existências, tenham sido levados face a face com seu Amado, e tenham reconhecido, no mais alto grau possível no mundo do ser, o esplendor d’Aquele que é o Desejo de seus corações. Do contrário, Minha alma ficará de fato entristecida. Eu, verdadeiramente, nutri todas as coisas para este propósito. Como, portanto, poderia alguém estar afastado d’Ele? Por isso roguei a Deus e continuarei a recorrer a Ele. Em verdade, Ele está ao alcance, prestes a responder.”
E do mesmo modo, Ele diz: “Chegarão mesmo a recusar àquela Árvore, que não é do Oriente nem do Ocidente, o nome de fiel, pois fossem eles assim O chamar, deixariam de entristecê-Lo.” Acaso teus ouvidos, ó mundo, ouviram com que desamparo estas palavras foram reveladas a partir da alvorada da vontade d’Aquele que é o Ponto do Alvorecer de todos os nomes? Ele disse, “Eu eduquei todos os homens para que eles pudessem reconhecer esta Revelação, e, ainda assim, o povo do Bayán se recusa sequer a conhecer o nome de fiel àquela abençoada Árvore que não pertence nem ao Oriente nem ao Ocidente” Ai de mim, ai de mim, pelas coisas que Me ocorreram! Por Deus! Ocorreu a Mim, às mãos daquele a quem nutri (Mírzá Yahyá), de dia e à noite, o que fez lamentarem-se o Santo Espírito e os habitantes do Tabernáculo da Grandeza de Deus, o Senhor deste Dia miraculoso.
Do mesmo modo, refutando certos descrentes Ele diz: “Pois ninguém conhece a hora da Revelação exceto Deus. Onde quer que surja o Ponto da Verdade, todos devem reconhecê-lo e render graças à Deus.” Aqueles que se afastaram de Mim falaram tal como falavam os seguidores de João (São João Batista). Pois também eles protestaram contra Aquele que era o Espírito (Jesus), dizendo: “A dispensação de João ainda não terminou; de onde vens tu?” E também agora, os que Nos repudiaram, embora nunca Nos houvessem conhecido e tivessem sido em todos os tempos ignorantes dos pontos fundamentais desta Causa, sem saber de Quem ela procedia ou o que ela significa, falaram coisas que fizeram suspirar e lamentar-se todas as coisas criadas. Por Minha vida! O mundo nunca poderá confrontar-se com Aquele que encarna em Si Próprio o reino da elocução. Temei a Deus, ó povo, e perscrutai então a verdade que foi enunciada no oitavo Capítulo do sexto Váhid do Bayán, e não sejais dos que se afastaram. Ele, do mesmo modo, ordenou: “Uma vez a cada dezenove dias este Capítulo deve ser lido, para que não sejam velados, no tempo da revelação d’Aquele a quem Deus fará manifesto, por considerações alheias aos versos, os quais foram, e ainda são, as mais bem fundadas provas e testemunhos.”
João, filho de Zacarias, disse o que Meu Predecessor falou: “Dize, arrependei-vos, pois o Reino do céu está próximo. E, na verdade, Eu vos batizo com a água do arrependimento, mas Aquele que virá depois de Mim é mais poderoso do que Eu, e Suas sandálias Eu não sou digno de calçar.” Por isso, meu Predecessor, como sinal de submissão e humildade, disse: “Todo o Bayán é apenas uma folha dentre as folhas de Seu Paraíso. E do mesmo modo Ele disse: “Eu sou o primeiro a adorá-Lo, e orgulho-Me de Minha similaridade com Ele.” E contudo, ó homens, o povo do Bayán agiu de maneira tal que Dhi’l-Jawshan, Ibn-i-Anas e Asbahí buscaram, e ainda buscam, refúgio em Deus contra seus atos. Este Injuriado, em face de todas as religiões, ocupou-Se dia e noite com as coisas que conduzem ao enaltecimento da Causa de Deus, enquanto aqueles homens apegaram-se ao que é causa de dor e humilhação.
E do mesmo modo, Ele diz: “Reconhecei-O por Seus versos. Quanto maior Tua negligência em buscar conhecê-Lo, tão mais dolorosamente estarei vendados no fogo.” Ó vós dentre o povo do Bayán que vos afastastes de Mim! Ponderai sobre estas sublimes palavras, que procedem do manancial da elocução d’Aquele que é o Ponto do Conhecimento. Ouvi atentamente, neste momento, estas palavras. Ele diz: “Naquele Dia, o Sol da Verdade dirigir-se-á ao povo do Bayán e recitará esta Sura do Alcorão: ‘Dize: ó incrédulos! Eu não adoro o que vós adorais, e vós não adorais o que Eu adoro. Eu nunca adorarei aquilo que adorais, nem vós adorareis aquilo que eu adoro. Para vós, Tua religião; para Mim, Minha religião.’” Deus de bondade! Apesar destas lúcidas afirmações e destes sinais brilhantes e luminosos, todos se ocupam com suas vãs imaginações e estão inconscientes do Desejado, velados d’Ele. Ó vós que vos desviastes! Despertai do sono da desatenção e daí ouvidos a estas palavras de Meu Predecessor. Ele diz: “A árvore da afirmação, ao afastar-se d’Ele, é contada como a árvore da afirmação, ao afastar-se d’Ele, é contada como a árvore da negação, e a árvore da negação, ao voltar-se para Ele, é contada como a árvore da afirmação.” E do mesmo modo, Ele diz: “Caso alguém reivindique uma Revelação e deixe de produzir qualquer prova, não protesteis e não O entristeçais.” Em suma, este Injuriado, noite e dia, tem estado a pronunciar as palavras: “Dize: Ó incrédulos!”, a fim de que esse possa ser o meio de despertar o povo e adorná-lo com o ornamento da imparcialidade.
E agora, medita sobre estas palavras, que difundem o sopro do desespero, em Sua dolorosa invocação a Deus, o Senhor dos mundos. Ele diz: “Glorificado sejas Tu, ó Meu Deus! Dá-Me testemunho de que, através deste Livro, Eu faço um convênio com todas as coisas criadas a respeito da Missão d’Aquele a quem Tu farás manifesto, antes que o convênio a respeito de Minha própria Missão tenha sido estabelecido. Hábil testemunha és Tu e aqueles que acreditaram em Teus sinais. Tu, em verdade, me bastas. Em ti depus Minha confiança e Tu, veramente, controlas todas as coisas.”
Em outro contexto, Ele diz: “Ó Espelhos semelhantes ao Sol! Olhai para o Sol da Verdade. Vós, em verdade, dependeis dele, se o pudésseis perceber. Sois, todos vós, como peixes que se movem vendados nas águas do mar e contudo perguntando do quê dependeis.” E do mesmo modo Ele diz: “Queixo-Me a vós, ó Espelho de Minha generosidade, de todos os outros Espelhos. Todos eles olham para Mim através de suas próprias cores.” Estas palavras foram enviadas da Fonte da Revelação do Supremo Doador, e foram dirigidas ao Siyyid Javád, conhecido como Karbilá’í. Deus testifica, e o mundo dá-Me testemunho, de que esse Siyyid deu apoio a este Injuriado e até mesmo escreveu uma detalhada contestação contra aqueles que se afastaram de Mim. Duas comunicações, além disso, nas quais ele deu testemunho da Revelação do Verdadeiro e nas quais são claras e manifestas as evidências de seu afastamento de tudo o mais exceto d’Ele, foram enviadas por Nós a Haydar-‘Alí. A caligrafia do Siyyid é inconfundível, e de todos conhecida. Nosso propósito, com isso, era fazer com que aqueles que nos negaram pudessem alcançar as águas vivas do reconhecimento, e aqueles que se afastaram se iluminarem com a luz da conversão. Deus é Minha testemunha de que este Injuriado não teve outro propósito senão o de transmitir a Palavra de Deus. Abençoados os de mente imparcial, e infelizes os que se desviaram. Os que se afastaram de Mim conspiraram muitas vezes, e agiram fraudulentamente de modos diversos. Eles, em certa ocasião, apoderaram-se de uma fotografia desse Siyyid e a colaram numa folha, junto com as de outros, encimada pelo retrato de Mírzá Yahyá. Em suma, lançaram mão de todos os meios para repudiar o Verdadeiro. Dize: “Veio o Verdadeiro, evidente como o sol fulgurante; ó, lástima Ter Ele vindo à cidade dos cegos!” O Siyyid acima mencionado advertiu os negadores e convocou-os ao Mais Sublime Horizonte, mas fracassou em impressionar aquelas pedras que não aceitam impressão. Contra ele tantas coisas disseram que ele buscou refúgio em Deus – excelsa seja Sua glória. As súplicas que ele enviou a esta Corte Sagrada estão agora em Nosso poder. Felizes são os de mente imparcial.
Pondera agora sobre a queixa do Ponto Primaz contra os Espelhos, a fim de que os homens possam ser despertados e voltarem-se da mão esquerda das fantasias e imaginações ociosas para a mão direita da fé e da certeza, e possam vir a conhecer aquilo do qual estão velados. Foi, na verdade, com o propósito de reconhecer esta Grande Causa que eles saíram do mundo da não-existência para o mundo do ser. E do mesmo modo Ele disse: “Consagra a Ele, ó meu Deus, a totalidade desta Árvore, para que dela possam ser revelados todos os frutos nela criados por Deus para Aquele através de Quem Deus desejou revelar tudo o que Lhe agrada. Por Tua glória! Eu nunca desejei que esta Árvore viesse a ter qualquer ramo, folha ou fruto que deixassem de curvar-se ante Ele, no dia de Sua Revelação, ou que se recusassem a louvar-Te através d’Ele, como convém à glória de Sua gloriosa Revelação e à sublimidade de Seu sublime Ocultamento. E se contemplares, ó meu Deus, qualquer ramo, folha ou fruto de Mim que tenha deixado de curvar-se ante Ele, no dia de Sua revelação, corta-o daquela Árvore, ó Meu Deus, pois ele não é de Mim nem a Mim retornará.
Ó povo do Bayán! Eu juro por Deus! Este Injustiçado não teve outra intenção exceto a de manifestar a Causa que Ele foi encarregado de revelar. Se volvêsseis vosso ouvido interior para Ele, ouviríeis, de cada partícula, de cada membro, de cada veia e mesmo de cada fio de cabelo deste Injustiçado, coisas que agitariam e extasiariam a Assembléia no alto e o mundo da criação.
Ó Hádí! O cego fanatismo dos tempos de antes afastou do Caminho Reto as desafortunadas criaturas. Medita sobre a seita xiita. Por mil e duzentos anos eles gritaram “Ó Qá’im!”, mas no fim todos pronunciaram Sua sentença de morte e fizeram-No sofrer o martírio, apesar de acreditarem, aceitarem e reconhecerem o Verdadeiro – excelsa seja Sua glória - , o Selo dos Profetas e os Eleitos. É agora necessário refletir um instante, para que possa descobrir o quê se interpôs entre o Verdadeiro e Suas criaturas, e tornar conhecidos os atos que foram causa de protesto e negação.
Ó Hádí! Ouvimos o lamento dos púlpitos aos quais, como testemunharam todos, os teólogos da era desta Revelação subiram e donde amaldiçoaram o Verdadeiro e fizeram ocorrer a Ele, que é a Essência do Ser, e a Seus companheiros, coisas que os olhos e os ouvidos do mundo nunca antes tinham visto ou ouvido. Tu convocaste, e ainda agora convocas o povo sob a alegação de que és Seu representante e espelho, apesar de ignorares esta Causa nunca teres estado em Nossa companhia.
Cada membro deste povo sabe que Siyyid Muhammad era apenas um dentre Nossos servos. Nos dias em que, a pedido do governo do Império Otomano, dirigimo-Nos para sua capital, ele Nos acompanhou. Mais tarde ele cometeu aquilo que – Eu juro por Deus – causou o pranto da Pena do Altíssimo e os lamentos de Sua epístola. Nós, portanto, o expulsamos; ele então uniu-se a Mírzá Yahyá, e fez o que nenhum tirano jamais fizera. Nós o abandonamos e lhe dissemos: “Fora, ó desatento!” Após estas palavras terem sido pronunciadas, ele uniu-se à ordem dos mawlavís e permaneceu em sua companhia até o momento em que Nós fomos intimados a partir.
Ó Hádí! Não consintas em tornar-te o instrumento para a disseminação de novas superstições, e recusa-te a formar novamente uma seita similar à dos xiitas. Reflete sobre a imensa quantidade de sangue que foi derramado. Tu entre outros, que alegam possuir conhecimentos, bem como os teólogos xiitas, têm todos amaldiçoado o Verdadeiro, no primeiro ano e nos anos seguintes, e decretado que se derrame Seu sacratíssimo sangue. Teme a Deus, ó Hádí! Não desejes que os homens sejam novamente atormentados com as vãs imaginações dos tempos passados. Teme a Deus, e não sejas dos que agem injustamente. Nestes dias, Nós ouvimos que tens te empenhado em pôr as mãos em todos os exemplares do Bayán para destruí-los. Este Injuriado te pede que abandones, em nome de Deus, tal intenção. Tua inteligência e capacidade de julgamento nunca excederam, nem agora excedem, a inteligência e a capacidade de julgamento d’Aquele que é o Príncipe do Mundo. Deus testifica e dá-Me testemunho de que este Injuriado não perscrutou o Bayán, nem se familiarizou com seu conteúdo. Isso tudo, porém, é conhecido e está claro e evidente que Ele ordenou que o Livro do Bayán seja o alicerce de Suas obras. Teme a Deus, e não te intrometas em assuntos que de longe te transcendem. Durante mil e duzentos anos, homens semelhantes a ti atormentaram os desafortunados xiitas na cova das vãs fantasias e imaginações desafortunados xiitas na cova das vãs fantasias e imaginações ociosas. Finalmente surgiram, no Dia do Julgamento, coisas contra as quais os opressores de outrora buscaram refúgio no Verdadeiro.
Percebe agora o brado d’Aquele que é o Ponto, tal como foi lançado por Sua elocução. Ele suplica a Deus que corte de imediato esta Árvore – a qual é Seu próprio Ser abençoado – se nela surgir qualquer fruto, ou folha, ou ramo que deixe de acreditar n’Ele. E do mesmo modo, Ele diz: “Se alguém vier a fazer uma declaração e deixar de apoiá-la em alguma prova, não o rejeiteis.” E ainda assim, contudo, embora apoiado por uma centena de livros, tu O rejeitaste e te rejubilaste com isso!
Mais uma vez Eu repito, e te peço para examinar cuidadosamente aquilo que foi revelado. As brisas da elocução nesta Revelação não devem ser comparadas com as das eras anteriores. Este Injuriado tem sido perpetuamente atormentado, e não encontrou local seguro onde pudesse perscrutar os escritos do Mais Excelso (o Báb) nem os de outro qualquer. Cerca de dois meses após Nossa chegada ao Iraque, segundo as ordens de Sua Majestade o Xá da Pérsia – possa Deus ajudá-lo – Mírzá Yahyá uniu-se a Nós. Dissemos a ele: “De acordo com a ordem real, Nós fomos enviados a este lugar. É aconselhável que permaneças na Pérsia. Nós enviaremos Nosso irmão, Mírzá Músá, a algum outro local. Como nem teu nome nem o dele foram mencionados no decreto real, podeis erguer-vos e prestar algum serviço.” Subseqüentemente, este Injuriado partiu de Bagdá e durante dois anos isolou-se do mundo. Ao Nosso retorno, Nós descobrimos que ele não se fora, que tinha postergado sua partida. Este Injuriado ficou grandemente entristecido. Deus testifica e dá-Nos testemunho de que Nós, em todos os tempos, Nos ocupamos com a propagação desta Causa. Nem cadeias nem grilhões, nem bastonadas ou prisões, conseguiram impedir-Nos de revelar Nosso Ser. Naquela terra. Nós proibimos toda discórdia e todos os atos impróprios e ímpios. Dia e noite Nós enviamos Nossas Epístolas em todas as direções. Nós não tínhamos outro propósito exceto o de edificar a alma dos homens e exaltar a Palavra abençoada.
Nós indicamos especialmente certas pessoas para coletarem os escritos do Ponto Primaz. Quando isso foi realizado, Nós convocamos Mírzá Yahyá e Mírzá Vahháb-i-Khurásání, conhecido como Mírzá Javád, para um encontro em certo local. Conforme Nossas instruções, eles completaram a tarefa de transcrever duas cópias das obras do Ponto Primaz. Eu juro por Deus! Este Injuriado, devido à Sua constante associação com os homens, não lançou os olhos àqueles livros, nem contemplou com os olhos físicos aqueles escritos. Quando partimos, aqueles escritos estavam de posse daquelas duas pessoas. Concordou-se que Mírzá Yahyá ficaria encarregado de sua guarda e seguiria para a Pérsia, e os disseminaria por toda aquela terra. Este Injuriado seguiu, e pedido dos ministros do governo otomano, para sua capital. Quando chegamos em Mossul, descobrimos que Mírzá Yahyá partira antes de Nós para aquela cidade e ali Nos esperava. Em suma, os livros e escritos foram deixados em Bagdá, enquanto ele próprio rumava para Constantinopla e unia-se a estes servos. Deus dá agora testemunho das coisas que tocaram este Injuriado, pois, após Nos termos empenhado tão arduamente, ele (Mírzá Yahyá) abandonou os escritos e uniu-se aos exilados. Este Injuriado foi, por um longo período, dominado por infinita tristeza até o momento em que, de acordo com medidas das quais ninguém está ciente exceto o Deus único e verdadeiro, Nós despachamos os escritos para outro local e outro país, devido ao fato de que no Iraque todos os documentos devem ser a cada mês cuidadosamente examinados a fim de não apodrecerem e se perderem. Deus, no entanto, os preservou e enviou-os a um local que Ele havia previamente determinado. Ele, em verdade, é o Protetor, o Auxiliador.
Aonde quer que este Injuriado fosse, Mírzá Yahyá O seguia. Tu próprio és testemunha e bem sabes que tudo o que foi dito é a verdade. O Siyyid de Isfahán, contudo, sorrateiramente o ludibriou. Eles cometeram atos que causaram a maior consternação. Quem Me dera que tu interrogasses os funcionários do governo a respeito da conduta de Mírzá Yahyá naquela terra. À parte disso tudo, Eu te suplico por Deus, o Único, o Incomparável, o Senhor de Fortaleza, o Poderosíssimo, que examines cuidadosamente as comunicações dirigidas em nome dele ao Ponto Primaz, para que possas ver, claras como o sol, as evidências d’Aquele que é a Verdade. Do mesmo modo, origina-se das palavras do Ponto do Bayán – que todas as almas, exceto a d’Ele, sejam sacrificadas em Seu nome – aquilo que véu algum pode obscurecer, e que nem os véus da glória nem os véus interpostos pelos que se desviaram podem ocultar. Os véus, em verdade, foram rompidos pelos dedos da vontade de teu Senhor, o Forte, o Dominador, o Todo-Poderoso. Sim, desesperado é o estado daqueles que Me caluniaram e invejaram-Me. Há não muito tempo, afirmou-se que tu tinhas atribuído a outrem a autoria do Kitáb-i-Íqán e de outras Epístolas. Eu juro por Deus! Esta é uma séria injustiça. Os outros são incapazes de apreender seus significados, quanto mais de revelá-los!
Hasan-i-Mázindarání era o portador de setenta Epístolas. Com sua morte, elas não foram entregues àqueles a quem se destinavam, mas sim confiadas a uma das irmãs deste Injuriado, a qual, sem razão alguma, afastou-se de Mim. Deus sabe o que ocorreu a Suas Epístolas. Essa irmã nunca tinha vivido Conosco. Eu juro pelo Sol da Verdade que, após essas coisas terem acontecido, ela não viu Mírzá Yahyá e permaneceu alheia à Nossa Causa, pois naqueles dias ela havia cortado relações Conosco. Ela vivia em uma casa, e este Injuriado em outra. Contudo, como sinal de Nossa benevolência, afeição e misericórdia, poucos dias antes de Nossa partida Nós fizemos uma visita a ela e à sua mãe, a fim de que ela pudesse sorver das águas vivificadoras da fé a alcançar aquilo que neste dia a aproximaria de Deus. Deus bem o sabe e dá-Me testemunho, e ela própria o atesta, que Eu não tinha qualquer pensamento exceto este. Finalmente, ela – Deus seja louvado – alcançou-o através de Sua graça e foi adornada com o ornamento do amor. Depois que Nós fomos exilados e partimos do Iraque para Constantinopla, deixaram de chegar-Nos notícias dela.Após Nossa separação na Terra de Tá (Teerã), Nós deixamos de encontrar Mírzá Ridá-Qulí, Nosso irmão, e nenhuma notícia especial chegou-Nos a respeito dela. Nos primeiros dias, vivíamos todos em uma casa, que mais tarde foi vendida em leilão por soma ínfima, e os dois irmãos, Farmán-Farmá e Hisámu’s-Saltanih, a compraram a dividiram-na entre si. Depois que isso ocorreu, Nós Nos separamos de Nosso irmão. Ele estabeleceu residência perto da entrada do Masjid-i-Sháh, enquanto Nós vivíamos perto da Porta de Shimírán. Depois disso, contudo, aquela irmã mostrou a Nosso respeito, sem qualquer razão, uma atitude hostil. Este Injuriado manteve-Se sereno sob todas as condições. Porém, a filha de Nosso finado irmão Mírzá Muhammad-Hasan – sobre ele esteja a glória de Deus, Sua paz e Sua misericórdia – , que estava prometida ao Maior Ramo (‘Abdu’l-Bahá), foi levada pela irmã deste Injuriado desde Núr até sua própria casa, e dali enviada a outro local. Alguns de Nossos companheiros e amigos em vários lugares reclamaram contra isso, pois foi um ato muito sério, desaprovado por todos os bem-amados de Deus. Como é estranho que Nossa irmã a tenha levado para sua própria casa e depois providenciado sua partida para outro lugar! Apesar disso, este Injuriado permaneceu, e ainda permanece, calmo e silencioso. Uma palavra, no entanto, foi dita a fim de tranqüilizar Nossos bem-amados. Deus testifica e dá-Me testemunho de que tudo o que foi dito era a verdade, e foi dito com sinceridade. Nenhum de Nossos bem-amados, seja nestas regiões ou naquele país, poderia acreditar que Nossa irmã fosse capaz de um ato tão contrário à decência, à afeição e à amizade. Depois que tal coisa ocorreu, eles, reconhecendo que o caminho tinha sido barrado, conduziram-se da maneira bem conhecida a ti e a outros. Deve ser evidente, portanto, quão intenso foi o pesar que esse ato infligiu a este Injuriado. Mais tarde, ela associou-se aos planos de Mírzá Yahyá. Chegaram-Nos agora relatos conflitantes a respeito dela, e tampouco está claro o que ela diz ou faz. Nós suplicamos a Deus – abençoado e glorificado seja – que a faça voltar-se a Ele e a ajude a arrepender-se ante a porta de Sua graça. Ele, verdadeiramente, é o Poderoso, o Perdoador; e Ele, em verdade, é o Todo-Poderoso, o Magnânimo.
Em outro contexto, Ele, do mesmo modo, diz: “Fosse Ele aparecer neste mesmo momento, Eu seria o primeiro a adorá-Lo, e o primeiro a curvar-Me diante d’Ele.” Sede justos, ó povo! O propósito do mais Excelso (o Báb) era assegurar que a proximidade da Revelação não iria afastar os homens da Lei Divina e perpétua, tal como os companheiros de João (São João Batista)não foram impedidos de reconhecer Aquele que é o Espírito (Jesus). Repetidas vezes Ele disse: “Não consintais que o Bayán e tudo o que ali foi revelado vos afaste daquela Essência do Ser e senhor do visível e invisível.” Caso alguém, considerando esta ordem compulsória, se apegue ao Bayán, tal pessoa terá, em verdade, deixado a sombra da Árvore abençoada e excelsa. Sede justos, ó povo, e não dos desatentos.
E do mesmo modo, Ele diz: “Não deixeis que os nomes vos excluam, como que por um véu, d’Aquele que é o Senhor dos nomes, mesmo o nome do Profeta, pois tal nome é apenas uma criação de Sua elocução.” E do mesmo modo, Ele, no sétimo capítulo do segundo Váhid, diz: “Ó povo do Bayán! Não ajais como agiu o povo do Alcorão, pois se o fizerdes, os frutos de Tua noite não germinarão.” E mais ainda, Ele diz – glorificada seja Sua menção: “Se tu alcanças Sua Revelação e O obedeces, terás revelado o fruto do Bayán; se não, és indigno de menção ante Deus. Apieda-te de ti mesmo. Se não ajudas Aquele que é a Manifestação do Domínio de Deus, então não sejas uma causa de tristeza para Ele.” E mais adiante Ele diz – glorificada seja Sua posição: “Se tu não chegas à Presença de Deus, então não magoes o Sinal de Deus. Vos estareis renunciando àquilo que pode ser proveitoso aos que reconhecem o Bayán, se renunciais àquilo que O pode ofender. Eu sei, contudo, que vos recusareis a fazê-lo.”
Ó Hádí! Parece-Me que é por causa destas indubitáveis elocuções que te determinaste a extinguir o Bayán. Dá ouvidos à voz deste Injuriado e renuncia a esta opressão que faz tremerem os pilares do Bayán. Eu não estive em Chihríq nem em Mákú. No momento presente, têm circulado entre teus discípulos declarações idênticas àquelas feitas pêlos xiitas, dizendo que o Alcorão está inacabado. Tais pessoas também sustentam que este Bayán não é o original. A cópia na caligrafia de Siyyid Husayn ainda existe, bem como a cópia na caligrafia de Mírzá Ahmad.
Vês como um injustiçado aquele que neste mundo nunca recebeu um único golpe e esteve continuamente cercado por cinco das servas de Deus? E imputas ao Verdadeiro, que desde Seus primeiros anos até o dia de hoje esteve nas mão de Seus inimigos e foi atormentado com as piores aflições do mundo, acusações tais que nem os judeus imputaram a Cristo? Ouve atentamente a voz deste Injustiçado, e não sejas dos que estão totalmente perdidos.
E do mesmo modo, Ele diz: “Quantos os fogos que Deus converte em luz através d’Aquele a quem Deus fará manifesto; e quão numerosas as luzes que se tornam fogo através d’Ele! Eu contemplo Seu aparecimento tal como o sol no meio do céu, e o desaparecimento de tudo, até das estrelas noturnas durante o dia.” Possuis ouvidos, ó mundo, com os quais ouvir a voz do Verdadeiro e julgar eqüitativamente esta Revelação, a qual, tão logo surgiu, o Sinai exclamou: “Aquele que discorreu sobre Mim veio com sinais evidentes e marcas esplendorosas, apesar de cada desatento que se desviou e de cada mentiroso caluniador que desejou extinguir a luz de Deus com suas calúnias e apagar os sinais de Deus com sua malícia. Esses, em verdade, são dos que agiram injustamente no Livro de Deus, o Senhor dos mundos.”
E do mesmo modo, Ele diz: “O Bayán é do começo ao fim o repositório de todos os Seus atributos, e o tesouro de Seu fogo e Sua luz.” Deus Todo-Poderoso! A alma é transportada pela fragrância desta elocução, na medida em que Ele declara, com infinita tristeza, aquilo que Ele percebe. Do mesmo modo, Ele diz para a Letra do Vivente, o Mulá Báqir – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua benevolência: “oxalá possas em oito anos, no dia de Sua Revelação, chegar à Sua Presença.”
Sabe tu, ó Hádí, e sê dos que ouvem atentamente. Julga com eqüidade. Os companheiros de Deus e as Testemunhas d’Aquele que é a Verdade sofreram, em sua maioria, o martírio. Tu, contudo, ainda estás vivo. Como aconteceu de teres sido poupado? Eu juro por Deus! É por causa de tua negação, enquanto que o martírio das almas abençoadas foi devido à confissão delas. Toda pessoa de mente justa e imparcial dará testemunho disso, uma vez que a causa e o motivo de ambos estão claros e evidentes como o sol.
E do mesmo modo Ele dirige-Se a Dayyán, que foi injuriado e sofreu martírio, dizendo: “Tu irás reconhecer teu valor através das palavras d’Aquele a quem Deus fará manifesto.” Ele, do mesmo modo, declarou-o a terceira Letra a acreditar n’Aquele a quem Deus fará manifesto, com estas palavras: “Ó tu que és a terceira Letra a acreditar n’Aquele a quem Deus fará manifesto!” E do mesmo modo Ele diz: “Se Deus o desejasse, contudo, Ele te tornaria conhecido através das palavras d’Aquele a quem Deus fará manifesto.” Dayyán, que de acordo com as palavras d’Aquele que é o Ponto – possam todas as almas, exceto a d’Ele, ser sacrificadas em Seu nome – é o repositório da confiança do Deus único e verdadeiro – excelsa seja Sua glória - e o tesouro das pérolas de Seu conhecimento, sofreu nas mãos deles tão cruel martírio que a Assembléia no alto chorou e lamentou-se. Foi a ele que Ele (o Báb) ensinou o conhecimento oculto e preservado, e a quem o confiou, através de Suas palavras: “Ó tu que és chamado Dayyán! Este é um Conhecimento oculto e preservado. Nós o confiamos a ti, trouxemo-lo a ti como sinal de honra de Deus, uma vez que é puro o sol de teu coração. Tu apreciarás seu valor e amarás sua excelência. Deus, verdadeiramente, dignou-Se a conceder ao Ponto do Bayán um Conhecimento oculto e preservado, semelhante ao qual não tinha enviado antes desta Revelação. Mais precioso é ele do que qualquer outro conhecimento, aos olhos de Deus – glorificado seja Ele! Verdadeiramente, Ele fez disso Seu testemunho, tal como fez dos versos Seu testemunho.” Esse oprimido, que foi o repositório do conhecimento de Deus, juntamente com Mírzá Áli-Akbar, um dos parentes do Ponto Primaz – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua misericórdia – , Abu’l-Qásim-i-Káshí e muitos outros, sofreu o martírio através de decreto pronunciado por Mírzá Yahyá.
Ponto Primaz – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua misericórdia -, Abu’l-Qásim-i-Káshí e muitos outros, sofreu o martírio através de decreto pronunciado por Mírzá Yahyá.
Ó Hádí! Seu livro, que ele intitulou “Mustayqiz”, está em teu poder. Lê-o. Embora tenhas visto o livro, perscruta-o novamente, a fim de poderes obter para ti mesmo um assento elevado sob o dossel da verdade.
De maneira semelhante, Siyyid Ibrahim, a respeito de quem estas palavras fluíram da Pena do Ponto Primaz – glorificada seja Sua elocução: “Ó tu que és mencionado como Meu amigo em Minhas escrituras, e como Minha memória em Meus livros, ao lado de Minhas escrituras, e como Meu nome no Bayán” – esse, juntamente com Dayyán, foi alcunhado por ele (Mírzá Yahyá) de Pai das Iniqüidades e Pai das Calamidades. Julga tu com imparcialidade quão sérios foram os tormentos desses oprimidos, e isso apesar de um deles ocupar-se em servi-lo, enquanto o outro era seu hóspede. Em suma, eu juro por Deus, os atos que ele cometeu foram tais que Nossa Pena envergonha-se de narrá-los.
Reflete um pouco sobre a desonra infligida ao Ponto Primaz. Considera o que aconteceu. Quando este Injuriado, após um retiro de dois anos durante os quais vagueou por desertos e montanhas, retornou a Bagdá devido à intervenção de alguns que por longo tempo O buscaram nos ermos, um certo Mírzá Muhammad-Álí, de Rasht, veio vê-Lo e relatou, ante uma grande assembléia, o que tinha sido feito contra a honra do Báb, o que realmente acabrunhou de tristeza todas as terras. Deus Todo-Poderoso! Como puderam eles dar apoio a tão séria traição? Em suma, suplicamos a Deus que ajude o perpetrador desse ato a arrepender-se, e retornar a Ele. Verdadeiramente, Ele é o Auxiliar, o Sapientíssimo.
(+ pág. 154)
Quanto a Dayyán – sobre ele esteja a glória de Deus e Sua misericórdia -, ele chegou à Nossa presença de acordo com o que tinha sido revelado pela pena do Ponto Primaz. Oramos a Deus para que ajude os desatentos a voltarem a Ele, e aqueles que se afastaram a dirigirem-se para Ele, e aqueles que O negaram a reconhecerem esta Causa, a qual, tão logo surgiu, todas as coisas criadas proclamaram: “Veio aquele que estava oculto no Tesouro de Conhecimento e inscrito pela Pena do Altíssimo em Seus Livros, em Suas Escrituras, em Seus Pergaminhos e em Suas Epístolas!”
Neste contexto, julgou-se necessário mencionar aquelas tradições que foram registradas a respeito da abençoada e honrada cidade de ‘Akká, a fim de que possa, ó Hádí, buscar um caminho para a verdade e uma estrada que leve a Deus.
Em nome de Deus, o Compassivo, o Misericordioso.
O seguinte foi registrado a propósito dos méritos de ‘Akká e do mar, e de ‘Aynu’l-Baqar (A Fonte da Vaca), que fica na cidade de ‘Akká:
‘Abdu’l-‘Azíz, filho de ‘Abdu’-Salám, relatou-Nos que o Profeta – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – tinha dito: ‘Akká é uma cidade da Síria à qual Deus demonstrou Sua misericórdia especial.
Ibn-i-Mas’úd – possa Deus estar satisfeito com ele – afirmou: “O Profeta – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: ‘De todas as praias a melhor é a praia de Askelon, e ‘Akká é, verdadeiramente, melhor que Askelon, e o mérito de ‘Akká acima do de Askelon e de todas as outras praias é tal como o mérito de Maomé acima do de (+ pág. 155) todos os outros Profetas. Trago-vos notícias de uma cidade entre duas montanhas da Síria, no meio de uma campina, que é chamada ‘Akká. Veramente, a quem nela entra, desejando-a e ansioso por visitá-la, Deus perdoará os pecados, tanto passados como futuros. E aquele que a deixa, sem ser como um peregrino, Deus não abençoará a partida. Há nela uma fonte chamada A Fonte da Vaca. A quem dela bebe, Deus lhe encherá de luz o coração e o protegerá do grande terror no Dia da Ressurreição.”
Anas, filho de Málik – possa Deus estar satisfeito com ele – disse: “O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: À beira do mar há uma cidade, suspensa sob o Trono, e chamada ‘Akká. A quem ali mora, firme e esperando um prêmio de Deus – excelso seja Ele – Deus lhe registrará, até o Dia da Ressurreição, a recompensa dos que têm sido pacientes, e se levantado, e se ajoelhado, e se prostrado diante d’Ele.”
E Ele – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: “Anuncio-vos uma cidade, às margens do mar, branca, cuja brancura agrada a Deus – excelso seja Ele! Chama-se ‘Akká. Aquele que foi mordido por uma de suas pulgas é melhor, aos olhos de Deus, do que quem recebeu um sério golpe no caminho de Deus. E quem ali ergue o chamado à prece, terá sua voz elevada ao Paraíso. E aquele que ali permanece por sete dias em face do inimigo, Deus o reunirá com Khidr – que a paz esteja com Ele – e Deus o protegerá do grande terror no Dia da Ressurreição.” E Ele – que as bênçãos de Deus, excelso seja Ele, e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: “Há reis e príncipes no Paraíso. Os pobres de ‘Akká são os reis do Paraíso, e seus príncipes. Um mês na cidade de ‘Akká é melhor que mil anos em outro lugar.”
(+ pág. 156)
O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – teria dito: “Abençoado o homem que visitou ‘Akká, e abençoado aquele que visitou o visitante de ‘Akká. Abençoado quem babeu da Fonte da Vaca e banhou-se em suas águas, pois no Paraíso as donzelas de olhos negros bebem a cânfora que veio da Fonte da Vaca, da Fonte de Salván (Siloam) e do Poço de Zamzam. Feliz é aquele que bebeu dessas fontes e banhou-se em suas águas, pois Deus proibiu o fogo do inferno de tocá-lo e ao seu corpo no Dia da Ressurreição.”
O Profeta – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – teria dito: “Na cidade de ‘Akká há obras desnecessárias e atos que são benéficos, os quais Deus permitiu especialmente a quem quer que seja de Seu agrado. E a quem diz, na cidade de ‘Akká: ‘Glorificado seja Deus, e louvores sejam dados a Deus, e não há outro Deus senão Deus, e supremo é Deus, e não há poder nem força exceto em Deus, o Excelso, o Poderoso’, Deus lhe registrará mil boas ações e apagará mil de suas más ações, elevá-lo-á mil graus no Paraíso, e lhe perdoará as transgressões. E a quem diz, na cidade de ‘Akká: ‘Eu peço perdão a Deus’, Deus lhe perdoará todos os pecados. E quem lembrar de Deus na cidade de ‘Akká, de manhã e ao entardecer, nas horas da noite e ao raiar do dia, é melhor aos olhos de Deus do que quem carrega espada, lança e armamentos no caminho de Deus – excelso seja Ele!”
O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – também disse: “A quem olha o mar ao entardecer e diz: ‘Deus é o Supremo!’ ao pôr do sol, Deus lhe perdoará os pecados, mesmo que acumulados como montes de areia. E a quem conta quarenta ondas, repetindo: ‘Deus é o Supremo’ – excelso seja Ele – Deus lhe perdoará os pecados, tanto passados como futuros.”
(+ pág. 157)
O Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus e Sua saudação estejam sobre Ele – disse: “Quem olhar o mar durante toda a noite é melhor do que quem passa dois meses entre o Rukn e o Maqám. E quem foi criado junto às margens do mar é melhor do que quem foi criado em outra parte. E aquele que repousa na praia é como aquele que se mantém de pé em outra parte.”
Verdadeiramente, o Apóstolo de Deus – que as bênçãos de Deus, excelso seja Ele, e Sua saudação estejam sobre Ele – falou a verdade.
(+ pág. 158)
Glossário
(Organizado por George Townshend,
com a ajuda de eruditos bahá’ís persas)
‘ABÁ-BASÍR – Filho de um mártir de Zanján, foi ele próprio decapitado nessa cidade por causa de sua fé.
‘ABDU’L-‘AZÍZ – filho de ‘Abdu’l-Salám, famoso eclesiástico muçulmano da seita sunita.
ABÍ-ABDI’LLÁH – Termo árabe usado em referencia ao Imame Jaafar Sadiq, o sexto Imame xiïta (83-148 A.H.).
ABÚ-DHAR – Abú Dhar Ghifárí, um pastor analfabeto que se tornou um valoroso discípulo de Maomé.
ABÚ-‘ALÍ SÍNÁ (Avicena) – Médico e filósofo árabe nascido na Pérsia, conhecido no Ocidente como o “Hipócrates e Aristóteles árabe” (980-1037 a.C.).
ABU’L-QÁSIM-I-KÁSHÍ – Um erudito bábí de Káshán que foi assassinado em Bagdá pelos seguidores de Mírzá Yahyá.
ABÚ-JA’FAR-I-TÚSÍ e JÁBIR – Dois muçulmanos que, como Mufaddal, transmitiram as tradições do Imame Sadiq.
ABÚ-NASR – Abú-Nasr Farabi, filósofo e escritor persa que viveu por volta do século 4 A.H..
‘ÁD – Uma poderosa tribo árabe que foi destruída, como os Thamúd, por sua idolatria.
AKHTAR – “A Estrela”: jornal reformista persa, publicado em Constantinopla e influenciado pelos Azalís.
‘AKKÁ (Acca, Acre ou São João d’Acre) – A cidade-prisão para a qual Bahá’u’lláh foi finalmente exilado; ali chegou em 31 de agosto de 1868.
ARCA CARMESIM – Cada uma das Dispensações do passado era dita uma “Arca”. Esta refere-se à Causa de Bahá’u’lláh.
ASHRAF – Áqá Mírzá Ashraf, de Ábádih, martirizado em Isfahán, em outubro de 188.
(+ pág. 159)
ASKELON ou Ascalon ou Ashkelon – Cidade costeira no sul da Palestina. (Ver Bíblia: Juízes 14:19)
ASSEMBLÉIA, A – Isto é, a Assembléia dos representantes dos povo; o Parlamento.
ÁYNU’L-BAQAR – Antiga fonte em ‘Akká.
‘AZÍM – Um fiel a quem o Báb revelou o nome e o advento de Bahá’u’lláh.
BÁB – o Arauto da Fé (1819-1850 a.C.).
BÁBÍS – Os seguidores do Báb.
BADÍ – (“Maravilhoso”) Áqá Buzurg, de Khurásán, portador da Epístola ao Xá.
BALÁL (“Sín” e “Shín”) – O escravo etíope que foi uma das primeiras pessoas a converter-se ao Islamismo. O Profeta deu-lhe a tarefa de chamar os fiéis à prece e ele tornou-se o primeiro Mu’adhdin (“muezim” ou “almuadem”) do Islã. Por gaguejar e pronunciar a letra árabe “Shín” como “Sín”, ele era incapaz de fazer o chamado corretamente, mas a perfeição de seu coração compensava o defeito de sua língua.
BAYÁN – A principal obra doutrinária do Fundador da Dispensação bábí.
CAABA – Literalmente, “um cubo”. A construção em forma de cubo no centro da Mesquita em Meca, que contém a Pedra Negra.
CARMELO – O monte em Israel onde Bahá’u’lláh ergueu sua tenda, e onde se situa o Santuário do Báb.
DAYYÁN – Título dado pelo Báb a Asadu’lláh de Khoy, um fiel devotado e ilustre. Ele foi a terceira pessoa a reconhecer a verdadeira posição de Bahá’u’lláh antes de Sua Declaração. Assassinado em Bagdá pelos seguidores de Mírzá Yahyá.
DHI’L-JAWSHAN – Termo árabe que significa “envolto numa armadura”, aplicado ao Mula ‘Abdu’lláh, cruel assassino do Imame Husayn.
FARMÁN-FARMÁ – Título do príncipe Husayn ‘Alí Mírzá, neto de Fath-‘Alí-Sháh.
HÁDÍ – (ver Mírzá Hádí).
HADJI MUHAMMAD-RIDÁ – Um respeitado bahá’í de ‘Ishqábád, martirizado em 1889.
(+ pág. 160)
HADJI NASÍR (de Kázim) – Um dos mártires do Xeique Tabarsí. (Ver Traveller’s Narrative, p. 307).
HADJI XEIQUE MUHAMMAD’ALÍ – Um mercador bahá’í de Qasvín, Pérsia, que residia em Istambul na época da estadia de Bahá’u’lláh naquela cidade.
HÁMÁN – Primeiro-ministro do faraó.
HASAN e HUSAYN – Dois irmãos, honrados e prósperos cidadãos de Isfahán, siyyids, que foram martirizados como bahá’ís por instância de Imám-Jum’ih, daquela cidade.
HASAN-I-MÁZINDARÁNÍ – Um dos primeiros fiéis da terra natal de Bahá’u’lláh.
HAYDAR-‘ALÍ – Um devotado bahá’í que, primeiro sob as ordens de Bahá’u’lláh e posteriormente de ‘Abdu’l-Bahá, fez longas viagens a serviço da Causa e sofreu muita perseguição. Morreu em Haifa, em 1920. Autor da interessante narrativa Bahjatus Sudour (“Alegria dos Corações”).
HILL e HARAM – Haram significa “santuário”. Refere-se a duas áreas próximas a Kaaba, nas quais a vingança do sangue era proibida, bem como a quatro meses do calendário árabe aos quais aplicava-se a mesma proibição. Hill significa a área não protegida e os meses não protegidos. A citação do poema, feita aqui [p. 35], significa “o juiz condenou-me à morte tanto em Haram como em Hill”.
HISÁMU’S-SALTANIH – Título do príncipe Murad Mírzá, neto de Fath-‘Alí-Sháh.
HÚD – Profeta enviado à tribo de ‘ÁD, a qual descendia de Shem e era altamente civilizada. Ele convocou o povo à adoração do Deus Único, mas foi rejeitado. (Ver Alcorão: suras 7, 63-70 e outras.)
HUSAYN (Filho de ‘Alí) – O Terceiro Imame (A.H. 61).
IBN-I-ANAS e ASBAHÍ – Dois fanáticos árabes que tomaram parte diretamente no assassinato do Imame Husayn.
IBN-I-MAS’ÚD – ‘Abdulláh Ibn-I-Masúd, um dos primeiros muçulmanos árabes na época de Maomé.
IMAME – Título dos doze sucessores xiitas de Maomé.
IMÁM-JUM’IH de Isfahán – Mír Muhammad Husayn, “a Serpente” (sucessor nesse posto de seu irmão Mír Siyyid Muhammad, que ajudou o (+ pág. 161) Báb – ver “Os Rompedores da Alvorada”). Ele, juntamente com “o Lobo”, Xeique Muhammad Báqir, perseguiu os bahá’ís e causou a morte de Mírzá Muhammad Hasan e Mírzá Muhammad Husayn (“O Rei dos Mártires” e “O Bem-Amado dos Mártires”), que foram decapitados na mesma ocasião.
ISFAHÁN – Importante cidade na Pérsia central.
KAMÁL-PÁSHÁ – Um dos dignitários turcos da corte do sultão ‘Abdu’l-‘Azíz.
KÁZIM – O Mulá Kázim, martirizado em Isfahán. (Ver Traveller’s Narrative, nota à p.400)
KHIDR – Nome de um legendário santo imortal. (Ver Alcorão: sura 18:62, nota).
KHUTBIY-i-TUTUNJÍYYIH (“Palestra de Tutunjíyyih”) – Título de uma epístola, na teologia escrita pelo Imame ‘Alí.
KITÁB-I-AQDAS – “O Livro Sacratíssimo”, principal obra de Bahá’u’lláh, que contém Sua Lei e constitui a Carta de Seu Novo Mundo. (1873 a.C.).
KITÁB-I-ÍQÁN – “O Livro da Certeza”, principal obra religiosa de Bahá’u’lláh, revelado em Bagdá no ano de 1862.
LAVÁSSÁN – Distrito rural localizado a leste de Teerã.
LAWH-I-FU’ÁD – Epístola a Fu’ád Páshá, Ministro das Relações Exteriores da Turquia.
LAWH-I-RA’ÍS – Epístola de Bahá’u’lláh ao Grão-Vizir ‘Alí Pashá.
LIVRO CARMESIM – O Livro do Convênio de Bahá’u’lláh.
LIVRO DE FÁTIMIH – O livro revelado por Gabriel a Fátimih, consolando-a pela morte de seu Pai, e que, no Islã xiita, acredita-se estar de posse do Qá’ím. Identificado com “As Palavras Ocultas”.
LUQMÁN – Famosa figura legendária, conhecida por sua sabedoria. (Ver Alcorão: sura 31).
MA’ÁNÍ – Uma referência aos Imames como repositórios dos significados interiores da Palavra de Deus.
MASJID-I-SHÁH – Grande mesquita em Teerã, construída por Fath-‘Alí Sháh.
(+ pág. 162)
MÁZINDARÁN – Província no norte da Pérsia.
MESQUITA DE AQSÁ – Nome pelo qual o Templo de Salomão, em Jerusalém, é mencionado no Alcorão.
MÍRZÁ ‘ALÍ-AKBAR – Primo (pelo lado paterno) do Báb e amigo íntimo de Dayyán. Assassinado por seguidores de Mírzá Yahyá.
MÍRZÁ AHMAD – Conhecido como Mulá ‘Abdu’l-Karím, de Qasvín, devotado seguidor do Báb e de Bahá’u’lláh e amanuense do Báb, que antes de Sua morte enviou através dele Seus presentes e pertences a Bahá’u’lláh.
MÍRZÁ HÁDÍ DAWLAT-ÁBÁDÍ – Renomado teólogo de Isfahán que se tornou um proeminente seguidor de Mírzá Yahyá, mais tarde identificado como seu sucessor.
MÍRZÁ HUSAYN KHÁN, MUSHÍRU’D-DAWLIH – Embaixador persa junto à Sublime Porta, através de cuja influência Bahá’u’lláh foi transferido de Bagdá para Constantinopla.
MÍRZÁ MÚSÁ – Um irmão fiel de Bahá’u’lláh.
MÍRZÁ MUSTAFÁ – Um dos seguidores do Báb, executado em Tabríz por volta de 1865 (ver Memorials of the Faithful, pp. 148-150).
MÍRZÁ RIDÁ-QULÍ – Um dos irmãos de Bahá’u’lláh que não reconheceu Sua posição.
MÍRZÁ SAFÁ – o Hadji Mírzá Hasan-i-Safá, cúmplice de Mírzá Husayn Khán em suas ativas hostilidades contra Bahá’u’lláh em Constantinopla.
MÍRZÁ VAHHÁB-I-KHURÁSÁNÍ – Também conhecido como Mírzá Javád, destacou-se entre os primeiros fiéis que viveram durante o ministério do Báb e de Bahá’u’lláh.
MÍRZÁ YAHYÁ – Meio-irmão mais moço de Bahá’u’lláh e Seu implacável inimigo.
MUFADDAL – Devotado seguidor do Imame Sadiq, transmitiu muitas tradições muçulmanas do Imám.
MULÁ ‘ALÍ JÁN – Um fiel de Mázindarán; martirizado em Teerã.
MULÁ BÁQIR – Natural de Tabríz e homem de grande erudição, tornou-se uma Letra do Vivente. Esteve com Bahá’u’lláh em Núr, Mázindarán e Badasht. Foi o último sobrevivente de todas as Letras do Vivente.
(+ pág. 163)
NAJAF-‘ALÍ – Um dos 44 sobreviventes de Zanján que foram trazidos a Teerã e executados, com exceção de Najaf-‘Alí, de quem apiedou-se um oficial. Cerca de dezessete anos mais tarde, porém, voltou a ser preso e foi decapitado em 1866.
NAYRÍZ – Cidade no sul da Pérsia, perto de Shíráz.
NÍYÁVARÁN – Aldeia na qual há uma residência real.
PAZ MENOR – A Paz externa que as nações estabelecerão por seus próprios esforços. Diferencia-se da Paz Maior.
PENA DE ABHÁ – A Pena do Mais Glorioso; isto é, o poder do Santo Espírito manifesto através dos escritos do Profeta.
POVO DE BAHÁ – Os seguidores de Bahá’u’lláh.
PRIMEIRA FOLHA DO PARAÍSO – A citação é de Words of Paradise, uma Epístola de Bahá’u’lláh, que tem onze seções numeradas, cada qual chamada “folha”.
PRÍNCIPE SHUJÁ’U’D-DAWLIH – Príncipe persa adido à Embaixada de seu país em Istambul durante o reinado do sultão ‘Abdu’l-‘Azíz.
QÁ’IM – Literalmente “Aquele que Se erguerá”. O Prometido do Islã.
QÁRÚN – Primo de Moisés que, tendo acreditado n’Ele, voltou-se contra Ele e foi destruido, juntamente com seus companheiros de revolta, pela ira de Deus. (Ver Bíblia: Números 16)
QAYYÚM-I-ASMÁ – Explicação da “Sura de José”: a primeira obra escrita pelo Báb.
RASHT – Cidade na Província de Gilán, no norte da Pérsia.
SÁD-I-ISFAHÁNÍ – Referência a Sadru’l-‘Ulamá, de Isfahán, um seguidor de Mírzá Yahyá.
SADRAH – Referência ao Sadratu’l-Muntahá, ou Sarça Ardente: “Aquele que o ensinou”, isto é, o próprio Deus.
SÁLIH – Profeta árabe que viveu em data posterior a Húd e fez apelos similares. Também Sálih foi rejeitado pelo povo.
SALVÁN (SILOAM) – Uma fonte em Meca.
SARDÁR ‘AZÍZ KHÁN – Acompanhou as tropas do Xá que atacaram os bábís em Zanján. (Ver Traveller’s Narrative, nota à p. 181)
SHAYKH-I-AHSÁ’Í – O Xeique Ahmad, precursor do Báb.
SHIMÍRÁN (a porta de) – Um bairro na parte norte de Teerã.
(+ pág. 164)
SINAI – O monte no qual a Lei foi revelada por Deus a Moisés.
SIYYID – Título que se dá aos descendentes do Profeta Maomé.
SIYYID (DE FINDIRISK) – Ilustre poeta e pensador persa, mais conhecido como Mír-Abu’l Qásim Findiriski, que viveu no século 16 da era cristã.
SIYYID ASHRAF-I-ZANJÁNÍ – Martirizado junto com ‘Abá Nazir.
SIYYID IBRÁHÍM – Chamado “Khalil” pelo Báb; discípulo de toda confiança do Báb, desde os primeiros dias. Mais tarde, em Bagdá, reconheceu a verdadeira posição de Bahá’u’lláh, que o protegeu dos intentos de Mírzá Yahyá.
SIYYID ISMÁ’ÍL – Um fiel da época do Báb, que sacrificou sua vida por amor a Bahá’u’lláh e recebeu o título de “Zabih”.
SIYYID JAVÁD, conhecido como KARBILÁ’Í – Criado na cidade de Karbilá, discípulo de Kázim Rashti e amigo do tio-avô do Báb, conheceu o Báb quando criança e mais tarde, através do Mulá ‘Alí Bastammi, tornou-se um bábí. Reconheceu Bahá’u’lláh antes de Sua Declaração, em Bagdá, e devido à sua santidade era conhecido como “Siyyid-i-Núr”. Faleceu em Kirmán, Pérsia.
SIYYID MUHAMMAD – “O Anticristo da Revelação Bahá’í”, que instigou as vilanias de Mírzá Yahyá.
SURA DE TAWHÍD – Nome da primeira sura do Alcorão, na qual é explicada a unicidade de Deus.
SÚRATU’L-HAYKAL – Uma Epístola de Bahá’u’lláh, no fim da qual seguiram-se as Epístolas aos Reis, sendo o conjunto escrito na forma de uma estrela de cinco pontas, símbolo do homem.
TABARSÍ – Santuário localizado a 22 km a sudeste de Bárfurúsh, onde Quddús e Mulá Husayn e muitos outros líderes bábís sofreram o martírio.
TEERÃ – Capital da Pérsia e cidade natal de Bahá’u’lláh.
THAMÚD (ou Samud) – Antiga tribo árabe, idólatra, que habitava em cavernas (Ver Alcorão, suras: 7:71 e 9:71)
TOWA – Vale sagrado no Sinai. (Ver Alcorão, sura 20; Êxodo 3 e I Reis 198)
XEIQUE, O – “O Filho do Lobo”, Xeique Muhammad Taqí, conhecido como Aqa Najafi, clérigo de Isfahán cujo pai causou a morte do Rei dos Mártires e do Bem-Amado dos Mártires.
(+ pág. 165)
XIITA – Uma das duas grandes seitas do Islã, que é a dominante na Pérsia.
ZAMZAM (poço de) – Um poço em Meca que é considerado sagrado pelos muçulmanos.
ZANJÁN – Cidade no oeste da Pérsia, palco do martírio de 1.800 bábís liderados pelo Mulá Muhammad ‘Alí, chamado “Hujjat”.
(+ pág. 166)
Índice Remissivo
A
Abraão – 101
Adrianópolis – 121
‘Akká – 47, 65, 74, 82, 102, 111, 116,
118, 122, 130, 155, 157
Alcorão – 23, 32, 70/71, 83/84, 87-99-
106-109, 111, 127, 129, 141, 151,
152
Amós, profecias de – 131
Aprendizado verdadeiro – 85, 111/112,
118
Aqdas – 118, 123
Artes e ciências – 37, 42/43, 47, 95/96
B
Báb, profecias a respeito de Bahá’u’lláh –
127, 128, 135, 136, 137, 138, 139, 140, 141, 143/144, 145/146, 147/148, 150, 152, 153, 154, 155
Bagdá – 146, 147, 154
Bahá’u’lláh:
* aprisionamento de – 38/39, 62,
65, 70, 81
* coragem – 87, 87/88
* desapego – 50, 51, 53, 56, 67
* exortações de – 39, 40, 41, 44,
51, 79, 92
* fontes de Seu pesar – 39, 47
* iletrado – 30, 118
* missão dada a conhecer a Ele –
30, 31, 39
* posição de – 24, 53, 55, 58, 138
* profecia cumprida do Evangelho - 68
* propósito de – 41, 47, 48, 50, 52
* resignação – 80, 82, 87, 94
* Revelação antecipada - 54
* Revelação não por Sua própria vontade – 30, 31, 52, 53
* tribulações de – 35, 38, 40, 48, 49, 51, 62, 63, 70, 77, 81/82, 87, 93/94, 114, 115/116, 140
* vitória assegurada de - 38
Bayán – 36, 136, 137, 140, 141, 143/144,
145/146, 150, 151, 154
C
Caráter – 40, 41, 43, 44, 63, 78, 80, 92,
115, 123, 124
Carmelo – 51/52, 131
Causa de Deus – 69, 99, 100, 101,
108/109, 110, 122, 130, 133, 136, 137, 140, 141, 143/144
Ciências e artes – 30, 37, 42, 43, 47,
95/96, 118
Companheirismo – 33, 34
Confiabilidade – 44, 63, 64, 69, 74, 89,
92, 123, 124-126
Confiança – 126, 127, 134/135
Conhecimento – 24, 42, 43, 47, 51, 58/59,
76, 83, 85, 96, 103, 105, 111/112, 118, 120, 127, 134, 135, 153
Consciência – 43
Constantinopla – 102, 104, 114/115, 116,
125
Cortesia – 60
Criação, propósito da – 24, 26, 32, 86
Cristo – ver Jesus Cristo
D
Deus, atributos de – 23
* amor a – 114, 120
* dependência – 24, 25, 80, 97,
108/109
* temor a – 24, 41, 42, 43, 51, 114
* dia de Deus – 24, 32, 37, 44, 45,
58, 59, 103, 108/109, 110, 117, 121/122, 123, 127, 129, 130, 131, 133, 143/144, 145/146
* da Ressurreição – 156, 157
Dúvidas – 120, 122/123
E
Elocuções – 41, 44, 64, 146
* de Bahá’u’lláh – 41, 48, 71/72,
76, 85, 127, 133, 141
* de Deus – 24, 33, 101, 111/112,
134/135, 151
* línguas – 29, 34
* palavra - 92
Epístolas de Bahá’u’lláh – 30, 32, 35, 39,
42, 43, 44, 45, 52, 57, 65/67, 67/70, 81/82, 95/96, 115, 117/118, 124, 146
* do Báb - 149
Eqüidade – 32, 105, 120
F
Fátimih – 34, 83/84, 97, 98
Fé – 32, 44, 51/52, 69, 83, 109, 119,
143/144
Firmeza – 36, 87/88, 95/96
G
Garantia divina – 29, 36, 38, 50, 52, 63,
80, 87
Gentileza – 42, 92, 138
Governo, obediência ao – 40, 41, 63, 74,
76, 89, 95/96, 114, 115, 125
H
Honestidade – 4, 115
Humildade – 45, 56, 64
I
Imames – 90, 105, 106, 107/108, 113
Inferno – 121/122
Infiéis – 141
Iqán – 111/112
Irmã de Bahá’u’lláh – 149, 150
Isaías, profecias de – 130, 131/132
‘Ishqábád – 81/82
Ishráqát, Epístola de – 42
Islã – 98
Ismael – 99
J
Jeremias, profecias de – 130
Jesus Cristo – 58, 59, 61, 62, 65, 66,
83/84, 89, 91/92, 98, 101, 129, 133, 140, 150, 152
João Batista – 140, 150, 152
Joel, profecia de – 129
Justiça – 29, 30, 32, 44, 45, 47, 50, 51,
52/53, 63, 68, 69, 71/72, 75, 83/84, 86, 92, 101, 105, 110, 112, 120, 123, 126, 133, 136, 137, 142/143, 152/153
L
Língua universal – 126
Livro de Deus – 118, 119, 131, 136,
152/153
M
Malícia – 95
Maomé – 54, 55, 62, 83/84, 91/92, 97,
102, 103
* profecias de – 156, 158
Manifestações (os Profetas)
* infabilidade das - 73
* propósito das – 31, 96
* reconhecimento das – 69, 95/96
* posição das – 53, 56
* tribulações das – 69, 91/92
* unidade das – 66, 83, 84
Mártires – 77, ?, 99, 152/153
Médico Divino – 64, 69, 70
Medo, eliminação do – 47
Misericórdia – 44, 64, 81/82
* de Deus – 25, 27, 29, 41, 57, 63,
122, 133, 135
Moisés – 53, 62, 70/71, 72, 87, 110, 111
Monges – 59
Mundo – 63, 64, 65
* condição do - 69
N
Napoleão III, Imperador de França,
Epístola a – 57, 115, 116
* resultado de sua atitude em
relação a Bahá’u’lláh - 61
O
Obediência à Vontade de Deus – 79, 80,
81, 82
Orgulho – 63, 65, 69, 80, 97, 125
P
Paciência – 41, 66, 76, 117, 130, 136
Palavras de Deus – 54, 80, 101, 105, 119
Palavras Ocultas
* excertos de – 34
Paraíso – 121, 122
Paz – 41, 44, 47, 48, 63, 80, 114/115,
123, 134
* Paz Menor – 45, 46
Pérsia, Xá da, Epístola ao – 30, 52
Piedade – 40, 123
Pobres – 64
Ponto Primal – ver Báb
Presença de Deus – 109, 110, 111, 137,
151
Profecias – ver Amós, Báb, Isaías,
Jeremias, Joel, Maomé
Pureza – 24, 40, 115, 120, 126
Q
Qá’im – 106, 113, 144
R
Reis – 44, 45/47, 52/53, 57, 63, 89, 91/92,
101, 118
* Epístola aos:
Xá da Pérsia – 30, 52,
115/116
Napoleão III, da França –
57, 65
Tzar da Rússia – 65, 67
Rainha Vitória, da
Inglaterra – 67, 70/71
Religião – 141
* enfraquecimento da - 44
* essência da - 32
* fonte de ordem - 44
* nova - 62
* unidade da – 33, 69
Remédio para as doenças do mundo – 69
Renúncia – 24, 63, 78, 87, 89, 91/92
Ressurreição – 121, 122
Retribuição – 102, 109
Revelação de Bahá’u’lláh – 33, 42, 51,
68, 85, 109, 112, 117, 118, 127/128, 129, 133, 135, 137, 138, 139, 140, 141, 142, 143, 150, 151, 152
Rússia, Tzar da, Epístola ao – 65, 67
S
Sabedoria – 23, 64, 76, 97, 101
Sarça Ardente – 54, 58, 63, 65, 87, 111
Sinai – 27, 36, 51, 53, 54, 55, 58, 63, 65,
71/72, 87, 126, 131, 152
Sinais de Deus – 109, 121/122, 131, 135,
151, 152
Sinceridade – 51, 87
“Sócios de Deus” – 24, 84, 85, 96, 99,
121/122
T
Tajallíyát, Livro de – 42
Teerã – 114, 117/118, 133, 134, 149
Teólogos – 34, 53, 87, 91, 98, 101, 112,
117, 118, 125, 144
Trabalho, redução do – 126
Tribulações – 35, 44, 49, 63, 79, 87, 94,
114/115, 133
U
Unidade – 24
* da religião - 32
* de Deus - 96
* dos Profetas – 54, 55, 66
* ordenada por Bahá’u’lláh – 41,
51, 80
* poder da - 33
V
Vitória, Rainha da Inglaterra, Epístola à –
67, 70/71
Yahyá, Mírzá – 140, 142/143, 146/147,
149, 150
X
Xiita, seita – 111/112, 117, 144, 145, 152
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático
Fé Bahá’í Religião 297.93
Baháismo: Religião 297.93
76
98
Brief an den Sohn des Wolfes á Bahá’u’lláh á Bahá'í Verlag GmbH, Auflage 3.01 (O-2023-02-01)
Brief an den Sohn des Wolfes
Bahá’u’lláh
Im Namen Gottes, des Einen, des Unvergleichlichen, des Allmachtvollen, des Allwissenden, des Allweisen.
Preis sei Gott, dem Ewigen, der nie vergeht, dem Immerwährenden, der niemals schwach wird, dem Selbstbestehenden, der sich niemals wandelt. Er ist es, der alles in Seiner höchsten Herrschaft überragt, der sich durch Seine Zeichen kundgibt und sich durch Seine Geheimnisse verborgen hält. Er ist es, auf dessen Geheiß die Fahne des Erhabensten Wortes in der Welt der Schöpfung aufgerichtet und das Banner des »Er tut, was Er will« inmitten aller Völker aufgepflanzt wurde. Er ist es, der Seinen Glauben zur Führung Seiner Geschöpfe offenbarte und Seine Verse herniedersandte, um Seinen Beweis und Sein Zeugnis darzutun; Er schmückte das Vorwort im Buche des Menschen mit der Zier Seines Ausspruchs: »Der Gott der Barmherzigkeit hat den Qur’án gelehrt; Er hat den Menschen erschaffen und hat ihn die deutliche Sprache gelehrt.« Es ist kein Gott außer Ihm, dem Einen, dem Unvergleichlichen, dem Kraftvollen, dem Mächtigen, dem Wohltätigen.
Das Licht, das vom Himmel der Gaben erstrahlt, und der Segen, der vom Dämmerungsort des Willens Gottes, des Herrn im Reiche der Namen, ausgeht, seien auf Ihm, dem Höchsten Mittler, der Erhabensten Feder, auf Ihm, den Gott zum Aufgangsort Seiner vortrefflichsten Namen und zum Tagesanbruch Seiner erhabensten Attribute gemacht hat. Durch Ihn erstrahlt das Licht der Einheit am Horizont der Welt und durch Ihn wurde das Prinzip der Einzigkeit Gottes allen Völkern offenbart, die sich mit leuchtendem Antlitz dem Höchsten Horizonte zuwenden und anerkennen, was die Zunge der Äußerung im Reiche Seiner Erkenntnis gesprochen hat: »Erde und Himmel, Ruhm und Herrschaft sind Gottes, des Allmächtigen, des Allmachtvollen, des Herrn überströmender Gnade.«
Leihe dein Ohr, o du gefeierter Geistlicher, der Stimme dieses Unterdrückten. Wahrlich, Er rät dir um Gottes willen und ermahnt dich zu dem, was dich in allen Lebenslagen Ihm nahe kommen lässt. Er ist fürwahr der Allbesitzende, der Erhabene. Wisse, dass des Menschen Ohr geschaffen wurde, damit es auf die Göttliche Stimme höre an diesem Tage, der in allen Büchern, Schriften und Tablets erwähnt wurde. So reinige denn deine Seele mit den Wassern der Entsagung und schmücke dein Haupt mit der Krone der Gottesfurcht und deinen Tempel mit der Zier des Vertrauens in Ihn. Alsdann erhebe dich und sprich, dein Angesicht dem Größten Hause zugewandt, dem Orte, den auf Befehl des Ewigen Königs alle Erdenbewohner umkreisen müssen:
»O Gott, mein Gott, mein Verlangen, mein Angebeteter, mein Meister, meine Stütze, meine höchste Hoffnung und meine tiefste Sehnsucht! Du siehst, wie ich mich Dir zuwende, wie ich mich fest an das Seil Deiner Güte halte, mich an den Saum Deiner Großmut klammere, die Heiligkeit Deines Selbstes und die Reinheit Deines Wesens bekenne und Deine Einzigkeit und Deine Einheit bekunde. Ich bezeuge, dass Du der Eine, der Einzige, der Unvergleichliche, der Unvergängliche bist. Du hast Dir in Deinem Reiche keinen Genossen beigesellt, noch hast Du Dir einen Gefährten auf Erden erkoren. Alle erschaffenen Dinge bezeugen, was Du mit der Zunge Deiner Größe schon vor ihrer Erschaffung bekundet hast. Wahrlich, Du bist Gott! Es gibt keinen Gott außer Dir! Seit Ewigkeit warst Du geheiligt über das Lob Deiner Diener und erhaben über die Beschreibung Deiner Geschöpfe. Du siehst, o Herr, wie der Unwissende das Meer Deiner Erkenntnis sucht, der Verdurstende das Lebenswasser Deines Wortes, der Gedemütigte das Zelt Deiner Herrlichkeit, der Arme den Schatz Deiner Reichtümer, der Bittende den Dämmerungsort Deiner Weisheit, der Schwache den Quell Deiner Stärke, der Elende den Himmel Deiner Gaben und der Stumme das Reich Deines Ausdrucks.
Ich bezeuge, o mein Gott und mein König, dass Du mich erschaffen hast, Deiner zu gedenken, Dich zu verherrlichen und Deine Sache zu fördern. Dennoch habe ich Deinen Feinden geholfen, die Deinen Bund brachen, Dein Buch verwarfen, die nicht an Dich glaubten und Deine Zeichen leugneten. Wehe mir, wehe mir ob meines Eigensinns und meiner Schande, meiner Sündhaftigkeit und meines Unrechts, die mich davon abhielten, in das Meer Deiner Einheit zu tauchen und die See Deiner Gnade zu ergründen! Darum wehe mir, wehe mir, und nochmals wehe mir, wehe mir ob meiner Erbärmlichkeit und meiner schrecklichen Vergehen! Du riefst mich ins Leben, o mein Gott, damit ich Dein Wort erhöhe und Deine Sache verkünde. Meine Achtlosigkeit aber hat mich abgehalten und in solcher Weise irregeleitet, dass ich mich aufmachte, Deine Zeichen auszutilgen und das Blut Deiner Geliebten zu vergießen, die die Dämmerungsorte Deiner Zeichen sind, die Morgenröten Deiner Offenbarung und die Schatzkammern Deiner Geheimnisse.
O Herr, mein Herr, und wiederum:
O Herr, mein Herr, und noch einmal:
O Herr, mein Herr!
Ich bezeuge, dass die Früchte des Baumes Deiner Gerechtigkeit ob meiner Bosheit abfielen, dass die Herzen derer unter Deinen Geschöpfen, die sich Deiner Nähe erfreuen, verzehrt wurden und die Seelen der Aufrichtigen unter Deinen Dienern durch das Feuer meiner Widerspenstigkeit zerschmolzen.
Nichtswürdiger Wicht, der ich bin!
Welch grausame Verbrechen habe ich schamlos verübt!
Wehe mir, wehe mir ob meines Fernseins von Dir, ob meines Eigensinns, meiner Dummheit, meiner Niedertracht, ob meiner Auflehnung und meines Widerstands gegen Dich!
Wie viele Tage gab es, an denen Du Deinen Dienern und Deinen Geliebten gebotest, mich zu beschützen, während ich ihnen befahl, Dir und Deinen Vertrauten wehe zu tun!
Und wie zahllos waren die Nächte, in denen Du gnädiglich meiner gedachtest und mir Deinen Pfad wiesest, während ich mich von Dir und Deinen Zeichen abwandte!
Bei Deiner Herrlichkeit, o Du Hoffnung derer, die Deine Einheit anerkennen, und die Herzenssehnsucht jener, die sich von allem außer Dir lösten!
Ich finde keinen Helfer außer Dir, keinen Herrscher, keine Zuflucht oder Freistatt als Dich!
Aber ach, meine Abkehr von Dir hat den Schleier meiner Redlichkeit verbrannt, und meine Absage an Dich hat die Hülle zerrissen, die meine Ehre bedeckte.
O wäre ich doch tief unter der Erde, dass meine Übeltaten vor Deinen Dienern verborgen blieben!
Du siehst den Sünder, o mein Herr, der sich dem Dämmerungsort Deiner Vergebung und Deiner Gnade zuwendet, und erkennst den Berg von Schlechtigkeit, der den Himmel Deiner Barmherzigkeit und Deiner Vergebung sucht.
Ach wehe mir!
Meine großen Sünden haben mich gehindert, dem Hofe Deiner Gnade näherzukommen, und meine gräßlichen Untaten ließen mich weit vom Heiligtum Deiner Gegenwart abirren.
Fürwahr, ich versäumte meine Pflichten vor Dir, ich brach Deinen Bund und Deinen Willen und verübte Taten, die die Bewohner der Städte Deiner Gerechtigkeit und die Dämmerungsorte Deiner Gnade in Deinem Reiche zum Weinen brachten.
O mein Gott, ich bezeuge, dass ich Deine Gebote missachtet und meinen Leidenschaften gefrönt, dass ich die Gesetze Deines Buches verworfen und mich an das Buch meiner eigenen Begierden gehalten habe.
O Jammer über Jammer!
Je größer meine Bosheit wurde, desto mehr nahm Deine Nachsicht mit mir zu, und je wilder das Feuer meiner Widerspenstigkeit wütete, desto stärker suchten Deine Vergebung und Deine Gnade die Flammen zu ersticken.
Bei der Kraft Deiner Allmacht, o Du Verlangen der Welt und wahrer Geliebter aller Völker!
Deine Langmut hat mich hoffärtig und Deine Geduld hat mich dreist gemacht!
O mein Gott, Du siehst die Tränen, die ich ob meiner Schande weine, und hörst die Seufzer, die ich ob meiner Achtlosigkeit ausstoße.
Ich schwöre bei Deiner erhabenen Größe!
Keine Wohnstatt kann ich finden, es sei denn im Schatten des Hofes Deiner Gaben, und keine Zuflucht als unter dem Baldachin Deiner Gnade.
Du siehst mich inmitten eines Meeres hoffnungsloser Verzweiflung, seitdem Du mich Deine Worte hören ließest: ›Verzweifle nicht!‹ Bei Deiner Kraft!
Mein schweres Unrecht hat das Seil meiner Hoffnung zerrissen, und meine Auflehnung hat mein Gesicht vor dem Throne Deiner Gerechtigkeit in Schatten gehüllt.
O mein Gott, Du siehst mich wie tot vor dem Tore Deiner Gunst niederfallen; ich schäme mich, um das Lebenswasser Deiner Vergebung aus der Hand Deiner Güte zu bitten.
Du gabst mir eine Zunge, Deiner zu gedenken und Dich zu preisen; sie aber sprach, was die Seelen Deiner Erwählten, die Dir nahe sind, zerschmelzen ließ und die Herzen der aufrechten Bewohner in den Gemächern der Heiligkeit verzehrte.
Du gabst mir Augen, Deine Zeichen zu erkennen, auf Deine Verse zu schauen und die Offenbarungen des Werkes Deiner Hände zu betrachten; ich aber verwarf Deinen Willen und tat, was die Gläubigen unter Deinen Geschöpfen und die Losgelösten unter Deinen Dienern seufzen ließ.
Du gabst mir Ohren, damit ich auf Deinen Lobpreis lausche, auf Deine Verherrlichung und auf das, was Du vom Himmel Deiner Gaben und von den Höhen Deines Willens herniedersandtest.
Doch wehe mir, wehe mir!
Deiner Sache bin ich abtrünnig geworden, und Deinen Dienern habe ich befohlen, Deine Vertrauten und Deine Geliebten zu schmähen.
Vor dem Throne Deiner Gerechtigkeit habe ich mich in solcher Weise vergangen, dass diejenigen unter den Bewohnern Deines Reiches, die Deine Einheit erkannt haben und Dir ganz ergeben sind, schmerzlich klagten und trauerten.
O mein Gott, ich weiß nicht, welche meiner Übeltaten ich vor der wogenden See Deiner Gunst erwähnen soll und welche meiner Sünden ich bekennen soll, wenn ich den strahlenden Sonnen Deiner herrlichen Gnadengaben gegenübertrete.
Nun flehe ich zu Dir bei den Geheimnissen Deines Buches, bei den Dingen, die in Deiner Erkenntnis verborgen liegen, und bei den Perlen, die in den Muscheln des Weltmeers Deiner Gnade ruhen, zähle mich zu denen, die Du in Deinem Buch erwähntest und in Deinen Tablets beschriebst!
O mein Gott, hast Du mir nach dieser Trübsal noch eine Freude bestimmt, oder eine Hilfe nach diesem Jammer, eine Erleichterung nach dieser Not?
O wehe, wehe mir!
Du hast verfügt, dass jede Kanzel Deiner Verkündigung, der Verherrlichung Deines Wortes und der Offenbarung Deiner Sache geweiht sei; ich aber habe sie bestiegen, um den Bruch Deines Bundes zu predigen, und habe zu Deinen Dienern Worte gesprochen, die die Bewohner der Zelte Deiner Erhabenheit und die Bürger der Städte Deines Wissens zum Weinen brachten.
Wie oft hast Du aus dem Himmel Deiner Gaben die Speise Deiner Worte herniedergesandt, und ich verschmähte sie!
Wie oft hast Du mich zu den stillen Wassern Deiner Gnade gerufen, und ich habe mich abgewandt, weil ich meinen eigenen Lüsten und Begierden folgte!
Bei Deiner Herrlichkeit!
Ich weiß nicht, für welche meiner Sünden ich Dich um Verzeihung bitten und um Vergebung anflehen soll.
Ich weiß nicht, ob welcher meiner Untaten ich mich an den Hof Deiner Großmut, zum Heiligtum Deiner Gunst wenden soll.
So groß sind meine Sünden und Vergehen, dass kein Mensch sie zählen und keine Feder sie schildern kann.
Ich flehe Dich an, o Du, der Du Finsternis in Licht verwandelst, der Du Deine Geheimnisse auf dem Sinai Deiner Offenbarung enthüllst!
Stehe mir allezeit bei, dass ich mein Vertrauen auf Dich setze und mein Tun und Lassen Deiner Führung anbefehle.
Sodann, o mein Gott, lass mich zufrieden sein mit dem, was der Finger Deines Rats gewiesen und die Feder Deines Gebots niedergeschrieben hat.
Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt, und Deine Hand lenkt alles im Himmel und auf Erden.
Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Allwissenden, dem Allweisen.«
O Shaykh! Sei gewiss, dass weder die Verleumdungen der Menschen noch ihre Ablehnung und ihre Spitzfindigkeiten den anfechten können, der sich am Seil der Gunst des Herrn aller Schöpfung und am Saume Seiner Gnade festhält. Bei Gott! Er, die Herrlichkeit Gottes (Bahá), spricht nicht aus eigenem Antrieb. Wer Ihm die Stimme verlieh, ist Er, welcher allen Dingen Stimme gab, auf dass sie Ihn preisen und verherrlichen. Es gibt keinen anderen Gott als Ihn, den Einen, den Unvergleichlichen, den Herrn der Kraft, den Unbedingten.
Die, deren Auge klar, deren Ohr offen, deren Herz erleuchtet und deren Brust geweitet ist, erkennen, was wahr und was falsch ist, und unterscheiden das eine vom andern. Sprich das folgende Gebet, das von der Zunge dieses Unterdrückten floss, und denke darüber nach mit einem Herzen, das frei von aller Bindung ist, und mit reinen und geweihten Ohren gib acht auf seine Bedeutung, auf dass du vielleicht den Hauch der Loslösung atmest und Erbarmen mit dir und anderen empfindest:
»Mein Gott, Du mein Angebeteter, Du Ziel meiner Sehnsucht, Du Allgütiger, Allbarmherziger!
Alles Leben kommt von Dir, und alle Kraft liegt in der Hand Deiner Allmacht.
Wen immer Du erhöhst, der ist über die Engel erhöht und erlangt die Stufe des ›Wahrlich, Wir hoben ihn auf eine hohe Stufe empor‹, und wen immer Du erniedrigst, der wird gemeiner als der Staub, nein, weniger als ein Nichts.
O Göttliche Vorsehung!
Böse, sündig und haltlos wie wir sind, suchen wir dennoch bei Dir den ›Sitz der Wahrheit‹ und sehnen uns danach, das Antlitz des Allmächtigen Königs zu schauen.
Dein ist der Befehl, alle Herrschaft liegt bei Dir, und das Reich der Macht beugt sich auf Dein Geheiß.
Alles, was Du tust, ist reine Gerechtigkeit, ist Gnade in ihrer wahren Gestalt.
Ein Schimmer vom Strahlenglanz Deines Namens ›der Allbarmherzige‹ genügt, um jede Spur von Sündhaftigkeit aus der Welt zu bannen und zu tilgen, und ein einziger Hauch von den Lüften des Tages Deiner Offenbarung reicht aus, die ganze Menschheit mit einem neuen Gewand zu schmücken.
O Du Allmächtiger!
Verleihe Deinen schwachen Geschöpfen Deine Stärke, und belebe die, welche den Toten gleichen, auf dass sie Dich finden, zum Weltmeer Deiner Führung gelangen und standhaft in Deiner Sache bleiben.
Wird der Duft Deines Lobpreises in einer der verschiedenen Sprachen der Welt, des Ostens oder des Westens, verbreitet, dann wird diese Sprache wahrlich lieb und wert gehalten.
Wäre eine Sprache aber dieses Duftes beraubt, dann wäre sie keiner Erwähnung wert, sei es in Worten oder auch nur in Gedanken.
O Vorsehung, wir bitten Dich, zeige allen Menschen Deinen Weg und führe sie den geraden Pfad.
Wahrlich, Du bist der Allmächtige, der Allmachtvolle, der Allwissende, der Allschauende.«
Wir flehen zu Gott, Er möge dir beistehen, gerecht und aufrichtig zu sein, und dich mit den Dingen vertraut machen, die vor den Augen der Menschen verborgen waren. Er ist in Wahrheit der Mächtige, der Unbezwungene. Wir bitten dich, über das nachzudenken, was geoffenbart wurde, und in deiner Rede ehrlich und gerecht zu sein, auf dass vielleicht das Tagesgestirn der Wahrhaftigkeit und der Aufrichtigkeit in seinem Glanz erstrahle, dich aus dem Dunkel der Unwissenheit befreie und die Welt mit dem Licht der Erkenntnis erleuchte. Dieser Unterdrückte hat weder eine Schule besucht noch an dem Wortstreit der Gelehrten teilgenommen. Bei Meinem Leben! Nicht aus eigenem Antrieb habe Ich von Mir gekündet, sondern Gott hat Mich nach Seinem ureigenen Ratschluss geoffenbart. Im Tablet an Seine Majestät den Sháh – möge Gott, gepriesen und verherrlicht sei Er, ihm beistehen – strömten folgende Worte von der Zunge dieses Unterdrückten:
»O König! Ich war nur ein Mensch wie andere und lag schlafend auf Meinem Lager. Siehe, da wehten die Lüfte des Allherrlichen über Mich hin und lehrten Mich die Erkenntnis all dessen, was war. Dies ist nicht von Mir, sondern von Einem, der allmächtig und allwissend ist. Und Er gebot Mir, Meine Stimme zwischen Erde und Himmel zu erheben, und um dessentwillen befiel Mich, was jedes verständigen Menschen Tränen fließen ließ. Die Gelehrsamkeit der Menschen studierte Ich nicht; ihre Schulen betrat Ich nicht. Frage nach in der Stadt, wo Ich wohnte, und sei dessen wohl versichert, dass Ich nicht zu denen gehörte, die falsch reden. Das hier ist nur ein Blatt, das die Winde des Willens deines Herrn, des Allmächtigen, des Allgepriesenen, bewegt haben. Kann es ruhen, wenn der Sturmwind weht? Nein bei Ihm, dem Herrn aller Namen und Eigenschaften! Sie bewegen es nach ihrem Belieben. Das unscheinbare Ding ist wie ein Nichts vor Ihm, dem Ewigen. Sein allbezwingender Ruf hat Mich erreicht und ließ Mich Seinen Lobpreis unter allem Volke verkünden. Fürwahr, Ich war wie tot, als Sein Befehl erging. Die Hand des Willens deines Herrn, des Mitleidsvollen, des Barmherzigen, verwandelte Mich.«
Jetzt ist der Augenblick gekommen, dich mit den Wassern der Loslösung, die aus der Erhabensten Feder flossen, zu reinigen, und über das, was immer wieder herniedergesandt und geoffenbart wurde, nachzudenken. Dann strebe danach, soweit es in deinen Kräften steht, das Feuer der Feindschaft und des Hasses, das in den Herzen der Völker dieser Welt schwelt, mit der Macht der Weisheit und der Kraft deiner Worte auszulöschen. Die Göttlichen Boten wurden herabgesandt und Ihre Bücher wurden geoffenbart, damit die Erkenntnis Gottes vertieft und Einheit und Brüderlichkeit unter den Menschen gefördert werden. Aber siehe, wie sie das Gesetz Gottes zum Grund und Vorwand für Verderbtheit und Hass benützten. Wie bedauerlich, wie jämmerlich ist es, dass die meisten Menschen an den Dingen hängen, die sie besitzen, und sich nur mit diesen beschäftigen, während sie dessen, was Gottes ist, nicht gewahr werden und wie durch einen Schleier davon getrennt sind!
Sprich: »O Gott, mein Gott! Schmücke mein Haupt mit der Krone der Gerechtigkeit und meinen Tempel mit der Zier der Redlichkeit. Du bist wahrlich der Besitzer aller Wohltaten und Gaben.«
Gerechtigkeit und Redlichkeit sind die beiden Wächter, die über die Menschen wachen. Von ihnen gehen deutliche, gesegnete Worte aus, die die Grundlage für das Wohl der Welt und den Schutz ihrer Völker bilden.
Die folgenden Worte flossen aus der Feder dieses Unterdrückten in einem Seiner Tablets: »Die Absicht des einen wahren Gottes – erhaben ist Seine Herrlichkeit – ist es, aus der Tiefe des Menschen die geheimnisvollen Edelsteine ans Licht zu fördern – die Aufgangsorte Seiner Sache und die Speicher der Perlen Seiner Erkenntnis; denn Gott selbst ist der Unsichtbare, der Verborgene, vor den Augen der Menschen verhüllt. Denke über das nach, was der Barmherzige im Qur’án offenbarte: ›Keine Schau kann Ihn umfassen, aber Er umfasst alle Schau; Er ist der Scharfblickende, der Allkennende.‹«
Dass es den verschiedenen Gemeinschaften und den mannigfachen Glaubensrichtungen auf der Erde nie gestattet sein sollte, Gefühle der Feindschaft unter den Menschen zu nähren, gehört an diesem Tage zum Wesen des Glaubens Gottes und zu Seiner Religion. Diese Grundsätze und Gesetze, diese festgefügten und mächtigen Glaubenssysteme gingen alle aus einer Quelle hervor und sind die Strahlen eines Lichtes. Wenn sie sich voneinander unterscheiden, so ist dies den wechselnden Erfordernissen der Zeitalter zuzuschreiben, in denen sie verkündet wurden.
Gürte deine Lenden, o Volk Bahás, und bemühe dich, dass sich vielleicht der Lärm religiösen Haders und Streites, der die Völker der Erde beunruhigt, lege und keine Spur davon mehr übrig bleibe. Um der Liebe zu Gott und Seinen Dienern willen erhebt euch, diese erhabene, folgenreiche Offenbarung zu unterstützen. Religiöser Fanatismus und Hass sind ein weltverzehrendes Feuer, dessen Gewalt niemand zu dämpfen vermag. Nur die Hand Göttlicher Macht kann die Menschheit von dieser verheerenden Plage befreien. Denke an den Krieg, der zwischen den beiden Nationen entbrannt ist! Beide Seiten setzen ihre ganze Habe und ihr Leben aufs Spiel. Wieviele Dörfer wurden völlig ausgelöscht!
Die Äußerung Gottes ist eine Lampe, deren Licht die Worte sind: Ihr seid die Früchte eines Baumes und die Blätter eines Zweiges. Verkehrt miteinander in größter Liebe und Eintracht, in Freundschaft und Brüderlichkeit. Er, die Sonne der Wahrheit, ist Mein Zeuge! So mächtig ist das Licht der Einheit, dass es die ganze Erde erleuchten kann. Der eine wahre Gott, der alle Dinge kennt, bezeugt die Wahrheit dieser Worte.
Bemüht euch, diese erlauchte und erhabene Stufe zu erreichen, eine Stufe, die den Schutz und die Sicherheit der ganzen Menschheit verbürgt. Dieses Ziel übertrifft jedes andere Ziel, und dieses Streben ist der Fürst allen Strebens. Aber noch verdunkeln dichte Wolken der Unterdrückung das Morgenlicht der Gerechtigkeit; solange sie nicht zerstreut sind, fällt es schwer, die Herrlichkeit dieser Stufe vor den Augen der Menschen zu entschleiern. Diese dichten Wolken sind der Ausdruck eitler Vorstellungen und leerer Einbildungen, die die Geistlichen Persiens hegen. Einmal sprachen Wir in der Sprache des Gesetzgebers, ein anderes Mal in der des Wahrheitssuchers und des Mystikers; aber immer war es Unsere höchste Absicht und Unser größter Wunsch, die Herrlichkeit und Erhabenheit dieser Stufe zu enthüllen. Wahrlich, Gott ist ein ausreichender Zeuge!
O Volk Bahás! Verkehre mit allen Menschen im Geiste der Freundschaft und Kameradschaft. Wenn du eine Wahrheit erkannt hast und ein Juwel besitzest, das andere nicht besitzen, dann teile es mit ihnen in Worten größter Freundlichkeit und höchsten Wohlwollens. Wird die Wahrheit angenommen und erfüllt sie ihren Zweck, so ist dein Ziel erreicht. Weist jemand sie zurück, so überlasse ihn sich selbst und flehe zu Gott, dass Er ihn führe. Hüte dich, ihn unfreundlich zu behandeln. Freundlicher Zuspruch ist ein Magnet für die Menschenherzen. Er ist das Brot des Geistes, er verleiht den Worten Bedeutung und ist die Quelle des Lichts der Wahrheit und des Verstehens.
Mit »Geistlichkeit« sind an der zuvor angeführten Stelle jene Menschen gemeint, die sich äußerlich das Gewand der Erkenntnis überwerfen, in ihrem Innern aber deren ermangeln. In diesem Zusammenhang führten Wir im Tablet an Seine Majestät den Sháh verschiedene Textstellen aus den Verborgenen Worten an, die die Feder Abhás unter dem Titel Buch der Fáṭimih – Gottes Segen ruhe auf ihr – offenbarte.
»O ihr Toren, die ihr als weise geltet! Warum verkleidet ihr euch als Hirten, da ihr doch innerlich zu Wölfen wurdet, die nach Meiner Herde trachten? Ihr gleicht dem Morgenstern, der vor der Dämmerung strahlend und hell scheint und der doch die Wanderer zu Meiner Stadt in die Irre und auf den Pfad des Verderbens leitet.«
Desgleichen sagt Er:»O ihr scheinbar Vollkommenen, doch innerlich Unvollkommenen! Ihr seid wie reines, doch bitteres Wasser, das äußerlich kristallklar scheint, von dem aber bei der Probe durch den göttlichen Prüfer nicht ein Tropfen angenommen wird. Ja, der Sonnenstrahl fällt gleicherweise auf den Staub wie den Spiegel, doch in ihrem Widerschein unterscheiden sie sich wie der Stern von der Erde – ja mehr noch, der Unterschied ist unermesslich.«
Und weiterhin spricht Er:»O Wesen der Leidenschaft! Manches Mal kam Ich in der Morgendämmerung aus den Reichen des Unendlichen zu deiner Wohnung und fand dich auf dem Lager der Behaglichkeit mit anderem als Mir beschäftigt. Da kehrte Ich dem Blitzstrahl des Geistes gleich zu den Reichen der himmlischen Herrlichkeit zurück, ohne es in Meiner Zufluchtstätte droben die Heerscharen der Heiligkeit wissen zu lassen.«
Und wiederum spricht Er: »O du Sklave dieser Welt! Zu mancher Morgenstunde wehte der Hauch Meiner liebenden Güte über dich hin und fand dich auf dem Lager der Nachlässigkeit tief schlafend. Deinen bejammernswerten Zustand beklagend, kehrte er zurück, woher er gekommen war.«
Jene Geistlichen aber, die wahrhaft mit der Zier der Erkenntnis und mit einem edlen Charakter geschmückt sind, sind wie das Haupt für den Körper der Welt und wie Augen für die Völker. Zu allen Zeiten hing und hängt die Führung der Menschen von solchen gesegneten Seelen ab. Wir flehen zu Gott, Er möge ihnen gnädig beistehen, nach Seinem Willen und Wohlgefallen zu handeln. Er ist wahrlich der Herr aller Menschen, der Herr dieser Welt und der kommenden.
O Shaykh! Wie Wir erfahren haben, hast du dich von Uns abgewandt und dich in solcher Weise gegen Uns gestellt, dass du den Leuten befahlst, Mich zu verfluchen und das Blut der Diener Gottes zu vergießen. Gott belohne den, der da sagte: »Gerne will ich dem Richter gehorchen, der in so ungewöhnlicher Weise verfügte, dass mein Blut im Ḥill wie im Ḥaram vergossen werde.« Wahrlich, Ich sage: Was sich auch immer auf dem Pfade Gottes zuträgt, es ist das Wohlgefallen der Seele und der Wunsch des Herzens. Tödliches Gift ist auf Seinem Pfade reiner Honig und jede Trübsal ein Trunk kristallklaren Wassers. Im Tablet an Seine Majestät den Sháh steht geschrieben: »Bei Ihm, der die Wahrheit ist! Ich fürchte keinen Kummer auf Seinem Pfad noch irgendeine Prüfung in Meiner Liebe zu Ihm. Wahrlich, Gott machte das Leid zum Morgentau auf Seiner grünen Au und zum Docht für Seine Lampe, die Erde und Himmel erleuchtet.«
Wende dein Herz Ihm zu, der die Ka‘bah Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden, ist, und erhebe deine Hände zur Gnade Gottes, des Herrn aller Welten, in so festem Glauben, dass sich alle erschaffenen Dinge gleichfalls veranlasst sehen, die Hände zu erheben. Alsdann richte dein Angesicht in solcher Weise auf Ihn, dass alles Leben gleich dir zu Seinem strahlend hellen Horizont aufblickt, und sprich: »Du siehst mich, o mein Herr, wie ich mein Antlitz dem Himmel Deiner Gnade und dem Weltmeer Deiner Gunst zuwende, losgelöst von allem außer Dir. Ich bitte Dich, beim Glanz der Sonne Deines Erscheinens auf dem Berge Sinai und bei den Strahlen des Gestirns Deiner Gnade, das vom Himmelskreis Deines Namens ›der Immervergebende‹ herniederstrahlt, gewähre mir Deine Vergebung und lass Deine Barmherzigkeit über mir walten. Sodann schreibe für mich mit Deiner Feder der Herrlichkeit nieder, was mich durch Deinen Namen in der Welt der Schöpfung erhöht. Hilf mir, o mein Herr, mich Dir zuzuwenden und auf die Stimme Deiner Geliebten zu hören, die alle Macht der Erde nicht schwächen konnte und die die Gewalt der Völker nicht von Dir fernzuhalten vermochte. Dir eilen sie entgegen und sprechen: ›Gott ist unser Herr, der Herr aller im Himmel und auf Erden!‹«
O Shaykh! Wahrlich, Ich sage dir: Das Siegel des Erlesenen Weines ist in Seinem Namen ›der Selbstbestehende‹ erbrochen worden; versage ihn dir nicht! Dieser Unterdrückte spricht nur nach Gottes Willen; um Gottes willen solltest auch du über das nachdenken, was herniedergesandt und geoffenbart wurde, damit vielleicht auch du an diesem gesegneten Tage deinen Anteil an den reichlichen Ausgießungen Dessen erhalten mögest, der wahrlich der Wohltäter aller ist, und du nicht leer ausgehen mögest! Dies würde Gott wahrlich nicht schwerfallen. Durch Gottes Wort wurde Adam, aus Staub geschaffen, auf den himmlischen Thron erhoben, ein einfacher Fischer wurde zur Schatzkammer göttlicher Weisheit, und Abú-Dhar, der Schäfer, wurde ein Fürst der Völker!
Dieser Tag, o Shaykh, war und ist niemals der Tag, an dem menschengemachte Künste und Wissenschaften dem Menschen als wahrer Maßstab gelten können, hat doch anerkanntermaßen Er, der in keiner Kunst oder Wissenschaft bewandert war, den Thron aus reinstem Gold bestiegen und den Ehrensitz im Rat der Erkenntnis eingenommen, während der gefeierte Erklärer und Wahrer dieser Künste und Wissenschaften ausgeschlossen blieb. Mit ›Künsten und Wissenschaften‹ ist hier gemeint, was mit Worten anfängt und mit Worten aufhört. Solche Künste und Wissenschaften jedoch, die gute Ergebnisse zeitigen, die Früchte tragen und dem Wohlergehen und dem Frieden der Menschen dienlich sind, waren vor Gott angenehm und werden es bleiben. Würdest du Meiner Stimme Gehör schenken, du würdest alle deine Habe beiseite werfen und deinen Blick auf den Ort heften, an dem das Weltmeer der Weisheit und des Wortes wogt und die Düfte der Güte deines Herrn, des Mitleidsvollen, wehen.
In diesem Zusammenhang erscheint es Uns ratsam, kurz einige vergangene Geschehnisse anzuführen, die vielleicht der Sache der Gerechtigkeit und Rechtlichkeit zur Rechtfertigung dienen können.
Als Seine Majestät der Sháh – möge ihm Gott, sein Herr, der Allbarmherzige, mit Seiner stärkenden Gnade beistehen – eine Reise nach Iṣfahán plante, besuchte dieser Unterdrückte mit seiner Erlaubnis die heiligen und erlauchten Ruhestätten der Imáme – Gottes Segen ruhe auf ihnen.
Als Wir zurückkehrten, begaben Wir Uns wegen der großen Hitze, die in der Hauptstadt herrschte, nach Lavásán.
Kurz nach Unserer Abreise wurde der Anschlag auf das Leben Seiner Majestät verübt – möge Gott, erhaben und verherrlicht sei Er, ihm beistehen.
Es waren unruhige Tage, und die Flammen des Hasses schlugen hoch.
Viele wurden verhaftet, darunter auch dieser Unterdrückte.
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Wir standen in keinerlei Beziehung zu dieser Missetat, und Unsere Unschuld wurde von den Gerichten einwandfrei festgestellt.
Dennoch ergriff man Uns und führte Uns von Níyávarán, dem damaligen Wohnsitz Seiner Majestät, zu Fuß und in Ketten, barhäuptig und mit bloßen Füßen, in den Kerker von Ṭihrán.
Ein roher Kerl, der neben Uns herritt, riss Uns den Hut vom Haupte, während Wir von einem Trupp Henkersknechte und Amtspersonen dahingetrieben wurden.
Vier Monate lang mussten Wir in einem unbeschreiblich schmutzigen Loch verbringen.
Eine enge, finstere Grube wäre dem Kerker vorzuziehen, in den dieser Unterdrückte und andere ähnlich Misshandelte gesperrt wurden.
Bei Unserer Einlieferung wurden Wir zuerst einen pechschwarzen Gang entlanggeführt, von dort stiegen Wir drei steile Treppen zu dem Verließ hinab, das Uns bestimmt war.
Dieser Kerker war in dichtes Dunkel gehüllt; Unsere Mitgefangenen zählten nahezu einhundertfünfzig Menschen:
Diebe, Mörder und Straßenräuber.
Trotz seiner Überfüllung hatte das Verließ keinen anderen Auslass als den Gang, durch den Wir gekommen waren.
Keine Feder kann diesen Ort beschreiben, keine Zunge seinen widerlichen Gestank schildern.
Die meisten dieser Menschen hatten weder Kleider noch Stroh, darauf zu liegen.
Nur Gott weiß, was Wir in diesem übelriechenden, finsteren Raum zu leiden hatten!
Während Wir in diesem Kerker lagen, dachten Wir Tag und Nacht über die Taten, die Geisteshaltung und die Lebensführung der Bábí nach. Wir fragten Uns, was so hochgesinnte, edle und verständige Leute zu solch einem vermessenen, abscheulichen Anschlag gegen das Leben Seiner Majestät veranlasst haben könnte. Hierauf beschloss dieser Unterdrückte, sich nach Seiner Entlassung aus dem Gefängnis aufzumachen und alle Kraft an die Aufgabe der geistigen Neubelebung dieser Menschen zu wenden.
Eines Nachts im Traum waren von allen Seiten diese erhabenen Worte zu hören: »Wahrlich, Wir werden Dich durch Dich selbst und durch Deine Feder siegreich machen. Sei nicht traurig über das, was Dir widerfahren ist, und fürchte Dich nicht, denn Du bist in Sicherheit. Binnen kurzem wird Gott die Schätze der Erde offenkundig machen – Menschen, die Dir beistehen werden durch Dich selbst und durch Deinen Namen, durch welchen Gott die Herzen derer belebt, die Ihn erkannt haben.«
Und als dieser Unterdrückte Sein Gefängnis verließ, reisten Wir nach dem ‘Iráq, dem Befehl Seiner Majestät des Sháhs folgend – möge Gott, gepriesen sei Er, ihm beistehen –, wobei Wir von Beamten im Dienst der geschätzten und geehrten Regierung von Persien und Russland geleitet wurden. Nach Unserer Ankunft offenbarten Wir mit der Hilfe Gottes und Seiner Gnade und Barmherzigkeit einer Regenflut gleich Unsere Verse und sandten diese in verschiedene Teile der Welt. Alle Menschen, besonders aber dieses Volk, ermahnten Wir mit weisem Rat und liebendem Verweis und verboten ihm, sich in Aufruhr, Zank, Wortstreit oder Kampf einzulassen. Durch Gottes Gnade wandelte sich auf diese Weise törichter Eigensinn in fromme Verständigkeit, und aus Waffen wurden Werkzeuge des Friedens.
In den Tagen, da Ich im Kerker in Ṭihrán lag, vergönnten Mir die schweren Ketten, die Mich wundrieben, und die üble Luft nur wenig Schlaf; dennoch hatte Ich in den seltenen Augenblicken des Schlummers ein Gefühl, wie wenn etwas vom Scheitel Meines Hauptes über Meine Brust strömte, einem mächtigen Sturzbach gleich, der sich vom Gipfel eines hohen Berges zu Tal ergießt. Jedes Glied Meines Körpers wurde so in Flammen gesetzt, und Meine Zunge sprach in solchen Augenblicken Worte, die zu hören kein Mensch hätte ertragen können.
Im folgenden wollen Wir einige Stellen aus Tablets anführen, die besonders für dieses Volk geoffenbart wurden, damit sich jeder überzeuge, dass dieser Unterdrückte in einer Weise gehandelt hat, die vor den Einsichtsvollen und vor jenen, welche Gerechtigkeit und Billigkeit verkörpern, wohl bestehen kann:
»O ihr Freunde Gottes in Seinen Städten, ihr Geliebten Gottes in Seinen Landen! Dieser Unterdrückte verpflichtet euch zu Ehrenhaftigkeit und Frömmigkeit. Gesegnet die Stadt, die durch ihr Licht erleuchtet wird! Durch diese Eigenschaften wird der Mensch erhoben und das Tor der Sicherheit vor aller Schöpfung geöffnet. Glücklich der Mensch, der sich fest an sie hält und ihren Wert erkennt, und wehe dem, der ihre Bedeutung leugnet!«
Und in anderem Zusammenhang wurden diese Worte geoffenbart: »Wir machen es den Dienern und Dienerinnen Gottes zur Pflicht, rein zu sein und Gott zu fürchten, auf dass sie den Schlummer ihrer verderbten Begierden abschütteln und sich Gott, dem Schöpfer der Himmel und der Erde, zuwenden. So haben Wir es den Gläubigen befohlen, als das Tagesgestirn der Welt vom Horizont des ‘Iráq erstrahlte. Meine Gefangenschaft grämt Mich nicht, noch bedrücken Mich die Leiden, die Ich erdulde, oder was Mir die Hände Meiner Bedrücker zugefügt haben. Was Mich härmt, ist das Betragen jener, die Meinen Namen tragen, aber Dinge begehen, die Mein Herz und Meine Feder zum Klagen bringen. Jene, die Unordnung im Lande verbreiten, Hand an das Eigentum anderer legen, ein Haus ohne Erlaubnis seines Besitzers betreten – wahrlich, mit diesen haben Wir nichts zu schaffen, bis sie bereuen und zu Gott, dem Immervergebenden, dem Allbarmherzigen, zurückkehren.«
Und wieder an anderer Stelle: »O Völker der Erde! Eilt, nach dem Wohlgefallen Gottes zu handeln, und kämpft tapfer, wie es euch zu kämpfen geziemt, für die Verkündigung Seiner unwiderstehlichen, unerschütterlichen Sache. Wir haben angeordnet, dass auf dem Pfade Gottes der Krieg mit den Heeren der Weisheit und des Wortes geführt werden soll, mit den Waffen eines guten Charakters und lobenswerter Taten. So wurde es von Ihm, dem Allmächtigen, dem Allmachtvollen, bestimmt. Es gibt keinen Ruhm für denjenigen, der Unordnung auf der Erde schafft, nachdem diese so wohl geordnet wurde. Fürchte Gott, o Volk, und zähle nicht zu denen, die Unrecht tun«.
Und nochmals in anderem Zusammenhang: »Redet nicht schlecht voneinander. Wahrlich, Wir sind gekommen, um alle Erdenbewohner zu vereinen und zusammenzuführen. Dies bezeugt das, was das Meer Meines Wortes unter den Menschen offenbarte, und doch ist die Mehrzahl der Menschen in die Irre gegangen. Wenn euch jemand verleumdet, wenn euch Leid auf dem Pfade Gottes befällt, dann seid geduldig und setzt euer Vertrauen auf Ihn, den Hörenden, den Sehenden. Er, wahrlich, ist Augenzeuge; Er sieht alles und tut kraft Seiner höchsten Herrschaft, was Ihm gefällt. Wahrlich, Er ist der Herr der Stärke und der Macht. Im Buche Gottes, des Mächtigen, des Großen, ist euch verboten, euch in Kampf und Streit einzulassen. Haltet euch fest an das, was euch und den Völkern der Welt nützt. So befiehlt es euch der König der Ewigkeit, der in Seinem Größten Namen offenbar ist. Er, wahrlich, ist der Verordner, der Allweise.«
Und wieder ein andermal: »Hütet euch, irgend jemandes Blut zu vergießen! Zieht das Schwert eurer Zunge aus der Scheide der Äußerung, denn damit könnt ihr die Bollwerke der Menschenherzen erobern. Wir haben das Gebot, den Heiligen Krieg gegeneinander zu führen, aufgehoben. Gottes Barmherzigkeit hat wahrlich alle erschaffenen Dinge umfangen – wolltet ihr es doch begreifen!«
Und wiederum an anderer Stelle: »O Volk! Verbreite keine Unordnung im Lande und vergieße nicht irgend jemandes Blut! Missbrauche nicht das Vermögen anderer und folge nicht jedem fluchwürdigen Schwätzer!«
Und in noch anderem Zusammenhang: »Die Sonne des Göttlichen Wortes kann niemals untergehen, ihre Strahlen können nicht ausgelöscht werden. An diesem Tage wurden die folgenden erhabenen Worte von dem Lotosbaum gehört, über den hinaus keiner gehen kann: ›Ich halte zu dem, der Mich liebt, der getreu Meine Gebote befolgt und alles von sich wirft, was ihm in Meinem Buch verboten wurde.‹«
Und wieder ein anderes Mal: »Dies ist der Tag, von Gott zu sprechen, Sein Lob zu verkünden und Ihm zu dienen; beraubt euch dessen nicht. Ihr seid die Buchstaben der Worte, ihr seid die Worte des Buches. Ihr seid die Triebe, die die Hand der Güte in den Boden der Barmherzigkeit pflanzte und die die Schauer der Großmut zum Blühen brachten. Er hat euch vor den Stürmen des Unglaubens und den Unwettern der Gottlosigkeit behütet, und Er hat euch mit den Händen Seiner liebenden Vorsehung großgezogen. Jetzt ist es für euch an der Zeit, Blätter zu treiben und Früchte zu tragen. Die Früchte am Baume des Menschen sind seit eh und je edle Taten und ein lobenswerter Charakter. Vorenthaltet diese Früchte den Achtlosen nicht! Werden sie angenommen, ist euer Ziel erreicht und der Zweck des Lebens erfüllt. Wo nicht, da überlasst jene ihrem Zeitvertreib, leeren Wortstreit zu führen. Strebe danach, o Volk Gottes, die Herzen der verschiedenen Völker auf Erden mit den Wassern deiner Nachsicht und Güte von Hass und Feindseligkeit zu reinigen und zu läutern, auf dass sie würdig und tauglich werden, die Strahlen der Sonne der Wahrheit aufzunehmen.«
Im vierten Ishráq des Ishráqát (des Tablets von der Pracht) führten Wir aus: »Jede Sache braucht einen Helfer. In dieser Sendung sind die Heerscharen, die sie zum Siege führen, lobenswerte Taten und ein aufrechter Charakter. Der Anführer und Befehlshaber dieser Heerscharen ist seit je die Gottesfurcht, die alle Dinge umfasst und beherrscht.«
Im dritten Tajallí des Buches Tajallíyát (des Buches vom Strahlenglanz) schrieben Wir: »Künste, Gewerbe und Wissenschaften erhöhen die Welt des Seins und tragen zu ihrer Vervollkommnung bei. Wissen gleicht den Flügeln im Leben des Menschen, es ist wie eine Leiter für seinen Aufstieg; es ist jedermanns Pflicht, sich Wissen zu erwerben. Jedoch sollten solche Wissenschaften studiert werden, die den Völkern auf Erden nützen, nicht solche, die mit Worten beginnen und mit Worten enden. Die Völker der Welt verdanken in der Tat viel den Wissenschaftlern und Handwerkern. Dies bezeugt das Mutterbuch an solch hervorragender Stelle.«
In der Tat, Wissen ist ein wahrer Schatz für den Menschen, eine Quelle des Ruhmes, der Großmut, der Freude, der Erhabenheit, des Frohsinns und der Heiterkeit. Glücklich der Mensch, der sich daran hält, und wehe dem Achtlosen!
Es ist deine Pflicht, unter allen Umständen die Menschen zu dem anzuhalten, was sie befähigt, geistige Eigenschaften und edle Taten an den Tag zu legen, auf dass sie gewahr werden, was zur Erhöhung des Menschen führt, und mit ganzer Kraft der höchsten Stufe, dem Gipfel des Ruhmes entgegenstreben. Die Gottesfurcht war stets das Wichtigste in der Erziehung Seiner Geschöpfe. Wohl denen, die sie erlangt haben!
Das erste Wort, das die Feder Abhás offenbarte und auf dem ersten Blatt des Paradieses niederschrieb, lautet: »Wahrlich, Ich sage euch: Die Gottesfurcht war von jeher ein sicherer Schutz und eine feste Burg für alle Völker der Welt. Sie ist das vortrefflichste Mittel zum Schutz der Menschheit und die Hauptursache ihrer Erhaltung. Es gibt etwas im Wesen des Menschen, das ihn beschützt und bewahrt vor dem, was unwürdig und unpassend ist. Dieses Etwas wird ›Sittsamkeit‹ genannt. Aber nur wenigen ist diese Tugend beschieden, denn nicht alle sind mit ihr ausgestattet. Es obliegt den Königen und den geistigen Führern der Welt, sich fest an die Religion zu halten, denn durch sie wird allen außer Ihm selbst Gottesfurcht eingeflößt.«
Das zweite Wort, das Wir auf dem zweiten Blatt des Paradieses verzeichneten, ist das folgende: »In diesem Augenblick wendet sich die Feder des Göttlichen Erklärers an die Offenbarungen der Obrigkeit und die Quellen der Macht, nämlich an die Könige und Regenten der Erde – möge Gott ihnen beistehen – und befiehlt ihnen, stets die Anliegen der Religion zu unterstützen und sich fest an sie zu halten. Religion ist wahrlich das vortrefflichste Mittel zur Errichtung der Ordnung in der Welt und für die Ruhe ihrer Völker. Die Schwäche der Pfeiler der Religion hat die Toren gestärkt und sie dreist und anmaßend gemacht. Wahrlich, Ich sage: Je stärker die Religion verfällt, desto widerspenstiger werden die Gottlosen. Dies kann letztlich nur in Chaos und Gesetzlosigkeit enden. Hört auf Mich, o ihr Einsichtsvollen, und seid gewarnt, o ihr, die ihr Unterscheidungsvermögen besitzt!«
Wir hegen die Hoffnung, dass du mit aufmerksamem Ohr auf das hörst, was Wir dir mitgeteilt haben, damit es dir gelingen möge, die Menschen von dem, was sie besitzen, weg- und zu dem, was Gott besitzt, hinzuführen. Wir flehen zu Gott, er möge das Licht der Redlichkeit und die Sonne der Gerechtigkeit von den dichten Wolken der Widerspenstigkeit befreien und auf die Menschen scheinen lassen. Kein Licht kann sich mit dem der Gerechtigkeit vergleichen. Die Begründung der Ordnung in der Welt und die Ruhe der Völker hängen davon ab.
Im Buch der Äußerung wurden die folgenden erhabenen Worte niedergeschrieben und festgehalten: »Sprecht, o Freunde! Strebt danach, dass die Leiden, die dieser Unterdrückte und ihr auf dem Pfade Gottes erduldetet, sich nicht als vergebens erweisen. Klammert euch an den Saum der Tugend und haltet euch fest am Seil der Vertrauenswürdigkeit und Frömmigkeit. Befasst euch mit den Dingen, die der Menschheit nützen, und nicht mit euren verderbten, selbstischen Begierden. O ihr Anhänger dieses Unterdrückten! Ihr seid die Hirten der Menschheit! Befreit eure Herden von den Wölfen übler Lüste und Leidenschaften und schmückt sie mit der Zier der Gottesfurcht. Also lautet der unumstößliche Befehl, der zu dieser Stunde aus der Feder Dessen fließt, der der Altehrwürdige der Tage ist. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Das Schwert eines tugendhaften Charakters und aufrechten Verhaltens ist schärfer als Klingen aus Stahl. Die Stimme des wahren Glaubens ruft in diesem Augenblick laut und spricht: O Volk! Wahrlich, der Tag ist gekommen, und Mein Herr ließ Mich durch ein Licht erstrahlen, dessen Glanz die Sonnen der Äußerung in den Schatten stellt. Fürchtet den Barmherzigen und gehört nicht zu denen, die in die Irre gehen!«
Das dritte Wort, das Wir auf dem dritten Blatt des Paradieses aufzeichneten, lautet: »O Sohn des Menschen! Wenn du auf Barmherzigkeit siehst, dann gib auf, was dir Nutzen bringt, und halte dich an das, was der Menschheit nützt. Und wenn du auf Gerechtigkeit siehst, dann wähle für deinen Nächsten, was du für dich selbst wählst. Demut erhebt den Menschen zum Himmel des Ruhms und der Macht, Stolz dagegen erniedrigt ihn zu Schmach und Schande. Groß ist dieser Tag und mächtig der Ruf! In einem Unserer Tablets haben Wir diese erhabenen Worte geoffenbart: ›Wenn die Welt des Geistes ganz auf den Gehörsinn übertragen wäre, könnte dieser beanspruchen, würdig zu sein, auf die Stimme, die vom Höchsten Horizonte aus ruft, zu lauschen; denn anders sind diese Ohren, durch Lügen besudelt, niemals aufnahmefähig.‹ Wohl denen, die hören, und wehe den Achtlosen!«
Wir flehen zu Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit –, und Wir hegen die Hoffnung, dass Er gnädig den Offenbarungen des Reichtums und der Macht, den Dämmerungsorten der Herrschaft und des Ruhmes, den Königen auf Erden, beistehe – möge Gott ihnen durch Seine stärkende Gnade helfen –, den Geringeren Frieden zu errichten.
Dies ist in der Tat das beste Mittel, die Ruhe der Völker zu sichern.
Es ist die Pflicht der Herrscher der Welt – möge ihnen Gott helfen –, sich vereint und standhaft an diesen Frieden zu halten, er ist das wichtigste Werkzeug für den Schutz der ganzen Menschheit.
Wir hoffen, dass sich die Herrscher erheben werden, um das zu vollbringen, was die Wohlfahrt der Menschen verbürgt.
Sie müssen eine allumfassende Versammlung einberufen, an der entweder sie selbst oder ihre Minister teilnehmen, und Maßnahmen durchsetzen, die erforderlich sind, um Einheit und Eintracht unter den Menschen zu schaffen.
Die Waffen des Krieges müssen sie ablegen und sich den Machtmitteln weltweiten Aufbaus zuwenden.
Sollte sich ein König gegen einen anderen erheben, müssen alle anderen Könige aufstehen, um ihn daran zu hindern.
Dann werden sie Waffen und Kriegsgerät nur noch in dem Maß benötigen, wie es für die innere Sicherheit ihrer Länder unumgänglich ist.
Wenn sich die Herrscher zu dieser allumfassenden Segnung entschließen, werden die Völker aller Staaten in Ruhe und Zufriedenheit ihren Geschäften nachgehen, und die Seufzer und Klagen der meisten Menschen werden verstummen.
Wir flehen zu Gott, Er möge ihnen beistehen, nach Seinem Willen und Wohlgefallen zu handeln.
Er, wahrlich, ist der Herr des Thrones in der Höhe und auf Erden hienieden, der Herr dieser und der kommenden Welt.
Es wäre vorzuziehen und weit besser, wenn die hochgeehrten Könige selbst an jener Versammlung teilnähmen und ihre Beschlüsse verkündeten.
Jeder König, der sich erhebt, um diese Aufgabe zu vollbringen, wird wahrlich vor Gottes Augen zum Leitstern aller Könige werden.
Glücklich ist er, und groß ist sein Segen!
Jedesmal, wenn in diesem Land Männer für das Heer ausgehoben werden, erfasst das Volk große Furcht. Jahr für Jahr verstärkt jede Nation ihre Streitkräfte, denn die Regierungen sind unersättlich in dem Verlangen, ihren Truppen immer neue Rekruten zuzuführen. Wie Wir hörten, hat sich die Regierung Persiens – möge Gott ihr beistehen – in gleicher Weise entschlossen, das Heer zu verstärken. Nach Ansicht dieses Unterdrückten würde eine gut ausgerüstete und geschulte Streitmacht von hunderttausend Mann genügen. Wir hoffen, du wirst dem Licht der Gerechtigkeit zu hellerem Schein verhelfen. Bei der Rechtlichkeit Gottes! Gerechtigkeit ist eine starke Macht. Sie ist es vor allem, die die Bollwerke der Herzen und Seelen der Menschen bezwingt, sie offenbart die Geheimnisse der Welt des Seins und ist die Bannerträgerin der Liebe und Großmut.
In den Schätzen der Erkenntnis Gottes liegt ein Wissen verborgen, das – richtig angewandt –, wenn auch nicht ganz, so doch in hohem Maße, die Furcht vertreibt. Dieses Wissen sollte von Kindheit an gelehrt werden, weil es viel dazu beiträgt, die Furcht zu bannen. Was die Furcht vermindert, steigert den Mut. Wenn der Wille Gottes Uns beisteht, wird vielleicht eine längere Abhandlung über diese Frage aus der Feder des Göttlichen Erklärers fließen, in der auch enthüllt wird, was auf den Gebieten der Künste und Wissenschaften zur Erneuerung der Welt und ihrer Nationen führt. Auch wurde von der Feder des Höchsten in dem Roten Buche ein Wort niedergeschrieben und festgehalten, das imstande ist, die in den Menschen verborgene Kraft voll zu enthüllen, ja ihre Wirksamkeit zu verdoppeln. Wir flehen zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er –, Seinen Dienern gnädig zu helfen, das zu tun, was Ihm wohlgefällig und angenehm ist.
Heutzutage haben Uns Feinde von allen Seiten umringt, und das Feuer des Hasses ist entzündet. O Völker der Erde! Bei Meinem Leben und dem euren! Nie hatte dieser Unterdrückte den Wunsch nach Führerschaft, noch hege Ich ihn heute. Mein Ziel war und ist zu tilgen, was Streit zwischen den Völkern der Welt und Entfremdung zwischen den Nationen verursacht, auf dass alle Menschen von jeder irdischen Bindung geheiligt und frei werden, sich ihrem wahren Besten zu widmen. Wir bitten Unsere Geliebten flehentlich, den Saum Unseres Gewandes nicht mit dem Staub der Falschheit zu beschmutzen noch Hinweise auf das zu dulden, was sie als Zeichen und Wunder ansehen, und dadurch Unseren Rang und Unsere Stufe zu erniedrigen oder der Reinheit und Heiligkeit Unseres Namens zu schaden.
Gütiger Gott! Dies ist der Tag, an dem der Weise den Rat dieses Unterdrückten suchen und Ihn, der die Wahrheit ist, befragen sollte, was zum Ruhm und zur Befriedigung der Menschen führt. Und doch sind alle emsig bemüht, dieses herrliche, dieses strahlende Licht zu löschen, und trachten eifrig danach, Uns eine Schuld nachzuweisen oder sich mit Protesten entschieden gegen Uns zu wenden. Sie gehen so weit, das Verhalten dieses Unterdrückten auf so schlimme Art verdreht und entstellt wiederzugeben, dass es unschicklich wäre, dies näher auszuführen. Einer Unserer Freunde berichtete, er habe unter den Einwohnern der Großen Stadt (Konstantinopel) jemanden mit großem Bedauern erklären hören, dass jedes Jahr eine Summe von fünfzigtausend Túmán von seinem Heimatland nach ‘Akká geschickt würde. Es wurde aber nicht erklärt, wer diese Summe aufbrachte, noch durch wessen Hände sie ging.
Kurz gesagt:
Dieser Unterdrückte ist angesichts all dessen, was Ihm von ihren Händen zugefügt und was über Ihn geredet wurde, geduldig geblieben und hat Seinen Frieden gewahrt.
Ist es doch Unser Ziel, mit Hilfe der liebenden Vorsehung Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – und Seiner alles überbietenden Gnade durch die Kraft Unserer Worte alle Streitigkeiten, allen Krieg und alles Blutvergießen vom Antlitz der Erde zu tilgen.
Ungeachtet dessen, was sie ausgestreut haben, sind Wir immer und überall in geziemender Geduld verblieben und haben sie Gott überlassen.
Auf diese besondere Anschuldigung aber haben Wir erwidert:
Wenn sie der Wahrheit entspräche, geziemte es sich, Ihm, dem Herrn alles Seins und dem König des Sichtbaren wie des Unsichtbaren, dafür dankbar zu sein, dass Er in Persien Einen erweckte, der es als Gefangener und ohne jede Hilfe und Unterstützung vermochte, einen bestimmenden Einfluss auf dieses Land zu gewinnen und eine jährliche Steuereinnahme daraus zu ziehen.
Solch ein Erfolg wäre eher zu loben als zu tadeln, wenn man nur zu denen gehörte, die gerecht in ihrem Urteil sind.
Sollte jemand in die Lebensverhältnisse dieses Unterdrückten Einsicht nehmen wollen, möge er sich sagen lassen, dass diesen Gefangenen hier, von der Welt verfolgt und von ihren Völkern mit Unbill überhäuft, Tag und Nacht selbst die bescheidensten Mittel zum Leben vorenthalten wurden.
Nur ungern sprechen Wir von solchen Dingen, auch hatten Wir niemals den Wunsch, über Unsere Ankläger Beschwerde zu führen.
In den Mauern dieser Gefängnisstadt musste ein hochgeachteter Mann eine zeitlang Steine brechen, um sein Leben zu fristen; andere zehrten zu Zeiten von der himmlischen Speise, die Hunger heißt.
Wir flehen zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er –, Er möge allen Menschen helfen, gerecht und ehrlich zu sein, und ihnen gnädig beistehen, dass sie bereuen und sich Ihm wieder zuwenden.
Er, wahrlich, hört und ist bereit zu antworten.
Verherrlicht seist Du, o Herr mein Gott! Du siehst, was diesem Unterdrückten von jenen zugefügt wurde, die sich Mir nicht anschlossen, die sich erhoben haben, Mir solches Leid anzutun, Mich so zu erniedrigen, dass keine Feder es schildern, keine Zunge es erzählen, kein Tablet die Schwere dieser Last ertragen kann. Du hörst den Schrei Meines Herzens und den Seufzer Meines innersten Wesens. Du weißt, was Deinen Vertrauten in Deinen Städten und Deinen Erwählten in Deinem Lande von jenen zugefügt wurde, die Deinen Bund und Dein Testament brachen. Ich flehe Dich an, o mein Herr, bei den Seufzern derer, die Dich überall in der Welt lieben, bei ihrer Klage über ihr Fernsein vom Hofe Deiner Gegenwart, bei dem Blute, das aus Liebe zu Dir vergossen wurde, bei den Herzen, die auf Deinem Pfad dahingeschmolzen sind – beschütze Deine Geliebten vor der Grausamkeit derer, die der Geheimnisse Deines Namens ›der Unbezwungene‹ nicht gewahr wurden. Stehe ihnen bei, o mein Herr, mit Deiner Macht, die über alle Dinge herrscht, und hilf ihnen, geduldig und langmütig zu sein. Du bist der Allgewaltige, der Allmächtige, der Allgütige. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Großmütigen, dem Herrn überströmender Gnade.
Heutzutage gibt es Menschen, die, weit davon entfernt, gerecht und redlich zu sein, Mich mit dem Schwert des Hasses und dem Speer der Feindschaft angreifen, wobei sie vergessen, dass es jedem rechtlich Gesinnten zukommt, Ihm, den die Welt verworfen und den die Völker verlassen haben, nach Kräften beizustehen und Frömmigkeit und Gerechtigkeit walten zu lassen. Den meisten Zeitgenossen ist es bis heute nicht gelungen, die wahre Absicht dieses Unterdrückten zu entdecken, noch haben sie erkannt, aus welchem Grunde Er Seine zahllosen Leiden willig auf sich nahm. Unterdessen klagt die Stimme Meines Herzens: »O dass Mein Volk doch erkennte!« Losgelöst von allen Dingen spricht dieser Unterdrückte die erhabenen Worte: »Wogen umbranden die Arche Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden. Fürchte nicht den grimmen Sturm, o Seefahrer! Er, der die Dämmerung erscheinen lässt, ist wahrlich mit Dir in dieser Finsternis, die die Herzen aller Menschen in Schrecken versetzte, ausgenommen jene, die zu verschonen Gott, dem Allmächtigen, dem Unbezwungenen, beliebte.«
O Shaykh!
Ich schwöre bei der Sonne der Wahrheit, die sich erhob und vom Horizont dieses Gefängnisses erstrahlt!
Die Welt zu bessern ist die einzige Absicht dieses Unterdrückten.
Dies bezeugt jeder Mensch mit Urteilskraft, Unterscheidungsvermögen, Einsicht und Verständnis.
Von Prüfungen heimgesucht, hielt Er fest am Seil geduldiger Tapferkeit, fügte sich zufrieden in das, was Ihm Seine Feinde bereiteten, und rief aus:
»Ich habe Meinem Verlangen entsagt um Deines Verlangens willen, o Mein Gott, und habe Meinen Willen aufgegeben, um Deinen Willen zu offenbaren.
Bei Deiner Herrlichkeit!
Ich wünsche nicht, Mein Selbst und Mein Leben zu bewahren, es sei denn, um Deiner Sache zu dienen, und Ich liebe Mein Sein nur, um es auf Deinem Pfade zu opfern.
Du siehst und weißt, o Mein Herr, dass sie, die Wir baten, gerecht und ehrlich zu sein, sich ungerecht und grausam gegen Uns erhoben.
Nach außen hin hielten sie zu Mir, insgeheim aber halfen sie Meinen Feinden, die sich aufmachten, Mich zu entehren.
O Gott, Mein Gott!
Ich bezeuge, dass Du Deine Diener erschaffen hast, Deine Sache zu fördern und Dein Wort zu verherrlichen, und dennoch haben sie Deinen Feinden geholfen.
Ich flehe Dich an, bei Deiner Sache, die die Welt des Seins umschließt, und bei Deinem Namen, durch den Du alles Sichtbare und Unsichtbare unterwarfst, schmücke die Völker der Erde mit dem Lichte Deiner Gerechtigkeit und erleuchte ihre Herzen mit dem Glanz Deiner Erkenntnis.
O Mein Gott, Ich bin Dein Diener und Deines Dieners Sohn.
Ich bezeuge Deine Einheit und Deine Einzigkeit, die Heiligkeit Deines Seins und die Reinheit Deines Wesens.
Du siehst, o Mein Herr, Deine Vertrauten in der Gewalt der Verräter unter Deinen Geschöpfen und der Verleumder unter Deinem Volke.
Du weißt, was Uns angetan wurde von den Händen jener, die Du besser kennst als Wir.
Sie haben begangen, was den Schleier von jenen unter Deinen Geschöpfen, die Dir nahe sind, herabriss.
Ich flehe Dich an:
Hilf ihnen, das zu gewinnen, was ihnen in den Tagen des Dämmerungsortes Deiner Offenbarung und des Anbruchs Deiner Eingebung entgangen ist.
Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt, und in Deiner Hand liegt die Herrschaft über alles, was im Himmel und auf Erden ist.« Die klagende Stimme des wahren Glaubens wurde laut und ruft:
»O Volk!
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Ich habe Ihn erreicht, der Mich offenbarte und herniedersandte.
Dies ist der Tag, an dem der Sinai Dem zulächelt, der auf ihm Zwiesprache hielt, an dem der Karmel seinem Offenbarer und der Sadrah Ihm, der ihn lehrte, zujubeln.
Fürchtet Gott und gehört nicht zu denen, die Ihn verleugneten!
Haltet euch nicht von dem fern, was durch Seine Gnade verkündet wurde!
Greift nach dem Lebenswasser der Unsterblichkeit im Namen eures Herrn, des Herrn aller Namen, und trinkt im Gedenken an Ihn, den Mächtigen, den Unvergleichlichen!«
Wir haben in allen Lebenslagen den Menschen anbefohlen, was rechtens ist, und ihnen verboten, was falsch ist. Er, der Herr des Seins, ist Zeuge, dass dieser Unterdrückte von Gott für Seine Geschöpfe erflehte, was Einheit und Eintracht, Gemeinsinn und Einklang fördert. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Dieser Unterdrückte ist der Verstellung nicht fähig. Er, wahrlich, offenbarte, was Er wünschte. Er, wahrlich, ist der Herr der Kraft, der Unbezwungene.
Wir führen noch einmal einige der erhabenen Worte an, die im Tablet an Seine Majestät den Sháh geoffenbart wurden, damit du mit Gewissheit innewerdest, dass alles, was darin zur Sprache kam, von Gott ist:»O König!
Ich war nur ein Mensch wie andere und lag schlafend auf Meinem Lager.
Siehe, da wehten die Lüfte des Allherrlichen über Mich hin und lehrten Mich die Kenntnis all dessen, was war.
Dies ist nicht von Mir, sondern von Einem, der allmächtig und allwissend ist.
Und Er gebot Mir, Meine Stimme zwischen Erde und Himmel zu erheben, und um dessentwillen befiel Mich, was jedes verständigen Menschen Tränen fließen ließ.
Die Gelehrsamkeit der Menschen studierte Ich nicht; ihre Schulen betrat Ich nicht.
Frage nach in der Stadt, wo Ich wohnte, und sei dessen wohl versichert, dass Ich nicht zu denen gehöre, die falsch reden.
Das hier ist nur ein Blatt, das die Winde des Willens deines Herrn, des Allmächtigen, des Allgepriesenen, bewegt haben.
Kann es ruhen, wenn der Sturmwind weht?
Nein, bei Ihm, dem Herrn aller Namen und Eigenschaften!
Sie bewegen es nach ihrem Belieben.
Das unscheinbare Ding ist wie ein Nichts vor Ihm, dem Ewigen.
Sein allbezwingender Ruf hat Mich erreicht und ließ Mich Seinen Lobpreis unter allem Volke verkünden.
Fürwahr, Ich war wie tot, als Sein Befehl erging.
Die Hand des Willens deines Herrn, des Mitleidvollen, des Barmherzigen, verwandelte Mich.
Würde irgend jemand aus eigenem Willen etwas aussprechen, weswegen alle Menschen, hoch und niedrig, Einspruch gegen ihn erheben werden?
Nein, bei Ihm, der die Feder die ewigen Geheimnisse lehrte: nur Der, welchen die Gnade des Allmächtigen, des Allgewaltigen, gestärkt hat.
Blicke auf diesen Unterdrückten, o König, mit den Augen der Gerechtigkeit. Urteile sodann aufrichtig über das, was Ihn befallen hat. Wahrlich, Gott hat dich unter den Menschen zu Seinem Schatten und zum Zeichen Seiner Macht für alle, die auf Erden wohnen, gemacht. Urteile du zwischen Uns und denen, die Uns ohne Beweis und ohne ein erleuchtendes Buch Unrecht taten. Die um dich sind, lieben dich um ihres eigenen Vorteils willen, wogegen dieser Jüngling dich um deines Vorteils willen liebt und nie einen anderen Wunsch hatte, als dich dem Sitze der Gnade näherzubringen und dich der rechten Hand der Gerechtigkeit zuzuführen. Dein Herr ist Zeuge dessen, was Ich erkläre.
O König! Würdest du dein Ohr dem durchdringenden Laut der Feder der Herrlichkeit und dem Gurren der Taube der Ewigkeit neigen, die auf den Zweigen des Lotosbaumes, über den hinaus niemand vordringen kann, den Lobpreis Gottes singt, des Urhebers aller Namen und des Schöpfers der Erde und des Himmels, so würdest du zu einer Stufe gelangen, von der aus du in der Welt des Seins nichts als den Glanz des Angebeteten schautest; du würdest deine Herrschaft als das Verächtlichste unter all deinen Besitztümern ansehen und sie jedem überlassen, der sie gerade begehrt, indem du dein Angesicht dem Horizonte zuwendetest, der im Lichte Seines Antlitzes erglüht. Auch wärest du nicht mehr gewillt, die Bürde der Herrschaft anders zu tragen als in der Absicht, deinem Herrn zu helfen, dem Erhabenen, dem Höchsten. Dann würden die Scharen der Höhe dich segnen. O wie herrlich ist diese höchst erhabene Stufe – könntest du doch dahin aufsteigen durch die Macht einer Herrschaft, die sich anerkanntermaßen vom Namen Gottes herleitet!«
Du oder jemand anderes hat gesagt: »Lasst die Súrih Tawḥíd übersetzen, damit alle ganz klar erkennen, dass der eine wahre Gott weder zeugt noch gezeugt wird. Darüber hinaus glauben die Bábí an Seine (Bahá’u’lláhs) Göttlichkeit und Gottheit.«
O Shaykh! Dies ist die Stufe, auf der das Selbst stirbt und man in Gott lebt. Wo immer Ich von Göttlichkeit spreche, bedeutet dies Meine gänzliche, vollständige Selbstauslöschung. Auf dieser Stufe habe Ich keine Gewalt mehr über Mein eigenes Wohl und Wehe, noch über Mein Leben oder Mein Wiedererwachen.
O Shaykh! Wie erklären sich die Geistlichen dieser Zeit die strahlende Herrlichkeit, die der Sadrah des Wortes über den Sohn ‘Imráns (Moses) auf dem Sinai göttlicher Erkenntnis ausgoss? Er (Moses) hörte auf das Wort, das der Brennende Busch sprach, und folgte ihm; und doch fehlt den meisten Menschen die Kraft, dies zu begreifen, weil sie sich mit ihren eigenen Belangen beschäftigen und der Gott zugehörigen Dinge nicht gewahr werden. Hierüber sagte der Siyyid von Findirisk mit Recht: »Diese Frage kann kein sterblicher Geist ergründen, selbst wenn es ein Abú-Naṣr oder Abú-‘Alí Síná (Avicenna) wäre.« Welche Auslegung können die Geistlichen dem Worte des Siegels der Propheten (Muḥammad) geben – mögen die Seelen aller ein Opfer für Ihn sein: »Ihr werdet wahrlich euren Herrn schauen, wie ihr den Vollmond in seiner vierzehnten Nacht schauet …«? Der Gebieter der Gläubigen (Imám ‘Alí) – Friede sei mit ihm – sagt überdies im Khuṭbiy-i-Tuṭunjíyyah: »Erwartet die Offenbarung Dessen, der aus dem Brennenden Busch mit Moses auf dem Sinai sprach.« Auch Ḥusayn, der Sohn ‘Alís, sprach: »Wird irgend jemandem außer Dir eine Offenbarung gewährt, die Dir nicht gewährt wurde – eine Offenbarung, deren Offenbarer Er sein wird, der Dich offenbarte? Blind sei das Auge, das Dich nicht sieht!«
Von den Imámen – Gottes Segnungen seien mit ihnen – wurden ähnliche Aussprüche berichtet; sie sind weithin bekannt und in glaubwürdigen Büchern festgehalten. Gesegnet ist, wer begreift und die reine Wahrheit spricht. Gut steht es um den, der sich mit der Hilfe des Lebenswassers der Worte Dessen, der das Verlangen aller Menschen ist, von eitlen Vorstellungen und leeren Einbildungen gereinigt hat, und der im Namen des Allbesitzenden, des Allhöchsten, die Schleier des Zweifels von sich warf, der Welt und allem in ihr entsagte und sich dem Größten Gefängnis zuwandte.
O Shaykh! Kein Hauch läßt sich mit dem Odem Göttlicher Offenbarung vergleichen, und das Wort, das von Gott gesprochen wurde, leuchtet und strahlt wie die Sonne inmitten der Bücher der Menschen. Glücklich der Mensch, der es entdeckt und erkennt und spricht: »Gepriesen seist Du, Du Verlangen der Welt, und Dank sei Dir, o Du Vielgeliebter der Herzen derer, die Dir ergeben sind!«
Die Menschen konnten nicht begreifen, was Wir in den Aussprüchen über Göttlichkeit und Gottheit sagen wollten. Könnten sie es erfassen, sie würden sich von ihren Plätzen erheben und ausrufen: »Wahrlich, wir bitten Gott um Vergebung!« Das Siegel der Propheten – mögen die Seelen aller außer Ihm ein Opfer für Ihn sein – spricht: »Mannigfaltig sind Unsere Beziehungen zu Gott. Einmal sind Wir Er selbst, und Er ist Wir selbst. Ein andermal ist Er, der Er ist, und Wir sind, die Wir sind.«
Abgesehen davon, warum erwähntest du nicht jene anderen Stufen, die die Feder Abhás enthüllte? Die Zunge dieses Unterdrückten hat so manchen Tag und manche Nacht diese erhabenen Worte geäußert: »O Gott, mein Gott! Ich bezeuge Deine Einheit und Deine Einzigkeit, dass Du Gott bist und dass es keinen Gott gibt außer Dir. Du bist seit Ewigkeit geheiligt über die Erwähnung durch irgend jemanden außer Dir und über den Lobpreis aller außer Dir selbst, und in alle Ewigkeit wirst Du der bleiben, der Du seit Anbeginn warst und immer bist. Ich flehe Dich an, o König der Ewigkeit, bei dem Größten Namen, bei den Strahlen des Tagesgestirns Deiner Offenbarung auf dem Sinai des Wortes und bei den Wogen des Meeres Deiner Erkenntnis unter allem Erschaffenen – stehe mir gnädig bei in dem, was mich näher zu Dir bringt und mich von allem außer Dir loslöst. Bei Deiner Herrlichkeit, o Du Herr allen Seins, Du Verlangen der ganzen Schöpfung! Ich möchte mein Antlitz auf jeden Fleck Deiner Erde legen, damit es vielleicht der Ehre teilhaftig werde, eine Stelle zu berühren, die vom Fuß Deiner Geliebten geadelt wurde!«
Bei der Gerechtigkeit Gottes! Eitle Einbildungen hielten die Menschen vom Himmel der Gewißheit fern, und leere Vorstellungen versperrten ihren Weg zu dem köstlichen Versiegelten Wein. Wahrlich, Ich sage und erkläre um Gottes willen: Dieser Diener, dieser Unterdrückte, schämt sich, für sich selbst irgendeine Existenz zu beanspruchen, geschweige denn jene erhabenen Stufen des Seins! Jeder Mensch mit Urteilsvermögen, der auf Erden wandelt, fühlt sich in der Tat beschämt, weil er sich voll bewußt ist, dass dasjenige, dem er seinen Wohlstand, seinen Reichtum, seine Macht, seine Erhöhung, seinen Fortschritt und all seine Kraft verdankt, nach dem Willen Gottes die nackte Erde ist, die alle Menschen mit Füßen treten. Zweifellos ist jeder, der sich dieser Wahrheit bewusst ist, von allem Stolz, Dünkel und Hochmut geläutert und geheiligt. Was immer hier gesagt wurde, kam von Gott. Wahrlich, Er hat dies bezeugt und bezeugt es noch, und Er ist wahrlich der Allwissende, der Allunterrichtete.
Bitte Gott, Er möge den Menschen hörende Ohren, scharfen Blick, eine geweitete Brust und ein empfängliches Herz schenken, auf dass sich Seiner Diener Herzenswunsch erfülle und sie ihr Angesicht auf ihren Geliebten richten. Dieser Unterdrückte hat Ungemach erfahren, wie es noch kein Auge geschaut hat. Niemals hat Er auf irgendeine Weise gezögert, Seine Sache zu verkünden. Er wandte sich an die Könige und Herrscher der Welt – möge Gott, gepriesen sei Er, ihnen beistehen – und ließ sie wissen, was zu Wohlfahrt, Einheit, Eintracht und Erneuerung der Welt führt und was die Ruhe der Nationen sichert. Unter ihnen war Napoleon III., von dem es hieß, er habe einen bestimmten Ausspruch getan; darauf schickten Wir ihm Unser Tablet, als Wir in Adrianopel waren. Er gab jedoch keine Antwort. Nach Unserer Ankunft im Größten Gefängnis erreichte Uns ein Brief seines Ministers; der erste Teil war in persischer Sprache, der zweite in seiner eigenen Handschrift. Dieser Brief war herzlich gehalten, und er schrieb: »Ich habe, wie Sie es wünschten, Ihren Brief übergeben und bis jetzt keine Antwort erhalten. Wir haben jedoch die nötigen Empfehlungen an unseren Gesandten in Konstantinopel und unsere Konsuln in jenen Gegenden ergehen lassen. Sollten Sie noch einen Wunsch haben, teilen Sie uns diesen bitte mit, und wir werden ihn erfüllen.«
Aus diesen Worten wurde deutlich, dass er der Meinung war, es sei die Absicht dieses Dieners gewesen, um materielle Hilfe zu bitten. Wir offenbarten deshalb um seinetwillen (wegen Napoleon III.) in der Súratu’l-Haykal Verse, von denen Wir einige nun anführen, damit du erkennst, dass die Sache dieses Unterdrückten im Namen Gottes enthüllt wurde und von Ihm gekommen ist:
»O König in Paris!
Sage den Priestern, sie sollen nicht länger die Glocken läuten.
Bei Gott, dem Wahren!
Die Mächtigste Glocke ist erschienen in der Gestalt Dessen, welcher der Größte Name ist, und die Finger des Willens deines Herrn, des Erhabensten, des Höchsten, läuten sie im Himmel der Unsterblichkeit in Seinem Namen ›der Allherrliche‹.
So sind die mächtigen Verse deines Herrn aufs neue zu dir herabgesandt worden, auf dass du dich erheben mögest, Gottes zu gedenken, des Schöpfers von Erde und Himmel, in diesen Tagen, da alle Geschlechter der Erde trauern, da die Grundmauern der Städte erzittern und der Staub des Unglaubens alle Menschen einhüllt, ausgenommen jene, die dein Herr, der Allwissende, der Allweise, zu verschonen beliebte.
Sprich:
Er, der Unbedingte, ist in den Wolken des Lichts gekommen, um alles Erschaffene mit dem Odem Seines Namens ›der Allbarmherzige‹ zu beleben, um die Welt zu vereinen und alle Menschen an dieser Tafel zu versammeln, die vom Himmel herabgesandt wurde.
Hüte dich, die Gunst Gottes von dir zu weisen, nachdem sie zu dir hernieder kam.
Sie ist besser für dich als alles, was du besitzest; denn was dein ist, vergeht, aber was von Gott ist, besteht fort.
Er verfügt in der Tat, was Ihm gefällt.
Wahrlich, der Odem der Vergebung weht von der Stätte deines Herrn, des Gottes der Gnade.
Wer sich Ihm zukehrt, wird von seinen Sünden, von aller Pein und Krankheit gereinigt.
Glücklich der Mensch, der sich diesem Odem zuwendet, und wehe dem, der sich abkehrt!
Würdest du dein inneres Ohr allem Erschaffenen neigen, dann würdest du hören: ›Der Urewige ist in Seiner großen Herrlichkeit gekommen!‹ Alle Dinge feiern das Lob ihres Herrn. Manche Menschen haben Gott erkannt und gedenken Seiner; andere erwähnen Ihn, aber kennen Ihn nicht. Deshalb haben Wir Unser Geheiß in einem deutlichen Tablet niedergelegt.
O König, lausche der Stimme, die aus dem Feuer ruft, das in diesem grünenden Baume brennt, auf dem Sinai, der sich über dem geheiligten, schneeweißen Ort jenseits der Ewigen Stadt erhob: ›Wahrlich, es gibt keinen anderen Gott außer Mir, dem Ewigvergebenden, dem Barmherzigsten!‹ Wahrlich, Wir haben Ihn gesandt, dem Wir mit dem Heiligen Geiste (Jesus Christus) beistanden, damit Er euch dieses Licht ankünde, das ausstrahlt vom Horizont des Willens eures Herrn, des Erhabensten, des Allherrlichen, Ihn, dessen Zeichen im Westen offenbar sind. Richtet nun euer Angesicht auf Ihn (Bahá’u’lláh) an diesem Tag, den Gott über alle anderen Tage erhöht und an dem der Allbarmherzige den Glanz Seiner strahlenden Herrlichkeit auf alle ergossen hat, die im Himmel und auf Erden sind. Erhebe dich, Gott zu dienen und Seiner Sache beizustehen! Er, wahrlich, wird mit den Heerscharen des Sichtbaren und des Unsichtbaren dir zur Seite sein und dich zum König über alles einsetzen, was die Sonne bescheint. Dein Herr ist wahrlich der Allgewaltige, der Allmächtige.
Die Winde des Allbarmherzigen wehen über alles Erschaffene hin; glücklich der Mensch, der ihren Duft entdeckt und reinen Herzens ihnen entgegeneilt. Schmücke deinen Tempel mit der Zier Meines Namens, deine Zunge mit Meinem Gedenken und dein Herz mit der Liebe zu Mir, dem Allmächtigen, dem Höchsten. Wir wünschen nichts für dich als das, was besser für dich ist als dein Besitz und alle Schätze der Erde. Wahrlich, dein Herr ist allwissend, und Er kennt alles. Erhebe dich in Meinem Namen unter Meinen Dienern und sprich: ›O ihr Völker der Erde! Wendet euch Ihm zu, der sich euch zuwandte. Wahrlich, Er ist das Antlitz Gottes unter euch, Sein Zeugnis und Seine Führung für euch. Er kam zu euch mit Zeichen, wie sie keiner sonst aufweisen kann.‹ Mitten im Herzen der Welt erschallt die Stimme des Brennenden Busches, und laut ruft der Heilige Geist vor den Nationen: ›Seht, der Ersehnte ist mit offenbarer Herrschaft gekommen!
O König! Die Sterne am Himmel des Wissens sind herabgefallen, sie, die die Wahrheit Meiner Sendung durch ihren Besitz begründen wollen und die Gott in Meinem Namen anrufen. Dennoch haben sie sich abgewandt, als Ich in Meiner Herrlichkeit zu ihnen kam. In der Tat, sie zählen zu den Gefallenen. Dies ist wahrlich das, was der Geist Gottes (Jesus Christus) ankündigte, als Er mit der Wahrheit zu euch kam, Er, mit dem sich die jüdischen Gelehrten stritten, bis sie schließlich das taten, was den Heiligen Geist klagen und die Tränen jener, die Gott nahe sind, strömen ließ.
Sprich:
O Schar der Mönche!
Schließt euch nicht in euren Kirchen und Klöstern ein.
Kommt heraus mit Meiner Erlaubnis und befasst euch sodann mit dem, was euch und anderen nützt.
Dies gebietet euch der Herr am Tage der Abrechnung.
Schließt euch ab im Bollwerk Meiner Liebe.
Dies ist wahrlich die Abgeschlossenheit, die euch ansteht – könntet ihr es doch erkennen.
Wer sich in seinem Haus einschließt, gleicht in der Tat einem Toten.
Es geziemt dem Menschen, das zu tun, was der Menschheit nützt.
Wer keine Frucht hervorbringt, taugt nur für das Feuer.
So ermahnt euch euer Herr; Er ist wahrlich der Mächtige, der Gabenreiche.
Tretet in den Ehestand, auf dass sich nach euch ein anderer an eurer Statt erhebe.
Wahrlich, Wir haben euch Unzucht verboten, aber nicht das, was die Treue fördert.
Haltet ihr euch an die Eingebungen eurer Natur und werft die Gesetze Gottes von euch?
Fürchtet Gott und gehört nicht zu den Narren!
Wäre nicht der Mensch, der auf Meiner Erde an Mich denkt, wie könnten Meine Namen und Eigenschaften sonst offenbar werden?
Denkt nach und gehört nicht zu denen, die sich wie durch einen Schleier von Ihm trennten und in tiefem Schlaf lagen.
Er, der nicht heiratete (Jesus Christus), fand wegen der Untaten der Verräter keine Stätte, wo Er hätte wohnen und Sein Haupt zur Ruhe legen können.
Seine Heiligkeit liegt nicht in dem, was ihr glaubt und euch einbildet, sondern in den Dingen, die auch Uns zugehören.
Fragt, damit ihr Seine Stufe erkennt, die über die leeren Vorstellungen aller Völker auf Erden erhaben ist.
Gesegnet sind die Verständigen!
O König!
Wir vernahmen die Worte, die du dem Zaren von Russland bezüglich deines Entschlusses zum Krieg (Krimkrieg) zur Antwort gabst.
Wahrlich, dein Herr ist allwissend und kennt alles.
Du sagtest: ›Ich lag schlafend auf meinem Bette, als der Schrei der Unterdrückten, die in das Schwarze Meer gestürzt wurden, mich weckte.‹ Solches hörten Wir dich sprechen, und wahrlich, dein Herr ist Zeuge dessen, was Ich sage.
Wir bezeugen, dass das, was dich weckte, nicht ihr Schrei war, sondern die Einflüsterungen deiner eigenen Leidenschaften.
Denn Wir prüften dich und fanden dich fehlerhaft.
Erfasse die Bedeutung Meiner Worte und gehöre zu den Einsichtsvollen.
Mit Rücksicht auf die Würde, die Wir dir in diesem sterblichen Dasein verliehen, wünschen Wir keineswegs, dich zu verdammen.
Wahrlich, Wir wählten die Höflichkeit und machten sie zum Kennzeichen für solche, die Ihm nahe sind.
Höflichkeit ist in der Tat ein Gewand, das alle Menschen, jung oder alt, kleidet.
Wohl steht es um den, der seinen Tempel mit ihr schmückt, und wehe denen, die dieser großen Gabe verlustig gehen. – Wärest du aufrichtig in deinen Worten gewesen, so hättest du das Buch Gottes nicht beiseite geworfen, als es dir von Ihm, dem Allmächtigen, dem Allweisen, zugesandt wurde.
Wir haben dich damit geprüft und fanden dich anders, als du vorgibst.
Erhebe dich und suche nachzuholen, was du versäumt hast.
Binnen kurzem werden deine Welt und all dein Besitz untergehen, und das Reich wird Gottes bleiben, deines Herrn und des Herrn deiner Väter.
Es geziemt dir nicht, deine Geschäfte nach den Befehlen deiner Leidenschaften zu führen.
Fürchte die Seufzer dieses Unterdrückten und schirme Ihn vor den Speeren derer, die Unrecht tun.
Für das, was du getan hast, soll dein Reich in Verwirrung gestürzt werden; deine Herrschaft soll deinen Händen zur Strafe für das, was du verübtest, entgleiten. Dann wirst du erkennen, wie sehr du dich geirrt hast. Aufruhr wird das ganze Volk des Landes ergreifen, es sei denn, du hilfst dieser Sache und folgst Ihm, dem Geist Gottes (Jesus), auf diesem, dem Geraden Pfad. Hat dich dein Pomp stolz gemacht? Bei Meinem Leben! Er soll nicht von Dauer sein, nein, er soll bald dahinschwinden, es sei denn, du hältst dich standhaft an dieses feste Seil. Wir sehen Erniedrigung dich verfolgen, während du zu den Achtlosen gehörst. Es geziemt dir, wenn du Seine Stimme vom Throne der Herrlichkeit rufen hörst, alles wegzuwerfen, was du besitzest, und laut zu antworten: ›Hier bin ich, o Du Herr all dessen, was im Himmel und auf Erden ist!‹
O König! Wir waren im ‘Iráq, als die Stunde des Abschieds kam. Auf Befehl des Königs des Islám (des Sulṭáns der Türkei) lenkten Wir Unseren Fuß in seiner Richtung. Bei Unserer Ankunft fügten Uns die Böswilligen zu, was die Bücher der Welt niemals angemessen wiedergeben können. Die Bewohner des Paradieses und alle, die an den Stätten der Heiligkeit weilen, klagten laut darüber, und doch sind die Menschen in dichte Schleier gehüllt!«
Weiter sagten Wir: »Unsere Lage wurde von Tag zu Tag, ja von Stunde zu Stunde schlimmer, bis man Uns aus Unserem Gefängnis nahm und Uns – ein schreiendes Unrecht – in das Größte Gefängnis brachte. Und wenn jemand fragte: ›Für welches Verbrechen wurden sie eingekerkert?‹, gab man zur Antwort: ›Sie suchten den Glauben durch eine neue Religion zu ersetzen.‹ Wenn ihr das Alte vorzieht, warum habt ihr dann das missachtet, was in der Torah und im Evangelium aufgeschrieben wurde? Erklärt dies, o Menschen! Bei Meinem Leben! Es gibt keinen Ort, zu dem ihr an diesem Tag fliehen könnt. Wenn dies Mein Verbrechen sein soll, dann hat es Muḥammad, der Gesandte Gottes, vor Mir begangen, und vor Ihm Er, der Geist Gottes (Jesus Christus), und in noch früherer Zeit Er, der mit Gott redete (Moses). Und wenn es Meine Sünde sein soll, dass Ich das Wort Gottes pries und Seine Sache verkündete, dann bin Ich in der Tat der größte Sünder! Eine solche Sünde will Ich nicht gegen die Reiche der Erde und des Himmels tauschen.«
Und weiter sagten Wir: »In dem Maß, wie sich Meine Leiden vervielfachten, wuchs Meine Liebe zu Gott und zu Seiner Sache. Alles, was von der Schar der Verstockten über Mich kam, hatte nicht die Macht, Mich von Meinem Ziel abzubringen. Auch wenn sie Mich in den Tiefen der Erde verborgen hielten, würden sie Mich doch hoch auf den Wolken reiten sehen, wie Ich zu Gott, dem Herrn der Kraft und der Macht, rufe. Ich habe Mich auf dem Pfade Gottes aufgeopfert, und in Meiner Liebe zu Ihm und zu Seinem Wohlgefallen sehne Ich Mich nach Leiden. Dafür zeugt das Leid, das Mich jetzt quält, eine Not, wie sie noch nie ein Mensch zu ertragen hatte. Jedes Haar auf Meinem Haupte ruft, was der Brennende Busch auf dem Berge Sinai sprach, und jede Ader Meines Körpers fleht zu Gott und spricht: ›O würde ich doch auf Deinem Pfade getötet, damit die Welt neu belebt und alle ihre Völker vereinigt werden!‹ So wurde es von Ihm, dem Allwissenden, dem Allkennenden, verfügt.
Sei dir bewusst, dass deine Untertanen Gottes Lehen an dich sind. Beschütze sie darum wie dein eigenes Selbst. Sieh dich vor, dass nicht Wölfe zu Hirten der Herde werden oder dass Stolz und Eitelkeit dich hindern, dich der Armen und Verlassenen anzunehmen. Erhebe dich in Meinem Namen am Horizont der Entsagung und richte sodann dein Angesicht auf das Königreich, wie es dein Herr, der Herr der Stärke und Macht, dir befiehlt.«
Und Wir fuhren fort: »Schmücke den Körper deines Reiches mit dem Gewande Meines Namens; alsdann mache dich auf, Meine Sache zu lehren. Dies ist besser für dich als alles, was du besitzest. Gott wird dadurch deinen Namen unter allen Königen erhöhen. Er ist über alle Dinge mächtig. Wandle unter den Menschen im Namen Gottes und in der Kraft Seiner Macht, damit du Seine Zeichen unter den Völkern auf Erden kundtust.«
Und weiter führten Wir aus: »Steht es euch zu, euch auf Ihn, den Gott der Barmherzigkeit, zu berufen, und doch Dinge zu tun, wie sie der Böse tut? Nein, bei der Schönheit Dessen, der der Allherrliche ist! Könntet ihr es nur begreifen! Reinigt euer Herz von der Liebe zur Welt, eure Zunge von Verleumdung, eure Glieder von allem, was euch abhält, näher zu Gott, dem Mächtigen, dem Allgepriesenen, zu gelangen. Sprich: Unter ›Welt‹ ist zu verstehen, was euch von Ihm, dem Dämmerungsort der Offenbarung, abhält und euch zu den Dingen verleitet, die euch Nachteil bringen. Wahrlich, was euch an diesem Tag von Gott fernhält, ist Weltlichkeit ihrem Wesen nach. Meidet sie und nähert euch dem Erhabensten Anblick, diesem leuchtenden und strahlenden Thron. Vergießt nicht das Blut anderer, o Menschen, und urteilt über niemanden ungerecht. Dies befiehlt euch der Wissende, der über alles unterrichtet ist. Wer Unordnung schafft im Lande, nachdem es wohl geordnet ist, überschreitet wahrlich die Grenzen, die im Buche gezogen sind. Elend ist in der Tat die Wohnstatt der Übertreter!«
Und ferner sagten Wir: »Geht nicht verräterisch mit der Habe eures Nächsten um. Seid auf dieser Erde vertrauenswürdig und enthaltet den Armen nicht vor, was Gott euch in Seiner Gnade gegeben hat. Er wird euch wahrlich das Doppelte dessen schenken, was ihr besitzt. Wahrlich, Er ist der Gütigste, der Freigebigste. O Volk Bahás! Bezwingt die Bollwerke der Menschenherzen mit den Schwertern der Weisheit und der Rede. Wer Wortstreit führt, wie es ihm seine Begierden eingeben, ist in der Tat in einen deutlichen Schleier gehüllt. Sprich: Das Schwert der Weisheit schneidet heißer als des Sommers Hitze, es ist schärfer als Klingen von Stahl – könntet ihr es doch verstehen. Zieht es in Meinem Namen und in der Kraft Meiner Macht, alsdann erobert damit die Städte der Herzen jener, welche sich in der Feste ihrer verderbten Lüste verschanzt halten. Dies befiehlt euch die Feder des Allherrlichen, während die Schwerter der Verstockten über ihr drohen. Bemerkt ihr die Sünde eines andern, verschweigt sie, damit Gott eure eigene Sünde verschweige. Wahrlich, Er ist der Verschwiegene, der Herr überströmender Gnade. O ihr Reichen auf Erden! Wenn ihr einem Armen begegnet, behandelt ihn nicht geringschätzig. Denkt daran, woraus ihr erschaffen wurdet. Aus einem winzigen Samen wurde jeder von euch erschaffen.«
Und weiter sagten Wir: »Betrachtet die Welt wie einen menschlichen Körper, der von verschiedenen Leiden befallen wurde und dessen Genesung davon abhängt, dass alle Elemente, aus denen er sich zusammensetzt, aufeinander abgestimmt werden. Haltet euch an das, was Wir für euch verordneten, und wandelt nicht auf den Wegen jener, die Zwietracht stiften. Sinnt nach über die Welt und den Zustand ihrer Völker. Er, um dessentwillen die Welt ins Sein gerufen wurde, ist in der trostlosesten aller Städte wegen der Untaten der Verstockten eingekerkert. Vom Horizont Seiner Gefängnisstadt (‘Akká) lädt Er die Menschheit zum Anbruch des Tages Gottes, des Erhabenen, des Großen. Frohlockst du über die Schätze, die du besitzest, wo du doch weißt, dass sie vergehen werden? Freust du dich darüber, dass du ein Stückchen Erde beherrschst, während die ganze Welt nach der Schätzung des Volkes Bahás soviel wert ist wie das Schwarze im Auge einer toten Ameise? Überlasse dies denen, die ihre Lust dareinsetzten, und wende dich Ihm, der Sehnsucht der Welt, zu. Wohin sind die Stolzen und ihre Paläste gekommen? Blicke in ihre Gräber, damit du an diesem Beispiel lernst, denn Wir machten dies zur Lehre für jeden Betrachter. Würde der Windhauch der Offenbarung dich erfassen, du würdest die Welt fliehen, würdest dich dem Reiche Gottes zuwenden und alles hingeben, was du besitzest, um dieser erhabenen Schau nahezukommen.«
Wir baten einen Christen, dieses Tablet zu befördern, und er teilte Uns mit, dass er das Original und die Übersetzung zugestellt habe. Gott, der Allmächtige, der Allwissende, hat Kenntnis von allen Dingen.
Einer der Abschnitte der Súratu’l-Haykal ist das Tablet, das an Seine Majestät den Zaren von Russland – möge Gott, gepriesen und verherrlicht sei Er, ihm beistehen – gerichtet wurde:
»O Zar von Russland! Neige dein Ohr der Stimme Gottes, des Königs, des Heiligen, und wende dich dem Paradiese zu, der Stätte, wo Er wohnt, der unter den himmlischen Scharen die erhabensten Titel trägt und im Reiche der Schöpfung mit den Namen Gottes ›der Strahlende‹, ›der Allherrliche‹ angerufen wird. Hüte dich, dass nichts dich hindere, dein Angesicht deinem Herrn, dem Mitleidvollen, dem Barmherzigsten, zuzuwenden. Wir haben vernommen, worum du deinen Herrn in heimlicher Zwiesprache angefleht hast. Darum wehten die Winde Meiner Güte und wogte das Meer Meiner Barmherzigkeit, und Wir antworteten dir in Wahrheit. Dein Herr ist wahrlich der Allwissende, der Allweise. Als Ich gefesselt und angekettet im Kerker von Ṭihrán lag, gewährte Mir einer deiner Minister Beistand. Deshalb hat Gott einen Rang für dich verordnet, welchen keine Erkenntnis begreifen kann, ausgenommen Seine Erkenntnis. Hüte dich, diesen erhabenen Rang zu verschachern.«
Und weiter sagten Wir: »Er, der Vater, ist gekommen, und der Sohn (Jesus Christus) im geheiligten Tal ruft aus: ›Hier bin ich, hier bin ich, o Herr, mein Gott!‹, während der Sinai das Haus umkreist und der Brennende Busch laut ausruft: ›Der Allgütige ist, auf den Wolken thronend, gekommen! Glückselig ist, wer sich Ihm nähert, und wehe denen, die weit in der Ferne sind.‹
Erhebe dich inmitten der Menschen im Namen dieser allbezwingenden Sache, und rufe sodann die Nationen zusammen zu Gott, dem Erhabenen, dem Großen. Gehöre nicht zu denen, die Gott bei einem Seiner Namen angerufen haben, die aber, als Er, der Gegenstand aller Namen, erschien, Ihn verleugneten und sich von Ihm abwandten und schließlich das Urteil gegen Ihn mit offenbarer Ungerechtigkeit fällten. Bedenke dies und rufe dir die Tage ins Gedächtnis zurück, da der Geist Gottes (Jesus Christus) erschien und Herodes das Urteil über Ihn sprach. Gott aber half Ihm mit den unsichtbaren Heerscharen, beschützte Ihn mit der Wahrheit und sandte Ihn nach Seiner Verheißung in ein anderes Land. Wahrlich, Er verordnet, was Ihm gefällt. Dein Herr behütet sicher, wen Er will, und sei er auch in der Mitte der Meere oder im Bauch der Schlange oder unter dem Schwerte des Tyrannen.«
Und Wir fuhren fort: »Wiederum sage Ich: Höre auf Meine Stimme, die aus Meinem Gefängnis ruft, dass sie dir künde, was Meiner Schönheit von der Hand derer widerfahren ist, die die Offenbarungen Meiner Herrlichkeit sind, und damit du verstehst, wie groß Meine Geduld, ungeachtet Meiner Macht, gewesen ist, und wie unermesslich Meine Nachsicht, ungeachtet Meiner Gewalt. Bei Meinem Leben! Könntest du die durch Meine Feder herabgesandten Dinge erkennen, die Reichtümer Meiner Sache entdecken und die Perlen Meiner Geheimnisse sehen, welche in den Meeren Meiner Namen und in den Kelchen Meiner Worte verborgen sind, du würdest aus Sehnsucht nach Seinem herrlichen und erhabenen Reich dein Leben auf dem Pfade Gottes hingeben. Wisse, dass, wenn auch Mein Leib unter den Schwertern Meiner Feinde liegt und Meine Glieder von unermesslichen Leiden befallen sind, Mein Geist doch von einer Freude erfüllt ist, mit der alle Freuden der Erde nimmermehr verglichen werden können.«
Weiter führen Wir auch noch einige Verse aus dem Tablet an Ihre Majestät die Königin (Viktoria) an – möge Gott, gepriesen und verherrlicht sei Er, ihr beistehen. Unsere Absicht ist, der Hauch der Offenbarung möge dich umfangen und bewirken, dass du dich, völlig um Gottes Willen, erhebst, Seiner Sache zu dienen und eines der Tablets an die Könige zu bestellen, das bisher noch nicht befördert wurde. Dies ist eine große Aufgabe und ein großer Dienst. In jenen Landstrichen gibt es zahlreiche hervorragende Geistliche, unter ihnen Siyyids, die für ihren hohen Rang und ihre Würde bekannt sind. Besprich dich mit ihnen und zeige ihnen, was aus der Feder der Herrlichkeit geflossen ist, auf dass ihnen gnädig geholfen werde, den Zustand der Welt zu bessern und den Charakter der Menschen verschiedenartiger Nationen zu veredeln; auf dass sie ferner mit den Lebenswassern der Ratschläge Gottes den Hass und die Feindseligkeit ersticken, die in den Herzen der Menschen verborgen schwelen. Wir beten zu Gott, es möge dir dabei geholfen werden, und dies wäre wahrlich nicht schwer für Ihn.
»O Königin in London! Neige dein Ohr der Stimme deines Herrn, des Herrn des ganzen Menschengeschlechts, die vom Göttlichen Lotosbaum ruft: Wahrlich, es gibt keinen Gott außer Mir, dem Allmächtigen, dem Allweisen! Wirf alles, was auf Erden ist, hinweg und schmücke das Haupt deines Königreichs mit der Krone des Gedenkens deines Herrn, des Glorreichen. Er, wahrlich, kam in Seiner größten Herrlichkeit in die Welt, und alles, was im Evangelium verkündet wurde, hat sich erfüllt. Das Land Syrien wurde durch die Fußspuren seines Herrn, des Herrn aller Menschen, geehrt, und Nord und Süd sind vom Wein Seiner Gegenwart trunken. Gesegnet ist der Mensch, der den Duft des Barmherzigsten einatmet und sich dem Aufgangsort Seiner Schönheit an diesem strahlenden Morgen zuwendet. Die Moschee von Aqṣá schwingt im Lufthauch ihres Herrn, des Allherrlichen, während Baṭḥá. (Mekka) vor der Stimme Gottes, des Erhabenen, des Höchsten, erzittert. So feiert jeder Stein von ihnen den Lobpreis des Herrn durch diesen Großen Namen.«
Und weiter sagten Wir: »Wir erwähnen dich um Gottes willen und wünschen, dass dein Name durch dein Gedenken an Gott, den Schöpfer von Erde und Himmel, erhöht werde. Er, wahrlich, ist Zeuge dessen, was Ich sage. Wir haben erfahren, dass du den Handel mit Sklaven, Männern sowohl wie Frauen, verboten hast. Wahrlich, dies ist, was Gott in dieser wundervollen Offenbarung zur Pflicht gemacht hat. Gott hat dir dafür eine Belohnung bestimmt. Er wird in der Tat dem, der Gutes tut, ganz gleich ob Mann oder Frau, den schuldigen Lohn zahlen – möchtest du doch dem folgen, was dir durch Ihn, den Allwissenden, den alles Durchschauenden, gesandt wurde. Was aber den betrifft, der sich abwendet und sich vor Stolz bläht, nachdem ihm klare Beweise durch den Offenbarer der Zeichen gegeben wurden, dessen Werk wird Gott zunichte machen. Er, wahrlich, hat Gewalt über alle Dinge. Des Menschen Taten können angenommen werden, nachdem er (die Manifestation) anerkannt hat. Wer sich von dem Einen Wahren abwendet, ist in der Tat unter Seinen Geschöpfen am stärksten in Schleier gehüllt. So ist es durch Ihn, den Allmächtigen, den Gewaltigsten, bestimmt worden.
Wir haben auch gehört, dass du die Zügel der Beratung den Händen der Volksvertreter anvertraut hast. Du hast fürwahr gut getan, denn dadurch werden die Grundmauern des Baus deiner Staatsgeschäfte gekräftigt und die Herzen aller, die unter deinem Schatten sind, ob hoch oder niedrig, beruhigt werden. Es geziemt ihnen, vertrauenswürdig unter Seinen Dienern zu sein und sich als die Vertreter aller Menschen auf Erden zu betrachten. Dies rät ihnen mit diesem Tablet der Herrscher, der Allweise. Und jeder von ihnen möge, wenn er sich in die Ratsversammlung begibt, seine Augen auf den Höchsten Horizont richten und sprechen: ›O mein Gott! Ich bitte Dich bei Deinem herrlichsten Namen, hilf mir in dem, was den Angelegenheiten Deiner Diener gutes Gelingen bringt und Deine Städte blühen lässt. Du hast wahrlich Macht über alle Dinge!‹ Gesegnet ist, wer in eine solche Versammlung um Gottes willen geht und mit lauterer Gerechtigkeit zwischen den Menschen entscheidet. Er gehört fürwahr zu den Glückseligen.
O ihr Mitglieder der Volksvertretungen in jenem Land und in anderen Ländern! Beratet miteinander und befasst euch nur mit dem, was der Menschheit nützt und ihre Lage bessert – gehörtet ihr doch zu denen, die sorgfältig prüfen! Betrachtet die Welt wie einen menschlichen Körper, der – obwohl gesund und vollkommen erschaffen – aus vielerlei Gründen von schweren Störungen und Krankheiten befallen wurde. Kein Tag brachte ihm Erleichterung, nein, immer schlimmer wurde seine Krankheit, weil er unwissenden Ärzten in die Hände fiel, die nur ihren eigenen Interessen folgten und sich tief irrten. Und wenn einmal dank der Fürsorge eines befähigten Arztes ein Glied geheilt wurde, blieben doch die Leiden des übrigen Körpers unverändert. Also belehrt euch der Allwissende, der Allweise. An diesem Tag sehen Wir die Menschheit Herrschern ausgeliefert, die so vor Hochmut trunken sind, dass sie nicht einmal ihren eigenen Vorteil klar erkennen, geschweige denn eine Offenbarung, die so umwälzend und herausfordernd ist wie diese.«
Und weiter führten Wir aus: »Was Gott als das beste Heilmittel und mächtigste Werkzeug für die Heilung der Welt verordnet hat, ist die Vereinigung aller ihrer Völker in einer umfassenden Sache, einem gemeinsamen Glauben. Dies kann auf keine andere Weise erreicht werden als durch die Kraft eines geschickten, allmächtigen und inspirierten Arztes. Bei Meinem Leben! Dies ist die Wahrheit, und alles andere ist barer Irrtum. Jedes Mal, wenn dieses Mächtigste Werkzeug erschien, wenn dieses Licht an dem Altehrwürdigen Aufgangsort erstrahlte, wurde es von unwissenden Ärzten behindert, die sich wie Wolken zwischen Ihn und die Welt schoben. Die Welt konnte daher nicht genesen, und ihre Krankheit dauerte fort bis auf den heutigen Tag. Unfähig waren sie in der Tat, die Welt zu schützen oder eine Heilung zu bewirken, während Er, die Offenbarung der Macht unter den Menschen, durch das Tun dieser unwissenden Ärzte gehindert wurde, Seine Absicht zu verwirklichen.
Bedenke diese Tage, da Er, die Altehrwürdige Schönheit, unter dem Größten Namen kam, um die Welt neu zu beleben und ihre Völker zu vereinen. Sie jedoch erhoben sich mit geschärften Schwertern gegen Ihn und verübten, was den Geist des Glaubens klagen ließ, bis sie Ihn schließlich in der trostlosesten aller Städte einkerkerten und den Gläubigen die Hand vom Saum Seines Gewandes fortrissen. Sagte jemand zu ihnen: ›Der Welterneuerer ist gekommen‹, so antworteten sie: ›Fürwahr, es ist bewiesen, dass Er nur Zwietracht stiftet!‹ – und dies, obwohl sie nie mit Ihm verkehrten und wussten, dass Er sich selbst keinen Augenblick lang zu schützen suchte. Zu jeder Stunde war Er der Gnade der Übeltäter ausgeliefert. Einmal warfen sie Ihn ins Gefängnis, ein andermal verbannten sie Ihn, und schließlich trieben sie Ihn von Land zu Land. So haben sie den Stab über Uns gebrochen, und Gott, wahrlich, weiß, was Ich sage.«
Die Anklage, Zwietracht gestiftet zu haben, legten seinerzeit bereits die Pharaonen Ägyptens Dem zur Last, der mit Gott Zwiesprache hielt (Moses). Lies nach, was der Allbarmherzige im Qur’án offenbarte. Er – gesegnet und verherrlicht sei Er – spricht: »Überdies sandten Wir vor Zeiten Moses mit Unseren Zeichen und mit deutlicher Macht zu Pharao, zu Hamán und Qárún. Und sie riefen: ›Zauberer, Betrüger!‹ Und als Er aus Unserer Gegenwart mit der Wahrheit zu ihnen trat, sagten sie: ›Erschlagt die Söhne derer, die wie Er glauben, und lasst nur ihre Frauen und Töchter am Leben!‹ Doch der Plan der Ungläubigen endete in einem Fehlschlag. Pharao sagte: ›Lasst mich allein, auf dass ich Moses töte; lasst Ihn Seinen Herrn anrufen. Ich fürchte, Er ändert eure Religion oder schafft Unordnung im Lande.‹ Und Moses sagte: ›Ich nehme Zuflucht bei Meinem Herrn und eurem Herrn vor jedem Hochmütigen, der nicht an den Tag der Abrechnung glaubt.‹«
Zu allen Zeiten haben die Menschen jeden Welterneuerer als Zwietrachtstifter angesehen und von Ihm in Ausdrücken gesprochen, die jedermann bekannt sind. So oft die Sonne göttlicher Offenbarung ihren Glanz vom Himmel des Willens Gottes erstrahlen ließ, verleugnete Ihn eine große Zahl von Menschen, andere wandten sich von Ihm ab, wieder andere verleumdeten Ihn und hielten dadurch die Diener Gottes vom Strom der liebenden Vorsehung Dessen zurück, der der König der Schöpfung ist. In gleicher Weise redeten und reden an diesem Tage jene, die mit diesem Unterdrückten weder zusammenkamen noch sich Ihm anschlossen, wie du es gehört hast und immer noch hörst. Sprich: »O Volk! Die Sonne des Wortes strahlt an diesem Tage vom Horizont der Großmut, und der Glanz der Offenbarung Dessen, der auf dem Sinai sprach, leuchtet und strahlt allen Religionen voran. Reinigt und heiligt Brust und Herz, Ohr und Auge mit dem Lebenswasser der Worte des Allbarmherzigen und hebt alsdann euer Angesicht zu Ihm auf. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Ihr werdet alle Dinge verkünden hören: ›Wahrlich, Er, der Eine Wahre, ist gekommen. Gesegnet sind, die redlich urteilen, und gesegnet, die sich Ihm zuwenden!‹«
Unter den Dingen, die man dem Göttlichen Lotosbaum (Moses) zur Last legte, sind Anklagen, die so unwahr sind, dass dies jeder gebildete Mensch mit Urteilsvermögen, jedes weise und verständnisvolle Herz bezeugen kann.
Sicherlich hast du die Verse gelesen und bedacht, die über Ihn, der mit Gott sprach, herniedergesandt wurden.
Er – gesegnet und verherrlicht sei Er – spricht:
»Er sagte: ›Haben wir Dich nicht unter uns aufgezogen, als Du ein Kind warst?
Und hast Du nicht Jahre Deines Lebens unter uns verbracht?
Und doch, was für eine Tat hast Du vollbracht!
Du bist einer der Undankbaren.‹ Er sagte: ›Es war wirklich so, und Ich war Einer von denen, die irrten.
Und Ich floh vor euch, weil Ich euch fürchtete; aber Mein Herr hat Mir Weisheit gegeben und hat Mich zu einem Seiner Sendboten gemacht.‹« Und an anderer Stelle spricht Er – gesegnet und verherrlicht sei Er:
»Und Er betrat eine Stadt zu einer Zeit, da die Einwohner Seiner nicht achteten, und fand darin zwei Männer, die miteinander kämpften; der eine war aus Seinem eigenen Volk, der andere aus dem Seiner Feinde.
Und der, welcher zu Seinem Volke gehörte, bat Ihn um Hilfe gegen den, welcher von Seinen Feinden war.
Und Moses schlug ihn mit Seiner Faust und tötete ihn.
Da sagte Er: ›Dies ist ein Werk des Teufels; denn er ist ein Feind, ein offenbarer Verführer.‹ Da sagte Er: ›O mein Herr!
Ich habe zu meinem eigenen Schaden gesündigt; vergib mir.‹ Und Gott vergab Ihm, denn Er ist der Vergebende, der Barmherzige.
Er sprach: ›Herr!
Da Du mir diese Gnade erwiesen hast, will ich nie wieder den Gottlosen helfen.‹ Und in der Stadt war Er am Mittag voll Furcht und warf verstohlene Blicke um sich.
Und siehe da, der Mann, dem Er tags zuvor geholfen hatte, rief Ihn nochmals um Hilfe an.
Da sagte Moses zu ihm: ›Du bist offensichtlich ein ganz verkommener Mensch.‹ Und als Er gewaltsam Hand an ihn legen wollte, der ihr gemeinsamer Feind war, sagte der zu Ihm: ›O Moses!
Willst Du mich erschlagen, wie Du gestern einen erschlugst?
Du willst nur ein Tyrann in diesem Lande werden, Du hast nicht den Wunsch, Frieden zu schaffen.‹« Deine Ohren und Augen müssen nun gereinigt und geheiligt werden, damit du imstande bist, redlich und gerecht zu urteilen.
Zu allem hin war es Moses selbst, der Sein Unrecht und Seinen Eigensinn bekannte und bezeugte, dass Ihn Furcht befallen und dass Er übel gehandelt hatte und geflohen war.
Er bat Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit –, Ihm zu vergeben, und es wurde Ihm vergeben.
O Shaykh!
Sooft sich Gott, der Wahre – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – in der Person Seiner Manifestation offenbarte, trat Er unter die Menschen mit dem Banner des »Er tut, was Er will, und Er bestimmt, was Ihm gefällt«.
Niemand hat das Recht, nach dem Warum und Weshalb zu fragen; wer dies tut, hat sich in der Tat von Gott, dem Herrn der Herren, abgewandt.
In den Tagen einer jeden Manifestation treffen diese Dinge ein und sind offenkundig.
Auch über diesen Unterdrückten hat man Dinge gesagt, von denen jene, die Gott nahe und Ihm ergeben sind, heute wie ehedem bezeugen, dass sie falsch sind.
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Der Saum Seines Gewandes ist und bleibt unbefleckt, auch wenn sich heutzutage noch so viele vorgenommen haben, ihn mit ihren lügnerischen und unziemlichen Verleumdungen zu beschmutzen.
Gott aber weiß, und sie wissen nichts.
Er, der sich mit Gottes Macht und Stärke angesichts aller Völker auf Erden erhob und die Massen vor den Erhabensten Horizont lud, wurde von ihnen verworfen; stattdessen haben sie sich an solche Menschen geklammert, die sich ständig hinter Schleiern und Hüllen versteckt hielten und um ihre eigene Sicherheit besorgt waren.
Auch sind jetzt viele emsig dabei, Lügen und Verleumdungen auszustreuen; sie haben keine andere Absicht, als Misstrauen in die Herzen und Seelen der Menschen zu säen.
Sobald jemand die Große Stadt (Konstantinopel) verlässt, um dieses Land zu besuchen, telegraphieren sie schnell und behaupten, er habe Geld gestohlen und sei nach ‘Akká geflohen.
Ein hochgebildeter, gelehrter und vornehmer Mann besuchte an seinem Lebensabend das Heilige Land, um Ruhe und Frieden zu suchen, und über ihn hat man Dinge geschrieben, welche jene, die Gott ergeben und Ihm nahe sind, seufzen ließ.
Seine Exzellenz, der verstorbene Mírzá Ḥusayn Khán, Mushíru’d-Dawlih – möge Gott ihm vergeben –, hatte diesen Unterdrückten gekannt. Zweifelsohne muss er den Behörden einen eingehenden Bericht über die Ankunft dieses Unterdrückten an der Hohen Pforte und von allem, was Er sagte und tat, gegeben haben. Am Tage Unserer Ankunft besuchte Uns der Regierungsbeamte, dessen Amt es war, offizielle Besucher zu empfangen und zu bewirten, und er geleitete Uns an den Ort, an den er Uns befehlsgemäß zu bringen hatte. In der Tat hat die Regierung uns Unterdrückten freundliche Beachtung geschenkt. Am nächsten Tag kam Prinz Shujá‘u’d-Dawlih, um Uns zu besuchen, wobei er von Mírzá Ṣafá begleitet wurde; er kam als Vertreter des verstorbenen Mushíru’d-Dawlih, des (am kaiserlichen Hof akkreditierten) Gesandten. Andere, darunter mehrere Minister der kaiserlichen Regierung und der inzwischen verstorbene Kamál Páshá, sprachen ebenfalls bei Uns vor. Ganz im Vertrauen auf Gott und ohne Hinweis auf irgendein Bedürfnis, das Er hätte haben können, oder auf irgend etwas anderes weilte dieser Unterdrückte vier Monate lang in jener Stadt. Seine Handlungen waren allen bekannt und offenkundig, und niemand kann sie leugnen, ausgenommen jene, die Ihn hassen und nicht die Wahrheit sprechen. Wer Gott anerkannt hat, anerkennt keinen anderen außer Ihm. Wir haben nie gern von solchen Dingen gesprochen und möchten es auch jetzt nicht.
Sooft hohe Würdenträger aus Persien in jene Stadt (Konstantinopel) kamen, bemühten sie sich bis zum äußersten und indem sie an jeder Tür vorsprachen, Gelder und Geschenke zu bekommen, so viele sie nur erhalten konnten.
Selbst wenn dieser Unterdrückte nichts tat, was Persien zum Ruhm gereichte, hat Er doch in einer Weise gehandelt, die Seinem Land keine Schande brachte.
Was die verstorbene Exzellenz (Mushíru’d-Dawlih) tat – möge Gott seine Stufe erhöhen –, entsprang nicht seiner Freundschaft zu diesem Unterdrückten; es hatte seinen Grund vielmehr in seinem eigenen klugen Urteil und in seinem Wunsch, den Dienst zu Ende zu führen, den er insgeheim seiner Regierung zu leisten gedachte.
Ich bezeuge, dass er im Dienst für seine Regierung so gewissenhaft war, dass in seinem Amtsbereich Unehrlichkeit keine Rolle spielte und mit Verachtung gestraft wurde.
Er war für die Ankunft dieser Unterdrückten im Größten Gefängnis (‘Akká) verantwortlich.
Weil er aber in der Erfüllung seiner Pflicht gewissenhaft war, verdient er Unser Lob.
Dieser Unterdrückte war zu allen Zeiten bestrebt und bemüht, die Interessen sowohl der Regierung wie auch des Volkes zu veredeln und zu fördern, nicht aber Seine eigene Stufe zu erhöhen.
Eine Anzahl Menschen hat nunmehr andere um sich geschart, und sie haben sich aufgemacht, diesen Unterdrückten zu entehren.
Dennoch flehe Ich zu Gott – geheiligt und verherrlicht sei Er –, Er möge ihnen helfen, zu Ihm zurückzufinden, und möge ihnen beistehen, das von ihnen Begangene wiedergutzumachen und vor dem Tor Seiner Großmut zu bereuen.
Wahrlich, Er ist der Vergebende, der Barmherzige.
O Shaykh! Wahrlich, Meine Feder klagt um Mein eigenes Selbst, und Mein Tablet weint bitterlich über das, was Mir von den Händen jenes Menschen (Mírzá Yaḥyá) zugefügt wurde, den Wir lange Jahre beschützt haben und der Tag und Nacht in Meiner Gegenwart diente, bis er von einem Meiner Diener namens Siyyid Muḥammad zum Irrtum verführt wurde. Dies bezeugen Meine gläubigen Diener, die Mich auf Meinem Verbannungsweg von Baghdád bis hierher in dieses Größte Gefängnis begleitet haben. Und hier widerfuhr Mir von der Hand dieser beiden, was jeden Verständnisvollen aufschreien, jeden Einsichtsvollen laut jammern und die Tränen der ehrlich Gesinnten fließen ließ.
Wir bitten Gott, Er möge denen gnädig beistehen, die verführt wurden, dass sie gerecht und unparteiisch werden, und möge sie erkennen lassen, worin sie achtlos waren. Wahrlich, Er ist der Allgütige, der Großmütigste. O mein Herr, schließe Deine Diener nicht aus vor dem Tor Deiner Gnade, und vertreibe sie nicht vom Hofe Deiner Gegenwart. Hilf ihnen, die Nebel eitler Wahngebilde zu zerstreuen und die Schleier leerer Einbildungen und Hoffnungen auseinanderzureißen. Du bist wahrlich der Allbesitzende, der Höchste. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Allmächtigen, dem Gnadenvollen.
Ich schwöre bei der Sonne des Zeugnisses Gottes, die vom Horizont der Gewissheit strahlt! Tag und Nacht beschäftigte sich dieser Unterdrückte mit dem, was die Seelen der Menschen bessern kann, bis das Licht der Erkenntnis den Sieg über die Finsternis der Unwissenheit davontrug.
O Shaykh!
Immer wieder habe Ich erklärt und versichere es jetzt erneut, dass Wir vierzig Jahre lang durch die Gnade Gottes und durch Seinen unwiderstehlichen, machtvollen Willen Seiner Majestät dem Sháh – möge Gott ihm beistehen – solche Hilfe angedeihen ließen, dass es alle, die Gerechtigkeit und Billigkeit in sich verkörpern, als unbestreitbare Tatsache ansehen.
Keiner kann dies leugnen, er wäre denn ein Übeltäter und Sünder oder einer, der Uns hasst oder Unsere Wahrheit anzweifelt.
Wie seltsam ist es doch, dass bis heute die Staatsminister und die Volksvertreter gleichermaßen dieses offensichtlichen, unleugbaren Dienstes nicht gewahr wurden; und wenn sie darauf aufmerksam gemacht wurden, haben sie es aus eigennützigen Beweggründen vorgezogen, diesen Dienst zu übersehen.
Vor diesen vierzig Jahren herrschten ständig Streitigkeiten und Auseinandersetzungen, die die Diener Gottes beunruhigten.
Aber seither haben sie sich alle, mit dem Beistand der Heerscharen der Weisheit und des Wortes, der Ermahnungen und des Verständnisses, fest an das starke Seil der Geduld und an den leuchtenden Saum der Seelenstärke gehalten – so sehr, dass diese unterdrückten Menschen standhaft alles ertrugen, was ihnen angetan wurde, und alles Gott anheimstellten, obwohl in Mázindarán und in Rasht eine große Zahl von ihnen auf die grässlichste Weise gequält wurde.
Unter diesen war der ehrenwerte Ḥájí Naṣír, unzweifelhaft ein strahlendes Licht, das am Himmel der Entsagung leuchtete.
Als er den Märtyrertod erlitten hatte, rissen sie ihm die Augen aus, schnitten ihm die Nase ab und fügten ihm solche Schmach zu, dass unbeteiligte Fremde weinten und klagten und im Geheimen Mittel zur Unterstützung seiner Frau und seiner Kinder sammelten.
O Shaykh! Meine Feder schämt sich, das wiederzugeben, was tatsächlich vorgekommen ist. Im Lande Ṣád (Iṣfahán) brannte das Feuer der Tyrannei mit so heißer Flamme, dass jeder redlich Gesinnte laut jammerte. Bei deinem Leben! Die Städte der Erkenntnis und des Verstehens weinten so sehr, dass die Seelen der Frommen und Gottesfürchtigen dahinschmolzen. Die strahlenden Zwillingsleuchten Ḥasan und Ḥusayn (der »König der Märtyrer« und der »Geliebte der Märtyrer«) opferten in jener Stadt aus freien Stücken ihr Leben. Reichtum, Glück und Ruhm konnten sie nicht abhalten. Gott weiß, was ihnen widerfuhr, und doch sind sich dessen die Menschen zum großen Teil nicht bewusst.
Vor ihnen tranken voll Inbrunst und Sehnsucht ein Mann namens Káẓim und seine Gefährten den Kelch des Martyriums, nach ihnen der ehrenwerte Ashraf; sie alle eilten zu ihrem Erhabensten Gefährten. Desgleichen wurden zur Zeit des Sardár ‘Azíz Khán, dieses Gottesfürchtigen, Mírzá Muṣṭafá und jene, die mit ihm gemartert wurden, gefangengesetzt und zu dem Höchsten Freund im Allherrlichen Himmel gesandt. Kurz, in jeder Stadt waren die Beweise einer Tyrannei ohnegleichen unmissverständlich klar und offenbar, und doch griff keiner von ihnen zur Selbstverteidigung. Rufe dir den ehrenwerten Badí‘ ins Gedächtnis, den Überbringer des Tablets an Seine Majestät den Sháh, und denke darüber nach, wie er sein Leben hingab. Dieser Ritter sprengte auf seinem Schlachtross in die Kampfbahn der Entsagung und warf die kostbare Krone des Lebens von sich, Dem zuliebe, der der unvergleichliche Freund ist.
O Shaykh! Wenn Dinge wie diese bestritten werden sollen, was ist dann noch wert, geglaubt zu werden? Gib Gott zuliebe der Wahrheit die Ehre und gehöre nicht zu denen, die schweigen. Man verhaftete den ehrenwerten Najaf-‘Alí, und er eilte mit Entzücken und großer Sehnsucht auf das Feld des Martyriums und sprach: »Wir bewahren uns beides, Bahá und das Khún-Bahá (Blutgeld)!« Mit diesen Worten gab er seinen Geist auf. Denke nach über den herrlichen Glanz, den das Licht der Entsagung aus der Herzenskammer des Mullá ‘Alí-Ján ergoss. Er war vom Hauch des Erhabensten Wortes und von der Macht der Feder der Herrlichkeit so hingerissen, dass für ihn das Feld des Märtyrertodes allen Stätten irdischen Glücks gleichkam, nein, diese bei weitem übertraf. Sinne über das Verhalten von Abá-Baṣír und Siyyid Ashraf-i-Zanjání nach. Man ließ die Mutter Ashrafs holen, damit sie ihn von seinem Vorsatz abbringe. Aber sie spornte ihn noch an, bis er den erhabensten Märtyrertod starb.
O Shaykh! Dieses Volk ließ die Meerenge der Namen hinter sich und schlug seine Zelte an den Ufern der See der Entsagung auf. Eine Myriade Leben hätten sie willig hingegeben, statt das Wort zu sprechen, das ihre Feinde hören wollten. Sie hielten sich fest an das, was Gott gefällt, völlig frei und losgelöst von allem, was den Menschen zugehört. Lieber ließen sie sich das Haupt abschlagen, als dass sie ein unpassendes Wort geäußert hätten. Bewege dies in deinem Herzen. Mich dünkt, sie haben sich aus dem Meer der Entsagung sattgetrunken. Das Leben dieser Welt konnte sie nicht davon abhalten, den Märtyrertod auf dem Pfade Gottes auf sich zu nehmen.
In Mázindarán wurde eine sehr große Zahl von Dienern Gottes umgebracht. Unter dem Einfluss von Verleumdern raubte der Gouverneur einem großen Teil von ihnen alles, was sie besaßen. Unter anderem warf er ihnen vor, sie hätten Waffen angesammelt; aber die Untersuchung ergab, dass sie nur ein ungeladenes Gewehr besaßen. Gnädiger Gott! Dieses Volk braucht keine Vernichtungswaffen, denn es rüstet sich, die Welt neu zu gestalten. Seine Heerscharen sind gute Taten, seine Waffen aufrechtes Betragen, und sein Befehlshaber ist die Gottesfurcht. Gesegnet ist, wer gerecht urteilt. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Geduld, Friedfertigkeit, Ergebenheit und Zufriedenheit dieser Menschen waren so groß, dass sie zu Vorbildern der Gerechtigkeit wurden, und ihre Nachsicht war so umfassend, dass sie sich lieber töten ließen als selbst zu töten, und dies, obwohl sie, von aller Welt unterdrückt, Leiden ertragen mussten, wie sie die Geschichte nicht verzeichnete noch die Augen irgendeines Volkes jemals schauten. Was kann sie dazu geführt haben, sich in so schwere Prüfungen zu finden und es abzulehnen, eine Hand zur Abwehr zu erheben? Was kann solche Ergebenheit und Gelassenheit bewirkt haben? Die wahre Ursache liegt in dem Verbot, das die Feder der Herrlichkeit Tag und Nacht aussprach, und darin, dass Wir die Zügel der Autorität ergriffen, vermöge der Kraft und Macht des Herrn der ganzen Menschheit.
Erinnere dich des Vaters von Badí‘. Man kerkerte diesen Unterdrückten ein und befahl ihm, seinen Glauben zu verfluchen und zu schmähen. Er jedoch wählte durch die Gnade Gottes und die Barmherzigkeit seines Herrn den Märtyrertod und erlangte ihn auch. Wolltest du die Märtyrer auf dem Pfade Gottes zusammenrechnen, du könntest sie nicht zählen. Denke an den ehrenwerten Siyyid Ismá‘íl – mit ihm seien der Friede Gottes und Seine Güte –, wie er vor Tagesanbruch mit seinem eigenen Turban die Schwelle Meines Hauses abzustauben pflegte, bis er schließlich, am Ufer des Flusses stehend und seine Augen auf dieses Haus gerichtet, mit eigener Hand sein Leben opferte.
Sinne nach über den durchdringenden Einfluss des Wortes Gottes. Jeder einzelnen dieser Seelen wurde zuerst befohlen, ihren Glauben zu lästern und zu verfluchen, aber keine fand sich, die ihren eigenen Willen dem Willen Gottes vorgezogen hätte.
O Shaykh! In früheren Zeiten war es nur einer, der dazu ausersehen wurde, erschlagen zu werden, nun aber hat dieser Unterdrückte dir vor Augen geführt, was jeden redlich gesinnten Menschen staunen lässt. Urteile gerecht, Ich beschwöre dich, und mache dich auf, deinem Herrn zu dienen. Er, wahrlich, wird dich mit einem Lohn bedenken, den weder die Schätze der Erde noch alle Besitztümer der Könige und Herrscher aufwiegen können. In allen deinen Angelegenheiten setze dein Vertrauen auf Gott und stelle sie Ihm anheim. Er wird dir großen Lohn gewähren, wie es im Buche verordnet ist. Befasse dich während dieser flüchtigen Tage deines Lebens mit solchen Taten, die den Duft göttlichen Wohlgefallens atmen und den Schmuck tragen, von Ihm angenommen zu sein. Die Handlungen des ehrenwerten Balál, des Äthiopiers, waren so angenehm in den Augen Gottes, dass das ›sín‹ seiner stammelnden Zunge mehr war als das ›shín‹, das die ganze Welt sprach. Dies ist der Tag, an dem alle Völker das Licht der Einheit und Eintracht verbreiten sollten. Aber, kurz gesagt, Stolz und Eitelkeit gewisser Völker auf Erden haben das wahre Verständnis zerstört und das Heim der Gerechtigkeit und Billigkeit verwüstet.
O Shaykh! Was über diesen Unterdrückten kam, übersteigt jedes Bild und jeden Vergleich. Alles haben Wir mit äußerster Willigkeit und Ergebenheit ertragen, damit die Seelen der Menschen erbaut und das Wort Gottes verherrlicht werden. Während Wir im Gefängnis des Landes Mím (Mázindarán) eingekerkert waren, wurden Wir eines Tages den Geistlichen ausgeliefert. Du kannst dir gewiss vorstellen, was Uns zustieß. Falls du einmal das Verlies Seiner Majestät des Sháhs besuchst, bitte den Leiter und ersten Aufseher, dir die beiden Ketten zu zeigen, die Qara-Guhar und Salásil heißen. Bei der Sonne der Gerechtigkeit schwöre Ich, dass dieser Unterdrückte vier Monate lang mit der einen oder anderen dieser beiden Ketten gefoltert und gefesselt wurde. »Mein Leid übertraf alle Leiden, denen Jakob ausgesetzt war, und alle Not Hiobs war nur ein Teil Meines Kummers!«
Denke auch nach über das Martyrium des Ḥájí Muḥammad-Riḍá in der Stadt der Liebe (‘Ishqábád). Die Tyrannen auf Erden haben diesen Gepeinigten solchen Leiden unterworfen, dass viele Fremde darüber weinten und klagten; denn wie berichtet und bezeugt wird, wurden seinem gesegneten Körper nicht weniger als zweiunddreißig Wunden beigebracht. Dennoch übertrat keiner der Gläubigen Mein Gebot und erhob die Hand zum Widerstand. Komme, was wolle, sie wehrten ihrer Neigung, das zu übertreten, was im Buche befohlen ist, obwohl eine beträchtliche Zahl dieses Volkes in jener Stadt wohnte und heute noch dort ist.
Wir bitten Seine Majestät den Sháh dringend – möge Gott, geheiligt und verherrlicht sei Er, ihm beistehen –, selbst über diese Dinge nachzudenken und mit Billigkeit und Gerechtigkeit zu urteilen. Obwohl während der letzten Jahre etliche Gläubige in fast allen Städten Persiens lieber den Tod erduldeten, als selbst zu töten, loderte doch der Hass, der in manchen Herzen schwelte, schlimmer auf als zuvor. Wenn sich die Opfer der Unterdrückung für ihre Feinde ins Mittel legen, ist dies in den Augen der Herrscher eine fürstliche Tat. Vielen ist es sicherlich bekannt, dass sich diese unterdrückten Menschen in jener Stadt (‘Ishqábád) beim Gouverneur für ihre Mörder verwandten und ihn um Milderung seines Urteils baten. Merket deshalb wohl auf, o ihr Einsichtsvollen!
O Shaykh! Diese deutlichen Verse wurden in einem der Tablets von der Feder Abhás herniedergesandt: »Höre, o Diener, auf die Stimme dieses Unterdrückten, der auf dem Pfade Gottes, des Herrn aller Namen, schwere Leiden und Qualen erduldete, bis Er einstens im Lande Ṭá (Ṭihrán) ins Gefängnis geworfen wurde. Er rief die Menschen zum erhabensten Paradiese, und doch ergriffen sie Ihn und schleppten Ihn vor aller Augen durch Städte und Länder. Wieviele der Nächte, in denen der Schlaf die Augen Meiner Geliebten floh ob ihrer Liebe zu Mir, und wie zahllos die Tage, an denen Ich dem Angriff der Menschen gegenüberstand! Einmal fand Ich Mich auf Bergeshöhen, ein andermal tief im Gefängnis von Ṭá in Ketten und Banden. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Ich war Ihm allezeit dankbar; Sein Lob auf den Lippen und immer Seiner gedenkend, wandte Ich Mich Ihm zu, zufrieden mit Seinem Wohlgefallen, demütig und untertänig vor Ihm. So vergingen Meine Tage, bis sie in diesem Gefängnis (‘Akká), das die Erde erzittern und die Himmel seufzen ließ, ein Ende fanden. Glücklich, wer seine leeren Einbildungen von sich warf, als Er, der verborgen war, mit den Bannern Seiner Zeichen erschien. Wahrlich, Wir haben den Menschen diese Größte Offenbarung verkündet, und doch befinden sie sich in einem Zustand seltsamer Betäubung.«
Daraufhin erhob sich eine Stimme aus dem Ḥijáz, rief laut und sprach: »Groß ist dein Segen, o ‘Akká, dass Gott dich zum Ausgangspunkt Seiner Lieblichsten Stimme und zum Dämmerungsort Seiner mächtigsten Zeichen gemacht hat. Glückselig bist du, dass der Thron der Gerechtigkeit in dir errichtet wurde und das Tagesgestirn der Güte Gottes und Seiner Großmut an deinem Horizont erstrahlte. Wohl steht es mit jedem redlich gesinnten Menschen, der billig urteilt über Ihn, das Größte Gedenken, und wehe dem, der irrt und zweifelt.«
Nach dem Tod einiger Märtyrer wurde das Lawḥ-i-Burhán (Tablet des Beweises) vom Himmel der Offenbarung des Herrn der Religionen herniedergesandt:
»Er ist der Allmächtige, der Allwissende, der Allweise!
Die Winde des Hasses umschlossen die Arche von Baṭḥá (Mekka) wegen der Untaten, die die Hände der Unterdrücker begingen.
O du, der du für deine Gelehrsamkeit bekannt bist!
Du hast diejenigen verurteilt, um derentwillen die Bücher der Welt weinten und die Schriften der Religionen Zeugnis ablegten.
Du bist in der Tat weit vom rechten Wege abgeirrt und in einen dichten Schleier gehüllt.
Bei Gott selbst!
Du hast jene verurteilt, durch die der Horizont des Glaubens erleuchtet wurde.
Dies bezeugen sie alle, die die Dämmerungsorte der Offenbarung und die Manifestationen der Sache deines Herrn, des Barmherzigsten, sind – sie, die ihre Seelen und all ihren Besitz auf Seinem geraden Pfade geopfert haben.
Der Glaube Gottes weint allüberall ob deiner Tyrannei, und doch vergnügst du dich und gehörst zu denen, die frohlocken.
Ich trage keinen Hass gegen dich oder sonst jemanden im Herzen.
Jeder Mensch mit Urteilsvermögen sieht dich und deinesgleichen versunken in offenbarer Torheit.
Hättest du dir klargemacht, was du getan hast, du hättest dich ins Feuer geworfen oder dein Haus verlassen und wärest in die Berge geflüchtet, oder hättest gestöhnt und gejammert, bis du an den Ort zurückgekehrt wärest, der dir von Ihm, dem Herrn der Kraft und Macht, bestimmt ist.
O du, der du so viel wie ein Nichts bist!
Zerreiße die Schleier eitler Vorstellungen und leerer Einbildungen, damit du das Tagesgestirn der Erkenntnis von diesem strahlenden Horizonte scheinen siehst.
Du hast ein Andenken an den Propheten selbst in Stücke gerissen und dir eingebildet, damit dem Gottesglauben zu helfen.
Solches hat dir deine Seele eingegeben, und du bist wahrlich einer der Achtlosen.
Was du tatest, hat den himmlischen Heerscharen und jenen, die die Sache Gottes, des Herrn der Welten, umkreisen, die Herzen gebrochen.
Die Seele der Reinen (Fáṭimih) schmolz wegen deiner Grausamkeit dahin, und die Bewohner des Paradieses weinten bitterlich an ihrem gesegneten Ort.
Ich beschwöre dich bei Gott, urteile gerecht! Welchen Beweis brachten die jüdischen Gelehrten vor, um Ihn, den Geist Gottes (Jesus Christus), zu verdammen, als Er mit der Wahrheit zu ihnen kam? Was konnte der Beweis sein, den die Pharisäer und Götzenpriester ins Feld führten, um sich dafür zu rechtfertigen, dass sie Muḥammad, den Gesandten Gottes, verleugneten, als Er zu ihnen kam mit einem Buch, welches zwischen Wahrheit und Falschheit mit solcher Gerechtigkeit schied, dass sich das Dunkel der Erde in Licht verwandelte und die Herzen jener, die Ihn erkannt hatten, in Entzücken gerieten? Tatsächlich hast du heute dieselben Gründe vorgebracht, deren sich die Gelehrten jener Zeit bedienten. Er, der König des Reiches der Gnade, bezeugt es in diesem großen Gefängnis. Du bist wahrlich ihre Wege gewandelt, nein, du hast sie gar noch in ihrer Grausamkeit übertroffen und hast dir dabei eingebildet, du hülfest dem Glauben und verteidigtest das Gesetz Gottes, des Allwissenden, des Allweisen. Bei Ihm, der die Wahrheit ist! Dein Unrecht ließ Gabriel stöhnen und brachte das Gesetz Gottes, von dem der Windhauch der Gerechtigkeit über alle im Himmel und auf Erden weht, zum Weinen. Hast du dir in deiner Unwissenheit tatsächlich eingebildet, das Urteil, das du sprachst, nütze dir in irgendeiner Weise? Nein, bei Ihm, dem König aller Namen! Dass es dir nur schadet, bezeugt Er, der alles weiß, was in dem verwahrten Tablet verzeichnet ist.
O du, der du in die Irre gingst! Nie hast du Mich gesehen, nie hast du mit Mir verkehrt oder warst auch nur für den Bruchteil eines Augenblicks Mein Gefährte. Wie kommt es dann, dass du den Menschen befiehlst, Mich zu verfluchen? Folgst du darin dem Drang deiner Begierden oder gehorchst du etwa deinem Herrn? Gib ein Zeichen, wenn du zu denen gehörst, die die Wahrheit lieben! Wir bezeugen, dass du das Gesetz Gottes von dir geworfen und dich den Befehlen deiner Leidenschaften gebeugt hast. Wahrlich, nichts entgeht Seinem Wissen; Er ist fürwahr der Unvergleichliche, der Allunterrichtete. O du achtloser Mensch! Beachte, was der Barmherzige im Qur’án offenbarte: ›Sage nicht zu jedem, der dir mit einem Gruß begegnet: »Du bist kein Gläubiger«.‹ Solches hat Er verordnet, in dessen Hand die Reiche der Offenbarung und der Schöpfung liegen – wärest du doch von denen, die hören. Du aber hast das Gebot Gottes beiseite gelegt und dich an den Drang deiner Begierden gehalten. Wehe über dich, o du achtloser Zweifler! Wenn du Mich verleugnest, mit welchem Beweis kannst du dann die Wahrheit dessen verfechten, was du besitzest? Lege ihn vor, o du, der du Gott Gefährten beigesellst und dich abkehrst von Seiner Oberherrschaft, die alle Welten umschließt!
Wisse, dass der in Wahrheit ein Gebildeter ist, der Meine Offenbarung annimmt, vom Weltmeer Meines Wissens trinkt und sich in die Lüfte Meiner Liebe aufschwingt, der alles außer Mir von sich wirft und sich mit festem Griff an das hält, was vom Reiche Meines wunderbaren Wortes herabgesandt wurde.
Er ist fürwahr wie das Auge für die Menschheit und wie der Geist des Lebens für den Körper der ganzen Schöpfung.
Verherrlicht sei der Allbarmherzige, der ihn erleuchtete und ihn sich aufmachen ließ, dieser großen und mächtigen Sache zu dienen.
Wahrlich, solch ein Mensch ist gesegnet von den Scharen der Höhe und den Bewohnern des Tabernakels der Größe, die Meinen versiegelten Wein trinken in Meinem Namen ›der Allmächtige‹, ›der Allmachtvolle‹.
Wenn du zu denen gehörst, die eine solch erhabene Stufe einnehmen, dann erbringe ein Zeichen von Gott, dem Schöpfer der Himmel.
Und wenn du deine Ohnmacht erkennst, zügle deine Leidenschaften und kehre zu deinem Herrn zurück, damit Er dir vielleicht deine Sünden vergebe, Sünden, die dem Göttlichen Lotosbaum die Blätter versengten, den Felsen aufschreien ließen und die Augen der Einsichtsvollen zum Weinen brachten.
Deinetwegen zerriss der Schleier der Göttlichkeit, scheiterte die Arche, lahmte die Kamelstute und stöhnte der Geist (Jesus) an Seinem erhabenen Orte.
Rechtest du mit Ihm, der zu dir kam mit den Zeugnissen Gottes und mit Seinen Zeichen, die du und alle auf Erden besitzen?
Öffne die Augen, damit du diesen Unterdrückten vom Horizont des Willens Gottes, des Herrschers, des Wahren, des Strahlenden, leuchten siehst.
Öffne alsdann das Ohr deines Herzens, damit du die Stimme des göttlichen Lotosbaumes vernimmst, der in Wahrheit von Gott, dem Allmächtigen, dem Wohltätigen, gehegt wurde.
Wahrlich, trotz allem, was Ihm die Grausamkeit und der Ungehorsam von Leuten wie dir zufügten, ruft dieser Baum laut und lädt alle Menschen zum Sadratu’l-Muntahá und zum höchsten Horizonte.
Gesegnet die Seele, die auf das mächtigste Zeichen schaut, und das Ohr, das Seine lieblichste Stimme vernimmt, aber wehe dem, der sich abwendet und gottlos handelt.
O du, der du dich von Gott abkehrtest!
Wolltest du mit ehrlichem Auge auf den Göttlichen Lotosbaum blicken, du würdest an seinen Ästen, Zweigen und Blättern die Male bemerken, die dein Schwert ihm zufügte, obwohl dich Gott erschaffen hat, diesen Baum zu erkennen und ihm zu dienen.
Denke nach, damit du vielleicht deine Frevelhaftigkeit erkennst und zu denen zählst, die in sich gegangen sind.
Meinst du, Wir fürchteten deine Grausamkeit?
Wisse und sei dessen wohl versichert, dass Wir vom ersten Tag an, da die Erhabenste Feder zwischen Erde und Himmel ihre Stimme erhob, Unsere Seelen, Unsere Körper, Unsere Söhne und Unseren Besitz auf dem Pfade Gottes, des Erhabenen, des Großen, aufopferten.
Dies ist unser Ruhm vor allem Erschaffenen und den Scharen der Höhe, und dafür zeugt, was Uns auf diesem geraden Pfad zustieß.
Bei Gott!
Unsere Herzen brachen, Unsere Körper wurden gekreuzigt und Unser Blut vergossen, während Unsere Augen am Horizont der Güte ihres Herrn, des Zeugen, des Allschauenden, hingen.
Je schlimmer seine Leiden, desto flammender wuchs die Liebe des Volks Bahás.
Seine Aufrichtigkeit bezeugte, was der Allbarmherzige im Qur’án herabsandte, wo Er sagt: ›Wünscht euch den Tod, so ihr aufrichtig seid.‹ Wer verdient den Vorzug: einer, der sich hinter Vorhängen verbirgt, oder einer, welcher sich auf dem Pfade Gottes aufopfert?
Urteile gerecht und gehöre nicht zu denen, die verwirrt durch die Wüste der Falschheit schweifen.
So weit wurden jene von den Lebenswassern der Liebe des Barmherzigsten mitgerissen, dass weder die Waffen der Welt noch die Schwerter der Nationen sie davon abhielten, ihr Antlitz auf das Weltmeer der Großmut ihres Herrn, des Gebenden, des Edelmütigen, zu richten.
Bei Gott! Alle Schwierigkeiten konnten Mich nicht entmutigen, und die Nichtanerkennung der Geistlichen vermochte nicht, Mich zu schwächen. Heute wie ehedem spreche Ich vor dem Angesicht der Menschen: ›Das Tor der Gnade ist aufgetan, und Er, der Morgen der Gerechtigkeit, ist gekommen mit deutlichen Zeichen und klaren Beweisen von Gott, dem Herrn der Kraft und der Macht!‹ Zeige dich vor Mir, damit du die Geheimnisse vernimmst, die der Sohn ‘Imráns (Moses) auf dem Sinai der Weisheit hörte. Dies befiehlt dir aus Seinem großen Gefängnis der Aufgangsort der Offenbarung deines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit.«
Erneut erhoben sich hierauf der Schrei und die Klage des Wahren Glaubens mit den Worten: »Wahrlich, Sinai ruft laut und spricht: ›O Volk des Bayán! Fürchte den Barmherzigen. Ich bin in der Tat zu Ihm gelangt, der auf mir Zwiesprache führte, und die Wonnen meiner Freude überkamen die Steine der Erde und ihren Staub.‹ Und der Busch ruft aus: ›O Volk des Bayán! Urteile gerecht über das, was in Wahrheit geoffenbart wurde. Das Feuer, welches Gott Dem vor Augen führte, der mit Ihm sprach, ist jetzt wahrlich offenbar. Dies bezeugt jeder Mensch mit Einsicht und Verständnis.‹«
Wir haben gewisse Märtyrer dieser Offenbarung erwähnt und einige Verse angeführt, die über sie vom Reiche Unseres Wortes herabgesandt wurden. Nun hegen Wir die Hoffnung, dass du, frei von aller Bindung an diese Welt, nachdenkst über das, was Wir äußerten.
Es geziemt dir, nunmehr über die Verfassung des Mírzá Hádíy-i-Dawlat-Ábádí und des Ṣád-i-Iṣfahání (Ṣadru’l-‘Ulamá) nachzusinnen, die im Lande Ṭá (Ṭihrán) wohnen. Kaum hatte der erstere gehört, dass er ein Bábí genannt wurde, da wurde er so verstört, dass er Haltung und Würde verlor. Er bestieg die Kanzel und sprach Worte, die ihm übel anstanden. Seit unvordenklichen Zeiten haben solche weltlichen und törichten Menschen ihrer Herrschsucht zuliebe Taten begangen, welche die Menschen in die Irre leiteten. Du darfst aber nicht denken, alle Gläubigen seien wie diese beiden. Wir haben dir die Festigkeit, Standhaftigkeit, Gewissheit, Gelassenheit und Würde der Märtyrer dieser Offenbarung beschrieben, auf dass du wohl unterrichtet seist. Wenn Ich die Stellen aus den Tablets an die Könige und andere anführte, bezweckte Ich damit, du möchtest mit Gewissheit erkennen, dass dieser Unterdrückte die Sache Gottes nicht verborgen, sondern offen verkündet und in der beredtesten Sprache vor dem Antlitz der Welt dargelegt hat, wie es Seine Aufgabe war. Etliche kleinmütige Seelen jedoch, wie Hádí und andere, haben sich gegen die Sache Gottes gewandt und diesem flüchtigen Leben zuliebe gesagt und getan, was das Auge der Gerechtigkeit weinen und die Feder der Herrlichkeit seufzen ließ, obwohl sie über das Wesen dieser Sache nichts wussten. Dieser Unterdrückte dagegen hat sie nur um Gottes willen geoffenbart.
O Hádí! Du bist zu Meinem Bruder gegangen und hast ihn besucht. Wende nun dein Angesicht zum Hofe dieses Unterdrückten, damit der Hauch der Offenbarung und der Odem der Eingebung dir helfe und dich befähige, dein Ziel zu erreichen. Wer immer an diesem Tage auf Meine Zeichen blickt, wird Wahrheit von Falschheit unterscheiden wie die Sonne vom Schatten, und er wird das Ziel kennenlernen. Gott weiß und bezeugt Mir, dass alles, was erwähnt wurde, um Gottes willen geschah, damit du vielleicht zum Hort der Führung unter den Menschen werdest und die Völker der Welt von eitlen Vorstellungen und leeren Einbildungen befreist. Gütiger Gott! Die sich abwenden und Mich verleugnen, haben bis heute versäumt zu erkennen, wer das herniedersandte, was dem Herold, dem Ersten Punkt, gegeben wurde. Das Wissen darum ist bei Gott, dem Herrn der Welten.
Bemühe dich, o Shaykh, und erhebe dich, dieser Sache zu dienen. Der Versiegelte Wein wurde an diesem Tag vor den Augen der Menschen ans Licht gebracht. Greife zu im Namen deines Herrn und trinke dir Genüge im Gedenken an Ihn, den Mächtigen, den Unvergleichlichen. Tag und Nacht hat dieser Unterdrückte sich mit dem befasst, was die Herzen vereint und die Seelen der Menschen erbaut. Was sich in den ersten Jahren in Persien zutrug, hat die Aufrichtigen und Begünstigten tief betrübt. Jedes Jahr verzeichnete ein neues Gemetzel, Raub, Plünderung und Blutvergießen. Einmal ereignete sich in Zanján, was die größte Bestürzung hervorrief, ein andermal in Nayríz und dann wieder in Ṭabarsí, und schließlich kam es zu dem Geschehnis im Lande Ṭá (Ṭihrán). Seitdem machte dieser Unterdrückte mit der Hilfe des einen wahren Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – dieses bedrängte Volk mit dem vertraut, was ihm anstand. Alle haben sie sich von den Dingen geheiligt, die sie und andere besitzen; sie haben sich an das gehalten und ihre Augen auf das gerichtet, was Gottes ist.
Es obliegt nun Seiner Majestät dem Sháh – möge Gott, gepriesen sei Er, ihn beschützen –, dieses Volk mit Güte und Barmherzigkeit zu behandeln.
Dieser Unterdrückte verbürgt sich vor der göttlichen Ka‘bah, dass dieses Volk nur Wahrhaftigkeit und Treue bezeigen wird, hingegen nichts, was in irgendeiner Weise den weltverbessernden Ideen Seiner Majestät zuwiderliefe.
Jede Nation muss die Stellung ihres Herrschers hoch achten, muss ihm untertan sein, sein Gebot ausführen und seine Befehlsgewalt wahren.
Die Herrscher der Welt waren und sind die Offenbarungen der Macht, Größe und Erhabenheit Gottes.
Dieser Unterdrückte hat niemals hinterlistig gegen irgend jemanden gehandelt.
Jedermann ist dessen gewahr und bezeugt es.
Achtung vor dem Rang der Herrscher ist göttlich verordnet, wie es durch die Worte der Propheten Gottes und Seiner Erwählten klar bekundet wird.
Er, der Geist (Jesus) – möge Friede mit Ihm sein –, wurde gefragt:
»O Geist Gottes!
Ist es rechtens, dem Kaiser Tribut zu zahlen?« Und Er gab zur Antwort:
»Ja, gebt dem Kaiser, was des Kaisers ist, und Gott, was Gottes ist.« Er verbot es nicht.
Diese beiden Aussagen sind in den Augen einsichtsvoller Menschen ein und dasselbe; denn wenn das, was dem Kaiser gehörte, nicht von Gott gekommen wäre, hätte Er es verboten.
Und ebenso der heilige Vers:
»Gehorchet Gott und gehorchet dem Gesandten und denen unter euch, die mit Befehlsgewalt ausgestattet sind.« »Jene, die mit Befehlsgewalt ausgestattet sind,« bezieht sich in erster Linie und in besonderer Hinsicht auf die Imáme – Gottes Segen ruhe auf ihnen!
Sie sind wahrlich die Offenbarungen der Macht Gottes, die Quellen Seiner Befehlsgewalt, die Schatzkammern Seines Wissens und die Aufgangsorte Seiner Gebote.
In zweiter Linie beziehen sich diese Worte auf die Könige und Herrscher – das heißt solche, deren strahlende Gerechtigkeit die Horizonte der Welt mit hellem Glanz erleuchtet.
Wir hegen die Hoffnung, dass Seine Majestät der Sháh im Lichte einer Gerechtigkeit erstrahle, deren Glanz alle Geschlechter auf Erden umfängt.
Es ist jedermanns Pflicht, Gott um des Sháhs willen anzuflehen, Er möge ihm gewähren, was an diesem Tage schicklich und passend ist.
O Gott, mein Gott, Du mein Meister, meine Stütze, meine Sehnsucht und mein Geliebter! Ich bitte Dich bei den Geheimnissen, die in Deiner Erkenntnis verborgen ruhen, bei den Zeichen, die den Duft Deiner Güte verbreiten, bei den Wogen des Weltmeers Deiner Gaben, bei dem Himmel Deiner Gnade und Freigebigkeit, bei dem Blute, das auf Deinem Pfad vergossen wurde, und bei den Herzen, die sich in ihrer Liebe zu Dir verzehrten – stehe Seiner Majestät dem Sháh mit Deiner Macht und höchsten Gewalt bei, auf dass von ihm ausgehe, was ewig in Deinen Büchern, Schriften und Tablets fortbesteht. Halte seine Hand, o mein Herr, mit der Hand Deiner Allmacht, erleuchte ihn mit dem Licht Deiner Erkenntnis und schmücke ihn mit der Zier Deiner Tugenden. Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt, und in Deiner Hand liegen die Zügel der ganzen Schöpfung. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Immervergebenden, dem Allgütigen.
In seinem Brief an die Römer hat der heilige Paulus geschrieben: »Jedermann soll sich übergeordneten Gewalten unterwerfen; denn es gibt keine Gewalt, es sei denn von Gott, die bestehenden aber sind von Gott angeordnet. Wer sich darum der Gewalt widersetzt, hat sich wider die Anordnung Gottes aufgelehnt.« Und weiter: »Denn sie ist Gottes Dienerin, eine Rächerin zum Zorn an dem, der Böses betreibt.« Er sagt, dass die Erscheinung der Könige, ihre Majestät und Macht von Gott sind.
Auch in den alten Überlieferungen sind Hinweise, welche die Geistlichen sehen und hören. Wir flehen zu Gott – gesegnet und verherrlicht sei Er –, Er möge dir, o Shaykh, helfen, dich fest an das zu halten, was vom Himmel der Gaben Gottes, des Herrn der Welten, herabgesandt wurde. Die Geistlichen müssen sich unbedingt mit Seiner Majestät dem Sháh verbinden und sich an das halten, was für den Schutz, die Sicherheit, die Wohlfahrt und das Gedeihen der Menschen Gewähr bietet. Ein gerechter König erfreut sich näheren Zugangs zu Gott als sonst ein Mensch. Dies bezeugt Er, der in Seinem Größten Gefängnis spricht. Bei Gott! Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Einen, dem Unvergleichlichen, dem Allmächtigen, dem Allwissenden, dem Allweisen.
Würdest du um Gottes willen, und sei es auch nur für eine Stunde, über das nachdenken, was sich früher und neuerdings ereignet hat, du würdest dich hinwegkehren von allem, was du besitzest, hin zu den Dingen, die Gott zugehören, und du würdest zu einem Werkzeug für die Erhöhung Seines Wortes werden. Ist jemals seit der Erschaffung der Welt bis auf den heutigen Tag eine Ausstrahlung oder eine Offenbarung vom Tagesanbruch des Willens Gottes ausgegangen, die von den Geschlechtern auf Erden angenommen, deren Geheiß von ihnen anerkannt wurde? Wo findet man einen solchen Glauben und wie ist sein Name? Vom Siegel der Propheten (Muḥammad) – mögen alle außer Ihm selbst ein Opfer für Ihn sein – über den Geist Gottes (Jesus) bis zurück auf die Erste Manifestation haben alle zur Zeit Ihres Auftretens schweres Leid erduldet. Die einen hielt man für besessen, die anderen für Betrüger, und Sie wurden auf solche Weise behandelt, dass die Feder sich schämt, es zu schildern. Bei Gott! Es kam über Sie, was alle erschaffenen Dinge seufzen ließ, und doch sind die Menschen zum größten Teil in offenkundige Unwissenheit versunken! Wir beten zu Gott, Er möge ihnen helfen, zu Ihm zurückzukehren und Reue vor dem Tor Seiner Gnade zu üben. Mächtig ist Er über alle Dinge.
In diesem Augenblick erhebt sich laut die Stimme der Erhabensten Feder und spricht zu Mir: »Ermahne den Shaykh, wie Du einen Deiner Äste (Söhne) ermahnt hast, auf dass der Hauch Deiner Worte ihn anziehe und Gott, dem Herrn der Welten, näherbringe.«
»Sei freigebig im Glück und dankbar im Unglück.
Sei des Vertrauens deines Nächsten wert und schaue hellen und freundlichen Auges auf ihn.
Sei ein Schatz dem Armen, ein Mahner dem Reichen, eine Antwort auf den Schrei des Bedrückten und halte dein Versprechen heilig.
Sei gerecht in deinem Urteil und behutsam in deiner Rede.
Sei zu keinem Menschen unbillig, sondern erweise allen Sanftmut.
Sei wie eine Lampe für die, so im Dunkeln gehn, eine Freude den Betrübten, ein Meer für die Dürstenden, ein schützender Port für die Bedrängten, Stütze und Verteidiger für das Opfer der Unterdrückung.
Lass Sauberkeit und Redlichkeit all dein Handeln auszeichnen.
Sei eine Heimat dem Fremdling, ein Balsam dem Leidenden, dem Flüchtling ein starker Turm.
Sei dem Blinden Auge und ein Licht der Rechtleitung für den Fuß des Irrenden.
Sei ein Schmuck für das Antlitz der Wahrheit, eine Krone für die Stirn der Treue, ein Pfeiler für den Tempel der Redlichkeit, der Lebenshauch dem Körper der Menschheit, ein Banner für die Heerscharen der Gerechtigkeit, ein Himmelslicht am Horizont der Tugend, Tau für den Urgrund des Menschenherzens, eine Arche auf dem Meer der Erkenntnis, eine Sonne am Himmel der Gnade, ein Stein im Diadem der Weisheit, ein strahlendes Licht am Firmament deiner Zeitgenossen, eine Frucht am Baume der Demut.
Dich vor der Glut der Eifersucht und vor der Kälte des Hasses zu schützen, darum bitten Wir Gott.
Er, wahrlich, ist nahe, bereit zur Antwort.« Dies hat Meine Zunge zu einem Meiner Äste (Söhne) gesprochen, und Wir tun es denen unter Unseren Geliebten kund, die ihre eitlen Einbildungen von sich geworfen haben und sich fest an das halten, was ihnen vorgeschrieben ist an dem Tage, da der Morgenstern der Gewissheit am Horizont des Willens Gottes, des Herrn der Welten, erschien.
Dies ist der Tag, an dem der Vogel des Wortes im Namen seines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit, sein Lied auf den Zweigen singt.
Gesegnet ist der Mensch, der auf den Schwingen der Sehnsucht Gott, dem Herrn am Tag des Gerichts, entgegenschwebt.
Der eine wahre Gott weiß wohl und die ganze Schar Seiner Vertrauten bezeugt, dass dieser Unterdrückte zu allen Zeiten schlimmen Gefahren gegenüberstand.
Aber ohne die Leiden, die Mir auf dem Pfade Gottes zustießen, hätte das Leben für Mich nichts an Süße gehabt, und Mein Dasein wäre Mir nutzlos gewesen.
Wer mit Urteilskraft begabt ist und sein Auge auf den Erhabensten Anblick richtet, für den ist es kein Geheimnis, dass Ich die meisten Tage Meines Lebens wie ein Sklave unter einem Schwert saß, das an einem Faden hing und von dem Ich nicht wusste, ob es nicht früher oder später herabfallen würde.
Dennoch und trotz alledem statten Wir Gott, dem Herrn der Welten, Unseren Dank ab.
Die Zunge Meines Herzens spricht Tag und Nacht dieses Gebet:
»Ruhm sei Dir, o mein Gott!
Wäre es nicht durch die Leiden auf Deinem Pfad, wie könnten die, welche Dich wirklich lieben, erkannt werden?
Und wäre es nicht durch die Prüfungen, die aus Liebe zu Dir erduldet werden, wie anders könnte die Stufe derer, die sich nach Dir sehnen, kundwerden?
Deine Macht ist mein Zeuge!
Tränen sind die Gefährten all derer, die Dich verehren, Seufzer sind der Trost jener, die Dich suchen, und die Teile ihrer gebrochenen Herzen sind die Speise solcher, die zu Dir eilen.
Wie süß schmeckt mir die Bitternis des Todes auf Deinem Pfade, und wie kostbar schätze ich die Pfeile Deiner Feinde, wenn sie bei der Erhöhung Deines Wortes auf mich treffen!
Lass mich in Deiner Sache kosten, o mein Gott und mein Meister, was immer Du wünschst, und sende in Deiner Liebe alles auf mich hernieder, was Du verordnet hast.
Bei Deiner Herrlichkeit!
Ich wünsche nur, was Du wünschst, und schätze nur, was Du schätzest.
In Dich setze ich allezeit mein ganzes Vertrauen und meine Zuversicht.
Du bist wahrlich der Allbesitzende, der Höchste.
Ich flehe Dich an, o mein Gott, lass dieser Offenbarung Helfer erstehen, die Deines Namens und Deiner höchsten Macht würdig sind, auf dass sie Deiner unter Deinen Geschöpfen gedenken; errichte das Banner Deines Sieges in Deinem Land und schmücke alle mit Deinen Tugenden und Deinen Geboten.
Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden.«
Hierauf erhob sich die Stimme des wahren Glaubens; wieder und wieder rief sie laut und sprach: »O Scharen der Erde! Bei Gott! Ich bin der wahre Gottesglaube unter euch. Hütet euch, dass ihr Mich nicht verleugnet. Gott hat Mich geoffenbart mit einem Licht, das alle umfängt, die im Himmel und auf Erden sind. Urteilt gerecht, o Menschen, über Meine Offenbarung, die Verkündigung Meiner Herrlichkeit und den Glanz Meines Lichtes, und gehört nicht zu denen, die Unrecht tun.«
O Shaykh! Dieser Unterdrückte fleht zu Gott – gesegnet und verherrlicht sei Er –, Er möge in dir den erwecken, der die Tür zur Gerechtigkeit öffnet, und möge durch dich Seine Sache unter Seinen Dienern verkünden. Er, wahrlich, ist der Allgewaltige, der Allmächtige, der Allgütige.
O Shaykh! Bitte den einen wahren Gott, Ohren, Augen und Herzen der Menschen zu heiligen und sie vor den Begierden einer verderbten Neigung zu schützen. Denn Bosheit ist eine schlimme Krankheit, die den Menschen der Erkenntnis des Großen Seins beraubt und ihn von den Strahlen der Sonne der Gewissheit abhält. Wir beten und hoffen, dass Gott durch Seine Gnade und Barmherzigkeit dieses mächtige Hindernis entferne. Er, wahrlich, ist der Machtvolle, der Allunterwerfende, der Allmächtige.
In diesem Augenblick erhob sich eine Stimme zur Rechten des Strahlenden Ortes: »Gott! Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Verordner, dem Allweisen! Mache den Shaykh mit dem Rest des Lawḥ-i-Burhán (Tablet des Beweises) bekannt, damit es ihn zum Horizont der Offenbarung seines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit, hinziehe und er sich vielleicht erhebe, Meiner Sache mit deutlichen Zeichen und erhabenen Beweisen zu helfen, und unter den Menschen verkünde, was die Zunge des Zeugnisses gesprochen hat: ›Das Reich ist Gottes, des Herrn der Welten!‹«
»Lies das Kitáb-i-Íqán (das Buch der Gewissheit) und was vom Allbarmherzigen dem König in Paris (Napoleon III.) und seinesgleichen gesandt wurde, auf dass dir bewusst werde, was sich in der Vergangenheit ereignete, und du dich überzeugst, dass Wir keineswegs Unordnung im Land verbreiten wollten, nachdem es wohlgeordnet war. Nur um Gottes willen ermahnen Wir Seine Diener. Wer es wünscht, den lasse sich Gott zuwenden, und wer will, möge sich abkehren. Unser Herr, der Barmherzige, ist wahrlich der Allgenügende, der Allgepriesene. O Schar der Geschlechter auf Erden! Dies ist der Tag, da nichts unter allen Dingen und kein Name unter allen Namen euch nützen kann, es sei denn durch diesen Namen, den Gott zur Manifestation Seiner Sache und zum Tagesanbruch Seiner erhabensten Benennungen gemacht hat für alle, die im Reich der Schöpfung sind. Selig ist der Mensch, der den Duft des Allbarmherzigen wahrgenommen hat und zu denen zählt, die standhaft sind. Weder eure Wissenschaften noch eure Künste, eure Schätze oder euer Ruhm werden euch an diesem Tag etwas nützen. Werft sie alle von euch und richtet euer Angesicht auf das Hocherhabene Wort, durch welches die Schriften, die Bücher und dieses erleuchtete Tablet unzweideutig kundgemacht wurden. Werft weg, o ihr Menschen, was ihr mit der Feder eurer eitlen Vorstellungen und leeren Einbildungen zusammengeschrieben habt. Bei Gott! Die Sonne der Erkenntnis strahlt über dem Horizont der Gewissheit.
O du, der du in die Irre gingst! Wenn dir irgendein Zweifel an Unserer Lebensführung kommt, so wisse, dass Wir bezeugen, was Gott selbst vor der Erschaffung der Himmel und der Erde bezeugte: Es ist kein anderer Gott außer Ihm, dem Allmächtigen, dem Allgütigen. Wir bezeugen, dass Er einzig ist in Seinem Wesen, einzig in Seinen Eigenschaften. Er hat nicht Seinesgleichen im ganzen Weltall noch einen Gefährten in der ganzen Schöpfung. Seine Boten und Seine Bücher hat Er herniedergesandt, damit sie Seinen Geschöpfen den Geraden Pfad weisen.
Ist der Sháh über dein Vorgehen unterrichtet worden, und hat er sich entschieden, die Augen davor zu verschließen? Oder hat ihn die Furcht gepackt vor dem Heulen eines Rudels Wölfe, das dem Pfade Gottes den Rücken kehrte und dir auf deinem Wege nachfolgte, ohne klaren Beweis oder ein Buch? Wir hörten, die Provinzen Persiens seien mit der Zier der Gerechtigkeit geschmückt worden. Als Wir aber genau hinschauten, fanden Wir, dass sie Aufgangsorte der Tyrannei und Tagesanbrüche des Unrechts sind. Wir sehen die Gerechtigkeit in den Klauen der Gewaltherrschaft. Wir flehen Gott an, sie durch die Kraft Seiner Macht und Seiner höchsten Herrschaft zu befreien. Er, wahrlich, ist über allem, was in den Himmeln und auf Erden ist. Keinem ist das Recht gegeben, sich irgend jemandem gegenüber zu beschweren über das, was der Sache Gottes zugestoßen ist. Es geziemt jedem, der sein Angesicht auf den Erhabensten Horizont gerichtet hat, sich beharrlich an das Seil der Geduld zu halten und sein Vertrauen auf Gott zu setzen, den Helfer in Gefahr, den Unbezwungenen. O ihr Geliebten Gottes! Trinkt euch satt aus dem Quell der Weisheit, schwingt euch auf in die Sphären der Weisheit und sprecht mit Weisheit und Beredsamkeit. Dies gebietet euch euer Herr, der Allmächtige, der Allwissende.
O du Achtloser! Baue nicht auf deinen Ruhm und deine Macht. Du gleichst der letzten Spur des Sonnenlichts auf der Bergesspitze. Bald wird sie dahinschwinden, wie es Gott, der Allbesitzende, der Höchste, verordnet hat. Weggenommen ist von dir und deinesgleichen aller Ruhm, und dies ist wahrlich, was von Ihm, bei dem das Mutterbuch ist, verfügt wurde. Wo ist der zu finden, der mit Gott rechtete, und wohin ist der entschwunden, der Seinen Zeichen widersprach und sich von Seiner höchsten Herrschaft abwandte? Wo sind sie, die Seine Erwählten erschlugen und das Blut Seiner Heiligen vergossen? Denke nach, auf dass du vielleicht den Geruch deiner Taten wahrnehmest, o du törichter Zweifler! Deinetwegen klagte der Gesandte (Muḥammad), und die Reine (Fáṭimih) schrie laut auf; alle Länder waren verwüstet, und Dunkel fiel über alle Bereiche. O Schar der Geistlichen! Euretwegen gerieten die Menschen in Schande, das Banner des Islám wurde herabgezerrt und sein mächtiger Thron gestürzt. Immer, wenn ein verständiger Mann sich an das zu halten suchte, was den Islám erhöht hätte, stimmtet ihr euer Geschrei an, was ihn hinderte, sein Ziel zu erreichen, während das Land tief im Verfall befangen blieb.
O Meine Erhabene Feder!
Rufe dir die Schlange (den Imám-Jum‘ih von Iṣfahán) in Erinnerung, deren Grausamkeit alles Erschaffene stöhnen und den Heiligen die Glieder erzittern ließ.
So gebietet dir der Herr aller Namen auf dieser erhabenen Stufe.
Laut schrie die Reine (Fáṭimih) ob deiner Ungerechtigkeit auf, und doch bildest du dir ein, zur Familie des Gesandten Gottes [Muḥammads] zu zählen!
Solches hat dir deine Seele eingeflüstert, o du, der du dich abgewandt hast von Gott, dem Herrn all dessen, was war und was sein wird.
Urteile gerecht, du Schlange!
Für welches Verbrechen erstachst du die Kinder des Gesandten Gottes (den ›König der Märtyrer‹ und den ›Geliebten der Märtyrer‹) und plündertest ihre Habe?
Leugnest du Ihn, der dich erschuf durch Seinen Befehl: ›Sei, und es war‹?
Du hast an den Kindern des Gesandten Gottes gehandelt, wie nicht einmal ‘Ád mit Húd verfuhr, noch Thamúd mit Ṣáliḥ, noch die Juden mit dem Geist Gottes (Jesus), dem Herrn allen Seins.
Leugnest du die Zeichen deines Herrn, vor denen sich, kaum dass sie vom Himmel Seiner Sache herabkamen, alle Bücher der Welt verneigten?
Gehe in dich, damit du deiner Tat bewusst werdest, o du achtloser Verworfener!
Binnen kurzem werden die Winde der Züchtigung über dich kommen, wie sie über andere vor dir gekommen sind.
Warte nur, du, der du Gott, dem Herrn des Sichtbaren und des Unsichtbaren, Gefährten beigesellt hast.
Dies ist der Tag, den Gott durch die Zunge Seines Gesandten angekündigt hat.
Sinne nach, damit du begreifst, was der Allbarmherzige im Qur’án und in diesem klaren Tablet herniedersandte.
Dies ist der Tag, da Er, der Morgen der Offenbarung, mit klaren Zeichen, die keiner zählen kann, erschienen ist.
Dies ist der Tag, da jeder Mensch mit Wahrnehmungskraft den Duft der Brise des Allbarmherzigen in der Welt der Schöpfung entdeckt, da jeder Einsichtsvolle dem Lebenswasser der Gnade seines Herrn, des Königs der Könige, entgegeneilt.
O du Achtloser!
Die Geschichte vom Opfer (Ismá‘íl) hat sich wiederholt, und er, das Opfer, ist zu der Opferstätte geschritten, und er kehrte nicht zurück ob dem, was deine Hand verübte, o du verderbter Hasser!
Hast du dir eingebildet, jenes Martyrium würde dieser Sache Schande bereiten?
Nein, bei Ihm, den Gott zur Schatzkammer Seiner Offenbarung machte, gehörtest du doch zu denen, die begreifen.
Wehe dir, der du Gott Gefährten beigesellt hast, und wehe denen, die dich zum Führer nahmen, ohne ein klares Zeichen oder ein eindeutiges Buch!
Wie zahllos waren die Unterdrücker vor dir, die sich aufmachten, das Licht Gottes zu ersticken, und wie viele der Gottlosen, die mordeten und plünderten, bis die Herzen und Seelen der Menschen über ihre Grausamkeit stöhnten!
Die Sonne der Gerechtigkeit verfinsterte sich, denn die Verkörperung der Tyrannei wurde auf den Thron des Hasses gesetzt, und doch sind die Menschen ohne Verständnis.
O du Narr!
Du hast die Kinder des Gesandten erschlagen und ihre Habe geplündert.
Sprich:
Waren es ihre Besitztümer, die nach deiner Meinung Gott leugneten, oder sie selbst?
Urteile gerecht, o du Unwissender, der du wie durch einen Schleier von Gott getrennt bist.
Du hast dich an die Tyrannei gehalten und die Gerechtigkeit verworfen.
Alles Erschaffene klagt darüber, aber noch immer gehörst du zu den Verstockten.
Du hast die Alten getötet und die Jungen ausgeplündert.
Denkst du, du könntest genießen, was deine Unredlichkeit aufgehäuft hat?
Nein, bei Meinem Selbst!
Also unterrichtet dich Er, der alles weiß.
Bei Gott!
Was du besitzest, soll dir nichts nützen, noch das, was du durch deine Grausamkeit zusammengerafft hast.
Dafür zeugt dein Herr, der Allwissende.
Du hast dich erhoben, das Licht dieses Glaubens auszutreten; binnen kurzem wird dein eigenes Feuer auf Seinen Befehl ausgelöscht werden.
Er, wahrlich, ist der Herr der Stärke und der Macht.
Weder Wandel und Wechsel der Welt noch die Macht der Nationen können Seine Pläne durchkreuzen.
Er tut, was Ihm beliebt, und verordnet, was Er will, durch die Macht Seiner höchsten Herrschaft.
Denke an die Kamelstute:
Obwohl nur ein Tier, hat sie der Allbarmherzige auf eine so hohe Stufe erhoben, dass die Zungen der Erde sie erwähnten und priesen.
Wahrlich, Er ist über allem in den Himmeln und auf Erden.
Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Allmächtigen, dem Großen.
Also haben Wir den Himmel Unseres Tablets mit den Sonnen Unserer Worte geschmückt.
Gesegnet der Mensch, der dazu gelangt und von ihnen erleuchtet wird, und wehe denen, die sich abwenden, Ihn verleugnen und fern von Ihm in der Irre schweifen.
Preis sei Gott, dem Herrn der Welten!«
O Shaykh!
Wir haben es dir ermöglicht, dem Lied der Nachtigall des Paradieses zu lauschen, und deinen Augen haben Wir die Zeichen enthüllt, die Gott durch Sein allbezwingendes Gebot in das Größte Gefängnis herniedersandte; dies taten Wir, damit dein Auge sich erfreue und deine Seele Gewissheit erlange.
Er ist wahrlich der Allgütige, der Freigebige.
Erhebe dich durch die Kraft Seines Zeugnisses, der Sache Gottes, deines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit, zu dienen.
So du furchtsam bist in deinem Glauben, ergreife Mein Tablet und verwahre es am Busen der Zuversicht.
Und wenn du die Stätte der Auferstehung betrittst und Gott dich fragt, durch welchen Beweis du an diese Offenbarung geglaubt hast, dann ziehe das Tablet hervor und sprich:
»Durch dieses heilige, mächtige, unvergleichliche Buch.« Alsdann werden alle ihre Hände zu dir erheben und das Tablet ergreifen; an ihre Augen werden sie es pressen und den Duft der Worte Gottes, des Herrn der Welten, atmen.
Sollte Gott dich peinigen, weil du an Seine Zeichen in dieser Offenbarung glaubst, aus welchem Grund könnte Er dann solche peinigen, die nicht an Muḥammad, den Gesandten Gottes, glaubten, und vor diesem nicht an Jesus, den Sohn Marias, und an Ihn, der mit Gott sprach (Moses), und an Ihn, der der Freund Gottes ist (Abraham), und noch weiter zurück bis zu Jenem, der die Erste Manifestation war, erschaffen durch den Willen deines Herrn, des Machtvollen, des Allumfassenden.
So haben Wir Unsere Verse einem anderen vor dir herniedergesandt; dir rufen Wir sie an diesem Tag ins Gedächtnis, damit du verstehst und zu denen gehörst, die Gewissheit haben.
O du, der du dir die Stimme des Wissens anmaßt!
Diese Sache ist zu deutlich, um verdunkelt, zu offenbar, um verheimlicht zu werden.
Sie strahlt wie die Sonne in der Herrlichkeit des Mittags.
Keiner kann sie leugnen, er sei denn ein Hasser und Zweifler.
Nunmehr geziemt es uns, dass wir uns dem Ersehnten zuwenden und uns an diese erhabensten Worte halten:
»O Gott, mein Gott!
Du hast die Lampe Deiner Sache mit dem Öl der Weisheit entzündet.
Schütze sie vor widrigen Winden.
Die Lampe ist Dein, das Glas ist Dein, und alles in den Himmeln und auf Erden ruht in der Hand Deiner Macht.
Verleihe den Herrschern Gerechtigkeitssinn und den Geistlichen Redlichkeit.
Du bist der Allmächtige, und Du hast durch die Bewegung Deiner Feder Deiner unwiderstehlichen Sache geholfen und Deine Geliebten rechtgeleitet.
Du bist der Herr der Kraft und der König der Macht.
Kein Gott ist außer Dir, dem Starken, dem Unbezwungenen.« Sprich weiter:
»O Gott, mein Gott!
Ich sage Dir Dank, denn Du gabst mir Deinen Versiegelten Wein aus der Hand der Freigebigkeit Deines Namens ›der Selbstbestehende‹ zu trinken.
Ich flehe Dich an, bei den Strahlen des Morgens Deiner Offenbarung, bei der Kraft Deines Erhabensten Wortes und bei der Macht Deiner Hehrsten Feder, deren Bewegung das Wesen alles Erschaffenen in Entzücken versetzte, stehe Seiner Majestät dem Sháh bei, Deine Sache siegreich zu machen, sich dem Horizont Deiner Offenbarung zuzuwenden und sein Angesicht auf das Licht Deines Antlitzes zu richten.
Hilf ihm alsdann, näher zu Dir zu gelangen.
Unterstütze ihn mit den Heerscharen der Himmel und der Erde.
Ich bitte Dich flehentlich, o Du Herr aller Namen und Schöpfer der Himmel, bei dem Licht Deiner Sache und bei dem Feuer des Lotosbaumes Deiner Güte, hilf Seiner Majestät, Deine Sache unter Deinen Geschöpfen kundzumachen.
Öffne sodann vor seinem Angesicht die Tore Deiner Gnade, Deiner Barmherzigkeit und Deiner Gabenfülle.
Durch Dein Wort: ›Sei, und es ist‹ bist Du mächtig zu tun, was Dir gefällt.«
O Shaykh!
Wir haben durch die Kraft Gottes und Seine Macht die Zügel der Herrschaft ergriffen, die nur Er ergreifen kann, der der Mächtige, der Starke ist.
Keiner hatte die Macht, Unheil oder Aufruhr zu stiften.
Nun, da sie aber versäumt haben, diese himmlische Güte, diese Gabenfülle richtig zu schätzen, wurden und werden sie von der Vergeltung, die ihre Taten nach sich ziehen, heimgesucht.
Als die Staatsbeamten sahen, welche geheimen Fortschritte dieses Ausgespannte Seil (der Rechtleitung) machte, haben sie Meine Gegner in jeder Hinsicht angespornt und unterstützt.
In der Großen Stadt ( Konstantinopel) haben sie eine beträchtliche Menschenmenge aufgewiegelt, um diesem Unterdrückten entgegenzutreten.
Es kam so weit, dass die Beamten in jener Stadt Taten verübten, die über die Regierung und das Volk Schande brachten.
Einst kam ein angesehener Siyyid nach Beirut; seine allbekannte Untadeligkeit, seine lobenswerte Lebensführung und sein geschäftlicher Ruf wurden von der Mehrzahl edelgesinnter Menschen hoch geachtet, und er wurde als ein überaus ehrenwerter Kaufmann geschätzt.
In Anbetracht seiner Freundschaft zu diesem Unterdrückten telegraphierte man dem persischen Dolmetscher, der Siyyid habe mit Hilfe seines Dieners eine Summe Geldes und andere Dinge gestohlen und sei nach ‘Akká gegangen.
Man verfolgte dabei die Absicht, diesen Unterdrückten zu entehren.
Und doch liegt es dem Volk dieses Landes ferne, sich durch solche schnöden Schauergeschichten vom geraden Pfad der Rechtschaffenheit und Treue ablenken zu lassen.
Kurz, man greift Mich von allen Seiten an und bestärkt Meine Feinde.
Dieser Unterdrückte jedoch fleht zu dem einen wahren Gott, Er möge jedem gnädig beistehen in dem, was in diesen Tagen schicklich ist.
Tag und Nacht richte Ich Meinen Blick auf diese deutlichen Worte und spreche:
»O Gott, mein Gott!
Ich flehe Dich an, bei der Sonne Deiner Gnade, bei dem Meere Deiner Erkenntnis und bei dem Himmel Deiner Gerechtigkeit, hilf denen, die Dich verleugnen, dass sie bekennen, hilf ihnen, die sich von Dir abwenden, dass sie zurückkehren, und hilf jenen, die Dich lästern, dass sie gerecht und redlich in ihrem Urteil sind.
Stehe ihnen bei, o mein Herr, dass sie zu Dir zurückkehren und vor dem Tore Deiner Gnade Reue üben.
Mächtig bist Du zu tun, was Du willst, und in Deiner Hand liegen die Zügel der Herrschaft über alles, was in den Himmeln und auf Erden ist.
Preis sei Gott, dem Herrn der Welten.«
Die Zeit ist nahe, da alles enthüllt wird, was in den Herzen und Seelen der Menschen verborgen liegt. Heute ist der Tag, von dem Luqmán zu seinem Sohne sprach, der Tag, den der Herr der Herrlichkeit ankündete, den Er Ihm, Seinem Freunde ( Muḥammad), durch die folgenden Worte bekanntgab – verherrlicht sei Er: »O mein Sohn! Wahrlich, Gott bringt alles ans Licht, und wäre es auch nur so schwer wie ein Senfkorn und läge verborgen in einem Felsen oder in den Himmeln oder in der Erde; denn Gott ist sinnreich und kennt alles«. An diesem Tag wird aller Augentrug, alles, was der Menschen Brust verbirgt, kundgemacht und vor dem Throne Seiner Offenbarung bloßgelegt. Nichts, was es auch sei, entgeht Seiner Kenntnis. Er hört und sieht, und Er ist wahrlich der Allhörende, der Allsehende. Wie seltsam ist es doch, dass die Menschen nicht zwischen dem Vertrauenswürdigen und dem Trügerischen unterscheiden!
Wollte doch Seine Majestät der Sháh von Persien – möge Gott seine Herrschaft erhalten – die Konsuln der geehrten persischen Regierung befragen, die in diesem Land waren, damit er über Taten und Wandel dieses Unterdrückten unterrichtet würde. Kurz, man hat viele, wie zum Beispiel den Akhtar, aufgestachelt und befleißigt sich, Verleumdungen auszustreuen. Es ist klar und deutlich, dass man immer mit den Schwertern des Hasses und den Speeren der Feindschaft denjenigen umringt, von welchem man weiß, dass er ein Ausgestoßener unter den Menschen ist und von einem Land ins andere verbannt wurde. Dies ist nicht das erstemal, dass solches Unrecht verübt wurde, nicht der erste Kelch, der zu Boden geschmettert, der erste Schleier, der auf dem Pfade Gottes, des Herrn der Welten, entzweigerissen wurde. Aber dieser Unterdrückte blieb still und ruhig in dem Größten Gefängnis und befasste sich mit Seinen eigenen Angelegenheiten, völlig losgelöst von allem außer Gott. Das Unrecht wurde so schwer, dass die Federn der Welt nicht die Kraft haben, es aufzuzeichnen.
In diesem Zusammenhang ist es notwendig, die folgende Begebenheit zu erwähnen, damit sich die Menschen fest an das Seil der Gerechtigkeit und Wahrhaftigkeit halten mögen. Ḥájí Shaykh Muḥammad-‘Alí – auf ihm sei die Herrlichkeit Gottes, des Immerwährenden – war ein hochangesehener Kaufmann, wohlbekannt bei den meisten Einwohnern der Großen Stadt (Konstantinopel).
Als vor kurzem die persische Botschaft in Konstantinopel insgeheim Unheil stiftete, bemerkte man, dass diese gläubige, aufrichtige Seele große Pein litt.
Schließlich warf er sich eines Nachts ins Meer, wurde jedoch von einigen Vorübergehenden gerettet.
Seine Tat wurde überall beredet, und verschiedene Leute legten sie auf unterschiedliche Weise aus.
Wenig später begab er sich des Abends in eine Moschee, verweilte dort, wie der Wächter jener Stätte berichtete, die ganze Nacht und verrichtete bis zum frühen Morgen, inbrünstig und mit Tränen in den Augen, seine Gebete und Bitten.
Als der Wächter bemerkte, dass er mit seiner Andacht plötzlich aufhörte, ging er zu ihm hin und fand, dass er bereits den Geist aufgegeben hatte.
Eine leere Flasche lag ihm zur Seite und zeigte an, dass er sich vergiftet hatte.
Kurz, der Wächter war sehr erschrocken und überbrachte den Leuten die Nachricht.
Man fand heraus, dass er zwei Testamente hinterlassen hatte.
Im ersten anerkannte und bezeugte er die Einheit Gottes, dass Gottes erhabenes Sein weder Gefährten noch Seinesgleichen habe und dass Sein Wesen hoch über allem Lobpreis, aller Verherrlichung und Beschreibung stehe.
Auch legte er Zeugnis ab für die Offenbarung der Propheten und der Heiligen und anerkannte, was in den Büchern Gottes, des Herrn aller Menschen, niedergelegt ist.
Auf einem anderen Blatt, worauf er ein Gebet aufgezeichnet hatte, schrieb er zum Schluss die Worte:
»Dieser Diener und die Geliebten Gottes sind bestürzt.
Einerseits hat die Feder des Höchsten allen Menschen verboten, sich in Aufruhr, Streit und Kampf einzulassen, und andererseits hat diese selbe Feder die erhabenen Worte herniedergesandt: ›So jemand in der Gegenwart der Manifestation bei einer Seele böse Absicht entdeckt, darf er sich ihr nicht widersetzen, sondern muss sie Gott überlassen.‹ In Anbetracht dessen, dass einesteils jener bindende Befehl klar und fest begründet ist und auf der anderen Seite Verleumdungen geäußert wurden, so schwer, dass es über Menschenkraft geht, sie zu ertragen, hat dieser Diener beschlossen, die schlimmste Sünde zu begehen.
Ich wende mich flehentlich zum Meer der Güte Gottes, zum Himmel Seiner Barmherzigkeit und hoffe, dass Er mit der Feder Seiner Gnade und Gunst die Missetaten dieses Dieners austilgt.
Sind meine Übertretungen auch mannigfach und meine Übeltaten unzählig, so klammere ich mich doch beharrlich an das Seil Seiner Gaben und an den Saum Seiner Großmut.
Gott ist Zeuge, und die Seiner Schwelle nahe sind, wissen es wohl, dass dieser Diener es nicht ertragen konnte, die Schauermärchen anzuhören, die von den Verrätern verbreitet wurden.
Deshalb habe ich diese Tat begangen.
Wenn Er mich züchtigt, gebührt Ihm wahrlich Preis für das, was Er tut, und wenn Er mir vergibt, soll Sein Geheiß befolgt werden.«
Sinne nun nach, o Shaykh, über den Einfluss des Wortes Gottes, auf dass du dich von der linken Hand eitler Einbildungen zur Rechten der Gewissheit wendest. In der Sache Gottes ist dieser Unterdrückte niemals heuchlerisch gegen irgend jemanden vorgegangen; laut habe Ich das Wort Gottes vor dem Angesicht Seiner Geschöpfe verkündet. Wer es wünscht, den lasse sich diesem Wort zuwenden, und wer es wünscht, der möge sich abkehren. Wenn aber dies geleugnet wird, was so klar, so offenbar, so unzweifelhaft ist, was kann dann in den Augen einsichtsvoller Menschen noch annehmbar und glaubenswert erscheinen? Wir flehen zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er –, dem Vorgenannten (Ḥájí Shaykh Muḥammad-‘Alí) zu vergeben und seine üblen Taten in gute zu verwandeln. Er, wahrlich, ist der Allmächtige, der Allmachtvolle, der Allgütige.
Es sind solche Dinge in dieser Offenbarung erschienen, dass es weder für die Größen der Wissenschaft und Gelehrsamkeit noch für die Offenbarungen der Gerechtigkeit und Billigkeit eine andere Möglichkeit gibt, als sie anzuerkennen. Deine Pflicht ist es an diesem Tage, dich mit himmlischer Macht zu erheben und mit der Kraft des Wissens bei den Völkern der Welt alle Zweifel zu zerstreuen, auf dass alle Menschen geheiligt werden, ihre Schritte zum Größten Meere lenken und sich fest an das halten, was Gottes Absicht ist.
Jeder, der sich von Mir wendet, hält sich an seine eigenen eitlen Worte und erhebt damit Einwände gegen Ihn, der die Wahrheit ist.
Gnädiger Gott!
Die Hinweise, die die Heiligen und Erwählten auf Gottheit und Göttlichkeit machten, sind als Gründe der Leugnung und Verwerfung ins Feld geführt worden.
Der Imám Ṣádiq sagte:
»Dienstbarkeit ist etwas, dessen Wesen Gottesbewusstsein ist.« Der Gebieter der Gläubigen (Imám ‘Alí) antwortete einem Araber, der ihn über die Seele befragte, wie folgt:
»Das dritte ist die Seele, welche göttlich und himmlisch ist.
Sie ist göttliche Wirkkraft, eine Wesenheit, einfach und selbstbestehend.« Und weiter sagt er – Friede sei mit ihm:
»Daher ist sie das erhabenste Wesen Gottes, der Baum der Glückseligkeit, der Lotosbaum, über den hinaus keiner gehen kann, der Garten des Friedens.« Der Imám Ṣádiq sprach:
»Wenn sich unser Qá’im erhebt, wird die Erde im Lichte ihres Herrn erstrahlen.« Auch wird Abí-‘Abdi’lláh – Friede sei mit ihm – eine längere Überlieferung zugeschrieben, in der sich folgende erhabenen Worte finden:
»Darauf wird Er, der Allbezwingende – gepriesen und verherrlicht sei Er – von den Wolken herabsteigen mit den Engeln.« Und im machtvollen Qur’án:
»Was könnten solche Menschen anderes erwarten, als dass Gott herniederkommen werde zu ihnen, überschattet von Wolken?« Und in der Überlieferung des Mufaḍḍal steht:
»Der Qá’im wird sich mit dem Rücken gegen das Allerheiligste lehnen und wird die Hand ausstrecken, und siehe, sie wird schneeweiß, aber unverletzt sein.
Und Er wird sprechen: ›Dies ist die Hand Gottes, die rechte Hand Gottes, die von Gott kommt, auf Befehl Gottes!‹« Wie man diese Überlieferungen auch auslegt, in gleicher Weise möge man auslegen, was die Erhabenste Feder niedergeschrieben hat.
Der Gebieter der Gläubigen ( Imám ‘Alí) sagte:
»Ich bin Er, der weder mit Namen genannt noch beschrieben werden kann.« Und weiter sprach Er:
»Nach außen hin bin Ich ein Imám; inwendig bin Ich der Unerschaute, der Unerkennbare.« Abú-Ja‘far-i-Ṭúsí sprach:
»Ich sagte zu Abí-‘Abdi’lláh: ›Du bist der Weg, der im Buche Gottes erwähnt ist, und du bist die Gottessteuer, und du bist die Pilgerfahrt.‹ Er antwortete: ›O Mensch!
Wir sind der Weg, der im Buche Gottes erwähnt ist, und Wir sind die Gottessteuer, und Wir sind die Fasten, und Wir sind die Pilgerfahrt, und Wir sind der Heilige Monat, und Wir sind die Heilige Stadt, und Wir sind die Ka‘bah Gottes, und Wir sind die Qiblih Gottes, und Wir sind das Angesicht Gottes.‹« Jábir berichtet, dass Abú-Ja‘far – Friede sei mit ihm – folgendes zu ihm gesprochen habe:
»O Jábir!
Gib acht auf den Bayán (Auslegung) und auf die Ma‘ání (Bedeutungen).« Er – Friede sei mit ihm – fügte hinzu:
»Was den Bayán anbelangt, so besteht er darin, dass du Gott – verherrlicht sei Er – anerkennst als den Einen, der nicht Seinesgleichen hat, dass du Ihn anbetest und dich weigerst, Ihm Gefährten beizugesellen.
Was die Ma‘ání angeht, so sind Wir ihr Inhalt, ihre Lende, ihre Hand, ihre Zunge, ihre Ursache, ihr Befehl, ihre Erkenntnis und ihr Recht.
Wenn Wir Uns etwas wünschen, ist es Gott, der es wünscht, und Er begehrt, was Wir begehren.« Auch der Gebieter der Gläubigen ( Imám ‘Alí) – Friede sei mit ihm – sagte:
»Wie kann ich einen Herrn anbeten, den ich nicht gesehen habe?« Und in anderem Zusammenhang sprach er:
»Ich nehme nichts wahr, es sei denn, ich nehme Gott zuvor, Gott hernach oder Gott zusammen damit wahr.«
O Shaykh! Denke nach über die Dinge, die angeführt wurden, auf dass du den versiegelten Wein trinkst durch die Kraft des Namens Dessen, der der Selbstbestehende ist, und du das erlangst, was keiner begreifen kann. Gürte die Lenden des Bemühens und wende dich dem Erhabensten Königreich zu, auf dass du den Hauch der Offenbarung und Eingebung, wie er auf Mich herniederkommt, begreifst und ebenfalls dazu gelangst. Wahrlich, Ich sage: Die Sache Gottes hatte nie, noch hat sie heute, etwas Ebenbürtiges. Zerreiße die Schleier eitler Einbildungen. Er wird dich wahrlich bestärken und unterstützen, als ein Zeichen Seiner Gnade. Er ist in Wahrheit der Starke, der Allbezwingende, der Allmächtige. Dulde nicht, dass du leer ausgehst, solange es noch Zeit ist und der gesegnete Lotosbaum seine Stimme noch laut unter den Menschen hören lässt. Setze dein Vertrauen in Gott, stelle Ihm deine Geschäfte anheim; alsdann betrete dieses Größte Gefängnis, auf dass du hörst, was noch kein Ohr gehört, und schaust, was noch kein Auge je erblickt hat. Gibt es nach einer solchen Darlegung noch Raum für Zweifel? Nein, bei Gott, der über Seiner Sache steht! Wahrlich, Ich sage: An diesem Tage finden die gesegneten Worte »Er aber ist der Gesandte Gottes und das Siegel der Propheten« ihre Erfüllung in dem Vers: »Der Tag, da die Menschheit vor dem Herrn der Welten stehen wird«. Statte Gott für eine solch große Gunst deinen Dank ab.
O Shaykh! Der Hauch der Offenbarung lässt sich mit keinem anderen Odem verwechseln. Jetzt steht der Lotosbaum, über den hinaus keiner gehen kann, vor deinen Augen, beladen mit ungezählten Früchten; besudle dich nicht mit eitlen Einbildungen, wie es die Menschen vergangener Zeiten taten. Diese Worte verkünden das wahre Wesen des Gottesglaubens. Er ist für alle Dinge Zeuge. Um die Wahrheit Seiner Offenbarung darzutun, war und ist Er niemals auf irgend jemanden angewiesen. Wohl an die hundert Bände strahlender Verse und deutlicher Worte sind schon vom Himmel des Willens Dessen herabgesandt worden, der der Offenbarer der Zeichen ist, und sie sind allen zugänglich. Es ist an dir, dich dem Letzten Ziel zuzuwenden, dem Höchsten Ende, dem Hehrsten Gipfel, auf dass du hörst und schaust, was von Gott, dem Herrn der Welten, verkündet wurde.
Sinne eine Weile nach über die Verse von der Göttlichen Gegenwart, die Er, der Herr im Königreich der Namen, im Qur’án herniedersandte, damit du vielleicht den Geraden Pfad erkennst und zum Mittel der Führung für Seine Geschöpfe wirst.
Ein Mann wie du muss sich an diesem Tage erheben, Unserer Sache zu dienen.
Die Erniedrigung dieses Unterdrückten wie auch dein Ruhm werden beide vergehen.
Strebe danach, eine Tat zu vollbringen, deren Duft niemals von der Erde verweht.
Über die Göttliche Gegenwart ist herabgesandt worden, was kein Leugner jemals zu verwerfen oder zu widerlegen imstande war oder ist.
Er – gepriesen und verherrlicht sei Er – spricht:
»Es ist Gott, der die Himmel ohne Pfeiler, die du sehen kannst, errichtet hat; dann bestieg Er Seinen Thron und auferlegte Sonne und Mond Gesetze:
Beide wandern zu ihrem bestimmten Ziel.
Er ordnet alle Dinge.
Er macht Seine Zeichen deutlich, damit du festen Glauben hast an die Gegenwart deines Herrn.« Er spricht auch:
»Zu dem, der in die Gegenwart Gottes zu gelangen hofft, wird die festgesetzte Zeit Gottes sicherlich kommen.
Er ist der Hörende, der Wissende.« Und weiter sagt Er – verherrlicht sei Er:
»Was jene angeht, die nicht an die Zeichen Gottes oder daran glauben, dass sie je in Seine Gegenwart gelangen – sie werden an Meiner Barmherzigkeit verzweifeln, und schlimme Züchtigung harrt ihrer.« Desgleichen spricht Er:
»Und sie sagen: ›Wie denn?
Wenn wir in der Erde verborgen lagen, sollen wir da neu erschaffen werden?‹ Wahrhaftig, sie leugnen, dass sie in die Gegenwart ihres Herrn gelangen werden.« Und weiter sagt Er:
»In der Tat, sie bezweifeln die Gegenwart ihres Herrn.
Er, wahrlich, ist über allen Dingen.« Und weiter spricht Er:
»Wahrlich, die hoffen, nicht in Unsere Gegenwart zu gelangen, die in diesem Erdenleben Genüge finden und dabei bleiben, die Unserer Zeichen nicht achten – ihr Aufenthalt ist das Feuer, zur Vergeltung für ihre Taten!« Und ferner spricht Er:
»Aber wenn ihnen Unsere deutlichen Zeichen kundgetan werden, sagen sie, die nicht erwarten, in Unsere Gegenwart zu gelangen: ›Bringe einen Qur’án, der anders ist als dieser hier, oder ändere ihn ab.‹ Sprich:
Es ist nicht an Mir, ihn zu ändern, wie es Mir Meine eigene Seele eingibt.
Ich befolge nur, was Mir geoffenbart ist.
Wahrlich, Ich fürchte, so Ich Mich gegen Meinen Herrn auflehne, die Strafe eines großen Tages.« Und gleicherweise sagt Er:
»Dann gaben Wir das Buch an Moses – vollständig für Ihn, damit Er recht handle, ein Entscheid für alle Fälle, eine Führung, eine Barmherzigkeit, auf dass sie an die Gegenwart ihres Herrn glauben.« Desgleichen sagt Er:
»Das sind jene, die nicht an die Zeichen des Herrn oder daran glauben, dass sie in Seine Gegenwart gelangen werden.
Eitel sind darum ihre Werke, und kein Gewicht werden Wir ihnen am Tage der Auferstehung zumessen.
Die Hölle wird ihr Lohn sein, denn sie waren Ungläubige und taten Meine Zeichen und Meine Gesandten verächtlich ab.« Fernerhin sagt Er:
»Ist dir die Geschichte von Moses bekannt?
Wie Er ein Feuer sah und zu Seiner Familie sagte: ›Wartet hier, denn Ich sehe ein Feuer; vielleicht kann Ich euch davon bringen, oder Ich treffe bei dem Feuer einen Führer.‹ Und als Er hinkam, wurde Er angerufen: ›O Moses!
Wahrlich, Ich bin Dein Herr; ziehe deshalb Deine Schuhe aus, denn Du bist in dem heiligen Tal von Towa.
Und Ich habe Dich auserwählt; höre denn, was verkündet werden soll.
Wahrlich, Ich bin Gott.
Es gibt keinen Gott außer Mir.
Deshalb bete Mich an.‹« Und weiter sagt Er:
»Haben sie nicht bei sich bedacht, dass Gott die Himmel und die Erde und alles, was dazwischen ist, nur für ein bedeutsames Ziel und eine festgesetzte Frist erschaffen hat?
Aber in Wirklichkeit glauben die meisten Menschen nicht, dass sie in die Gegenwart ihres Herrn gelangen werden.« Desgleichen spricht Er:
»Wie!
Denken sie denn nicht daran, dass sie wieder auferstehen werden zum Großen Tag, dem Tag, da die ganze Menschheit vor dem Herrn der Welten stehen wird?« Ebenso sagt Er:
»Vormals gaben Wir Moses das Buch.
Hege keinen Zweifel, dass Er in Unsere Gegenwart gelangt ist.« Und Er spricht:
»Ja!
Aber wenn die Erde zermalmt wird mit Krachen, Krachen, und dein Herr kommen wird und die Engel, Reihe um Reihe.« Und desgleichen sagt Er:
»Gern würden sie das Licht Gottes mit dem Mund ausblasen!
Aber wenn es auch die Ungläubigen hassen, Gott wird Sein Licht vollenden.« Und weiter spricht Er:
»Und als Moses die Zeit erfüllt hatte und mit Seiner Familie reiste, sah Er ein Feuer am Bergeshang.
Er sagte zu Seiner Familie: ›Wartet, denn Ich sehe ein Feuer.
Vielleicht kann Ich euch von dort Kunde bringen, oder einen Teil davon, euch zu wärmen.‹ Und als Er hinkam, rief Ihn eine Stimme aus dem Busch an, von der rechten Seite des Tales am geheiligten Ort: ›O Moses, Ich bin wahrlich Gott, der Herr der Welten!‹«
In allen Heiligen Büchern ist die Verheißung der Göttlichen Gegenwart deutlich aufgezeichnet. Mit dieser Gegenwart ist die Gegenwart Dessen gemeint, der der Tagesanbruch der Zeichen ist, der Dämmerungsort der klaren Beweise, die Manifestation der Herrlichen Namen, die Quelle der Eigenschaften des wahren Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit. Gott in Seinem Wesen und Seinem Urselbst ist allezeit unsichtbar, unerreichbar und unerforschlich. Unter Gegenwart ist deshalb die Gegenwart Dessen zu verstehen, der Sein Statthalter unter den Menschen ist. Überdies hatte und hat Er niemals Gefährten oder Seinesgleichen. Denn hätte Er sie, wie könnte dann dargetan werden, dass das Sein Gottes erhaben und Sein Wesen geheiligt sind über jeden Vergleich, jede Ähnlichkeit? Kurz gesagt, im Kitáb-i-Íqán (Buch der Gewissheit) ist über die Gegenwart und die Offenbarung Gottes verkündet worden, was dem redlich Gesinnten genügt. Wir flehen zu Ihm – gepriesen sei Er –, einem jeden beizustehen, das Wesen der Wahrhaftigkeit zu verkörpern und Ihm nahezukommen. Er ist wahrlich der Herr der Kraft und Macht. Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Allhörenden, dem Herrn des Wortes, dem Allmächtigen, dem Allgepriesenen.
O du, der du für deine Gelehrsamkeit bekannt bist! Gebiete den Menschen zu tun, was lobenswert ist, und gehöre nicht zu den Zaudernden. Beobachte mit scharfem Auge. Die Sonne der Wahrheit scheint in Strahlenfülle vom Horizont der Gefängnisstadt ‘Akká, auf Geheiß des Herrn im Königreich des Wortes, des Herrn im Himmel der Erkenntnis. Alles Leugnen hat sie nicht verdunkeln können, und zehntausend Heere, in Schlachtreihen gegen sie aufgestellt, waren ohnmächtig, sie am Scheinen zu hindern. Du kannst dich nicht länger entschuldigen. Entweder musst du sie erkennen, oder – Gott bewahre – dich aufmachen und alle Propheten verleugnen!
Sinne nach, o Shaykh, über die Shí‘iten. Wie groß ist die Zahl der Luftschlösser, die sie mit den Händen eitler Vorstellungen und leerer Einbildungen errichteten, und wie zahlreich die Städte, die sie so bauten! Schließlich wurden diese leeren Einbildungen in Kugeln geschmolzen und auf Ihn, den Prinzen der Welt, geschossen. Nicht eine Seele unter den Führern dieser Sekte anerkannte Ihn am Tage Seiner Offenbarung! Sooft von Seinem gesegneten Namen die Rede war, pflegten sie alle zu sagen: »Möge Gott die Freude beschleunigen, die Sein Kommen bringen wird!« Wie man gesehen hat, riefen sie jedoch am Tage der Offenbarung jener Sonne der Wahrheit: »Möge Gott Seine Pein beschleunigen!« Ihn, das Wesen des Seins und den Herrn des Sichtbaren wie des Unsichtbaren, setzten sie ab, und sie begingen, was das Tablet weinen und die Feder stöhnen machte, was den Aufrichtigen Schreie erpresste und die Tränen der Begünstigten strömen ließ.
Überlege gut, o Shaykh, und sei redlich in dem, was du sagst. Die Anhänger des Shaykhs von Aḥsá (Shaykh Aḥmad) haben mit der Hilfe Gottes begriffen, was dem Verständnis anderer verschleiert war und wovon diese ausgeschlossen blieben. Kurz, in jedem Zeitalter, in jedem Jahrhundert haben sich in den Tagen der Manifestation jener Tagesanbrüche der Offenbarung, jener Aufgangsorte der Eingebung, jener Schatzkammern göttlicher Erkenntnis Streitigkeiten erhoben, die von lügenhaften und gottlosen Seelen verursacht wurden. Es ist nicht statthaft, sich hierüber zu verbreiten. Du selbst bist besser bekannt und vertraut mit den eitlen Vorstellungen der Abergläubischen und den leeren Einbildungen der Zweifler.
An diesem Tage fordert dieser Unterdrückte dich auf, dich und die anderen Geistlichen, die vom Kelch der Erkenntnis Gottes getrunken haben und von den strahlenden Worten des Tagesgestirns der Gerechtigkeit erleuchtet sind, eine Person zu bestimmen, ohne dass jemand davon weiß, ihn in diese Gegend zu entsenden und es ihm zu ermöglichen, eine zeitlang auf der Insel Zypern zu weilen und mit Mírzá Yaḥyá zusammenzutreffen; vielleicht wird jene Person dann über die Grundlagen dieses Glaubens und die Quelle der göttlichen Gesetze und Gebote ins Bild gesetzt.
Wolltest du eine Weile nachdenken, du würdest die Weisheit, Macht und höchste Herrschaft Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – bezeugen. Einige wenige, die nichts von dieser Sache wissen und nicht mit Uns zusammengekommen sind, haben sich in solcher Weise geäußert, dass alle Dinge und solche Seelen, die in Gewissheit leben, die Gott wohlgefällig waren und sind, den Betrug jener Achtlosen [Mírzá Yaḥyá und seine Anhänger] bezeugen. Wolltest du dich nunmehr bemühen, dann würde die Wahrheit dieser Sache vor der Menschheit offengelegt, und das Volk wäre von diesem schrecklichen, drückenden Dunkel befreit. Wer außer Bahá kann so vor dem Angesicht der Menschen sprechen, und wer außer Ihm hat die Macht zu verkünden, was Ihm von Gott, dem Herrn der Heerscharen, befohlen ward?
Jener Achtlose hat sich nun gar an den Brauch des Rawḍih-Khání (die traditionelle Wehklage um den Imám Ḥusayn) geklammert. Ich schwöre bei Gott, er ist in deutlichem Irrtum. Denn es ist der Glaube dieses Volkes, dass sich während der Offenbarung des Qá’im die Imáme – möge der Friede Gottes mit ihnen sein – aus ihren Grabmälern erheben. Dies ist die Wahrheit, und es gibt keinen Zweifel darüber. Wir flehen zu Gott, Er möge den Abergläubischen ein wenig von den Lebenswassern der Gewissheit zuteilen, die aus dem Brunnquell der Erhabensten Feder strömen, damit alle erlangen, was ihnen in diesen Tagen geziemt.
O Shaykh! Umgeben von Drangsal, befasst sich dieser Unterdrückte mit der Niederschrift dieser Worte. Auf allen Seiten sind die Flammen der Bedrückung und der Tyrannei zu sehen. Es erreichten Uns einerseits Nachrichten, dass Unsere Geliebten im Lande Ṭá (Ṭihrán) gefangengesetzt wurden, und dies, obwohl Sonne und Mond, Land und Meer bezeugen, dass diese Menschen den Schmuck der Treue tragen, dass sie sich an nichts hielten und halten werden als an das, was die Gewähr für die Erhöhung der Regierung, die Aufrechterhaltung der Ordnung in der Nation und die Ruhe des Volkes bietet.
O Shaykh! Immer wieder haben Wir erklärt, dass Wir eine Reihe von Jahren Seiner Majestät dem Sháh Unsere Hilfe angedeihen ließen. Jahrelang hat sich in Persien kein widriger Zwischenfall ereignet. Die Zügel der Aufruhrstifter in den verschiedenen Sekten blieben fest in der Hand der Macht. Keiner hat seine Schranken überschritten. Bei Gott! Diese Menschen waren nie geneigt, Unheil zu stiften, und sind es auch heute nicht. Ihr Herz ist mit dem Licht der Gottesfurcht erleuchtet und mit dem Schmuck Seiner Liebe geziert. Ihr Bestreben war und ist die Besserung der Welt. Ihre Absicht ist, Streitigkeiten zu beseitigen und die Flamme des Hasses und der Feindschaft zu ersticken, auf dass die ganze Erde schließlich als ein Land betrachtet wird.
Auf der anderen Seite suchen die Beamten der persischen Gesandtschaft in der Großen Stadt (Konstantinopel) mit aller Kraft und unablässig, diese Unterdrückten hier zu vernichten.
Sie wünschen das eine, und Gott wünscht ein anderes.
Betrachte nun, was über die Vertrauten Gottes in jedem Land gekommen ist.
Einmal wurden sie des Raubes und Diebstahls bezichtigt, ein andermal in einer Weise verleumdet, die ohnegleichen in dieser Welt ist.
Gib du redlich Antwort:
Was können die Ergebnisse und Folgen in fremden Ländern sein, wenn die persische Gesandtschaft gegen eigene Untertanen die Anklage des Diebstahls erhebt?
Wenn sich dieser Unterdrückte schämte, war es nicht ob der Erniedrigung, die es diesem Diener einbrachte, sondern ob der Schande, dass die Gesandten anderer Länder erfuhren, wie unfähig und verständnislos verschiedene hohe Beamte der persischen Gesandtschaft sind.
»Schleuderst du deine Verleumdungen in das Angesicht Derer, die der eine wahre Gott zu Hütern der Schätze Seines siebten Himmels gemacht hat?« Kurz, anstatt zu versuchen, durch Ihn, der diese erhabene Stufe einnimmt, den höchsten Rang zu erlangen und Seinen Rat einzuholen, geben sie sich die äußerste Mühe und tun ihr Möglichstes, um Sein Licht auszulöschen.
Allerdings war, wie berichtet wird, Seine Exzellenz, der Gesandte Mu‘ínu’l-Mulk, Mírzá Muḥsin Khán – möge Gott ihm beistehen –, zu jener Zeit von Konstantinopel abwesend.
Solches geschah, weil man glaubte, Seine Majestät der Sháh von Persien – möge der Allbarmherzige ihm helfen – sei erzürnt über jene, die das Heiligtum der Weisheit erreichten und umkreisten.
Gott weiß und bezeugt, dass sich dieser Unterdrückte allezeit fest an das gehalten hat, was der Regierung und dem Volke zum Ruhm gereicht.
Gott, wahrlich, genügt als Zeuge.
Das Volk Bahás beschreibend, hat die Erhabenste Feder folgende Worte herniedergesandt: »Wahrlich, dies sind Menschen, welche, wenn sie in Städte von reinem Gold kommen, derer nicht achten; und wenn sie der schönsten und anmutigsten aller Frauen begegnen, wenden sie sich ab.« Solches wurde durch die Erhabenste Feder für das Volk Bahás von seiten des Ratgebers, des Allwissenden herabgesandt. Und in den letzten Absätzen des Tablets an Seine Majestät den Kaiser von Paris (Napoleon III.) sind diese erhabenen Worte geoffenbart: »Frohlockst du über die Schätze, die du besitzest, wo du doch weißt, dass sie vergehen werden? Freust du dich darüber, dass du eine Spanne Erde beherrschst, während die ganze Welt in den Augen des Volkes Bahás so viel wert ist wie das Schwarze im Auge einer toten Ameise? Überlasse dies denen, die ihre Lust dareingesetzt haben, und wende dich Ihm, der Sehnsucht der Welt, zu.«
Gott allein – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – weiß um die Dinge, die über diesen Unterdrückten gekommen sind. Jeder Tag bringt Uns einen neuen Bericht über Gerüchte, die gegen Uns in der Gesandtschaft in Konstantinopel umlaufen. Gnädiger Gott! Das einzige Ziel ihrer Machenschaften ist, diesen Diener vollends zu vernichten. Sie vergessen jedoch, dass Erniedrigung auf dem Pfade Gottes Mein wahrer Ruhm ist. In den Zeitungen stand: »Was die Betrügereien einiger Verbannter in ‘Akká und ihre Ausschreitungen gegen verschiedene Leute angeht, usw. …« Den Verkörperungen der Gerechtigkeit und den Dämmerungsorten der Redlichkeit sind Meine Absicht und Mein Ziel klar und offenkundig. Kurz, man machte sich auf, Mir mannigfache Drangsal zuzufügen, und behandelte Mich ungerecht und grausam. Bei Gott! Nicht gegen die erhabenste Wohnstatt möchte dieser Unterdrückte dieses Exil eintauschen. In den Augen der Einsichtsvollen ist alles, was dem Menschen auf dem Pfade Gottes widerfährt, offenbarer Ruhm und höchster Gewinn. Früher schon sagten Wir: »Ruhm sei Dir, o mein Gott! Wäre es nicht durch die Leiden auf Deinem Pfad, wie könnten die, welche Dich wirklich lieben, erkannt werden? Und wäre es nicht durch die Prüfungen, die aus Liebe zu Dir erduldet werden, wie anders könnte die Stufe derer, die sich nach Dir sehnen, kund werden?«
Solche Erniedrigung fügte man Uns zu, dass man jeden Tag neue Verleumdungen verbreitete. Dieser Unterdrückte jedoch hält sich an die Ihm geziemende Geduld. Wollte doch Seine Majestät der Sháh einen Bericht darüber anfordern, was Uns in Konstantinopel zustieß, damit er mit dem wirklichen Sachverhalt vertraut werde. O Sháh! Ich beschwöre dich bei deinem Herrn, dem Gott der Barmherzigkeit, prüfe diese Angelegenheit mit unparteiischem Auge. Ist denn kein aufrechter Mensch zu finden, der an diesem Tage nach der Richtschnur dessen, was Gott in Seinem Buch herniedergesandt hat, urteilt? Wo ist der Redliche, der unparteiisch abwägt, was gegen Uns verübt wurde, ohne klares Zeichen oder Beweis?
O Shaykh! Denke über das Verhalten der Menschen nach. In den Städten der Erkenntnis und der Weisheit sind die Bewohner tief bestürzt; sie fragen sich, wie es kommt, dass sich die Shí‘iten, welche sich selbst als die gelehrtesten, redlichsten und frömmsten Menschen auf Erden betrachteten, an diesem Tage von Seiner Offenbarung abwenden und eine nie erlebte Grausamkeit bezeigen. Es ist deine Pflicht, dir dies eine Weile zu überlegen. Wie viele Geistliche sind seit Anbeginn jener Sekte bis auf den heutigen Tag aufgetreten, von denen keiner die wahre Natur dieser Offenbarung erkannt hat. Was kann der Grund für diese Widerspenstigkeit sein? Wollten Wir es sagen, es würde ihnen die Glieder zerreißen. Sie müssen unbedingt darüber nachdenken, tausendmal tausend Jahre lang darüber nachdenken, damit sie vielleicht ein paar Tropfen vom Weltmeer der Erkenntnis erlangen und entdecken, was sie an diesem Tage nicht beachten.
Ich wandelte im Lande Ṭá (Ṭihrán) – dem Aufgangsort der Zeichen deines Herrn; siehe, da hörte Ich das Klagelied der Kanzeln und ihr Bittgebet zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er. Laut schrien sie und sprachen: »O Gott der Welt und Herr der Völker! Du siehst unseren Zustand und was die Grausamkeit Deiner Diener über uns brachte. Du hast uns erschaffen und geoffenbart zu Deiner Verherrlichung, Deinem Lobpreis. Nun hörst Du, was die Verstockten in Deinen Tagen über uns verkünden. Bei Deiner Macht! Unsere Seelen schmelzen dahin und unsere Glieder erzittern. Wehe, wehe! Hättest Du uns doch nie erschaffen und geoffenbart!«
Diese Worte verzehren die Herzen derer, die sich nahen Zugangs zu Gott erfreuen, und laut erhebt sich die Klage jener, die Ihm ergeben sind. Immer wieder haben Wir um Gottes willen die hochgestellten Geistlichen ermahnt und sie zum Erhabensten Horizont geladen, auf dass sie in den Tagen Seiner Offenbarung vom Meer der Worte Dessen, der die Sehnsucht der Welt ist, ihr Teil erhielten und nicht völlig leer ausgingen.
In den meisten Unserer Tablets wurde diese bedeutsamste Ermahnung vom Himmel Seiner allumfassenden Barmherzigkeit herniedergesandt. Wir sprachen: »O Schar der Herrscher und der Geistlichen! Neigt euer Ohr der Stimme, die vom Horizont ‘Akkás ruft. Wahrlich, sie hilft euch, den rechten Weg zu gehen; sie bringt euch näher zu Ihm und lenkt eure Schritte zu der Stufe, die Gott zum Tagesanbruch Seiner Offenbarung und zum Dämmerungsort Seines Strahlenglanzes gemacht hat. O ihr Völker der Welt! Er, der Größte Name, ist von dem altehrwürdigen König gekommen und hat den Menschen diese Offenbarung verkündet, die in Seiner Erkenntnis, in der Schatzkammer Seines Gewahrsams, verborgen und behütet war und die von der Erhabensten Feder im Buche Gottes, des Herrn der Herren, niedergelegt wurde. O Volk von shín (Shíráz)! Habt ihr Meine Güte und Meine Barmherzigkeit vergessen, die alles Erschaffene überragen und die von Gott, der den Menschen die Nacken beugt, ausgingen?«
Im Kitáb-i-Aqdas (dem Heiligsten Buch) ist folgendes geoffenbart:
»Sprich:
O Führer der Religion!
Wägt nicht das Buch Gottes nach den Maßstäben und Wissenschaften, die bei euch im Schwange sind; denn das Buch selbst ist die untrügliche Waage, die unter den Menschen aufgestellt wurde.
Auf dieser vollkommenen Waage muss alles gewogen werden, was den Völkern und Geschlechtern eigen ist, während die Skala ihres Gewichts nach ihrem eigenen Richtmaß geprüft werden muss – wenn ihr es nur wüsstet.
Bitter weint das Auge Meiner Güte über euch, weil ihr versäumt habt, Ihn zu erkennen, nach dem ihr Tag und Nacht, am Morgen wie am Abend, gerufen habt.
O Volk, schreite mit schneeweißem Gesicht und mit strahlendem Herzen voran zu dem seligen, blutroten Ort, wo der Baum, über den hinaus keiner gehen kann, ruft: ›Wahrlich, es gibt keinen Gott außer Mir, dem allmächtigen Beschützer, dem Selbstbestehenden!‹ O ihr Religionsführer in Persien!
Wer von Euch kommt Mir an geistiger Schau und Scharfblick gleich?
Wer kann es wagen zu behaupten, er sei Meinesgleichen an Wortgewalt und Weisheit?
Nein, bei Meinem Herrn, dem Allbarmherzigen!
Alle auf Erden werden vergehen; und dies ist das Antlitz eures Herrn, des Allmächtigen, des Vielgeliebten.
Wir haben bestimmt, o Menschen, dass das höchste und letzte Ziel aller Bildung die Erkenntnis Dessen ist, der den Gegenstand alles Wissens bildet; und nun seht, wie ihr eurer Gelehrsamkeit gestattet habt, dass sie euch wie durch einen Schleier trennt von Ihm, dem Tagesanbruch dieses Lichtes, durch welchen alles Verborgene offenbar wurde.
Sprich:
Dies ist wahrlich der Himmel, in dem das Mutterbuch verwahrt ist – könntet ihr es doch begreifen.
Er ließ den Felsen rufen und den Brennenden Busch eine Stimme auf dem Berge über dem Heiligen Land erheben und verkünden: ›Das Reich ist Gottes, des unumschränkten Herrn aller, des Allmächtigen, des Liebenden!‹ Wir haben keine Schule besucht noch eine eurer Abhandlungen gelesen.
Neigt euer Ohr den Worten dieses Ungelehrten, mit denen Er euch vor Gott, den Immerbestehenden, ruft.
Besser ist dies für euch als alle Schätze der Erde – könntet ihr es doch begreifen.
Wer auslegt, was vom Himmel der Offenbarung herniedergesandt ward, und dessen klaren Sinn ändert, der gehört wahrlich zu denen, die das erhabene Wort Gottes verdrehen, und zu den Verlorenen im Deutlichen Buche.«
Darauf hörten Wir das Seufzen des wahren Glaubens und sprachen zu ihm: »Warum, o wahrer Glaube, höre Ich dich zur Mitternacht aufschreien und des Tags seufzen und bei Sonnenaufgang klagen?« Er gab zur Antwort: »O Fürst der Welt, der Du im Größten Namen geoffenbart bist! Die Achtlosen haben Deine weiße Kamelstute gelähmt und Deine Rote Arche scheitern lassen. Sie wollten Dein Licht löschen und das Antlitz Deiner Sache verhüllen. Deshalb erhob sich meine Klage und die aller erschaffenen Dinge; und doch ahnen es die Menschen zum größten Teil nicht.« Der wahre Glaube hält sich an diesem Tage fest an den Saum Unserer Großmut und kreist um Unsere Person.
O Shaykh! Tritt in Meine Gegenwart, auf dass du schaust, was das Auge des Weltalls noch niemals schaute, und hörst, was das Ohr der ganzen Schöpfung noch nie vernahm, und du dich vom Kot eitler Einbildungen befreist und dein Angesicht auf die Erhabenste Stufe richtest, von der dieser Unterdrückte mit lauter Stimme ruft: »Das Reich ist Gottes, des Allmächtigen, des Allgepriesenen!« Wir hegen die Hoffnung, dass durch dein Bemühen die Schwingen der Menschen von allem Schmutz der Selbstsucht und Begierde geläutert und würdig werden, sich in die Lüfte der Liebe Gottes zu erheben. Mit Kot beschmutzte Flügel können sich niemals erheben. Dies bezeugen die Vertreter der Gerechtigkeit und Redlichkeit, und doch befinden sich die Menschen in offenbarem Zweifel.
O Shaykh! Widerspruch ist von allen Seiten gegen Uns laut geworden – solcher Widerspruch, dass Unsere Feder um Verzeihung fleht, ihn aufzuzeichnen. Dennoch haben Wir in Unserer großen Barmherzigkeit dem Verständnis der Menschen gemäß darauf geantwortet, auf dass sie vom Feuer des Leugnens und der Verneinung befreit und mit dem Lichte der Bestätigung und der Annahme erleuchtet würden. Redlichkeit ist selten zu finden, und Gerechtigkeit hat aufgehört zu bestehen.
Neben anderen wurden als Antwort an gewisse Personen folgende klare Verse vom Reich der Göttlichen Erkenntnis herniedergesandt:
»O du, der du deine Augen auf die Strahlen Meines Antlitzes gerichtet hast!
Eitle Einbildungen umgeben die Bewohner der Erde und hindern sie, sich dem Horizont der Gewissheit, seiner Klarheit, seinen Offenbarungen und seinem Lichte zuzuwenden.
Leere Vorstellungen halten sie von Ihm, dem Selbstbestehenden, ab.
Sie sprechen, wie es ihnen ihre Launen eingeben, und haben kein Verständnis.
Unter ihnen sind jene, die sagen: ›Sind die Verse geoffenbart worden?‹ Sprich: ›Ja, beim Herrn der Himmel!‹ ›Ist die Stunde gekommen?‹ ›Nein, sie ist sogar schon vorüber, bei Ihm, dem Offenbarer klarer Zeichen!
Wahrlich, die Unvermeidliche ist gekommen, und Er, der Wahre, ist mit Zeugnis und Beweis erschienen.
Das Land liegt offen, und die Menschheit ist in Furcht und Schrecken.
Die Erde bebte, und die Geschlechter wehklagten aus Furcht vor Gott, dem Herrn der Kraft, dem Allbezwingenden.‹ Sprich: ›Betäubend laut erschallte die Posaune, und der Tag ist Gottes, des Einen, des Unbeschränkten.‹ ›Ist die Katastrophe eingetreten?‹ Sprich: ›Ja, bei dem Herrn der Herren!‹ ›Ist die Auferstehung gekommen?‹ ›Nein, mehr noch:
Er, der Selbstbestehende, ist mit dem Königreich Seiner Zeichen erschienen.‹ ›Siehst du die Menschen niedergestürzt?‹ ›Ja, bei meinem Herrn, dem Erhabenen, dem Höchsten!‹ ›Sind die Baumstämme entwurzelt worden?‹ ›Ja, mehr noch:
Selbst die Berge wurden durch Ihn, den Herrn der Eigenschaften, zu Staub zermahlen!‹ Sie sagen: ›Wo ist das Paradies und wo die Hölle?‹ Sprich: ›Das eine ist die Vereinigung mit Mir, das andere dein eigenes Selbst, o du, der du Gott Gefährten zugesellst und zweifelst.‹ Sie sagen: ›Wir sehen die Waage nicht.‹ Sprich: ›Freilich, bei meinem Herrn, dem Gott der Barmherzigkeit.
Keiner kann sie sehen außer den Einsichtsvollen.‹ ›Sind die Sterne vom Himmel gefallen?‹ Sprich: ›Ja, als Er, der Selbstbestehende, im Land des Geheimnisses (Adrianopel) wohnte.
Habt acht, ihr Einsichtigen!‹ Alle Zeichen erschienen, als Wir die Hand der Macht vom Busen der Majestät und Herrschaft hervorzogen.
Wahrlich, der Rufer hat gerufen, als die verheißene Zeit gekommen war, und sie, die den Strahlenglanz des Sinai erkannten, sanken ohnmächtig hin in der Wüste des Zauderns vor der furchtgebietenden Majestät deines Herrn, des Herrn der Schöpfung.
Die Posaune fragt: ›Wurde das Horn geblasen?‹ Sprich: ›Ja, bei dem König der Offenbarung!
Es geschah, als Er den Thron Seines Namens »der Allgütige« bestieg.‹ Die Finsternis wurde vom Morgenlicht der Barmherzigkeit deines Herrn, des Quells allen Lichtes, vertrieben.
Der Odem des Allbarmherzigen wehte, und die Seelen wurden in den Gräbern ihrer Körper erquickt.
So wurde der Ratschluss von Gott, dem Mächtigen, dem Wohltätigen, erfüllt.
Die Irregegangenen fragen: ›Wann wurden die Himmel gespalten?‹ Sprich: ›Während ihr in den Gräbern der Achtlosigkeit und des Irrtums lagt.‹ Einer der Achtlosen reibt sich die Augen und schaut zur Rechten und zur Linken.
Sprich: ›Verblendet bist du.
Keine Zuflucht bleibt dir, wohin du fliehen könntest.‹ Auch ist einer unter ihnen, der sagt: ›Sind die Menschen versammelt worden?‹ Sprich: ›Ja, bei Meinem Herrn, während du in der Wiege eitler Vorstellungen lagst.‹ Und ein anderer unter ihnen sagt: ›Ist das Buch durch die Macht des wahren Glaubens herniedergesandt worden?‹ Sprich: ›Der wahre Glaube selbst ist darüber in Staunen versetzt.
Fürchtet euch, o ihr Menschen mit verstehendem Herzen!‹ Und noch einer von ihnen sagt: ›Bin ich blind mit den anderen versammelt worden?‹ Sprich: ›Ja, bei Ihm, der auf den Wolken reitet!‹ Das Paradies ist mit mystischen Rosen geschmückt, und die Hölle lodert auf durch das Feuer der Gottlosen.
Sprich: ›Das Licht ist am Horizont der Offenbarung erschienen, und die ganze Erde wurde beim Kommen des Herrn am Tage des Bundes erleuchtet.‹ Die Zweifler sind zugrunde gegangen, aber gut bestellt ist es um den, der sich – vom Lichte der Überzeugung geführt – zum Dämmerungsort der Gewissheit wandte.
Gesegnet bist du, der du deinen Blick auf Mich richtest, um dieses Tablets willen, das für dich herniedergesandt wurde – ein Tablet, das den Seelen der Menschen Aufschwung gibt.
Präge es deinem Gedächtnis ein und trage es vor.
Bei Meinem Leben!
Es ist ein Tor zur Gnade deines Herrn.
Wohl dem, der es am Abend und am Morgen liest.
Wahrlich, Wir hörten, wie du diese Sache priesest, durch die der Berg des Wissens zermalmt wurde und die Füße der Menschen strauchelten.
Meine Herrlichkeit sei mit dir und allen, die sich dem Allmächtigen, dem Gabenreichen zugewandt haben.
Das Tablet ist nun beendet, aber das Thema ist noch nicht erschöpft.
Sei geduldig, denn dein Herr ist der Geduldige.«
Dies sind Verse, die Wir früher, kurz nach Unserer Ankunft in der Gefängnisstadt ‘Akká, offenbarten, und Wir senden sie dir, damit du weißt, was die lügnerischen Zungen gewisser Menschen sprachen, als Unsere Sache zu ihnen kam mit Macht und Herrschaft. Die Grundlagen eitler Vorstellungen sind erzittert, und der Himmel leerer Einbildungen wurde gespalten; dennoch sind die Menschen im Zweifel und hadern mit Ihm. Sie leugneten das Zeugnis Gottes und Seinen Beweis, als Er vom Himmel der Macht mit dem Königreich Seiner Zeichen kam. Sie verwarfen, was ihnen im Buche befohlen wurde, und verübten, was ihnen verboten ward. Abgewandt haben sie sich von ihrem Gott und sind ihren Begierden gefolgt. Sie sind wahrlich vom Wege abgekommen und in die Irre gegangen. Sie lesen die Verse und leugnen sie. Sie schauen die klaren Zeichen und kehren sich ab. In der Tat, sie sind in seltsamen Zweifeln verfangen.
Wir ermahnten Unsere Geliebten zur Gottesfurcht, die der Urquell aller guten Taten und Sitten ist. In der Stadt Bahás ist die Gottesfurcht die Führerin der Heerscharen der Gerechtigkeit. Glücklich der Mensch, der unter den Schatten ihres leuchtenden Banners tritt und sich fest daran hält. Er, wahrlich, zählt zu den Gefährten der Roten Arche, von der im Qayyúmu’l-Asmá’ die Rede ist.
Sprich: O Volk Gottes! Schmücke deine Tempel mit der Zier der Vertrauenswürdigkeit und Frömmigkeit. Alsdann hilf deinem Herrn mit den Heerscharen guter Taten und edler Eigenschaften. In Meinen Büchern, Schriften, Sendschreiben und Tablets haben Wir euch Streit und Zwist verboten, und dabei wünschten Wir nichts als eure Erhöhung und euren Fortschritt. Dies bezeugen der Himmel und seine Sterne, die Sonne und ihr Glanz, die Bäume und ihre Blätter, die Meere und ihre Wogen, die Erde und ihre Schätze. Wir bitten Gott, Seinen Geliebten beizustehen und sie in dem zu stärken, was ihrer auf dieser glückseligen, dieser mächtigen und wunderbaren Stufe würdig ist.
Des weiteren sagten Wir in einem anderen Tablet: »O du, der du deinen Blick auf Mein Antlitz richtest! Ermahne die Menschen zur Gottesfurcht. Bei Gott! Die Gottesfurcht ist die Befehlshaberin über die Streitmacht deines Herrn. Ihre Truppen sind edle Charaktereigenschaften und gute Taten. Sie hat durch alle Jahrhunderte und Zeitalter die Städte der Menschenherzen erobert und die Banner der Überlegenheit und des Sieges hoch über allen anderen Bannern gehisst.«
»Wir wollen dich nun an die Vertrauenswürdigkeit und an die Stelle erinnern, die sie vor Gott, deinem Herrn und dem Herrn des Mächtigen Thrones, einnimmt. Eines Tages begaben Wir Uns auf Unsere grüne Insel [Garten Riḍván]. Als Wir sie betraten, sahen Wir fließende Bäche und Bäume in voller Pracht, zwischen deren Blättern die Sonne spielte. Unser Gesicht nach rechts wendend, sahen Wir, was die Feder nicht zu beschreiben vermag; sie kann nicht kundtun, was das Auge des Herrn der Menschheit an diesem Ort wahrnahm, welcher der heiligste, hehrste, gesegnetste und erhabenste Ort ist. Wir wandten Uns darauf zur Linken. Dort sahen Wir eines der herrlichen Wesen des Erhabensten Paradieses auf einer Säule reinen Lichtes stehen und mit lauter Stimme rufen: ›O ihr Bewohner der Erde und des Himmels! Schaut auf Meine Schönheit, Mein Leuchten, Meine Erscheinung, Meinen Glanz! Bei Gott, dem Wahrhaftigen! Ich bin die Vertrauenswürdigkeit, ihre Verkörperung und ihre Schönheit. Ich will jeden belohnen, der sich an Mich hält, Meinen Rang und Meine Stufe erkennt und sich fest an den Saum Meines Gewandes klammert. Ich bin der edelste Schmuck für das Volk Bahás und der Mantel des Ruhmes für alle im Reiche der Schöpfung. Ich bin das erhabenste Werkzeug für die Wohlfahrt der Welt und der Horizont der Sicherheit für alles Leben.‹ Damit sandten Wir dir hernieder, was die Menschen näher zum Herrn der Schöpfung ziehen wird.«
Dieser Unterdrückte hat zu allen Zeiten die Völker der Welt zu dem gerufen, was sie erhöht und Gott näher bringt. Was vom Erhabensten Horizont ausstrahlt, lässt keinem Menschen Raum für Wankelmut, Zurückweisung oder Absage. Die Eigensinnigen aber haben es versäumt, ihren Nutzen daraus zu ziehen; dies wird ihren Verlust nur mehren.
O Shaykh! Die Geistlichen haben die Pflicht, sich mit Seiner Majestät dem Sháh – möge Gott ihm beistehen – zu vereinen und sich an das zu halten, was Regierung und Volk in ihrer Stufe erhöht. Das Volk Bahás ist unablässig bemüht, die Seelen der Menschen zu erleuchten und deren Verfassung wieder zu Ehren zu bringen. Dies bezeugt, was die Erhabenste Feder in diesem leuchtenden Tablet herniedersandte. Wie oft schon waren die Dinge so einfach und leicht zu verwirklichen, und doch waren die meisten achtlos und nur darauf aus, ihre Zeit zu vergeuden.
In Konstantinopel besuchte eines Tages Kamál Páshá diesen Unterdrückten. Unsere Unterredung drehte sich darum, was dem Menschen nützlich wäre. Er sagte, er habe mehrere Sprachen gelernt. Wir erwiderten: »Du hast dein Leben vergeudet. Es geziemt dir und den anderen Beamten der Regierung, eine Versammlung einzuberufen und eine unter den verschiedenen Sprachen sowie eine der bestehenden Schriftarten auszuwählen oder aber eine neue Sprache und eine neue Schrift zu schaffen, die man die Kinder in den Schulen der ganzen Welt lehrt. Auf diese Weise würden sie nur zwei Sprachen lernen, ihre Muttersprache und diejenige, in der sich alle Völker der Welt verständigen. Wenn die Menschen dies fest im Auge behielten, würde die ganze Erde schließlich als ein Land betrachtet werden, und das Volk wäre entlastet und befreit von der Notwendigkeit, verschiedene Sprachen zu lehren und zu lernen.« Solange Kamál Páshá in Unserer Gegenwart weilte, stimmte er zu; er bekundete sogar große Freude und volle Zufriedenheit. Wir sagten ihm, er solle diese Angelegenheit den Beamten und Ministern der Regierung vorlegen, damit sie in all den verschiedenen Ländern bewerkstelligt würde. Aber sooft er Uns später noch besuchte, kam er doch nie mehr auf diesen Gegenstand zu sprechen, obgleich doch das, was Wir vorschlugen, zur Einigkeit und Einheit der Völker dieser Welt beiträgt.
Wir hoffen sehr, dass die persische Regierung diesen Gedanken aufnimmt und ausführt. Vor kurzem sind eine neue Sprache und eine neue Schrift erfunden worden. Wenn du wünschst, werden Wir sie dir mitteilen. Unsere Absicht ist, dass sich alle Menschen an das halten, was unnötige Mühe und Anstrengung vermindert, damit sie ihre Tage in geziemender Weise verbringen und zu Ende führen. Gott ist wahrlich der Helfer, der Unterrichtete, der Verordner, der Allwissende.
So Gott will, wird Persien so weit kommen, dass es sich mit Tugenden schmückt, deren es bisher beraubt war. Sprich: »O Sháh! Bemühe dich, auf dass die Völker der Welt vom Strahlenglanz der Sonne deiner Gerechtigkeit erleuchtet werden. Die Augen dieses Unterdrückten sind nur auf Vertrauenswürdigkeit, Wahrhaftigkeit, Reinheit und alles, was den Menschen nützt, gerichtet.« Sieh Ihn nicht als einen Verräter an. Verherrlicht seist Du, o mein Gott, mein Meister, meine Stütze! Stehe Du Seiner Majestät dem Sháh bei, Deine Gesetze und Deine Gebote auszuführen und Deine Gerechtigkeit unter Deinen Dienern zu vertreten. Du bist wahrlich der Großmütige, der Herr überströmender Gnade, der Allmächtige, der Allgewaltige. Die Sache Gottes ist als ein Zeichen Seiner Gnade erschienen. Glücklich ist, wer danach handelt; glücklich ist, wer versteht; glücklich ist der Mensch, der sich an die Wahrheit hält, losgelöst von allem, was in den Himmeln und auf Erden ist.
O Shaykh! Suche nach der Küste des Größten Meeres und besteige sodann die Rote Arche, die Gott im Qayyúmu’l-Asmá’ für das Volk Bahás verordnet hat. Wahrlich, sie fährt über Land und Meer. Wer sie betritt, ist errettet, und wer sich von ihr wendet, geht zugrunde. Wenn du sie gefunden hast und besteigst, richte dein Angesicht auf die Ka‘bah Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden, und sprich: »O mein Gott! Ich flehe zu Dir bei Deinem herrlichsten Lichte, und alle Deine Lichter sind wahrlich herrlich.« Alsdann werden sich die Tore des Königreichs weit vor deinem Angesicht auftun, und du wirst sehen, was zuvor kein Auge schaute, und hören, was noch kein Ohr vernommen hat. Dieser Unterdrückte ermahnt dich, wie Er dich schon zuvor ermahnte, und Er hatte nie einen anderen Wunsch für dich, als dass du auf dem Meer der Einheit Gottes, des Herrn der Welten, fährst. Dies ist der Tag, an dem alle erschaffenen Dinge laut rufend den Menschen diese Offenbarung verkünden, durch die erschienen ist, was in der Erkenntnis Gottes, des Mächtigen, des Allgepriesenen, bewahrt und verborgen war.
O Shaykh!
Du hast gehört, welch süße Weisen die Tauben des Wortes auf den Zweigen des Lotosbaumes der Erkenntnis gurren.
Lausche nun auf den Gesang, den die Vögel der Weisheit im Erhabensten Paradies anstimmten.
Sie werden dich wahrlich mit bisher nie erahnten Dingen vertraut machen.
Höre, was die Zunge der Macht und Kraft gesprochen hat in den Büchern Gottes, des Verlangens jedes verstehenden Herzens.
In diesem Augenblick erhebt sich eine Stimme aus dem Lotosbaum im Erhabensten Paradiese, über den hinaus keiner schreiten kann, und gebietet Mir, dir zu sagen, was in den Büchern und Tablets herniedergesandt wurde und was Mein Vorläufer sprach, der Sein Leben für diese Große Verkündung, diesen Geraden Pfad opferte.
Er sagte – und Er spricht die Wahrheit:
»Ich habe zu Seiner Erwähnung diese edelsteingleichen Worte niedergeschrieben: ›Keine Andeutung von Mir kann Ihn andeuten, noch kann dies irgend etwas, was im Bayán steht.‹« Und weiter sagt Er – gepriesen und verherrlicht sei Er – über diese mächtigste Offenbarung, diese Große Verkündung:
»Gepriesen und verherrlicht ist Er über die Macht jedes anderen außer Ihm selbst, Ihn zu offenbaren, und über die Beschreibung durch irgendeines Seiner Geschöpfe.
Ich selbst bin nur der erste Diener, der an Ihn und Seine Zeichen glaubt und am süßen Duft Seiner Worte von den Paradiesfrüchten Seines Wissens teilhat.
Ja, bei Seiner Herrlichkeit!
Er ist die Wahrheit.
Es gibt keinen anderen Gott außer Ihm.
Alle sind auf Seinen Befehl hin auferstanden.« Dies sind die Worte, die die Taube der Wahrheit auf den Zweigen des Göttlichen Lotosbaumes gurrte.
Wohl steht es um den, der ihrer Stimme lauschte und vom Meer göttlicher Äußerung, das in jedem dieser Worte verborgen liegt, trank.
Ein andermal rief die Stimme des Bayán laut von den höchsten Zweigen.
Er sagte – gesegnet und verherrlicht sei Er:
»Im Jahre neun werdet ihr zu allem Guten gelangen.« Und wieder bei anderer Gelegenheit:
»Im Jahre neun werdet ihr in die Gegenwart Gottes gelangen.« Diese Weisen der Vögel in den Städten des Wissens stimmen mit dem überein, was der Allbarmherzige im Qur’án herniedersandte.
Gesegnet sind die Einsichtsvollen, gesegnet die, welche zu diesem Ziel gelangen.
O Shaykh!
Ich schwöre bei Gott!
Der Strom der Barmherzigkeit fließt, das Meer des Wortes wogt und die Sonne der Offenbarung strahlt in ihrem Glanze.
Sprich die erhabenen Worte, die Mein Vorläufer, der Erste Punkt, geoffenbart hat, mit reinem Herzen, geweiteter Brust und wahrheitsliebender Zunge.
Er sagte – verherrlicht sei Seine Rede – zu dem ehrwürdigen ‘Aẓím:
»Dies ist wahrlich, was Wir dir verheißen haben, bevor Wir noch deinen Ruf beantworteten.
Warte, bis von der Zeit des Bayán neun verflossen sind.
Alsdann rufe aus: ›Gesegnet sei Gott hierfür, der erhabenste der Schöpfer!‹ Sprich:
Dies ist wahrlich eine Verkündung, die niemand außer Gott begreift.
Ihr aber werdet an jenem Tage nichts bemerken.« Im Jahre neun erhob sich diese Größte Offenbarung und erstrahlte hell am Horizont des Willens Gottes.
Niemand kann es leugnen außer dem Achtlosen und Zweifelnden.
Wir bitten Gott, Seinen Dienern beizustehen, dass sie zu Ihm zurückkehren und um Vergebung flehen für alles, was sie in diesem nichtigen Leben begangen haben.
Er ist wahrlich der Vergebende, der Verzeihende, der Allbarmherzige.
In anderem Zusammenhang spricht Er:
»Ich bin der erste Diener, der an Ihn und Seine Zeichen glaubt.« Gleicherweise sagt Er im Persischen Bayán:
»Er ist wahrlich Der, welcher unter allen Umständen verkündet: ›Ich bin in Wahrheit Gott!‹« – und so fährt Er fort, gesegnet und verherrlicht sei Er.
Was mit Göttlichkeit und Gottheit gemeint ist, wurde früher erklärt.
Wir haben wahrlich die Schleier zerrissen und enthüllt, was die Menschen Gott, der ihnen den Nacken beugt, nahe bringt.
Glücklich der Mensch, der zu Gerechtigkeit und Redlichkeit gelangte durch diese Gnade, die alles in den Himmeln und auf Erden umspannt, wie es Gott, der Herr der Welten, geboten hat.
O Shaykh! Lausche den Weisen des Evangeliums mit dem Ohr der Unparteilichkeit. Er prophezeit – verherrlicht sei Sein Wort – über die kommenden Dinge: »Von dem Tage aber und von der Stunde weiß niemand, auch die Engel nicht im Himmel, auch nicht der Sohn, sondern allein der Vater.«. Mit »Vater« ist in diesem Zusammenhang Gott gemeint – gepriesen sei Seine Herrlichkeit. Er ist der Wahre Erzieher, der Geistige Lehrer.
Joel sagt: »Denn der Tag des Herrn ist groß und überaus schrecklich, und wer kann ihn bestehen?«. Erstens sagt Er in dem erhabenen Wort, das im Evangelium aufgezeichnet ist, dass niemand der Zeit der Offenbarung gewärtig ist außer Gott, dem Allwissenden, der von allen Dingen Kenntnis hat. Zweitens legt Er die Größe dieser Offenbarung dar. Ebenso spricht Er im Qur’án: »Worüber befragen sie einander? Über die Große Verkündung.« Dies ist die Verkündung, über deren Größe in den meisten Büchern aus alter und neuer Zeit gesprochen wird. Dies ist die Verkündung, die die Glieder der Menschen erzittern ließ, ausgenommen jener, die Gott, der Beschützer, der Helfer, der Beistand, verschonen wollte. Die Menschen haben in der Tat mit eigenen Augen gesehen, wie sie selbst und alle Dinge in Verwirrung gestürzt wurden und in ein schlimmes Durcheinander gerieten, außer jenen, die Gott auszunehmen beliebte.
O Shaykh! Groß ist diese Sendung und groß die Verkündung! Denke geduldig und ruhig nach über die leuchtenden Zeichen, die erhabenen Worte und alles, was in diesen Tagen geoffenbart wurde, damit du die Geheimnisse ergründest, die in den Büchern verborgen sind, und dich bemühst, Seine Diener zu führen. Lausche mit deinem geistigen Ohr auf die Stimme Jeremias, der da sagt: »Groß ist jener Tag, und er hat nicht seinesgleichen.«. Würdest du mit dem Auge der Ehrlichkeit schauen, du würdest die Größe dieses Tages wahrnehmen. Neige dein Ohr der Stimme dieses Allwissenden Ratgebers, und lass dich nicht der Barmherzigkeit verlustig gehen, die alles Erschaffene, das Sichtbare wie das Unsichtbare, übertrifft. Höre auf den Gesang Davids. Er spricht: »Wer will mich führen in eine feste Stadt?«. Die »feste Stadt« ist ‘Akká, das den Namen »Größtes Gefängnis« erhielt und eine Festung und mächtige Wälle besitzt.
O Shaykh! Lies, was Jesaja in seinem Buch gesprochen hat. Er sagt: »Steige auf den hohen Berg, o Zion, dass du gute Kunde bringest; erhebe deine Stimme mit Macht, o Jerusalem, dass du gute Kunde bringest. Erhebe sie und fürchte dich nicht; sage den Städten Judas: ›Sehet euren Gott! Sehet, der Herr, euer Gott, wird kommen mit starker Hand, und Sein Arm wird für Ihn herrschen.‹«. An diesem Tag sind alle Zeichen erschienen. Eine große Stadt ist vom Himmel gekommen, und Zion zittert und jubelt vor Freude über die Offenbarung Gottes, denn er hat Gottes Stimme auf allen Seiten gehört. An diesem Tag ist ein neues Evangelium nach Jerusalem gekommen, denn an der Stelle der Sykomore steht die Zeder. Jerusalem ist das Ziel der Pilgerschaft für alle Völker der Welt und wurde heilig genannt, zusammen mit Zion und Palästina; sie sind alle in diesen Bezirken gelegen. Deshalb ist gesagt: »Gesegnet ist der Mensch, der nach ‘Akká wanderte.«
Amos sagt: »Der Herr wird aus Zion brüllen und Seine Stimme aus Jerusalem hören lassen; und die Wohnstätten der Hirten werden trauern, und der Gipfel des Karmel wird verdorren.«. Karmel wurde im Buche Gottes als der Berg Gottes und als Sein Weinberg bezeichnet. Durch die Gnade des Herrn der Offenbarung wurde auf ihm das Zelt der Herrlichkeit errichtet. Glücklich, wer dorthin gelangt; glücklich, wer sein Angesicht ihm zuwendet. Und desgleichen sagt Er: »Unser Gott kommt und schweigt nicht.«.
O Shaykh! Denke nach über diese Worte, die Er, das Verlangen der Welt, an Amos richtete. Er sagt: »Bereite dich, Israel, deinem Herrn zu begegnen; denn siehe, Er ist’s, der die Berge formt und den Wind schafft und dem Menschen zeigt, was dieser im Sinne hat; Er macht die Finsternis am Morgen; Er schreitet einher auf den Höhen der Erde; der Herr, der Gott der Heerscharen, ist Sein Name.«. Er sagt, Er mache die Finsternis am Morgen. Damit ist gemeint: Wenn sich zur Zeit der Offenbarung Dessen, der auf dem Sinai Zwiesprache hielt, irgend jemand als den wahren Morgen betrachten würde, dann würde er durch Gottes Macht und Kraft in Finsternis verwandelt. Er ist wahrlich die falsche Dämmerung, auch wenn er glaubt, er sei die wahre. Wehe ihm und wehe denen, die ihm folgen, ohne ein klares Zeichen von Gott, dem Herrn der Welten.
Jesaja sagt: »Der Herr allein wird erhöhet werden an jenem Tage.«. Über die Größe der Offenbarung sagt Er: »Gehe in den Felsen und verbirg dich im Staube aus Furcht vor dem Herrn und um Seiner herrlichen Majestät willen.«. In anderem Zusammenhang spricht Er: »Die Wüste und die Einöde werden froh sein, und das dürre Land wird jubeln und blühen wie die Rose. Es wird blühen in üppiger Fülle und frohlocken mit Gesang und Freude; denn die Herrlichkeit des Libanon wird ihm gegeben sein, der Glanz des Karmel und des Saron. Sie werden die Herrlichkeit des Herrn sehen und den Glanz unseres Gottes.«.
Diese Stellen bedürfen keiner Erklärung. Sie sind strahlend und offenbar wie die Sonne und glänzen und leuchten wie das Licht selbst. Jeder Mensch mit redlichem Sinn wird durch den Duft dieser Worte in den Garten des Verstehens geführt und gelangt zu dem, was vor den meisten Menschen verschleiert und verschlossen ist. Sprich: Fürchte Gott, o Volk, und folge nicht den Zweifeln jener lauten Schreier, die den Bund Gottes und Sein Testament gebrochen haben und die Seine Barmherzigkeit leugnen, welche allen vorangeht, die in den Himmeln und auf Erden sind.
Und ferner spricht Er: »Saget den verzagten Herzen: Seid getrost, fürchtet euch nicht.«. Dieser gesegnete Vers ist ein Beweis für die Größe der Offenbarung und die Größe der Sendung; denn der Schall der Posaune muss unweigerlich Verwirrung über die ganze Welt verbreiten, und Furcht und Zittern unter allen Menschen. Gut steht es um den, der vom Licht des Vertrauens und der Loslösung erleuchtet ist. Die Drangsal jenes Tages wird ihn nicht behindern oder beunruhigen. Also spricht die Zunge des Wortes auf Geheiß Dessen, der der Allbarmherzige ist. Er ist wahrlich der Starke, der Allgewaltige, der Allunterwerfende, der Allmächtige. Es obliegt nun all denen, die mit einem hörenden Ohr und einem sehenden Auge ausgestattet sind, über diese erhabenen Worte nachzudenken, in deren jedem die Meere innerer Bedeutung und Erklärung verborgen sind, auf dass die Rede, die Er, der Herr der Offenbarung, äußerte, Seine Diener befähige, strahlend und mit größter Freude zum Höchsten Ziel, dem Erhabensten Gipfel – dem Dämmerungsort dieser Stimme – zu gelangen.
O Shaykh! Könntest du auch nur weniger als durch ein Nadelöhr geht von dem Hauch Meines Wortes begreifen, du würdest die Welt und alles, was darinnen ist, verlassen und deinen Blick auf das Licht des ersehnten Antlitzes richten. Kurz, in den Aussprüchen Dessen, der der Geist ist (Jesus), liegen ungezählte Bedeutungen verborgen. Auf viele Dinge kam Er zu sprechen, aber als Er niemanden fand, der ein hörendes Ohr oder ein sehendes Auge besaß, zog Er es vor, die meisten dieser Dinge zu verhüllen, wie Er ja einmal sagte: »Ihr könnt es jetzt noch nicht tragen.« Dieser Aufgangsort der Offenbarung sagte, an jenem Tag werde Er, der Verheißene, die kommenden Dinge enthüllen. Demgemäß wurde im Kitáb-i-Aqdas, in den Tablets an die Könige, im Lawḥ-i-Ra’ís und im Lawḥ-i-Fu’ád das meiste dessen, was sich auf dieser Erde ereignet hat, von der Erhabensten Feder angekündigt und vorausgesagt.
Im Kitáb-i-Aqdas wurde folgendes geoffenbart:
»O Land von Ṭá (Ṭihrán)!
Lass dich durch nichts betrüben, denn Gott hat dich zum Quell der Freude für die ganze Menschheit erwählt.
Er wird, wenn es Sein Wille ist, deinen Thron mit einem Herrscher segnen, der in Gerechtigkeit regieren und die von den Wölfen zerstreute Herde Gottes sammeln wird.
Voll Glück und Freude wird ein solcher Herrscher sein Angesicht dem Volke Bahás zukehren und diesem seine Gunst erwiesen.
Er wird in der Tat vor dem Auge Gottes als ein Juwel unter den Menschen angesehen.
Auf ihm ruhe allezeit der Ruhm Gottes und der Ruhm aller, die im Reiche Seiner Offenbarung weilen.« Diese Verse wurden schon früher verkündet.
Nun aber ist der folgende Vers herniedergesandt worden:
»O Gott, mein Gott!
Bahá bittet Dich und fleht zu Dir bei dem Lichte Deines Antlitzes, bei den Wogen des Meeres Deiner Offenbarung und bei dem Strahlenglanz der Sonne Deines Wortes, stehe dem Sháh bei, gerecht und ehrlich zu sein.
So es Dein Wille ist, segne durch ihn den Thron der Hoheit und Herrschaft.
Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt.
Es gibt keinen Gott außer Dir, der Du hörst und zur Antwort bereit bist.« »Frohlocke mit großer Freude, o Land von Ṭá (Ṭihrán), denn Gott hat dich zum Tagesanbruch Seines Lichtes gemacht, da in dir die Manifestation Seiner Herrlichkeit geboren wurde.
Freue dich über diesen Namen, der dir verliehen wurde – einen Namen, durch den der Morgenstern der Gnade seinen Glanz erstrahlen ließ und durch den Erde und Himmel erleuchtet wurden.
Binnen kurzem werden deine Verhältnisse gewandelt werden, und die Zügel der Macht werden in die Hand des Volkes übergehen.
Wahrlich, dein Herr ist der Allwissende.
Seine Gewalt umfasst alle Dinge.
Bleibe der gnädigen Gunst deines Herrn versichert.
Das Auge Seiner Güte wird ewig auf dir ruhen.
Es nähert sich der Tag, da deine Erregung in Frieden und ruhevolle Stille verwandelt sein wird.
So wurde es im Wundersamen Buche bestimmt.«
Ebenso wurde im Lawḥ-i-Fu’ád, im Tablet an den König von Paris (Napoleon III.) und in anderen Tablets geoffenbart, was jeden redlich Gesinnten veranlassen wird, die Macht, Hoheit und Weisheit Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – zu bezeugen. Wollten die Menschen mit dem Auge der Gerechtigkeit schauen, sie würden des Geheimnisses dieses gesegneten Verses gewahr werden: »Es gibt kein Ding, sei es grün oder dürr, das nicht in deutlicher Schrift aufgezeichnet wäre«, und sie würden diesen Vers begreifen. Da jedoch die Menschen an diesem Tage die Wahrheit verworfen haben, können sie das, was von Ihm, dem Enthüllenden, dem Altehrwürdigen der Tage, herniedergesandt ward, nicht verstehen. Gnädiger Gott! Überall sind deutliche Zeichen erschienen, und dennoch sind die Menschen zum größten Teil des Vorrechts beraubt, diese wahrzunehmen und zu begreifen. Wir flehen zu Gott, Er möge allen Menschen Seine Hilfe angedeihen lassen, damit sie die Perlen erkennen, die in den Muscheln des Größten Meeres verborgen ruhen, und rufen: »Gepriesen seist Du, o Gott der Welt!«
O Schar der redlich Gesinnten! Schaut auf die Wogen des Wortes und der Erkenntnis Gottes und denkt darüber nach, auf dass ihr mit der Zunge eures Geistes und Mundes bezeugt, dass bei Ihm die Kenntnis all dessen ist, was in dem Buche steht. Nichts entgeht Seiner Kenntnis. Er hat wahrlich geoffenbart, was verborgen war, als Er bei Seiner Wiederkehr den Thron des Bayán bestieg. All dies wurde herniedergesandt und wird, Wort für Wort, auf Erden eintreffen. Keinem bleibt die Möglichkeit, sich abzuwenden oder sich dagegen zu verwahren. Da jedoch rechter Sinn in Ungnade fiel und verborgen blieb, reden die meisten Menschen, wie es ihnen ihre eitlen Vorstellungen eingeben.
O Gott, mein Gott! Verhindere Deine Diener nicht, ihr Angesicht dem Lichte der Gewissheit zuzuwenden, das über dem Horizonte Deines Willens angebrochen ist, und lass sie nicht des Meeres Deiner Zeichen verlustig gehen, o mein Gott. O mein Herr, sie sind Deine Diener in Deinen Städten und Deine Knechte in Deinen Landen. Wenn Du kein Erbarmen mit ihnen hast, wer soll ihnen dann Barmherzigkeit erweisen? Nimm jene bei der Hand, o mein Gott, die in der See eitler Vorstellungen versunken sind, und befreie sie durch Deine Kraft und höchste Herrschaft. Schütze sie sodann mit der Wehr Deiner Macht. Du bist mächtig zu tun, was Du willst, und in Deiner Rechten ruhen die Zügel all dessen, was in den Himmeln und auf Erden ist.
In gleicher Weise sagt der Erste Punkt [der Báb]: »Schaut auf Ihn mit Seinen eigenen Augen. Wenn ihr auf Ihn mit den Augen anderer schautet, würdet ihr Ihn niemals finden und erkennen.« Dies bezieht sich auf nichts anderes als diese Größte Offenbarung. Wohl steht es um die, welche redlich urteilen. Und ebenso sagt Er: »Der einjährige Spross, der in sich die Kräfte der kommenden Offenbarung trägt, ist mit einer Macht ausgestattet, die den vereinten Kräften des ganzen Bayán überlegen ist.« Diese frohen Botschaften des Bayán und der Bücher früherer Zeiten sind wiederholt unter verschiedenen Namen in zahlreichen Büchern erwähnt worden, auf dass die Menschen gerecht urteilen mögen über das, was am Horizont des Willens Gottes, des Herrn des Mächtigen Thrones, erschienen ist und von dort herniederstrahlt.
O Shaykh! Sage dem Volk des Bayán: »Denkt über diese gesegneten Worte nach. Er spricht: ›Der ganze Bayán ist nur ein Blatt unter den Blättern Seines Paradieses.‹ Sei redlich, o Volk, und gehöre nicht zu jenen, die zu den Verlorenen gezählt werden im Buche Gottes, des Herrn der Welten.« Der gesegnete Lotosbaum steht an diesem Tage vor deinem Angesicht, beladen mit himmlischen, neuen und wundersamen Früchten. Schaue auf ihn, losgelöst von allem außer ihm. Also spricht die Zunge der Macht und Kraft an diesem Ort, den Gott mit den Fußspuren Seines Größten Namens und Seiner Mächtigen Verkündung schmückte.
Desgleichen sagt Er:
»Ehe nicht neun [Jahre] vom Beginn dieser Sache an vergangen sind, wird das Wesen alles Erschaffenen nicht geoffenbart werden.
Alles, was du bis jetzt gesehen hast, ist das Wachstum des feuchten Samens bis zu der Zeit, da Wir ihn mit Fleisch umkleideten.
Habe Geduld, bis du eine neue Schöpfung schaust.
Sprich: ›Gesegnet sei darum Gott, der erhabenste der Schöpfer!‹« Und weiterhin sagt Er über die Macht dieser Offenbarung:
»Rechtens ist es für Ihn, den Gott offenbaren wird, den Größten auf Erden zu verwerfen, da ein solcher nur ein Geschöpf in Seiner Hand ist und alle Dinge Ihn anbeten.
Nach Ḥín (68 – 1268 d.
H.) wird euch eine Sache gegeben werden, die ihr dann kennenlernen werdet.« Und ferner sagt Er:
»Wisse mit ganzer Sicherheit und durch den fest begründeten, völlig unwiderruflichen Ratschluss, dass Er – gepriesen sei Seine Herrlichkeit, gelobt sei Seine Macht, geheiligt sei Sein hehres Wesen, verherrlicht sei Seine Größe und gerühmt seien Seine Wege – jedes Ding durch dessen eigenes Selbst erkennbar macht; wer könnte da Ihn durch irgendeinen anderen erkennen als durch Ihn selbst?« Und weiter sagt Er – gepriesen und verherrlicht sei Er:
»Hüte dich, hüte dich, dass dich in den Tagen Seiner Offenbarung das Váḥid des Bayán (die achtzehn Buchstaben des Lebendigen) nicht wie ein Schleier von Ihm trennt, da dieses Váḥid in Seinen Augen nur ein Geschöpf ist.
Und hüte dich, hüte dich, dass dich die Worte, die im Bayán herniedergesandt sind, nicht wie ein Schleier von Ihm trennen.« Und ein andermal sagt Er – gepriesen sei Er:
»Schaue auf Ihn nur mit Seinem eigenen Auge.
Denn wer mit Seinem Auge auf Ihn schaut, wird Ihn erkennen; andernfalls wird Er für ihn verhüllt sein.
So du Gott und Seine Gegenwart suchst, suche Ihn und schaue auf Ihn.« Und wiederum sagt Er:
»Besser ist es für dich, auch nur einen der Verse Dessen zu sprechen, den Gott offenbaren wird, als den ganzen Bayán niederzuschreiben; denn an jenem Tag kann dich dieser eine Vers erlösen, während der ganze Bayán dich nicht erlösen kann.«
Sprich: O Volk des Bayán! Sei redlich, redlich, und hinwiederum: Sei redlich, redlich! Gehöre nicht zu denen, die der Manifestation der Sache Gottes Erwähnung taten des tags und des nachts, und die, als Er durch Seine Gnade erschien und der Horizont der Offenbarung erleuchtet war, ein Urteil über Ihn fällten, das die Bewohner des Königreiches und des Reiches der Herrlichkeit und all jene wehklagen ließ, die den Willen Gottes, des Allwissenden, des Allweisen, umkreisen.
Denke tief nach über diese erhabenen Worte. Er sagt: »Wahrlich, Ich glaube an Ihn und an Seinen Glauben und an Sein Buch und an Seine Beweise und an Seine Wege und an alles, was hierüber von Ihm ausgeht. Ich rühme Mich Meiner Verwandtschaft mit Ihm und bin stolz auf Meinen Glauben an Ihn.« Desgleichen sagt Er: »O Gemeinde des Bayán und ihr alle, die ihr dieser angehört! Erkennt die Grenzen, die euch gesetzt sind; denn ein Wesen wie der Punkt des Bayán selbst hat an Ihn, den Gott offenbaren wird, geglaubt, ehe noch alle Dinge erschaffen wurden. Dessen, wahrlich, rühme Ich Mich vor allen im Reiche des Himmels und der Erde.« Bei Gott! Alle Atome des Weltalls stöhnen und jammern ob der Grausamkeit, die von den Eigensinnigen im Volke des Bayán verübt wurde. Wo sind jene, die mit Einsicht und Gehör begabt sind? Wir flehen zu Gott – gesegnet und verherrlicht sei Er –, Er möge sie versammeln und zu dem ermahnen, was ihnen nützt, und sie fernhalten von dem, was ihnen schadet. Er ist in Wahrheit der Starke, der Allunterwerfende, der Allmächtige.
Und weiter sagt Er: »Lasst es nicht zu, dass ihr wie durch einen Schleier von Gott getrennt seid, nachdem Er sich offenbarte. Denn alles, was im Bayán gepriesen wurde, ist nur wie ein Ring an Meiner Hand, und Ich selbst bin wahrlich nur ein Ring an der Hand Dessen, den Gott offenbaren wird – verherrlicht sei Seine Erwähnung! Er wendet ihn, wie es Ihm gefällt, wozu es Ihm gefällt und wodurch es Ihm gefällt. Er, wahrlich, ist der Helfer in Gefahr, der Höchste.« Desgleichen sagt Er: »Wollte Er einen jeden auf Erden zu einem Propheten machen, würden alle – und dies ist die unbedingte Wahrheit – in den Augen Gottes als Propheten angesehen.« Und ein andermal sagt Er: »Am Tage der Offenbarung Dessen, den Gott offenbaren wird, werden alle Erdbewohner in Seiner Wertschätzung gleich sein. Wen immer Er zum Propheten bestimmt, der ist wahrlich vom Anbeginn an, der keinen Anbeginn hat, ein Prophet gewesen und wird ein solcher bleiben bis zum Ende, das kein Ende hat, da dies eine Tat Gottes ist. Und wer immer von Ihm zum Statthalter gemacht wird, wird in allen Welten ein Statthalter sein, da dies eine Tat Gottes ist. Denn der Wille Gottes kann auf keine andere Weise enthüllt werden als durch Seinen Willen, noch kann Gottes Wunsch anders geoffenbart werden als durch Seinen Wunsch. Er ist wahrlich der Allbezwingende, der Allgewaltige, der Allhöchste.«
Kurz, bei jeder Gelegenheit hat Er dargelegt, was der Bekehrung, dem Fortschritt, der Erhöhung und der Führung der Menschen dienlich ist. Etliche unredliche Seelen sind jedoch zu einem Schleier, einer unüberwindlichen Schranke geworden und haben das Volk gehindert, sich dem Lichte Seines Antlitzes zuzuwenden. Wir bitten Gott, sie durch Seine höchste Herrschaft auszustoßen und sich ihrer durch Seine alles erfassende Kraft zu bemächtigen. Er ist wahrlich der Herr der Stärke, der Mächtige, der Allweise.
An anderer Stelle sagt Er: »Er – verherrlicht sei Seine Erwähnung – gleicht der Sonne. Würden ungezählte Spiegel vor ihr aufgestellt, ein jeder würde nach seiner Fähigkeit den Glanz dieser Sonne widerstrahlen, und wäre kein Spiegel vor ihr, würde sie sich weiterhin erheben und senken, und nur die Spiegel wären von ihrem Licht ausgeschlossen. Ich habe wahrlich Meine Pflicht nicht versäumt, dieses Volk zu ermahnen und auf Mittel und Wege zu sinnen, durch die es sich Gott, seinem Herrn, zuwenden und an Gott, seinen Schöpfer, glauben kann. Wenn Ihm am Tage Seiner Offenbarung alle auf Erden Gefolgschaft leisten, wird Mein innerstes Wesen jubeln, weil dann alle den Gipfel ihres Seins erklimmen, weil sie ihrem Geliebten Auge in Auge gegenüberstehen und in dem höchsten Maße, das in der Welt des Seins erreichbar ist, den Strahlenglanz Dessen erkennen, der die Sehnsucht ihrer Herzen ist. Wenn nicht, wird Meine Seele in der Tat traurig sein. Ich habe in Wahrheit alle Dinge auf dieses Ziel vorbereitet. Wie könnte da irgend jemand durch einen Schleier von Ihm getrennt sein? Hierfür habe Ich zu Gott gerufen und werde weiter zu Ihm rufen. Er, wahrlich, ist nahe, bereit zur Antwort.«
Und desgleichen sagt Er: »Sie werden diesem Baume, der weder vom Osten noch vom Westen stammt, selbst den Namen eines Gläubigen versagen; denn würden sie Ihn so nennen, dann könnten sie Ihm nicht wehtun.« Hat dein Ohr, o Welt, vernommen, mit welcher Hilflosigkeit diese Worte enthüllt wurden vom Tagesanbruch des Willens Dessen, der der Aufgangsort aller Namen ist? Er spricht: »Ich habe alle Menschen erzogen, damit sie diese Offenbarung erkennen, und doch weigert sich das Volk des Bayán, jenem gesegneten Baume, der weder dem Osten noch dem Westen angehört, auch nur den Namen eines Gläubigen zuzugestehen.« Wehe, wehe ob dem, was über Mich gekommen ist! Bei Gott! Von der Hand dessen, den Ich aufgezogen habe ( Mírzá Yaḥyá), wurde Mir Tag und Nacht zugefügt, was den Heiligen Geist und die Bewohner des Tabernakels der Erhabenheit Gottes, des Herrn dieses wundersamen Tages, zum Weinen brachte.
Ferner sagt Er in Widerlegung gewisser Ungläubiger: »Denn niemand weiß die Zeit dieser Offenbarung außer Gott. Wann immer sie erscheint, müssen alle den Punkt der Wahrheit anerkennen und Gott danken.« Die sich von Mir abwandten, redeten genauso, wie die Anhänger Johannis (des Täufers) redeten; denn auch diese verwahrten sich gegen Ihn, der der Geist (Jesus) war, und sagten: »Die Sendung Johannis ist noch nicht beendet; weshalb bist du gekommen?« Nun, auch sie, die Uns verleugneten, obwohl sie Uns niemals kennenlernten und stets in Unkenntnis der Grundlagen dieser Sendung blieben, da sie nicht wissen, von Wem diese ausgeht und was sie bedeutet – auch sie haben geredet, was alles Erschaffene seufzen und wehklagen ließ. Bei Meinem Leben! Ein Stummer kann niemals Dem gegenübertreten, der in sich das Königreich des Wortes verkörpert. Fürchte Gott, o Volk, und lies sodann, was mit Wahrheit herniedergesandt wurde im achten Kapitel des sechsten Váḥid des Bayán, und gehöre nicht zu denen, die sich abwenden. Auch Er hat befohlen: »Einmal alle neunzehn Tage sollten sie dieses Kapitel lesen, damit sie in der Zeit der Offenbarung Dessen, den Gott offenbaren wird, durch keine Schleier von Überlegungen, die diesen Versen fremd sind, von Ihm getrennt werden; denn diese Verse waren und sind die gewichtigsten aller Zeugnisse und Beweise.«
Johannes, der Sohn des Zacharias, sagte, was auch Mein Vorläufer gesagt hat: »Ich sage euch, tut Buße; denn das Himmelreich ist nahe. Wahrlich, ich taufe euch mit Wasser zur Buße, aber Er, der nach mir kommt, ist mächtiger als ich; ich bin nicht wert, Seine Schuhe zu tragen.« Und deshalb hat auch Mein Vorläufer zum Zeichen Seiner Unterwürfigkeit und Demut gesagt: »Der ganze Bayán ist nur ein Blatt unter den Blättern Seines Paradieses.« Und weiter sagt Er: »Ich bin der erste, der Ihn anbetet, und rühme Mich Meiner Verwandtschaft mit Ihm.« Und doch, o Menschen, hat das Volk des Bayán derartige Taten verübt, dass selbst Dhi’l-Jawshan, Ibn-i-Anas und Aṣbaḥí Zuflucht bei Gott davor suchten und noch suchen. Dieser Unterdrückte befasst sich Tag und Nacht vor den Augen aller Bekenntnisse mit den Dingen, die zur Erhöhung der Sache Gottes führen, während jene Menschen dem nachhängen, was schmerzliche Erniedrigung mit sich bringt.
Desgleichen sagt Er:
»Erkennt Ihn an Seinen Versen.
Je nachlässiger ihr in eurem Bemühen seid, Ihn kennenzulernen, desto schlimmer werdet ihr vom Feuer verhüllt sein.« O ihr im Volk des Bayán, die ihr euch von Mir abgewandt habt!
Denkt nach über diese erhabensten Worte, die dem Brunnquell der Äußerung Dessen entströmten, welcher der Punkt des Wissens ist.
Hört nunmehr auf diese Worte.
Er sagt:
»An jenem Tag wird sich die Sonne der Wahrheit an das Volk des Bayán wenden und folgende Súrih des Qur’án vortragen: ›Sprich:
O ihr Ungläubigen!
Ich verehre nicht, was ihr verehret, und ihr verehret nicht, was Ich verehre.
Ich werde nie verehren, was ihr verehret, noch werdet ihr je verehren, was Ich verehre.
Euch sei euer Glaube und Mir Mein Glaube.‹«.
Gnädiger Gott!
Trotz dieser erlauchten Erklärungen, trotz dieser glänzenden und strahlenden Zeichen sind sie alle in ihre leeren Einbildungen verrannt, werden des Ersehnten nicht gewahr und sind durch einen Schleier von Ihm getrennt.
O ihr, die ihr in die Irre gingt!
Erwacht aus dem Schlafe der Achtlosigkeit und hört auf diese Worte Meines Vorläufers.
Er sagt:
»Der Baum der Bestätigung gilt als Baum des Verleugnens, wenn er sich von Ihm wendet, und der Baum des Leugnens gilt als Baum der Bestätigung, wenn er sich Ihm zuwendet.« Ebenso sagt Er:
»Wenn jemand den Anspruch auf eine Offenbarung erhebt, aber keinen Beweis erbringen kann, verwahrt euch nicht und betrübt Ihn nicht.« Kurz, dieser Unterdrückte äußerte Tag und Nacht die Worte:
»Sprich:
O ihr Ungläubigen!«, damit dies vielleicht das Mittel werde, das Volk zu erwecken und es mit der Zier der Redlichkeit zu schmücken.
Und nun sinne nach über diese Worte, die den Hauch der Verzweiflung atmen in Seiner kummervollen Anrufung Gottes, des Herrn der Welten. Er spricht: »Verherrlicht bist Du, o mein Gott! Sei Du mein Zeuge, dass ich durch dieses Buch über die Sendung Dessen, den Du offenbaren wirst, mit allen erschaffenen Dingen einen Bund geschlossen habe, ehe noch der Bund über meine eigene Sendung errichtet wurde. Du genügst als Zeuge, und mit Dir jene, die an Deine Zeichen glauben. Du, wahrlich, schenkst mir Genüge. In Dich habe ich mein Vertrauen gesetzt, und Du, wahrlich, führst über alle Dinge Buch.«
In anderem Zusammenhang sagt Er: »O ihr sonnengleichen Spiegel! Schaut auf die Sonne der Wahrheit. Wahrlich, ihr hängt von dieser ab, könntet ihr es doch begreifen. Ihr seid alle wie Fische, die sich in den Wassern des Meeres tummeln; ihr verbergt euch davor, und doch fragt ihr euch, was es ist, von dem ihr abhängt.« Desgleichen sagt Er: »Ich beklage Mich bei dir, o Spiegel Meiner Großmut, über alle anderen Spiegel. Alle schauen sie auf Mich durch ihre eigenen Farben.« Diese Worte wurden von der Quelle der Offenbarung des Allgütigen herniedergesandt und an Siyyid Javád, bekannt unter dem Namen Karbilá’í, gerichtet.
Gott bezeugt und die Welt bestätigt Mir, dass dieser Siyyid auf Meiner, dieses Unterdrückten, Seite stand und sogar eine ausführliche Erwiderung an jene schrieb, die sich von Mir wandten.
Überdies haben Wir an Ḥaydar-‘Alí zwei Mitteilungen gesandt, in denen er für die Offenbarung des Einen Wahren Zeugnis ablegt und in denen die Beweise seiner Abkehr von allem außer Ihm klar und offenkundig sind.
Die Handschrift des Siyyid ist unzweideutig und jedermann bekannt.
Unsere Absicht bei der Weitergabe dieser Schriftstücke war, dass durch sie vielleicht jene, die Uns verleugneten, zu den Lebenswassern der Anerkennung gelangen und die, welche sich abwandten, vom Licht der Bekehrung erleuchtet würden.
Gott ist Mein Zeuge, dass dieser Unterdrückte nie ein anderes Ziel hatte als die Übermittlung des Wortes Gottes.
Gesegnet sind die redlich Gesinnten, und wehe denen, die sich abwenden.
Sie, die sich von Mir abkehrten, haben schon mancherlei Ränke geschmiedet und sind auf mannigfache Weise hinterlistig vorgegangen.
Einmal haben sie sich ein Bild dieses Siyyid verschafft und es mit anderen auf einen Bogen Papier geklebt, obenan das Porträt von Mírzá Yaḥyá.
Kurz, sie haben jedes Mittel ergriffen, um den Einen Wahren zu verwerfen.
Sprich:
»Der Eine Wahre ist gekommen, offenbar wie die strahlende Sonne; welch ein Jammer, dass Er in die Stadt der Blinden gekommen ist!« Der erwähnte Siyyid ermahnte die Leugner und berief sie zum Erhabensten Horizonte, konnte aber auf diese harten Steine keinen Eindruck machen.
Sie haben über ihn Dinge gesagt, gegen die er Zuflucht suchte bei Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit.
Die flehentlichen Bitten, die er an diesen heiligen Hof sandte, sind jetzt in Unserem Besitz.
Glücklich sind die redlich Gesinnten.
Denke nun nach über die Klage des Ersten Punktes gegen die »Spiegel«, damit vielleicht die Menschen erweckt werden und sich von der linken Hand eitler Vorstellungen und Einbildungen hin zu der Rechten des Glaubens und der Gewissheit wenden, und damit sie sich bewusst werden, wovor sie verschleiert sind. Sie sind in der Tat nur darum aus der Welt des Nichtseins in die Welt des Seins getreten, dass sie diese Größte Sendung erkennen. Überdies sagt Er: »Weihe, o mein Gott, diesen ganzen Baum Ihm, auf dass alle Früchte, die Du an ihm wachsen lässt, für Ihn geoffenbart werden, den Gott zum Offenbarer all dessen bestimmte, was Ihm gefällt. Bei Deiner Herrlichkeit! Ich hatte nie den Wunsch, dass dieser Baum je einen Zweig, ein Blatt oder eine Frucht trüge, die es versäumten, sich am Tage Seiner Offenbarung vor Ihm zu beugen, oder die sich weigerten, Dich durch Ihn zu preisen, wie es der Herrlichkeit Seiner allherrlichen Offenbarung und der Erhabenheit Seiner erhabensten Verborgenheit angemessen ist. Und solltest Du, o mein Gott, einen Zweig, ein Blatt oder eine Frucht an mir erblicken, die es versäumen, sich am Tage Seiner Offenbarung vor Ihm zu beugen – schneide sie weg von diesem Baume, o mein Gott, denn sie sind nicht von mir noch sollen sie zu mir zurückkehren.«
O Volk des Bayán! Ich schwöre bei Gott! Dieser Unterdrückte hat keine andere Absicht, als die Sache zu offenbaren, die zu enthüllen Er berufen war. Würdet ihr das Ohr eures Herzens Ihm zuneigen, ihr würdet von jedem Teil und Glied, von jeder Ader, ja von jedem einzelnen Haar dieses Unterdrückten hören, was die Scharen der Höhe und die Welt der Schöpfung bewegt und entzückt.
O Hádí! Der blinde Fanatismus vergangener Zeiten hat die unglücklichen Geschöpfe von dem Geraden Pfade ferngehalten. Denke nach über die Shí‘iten. Zwölfhundert Jahre lang haben sie gerufen: »O Qá’im!«, um schließlich Sein Todesurteil zu fällen und Ihm das Märtyrertum aufzuerlegen, trotzdem sie an den Einen Wahren – gepriesen sei Seine Herrlichkeit –, an das Siegel der Propheten und an die Erwählten glauben und diese alle anerkennen. Es ist nun nötig, eine Weile nachzudenken, damit vielleicht entdeckt werde, was zwischen den Einen Wahren und Seine Geschöpfe getreten ist, und damit die Taten, die zu Einspruch und Verleugnung führten, bekanntwerden.
O Hádí! Wir haben das Wehklagen der Kanzeln gehört, welche die Geistlichen, wie von jedermann bezeugt wird, bestiegen, um den Einen Wahren zu verfluchen und die Dinge zu tun, die Ihm, dem Wesen des Seins, und Seinen Gefährten zugestoßen sind und dergleichen weder Ohr noch Auge der Welt zuvor jemals wahrnahmen. Du rufst das Volk zusammen und tust es noch, wobei du beanspruchst, Sein Statthalter und Spiegel zu sein, trotzdem du nichts über diese Sache weißt, zumal du noch nie in Unserer Gegenwart warst.
Ein jeder aus diesem Volke weiß wohl, dass Siyyid Muḥammad nur einer Unserer Diener war. Er begleitete Uns in den Tagen, da Wir Uns auf Geheiß der kaiserlich-türkischen Regierung in deren Hauptstadt begaben. Später beging er, was die Feder des Höchsten – Ich schwöre es bei Gott – weinen und Sein Tablet stöhnen ließ. Wir stießen ihn deshalb aus; daraufhin verband er sich mit Mírzá Yaḥyá und tat, was noch kein Tyrann je getan hat. Wir gaben ihn auf und sagten zu ihm: »Fort mit dir, du achtloser Mensch!« Nachdem diese Worte gefallen waren, trat er in den Orden der Mawlaví ein und verblieb in deren Gesellschaft bis zu der Zeit, da Wir abreisen mussten.
O Hádí!
Dulde nicht, dass du zu einem Werkzeug für die Verbreitung neuen Aberglaubens werdest, und weigere dich, noch einmal eine ähnliche Sekte zu gründen wie die der Shí‘iten.
Denke darüber nach, welche Unmengen Blutes vergossen wurden.
Du und andere, die Erkenntnis besitzen wollen, wie auch die shí‘itischen Geistlichen, einer wie der andere, haben von Anfang an den Einen Wahren verflucht und verfügt, dass Sein heiligstes Blut fließe.
Fürchte Gott, o Hádí!
Lass es nicht zu, dass die Menschen wieder von den leeren Einbildungen früherer Zeiten befallen werden.
Fürchte Gott und gehöre nicht zu denen, die Unrecht tun.
Dieser Tage haben Wir gehört, du seist bestrebt, jede Ausgabe des Bayán an dich zu bringen, um sie zu vernichten.
Dieser Unterdrückte fordert dich um Gottes willen auf, von diesem Vorhaben abzulassen.
Dein Verstand und deine Urteilskraft werden niemals den Verstand und die Urteilskraft Dessen übertreffen, der der Fürst der Welt ist.
Gott bezeugt Mir, dass dieser Unterdrückte den Bayán nicht gelesen noch sich mit seinem Inhalt vertraut gemacht hat.
So viel ist aber bekannt und unzweifelhaft klar, dass Er das Buch des Bayán zur Grundlage Seiner Werke ausersehen hat.
Fürchte Gott und mische dich nicht in Dinge, die hoch über dich hinausragen.
Zwölfhundert Jahre lang haben Leute, die dir gleichen, die unglücklichen Shí‘iten im Abgrund leerer Vorstellungen und eitler Einbildungen gepeinigt.
Endlich traten dann am Tage des Gerichts Dinge auf, vor denen die Unterdrücker vergangener Zeiten Zuflucht bei dem Einen Wahren suchten.
Begreife nunmehr den Ruf, den Er, der Punkt, in Seinen Worten erhob. Er flehte zu Gott, Er möge, falls an diesem Baum – der Sein gesegnetes Selbst ist – eine Frucht, ein Blatt oder ein Zweig auftrete, der nicht an Ihn glaube, diese unverzüglich abhauen. Desgleichen sagt Er: »Wenn jemand eine Erklärung abgibt und es versäumt, sie durch einen Beweis zu untermauern, dann verwerft ihn nicht.« Und doch hast du Ihn jetzt verworfen und freust dich noch dessen, obwohl Er sich auf hundert Bücher stützt!
Zu wiederholtem Male fordere Ich dich auf:
Prüfe genau, was geoffenbart wurde.
Der Windhauch des Wortes in dieser Offenbarung ist nicht zu vergleichen mit dem vergangener Zeiten.
Dieser Unterdrückte wurde ständig verfolgt und fand nie einen sicheren Ort, an dem Er die Schriften des Erhabensten (des Báb) oder die von einem anderen gründlich hätte lesen können.
Etwa zwei Monate, nachdem Wir – getreu dem Befehl Seiner Majestät des Sháhs von Persien, möge Gott ihm beistehen – im ‘Iráq eintrafen, stieß Mírzá Yaḥyá zu Uns.
Wir sprachen zu ihm:
»Dem königlichen Gebot zufolge sind Wir hierher geschickt worden.
Für dich ist es ratsam, in Persien zu bleiben.
Wir werden auch Unseren Bruder Mírzá Músá an einen anderen Ort senden.
Da eure Namen in dem königlichen Erlass nicht erwähnt sind, könnt ihr euch aufmachen und anderswo Dienst tun.« Später verließ dieser Unterdrückte Baghdád und zog sich für zwei Jahre von der Welt zurück.
Nach Unserer Rückkehr fanden Wir, dass er nicht gegangen war und seine Abreise hinausgeschoben hatte.
Dieser Unterdrückte war hierüber sehr betrübt.
Gott bestätigt und bezeugt Uns, dass Wir Uns allezeit mit der Verbreitung dieser Sendung befassten.
Weder Ketten noch Bande, weder der Block noch der Kerker konnten Uns daran hindern, Uns zu offenbaren.
In jenem Lande verboten Wir jede Zwietracht, alle unschicklichen, ruchlosen Taten.
Tag und Nacht richteten Wir Unsere Tablets überallhin.
Wir hatten keine andere Absicht, als die Seelen der Menschen zu erbauen und das gesegnete Wort zu erhöhen.
Wir beauftragten eigens gewisse Gläubige, die Schriften des Ersten Punktes zu sammeln.
Als dies besorgt war, geboten Wir Mírzá Yaḥyá und Mírzá Vahháb-i-Khurásání, bekannt unter dem Namen Mírzá Javád, an einem bestimmten Ort zusammenzukommen.
Unserer Weisung gemäß vollendeten sie die Aufgabe, zwei Abschriften der Werke des Ersten Punktes zu fertigen.
Ich schwöre bei Gott!
Dieser Unterdrückte hat, da Er ständig mit den Menschen umzugehen hatte, niemals in diese Bücher geschaut noch Sein leibliches Auge auf diese Schriften geworfen.
Als Wir abreisten, waren die besagten Schriften im Besitz jener beiden Personen.
Man war übereingekommen, dass sie Mírzá Yaḥyá anvertraut würden, damit er sie nach Persien bringe und im ganzen Land verbreite.
Dieser Unterdrückte begab sich auf Geheiß der Minister der türkischen Regierung in deren Hauptstadt.
Als Wir in Mossul eintrafen, stellten Wir fest, dass Mírzá Yaḥyá vor Uns in diese Stadt gereist war und Uns dort erwartete.
Kurz, die Bücher und Schriften waren in Baghdád zurückgelassen worden, während er selbst sich nach Konstantinopel aufmachte und sich diesen Dienern anschloss.
Gott ist Zeuge dessen, was über diesen Unterdrückten kam; denn nachdem Wir uns so emsig um jene Schriften bemüht hatten, gab er (Mírzá Yaḥyá) sie preis und ging mit den Verbannten.
Lange Zeit war dieser Unterdrückte von unendlichem Leid überwältigt, bis Wir schließlich, durch eine Reihe von Maßnahmen, deren niemand außer dem einen wahren Gott gewahr ist, jene Schriften an einen anderen Ort in einem anderen Land sandten, angesichts der Tatsache, dass im ‘Iráq alle Dokumente jeden Monat sorgfältig geprüft werden müssen, damit sie nicht vermodern und zugrunde gehen.
Gott aber bewahrte sie und brachte sie an einen Ort, den Er schon früher bestimmt hatte.
Er ist wahrlich der Beschützer, der Helfer.
Wohin dieser Unterdrückte sich auch begab, Mírzá Yaḥyá folgte Ihm. Du selbst bist dessen Zeuge und weißt es wohl, dass alles die Wahrheit ist, was hier gesagt wurde. Der Siyyid von Iṣfahán jedoch täuschte ihn im Geheimen. Zusammen begingen sie, was die größte Bestürzung hervorrief. Frage doch bei den Beamten der Regierung über das Benehmen Mírzá Yaḥyás in jenem Land an! Außerdem beschwöre Ich dich bei Gott, dem Einen, dem Unvergleichlichen, dem Herrn der Kraft, dem Mächtigsten, sorgfältig die Mitteilungen zu prüfen, die in seinem [Mírzá Yaḥyás] Namen an den Ersten Punkt gerichtet wurden, damit du klare Beweise von Ihm, der die Wahrheit ist, schaust. Auch aus den Worten des Punktes des Bayán – mögen alle Seelen außer Ihm um Seinetwillen geopfert werden – ging hervor, was kein Schleier verdunkeln und verbergen kann, weder die Schleier der Herrlichkeit noch die, welche die Irregegangenen zugezogen haben. Wahrlich, die Schleier sind zerrissen durch den Finger des Willens deines Herrn, des Starken, des Allunterwerfenden, des Allmächtigen. Ja, verzweifelt ist die Lage derer, die Mich verleumdet und beneidet haben. Vor kurzem wurde behauptet, du hättest die Urheberschaft am Kitáb-i-Íqán und gewissen Tablets anderen Leuten zugeschrieben. Ich schwöre bei Gott! Dies ist ein großes Unrecht. Andere sind nicht in der Lage, die Bedeutung dieser Bücher zu begreifen, geschweige denn, diese zu offenbaren!
Ḥasan-i-Mázindarání war der Überbringer von siebzig Tablets.
Bei seinem Tode wurden diese Briefe nicht denen ausgehändigt, für die sie bestimmt waren, sondern einer Meiner Schwestern anvertraut, die sich ohne jeden Grund von Mir abgewandt hatte.
Gott weiß, was mit seinen Tablets geschah.
Diese Schwester hat nie bei Uns gelebt.
Ich schwöre bei der Sonne der Wahrheit, dass sie Mírzá Yaḥyá nie mehr sah, nachdem sich dies zutrug, und von Unserer Sendung nichts wusste; denn bereits früher war sie Uns entfremdet worden.
Sie lebte in einem Stadtteil und dieser Unterdrückte in einem anderen.
Zum Zeichen Unserer Güte, Zuneigung und Barmherzigkeit jedoch besuchten Wir sie und ihre Mutter etliche Tage vor Unserer Abreise, damit sie von den Lebenswassern des Glaubens tränken und zu dem gelangten, was sie an diesem Tag Gott näher bringt.
Gott weiß wohl und bezeugt Mir, und sie selbst bestätigt es, dass Ich keinen anderen Gedanken hatte als diesen.
Schließlich kam sie – gepriesen sei Gott – durch Seine Gnade zu diesem Ziel und wurde mit der Zier der Liebe geschmückt.
Nachdem Wir jedoch weiter verbannt worden und vom ‘Iráq nach Konstantinopel abgereist waren, erreichten Uns keinerlei Nachrichten mehr von ihr.
Nach Unserer Trennung im Lande Ṭá (Ṭihrán) kamen Wir nie mehr mit Mírzá Riḍá-Qulí, Unserem Bruder, zusammen und erhielten keine besonderen Mitteilungen über sie.
In früheren Tagen hatten wir alle zusammen in einem Haus gelebt, das später durch Versteigerung gegen eine geringfügige Summe verkauft wurde.
Die beiden Brüder Farmán-Farmá und Ḥisámu’s-Salṭanih kauften es und teilten es unter sich.
Danach trennten Wir Uns von Unserem Bruder.
Er nahm Wohnung in der Nähe des Eingangs zur Masjid-i-Sháh, während Wir beim Shimírán-Tor wohnten.
Seither trug diese Schwester ohne allen Grund eine feindselige Haltung gegen Uns zur Schau.
Dieser Unterdrückte wahrte unter allen Umständen Frieden.
Aber Meine Schwester nahm die dem Größten Ast (‘Abdu’l-Bahá) anverlobte Tochter Unseres verstorbenen Bruders Mírzá Muḥammad-Ḥasan aus Núr – mit ihm seien die Herrlichkeit Gottes, Sein Friede und Seine Barmherzigkeit – zu sich in ihr Haus und schickte sie dann an einen anderen Ort.
Einige Unserer Gefährten und Freunde an verschiedenen Plätzen beklagten sich darüber, denn es war eine kränkende Übeltat, die von allen Geliebten Gottes missbilligt wurde.
Wie seltsam, dass Unsere Schwester jene in ihr Haus nahm, um dann dafür zu sorgen, dass sie anderswohin verbracht wird!
Trotz alledem blieb dieser Unterdrückte still und ruhig und bleibt es noch.
Ein Wort aber fiel, um Unsere Geliebten zu beunruhigen.
Gott bezeugt und bestätigt Mir, dass das Gesagte die Wahrheit und aufrichtig gemeint war.
Keiner Unserer Geliebten, ob in dieser Gegend hier oder in jenem Land, hätte Unsere Schwester einer Handlung für fähig halten können, die dem Anstand, der Zuneigung und der Freundschaft derart zuwiderläuft.
Nachdem es jedoch geschehen war und sie erkannten, dass der Weg versperrt war, verfuhren sie in einer Weise, die dir und anderen wohlbekannt ist.
Es muss daher offenkundig sein, wie tief der Schmerz war, den jene Tat diesem Unterdrückten zufügte.
Später tat sie sich mit Mírzá Yaḥyá zusammen.
Widersprüchliche Berichte über sie kommen zu Uns, und es ist nicht klar, was sie sagt oder tut.
Wir flehen zu Gott – gelobt und verherrlicht sei Er –, Er möge sie zu sich zurückführen und ihr helfen, Reue vor dem Tore Seiner Gnade zu üben.
Er ist wahrlich der Mächtige, der Vergebende, und Er ist in Wahrheit der Allmachtvolle, der Verzeihende.
In einem anderen Zusammenhang sagt Er: »Würde Er in diesem Augenblick erscheinen, Ich wäre der erste, Ihn anzubeten und Mich vor Ihm zu verneigen.« Sei redlich, o Volk! Die Absicht des Erhabensten (des Báb) war, sicherzustellen, dass die unmittelbare Nähe dieser Offenbarung die Menschen nicht von dem ewigen göttlichen Gesetz abhalte, wie die Gefährten Johannis (des Täufers) verhindert waren, Ihn, den Geist (Jesus), anzuerkennen. Immer wieder sagte Er: »Lasst es nicht zu, dass euch der Bayán und alles, was darin geoffenbart wurde, von jenem Wesen des Seins, jenem Herrn des Sichtbaren wie des Unsichtbaren fernhält.« Wenn sich jemand angesichts dieses bindenden Gebotes an den Bayán klammert, hat er wahrlich den Schatten des gesegneten und erhabenen Baumes verlassen. Sei redlich, o Volk, und gehöre nicht zu den Achtlosen.
Desgleichen sagt Er: »Lasst euch nicht durch Namen wie durch einen Schleier trennen von Ihm, dem Herrn aller Namen, nicht einmal durch den Namen Prophet, denn auch dieser ist nur ein Geschöpf Seines Wortes.« Und ferner spricht Er im siebten Kapitel des zweiten Váḥid: »O Volk des Bayán! Handle nicht, wie das Volk des Qur’án gehandelt hat; denn wenn du so handelst, werden die Früchte deiner Nacht zunichte werden.« Weiter sagt Er – verherrlicht sei Seine Erwähnung: »Wenn du zu Seiner Offenbarung findest und Ihm gehorchst, hast du die Frucht des Bayán hervorgebracht; wo nicht, bist du unwürdig, vor Gott erwähnt zu werden. Habe Mitleid mit dir selbst. Wenn du Ihm, der Offenbarung der Herrschaft Gottes, nicht hilfst, sei wenigstens keine Ursache des Kummers für Ihn.« Ein andermal sagt Er – verherrlicht sei Seine Stufe: »Wenn du nicht in die Gegenwart Gottes gelangst, betrübe wenigstens nicht das Zeichen Gottes. Auf den Vorteil, den Ihm die Gläubigen des Bayán bringen könnten, verzichtet Er, wenn ihr auf das verzichtet, was Ihm schaden kann. Ich weiß jedoch, dass ihr euch weigern werdet, so zu tun.«
O Hádí! Mir scheint, du hast dich gerade wegen dieser unzweifelhaften Worte entschlossen, den Bayán auszutilgen. Höre auf die Stimme dieses Unterdrückten und lass ab von der Verfolgung, die die Säulen des Bayán erzittern ließ. Ich bin weder in Chihríq noch in Máh-Kú gewesen. Gegenwärtig gehen unter deinen Anhängern die gleichen Behauptungen um wie bei den Shí‘iten, welche sagen, der Qur’án sei unvollendet. Diese Leute behaupten auch, dieser Bayán sei nicht der ursprüngliche. Die Fassung in der Handschrift des Siyyid Ḥusayn ist noch vorhanden, desgleichen diejenige von der Hand Mírzá Aḥmads.
Siehst du den als einen Unterdrückten an, der in dieser Welt nie einen einzigen Streich empfing und ständig von fünf Mägden Gottes umgeben war? Und legst du dem Einen Wahren, der von frühester Jugend bis auf den heutigen Tag in den Händen Seiner Feinde war und das schlimmste Leid der Welt erduldete, Vorwürfe zur Last, wie sie nicht einmal die Juden Christus nachsagten? Höre auf die Stimme dieses Unterdrückten und zähle nicht zu denen, die alles verlieren.
Und weiterhin sagt Er: »Wieviele der Feuer, die Gott durch Ihn, den Er offenbaren wird, in Licht wandelt, und wie zahlreich die Lichter, die durch Ihn zu Feuer werden! Ich schaue Seine Erscheinung wie die Sonne hoch am Himmel und das Verschwinden aller wie das der nächtlichen Sterne am Tage.« Hast du Ohren, o Welt, auf die Stimme des Einen Wahren zu hören und redlich über diese Offenbarung zu urteilen, bei deren Erscheinen Sinai rief: »Er, der auf mir Zwiesprache hielt, ist mit deutlichen Zeichen und leuchtenden Beweisen gekommen, trotz dem Achtlosen, der fernab in der Irre schweift, und trotz jedem lügenreichen Verleumder, der das Licht Gottes mit seinen üblen Reden ersticken will und die Zeichen Gottes mit seiner Bosheit austilgen möchte. Sie beide gehören wahrlich zu denen, die im Buche Gottes, des Herrn der Welten, Unrecht tun.«
Desgleichen sagt Er: »Der Bayán ist vom Anfang bis zum Ende der Aufbewahrungsort aller Seiner Eigenschaften und die Schatzkammer Seines Feuers wie auch Seines Lichtes.« Großer Gott! Die Seele wird hingerissen vom Duft dieser Worte, denn mit grenzenloser Traurigkeit erklärt Er hier, was Er wahrnimmt. Er sagt weiter zu dem Buchstaben des Lebendigen, Mullá Báqir – mit ihm seien die Herrlichkeit Gottes und Seine Güte –: »Vielleicht kannst du in acht Jahren, am Tage Seiner Offenbarung, in Seine Gegenwart gelangen.«
Wisse dies, o Hádí, und sei unter denen, die hören. Urteile gerecht. Die Gefährten Gottes und die Zeugen Dessen, der die Wahrheit ist, haben zum größten Teil das Märtyrertum erlitten. Du jedoch bist noch am Leben. Wie kommt es, dass du verschont bliebst? Ich schwöre bei Gott! Es geschah, weil du [den Glauben] verleugnet hast, während jene gesegneten Seelen den Märtyrertod starben, weil sie bekannten. Jeder gerechte und redlich gesinnte Mensch wird dies bezeugen; denn Antrieb und Beweggrund beider sind klar und deutlich wie die Sonne.
Und weiter wendet Er sich an Dayyán, der Unrecht litt und das Märtyrertum erduldete, und spricht:
»Du wirst deinen Wert erkennen durch die Worte Dessen, den Gott offenbaren wird.« Er hat Dayyán auch mit den folgenden Worten verkündet, er sei der dritte Buchstabe im Glauben an Ihn, den Gott offenbaren werde:
»O du, der du der dritte Buchstabe bist, welcher an Ihn glaubt, den Gott offenbaren wird!« Ferner sagt Er:
»So aber Gott es will, wird Er dich berühmt machen durch die Worte Dessen, den Gott offenbaren wird.« Dayyán, der nach Seinen, des Punktes, Worten – mögen die Seelen aller außer Ihm um Seinetwillen geopfert werden – der Aufbewahrungsort des Glaubens an den einen wahren Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – und die Schatzkammer der Perlen Seiner Erkenntnis ist, musste ein so grausames Märtyrertum von ihnen erleiden, dass die Scharen der Höhe weinten und klagten.
Ihn lehrte Er (der Báb) die verborgene und bewahrte Erkenntnis, indem Er sie ihm mit den Worten anvertraute:
»O du, der du Dayyán genannt wirst!
Dies ist ein verborgenes und bewahrtes Wissen.
Wir haben es dir anvertraut und als Zeichen der Ehre von Gott gebracht, weil das Auge deines Herzens rein ist.
Du wirst seinen Wert zu schätzen wissen und wirst es in seiner Erhabenheit hegen und pflegen.
Gott hat es wahrlich gefallen, dem Punkt des Bayán ein verborgenes und bewahrtes Wissen zu schenken, desgleichen Gott noch niemals vor dieser Offenbarung herniedergesandt hat.
Kostbarer ist es in der Wertschätzung Gottes – verherrlicht sei Er – als irgendein anderes Wissen.
Er hat es wahrlich zu Seinem Zeugnis gemacht, wie Er auch die Verse zu Seinem Zeugnis machte.« Dieser unterdrückte Dayyán, der die Schatzkammer der Erkenntnis Gottes war, erlitt zusammen mit Mírzá ‘Alí-Akbar, einem der Verwandten des Ersten Punktes – die Herrlichkeit Gottes und Seine Barmherzigkeit seien mit Ihm –, Abu’l-Qásim-i-Káshí und mehreren anderen den Märtyrertod auf Anstiften Mírzá Yaḥyás.
O Hádí! Sein Buch, dem er den Titel Mustayqiẓ gab, ist in deinem Besitz. Lies es. Auch wenn du das Buch schon gesehen hast, lies es noch einmal, damit du dir vielleicht einen erhabenen Sitz unter dem Baldachin der Wahrheit verschaffst.
Über Siyyid Ibráhím strömten aus der Feder des Ersten Punktes – verherrlicht sei Seine Äußerung – folgende Worte: »O du, der du in Meinen Schriften Mein Freund und in Meinen Büchern, nächst Meinen Schriften, Mein Gedenken und im Bayán Mein Name genannt bist!« Dieser Siyyid Ibráhím wurde von ihm (Mírzá Yaḥyá), ebenso wie Dayyán, mit den Schimpfnamen ›Vater der Schlechtigkeit‹ und ›Vater des Unheils‹ belegt. Urteile redlich, wie schlimm die Lage dieser Unterdrückten gewesen ist, und dies, obwohl der eine von ihnen damit befasst war, jenem zu dienen, während der andere sein Gast war. Kurz, Ich schwöre bei Gott: Die Taten, die jener beging, waren dergestalt, dass Unsere Feder sich schämt, sie aufzuzählen.
Denke eine Weile nach über die Schande, die dem Ersten Punkt bereitet wurde. Überlege, was geschah. Als dieser Unterdrückte, nachdem Er sich zwei Jahre zurückgezogen hatte und durch Wüsten und Berge gewandert war, auf Betreiben einiger Gläubiger, die Ihn lange in der Wildnis gesucht hatten, nach Baghdád zurückkehrte, suchte Ihn ein gewisser Mírzá Muḥammad-‘Alí aus Rasht auf und berichtete vor einer großen Versammlung, was zum Schaden der Ehre des Báb verübt worden war und in Wahrheit alle Lande von Schmerz überwältigte. Großer Gott! Wie konnte man diesen schlimmen Verrat hingehen lassen? Kurz, Wir flehen zu Gott, diesem Frevler zu helfen, dass er bereut und zu Ihm zurückkehrt. Er, wahrlich, ist der Helfer, der Allweise.
Was Dayyán angeht – mit ihm seien die Herrlichkeit Gottes und Seine Barmherzigkeit –, so gelangte er in Unsere Gegenwart, wie es vom Ersten Punkt geoffenbart worden war. Wir beten zu Gott, Er möge den Achtlosen beistehen, sich Ihm zuzuwenden, und möge denen helfen, die sich abgewandt haben, zu Ihm zurückzukehren, und jenen, die Ihn leugnen, Seine Sache anzuerkennen, bei deren Erscheinen alles Erschaffene verkündete: »Er, der in der Schatzkammer des Wissens verborgen war, der von der Feder des Höchsten in Seinen Büchern, Seinen Schriften, Seinen Briefen und Seinen Tablets verzeichnet ist – Er ist gekommen!«
In diesem Zusammenhang wurde es für nötig erachtet, Überlieferungen zu erwähnen, die über die gesegnete und geehrte Stadt ‘Akká aufgezeichnet sind, auf dass du, o Hádí, eine Straße zur Wahrheit und einen Pfad zu Gott suchen mögest.
Im Namen Gottes, des Allerbarmers, des Allbarmherzigen!
Folgendes ist über die Vortrefflichkeit ‘Akkás, über das Meer und über ‘Aynu’l-Baqár (den Brunnen der Kuh), der in ‘Akká liegt, berichtet:
‘Abdu’l-‘Azíz, der Sohn des ‘Abdu’s-Salám, hat uns erzählt, dass der Prophet – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – gesagt hat: »‘Akká ist eine Stadt in Syrien, der Gott Seine besondere Barmherzigkeit erwiesen hat.«
Ibn-i-Mas‘úd – möge Gott Wohlgefallen an ihm haben – erklärte: »Der Prophet – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – sagte: ›Aller Küsten beste ist die von Askalon, und ‘Akká ist wahrlich besser als Askalon, und die Vortrefflichkeit ‘Akkás ist über die von Askalon und alle anderen Küsten erhaben, wie die Vortrefflichkeit Muḥammads über die aller anderen Propheten erhaben ist. Ich bringe euch Kunde von einer Stadt zwischen zwei Bergen in Syrien, mitten in einer Aue, ‘Akká mit Namen. Wahrlich, wer sie voll Sehnsucht betritt und voll des Eifers, sie zu besuchen, dem wird Gott seine Sünden vergeben, die vergangenen wie die künftigen. Und wer sie verlässt, dessen Abreise wird Gott nicht segnen, er sei denn ein Pilger. In ihr liegt ein Brunnen, genannt der Brunnen der Kuh. Wer einen Schluck davon trinkt, dem wird Gott das Herz mit Licht füllen und wird ihn beschützen vor dem größten Schrecken am Tage der Auferstehung.‹«
Anas, der Sohn des Málik – möge Gott Wohlgefallen an ihm haben – berichtete: »Der Gesandte Gottes – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – sagte: ›An der Küste des Meeres ist eine Stadt, hangend unter dem Throne, mit Namen ‘Akká. Wer darin wohnt, standhaft und in Erwartung einer Belohnung von Gott – gepriesen sei Er –, für den wird Gott bis zum Tage der Auferstehung den Lohn derer verzeichnen, die geduldig waren, die aufstanden und sich hinknieten und sich vor Ihm zu Boden warfen.‹
Und Er selbst – der Segen Gottes und Sein Gruß seien mit Ihm – sagte: »Ich künde euch von einer weißen Stadt am Ufer des Meeres, deren Weiße Gott – gepriesen sei Er – wohlgefällt. Sie heißt ‘Akká. Wer von einem ihrer Flöhe gebissen wird, wird von Gott mehr geschätzt als einer, der auf dem Pfad Gottes einen schweren Schlag erleidet. Und wer darin den Ruf zum Gebet erhebt, dessen Stimme wird bis ins Paradies emporgetragen. Und wer darin sieben Tage verweilt im Angesicht des Feindes, den wird Gott mit Khiḍr – Friede sei mit Ihm – zusammenbringen und wird ihn am Tage der Auferstehung vor dem größten Schrecken bewahren.« Und weiter sagte Er – mögen der Segen Gottes, gepriesen sei Er, und Sein Gruß mit Ihm sein –: »Es gibt Könige und Fürsten im Paradiese. Die Armen von ‘Akká sind die Könige des Paradieses und seine Fürsten. Ein Monat in ‘Akká ist besser als tausend Jahre anderswo.«
Der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen und Sein Gruß mit Ihm sein – soll ferner gesagt haben: »Gesegnet ist der Mensch, der ‘Akká besucht hat, und gesegnet der, der den Besucher von ‘Akká besucht hat. Gesegnet ist, wer aus dem Brunnen der Kuh trinkt und sich mit seinen Wassern wäscht; denn die schwarzäugigen Jungfrauen des Paradieses trinken den Kampfer, der aus dem Brunnen der Kuh, der Quelle von Salván (Siloam) und dem Brunnen Zamzam kommt. Wohl steht es um den, der von diesen Brunnen getrunken und sich in ihren Wassern gewaschen hat; denn Gott hat dem Feuer der Hölle verboten, ihn und seinen Körper am Tage der Auferstehung zu berühren.«
Der Prophet – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – soll weiterhin gesagt haben: »In ‘Akká gibt es Werke, die über Gebühr angerechnet werden, und Taten, die Wohltaten sind; sie gewährt Gott eigens demjenigen, der Ihm gefällt. Und wer in ‘Akká spricht: ›Verherrlicht sei Gott, und gepriesen sei Gott, und es gibt keinen anderen Gott außer Gott, und überaus groß ist Gott, und es gibt keine Macht oder Kraft außer in Gott, dem Erhabenen, dem Mächtigen‹, für den wird Gott tausend gute Taten aufschreiben und wird tausend Übeltaten von ihm tilgen, und Er wird ihn im Paradies um tausend Stufen erhöhen, und Er wird ihm seine Vergehen vergeben. Und wer in ‘Akká spricht: ›Ich erbitte von Gott Vergebung‹, dem wird Gott alle seine Fehltritte verzeihen. Und wer in ‘Akká des Morgens und des Abends, des Nachts und in der Dämmerung Gottes gedenkt, ist in den Augen Gottes besser, als wer auf dem Pfade Gottes – verherrlicht sei Er – Schwerter, Speere und Waffen trägt.«
Der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen und Sein Gruß mit Ihm sein – hat ferner gesagt: »Wer auf das Meer zur Abendzeit und bei Sonnenuntergang hinausschaut und spricht: ›Gott ist der Größte!‹, dem wird Gott seine Sünden vergeben, auch wenn sie sich türmen wie Dünen von Sand. Und wer vierzig Wogen zählt und dabei immer wieder spricht: ›Gott ist der Größte!‹ – verherrlicht sei Er –, dem wird Gott seine Sünden vergeben, die vergangenen wie die künftigen.«
Der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen und Sein Gruß mit Ihm sein – sprach weiterhin: »Wer eine ganze Nacht auf das Meer hinausschaut, ist besser, als wer zwei volle Monate zwischen Rukn und Maqám hin und her wandelt. Und wer an den Ufern des Meeres aufgewachsen ist, ist besser daran, als wer anderswo großgezogen wurde. Und wenn jemand am Meeresufer liegt, ist es, wie wenn er anderswo steht.«
Wahrlich, der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen, gepriesen sei Er, und Sein Gruß mit Ihm sein – hat die Wahrheit gesprochen.
Quellenangaben
Anmerkungen
Brief an den Sohn des Wolfes
Bahá’u’lláh
Im Namen Gottes, des Einen, des Unvergleichlichen, des Allmachtvollen, des Allwissenden, des Allweisen.
Preis sei Gott, dem Ewigen, der nie vergeht, dem Immerwährenden, der niemals schwach wird, dem Selbstbestehenden, der sich niemals wandelt. Er ist es, der alles in Seiner höchsten Herrschaft überragt, der sich durch Seine Zeichen kundgibt und sich durch Seine Geheimnisse verborgen hält. Er ist es, auf dessen Geheiß die Fahne des Erhabensten Wortes in der Welt der Schöpfung aufgerichtet und das Banner des »Er tut, was Er will« inmitten aller Völker aufgepflanzt wurde. Er ist es, der Seinen Glauben zur Führung Seiner Geschöpfe offenbarte und Seine Verse herniedersandte, um Seinen Beweis und Sein Zeugnis darzutun; Er schmückte das Vorwort im Buche des Menschen mit der Zier Seines Ausspruchs: »Der Gott der Barmherzigkeit hat den Qur’án gelehrt; Er hat den Menschen erschaffen und hat ihn die deutliche Sprache gelehrt.« Es ist kein Gott außer Ihm, dem Einen, dem Unvergleichlichen, dem Kraftvollen, dem Mächtigen, dem Wohltätigen.
Das Licht, das vom Himmel der Gaben erstrahlt, und der Segen, der vom Dämmerungsort des Willens Gottes, des Herrn im Reiche der Namen, ausgeht, seien auf Ihm, dem Höchsten Mittler, der Erhabensten Feder, auf Ihm, den Gott zum Aufgangsort Seiner vortrefflichsten Namen und zum Tagesanbruch Seiner erhabensten Attribute gemacht hat. Durch Ihn erstrahlt das Licht der Einheit am Horizont der Welt und durch Ihn wurde das Prinzip der Einzigkeit Gottes allen Völkern offenbart, die sich mit leuchtendem Antlitz dem Höchsten Horizonte zuwenden und anerkennen, was die Zunge der Äußerung im Reiche Seiner Erkenntnis gesprochen hat: »Erde und Himmel, Ruhm und Herrschaft sind Gottes, des Allmächtigen, des Allmachtvollen, des Herrn überströmender Gnade.«
Leihe dein Ohr, o du gefeierter Geistlicher, der Stimme dieses Unterdrückten. Wahrlich, Er rät dir um Gottes willen und ermahnt dich zu dem, was dich in allen Lebenslagen Ihm nahe kommen lässt. Er ist fürwahr der Allbesitzende, der Erhabene. Wisse, dass des Menschen Ohr geschaffen wurde, damit es auf die Göttliche Stimme höre an diesem Tage, der in allen Büchern, Schriften und Tablets erwähnt wurde. So reinige denn deine Seele mit den Wassern der Entsagung und schmücke dein Haupt mit der Krone der Gottesfurcht und deinen Tempel mit der Zier des Vertrauens in Ihn. Alsdann erhebe dich und sprich, dein Angesicht dem Größten Hause zugewandt, dem Orte, den auf Befehl des Ewigen Königs alle Erdenbewohner umkreisen müssen:
»O Gott, mein Gott, mein Verlangen, mein Angebeteter, mein Meister, meine Stütze, meine höchste Hoffnung und meine tiefste Sehnsucht! Du siehst, wie ich mich Dir zuwende, wie ich mich fest an das Seil Deiner Güte halte, mich an den Saum Deiner Großmut klammere, die Heiligkeit Deines Selbstes und die Reinheit Deines Wesens bekenne und Deine Einzigkeit und Deine Einheit bekunde. Ich bezeuge, dass Du der Eine, der Einzige, der Unvergleichliche, der Unvergängliche bist. Du hast Dir in Deinem Reiche keinen Genossen beigesellt, noch hast Du Dir einen Gefährten auf Erden erkoren. Alle erschaffenen Dinge bezeugen, was Du mit der Zunge Deiner Größe schon vor ihrer Erschaffung bekundet hast. Wahrlich, Du bist Gott! Es gibt keinen Gott außer Dir! Seit Ewigkeit warst Du geheiligt über das Lob Deiner Diener und erhaben über die Beschreibung Deiner Geschöpfe. Du siehst, o Herr, wie der Unwissende das Meer Deiner Erkenntnis sucht, der Verdurstende das Lebenswasser Deines Wortes, der Gedemütigte das Zelt Deiner Herrlichkeit, der Arme den Schatz Deiner Reichtümer, der Bittende den Dämmerungsort Deiner Weisheit, der Schwache den Quell Deiner Stärke, der Elende den Himmel Deiner Gaben und der Stumme das Reich Deines Ausdrucks.
Ich bezeuge, o mein Gott und mein König, dass Du mich erschaffen hast, Deiner zu gedenken, Dich zu verherrlichen und Deine Sache zu fördern. Dennoch habe ich Deinen Feinden geholfen, die Deinen Bund brachen, Dein Buch verwarfen, die nicht an Dich glaubten und Deine Zeichen leugneten. Wehe mir, wehe mir ob meines Eigensinns und meiner Schande, meiner Sündhaftigkeit und meines Unrechts, die mich davon abhielten, in das Meer Deiner Einheit zu tauchen und die See Deiner Gnade zu ergründen! Darum wehe mir, wehe mir, und nochmals wehe mir, wehe mir ob meiner Erbärmlichkeit und meiner schrecklichen Vergehen! Du riefst mich ins Leben, o mein Gott, damit ich Dein Wort erhöhe und Deine Sache verkünde. Meine Achtlosigkeit aber hat mich abgehalten und in solcher Weise irregeleitet, dass ich mich aufmachte, Deine Zeichen auszutilgen und das Blut Deiner Geliebten zu vergießen, die die Dämmerungsorte Deiner Zeichen sind, die Morgenröten Deiner Offenbarung und die Schatzkammern Deiner Geheimnisse.
O Herr, mein Herr, und wiederum:
O Herr, mein Herr, und noch einmal:
O Herr, mein Herr!
Ich bezeuge, dass die Früchte des Baumes Deiner Gerechtigkeit ob meiner Bosheit abfielen, dass die Herzen derer unter Deinen Geschöpfen, die sich Deiner Nähe erfreuen, verzehrt wurden und die Seelen der Aufrichtigen unter Deinen Dienern durch das Feuer meiner Widerspenstigkeit zerschmolzen.
Nichtswürdiger Wicht, der ich bin!
Welch grausame Verbrechen habe ich schamlos verübt!
Wehe mir, wehe mir ob meines Fernseins von Dir, ob meines Eigensinns, meiner Dummheit, meiner Niedertracht, ob meiner Auflehnung und meines Widerstands gegen Dich!
Wie viele Tage gab es, an denen Du Deinen Dienern und Deinen Geliebten gebotest, mich zu beschützen, während ich ihnen befahl, Dir und Deinen Vertrauten wehe zu tun!
Und wie zahllos waren die Nächte, in denen Du gnädiglich meiner gedachtest und mir Deinen Pfad wiesest, während ich mich von Dir und Deinen Zeichen abwandte!
Bei Deiner Herrlichkeit, o Du Hoffnung derer, die Deine Einheit anerkennen, und die Herzenssehnsucht jener, die sich von allem außer Dir lösten!
Ich finde keinen Helfer außer Dir, keinen Herrscher, keine Zuflucht oder Freistatt als Dich!
Aber ach, meine Abkehr von Dir hat den Schleier meiner Redlichkeit verbrannt, und meine Absage an Dich hat die Hülle zerrissen, die meine Ehre bedeckte.
O wäre ich doch tief unter der Erde, dass meine Übeltaten vor Deinen Dienern verborgen blieben!
Du siehst den Sünder, o mein Herr, der sich dem Dämmerungsort Deiner Vergebung und Deiner Gnade zuwendet, und erkennst den Berg von Schlechtigkeit, der den Himmel Deiner Barmherzigkeit und Deiner Vergebung sucht.
Ach wehe mir!
Meine großen Sünden haben mich gehindert, dem Hofe Deiner Gnade näherzukommen, und meine gräßlichen Untaten ließen mich weit vom Heiligtum Deiner Gegenwart abirren.
Fürwahr, ich versäumte meine Pflichten vor Dir, ich brach Deinen Bund und Deinen Willen und verübte Taten, die die Bewohner der Städte Deiner Gerechtigkeit und die Dämmerungsorte Deiner Gnade in Deinem Reiche zum Weinen brachten.
O mein Gott, ich bezeuge, dass ich Deine Gebote missachtet und meinen Leidenschaften gefrönt, dass ich die Gesetze Deines Buches verworfen und mich an das Buch meiner eigenen Begierden gehalten habe.
O Jammer über Jammer!
Je größer meine Bosheit wurde, desto mehr nahm Deine Nachsicht mit mir zu, und je wilder das Feuer meiner Widerspenstigkeit wütete, desto stärker suchten Deine Vergebung und Deine Gnade die Flammen zu ersticken.
Bei der Kraft Deiner Allmacht, o Du Verlangen der Welt und wahrer Geliebter aller Völker!
Deine Langmut hat mich hoffärtig und Deine Geduld hat mich dreist gemacht!
O mein Gott, Du siehst die Tränen, die ich ob meiner Schande weine, und hörst die Seufzer, die ich ob meiner Achtlosigkeit ausstoße.
Ich schwöre bei Deiner erhabenen Größe!
Keine Wohnstatt kann ich finden, es sei denn im Schatten des Hofes Deiner Gaben, und keine Zuflucht als unter dem Baldachin Deiner Gnade.
Du siehst mich inmitten eines Meeres hoffnungsloser Verzweiflung, seitdem Du mich Deine Worte hören ließest: ›Verzweifle nicht!‹ Bei Deiner Kraft!
Mein schweres Unrecht hat das Seil meiner Hoffnung zerrissen, und meine Auflehnung hat mein Gesicht vor dem Throne Deiner Gerechtigkeit in Schatten gehüllt.
O mein Gott, Du siehst mich wie tot vor dem Tore Deiner Gunst niederfallen; ich schäme mich, um das Lebenswasser Deiner Vergebung aus der Hand Deiner Güte zu bitten.
Du gabst mir eine Zunge, Deiner zu gedenken und Dich zu preisen; sie aber sprach, was die Seelen Deiner Erwählten, die Dir nahe sind, zerschmelzen ließ und die Herzen der aufrechten Bewohner in den Gemächern der Heiligkeit verzehrte.
Du gabst mir Augen, Deine Zeichen zu erkennen, auf Deine Verse zu schauen und die Offenbarungen des Werkes Deiner Hände zu betrachten; ich aber verwarf Deinen Willen und tat, was die Gläubigen unter Deinen Geschöpfen und die Losgelösten unter Deinen Dienern seufzen ließ.
Du gabst mir Ohren, damit ich auf Deinen Lobpreis lausche, auf Deine Verherrlichung und auf das, was Du vom Himmel Deiner Gaben und von den Höhen Deines Willens herniedersandtest.
Doch wehe mir, wehe mir!
Deiner Sache bin ich abtrünnig geworden, und Deinen Dienern habe ich befohlen, Deine Vertrauten und Deine Geliebten zu schmähen.
Vor dem Throne Deiner Gerechtigkeit habe ich mich in solcher Weise vergangen, dass diejenigen unter den Bewohnern Deines Reiches, die Deine Einheit erkannt haben und Dir ganz ergeben sind, schmerzlich klagten und trauerten.
O mein Gott, ich weiß nicht, welche meiner Übeltaten ich vor der wogenden See Deiner Gunst erwähnen soll und welche meiner Sünden ich bekennen soll, wenn ich den strahlenden Sonnen Deiner herrlichen Gnadengaben gegenübertrete.
Nun flehe ich zu Dir bei den Geheimnissen Deines Buches, bei den Dingen, die in Deiner Erkenntnis verborgen liegen, und bei den Perlen, die in den Muscheln des Weltmeers Deiner Gnade ruhen, zähle mich zu denen, die Du in Deinem Buch erwähntest und in Deinen Tablets beschriebst!
O mein Gott, hast Du mir nach dieser Trübsal noch eine Freude bestimmt, oder eine Hilfe nach diesem Jammer, eine Erleichterung nach dieser Not?
O wehe, wehe mir!
Du hast verfügt, dass jede Kanzel Deiner Verkündigung, der Verherrlichung Deines Wortes und der Offenbarung Deiner Sache geweiht sei; ich aber habe sie bestiegen, um den Bruch Deines Bundes zu predigen, und habe zu Deinen Dienern Worte gesprochen, die die Bewohner der Zelte Deiner Erhabenheit und die Bürger der Städte Deines Wissens zum Weinen brachten.
Wie oft hast Du aus dem Himmel Deiner Gaben die Speise Deiner Worte herniedergesandt, und ich verschmähte sie!
Wie oft hast Du mich zu den stillen Wassern Deiner Gnade gerufen, und ich habe mich abgewandt, weil ich meinen eigenen Lüsten und Begierden folgte!
Bei Deiner Herrlichkeit!
Ich weiß nicht, für welche meiner Sünden ich Dich um Verzeihung bitten und um Vergebung anflehen soll.
Ich weiß nicht, ob welcher meiner Untaten ich mich an den Hof Deiner Großmut, zum Heiligtum Deiner Gunst wenden soll.
So groß sind meine Sünden und Vergehen, dass kein Mensch sie zählen und keine Feder sie schildern kann.
Ich flehe Dich an, o Du, der Du Finsternis in Licht verwandelst, der Du Deine Geheimnisse auf dem Sinai Deiner Offenbarung enthüllst!
Stehe mir allezeit bei, dass ich mein Vertrauen auf Dich setze und mein Tun und Lassen Deiner Führung anbefehle.
Sodann, o mein Gott, lass mich zufrieden sein mit dem, was der Finger Deines Rats gewiesen und die Feder Deines Gebots niedergeschrieben hat.
Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt, und Deine Hand lenkt alles im Himmel und auf Erden.
Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Allwissenden, dem Allweisen.«
O Shaykh! Sei gewiss, dass weder die Verleumdungen der Menschen noch ihre Ablehnung und ihre Spitzfindigkeiten den anfechten können, der sich am Seil der Gunst des Herrn aller Schöpfung und am Saume Seiner Gnade festhält. Bei Gott! Er, die Herrlichkeit Gottes (Bahá), spricht nicht aus eigenem Antrieb. Wer Ihm die Stimme verlieh, ist Er, welcher allen Dingen Stimme gab, auf dass sie Ihn preisen und verherrlichen. Es gibt keinen anderen Gott als Ihn, den Einen, den Unvergleichlichen, den Herrn der Kraft, den Unbedingten.
Die, deren Auge klar, deren Ohr offen, deren Herz erleuchtet und deren Brust geweitet ist, erkennen, was wahr und was falsch ist, und unterscheiden das eine vom andern. Sprich das folgende Gebet, das von der Zunge dieses Unterdrückten floss, und denke darüber nach mit einem Herzen, das frei von aller Bindung ist, und mit reinen und geweihten Ohren gib acht auf seine Bedeutung, auf dass du vielleicht den Hauch der Loslösung atmest und Erbarmen mit dir und anderen empfindest:
»Mein Gott, Du mein Angebeteter, Du Ziel meiner Sehnsucht, Du Allgütiger, Allbarmherziger!
Alles Leben kommt von Dir, und alle Kraft liegt in der Hand Deiner Allmacht.
Wen immer Du erhöhst, der ist über die Engel erhöht und erlangt die Stufe des ›Wahrlich, Wir hoben ihn auf eine hohe Stufe empor‹, und wen immer Du erniedrigst, der wird gemeiner als der Staub, nein, weniger als ein Nichts.
O Göttliche Vorsehung!
Böse, sündig und haltlos wie wir sind, suchen wir dennoch bei Dir den ›Sitz der Wahrheit‹ und sehnen uns danach, das Antlitz des Allmächtigen Königs zu schauen.
Dein ist der Befehl, alle Herrschaft liegt bei Dir, und das Reich der Macht beugt sich auf Dein Geheiß.
Alles, was Du tust, ist reine Gerechtigkeit, ist Gnade in ihrer wahren Gestalt.
Ein Schimmer vom Strahlenglanz Deines Namens ›der Allbarmherzige‹ genügt, um jede Spur von Sündhaftigkeit aus der Welt zu bannen und zu tilgen, und ein einziger Hauch von den Lüften des Tages Deiner Offenbarung reicht aus, die ganze Menschheit mit einem neuen Gewand zu schmücken.
O Du Allmächtiger!
Verleihe Deinen schwachen Geschöpfen Deine Stärke, und belebe die, welche den Toten gleichen, auf dass sie Dich finden, zum Weltmeer Deiner Führung gelangen und standhaft in Deiner Sache bleiben.
Wird der Duft Deines Lobpreises in einer der verschiedenen Sprachen der Welt, des Ostens oder des Westens, verbreitet, dann wird diese Sprache wahrlich lieb und wert gehalten.
Wäre eine Sprache aber dieses Duftes beraubt, dann wäre sie keiner Erwähnung wert, sei es in Worten oder auch nur in Gedanken.
O Vorsehung, wir bitten Dich, zeige allen Menschen Deinen Weg und führe sie den geraden Pfad.
Wahrlich, Du bist der Allmächtige, der Allmachtvolle, der Allwissende, der Allschauende.«
Wir flehen zu Gott, Er möge dir beistehen, gerecht und aufrichtig zu sein, und dich mit den Dingen vertraut machen, die vor den Augen der Menschen verborgen waren. Er ist in Wahrheit der Mächtige, der Unbezwungene. Wir bitten dich, über das nachzudenken, was geoffenbart wurde, und in deiner Rede ehrlich und gerecht zu sein, auf dass vielleicht das Tagesgestirn der Wahrhaftigkeit und der Aufrichtigkeit in seinem Glanz erstrahle, dich aus dem Dunkel der Unwissenheit befreie und die Welt mit dem Licht der Erkenntnis erleuchte. Dieser Unterdrückte hat weder eine Schule besucht noch an dem Wortstreit der Gelehrten teilgenommen. Bei Meinem Leben! Nicht aus eigenem Antrieb habe Ich von Mir gekündet, sondern Gott hat Mich nach Seinem ureigenen Ratschluss geoffenbart. Im Tablet an Seine Majestät den Sháh – möge Gott, gepriesen und verherrlicht sei Er, ihm beistehen – strömten folgende Worte von der Zunge dieses Unterdrückten:
»O König! Ich war nur ein Mensch wie andere und lag schlafend auf Meinem Lager. Siehe, da wehten die Lüfte des Allherrlichen über Mich hin und lehrten Mich die Erkenntnis all dessen, was war. Dies ist nicht von Mir, sondern von Einem, der allmächtig und allwissend ist. Und Er gebot Mir, Meine Stimme zwischen Erde und Himmel zu erheben, und um dessentwillen befiel Mich, was jedes verständigen Menschen Tränen fließen ließ. Die Gelehrsamkeit der Menschen studierte Ich nicht; ihre Schulen betrat Ich nicht. Frage nach in der Stadt, wo Ich wohnte, und sei dessen wohl versichert, dass Ich nicht zu denen gehörte, die falsch reden. Das hier ist nur ein Blatt, das die Winde des Willens deines Herrn, des Allmächtigen, des Allgepriesenen, bewegt haben. Kann es ruhen, wenn der Sturmwind weht? Nein bei Ihm, dem Herrn aller Namen und Eigenschaften! Sie bewegen es nach ihrem Belieben. Das unscheinbare Ding ist wie ein Nichts vor Ihm, dem Ewigen. Sein allbezwingender Ruf hat Mich erreicht und ließ Mich Seinen Lobpreis unter allem Volke verkünden. Fürwahr, Ich war wie tot, als Sein Befehl erging. Die Hand des Willens deines Herrn, des Mitleidsvollen, des Barmherzigen, verwandelte Mich.«
Jetzt ist der Augenblick gekommen, dich mit den Wassern der Loslösung, die aus der Erhabensten Feder flossen, zu reinigen, und über das, was immer wieder herniedergesandt und geoffenbart wurde, nachzudenken. Dann strebe danach, soweit es in deinen Kräften steht, das Feuer der Feindschaft und des Hasses, das in den Herzen der Völker dieser Welt schwelt, mit der Macht der Weisheit und der Kraft deiner Worte auszulöschen. Die Göttlichen Boten wurden herabgesandt und Ihre Bücher wurden geoffenbart, damit die Erkenntnis Gottes vertieft und Einheit und Brüderlichkeit unter den Menschen gefördert werden. Aber siehe, wie sie das Gesetz Gottes zum Grund und Vorwand für Verderbtheit und Hass benützten. Wie bedauerlich, wie jämmerlich ist es, dass die meisten Menschen an den Dingen hängen, die sie besitzen, und sich nur mit diesen beschäftigen, während sie dessen, was Gottes ist, nicht gewahr werden und wie durch einen Schleier davon getrennt sind!
Sprich: »O Gott, mein Gott! Schmücke mein Haupt mit der Krone der Gerechtigkeit und meinen Tempel mit der Zier der Redlichkeit. Du bist wahrlich der Besitzer aller Wohltaten und Gaben.«
Gerechtigkeit und Redlichkeit sind die beiden Wächter, die über die Menschen wachen. Von ihnen gehen deutliche, gesegnete Worte aus, die die Grundlage für das Wohl der Welt und den Schutz ihrer Völker bilden.
Die folgenden Worte flossen aus der Feder dieses Unterdrückten in einem Seiner Tablets: »Die Absicht des einen wahren Gottes – erhaben ist Seine Herrlichkeit – ist es, aus der Tiefe des Menschen die geheimnisvollen Edelsteine ans Licht zu fördern – die Aufgangsorte Seiner Sache und die Speicher der Perlen Seiner Erkenntnis; denn Gott selbst ist der Unsichtbare, der Verborgene, vor den Augen der Menschen verhüllt. Denke über das nach, was der Barmherzige im Qur’án offenbarte: ›Keine Schau kann Ihn umfassen, aber Er umfasst alle Schau; Er ist der Scharfblickende, der Allkennende.‹«
Dass es den verschiedenen Gemeinschaften und den mannigfachen Glaubensrichtungen auf der Erde nie gestattet sein sollte, Gefühle der Feindschaft unter den Menschen zu nähren, gehört an diesem Tage zum Wesen des Glaubens Gottes und zu Seiner Religion. Diese Grundsätze und Gesetze, diese festgefügten und mächtigen Glaubenssysteme gingen alle aus einer Quelle hervor und sind die Strahlen eines Lichtes. Wenn sie sich voneinander unterscheiden, so ist dies den wechselnden Erfordernissen der Zeitalter zuzuschreiben, in denen sie verkündet wurden.
Gürte deine Lenden, o Volk Bahás, und bemühe dich, dass sich vielleicht der Lärm religiösen Haders und Streites, der die Völker der Erde beunruhigt, lege und keine Spur davon mehr übrig bleibe. Um der Liebe zu Gott und Seinen Dienern willen erhebt euch, diese erhabene, folgenreiche Offenbarung zu unterstützen. Religiöser Fanatismus und Hass sind ein weltverzehrendes Feuer, dessen Gewalt niemand zu dämpfen vermag. Nur die Hand Göttlicher Macht kann die Menschheit von dieser verheerenden Plage befreien. Denke an den Krieg, der zwischen den beiden Nationen entbrannt ist! Beide Seiten setzen ihre ganze Habe und ihr Leben aufs Spiel. Wieviele Dörfer wurden völlig ausgelöscht!
Die Äußerung Gottes ist eine Lampe, deren Licht die Worte sind: Ihr seid die Früchte eines Baumes und die Blätter eines Zweiges. Verkehrt miteinander in größter Liebe und Eintracht, in Freundschaft und Brüderlichkeit. Er, die Sonne der Wahrheit, ist Mein Zeuge! So mächtig ist das Licht der Einheit, dass es die ganze Erde erleuchten kann. Der eine wahre Gott, der alle Dinge kennt, bezeugt die Wahrheit dieser Worte.
Bemüht euch, diese erlauchte und erhabene Stufe zu erreichen, eine Stufe, die den Schutz und die Sicherheit der ganzen Menschheit verbürgt. Dieses Ziel übertrifft jedes andere Ziel, und dieses Streben ist der Fürst allen Strebens. Aber noch verdunkeln dichte Wolken der Unterdrückung das Morgenlicht der Gerechtigkeit; solange sie nicht zerstreut sind, fällt es schwer, die Herrlichkeit dieser Stufe vor den Augen der Menschen zu entschleiern. Diese dichten Wolken sind der Ausdruck eitler Vorstellungen und leerer Einbildungen, die die Geistlichen Persiens hegen. Einmal sprachen Wir in der Sprache des Gesetzgebers, ein anderes Mal in der des Wahrheitssuchers und des Mystikers; aber immer war es Unsere höchste Absicht und Unser größter Wunsch, die Herrlichkeit und Erhabenheit dieser Stufe zu enthüllen. Wahrlich, Gott ist ein ausreichender Zeuge!
O Volk Bahás! Verkehre mit allen Menschen im Geiste der Freundschaft und Kameradschaft. Wenn du eine Wahrheit erkannt hast und ein Juwel besitzest, das andere nicht besitzen, dann teile es mit ihnen in Worten größter Freundlichkeit und höchsten Wohlwollens. Wird die Wahrheit angenommen und erfüllt sie ihren Zweck, so ist dein Ziel erreicht. Weist jemand sie zurück, so überlasse ihn sich selbst und flehe zu Gott, dass Er ihn führe. Hüte dich, ihn unfreundlich zu behandeln. Freundlicher Zuspruch ist ein Magnet für die Menschenherzen. Er ist das Brot des Geistes, er verleiht den Worten Bedeutung und ist die Quelle des Lichts der Wahrheit und des Verstehens.
Mit »Geistlichkeit« sind an der zuvor angeführten Stelle jene Menschen gemeint, die sich äußerlich das Gewand der Erkenntnis überwerfen, in ihrem Innern aber deren ermangeln. In diesem Zusammenhang führten Wir im Tablet an Seine Majestät den Sháh verschiedene Textstellen aus den Verborgenen Worten an, die die Feder Abhás unter dem Titel Buch der Fáṭimih – Gottes Segen ruhe auf ihr – offenbarte.
»O ihr Toren, die ihr als weise geltet! Warum verkleidet ihr euch als Hirten, da ihr doch innerlich zu Wölfen wurdet, die nach Meiner Herde trachten? Ihr gleicht dem Morgenstern, der vor der Dämmerung strahlend und hell scheint und der doch die Wanderer zu Meiner Stadt in die Irre und auf den Pfad des Verderbens leitet.«
Desgleichen sagt Er:»O ihr scheinbar Vollkommenen, doch innerlich Unvollkommenen! Ihr seid wie reines, doch bitteres Wasser, das äußerlich kristallklar scheint, von dem aber bei der Probe durch den göttlichen Prüfer nicht ein Tropfen angenommen wird. Ja, der Sonnenstrahl fällt gleicherweise auf den Staub wie den Spiegel, doch in ihrem Widerschein unterscheiden sie sich wie der Stern von der Erde – ja mehr noch, der Unterschied ist unermesslich.«
Und weiterhin spricht Er:»O Wesen der Leidenschaft! Manches Mal kam Ich in der Morgendämmerung aus den Reichen des Unendlichen zu deiner Wohnung und fand dich auf dem Lager der Behaglichkeit mit anderem als Mir beschäftigt. Da kehrte Ich dem Blitzstrahl des Geistes gleich zu den Reichen der himmlischen Herrlichkeit zurück, ohne es in Meiner Zufluchtstätte droben die Heerscharen der Heiligkeit wissen zu lassen.«
Und wiederum spricht Er: »O du Sklave dieser Welt! Zu mancher Morgenstunde wehte der Hauch Meiner liebenden Güte über dich hin und fand dich auf dem Lager der Nachlässigkeit tief schlafend. Deinen bejammernswerten Zustand beklagend, kehrte er zurück, woher er gekommen war.«
Jene Geistlichen aber, die wahrhaft mit der Zier der Erkenntnis und mit einem edlen Charakter geschmückt sind, sind wie das Haupt für den Körper der Welt und wie Augen für die Völker. Zu allen Zeiten hing und hängt die Führung der Menschen von solchen gesegneten Seelen ab. Wir flehen zu Gott, Er möge ihnen gnädig beistehen, nach Seinem Willen und Wohlgefallen zu handeln. Er ist wahrlich der Herr aller Menschen, der Herr dieser Welt und der kommenden.
O Shaykh! Wie Wir erfahren haben, hast du dich von Uns abgewandt und dich in solcher Weise gegen Uns gestellt, dass du den Leuten befahlst, Mich zu verfluchen und das Blut der Diener Gottes zu vergießen. Gott belohne den, der da sagte: »Gerne will ich dem Richter gehorchen, der in so ungewöhnlicher Weise verfügte, dass mein Blut im Ḥill wie im Ḥaram vergossen werde.« Wahrlich, Ich sage: Was sich auch immer auf dem Pfade Gottes zuträgt, es ist das Wohlgefallen der Seele und der Wunsch des Herzens. Tödliches Gift ist auf Seinem Pfade reiner Honig und jede Trübsal ein Trunk kristallklaren Wassers. Im Tablet an Seine Majestät den Sháh steht geschrieben: »Bei Ihm, der die Wahrheit ist! Ich fürchte keinen Kummer auf Seinem Pfad noch irgendeine Prüfung in Meiner Liebe zu Ihm. Wahrlich, Gott machte das Leid zum Morgentau auf Seiner grünen Au und zum Docht für Seine Lampe, die Erde und Himmel erleuchtet.«
Wende dein Herz Ihm zu, der die Ka‘bah Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden, ist, und erhebe deine Hände zur Gnade Gottes, des Herrn aller Welten, in so festem Glauben, dass sich alle erschaffenen Dinge gleichfalls veranlasst sehen, die Hände zu erheben. Alsdann richte dein Angesicht in solcher Weise auf Ihn, dass alles Leben gleich dir zu Seinem strahlend hellen Horizont aufblickt, und sprich: »Du siehst mich, o mein Herr, wie ich mein Antlitz dem Himmel Deiner Gnade und dem Weltmeer Deiner Gunst zuwende, losgelöst von allem außer Dir. Ich bitte Dich, beim Glanz der Sonne Deines Erscheinens auf dem Berge Sinai und bei den Strahlen des Gestirns Deiner Gnade, das vom Himmelskreis Deines Namens ›der Immervergebende‹ herniederstrahlt, gewähre mir Deine Vergebung und lass Deine Barmherzigkeit über mir walten. Sodann schreibe für mich mit Deiner Feder der Herrlichkeit nieder, was mich durch Deinen Namen in der Welt der Schöpfung erhöht. Hilf mir, o mein Herr, mich Dir zuzuwenden und auf die Stimme Deiner Geliebten zu hören, die alle Macht der Erde nicht schwächen konnte und die die Gewalt der Völker nicht von Dir fernzuhalten vermochte. Dir eilen sie entgegen und sprechen: ›Gott ist unser Herr, der Herr aller im Himmel und auf Erden!‹«
O Shaykh! Wahrlich, Ich sage dir: Das Siegel des Erlesenen Weines ist in Seinem Namen ›der Selbstbestehende‹ erbrochen worden; versage ihn dir nicht! Dieser Unterdrückte spricht nur nach Gottes Willen; um Gottes willen solltest auch du über das nachdenken, was herniedergesandt und geoffenbart wurde, damit vielleicht auch du an diesem gesegneten Tage deinen Anteil an den reichlichen Ausgießungen Dessen erhalten mögest, der wahrlich der Wohltäter aller ist, und du nicht leer ausgehen mögest! Dies würde Gott wahrlich nicht schwerfallen. Durch Gottes Wort wurde Adam, aus Staub geschaffen, auf den himmlischen Thron erhoben, ein einfacher Fischer wurde zur Schatzkammer göttlicher Weisheit, und Abú-Dhar, der Schäfer, wurde ein Fürst der Völker!
Dieser Tag, o Shaykh, war und ist niemals der Tag, an dem menschengemachte Künste und Wissenschaften dem Menschen als wahrer Maßstab gelten können, hat doch anerkanntermaßen Er, der in keiner Kunst oder Wissenschaft bewandert war, den Thron aus reinstem Gold bestiegen und den Ehrensitz im Rat der Erkenntnis eingenommen, während der gefeierte Erklärer und Wahrer dieser Künste und Wissenschaften ausgeschlossen blieb. Mit ›Künsten und Wissenschaften‹ ist hier gemeint, was mit Worten anfängt und mit Worten aufhört. Solche Künste und Wissenschaften jedoch, die gute Ergebnisse zeitigen, die Früchte tragen und dem Wohlergehen und dem Frieden der Menschen dienlich sind, waren vor Gott angenehm und werden es bleiben. Würdest du Meiner Stimme Gehör schenken, du würdest alle deine Habe beiseite werfen und deinen Blick auf den Ort heften, an dem das Weltmeer der Weisheit und des Wortes wogt und die Düfte der Güte deines Herrn, des Mitleidsvollen, wehen.
In diesem Zusammenhang erscheint es Uns ratsam, kurz einige vergangene Geschehnisse anzuführen, die vielleicht der Sache der Gerechtigkeit und Rechtlichkeit zur Rechtfertigung dienen können.
Als Seine Majestät der Sháh – möge ihm Gott, sein Herr, der Allbarmherzige, mit Seiner stärkenden Gnade beistehen – eine Reise nach Iṣfahán plante, besuchte dieser Unterdrückte mit seiner Erlaubnis die heiligen und erlauchten Ruhestätten der Imáme – Gottes Segen ruhe auf ihnen.
Als Wir zurückkehrten, begaben Wir Uns wegen der großen Hitze, die in der Hauptstadt herrschte, nach Lavásán.
Kurz nach Unserer Abreise wurde der Anschlag auf das Leben Seiner Majestät verübt – möge Gott, erhaben und verherrlicht sei Er, ihm beistehen.
Es waren unruhige Tage, und die Flammen des Hasses schlugen hoch.
Viele wurden verhaftet, darunter auch dieser Unterdrückte.
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Wir standen in keinerlei Beziehung zu dieser Missetat, und Unsere Unschuld wurde von den Gerichten einwandfrei festgestellt.
Dennoch ergriff man Uns und führte Uns von Níyávarán, dem damaligen Wohnsitz Seiner Majestät, zu Fuß und in Ketten, barhäuptig und mit bloßen Füßen, in den Kerker von Ṭihrán.
Ein roher Kerl, der neben Uns herritt, riss Uns den Hut vom Haupte, während Wir von einem Trupp Henkersknechte und Amtspersonen dahingetrieben wurden.
Vier Monate lang mussten Wir in einem unbeschreiblich schmutzigen Loch verbringen.
Eine enge, finstere Grube wäre dem Kerker vorzuziehen, in den dieser Unterdrückte und andere ähnlich Misshandelte gesperrt wurden.
Bei Unserer Einlieferung wurden Wir zuerst einen pechschwarzen Gang entlanggeführt, von dort stiegen Wir drei steile Treppen zu dem Verließ hinab, das Uns bestimmt war.
Dieser Kerker war in dichtes Dunkel gehüllt; Unsere Mitgefangenen zählten nahezu einhundertfünfzig Menschen:
Diebe, Mörder und Straßenräuber.
Trotz seiner Überfüllung hatte das Verließ keinen anderen Auslass als den Gang, durch den Wir gekommen waren.
Keine Feder kann diesen Ort beschreiben, keine Zunge seinen widerlichen Gestank schildern.
Die meisten dieser Menschen hatten weder Kleider noch Stroh, darauf zu liegen.
Nur Gott weiß, was Wir in diesem übelriechenden, finsteren Raum zu leiden hatten!
Während Wir in diesem Kerker lagen, dachten Wir Tag und Nacht über die Taten, die Geisteshaltung und die Lebensführung der Bábí nach. Wir fragten Uns, was so hochgesinnte, edle und verständige Leute zu solch einem vermessenen, abscheulichen Anschlag gegen das Leben Seiner Majestät veranlasst haben könnte. Hierauf beschloss dieser Unterdrückte, sich nach Seiner Entlassung aus dem Gefängnis aufzumachen und alle Kraft an die Aufgabe der geistigen Neubelebung dieser Menschen zu wenden.
Eines Nachts im Traum waren von allen Seiten diese erhabenen Worte zu hören: »Wahrlich, Wir werden Dich durch Dich selbst und durch Deine Feder siegreich machen. Sei nicht traurig über das, was Dir widerfahren ist, und fürchte Dich nicht, denn Du bist in Sicherheit. Binnen kurzem wird Gott die Schätze der Erde offenkundig machen – Menschen, die Dir beistehen werden durch Dich selbst und durch Deinen Namen, durch welchen Gott die Herzen derer belebt, die Ihn erkannt haben.«
Und als dieser Unterdrückte Sein Gefängnis verließ, reisten Wir nach dem ‘Iráq, dem Befehl Seiner Majestät des Sháhs folgend – möge Gott, gepriesen sei Er, ihm beistehen –, wobei Wir von Beamten im Dienst der geschätzten und geehrten Regierung von Persien und Russland geleitet wurden. Nach Unserer Ankunft offenbarten Wir mit der Hilfe Gottes und Seiner Gnade und Barmherzigkeit einer Regenflut gleich Unsere Verse und sandten diese in verschiedene Teile der Welt. Alle Menschen, besonders aber dieses Volk, ermahnten Wir mit weisem Rat und liebendem Verweis und verboten ihm, sich in Aufruhr, Zank, Wortstreit oder Kampf einzulassen. Durch Gottes Gnade wandelte sich auf diese Weise törichter Eigensinn in fromme Verständigkeit, und aus Waffen wurden Werkzeuge des Friedens.
In den Tagen, da Ich im Kerker in Ṭihrán lag, vergönnten Mir die schweren Ketten, die Mich wundrieben, und die üble Luft nur wenig Schlaf; dennoch hatte Ich in den seltenen Augenblicken des Schlummers ein Gefühl, wie wenn etwas vom Scheitel Meines Hauptes über Meine Brust strömte, einem mächtigen Sturzbach gleich, der sich vom Gipfel eines hohen Berges zu Tal ergießt. Jedes Glied Meines Körpers wurde so in Flammen gesetzt, und Meine Zunge sprach in solchen Augenblicken Worte, die zu hören kein Mensch hätte ertragen können.
Im folgenden wollen Wir einige Stellen aus Tablets anführen, die besonders für dieses Volk geoffenbart wurden, damit sich jeder überzeuge, dass dieser Unterdrückte in einer Weise gehandelt hat, die vor den Einsichtsvollen und vor jenen, welche Gerechtigkeit und Billigkeit verkörpern, wohl bestehen kann:
»O ihr Freunde Gottes in Seinen Städten, ihr Geliebten Gottes in Seinen Landen! Dieser Unterdrückte verpflichtet euch zu Ehrenhaftigkeit und Frömmigkeit. Gesegnet die Stadt, die durch ihr Licht erleuchtet wird! Durch diese Eigenschaften wird der Mensch erhoben und das Tor der Sicherheit vor aller Schöpfung geöffnet. Glücklich der Mensch, der sich fest an sie hält und ihren Wert erkennt, und wehe dem, der ihre Bedeutung leugnet!«
Und in anderem Zusammenhang wurden diese Worte geoffenbart: »Wir machen es den Dienern und Dienerinnen Gottes zur Pflicht, rein zu sein und Gott zu fürchten, auf dass sie den Schlummer ihrer verderbten Begierden abschütteln und sich Gott, dem Schöpfer der Himmel und der Erde, zuwenden. So haben Wir es den Gläubigen befohlen, als das Tagesgestirn der Welt vom Horizont des ‘Iráq erstrahlte. Meine Gefangenschaft grämt Mich nicht, noch bedrücken Mich die Leiden, die Ich erdulde, oder was Mir die Hände Meiner Bedrücker zugefügt haben. Was Mich härmt, ist das Betragen jener, die Meinen Namen tragen, aber Dinge begehen, die Mein Herz und Meine Feder zum Klagen bringen. Jene, die Unordnung im Lande verbreiten, Hand an das Eigentum anderer legen, ein Haus ohne Erlaubnis seines Besitzers betreten – wahrlich, mit diesen haben Wir nichts zu schaffen, bis sie bereuen und zu Gott, dem Immervergebenden, dem Allbarmherzigen, zurückkehren.«
Und wieder an anderer Stelle: »O Völker der Erde! Eilt, nach dem Wohlgefallen Gottes zu handeln, und kämpft tapfer, wie es euch zu kämpfen geziemt, für die Verkündigung Seiner unwiderstehlichen, unerschütterlichen Sache. Wir haben angeordnet, dass auf dem Pfade Gottes der Krieg mit den Heeren der Weisheit und des Wortes geführt werden soll, mit den Waffen eines guten Charakters und lobenswerter Taten. So wurde es von Ihm, dem Allmächtigen, dem Allmachtvollen, bestimmt. Es gibt keinen Ruhm für denjenigen, der Unordnung auf der Erde schafft, nachdem diese so wohl geordnet wurde. Fürchte Gott, o Volk, und zähle nicht zu denen, die Unrecht tun«.
Und nochmals in anderem Zusammenhang: »Redet nicht schlecht voneinander. Wahrlich, Wir sind gekommen, um alle Erdenbewohner zu vereinen und zusammenzuführen. Dies bezeugt das, was das Meer Meines Wortes unter den Menschen offenbarte, und doch ist die Mehrzahl der Menschen in die Irre gegangen. Wenn euch jemand verleumdet, wenn euch Leid auf dem Pfade Gottes befällt, dann seid geduldig und setzt euer Vertrauen auf Ihn, den Hörenden, den Sehenden. Er, wahrlich, ist Augenzeuge; Er sieht alles und tut kraft Seiner höchsten Herrschaft, was Ihm gefällt. Wahrlich, Er ist der Herr der Stärke und der Macht. Im Buche Gottes, des Mächtigen, des Großen, ist euch verboten, euch in Kampf und Streit einzulassen. Haltet euch fest an das, was euch und den Völkern der Welt nützt. So befiehlt es euch der König der Ewigkeit, der in Seinem Größten Namen offenbar ist. Er, wahrlich, ist der Verordner, der Allweise.«
Und wieder ein andermal: »Hütet euch, irgend jemandes Blut zu vergießen! Zieht das Schwert eurer Zunge aus der Scheide der Äußerung, denn damit könnt ihr die Bollwerke der Menschenherzen erobern. Wir haben das Gebot, den Heiligen Krieg gegeneinander zu führen, aufgehoben. Gottes Barmherzigkeit hat wahrlich alle erschaffenen Dinge umfangen – wolltet ihr es doch begreifen!«
Und wiederum an anderer Stelle: »O Volk! Verbreite keine Unordnung im Lande und vergieße nicht irgend jemandes Blut! Missbrauche nicht das Vermögen anderer und folge nicht jedem fluchwürdigen Schwätzer!«
Und in noch anderem Zusammenhang: »Die Sonne des Göttlichen Wortes kann niemals untergehen, ihre Strahlen können nicht ausgelöscht werden. An diesem Tage wurden die folgenden erhabenen Worte von dem Lotosbaum gehört, über den hinaus keiner gehen kann: ›Ich halte zu dem, der Mich liebt, der getreu Meine Gebote befolgt und alles von sich wirft, was ihm in Meinem Buch verboten wurde.‹«
Und wieder ein anderes Mal: »Dies ist der Tag, von Gott zu sprechen, Sein Lob zu verkünden und Ihm zu dienen; beraubt euch dessen nicht. Ihr seid die Buchstaben der Worte, ihr seid die Worte des Buches. Ihr seid die Triebe, die die Hand der Güte in den Boden der Barmherzigkeit pflanzte und die die Schauer der Großmut zum Blühen brachten. Er hat euch vor den Stürmen des Unglaubens und den Unwettern der Gottlosigkeit behütet, und Er hat euch mit den Händen Seiner liebenden Vorsehung großgezogen. Jetzt ist es für euch an der Zeit, Blätter zu treiben und Früchte zu tragen. Die Früchte am Baume des Menschen sind seit eh und je edle Taten und ein lobenswerter Charakter. Vorenthaltet diese Früchte den Achtlosen nicht! Werden sie angenommen, ist euer Ziel erreicht und der Zweck des Lebens erfüllt. Wo nicht, da überlasst jene ihrem Zeitvertreib, leeren Wortstreit zu führen. Strebe danach, o Volk Gottes, die Herzen der verschiedenen Völker auf Erden mit den Wassern deiner Nachsicht und Güte von Hass und Feindseligkeit zu reinigen und zu läutern, auf dass sie würdig und tauglich werden, die Strahlen der Sonne der Wahrheit aufzunehmen.«
Im vierten Ishráq des Ishráqát (des Tablets von der Pracht) führten Wir aus: »Jede Sache braucht einen Helfer. In dieser Sendung sind die Heerscharen, die sie zum Siege führen, lobenswerte Taten und ein aufrechter Charakter. Der Anführer und Befehlshaber dieser Heerscharen ist seit je die Gottesfurcht, die alle Dinge umfasst und beherrscht.«
Im dritten Tajallí des Buches Tajallíyát (des Buches vom Strahlenglanz) schrieben Wir: »Künste, Gewerbe und Wissenschaften erhöhen die Welt des Seins und tragen zu ihrer Vervollkommnung bei. Wissen gleicht den Flügeln im Leben des Menschen, es ist wie eine Leiter für seinen Aufstieg; es ist jedermanns Pflicht, sich Wissen zu erwerben. Jedoch sollten solche Wissenschaften studiert werden, die den Völkern auf Erden nützen, nicht solche, die mit Worten beginnen und mit Worten enden. Die Völker der Welt verdanken in der Tat viel den Wissenschaftlern und Handwerkern. Dies bezeugt das Mutterbuch an solch hervorragender Stelle.«
In der Tat, Wissen ist ein wahrer Schatz für den Menschen, eine Quelle des Ruhmes, der Großmut, der Freude, der Erhabenheit, des Frohsinns und der Heiterkeit. Glücklich der Mensch, der sich daran hält, und wehe dem Achtlosen!
Es ist deine Pflicht, unter allen Umständen die Menschen zu dem anzuhalten, was sie befähigt, geistige Eigenschaften und edle Taten an den Tag zu legen, auf dass sie gewahr werden, was zur Erhöhung des Menschen führt, und mit ganzer Kraft der höchsten Stufe, dem Gipfel des Ruhmes entgegenstreben. Die Gottesfurcht war stets das Wichtigste in der Erziehung Seiner Geschöpfe. Wohl denen, die sie erlangt haben!
Das erste Wort, das die Feder Abhás offenbarte und auf dem ersten Blatt des Paradieses niederschrieb, lautet: »Wahrlich, Ich sage euch: Die Gottesfurcht war von jeher ein sicherer Schutz und eine feste Burg für alle Völker der Welt. Sie ist das vortrefflichste Mittel zum Schutz der Menschheit und die Hauptursache ihrer Erhaltung. Es gibt etwas im Wesen des Menschen, das ihn beschützt und bewahrt vor dem, was unwürdig und unpassend ist. Dieses Etwas wird ›Sittsamkeit‹ genannt. Aber nur wenigen ist diese Tugend beschieden, denn nicht alle sind mit ihr ausgestattet. Es obliegt den Königen und den geistigen Führern der Welt, sich fest an die Religion zu halten, denn durch sie wird allen außer Ihm selbst Gottesfurcht eingeflößt.«
Das zweite Wort, das Wir auf dem zweiten Blatt des Paradieses verzeichneten, ist das folgende: »In diesem Augenblick wendet sich die Feder des Göttlichen Erklärers an die Offenbarungen der Obrigkeit und die Quellen der Macht, nämlich an die Könige und Regenten der Erde – möge Gott ihnen beistehen – und befiehlt ihnen, stets die Anliegen der Religion zu unterstützen und sich fest an sie zu halten. Religion ist wahrlich das vortrefflichste Mittel zur Errichtung der Ordnung in der Welt und für die Ruhe ihrer Völker. Die Schwäche der Pfeiler der Religion hat die Toren gestärkt und sie dreist und anmaßend gemacht. Wahrlich, Ich sage: Je stärker die Religion verfällt, desto widerspenstiger werden die Gottlosen. Dies kann letztlich nur in Chaos und Gesetzlosigkeit enden. Hört auf Mich, o ihr Einsichtsvollen, und seid gewarnt, o ihr, die ihr Unterscheidungsvermögen besitzt!«
Wir hegen die Hoffnung, dass du mit aufmerksamem Ohr auf das hörst, was Wir dir mitgeteilt haben, damit es dir gelingen möge, die Menschen von dem, was sie besitzen, weg- und zu dem, was Gott besitzt, hinzuführen. Wir flehen zu Gott, er möge das Licht der Redlichkeit und die Sonne der Gerechtigkeit von den dichten Wolken der Widerspenstigkeit befreien und auf die Menschen scheinen lassen. Kein Licht kann sich mit dem der Gerechtigkeit vergleichen. Die Begründung der Ordnung in der Welt und die Ruhe der Völker hängen davon ab.
Im Buch der Äußerung wurden die folgenden erhabenen Worte niedergeschrieben und festgehalten: »Sprecht, o Freunde! Strebt danach, dass die Leiden, die dieser Unterdrückte und ihr auf dem Pfade Gottes erduldetet, sich nicht als vergebens erweisen. Klammert euch an den Saum der Tugend und haltet euch fest am Seil der Vertrauenswürdigkeit und Frömmigkeit. Befasst euch mit den Dingen, die der Menschheit nützen, und nicht mit euren verderbten, selbstischen Begierden. O ihr Anhänger dieses Unterdrückten! Ihr seid die Hirten der Menschheit! Befreit eure Herden von den Wölfen übler Lüste und Leidenschaften und schmückt sie mit der Zier der Gottesfurcht. Also lautet der unumstößliche Befehl, der zu dieser Stunde aus der Feder Dessen fließt, der der Altehrwürdige der Tage ist. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Das Schwert eines tugendhaften Charakters und aufrechten Verhaltens ist schärfer als Klingen aus Stahl. Die Stimme des wahren Glaubens ruft in diesem Augenblick laut und spricht: O Volk! Wahrlich, der Tag ist gekommen, und Mein Herr ließ Mich durch ein Licht erstrahlen, dessen Glanz die Sonnen der Äußerung in den Schatten stellt. Fürchtet den Barmherzigen und gehört nicht zu denen, die in die Irre gehen!«
Das dritte Wort, das Wir auf dem dritten Blatt des Paradieses aufzeichneten, lautet: »O Sohn des Menschen! Wenn du auf Barmherzigkeit siehst, dann gib auf, was dir Nutzen bringt, und halte dich an das, was der Menschheit nützt. Und wenn du auf Gerechtigkeit siehst, dann wähle für deinen Nächsten, was du für dich selbst wählst. Demut erhebt den Menschen zum Himmel des Ruhms und der Macht, Stolz dagegen erniedrigt ihn zu Schmach und Schande. Groß ist dieser Tag und mächtig der Ruf! In einem Unserer Tablets haben Wir diese erhabenen Worte geoffenbart: ›Wenn die Welt des Geistes ganz auf den Gehörsinn übertragen wäre, könnte dieser beanspruchen, würdig zu sein, auf die Stimme, die vom Höchsten Horizonte aus ruft, zu lauschen; denn anders sind diese Ohren, durch Lügen besudelt, niemals aufnahmefähig.‹ Wohl denen, die hören, und wehe den Achtlosen!«
Wir flehen zu Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit –, und Wir hegen die Hoffnung, dass Er gnädig den Offenbarungen des Reichtums und der Macht, den Dämmerungsorten der Herrschaft und des Ruhmes, den Königen auf Erden, beistehe – möge Gott ihnen durch Seine stärkende Gnade helfen –, den Geringeren Frieden zu errichten.
Dies ist in der Tat das beste Mittel, die Ruhe der Völker zu sichern.
Es ist die Pflicht der Herrscher der Welt – möge ihnen Gott helfen –, sich vereint und standhaft an diesen Frieden zu halten, er ist das wichtigste Werkzeug für den Schutz der ganzen Menschheit.
Wir hoffen, dass sich die Herrscher erheben werden, um das zu vollbringen, was die Wohlfahrt der Menschen verbürgt.
Sie müssen eine allumfassende Versammlung einberufen, an der entweder sie selbst oder ihre Minister teilnehmen, und Maßnahmen durchsetzen, die erforderlich sind, um Einheit und Eintracht unter den Menschen zu schaffen.
Die Waffen des Krieges müssen sie ablegen und sich den Machtmitteln weltweiten Aufbaus zuwenden.
Sollte sich ein König gegen einen anderen erheben, müssen alle anderen Könige aufstehen, um ihn daran zu hindern.
Dann werden sie Waffen und Kriegsgerät nur noch in dem Maß benötigen, wie es für die innere Sicherheit ihrer Länder unumgänglich ist.
Wenn sich die Herrscher zu dieser allumfassenden Segnung entschließen, werden die Völker aller Staaten in Ruhe und Zufriedenheit ihren Geschäften nachgehen, und die Seufzer und Klagen der meisten Menschen werden verstummen.
Wir flehen zu Gott, Er möge ihnen beistehen, nach Seinem Willen und Wohlgefallen zu handeln.
Er, wahrlich, ist der Herr des Thrones in der Höhe und auf Erden hienieden, der Herr dieser und der kommenden Welt.
Es wäre vorzuziehen und weit besser, wenn die hochgeehrten Könige selbst an jener Versammlung teilnähmen und ihre Beschlüsse verkündeten.
Jeder König, der sich erhebt, um diese Aufgabe zu vollbringen, wird wahrlich vor Gottes Augen zum Leitstern aller Könige werden.
Glücklich ist er, und groß ist sein Segen!
Jedesmal, wenn in diesem Land Männer für das Heer ausgehoben werden, erfasst das Volk große Furcht. Jahr für Jahr verstärkt jede Nation ihre Streitkräfte, denn die Regierungen sind unersättlich in dem Verlangen, ihren Truppen immer neue Rekruten zuzuführen. Wie Wir hörten, hat sich die Regierung Persiens – möge Gott ihr beistehen – in gleicher Weise entschlossen, das Heer zu verstärken. Nach Ansicht dieses Unterdrückten würde eine gut ausgerüstete und geschulte Streitmacht von hunderttausend Mann genügen. Wir hoffen, du wirst dem Licht der Gerechtigkeit zu hellerem Schein verhelfen. Bei der Rechtlichkeit Gottes! Gerechtigkeit ist eine starke Macht. Sie ist es vor allem, die die Bollwerke der Herzen und Seelen der Menschen bezwingt, sie offenbart die Geheimnisse der Welt des Seins und ist die Bannerträgerin der Liebe und Großmut.
In den Schätzen der Erkenntnis Gottes liegt ein Wissen verborgen, das – richtig angewandt –, wenn auch nicht ganz, so doch in hohem Maße, die Furcht vertreibt. Dieses Wissen sollte von Kindheit an gelehrt werden, weil es viel dazu beiträgt, die Furcht zu bannen. Was die Furcht vermindert, steigert den Mut. Wenn der Wille Gottes Uns beisteht, wird vielleicht eine längere Abhandlung über diese Frage aus der Feder des Göttlichen Erklärers fließen, in der auch enthüllt wird, was auf den Gebieten der Künste und Wissenschaften zur Erneuerung der Welt und ihrer Nationen führt. Auch wurde von der Feder des Höchsten in dem Roten Buche ein Wort niedergeschrieben und festgehalten, das imstande ist, die in den Menschen verborgene Kraft voll zu enthüllen, ja ihre Wirksamkeit zu verdoppeln. Wir flehen zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er –, Seinen Dienern gnädig zu helfen, das zu tun, was Ihm wohlgefällig und angenehm ist.
Heutzutage haben Uns Feinde von allen Seiten umringt, und das Feuer des Hasses ist entzündet. O Völker der Erde! Bei Meinem Leben und dem euren! Nie hatte dieser Unterdrückte den Wunsch nach Führerschaft, noch hege Ich ihn heute. Mein Ziel war und ist zu tilgen, was Streit zwischen den Völkern der Welt und Entfremdung zwischen den Nationen verursacht, auf dass alle Menschen von jeder irdischen Bindung geheiligt und frei werden, sich ihrem wahren Besten zu widmen. Wir bitten Unsere Geliebten flehentlich, den Saum Unseres Gewandes nicht mit dem Staub der Falschheit zu beschmutzen noch Hinweise auf das zu dulden, was sie als Zeichen und Wunder ansehen, und dadurch Unseren Rang und Unsere Stufe zu erniedrigen oder der Reinheit und Heiligkeit Unseres Namens zu schaden.
Gütiger Gott! Dies ist der Tag, an dem der Weise den Rat dieses Unterdrückten suchen und Ihn, der die Wahrheit ist, befragen sollte, was zum Ruhm und zur Befriedigung der Menschen führt. Und doch sind alle emsig bemüht, dieses herrliche, dieses strahlende Licht zu löschen, und trachten eifrig danach, Uns eine Schuld nachzuweisen oder sich mit Protesten entschieden gegen Uns zu wenden. Sie gehen so weit, das Verhalten dieses Unterdrückten auf so schlimme Art verdreht und entstellt wiederzugeben, dass es unschicklich wäre, dies näher auszuführen. Einer Unserer Freunde berichtete, er habe unter den Einwohnern der Großen Stadt (Konstantinopel) jemanden mit großem Bedauern erklären hören, dass jedes Jahr eine Summe von fünfzigtausend Túmán von seinem Heimatland nach ‘Akká geschickt würde. Es wurde aber nicht erklärt, wer diese Summe aufbrachte, noch durch wessen Hände sie ging.
Kurz gesagt:
Dieser Unterdrückte ist angesichts all dessen, was Ihm von ihren Händen zugefügt und was über Ihn geredet wurde, geduldig geblieben und hat Seinen Frieden gewahrt.
Ist es doch Unser Ziel, mit Hilfe der liebenden Vorsehung Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – und Seiner alles überbietenden Gnade durch die Kraft Unserer Worte alle Streitigkeiten, allen Krieg und alles Blutvergießen vom Antlitz der Erde zu tilgen.
Ungeachtet dessen, was sie ausgestreut haben, sind Wir immer und überall in geziemender Geduld verblieben und haben sie Gott überlassen.
Auf diese besondere Anschuldigung aber haben Wir erwidert:
Wenn sie der Wahrheit entspräche, geziemte es sich, Ihm, dem Herrn alles Seins und dem König des Sichtbaren wie des Unsichtbaren, dafür dankbar zu sein, dass Er in Persien Einen erweckte, der es als Gefangener und ohne jede Hilfe und Unterstützung vermochte, einen bestimmenden Einfluss auf dieses Land zu gewinnen und eine jährliche Steuereinnahme daraus zu ziehen.
Solch ein Erfolg wäre eher zu loben als zu tadeln, wenn man nur zu denen gehörte, die gerecht in ihrem Urteil sind.
Sollte jemand in die Lebensverhältnisse dieses Unterdrückten Einsicht nehmen wollen, möge er sich sagen lassen, dass diesen Gefangenen hier, von der Welt verfolgt und von ihren Völkern mit Unbill überhäuft, Tag und Nacht selbst die bescheidensten Mittel zum Leben vorenthalten wurden.
Nur ungern sprechen Wir von solchen Dingen, auch hatten Wir niemals den Wunsch, über Unsere Ankläger Beschwerde zu führen.
In den Mauern dieser Gefängnisstadt musste ein hochgeachteter Mann eine zeitlang Steine brechen, um sein Leben zu fristen; andere zehrten zu Zeiten von der himmlischen Speise, die Hunger heißt.
Wir flehen zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er –, Er möge allen Menschen helfen, gerecht und ehrlich zu sein, und ihnen gnädig beistehen, dass sie bereuen und sich Ihm wieder zuwenden.
Er, wahrlich, hört und ist bereit zu antworten.
Verherrlicht seist Du, o Herr mein Gott! Du siehst, was diesem Unterdrückten von jenen zugefügt wurde, die sich Mir nicht anschlossen, die sich erhoben haben, Mir solches Leid anzutun, Mich so zu erniedrigen, dass keine Feder es schildern, keine Zunge es erzählen, kein Tablet die Schwere dieser Last ertragen kann. Du hörst den Schrei Meines Herzens und den Seufzer Meines innersten Wesens. Du weißt, was Deinen Vertrauten in Deinen Städten und Deinen Erwählten in Deinem Lande von jenen zugefügt wurde, die Deinen Bund und Dein Testament brachen. Ich flehe Dich an, o mein Herr, bei den Seufzern derer, die Dich überall in der Welt lieben, bei ihrer Klage über ihr Fernsein vom Hofe Deiner Gegenwart, bei dem Blute, das aus Liebe zu Dir vergossen wurde, bei den Herzen, die auf Deinem Pfad dahingeschmolzen sind – beschütze Deine Geliebten vor der Grausamkeit derer, die der Geheimnisse Deines Namens ›der Unbezwungene‹ nicht gewahr wurden. Stehe ihnen bei, o mein Herr, mit Deiner Macht, die über alle Dinge herrscht, und hilf ihnen, geduldig und langmütig zu sein. Du bist der Allgewaltige, der Allmächtige, der Allgütige. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Großmütigen, dem Herrn überströmender Gnade.
Heutzutage gibt es Menschen, die, weit davon entfernt, gerecht und redlich zu sein, Mich mit dem Schwert des Hasses und dem Speer der Feindschaft angreifen, wobei sie vergessen, dass es jedem rechtlich Gesinnten zukommt, Ihm, den die Welt verworfen und den die Völker verlassen haben, nach Kräften beizustehen und Frömmigkeit und Gerechtigkeit walten zu lassen. Den meisten Zeitgenossen ist es bis heute nicht gelungen, die wahre Absicht dieses Unterdrückten zu entdecken, noch haben sie erkannt, aus welchem Grunde Er Seine zahllosen Leiden willig auf sich nahm. Unterdessen klagt die Stimme Meines Herzens: »O dass Mein Volk doch erkennte!« Losgelöst von allen Dingen spricht dieser Unterdrückte die erhabenen Worte: »Wogen umbranden die Arche Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden. Fürchte nicht den grimmen Sturm, o Seefahrer! Er, der die Dämmerung erscheinen lässt, ist wahrlich mit Dir in dieser Finsternis, die die Herzen aller Menschen in Schrecken versetzte, ausgenommen jene, die zu verschonen Gott, dem Allmächtigen, dem Unbezwungenen, beliebte.«
O Shaykh!
Ich schwöre bei der Sonne der Wahrheit, die sich erhob und vom Horizont dieses Gefängnisses erstrahlt!
Die Welt zu bessern ist die einzige Absicht dieses Unterdrückten.
Dies bezeugt jeder Mensch mit Urteilskraft, Unterscheidungsvermögen, Einsicht und Verständnis.
Von Prüfungen heimgesucht, hielt Er fest am Seil geduldiger Tapferkeit, fügte sich zufrieden in das, was Ihm Seine Feinde bereiteten, und rief aus:
»Ich habe Meinem Verlangen entsagt um Deines Verlangens willen, o Mein Gott, und habe Meinen Willen aufgegeben, um Deinen Willen zu offenbaren.
Bei Deiner Herrlichkeit!
Ich wünsche nicht, Mein Selbst und Mein Leben zu bewahren, es sei denn, um Deiner Sache zu dienen, und Ich liebe Mein Sein nur, um es auf Deinem Pfade zu opfern.
Du siehst und weißt, o Mein Herr, dass sie, die Wir baten, gerecht und ehrlich zu sein, sich ungerecht und grausam gegen Uns erhoben.
Nach außen hin hielten sie zu Mir, insgeheim aber halfen sie Meinen Feinden, die sich aufmachten, Mich zu entehren.
O Gott, Mein Gott!
Ich bezeuge, dass Du Deine Diener erschaffen hast, Deine Sache zu fördern und Dein Wort zu verherrlichen, und dennoch haben sie Deinen Feinden geholfen.
Ich flehe Dich an, bei Deiner Sache, die die Welt des Seins umschließt, und bei Deinem Namen, durch den Du alles Sichtbare und Unsichtbare unterwarfst, schmücke die Völker der Erde mit dem Lichte Deiner Gerechtigkeit und erleuchte ihre Herzen mit dem Glanz Deiner Erkenntnis.
O Mein Gott, Ich bin Dein Diener und Deines Dieners Sohn.
Ich bezeuge Deine Einheit und Deine Einzigkeit, die Heiligkeit Deines Seins und die Reinheit Deines Wesens.
Du siehst, o Mein Herr, Deine Vertrauten in der Gewalt der Verräter unter Deinen Geschöpfen und der Verleumder unter Deinem Volke.
Du weißt, was Uns angetan wurde von den Händen jener, die Du besser kennst als Wir.
Sie haben begangen, was den Schleier von jenen unter Deinen Geschöpfen, die Dir nahe sind, herabriss.
Ich flehe Dich an:
Hilf ihnen, das zu gewinnen, was ihnen in den Tagen des Dämmerungsortes Deiner Offenbarung und des Anbruchs Deiner Eingebung entgangen ist.
Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt, und in Deiner Hand liegt die Herrschaft über alles, was im Himmel und auf Erden ist.« Die klagende Stimme des wahren Glaubens wurde laut und ruft:
»O Volk!
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Ich habe Ihn erreicht, der Mich offenbarte und herniedersandte.
Dies ist der Tag, an dem der Sinai Dem zulächelt, der auf ihm Zwiesprache hielt, an dem der Karmel seinem Offenbarer und der Sadrah Ihm, der ihn lehrte, zujubeln.
Fürchtet Gott und gehört nicht zu denen, die Ihn verleugneten!
Haltet euch nicht von dem fern, was durch Seine Gnade verkündet wurde!
Greift nach dem Lebenswasser der Unsterblichkeit im Namen eures Herrn, des Herrn aller Namen, und trinkt im Gedenken an Ihn, den Mächtigen, den Unvergleichlichen!«
Wir haben in allen Lebenslagen den Menschen anbefohlen, was rechtens ist, und ihnen verboten, was falsch ist. Er, der Herr des Seins, ist Zeuge, dass dieser Unterdrückte von Gott für Seine Geschöpfe erflehte, was Einheit und Eintracht, Gemeinsinn und Einklang fördert. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Dieser Unterdrückte ist der Verstellung nicht fähig. Er, wahrlich, offenbarte, was Er wünschte. Er, wahrlich, ist der Herr der Kraft, der Unbezwungene.
Wir führen noch einmal einige der erhabenen Worte an, die im Tablet an Seine Majestät den Sháh geoffenbart wurden, damit du mit Gewissheit innewerdest, dass alles, was darin zur Sprache kam, von Gott ist:»O König!
Ich war nur ein Mensch wie andere und lag schlafend auf Meinem Lager.
Siehe, da wehten die Lüfte des Allherrlichen über Mich hin und lehrten Mich die Kenntnis all dessen, was war.
Dies ist nicht von Mir, sondern von Einem, der allmächtig und allwissend ist.
Und Er gebot Mir, Meine Stimme zwischen Erde und Himmel zu erheben, und um dessentwillen befiel Mich, was jedes verständigen Menschen Tränen fließen ließ.
Die Gelehrsamkeit der Menschen studierte Ich nicht; ihre Schulen betrat Ich nicht.
Frage nach in der Stadt, wo Ich wohnte, und sei dessen wohl versichert, dass Ich nicht zu denen gehöre, die falsch reden.
Das hier ist nur ein Blatt, das die Winde des Willens deines Herrn, des Allmächtigen, des Allgepriesenen, bewegt haben.
Kann es ruhen, wenn der Sturmwind weht?
Nein, bei Ihm, dem Herrn aller Namen und Eigenschaften!
Sie bewegen es nach ihrem Belieben.
Das unscheinbare Ding ist wie ein Nichts vor Ihm, dem Ewigen.
Sein allbezwingender Ruf hat Mich erreicht und ließ Mich Seinen Lobpreis unter allem Volke verkünden.
Fürwahr, Ich war wie tot, als Sein Befehl erging.
Die Hand des Willens deines Herrn, des Mitleidvollen, des Barmherzigen, verwandelte Mich.
Würde irgend jemand aus eigenem Willen etwas aussprechen, weswegen alle Menschen, hoch und niedrig, Einspruch gegen ihn erheben werden?
Nein, bei Ihm, der die Feder die ewigen Geheimnisse lehrte: nur Der, welchen die Gnade des Allmächtigen, des Allgewaltigen, gestärkt hat.
Blicke auf diesen Unterdrückten, o König, mit den Augen der Gerechtigkeit. Urteile sodann aufrichtig über das, was Ihn befallen hat. Wahrlich, Gott hat dich unter den Menschen zu Seinem Schatten und zum Zeichen Seiner Macht für alle, die auf Erden wohnen, gemacht. Urteile du zwischen Uns und denen, die Uns ohne Beweis und ohne ein erleuchtendes Buch Unrecht taten. Die um dich sind, lieben dich um ihres eigenen Vorteils willen, wogegen dieser Jüngling dich um deines Vorteils willen liebt und nie einen anderen Wunsch hatte, als dich dem Sitze der Gnade näherzubringen und dich der rechten Hand der Gerechtigkeit zuzuführen. Dein Herr ist Zeuge dessen, was Ich erkläre.
O König! Würdest du dein Ohr dem durchdringenden Laut der Feder der Herrlichkeit und dem Gurren der Taube der Ewigkeit neigen, die auf den Zweigen des Lotosbaumes, über den hinaus niemand vordringen kann, den Lobpreis Gottes singt, des Urhebers aller Namen und des Schöpfers der Erde und des Himmels, so würdest du zu einer Stufe gelangen, von der aus du in der Welt des Seins nichts als den Glanz des Angebeteten schautest; du würdest deine Herrschaft als das Verächtlichste unter all deinen Besitztümern ansehen und sie jedem überlassen, der sie gerade begehrt, indem du dein Angesicht dem Horizonte zuwendetest, der im Lichte Seines Antlitzes erglüht. Auch wärest du nicht mehr gewillt, die Bürde der Herrschaft anders zu tragen als in der Absicht, deinem Herrn zu helfen, dem Erhabenen, dem Höchsten. Dann würden die Scharen der Höhe dich segnen. O wie herrlich ist diese höchst erhabene Stufe – könntest du doch dahin aufsteigen durch die Macht einer Herrschaft, die sich anerkanntermaßen vom Namen Gottes herleitet!«
Du oder jemand anderes hat gesagt: »Lasst die Súrih Tawḥíd übersetzen, damit alle ganz klar erkennen, dass der eine wahre Gott weder zeugt noch gezeugt wird. Darüber hinaus glauben die Bábí an Seine (Bahá’u’lláhs) Göttlichkeit und Gottheit.«
O Shaykh! Dies ist die Stufe, auf der das Selbst stirbt und man in Gott lebt. Wo immer Ich von Göttlichkeit spreche, bedeutet dies Meine gänzliche, vollständige Selbstauslöschung. Auf dieser Stufe habe Ich keine Gewalt mehr über Mein eigenes Wohl und Wehe, noch über Mein Leben oder Mein Wiedererwachen.
O Shaykh! Wie erklären sich die Geistlichen dieser Zeit die strahlende Herrlichkeit, die der Sadrah des Wortes über den Sohn ‘Imráns (Moses) auf dem Sinai göttlicher Erkenntnis ausgoss? Er (Moses) hörte auf das Wort, das der Brennende Busch sprach, und folgte ihm; und doch fehlt den meisten Menschen die Kraft, dies zu begreifen, weil sie sich mit ihren eigenen Belangen beschäftigen und der Gott zugehörigen Dinge nicht gewahr werden. Hierüber sagte der Siyyid von Findirisk mit Recht: »Diese Frage kann kein sterblicher Geist ergründen, selbst wenn es ein Abú-Naṣr oder Abú-‘Alí Síná (Avicenna) wäre.« Welche Auslegung können die Geistlichen dem Worte des Siegels der Propheten (Muḥammad) geben – mögen die Seelen aller ein Opfer für Ihn sein: »Ihr werdet wahrlich euren Herrn schauen, wie ihr den Vollmond in seiner vierzehnten Nacht schauet …«? Der Gebieter der Gläubigen (Imám ‘Alí) – Friede sei mit ihm – sagt überdies im Khuṭbiy-i-Tuṭunjíyyah: »Erwartet die Offenbarung Dessen, der aus dem Brennenden Busch mit Moses auf dem Sinai sprach.« Auch Ḥusayn, der Sohn ‘Alís, sprach: »Wird irgend jemandem außer Dir eine Offenbarung gewährt, die Dir nicht gewährt wurde – eine Offenbarung, deren Offenbarer Er sein wird, der Dich offenbarte? Blind sei das Auge, das Dich nicht sieht!«
Von den Imámen – Gottes Segnungen seien mit ihnen – wurden ähnliche Aussprüche berichtet; sie sind weithin bekannt und in glaubwürdigen Büchern festgehalten. Gesegnet ist, wer begreift und die reine Wahrheit spricht. Gut steht es um den, der sich mit der Hilfe des Lebenswassers der Worte Dessen, der das Verlangen aller Menschen ist, von eitlen Vorstellungen und leeren Einbildungen gereinigt hat, und der im Namen des Allbesitzenden, des Allhöchsten, die Schleier des Zweifels von sich warf, der Welt und allem in ihr entsagte und sich dem Größten Gefängnis zuwandte.
O Shaykh! Kein Hauch läßt sich mit dem Odem Göttlicher Offenbarung vergleichen, und das Wort, das von Gott gesprochen wurde, leuchtet und strahlt wie die Sonne inmitten der Bücher der Menschen. Glücklich der Mensch, der es entdeckt und erkennt und spricht: »Gepriesen seist Du, Du Verlangen der Welt, und Dank sei Dir, o Du Vielgeliebter der Herzen derer, die Dir ergeben sind!«
Die Menschen konnten nicht begreifen, was Wir in den Aussprüchen über Göttlichkeit und Gottheit sagen wollten. Könnten sie es erfassen, sie würden sich von ihren Plätzen erheben und ausrufen: »Wahrlich, wir bitten Gott um Vergebung!« Das Siegel der Propheten – mögen die Seelen aller außer Ihm ein Opfer für Ihn sein – spricht: »Mannigfaltig sind Unsere Beziehungen zu Gott. Einmal sind Wir Er selbst, und Er ist Wir selbst. Ein andermal ist Er, der Er ist, und Wir sind, die Wir sind.«
Abgesehen davon, warum erwähntest du nicht jene anderen Stufen, die die Feder Abhás enthüllte? Die Zunge dieses Unterdrückten hat so manchen Tag und manche Nacht diese erhabenen Worte geäußert: »O Gott, mein Gott! Ich bezeuge Deine Einheit und Deine Einzigkeit, dass Du Gott bist und dass es keinen Gott gibt außer Dir. Du bist seit Ewigkeit geheiligt über die Erwähnung durch irgend jemanden außer Dir und über den Lobpreis aller außer Dir selbst, und in alle Ewigkeit wirst Du der bleiben, der Du seit Anbeginn warst und immer bist. Ich flehe Dich an, o König der Ewigkeit, bei dem Größten Namen, bei den Strahlen des Tagesgestirns Deiner Offenbarung auf dem Sinai des Wortes und bei den Wogen des Meeres Deiner Erkenntnis unter allem Erschaffenen – stehe mir gnädig bei in dem, was mich näher zu Dir bringt und mich von allem außer Dir loslöst. Bei Deiner Herrlichkeit, o Du Herr allen Seins, Du Verlangen der ganzen Schöpfung! Ich möchte mein Antlitz auf jeden Fleck Deiner Erde legen, damit es vielleicht der Ehre teilhaftig werde, eine Stelle zu berühren, die vom Fuß Deiner Geliebten geadelt wurde!«
Bei der Gerechtigkeit Gottes! Eitle Einbildungen hielten die Menschen vom Himmel der Gewißheit fern, und leere Vorstellungen versperrten ihren Weg zu dem köstlichen Versiegelten Wein. Wahrlich, Ich sage und erkläre um Gottes willen: Dieser Diener, dieser Unterdrückte, schämt sich, für sich selbst irgendeine Existenz zu beanspruchen, geschweige denn jene erhabenen Stufen des Seins! Jeder Mensch mit Urteilsvermögen, der auf Erden wandelt, fühlt sich in der Tat beschämt, weil er sich voll bewußt ist, dass dasjenige, dem er seinen Wohlstand, seinen Reichtum, seine Macht, seine Erhöhung, seinen Fortschritt und all seine Kraft verdankt, nach dem Willen Gottes die nackte Erde ist, die alle Menschen mit Füßen treten. Zweifellos ist jeder, der sich dieser Wahrheit bewusst ist, von allem Stolz, Dünkel und Hochmut geläutert und geheiligt. Was immer hier gesagt wurde, kam von Gott. Wahrlich, Er hat dies bezeugt und bezeugt es noch, und Er ist wahrlich der Allwissende, der Allunterrichtete.
Bitte Gott, Er möge den Menschen hörende Ohren, scharfen Blick, eine geweitete Brust und ein empfängliches Herz schenken, auf dass sich Seiner Diener Herzenswunsch erfülle und sie ihr Angesicht auf ihren Geliebten richten. Dieser Unterdrückte hat Ungemach erfahren, wie es noch kein Auge geschaut hat. Niemals hat Er auf irgendeine Weise gezögert, Seine Sache zu verkünden. Er wandte sich an die Könige und Herrscher der Welt – möge Gott, gepriesen sei Er, ihnen beistehen – und ließ sie wissen, was zu Wohlfahrt, Einheit, Eintracht und Erneuerung der Welt führt und was die Ruhe der Nationen sichert. Unter ihnen war Napoleon III., von dem es hieß, er habe einen bestimmten Ausspruch getan; darauf schickten Wir ihm Unser Tablet, als Wir in Adrianopel waren. Er gab jedoch keine Antwort. Nach Unserer Ankunft im Größten Gefängnis erreichte Uns ein Brief seines Ministers; der erste Teil war in persischer Sprache, der zweite in seiner eigenen Handschrift. Dieser Brief war herzlich gehalten, und er schrieb: »Ich habe, wie Sie es wünschten, Ihren Brief übergeben und bis jetzt keine Antwort erhalten. Wir haben jedoch die nötigen Empfehlungen an unseren Gesandten in Konstantinopel und unsere Konsuln in jenen Gegenden ergehen lassen. Sollten Sie noch einen Wunsch haben, teilen Sie uns diesen bitte mit, und wir werden ihn erfüllen.«
Aus diesen Worten wurde deutlich, dass er der Meinung war, es sei die Absicht dieses Dieners gewesen, um materielle Hilfe zu bitten. Wir offenbarten deshalb um seinetwillen (wegen Napoleon III.) in der Súratu’l-Haykal Verse, von denen Wir einige nun anführen, damit du erkennst, dass die Sache dieses Unterdrückten im Namen Gottes enthüllt wurde und von Ihm gekommen ist:
»O König in Paris!
Sage den Priestern, sie sollen nicht länger die Glocken läuten.
Bei Gott, dem Wahren!
Die Mächtigste Glocke ist erschienen in der Gestalt Dessen, welcher der Größte Name ist, und die Finger des Willens deines Herrn, des Erhabensten, des Höchsten, läuten sie im Himmel der Unsterblichkeit in Seinem Namen ›der Allherrliche‹.
So sind die mächtigen Verse deines Herrn aufs neue zu dir herabgesandt worden, auf dass du dich erheben mögest, Gottes zu gedenken, des Schöpfers von Erde und Himmel, in diesen Tagen, da alle Geschlechter der Erde trauern, da die Grundmauern der Städte erzittern und der Staub des Unglaubens alle Menschen einhüllt, ausgenommen jene, die dein Herr, der Allwissende, der Allweise, zu verschonen beliebte.
Sprich:
Er, der Unbedingte, ist in den Wolken des Lichts gekommen, um alles Erschaffene mit dem Odem Seines Namens ›der Allbarmherzige‹ zu beleben, um die Welt zu vereinen und alle Menschen an dieser Tafel zu versammeln, die vom Himmel herabgesandt wurde.
Hüte dich, die Gunst Gottes von dir zu weisen, nachdem sie zu dir hernieder kam.
Sie ist besser für dich als alles, was du besitzest; denn was dein ist, vergeht, aber was von Gott ist, besteht fort.
Er verfügt in der Tat, was Ihm gefällt.
Wahrlich, der Odem der Vergebung weht von der Stätte deines Herrn, des Gottes der Gnade.
Wer sich Ihm zukehrt, wird von seinen Sünden, von aller Pein und Krankheit gereinigt.
Glücklich der Mensch, der sich diesem Odem zuwendet, und wehe dem, der sich abkehrt!
Würdest du dein inneres Ohr allem Erschaffenen neigen, dann würdest du hören: ›Der Urewige ist in Seiner großen Herrlichkeit gekommen!‹ Alle Dinge feiern das Lob ihres Herrn. Manche Menschen haben Gott erkannt und gedenken Seiner; andere erwähnen Ihn, aber kennen Ihn nicht. Deshalb haben Wir Unser Geheiß in einem deutlichen Tablet niedergelegt.
O König, lausche der Stimme, die aus dem Feuer ruft, das in diesem grünenden Baume brennt, auf dem Sinai, der sich über dem geheiligten, schneeweißen Ort jenseits der Ewigen Stadt erhob: ›Wahrlich, es gibt keinen anderen Gott außer Mir, dem Ewigvergebenden, dem Barmherzigsten!‹ Wahrlich, Wir haben Ihn gesandt, dem Wir mit dem Heiligen Geiste (Jesus Christus) beistanden, damit Er euch dieses Licht ankünde, das ausstrahlt vom Horizont des Willens eures Herrn, des Erhabensten, des Allherrlichen, Ihn, dessen Zeichen im Westen offenbar sind. Richtet nun euer Angesicht auf Ihn (Bahá’u’lláh) an diesem Tag, den Gott über alle anderen Tage erhöht und an dem der Allbarmherzige den Glanz Seiner strahlenden Herrlichkeit auf alle ergossen hat, die im Himmel und auf Erden sind. Erhebe dich, Gott zu dienen und Seiner Sache beizustehen! Er, wahrlich, wird mit den Heerscharen des Sichtbaren und des Unsichtbaren dir zur Seite sein und dich zum König über alles einsetzen, was die Sonne bescheint. Dein Herr ist wahrlich der Allgewaltige, der Allmächtige.
Die Winde des Allbarmherzigen wehen über alles Erschaffene hin; glücklich der Mensch, der ihren Duft entdeckt und reinen Herzens ihnen entgegeneilt. Schmücke deinen Tempel mit der Zier Meines Namens, deine Zunge mit Meinem Gedenken und dein Herz mit der Liebe zu Mir, dem Allmächtigen, dem Höchsten. Wir wünschen nichts für dich als das, was besser für dich ist als dein Besitz und alle Schätze der Erde. Wahrlich, dein Herr ist allwissend, und Er kennt alles. Erhebe dich in Meinem Namen unter Meinen Dienern und sprich: ›O ihr Völker der Erde! Wendet euch Ihm zu, der sich euch zuwandte. Wahrlich, Er ist das Antlitz Gottes unter euch, Sein Zeugnis und Seine Führung für euch. Er kam zu euch mit Zeichen, wie sie keiner sonst aufweisen kann.‹ Mitten im Herzen der Welt erschallt die Stimme des Brennenden Busches, und laut ruft der Heilige Geist vor den Nationen: ›Seht, der Ersehnte ist mit offenbarer Herrschaft gekommen!
O König! Die Sterne am Himmel des Wissens sind herabgefallen, sie, die die Wahrheit Meiner Sendung durch ihren Besitz begründen wollen und die Gott in Meinem Namen anrufen. Dennoch haben sie sich abgewandt, als Ich in Meiner Herrlichkeit zu ihnen kam. In der Tat, sie zählen zu den Gefallenen. Dies ist wahrlich das, was der Geist Gottes (Jesus Christus) ankündigte, als Er mit der Wahrheit zu euch kam, Er, mit dem sich die jüdischen Gelehrten stritten, bis sie schließlich das taten, was den Heiligen Geist klagen und die Tränen jener, die Gott nahe sind, strömen ließ.
Sprich:
O Schar der Mönche!
Schließt euch nicht in euren Kirchen und Klöstern ein.
Kommt heraus mit Meiner Erlaubnis und befasst euch sodann mit dem, was euch und anderen nützt.
Dies gebietet euch der Herr am Tage der Abrechnung.
Schließt euch ab im Bollwerk Meiner Liebe.
Dies ist wahrlich die Abgeschlossenheit, die euch ansteht – könntet ihr es doch erkennen.
Wer sich in seinem Haus einschließt, gleicht in der Tat einem Toten.
Es geziemt dem Menschen, das zu tun, was der Menschheit nützt.
Wer keine Frucht hervorbringt, taugt nur für das Feuer.
So ermahnt euch euer Herr; Er ist wahrlich der Mächtige, der Gabenreiche.
Tretet in den Ehestand, auf dass sich nach euch ein anderer an eurer Statt erhebe.
Wahrlich, Wir haben euch Unzucht verboten, aber nicht das, was die Treue fördert.
Haltet ihr euch an die Eingebungen eurer Natur und werft die Gesetze Gottes von euch?
Fürchtet Gott und gehört nicht zu den Narren!
Wäre nicht der Mensch, der auf Meiner Erde an Mich denkt, wie könnten Meine Namen und Eigenschaften sonst offenbar werden?
Denkt nach und gehört nicht zu denen, die sich wie durch einen Schleier von Ihm trennten und in tiefem Schlaf lagen.
Er, der nicht heiratete (Jesus Christus), fand wegen der Untaten der Verräter keine Stätte, wo Er hätte wohnen und Sein Haupt zur Ruhe legen können.
Seine Heiligkeit liegt nicht in dem, was ihr glaubt und euch einbildet, sondern in den Dingen, die auch Uns zugehören.
Fragt, damit ihr Seine Stufe erkennt, die über die leeren Vorstellungen aller Völker auf Erden erhaben ist.
Gesegnet sind die Verständigen!
O König!
Wir vernahmen die Worte, die du dem Zaren von Russland bezüglich deines Entschlusses zum Krieg (Krimkrieg) zur Antwort gabst.
Wahrlich, dein Herr ist allwissend und kennt alles.
Du sagtest: ›Ich lag schlafend auf meinem Bette, als der Schrei der Unterdrückten, die in das Schwarze Meer gestürzt wurden, mich weckte.‹ Solches hörten Wir dich sprechen, und wahrlich, dein Herr ist Zeuge dessen, was Ich sage.
Wir bezeugen, dass das, was dich weckte, nicht ihr Schrei war, sondern die Einflüsterungen deiner eigenen Leidenschaften.
Denn Wir prüften dich und fanden dich fehlerhaft.
Erfasse die Bedeutung Meiner Worte und gehöre zu den Einsichtsvollen.
Mit Rücksicht auf die Würde, die Wir dir in diesem sterblichen Dasein verliehen, wünschen Wir keineswegs, dich zu verdammen.
Wahrlich, Wir wählten die Höflichkeit und machten sie zum Kennzeichen für solche, die Ihm nahe sind.
Höflichkeit ist in der Tat ein Gewand, das alle Menschen, jung oder alt, kleidet.
Wohl steht es um den, der seinen Tempel mit ihr schmückt, und wehe denen, die dieser großen Gabe verlustig gehen. – Wärest du aufrichtig in deinen Worten gewesen, so hättest du das Buch Gottes nicht beiseite geworfen, als es dir von Ihm, dem Allmächtigen, dem Allweisen, zugesandt wurde.
Wir haben dich damit geprüft und fanden dich anders, als du vorgibst.
Erhebe dich und suche nachzuholen, was du versäumt hast.
Binnen kurzem werden deine Welt und all dein Besitz untergehen, und das Reich wird Gottes bleiben, deines Herrn und des Herrn deiner Väter.
Es geziemt dir nicht, deine Geschäfte nach den Befehlen deiner Leidenschaften zu führen.
Fürchte die Seufzer dieses Unterdrückten und schirme Ihn vor den Speeren derer, die Unrecht tun.
Für das, was du getan hast, soll dein Reich in Verwirrung gestürzt werden; deine Herrschaft soll deinen Händen zur Strafe für das, was du verübtest, entgleiten. Dann wirst du erkennen, wie sehr du dich geirrt hast. Aufruhr wird das ganze Volk des Landes ergreifen, es sei denn, du hilfst dieser Sache und folgst Ihm, dem Geist Gottes (Jesus), auf diesem, dem Geraden Pfad. Hat dich dein Pomp stolz gemacht? Bei Meinem Leben! Er soll nicht von Dauer sein, nein, er soll bald dahinschwinden, es sei denn, du hältst dich standhaft an dieses feste Seil. Wir sehen Erniedrigung dich verfolgen, während du zu den Achtlosen gehörst. Es geziemt dir, wenn du Seine Stimme vom Throne der Herrlichkeit rufen hörst, alles wegzuwerfen, was du besitzest, und laut zu antworten: ›Hier bin ich, o Du Herr all dessen, was im Himmel und auf Erden ist!‹
O König! Wir waren im ‘Iráq, als die Stunde des Abschieds kam. Auf Befehl des Königs des Islám (des Sulṭáns der Türkei) lenkten Wir Unseren Fuß in seiner Richtung. Bei Unserer Ankunft fügten Uns die Böswilligen zu, was die Bücher der Welt niemals angemessen wiedergeben können. Die Bewohner des Paradieses und alle, die an den Stätten der Heiligkeit weilen, klagten laut darüber, und doch sind die Menschen in dichte Schleier gehüllt!«
Weiter sagten Wir: »Unsere Lage wurde von Tag zu Tag, ja von Stunde zu Stunde schlimmer, bis man Uns aus Unserem Gefängnis nahm und Uns – ein schreiendes Unrecht – in das Größte Gefängnis brachte. Und wenn jemand fragte: ›Für welches Verbrechen wurden sie eingekerkert?‹, gab man zur Antwort: ›Sie suchten den Glauben durch eine neue Religion zu ersetzen.‹ Wenn ihr das Alte vorzieht, warum habt ihr dann das missachtet, was in der Torah und im Evangelium aufgeschrieben wurde? Erklärt dies, o Menschen! Bei Meinem Leben! Es gibt keinen Ort, zu dem ihr an diesem Tag fliehen könnt. Wenn dies Mein Verbrechen sein soll, dann hat es Muḥammad, der Gesandte Gottes, vor Mir begangen, und vor Ihm Er, der Geist Gottes (Jesus Christus), und in noch früherer Zeit Er, der mit Gott redete (Moses). Und wenn es Meine Sünde sein soll, dass Ich das Wort Gottes pries und Seine Sache verkündete, dann bin Ich in der Tat der größte Sünder! Eine solche Sünde will Ich nicht gegen die Reiche der Erde und des Himmels tauschen.«
Und weiter sagten Wir: »In dem Maß, wie sich Meine Leiden vervielfachten, wuchs Meine Liebe zu Gott und zu Seiner Sache. Alles, was von der Schar der Verstockten über Mich kam, hatte nicht die Macht, Mich von Meinem Ziel abzubringen. Auch wenn sie Mich in den Tiefen der Erde verborgen hielten, würden sie Mich doch hoch auf den Wolken reiten sehen, wie Ich zu Gott, dem Herrn der Kraft und der Macht, rufe. Ich habe Mich auf dem Pfade Gottes aufgeopfert, und in Meiner Liebe zu Ihm und zu Seinem Wohlgefallen sehne Ich Mich nach Leiden. Dafür zeugt das Leid, das Mich jetzt quält, eine Not, wie sie noch nie ein Mensch zu ertragen hatte. Jedes Haar auf Meinem Haupte ruft, was der Brennende Busch auf dem Berge Sinai sprach, und jede Ader Meines Körpers fleht zu Gott und spricht: ›O würde ich doch auf Deinem Pfade getötet, damit die Welt neu belebt und alle ihre Völker vereinigt werden!‹ So wurde es von Ihm, dem Allwissenden, dem Allkennenden, verfügt.
Sei dir bewusst, dass deine Untertanen Gottes Lehen an dich sind. Beschütze sie darum wie dein eigenes Selbst. Sieh dich vor, dass nicht Wölfe zu Hirten der Herde werden oder dass Stolz und Eitelkeit dich hindern, dich der Armen und Verlassenen anzunehmen. Erhebe dich in Meinem Namen am Horizont der Entsagung und richte sodann dein Angesicht auf das Königreich, wie es dein Herr, der Herr der Stärke und Macht, dir befiehlt.«
Und Wir fuhren fort: »Schmücke den Körper deines Reiches mit dem Gewande Meines Namens; alsdann mache dich auf, Meine Sache zu lehren. Dies ist besser für dich als alles, was du besitzest. Gott wird dadurch deinen Namen unter allen Königen erhöhen. Er ist über alle Dinge mächtig. Wandle unter den Menschen im Namen Gottes und in der Kraft Seiner Macht, damit du Seine Zeichen unter den Völkern auf Erden kundtust.«
Und weiter führten Wir aus: »Steht es euch zu, euch auf Ihn, den Gott der Barmherzigkeit, zu berufen, und doch Dinge zu tun, wie sie der Böse tut? Nein, bei der Schönheit Dessen, der der Allherrliche ist! Könntet ihr es nur begreifen! Reinigt euer Herz von der Liebe zur Welt, eure Zunge von Verleumdung, eure Glieder von allem, was euch abhält, näher zu Gott, dem Mächtigen, dem Allgepriesenen, zu gelangen. Sprich: Unter ›Welt‹ ist zu verstehen, was euch von Ihm, dem Dämmerungsort der Offenbarung, abhält und euch zu den Dingen verleitet, die euch Nachteil bringen. Wahrlich, was euch an diesem Tag von Gott fernhält, ist Weltlichkeit ihrem Wesen nach. Meidet sie und nähert euch dem Erhabensten Anblick, diesem leuchtenden und strahlenden Thron. Vergießt nicht das Blut anderer, o Menschen, und urteilt über niemanden ungerecht. Dies befiehlt euch der Wissende, der über alles unterrichtet ist. Wer Unordnung schafft im Lande, nachdem es wohl geordnet ist, überschreitet wahrlich die Grenzen, die im Buche gezogen sind. Elend ist in der Tat die Wohnstatt der Übertreter!«
Und ferner sagten Wir: »Geht nicht verräterisch mit der Habe eures Nächsten um. Seid auf dieser Erde vertrauenswürdig und enthaltet den Armen nicht vor, was Gott euch in Seiner Gnade gegeben hat. Er wird euch wahrlich das Doppelte dessen schenken, was ihr besitzt. Wahrlich, Er ist der Gütigste, der Freigebigste. O Volk Bahás! Bezwingt die Bollwerke der Menschenherzen mit den Schwertern der Weisheit und der Rede. Wer Wortstreit führt, wie es ihm seine Begierden eingeben, ist in der Tat in einen deutlichen Schleier gehüllt. Sprich: Das Schwert der Weisheit schneidet heißer als des Sommers Hitze, es ist schärfer als Klingen von Stahl – könntet ihr es doch verstehen. Zieht es in Meinem Namen und in der Kraft Meiner Macht, alsdann erobert damit die Städte der Herzen jener, welche sich in der Feste ihrer verderbten Lüste verschanzt halten. Dies befiehlt euch die Feder des Allherrlichen, während die Schwerter der Verstockten über ihr drohen. Bemerkt ihr die Sünde eines andern, verschweigt sie, damit Gott eure eigene Sünde verschweige. Wahrlich, Er ist der Verschwiegene, der Herr überströmender Gnade. O ihr Reichen auf Erden! Wenn ihr einem Armen begegnet, behandelt ihn nicht geringschätzig. Denkt daran, woraus ihr erschaffen wurdet. Aus einem winzigen Samen wurde jeder von euch erschaffen.«
Und weiter sagten Wir: »Betrachtet die Welt wie einen menschlichen Körper, der von verschiedenen Leiden befallen wurde und dessen Genesung davon abhängt, dass alle Elemente, aus denen er sich zusammensetzt, aufeinander abgestimmt werden. Haltet euch an das, was Wir für euch verordneten, und wandelt nicht auf den Wegen jener, die Zwietracht stiften. Sinnt nach über die Welt und den Zustand ihrer Völker. Er, um dessentwillen die Welt ins Sein gerufen wurde, ist in der trostlosesten aller Städte wegen der Untaten der Verstockten eingekerkert. Vom Horizont Seiner Gefängnisstadt (‘Akká) lädt Er die Menschheit zum Anbruch des Tages Gottes, des Erhabenen, des Großen. Frohlockst du über die Schätze, die du besitzest, wo du doch weißt, dass sie vergehen werden? Freust du dich darüber, dass du ein Stückchen Erde beherrschst, während die ganze Welt nach der Schätzung des Volkes Bahás soviel wert ist wie das Schwarze im Auge einer toten Ameise? Überlasse dies denen, die ihre Lust dareinsetzten, und wende dich Ihm, der Sehnsucht der Welt, zu. Wohin sind die Stolzen und ihre Paläste gekommen? Blicke in ihre Gräber, damit du an diesem Beispiel lernst, denn Wir machten dies zur Lehre für jeden Betrachter. Würde der Windhauch der Offenbarung dich erfassen, du würdest die Welt fliehen, würdest dich dem Reiche Gottes zuwenden und alles hingeben, was du besitzest, um dieser erhabenen Schau nahezukommen.«
Wir baten einen Christen, dieses Tablet zu befördern, und er teilte Uns mit, dass er das Original und die Übersetzung zugestellt habe. Gott, der Allmächtige, der Allwissende, hat Kenntnis von allen Dingen.
Einer der Abschnitte der Súratu’l-Haykal ist das Tablet, das an Seine Majestät den Zaren von Russland – möge Gott, gepriesen und verherrlicht sei Er, ihm beistehen – gerichtet wurde:
»O Zar von Russland! Neige dein Ohr der Stimme Gottes, des Königs, des Heiligen, und wende dich dem Paradiese zu, der Stätte, wo Er wohnt, der unter den himmlischen Scharen die erhabensten Titel trägt und im Reiche der Schöpfung mit den Namen Gottes ›der Strahlende‹, ›der Allherrliche‹ angerufen wird. Hüte dich, dass nichts dich hindere, dein Angesicht deinem Herrn, dem Mitleidvollen, dem Barmherzigsten, zuzuwenden. Wir haben vernommen, worum du deinen Herrn in heimlicher Zwiesprache angefleht hast. Darum wehten die Winde Meiner Güte und wogte das Meer Meiner Barmherzigkeit, und Wir antworteten dir in Wahrheit. Dein Herr ist wahrlich der Allwissende, der Allweise. Als Ich gefesselt und angekettet im Kerker von Ṭihrán lag, gewährte Mir einer deiner Minister Beistand. Deshalb hat Gott einen Rang für dich verordnet, welchen keine Erkenntnis begreifen kann, ausgenommen Seine Erkenntnis. Hüte dich, diesen erhabenen Rang zu verschachern.«
Und weiter sagten Wir: »Er, der Vater, ist gekommen, und der Sohn (Jesus Christus) im geheiligten Tal ruft aus: ›Hier bin ich, hier bin ich, o Herr, mein Gott!‹, während der Sinai das Haus umkreist und der Brennende Busch laut ausruft: ›Der Allgütige ist, auf den Wolken thronend, gekommen! Glückselig ist, wer sich Ihm nähert, und wehe denen, die weit in der Ferne sind.‹
Erhebe dich inmitten der Menschen im Namen dieser allbezwingenden Sache, und rufe sodann die Nationen zusammen zu Gott, dem Erhabenen, dem Großen. Gehöre nicht zu denen, die Gott bei einem Seiner Namen angerufen haben, die aber, als Er, der Gegenstand aller Namen, erschien, Ihn verleugneten und sich von Ihm abwandten und schließlich das Urteil gegen Ihn mit offenbarer Ungerechtigkeit fällten. Bedenke dies und rufe dir die Tage ins Gedächtnis zurück, da der Geist Gottes (Jesus Christus) erschien und Herodes das Urteil über Ihn sprach. Gott aber half Ihm mit den unsichtbaren Heerscharen, beschützte Ihn mit der Wahrheit und sandte Ihn nach Seiner Verheißung in ein anderes Land. Wahrlich, Er verordnet, was Ihm gefällt. Dein Herr behütet sicher, wen Er will, und sei er auch in der Mitte der Meere oder im Bauch der Schlange oder unter dem Schwerte des Tyrannen.«
Und Wir fuhren fort: »Wiederum sage Ich: Höre auf Meine Stimme, die aus Meinem Gefängnis ruft, dass sie dir künde, was Meiner Schönheit von der Hand derer widerfahren ist, die die Offenbarungen Meiner Herrlichkeit sind, und damit du verstehst, wie groß Meine Geduld, ungeachtet Meiner Macht, gewesen ist, und wie unermesslich Meine Nachsicht, ungeachtet Meiner Gewalt. Bei Meinem Leben! Könntest du die durch Meine Feder herabgesandten Dinge erkennen, die Reichtümer Meiner Sache entdecken und die Perlen Meiner Geheimnisse sehen, welche in den Meeren Meiner Namen und in den Kelchen Meiner Worte verborgen sind, du würdest aus Sehnsucht nach Seinem herrlichen und erhabenen Reich dein Leben auf dem Pfade Gottes hingeben. Wisse, dass, wenn auch Mein Leib unter den Schwertern Meiner Feinde liegt und Meine Glieder von unermesslichen Leiden befallen sind, Mein Geist doch von einer Freude erfüllt ist, mit der alle Freuden der Erde nimmermehr verglichen werden können.«
Weiter führen Wir auch noch einige Verse aus dem Tablet an Ihre Majestät die Königin (Viktoria) an – möge Gott, gepriesen und verherrlicht sei Er, ihr beistehen. Unsere Absicht ist, der Hauch der Offenbarung möge dich umfangen und bewirken, dass du dich, völlig um Gottes Willen, erhebst, Seiner Sache zu dienen und eines der Tablets an die Könige zu bestellen, das bisher noch nicht befördert wurde. Dies ist eine große Aufgabe und ein großer Dienst. In jenen Landstrichen gibt es zahlreiche hervorragende Geistliche, unter ihnen Siyyids, die für ihren hohen Rang und ihre Würde bekannt sind. Besprich dich mit ihnen und zeige ihnen, was aus der Feder der Herrlichkeit geflossen ist, auf dass ihnen gnädig geholfen werde, den Zustand der Welt zu bessern und den Charakter der Menschen verschiedenartiger Nationen zu veredeln; auf dass sie ferner mit den Lebenswassern der Ratschläge Gottes den Hass und die Feindseligkeit ersticken, die in den Herzen der Menschen verborgen schwelen. Wir beten zu Gott, es möge dir dabei geholfen werden, und dies wäre wahrlich nicht schwer für Ihn.
»O Königin in London! Neige dein Ohr der Stimme deines Herrn, des Herrn des ganzen Menschengeschlechts, die vom Göttlichen Lotosbaum ruft: Wahrlich, es gibt keinen Gott außer Mir, dem Allmächtigen, dem Allweisen! Wirf alles, was auf Erden ist, hinweg und schmücke das Haupt deines Königreichs mit der Krone des Gedenkens deines Herrn, des Glorreichen. Er, wahrlich, kam in Seiner größten Herrlichkeit in die Welt, und alles, was im Evangelium verkündet wurde, hat sich erfüllt. Das Land Syrien wurde durch die Fußspuren seines Herrn, des Herrn aller Menschen, geehrt, und Nord und Süd sind vom Wein Seiner Gegenwart trunken. Gesegnet ist der Mensch, der den Duft des Barmherzigsten einatmet und sich dem Aufgangsort Seiner Schönheit an diesem strahlenden Morgen zuwendet. Die Moschee von Aqṣá schwingt im Lufthauch ihres Herrn, des Allherrlichen, während Baṭḥá. (Mekka) vor der Stimme Gottes, des Erhabenen, des Höchsten, erzittert. So feiert jeder Stein von ihnen den Lobpreis des Herrn durch diesen Großen Namen.«
Und weiter sagten Wir: »Wir erwähnen dich um Gottes willen und wünschen, dass dein Name durch dein Gedenken an Gott, den Schöpfer von Erde und Himmel, erhöht werde. Er, wahrlich, ist Zeuge dessen, was Ich sage. Wir haben erfahren, dass du den Handel mit Sklaven, Männern sowohl wie Frauen, verboten hast. Wahrlich, dies ist, was Gott in dieser wundervollen Offenbarung zur Pflicht gemacht hat. Gott hat dir dafür eine Belohnung bestimmt. Er wird in der Tat dem, der Gutes tut, ganz gleich ob Mann oder Frau, den schuldigen Lohn zahlen – möchtest du doch dem folgen, was dir durch Ihn, den Allwissenden, den alles Durchschauenden, gesandt wurde. Was aber den betrifft, der sich abwendet und sich vor Stolz bläht, nachdem ihm klare Beweise durch den Offenbarer der Zeichen gegeben wurden, dessen Werk wird Gott zunichte machen. Er, wahrlich, hat Gewalt über alle Dinge. Des Menschen Taten können angenommen werden, nachdem er (die Manifestation) anerkannt hat. Wer sich von dem Einen Wahren abwendet, ist in der Tat unter Seinen Geschöpfen am stärksten in Schleier gehüllt. So ist es durch Ihn, den Allmächtigen, den Gewaltigsten, bestimmt worden.
Wir haben auch gehört, dass du die Zügel der Beratung den Händen der Volksvertreter anvertraut hast. Du hast fürwahr gut getan, denn dadurch werden die Grundmauern des Baus deiner Staatsgeschäfte gekräftigt und die Herzen aller, die unter deinem Schatten sind, ob hoch oder niedrig, beruhigt werden. Es geziemt ihnen, vertrauenswürdig unter Seinen Dienern zu sein und sich als die Vertreter aller Menschen auf Erden zu betrachten. Dies rät ihnen mit diesem Tablet der Herrscher, der Allweise. Und jeder von ihnen möge, wenn er sich in die Ratsversammlung begibt, seine Augen auf den Höchsten Horizont richten und sprechen: ›O mein Gott! Ich bitte Dich bei Deinem herrlichsten Namen, hilf mir in dem, was den Angelegenheiten Deiner Diener gutes Gelingen bringt und Deine Städte blühen lässt. Du hast wahrlich Macht über alle Dinge!‹ Gesegnet ist, wer in eine solche Versammlung um Gottes willen geht und mit lauterer Gerechtigkeit zwischen den Menschen entscheidet. Er gehört fürwahr zu den Glückseligen.
O ihr Mitglieder der Volksvertretungen in jenem Land und in anderen Ländern! Beratet miteinander und befasst euch nur mit dem, was der Menschheit nützt und ihre Lage bessert – gehörtet ihr doch zu denen, die sorgfältig prüfen! Betrachtet die Welt wie einen menschlichen Körper, der – obwohl gesund und vollkommen erschaffen – aus vielerlei Gründen von schweren Störungen und Krankheiten befallen wurde. Kein Tag brachte ihm Erleichterung, nein, immer schlimmer wurde seine Krankheit, weil er unwissenden Ärzten in die Hände fiel, die nur ihren eigenen Interessen folgten und sich tief irrten. Und wenn einmal dank der Fürsorge eines befähigten Arztes ein Glied geheilt wurde, blieben doch die Leiden des übrigen Körpers unverändert. Also belehrt euch der Allwissende, der Allweise. An diesem Tag sehen Wir die Menschheit Herrschern ausgeliefert, die so vor Hochmut trunken sind, dass sie nicht einmal ihren eigenen Vorteil klar erkennen, geschweige denn eine Offenbarung, die so umwälzend und herausfordernd ist wie diese.«
Und weiter führten Wir aus: »Was Gott als das beste Heilmittel und mächtigste Werkzeug für die Heilung der Welt verordnet hat, ist die Vereinigung aller ihrer Völker in einer umfassenden Sache, einem gemeinsamen Glauben. Dies kann auf keine andere Weise erreicht werden als durch die Kraft eines geschickten, allmächtigen und inspirierten Arztes. Bei Meinem Leben! Dies ist die Wahrheit, und alles andere ist barer Irrtum. Jedes Mal, wenn dieses Mächtigste Werkzeug erschien, wenn dieses Licht an dem Altehrwürdigen Aufgangsort erstrahlte, wurde es von unwissenden Ärzten behindert, die sich wie Wolken zwischen Ihn und die Welt schoben. Die Welt konnte daher nicht genesen, und ihre Krankheit dauerte fort bis auf den heutigen Tag. Unfähig waren sie in der Tat, die Welt zu schützen oder eine Heilung zu bewirken, während Er, die Offenbarung der Macht unter den Menschen, durch das Tun dieser unwissenden Ärzte gehindert wurde, Seine Absicht zu verwirklichen.
Bedenke diese Tage, da Er, die Altehrwürdige Schönheit, unter dem Größten Namen kam, um die Welt neu zu beleben und ihre Völker zu vereinen. Sie jedoch erhoben sich mit geschärften Schwertern gegen Ihn und verübten, was den Geist des Glaubens klagen ließ, bis sie Ihn schließlich in der trostlosesten aller Städte einkerkerten und den Gläubigen die Hand vom Saum Seines Gewandes fortrissen. Sagte jemand zu ihnen: ›Der Welterneuerer ist gekommen‹, so antworteten sie: ›Fürwahr, es ist bewiesen, dass Er nur Zwietracht stiftet!‹ – und dies, obwohl sie nie mit Ihm verkehrten und wussten, dass Er sich selbst keinen Augenblick lang zu schützen suchte. Zu jeder Stunde war Er der Gnade der Übeltäter ausgeliefert. Einmal warfen sie Ihn ins Gefängnis, ein andermal verbannten sie Ihn, und schließlich trieben sie Ihn von Land zu Land. So haben sie den Stab über Uns gebrochen, und Gott, wahrlich, weiß, was Ich sage.«
Die Anklage, Zwietracht gestiftet zu haben, legten seinerzeit bereits die Pharaonen Ägyptens Dem zur Last, der mit Gott Zwiesprache hielt (Moses). Lies nach, was der Allbarmherzige im Qur’án offenbarte. Er – gesegnet und verherrlicht sei Er – spricht: »Überdies sandten Wir vor Zeiten Moses mit Unseren Zeichen und mit deutlicher Macht zu Pharao, zu Hamán und Qárún. Und sie riefen: ›Zauberer, Betrüger!‹ Und als Er aus Unserer Gegenwart mit der Wahrheit zu ihnen trat, sagten sie: ›Erschlagt die Söhne derer, die wie Er glauben, und lasst nur ihre Frauen und Töchter am Leben!‹ Doch der Plan der Ungläubigen endete in einem Fehlschlag. Pharao sagte: ›Lasst mich allein, auf dass ich Moses töte; lasst Ihn Seinen Herrn anrufen. Ich fürchte, Er ändert eure Religion oder schafft Unordnung im Lande.‹ Und Moses sagte: ›Ich nehme Zuflucht bei Meinem Herrn und eurem Herrn vor jedem Hochmütigen, der nicht an den Tag der Abrechnung glaubt.‹«
Zu allen Zeiten haben die Menschen jeden Welterneuerer als Zwietrachtstifter angesehen und von Ihm in Ausdrücken gesprochen, die jedermann bekannt sind. So oft die Sonne göttlicher Offenbarung ihren Glanz vom Himmel des Willens Gottes erstrahlen ließ, verleugnete Ihn eine große Zahl von Menschen, andere wandten sich von Ihm ab, wieder andere verleumdeten Ihn und hielten dadurch die Diener Gottes vom Strom der liebenden Vorsehung Dessen zurück, der der König der Schöpfung ist. In gleicher Weise redeten und reden an diesem Tage jene, die mit diesem Unterdrückten weder zusammenkamen noch sich Ihm anschlossen, wie du es gehört hast und immer noch hörst. Sprich: »O Volk! Die Sonne des Wortes strahlt an diesem Tage vom Horizont der Großmut, und der Glanz der Offenbarung Dessen, der auf dem Sinai sprach, leuchtet und strahlt allen Religionen voran. Reinigt und heiligt Brust und Herz, Ohr und Auge mit dem Lebenswasser der Worte des Allbarmherzigen und hebt alsdann euer Angesicht zu Ihm auf. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Ihr werdet alle Dinge verkünden hören: ›Wahrlich, Er, der Eine Wahre, ist gekommen. Gesegnet sind, die redlich urteilen, und gesegnet, die sich Ihm zuwenden!‹«
Unter den Dingen, die man dem Göttlichen Lotosbaum (Moses) zur Last legte, sind Anklagen, die so unwahr sind, dass dies jeder gebildete Mensch mit Urteilsvermögen, jedes weise und verständnisvolle Herz bezeugen kann.
Sicherlich hast du die Verse gelesen und bedacht, die über Ihn, der mit Gott sprach, herniedergesandt wurden.
Er – gesegnet und verherrlicht sei Er – spricht:
»Er sagte: ›Haben wir Dich nicht unter uns aufgezogen, als Du ein Kind warst?
Und hast Du nicht Jahre Deines Lebens unter uns verbracht?
Und doch, was für eine Tat hast Du vollbracht!
Du bist einer der Undankbaren.‹ Er sagte: ›Es war wirklich so, und Ich war Einer von denen, die irrten.
Und Ich floh vor euch, weil Ich euch fürchtete; aber Mein Herr hat Mir Weisheit gegeben und hat Mich zu einem Seiner Sendboten gemacht.‹« Und an anderer Stelle spricht Er – gesegnet und verherrlicht sei Er:
»Und Er betrat eine Stadt zu einer Zeit, da die Einwohner Seiner nicht achteten, und fand darin zwei Männer, die miteinander kämpften; der eine war aus Seinem eigenen Volk, der andere aus dem Seiner Feinde.
Und der, welcher zu Seinem Volke gehörte, bat Ihn um Hilfe gegen den, welcher von Seinen Feinden war.
Und Moses schlug ihn mit Seiner Faust und tötete ihn.
Da sagte Er: ›Dies ist ein Werk des Teufels; denn er ist ein Feind, ein offenbarer Verführer.‹ Da sagte Er: ›O mein Herr!
Ich habe zu meinem eigenen Schaden gesündigt; vergib mir.‹ Und Gott vergab Ihm, denn Er ist der Vergebende, der Barmherzige.
Er sprach: ›Herr!
Da Du mir diese Gnade erwiesen hast, will ich nie wieder den Gottlosen helfen.‹ Und in der Stadt war Er am Mittag voll Furcht und warf verstohlene Blicke um sich.
Und siehe da, der Mann, dem Er tags zuvor geholfen hatte, rief Ihn nochmals um Hilfe an.
Da sagte Moses zu ihm: ›Du bist offensichtlich ein ganz verkommener Mensch.‹ Und als Er gewaltsam Hand an ihn legen wollte, der ihr gemeinsamer Feind war, sagte der zu Ihm: ›O Moses!
Willst Du mich erschlagen, wie Du gestern einen erschlugst?
Du willst nur ein Tyrann in diesem Lande werden, Du hast nicht den Wunsch, Frieden zu schaffen.‹« Deine Ohren und Augen müssen nun gereinigt und geheiligt werden, damit du imstande bist, redlich und gerecht zu urteilen.
Zu allem hin war es Moses selbst, der Sein Unrecht und Seinen Eigensinn bekannte und bezeugte, dass Ihn Furcht befallen und dass Er übel gehandelt hatte und geflohen war.
Er bat Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit –, Ihm zu vergeben, und es wurde Ihm vergeben.
O Shaykh!
Sooft sich Gott, der Wahre – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – in der Person Seiner Manifestation offenbarte, trat Er unter die Menschen mit dem Banner des »Er tut, was Er will, und Er bestimmt, was Ihm gefällt«.
Niemand hat das Recht, nach dem Warum und Weshalb zu fragen; wer dies tut, hat sich in der Tat von Gott, dem Herrn der Herren, abgewandt.
In den Tagen einer jeden Manifestation treffen diese Dinge ein und sind offenkundig.
Auch über diesen Unterdrückten hat man Dinge gesagt, von denen jene, die Gott nahe und Ihm ergeben sind, heute wie ehedem bezeugen, dass sie falsch sind.
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Der Saum Seines Gewandes ist und bleibt unbefleckt, auch wenn sich heutzutage noch so viele vorgenommen haben, ihn mit ihren lügnerischen und unziemlichen Verleumdungen zu beschmutzen.
Gott aber weiß, und sie wissen nichts.
Er, der sich mit Gottes Macht und Stärke angesichts aller Völker auf Erden erhob und die Massen vor den Erhabensten Horizont lud, wurde von ihnen verworfen; stattdessen haben sie sich an solche Menschen geklammert, die sich ständig hinter Schleiern und Hüllen versteckt hielten und um ihre eigene Sicherheit besorgt waren.
Auch sind jetzt viele emsig dabei, Lügen und Verleumdungen auszustreuen; sie haben keine andere Absicht, als Misstrauen in die Herzen und Seelen der Menschen zu säen.
Sobald jemand die Große Stadt (Konstantinopel) verlässt, um dieses Land zu besuchen, telegraphieren sie schnell und behaupten, er habe Geld gestohlen und sei nach ‘Akká geflohen.
Ein hochgebildeter, gelehrter und vornehmer Mann besuchte an seinem Lebensabend das Heilige Land, um Ruhe und Frieden zu suchen, und über ihn hat man Dinge geschrieben, welche jene, die Gott ergeben und Ihm nahe sind, seufzen ließ.
Seine Exzellenz, der verstorbene Mírzá Ḥusayn Khán, Mushíru’d-Dawlih – möge Gott ihm vergeben –, hatte diesen Unterdrückten gekannt. Zweifelsohne muss er den Behörden einen eingehenden Bericht über die Ankunft dieses Unterdrückten an der Hohen Pforte und von allem, was Er sagte und tat, gegeben haben. Am Tage Unserer Ankunft besuchte Uns der Regierungsbeamte, dessen Amt es war, offizielle Besucher zu empfangen und zu bewirten, und er geleitete Uns an den Ort, an den er Uns befehlsgemäß zu bringen hatte. In der Tat hat die Regierung uns Unterdrückten freundliche Beachtung geschenkt. Am nächsten Tag kam Prinz Shujá‘u’d-Dawlih, um Uns zu besuchen, wobei er von Mírzá Ṣafá begleitet wurde; er kam als Vertreter des verstorbenen Mushíru’d-Dawlih, des (am kaiserlichen Hof akkreditierten) Gesandten. Andere, darunter mehrere Minister der kaiserlichen Regierung und der inzwischen verstorbene Kamál Páshá, sprachen ebenfalls bei Uns vor. Ganz im Vertrauen auf Gott und ohne Hinweis auf irgendein Bedürfnis, das Er hätte haben können, oder auf irgend etwas anderes weilte dieser Unterdrückte vier Monate lang in jener Stadt. Seine Handlungen waren allen bekannt und offenkundig, und niemand kann sie leugnen, ausgenommen jene, die Ihn hassen und nicht die Wahrheit sprechen. Wer Gott anerkannt hat, anerkennt keinen anderen außer Ihm. Wir haben nie gern von solchen Dingen gesprochen und möchten es auch jetzt nicht.
Sooft hohe Würdenträger aus Persien in jene Stadt (Konstantinopel) kamen, bemühten sie sich bis zum äußersten und indem sie an jeder Tür vorsprachen, Gelder und Geschenke zu bekommen, so viele sie nur erhalten konnten.
Selbst wenn dieser Unterdrückte nichts tat, was Persien zum Ruhm gereichte, hat Er doch in einer Weise gehandelt, die Seinem Land keine Schande brachte.
Was die verstorbene Exzellenz (Mushíru’d-Dawlih) tat – möge Gott seine Stufe erhöhen –, entsprang nicht seiner Freundschaft zu diesem Unterdrückten; es hatte seinen Grund vielmehr in seinem eigenen klugen Urteil und in seinem Wunsch, den Dienst zu Ende zu führen, den er insgeheim seiner Regierung zu leisten gedachte.
Ich bezeuge, dass er im Dienst für seine Regierung so gewissenhaft war, dass in seinem Amtsbereich Unehrlichkeit keine Rolle spielte und mit Verachtung gestraft wurde.
Er war für die Ankunft dieser Unterdrückten im Größten Gefängnis (‘Akká) verantwortlich.
Weil er aber in der Erfüllung seiner Pflicht gewissenhaft war, verdient er Unser Lob.
Dieser Unterdrückte war zu allen Zeiten bestrebt und bemüht, die Interessen sowohl der Regierung wie auch des Volkes zu veredeln und zu fördern, nicht aber Seine eigene Stufe zu erhöhen.
Eine Anzahl Menschen hat nunmehr andere um sich geschart, und sie haben sich aufgemacht, diesen Unterdrückten zu entehren.
Dennoch flehe Ich zu Gott – geheiligt und verherrlicht sei Er –, Er möge ihnen helfen, zu Ihm zurückzufinden, und möge ihnen beistehen, das von ihnen Begangene wiedergutzumachen und vor dem Tor Seiner Großmut zu bereuen.
Wahrlich, Er ist der Vergebende, der Barmherzige.
O Shaykh! Wahrlich, Meine Feder klagt um Mein eigenes Selbst, und Mein Tablet weint bitterlich über das, was Mir von den Händen jenes Menschen (Mírzá Yaḥyá) zugefügt wurde, den Wir lange Jahre beschützt haben und der Tag und Nacht in Meiner Gegenwart diente, bis er von einem Meiner Diener namens Siyyid Muḥammad zum Irrtum verführt wurde. Dies bezeugen Meine gläubigen Diener, die Mich auf Meinem Verbannungsweg von Baghdád bis hierher in dieses Größte Gefängnis begleitet haben. Und hier widerfuhr Mir von der Hand dieser beiden, was jeden Verständnisvollen aufschreien, jeden Einsichtsvollen laut jammern und die Tränen der ehrlich Gesinnten fließen ließ.
Wir bitten Gott, Er möge denen gnädig beistehen, die verführt wurden, dass sie gerecht und unparteiisch werden, und möge sie erkennen lassen, worin sie achtlos waren. Wahrlich, Er ist der Allgütige, der Großmütigste. O mein Herr, schließe Deine Diener nicht aus vor dem Tor Deiner Gnade, und vertreibe sie nicht vom Hofe Deiner Gegenwart. Hilf ihnen, die Nebel eitler Wahngebilde zu zerstreuen und die Schleier leerer Einbildungen und Hoffnungen auseinanderzureißen. Du bist wahrlich der Allbesitzende, der Höchste. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Allmächtigen, dem Gnadenvollen.
Ich schwöre bei der Sonne des Zeugnisses Gottes, die vom Horizont der Gewissheit strahlt! Tag und Nacht beschäftigte sich dieser Unterdrückte mit dem, was die Seelen der Menschen bessern kann, bis das Licht der Erkenntnis den Sieg über die Finsternis der Unwissenheit davontrug.
O Shaykh!
Immer wieder habe Ich erklärt und versichere es jetzt erneut, dass Wir vierzig Jahre lang durch die Gnade Gottes und durch Seinen unwiderstehlichen, machtvollen Willen Seiner Majestät dem Sháh – möge Gott ihm beistehen – solche Hilfe angedeihen ließen, dass es alle, die Gerechtigkeit und Billigkeit in sich verkörpern, als unbestreitbare Tatsache ansehen.
Keiner kann dies leugnen, er wäre denn ein Übeltäter und Sünder oder einer, der Uns hasst oder Unsere Wahrheit anzweifelt.
Wie seltsam ist es doch, dass bis heute die Staatsminister und die Volksvertreter gleichermaßen dieses offensichtlichen, unleugbaren Dienstes nicht gewahr wurden; und wenn sie darauf aufmerksam gemacht wurden, haben sie es aus eigennützigen Beweggründen vorgezogen, diesen Dienst zu übersehen.
Vor diesen vierzig Jahren herrschten ständig Streitigkeiten und Auseinandersetzungen, die die Diener Gottes beunruhigten.
Aber seither haben sie sich alle, mit dem Beistand der Heerscharen der Weisheit und des Wortes, der Ermahnungen und des Verständnisses, fest an das starke Seil der Geduld und an den leuchtenden Saum der Seelenstärke gehalten – so sehr, dass diese unterdrückten Menschen standhaft alles ertrugen, was ihnen angetan wurde, und alles Gott anheimstellten, obwohl in Mázindarán und in Rasht eine große Zahl von ihnen auf die grässlichste Weise gequält wurde.
Unter diesen war der ehrenwerte Ḥájí Naṣír, unzweifelhaft ein strahlendes Licht, das am Himmel der Entsagung leuchtete.
Als er den Märtyrertod erlitten hatte, rissen sie ihm die Augen aus, schnitten ihm die Nase ab und fügten ihm solche Schmach zu, dass unbeteiligte Fremde weinten und klagten und im Geheimen Mittel zur Unterstützung seiner Frau und seiner Kinder sammelten.
O Shaykh! Meine Feder schämt sich, das wiederzugeben, was tatsächlich vorgekommen ist. Im Lande Ṣád (Iṣfahán) brannte das Feuer der Tyrannei mit so heißer Flamme, dass jeder redlich Gesinnte laut jammerte. Bei deinem Leben! Die Städte der Erkenntnis und des Verstehens weinten so sehr, dass die Seelen der Frommen und Gottesfürchtigen dahinschmolzen. Die strahlenden Zwillingsleuchten Ḥasan und Ḥusayn (der »König der Märtyrer« und der »Geliebte der Märtyrer«) opferten in jener Stadt aus freien Stücken ihr Leben. Reichtum, Glück und Ruhm konnten sie nicht abhalten. Gott weiß, was ihnen widerfuhr, und doch sind sich dessen die Menschen zum großen Teil nicht bewusst.
Vor ihnen tranken voll Inbrunst und Sehnsucht ein Mann namens Káẓim und seine Gefährten den Kelch des Martyriums, nach ihnen der ehrenwerte Ashraf; sie alle eilten zu ihrem Erhabensten Gefährten. Desgleichen wurden zur Zeit des Sardár ‘Azíz Khán, dieses Gottesfürchtigen, Mírzá Muṣṭafá und jene, die mit ihm gemartert wurden, gefangengesetzt und zu dem Höchsten Freund im Allherrlichen Himmel gesandt. Kurz, in jeder Stadt waren die Beweise einer Tyrannei ohnegleichen unmissverständlich klar und offenbar, und doch griff keiner von ihnen zur Selbstverteidigung. Rufe dir den ehrenwerten Badí‘ ins Gedächtnis, den Überbringer des Tablets an Seine Majestät den Sháh, und denke darüber nach, wie er sein Leben hingab. Dieser Ritter sprengte auf seinem Schlachtross in die Kampfbahn der Entsagung und warf die kostbare Krone des Lebens von sich, Dem zuliebe, der der unvergleichliche Freund ist.
O Shaykh! Wenn Dinge wie diese bestritten werden sollen, was ist dann noch wert, geglaubt zu werden? Gib Gott zuliebe der Wahrheit die Ehre und gehöre nicht zu denen, die schweigen. Man verhaftete den ehrenwerten Najaf-‘Alí, und er eilte mit Entzücken und großer Sehnsucht auf das Feld des Martyriums und sprach: »Wir bewahren uns beides, Bahá und das Khún-Bahá (Blutgeld)!« Mit diesen Worten gab er seinen Geist auf. Denke nach über den herrlichen Glanz, den das Licht der Entsagung aus der Herzenskammer des Mullá ‘Alí-Ján ergoss. Er war vom Hauch des Erhabensten Wortes und von der Macht der Feder der Herrlichkeit so hingerissen, dass für ihn das Feld des Märtyrertodes allen Stätten irdischen Glücks gleichkam, nein, diese bei weitem übertraf. Sinne über das Verhalten von Abá-Baṣír und Siyyid Ashraf-i-Zanjání nach. Man ließ die Mutter Ashrafs holen, damit sie ihn von seinem Vorsatz abbringe. Aber sie spornte ihn noch an, bis er den erhabensten Märtyrertod starb.
O Shaykh! Dieses Volk ließ die Meerenge der Namen hinter sich und schlug seine Zelte an den Ufern der See der Entsagung auf. Eine Myriade Leben hätten sie willig hingegeben, statt das Wort zu sprechen, das ihre Feinde hören wollten. Sie hielten sich fest an das, was Gott gefällt, völlig frei und losgelöst von allem, was den Menschen zugehört. Lieber ließen sie sich das Haupt abschlagen, als dass sie ein unpassendes Wort geäußert hätten. Bewege dies in deinem Herzen. Mich dünkt, sie haben sich aus dem Meer der Entsagung sattgetrunken. Das Leben dieser Welt konnte sie nicht davon abhalten, den Märtyrertod auf dem Pfade Gottes auf sich zu nehmen.
In Mázindarán wurde eine sehr große Zahl von Dienern Gottes umgebracht. Unter dem Einfluss von Verleumdern raubte der Gouverneur einem großen Teil von ihnen alles, was sie besaßen. Unter anderem warf er ihnen vor, sie hätten Waffen angesammelt; aber die Untersuchung ergab, dass sie nur ein ungeladenes Gewehr besaßen. Gnädiger Gott! Dieses Volk braucht keine Vernichtungswaffen, denn es rüstet sich, die Welt neu zu gestalten. Seine Heerscharen sind gute Taten, seine Waffen aufrechtes Betragen, und sein Befehlshaber ist die Gottesfurcht. Gesegnet ist, wer gerecht urteilt. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Geduld, Friedfertigkeit, Ergebenheit und Zufriedenheit dieser Menschen waren so groß, dass sie zu Vorbildern der Gerechtigkeit wurden, und ihre Nachsicht war so umfassend, dass sie sich lieber töten ließen als selbst zu töten, und dies, obwohl sie, von aller Welt unterdrückt, Leiden ertragen mussten, wie sie die Geschichte nicht verzeichnete noch die Augen irgendeines Volkes jemals schauten. Was kann sie dazu geführt haben, sich in so schwere Prüfungen zu finden und es abzulehnen, eine Hand zur Abwehr zu erheben? Was kann solche Ergebenheit und Gelassenheit bewirkt haben? Die wahre Ursache liegt in dem Verbot, das die Feder der Herrlichkeit Tag und Nacht aussprach, und darin, dass Wir die Zügel der Autorität ergriffen, vermöge der Kraft und Macht des Herrn der ganzen Menschheit.
Erinnere dich des Vaters von Badí‘. Man kerkerte diesen Unterdrückten ein und befahl ihm, seinen Glauben zu verfluchen und zu schmähen. Er jedoch wählte durch die Gnade Gottes und die Barmherzigkeit seines Herrn den Märtyrertod und erlangte ihn auch. Wolltest du die Märtyrer auf dem Pfade Gottes zusammenrechnen, du könntest sie nicht zählen. Denke an den ehrenwerten Siyyid Ismá‘íl – mit ihm seien der Friede Gottes und Seine Güte –, wie er vor Tagesanbruch mit seinem eigenen Turban die Schwelle Meines Hauses abzustauben pflegte, bis er schließlich, am Ufer des Flusses stehend und seine Augen auf dieses Haus gerichtet, mit eigener Hand sein Leben opferte.
Sinne nach über den durchdringenden Einfluss des Wortes Gottes. Jeder einzelnen dieser Seelen wurde zuerst befohlen, ihren Glauben zu lästern und zu verfluchen, aber keine fand sich, die ihren eigenen Willen dem Willen Gottes vorgezogen hätte.
O Shaykh! In früheren Zeiten war es nur einer, der dazu ausersehen wurde, erschlagen zu werden, nun aber hat dieser Unterdrückte dir vor Augen geführt, was jeden redlich gesinnten Menschen staunen lässt. Urteile gerecht, Ich beschwöre dich, und mache dich auf, deinem Herrn zu dienen. Er, wahrlich, wird dich mit einem Lohn bedenken, den weder die Schätze der Erde noch alle Besitztümer der Könige und Herrscher aufwiegen können. In allen deinen Angelegenheiten setze dein Vertrauen auf Gott und stelle sie Ihm anheim. Er wird dir großen Lohn gewähren, wie es im Buche verordnet ist. Befasse dich während dieser flüchtigen Tage deines Lebens mit solchen Taten, die den Duft göttlichen Wohlgefallens atmen und den Schmuck tragen, von Ihm angenommen zu sein. Die Handlungen des ehrenwerten Balál, des Äthiopiers, waren so angenehm in den Augen Gottes, dass das ›sín‹ seiner stammelnden Zunge mehr war als das ›shín‹, das die ganze Welt sprach. Dies ist der Tag, an dem alle Völker das Licht der Einheit und Eintracht verbreiten sollten. Aber, kurz gesagt, Stolz und Eitelkeit gewisser Völker auf Erden haben das wahre Verständnis zerstört und das Heim der Gerechtigkeit und Billigkeit verwüstet.
O Shaykh! Was über diesen Unterdrückten kam, übersteigt jedes Bild und jeden Vergleich. Alles haben Wir mit äußerster Willigkeit und Ergebenheit ertragen, damit die Seelen der Menschen erbaut und das Wort Gottes verherrlicht werden. Während Wir im Gefängnis des Landes Mím (Mázindarán) eingekerkert waren, wurden Wir eines Tages den Geistlichen ausgeliefert. Du kannst dir gewiss vorstellen, was Uns zustieß. Falls du einmal das Verlies Seiner Majestät des Sháhs besuchst, bitte den Leiter und ersten Aufseher, dir die beiden Ketten zu zeigen, die Qara-Guhar und Salásil heißen. Bei der Sonne der Gerechtigkeit schwöre Ich, dass dieser Unterdrückte vier Monate lang mit der einen oder anderen dieser beiden Ketten gefoltert und gefesselt wurde. »Mein Leid übertraf alle Leiden, denen Jakob ausgesetzt war, und alle Not Hiobs war nur ein Teil Meines Kummers!«
Denke auch nach über das Martyrium des Ḥájí Muḥammad-Riḍá in der Stadt der Liebe (‘Ishqábád). Die Tyrannen auf Erden haben diesen Gepeinigten solchen Leiden unterworfen, dass viele Fremde darüber weinten und klagten; denn wie berichtet und bezeugt wird, wurden seinem gesegneten Körper nicht weniger als zweiunddreißig Wunden beigebracht. Dennoch übertrat keiner der Gläubigen Mein Gebot und erhob die Hand zum Widerstand. Komme, was wolle, sie wehrten ihrer Neigung, das zu übertreten, was im Buche befohlen ist, obwohl eine beträchtliche Zahl dieses Volkes in jener Stadt wohnte und heute noch dort ist.
Wir bitten Seine Majestät den Sháh dringend – möge Gott, geheiligt und verherrlicht sei Er, ihm beistehen –, selbst über diese Dinge nachzudenken und mit Billigkeit und Gerechtigkeit zu urteilen. Obwohl während der letzten Jahre etliche Gläubige in fast allen Städten Persiens lieber den Tod erduldeten, als selbst zu töten, loderte doch der Hass, der in manchen Herzen schwelte, schlimmer auf als zuvor. Wenn sich die Opfer der Unterdrückung für ihre Feinde ins Mittel legen, ist dies in den Augen der Herrscher eine fürstliche Tat. Vielen ist es sicherlich bekannt, dass sich diese unterdrückten Menschen in jener Stadt (‘Ishqábád) beim Gouverneur für ihre Mörder verwandten und ihn um Milderung seines Urteils baten. Merket deshalb wohl auf, o ihr Einsichtsvollen!
O Shaykh! Diese deutlichen Verse wurden in einem der Tablets von der Feder Abhás herniedergesandt: »Höre, o Diener, auf die Stimme dieses Unterdrückten, der auf dem Pfade Gottes, des Herrn aller Namen, schwere Leiden und Qualen erduldete, bis Er einstens im Lande Ṭá (Ṭihrán) ins Gefängnis geworfen wurde. Er rief die Menschen zum erhabensten Paradiese, und doch ergriffen sie Ihn und schleppten Ihn vor aller Augen durch Städte und Länder. Wieviele der Nächte, in denen der Schlaf die Augen Meiner Geliebten floh ob ihrer Liebe zu Mir, und wie zahllos die Tage, an denen Ich dem Angriff der Menschen gegenüberstand! Einmal fand Ich Mich auf Bergeshöhen, ein andermal tief im Gefängnis von Ṭá in Ketten und Banden. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Ich war Ihm allezeit dankbar; Sein Lob auf den Lippen und immer Seiner gedenkend, wandte Ich Mich Ihm zu, zufrieden mit Seinem Wohlgefallen, demütig und untertänig vor Ihm. So vergingen Meine Tage, bis sie in diesem Gefängnis (‘Akká), das die Erde erzittern und die Himmel seufzen ließ, ein Ende fanden. Glücklich, wer seine leeren Einbildungen von sich warf, als Er, der verborgen war, mit den Bannern Seiner Zeichen erschien. Wahrlich, Wir haben den Menschen diese Größte Offenbarung verkündet, und doch befinden sie sich in einem Zustand seltsamer Betäubung.«
Daraufhin erhob sich eine Stimme aus dem Ḥijáz, rief laut und sprach: »Groß ist dein Segen, o ‘Akká, dass Gott dich zum Ausgangspunkt Seiner Lieblichsten Stimme und zum Dämmerungsort Seiner mächtigsten Zeichen gemacht hat. Glückselig bist du, dass der Thron der Gerechtigkeit in dir errichtet wurde und das Tagesgestirn der Güte Gottes und Seiner Großmut an deinem Horizont erstrahlte. Wohl steht es mit jedem redlich gesinnten Menschen, der billig urteilt über Ihn, das Größte Gedenken, und wehe dem, der irrt und zweifelt.«
Nach dem Tod einiger Märtyrer wurde das Lawḥ-i-Burhán (Tablet des Beweises) vom Himmel der Offenbarung des Herrn der Religionen herniedergesandt:
»Er ist der Allmächtige, der Allwissende, der Allweise!
Die Winde des Hasses umschlossen die Arche von Baṭḥá (Mekka) wegen der Untaten, die die Hände der Unterdrücker begingen.
O du, der du für deine Gelehrsamkeit bekannt bist!
Du hast diejenigen verurteilt, um derentwillen die Bücher der Welt weinten und die Schriften der Religionen Zeugnis ablegten.
Du bist in der Tat weit vom rechten Wege abgeirrt und in einen dichten Schleier gehüllt.
Bei Gott selbst!
Du hast jene verurteilt, durch die der Horizont des Glaubens erleuchtet wurde.
Dies bezeugen sie alle, die die Dämmerungsorte der Offenbarung und die Manifestationen der Sache deines Herrn, des Barmherzigsten, sind – sie, die ihre Seelen und all ihren Besitz auf Seinem geraden Pfade geopfert haben.
Der Glaube Gottes weint allüberall ob deiner Tyrannei, und doch vergnügst du dich und gehörst zu denen, die frohlocken.
Ich trage keinen Hass gegen dich oder sonst jemanden im Herzen.
Jeder Mensch mit Urteilsvermögen sieht dich und deinesgleichen versunken in offenbarer Torheit.
Hättest du dir klargemacht, was du getan hast, du hättest dich ins Feuer geworfen oder dein Haus verlassen und wärest in die Berge geflüchtet, oder hättest gestöhnt und gejammert, bis du an den Ort zurückgekehrt wärest, der dir von Ihm, dem Herrn der Kraft und Macht, bestimmt ist.
O du, der du so viel wie ein Nichts bist!
Zerreiße die Schleier eitler Vorstellungen und leerer Einbildungen, damit du das Tagesgestirn der Erkenntnis von diesem strahlenden Horizonte scheinen siehst.
Du hast ein Andenken an den Propheten selbst in Stücke gerissen und dir eingebildet, damit dem Gottesglauben zu helfen.
Solches hat dir deine Seele eingegeben, und du bist wahrlich einer der Achtlosen.
Was du tatest, hat den himmlischen Heerscharen und jenen, die die Sache Gottes, des Herrn der Welten, umkreisen, die Herzen gebrochen.
Die Seele der Reinen (Fáṭimih) schmolz wegen deiner Grausamkeit dahin, und die Bewohner des Paradieses weinten bitterlich an ihrem gesegneten Ort.
Ich beschwöre dich bei Gott, urteile gerecht! Welchen Beweis brachten die jüdischen Gelehrten vor, um Ihn, den Geist Gottes (Jesus Christus), zu verdammen, als Er mit der Wahrheit zu ihnen kam? Was konnte der Beweis sein, den die Pharisäer und Götzenpriester ins Feld führten, um sich dafür zu rechtfertigen, dass sie Muḥammad, den Gesandten Gottes, verleugneten, als Er zu ihnen kam mit einem Buch, welches zwischen Wahrheit und Falschheit mit solcher Gerechtigkeit schied, dass sich das Dunkel der Erde in Licht verwandelte und die Herzen jener, die Ihn erkannt hatten, in Entzücken gerieten? Tatsächlich hast du heute dieselben Gründe vorgebracht, deren sich die Gelehrten jener Zeit bedienten. Er, der König des Reiches der Gnade, bezeugt es in diesem großen Gefängnis. Du bist wahrlich ihre Wege gewandelt, nein, du hast sie gar noch in ihrer Grausamkeit übertroffen und hast dir dabei eingebildet, du hülfest dem Glauben und verteidigtest das Gesetz Gottes, des Allwissenden, des Allweisen. Bei Ihm, der die Wahrheit ist! Dein Unrecht ließ Gabriel stöhnen und brachte das Gesetz Gottes, von dem der Windhauch der Gerechtigkeit über alle im Himmel und auf Erden weht, zum Weinen. Hast du dir in deiner Unwissenheit tatsächlich eingebildet, das Urteil, das du sprachst, nütze dir in irgendeiner Weise? Nein, bei Ihm, dem König aller Namen! Dass es dir nur schadet, bezeugt Er, der alles weiß, was in dem verwahrten Tablet verzeichnet ist.
O du, der du in die Irre gingst! Nie hast du Mich gesehen, nie hast du mit Mir verkehrt oder warst auch nur für den Bruchteil eines Augenblicks Mein Gefährte. Wie kommt es dann, dass du den Menschen befiehlst, Mich zu verfluchen? Folgst du darin dem Drang deiner Begierden oder gehorchst du etwa deinem Herrn? Gib ein Zeichen, wenn du zu denen gehörst, die die Wahrheit lieben! Wir bezeugen, dass du das Gesetz Gottes von dir geworfen und dich den Befehlen deiner Leidenschaften gebeugt hast. Wahrlich, nichts entgeht Seinem Wissen; Er ist fürwahr der Unvergleichliche, der Allunterrichtete. O du achtloser Mensch! Beachte, was der Barmherzige im Qur’án offenbarte: ›Sage nicht zu jedem, der dir mit einem Gruß begegnet: »Du bist kein Gläubiger«.‹ Solches hat Er verordnet, in dessen Hand die Reiche der Offenbarung und der Schöpfung liegen – wärest du doch von denen, die hören. Du aber hast das Gebot Gottes beiseite gelegt und dich an den Drang deiner Begierden gehalten. Wehe über dich, o du achtloser Zweifler! Wenn du Mich verleugnest, mit welchem Beweis kannst du dann die Wahrheit dessen verfechten, was du besitzest? Lege ihn vor, o du, der du Gott Gefährten beigesellst und dich abkehrst von Seiner Oberherrschaft, die alle Welten umschließt!
Wisse, dass der in Wahrheit ein Gebildeter ist, der Meine Offenbarung annimmt, vom Weltmeer Meines Wissens trinkt und sich in die Lüfte Meiner Liebe aufschwingt, der alles außer Mir von sich wirft und sich mit festem Griff an das hält, was vom Reiche Meines wunderbaren Wortes herabgesandt wurde.
Er ist fürwahr wie das Auge für die Menschheit und wie der Geist des Lebens für den Körper der ganzen Schöpfung.
Verherrlicht sei der Allbarmherzige, der ihn erleuchtete und ihn sich aufmachen ließ, dieser großen und mächtigen Sache zu dienen.
Wahrlich, solch ein Mensch ist gesegnet von den Scharen der Höhe und den Bewohnern des Tabernakels der Größe, die Meinen versiegelten Wein trinken in Meinem Namen ›der Allmächtige‹, ›der Allmachtvolle‹.
Wenn du zu denen gehörst, die eine solch erhabene Stufe einnehmen, dann erbringe ein Zeichen von Gott, dem Schöpfer der Himmel.
Und wenn du deine Ohnmacht erkennst, zügle deine Leidenschaften und kehre zu deinem Herrn zurück, damit Er dir vielleicht deine Sünden vergebe, Sünden, die dem Göttlichen Lotosbaum die Blätter versengten, den Felsen aufschreien ließen und die Augen der Einsichtsvollen zum Weinen brachten.
Deinetwegen zerriss der Schleier der Göttlichkeit, scheiterte die Arche, lahmte die Kamelstute und stöhnte der Geist (Jesus) an Seinem erhabenen Orte.
Rechtest du mit Ihm, der zu dir kam mit den Zeugnissen Gottes und mit Seinen Zeichen, die du und alle auf Erden besitzen?
Öffne die Augen, damit du diesen Unterdrückten vom Horizont des Willens Gottes, des Herrschers, des Wahren, des Strahlenden, leuchten siehst.
Öffne alsdann das Ohr deines Herzens, damit du die Stimme des göttlichen Lotosbaumes vernimmst, der in Wahrheit von Gott, dem Allmächtigen, dem Wohltätigen, gehegt wurde.
Wahrlich, trotz allem, was Ihm die Grausamkeit und der Ungehorsam von Leuten wie dir zufügten, ruft dieser Baum laut und lädt alle Menschen zum Sadratu’l-Muntahá und zum höchsten Horizonte.
Gesegnet die Seele, die auf das mächtigste Zeichen schaut, und das Ohr, das Seine lieblichste Stimme vernimmt, aber wehe dem, der sich abwendet und gottlos handelt.
O du, der du dich von Gott abkehrtest!
Wolltest du mit ehrlichem Auge auf den Göttlichen Lotosbaum blicken, du würdest an seinen Ästen, Zweigen und Blättern die Male bemerken, die dein Schwert ihm zufügte, obwohl dich Gott erschaffen hat, diesen Baum zu erkennen und ihm zu dienen.
Denke nach, damit du vielleicht deine Frevelhaftigkeit erkennst und zu denen zählst, die in sich gegangen sind.
Meinst du, Wir fürchteten deine Grausamkeit?
Wisse und sei dessen wohl versichert, dass Wir vom ersten Tag an, da die Erhabenste Feder zwischen Erde und Himmel ihre Stimme erhob, Unsere Seelen, Unsere Körper, Unsere Söhne und Unseren Besitz auf dem Pfade Gottes, des Erhabenen, des Großen, aufopferten.
Dies ist unser Ruhm vor allem Erschaffenen und den Scharen der Höhe, und dafür zeugt, was Uns auf diesem geraden Pfad zustieß.
Bei Gott!
Unsere Herzen brachen, Unsere Körper wurden gekreuzigt und Unser Blut vergossen, während Unsere Augen am Horizont der Güte ihres Herrn, des Zeugen, des Allschauenden, hingen.
Je schlimmer seine Leiden, desto flammender wuchs die Liebe des Volks Bahás.
Seine Aufrichtigkeit bezeugte, was der Allbarmherzige im Qur’án herabsandte, wo Er sagt: ›Wünscht euch den Tod, so ihr aufrichtig seid.‹ Wer verdient den Vorzug: einer, der sich hinter Vorhängen verbirgt, oder einer, welcher sich auf dem Pfade Gottes aufopfert?
Urteile gerecht und gehöre nicht zu denen, die verwirrt durch die Wüste der Falschheit schweifen.
So weit wurden jene von den Lebenswassern der Liebe des Barmherzigsten mitgerissen, dass weder die Waffen der Welt noch die Schwerter der Nationen sie davon abhielten, ihr Antlitz auf das Weltmeer der Großmut ihres Herrn, des Gebenden, des Edelmütigen, zu richten.
Bei Gott! Alle Schwierigkeiten konnten Mich nicht entmutigen, und die Nichtanerkennung der Geistlichen vermochte nicht, Mich zu schwächen. Heute wie ehedem spreche Ich vor dem Angesicht der Menschen: ›Das Tor der Gnade ist aufgetan, und Er, der Morgen der Gerechtigkeit, ist gekommen mit deutlichen Zeichen und klaren Beweisen von Gott, dem Herrn der Kraft und der Macht!‹ Zeige dich vor Mir, damit du die Geheimnisse vernimmst, die der Sohn ‘Imráns (Moses) auf dem Sinai der Weisheit hörte. Dies befiehlt dir aus Seinem großen Gefängnis der Aufgangsort der Offenbarung deines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit.«
Erneut erhoben sich hierauf der Schrei und die Klage des Wahren Glaubens mit den Worten: »Wahrlich, Sinai ruft laut und spricht: ›O Volk des Bayán! Fürchte den Barmherzigen. Ich bin in der Tat zu Ihm gelangt, der auf mir Zwiesprache führte, und die Wonnen meiner Freude überkamen die Steine der Erde und ihren Staub.‹ Und der Busch ruft aus: ›O Volk des Bayán! Urteile gerecht über das, was in Wahrheit geoffenbart wurde. Das Feuer, welches Gott Dem vor Augen führte, der mit Ihm sprach, ist jetzt wahrlich offenbar. Dies bezeugt jeder Mensch mit Einsicht und Verständnis.‹«
Wir haben gewisse Märtyrer dieser Offenbarung erwähnt und einige Verse angeführt, die über sie vom Reiche Unseres Wortes herabgesandt wurden. Nun hegen Wir die Hoffnung, dass du, frei von aller Bindung an diese Welt, nachdenkst über das, was Wir äußerten.
Es geziemt dir, nunmehr über die Verfassung des Mírzá Hádíy-i-Dawlat-Ábádí und des Ṣád-i-Iṣfahání (Ṣadru’l-‘Ulamá) nachzusinnen, die im Lande Ṭá (Ṭihrán) wohnen. Kaum hatte der erstere gehört, dass er ein Bábí genannt wurde, da wurde er so verstört, dass er Haltung und Würde verlor. Er bestieg die Kanzel und sprach Worte, die ihm übel anstanden. Seit unvordenklichen Zeiten haben solche weltlichen und törichten Menschen ihrer Herrschsucht zuliebe Taten begangen, welche die Menschen in die Irre leiteten. Du darfst aber nicht denken, alle Gläubigen seien wie diese beiden. Wir haben dir die Festigkeit, Standhaftigkeit, Gewissheit, Gelassenheit und Würde der Märtyrer dieser Offenbarung beschrieben, auf dass du wohl unterrichtet seist. Wenn Ich die Stellen aus den Tablets an die Könige und andere anführte, bezweckte Ich damit, du möchtest mit Gewissheit erkennen, dass dieser Unterdrückte die Sache Gottes nicht verborgen, sondern offen verkündet und in der beredtesten Sprache vor dem Antlitz der Welt dargelegt hat, wie es Seine Aufgabe war. Etliche kleinmütige Seelen jedoch, wie Hádí und andere, haben sich gegen die Sache Gottes gewandt und diesem flüchtigen Leben zuliebe gesagt und getan, was das Auge der Gerechtigkeit weinen und die Feder der Herrlichkeit seufzen ließ, obwohl sie über das Wesen dieser Sache nichts wussten. Dieser Unterdrückte dagegen hat sie nur um Gottes willen geoffenbart.
O Hádí! Du bist zu Meinem Bruder gegangen und hast ihn besucht. Wende nun dein Angesicht zum Hofe dieses Unterdrückten, damit der Hauch der Offenbarung und der Odem der Eingebung dir helfe und dich befähige, dein Ziel zu erreichen. Wer immer an diesem Tage auf Meine Zeichen blickt, wird Wahrheit von Falschheit unterscheiden wie die Sonne vom Schatten, und er wird das Ziel kennenlernen. Gott weiß und bezeugt Mir, dass alles, was erwähnt wurde, um Gottes willen geschah, damit du vielleicht zum Hort der Führung unter den Menschen werdest und die Völker der Welt von eitlen Vorstellungen und leeren Einbildungen befreist. Gütiger Gott! Die sich abwenden und Mich verleugnen, haben bis heute versäumt zu erkennen, wer das herniedersandte, was dem Herold, dem Ersten Punkt, gegeben wurde. Das Wissen darum ist bei Gott, dem Herrn der Welten.
Bemühe dich, o Shaykh, und erhebe dich, dieser Sache zu dienen. Der Versiegelte Wein wurde an diesem Tag vor den Augen der Menschen ans Licht gebracht. Greife zu im Namen deines Herrn und trinke dir Genüge im Gedenken an Ihn, den Mächtigen, den Unvergleichlichen. Tag und Nacht hat dieser Unterdrückte sich mit dem befasst, was die Herzen vereint und die Seelen der Menschen erbaut. Was sich in den ersten Jahren in Persien zutrug, hat die Aufrichtigen und Begünstigten tief betrübt. Jedes Jahr verzeichnete ein neues Gemetzel, Raub, Plünderung und Blutvergießen. Einmal ereignete sich in Zanján, was die größte Bestürzung hervorrief, ein andermal in Nayríz und dann wieder in Ṭabarsí, und schließlich kam es zu dem Geschehnis im Lande Ṭá (Ṭihrán). Seitdem machte dieser Unterdrückte mit der Hilfe des einen wahren Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – dieses bedrängte Volk mit dem vertraut, was ihm anstand. Alle haben sie sich von den Dingen geheiligt, die sie und andere besitzen; sie haben sich an das gehalten und ihre Augen auf das gerichtet, was Gottes ist.
Es obliegt nun Seiner Majestät dem Sháh – möge Gott, gepriesen sei Er, ihn beschützen –, dieses Volk mit Güte und Barmherzigkeit zu behandeln.
Dieser Unterdrückte verbürgt sich vor der göttlichen Ka‘bah, dass dieses Volk nur Wahrhaftigkeit und Treue bezeigen wird, hingegen nichts, was in irgendeiner Weise den weltverbessernden Ideen Seiner Majestät zuwiderliefe.
Jede Nation muss die Stellung ihres Herrschers hoch achten, muss ihm untertan sein, sein Gebot ausführen und seine Befehlsgewalt wahren.
Die Herrscher der Welt waren und sind die Offenbarungen der Macht, Größe und Erhabenheit Gottes.
Dieser Unterdrückte hat niemals hinterlistig gegen irgend jemanden gehandelt.
Jedermann ist dessen gewahr und bezeugt es.
Achtung vor dem Rang der Herrscher ist göttlich verordnet, wie es durch die Worte der Propheten Gottes und Seiner Erwählten klar bekundet wird.
Er, der Geist (Jesus) – möge Friede mit Ihm sein –, wurde gefragt:
»O Geist Gottes!
Ist es rechtens, dem Kaiser Tribut zu zahlen?« Und Er gab zur Antwort:
»Ja, gebt dem Kaiser, was des Kaisers ist, und Gott, was Gottes ist.« Er verbot es nicht.
Diese beiden Aussagen sind in den Augen einsichtsvoller Menschen ein und dasselbe; denn wenn das, was dem Kaiser gehörte, nicht von Gott gekommen wäre, hätte Er es verboten.
Und ebenso der heilige Vers:
»Gehorchet Gott und gehorchet dem Gesandten und denen unter euch, die mit Befehlsgewalt ausgestattet sind.« »Jene, die mit Befehlsgewalt ausgestattet sind,« bezieht sich in erster Linie und in besonderer Hinsicht auf die Imáme – Gottes Segen ruhe auf ihnen!
Sie sind wahrlich die Offenbarungen der Macht Gottes, die Quellen Seiner Befehlsgewalt, die Schatzkammern Seines Wissens und die Aufgangsorte Seiner Gebote.
In zweiter Linie beziehen sich diese Worte auf die Könige und Herrscher – das heißt solche, deren strahlende Gerechtigkeit die Horizonte der Welt mit hellem Glanz erleuchtet.
Wir hegen die Hoffnung, dass Seine Majestät der Sháh im Lichte einer Gerechtigkeit erstrahle, deren Glanz alle Geschlechter auf Erden umfängt.
Es ist jedermanns Pflicht, Gott um des Sháhs willen anzuflehen, Er möge ihm gewähren, was an diesem Tage schicklich und passend ist.
O Gott, mein Gott, Du mein Meister, meine Stütze, meine Sehnsucht und mein Geliebter! Ich bitte Dich bei den Geheimnissen, die in Deiner Erkenntnis verborgen ruhen, bei den Zeichen, die den Duft Deiner Güte verbreiten, bei den Wogen des Weltmeers Deiner Gaben, bei dem Himmel Deiner Gnade und Freigebigkeit, bei dem Blute, das auf Deinem Pfad vergossen wurde, und bei den Herzen, die sich in ihrer Liebe zu Dir verzehrten – stehe Seiner Majestät dem Sháh mit Deiner Macht und höchsten Gewalt bei, auf dass von ihm ausgehe, was ewig in Deinen Büchern, Schriften und Tablets fortbesteht. Halte seine Hand, o mein Herr, mit der Hand Deiner Allmacht, erleuchte ihn mit dem Licht Deiner Erkenntnis und schmücke ihn mit der Zier Deiner Tugenden. Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt, und in Deiner Hand liegen die Zügel der ganzen Schöpfung. Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Immervergebenden, dem Allgütigen.
In seinem Brief an die Römer hat der heilige Paulus geschrieben: »Jedermann soll sich übergeordneten Gewalten unterwerfen; denn es gibt keine Gewalt, es sei denn von Gott, die bestehenden aber sind von Gott angeordnet. Wer sich darum der Gewalt widersetzt, hat sich wider die Anordnung Gottes aufgelehnt.« Und weiter: »Denn sie ist Gottes Dienerin, eine Rächerin zum Zorn an dem, der Böses betreibt.« Er sagt, dass die Erscheinung der Könige, ihre Majestät und Macht von Gott sind.
Auch in den alten Überlieferungen sind Hinweise, welche die Geistlichen sehen und hören. Wir flehen zu Gott – gesegnet und verherrlicht sei Er –, Er möge dir, o Shaykh, helfen, dich fest an das zu halten, was vom Himmel der Gaben Gottes, des Herrn der Welten, herabgesandt wurde. Die Geistlichen müssen sich unbedingt mit Seiner Majestät dem Sháh verbinden und sich an das halten, was für den Schutz, die Sicherheit, die Wohlfahrt und das Gedeihen der Menschen Gewähr bietet. Ein gerechter König erfreut sich näheren Zugangs zu Gott als sonst ein Mensch. Dies bezeugt Er, der in Seinem Größten Gefängnis spricht. Bei Gott! Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Einen, dem Unvergleichlichen, dem Allmächtigen, dem Allwissenden, dem Allweisen.
Würdest du um Gottes willen, und sei es auch nur für eine Stunde, über das nachdenken, was sich früher und neuerdings ereignet hat, du würdest dich hinwegkehren von allem, was du besitzest, hin zu den Dingen, die Gott zugehören, und du würdest zu einem Werkzeug für die Erhöhung Seines Wortes werden. Ist jemals seit der Erschaffung der Welt bis auf den heutigen Tag eine Ausstrahlung oder eine Offenbarung vom Tagesanbruch des Willens Gottes ausgegangen, die von den Geschlechtern auf Erden angenommen, deren Geheiß von ihnen anerkannt wurde? Wo findet man einen solchen Glauben und wie ist sein Name? Vom Siegel der Propheten (Muḥammad) – mögen alle außer Ihm selbst ein Opfer für Ihn sein – über den Geist Gottes (Jesus) bis zurück auf die Erste Manifestation haben alle zur Zeit Ihres Auftretens schweres Leid erduldet. Die einen hielt man für besessen, die anderen für Betrüger, und Sie wurden auf solche Weise behandelt, dass die Feder sich schämt, es zu schildern. Bei Gott! Es kam über Sie, was alle erschaffenen Dinge seufzen ließ, und doch sind die Menschen zum größten Teil in offenkundige Unwissenheit versunken! Wir beten zu Gott, Er möge ihnen helfen, zu Ihm zurückzukehren und Reue vor dem Tor Seiner Gnade zu üben. Mächtig ist Er über alle Dinge.
In diesem Augenblick erhebt sich laut die Stimme der Erhabensten Feder und spricht zu Mir: »Ermahne den Shaykh, wie Du einen Deiner Äste (Söhne) ermahnt hast, auf dass der Hauch Deiner Worte ihn anziehe und Gott, dem Herrn der Welten, näherbringe.«
»Sei freigebig im Glück und dankbar im Unglück.
Sei des Vertrauens deines Nächsten wert und schaue hellen und freundlichen Auges auf ihn.
Sei ein Schatz dem Armen, ein Mahner dem Reichen, eine Antwort auf den Schrei des Bedrückten und halte dein Versprechen heilig.
Sei gerecht in deinem Urteil und behutsam in deiner Rede.
Sei zu keinem Menschen unbillig, sondern erweise allen Sanftmut.
Sei wie eine Lampe für die, so im Dunkeln gehn, eine Freude den Betrübten, ein Meer für die Dürstenden, ein schützender Port für die Bedrängten, Stütze und Verteidiger für das Opfer der Unterdrückung.
Lass Sauberkeit und Redlichkeit all dein Handeln auszeichnen.
Sei eine Heimat dem Fremdling, ein Balsam dem Leidenden, dem Flüchtling ein starker Turm.
Sei dem Blinden Auge und ein Licht der Rechtleitung für den Fuß des Irrenden.
Sei ein Schmuck für das Antlitz der Wahrheit, eine Krone für die Stirn der Treue, ein Pfeiler für den Tempel der Redlichkeit, der Lebenshauch dem Körper der Menschheit, ein Banner für die Heerscharen der Gerechtigkeit, ein Himmelslicht am Horizont der Tugend, Tau für den Urgrund des Menschenherzens, eine Arche auf dem Meer der Erkenntnis, eine Sonne am Himmel der Gnade, ein Stein im Diadem der Weisheit, ein strahlendes Licht am Firmament deiner Zeitgenossen, eine Frucht am Baume der Demut.
Dich vor der Glut der Eifersucht und vor der Kälte des Hasses zu schützen, darum bitten Wir Gott.
Er, wahrlich, ist nahe, bereit zur Antwort.« Dies hat Meine Zunge zu einem Meiner Äste (Söhne) gesprochen, und Wir tun es denen unter Unseren Geliebten kund, die ihre eitlen Einbildungen von sich geworfen haben und sich fest an das halten, was ihnen vorgeschrieben ist an dem Tage, da der Morgenstern der Gewissheit am Horizont des Willens Gottes, des Herrn der Welten, erschien.
Dies ist der Tag, an dem der Vogel des Wortes im Namen seines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit, sein Lied auf den Zweigen singt.
Gesegnet ist der Mensch, der auf den Schwingen der Sehnsucht Gott, dem Herrn am Tag des Gerichts, entgegenschwebt.
Der eine wahre Gott weiß wohl und die ganze Schar Seiner Vertrauten bezeugt, dass dieser Unterdrückte zu allen Zeiten schlimmen Gefahren gegenüberstand.
Aber ohne die Leiden, die Mir auf dem Pfade Gottes zustießen, hätte das Leben für Mich nichts an Süße gehabt, und Mein Dasein wäre Mir nutzlos gewesen.
Wer mit Urteilskraft begabt ist und sein Auge auf den Erhabensten Anblick richtet, für den ist es kein Geheimnis, dass Ich die meisten Tage Meines Lebens wie ein Sklave unter einem Schwert saß, das an einem Faden hing und von dem Ich nicht wusste, ob es nicht früher oder später herabfallen würde.
Dennoch und trotz alledem statten Wir Gott, dem Herrn der Welten, Unseren Dank ab.
Die Zunge Meines Herzens spricht Tag und Nacht dieses Gebet:
»Ruhm sei Dir, o mein Gott!
Wäre es nicht durch die Leiden auf Deinem Pfad, wie könnten die, welche Dich wirklich lieben, erkannt werden?
Und wäre es nicht durch die Prüfungen, die aus Liebe zu Dir erduldet werden, wie anders könnte die Stufe derer, die sich nach Dir sehnen, kundwerden?
Deine Macht ist mein Zeuge!
Tränen sind die Gefährten all derer, die Dich verehren, Seufzer sind der Trost jener, die Dich suchen, und die Teile ihrer gebrochenen Herzen sind die Speise solcher, die zu Dir eilen.
Wie süß schmeckt mir die Bitternis des Todes auf Deinem Pfade, und wie kostbar schätze ich die Pfeile Deiner Feinde, wenn sie bei der Erhöhung Deines Wortes auf mich treffen!
Lass mich in Deiner Sache kosten, o mein Gott und mein Meister, was immer Du wünschst, und sende in Deiner Liebe alles auf mich hernieder, was Du verordnet hast.
Bei Deiner Herrlichkeit!
Ich wünsche nur, was Du wünschst, und schätze nur, was Du schätzest.
In Dich setze ich allezeit mein ganzes Vertrauen und meine Zuversicht.
Du bist wahrlich der Allbesitzende, der Höchste.
Ich flehe Dich an, o mein Gott, lass dieser Offenbarung Helfer erstehen, die Deines Namens und Deiner höchsten Macht würdig sind, auf dass sie Deiner unter Deinen Geschöpfen gedenken; errichte das Banner Deines Sieges in Deinem Land und schmücke alle mit Deinen Tugenden und Deinen Geboten.
Es gibt keinen Gott außer Dir, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden.«
Hierauf erhob sich die Stimme des wahren Glaubens; wieder und wieder rief sie laut und sprach: »O Scharen der Erde! Bei Gott! Ich bin der wahre Gottesglaube unter euch. Hütet euch, dass ihr Mich nicht verleugnet. Gott hat Mich geoffenbart mit einem Licht, das alle umfängt, die im Himmel und auf Erden sind. Urteilt gerecht, o Menschen, über Meine Offenbarung, die Verkündigung Meiner Herrlichkeit und den Glanz Meines Lichtes, und gehört nicht zu denen, die Unrecht tun.«
O Shaykh! Dieser Unterdrückte fleht zu Gott – gesegnet und verherrlicht sei Er –, Er möge in dir den erwecken, der die Tür zur Gerechtigkeit öffnet, und möge durch dich Seine Sache unter Seinen Dienern verkünden. Er, wahrlich, ist der Allgewaltige, der Allmächtige, der Allgütige.
O Shaykh! Bitte den einen wahren Gott, Ohren, Augen und Herzen der Menschen zu heiligen und sie vor den Begierden einer verderbten Neigung zu schützen. Denn Bosheit ist eine schlimme Krankheit, die den Menschen der Erkenntnis des Großen Seins beraubt und ihn von den Strahlen der Sonne der Gewissheit abhält. Wir beten und hoffen, dass Gott durch Seine Gnade und Barmherzigkeit dieses mächtige Hindernis entferne. Er, wahrlich, ist der Machtvolle, der Allunterwerfende, der Allmächtige.
In diesem Augenblick erhob sich eine Stimme zur Rechten des Strahlenden Ortes: »Gott! Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Verordner, dem Allweisen! Mache den Shaykh mit dem Rest des Lawḥ-i-Burhán (Tablet des Beweises) bekannt, damit es ihn zum Horizont der Offenbarung seines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit, hinziehe und er sich vielleicht erhebe, Meiner Sache mit deutlichen Zeichen und erhabenen Beweisen zu helfen, und unter den Menschen verkünde, was die Zunge des Zeugnisses gesprochen hat: ›Das Reich ist Gottes, des Herrn der Welten!‹«
»Lies das Kitáb-i-Íqán (das Buch der Gewissheit) und was vom Allbarmherzigen dem König in Paris (Napoleon III.) und seinesgleichen gesandt wurde, auf dass dir bewusst werde, was sich in der Vergangenheit ereignete, und du dich überzeugst, dass Wir keineswegs Unordnung im Land verbreiten wollten, nachdem es wohlgeordnet war. Nur um Gottes willen ermahnen Wir Seine Diener. Wer es wünscht, den lasse sich Gott zuwenden, und wer will, möge sich abkehren. Unser Herr, der Barmherzige, ist wahrlich der Allgenügende, der Allgepriesene. O Schar der Geschlechter auf Erden! Dies ist der Tag, da nichts unter allen Dingen und kein Name unter allen Namen euch nützen kann, es sei denn durch diesen Namen, den Gott zur Manifestation Seiner Sache und zum Tagesanbruch Seiner erhabensten Benennungen gemacht hat für alle, die im Reich der Schöpfung sind. Selig ist der Mensch, der den Duft des Allbarmherzigen wahrgenommen hat und zu denen zählt, die standhaft sind. Weder eure Wissenschaften noch eure Künste, eure Schätze oder euer Ruhm werden euch an diesem Tag etwas nützen. Werft sie alle von euch und richtet euer Angesicht auf das Hocherhabene Wort, durch welches die Schriften, die Bücher und dieses erleuchtete Tablet unzweideutig kundgemacht wurden. Werft weg, o ihr Menschen, was ihr mit der Feder eurer eitlen Vorstellungen und leeren Einbildungen zusammengeschrieben habt. Bei Gott! Die Sonne der Erkenntnis strahlt über dem Horizont der Gewissheit.
O du, der du in die Irre gingst! Wenn dir irgendein Zweifel an Unserer Lebensführung kommt, so wisse, dass Wir bezeugen, was Gott selbst vor der Erschaffung der Himmel und der Erde bezeugte: Es ist kein anderer Gott außer Ihm, dem Allmächtigen, dem Allgütigen. Wir bezeugen, dass Er einzig ist in Seinem Wesen, einzig in Seinen Eigenschaften. Er hat nicht Seinesgleichen im ganzen Weltall noch einen Gefährten in der ganzen Schöpfung. Seine Boten und Seine Bücher hat Er herniedergesandt, damit sie Seinen Geschöpfen den Geraden Pfad weisen.
Ist der Sháh über dein Vorgehen unterrichtet worden, und hat er sich entschieden, die Augen davor zu verschließen? Oder hat ihn die Furcht gepackt vor dem Heulen eines Rudels Wölfe, das dem Pfade Gottes den Rücken kehrte und dir auf deinem Wege nachfolgte, ohne klaren Beweis oder ein Buch? Wir hörten, die Provinzen Persiens seien mit der Zier der Gerechtigkeit geschmückt worden. Als Wir aber genau hinschauten, fanden Wir, dass sie Aufgangsorte der Tyrannei und Tagesanbrüche des Unrechts sind. Wir sehen die Gerechtigkeit in den Klauen der Gewaltherrschaft. Wir flehen Gott an, sie durch die Kraft Seiner Macht und Seiner höchsten Herrschaft zu befreien. Er, wahrlich, ist über allem, was in den Himmeln und auf Erden ist. Keinem ist das Recht gegeben, sich irgend jemandem gegenüber zu beschweren über das, was der Sache Gottes zugestoßen ist. Es geziemt jedem, der sein Angesicht auf den Erhabensten Horizont gerichtet hat, sich beharrlich an das Seil der Geduld zu halten und sein Vertrauen auf Gott zu setzen, den Helfer in Gefahr, den Unbezwungenen. O ihr Geliebten Gottes! Trinkt euch satt aus dem Quell der Weisheit, schwingt euch auf in die Sphären der Weisheit und sprecht mit Weisheit und Beredsamkeit. Dies gebietet euch euer Herr, der Allmächtige, der Allwissende.
O du Achtloser! Baue nicht auf deinen Ruhm und deine Macht. Du gleichst der letzten Spur des Sonnenlichts auf der Bergesspitze. Bald wird sie dahinschwinden, wie es Gott, der Allbesitzende, der Höchste, verordnet hat. Weggenommen ist von dir und deinesgleichen aller Ruhm, und dies ist wahrlich, was von Ihm, bei dem das Mutterbuch ist, verfügt wurde. Wo ist der zu finden, der mit Gott rechtete, und wohin ist der entschwunden, der Seinen Zeichen widersprach und sich von Seiner höchsten Herrschaft abwandte? Wo sind sie, die Seine Erwählten erschlugen und das Blut Seiner Heiligen vergossen? Denke nach, auf dass du vielleicht den Geruch deiner Taten wahrnehmest, o du törichter Zweifler! Deinetwegen klagte der Gesandte (Muḥammad), und die Reine (Fáṭimih) schrie laut auf; alle Länder waren verwüstet, und Dunkel fiel über alle Bereiche. O Schar der Geistlichen! Euretwegen gerieten die Menschen in Schande, das Banner des Islám wurde herabgezerrt und sein mächtiger Thron gestürzt. Immer, wenn ein verständiger Mann sich an das zu halten suchte, was den Islám erhöht hätte, stimmtet ihr euer Geschrei an, was ihn hinderte, sein Ziel zu erreichen, während das Land tief im Verfall befangen blieb.
O Meine Erhabene Feder!
Rufe dir die Schlange (den Imám-Jum‘ih von Iṣfahán) in Erinnerung, deren Grausamkeit alles Erschaffene stöhnen und den Heiligen die Glieder erzittern ließ.
So gebietet dir der Herr aller Namen auf dieser erhabenen Stufe.
Laut schrie die Reine (Fáṭimih) ob deiner Ungerechtigkeit auf, und doch bildest du dir ein, zur Familie des Gesandten Gottes [Muḥammads] zu zählen!
Solches hat dir deine Seele eingeflüstert, o du, der du dich abgewandt hast von Gott, dem Herrn all dessen, was war und was sein wird.
Urteile gerecht, du Schlange!
Für welches Verbrechen erstachst du die Kinder des Gesandten Gottes (den ›König der Märtyrer‹ und den ›Geliebten der Märtyrer‹) und plündertest ihre Habe?
Leugnest du Ihn, der dich erschuf durch Seinen Befehl: ›Sei, und es war‹?
Du hast an den Kindern des Gesandten Gottes gehandelt, wie nicht einmal ‘Ád mit Húd verfuhr, noch Thamúd mit Ṣáliḥ, noch die Juden mit dem Geist Gottes (Jesus), dem Herrn allen Seins.
Leugnest du die Zeichen deines Herrn, vor denen sich, kaum dass sie vom Himmel Seiner Sache herabkamen, alle Bücher der Welt verneigten?
Gehe in dich, damit du deiner Tat bewusst werdest, o du achtloser Verworfener!
Binnen kurzem werden die Winde der Züchtigung über dich kommen, wie sie über andere vor dir gekommen sind.
Warte nur, du, der du Gott, dem Herrn des Sichtbaren und des Unsichtbaren, Gefährten beigesellt hast.
Dies ist der Tag, den Gott durch die Zunge Seines Gesandten angekündigt hat.
Sinne nach, damit du begreifst, was der Allbarmherzige im Qur’án und in diesem klaren Tablet herniedersandte.
Dies ist der Tag, da Er, der Morgen der Offenbarung, mit klaren Zeichen, die keiner zählen kann, erschienen ist.
Dies ist der Tag, da jeder Mensch mit Wahrnehmungskraft den Duft der Brise des Allbarmherzigen in der Welt der Schöpfung entdeckt, da jeder Einsichtsvolle dem Lebenswasser der Gnade seines Herrn, des Königs der Könige, entgegeneilt.
O du Achtloser!
Die Geschichte vom Opfer (Ismá‘íl) hat sich wiederholt, und er, das Opfer, ist zu der Opferstätte geschritten, und er kehrte nicht zurück ob dem, was deine Hand verübte, o du verderbter Hasser!
Hast du dir eingebildet, jenes Martyrium würde dieser Sache Schande bereiten?
Nein, bei Ihm, den Gott zur Schatzkammer Seiner Offenbarung machte, gehörtest du doch zu denen, die begreifen.
Wehe dir, der du Gott Gefährten beigesellt hast, und wehe denen, die dich zum Führer nahmen, ohne ein klares Zeichen oder ein eindeutiges Buch!
Wie zahllos waren die Unterdrücker vor dir, die sich aufmachten, das Licht Gottes zu ersticken, und wie viele der Gottlosen, die mordeten und plünderten, bis die Herzen und Seelen der Menschen über ihre Grausamkeit stöhnten!
Die Sonne der Gerechtigkeit verfinsterte sich, denn die Verkörperung der Tyrannei wurde auf den Thron des Hasses gesetzt, und doch sind die Menschen ohne Verständnis.
O du Narr!
Du hast die Kinder des Gesandten erschlagen und ihre Habe geplündert.
Sprich:
Waren es ihre Besitztümer, die nach deiner Meinung Gott leugneten, oder sie selbst?
Urteile gerecht, o du Unwissender, der du wie durch einen Schleier von Gott getrennt bist.
Du hast dich an die Tyrannei gehalten und die Gerechtigkeit verworfen.
Alles Erschaffene klagt darüber, aber noch immer gehörst du zu den Verstockten.
Du hast die Alten getötet und die Jungen ausgeplündert.
Denkst du, du könntest genießen, was deine Unredlichkeit aufgehäuft hat?
Nein, bei Meinem Selbst!
Also unterrichtet dich Er, der alles weiß.
Bei Gott!
Was du besitzest, soll dir nichts nützen, noch das, was du durch deine Grausamkeit zusammengerafft hast.
Dafür zeugt dein Herr, der Allwissende.
Du hast dich erhoben, das Licht dieses Glaubens auszutreten; binnen kurzem wird dein eigenes Feuer auf Seinen Befehl ausgelöscht werden.
Er, wahrlich, ist der Herr der Stärke und der Macht.
Weder Wandel und Wechsel der Welt noch die Macht der Nationen können Seine Pläne durchkreuzen.
Er tut, was Ihm beliebt, und verordnet, was Er will, durch die Macht Seiner höchsten Herrschaft.
Denke an die Kamelstute:
Obwohl nur ein Tier, hat sie der Allbarmherzige auf eine so hohe Stufe erhoben, dass die Zungen der Erde sie erwähnten und priesen.
Wahrlich, Er ist über allem in den Himmeln und auf Erden.
Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Allmächtigen, dem Großen.
Also haben Wir den Himmel Unseres Tablets mit den Sonnen Unserer Worte geschmückt.
Gesegnet der Mensch, der dazu gelangt und von ihnen erleuchtet wird, und wehe denen, die sich abwenden, Ihn verleugnen und fern von Ihm in der Irre schweifen.
Preis sei Gott, dem Herrn der Welten!«
O Shaykh!
Wir haben es dir ermöglicht, dem Lied der Nachtigall des Paradieses zu lauschen, und deinen Augen haben Wir die Zeichen enthüllt, die Gott durch Sein allbezwingendes Gebot in das Größte Gefängnis herniedersandte; dies taten Wir, damit dein Auge sich erfreue und deine Seele Gewissheit erlange.
Er ist wahrlich der Allgütige, der Freigebige.
Erhebe dich durch die Kraft Seines Zeugnisses, der Sache Gottes, deines Herrn, des Gottes der Barmherzigkeit, zu dienen.
So du furchtsam bist in deinem Glauben, ergreife Mein Tablet und verwahre es am Busen der Zuversicht.
Und wenn du die Stätte der Auferstehung betrittst und Gott dich fragt, durch welchen Beweis du an diese Offenbarung geglaubt hast, dann ziehe das Tablet hervor und sprich:
»Durch dieses heilige, mächtige, unvergleichliche Buch.« Alsdann werden alle ihre Hände zu dir erheben und das Tablet ergreifen; an ihre Augen werden sie es pressen und den Duft der Worte Gottes, des Herrn der Welten, atmen.
Sollte Gott dich peinigen, weil du an Seine Zeichen in dieser Offenbarung glaubst, aus welchem Grund könnte Er dann solche peinigen, die nicht an Muḥammad, den Gesandten Gottes, glaubten, und vor diesem nicht an Jesus, den Sohn Marias, und an Ihn, der mit Gott sprach (Moses), und an Ihn, der der Freund Gottes ist (Abraham), und noch weiter zurück bis zu Jenem, der die Erste Manifestation war, erschaffen durch den Willen deines Herrn, des Machtvollen, des Allumfassenden.
So haben Wir Unsere Verse einem anderen vor dir herniedergesandt; dir rufen Wir sie an diesem Tag ins Gedächtnis, damit du verstehst und zu denen gehörst, die Gewissheit haben.
O du, der du dir die Stimme des Wissens anmaßt!
Diese Sache ist zu deutlich, um verdunkelt, zu offenbar, um verheimlicht zu werden.
Sie strahlt wie die Sonne in der Herrlichkeit des Mittags.
Keiner kann sie leugnen, er sei denn ein Hasser und Zweifler.
Nunmehr geziemt es uns, dass wir uns dem Ersehnten zuwenden und uns an diese erhabensten Worte halten:
»O Gott, mein Gott!
Du hast die Lampe Deiner Sache mit dem Öl der Weisheit entzündet.
Schütze sie vor widrigen Winden.
Die Lampe ist Dein, das Glas ist Dein, und alles in den Himmeln und auf Erden ruht in der Hand Deiner Macht.
Verleihe den Herrschern Gerechtigkeitssinn und den Geistlichen Redlichkeit.
Du bist der Allmächtige, und Du hast durch die Bewegung Deiner Feder Deiner unwiderstehlichen Sache geholfen und Deine Geliebten rechtgeleitet.
Du bist der Herr der Kraft und der König der Macht.
Kein Gott ist außer Dir, dem Starken, dem Unbezwungenen.« Sprich weiter:
»O Gott, mein Gott!
Ich sage Dir Dank, denn Du gabst mir Deinen Versiegelten Wein aus der Hand der Freigebigkeit Deines Namens ›der Selbstbestehende‹ zu trinken.
Ich flehe Dich an, bei den Strahlen des Morgens Deiner Offenbarung, bei der Kraft Deines Erhabensten Wortes und bei der Macht Deiner Hehrsten Feder, deren Bewegung das Wesen alles Erschaffenen in Entzücken versetzte, stehe Seiner Majestät dem Sháh bei, Deine Sache siegreich zu machen, sich dem Horizont Deiner Offenbarung zuzuwenden und sein Angesicht auf das Licht Deines Antlitzes zu richten.
Hilf ihm alsdann, näher zu Dir zu gelangen.
Unterstütze ihn mit den Heerscharen der Himmel und der Erde.
Ich bitte Dich flehentlich, o Du Herr aller Namen und Schöpfer der Himmel, bei dem Licht Deiner Sache und bei dem Feuer des Lotosbaumes Deiner Güte, hilf Seiner Majestät, Deine Sache unter Deinen Geschöpfen kundzumachen.
Öffne sodann vor seinem Angesicht die Tore Deiner Gnade, Deiner Barmherzigkeit und Deiner Gabenfülle.
Durch Dein Wort: ›Sei, und es ist‹ bist Du mächtig zu tun, was Dir gefällt.«
O Shaykh!
Wir haben durch die Kraft Gottes und Seine Macht die Zügel der Herrschaft ergriffen, die nur Er ergreifen kann, der der Mächtige, der Starke ist.
Keiner hatte die Macht, Unheil oder Aufruhr zu stiften.
Nun, da sie aber versäumt haben, diese himmlische Güte, diese Gabenfülle richtig zu schätzen, wurden und werden sie von der Vergeltung, die ihre Taten nach sich ziehen, heimgesucht.
Als die Staatsbeamten sahen, welche geheimen Fortschritte dieses Ausgespannte Seil (der Rechtleitung) machte, haben sie Meine Gegner in jeder Hinsicht angespornt und unterstützt.
In der Großen Stadt ( Konstantinopel) haben sie eine beträchtliche Menschenmenge aufgewiegelt, um diesem Unterdrückten entgegenzutreten.
Es kam so weit, dass die Beamten in jener Stadt Taten verübten, die über die Regierung und das Volk Schande brachten.
Einst kam ein angesehener Siyyid nach Beirut; seine allbekannte Untadeligkeit, seine lobenswerte Lebensführung und sein geschäftlicher Ruf wurden von der Mehrzahl edelgesinnter Menschen hoch geachtet, und er wurde als ein überaus ehrenwerter Kaufmann geschätzt.
In Anbetracht seiner Freundschaft zu diesem Unterdrückten telegraphierte man dem persischen Dolmetscher, der Siyyid habe mit Hilfe seines Dieners eine Summe Geldes und andere Dinge gestohlen und sei nach ‘Akká gegangen.
Man verfolgte dabei die Absicht, diesen Unterdrückten zu entehren.
Und doch liegt es dem Volk dieses Landes ferne, sich durch solche schnöden Schauergeschichten vom geraden Pfad der Rechtschaffenheit und Treue ablenken zu lassen.
Kurz, man greift Mich von allen Seiten an und bestärkt Meine Feinde.
Dieser Unterdrückte jedoch fleht zu dem einen wahren Gott, Er möge jedem gnädig beistehen in dem, was in diesen Tagen schicklich ist.
Tag und Nacht richte Ich Meinen Blick auf diese deutlichen Worte und spreche:
»O Gott, mein Gott!
Ich flehe Dich an, bei der Sonne Deiner Gnade, bei dem Meere Deiner Erkenntnis und bei dem Himmel Deiner Gerechtigkeit, hilf denen, die Dich verleugnen, dass sie bekennen, hilf ihnen, die sich von Dir abwenden, dass sie zurückkehren, und hilf jenen, die Dich lästern, dass sie gerecht und redlich in ihrem Urteil sind.
Stehe ihnen bei, o mein Herr, dass sie zu Dir zurückkehren und vor dem Tore Deiner Gnade Reue üben.
Mächtig bist Du zu tun, was Du willst, und in Deiner Hand liegen die Zügel der Herrschaft über alles, was in den Himmeln und auf Erden ist.
Preis sei Gott, dem Herrn der Welten.«
Die Zeit ist nahe, da alles enthüllt wird, was in den Herzen und Seelen der Menschen verborgen liegt. Heute ist der Tag, von dem Luqmán zu seinem Sohne sprach, der Tag, den der Herr der Herrlichkeit ankündete, den Er Ihm, Seinem Freunde ( Muḥammad), durch die folgenden Worte bekanntgab – verherrlicht sei Er: »O mein Sohn! Wahrlich, Gott bringt alles ans Licht, und wäre es auch nur so schwer wie ein Senfkorn und läge verborgen in einem Felsen oder in den Himmeln oder in der Erde; denn Gott ist sinnreich und kennt alles«. An diesem Tag wird aller Augentrug, alles, was der Menschen Brust verbirgt, kundgemacht und vor dem Throne Seiner Offenbarung bloßgelegt. Nichts, was es auch sei, entgeht Seiner Kenntnis. Er hört und sieht, und Er ist wahrlich der Allhörende, der Allsehende. Wie seltsam ist es doch, dass die Menschen nicht zwischen dem Vertrauenswürdigen und dem Trügerischen unterscheiden!
Wollte doch Seine Majestät der Sháh von Persien – möge Gott seine Herrschaft erhalten – die Konsuln der geehrten persischen Regierung befragen, die in diesem Land waren, damit er über Taten und Wandel dieses Unterdrückten unterrichtet würde. Kurz, man hat viele, wie zum Beispiel den Akhtar, aufgestachelt und befleißigt sich, Verleumdungen auszustreuen. Es ist klar und deutlich, dass man immer mit den Schwertern des Hasses und den Speeren der Feindschaft denjenigen umringt, von welchem man weiß, dass er ein Ausgestoßener unter den Menschen ist und von einem Land ins andere verbannt wurde. Dies ist nicht das erstemal, dass solches Unrecht verübt wurde, nicht der erste Kelch, der zu Boden geschmettert, der erste Schleier, der auf dem Pfade Gottes, des Herrn der Welten, entzweigerissen wurde. Aber dieser Unterdrückte blieb still und ruhig in dem Größten Gefängnis und befasste sich mit Seinen eigenen Angelegenheiten, völlig losgelöst von allem außer Gott. Das Unrecht wurde so schwer, dass die Federn der Welt nicht die Kraft haben, es aufzuzeichnen.
In diesem Zusammenhang ist es notwendig, die folgende Begebenheit zu erwähnen, damit sich die Menschen fest an das Seil der Gerechtigkeit und Wahrhaftigkeit halten mögen. Ḥájí Shaykh Muḥammad-‘Alí – auf ihm sei die Herrlichkeit Gottes, des Immerwährenden – war ein hochangesehener Kaufmann, wohlbekannt bei den meisten Einwohnern der Großen Stadt (Konstantinopel).
Als vor kurzem die persische Botschaft in Konstantinopel insgeheim Unheil stiftete, bemerkte man, dass diese gläubige, aufrichtige Seele große Pein litt.
Schließlich warf er sich eines Nachts ins Meer, wurde jedoch von einigen Vorübergehenden gerettet.
Seine Tat wurde überall beredet, und verschiedene Leute legten sie auf unterschiedliche Weise aus.
Wenig später begab er sich des Abends in eine Moschee, verweilte dort, wie der Wächter jener Stätte berichtete, die ganze Nacht und verrichtete bis zum frühen Morgen, inbrünstig und mit Tränen in den Augen, seine Gebete und Bitten.
Als der Wächter bemerkte, dass er mit seiner Andacht plötzlich aufhörte, ging er zu ihm hin und fand, dass er bereits den Geist aufgegeben hatte.
Eine leere Flasche lag ihm zur Seite und zeigte an, dass er sich vergiftet hatte.
Kurz, der Wächter war sehr erschrocken und überbrachte den Leuten die Nachricht.
Man fand heraus, dass er zwei Testamente hinterlassen hatte.
Im ersten anerkannte und bezeugte er die Einheit Gottes, dass Gottes erhabenes Sein weder Gefährten noch Seinesgleichen habe und dass Sein Wesen hoch über allem Lobpreis, aller Verherrlichung und Beschreibung stehe.
Auch legte er Zeugnis ab für die Offenbarung der Propheten und der Heiligen und anerkannte, was in den Büchern Gottes, des Herrn aller Menschen, niedergelegt ist.
Auf einem anderen Blatt, worauf er ein Gebet aufgezeichnet hatte, schrieb er zum Schluss die Worte:
»Dieser Diener und die Geliebten Gottes sind bestürzt.
Einerseits hat die Feder des Höchsten allen Menschen verboten, sich in Aufruhr, Streit und Kampf einzulassen, und andererseits hat diese selbe Feder die erhabenen Worte herniedergesandt: ›So jemand in der Gegenwart der Manifestation bei einer Seele böse Absicht entdeckt, darf er sich ihr nicht widersetzen, sondern muss sie Gott überlassen.‹ In Anbetracht dessen, dass einesteils jener bindende Befehl klar und fest begründet ist und auf der anderen Seite Verleumdungen geäußert wurden, so schwer, dass es über Menschenkraft geht, sie zu ertragen, hat dieser Diener beschlossen, die schlimmste Sünde zu begehen.
Ich wende mich flehentlich zum Meer der Güte Gottes, zum Himmel Seiner Barmherzigkeit und hoffe, dass Er mit der Feder Seiner Gnade und Gunst die Missetaten dieses Dieners austilgt.
Sind meine Übertretungen auch mannigfach und meine Übeltaten unzählig, so klammere ich mich doch beharrlich an das Seil Seiner Gaben und an den Saum Seiner Großmut.
Gott ist Zeuge, und die Seiner Schwelle nahe sind, wissen es wohl, dass dieser Diener es nicht ertragen konnte, die Schauermärchen anzuhören, die von den Verrätern verbreitet wurden.
Deshalb habe ich diese Tat begangen.
Wenn Er mich züchtigt, gebührt Ihm wahrlich Preis für das, was Er tut, und wenn Er mir vergibt, soll Sein Geheiß befolgt werden.«
Sinne nun nach, o Shaykh, über den Einfluss des Wortes Gottes, auf dass du dich von der linken Hand eitler Einbildungen zur Rechten der Gewissheit wendest. In der Sache Gottes ist dieser Unterdrückte niemals heuchlerisch gegen irgend jemanden vorgegangen; laut habe Ich das Wort Gottes vor dem Angesicht Seiner Geschöpfe verkündet. Wer es wünscht, den lasse sich diesem Wort zuwenden, und wer es wünscht, der möge sich abkehren. Wenn aber dies geleugnet wird, was so klar, so offenbar, so unzweifelhaft ist, was kann dann in den Augen einsichtsvoller Menschen noch annehmbar und glaubenswert erscheinen? Wir flehen zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er –, dem Vorgenannten (Ḥájí Shaykh Muḥammad-‘Alí) zu vergeben und seine üblen Taten in gute zu verwandeln. Er, wahrlich, ist der Allmächtige, der Allmachtvolle, der Allgütige.
Es sind solche Dinge in dieser Offenbarung erschienen, dass es weder für die Größen der Wissenschaft und Gelehrsamkeit noch für die Offenbarungen der Gerechtigkeit und Billigkeit eine andere Möglichkeit gibt, als sie anzuerkennen. Deine Pflicht ist es an diesem Tage, dich mit himmlischer Macht zu erheben und mit der Kraft des Wissens bei den Völkern der Welt alle Zweifel zu zerstreuen, auf dass alle Menschen geheiligt werden, ihre Schritte zum Größten Meere lenken und sich fest an das halten, was Gottes Absicht ist.
Jeder, der sich von Mir wendet, hält sich an seine eigenen eitlen Worte und erhebt damit Einwände gegen Ihn, der die Wahrheit ist.
Gnädiger Gott!
Die Hinweise, die die Heiligen und Erwählten auf Gottheit und Göttlichkeit machten, sind als Gründe der Leugnung und Verwerfung ins Feld geführt worden.
Der Imám Ṣádiq sagte:
»Dienstbarkeit ist etwas, dessen Wesen Gottesbewusstsein ist.« Der Gebieter der Gläubigen (Imám ‘Alí) antwortete einem Araber, der ihn über die Seele befragte, wie folgt:
»Das dritte ist die Seele, welche göttlich und himmlisch ist.
Sie ist göttliche Wirkkraft, eine Wesenheit, einfach und selbstbestehend.« Und weiter sagt er – Friede sei mit ihm:
»Daher ist sie das erhabenste Wesen Gottes, der Baum der Glückseligkeit, der Lotosbaum, über den hinaus keiner gehen kann, der Garten des Friedens.« Der Imám Ṣádiq sprach:
»Wenn sich unser Qá’im erhebt, wird die Erde im Lichte ihres Herrn erstrahlen.« Auch wird Abí-‘Abdi’lláh – Friede sei mit ihm – eine längere Überlieferung zugeschrieben, in der sich folgende erhabenen Worte finden:
»Darauf wird Er, der Allbezwingende – gepriesen und verherrlicht sei Er – von den Wolken herabsteigen mit den Engeln.« Und im machtvollen Qur’án:
»Was könnten solche Menschen anderes erwarten, als dass Gott herniederkommen werde zu ihnen, überschattet von Wolken?« Und in der Überlieferung des Mufaḍḍal steht:
»Der Qá’im wird sich mit dem Rücken gegen das Allerheiligste lehnen und wird die Hand ausstrecken, und siehe, sie wird schneeweiß, aber unverletzt sein.
Und Er wird sprechen: ›Dies ist die Hand Gottes, die rechte Hand Gottes, die von Gott kommt, auf Befehl Gottes!‹« Wie man diese Überlieferungen auch auslegt, in gleicher Weise möge man auslegen, was die Erhabenste Feder niedergeschrieben hat.
Der Gebieter der Gläubigen ( Imám ‘Alí) sagte:
»Ich bin Er, der weder mit Namen genannt noch beschrieben werden kann.« Und weiter sprach Er:
»Nach außen hin bin Ich ein Imám; inwendig bin Ich der Unerschaute, der Unerkennbare.« Abú-Ja‘far-i-Ṭúsí sprach:
»Ich sagte zu Abí-‘Abdi’lláh: ›Du bist der Weg, der im Buche Gottes erwähnt ist, und du bist die Gottessteuer, und du bist die Pilgerfahrt.‹ Er antwortete: ›O Mensch!
Wir sind der Weg, der im Buche Gottes erwähnt ist, und Wir sind die Gottessteuer, und Wir sind die Fasten, und Wir sind die Pilgerfahrt, und Wir sind der Heilige Monat, und Wir sind die Heilige Stadt, und Wir sind die Ka‘bah Gottes, und Wir sind die Qiblih Gottes, und Wir sind das Angesicht Gottes.‹« Jábir berichtet, dass Abú-Ja‘far – Friede sei mit ihm – folgendes zu ihm gesprochen habe:
»O Jábir!
Gib acht auf den Bayán (Auslegung) und auf die Ma‘ání (Bedeutungen).« Er – Friede sei mit ihm – fügte hinzu:
»Was den Bayán anbelangt, so besteht er darin, dass du Gott – verherrlicht sei Er – anerkennst als den Einen, der nicht Seinesgleichen hat, dass du Ihn anbetest und dich weigerst, Ihm Gefährten beizugesellen.
Was die Ma‘ání angeht, so sind Wir ihr Inhalt, ihre Lende, ihre Hand, ihre Zunge, ihre Ursache, ihr Befehl, ihre Erkenntnis und ihr Recht.
Wenn Wir Uns etwas wünschen, ist es Gott, der es wünscht, und Er begehrt, was Wir begehren.« Auch der Gebieter der Gläubigen ( Imám ‘Alí) – Friede sei mit ihm – sagte:
»Wie kann ich einen Herrn anbeten, den ich nicht gesehen habe?« Und in anderem Zusammenhang sprach er:
»Ich nehme nichts wahr, es sei denn, ich nehme Gott zuvor, Gott hernach oder Gott zusammen damit wahr.«
O Shaykh! Denke nach über die Dinge, die angeführt wurden, auf dass du den versiegelten Wein trinkst durch die Kraft des Namens Dessen, der der Selbstbestehende ist, und du das erlangst, was keiner begreifen kann. Gürte die Lenden des Bemühens und wende dich dem Erhabensten Königreich zu, auf dass du den Hauch der Offenbarung und Eingebung, wie er auf Mich herniederkommt, begreifst und ebenfalls dazu gelangst. Wahrlich, Ich sage: Die Sache Gottes hatte nie, noch hat sie heute, etwas Ebenbürtiges. Zerreiße die Schleier eitler Einbildungen. Er wird dich wahrlich bestärken und unterstützen, als ein Zeichen Seiner Gnade. Er ist in Wahrheit der Starke, der Allbezwingende, der Allmächtige. Dulde nicht, dass du leer ausgehst, solange es noch Zeit ist und der gesegnete Lotosbaum seine Stimme noch laut unter den Menschen hören lässt. Setze dein Vertrauen in Gott, stelle Ihm deine Geschäfte anheim; alsdann betrete dieses Größte Gefängnis, auf dass du hörst, was noch kein Ohr gehört, und schaust, was noch kein Auge je erblickt hat. Gibt es nach einer solchen Darlegung noch Raum für Zweifel? Nein, bei Gott, der über Seiner Sache steht! Wahrlich, Ich sage: An diesem Tage finden die gesegneten Worte »Er aber ist der Gesandte Gottes und das Siegel der Propheten« ihre Erfüllung in dem Vers: »Der Tag, da die Menschheit vor dem Herrn der Welten stehen wird«. Statte Gott für eine solch große Gunst deinen Dank ab.
O Shaykh! Der Hauch der Offenbarung lässt sich mit keinem anderen Odem verwechseln. Jetzt steht der Lotosbaum, über den hinaus keiner gehen kann, vor deinen Augen, beladen mit ungezählten Früchten; besudle dich nicht mit eitlen Einbildungen, wie es die Menschen vergangener Zeiten taten. Diese Worte verkünden das wahre Wesen des Gottesglaubens. Er ist für alle Dinge Zeuge. Um die Wahrheit Seiner Offenbarung darzutun, war und ist Er niemals auf irgend jemanden angewiesen. Wohl an die hundert Bände strahlender Verse und deutlicher Worte sind schon vom Himmel des Willens Dessen herabgesandt worden, der der Offenbarer der Zeichen ist, und sie sind allen zugänglich. Es ist an dir, dich dem Letzten Ziel zuzuwenden, dem Höchsten Ende, dem Hehrsten Gipfel, auf dass du hörst und schaust, was von Gott, dem Herrn der Welten, verkündet wurde.
Sinne eine Weile nach über die Verse von der Göttlichen Gegenwart, die Er, der Herr im Königreich der Namen, im Qur’án herniedersandte, damit du vielleicht den Geraden Pfad erkennst und zum Mittel der Führung für Seine Geschöpfe wirst.
Ein Mann wie du muss sich an diesem Tage erheben, Unserer Sache zu dienen.
Die Erniedrigung dieses Unterdrückten wie auch dein Ruhm werden beide vergehen.
Strebe danach, eine Tat zu vollbringen, deren Duft niemals von der Erde verweht.
Über die Göttliche Gegenwart ist herabgesandt worden, was kein Leugner jemals zu verwerfen oder zu widerlegen imstande war oder ist.
Er – gepriesen und verherrlicht sei Er – spricht:
»Es ist Gott, der die Himmel ohne Pfeiler, die du sehen kannst, errichtet hat; dann bestieg Er Seinen Thron und auferlegte Sonne und Mond Gesetze:
Beide wandern zu ihrem bestimmten Ziel.
Er ordnet alle Dinge.
Er macht Seine Zeichen deutlich, damit du festen Glauben hast an die Gegenwart deines Herrn.« Er spricht auch:
»Zu dem, der in die Gegenwart Gottes zu gelangen hofft, wird die festgesetzte Zeit Gottes sicherlich kommen.
Er ist der Hörende, der Wissende.« Und weiter sagt Er – verherrlicht sei Er:
»Was jene angeht, die nicht an die Zeichen Gottes oder daran glauben, dass sie je in Seine Gegenwart gelangen – sie werden an Meiner Barmherzigkeit verzweifeln, und schlimme Züchtigung harrt ihrer.« Desgleichen spricht Er:
»Und sie sagen: ›Wie denn?
Wenn wir in der Erde verborgen lagen, sollen wir da neu erschaffen werden?‹ Wahrhaftig, sie leugnen, dass sie in die Gegenwart ihres Herrn gelangen werden.« Und weiter sagt Er:
»In der Tat, sie bezweifeln die Gegenwart ihres Herrn.
Er, wahrlich, ist über allen Dingen.« Und weiter spricht Er:
»Wahrlich, die hoffen, nicht in Unsere Gegenwart zu gelangen, die in diesem Erdenleben Genüge finden und dabei bleiben, die Unserer Zeichen nicht achten – ihr Aufenthalt ist das Feuer, zur Vergeltung für ihre Taten!« Und ferner spricht Er:
»Aber wenn ihnen Unsere deutlichen Zeichen kundgetan werden, sagen sie, die nicht erwarten, in Unsere Gegenwart zu gelangen: ›Bringe einen Qur’án, der anders ist als dieser hier, oder ändere ihn ab.‹ Sprich:
Es ist nicht an Mir, ihn zu ändern, wie es Mir Meine eigene Seele eingibt.
Ich befolge nur, was Mir geoffenbart ist.
Wahrlich, Ich fürchte, so Ich Mich gegen Meinen Herrn auflehne, die Strafe eines großen Tages.« Und gleicherweise sagt Er:
»Dann gaben Wir das Buch an Moses – vollständig für Ihn, damit Er recht handle, ein Entscheid für alle Fälle, eine Führung, eine Barmherzigkeit, auf dass sie an die Gegenwart ihres Herrn glauben.« Desgleichen sagt Er:
»Das sind jene, die nicht an die Zeichen des Herrn oder daran glauben, dass sie in Seine Gegenwart gelangen werden.
Eitel sind darum ihre Werke, und kein Gewicht werden Wir ihnen am Tage der Auferstehung zumessen.
Die Hölle wird ihr Lohn sein, denn sie waren Ungläubige und taten Meine Zeichen und Meine Gesandten verächtlich ab.« Fernerhin sagt Er:
»Ist dir die Geschichte von Moses bekannt?
Wie Er ein Feuer sah und zu Seiner Familie sagte: ›Wartet hier, denn Ich sehe ein Feuer; vielleicht kann Ich euch davon bringen, oder Ich treffe bei dem Feuer einen Führer.‹ Und als Er hinkam, wurde Er angerufen: ›O Moses!
Wahrlich, Ich bin Dein Herr; ziehe deshalb Deine Schuhe aus, denn Du bist in dem heiligen Tal von Towa.
Und Ich habe Dich auserwählt; höre denn, was verkündet werden soll.
Wahrlich, Ich bin Gott.
Es gibt keinen Gott außer Mir.
Deshalb bete Mich an.‹« Und weiter sagt Er:
»Haben sie nicht bei sich bedacht, dass Gott die Himmel und die Erde und alles, was dazwischen ist, nur für ein bedeutsames Ziel und eine festgesetzte Frist erschaffen hat?
Aber in Wirklichkeit glauben die meisten Menschen nicht, dass sie in die Gegenwart ihres Herrn gelangen werden.« Desgleichen spricht Er:
»Wie!
Denken sie denn nicht daran, dass sie wieder auferstehen werden zum Großen Tag, dem Tag, da die ganze Menschheit vor dem Herrn der Welten stehen wird?« Ebenso sagt Er:
»Vormals gaben Wir Moses das Buch.
Hege keinen Zweifel, dass Er in Unsere Gegenwart gelangt ist.« Und Er spricht:
»Ja!
Aber wenn die Erde zermalmt wird mit Krachen, Krachen, und dein Herr kommen wird und die Engel, Reihe um Reihe.« Und desgleichen sagt Er:
»Gern würden sie das Licht Gottes mit dem Mund ausblasen!
Aber wenn es auch die Ungläubigen hassen, Gott wird Sein Licht vollenden.« Und weiter spricht Er:
»Und als Moses die Zeit erfüllt hatte und mit Seiner Familie reiste, sah Er ein Feuer am Bergeshang.
Er sagte zu Seiner Familie: ›Wartet, denn Ich sehe ein Feuer.
Vielleicht kann Ich euch von dort Kunde bringen, oder einen Teil davon, euch zu wärmen.‹ Und als Er hinkam, rief Ihn eine Stimme aus dem Busch an, von der rechten Seite des Tales am geheiligten Ort: ›O Moses, Ich bin wahrlich Gott, der Herr der Welten!‹«
In allen Heiligen Büchern ist die Verheißung der Göttlichen Gegenwart deutlich aufgezeichnet. Mit dieser Gegenwart ist die Gegenwart Dessen gemeint, der der Tagesanbruch der Zeichen ist, der Dämmerungsort der klaren Beweise, die Manifestation der Herrlichen Namen, die Quelle der Eigenschaften des wahren Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit. Gott in Seinem Wesen und Seinem Urselbst ist allezeit unsichtbar, unerreichbar und unerforschlich. Unter Gegenwart ist deshalb die Gegenwart Dessen zu verstehen, der Sein Statthalter unter den Menschen ist. Überdies hatte und hat Er niemals Gefährten oder Seinesgleichen. Denn hätte Er sie, wie könnte dann dargetan werden, dass das Sein Gottes erhaben und Sein Wesen geheiligt sind über jeden Vergleich, jede Ähnlichkeit? Kurz gesagt, im Kitáb-i-Íqán (Buch der Gewissheit) ist über die Gegenwart und die Offenbarung Gottes verkündet worden, was dem redlich Gesinnten genügt. Wir flehen zu Ihm – gepriesen sei Er –, einem jeden beizustehen, das Wesen der Wahrhaftigkeit zu verkörpern und Ihm nahezukommen. Er ist wahrlich der Herr der Kraft und Macht. Es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Allhörenden, dem Herrn des Wortes, dem Allmächtigen, dem Allgepriesenen.
O du, der du für deine Gelehrsamkeit bekannt bist! Gebiete den Menschen zu tun, was lobenswert ist, und gehöre nicht zu den Zaudernden. Beobachte mit scharfem Auge. Die Sonne der Wahrheit scheint in Strahlenfülle vom Horizont der Gefängnisstadt ‘Akká, auf Geheiß des Herrn im Königreich des Wortes, des Herrn im Himmel der Erkenntnis. Alles Leugnen hat sie nicht verdunkeln können, und zehntausend Heere, in Schlachtreihen gegen sie aufgestellt, waren ohnmächtig, sie am Scheinen zu hindern. Du kannst dich nicht länger entschuldigen. Entweder musst du sie erkennen, oder – Gott bewahre – dich aufmachen und alle Propheten verleugnen!
Sinne nach, o Shaykh, über die Shí‘iten. Wie groß ist die Zahl der Luftschlösser, die sie mit den Händen eitler Vorstellungen und leerer Einbildungen errichteten, und wie zahlreich die Städte, die sie so bauten! Schließlich wurden diese leeren Einbildungen in Kugeln geschmolzen und auf Ihn, den Prinzen der Welt, geschossen. Nicht eine Seele unter den Führern dieser Sekte anerkannte Ihn am Tage Seiner Offenbarung! Sooft von Seinem gesegneten Namen die Rede war, pflegten sie alle zu sagen: »Möge Gott die Freude beschleunigen, die Sein Kommen bringen wird!« Wie man gesehen hat, riefen sie jedoch am Tage der Offenbarung jener Sonne der Wahrheit: »Möge Gott Seine Pein beschleunigen!« Ihn, das Wesen des Seins und den Herrn des Sichtbaren wie des Unsichtbaren, setzten sie ab, und sie begingen, was das Tablet weinen und die Feder stöhnen machte, was den Aufrichtigen Schreie erpresste und die Tränen der Begünstigten strömen ließ.
Überlege gut, o Shaykh, und sei redlich in dem, was du sagst. Die Anhänger des Shaykhs von Aḥsá (Shaykh Aḥmad) haben mit der Hilfe Gottes begriffen, was dem Verständnis anderer verschleiert war und wovon diese ausgeschlossen blieben. Kurz, in jedem Zeitalter, in jedem Jahrhundert haben sich in den Tagen der Manifestation jener Tagesanbrüche der Offenbarung, jener Aufgangsorte der Eingebung, jener Schatzkammern göttlicher Erkenntnis Streitigkeiten erhoben, die von lügenhaften und gottlosen Seelen verursacht wurden. Es ist nicht statthaft, sich hierüber zu verbreiten. Du selbst bist besser bekannt und vertraut mit den eitlen Vorstellungen der Abergläubischen und den leeren Einbildungen der Zweifler.
An diesem Tage fordert dieser Unterdrückte dich auf, dich und die anderen Geistlichen, die vom Kelch der Erkenntnis Gottes getrunken haben und von den strahlenden Worten des Tagesgestirns der Gerechtigkeit erleuchtet sind, eine Person zu bestimmen, ohne dass jemand davon weiß, ihn in diese Gegend zu entsenden und es ihm zu ermöglichen, eine zeitlang auf der Insel Zypern zu weilen und mit Mírzá Yaḥyá zusammenzutreffen; vielleicht wird jene Person dann über die Grundlagen dieses Glaubens und die Quelle der göttlichen Gesetze und Gebote ins Bild gesetzt.
Wolltest du eine Weile nachdenken, du würdest die Weisheit, Macht und höchste Herrschaft Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – bezeugen. Einige wenige, die nichts von dieser Sache wissen und nicht mit Uns zusammengekommen sind, haben sich in solcher Weise geäußert, dass alle Dinge und solche Seelen, die in Gewissheit leben, die Gott wohlgefällig waren und sind, den Betrug jener Achtlosen [Mírzá Yaḥyá und seine Anhänger] bezeugen. Wolltest du dich nunmehr bemühen, dann würde die Wahrheit dieser Sache vor der Menschheit offengelegt, und das Volk wäre von diesem schrecklichen, drückenden Dunkel befreit. Wer außer Bahá kann so vor dem Angesicht der Menschen sprechen, und wer außer Ihm hat die Macht zu verkünden, was Ihm von Gott, dem Herrn der Heerscharen, befohlen ward?
Jener Achtlose hat sich nun gar an den Brauch des Rawḍih-Khání (die traditionelle Wehklage um den Imám Ḥusayn) geklammert. Ich schwöre bei Gott, er ist in deutlichem Irrtum. Denn es ist der Glaube dieses Volkes, dass sich während der Offenbarung des Qá’im die Imáme – möge der Friede Gottes mit ihnen sein – aus ihren Grabmälern erheben. Dies ist die Wahrheit, und es gibt keinen Zweifel darüber. Wir flehen zu Gott, Er möge den Abergläubischen ein wenig von den Lebenswassern der Gewissheit zuteilen, die aus dem Brunnquell der Erhabensten Feder strömen, damit alle erlangen, was ihnen in diesen Tagen geziemt.
O Shaykh! Umgeben von Drangsal, befasst sich dieser Unterdrückte mit der Niederschrift dieser Worte. Auf allen Seiten sind die Flammen der Bedrückung und der Tyrannei zu sehen. Es erreichten Uns einerseits Nachrichten, dass Unsere Geliebten im Lande Ṭá (Ṭihrán) gefangengesetzt wurden, und dies, obwohl Sonne und Mond, Land und Meer bezeugen, dass diese Menschen den Schmuck der Treue tragen, dass sie sich an nichts hielten und halten werden als an das, was die Gewähr für die Erhöhung der Regierung, die Aufrechterhaltung der Ordnung in der Nation und die Ruhe des Volkes bietet.
O Shaykh! Immer wieder haben Wir erklärt, dass Wir eine Reihe von Jahren Seiner Majestät dem Sháh Unsere Hilfe angedeihen ließen. Jahrelang hat sich in Persien kein widriger Zwischenfall ereignet. Die Zügel der Aufruhrstifter in den verschiedenen Sekten blieben fest in der Hand der Macht. Keiner hat seine Schranken überschritten. Bei Gott! Diese Menschen waren nie geneigt, Unheil zu stiften, und sind es auch heute nicht. Ihr Herz ist mit dem Licht der Gottesfurcht erleuchtet und mit dem Schmuck Seiner Liebe geziert. Ihr Bestreben war und ist die Besserung der Welt. Ihre Absicht ist, Streitigkeiten zu beseitigen und die Flamme des Hasses und der Feindschaft zu ersticken, auf dass die ganze Erde schließlich als ein Land betrachtet wird.
Auf der anderen Seite suchen die Beamten der persischen Gesandtschaft in der Großen Stadt (Konstantinopel) mit aller Kraft und unablässig, diese Unterdrückten hier zu vernichten.
Sie wünschen das eine, und Gott wünscht ein anderes.
Betrachte nun, was über die Vertrauten Gottes in jedem Land gekommen ist.
Einmal wurden sie des Raubes und Diebstahls bezichtigt, ein andermal in einer Weise verleumdet, die ohnegleichen in dieser Welt ist.
Gib du redlich Antwort:
Was können die Ergebnisse und Folgen in fremden Ländern sein, wenn die persische Gesandtschaft gegen eigene Untertanen die Anklage des Diebstahls erhebt?
Wenn sich dieser Unterdrückte schämte, war es nicht ob der Erniedrigung, die es diesem Diener einbrachte, sondern ob der Schande, dass die Gesandten anderer Länder erfuhren, wie unfähig und verständnislos verschiedene hohe Beamte der persischen Gesandtschaft sind.
»Schleuderst du deine Verleumdungen in das Angesicht Derer, die der eine wahre Gott zu Hütern der Schätze Seines siebten Himmels gemacht hat?« Kurz, anstatt zu versuchen, durch Ihn, der diese erhabene Stufe einnimmt, den höchsten Rang zu erlangen und Seinen Rat einzuholen, geben sie sich die äußerste Mühe und tun ihr Möglichstes, um Sein Licht auszulöschen.
Allerdings war, wie berichtet wird, Seine Exzellenz, der Gesandte Mu‘ínu’l-Mulk, Mírzá Muḥsin Khán – möge Gott ihm beistehen –, zu jener Zeit von Konstantinopel abwesend.
Solches geschah, weil man glaubte, Seine Majestät der Sháh von Persien – möge der Allbarmherzige ihm helfen – sei erzürnt über jene, die das Heiligtum der Weisheit erreichten und umkreisten.
Gott weiß und bezeugt, dass sich dieser Unterdrückte allezeit fest an das gehalten hat, was der Regierung und dem Volke zum Ruhm gereicht.
Gott, wahrlich, genügt als Zeuge.
Das Volk Bahás beschreibend, hat die Erhabenste Feder folgende Worte herniedergesandt: »Wahrlich, dies sind Menschen, welche, wenn sie in Städte von reinem Gold kommen, derer nicht achten; und wenn sie der schönsten und anmutigsten aller Frauen begegnen, wenden sie sich ab.« Solches wurde durch die Erhabenste Feder für das Volk Bahás von seiten des Ratgebers, des Allwissenden herabgesandt. Und in den letzten Absätzen des Tablets an Seine Majestät den Kaiser von Paris (Napoleon III.) sind diese erhabenen Worte geoffenbart: »Frohlockst du über die Schätze, die du besitzest, wo du doch weißt, dass sie vergehen werden? Freust du dich darüber, dass du eine Spanne Erde beherrschst, während die ganze Welt in den Augen des Volkes Bahás so viel wert ist wie das Schwarze im Auge einer toten Ameise? Überlasse dies denen, die ihre Lust dareingesetzt haben, und wende dich Ihm, der Sehnsucht der Welt, zu.«
Gott allein – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – weiß um die Dinge, die über diesen Unterdrückten gekommen sind. Jeder Tag bringt Uns einen neuen Bericht über Gerüchte, die gegen Uns in der Gesandtschaft in Konstantinopel umlaufen. Gnädiger Gott! Das einzige Ziel ihrer Machenschaften ist, diesen Diener vollends zu vernichten. Sie vergessen jedoch, dass Erniedrigung auf dem Pfade Gottes Mein wahrer Ruhm ist. In den Zeitungen stand: »Was die Betrügereien einiger Verbannter in ‘Akká und ihre Ausschreitungen gegen verschiedene Leute angeht, usw. …« Den Verkörperungen der Gerechtigkeit und den Dämmerungsorten der Redlichkeit sind Meine Absicht und Mein Ziel klar und offenkundig. Kurz, man machte sich auf, Mir mannigfache Drangsal zuzufügen, und behandelte Mich ungerecht und grausam. Bei Gott! Nicht gegen die erhabenste Wohnstatt möchte dieser Unterdrückte dieses Exil eintauschen. In den Augen der Einsichtsvollen ist alles, was dem Menschen auf dem Pfade Gottes widerfährt, offenbarer Ruhm und höchster Gewinn. Früher schon sagten Wir: »Ruhm sei Dir, o mein Gott! Wäre es nicht durch die Leiden auf Deinem Pfad, wie könnten die, welche Dich wirklich lieben, erkannt werden? Und wäre es nicht durch die Prüfungen, die aus Liebe zu Dir erduldet werden, wie anders könnte die Stufe derer, die sich nach Dir sehnen, kund werden?«
Solche Erniedrigung fügte man Uns zu, dass man jeden Tag neue Verleumdungen verbreitete. Dieser Unterdrückte jedoch hält sich an die Ihm geziemende Geduld. Wollte doch Seine Majestät der Sháh einen Bericht darüber anfordern, was Uns in Konstantinopel zustieß, damit er mit dem wirklichen Sachverhalt vertraut werde. O Sháh! Ich beschwöre dich bei deinem Herrn, dem Gott der Barmherzigkeit, prüfe diese Angelegenheit mit unparteiischem Auge. Ist denn kein aufrechter Mensch zu finden, der an diesem Tage nach der Richtschnur dessen, was Gott in Seinem Buch herniedergesandt hat, urteilt? Wo ist der Redliche, der unparteiisch abwägt, was gegen Uns verübt wurde, ohne klares Zeichen oder Beweis?
O Shaykh! Denke über das Verhalten der Menschen nach. In den Städten der Erkenntnis und der Weisheit sind die Bewohner tief bestürzt; sie fragen sich, wie es kommt, dass sich die Shí‘iten, welche sich selbst als die gelehrtesten, redlichsten und frömmsten Menschen auf Erden betrachteten, an diesem Tage von Seiner Offenbarung abwenden und eine nie erlebte Grausamkeit bezeigen. Es ist deine Pflicht, dir dies eine Weile zu überlegen. Wie viele Geistliche sind seit Anbeginn jener Sekte bis auf den heutigen Tag aufgetreten, von denen keiner die wahre Natur dieser Offenbarung erkannt hat. Was kann der Grund für diese Widerspenstigkeit sein? Wollten Wir es sagen, es würde ihnen die Glieder zerreißen. Sie müssen unbedingt darüber nachdenken, tausendmal tausend Jahre lang darüber nachdenken, damit sie vielleicht ein paar Tropfen vom Weltmeer der Erkenntnis erlangen und entdecken, was sie an diesem Tage nicht beachten.
Ich wandelte im Lande Ṭá (Ṭihrán) – dem Aufgangsort der Zeichen deines Herrn; siehe, da hörte Ich das Klagelied der Kanzeln und ihr Bittgebet zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er. Laut schrien sie und sprachen: »O Gott der Welt und Herr der Völker! Du siehst unseren Zustand und was die Grausamkeit Deiner Diener über uns brachte. Du hast uns erschaffen und geoffenbart zu Deiner Verherrlichung, Deinem Lobpreis. Nun hörst Du, was die Verstockten in Deinen Tagen über uns verkünden. Bei Deiner Macht! Unsere Seelen schmelzen dahin und unsere Glieder erzittern. Wehe, wehe! Hättest Du uns doch nie erschaffen und geoffenbart!«
Diese Worte verzehren die Herzen derer, die sich nahen Zugangs zu Gott erfreuen, und laut erhebt sich die Klage jener, die Ihm ergeben sind. Immer wieder haben Wir um Gottes willen die hochgestellten Geistlichen ermahnt und sie zum Erhabensten Horizont geladen, auf dass sie in den Tagen Seiner Offenbarung vom Meer der Worte Dessen, der die Sehnsucht der Welt ist, ihr Teil erhielten und nicht völlig leer ausgingen.
In den meisten Unserer Tablets wurde diese bedeutsamste Ermahnung vom Himmel Seiner allumfassenden Barmherzigkeit herniedergesandt. Wir sprachen: »O Schar der Herrscher und der Geistlichen! Neigt euer Ohr der Stimme, die vom Horizont ‘Akkás ruft. Wahrlich, sie hilft euch, den rechten Weg zu gehen; sie bringt euch näher zu Ihm und lenkt eure Schritte zu der Stufe, die Gott zum Tagesanbruch Seiner Offenbarung und zum Dämmerungsort Seines Strahlenglanzes gemacht hat. O ihr Völker der Welt! Er, der Größte Name, ist von dem altehrwürdigen König gekommen und hat den Menschen diese Offenbarung verkündet, die in Seiner Erkenntnis, in der Schatzkammer Seines Gewahrsams, verborgen und behütet war und die von der Erhabensten Feder im Buche Gottes, des Herrn der Herren, niedergelegt wurde. O Volk von shín (Shíráz)! Habt ihr Meine Güte und Meine Barmherzigkeit vergessen, die alles Erschaffene überragen und die von Gott, der den Menschen die Nacken beugt, ausgingen?«
Im Kitáb-i-Aqdas (dem Heiligsten Buch) ist folgendes geoffenbart:
»Sprich:
O Führer der Religion!
Wägt nicht das Buch Gottes nach den Maßstäben und Wissenschaften, die bei euch im Schwange sind; denn das Buch selbst ist die untrügliche Waage, die unter den Menschen aufgestellt wurde.
Auf dieser vollkommenen Waage muss alles gewogen werden, was den Völkern und Geschlechtern eigen ist, während die Skala ihres Gewichts nach ihrem eigenen Richtmaß geprüft werden muss – wenn ihr es nur wüsstet.
Bitter weint das Auge Meiner Güte über euch, weil ihr versäumt habt, Ihn zu erkennen, nach dem ihr Tag und Nacht, am Morgen wie am Abend, gerufen habt.
O Volk, schreite mit schneeweißem Gesicht und mit strahlendem Herzen voran zu dem seligen, blutroten Ort, wo der Baum, über den hinaus keiner gehen kann, ruft: ›Wahrlich, es gibt keinen Gott außer Mir, dem allmächtigen Beschützer, dem Selbstbestehenden!‹ O ihr Religionsführer in Persien!
Wer von Euch kommt Mir an geistiger Schau und Scharfblick gleich?
Wer kann es wagen zu behaupten, er sei Meinesgleichen an Wortgewalt und Weisheit?
Nein, bei Meinem Herrn, dem Allbarmherzigen!
Alle auf Erden werden vergehen; und dies ist das Antlitz eures Herrn, des Allmächtigen, des Vielgeliebten.
Wir haben bestimmt, o Menschen, dass das höchste und letzte Ziel aller Bildung die Erkenntnis Dessen ist, der den Gegenstand alles Wissens bildet; und nun seht, wie ihr eurer Gelehrsamkeit gestattet habt, dass sie euch wie durch einen Schleier trennt von Ihm, dem Tagesanbruch dieses Lichtes, durch welchen alles Verborgene offenbar wurde.
Sprich:
Dies ist wahrlich der Himmel, in dem das Mutterbuch verwahrt ist – könntet ihr es doch begreifen.
Er ließ den Felsen rufen und den Brennenden Busch eine Stimme auf dem Berge über dem Heiligen Land erheben und verkünden: ›Das Reich ist Gottes, des unumschränkten Herrn aller, des Allmächtigen, des Liebenden!‹ Wir haben keine Schule besucht noch eine eurer Abhandlungen gelesen.
Neigt euer Ohr den Worten dieses Ungelehrten, mit denen Er euch vor Gott, den Immerbestehenden, ruft.
Besser ist dies für euch als alle Schätze der Erde – könntet ihr es doch begreifen.
Wer auslegt, was vom Himmel der Offenbarung herniedergesandt ward, und dessen klaren Sinn ändert, der gehört wahrlich zu denen, die das erhabene Wort Gottes verdrehen, und zu den Verlorenen im Deutlichen Buche.«
Darauf hörten Wir das Seufzen des wahren Glaubens und sprachen zu ihm: »Warum, o wahrer Glaube, höre Ich dich zur Mitternacht aufschreien und des Tags seufzen und bei Sonnenaufgang klagen?« Er gab zur Antwort: »O Fürst der Welt, der Du im Größten Namen geoffenbart bist! Die Achtlosen haben Deine weiße Kamelstute gelähmt und Deine Rote Arche scheitern lassen. Sie wollten Dein Licht löschen und das Antlitz Deiner Sache verhüllen. Deshalb erhob sich meine Klage und die aller erschaffenen Dinge; und doch ahnen es die Menschen zum größten Teil nicht.« Der wahre Glaube hält sich an diesem Tage fest an den Saum Unserer Großmut und kreist um Unsere Person.
O Shaykh! Tritt in Meine Gegenwart, auf dass du schaust, was das Auge des Weltalls noch niemals schaute, und hörst, was das Ohr der ganzen Schöpfung noch nie vernahm, und du dich vom Kot eitler Einbildungen befreist und dein Angesicht auf die Erhabenste Stufe richtest, von der dieser Unterdrückte mit lauter Stimme ruft: »Das Reich ist Gottes, des Allmächtigen, des Allgepriesenen!« Wir hegen die Hoffnung, dass durch dein Bemühen die Schwingen der Menschen von allem Schmutz der Selbstsucht und Begierde geläutert und würdig werden, sich in die Lüfte der Liebe Gottes zu erheben. Mit Kot beschmutzte Flügel können sich niemals erheben. Dies bezeugen die Vertreter der Gerechtigkeit und Redlichkeit, und doch befinden sich die Menschen in offenbarem Zweifel.
O Shaykh! Widerspruch ist von allen Seiten gegen Uns laut geworden – solcher Widerspruch, dass Unsere Feder um Verzeihung fleht, ihn aufzuzeichnen. Dennoch haben Wir in Unserer großen Barmherzigkeit dem Verständnis der Menschen gemäß darauf geantwortet, auf dass sie vom Feuer des Leugnens und der Verneinung befreit und mit dem Lichte der Bestätigung und der Annahme erleuchtet würden. Redlichkeit ist selten zu finden, und Gerechtigkeit hat aufgehört zu bestehen.
Neben anderen wurden als Antwort an gewisse Personen folgende klare Verse vom Reich der Göttlichen Erkenntnis herniedergesandt:
»O du, der du deine Augen auf die Strahlen Meines Antlitzes gerichtet hast!
Eitle Einbildungen umgeben die Bewohner der Erde und hindern sie, sich dem Horizont der Gewissheit, seiner Klarheit, seinen Offenbarungen und seinem Lichte zuzuwenden.
Leere Vorstellungen halten sie von Ihm, dem Selbstbestehenden, ab.
Sie sprechen, wie es ihnen ihre Launen eingeben, und haben kein Verständnis.
Unter ihnen sind jene, die sagen: ›Sind die Verse geoffenbart worden?‹ Sprich: ›Ja, beim Herrn der Himmel!‹ ›Ist die Stunde gekommen?‹ ›Nein, sie ist sogar schon vorüber, bei Ihm, dem Offenbarer klarer Zeichen!
Wahrlich, die Unvermeidliche ist gekommen, und Er, der Wahre, ist mit Zeugnis und Beweis erschienen.
Das Land liegt offen, und die Menschheit ist in Furcht und Schrecken.
Die Erde bebte, und die Geschlechter wehklagten aus Furcht vor Gott, dem Herrn der Kraft, dem Allbezwingenden.‹ Sprich: ›Betäubend laut erschallte die Posaune, und der Tag ist Gottes, des Einen, des Unbeschränkten.‹ ›Ist die Katastrophe eingetreten?‹ Sprich: ›Ja, bei dem Herrn der Herren!‹ ›Ist die Auferstehung gekommen?‹ ›Nein, mehr noch:
Er, der Selbstbestehende, ist mit dem Königreich Seiner Zeichen erschienen.‹ ›Siehst du die Menschen niedergestürzt?‹ ›Ja, bei meinem Herrn, dem Erhabenen, dem Höchsten!‹ ›Sind die Baumstämme entwurzelt worden?‹ ›Ja, mehr noch:
Selbst die Berge wurden durch Ihn, den Herrn der Eigenschaften, zu Staub zermahlen!‹ Sie sagen: ›Wo ist das Paradies und wo die Hölle?‹ Sprich: ›Das eine ist die Vereinigung mit Mir, das andere dein eigenes Selbst, o du, der du Gott Gefährten zugesellst und zweifelst.‹ Sie sagen: ›Wir sehen die Waage nicht.‹ Sprich: ›Freilich, bei meinem Herrn, dem Gott der Barmherzigkeit.
Keiner kann sie sehen außer den Einsichtsvollen.‹ ›Sind die Sterne vom Himmel gefallen?‹ Sprich: ›Ja, als Er, der Selbstbestehende, im Land des Geheimnisses (Adrianopel) wohnte.
Habt acht, ihr Einsichtigen!‹ Alle Zeichen erschienen, als Wir die Hand der Macht vom Busen der Majestät und Herrschaft hervorzogen.
Wahrlich, der Rufer hat gerufen, als die verheißene Zeit gekommen war, und sie, die den Strahlenglanz des Sinai erkannten, sanken ohnmächtig hin in der Wüste des Zauderns vor der furchtgebietenden Majestät deines Herrn, des Herrn der Schöpfung.
Die Posaune fragt: ›Wurde das Horn geblasen?‹ Sprich: ›Ja, bei dem König der Offenbarung!
Es geschah, als Er den Thron Seines Namens »der Allgütige« bestieg.‹ Die Finsternis wurde vom Morgenlicht der Barmherzigkeit deines Herrn, des Quells allen Lichtes, vertrieben.
Der Odem des Allbarmherzigen wehte, und die Seelen wurden in den Gräbern ihrer Körper erquickt.
So wurde der Ratschluss von Gott, dem Mächtigen, dem Wohltätigen, erfüllt.
Die Irregegangenen fragen: ›Wann wurden die Himmel gespalten?‹ Sprich: ›Während ihr in den Gräbern der Achtlosigkeit und des Irrtums lagt.‹ Einer der Achtlosen reibt sich die Augen und schaut zur Rechten und zur Linken.
Sprich: ›Verblendet bist du.
Keine Zuflucht bleibt dir, wohin du fliehen könntest.‹ Auch ist einer unter ihnen, der sagt: ›Sind die Menschen versammelt worden?‹ Sprich: ›Ja, bei Meinem Herrn, während du in der Wiege eitler Vorstellungen lagst.‹ Und ein anderer unter ihnen sagt: ›Ist das Buch durch die Macht des wahren Glaubens herniedergesandt worden?‹ Sprich: ›Der wahre Glaube selbst ist darüber in Staunen versetzt.
Fürchtet euch, o ihr Menschen mit verstehendem Herzen!‹ Und noch einer von ihnen sagt: ›Bin ich blind mit den anderen versammelt worden?‹ Sprich: ›Ja, bei Ihm, der auf den Wolken reitet!‹ Das Paradies ist mit mystischen Rosen geschmückt, und die Hölle lodert auf durch das Feuer der Gottlosen.
Sprich: ›Das Licht ist am Horizont der Offenbarung erschienen, und die ganze Erde wurde beim Kommen des Herrn am Tage des Bundes erleuchtet.‹ Die Zweifler sind zugrunde gegangen, aber gut bestellt ist es um den, der sich – vom Lichte der Überzeugung geführt – zum Dämmerungsort der Gewissheit wandte.
Gesegnet bist du, der du deinen Blick auf Mich richtest, um dieses Tablets willen, das für dich herniedergesandt wurde – ein Tablet, das den Seelen der Menschen Aufschwung gibt.
Präge es deinem Gedächtnis ein und trage es vor.
Bei Meinem Leben!
Es ist ein Tor zur Gnade deines Herrn.
Wohl dem, der es am Abend und am Morgen liest.
Wahrlich, Wir hörten, wie du diese Sache priesest, durch die der Berg des Wissens zermalmt wurde und die Füße der Menschen strauchelten.
Meine Herrlichkeit sei mit dir und allen, die sich dem Allmächtigen, dem Gabenreichen zugewandt haben.
Das Tablet ist nun beendet, aber das Thema ist noch nicht erschöpft.
Sei geduldig, denn dein Herr ist der Geduldige.«
Dies sind Verse, die Wir früher, kurz nach Unserer Ankunft in der Gefängnisstadt ‘Akká, offenbarten, und Wir senden sie dir, damit du weißt, was die lügnerischen Zungen gewisser Menschen sprachen, als Unsere Sache zu ihnen kam mit Macht und Herrschaft. Die Grundlagen eitler Vorstellungen sind erzittert, und der Himmel leerer Einbildungen wurde gespalten; dennoch sind die Menschen im Zweifel und hadern mit Ihm. Sie leugneten das Zeugnis Gottes und Seinen Beweis, als Er vom Himmel der Macht mit dem Königreich Seiner Zeichen kam. Sie verwarfen, was ihnen im Buche befohlen wurde, und verübten, was ihnen verboten ward. Abgewandt haben sie sich von ihrem Gott und sind ihren Begierden gefolgt. Sie sind wahrlich vom Wege abgekommen und in die Irre gegangen. Sie lesen die Verse und leugnen sie. Sie schauen die klaren Zeichen und kehren sich ab. In der Tat, sie sind in seltsamen Zweifeln verfangen.
Wir ermahnten Unsere Geliebten zur Gottesfurcht, die der Urquell aller guten Taten und Sitten ist. In der Stadt Bahás ist die Gottesfurcht die Führerin der Heerscharen der Gerechtigkeit. Glücklich der Mensch, der unter den Schatten ihres leuchtenden Banners tritt und sich fest daran hält. Er, wahrlich, zählt zu den Gefährten der Roten Arche, von der im Qayyúmu’l-Asmá’ die Rede ist.
Sprich: O Volk Gottes! Schmücke deine Tempel mit der Zier der Vertrauenswürdigkeit und Frömmigkeit. Alsdann hilf deinem Herrn mit den Heerscharen guter Taten und edler Eigenschaften. In Meinen Büchern, Schriften, Sendschreiben und Tablets haben Wir euch Streit und Zwist verboten, und dabei wünschten Wir nichts als eure Erhöhung und euren Fortschritt. Dies bezeugen der Himmel und seine Sterne, die Sonne und ihr Glanz, die Bäume und ihre Blätter, die Meere und ihre Wogen, die Erde und ihre Schätze. Wir bitten Gott, Seinen Geliebten beizustehen und sie in dem zu stärken, was ihrer auf dieser glückseligen, dieser mächtigen und wunderbaren Stufe würdig ist.
Des weiteren sagten Wir in einem anderen Tablet: »O du, der du deinen Blick auf Mein Antlitz richtest! Ermahne die Menschen zur Gottesfurcht. Bei Gott! Die Gottesfurcht ist die Befehlshaberin über die Streitmacht deines Herrn. Ihre Truppen sind edle Charaktereigenschaften und gute Taten. Sie hat durch alle Jahrhunderte und Zeitalter die Städte der Menschenherzen erobert und die Banner der Überlegenheit und des Sieges hoch über allen anderen Bannern gehisst.«
»Wir wollen dich nun an die Vertrauenswürdigkeit und an die Stelle erinnern, die sie vor Gott, deinem Herrn und dem Herrn des Mächtigen Thrones, einnimmt. Eines Tages begaben Wir Uns auf Unsere grüne Insel [Garten Riḍván]. Als Wir sie betraten, sahen Wir fließende Bäche und Bäume in voller Pracht, zwischen deren Blättern die Sonne spielte. Unser Gesicht nach rechts wendend, sahen Wir, was die Feder nicht zu beschreiben vermag; sie kann nicht kundtun, was das Auge des Herrn der Menschheit an diesem Ort wahrnahm, welcher der heiligste, hehrste, gesegnetste und erhabenste Ort ist. Wir wandten Uns darauf zur Linken. Dort sahen Wir eines der herrlichen Wesen des Erhabensten Paradieses auf einer Säule reinen Lichtes stehen und mit lauter Stimme rufen: ›O ihr Bewohner der Erde und des Himmels! Schaut auf Meine Schönheit, Mein Leuchten, Meine Erscheinung, Meinen Glanz! Bei Gott, dem Wahrhaftigen! Ich bin die Vertrauenswürdigkeit, ihre Verkörperung und ihre Schönheit. Ich will jeden belohnen, der sich an Mich hält, Meinen Rang und Meine Stufe erkennt und sich fest an den Saum Meines Gewandes klammert. Ich bin der edelste Schmuck für das Volk Bahás und der Mantel des Ruhmes für alle im Reiche der Schöpfung. Ich bin das erhabenste Werkzeug für die Wohlfahrt der Welt und der Horizont der Sicherheit für alles Leben.‹ Damit sandten Wir dir hernieder, was die Menschen näher zum Herrn der Schöpfung ziehen wird.«
Dieser Unterdrückte hat zu allen Zeiten die Völker der Welt zu dem gerufen, was sie erhöht und Gott näher bringt. Was vom Erhabensten Horizont ausstrahlt, lässt keinem Menschen Raum für Wankelmut, Zurückweisung oder Absage. Die Eigensinnigen aber haben es versäumt, ihren Nutzen daraus zu ziehen; dies wird ihren Verlust nur mehren.
O Shaykh! Die Geistlichen haben die Pflicht, sich mit Seiner Majestät dem Sháh – möge Gott ihm beistehen – zu vereinen und sich an das zu halten, was Regierung und Volk in ihrer Stufe erhöht. Das Volk Bahás ist unablässig bemüht, die Seelen der Menschen zu erleuchten und deren Verfassung wieder zu Ehren zu bringen. Dies bezeugt, was die Erhabenste Feder in diesem leuchtenden Tablet herniedersandte. Wie oft schon waren die Dinge so einfach und leicht zu verwirklichen, und doch waren die meisten achtlos und nur darauf aus, ihre Zeit zu vergeuden.
In Konstantinopel besuchte eines Tages Kamál Páshá diesen Unterdrückten. Unsere Unterredung drehte sich darum, was dem Menschen nützlich wäre. Er sagte, er habe mehrere Sprachen gelernt. Wir erwiderten: »Du hast dein Leben vergeudet. Es geziemt dir und den anderen Beamten der Regierung, eine Versammlung einzuberufen und eine unter den verschiedenen Sprachen sowie eine der bestehenden Schriftarten auszuwählen oder aber eine neue Sprache und eine neue Schrift zu schaffen, die man die Kinder in den Schulen der ganzen Welt lehrt. Auf diese Weise würden sie nur zwei Sprachen lernen, ihre Muttersprache und diejenige, in der sich alle Völker der Welt verständigen. Wenn die Menschen dies fest im Auge behielten, würde die ganze Erde schließlich als ein Land betrachtet werden, und das Volk wäre entlastet und befreit von der Notwendigkeit, verschiedene Sprachen zu lehren und zu lernen.« Solange Kamál Páshá in Unserer Gegenwart weilte, stimmte er zu; er bekundete sogar große Freude und volle Zufriedenheit. Wir sagten ihm, er solle diese Angelegenheit den Beamten und Ministern der Regierung vorlegen, damit sie in all den verschiedenen Ländern bewerkstelligt würde. Aber sooft er Uns später noch besuchte, kam er doch nie mehr auf diesen Gegenstand zu sprechen, obgleich doch das, was Wir vorschlugen, zur Einigkeit und Einheit der Völker dieser Welt beiträgt.
Wir hoffen sehr, dass die persische Regierung diesen Gedanken aufnimmt und ausführt. Vor kurzem sind eine neue Sprache und eine neue Schrift erfunden worden. Wenn du wünschst, werden Wir sie dir mitteilen. Unsere Absicht ist, dass sich alle Menschen an das halten, was unnötige Mühe und Anstrengung vermindert, damit sie ihre Tage in geziemender Weise verbringen und zu Ende führen. Gott ist wahrlich der Helfer, der Unterrichtete, der Verordner, der Allwissende.
So Gott will, wird Persien so weit kommen, dass es sich mit Tugenden schmückt, deren es bisher beraubt war. Sprich: »O Sháh! Bemühe dich, auf dass die Völker der Welt vom Strahlenglanz der Sonne deiner Gerechtigkeit erleuchtet werden. Die Augen dieses Unterdrückten sind nur auf Vertrauenswürdigkeit, Wahrhaftigkeit, Reinheit und alles, was den Menschen nützt, gerichtet.« Sieh Ihn nicht als einen Verräter an. Verherrlicht seist Du, o mein Gott, mein Meister, meine Stütze! Stehe Du Seiner Majestät dem Sháh bei, Deine Gesetze und Deine Gebote auszuführen und Deine Gerechtigkeit unter Deinen Dienern zu vertreten. Du bist wahrlich der Großmütige, der Herr überströmender Gnade, der Allmächtige, der Allgewaltige. Die Sache Gottes ist als ein Zeichen Seiner Gnade erschienen. Glücklich ist, wer danach handelt; glücklich ist, wer versteht; glücklich ist der Mensch, der sich an die Wahrheit hält, losgelöst von allem, was in den Himmeln und auf Erden ist.
O Shaykh! Suche nach der Küste des Größten Meeres und besteige sodann die Rote Arche, die Gott im Qayyúmu’l-Asmá’ für das Volk Bahás verordnet hat. Wahrlich, sie fährt über Land und Meer. Wer sie betritt, ist errettet, und wer sich von ihr wendet, geht zugrunde. Wenn du sie gefunden hast und besteigst, richte dein Angesicht auf die Ka‘bah Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden, und sprich: »O mein Gott! Ich flehe zu Dir bei Deinem herrlichsten Lichte, und alle Deine Lichter sind wahrlich herrlich.« Alsdann werden sich die Tore des Königreichs weit vor deinem Angesicht auftun, und du wirst sehen, was zuvor kein Auge schaute, und hören, was noch kein Ohr vernommen hat. Dieser Unterdrückte ermahnt dich, wie Er dich schon zuvor ermahnte, und Er hatte nie einen anderen Wunsch für dich, als dass du auf dem Meer der Einheit Gottes, des Herrn der Welten, fährst. Dies ist der Tag, an dem alle erschaffenen Dinge laut rufend den Menschen diese Offenbarung verkünden, durch die erschienen ist, was in der Erkenntnis Gottes, des Mächtigen, des Allgepriesenen, bewahrt und verborgen war.
O Shaykh!
Du hast gehört, welch süße Weisen die Tauben des Wortes auf den Zweigen des Lotosbaumes der Erkenntnis gurren.
Lausche nun auf den Gesang, den die Vögel der Weisheit im Erhabensten Paradies anstimmten.
Sie werden dich wahrlich mit bisher nie erahnten Dingen vertraut machen.
Höre, was die Zunge der Macht und Kraft gesprochen hat in den Büchern Gottes, des Verlangens jedes verstehenden Herzens.
In diesem Augenblick erhebt sich eine Stimme aus dem Lotosbaum im Erhabensten Paradiese, über den hinaus keiner schreiten kann, und gebietet Mir, dir zu sagen, was in den Büchern und Tablets herniedergesandt wurde und was Mein Vorläufer sprach, der Sein Leben für diese Große Verkündung, diesen Geraden Pfad opferte.
Er sagte – und Er spricht die Wahrheit:
»Ich habe zu Seiner Erwähnung diese edelsteingleichen Worte niedergeschrieben: ›Keine Andeutung von Mir kann Ihn andeuten, noch kann dies irgend etwas, was im Bayán steht.‹« Und weiter sagt Er – gepriesen und verherrlicht sei Er – über diese mächtigste Offenbarung, diese Große Verkündung:
»Gepriesen und verherrlicht ist Er über die Macht jedes anderen außer Ihm selbst, Ihn zu offenbaren, und über die Beschreibung durch irgendeines Seiner Geschöpfe.
Ich selbst bin nur der erste Diener, der an Ihn und Seine Zeichen glaubt und am süßen Duft Seiner Worte von den Paradiesfrüchten Seines Wissens teilhat.
Ja, bei Seiner Herrlichkeit!
Er ist die Wahrheit.
Es gibt keinen anderen Gott außer Ihm.
Alle sind auf Seinen Befehl hin auferstanden.« Dies sind die Worte, die die Taube der Wahrheit auf den Zweigen des Göttlichen Lotosbaumes gurrte.
Wohl steht es um den, der ihrer Stimme lauschte und vom Meer göttlicher Äußerung, das in jedem dieser Worte verborgen liegt, trank.
Ein andermal rief die Stimme des Bayán laut von den höchsten Zweigen.
Er sagte – gesegnet und verherrlicht sei Er:
»Im Jahre neun werdet ihr zu allem Guten gelangen.« Und wieder bei anderer Gelegenheit:
»Im Jahre neun werdet ihr in die Gegenwart Gottes gelangen.« Diese Weisen der Vögel in den Städten des Wissens stimmen mit dem überein, was der Allbarmherzige im Qur’án herniedersandte.
Gesegnet sind die Einsichtsvollen, gesegnet die, welche zu diesem Ziel gelangen.
O Shaykh!
Ich schwöre bei Gott!
Der Strom der Barmherzigkeit fließt, das Meer des Wortes wogt und die Sonne der Offenbarung strahlt in ihrem Glanze.
Sprich die erhabenen Worte, die Mein Vorläufer, der Erste Punkt, geoffenbart hat, mit reinem Herzen, geweiteter Brust und wahrheitsliebender Zunge.
Er sagte – verherrlicht sei Seine Rede – zu dem ehrwürdigen ‘Aẓím:
»Dies ist wahrlich, was Wir dir verheißen haben, bevor Wir noch deinen Ruf beantworteten.
Warte, bis von der Zeit des Bayán neun verflossen sind.
Alsdann rufe aus: ›Gesegnet sei Gott hierfür, der erhabenste der Schöpfer!‹ Sprich:
Dies ist wahrlich eine Verkündung, die niemand außer Gott begreift.
Ihr aber werdet an jenem Tage nichts bemerken.« Im Jahre neun erhob sich diese Größte Offenbarung und erstrahlte hell am Horizont des Willens Gottes.
Niemand kann es leugnen außer dem Achtlosen und Zweifelnden.
Wir bitten Gott, Seinen Dienern beizustehen, dass sie zu Ihm zurückkehren und um Vergebung flehen für alles, was sie in diesem nichtigen Leben begangen haben.
Er ist wahrlich der Vergebende, der Verzeihende, der Allbarmherzige.
In anderem Zusammenhang spricht Er:
»Ich bin der erste Diener, der an Ihn und Seine Zeichen glaubt.« Gleicherweise sagt Er im Persischen Bayán:
»Er ist wahrlich Der, welcher unter allen Umständen verkündet: ›Ich bin in Wahrheit Gott!‹« – und so fährt Er fort, gesegnet und verherrlicht sei Er.
Was mit Göttlichkeit und Gottheit gemeint ist, wurde früher erklärt.
Wir haben wahrlich die Schleier zerrissen und enthüllt, was die Menschen Gott, der ihnen den Nacken beugt, nahe bringt.
Glücklich der Mensch, der zu Gerechtigkeit und Redlichkeit gelangte durch diese Gnade, die alles in den Himmeln und auf Erden umspannt, wie es Gott, der Herr der Welten, geboten hat.
O Shaykh! Lausche den Weisen des Evangeliums mit dem Ohr der Unparteilichkeit. Er prophezeit – verherrlicht sei Sein Wort – über die kommenden Dinge: »Von dem Tage aber und von der Stunde weiß niemand, auch die Engel nicht im Himmel, auch nicht der Sohn, sondern allein der Vater.«. Mit »Vater« ist in diesem Zusammenhang Gott gemeint – gepriesen sei Seine Herrlichkeit. Er ist der Wahre Erzieher, der Geistige Lehrer.
Joel sagt: »Denn der Tag des Herrn ist groß und überaus schrecklich, und wer kann ihn bestehen?«. Erstens sagt Er in dem erhabenen Wort, das im Evangelium aufgezeichnet ist, dass niemand der Zeit der Offenbarung gewärtig ist außer Gott, dem Allwissenden, der von allen Dingen Kenntnis hat. Zweitens legt Er die Größe dieser Offenbarung dar. Ebenso spricht Er im Qur’án: »Worüber befragen sie einander? Über die Große Verkündung.« Dies ist die Verkündung, über deren Größe in den meisten Büchern aus alter und neuer Zeit gesprochen wird. Dies ist die Verkündung, die die Glieder der Menschen erzittern ließ, ausgenommen jener, die Gott, der Beschützer, der Helfer, der Beistand, verschonen wollte. Die Menschen haben in der Tat mit eigenen Augen gesehen, wie sie selbst und alle Dinge in Verwirrung gestürzt wurden und in ein schlimmes Durcheinander gerieten, außer jenen, die Gott auszunehmen beliebte.
O Shaykh! Groß ist diese Sendung und groß die Verkündung! Denke geduldig und ruhig nach über die leuchtenden Zeichen, die erhabenen Worte und alles, was in diesen Tagen geoffenbart wurde, damit du die Geheimnisse ergründest, die in den Büchern verborgen sind, und dich bemühst, Seine Diener zu führen. Lausche mit deinem geistigen Ohr auf die Stimme Jeremias, der da sagt: »Groß ist jener Tag, und er hat nicht seinesgleichen.«. Würdest du mit dem Auge der Ehrlichkeit schauen, du würdest die Größe dieses Tages wahrnehmen. Neige dein Ohr der Stimme dieses Allwissenden Ratgebers, und lass dich nicht der Barmherzigkeit verlustig gehen, die alles Erschaffene, das Sichtbare wie das Unsichtbare, übertrifft. Höre auf den Gesang Davids. Er spricht: »Wer will mich führen in eine feste Stadt?«. Die »feste Stadt« ist ‘Akká, das den Namen »Größtes Gefängnis« erhielt und eine Festung und mächtige Wälle besitzt.
O Shaykh! Lies, was Jesaja in seinem Buch gesprochen hat. Er sagt: »Steige auf den hohen Berg, o Zion, dass du gute Kunde bringest; erhebe deine Stimme mit Macht, o Jerusalem, dass du gute Kunde bringest. Erhebe sie und fürchte dich nicht; sage den Städten Judas: ›Sehet euren Gott! Sehet, der Herr, euer Gott, wird kommen mit starker Hand, und Sein Arm wird für Ihn herrschen.‹«. An diesem Tag sind alle Zeichen erschienen. Eine große Stadt ist vom Himmel gekommen, und Zion zittert und jubelt vor Freude über die Offenbarung Gottes, denn er hat Gottes Stimme auf allen Seiten gehört. An diesem Tag ist ein neues Evangelium nach Jerusalem gekommen, denn an der Stelle der Sykomore steht die Zeder. Jerusalem ist das Ziel der Pilgerschaft für alle Völker der Welt und wurde heilig genannt, zusammen mit Zion und Palästina; sie sind alle in diesen Bezirken gelegen. Deshalb ist gesagt: »Gesegnet ist der Mensch, der nach ‘Akká wanderte.«
Amos sagt: »Der Herr wird aus Zion brüllen und Seine Stimme aus Jerusalem hören lassen; und die Wohnstätten der Hirten werden trauern, und der Gipfel des Karmel wird verdorren.«. Karmel wurde im Buche Gottes als der Berg Gottes und als Sein Weinberg bezeichnet. Durch die Gnade des Herrn der Offenbarung wurde auf ihm das Zelt der Herrlichkeit errichtet. Glücklich, wer dorthin gelangt; glücklich, wer sein Angesicht ihm zuwendet. Und desgleichen sagt Er: »Unser Gott kommt und schweigt nicht.«.
O Shaykh! Denke nach über diese Worte, die Er, das Verlangen der Welt, an Amos richtete. Er sagt: »Bereite dich, Israel, deinem Herrn zu begegnen; denn siehe, Er ist’s, der die Berge formt und den Wind schafft und dem Menschen zeigt, was dieser im Sinne hat; Er macht die Finsternis am Morgen; Er schreitet einher auf den Höhen der Erde; der Herr, der Gott der Heerscharen, ist Sein Name.«. Er sagt, Er mache die Finsternis am Morgen. Damit ist gemeint: Wenn sich zur Zeit der Offenbarung Dessen, der auf dem Sinai Zwiesprache hielt, irgend jemand als den wahren Morgen betrachten würde, dann würde er durch Gottes Macht und Kraft in Finsternis verwandelt. Er ist wahrlich die falsche Dämmerung, auch wenn er glaubt, er sei die wahre. Wehe ihm und wehe denen, die ihm folgen, ohne ein klares Zeichen von Gott, dem Herrn der Welten.
Jesaja sagt: »Der Herr allein wird erhöhet werden an jenem Tage.«. Über die Größe der Offenbarung sagt Er: »Gehe in den Felsen und verbirg dich im Staube aus Furcht vor dem Herrn und um Seiner herrlichen Majestät willen.«. In anderem Zusammenhang spricht Er: »Die Wüste und die Einöde werden froh sein, und das dürre Land wird jubeln und blühen wie die Rose. Es wird blühen in üppiger Fülle und frohlocken mit Gesang und Freude; denn die Herrlichkeit des Libanon wird ihm gegeben sein, der Glanz des Karmel und des Saron. Sie werden die Herrlichkeit des Herrn sehen und den Glanz unseres Gottes.«.
Diese Stellen bedürfen keiner Erklärung. Sie sind strahlend und offenbar wie die Sonne und glänzen und leuchten wie das Licht selbst. Jeder Mensch mit redlichem Sinn wird durch den Duft dieser Worte in den Garten des Verstehens geführt und gelangt zu dem, was vor den meisten Menschen verschleiert und verschlossen ist. Sprich: Fürchte Gott, o Volk, und folge nicht den Zweifeln jener lauten Schreier, die den Bund Gottes und Sein Testament gebrochen haben und die Seine Barmherzigkeit leugnen, welche allen vorangeht, die in den Himmeln und auf Erden sind.
Und ferner spricht Er: »Saget den verzagten Herzen: Seid getrost, fürchtet euch nicht.«. Dieser gesegnete Vers ist ein Beweis für die Größe der Offenbarung und die Größe der Sendung; denn der Schall der Posaune muss unweigerlich Verwirrung über die ganze Welt verbreiten, und Furcht und Zittern unter allen Menschen. Gut steht es um den, der vom Licht des Vertrauens und der Loslösung erleuchtet ist. Die Drangsal jenes Tages wird ihn nicht behindern oder beunruhigen. Also spricht die Zunge des Wortes auf Geheiß Dessen, der der Allbarmherzige ist. Er ist wahrlich der Starke, der Allgewaltige, der Allunterwerfende, der Allmächtige. Es obliegt nun all denen, die mit einem hörenden Ohr und einem sehenden Auge ausgestattet sind, über diese erhabenen Worte nachzudenken, in deren jedem die Meere innerer Bedeutung und Erklärung verborgen sind, auf dass die Rede, die Er, der Herr der Offenbarung, äußerte, Seine Diener befähige, strahlend und mit größter Freude zum Höchsten Ziel, dem Erhabensten Gipfel – dem Dämmerungsort dieser Stimme – zu gelangen.
O Shaykh! Könntest du auch nur weniger als durch ein Nadelöhr geht von dem Hauch Meines Wortes begreifen, du würdest die Welt und alles, was darinnen ist, verlassen und deinen Blick auf das Licht des ersehnten Antlitzes richten. Kurz, in den Aussprüchen Dessen, der der Geist ist (Jesus), liegen ungezählte Bedeutungen verborgen. Auf viele Dinge kam Er zu sprechen, aber als Er niemanden fand, der ein hörendes Ohr oder ein sehendes Auge besaß, zog Er es vor, die meisten dieser Dinge zu verhüllen, wie Er ja einmal sagte: »Ihr könnt es jetzt noch nicht tragen.« Dieser Aufgangsort der Offenbarung sagte, an jenem Tag werde Er, der Verheißene, die kommenden Dinge enthüllen. Demgemäß wurde im Kitáb-i-Aqdas, in den Tablets an die Könige, im Lawḥ-i-Ra’ís und im Lawḥ-i-Fu’ád das meiste dessen, was sich auf dieser Erde ereignet hat, von der Erhabensten Feder angekündigt und vorausgesagt.
Im Kitáb-i-Aqdas wurde folgendes geoffenbart:
»O Land von Ṭá (Ṭihrán)!
Lass dich durch nichts betrüben, denn Gott hat dich zum Quell der Freude für die ganze Menschheit erwählt.
Er wird, wenn es Sein Wille ist, deinen Thron mit einem Herrscher segnen, der in Gerechtigkeit regieren und die von den Wölfen zerstreute Herde Gottes sammeln wird.
Voll Glück und Freude wird ein solcher Herrscher sein Angesicht dem Volke Bahás zukehren und diesem seine Gunst erwiesen.
Er wird in der Tat vor dem Auge Gottes als ein Juwel unter den Menschen angesehen.
Auf ihm ruhe allezeit der Ruhm Gottes und der Ruhm aller, die im Reiche Seiner Offenbarung weilen.« Diese Verse wurden schon früher verkündet.
Nun aber ist der folgende Vers herniedergesandt worden:
»O Gott, mein Gott!
Bahá bittet Dich und fleht zu Dir bei dem Lichte Deines Antlitzes, bei den Wogen des Meeres Deiner Offenbarung und bei dem Strahlenglanz der Sonne Deines Wortes, stehe dem Sháh bei, gerecht und ehrlich zu sein.
So es Dein Wille ist, segne durch ihn den Thron der Hoheit und Herrschaft.
Mächtig bist Du zu tun, was Dir gefällt.
Es gibt keinen Gott außer Dir, der Du hörst und zur Antwort bereit bist.« »Frohlocke mit großer Freude, o Land von Ṭá (Ṭihrán), denn Gott hat dich zum Tagesanbruch Seines Lichtes gemacht, da in dir die Manifestation Seiner Herrlichkeit geboren wurde.
Freue dich über diesen Namen, der dir verliehen wurde – einen Namen, durch den der Morgenstern der Gnade seinen Glanz erstrahlen ließ und durch den Erde und Himmel erleuchtet wurden.
Binnen kurzem werden deine Verhältnisse gewandelt werden, und die Zügel der Macht werden in die Hand des Volkes übergehen.
Wahrlich, dein Herr ist der Allwissende.
Seine Gewalt umfasst alle Dinge.
Bleibe der gnädigen Gunst deines Herrn versichert.
Das Auge Seiner Güte wird ewig auf dir ruhen.
Es nähert sich der Tag, da deine Erregung in Frieden und ruhevolle Stille verwandelt sein wird.
So wurde es im Wundersamen Buche bestimmt.«
Ebenso wurde im Lawḥ-i-Fu’ád, im Tablet an den König von Paris (Napoleon III.) und in anderen Tablets geoffenbart, was jeden redlich Gesinnten veranlassen wird, die Macht, Hoheit und Weisheit Gottes – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – zu bezeugen. Wollten die Menschen mit dem Auge der Gerechtigkeit schauen, sie würden des Geheimnisses dieses gesegneten Verses gewahr werden: »Es gibt kein Ding, sei es grün oder dürr, das nicht in deutlicher Schrift aufgezeichnet wäre«, und sie würden diesen Vers begreifen. Da jedoch die Menschen an diesem Tage die Wahrheit verworfen haben, können sie das, was von Ihm, dem Enthüllenden, dem Altehrwürdigen der Tage, herniedergesandt ward, nicht verstehen. Gnädiger Gott! Überall sind deutliche Zeichen erschienen, und dennoch sind die Menschen zum größten Teil des Vorrechts beraubt, diese wahrzunehmen und zu begreifen. Wir flehen zu Gott, Er möge allen Menschen Seine Hilfe angedeihen lassen, damit sie die Perlen erkennen, die in den Muscheln des Größten Meeres verborgen ruhen, und rufen: »Gepriesen seist Du, o Gott der Welt!«
O Schar der redlich Gesinnten! Schaut auf die Wogen des Wortes und der Erkenntnis Gottes und denkt darüber nach, auf dass ihr mit der Zunge eures Geistes und Mundes bezeugt, dass bei Ihm die Kenntnis all dessen ist, was in dem Buche steht. Nichts entgeht Seiner Kenntnis. Er hat wahrlich geoffenbart, was verborgen war, als Er bei Seiner Wiederkehr den Thron des Bayán bestieg. All dies wurde herniedergesandt und wird, Wort für Wort, auf Erden eintreffen. Keinem bleibt die Möglichkeit, sich abzuwenden oder sich dagegen zu verwahren. Da jedoch rechter Sinn in Ungnade fiel und verborgen blieb, reden die meisten Menschen, wie es ihnen ihre eitlen Vorstellungen eingeben.
O Gott, mein Gott! Verhindere Deine Diener nicht, ihr Angesicht dem Lichte der Gewissheit zuzuwenden, das über dem Horizonte Deines Willens angebrochen ist, und lass sie nicht des Meeres Deiner Zeichen verlustig gehen, o mein Gott. O mein Herr, sie sind Deine Diener in Deinen Städten und Deine Knechte in Deinen Landen. Wenn Du kein Erbarmen mit ihnen hast, wer soll ihnen dann Barmherzigkeit erweisen? Nimm jene bei der Hand, o mein Gott, die in der See eitler Vorstellungen versunken sind, und befreie sie durch Deine Kraft und höchste Herrschaft. Schütze sie sodann mit der Wehr Deiner Macht. Du bist mächtig zu tun, was Du willst, und in Deiner Rechten ruhen die Zügel all dessen, was in den Himmeln und auf Erden ist.
In gleicher Weise sagt der Erste Punkt [der Báb]: »Schaut auf Ihn mit Seinen eigenen Augen. Wenn ihr auf Ihn mit den Augen anderer schautet, würdet ihr Ihn niemals finden und erkennen.« Dies bezieht sich auf nichts anderes als diese Größte Offenbarung. Wohl steht es um die, welche redlich urteilen. Und ebenso sagt Er: »Der einjährige Spross, der in sich die Kräfte der kommenden Offenbarung trägt, ist mit einer Macht ausgestattet, die den vereinten Kräften des ganzen Bayán überlegen ist.« Diese frohen Botschaften des Bayán und der Bücher früherer Zeiten sind wiederholt unter verschiedenen Namen in zahlreichen Büchern erwähnt worden, auf dass die Menschen gerecht urteilen mögen über das, was am Horizont des Willens Gottes, des Herrn des Mächtigen Thrones, erschienen ist und von dort herniederstrahlt.
O Shaykh! Sage dem Volk des Bayán: »Denkt über diese gesegneten Worte nach. Er spricht: ›Der ganze Bayán ist nur ein Blatt unter den Blättern Seines Paradieses.‹ Sei redlich, o Volk, und gehöre nicht zu jenen, die zu den Verlorenen gezählt werden im Buche Gottes, des Herrn der Welten.« Der gesegnete Lotosbaum steht an diesem Tage vor deinem Angesicht, beladen mit himmlischen, neuen und wundersamen Früchten. Schaue auf ihn, losgelöst von allem außer ihm. Also spricht die Zunge der Macht und Kraft an diesem Ort, den Gott mit den Fußspuren Seines Größten Namens und Seiner Mächtigen Verkündung schmückte.
Desgleichen sagt Er:
»Ehe nicht neun [Jahre] vom Beginn dieser Sache an vergangen sind, wird das Wesen alles Erschaffenen nicht geoffenbart werden.
Alles, was du bis jetzt gesehen hast, ist das Wachstum des feuchten Samens bis zu der Zeit, da Wir ihn mit Fleisch umkleideten.
Habe Geduld, bis du eine neue Schöpfung schaust.
Sprich: ›Gesegnet sei darum Gott, der erhabenste der Schöpfer!‹« Und weiterhin sagt Er über die Macht dieser Offenbarung:
»Rechtens ist es für Ihn, den Gott offenbaren wird, den Größten auf Erden zu verwerfen, da ein solcher nur ein Geschöpf in Seiner Hand ist und alle Dinge Ihn anbeten.
Nach Ḥín (68 – 1268 d.
H.) wird euch eine Sache gegeben werden, die ihr dann kennenlernen werdet.« Und ferner sagt Er:
»Wisse mit ganzer Sicherheit und durch den fest begründeten, völlig unwiderruflichen Ratschluss, dass Er – gepriesen sei Seine Herrlichkeit, gelobt sei Seine Macht, geheiligt sei Sein hehres Wesen, verherrlicht sei Seine Größe und gerühmt seien Seine Wege – jedes Ding durch dessen eigenes Selbst erkennbar macht; wer könnte da Ihn durch irgendeinen anderen erkennen als durch Ihn selbst?« Und weiter sagt Er – gepriesen und verherrlicht sei Er:
»Hüte dich, hüte dich, dass dich in den Tagen Seiner Offenbarung das Váḥid des Bayán (die achtzehn Buchstaben des Lebendigen) nicht wie ein Schleier von Ihm trennt, da dieses Váḥid in Seinen Augen nur ein Geschöpf ist.
Und hüte dich, hüte dich, dass dich die Worte, die im Bayán herniedergesandt sind, nicht wie ein Schleier von Ihm trennen.« Und ein andermal sagt Er – gepriesen sei Er:
»Schaue auf Ihn nur mit Seinem eigenen Auge.
Denn wer mit Seinem Auge auf Ihn schaut, wird Ihn erkennen; andernfalls wird Er für ihn verhüllt sein.
So du Gott und Seine Gegenwart suchst, suche Ihn und schaue auf Ihn.« Und wiederum sagt Er:
»Besser ist es für dich, auch nur einen der Verse Dessen zu sprechen, den Gott offenbaren wird, als den ganzen Bayán niederzuschreiben; denn an jenem Tag kann dich dieser eine Vers erlösen, während der ganze Bayán dich nicht erlösen kann.«
Sprich: O Volk des Bayán! Sei redlich, redlich, und hinwiederum: Sei redlich, redlich! Gehöre nicht zu denen, die der Manifestation der Sache Gottes Erwähnung taten des tags und des nachts, und die, als Er durch Seine Gnade erschien und der Horizont der Offenbarung erleuchtet war, ein Urteil über Ihn fällten, das die Bewohner des Königreiches und des Reiches der Herrlichkeit und all jene wehklagen ließ, die den Willen Gottes, des Allwissenden, des Allweisen, umkreisen.
Denke tief nach über diese erhabenen Worte. Er sagt: »Wahrlich, Ich glaube an Ihn und an Seinen Glauben und an Sein Buch und an Seine Beweise und an Seine Wege und an alles, was hierüber von Ihm ausgeht. Ich rühme Mich Meiner Verwandtschaft mit Ihm und bin stolz auf Meinen Glauben an Ihn.« Desgleichen sagt Er: »O Gemeinde des Bayán und ihr alle, die ihr dieser angehört! Erkennt die Grenzen, die euch gesetzt sind; denn ein Wesen wie der Punkt des Bayán selbst hat an Ihn, den Gott offenbaren wird, geglaubt, ehe noch alle Dinge erschaffen wurden. Dessen, wahrlich, rühme Ich Mich vor allen im Reiche des Himmels und der Erde.« Bei Gott! Alle Atome des Weltalls stöhnen und jammern ob der Grausamkeit, die von den Eigensinnigen im Volke des Bayán verübt wurde. Wo sind jene, die mit Einsicht und Gehör begabt sind? Wir flehen zu Gott – gesegnet und verherrlicht sei Er –, Er möge sie versammeln und zu dem ermahnen, was ihnen nützt, und sie fernhalten von dem, was ihnen schadet. Er ist in Wahrheit der Starke, der Allunterwerfende, der Allmächtige.
Und weiter sagt Er: »Lasst es nicht zu, dass ihr wie durch einen Schleier von Gott getrennt seid, nachdem Er sich offenbarte. Denn alles, was im Bayán gepriesen wurde, ist nur wie ein Ring an Meiner Hand, und Ich selbst bin wahrlich nur ein Ring an der Hand Dessen, den Gott offenbaren wird – verherrlicht sei Seine Erwähnung! Er wendet ihn, wie es Ihm gefällt, wozu es Ihm gefällt und wodurch es Ihm gefällt. Er, wahrlich, ist der Helfer in Gefahr, der Höchste.« Desgleichen sagt Er: »Wollte Er einen jeden auf Erden zu einem Propheten machen, würden alle – und dies ist die unbedingte Wahrheit – in den Augen Gottes als Propheten angesehen.« Und ein andermal sagt Er: »Am Tage der Offenbarung Dessen, den Gott offenbaren wird, werden alle Erdbewohner in Seiner Wertschätzung gleich sein. Wen immer Er zum Propheten bestimmt, der ist wahrlich vom Anbeginn an, der keinen Anbeginn hat, ein Prophet gewesen und wird ein solcher bleiben bis zum Ende, das kein Ende hat, da dies eine Tat Gottes ist. Und wer immer von Ihm zum Statthalter gemacht wird, wird in allen Welten ein Statthalter sein, da dies eine Tat Gottes ist. Denn der Wille Gottes kann auf keine andere Weise enthüllt werden als durch Seinen Willen, noch kann Gottes Wunsch anders geoffenbart werden als durch Seinen Wunsch. Er ist wahrlich der Allbezwingende, der Allgewaltige, der Allhöchste.«
Kurz, bei jeder Gelegenheit hat Er dargelegt, was der Bekehrung, dem Fortschritt, der Erhöhung und der Führung der Menschen dienlich ist. Etliche unredliche Seelen sind jedoch zu einem Schleier, einer unüberwindlichen Schranke geworden und haben das Volk gehindert, sich dem Lichte Seines Antlitzes zuzuwenden. Wir bitten Gott, sie durch Seine höchste Herrschaft auszustoßen und sich ihrer durch Seine alles erfassende Kraft zu bemächtigen. Er ist wahrlich der Herr der Stärke, der Mächtige, der Allweise.
An anderer Stelle sagt Er: »Er – verherrlicht sei Seine Erwähnung – gleicht der Sonne. Würden ungezählte Spiegel vor ihr aufgestellt, ein jeder würde nach seiner Fähigkeit den Glanz dieser Sonne widerstrahlen, und wäre kein Spiegel vor ihr, würde sie sich weiterhin erheben und senken, und nur die Spiegel wären von ihrem Licht ausgeschlossen. Ich habe wahrlich Meine Pflicht nicht versäumt, dieses Volk zu ermahnen und auf Mittel und Wege zu sinnen, durch die es sich Gott, seinem Herrn, zuwenden und an Gott, seinen Schöpfer, glauben kann. Wenn Ihm am Tage Seiner Offenbarung alle auf Erden Gefolgschaft leisten, wird Mein innerstes Wesen jubeln, weil dann alle den Gipfel ihres Seins erklimmen, weil sie ihrem Geliebten Auge in Auge gegenüberstehen und in dem höchsten Maße, das in der Welt des Seins erreichbar ist, den Strahlenglanz Dessen erkennen, der die Sehnsucht ihrer Herzen ist. Wenn nicht, wird Meine Seele in der Tat traurig sein. Ich habe in Wahrheit alle Dinge auf dieses Ziel vorbereitet. Wie könnte da irgend jemand durch einen Schleier von Ihm getrennt sein? Hierfür habe Ich zu Gott gerufen und werde weiter zu Ihm rufen. Er, wahrlich, ist nahe, bereit zur Antwort.«
Und desgleichen sagt Er: »Sie werden diesem Baume, der weder vom Osten noch vom Westen stammt, selbst den Namen eines Gläubigen versagen; denn würden sie Ihn so nennen, dann könnten sie Ihm nicht wehtun.« Hat dein Ohr, o Welt, vernommen, mit welcher Hilflosigkeit diese Worte enthüllt wurden vom Tagesanbruch des Willens Dessen, der der Aufgangsort aller Namen ist? Er spricht: »Ich habe alle Menschen erzogen, damit sie diese Offenbarung erkennen, und doch weigert sich das Volk des Bayán, jenem gesegneten Baume, der weder dem Osten noch dem Westen angehört, auch nur den Namen eines Gläubigen zuzugestehen.« Wehe, wehe ob dem, was über Mich gekommen ist! Bei Gott! Von der Hand dessen, den Ich aufgezogen habe ( Mírzá Yaḥyá), wurde Mir Tag und Nacht zugefügt, was den Heiligen Geist und die Bewohner des Tabernakels der Erhabenheit Gottes, des Herrn dieses wundersamen Tages, zum Weinen brachte.
Ferner sagt Er in Widerlegung gewisser Ungläubiger: »Denn niemand weiß die Zeit dieser Offenbarung außer Gott. Wann immer sie erscheint, müssen alle den Punkt der Wahrheit anerkennen und Gott danken.« Die sich von Mir abwandten, redeten genauso, wie die Anhänger Johannis (des Täufers) redeten; denn auch diese verwahrten sich gegen Ihn, der der Geist (Jesus) war, und sagten: »Die Sendung Johannis ist noch nicht beendet; weshalb bist du gekommen?« Nun, auch sie, die Uns verleugneten, obwohl sie Uns niemals kennenlernten und stets in Unkenntnis der Grundlagen dieser Sendung blieben, da sie nicht wissen, von Wem diese ausgeht und was sie bedeutet – auch sie haben geredet, was alles Erschaffene seufzen und wehklagen ließ. Bei Meinem Leben! Ein Stummer kann niemals Dem gegenübertreten, der in sich das Königreich des Wortes verkörpert. Fürchte Gott, o Volk, und lies sodann, was mit Wahrheit herniedergesandt wurde im achten Kapitel des sechsten Váḥid des Bayán, und gehöre nicht zu denen, die sich abwenden. Auch Er hat befohlen: »Einmal alle neunzehn Tage sollten sie dieses Kapitel lesen, damit sie in der Zeit der Offenbarung Dessen, den Gott offenbaren wird, durch keine Schleier von Überlegungen, die diesen Versen fremd sind, von Ihm getrennt werden; denn diese Verse waren und sind die gewichtigsten aller Zeugnisse und Beweise.«
Johannes, der Sohn des Zacharias, sagte, was auch Mein Vorläufer gesagt hat: »Ich sage euch, tut Buße; denn das Himmelreich ist nahe. Wahrlich, ich taufe euch mit Wasser zur Buße, aber Er, der nach mir kommt, ist mächtiger als ich; ich bin nicht wert, Seine Schuhe zu tragen.« Und deshalb hat auch Mein Vorläufer zum Zeichen Seiner Unterwürfigkeit und Demut gesagt: »Der ganze Bayán ist nur ein Blatt unter den Blättern Seines Paradieses.« Und weiter sagt Er: »Ich bin der erste, der Ihn anbetet, und rühme Mich Meiner Verwandtschaft mit Ihm.« Und doch, o Menschen, hat das Volk des Bayán derartige Taten verübt, dass selbst Dhi’l-Jawshan, Ibn-i-Anas und Aṣbaḥí Zuflucht bei Gott davor suchten und noch suchen. Dieser Unterdrückte befasst sich Tag und Nacht vor den Augen aller Bekenntnisse mit den Dingen, die zur Erhöhung der Sache Gottes führen, während jene Menschen dem nachhängen, was schmerzliche Erniedrigung mit sich bringt.
Desgleichen sagt Er:
»Erkennt Ihn an Seinen Versen.
Je nachlässiger ihr in eurem Bemühen seid, Ihn kennenzulernen, desto schlimmer werdet ihr vom Feuer verhüllt sein.« O ihr im Volk des Bayán, die ihr euch von Mir abgewandt habt!
Denkt nach über diese erhabensten Worte, die dem Brunnquell der Äußerung Dessen entströmten, welcher der Punkt des Wissens ist.
Hört nunmehr auf diese Worte.
Er sagt:
»An jenem Tag wird sich die Sonne der Wahrheit an das Volk des Bayán wenden und folgende Súrih des Qur’án vortragen: ›Sprich:
O ihr Ungläubigen!
Ich verehre nicht, was ihr verehret, und ihr verehret nicht, was Ich verehre.
Ich werde nie verehren, was ihr verehret, noch werdet ihr je verehren, was Ich verehre.
Euch sei euer Glaube und Mir Mein Glaube.‹«.
Gnädiger Gott!
Trotz dieser erlauchten Erklärungen, trotz dieser glänzenden und strahlenden Zeichen sind sie alle in ihre leeren Einbildungen verrannt, werden des Ersehnten nicht gewahr und sind durch einen Schleier von Ihm getrennt.
O ihr, die ihr in die Irre gingt!
Erwacht aus dem Schlafe der Achtlosigkeit und hört auf diese Worte Meines Vorläufers.
Er sagt:
»Der Baum der Bestätigung gilt als Baum des Verleugnens, wenn er sich von Ihm wendet, und der Baum des Leugnens gilt als Baum der Bestätigung, wenn er sich Ihm zuwendet.« Ebenso sagt Er:
»Wenn jemand den Anspruch auf eine Offenbarung erhebt, aber keinen Beweis erbringen kann, verwahrt euch nicht und betrübt Ihn nicht.« Kurz, dieser Unterdrückte äußerte Tag und Nacht die Worte:
»Sprich:
O ihr Ungläubigen!«, damit dies vielleicht das Mittel werde, das Volk zu erwecken und es mit der Zier der Redlichkeit zu schmücken.
Und nun sinne nach über diese Worte, die den Hauch der Verzweiflung atmen in Seiner kummervollen Anrufung Gottes, des Herrn der Welten. Er spricht: »Verherrlicht bist Du, o mein Gott! Sei Du mein Zeuge, dass ich durch dieses Buch über die Sendung Dessen, den Du offenbaren wirst, mit allen erschaffenen Dingen einen Bund geschlossen habe, ehe noch der Bund über meine eigene Sendung errichtet wurde. Du genügst als Zeuge, und mit Dir jene, die an Deine Zeichen glauben. Du, wahrlich, schenkst mir Genüge. In Dich habe ich mein Vertrauen gesetzt, und Du, wahrlich, führst über alle Dinge Buch.«
In anderem Zusammenhang sagt Er: »O ihr sonnengleichen Spiegel! Schaut auf die Sonne der Wahrheit. Wahrlich, ihr hängt von dieser ab, könntet ihr es doch begreifen. Ihr seid alle wie Fische, die sich in den Wassern des Meeres tummeln; ihr verbergt euch davor, und doch fragt ihr euch, was es ist, von dem ihr abhängt.« Desgleichen sagt Er: »Ich beklage Mich bei dir, o Spiegel Meiner Großmut, über alle anderen Spiegel. Alle schauen sie auf Mich durch ihre eigenen Farben.« Diese Worte wurden von der Quelle der Offenbarung des Allgütigen herniedergesandt und an Siyyid Javád, bekannt unter dem Namen Karbilá’í, gerichtet.
Gott bezeugt und die Welt bestätigt Mir, dass dieser Siyyid auf Meiner, dieses Unterdrückten, Seite stand und sogar eine ausführliche Erwiderung an jene schrieb, die sich von Mir wandten.
Überdies haben Wir an Ḥaydar-‘Alí zwei Mitteilungen gesandt, in denen er für die Offenbarung des Einen Wahren Zeugnis ablegt und in denen die Beweise seiner Abkehr von allem außer Ihm klar und offenkundig sind.
Die Handschrift des Siyyid ist unzweideutig und jedermann bekannt.
Unsere Absicht bei der Weitergabe dieser Schriftstücke war, dass durch sie vielleicht jene, die Uns verleugneten, zu den Lebenswassern der Anerkennung gelangen und die, welche sich abwandten, vom Licht der Bekehrung erleuchtet würden.
Gott ist Mein Zeuge, dass dieser Unterdrückte nie ein anderes Ziel hatte als die Übermittlung des Wortes Gottes.
Gesegnet sind die redlich Gesinnten, und wehe denen, die sich abwenden.
Sie, die sich von Mir abkehrten, haben schon mancherlei Ränke geschmiedet und sind auf mannigfache Weise hinterlistig vorgegangen.
Einmal haben sie sich ein Bild dieses Siyyid verschafft und es mit anderen auf einen Bogen Papier geklebt, obenan das Porträt von Mírzá Yaḥyá.
Kurz, sie haben jedes Mittel ergriffen, um den Einen Wahren zu verwerfen.
Sprich:
»Der Eine Wahre ist gekommen, offenbar wie die strahlende Sonne; welch ein Jammer, dass Er in die Stadt der Blinden gekommen ist!« Der erwähnte Siyyid ermahnte die Leugner und berief sie zum Erhabensten Horizonte, konnte aber auf diese harten Steine keinen Eindruck machen.
Sie haben über ihn Dinge gesagt, gegen die er Zuflucht suchte bei Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit.
Die flehentlichen Bitten, die er an diesen heiligen Hof sandte, sind jetzt in Unserem Besitz.
Glücklich sind die redlich Gesinnten.
Denke nun nach über die Klage des Ersten Punktes gegen die »Spiegel«, damit vielleicht die Menschen erweckt werden und sich von der linken Hand eitler Vorstellungen und Einbildungen hin zu der Rechten des Glaubens und der Gewissheit wenden, und damit sie sich bewusst werden, wovor sie verschleiert sind. Sie sind in der Tat nur darum aus der Welt des Nichtseins in die Welt des Seins getreten, dass sie diese Größte Sendung erkennen. Überdies sagt Er: »Weihe, o mein Gott, diesen ganzen Baum Ihm, auf dass alle Früchte, die Du an ihm wachsen lässt, für Ihn geoffenbart werden, den Gott zum Offenbarer all dessen bestimmte, was Ihm gefällt. Bei Deiner Herrlichkeit! Ich hatte nie den Wunsch, dass dieser Baum je einen Zweig, ein Blatt oder eine Frucht trüge, die es versäumten, sich am Tage Seiner Offenbarung vor Ihm zu beugen, oder die sich weigerten, Dich durch Ihn zu preisen, wie es der Herrlichkeit Seiner allherrlichen Offenbarung und der Erhabenheit Seiner erhabensten Verborgenheit angemessen ist. Und solltest Du, o mein Gott, einen Zweig, ein Blatt oder eine Frucht an mir erblicken, die es versäumen, sich am Tage Seiner Offenbarung vor Ihm zu beugen – schneide sie weg von diesem Baume, o mein Gott, denn sie sind nicht von mir noch sollen sie zu mir zurückkehren.«
O Volk des Bayán! Ich schwöre bei Gott! Dieser Unterdrückte hat keine andere Absicht, als die Sache zu offenbaren, die zu enthüllen Er berufen war. Würdet ihr das Ohr eures Herzens Ihm zuneigen, ihr würdet von jedem Teil und Glied, von jeder Ader, ja von jedem einzelnen Haar dieses Unterdrückten hören, was die Scharen der Höhe und die Welt der Schöpfung bewegt und entzückt.
O Hádí! Der blinde Fanatismus vergangener Zeiten hat die unglücklichen Geschöpfe von dem Geraden Pfade ferngehalten. Denke nach über die Shí‘iten. Zwölfhundert Jahre lang haben sie gerufen: »O Qá’im!«, um schließlich Sein Todesurteil zu fällen und Ihm das Märtyrertum aufzuerlegen, trotzdem sie an den Einen Wahren – gepriesen sei Seine Herrlichkeit –, an das Siegel der Propheten und an die Erwählten glauben und diese alle anerkennen. Es ist nun nötig, eine Weile nachzudenken, damit vielleicht entdeckt werde, was zwischen den Einen Wahren und Seine Geschöpfe getreten ist, und damit die Taten, die zu Einspruch und Verleugnung führten, bekanntwerden.
O Hádí! Wir haben das Wehklagen der Kanzeln gehört, welche die Geistlichen, wie von jedermann bezeugt wird, bestiegen, um den Einen Wahren zu verfluchen und die Dinge zu tun, die Ihm, dem Wesen des Seins, und Seinen Gefährten zugestoßen sind und dergleichen weder Ohr noch Auge der Welt zuvor jemals wahrnahmen. Du rufst das Volk zusammen und tust es noch, wobei du beanspruchst, Sein Statthalter und Spiegel zu sein, trotzdem du nichts über diese Sache weißt, zumal du noch nie in Unserer Gegenwart warst.
Ein jeder aus diesem Volke weiß wohl, dass Siyyid Muḥammad nur einer Unserer Diener war. Er begleitete Uns in den Tagen, da Wir Uns auf Geheiß der kaiserlich-türkischen Regierung in deren Hauptstadt begaben. Später beging er, was die Feder des Höchsten – Ich schwöre es bei Gott – weinen und Sein Tablet stöhnen ließ. Wir stießen ihn deshalb aus; daraufhin verband er sich mit Mírzá Yaḥyá und tat, was noch kein Tyrann je getan hat. Wir gaben ihn auf und sagten zu ihm: »Fort mit dir, du achtloser Mensch!« Nachdem diese Worte gefallen waren, trat er in den Orden der Mawlaví ein und verblieb in deren Gesellschaft bis zu der Zeit, da Wir abreisen mussten.
O Hádí!
Dulde nicht, dass du zu einem Werkzeug für die Verbreitung neuen Aberglaubens werdest, und weigere dich, noch einmal eine ähnliche Sekte zu gründen wie die der Shí‘iten.
Denke darüber nach, welche Unmengen Blutes vergossen wurden.
Du und andere, die Erkenntnis besitzen wollen, wie auch die shí‘itischen Geistlichen, einer wie der andere, haben von Anfang an den Einen Wahren verflucht und verfügt, dass Sein heiligstes Blut fließe.
Fürchte Gott, o Hádí!
Lass es nicht zu, dass die Menschen wieder von den leeren Einbildungen früherer Zeiten befallen werden.
Fürchte Gott und gehöre nicht zu denen, die Unrecht tun.
Dieser Tage haben Wir gehört, du seist bestrebt, jede Ausgabe des Bayán an dich zu bringen, um sie zu vernichten.
Dieser Unterdrückte fordert dich um Gottes willen auf, von diesem Vorhaben abzulassen.
Dein Verstand und deine Urteilskraft werden niemals den Verstand und die Urteilskraft Dessen übertreffen, der der Fürst der Welt ist.
Gott bezeugt Mir, dass dieser Unterdrückte den Bayán nicht gelesen noch sich mit seinem Inhalt vertraut gemacht hat.
So viel ist aber bekannt und unzweifelhaft klar, dass Er das Buch des Bayán zur Grundlage Seiner Werke ausersehen hat.
Fürchte Gott und mische dich nicht in Dinge, die hoch über dich hinausragen.
Zwölfhundert Jahre lang haben Leute, die dir gleichen, die unglücklichen Shí‘iten im Abgrund leerer Vorstellungen und eitler Einbildungen gepeinigt.
Endlich traten dann am Tage des Gerichts Dinge auf, vor denen die Unterdrücker vergangener Zeiten Zuflucht bei dem Einen Wahren suchten.
Begreife nunmehr den Ruf, den Er, der Punkt, in Seinen Worten erhob. Er flehte zu Gott, Er möge, falls an diesem Baum – der Sein gesegnetes Selbst ist – eine Frucht, ein Blatt oder ein Zweig auftrete, der nicht an Ihn glaube, diese unverzüglich abhauen. Desgleichen sagt Er: »Wenn jemand eine Erklärung abgibt und es versäumt, sie durch einen Beweis zu untermauern, dann verwerft ihn nicht.« Und doch hast du Ihn jetzt verworfen und freust dich noch dessen, obwohl Er sich auf hundert Bücher stützt!
Zu wiederholtem Male fordere Ich dich auf:
Prüfe genau, was geoffenbart wurde.
Der Windhauch des Wortes in dieser Offenbarung ist nicht zu vergleichen mit dem vergangener Zeiten.
Dieser Unterdrückte wurde ständig verfolgt und fand nie einen sicheren Ort, an dem Er die Schriften des Erhabensten (des Báb) oder die von einem anderen gründlich hätte lesen können.
Etwa zwei Monate, nachdem Wir – getreu dem Befehl Seiner Majestät des Sháhs von Persien, möge Gott ihm beistehen – im ‘Iráq eintrafen, stieß Mírzá Yaḥyá zu Uns.
Wir sprachen zu ihm:
»Dem königlichen Gebot zufolge sind Wir hierher geschickt worden.
Für dich ist es ratsam, in Persien zu bleiben.
Wir werden auch Unseren Bruder Mírzá Músá an einen anderen Ort senden.
Da eure Namen in dem königlichen Erlass nicht erwähnt sind, könnt ihr euch aufmachen und anderswo Dienst tun.« Später verließ dieser Unterdrückte Baghdád und zog sich für zwei Jahre von der Welt zurück.
Nach Unserer Rückkehr fanden Wir, dass er nicht gegangen war und seine Abreise hinausgeschoben hatte.
Dieser Unterdrückte war hierüber sehr betrübt.
Gott bestätigt und bezeugt Uns, dass Wir Uns allezeit mit der Verbreitung dieser Sendung befassten.
Weder Ketten noch Bande, weder der Block noch der Kerker konnten Uns daran hindern, Uns zu offenbaren.
In jenem Lande verboten Wir jede Zwietracht, alle unschicklichen, ruchlosen Taten.
Tag und Nacht richteten Wir Unsere Tablets überallhin.
Wir hatten keine andere Absicht, als die Seelen der Menschen zu erbauen und das gesegnete Wort zu erhöhen.
Wir beauftragten eigens gewisse Gläubige, die Schriften des Ersten Punktes zu sammeln.
Als dies besorgt war, geboten Wir Mírzá Yaḥyá und Mírzá Vahháb-i-Khurásání, bekannt unter dem Namen Mírzá Javád, an einem bestimmten Ort zusammenzukommen.
Unserer Weisung gemäß vollendeten sie die Aufgabe, zwei Abschriften der Werke des Ersten Punktes zu fertigen.
Ich schwöre bei Gott!
Dieser Unterdrückte hat, da Er ständig mit den Menschen umzugehen hatte, niemals in diese Bücher geschaut noch Sein leibliches Auge auf diese Schriften geworfen.
Als Wir abreisten, waren die besagten Schriften im Besitz jener beiden Personen.
Man war übereingekommen, dass sie Mírzá Yaḥyá anvertraut würden, damit er sie nach Persien bringe und im ganzen Land verbreite.
Dieser Unterdrückte begab sich auf Geheiß der Minister der türkischen Regierung in deren Hauptstadt.
Als Wir in Mossul eintrafen, stellten Wir fest, dass Mírzá Yaḥyá vor Uns in diese Stadt gereist war und Uns dort erwartete.
Kurz, die Bücher und Schriften waren in Baghdád zurückgelassen worden, während er selbst sich nach Konstantinopel aufmachte und sich diesen Dienern anschloss.
Gott ist Zeuge dessen, was über diesen Unterdrückten kam; denn nachdem Wir uns so emsig um jene Schriften bemüht hatten, gab er (Mírzá Yaḥyá) sie preis und ging mit den Verbannten.
Lange Zeit war dieser Unterdrückte von unendlichem Leid überwältigt, bis Wir schließlich, durch eine Reihe von Maßnahmen, deren niemand außer dem einen wahren Gott gewahr ist, jene Schriften an einen anderen Ort in einem anderen Land sandten, angesichts der Tatsache, dass im ‘Iráq alle Dokumente jeden Monat sorgfältig geprüft werden müssen, damit sie nicht vermodern und zugrunde gehen.
Gott aber bewahrte sie und brachte sie an einen Ort, den Er schon früher bestimmt hatte.
Er ist wahrlich der Beschützer, der Helfer.
Wohin dieser Unterdrückte sich auch begab, Mírzá Yaḥyá folgte Ihm. Du selbst bist dessen Zeuge und weißt es wohl, dass alles die Wahrheit ist, was hier gesagt wurde. Der Siyyid von Iṣfahán jedoch täuschte ihn im Geheimen. Zusammen begingen sie, was die größte Bestürzung hervorrief. Frage doch bei den Beamten der Regierung über das Benehmen Mírzá Yaḥyás in jenem Land an! Außerdem beschwöre Ich dich bei Gott, dem Einen, dem Unvergleichlichen, dem Herrn der Kraft, dem Mächtigsten, sorgfältig die Mitteilungen zu prüfen, die in seinem [Mírzá Yaḥyás] Namen an den Ersten Punkt gerichtet wurden, damit du klare Beweise von Ihm, der die Wahrheit ist, schaust. Auch aus den Worten des Punktes des Bayán – mögen alle Seelen außer Ihm um Seinetwillen geopfert werden – ging hervor, was kein Schleier verdunkeln und verbergen kann, weder die Schleier der Herrlichkeit noch die, welche die Irregegangenen zugezogen haben. Wahrlich, die Schleier sind zerrissen durch den Finger des Willens deines Herrn, des Starken, des Allunterwerfenden, des Allmächtigen. Ja, verzweifelt ist die Lage derer, die Mich verleumdet und beneidet haben. Vor kurzem wurde behauptet, du hättest die Urheberschaft am Kitáb-i-Íqán und gewissen Tablets anderen Leuten zugeschrieben. Ich schwöre bei Gott! Dies ist ein großes Unrecht. Andere sind nicht in der Lage, die Bedeutung dieser Bücher zu begreifen, geschweige denn, diese zu offenbaren!
Ḥasan-i-Mázindarání war der Überbringer von siebzig Tablets.
Bei seinem Tode wurden diese Briefe nicht denen ausgehändigt, für die sie bestimmt waren, sondern einer Meiner Schwestern anvertraut, die sich ohne jeden Grund von Mir abgewandt hatte.
Gott weiß, was mit seinen Tablets geschah.
Diese Schwester hat nie bei Uns gelebt.
Ich schwöre bei der Sonne der Wahrheit, dass sie Mírzá Yaḥyá nie mehr sah, nachdem sich dies zutrug, und von Unserer Sendung nichts wusste; denn bereits früher war sie Uns entfremdet worden.
Sie lebte in einem Stadtteil und dieser Unterdrückte in einem anderen.
Zum Zeichen Unserer Güte, Zuneigung und Barmherzigkeit jedoch besuchten Wir sie und ihre Mutter etliche Tage vor Unserer Abreise, damit sie von den Lebenswassern des Glaubens tränken und zu dem gelangten, was sie an diesem Tag Gott näher bringt.
Gott weiß wohl und bezeugt Mir, und sie selbst bestätigt es, dass Ich keinen anderen Gedanken hatte als diesen.
Schließlich kam sie – gepriesen sei Gott – durch Seine Gnade zu diesem Ziel und wurde mit der Zier der Liebe geschmückt.
Nachdem Wir jedoch weiter verbannt worden und vom ‘Iráq nach Konstantinopel abgereist waren, erreichten Uns keinerlei Nachrichten mehr von ihr.
Nach Unserer Trennung im Lande Ṭá (Ṭihrán) kamen Wir nie mehr mit Mírzá Riḍá-Qulí, Unserem Bruder, zusammen und erhielten keine besonderen Mitteilungen über sie.
In früheren Tagen hatten wir alle zusammen in einem Haus gelebt, das später durch Versteigerung gegen eine geringfügige Summe verkauft wurde.
Die beiden Brüder Farmán-Farmá und Ḥisámu’s-Salṭanih kauften es und teilten es unter sich.
Danach trennten Wir Uns von Unserem Bruder.
Er nahm Wohnung in der Nähe des Eingangs zur Masjid-i-Sháh, während Wir beim Shimírán-Tor wohnten.
Seither trug diese Schwester ohne allen Grund eine feindselige Haltung gegen Uns zur Schau.
Dieser Unterdrückte wahrte unter allen Umständen Frieden.
Aber Meine Schwester nahm die dem Größten Ast (‘Abdu’l-Bahá) anverlobte Tochter Unseres verstorbenen Bruders Mírzá Muḥammad-Ḥasan aus Núr – mit ihm seien die Herrlichkeit Gottes, Sein Friede und Seine Barmherzigkeit – zu sich in ihr Haus und schickte sie dann an einen anderen Ort.
Einige Unserer Gefährten und Freunde an verschiedenen Plätzen beklagten sich darüber, denn es war eine kränkende Übeltat, die von allen Geliebten Gottes missbilligt wurde.
Wie seltsam, dass Unsere Schwester jene in ihr Haus nahm, um dann dafür zu sorgen, dass sie anderswohin verbracht wird!
Trotz alledem blieb dieser Unterdrückte still und ruhig und bleibt es noch.
Ein Wort aber fiel, um Unsere Geliebten zu beunruhigen.
Gott bezeugt und bestätigt Mir, dass das Gesagte die Wahrheit und aufrichtig gemeint war.
Keiner Unserer Geliebten, ob in dieser Gegend hier oder in jenem Land, hätte Unsere Schwester einer Handlung für fähig halten können, die dem Anstand, der Zuneigung und der Freundschaft derart zuwiderläuft.
Nachdem es jedoch geschehen war und sie erkannten, dass der Weg versperrt war, verfuhren sie in einer Weise, die dir und anderen wohlbekannt ist.
Es muss daher offenkundig sein, wie tief der Schmerz war, den jene Tat diesem Unterdrückten zufügte.
Später tat sie sich mit Mírzá Yaḥyá zusammen.
Widersprüchliche Berichte über sie kommen zu Uns, und es ist nicht klar, was sie sagt oder tut.
Wir flehen zu Gott – gelobt und verherrlicht sei Er –, Er möge sie zu sich zurückführen und ihr helfen, Reue vor dem Tore Seiner Gnade zu üben.
Er ist wahrlich der Mächtige, der Vergebende, und Er ist in Wahrheit der Allmachtvolle, der Verzeihende.
In einem anderen Zusammenhang sagt Er: »Würde Er in diesem Augenblick erscheinen, Ich wäre der erste, Ihn anzubeten und Mich vor Ihm zu verneigen.« Sei redlich, o Volk! Die Absicht des Erhabensten (des Báb) war, sicherzustellen, dass die unmittelbare Nähe dieser Offenbarung die Menschen nicht von dem ewigen göttlichen Gesetz abhalte, wie die Gefährten Johannis (des Täufers) verhindert waren, Ihn, den Geist (Jesus), anzuerkennen. Immer wieder sagte Er: »Lasst es nicht zu, dass euch der Bayán und alles, was darin geoffenbart wurde, von jenem Wesen des Seins, jenem Herrn des Sichtbaren wie des Unsichtbaren fernhält.« Wenn sich jemand angesichts dieses bindenden Gebotes an den Bayán klammert, hat er wahrlich den Schatten des gesegneten und erhabenen Baumes verlassen. Sei redlich, o Volk, und gehöre nicht zu den Achtlosen.
Desgleichen sagt Er: »Lasst euch nicht durch Namen wie durch einen Schleier trennen von Ihm, dem Herrn aller Namen, nicht einmal durch den Namen Prophet, denn auch dieser ist nur ein Geschöpf Seines Wortes.« Und ferner spricht Er im siebten Kapitel des zweiten Váḥid: »O Volk des Bayán! Handle nicht, wie das Volk des Qur’án gehandelt hat; denn wenn du so handelst, werden die Früchte deiner Nacht zunichte werden.« Weiter sagt Er – verherrlicht sei Seine Erwähnung: »Wenn du zu Seiner Offenbarung findest und Ihm gehorchst, hast du die Frucht des Bayán hervorgebracht; wo nicht, bist du unwürdig, vor Gott erwähnt zu werden. Habe Mitleid mit dir selbst. Wenn du Ihm, der Offenbarung der Herrschaft Gottes, nicht hilfst, sei wenigstens keine Ursache des Kummers für Ihn.« Ein andermal sagt Er – verherrlicht sei Seine Stufe: »Wenn du nicht in die Gegenwart Gottes gelangst, betrübe wenigstens nicht das Zeichen Gottes. Auf den Vorteil, den Ihm die Gläubigen des Bayán bringen könnten, verzichtet Er, wenn ihr auf das verzichtet, was Ihm schaden kann. Ich weiß jedoch, dass ihr euch weigern werdet, so zu tun.«
O Hádí! Mir scheint, du hast dich gerade wegen dieser unzweifelhaften Worte entschlossen, den Bayán auszutilgen. Höre auf die Stimme dieses Unterdrückten und lass ab von der Verfolgung, die die Säulen des Bayán erzittern ließ. Ich bin weder in Chihríq noch in Máh-Kú gewesen. Gegenwärtig gehen unter deinen Anhängern die gleichen Behauptungen um wie bei den Shí‘iten, welche sagen, der Qur’án sei unvollendet. Diese Leute behaupten auch, dieser Bayán sei nicht der ursprüngliche. Die Fassung in der Handschrift des Siyyid Ḥusayn ist noch vorhanden, desgleichen diejenige von der Hand Mírzá Aḥmads.
Siehst du den als einen Unterdrückten an, der in dieser Welt nie einen einzigen Streich empfing und ständig von fünf Mägden Gottes umgeben war? Und legst du dem Einen Wahren, der von frühester Jugend bis auf den heutigen Tag in den Händen Seiner Feinde war und das schlimmste Leid der Welt erduldete, Vorwürfe zur Last, wie sie nicht einmal die Juden Christus nachsagten? Höre auf die Stimme dieses Unterdrückten und zähle nicht zu denen, die alles verlieren.
Und weiterhin sagt Er: »Wieviele der Feuer, die Gott durch Ihn, den Er offenbaren wird, in Licht wandelt, und wie zahlreich die Lichter, die durch Ihn zu Feuer werden! Ich schaue Seine Erscheinung wie die Sonne hoch am Himmel und das Verschwinden aller wie das der nächtlichen Sterne am Tage.« Hast du Ohren, o Welt, auf die Stimme des Einen Wahren zu hören und redlich über diese Offenbarung zu urteilen, bei deren Erscheinen Sinai rief: »Er, der auf mir Zwiesprache hielt, ist mit deutlichen Zeichen und leuchtenden Beweisen gekommen, trotz dem Achtlosen, der fernab in der Irre schweift, und trotz jedem lügenreichen Verleumder, der das Licht Gottes mit seinen üblen Reden ersticken will und die Zeichen Gottes mit seiner Bosheit austilgen möchte. Sie beide gehören wahrlich zu denen, die im Buche Gottes, des Herrn der Welten, Unrecht tun.«
Desgleichen sagt Er: »Der Bayán ist vom Anfang bis zum Ende der Aufbewahrungsort aller Seiner Eigenschaften und die Schatzkammer Seines Feuers wie auch Seines Lichtes.« Großer Gott! Die Seele wird hingerissen vom Duft dieser Worte, denn mit grenzenloser Traurigkeit erklärt Er hier, was Er wahrnimmt. Er sagt weiter zu dem Buchstaben des Lebendigen, Mullá Báqir – mit ihm seien die Herrlichkeit Gottes und Seine Güte –: »Vielleicht kannst du in acht Jahren, am Tage Seiner Offenbarung, in Seine Gegenwart gelangen.«
Wisse dies, o Hádí, und sei unter denen, die hören. Urteile gerecht. Die Gefährten Gottes und die Zeugen Dessen, der die Wahrheit ist, haben zum größten Teil das Märtyrertum erlitten. Du jedoch bist noch am Leben. Wie kommt es, dass du verschont bliebst? Ich schwöre bei Gott! Es geschah, weil du [den Glauben] verleugnet hast, während jene gesegneten Seelen den Märtyrertod starben, weil sie bekannten. Jeder gerechte und redlich gesinnte Mensch wird dies bezeugen; denn Antrieb und Beweggrund beider sind klar und deutlich wie die Sonne.
Und weiter wendet Er sich an Dayyán, der Unrecht litt und das Märtyrertum erduldete, und spricht:
»Du wirst deinen Wert erkennen durch die Worte Dessen, den Gott offenbaren wird.« Er hat Dayyán auch mit den folgenden Worten verkündet, er sei der dritte Buchstabe im Glauben an Ihn, den Gott offenbaren werde:
»O du, der du der dritte Buchstabe bist, welcher an Ihn glaubt, den Gott offenbaren wird!« Ferner sagt Er:
»So aber Gott es will, wird Er dich berühmt machen durch die Worte Dessen, den Gott offenbaren wird.« Dayyán, der nach Seinen, des Punktes, Worten – mögen die Seelen aller außer Ihm um Seinetwillen geopfert werden – der Aufbewahrungsort des Glaubens an den einen wahren Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit – und die Schatzkammer der Perlen Seiner Erkenntnis ist, musste ein so grausames Märtyrertum von ihnen erleiden, dass die Scharen der Höhe weinten und klagten.
Ihn lehrte Er (der Báb) die verborgene und bewahrte Erkenntnis, indem Er sie ihm mit den Worten anvertraute:
»O du, der du Dayyán genannt wirst!
Dies ist ein verborgenes und bewahrtes Wissen.
Wir haben es dir anvertraut und als Zeichen der Ehre von Gott gebracht, weil das Auge deines Herzens rein ist.
Du wirst seinen Wert zu schätzen wissen und wirst es in seiner Erhabenheit hegen und pflegen.
Gott hat es wahrlich gefallen, dem Punkt des Bayán ein verborgenes und bewahrtes Wissen zu schenken, desgleichen Gott noch niemals vor dieser Offenbarung herniedergesandt hat.
Kostbarer ist es in der Wertschätzung Gottes – verherrlicht sei Er – als irgendein anderes Wissen.
Er hat es wahrlich zu Seinem Zeugnis gemacht, wie Er auch die Verse zu Seinem Zeugnis machte.« Dieser unterdrückte Dayyán, der die Schatzkammer der Erkenntnis Gottes war, erlitt zusammen mit Mírzá ‘Alí-Akbar, einem der Verwandten des Ersten Punktes – die Herrlichkeit Gottes und Seine Barmherzigkeit seien mit Ihm –, Abu’l-Qásim-i-Káshí und mehreren anderen den Märtyrertod auf Anstiften Mírzá Yaḥyás.
O Hádí! Sein Buch, dem er den Titel Mustayqiẓ gab, ist in deinem Besitz. Lies es. Auch wenn du das Buch schon gesehen hast, lies es noch einmal, damit du dir vielleicht einen erhabenen Sitz unter dem Baldachin der Wahrheit verschaffst.
Über Siyyid Ibráhím strömten aus der Feder des Ersten Punktes – verherrlicht sei Seine Äußerung – folgende Worte: »O du, der du in Meinen Schriften Mein Freund und in Meinen Büchern, nächst Meinen Schriften, Mein Gedenken und im Bayán Mein Name genannt bist!« Dieser Siyyid Ibráhím wurde von ihm (Mírzá Yaḥyá), ebenso wie Dayyán, mit den Schimpfnamen ›Vater der Schlechtigkeit‹ und ›Vater des Unheils‹ belegt. Urteile redlich, wie schlimm die Lage dieser Unterdrückten gewesen ist, und dies, obwohl der eine von ihnen damit befasst war, jenem zu dienen, während der andere sein Gast war. Kurz, Ich schwöre bei Gott: Die Taten, die jener beging, waren dergestalt, dass Unsere Feder sich schämt, sie aufzuzählen.
Denke eine Weile nach über die Schande, die dem Ersten Punkt bereitet wurde. Überlege, was geschah. Als dieser Unterdrückte, nachdem Er sich zwei Jahre zurückgezogen hatte und durch Wüsten und Berge gewandert war, auf Betreiben einiger Gläubiger, die Ihn lange in der Wildnis gesucht hatten, nach Baghdád zurückkehrte, suchte Ihn ein gewisser Mírzá Muḥammad-‘Alí aus Rasht auf und berichtete vor einer großen Versammlung, was zum Schaden der Ehre des Báb verübt worden war und in Wahrheit alle Lande von Schmerz überwältigte. Großer Gott! Wie konnte man diesen schlimmen Verrat hingehen lassen? Kurz, Wir flehen zu Gott, diesem Frevler zu helfen, dass er bereut und zu Ihm zurückkehrt. Er, wahrlich, ist der Helfer, der Allweise.
Was Dayyán angeht – mit ihm seien die Herrlichkeit Gottes und Seine Barmherzigkeit –, so gelangte er in Unsere Gegenwart, wie es vom Ersten Punkt geoffenbart worden war. Wir beten zu Gott, Er möge den Achtlosen beistehen, sich Ihm zuzuwenden, und möge denen helfen, die sich abgewandt haben, zu Ihm zurückzukehren, und jenen, die Ihn leugnen, Seine Sache anzuerkennen, bei deren Erscheinen alles Erschaffene verkündete: »Er, der in der Schatzkammer des Wissens verborgen war, der von der Feder des Höchsten in Seinen Büchern, Seinen Schriften, Seinen Briefen und Seinen Tablets verzeichnet ist – Er ist gekommen!«
In diesem Zusammenhang wurde es für nötig erachtet, Überlieferungen zu erwähnen, die über die gesegnete und geehrte Stadt ‘Akká aufgezeichnet sind, auf dass du, o Hádí, eine Straße zur Wahrheit und einen Pfad zu Gott suchen mögest.
Im Namen Gottes, des Allerbarmers, des Allbarmherzigen!
Folgendes ist über die Vortrefflichkeit ‘Akkás, über das Meer und über ‘Aynu’l-Baqár (den Brunnen der Kuh), der in ‘Akká liegt, berichtet:
‘Abdu’l-‘Azíz, der Sohn des ‘Abdu’s-Salám, hat uns erzählt, dass der Prophet – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – gesagt hat: »‘Akká ist eine Stadt in Syrien, der Gott Seine besondere Barmherzigkeit erwiesen hat.«
Ibn-i-Mas‘úd – möge Gott Wohlgefallen an ihm haben – erklärte: »Der Prophet – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – sagte: ›Aller Küsten beste ist die von Askalon, und ‘Akká ist wahrlich besser als Askalon, und die Vortrefflichkeit ‘Akkás ist über die von Askalon und alle anderen Küsten erhaben, wie die Vortrefflichkeit Muḥammads über die aller anderen Propheten erhaben ist. Ich bringe euch Kunde von einer Stadt zwischen zwei Bergen in Syrien, mitten in einer Aue, ‘Akká mit Namen. Wahrlich, wer sie voll Sehnsucht betritt und voll des Eifers, sie zu besuchen, dem wird Gott seine Sünden vergeben, die vergangenen wie die künftigen. Und wer sie verlässt, dessen Abreise wird Gott nicht segnen, er sei denn ein Pilger. In ihr liegt ein Brunnen, genannt der Brunnen der Kuh. Wer einen Schluck davon trinkt, dem wird Gott das Herz mit Licht füllen und wird ihn beschützen vor dem größten Schrecken am Tage der Auferstehung.‹«
Anas, der Sohn des Málik – möge Gott Wohlgefallen an ihm haben – berichtete: »Der Gesandte Gottes – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – sagte: ›An der Küste des Meeres ist eine Stadt, hangend unter dem Throne, mit Namen ‘Akká. Wer darin wohnt, standhaft und in Erwartung einer Belohnung von Gott – gepriesen sei Er –, für den wird Gott bis zum Tage der Auferstehung den Lohn derer verzeichnen, die geduldig waren, die aufstanden und sich hinknieten und sich vor Ihm zu Boden warfen.‹
Und Er selbst – der Segen Gottes und Sein Gruß seien mit Ihm – sagte: »Ich künde euch von einer weißen Stadt am Ufer des Meeres, deren Weiße Gott – gepriesen sei Er – wohlgefällt. Sie heißt ‘Akká. Wer von einem ihrer Flöhe gebissen wird, wird von Gott mehr geschätzt als einer, der auf dem Pfad Gottes einen schweren Schlag erleidet. Und wer darin den Ruf zum Gebet erhebt, dessen Stimme wird bis ins Paradies emporgetragen. Und wer darin sieben Tage verweilt im Angesicht des Feindes, den wird Gott mit Khiḍr – Friede sei mit Ihm – zusammenbringen und wird ihn am Tage der Auferstehung vor dem größten Schrecken bewahren.« Und weiter sagte Er – mögen der Segen Gottes, gepriesen sei Er, und Sein Gruß mit Ihm sein –: »Es gibt Könige und Fürsten im Paradiese. Die Armen von ‘Akká sind die Könige des Paradieses und seine Fürsten. Ein Monat in ‘Akká ist besser als tausend Jahre anderswo.«
Der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen und Sein Gruß mit Ihm sein – soll ferner gesagt haben: »Gesegnet ist der Mensch, der ‘Akká besucht hat, und gesegnet der, der den Besucher von ‘Akká besucht hat. Gesegnet ist, wer aus dem Brunnen der Kuh trinkt und sich mit seinen Wassern wäscht; denn die schwarzäugigen Jungfrauen des Paradieses trinken den Kampfer, der aus dem Brunnen der Kuh, der Quelle von Salván (Siloam) und dem Brunnen Zamzam kommt. Wohl steht es um den, der von diesen Brunnen getrunken und sich in ihren Wassern gewaschen hat; denn Gott hat dem Feuer der Hölle verboten, ihn und seinen Körper am Tage der Auferstehung zu berühren.«
Der Prophet – mögen der Segen Gottes und Sein Gruß mit Ihm sein – soll weiterhin gesagt haben: »In ‘Akká gibt es Werke, die über Gebühr angerechnet werden, und Taten, die Wohltaten sind; sie gewährt Gott eigens demjenigen, der Ihm gefällt. Und wer in ‘Akká spricht: ›Verherrlicht sei Gott, und gepriesen sei Gott, und es gibt keinen anderen Gott außer Gott, und überaus groß ist Gott, und es gibt keine Macht oder Kraft außer in Gott, dem Erhabenen, dem Mächtigen‹, für den wird Gott tausend gute Taten aufschreiben und wird tausend Übeltaten von ihm tilgen, und Er wird ihn im Paradies um tausend Stufen erhöhen, und Er wird ihm seine Vergehen vergeben. Und wer in ‘Akká spricht: ›Ich erbitte von Gott Vergebung‹, dem wird Gott alle seine Fehltritte verzeihen. Und wer in ‘Akká des Morgens und des Abends, des Nachts und in der Dämmerung Gottes gedenkt, ist in den Augen Gottes besser, als wer auf dem Pfade Gottes – verherrlicht sei Er – Schwerter, Speere und Waffen trägt.«
Der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen und Sein Gruß mit Ihm sein – hat ferner gesagt: »Wer auf das Meer zur Abendzeit und bei Sonnenuntergang hinausschaut und spricht: ›Gott ist der Größte!‹, dem wird Gott seine Sünden vergeben, auch wenn sie sich türmen wie Dünen von Sand. Und wer vierzig Wogen zählt und dabei immer wieder spricht: ›Gott ist der Größte!‹ – verherrlicht sei Er –, dem wird Gott seine Sünden vergeben, die vergangenen wie die künftigen.«
Der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen und Sein Gruß mit Ihm sein – sprach weiterhin: »Wer eine ganze Nacht auf das Meer hinausschaut, ist besser, als wer zwei volle Monate zwischen Rukn und Maqám hin und her wandelt. Und wer an den Ufern des Meeres aufgewachsen ist, ist besser daran, als wer anderswo großgezogen wurde. Und wenn jemand am Meeresufer liegt, ist es, wie wenn er anderswo steht.«
Wahrlich, der Gesandte Gottes – mögen Gottes Segen, gepriesen sei Er, und Sein Gruß mit Ihm sein – hat die Wahrheit gesprochen.
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