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O ADVENTO DA JUSTIÇA DIVINA
POR
SHOGHI EFFENDI
Tradução de
LEONORA STERLING ARMSTRONG
EDITORA BAHÁ’Í DO BRASIL
Rio de Janeiro
1977
Tradução do original inglês
“THE ADVENT OF DIVINE JUSTICE”
Primeira edição: 1970
Segunda edição: 1977
EDITORA BAHÁ’Í DO BRASIL
Rua Engenheiro Gama Lobo, 267
Rio de Janeiro
Aos bem-amados de Deus e às servas do Misericordioso em toda parte dos Estados Unidos e do Canadá
Meus mais amados irmãos e irmãs no amor de Bahá’u’lláh:
Seria difícil, em verdade, expressar adequadamente os sentimentos de irreprimível alegria e júbilo que me inundam o coração todas as vezes que faço pausa para contemplar as incessantes evidências da energia dinâmica que anima os destemidos pioneiros da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh ao executarem o Plano do qual foram incumbidos. A fidelidade, o vigor e a minuciosidade com que vós estais realizando as múltiplas operações que a evolução do Plano Setenial há necessariamente de implicar, são atestados, além da mais ligeira sombra de dúvida, pelo fato de haverem vossos eleitos representantes nacionais assinado o contrato, o que assinala o começo da fase final do maior empreendimento jamais iniciado por aqueles que seguem no Ocidente a Fé instituída por Bahá’u’lláh, e outrossim pelo progresso extremamente animador registrado nos sucessivos relatórios de seu Comitê Nacional de Ensino. Em ambos os seus aspectos e em todos os seus detalhes, o Plano está sendo levado a efeito com regularidade e precisão exemplares, sem diminuição em eficiência e com louvável prontidão.
O expediente demonstrado pelos representantes nacionais dos crentes americanos, de uma maneira tão impressionante, nos meses recentes, como evidenciado pelas medidas sucessivas por eles adotadas, foi igualado pelo apoio leal, inquestionável e generoso que todos aqueles a quem representam lhes têm outorgado, a cada etapa crítica, e com todo novo avanço, no desempenho de seus deveres sagrados. Tão estreita interação, tão completa coesão, com harmonia e camaradagem tão contínuas entre os vários agentes que contribuem para a vida orgânica de cada comunidade bahá’í em pleno funcionamento, constituindo-lhe a estrutura básica – é fenômeno que apresenta um contraste frisante às tendências rompedoras que os elementos discordantes da sociedade hodierna tão tragicamente manifestam. Enquanto cada aparente provação com a qual a insondável sabedoria do Todo-Poderoso julga necessário afligir Sua comunidade eleita, serve apenas para demonstrar novamente sua solidariedade essencial e firmar sua força interior, por outro lado, cada uma das sucessivas crises nos destinos de uma era decadente expõe, de um modo mais convincente do que fez sua antecessora, as influências corrosivas que rapidamente solapam a vitalidade e minam a base de suas instituições declinantes.
Por tais provas da intervenção de uma Providência sempre-vigilante, os que se identificam com a Comunidade do Nome Supremo devem sentir-se eternamente gratos. De cada novo sinal de Sua infalível graça, por um lado, e da revelação de Sua cólera por outro, não podem senão derivar imensa esperança e coragem. Atentos para aproveitarem toda oportunidade que as revoluções da roda do destino dentro de sua Fé lhes oferecem, e intrépidos perante a perspectiva de convulsões espasmódicas que haverão, cedo ou tarde, de afetar fatalmente aqueles que recusaram abraçar sua luz, eles, bem como seus sucessores nessa tarefa, deverão ir avante até que os processos já postos em movimento tenham despendido, cada um, sua força e contribuído seu quinhão para o nascimento da Ordem agora movendo-se na matriz de uma era que sente as dores de parto.
Crises que se Repetem
Essas crises que se repetem e que, com ominosa freqüência e uma força irresistível, afligem uma sempre-crescente porção da espécie humana, haverão necessariamente de continuar a exercer sua influência nociva, até certo ponto e, embora não seja permanentemente, sobre uma comunidade mundial que já estendeu suas ramificações até os mais remotos confins da Terra. Como podem os primórdios de um cataclismo mundial, desenfreando forças que estão perturbando tão gravemente o equilíbrio social, religioso, político e econômica de uma sociedade organizada, levando ao caos e à confusão os sistemas políticos, as doutrinas raciais, os conceitos sociais, os padrões culturais, as associações religiosas e relações comerciais – como podem tais agitações, em tão vasta escala, tão sem precedentes, deixar de produzir qualquer repercussão sobre as instituições de uma Fé de tão terna idade e cujos ensinamentos têm uma relação direta e vital com cada uma dessas esferas de vida e conduta humanas?
Não é de se admirar, pois, se aqueles que estão erguendo a bandeira de uma Fé tão difundida, de uma Causa tão desafiadora, se vêem afetados pelo impacto dessas forças que abalam o mundo. Não é de se admirar se, em meio a esse redemoinho de paixões em contenda, sua liberdade tem sido reduzida, seus princípios desprezados, suas instituições atacadas, seus motivos difamados, sua autoridade posta em perigo, sua pretensão rejeitada.
No coração do continente europeu, uma comunidade que, em virtude de suas potencialidades espirituais e sua situação geográfica, é destinada, segundo predisse ‘Abdu’l-Bahá, a irradiar o esplendor da luz da Fé sobre os países circunvizinhos, está momentaneamente eclipsada por causa das restrições que um regime lamentavelmente errado quanto a seu propósito e sua função, se dignou de lhe impor. Silenciada está agora, infelizmente, a sua voz; dissolvidas estão as suas instituições, proscrita a sua literatura, confiscados os seus arquivos e suspensas as suas reuniões.
Na Ásia central, na cidade que goza de incomparável distinção de ter sido escolhida por ‘Abdu’l-Bahá como sede do primeiro Mashriqu’l-Adhkar do mundo bahá’í, bem como nas cidades e aldeias da província à qual pertence, a Fé tão penosamente oprimida de Bahá’u’lláh, em conseqüência da vitalidade extraordinária, inigualável, que ela tem manifestado consistentemente no decorrer de várias décadas, vê-se à mercê de forças, as quais, alarmadas diante de seu crescente poder, se empenham a reduzi-la à impotência absoluta. Seu Templo, embora usado ainda para fins de adoração bahá’í, foi desapropriado, sendo dissolvidos seus comitês e Assembléias, embaraçadas suas atividades de ensino, deportados seus principais propagadores e presos seus mais entusiásticos defensores, tanto mulheres como homens.
Em sua terra natal, onde reside a imensa maioria de seus adeptos – país cuja capital foi saudada por Bahá’u’lláh como a “mãe do mundo” e “o alvorecer do júbilo da humanidade” – uma autoridade civil ainda não separada oficialmente das influências paralisantes de um clero antiquado, fanático, excessivamente corrupto, prossegue implacavelmente sua campanha de repressão contra os aderentes de uma Fé que, há bem perto de um século, em vão se esforça por suprimir. Indiferente para o fato de que os membros desta comunidade inocente, proscrita, podem com justeza pretender contar-se entre os mais desinteressados, os mais capazes e os mais ardentemente dedicados amigos de sua terra natal, desdenhosa de seu alto senso de cidadania mundial que os defensores de um excessivo e estreito nacionalismo jamais podem esperar apreciar – tal autoridade recusa conceder a uma Fé que estende sua jurisdição espiritual sobre quase seiscentas comunidades locais e cujos aderentes excedem em número aos da Fé Cristã ou da judaica ou da zoroastriana naquela terra, o necessário direito legal de executar suas leis, administrar seus assuntos, dirigir suas escolas, celebrar suas festas, circular sua literatura, solenizar seus ritos, erigir seus prédios e salvaguardar suas doações.
E agora, recentemente na própria Terra Santa, coração e centro de uma Fé que abrange o mundo, os fogos da animosidade racial, da luta fratricida, do desavergonhado terrorismo, atearam uma conflagração que, por um lado, afeta gravemente aquele fluxo de peregrinos que constitui o sangue vital desse centro e, por outro, suspende os vários projetos que haviam sido iniciados com referência à preservação e extensão das áreas adjacentes aos sagrados lugares que entesoura. A segurança da pequena comunidade de adeptos residentes, em face da crescente maré de desordem, periclita, sendo indiretamente desafiada sua condição de comunidade neutra e distinta, e restrita sua liberdade para observar algumas de suas cerimônias. Uma série de assaltos homicidas, alternando com explosões de fanatismo amargo, tanto racial como religioso – envolvendo os líderes bem como os seguidores das três Fés principais naquele país agitado – tem, em algumas ocasiões, ameaçado cortar todas as comunicações normais, não só dentro de seus confins mas também com o mundo de fora. Por perigosa que tenha sido a situação, os Lugares Sagrados Bahá’ís, objeto da adoração de uma Fé mundial – não obstante seu número e sua posição exposta e embora, aparentemente, privados de qualquer meio de proteção – têm sido preservados de uma maneira nada menos que milagrosa.
Um mundo lacerado por paixões em choque, desintegrando-se perigosamente de dentro, vê-se, numa época tão crucial de sua história, face à face com o sempre crescente êxito de uma Fé nascente – Fé essa que parece, algumas vezes, ser envolvida em suas controvérsias, emaranhada pelos seus conflitos, eclipsada por suas sombras que se acumulam e sobrepujada pela maré crescente de suas paixões. Em seu próprio coração, dentro de seu berço, na sede de seu primeiro e venerável Templo, num de seus centros outrora florescentes e potencialmente fortes, a Fé, ainda não emancipada, de Bahá’u’lláh, parece realmente haver recuado perante as forças impetuosas da violência e da desordem às quais a humanidade está consistentemente caindo vítima. As cidadelas dessa Fé, uma por uma e dia após dia, ao que parece, estão sendo sucessivamente isoladas, atacadas e capturadas. Enquanto as luzes da liberdade bruxuleiam e se extinguem, enquanto o ruído da discórdia se torna cada dia mais intenso, enquanto os fogos do fanatismo flamejam com crescente ferocidade nos peitos dos homens e o frio da irreligião se alastra furtiva mas inexoravelmente sobre a alma da humanidade, parece que os membros e órgãos que constituem o corpo da Fé de Bahá’u’lláh tenham vindo a sofrer, em grau variável, as influências mutiladoras que atualmente se apoderam do mundo civilizado em sua totalidade.
De que modo claro e impressionante estão sendo demonstradas, nesta hora, as seguintes palavras de ‘Abdu’l-Bahá: “A escuridão do erro que envolveu o Oriente e o Ocidente está, neste mais grandioso ciclo, batalhando contra a luz da Guia Divina. Suas espadas e lanças estão muito agudas e afiadas; seu exército, veementemente sanguinário. “Neste dia”, escreve Ele em outra passagem, “os poderes de todos os líderes da religião têm em mira dispersar a congregação do Todo-Misericordioso e demolir a Estrutura Divina. As hostes do mundo, quer sejam materiais, culturais ou políticas, dão assalto de todos os lados, pois a Causa é grande, muito grande. Sua grandeza está, neste dia, clara e manifesta aos olhos dos homens.”
Principal Cidadela que Ainda Permanece
A principal cidadela que ainda permanece, o poderoso braço que persiste em erguer altamente o estandarte de uma Fé invencível, não é outra que a bem-aventurada comunidade dos seguidores do Nome Supremo no continente norte-americano. Com suas obras e através da infalível proteção que lhe é outorgada por uma Providência toda-poderosa, esse distinto membro do corpo das comunidades bahá’ís de Oriente e Ocidente, promete vir a ser considerada universalmente como o berço bem como a cidadela da Nova Ordem Mundial do futuro, que é a um tempo a promessa e a glória da Dispensação associada ao nome de Bahá’u’lláh.
Se alguém se inclina a menosprezar a dignidade incomparável conferida a essa comunidade, ou duvidar do papel que lhe incumbirá a desempenhar nos dias vindouros, que pondere a implicação destas palavras prenhes de significação e altamente iluminadoras, que foram proferidas por ‘Abdu’l-Bahá e dirigidas a ela num tempo em que os destinos de um mundo gemendo sob o peso de uma guerra assoladora haviam alcançado seu nadir. “O continente da América”, escreveu Ele tão significativamente, “é, aos olhos do Deus único, verdadeiro, a terra onde os esplendores de Sua luz haverão de se revelar, onde os mistérios de Sua Fé se desvelarão, onde os justos haverão de habitar e os livres se reunirem.”
A comunidade dos bahá’ís do continente norte-americano – a um tempo a iniciadora primaz e o padrão das futuras comunidades que a Fé de Bahá’u’lláh é destinada a erguer por toda a extensão do Hemisfério Ocidental – essa comunidade, a despeito da negrura predominante, já mostrou sua capacidade de ser reconhecida como porta-tocha daquela luz, o repositório daqueles mistérios, o exponente daquela justiça e o santuário daquela liberdade. A que outra luz seria possível que estas palavras supracitadas aludissem, senão à luz da glória da Idade Áurea da Fé instituída por Bahá’u’lláh? Quais mistérios poderia ‘Abdu’l-Bahá ter contemplado, a não ser os mistérios daquela Ordem Mundial embrionária que agora evolui dentro da matriz de Sua Administração? Qual a justiça senão aquela cujo reinado essa Era e essa Ordem tão somente poderão estabelecer? Qual a liberdade, a não ser a liberdade que a proclamação de Sua soberania, na plenitude dos tempos, haverá de conceder?
A comunidade dos organizados promotores da Fé de Bahá’u’lláh no continente americano – descendentes espirituais dos rompedores da aurora de uma Era heróica, que com sua morte proclamaram o nascimento dessa Fé – deverá, por sua vez, inaugurar, não pela sua morte, mas sim, através do sacrifício, em vida, a prometida Ordem Mundial, a concha destinada a entesourar aquela jóia de inestimável valor, a civilização mundial que a própria Fé, tão somente, poderá gerar. Enquanto suas comunidades irmãs se arqueam sob os ventos tempestuosos que lhes batem de todos os lados, essa comunidade, preservada pelos imutáveis decretos do onipotente Ordenador e derivando sustento contínuo do mandato do qual as Epístolas do Plano Divino a investiram, ocupa-se diligentemente em lançar os alicerces e em promover o crescimento daquelas instituições que haverão de prenunciar a aproximação da Era destinada a testemunhar o nascer e o surgir da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh.
Uma comunidade, relativamente insignificante a respeito de força numérica; separada por distâncias vastas, tanto do centro focal de sua Fé como da terra onde reside a massa preponderante de seus companheiros de crença; pela maior parte, destituída de recursos materiais e sem experiência ou proeminência; desconhecendo as crenças, os conceitos e os hábitos daqueles povos e raças das quais descenderam seus Fundadores espirituais; sem familiaridade alguma com os idiomas nos quais foram revelados originariamente seus Livros Sagrados; constrangida a depender unicamente de uma tradução inadequada de apenas uma porção fragmentária da literatura que incorpora suas leis, seus princípios e sua história; sujeita, desde a infância, a provações de severidade extrema, envolvendo, algumas vezes, a apostasia de alguns de seus membros mais proeminentes; tendo de enfrentar sempre, desde seu início, num grau crescente, as forças da corrupção, da lassidão moral, e do preconceito arraigado – uma comunidade como essa, em menos de meio século, e sem o auxílio de qualquer de suas comunidades irmãs, quer do Oriente ou do Ocidente, em virtude da potência celestial, da qual um Mestre misericordioso tão abundantemente a dotou, tem prestado um ímpeto ao progresso da Causa por ela abraçada que as realizações em conjunto de seus correligionários do Ocidente não conseguiram rivalizar.
Que outra comunidade – podemos perguntar em confiança – tem sido o meio de fixar o padrão e de fornecer o impulso inicial àquelas instituições administrativas que constituem a vanguarda da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh? Que outra comunidade foi capaz de demonstrar, com tamanha consistência, o expediente, a disciplina, a determinação férrea, o zelo e a perseverança, a devoção e a fidelidade, tão indispensáveis à ereção e à contínua extensão da estrutura dentro da qual, tão somente, aquelas instituições nascentes possam multiplicar e madurar? Qual a outra comunidade que se haja provado incendiada por tão nobre visão, ou disposta a elevar-se a tão grandes alturas de abnegação, ou preparada para atingir tão avançado grau de solidariedade, que pudesse erguer, em tão pouco tempo e no curso de anos tão cruciais, uma estrutura que em merecesse ser considerada a maior contribuição jamais feita pelo Ocidente à Causa de Bahá’u’lláh? Qual a outra comunidade que possa pretender com justeza haver conseguido, através dos esforços de um de seus membros mais humildes, sem apoio algum, ganhar a espontânea lealdade de Realeza à sua Causa e obter tão maravilhosos testemunhos, por escrito, à sua verdade? Que outra comunidade mostrou a previsão, a capacidade de organização, o fervor entusiasta, que levaram ao estabelecimento e à multiplicação, em todo o seu território, daquelas escolas iniciais que, com o decorrer do tempo, haverão por um lado de evoluir em poderosos centros de conhecimentos bahá’ís e, por outro, de prover terreno fértil de recrutamento para o enriquecimento e consolidação de sua equipe de ensino? Que outra comunidade produziu pioneiros que a tal ponto reunissem as qualidades essenciais de audácia, consagração, tenacidade, abnegação e devoção incondicional que os levaram a abandonar seus lares, renunciar tudo e espalhar-se sobre a superfície do globo, e a içar nos mais remotos confins da Terra a bandeira triunfante de Bahá’u’lláh? Quem senão os membros dessa comunidade ganharam a distinção eterna de serem os primeiros a erguer a chamada de Yá Bahá’u’l-Abhá em territórios e centros de tão alta importância e espalhados sobre tão vasta área como não só o coração do Império Britânico mas também do Francês, a Alemanha, o Extremo Oriente, os Estados Balcânicos, os países escandinavos, a América Latina, as Ilhas do Pacífico, a África do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia, e agora, mais recentemente, os Estados Bálticos? Quem senão esses mesmos pioneiros têm se mostrado prontos para empreender a tarefa, exercer a paciência e providenciar os fundos necessários para a tradução e a publicação, em nada menos de quarenta idiomas, de sua literatura sagrada, cuja disseminação é requisito essencial a qualquer campanha de ensino efetivamente organizada? Que outra comunidade pode asseverar ter exercito um papel decisivo nos esforços mundiais feitos para salvaguardar e estender as cercanias imediatas de seus sagrados túmulos, como também para a aquisição preliminar das futuras sedes de suas instituições internacionais em seu centro mundial? Qual a outra comunidade que possa, para seu crédito eterno, dizer-se a primeira a redigir suas constituições, nacional bem como local, estabelecendo assim as linhas fundamentais dos documentos gêmeos designados para regular as atividades, definir as funções e salvaguardar os direitos de suas instituições? Qual a outra comunidade que se possa ufanar de haver ao mesmo tempo adquirido e segurado legalmente a base de suas doações nacionais, assim pavimentando o caminho para uma ação semelhante da parte de suas comunidades locais? Qual a outra comunidade que tenha atingido a suprema distinção de obter, muito antes de haver qualquer de suas comunidades irmãs ideado tal possibilidade, a documentação necessária para assegurar o reconhecimento, pelas autoridades, tanto federais como estaduais, de suas Assembléias Espirituais e doações nacionais? E, finalmente, à qual outra comunidade foi dado o privilégio, ou foram concedidos os meios, de socorrer os necessitados, de pleitear a causa dos espezinhados e de intervir tão energicamente para salvaguardar os edifícios e instituições bahá’ís em tais países como a Pérsia, o Egito, o Iraque, a Rússia e a Alemanha, onde, em várias ocasiões, seus companheiros de crença têm tido de sofrer os rigores da perseguição, tanto religiosa como racial?
Tão brilhante e incomparável registro de serviços que se estendem por um período de bem perto de vinte anos, estando estreitamente entretecidos com os interesses e destinos de tão grande parte da comunidade bahá’í mundial, merece ser incluído como capítulo memorável na história do Período Formativo da Fé de Bahá’u’lláh. Reforçado e enriquecido como é, pela memória das primeiras realizações dos bahá’ís americanos, tal registro é em si, um testemunho convincente de sua capacidade para arcar dignamente com as responsabilidades que qualquer tarefa lhes possa impor no futuro. Exagerar o que significam esses múltiplos serviços, seria praticamente impossível. Julgar corretamente seu valor e dilatar-se com seus méritos e suas conseqüências imediatas é tarefa que somente um futuro historiador bahá’í poderá executar devidamente. Posso por enquanto apenas apresentar para documentação minha profunda convicção de que uma comunidade capaz de patentear tais ações, de manifestar tal espírito, de se erguer a tais alturas, não pode deixar de já possuir as devidas potencialidades para que possa, na plenitude dos tempos, vindicar seu direito de ser aclamada principal autora e campeã da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh.
Por magníficas que sejam essas realizações, fazendo lembrar, em alguns de seus respeitos, as façanhas com as quais os rompedores da aurora de uma Era heróica proclamaram o nascimento da própria Fé, a tarefa associada com o nome dessa comunidade privilegiada, longe de se aproximar de seu clímax, está apenas começando a desdobrar-se. O que os bahá’ís americanos têm realizado num período de quase cinqüenta anos, é infinitésimo em comparação com a magnitude das tarefas à sua frente. Os ruídos daquele desastre catastrófico que há de proclamar, a um e ao mesmo tempo, a agonia de morte da velha ordem e as dores de parto da nova, indicam a constante aproximação bem como o caráter espantoso dessas tarefas.
Uma Cruzada de Magnitude Ainda Maior
O estabelecimento virtual da Ordem Administrativa de sua Fé, a ereção de sua estrutura, a formação de seus instrumentos e a consolidação de suas instituições subsidiárias, foi a primeira tarefa da qual foram incumbidos, como comunidade organizada que veio a existir em virtude do Testamento de ‘Abdu’l-Bahá e sob Suas instruções. Cumpriram essa tarefa inicial com maravilhosa prontidão, fidelidade e vigor. Mal haviam eles criado e correlacionado as várias agências necessárias para o prosseguimento eficiente de quaisquer medidas que pudessem, subseqüentemente, querer iniciar, quando se dirigiram, com o mesmo zelo e dedicação, à próxima tarefa, ainda mais árdua, a de erigir a superestrutura cuja pedra fundamental o próprio ‘Abdu’l-Bahá lançara. E ao realizar-se esta façanha, essa comunidade, consciente dos apaixonados pedidos, exortações e promessas registrados nas Epístolas do Plano Divino, resolveu empreender ainda outra tarefa, a qual, em seu âmbito e suas potencialidades espirituais, haverá seguramente de exceder em brilho todas as obras que já realizaram. Iniciando com inextinguível entusiasmo e intrépida coragem o Plano Setenial, como o passo primeiro e prático para o cumprimento da missão prescrita naquelas Epístolas históricas, empreenderam, com espírito de renovada dedicação, sua tarefa dual, cuja consumação, espera-se, será simultânea com a celebração do centenário do nascimento da Fé de Bahá’u’lláh. Bem cientes de que todo adiantamento conseguido na ornamentação exterior de seu majestoso edifício reagiria diretamente sobre o progresso da campanha do ensino iniciada por eles nos continentes americanos, tanto do sul como do norte, e, compreendendo que cada vitória ganha no campo do ensino viria, por sua vez, a facilitar o trabalho e apressar a terminação de seu Templo, eles agora estão envidando todos os esforços, com coragem e fé, para desempenharem, em ambas as suas fases, suas obrigações segundo o Plano à execução do qual se dedicaram.
Que não imaginem, entretanto, que a consumação do Plano Setenial, por coincidir com o término do primeiro século da era bahá’í, signifique o fim do trabalho ou mesmo uma interrupção nesse trabalho em cuja execução a infalível Mão do Todo-Poderoso os dirige. A inauguração do segundo século da era bahá’í há de desvelar, forçosamente, vistas mais amplas, introduzir etapas mais avançadas e testemunhar o início de planos de maior alcance do que qualquer um até agora concebido. O Plano em que a inteira comunidade dos bahá’ís americanos focaliza atualmente sua atenção, suas aspirações e seus recursos deve ser visto como apenas um começo, uma prova de fortaleza, um ponto de partida para uma cruzada de magnitude ainda maior, se as responsabilidades e os deveres dos quais o Autor do Plano Divino os investiu hão de ser honrados e inteiramente cumpridos.
Pois a consumação do presente Plano em nada mais resultará que a formação de, pelo menos, um centro em cada república do Hemisfério Ocidental, enquanto os deveres prescritos nessas Epístolas pedem uma difusão mais larga e implicam a disseminação de um número muito maior e mais representativo dos membros da comunidade bahá’í norte-americana sobre toda a superfície do mundo novo. É, sem dúvida, a missão dos bahá’ís americanos, pois, levar avante para o segundo século o glorioso trabalho iniciado nos últimos anos do primeiro. Quando tiverem desempenhado seu papel na orientação das atividades desses centros isolados e recém-nascidos, e na promoção de sua capacidade de, por sua vez, iniciar instituições, tanto locais como nacionais, usando como modelo as suas próprias, então, e não antes, poderão eles estar satisfeitos por haverem cumprido adequadamente suas obrigações imediatas de acordo com o Plano divinamente revelado de ‘Abdu’l-Bahá.
Nem por um momento se deveria supor que a consumação de uma tarefa que visa multiplicar os centros bahá’ís e prover a assistência e a orientação necessárias para se estabelecer a Ordem Administrativa da Fé Bahá’í nos países da América Latina seja a realização total do projeto concebido para eles por ‘Abdu’l-Bahá. Um exame, mesmo que seja perfunctório, daquelas Epístolas que incorporam Seu Plano, revelará instantaneamente um âmbito para suas atividades que se estende muito além dos confins do Hemisfério Ocidental. Estando virtualmente cumpridas suas tarefas e responsabilidades interamericanas, sua missão intercontinental entra em sua fase mais gloriosa e decisiva. “No momento em que esta Mensagem Divina”, escreveu o próprio ‘Abdu’l-Bahá, “for levada avante pelos crentes americanos, partindo das costas da América e sendo propagada em toda parte dos continentes da Europa, da Ásia, da África e da Australásia e até as ilhas do Pacífico, essa comunidade se verá estabelecida seguramente sobre o trono de um domínio imperecível.”
E quem sabe se, ao ser consumada essa tarefa colossal, não serão impelidos a cumprir uma missão maior, ainda mais grandiosa, incomparável em seu esplendor, que lhes fora predestinada por Bahá’u’lláh? As glórias de tal missão são de um brilho tão deslumbrante, as circunstâncias que a atendem são tão remotas e os acontecimentos contemporários, com a culminação dos quais estão tão estreitamente ligadas, se acham em tal estado de fluxo, que seria prematuro tentar, no momento atual, delinear acuradamente as suas feições. Basta dizer que nascerão do tumulto e das tribulações destes “últimos anos” oportunidades nem sonhadas, e serão criadas circunstâncias que se não pode prognosticar, as quais tornarão possíveis, ou melhor, necessário, que os vitoriosos prosseguidores do Plano de ‘Abdu’l-Bahá, através do papel que desempenharão no desdobramento da Nova Ordem Mundial, acrescentem novos lauréis à coroa de seu serviço ao limitar de Bahá’u’lláh.
As Potencialidades do Futuro
Nem se deveria deixar passar despercebida nenhuma das múltiplas oportunidades, de ordem totalmente diferente, que a evolução a própria Fé, quer seja em seu centro mundial ou no continente norte-americano, ou mesmo nas mais remotas regiões da Terra, há de criar, instando mais uma vez aos crentes americanos que desempenhem um papel não menos conspícuo do que a sua participação prévia, com suas contribuições coletivas para a propagação da Causa de Bahá’u’lláh. Só posso no momento citar, ao acaso, certas dessas oportunidades que sobressaem preeminentemente, em qualquer tentativa de examinar as possibilidades do futuro: A eleição da Casa Internacional de Justiça e seu estabelecimento na Terra Santa, o centro espiritual e administrativo do mundo bahá’í, inclusive a formação de suas sucursais auxiliares e instituições subsidiárias; a gradativa ereção das várias dependências do primeiro Mashriqu’l-Adhkar do Ocidente, e as intrincadas questões envolvendo o estabelecimento e a extensão da base estrutural da vida da comunidade bahá’í; a codificação e a disseminação das leis do Sacratíssimo Livro, necessitando a formação, em certos países do Oriente, de cortes de lei bahá’í devidamente constituídas e oficialmente reconhecidas; a construção do terceiro Mashriqu’l-Adhkar do mundo bahá’í nas cercanias da cidade de Teerã, devendo ser seguida pela ereção de uma Casa de Adoração semelhante na própria Terra Santa; a libertação das comunidades bahá’ís dos grilhões da ortodoxia religiosa em tais países islâmicos como a Pérsia, o Iraque e o Egito, e o conseqüente reconhecimento, pelas autoridades civis nesses estados, da condição independente e do caráter religioso das Assembléias Bahá’ís Nacionais e Locais; as medidas precautórias e defensivas a serem planejadas, coordenadas e executadas a fim de neutralizar a plena força dos inevitáveis ataques que os esforços organizados das organizações eclesiásticas das várias seitas desencadearão progressivamente e prosseguirão inexoravelmente; e, em último lugar, porém não da menor importância, as numerosas questões que devem ser enfrentadas, os obstáculos que devem ser vencidos, e as responsabilidades que hão de ser assumidas, para que uma Fé severamente opressa possa atravessar as sucessivas etapas da obscuridade completa, da repressão ativa, da emancipação total, conduzindo então ao seu reconhecimento como Fé independente, gozando da mesma condição de plena igualdade com as religiões irmãs, a ser seguida por seu estabelecimento e reconhecimento como religião de Estado, a qual, por sua vez, deverá ceder à sua assunção dos direitos e prerrogativas associadas ao Estado Bahá’í, funcionando na plenitude de seus poderes – etapa essa que há de culminar, finalmente, na emergência do Estado Bahá’í mundial, animado inteiramente pelo espírito e operando unicamente de conformidade direta com as leis e os princípios de Bahá’u’lláh.
Tenho confiança de que os bahá’ís americanos, além de sua resposta ao chamado ao ensino, expresso por ‘Abdu’l-Bahá em Suas Epístolas, aceitarão sem hesitação o desafio oferecido por estas oportunidades e, com sua tradicional intrepidez, tenacidade e eficiência, de tal modo lhe responderão que, perante o mundo inteiro, confirmarão seu título e grau como os construtores campeões das mais poderosas instituições da Fé instituída por Bahá’u’lláh.
Sua Luz Infalível
Bem-amados amigos! Embora a tarefa seja longa e árdua, o prêmio que o Todo-Generoso se dignou de vos conferir é tão precioso que nem língua nem pena pode avaliá-lo de um modo digno. Embora seja distante a meta para a qual agora vos esforçais tão ardentemente, não havendo sido revelada ainda aos olhos dos homens, sua promessa, no entanto, se encontra firmemente implantada nas pronunciações autorizadas e inalteráveis de Bahá’u’lláh. Embora o curso que Ele vos tem traçado pareça, algumas vezes, perdido nas sombras ameaçadoras que agora envolvem uma humanidade atribulada, a infalível luz, entretanto, que Ele fez brilhar sobre vós continuamente, é de tal intensidade que nenhum crepúsculo terreno jamais lhe eclipsará o esplendor. Não obstante ser pequeno vosso número e circunscritas vossas experiências, vossos poderes e recursos, a Força, entretanto, que vigora vossa missão é de âmbito ilimitado e de potência incalculável. Apesar de serem ferozes, numerosos e inexoráveis os inimigos que cada aumento no progresso de vossa missão fará surgirem, as Hostes invisíveis, porém, as quais, se vós perseverardes, haverão de se apressar a auxiliar-vos segundo prometeram, capacitar-vos-ão, finalmente, a frustrar suas esperanças e aniquilar suas forças. Embora sejam indubitáveis as bênçãos que hão de coroar, afinal, a consumação de vossa missão, e firmes e irrevogáveis as promessas Divinas que vos foram dadas, a medida, no entanto, da boa recompensa que cada um de vós é destinado a colher, deverá depender do grau de vossos esforços diários em prol da expansão dessa missão e da aceleração de seu triunfo.
Bem-amados amigos! Por grandes que sejam meu amor e admiração por vós e por mais convencido que eu esteja da eminente participação que podereis ter e, sem dúvida, tereis em ambas as esferas, continental e internacional, do futuro serviço e atividade bahá’ís, sinto, porém, que me incumbe, nesta altura, proferir uma palavra de advertência. Os calorosos tributos, tão repetida e meritoriamente prestados à capacidade, ao espírito, à conduta e ao alto grau dos bahá’ís americanos, individualmente e também como comunidade orgânica, não se referem, em hipótese alguma, às características e natureza do povo do qual Deus os ergueu. Uma nítida distinção deve ser feita entre essa comunidade e aquele povo, e mantida resoluta e destemidamente, se quisermos dar o devido reconhecimento ao poder de transmutação possuído pela Fé de Bahá’u’lláh, em seu impacto sobre as vidas e os padrões daqueles que desejaram alistar-se sob Sua bandeira. De outro modo, a função suprema e distinta de Sua Revelação, que outra não é senão a de fazer surgir uma nova raça de homens, permanecerá totalmente desconhecida, em completa obscuridade.
A Função Suprema de Sua Revelação
Quantas vezes os Profetas de Deus, não excetuando o próprio Bahá’u’lláh, se têm dignado de aparecer e apresentar Sua Mensagem em países e entre povos e raças num tempo em que estes ou estavam em rápido declínio ou já haviam tocado nas ínfimas profundidades da degradação moral e espiritual. A espantosa miséria e aflição em que os israelitas se haviam afundado, sob o governo tirânico e humilhante dos faraós nos dias precedentes a seu êxodo do Egito, guiados por Moisés; o declínio que se iniciara na vida religiosa, espiritual, cultural e moral do povo judaico, no tempo do aparecimento de Jesus Cristo; a crueldade bárbara, a vergonhosa idolatria e imoralidade, que desde tanto tempo eram as características mais angustiantes das tribos da Arábia, expondo-as a tanto opróbrio, quando Maomé se levantou para proclamar Sua Mensagem em seu meio; o estado indescritível de decadência, com seu séqüito de corrupção, confusão, intolerância e opressão na vida civil, bem como religiosa, da Pérsia, tão graficamente mostradas pela pena de um número considerável de letrados, diplomatas e visitantes, na hora da Revelação de Bahá’u’lláh – tudo demonstra este fato básico e irrefutável. Afirmar que o merecimento inato, o elevado padrão moral, a aptidão política e as realizações sociais de qualquer raça ou nação sejam a razão por que apareça em seu meio algum destes Luminares Divinos, seria uma absoluta perversão dos fatos históricos e equivaleria a um repúdio completo à indubitável interpretação que tanto Bahá’u’lláh como ‘Abdu’l-Bahá tão clara e enfaticamente lhes deram.
Como deve ser grande, pois, o desafio àqueles que pertencem a tais raças e nações e responderam ao chamado erguido por esses Profetas, para reconhecerem, sem reservas, e corajosamente darem testemunho desta verdade inquestionável de que não por causa de superioridade racial, capacidade política ou virtude espiritual possuídas por qualquer raça ou nação, mas, antes, como conseqüência direta de suas prementes necessidades, sua lamentável degeneração e irremediável perversidade foi que o Profeta de Deus se dignou de aparecer em seu meio e, com essa alavanca, elevou a inteira espécie humana a um mais alto e nobre plano de vida e conduta. Pois é precisamente sob tais circunstâncias e por tais meios que os Profetas, desde os tempos imemoriais, têm querido e podido demonstrar Seu poder redentor para erguer das profundidades da abjeção e da miséria o povo de Sua própria raça e nação, capacitando-o para transmitir, por sua vez, a outras raças e nações a graça salvadora e a influência vitalizadora de Sua Revelação.
À luz deste princípio fundamental, deve-se ter sempre em mente – nem é possível frisar isto suficientemente – que a razão primária por que o Báb e Bahá’u’lláh se dignaram de aparecer na Pérsia e fazê-la o primeiro repositório de Sua Revelação foi que, dentre todos os povos e nações do mundo civilizado, essa raça e nação – como tantas vezes ‘Abdu’l-Bahá lhe representava a situação – se afundara até profundidades tão ignominiosas e manifestara tão grande perversidade que não se encontrava paralelo entre seus contemporâneos. Pois não se poderia aduzir uma prova mais convincente para demonstrar o espírito regenerador que anima as Revelações proclamadas pelo Báb e por Bahá’u’lláh do que seu poder de transformar o que pode ser considerado, verdadeiramente, um dos povos mais atrasados, mais covardes e perversos, em uma raça de heróis apta para efetuar, por sua vez, uma revolução semelhante na vida da humanidade. Se tivesse aparecido entre uma raça ou nação que por seu valor intrínseco e suas altas realizações parecesse fazer jus ao inestimável privilégio de ser escolhida como receptáculo de tal Revelação, isso reduziria muito, aos olhos de um mundo descrente, a eficácia dessa Mensagem e detrairia da auto-suficiência de seu supremo poder. O contraste que nos é apresentado, de um modo tão impressionante, nas páginas da Narrativa de Nabíl, entre o heroísmo que imortalizou a vida e as façanhas dos Rompedores da Aurora, e a degeneração e covardia de seus difamadores e perseguidores, é, em si, um testemunho muito frisante à verdade da Mensagem Daquele que instilara tal espírito nos peitos de Seus discípulos. Se qualquer crente daquela raça alegasse serem a excelência de seu país e a nobreza inata de seu povo as razões fundamentais por sua escolha como receptáculo primaz das Revelações do Báb e de Bahá’u’lláh, isto seria insustentável à face da irresistível evidência apresentada de um modo tão concludente por essa Narrativa.
Em grau menor deve este princípio, necessariamente, ser aplicável ao país que vindicou seu direito de ser considerado o berço da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh. Tão grande função, tão nobre papel, pode ser considerado como não inferior àquele desempenhado por aquelas almas imortais que, através de sua renúncia sublime e façanhas sem paralelo foram responsáveis pelo nascimento da própria Fé. Que aqueles, pois, destinados a exercer um cargo tão predominante no nascimento dessa civilização mundial – que é de descendência direta de sua Fé – não imaginem, nem por um momento, que, para algum fim misterioso ou por qualquer motivo de excelência inerente ou mérito especial, Bahá’u’lláh se tenha dignado de conferir a seu país e seu povo tão grande e durável distinção. É precisamente por causa dos males patentes os quais, não obstante suas outras características e realizações inegavelmente grandes, tem sido engendrados em seu seio, infelizmente, por um materialismo excessivo e repressor, que o Autor de sua Fé e o Centro de Seu Convênio lhe concederam a distinção única de se tornar o porta-estandarte da Nova Ordem Mundial ideado em Seus escritos. É por este meio que Bahá’u’lláh melhor pode demonstrar, a uma geração desatenta, Sua onipotência para erguer do próprio seio de um povo imerso num mar de materialismo, vítima de uma das formas mais virulentas e arraigadas de preconceito racial e notório por sua corrupção política, sua licenciosidade e seu relaxamento em padrões morais – homens e mulheres que, com o decorrer do temperamento, exemplificarão cada vez mais aquelas virtudes essenciais da abnegação, da retidão moral, da castidade, da camaradagem sem discriminação, da santa disciplina e da percepção espiritual, que os prepararão para o papel preponderante que terão de desempenhar na criação dessa Ordem Mundial e dessa Civilização Mundial das quais seu país, não menos que a inteira espécie humana, necessita desesperadamente. Seu será o dever e seu o privilégio, em sua capacidade, primeiro, como estabelecedores de um dos mais poderosos pilares que sustentam o edifício da Casa Universal de Justiça e, depois, como os construtores-campeões da Nova Ordem Mundial da qual esta Casa há de ser o núcleo e o precursor – inculcar, demonstrar e aplicar aqueles princípios gêmeos, tão urgentemente necessários, princípios aos quais a corrupção política e a licença moral, maculando cada vez mais a sociedade à qual pertencem, apresentam tão triste e chocante contraste.
Advertências como estas, por desagradáveis e deprimentes que sejam, não nos devem cegar, no mínimo grau, àquelas virtudes, àquelas qualidades de alta inteligência, vigor juvenil, ilimitada iniciativa e espírito empreendedor, as quais a nação como um todo mostra tão conspicuamente e a comunidade dos bahá’ís dentro dela reflete cada vez mais. Destas virtudes e qualidades, não menos do que da eliminação dos males mencionados, há de depender, em grande parte, a capacidade dessa comunidade para lançar um alicerce firme para a futura participação do país em inaugurar a Idade Áurea da Causa de Bahá’u’lláh.
Quão Espantosa a Responsabilidade
Como é grande, pois, como é espantosa, a responsabilidade que há de pesar sobre a presente geração dos bahá’ís americanos nessa etapa incipiente de sua evolução espiritual e administrativa – a responsabilidade de extirpar, por todos os meios ao seu alcance, aqueles defeitos, hábitos e tendências que herdaram de sua própria nação, e cultivar, com paciência e prece, essas qualidades e características distintivas, tão indispensáveis à sua efetiva participação na grande obra redentora de sua Fé. Desde que, em vista do tamanho restrito de sua comunidade e da influência limitada que ela atualmente exerce, eles não tenham ainda capacidade para produzirem uma influência notável na grande massa de seus conterrâneos, cumpre, pois, que focalizem sua atenção, por enquanto, em si mesmos, em suas necessidades individuais, suas próprias deficiências e fraquezas pessoais, sempre lembrados de que cada intensificação de esforço de sua parte melhor os preparará para o tempo em que eles, por sua vez, terão de extirpar semelhantes tendências más das vidas e dos corações da inteira massa de seus concidadãos. Nem devem desatender o fato de que a Ordem Mundial, a base da qual eles, como vanguarda das futuras gerações bahá’ís de seus conterrâneos, lidam atualmente para estabelecer, jamais será erigida, a não ser, e até que, a generalidade do povo ao qual pertencem tenha sido purificada dos diversos males que agora tão severamente a afligem.
Ao examinar em geral as mais prementes necessidades dessa comunidade, ao tentar avaliar as mais sérias deficiências que a estorvam no desempenho de sua tarefa, e sempre lembrado da natureza daquela tarefa ainda maior com a qual ela será forçada a lutar no futuro, sinto que é meu dever frisar especialmente, e chamar a especial e urgente atenção do inteiro corpo dos bahá’ís americanos – quer sejam jovens ou velhos, brancos ou de cor, instrutores ou administradores, veteranos ou recém-vindos – ao que eu creio serem os requisitos essenciais ao êxito das tarefas que atualmente exigem sua inteira atenção. Por grande que seja a importância de amoldar os instrumentos exteriores e de aperfeiçoar as agências administrativas, que eles poderão utilizar para a prossecução de sua tarefa dual, segundo o Plano Setenial; por mais vitais e urgentes as campanhas que estão sendo iniciadas, os planos e projetos que estão sendo delineados e os fundos que estão sendo levantados, para o prosseguimento eficiente do trabalho, tanto do ensino como do Templo – não menos urgentes e vitais, entretanto, são os fatores imponderáveis, os espirituais, ligados estreitamente às suas próprias vidas interiores individuais e com os quais estão associadas suas relações humanas e sociais. Estes fatores exigem deles constante perscrutação, contínua auto-análise e minucioso exame de seus próprios corações, para que não seja diminuído seu valor, nem obscurecida ou esquecida sua necessidade vital.
Requisitos Espirituais Preliminares
Dentre estes requisitos espirituais indispensáveis ao êxito, os quais constituem o leito de rocha do qual há de depender, afinal, a segurança de todos os planos de ensino, projetos para o Templo e esquemas financeiros, os seguintes sobressaem como preeminentes e vitais, merecendo ser ponderados pelos membros da comunidade bahá’í americana. Do grau em que estes requisitos básicos forem preenchidos e da maneira como os bahá’ís americanos os cumprirem em suas vidas individuais, suas atividades administrativas e relações sociais, haverá de depender a medida das múltiplas bênçãos que o Todo-Generoso Possuidor poderá conceder a eles todos. Estes requisitos outros não são que um alto senso de retidão moral em suas atividades sociais e administrativas, castidade absoluta em suas vidas individuais e completa isenção de preconceito em suas relações com pessoas de diferentes raças, classes, crenças ou cores.
O primeiro é dirigido, especialmente, embora não exclusivamente, aos seus representantes eleitos, quer sejam locais, regionais ou nacionais, os quais, em sua capacidade de custódios e membros das nascentes instituições da Fé de Bahá’u’lláh, estão arcando com a responsabilidade principal na construção de um alicerce inatacável para aquela Casa Universal de Justiça que, assim como seu título implica, há de ser o expoente e a guardiã daquela Justiça Divina que tão somente pode trazer segurança e estabelecer o predomínio da lei e da ordem num mundo onde prevalece uma estranha desordem. O segundo se refere principal e diretamente a juventude bahá’í, a qual pode contribuir de um modo tão decisivo à virilidade, a pureza e a força motriz da vida da comunidade bahá’í e de quem deverá depender a futura orientação de seu destino bem como o desenvolvimento completo das potencialidades de que Deus a dotou. O terceiro deve ser a incumbência imediata, universal e principal de todos os diversos membros da comunidade bahá’í, de qualquer idade, categoria, experiência, classe ou cor que sejam, pois todos, sem nenhuma exceção, terão de enfrentar suas implicações desafiadoras, e ninguém, não importa quanto tenha progredido neste respeito, pode afirmar que haja desempenhado completamente as graves responsabilidades que este requisito inculca.
Uma retidão de conduta, um senso permanente de infalível justiça, não obscurecido pelas influências desmoralizadoras que uma vida política dominada pela corrupção demonstra de um modo tão impressionante; uma vida casta, pura e santa, não maculada e anuviada pelas indecências, pelos vícios, pelos padrões falsos que um código moral inerentemente deficiente tolera, perpetua e alimenta; uma fraternidade livrada daquele cancro de preconceito racial, que está corroendo os órgãos vitais de uma sociedade já debilitada – são estes os ideais que os bahá’ís americanos doravante, individualmente e através de ação em conjunto, deverão empenhar-se em promover, tanto na vida particular como na pública – ideais que são as principais forças impulsoras que podem mais efetivamente acelerar a marcha de suas instituições, seus planos e empreendimentos, que podem guardar a honra e a integridade de sua Fé e vencer quaisquer obstáculos que ela tenha de enfrentar no futuro.
Esta retidão de conduta, com suas implicações de justiça, eqüidade, veracidade, honestidade, imparcialidade e fidedignidade, deve distinguir toda fase da vida da comunidade bahá’í. “Os companheiros de Deus”, declarou o próprio Bahá’u’lláh, “são, neste dia, o fermento que há de levedar os povos do mundo. Devem manifestar tal fidedignidade, tal veracidade e perseverança, tais ações e tal caráter, que todo o gênero humano possa ser beneficiado pelo seu exemplo.” “Aquele que é o Mais Grandioso Oceano Me dá testemunho!” afirma Ele outra vez, “No próprio alento de tais almas que sejam puras e santificadas, se ocultam potencialidades de vasto alcance. Tão grandes são estas potencialidades que exercem sua influência sobre todas as coisas criadas.” “Aquele que é o verdadeiro servo de Deus”, escreveu Ele em outra passagem, “que, neste dia, ainda que passasse por cidades de prata e ouro, não se dignaria de olhar para elas, e cujo coração permaneceria puro, sem ser contaminado por quaisquer coisas que possam ser vistas neste mundo, sejam seus bens ou seus tesouros. Invoco o testemunho do Sol da Verdade! O sopro de tal homem é dotado de potência e suas palavras de atração.” “Por Aquele que brilha acima da aurora da santidade!” Ele, ainda mais enfaticamente revelou, “Se toda a Terra fosse convertida em prata e ouro, nenhum homem que se pode dizer tenha ascendido ao céu da fé e certeza se dignaria de lhe dar atenção, muito menos de apanhar e guardá-lo... Os que habitam no Tabernáculo de Deus e estão estabelecidos nos assentos da glória imperecível recusar-se-ão, ainda que estejam morrendo de fome, a estender as mãos e tomar ilicitamente a propriedade de seu próximo, por mais abjeto e desprezível que este seja. O propósito de Deus, Uno e Verdadeiro, em se manifestar, é convocar todo o gênero humano à veracidade e sinceridade, à piedade e fidedignidade, à resignação e submissão à vontade de Deus, à tolerância e bondade, à integridade e sabedoria. É Seu objetivo adornar todo homem com o manto de um caráter santo e embelezá-lo com o ornamento de boas e santas ações.” “Temos advertido a todos os bem-amados de Deus”, insiste Ele, “que usem de cautela para que a orla das Nossas vestes sagradas não seja maculada por ações ilícitas ou manchada pelo pó da conduta repreensível.” “Aderi à retidão, ó povo de Bahá”, Ele assim os exorta, “É este, verdadeiramente, o mandamento que este Injuriado vos tem dado, e é a primeira escolha de Sua irrestrita vontade para cada um de vós.”. “Um bom caráter”, explica Ele, “é, em verdade, o melhor manto que Deus concede aos homens. Ele o usa para adornar os templos de Seus bem-amados. Por Minha vida! A luz do bom caráter ultrapassa a luz do sol e seu fulgor.” “Um ato íntegro”, escreveu Ele ainda, “é dotado de tal potência que eleva o pó até fazê-lo passar além do céus dos céus. Tem o poder de romper todo vínculo e de restaurar a força que se desgastou e esvaeceu... Sê puro, ó povo de Deus, sê puro; sê justo... Dize: ó povo de Deus! O que pode assegurar a vitória Daquele que é a Verdade Eterna, Suas hostes e auxiliadores na Terra, foi inscrito nos Livros Sagrados e Escrituras e está tão claro e manifesto como o sol. O que constitui estas hostes são as ações íntegras, a conduta e o caráter que sejam aceitáveis aos Seus olhos. Se alguém se levantar, neste Dia, para dar seu apoio à Nossa Causa, chamando ao seu auxílio as hostes de um caráter louvável e conduta reta, a influência de tal ação haverá, com a máxima certeza, de ser difundida pelo mundo inteiro.” “A melhora do mundo” – é ainda outra afirmação – “pode ser realizada através de ações puras e boas, de conduta louvável e digna.” “Sede justos a vós mesmos e aos outros” – assim Ele os aconselha – “para que as evidências da justiça sejam reveladas através de vossas ações entre os Nossos servos fiéis”. “A eqüidade”, escreveu Ele também, “é a mais fundamental entre as virtudes humanas. A avaliação de todas as coisas há, forçosamente, de depender dela.” E outra vez, “Observai eqüidade em vosso julgamento, ó vós, homens de coração compreensível! Quem julga com injustiça é destituído das características que distinguem a condição do homem.” “Embelezai vossas línguas com veracidade, ó povo.” Ele ainda os admoesta, “e adornai vossas almas com o ornamento da honestidade. Acautelai-vos, ó povo, para que não trateis ninguém de um modo traiçoeiro. Sede os fidedignos de Deus entre Suas criaturas e os emblemas de Sua generosidade entre Seu povo.” “Que seja casta vossa vista” – é ainda outro conselho – “fiel vossa mão, veraz vossa língua e esclarecido vosso coração.” “Sê um ornamento para o semblante da verdade” – é ainda outra admoestação – “uma coroa para a fronte da fidelidade, um pilar para o templo da retidão, um sopro de vida para o corpo da humanidade, uma insígnia das hostes da justiça, um luminar acima do horizonte da virtude.” “Que a veracidade e a cortesia sejam vosso adorno” - admoesta Ele ainda – “não permitais que vos sejam negadas as vestes da tolerância e da justiça, para que os doces aromas da santidade oriundos de vossos corações se difundam sobre todas as coisas criadas. Dizei: Acautelai-vos, ó povo de Bahá, para que não andeis nos caminhos daqueles cujas palavras diferem de seus atos. Esforçai-vos a fim de serdes capacitados a manifestar os sinais de Deus aos povos da Terra e a espelhar Seus mandamentos. Que vossos atos sirvam para guiar toda a humanidade, pois as profissões da maioria dos homens, sejam de alta ou de baixa categoria, diferem de sua conduta. É por meio de vossas ações que vos podeis distinguir de outrem. Através delas poderá o resplendor de vossa luz ser difundido sobre toda a Terra. Feliz o homem que atende a Meu conselho e guarda os preceitos estabelecidos por Aquele que é o Onisciente, a Suma Sabedoria.”
“Ó exército de Deus!” escreve ‘Abdu’l-Bahá, “Através da proteção e ajuda concedidas pela Abençoada Beleza – seja minha vida um sacrifício aos Seus bem-amados deveis vos comportar de tal maneira que sobressaís, distintos e brilhantes como o sol entre as outras almas. Fosse qualquer um de vós entrar numa cidade, ele se deveria tornar um centro de atração por causa de sua sinceridade, sua fidelidade e seu amor, sua honestidade, veracidade e benevolência para com todos os povos do mundo, de modo que os habitantes dessa cidade exclamem, dizendo: - Esse homem é bahá’í, inquestionavelmente, pois seus modos, sua conduta, sua moral, sua natureza e temperamento refletem os atributos dos bahá’ís. – Antes de atingirdes este grau, não podereis ser considerados fiéis ao Convênio e Testamento de Deus.” “O dever mais vital, neste dia”, escreveu Ele, além disso, “é a purificação de vossos caráteres, a correção de vossos modos e a melhora de vossa conduta. Os bem-amados do Misericordioso devem manifestar tal caráter e conduta entre Suas criaturas que a fragrância de sua santidade se difunda sobre o mundo inteiro e ressuscite os mortos, desde que o propósito do Manifestante de Deus e do alvorecer das luzes ilimitadas do Invisível seja a educação das almas dos homens e a refinação do caráter de todo homem vivente...” “A veracidade” afirma Ele, “é o fundamento de todas as virtudes humanas. Sem a veracidade, o progresso e o êxito em todos os mundos de Deus são impossíveis para qualquer alma. Quando este santo atributo for estabelecido no homem, todas as qualidades divinas também serão adquiridas.”
Tal retidão de conduta deve manifestar-se, com potência cada vez maior, em todos os veredictos que os representantes eleitos da Comunidade Bahá’í, em qualquer capacidade em que se encontrem, possam ter de pronunciar. Deve ser constantemente refletida nas transações comerciais de todos os seus membros, em suas vidas domésticas, em toda espécie de emprego e em qualquer serviço que possam prestar futuramente a seu governo ou seu povo. Deve ser exemplificada na conduta de todos os eleitores bahá’ís quando caracterizar a atitude de todo seguidor leal da Fé no que diz respeito à sua obrigação de não aceitar encargos políticos, nem se identificar com qualquer partido político, nem participar de controvérsias políticas, e de não se afiliar a organizações políticas ou instituições eclesiásticas. Deve revelar-se na aderência incondicional de todos, sejam moços ou velhos, aos princípios fundamentais claramente enunciados e estabelecidos por ‘Abdu’l-Bahá em Seus discursos, e às leis e preceitos revelados por Bahá’u’lláh em Seu Sacratíssimo Livro. E essa retidão deve ser demonstrada pela imparcialidade de qualquer um que defenda a Fé contra seus inimigos, pela sua eqüidade em reconhecer quaisquer méritos que o inimigo talvez possua e pela sua honradez em cumprir qualquer obrigação que possa ter para com ele. Deve constituir o mais brilhante ornamento da vida, das atividades, dos esforços e das palavras de todo instrutor bahá’í, esteja ele trabalhando em sua terra natal ou no estrangeiro, quer na vanguarda das fileiras de instrutores, ou ocupando um posto de menos ação e responsabilidade. Deve-se fazê-la o distintivo daquele corpo dos representantes eleitos de cada comunidade bahá’í, numericamente pequeno mas intensamente dinâmico e altamente responsável, o qual constitui o sustentáculo e o instrumento único, em cada comunidade, para a eleição daquela Casa Universal cujo próprio nome e título, segundo determinação de Bahá’u’lláh, simbolizam aquela retidão de conduta que é sua mais alta missão salvaguardar e executar.
Tão grande e transcendental é este princípio da Justiça Divina – princípio que deve ser considerado a distinção culminante de todas as Assembléias Locais e Nacionais, em sua qualidade de precursores da Casa Universal de Justiça – que o próprio Bahá’u’lláh subordina Sua vontade e inclinação pessoal à força predominante das implicações e exigências deste princípio. “Deus é Minha Testemunha!” exclama Ele e assim explica: “Se não fosse contrário à Lei de Deus, Eu teria beijado a mão daquele que Me quis assassinar e permitido que herdasse Meus bens terrenos. Restringe-Me, porém, a Lei inexorável estabelecida no Livro, e estou, Eu Mesmo, despojado de todas as possessões terrenas.” “Sabe tu, em verdade”, afirma Ele significativamente, “essas grandes opressões que sobrevieram ao mundo estão preparando-o para o advento da Suprema Justiça.” “Dize”, assevera ainda, “Ele apareceu com aquela justiça com a qual a humanidade foi adornada e, no entanto, o povo, pela maior parte, está adormecido.” “A luz dos homens é a Justiça” declara Ele, além disso, “Não a apagueis com os ventos contrários da opressão e tirania. O desígnio da justiça é o aparecimento da unidade entre os homens.” “Nenhum resplendor”, declara ainda, “pode comparar com o da justiça. Dela dependem a organização do mundo e a tranqüilidade do gênero humano.” “Ó povo de Deus!” Ele exclama, “O que treina o mundo é a Justiça, pois é sustentada por dois pilares, recompensa e punição. Esses dois pilares são as fontes de vida para o mundo.” “A justiça e a eqüidade”, é ainda outra afirmação, “são duas guardiãs para a proteção do homem. Apareceram adornadas com seus poderosos e sagrados nomes a fim de manterem o mundo em retidão e protegerem as nações.” “Despertai-vos, ó povo”, é Sua advertência enfática, “em antecipação dos dias da Justiça Divina, pois já chegou a hora prometida. Acautelai-vos, para que não deixeis de apreender o que significa e assim sejais contados entre aqueles que erram.” “Aproxima-se o dia” escreveu Ele outrossim, “quando os fiéis contemplarão a estrela-d’alva da justiça enquanto se irradia em pleno esplendor do amanhecer da glória.” “A ignomínia que fui forçado a suportar”, é Sua observação significativa, “desvelou a glória da qual a criação inteira fora investida e, através das crueldades que tenho sofrido, a estrela-d’alva da justiça manifestou-se e irradiou sobre os homens seu esplendor.” “O mundo”, escreveu outra vez, “está em grande turbulência e as mentes de seus povos se acham em confusão completa. Suplicamos ao Todo-poderoso que por Sua graça os ilumine com a glória de Sua Justiça e os capacite a descobrir o que lhes for proveitoso em todos os tempos e sob todas as condições.” E outra vez, “Não pode haver a mínima dúvida de que, se a estrela-d’alva da justiça, atualmente encoberta pelas nuvens da tirania, fosse irradiar sua luz sobre os homens, a face da Terra seria completamente transformada.”
“Louvado seja Deus!” ‘Abdu’l-Bahá, por Sua vez, exclama. “O sol da justiça surgiu do horizonte de Bahá’u’lláh, pois em Suas Epístolas os fundamentos de tal justiça foram estabelecidos como nenhuma mente, desde o começo da criação, jamais concebeu”. “O pálio da existência”, expõe Ele ainda, “descansa sobre o pólo da justiça e não da clemência, e a vida da humanidade depende da justiça e não da clemência”.
Não é de se admirar, pois, haver o Autor da Revelação Bahá’í elegido associar o nome e título daquela Casa – destinada a ser a glória culminante de Suas instituições administrativas - não com a clemência, mas sim, com a justiça; haver Ele feito a justiça a base única e o alicerce permanente de Sua Suprema Paz e de havê-la proclamado, em Suas Palavras Ocultas “a mais amada de todas as coisas” a Seu ver. É aos bahá’ís americanos em particular que me sinto impelido a dirigir este apelo fervoroso, para que ponderem em seus corações o que essa retidão moral implica e apóiem de coração e alma, com firmeza absoluta, tanto individual como coletivamente, este padrão sublime – este padrão do qual a justiça é elemento tão essencial e potente.
Quanto a uma vida casta e santa, deve ser considerada um fator não menos essencial – um que há de contribuir devidamente para fortalecer e vitalizar a Comunidade Bahá’í, sendo que disso dependerá, por sua vez, o êxito de qualquer plano ou empreendimento bahá’í. Nestes dias, quando as forças da irreligião estão enfraquecendo a fibra moral e solapando os fundamentos da moralidade individual, a obrigação da castidade e santidade deve exigir cada vez mais da atenção dos bahá’ís americanos, tanto em suas capacidades individuais como em sua qualidade de custódios responsáveis pelos interesses da Fé instituída por Bahá’u’lláh. No desempenho de tal obrigação, tornada peculiarmente significativa pelas circunstâncias especiais resultantes de um materialismo excessivo e enervante que atualmente predomina em seu país, deve seu papel ser conspícuo e de suma importância. Todos, sejam homens ou mulheres – nesta hora agourenta em que as luzes da religião minguam e suas restrições, uma por uma, estão sendo abolidas – devem fazer uma pausa a fim de se examinarem, averiguarem sua conduta e, com característica resolução, se levantarem para expurgar a vida de sua comunidade de todo traço de lassidão moral que pudesse macular o nome ou diminuir a integridade de uma Fé tão santa e preciosa.
Uma vida casta e santa deve vir a ser o princípio que guie a conduta de todos os bahá’ís, tanto em suas relações com os membros de sua própria comunidade, como em seu contato com o mundo afora. Deve adorar e reforçar a incessante faina e os esforços meritórios daqueles cuja invejável missão é difundir a Mensagem da Fé instituída por Bahá’u’lláh e administrar os seus assuntos. Deve ser mantida, em toda a sua integridade e todas as suas implicações, em cada fase da vida dos que preenchem as fileiras desta Fé, quer seja em seus lares ou suas viagens, em seus clubes, sociedades, diversões, escolas ou universidades. Devemos dar a isto especial consideração ao dirigirmos as atividades sociais de todas as escolas de verão bahá’ís e em qualquer outra ocasião em que a vida de comunidade bahá’í seja organizada e promovida. Isto deve ser íntima e continuamente identificado com a missão da Juventude Bahá’í, quer seja como elemento na vida da Comunidade Bahá’í ou como fator no futuro progresso e orientação da juventude de seu próprio país.
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e da coabitação, a infidelidade em relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual. Não pode tolerar nenhuma complacência para com as teorias, os padrões, os hábitos e excessos de uma era decadente. Não, antes, procura demonstrar, pela força dinâmica de seu exemplo, o caráter pernicioso de tais teorias, a falsidade de tais padrões, a vacuidade dessas pretensões, a perversidade desses hábitos e o caráter sacrílego desses excessos.
“Pela justiça de Deus!” escreve Bahá’u’lláh, “O mundo, suas vaidades e sua glória, e quaisquer deleites que possa oferecer, são todos, aos olhos de Deus, de tão pouco valor como pó e cinzas – antes, são ainda mais desprezíveis. Oxalá pudessem os corações dos homens compreender isto! Limpai-vos completamente, ó povo de Bahá, da corrupção do mundo e de tudo o que lhe pertence. Deus Mesmo dá-Me testemunho! As coisas da Terra mal vos convêm. Rejeitai-as, deixando-as para aqueles que as possam desejar e fixai vossos olhos nesta mais santa e esplendorosa Visão”. “Ó vós, Meus bem-amados!” Ele assim exorta Seus seguidores, “Não permitais que a orla das Minhas sagradas vestes seja manchada e enlodada com as coisas deste mundo, e não sigais as insinuações de vossos desejos maus e corruptos”. E ainda, “Ó vós os bem-amados de Deus, Uno e Verdadeiro! Passai além do estreito refúgio de vossos desejos maus e corruptos e avançai até entrardes na vasta imensidão do reino de Deus e permanecei nos prados da santidade e do desprendimento, para que a fragrância de vossas ações possa conduzir a humanidade inteira ao oceano da infindável glória de Deus”. “Desembaraçai-vos”, Ele assim lhes manda, “de todo apego a este mundo e às suas vaidades. Acautelai-vos, para não vos aproximardes delas, desde que vos incitem a seguir nos caminhos de vossa própria lascívia e vossos desejos cobiçosos e vos impeçam de entrar na Senda reta e gloriosa”. “Evitai toda espécie de maldade” é Seu mandamento, “pois tais coisas vos são vedadas no Livro que ninguém pode tocar salvo aquele que Deus purificou de toda mancha de culpa e incluiu no número dos purificados”. “Uma raça de homens,” é Sua promessa escrita, “incomparável em caráter, será erguida e, com os pés do desprendimento, passará por cima de todos os que estão no céu e na Terra e lançará a manga da santidade sobre tudo o que tem sido criado de água e de barro”. “A civilização” é Sua grave advertência, “tantas vezes alardeada pelos eruditos expoentes das ciências e letras, se lhe for permitido ultrapassar os limites da moderação, trará grande mal aos homens... Se for levada a um extremo, a civilização virá a ser tão prolífica causa de mal como fora fonte de bem enquanto restrita dentre dos confins da moderação”. “Ele escolheu do mundo inteiro os corações de Seus servos”, explica Ele, “e de cada um fez uma sede para a revelação de Sua glória. Santificai-os, pois, de toda corrupção, a fim de que sejam gravadas sobre eles as coisas para que foram criados. É, em verdade, sinal do generoso favor de Deus”. “Dizei”, proclama Ele, “não há de ser contado entre o povo de Bahá aquele que seguir seus desejos terrenos ou fixar seu coração nas coisas da Terra. Meu verdadeiro seguidor é aquele que, se vier a um vale de puro ouro, o atravessará diretamente, tão de parte como uma nuvem e nem se virará para trás nem fará pausa. Tal homem, seguramente, a Mim pertence. De suas vestes, a Assembléia no alto pode inalar a fragrância da santidade... E se ele encontrasse a mais bela e formosa das mulheres, não sentiria seu coração seduzido pela mais tênue sombra de desejo da sua beleza. Tal pessoa é, em verdade, a criação da imaculada castidade. Assim vos instruí a Pena do Ancião dos Dias, segundo ordenado por vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Generoso”. “Os que seguem seus desejos lascivos e suas inclinações corruptas”, é ainda outra admoestação, “erram e dissipam seus esforços. Estão, em verdade, entre os perdidos”. “Cumpre ao povo de Bahá”, escreveu Ele também, “morrer para o mundo é tudo o que nele existe, estar tão desprendido de todas as coisas terrenas, que os habitantes do Paraíso possam inalar de suas vestes os suaves aromas da santidade... Os que têm deslustrado o belo nome da Causa de Deus, seguindo as coisas carnais – estes estão em erro palpável!” “A pureza e a castidade”, admoesta Ele especialmente, “têm sido, e ainda o são, os ornamentos supremos para as servas de Deus. Deus é Minha Testemunha! O esplendor da luz da castidade difunde sua iluminação sobre os mundos do espírito e sua fragrância é levada até o Mais Excelso Paraíso”. “Deus”, afirma Ele outra vez, “fez da castidade, verdadeiramente, um diadema para as cabeças de Suas servas. Grande é a bem-aventurança daquela serva que tiver alcançado tão elevado grau”. “Nós, em verdade, temos decretado em Nosso Livro”, assegura-nos Ele, “uma boa e generosa recompensa para quem quer que se afastar da maldade e levar uma vida casta e piedosa. Em verdade, Ele é o Generosíssimo, Deus de toda bondade”. “Temos suportado o peso de todas as calamidades”, Ele testifica, “a fim de vos santificar de toda corrupção terrena e, no entanto, sois indiferentes... Nós, em verdade, observamos vossas ações. Se percebermos delas os suaves aromas da pureza e santidade, Nós com toda a certeza vos abençoaremos. Então as línguas dos habitantes do Paraíso louvar-vos-ão e glorificarão vossos nomes entre aqueles que se aproximaram de Deus”.
“O uso do vinho”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “é proibido, segundo o texto do Sacratíssimo Livro, porque é causa de enfermidades crônicas, enfraquece os nervos e consome a mente”. “Bebei, ó servas de Deus”, o próprio Bahá’u’lláh afirmou, “o Vinho Místico do cálice de Minhas palavras. Rejeitai de vós, pois, o que vossas mentes abominam, pois isso vos foi proibido em Suas Epístolas e Suas Escrituras. Guardai-vos de trocardes o Rio que é a vida verdadeira por aquilo que as almas dos puros de coração detestam. Inebriai-vos com o vinho do amor de Deus e não com aquilo que vos amortece as mentes, ó vós que O adorais! Verdadeiramente, isto foi proibido a todo crente, quer homem ou mulher. Assim brilhou o sol de Meu mandamento acima do horizonte das Minhas palavras, para que as servas que crêem em Mim possam ser iluminadas”.
Temos de lembrar, entretanto, que a manutenção de tão elevadas normas de conduta moral não deve ser associada ou confundida com qualquer forma de ascetismo ou de puritanismo excessivo, fanático. A norma inculcada por Bahá’u’lláh não visa, sob quaisquer circunstâncias, negar a pessoa alguma o legítimo direito e privilégio de derivar ao máximo as vantagens e os benefícios dos múltiplos encantos, belezas e prazeres com os quais um amoroso Criador tão abundantemente enriqueceu o mundo. “Se um homem”, assegura-nos o próprio Bahá’u’lláh, “deseja adornar-se com os ornamentos da Terra, usar as vestes ou participar dos benefícios que ela pode conceder, nenhum mal lhe pode sobrevir, contato que não permita que coisa alguma intervenha entre si e Deus, pois Deus ordenou cada coisa boa, quer criada no céu ou na Terra, para aqueles de Seus servos que Nele, verdadeiramente, crêem. Alimentai-vos, ó povo, com as boas coisas que Deus vos concedeu e não vos priveis de Suas maravilhosas dádivas. Agradecei e louvai a Ele e sede dos sinceramente gratos”.
A Questão Mais Desafiadora
Quanto ao preconceito racial, que há bem perto de um século vem corroendo a fibra da sociedade americana e lhe atacando a inteira estrutura social, este deve ser visto como constituindo a questão mais vital e desafiadora com que a comunidade defronta na presente etapa de sua evolução. Os incessantes esforços exigidos por este problema de suma importância, os sacrifícios que impõe, o cuidado e a vigilância que demanda, a coragem e fortaleza moral que requer, o tato e a simpatia de que necessita, tudo isso investe esse problema – longe ainda de ter sido resolvido satisfatoriamente pelos bahá’ís americanos – de uma urgência e uma importância que não podem ser exageradas. Os brancos e os de cor, os de alta e os de baixa categoria, jovens e velhos, quer recém-convertidos para a Fé ou não – todos os que com ela se identificam, devem participar e prestar seu auxílio, cada um de acordo com sua capacidade, sua experiência e suas oportunidades, à tarefa comum de cumprir as instruções, realizar as esperanças e seguir o exemplo de ‘Abdu’l-Bahá. Quer de cor ou não, nenhuma raça tem o direito, nem pode, conscientemente, ter a pretensão de se considerar absolvida de tal obrigação, ou de haver realizado tais esperanças ou seguido fielmente tal exemplo. Uma estrada longa e espinhosa, assediada de armadilhas, ainda tem de ser percorrida, tanto pelos expoentes brancos da Fé redentora de Bahá’u’lláh, como também pelos de cor. Da distância que eles conseguirem galgar e da maneira como caminharem nessa estrada, deverá depender, a um ponto que poucos entre eles podem imaginar, a operação daquelas influências intangíveis que são indispensáveis ao triunfo espiritual dos bahá’ís americanos e ao êxito material de seu empreendimento recém-iniciado.
Que recordem, destemida e resolutamente, o exemplo e a conduta de ‘Abdu’l-Bahá enquanto esteve entre eles. Lembrem-se de Sua coragem, Seu amor genuíno, Sua camaradagem informal e sem discriminação, Sua atitude de desdém e de impaciência para com a crítica, temperada por Seu tato e Sua sabedoria. Que reavivem e perpetuem a memória daqueles inesquecíveis e históricos episódios e ocasiões em que Ele demonstrou de um modo tão impressionante Seu senso agudo de justiça, Sua simpatia espontânea pelos espezinhados, Seu infalível senso da unidade do gênero humano, Seu transbordante amor pelos seus membros e Seu desagrado com aqueles que ousaram zombar de Seus desejos, ridicularizar Seus métodos, desafiar-Lhe os princípios ou invalidar-Lhe os atos.
Discriminar contra qualquer raça por estar ela atrasada socialmente, imatura politicamente e numa minoria numericamente, é violação flagrante do espírito que anima a Fé de Bahá’u’lláh. O reconhecimento de qualquer divisão ou partição em suas fileiras é alheio a seu próprio propósito, seus próprios princípios e ideais. Uma vez que seus membros hajam reconhecido plenamente a pretensão de seu Autor e, identificando-se com sua Ordem Administrativa, tenham aceito sem reservas os princípios e leis incorporados em seus ensinamentos, deve ser automaticamente obliterada toda diferenciação de classe, credo ou cor, jamais sendo permitido, sob pretexto algum, por maior que seja a pressão de acontecimentos ou de opinião pública, que ela ressurja. Se há alguma discriminação que deva ser tolerada, não deveria ser contra, mas sim, a favor da minoria, seja racial ou outra. Diferente das nações e povos da Terra – quer sejam do Oriente ou do Ocidente, democráticos ou autoritários, comunistas ou capitalistas, pertencentes ao Velho Mundo ou ao Novo – os quais ou desatendem ou espezinham ou extirpam as minorias, quer racial, religiosa ou política, dentro da esfera de sua jurisdição, toda comunidade organizada alistada sob o estandarte de Bahá’u’lláh deve considerar que é sua primeira e inescapável obrigação nutrir, encorajar e salvaguardar toda minoria pertencente a qualquer fé, raça, classe ou nação em seu seio. Tão grande e vital é este princípio que, em tais circunstâncias, como no caso de um número igual de votos haver sido dado numa eleição, ou de as qualificações para qualquer posto estarem equilibradas entre as raças, fés ou nacionalidades dentro da comunidade, a prioridade deve ser concedida, sem hesitação, ao grupo que representa a minoria, e isto não por outro motivo senão o de estimulá-la e encorajá-la e dar-lhe uma oportunidade para promover os interesses da comunidade. À luz deste princípio, e tendo em mente que é extremamente desejável permitir aos elementos de minoria participarem e terem uma parte na direção da atividade bahá’í, seria o dever de cada comunidade bahá’í tomar tais providências que – em casos onde indivíduos pertencentes aos diversos elementos de minoria em seu seio já estão qualificados e preenchem os requisitos necessários – as instituições representativas bahá’ís, quer sejam Assembléias, convenções, conferências ou comitês, tenham representado nelas o maior número possível desses diversos elementos, racial ou outros. A adoção de tal curso e a fiel adesão a ele seria não somente uma fonte de inspiração e encorajamento para aqueles elementos numericamente pequenos e inadequadamente representados, mas também demonstraria ao mundo em geral a universalidade e o caráter representativo da Fé de Bahá’u’lláh e o fato de estarem Seus seguidores livres da mácula daqueles preconceitos que já causaram tanta devastação na vida doméstica das nações bem como em suas relações estrangeiras.
A eliminação do preconceito de raça, em qualquer de suas formas, numa época como esta, quando uma sempre-crescente seção da espécie humana está caindo vítima à sua ferocidade devastadora, deve ser adotada como o lema do inteiro corpo dos bahá’ís americanos, qualquer que seja o Estado em que residam, quaisquer os círculos que freqüentem, e nada importando sua idade, suas tradições, seus gostos e hábitos. Deve ser demonstrada consistentemente em todas as fases de sua atividade e vida, quer dentro da comunidade bahá’í ou fora dela, em público, ou particularmente, formal bem como informalmente, como indivíduos e também em sua capacidade oficial como grupos organizados, comitês e Assembléias. Deve ser cultivada deliberadamente, através das várias oportunidades de cada dia, por mais insignificantes que sejam, que se apresentam em seus lares, seus escritórios comerciais, suas escolas e faculdades, suas festas sociais e campos de recreio, suas reuniões bahá’ís, conferências, convenções, escolas de verão e Assembléias. E acima de tudo, deveria tornar-se a nota tônica do procedimento daquele corpo augusto que, em sua capacidade de representante nacional e de diretor e coordenador dos assuntos da comunidade, deve dar o exemplo e facilitar a aplicação de um princípio tão vital às vidas e atividades daqueles cujos interesses ele salva-guarda e representa.
“Ó vós que tendes discernimento!” escreveu Bahá’u’lláh, “Verdadeiramente, as palavras que desceram do céu da Vontade de Deus são a fonte de unidade e harmonia para o mundo. Fechai vossos olhos para diferenças de raça e daí boas vindas a todos, à luz da unidade”. “Desejamos somente o bem do mundo e a felicidade das nações”, proclama Ele, “... que todas as nações se tornem uma na fé e que todos os homens sejam como irmãos; que os laços de afeição e união entre os filhos dos homens sejam reforçados, a diversidade de religião cesse e as diferenças de raça sejam anuladas”. “Bahá’u’lláh disse”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “que as várias raças da humanidade contribuem ao todo, harmonia em seu conjunto e beleza de cor. Que todos se associem, pois, neste grande jardim humano, assim como as flores crescem e se harmonizam, lado a lado, sem discórdia ou dissensão entre elas”. “Bahá’u’lláh”, disse ‘Abdu’l-Bahá, ainda mais, “uma vez comparou a pessoa de cor à pupila preta do olho cercada pelo branco. Nessa pupila preta, se vê o reflexo daquilo que está em sua frente e, através dela, a luz do espírito se irradia”.
“Deus”, declara o próprio ‘Abdu’l-Bahá, “não faz distinção alguma entre branco e preto. Se os corações são puros, ambos Lhe são aceitáveis. Deus não discrimina entre pessoas por causa de cor ou raça. Todas as cores Lhe são aceitáveis, sejam brancos, pretos ou amarelos. Desde que todos foram criados à imagem de Deus, devemos vir a compreender que todos incorporam possibilidades divinas”. “Na estimação de Deus”, diz Ele, “todos os homens são iguais. Não há distinção ou preferência para qualquer alma no reino de Sua justiça e eqüidade”. “Deus não fez essas divisões”, afirma Ele, “essas divisões tiveram sua origem no próprio homem. Portanto, sendo contra o plano e o propósito de Deus, são falsas e imaginárias”. “Segundo a estimativa de Deus”, afirma Ele outra vez, “não há distinção de cor; são todos iguais na cor e beleza do serviço a Ele. A cor não é importante; o coração é de suma importância. Não importa o que seja o exterior, se o coração dentro é puro e alvo. Deus não vê as diferenças de tonalidade e pele. Ele olha para os corações. Aquele cuja moral e cujas virtudes são louváveis é preferido na presença de Deus; aquele que é devotado ao Reino é o mais amado. No domínio da gênese, da criação, a questão de cor é da mínima importância”. “Por todo o reino animal”, explica Ele, “não achamos as criaturas separadas por causa de cor. Elas reconhecem unidade de espécie, unidade de gênero. Se não encontrarmos distinção de cor feita num reino de inteligência e raciocínio inferior, como pode ser justificada entre seres humanos, especialmente quando sabemos que todos vieram da mesma origem e pertencem à mesma família? Em sua origem e segundo o plano da criação, a humanidade é uma só. Distinções de raça e cor surgiram depois”. “O homem é dotado de raciocínio superior e da faculdade da percepção”; explica Ele ainda, “ele é a manifestação das graças divinas. Será que idéias raciais devam predominar e obscurecer o desígnio criativo da unidade em seu reino?” “Uma das questões importantes”, comenta Ele significativamente, “que afetam a unidade e a solidariedade do gênero humano, é a da camaradagem e igualdade entre a raça branca e a de cor. Entre estas duas raças existem certos pontos comuns e pontos de distinção que justificam mútua e devida consideração. Os pontos de contato são muitos... Nesse país, os Estados Unidos da América, o patriotismo é comum às duas raças; todos têm direitos iguais de cidadania, falam o mesmo idioma, recebem as bênçãos da mesma civilização e seguem os preceitos da mesma religião. De fato, há numerosos pontos de união e harmonia entre as duas raças, ao passo que o único de distinção é o de cor. Será permitido que esta, a menor de todas as distinções, vos separe como raças e indivíduos?” “Essa variedade em formas e matizes”, acentua Ele, “que está manifesta em todos os reinos, está de acordo com a Sabedoria criativa e tem um propósito divino”. “A diversidade na família humana”, declara Ele, “deveria ser a causa de amor e harmonia, assim como o é na música, onde muitas notas diferentes se harmonizam a fim de produzirem um acorde perfeito”. “Se encontrardes”, adverte-nos Ele, “com aqueles de raça e cor diferentes das vossas, não desconfieis deles, retirando-vos para dentro de vossa casca de convencionalismo; antes, ficai alegres e mostrai-lhes bondade”. “No mundo da existência”, Ele testemunha, “quando a raça branca e a de cor se reúnem com infinito amor espiritual e harmonia sublime, é uma reunião abençoada. Quando tais reuniões são estabelecidas e os participantes associam-se um ao outro com perfeito amor, unidade e benevolência, os anjos do Reino tecem-lhes elogios e a Beleza de Abhá assim se lhes dirige, “Bem-aventurados sois! Bem-aventurados sois!” “Quando se realiza uma reunião dessas duas raças”, outrossim assevera Ele, “esse ajuntamento tornar-se-á o ímã para a Assembléia no alto, e a confirmação da Abençoada Beleza o envolverá”. “Esforçai-vos zelosamente”, Ele outra vez exorta ambas as raças, “e envidai-vos ao máximo em consumar essa camaradagem e em cimentar esse laço de fraternidade entre vós. Não será possível atingir isso sem vontade e esforço por parte de ambas; de uma, expressões de gratidão e apreciação; da outra, benevolência e reconhecimento de igualdade. Cada raça deve fazer esforços para desenvolver e ajudar a outra, a fim de que haja progresso mútuo... Amor e unidade serão promovidos entre vós, efetivando assim a unidade do gênero humano. Pois a consumação da unidade entre os homens de cor e os brancos haverá de assegurar a paz do mundo”. “É minha esperança”, assim Ele se dirige a membros da raça branca, “que façais com que aquela raça espezinhada se torne gloriosa e seja unida com a raça branca, servindo ao mundo humano com a máxima sinceridade, fidelidade, amor e pureza. Essa oposição, inimizade e preconceito entre a raça branca e a de cor não podem ser apagados, a não ser através da fé, da certeza e dos ensinamentos da Abençoada Beleza”. “Esta questão da unidade entre brancos e pretos é muito importante”, admoesta Ele, “pois, se não for realizada, grandes dificuldades, dentro em breve, surgirão, e resultados perniciosos seguirão...” “Se esta questão continuar sem modificação”, é ainda outra advertência, “a inimizade aumentará, dia a dia, e o resultado final será sofrimento, podendo acabar em carnificina”.
Urge um esforço tremendo por ambas as raças, se é que sua perspectiva, suas maneiras e conduta vão refletir, nesta era obscurecida, o espírito e os ensinamentos da Fé de Bahá’u’lláh. Rejeitando, uma vez por todas, a doutrina falaz da superioridade racial, com todos os males, a confusão e as misérias que a acompanham, e acolhendo e encorajando a mistura das raças, demolindo as barreiras que atualmente as dividem, cada uma deve esforçar-se, dia e noite, a fim de cumprir suas responsabilidades próprias na tarefa comum com a qual tão urgentemente defrontam. Enquanto ambas procuram contribuir com sua parte na solução desse problema intrincado, que lembrem as advertências de ‘Abdu’l-Bahá e tentem visualizar, enquanto ainda houver tempo, as horrendas conseqüências que haverão de suceder, se não for remediada, definitivamente, essa situação infeliz e desafiadora com a qual toda a nação americana defronta.
É mister que os brancos façam um esforço supremo, em sua resolução de contribuir com a sua parte na solução desse problema, para abandonarem, uma vez por todas, seu senso de superioridade – que é usualmente inerente e às vezes subconsciente – corrigirem sua tendência de mostrar uma atitude condescendente para com os membros de outra raça e, através de sua associação com eles – íntima, espontânea e informal – os persuadirem de que sua amizade é genuína e suas intenções são sinceras. Devem fazer um esforço, também, para dominarem sua impaciência por causa de qualquer falta de receptividade por parte de um povo, ao qual, durante um período tão longo, se tem infligido feridas tão severas e tão difíceis de serem sanadas. Que os pretos, com um esforço incomensurável da sua parte, mostrem, por todos os meios ao seu alcance, seu caloroso desejo de corresponder, sua disposição para esquecerem o passado e apagarem todo traço de suspeita que talvez persista ainda em seus corações e mentes. Que nenhuma das duas pense ser a solução de tão vasto problema uma questão que afete exclusivamente a outra. Que nenhuma delas pense que esse problema possa ser resolvido fácil ou imediatamente. Que nenhuma pense que possa aguardar tranqüilamente a solução desse problema até que outros, fora da órbita de sua Fé, tenham tomado a iniciativa e criado as circunstâncias propícias. Não pensem que qualquer outra coisa, que não seja amor genuíno, paciência extrema, humildade verdadeira, tato consumado, iniciativa sã, sabedoria madura e esforço deliberado e persistente, em atitude de prece, possa apagar a mancha que esse mal patente deixou no belo nome de sua pátria comum. Acreditem, antes, e fiquem firmemente convencidos de que dependerão de seu entendimento mútuo, sua amizade e sua constante cooperação – mais que de qualquer outra força ou organização que opera fora do âmbito de sua Fé – o desvio daquele curso perigoso, tão temido por ‘Abdu’l-Bahá, e a realização das esperanças, acariciadas por Ele, de que elas em conjunto contribuam para o cumprimento do destino glorioso desse país.
Sua Cruzada Dupla
Bem-amados amigos! Uma retidão de conduta que, em todas as suas manifestações, oferece um contraste notável à falsidade e corrupção que caracterizam a vida política da nação e dos partidos e facções que a compõem; uma santidade e uma castidade diametralmente opostas à lassidão moral e licenciosidade que mancham o caráter de uma considerável proporção de seus cidadãos; uma camaradagem inter-racial completamente expurgada do flagelo do preconceito racial que estigmatiza a vasta maioria de seu povo – são estas as armas que os bahá’ís americanos podem e devem levar em sua dupla cruzada, primeiro, para regenerarem a vida interior de sua própria comunidade e, segundo, para investirem contra os males de longa data que se acham arraigados na vida de sua nação. O aperfeiçoamento destas armas, a sábia e efetiva utilização de cada uma delas – mais do que a promoção de qualquer plano especial, ou a elaboração de qualquer projeto peculiar, ou a acumulação de qualquer quantidade de recursos materiais – pode prepará-los para o tempo em que a Mão do Destino os tenha dirigido a ajudar na criação e no início da operação daquela Ordem Mundial atualmente em fase de incubação dentro das instituições administrativas de Sua Fé.
Na prossecução desta dupla cruzada os guerreiros valorosos que lutam em nome de Bahá’u’lláh e em prol de Sua Causa haverão, forçosamente, de encontrar obstinada resistência e sofrer muitos reveses. Seus próprios instintos, não menos que a fúria das forças conservadoras, a oposição dos interesses consumados e as objeções de uma geração corrupta, em busca do prazer, devem ser levados em conta, resistidos resoluta e superados completamente. Enquanto suas medidas defensivas para a luta iminente forem organizadas e ampliadas, tempestades de abuso e de ridículo, bem como campanhas de condenação e deturpação serão, possivelmente, desenfreadas contra eles. Breve, talvez, verifiquem que sua Fé haja sido atacada, sendo mal interpretados seus motivos, difamados seus objetivos, ridicularizadas suas aspirações, zombadas suas instituições, menosprezada sua influência, e que, algumas vezes, sua Causa tenha sido abandonada por alguns poucos incapazes de apreciar a natureza de seus ideais, ou que não se dispunham a enfrentar o peso das sempre crescentes críticas envolvidas, seguramente, em tal contenda. “Por causa de ‘Abdu’l-Bahá”, predisse o bem-amado Mestre, “passareis por muitas provações. Tribulações haverão de vos sobrevir e sofrimento vos afligir”.
Que o exército invencível de Bahá’u’lláh, entretanto, que há de combater num dos epicentros potenciais do Ocidente, em Seu Nome e por Sua Causa, numa das batalhas mais ferozes e gloriosas, não tema qualquer crítica que lhe possa ser dirigida. Que não seja detido por qualquer condenação com que a língua do caluniador possa tentar deturpar-lhe os motivos. Que não recue diante do avanço ameaçador das forças do fanatismo, da ortodoxia, da corrupção e do preconceito que se possam aliar contra ele. A voz da crítica é uma voz que, indiretamente, reforça a proclamação de sua Causa. A impopularidade apenas serve para por em mais alto relevo o contraste entre ele e seus adversários; enquanto o desprezo é em si o poder magnético que haverá de atrair à sua causa, afinal, os mais vociferantes e inveterados dentre seus inimigos. Já na terra onde ocorreram as maiores batalhas da Fé e onde viveram os mais ferrenhos de seus inimigos, a marcha dos acontecimentos, a lenta mas constante infiltração de seus ideais e o cumprimento de suas profecias, tiveram o resultado de não só desarmar e transformar o caráter de alguns de seu mais temíveis perseguidores, mas também de conseguir sua lealdade firme e incondicional aos seus Fundadores. Tão completa transformação, tão espantosa inversão de atitude, será efetuada somente se aquele veículo escolhido – designado para levar a Mensagem de Bahá’u’lláh às multidões famintas, intranqüilas e sem pastor – estiver, ele mesmo, completamente expurgado da depravação que visa remover.
É em vós, pois, meus mais amados amigos, que desejo imprimir não só o senso da urgência e da imperativa necessidade de vossa sagrada tarefa, mas também as ilimitadas possibilidades que ela possui para elevar a tão exaltado nível a vida e as atividades de vossa própria comunidade e também os motivos e padrões que governam as relações existentes entre o povo ao qual pertenceis. Intrépidos perante a natureza formidável dessa tarefa, vós – estou confiante – enfrentareis de um modo digno o desafio destes tempos, tão repletos de perigo, tão cheios de corrupção e, contudo, tão prenhes da promessa de um futuro de tal brilho que nenhuma época anterior nos anais da humanidade lhe pode rivalizar a glória.
Bem-amados amigos! Tentei, no começo destas páginas, transmitir uma idéia das gloriosas oportunidades, bem como das tremendas responsabilidades com as quais – em conseqüência da perseguição da Fé de Bahá’u’lláh, tão largamente difundida – a comunidade dos crentes americanos agora defronta, em etapa tão crítica do Período da Formação de sua Fé e em época tão crucial, na história do mundo. Já me detive suficientemente sobre o caráter da missão que, em futuro não muito remoto, essa comunidade impelida pela força das circunstâncias, haverá de executar. Já pronunciei a advertência que achei necessária para uma compreensão mais nítida e um melhor desempenho das tarefas em sua frente. Já expus e frisei tanto quanto pude aquelas virtudes excelsas e dinâmicas, aqueles elevados padrões, que, por difíceis que sejam de ser atingidos, constituem, no entanto, os requisitos essenciais ao bom êxito daquelas tarefas. Deveríamos dizer uma palavra agora, creio, sobre o aspecto material de sua tarefa imediata, de cuja terminação, dentro do prazo marcado, deverá depender não só o desenvolvimento das subseqüentes etapas do Plano Divino previsto por ‘Abdu’l-Bahá, mas também a aquisição daquelas capacidades que os qualificarão para desempenharem, na plenitude dos tempos, os deveres e as responsabilidades envolvidas naquela missão maior, a qual será privilégio seu cumprir.
O Plano Setenial, com seus dois aspectos, a ornamentação do Templo, e a extensão da atividade de ensino, abrangendo ambos os continentes americanos, do Norte e do Sul, está atualmente bem adiantado em seu segundo ano e oferece a qualquer um que tenha observado seu progresso nestes meses recentes, sinais extremamente alentadores que agouram bem para a realização de seus objetivos dentro do tempo determinado. Os sucessivos passos designados a facilitar o trabalho inteiro a ser executado em relação à ornamentação exterior do Templo, já foram dados, pela maior parte. Já se entrou, afinal, na última fase, a qual deverá assinalar a triunfante conclusão de um empreendimento de trinta anos. Já foi assinado o contrato inicial referente ao primeiro e principal andar desse edifício histórico. O Fundo associado ao bem-amado nome da Mais Sagrada Folha, foi lançado. Está assegurada, agora, a ininterrupta continuação de tão louvável empreendimento até mesmo o fim. A viva memória de alguém cujo coração tanto se regozijava com a ereção da superestrutura dessa sagrada Casa, vigorará os esforços finais, necessários para completá-la, ao ponto de dissipar qualquer dúvida, ainda remanescente em alguma mente, quanto à capacidade de seus construtores para consumarem, de um modo digno, a sua tarefa.
Os Requisitos do Ensino
O aspecto do Plano que se refere ao ensino deve ser agora ponderado. Seu desafio deve ser enfrentado, e seus requisitos estudados, pesados e satisfeitos. Por mais sublime e irresistível que seja a beleza do primeiro Mashriqu’l-Adhkar do Ocidente, e majestosas as suas dimensões; por incomparável que seja sua arquitetura e de inestimável valor os ideais e as aspirações simbolizados, ele, contudo, deve ser considerado, presentemente, como nada mais que um instrumento para a mais efetiva propagação da Causa e a mais vasta difusão de seus ensinamentos. Neste respeito, deve ser visto à mesma luz que as instituições administrativas da Fé, as quais são designadas como veículos para a devida disseminação de seus ideais, princípios e verdades.
É, pois, aos requisitos do Plano Setenial relativos ao ensino, que a comunidade dos crentes americanos deve, doravante, dirigir sua atenção cuidadosa e constante. A comunidade inteira deve levantar-se, como se fosse um só homem, para satisfazer esses requisitos. Nunca se deve pensar que seja incumbência exclusiva, ou privilégio próprio, das instituições administrativas bahá’ís – quer sejam assembléias ou comitês – a tarefa de ensinar a Causa de Deus, proclamar suas verdades, defender seus interesses, mostrar por palavras, bem como por ações, o quanto ela é indispensável; provar sua potência e sua universalidade. Incumbe a todos participarem, por mais humilde que seja sua origem, por mais limitada sua experiência ou restritos seus recursos; ainda que seja deficiente sua educação, prementes suas responsabilidades e preocupações e desfavorável o ambiente em que vivem. “Deus”, revelou, inequivocamente, o próprio Bahá’u’lláh, “prescreveu a cada um o dever de ensinar Sua Causa”. “Dizei”, escreveu Ele ainda, “Ensinai a Causa de Deus, ó povo de Bahá, pois Deus prescreveu a cada um o dever de proclamar Sua Mensagem, e considera isto o mais meritório de todos os atos”.
Uma posição alta, prestigiosa, nas fileiras da comunidade, conferindo, de fato, aquele que a ocupa, certos privilégios e prerrogativas, investe-o, sem dúvida, de um cargo diante do qual ele não pode, com hora, recuar, em seu dever de ensinar e promover a Fé Divina. É possível que, em algumas ocasiões, embora não invariavelmente, tal posição crie maiores oportunidades e forneça melhores facilidades para difundir o conhecimento desta Fé e ganhar defensores para suas instituições. Não acarreta, necessariamente, porém, sob quaisquer circunstâncias, o poder de exercer maior influência sobre as mentes e os corações daqueles a quem é apresentada esta Fé. Quantas vezes – e a história dos primeiros anos da Fé em sua terra natal oferece muitos testemunhos impressionantes – os mais humildes adeptos da Fé, sem instrução ou experiência alguma, sem o mínimo prestígio e, em alguns casos, destituídos de inteligência, têm podido ganhar vitórias para sua Causa, diante das quais empalideceram as mais brilhantes realizações dos letrados, dos sábios e dos experientes.
“Pedro”, atestou ‘Abdu’l-Bahá, “segundo a história da Igreja, também não podia saber qual era o dia da semana. Sempre que ele decidia ir pescar, amarrava seu alimento para a semana em sete pacotes, e cada dia comia um deles e, ao chegar no sétimo, sabia que era o sábado e então o observava”. Se o Filho do Homem tinha o poder de infundir num instrumento aparentemente tão rude e incapaz tal potência que, nas palavras de Bahá’u’lláh, vez “os mistérios da sabedoria e da expressão manarem de seus lábios”, exaltando-o acima dos outros de Seus discípulos e tornando-o digno de ser Seu sucessor e o fundador de Sua Igreja, quanto mais não poderá o Pai, que é Bahá’u’lláh, capacitar o mais débil e insignificante dentre Seus seguidores para realizar, na execução de Seu desígnio, tais maravilhas que as mais poderosas façanhas de até o primeiro apóstolo de Jesus Cristo se afigurariam pequenas em comparação!
“O Báb” – escreveu ainda ‘Abdu’l-Bahá – “disse – Se uma pequenina formiga desejasse, neste dia, possuir tal poder que a capacitasse a desvendar as passagens mais abstratas e complexas do Corão, seu desejo, sem dúvida, seria satisfeito, já que o mistério do poder eterno vibra dentro do mais íntimo ser de todas as coisas criadas. – Se tão imponente criatura pode ser dotada de uma capacidade tão sutil, quanto mais eficaz não deve ser o poder libertado através das generosas efusões da graça de Bahá’u’lláh!”
O campo, em verdade, é de tal imensidão, o período é tão crítico, a Causa de tamanha grandeza, os trabalhadores tão poucos, o tempo tão curto e o privilégio de tão inestimável valor, que nenhum seguidor da Fé de Bahá’u’lláh, que seja digno de ser chamado por Seu Nome, pode hesitar por um momento. Aquela Força oriunda de Deus, irresistível em seu poder predominante, de incalculável potência, imprevisível quanto a seu curso, misteriosa em sua operação e aterradora em suas manifestações – uma Força que, segundo escreveu o Báb, “vibra dentro do mais íntimo ser de todas as coisas criadas”, e que, segundo Bahá’u’lláh, através de sua “influência vibrante”, “perturbou o equilíbrio do mundo e revolucionou sua vida ordenada” – tal Força, agindo mesmo como uma espada de dois gumes, está, diante de nossos próprios olhos, por um lado, cortando os laços antiqüíssimos que há séculos seguram a estrutura da sociedade civilizada e, por outro, soltando os grilhões que até agora prendem a Fé de Bahá’u’lláh recém-nascida e ainda não emancipada. Os crentes americanos, no momento atual, devem levantar-se e aproveitar plena e corajosamente as oportunidades, nem sonhadas, que lhes são oferecidas através da operação dessa Força. “As santas realidades da Assembléia no alto”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “ardentemente desejam neste dia, no mais excelso Paraíso, regressar a este mundo, para que sejam ajudados a prestar algum serviço ao limiar da Beleza de Abhá e demonstrar sua dedicação a Seu sagrado Limiar”.
Um mundo que obscurece à medida que a luz da religião persistentemente se esvai, intumescido com as forças explosivas de um nacionalismo cego e triunfante; chamuscado pelos fogos da impiedosa perseguição, quer racial ou religiosa; iludido pelas teorias e doutrinas falsas que ameaçam substituir a adoração a Deus e a santificação de Suas leis; enervado por um materialismo desenfreado, brutal; desintegrando-se através da influência corrosiva da decadência moral e espiritual; enredado na maranha da anarquia e lutas econômicas – tal é o espetáculo que se apresenta aos olhos dos homens, em conseqüência das mudanças de vasto alcance que esta Força transformadora, ainda na etapa inicial de sua operação, está produzindo na vida do planeta inteiro.
Tão triste e comovente espetáculo – que deve confundir todo observador inconsciente dos propósitos, das profecias e promessas de Bahá’u’lláh – longe de incutir consternação nos corações de Seus adeptos ou de lhes paralisar os esforços, só lhes pode aprofundar a fé, aumentar o entusiasmo e a ansiedade de se levantarem e demonstrarem no vasto campo que lhes foi delineado pela pena de ‘Abdu’l-Bahá, sua capacidade para desempenharem seu papel na tarefa da redenção universal proclamada por Bahá’u’lláh. Todo instrumento no maquinismo administrativo que eles, no decorrer de vários anos, tão laboriosamente erigiram, deve ser plenamente utilizado e subordinado ao fim para o qual foi criado. O Templo, aquela admirável personificação de tão raro espírito de abnegação, deve também ser obrigado a desempenhar o seu papel e contribuir com a sua parte na campanha de ensino planejada para abraçar todo o Hemisfério Ocidental.
As oportunidades que a turbulência da época atual apresenta – com todas as tristezas por ela causadas, os receios excitados, a desilusão produzida, as perplexidades criadas, a indignação que ela incita, a revolta que provoca, os agravos que engendra, o espírito de busca insaciável que desperta – devem, semelhantemente, ser aproveitadas a fim de difundir por toda parte o conhecimento do poder redentor da Fé de Bahá’u’lláh e alistar novos recrutas no sempre-crescente exército de Seus seguidores. É possível que nunca mais ocorra tão preciosa oportunidade, tão rara combinação de circunstâncias favoráveis. Agora é o tempo, o tempo determinado, para os crentes americanos, a vanguarda das hostes do Nome Supremo, proclamarem, através dos instrumentos e canais de uma Ordem Administrativa especialmente designada, sua capacidade e sua disposição para salvar uma geração caída e penosamente atribulada, que rebelou contra seu Deus e desatendeu as Suas advertências, e para lhe oferecer aquela segurança completa que somente as cidadelas de sua Fé podem prover.
A campanha de ensino, inaugurada em todos os Estados da República Norte-americana e em todo o Domínio do Canadá, adquire, pois, uma importância e se investe de uma urgência que não podem ser exageradas. Tendo sido iniciado seu curso através das energias liberadas pelo Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, e passando rapidamente pelo Hemisfério Ocidental, mediante a força propulsora que ela está gerando, essa campanha deve prosseguir, eu sinto, de conformidade com certos princípios designados a assegurar-lhe eficiente direção e acelerar a realização de seu objetivo.
Os que participam de tal campanha – quer seja em capacidade de organizadores ou como trabalhadores a cujo cuidado foi entregue a execução da própria tarefa – devem, como preliminar essencial ao desempenho de seus deveres, familiarizar-se completamente com os vários aspectos da história e dos ensinamentos de sua Fé. Em seus esforços para realizarem este objetivo, devem estudar por si próprios, conscienciosa e meticulosamente, a literatura de sua Fé, aprofundarem-se em seus ensinamentos, assimilarem suas leis e seus princípios, ponderarem suas admoestações, doutrinas e finalidades, decorarem certas de suas exortações e preces, assenhorearem-se dos essenciais de sua administração e conservarem-se ao par de seus problemas correntes e de seus mais recentes desenvolvimentos. Devem tentar obter, de fontes autorizadas e imparciais, um conhecimento são da história e dos preceitos do islã – origem e antecedente de sua Fé – e, reverentemente e com espírito expurgado das idéias preconcebidas, aproximar-se do estudo do Corão, o qual, excetuando-se só as sagradas escrituras das Revelações Babís e Bahá’í, constitui o único Livro que pode ser considerado um Repositório absolutamente autêntico da Palavra de Deus. Devem dedicar especial atenção ao exame daquelas instituições e circunstâncias diretamente ligadas à origem e nascimento de sua Fé, à posição que seu Precursor atribui a si próprio e às leis reveladas pelo seu Autor.
Tendo atingido, essencialmente, estes requisitos do sucesso no campo do ensino, eles devem – sempre que pensam em empreender alguma missão específica nos países da América Latina – esforçar-se, quando praticável, para adquirirem certa proficiência nos idiomas falados pelos habitantes daqueles países e algum conhecimento de seus costumes, hábitos e perspectiva. “Os instrutores que vão àquelas regiões”, ‘Abdu’l-Bahá, referindo-se às repúblicas da América Central, escreveu numa das Epístolas do Plano Divino, “devem conhecer a língua espanhola”. “Um grupo que fala seus idiomas...” escreveu Ele em outra Epístola, “deve volver-se em direção aos três grandes grupos de ilhas do Oceano Pacífico e viajar por toda parte delas”. “Os instrutores viajando em diversas direções”, declara Ele ainda, “devem conhecer a língua do país em que entrarão. Uma pessoa proficiente na língua japonesa, por exemplo, pode viajar ao Japão, ou uma conhecendo o idioma chinês pode apressar-se para a China, e assim por diante”.
Nenhum participante nessa campanha interamericana de ensino deve achar que a iniciativa para qualquer atividade especial relacionada com esse trabalho tenha de depender unicamente daquelas entidades, sejam Assembléias ou comitês cujo cargo peculiar é o de promover e facilitar a consumação desse objetivo vital do Plano Setenial. É o inescapável dever de todo crente americano, como leal fideicomissário do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, iniciar, promover e consolidar, dentro dos limites fixados pelos princípios administrativos da Fé, qualquer atividade que julgue conveniente iniciar para a promoção do Plano. Nem a situação mundial, tão ameaçadora, nem qualquer consideração de uma falta de recursos materiais, de preparo mental, de conhecimentos ou de experiência – por mais desejáveis que estes sejam – deveria impedir um prospectivo instrutor pioneiro de se levantar independentemente e por em movimento as forças que, uma vez libertadas – assegura-nos ‘Abdu’l-Bahá repetidas vezes – atrairão, assim como um ímã, a ajuda prometida e infalível de Bahá’u’lláh. Que ele não espere quaisquer instruções ou qualquer encorajamento especial por parte dos representantes eleitos de sua comunidade, nem seja detido por quaisquer obstáculos que parentes ou concidadãos possam querer por em seu caminho, nem se importe com a censura de seus críticos ou inimigos. “Sê irrestrito como o vento”, é o conselho de Bahá’u’lláh a cada um que deseja difundir a Sua Causa, “enquanto levares a Mensagem Daquele que fez despontar a aurora da Guia Divina. Considera como o vento, fiel àquilo que Deus ordenou, sopra sobre todas as regiões da Terra, estejam habitadas ou desoladas. Nem a aparência da desolação, nem as evidências da prosperidade, lhe podem causar dor ou prazer. Sopra em todas as direções, segundo mandado pelo seu Criador”. “E quando ele resolver partir de seu lar, em prol da Causa de seu Senhor”, Bahá’u’lláh, referindo-se a tal instrutor, revelou em outra passagem, “que ponha toda a sua confiança em Deus, como a melhor preparação para sua viagem, e se adorne com as vestes da virtude... Se ele estiver aceso com o fogo de Seu amor, se renunciar todas as coisas criadas, as palavras por ele pronunciadas incendiarão todos aqueles que o ouvirem”. Destemido diante de qualquer empecilho com o qual amigo ou inimigo lhe possa obstruir o caminho, quer incônscia ou deliberadamente, ele, tendo por sua própria iniciativa resolvido levantar-se em resposta ao chamado para o ensino, deve considerar cuidadosamente todos os meios de acesso que possa utilizar em suas tentativas pessoais de captar a atenção, manter o interesse e aprofundar a fé dos que ele procura levar para o aprisco de sua Fé. Que estude as possibilidades oferecidas pelas circunstâncias peculiares em que vive, avaliando-lhes as vantagens e vindo a utilizá-las inteligente e sistematicamente para a realização do objetivo que ele tem em mira. Que também tente desenvolver tais métodos como associação a clubes, exibições e sociedades, conferências sobre assuntos relacionados aos ensinamentos e ideais de sua Causa, tais como temperança, moralidade, assistência social, tolerância religiosa e racial, cooperação econômica, islã e religiões comparativas, ou participação em organizações e empreendimentos sociais, culturais, humanitárias e educacionais, que ele, enquanto salvaguardar a integridade de sua Fé, verá lhe abrirem uma multidão de caminhos e meios pelos quais poderá alistar sucessivamente a simpatia, o apoio e, finalmente, a lealdade daqueles com quem ele entra em contato. Enquanto está fazendo estes contatos, ele deve ter sempre em mente o que a Fé lhe exige constantemente, a saber: preservar a dignidade e posição da Fé, salvaguardar a integridade de suas leis e seus princípios, demonstrar sua amplitude e sua universalidade e defender destemidamente seus múltiplos interesses vitais. Que ele considere o grau de receptividade mostrado pelo seu ouvinte e decida para si qual é o método de ensino conveniente, o direto ou o indireto, para poder fazer o inquiridor perceber a importância vital da Mensagem Divina e persuadí-lo a partilhar do destino daqueles que já a abraçaram. Que ele se lembre do exemplo dado por ‘Abdu’l-Bahá e de Sua constante exortação a mostrar tanta bondade ao inquiridor, e a tal ponto exemplificar o espírito dos ensinamentos que espera lhe instilar, que esse inquiridor seja impelido, espontaneamente, a identificar-se com a Causa que incorpora tais ensinamentos. Que ele, de início, se abstenha de insistir sobre a importância de tais leis e práticas que pudessem impor uma pressão demasiado severa sobre a fé há pouco despertada no inquiridor, e se esforce para nutri-lo com paciência e tato, porém com determinação, até que atinja plena maturidade, e ajudá-lo a proclamar sua aquiescência incondicional em tudo o que haja sido ordenado por Bahá’u’lláh. Logo que esta etapa tenha sido atingida, que ele o apresente ao grupo de seus companheiros de crença e procure, mediante constante associação e viva participação nas atividades locais de sua comunidade, capacitá-lo a contribuir com sua parte no enriquecimento da vida dessa comunidade, lhe promovendo as tarefas, consolidando os interesses e coordenando as atividades com as de suas comunidades irmãs. Que não se contente antes de haver infundido em seu filho espiritual tão profundo desejo que o impele a levantar-se independentemente, por sua vez, e devotar suas energias à tarefa de ressuscitar as outras almas e sustentar as leis e os princípios estabelecidos pela sua Fé há pouco abraçada.
Que cada um que participar na campanha continental iniciada pelos crentes americanos – em particular, aqueles ocupados em trabalho de pioneiros em territórios virgens – tenha sempre em mente a necessidade do contato estreito e constante com aquelas entidades responsáveis, incumbidas de dirigir, coordenar e facilitar as atividades de ensino da comunidade inteira. Quer seja o corpo de seus representantes eleitos nacionais, ou sua principal instituição auxiliar, o Comitê Nacional de Ensino, ou seus órgãos subsidiários, os comitês regionais de ensino, ou as Assembléias Espirituais locais e seus respectivos comitês de ensino – àqueles que labutam pela difusão da Causa de Bahá’u’lláh compete, mediante o constante intercâmbio de idéias, por cartas, circulares, relatórios, boletins e outros meios de comunicação com esses instrumentos estabelecidos que foram designados para a propagação da Fé, assegurar o eficiente e rápido funcionamento do maquinismo de ensino instituído pela sua Ordem Administrativa. Assim serão evitadas, completamente, confusão, demora, duplicação de esforços, dissipação de energia, enquanto o poderoso fluxo da graça de Bahá’u’lláh, manando abundantemente e sem a mínima obstrução, através desses veículos essenciais, a tal ponto inundará os corações e as almas dos homens que os capacitará a produzir a colheita predita repetidamente por ‘Abdu’l-Bahá.
A cada um que participa nesse esforço em conjunto – esforço esse sem precedentes nos anais da comunidade bahá’í americana – cabe a obrigação espiritual de fazer do mandato do ensino, ao qual todos se vêem tão vitalmente comprometidos, a preocupação que a tudo supera em sua vida. Em suas atividades e contatos diários, em todas as suas viagens, quer de negócios ou para outros fins, em suas férias e passeios, e em qualquer missão que ele possa ser chamado para empreender, todo portador da Mensagem de Bahá’u’lláh deve considerar que não é somente uma obrigação, mas também um privilégio, espalhar por toda parte as sementes de Sua Fé, contentando-se com saber sempre que – não importa qual seja a resposta imediata àquela Mensagem, e por mais inadequado que seja o veículo que a transmitiu – o poder de seu Autor, segundo a Sua determinação, fará com que aquelas sementes germinem e, em circunstâncias que ninguém pode prever, enriqueçam a colheita que há de recompensar o labor de Seus seguidores. Se ele é membro de alguma Assembléia Espiritual, que anime a sua Assembléia a consagrar certa parte de seu tempo, em cada uma de suas sessões, à fervorosa consideração, em atitude de prece, de tais métodos e meios que possam promover a campanha do ensino ou fornecer quaisquer recursos que estejam disponíveis para seu progresso, sua extensão e sua consolidação. Se ele assistir sua escola de verão – e com cada um, sem exceção, se insta para que aproveite da oportunidade de assistí-la – deverá considerar essa ocasião uma grata e preciosa oportunidade para enriquecer, através de conferências, estudo e ventilação de idéias, seu conhecimento das bases de sua Fé de tal forma que possa transmitir com maior confiança e efetividade, a Mensagem que foi entregue a seu cuidado. Ainda mais, sempre que lhe for praticável, que procure por meio de visitas entre as comunidades, estimular o zelo pelo ensino e demonstrar aos não-bahá’ís o fervor e a vigilância daqueles que promovem sua Causa e a unidade orgânica de suas instituições.
Se algum dos participadores nessa cruzada – a qual abrange todas as raças, todas as repúblicas, classes e seitas de todo o Hemisfério Ocidental – se sentir impelido, que ele se levante e, de acordo com as circunstâncias, dirija sua especial atenção às raças negra, indígena, esquimó e judia e, finalmente, conquiste sua adesão incondicional à sua Fé. Não há serviço mais louvável e meritório que possa ser prestado à Causa de Deus, na hora atual, do que um esforço bem sucedido para realçar a diversidade dos membros da comunidade bahá’í americana pelo alistamento dos membros dessas raças, que viriam a aumentar as fileiras da Fé. A fusão desses altamente diferenciados elementos da espécie humana – harmoniosamente entretecidos na estrutura de uma fraternidade bahá’í que a tudo abrange, assimilados através dos processos dinâmicos de uma Ordem Administrativa divinamente instituída e contribuindo, cada qual, com seu quinhão, para o enriquecimento e a glória da vida da comunidade bahá’í – é, seguramente, uma realização que deve acalentar e extasiar todo coração bahá’í que a contemplar. “Considerai as flores de um jardim”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá. “Embora difiram em espécie, em cor e formato, não obstante, desde que sejam refrescadas pelas águas de uma só nascente, ressuscitadas pelo sopro do mesmo sol, tal diversidade lhes realça o encanto e aumenta a beleza. Quanto desagradaria à vista, se todas as plantas, as folhas e frutos, os ramos e as árvores daquele jardim fossem do mesmo formato e da mesma cor! A diversidade de matizes e formato enriquece e adorna o jardim, realçando seu efeito. Outrossim, quando várias nuanças de pensamento, temperamento e caráter forem reunidas sob o poder e a influência de um agente central, a beleza e a glória da perfeição humana serão reveladas, tornar-se-ão manifestas. Nada senão a potência celestial da Palavra de Deus, a qual governa e transcende a realidade de todas as coisas, é capaz de harmonizar os pensamentos, sentimentos, idéias e convicções divergentes dos filhos dos homens”. “Espero” – assim expressa ‘Abdu’l-Bahá Seu desejo – “que possais tornar gloriosa aquela raça (negra) espezinhada, fazendo-a unir-se à raça branca em serviço ao mundo humano com a máxima sinceridade, fidelidade, amor e pureza”. “Uma das questões importantes”, escreve Ele também, “que afetam a unidade e a solidariedade do gênero humano, é a associação e igualdade entre as raças brancas e de cor.” “Deveis dar grande importância”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá nas Epístolas do Plano Divino, “aos índios, os aborígines da América. Pois essas almas podem ser comparadas aos antigos habitantes da Península Árabe, os quais, antes da Revelação de Maomé, eram como selvagens. Ao irradiar-se em seu meio a Luz maometana, incendiaram-se a tal ponto que derramaram iluminação sobre o mundo. Do mesmo modo, fossem esses índios educados e devidamente orientados, eles, sem dúvida, se tornariam tão esclarecidos que toda a terra seria iluminada.” “Se for possível”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá também, “mandai instrutores às outras partes do Canadá; semelhantemente, enviai instrutores à Groelândia e à terra dos esquimós”. “Deus permitindo”, escreveu Ele ainda, nessas mesmas Epístolas, “o chamado do Reino alcançará os ouvidos dos esquimós... Se fizerdes um esforço, para que as fragrâncias de Deus sejam difundidas entre os esquimós, seu efeito será muito grande e de vasto alcance”. “Louvado seja Deus”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “tudo o que foi anunciado nas Abençoadas Epístolas aos israelitas e explicitamente escrito nas cartas de ‘Abdu’l-Bahá está sendo cumprido. Algumas coisas já se realizaram; outras serão reveladas no futuro. A Beleza Antiga escreveu explicitamente em Suas sagradas Epístolas que o tempo de seu rebaixamento já terminou. Sua bondade abrigá-los-á; essa raça progredirá dia a dia e será livrada da obscuridade e degradação seculares.”
Àqueles que ocupam postos administrativos em sua capacidade de membros da Assembléia Espiritual Nacional, ou dos comitês de ensino nacionais, regionais ou locais, incumbe lembrarem-se continuamente da urgente e vital necessidade de assegurarem, dentro do mais breve período possível, a formação, nos poucos Estados restantes da República norte-americana e nas províncias do Canadá, de grupos, ainda que sejam pequenos e rudimentares, e de fornecerem toda facilidade dentro de seu alcance para capacitar esses núcleos recém-formados a evoluírem, rapidamente e sob diretrizes sãs, até se tornarem Assembléias funcionando devidamente, auto-suficientes e reconhecidas. Ao lançamento de tais alicerces, à ereção de tais postos avançados – uma tarefa que se admite ser árdua, embora de urgente necessidade a altamente inspiradora – os membros individuais da comunidade bahá’í americana devem prestar seu apoio irrestrito, contínuo e entusiástico. Por mais sábias que sejam as medidas que seus representantes eleitos possam planejar, e por mais práticos e bem-concebidos os planos que formulem, tais medidas e planos jamais produzirão resultados satisfatórios, a não ser que um número suficiente de pioneiros tenha resolvido fazer os sacrifícios necessários e se tenha oferecido como voluntários para executarem esses projetos. Implantar, uma vez por todas, a bandeira de Bahá’u’lláh no coração desses territórios virgens, erigir a base estrutural de Sua Ordem Administrativa nas cidades e aldeias desses territórios e estabelecer um ancoradouro firme e permanente para suas instituições nas mentes e nos corações dos habitantes – isto, creio firmemente, constitui o primeiro e o mais significativo passo nas etapas sucessivas pelas quais a campanha de ensino, inaugurada sob o Plano Setenial, há de passar. Enquanto a ornamentação externa do Mashriqu’l-Adhkar, segundo esse mesmo Plano, já entrou na fase final de seu desenvolvimento, a campanha de ensino está ainda em suas etapas iniciais, estando longe de haver estendido suas ramificações efetivamente ou a esses territórios virgens ou àquelas Repúblicas situadas no continente sul-americano. O esforço exigido é prodigioso, as condições nas quais esses passos preliminares devem ser dados são, muitas vezes, pouco atraentes, ou são desfavoráveis; é limitado o número dos que estejam em condições para empreender tias tarefas e são escassos e inadequados os recursos a seu dispor. E, no entanto, quantas vezes a pena de Bahá’u’lláh nos tem assegurado que “se um homem, completamente só, se levantar em nome de Bahá e vestir a armadura de Seu amor, o Todo-poderoso torná-lo-á vitorioso, ainda que as forças da terra e do céu se dispuserem contra ele”. E não escreveu Ele as seguintes palavras? – “Por Deus, além do qual não há outro Deus! Se alguém se levantar para o triunfo de Nossa Causa, Deus o fará vitorioso, embora dezenas de milhares de inimigos se aliarem contra ele. E se seu amor por mim se tornar mais forte, Deus estabelecerá sua ascendência sobre todos os poderes da Terra e do céu”. “Considerai o trabalho das gerações anteriores”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá. “Durante o tempo de vida de Jesus Cristo, as almas crentes, firmes, eram poucas, de número limitado, mas as bênçãos celestiais desceram tão abundantemente que, dentro de alguns anos, almas em conta entraram na sombra do Evangelho. Deus disse no Corão: “Um grão produzirá sete feixes, e cada feixe conterá cem grãos”. Em outras palavras, um só grão tornar-se-á setecentos e, se Deus assim determinar, Ele dobrará estes, também. Muitas vezes tem acontecido que uma só alma abençoada se tornou a causa de ser guiada uma nação. Agora não devemos considerar nossa habilidade e capacidade, mas sim, nestes dias, fixar nosso olhar nos favores e graças de Deus, quem fez da gota, um mar e, do átomo, um sol”. Aqueles que resolverem ser os primeiros a içar o estandarte desta Causa, sob tais condições e em tais territórios, deverão nutrir suas almas com o poder sustentador destas palavras e, “vestindo a armadura de Seu amor”, um amor que há de “tornar-se mais forte” enquanto perseverarem em sua tarefa solitária, levantar-se para adornarem, com a relação de suas façanhas, as mais brilhantes páginas já escritas na história espiritual de seu país.
“Embora”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá nas Epístolas do Plano Divino, “na maioria dos Estados e cidades dos Estados Unidos – louvado seja Deus – Suas fragrâncias tenham sido difundidas e inúmeras almas estejam volvendo as faces para o Reino de Deus e se aproximando Dele, o Estandarte da Unidade em alguns dos Estados, entretanto, não foi içado devidamente, nem foram desvendados os mistérios dos Livros Sagrados, como a Bíblia, o Evangelho e o Corão. Pelos esforços reunidos de todos os amigos, o Estandarte da Unidade há de ser desfraldado necessariamente, naqueles Estados, e os Ensinamentos Divinos devem ser promovidos, de modo que esses Estados, também, recebam sua parte das graças celestiais e um quinhão da Guia Suprema”. “O futuro do Domínio do Canadá”, declarou Ele, em outra Epístola do Plano Divino, “é muito grande e os acontecimentos que lhe serão relacionados, infinitamente gloriosos. O olhar da misericórdia de Deus lhe será dirigido e esse país há de se tornar a manifestação dos favores do Todo-Glorioso”. “Outra vez, repito”, diz Ele na mesma Epístola, corroborando Sua afirmação anterior, “que o futuro do Canadá, quer seja do ponto de vista material, ou espiritual, é muito grande”.
O Despertar da América Latina
Logo que for dado esse passo inicial, envolvendo a formação de pelo menos um núcleo em cada um desses Estados e províncias virgens do continente norte-americano, o maquinismo para uma tremenda intensificação dos esforços reunidos dos bahá’ís deverá ser posto em movimento, tendo em mira reforçar as nobres tentativas que apenas poucos crentes isolados estão fazendo atualmente para despertarem as nações da América Latina ao chamado de Bahá’u’lláh. Antes de se haver entrado nessa segunda fase da campanha de ensino, segundo o Plano Setenial, não se pode considerar que a campanha esteja em pleno desenvolvimento, nem que o próprio Plano tenha atingido a etapa mais decisiva de sua evolução. Tão poderosas serão as efusões de graça divina que emanarão sobre uma comunidade valorosa, que já na esfera administrativa erigiu seu Edifício principal, em toda a glória de sua ornamentação exterior, e, no campo de ensino, erguer a bandeira de sua Fé em todos os Estados e províncias do continente norte-americano – tão grandes serão essas efusões, que seus membros ficarão atônitos diante das evidências de seu poder regenerador.
O Comitê Interamericano, nesta etapa, ou, melhor, mesmo antes de entrar nela, deve elevar-se ao nível de suas oportunidades e exibir um vigor, uma dedicação e um espírito empreendedor que sejam proporcionais às responsabilidades que ombreou. Não se deve esquecer, nem por um momento, que a América Central e a América do Sul abrangem nada menos de vinte nações independentes, constituindo aproximadamente um terço do número total dos Estados soberanos do mundo, e que são destinadas a desempenhar um papel cada vez mais importante na determinação do futuro destino do mundo. À medida que o mundo se contrai, tornando-se uma só vizinhança, e os destinos de suas raças, nações e povos ficam inextricavelmente entretecidos, a distância desses Estados do Hemisfério Ocidental esvaece e as possibilidades latentes em cada um deles se torna cada vez mais evidente.
Quando tiver sido alcançada essa segunda etapa no desenvolvimento progressivo das atividades e dos empreendimentos de ensino, de acordo com o Plano Setenial, e o maquinismo necessário para seu prosseguimento tiver principiado a funcionar, os crentes americanos, os intrépidos pioneiros desse poderoso movimento, guiados pela infalível luz de Bahá’u’lláh e estritamente de acordo com o Plano elaborado por ‘Abdu’l-Bahá, seguindo as diretrizes de sua Assembléia Espiritual Nacional e confiantes de receberem o auxílio do Comitê Interamericano, deverão iniciar uma ofensiva contra os poderes das trevas, da corrupção e da ignorância – uma ofensiva que há de se estender até os mais remotos confins do continente sulino e abranger dentro de seu âmbito as vinte nações que o compõem.
Que alguns, neste momento, se preparem para envidar esforços, fujam de suas cidades e estados natais, abandonem seu país e, “pondo toda a sua confiança em Deus como a melhor preparação para sua viagem”, volvam suas faces e dirijam seus passos para aqueles climas distantes, aqueles campos virgens, aquelas cidades que ainda não se renderam, e devotem suas energias à conquista das cidadelas dos corações dos homens – corações que, como Bahá’u’lláh escreveu, “as hostes da Revelação e da expressão podem subjugar”. Que não demorem até que seus colaboradores tenham passado a primeira etapa em sua campanha de ensino, mas, antes, desde esta hora presente, se levantem para inaugurar a fase inicial daquilo que virá a ser considerado um dos mais gloriosos capítulos da história internacional de sua Fé. Devem, desde mesmo o princípio, “ensinar a si próprios, a fim de que suas palavras atraiam os corações de seus ouvintes”. Devem considerar o triunfo de sua Fé seu “objetivo supremo”. Não devem “considerar o tamanho, se é grande ou pequeno o receptáculo”, que transporta a medida de graça que Deus faz emanar nesta era. Que eles “se desembaracem de toda ligação a este mundo e suas vaidades” e, com aquele espírito de desprendimento que ‘Abdu’l-Bahá exemplificava e queria que eles emulassem, levem esses povos e países diversos à lembrança de Deus e de Seu Manifestante Supremo. Seja Seu amor um “depósito de tesouro para suas almas” no dia em que “todo pilar haverá de tremer, quando as próprias peles dos homens se arrepiarão, quando todos os olhos arregalar-se-ão de terror”. Que suas “almas ardam com a flama do Fogo imorredouro aceso no âmago do coração do mundo, de tal modo que as águas do universo não tenham o poder de lhe diminuir o ardor”. Que sejam “irrestritos como o vento”, ao qual “nem o espetáculo da desolação nem as evidências da prosperidade podem causar dor ou prazer”. Eles devem “libertar suas línguas e proclamar incessantemente a Sua Causa”. Devem “proclamar o que o Espírito Supremo os inspirará a pronunciar no serviço à Causa de seu Senhor”. Devem “guardar-se de contenda com qualquer pessoa; antes devem esforçar-se para torná-la consciente da verdade, com maneiras bondosas e a mais convincente exortação”. Que eles “inteiramente por amor a Deus, proclamem a Sua Mensagem e, nesse mesmo espírito, aceitem qualquer resposta que suas palavras possam evocar em seus ouvintes”. Que não se esqueçam, nem por um momento, de que o “Espírito Fiel os fortalecerá com seu poder” e que “uma companhia de Seus anjos eleitos sairá com eles, assim como ordenados por Aquele que é o Onipotente, Aquele que possui toda sabedoria”. Que tenham sempre em mente “como é grande a bem-aventurança que espera aqueles que tiverem atingido a honra de servir o Todo-poderoso”, e se lembrem que “esse serviço é, em verdade, o príncipe de todos os bons atos e o ornamento de cada boa ação”...
E, finalmente, que estas comovedoras palavras de Bahá’u’lláh estejam sempre em seus lábios enquanto prosseguirem seu curso por toda a vasta extensão do continente sul-americano – um consolo para seus corações, uma luz em seu caminho, acompanhando-os em sua solidão e dando-lhes um apoio diário em suas viagens: “Ó caminhante na senda de Deus! Toma tu teu quinhão do oceano de Sua graça e não te prives das coisas que jazem ocultas em suas profundezas... Uma gota de orvalho deste oceano, se fosse difundida sobre todos os que se acham nos céus e na Terra, seria suficiente para enriquecê-los com a graça de Deus, o Onipotente, o Onisciente, O que possui toda sabedoria. Com as mãos da renúncia, tira das suas águas vivificadoras e esparge-as sobre todas as coisas criadas, para que sejam purificadas de todas as limitações feitas pelo homem e se possam aproximar do poderoso assento de Deus, este Lugar sagrado e resplandecente. Não te entristeças se somente tu o fizeres. Que Deus te seja todo-suficiente... Proclama a Causa de teu Senhor a todos os que estão nos céus e sobre a Terra. Se algum homem responder a teu chamado, expõe diante dele as pérolas da sabedoria do Senhor, teu Deus, as quais seu Espírito fez descer sobre ti, e sê dos que verdadeiramente crêem. E se alguém rejeitar tua oferta, afasta-te dele e põe tu confiança no Senhor de todos os mundos. Pela retidão de Deus! Se alguém abrir os lábios neste dia e fizer menção do nome de seu Senhor, sobre ele as hostes da inspiração divina haverão de descer do céu de meu nome, o Onisciente, O que possui toda sabedoria. Sobre ele descerá também a Assembléia das alturas, cada um erguendo altamente um cálice de pura luz. Assim foi pré-destinado no domínio da Revelação de Deus, a mandado Daquele que é o Todo-Glorioso, o Poderosíssimo”.
Que também estas palavras de ‘Abdu’l-Bahá, colhidas das Epístolas do Plano Divino, ressoem em seus ouvidos quando eles, confiantes e intrépidos, partirem em Sua missão: “Ó vós, apóstolos de Bahá’u’lláh! Que minha vida vos seja oferecida em holocausto! Vede os portais que Bahá’u’lláh abriu diante de vós! Considerai que grau elevado, sublime, vos é destinado; de que incomparáveis graças fostes dotados”. “Meus pensamentos dirigem-se a vós e meu coração transporta-se com vossa menção. Pudésseis vós saber quanto minh’alma se extasia com vosso amor, tão grande felicidade vos inundaria os corações que ficaríeis enamorados uns dos outros”. “A plenitude de vosso sucesso não foi ainda revelada, nem se apreendeu sua significação. Dentro em breve, com vossos próprios olhos, vereis como cada um de vós irradiará brilhantemente, assim como uma estrela esplendorosa, no firmamento de vosso país, a luz da Guia Divina e concederá a seu povo a glória de uma vida eterna”. “É minha fervorosa esperança que, no futuro próximo, toda a Terra se comova e abale com os resultados de vossas realizações”. “O Onipotente conceder-vos-á, sem dúvida, o auxílio de Sua graça, investir-vos-á dos sinais de Sua grandeza e dotará vossas almas do poder sustentador de Seu Espírito Santo”. “Não vos preocupeis por ser pequeno vosso número, nem sejais oprimidos pela multidão de um mundo descrente... Esforçai-vos; vossa missão é indizivelmente gloriosa. Se o êxito coroar vosso empreendimento, a América, seguramente, evoluirá até tornar-se um centro do qual emanarão ondas de poder espiritual, e o trono do Reino de Deus, na plenitude de sua majestade e glória, será firmemente estabelecido”.
Deveria se lembrar de que a execução do Plano Setenial, no que diz respeito ao trabalho de ensino, só envolve a formação de pelo menos um centro em cada uma das Repúblicas da América Central e da América do Sul. O centenário do nascimento da Fé de Bahá’u’lláh deveria testemunhar – se o Plano já iniciado vai ter êxito – o estabelecimento, em cada um desses países, de uma base, ainda que rudimentar, sobre a qual a nascente geração de crentes americanos possa construir, nos primeiros anos do segundo século da era bahá’í. Sua será a tarefa de estender e reforças esses alicerces, no decorrer de sucessivas décadas, e fornecer a orientação, a assistência e o encorajamento necessários para que os grupos de crentes espalhados por toda parte desses países possam estabelecer Assembléias locais independentes, devidamente constituídas, e assim erigir a estrutura da Ordem Administrativa de sua Fé. A ereção de tal estrutura é primariamente a responsabilidade daqueles que, por intermédio da comunidade dos crentes norte-americanos, tenham aceito a Mensagem Divina. É uma tarefa que há de envolver – além da obrigação imediata de capacitar todo grupo a evoluir até tornar-se uma Assembléia local – a ereção do maquinismo inteiro da Ordem Administrativa, de conformidade com os princípios espirituais e administrativos que governam a vida e as atividades de toda comunidade bahá’í estabelecida no mundo inteiro. Em circunstâncias nenhumas poderá ser tolerada qualquer divergência destes princípios cardeais, claramente enunciados, incorporados e preservados nas constituições bahá’ís nacionais e locais, comuns a todas as comunidades bahá’ís. É uma tarefa, porém, que cabe àqueles que, num período posterior, deverão levantar-se para promover um trabalho que para todos os fins, ainda não foi começado efetivamente.
O Alicerce Necessário
A preparação mais sistemática para o lançamento do alicerce necessário, sobre o qual possam ser erigidas e seguramente estabelecidas as permanentes instituições nacionais e locais, é tarefa que há de exigir, muito breve, a atenção concentrada dos executores do Plano Setenial. Logo que tenham desempenhado sua obrigação imediata referente à abertura dos poucos territórios restantes nos Estados Unidos e no Canadá, deverá ser concebido um plano cuidadosamente elaborado, que visa a estabelecer esse alicerce. Como já foi exposto, as providências para esses vastos empreendimentos preliminares, cujo âmbito deverá incluir toda a área ocupada pelas Repúblicas da América Central e do Sul, constituem o próprio âmago da campanha de ensino que está sendo realizada de acordo com o Plano Setenial, e devem decidir, afinal, o seu destino. Desta campanha há de depender não só o desempenho efetivo das obrigações solenes assumidas com referência ao presente Plano, mas também o desdobramento progressivo das subseqüentes etapas essenciais à realização da visão de ‘Abdu’l-Bahá a respeito do papel que os crentes americanos são destinados a desempenhar na propagação mundial de sua Causa.
Esses empreendimentos – preliminares que são, ao trabalho árduo, organizado, pela qual futuras gerações de crentes nos países latinos deverão se distinguir – exigem, por sua vez e sem um momento de demora, da parte da Assembléia Espiritual Nacional e do Comitê Nacional de Ensino, bem como do Comitê Interamericano, investigações meticulosas preliminares à expedição de instrutores, residentes e itinerantes, que terão o privilégio de erguer o chamado do Novo Dia num continente novo.
Em meu desejo de ser útil àqueles que haverão de assumir tão tremendas responsabilidades e sofrer tão grande abnegação, só posso tentar oferecer algumas sugestões, as quais, estou confiante, serão de alguma ajuda, facilitando a execução da grande obra a ser realizada no futuro mais próximo. A esta obra – que há de constituir, quando consumada, um marco histórico de primeira importância – as energias da comunidade inteira devem ser resolutamente dedicadas. O número de instrutores bahá’ís, sejam residentes ou itinerantes, deve ser substancialmente aumentado. Os recursos materiais a serem colocados à sua disposição devem ser multiplicados e administrados eficientemente. A literatura para seu uso deve ser aumentada em vasta escala. A publicidade para lhes facilitar a distribuição dessa literatura, precisa ser estendida, ter uma organização central e prosseguir vigorosamente. Deve-se explorar com diligência as possibilidades latentes nesses países, desenvolvendo-as sistematicamente. Os vários obstáculos oriundos das condições políticas e sociais de tão grande divergência, que prevalecem nesses países, devem ser examinados atentamente e superados com determinação. Numa palavra, nenhuma oportunidade deve ser perdida, nenhum esforço poupado, para que seja lançado o alicerce mais largo e sólido possível para o progresso e desenvolvimento do maior empreendimento de ensino jamais iniciado pela comunidade bahá’í americana.
A medida principal e mais urgente a ser tomada, simultaneamente com a chegada dos trabalhadores pioneiros nessas regiões, pareceria ser a cuidadosa tradução dos importantes escritos bahá’ís referentes à história, aos ensinamentos ou à Ordem Administrativa da Fé e sua larga e sistemática disseminação, em quantidades vastas e por toda parte do maior número possível dessas Repúblicas, e nos idiomas mais convenientes e necessários. “Livros e panfletos”, escreve ‘Abdu’l-Bahá em uma das Epístolas do Plano Divino, “devem ser ou traduzidos ou compostos nos idiomas desses países e ilhas, para serem circulados em toda parte, por todos os lados”. Em países onde nenhuma objeção pode ser feita pelas autoridades civis ou em círculos influentes, essa medida deve ser reforçada pela publicação, em vários órgãos da Imprensa, de artigos e cartas cuidadosamente redigidos, com o fim de chamar a atenção do público em geral a certas feições da história comovente da Fé e ao âmbito e caráter de seus ensinamentos.
Todo trabalhador nessas regiões deve, ao meu ver – quer seja ele um instrutor itinerante ou residente – preocupar-se, principal e constantemente, em associar-se, de uma maneira amigável, com todos os setores da população, sem consideração à classe, credo, nacionalidade ou cor; em familiarizar-se com suas idéias, seus gostos e hábitos; em estudar o modo mais conveniente de se aproximar deles; em concentrar sua atenção, com paciência e tato, em alguns poucos que tenham mostrado especial capacidade e receptividade; e em esforçar-se, com bondade extrema, para implantar em seus corações tão grande amor, zelo e devoção que possam tornar-se, por sua vez, independentes e auto-suficientes promotores da Fé em suas respectivas localidades. “Associai-vos a todos os homens, ó povo de Bahá”, é a admoestação de Bahá’u’lláh, “em espírito de amizade e camaradagem. Se estais conscientes de certa verdade, se possuis uma jóia da qual outros são privados, reparti-a com eles, numa linguagem de absoluta bondade e benevolência. Se for aceita, se cumprir seu propósito, vosso objetivo será atingido. Se alguém a recusar, deixai-o e pedi a Deus que o guie. Guardai-vos de o tratardes de um modo pouco bondoso. Uma língua bondosa é o ímã dos corações dos homens. É o pão do espírito, veste de significado as palavras, é a fonte da luz da sabedoria e da compreensão”.
Um esforço, além disso, pode e deve ser feito – não só por entidades bahá’ís representativas, mas também por prospectivos instrutores e por outros crentes individuais que não tiveram o privilégio de visitar essas regiões ou de se estabelecer nesse continente – para aproveitarem toda oportunidade que se oferecer de conhecerem pessoas que sejam cidadãos desses países ou que estejam de qualquer modo relacionadas a eles, quaisquer que sejam seus empenhos ou suas profissões, e lhes despertarem um interesse genuíno. Mostrando-lhes bondade ou dando-lhes literatura ou estabelecendo com eles qualquer contato, os crentes americanos poderão lançar sementes em seus corações que talvez, futuramente, possam germinar e produzir os mais inesperados resultados. Devem ter cuidado, entretanto, em todas as ocasiões, para que, em seu zelo em promover os interesses internacionais da Fé, não frustrem seu desígnio e, por qualquer ato que pudesse ser interpretado como tentativa de fazer prosélitos ou lhes exercer indevida pressão, afastem aqueles cuja adesão à sua Causa desejam conquistar.
Apelo por Pioneiros
Eu desejaria dirigir meu apelo especialmente àqueles crentes americanos que – apesar da pressão aflitiva das múltiplas e sempre-crescentes questões de urgência com as quais eles defrontam na hora atual – achem possível estabelecer residência permanente em tais países que lhes ofereçam perspectiva razoável de ganharem a vida, qualquer que seja sua vocação ou emprego, quer seja no comércio, ou como professores, advogados, médicos, escritores, funcionários etc. Por essa ação, poderão aliviar a pressão – que sempre aumenta – sobre seu Fundo de Ensino, o qual, dentro de suas dimensões restritas, há de providenciar, quando não estiverem disponíveis de outra fonte, as despesas de viagem e outras quaisquer que o desenvolvimento desse vasto empreendimento possa acarretar. Caso não achem possível aproveitar de tão raro e sagrado privilégio, que então, lembrando-se das palavras de Bahá’u’lláh, resolvam, cada um de acordo com os meios ao seu dispor, deputar alguém a levantar-se em seu lugar e levar a efeito tão nobre empreendimento. “Concentrai vossas energias”, - são as palavras de Bahá’u’lláh – “na propagação da Fé de Deus. Quem é digno de tão alta vocação, que se levante e a promova. A quem não pode, cumpre nomear alguém que, em seu lugar, proclamará esta Revelação cujo poder fez com que os fundamentos das mais fortes estruturas tremessem, toda montanha fosse esmagada em pó e todas as almas se estarrecessem”.
Quanto àqueles que tenham podido partir de seus lares e de seu país e servir nessas regiões, quer temporária ou permanentemente, cabe-lhes um dever especial que tem de ser lembrado continuamente. Deve ser um de seus objetivos principais, por um lado, manter contato constante com o Comitê Nacional que é especificamente incumbido da promoção de seu trabalho e, por outro, cooperar por todos os meios possíveis e na maior harmonia, com seus companheiros de crença nesses países, qualquer que seja o campo em que labutem, qualquer sua posição, capacidade ou experiência. Cumprindo a primeira parte desse dever, derivarão o estímulo necessário e receberão orientação indispensável para que possam executar efetivamente a sua missão e também, através de seus relatórios enviados com regularidade a esse comitê, estarão participando à generalidade de seus companheiros de crença, as notícias dos mais recentes desenvolvimentos em suas atividades. Pelo cumprimento da segunda parte desse dever, assegurarão a eficiência uniforme, facilitarão o progresso e evitarão quaisquer incidentes que pudessem obstruir o desenvolvimento de seu empreendimento comum. A manutenção de contato estreito e relações harmoniosas entre o Comitê Interamericano, ao qual foi confiada a responsabilidade imediata de organizar uma atividade de tão vasto alcance, e os pioneiros privilegiados que estão realmente executando esse empreendimento e estendendo por toda parte as suas ramificações, bem como entre os próprios pioneiros, deveria, além de suas vantagens imediatas, dar um exemplo digno e inspirador às gerações ainda por nascerem, as quais haverão de levar avante o trabalho que está sendo iniciado presentemente, com todas as suas crescentes complexidades.
Neste tempo em que as várias restrições impostas nesses países tornam difícil que um número considerável de pioneiros bahá’ís lá estabeleça residência e ganhe a vida, seria, sem dúvida, de excepcional importância e valor se certos crentes cuja renda, embora pequena, lhes fornecesse o meio de ter uma existência independente, arranjassem as suas condições de tal forma que pudessem residir nesses países por um período indefinido. Os sacrifícios que isso acarreta, a coragem, a fé e a perseverança que exige, são, inquestionavelmente, muito grandes. Seu valor, porém, não pode ser calculado devidamente na época presente, e a recompensa a ser recebida por aqueles que manifestam tais qualidades, nunca poderá ser descrita de um modo adequado. “Os que abandonaram seu país”, – é mesmo o testemunho de Bahá’u’lláh – “a fim de ensinarem a Nossa Causa – a estes o Espírito Fiel fortalecerá através de seu poder... Por Minha vida! Nenhum ato, por grande que seja, pode se comparar com isso, a não ser tais feitos que hajam sido ordenados por Deus, o Onipotente, o Mais Poderoso. Tal serviço é, em verdade, o príncipe de todos os bons atos e o ornamento de toda boa ação”. Essa recompensa – devemos notar – não há de ser considerada uma benção puramente abstrata, reservada à vida futura, mas também um benefício tangível que tamanha coragem, fé e perseverança, tão somente, podem conferir neste mundo material. As façanhas sólidas, espirituais, bem como administrativas – realizadas no longínquo continente da Australásia e, mais recentemente, na Bulgária, por crentes representativos do Canadá e dos Estados Unidos – proclamam em termos inequívocos a natureza daqueles prêmios que, mesmo neste mundo, um heroísmo tão genuíno é destinado a ganhar. Numa passagem memorável, elogiando aqueles de Seus bem-amados que haviam “viajado através dos países em Seu Nome e para Seu louvor”, Bahá’u’lláh escreveu: “Quem tiver atingido a presença deles, ufanar-se-á de os haver conhecido, e todos os que residem em todas as terras serão Iluminados pela sua memória”.
A Parte Preponderante
Nesta altura, lembrando-me da parte tomada, desde o início da Fé no Ocidente, pelas servas de Bahá’u’lláh, em distinção aos homens, havendo elas, sozinhas, aberto tantos países, tão diversos e tão largamente espalhados sobre a superfície do globo, sinto-me impelido não somente a prestar uma homenagem a tão apostólico fervor que verdadeiramente traz à memória aqueles homens heróicos responsáveis pelo nascimento da Fé de Bahá’u’lláh, mas também a frisar a significação dessa parte tão preponderante que as mulheres do Ocidente tomaram, e estão tomando, na difusão de sua Fé no mundo inteiro. “Entre os milagres”, o próprio ‘Abdu’l-Bahá testemunhou: “que distinguem esta sagrada Era é este: que as mulheres têm manifestado uma audácia maior que a dos homens, ao alistarem-se nas fileiras da Fé”. Tão grande e esplêndido testemunho refere-se especialmente ao Ocidente e, embora tenha recebido até agora confirmação abundante e convincente, deverá, com o desenrolar dos anos, receber ainda mais reforço, enquanto os crentes americanos inaugurarem a fase mais gloriosa de suas atividades de ensino, segundo o Plano Setenial. A “audácia” que, nas palavras de ‘Abdu’l-Bahá, tem caracterizado suas façanhas no passado, não deve sofrer eclipse enquanto elas estiverem no limiar de realizações ainda maiores e mais nobres. Não, antes, no decorrer do tempo e por toda a extensão dos vastos territórios virgens da América Latina, deve ser demonstrada de um modo mais convincente e ganhar para a bem-amada Causa vitórias mais comoventes que qualquer uma já realizada.
A Juventude Bahá’í
À Juventude Bahá’í da América, além disso, sinto que deve ser dirigida uma palavra, especialmente, enquanto observo as possibilidades que uma campanha de tão gigantescas proporções pode oferecer ao espírito fervoroso e empreendedor que os anima tão poderosamente no serviço à Causa de Bahá’u’lláh. Embora inexperientes e enfrentados com escassez de recursos, seu espírito intrépido, entretanto, e o vigor, a vigilância e o otimismo que eles até agora têm mostrado tão consistentemente, os qualificam para desempenharem um papel ativo em despertar o interesse de seus jovens colegas nesses países e em conseguir sua lealdade. Para os povos de ambos os continentes, não pode haver maior demonstração da vitalidade juvenil e do poder vibrante que animam a vida e as instituições da Fé nascente instituída por Bahá’u’lláh, do que esta: a participação inteligente, persistente e efetiva da Juventude Bahá’í – oriunda de todas as raças, nacionalidades e classes – nas atividades bahá’ís, tanto no setor do ensino como no da administração. Tal participação há de impressionar os críticos e inimigos da Fé enquanto observam, com graus variáveis de cetismo e ressentimento, os processos evolucionários da Causa de Deus e suas instituições, e será este o melhor modo de convencê-los da verdade indubitável de que esta Causa está intensamente viva, está sã até o próprio âmago, e que seu destino está salvaguardado. Espero – e mais, rezo – que essa participação possa não só contribuir para a glória, o poder e o prestígio da Fé, mas também reagir tão poderosamente na vida espiritual dos membros jovens da Comunidade Bahá’í, e a tal ponto galvanizar suas energias, que lhes dê o poder de demonstrar mais completamente suas capacidades inerentes e desdobrar mais uma etapa em sua evolução espiritual, à sombra da Fé instituída por Bahá’u’lláh.
A Posição Especial do Panamá
Fiel às cláusulas da Carta assentadas pela pena de ‘Abdu’l-Bahá, sinto que é meu dever chamar a especial atenção, daqueles a quem foi confiada, às urgentes necessidades da República do Panamá e à posição peculiar que ela fruída, não só por causa de sua relativa proximidade do coração e centro da Fé na América do Norte, mas também em vista de sua posição geográfica como elo entre dois continentes. “Todos os países supracitados”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá referindo-se aos Estados Latinos, numa das Epístolas do Plano Divino, “têm importância, mas especialmente a República do Panamá, onde o Oceano Atlântico e Pacífico se convergem através do Canal do Panamá. É um centro para viagens da América aos outros continentes do mundo e, no futuro, terá uma importância muito grande”. “Semelhantemente”, escreveu Ele ainda, “deveis dar grande atenção à República do Panamá, pois nesse ponto o Ocidente e o Oriente se unem pelo Canal do Panamá e, também, se acha situada entre os dois grandes oceanos. Esse lugar há de se tornar muito importante no futuro. Os ensinamentos, uma vez estabelecidos lá, unirão Oriente e Ocidente, Norte e Sul”. Em vista de tão privilegiada posição, a comunidade bahá’í americana deve-lhe, certamente, sua especial e pronta atenção. Com a República do México já aberta à Fé, havendo sido devidamente constituída em sua cidade capital uma Assembléia Espiritual, a penetração da Fé de Bahá’u’lláh para o sul, para um país vizinho, é apenas um passo natural e lógico, e é de se esperar que não se prove ser um passo difícil. Não se deve poupar esforços nem julgar demasiado grande qualquer sacrifício, a fim de estabelecer um grupo, ainda que seja muito pequeno, numa República que ocupa, tanto espiritual como geograficamente, tão estratégica posição – um grupo que, uma vez formado, não deixará de atrair para si, em vista da potência da qual as palavras de ‘Abdu’l-Bahá já o dotaram, as graças emanadas do Reino de Abhá, e de evoluir com tão maravilhosa celeridade que excitará a admiração e o espanto mesmo dos que já testemunharam tão comoventes evidências da força e do poder da Fé de Bahá’u’lláh. Todos aqueles que desejam ser pioneiros, bem como os membros do Comitê Interamericano, deveriam dar preferência, indiscutivelmente, às necessidades espirituais dessa República privilegiada, embora, ao mesmo tempo, se deva envidar todos os esforços para introduzir a Fé, ainda que seja tentativamente, às Repúblicas de Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica, as quais a ligariam, numa cadeia ininterrupta, com suas Assembléias-mães no continente norte-americano. Obstáculos, por intransponíveis que pareçam, devem ser superados; os recursos da tesouraria bahá’í devem ser despendidos liberalmente em seu benefício, e os esforços mais eficazes e valiosos devem ser dedicados à causa de seu despertar. A ereção de ainda outro posto avançado da Fé, em seu coração, constituirá, creio firmemente, um marco na história do Período de Formação da Fé de Bahá’u’lláh no Mundo Novo. Haverá de criar oportunidades ilimitadas, galvanizar os esforços e revigorar a vida daqueles que tenham realizado essa façanha; infundirá coragem imensa e alegria inefável nos corações dos indivíduos e grupos isolados nas Repúblicas vizinhas e nas mais distantes, e exercerá uma influência espiritual, intangível mas poderosa, sobre a vida e o futuro desenvolvimento de seu povo.
Uma Sabedoria Inescrutável, uma Vontade
Predominante
Tal, bem-amados amigos, é a vista que se estende diante dos olhos e desafia os recursos da comunidade bahá’í americana, nestes, os anos finais do primeiro século da Era Bahá’í. Tais são as qualidades e as qualificações que lhes são exigidas para o devido desempenho de seus deveres e suas responsabilidades. Tais são os requisitos, as possibilidades e os objetivos do Plano que pede cada grama de sua energia. Quem sabe se estes poucos anos restantes, tão fugazes, não estejam prenhes de acontecimentos de uma magnitude inimaginável, de provações mais severas do que qualquer uma pela qual a humanidade já passou, de conflitos tão devastadores como nunca houve em época anterior? Perigos, por sinistros que sejam, não devem jamais ofuscar o lustre de sua fé recém-nascida. Lutas e confusões, por mais desconcertantes que sejam, não devem jamais enublar sua visão. Tribulações, não importa quão aflitivas, nunca lhes devem esfrangalhar a resolução. Denúncias, ainda que sejam as mais clamorosas, jamais lhes devem solapar a lealdade. Tumultos, por mais cataclísmicos que sejam, não devem nunca desviar seu curso. O presente Plano, incorporando as nascentes esperanças de um Mestre falecido, eles o devem seguir – seguir inexoravelmente, nada importando o que lhes possa sobrevir no futuro, por mais vexantes que sejam as crises que venham a agitar seu país ou o mundo. Longe de cederem em sua resolução, longe de se tornarem negligentes de sua tarefa, eles nunca devem esquecer, por mais que sejam batidos pelas circunstâncias, que tais crises que abalam o mundo são sincronizadas com o progressivo desenvolvimento e fruição de sua tarefa determinada por Deus e que essa sincronização é, ela mesma, obra da Providência, desígnio de uma Sabedoria inescrutável e o objetivo de uma Vontade predominante – Vontade essa que dirige e controla, de seu próprio modo misterioso, tanto o destino da Fé como a sorte dos homens. Esses processos simultâneos – o surgir e o cair, a integração e a desintegração, a ordem e o caos, com a suas reações contínuas e recíprocas, são apenas aspectos de um Plano maior, um só e indivisível cuja Origem é Deus, cujo autor é Bahá’u’lláh, o teatro de cujas operações é o planeta inteiro e cujos propósitos finais são a unidade da espécie humana e a paz de toda a humanidade.
Reflexões como estas devem tornar firme a resolução da inteira comunidade bahá’í, devem dissipar seus maus agouros e despertá-los a rededicarem-se a cada uma das cláusulas daquela Carta Divina cujo esboço lhes foi delineado pela pena de ‘Abdu’l-Bahá. O Plano Setenial, como já foi dito, é apenas a etapa inicial, um ponto de partida para o desdobramento das implicações dessa Carta. O impulso, que, originariamente, foi gerado através do movimento daquela pena e que, agora, está impelindo para frente, com momento crescente, o maquinismo do Plano Setenial, deverá ser acelerado ainda mais, nos primeiros anos do próximo século, e levar a comunidade bahá’í americana a lançar etapas mais avançadas no desenvolvimento do Plano Divino – etapas que a levarão muito além das margens do Hemisfério Setentrional, para terras e entre povos onde hão de ser realizados os mais nobres atos de heroísmo por parte dessa comunidade.
O Advento do Reino
Se alguém se inclina a duvidar do curso que essa comunidade invejável é destinada a seguir, que procure estas palavras de ‘Abdu’l-Bahá, entesouradas para sempre nas Epístolas do Plano Divino e dirigidas à comunidade inteira dos crentes dos Estados Unidos e do Canadá: “A plenitude de vosso êxito”, Ele lhes informa, “ainda não foi revelada; sua significação não foi ainda apreendida. Dentro em breve, havereis de testemunhar, com vossos próprios olhos, quão brilhantemente cada um de vós, assim como uma estrela cintilante, irradiará a luz da Guia Divina no firmamento de vosso país e conferirá a seu povo a glória de uma vida eterna... O âmbito de vossas realizações futuras permanece ainda encoberto. É minha fervorosa esperança que, no futuro próximo, toda a terra se comova e abale com os resultados de vossas façanhas. A esperança, pois, que ‘Abdu’l-Bahá nutre para vós é que o mesmo êxito que acompanhou vossos esforços na América possa coroar vossas tentativas em outras partes do mundo, a fim de que , por vosso intermédio, a fama da Causa de Deus se difunda por toda parte do Oriente e do Ocidente, e o advento do Reino do Senhor dos Exércitos seja proclamado em todos os cinco continentes do globo”. “No momento em que os crentes americanos – acrescenta Ele significativamente – “levarem avante, das plagas da América, esta Mensagem Divina, propagando-a por toda parte dos continentes da Europa, da Ásia, da África e da Australásia, e até as ilhas do Pacífico, essa comunidade se verá seguramente estabelecida no trono de um domínio eterno. Então todos os povos do mundo testemunharão que essa comunidade é espiritualmente iluminada e guiada por Deus. Então toda a Terra ressoará com os elogios de sua majestade e grandeza”.
Ninguém que lê estas palavras, tão vibrantes de promessas que nem mesmo a triunfante consumação do Plano Setenial há de cumprir, pode esperar que uma comunidade elevada a tão alta posição e tão ricamente dotada, possa contentar-se com quaisquer louros que venham a ganhar no futuro imediato. Isso, em verdade, equivaleria a uma traição da confiança depositada nessa comunidade por ‘Abdu’l-Bahá. Cortar a corrente de vitórias que deve levá-la avante até que atinja aquele triunfo supremo – quando “toda a Terra se comova e abale”, com os resultados de suas realizações – abater-Lhe-ia as esperanças. Vacilar e deixar de “propagar por toda parte dos continentes da Europa, da Ásia, da África e da Australásia e até as ilhas do Pacífico” uma Mensagem tão nobremente proclamada por ela no continente americano – isso a privaria do privilégio de ser “seguramente estabelecida no trono de um domínio eterno”. Perder a honra de proclamar “o advento do Reino do Senhor dos Exércitos” em “todos os cinco continentes do globo” – isso haveria de silenciar aqueles “elogios de sua majestade e grandeza” que, de outro modo, teriam ecoado por “toda a Terra”.
Tal vacilação, falha ou negligência – estou firmemente convencido – os crentes americanos, embaixadores da Fé de Bahá’u’lláh, jamais permitirão. Aquela confiança jamais será traída, aquelas esperanças jamais serão abatidas, nem será perdido tão grande privilégio, nem tão altos elogios deixarão de ser pronunciados. Antes, a presente geração dessa comunidade abençoada, repetidamente abençoada, aumentará, dia a dia, as suas forças e, ao aproximar-se de seu fim o primeiro século, transmitirá às gerações que hão de sucedê-la no segundo, a tocha da Guia Divina, intacta apesar dos ventos tempestuosos que sobre ela haverão de soprar, para que estas, por sua vez, fiéis ao desejo e ao mandato de ‘Abdu’l-Bahá possam levar avante essa tocha, com o mesmíssimo vigor, fidelidade e entusiasmo, até os recantos mais escuros e remotos da Terra.
Bem-amados amigos! Ansioso que estou para prestar a cada um de vós qualquer assistência ao meu alcance que vos possa capacitar a desempenhar mais efetivamente vossos deveres sempre-crescentes, que vos foram designados por Deus, nada melhor posso fazer do que dirigir a vossa atenção especial, nesta hora decisiva, a estas passagens imortais, colhidas, em parte, da grande massa dos escritos de Bahá’u’lláh ainda não publicados nem traduzidos. Quer seja em Sua revelação do grau e das funções de Seus bem-amados, em Seus elogios da grandeza de Sua Causa, na ênfase que Ele dá à suprema importância do ensino, ou nos perigos que pressagia, nos conselhos que participa, nas advertências que pronuncia, nas vistas que descerra, em Sua certeza e nas promessas que faz – estes exemplos dinâmicos e típicos da linguagem sublime de Bahá’u’lláh, tendo cada um de Seus dizeres uma relação direta às tarefas com as quais a comunidade bahá’í americana atualmente defronta, não podem deixar de produzir, nas mentes e nos corações de qualquer um de seus membros que se aproxime deles com devida humildade e desprendimento, reações tão poderosas que iluminarão todo o seu ser, incentivando uma intensificação tremenda em seus esforços diários.
“Ó amigos! Não desestimeis as virtudes das quais fostes dotados, nem desprezeis vosso alto destino... Sois as estrelas do céu da compreensão, a brisa que se agita ao romper do dia, as águas que fluem suavemente, das quais deve depender a própria vida de todos os homens, as letras inscritas sobre Seu pergaminho sagrado”. “Ó povo de Bahá! Sois as brisas da primavera que flutuam sobre o mundo. Por vosso intermédio, temos embelezado o mundo do ser com o adorno do conhecimento do Mais Misericordioso. Por vosso intermédio, a face do mundo foi engrinaldada de sorrisos e o brilho de Sua luz se irradiou. Segurai-vos à Corda da constância, de tal modo que todas as vãs imaginações esvaneçam completamente. Apressai-vos a surgirdes do horizonte do poder, em nome de vosso Senhor, o Ilimitado, e a anunciardes a Seus servos, com sabedoria e eloqüência, as boas novas desta Causa, cujo esplendor se irradiou sobre o mundo do ser. Acautelai-vos para que nada vos impeça de observardes as coisas que a Pena da Glória vos prescreveu, enquanto se movia sobre Sua Epístola com majestade e poder soberanos. Grande é a bem-aventurança daquele que escutou sua voz penetrante, enquanto se erguia através do poder da verdade, perante todos os que estão no céu e todos os que estão na Terra... Ó povo de Bahá! O rio que é a Vida, verdadeiramente, fluiu por vossa causa. Sorvei vós, em Meu Nome, a despeito daqueles que desacreditaram em Deus, o Senhor da Revelação. Nós vos fizemos as mãos de Nossa Causa. Tornai vitorioso este Injuriado, que foi penosamente aflito nas mãos dos obreiros da iniqüidade. Ele, em verdade, auxiliará cada um que Lhe der apoio e se lembrará de cada um que Dele se lembrar. Disso dá testemunho esta Epístola que irradiou o esplendor da misericórdia de vosso Senhor, o Todo-Glorioso, o Predominante”. “Bem-aventurado é o povo de Bahá! Deus dá-me testemunho! São eles o consolo da vista da criação. Por eles os universos foram adornados e a Epístola Preservada foi embelezada. São eles quem navegaram na arca da independência completa, com suas faces volvidas para a Aurora da Beleza. Como é grande sua bem-aventurança por haverem atingido aquilo que seu Senhor, o Onisciente, Possuidor de toda sabedoria, tenha determinado. Sua luz adornou os céus e fez brilhar a face dos que Dele se aproximaram.” “Pelas tristezas que afligem a beleza do Todo-Glorioso! Tal é a posição que se destina ao verdadeiro crente que, se sua glória fosse revelada à humanidade, num grau menor que o fundo de uma agulha, todo crente seria consumido por seu desejo ardente de atingí-la. Por isso, foi decretado que, nesta vida terrena, a plenitude da glória de seu estado permanecesse oculta dos olhos do crente.” “Se levantasse o véu e tornasse manifesta a plena glória do estado dos que se volveram inteiramente para Deus e, por amor a Ele, renunciaram o mundo, a criação inteira ficaria estupefata.”
“Verdadeiramente digo! Ninguém apreendeu a raiz desta Causa. Incumbe a cada um, neste dia, perceber com os olhos de Deus e escutar com Seus ouvidos. Quem Me contemplar com outra vista senão a Minha própria, jamais Me poderá conhecer. Nenhum dos Manifestantes de antanho jamais apreendeu completamente a natureza desta Revelação, e sim, apenas num grau prescrito.” “Dou testemunho, perante Deus, da grandeza, da inconcebível grandeza desta Revelação. Repetidas vezes, na maior parte de Nossas Epístolas, temos testemunhado esta verdade, a fim de que a humanidade se despertasse de sua negligência.” “Como é grande esta Causa e preponderante sua Mensagem!” “Nesta mais poderosa Revelação, todas as Eras do passado atingiram sua consumação mais alta e final.” “O que se tornou manifesto nesta Revelação preeminente, excelsa, está sem paralelo nos anais do passado, nem as Eras futuras testemunharão igual.” “O intuito que baseia toda a criação é a revelação deste Dia sublime, o mais santo, Dia conhecido como o Dia de Deus, em Seus Livros e Escrituras – o Dia que todos os Profetas, os Eleitos, os seres santos, desejaram presenciar.” “A mais alta essência e a mais perfeita expressão de qualquer coisa que os povos de antanho tenham dito ou escrito foram enviadas, através desta potentíssima Revelação, vindo do céu da Vontade Daquele que tudo possui, de Deus, que sempre permanece.” “Este é o Dia em que os mais excelentes favores de Deus manaram sobre os homens, o Dia em que Sua graça toda-poderosa se infundiu em todas as coisas criadas.” “Este é o Dia em que o Oceano da misericórdia de Deus se manifestou aos homens, o Dia em que o Sol de Sua benevolência irradiou sobre eles o seu esplendor, o Dia em que as nuvens de Seu favor generoso têm amparado à sua sombra a humanidade inteira.” “Pela retidão de Meu próprio Ser! Grande, imensuravelmente grande é esta Causa! Poderoso, inconcebivelmente poderoso é este Dia! Cada Profeta anunciou a vinda deste Dia e todo Mensageiro gemeu em seu ardente desejo por esta Revelação – uma Revelação tão grande, que, mal aparecera, quando todas as coisas criadas exclamavam, dizendo: “A Terra pertence a Deus, o Excelso, o Supremo!” “O Dia da Promessa veio, e Aquele que é o Prometido proclama em altas vozes perante todos os que estão no céu e todos os que estão na Terra: - Verdadeiramente, não há outro Deus senão Ele, o Amparo no Perigo, O que subsiste por Si Próprio! – Invoco o testemunho de Deus! É revelado aquilo que, desde a eternidade, estivera entesourado no conhecimento de Deus, o Conhecedor do visível e do invisível. Felizes os olhos que vêem o Semblante de Deus, Senhor de toda a existência, e feliz a face que se lhe vira.” “Grande, em verdade, é este Dia! As alusões que lhe são feitas, em todas as sagradas Escrituras, como o Dia de Deus, testemunham sua grandeza. A alma de todo Profeta de Deus, de todo Mensageiro Divino, era sedenta deste Dia maravilhoso. Todas as várias raças da Terra, semelhantemente, muito desejavam atingí-lo.” “Neste Dia, uma porta está aberta com extensão maior que o céu e a terra. Os olhos da misericórdia Daquele que é o Desejo dos mundos volvem-se para todos os homens. Um ato, por infinitésimo que seja, quando visto no espelho do conhecimento de Deus, é mais poderoso que uma montanha. Cada gota oferecida em Seu caminho é como o mar, ao ser vista naquele espelho. Pois este é o dia que Deus, verdadeiro e único – glorificado seja Ele – anunciou em todos os Seus Livros a Seus Profetas e Seus Mensageiros.” “Esta é uma Revelação na qual, se um homem derramar por sua causa uma só gota de sangue, miríades de oceanos serão sua recompensa.” “Um momento fugaz, neste Dia, excede séculos de uma era passada... Nem sol nem lua tem testemunhado um dia como este Dia” “Este é o Dia em que o mundo invisível exclama: Grande é tua bem-aventurança, ó Terra, pois foste feita o escabelo de teu Deus, foste escolhida para ser o sítio de Seu poderoso Trono.” “O mundo da existência brilha, neste Dia, com o resplendor desta Revelação Divina. Todas as coisas criadas elogiam sua graça salvadora e lhe cantam louvores. O universo está envolvido num êxtase de júbilo e alegria. As Escrituras das Eras passadas celebram o grande Jubileu que há de saudar, forçosamente, este, o mais grandioso Dia de Deus. Feliz aquele que tenha vivido para ver este Dia e reconhecido seu grau.” “Neste Dia, nasceu um Sol diferente, e um céu diferente foi adornado com suas estrelas e seus planetas. O mundo é outro mundo, e a Causa, outra Causa.” “É este o Dia que épocas e séculos passados nunca podem rivalizar. Sabei isto, e não sejais dos que não entendem.” “É este o Dia em que os ouvidos humanos têm tido o privilégio de ouvir o que Aquele que conversou com Deus (Moisés) ouviu no Sinai, o que Aquele que é o Amigo de Deus (Maomé) ouviu quando foi elevado em direção a Ele, o que Aquele que é o Espírito de Deus (Jesus) ouviu enquanto ascendia a Ele, o Amparo no perigo, O que Subsiste por Si Próprio.” “Este Dia é o Dia de Deus, e esta Causa, Sua Causa. Feliz quem tiver renunciado este mundo e se segurado Àquele que é a Aurora da Revelação de Deus.” “Este é o Rei dos Dias, o Dia que presenciou a vinda do Mais Amado, Daquele que por toda a eternidade tem sido aclamado o Desejo do Mundo.” “Este é o Principal de todos os dias e o seu Rei. Grande é a bem-aventurança daquele que atingiu a vida eterna, através do doce aroma destes dias, e que, com a máxima constância, se levantou para auxiliar a Causa Daquele que é o Rei dos Nomes. Tal homem é como a vista para o corpo da humanidade.” “Incomparável é este Dia, pois é como olhos para passados séculos e eras, como uma luz para a escuridão dos tempos.” “Este Dia é diferente dos outros dias; esta Causa, diferente das outras causas. Suplicai a Deus, verdadeiro e único, que não prive os olhos dos homens de contemplarem Seus sinais, nem seus ouvidos de escutarem a voz penetrante da Pena da Glória.” “Pertencem a Deus, estes dias, um momento dos quais os séculos e eras jamais poderão rivalizar. Um átomo, nestes dias, é como o sol; uma gota, como o oceano. Um só sopro exalado em amor a Deus e em Seu serviço é anotado pela Pena da Glória como um ato principesco. Fossem relatadas as virtudes deste Dia, todos ficariam atônitos, exceto aqueles que teu Senhor tiver eximido.” “Pela retidão de Deus! São estes os dias em que Deus provou os corações da companhia inteira de Seus Mensageiros e Profetas e, além destes, dos que guardam Seu Santuário sagrado e inviolável, os habitantes do Pavilhão celestial e do Tabernáculo da Glória.” “Fosse a grandeza deste Dia revelada em sua plenitude, cada homem renunciaria miríades de vidas em seu ardente desejo de participar de sua grande glória, ainda que fosse por apenas um momento - quanto mais este mundo e seus tesouros corruptíveis!” “Deus, o Verdadeiro, é Minha Testemunha! Este é o Dia em que incumbe a cada um dotado de visão, contemplar; e a cada ouvido que ouve, escutar; e a cada coração que compreende, perceber; e a cada língua que fala, proclamar a todos os que estão no céu e na terra, este Nome santo, excelso, altíssimo.” “Dizei, ó homens! Este é um Dia inigualável. Inigualável, também, deve ser a língua que celebra o louvor do Desejo de todas as nações, e inigualável o ato que aspira a ser aceitável a Seus olhos. A humanidade inteira tem desejado ardentemente este Dia, para que possa talvez cumprir o que convém à sua posição e seja digno de seu destino.”
“Pelo movimento de Nossa Pena de Glória e a mando do Ordenador Onipotente, temos insuflado uma nova vida em cada corpo humano e instilado em cada palavra uma potência nova. Todas as coisas criadas proclamam as evidências desta regeneração mundial.” “Ó povo! Invoco o testemunho de Deus, verdadeiro e único! É este o Oceano do qual procederam todos os mares e com o qual, finalmente, cada um deles se unirá. Dele foram gerados todos os Sóis e a Ele, todos regressarão. Através de Sua potência, as Árvores da Revelação Divina produziram os seus frutos, cada um dos quais se fez descer na forma de um Profeta, levando uma Mensagem às criaturas de Deus em cada um dos mundos, cujo número Deus, tão somente, em Seu conhecimento que a tudo abrange, pode calcular. Isso Ele realizou por meio de apenas uma Letra de Sua Palavra, revelada pela Sua Pena – uma Pena movida pelo Seu Dedo que dirige – sendo Seu Dedo, ele mesmo, apoiado pelo poder da Verdade de Deus.” “Pela retidão de Deus, verdadeiro e único! Se uma partícula de uma jóia for perdida e enterrada debaixo de uma montanha de pedras, e jazer oculta além dos sete mares, a Mão da Onipotência haverá, seguramente, de revelá-la neste Dia, pura e isenta de escória.” “Cada uma das letras procedentes de Nossos lábios é dotada de tal poder regenerador que possa trazer à existência uma nova criação – uma criação cuja magnitude é inescrutável a todos menos a Deus. Ele, verdadeiramente, tem conhecimento de todas as coisas.” “Está em Nosso poder, se assim quiséssemos, capacitar uma partícula de pó flutuante a gerar, em menos de um piscar de olhos, sóis de infinito e inimaginável esplendor, a fazer uma gota de orvalho desenvolver-se em oceanos vastos e inumeráveis e a infundir em cada letra tamanha força que a torne capaz de desdobrar todo o conhecimento das eras passadas e futuras.” “Possuímos um poder tão grande que, se for trazido à luz, transmudará o veneno mais mortal em panacéia de eficácia infalível.”
“Os dias aproximam-se de seu fim e ainda os povos do mundo se vêem mergulhados em lastimável inadvertência, perdidos em erro manifesto.” “Grande, grande é a Causa! Aproxima-se a hora em que a maior convulsão terá aparecido. Invoco o testemunho Daquele que é a Verdade! Fará a separação afligir a todos, mesmo àqueles ao Meu redor.” “Dizei: Ó assembléia dos desatentos! Deus é Minha Testemunha! O Dia prometido chegou, o dia em que provações atormentadoras terão surgido por cima de vossas cabeças e debaixo de vossos pés, dizendo: - Provai o que vossas mãos cometeram!” “Chegou o tempo para a destruição do mundo e de seu povo. Aquele que é o Preexistente já veio, a fim de que possa conceder a vida eterna, outorgar a preservação infindável e conferir o que conduz ao verdadeiro modo de viver.” “Aproxima-se o dia em que sua chama (a da civilização) devorará as cidades, quando a Língua da Grandeza proclamará: - O Reino pertence a Deus, o Onipotente, Objeto de todo louvor!” “Ó vós que estais destituídos de compreensão! Uma tribulação severa persegue-vos e, subitamente, vos sobrevirá. Despertai-vos, para que ela possa talvez passar e não vos infligir dano.” “Ó vós, povos do mundo! Sabei, em verdade, uma calamidade imprevista segue-vos e penosa retribuição vos espera. Não penseis que os atos que cometestes fossem apagados de Minha vista.” “Ó desatentos! Embora as maravilhas de Minha misericórdia tenham envolvido todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis, e se bem que as revelações de Minha graça e generosidade tenham penetrado todo átomo do universo, no entanto, a vara com a qual posso castigar os malfeitores é penosa, e é terrível a veemência de Minha ira contra eles.” “Não lamenteis por causa daqueles que se ocuparam com as coisas deste mundo e esqueceram a menção de Deus, o Mais Grandioso. Por Aquele que é a Verdade Eterna! Aproxima-se o dia em que a plena ira do Onipotente se terá apoderado deles. Em verdade, Ele é o Todo-poderoso, o Predominante, o Potentíssimo. Haverá de expurgar a Terra da mancha de sua corrupção e legá-la àqueles de Seus servos que estejam próximos Dele.” “Dentro em breve, se ouvirá exclamar de todas as terras: - Sim, sim, eis-me aqui, eis-me aqui. – Pois nunca houve nem pode haver, outro refúgio aonde se recorrer.” “E ao vir a hora predeterminada, haverá de aparecer subitamente o que fará tremerem os membros da humanidade. Então, e somente então, o Estandarte Divino se desfraldará e o Rouxinol do Paraíso cantará sua melodia.”
“No princípio de cada Revelação, prevaleceram adversidades, as quais, mais tarde, se transformaram em grande prosperidade.” “Dize: - Ó povo de Deus! Acautelai-vos para que os poderes da Terra não vos alarmem, a força das nações não vos enfraqueça, o tumulto do povo da discórdia não vos detenha, nem os expoentes da glória terrena vos entristeça. Sede como uma montanha na Causa de vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Glorioso, o Irrestrito.” “Dizei: Acautelai-vos, Ó povo de Bahá, para que os fortes da Terra não vos roubem a força, nem aqueles que governam o mundo vos encham de medo. Ponde vossa confiança em Deus e entregai a Seu cuidado vossos interesses. Verdadeiramente, Ele, através do poder da verdade, vos fará vitoriosos; Ele, em verdade, é poderoso para fazer o que Ele queira; em Suas mãos estão as rédeas da onipotência.” “Juro por Minha vida! Nada pode sobrevir aos Meus amados, salvo aquilo que lhes traga proveito. Testemunho disso é dado pela Pena de Deus, o Mais Poderoso, o Todo-Glorioso, o Mais Amado.” “Que os acontecimentos do mundo não vos entristeçam. Deus é Minha Testemunha! O mar do júbilo anela a atingir vossa presença, pois toda coisa boa foi criada para vós e, segundo as necessidades dos tempos, vos será revelada.” “Ó Meus servos! Não vos entristeçais se, nestes dias e neste plano terreno, coisas contrárias aos vossos desejos tiverem sido determinadas e manifestadas por Deus, pois seguramente vos esperam dias de extasiante felicidade, de deleite celestial. Mundos santos, espiritualmente gloriosos, desvendar-se-ão diante de vossos olhos. Sois destinados por Ele, neste mundo e no vindouro, a participar de seus benefícios, ter um quinhão de suas alegrias e receber uma porção de sua graça alentadora. A cada um destes, indubitavelmente, atingireis... ... “Este é o dia em que se deve falar. Incumbe ao povo de Bahá esforçar-se, com a máxima paciência e tolerância, a fim de guiar os povos do mundo ao Horizonte Mais Grandioso. Cada corpo reclama em altas vozes uma alma. As almas celestiais, através do sopro da Palavra de Deus, devem instilar nos corpos mortos um novo espírito. Dentro de cada palavra se oculta um espírito novo. Feliz o homem que a isso atinja e que se tenha levantado a fim de ensinar a Causa Daquele que é o Rei da Eternidade.” “Dizei: Ó servos! O triunfo desta Causa tem dependido e continuará a depender do aparecimento de almas santas, da manifestação de boas ações e da revelação de palavras de consumada sabedoria.” “Concentrai vossas energias na propagação da Fé de Deus. Quem for digno de tão alta vocação, que se levante e a promova. Quando alguém não pode, é seu dever designar quem possa, em seu lugar, proclamar esta Revelação, cujo poder fez com que os alicerces das mais imponentes estruturas tremessem, toda montanha fosse esmagada em pó, e todas as almas se tornassem atônitas.” “Que vosso interesse principal esteja em salvar do tremedal da extinção iminente aquele que caiu e ajudá-lo a abraçar a Fé antiga de Deus. Vossa conduta para com vosso próximo deve ser tal que manifeste claramente os sinais de Deus, verdadeiro e único, pois vós sois os primeiros entre os homens a serem criados novamente pelo Seu Espírito, os primeiros a adorarem e curvarem o joelho diante Dele, os primeiros a circularem Seu trono de glória.” “Ó vós bem-amados de Deus! Não repouseis em vossos leitos, mas sim, despertai-vos logo que reconheçais vosso Senhor, o Criador, e saibais das coisas que Lhe tenham sucedido, e apressai-vos a assistí-Lo. Libertai vossas línguas e proclamai incessantemente a Sua Causa. Isto vos há de ser melhor que todos os tesouros do passado e do futuro – se sois dos que compreendem esta verdade.” “Invoco o testemunho Daquele que é a Verdade! Dentro em breve Deus adornará o princípio do Livro da Existência com a menção de Seus bem-amados que sofreram tribulação em Seu caminho e viajaram pelos países em Seu Nome e Seu louvor. Quem tiver atingido sua presença, ufanar-se-á de tê-los conhecidos, e todos os que habitam em cada terra serão iluminados pela sua memória.” “Rivalizai uns com outros em serviço a Deus e à Sua Causa. É isto, em verdade, o que vos trará proveito neste mundo e no vindouro. Vosso Senhor, o Deus de Misericórdia, é O de tudo informado, o Onisciente. Não vos entristeçais com as coisas que vedes neste dia. Dia virá em que as línguas das nações proclamarão: - A Terra pertence a Deus, o Todo-poderoso, o Único, o Incomparável, o Onisciente!” “Bem-aventurado é o lugar, a casa ou o coração, e bem-aventurada a cidade, a montanha, o refúgio, a caverna ou o vale, a terra ou o mar, o prado ou a ilha, onde se haja feito menção de Deus e celebrado Seu louvor.” “O próprio movimento de lugar em lugar, quando empreendido por amor a Deus, tem sempre exercido, e pode agora exercer, sua influência no mundo. Nos Livros do passado, foi anotado e inscrito o grau daqueles que viajaram por toda parte a fim de guiarem os servos de Deus.” “Deus é Minha Testemunha! Tão grandes são as coisas destinadas àquelas que se mantêm constantes que, se fossem desveladas, nem sequer na extensão do fundo de uma agulha, todos os que estão no céu e na Terra ficariam atônitos, salvo aqueles que Deus, o Senhor de todos os mundos, quis eximir.” “Invoco o testemunho de Deus! O que se destina àquele que ajuda Minha Causa, excede os tesouros da Terra.” “A quem abrir seus lábios, neste dia, e fizer menção do Nome de seu Senhor, as hostes da inspiração divina descerão do céu de Meu Nome, o Onisciente, o Possuidor de toda sabedoria. A ele descerá também a Assembléia das alturas, erguendo cada um altamente um cálice de pura luz. Assim foi predestinado no reino da Revelação de Deus, a mando Daquele que é o Todo-Glorioso, o Poderosíssimo.” “Pela retidão Daquele que, neste dia, exclama no imo do coração de todas as coisas criadas: - Deus, não há outro Deus senão Eu! – Se qualquer homem se levantasse para defender, em seus escritos, a Causa de Deus contra seus agressores, tal homem, por inconsiderável que fosse seu quinhão, seria tão honrado no mundo vindouro que a Assembléia no alto lhe invejaria a glória. Nenhuma pena pode transmitir a sublimidade de seu grau, nem língua alguma descrever seu esplendor.” “Permita Deus sejais todos vós fortalecidos para executardes o que for a Vontade de Deus e, através de Sua graça, ajudados a apreciar o grau conferido àqueles de Seus bem-amados que se tenham levantado em Seu serviço e na glorificação de Seu Nome. Sobre eles esteja a glória de Deus, a glória de tudo o que está nos céus e tudo o que está na Terra, e a glória dos habitantes do excelso paraíso, do céu dos céus.” “Ó povo de Bahá! Que não há quem vos rivalize, é sinal de misericórdia. Do cálice da Generosidade, sorvei o vinho da imortalidade, a despeito daqueles que repudiaram Deus, Senhor dos nomes e Criador dos céus.”
“Deus, verdadeiro e único, é Minha Testemunha! É este o dia daqueles que se desprenderam de tudo menos Dele, o dia daqueles que reconheceram Sua unidade, o dia em que Deus criou com as mãos de Seu poder, seres divinos e essências imperecíveis, cada um dos quais jogará atrás de si o mundo e tudo o que nele se acha, e se tornará tão firme na Causa de Deus que cada coração sábio e compreensível se admirará.” “Jazia oculto dentro do Santo Véu e preparada para o serviço de Deus, uma companhia de Seus eleitos que se tornarão manifestos aos homens, que auxiliarão a Sua Causa, que de ninguém terão medo, ainda que a humanidade inteira se levante e trave guerra contra eles. São estes que, ante os olhos dos que residem na Terra e dos que habitam o céu, se levantarão e, exclamando em altas vozes, aclamarão o nome do Onipotente e convocarão os filhos dos homens para o caminho de Deus, o Todo-Glorioso, Objeto de todo louvor.” “Aproxima-se o dia em que Deus, por obra de Sua Vontade, terá erguido uma raça de homens cuja natureza é inescrutável a todos, menos a Deus, o Onipotente, O que subsiste por Si próprio.” “Dentro em breve, Ele tirará, do Regaço do Poder, as Mãos da Ascendência e Grandeza – Mãos que se levantarão a fim de ganharem a vitória para este Jovem, e que purificarão a humanidade da contaminação do réprobo e do ímpio. Essas Mãos farão os preparativos, fortalecendo-se para serem os campeões da Fé de Deus e, em Meu Nome, o subsistente por si próprio, o poderoso, dominarão os povos e as raças da Terra. Entrarão nas cidades e instilarão medo nos corações de todos os seus habitantes. Tais são as evidências do poder de Deus; como é temível, como é veemente Seu poder!”
Mais uma palavra em conclusão. Entre alguma das palavras mais momentosas e convidativas à reflexão, já proferidas por ‘Abdu’l-Bahá, no decurso de Suas viagens históricas no continente norte-americano, se acham as seguintes: “Seja essa democracia americana a primeira nação a estabelecer o alicerce da concórdia internacional. Que seja a primeira nação a proclamar a unidade do gênero humano. Seja ela a primeira a desfraldar o Estandarte da Maior Paz.” E outra vez: “O povo americano é realmente digno de ser o primeiro a construir o Tabernáculo da Maior Paz e a proclamar a unidade do gênero humano... Pois a América tem desenvolvido poderes e capacidades maiores, mais maravilhosos, do que fizeram as outras nações. ... A nação americana está aparelhada e capacitada para realizar aquilo que adornará as páginas da história, para tornar-se alvo da inveja do mundo e receber a graça do triunfo de seu povo, tanto no Oriente, como no Ocidente... O continente americana dá sinais e evidências de um progresso muito grande. Seu futuro é ainda mais promissor, pois sua influência e sua iluminação são de âmbito vasto. Guiará todas as nações espiritualmente.”
O Destino da América
As energias criativas, misteriosamente geradas pelos primeiros movimentos da Ordem Mundial embrionária de Bahá’u’lláh, logo que foram libertadas dentro de uma nação destinada a tornar-se seu berço e seu campeão, dotaram essa nação do merecimento, investiram-na dos poderes e capacidades e equiparam-na espiritualmente, para que desempenhasse o papel pressagiado nestas palavras proféticas. As potências que esta missão, conferida por Deus, infundiu em seu povo estão, por um lado, começando a manifestar-se através dos esforços conscientes e das realizações de âmbito nacional, tanto no setor do ensino, como no administrativo, da atividade bahá’í na comunidade organizada dos que seguem Bahá’u’lláh no continente norte-americano. Essas mesmas potências, em separado, porém colaterais com esses esforços e realizações, estão, por outro lado, amoldando, insensivelmente, sob o impacto de forças políticas e econômicas mundiais, o destino dessa nação, e exercendo uma influência sobre as vidas e as ações tanto de seu governo, com de seu povo.
Aos esforços e às realizações daqueles que, conscientes da Revelação de Bahá’u’lláh, labutam atualmente nesse continente, ao seu presente curso de atividade como ao futuro, já me tenho referido suficientemente nas páginas precedentes. Uma palavra – se o destino do povo americano, em sua totalidade, vai ser apreendido corretamente – deveria ser dita agora sobre a orientação dessa nação como um todo e a direção notada nas atividades de seu povo. Não importa quanto ela ignore a Fonte donde precedem essas energias orientadoras, não importa quão lento e laborioso seja o processo, torna-se cada vez mais evidente que a nação em sua totalidade, quer seja por meio de seu governo ou de outro modo, está gravitando, sob a influência de forças que não pode nem compreender nem controlar, para aquelas associações e aqueles programas nos quais, segundo ‘Abdu’l-Bahá indicou, deve ser encontrado seu verdadeiro destino. Tanto a comunidade dos crentes americanos, que estão conscientes daquela Fonte, como a grande massa de seus conterrâneos que não reconheceram ainda a Mão que lhes dirige o destino, estão contribuindo, cada qual de seu modo, para a realização das esperanças e o cumprimento das promessas, expressas nas palavras de ‘Abdu’l-Bahá acima-citadas.
O mundo está se movendo. Seus acontecimentos desdobram-se sinistramente e com uma rapidez caótica. O remoinho de suas paixões é célere e de uma violência alarmante. O Novo Mundo está sendo repuxado insensivelmente para se vórtice. Os epicentros potenciais da Terra já lançam suas sombras sobre sua costa. Perigos, nem sonhados e imprevisíveis, ameaçam-no de dentro bem como de fora. Seus governos e povos estão pouco a pouco sendo enredados nas repetidas crises e controvérsias renhidas do mundo. O Oceano Atlântico, bem como o Pacífico, com cada aceleração na marcha da ciência, encolhem, tornando-se meros canais. A Grande República do Ocidente, de um modo especial e cada vez mais, se acha envolvida. Estrépitos distantes ecoam funestamente nas ebulições de seu povo. De seus lados se enfileiram os epicentros potenciais do continente europeu e do Extremo Oriente. Em seu horizonte sulino assoma o que poderia, concebivelmente, tornar-se outro centro de agitação e perigo. O mundo está se contraindo, formando uma só vizinhança. A América, querendo ou não, há de enfrentar essa nova situação e lutar com ela. Para fins de segurança nacional, sem levar em conta qualquer motivo humanitário, ela tem de assumir as obrigações que essa vizinhança recém-criada lhe impõe. Por paradoxal que pareça, sua única esperança de se desenredar dos perigos que se agrupam ao seu redor está em se emaranhar na própria teia de associação internacional que a Mão de uma Providência inescrutável está tecendo. O conselho de ‘Abdu’l-Bahá, a um alto oficial em seu governo, vem à memória, como sendo especialmente apropriado e forte: “Podeis melhor servir a vosso país, se, em vossa capacidade de cidadão do mundo, envidardes vossos esforços para que o princípio do federalismo que baseia o governo de vosso próprio país seja aplicado futuramente às relações existentes agora entre os povos e nações do mundo.” Os ideais que incendiaram a imaginação daquele Presidente da América tão tragicamente desapreciado – cujos nobres esforços, apesar de nulificados por uma geração sem visão, ‘Abdu’l-Bahá aclamou, com a própria pena, como assinaladores do alvorecer da Maior Paz – se bem que jazam agora no pó, repreendem amargamente uma geração desatenta por havê-los abandonado tão cruelmente.
Que o mundo está assediado com riscos, que perigos agora se acumulam, constituindo uma ameaça real à nação americana, nenhum observador dotado de visão clara poderá negar. A Terra está transformada atualmente em acampamento armado. Até cinqüenta milhões de homens estão ou em prontidão ou em reserva. Está se gastando nada menos de três bilhões de libras, num ano, com armamentos. A luz da religião está ofuscada e a autoridade moral desintegra-se. As nações do mundo, pela maior parte, caíram vítimas de ideologias em conflito, que ameaçam solapar os próprios fundamentos de sua unidade política que foi ganha a tanto custo. Multidões agitadas nesses países olham para eles com desagrado, estão armadas até os dentes, em terror, pânico e gemem sob o jugo das tribulações engendradas por luta política, fanatismo racial, ódios nacionais e animosidades de religião. “Os ventos do desespero”, Bahá’u’lláh afirmou inequivocamente, “estão, lastimavelmente, soprando de todas as direções, e a luta que divide e aflige a raça humana aumenta dia a dia. Os sinais de caos e convulsões iminentes podem atualmente ser discernidos...” “Os males” – profetizou ‘Abdu’l-Bahá, escrevendo há duas décadas passadas – “dos quais o mundo presentemente padece, multiplicarão; o negrume que o envolve tornar-se-á mais profundo. Os Bálcãs continuarão descontentes. Sua inquietação aumentará. Os Poderes vencidos persistirão em provocar agitações. Recorrerão a todas as medidas que possam reacender a chama da guerra. Movimentos, recém-nascidos e de âmbito mundial, farão os máximos esforços para a promoção de seus desígnios. O Movimento do Esquerdo adquirirá grande importância. Sua influência estender-se-á.” Quanto à própria nação americana, a voz de seu Presidente, enfática e clara, adverte a seu povo que a possibilidade de ataque contra seu país aumentou infinitamente com o desenvolvimento da aviação e devido a outros fatores. Seu Ministro de Estado, dirigindo-se aos representantes de todas as repúblicas americanas, reunidas numa conferência, pronuncia uma advertência não menos sinistra: “Essas forças ressurgentes assomam, ameaçando toda parte do mundo – sua sombra ominosa lança-se através de nosso próprio Hemisfério.” Quanto à sua imprensa, soa a mesma nota de advertência e alarma perante um perigo que se aproxima: “Devemos estar preparados para nos defendermos, tanto de dentro como de fora... Nossa fronteira defensiva é longa. Estende de Point Barrow na Alaska até Cabo Horn, beirando o Atlântico e o Pacífico. Quando, ou onde, os agressores europeus e asiáticos nos podem atacar, ninguém pode dizer. Poderia ser em qualquer parte, a qualquer momento... Não temos opção; nós mesmos temos de nos manter armados... Devemos montar guarda vigilante sobre o Hemisfério Ocidental.”
A distância galgada pela nação americana desde sua repudiação formal e categórica do ideal wilsoniano, as modificações que, inesperadamente, a sobrevieram nos anos recentes, a direção em que se movem os acontecimentos mundiais, com seu impacto inevitável sobre os programas e a economia dessa nação, são extremamente significativas, bem como altamente instrutivas e animadoras, para todo observador bahá’í que examina os desenvolvimentos na situação internacional à luz das profecias, tanto de Bahá’u’lláh, como de ‘Abdu’l-Bahá. Traçar o curso exato que essa nação há de seguir, nesses tempos atribulados, nesses anos prenhes, seria impossível. Podemos apenas – julgando pela direção atual de acontecimentos – antecipar qual, provavelmente, será o curso escolhido por ela para ser seguido em suas relações não só com as repúblicas da América, mas também com os demais continentes.
Uma associação mais íntima com essas repúblicas, por um lado e, por outro, uma crescente participação, em graus variáveis, nos interesses do mundo inteiro como resultado das repetidas crises internacionais, parecem ser os desenvolvimentos mais prováveis que esperam esse país no futuro. Devem surgir motivos de demora, inevitavelmente, e reveses devem ser sofridos, no decurso da evolução desse país para seu destino final. Nada, entretanto, poderá vir a alterar esse curso que lhe foi determinado pela pena infalível de ‘Abdu’l-Bahá. Já havendo sido realizada sua unidade federal e consolidadas suas instituições internas – etapa essa que assinalou sua maturidade como entidade política – sua evolução, como membro da família das nações, deve continuar ininterruptamente, sob circunstâncias que não podem, no momento atual, ser visualizadas. Esta evolução deverá persistir até aquele tempo em que essa nação, através do papel ativo e decisivo que terá desempenhado na organização e na solução pacífica dos problemas da humanidade, tenha atingido a plenitude de seus poderes e funções como membro proeminente e parte integrante de um mundo federado.
O futuro imediato, em conseqüência dessa constante, gradativa e inevitável absorção nas múltiplas perplexidades e problemas que afligem a humanidade, deve ser obscuro e opressivo para essa nação. A tribulação que há de abalar o mundo, tão graficamente profetizado por Bahá’u’lláh – como citamos nas páginas precedentes – talvez a veja repuxada para seu vórtice, num grau sem precedentes. Do contrário de suas reações ao último conflito mundial, emergirá – é provável – conscientemente determinada a aproveitar sua oportunidade de aplicar o pleno peso de sua influência aos problemas gigantescos que tamanha tribulação haverá de deixar em seu rasto e, em conjunto com suas nações irmãs, tanto do Oriente como do Ocidente, exorcismar para sempre a maior maldição que, desde os tempos imemoriais, aflige e degrada a espécie humana.
Então, e somente então, a nação americana, amoldada e purificada no crisol de uma guerra comum, habituada a seus rigores e disciplinada pelas suas lições, estará na posição de poder levantar sua voz no concílio das nações, lançar, ela mesma, a pedra angular de uma paz universal e duradoura, proclamar a solidariedade, a unidade e a maturidade do gênero humano e ajudar a estabelecer o prometido reinado da justiça na terra. Então, e somente então, a nação americana – enquanto a comunidade dos bahá’ís americanos em seu seio estiver consumando sua missão que Deus lhe determinou – poderá cumprir o destino indizivelmente glorioso que lhe foi designado pelo Onipotente e que os escritos de ‘Abdu’l-Bahá consagraram imortalmente. Então, e somente então, a nação americana atingirá “aquilo que há de adornar as páginas da história,” e tornar-se-á “objeto da inveja do mundo, abençoada tanto no Oriente como no Ocidente.”
Shoghi
25 de dezembro de 1938
Impresso nos Estab. Gráficos Borsoi S.A. Indústria e Comércio,
à Rua Francisco Manuel, 55 – ZC-15, Benfica, Rio de Janeiro
POR
SHOGHI EFFENDI
Tradução de
LEONORA STERLING ARMSTRONG
EDITORA BAHÁ’Í DO BRASIL
Rio de Janeiro
1977
Tradução do original inglês
“THE ADVENT OF DIVINE JUSTICE”
Primeira edição: 1970
Segunda edição: 1977
EDITORA BAHÁ’Í DO BRASIL
Rua Engenheiro Gama Lobo, 267
Rio de Janeiro
Aos bem-amados de Deus e às servas do Misericordioso em toda parte dos Estados Unidos e do Canadá
Meus mais amados irmãos e irmãs no amor de Bahá’u’lláh:
Seria difícil, em verdade, expressar adequadamente os sentimentos de irreprimível alegria e júbilo que me inundam o coração todas as vezes que faço pausa para contemplar as incessantes evidências da energia dinâmica que anima os destemidos pioneiros da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh ao executarem o Plano do qual foram incumbidos. A fidelidade, o vigor e a minuciosidade com que vós estais realizando as múltiplas operações que a evolução do Plano Setenial há necessariamente de implicar, são atestados, além da mais ligeira sombra de dúvida, pelo fato de haverem vossos eleitos representantes nacionais assinado o contrato, o que assinala o começo da fase final do maior empreendimento jamais iniciado por aqueles que seguem no Ocidente a Fé instituída por Bahá’u’lláh, e outrossim pelo progresso extremamente animador registrado nos sucessivos relatórios de seu Comitê Nacional de Ensino. Em ambos os seus aspectos e em todos os seus detalhes, o Plano está sendo levado a efeito com regularidade e precisão exemplares, sem diminuição em eficiência e com louvável prontidão.
O expediente demonstrado pelos representantes nacionais dos crentes americanos, de uma maneira tão impressionante, nos meses recentes, como evidenciado pelas medidas sucessivas por eles adotadas, foi igualado pelo apoio leal, inquestionável e generoso que todos aqueles a quem representam lhes têm outorgado, a cada etapa crítica, e com todo novo avanço, no desempenho de seus deveres sagrados. Tão estreita interação, tão completa coesão, com harmonia e camaradagem tão contínuas entre os vários agentes que contribuem para a vida orgânica de cada comunidade bahá’í em pleno funcionamento, constituindo-lhe a estrutura básica – é fenômeno que apresenta um contraste frisante às tendências rompedoras que os elementos discordantes da sociedade hodierna tão tragicamente manifestam. Enquanto cada aparente provação com a qual a insondável sabedoria do Todo-Poderoso julga necessário afligir Sua comunidade eleita, serve apenas para demonstrar novamente sua solidariedade essencial e firmar sua força interior, por outro lado, cada uma das sucessivas crises nos destinos de uma era decadente expõe, de um modo mais convincente do que fez sua antecessora, as influências corrosivas que rapidamente solapam a vitalidade e minam a base de suas instituições declinantes.
Por tais provas da intervenção de uma Providência sempre-vigilante, os que se identificam com a Comunidade do Nome Supremo devem sentir-se eternamente gratos. De cada novo sinal de Sua infalível graça, por um lado, e da revelação de Sua cólera por outro, não podem senão derivar imensa esperança e coragem. Atentos para aproveitarem toda oportunidade que as revoluções da roda do destino dentro de sua Fé lhes oferecem, e intrépidos perante a perspectiva de convulsões espasmódicas que haverão, cedo ou tarde, de afetar fatalmente aqueles que recusaram abraçar sua luz, eles, bem como seus sucessores nessa tarefa, deverão ir avante até que os processos já postos em movimento tenham despendido, cada um, sua força e contribuído seu quinhão para o nascimento da Ordem agora movendo-se na matriz de uma era que sente as dores de parto.
Crises que se Repetem
Essas crises que se repetem e que, com ominosa freqüência e uma força irresistível, afligem uma sempre-crescente porção da espécie humana, haverão necessariamente de continuar a exercer sua influência nociva, até certo ponto e, embora não seja permanentemente, sobre uma comunidade mundial que já estendeu suas ramificações até os mais remotos confins da Terra. Como podem os primórdios de um cataclismo mundial, desenfreando forças que estão perturbando tão gravemente o equilíbrio social, religioso, político e econômica de uma sociedade organizada, levando ao caos e à confusão os sistemas políticos, as doutrinas raciais, os conceitos sociais, os padrões culturais, as associações religiosas e relações comerciais – como podem tais agitações, em tão vasta escala, tão sem precedentes, deixar de produzir qualquer repercussão sobre as instituições de uma Fé de tão terna idade e cujos ensinamentos têm uma relação direta e vital com cada uma dessas esferas de vida e conduta humanas?
Não é de se admirar, pois, se aqueles que estão erguendo a bandeira de uma Fé tão difundida, de uma Causa tão desafiadora, se vêem afetados pelo impacto dessas forças que abalam o mundo. Não é de se admirar se, em meio a esse redemoinho de paixões em contenda, sua liberdade tem sido reduzida, seus princípios desprezados, suas instituições atacadas, seus motivos difamados, sua autoridade posta em perigo, sua pretensão rejeitada.
No coração do continente europeu, uma comunidade que, em virtude de suas potencialidades espirituais e sua situação geográfica, é destinada, segundo predisse ‘Abdu’l-Bahá, a irradiar o esplendor da luz da Fé sobre os países circunvizinhos, está momentaneamente eclipsada por causa das restrições que um regime lamentavelmente errado quanto a seu propósito e sua função, se dignou de lhe impor. Silenciada está agora, infelizmente, a sua voz; dissolvidas estão as suas instituições, proscrita a sua literatura, confiscados os seus arquivos e suspensas as suas reuniões.
Na Ásia central, na cidade que goza de incomparável distinção de ter sido escolhida por ‘Abdu’l-Bahá como sede do primeiro Mashriqu’l-Adhkar do mundo bahá’í, bem como nas cidades e aldeias da província à qual pertence, a Fé tão penosamente oprimida de Bahá’u’lláh, em conseqüência da vitalidade extraordinária, inigualável, que ela tem manifestado consistentemente no decorrer de várias décadas, vê-se à mercê de forças, as quais, alarmadas diante de seu crescente poder, se empenham a reduzi-la à impotência absoluta. Seu Templo, embora usado ainda para fins de adoração bahá’í, foi desapropriado, sendo dissolvidos seus comitês e Assembléias, embaraçadas suas atividades de ensino, deportados seus principais propagadores e presos seus mais entusiásticos defensores, tanto mulheres como homens.
Em sua terra natal, onde reside a imensa maioria de seus adeptos – país cuja capital foi saudada por Bahá’u’lláh como a “mãe do mundo” e “o alvorecer do júbilo da humanidade” – uma autoridade civil ainda não separada oficialmente das influências paralisantes de um clero antiquado, fanático, excessivamente corrupto, prossegue implacavelmente sua campanha de repressão contra os aderentes de uma Fé que, há bem perto de um século, em vão se esforça por suprimir. Indiferente para o fato de que os membros desta comunidade inocente, proscrita, podem com justeza pretender contar-se entre os mais desinteressados, os mais capazes e os mais ardentemente dedicados amigos de sua terra natal, desdenhosa de seu alto senso de cidadania mundial que os defensores de um excessivo e estreito nacionalismo jamais podem esperar apreciar – tal autoridade recusa conceder a uma Fé que estende sua jurisdição espiritual sobre quase seiscentas comunidades locais e cujos aderentes excedem em número aos da Fé Cristã ou da judaica ou da zoroastriana naquela terra, o necessário direito legal de executar suas leis, administrar seus assuntos, dirigir suas escolas, celebrar suas festas, circular sua literatura, solenizar seus ritos, erigir seus prédios e salvaguardar suas doações.
E agora, recentemente na própria Terra Santa, coração e centro de uma Fé que abrange o mundo, os fogos da animosidade racial, da luta fratricida, do desavergonhado terrorismo, atearam uma conflagração que, por um lado, afeta gravemente aquele fluxo de peregrinos que constitui o sangue vital desse centro e, por outro, suspende os vários projetos que haviam sido iniciados com referência à preservação e extensão das áreas adjacentes aos sagrados lugares que entesoura. A segurança da pequena comunidade de adeptos residentes, em face da crescente maré de desordem, periclita, sendo indiretamente desafiada sua condição de comunidade neutra e distinta, e restrita sua liberdade para observar algumas de suas cerimônias. Uma série de assaltos homicidas, alternando com explosões de fanatismo amargo, tanto racial como religioso – envolvendo os líderes bem como os seguidores das três Fés principais naquele país agitado – tem, em algumas ocasiões, ameaçado cortar todas as comunicações normais, não só dentro de seus confins mas também com o mundo de fora. Por perigosa que tenha sido a situação, os Lugares Sagrados Bahá’ís, objeto da adoração de uma Fé mundial – não obstante seu número e sua posição exposta e embora, aparentemente, privados de qualquer meio de proteção – têm sido preservados de uma maneira nada menos que milagrosa.
Um mundo lacerado por paixões em choque, desintegrando-se perigosamente de dentro, vê-se, numa época tão crucial de sua história, face à face com o sempre crescente êxito de uma Fé nascente – Fé essa que parece, algumas vezes, ser envolvida em suas controvérsias, emaranhada pelos seus conflitos, eclipsada por suas sombras que se acumulam e sobrepujada pela maré crescente de suas paixões. Em seu próprio coração, dentro de seu berço, na sede de seu primeiro e venerável Templo, num de seus centros outrora florescentes e potencialmente fortes, a Fé, ainda não emancipada, de Bahá’u’lláh, parece realmente haver recuado perante as forças impetuosas da violência e da desordem às quais a humanidade está consistentemente caindo vítima. As cidadelas dessa Fé, uma por uma e dia após dia, ao que parece, estão sendo sucessivamente isoladas, atacadas e capturadas. Enquanto as luzes da liberdade bruxuleiam e se extinguem, enquanto o ruído da discórdia se torna cada dia mais intenso, enquanto os fogos do fanatismo flamejam com crescente ferocidade nos peitos dos homens e o frio da irreligião se alastra furtiva mas inexoravelmente sobre a alma da humanidade, parece que os membros e órgãos que constituem o corpo da Fé de Bahá’u’lláh tenham vindo a sofrer, em grau variável, as influências mutiladoras que atualmente se apoderam do mundo civilizado em sua totalidade.
De que modo claro e impressionante estão sendo demonstradas, nesta hora, as seguintes palavras de ‘Abdu’l-Bahá: “A escuridão do erro que envolveu o Oriente e o Ocidente está, neste mais grandioso ciclo, batalhando contra a luz da Guia Divina. Suas espadas e lanças estão muito agudas e afiadas; seu exército, veementemente sanguinário. “Neste dia”, escreve Ele em outra passagem, “os poderes de todos os líderes da religião têm em mira dispersar a congregação do Todo-Misericordioso e demolir a Estrutura Divina. As hostes do mundo, quer sejam materiais, culturais ou políticas, dão assalto de todos os lados, pois a Causa é grande, muito grande. Sua grandeza está, neste dia, clara e manifesta aos olhos dos homens.”
Principal Cidadela que Ainda Permanece
A principal cidadela que ainda permanece, o poderoso braço que persiste em erguer altamente o estandarte de uma Fé invencível, não é outra que a bem-aventurada comunidade dos seguidores do Nome Supremo no continente norte-americano. Com suas obras e através da infalível proteção que lhe é outorgada por uma Providência toda-poderosa, esse distinto membro do corpo das comunidades bahá’ís de Oriente e Ocidente, promete vir a ser considerada universalmente como o berço bem como a cidadela da Nova Ordem Mundial do futuro, que é a um tempo a promessa e a glória da Dispensação associada ao nome de Bahá’u’lláh.
Se alguém se inclina a menosprezar a dignidade incomparável conferida a essa comunidade, ou duvidar do papel que lhe incumbirá a desempenhar nos dias vindouros, que pondere a implicação destas palavras prenhes de significação e altamente iluminadoras, que foram proferidas por ‘Abdu’l-Bahá e dirigidas a ela num tempo em que os destinos de um mundo gemendo sob o peso de uma guerra assoladora haviam alcançado seu nadir. “O continente da América”, escreveu Ele tão significativamente, “é, aos olhos do Deus único, verdadeiro, a terra onde os esplendores de Sua luz haverão de se revelar, onde os mistérios de Sua Fé se desvelarão, onde os justos haverão de habitar e os livres se reunirem.”
A comunidade dos bahá’ís do continente norte-americano – a um tempo a iniciadora primaz e o padrão das futuras comunidades que a Fé de Bahá’u’lláh é destinada a erguer por toda a extensão do Hemisfério Ocidental – essa comunidade, a despeito da negrura predominante, já mostrou sua capacidade de ser reconhecida como porta-tocha daquela luz, o repositório daqueles mistérios, o exponente daquela justiça e o santuário daquela liberdade. A que outra luz seria possível que estas palavras supracitadas aludissem, senão à luz da glória da Idade Áurea da Fé instituída por Bahá’u’lláh? Quais mistérios poderia ‘Abdu’l-Bahá ter contemplado, a não ser os mistérios daquela Ordem Mundial embrionária que agora evolui dentro da matriz de Sua Administração? Qual a justiça senão aquela cujo reinado essa Era e essa Ordem tão somente poderão estabelecer? Qual a liberdade, a não ser a liberdade que a proclamação de Sua soberania, na plenitude dos tempos, haverá de conceder?
A comunidade dos organizados promotores da Fé de Bahá’u’lláh no continente americano – descendentes espirituais dos rompedores da aurora de uma Era heróica, que com sua morte proclamaram o nascimento dessa Fé – deverá, por sua vez, inaugurar, não pela sua morte, mas sim, através do sacrifício, em vida, a prometida Ordem Mundial, a concha destinada a entesourar aquela jóia de inestimável valor, a civilização mundial que a própria Fé, tão somente, poderá gerar. Enquanto suas comunidades irmãs se arqueam sob os ventos tempestuosos que lhes batem de todos os lados, essa comunidade, preservada pelos imutáveis decretos do onipotente Ordenador e derivando sustento contínuo do mandato do qual as Epístolas do Plano Divino a investiram, ocupa-se diligentemente em lançar os alicerces e em promover o crescimento daquelas instituições que haverão de prenunciar a aproximação da Era destinada a testemunhar o nascer e o surgir da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh.
Uma comunidade, relativamente insignificante a respeito de força numérica; separada por distâncias vastas, tanto do centro focal de sua Fé como da terra onde reside a massa preponderante de seus companheiros de crença; pela maior parte, destituída de recursos materiais e sem experiência ou proeminência; desconhecendo as crenças, os conceitos e os hábitos daqueles povos e raças das quais descenderam seus Fundadores espirituais; sem familiaridade alguma com os idiomas nos quais foram revelados originariamente seus Livros Sagrados; constrangida a depender unicamente de uma tradução inadequada de apenas uma porção fragmentária da literatura que incorpora suas leis, seus princípios e sua história; sujeita, desde a infância, a provações de severidade extrema, envolvendo, algumas vezes, a apostasia de alguns de seus membros mais proeminentes; tendo de enfrentar sempre, desde seu início, num grau crescente, as forças da corrupção, da lassidão moral, e do preconceito arraigado – uma comunidade como essa, em menos de meio século, e sem o auxílio de qualquer de suas comunidades irmãs, quer do Oriente ou do Ocidente, em virtude da potência celestial, da qual um Mestre misericordioso tão abundantemente a dotou, tem prestado um ímpeto ao progresso da Causa por ela abraçada que as realizações em conjunto de seus correligionários do Ocidente não conseguiram rivalizar.
Que outra comunidade – podemos perguntar em confiança – tem sido o meio de fixar o padrão e de fornecer o impulso inicial àquelas instituições administrativas que constituem a vanguarda da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh? Que outra comunidade foi capaz de demonstrar, com tamanha consistência, o expediente, a disciplina, a determinação férrea, o zelo e a perseverança, a devoção e a fidelidade, tão indispensáveis à ereção e à contínua extensão da estrutura dentro da qual, tão somente, aquelas instituições nascentes possam multiplicar e madurar? Qual a outra comunidade que se haja provado incendiada por tão nobre visão, ou disposta a elevar-se a tão grandes alturas de abnegação, ou preparada para atingir tão avançado grau de solidariedade, que pudesse erguer, em tão pouco tempo e no curso de anos tão cruciais, uma estrutura que em merecesse ser considerada a maior contribuição jamais feita pelo Ocidente à Causa de Bahá’u’lláh? Qual a outra comunidade que possa pretender com justeza haver conseguido, através dos esforços de um de seus membros mais humildes, sem apoio algum, ganhar a espontânea lealdade de Realeza à sua Causa e obter tão maravilhosos testemunhos, por escrito, à sua verdade? Que outra comunidade mostrou a previsão, a capacidade de organização, o fervor entusiasta, que levaram ao estabelecimento e à multiplicação, em todo o seu território, daquelas escolas iniciais que, com o decorrer do tempo, haverão por um lado de evoluir em poderosos centros de conhecimentos bahá’ís e, por outro, de prover terreno fértil de recrutamento para o enriquecimento e consolidação de sua equipe de ensino? Que outra comunidade produziu pioneiros que a tal ponto reunissem as qualidades essenciais de audácia, consagração, tenacidade, abnegação e devoção incondicional que os levaram a abandonar seus lares, renunciar tudo e espalhar-se sobre a superfície do globo, e a içar nos mais remotos confins da Terra a bandeira triunfante de Bahá’u’lláh? Quem senão os membros dessa comunidade ganharam a distinção eterna de serem os primeiros a erguer a chamada de Yá Bahá’u’l-Abhá em territórios e centros de tão alta importância e espalhados sobre tão vasta área como não só o coração do Império Britânico mas também do Francês, a Alemanha, o Extremo Oriente, os Estados Balcânicos, os países escandinavos, a América Latina, as Ilhas do Pacífico, a África do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia, e agora, mais recentemente, os Estados Bálticos? Quem senão esses mesmos pioneiros têm se mostrado prontos para empreender a tarefa, exercer a paciência e providenciar os fundos necessários para a tradução e a publicação, em nada menos de quarenta idiomas, de sua literatura sagrada, cuja disseminação é requisito essencial a qualquer campanha de ensino efetivamente organizada? Que outra comunidade pode asseverar ter exercito um papel decisivo nos esforços mundiais feitos para salvaguardar e estender as cercanias imediatas de seus sagrados túmulos, como também para a aquisição preliminar das futuras sedes de suas instituições internacionais em seu centro mundial? Qual a outra comunidade que possa, para seu crédito eterno, dizer-se a primeira a redigir suas constituições, nacional bem como local, estabelecendo assim as linhas fundamentais dos documentos gêmeos designados para regular as atividades, definir as funções e salvaguardar os direitos de suas instituições? Qual a outra comunidade que se possa ufanar de haver ao mesmo tempo adquirido e segurado legalmente a base de suas doações nacionais, assim pavimentando o caminho para uma ação semelhante da parte de suas comunidades locais? Qual a outra comunidade que tenha atingido a suprema distinção de obter, muito antes de haver qualquer de suas comunidades irmãs ideado tal possibilidade, a documentação necessária para assegurar o reconhecimento, pelas autoridades, tanto federais como estaduais, de suas Assembléias Espirituais e doações nacionais? E, finalmente, à qual outra comunidade foi dado o privilégio, ou foram concedidos os meios, de socorrer os necessitados, de pleitear a causa dos espezinhados e de intervir tão energicamente para salvaguardar os edifícios e instituições bahá’ís em tais países como a Pérsia, o Egito, o Iraque, a Rússia e a Alemanha, onde, em várias ocasiões, seus companheiros de crença têm tido de sofrer os rigores da perseguição, tanto religiosa como racial?
Tão brilhante e incomparável registro de serviços que se estendem por um período de bem perto de vinte anos, estando estreitamente entretecidos com os interesses e destinos de tão grande parte da comunidade bahá’í mundial, merece ser incluído como capítulo memorável na história do Período Formativo da Fé de Bahá’u’lláh. Reforçado e enriquecido como é, pela memória das primeiras realizações dos bahá’ís americanos, tal registro é em si, um testemunho convincente de sua capacidade para arcar dignamente com as responsabilidades que qualquer tarefa lhes possa impor no futuro. Exagerar o que significam esses múltiplos serviços, seria praticamente impossível. Julgar corretamente seu valor e dilatar-se com seus méritos e suas conseqüências imediatas é tarefa que somente um futuro historiador bahá’í poderá executar devidamente. Posso por enquanto apenas apresentar para documentação minha profunda convicção de que uma comunidade capaz de patentear tais ações, de manifestar tal espírito, de se erguer a tais alturas, não pode deixar de já possuir as devidas potencialidades para que possa, na plenitude dos tempos, vindicar seu direito de ser aclamada principal autora e campeã da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh.
Por magníficas que sejam essas realizações, fazendo lembrar, em alguns de seus respeitos, as façanhas com as quais os rompedores da aurora de uma Era heróica proclamaram o nascimento da própria Fé, a tarefa associada com o nome dessa comunidade privilegiada, longe de se aproximar de seu clímax, está apenas começando a desdobrar-se. O que os bahá’ís americanos têm realizado num período de quase cinqüenta anos, é infinitésimo em comparação com a magnitude das tarefas à sua frente. Os ruídos daquele desastre catastrófico que há de proclamar, a um e ao mesmo tempo, a agonia de morte da velha ordem e as dores de parto da nova, indicam a constante aproximação bem como o caráter espantoso dessas tarefas.
Uma Cruzada de Magnitude Ainda Maior
O estabelecimento virtual da Ordem Administrativa de sua Fé, a ereção de sua estrutura, a formação de seus instrumentos e a consolidação de suas instituições subsidiárias, foi a primeira tarefa da qual foram incumbidos, como comunidade organizada que veio a existir em virtude do Testamento de ‘Abdu’l-Bahá e sob Suas instruções. Cumpriram essa tarefa inicial com maravilhosa prontidão, fidelidade e vigor. Mal haviam eles criado e correlacionado as várias agências necessárias para o prosseguimento eficiente de quaisquer medidas que pudessem, subseqüentemente, querer iniciar, quando se dirigiram, com o mesmo zelo e dedicação, à próxima tarefa, ainda mais árdua, a de erigir a superestrutura cuja pedra fundamental o próprio ‘Abdu’l-Bahá lançara. E ao realizar-se esta façanha, essa comunidade, consciente dos apaixonados pedidos, exortações e promessas registrados nas Epístolas do Plano Divino, resolveu empreender ainda outra tarefa, a qual, em seu âmbito e suas potencialidades espirituais, haverá seguramente de exceder em brilho todas as obras que já realizaram. Iniciando com inextinguível entusiasmo e intrépida coragem o Plano Setenial, como o passo primeiro e prático para o cumprimento da missão prescrita naquelas Epístolas históricas, empreenderam, com espírito de renovada dedicação, sua tarefa dual, cuja consumação, espera-se, será simultânea com a celebração do centenário do nascimento da Fé de Bahá’u’lláh. Bem cientes de que todo adiantamento conseguido na ornamentação exterior de seu majestoso edifício reagiria diretamente sobre o progresso da campanha do ensino iniciada por eles nos continentes americanos, tanto do sul como do norte, e, compreendendo que cada vitória ganha no campo do ensino viria, por sua vez, a facilitar o trabalho e apressar a terminação de seu Templo, eles agora estão envidando todos os esforços, com coragem e fé, para desempenharem, em ambas as suas fases, suas obrigações segundo o Plano à execução do qual se dedicaram.
Que não imaginem, entretanto, que a consumação do Plano Setenial, por coincidir com o término do primeiro século da era bahá’í, signifique o fim do trabalho ou mesmo uma interrupção nesse trabalho em cuja execução a infalível Mão do Todo-Poderoso os dirige. A inauguração do segundo século da era bahá’í há de desvelar, forçosamente, vistas mais amplas, introduzir etapas mais avançadas e testemunhar o início de planos de maior alcance do que qualquer um até agora concebido. O Plano em que a inteira comunidade dos bahá’ís americanos focaliza atualmente sua atenção, suas aspirações e seus recursos deve ser visto como apenas um começo, uma prova de fortaleza, um ponto de partida para uma cruzada de magnitude ainda maior, se as responsabilidades e os deveres dos quais o Autor do Plano Divino os investiu hão de ser honrados e inteiramente cumpridos.
Pois a consumação do presente Plano em nada mais resultará que a formação de, pelo menos, um centro em cada república do Hemisfério Ocidental, enquanto os deveres prescritos nessas Epístolas pedem uma difusão mais larga e implicam a disseminação de um número muito maior e mais representativo dos membros da comunidade bahá’í norte-americana sobre toda a superfície do mundo novo. É, sem dúvida, a missão dos bahá’ís americanos, pois, levar avante para o segundo século o glorioso trabalho iniciado nos últimos anos do primeiro. Quando tiverem desempenhado seu papel na orientação das atividades desses centros isolados e recém-nascidos, e na promoção de sua capacidade de, por sua vez, iniciar instituições, tanto locais como nacionais, usando como modelo as suas próprias, então, e não antes, poderão eles estar satisfeitos por haverem cumprido adequadamente suas obrigações imediatas de acordo com o Plano divinamente revelado de ‘Abdu’l-Bahá.
Nem por um momento se deveria supor que a consumação de uma tarefa que visa multiplicar os centros bahá’ís e prover a assistência e a orientação necessárias para se estabelecer a Ordem Administrativa da Fé Bahá’í nos países da América Latina seja a realização total do projeto concebido para eles por ‘Abdu’l-Bahá. Um exame, mesmo que seja perfunctório, daquelas Epístolas que incorporam Seu Plano, revelará instantaneamente um âmbito para suas atividades que se estende muito além dos confins do Hemisfério Ocidental. Estando virtualmente cumpridas suas tarefas e responsabilidades interamericanas, sua missão intercontinental entra em sua fase mais gloriosa e decisiva. “No momento em que esta Mensagem Divina”, escreveu o próprio ‘Abdu’l-Bahá, “for levada avante pelos crentes americanos, partindo das costas da América e sendo propagada em toda parte dos continentes da Europa, da Ásia, da África e da Australásia e até as ilhas do Pacífico, essa comunidade se verá estabelecida seguramente sobre o trono de um domínio imperecível.”
E quem sabe se, ao ser consumada essa tarefa colossal, não serão impelidos a cumprir uma missão maior, ainda mais grandiosa, incomparável em seu esplendor, que lhes fora predestinada por Bahá’u’lláh? As glórias de tal missão são de um brilho tão deslumbrante, as circunstâncias que a atendem são tão remotas e os acontecimentos contemporários, com a culminação dos quais estão tão estreitamente ligadas, se acham em tal estado de fluxo, que seria prematuro tentar, no momento atual, delinear acuradamente as suas feições. Basta dizer que nascerão do tumulto e das tribulações destes “últimos anos” oportunidades nem sonhadas, e serão criadas circunstâncias que se não pode prognosticar, as quais tornarão possíveis, ou melhor, necessário, que os vitoriosos prosseguidores do Plano de ‘Abdu’l-Bahá, através do papel que desempenharão no desdobramento da Nova Ordem Mundial, acrescentem novos lauréis à coroa de seu serviço ao limitar de Bahá’u’lláh.
As Potencialidades do Futuro
Nem se deveria deixar passar despercebida nenhuma das múltiplas oportunidades, de ordem totalmente diferente, que a evolução a própria Fé, quer seja em seu centro mundial ou no continente norte-americano, ou mesmo nas mais remotas regiões da Terra, há de criar, instando mais uma vez aos crentes americanos que desempenhem um papel não menos conspícuo do que a sua participação prévia, com suas contribuições coletivas para a propagação da Causa de Bahá’u’lláh. Só posso no momento citar, ao acaso, certas dessas oportunidades que sobressaem preeminentemente, em qualquer tentativa de examinar as possibilidades do futuro: A eleição da Casa Internacional de Justiça e seu estabelecimento na Terra Santa, o centro espiritual e administrativo do mundo bahá’í, inclusive a formação de suas sucursais auxiliares e instituições subsidiárias; a gradativa ereção das várias dependências do primeiro Mashriqu’l-Adhkar do Ocidente, e as intrincadas questões envolvendo o estabelecimento e a extensão da base estrutural da vida da comunidade bahá’í; a codificação e a disseminação das leis do Sacratíssimo Livro, necessitando a formação, em certos países do Oriente, de cortes de lei bahá’í devidamente constituídas e oficialmente reconhecidas; a construção do terceiro Mashriqu’l-Adhkar do mundo bahá’í nas cercanias da cidade de Teerã, devendo ser seguida pela ereção de uma Casa de Adoração semelhante na própria Terra Santa; a libertação das comunidades bahá’ís dos grilhões da ortodoxia religiosa em tais países islâmicos como a Pérsia, o Iraque e o Egito, e o conseqüente reconhecimento, pelas autoridades civis nesses estados, da condição independente e do caráter religioso das Assembléias Bahá’ís Nacionais e Locais; as medidas precautórias e defensivas a serem planejadas, coordenadas e executadas a fim de neutralizar a plena força dos inevitáveis ataques que os esforços organizados das organizações eclesiásticas das várias seitas desencadearão progressivamente e prosseguirão inexoravelmente; e, em último lugar, porém não da menor importância, as numerosas questões que devem ser enfrentadas, os obstáculos que devem ser vencidos, e as responsabilidades que hão de ser assumidas, para que uma Fé severamente opressa possa atravessar as sucessivas etapas da obscuridade completa, da repressão ativa, da emancipação total, conduzindo então ao seu reconhecimento como Fé independente, gozando da mesma condição de plena igualdade com as religiões irmãs, a ser seguida por seu estabelecimento e reconhecimento como religião de Estado, a qual, por sua vez, deverá ceder à sua assunção dos direitos e prerrogativas associadas ao Estado Bahá’í, funcionando na plenitude de seus poderes – etapa essa que há de culminar, finalmente, na emergência do Estado Bahá’í mundial, animado inteiramente pelo espírito e operando unicamente de conformidade direta com as leis e os princípios de Bahá’u’lláh.
Tenho confiança de que os bahá’ís americanos, além de sua resposta ao chamado ao ensino, expresso por ‘Abdu’l-Bahá em Suas Epístolas, aceitarão sem hesitação o desafio oferecido por estas oportunidades e, com sua tradicional intrepidez, tenacidade e eficiência, de tal modo lhe responderão que, perante o mundo inteiro, confirmarão seu título e grau como os construtores campeões das mais poderosas instituições da Fé instituída por Bahá’u’lláh.
Sua Luz Infalível
Bem-amados amigos! Embora a tarefa seja longa e árdua, o prêmio que o Todo-Generoso se dignou de vos conferir é tão precioso que nem língua nem pena pode avaliá-lo de um modo digno. Embora seja distante a meta para a qual agora vos esforçais tão ardentemente, não havendo sido revelada ainda aos olhos dos homens, sua promessa, no entanto, se encontra firmemente implantada nas pronunciações autorizadas e inalteráveis de Bahá’u’lláh. Embora o curso que Ele vos tem traçado pareça, algumas vezes, perdido nas sombras ameaçadoras que agora envolvem uma humanidade atribulada, a infalível luz, entretanto, que Ele fez brilhar sobre vós continuamente, é de tal intensidade que nenhum crepúsculo terreno jamais lhe eclipsará o esplendor. Não obstante ser pequeno vosso número e circunscritas vossas experiências, vossos poderes e recursos, a Força, entretanto, que vigora vossa missão é de âmbito ilimitado e de potência incalculável. Apesar de serem ferozes, numerosos e inexoráveis os inimigos que cada aumento no progresso de vossa missão fará surgirem, as Hostes invisíveis, porém, as quais, se vós perseverardes, haverão de se apressar a auxiliar-vos segundo prometeram, capacitar-vos-ão, finalmente, a frustrar suas esperanças e aniquilar suas forças. Embora sejam indubitáveis as bênçãos que hão de coroar, afinal, a consumação de vossa missão, e firmes e irrevogáveis as promessas Divinas que vos foram dadas, a medida, no entanto, da boa recompensa que cada um de vós é destinado a colher, deverá depender do grau de vossos esforços diários em prol da expansão dessa missão e da aceleração de seu triunfo.
Bem-amados amigos! Por grandes que sejam meu amor e admiração por vós e por mais convencido que eu esteja da eminente participação que podereis ter e, sem dúvida, tereis em ambas as esferas, continental e internacional, do futuro serviço e atividade bahá’ís, sinto, porém, que me incumbe, nesta altura, proferir uma palavra de advertência. Os calorosos tributos, tão repetida e meritoriamente prestados à capacidade, ao espírito, à conduta e ao alto grau dos bahá’ís americanos, individualmente e também como comunidade orgânica, não se referem, em hipótese alguma, às características e natureza do povo do qual Deus os ergueu. Uma nítida distinção deve ser feita entre essa comunidade e aquele povo, e mantida resoluta e destemidamente, se quisermos dar o devido reconhecimento ao poder de transmutação possuído pela Fé de Bahá’u’lláh, em seu impacto sobre as vidas e os padrões daqueles que desejaram alistar-se sob Sua bandeira. De outro modo, a função suprema e distinta de Sua Revelação, que outra não é senão a de fazer surgir uma nova raça de homens, permanecerá totalmente desconhecida, em completa obscuridade.
A Função Suprema de Sua Revelação
Quantas vezes os Profetas de Deus, não excetuando o próprio Bahá’u’lláh, se têm dignado de aparecer e apresentar Sua Mensagem em países e entre povos e raças num tempo em que estes ou estavam em rápido declínio ou já haviam tocado nas ínfimas profundidades da degradação moral e espiritual. A espantosa miséria e aflição em que os israelitas se haviam afundado, sob o governo tirânico e humilhante dos faraós nos dias precedentes a seu êxodo do Egito, guiados por Moisés; o declínio que se iniciara na vida religiosa, espiritual, cultural e moral do povo judaico, no tempo do aparecimento de Jesus Cristo; a crueldade bárbara, a vergonhosa idolatria e imoralidade, que desde tanto tempo eram as características mais angustiantes das tribos da Arábia, expondo-as a tanto opróbrio, quando Maomé se levantou para proclamar Sua Mensagem em seu meio; o estado indescritível de decadência, com seu séqüito de corrupção, confusão, intolerância e opressão na vida civil, bem como religiosa, da Pérsia, tão graficamente mostradas pela pena de um número considerável de letrados, diplomatas e visitantes, na hora da Revelação de Bahá’u’lláh – tudo demonstra este fato básico e irrefutável. Afirmar que o merecimento inato, o elevado padrão moral, a aptidão política e as realizações sociais de qualquer raça ou nação sejam a razão por que apareça em seu meio algum destes Luminares Divinos, seria uma absoluta perversão dos fatos históricos e equivaleria a um repúdio completo à indubitável interpretação que tanto Bahá’u’lláh como ‘Abdu’l-Bahá tão clara e enfaticamente lhes deram.
Como deve ser grande, pois, o desafio àqueles que pertencem a tais raças e nações e responderam ao chamado erguido por esses Profetas, para reconhecerem, sem reservas, e corajosamente darem testemunho desta verdade inquestionável de que não por causa de superioridade racial, capacidade política ou virtude espiritual possuídas por qualquer raça ou nação, mas, antes, como conseqüência direta de suas prementes necessidades, sua lamentável degeneração e irremediável perversidade foi que o Profeta de Deus se dignou de aparecer em seu meio e, com essa alavanca, elevou a inteira espécie humana a um mais alto e nobre plano de vida e conduta. Pois é precisamente sob tais circunstâncias e por tais meios que os Profetas, desde os tempos imemoriais, têm querido e podido demonstrar Seu poder redentor para erguer das profundidades da abjeção e da miséria o povo de Sua própria raça e nação, capacitando-o para transmitir, por sua vez, a outras raças e nações a graça salvadora e a influência vitalizadora de Sua Revelação.
À luz deste princípio fundamental, deve-se ter sempre em mente – nem é possível frisar isto suficientemente – que a razão primária por que o Báb e Bahá’u’lláh se dignaram de aparecer na Pérsia e fazê-la o primeiro repositório de Sua Revelação foi que, dentre todos os povos e nações do mundo civilizado, essa raça e nação – como tantas vezes ‘Abdu’l-Bahá lhe representava a situação – se afundara até profundidades tão ignominiosas e manifestara tão grande perversidade que não se encontrava paralelo entre seus contemporâneos. Pois não se poderia aduzir uma prova mais convincente para demonstrar o espírito regenerador que anima as Revelações proclamadas pelo Báb e por Bahá’u’lláh do que seu poder de transformar o que pode ser considerado, verdadeiramente, um dos povos mais atrasados, mais covardes e perversos, em uma raça de heróis apta para efetuar, por sua vez, uma revolução semelhante na vida da humanidade. Se tivesse aparecido entre uma raça ou nação que por seu valor intrínseco e suas altas realizações parecesse fazer jus ao inestimável privilégio de ser escolhida como receptáculo de tal Revelação, isso reduziria muito, aos olhos de um mundo descrente, a eficácia dessa Mensagem e detrairia da auto-suficiência de seu supremo poder. O contraste que nos é apresentado, de um modo tão impressionante, nas páginas da Narrativa de Nabíl, entre o heroísmo que imortalizou a vida e as façanhas dos Rompedores da Aurora, e a degeneração e covardia de seus difamadores e perseguidores, é, em si, um testemunho muito frisante à verdade da Mensagem Daquele que instilara tal espírito nos peitos de Seus discípulos. Se qualquer crente daquela raça alegasse serem a excelência de seu país e a nobreza inata de seu povo as razões fundamentais por sua escolha como receptáculo primaz das Revelações do Báb e de Bahá’u’lláh, isto seria insustentável à face da irresistível evidência apresentada de um modo tão concludente por essa Narrativa.
Em grau menor deve este princípio, necessariamente, ser aplicável ao país que vindicou seu direito de ser considerado o berço da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh. Tão grande função, tão nobre papel, pode ser considerado como não inferior àquele desempenhado por aquelas almas imortais que, através de sua renúncia sublime e façanhas sem paralelo foram responsáveis pelo nascimento da própria Fé. Que aqueles, pois, destinados a exercer um cargo tão predominante no nascimento dessa civilização mundial – que é de descendência direta de sua Fé – não imaginem, nem por um momento, que, para algum fim misterioso ou por qualquer motivo de excelência inerente ou mérito especial, Bahá’u’lláh se tenha dignado de conferir a seu país e seu povo tão grande e durável distinção. É precisamente por causa dos males patentes os quais, não obstante suas outras características e realizações inegavelmente grandes, tem sido engendrados em seu seio, infelizmente, por um materialismo excessivo e repressor, que o Autor de sua Fé e o Centro de Seu Convênio lhe concederam a distinção única de se tornar o porta-estandarte da Nova Ordem Mundial ideado em Seus escritos. É por este meio que Bahá’u’lláh melhor pode demonstrar, a uma geração desatenta, Sua onipotência para erguer do próprio seio de um povo imerso num mar de materialismo, vítima de uma das formas mais virulentas e arraigadas de preconceito racial e notório por sua corrupção política, sua licenciosidade e seu relaxamento em padrões morais – homens e mulheres que, com o decorrer do temperamento, exemplificarão cada vez mais aquelas virtudes essenciais da abnegação, da retidão moral, da castidade, da camaradagem sem discriminação, da santa disciplina e da percepção espiritual, que os prepararão para o papel preponderante que terão de desempenhar na criação dessa Ordem Mundial e dessa Civilização Mundial das quais seu país, não menos que a inteira espécie humana, necessita desesperadamente. Seu será o dever e seu o privilégio, em sua capacidade, primeiro, como estabelecedores de um dos mais poderosos pilares que sustentam o edifício da Casa Universal de Justiça e, depois, como os construtores-campeões da Nova Ordem Mundial da qual esta Casa há de ser o núcleo e o precursor – inculcar, demonstrar e aplicar aqueles princípios gêmeos, tão urgentemente necessários, princípios aos quais a corrupção política e a licença moral, maculando cada vez mais a sociedade à qual pertencem, apresentam tão triste e chocante contraste.
Advertências como estas, por desagradáveis e deprimentes que sejam, não nos devem cegar, no mínimo grau, àquelas virtudes, àquelas qualidades de alta inteligência, vigor juvenil, ilimitada iniciativa e espírito empreendedor, as quais a nação como um todo mostra tão conspicuamente e a comunidade dos bahá’ís dentro dela reflete cada vez mais. Destas virtudes e qualidades, não menos do que da eliminação dos males mencionados, há de depender, em grande parte, a capacidade dessa comunidade para lançar um alicerce firme para a futura participação do país em inaugurar a Idade Áurea da Causa de Bahá’u’lláh.
Quão Espantosa a Responsabilidade
Como é grande, pois, como é espantosa, a responsabilidade que há de pesar sobre a presente geração dos bahá’ís americanos nessa etapa incipiente de sua evolução espiritual e administrativa – a responsabilidade de extirpar, por todos os meios ao seu alcance, aqueles defeitos, hábitos e tendências que herdaram de sua própria nação, e cultivar, com paciência e prece, essas qualidades e características distintivas, tão indispensáveis à sua efetiva participação na grande obra redentora de sua Fé. Desde que, em vista do tamanho restrito de sua comunidade e da influência limitada que ela atualmente exerce, eles não tenham ainda capacidade para produzirem uma influência notável na grande massa de seus conterrâneos, cumpre, pois, que focalizem sua atenção, por enquanto, em si mesmos, em suas necessidades individuais, suas próprias deficiências e fraquezas pessoais, sempre lembrados de que cada intensificação de esforço de sua parte melhor os preparará para o tempo em que eles, por sua vez, terão de extirpar semelhantes tendências más das vidas e dos corações da inteira massa de seus concidadãos. Nem devem desatender o fato de que a Ordem Mundial, a base da qual eles, como vanguarda das futuras gerações bahá’ís de seus conterrâneos, lidam atualmente para estabelecer, jamais será erigida, a não ser, e até que, a generalidade do povo ao qual pertencem tenha sido purificada dos diversos males que agora tão severamente a afligem.
Ao examinar em geral as mais prementes necessidades dessa comunidade, ao tentar avaliar as mais sérias deficiências que a estorvam no desempenho de sua tarefa, e sempre lembrado da natureza daquela tarefa ainda maior com a qual ela será forçada a lutar no futuro, sinto que é meu dever frisar especialmente, e chamar a especial e urgente atenção do inteiro corpo dos bahá’ís americanos – quer sejam jovens ou velhos, brancos ou de cor, instrutores ou administradores, veteranos ou recém-vindos – ao que eu creio serem os requisitos essenciais ao êxito das tarefas que atualmente exigem sua inteira atenção. Por grande que seja a importância de amoldar os instrumentos exteriores e de aperfeiçoar as agências administrativas, que eles poderão utilizar para a prossecução de sua tarefa dual, segundo o Plano Setenial; por mais vitais e urgentes as campanhas que estão sendo iniciadas, os planos e projetos que estão sendo delineados e os fundos que estão sendo levantados, para o prosseguimento eficiente do trabalho, tanto do ensino como do Templo – não menos urgentes e vitais, entretanto, são os fatores imponderáveis, os espirituais, ligados estreitamente às suas próprias vidas interiores individuais e com os quais estão associadas suas relações humanas e sociais. Estes fatores exigem deles constante perscrutação, contínua auto-análise e minucioso exame de seus próprios corações, para que não seja diminuído seu valor, nem obscurecida ou esquecida sua necessidade vital.
Requisitos Espirituais Preliminares
Dentre estes requisitos espirituais indispensáveis ao êxito, os quais constituem o leito de rocha do qual há de depender, afinal, a segurança de todos os planos de ensino, projetos para o Templo e esquemas financeiros, os seguintes sobressaem como preeminentes e vitais, merecendo ser ponderados pelos membros da comunidade bahá’í americana. Do grau em que estes requisitos básicos forem preenchidos e da maneira como os bahá’ís americanos os cumprirem em suas vidas individuais, suas atividades administrativas e relações sociais, haverá de depender a medida das múltiplas bênçãos que o Todo-Generoso Possuidor poderá conceder a eles todos. Estes requisitos outros não são que um alto senso de retidão moral em suas atividades sociais e administrativas, castidade absoluta em suas vidas individuais e completa isenção de preconceito em suas relações com pessoas de diferentes raças, classes, crenças ou cores.
O primeiro é dirigido, especialmente, embora não exclusivamente, aos seus representantes eleitos, quer sejam locais, regionais ou nacionais, os quais, em sua capacidade de custódios e membros das nascentes instituições da Fé de Bahá’u’lláh, estão arcando com a responsabilidade principal na construção de um alicerce inatacável para aquela Casa Universal de Justiça que, assim como seu título implica, há de ser o expoente e a guardiã daquela Justiça Divina que tão somente pode trazer segurança e estabelecer o predomínio da lei e da ordem num mundo onde prevalece uma estranha desordem. O segundo se refere principal e diretamente a juventude bahá’í, a qual pode contribuir de um modo tão decisivo à virilidade, a pureza e a força motriz da vida da comunidade bahá’í e de quem deverá depender a futura orientação de seu destino bem como o desenvolvimento completo das potencialidades de que Deus a dotou. O terceiro deve ser a incumbência imediata, universal e principal de todos os diversos membros da comunidade bahá’í, de qualquer idade, categoria, experiência, classe ou cor que sejam, pois todos, sem nenhuma exceção, terão de enfrentar suas implicações desafiadoras, e ninguém, não importa quanto tenha progredido neste respeito, pode afirmar que haja desempenhado completamente as graves responsabilidades que este requisito inculca.
Uma retidão de conduta, um senso permanente de infalível justiça, não obscurecido pelas influências desmoralizadoras que uma vida política dominada pela corrupção demonstra de um modo tão impressionante; uma vida casta, pura e santa, não maculada e anuviada pelas indecências, pelos vícios, pelos padrões falsos que um código moral inerentemente deficiente tolera, perpetua e alimenta; uma fraternidade livrada daquele cancro de preconceito racial, que está corroendo os órgãos vitais de uma sociedade já debilitada – são estes os ideais que os bahá’ís americanos doravante, individualmente e através de ação em conjunto, deverão empenhar-se em promover, tanto na vida particular como na pública – ideais que são as principais forças impulsoras que podem mais efetivamente acelerar a marcha de suas instituições, seus planos e empreendimentos, que podem guardar a honra e a integridade de sua Fé e vencer quaisquer obstáculos que ela tenha de enfrentar no futuro.
Esta retidão de conduta, com suas implicações de justiça, eqüidade, veracidade, honestidade, imparcialidade e fidedignidade, deve distinguir toda fase da vida da comunidade bahá’í. “Os companheiros de Deus”, declarou o próprio Bahá’u’lláh, “são, neste dia, o fermento que há de levedar os povos do mundo. Devem manifestar tal fidedignidade, tal veracidade e perseverança, tais ações e tal caráter, que todo o gênero humano possa ser beneficiado pelo seu exemplo.” “Aquele que é o Mais Grandioso Oceano Me dá testemunho!” afirma Ele outra vez, “No próprio alento de tais almas que sejam puras e santificadas, se ocultam potencialidades de vasto alcance. Tão grandes são estas potencialidades que exercem sua influência sobre todas as coisas criadas.” “Aquele que é o verdadeiro servo de Deus”, escreveu Ele em outra passagem, “que, neste dia, ainda que passasse por cidades de prata e ouro, não se dignaria de olhar para elas, e cujo coração permaneceria puro, sem ser contaminado por quaisquer coisas que possam ser vistas neste mundo, sejam seus bens ou seus tesouros. Invoco o testemunho do Sol da Verdade! O sopro de tal homem é dotado de potência e suas palavras de atração.” “Por Aquele que brilha acima da aurora da santidade!” Ele, ainda mais enfaticamente revelou, “Se toda a Terra fosse convertida em prata e ouro, nenhum homem que se pode dizer tenha ascendido ao céu da fé e certeza se dignaria de lhe dar atenção, muito menos de apanhar e guardá-lo... Os que habitam no Tabernáculo de Deus e estão estabelecidos nos assentos da glória imperecível recusar-se-ão, ainda que estejam morrendo de fome, a estender as mãos e tomar ilicitamente a propriedade de seu próximo, por mais abjeto e desprezível que este seja. O propósito de Deus, Uno e Verdadeiro, em se manifestar, é convocar todo o gênero humano à veracidade e sinceridade, à piedade e fidedignidade, à resignação e submissão à vontade de Deus, à tolerância e bondade, à integridade e sabedoria. É Seu objetivo adornar todo homem com o manto de um caráter santo e embelezá-lo com o ornamento de boas e santas ações.” “Temos advertido a todos os bem-amados de Deus”, insiste Ele, “que usem de cautela para que a orla das Nossas vestes sagradas não seja maculada por ações ilícitas ou manchada pelo pó da conduta repreensível.” “Aderi à retidão, ó povo de Bahá”, Ele assim os exorta, “É este, verdadeiramente, o mandamento que este Injuriado vos tem dado, e é a primeira escolha de Sua irrestrita vontade para cada um de vós.”. “Um bom caráter”, explica Ele, “é, em verdade, o melhor manto que Deus concede aos homens. Ele o usa para adornar os templos de Seus bem-amados. Por Minha vida! A luz do bom caráter ultrapassa a luz do sol e seu fulgor.” “Um ato íntegro”, escreveu Ele ainda, “é dotado de tal potência que eleva o pó até fazê-lo passar além do céus dos céus. Tem o poder de romper todo vínculo e de restaurar a força que se desgastou e esvaeceu... Sê puro, ó povo de Deus, sê puro; sê justo... Dize: ó povo de Deus! O que pode assegurar a vitória Daquele que é a Verdade Eterna, Suas hostes e auxiliadores na Terra, foi inscrito nos Livros Sagrados e Escrituras e está tão claro e manifesto como o sol. O que constitui estas hostes são as ações íntegras, a conduta e o caráter que sejam aceitáveis aos Seus olhos. Se alguém se levantar, neste Dia, para dar seu apoio à Nossa Causa, chamando ao seu auxílio as hostes de um caráter louvável e conduta reta, a influência de tal ação haverá, com a máxima certeza, de ser difundida pelo mundo inteiro.” “A melhora do mundo” – é ainda outra afirmação – “pode ser realizada através de ações puras e boas, de conduta louvável e digna.” “Sede justos a vós mesmos e aos outros” – assim Ele os aconselha – “para que as evidências da justiça sejam reveladas através de vossas ações entre os Nossos servos fiéis”. “A eqüidade”, escreveu Ele também, “é a mais fundamental entre as virtudes humanas. A avaliação de todas as coisas há, forçosamente, de depender dela.” E outra vez, “Observai eqüidade em vosso julgamento, ó vós, homens de coração compreensível! Quem julga com injustiça é destituído das características que distinguem a condição do homem.” “Embelezai vossas línguas com veracidade, ó povo.” Ele ainda os admoesta, “e adornai vossas almas com o ornamento da honestidade. Acautelai-vos, ó povo, para que não trateis ninguém de um modo traiçoeiro. Sede os fidedignos de Deus entre Suas criaturas e os emblemas de Sua generosidade entre Seu povo.” “Que seja casta vossa vista” – é ainda outro conselho – “fiel vossa mão, veraz vossa língua e esclarecido vosso coração.” “Sê um ornamento para o semblante da verdade” – é ainda outra admoestação – “uma coroa para a fronte da fidelidade, um pilar para o templo da retidão, um sopro de vida para o corpo da humanidade, uma insígnia das hostes da justiça, um luminar acima do horizonte da virtude.” “Que a veracidade e a cortesia sejam vosso adorno” - admoesta Ele ainda – “não permitais que vos sejam negadas as vestes da tolerância e da justiça, para que os doces aromas da santidade oriundos de vossos corações se difundam sobre todas as coisas criadas. Dizei: Acautelai-vos, ó povo de Bahá, para que não andeis nos caminhos daqueles cujas palavras diferem de seus atos. Esforçai-vos a fim de serdes capacitados a manifestar os sinais de Deus aos povos da Terra e a espelhar Seus mandamentos. Que vossos atos sirvam para guiar toda a humanidade, pois as profissões da maioria dos homens, sejam de alta ou de baixa categoria, diferem de sua conduta. É por meio de vossas ações que vos podeis distinguir de outrem. Através delas poderá o resplendor de vossa luz ser difundido sobre toda a Terra. Feliz o homem que atende a Meu conselho e guarda os preceitos estabelecidos por Aquele que é o Onisciente, a Suma Sabedoria.”
“Ó exército de Deus!” escreve ‘Abdu’l-Bahá, “Através da proteção e ajuda concedidas pela Abençoada Beleza – seja minha vida um sacrifício aos Seus bem-amados deveis vos comportar de tal maneira que sobressaís, distintos e brilhantes como o sol entre as outras almas. Fosse qualquer um de vós entrar numa cidade, ele se deveria tornar um centro de atração por causa de sua sinceridade, sua fidelidade e seu amor, sua honestidade, veracidade e benevolência para com todos os povos do mundo, de modo que os habitantes dessa cidade exclamem, dizendo: - Esse homem é bahá’í, inquestionavelmente, pois seus modos, sua conduta, sua moral, sua natureza e temperamento refletem os atributos dos bahá’ís. – Antes de atingirdes este grau, não podereis ser considerados fiéis ao Convênio e Testamento de Deus.” “O dever mais vital, neste dia”, escreveu Ele, além disso, “é a purificação de vossos caráteres, a correção de vossos modos e a melhora de vossa conduta. Os bem-amados do Misericordioso devem manifestar tal caráter e conduta entre Suas criaturas que a fragrância de sua santidade se difunda sobre o mundo inteiro e ressuscite os mortos, desde que o propósito do Manifestante de Deus e do alvorecer das luzes ilimitadas do Invisível seja a educação das almas dos homens e a refinação do caráter de todo homem vivente...” “A veracidade” afirma Ele, “é o fundamento de todas as virtudes humanas. Sem a veracidade, o progresso e o êxito em todos os mundos de Deus são impossíveis para qualquer alma. Quando este santo atributo for estabelecido no homem, todas as qualidades divinas também serão adquiridas.”
Tal retidão de conduta deve manifestar-se, com potência cada vez maior, em todos os veredictos que os representantes eleitos da Comunidade Bahá’í, em qualquer capacidade em que se encontrem, possam ter de pronunciar. Deve ser constantemente refletida nas transações comerciais de todos os seus membros, em suas vidas domésticas, em toda espécie de emprego e em qualquer serviço que possam prestar futuramente a seu governo ou seu povo. Deve ser exemplificada na conduta de todos os eleitores bahá’ís quando caracterizar a atitude de todo seguidor leal da Fé no que diz respeito à sua obrigação de não aceitar encargos políticos, nem se identificar com qualquer partido político, nem participar de controvérsias políticas, e de não se afiliar a organizações políticas ou instituições eclesiásticas. Deve revelar-se na aderência incondicional de todos, sejam moços ou velhos, aos princípios fundamentais claramente enunciados e estabelecidos por ‘Abdu’l-Bahá em Seus discursos, e às leis e preceitos revelados por Bahá’u’lláh em Seu Sacratíssimo Livro. E essa retidão deve ser demonstrada pela imparcialidade de qualquer um que defenda a Fé contra seus inimigos, pela sua eqüidade em reconhecer quaisquer méritos que o inimigo talvez possua e pela sua honradez em cumprir qualquer obrigação que possa ter para com ele. Deve constituir o mais brilhante ornamento da vida, das atividades, dos esforços e das palavras de todo instrutor bahá’í, esteja ele trabalhando em sua terra natal ou no estrangeiro, quer na vanguarda das fileiras de instrutores, ou ocupando um posto de menos ação e responsabilidade. Deve-se fazê-la o distintivo daquele corpo dos representantes eleitos de cada comunidade bahá’í, numericamente pequeno mas intensamente dinâmico e altamente responsável, o qual constitui o sustentáculo e o instrumento único, em cada comunidade, para a eleição daquela Casa Universal cujo próprio nome e título, segundo determinação de Bahá’u’lláh, simbolizam aquela retidão de conduta que é sua mais alta missão salvaguardar e executar.
Tão grande e transcendental é este princípio da Justiça Divina – princípio que deve ser considerado a distinção culminante de todas as Assembléias Locais e Nacionais, em sua qualidade de precursores da Casa Universal de Justiça – que o próprio Bahá’u’lláh subordina Sua vontade e inclinação pessoal à força predominante das implicações e exigências deste princípio. “Deus é Minha Testemunha!” exclama Ele e assim explica: “Se não fosse contrário à Lei de Deus, Eu teria beijado a mão daquele que Me quis assassinar e permitido que herdasse Meus bens terrenos. Restringe-Me, porém, a Lei inexorável estabelecida no Livro, e estou, Eu Mesmo, despojado de todas as possessões terrenas.” “Sabe tu, em verdade”, afirma Ele significativamente, “essas grandes opressões que sobrevieram ao mundo estão preparando-o para o advento da Suprema Justiça.” “Dize”, assevera ainda, “Ele apareceu com aquela justiça com a qual a humanidade foi adornada e, no entanto, o povo, pela maior parte, está adormecido.” “A luz dos homens é a Justiça” declara Ele, além disso, “Não a apagueis com os ventos contrários da opressão e tirania. O desígnio da justiça é o aparecimento da unidade entre os homens.” “Nenhum resplendor”, declara ainda, “pode comparar com o da justiça. Dela dependem a organização do mundo e a tranqüilidade do gênero humano.” “Ó povo de Deus!” Ele exclama, “O que treina o mundo é a Justiça, pois é sustentada por dois pilares, recompensa e punição. Esses dois pilares são as fontes de vida para o mundo.” “A justiça e a eqüidade”, é ainda outra afirmação, “são duas guardiãs para a proteção do homem. Apareceram adornadas com seus poderosos e sagrados nomes a fim de manterem o mundo em retidão e protegerem as nações.” “Despertai-vos, ó povo”, é Sua advertência enfática, “em antecipação dos dias da Justiça Divina, pois já chegou a hora prometida. Acautelai-vos, para que não deixeis de apreender o que significa e assim sejais contados entre aqueles que erram.” “Aproxima-se o dia” escreveu Ele outrossim, “quando os fiéis contemplarão a estrela-d’alva da justiça enquanto se irradia em pleno esplendor do amanhecer da glória.” “A ignomínia que fui forçado a suportar”, é Sua observação significativa, “desvelou a glória da qual a criação inteira fora investida e, através das crueldades que tenho sofrido, a estrela-d’alva da justiça manifestou-se e irradiou sobre os homens seu esplendor.” “O mundo”, escreveu outra vez, “está em grande turbulência e as mentes de seus povos se acham em confusão completa. Suplicamos ao Todo-poderoso que por Sua graça os ilumine com a glória de Sua Justiça e os capacite a descobrir o que lhes for proveitoso em todos os tempos e sob todas as condições.” E outra vez, “Não pode haver a mínima dúvida de que, se a estrela-d’alva da justiça, atualmente encoberta pelas nuvens da tirania, fosse irradiar sua luz sobre os homens, a face da Terra seria completamente transformada.”
“Louvado seja Deus!” ‘Abdu’l-Bahá, por Sua vez, exclama. “O sol da justiça surgiu do horizonte de Bahá’u’lláh, pois em Suas Epístolas os fundamentos de tal justiça foram estabelecidos como nenhuma mente, desde o começo da criação, jamais concebeu”. “O pálio da existência”, expõe Ele ainda, “descansa sobre o pólo da justiça e não da clemência, e a vida da humanidade depende da justiça e não da clemência”.
Não é de se admirar, pois, haver o Autor da Revelação Bahá’í elegido associar o nome e título daquela Casa – destinada a ser a glória culminante de Suas instituições administrativas - não com a clemência, mas sim, com a justiça; haver Ele feito a justiça a base única e o alicerce permanente de Sua Suprema Paz e de havê-la proclamado, em Suas Palavras Ocultas “a mais amada de todas as coisas” a Seu ver. É aos bahá’ís americanos em particular que me sinto impelido a dirigir este apelo fervoroso, para que ponderem em seus corações o que essa retidão moral implica e apóiem de coração e alma, com firmeza absoluta, tanto individual como coletivamente, este padrão sublime – este padrão do qual a justiça é elemento tão essencial e potente.
Quanto a uma vida casta e santa, deve ser considerada um fator não menos essencial – um que há de contribuir devidamente para fortalecer e vitalizar a Comunidade Bahá’í, sendo que disso dependerá, por sua vez, o êxito de qualquer plano ou empreendimento bahá’í. Nestes dias, quando as forças da irreligião estão enfraquecendo a fibra moral e solapando os fundamentos da moralidade individual, a obrigação da castidade e santidade deve exigir cada vez mais da atenção dos bahá’ís americanos, tanto em suas capacidades individuais como em sua qualidade de custódios responsáveis pelos interesses da Fé instituída por Bahá’u’lláh. No desempenho de tal obrigação, tornada peculiarmente significativa pelas circunstâncias especiais resultantes de um materialismo excessivo e enervante que atualmente predomina em seu país, deve seu papel ser conspícuo e de suma importância. Todos, sejam homens ou mulheres – nesta hora agourenta em que as luzes da religião minguam e suas restrições, uma por uma, estão sendo abolidas – devem fazer uma pausa a fim de se examinarem, averiguarem sua conduta e, com característica resolução, se levantarem para expurgar a vida de sua comunidade de todo traço de lassidão moral que pudesse macular o nome ou diminuir a integridade de uma Fé tão santa e preciosa.
Uma vida casta e santa deve vir a ser o princípio que guie a conduta de todos os bahá’ís, tanto em suas relações com os membros de sua própria comunidade, como em seu contato com o mundo afora. Deve adorar e reforçar a incessante faina e os esforços meritórios daqueles cuja invejável missão é difundir a Mensagem da Fé instituída por Bahá’u’lláh e administrar os seus assuntos. Deve ser mantida, em toda a sua integridade e todas as suas implicações, em cada fase da vida dos que preenchem as fileiras desta Fé, quer seja em seus lares ou suas viagens, em seus clubes, sociedades, diversões, escolas ou universidades. Devemos dar a isto especial consideração ao dirigirmos as atividades sociais de todas as escolas de verão bahá’ís e em qualquer outra ocasião em que a vida de comunidade bahá’í seja organizada e promovida. Isto deve ser íntima e continuamente identificado com a missão da Juventude Bahá’í, quer seja como elemento na vida da Comunidade Bahá’í ou como fator no futuro progresso e orientação da juventude de seu próprio país.
Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e da coabitação, a infidelidade em relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual. Não pode tolerar nenhuma complacência para com as teorias, os padrões, os hábitos e excessos de uma era decadente. Não, antes, procura demonstrar, pela força dinâmica de seu exemplo, o caráter pernicioso de tais teorias, a falsidade de tais padrões, a vacuidade dessas pretensões, a perversidade desses hábitos e o caráter sacrílego desses excessos.
“Pela justiça de Deus!” escreve Bahá’u’lláh, “O mundo, suas vaidades e sua glória, e quaisquer deleites que possa oferecer, são todos, aos olhos de Deus, de tão pouco valor como pó e cinzas – antes, são ainda mais desprezíveis. Oxalá pudessem os corações dos homens compreender isto! Limpai-vos completamente, ó povo de Bahá, da corrupção do mundo e de tudo o que lhe pertence. Deus Mesmo dá-Me testemunho! As coisas da Terra mal vos convêm. Rejeitai-as, deixando-as para aqueles que as possam desejar e fixai vossos olhos nesta mais santa e esplendorosa Visão”. “Ó vós, Meus bem-amados!” Ele assim exorta Seus seguidores, “Não permitais que a orla das Minhas sagradas vestes seja manchada e enlodada com as coisas deste mundo, e não sigais as insinuações de vossos desejos maus e corruptos”. E ainda, “Ó vós os bem-amados de Deus, Uno e Verdadeiro! Passai além do estreito refúgio de vossos desejos maus e corruptos e avançai até entrardes na vasta imensidão do reino de Deus e permanecei nos prados da santidade e do desprendimento, para que a fragrância de vossas ações possa conduzir a humanidade inteira ao oceano da infindável glória de Deus”. “Desembaraçai-vos”, Ele assim lhes manda, “de todo apego a este mundo e às suas vaidades. Acautelai-vos, para não vos aproximardes delas, desde que vos incitem a seguir nos caminhos de vossa própria lascívia e vossos desejos cobiçosos e vos impeçam de entrar na Senda reta e gloriosa”. “Evitai toda espécie de maldade” é Seu mandamento, “pois tais coisas vos são vedadas no Livro que ninguém pode tocar salvo aquele que Deus purificou de toda mancha de culpa e incluiu no número dos purificados”. “Uma raça de homens,” é Sua promessa escrita, “incomparável em caráter, será erguida e, com os pés do desprendimento, passará por cima de todos os que estão no céu e na Terra e lançará a manga da santidade sobre tudo o que tem sido criado de água e de barro”. “A civilização” é Sua grave advertência, “tantas vezes alardeada pelos eruditos expoentes das ciências e letras, se lhe for permitido ultrapassar os limites da moderação, trará grande mal aos homens... Se for levada a um extremo, a civilização virá a ser tão prolífica causa de mal como fora fonte de bem enquanto restrita dentre dos confins da moderação”. “Ele escolheu do mundo inteiro os corações de Seus servos”, explica Ele, “e de cada um fez uma sede para a revelação de Sua glória. Santificai-os, pois, de toda corrupção, a fim de que sejam gravadas sobre eles as coisas para que foram criados. É, em verdade, sinal do generoso favor de Deus”. “Dizei”, proclama Ele, “não há de ser contado entre o povo de Bahá aquele que seguir seus desejos terrenos ou fixar seu coração nas coisas da Terra. Meu verdadeiro seguidor é aquele que, se vier a um vale de puro ouro, o atravessará diretamente, tão de parte como uma nuvem e nem se virará para trás nem fará pausa. Tal homem, seguramente, a Mim pertence. De suas vestes, a Assembléia no alto pode inalar a fragrância da santidade... E se ele encontrasse a mais bela e formosa das mulheres, não sentiria seu coração seduzido pela mais tênue sombra de desejo da sua beleza. Tal pessoa é, em verdade, a criação da imaculada castidade. Assim vos instruí a Pena do Ancião dos Dias, segundo ordenado por vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Generoso”. “Os que seguem seus desejos lascivos e suas inclinações corruptas”, é ainda outra admoestação, “erram e dissipam seus esforços. Estão, em verdade, entre os perdidos”. “Cumpre ao povo de Bahá”, escreveu Ele também, “morrer para o mundo é tudo o que nele existe, estar tão desprendido de todas as coisas terrenas, que os habitantes do Paraíso possam inalar de suas vestes os suaves aromas da santidade... Os que têm deslustrado o belo nome da Causa de Deus, seguindo as coisas carnais – estes estão em erro palpável!” “A pureza e a castidade”, admoesta Ele especialmente, “têm sido, e ainda o são, os ornamentos supremos para as servas de Deus. Deus é Minha Testemunha! O esplendor da luz da castidade difunde sua iluminação sobre os mundos do espírito e sua fragrância é levada até o Mais Excelso Paraíso”. “Deus”, afirma Ele outra vez, “fez da castidade, verdadeiramente, um diadema para as cabeças de Suas servas. Grande é a bem-aventurança daquela serva que tiver alcançado tão elevado grau”. “Nós, em verdade, temos decretado em Nosso Livro”, assegura-nos Ele, “uma boa e generosa recompensa para quem quer que se afastar da maldade e levar uma vida casta e piedosa. Em verdade, Ele é o Generosíssimo, Deus de toda bondade”. “Temos suportado o peso de todas as calamidades”, Ele testifica, “a fim de vos santificar de toda corrupção terrena e, no entanto, sois indiferentes... Nós, em verdade, observamos vossas ações. Se percebermos delas os suaves aromas da pureza e santidade, Nós com toda a certeza vos abençoaremos. Então as línguas dos habitantes do Paraíso louvar-vos-ão e glorificarão vossos nomes entre aqueles que se aproximaram de Deus”.
“O uso do vinho”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “é proibido, segundo o texto do Sacratíssimo Livro, porque é causa de enfermidades crônicas, enfraquece os nervos e consome a mente”. “Bebei, ó servas de Deus”, o próprio Bahá’u’lláh afirmou, “o Vinho Místico do cálice de Minhas palavras. Rejeitai de vós, pois, o que vossas mentes abominam, pois isso vos foi proibido em Suas Epístolas e Suas Escrituras. Guardai-vos de trocardes o Rio que é a vida verdadeira por aquilo que as almas dos puros de coração detestam. Inebriai-vos com o vinho do amor de Deus e não com aquilo que vos amortece as mentes, ó vós que O adorais! Verdadeiramente, isto foi proibido a todo crente, quer homem ou mulher. Assim brilhou o sol de Meu mandamento acima do horizonte das Minhas palavras, para que as servas que crêem em Mim possam ser iluminadas”.
Temos de lembrar, entretanto, que a manutenção de tão elevadas normas de conduta moral não deve ser associada ou confundida com qualquer forma de ascetismo ou de puritanismo excessivo, fanático. A norma inculcada por Bahá’u’lláh não visa, sob quaisquer circunstâncias, negar a pessoa alguma o legítimo direito e privilégio de derivar ao máximo as vantagens e os benefícios dos múltiplos encantos, belezas e prazeres com os quais um amoroso Criador tão abundantemente enriqueceu o mundo. “Se um homem”, assegura-nos o próprio Bahá’u’lláh, “deseja adornar-se com os ornamentos da Terra, usar as vestes ou participar dos benefícios que ela pode conceder, nenhum mal lhe pode sobrevir, contato que não permita que coisa alguma intervenha entre si e Deus, pois Deus ordenou cada coisa boa, quer criada no céu ou na Terra, para aqueles de Seus servos que Nele, verdadeiramente, crêem. Alimentai-vos, ó povo, com as boas coisas que Deus vos concedeu e não vos priveis de Suas maravilhosas dádivas. Agradecei e louvai a Ele e sede dos sinceramente gratos”.
A Questão Mais Desafiadora
Quanto ao preconceito racial, que há bem perto de um século vem corroendo a fibra da sociedade americana e lhe atacando a inteira estrutura social, este deve ser visto como constituindo a questão mais vital e desafiadora com que a comunidade defronta na presente etapa de sua evolução. Os incessantes esforços exigidos por este problema de suma importância, os sacrifícios que impõe, o cuidado e a vigilância que demanda, a coragem e fortaleza moral que requer, o tato e a simpatia de que necessita, tudo isso investe esse problema – longe ainda de ter sido resolvido satisfatoriamente pelos bahá’ís americanos – de uma urgência e uma importância que não podem ser exageradas. Os brancos e os de cor, os de alta e os de baixa categoria, jovens e velhos, quer recém-convertidos para a Fé ou não – todos os que com ela se identificam, devem participar e prestar seu auxílio, cada um de acordo com sua capacidade, sua experiência e suas oportunidades, à tarefa comum de cumprir as instruções, realizar as esperanças e seguir o exemplo de ‘Abdu’l-Bahá. Quer de cor ou não, nenhuma raça tem o direito, nem pode, conscientemente, ter a pretensão de se considerar absolvida de tal obrigação, ou de haver realizado tais esperanças ou seguido fielmente tal exemplo. Uma estrada longa e espinhosa, assediada de armadilhas, ainda tem de ser percorrida, tanto pelos expoentes brancos da Fé redentora de Bahá’u’lláh, como também pelos de cor. Da distância que eles conseguirem galgar e da maneira como caminharem nessa estrada, deverá depender, a um ponto que poucos entre eles podem imaginar, a operação daquelas influências intangíveis que são indispensáveis ao triunfo espiritual dos bahá’ís americanos e ao êxito material de seu empreendimento recém-iniciado.
Que recordem, destemida e resolutamente, o exemplo e a conduta de ‘Abdu’l-Bahá enquanto esteve entre eles. Lembrem-se de Sua coragem, Seu amor genuíno, Sua camaradagem informal e sem discriminação, Sua atitude de desdém e de impaciência para com a crítica, temperada por Seu tato e Sua sabedoria. Que reavivem e perpetuem a memória daqueles inesquecíveis e históricos episódios e ocasiões em que Ele demonstrou de um modo tão impressionante Seu senso agudo de justiça, Sua simpatia espontânea pelos espezinhados, Seu infalível senso da unidade do gênero humano, Seu transbordante amor pelos seus membros e Seu desagrado com aqueles que ousaram zombar de Seus desejos, ridicularizar Seus métodos, desafiar-Lhe os princípios ou invalidar-Lhe os atos.
Discriminar contra qualquer raça por estar ela atrasada socialmente, imatura politicamente e numa minoria numericamente, é violação flagrante do espírito que anima a Fé de Bahá’u’lláh. O reconhecimento de qualquer divisão ou partição em suas fileiras é alheio a seu próprio propósito, seus próprios princípios e ideais. Uma vez que seus membros hajam reconhecido plenamente a pretensão de seu Autor e, identificando-se com sua Ordem Administrativa, tenham aceito sem reservas os princípios e leis incorporados em seus ensinamentos, deve ser automaticamente obliterada toda diferenciação de classe, credo ou cor, jamais sendo permitido, sob pretexto algum, por maior que seja a pressão de acontecimentos ou de opinião pública, que ela ressurja. Se há alguma discriminação que deva ser tolerada, não deveria ser contra, mas sim, a favor da minoria, seja racial ou outra. Diferente das nações e povos da Terra – quer sejam do Oriente ou do Ocidente, democráticos ou autoritários, comunistas ou capitalistas, pertencentes ao Velho Mundo ou ao Novo – os quais ou desatendem ou espezinham ou extirpam as minorias, quer racial, religiosa ou política, dentro da esfera de sua jurisdição, toda comunidade organizada alistada sob o estandarte de Bahá’u’lláh deve considerar que é sua primeira e inescapável obrigação nutrir, encorajar e salvaguardar toda minoria pertencente a qualquer fé, raça, classe ou nação em seu seio. Tão grande e vital é este princípio que, em tais circunstâncias, como no caso de um número igual de votos haver sido dado numa eleição, ou de as qualificações para qualquer posto estarem equilibradas entre as raças, fés ou nacionalidades dentro da comunidade, a prioridade deve ser concedida, sem hesitação, ao grupo que representa a minoria, e isto não por outro motivo senão o de estimulá-la e encorajá-la e dar-lhe uma oportunidade para promover os interesses da comunidade. À luz deste princípio, e tendo em mente que é extremamente desejável permitir aos elementos de minoria participarem e terem uma parte na direção da atividade bahá’í, seria o dever de cada comunidade bahá’í tomar tais providências que – em casos onde indivíduos pertencentes aos diversos elementos de minoria em seu seio já estão qualificados e preenchem os requisitos necessários – as instituições representativas bahá’ís, quer sejam Assembléias, convenções, conferências ou comitês, tenham representado nelas o maior número possível desses diversos elementos, racial ou outros. A adoção de tal curso e a fiel adesão a ele seria não somente uma fonte de inspiração e encorajamento para aqueles elementos numericamente pequenos e inadequadamente representados, mas também demonstraria ao mundo em geral a universalidade e o caráter representativo da Fé de Bahá’u’lláh e o fato de estarem Seus seguidores livres da mácula daqueles preconceitos que já causaram tanta devastação na vida doméstica das nações bem como em suas relações estrangeiras.
A eliminação do preconceito de raça, em qualquer de suas formas, numa época como esta, quando uma sempre-crescente seção da espécie humana está caindo vítima à sua ferocidade devastadora, deve ser adotada como o lema do inteiro corpo dos bahá’ís americanos, qualquer que seja o Estado em que residam, quaisquer os círculos que freqüentem, e nada importando sua idade, suas tradições, seus gostos e hábitos. Deve ser demonstrada consistentemente em todas as fases de sua atividade e vida, quer dentro da comunidade bahá’í ou fora dela, em público, ou particularmente, formal bem como informalmente, como indivíduos e também em sua capacidade oficial como grupos organizados, comitês e Assembléias. Deve ser cultivada deliberadamente, através das várias oportunidades de cada dia, por mais insignificantes que sejam, que se apresentam em seus lares, seus escritórios comerciais, suas escolas e faculdades, suas festas sociais e campos de recreio, suas reuniões bahá’ís, conferências, convenções, escolas de verão e Assembléias. E acima de tudo, deveria tornar-se a nota tônica do procedimento daquele corpo augusto que, em sua capacidade de representante nacional e de diretor e coordenador dos assuntos da comunidade, deve dar o exemplo e facilitar a aplicação de um princípio tão vital às vidas e atividades daqueles cujos interesses ele salva-guarda e representa.
“Ó vós que tendes discernimento!” escreveu Bahá’u’lláh, “Verdadeiramente, as palavras que desceram do céu da Vontade de Deus são a fonte de unidade e harmonia para o mundo. Fechai vossos olhos para diferenças de raça e daí boas vindas a todos, à luz da unidade”. “Desejamos somente o bem do mundo e a felicidade das nações”, proclama Ele, “... que todas as nações se tornem uma na fé e que todos os homens sejam como irmãos; que os laços de afeição e união entre os filhos dos homens sejam reforçados, a diversidade de religião cesse e as diferenças de raça sejam anuladas”. “Bahá’u’lláh disse”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “que as várias raças da humanidade contribuem ao todo, harmonia em seu conjunto e beleza de cor. Que todos se associem, pois, neste grande jardim humano, assim como as flores crescem e se harmonizam, lado a lado, sem discórdia ou dissensão entre elas”. “Bahá’u’lláh”, disse ‘Abdu’l-Bahá, ainda mais, “uma vez comparou a pessoa de cor à pupila preta do olho cercada pelo branco. Nessa pupila preta, se vê o reflexo daquilo que está em sua frente e, através dela, a luz do espírito se irradia”.
“Deus”, declara o próprio ‘Abdu’l-Bahá, “não faz distinção alguma entre branco e preto. Se os corações são puros, ambos Lhe são aceitáveis. Deus não discrimina entre pessoas por causa de cor ou raça. Todas as cores Lhe são aceitáveis, sejam brancos, pretos ou amarelos. Desde que todos foram criados à imagem de Deus, devemos vir a compreender que todos incorporam possibilidades divinas”. “Na estimação de Deus”, diz Ele, “todos os homens são iguais. Não há distinção ou preferência para qualquer alma no reino de Sua justiça e eqüidade”. “Deus não fez essas divisões”, afirma Ele, “essas divisões tiveram sua origem no próprio homem. Portanto, sendo contra o plano e o propósito de Deus, são falsas e imaginárias”. “Segundo a estimativa de Deus”, afirma Ele outra vez, “não há distinção de cor; são todos iguais na cor e beleza do serviço a Ele. A cor não é importante; o coração é de suma importância. Não importa o que seja o exterior, se o coração dentro é puro e alvo. Deus não vê as diferenças de tonalidade e pele. Ele olha para os corações. Aquele cuja moral e cujas virtudes são louváveis é preferido na presença de Deus; aquele que é devotado ao Reino é o mais amado. No domínio da gênese, da criação, a questão de cor é da mínima importância”. “Por todo o reino animal”, explica Ele, “não achamos as criaturas separadas por causa de cor. Elas reconhecem unidade de espécie, unidade de gênero. Se não encontrarmos distinção de cor feita num reino de inteligência e raciocínio inferior, como pode ser justificada entre seres humanos, especialmente quando sabemos que todos vieram da mesma origem e pertencem à mesma família? Em sua origem e segundo o plano da criação, a humanidade é uma só. Distinções de raça e cor surgiram depois”. “O homem é dotado de raciocínio superior e da faculdade da percepção”; explica Ele ainda, “ele é a manifestação das graças divinas. Será que idéias raciais devam predominar e obscurecer o desígnio criativo da unidade em seu reino?” “Uma das questões importantes”, comenta Ele significativamente, “que afetam a unidade e a solidariedade do gênero humano, é a da camaradagem e igualdade entre a raça branca e a de cor. Entre estas duas raças existem certos pontos comuns e pontos de distinção que justificam mútua e devida consideração. Os pontos de contato são muitos... Nesse país, os Estados Unidos da América, o patriotismo é comum às duas raças; todos têm direitos iguais de cidadania, falam o mesmo idioma, recebem as bênçãos da mesma civilização e seguem os preceitos da mesma religião. De fato, há numerosos pontos de união e harmonia entre as duas raças, ao passo que o único de distinção é o de cor. Será permitido que esta, a menor de todas as distinções, vos separe como raças e indivíduos?” “Essa variedade em formas e matizes”, acentua Ele, “que está manifesta em todos os reinos, está de acordo com a Sabedoria criativa e tem um propósito divino”. “A diversidade na família humana”, declara Ele, “deveria ser a causa de amor e harmonia, assim como o é na música, onde muitas notas diferentes se harmonizam a fim de produzirem um acorde perfeito”. “Se encontrardes”, adverte-nos Ele, “com aqueles de raça e cor diferentes das vossas, não desconfieis deles, retirando-vos para dentro de vossa casca de convencionalismo; antes, ficai alegres e mostrai-lhes bondade”. “No mundo da existência”, Ele testemunha, “quando a raça branca e a de cor se reúnem com infinito amor espiritual e harmonia sublime, é uma reunião abençoada. Quando tais reuniões são estabelecidas e os participantes associam-se um ao outro com perfeito amor, unidade e benevolência, os anjos do Reino tecem-lhes elogios e a Beleza de Abhá assim se lhes dirige, “Bem-aventurados sois! Bem-aventurados sois!” “Quando se realiza uma reunião dessas duas raças”, outrossim assevera Ele, “esse ajuntamento tornar-se-á o ímã para a Assembléia no alto, e a confirmação da Abençoada Beleza o envolverá”. “Esforçai-vos zelosamente”, Ele outra vez exorta ambas as raças, “e envidai-vos ao máximo em consumar essa camaradagem e em cimentar esse laço de fraternidade entre vós. Não será possível atingir isso sem vontade e esforço por parte de ambas; de uma, expressões de gratidão e apreciação; da outra, benevolência e reconhecimento de igualdade. Cada raça deve fazer esforços para desenvolver e ajudar a outra, a fim de que haja progresso mútuo... Amor e unidade serão promovidos entre vós, efetivando assim a unidade do gênero humano. Pois a consumação da unidade entre os homens de cor e os brancos haverá de assegurar a paz do mundo”. “É minha esperança”, assim Ele se dirige a membros da raça branca, “que façais com que aquela raça espezinhada se torne gloriosa e seja unida com a raça branca, servindo ao mundo humano com a máxima sinceridade, fidelidade, amor e pureza. Essa oposição, inimizade e preconceito entre a raça branca e a de cor não podem ser apagados, a não ser através da fé, da certeza e dos ensinamentos da Abençoada Beleza”. “Esta questão da unidade entre brancos e pretos é muito importante”, admoesta Ele, “pois, se não for realizada, grandes dificuldades, dentro em breve, surgirão, e resultados perniciosos seguirão...” “Se esta questão continuar sem modificação”, é ainda outra advertência, “a inimizade aumentará, dia a dia, e o resultado final será sofrimento, podendo acabar em carnificina”.
Urge um esforço tremendo por ambas as raças, se é que sua perspectiva, suas maneiras e conduta vão refletir, nesta era obscurecida, o espírito e os ensinamentos da Fé de Bahá’u’lláh. Rejeitando, uma vez por todas, a doutrina falaz da superioridade racial, com todos os males, a confusão e as misérias que a acompanham, e acolhendo e encorajando a mistura das raças, demolindo as barreiras que atualmente as dividem, cada uma deve esforçar-se, dia e noite, a fim de cumprir suas responsabilidades próprias na tarefa comum com a qual tão urgentemente defrontam. Enquanto ambas procuram contribuir com sua parte na solução desse problema intrincado, que lembrem as advertências de ‘Abdu’l-Bahá e tentem visualizar, enquanto ainda houver tempo, as horrendas conseqüências que haverão de suceder, se não for remediada, definitivamente, essa situação infeliz e desafiadora com a qual toda a nação americana defronta.
É mister que os brancos façam um esforço supremo, em sua resolução de contribuir com a sua parte na solução desse problema, para abandonarem, uma vez por todas, seu senso de superioridade – que é usualmente inerente e às vezes subconsciente – corrigirem sua tendência de mostrar uma atitude condescendente para com os membros de outra raça e, através de sua associação com eles – íntima, espontânea e informal – os persuadirem de que sua amizade é genuína e suas intenções são sinceras. Devem fazer um esforço, também, para dominarem sua impaciência por causa de qualquer falta de receptividade por parte de um povo, ao qual, durante um período tão longo, se tem infligido feridas tão severas e tão difíceis de serem sanadas. Que os pretos, com um esforço incomensurável da sua parte, mostrem, por todos os meios ao seu alcance, seu caloroso desejo de corresponder, sua disposição para esquecerem o passado e apagarem todo traço de suspeita que talvez persista ainda em seus corações e mentes. Que nenhuma das duas pense ser a solução de tão vasto problema uma questão que afete exclusivamente a outra. Que nenhuma delas pense que esse problema possa ser resolvido fácil ou imediatamente. Que nenhuma pense que possa aguardar tranqüilamente a solução desse problema até que outros, fora da órbita de sua Fé, tenham tomado a iniciativa e criado as circunstâncias propícias. Não pensem que qualquer outra coisa, que não seja amor genuíno, paciência extrema, humildade verdadeira, tato consumado, iniciativa sã, sabedoria madura e esforço deliberado e persistente, em atitude de prece, possa apagar a mancha que esse mal patente deixou no belo nome de sua pátria comum. Acreditem, antes, e fiquem firmemente convencidos de que dependerão de seu entendimento mútuo, sua amizade e sua constante cooperação – mais que de qualquer outra força ou organização que opera fora do âmbito de sua Fé – o desvio daquele curso perigoso, tão temido por ‘Abdu’l-Bahá, e a realização das esperanças, acariciadas por Ele, de que elas em conjunto contribuam para o cumprimento do destino glorioso desse país.
Sua Cruzada Dupla
Bem-amados amigos! Uma retidão de conduta que, em todas as suas manifestações, oferece um contraste notável à falsidade e corrupção que caracterizam a vida política da nação e dos partidos e facções que a compõem; uma santidade e uma castidade diametralmente opostas à lassidão moral e licenciosidade que mancham o caráter de uma considerável proporção de seus cidadãos; uma camaradagem inter-racial completamente expurgada do flagelo do preconceito racial que estigmatiza a vasta maioria de seu povo – são estas as armas que os bahá’ís americanos podem e devem levar em sua dupla cruzada, primeiro, para regenerarem a vida interior de sua própria comunidade e, segundo, para investirem contra os males de longa data que se acham arraigados na vida de sua nação. O aperfeiçoamento destas armas, a sábia e efetiva utilização de cada uma delas – mais do que a promoção de qualquer plano especial, ou a elaboração de qualquer projeto peculiar, ou a acumulação de qualquer quantidade de recursos materiais – pode prepará-los para o tempo em que a Mão do Destino os tenha dirigido a ajudar na criação e no início da operação daquela Ordem Mundial atualmente em fase de incubação dentro das instituições administrativas de Sua Fé.
Na prossecução desta dupla cruzada os guerreiros valorosos que lutam em nome de Bahá’u’lláh e em prol de Sua Causa haverão, forçosamente, de encontrar obstinada resistência e sofrer muitos reveses. Seus próprios instintos, não menos que a fúria das forças conservadoras, a oposição dos interesses consumados e as objeções de uma geração corrupta, em busca do prazer, devem ser levados em conta, resistidos resoluta e superados completamente. Enquanto suas medidas defensivas para a luta iminente forem organizadas e ampliadas, tempestades de abuso e de ridículo, bem como campanhas de condenação e deturpação serão, possivelmente, desenfreadas contra eles. Breve, talvez, verifiquem que sua Fé haja sido atacada, sendo mal interpretados seus motivos, difamados seus objetivos, ridicularizadas suas aspirações, zombadas suas instituições, menosprezada sua influência, e que, algumas vezes, sua Causa tenha sido abandonada por alguns poucos incapazes de apreciar a natureza de seus ideais, ou que não se dispunham a enfrentar o peso das sempre crescentes críticas envolvidas, seguramente, em tal contenda. “Por causa de ‘Abdu’l-Bahá”, predisse o bem-amado Mestre, “passareis por muitas provações. Tribulações haverão de vos sobrevir e sofrimento vos afligir”.
Que o exército invencível de Bahá’u’lláh, entretanto, que há de combater num dos epicentros potenciais do Ocidente, em Seu Nome e por Sua Causa, numa das batalhas mais ferozes e gloriosas, não tema qualquer crítica que lhe possa ser dirigida. Que não seja detido por qualquer condenação com que a língua do caluniador possa tentar deturpar-lhe os motivos. Que não recue diante do avanço ameaçador das forças do fanatismo, da ortodoxia, da corrupção e do preconceito que se possam aliar contra ele. A voz da crítica é uma voz que, indiretamente, reforça a proclamação de sua Causa. A impopularidade apenas serve para por em mais alto relevo o contraste entre ele e seus adversários; enquanto o desprezo é em si o poder magnético que haverá de atrair à sua causa, afinal, os mais vociferantes e inveterados dentre seus inimigos. Já na terra onde ocorreram as maiores batalhas da Fé e onde viveram os mais ferrenhos de seus inimigos, a marcha dos acontecimentos, a lenta mas constante infiltração de seus ideais e o cumprimento de suas profecias, tiveram o resultado de não só desarmar e transformar o caráter de alguns de seu mais temíveis perseguidores, mas também de conseguir sua lealdade firme e incondicional aos seus Fundadores. Tão completa transformação, tão espantosa inversão de atitude, será efetuada somente se aquele veículo escolhido – designado para levar a Mensagem de Bahá’u’lláh às multidões famintas, intranqüilas e sem pastor – estiver, ele mesmo, completamente expurgado da depravação que visa remover.
É em vós, pois, meus mais amados amigos, que desejo imprimir não só o senso da urgência e da imperativa necessidade de vossa sagrada tarefa, mas também as ilimitadas possibilidades que ela possui para elevar a tão exaltado nível a vida e as atividades de vossa própria comunidade e também os motivos e padrões que governam as relações existentes entre o povo ao qual pertenceis. Intrépidos perante a natureza formidável dessa tarefa, vós – estou confiante – enfrentareis de um modo digno o desafio destes tempos, tão repletos de perigo, tão cheios de corrupção e, contudo, tão prenhes da promessa de um futuro de tal brilho que nenhuma época anterior nos anais da humanidade lhe pode rivalizar a glória.
Bem-amados amigos! Tentei, no começo destas páginas, transmitir uma idéia das gloriosas oportunidades, bem como das tremendas responsabilidades com as quais – em conseqüência da perseguição da Fé de Bahá’u’lláh, tão largamente difundida – a comunidade dos crentes americanos agora defronta, em etapa tão crítica do Período da Formação de sua Fé e em época tão crucial, na história do mundo. Já me detive suficientemente sobre o caráter da missão que, em futuro não muito remoto, essa comunidade impelida pela força das circunstâncias, haverá de executar. Já pronunciei a advertência que achei necessária para uma compreensão mais nítida e um melhor desempenho das tarefas em sua frente. Já expus e frisei tanto quanto pude aquelas virtudes excelsas e dinâmicas, aqueles elevados padrões, que, por difíceis que sejam de ser atingidos, constituem, no entanto, os requisitos essenciais ao bom êxito daquelas tarefas. Deveríamos dizer uma palavra agora, creio, sobre o aspecto material de sua tarefa imediata, de cuja terminação, dentro do prazo marcado, deverá depender não só o desenvolvimento das subseqüentes etapas do Plano Divino previsto por ‘Abdu’l-Bahá, mas também a aquisição daquelas capacidades que os qualificarão para desempenharem, na plenitude dos tempos, os deveres e as responsabilidades envolvidas naquela missão maior, a qual será privilégio seu cumprir.
O Plano Setenial, com seus dois aspectos, a ornamentação do Templo, e a extensão da atividade de ensino, abrangendo ambos os continentes americanos, do Norte e do Sul, está atualmente bem adiantado em seu segundo ano e oferece a qualquer um que tenha observado seu progresso nestes meses recentes, sinais extremamente alentadores que agouram bem para a realização de seus objetivos dentro do tempo determinado. Os sucessivos passos designados a facilitar o trabalho inteiro a ser executado em relação à ornamentação exterior do Templo, já foram dados, pela maior parte. Já se entrou, afinal, na última fase, a qual deverá assinalar a triunfante conclusão de um empreendimento de trinta anos. Já foi assinado o contrato inicial referente ao primeiro e principal andar desse edifício histórico. O Fundo associado ao bem-amado nome da Mais Sagrada Folha, foi lançado. Está assegurada, agora, a ininterrupta continuação de tão louvável empreendimento até mesmo o fim. A viva memória de alguém cujo coração tanto se regozijava com a ereção da superestrutura dessa sagrada Casa, vigorará os esforços finais, necessários para completá-la, ao ponto de dissipar qualquer dúvida, ainda remanescente em alguma mente, quanto à capacidade de seus construtores para consumarem, de um modo digno, a sua tarefa.
Os Requisitos do Ensino
O aspecto do Plano que se refere ao ensino deve ser agora ponderado. Seu desafio deve ser enfrentado, e seus requisitos estudados, pesados e satisfeitos. Por mais sublime e irresistível que seja a beleza do primeiro Mashriqu’l-Adhkar do Ocidente, e majestosas as suas dimensões; por incomparável que seja sua arquitetura e de inestimável valor os ideais e as aspirações simbolizados, ele, contudo, deve ser considerado, presentemente, como nada mais que um instrumento para a mais efetiva propagação da Causa e a mais vasta difusão de seus ensinamentos. Neste respeito, deve ser visto à mesma luz que as instituições administrativas da Fé, as quais são designadas como veículos para a devida disseminação de seus ideais, princípios e verdades.
É, pois, aos requisitos do Plano Setenial relativos ao ensino, que a comunidade dos crentes americanos deve, doravante, dirigir sua atenção cuidadosa e constante. A comunidade inteira deve levantar-se, como se fosse um só homem, para satisfazer esses requisitos. Nunca se deve pensar que seja incumbência exclusiva, ou privilégio próprio, das instituições administrativas bahá’ís – quer sejam assembléias ou comitês – a tarefa de ensinar a Causa de Deus, proclamar suas verdades, defender seus interesses, mostrar por palavras, bem como por ações, o quanto ela é indispensável; provar sua potência e sua universalidade. Incumbe a todos participarem, por mais humilde que seja sua origem, por mais limitada sua experiência ou restritos seus recursos; ainda que seja deficiente sua educação, prementes suas responsabilidades e preocupações e desfavorável o ambiente em que vivem. “Deus”, revelou, inequivocamente, o próprio Bahá’u’lláh, “prescreveu a cada um o dever de ensinar Sua Causa”. “Dizei”, escreveu Ele ainda, “Ensinai a Causa de Deus, ó povo de Bahá, pois Deus prescreveu a cada um o dever de proclamar Sua Mensagem, e considera isto o mais meritório de todos os atos”.
Uma posição alta, prestigiosa, nas fileiras da comunidade, conferindo, de fato, aquele que a ocupa, certos privilégios e prerrogativas, investe-o, sem dúvida, de um cargo diante do qual ele não pode, com hora, recuar, em seu dever de ensinar e promover a Fé Divina. É possível que, em algumas ocasiões, embora não invariavelmente, tal posição crie maiores oportunidades e forneça melhores facilidades para difundir o conhecimento desta Fé e ganhar defensores para suas instituições. Não acarreta, necessariamente, porém, sob quaisquer circunstâncias, o poder de exercer maior influência sobre as mentes e os corações daqueles a quem é apresentada esta Fé. Quantas vezes – e a história dos primeiros anos da Fé em sua terra natal oferece muitos testemunhos impressionantes – os mais humildes adeptos da Fé, sem instrução ou experiência alguma, sem o mínimo prestígio e, em alguns casos, destituídos de inteligência, têm podido ganhar vitórias para sua Causa, diante das quais empalideceram as mais brilhantes realizações dos letrados, dos sábios e dos experientes.
“Pedro”, atestou ‘Abdu’l-Bahá, “segundo a história da Igreja, também não podia saber qual era o dia da semana. Sempre que ele decidia ir pescar, amarrava seu alimento para a semana em sete pacotes, e cada dia comia um deles e, ao chegar no sétimo, sabia que era o sábado e então o observava”. Se o Filho do Homem tinha o poder de infundir num instrumento aparentemente tão rude e incapaz tal potência que, nas palavras de Bahá’u’lláh, vez “os mistérios da sabedoria e da expressão manarem de seus lábios”, exaltando-o acima dos outros de Seus discípulos e tornando-o digno de ser Seu sucessor e o fundador de Sua Igreja, quanto mais não poderá o Pai, que é Bahá’u’lláh, capacitar o mais débil e insignificante dentre Seus seguidores para realizar, na execução de Seu desígnio, tais maravilhas que as mais poderosas façanhas de até o primeiro apóstolo de Jesus Cristo se afigurariam pequenas em comparação!
“O Báb” – escreveu ainda ‘Abdu’l-Bahá – “disse – Se uma pequenina formiga desejasse, neste dia, possuir tal poder que a capacitasse a desvendar as passagens mais abstratas e complexas do Corão, seu desejo, sem dúvida, seria satisfeito, já que o mistério do poder eterno vibra dentro do mais íntimo ser de todas as coisas criadas. – Se tão imponente criatura pode ser dotada de uma capacidade tão sutil, quanto mais eficaz não deve ser o poder libertado através das generosas efusões da graça de Bahá’u’lláh!”
O campo, em verdade, é de tal imensidão, o período é tão crítico, a Causa de tamanha grandeza, os trabalhadores tão poucos, o tempo tão curto e o privilégio de tão inestimável valor, que nenhum seguidor da Fé de Bahá’u’lláh, que seja digno de ser chamado por Seu Nome, pode hesitar por um momento. Aquela Força oriunda de Deus, irresistível em seu poder predominante, de incalculável potência, imprevisível quanto a seu curso, misteriosa em sua operação e aterradora em suas manifestações – uma Força que, segundo escreveu o Báb, “vibra dentro do mais íntimo ser de todas as coisas criadas”, e que, segundo Bahá’u’lláh, através de sua “influência vibrante”, “perturbou o equilíbrio do mundo e revolucionou sua vida ordenada” – tal Força, agindo mesmo como uma espada de dois gumes, está, diante de nossos próprios olhos, por um lado, cortando os laços antiqüíssimos que há séculos seguram a estrutura da sociedade civilizada e, por outro, soltando os grilhões que até agora prendem a Fé de Bahá’u’lláh recém-nascida e ainda não emancipada. Os crentes americanos, no momento atual, devem levantar-se e aproveitar plena e corajosamente as oportunidades, nem sonhadas, que lhes são oferecidas através da operação dessa Força. “As santas realidades da Assembléia no alto”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “ardentemente desejam neste dia, no mais excelso Paraíso, regressar a este mundo, para que sejam ajudados a prestar algum serviço ao limiar da Beleza de Abhá e demonstrar sua dedicação a Seu sagrado Limiar”.
Um mundo que obscurece à medida que a luz da religião persistentemente se esvai, intumescido com as forças explosivas de um nacionalismo cego e triunfante; chamuscado pelos fogos da impiedosa perseguição, quer racial ou religiosa; iludido pelas teorias e doutrinas falsas que ameaçam substituir a adoração a Deus e a santificação de Suas leis; enervado por um materialismo desenfreado, brutal; desintegrando-se através da influência corrosiva da decadência moral e espiritual; enredado na maranha da anarquia e lutas econômicas – tal é o espetáculo que se apresenta aos olhos dos homens, em conseqüência das mudanças de vasto alcance que esta Força transformadora, ainda na etapa inicial de sua operação, está produzindo na vida do planeta inteiro.
Tão triste e comovente espetáculo – que deve confundir todo observador inconsciente dos propósitos, das profecias e promessas de Bahá’u’lláh – longe de incutir consternação nos corações de Seus adeptos ou de lhes paralisar os esforços, só lhes pode aprofundar a fé, aumentar o entusiasmo e a ansiedade de se levantarem e demonstrarem no vasto campo que lhes foi delineado pela pena de ‘Abdu’l-Bahá, sua capacidade para desempenharem seu papel na tarefa da redenção universal proclamada por Bahá’u’lláh. Todo instrumento no maquinismo administrativo que eles, no decorrer de vários anos, tão laboriosamente erigiram, deve ser plenamente utilizado e subordinado ao fim para o qual foi criado. O Templo, aquela admirável personificação de tão raro espírito de abnegação, deve também ser obrigado a desempenhar o seu papel e contribuir com a sua parte na campanha de ensino planejada para abraçar todo o Hemisfério Ocidental.
As oportunidades que a turbulência da época atual apresenta – com todas as tristezas por ela causadas, os receios excitados, a desilusão produzida, as perplexidades criadas, a indignação que ela incita, a revolta que provoca, os agravos que engendra, o espírito de busca insaciável que desperta – devem, semelhantemente, ser aproveitadas a fim de difundir por toda parte o conhecimento do poder redentor da Fé de Bahá’u’lláh e alistar novos recrutas no sempre-crescente exército de Seus seguidores. É possível que nunca mais ocorra tão preciosa oportunidade, tão rara combinação de circunstâncias favoráveis. Agora é o tempo, o tempo determinado, para os crentes americanos, a vanguarda das hostes do Nome Supremo, proclamarem, através dos instrumentos e canais de uma Ordem Administrativa especialmente designada, sua capacidade e sua disposição para salvar uma geração caída e penosamente atribulada, que rebelou contra seu Deus e desatendeu as Suas advertências, e para lhe oferecer aquela segurança completa que somente as cidadelas de sua Fé podem prover.
A campanha de ensino, inaugurada em todos os Estados da República Norte-americana e em todo o Domínio do Canadá, adquire, pois, uma importância e se investe de uma urgência que não podem ser exageradas. Tendo sido iniciado seu curso através das energias liberadas pelo Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, e passando rapidamente pelo Hemisfério Ocidental, mediante a força propulsora que ela está gerando, essa campanha deve prosseguir, eu sinto, de conformidade com certos princípios designados a assegurar-lhe eficiente direção e acelerar a realização de seu objetivo.
Os que participam de tal campanha – quer seja em capacidade de organizadores ou como trabalhadores a cujo cuidado foi entregue a execução da própria tarefa – devem, como preliminar essencial ao desempenho de seus deveres, familiarizar-se completamente com os vários aspectos da história e dos ensinamentos de sua Fé. Em seus esforços para realizarem este objetivo, devem estudar por si próprios, conscienciosa e meticulosamente, a literatura de sua Fé, aprofundarem-se em seus ensinamentos, assimilarem suas leis e seus princípios, ponderarem suas admoestações, doutrinas e finalidades, decorarem certas de suas exortações e preces, assenhorearem-se dos essenciais de sua administração e conservarem-se ao par de seus problemas correntes e de seus mais recentes desenvolvimentos. Devem tentar obter, de fontes autorizadas e imparciais, um conhecimento são da história e dos preceitos do islã – origem e antecedente de sua Fé – e, reverentemente e com espírito expurgado das idéias preconcebidas, aproximar-se do estudo do Corão, o qual, excetuando-se só as sagradas escrituras das Revelações Babís e Bahá’í, constitui o único Livro que pode ser considerado um Repositório absolutamente autêntico da Palavra de Deus. Devem dedicar especial atenção ao exame daquelas instituições e circunstâncias diretamente ligadas à origem e nascimento de sua Fé, à posição que seu Precursor atribui a si próprio e às leis reveladas pelo seu Autor.
Tendo atingido, essencialmente, estes requisitos do sucesso no campo do ensino, eles devem – sempre que pensam em empreender alguma missão específica nos países da América Latina – esforçar-se, quando praticável, para adquirirem certa proficiência nos idiomas falados pelos habitantes daqueles países e algum conhecimento de seus costumes, hábitos e perspectiva. “Os instrutores que vão àquelas regiões”, ‘Abdu’l-Bahá, referindo-se às repúblicas da América Central, escreveu numa das Epístolas do Plano Divino, “devem conhecer a língua espanhola”. “Um grupo que fala seus idiomas...” escreveu Ele em outra Epístola, “deve volver-se em direção aos três grandes grupos de ilhas do Oceano Pacífico e viajar por toda parte delas”. “Os instrutores viajando em diversas direções”, declara Ele ainda, “devem conhecer a língua do país em que entrarão. Uma pessoa proficiente na língua japonesa, por exemplo, pode viajar ao Japão, ou uma conhecendo o idioma chinês pode apressar-se para a China, e assim por diante”.
Nenhum participante nessa campanha interamericana de ensino deve achar que a iniciativa para qualquer atividade especial relacionada com esse trabalho tenha de depender unicamente daquelas entidades, sejam Assembléias ou comitês cujo cargo peculiar é o de promover e facilitar a consumação desse objetivo vital do Plano Setenial. É o inescapável dever de todo crente americano, como leal fideicomissário do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, iniciar, promover e consolidar, dentro dos limites fixados pelos princípios administrativos da Fé, qualquer atividade que julgue conveniente iniciar para a promoção do Plano. Nem a situação mundial, tão ameaçadora, nem qualquer consideração de uma falta de recursos materiais, de preparo mental, de conhecimentos ou de experiência – por mais desejáveis que estes sejam – deveria impedir um prospectivo instrutor pioneiro de se levantar independentemente e por em movimento as forças que, uma vez libertadas – assegura-nos ‘Abdu’l-Bahá repetidas vezes – atrairão, assim como um ímã, a ajuda prometida e infalível de Bahá’u’lláh. Que ele não espere quaisquer instruções ou qualquer encorajamento especial por parte dos representantes eleitos de sua comunidade, nem seja detido por quaisquer obstáculos que parentes ou concidadãos possam querer por em seu caminho, nem se importe com a censura de seus críticos ou inimigos. “Sê irrestrito como o vento”, é o conselho de Bahá’u’lláh a cada um que deseja difundir a Sua Causa, “enquanto levares a Mensagem Daquele que fez despontar a aurora da Guia Divina. Considera como o vento, fiel àquilo que Deus ordenou, sopra sobre todas as regiões da Terra, estejam habitadas ou desoladas. Nem a aparência da desolação, nem as evidências da prosperidade, lhe podem causar dor ou prazer. Sopra em todas as direções, segundo mandado pelo seu Criador”. “E quando ele resolver partir de seu lar, em prol da Causa de seu Senhor”, Bahá’u’lláh, referindo-se a tal instrutor, revelou em outra passagem, “que ponha toda a sua confiança em Deus, como a melhor preparação para sua viagem, e se adorne com as vestes da virtude... Se ele estiver aceso com o fogo de Seu amor, se renunciar todas as coisas criadas, as palavras por ele pronunciadas incendiarão todos aqueles que o ouvirem”. Destemido diante de qualquer empecilho com o qual amigo ou inimigo lhe possa obstruir o caminho, quer incônscia ou deliberadamente, ele, tendo por sua própria iniciativa resolvido levantar-se em resposta ao chamado para o ensino, deve considerar cuidadosamente todos os meios de acesso que possa utilizar em suas tentativas pessoais de captar a atenção, manter o interesse e aprofundar a fé dos que ele procura levar para o aprisco de sua Fé. Que estude as possibilidades oferecidas pelas circunstâncias peculiares em que vive, avaliando-lhes as vantagens e vindo a utilizá-las inteligente e sistematicamente para a realização do objetivo que ele tem em mira. Que também tente desenvolver tais métodos como associação a clubes, exibições e sociedades, conferências sobre assuntos relacionados aos ensinamentos e ideais de sua Causa, tais como temperança, moralidade, assistência social, tolerância religiosa e racial, cooperação econômica, islã e religiões comparativas, ou participação em organizações e empreendimentos sociais, culturais, humanitárias e educacionais, que ele, enquanto salvaguardar a integridade de sua Fé, verá lhe abrirem uma multidão de caminhos e meios pelos quais poderá alistar sucessivamente a simpatia, o apoio e, finalmente, a lealdade daqueles com quem ele entra em contato. Enquanto está fazendo estes contatos, ele deve ter sempre em mente o que a Fé lhe exige constantemente, a saber: preservar a dignidade e posição da Fé, salvaguardar a integridade de suas leis e seus princípios, demonstrar sua amplitude e sua universalidade e defender destemidamente seus múltiplos interesses vitais. Que ele considere o grau de receptividade mostrado pelo seu ouvinte e decida para si qual é o método de ensino conveniente, o direto ou o indireto, para poder fazer o inquiridor perceber a importância vital da Mensagem Divina e persuadí-lo a partilhar do destino daqueles que já a abraçaram. Que ele se lembre do exemplo dado por ‘Abdu’l-Bahá e de Sua constante exortação a mostrar tanta bondade ao inquiridor, e a tal ponto exemplificar o espírito dos ensinamentos que espera lhe instilar, que esse inquiridor seja impelido, espontaneamente, a identificar-se com a Causa que incorpora tais ensinamentos. Que ele, de início, se abstenha de insistir sobre a importância de tais leis e práticas que pudessem impor uma pressão demasiado severa sobre a fé há pouco despertada no inquiridor, e se esforce para nutri-lo com paciência e tato, porém com determinação, até que atinja plena maturidade, e ajudá-lo a proclamar sua aquiescência incondicional em tudo o que haja sido ordenado por Bahá’u’lláh. Logo que esta etapa tenha sido atingida, que ele o apresente ao grupo de seus companheiros de crença e procure, mediante constante associação e viva participação nas atividades locais de sua comunidade, capacitá-lo a contribuir com sua parte no enriquecimento da vida dessa comunidade, lhe promovendo as tarefas, consolidando os interesses e coordenando as atividades com as de suas comunidades irmãs. Que não se contente antes de haver infundido em seu filho espiritual tão profundo desejo que o impele a levantar-se independentemente, por sua vez, e devotar suas energias à tarefa de ressuscitar as outras almas e sustentar as leis e os princípios estabelecidos pela sua Fé há pouco abraçada.
Que cada um que participar na campanha continental iniciada pelos crentes americanos – em particular, aqueles ocupados em trabalho de pioneiros em territórios virgens – tenha sempre em mente a necessidade do contato estreito e constante com aquelas entidades responsáveis, incumbidas de dirigir, coordenar e facilitar as atividades de ensino da comunidade inteira. Quer seja o corpo de seus representantes eleitos nacionais, ou sua principal instituição auxiliar, o Comitê Nacional de Ensino, ou seus órgãos subsidiários, os comitês regionais de ensino, ou as Assembléias Espirituais locais e seus respectivos comitês de ensino – àqueles que labutam pela difusão da Causa de Bahá’u’lláh compete, mediante o constante intercâmbio de idéias, por cartas, circulares, relatórios, boletins e outros meios de comunicação com esses instrumentos estabelecidos que foram designados para a propagação da Fé, assegurar o eficiente e rápido funcionamento do maquinismo de ensino instituído pela sua Ordem Administrativa. Assim serão evitadas, completamente, confusão, demora, duplicação de esforços, dissipação de energia, enquanto o poderoso fluxo da graça de Bahá’u’lláh, manando abundantemente e sem a mínima obstrução, através desses veículos essenciais, a tal ponto inundará os corações e as almas dos homens que os capacitará a produzir a colheita predita repetidamente por ‘Abdu’l-Bahá.
A cada um que participa nesse esforço em conjunto – esforço esse sem precedentes nos anais da comunidade bahá’í americana – cabe a obrigação espiritual de fazer do mandato do ensino, ao qual todos se vêem tão vitalmente comprometidos, a preocupação que a tudo supera em sua vida. Em suas atividades e contatos diários, em todas as suas viagens, quer de negócios ou para outros fins, em suas férias e passeios, e em qualquer missão que ele possa ser chamado para empreender, todo portador da Mensagem de Bahá’u’lláh deve considerar que não é somente uma obrigação, mas também um privilégio, espalhar por toda parte as sementes de Sua Fé, contentando-se com saber sempre que – não importa qual seja a resposta imediata àquela Mensagem, e por mais inadequado que seja o veículo que a transmitiu – o poder de seu Autor, segundo a Sua determinação, fará com que aquelas sementes germinem e, em circunstâncias que ninguém pode prever, enriqueçam a colheita que há de recompensar o labor de Seus seguidores. Se ele é membro de alguma Assembléia Espiritual, que anime a sua Assembléia a consagrar certa parte de seu tempo, em cada uma de suas sessões, à fervorosa consideração, em atitude de prece, de tais métodos e meios que possam promover a campanha do ensino ou fornecer quaisquer recursos que estejam disponíveis para seu progresso, sua extensão e sua consolidação. Se ele assistir sua escola de verão – e com cada um, sem exceção, se insta para que aproveite da oportunidade de assistí-la – deverá considerar essa ocasião uma grata e preciosa oportunidade para enriquecer, através de conferências, estudo e ventilação de idéias, seu conhecimento das bases de sua Fé de tal forma que possa transmitir com maior confiança e efetividade, a Mensagem que foi entregue a seu cuidado. Ainda mais, sempre que lhe for praticável, que procure por meio de visitas entre as comunidades, estimular o zelo pelo ensino e demonstrar aos não-bahá’ís o fervor e a vigilância daqueles que promovem sua Causa e a unidade orgânica de suas instituições.
Se algum dos participadores nessa cruzada – a qual abrange todas as raças, todas as repúblicas, classes e seitas de todo o Hemisfério Ocidental – se sentir impelido, que ele se levante e, de acordo com as circunstâncias, dirija sua especial atenção às raças negra, indígena, esquimó e judia e, finalmente, conquiste sua adesão incondicional à sua Fé. Não há serviço mais louvável e meritório que possa ser prestado à Causa de Deus, na hora atual, do que um esforço bem sucedido para realçar a diversidade dos membros da comunidade bahá’í americana pelo alistamento dos membros dessas raças, que viriam a aumentar as fileiras da Fé. A fusão desses altamente diferenciados elementos da espécie humana – harmoniosamente entretecidos na estrutura de uma fraternidade bahá’í que a tudo abrange, assimilados através dos processos dinâmicos de uma Ordem Administrativa divinamente instituída e contribuindo, cada qual, com seu quinhão, para o enriquecimento e a glória da vida da comunidade bahá’í – é, seguramente, uma realização que deve acalentar e extasiar todo coração bahá’í que a contemplar. “Considerai as flores de um jardim”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá. “Embora difiram em espécie, em cor e formato, não obstante, desde que sejam refrescadas pelas águas de uma só nascente, ressuscitadas pelo sopro do mesmo sol, tal diversidade lhes realça o encanto e aumenta a beleza. Quanto desagradaria à vista, se todas as plantas, as folhas e frutos, os ramos e as árvores daquele jardim fossem do mesmo formato e da mesma cor! A diversidade de matizes e formato enriquece e adorna o jardim, realçando seu efeito. Outrossim, quando várias nuanças de pensamento, temperamento e caráter forem reunidas sob o poder e a influência de um agente central, a beleza e a glória da perfeição humana serão reveladas, tornar-se-ão manifestas. Nada senão a potência celestial da Palavra de Deus, a qual governa e transcende a realidade de todas as coisas, é capaz de harmonizar os pensamentos, sentimentos, idéias e convicções divergentes dos filhos dos homens”. “Espero” – assim expressa ‘Abdu’l-Bahá Seu desejo – “que possais tornar gloriosa aquela raça (negra) espezinhada, fazendo-a unir-se à raça branca em serviço ao mundo humano com a máxima sinceridade, fidelidade, amor e pureza”. “Uma das questões importantes”, escreve Ele também, “que afetam a unidade e a solidariedade do gênero humano, é a associação e igualdade entre as raças brancas e de cor.” “Deveis dar grande importância”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá nas Epístolas do Plano Divino, “aos índios, os aborígines da América. Pois essas almas podem ser comparadas aos antigos habitantes da Península Árabe, os quais, antes da Revelação de Maomé, eram como selvagens. Ao irradiar-se em seu meio a Luz maometana, incendiaram-se a tal ponto que derramaram iluminação sobre o mundo. Do mesmo modo, fossem esses índios educados e devidamente orientados, eles, sem dúvida, se tornariam tão esclarecidos que toda a terra seria iluminada.” “Se for possível”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá também, “mandai instrutores às outras partes do Canadá; semelhantemente, enviai instrutores à Groelândia e à terra dos esquimós”. “Deus permitindo”, escreveu Ele ainda, nessas mesmas Epístolas, “o chamado do Reino alcançará os ouvidos dos esquimós... Se fizerdes um esforço, para que as fragrâncias de Deus sejam difundidas entre os esquimós, seu efeito será muito grande e de vasto alcance”. “Louvado seja Deus”, escreve ‘Abdu’l-Bahá, “tudo o que foi anunciado nas Abençoadas Epístolas aos israelitas e explicitamente escrito nas cartas de ‘Abdu’l-Bahá está sendo cumprido. Algumas coisas já se realizaram; outras serão reveladas no futuro. A Beleza Antiga escreveu explicitamente em Suas sagradas Epístolas que o tempo de seu rebaixamento já terminou. Sua bondade abrigá-los-á; essa raça progredirá dia a dia e será livrada da obscuridade e degradação seculares.”
Àqueles que ocupam postos administrativos em sua capacidade de membros da Assembléia Espiritual Nacional, ou dos comitês de ensino nacionais, regionais ou locais, incumbe lembrarem-se continuamente da urgente e vital necessidade de assegurarem, dentro do mais breve período possível, a formação, nos poucos Estados restantes da República norte-americana e nas províncias do Canadá, de grupos, ainda que sejam pequenos e rudimentares, e de fornecerem toda facilidade dentro de seu alcance para capacitar esses núcleos recém-formados a evoluírem, rapidamente e sob diretrizes sãs, até se tornarem Assembléias funcionando devidamente, auto-suficientes e reconhecidas. Ao lançamento de tais alicerces, à ereção de tais postos avançados – uma tarefa que se admite ser árdua, embora de urgente necessidade a altamente inspiradora – os membros individuais da comunidade bahá’í americana devem prestar seu apoio irrestrito, contínuo e entusiástico. Por mais sábias que sejam as medidas que seus representantes eleitos possam planejar, e por mais práticos e bem-concebidos os planos que formulem, tais medidas e planos jamais produzirão resultados satisfatórios, a não ser que um número suficiente de pioneiros tenha resolvido fazer os sacrifícios necessários e se tenha oferecido como voluntários para executarem esses projetos. Implantar, uma vez por todas, a bandeira de Bahá’u’lláh no coração desses territórios virgens, erigir a base estrutural de Sua Ordem Administrativa nas cidades e aldeias desses territórios e estabelecer um ancoradouro firme e permanente para suas instituições nas mentes e nos corações dos habitantes – isto, creio firmemente, constitui o primeiro e o mais significativo passo nas etapas sucessivas pelas quais a campanha de ensino, inaugurada sob o Plano Setenial, há de passar. Enquanto a ornamentação externa do Mashriqu’l-Adhkar, segundo esse mesmo Plano, já entrou na fase final de seu desenvolvimento, a campanha de ensino está ainda em suas etapas iniciais, estando longe de haver estendido suas ramificações efetivamente ou a esses territórios virgens ou àquelas Repúblicas situadas no continente sul-americano. O esforço exigido é prodigioso, as condições nas quais esses passos preliminares devem ser dados são, muitas vezes, pouco atraentes, ou são desfavoráveis; é limitado o número dos que estejam em condições para empreender tias tarefas e são escassos e inadequados os recursos a seu dispor. E, no entanto, quantas vezes a pena de Bahá’u’lláh nos tem assegurado que “se um homem, completamente só, se levantar em nome de Bahá e vestir a armadura de Seu amor, o Todo-poderoso torná-lo-á vitorioso, ainda que as forças da terra e do céu se dispuserem contra ele”. E não escreveu Ele as seguintes palavras? – “Por Deus, além do qual não há outro Deus! Se alguém se levantar para o triunfo de Nossa Causa, Deus o fará vitorioso, embora dezenas de milhares de inimigos se aliarem contra ele. E se seu amor por mim se tornar mais forte, Deus estabelecerá sua ascendência sobre todos os poderes da Terra e do céu”. “Considerai o trabalho das gerações anteriores”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá. “Durante o tempo de vida de Jesus Cristo, as almas crentes, firmes, eram poucas, de número limitado, mas as bênçãos celestiais desceram tão abundantemente que, dentro de alguns anos, almas em conta entraram na sombra do Evangelho. Deus disse no Corão: “Um grão produzirá sete feixes, e cada feixe conterá cem grãos”. Em outras palavras, um só grão tornar-se-á setecentos e, se Deus assim determinar, Ele dobrará estes, também. Muitas vezes tem acontecido que uma só alma abençoada se tornou a causa de ser guiada uma nação. Agora não devemos considerar nossa habilidade e capacidade, mas sim, nestes dias, fixar nosso olhar nos favores e graças de Deus, quem fez da gota, um mar e, do átomo, um sol”. Aqueles que resolverem ser os primeiros a içar o estandarte desta Causa, sob tais condições e em tais territórios, deverão nutrir suas almas com o poder sustentador destas palavras e, “vestindo a armadura de Seu amor”, um amor que há de “tornar-se mais forte” enquanto perseverarem em sua tarefa solitária, levantar-se para adornarem, com a relação de suas façanhas, as mais brilhantes páginas já escritas na história espiritual de seu país.
“Embora”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá nas Epístolas do Plano Divino, “na maioria dos Estados e cidades dos Estados Unidos – louvado seja Deus – Suas fragrâncias tenham sido difundidas e inúmeras almas estejam volvendo as faces para o Reino de Deus e se aproximando Dele, o Estandarte da Unidade em alguns dos Estados, entretanto, não foi içado devidamente, nem foram desvendados os mistérios dos Livros Sagrados, como a Bíblia, o Evangelho e o Corão. Pelos esforços reunidos de todos os amigos, o Estandarte da Unidade há de ser desfraldado necessariamente, naqueles Estados, e os Ensinamentos Divinos devem ser promovidos, de modo que esses Estados, também, recebam sua parte das graças celestiais e um quinhão da Guia Suprema”. “O futuro do Domínio do Canadá”, declarou Ele, em outra Epístola do Plano Divino, “é muito grande e os acontecimentos que lhe serão relacionados, infinitamente gloriosos. O olhar da misericórdia de Deus lhe será dirigido e esse país há de se tornar a manifestação dos favores do Todo-Glorioso”. “Outra vez, repito”, diz Ele na mesma Epístola, corroborando Sua afirmação anterior, “que o futuro do Canadá, quer seja do ponto de vista material, ou espiritual, é muito grande”.
O Despertar da América Latina
Logo que for dado esse passo inicial, envolvendo a formação de pelo menos um núcleo em cada um desses Estados e províncias virgens do continente norte-americano, o maquinismo para uma tremenda intensificação dos esforços reunidos dos bahá’ís deverá ser posto em movimento, tendo em mira reforçar as nobres tentativas que apenas poucos crentes isolados estão fazendo atualmente para despertarem as nações da América Latina ao chamado de Bahá’u’lláh. Antes de se haver entrado nessa segunda fase da campanha de ensino, segundo o Plano Setenial, não se pode considerar que a campanha esteja em pleno desenvolvimento, nem que o próprio Plano tenha atingido a etapa mais decisiva de sua evolução. Tão poderosas serão as efusões de graça divina que emanarão sobre uma comunidade valorosa, que já na esfera administrativa erigiu seu Edifício principal, em toda a glória de sua ornamentação exterior, e, no campo de ensino, erguer a bandeira de sua Fé em todos os Estados e províncias do continente norte-americano – tão grandes serão essas efusões, que seus membros ficarão atônitos diante das evidências de seu poder regenerador.
O Comitê Interamericano, nesta etapa, ou, melhor, mesmo antes de entrar nela, deve elevar-se ao nível de suas oportunidades e exibir um vigor, uma dedicação e um espírito empreendedor que sejam proporcionais às responsabilidades que ombreou. Não se deve esquecer, nem por um momento, que a América Central e a América do Sul abrangem nada menos de vinte nações independentes, constituindo aproximadamente um terço do número total dos Estados soberanos do mundo, e que são destinadas a desempenhar um papel cada vez mais importante na determinação do futuro destino do mundo. À medida que o mundo se contrai, tornando-se uma só vizinhança, e os destinos de suas raças, nações e povos ficam inextricavelmente entretecidos, a distância desses Estados do Hemisfério Ocidental esvaece e as possibilidades latentes em cada um deles se torna cada vez mais evidente.
Quando tiver sido alcançada essa segunda etapa no desenvolvimento progressivo das atividades e dos empreendimentos de ensino, de acordo com o Plano Setenial, e o maquinismo necessário para seu prosseguimento tiver principiado a funcionar, os crentes americanos, os intrépidos pioneiros desse poderoso movimento, guiados pela infalível luz de Bahá’u’lláh e estritamente de acordo com o Plano elaborado por ‘Abdu’l-Bahá, seguindo as diretrizes de sua Assembléia Espiritual Nacional e confiantes de receberem o auxílio do Comitê Interamericano, deverão iniciar uma ofensiva contra os poderes das trevas, da corrupção e da ignorância – uma ofensiva que há de se estender até os mais remotos confins do continente sulino e abranger dentro de seu âmbito as vinte nações que o compõem.
Que alguns, neste momento, se preparem para envidar esforços, fujam de suas cidades e estados natais, abandonem seu país e, “pondo toda a sua confiança em Deus como a melhor preparação para sua viagem”, volvam suas faces e dirijam seus passos para aqueles climas distantes, aqueles campos virgens, aquelas cidades que ainda não se renderam, e devotem suas energias à conquista das cidadelas dos corações dos homens – corações que, como Bahá’u’lláh escreveu, “as hostes da Revelação e da expressão podem subjugar”. Que não demorem até que seus colaboradores tenham passado a primeira etapa em sua campanha de ensino, mas, antes, desde esta hora presente, se levantem para inaugurar a fase inicial daquilo que virá a ser considerado um dos mais gloriosos capítulos da história internacional de sua Fé. Devem, desde mesmo o princípio, “ensinar a si próprios, a fim de que suas palavras atraiam os corações de seus ouvintes”. Devem considerar o triunfo de sua Fé seu “objetivo supremo”. Não devem “considerar o tamanho, se é grande ou pequeno o receptáculo”, que transporta a medida de graça que Deus faz emanar nesta era. Que eles “se desembaracem de toda ligação a este mundo e suas vaidades” e, com aquele espírito de desprendimento que ‘Abdu’l-Bahá exemplificava e queria que eles emulassem, levem esses povos e países diversos à lembrança de Deus e de Seu Manifestante Supremo. Seja Seu amor um “depósito de tesouro para suas almas” no dia em que “todo pilar haverá de tremer, quando as próprias peles dos homens se arrepiarão, quando todos os olhos arregalar-se-ão de terror”. Que suas “almas ardam com a flama do Fogo imorredouro aceso no âmago do coração do mundo, de tal modo que as águas do universo não tenham o poder de lhe diminuir o ardor”. Que sejam “irrestritos como o vento”, ao qual “nem o espetáculo da desolação nem as evidências da prosperidade podem causar dor ou prazer”. Eles devem “libertar suas línguas e proclamar incessantemente a Sua Causa”. Devem “proclamar o que o Espírito Supremo os inspirará a pronunciar no serviço à Causa de seu Senhor”. Devem “guardar-se de contenda com qualquer pessoa; antes devem esforçar-se para torná-la consciente da verdade, com maneiras bondosas e a mais convincente exortação”. Que eles “inteiramente por amor a Deus, proclamem a Sua Mensagem e, nesse mesmo espírito, aceitem qualquer resposta que suas palavras possam evocar em seus ouvintes”. Que não se esqueçam, nem por um momento, de que o “Espírito Fiel os fortalecerá com seu poder” e que “uma companhia de Seus anjos eleitos sairá com eles, assim como ordenados por Aquele que é o Onipotente, Aquele que possui toda sabedoria”. Que tenham sempre em mente “como é grande a bem-aventurança que espera aqueles que tiverem atingido a honra de servir o Todo-poderoso”, e se lembrem que “esse serviço é, em verdade, o príncipe de todos os bons atos e o ornamento de cada boa ação”...
E, finalmente, que estas comovedoras palavras de Bahá’u’lláh estejam sempre em seus lábios enquanto prosseguirem seu curso por toda a vasta extensão do continente sul-americano – um consolo para seus corações, uma luz em seu caminho, acompanhando-os em sua solidão e dando-lhes um apoio diário em suas viagens: “Ó caminhante na senda de Deus! Toma tu teu quinhão do oceano de Sua graça e não te prives das coisas que jazem ocultas em suas profundezas... Uma gota de orvalho deste oceano, se fosse difundida sobre todos os que se acham nos céus e na Terra, seria suficiente para enriquecê-los com a graça de Deus, o Onipotente, o Onisciente, O que possui toda sabedoria. Com as mãos da renúncia, tira das suas águas vivificadoras e esparge-as sobre todas as coisas criadas, para que sejam purificadas de todas as limitações feitas pelo homem e se possam aproximar do poderoso assento de Deus, este Lugar sagrado e resplandecente. Não te entristeças se somente tu o fizeres. Que Deus te seja todo-suficiente... Proclama a Causa de teu Senhor a todos os que estão nos céus e sobre a Terra. Se algum homem responder a teu chamado, expõe diante dele as pérolas da sabedoria do Senhor, teu Deus, as quais seu Espírito fez descer sobre ti, e sê dos que verdadeiramente crêem. E se alguém rejeitar tua oferta, afasta-te dele e põe tu confiança no Senhor de todos os mundos. Pela retidão de Deus! Se alguém abrir os lábios neste dia e fizer menção do nome de seu Senhor, sobre ele as hostes da inspiração divina haverão de descer do céu de meu nome, o Onisciente, O que possui toda sabedoria. Sobre ele descerá também a Assembléia das alturas, cada um erguendo altamente um cálice de pura luz. Assim foi pré-destinado no domínio da Revelação de Deus, a mandado Daquele que é o Todo-Glorioso, o Poderosíssimo”.
Que também estas palavras de ‘Abdu’l-Bahá, colhidas das Epístolas do Plano Divino, ressoem em seus ouvidos quando eles, confiantes e intrépidos, partirem em Sua missão: “Ó vós, apóstolos de Bahá’u’lláh! Que minha vida vos seja oferecida em holocausto! Vede os portais que Bahá’u’lláh abriu diante de vós! Considerai que grau elevado, sublime, vos é destinado; de que incomparáveis graças fostes dotados”. “Meus pensamentos dirigem-se a vós e meu coração transporta-se com vossa menção. Pudésseis vós saber quanto minh’alma se extasia com vosso amor, tão grande felicidade vos inundaria os corações que ficaríeis enamorados uns dos outros”. “A plenitude de vosso sucesso não foi ainda revelada, nem se apreendeu sua significação. Dentro em breve, com vossos próprios olhos, vereis como cada um de vós irradiará brilhantemente, assim como uma estrela esplendorosa, no firmamento de vosso país, a luz da Guia Divina e concederá a seu povo a glória de uma vida eterna”. “É minha fervorosa esperança que, no futuro próximo, toda a Terra se comova e abale com os resultados de vossas realizações”. “O Onipotente conceder-vos-á, sem dúvida, o auxílio de Sua graça, investir-vos-á dos sinais de Sua grandeza e dotará vossas almas do poder sustentador de Seu Espírito Santo”. “Não vos preocupeis por ser pequeno vosso número, nem sejais oprimidos pela multidão de um mundo descrente... Esforçai-vos; vossa missão é indizivelmente gloriosa. Se o êxito coroar vosso empreendimento, a América, seguramente, evoluirá até tornar-se um centro do qual emanarão ondas de poder espiritual, e o trono do Reino de Deus, na plenitude de sua majestade e glória, será firmemente estabelecido”.
Deveria se lembrar de que a execução do Plano Setenial, no que diz respeito ao trabalho de ensino, só envolve a formação de pelo menos um centro em cada uma das Repúblicas da América Central e da América do Sul. O centenário do nascimento da Fé de Bahá’u’lláh deveria testemunhar – se o Plano já iniciado vai ter êxito – o estabelecimento, em cada um desses países, de uma base, ainda que rudimentar, sobre a qual a nascente geração de crentes americanos possa construir, nos primeiros anos do segundo século da era bahá’í. Sua será a tarefa de estender e reforças esses alicerces, no decorrer de sucessivas décadas, e fornecer a orientação, a assistência e o encorajamento necessários para que os grupos de crentes espalhados por toda parte desses países possam estabelecer Assembléias locais independentes, devidamente constituídas, e assim erigir a estrutura da Ordem Administrativa de sua Fé. A ereção de tal estrutura é primariamente a responsabilidade daqueles que, por intermédio da comunidade dos crentes norte-americanos, tenham aceito a Mensagem Divina. É uma tarefa que há de envolver – além da obrigação imediata de capacitar todo grupo a evoluir até tornar-se uma Assembléia local – a ereção do maquinismo inteiro da Ordem Administrativa, de conformidade com os princípios espirituais e administrativos que governam a vida e as atividades de toda comunidade bahá’í estabelecida no mundo inteiro. Em circunstâncias nenhumas poderá ser tolerada qualquer divergência destes princípios cardeais, claramente enunciados, incorporados e preservados nas constituições bahá’ís nacionais e locais, comuns a todas as comunidades bahá’ís. É uma tarefa, porém, que cabe àqueles que, num período posterior, deverão levantar-se para promover um trabalho que para todos os fins, ainda não foi começado efetivamente.
O Alicerce Necessário
A preparação mais sistemática para o lançamento do alicerce necessário, sobre o qual possam ser erigidas e seguramente estabelecidas as permanentes instituições nacionais e locais, é tarefa que há de exigir, muito breve, a atenção concentrada dos executores do Plano Setenial. Logo que tenham desempenhado sua obrigação imediata referente à abertura dos poucos territórios restantes nos Estados Unidos e no Canadá, deverá ser concebido um plano cuidadosamente elaborado, que visa a estabelecer esse alicerce. Como já foi exposto, as providências para esses vastos empreendimentos preliminares, cujo âmbito deverá incluir toda a área ocupada pelas Repúblicas da América Central e do Sul, constituem o próprio âmago da campanha de ensino que está sendo realizada de acordo com o Plano Setenial, e devem decidir, afinal, o seu destino. Desta campanha há de depender não só o desempenho efetivo das obrigações solenes assumidas com referência ao presente Plano, mas também o desdobramento progressivo das subseqüentes etapas essenciais à realização da visão de ‘Abdu’l-Bahá a respeito do papel que os crentes americanos são destinados a desempenhar na propagação mundial de sua Causa.
Esses empreendimentos – preliminares que são, ao trabalho árduo, organizado, pela qual futuras gerações de crentes nos países latinos deverão se distinguir – exigem, por sua vez e sem um momento de demora, da parte da Assembléia Espiritual Nacional e do Comitê Nacional de Ensino, bem como do Comitê Interamericano, investigações meticulosas preliminares à expedição de instrutores, residentes e itinerantes, que terão o privilégio de erguer o chamado do Novo Dia num continente novo.
Em meu desejo de ser útil àqueles que haverão de assumir tão tremendas responsabilidades e sofrer tão grande abnegação, só posso tentar oferecer algumas sugestões, as quais, estou confiante, serão de alguma ajuda, facilitando a execução da grande obra a ser realizada no futuro mais próximo. A esta obra – que há de constituir, quando consumada, um marco histórico de primeira importância – as energias da comunidade inteira devem ser resolutamente dedicadas. O número de instrutores bahá’ís, sejam residentes ou itinerantes, deve ser substancialmente aumentado. Os recursos materiais a serem colocados à sua disposição devem ser multiplicados e administrados eficientemente. A literatura para seu uso deve ser aumentada em vasta escala. A publicidade para lhes facilitar a distribuição dessa literatura, precisa ser estendida, ter uma organização central e prosseguir vigorosamente. Deve-se explorar com diligência as possibilidades latentes nesses países, desenvolvendo-as sistematicamente. Os vários obstáculos oriundos das condições políticas e sociais de tão grande divergência, que prevalecem nesses países, devem ser examinados atentamente e superados com determinação. Numa palavra, nenhuma oportunidade deve ser perdida, nenhum esforço poupado, para que seja lançado o alicerce mais largo e sólido possível para o progresso e desenvolvimento do maior empreendimento de ensino jamais iniciado pela comunidade bahá’í americana.
A medida principal e mais urgente a ser tomada, simultaneamente com a chegada dos trabalhadores pioneiros nessas regiões, pareceria ser a cuidadosa tradução dos importantes escritos bahá’ís referentes à história, aos ensinamentos ou à Ordem Administrativa da Fé e sua larga e sistemática disseminação, em quantidades vastas e por toda parte do maior número possível dessas Repúblicas, e nos idiomas mais convenientes e necessários. “Livros e panfletos”, escreve ‘Abdu’l-Bahá em uma das Epístolas do Plano Divino, “devem ser ou traduzidos ou compostos nos idiomas desses países e ilhas, para serem circulados em toda parte, por todos os lados”. Em países onde nenhuma objeção pode ser feita pelas autoridades civis ou em círculos influentes, essa medida deve ser reforçada pela publicação, em vários órgãos da Imprensa, de artigos e cartas cuidadosamente redigidos, com o fim de chamar a atenção do público em geral a certas feições da história comovente da Fé e ao âmbito e caráter de seus ensinamentos.
Todo trabalhador nessas regiões deve, ao meu ver – quer seja ele um instrutor itinerante ou residente – preocupar-se, principal e constantemente, em associar-se, de uma maneira amigável, com todos os setores da população, sem consideração à classe, credo, nacionalidade ou cor; em familiarizar-se com suas idéias, seus gostos e hábitos; em estudar o modo mais conveniente de se aproximar deles; em concentrar sua atenção, com paciência e tato, em alguns poucos que tenham mostrado especial capacidade e receptividade; e em esforçar-se, com bondade extrema, para implantar em seus corações tão grande amor, zelo e devoção que possam tornar-se, por sua vez, independentes e auto-suficientes promotores da Fé em suas respectivas localidades. “Associai-vos a todos os homens, ó povo de Bahá”, é a admoestação de Bahá’u’lláh, “em espírito de amizade e camaradagem. Se estais conscientes de certa verdade, se possuis uma jóia da qual outros são privados, reparti-a com eles, numa linguagem de absoluta bondade e benevolência. Se for aceita, se cumprir seu propósito, vosso objetivo será atingido. Se alguém a recusar, deixai-o e pedi a Deus que o guie. Guardai-vos de o tratardes de um modo pouco bondoso. Uma língua bondosa é o ímã dos corações dos homens. É o pão do espírito, veste de significado as palavras, é a fonte da luz da sabedoria e da compreensão”.
Um esforço, além disso, pode e deve ser feito – não só por entidades bahá’ís representativas, mas também por prospectivos instrutores e por outros crentes individuais que não tiveram o privilégio de visitar essas regiões ou de se estabelecer nesse continente – para aproveitarem toda oportunidade que se oferecer de conhecerem pessoas que sejam cidadãos desses países ou que estejam de qualquer modo relacionadas a eles, quaisquer que sejam seus empenhos ou suas profissões, e lhes despertarem um interesse genuíno. Mostrando-lhes bondade ou dando-lhes literatura ou estabelecendo com eles qualquer contato, os crentes americanos poderão lançar sementes em seus corações que talvez, futuramente, possam germinar e produzir os mais inesperados resultados. Devem ter cuidado, entretanto, em todas as ocasiões, para que, em seu zelo em promover os interesses internacionais da Fé, não frustrem seu desígnio e, por qualquer ato que pudesse ser interpretado como tentativa de fazer prosélitos ou lhes exercer indevida pressão, afastem aqueles cuja adesão à sua Causa desejam conquistar.
Apelo por Pioneiros
Eu desejaria dirigir meu apelo especialmente àqueles crentes americanos que – apesar da pressão aflitiva das múltiplas e sempre-crescentes questões de urgência com as quais eles defrontam na hora atual – achem possível estabelecer residência permanente em tais países que lhes ofereçam perspectiva razoável de ganharem a vida, qualquer que seja sua vocação ou emprego, quer seja no comércio, ou como professores, advogados, médicos, escritores, funcionários etc. Por essa ação, poderão aliviar a pressão – que sempre aumenta – sobre seu Fundo de Ensino, o qual, dentro de suas dimensões restritas, há de providenciar, quando não estiverem disponíveis de outra fonte, as despesas de viagem e outras quaisquer que o desenvolvimento desse vasto empreendimento possa acarretar. Caso não achem possível aproveitar de tão raro e sagrado privilégio, que então, lembrando-se das palavras de Bahá’u’lláh, resolvam, cada um de acordo com os meios ao seu dispor, deputar alguém a levantar-se em seu lugar e levar a efeito tão nobre empreendimento. “Concentrai vossas energias”, - são as palavras de Bahá’u’lláh – “na propagação da Fé de Deus. Quem é digno de tão alta vocação, que se levante e a promova. A quem não pode, cumpre nomear alguém que, em seu lugar, proclamará esta Revelação cujo poder fez com que os fundamentos das mais fortes estruturas tremessem, toda montanha fosse esmagada em pó e todas as almas se estarrecessem”.
Quanto àqueles que tenham podido partir de seus lares e de seu país e servir nessas regiões, quer temporária ou permanentemente, cabe-lhes um dever especial que tem de ser lembrado continuamente. Deve ser um de seus objetivos principais, por um lado, manter contato constante com o Comitê Nacional que é especificamente incumbido da promoção de seu trabalho e, por outro, cooperar por todos os meios possíveis e na maior harmonia, com seus companheiros de crença nesses países, qualquer que seja o campo em que labutem, qualquer sua posição, capacidade ou experiência. Cumprindo a primeira parte desse dever, derivarão o estímulo necessário e receberão orientação indispensável para que possam executar efetivamente a sua missão e também, através de seus relatórios enviados com regularidade a esse comitê, estarão participando à generalidade de seus companheiros de crença, as notícias dos mais recentes desenvolvimentos em suas atividades. Pelo cumprimento da segunda parte desse dever, assegurarão a eficiência uniforme, facilitarão o progresso e evitarão quaisquer incidentes que pudessem obstruir o desenvolvimento de seu empreendimento comum. A manutenção de contato estreito e relações harmoniosas entre o Comitê Interamericano, ao qual foi confiada a responsabilidade imediata de organizar uma atividade de tão vasto alcance, e os pioneiros privilegiados que estão realmente executando esse empreendimento e estendendo por toda parte as suas ramificações, bem como entre os próprios pioneiros, deveria, além de suas vantagens imediatas, dar um exemplo digno e inspirador às gerações ainda por nascerem, as quais haverão de levar avante o trabalho que está sendo iniciado presentemente, com todas as suas crescentes complexidades.
Neste tempo em que as várias restrições impostas nesses países tornam difícil que um número considerável de pioneiros bahá’ís lá estabeleça residência e ganhe a vida, seria, sem dúvida, de excepcional importância e valor se certos crentes cuja renda, embora pequena, lhes fornecesse o meio de ter uma existência independente, arranjassem as suas condições de tal forma que pudessem residir nesses países por um período indefinido. Os sacrifícios que isso acarreta, a coragem, a fé e a perseverança que exige, são, inquestionavelmente, muito grandes. Seu valor, porém, não pode ser calculado devidamente na época presente, e a recompensa a ser recebida por aqueles que manifestam tais qualidades, nunca poderá ser descrita de um modo adequado. “Os que abandonaram seu país”, – é mesmo o testemunho de Bahá’u’lláh – “a fim de ensinarem a Nossa Causa – a estes o Espírito Fiel fortalecerá através de seu poder... Por Minha vida! Nenhum ato, por grande que seja, pode se comparar com isso, a não ser tais feitos que hajam sido ordenados por Deus, o Onipotente, o Mais Poderoso. Tal serviço é, em verdade, o príncipe de todos os bons atos e o ornamento de toda boa ação”. Essa recompensa – devemos notar – não há de ser considerada uma benção puramente abstrata, reservada à vida futura, mas também um benefício tangível que tamanha coragem, fé e perseverança, tão somente, podem conferir neste mundo material. As façanhas sólidas, espirituais, bem como administrativas – realizadas no longínquo continente da Australásia e, mais recentemente, na Bulgária, por crentes representativos do Canadá e dos Estados Unidos – proclamam em termos inequívocos a natureza daqueles prêmios que, mesmo neste mundo, um heroísmo tão genuíno é destinado a ganhar. Numa passagem memorável, elogiando aqueles de Seus bem-amados que haviam “viajado através dos países em Seu Nome e para Seu louvor”, Bahá’u’lláh escreveu: “Quem tiver atingido a presença deles, ufanar-se-á de os haver conhecido, e todos os que residem em todas as terras serão Iluminados pela sua memória”.
A Parte Preponderante
Nesta altura, lembrando-me da parte tomada, desde o início da Fé no Ocidente, pelas servas de Bahá’u’lláh, em distinção aos homens, havendo elas, sozinhas, aberto tantos países, tão diversos e tão largamente espalhados sobre a superfície do globo, sinto-me impelido não somente a prestar uma homenagem a tão apostólico fervor que verdadeiramente traz à memória aqueles homens heróicos responsáveis pelo nascimento da Fé de Bahá’u’lláh, mas também a frisar a significação dessa parte tão preponderante que as mulheres do Ocidente tomaram, e estão tomando, na difusão de sua Fé no mundo inteiro. “Entre os milagres”, o próprio ‘Abdu’l-Bahá testemunhou: “que distinguem esta sagrada Era é este: que as mulheres têm manifestado uma audácia maior que a dos homens, ao alistarem-se nas fileiras da Fé”. Tão grande e esplêndido testemunho refere-se especialmente ao Ocidente e, embora tenha recebido até agora confirmação abundante e convincente, deverá, com o desenrolar dos anos, receber ainda mais reforço, enquanto os crentes americanos inaugurarem a fase mais gloriosa de suas atividades de ensino, segundo o Plano Setenial. A “audácia” que, nas palavras de ‘Abdu’l-Bahá, tem caracterizado suas façanhas no passado, não deve sofrer eclipse enquanto elas estiverem no limiar de realizações ainda maiores e mais nobres. Não, antes, no decorrer do tempo e por toda a extensão dos vastos territórios virgens da América Latina, deve ser demonstrada de um modo mais convincente e ganhar para a bem-amada Causa vitórias mais comoventes que qualquer uma já realizada.
A Juventude Bahá’í
À Juventude Bahá’í da América, além disso, sinto que deve ser dirigida uma palavra, especialmente, enquanto observo as possibilidades que uma campanha de tão gigantescas proporções pode oferecer ao espírito fervoroso e empreendedor que os anima tão poderosamente no serviço à Causa de Bahá’u’lláh. Embora inexperientes e enfrentados com escassez de recursos, seu espírito intrépido, entretanto, e o vigor, a vigilância e o otimismo que eles até agora têm mostrado tão consistentemente, os qualificam para desempenharem um papel ativo em despertar o interesse de seus jovens colegas nesses países e em conseguir sua lealdade. Para os povos de ambos os continentes, não pode haver maior demonstração da vitalidade juvenil e do poder vibrante que animam a vida e as instituições da Fé nascente instituída por Bahá’u’lláh, do que esta: a participação inteligente, persistente e efetiva da Juventude Bahá’í – oriunda de todas as raças, nacionalidades e classes – nas atividades bahá’ís, tanto no setor do ensino como no da administração. Tal participação há de impressionar os críticos e inimigos da Fé enquanto observam, com graus variáveis de cetismo e ressentimento, os processos evolucionários da Causa de Deus e suas instituições, e será este o melhor modo de convencê-los da verdade indubitável de que esta Causa está intensamente viva, está sã até o próprio âmago, e que seu destino está salvaguardado. Espero – e mais, rezo – que essa participação possa não só contribuir para a glória, o poder e o prestígio da Fé, mas também reagir tão poderosamente na vida espiritual dos membros jovens da Comunidade Bahá’í, e a tal ponto galvanizar suas energias, que lhes dê o poder de demonstrar mais completamente suas capacidades inerentes e desdobrar mais uma etapa em sua evolução espiritual, à sombra da Fé instituída por Bahá’u’lláh.
A Posição Especial do Panamá
Fiel às cláusulas da Carta assentadas pela pena de ‘Abdu’l-Bahá, sinto que é meu dever chamar a especial atenção, daqueles a quem foi confiada, às urgentes necessidades da República do Panamá e à posição peculiar que ela fruída, não só por causa de sua relativa proximidade do coração e centro da Fé na América do Norte, mas também em vista de sua posição geográfica como elo entre dois continentes. “Todos os países supracitados”, escreveu ‘Abdu’l-Bahá referindo-se aos Estados Latinos, numa das Epístolas do Plano Divino, “têm importância, mas especialmente a República do Panamá, onde o Oceano Atlântico e Pacífico se convergem através do Canal do Panamá. É um centro para viagens da América aos outros continentes do mundo e, no futuro, terá uma importância muito grande”. “Semelhantemente”, escreveu Ele ainda, “deveis dar grande atenção à República do Panamá, pois nesse ponto o Ocidente e o Oriente se unem pelo Canal do Panamá e, também, se acha situada entre os dois grandes oceanos. Esse lugar há de se tornar muito importante no futuro. Os ensinamentos, uma vez estabelecidos lá, unirão Oriente e Ocidente, Norte e Sul”. Em vista de tão privilegiada posição, a comunidade bahá’í americana deve-lhe, certamente, sua especial e pronta atenção. Com a República do México já aberta à Fé, havendo sido devidamente constituída em sua cidade capital uma Assembléia Espiritual, a penetração da Fé de Bahá’u’lláh para o sul, para um país vizinho, é apenas um passo natural e lógico, e é de se esperar que não se prove ser um passo difícil. Não se deve poupar esforços nem julgar demasiado grande qualquer sacrifício, a fim de estabelecer um grupo, ainda que seja muito pequeno, numa República que ocupa, tanto espiritual como geograficamente, tão estratégica posição – um grupo que, uma vez formado, não deixará de atrair para si, em vista da potência da qual as palavras de ‘Abdu’l-Bahá já o dotaram, as graças emanadas do Reino de Abhá, e de evoluir com tão maravilhosa celeridade que excitará a admiração e o espanto mesmo dos que já testemunharam tão comoventes evidências da força e do poder da Fé de Bahá’u’lláh. Todos aqueles que desejam ser pioneiros, bem como os membros do Comitê Interamericano, deveriam dar preferência, indiscutivelmente, às necessidades espirituais dessa República privilegiada, embora, ao mesmo tempo, se deva envidar todos os esforços para introduzir a Fé, ainda que seja tentativamente, às Repúblicas de Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica, as quais a ligariam, numa cadeia ininterrupta, com suas Assembléias-mães no continente norte-americano. Obstáculos, por intransponíveis que pareçam, devem ser superados; os recursos da tesouraria bahá’í devem ser despendidos liberalmente em seu benefício, e os esforços mais eficazes e valiosos devem ser dedicados à causa de seu despertar. A ereção de ainda outro posto avançado da Fé, em seu coração, constituirá, creio firmemente, um marco na história do Período de Formação da Fé de Bahá’u’lláh no Mundo Novo. Haverá de criar oportunidades ilimitadas, galvanizar os esforços e revigorar a vida daqueles que tenham realizado essa façanha; infundirá coragem imensa e alegria inefável nos corações dos indivíduos e grupos isolados nas Repúblicas vizinhas e nas mais distantes, e exercerá uma influência espiritual, intangível mas poderosa, sobre a vida e o futuro desenvolvimento de seu povo.
Uma Sabedoria Inescrutável, uma Vontade
Predominante
Tal, bem-amados amigos, é a vista que se estende diante dos olhos e desafia os recursos da comunidade bahá’í americana, nestes, os anos finais do primeiro século da Era Bahá’í. Tais são as qualidades e as qualificações que lhes são exigidas para o devido desempenho de seus deveres e suas responsabilidades. Tais são os requisitos, as possibilidades e os objetivos do Plano que pede cada grama de sua energia. Quem sabe se estes poucos anos restantes, tão fugazes, não estejam prenhes de acontecimentos de uma magnitude inimaginável, de provações mais severas do que qualquer uma pela qual a humanidade já passou, de conflitos tão devastadores como nunca houve em época anterior? Perigos, por sinistros que sejam, não devem jamais ofuscar o lustre de sua fé recém-nascida. Lutas e confusões, por mais desconcertantes que sejam, não devem jamais enublar sua visão. Tribulações, não importa quão aflitivas, nunca lhes devem esfrangalhar a resolução. Denúncias, ainda que sejam as mais clamorosas, jamais lhes devem solapar a lealdade. Tumultos, por mais cataclísmicos que sejam, não devem nunca desviar seu curso. O presente Plano, incorporando as nascentes esperanças de um Mestre falecido, eles o devem seguir – seguir inexoravelmente, nada importando o que lhes possa sobrevir no futuro, por mais vexantes que sejam as crises que venham a agitar seu país ou o mundo. Longe de cederem em sua resolução, longe de se tornarem negligentes de sua tarefa, eles nunca devem esquecer, por mais que sejam batidos pelas circunstâncias, que tais crises que abalam o mundo são sincronizadas com o progressivo desenvolvimento e fruição de sua tarefa determinada por Deus e que essa sincronização é, ela mesma, obra da Providência, desígnio de uma Sabedoria inescrutável e o objetivo de uma Vontade predominante – Vontade essa que dirige e controla, de seu próprio modo misterioso, tanto o destino da Fé como a sorte dos homens. Esses processos simultâneos – o surgir e o cair, a integração e a desintegração, a ordem e o caos, com a suas reações contínuas e recíprocas, são apenas aspectos de um Plano maior, um só e indivisível cuja Origem é Deus, cujo autor é Bahá’u’lláh, o teatro de cujas operações é o planeta inteiro e cujos propósitos finais são a unidade da espécie humana e a paz de toda a humanidade.
Reflexões como estas devem tornar firme a resolução da inteira comunidade bahá’í, devem dissipar seus maus agouros e despertá-los a rededicarem-se a cada uma das cláusulas daquela Carta Divina cujo esboço lhes foi delineado pela pena de ‘Abdu’l-Bahá. O Plano Setenial, como já foi dito, é apenas a etapa inicial, um ponto de partida para o desdobramento das implicações dessa Carta. O impulso, que, originariamente, foi gerado através do movimento daquela pena e que, agora, está impelindo para frente, com momento crescente, o maquinismo do Plano Setenial, deverá ser acelerado ainda mais, nos primeiros anos do próximo século, e levar a comunidade bahá’í americana a lançar etapas mais avançadas no desenvolvimento do Plano Divino – etapas que a levarão muito além das margens do Hemisfério Setentrional, para terras e entre povos onde hão de ser realizados os mais nobres atos de heroísmo por parte dessa comunidade.
O Advento do Reino
Se alguém se inclina a duvidar do curso que essa comunidade invejável é destinada a seguir, que procure estas palavras de ‘Abdu’l-Bahá, entesouradas para sempre nas Epístolas do Plano Divino e dirigidas à comunidade inteira dos crentes dos Estados Unidos e do Canadá: “A plenitude de vosso êxito”, Ele lhes informa, “ainda não foi revelada; sua significação não foi ainda apreendida. Dentro em breve, havereis de testemunhar, com vossos próprios olhos, quão brilhantemente cada um de vós, assim como uma estrela cintilante, irradiará a luz da Guia Divina no firmamento de vosso país e conferirá a seu povo a glória de uma vida eterna... O âmbito de vossas realizações futuras permanece ainda encoberto. É minha fervorosa esperança que, no futuro próximo, toda a terra se comova e abale com os resultados de vossas façanhas. A esperança, pois, que ‘Abdu’l-Bahá nutre para vós é que o mesmo êxito que acompanhou vossos esforços na América possa coroar vossas tentativas em outras partes do mundo, a fim de que , por vosso intermédio, a fama da Causa de Deus se difunda por toda parte do Oriente e do Ocidente, e o advento do Reino do Senhor dos Exércitos seja proclamado em todos os cinco continentes do globo”. “No momento em que os crentes americanos – acrescenta Ele significativamente – “levarem avante, das plagas da América, esta Mensagem Divina, propagando-a por toda parte dos continentes da Europa, da Ásia, da África e da Australásia, e até as ilhas do Pacífico, essa comunidade se verá seguramente estabelecida no trono de um domínio eterno. Então todos os povos do mundo testemunharão que essa comunidade é espiritualmente iluminada e guiada por Deus. Então toda a Terra ressoará com os elogios de sua majestade e grandeza”.
Ninguém que lê estas palavras, tão vibrantes de promessas que nem mesmo a triunfante consumação do Plano Setenial há de cumprir, pode esperar que uma comunidade elevada a tão alta posição e tão ricamente dotada, possa contentar-se com quaisquer louros que venham a ganhar no futuro imediato. Isso, em verdade, equivaleria a uma traição da confiança depositada nessa comunidade por ‘Abdu’l-Bahá. Cortar a corrente de vitórias que deve levá-la avante até que atinja aquele triunfo supremo – quando “toda a Terra se comova e abale”, com os resultados de suas realizações – abater-Lhe-ia as esperanças. Vacilar e deixar de “propagar por toda parte dos continentes da Europa, da Ásia, da África e da Australásia e até as ilhas do Pacífico” uma Mensagem tão nobremente proclamada por ela no continente americano – isso a privaria do privilégio de ser “seguramente estabelecida no trono de um domínio eterno”. Perder a honra de proclamar “o advento do Reino do Senhor dos Exércitos” em “todos os cinco continentes do globo” – isso haveria de silenciar aqueles “elogios de sua majestade e grandeza” que, de outro modo, teriam ecoado por “toda a Terra”.
Tal vacilação, falha ou negligência – estou firmemente convencido – os crentes americanos, embaixadores da Fé de Bahá’u’lláh, jamais permitirão. Aquela confiança jamais será traída, aquelas esperanças jamais serão abatidas, nem será perdido tão grande privilégio, nem tão altos elogios deixarão de ser pronunciados. Antes, a presente geração dessa comunidade abençoada, repetidamente abençoada, aumentará, dia a dia, as suas forças e, ao aproximar-se de seu fim o primeiro século, transmitirá às gerações que hão de sucedê-la no segundo, a tocha da Guia Divina, intacta apesar dos ventos tempestuosos que sobre ela haverão de soprar, para que estas, por sua vez, fiéis ao desejo e ao mandato de ‘Abdu’l-Bahá possam levar avante essa tocha, com o mesmíssimo vigor, fidelidade e entusiasmo, até os recantos mais escuros e remotos da Terra.
Bem-amados amigos! Ansioso que estou para prestar a cada um de vós qualquer assistência ao meu alcance que vos possa capacitar a desempenhar mais efetivamente vossos deveres sempre-crescentes, que vos foram designados por Deus, nada melhor posso fazer do que dirigir a vossa atenção especial, nesta hora decisiva, a estas passagens imortais, colhidas, em parte, da grande massa dos escritos de Bahá’u’lláh ainda não publicados nem traduzidos. Quer seja em Sua revelação do grau e das funções de Seus bem-amados, em Seus elogios da grandeza de Sua Causa, na ênfase que Ele dá à suprema importância do ensino, ou nos perigos que pressagia, nos conselhos que participa, nas advertências que pronuncia, nas vistas que descerra, em Sua certeza e nas promessas que faz – estes exemplos dinâmicos e típicos da linguagem sublime de Bahá’u’lláh, tendo cada um de Seus dizeres uma relação direta às tarefas com as quais a comunidade bahá’í americana atualmente defronta, não podem deixar de produzir, nas mentes e nos corações de qualquer um de seus membros que se aproxime deles com devida humildade e desprendimento, reações tão poderosas que iluminarão todo o seu ser, incentivando uma intensificação tremenda em seus esforços diários.
“Ó amigos! Não desestimeis as virtudes das quais fostes dotados, nem desprezeis vosso alto destino... Sois as estrelas do céu da compreensão, a brisa que se agita ao romper do dia, as águas que fluem suavemente, das quais deve depender a própria vida de todos os homens, as letras inscritas sobre Seu pergaminho sagrado”. “Ó povo de Bahá! Sois as brisas da primavera que flutuam sobre o mundo. Por vosso intermédio, temos embelezado o mundo do ser com o adorno do conhecimento do Mais Misericordioso. Por vosso intermédio, a face do mundo foi engrinaldada de sorrisos e o brilho de Sua luz se irradiou. Segurai-vos à Corda da constância, de tal modo que todas as vãs imaginações esvaneçam completamente. Apressai-vos a surgirdes do horizonte do poder, em nome de vosso Senhor, o Ilimitado, e a anunciardes a Seus servos, com sabedoria e eloqüência, as boas novas desta Causa, cujo esplendor se irradiou sobre o mundo do ser. Acautelai-vos para que nada vos impeça de observardes as coisas que a Pena da Glória vos prescreveu, enquanto se movia sobre Sua Epístola com majestade e poder soberanos. Grande é a bem-aventurança daquele que escutou sua voz penetrante, enquanto se erguia através do poder da verdade, perante todos os que estão no céu e todos os que estão na Terra... Ó povo de Bahá! O rio que é a Vida, verdadeiramente, fluiu por vossa causa. Sorvei vós, em Meu Nome, a despeito daqueles que desacreditaram em Deus, o Senhor da Revelação. Nós vos fizemos as mãos de Nossa Causa. Tornai vitorioso este Injuriado, que foi penosamente aflito nas mãos dos obreiros da iniqüidade. Ele, em verdade, auxiliará cada um que Lhe der apoio e se lembrará de cada um que Dele se lembrar. Disso dá testemunho esta Epístola que irradiou o esplendor da misericórdia de vosso Senhor, o Todo-Glorioso, o Predominante”. “Bem-aventurado é o povo de Bahá! Deus dá-me testemunho! São eles o consolo da vista da criação. Por eles os universos foram adornados e a Epístola Preservada foi embelezada. São eles quem navegaram na arca da independência completa, com suas faces volvidas para a Aurora da Beleza. Como é grande sua bem-aventurança por haverem atingido aquilo que seu Senhor, o Onisciente, Possuidor de toda sabedoria, tenha determinado. Sua luz adornou os céus e fez brilhar a face dos que Dele se aproximaram.” “Pelas tristezas que afligem a beleza do Todo-Glorioso! Tal é a posição que se destina ao verdadeiro crente que, se sua glória fosse revelada à humanidade, num grau menor que o fundo de uma agulha, todo crente seria consumido por seu desejo ardente de atingí-la. Por isso, foi decretado que, nesta vida terrena, a plenitude da glória de seu estado permanecesse oculta dos olhos do crente.” “Se levantasse o véu e tornasse manifesta a plena glória do estado dos que se volveram inteiramente para Deus e, por amor a Ele, renunciaram o mundo, a criação inteira ficaria estupefata.”
“Verdadeiramente digo! Ninguém apreendeu a raiz desta Causa. Incumbe a cada um, neste dia, perceber com os olhos de Deus e escutar com Seus ouvidos. Quem Me contemplar com outra vista senão a Minha própria, jamais Me poderá conhecer. Nenhum dos Manifestantes de antanho jamais apreendeu completamente a natureza desta Revelação, e sim, apenas num grau prescrito.” “Dou testemunho, perante Deus, da grandeza, da inconcebível grandeza desta Revelação. Repetidas vezes, na maior parte de Nossas Epístolas, temos testemunhado esta verdade, a fim de que a humanidade se despertasse de sua negligência.” “Como é grande esta Causa e preponderante sua Mensagem!” “Nesta mais poderosa Revelação, todas as Eras do passado atingiram sua consumação mais alta e final.” “O que se tornou manifesto nesta Revelação preeminente, excelsa, está sem paralelo nos anais do passado, nem as Eras futuras testemunharão igual.” “O intuito que baseia toda a criação é a revelação deste Dia sublime, o mais santo, Dia conhecido como o Dia de Deus, em Seus Livros e Escrituras – o Dia que todos os Profetas, os Eleitos, os seres santos, desejaram presenciar.” “A mais alta essência e a mais perfeita expressão de qualquer coisa que os povos de antanho tenham dito ou escrito foram enviadas, através desta potentíssima Revelação, vindo do céu da Vontade Daquele que tudo possui, de Deus, que sempre permanece.” “Este é o Dia em que os mais excelentes favores de Deus manaram sobre os homens, o Dia em que Sua graça toda-poderosa se infundiu em todas as coisas criadas.” “Este é o Dia em que o Oceano da misericórdia de Deus se manifestou aos homens, o Dia em que o Sol de Sua benevolência irradiou sobre eles o seu esplendor, o Dia em que as nuvens de Seu favor generoso têm amparado à sua sombra a humanidade inteira.” “Pela retidão de Meu próprio Ser! Grande, imensuravelmente grande é esta Causa! Poderoso, inconcebivelmente poderoso é este Dia! Cada Profeta anunciou a vinda deste Dia e todo Mensageiro gemeu em seu ardente desejo por esta Revelação – uma Revelação tão grande, que, mal aparecera, quando todas as coisas criadas exclamavam, dizendo: “A Terra pertence a Deus, o Excelso, o Supremo!” “O Dia da Promessa veio, e Aquele que é o Prometido proclama em altas vozes perante todos os que estão no céu e todos os que estão na Terra: - Verdadeiramente, não há outro Deus senão Ele, o Amparo no Perigo, O que subsiste por Si Próprio! – Invoco o testemunho de Deus! É revelado aquilo que, desde a eternidade, estivera entesourado no conhecimento de Deus, o Conhecedor do visível e do invisível. Felizes os olhos que vêem o Semblante de Deus, Senhor de toda a existência, e feliz a face que se lhe vira.” “Grande, em verdade, é este Dia! As alusões que lhe são feitas, em todas as sagradas Escrituras, como o Dia de Deus, testemunham sua grandeza. A alma de todo Profeta de Deus, de todo Mensageiro Divino, era sedenta deste Dia maravilhoso. Todas as várias raças da Terra, semelhantemente, muito desejavam atingí-lo.” “Neste Dia, uma porta está aberta com extensão maior que o céu e a terra. Os olhos da misericórdia Daquele que é o Desejo dos mundos volvem-se para todos os homens. Um ato, por infinitésimo que seja, quando visto no espelho do conhecimento de Deus, é mais poderoso que uma montanha. Cada gota oferecida em Seu caminho é como o mar, ao ser vista naquele espelho. Pois este é o dia que Deus, verdadeiro e único – glorificado seja Ele – anunciou em todos os Seus Livros a Seus Profetas e Seus Mensageiros.” “Esta é uma Revelação na qual, se um homem derramar por sua causa uma só gota de sangue, miríades de oceanos serão sua recompensa.” “Um momento fugaz, neste Dia, excede séculos de uma era passada... Nem sol nem lua tem testemunhado um dia como este Dia” “Este é o Dia em que o mundo invisível exclama: Grande é tua bem-aventurança, ó Terra, pois foste feita o escabelo de teu Deus, foste escolhida para ser o sítio de Seu poderoso Trono.” “O mundo da existência brilha, neste Dia, com o resplendor desta Revelação Divina. Todas as coisas criadas elogiam sua graça salvadora e lhe cantam louvores. O universo está envolvido num êxtase de júbilo e alegria. As Escrituras das Eras passadas celebram o grande Jubileu que há de saudar, forçosamente, este, o mais grandioso Dia de Deus. Feliz aquele que tenha vivido para ver este Dia e reconhecido seu grau.” “Neste Dia, nasceu um Sol diferente, e um céu diferente foi adornado com suas estrelas e seus planetas. O mundo é outro mundo, e a Causa, outra Causa.” “É este o Dia que épocas e séculos passados nunca podem rivalizar. Sabei isto, e não sejais dos que não entendem.” “É este o Dia em que os ouvidos humanos têm tido o privilégio de ouvir o que Aquele que conversou com Deus (Moisés) ouviu no Sinai, o que Aquele que é o Amigo de Deus (Maomé) ouviu quando foi elevado em direção a Ele, o que Aquele que é o Espírito de Deus (Jesus) ouviu enquanto ascendia a Ele, o Amparo no perigo, O que Subsiste por Si Próprio.” “Este Dia é o Dia de Deus, e esta Causa, Sua Causa. Feliz quem tiver renunciado este mundo e se segurado Àquele que é a Aurora da Revelação de Deus.” “Este é o Rei dos Dias, o Dia que presenciou a vinda do Mais Amado, Daquele que por toda a eternidade tem sido aclamado o Desejo do Mundo.” “Este é o Principal de todos os dias e o seu Rei. Grande é a bem-aventurança daquele que atingiu a vida eterna, através do doce aroma destes dias, e que, com a máxima constância, se levantou para auxiliar a Causa Daquele que é o Rei dos Nomes. Tal homem é como a vista para o corpo da humanidade.” “Incomparável é este Dia, pois é como olhos para passados séculos e eras, como uma luz para a escuridão dos tempos.” “Este Dia é diferente dos outros dias; esta Causa, diferente das outras causas. Suplicai a Deus, verdadeiro e único, que não prive os olhos dos homens de contemplarem Seus sinais, nem seus ouvidos de escutarem a voz penetrante da Pena da Glória.” “Pertencem a Deus, estes dias, um momento dos quais os séculos e eras jamais poderão rivalizar. Um átomo, nestes dias, é como o sol; uma gota, como o oceano. Um só sopro exalado em amor a Deus e em Seu serviço é anotado pela Pena da Glória como um ato principesco. Fossem relatadas as virtudes deste Dia, todos ficariam atônitos, exceto aqueles que teu Senhor tiver eximido.” “Pela retidão de Deus! São estes os dias em que Deus provou os corações da companhia inteira de Seus Mensageiros e Profetas e, além destes, dos que guardam Seu Santuário sagrado e inviolável, os habitantes do Pavilhão celestial e do Tabernáculo da Glória.” “Fosse a grandeza deste Dia revelada em sua plenitude, cada homem renunciaria miríades de vidas em seu ardente desejo de participar de sua grande glória, ainda que fosse por apenas um momento - quanto mais este mundo e seus tesouros corruptíveis!” “Deus, o Verdadeiro, é Minha Testemunha! Este é o Dia em que incumbe a cada um dotado de visão, contemplar; e a cada ouvido que ouve, escutar; e a cada coração que compreende, perceber; e a cada língua que fala, proclamar a todos os que estão no céu e na terra, este Nome santo, excelso, altíssimo.” “Dizei, ó homens! Este é um Dia inigualável. Inigualável, também, deve ser a língua que celebra o louvor do Desejo de todas as nações, e inigualável o ato que aspira a ser aceitável a Seus olhos. A humanidade inteira tem desejado ardentemente este Dia, para que possa talvez cumprir o que convém à sua posição e seja digno de seu destino.”
“Pelo movimento de Nossa Pena de Glória e a mando do Ordenador Onipotente, temos insuflado uma nova vida em cada corpo humano e instilado em cada palavra uma potência nova. Todas as coisas criadas proclamam as evidências desta regeneração mundial.” “Ó povo! Invoco o testemunho de Deus, verdadeiro e único! É este o Oceano do qual procederam todos os mares e com o qual, finalmente, cada um deles se unirá. Dele foram gerados todos os Sóis e a Ele, todos regressarão. Através de Sua potência, as Árvores da Revelação Divina produziram os seus frutos, cada um dos quais se fez descer na forma de um Profeta, levando uma Mensagem às criaturas de Deus em cada um dos mundos, cujo número Deus, tão somente, em Seu conhecimento que a tudo abrange, pode calcular. Isso Ele realizou por meio de apenas uma Letra de Sua Palavra, revelada pela Sua Pena – uma Pena movida pelo Seu Dedo que dirige – sendo Seu Dedo, ele mesmo, apoiado pelo poder da Verdade de Deus.” “Pela retidão de Deus, verdadeiro e único! Se uma partícula de uma jóia for perdida e enterrada debaixo de uma montanha de pedras, e jazer oculta além dos sete mares, a Mão da Onipotência haverá, seguramente, de revelá-la neste Dia, pura e isenta de escória.” “Cada uma das letras procedentes de Nossos lábios é dotada de tal poder regenerador que possa trazer à existência uma nova criação – uma criação cuja magnitude é inescrutável a todos menos a Deus. Ele, verdadeiramente, tem conhecimento de todas as coisas.” “Está em Nosso poder, se assim quiséssemos, capacitar uma partícula de pó flutuante a gerar, em menos de um piscar de olhos, sóis de infinito e inimaginável esplendor, a fazer uma gota de orvalho desenvolver-se em oceanos vastos e inumeráveis e a infundir em cada letra tamanha força que a torne capaz de desdobrar todo o conhecimento das eras passadas e futuras.” “Possuímos um poder tão grande que, se for trazido à luz, transmudará o veneno mais mortal em panacéia de eficácia infalível.”
“Os dias aproximam-se de seu fim e ainda os povos do mundo se vêem mergulhados em lastimável inadvertência, perdidos em erro manifesto.” “Grande, grande é a Causa! Aproxima-se a hora em que a maior convulsão terá aparecido. Invoco o testemunho Daquele que é a Verdade! Fará a separação afligir a todos, mesmo àqueles ao Meu redor.” “Dizei: Ó assembléia dos desatentos! Deus é Minha Testemunha! O Dia prometido chegou, o dia em que provações atormentadoras terão surgido por cima de vossas cabeças e debaixo de vossos pés, dizendo: - Provai o que vossas mãos cometeram!” “Chegou o tempo para a destruição do mundo e de seu povo. Aquele que é o Preexistente já veio, a fim de que possa conceder a vida eterna, outorgar a preservação infindável e conferir o que conduz ao verdadeiro modo de viver.” “Aproxima-se o dia em que sua chama (a da civilização) devorará as cidades, quando a Língua da Grandeza proclamará: - O Reino pertence a Deus, o Onipotente, Objeto de todo louvor!” “Ó vós que estais destituídos de compreensão! Uma tribulação severa persegue-vos e, subitamente, vos sobrevirá. Despertai-vos, para que ela possa talvez passar e não vos infligir dano.” “Ó vós, povos do mundo! Sabei, em verdade, uma calamidade imprevista segue-vos e penosa retribuição vos espera. Não penseis que os atos que cometestes fossem apagados de Minha vista.” “Ó desatentos! Embora as maravilhas de Minha misericórdia tenham envolvido todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis, e se bem que as revelações de Minha graça e generosidade tenham penetrado todo átomo do universo, no entanto, a vara com a qual posso castigar os malfeitores é penosa, e é terrível a veemência de Minha ira contra eles.” “Não lamenteis por causa daqueles que se ocuparam com as coisas deste mundo e esqueceram a menção de Deus, o Mais Grandioso. Por Aquele que é a Verdade Eterna! Aproxima-se o dia em que a plena ira do Onipotente se terá apoderado deles. Em verdade, Ele é o Todo-poderoso, o Predominante, o Potentíssimo. Haverá de expurgar a Terra da mancha de sua corrupção e legá-la àqueles de Seus servos que estejam próximos Dele.” “Dentro em breve, se ouvirá exclamar de todas as terras: - Sim, sim, eis-me aqui, eis-me aqui. – Pois nunca houve nem pode haver, outro refúgio aonde se recorrer.” “E ao vir a hora predeterminada, haverá de aparecer subitamente o que fará tremerem os membros da humanidade. Então, e somente então, o Estandarte Divino se desfraldará e o Rouxinol do Paraíso cantará sua melodia.”
“No princípio de cada Revelação, prevaleceram adversidades, as quais, mais tarde, se transformaram em grande prosperidade.” “Dize: - Ó povo de Deus! Acautelai-vos para que os poderes da Terra não vos alarmem, a força das nações não vos enfraqueça, o tumulto do povo da discórdia não vos detenha, nem os expoentes da glória terrena vos entristeça. Sede como uma montanha na Causa de vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Glorioso, o Irrestrito.” “Dizei: Acautelai-vos, Ó povo de Bahá, para que os fortes da Terra não vos roubem a força, nem aqueles que governam o mundo vos encham de medo. Ponde vossa confiança em Deus e entregai a Seu cuidado vossos interesses. Verdadeiramente, Ele, através do poder da verdade, vos fará vitoriosos; Ele, em verdade, é poderoso para fazer o que Ele queira; em Suas mãos estão as rédeas da onipotência.” “Juro por Minha vida! Nada pode sobrevir aos Meus amados, salvo aquilo que lhes traga proveito. Testemunho disso é dado pela Pena de Deus, o Mais Poderoso, o Todo-Glorioso, o Mais Amado.” “Que os acontecimentos do mundo não vos entristeçam. Deus é Minha Testemunha! O mar do júbilo anela a atingir vossa presença, pois toda coisa boa foi criada para vós e, segundo as necessidades dos tempos, vos será revelada.” “Ó Meus servos! Não vos entristeçais se, nestes dias e neste plano terreno, coisas contrárias aos vossos desejos tiverem sido determinadas e manifestadas por Deus, pois seguramente vos esperam dias de extasiante felicidade, de deleite celestial. Mundos santos, espiritualmente gloriosos, desvendar-se-ão diante de vossos olhos. Sois destinados por Ele, neste mundo e no vindouro, a participar de seus benefícios, ter um quinhão de suas alegrias e receber uma porção de sua graça alentadora. A cada um destes, indubitavelmente, atingireis... ... “Este é o dia em que se deve falar. Incumbe ao povo de Bahá esforçar-se, com a máxima paciência e tolerância, a fim de guiar os povos do mundo ao Horizonte Mais Grandioso. Cada corpo reclama em altas vozes uma alma. As almas celestiais, através do sopro da Palavra de Deus, devem instilar nos corpos mortos um novo espírito. Dentro de cada palavra se oculta um espírito novo. Feliz o homem que a isso atinja e que se tenha levantado a fim de ensinar a Causa Daquele que é o Rei da Eternidade.” “Dizei: Ó servos! O triunfo desta Causa tem dependido e continuará a depender do aparecimento de almas santas, da manifestação de boas ações e da revelação de palavras de consumada sabedoria.” “Concentrai vossas energias na propagação da Fé de Deus. Quem for digno de tão alta vocação, que se levante e a promova. Quando alguém não pode, é seu dever designar quem possa, em seu lugar, proclamar esta Revelação, cujo poder fez com que os alicerces das mais imponentes estruturas tremessem, toda montanha fosse esmagada em pó, e todas as almas se tornassem atônitas.” “Que vosso interesse principal esteja em salvar do tremedal da extinção iminente aquele que caiu e ajudá-lo a abraçar a Fé antiga de Deus. Vossa conduta para com vosso próximo deve ser tal que manifeste claramente os sinais de Deus, verdadeiro e único, pois vós sois os primeiros entre os homens a serem criados novamente pelo Seu Espírito, os primeiros a adorarem e curvarem o joelho diante Dele, os primeiros a circularem Seu trono de glória.” “Ó vós bem-amados de Deus! Não repouseis em vossos leitos, mas sim, despertai-vos logo que reconheçais vosso Senhor, o Criador, e saibais das coisas que Lhe tenham sucedido, e apressai-vos a assistí-Lo. Libertai vossas línguas e proclamai incessantemente a Sua Causa. Isto vos há de ser melhor que todos os tesouros do passado e do futuro – se sois dos que compreendem esta verdade.” “Invoco o testemunho Daquele que é a Verdade! Dentro em breve Deus adornará o princípio do Livro da Existência com a menção de Seus bem-amados que sofreram tribulação em Seu caminho e viajaram pelos países em Seu Nome e Seu louvor. Quem tiver atingido sua presença, ufanar-se-á de tê-los conhecidos, e todos os que habitam em cada terra serão iluminados pela sua memória.” “Rivalizai uns com outros em serviço a Deus e à Sua Causa. É isto, em verdade, o que vos trará proveito neste mundo e no vindouro. Vosso Senhor, o Deus de Misericórdia, é O de tudo informado, o Onisciente. Não vos entristeçais com as coisas que vedes neste dia. Dia virá em que as línguas das nações proclamarão: - A Terra pertence a Deus, o Todo-poderoso, o Único, o Incomparável, o Onisciente!” “Bem-aventurado é o lugar, a casa ou o coração, e bem-aventurada a cidade, a montanha, o refúgio, a caverna ou o vale, a terra ou o mar, o prado ou a ilha, onde se haja feito menção de Deus e celebrado Seu louvor.” “O próprio movimento de lugar em lugar, quando empreendido por amor a Deus, tem sempre exercido, e pode agora exercer, sua influência no mundo. Nos Livros do passado, foi anotado e inscrito o grau daqueles que viajaram por toda parte a fim de guiarem os servos de Deus.” “Deus é Minha Testemunha! Tão grandes são as coisas destinadas àquelas que se mantêm constantes que, se fossem desveladas, nem sequer na extensão do fundo de uma agulha, todos os que estão no céu e na Terra ficariam atônitos, salvo aqueles que Deus, o Senhor de todos os mundos, quis eximir.” “Invoco o testemunho de Deus! O que se destina àquele que ajuda Minha Causa, excede os tesouros da Terra.” “A quem abrir seus lábios, neste dia, e fizer menção do Nome de seu Senhor, as hostes da inspiração divina descerão do céu de Meu Nome, o Onisciente, o Possuidor de toda sabedoria. A ele descerá também a Assembléia das alturas, erguendo cada um altamente um cálice de pura luz. Assim foi predestinado no reino da Revelação de Deus, a mando Daquele que é o Todo-Glorioso, o Poderosíssimo.” “Pela retidão Daquele que, neste dia, exclama no imo do coração de todas as coisas criadas: - Deus, não há outro Deus senão Eu! – Se qualquer homem se levantasse para defender, em seus escritos, a Causa de Deus contra seus agressores, tal homem, por inconsiderável que fosse seu quinhão, seria tão honrado no mundo vindouro que a Assembléia no alto lhe invejaria a glória. Nenhuma pena pode transmitir a sublimidade de seu grau, nem língua alguma descrever seu esplendor.” “Permita Deus sejais todos vós fortalecidos para executardes o que for a Vontade de Deus e, através de Sua graça, ajudados a apreciar o grau conferido àqueles de Seus bem-amados que se tenham levantado em Seu serviço e na glorificação de Seu Nome. Sobre eles esteja a glória de Deus, a glória de tudo o que está nos céus e tudo o que está na Terra, e a glória dos habitantes do excelso paraíso, do céu dos céus.” “Ó povo de Bahá! Que não há quem vos rivalize, é sinal de misericórdia. Do cálice da Generosidade, sorvei o vinho da imortalidade, a despeito daqueles que repudiaram Deus, Senhor dos nomes e Criador dos céus.”
“Deus, verdadeiro e único, é Minha Testemunha! É este o dia daqueles que se desprenderam de tudo menos Dele, o dia daqueles que reconheceram Sua unidade, o dia em que Deus criou com as mãos de Seu poder, seres divinos e essências imperecíveis, cada um dos quais jogará atrás de si o mundo e tudo o que nele se acha, e se tornará tão firme na Causa de Deus que cada coração sábio e compreensível se admirará.” “Jazia oculto dentro do Santo Véu e preparada para o serviço de Deus, uma companhia de Seus eleitos que se tornarão manifestos aos homens, que auxiliarão a Sua Causa, que de ninguém terão medo, ainda que a humanidade inteira se levante e trave guerra contra eles. São estes que, ante os olhos dos que residem na Terra e dos que habitam o céu, se levantarão e, exclamando em altas vozes, aclamarão o nome do Onipotente e convocarão os filhos dos homens para o caminho de Deus, o Todo-Glorioso, Objeto de todo louvor.” “Aproxima-se o dia em que Deus, por obra de Sua Vontade, terá erguido uma raça de homens cuja natureza é inescrutável a todos, menos a Deus, o Onipotente, O que subsiste por Si próprio.” “Dentro em breve, Ele tirará, do Regaço do Poder, as Mãos da Ascendência e Grandeza – Mãos que se levantarão a fim de ganharem a vitória para este Jovem, e que purificarão a humanidade da contaminação do réprobo e do ímpio. Essas Mãos farão os preparativos, fortalecendo-se para serem os campeões da Fé de Deus e, em Meu Nome, o subsistente por si próprio, o poderoso, dominarão os povos e as raças da Terra. Entrarão nas cidades e instilarão medo nos corações de todos os seus habitantes. Tais são as evidências do poder de Deus; como é temível, como é veemente Seu poder!”
Mais uma palavra em conclusão. Entre alguma das palavras mais momentosas e convidativas à reflexão, já proferidas por ‘Abdu’l-Bahá, no decurso de Suas viagens históricas no continente norte-americano, se acham as seguintes: “Seja essa democracia americana a primeira nação a estabelecer o alicerce da concórdia internacional. Que seja a primeira nação a proclamar a unidade do gênero humano. Seja ela a primeira a desfraldar o Estandarte da Maior Paz.” E outra vez: “O povo americano é realmente digno de ser o primeiro a construir o Tabernáculo da Maior Paz e a proclamar a unidade do gênero humano... Pois a América tem desenvolvido poderes e capacidades maiores, mais maravilhosos, do que fizeram as outras nações. ... A nação americana está aparelhada e capacitada para realizar aquilo que adornará as páginas da história, para tornar-se alvo da inveja do mundo e receber a graça do triunfo de seu povo, tanto no Oriente, como no Ocidente... O continente americana dá sinais e evidências de um progresso muito grande. Seu futuro é ainda mais promissor, pois sua influência e sua iluminação são de âmbito vasto. Guiará todas as nações espiritualmente.”
O Destino da América
As energias criativas, misteriosamente geradas pelos primeiros movimentos da Ordem Mundial embrionária de Bahá’u’lláh, logo que foram libertadas dentro de uma nação destinada a tornar-se seu berço e seu campeão, dotaram essa nação do merecimento, investiram-na dos poderes e capacidades e equiparam-na espiritualmente, para que desempenhasse o papel pressagiado nestas palavras proféticas. As potências que esta missão, conferida por Deus, infundiu em seu povo estão, por um lado, começando a manifestar-se através dos esforços conscientes e das realizações de âmbito nacional, tanto no setor do ensino, como no administrativo, da atividade bahá’í na comunidade organizada dos que seguem Bahá’u’lláh no continente norte-americano. Essas mesmas potências, em separado, porém colaterais com esses esforços e realizações, estão, por outro lado, amoldando, insensivelmente, sob o impacto de forças políticas e econômicas mundiais, o destino dessa nação, e exercendo uma influência sobre as vidas e as ações tanto de seu governo, com de seu povo.
Aos esforços e às realizações daqueles que, conscientes da Revelação de Bahá’u’lláh, labutam atualmente nesse continente, ao seu presente curso de atividade como ao futuro, já me tenho referido suficientemente nas páginas precedentes. Uma palavra – se o destino do povo americano, em sua totalidade, vai ser apreendido corretamente – deveria ser dita agora sobre a orientação dessa nação como um todo e a direção notada nas atividades de seu povo. Não importa quanto ela ignore a Fonte donde precedem essas energias orientadoras, não importa quão lento e laborioso seja o processo, torna-se cada vez mais evidente que a nação em sua totalidade, quer seja por meio de seu governo ou de outro modo, está gravitando, sob a influência de forças que não pode nem compreender nem controlar, para aquelas associações e aqueles programas nos quais, segundo ‘Abdu’l-Bahá indicou, deve ser encontrado seu verdadeiro destino. Tanto a comunidade dos crentes americanos, que estão conscientes daquela Fonte, como a grande massa de seus conterrâneos que não reconheceram ainda a Mão que lhes dirige o destino, estão contribuindo, cada qual de seu modo, para a realização das esperanças e o cumprimento das promessas, expressas nas palavras de ‘Abdu’l-Bahá acima-citadas.
O mundo está se movendo. Seus acontecimentos desdobram-se sinistramente e com uma rapidez caótica. O remoinho de suas paixões é célere e de uma violência alarmante. O Novo Mundo está sendo repuxado insensivelmente para se vórtice. Os epicentros potenciais da Terra já lançam suas sombras sobre sua costa. Perigos, nem sonhados e imprevisíveis, ameaçam-no de dentro bem como de fora. Seus governos e povos estão pouco a pouco sendo enredados nas repetidas crises e controvérsias renhidas do mundo. O Oceano Atlântico, bem como o Pacífico, com cada aceleração na marcha da ciência, encolhem, tornando-se meros canais. A Grande República do Ocidente, de um modo especial e cada vez mais, se acha envolvida. Estrépitos distantes ecoam funestamente nas ebulições de seu povo. De seus lados se enfileiram os epicentros potenciais do continente europeu e do Extremo Oriente. Em seu horizonte sulino assoma o que poderia, concebivelmente, tornar-se outro centro de agitação e perigo. O mundo está se contraindo, formando uma só vizinhança. A América, querendo ou não, há de enfrentar essa nova situação e lutar com ela. Para fins de segurança nacional, sem levar em conta qualquer motivo humanitário, ela tem de assumir as obrigações que essa vizinhança recém-criada lhe impõe. Por paradoxal que pareça, sua única esperança de se desenredar dos perigos que se agrupam ao seu redor está em se emaranhar na própria teia de associação internacional que a Mão de uma Providência inescrutável está tecendo. O conselho de ‘Abdu’l-Bahá, a um alto oficial em seu governo, vem à memória, como sendo especialmente apropriado e forte: “Podeis melhor servir a vosso país, se, em vossa capacidade de cidadão do mundo, envidardes vossos esforços para que o princípio do federalismo que baseia o governo de vosso próprio país seja aplicado futuramente às relações existentes agora entre os povos e nações do mundo.” Os ideais que incendiaram a imaginação daquele Presidente da América tão tragicamente desapreciado – cujos nobres esforços, apesar de nulificados por uma geração sem visão, ‘Abdu’l-Bahá aclamou, com a própria pena, como assinaladores do alvorecer da Maior Paz – se bem que jazam agora no pó, repreendem amargamente uma geração desatenta por havê-los abandonado tão cruelmente.
Que o mundo está assediado com riscos, que perigos agora se acumulam, constituindo uma ameaça real à nação americana, nenhum observador dotado de visão clara poderá negar. A Terra está transformada atualmente em acampamento armado. Até cinqüenta milhões de homens estão ou em prontidão ou em reserva. Está se gastando nada menos de três bilhões de libras, num ano, com armamentos. A luz da religião está ofuscada e a autoridade moral desintegra-se. As nações do mundo, pela maior parte, caíram vítimas de ideologias em conflito, que ameaçam solapar os próprios fundamentos de sua unidade política que foi ganha a tanto custo. Multidões agitadas nesses países olham para eles com desagrado, estão armadas até os dentes, em terror, pânico e gemem sob o jugo das tribulações engendradas por luta política, fanatismo racial, ódios nacionais e animosidades de religião. “Os ventos do desespero”, Bahá’u’lláh afirmou inequivocamente, “estão, lastimavelmente, soprando de todas as direções, e a luta que divide e aflige a raça humana aumenta dia a dia. Os sinais de caos e convulsões iminentes podem atualmente ser discernidos...” “Os males” – profetizou ‘Abdu’l-Bahá, escrevendo há duas décadas passadas – “dos quais o mundo presentemente padece, multiplicarão; o negrume que o envolve tornar-se-á mais profundo. Os Bálcãs continuarão descontentes. Sua inquietação aumentará. Os Poderes vencidos persistirão em provocar agitações. Recorrerão a todas as medidas que possam reacender a chama da guerra. Movimentos, recém-nascidos e de âmbito mundial, farão os máximos esforços para a promoção de seus desígnios. O Movimento do Esquerdo adquirirá grande importância. Sua influência estender-se-á.” Quanto à própria nação americana, a voz de seu Presidente, enfática e clara, adverte a seu povo que a possibilidade de ataque contra seu país aumentou infinitamente com o desenvolvimento da aviação e devido a outros fatores. Seu Ministro de Estado, dirigindo-se aos representantes de todas as repúblicas americanas, reunidas numa conferência, pronuncia uma advertência não menos sinistra: “Essas forças ressurgentes assomam, ameaçando toda parte do mundo – sua sombra ominosa lança-se através de nosso próprio Hemisfério.” Quanto à sua imprensa, soa a mesma nota de advertência e alarma perante um perigo que se aproxima: “Devemos estar preparados para nos defendermos, tanto de dentro como de fora... Nossa fronteira defensiva é longa. Estende de Point Barrow na Alaska até Cabo Horn, beirando o Atlântico e o Pacífico. Quando, ou onde, os agressores europeus e asiáticos nos podem atacar, ninguém pode dizer. Poderia ser em qualquer parte, a qualquer momento... Não temos opção; nós mesmos temos de nos manter armados... Devemos montar guarda vigilante sobre o Hemisfério Ocidental.”
A distância galgada pela nação americana desde sua repudiação formal e categórica do ideal wilsoniano, as modificações que, inesperadamente, a sobrevieram nos anos recentes, a direção em que se movem os acontecimentos mundiais, com seu impacto inevitável sobre os programas e a economia dessa nação, são extremamente significativas, bem como altamente instrutivas e animadoras, para todo observador bahá’í que examina os desenvolvimentos na situação internacional à luz das profecias, tanto de Bahá’u’lláh, como de ‘Abdu’l-Bahá. Traçar o curso exato que essa nação há de seguir, nesses tempos atribulados, nesses anos prenhes, seria impossível. Podemos apenas – julgando pela direção atual de acontecimentos – antecipar qual, provavelmente, será o curso escolhido por ela para ser seguido em suas relações não só com as repúblicas da América, mas também com os demais continentes.
Uma associação mais íntima com essas repúblicas, por um lado e, por outro, uma crescente participação, em graus variáveis, nos interesses do mundo inteiro como resultado das repetidas crises internacionais, parecem ser os desenvolvimentos mais prováveis que esperam esse país no futuro. Devem surgir motivos de demora, inevitavelmente, e reveses devem ser sofridos, no decurso da evolução desse país para seu destino final. Nada, entretanto, poderá vir a alterar esse curso que lhe foi determinado pela pena infalível de ‘Abdu’l-Bahá. Já havendo sido realizada sua unidade federal e consolidadas suas instituições internas – etapa essa que assinalou sua maturidade como entidade política – sua evolução, como membro da família das nações, deve continuar ininterruptamente, sob circunstâncias que não podem, no momento atual, ser visualizadas. Esta evolução deverá persistir até aquele tempo em que essa nação, através do papel ativo e decisivo que terá desempenhado na organização e na solução pacífica dos problemas da humanidade, tenha atingido a plenitude de seus poderes e funções como membro proeminente e parte integrante de um mundo federado.
O futuro imediato, em conseqüência dessa constante, gradativa e inevitável absorção nas múltiplas perplexidades e problemas que afligem a humanidade, deve ser obscuro e opressivo para essa nação. A tribulação que há de abalar o mundo, tão graficamente profetizado por Bahá’u’lláh – como citamos nas páginas precedentes – talvez a veja repuxada para seu vórtice, num grau sem precedentes. Do contrário de suas reações ao último conflito mundial, emergirá – é provável – conscientemente determinada a aproveitar sua oportunidade de aplicar o pleno peso de sua influência aos problemas gigantescos que tamanha tribulação haverá de deixar em seu rasto e, em conjunto com suas nações irmãs, tanto do Oriente como do Ocidente, exorcismar para sempre a maior maldição que, desde os tempos imemoriais, aflige e degrada a espécie humana.
Então, e somente então, a nação americana, amoldada e purificada no crisol de uma guerra comum, habituada a seus rigores e disciplinada pelas suas lições, estará na posição de poder levantar sua voz no concílio das nações, lançar, ela mesma, a pedra angular de uma paz universal e duradoura, proclamar a solidariedade, a unidade e a maturidade do gênero humano e ajudar a estabelecer o prometido reinado da justiça na terra. Então, e somente então, a nação americana – enquanto a comunidade dos bahá’ís americanos em seu seio estiver consumando sua missão que Deus lhe determinou – poderá cumprir o destino indizivelmente glorioso que lhe foi designado pelo Onipotente e que os escritos de ‘Abdu’l-Bahá consagraram imortalmente. Então, e somente então, a nação americana atingirá “aquilo que há de adornar as páginas da história,” e tornar-se-á “objeto da inveja do mundo, abençoada tanto no Oriente como no Ocidente.”
Shoghi
25 de dezembro de 1938
Impresso nos Estab. Gráficos Borsoi S.A. Indústria e Comércio,
à Rua Francisco Manuel, 55 – ZC-15, Benfica, Rio de Janeiro
Das Kommen Göttlicher Gerechtigkeit á Shoghi Effendi á Bahá'í Verlag GmbH, Auflage 4.02 (O-2021-06-12)
Das Kommen Göttlicher Gerechtigkeit
Shoghi Effendi
An die Geliebten Gottes und die Dienerinnen des Gnadenvollen in den Vereinigten Staaten und in Kanada.
Innig geliebte Brüder und Schwestern in der Liebe Bahá’u’lláhs:
Es wäre wohl schwierig, die Gefühle unbezähmbarer Freude und Begeisterung angemessen auszudrücken, die mein Herz jedes Mal durchfluten, wenn ich innehalte, um über die unaufhörlichen Beweise tatkräftiger Energie nachzudenken, die die standhaften Pioniere der Weltordnung Bahá’u’lláhs bei der Durchführung des ihnen anvertrauten Planes beseelt. Die Unterzeichnung des Vertrages durch Ihre gewählten nationalen Vertreter, welche die Eröffnung des letzten Abschnittes des größten Vorhabens zu erkennen gibt, das von den Anhängern des Glaubens Bahá’u’lláhs im Westen je unternommen wurde, und der in den aufeinanderfolgenden Berichten ihres Nationalen Lehrausschusses niedergelegte, außerordentlich ermutigende Fortschritt bezeugen – über den Schatten jedes Zweifels erhaben – die Treue, Tatkraft und Sorgfalt, mit der Sie die mannigfaltigen Unternehmungen durchführen, die zwangsläufig mit dem Fortschreiten des Siebenjahresplanes verbunden sind. Nach seinen beiden Gesichtspunkten und in all seinen Einzelheiten wird er mit beispielhafter Regelmäßigkeit und Genauigkeit, mit unverminderter Wirksamkeit und lobenswerter Eile ausgeführt.
Dem Einfallsreichtum, den die nationalen Vertreter der amerikanischen Gläubigen in den letzten Monaten so schlagend bewiesen haben und der durch die von ihnen ergriffenen aufeinanderfolgenden Maßnahmen so deutlich bezeugt wurde, entsprach die treue, bedingungslose und großzügige Unterstützung, die ihnen in jedem kritischen Abschnitt und mit jedem neuen Schritt in der Wahrnehmung ihrer heiligen Pflichten von all denen gewährt wurde, die sie vertreten. Diese enge Wechselwirkung, dieser vollkommene Zusammenhalt, diese beständige Harmonie und Kameradschaft zwischen den verschiedenen Einrichtungen, die zum organischen Leben jeder gut funktionierenden Bahá’í-Gemeinde beitragen und das grundlegende Rahmenwerk dafür bilden, sind eine Erscheinung, die einen deutlichen Gegensatz zu den zersetzenden Neigungen darstellt, welche von den uneinigen Elementen der heutigen Gesellschaft so tragisch an den Tag gelegt werden. Während jede sichtbare Prüfung, die Seiner erwählten Gemeinde aufzuerlegen die unerforschliche Weisheit des Allmächtigen für notwendig erachtet, nur dazu dient, ihr unentbehrliches Zusammengehörigkeitsgefühl von neuem zu veranschaulichen und ihre innere Stärke zu festigen, enthüllt jede neue Krisis im Geschick eines dekadenten Zeitalters .immer überzeugender als die vorangegangene die zerstörenden Einflüsse, die die Lebenskraft seiner untergehenden Einrichtungen rasch untergraben und ihre Grundlagen erschüttern.
Für diese Beweise des Eingreifens einer immer wachsamen Vorsehung müssen sie, die der Gemeinde des Größten Namens gleichzusetzen sind, immerwährende Dankbarkeit empfinden. Sie können nicht umhin, aus jedem neuen Zeichen Seiner nie versagenden Gnade einerseits und Seiner Heimsuchung andererseits nie endende Hoffnung und frischen Mut zu schöpfen. Wachsam und bereit, jede Gelegenheit zu ergreifen, welche ihnen die Umdrehungen des Schicksalsrades innerhalb ihres Glaubens bieten, und ohne Furcht beim Anblick der krampfartigen Zuckungen,, die früher oder später diejenigen befallen werden, die sich geweigert haben, sein Licht anzunehmen, müssen sie und diejenigen, die sich nach ihnen mühen werden, vorwärtsdrängen, bis die Vorgänge, die jetzt in Bewegung gesetzt wurden, ihre Kraft ausgestrahlt und ihren Anteil beigetragen haben zur Geburt einer Ordnung, die sich nun im Schoße eines trächtigen Zeitalters regt.
Wiederkehrende Krisen
Diese wiederkehrenden Krisen, die mit unheilverkündender Häufigkeit und unwiderstehlicher Kraft einen ständig wachsenden Teil der Menschheit heimsuchen, müssen, wenn auch vorübergehend, zwangsläufig ihren unheilvollen Einfluss bis zu einem gewissen Grade auch auf eine Weltgemeinde ausüben, die ihre Verzweigungen bis an die äußersten Grenzen der Erde ausgedehnt hat. Wie kann der Beginn eines Weltaufstandes, der Kräfte entbindet, die das soziale, religiöse, politische und das wirtschaftliche Gleichgewicht einer organisierten Gesellschaft so tiefgreifend stören und politische Systeme, Rassenlehren, soziale Ideen, kulturelle Maßstäbe, religiöse Bindungen und Handelsbeziehungen in Chaos und Verwirrung treiben – wie können solche Erschütterungen von so großem Umfang und so ohne jedes Beispiel verfehlen, Auswirkungen auf die Einrichtungen eines noch so jungen Glaubens zu haben, dessen Lehren einen unmittelbaren und lebenswichtigen Einfluss auf jedes dieser Gebiete des menschlichen Lebens und Verhaltens haben?
Man braucht sich deshalb nicht zu wundern, wenn sie, die das Banner eines so durchdringenden Glaubens und einer so herausfordernden Sache hochhalten, sich durch den Angriff dieser welterschütternden Kräfte beeinflusst finden. Man braucht sich auch nicht zu wundern, wenn sie sehen, dass ihre Freiheit inmitten dieses Wirbels widerstreitender Leidenschaften beeinträchtigt wird, ihre Grundsätze verachtet, ihre Einrichtungen geschmäht, ihre Beweggründe herabgesetzt werden, ihre Glaubwürdigkeit in Frage gestellt und ihr Anspruch verworfen wird.
Im Herzen des europäischen Kontinents wurde eine Gemeinde, die, wie von ‘Abdu’l-Bahá vorhergesagt, dazu ausersehen ist, vermöge ihrer geistigen Wirkungskraft und ihrer geographischen Lage den Glanz des Glaubenslichtes auf die umliegenden Länder auszustrahlen, durch die Beschränkungen lahmgelegt, die eine Regierung, die ihren Sinn und Zweck völlig missverstanden hat, ihr aufzuerlegen für notwendig erachtete. Ihre Stimme ist leider verstummt, ihre Einrichtungen sind aufgelöst, ihre Literatur verboten, ihre Archive beschlagnahmt und ihre Zusammenkünfte untersagt.
In Zentralasien, in der Stadt, die sich der einzigartigen Auszeichnung erfreut, von ‘Abdu’l-Bahá als Heimstätte des ersten Mashriqu’l-Adhkár der Bahá’í-Welt ausgewählt worden zu sein, und in den Städten und Dörfern der Provinz, zu der sie gehört, findet sich der schwer bedrängte Glaube Bahá’u’lláhs als Ergebnis der außergewöhnlichen und einzigartigen Lebenskraft, die er im Verlaufe mehrerer Jahrzehnte an den Tag gelegt hat, der Gewalt von Mächten preisgegeben, die, durch seine wachsende Kraft beunruhigt, nun darauf aus sind, ihn bis zum völligen Unvermögen zu erniedrigen. Sein Tempel, obwohl er noch für Zwecke der Bahá’í-Andacht benützt wird, wurde enteignet, seine Räte und Ausschüsse aufgelöst, seine Lehrarbeit lahmgelegt, seine Hauptförderer wurden verbannt und nicht wenige seiner begeistertsten Anhänger, Männer und Frauen, gefangengesetzt.
In seinem Geburtslande, wo die überwältigende Mehrheit seiner Anhänger lebt – einem Lande, dessen Hauptstadt von Bahá’u’lláh als »Mutter der Welt«Q1 und »Tagesanbruch der Freude der Menschheit« gepriesen wurde – betreibt eine Staatsbehörde, die sich bis jetzt noch nicht offiziell von den lähmenden Einflüssen einer veralteten, fanatischen und schändlich korrupten Geistlichkeit gelöst hat, unbarmherzig ihren Feldzug gegen die Anhänger des Glaubens, den zu unterdrücken sie beinahe ein Jahrhundert lang erfolglos bestrebt war. Gleichgültig gegenüber der Wahrheit, dass die Mitglieder dieser unschuldigen und geächteten Gemeinde mit Recht beanspruchen können, zu den uneigennützigsten, fähigsten und glühendsten Verehrern ihres Heimatlandes zu zählen, hochmütig gegenüber ihrer hohen Auffassung der Weltbürgerschaft, die zu verstehen die Verfechter eines übertriebenen und engen Nationalismus niemals hoffen können, verweigert eine solche Behörde einem Glauben, dessen geistiger Rechtsbereich beinahe sechshundert örtliche Gemeinden umfasst und der zahlenmäßig die Anhänger der christlichen, jüdischen und zoroastrischen Religion in jenem Lande übertrifft, die notwendigen gesetzlichen Rechte, um seine Gesetze zur Geltung zu bringen, seine Angelegenheiten zu verwalten, seine Schulen zu unterhalten, seine Festtage zu feiern, seine Literatur zu verbreiten, Feiern nach seinen Bräuchen zu begehen, seine Gebäude zu errichten und seine Besitztümer zu schützen.
Und nun haben im Heiligen Land selbst, dem Herz und Nervenzentrum dieses weltumfassenden Glaubens, die Feuer der Rassenfeindschaft, des brudermörderischen Streites und der schamlosen Gewaltherrschaft einen Brand entzündet, der einerseits den Zustrom der Pilger, der das Lebensblut dieses Zentrums bildet, ernstlich stört, und andererseits die verschiedenen Vorhaben behindert, die zur Erhaltung und Ausdehnung der die heiligen Stätten umgebenden Grundstücke eingeleitet wurden. Die Sicherheit der kleinen Gemeinde ansässiger Gläubiger, die sich einer steigenden Flut der Gesetzlosigkeit gegenübersah, wurde gefährdet, ihre Stellung als neutrale und klar bestimmte Gemeinde indirekt bestritten und ihre Freiheit, gewisse Glaubensbräuche zu befolgen, beschnitten. Eine Reihe mörderischer Angriffe wechselte ab mit Ausbrüchen bitteren rassischen und religiösen Fanatismus, in die nicht nur die leitenden Persönlichkeiten, sondern auch die Anhänger der drei führenden Religionsgemeinschaften in diesem unruhigen Land verwickelt waren, und sie drohten zeitweilig, alle normalen Verbindungswege innerhalb seiner Grenzen und mit der Außenwelt abzuschneiden. So gefährlich die Situation auch war, so wurde doch den Heiligen Stätten der Bahá’í, dem Gegenstand der Verehrung dieses weltumspannenden Glaubens, ungeachtet ihrer Zahl und ihrer gefährdeten Lage, und obgleich sie nach außen hin jeden Schutzes beraubt schienen, eine Bewahrung zuteil, die fast an Wunder grenzt.
Zerrissen von widerstreitenden Leidenschaften und sich, von innen her gefährlich zersetzend, befindet sich die Welt in einer so entscheidenden Epoche ihrer Geschichte dem aufsteigenden Geschick eines jungen Glaubens gegenübergestellt, eines Glaubens, der manchmal in ihre Gegensätze hineingezogen, in ihre Streitigkeiten verwickelt, durch ihre wachsenden Schatten verdunkelt und von der steigenden Flut ihrer Leidenschaften unterdrückt zu werden scheint.
Mitten in seinem Herzen, in seiner Wiege, am Sitz seines ersten und ehrwürdigen Tempels, in einem seiner bislang blühenden und in seinen Möglichkeiten machtvollen Zentren scheint in der Tat der bislang noch unfreie Glaube Bahá’u’lláhs vor den anstürmenden Kräften der Gewalt und des Aufruhrs, denen die Menschheit ständig zum Opfer fällt, zurückgewichen zu sein.
Die Stützpunkte dieses Glaubens machen nach außen hin den Eindruck, als ob sie einer nach dem andern und Tag für Tag erst isoliert, dann angegriffen und erobert würden.
Während die Lichter der Freiheit flackern und erlöschen, während das Geschrei der Uneinigkeit täglich lauter wird, während das Feuer des Fanatismus mit wachsender Heftigkeit in der Brust der Menschen brennt, während die Kälteschauer des Unglaubens unbarmherzig über die Menschenseelen kriechen, scheinen die Glieder und Organe, die den Körper des Glaubens von Bahá’u’lláh bilden, in verschieden starkem Grade von den lähmenden Einflüssen, die nun die Gesamtheit der zivilisierten Welt in ihrem Griff halten, befallen zu werden.
Wie klar und eindringlich werden die Worte ‘Abdu’l-Bahás in dieser Stunde bewiesen: »Die Dunkelheit des Irrtums, der Ost und West umfangen hält, kämpft in diesem größten Zyklus mit dem Lichte göttlicher Führung. Seine Schwerter und seine Speere sind sehr scharf und spitz; seine Armeen von wildem Blutdurst.« »An diesem Tag«, schrieb Er an anderer Stelle, »sind die Kräfte aller Religionsführer auf die Zersplitterung der Gemeinde des Allbarmherzigen und die Zerstörung des göttlichen Gebäudes gerichtet. Die Heerscharen der Welt, sei es der materiellen, kulturellen oder politischen, treiben ihre Angriffe von allen Seiten vor, denn unsere Sache ist groß, sehr groß. Ihre Größe ist an diesem Tag für das Auge der Menschen klar und offenbar.«
Die verbliebene Hauptfestung
Die eine verbleibende Hauptfestung, der mächtige Arm, der noch die Standarte dieses unbesiegbaren Glaubens hochhält, ist keine andere als die gesegnete Gemeinde des Größten Namens auf dem nordamerikanischen Kontinent. Durch ihr Handeln und durch den nie versagenden Schutz, der ihr von einer allmächtigen Vorsehung gewährt wird, berechtigt dieses hervorragende Mitglied der Körperschaft der in ständiger Wechselwirkung stehenden Bahá’í-Gemeinden in Ost und West zu der Hoffnung, auf der ganzen Welt als Wiege und auch als Bollwerk angesehen zu werden für die künftige Neue Weltordnung, die sowohl Verheißung als auch Ruhm der mit dem Namen Bahá’u’lláhs verbundenen Offenbarung ist.
Wer geneigt ist, die dieser Gemeinde eingeräumte, einzigartige Stellung zu verkleinern oder die Rolle, die zu spielen sie später aufgerufen sein wird, anzuzweifeln, den lasst die Folgerungen dieser inhaltsreichen und höchst erleuchtenden Worte erwägen, die von ‘Abdu’l-Bahá geäußert wurden, zu einem Zeitpunkt, als das Wohl der Welt unter der Last eines verheerenden Krieges ächzend auf den erbärmlichsten Tiefstand geraten war. »Der amerikanische Kontinent«, so schrieb Er bedeutungsvoll, »ist in den Augen des einen wahren Gottes das Land, in dem der Glanz Seines Lichtes geoffenbart werden wird, wo die Geheimnisse Seines Glaubens enthüllt, die Gerechten verweilen und die Freien sich versammeln werden.«Q2
Die Gemeinde der Gläubigen auf dem nordamerikanischen Kontinent – sowohl Hauptantriebskraft als auch Muster der zukünftigen Gemeinden, die der Glaube Bahá’u’lláhs in der gesamten westlichen Hemisphäre zu errichten bestimmt ist – hat trotz der vorherrschenden Düsternis bereits ihre Fähigkeit gezeigt, als Fackelträger jenes Lichtes, als Verwahrungsort jener Geheimnisse, als Vertreter jener Gerechtigkeit und Schutzort jener Freiheit anerkannt zu werden. Auf welches andere Licht könnten diese oben angeführten Worte denn anspielen, wenn nicht auf das Licht der Herrlichkeit des Goldenen Zeitalters durch den Glauben Bahá’u’lláhs? Welche anderen Geheimnisse könnte ‘Abdu’l-Bahá im Sinn gehabt haben als die Geheimnisse jener embryonischen Weltordnung, die nun in der Gießform Seiner Administration entsteht? Welche andere Gerechtigkeit als die Gerechtigkeit, deren Herrschaft nur jenes Zeitalter und jene Ordnung errichten kann? Welche andere Freiheit als die Freiheit, die die Verkündigung Seiner Oberhoheit am Ende der Zeit verleiht?
Die Gemeinde der vereinigten Förderer des Glaubens Bahá’u’lláhs auf dem amerikanischen Kontinent –die geistigen Nachkommen der Vorläufer eines heroischen Zeitalters, die durch ihren Tod die Geburt jenes Glaubens verkündeten – muss nun nicht durch ihren Tod, sondern durch ihr lebendiges Opfer die verheißene Weltordnung einführen, die als Muschel die unschätzbare Perle – die Weltzivilisation – zu umfassen bestimmt ist, deren einziger Urheber der Glauben selbst ist. Während sich ihre Schwestergemeinden unter den ungestümen Winden beugen, die sie von allen Seiten anfallen, ist diese Gemeinde, bewahrt durch die unwandelbaren Ratschlüsse des allmächtigen Verordners und ständigen Beistand aus dem Auftrag erhaltend, mit dem die Tablets vom Göttlichen Plan sie bekleidet haben, nun emsig damit beschäftigt, die Grundlagen zu schaffen und das Wachstum jener Einrichtungen zu pflegen, die das Kommen des Zeitalters ankündigen, das dazu bestimmt ist, Zeuge der Geburt und Errichtung der Weltordnung Bahá’u’lláhs zu sein.
Eine Gemeinde, verhältnismäßig unbedeutend in ihrer zahlenmäßigen Stärke; durch große Entfernungen vom Brennpunkt ihres Glaubens und von dem Lande getrennt, in dem die überwiegende Mehrzahl ihrer Mitgläubigen wohnt; im wesentlichen materieller Hilfsquellen beraubt und der Erfahrung und besonderer Auszeichnungen ermangelnd; in Unkenntnis der Glaubenslehren, Weltanschauung und Gebräuche jener Völker und Rassen, aus denen ihre geistigen Begründer hervorgegangen sind; nicht vertraut mit den Sprachen, in denen ihre Heiligen Bücher ursprünglich geoffenbart wurden; gezwungen, ihre ganze Zuversicht auf der unzulänglichen Wiedergabe eines nur bruchstückhaften Teiles der Literatur aufzubauen, die ihre Gesetze, Lehrsätze und ihre Geschichte enthält; von ihren ersten Tagen an Prüfungen von äußerster Strenge unterworfen, die manchmal den Abfall einiger ihrer hervorragendsten Mitglieder bewirkten; seit ihrem Bestehen der Forderung ausgesetzt, sich in ständig wachsendem Maße mit den Kräften der Korruption, der moralischen Lauheit und der eingefleischten Vorurteile auseinanderzusetzen – solch eine Gemeinde hat in weniger als einem halben Jahrhundert und ohne Hilfe von einer ihrer Schwestergemeinden des Ostens oder des Westens vermöge der himmlischen Macht, mit der sie der alliebende Meister reichlich ausgestattet hat, dem Vormarsch der Sache, für die sie eintritt, einen Antrieb verliehen, dem gleichzukommen es den vereinten Leistungen ihrer Glaubensgenossen im Westen nicht gelungen ist.
Welche andere Gemeinde, so kann man getrost fragen, war behilflich, das Muster festzulegen und jenen administrativen Einrichtungen, die die Vorhut der Weltordnung Bahá’u’lláhs bilden, den ersten Anstoß zu geben?
Welche andere Gemeinde war fähig, mit solcher Folgerichtigkeit den Einfallsreichtum, die Disziplin und die eiserne Entschlossenheit, den Eifer und die Ausdauer, die Hingabe und Treue aufzubringen, die unerlässlich sind für die Errichtung und ständige Ausdehnung des Rahmens, in dem allein jene entstehenden Einrichtungen sich vermehren und reifen können?
Welche andere Gemeinde hat sich von so erhabener Vision beseelt erwiesen, oder so willig, sich zu solchen Höhen der Selbstaufopferung zu erheben, oder bereit, einen solchen Grad des Zusammengehörigkeitsgefühls zu erreichen, wie es unerlässlich ist, um in so kurzer Zeit und in so entscheidenden Jahren ein Gebäude errichten zu können, das wohl verdient, als der größte Beitrag betrachtet zu werden, der je vom Westen für die Sache Bahá’u’lláhs gemacht wurde?
Welche andere Gemeinde kann gerechterweise den Anspruch erheben, dass es durch die ganz auf sich selbst gestellten Bemühungen eines ihrer bescheidenen Mitglieder gelungen ist, die spontane Zustimmung einer Königin für ihre Sache zu erzielen und solch wundervolle schriftliche Zeugnisse für ihre Wahrheit zu gewinnen?
Welche andere Gemeinde hat die Voraussicht, das Organisationstalent und die begeisterte Einsatzbereitschaft gezeigt, denen in ihrem ganzen Gebiet die Errichtung und Vermehrung jener ersten Schulen zu verdanken ist, die sich im.
Verlauf der Zeiten einerseits zu kraftvollen Mittelpunkten der Bahá’í-Gelehrsamkeit entwickeln und andererseits einen fruchtbaren Nährboden für die Bereicherung und Festigung ihrer Lehrkräfte zur Verfügung stellen werden?
Welche andere Gemeinde hat Pioniere hervorgebracht, die in einem solchen Maße die wesentlichen Eigenschaften der Kühnheit, Selbstaufgabe, Zähigkeit, Selbstüberwindung und grenzenloser Hingabe in sich verbinden und dadurch veranlasst wurden, ihr Heim zu verlassen, alles aufzugeben und sich über den ganzen Erdball zu verteilen, um in dessen äußersten Winkeln das siegreiche Banner Bahá’u’lláhs aufzupflanzen?
Wer anders, als die Mitglieder dieser Gemeinde haben die ewige Auszeichnung errungen, die ersten zu sein, die den Ruf ›Yá Bahá’u’l-Abhá‹ in solch höchst wichtigen und weit zerstreuten Zentren und Gebieten erschallen ließen, wie im Herzen des britischen und französischen Weltreiches, in Deutschland, dem Fernen Osten, den Balkanstaaten, skandinavischen Ländern, in Lateinamerika, auf den Inseln des Pazifik, in Südafrika, Australien und Neuseeland sowie jetzt kürzlich in den baltischen Staaten?
Wer anders, als eben diese Pioniere haben sich bereit erklärt, die Mühe auf sich zu nehmen, die Geduld aufzubringen und die notwendigen Mittel zu beschaffen, die für die Übersetzung und Veröffentlichung ihrer heiligen Literatur in nicht weniger als vierzig Sprachen benötigt wurden und deren Verbreitung eine wesentliche Voraussetzung für jeden wirksam aufgebauten Lehrfeldzug darstellt?
Welche andere Gemeinde kann behaupten, einen entscheidenden Anteil an den weltweiten Bemühungen gehabt zu haben, die sowohl für die Sicherstellung und Ausdehnung der unmittelbaren Umgebung ihrer heiligen Schreine als auch für den vorbereitenden Erwerb des zukünftigen Sitzes der internationalen Einrichtungen an ihrem Weltzentrum unternommen wurden?
Welche andere Gemeinde kann es als ihren unvergänglichen Verdienst beanspruchen, die erste gewesen zu sein, die ihre nationale und ihre örtlichen Satzungen erstellt hat, wodurch die grundsätzlichen Richtlinien der Zwillingscharta niedergelegt wurden, die dazu bestimmt ist, die Tätigkeit ihrer Einrichtungen zu ordnen, ihr Aufgabengebiet zu umreißen und ihre Rechte zu verankern?
Welche andere Gemeinde kann sich rühmen, die Grundlage für ihre nationalen Stiftungen erworben und gleichzeitig rechtlich gesichert und somit den Weg für ähnliche Vorhaben von Seiten ihrer örtlichen Gemeinden geebnet zu haben?
Welche andere Gemeinde hat die hervorragende Auszeichnung erworben, lange bevor irgendeine ihrer Schwestergemeinden eine solche Möglichkeit ins Auge fasste, die notwendigen Dokumente erlangt zu haben, die die Anerkennung ihrer Geistigen Räte und ihrer nationalen Stiftungen sowohl durch die Bundes- wie durch die Staatsbehörden sicherstellen?
Und schließlich, welche andere Gemeinde hatte den Vorzug und konnte die Mittel bereitstellen, um die Bedürftigen zu unterstützen, die Sache der Unterdrückten zu ihrer eigenen zu machen und so energisch für den Schutz der Bahá’í-Gebäude und Einrichtungen einzutreten in Ländern wie Persien, Ägypten, Irak, Russland und Deutschland, wo ihre Mitgläubigen verschiedentlich den Fieberschauern religiöser und rassischer Verfolgung ausgesetzt waren?
Eine so beispiellose und glänzende Aufzählung von Diensten, die sich über beinahe zwanzig Jahre erstrecken und mit den Interessen und dem Geschick eines so großen Teiles der weltweiten Bahá’í-Gemeinde so eng verflochten sind, verdient es, als denkwürdiges Kapitel in die Geschichte des Gestaltenden Zeitalters des Glaubens Bahá’u’lláhs einzugehen. Bekräftigt und bereichert durch die Erinnerung an die frühen Taten der amerikanischen Gläubigen, bezeugt diese Aufzählung selbst schlagend ihre Befähigung, die Verantwortung geziemend auf sich zu nehmen, die jedwede Aufgabe in der Zukunft ihnen auferlegen mag. Es ist unmöglich, die Bedeutung dieser vielfältigen Dienste überzubewerten. Ihren Wert richtig einzuschätzen und sich über ihre Verdienste und unmittelbaren Folgen auszulassen, ist eine Aufgabe, der nur ein späterer Bahá’í-Geschichtsschreiber gebührend gerecht werden kann. Für die Gegenwart kann ich nur meine tiefe Überzeugung zum Ausdruck bringen, dass eine Gemeinde, die solche Taten aufzuweisen, solch einen Geist auszustrahlen und sich auf solche Höhen zu erheben vermag, bereits von solchen Wirkkräften erfasst sein muss, die sie befähigen werden, in der Fülle der Zeit das Recht zu beanspruchen, als Hauptschöpfer und Vorkämpfer der Weltordnung Bahá’u’lláhs anerkannt zu werden.
So überragend diese Aufzählung auch ist, und so sehr sie in einigen Punkten an die Großtaten erinnert, mit denen die Vorläufer eines heroischen Zeitalters die Geburt des Glaubens selbst verkündet haben, so steht doch die Aufgabe, die mit dem Namen dieser bevorzugten Gemeinde verknüpft ist, erst am Beginn ihrer Entfaltung und ist noch weit davon entfernt, sich ihrem Höhepunkt zu nähern. Was die amerikanischen Gläubigen im Zeitraum von annähernd fünfzig Jahren geleistet haben, ist unendlich klein verglichen mit der Größe der Aufgabe, die vor ihnen liegt. Das Grollen jenes erschütternden Umsturzes, das sowohl die Todesqual der alten Ordnung als auch die Geburtswehen der neuen ankündigt, zeigt zugleich das stetige Näherkommen und den ehrfurchtgebietenden Charakter dieser Aufgaben an.
Ein Kreuzzug von noch größerer Bedeutung
Die eigentliche Errichtung der Administrativen Ordnung ihres Glaubens, die Erstellung ihres Rahmenwerkes, die Gestaltung ihres Rüstzeuges und die Festigung ihrer Hilfseinrichtungen war die erste Aufgabe, die ihrer Obhut als organisierter Gemeinde anvertraut war, einer Gemeinde, welche durch den Willen und unter der Anleitung ‘Abdu’l-Bahás ins Leben gerufen worden war.
Sie haben sich dieser ersten Aufgabe mit bewundernswerter Pünktlichkeit, Pflichttreue und Tatkraft entledigt.
Kaum hatten sie die verschiedenen notwendigen Tätigkeiten für die wirksame Durchführung ihres Vorhabens, das immer sie hernach in Angriff zu nehmen wünschten, begonnen und aufeinander abgestimmt, als sie sich mit gleicher Zielstrebigkeit und Hingabe der nächsten, schwierigeren Aufgabe zuwandten, den Oberbau eines Gebäudes zu errichten, dessen Grundstein von ‘Abdu’l-Bahá selbst gelegt worden war.
Und als dieses Werk vollbracht war, entschied sich diese Gemeinde, aufgeschlossen für den eindringlichen Anruf, die Ermahnungen und Verheißungen, die in den Tablets vom Göttlichen Plan enthalten sind, eine weitere Aufgabe aufzugreifen, die in ihrem Ausmaß und in ihrer geistigen Auswirkung sicherlich jede andere Leistung überstrahlen wird, die sie bereits vollbracht hat.
Mit unstillbarer Begeisterung und unerschrockenem Mut begannen sie den Siebenjahresplan, den ersten praktischen Schritt zur Erfüllung des in diesen epochemachenden Tablets niedergelegten Auftrages, und im Geiste erneuter Einsatzbereitschaft weihten sie sich ihrer zweifachen Aufgabe, deren Vollendung, so ist zu hoffen, mit der Feier zum hundertsten Jahrestag ;der Geburt des Glaubens Bahá’u’lláhs zusammenfallen wird.
In vollem Bewusstsein dessen, dass jeder in der äußeren Ausgestaltung ihres majestätischen Gebäudes gemachte Fortschritt sich unmittelbar auf die Weiterentwicklung des Lehrfeldzuges auswirken würde, der auf dem nord- und südamerikanischen Kontinent von ihnen begonnen wurde, und in der Erkenntnis, dass jeder auf dem Lehrgebiet gewonnene Sieg seinerseits die Arbeit erleichtern und die Fertigstellung ihres Tempels beschleunigen wird, drängen sie nun mutig und gläubig voran in ihren Bemühungen, nach beiden Seiten ihre Verpflichtungen unter dem Plan zu erfüllen, dessen Durchführung sie sich geweiht haben.
Doch sollten sie nicht glauben, die Durchführung des Siebenjahresplanes, die mit dem Ausklang des ersten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters zusammentrifft, bedeute die Beendigung oder auch nur Unterbrechung der Arbeit, die auszuführen die unfehlbare Hand des Allmächtigen sie angewiesen hat. Der Anbruch des zweiten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters muss notwendigerweise größere Ausblicke eröffnen, weitere Abschnitte einleiten und Zeuge der Inangriffnahme noch weiterreichender Pläne sein, als sie bis jetzt je vorgestellt werden konnten. Der Plan, auf den sich nun die ganze Aufmerksamkeit, das Streben und die Hilfsquellen der gesamten Gemeinde der amerikanischen Gläubigen konzentrieren, sollte nur als ein Anfang betrachtet werden, als ein Prüfstein der Stärke, als eine Aufstellung zu einem Kreuzzug noch größeren Umfangs, wenn die Pflichten und die Verantwortung, mit denen der Verfasser des Göttlichen Planes sie bekleidet hat, ehrenvoll und vollkommen erfüllt werden sollen.
Denn die Erfüllung des jetzigen Planes kann nur zur Bildung von mindestens einem Zentrum in jeder der Republiken der westlichen Hemisphäre führen, während die in jenen Tablets niedergelegten Pflichten eine größere Verbreitung fordern und die Verteilung einer weit größeren und ansehnlicheren Anzahl von Mitgliedern der nordamerikanischen Bahá’í-Gemeinde über das gesamte Gebiet der Neuen Welt verlangen. Es ist daher der unzweifelhafte Auftrag der amerikanischen Gläubigen, die in den Abschlussjahren des ersten Jahrhunderts begonnene glorreiche Arbeit in das zweite weiterzutragen. Erst wenn sie ihren Anteil beigetragen und diese vereinzelten und eben erst flügge gewordenen Zentren zu eigener Tätigkeit angeleitet und ihre Leistungsfähigkeit gemehrt haben, damit diese ihrerseits Einrichtungen örtlicher und nationaler Art nach ihrem Vorbild aufbauen, können sie die Genugtuung haben, ihren unmittelbaren Verpflichtungen unter ‘Abdu’l-Bahás göttlich geoffenbartem Plan angemessen entsprochen zu haben.
Ebenso wenig sollte man auch nur für einen Augenblick annehmen, dass die Erfüllung einer Aufgabe, die auf die Vermehrung der Bahá’í-Zentren und die Bereitstellung der für die Errichtung der Verwaltungsordnung des Bahá’í-Glaubens in den lateinamerikanischen Ländern notwendigen Unterstützung und Führung ausgerichtet ist, den von ‘Abdu’l-Bahá für sie vorgesehenen Plan bereits in seiner Gesamtheit verwirklicht. Selbst ein flüchtiges Durchlesen jener Seinen Plan enthaltenden Tablets wird sofort den Wirkungskreis ihres Einsatzes enthüllen, der sich weit über die Grenzen der westlichen Hemisphäre hinaus erstreckt. Nachdem ihre inneramerikanischen Aufgaben und Verpflichtungen so gut wie erfüllt sind, tritt ihr interkontinentaler Auftrag in seinen glorreichsten und entscheidendsten Abschnitt ein. »In dem Augenblick«, so schrieb ‘Abdu’l-Bahá, »da diese Göttliche Botschaft durch die amerikanischen Gläubigen über die Küsten Amerikas hinausgetragen und durch die Kontinente Europas, Asiens, Afrikas und Australasiens bis hin zu den Inseln des Pazifik verbreitet ist, wird sich diese Gemeinde fest gegründet auf dem Thron einer immerwährenden Herrschaft finden.«Q3
Und wer kann indessen wissen, dass, wenn diese ungeheure Aufgabe erfüllt ist, nicht ein noch herrlicherer Auftrag, unvergleichlich in seinem Glanze und von Bahá’u’lláh für sie vorherbestimmt, ihnen überantwortet wird. Der Ruhm eines solchen Auftrages ist von so blendendem Glanz, die ihn begleitenden Umstände noch so weit entfernt und die gegenwärtigen Ereignisse, mit deren Höhepunkt er so eng verbunden ist, noch so im Fluss, dass es jetzt noch verfrüht wäre, eine genaue Schilderung seiner Wesenszüge zu versuchen. Es genügt zu sagen, dass aus dem Aufruhr und der Trübsal dieser »letzten Zeit«A1 ungeahnte Möglichkeiten geboren und unvorhersagbare Umstände geschaffen werden, welche die siegreichen Vollzieher des Planes von ‘Abdu’l-Bahá befähigen, nein zwingen werden, durch die Rolle, die sie in der Entfaltung der Neuen Weltordnung spielen werden, frische Lorbeeren der Krone ihres Dienstes an der Schwelle Bahá’u’lláhs anzuheften.
Zukunftsmöglichkeiten
Keine der vielfältigen Gelegenheiten jedweder Art, welche die Entwicklung des Glaubens hervorbringen muss, darf unbeachtet vorübergehen, sei es in seinem Weltzentrum, sei es auf dem nordamerikanischen Kontinent oder auch selbst in den entlegensten Gebieten der Erde, ohne dass die amerikanischen Gläubigen aufgerufen wären, eine Rolle zu spielen, die nicht weniger hervorragend ist als der Anteil, den sie früher in ihren gemeinsamen Bemühungen für die Verbreitung der Sache Bahá’u’lláhs genommen haben.
Ich kann, jetzt nur aufs Geratewohl einige bestimmte dieser besonders ins Auge fallenden Gelegenheiten anführen bei dem Versuch, über die Möglichkeiten der Zukunft einen Überblick zu geben:
Die Wahl des Internationalen Hauses der Gerechtigkeit und dessen Errichtung im Heiligen Land, dem geistigen und administrativen Mittelpunkt der Bahá’í-Welt, sowie die Bildung seiner Hilfsorgane und untergeordneten Einrichtungen; die stufenweise Errichtung der verschiedenen Nebengebäude des ersten Mashriqu’l-Adhkár des Westens und die schwierigen Probleme, die die Errichtung und der Ausbau der strukturellen Grundlagen des Bahá’í-Gemeindelebens mit sich bringen; die Kodifikation und Bekanntmachung der Verordnungen des Heiligsten Buches, die in gewissen Ländern des Ostens die Bildung ordentlich zusammengesetzter und offiziell anerkannter Bahá’í-Gerichtshöfe bedingen; der Bau des dritten Mashriqu’l-Adhkár der Bahá’í-Welt am Rande der Stadt Teheran, dem die Errichtung eines ebensolchen Hauses der Andacht im Heiligen Land selbst folgen soll; die Befreiung der Bahá’í-Gemeinden von den Fesseln religiöser Orthodoxie in- den islamischen Ländern, wie Persien, Irak und Ägypten, und die anschließende Anerkennung der unabhängigen-Stellung und des religiösen Charakters der Nationalen und örtlichen Räte der Bahá’í durch die Staatsbehörden jener Länder; die vorsorglichen Schutzmaßnahmen, die zu ersinnen, abzustimmen und einzusetzen sind, um der vollen Kraft der unausweichlichen Angriffe entgegenzuwirken, welche die organisierten Bemühungen kirchlicher Institutionen verschiedener Glaubensrichtungen mehr und mehr einleiten und unerbittlich durchführen werden; und nicht zuletzt die .vielfältigen Probleme, denen wir uns stellen, die Hindernisse, die überwunden und die Verantwortungen, die übernommen werden müssen-,• um einen hart geprüften Glauben zu befähigen, .durch die aufeinanderfolgenden Stadien strengster Verborgenheit, aktiver Unterdrückung und völliger Mündigkeit hindurchzugehen.
Dies wird wiederum dazu führen, dass er als unabhängige Religion anerkannt werden und völlige Gleichberechtigung mit seinen Schwesterreligionen genießen wird.
Seine Bestätigung und Anerkennung als Staatsreligion muss folgen, welche ihrerseits den Weg frei macht für die Übernahme der mit dem Bahá’í-Staat verbundenen Rechte und Hoheitsrechte, welcher in eigener Machtvollkommenheit handelt, eine Stufe, die zuletzt ihren Höhepunkt in der Entstehung des weltweiten Bahá’í-Commonwealth findet, das völlig beseelt vom Geist und ausschließlich in unmittelbarer Übereinstimmung mit den Gesetzen und Prinzipien Bahá’u’lláhs wirkt.
Die durch diese Gelegenheiten gebotene Herausforderung werden die amerikanischen Gläubigen, dessen bin ich sicher, zusätzlich zu ihrer Befolgung des von ‘Abdu’l-Bahá in Seinen Tablets ausgedrückten Lehraufrufes, ohne Zögern aufgreifen, und sie werden ihr mit der ihnen eigenen Furchtlosigkeit, Beharrlichkeit und Leistungsfähigkeit so entsprechen, dass sie vor aller Welt ihren Ruf und Rang als Baumeister der mächtigsten Einrichtungen des Glaubens Bahá’u’lláhs bestätigen.
Sein unfehlbares Licht
Innig geliebte Freunde!
Obwohl die Aufgabe langwierig und schwer ist, so ist doch der Preis, den der allgütige Geber Ihnen zu gewähren gewählt hat, von solcher Kostbarkeit, dass weder Zunge noch Feder ihn angemessen einschätzen können.
Wiewohl das Ziel, dem Sie nun so unentwegt zustreben, in weiter Ferne liegt und dem menschlichen Auge noch verhüllt ist, so ruht doch dessen Verheißung in den gebieterischen und unabänderlichen Äußerungen Bahá’u’lláhs fest beschlossen.
Obgleich die Bahn, die Er Ihnen vorgezeichnet hat, zeitweilig in den drohenden Schatten, in die eine heimgesuchte Menschheit nun eingehüllt ist, verloren zu sein scheint, so ist doch das unfehlbare Licht, das Er beständig auf Sie scheinen lässt, von solcher Helligkeit, dass keine irdische Finsternis seinen Glanz je verdunkeln kann.
Ist Ihre Zahl auch gering, sind Ihre Erfahrung, Kräfte und Hilfsquellen noch beschränkt, so ist doch die Macht, die Ihrem Auftrag Nachdruck verleiht, grenzenlos in ihrem Ausmaß und unberechenbar in ihrer Wirksamkeit.
Obwohl die Feinde, die jede Beschleunigung im Fortschritt Ihrer Sendung auf den Plan rufen muss, grimmig, zahlreich und unerbittlich sind, so werden doch die unsichtbaren Heerscharen, wie verheißen, zu Ihrer Hilfe herbeieilen, wenn Sie durchhalten; sie werden Sie letzten Endes befähigen, die Hoffnungen der Feinde eitel und ihre Kräfte zunichtewerden zu lassen.
Der Segen, der die Vollendung Ihres Auftrags krönen soll, wird zweifellos nicht ausbleiben, und die Ihnen gegebenen göttlichen Verheißungen sind fest und unwiderruflich; dennoch muss das Maß des reichlichen Lohnes, den jeder von Ihnen ernten mag, von dem Grad abhängen, in dem Ihre täglichen Bemühungen zur Verbreitung dieser Sendung und der Beschleunigung ihres Triumphes beigetragen haben.
Geliebte Freunde! Groß ist meine Liebe und Bewunderung für Sie, da ich von dem überragenden Anteil überzeugt bin, den Sie zweifellos sowohl im kontinentalen wie auch im internationalen Bereich der zukünftigen Bahá’í-Arbeit und des Bahá’í-Dienstes haben werden; doch fühle ich mich, zu diesem kritischen Zeitpunkt, verpflichtet, ein Wort der Warnung auszusprechen. Die glühenden Achtungsbeweise, die der Fähigkeit, dem Geist, dem Verhalten und der hohen Stufe der amerikanischen Gläubigen so wiederholt und verdient gezollt wurden, und zwar sowohl dem einzelnen wie auch der gesamten Gemeinde, dürfen unter keinen Umständen mit den Eigentümlichkeiten und der Natur der Menschen, unter denen Gott sie erhöht hat, verwechselt werden. Ein scharfer Unterschied muss zwischen jener Gemeinde und. jenen Menschen getroffen und entschlossen und furchtlos aufrechterhalten werden, wenn wir der verwandelnden Kraft des Glaubens Bahá’u’lláhs in ihrem Einfluss auf das Leben und die Haltung derer, die sich unter sein Banner einzureihen entschlossen haben, gebührende Anerkennung zukommen lassen wollen. Andernfalls wird der höchste und charakteristische Zweck Seiner Offenbarung, nämlich ein neues Menschengeschlecht ins Leben zu rufen, gänzlich unerkannt und völlig verborgen bleiben.
Die höchste Aufgabe Seiner Offenbarung
Wie oft erschienen die Offenbarer Gottes, Bahá’u’lláh nicht ausgenommen, und brachten Ihre Botschaft in Länder und unter Völker und Rassen gerade dann, wenn diese sich entweder rasch im Niedergang befanden oder bereits den tiefsten Stand moralischer und geistiger Verderbtheit erreicht hatten.
Die erschreckende Not und das Elend, denen die Israeliten anheimgefallen waren unter der entwürdigenden und tyrannischen Regierung der Pharaonen in den Tagen vor ihrem Auszug aus Ägypten unter der Führung von Moses; der Niedergang, der im religiösen, geistigen, kulturellen und moralischen Leben des jüdischen Volkes zur Zeit des Auftretens von Jesus Christus eingesetzt hatte; die barbarische Grausamkeit, der rohe Götzendienst und die Unmoral, welche so lange die traurigsten Wesenszüge der arabischen Stämme gewesen waren und ihnen solche Schande brachten, als sich Muhammad erhob, um Seine Botschaft in ihrer Mitte zu verkünden; der unbeschreibliche Verfall mit der ihn begleitenden Bestechlichkeit, Verwirrung, Unduldsamkeit und Unterdrückung nicht nur im zivilen, sondern auch im religiösen Leben Persiens, der durch die Feder einer beträchtlichen Anzahl von Gelehrten, Diplomaten und Reisenden zur Stunde der Offenbarung Bahá’u’lláhs so anschaulich dargestellt wurde – all dies beweist diese grundlegende und unleugbare Tatsache.
Wenn man behauptete, dass die irgendeiner Rasse oder Nation innewohnende Würde, ihr moralischer Hochstand, ihre politische Fähigkeit und ihre sozialen Errungenschaften der Grund für das Erscheinen irgendeines dieser Göttlichen Gestirne in ihrer Mitte wäre, würde dies eine völlige Verkehrung der geschichtlichen Tatsachen darstellen und die gänzliche Verwerfung der ihnen von Bahá’u’lláh und ‘Abdu’l-Bahá so klar und ausdrücklich gegebenen und unantastbaren Auslegung bedeuten.
Wie groß muss darum die Herausforderung für diejenigen sein, die solchen Rassen und Nationen angehören, die dem Ruf dieser Offenbarer folgten, damit sie die unzweifelhafte Wahrheit ohne Vorbehalt anerkennen und mutig bezeugen, dass der Offenbarer Gottes nicht etwa auf Grund irgendeiner rassischen Überlegenheit, politischen Fähigkeit oder geistigen Tugend einer bestimmten Rasse oder Nation, sondern vielmehr als direkte Auswirkung ihrer schreienden Nöte, ihres beklagenswerten Verfalls und ihrer unheilbaren Verderbtheit in ihrer Mitte zu erscheinen beliebt hat, und dadurch wie mit einem Hebel die gesamte Menschheit auf eine höhere und edlere Ebene des Lebens und Verhaltens emporgehoben hat. Unter eben diesen Umständen und auf eben diese Art wollten und konnten die Offenbarer seit undenkbaren Zeiten ihre erlösende Kraft beweisen, um das Volk ihrer eigenen Rasse und Nation aus den Tiefen der Erniedrigung und des Elends aufzurichten, und es zu befähigen, seinerseits anderen Rassen und Nationen die erlösende Gnade und den kraftspenden- den Einflusskraftspendenden Einfluss ihrer Offenbarung zu übermitteln.
Im Lichte dieses grundlegenden Prinzips sollte man sich stets daran erinnern, und dies kann nicht genug betont werden, dass der oberste Grund, warum der Báb und Bahá’u’lláh beliebten, in Persien aufzutreten und es zum ersten Verwahrungsort ihrer Offenbarung zu machen, der war, dass von allen Völkern und Nationen der zivilisierten Welt jene Rasse und Nation, wie so oft von ‘Abdu’l-Bahá beschrieben in solch schmähliche Tiefen abgesunken war und solch eine große Verderbtheit zeigte, dass es dafür keine Parallele unter ihren Zeitgenossen gibt.
Denn kein überzeugenderer Beweis könnte erbracht werden für den wiederbelebenden Geist der vom Báb und von Bahá’u’lláh verkündeten Offenbarungen, als ihr Vermögen, eines der wohl rückständigsten, feigsten und entartetsten Völker in ein Geschlecht von Helden zu verwandeln, das geeignet ist, seinerseits eine ähnliche Umwälzung im Leben der Menschheit zu bewirken.
In, in einem Volk aufgetreten zu sein, das dieses unschätzbare Vorrecht, als Nährboden für eine solche Offenbarung erwählt zu werden, durch seinen inneren Wert und seine hohen Errungenschaften scheinbar rechtfertigte, würde in den Augen einer ungläubigen Welt die Wirksamkeit jener Botschaft stark herabsetzen und das Selbstgenügen ihrer allmächtigen Kraft schmälern.
Der Gegensatz, der auf den Seiten von Nabíls Erzählung so schlagend aufgezeigt wird zwischen dem Heldentum, das das Leben und die Taten der Vorläufer unsterblich macht, und der Verkommenheit und Feigheit ihrer Verleumder und Verfolger, ist in sich selbst ein höchst eindrucksvolles Zeugnis für die Wahrheit der Botschaft von Ihm, der einen solchen Geist den Herzen Seiner Anhänger eingab.
Die Behauptung irgendeines Gläubigen jenes Volkes, dass die Vortrefflichkeit seines Landes und die seinen Bewohnern angeborene Würde die wesentliche Ursache für seine Erwählung als erster Verwahrungsort der Offenbarungen des Bab und Bahá’u’lláhs gewesen sei, wäre angesichts der durch jenen Bericht so überzeugend vorgebrachten Tatsachen unhaltbar.
In einem geringeren Maße muss dieses Prinzip notwendigerweise auf das Land zutreffen, das sein Recht beansprucht, als die Wiege der Weltordnung Bahá’u’lláhs angesehen zu werden.
Eine so große Aufgabe und eine so edle Rolle kann als nicht geringer angesehen werden als jener Teil, welcher von jenen unsterblichen Seelen beigetragen wurde, die durch ihre erhabene Entsagung und unvergleichlichen Taten für die Geburt des Glaubens selbst verantwortlich waren.
Lasst deshalb nicht jene, die so überwiegend an der Geburt jener Weltzivilisation, die die unmittelbare Frucht ihres Glaubens ist, teilhaben sollen, auch nur für einen Augenblick sich einbilden, dass aus irgendeiner geheimnisvollen Absicht heraus oder wegen irgendeiner angeborenen Vortrefflichkeit oder einem besonderen Verdienst Bahá’u’lláh beliebt hat, ihrem Land und seinen Bewohnern eine so große und immerwährende Auszeichnung zu verleihen.
Es ist gerade wegen dieser offenkundigen Übel, die, ungeachtet seiner zugegebenermaßen edlen Charakterzüge und Leistungen, ein übertriebener und verhärteter Materialismus unglücklicherweise in ihm hervorgebracht hat, dass der Begründer ihres Glaubens und der Mittelpunkt Seines Bündnisses es erwählt haben, der Bannerträger der in ihren Schriften vorhergesehenen Weltordnung zu werden.
Durch solche Mittel wie dieses kann Bahá’u’lláh einer achtlosen Generation Seine allmächtige Kraft am besten dartun, aus der Mitte eines Volkes, das in ein Meer des Materialismus getaucht ist, das zur Beute einer der bösartigsten und seit langer Zeit bestehenden Formen des Rassenvorurteils wurde und das berüchtigt ist für seine politische Korruption, Gesetzlosigkeit und Lauheit seiner moralischen Maßstäbe, aus einem solchen Volk Männer und Frauen zu erheben, die im Lauf der Zeit in zunehmendem Maße als Beispiel dienen für jene wichtigen Tugenden der Selbstentsagung, der moralischen Redlichkeit, der Keuschheit, der keine Unterschiede machenden Verbundenheit, des heiligen Gehorsams und der geistigen Einsicht, die sie für den hervorragenden Anteil tauglich machen, den sie bei der Schaffung jener Weltordnung und jener Weltzivilisation haben werden, die sowohl ihr Land als auch die gesamte Menschenrasse verzweifelt benötigen.
Sie haben die Pflicht und das Vorrecht, in ihrer Eigenschaft einmal als Begründer eines der mächtigsten Pfeiler, die das Universale Haus der Gerechtigkeit tragen, und zum anderen als meisterhafte Erbauer jener Neuen Weltordnung, deren Kern und Vorläufer jenes Haus sein soll, die so bitter benötigten Zwillingsprinzipien göttlicher Gerechtigkeit und Ordnung einzuschärfen, darzutun und anzuwenden – Prinzipien, denen gegenüber die politische Korruption und moralische Zügellosigkeit, welche die Gesellschaft, der sie angehören, mehr und mehr beflecken, einen traurigen und beredten Gegensatz bilden.
Mögen diese Beobachtungen auch noch so unangenehm und niederdrückend sein, so sollten sie uns doch keinesfalls blind machen gegenüber jenen Tugenden und Eigenschaften hoher Intelligenz, Jugendlichkeit, unbegrenzter Initiative und Unternehmungslust, die die Nation in ihrer Gesamtheit so sichtbar entfaltet und die von der dort bestehenden Gemeinde der Gläubigen immer mehr widergespiegelt werden. Von diesen Tugenden und Eigenschaften und von der Ausmerzung der erwähnten Übel muss zu einem sehr großen Ausmaß die Fähigkeit jener Gemeinde abhängen, eine feste Grundlage für die zukünftige Rolle des Landes bei der Einleitung des Goldenen Zeitalters der Sache Bahá’u’lláhs zu legen.
Welch überwältigende Verantwortung
Wie groß, wie überwältigend ist deshalb die Verantwortung, die der heutigen Generation der amerikanischen Gläubigen auf dieser frühen Stufe ihrer geistigen und administrativen Entwicklung aufgebürdet werden muss, durch jedes in ihrer Macht liegende Mittel jene Fehler, Gewohnheiten und Neigungen auszurotten, die sie von ihrer eigenen Nation geerbt haben, und diese unterscheidenden Eigenschaften und Merkmale geduldig und im Geiste des Gebets zu entwickeln, die so unerlässlich für ihre wirksame Teilnahme an dem großen Erlösungswerk ihres Glaubens sind.
Da sie wegen der beschränkten Größe ihrer Gemeinde und wegen des geringen Einflusses, den sie ausüben kann, noch unfähig sind, in merklichem Umfang auf die große Masse ihrer Landsleute einzuwirken, so mögen sie ihre Aufmerksamkeit gegenwärtig auf sich selbst, auf ihre eigenen Bedürfnisse, ihre persönlichen Unzulänglichkeiten und Schwächen richten, immer in dem Bewusstsein, dass jede Verstärkung ihrer Bemühungen sie besser für die Zeit ausstatten wird, wenn sie aufgerufen werden, ihrerseits solch üble Neigungen aus dem Leben und dem Herzen der Gesamtheit ihrer Mitbürger auszumerzen.
Auch dürfen sie die Tatsache nicht übersehen, dass die Weltordnung, deren Grundlagen zu schaffen sie sich nun als Vorhut einer zukünftigen Bahá’í-Generation ihrer Landsleute anstrengen, niemals errichtet werden kann, bevor nicht die Allgemeinheit des Volkes, dem sie angehören, von den verschiedenen Leiden sozialer oder politischer Art, von denen sie so schwer befallen ist, geheilt wurde.
Wenn ich die drängendsten Nöte dieser Gemeinde im Ganzen überblicke und versuche, die ernsteren Mängel abzuschätzen, durch die sie an der Erfüllung ihrer Aufgabe gehindert wird, wobei ich die Natur der weit größeren Aufgabe, mit der sich auseinanderzusetzen sie in Zukunft gezwungen sein wird, immer vor Augen habe, dann empfinde ich es als meine Pflicht, besonderen Nachdruck darauf zu legen und die ausdrückliche Achtsamkeit der Gesamtheit der amerikanischen Gläubigen, seien sie alt oder jung, weiß oder farbig, in der Lehrarbeit oder der Administration Tätige, Altgediente oder Neulinge dringend auf das zu lenken, was, wie ich fest glaube, die wesentlichen Erfordernisse für den Erfolg der Aufgaben sind, die nun ihre ungeteilte Aufmerksamkeit verlangen.
So groß auch die Wichtigkeit der Gestaltung der äußeren Werkzeuge und der Vervollkommnung der administrativen Tätigkeit ist, die sie für die Durchführung ihrer zweifachen Aufgabe unter dem Siebenjahresplan nutzbar machen können; so lebenswichtig und dringend die von ihnen eingeleiteten Feldzüge, die entworfenen Pläne und Vorhaben und die gesammelten Fonds sind für die wirkungsvolle Durchführung sowohl der Lehrarbeit als auch der Arbeit am Tempel, so sind doch die unwägbaren, geistigen Faktoren, die mit ihrem eigenen individuellen und inneren Leben verbunden und mit denen wiederum ihre menschlichen und sozialen Beziehungen verknüpft sind, nicht weniger dringend und lebenswichtig und verlangen ständige Überprüfung und dauernde Selbstkontrolle und Herzenserforschung ihrerseits, damit ihr Wert nicht vermindert oder ihre lebenswichtige Notwendigkeit verdunkelt oder vergessen wird.
Geistige Voraussetzungen
Unter diesen geistigen Voraussetzungen des Erfolges, welche die Grundlage bilden, auf der die Garantie für alle Lehrpläne, Tempelvorhaben und finanziellen Systeme letzten Endes beruhen muss, ragen die folgenden als vordringlich und lebenswichtig hervor, und die Mitglieder der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde sollten besonders über diese nachdenken. Von dem Umfang, in dem diesen grundlegenden Erfordernissen entsprochen wird, und der Art, in der die amerikanischen Gläubigen sie in ihrem persönlichen Leben, ihrer administrativen Tätigkeit und ihren sozialen Beziehungen erfüllen, muss das Maß der vielfältigen Segensgaben abhängen, die der Allesbesitzende ihnen allen gewähren kann. Diese Erfordernisse sind keine anderen als eine hohe Auffassung moralischer Rechtschaffenheit in ihrer sozialen und administrativen Tätigkeit, unbedingte Keuschheit im Leben jedes einzelnen und völlige Freiheit von Vorurteilen in ihrem Umgang mit Menschen verschiedener Rasse, Klasse, Glaubensrichtung oder Farbe.
Die erste Voraussetzung bezieht sich besonders, wenn auch nicht ausschließlich, auf ihre gewählten Vertreter, ob örtlich, regional oder national, die in ihrer Eigenschaft als Treuhänder und Mitglieder der entstehenden Einrichtungen des Glaubens Bahá’u’lláhs die Hauptverantwortung auf sich nehmen, eine unangreifbare Grundlage für das Universale Haus der Gerechtigkeit zu legen, das, wie seine Bezeichnung besagt, der Repräsentant und Hüter jener Göttlichen Gerechtigkeit sein wird, welche allein die Sicherheit verbürgen und die Herrschaft von Gesetz und Ordnung in einer tief zerrütteten Welt aufrichten kann. Die zweite Voraussetzung betrifft hauptsächlich und unmittelbar die Bahá’í-Jugend, die so entscheidend zur Stärke, Reinheit und Triebkraft im Leben der Bahá’í-Gemeinde beitragen kann und von der einmal die zukünftige Richtung ihres Schicksals und zum anderen die vollständige Entfaltung der ihr von Gott verliehenen Wirkungsmöglichkeiten abhängt. Die dritte Voraussetzung sollte das sofortige, allumfassende und oberste Anliegen aller Mitglieder der Bahá’í-Gemeinde sein, gleich welchen Alters, welcher Stellung, Erfahrung, Klasse oder Farbe sie auch seien, da alle ohne Ausnahme ihrem herausforderndem Anspruch gegenübertreten müssen, und niemand, und sei er in dieser Beziehung auch noch so fortgeschritten, für sich beanspruchen kann, den tief eingeprägten und strengen Verpflichtungen völlig nachgekommen zu sein.
Rechtschaffenes Verhalten, ein dauernde Einflussdauerndes Gefühl für unbeirrbare Gerechtigkeit, unverdunkelt durch den entsittlichenden Einfluss, den ein von der Korruption erfasstes politisches Leben deutlich zeigt; ein keusches, reines und heiliges Leben, unbefleckt und unbeeinflusst von der Unanständigkeit, den Lastern und falschen Maßstäben, welche ein zuinnerst mangelhafter Moralbegriff duldet, verewigt und pflegt; eine Bruderschaft, befreit von der Krebsgeschwulst rassischen Vorurteils, das sich in den Lebenskern einer bereits geschwächten Gesellschaft hineinfrisst, – das sind die Ideale, die die amerikanischen Gläubigen von nun an einzeln und in gemeinsamem Vorgehen in ihrem privaten und öffentlichen Leben zu verwirklichen trachten müssen, Ideale, die die Hauptantriebskräfte sind, welche den Vormarsch ihrer Einrichtungen, Pläne und Unternehmungen höchst wirksam beschleunigen können, welche die Ehre und Unbescholtenheit ihres Glaubens schützen und alle Hindernisse, die ihnen in Zukunft gegenüberstehen mögen, überwinden können.
Diese Redlichkeit des Verhaltens mit der damit verbundenen Gerechtigkeit, Rechtlichkeit, Ehrlichkeit, Wahrhaftigkeit, Aufrichtigkeit, Zuverlässigkeit und Vertrauenswürdigkeit muss jede Phase im Leben der Bahá’í-Gemeinde auszeichnen.
»Die Gefährten Gottes«, so hat Bahá’u’lláh selbst erklärt, »sind an diesem Tag der Sauerteig, der die Völker der Welt voll durchdringen muss.
Sie müssen solche Vertrauenswürdigkeit, Wahrhaftigkeit und Ausdauer, solche Taten und einen solchen Charakter zeigen, dass die ganze Menschheit aus ihrem Beispiel Nutzen ziehen kann.« »Ich schwöre bei Ihm, der der Größte Ozean ist!« bestätigt Er wiederum, »Selbst im Atem solch reiner und geheiligter Seelen liegen weitreichende Kräfte verborgen.
So groß sind diese.
Kräfte, dass sie ihren Einfluss auf alles Erschaffene ausüben.« An anderer Stelle schrieb Er:
»Der ist der wahre Diener Gottes, der an diesem Tage, und sollte er durch Städte aus Silber und Gold hindurchwandeln, sich nicht herbeilassen würde, einen Blick auf sie zu werfen, und dessen Herz rein und unbefleckt bleiben würde von allen Dingen, die diese Welt bieten kann, seien es ihre Güter oder ihre Schätze.
Ich schwöre bei der Sonne der Wahrheit!
Der Atem eines solchen Menschen ist mit Macht ausgestattet und seine Worte mit Anziehungskraft.« »Bei Ihm, der über dem Tagesanbruch der Heiligkeit leuchtet!« so offenbarte Er noch eindringlicher:
»Wenn die ganze Erde in Silber und Gold verwandelt wäre, so würde dennoch kein Mensch, von dem man sagen kann, dass er wirklich in den Himmel des Glaubens und der Gewissheit aufstieg, sich herablassen, diese zu betrachten oder sie gar zu ergreifen und zu behalten … Jene, die im Zelte Gottes wohnen und auf den Sitzen ewiger Herrlichkeit ruhen, werden sich weigern, und sollten sie deshalb Hungers sterben, ihre Hand auszustrecken, um unrechtmäßig nach dem Besitz ihres Nächsten zu greifen, wie nichtswürdig und wertlos dieser auch sei.
Die Absicht der Offenbarung des einen wahren Gottes ist, die ganze Menschheit zu Wahrhaftigkeit und Aufrichtigkeit, zu Frömmigkeit und Vertrauenswürdigkeit, zu Entsagung und Ergebenheit in den Willen Gottes, zu Langmut und Freundlichkeit, zu Rechtschaffenheit und Weisheit zu rufen.
Sein Ziel ist, jeden Menschen mit dem Mantel eines geheiligten Charakters zu bekleiden und ihn mit dem Schmucke heiliger und guter Taten zu zieren.«Q4 »Wir haben alle Geliebten Gottes ermahnt«, betont Er, »sich zu hüten, den Saum Unseres heiligen Gewandes mit dem Schmutz gesetzwidriger Taten zu beschmieren und mit dem Staub tadelnswerten Benehmens zu beflecken.«Q5 »Halte dich an die Rechtschaffenheit, o Volk Bahás!« so ermahnt Er sie.
»Dies ist wahrhaftig das Gebot, welches dieser zu Unrecht Leidende euch gegeben hat, und das erste, was Er aus Seinem unbegrenzten Willen für jeden von euch zu verordnen beliebte.«Q6 »Ein guter Charakter«, erklärt Er, »ist wahrhaftig der beste Schutzmantel Gottes für die Menschen.
Mit ihm schmückt Er die Tempel Seiner Geliebten.
Bei Meinem Leben!
Das Licht eines guten Charakters übertrifft das Licht der Sonne und ihr Leuchten.«Q7 »Eine einzige gerechte Tat«, schrieb Er weiter, »ist mit einer Kraft ausgestattet, die den Staub so emporheben kann, dass er veranlasst wird, sich über den Himmel der Himmel hinaus zu erheben.
Sie kann jede Fessel lösen und hat die Macht, jede Kraft, die sich verbrauchte und dahinschwand, wiederherzustellen … Sei rein, o Volk Gottes, sei rein; sei gerecht, sei gerecht … Sprich:
O Volk Gottes!
Was den Sieg der ewigen Wahrheit verbürgen kann – Seine Heerscharen und Helfer auf Erden –, wurde in den Heiligen Büchern und Schriften niedergelegt und ist so klar und offenkundig wie die Sonne.
Diese Heerscharen sind solche gerechten Taten, ein solches Betragen und ein solcher Charakter, wie sie in Seinen Augen annehmbar sind.
Wer sich an diesem Tag erhebt, um Unserer Sache beizustehen, und die Heerscharen eines rühmenswerten Charakters und eines aufrechten Betragens zu seiner Hilfe herbeiruft, dessen daraus entspringender Einfluss wird sich bestimmt über die ganze Welt verbreiten.«Q8 »Die Besserung der Welt«, ist noch eine andere Feststellung, »kann durch reine und gute Taten, durch lobenswertes und geziemendes Verhalten erreicht werden.« »Seid ehrlich euch und anderen gegenüber«, rät Er ihnen weiter, »damit die Zeugnisse der Gerechtigkeit durch eure Taten unter Unseren treuen Dienern offenbar werden mögen.«Q9 »Gerechtigkeit«, hat Er ebenfalls geschrieben, »ist die grundlegendste unter den menschlichen Tugenden.
Die Bewertung aller Dinge muss zwangsläufig davon abhängen.«Q10 Und wieder:
»Ihr Menschen mit verstehendem Herzen!
Seid gerecht in eurem Urteil!
Wer ungerecht urteilt, entbehrt der Merkmale, die die Stufe eines Menschen auszeichnen.«Q11 »Verschönt eure Zungen, o Menschen«, ermahnt Er sie weiter, »mit Wahrhaftigkeit und schmückt eure Seelen mit der Zierde der Ehrlichkeit.
Hütet euch, o Menschen, dass ihr mit niemandem treulos umgeht.
Seid die Treuhänder Gottes unter Seinen Geschöpfen und die Wahrzeichen Seiner Freigebigkeit unter Seinem Volk!«Q12 »Lasst eure Augen keusch sein«, ist wieder ein anderer Rat, »eure Hände ehrlich, eure Zunge aufrichtig und euer Herz erleuchtet.«Q13 »Sei eine Zier für das Angesicht der Wahrheit«, ist eine weitere Ermahnung, »eine Krone für die Stirn der Treue, eine Säule des Tempels der Ehrlichkeit, ein Atem des Lebens für den Körper der Menschheit, ein Banner der Heerscharen der Gerechtigkeit, eine Leuchte am Horizont der Tugend.«Q14 »Lasse Wahrhaftigkeit und Höflichkeit deine Zier sein«, ist noch eine Ermahnung, »lasse es nicht zu, dass du dich selbst des Kleides, der Langmut und Gerechtigkeit beraubst, damit die süßen Düfte der Heiligkeit aus deinem Herzen über alles Erschaffene strömen.
Sprich:
Sei achtsam, o Volk Bahas, dass du nicht auf den Wegen jener wandelst, deren Worte sich von ihren Taten unterscheiden.
Strebe, damit du befähigt wirst, den Völkern der Erde die Zeichen Gottes zu enthüllen und Seine Gebote widerzuspiegeln.
Lasse deine Taten Führer für die ganze Menschheit sein, denn bei den meisten Menschen, ob hoch oder niedrig, stimmt ihr Bekenntnis nicht mit ihrem Verhalten überein.
Aber durch, eure Taten könnt ihr euch von den anderen unterscheiden.
Durch sie kann der Glanz eures Lichtes über die ganze Erde verbreitet werden.
Glücklich ist der Mensch, der Meinen Rat beachtet und sich an die Gebote hält, die Er, der Allwissende, der Allweise, gegeben hat.«Q15
»O Heer Gottes!« schreibt ‘Abdu’l-Bahá.
»Durch den Schutz und die Hilfe, die dir die Gesegnete Schönheit gewährt – möge mein Leben ein Opfer für Seine Geliebten sein –, sollst du dich so verhalten, dass du vorzüglich und strahlend wie die Sonne unter den Menschenseelen hervorragst.
Wenn einer von euch in eine Stadt kommt, so sollte er durch seine Aufrichtigkeit, seine Lauterkeit und Liebe, seine Ehrlichkeit und Treue, seine Wahrhaftigkeit und Güte gegenüber allen Menschen zu einem Brennpunkt der Anziehungskraft werden, so dass die Bewohner dieser Stadt ausrufen und sagen: ›Dieser Mensch ist ohne Zweifel ein Bahá’í, denn sein Wesen, seine Haltung, sein Betragen, seine Sitten, seine Art und seine Entscheidungen spiegeln die Eigenschaften der Bahá’í wider.‹ Bevor ihr diese Stufe nicht erreicht habt, kann von euch nicht gesagt werden, dass ihr dem Bündnis und Testament Gottes gegenüber treu wart.« »Die wichtigste Pflicht an diesem Tag«, so schrieb Er weiter, »ist, euren Charakter zu läutern, eure Sitten zu verbessern und euer Verhalten zu vervollkommnen.
Die Geliebten des Gnadenvollen müssen einen solchen Charakter und ein solches Benehmen unter Seinen Geschöpfen aufweisen, dass der Duft ihrer Heiligkeit über die ganze Welt ausgegossen werde und die Toten beleben möge, weil die Absicht der Manifestation Gottes und des Aufdämmerns des grenzenlosen Lichtes des Unsichtbaren ist, die Seelen der Menschen zu erziehen und den Charakter jedes lebenden Menschen zu veredeln … «Q16 »Wahrhaftigkeit«, bestätigt Er, »ist die Grundlage aller menschlichen Tugenden.
Ohne Wahrhaftigkeit sind Fortschritt und Erfolg für jede Seele in allen Welten Gottes ausgeschlossen.
Wenn der Mensch diese heilige Eigenschaft erlangt hat, wird er auch alle anderen himmlischen Wesensarten gewinnen.«Q17
Ein so rechtschaffenes Verhalten muss sich mit immer wachsender Macht in jeder Entscheidung ausdrücken, die zu treffen die gewählten Vertreter der Bahá’í-Gemeinde berufen sind, in was für einer Stellung sie auch immer stehen mögen.
Es muss ständig zu Tage treten im beruflichen Tun all ihrer Mitglieder, in ihrem häuslichen Leben, in jeder Stellung und in jedem Dienst, den sie in Zukunft ihrer Regierung oder ihrem Volk erweisen mögen.
Es muss sich bezeugen im Verhalten der Bahá’í-Wähler bei der Ausübung ihrer geheiligten Rechte und Pflichten.
Es muss die Haltung jedes ergebenen Gläubigen kennzeichnen durch die Ablehnung politischer Stellungen, durch Fernhalten von politischen Parteien, durch Nichtteilnahme an politischen Auseinandersetzungen und Nichtmitgliedschaft in politischen Organisationen und kirchlichen Einrichtungen.
Es muss sich erweisen im kompromisslosen Festhalten aller, ob jung oder alt, an den von ‘Abdu’l-Bahá in Seinen Ansprachen niedergelegten, klar ausgedrückten und grundlegenden Prinzipien und an den von Bahá’u’lláh in Seinem Heiligsten Buch verkündeten Gesetzen und Verordnungen.
Es muss zu Tage treten in der Unparteilichkeit jedes Verteidigers des Glaubens gegen dessen Feinde, in der gerechten Anerkennung jedweden Verdienstes, der einem Gegner zukommen mag, und in der Anständigkeit, mit der er Verpflichtungen diesem gegenüber erfüllt.
Es muss die leuchtendste Zierde sein im Leben und Streben, in den Bemühungen und Äußerungen eines jeden Bahá’í-Lehrers, ob er in der Heimat oder in der Ferne tätig ist, ob er in der vordersten Linie der Lehrkräfte steht oder eine weniger maßgebende und verantwortungsvolle Stellung einnimmt.
Es muss das Gütezeichen sein für jene zahlenmäßig kleine, doch äußerst dynamische und höchst verantwortliche Körperschaft der gewählten nationalen Vertreter jeder Bahá’í-Gemeinde, welche in dieser den Stützpfeiler und das einzige Mittel für die Wahl jenes Universalen Hauses bildet, dessen Name und Titel, wie von Bahá’u’lláh verordnet, jene Rechtschaffenheit des Verhaltens versinnbildlicht, die zu bewahren und zur Geltung zu bringen seine oberste Aufgabe ist.
So groß und erhaben ist dieses Prinzip der Göttlichen Gerechtigkeit, ein Prinzip, das als die krönende Auszeichnung aller örtlichen und nationalen Räte in ihrer Eigenschaft als Vorläufer des Universalen Hauses der Gerechtigkeit betrachtet werden muss, dass Bahá’u’lláh selbst Seine persönlichen Neigungen und Wünsche der allbezwingenden Kraft seiner Forderungen und Ansprüche unterordnet.
»Gott ist Mein Zeuge!« so erklärt Er, »stünde es nicht im Widerspruch zum Gesetz Gottes, hätte Ich die Hand dessen, der sich als Mein Mörder ausgibt, geküsst und veranlasst, dass er Meine irdische Habe erbt.
Ich bin jedoch durch das bindende Gesetz, das im Buch niedergelegt ist, daran gehindert und aller weltlichen Besitztümer beraubt.«Q18 »Wisse wahrlich«, so bekräftigt Er bedeutungsvoll, »diese großen Heimsuchungen, die über die Welt gekommen sind, bereiten sie vor auf das Kommen der Größten Gerechtigkeit.« »Sprich«, so erklärt Er weiter, »Er ist mit jener Gerechtigkeit erschienen, mit der die Menschheit geschmückt wurde, und doch schlafen die meisten Menschen.« »Das Licht der Menschen ist Gerechtigkeit«, stellt Er außerdem fest, »löscht es nicht mit den widrigen Winden der Unterdrückung und Gewaltherrschaft.
Das Ziel der Gerechtigkeit ist die Errichtung der Einheit unter den Menschen.«Q19 »Kein Leuchten«, erklärt Er, »kann mit dem der Gerechtigkeit verglichen werden.
Die Ordnung der Welt und die Ruhe der Menschheit hängen von ihr ab.«Q20 »O Volk Gottes!« ruft Er aus, »Gerechtigkeit ist es, die die Welt erzieht, denn sie wird von zwei Pfeilern getragen: von Belohnung und Bestrafung.
Diese zwei Pfeiler sind die Quellen des Lebens für die Welt.«Q21 »Gerechtigkeit und Rechtlichkeit«, stellt Er weiter fest, »sind die Wächter zum Schutz des Menschen.
Sie erschienen, bekleidet mit ihrem mächtigen und geheiligten Namen, um die Rechtschaffenheit der Welt zu erhalten und die Nationen zu schützen.« »Erhebe dich, o Volk«, ist Seine eindringliche Warnung, »und erwarte die Tage der Göttlichen Gerechtigkeit, denn die verheißene Stunde ist nun gekommen.
Hüte dich, dass du nicht versäumst, ihre Bedeutung zu erkennen, und du nicht zu den Irrenden gezählt wirst.«Q22 »Der Tag naht«, schrieb Er gleicherweise, »da die Gläubigen die Sonne der Gerechtigkeit schauen werden, die in ihrem vollen Glanz aus dem Tagesanbruch der Herrlichkeit hervorleuchtet.«Q23 »Die Schmach, die Ich tragen musste«, bemerkt Er bedeutungsvoll, »hat die Herrlichkeit enthüllt, mit der die ganze Schöpfung geschmückt wurde, und durch die Grausamkeiten, die Ich erleiden musste, hat sich die Sonne der Gerechtigkeit offenbart und ihren Glanz über die Menschen ausgestrahlt.«Q24 »Die Welt«, schrieb Er wiederum, »ist in großem Aufruhr und der Verstand der Menschen befindet sich im Zustand äußerster Verwirrung.
Wir flehen zum Allmächtigen, dass Er sie gnädig mit der Herrlichkeit Seiner Gerechtigkeit erleuchten und sie befähigen möge, das zu erkennen, was zu allen Zeiten und unter allen Umständen vorteilhaft für sie ist.«Q25 Und weiter:
»Es kann überhaupt kein Zweifel bestehen, dass das Angesicht der Erde völlig verwandelt würde, wenn die Sonne der Gerechtigkeit, die die Wolken der Gewaltherrschaft verdunkelt haben, ihr Licht auf die Menschen ausgießen könnte.«Q26
»Gott sei gelobt!« ruft ‘Abdu’l-Bahá Seinerseits aus. »Die Sonne der Gerechtigkeit ist über dem Horizont Bahá’u’lláhs emporgestiegen. Denn in Seinen Tablets wurden die Grundlagen für eine solche Gerechtigkeit gelegt, wie sie keine Vernunft von Anbeginn der Schöpfung an ersinnen konnte.« »Der Baldachin des Daseins«, erklärt Er weiter, »ruht auf der Säule der Gerechtigkeit, nicht der Verzeihung, und das Leben der Menschheit hängt von der Gerechtigkeit und nicht vom Verzeihen ab.«
Es ist .deshalb kein Wunder, dass der Begründer der Bahá’í-Offenbarung beliebte, den Namen und Titel jenes Hauses, das der krönende Ruhm Seiner administrativen Einrichtungen sein soll, nicht mit Vergebung, sondern mit Gerechtigkeit zu verbinden, dass Er Gerechtigkeit zur alleinigen Basis und dauernden Grundlage Seines Größten Friedens machte und sie in Seinen Verborgenen Worten als das vor Seinen Augen »meistgeliebte aller Dinge«Q27 verkündete. Ich fühle mich gedrängt, insbesondere an die amerikanischen Gläubigen die heiße Bitte zu richten, in ihrem Herzen den tieferen Sinn dieser moralischen Rechtschaffenheit zu erwägen und mit Herz und Seele, einzeln und gemeinsam, diesen höchsten. Maßstab kompromisslos zu befolgen – einen Maßstab, für den Gerechtigkeit ein so wichtiger und mächtiger Bestandteil ist.
Was ein keusches und heiliges Leben anbelangt, so sollte es als ein nicht weniger wesentlicher Faktor betrachtet werden, der seinen entsprechenden Anteil zur Stärkung und Belebung der Bahá’í-Gemeinde beitragen muss, von der wiederum der Erfolg jedes Bahá’í-Planes oder Unternehmens abhängt. Wenn an diesen Tagen die Kräfte des Unglaubens das moralische Rückgrat schwächen und die Grundlagen der persönlichen Moral untergraben, muss die Verpflichtung zur Keuschheit und Heiligkeit einen zunehmenden Anteil der Aufmerksamkeit der amerikanischen Gläubigen beanspruchen, und zwar sowohl im Charakter jedes einzelnen als auch in ihrer Eigenschaft als verantwortliche Hüter der Interessen des Glaubens Bahá’u’lláhs. In der Erfüllung einer solchen Verpflichtung, der die besonderen Umstände, die sich aus dem nun in ihrem Land vorherrschenden übertriebenen und entnervenden Materialismus ergeben, eine ungewöhnliche Bedeutung verleihen, müssen sie eine sichtbare und hervorragende Rolle spielen. Sie alle, seien sie Männer oder Frauen, müssen zu dieser drohenden Stunde, da das Licht der Religion verblasst und die Beschränkungen, die sie auferlegt, eine nach der anderen abgeschafft werden, innehalten, um sich selbst zu prüfen, ihr Verhalten genau zu beobachten und sich mit kennzeichnender Entschlossenheit erheben, um das Leben ihrer Gemeinde von jeder Spur moralischer Lauheit zu säubern, die den Namen eines so heiligen und kostbaren Glaubens beflecken und seine Unbescholtenheit schmälern könnte.
Ein keusches und heiliges Leben muss zum beherrschenden Grundsatz im Benehmen und Verhalten aller Bahá’í gemacht werden, sowohl in ihren sozialen Beziehungen zu den Mitgliedern ihrer eigenen Gemeinde als auch in ihrer Verbindung mit der ganzen Welt. Es muss die unaufhörlichen Bemühungen und verdienstvollen Anstrengungen jener schmücken und stärken, deren beneidenswertes Amt es ist, die Botschaft des Glaubens Bahá’u’lláhs zu verbreiten und seine Angelegenheiten zu verwalten. Es muss in all seiner Unbescholtenheit und mit all seinen Folgen in jedem Abschnitt des Lebens derjenigen hochgehalten werden, die in den Reihen dieses Glaubens stehen, sei es in ihrem Heim, auf Reisen, in ihrem Verein, ihrem gesellschaftlichen Leben, ihrer Unterhaltung, ihrer Schule und ihrer Universität. Es muss ihm besondere Aufmerksamkeit bei der Durchführung von geselligen Veranstaltungen in jeder Bahá’í-Sommerschule geschenkt werden und bei jeder anderen Gelegenheit, bei der-das Bahá’í-Gemeindeleben organisiert und gepflegt wird. Es muss eng und dauernd übereinstimmen mit der Aufgabe der Bahá’í-Jugend, sowohl als ein Bestandteil im Leben der Bahá’í-Gemeinde wie auch als Faktor beim zukünftigen Fortschritt und der Ausrichtung der Jugend ihres eigenen Landes.
Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster. Es kann keinen Kompromiss dulden mit den Lehren, Maßstäben, Gewohnheiten und Übertreibungen eines verfallenden Zeitalters. Nein, es sucht vielmehr durch die anfeuernde Kraft seines Beispiels den schädlichen Charakter solcher Lehren, die Falschheit solcher Maßstäbe, die Hohlheit solcher Ansprüche, die Entartung solcher Gewohnheiten und die Schändlichkeit solcher Übertreibungen zu beweisen.
»Bei der Gerechtigkeit Gottes!« schreibt Bahá’u’lláh.
»Die Welt, ihre Eitelkeiten, ihr Ruhm und alles Entzücken, das sie bieten kann, sind alle in den Augen Gottes so wertlos wie, nein, noch verächtlicher als Staub und Asche.
Würden doch die Herzen der Menschen dies begreifen.
O Volk Bahás!
Reinige dich sorgfältig vom Schmutz dieser Welt und von allem, was zu ihr gehört.
Gott selbst legt Zeugnis für Mich ab!
Die Dinge der Erde geziemen dir schlecht.
Wirf sie jenen zu, die Verlangen danach tragen und hefte deine Augen auf diese heiligste und strahlendste Erscheinung.«Q28 »O ihr, Meine Geliebten!« so ermahnt Er Seine Anhänger.
»Duldet nicht, dass der Saum Meines, heiligen Gewandes von den Dingen dieser Welt beschmutzt und besudelt werde, und folgt nicht den Eingebungen eurer üblen und verderbten Wünsche.«Q29 Und wieder:
»O ihr, die Geliebten des einen wahren Gottes!
Überwindet die engen Mauern eurer üblen und verderbten Wünsche, schreitet in die weite Unendlichkeit des Reiches Gottes und weilt in den Gefilden der Heiligkeit und der Loslösung, damit der Duft eurer Taten die ganze Menschheit zum Meere von Gottes nie verblassender Herrlichkeit leiten möge.«Q30 »Löst euch«, so befiehlt Er ihnen, »von allen Bindungen an diese Welt und ihre Eitelkeiten.
Hütet euch, ihnen zu nahen, denn sie verleiten euch, euren Gelüsten und gierigen Wünschen zu folgen und hindern euch am Betreten des rechten und herrlichen Weges.«Q31 »Meidet jegliche Schlechtigkeit«, ist Sein Gebot, »denn solches wurde euch in dem Buch verboten, das nur diejenigen berühren dürfen, die Gott von jedem Hauch der Schuld gereinigt und zu den Geläuterten gezählt hat.«Q32 »Ein Menschengeschlecht«, ist Sein schriftliches Versprechen, »unvergleichlich in seiner Wesensart, soll erweckt werden, das mit den Füßen der Loslösung unter alle, die im Himmel und auf Erden sind, treten und den Mantel der Heiligkeit über alles werfen wird, was aus Wasser und Erde geschaffen wurde.« »Die Zivilisation«, ist Seine ernste Warnung, »die so oft von den gelehrten Vertretern der Kunst und Wissenschaft gepriesen wurde, wird großes Unglück über die Menschen bringen, wenn ihr gestattet wird, die Grenzen der Mäßigung zu überschreiten … Wenn sie sich in das Extrem steigert, wird sich die Zivilisation als ein ebenso großer Quell des Übels erweisen, wie sie sich zuvor, in den Grenzen der Mäßigung gehalten, als ein solcher des Guten erwies.«Q33 »Er hat aus der ganzen Welt die Herzen Seiner Diener erwählt«, erklärt Er, »und jedes zum Sitz der Offenbarung Seiner Herrlichkeit gemacht.
Heiligt sie daher von jeder Befleckung, damit das, wofür sie erschaffen wurden, in sie eingeprägt werde.
Wahrlich, das ist ein Beweis der großen Gunst Gottes.«Q34 »Sprich«, verkündet Er, »wer seinen weltlichen Wünschen folgt oder sein Herz an die Dinge der Erde hängt, zählt nicht zum Volke Bahás.
Wenn Mein wahrer Anhänger zu einem Tal aus reinem Gold käme, würde er leicht wie eine Wolke hindurchgehen, ohne sich umzudrehen oder stehen zu bleiben.
Ein solcher Mensch gehört wahrlich zu Mir.
Von seinem Gewand kann die himmlische Versammlung den Duft der Heiligkeit atmen … Wenn er der schönsten, anmutigsten Frau begegnete, so würde sein Herz auch nicht den leisesten Anflug eines Verlangens nach ihrer Schönheit verspüren.
Ein solcher Mensch ist in der Tat ein Geschöpf makelloser Keuschheit.
Dies lehrt dich die Feder des Altehrwürdigen der Tage, wie sie es durch deinen Herrn, den Allmächtigen, den Allgütigen, geheißen wurde.«Q35 »Sie, die ihren Gelüsten und verderbten Neigungen folgen«, so lautet eine weitere Warnung, »haben sich versündigt und ihre Kräfte vergeudet.
Sie gehören gewisslich zu den Verlorenen.«Q36 »Es geziemt dem Volke Bahás«, so schrieb Er ebenfalls, »sich von der Welt und allem, was in ihr ist, zu lösen, und so von allem Irdischen frei zu sein, dass die Bewohner des Paradieses von seinem Gewand den duftenden Hauch der Heiligkeit einatmen … Die, welche den reinen Namen der Sache Gottes befleckt haben, indem sie fleischlichen Dingen folgten, befinden sich in offensichtlichem Irrtum!«Q37 »Reinheit und Keuschheit«, mahnt Er besonders, »waren und sind noch immer die größte Zierde für die Dienerinnen Gottes.
Gott ist Mein Zeuge!
Das strahlende Licht der Keuschheit ergießt seine Helligkeit über die Welten des Geistes und sein Duft weht sogar bis ins Höchste Paradies.« »Gott«, bestätigt Er wieder, »machte wahrlich die Keuschheit zur Krone für das Haupt Seiner Dienerinnen.
Groß ist die Seligkeit jener Dienerin, die diese hohe Stufe erreicht hat.« »Wir haben wahrlich in Unserem Buch«, ist Seine Versicherung, »große und reichliche Belohnung verordnet für jeden, der sich von der Schlechtigkeit abwendet und ein keusches und gottesfürchtiges Leben führt.
Er ist in Wahrheit der große Geber, der Allgütige.«Q38 »Wir haben die Last allen Elends ertragen«, bezeugt Er, »um euch von irdischer Verderbtheit zu heiligen, dennoch seid ihr gleichgültig … Wir erblicken wahrlich eure Taten.
Wenn Wir von ihnen den süßen Duft der Reinheit und Heiligkeit wahrnehmen, werden Wir euch segnen, dessen seid gewiss.
Dann werden die Zungen der Bewohner des Paradieses euer Lob singen und eure Namen verherrlichen unter denen, die sich Gott genähert haben.«Q39
»Das Trinken von Wein«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá, »ist nach dem Text des Heiligsten Buches verboten; denn es ist die Ursache von chronischen Krankheiten, schwächt die Nerven und zerstört den Verstand.«»O Dienerinnen Gottes!«, hat Bahá’u’lláh selbst bekräftigt, »Trinkt den geheimnisvollen Wein aus dem Kelch Meiner Worte. Dann werft von euch, was euer Verstand verabscheut, denn es wurde euch in Seinen Tablets und Seinen Schriften verboten. Hütet euch, damit ihr nicht den Fluss, der das Leben selbst ist, für das vertauscht, was die Seelen derer verabscheuen, die reinen Herzens sind. Werdet trunken vom Wein der Liebe Gottes und nicht von dem, was euren Verstand zerstört, o ihr, die ihr Ihn anbetet! Wahrlich, dies wurde jedem Gläubigen verboten, Mann und Frau gleichermaßen. So erhob sich die Sonne meiner Gebote über dem Horizont Meiner Äußerung, damit die Dienerinnen, die an Mich glauben, erleuchtet werden mögen.«
Es muss jedoch beachtet werden, dass die Einhaltung eines so hohen Maßstabes moralischen Verhaltens nicht mit irgendeiner Form der Askese oder des übertriebenen und blindgläubigen Puritanismus in Verbindung gebracht oder verwechselt werden darf. Der von Bahá’u’lláh geprägte Maßstab sucht keinesfalls irgendjemand das einwandfreie Recht oder Vorrecht zu verweigern, den vollen Vorteil und Nutzen aus den vielfältigen Freuden, Schönheiten und Annehmlichkeiten zu ziehen, mit denen die Welt durch einen alliebenden Schöpfer so reich ausgestattet wurde. »Sollte ein Mensch«, versichert uns Bahá’u’lláh selbst, »den Wunsch haben, sich mit dem Schmuck dieser Erde zu zieren, ihr Gewand zu tragen und an den Wohltaten teilzuhaben, die sie zu verleihen vermag, so kann ihm das nicht schaden, wenn er keinem von diesen erlaubt, zwischen ihn und Gott zu treten, denn Gott hat alle in den Himmeln und auf Erden erschaffenen guten Dinge für solche Seiner Diener bestimmt, die wirklich an Ihn glauben. O Menschen, kostet von den guten Dingen, die Gott euch erlaubt hat, und beraubt euch nicht selbst Seiner wunderbaren Gaben. Dankt Ihm und preist Ihn und gehört zu den wirklich Dankbaren.«Q40
Das brennendste Problem
Was das rassische Vorurteil anbelangt, dessen ätzende Schärfe sich beinahe ein Jahrhundert lang in jede Faser der amerikanischen Gesellschaft eingefressen und ihren sozialen Aufbau angegriffen hat, so sollte es als das brennendste und herausforderndste Problem betrachtet werden, dem die Bahá’í-Gemeinde auf ihrer jetzigen Entwicklungsstufe gegenübersteht.
Die unentwegten Anstrengungen, die diese höchst bedeutende Frage verlangt, die Opfer, die sie auferlegt, die Sorgfalt und Wachsamkeit, die sie erfordert, der moralische Mut und die Seelenstärke, die sie voraussetzt, der Takt und das Mitgefühl, das sie bedingt, geben diesem Problem, von dessen befriedigender Lösung die amerikanischen Gläubigen noch weit entfernt sind, eine Dringlichkeit und Wichtigkeit, die nicht überschätzt werden können.
Weiß und Schwarz, Hoch und Niedrig, Jung und Alt, ob frisch zum Glauben gekommen oder nicht, alle, die seinen Namen tragen, müssen sich beteiligen und ihre Unterstützung, jeder gemäß seiner oder ihrer Fähigkeit, Erfahrung und den gegebenen Umständen,, der allgemeinen Aufgabe zuteilwerden lassen, die Anweisungen ‘Abdu’l-Bahás zu erfüllen, Seine Hoffnungen zu verwirklichen und Seinem Beispiel zu folgen.
Keine Rasse, sei sie farbig oder nicht, kann mit Recht oder gutem Gewissen behaupten, solcher Pflicht enthoben zu sein, jene Hoffnungen erfüllt zu haben oder jenem Beispiel getreu gefolgt zu sein.
Eine lange und dornige, mit Fallgruben versehene Straße liegt noch unbegangen vor den weißen wie vor den schwarzen Trägern des erlösenden Glaubens von Bahá’u’lláh.
Von der Strecke, die sie zurücklegen, und von der Art, in der sie diese Straße begehen, muss in einem für nur wenige vorstellbaren Ausmaße das Wirken jener unfassbaren Einflüsse abhängen, die für den geistigen Triumph der amerikanischen Gläubigen und den materiellen Erfolg ihres soeben in Angriff genommenen Vorhabens unerlässlich sind.
Lasst sie sich, furchtlos und entschlossen, das Beispiel und Verhalten ‘Abdu’l-Bahás ins Gedächtnis zurückrufen, als Er in ihrer Mitte weilte. Lasst sie sich an Seinen Mut erinnern, Seine lautere Liebe, Seine zwanglose und keine Unterschiede machende Kameradschaftlichkeit, Seine Verachtung und Sein Unwille gegenüber jeder scharfen Kritik, die durch Seinen Takt und Seine Weisheit gemildert wurden. Lasst sie die Erinnerung an jene unvergessenen und historischen Episoden und Begebenheiten wieder erwecken und lebendig erhalten, bei denen er Seinen feinen Gerechtigkeitssinn so eindringlich bewies, an Sein aus dem Herzen kommendes Mitgefühl für die Unterdrückten, Sein stets gegenwärtiges Empfinden für die Einheit der Menschheit, Seine überströmende Liebe für ihre Glieder und Sein Missfallen gegenüber jenen, die wagten, Seine Bitten zu verhöhnen, Seine Methoden zu verspotten, Seine Grundsätze in Frage zu stellen oder Seinen Taten entgegenzuwirken.
Irgendeine Rasse herabzusetzen mit der Begründung, sie sei sozial rückständig, politisch unreif und zahlenmäßig in der Minderheit, ist eine offenkundige Verletzung des Geistes, der den Glauben Bahá’u’lláhs beseelt.
Das Bewusstsein irgendeiner Teilung oder Spaltung in seinen Reihen entspricht nicht seinem eigentlichen Zweck, seinen Grundsätzen und Idealen.
Sobald die Mitglieder dieses Glaubens den Anspruch seines Begründers klar erfasst und seine administrative Ordnung mit den in seinen Lehren verankerten Grundzügen und Gesetzen sich vorbehaltlos zu eigen gemacht haben, muss jede Unterscheidung von Klasse, Glaubensbekenntnis oder Farbe sofort aufgehoben werden, und es darf ihr unter keinem Vorwand irgendwelcher Art gestattet werden, sich wieder einzunisten, wie groß auch der Druck der Ereignisse oder der öffentlichen Meinung sein mag.
Wenn irgendeine Unterscheidung überhaupt geduldet wird, so sollte es eine Unterscheidung nicht gegen, sondern vielmehr zu Gunsten der Minderheit sein, sei sie nun rassischer oder anderer Natur.
Ungleich den Nationen und Völkern der Erde, seien sie vom Osten oder Westen, demokratisch oder autoritär, kommunistisch oder kapitalistisch, mögen sie der Alten oder der Neuen Welt angehören, mögen sie die rassischen, religiösen oder politischen Minderheiten in ihrem Rechtsbereich missachten, unterdrücken oder ausrotten, stets sollte es jede fest begründete, unter dem Banner Bahá’u’lláhs eingetragene Gemeinde als ihre erste und unausweichliche Pflicht ansehen, jede Minderheit, zu welchem Glauben, zu welcher Rasse, Klasse oder Nation sie auch gehören mag, zu unterstützen, zu ermutigen und zu schützen.
So groß und lebenswichtig ist dieser Grundsatz, dass zum Beispiel immer dann, wenn die gleiche Anzahl von Stimmen in einer Wahl abgegeben wurde oder wenn die Befähigung für irgendein Amt sich bei den Vertretern verschiedener Rassen, Religionen oder Nationalitäten innerhalb der Gemeinde das Gleichgewicht hält, den Vertretern der Minderheit ohne Zögern das Vorrecht eingeräumt werden sollte, und dies aus keinem anderen Grund, als sie anzuregen und zu ermutigen und ihr eine Gelegenheit zu bieten, die Interessen der Gemeinde zu fördern.
Im Lichte dieses Grundsatzes und eingedenk der Wichtigkeit, dass auch Minderheiten an der Verantwortung teilnehmen und in der Bahá’í-Arbeit mitwirken, sollte es die Pflicht jeder Bahá’í-Gemeinde sein, ihre Angelegenheiten so zu regeln, dass in Fällen, in denen Angehörige der verschiedenen Minderheiten bereits ihre Befähigung nachgewiesen haben und die erforderlichen Bedingungen erfüllen, eine möglichst große Zahl dieser rassisch oder sonst verschiedenartigen Elemente in den Bahá’í-Einrichtungen, z.
B. in Räten, bei Tagungen, auf Konferenzen oder in Ausschüssen vertreten ist.
Eine solche Handlungsweise sich zu eigen zu machen und treulich daran festzuhalten, wäre nicht nur eine Quelle der Begeisterung und Ermutigung für jene Elemente, die zahlenmäßig klein und unzureichend vertreten sind, sondern es würde auch der Welt ganz allgemein die Universalität und den alles umfassenden Charakter des Glaubens Bahá’u’lláhs beweisen und zugleich dartun, dass Seine Anhänger frei sind vom Makel jener Vorurteile, die schon so viel Schaden in den inneren Angelegenheiten sowie den auswärtigen Beziehungen der Nationen angerichtet haben.
Freisein von rassischem Vorurteil in all seinen Formen sollte zu einer Zeit wie dieser, da ein immer größer werdender Teil der Menschheit seiner zerstörenden Grausamkeit zum Opfer fällt, von der ganzen Körperschaft der amerikanischen Gläubigen als Losungswort gewählt werden, ganz gleich in welchem Staat sie wohnen, in welchen Kreisen sie verkehren, wie alt sie sind, was ihre Tradition, ihr Geschmack oder ihre Gewohnheit auch sein mögen.
Diese Haltung sollte in jeder Phase ihrer Tätigkeit oder ihres Lebens ständig bewiesen werden, ob in der Bahá’í-Gemeinde oder außerhalb, in der Öffentlichkeit oder im Privatbereich, offiziell oder inoffiziell, einzeln sowie in ihrer amtlichen Eigenschaft als organisierte Gruppen, Ausschüsse und Räte.
Sie sollte wohlüberlegt gepflegt werden bei den verschiedenen, täglich sich bietenden Gelegenheiten, wie unbedeutend sie auch sein mögen, sei es zu Hause, an ihrem Arbeitsplatz, in ihren.
Schulen und Universitäten, bei ihren gesellschaftlichen Zusammenkünften und an Erholungsplätzen, bei ihren Bahá’í-Veranstaltungen, Konferenzen, Tagungen, Sommerschulen und Ratssitzungen.
Es muss vor allem der Grundton in der Verfahrensweise jener höchsten Körperschaft sein, die in ihrer Eigenschaft als nationale Vertretung sowie als Führungs- und Schlichtungsstelle für Gemeindeangelegenheiten beispielgebend sein muss und die Anwendung eines so lebenswichtigen Grundsatzes auf das Leben und die Tätigkeit derer zu übertragen hat, deren Interessen sie schützt und vertritt.
»O ihr Einsichtigen!« hat Bahá’u’lláh geschrieben: »Wahrlich, die Worte, die vom Himmel des Willens Gottes herabkamen, sind die Quelle der Einheit und Eintracht für die Welt. Schließt eure Augen gegenüber Rassenunterschieden und heißt alle mit dem Lichte der Einheit willkommen.« »Wir wünschen nur das Gute der Welt und das Glück der Völker«, verkündet Er, »damit alle Völker eins werden im Glauben und alle Menschen wie Brüder; damit das Band der Zuneigung und Einheit unter den Menschen gestärkt werde; damit die Spaltung der Religion aufhöre und Rassenunterschiede ausgelöscht werden.«Q41 »Bahá’u’lláh hat gesagt«, so schreibt ‘Abdu’l-Bahá, »die verschiedenen Menschenrassen dem Ganzen vollendete Harmonie und Farbschönheit verleihen. Lasst daher sich alle zusammentun in diesem großen Garten der Menschheit, so wie auch die Blumen untereinander gemischt Seite an Seite stehen und ohne Misston oder Uneinigkeit zwischen sich wachsen.«Q42 »Bahá’u’lláh«, hat ‘Abdu’l-Bahá weiterhin gesagt, »verglich einmal die farbigen Menschen mit der schwarzen Pupille des Auges, die vom Weiß umgeben ist. In dieser schwarzen Pupille sieht man die Widerspiegelung dessen, was vor ihr ist, und durch sie strahlt das Licht des Geistes hervor.«
»Gott macht keinen Unterschied zwischen Weißen und Schwarzen«, so erklärt ‘Abdu’l-Bahá selbst.
»Wenn das Herz rein ist, werden beide von Ihm angenommen.
Gott schätzt die Menschen nicht nach ihrer Farbe oder Rasse ein.
Alle Farben sind Ihm willkommen, seien sie weiß, schwarz oder gelb.
Da alle zum Bilde Gottes geschaffen wurden, müssen wir uns zu der Erkenntnis durchringen, dass alle göttliche Möglichkeiten in sich tragen.«Q43 »Vor Gott«, stellt Er fest, »sind alle Menschen gleich.
Im Reich Seiner Gerechtigkeit und Unparteilichkeit gibt es keinen Unterschied oder Vorzug für irgendeine Seele.«Q44 »Diese Teilungen hat nicht Gott gemacht«, bestätigt Er, »sie haben vielmehr ihren Ursprung im Menschen selbst.
Da sie gegen den Plan und die Absicht Gottes sind, sind sie falsch und nur in der Einbildung vorhanden.«Q45 »Vor Gott«, versichert Er wiederum, »gibt es keinen Unterschied der Farbe; alle sind eins in der Farbe und Schönheit des Dienstes für Ihn.
Die Farbe ist nicht wichtig; das Herz zählt vor allem.
Es hat nichts zu sagen, wie das Äußere aussieht, wenn das Herz rein und weiß ist.
Gott sieht nicht die Unterschiede der Farbe und Hauttönung.
Er schaut auf die Herzen.
Der, dessen Moral und Tugenden lobenswert sind, wird in der Gegenwart Gottes bevorzugt; wer dem Königreich ergeben ist, ist der meist Geliebte.
Im Reich der Entstehung und Schöpfung ist die Frage der Farbe von sehr geringer Bedeutung.«Q46 »Im ganzen Tierreich«, erklärt Er, »finden wir unter den Kreaturen keine Trennung der Farbe wegen.
Sie erkennen die Einheit der Arten und Gattungen.
Wenn wir in einem Reich von niederer Intelligenz und Vernunft solche Farbunterscheidungen nicht finden, wie kann sie unter menschlichen Wesen gerechtfertigt sein, besonders da wir wissen, dass sie alle von derselben Quelle stammen und dem gleichen Haushalt angehören?
Im Ursprung und in der Absicht, der Schöpfung gibt es nur eine Menschheit.
Unterschiede der Rasse und Farbe sind später entstanden.«Q47 »Der Mensch ist mit einer höheren Verstandeskraft und der Fähigkeit der Wahrnehmung ausgestattet«, erklärt Er weiter, »er ist die Offenbarung göttlicher Gaben.
Sollen rassische Ideen vorherrschen und die Schöpferabsicht der Einheit in Seinem Königreich verdunkeln?«Q48 »Eine der wesentlichen Fragen«, bemerkt Er bedeutungsvoll, »welche Einheit und Zusammengehörigkeit der Menschheit ausmachen, ist die Verbundenheit und Gleichberechtigung der weißen und farbigen Rassen.
Zwischen diesen beiden Rassen bestehen bestimmte Merkmale der Übereinstimmung und der Unterscheidung, die die gerechte und gegenseitige Rücksichtnahme verbürgen.
Der Berührungspunkte sind viele … In diesem Land, den Vereinigten Staaten von Amerika, ist der Patriotismus beiden Rassen gemeinsam; alle haben die gleichen staatsbürgerlichen Rechte, sprechen eine Sprache, empfangen die Segnungen derselben Zivilisation und folgen den Geboten derselben Religion.
In der Tat bestehen zahlreiche Merkmale der Partnerschaft und Zusammengehörigkeit zwischen den beiden Rassen; demgegenüber ist die Unterscheidung der Farbe nur ein Punkt.
Soll es diesem, dem geringsten aller Unterscheidungsmerkmale, gestattet werden, euch als Rassen und Einzelmenschen zu trennen?«Q49 »Diese Vielfalt in Formen und Farben«, betont Er, »welche sich in allen Reichen offenbart, entspringt schöpferischer Weisheit und hat einen göttlichen Zweck.«Q50 »Die Verschiedenheit in der menschlichen Familie«, fordert Er, »sollte die Ursache für Liebe und Eintracht sein, wie in der Musik, wo viele verschiedene Noten zusammenklingen, um einen vollendeten Akkord hervorzubringen.«Q51 »Wenn ihr Menschen begegnet«, ist Seine Ermahnung, »die von anderer Rasse und Farbe sind als ihr, so tut dies nicht mit Misstrauen und zieht euch nicht in das Schneckenhaus des Hergebrachten zurück, sondern zeigt euch froh und erweist ihnen Freundlichkeit.«Q52 »In der Welt des Daseins«, bezeugt Er, »ist das Zusammentreffen gesegnet, wenn sich die weißen und farbigen Rassen in unendlicher geistiger Liebe und himmlischer Eintracht begegnen.
Wenn solche Zusammenkünfte stattfinden und die Teilnehmer sich in vollkommener Liebe, Einheit und Freundlichkeit zueinander gesellen, preisen sie die Engel des Königreiches, und die Schönheit Bahá’u’lláhs spricht zu ihnen: ›Gesegnet seid ihr!
Gesegnet seid ihr!‹« »Wenn eine solche Zusammenkunft dieser zwei Rassen zustande kommt«, versichert Er gleichermaßen, »dann wird jene Versammlung zum Magnet für die himmlischen Heerscharen werden, und die Bestätigung der Gesegneten Schönheit wird sie umgeben.« »Strebt ernstlich danach«, ermahnt Er weiter beide Rassen, »und setzt eure größten Bemühungen für das Erreichen dieser Verbundenheit ein und für die Erhärtung dieses Bandes der Brüderlichkeit unter Euch.
Die Erfüllung einer solchen Aufgabe ist ohne den guten Willen und die Anstrengung beider Seiten unmöglich; von der einen Seite muss es der Ausdruck der Dankbarkeit und Wertschätzung sein, von der anderen Seite müssen es Freundlichkeit und die Anerkennung der Gleichberechtigung sein.
Jede sollte sich bemühen, der anderen zum wechselseitigen Fortschritt zu verhelfen und sie dabei zu unterstützen … Liebe und Einheit werden unter euch gepflegt werden und so die.
Einheit der Menschheit hervorbringen.
Denn die Erreichung der Einheit zwischen den Farbigen und Weißen wird eine Garantie für den Weltfrieden sein.«Q53 »Ich hoffe«, so redet Er die Mitglieder der weißen Rasse an, »ihr werdet bewirken, dass jene unterdrückte Rasse strahlend wird und sich mit der weißen Rasse zusammentut, um der Welt des Menschen mit äußerster Aufrichtigkeit, Treue, Liebe und Reinheit zu dienen.
Dieser Widerstand, diese Feindschaft und dieses Vorurteil zwischen der weißen und farbigen Rasse können durch nichts ausgelöscht werden als durch den Glauben, die Gewissheit und die Lehren der Gesegneten Schönheit.« »Diese Frage der Vereinigung der Weißen und Schwarzen ist sehr wichtig«, so warnt Er, »denn wenn sie nicht klar erkannt wird, werden sich binnen kurzem große Schwierigkeiten erheben, die schmerzliche Folgen nach sich ziehen.« »Wenn auf diesem Gebiet eine Änderung nicht eintritt«, lautet eine weitere Warnung, »wird die Feindschaft täglich anwachsen, und das Ergebnis wird schließlich große Not sein und leicht in Blutvergießen enden.«
Von beiden Rassen ist eine ungeheure Anstrengung erforderlich, wenn ihre Anschauung, ihr Benehmen und ihr Verhalten in diesem dunklen Zeitalter den Geist und die Lehren des Glaubens Bahá’u’lláhs widerspiegeln sollen. Indem sie ein für alle Mal die irreführende Lehre rassischer Überlegenheit mit all den sie begleitenden Übeln, der Verwirrung und dem Elend aufgeben, die Vermischung der Rassen begrüßen und bejahen und die Schranken, die sie jetzt trennen, niederreißen, sollte jede von ihnen sich Tag und Nacht bemühen, ihre besondere Verantwortung in der gemeinsamen Aufgabe zu erfüllen, die sich ihnen so eindringlich darbietet. Bei ihren Versuchen, ihren Teil zur Lösung dieses verworrenen Problems beizutragen, sollten sie der Warnungen ‘Abdu’l-Bahás eingedenk sein und sich, solange noch Zeit ist, die schrecklichen Folgen vergegenwärtigen, die nicht ausbleiben können, falls dieser herausfordernden, unglücklichen Situation, der das ganze amerikanische Volk gegenübersteht, nicht endgültig abgeholfen wird.
Lasst die Weißen äußerste Anstrengungen machen, um ihren Teil zur Lösung dieses Problems beizutragen, das ihnen allgemein eigene und zeitweise unterbewusste Gefühl der Überlegenheit ein für alle Mal zu überwinden, ihre Neigung, Mitgliedern der anderen Rassen gegenüber eine gönnerhafte Haltung an den Tag zu legen, zu berichtigen, sie durch ihren vertrauten, natürlichen und zwanglosen Umgang mit ihnen von der Echtheit ihrer Freundschaft und der Aufrichtigkeit ihrer Absichten zu überzeugen^ und ihre Ungeduld zu meistern gegenüber einem möglichen Mangel an Verständnis von Seiten der Menschen, die so lange Zeit hindurch schmerzliche und nur langsam heilende Wunden empfangen haben.
Lasst die Schwarzen durch eine entsprechende Anstrengung ihrerseits die Wärme ihrer Erwiderung auf jede in ihren Kräften liegende Weise bezeigen, ihre Bereitschaft, die Vergangenheit zu vergessen, und ihre Fähigkeit, jede Spur eines Argwohns zu löschen, der noch in Herzen oder Sinn geblieben sein mag.
Lasst keinen von beiden denken, dass die Lösung eines so umfassenden Problems ausschließlich Sache des anderen sei.
Lasst keinen glauben, dass ein solches Problem leicht oder sofort gelöst werden, könnte.
Lasst keinen denken, dass sie getrost auf die Lösung dieses Problems warten könnten, bis der erste Anstoß gegeben und günstige Voraussetzungen dafür durch Vorgänge geschaffen werden, die außerhalb des Bereichs ihres Glaubens stehen.
Lasst keinen annehmen, dass etwas anderes als echte Liebe, größte Geduld, wahre Demut, äußerster Takt, unbedingte Entschlusskraft, reife Weisheit sowie umsichtige, beständige und gebetserfüllte Bemühungen mit Erfolg den Makel beseitigen können, den dieses offenkundige Übel auf dem guten Namen ihres gemeinsamen Vaterlandes hinterlassen hat.
Lasst sie vielmehr glauben und fest davon überzeugt sein, dass es mehr von ihrem gegenseitigen Verständnis, von ihrer Freundschaft und beständigen Zusammenarbeit als von irgendeiner anderen, außerhalb des Rahmens ihres Glaubens wirkenden Kraft oder Organisation abhängt, von diesem gefährlichen Kurs abzuweichen, den schon ‘Abdu’l-Bahá so sehr fürchtete, und dass nur so die Hoffnungen zu verwirklichen sind, die Er für ihren gemeinsamen Beitrag zur Erfüllung der herrlichen Bestimmung dieses Landes hegte.
Ihr zweifacher Kreuzzug
Innig geliebte Freunde! Rechtschaffenes Verhalten, das in allen seinen Äußerungen einen offenkundigen Gegensatz bildet zu der Falschheit und Verderbtheit, die das politische Leben der Nation sowie der Parteien und Interessengemeinschaften, aus denen sie besteht, kennzeichnen; Heiligkeit und Tugendhaftigkeit, die der moralischen Lauheit und Zügellosigkeit genau entgegengesetzt sind, welche den Charakter eines nicht unbeträchtlichen Teiles ihrer Bürger beflecken; Verbundenheit zwischen den Rassen, die von dem Fluch rassischen Vorurteils völlig gereinigt ist, das die überwiegende Mehrheit ihrer Einwohner brandmarkt – das sind die Waffen, welche die amerikanischen Gläubigen in ihrem zweifachen Kreuzzug handhaben können und müssen, um zuerst das innere Leben ihrer eigenen Gemeinde zu erneuern und dann die lang währenden Übel anzugehen, die das Leben ihres Volkes durchsetzt haben. Diese Waffen zu vervollkommnen und jede einzelne von ihnen klug und wirksam anzuwenden, wird sie – mehr als die Förderung irgendeines besonderen Planes, die Ausarbeitung spezieller Vorhaben oder die Anhäufung irgendwelcher materieller Mittel – auf die Zeit vorbereiten, in der die Hand der Vorsehung sie anweisen wird, mitzuhelfen bei der Schaffung und Einführung jener Weltordnung, die sich nun innerhalb der weltweiten administrativen Einrichtungen ihres Glaubens langsam entwickelt. .
Beim Durchführen dieses zweifachen Kreuzzuges müssen die tapferen Streiter, die im Namen und für die Sache Bahá’u’lláhs kämpfen, notwendigerweise hartnäckigem Widerstand begegnen und manchen Rückschlag erleiden. Sowohl ihre eigenen Triebe als auch das Wüten der konservativen Kräfte, der Widerstand althergebrachter Interessen und die Einwände einer verderbten und vergnügungssüchtigen Generation müssen in Rechnung gestellt, entschlossen zurückgeschlagen und völlig überwunden werden. In dem Maße, wie ihre Verteidigungsmaßnahmen für den bevorstehenden Kampf organisiert und ausgedehnt werden, werden Stürme der Beleidigung und des Spottes sowie Feldzüge der Verdammung und falschen Darstellung gegen sie ausgelöst werden. Sie werden bald erfahren, wie ihr Glaube angegriffen, ihre Motive missdeutet, ihre Ziele verleumdet, ihre Bestrebungen verhöhnt, ihre Einrichtungen verlacht, ihr Einfluss geschmälert, ihr Ansehen untergraben und ihre Sache hie und da von einigen verlassen werden, die entweder unfähig sind, ihre Ideale zu würdigen, oder nicht willens, die Wucht der wachsenden Kritik zu ertragen, die solch eine Auseinandersetzung sicherlich mit sich bringt. »‘Abdu’l-Bahás wegen«, hat der geliebte Meister vorhergesagt, »werdet ihr von manchen Prüfungen heimgesucht werden. Kummer wird euch befallen, und Leiden werden euch betrüben.«
Die unbesiegbare Armee Bahá’u’lláhs, die im Westen, einem der möglichen Sturmzentren, in Seinem Namen und um Seinetwillen einen ihrer grimmigsten und ruhmreichsten Kämpfe austragen soll, möge keinerlei Kritik fürchten, die gegen sie gerichtet ist.
Keine Verurteilung möge sie abschrecken, mit der die Zunge des Verleumders ihre Beweggründe herabzuwürdigen versuchen möchte.
Lasst sie nicht zurückweichen vor dem drohenden Vormarsch der Mächte des Fanatismus, der Orthodoxie, der Bestechlichkeit und des Vorurteils, die sich gegen sie vereinigen mögen.
Die Stimme der Kritik ist eine Stimme, die der Verbreitung ihres Glaubens indirekt neue Kraft gibt.
Unbeliebtheit dient nur dazu, den Gegensatz zwischen ihr und ihren Gegnern stärker hervorzuheben; während die Ächtung selbst eine magnetische Kraft ist, die allmählich die lärmendsten und hartnäckigsten ihrer Gegner in ihr Lager herüberziehen muss.
Selbst in dem Land, in dem die größten Kämpfe um den Glauben ausgefochten wurden und seine wildesten Feinde lebten, hatten der Gang der Ereignisse, das langsame doch stetige Einsickern seiner Ideale und die Erfüllung seiner Prophezeiungen bereits zur Folge, dass nicht nur einige seiner schärfsten Gegner entwaffnet und ihr Charakter gewandelt wurden, sondern auch ihre tiefe und vorbehaltlose Ergebenheit gegenüber seinen Gründern gefestigt wurden.
Eine so vollkommene Wandlung und eine so verblüffende Änderung in der Haltung kann nur bewirkt werden, wenn der erwählte Träger, der dazu bestimmt ist, die Botschaft Bahá’u’lláhs den Hungrigen, den Ruhelosen und der hirtenlosen Menge zu bringen, selbst sorgfältig von der Befleckung gesäubert ist, die er zu beseitigen versucht.
Deshalb möchte ich euch, innig geliebte Freunde, nicht nur die Dringlichkeit und gebietende Notwendigkeit eurer heiligen Aufgabe einprägen, sondern auch die ihr innewohnenden grenzenlosen Möglichkeiten, sowohl das Leben und Wirken eurer eigenen Gemeinde auf eine so hohe Stufe zu heben als auch die in eurem Volk die Verhältnisse bestimmenden Beweggründe und Maßstäbe. Unbeirrt durch die Ungeheuerlichkeit dieser Aufgabe werdet ihr, dessen bin ich sicher, der Herausforderung dieser Zeit so begegnen, wie es euch geziemt, einer Zeit, die so gefahrdrohend, so beladen mit Verderbtheit und doch so erfüllt ist durch das Versprechen einer lichten Zukunft, dass- kein früheres Zeitalter in der Geschichte der Menschheit seiner Herrlichkeit gleichkommt.
Innig geliebte Freunde!
Ich habe zu Beginn dieser Abhandlung versucht, euch eine Vorstellung von den herrlichen Möglichkeiten und der ungeheuren Verantwortung zu geben, die sich nun als Ergebnis der Verfolgung des weitverbreiteten Glaubens Bahá’u’lláhs vor der Gemeinde der amerikanischen Gläubigen auftun während eines so kritischen Abschnittes innerhalb des Gestaltenden Zeitalters ihres Glaubens und in einer so entscheidenden Epoche der Weltgeschichte.
Ich habe mich auch genügend über die Art des Auftrages ausgelassen, für welchen sich diese Gemeinde in nicht allzu ferner Zukunft durch die zwingende Macht der Umstände erheben und ihn ausführen muss.
Ich habe die Warnung ausgesprochen, die ich für ein klares Verständnis und für die rechte Erfüllung der vor ihr liegenden Aufgaben für notwendig hielt.
Ich habe jene erhabenen und kraftspendenden Tugenden, jene hohen Maßstäbe herausgestellt und betont, soweit es in meiner Kraft lag, welche, wie schwierig sie auch zu erreichen sind, doch die wesentlichen Voraussetzungen für den Erfolg dieser Aufgaben bilden.
Ein Wort, so glaube ich, sollte nun aber noch gesagt werden zur materiellen Seite der unmittelbar vor ihnen liegenden Aufgabe, von deren termingerechter Erfüllung nicht nur die Entfaltung der anschließenden Abschnitte im Göttlichen Plan abhängen muss, wie sie von ‘Abdu’l-Bahá vorausgesehen wurde, sondern auch die Aneignung der erforderlichen Eigenschaften, um in der Fülle der Zeit den Pflichten und Verantwortungen nachkommen zu können, die durch jenen noch größeren Auftrag verlangt werden, dessen Verwirklichung ihr Vorrecht ist.
Der Siebenjahresplan mit seiner zweifachen Ausrichtung auf die Ausschmückung des Tempels und die Ausdehnung der Lehrarbeit, die den nord- und südamerikanischen Kontinent umfasst, ist nun bereits in das zweite Jahr eingetreten. Er weist für jeden, der seinen Fortschritt in den letzten Monaten verfolgt hat, Merkmale auf, die äußerst ermutigend und für die Erfüllung der Ziele innerhalb der zugemessenen Zeit günstige Vorzeichen sind. Die allumfassenden Maßnahmen, die die Arbeiten an der äußeren Ausschmückung des Tempels erleichtern sollen, sind der Reihe nach zumeist schon ergriffen worden. Endlich begann der letzte Abschnitt, der die siegreiche Vollendung eines dreißigjährigen Unternehmens kennzeichnen soll. Der einleitende Vertrag in Verbindung mit dem ersten und Hauptstockwerk jenes historischen Gebäudes wurde unterzeichnet. Der Fonds, der mit dem geliebten Namen des Größten Heiligen Blattes eng verbunden ist, wurde gegründet. Die ununterbrochene Fortführung bis zur endgültigen Fertigstellung des so lobenswerten Unternehmens ist nun sichergestellt. Die schmerzliche Erinnerung an den Einen, dessen Herz durch die Errichtung des Oberbaues dieses heiligen Hauses so hoch erfreut wurde, wird die letzten für die Vollendung notwendigen Kräfte so. anspornen, dass jeder Zweifel zerstreut werden wird, der noch von irgendjemandem gehegt werden mag an der Befähigung seiner Erbauer, ihre Aufgabe würdig zu erfüllen.
Die Erfordernisse des Lehrens
Wir müssen nun den Plan in seiner Bedeutung für die Lehrarbeit betrachten. Ihrer Aufgabe ist zu entsprechen, ihre Erfordernisse müssen untersucht, abgewogen und erfüllt werden. So herrlich und unwiderstehlich die Schönheit des Ersten Mashriqu’l-Adhkár des Westens ist, so majestätisch seine Maße sind, so einzigartig seine Architektur ist und so kostbar die Ideale und Bestrebungen sind, für die er ein Sinnbild ist, so sollte er doch gegenwärtig ausschließlich als ein Instrument für eine wirkungsvollere Verbreitung der Sache und die weitere Ausdehnung ihrer Lehren betrachtet werden. In dieser Hinsicht sollte er in demselben Licht gesehen werden wie die administrativen Einrichtungen des Glaubens, die als Träger für die entsprechende Ausbreitung seiner Ideale, seiner Grundsätze und seiner Wahrheiten bestimmt sind.
Deshalb muss die Gemeinde der amerikanischen Gläubigen von jetzt an den Lehrerfordernissen des Siebenjahresplanes ihre sorgfältige und ununterbrochene Aufmerksamkeit zuwenden. Die gesamte Gemeinde muss sich wie ein Mann erheben, um ihnen zu entsprechen. Die Sache Gottes zu lehren, ihre Wahrheiten zu verkünden, ihre Interessen zu verteidigen, durch Worte wie durch Taten ihre Unentbehrlichkeit, ihre Wirkungskraft und Universalität darzutun, sollte niemals ausschließlich als Angelegenheit oder einziges Vorrecht der administrativen Bahá’í-Institutionen angesehen werden, seien es Räte oder Ausschüsse. Alle müssen sich beteiligen, wie bescheiden ihre Herkunft auch sein mag, wie begrenzt ihre Erfahrung, wie beschränkt ihre Mittel, wie unzureichend ihre Ausbildung, wie bedrückend ihre Sorgen und ihre Verpflichtungen, wie ungünstig die Umgebung, in der sie leben. »Gott«, so hat Bahá’u’lláh selbst unmissverständlich geoffenbart, »hat es jedem zur Pflicht gemacht, Seine Sache zu lehren.«Q54 Er hat weiter geschrieben: »Sprich: Lehre die Sache Gottes, o Volk Bahás, denn Gott hat jedem von euch die Pflicht auferlegt, Seine Botschaft zu verkünden, und Er betrachtet dies als die verdienstvollste aller Taten.«Q55
Eine hohe und bevorzugte Stellung innerhalb der Gemeinde, die ihrem Inhaber möglicherweise gewisse Privilegien und Vorrechte zuteilwerden lässt, bekleidet ihn mit einer Verantwortung, der er sich in seiner Pflicht, zu lehren und den Glauben Gottes zu verbreiten, in Ehren nicht entziehen kann. Sie kann manchmal, wenn auch nicht immer, größere Möglichkeiten schaffen und bessere Gelegenheiten bieten, das Wissen über den Glauben zu verbreiten und Förderer seiner Einrichtungen zu gewinnen. Unter keinen Umständen bringt sie jedoch auch notwendigerweise die Macht mit sich, größeren Einfluss auf die Herzen und Gemüter jener auszuüben, denen der Glaube vorgetragen wird. Wie oft – und die frühe Geschichte des Glaubens im Lande seiner Geburt bietet dafür manch eindrucksvolles Beispiel – sind die einfachsten Anhänger des Glaubens, ungeschult und äußerst unerfahren, ohne jeden Rang oder Titel ja in einigen Fällen bar der Intelligenz, fähig gewesen, Siege für ihre Sache zu erringen, vor denen die hervorragendsten Leistungen der Gelehrten, Weisen und Erfahrenen verblassten.
‘Abdu’l-Bahá bezeugt: »Nach der Kirchengeschichte war Petrus ebenfalls nicht imstande, sich die Wochentage zu merken. Wann immer er beschloss, zum Fischfang zu gehen, verschnürte er seine Wochenration in sieben Päckchen und jeden Tag aß er eines davon, und wenn er beim siebten angekommen war, wusste er, dass es Sabbat war, und er konnte ihn dann einhalten.« Wenn des Menschen Sohn in der Lage war, einem offenbar so rohen und hilflosen Instrument eine solche Kraft einzuflößen, die verursachte, dass, mit den Worten Bahá’u’lláhs, »Geheimnisse der Weisheit und der Äußerung aus seinem Mund hervorströmten«, und er über die übrigen Seiner Jünger erhoben und in den Stand gesetzt wurde, Sein Nachfolger und Begründer Seiner Kirche zu werden, wie viel mehr kann dann der Vater, nämlich Bahá’u’lláh, den geringsten und unbedeutendsten unter Seinen Anhängern ermächtigen, für die Durchführung Seiner Absichten solche .Wunder zu vollbringen, die die höchsten Leistungen selbst des ersten Apostels Jesu Christi klein erscheinen lassen.
‘Abdu’l-Bahá hat weiter geschrieben: »Der Báb sagte: ›Sollte es an diesem Tage eine winzige Ameise wünschen, mit solcher Kraft begabt zu werden, dass sie die dunkelsten und verwirrendsten Stellen des Qur’án zu enträtseln vermöchte, so würde ihr Wunsch zweifellos erfüllt werden, weil das Geheimnis der ewigen Macht im innersten Wesen aller erschaffenen Dinge schwingt.‹Q56 Wenn ein so hilfloses Geschöpf mit einer so hochentwickelten Fähigkeit ausgestattet werden kann, um wie viel wirkungsvoller muss dann die Kraft sein, die durch die freigebige Ausgießung der Gnade Bahá’u’lláhs ausgelöst wird.«Q57
Das Feld ist in der Tat so weit, der Zeitpunkt so kritisch, die Sache so groß, der Mitarbeiter so wenige, die Zeit so kurz, das Vorrecht so kostbar, dass kein Anhänger des Glaubens Bahá’u’lláhs, der würdig ist, Seinen Namen zu tragen, es sich leisten kann, auch nur einen Augenblick zu zögern.
Jene aus Gott geborene Kraft, unwiderstehlich in ihrer alles hinwegfegenden Macht, unberechenbar in ihrer Wirkungsmöglichkeit, unbestimmbar in ihrem Lauf, geheimnisvoll in ihrer Auswirkung und ehrfurchtgebietend in ihren Offenbarungen – eine Kraft, die, wie der Báb geschrieben hat, »im innersten Wesen aller erschaffenen Dinge schwingt«Q58, und die, gemäß Bahá’u’lláh, durch ihre »Schwingungskraft« »die Welt aus dem Gleichgewicht gebracht und ihr geordnetes Leben gänzlich umgestaltet hat«Q59 –, eine solche Kraft zerschneidet vor unseren Augen wie ein zweischneidiges Schwert einerseits die alten Bande, die das Gefüge der zivilisierten Welt jahrhundertelang zusammengehalten haben, und löst andererseits die Fesseln, die dem jungen und noch unmündigen Glauben Bahá’u’lláhs heute noch angelegt sind.
Die unvorstellbaren Gelegenheiten, die durch das Wirken dieser Kraft geboten werden – sie müssen von den amerikanischen Gläubigen, die sich jetzt aufzumachen haben, voll und mutig ausgenutzt werden. ‘Abdu’l-Bahá schreibt:
»Die heiligen Wesen der himmlischen Heerscharen im Höchsten Paradiese sehnen sich an diesem Tage danach, in diese Welt zurückzukehren, damit ihnen vergönnt werde, an der Schwelle der Abhá-Schönheit zu dienen und den Dienst an Seiner heiligen Schwelle anzutreten.«
Im langsam verlöschenden Licht der Religion versinkt die Welt mehr und mehr in Finsternis; sie ist zum Bersten erfüllt mit dem Sprengstoff eines blinden und triumphierenden Nationalismus, versengt von, den Feuern erbarmungsloser Verfolgung rassischer oder religiöser Art, irregeführt durch falsche Lehrmeinungen und Lehrsätze, welche die Anbetung Gottes und die Heilighaltung Seiner Gesetze zu verdrängen drohen, geschwächt durch einen zügellosen und widerwärtigen Materialismus, in Auflösung begriffen durch den zerstörenden Einfluss moralischen und geistigen Zerfalls und verfangen im Netz wirtschaftlicher Gesetzlosigkeit und Haders – einen solchen Anblick bietet die Welt heute dem Auge des Menschen als Ergebnis der alles hinwegfegenden Veränderungen, welche diese umwälzende Kraft – wiewohl noch im Anfangsstadium ihres Wirkens stehend – im Leben des gesamten Planeten hervorruft.
Mag auch ein so trauriges und ergreifendes Schauspiel jeden Beobachter verwirren, der sich der Absichten, Voraussagen und Verheißungen Bahá’u’lláhs nicht bewusst ist, so ist es doch weit davon entfernt, die Herzen Seiner Nachfolger in Schrecken zu versetzen oder ihr Bemühen zu lähmen; es wird vielmehr ihren Glauben vertiefen und ihren begeisterten Eifer anfachen, sich zu erheben und auf dem weiten, von der Feder ‘Abdu’l-Bahás für sie vorgezeichneten Feld ihre Fähigkeiten zu entfalten, um im weltweiten, von Bahá’u’lláh verkündeten Erlösungswerk ihre Rolle zu spielen. Jedes Rädchen im administrativen Getriebe, das sie im Laufe mehrerer Jahre so mühevoll geschaffen haben, muss voll eingesetzt und dem ihm bestimmten Zweck untergeordnet werden. Der Tempel, die stolze Verkörperung eines so unvergleichlichen Geistes der Selbstaufopferung, muss ebenfalls genutzt werden und seinen Teil beitragen in dem Lehrfeldzug, der dazu bestimmt ist, die ganze westliche Hemisphäre zu umfassen.
Die Gelegenheiten, die der Aufruhr des jetzigen Zeitalters bietet, mit all den Sorgen, die er hervorruft, den Ängsten, die er erzeugt, den Enttäuschungen, die er mit sich bringt, den Verwirrungen, die er anstiftet, der Empörung, die er erregt, dem Aufruhr, den er schafft, den Leiden, die er verursacht, und dem Geist ruhelosen Suchens, den er erweckt, müssen in gleicher Weise ausgenützt werden, um das Wissen um die erlösende Macht des Glaubens Bahá’u’lláhs nah und fern zu verbreiten und frische Streitkräfte für das ständig wachsende Heer Seiner Gefolgschaft zu gewinnen. Eine so kostbare Gelegenheit, ein so seltenes Zusammentreffen günstiger Umstände mag sich nie mehr wieder bieten. Nun ist die Zeit gekommen, die festgesetzte Zeit für die amerikanischen Gläubigen, die Vorhut der Heerscharen des Größten Namens, durch die Einrichtungen und Kanäle einer eigens dafür bestimmten administrativen Ordnung ihre Fähigkeit und ihre Bereitschaft zu verkünden, eine gefallene und schwer geprüfte Generation zu erretten, die sich gegen ihren Gott aufgelehnt und Seine Warnungen nicht beachtet hat, und ihr jene vollkommene Sicherheit anzubieten, die nur das Bollwerk ihres Glaubens verschaffen kann.
Bedeutung und Dringlichkeit des Lehrfeldzuges, der in allen Staaten der nordamerikanischen Republik und im Dominion von Kanada eingeleitet worden ist, können daher nicht überschätzt werden. Die durch den Willen ‘Abdu’l-Bahás ausgelösten schöpferischen Energien haben ihn in Gang gesetzt, und mit Hilfe der von ihm selbst hervorgerufenen Kräfte fliegt er dahin durch die westliche Hemisphäre; er muss nun – das fühle .ich – in Übereinstimmung mit bestimmten Richtlinien ausgeführt werden, die dazu dienen, seinen wirksamen Vollzug zu sichern und das Erreichen seiner Ziele zu beschleunigen.
Diejenigen, die an einem solchen Feldzug teilnehmen, ob in organisatorischer Eigenschaft oder als Vollzugsorgane, denen die Ausführung der Aufgabe selbst übertragen ist, müssen sich als wesentliche Voraussetzung für die Erfüllung ihrer Pflichten mit den verschiedenartigen Aspekten der Geschichte und Lehren ihres Glaubens gründlich vertraut machen.
In ihrem Bemühen, dieses Ziel zu erreichen, müssen sie die Literatur ihres Glaubens gewissenhaft und äußerst sorgfältig für sich selbst studieren, seine Lehren ergründen, seine Gesetze und Prinzipien in sich aufnehmen, seine Ermahnungen, Grundsätze und Absichten erwägen, einige seiner Anweisungen und Gebete auswendig lernen, das Wichtigste seiner Verwaltungsordnung beherrschen und über seine laufenden-Angelegenheiten und die letzten Entwicklungen unterrichtet sein.
Sie müssen danach streben, sich aus maßgeblichen und unvoreingenommenen Quellen ein sicheres Wissen über die Geschichte und die Grundsätze des Islám zu erwerben – des Ursprunges und Hintergrundes ihres Glaubens – und ehrfurchtsvoll und mit einer von allen vorgefassten Meinungen befreiten Vorstellung sich dem Studium des Qur’án nähern, der neben den Heiligen Schriften der Bábi- und Bahá’í-Offenbarungen das einzige Buch ist, das als ein unbedingt echter Verwahrungsort des Wortes Gottes angesehen werden kann.
Sie müssen der Erforschung jener Verordnungen und Verhältnisse besondere Aufmerksamkeit widmen, die mit dem Ursprung und der Geburt ihres Glaubens, der Stufe seines Vorläufers und den von seinem Begründer geoffenbarten Gesetzen verbunden sind.
Nachdem sie sich diese Voraussetzungen für den Erfolg auf dem Lehrgebiet im Wesentlichen zu eigen gemacht haben, müssen sie, wenn immer sie beabsichtigen, einen besonderen Auftrag in den Ländern Lateinamerikas durchzuführen, sich soweit wie möglich bemühen, gewisse Kenntnisse jener Sprachen zu erwerben, die von den Einwohnern dieser Länder gesprochen werden, und sich einen Überblick über ihre Sitten, Gebräuche und Anschauungen verschaffen. »Die Lehrer, die in jene Gebiete gehen« hat ‘Abdu’l-Bahá in einem der Tablets des Göttlichen Planes mit Bezug auf die zentralamerikanischen Republiken geschrieben, »müssen auch mit der spanischen Sprache vertraut sein.«Q60 »Eine Gruppe, die deren Sprachen spricht … «, hat Er in einem anderen Tablet geschrieben, » muss sich den drei großen Inselgruppen im Stillen Ozean zuwenden und sie durchreisen.«Q61 »Die Lehrer, die in verschiedenen Richtungen reisen«, sagt Er weiter, »müssen die Sprache des Landes kennen, das sie besuchen. Eine Person, zum Beispiel, die in der japanischen Sprache bewandert ist, mag nach Japan reisen, oder eine Person, die die chinesische Sprache beherrscht, mag nach. China eilen und so fort.«Q62
Kein Teilnehmer an diesem interamerikanischen Lehrfeldzug darf annehmen, die Initiative für irgendeine besondere Tätigkeit in Verbindung mit dieser Arbeit liege ausschließlich bei jenen Einrichtungen, ob Rat oder Ausschuss, deren besonderes Anliegen es ist, die Erreichung der lebenswichtigen Ziele des Siebenjahresplanes zu fördern und zu erleichtern.
Es ist die verbindliche Pflicht jedes amerikanischen Gläubigen, als dem gewissenhaften Treuhänder von ‘Abdu’l-Bahás Göttlichem Plan, jede Tätigkeit innerhalb der von den administrativen Grundsätzen des Glaubens festgelegten Grenzen zu beginnen, zu fördern und zu festigen, die er oder sie für die Unterstützung des Plans für angemessen erachtet.
Weder die drohende Weltlage noch irgendeine Rücksichtnahme auf den Mangel an materiellen Hilfsquellen, an geistigem Rüstzeug, Kenntnissen oder Erfahrungen – so wünschenswert sie auch sind – sollte irgendeinen zukünftigen Pionierlehrer davon abhalten, sich unabhängig aufzumachen und jene Kräfte in Bewegung zu setzen, die, so versichert uns ‘Abdu’l-Bahá wiederholt, einmal ausgelöst, wie ein Magnet die verheißene und unfehlbare Hilfe Bahá’u’lláhs anziehen werden.
Lasst ihn nicht auf irgendwelche Anweisungen warten oder irgendeine besondere Ermutigung von Seiten der gewählten Vertreter seiner Gemeinde erwarten, noch sollte • er durch die Hindernisse abgeschreckt werden, die seine Verwandten oder Mitbürger geneigt sein mögen, ihm in den Weg zu legen, noch sollte er den Tadel seiner Kritiker oder Feinde beachten.
»Sei so unbeschwert wie der Wind«, ist der Rat Bahá’u’lláhs an alle zukünftigen Lehrer Seiner Sache, »wenn du die Botschaft Dessen weiterträgst, Der die Morgendämmerung göttlicher Führung anbrechen ließ.
Sieh, wie der Wind, der Anordnung Gottes getreu, über alle Gegenden der Erde, die bewohnten und die unbewohnten, hin weht.
Weder der Anblick der Einöde noch die Zeugnisse des Gedeihens können ihn beängstigen oder erfreuen.
Er weht in jeder Richtung, wie ihm sein Schöpfer gebot.«Q63 »Und wenn er beschließt, sein Heim um der Sache seines Herrn willen zu verlassen«, hat Bahá’u’lláh an anderer Stelle mit Bezug auf einen solchen Lehrer geoffenbart, »möge er sein ganzes Vertrauen auf Gott setzen als beste Wegzehrung für seine Reise und sich mit dem Gewande der Tugend bekleiden … Wenn er vom Feuer Seiner Liebe entzündet ist, wenn er auf alle erschaffenen Dinge verzichtet, werden die Worte, die er äußert, diejenigen entflammen, die ihn hören.«Q64
Wenn er sich aus eigenem Antrieb entschlossen hat, dem Lehraufruf zu folgen, unverzagt vor allen Hindernissen, mit denen Freund oder Feind, wissentlich oder unwissentlich, den Pfad versperren wollen, dann soll er sorgfältig jeden Weg der Annäherung überdenken, den er bei seinen persönlichen Versuchen beschreiten möchte, um bei jenen, die er in die Schar seines Glaubens einreihen möchte, Aufmerksamkeit zu erwecken, das Interesse wachzuhalten und ihren Glauben zu vertiefen.
Er soll die Möglichkeiten überprüfen, welche ihm die besonderen Umstände bieten, in denen er lebt, ihre Vorteile auswerten und klug und systematisch vorgehen, um sie für das Erreichen des Zieles, das er im Auge hat, einzusetzen.
Lasst ihn auch solche Methoden verfolgen, wie die Verbindung mit Klubs, Ausstellungen und Vereinen, Vorträge über Themen, die mit den Lehren und Idealen seiner Sache verwandt sind, z.
B.
Enthaltsamkeit, Sittlichkeit, soziale Fürsorge, religiöse und rassische Duldsamkeit, wirtschaftliche Zusammenarbeit, Islám und Vergleichende Religionswissenschaft oder Teilnahme an sozialen, kulturellen, humanitären, fürsorgerischen und erzieherischen Organisationen und Vorhaben, die ihm, während er sich seinen Glauben unangetastet bewahrt, eine Vielzahl von Wegen und Mitteln eröffnen, durch die er nacheinander die Sympathie, die Unterstützung und zuletzt die Zugehörigkeit derer gewinnen kann, mit denen er in Berührung kommt.
Während er solche Verbindungen knüpft, soll er stets die Forderungen seines Glaubens im Auge behalten, nämlich, seine Würde und seinen Rang zu bewahren, die Unverletzlichkeit seiner Gesetze und Prinzipien zu sichern, seine umfassende Natur und Weltweitheit darzustellen und seine vielfältigen und lebensnotwendigen Interessen furchtlos zu verteidigen.
Er möge das Maß der Aufnahmefähigkeit seiner Zuhörer beachten und für sich entscheiden, ob die direkte oder die indirekte Lehrmethode vorzuziehen ist, durch die er dem Sucher die lebenswichtige Bedeutung der Göttlichen Botschaft einprägen und ihn dafür gewinnen kann, sein Schicksal mit denjenigen zu verbinden, die sie bereits angenommen haben.
Er soll, sich an das von ‘Abdu’l-Bahá gegebene Beispiel erinnern und an Seine beständige Ermahnung, dem Sucher mit solcher Freundlichkeit entgegenzukommen und den Geist der Lehren, die er ihm vermitteln möchte, in solch einem Maße vorzuleben, dass der Empfänger aus eigenem Antrieb veranlasst wird, sich der Sache anzuschließen, die solche Lehren verkörpert.
Anfangs möge er davon absehen, auf solchen Gesetzen und Anordnungen zu bestehen, die eine zu starke Belastung für des Suchers neu erwachten Glauben bedeuten würden, sondern sich bemühen, ihn geduldig, taktvoll und doch entschieden der Reife zuzuführen und ihm helfen, seine unbeschränkte Annahme dessen, was immer von Bahá’u’lláh verordnet wurde, zu erklären.
Sobald er diese Stufe erreicht hat, soll er ihn in die Gemeinschaft seiner Mitgläubigen einführen; er möge ihn ständig betreuen und ihn tätig an den Gemeindeangelegenheiten teilhaben lassen, um ihn zu befähigen, seinen Teil zur Bereicherung ihres Lebens, der Förderung ihrer Aufgaben, der Festigung ihrer Interessen und der Abstimmung ihrer Tätigkeiten mit denen ihrer Schwestergemeinden beizutragen.
Lasst ihn nicht zufrieden sein, ehe er seinem geistigen Kinde eine so tiefe Sehnsucht eingepflanzt hat, dass sie dieses zwingt, sich seinerseits selbständig zu erheben und seine Tatkraft der Belebung anderer Seelen zu widmen sowie sich zu den Gesetzen und Prinzipien zu bekennen, wie sie in seinem neu erwählten Glauben niedergelegt sind.
Jeder Teilnehmer an diesem kontinentalen Feldzug, der von den amerikanischen Gläubigen begonnen wurde, und besonders diejenigen, die als Pioniere in unerschlossene Gebiete gehen, sollten nie die Notwendigkeit vergessen, in enger und beständiger Verbindung mit jenen verantwortlichen Einrichtungen zu bleiben, die dazu bestimmt sind, die Lehrarbeit der gesamten Gemeinde zu leiten, zu fördern und aufeinander abzustimmen. Sei es die Körperschaft ihrer gewählten nationalen Vertreter oder dessen Haupthilfseinrichtung, der Nationale Lehrausschuss, oder dessen untergeordnete Organe, die regionalen Lehrausschüsse oder die örtlichen Geistigen Räte und ihre jeweiligen Lehrausschüsse – sie, die für die Verbreitung der Sache Bahá’u’lláhs arbeiten, sollten durch ständigen Austausch ihrer Gedanken, durch Briefe, Rundschreiben, Berichte, Mitteilungen und andere Nachrichtenmittel mit diesen für die Verbreitung des Glaubens geschaffenen Werkzeugen den reibungslosen und schnellen Lauf des Lehrmechanismus ihrer Verwaltungsordnung sicherstellen. Verwirrung, Verzögerung, Überschneidung der Anstrengungen und Vergeudung von Energie werden dadurch gänzlich vermieden, und die mächtige Flut der Gnade Bahá’u’lláhs, die in überreichem Maße und ohne die geringste Hemmung durch diese wichtigen Kanäle fließt, wird die Herzen und Seelen der Menschen so überfluten, dass sie befähigt werden, die von ‘Abdu’l-Bahá wiederholt vorausgesagte Ernte hervorzubringen.
Auf jedem Teilnehmer an diesem gemeinsamen Bemühen, wie es in der Geschichte der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde noch nie dagewesen ist, ruht die geistige Verpflichtung, den für alle so lebenswichtigen und verbindlichen Lehrauftrag zum alles durchdringenden Anliegen ihres Daseins zu machen.
Bei seiner täglichen Arbeit und in seinem täglichen Umgang, auf jeder seiner Reisen aus Geschäfts- oder anderen Gründen, im Urlaub und auf Ausflügen und bei jedem Auftrag, den auszuführen ihm aufgetragen wird, sollte jeder Träger der Botschaft Bahá’u’lláhs es nicht nur als eine Pflicht, sondern als ein Vorrecht ansehen, die Saat Seines Glaubens weit und breit auszustreuen.
Er sollte Befriedigung in dem bleibenden Wissen finden, dass, was immer das unmittelbare Echo auf jene Botschaft ist und wie unzulänglich der Träger, der sie weitergibt, auch sei, die Macht ihres Urhebers jene Saaten befähigen wird zu keimen, wie Er es für angemessen erachtet, und unter Umständen, die keiner vorhersehen kann, die Ernte zu bereichern, die die Arbeit Seiner Anhänger einbringen wird.
Wenn er Mitglied eines Geistigen Rates ist, lasst ihn seinen Rat ermutigen, bei jeder seiner Sitzungen einen bestimmten Teil der Zeit der ernsten und von Gebeten getragenen Erwägung solcher Wege und Mittel zu widmen, die den Lehrfeldzug fördern oder verfügbare Hilfsquellen, gleich welcher Art, für seinen Fortschritt, seine Ausdehnung und Festigung erschließen können.
Wenn er seiner Sommerschule beiwohnt – und jedem ohne Ausnahme wird dringend nahegelegt, Nutzen aus der Teilnahme zu ziehen – soll er eine solche Möglichkeit als willkommene und kostbare Gelegenheit betrachten, durch Vorträge, Studium und Diskussion sein Wissen von den Grundlagen seines Glaubens so zu bereichern, dass er imstande ist, mit größerer Sicherheit und Wirksamkeit die Botschaft zu übermitteln, die seiner Obhut anvertraut wurde.
Er soll, wann immer durchführbar, danach trachten, durch Besuche zwischen den Gemeinden den Eifer für die Lehrarbeit anzuregen und Außenstehenden so die Zielstrebigkeit und Einsatzbereitschaft der Förderer seines Glaubens und die organische Einheit seiner Einrichtungen darzutun.
Von den Teilnehmern an diesem alle Rassen, alle Länder, Klassen und Glaubensrichtungen der gesamten westlichen Hemisphäre umfassenden Kreuzzug möge jeder, der den Drang dazu spürt, sich erheben und, wenn es die Umstände erlauben, die Aufmerksamkeit im Besonderen darauf richten, die uneingeschränkte Zugehörigkeit der Schwarzen, Indianer, Eskimos und Juden zu seinem Glauben zu erreichen.
Keine lobenswertere und verdienstvollere Tat kann gerade jetzt für die Sache Gottes vollbracht werden als der Erfolg bei den Bemühungen, die amerikanische Bahá’í-Gemeinde durch die Gewinnung von Angehörigen dieser Rassen zu größerer Vielfalt in ihrer Zusammensetzung zu führen.
Diese äußerst verschiedenen Elemente der Menschheit harmonisch zu verbinden im Gewebe einer alle umfassenden Bahá’í-Bruderschaft und im dynamischen Fortschritt der von Gott eingesetzten Verwaltungsordnung einander anzugleichen, wobei jedes seinen Teil zur Bereicherung und zum Ruhm des Bahá’í-Lebens beiträgt, ist wahrlich eine Tat, bei deren Vorstellung sich das Herz eines jeden Bahá’í erwärmt und höher schlägt.
»Betrachtet die Blumen eines Gartens«, hat ‘Abdu’l-Bahá geschrieben, »obwohl sie sich in Art, Farbe, Form und Aussehen unterscheiden, so erhöht diese Verschiedenheit doch, da sie von den Wassern eines Brunnquells erfrischt, vom Atem eines Windes belebt und von den Strahlen einer Sonne gestärkt werden, ihren Zauber und bereichert ihre Schönheit.
Wie wenig würde es dem Auge gefallen, wenn alle Blumen und Pflanzen, die Blätter und Blüten, die Früchte, die Zweige und die Bäume jenes Gartens vom selben Aussehen und der gleichen Farbe wären!
Die Vielfältigkeit der Farbtöne, der Form und des Aussehens bereichert und schmückt den Garten und erhöht seine Wirkung.
In gleicher Weise werden, wenn verschiedene Gedankenrichtungen, Temperamente und Charaktere unter der Macht und dem Einfluss eines Zentralorgans zusammengeführt werden, die Schönheit und Herrlichkeit der menschlichen Vollkommenheit geoffenbart und sichtbar gemacht.
Nichts als die himmlische Kraft des Wortes Gottes, das die Wirklichkeit aller Dinge regiert und durchdringt, ist fähig, die voneinander abweichenden Gedanken, Gefühle, Ideen und Überzeugungen der Menschenkinder in Einklang zu bringen.«Q65 »Ich hoffe«, ist der von ‘Abdu’l-Bahá geäußerte Wunsch, » ihr die Ursache werdet, dass diese unterdrückteA2 Rasse ruhmreich wird und sich mit der weißen Rasse verbindet, um der Menschenwelt mit äußerster Aufrichtigkeit, Treue, Liebe und Reinheit zu dienen.« »Eine der wichtigen Fragen«, hat Er ebenfalls niedergeschrieben, »welche die Einheit und den Zusammenschluss der Menschheit beeinflussen, ist die Kameradschaft und die Gleichberechtigung der weißen und farbigen Rassen.«Q66 »Ihr müsst den Indianern, den Ureinwohnern Amerikas, große Bedeutung beimessen«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá in den Tablets des Göttlichen Planes, »denn diese Seelen können mit den alten Einwohnern der arabischen Halbinsel verglichen werden, die vor der Offenbarung Muhammads gleich Wilden waren.- Als das Licht Muhammads in ihrer Mitte erstrahlte, wurden sie so entflammt, dass ihr Leuchten die ganze Welt überstrahlte.
Sollten diese Indianer erzogen und richtig geführt werden, so besteht kein Zweifel, dass sie in gleicher Weise durch die Göttlichen Lehren so erleuchtet werden, dass die ganze Erde erhellt wird.«Q67 »Wenn es möglich ist«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá weiter, »so sendet Lehrer in andere Gegenden Kanadas; schickt auch Lehrer nach Grönland und zu den Siedlungen der Eskimos.«Q68 »So Gott will«, hat Er wieder in jenen gleichen Tablets geschrieben, »wird der Ruf des Königreiches die Ohren der Eskimos erreichen … Solltet ihr eure Kräfte entfalten, so dass die Düfte Gottes unter den Eskimos verbreitet werden, wird dessen Wirkung sehr groß und weitreichend sein.«Q69 »Preis sei Gott!« schreibt ‘Abdu’l-Bahá.
»Was immer in den Gesegneten Tablets für die Israeliten angekündigt wurde und alle in den Briefen ‘Abdu’l-Bahás ausdrücklich niedergelegten Dinge erfüllen sich.
Mit einigen ist dies schon geschehen; andere werden in der Zukunft offenbar.
Die Altehrwürdige Schönheit hat in Ihren heiligen Tablets ausdrücklich geschrieben, dass der Tag ihrer Demütigung vorüber ist.
Seine Gnade wirft ihren Schatten über sie, und diese Rasse wird Tag für Tag Fortschritte machen und aus ihrer jahrhundertelangen Erniedrigung und Herabwürdigung befreit werden.«
Lasst diejenigen, die ein administratives Amt in ihrer Eigenschaft als Mitglieder des Nationalen Geistigen Rates oder der nationalen, regionalen oder örtlichen Lehrausschüsse einnehmen, sich ständig die lebenswichtige und dringende Notwendigkeit vor Augen halten, in der kürzest möglichen Zeit die Bildung von Gruppen in den wenigen verbleibenden Staaten der nordamerikanischen Republik und in den Provinzen des Dominions von Kanada sicherzustellen, so klein und unscheinbar sie auch sein mögen.
Sie müssen jedes in ihrer Macht liegende Hilfsmittel einsetzen, um diese neu entstandenen Kristallisationspunkte zu befähigen, sich schnell und auf gesunden Grundlagen zu richtig funktionierenden, selbständigen und eingetragenen Räten zu entwickeln.
Der Schaffung solcher Grundlagen und der Bildung solcher Außenposten – eine Arbeit, die anerkannter Weise sehr schwierig, doch dringend notwendig und höchst begeisternd ist – müssen die einzelnen Mitglieder der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde ihre uneingeschränkte, ständige und freudige Unterstützung zuteilwerden lassen.
So weise die Maßnahmen auch sein mögen, welche ihre gewählten Vertreter ausarbeiten, wie praktisch und wohldurchdacht die von ihnen aufgestellten Pläne, so können doch solche Maßnahmen und Entwürfe niemals zu einem zufriedenstellenden Ergebnis führen, wenn nicht eine genügende Anzahl von Pionieren sich entschlossen hat, die notwendigen Opfer zu bringen, und sich bereitfindet, diese Vorhaben in die Tat umzusetzen.
Das Banner Bahá’u’lláhs ein für alle Mal im Herzen dieser unerschlossenen Gebiete aufzupflanzen, die organische Grundlage Seiner Verwaltungsordnung in ihren Städten und Dörfern zu errichten und einen festen und immerwährenden Ankergrund für ihre Einrichtungen im Geist und Herzen ihrer Einwohner zu schaffen, das alles bildet, wie ich fest glaube, den ersten und bedeutungsvollsten Schritt in den aufeinanderfolgenden Stadien, die der unter dem Siebenjahresplan begonnene Lehrfeldzug durchschreiten muss.
Während die äußere Ausschmückung des Mashriqu’l-Adhkár unter diesem Plan nun in ihre Endstufe eingetreten ist, steckt der Lehrfeldzug noch in seinem Anfangsstadium und ist weit entfernt davon, seine Ausläufer wirksam in diese unerschlossenen Gebiete ausgeschickt zu haben oder in jene Republiken, die auf dem südamerikanischen Kontinent liegen.
Die erforderliche Anstrengung ist ungeheuer groß, die Bedingungen, unter denen diese Anfangsgründe gelegt werden müssen, oft wenig anziehend und unvorteilhaft, die Mitarbeiter, die in der Lage sind, solche Aufgaben zu übernehmen, gering an der Zahl, und die Hilfsquellen, über die sie verfügen, schwach und unzureichend.
Und doch, wie oft hat uns die Feder Bahá’u’lláhs versichert, »sollte ein Mensch sich ganz allein im Namen Bahás erheben und die Rüstung Seiner Liebe anlegen, so wird ihn der Allmächtige siegreich machen, und sollten auch die Mächte der Erde und des Himmels gegen ihn antreten.«Q70 Hat Er nicht geschrieben:
»Bei Gott, außer Dem es keinen anderen Gott gibt!
Sollte sich irgendjemand für den Sieg Unserer Sache erheben, so wird ihn Gott siegreich machen, und sollten sich gleich Zehntausende von Feinden gegen ihn verbünden.
Und sollte seine Liebe zu Mir erstarken, so wird Gott seinen bestimmenden Einfluss auf alle Mächte der Erde und des Himmels begründen.«Q71 »Betrachtet die Arbeit früherer Generationen«, hat ‘Abdu’l-Bahá geschrieben, »während der Lebenszeit Jesu Christi waren es nur wenige und gezählte gläubige und feste Seelen, aber der himmlische Segen ergoss sich in so reichem Maße, dass in einer Reihe von Jahren unzählige Seelen unter den Schatten des Evangeliums traten.
Gott hat im Qur’án gesagt: ›Ein Korn wird sieben Garben hervorbringen, und jede Garbe wird hundert Körner enthalten.‹ In anderen Worten, aus einem Korn werden siebenhundert werden; und wenn es Gottes Wille ist, wird Er diese nochmals verdoppeln.
Es hat sich oft ereignet, dass eine begnadete Seele zur Ursache der Führung für ein ganzes Volk wurde.
Wir dürfen nun nicht unsere Fähigkeiten und unsere Leistungskraft betrachten, nein, vielmehr müssen wir unseren Blick in diesen Tagen auf die Gunst und Gnade Gottes richten, der aus dem Tropfen ein Meer und aus dem Atom eine Sonne gemacht hat.«Q72Die entschlossen sind, als erste das Banner einer solchen Sache unter solchen Bedingungen und in solchen Gebieten zu hissen, deren Seelen mögen von der stärkenden Kraft dieser Worte zehren und, – indem sie »die Rüstung Seiner Liebe anlegen«, einer Liebe, die »erstarken« muss, während sie in ihrer einsamen Aufgabe ausharren –, sich erheben, um mit dem Bericht von ihren Taten die strahlendsten Seiten zu schmücken, die je in der geistigen Geschichte ihres Landes geschrieben wurden.
In den Tablets des Göttlichen Planes hat ‘Abdu’l-Bahá geschrieben: »Preis sei Gott! Obgleich in den meisten Staaten und Städten der Vereinigten Staaten Seine Düfte verbreitet sind und ungezählte Seelen ihr Angesicht dem Königreich Gottes zukehren und sich ihm nähern, so ist doch in einigen Staaten das Banner der Einheit noch nicht so errichtet, wie es sein sollte, noch wurden die Geheimnisse der Heiligen Bücher, wie der Bibel, des Evangeliums und des- Qur’án, entschleiert. Durch die gemeinsamen Bemühungen aller Freunde müssen das Banner der Einheit in jenen Staaten unbedingt entfaltet und die Göttlichen Lehren gefördert werden, damit diese Staaten ebenfalls ihren Anteil an den himmlischen Gaben erhalten mögen und an der Größten Führung teilhaben.«Q73 In einem anderen Tablet des Göttlichen Planes hat Er versichert: »Das Dominion von Kanada hat eine sehr große Zukunft, und die damit verbundenen Ereignisse sind unendlich herrlich. Das Auge der liebenden Güte Gottes ist darauf gerichtet, und in ihm wird die Gunst des Allherrlichen offenbar werden.«Q74 »Noch einmal wiederhole ich«, so bestätigt Er Seine vorhergehende Aussage in demselben Tablet, »die Zukunft Kanadas, sei es in materieller oder geistiger Hinsicht, sehr groß ist.«Q75
Die Erweckung Lateinamerikas
Sobald dieser erste Schritt getan ist, der die Bildung mindestens eines Kernes in jedem dieser noch unerschlossenen Staaten und Provinzen des nordamerikanischen Kontinents mit sich bringt, muss das Getriebe für eine gewaltige Steigerung der zusammengefassten Bemühungen aller Bahá’í in Bewegung gesetzt werden, deren Ziel sein sollte, die edlen Bestrebungen zu verstärken, die jetzt nur einige wenige einzelne Gläubige aufwenden, um die Völker Lateinamerikas für den Ruf Bahá’u’lláhs zu erwecken. Bevor dieser zweite Abschnitt des Lehrfeldzuges im Siebenjahresplan nicht eingeleitet worden ist, kann dieser nicht als eigentlich begonnen oder der Plan selbst als in seinem entscheidenden Entwicklungsstadium angelangt angesehen werden. So mächtig werden die Ausgießungen göttlicher Gnade auf die tapfere Gemeinde sein, die bereits im Bereich der Administration ihr Hauptgebäude in der ganzen Herrlichkeit seiner äußeren Zierde errichtet und im Bereich des Lehrens in jedem Staat und in jeder Provinz des nordamerikanischen Kontinents das Banner des Glaubens gehisst hat – so groß werden diese Ausgießungen sein, dass sich die Mitglieder dieser Gemeinde überwältigt finden werden durch die Beweise ihrer neubelebenden Kraft.
Der Interamerikanische Ausschuss muss in einem solchen Stadium – nein, sogar schon vorher – sich der Stunde gewachsen zeigen und eine Stärke, eine Hingabe und einen Unternehmungsgeist an den Tag legen, die den Verantwortungen, die er auf sich genommen hat, angemessen sind. Es sollte keinen Augenblick vergessen werden, dass Mittel- und Südamerika nicht weniger als zwanzig unabhängige Nationen umfassen, die annähernd ein Drittel der Gesamtzahl der selbständigen Staaten auf der Welt ausmachen, und die dazu bestimmt sind, einen immer wichtigeren Anteil an der Gestaltung des zukünftigen Weltschicksals zu haben. Indem die Welt zu enger nachbarlicher Gemeinschaft zusammenschrumpft und die Geschicke der Rassen, Nationen und Völker unentwirrbar miteinander verwoben werden, verschwindet die Entlegenheit dieser Staaten der westlichen Hemisphäre, und es werden die verborgenen Möglichkeiten in jedem von ihnen immer deutlicher sichtbar.
Wenn innerhalb des Siebenjahresplanes dieser zweite Abschnitt in der fortschreitenden Entfaltung der Tätigkeit und der Unternehmungen im Lehren erreicht ist und das zur Verfolgung dieses Planes benötigte Getriebe zu arbeiten beginnt, müssen die amerikanischen Gläubigen, die beherzten Pioniere dieser mächtigen Bewegung, geführt von dem unfehlbaren Licht Bahá’u’lláhs und in strenger Übereinstimmung mit dem von ‘Abdu’l-Bahá angelegten Plan, unter der Leitung ihres Nationalen Geistigen Rates handelnd und der Hilfe des Interamerikanischen Ausschusses gewiss einen Angriff gegen die Mächte der Finsternis, Entartung und Unwissenheit unternehmen. Dieser Angriff muss bis zum äußersten Ende des südlichen Kontinentes vorgetragen werden und in seinen Bereich jede der darin liegenden zwanzig Nationen einbeziehen.
Nun sollten sich einige Gläubige rüsten, sich von ihren Heimatorten, Städten und Staaten lösen, ihr Land verlassen und »ihren ganzen Glauben in Gott setzen als beste Wegzehrung für ihre Reise«Q76; sie sollten ihren Blick und ihre Schritte nach jenen fernen Zonen richten, jenen unerschlossenen Gefilden, jenen unbezwungenen Städten und ihre Tatkraft darauf richten, die Festungen der Menschenherzen zu erobern – der Herzen, von denen Bahá’u’lláh geschrieben hat, dass »die Heerscharen der Offenbarung und Äußerung sie bezwingen können«Q77 sie nicht warten, bis ihre Mitstreiter die erste Stufe ihres Lehrfeldzuges bereits überschritten haben, sondern lasst sie schon jetzt damit beginnen, jenes Kapitel zu eröffnen, das bald als eines der ruhmvollsten in der internationalen Geschichte ihres Glaubens betrachtet werden wird.
Lasst sie zuallererst »ihr eigenes Selbst lehren, so dass ihre Rede die Herzen ihrer Hörer anziehen möge«Q78.
Lasst sie den Triumph ihres Glaubens als ihr »höchstes Ziel«Q79 betrachten.
Lasst sie nicht »die Größe oder Kleinheit des Gefäßes ansehen«Q80, welches das Maß der Gnade enthält, die Gott über dieses Zeitalter verströmt.
Lasst sie »von aller Verknüpfung an diese Welt und ihre Eitelkeiten sich freimachen«Q81 und mit jenem Geiste der Loslösung, den ‘Abdu’l-Bahá so beispielhaft verkörperte, und dem sie, wie Er wünschte, nacheifern sollen, diese so verschiedenen Völker und Länder zum Gedenken Gottes und Seiner höchsten Offenbarung bringen.
Lasst Seine Liebe »eine Schatzkammer für ihre Seelen« sein an dem Tage, da »jeder Pfeiler erzittern wird, da es die Haut der Menschen eiskalt überlaufen wird, da die Augen vor Schrecken erstarren werden«Q82.
Lasst ihre »Seelen erglühen in der Flamme des unvergänglichen Feuers, das im innersten Herzen der Welt brennt, so stark, dass die Wasser des Weltalls seine Glut nicht zu kühlen vermögen«Q83.
Lasst sie »unbeschwert wie der Wind« sein, den »weder der Anblick der Einöde noch die Zeugnisse des Gedeihens ängstigen oder erfreuen können«Q84.
Lasst sie »ihre Zungen lösen und ohne Unterlass Seine Sache verkünden«Q85.
Lasst sie »verkünden, was der Größte Geist ihnen eingeben wird im Dienste der Sache ihres Herrn«Q86.
Lasst sie »sich hüten, mit irgendjemandem zu streiten, lasst sie vielmehr sich bemühen, ihn die Wahrheit auf freundliche Weise und durch überzeugende Ermahnung erkennen zu lassen«Q87.
Lasst sie »ganz um der Sache Gottes willen Seine Botschaft verkünden und im gleichen Geist jeden Widerhall entgegennehmen, den ihre Worte bei ihren Hörern hervorrufen mögen«Q88.
Lasst sie auch nicht einen Augenblick vergessen, dass »der Geist des Glaubens sie durch seine Macht stärken wird« und dass »eine Schar Seiner erwählten Engel mit ihnen ausziehen wird auf Sein Geheiß, des Allmächtigen, des Allweisen«.
Lasst sie immer dessen eingedenk sein »Wie groß … der Segen [ist] der den erwartet, der die Ehre erringt, dem Allmächtigen zu dienen!« und sich daran erinnern, dass »Ein solcher Dienst … wahrlich der Fürst aller guten Taten [ist] und der Schmuck alles edlen Handelns.«Q89
Und endlich:
Lasst diese die Seele aufrüttelnden Worte Bahá’u’lláhs allezeit auf ihren Lippen sein, während sie landauf, landab durch den südamerikanischen.
Kontinent dahineilen, damit sie ihnen ein Trost ihrem Herzen seien, ein Licht auf ihrem Pfad, ein Gefährte in ihrer Einsamkeit und eine Wegzehrung für jeden Tag ihrer Reisen:
»O Wanderer auf dem Pfade Gottes!
Ergreife deinen Anteil aus dem Meer Seiner Gnade und beraube dich nicht selbst der Dinge, die in seinen Tiefen verborgen ruhen … Ein Tropfen aus diesem Meer, über alle in den Himmeln und auf Erden vergossen, würde genügen, um sie reich an der Güte Gottes zu machen, des Allmächtigen, des Allwissenden, des Allweisen.
Schöpfe mit den Händen des Verzichtes aus seinen lebenspendenden Wassern und netze damit alle erschaffenen Dinge, damit sie von allen menschengeschaffenen Begrenzungen reingewaschen werden und sich dem mächtigen Sitze Gottes, diesem geheiligten und strahlenden Orte, nähern.
Sei nicht bekümmert, wenn du dies alleine tun musst.
Lasse dir Gott allgenügend sein … Verkünde die Sache Deines Herrn allen, die in den Himmeln und auf Erden sind.
Antwortet jemand deinem Ruf, so lege die Perlen der Weisheit des Herrn, deines Gottes, die Sein Geist auf dich herabgesandt hat, offen vor ihn hin und gehöre zu denen, die wahrhaft glauben.
Sollte jemand deine Gabe zurückweisen, so wende dich von ihm ab und setze dein Vertrauen und deine Zuversicht in den Herrn aller Welten.
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Wer an diesem Tag seine Lippen öffnet und den Namen seines Herrn erwähnt, zu dem werden die Heerscharen göttlicher Eingebung aus dem Himmel Meines Namens ›der Allwissende‹, ›der Allweise‹ herniederkommen.
Zu ihm wird auch die himmlische Versammlung herabsteigen und ein jeder aus ihr einen Kelch reinen Lichtes hoch vorantragen.
So wurde es vorherbestimmt im Reiche der Offenbarung Gottes auf Befehl des Allherrlichen, des Machtvollsten.«Q90
Lasst die folgenden Worte ‘Abdu’l-Bahás, die den Tablets des Göttlichen Planes entnommen sind, ebenfalls in ihren Ohren klingen, wenn sie, sicher und unerschrocken, in Seinem Auftrag hinausziehen:
»O ihr Jünger Bahá’u’lláhs!
Möge mein Leben ein Opfer für euch sein! … Seht die Tore, die euch Bahá’u’lláh geöffnet hat!
Bedenkt, wie erhaben und hoch die Stufe ist, die zu erreichen euch bestimmt wurde, und wie einzig die Gunstbezeigungen sind, mit denen ihr belehnt wurdet!«Q91 »Meine Gedanken sind euch zugewandt, und mein Herz schlägt hoch bei eurer Erwähnung.
Könntet ihr erkennen, wie meine Seele in Liebe zu euch glüht, so würde eure Herzen eine Glückseligkeit überfluten, die euch zueinander von Liebe entbrennen ließe.«Q92 »Das volle Maß eurer Erfolge ist noch nicht offenbar, ihre Bedeutung wird noch nicht erfasst.
Binnen kurzem werdet ihr mit eigenen Augen sehen, wie glänzend ein jeder von euch gleich einem leuchtenden Stern am Himmel eures Landes das Licht göttlicher Führung erstrahlen lassen und seinem Volke die Herrlichkeit ewigen Lebens bringen wird.«Q93 »Ich hoffe inständig, dass in naher Zukunft die ganze Erde durch, das Ergebnis eurer Leistungen aufgerüttelt und erschüttert werden möge.«Q94 »Der Allmächtige wird euch ohne Zweifel die Hilfe Seiner Gnade gewähren, wird euch mit den Zeichen Seiner Macht bekleiden und eure Seelen mit der erhaltenden Kraft Seines Heiligen Geistes begaben.«Q95 »Seid nicht traurig über eure geringe Zahl und lasst euch nicht niederdrücken durch die Übermacht einer ungläubigen Welt.
Gebt euch Mühe!
Eure Sendung ist unsagbar herrlich.
Sollte Erfolg euer Unternehmen krönen, so wird sich Amerika sicherlich zu einem Mittelpunkt entwickeln, aus dem Wogen geistiger Kraft hervorgehen, und der Thron des Königreiches Gottes wird in der Fülle seiner Majestät und Glorie fest begründet werden.«Q96
Wir sollten uns daran erinnern, dass in die Erfüllung des Siebenjahresplanes, soweit er die Lehrarbeit betrifft, die Bildung von mindestens einem Zentrum in einer jeden der Republiken Mittel- und Südamerikas mit einbeschlossen ist.
Der hundertste Jahrestag der Geburt des Glaubens Bahá’u’lláhs sollte, wenn der bereits begonnene Plan Erfolg haben soll, in jedem dieser Länder Zeuge sein der Schaffung eines wenn auch noch so bescheidenen Fundamentes, auf welchem das heranwachsende Geschlecht der amerikanischen Gläubigen in den Eröffnungsjahren des zweiten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters weiter zubauen imstande sein möge.
Ihre Aufgabe wird es sein, im Verlaufe der folgenden Jahrzehnte diese Grundlagen auszudehnen und zu verstärken und für die notwendige Führung, Hilfe und Ermutigung zu sorgen, die die weithin verstreuten Gruppen von Gläubigen in jenen Ländern befähigen werden, unabhängige und ordnungsgemäß gebildete örtliche Räte zu formen und dadurch das Rahmenwerk der Verwaltungsordnung ihres Glaubens zu errichten.
Die Erstellung solch eines Rahmenwerkes ist in erster Linie die Verantwortung derer, die die Gemeinde der nordamerikanischen Gläubigen zur göttlichen Botschaft bekehrt hat.
Es ist dies eine Aufgabe, in der – abgesehen von der unmittelbaren Verpflichtung, jeder Gruppe zur Entfaltung in einem örtlichen Rat zu verhelfen – die Entwicklung des ganzen Getriebes der Verwaltungsordnung eingeschlossen ist in Übereinstimmung mit den geistigen und administrativen Grundsätzen, die das Leben und Wirken einer jeden bereits errichteten Bahá’í-Gemeinde in der ganzen Welt bestimmen.
Ein Abweichen von diesen klar ausgesprochenen, in den nationalen und örtlichen Bahá’í-Einrichtungen verkörperten Hauptprinzipien kann unter keinen Umständen geduldet werden.
Dies ist jedoch eine Aufgabe, die jene betrifft, welche sich in einem späteren Zeitabschnitt aufmachen müssen, um ein Werk weiterzuführen, das im Grunde noch nicht wirksam begonnen worden ist.
Die notwendige Grundlage
Die Aufgabe der noch systematischeren Vorbereitungen für den Bau des erforderlichen Fundaments, auf dem die ständigen nationalen und örtlichen Institutionen errichtet und sicher begründet werden können, wird sehr bald die gesammelte Aufmerksamkeit derjenigen erfordern, die den Siebenjahresplan durchführen. Sofort, wenn ihre unmittelbare Verpflichtung zur Erschließung der wenigen noch übrig gebliebenen Gebiete in den Vereinigten Staaten und Kanada erfüllt worden ist, sollte ein sorgsam angelegter Plan ausgearbeitet werden, der auf die Errichtung einer solchen Grundlage abzielt. Wie schon dargelegt, stellt die Vorsorge für diese weiten, einleitenden Unternehmungen, deren Umkreis das ganze Gebiet der mittel- und südamerikanischen Republiken umfassen muss, das Herzstück des im Siebenjahresplan durchgeführten Lehrfeldzuges dar. Sie muss letzthin sein Schicksal entscheiden. Von diesem Feldzug muss nicht nur die wirksame Erfüllung der feierlichen, mit dem gegenwärtigen Plan übernommenen Verpflichtungen abhängen, sondern auch die fortschreitende Entfaltung der nachfolgenden Abschnitte, die wesentlich sind für die Verwirklichung der Vision ‘Abdu’l-Bahás bezüglich der Rolle, welche die amerikanischen Gläubigen in der weltweiten Verbreitung ihrer Sache zu spielen haben.
Mögen diese Unternehmungen auch nur ein Vorspiel sein zu den anstrengenden, planmäßigen Bemühungen, durch die sich zukünftige Geschlechter von Gläubigen in den lateinischen Ländern auszeichnen müssen, so erfordern sie doch unverzüglich von Seiten des Nationalen Geistigen Rates sowie des Nationalen Lehrausschusses und des Interamerika-Ausschusses sorgfältige Erkundungen, die das Aussenden von Umsiedlern und Reiselehrern vorbereiten sollen, deren Vorrecht es sein wird, den Ruf des Neuen Tages in einem neuen Erdteil erschallen zu lassen.
In meinem Wunsche, denen zu helfen, die so ungeheure Verantwortung auf sich nehmen und solche Selbstverleugnung erdulden, will ich versuchen, einige nützliche Anregungen zu geben, die nach meiner Überzeugung die Vollendung des großen Werkes erleichtern werden, das in der allernächsten Zukunft getan werden muss.
Diesem Werk, das nach seiner Vollendung ein historisches Wahrzeichen ersten Ranges bilden muss, müssen die Kräfte der ganzen Gemeinde entschlossen gewidmet werden.
Die Zahl der Bahá’í-Lehrer, seien sie Umsiedler oder Reisende, muss wesentlich größer werden.
Die materiellen Hilfsquellen, die zu ihrer Verfügung zu stellen sind, müssen vervielfacht und wirksam gesteuert werden.
Das Schrifttum, mit dem sie ausgestattet werden sollten, muss stark vermehrt werden.
Um ihnen bei der Verbreitung dieser Schriften zu helfen, sollten die Wege in die Öffentlichkeit öfter begangen, zentral gelenkt und intensiv bearbeitet werden.
Die in diesen Ländern verborgenen Möglichkeiten sollten mit Umsicht ausgenützt und planmäßig entwickelt werden.
Die verschiedenen Hindernisse, die durch voneinander abweichende politische und soziale Bedingungen entstanden und nun in diesen Ländern herrschen, sollten genau beachtet und entschlossen überwunden werden.
Mit einem Wort:
Keine Gelegenheit sollte übersehen und keine Mühe gescheut werden, um eine möglichst breite und feste Grundlage für den Fortschritt und die Entfaltung des größten Lehrvorhabens zu legen, das die amerikanische Gemeinde jemals durchgeführt hat.
Die sorgfältige Übersetzung wichtiger Bahá’í-Schriften über die Geschichte, die Lehren oder die Verwaltungsordnung des Glaubens, die weite, planmäßige Verbreitung großer Mengen in möglichst vielen Republiken und in den gängigsten und wichtigsten Sprachen dürfte die vorrangigste, dringendste Maßnahme sein, die zugleich mit der Ankunft der Pioniere in diesen Gebieten zu treffen ist. »Bücher und Flugschriften«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá in einem der Tablets des Göttlichen Planes, »müssen in die Sprachen dieser Länder und Inseln übersetzt oder in diesen verfasst werden, damit sie in jedem Teil und nach allen Richtungen hin in Umlauf gesetzt werden können.«Q97 In Ländern, in denen die Behörden oder irgendwelche einflussreichen Kreise keine Einwände erheben können, sollten diese Maßnahmen verstärkt werden durch Veröffentlichung sorgsam verfasster Artikel und Briefe in verschiedenen Organen der Presse. Sie haben die Aufgabe, der breiten Öffentlichkeit bestimmte Grundzüge der bewegenden Geschichte des Glaubens und den Rang und die Wesensart seiner Lehren einzuprägen.
Ich glaube, dass es sich jeder Arbeiter auf diesem Gebiet, ob Reiselehrer oder Umsiedler, zu seiner obersten und steten Aufgabe machen sollte, freundlich mit allen Schichten der Bevölkerung zu verkehren, ohne Rücksicht auf Klasse, Bekenntnis, Nationalität oder Hautfarbe. Er sollte sich mit ihren Gedankengängen, Neigungen und Gewohnheiten vertraut machen und herausfinden, wie er ihnen am besten näherkommen kann, um sich dann geduldig und taktvoll auf einige wenige zu konzentrieren, die echte Aufnahmefähigkeit und Empfänglichkeit zeigen. Er sollte sich mit äußerster Güte bemühen, solche Liebe, Begeisterung und Ergebenheit in ihre Herzen zu pflanzen, dass sie ihrerseits selbständige, unabhängige Förderer des Glaubens an ihren Heimatorten werden. »O Volk Bahás«, so lautet Bahá’u’lláhs Ermahnung, »verkehre mit allen Menschen im Geiste des Wohlwollens und der Kameradschaft. Wenn du um eine bestimmte Wahrheit weißt und ein Kleinod besitzt, das andere nicht haben, so lasse sie daran teilhaben. Sprich in äußerster Güte und voll guten Willens mit ihnen. Wenn sie es annehmen und es seinen Zweck erfüllt hat, ist dein Ziel erreicht. Wenn es jemand zurückweist, so überlasse ihn sich selbst und bitte Gott, ihn zu führen. Hüte dich, ihn unfreundlich zu behandeln. Eine freundliche Zunge ist der Magnet der Menschenherzen. Sie ist das Brot des Geistes, sie verleiht den Worten Bedeutung. Sie ist die Quelle des Lichtes der Weisheit und des Verstehens.«Q98
Nicht nur die stellvertretenden Bahá’í-Körperschaften, sondern auch die zukünftigen Lehrer und anderen Gläubigen, die nicht das Vorrecht haben, jene Küsten zu besuchen oder sich in jenem Kontinent anzusiedeln, können und sollten sich bemühen, jede sich bietende Gelegenheit zu nützen, um die Bekanntschaft dieser Menschen zu machen und die echte Aufmerksamkeit solcher Leute zu wecken, die entweder Bürger dieser Länder oder sonst irgendwie damit verbunden sind, was auch immer ihr Beruf oder ihre Interessen sein mögen. Durch die Güte, die sie diesen erzeigen, durch Schriften, die sie ihnen geben, oder durch irgendwelche anderen Verbindungen, die sie mit ihnen anknüpfen, können die amerikanischen Gläubigen Saaten in ihre Herzen säen, die später einmal vielleicht aufkeimen und ganz unerwartete Früchte bringen können. Jedoch muss allezeit sehr darauf geachtet werden, dass sie in ihrem Eifer, die internationalen Interessen des Glaubens zu fördern, nicht ihren Zweck verfehlen und durch irgendeine Handlung, die als ein Versuch des Proselytenmachens und unziemlichen Druckes missdeutet werden könnte, jene Menschen davon abschrecken, die sie für ihre Sache zu gewinnen wünschen.
Pionieraufruf
Mein besonderer Aufruf gilt denjenigen amerikanischen Gläubigen – mögen sie zur Stunde auch mit vielfältigen, dringenden und ständig wachsenden Verpflichtungen belastet sein –, denen sich in fremden Ländern die begründete Aussicht bietet, dort ihren Lebensunterhalt zu verdienen, ganz gleich welchen Berufes und welcher Beschäftigung, sei es als Geschäftsleute, als Lehrer, Rechtsanwälte, Ärzte, Schriftsteller, Büroangestellte und ähnliches.
Ich rufe sie besonders auf, ihren ständigen Wohnsitz dorthin zu verlegen.
Dadurch werden sie den ständig wachsenden Druck auf ihren Lehrfonds vermindern, der trotz seines beschränkten Umfanges, soweit nicht anderweitig verfügbar, die Reisekosten und anderen Ausgaben decken muss, die in Verbindung mit der Entwicklung dieses weitläufigen Unternehmens entstehen.
Sollte es ihnen unmöglich sein, an diesem so einzigartigen und heiligen Vorzug teilzuhaben, so mögen sie, der Worte Bahá’u’lláhs eingedenk, sich entschließen, jeder nach den ihm zur Verfügung stehenden Mitteln, einen Vertreter zu benennen, der sich im Namen dieses Gläubigen erhebt und ein so edles Vorhaben durchführt.
»Vereinigt eure Kräfte«, so lauten Bahá’u’lláhs Worte, »um Gottes Glauben zu verbreiten.
Wer immer einer so hohen Berufung würdig ist, der möge sich erheben und ihr Folge leisten.
Wer dazu nicht fähig ist, dessen Pflicht ist es, einen zu benennen, der an seiner Statt diese Offenbarung verkünden wird, deren Kraft die Grundlagen der mächtigsten Bauten erzittern ließ, jeden Berg zu Staub zermalmte und jede Seele zum Verstummen brachte.«Q99
Denjenigen, die ihr Heim und Land verlassen und in jenen Gegenden vorübergehend oder dauernd dienen konnten, obliegt eine besondere Pflicht, die sie sich ständig vor Augen halten müssen.
Es sollte eines ihrer Hauptziele sein, einerseits in ständiger Verbindung mit dem Nationalen Ausschuss zu bleiben, dem die Durchführung dieses Vorhabens anvertraut wurde, und andererseits auf jedem nur möglichen Weg und in völliger Harmonie mit ihren Mitgläubigen in jenen Ländern zusammenzuarbeiten, was immer ihr Tätigkeitsgebiet und wie immer ihre Stellung, Fähigkeit oder Erfahrung auch sein mögen.
Aus der Erfüllung ihrer obersten Pflicht erhalten sie die notwendige Anregung und die erforderliche Führung, die sie befähigen, ihren Auftrag wirkungsvoll auszuführen.
Durch ihre regelmäßigen Berichte an diesen Ausschuss werden sie die Gemeinschaft ihrer Mitgläubigen an den Neuigkeiten der jüngsten Entwicklungen ihrer Tätigkeit teilhaben lassen.
Durch die Erfüllung der anderen Pflicht sichern sie den reibungslosen Ablauf, erleichtern sie den Fortschritt und vermeiden jeden widrigen Vorfall, der die Entwicklung ihres gemeinsamen Unternehmens stören könnte.
Durch den engen Kontakt und die harmonische Verbindung zwischen dem Interamerikanischen Ausschuss, der mit der unmittelbaren Verantwortung der Organisation eines so weitreichenden Unternehmens betraut wurde, und den bevorzugten Pionieren, die dieses Unternehmen tatsächlich ausführen und seine Verzweigungen überall hin ausdehnen, und die Verbindung unter diesen Pionieren selbst, würden außer den unmittelbaren Vorteilen ein würdiges und anfeuerndes Beispiel für jene Generationen setzen, die noch geboren werden und welche die jetzt begonnene Arbeit mit all ihren wachsenden Verflechtungen fortzuführen haben.
In diesen Zeiten, da es die in diesen Ländern auferlegten verschiedenen Beschränkungen vielen Bahá’í-Pionieren schwer machen, ihren Wohnort zu verlegen und ihren Lebensunterhalt in solchen Staaten zu verdienen, wäre es zweifellos von großer Wichtigkeit und hohem Wert, wenn bestimmte Gläubige, deren auch noch so geringes Einkommen ihnen die Mittel für ein unabhängiges Leben gewährt, wenn sie ihre Angelegenheiten so regeln würden, dass sie in der Lage sind, ohne zeitliche Begrenzung in jene Länder umzusiedeln.
Die damit verbundenen Opfer, der Mut, die Glaubenskraft und das erforderliche Durchhaltevermögen sind zweifellos sehr groß.
Ihr Wert kann jedoch heute niemals richtig eingeschätzt werden, und die grenzenlose Belohnung, welche denjenigen zukommt, welche diese Eigenschaften aufweisen, kann unmöglich angemessen geschildert werden.
Bahá’u’lláh bezeugt:
»Diejenigen, die ihr Land verließen, um Unsere Sache zu lehren, wird der getreue Geist durch Seine Macht stärken … Bei Meinem Leben!
Keine Handlung, wie groß sie auch sein mag, ist ihr vergleichbar außer solchen Taten, die Gott, der Allmachtvolle, der Mächtigste, bestimmte.
Dieses Dienen ist in der Tat der König aller guten Taten und die Zierde alles edlen Handelns.«Q100 Eine solche Belohnung, das sollte beachtet werden, darf nicht als eine rein abstrakte Segnung angesehen werden, die nur auf das zukünftige Leben beschränkt ist, sondern als eine spürbare Gnade, welche nur ein solcher Mut und Glaube und eine solche Ausdauer in dieser materiellen Welt verleihen können.
Die großen geistigen und administrativen Leistungen, die in dem weit entfernten Kontinent von Australasien und erst kürzlich in Bulgarien von Gläubigen aus Kanada und aus den Vereinigten Staaten vollbracht worden sind, künden in unmissverständlicher Weise von der Art jener Preise, die ein so bewährtes Heldentum bereits in dieser Welt erringt.
Bahá’u’lláh hat an einer denkwürdigen Stelle geschrieben, zum Preise Seiner Geliebten, »die in Seinem Namen und zu Seiner Lobpreisung durch die Lande gereist sind«:
»Wer immer in ihre Gegenwart gelangt ist, wird sich des Zusammentreffens mit ihnen rühmen, und alle, in jedem Land, werden durch ihr Gedenken erleuchtet werden.«
Der überwiegende Anteil
Wenn ich zu diesem Zeitpunkt des Anteils gedenke, den die Dienerinnen Bahá’u’lláhs seit der Einführung des Glaubens in den Westen zum Unterschied von den Männern gehabt haben, indem sie, auf sich allein gestellt, so viele verschiedenartige und über die Oberfläche des Erdballs weit verstreute Länder erschlossen, dann fühle ich mich veranlasst, nicht nur dieser apostolischen Begeisterung Anerkennung zu zollen, die wahrhaftig an jene heroischen Männer erinnert, die für die Geburt des Glaubens Bahá’u’lláhs verantwortlich waren, sondern auch die Bedeutung eines so überwiegenden Anteiles zu betonen, den die Frauen des Westens hatten und noch haben bei der Errichtung Seines Glaubens in der ganzen Welt.
»Zu den Wundern«, so hat ‘Abdu’l-Bahá bezeugt, »die diese heilige Sendung kennzeichnen, gehört dieses, dass die Frauen größere Kühnheit als die Männer bewiesen, nachdem sie den Reihen des Glaubens beigetreten waren.« Ein so großes und herrliches Zeugnis bezieht sich besonders auf den Westen, und obgleich es bis jetzt reiche und überzeugende Bestätigung erfahren hat, muss es im Verlauf der Jahre weiter verstärkt werden, da die amerikanischen Gläubigen in den glorreichsten Abschnitt ihrer.
Lehrtätigkeit unter dem Siebenjahresplan eintreten.
Die »Kühnheit«, die nach den Worten ‘Abdu’l-Bahás ihre Leistungen in der Vergangenheit gekennzeichnet hat, darf keine Minderung erfahren, da sie an der Schwelle größerer und noch erhabenerer Erfüllungen stehen.
Sie muss vielmehr im Verlauf der Zeit und überall in den weiten und unerschlossenen Gebieten Lateinamerikas noch überzeugender bewiesen werden und für die geliebte Sache noch aufrüttelndere Siege erringen, als sie bis jetzt gewonnen wurden.
An die Bahá’í-Jugend
Ich glaube, ich sollte ein besonderes Wort an die Bahá’í-Jugend richten, wenn ich die Möglichkeiten betrachte, die ein so gewaltiger Feldzug dem eifrigen und wagemutigen Geist zu bieten hat, der die Jugendlichen im Dienste der Sache Bahá’u’lláhs so mächtig belebt.
Obgleich es ihnen an Erfahrung mangelt und sie sich ungenügenden Hilfsquellen gegenübergestellt sehen, so befähigen sie doch der ihnen eigene unternehmerische Geist, die Tatkraft, Aufgewecktheit und der Optimismus, die sie bis jetzt übereinstimmend gezeigt haben, eine aktive Rolle zu spielen im Wecken des Interesses und in der Sicherung der Gefolgschaft ihrer jugendlichen Altersgenossen in jenen Ländern.
Den Bewohnern beider Kontinente kann kein größerer Beweis der jugendlichen Lebenskraft und der pulsierenden Stärke gegeben werden, die das Leben und die Institutionen des heranwachsenden Glaubens Bahá’u’lláhs beseelen, als eine verständnisvolle, ausdauernde und wirksame Teilnahme der Bahá’í-Jugend, ganz gleich welcher Rasse, Nationalität und Klasse, an der Bahá’í-Tätigkeit auf dem Gebiet des Lehrens und der Administration.
Eine solche Beteiligung kann die Kritiker und Feinde des Glaubens, die in unterschiedlichen Graden des Misstrauens und der Entrüstung den Entwicklungsprozess der Sache Gottes und ihrer Institutionen beobachten, am besten von der unzweifelhaften Wahrheit überzeugen, dass dieser Glaube ungemein lebendig, bis in den innersten Kern gesund und sein Schicksal in sicherer Hut ist.
Ich hoffe und bete inständig darum, dass diese Teilnahme dem Glauben nicht nur zum Ruhm, zur Stärke und zum Ansehen gereichen, sondern auch so mächtig auf das geistige Leben der jugendlichen Mitglieder der Bahá’í-Gemeinde einwirken und ihre Energien so anspornen möge, dass sie in die Lage versetzt werden, die ihnen eigenen Fähigkeiten in vollerem Maße zu entfalten und eine weitere Stufe in ihrer geistigen Entwicklung unter dem Schatten des Glaubens Bahá’u’lláhs zu erklimmen.
Die besondere Lage Panamas
Getreu den Anordnungen der von ‘Abdu’l-Bahás Feder niedergelegten Urkunde halte ich es für meine Pflicht, die besondere Aufmerksamkeit derjenigen, denen sie anvertraut wurde, auf die dringenden Bedürfnisse und die besondere Lage, die die Republik von Panama einnimmt, hinzulenken, sowohl im Hinblick auf ihre verhältnismäßige Nähe zum Herzen und Zentrum des Glaubens in Nordamerika als auch auf ihre geographische Lage als Bindeglied zwischen zwei Kontinenten. ‘Abdu’l-Bahá hat mit Bezug auf die Lateinamerikanischen Staaten in einem der Tablets zum Göttlichen Plan geschrieben:
»Alle die obigen Länder sind von Wichtigkeit, besonders gilt dies aber für die Republik Panama, in der der Atlantische und der Pazifische Ozean durch den Panamakanal verbunden sind.
Sie ist ein Zentrum für die Reise und die Durchfahrt von Amerika nach anderen Kontinenten der Welt, und in der Zukunft wird ihr größte Bedeutung zukommen.«Q101 Weiter schrieb Er:
»Ihr müsst ferner der Republik Panama große Aufmerksamkeit widmen, denn an diesem Punkt sind Okzident und Orient durch den Panamakanal vereint, auch liegt sie zwischen zwei großen Ozeanen.
Dieser Bereich wird in Zukunft sehr wichtig werden.
Die Lehren werden, wenn sie dort einmal Fuß gefasst haben, den Osten und Westen, den Norden und Süden verbinden.«Q102 Eine so ausgezeichnete Lage verlangt unzweifelhaft die besondere und sofortige Aufmerksamkeit der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde.
Nachdem die Republik Mexiko bereits dem Glauben erschlossen und ein Geistiger Rat in ihrer Hauptstadt ordnungsgemäß gebildet wurde, ist das Vordringen des Glaubens Bahá’u’lláhs in ein Nachbarland nach Süden ein nur natürlicher und folgerichtiger Schritt, der sich, wie zu hoffen steht, als nicht allzu schwierig erweisen sollte.
Keine Anstrengungen sollten gescheut und keine Opfer für zu groß erachtet werden, um eine wenn auch noch so kleine Gruppe in einer Republik zu errichten, die geistig und geographisch eine so strategische Stellung einnimmt.
Im Hinblick auf die Wirkungsmöglichkeit, die ihr die Worte ‘Abdu’l-Bahás bereits verliehen haben, wird diese Gruppe nach ihrer Bildung ganz ohne Zweifel die ausströmende Gnade des Abhá-Königreiches auf sich ziehen und sich mit so unglaublicher Schnelligkeit entwickeln, dass sie das Staunen und die Bewunderung selbst derjenigen erregt, die schon so erregende Zeugnisse der Kraft und Macht des Glaubens Bahá’u’lláhs miterlebt haben.
Zweifellos sollte von allen zukünftigen Pionieren sowie von den Mitgliedern des Interamerikanischen Ausschusses den geistigen Bedürfnissen dieser bevorrechtigten Republik der Vorzug gegeben werden; zugleich sollten größte Anstrengungen gemacht werden, den Glauben, wenn auch nur als Versuch, in die Republiken von Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicaragua und Costa Rica hineinzutragen, denn das würde sie in einer ununterbrochenen Kette mit ihren Muttergemeinden auf dem nordamerikanischen Kontinent verbinden.
Jedes noch so beträchtliche Hindernis sollte überwunden werden, und die Hilfsquellen der Bahá’í-Finanzen sollten freigebig für diesen Zweck ausgeschöpft und die geschicktesten und höchsten Anstrengungen zu ihrer Erweckung unternommen werden.
Die Errichtung eines weiteren Vorpostens der Sache in ihrem Herzen wird, wie ich sicher glaube, einen Markstein in der Geschichte des Gestaltenden Abschnittes des Glaubens Bahá’u’lláhs in der Neuen Welt darstellen.
Sie wird grenzenlose Möglichkeiten schaffen, die Bemühungen anspornen und das Leben derjenigen mit neuen Kräften erfüllen, die diese Heldentat vollbracht haben werden; sie wird ungeheuren Mut und grenzenlose Freude in die Herzen der Gruppen und Einzelstehenden in den benachbarten und fernen Republiken gießen und einen unfassbaren und doch mächtigen geistigen Einfluss auf das Leben und die zukünftige Entwicklung ihrer Einwohner ausüben.
Eine unerforschliche Weisheit, ein alles bezwingender Wille
Geliebte Freunde!
Dies ist das Bild, das sich vor unseren Augen entfaltet und alle Hilfsmittel der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde in diesen abschließenden Jahren des ersten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters erfordert.
Solcherart sind die Eigenschaften und Fähigkeiten, die von ihnen für die rechte Erfüllung ihrer Verantwortungen und Pflichten verlangt werden.
So sind die Voraussetzungen, die Möglichkeiten und die Ziele des Planes, der jedes Körnchen ihrer Energie beansprucht.
Wer weiß indessen, ob nicht diese wenigen verbleibenden, schnell vorübereilenden Jahre Ereignisse von so unvorstellbarer Größe, härtere Prüfungen, als sie die Menschheit je zu bestehen hatte, und vernichtendere Kämpfe, als sie je vorher dagewesen sind, in sich bergen.
Gefahren, und mögen sie auch noch so unheildrohend sein, dürfen zu keiner Zeit den Glanz ihres neu geborenen Glaubens trüben.
Streit und Verwirrung, so bestürzend sie auch sein mögen, dürfen nie ihre Sicht beeinträchtigen.
Trübsale, so peinigend sie sein mögen, dürfen nie ihre Entschlossenheit erschüttern.
Verleumdungen, mögen sie noch so laut sein, dürfen nie ihre Treue untergraben.
Umwälzungen, mögen sie noch so verheerend sein, dürfen sie nie von ihrem Kurs abbringen.
Der vorliegende Plan, der die knospenden Hoffnungen des hingeschiedenen Meisters verkörpert, muss weiter verfolgt, unnachgiebig verfolgt werden, was immer ihnen in Zukunft. zustoßen und wie beunruhigend die Krise auch sein mag, die ihr Land oder die Welt befällt.
Weit davon entfernt, in ihrer Entschlossenheit nachzugeben oder ihre Aufgabe zu vernachlässigen, sollten sie zu keiner Zeit und unter keinen noch so widrigen Umständen vergessen, dass das Zusammenfallen einer so welterschütternden Krise mit der fortschreitenden Entfaltung und dem Erfolg ihrer göttlich verordneten Aufgabe selbst das Werk der Vorsehung ist, das Vorhaben einer unerforschlichen Weisheit und die Absicht eines alles bezwingenden Willens, eines Willens, der auf seine eigene geheimnisvolle Weise das Geschick des Glaubens und die Schicksale der Menschen führt und überwacht.
Diese gleichzeitigen Vorgänge des Aufstieges und des Unterganges, des Zusammenschlusses und des Auseinanderfallens, der Ordnung und des Chaos mit ihren ständigen und wechselseitigen Auswirkungen aufeinander sind nur Erscheinungen eines einzigen und unteilbaren, größeren Planes, dessen Quelle Gott und dessen Verfasser Bahá’u’lláh ist, der sich auf dem Schauplatz des gesamten Erdballs verwirklicht und dessen letztes Ziel die Einheit und der Frieden der gesamten Menschheit ist.
Solche Überlegungen sollten die Entschlusskraft der gesamten Bahá’í-Gemeinde stählen, ihre bösen Vorahnungen verbannen und sie aufrütteln, sich jeder einzelnen Verordnung jener göttlichen Urkunde erneut zu widmen, deren Rahmen durch ‘Abdu’l-Bahás Feder für sie umrissen wurde. Der Siebenjahresplan ist, wie schon gesagt, nur das Anfangsstadium, eine Stufe in der Entfaltung weiterer Folgerungen dieser Urkunde. Der ursprünglich durch die Bewegung jener Feder erzeugte Impuls, der nun mit wachsender Kraft das Getriebe des Siebenjahresplanes weitertreibt, muss in den Anfangsjahren des nächsten Jahrhunderts weiter beschleunigt werden und die amerikanische Bahá’í-Gemeinde dazu drängen, weitere Abschnitte in der Entfaltung des Göttlichen Planes in Angriff zu nehmen, Abschnitte, die sie weit über die Ufer der nördlichen Hemisphäre hinaustragen in Länder und unter Völker, wo die edelsten Heldentaten dieser Gemeinde zu vollbringen sein werden.
Das Kommen des Königreiches
Jeder Zweifler an diesem Kurs, dem zu folgen dieser beneidenswerten Gemeinde bestimmt ist, möge sich den folgenden Worten ‘Abdu’l-Bahás zuwenden und darüber nachsinnen; sie sind für alle Zeiten in den Tablets des Göttlichen Planes verwahrt und richten sich an die gesamte Gemeinde der Gläubigen in den Vereinigten Staaten und Kanada:
»Das volle Maß eures Erfolges«, teilt Er ihnen mit, »ist noch nicht offenbart, seine Bedeutung noch nicht erfasst.
Binnen kurzem werdet ihr mit euren eigenen Augen Zeuge sein, wie herrlich jeder von euch, gleich einem leuchtenden Stern, das Licht der Göttlichen Führung am Firmament eures Landes ausstrahlen und seinen Bewohnern den Ruhm ewigen Lebens verleihen wird … Der Umfang eurer zukünftigen Taten bleibt noch unenthüllt.
Ich hoffe inständig, dass in naher Zukunft die ganze Erde durch das Ergebnis eurer Taten aufgerüttelt und erschüttert wird.
Deshalb hegt ‘Abdu’l-Bahá für euch die Hoffnung, dass der gleiche Erfolg, der euren Bemühungen in Amerika beschieden war, auch eure Anstrengungen in anderen Teilen der Welt krönen möge, dass durch euch der Ruhm der Sache Gottes in Ost und West verbreitet werde und dass das Kommen des Königreiches des Herrn der Heerscharen in allen fünf Kontinenten des Erdballes verkündet werde.«Q103 Höchst bedeutungsvoll fügt Er hinzu:
»In dem Augenblick, da die amerikanischen Gläubigen diese Göttliche Botschaft über die Küsten Amerikas hinaustragen und sie auf den Kontinenten von Europa, Asien, Afrika und Australasien bis hin zu den Inseln des Pazifik verbreiten, wird sich diese Gemeinde auf dem Thron immerwährender Herrschaft eindeutig bestätigt finden.
Dann werden alle Völker der Welt Zeuge sein, dass diese Gemeinde geistig erleuchtet und göttlich geführt wird.
Dann wird die ganze Erde widerhallen vom Lobpreis ihrer Majestät und Größe.«Q104
Kein Leser dieser Worte, die so geladen sind mit Verheißungen, welche nicht einmal die siegreiche Vollendung des Siebenjahresplanes erfüllen könnte, darf erwarten, dass eine so hoch erhobene und so reich beschenkte Gemeinde sich mit irgendwelchen Lorbeeren begnügt, die sie in nächster Zukunft erringen mag. Auf diesen Lorbeeren auszuruhen wäre in der Tat gleichbedeutend mit dem Verrat an dem Vertrauen, das von ‘Abdu’l-Bahá in diese Gemeinde gesetzt wurde. Die Kette der Siege zu zerreißen, die sie zu jenem höchsten Sieg führen soll, da »die ganze Erde aufgerüttelt und erschüttert wird«Q105 durch das Ergebnis ihrer Taten, würde Seine Hoffnungen zerstören. Schwankend zu werden und zu versagen bei der Aufgabe, diese Botschaft, die sie auf dem amerikanischen Kontinent so hervorragend verkündet haben, auch »auf den Kontinenten von Europa, Asien, Afrika und Australasien bis hin zu den Inseln des Pazifik zu verbreiten«, würde sie des Vorrechts berauben, »auf dem Thron immerwährender Herrschaft eindeutig bestätigt«Q106 zu werden. Die Ehre zu verscherzen, »das Kommen des Königreiches des Herrn der Heerscharen« in »allen fünf Kontinenten des Erdballes«Q107 zu verkünden, würde jenen »Lobpreis ihrer Majestät und Größe«Q108 verstummen lassen, der andernfalls über »die ganze Erde«Q109 erschallen würde.
Ich bin fest davon überzeugt, dass die amerikanischen Gläubigen, die Botschafter des Glaubens Bahá’u’lláhs, niemals ein solches Wanken, Versagen oder eine solche Nachlässigkeit zulassen werden. Ein solches Vertrauen wird niemals verraten werden, solche Hoffnungen können nie zerstört werden, ein solches Vorrecht wird nie verwirkt werden, noch werden solche Lobpreisungen unausgesprochen bleiben. Nein, die heutige Generation dieser gesegneten, dieser wiederholt gesegneten Gemeinde wird vielmehr immer mehr erstarken. Da sich dieses erste Jahrhundert seinem Ende nähert, wird sie den Generationen, die ihr im zweiten folgen, die Fackel Göttlicher Führung weiterreichen, unverdunkelt durch die stürmischen Winde, die sie umtoben, damit jene ihrerseits, getreu dem Wunsch und Auftrag ‘Abdu’l-Bahás, diese Fackel mit der gleichen Tatkraft, Treue und Begeisterung zu den dunkelsten und entferntesten Winkeln der Erde tragen können.
Innig geliebte Freunde! In meinem Verlangen, jedem von euch alle in meiner Macht liegende Unterstützung zukommen zu lassen, die euch befähigen mag, die euch göttlich verordneten, ständig wachsenden Pflichten wirksamer zu erfüllen, kann ich nichts besseres tun, als eure besondere Aufmerksamkeit zu dieser entscheidenden Stunde auf die unsterblichen Textstellen zu lenken, die teilweise aus der großen Anzahl von unveröffentlichten und unübersetzten Schriften Bahá’u’lláhs ausgewählt wurden. In Seiner Offenbarung der Stufe und Aufgaben Seiner Geliebten, in Seinem Lob der Größe Seiner Sache, in Seiner Betonung der überragenden Bedeutung des Lehrens oder in den Gefahren, die Er andeutet, den Ratschlägen, die Er erteilt, den Warnungen, die Er äußert, den Ausblicken, die Er eröffnet, und in den Versicherungen und Verheißungen, die Er ausspricht, können diese dynamischen und typischen Beispiele der erhabenen Äußerungen Bahá’u’lláhs, von denen jede in direktem Bezug steht zu den Aufgaben, denen sich die amerikanische Bahá’í-Gemeinde zur Zeit gegenübergestellt sieht oder die noch vor ihr liegen, nicht verfehlen, in Geist und Seele eines jeden ihrer Mitglieder, der sich ihnen mit entsprechender Demut und Loslösung nähert, solche Wirkungen auszulösen, dass sein gesamtes Sein erleuchtet und seine täglichen Anstrengungen ungeheuer vertieft werden.
»O Freunde!
Seid nicht achtlos gegenüber den Tugenden, die euch verliehen wurden, noch vernachlässigt eure hohe Bestimmung … Ihr seid die Sterne am Himmel des Verstehens, die Brise, die sich zu Beginn des Tages erhebt, die sanft fließenden Wasser, von denen das wirkliche Leben aller Menschen abhängt, die Buchstaben, die auf Seiner heiligen Rolle eingetragen sind.« Q110 »O Volk Bahás!
Ihr seid der Frühlingswind, der über die Welt weht.
Durch euch haben Wir die Welt des Seins mit der Zierde des Erkennens des Gnadenvollsten geschmückt.
Durch euch ist das Angesicht der Welt mit einem Lächeln geziert worden und hat die Pracht Seines Lichtes aufgeleuchtet.
Haltet euch an das Seil der Beständigkeit in solcher Weise, dass alle eitlen Einbildungen verschwinden.
Eilt hervor vom Horizont der Macht im Namen eures Herrn, des Unbeschränkten, und verkündet Seinen Dienern mit Weisheit und Beredsamkeit die Botschaften Seiner Sache, mit deren Glanz die Welt des Daseins übergossen wurde.
Hütet euch, damit euch nichts von der Beachtung der Dinge abhalte, die von der Feder der Herrlichkeit für euch verordnet wurden, als sie mit unumschränkter Majestät und Macht über Sein Tablet geführt ward.
Groß ist die Segnung für den, der auf ihre helle Stimme hörte, als sie durch die Macht der Wahrheit vor allen erhoben wurde, die im Himmel sind, und vor allen, die auf Erden wohnen … O Volk Bahás!
Der Strom, der wirklich Leben bedeutet, ist um euretwillen geflossen.
Trinkt davon in Meinem Namen und achtet derer nicht, die nicht an Gott, den Herrn der Offenbarung, geglaubt haben.
Wir haben euch erschaffen, um die Hände Unserer Sache zu sein.
Erringt den Sieg für diesen Unterdrückten, der in den Händen der Missetäter schwer geprüft wurde.
Er wird wahrlich jedem helfen, der Ihm hilft, und wird an jeden denken, der Seiner gedenkt.
Dafür legt dieses Tablet Zeugnis ab, das den Glanz der liebenden Güte eures Herrn, des Allherrlichen, des Allbezwingenden, ausgegossen hat.« »Gesegnet sind die Diener Bahas!
Gott ist Mein Zeuge!
Sie sind der Trost für das Auge der Schöpfung.
Durch sie wurde das Weltall geschmückt und das Bewahrte Tablet verschönt.
Sie sind diejenigen, die in der Arche der völligen Unabhängigkeit segelten, ihre Gesichter dem Tagesanbruch der Schönheit zugewendet.
Wie sehr sind sie gesegnet, da sie zu dem gelangten, was ihr Herr, der Allwissende, bestimmt hat.
Ihr Licht schmückte die Himmel und erleuchtete die Gesichter derer, die zu Ihm hingezogen wurden.« »Bei dem Kummer, der die Schönheit des Allherrlichen betrübt!
Die Stufe, die für den wahren Gläubigen verordnet wurde, ist so herrlich, dass, wenn auch nur ein winziges Körnchen ihrer Herrlichkeit vor der Menschheit entschleiert würde, jeder Schauende sich verzehren würde in dem Verlangen, sie zu erreichen.
Aus diesem Grunde würdewurde bestimmt, dass in diesem irdischen Leben das volle Ausmaß der Herrlichkeit seiner eigenen Stufe vor dem Auge eines solchen Gläubigen verborgen bleibt.« Q111 »Wenn der Schleier gelüftet und die volle Herrlichkeit der Stufe derer offenbar gemacht würde, die sich ganz Gott zugewendet und in ihrer Liebe zu ihm der Welt entsagt haben, würde die ganze Schöpfung verstummen.« Q112
»Wahrlich, Ich sage!
Niemand hat den Urgrund dieser Sache begriffen.
Es obliegt an diesem Tage jedem, mit dem Auge Gottes zu schauen und mit Seinem Ohr zu hören.
Wer Mich mit einem anderen Auge als dem Meinen betrachtet, wird Mich nie erkennen können.
Keine der früheren Manifestationen hat, außer bis zu einem vorgeschriebenen Umfange, das Wesen dieser Offenbarung jemals völlig erfasst.« »Ich bezeuge vor Gott die Größe, die unfassbare Größe dieser Offenbarung.
Wieder und wieder haben Wir in den meisten Unserer Tablets für diese Wahrheit Zeugnis abgelegt, damit die Menschheit aus ihrer Achtlosigkeit aufgerüttelt würde.« Q113 »Wie groß ist die Sache, wie erschütternd das Gewicht ihrer Botschaft!« Q114 »In dieser mächtigsten Offenbarung haben alle Sendungen der Vergangenheit ihre höchste und letzte Vollendung erreicht.« Q115 »Was in dieser hervorragenden, erhabensten Offenbarung kundgemacht wurde, ist ohne Beispiel in der Geschichte der Vergangenheit, auch werden zukünftige Zeitalter gleiches nie erleben.« Q116 »Die Absicht, die der ganzen Schöpfung zugrunde liegt, ist die Offenbarung dieses erhabensten, dieses heiligsten Tages, des Tages, der als Tag Gottes in Seinen Büchern und Schriften bekannt ist – der Tag, den alle Propheten und die Auserwählten und die Heiligen mitzuerleben wünschten.« »Das Wesentlichste und der vollkommenste Ausdruck dessen, was immer die Menschen in früheren Zeiten entweder gesagt oder geschrieben haben, ist durch diese gewaltigste Offenbarung vom Himmel des Willens des Allbesitzenden, des Ewigwährenden Gottes herabgesandt worden.« Q117 »Dies ist der Tag, an dem Gottes vortrefflichste Gunstbezeigungen über die Menschen ausgeschüttet wurden, der Tag, an dem Seine mächtigste Gnade allen erschaffenen Dingen eingeflößt wurde.« Q118 »Dies ist der Tag, an dem der Ozean des Erbarmens Gottes den Menschen kundgetan wurde, der Tag, an dem das Tagesgestirn Seiner liebenden Güte seinen Glanz über sie ausgoss, der Tag, an dem die Wolken Seiner gnadenreichen Gunst die ganze Menschheit überschatteten.« Q119 ».Bei der Gerechtigkeit Meines eigenen Selbstes!
Groß, unermesslich groß ist diese Sache!
Mächtig, unvorstellbar mächtig ist dieser Tag!« Q120 »Jeder Prophet hat das Kommen dieses Tages angekündigt, und jeder Gottgesandte hat heftig nach dieser Offenbarung verlangt – einer Offenbarung, bei deren Enthüllung alle erschaffenen Dinge ausriefen und sprachen: ›Die Erde ist Gottes, des Erhabensten, des Größten!‹« »
Der Tag der Verheißung ist gekommen, und Er, der der Verheißene ist, verkündet laut vor allen im Himmel und auf Erden: ›Wahrlich, es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden!‹ Ich schwöre bei Gott!
Was seit Ewigkeit in der Weisheit Gottes, des Kenners des Sichtbaren und des Unsichtbaren verwahrt war, ist geoffenbart.
Glücklich das Auge, das Gottes Antlitz sieht, glücklich das Antlitz, das sich Ihm zuwendet, dem Herrn allen Seins!« »Wahrlich, dieser Tag ist groß!
Die Hinweise auf ihn in allen heiligen Schriften als den Tag Gottes bestätigen Seine Größe.
Die Seele jedes Propheten Gottes, jedes Göttlichen Boten hat nach diesem wundersamen Tag gedürstet.
Die mannigfaltigen Bewohner der Erde haben sich alle danach gesehnt, an ihm teilzuhaben.« Q121 »An diesem Tage ist ein Tor weit geöffnet, weiter noch als Himmel und Erde zusammen.
Das Auge des Erbarmens Dessen, Der das Verlangen der Welt ist, blickt auf alle Menschen.
Eine Tat, und sei sie noch so unscheinbar, ist, wenn sie im Spiegel der Erkenntnis Gottes betrachtet wird, mächtiger als ein Gebirge.
Jeder Tropfen, der auf Seinem Pfad dargebracht wurde, ist in diesem Spiegel wie ein Meer.
Denn dies ist der Tag, den der eine wahre Gott, verherrlicht sei Er, in allen Seinen Büchern Seinen Propheten und Seinen Boten angekündigt hat.« »Dies ist eine Offenbarung, in der unzählige Meere den Menschen belohnen werden, der ihretwegen auch nur einen Tropfen Blutes vergießt.« Q122 »Ein flüchtiger Augenblick an diesem Tage übertrifft Jahrhunderte eines vergangenen Zeitalters … Weder Sonne noch Mond waren Zeuge eines solchen Tages.« Q123 »Dies ist der Tag, an dem die unsichtbare Welt ausruft: ›Groß ist deine Glückseligkeit, o Erde, denn du bist zum Schemel deines Gottes gemacht und zum Sitz Seines mächtigen Thrones erwählt worden.‹« Q124 »Die Welt des Daseins erstrahlt an diesem Tage in der Pracht dieser Göttlichen Offenbarung.
Alle erschaffenen Dinge preisen seine rettende Gnade und singen sein Lob.
Das Weltall ist von der Verzückung der Freude und Fröhlichkeit umfangen.
Die Schriften früherer Offenbarungen feiern das große Jubelfest, das diesem größten Tag Gottes gebührt.
Wohl dem, der gelebt hat, diesen Tag zu sehen, und seine Stufe erkannt hat.« Q125 »An diesem Tage ist eine andere Sonne aufgegangen, und ein anderer Himmel wurde mit seinen Sternen und seinen Planeten geschmückt.
Die Welt ist eine andere Welt, und die Sache ist eine andere Sache.« »Dies ist der Tag, mit dem vergangene Zeitalter und Jahrhunderte niemals wetteifern können.
Erkenne dies und gehöre nicht zu den Unwissenden.« »Dies ist der Tag, an dem menschlichen Ohren das Vorrecht eingeräumt wurde zu hören, was Er, der mit Gott verkehrteA3, auf dem Sinai hörte, was Er, der Freund GottesA4, hörte, als Er zu Ihm emporgehoben wurde, was Er, der Geist GottesA5, hörte, als Er zu Ihm aufstieg, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden.« »Dieser Tag ist der Tag Gottes, und diese Sache ist Seine Sache.
Glücklich, wer dieser Welt entsagt und sich hält an Ihn, die Morgensonne der Offenbarung Gottes.« »Dies ist der König der Tage, der Tag, der das Kommen des Inniggeliebten gesehen hat, Er, der seit aller Ewigkeit als das Verlangen der Welt gepriesen wurde.« Q126 »Dies ist der höchste aller Tage und der König unter ihnen.
Groß ist die Glückseligkeit dessen, der durch den süßen Duft dieser Tage immerwährendes Leben erreicht hat und der sich mit der größten Standhaftigkeit erhoben hat, der Sache Dessen beizustehen, der der König der Namen ist.
Ein solcher Mensch ist wie ein Auge für den Körper der Menschheit.« »Unvergleichlich ist dieser Tag, denn er ist wie das Auge für vergangene Zeitalter und Jahrhunderte und wie ein Licht in der Finsternis der Zeiten.« »Dieser Tag unterscheidet sich von anderen Tagen, und diese Sache unterscheidet sich von allen anderen.
Bittet den einen wahren Gott, dass Er den Augen der Menschen nicht verwehren möge, Seine Zeichen zu erblicken, noch ihren Ohren, die helle Stimme der Feder der Herrlichkeit zu hören.« »Diese Tage sind Gottes Tage; mit einem Augenblick daraus können Zeitalter und Jahrhunderte niemals wetteifern.
Ein Atom ist in diesen Tagen wie die Sonne, ein Tropfen wie das Meer.
Jeden einzelnen Atemzug, der in der Liebe Gottes und zu Seinem Dienst ausgehaucht wird, zeichnet die Feder der Herrlichkeit auf als eine fürstliche Tat.
Würden die wirkenden Kräfte dieses Tages aufgezählt, so wären alle wie vom Donner getroffen außer denen, die Dein Herr ausgenommen hat.« »Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Dies sind die Tage, an denen Gott die Herzen der gesamten Schar Seiner Boten und Propheten geprüft hat und darüber hinaus derjenigen, die vor Seinem ehrwürdigen und unverletzlichen Heiligtum Wache halten, den Insassen des himmlischen Gebäudes und den Bewohnern des Zeltes der Herrlichkeit.« Q127 »Würde die Größe dieses Tages in ihrem ganzen Umfange offenbart werden, dann gäbe ein jeder Mensch eine Unzahl von Leben – und wieviel mehr diese Welt und ihre vergänglichen Schätze – in der Sehnsucht hin, an seiner großen Herrlichkeit und sei es auch nur für einen Augenblick, teilzuhaben!« Q128 »Gott, der Wahre, ist Mein Zeuge!
Dies ist der Tag, an dem es jedem Sehenden obliegt zu schauen, jedem hörenden Ohr zu horchen, jedem verstehenden Herzen zu erfassen und jeder sprechenden Zunge, allen, die im Himmel und auf Erden sind, zu verkünden diesen heiligen, diesen erhabenen und allerhöchsten Namen.« »Sprich: o Mensch!
Dies ist ein beispielloser Tag.
Beispiellos muss auch die Zunge sein, die das Lob des Verlangens aller Völker verherrlicht, und beispiellos die Tat, die danach strebt, in Seinen Augen angenommen zu werden.
Die ganze Menschheit hat sich nach diesem Tage gesehnt, dass er vielleicht erfüllen möge, was ihrer Stufe wohl geziemt und ihrer Bestimmung würdig ist.« Q129
»Durch die Bewegung Unserer Feder der Herrlichkeit haben Wir auf das Gebot des Allgewaltigen Verordners hin jeder menschlichen Gestalt neues Leben eingehaucht und jedem Wort neue Kraft verliehen.
Alles Erschaffene verkündet die Beweise dieser weltweiten Erneuerung.« Q130 »O Menschen!
Ich schwöre bei dem einen wahren Gott!
Dies ist der Ozean, aus dem alle Meere hervorgegangen sind und mit dem jedes von ihnen letztlich vereinigt werden wird.
Durch Ihn wurden alle Sonnen erzeugt, und zu Ihm werden sie alle zurückkehren.
Durch Seine Macht haben die Bäume der Göttlichen Offenbarung ihre Früchte hervorgebracht, und jede von ihnen ist in der Gestalt eines Propheten herabgesandt worden, der eine Botschaft für Gottes Geschöpfe in jeder der Welten trug, deren Zahl Gott allein in Seiner allumfassenden Kenntnis zählen kann.
Dies hat Er durch die Vermittlung nur eines einzigen Buchstabens Seines Wortes vollbracht, das durch Seine Feder geoffenbart wurde – einer durch Seinen lenkenden Finger bewegten Feder – wobei der Finger gestärkt wurde durch die Macht der Wahrheit Gottes.« Q131 »Bei der Gerechtigkeit des einen wahren Gottes!
Wenn das Staubkörnchen eines Edelsteines verlorenginge und unter einem Berg von Steinen begraben und hinter den sieben Meeren verborgen läge, würde die Hand des Allgewaltigen es sicher an diesem Tag zum Vorschein bringen, rein und frei von allem Schmutz.« Q132 »Jeder einzelne Buchstabe, der aus Unserem Munde kommt, ist mit solcher Erneuerungskraft ausgestattet, dass er fähig ist, eine neue Schöpfung ins Leben zu rufen – eine Schöpfung, deren Erhabenheit für alle außer Gott unergründlich ist.
Er hat wahrhaftig Kenntnis von allen Dingen.« Q133 »Sollten wir es wünschen, so stünde es in Unserer Kraft, ein schwebendes Körnchen Staub zu befähigen, in weniger als einem Augenblick Sonnen von unendlichem, unvorstellbarem Glanz zu erzeugen, oder einen Tautropfen zu veranlassen, sich zu ausgedehnten und zahllosen Meeren zu entwickeln, oder jedem Buchstaben solch eine Kraft einzuflößen, dass er in die Lage versetzt wäre, all das Wissen vergangener und zukünftiger Zeitalter zu entfalten.« Q134 »Wir sind im Besitze einer solchen Macht, die, sollte sie ans Licht gebracht werden, das tödlichste Gift in ein Allheilmittel von unfehlbarer Wirkung umzuwandeln vermöchte.« Q135
»Die Tage nähern sich ihrem Ende, und doch sieht man die Völker der Erde in schmerzlicher Achtlosigkeit versunken und in offenkundigem Irrtum befangen.« »Groß, groß ist der Glaube!
Die Stunde nähert sich, in der die größte Erschütterung deutlich wird.
Ich schwöre bei Ihm, Der die Wahrheit ist!
Sie wird jeden mit Scheidung treffen, selbst diejenigen, die sich um Mich scharen.« »Sprich: o Menge der Achtlosen!
Ich schwöre bei Gott!
Der verheißene Tag ist gekommen, der Tag, an dem schreckliche Prüfungen über euren Köpfen und unter euren Füßen branden und verkünden: ›Kostet das Werk eurer Hände!‹« »Die Zeit ist da für die Vernichtung der Welt und ihrer Bewohner.
Er, der Urewige, ist gekommen, damit Er unvergängliches Leben und ewiges Bewahren verleihe, und das bringe, was dem wahren Leben förderlich ist.« »Der Tag naht, da ihreA6 Flamme die Städte verschlingen wird, da die Zunge der Größe verkünden wird: ›Das Königreich ist Gottes, des Allmächtigen, des Allgepriesenen!‹« Q136 »O ihr Verständnislosen!
Eine schwere Prüfung für euch zieht heran und wird euch plötzlich heimsuchen.
Seid rührig – vielleicht geht sie dann vorüber ohne Schaden anzurichten!« Q137 »O ihr Völker der Welt!
Wisset wahrlich, dass unvorhergesehenes Elend euch folgt und schmerzliche Vergeltung eurer harrt.
Denkt nicht, dass die Taten, die ihr begangen habt, vor meinen Augen ausgelöscht sind.« Q138 »O ihr Achtlosen!
Obgleich die Wunder Meines Erbarmens alles Erschaffene, das sichtbare wie das unsichtbare, umschlossen und die Offenbarungen Meiner Gnade und Güte jedes Atom des Weltalls durchdrungen haben, ist dennoch die Rute, mit der Ich die Gottlosen züchtigen kann, schmerzhaft, und die Heftigkeit Meines Zornes gegen sie ist furchtbar.« Q139 »Seid nicht bekümmert über diejenigen, die sich mit den Dingen dieser Welt beschäftigen und das Gedenken Gottes, des Größten, vergessen haben.
Bei Ihm, Der die Ewige Wahrheit ist!
Der Tag nähert sich, an dem der grimmige Unwille des Allmächtigen sie erfasst haben wird.
Er ist wahrlich der Allgewaltige, der Allbezwingende, der Mächtigste.
Er wird die Erde von der Befleckung ihrer Verderbtheit reinigen, und wird sie als Erbe denjenigen Seiner Diener geben, die Ihm nahe sind.« Q140 »Bald wird der Ruf ›Wahrlich, wahrlich, hier bin Ich, hier bin Ich‹A7 in jedem Lande gehört werden.
Denn es hat niemals und wird niemals eine andere Zuflucht für irgendjemanden geben, zu der er fliehen könnte.« »Und wenn die festgesetzte Stunde gekommen ist, wird plötzlich das erscheinen, was die Glieder der Menschheit erzittern lässt.
Dann und nur dann wird das Göttliche Banner entfaltet werden und die Nachtigall des Paradieses ihre Melodie singen.« Q141
»Zu Beginn jeder Offenbarung hat viel Not geherrscht, die später in großes Wohlergehen umgewandelt wurde.« »Sprich: o Volk Gottes!
Gebt Acht, dass die irdischen Gewalten euch nicht beunruhigen, die Macht der Völker euch nicht schwach mache, der Lärm streitender Menschen euch nicht erschrecke oder die Inhaber irdischen Ruhmes euch betrüben.
Steht fest wie ein Berg in der Sache eures Herrn, des Allmächtigen, des Allherrlichen, des Unbezwungenen.« »Sprich:
Hütet euch, o Volk Bahas, damit nicht die Starken der Erde euch eurer Stärke berauben oder die, welche die Welt regieren, euch mit Furcht erfüllen.
Setzt euer Vertrauen auf Gott und übergebt eure Angelegenheiten Seiner Obhut.
Er wird euch wahrlich durch die Kraft der Wahrheit siegreich machen.
Er wahrlich ist mächtig zu tun, was Er will, und in Seinem Griff liegen die Zügel der allgewaltigen Macht.« »Ich schwöre bei Meinem Leben!
Meine Geliebten kann nur das befallen, was ihnen von Vorteil ist.
Dies bezeugt die Feder Gottes, des Mächtigsten, des Allherrlichen, des Meistgeliebten.« »Lasst nicht die Geschehnisse der Welt euch betrüben.
Ich schwöre bei Gott!
Das Meer der Freude sehnt sich danach, in eure Gegenwart zu gelangen, denn alles Gute wurde für euch erschaffen und wird euch den Notwendigkeiten der Zeiten entsprechend offenbart werden.« »O Meine Diener!
Sorgt euch nicht, wenn in diesen Tagen und auf diesem irdischen Planeten Dinge gegen euer Wünschen von Gott verordnet und kundgetan wurden, denn Tage seliger Freude und himmlischen Entzückens erwarten euch.
Heilige und geistig herrliche Welten werden eure Augen erblicken.
Ihr seid von Ihm in dieser Welt und im künftigen Leben ausersehen, ihre Wohltaten zu genießen, an ihren Freuden teilzuhaben und einen Anteil an ihrer stärkenden Gnade zu erhalten.
Ihr werdet zweifellos zu jeder einzelnen von ihnen gelangen.« Q142
»Dies ist der Tag, an dem gesprochen werden muss.
Es ist die Aufgabe des Volkes Bahas, mit äußerster Geduld und Nachsicht danach zu streben, die Völker der Welt zum Größten Horizont zu führen.
Jeder Körper ruft laut nach einer Seele.
Durch den Atem des Wortes Gottes müssen himmlische Seelen die toten Körper mit frischem Geist beleben.
In jedem Wort ist ein neuer Geist verborgen.
Glücklich ist der Mensch, der dahin gelangt und sich aufgemacht hat, die Sache Dessen zu lehren, der der König der Ewigkeit ist.« »Sprich: o Diener!
Der Sieg dieser Sache hing ab und wird weiterhin abhängen von dem Auftreten heiliger Seelen, von dem Aufzeigen guter Taten und von der Offenbarung von Worten vollendeter Weisheit.« »Vereinigt eure Kraft zur Verbreitung des Glaubens Gottes.
Wer immer einer so hohen Berufung würdig ist, soll sich erheben und sich für ihn einsetzen.
Wer dazu nicht fähig ist, dessen Pflicht ist es, den zu benennen, der an seiner Statt diese Offenbarung verkünden wird, deren Kraft die Grundlagen der mächtigsten Bauten erzittern ließ, jeden Berg zu Staub zermalmte und jede Seele verstummen machte.« Q143 »
Lasst eure Hauptsorge sein, den Gefallenen aus dem Sumpf drohender Vernichtung zu erretten und ihm zu helfen, den altehrwürdigen Glauben Gottes anzunehmen.
Euer Verhalten gegenüber eurem Nachbarn muss so sein, dass es die Zeichen des einen wahren Gottes klar verdeutlicht, denn ihr seid die ersten unter den Menschen, die durch Seinen Geist neu erschaffen wurden, die ersten, Ihn anzubeten und das Knie vor Ihm zu beugen, die ersten, sich um Seinen Thron der Herrlichkeit zu scharen.« Q144 »O ihr Geliebten Gottes!
Legt euch nicht auf eurem Lager zur Ruhe, nein, erhebt euch, sobald ihr euren Herrn, den Schöpfer, erkennt und von den Dingen hört, die Ihn befallen haben, und eilt zu Seiner Unterstützung herbei.
Löst eure Zungen und hört nicht auf, Seine Sache zu verkünden.
Dies wird besser für euch sein als alle Schätze der Vergangenheit und der Zukunft, wenn ihr zu denen gehört, die diese Wahrheit begreifen.« Q145 »Ich schwöre bei Ihm, Der die Wahrheit ist!
Binnen kurzem wird Gott den Anfang des Lebensbuches mit der Erwähnung Seiner Geliebten schmücken, die Trübsal auf Seinem Pfade erlitten haben und in Seinem Namen und zu Seinem Lobpreis durch die Länder reisten.
Wer immer in ihre Gegenwart gelangt ist, wird sich des Zusammentreffens mit ihnen rühmen, und alle, die in jedem Lande wohnen, werden durch ihr Gedenken erleuchtet werden.« »Wetteifert miteinander im Dienste Gottes und Seiner Sache.
Dies ist wahrhaftig, was euch in dieser Welt und in der kommenden von Nutzen sein wird.
Euer Herr, der Gott der Barmherzigkeit, ist der Allunterrichtete, der Allwissende.
Seid nicht bekümmert über die Dinge, die ihr in diesen Tagen erlebt.
Der Tag wird kommen, an dem die Zungen der Völker verkünden werden: ›Die Erde ist Gottes, des Allmächtigen, des Einzigen, des Unvergleichlichen, des Allwissenden!‹« »Gesegnet ist der Ort, und das Haus, und der Platz, und die Stadt, und das Herz, und das Gebirge, und der Zufluchtsort, und die Höhle, und das Tal, und das Land, und das Meer, und die Insel, und die Wiese, wo Gottes Erwähnung getan und Sein Lob gepriesen wurde.« »Wird die Reise von Ort zu Ort um Gottes willen unternommen, so kann sie auch jetzt ihren Einfluss in der Welt ausüben, so wie sie es immer getan hat.
In den früheren Büchern wurde die Stufe derjenigen, die nah und fern herumreisten, um die Diener Gottes zu führen, festgesetzt und niedergeschrieben.« »Ich schwöre bei Gott!
So wunderbar sind die Dinge, die für die Standhaften bestimmt wurden, dass, würde von ihnen nur so viel wie ein Nadelöhr enthüllt, alle, die im Himmel und auf Erden sind, wie vom Donner gerührt wären, außer denen, die Gott, der Herr aller Welten, auszunehmen bestimmt hat.« »Ich schwöre bei Gott!
Das, was für den ausersehen wurde, der Meiner Sache beisteht, übertrifft die Schätze der Erde!« »Wer seine Lippen an diesem Tage öffnet und des Namens seines Herrn Erwähnung tut, zu dem werden die Heerscharen der Göttlichen Eingebung vom Himmel Meines Namens, des Allwissenden, des Allweisen, herabsteigen.
Zu ihm wird auch die hehre Versammlung herabkommen, von der jeder einen Kelch reinen Lichtes emporhält.
So wurde es im Königreich der Offenbarung Gottes vorherbestimmt auf Geheiß Dessen, Der der Allherrliche, der Mächtige ist.« Q146 »Bei der Gerechtigkeit Dessen, Der an diesem Tag im innersten Herzen alles Erschaffenen ausruft: ›Gott!
Es ist kein Gott außer Mir!‹A8 Wenn sich ein Mensch erhebt, um in seinen Schriften die Sache Gottes gegen ihre Angreifer zu verteidigen, so wird dieser, wie unbedeutend sein Beitrag sein mag, in der nächsten Welt so geehrt werden, dass die himmlische Versammlung ihn um seinen Ruhm beneiden wird.
Keine Feder kann die Erhabenheit seiner Stufe schildern, noch kann irgendeine Zunge deren Glanz beschreiben.« Q147 »So Gott will werdet ihr alle gestärkt werden, um den Willen Gottes auszuführen, und wird euch gnädiglich geholfen werden, den Rang zu würdigen, der denen seiner Geliebten verliehen wurde, die sich erhoben haben, Ihm zu dienen und Seinen Namen zu rühmen.
Auf ihnen sei die Herrlichkeit Gottes, die Herrlichkeit von allem, was im Himmel ist, und allem, was auf Erden ist, und die Herrlichkeit der Bewohner des erhabensten Paradieses, des Himmels der Himmel.« Q148 »O Volk Bahas!
Dass es keinen gibt, mit euch in Wettstreit zu treten, ist ein Zeichen der Barmherzigkeit.
Trinkt aus dem Kelch der Gnade den Wein der Unsterblichkeit ungeachtet derer, die Gott, den Herrn der Namen und Schöpfer der Himmel, verleugnet haben.«
»Ich schwöre bei dem einen wahren Gott!
Dies ist der Tag derer, die sich von allem außer Ihm losgesagt haben, der Tag derer, die Seine Einheit erkannt haben, der Tag, an dem Gott mit den Händen Seiner Macht göttliche Existenzen und unvergängliche Wesen erschafft, von denen jedes die Welt und alles, was darinnen ist, hinter sich wirft und so standhaft in der Sache Gottes wird, dass jedes weise und verstehende Herz sie bewundert.« »Verborgen hinter dem Heiligen Schleier und vorbereitet für den Dienst Gottes ruht eine Schar Seiner Erwählten, die den Menschen offenbar gemacht werden, Seiner Sache helfen und sich vor niemandem fürchten sollen, auch wenn sich die ganze Menschheit erhebt und gegen sie zu Felde zieht.
Sie sind diejenigen, die sich unter dem aufmerksamen Blick der Bewohner der Erde und der Bürger des Himmels erheben und mit lauter Stimme dem Namen des Allmächtigen zujubeln und die Menschenkinder zum Pfade Gottes, des Allherrlichen, des Allgepriesenen, laden sollen.« Q149 »Der Tag naht heran, an dem Gott durch einen Willensakt ein Menschengeschlecht erwecken wird, dessen Wesen für alle außer Gott, dem Allgewaltigen, dem Selbstbestehenden, unergründlich ist.« Q150 »Er wird binnen kurzem aus dem Schoß der Stärke die Hände der Überlegenheit und Macht erheben – Hände, die sich emporheben werden, um den Sieg für diesen Jüngling zu gewinnen, und die die Menschheit von der Sünde der Verstoßenen und Gottlosen reinigen werden.
Diese Hände werden sich bereit machen, um den Glauben Gottes zu schützen, und sie werden in Meinem Namen, dem Selbstbestehenden, dem Mächtigen, die Völker und Geschlechter der Erde unterwerfen.
Sie werden die Städte betreten und die Herzen all ihrer Bewohner mit Furcht erfüllen.
Das sind die Zeugnisse der Macht Gottes; wie furchtbar, wie gewaltig ist Seine Macht!« Q151
Noch ein Wort zum Abschluss. Unter den folgenschwersten und das Denken am meisten herausfordernden Aussprüchen, die jemals von ‘Abdu’l-Bahá im Verlauf Seiner geschichtemachenden Reisen durch den nordamerikanischen Kontinent getan wurden, finden sich folgende: »Möge diese amerikanische Demokratie die erste Nation sein, welche die Grundlage internationaler Verständigung errichtet. Möge sie die erste Nation sein, welche die Einheit der Menschheit verkündet. Möge sie die erste sein, die das Banner des Größten Friedens entfaltet.«Q152 und weiter: »Das amerikanische Volk ist in der Tat würdig, das erste zu sein, welches das Zelt des Größten Friedens errichtet und die Einheit der Menschheit verkündet… Denn Amerika hat größere und wundervollere Kräfte als andere Nationen entwickelt … Die amerikanische Nation ist ausgerüstet und befähigt, das- zu vollbringen, was die Seiten der Geschichte schmücken wird, von der Welt beneidet und in Ost und West zum Triumph ihres Volkes gesegnet … Der amerikanische Kontinent zeigt Zeichen und Beweise sehr großen Fortschrittes. Seine Zukunft verspricht noch viel mehr, denn sein Einfluss und seine Erleuchtung sind weitreichend. Er wird alle Nationen geistig führen.«Q153
Das Schicksal Amerikas
Sobald die schöpferischen Energien durch die ersten Bewegungen der keimhaften Weltordnung Bahá’u’lláhs in diesem Volk ausgelöst wurden, haben sie ihm, das zu ihrer Wiege und ihrem Vorkämpfer bestimmt ist, die Würde verliehen, es mit Kräften und Fähigkeiten begabt und es geistig ausgerüstet, damit es die Rolle zu spielen vermag, die mit diesen prophetischen Worten angedeutet wurde. Die Kräfte, die dieser von Gott gegebene Auftrag seinen Bewohnern eingeflößt hat, beginnen sich kundzutun, einerseits in den bewussten Bemühungen und den die ganze Nation umfassenden Leistungen auf dem Lehr- und auf dem administrativen Gebiet, mit denen die Anhänger Bahá’u’lláhs auf dem amerikanischen Kontinent in ihrer Gemeinde ihre Tätigkeit aufgenommen haben; andererseits formen diese gleichen Kräfte, unabhängig von diesen Bemühungen und Leistungen, doch gleichlaufend mit ihnen, unmerklich unter dem Druck der politischen und wirtschaftlichen Mächte der Welt das Schicksal dieser Nation und beeinflussen das Leben und die Handlungen ihrer Regierung und ihrer Bevölkerung.
Auf die Bemühungen und Leistungen jener, die um die Offenbarung Bahá’u’lláhs wissend nun auf diesem Kontinent arbeiten, auf den jetzigen und zukünftigen Verlauf ihrer Tätigkeit, habe ich auf den vorhergehenden Seiten genügend hingewiesen. Wenn man das Schicksal des amerikanischen Volkes in seiner Gesamtheit richtig erfassen will, muss nun noch ein Wort über die Ausrichtung und die allgemeine Entwicklungstendenz dieser Nation als Ganzes gesagt werden. Denn, gleichgültig wie unkundig der Quelle, aus der diese richtungweisenden Energien hervorkommen, und wie langsam und schwerfällig der Vorgang auch ist, so wird doch in zunehmendem Maße deutlich, dass die Nation als Ganze, ob durch das Verhalten ihrer Regierung oder sonst wie, unter dem Einfluss von Kräften, die sie weder begreifen noch überwachen kann, stark solchen Verbindungen und einer solchen Politik zustrebt, in denen, wie ‘Abdu’l-Bahá vermerkte, ihre wahre Bestimmung liegen muss. Sowohl die Gemeinde der amerikanischen Gläubigen, die sich jener Quelle bewusst sind, als auch die große Masse ihrer Landsleute, die die Hand, die ihr Schicksal lenkt, noch nicht erkannt haben, tragen, jede auf ihre Weise, ihren Teil bei zur Verwirklichung der Hoffnungen und zur Erfüllung der Verheißungen, die in den oben zitierten Worten ‘Abdu’l-Bahás ausgesprochen wurden.
Die Welt schreitet fort.
Ihre Ereignisse entfalten sich unheilverkündend und mit verwirrender Geschwindigkeit.
Der Wirbelwind ihrer Leidenschaften ist schnell und beunruhigend heftig.
Die Neue Welt wird unmerklich in ihren Strudel hineingezogen.
Die möglichen Sturmzentren der Erde werfen bereits ihre Schatten auf ihre Gestade.
Ungeahnte und nicht vorherzusagende Gefahren bedrohen sie von innen und von außen.
Ihre Regierungen und Völker verfangen sich allmählich in den Fallstricken der sich wiederholenden Krisen und heftigen Auseinandersetzungen der Welt.
Der Atlantische und Pazifische Ozean schrumpfen mit jeder Beschleunigung im Vormarsch der Wissenschaft immer mehr zu bloßen Kanälen zusammen.
Die große Republik des Westens findet sich in besonderem und steigendem Maße betroffen.
Fernes Donnergrollen hallt drohend in den Aufwallungen ihrer Bewohner wider.
An ihren Flanken erstrecken sich die möglichen Sturmzentren des europäischen Kontinents und des Fernen Ostens.
An ihrem südlichen Horizont wird sichtbar, was sich möglicherweise zu einem weiteren Zentrum des Aufruhrs und der Gefahr entwickeln könnte.
Die Welt verengt sich zu einer Nachbarschaft.
Amerika muss dieser neuen Lage, freiwillig oder unfreiwillig, ins Gesicht blicken und sich ernstlich mit ihr auseinandersetzen.
Zum Zwecke der nationalen Sicherheit, ganz abgesehen von irgendwelchen humanitären Gründen, muss es die Verpflichtungen übernehmen, die ihm durch diese neu geschaffene Nachbarschaft auferlegt wurden.
So widersinnig es auch erscheinen mag, so liegt doch seine einzige Hoffnung, sich aus den ringsum aufwachsenden Gefahren zu befreien, darin, sich in jenes Gewebe internationaler Verflechtungen verwickeln zu lassen, das von der Hand einer unerforschlichen Vorsehung gewoben wird.
Der Ratschlag ‘Abdu’l-Bahás an einen hochgestellten Beamten in seiner Regierung kommt einem als besonders angemessen und gewichtig in den Sinn.
»Du kannst am besten deinem Land dienen, wenn du in deiner Eigenschaft als Bürger der Welt danach strebst, bei der endlichen Anwendung des föderalistischen Prinzips, das der Regierung deines eigenen Landes zugrunde liegt, auf die jetzt zwischen den Völkern und Nationen der Welt bestehenden Beziehungen mitzuwirken.«Q154 Die Ideale, die die Phantasie des amerikanischen Präsidenten anregten, der tragischer Weise so wenig gewürdigt wird und dessen hohe Bemühungen, wenn sie auch von einer kurzsichtigen Generation für nichtig erklärt wurden, durch ‘Abdu’l-Bahás eigene Feder begrüßt wurden als Ankündigung der Morgendämmerung des Größten Friedens, diese Ideale klagen heute im Staub liegend ein achtloses Geschlecht bitter an, dass es sich so grausam von ihnen abgewandt hat.
Dass die Welt von Gefahren bedrängt wird, dass sich diese Gefahren immer mehr verdichten und die amerikanische Nation tatsächlich bedrohen, kann ein klarsichtiger Beobachter unmöglich verneinen.
Die Erde ist gegenwärtig in ein Heerlager verwandelt.
Etwa fünfzig Millionen Mann sind unter Waffen oder stehen als Reserve bereit.
Nicht weniger als die Summe von drei Milliarden Pfund wird in einem Jahr für die Rüstung ausgegeben.
Das Licht der Religion ist verdunkelt, und der moralische Rückhalt löst sich auf.
Die Nationen der Welt sind zum größten Teil eine Beute der sich streitenden Ideologien geworden, die drohen, die eigentliche Grundlage ihrer teuer erworbenen politischen Einheit zu spalten.
Aufgewiegelte Massen in diesen Ländern sehen sie mit Missfallen, sind bis zu den Zähnen bewaffnet, sind kopflos vor Angst und stöhnen unter dem Joch der Drangsale, verursacht durch politischen Hader, rassischen Fanatismus, Nationalhass und religiöse Feindseligkeit.
»Die Winde der Verzweiflung«, hat Bahá’u’lláh unmissverständlich bestätigt, »wehen, ach, aus jeder Richtung, und der Hader, der die Menschheit zerspaltet und peinigt, nimmt täglich zu.
Die Zeichen drohender Schwäche und des nahen Chaos sind heute zu erkennen …«Q155 ‘Abdu’l-Bahá hat schon vor zwei Jahrzehnten geschrieben und vorhergesagt:
»Die Übel, unter denen die Welt nun leidet, werden sich vervielfältigen; die Dunkelheit, die sie umfangen hält, wird sich vertiefen.
Die Balkanländer werden unzufrieden bleiben.
Ihre Unruhe wird wachsen.
Die besiegten Mächte werden fortfahren zu hetzen.
Sie werden zu jeder Maßnahme Zuflucht nehmen, die den Brand des Krieges wieder entfachen kann.
Neu entstehende und in ihrem Ausmaß weltweite Bewegungen werden ihr Äußerstes zur Förderung ihrer eigenen Absichten tun.
Die Bewegung der Linken wird große Bedeutung erringen.
Ihr Einfluss wird sich ausbreiten.«Q156 Was die amerikanische Nation selbst anbetrifft, so hat die Stimme ihres eigenen Präsidenten klar und deutlich das Volk gewarnt, dass ein möglicher Angriff auf das Land durch die Entwicklung des Flugwesens und durch andere Faktoren unendlich viel näher gerückt sei.
Ihr Minister äußerte vor kurzem bei einer Ansprache an die versammelten Vertreter aller amerikanischen Republiken während einer Konferenz eine nicht weniger Unheil verkündende Warnung.
»Diese sich erhebenden Kräfte zeigen sich drohend am Horizont der ganzen Welt, – ihr Unheil verkündender Schatten legt sich über unsere ganze eigene Hemisphäre.« Auch ihre Presse schlägt denselben Ton der Warnung und Unruhe vor einer sich nähernden Gefahr an.
»Wir müssen gewappnet sein, uns nach innen und außen zu verteidigen … Unsere Verteidigungsfront ist lang.
Sie reicht von Point Barrow in Alaska bis Kap Horn und erstreckt sich entlang des Atlantik und des Pazifik.
Wann und wo die Angreifer aus Europa und Asien gegen uns losschlagen werden, kann niemand sagen.
Es kann überall und zu jeder Zeit sein … Wir haben keine Wahl, als uns selbst zu bewaffnen … Wir müssen aufmerksam für die westliche Hemisphäre wachen.«
Die Entfernung, die die amerikanische Nation seit ihrer förmlichen und entschiedenen Zurückweisung der Wilson’schen Ideale zurückgelegt hat, die Veränderungen, die in ihr unerwartet in den letzten Jahren vor sich gegangen sind, die Richtung, in der sich die Angelegenheiten der Welt bewegen, und ihr unvermeidlicher Druck auf die Politik und Wirtschaft dieser Nation, sind für jeden Bahá’í-Beobachter, der die Entwicklung der internationalen Lage im Lichte der Prophezeiungen Bahá’u’lláhs und ‘Abdu’l-Bahás betrachtet, äußerst bedeutungsvoll, höchst aufschlussreich und ermutigend. Den genauen Kurs aufzuzeichnen, den diese Nation in diesen unruhigen Zeiten und schweren Jahren einschlagen wird, ist unmöglich. Wenn wir die Richtung beurteilen, die ihre Angelegenheiten jetzt nehmen, können wir den Kurs nur erahnen, den sie höchstwahrscheinlich in ihren Beziehungen zu den Republiken Amerikas und den Ländern der übrigen Erdteile weiterhin wählen wird.
Eine engere Verbindung mit diesen Republiken einerseits und in wechselndem Ausmaß eine vermehrte Teilnahme an den Angelegenheiten der ganzen Welt andererseits als Ergebnis der periodischen Krisen in der Welt, erscheinen als die wahrscheinlich zutreffendsten Entwicklungen, die die Zukunft für dieses Land bereithält. Verzögerungen müssen unvermeidlicher Weise eintreten, und Rückschläge müssen in Kauf genommen werden im Verlauf der Entwicklung dieses Landes auf seine endliche Bestimmung hin. Nichts jedoch kann letztlich den Kurs ändern, der ihm von der nie irrenden Feder ‘Abdu’l-Bahás vorgeschrieben wurde. Nachdem seine Bundeseinheit bereits erzielt und seine inneren Einrichtungen gefestigt wurden – eine Stufe, die das Mannesalter als politische Ganzheit kennzeichnet – muss sich ihre weitere Entwicklung als Mitglied der Nationenfamilie unter Umständen, die zur Zeit noch nicht vorstellbar sind, ständig fortsetzen. Diese Entwicklung muss andauern bis zu jenem Zeitpunkt, da diese Nation durch die aktive und entscheidende Rolle, die sie bei der Organisation und friedlichen Regelung der Angelegenheiten der Menschheit zu spielen haben wird, die Fülle ihrer Macht und Wirksamkeit erreicht haben wird als ausgezeichnetes Mitglied und bestimmender Bestandteil einer verbündeten Welt.
Die unmittelbare Zukunft muss als Ergebnis dieser stetigen, allmählichen und unvermeidlichen Verwicklung in die vielfältigen Schwierigkeiten und Probleme, die die Menschheit heimsuchen, dunkel und bedrückend für jene Nation sein. Die welterschütternde, harte Prüfung, die Bahá’u’lláh, wie auf den vorangegangenen Seiten angeführt, so anschaulich vorhergesagt hat, mag sie in einem noch nie dagewesenen Grade in ihren Wirbel hineinreißen. Im Gegensatz zu ihrer Reaktion auf den letzten Weltkonflikt wird sie vermutlich aus ihm in bewusster Entschlossenheit auftauchen, um die Gelegenheit zu ergreifen, das volle Gewicht ihres Einflusses auf die ungeheuren Probleme geltend zu machen, die solch eine harte Prüfung nach sich zieht, und um in Verbindung mit ihren Schwesternationen des Ostens und Westens den größten Fluch zu bannen, der seit undenklichen Zeiten die Menschheit heimgesucht und erniedrigt hat.
Dann und nur dann wird die amerikanische Nation, geformt und gereinigt im Schmelztiegel eines allgemeinen Krieges, abgehärtet gegen seine Fieberfröste und diszipliniert durch seine Schule, in der Lage sein, ihre Stimme im Rat der Nationen zu erheben, selbst den Grundstein für einen weltweiten und dauernden Frieden zu legen, die Geschlossenheit, Einheit und Reife der Menschheit zu verkünden und bei der Errichtung der versprochenen Herrschaft der Gerechtigkeit auf Erden mitzuhelfen. Dann und nur dann wird die amerikanische Nation, während die Gemeinde der amerikanischen Gläubigen in ihrem Herzen ihren göttlich erteilten Auftrag ausführt, in der Lage sein, die unaussprechlich herrliche Sendung zu erfüllen, die ihr vom Allmächtigen bestimmt wurde und in den Schriften ‘Abdu’l-Bahás unvergänglich verwahrt ist. Dann und nur dann wird die amerikanische Nation das vollbringen, »was die Seiten der Geschichte schmücken wird«, »von der Welt beneidet und in Ost und West … gesegnet.«Q157
Shoghi
25. Dezember 1938
Quellenangaben
Q1 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 63:1 – Anm. d. Hrsg.
Q2 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 9:2 – Anm. d. Hrsg.
Q3 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q4 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 137:1, 137:3, 137:4 – Anm. d. Hrsg.
Q5 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:1 – Anm. d. Hrsg.
Q6 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in Botschaften aus ‘Akká 7:10 – Anm. d. Hrsg.
Q7 Bahá’u’lláh, Ṭarázát, in: Botschaften aus ‘Akká 4:12 – Anm. d. Hrsg.
Q8 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 131:3–131:4 – Anm. d. Hrsg.
Q9 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:9 – Anm. d. Hrsg.
Q10 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 100:6 – Anm. d. Hrsg.
Q11 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 100:8 – Anm. d. Hrsg.
Q12 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 136:6 – Anm. d. Hrsg.
Q13 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Ḥikmat, in: Botschaften aus ‘Akká 9:5 – Anm. d. Hrsg.
Q14 Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 148 – Anm. d. Hrsg.
Q15 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:8 – Anm. d. Hrsg.
Q16 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 2:16 – Anm. d. Hrsg.
Q17 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of Abdul-Baha, p. 459 – Anm. d. Hrsg.
Q18 Bahá’u’lláh, auch zitiert in: ‘Abdu’l-Bahá, in: Twelve Table Talks given in ‘Akká 11:10 – Anm. d. Hrsg.
Q19 Bahá’u’lláh, Kalimát-i-Firdawsíyyih, in: Botschaften aus ‘Akká 6:25 – Anm. d. Hrsg.
Q20 Bahá’u’lláh, vgl. Brief an den Sohn des Wolfes 52 – Anm. d. Hrsg.
Q21 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:23 – Anm. d. Hrsg.
Q22 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 12:1 – Anm. d. Hrsg.
Q23 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 163:2 – Anm. d. Hrsg.
Q24 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 46:2 – Anm. d. Hrsg.
Q25 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in Botschaften aus ‘Akká 7:34 – Anm. d. Hrsg.
Q26 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Maqṣúd, in: Botschaften aus ‘Akká 11:6 – Anm. d. Hrsg.
Q27 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte arab. 2 – Anm. d. Hrsg.
Q28 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:6 – Anm. d. Hrsg.
Q29 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 100:1 – Anm. d. Hrsg.
Q30 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:2 – Anm. d. Hrsg.
Q31 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:3 – Anm. d. Hrsg.
Q32 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:8 – Anm. d. Hrsg.
Q33 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 164:2 – Anm. d. Hrsg.
Q34 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 136:5 – Anm. d. Hrsg.
Q35 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 60:3 – Anm. d. Hrsg.
Q36 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 136:6 – Anm. d. Hrsg.
Q37 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 46:4 – Anm. d. Hrsg.
Q38 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 59:5 – Anm. d. Hrsg.
Q39 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 141:2, 141:4 – Anm. d. Hrsg.
Q40 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:4 – Anm. d. Hrsg.
Q41 Bahá’u’lláh, berichtet von E. G. Brown im Vorwort zu: A Traveller’s Narrative, p. xl – Anm. d. Hrsg.
Q42 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 28:4 – Anm. d. Hrsg.
Q43 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 45:8 – Anm. d. Hrsg.
Q44 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 63:17 – Anm. d. Hrsg.
Q45 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 98:5 – Anm. d. Hrsg.
Q46 ‘Abdu’l-Bahá, in: Foundations of World Unity, p. 34 – Anm. d. Hrsg.
Q47 ‘Abdu’l-Bahá, in: Foundations of World Unity, p. 34 – Anm. d. Hrsg.
Q48 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 47:6 – Anm. d. Hrsg.
Q49 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 28:2 – Anm. d. Hrsg.
Q50 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 45:9 – Anm. d. Hrsg.
Q51 ‘Abdu’l-Bahá, in: Ansprachen in Paris 15:7 – Anm. d. Hrsg.
Q52 ‘Abdu’l-Bahá, in: Ansprachen in Paris 15:7 – Anm. d. Hrsg.
Q53 ‘Abdu’l-Bahá, in: Foundations of World Unity, p. 35 – Anm. d. Hrsg.
Q54 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Nápulyún II, in: Anspruch und Verkündigung 1:148, in: Ährenlese 158:1 – Anm. d. Hrsg.
Q55 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:10 – Anm. d. Hrsg.
Q56 Báb, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:63 – Anm. d. Hrsg.
Q57 ‘Abdu’l-Bahá, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:63 – Anm. d. Hrsg.
Q58 Báb, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:63 – Anm. d. Hrsg.
Q59 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 181 – Anm. d. Hrsg.
Q60 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 6:6 – Anm. d. Hrsg.
Q61 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q62 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 8:18 – Anm. d. Hrsg.
Q63 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 161:2 – Anm. d. Hrsg.
Q64 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:2 – Anm. d. Hrsg.
Q65 ‘Abdu’l-Bahá, Sendschreiben zum göttlichen Plan 14:4 – Anm. d. Hrsg.
Q66 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 28:2 – Anm. d. Hrsg.
Q67 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 6:7 – Anm. d. Hrsg.
Q68 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:5 – Anm. d. Hrsg.
Q69 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 5:1 – Anm. d. Hrsg.
Q70 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:21 – Anm. d. Hrsg.
Q71 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:21 – Anm. d. Hrsg.
Q72 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 1:2 – Anm. d. Hrsg.
Q73 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 5:1 – Anm. d. Hrsg.
Q74 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:1 – Anm. d. Hrsg.
Q75 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:5 – Anm. d. Hrsg.
Q76 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:2 – Anm. d. Hrsg.
Q77 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:11 – Anm. d. Hrsg.
Q78 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:6 – Anm. d. Hrsg.
Q79 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:2 – Anm. d. Hrsg.
Q80 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 5:4 – Anm. d. Hrsg.
Q81 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:3 – Anm. d. Hrsg.
Q82 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 15:5 – Anm. d. Hrsg.
Q83 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 15:6 – Anm. d. Hrsg.
Q84 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 161:2 – Anm. d. Hrsg.
Q85 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 154:2 – Anm. d. Hrsg.
Q86 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:4 – Anm. d. Hrsg.
Q87 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:10 – Anm. d. Hrsg.
Q88 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 161:2 – Anm. d. Hrsg.
Q89 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:1 – Anm. d. Hrsg.
Q90 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 129:1–129:3 – Anm. d. Hrsg.
Q91 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 8:5 – Anm. d. Hrsg.
Q92 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 8:9 – Anm. d. Hrsg.
Q93 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:1 – Anm. d. Hrsg.
Q94 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q95 ‘Abdu’l-Bahá, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:21 – Anm. d. Hrsg.
Q96 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:4 – Anm. d. Hrsg.
Q97 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:11 – Anm. d. Hrsg.
Q98 Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 21 – Anm. d. Hrsg.
Q99 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q100 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:1 – Anm. d. Hrsg.
Q101 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 6:8 – Anm. d. Hrsg.
Q102 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 14:7 – Anm. d. Hrsg.
Q103 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:1, 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q104 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q105 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q106 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q107 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q108 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q109 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q110 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q111 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:25 – Anm. d. Hrsg.
Q112 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 93:14 – Anm. d. Hrsg.
Q113 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:18 – Anm. d. Hrsg.
Q114 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q115 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:10, 161:4 – Anm. d. Hrsg.
Q116 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:18 – Anm. d. Hrsg.
Q117 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in Botschaften aus ‘Akká 7:12 – Anm. d. Hrsg.
Q118 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 4:1 – Anm. d. Hrsg.
Q119 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 5:1 – Anm. d. Hrsg.
Q120 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:12 – Anm. d. Hrsg.
Q121 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 7:2 – Anm. d. Hrsg.
Q122 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 3:2 – Anm. d. Hrsg.
Q123 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:23 – Anm. d. Hrsg.
Q124 Bahá’u’lláh, in: Days of Remembrance 6:6, in: Ährenlese 14:6 – Anm. d. Hrsg.
Q125 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:22 – Anm. d. Hrsg.
Q126 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:22 – Anm. d. Hrsg.
Q127 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 8:1 – Anm. d. Hrsg.
Q128 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q129 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 16:1 – Anm. d. Hrsg.
Q130 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in: Botschaften aus ‘Akká 7:5 – Anm. d. Hrsg.
Q131 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 51:1 – Anm. d. Hrsg.
Q132 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q133 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q134 Bahá’u’lláh, Súriy-i-Haykal, in: Anspruch und Verkündigung 1:75 – Anm. d. Hrsg.
Q135 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q136 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 164:2 – Anm. d. Hrsg.
Q137 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 85:5 – Anm. d. Hrsg.
Q138 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte pers. 63 – Anm. d. Hrsg.
Q139 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 153:4 – Anm. d. Hrsg.
Q140 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 103:3 – Anm. d. Hrsg.
Q141 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 61:1 – Anm. d. Hrsg.
Q142 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 153:9 – Anm. d. Hrsg.
Q143 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q144 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 147:2 – Anm. d. Hrsg.
Q145 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 154:2 – Anm. d. Hrsg.
Q146 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 129:3 – Anm. d. Hrsg.
Q147 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 154:1 – Anm. d. Hrsg.
Q148 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:4 – Anm. d. Hrsg.
Q149 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 129:4 – Anm. d. Hrsg.
Q150 Bahá’u’lláh, Súriy-i-Haykal, in: Anspruch und Verkündigung 1:8 – Anm. d. Hrsg.
Q151 Bahá’u’lláh, Súriy-i-Haykal, in: Anspruch und Verkündigung 1:34 – Anm. d. Hrsg.
Q152 ‘Abdu’l-Bahá, Promulgation of Universal Peace 14:6 – Anm. d. Hrsg.
Q153 ‘Abdu’l-Bahá, Promulgation of Universal Peace 14:6, 8:5, 42:6, 43:1 – Anm. d. Hrsg.
Q154 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 3:18 – Anm. d. Hrsg.
Q155 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Maqṣúd, in: Botschaften aus ‘Akká 11:26 – Anm. d. Hrsg.
Q156 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 3:6 – Anm. d. Hrsg.
Q157 ‘Abdu’l-Bahá, Promulgation of Universal Peace 42:6 – Anm. d. Hrsg.
Anmerkungen
A1 vgl. Hes. 38:8 – Anm. d. Hrsg.
A2 schwarze.
A3 Moses.
A4 Muḥammad.
A5 Jesus.
A6 der Zivilisation.
A7 vgl. Gen. 22:1, 22:11, 31:11, 46:2, Ex. 3:4, 1 Kön. 3:4, Jes. 6:8, Báb, Worte an den Sharíf von Mekka, Ansprache an Sulaymán in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 1:7:2, 1:9:7 – Anm. d. Hrsg.
A8 vgl. »Gott! Es ist kein Gott außer Ihm« in: Qur’án 2:225, 3:2, 4:87, 20:8, 27:26, 64:13, u. a. – Anm. d. Hrsg.
Das Kommen Göttlicher Gerechtigkeit
Shoghi Effendi
An die Geliebten Gottes und die Dienerinnen des Gnadenvollen in den Vereinigten Staaten und in Kanada.
Innig geliebte Brüder und Schwestern in der Liebe Bahá’u’lláhs:
Es wäre wohl schwierig, die Gefühle unbezähmbarer Freude und Begeisterung angemessen auszudrücken, die mein Herz jedes Mal durchfluten, wenn ich innehalte, um über die unaufhörlichen Beweise tatkräftiger Energie nachzudenken, die die standhaften Pioniere der Weltordnung Bahá’u’lláhs bei der Durchführung des ihnen anvertrauten Planes beseelt. Die Unterzeichnung des Vertrages durch Ihre gewählten nationalen Vertreter, welche die Eröffnung des letzten Abschnittes des größten Vorhabens zu erkennen gibt, das von den Anhängern des Glaubens Bahá’u’lláhs im Westen je unternommen wurde, und der in den aufeinanderfolgenden Berichten ihres Nationalen Lehrausschusses niedergelegte, außerordentlich ermutigende Fortschritt bezeugen – über den Schatten jedes Zweifels erhaben – die Treue, Tatkraft und Sorgfalt, mit der Sie die mannigfaltigen Unternehmungen durchführen, die zwangsläufig mit dem Fortschreiten des Siebenjahresplanes verbunden sind. Nach seinen beiden Gesichtspunkten und in all seinen Einzelheiten wird er mit beispielhafter Regelmäßigkeit und Genauigkeit, mit unverminderter Wirksamkeit und lobenswerter Eile ausgeführt.
Dem Einfallsreichtum, den die nationalen Vertreter der amerikanischen Gläubigen in den letzten Monaten so schlagend bewiesen haben und der durch die von ihnen ergriffenen aufeinanderfolgenden Maßnahmen so deutlich bezeugt wurde, entsprach die treue, bedingungslose und großzügige Unterstützung, die ihnen in jedem kritischen Abschnitt und mit jedem neuen Schritt in der Wahrnehmung ihrer heiligen Pflichten von all denen gewährt wurde, die sie vertreten. Diese enge Wechselwirkung, dieser vollkommene Zusammenhalt, diese beständige Harmonie und Kameradschaft zwischen den verschiedenen Einrichtungen, die zum organischen Leben jeder gut funktionierenden Bahá’í-Gemeinde beitragen und das grundlegende Rahmenwerk dafür bilden, sind eine Erscheinung, die einen deutlichen Gegensatz zu den zersetzenden Neigungen darstellt, welche von den uneinigen Elementen der heutigen Gesellschaft so tragisch an den Tag gelegt werden. Während jede sichtbare Prüfung, die Seiner erwählten Gemeinde aufzuerlegen die unerforschliche Weisheit des Allmächtigen für notwendig erachtet, nur dazu dient, ihr unentbehrliches Zusammengehörigkeitsgefühl von neuem zu veranschaulichen und ihre innere Stärke zu festigen, enthüllt jede neue Krisis im Geschick eines dekadenten Zeitalters .immer überzeugender als die vorangegangene die zerstörenden Einflüsse, die die Lebenskraft seiner untergehenden Einrichtungen rasch untergraben und ihre Grundlagen erschüttern.
Für diese Beweise des Eingreifens einer immer wachsamen Vorsehung müssen sie, die der Gemeinde des Größten Namens gleichzusetzen sind, immerwährende Dankbarkeit empfinden. Sie können nicht umhin, aus jedem neuen Zeichen Seiner nie versagenden Gnade einerseits und Seiner Heimsuchung andererseits nie endende Hoffnung und frischen Mut zu schöpfen. Wachsam und bereit, jede Gelegenheit zu ergreifen, welche ihnen die Umdrehungen des Schicksalsrades innerhalb ihres Glaubens bieten, und ohne Furcht beim Anblick der krampfartigen Zuckungen,, die früher oder später diejenigen befallen werden, die sich geweigert haben, sein Licht anzunehmen, müssen sie und diejenigen, die sich nach ihnen mühen werden, vorwärtsdrängen, bis die Vorgänge, die jetzt in Bewegung gesetzt wurden, ihre Kraft ausgestrahlt und ihren Anteil beigetragen haben zur Geburt einer Ordnung, die sich nun im Schoße eines trächtigen Zeitalters regt.
Wiederkehrende Krisen
Diese wiederkehrenden Krisen, die mit unheilverkündender Häufigkeit und unwiderstehlicher Kraft einen ständig wachsenden Teil der Menschheit heimsuchen, müssen, wenn auch vorübergehend, zwangsläufig ihren unheilvollen Einfluss bis zu einem gewissen Grade auch auf eine Weltgemeinde ausüben, die ihre Verzweigungen bis an die äußersten Grenzen der Erde ausgedehnt hat. Wie kann der Beginn eines Weltaufstandes, der Kräfte entbindet, die das soziale, religiöse, politische und das wirtschaftliche Gleichgewicht einer organisierten Gesellschaft so tiefgreifend stören und politische Systeme, Rassenlehren, soziale Ideen, kulturelle Maßstäbe, religiöse Bindungen und Handelsbeziehungen in Chaos und Verwirrung treiben – wie können solche Erschütterungen von so großem Umfang und so ohne jedes Beispiel verfehlen, Auswirkungen auf die Einrichtungen eines noch so jungen Glaubens zu haben, dessen Lehren einen unmittelbaren und lebenswichtigen Einfluss auf jedes dieser Gebiete des menschlichen Lebens und Verhaltens haben?
Man braucht sich deshalb nicht zu wundern, wenn sie, die das Banner eines so durchdringenden Glaubens und einer so herausfordernden Sache hochhalten, sich durch den Angriff dieser welterschütternden Kräfte beeinflusst finden. Man braucht sich auch nicht zu wundern, wenn sie sehen, dass ihre Freiheit inmitten dieses Wirbels widerstreitender Leidenschaften beeinträchtigt wird, ihre Grundsätze verachtet, ihre Einrichtungen geschmäht, ihre Beweggründe herabgesetzt werden, ihre Glaubwürdigkeit in Frage gestellt und ihr Anspruch verworfen wird.
Im Herzen des europäischen Kontinents wurde eine Gemeinde, die, wie von ‘Abdu’l-Bahá vorhergesagt, dazu ausersehen ist, vermöge ihrer geistigen Wirkungskraft und ihrer geographischen Lage den Glanz des Glaubenslichtes auf die umliegenden Länder auszustrahlen, durch die Beschränkungen lahmgelegt, die eine Regierung, die ihren Sinn und Zweck völlig missverstanden hat, ihr aufzuerlegen für notwendig erachtete. Ihre Stimme ist leider verstummt, ihre Einrichtungen sind aufgelöst, ihre Literatur verboten, ihre Archive beschlagnahmt und ihre Zusammenkünfte untersagt.
In Zentralasien, in der Stadt, die sich der einzigartigen Auszeichnung erfreut, von ‘Abdu’l-Bahá als Heimstätte des ersten Mashriqu’l-Adhkár der Bahá’í-Welt ausgewählt worden zu sein, und in den Städten und Dörfern der Provinz, zu der sie gehört, findet sich der schwer bedrängte Glaube Bahá’u’lláhs als Ergebnis der außergewöhnlichen und einzigartigen Lebenskraft, die er im Verlaufe mehrerer Jahrzehnte an den Tag gelegt hat, der Gewalt von Mächten preisgegeben, die, durch seine wachsende Kraft beunruhigt, nun darauf aus sind, ihn bis zum völligen Unvermögen zu erniedrigen. Sein Tempel, obwohl er noch für Zwecke der Bahá’í-Andacht benützt wird, wurde enteignet, seine Räte und Ausschüsse aufgelöst, seine Lehrarbeit lahmgelegt, seine Hauptförderer wurden verbannt und nicht wenige seiner begeistertsten Anhänger, Männer und Frauen, gefangengesetzt.
In seinem Geburtslande, wo die überwältigende Mehrheit seiner Anhänger lebt – einem Lande, dessen Hauptstadt von Bahá’u’lláh als »Mutter der Welt«Q1 und »Tagesanbruch der Freude der Menschheit« gepriesen wurde – betreibt eine Staatsbehörde, die sich bis jetzt noch nicht offiziell von den lähmenden Einflüssen einer veralteten, fanatischen und schändlich korrupten Geistlichkeit gelöst hat, unbarmherzig ihren Feldzug gegen die Anhänger des Glaubens, den zu unterdrücken sie beinahe ein Jahrhundert lang erfolglos bestrebt war. Gleichgültig gegenüber der Wahrheit, dass die Mitglieder dieser unschuldigen und geächteten Gemeinde mit Recht beanspruchen können, zu den uneigennützigsten, fähigsten und glühendsten Verehrern ihres Heimatlandes zu zählen, hochmütig gegenüber ihrer hohen Auffassung der Weltbürgerschaft, die zu verstehen die Verfechter eines übertriebenen und engen Nationalismus niemals hoffen können, verweigert eine solche Behörde einem Glauben, dessen geistiger Rechtsbereich beinahe sechshundert örtliche Gemeinden umfasst und der zahlenmäßig die Anhänger der christlichen, jüdischen und zoroastrischen Religion in jenem Lande übertrifft, die notwendigen gesetzlichen Rechte, um seine Gesetze zur Geltung zu bringen, seine Angelegenheiten zu verwalten, seine Schulen zu unterhalten, seine Festtage zu feiern, seine Literatur zu verbreiten, Feiern nach seinen Bräuchen zu begehen, seine Gebäude zu errichten und seine Besitztümer zu schützen.
Und nun haben im Heiligen Land selbst, dem Herz und Nervenzentrum dieses weltumfassenden Glaubens, die Feuer der Rassenfeindschaft, des brudermörderischen Streites und der schamlosen Gewaltherrschaft einen Brand entzündet, der einerseits den Zustrom der Pilger, der das Lebensblut dieses Zentrums bildet, ernstlich stört, und andererseits die verschiedenen Vorhaben behindert, die zur Erhaltung und Ausdehnung der die heiligen Stätten umgebenden Grundstücke eingeleitet wurden. Die Sicherheit der kleinen Gemeinde ansässiger Gläubiger, die sich einer steigenden Flut der Gesetzlosigkeit gegenübersah, wurde gefährdet, ihre Stellung als neutrale und klar bestimmte Gemeinde indirekt bestritten und ihre Freiheit, gewisse Glaubensbräuche zu befolgen, beschnitten. Eine Reihe mörderischer Angriffe wechselte ab mit Ausbrüchen bitteren rassischen und religiösen Fanatismus, in die nicht nur die leitenden Persönlichkeiten, sondern auch die Anhänger der drei führenden Religionsgemeinschaften in diesem unruhigen Land verwickelt waren, und sie drohten zeitweilig, alle normalen Verbindungswege innerhalb seiner Grenzen und mit der Außenwelt abzuschneiden. So gefährlich die Situation auch war, so wurde doch den Heiligen Stätten der Bahá’í, dem Gegenstand der Verehrung dieses weltumspannenden Glaubens, ungeachtet ihrer Zahl und ihrer gefährdeten Lage, und obgleich sie nach außen hin jeden Schutzes beraubt schienen, eine Bewahrung zuteil, die fast an Wunder grenzt.
Zerrissen von widerstreitenden Leidenschaften und sich, von innen her gefährlich zersetzend, befindet sich die Welt in einer so entscheidenden Epoche ihrer Geschichte dem aufsteigenden Geschick eines jungen Glaubens gegenübergestellt, eines Glaubens, der manchmal in ihre Gegensätze hineingezogen, in ihre Streitigkeiten verwickelt, durch ihre wachsenden Schatten verdunkelt und von der steigenden Flut ihrer Leidenschaften unterdrückt zu werden scheint.
Mitten in seinem Herzen, in seiner Wiege, am Sitz seines ersten und ehrwürdigen Tempels, in einem seiner bislang blühenden und in seinen Möglichkeiten machtvollen Zentren scheint in der Tat der bislang noch unfreie Glaube Bahá’u’lláhs vor den anstürmenden Kräften der Gewalt und des Aufruhrs, denen die Menschheit ständig zum Opfer fällt, zurückgewichen zu sein.
Die Stützpunkte dieses Glaubens machen nach außen hin den Eindruck, als ob sie einer nach dem andern und Tag für Tag erst isoliert, dann angegriffen und erobert würden.
Während die Lichter der Freiheit flackern und erlöschen, während das Geschrei der Uneinigkeit täglich lauter wird, während das Feuer des Fanatismus mit wachsender Heftigkeit in der Brust der Menschen brennt, während die Kälteschauer des Unglaubens unbarmherzig über die Menschenseelen kriechen, scheinen die Glieder und Organe, die den Körper des Glaubens von Bahá’u’lláh bilden, in verschieden starkem Grade von den lähmenden Einflüssen, die nun die Gesamtheit der zivilisierten Welt in ihrem Griff halten, befallen zu werden.
Wie klar und eindringlich werden die Worte ‘Abdu’l-Bahás in dieser Stunde bewiesen: »Die Dunkelheit des Irrtums, der Ost und West umfangen hält, kämpft in diesem größten Zyklus mit dem Lichte göttlicher Führung. Seine Schwerter und seine Speere sind sehr scharf und spitz; seine Armeen von wildem Blutdurst.« »An diesem Tag«, schrieb Er an anderer Stelle, »sind die Kräfte aller Religionsführer auf die Zersplitterung der Gemeinde des Allbarmherzigen und die Zerstörung des göttlichen Gebäudes gerichtet. Die Heerscharen der Welt, sei es der materiellen, kulturellen oder politischen, treiben ihre Angriffe von allen Seiten vor, denn unsere Sache ist groß, sehr groß. Ihre Größe ist an diesem Tag für das Auge der Menschen klar und offenbar.«
Die verbliebene Hauptfestung
Die eine verbleibende Hauptfestung, der mächtige Arm, der noch die Standarte dieses unbesiegbaren Glaubens hochhält, ist keine andere als die gesegnete Gemeinde des Größten Namens auf dem nordamerikanischen Kontinent. Durch ihr Handeln und durch den nie versagenden Schutz, der ihr von einer allmächtigen Vorsehung gewährt wird, berechtigt dieses hervorragende Mitglied der Körperschaft der in ständiger Wechselwirkung stehenden Bahá’í-Gemeinden in Ost und West zu der Hoffnung, auf der ganzen Welt als Wiege und auch als Bollwerk angesehen zu werden für die künftige Neue Weltordnung, die sowohl Verheißung als auch Ruhm der mit dem Namen Bahá’u’lláhs verbundenen Offenbarung ist.
Wer geneigt ist, die dieser Gemeinde eingeräumte, einzigartige Stellung zu verkleinern oder die Rolle, die zu spielen sie später aufgerufen sein wird, anzuzweifeln, den lasst die Folgerungen dieser inhaltsreichen und höchst erleuchtenden Worte erwägen, die von ‘Abdu’l-Bahá geäußert wurden, zu einem Zeitpunkt, als das Wohl der Welt unter der Last eines verheerenden Krieges ächzend auf den erbärmlichsten Tiefstand geraten war. »Der amerikanische Kontinent«, so schrieb Er bedeutungsvoll, »ist in den Augen des einen wahren Gottes das Land, in dem der Glanz Seines Lichtes geoffenbart werden wird, wo die Geheimnisse Seines Glaubens enthüllt, die Gerechten verweilen und die Freien sich versammeln werden.«Q2
Die Gemeinde der Gläubigen auf dem nordamerikanischen Kontinent – sowohl Hauptantriebskraft als auch Muster der zukünftigen Gemeinden, die der Glaube Bahá’u’lláhs in der gesamten westlichen Hemisphäre zu errichten bestimmt ist – hat trotz der vorherrschenden Düsternis bereits ihre Fähigkeit gezeigt, als Fackelträger jenes Lichtes, als Verwahrungsort jener Geheimnisse, als Vertreter jener Gerechtigkeit und Schutzort jener Freiheit anerkannt zu werden. Auf welches andere Licht könnten diese oben angeführten Worte denn anspielen, wenn nicht auf das Licht der Herrlichkeit des Goldenen Zeitalters durch den Glauben Bahá’u’lláhs? Welche anderen Geheimnisse könnte ‘Abdu’l-Bahá im Sinn gehabt haben als die Geheimnisse jener embryonischen Weltordnung, die nun in der Gießform Seiner Administration entsteht? Welche andere Gerechtigkeit als die Gerechtigkeit, deren Herrschaft nur jenes Zeitalter und jene Ordnung errichten kann? Welche andere Freiheit als die Freiheit, die die Verkündigung Seiner Oberhoheit am Ende der Zeit verleiht?
Die Gemeinde der vereinigten Förderer des Glaubens Bahá’u’lláhs auf dem amerikanischen Kontinent –die geistigen Nachkommen der Vorläufer eines heroischen Zeitalters, die durch ihren Tod die Geburt jenes Glaubens verkündeten – muss nun nicht durch ihren Tod, sondern durch ihr lebendiges Opfer die verheißene Weltordnung einführen, die als Muschel die unschätzbare Perle – die Weltzivilisation – zu umfassen bestimmt ist, deren einziger Urheber der Glauben selbst ist. Während sich ihre Schwestergemeinden unter den ungestümen Winden beugen, die sie von allen Seiten anfallen, ist diese Gemeinde, bewahrt durch die unwandelbaren Ratschlüsse des allmächtigen Verordners und ständigen Beistand aus dem Auftrag erhaltend, mit dem die Tablets vom Göttlichen Plan sie bekleidet haben, nun emsig damit beschäftigt, die Grundlagen zu schaffen und das Wachstum jener Einrichtungen zu pflegen, die das Kommen des Zeitalters ankündigen, das dazu bestimmt ist, Zeuge der Geburt und Errichtung der Weltordnung Bahá’u’lláhs zu sein.
Eine Gemeinde, verhältnismäßig unbedeutend in ihrer zahlenmäßigen Stärke; durch große Entfernungen vom Brennpunkt ihres Glaubens und von dem Lande getrennt, in dem die überwiegende Mehrzahl ihrer Mitgläubigen wohnt; im wesentlichen materieller Hilfsquellen beraubt und der Erfahrung und besonderer Auszeichnungen ermangelnd; in Unkenntnis der Glaubenslehren, Weltanschauung und Gebräuche jener Völker und Rassen, aus denen ihre geistigen Begründer hervorgegangen sind; nicht vertraut mit den Sprachen, in denen ihre Heiligen Bücher ursprünglich geoffenbart wurden; gezwungen, ihre ganze Zuversicht auf der unzulänglichen Wiedergabe eines nur bruchstückhaften Teiles der Literatur aufzubauen, die ihre Gesetze, Lehrsätze und ihre Geschichte enthält; von ihren ersten Tagen an Prüfungen von äußerster Strenge unterworfen, die manchmal den Abfall einiger ihrer hervorragendsten Mitglieder bewirkten; seit ihrem Bestehen der Forderung ausgesetzt, sich in ständig wachsendem Maße mit den Kräften der Korruption, der moralischen Lauheit und der eingefleischten Vorurteile auseinanderzusetzen – solch eine Gemeinde hat in weniger als einem halben Jahrhundert und ohne Hilfe von einer ihrer Schwestergemeinden des Ostens oder des Westens vermöge der himmlischen Macht, mit der sie der alliebende Meister reichlich ausgestattet hat, dem Vormarsch der Sache, für die sie eintritt, einen Antrieb verliehen, dem gleichzukommen es den vereinten Leistungen ihrer Glaubensgenossen im Westen nicht gelungen ist.
Welche andere Gemeinde, so kann man getrost fragen, war behilflich, das Muster festzulegen und jenen administrativen Einrichtungen, die die Vorhut der Weltordnung Bahá’u’lláhs bilden, den ersten Anstoß zu geben?
Welche andere Gemeinde war fähig, mit solcher Folgerichtigkeit den Einfallsreichtum, die Disziplin und die eiserne Entschlossenheit, den Eifer und die Ausdauer, die Hingabe und Treue aufzubringen, die unerlässlich sind für die Errichtung und ständige Ausdehnung des Rahmens, in dem allein jene entstehenden Einrichtungen sich vermehren und reifen können?
Welche andere Gemeinde hat sich von so erhabener Vision beseelt erwiesen, oder so willig, sich zu solchen Höhen der Selbstaufopferung zu erheben, oder bereit, einen solchen Grad des Zusammengehörigkeitsgefühls zu erreichen, wie es unerlässlich ist, um in so kurzer Zeit und in so entscheidenden Jahren ein Gebäude errichten zu können, das wohl verdient, als der größte Beitrag betrachtet zu werden, der je vom Westen für die Sache Bahá’u’lláhs gemacht wurde?
Welche andere Gemeinde kann gerechterweise den Anspruch erheben, dass es durch die ganz auf sich selbst gestellten Bemühungen eines ihrer bescheidenen Mitglieder gelungen ist, die spontane Zustimmung einer Königin für ihre Sache zu erzielen und solch wundervolle schriftliche Zeugnisse für ihre Wahrheit zu gewinnen?
Welche andere Gemeinde hat die Voraussicht, das Organisationstalent und die begeisterte Einsatzbereitschaft gezeigt, denen in ihrem ganzen Gebiet die Errichtung und Vermehrung jener ersten Schulen zu verdanken ist, die sich im.
Verlauf der Zeiten einerseits zu kraftvollen Mittelpunkten der Bahá’í-Gelehrsamkeit entwickeln und andererseits einen fruchtbaren Nährboden für die Bereicherung und Festigung ihrer Lehrkräfte zur Verfügung stellen werden?
Welche andere Gemeinde hat Pioniere hervorgebracht, die in einem solchen Maße die wesentlichen Eigenschaften der Kühnheit, Selbstaufgabe, Zähigkeit, Selbstüberwindung und grenzenloser Hingabe in sich verbinden und dadurch veranlasst wurden, ihr Heim zu verlassen, alles aufzugeben und sich über den ganzen Erdball zu verteilen, um in dessen äußersten Winkeln das siegreiche Banner Bahá’u’lláhs aufzupflanzen?
Wer anders, als die Mitglieder dieser Gemeinde haben die ewige Auszeichnung errungen, die ersten zu sein, die den Ruf ›Yá Bahá’u’l-Abhá‹ in solch höchst wichtigen und weit zerstreuten Zentren und Gebieten erschallen ließen, wie im Herzen des britischen und französischen Weltreiches, in Deutschland, dem Fernen Osten, den Balkanstaaten, skandinavischen Ländern, in Lateinamerika, auf den Inseln des Pazifik, in Südafrika, Australien und Neuseeland sowie jetzt kürzlich in den baltischen Staaten?
Wer anders, als eben diese Pioniere haben sich bereit erklärt, die Mühe auf sich zu nehmen, die Geduld aufzubringen und die notwendigen Mittel zu beschaffen, die für die Übersetzung und Veröffentlichung ihrer heiligen Literatur in nicht weniger als vierzig Sprachen benötigt wurden und deren Verbreitung eine wesentliche Voraussetzung für jeden wirksam aufgebauten Lehrfeldzug darstellt?
Welche andere Gemeinde kann behaupten, einen entscheidenden Anteil an den weltweiten Bemühungen gehabt zu haben, die sowohl für die Sicherstellung und Ausdehnung der unmittelbaren Umgebung ihrer heiligen Schreine als auch für den vorbereitenden Erwerb des zukünftigen Sitzes der internationalen Einrichtungen an ihrem Weltzentrum unternommen wurden?
Welche andere Gemeinde kann es als ihren unvergänglichen Verdienst beanspruchen, die erste gewesen zu sein, die ihre nationale und ihre örtlichen Satzungen erstellt hat, wodurch die grundsätzlichen Richtlinien der Zwillingscharta niedergelegt wurden, die dazu bestimmt ist, die Tätigkeit ihrer Einrichtungen zu ordnen, ihr Aufgabengebiet zu umreißen und ihre Rechte zu verankern?
Welche andere Gemeinde kann sich rühmen, die Grundlage für ihre nationalen Stiftungen erworben und gleichzeitig rechtlich gesichert und somit den Weg für ähnliche Vorhaben von Seiten ihrer örtlichen Gemeinden geebnet zu haben?
Welche andere Gemeinde hat die hervorragende Auszeichnung erworben, lange bevor irgendeine ihrer Schwestergemeinden eine solche Möglichkeit ins Auge fasste, die notwendigen Dokumente erlangt zu haben, die die Anerkennung ihrer Geistigen Räte und ihrer nationalen Stiftungen sowohl durch die Bundes- wie durch die Staatsbehörden sicherstellen?
Und schließlich, welche andere Gemeinde hatte den Vorzug und konnte die Mittel bereitstellen, um die Bedürftigen zu unterstützen, die Sache der Unterdrückten zu ihrer eigenen zu machen und so energisch für den Schutz der Bahá’í-Gebäude und Einrichtungen einzutreten in Ländern wie Persien, Ägypten, Irak, Russland und Deutschland, wo ihre Mitgläubigen verschiedentlich den Fieberschauern religiöser und rassischer Verfolgung ausgesetzt waren?
Eine so beispiellose und glänzende Aufzählung von Diensten, die sich über beinahe zwanzig Jahre erstrecken und mit den Interessen und dem Geschick eines so großen Teiles der weltweiten Bahá’í-Gemeinde so eng verflochten sind, verdient es, als denkwürdiges Kapitel in die Geschichte des Gestaltenden Zeitalters des Glaubens Bahá’u’lláhs einzugehen. Bekräftigt und bereichert durch die Erinnerung an die frühen Taten der amerikanischen Gläubigen, bezeugt diese Aufzählung selbst schlagend ihre Befähigung, die Verantwortung geziemend auf sich zu nehmen, die jedwede Aufgabe in der Zukunft ihnen auferlegen mag. Es ist unmöglich, die Bedeutung dieser vielfältigen Dienste überzubewerten. Ihren Wert richtig einzuschätzen und sich über ihre Verdienste und unmittelbaren Folgen auszulassen, ist eine Aufgabe, der nur ein späterer Bahá’í-Geschichtsschreiber gebührend gerecht werden kann. Für die Gegenwart kann ich nur meine tiefe Überzeugung zum Ausdruck bringen, dass eine Gemeinde, die solche Taten aufzuweisen, solch einen Geist auszustrahlen und sich auf solche Höhen zu erheben vermag, bereits von solchen Wirkkräften erfasst sein muss, die sie befähigen werden, in der Fülle der Zeit das Recht zu beanspruchen, als Hauptschöpfer und Vorkämpfer der Weltordnung Bahá’u’lláhs anerkannt zu werden.
So überragend diese Aufzählung auch ist, und so sehr sie in einigen Punkten an die Großtaten erinnert, mit denen die Vorläufer eines heroischen Zeitalters die Geburt des Glaubens selbst verkündet haben, so steht doch die Aufgabe, die mit dem Namen dieser bevorzugten Gemeinde verknüpft ist, erst am Beginn ihrer Entfaltung und ist noch weit davon entfernt, sich ihrem Höhepunkt zu nähern. Was die amerikanischen Gläubigen im Zeitraum von annähernd fünfzig Jahren geleistet haben, ist unendlich klein verglichen mit der Größe der Aufgabe, die vor ihnen liegt. Das Grollen jenes erschütternden Umsturzes, das sowohl die Todesqual der alten Ordnung als auch die Geburtswehen der neuen ankündigt, zeigt zugleich das stetige Näherkommen und den ehrfurchtgebietenden Charakter dieser Aufgaben an.
Ein Kreuzzug von noch größerer Bedeutung
Die eigentliche Errichtung der Administrativen Ordnung ihres Glaubens, die Erstellung ihres Rahmenwerkes, die Gestaltung ihres Rüstzeuges und die Festigung ihrer Hilfseinrichtungen war die erste Aufgabe, die ihrer Obhut als organisierter Gemeinde anvertraut war, einer Gemeinde, welche durch den Willen und unter der Anleitung ‘Abdu’l-Bahás ins Leben gerufen worden war.
Sie haben sich dieser ersten Aufgabe mit bewundernswerter Pünktlichkeit, Pflichttreue und Tatkraft entledigt.
Kaum hatten sie die verschiedenen notwendigen Tätigkeiten für die wirksame Durchführung ihres Vorhabens, das immer sie hernach in Angriff zu nehmen wünschten, begonnen und aufeinander abgestimmt, als sie sich mit gleicher Zielstrebigkeit und Hingabe der nächsten, schwierigeren Aufgabe zuwandten, den Oberbau eines Gebäudes zu errichten, dessen Grundstein von ‘Abdu’l-Bahá selbst gelegt worden war.
Und als dieses Werk vollbracht war, entschied sich diese Gemeinde, aufgeschlossen für den eindringlichen Anruf, die Ermahnungen und Verheißungen, die in den Tablets vom Göttlichen Plan enthalten sind, eine weitere Aufgabe aufzugreifen, die in ihrem Ausmaß und in ihrer geistigen Auswirkung sicherlich jede andere Leistung überstrahlen wird, die sie bereits vollbracht hat.
Mit unstillbarer Begeisterung und unerschrockenem Mut begannen sie den Siebenjahresplan, den ersten praktischen Schritt zur Erfüllung des in diesen epochemachenden Tablets niedergelegten Auftrages, und im Geiste erneuter Einsatzbereitschaft weihten sie sich ihrer zweifachen Aufgabe, deren Vollendung, so ist zu hoffen, mit der Feier zum hundertsten Jahrestag ;der Geburt des Glaubens Bahá’u’lláhs zusammenfallen wird.
In vollem Bewusstsein dessen, dass jeder in der äußeren Ausgestaltung ihres majestätischen Gebäudes gemachte Fortschritt sich unmittelbar auf die Weiterentwicklung des Lehrfeldzuges auswirken würde, der auf dem nord- und südamerikanischen Kontinent von ihnen begonnen wurde, und in der Erkenntnis, dass jeder auf dem Lehrgebiet gewonnene Sieg seinerseits die Arbeit erleichtern und die Fertigstellung ihres Tempels beschleunigen wird, drängen sie nun mutig und gläubig voran in ihren Bemühungen, nach beiden Seiten ihre Verpflichtungen unter dem Plan zu erfüllen, dessen Durchführung sie sich geweiht haben.
Doch sollten sie nicht glauben, die Durchführung des Siebenjahresplanes, die mit dem Ausklang des ersten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters zusammentrifft, bedeute die Beendigung oder auch nur Unterbrechung der Arbeit, die auszuführen die unfehlbare Hand des Allmächtigen sie angewiesen hat. Der Anbruch des zweiten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters muss notwendigerweise größere Ausblicke eröffnen, weitere Abschnitte einleiten und Zeuge der Inangriffnahme noch weiterreichender Pläne sein, als sie bis jetzt je vorgestellt werden konnten. Der Plan, auf den sich nun die ganze Aufmerksamkeit, das Streben und die Hilfsquellen der gesamten Gemeinde der amerikanischen Gläubigen konzentrieren, sollte nur als ein Anfang betrachtet werden, als ein Prüfstein der Stärke, als eine Aufstellung zu einem Kreuzzug noch größeren Umfangs, wenn die Pflichten und die Verantwortung, mit denen der Verfasser des Göttlichen Planes sie bekleidet hat, ehrenvoll und vollkommen erfüllt werden sollen.
Denn die Erfüllung des jetzigen Planes kann nur zur Bildung von mindestens einem Zentrum in jeder der Republiken der westlichen Hemisphäre führen, während die in jenen Tablets niedergelegten Pflichten eine größere Verbreitung fordern und die Verteilung einer weit größeren und ansehnlicheren Anzahl von Mitgliedern der nordamerikanischen Bahá’í-Gemeinde über das gesamte Gebiet der Neuen Welt verlangen. Es ist daher der unzweifelhafte Auftrag der amerikanischen Gläubigen, die in den Abschlussjahren des ersten Jahrhunderts begonnene glorreiche Arbeit in das zweite weiterzutragen. Erst wenn sie ihren Anteil beigetragen und diese vereinzelten und eben erst flügge gewordenen Zentren zu eigener Tätigkeit angeleitet und ihre Leistungsfähigkeit gemehrt haben, damit diese ihrerseits Einrichtungen örtlicher und nationaler Art nach ihrem Vorbild aufbauen, können sie die Genugtuung haben, ihren unmittelbaren Verpflichtungen unter ‘Abdu’l-Bahás göttlich geoffenbartem Plan angemessen entsprochen zu haben.
Ebenso wenig sollte man auch nur für einen Augenblick annehmen, dass die Erfüllung einer Aufgabe, die auf die Vermehrung der Bahá’í-Zentren und die Bereitstellung der für die Errichtung der Verwaltungsordnung des Bahá’í-Glaubens in den lateinamerikanischen Ländern notwendigen Unterstützung und Führung ausgerichtet ist, den von ‘Abdu’l-Bahá für sie vorgesehenen Plan bereits in seiner Gesamtheit verwirklicht. Selbst ein flüchtiges Durchlesen jener Seinen Plan enthaltenden Tablets wird sofort den Wirkungskreis ihres Einsatzes enthüllen, der sich weit über die Grenzen der westlichen Hemisphäre hinaus erstreckt. Nachdem ihre inneramerikanischen Aufgaben und Verpflichtungen so gut wie erfüllt sind, tritt ihr interkontinentaler Auftrag in seinen glorreichsten und entscheidendsten Abschnitt ein. »In dem Augenblick«, so schrieb ‘Abdu’l-Bahá, »da diese Göttliche Botschaft durch die amerikanischen Gläubigen über die Küsten Amerikas hinausgetragen und durch die Kontinente Europas, Asiens, Afrikas und Australasiens bis hin zu den Inseln des Pazifik verbreitet ist, wird sich diese Gemeinde fest gegründet auf dem Thron einer immerwährenden Herrschaft finden.«Q3
Und wer kann indessen wissen, dass, wenn diese ungeheure Aufgabe erfüllt ist, nicht ein noch herrlicherer Auftrag, unvergleichlich in seinem Glanze und von Bahá’u’lláh für sie vorherbestimmt, ihnen überantwortet wird. Der Ruhm eines solchen Auftrages ist von so blendendem Glanz, die ihn begleitenden Umstände noch so weit entfernt und die gegenwärtigen Ereignisse, mit deren Höhepunkt er so eng verbunden ist, noch so im Fluss, dass es jetzt noch verfrüht wäre, eine genaue Schilderung seiner Wesenszüge zu versuchen. Es genügt zu sagen, dass aus dem Aufruhr und der Trübsal dieser »letzten Zeit«A1 ungeahnte Möglichkeiten geboren und unvorhersagbare Umstände geschaffen werden, welche die siegreichen Vollzieher des Planes von ‘Abdu’l-Bahá befähigen, nein zwingen werden, durch die Rolle, die sie in der Entfaltung der Neuen Weltordnung spielen werden, frische Lorbeeren der Krone ihres Dienstes an der Schwelle Bahá’u’lláhs anzuheften.
Zukunftsmöglichkeiten
Keine der vielfältigen Gelegenheiten jedweder Art, welche die Entwicklung des Glaubens hervorbringen muss, darf unbeachtet vorübergehen, sei es in seinem Weltzentrum, sei es auf dem nordamerikanischen Kontinent oder auch selbst in den entlegensten Gebieten der Erde, ohne dass die amerikanischen Gläubigen aufgerufen wären, eine Rolle zu spielen, die nicht weniger hervorragend ist als der Anteil, den sie früher in ihren gemeinsamen Bemühungen für die Verbreitung der Sache Bahá’u’lláhs genommen haben.
Ich kann, jetzt nur aufs Geratewohl einige bestimmte dieser besonders ins Auge fallenden Gelegenheiten anführen bei dem Versuch, über die Möglichkeiten der Zukunft einen Überblick zu geben:
Die Wahl des Internationalen Hauses der Gerechtigkeit und dessen Errichtung im Heiligen Land, dem geistigen und administrativen Mittelpunkt der Bahá’í-Welt, sowie die Bildung seiner Hilfsorgane und untergeordneten Einrichtungen; die stufenweise Errichtung der verschiedenen Nebengebäude des ersten Mashriqu’l-Adhkár des Westens und die schwierigen Probleme, die die Errichtung und der Ausbau der strukturellen Grundlagen des Bahá’í-Gemeindelebens mit sich bringen; die Kodifikation und Bekanntmachung der Verordnungen des Heiligsten Buches, die in gewissen Ländern des Ostens die Bildung ordentlich zusammengesetzter und offiziell anerkannter Bahá’í-Gerichtshöfe bedingen; der Bau des dritten Mashriqu’l-Adhkár der Bahá’í-Welt am Rande der Stadt Teheran, dem die Errichtung eines ebensolchen Hauses der Andacht im Heiligen Land selbst folgen soll; die Befreiung der Bahá’í-Gemeinden von den Fesseln religiöser Orthodoxie in- den islamischen Ländern, wie Persien, Irak und Ägypten, und die anschließende Anerkennung der unabhängigen-Stellung und des religiösen Charakters der Nationalen und örtlichen Räte der Bahá’í durch die Staatsbehörden jener Länder; die vorsorglichen Schutzmaßnahmen, die zu ersinnen, abzustimmen und einzusetzen sind, um der vollen Kraft der unausweichlichen Angriffe entgegenzuwirken, welche die organisierten Bemühungen kirchlicher Institutionen verschiedener Glaubensrichtungen mehr und mehr einleiten und unerbittlich durchführen werden; und nicht zuletzt die .vielfältigen Probleme, denen wir uns stellen, die Hindernisse, die überwunden und die Verantwortungen, die übernommen werden müssen-,• um einen hart geprüften Glauben zu befähigen, .durch die aufeinanderfolgenden Stadien strengster Verborgenheit, aktiver Unterdrückung und völliger Mündigkeit hindurchzugehen.
Dies wird wiederum dazu führen, dass er als unabhängige Religion anerkannt werden und völlige Gleichberechtigung mit seinen Schwesterreligionen genießen wird.
Seine Bestätigung und Anerkennung als Staatsreligion muss folgen, welche ihrerseits den Weg frei macht für die Übernahme der mit dem Bahá’í-Staat verbundenen Rechte und Hoheitsrechte, welcher in eigener Machtvollkommenheit handelt, eine Stufe, die zuletzt ihren Höhepunkt in der Entstehung des weltweiten Bahá’í-Commonwealth findet, das völlig beseelt vom Geist und ausschließlich in unmittelbarer Übereinstimmung mit den Gesetzen und Prinzipien Bahá’u’lláhs wirkt.
Die durch diese Gelegenheiten gebotene Herausforderung werden die amerikanischen Gläubigen, dessen bin ich sicher, zusätzlich zu ihrer Befolgung des von ‘Abdu’l-Bahá in Seinen Tablets ausgedrückten Lehraufrufes, ohne Zögern aufgreifen, und sie werden ihr mit der ihnen eigenen Furchtlosigkeit, Beharrlichkeit und Leistungsfähigkeit so entsprechen, dass sie vor aller Welt ihren Ruf und Rang als Baumeister der mächtigsten Einrichtungen des Glaubens Bahá’u’lláhs bestätigen.
Sein unfehlbares Licht
Innig geliebte Freunde!
Obwohl die Aufgabe langwierig und schwer ist, so ist doch der Preis, den der allgütige Geber Ihnen zu gewähren gewählt hat, von solcher Kostbarkeit, dass weder Zunge noch Feder ihn angemessen einschätzen können.
Wiewohl das Ziel, dem Sie nun so unentwegt zustreben, in weiter Ferne liegt und dem menschlichen Auge noch verhüllt ist, so ruht doch dessen Verheißung in den gebieterischen und unabänderlichen Äußerungen Bahá’u’lláhs fest beschlossen.
Obgleich die Bahn, die Er Ihnen vorgezeichnet hat, zeitweilig in den drohenden Schatten, in die eine heimgesuchte Menschheit nun eingehüllt ist, verloren zu sein scheint, so ist doch das unfehlbare Licht, das Er beständig auf Sie scheinen lässt, von solcher Helligkeit, dass keine irdische Finsternis seinen Glanz je verdunkeln kann.
Ist Ihre Zahl auch gering, sind Ihre Erfahrung, Kräfte und Hilfsquellen noch beschränkt, so ist doch die Macht, die Ihrem Auftrag Nachdruck verleiht, grenzenlos in ihrem Ausmaß und unberechenbar in ihrer Wirksamkeit.
Obwohl die Feinde, die jede Beschleunigung im Fortschritt Ihrer Sendung auf den Plan rufen muss, grimmig, zahlreich und unerbittlich sind, so werden doch die unsichtbaren Heerscharen, wie verheißen, zu Ihrer Hilfe herbeieilen, wenn Sie durchhalten; sie werden Sie letzten Endes befähigen, die Hoffnungen der Feinde eitel und ihre Kräfte zunichtewerden zu lassen.
Der Segen, der die Vollendung Ihres Auftrags krönen soll, wird zweifellos nicht ausbleiben, und die Ihnen gegebenen göttlichen Verheißungen sind fest und unwiderruflich; dennoch muss das Maß des reichlichen Lohnes, den jeder von Ihnen ernten mag, von dem Grad abhängen, in dem Ihre täglichen Bemühungen zur Verbreitung dieser Sendung und der Beschleunigung ihres Triumphes beigetragen haben.
Geliebte Freunde! Groß ist meine Liebe und Bewunderung für Sie, da ich von dem überragenden Anteil überzeugt bin, den Sie zweifellos sowohl im kontinentalen wie auch im internationalen Bereich der zukünftigen Bahá’í-Arbeit und des Bahá’í-Dienstes haben werden; doch fühle ich mich, zu diesem kritischen Zeitpunkt, verpflichtet, ein Wort der Warnung auszusprechen. Die glühenden Achtungsbeweise, die der Fähigkeit, dem Geist, dem Verhalten und der hohen Stufe der amerikanischen Gläubigen so wiederholt und verdient gezollt wurden, und zwar sowohl dem einzelnen wie auch der gesamten Gemeinde, dürfen unter keinen Umständen mit den Eigentümlichkeiten und der Natur der Menschen, unter denen Gott sie erhöht hat, verwechselt werden. Ein scharfer Unterschied muss zwischen jener Gemeinde und. jenen Menschen getroffen und entschlossen und furchtlos aufrechterhalten werden, wenn wir der verwandelnden Kraft des Glaubens Bahá’u’lláhs in ihrem Einfluss auf das Leben und die Haltung derer, die sich unter sein Banner einzureihen entschlossen haben, gebührende Anerkennung zukommen lassen wollen. Andernfalls wird der höchste und charakteristische Zweck Seiner Offenbarung, nämlich ein neues Menschengeschlecht ins Leben zu rufen, gänzlich unerkannt und völlig verborgen bleiben.
Die höchste Aufgabe Seiner Offenbarung
Wie oft erschienen die Offenbarer Gottes, Bahá’u’lláh nicht ausgenommen, und brachten Ihre Botschaft in Länder und unter Völker und Rassen gerade dann, wenn diese sich entweder rasch im Niedergang befanden oder bereits den tiefsten Stand moralischer und geistiger Verderbtheit erreicht hatten.
Die erschreckende Not und das Elend, denen die Israeliten anheimgefallen waren unter der entwürdigenden und tyrannischen Regierung der Pharaonen in den Tagen vor ihrem Auszug aus Ägypten unter der Führung von Moses; der Niedergang, der im religiösen, geistigen, kulturellen und moralischen Leben des jüdischen Volkes zur Zeit des Auftretens von Jesus Christus eingesetzt hatte; die barbarische Grausamkeit, der rohe Götzendienst und die Unmoral, welche so lange die traurigsten Wesenszüge der arabischen Stämme gewesen waren und ihnen solche Schande brachten, als sich Muhammad erhob, um Seine Botschaft in ihrer Mitte zu verkünden; der unbeschreibliche Verfall mit der ihn begleitenden Bestechlichkeit, Verwirrung, Unduldsamkeit und Unterdrückung nicht nur im zivilen, sondern auch im religiösen Leben Persiens, der durch die Feder einer beträchtlichen Anzahl von Gelehrten, Diplomaten und Reisenden zur Stunde der Offenbarung Bahá’u’lláhs so anschaulich dargestellt wurde – all dies beweist diese grundlegende und unleugbare Tatsache.
Wenn man behauptete, dass die irgendeiner Rasse oder Nation innewohnende Würde, ihr moralischer Hochstand, ihre politische Fähigkeit und ihre sozialen Errungenschaften der Grund für das Erscheinen irgendeines dieser Göttlichen Gestirne in ihrer Mitte wäre, würde dies eine völlige Verkehrung der geschichtlichen Tatsachen darstellen und die gänzliche Verwerfung der ihnen von Bahá’u’lláh und ‘Abdu’l-Bahá so klar und ausdrücklich gegebenen und unantastbaren Auslegung bedeuten.
Wie groß muss darum die Herausforderung für diejenigen sein, die solchen Rassen und Nationen angehören, die dem Ruf dieser Offenbarer folgten, damit sie die unzweifelhafte Wahrheit ohne Vorbehalt anerkennen und mutig bezeugen, dass der Offenbarer Gottes nicht etwa auf Grund irgendeiner rassischen Überlegenheit, politischen Fähigkeit oder geistigen Tugend einer bestimmten Rasse oder Nation, sondern vielmehr als direkte Auswirkung ihrer schreienden Nöte, ihres beklagenswerten Verfalls und ihrer unheilbaren Verderbtheit in ihrer Mitte zu erscheinen beliebt hat, und dadurch wie mit einem Hebel die gesamte Menschheit auf eine höhere und edlere Ebene des Lebens und Verhaltens emporgehoben hat. Unter eben diesen Umständen und auf eben diese Art wollten und konnten die Offenbarer seit undenkbaren Zeiten ihre erlösende Kraft beweisen, um das Volk ihrer eigenen Rasse und Nation aus den Tiefen der Erniedrigung und des Elends aufzurichten, und es zu befähigen, seinerseits anderen Rassen und Nationen die erlösende Gnade und den kraftspenden- den Einflusskraftspendenden Einfluss ihrer Offenbarung zu übermitteln.
Im Lichte dieses grundlegenden Prinzips sollte man sich stets daran erinnern, und dies kann nicht genug betont werden, dass der oberste Grund, warum der Báb und Bahá’u’lláh beliebten, in Persien aufzutreten und es zum ersten Verwahrungsort ihrer Offenbarung zu machen, der war, dass von allen Völkern und Nationen der zivilisierten Welt jene Rasse und Nation, wie so oft von ‘Abdu’l-Bahá beschrieben in solch schmähliche Tiefen abgesunken war und solch eine große Verderbtheit zeigte, dass es dafür keine Parallele unter ihren Zeitgenossen gibt.
Denn kein überzeugenderer Beweis könnte erbracht werden für den wiederbelebenden Geist der vom Báb und von Bahá’u’lláh verkündeten Offenbarungen, als ihr Vermögen, eines der wohl rückständigsten, feigsten und entartetsten Völker in ein Geschlecht von Helden zu verwandeln, das geeignet ist, seinerseits eine ähnliche Umwälzung im Leben der Menschheit zu bewirken.
In, in einem Volk aufgetreten zu sein, das dieses unschätzbare Vorrecht, als Nährboden für eine solche Offenbarung erwählt zu werden, durch seinen inneren Wert und seine hohen Errungenschaften scheinbar rechtfertigte, würde in den Augen einer ungläubigen Welt die Wirksamkeit jener Botschaft stark herabsetzen und das Selbstgenügen ihrer allmächtigen Kraft schmälern.
Der Gegensatz, der auf den Seiten von Nabíls Erzählung so schlagend aufgezeigt wird zwischen dem Heldentum, das das Leben und die Taten der Vorläufer unsterblich macht, und der Verkommenheit und Feigheit ihrer Verleumder und Verfolger, ist in sich selbst ein höchst eindrucksvolles Zeugnis für die Wahrheit der Botschaft von Ihm, der einen solchen Geist den Herzen Seiner Anhänger eingab.
Die Behauptung irgendeines Gläubigen jenes Volkes, dass die Vortrefflichkeit seines Landes und die seinen Bewohnern angeborene Würde die wesentliche Ursache für seine Erwählung als erster Verwahrungsort der Offenbarungen des Bab und Bahá’u’lláhs gewesen sei, wäre angesichts der durch jenen Bericht so überzeugend vorgebrachten Tatsachen unhaltbar.
In einem geringeren Maße muss dieses Prinzip notwendigerweise auf das Land zutreffen, das sein Recht beansprucht, als die Wiege der Weltordnung Bahá’u’lláhs angesehen zu werden.
Eine so große Aufgabe und eine so edle Rolle kann als nicht geringer angesehen werden als jener Teil, welcher von jenen unsterblichen Seelen beigetragen wurde, die durch ihre erhabene Entsagung und unvergleichlichen Taten für die Geburt des Glaubens selbst verantwortlich waren.
Lasst deshalb nicht jene, die so überwiegend an der Geburt jener Weltzivilisation, die die unmittelbare Frucht ihres Glaubens ist, teilhaben sollen, auch nur für einen Augenblick sich einbilden, dass aus irgendeiner geheimnisvollen Absicht heraus oder wegen irgendeiner angeborenen Vortrefflichkeit oder einem besonderen Verdienst Bahá’u’lláh beliebt hat, ihrem Land und seinen Bewohnern eine so große und immerwährende Auszeichnung zu verleihen.
Es ist gerade wegen dieser offenkundigen Übel, die, ungeachtet seiner zugegebenermaßen edlen Charakterzüge und Leistungen, ein übertriebener und verhärteter Materialismus unglücklicherweise in ihm hervorgebracht hat, dass der Begründer ihres Glaubens und der Mittelpunkt Seines Bündnisses es erwählt haben, der Bannerträger der in ihren Schriften vorhergesehenen Weltordnung zu werden.
Durch solche Mittel wie dieses kann Bahá’u’lláh einer achtlosen Generation Seine allmächtige Kraft am besten dartun, aus der Mitte eines Volkes, das in ein Meer des Materialismus getaucht ist, das zur Beute einer der bösartigsten und seit langer Zeit bestehenden Formen des Rassenvorurteils wurde und das berüchtigt ist für seine politische Korruption, Gesetzlosigkeit und Lauheit seiner moralischen Maßstäbe, aus einem solchen Volk Männer und Frauen zu erheben, die im Lauf der Zeit in zunehmendem Maße als Beispiel dienen für jene wichtigen Tugenden der Selbstentsagung, der moralischen Redlichkeit, der Keuschheit, der keine Unterschiede machenden Verbundenheit, des heiligen Gehorsams und der geistigen Einsicht, die sie für den hervorragenden Anteil tauglich machen, den sie bei der Schaffung jener Weltordnung und jener Weltzivilisation haben werden, die sowohl ihr Land als auch die gesamte Menschenrasse verzweifelt benötigen.
Sie haben die Pflicht und das Vorrecht, in ihrer Eigenschaft einmal als Begründer eines der mächtigsten Pfeiler, die das Universale Haus der Gerechtigkeit tragen, und zum anderen als meisterhafte Erbauer jener Neuen Weltordnung, deren Kern und Vorläufer jenes Haus sein soll, die so bitter benötigten Zwillingsprinzipien göttlicher Gerechtigkeit und Ordnung einzuschärfen, darzutun und anzuwenden – Prinzipien, denen gegenüber die politische Korruption und moralische Zügellosigkeit, welche die Gesellschaft, der sie angehören, mehr und mehr beflecken, einen traurigen und beredten Gegensatz bilden.
Mögen diese Beobachtungen auch noch so unangenehm und niederdrückend sein, so sollten sie uns doch keinesfalls blind machen gegenüber jenen Tugenden und Eigenschaften hoher Intelligenz, Jugendlichkeit, unbegrenzter Initiative und Unternehmungslust, die die Nation in ihrer Gesamtheit so sichtbar entfaltet und die von der dort bestehenden Gemeinde der Gläubigen immer mehr widergespiegelt werden. Von diesen Tugenden und Eigenschaften und von der Ausmerzung der erwähnten Übel muss zu einem sehr großen Ausmaß die Fähigkeit jener Gemeinde abhängen, eine feste Grundlage für die zukünftige Rolle des Landes bei der Einleitung des Goldenen Zeitalters der Sache Bahá’u’lláhs zu legen.
Welch überwältigende Verantwortung
Wie groß, wie überwältigend ist deshalb die Verantwortung, die der heutigen Generation der amerikanischen Gläubigen auf dieser frühen Stufe ihrer geistigen und administrativen Entwicklung aufgebürdet werden muss, durch jedes in ihrer Macht liegende Mittel jene Fehler, Gewohnheiten und Neigungen auszurotten, die sie von ihrer eigenen Nation geerbt haben, und diese unterscheidenden Eigenschaften und Merkmale geduldig und im Geiste des Gebets zu entwickeln, die so unerlässlich für ihre wirksame Teilnahme an dem großen Erlösungswerk ihres Glaubens sind.
Da sie wegen der beschränkten Größe ihrer Gemeinde und wegen des geringen Einflusses, den sie ausüben kann, noch unfähig sind, in merklichem Umfang auf die große Masse ihrer Landsleute einzuwirken, so mögen sie ihre Aufmerksamkeit gegenwärtig auf sich selbst, auf ihre eigenen Bedürfnisse, ihre persönlichen Unzulänglichkeiten und Schwächen richten, immer in dem Bewusstsein, dass jede Verstärkung ihrer Bemühungen sie besser für die Zeit ausstatten wird, wenn sie aufgerufen werden, ihrerseits solch üble Neigungen aus dem Leben und dem Herzen der Gesamtheit ihrer Mitbürger auszumerzen.
Auch dürfen sie die Tatsache nicht übersehen, dass die Weltordnung, deren Grundlagen zu schaffen sie sich nun als Vorhut einer zukünftigen Bahá’í-Generation ihrer Landsleute anstrengen, niemals errichtet werden kann, bevor nicht die Allgemeinheit des Volkes, dem sie angehören, von den verschiedenen Leiden sozialer oder politischer Art, von denen sie so schwer befallen ist, geheilt wurde.
Wenn ich die drängendsten Nöte dieser Gemeinde im Ganzen überblicke und versuche, die ernsteren Mängel abzuschätzen, durch die sie an der Erfüllung ihrer Aufgabe gehindert wird, wobei ich die Natur der weit größeren Aufgabe, mit der sich auseinanderzusetzen sie in Zukunft gezwungen sein wird, immer vor Augen habe, dann empfinde ich es als meine Pflicht, besonderen Nachdruck darauf zu legen und die ausdrückliche Achtsamkeit der Gesamtheit der amerikanischen Gläubigen, seien sie alt oder jung, weiß oder farbig, in der Lehrarbeit oder der Administration Tätige, Altgediente oder Neulinge dringend auf das zu lenken, was, wie ich fest glaube, die wesentlichen Erfordernisse für den Erfolg der Aufgaben sind, die nun ihre ungeteilte Aufmerksamkeit verlangen.
So groß auch die Wichtigkeit der Gestaltung der äußeren Werkzeuge und der Vervollkommnung der administrativen Tätigkeit ist, die sie für die Durchführung ihrer zweifachen Aufgabe unter dem Siebenjahresplan nutzbar machen können; so lebenswichtig und dringend die von ihnen eingeleiteten Feldzüge, die entworfenen Pläne und Vorhaben und die gesammelten Fonds sind für die wirkungsvolle Durchführung sowohl der Lehrarbeit als auch der Arbeit am Tempel, so sind doch die unwägbaren, geistigen Faktoren, die mit ihrem eigenen individuellen und inneren Leben verbunden und mit denen wiederum ihre menschlichen und sozialen Beziehungen verknüpft sind, nicht weniger dringend und lebenswichtig und verlangen ständige Überprüfung und dauernde Selbstkontrolle und Herzenserforschung ihrerseits, damit ihr Wert nicht vermindert oder ihre lebenswichtige Notwendigkeit verdunkelt oder vergessen wird.
Geistige Voraussetzungen
Unter diesen geistigen Voraussetzungen des Erfolges, welche die Grundlage bilden, auf der die Garantie für alle Lehrpläne, Tempelvorhaben und finanziellen Systeme letzten Endes beruhen muss, ragen die folgenden als vordringlich und lebenswichtig hervor, und die Mitglieder der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde sollten besonders über diese nachdenken. Von dem Umfang, in dem diesen grundlegenden Erfordernissen entsprochen wird, und der Art, in der die amerikanischen Gläubigen sie in ihrem persönlichen Leben, ihrer administrativen Tätigkeit und ihren sozialen Beziehungen erfüllen, muss das Maß der vielfältigen Segensgaben abhängen, die der Allesbesitzende ihnen allen gewähren kann. Diese Erfordernisse sind keine anderen als eine hohe Auffassung moralischer Rechtschaffenheit in ihrer sozialen und administrativen Tätigkeit, unbedingte Keuschheit im Leben jedes einzelnen und völlige Freiheit von Vorurteilen in ihrem Umgang mit Menschen verschiedener Rasse, Klasse, Glaubensrichtung oder Farbe.
Die erste Voraussetzung bezieht sich besonders, wenn auch nicht ausschließlich, auf ihre gewählten Vertreter, ob örtlich, regional oder national, die in ihrer Eigenschaft als Treuhänder und Mitglieder der entstehenden Einrichtungen des Glaubens Bahá’u’lláhs die Hauptverantwortung auf sich nehmen, eine unangreifbare Grundlage für das Universale Haus der Gerechtigkeit zu legen, das, wie seine Bezeichnung besagt, der Repräsentant und Hüter jener Göttlichen Gerechtigkeit sein wird, welche allein die Sicherheit verbürgen und die Herrschaft von Gesetz und Ordnung in einer tief zerrütteten Welt aufrichten kann. Die zweite Voraussetzung betrifft hauptsächlich und unmittelbar die Bahá’í-Jugend, die so entscheidend zur Stärke, Reinheit und Triebkraft im Leben der Bahá’í-Gemeinde beitragen kann und von der einmal die zukünftige Richtung ihres Schicksals und zum anderen die vollständige Entfaltung der ihr von Gott verliehenen Wirkungsmöglichkeiten abhängt. Die dritte Voraussetzung sollte das sofortige, allumfassende und oberste Anliegen aller Mitglieder der Bahá’í-Gemeinde sein, gleich welchen Alters, welcher Stellung, Erfahrung, Klasse oder Farbe sie auch seien, da alle ohne Ausnahme ihrem herausforderndem Anspruch gegenübertreten müssen, und niemand, und sei er in dieser Beziehung auch noch so fortgeschritten, für sich beanspruchen kann, den tief eingeprägten und strengen Verpflichtungen völlig nachgekommen zu sein.
Rechtschaffenes Verhalten, ein dauernde Einflussdauerndes Gefühl für unbeirrbare Gerechtigkeit, unverdunkelt durch den entsittlichenden Einfluss, den ein von der Korruption erfasstes politisches Leben deutlich zeigt; ein keusches, reines und heiliges Leben, unbefleckt und unbeeinflusst von der Unanständigkeit, den Lastern und falschen Maßstäben, welche ein zuinnerst mangelhafter Moralbegriff duldet, verewigt und pflegt; eine Bruderschaft, befreit von der Krebsgeschwulst rassischen Vorurteils, das sich in den Lebenskern einer bereits geschwächten Gesellschaft hineinfrisst, – das sind die Ideale, die die amerikanischen Gläubigen von nun an einzeln und in gemeinsamem Vorgehen in ihrem privaten und öffentlichen Leben zu verwirklichen trachten müssen, Ideale, die die Hauptantriebskräfte sind, welche den Vormarsch ihrer Einrichtungen, Pläne und Unternehmungen höchst wirksam beschleunigen können, welche die Ehre und Unbescholtenheit ihres Glaubens schützen und alle Hindernisse, die ihnen in Zukunft gegenüberstehen mögen, überwinden können.
Diese Redlichkeit des Verhaltens mit der damit verbundenen Gerechtigkeit, Rechtlichkeit, Ehrlichkeit, Wahrhaftigkeit, Aufrichtigkeit, Zuverlässigkeit und Vertrauenswürdigkeit muss jede Phase im Leben der Bahá’í-Gemeinde auszeichnen.
»Die Gefährten Gottes«, so hat Bahá’u’lláh selbst erklärt, »sind an diesem Tag der Sauerteig, der die Völker der Welt voll durchdringen muss.
Sie müssen solche Vertrauenswürdigkeit, Wahrhaftigkeit und Ausdauer, solche Taten und einen solchen Charakter zeigen, dass die ganze Menschheit aus ihrem Beispiel Nutzen ziehen kann.« »Ich schwöre bei Ihm, der der Größte Ozean ist!« bestätigt Er wiederum, »Selbst im Atem solch reiner und geheiligter Seelen liegen weitreichende Kräfte verborgen.
So groß sind diese.
Kräfte, dass sie ihren Einfluss auf alles Erschaffene ausüben.« An anderer Stelle schrieb Er:
»Der ist der wahre Diener Gottes, der an diesem Tage, und sollte er durch Städte aus Silber und Gold hindurchwandeln, sich nicht herbeilassen würde, einen Blick auf sie zu werfen, und dessen Herz rein und unbefleckt bleiben würde von allen Dingen, die diese Welt bieten kann, seien es ihre Güter oder ihre Schätze.
Ich schwöre bei der Sonne der Wahrheit!
Der Atem eines solchen Menschen ist mit Macht ausgestattet und seine Worte mit Anziehungskraft.« »Bei Ihm, der über dem Tagesanbruch der Heiligkeit leuchtet!« so offenbarte Er noch eindringlicher:
»Wenn die ganze Erde in Silber und Gold verwandelt wäre, so würde dennoch kein Mensch, von dem man sagen kann, dass er wirklich in den Himmel des Glaubens und der Gewissheit aufstieg, sich herablassen, diese zu betrachten oder sie gar zu ergreifen und zu behalten … Jene, die im Zelte Gottes wohnen und auf den Sitzen ewiger Herrlichkeit ruhen, werden sich weigern, und sollten sie deshalb Hungers sterben, ihre Hand auszustrecken, um unrechtmäßig nach dem Besitz ihres Nächsten zu greifen, wie nichtswürdig und wertlos dieser auch sei.
Die Absicht der Offenbarung des einen wahren Gottes ist, die ganze Menschheit zu Wahrhaftigkeit und Aufrichtigkeit, zu Frömmigkeit und Vertrauenswürdigkeit, zu Entsagung und Ergebenheit in den Willen Gottes, zu Langmut und Freundlichkeit, zu Rechtschaffenheit und Weisheit zu rufen.
Sein Ziel ist, jeden Menschen mit dem Mantel eines geheiligten Charakters zu bekleiden und ihn mit dem Schmucke heiliger und guter Taten zu zieren.«Q4 »Wir haben alle Geliebten Gottes ermahnt«, betont Er, »sich zu hüten, den Saum Unseres heiligen Gewandes mit dem Schmutz gesetzwidriger Taten zu beschmieren und mit dem Staub tadelnswerten Benehmens zu beflecken.«Q5 »Halte dich an die Rechtschaffenheit, o Volk Bahás!« so ermahnt Er sie.
»Dies ist wahrhaftig das Gebot, welches dieser zu Unrecht Leidende euch gegeben hat, und das erste, was Er aus Seinem unbegrenzten Willen für jeden von euch zu verordnen beliebte.«Q6 »Ein guter Charakter«, erklärt Er, »ist wahrhaftig der beste Schutzmantel Gottes für die Menschen.
Mit ihm schmückt Er die Tempel Seiner Geliebten.
Bei Meinem Leben!
Das Licht eines guten Charakters übertrifft das Licht der Sonne und ihr Leuchten.«Q7 »Eine einzige gerechte Tat«, schrieb Er weiter, »ist mit einer Kraft ausgestattet, die den Staub so emporheben kann, dass er veranlasst wird, sich über den Himmel der Himmel hinaus zu erheben.
Sie kann jede Fessel lösen und hat die Macht, jede Kraft, die sich verbrauchte und dahinschwand, wiederherzustellen … Sei rein, o Volk Gottes, sei rein; sei gerecht, sei gerecht … Sprich:
O Volk Gottes!
Was den Sieg der ewigen Wahrheit verbürgen kann – Seine Heerscharen und Helfer auf Erden –, wurde in den Heiligen Büchern und Schriften niedergelegt und ist so klar und offenkundig wie die Sonne.
Diese Heerscharen sind solche gerechten Taten, ein solches Betragen und ein solcher Charakter, wie sie in Seinen Augen annehmbar sind.
Wer sich an diesem Tag erhebt, um Unserer Sache beizustehen, und die Heerscharen eines rühmenswerten Charakters und eines aufrechten Betragens zu seiner Hilfe herbeiruft, dessen daraus entspringender Einfluss wird sich bestimmt über die ganze Welt verbreiten.«Q8 »Die Besserung der Welt«, ist noch eine andere Feststellung, »kann durch reine und gute Taten, durch lobenswertes und geziemendes Verhalten erreicht werden.« »Seid ehrlich euch und anderen gegenüber«, rät Er ihnen weiter, »damit die Zeugnisse der Gerechtigkeit durch eure Taten unter Unseren treuen Dienern offenbar werden mögen.«Q9 »Gerechtigkeit«, hat Er ebenfalls geschrieben, »ist die grundlegendste unter den menschlichen Tugenden.
Die Bewertung aller Dinge muss zwangsläufig davon abhängen.«Q10 Und wieder:
»Ihr Menschen mit verstehendem Herzen!
Seid gerecht in eurem Urteil!
Wer ungerecht urteilt, entbehrt der Merkmale, die die Stufe eines Menschen auszeichnen.«Q11 »Verschönt eure Zungen, o Menschen«, ermahnt Er sie weiter, »mit Wahrhaftigkeit und schmückt eure Seelen mit der Zierde der Ehrlichkeit.
Hütet euch, o Menschen, dass ihr mit niemandem treulos umgeht.
Seid die Treuhänder Gottes unter Seinen Geschöpfen und die Wahrzeichen Seiner Freigebigkeit unter Seinem Volk!«Q12 »Lasst eure Augen keusch sein«, ist wieder ein anderer Rat, »eure Hände ehrlich, eure Zunge aufrichtig und euer Herz erleuchtet.«Q13 »Sei eine Zier für das Angesicht der Wahrheit«, ist eine weitere Ermahnung, »eine Krone für die Stirn der Treue, eine Säule des Tempels der Ehrlichkeit, ein Atem des Lebens für den Körper der Menschheit, ein Banner der Heerscharen der Gerechtigkeit, eine Leuchte am Horizont der Tugend.«Q14 »Lasse Wahrhaftigkeit und Höflichkeit deine Zier sein«, ist noch eine Ermahnung, »lasse es nicht zu, dass du dich selbst des Kleides, der Langmut und Gerechtigkeit beraubst, damit die süßen Düfte der Heiligkeit aus deinem Herzen über alles Erschaffene strömen.
Sprich:
Sei achtsam, o Volk Bahas, dass du nicht auf den Wegen jener wandelst, deren Worte sich von ihren Taten unterscheiden.
Strebe, damit du befähigt wirst, den Völkern der Erde die Zeichen Gottes zu enthüllen und Seine Gebote widerzuspiegeln.
Lasse deine Taten Führer für die ganze Menschheit sein, denn bei den meisten Menschen, ob hoch oder niedrig, stimmt ihr Bekenntnis nicht mit ihrem Verhalten überein.
Aber durch, eure Taten könnt ihr euch von den anderen unterscheiden.
Durch sie kann der Glanz eures Lichtes über die ganze Erde verbreitet werden.
Glücklich ist der Mensch, der Meinen Rat beachtet und sich an die Gebote hält, die Er, der Allwissende, der Allweise, gegeben hat.«Q15
»O Heer Gottes!« schreibt ‘Abdu’l-Bahá.
»Durch den Schutz und die Hilfe, die dir die Gesegnete Schönheit gewährt – möge mein Leben ein Opfer für Seine Geliebten sein –, sollst du dich so verhalten, dass du vorzüglich und strahlend wie die Sonne unter den Menschenseelen hervorragst.
Wenn einer von euch in eine Stadt kommt, so sollte er durch seine Aufrichtigkeit, seine Lauterkeit und Liebe, seine Ehrlichkeit und Treue, seine Wahrhaftigkeit und Güte gegenüber allen Menschen zu einem Brennpunkt der Anziehungskraft werden, so dass die Bewohner dieser Stadt ausrufen und sagen: ›Dieser Mensch ist ohne Zweifel ein Bahá’í, denn sein Wesen, seine Haltung, sein Betragen, seine Sitten, seine Art und seine Entscheidungen spiegeln die Eigenschaften der Bahá’í wider.‹ Bevor ihr diese Stufe nicht erreicht habt, kann von euch nicht gesagt werden, dass ihr dem Bündnis und Testament Gottes gegenüber treu wart.« »Die wichtigste Pflicht an diesem Tag«, so schrieb Er weiter, »ist, euren Charakter zu läutern, eure Sitten zu verbessern und euer Verhalten zu vervollkommnen.
Die Geliebten des Gnadenvollen müssen einen solchen Charakter und ein solches Benehmen unter Seinen Geschöpfen aufweisen, dass der Duft ihrer Heiligkeit über die ganze Welt ausgegossen werde und die Toten beleben möge, weil die Absicht der Manifestation Gottes und des Aufdämmerns des grenzenlosen Lichtes des Unsichtbaren ist, die Seelen der Menschen zu erziehen und den Charakter jedes lebenden Menschen zu veredeln … «Q16 »Wahrhaftigkeit«, bestätigt Er, »ist die Grundlage aller menschlichen Tugenden.
Ohne Wahrhaftigkeit sind Fortschritt und Erfolg für jede Seele in allen Welten Gottes ausgeschlossen.
Wenn der Mensch diese heilige Eigenschaft erlangt hat, wird er auch alle anderen himmlischen Wesensarten gewinnen.«Q17
Ein so rechtschaffenes Verhalten muss sich mit immer wachsender Macht in jeder Entscheidung ausdrücken, die zu treffen die gewählten Vertreter der Bahá’í-Gemeinde berufen sind, in was für einer Stellung sie auch immer stehen mögen.
Es muss ständig zu Tage treten im beruflichen Tun all ihrer Mitglieder, in ihrem häuslichen Leben, in jeder Stellung und in jedem Dienst, den sie in Zukunft ihrer Regierung oder ihrem Volk erweisen mögen.
Es muss sich bezeugen im Verhalten der Bahá’í-Wähler bei der Ausübung ihrer geheiligten Rechte und Pflichten.
Es muss die Haltung jedes ergebenen Gläubigen kennzeichnen durch die Ablehnung politischer Stellungen, durch Fernhalten von politischen Parteien, durch Nichtteilnahme an politischen Auseinandersetzungen und Nichtmitgliedschaft in politischen Organisationen und kirchlichen Einrichtungen.
Es muss sich erweisen im kompromisslosen Festhalten aller, ob jung oder alt, an den von ‘Abdu’l-Bahá in Seinen Ansprachen niedergelegten, klar ausgedrückten und grundlegenden Prinzipien und an den von Bahá’u’lláh in Seinem Heiligsten Buch verkündeten Gesetzen und Verordnungen.
Es muss zu Tage treten in der Unparteilichkeit jedes Verteidigers des Glaubens gegen dessen Feinde, in der gerechten Anerkennung jedweden Verdienstes, der einem Gegner zukommen mag, und in der Anständigkeit, mit der er Verpflichtungen diesem gegenüber erfüllt.
Es muss die leuchtendste Zierde sein im Leben und Streben, in den Bemühungen und Äußerungen eines jeden Bahá’í-Lehrers, ob er in der Heimat oder in der Ferne tätig ist, ob er in der vordersten Linie der Lehrkräfte steht oder eine weniger maßgebende und verantwortungsvolle Stellung einnimmt.
Es muss das Gütezeichen sein für jene zahlenmäßig kleine, doch äußerst dynamische und höchst verantwortliche Körperschaft der gewählten nationalen Vertreter jeder Bahá’í-Gemeinde, welche in dieser den Stützpfeiler und das einzige Mittel für die Wahl jenes Universalen Hauses bildet, dessen Name und Titel, wie von Bahá’u’lláh verordnet, jene Rechtschaffenheit des Verhaltens versinnbildlicht, die zu bewahren und zur Geltung zu bringen seine oberste Aufgabe ist.
So groß und erhaben ist dieses Prinzip der Göttlichen Gerechtigkeit, ein Prinzip, das als die krönende Auszeichnung aller örtlichen und nationalen Räte in ihrer Eigenschaft als Vorläufer des Universalen Hauses der Gerechtigkeit betrachtet werden muss, dass Bahá’u’lláh selbst Seine persönlichen Neigungen und Wünsche der allbezwingenden Kraft seiner Forderungen und Ansprüche unterordnet.
»Gott ist Mein Zeuge!« so erklärt Er, »stünde es nicht im Widerspruch zum Gesetz Gottes, hätte Ich die Hand dessen, der sich als Mein Mörder ausgibt, geküsst und veranlasst, dass er Meine irdische Habe erbt.
Ich bin jedoch durch das bindende Gesetz, das im Buch niedergelegt ist, daran gehindert und aller weltlichen Besitztümer beraubt.«Q18 »Wisse wahrlich«, so bekräftigt Er bedeutungsvoll, »diese großen Heimsuchungen, die über die Welt gekommen sind, bereiten sie vor auf das Kommen der Größten Gerechtigkeit.« »Sprich«, so erklärt Er weiter, »Er ist mit jener Gerechtigkeit erschienen, mit der die Menschheit geschmückt wurde, und doch schlafen die meisten Menschen.« »Das Licht der Menschen ist Gerechtigkeit«, stellt Er außerdem fest, »löscht es nicht mit den widrigen Winden der Unterdrückung und Gewaltherrschaft.
Das Ziel der Gerechtigkeit ist die Errichtung der Einheit unter den Menschen.«Q19 »Kein Leuchten«, erklärt Er, »kann mit dem der Gerechtigkeit verglichen werden.
Die Ordnung der Welt und die Ruhe der Menschheit hängen von ihr ab.«Q20 »O Volk Gottes!« ruft Er aus, »Gerechtigkeit ist es, die die Welt erzieht, denn sie wird von zwei Pfeilern getragen: von Belohnung und Bestrafung.
Diese zwei Pfeiler sind die Quellen des Lebens für die Welt.«Q21 »Gerechtigkeit und Rechtlichkeit«, stellt Er weiter fest, »sind die Wächter zum Schutz des Menschen.
Sie erschienen, bekleidet mit ihrem mächtigen und geheiligten Namen, um die Rechtschaffenheit der Welt zu erhalten und die Nationen zu schützen.« »Erhebe dich, o Volk«, ist Seine eindringliche Warnung, »und erwarte die Tage der Göttlichen Gerechtigkeit, denn die verheißene Stunde ist nun gekommen.
Hüte dich, dass du nicht versäumst, ihre Bedeutung zu erkennen, und du nicht zu den Irrenden gezählt wirst.«Q22 »Der Tag naht«, schrieb Er gleicherweise, »da die Gläubigen die Sonne der Gerechtigkeit schauen werden, die in ihrem vollen Glanz aus dem Tagesanbruch der Herrlichkeit hervorleuchtet.«Q23 »Die Schmach, die Ich tragen musste«, bemerkt Er bedeutungsvoll, »hat die Herrlichkeit enthüllt, mit der die ganze Schöpfung geschmückt wurde, und durch die Grausamkeiten, die Ich erleiden musste, hat sich die Sonne der Gerechtigkeit offenbart und ihren Glanz über die Menschen ausgestrahlt.«Q24 »Die Welt«, schrieb Er wiederum, »ist in großem Aufruhr und der Verstand der Menschen befindet sich im Zustand äußerster Verwirrung.
Wir flehen zum Allmächtigen, dass Er sie gnädig mit der Herrlichkeit Seiner Gerechtigkeit erleuchten und sie befähigen möge, das zu erkennen, was zu allen Zeiten und unter allen Umständen vorteilhaft für sie ist.«Q25 Und weiter:
»Es kann überhaupt kein Zweifel bestehen, dass das Angesicht der Erde völlig verwandelt würde, wenn die Sonne der Gerechtigkeit, die die Wolken der Gewaltherrschaft verdunkelt haben, ihr Licht auf die Menschen ausgießen könnte.«Q26
»Gott sei gelobt!« ruft ‘Abdu’l-Bahá Seinerseits aus. »Die Sonne der Gerechtigkeit ist über dem Horizont Bahá’u’lláhs emporgestiegen. Denn in Seinen Tablets wurden die Grundlagen für eine solche Gerechtigkeit gelegt, wie sie keine Vernunft von Anbeginn der Schöpfung an ersinnen konnte.« »Der Baldachin des Daseins«, erklärt Er weiter, »ruht auf der Säule der Gerechtigkeit, nicht der Verzeihung, und das Leben der Menschheit hängt von der Gerechtigkeit und nicht vom Verzeihen ab.«
Es ist .deshalb kein Wunder, dass der Begründer der Bahá’í-Offenbarung beliebte, den Namen und Titel jenes Hauses, das der krönende Ruhm Seiner administrativen Einrichtungen sein soll, nicht mit Vergebung, sondern mit Gerechtigkeit zu verbinden, dass Er Gerechtigkeit zur alleinigen Basis und dauernden Grundlage Seines Größten Friedens machte und sie in Seinen Verborgenen Worten als das vor Seinen Augen »meistgeliebte aller Dinge«Q27 verkündete. Ich fühle mich gedrängt, insbesondere an die amerikanischen Gläubigen die heiße Bitte zu richten, in ihrem Herzen den tieferen Sinn dieser moralischen Rechtschaffenheit zu erwägen und mit Herz und Seele, einzeln und gemeinsam, diesen höchsten. Maßstab kompromisslos zu befolgen – einen Maßstab, für den Gerechtigkeit ein so wichtiger und mächtiger Bestandteil ist.
Was ein keusches und heiliges Leben anbelangt, so sollte es als ein nicht weniger wesentlicher Faktor betrachtet werden, der seinen entsprechenden Anteil zur Stärkung und Belebung der Bahá’í-Gemeinde beitragen muss, von der wiederum der Erfolg jedes Bahá’í-Planes oder Unternehmens abhängt. Wenn an diesen Tagen die Kräfte des Unglaubens das moralische Rückgrat schwächen und die Grundlagen der persönlichen Moral untergraben, muss die Verpflichtung zur Keuschheit und Heiligkeit einen zunehmenden Anteil der Aufmerksamkeit der amerikanischen Gläubigen beanspruchen, und zwar sowohl im Charakter jedes einzelnen als auch in ihrer Eigenschaft als verantwortliche Hüter der Interessen des Glaubens Bahá’u’lláhs. In der Erfüllung einer solchen Verpflichtung, der die besonderen Umstände, die sich aus dem nun in ihrem Land vorherrschenden übertriebenen und entnervenden Materialismus ergeben, eine ungewöhnliche Bedeutung verleihen, müssen sie eine sichtbare und hervorragende Rolle spielen. Sie alle, seien sie Männer oder Frauen, müssen zu dieser drohenden Stunde, da das Licht der Religion verblasst und die Beschränkungen, die sie auferlegt, eine nach der anderen abgeschafft werden, innehalten, um sich selbst zu prüfen, ihr Verhalten genau zu beobachten und sich mit kennzeichnender Entschlossenheit erheben, um das Leben ihrer Gemeinde von jeder Spur moralischer Lauheit zu säubern, die den Namen eines so heiligen und kostbaren Glaubens beflecken und seine Unbescholtenheit schmälern könnte.
Ein keusches und heiliges Leben muss zum beherrschenden Grundsatz im Benehmen und Verhalten aller Bahá’í gemacht werden, sowohl in ihren sozialen Beziehungen zu den Mitgliedern ihrer eigenen Gemeinde als auch in ihrer Verbindung mit der ganzen Welt. Es muss die unaufhörlichen Bemühungen und verdienstvollen Anstrengungen jener schmücken und stärken, deren beneidenswertes Amt es ist, die Botschaft des Glaubens Bahá’u’lláhs zu verbreiten und seine Angelegenheiten zu verwalten. Es muss in all seiner Unbescholtenheit und mit all seinen Folgen in jedem Abschnitt des Lebens derjenigen hochgehalten werden, die in den Reihen dieses Glaubens stehen, sei es in ihrem Heim, auf Reisen, in ihrem Verein, ihrem gesellschaftlichen Leben, ihrer Unterhaltung, ihrer Schule und ihrer Universität. Es muss ihm besondere Aufmerksamkeit bei der Durchführung von geselligen Veranstaltungen in jeder Bahá’í-Sommerschule geschenkt werden und bei jeder anderen Gelegenheit, bei der-das Bahá’í-Gemeindeleben organisiert und gepflegt wird. Es muss eng und dauernd übereinstimmen mit der Aufgabe der Bahá’í-Jugend, sowohl als ein Bestandteil im Leben der Bahá’í-Gemeinde wie auch als Faktor beim zukünftigen Fortschritt und der Ausrichtung der Jugend ihres eigenen Landes.
Solch ein keusches und heiliges Leben mit seinen Kennzeichen der Bescheidenheit, Reinheit, Enthaltsamkeit, Anständigkeit und inneren Sauberkeit bedingt nichts weniger als Mäßigung in allem, was zu Kleidung, Sprache, Vergnügen sowie allen künstlerischen und literarischen Zerstreuungen gehört. Es verlangt tägliche Wachsamkeit in der Beherrschung der fleischlichen Wünsche und verderbten Neigungen. Es fordert die Aufgabe leichtfertigen Verhaltens mit seiner übertriebenen Verhaftung an nichtssagende und oft missgeleitete Freuden. Es verlangt völlige Enthaltung von allen alkoholischen Getränken, von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Gewohnheit werden können. Es verurteilt die erniedrigende Verwendung von Kunst und Literatur, Nacktkultur und Kameradschaftsehe, eheliche Untreue und alle Arten des zwanglosen geschlechtlichen Verkehrs, leichtfertige Vertraulichkeit und geschlechtliche Laster. Es kann keinen Kompromiss dulden mit den Lehren, Maßstäben, Gewohnheiten und Übertreibungen eines verfallenden Zeitalters. Nein, es sucht vielmehr durch die anfeuernde Kraft seines Beispiels den schädlichen Charakter solcher Lehren, die Falschheit solcher Maßstäbe, die Hohlheit solcher Ansprüche, die Entartung solcher Gewohnheiten und die Schändlichkeit solcher Übertreibungen zu beweisen.
»Bei der Gerechtigkeit Gottes!« schreibt Bahá’u’lláh.
»Die Welt, ihre Eitelkeiten, ihr Ruhm und alles Entzücken, das sie bieten kann, sind alle in den Augen Gottes so wertlos wie, nein, noch verächtlicher als Staub und Asche.
Würden doch die Herzen der Menschen dies begreifen.
O Volk Bahás!
Reinige dich sorgfältig vom Schmutz dieser Welt und von allem, was zu ihr gehört.
Gott selbst legt Zeugnis für Mich ab!
Die Dinge der Erde geziemen dir schlecht.
Wirf sie jenen zu, die Verlangen danach tragen und hefte deine Augen auf diese heiligste und strahlendste Erscheinung.«Q28 »O ihr, Meine Geliebten!« so ermahnt Er Seine Anhänger.
»Duldet nicht, dass der Saum Meines, heiligen Gewandes von den Dingen dieser Welt beschmutzt und besudelt werde, und folgt nicht den Eingebungen eurer üblen und verderbten Wünsche.«Q29 Und wieder:
»O ihr, die Geliebten des einen wahren Gottes!
Überwindet die engen Mauern eurer üblen und verderbten Wünsche, schreitet in die weite Unendlichkeit des Reiches Gottes und weilt in den Gefilden der Heiligkeit und der Loslösung, damit der Duft eurer Taten die ganze Menschheit zum Meere von Gottes nie verblassender Herrlichkeit leiten möge.«Q30 »Löst euch«, so befiehlt Er ihnen, »von allen Bindungen an diese Welt und ihre Eitelkeiten.
Hütet euch, ihnen zu nahen, denn sie verleiten euch, euren Gelüsten und gierigen Wünschen zu folgen und hindern euch am Betreten des rechten und herrlichen Weges.«Q31 »Meidet jegliche Schlechtigkeit«, ist Sein Gebot, »denn solches wurde euch in dem Buch verboten, das nur diejenigen berühren dürfen, die Gott von jedem Hauch der Schuld gereinigt und zu den Geläuterten gezählt hat.«Q32 »Ein Menschengeschlecht«, ist Sein schriftliches Versprechen, »unvergleichlich in seiner Wesensart, soll erweckt werden, das mit den Füßen der Loslösung unter alle, die im Himmel und auf Erden sind, treten und den Mantel der Heiligkeit über alles werfen wird, was aus Wasser und Erde geschaffen wurde.« »Die Zivilisation«, ist Seine ernste Warnung, »die so oft von den gelehrten Vertretern der Kunst und Wissenschaft gepriesen wurde, wird großes Unglück über die Menschen bringen, wenn ihr gestattet wird, die Grenzen der Mäßigung zu überschreiten … Wenn sie sich in das Extrem steigert, wird sich die Zivilisation als ein ebenso großer Quell des Übels erweisen, wie sie sich zuvor, in den Grenzen der Mäßigung gehalten, als ein solcher des Guten erwies.«Q33 »Er hat aus der ganzen Welt die Herzen Seiner Diener erwählt«, erklärt Er, »und jedes zum Sitz der Offenbarung Seiner Herrlichkeit gemacht.
Heiligt sie daher von jeder Befleckung, damit das, wofür sie erschaffen wurden, in sie eingeprägt werde.
Wahrlich, das ist ein Beweis der großen Gunst Gottes.«Q34 »Sprich«, verkündet Er, »wer seinen weltlichen Wünschen folgt oder sein Herz an die Dinge der Erde hängt, zählt nicht zum Volke Bahás.
Wenn Mein wahrer Anhänger zu einem Tal aus reinem Gold käme, würde er leicht wie eine Wolke hindurchgehen, ohne sich umzudrehen oder stehen zu bleiben.
Ein solcher Mensch gehört wahrlich zu Mir.
Von seinem Gewand kann die himmlische Versammlung den Duft der Heiligkeit atmen … Wenn er der schönsten, anmutigsten Frau begegnete, so würde sein Herz auch nicht den leisesten Anflug eines Verlangens nach ihrer Schönheit verspüren.
Ein solcher Mensch ist in der Tat ein Geschöpf makelloser Keuschheit.
Dies lehrt dich die Feder des Altehrwürdigen der Tage, wie sie es durch deinen Herrn, den Allmächtigen, den Allgütigen, geheißen wurde.«Q35 »Sie, die ihren Gelüsten und verderbten Neigungen folgen«, so lautet eine weitere Warnung, »haben sich versündigt und ihre Kräfte vergeudet.
Sie gehören gewisslich zu den Verlorenen.«Q36 »Es geziemt dem Volke Bahás«, so schrieb Er ebenfalls, »sich von der Welt und allem, was in ihr ist, zu lösen, und so von allem Irdischen frei zu sein, dass die Bewohner des Paradieses von seinem Gewand den duftenden Hauch der Heiligkeit einatmen … Die, welche den reinen Namen der Sache Gottes befleckt haben, indem sie fleischlichen Dingen folgten, befinden sich in offensichtlichem Irrtum!«Q37 »Reinheit und Keuschheit«, mahnt Er besonders, »waren und sind noch immer die größte Zierde für die Dienerinnen Gottes.
Gott ist Mein Zeuge!
Das strahlende Licht der Keuschheit ergießt seine Helligkeit über die Welten des Geistes und sein Duft weht sogar bis ins Höchste Paradies.« »Gott«, bestätigt Er wieder, »machte wahrlich die Keuschheit zur Krone für das Haupt Seiner Dienerinnen.
Groß ist die Seligkeit jener Dienerin, die diese hohe Stufe erreicht hat.« »Wir haben wahrlich in Unserem Buch«, ist Seine Versicherung, »große und reichliche Belohnung verordnet für jeden, der sich von der Schlechtigkeit abwendet und ein keusches und gottesfürchtiges Leben führt.
Er ist in Wahrheit der große Geber, der Allgütige.«Q38 »Wir haben die Last allen Elends ertragen«, bezeugt Er, »um euch von irdischer Verderbtheit zu heiligen, dennoch seid ihr gleichgültig … Wir erblicken wahrlich eure Taten.
Wenn Wir von ihnen den süßen Duft der Reinheit und Heiligkeit wahrnehmen, werden Wir euch segnen, dessen seid gewiss.
Dann werden die Zungen der Bewohner des Paradieses euer Lob singen und eure Namen verherrlichen unter denen, die sich Gott genähert haben.«Q39
»Das Trinken von Wein«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá, »ist nach dem Text des Heiligsten Buches verboten; denn es ist die Ursache von chronischen Krankheiten, schwächt die Nerven und zerstört den Verstand.«»O Dienerinnen Gottes!«, hat Bahá’u’lláh selbst bekräftigt, »Trinkt den geheimnisvollen Wein aus dem Kelch Meiner Worte. Dann werft von euch, was euer Verstand verabscheut, denn es wurde euch in Seinen Tablets und Seinen Schriften verboten. Hütet euch, damit ihr nicht den Fluss, der das Leben selbst ist, für das vertauscht, was die Seelen derer verabscheuen, die reinen Herzens sind. Werdet trunken vom Wein der Liebe Gottes und nicht von dem, was euren Verstand zerstört, o ihr, die ihr Ihn anbetet! Wahrlich, dies wurde jedem Gläubigen verboten, Mann und Frau gleichermaßen. So erhob sich die Sonne meiner Gebote über dem Horizont Meiner Äußerung, damit die Dienerinnen, die an Mich glauben, erleuchtet werden mögen.«
Es muss jedoch beachtet werden, dass die Einhaltung eines so hohen Maßstabes moralischen Verhaltens nicht mit irgendeiner Form der Askese oder des übertriebenen und blindgläubigen Puritanismus in Verbindung gebracht oder verwechselt werden darf. Der von Bahá’u’lláh geprägte Maßstab sucht keinesfalls irgendjemand das einwandfreie Recht oder Vorrecht zu verweigern, den vollen Vorteil und Nutzen aus den vielfältigen Freuden, Schönheiten und Annehmlichkeiten zu ziehen, mit denen die Welt durch einen alliebenden Schöpfer so reich ausgestattet wurde. »Sollte ein Mensch«, versichert uns Bahá’u’lláh selbst, »den Wunsch haben, sich mit dem Schmuck dieser Erde zu zieren, ihr Gewand zu tragen und an den Wohltaten teilzuhaben, die sie zu verleihen vermag, so kann ihm das nicht schaden, wenn er keinem von diesen erlaubt, zwischen ihn und Gott zu treten, denn Gott hat alle in den Himmeln und auf Erden erschaffenen guten Dinge für solche Seiner Diener bestimmt, die wirklich an Ihn glauben. O Menschen, kostet von den guten Dingen, die Gott euch erlaubt hat, und beraubt euch nicht selbst Seiner wunderbaren Gaben. Dankt Ihm und preist Ihn und gehört zu den wirklich Dankbaren.«Q40
Das brennendste Problem
Was das rassische Vorurteil anbelangt, dessen ätzende Schärfe sich beinahe ein Jahrhundert lang in jede Faser der amerikanischen Gesellschaft eingefressen und ihren sozialen Aufbau angegriffen hat, so sollte es als das brennendste und herausforderndste Problem betrachtet werden, dem die Bahá’í-Gemeinde auf ihrer jetzigen Entwicklungsstufe gegenübersteht.
Die unentwegten Anstrengungen, die diese höchst bedeutende Frage verlangt, die Opfer, die sie auferlegt, die Sorgfalt und Wachsamkeit, die sie erfordert, der moralische Mut und die Seelenstärke, die sie voraussetzt, der Takt und das Mitgefühl, das sie bedingt, geben diesem Problem, von dessen befriedigender Lösung die amerikanischen Gläubigen noch weit entfernt sind, eine Dringlichkeit und Wichtigkeit, die nicht überschätzt werden können.
Weiß und Schwarz, Hoch und Niedrig, Jung und Alt, ob frisch zum Glauben gekommen oder nicht, alle, die seinen Namen tragen, müssen sich beteiligen und ihre Unterstützung, jeder gemäß seiner oder ihrer Fähigkeit, Erfahrung und den gegebenen Umständen,, der allgemeinen Aufgabe zuteilwerden lassen, die Anweisungen ‘Abdu’l-Bahás zu erfüllen, Seine Hoffnungen zu verwirklichen und Seinem Beispiel zu folgen.
Keine Rasse, sei sie farbig oder nicht, kann mit Recht oder gutem Gewissen behaupten, solcher Pflicht enthoben zu sein, jene Hoffnungen erfüllt zu haben oder jenem Beispiel getreu gefolgt zu sein.
Eine lange und dornige, mit Fallgruben versehene Straße liegt noch unbegangen vor den weißen wie vor den schwarzen Trägern des erlösenden Glaubens von Bahá’u’lláh.
Von der Strecke, die sie zurücklegen, und von der Art, in der sie diese Straße begehen, muss in einem für nur wenige vorstellbaren Ausmaße das Wirken jener unfassbaren Einflüsse abhängen, die für den geistigen Triumph der amerikanischen Gläubigen und den materiellen Erfolg ihres soeben in Angriff genommenen Vorhabens unerlässlich sind.
Lasst sie sich, furchtlos und entschlossen, das Beispiel und Verhalten ‘Abdu’l-Bahás ins Gedächtnis zurückrufen, als Er in ihrer Mitte weilte. Lasst sie sich an Seinen Mut erinnern, Seine lautere Liebe, Seine zwanglose und keine Unterschiede machende Kameradschaftlichkeit, Seine Verachtung und Sein Unwille gegenüber jeder scharfen Kritik, die durch Seinen Takt und Seine Weisheit gemildert wurden. Lasst sie die Erinnerung an jene unvergessenen und historischen Episoden und Begebenheiten wieder erwecken und lebendig erhalten, bei denen er Seinen feinen Gerechtigkeitssinn so eindringlich bewies, an Sein aus dem Herzen kommendes Mitgefühl für die Unterdrückten, Sein stets gegenwärtiges Empfinden für die Einheit der Menschheit, Seine überströmende Liebe für ihre Glieder und Sein Missfallen gegenüber jenen, die wagten, Seine Bitten zu verhöhnen, Seine Methoden zu verspotten, Seine Grundsätze in Frage zu stellen oder Seinen Taten entgegenzuwirken.
Irgendeine Rasse herabzusetzen mit der Begründung, sie sei sozial rückständig, politisch unreif und zahlenmäßig in der Minderheit, ist eine offenkundige Verletzung des Geistes, der den Glauben Bahá’u’lláhs beseelt.
Das Bewusstsein irgendeiner Teilung oder Spaltung in seinen Reihen entspricht nicht seinem eigentlichen Zweck, seinen Grundsätzen und Idealen.
Sobald die Mitglieder dieses Glaubens den Anspruch seines Begründers klar erfasst und seine administrative Ordnung mit den in seinen Lehren verankerten Grundzügen und Gesetzen sich vorbehaltlos zu eigen gemacht haben, muss jede Unterscheidung von Klasse, Glaubensbekenntnis oder Farbe sofort aufgehoben werden, und es darf ihr unter keinem Vorwand irgendwelcher Art gestattet werden, sich wieder einzunisten, wie groß auch der Druck der Ereignisse oder der öffentlichen Meinung sein mag.
Wenn irgendeine Unterscheidung überhaupt geduldet wird, so sollte es eine Unterscheidung nicht gegen, sondern vielmehr zu Gunsten der Minderheit sein, sei sie nun rassischer oder anderer Natur.
Ungleich den Nationen und Völkern der Erde, seien sie vom Osten oder Westen, demokratisch oder autoritär, kommunistisch oder kapitalistisch, mögen sie der Alten oder der Neuen Welt angehören, mögen sie die rassischen, religiösen oder politischen Minderheiten in ihrem Rechtsbereich missachten, unterdrücken oder ausrotten, stets sollte es jede fest begründete, unter dem Banner Bahá’u’lláhs eingetragene Gemeinde als ihre erste und unausweichliche Pflicht ansehen, jede Minderheit, zu welchem Glauben, zu welcher Rasse, Klasse oder Nation sie auch gehören mag, zu unterstützen, zu ermutigen und zu schützen.
So groß und lebenswichtig ist dieser Grundsatz, dass zum Beispiel immer dann, wenn die gleiche Anzahl von Stimmen in einer Wahl abgegeben wurde oder wenn die Befähigung für irgendein Amt sich bei den Vertretern verschiedener Rassen, Religionen oder Nationalitäten innerhalb der Gemeinde das Gleichgewicht hält, den Vertretern der Minderheit ohne Zögern das Vorrecht eingeräumt werden sollte, und dies aus keinem anderen Grund, als sie anzuregen und zu ermutigen und ihr eine Gelegenheit zu bieten, die Interessen der Gemeinde zu fördern.
Im Lichte dieses Grundsatzes und eingedenk der Wichtigkeit, dass auch Minderheiten an der Verantwortung teilnehmen und in der Bahá’í-Arbeit mitwirken, sollte es die Pflicht jeder Bahá’í-Gemeinde sein, ihre Angelegenheiten so zu regeln, dass in Fällen, in denen Angehörige der verschiedenen Minderheiten bereits ihre Befähigung nachgewiesen haben und die erforderlichen Bedingungen erfüllen, eine möglichst große Zahl dieser rassisch oder sonst verschiedenartigen Elemente in den Bahá’í-Einrichtungen, z.
B. in Räten, bei Tagungen, auf Konferenzen oder in Ausschüssen vertreten ist.
Eine solche Handlungsweise sich zu eigen zu machen und treulich daran festzuhalten, wäre nicht nur eine Quelle der Begeisterung und Ermutigung für jene Elemente, die zahlenmäßig klein und unzureichend vertreten sind, sondern es würde auch der Welt ganz allgemein die Universalität und den alles umfassenden Charakter des Glaubens Bahá’u’lláhs beweisen und zugleich dartun, dass Seine Anhänger frei sind vom Makel jener Vorurteile, die schon so viel Schaden in den inneren Angelegenheiten sowie den auswärtigen Beziehungen der Nationen angerichtet haben.
Freisein von rassischem Vorurteil in all seinen Formen sollte zu einer Zeit wie dieser, da ein immer größer werdender Teil der Menschheit seiner zerstörenden Grausamkeit zum Opfer fällt, von der ganzen Körperschaft der amerikanischen Gläubigen als Losungswort gewählt werden, ganz gleich in welchem Staat sie wohnen, in welchen Kreisen sie verkehren, wie alt sie sind, was ihre Tradition, ihr Geschmack oder ihre Gewohnheit auch sein mögen.
Diese Haltung sollte in jeder Phase ihrer Tätigkeit oder ihres Lebens ständig bewiesen werden, ob in der Bahá’í-Gemeinde oder außerhalb, in der Öffentlichkeit oder im Privatbereich, offiziell oder inoffiziell, einzeln sowie in ihrer amtlichen Eigenschaft als organisierte Gruppen, Ausschüsse und Räte.
Sie sollte wohlüberlegt gepflegt werden bei den verschiedenen, täglich sich bietenden Gelegenheiten, wie unbedeutend sie auch sein mögen, sei es zu Hause, an ihrem Arbeitsplatz, in ihren.
Schulen und Universitäten, bei ihren gesellschaftlichen Zusammenkünften und an Erholungsplätzen, bei ihren Bahá’í-Veranstaltungen, Konferenzen, Tagungen, Sommerschulen und Ratssitzungen.
Es muss vor allem der Grundton in der Verfahrensweise jener höchsten Körperschaft sein, die in ihrer Eigenschaft als nationale Vertretung sowie als Führungs- und Schlichtungsstelle für Gemeindeangelegenheiten beispielgebend sein muss und die Anwendung eines so lebenswichtigen Grundsatzes auf das Leben und die Tätigkeit derer zu übertragen hat, deren Interessen sie schützt und vertritt.
»O ihr Einsichtigen!« hat Bahá’u’lláh geschrieben: »Wahrlich, die Worte, die vom Himmel des Willens Gottes herabkamen, sind die Quelle der Einheit und Eintracht für die Welt. Schließt eure Augen gegenüber Rassenunterschieden und heißt alle mit dem Lichte der Einheit willkommen.« »Wir wünschen nur das Gute der Welt und das Glück der Völker«, verkündet Er, »damit alle Völker eins werden im Glauben und alle Menschen wie Brüder; damit das Band der Zuneigung und Einheit unter den Menschen gestärkt werde; damit die Spaltung der Religion aufhöre und Rassenunterschiede ausgelöscht werden.«Q41 »Bahá’u’lláh hat gesagt«, so schreibt ‘Abdu’l-Bahá, »die verschiedenen Menschenrassen dem Ganzen vollendete Harmonie und Farbschönheit verleihen. Lasst daher sich alle zusammentun in diesem großen Garten der Menschheit, so wie auch die Blumen untereinander gemischt Seite an Seite stehen und ohne Misston oder Uneinigkeit zwischen sich wachsen.«Q42 »Bahá’u’lláh«, hat ‘Abdu’l-Bahá weiterhin gesagt, »verglich einmal die farbigen Menschen mit der schwarzen Pupille des Auges, die vom Weiß umgeben ist. In dieser schwarzen Pupille sieht man die Widerspiegelung dessen, was vor ihr ist, und durch sie strahlt das Licht des Geistes hervor.«
»Gott macht keinen Unterschied zwischen Weißen und Schwarzen«, so erklärt ‘Abdu’l-Bahá selbst.
»Wenn das Herz rein ist, werden beide von Ihm angenommen.
Gott schätzt die Menschen nicht nach ihrer Farbe oder Rasse ein.
Alle Farben sind Ihm willkommen, seien sie weiß, schwarz oder gelb.
Da alle zum Bilde Gottes geschaffen wurden, müssen wir uns zu der Erkenntnis durchringen, dass alle göttliche Möglichkeiten in sich tragen.«Q43 »Vor Gott«, stellt Er fest, »sind alle Menschen gleich.
Im Reich Seiner Gerechtigkeit und Unparteilichkeit gibt es keinen Unterschied oder Vorzug für irgendeine Seele.«Q44 »Diese Teilungen hat nicht Gott gemacht«, bestätigt Er, »sie haben vielmehr ihren Ursprung im Menschen selbst.
Da sie gegen den Plan und die Absicht Gottes sind, sind sie falsch und nur in der Einbildung vorhanden.«Q45 »Vor Gott«, versichert Er wiederum, »gibt es keinen Unterschied der Farbe; alle sind eins in der Farbe und Schönheit des Dienstes für Ihn.
Die Farbe ist nicht wichtig; das Herz zählt vor allem.
Es hat nichts zu sagen, wie das Äußere aussieht, wenn das Herz rein und weiß ist.
Gott sieht nicht die Unterschiede der Farbe und Hauttönung.
Er schaut auf die Herzen.
Der, dessen Moral und Tugenden lobenswert sind, wird in der Gegenwart Gottes bevorzugt; wer dem Königreich ergeben ist, ist der meist Geliebte.
Im Reich der Entstehung und Schöpfung ist die Frage der Farbe von sehr geringer Bedeutung.«Q46 »Im ganzen Tierreich«, erklärt Er, »finden wir unter den Kreaturen keine Trennung der Farbe wegen.
Sie erkennen die Einheit der Arten und Gattungen.
Wenn wir in einem Reich von niederer Intelligenz und Vernunft solche Farbunterscheidungen nicht finden, wie kann sie unter menschlichen Wesen gerechtfertigt sein, besonders da wir wissen, dass sie alle von derselben Quelle stammen und dem gleichen Haushalt angehören?
Im Ursprung und in der Absicht, der Schöpfung gibt es nur eine Menschheit.
Unterschiede der Rasse und Farbe sind später entstanden.«Q47 »Der Mensch ist mit einer höheren Verstandeskraft und der Fähigkeit der Wahrnehmung ausgestattet«, erklärt Er weiter, »er ist die Offenbarung göttlicher Gaben.
Sollen rassische Ideen vorherrschen und die Schöpferabsicht der Einheit in Seinem Königreich verdunkeln?«Q48 »Eine der wesentlichen Fragen«, bemerkt Er bedeutungsvoll, »welche Einheit und Zusammengehörigkeit der Menschheit ausmachen, ist die Verbundenheit und Gleichberechtigung der weißen und farbigen Rassen.
Zwischen diesen beiden Rassen bestehen bestimmte Merkmale der Übereinstimmung und der Unterscheidung, die die gerechte und gegenseitige Rücksichtnahme verbürgen.
Der Berührungspunkte sind viele … In diesem Land, den Vereinigten Staaten von Amerika, ist der Patriotismus beiden Rassen gemeinsam; alle haben die gleichen staatsbürgerlichen Rechte, sprechen eine Sprache, empfangen die Segnungen derselben Zivilisation und folgen den Geboten derselben Religion.
In der Tat bestehen zahlreiche Merkmale der Partnerschaft und Zusammengehörigkeit zwischen den beiden Rassen; demgegenüber ist die Unterscheidung der Farbe nur ein Punkt.
Soll es diesem, dem geringsten aller Unterscheidungsmerkmale, gestattet werden, euch als Rassen und Einzelmenschen zu trennen?«Q49 »Diese Vielfalt in Formen und Farben«, betont Er, »welche sich in allen Reichen offenbart, entspringt schöpferischer Weisheit und hat einen göttlichen Zweck.«Q50 »Die Verschiedenheit in der menschlichen Familie«, fordert Er, »sollte die Ursache für Liebe und Eintracht sein, wie in der Musik, wo viele verschiedene Noten zusammenklingen, um einen vollendeten Akkord hervorzubringen.«Q51 »Wenn ihr Menschen begegnet«, ist Seine Ermahnung, »die von anderer Rasse und Farbe sind als ihr, so tut dies nicht mit Misstrauen und zieht euch nicht in das Schneckenhaus des Hergebrachten zurück, sondern zeigt euch froh und erweist ihnen Freundlichkeit.«Q52 »In der Welt des Daseins«, bezeugt Er, »ist das Zusammentreffen gesegnet, wenn sich die weißen und farbigen Rassen in unendlicher geistiger Liebe und himmlischer Eintracht begegnen.
Wenn solche Zusammenkünfte stattfinden und die Teilnehmer sich in vollkommener Liebe, Einheit und Freundlichkeit zueinander gesellen, preisen sie die Engel des Königreiches, und die Schönheit Bahá’u’lláhs spricht zu ihnen: ›Gesegnet seid ihr!
Gesegnet seid ihr!‹« »Wenn eine solche Zusammenkunft dieser zwei Rassen zustande kommt«, versichert Er gleichermaßen, »dann wird jene Versammlung zum Magnet für die himmlischen Heerscharen werden, und die Bestätigung der Gesegneten Schönheit wird sie umgeben.« »Strebt ernstlich danach«, ermahnt Er weiter beide Rassen, »und setzt eure größten Bemühungen für das Erreichen dieser Verbundenheit ein und für die Erhärtung dieses Bandes der Brüderlichkeit unter Euch.
Die Erfüllung einer solchen Aufgabe ist ohne den guten Willen und die Anstrengung beider Seiten unmöglich; von der einen Seite muss es der Ausdruck der Dankbarkeit und Wertschätzung sein, von der anderen Seite müssen es Freundlichkeit und die Anerkennung der Gleichberechtigung sein.
Jede sollte sich bemühen, der anderen zum wechselseitigen Fortschritt zu verhelfen und sie dabei zu unterstützen … Liebe und Einheit werden unter euch gepflegt werden und so die.
Einheit der Menschheit hervorbringen.
Denn die Erreichung der Einheit zwischen den Farbigen und Weißen wird eine Garantie für den Weltfrieden sein.«Q53 »Ich hoffe«, so redet Er die Mitglieder der weißen Rasse an, »ihr werdet bewirken, dass jene unterdrückte Rasse strahlend wird und sich mit der weißen Rasse zusammentut, um der Welt des Menschen mit äußerster Aufrichtigkeit, Treue, Liebe und Reinheit zu dienen.
Dieser Widerstand, diese Feindschaft und dieses Vorurteil zwischen der weißen und farbigen Rasse können durch nichts ausgelöscht werden als durch den Glauben, die Gewissheit und die Lehren der Gesegneten Schönheit.« »Diese Frage der Vereinigung der Weißen und Schwarzen ist sehr wichtig«, so warnt Er, »denn wenn sie nicht klar erkannt wird, werden sich binnen kurzem große Schwierigkeiten erheben, die schmerzliche Folgen nach sich ziehen.« »Wenn auf diesem Gebiet eine Änderung nicht eintritt«, lautet eine weitere Warnung, »wird die Feindschaft täglich anwachsen, und das Ergebnis wird schließlich große Not sein und leicht in Blutvergießen enden.«
Von beiden Rassen ist eine ungeheure Anstrengung erforderlich, wenn ihre Anschauung, ihr Benehmen und ihr Verhalten in diesem dunklen Zeitalter den Geist und die Lehren des Glaubens Bahá’u’lláhs widerspiegeln sollen. Indem sie ein für alle Mal die irreführende Lehre rassischer Überlegenheit mit all den sie begleitenden Übeln, der Verwirrung und dem Elend aufgeben, die Vermischung der Rassen begrüßen und bejahen und die Schranken, die sie jetzt trennen, niederreißen, sollte jede von ihnen sich Tag und Nacht bemühen, ihre besondere Verantwortung in der gemeinsamen Aufgabe zu erfüllen, die sich ihnen so eindringlich darbietet. Bei ihren Versuchen, ihren Teil zur Lösung dieses verworrenen Problems beizutragen, sollten sie der Warnungen ‘Abdu’l-Bahás eingedenk sein und sich, solange noch Zeit ist, die schrecklichen Folgen vergegenwärtigen, die nicht ausbleiben können, falls dieser herausfordernden, unglücklichen Situation, der das ganze amerikanische Volk gegenübersteht, nicht endgültig abgeholfen wird.
Lasst die Weißen äußerste Anstrengungen machen, um ihren Teil zur Lösung dieses Problems beizutragen, das ihnen allgemein eigene und zeitweise unterbewusste Gefühl der Überlegenheit ein für alle Mal zu überwinden, ihre Neigung, Mitgliedern der anderen Rassen gegenüber eine gönnerhafte Haltung an den Tag zu legen, zu berichtigen, sie durch ihren vertrauten, natürlichen und zwanglosen Umgang mit ihnen von der Echtheit ihrer Freundschaft und der Aufrichtigkeit ihrer Absichten zu überzeugen^ und ihre Ungeduld zu meistern gegenüber einem möglichen Mangel an Verständnis von Seiten der Menschen, die so lange Zeit hindurch schmerzliche und nur langsam heilende Wunden empfangen haben.
Lasst die Schwarzen durch eine entsprechende Anstrengung ihrerseits die Wärme ihrer Erwiderung auf jede in ihren Kräften liegende Weise bezeigen, ihre Bereitschaft, die Vergangenheit zu vergessen, und ihre Fähigkeit, jede Spur eines Argwohns zu löschen, der noch in Herzen oder Sinn geblieben sein mag.
Lasst keinen von beiden denken, dass die Lösung eines so umfassenden Problems ausschließlich Sache des anderen sei.
Lasst keinen glauben, dass ein solches Problem leicht oder sofort gelöst werden, könnte.
Lasst keinen denken, dass sie getrost auf die Lösung dieses Problems warten könnten, bis der erste Anstoß gegeben und günstige Voraussetzungen dafür durch Vorgänge geschaffen werden, die außerhalb des Bereichs ihres Glaubens stehen.
Lasst keinen annehmen, dass etwas anderes als echte Liebe, größte Geduld, wahre Demut, äußerster Takt, unbedingte Entschlusskraft, reife Weisheit sowie umsichtige, beständige und gebetserfüllte Bemühungen mit Erfolg den Makel beseitigen können, den dieses offenkundige Übel auf dem guten Namen ihres gemeinsamen Vaterlandes hinterlassen hat.
Lasst sie vielmehr glauben und fest davon überzeugt sein, dass es mehr von ihrem gegenseitigen Verständnis, von ihrer Freundschaft und beständigen Zusammenarbeit als von irgendeiner anderen, außerhalb des Rahmens ihres Glaubens wirkenden Kraft oder Organisation abhängt, von diesem gefährlichen Kurs abzuweichen, den schon ‘Abdu’l-Bahá so sehr fürchtete, und dass nur so die Hoffnungen zu verwirklichen sind, die Er für ihren gemeinsamen Beitrag zur Erfüllung der herrlichen Bestimmung dieses Landes hegte.
Ihr zweifacher Kreuzzug
Innig geliebte Freunde! Rechtschaffenes Verhalten, das in allen seinen Äußerungen einen offenkundigen Gegensatz bildet zu der Falschheit und Verderbtheit, die das politische Leben der Nation sowie der Parteien und Interessengemeinschaften, aus denen sie besteht, kennzeichnen; Heiligkeit und Tugendhaftigkeit, die der moralischen Lauheit und Zügellosigkeit genau entgegengesetzt sind, welche den Charakter eines nicht unbeträchtlichen Teiles ihrer Bürger beflecken; Verbundenheit zwischen den Rassen, die von dem Fluch rassischen Vorurteils völlig gereinigt ist, das die überwiegende Mehrheit ihrer Einwohner brandmarkt – das sind die Waffen, welche die amerikanischen Gläubigen in ihrem zweifachen Kreuzzug handhaben können und müssen, um zuerst das innere Leben ihrer eigenen Gemeinde zu erneuern und dann die lang währenden Übel anzugehen, die das Leben ihres Volkes durchsetzt haben. Diese Waffen zu vervollkommnen und jede einzelne von ihnen klug und wirksam anzuwenden, wird sie – mehr als die Förderung irgendeines besonderen Planes, die Ausarbeitung spezieller Vorhaben oder die Anhäufung irgendwelcher materieller Mittel – auf die Zeit vorbereiten, in der die Hand der Vorsehung sie anweisen wird, mitzuhelfen bei der Schaffung und Einführung jener Weltordnung, die sich nun innerhalb der weltweiten administrativen Einrichtungen ihres Glaubens langsam entwickelt. .
Beim Durchführen dieses zweifachen Kreuzzuges müssen die tapferen Streiter, die im Namen und für die Sache Bahá’u’lláhs kämpfen, notwendigerweise hartnäckigem Widerstand begegnen und manchen Rückschlag erleiden. Sowohl ihre eigenen Triebe als auch das Wüten der konservativen Kräfte, der Widerstand althergebrachter Interessen und die Einwände einer verderbten und vergnügungssüchtigen Generation müssen in Rechnung gestellt, entschlossen zurückgeschlagen und völlig überwunden werden. In dem Maße, wie ihre Verteidigungsmaßnahmen für den bevorstehenden Kampf organisiert und ausgedehnt werden, werden Stürme der Beleidigung und des Spottes sowie Feldzüge der Verdammung und falschen Darstellung gegen sie ausgelöst werden. Sie werden bald erfahren, wie ihr Glaube angegriffen, ihre Motive missdeutet, ihre Ziele verleumdet, ihre Bestrebungen verhöhnt, ihre Einrichtungen verlacht, ihr Einfluss geschmälert, ihr Ansehen untergraben und ihre Sache hie und da von einigen verlassen werden, die entweder unfähig sind, ihre Ideale zu würdigen, oder nicht willens, die Wucht der wachsenden Kritik zu ertragen, die solch eine Auseinandersetzung sicherlich mit sich bringt. »‘Abdu’l-Bahás wegen«, hat der geliebte Meister vorhergesagt, »werdet ihr von manchen Prüfungen heimgesucht werden. Kummer wird euch befallen, und Leiden werden euch betrüben.«
Die unbesiegbare Armee Bahá’u’lláhs, die im Westen, einem der möglichen Sturmzentren, in Seinem Namen und um Seinetwillen einen ihrer grimmigsten und ruhmreichsten Kämpfe austragen soll, möge keinerlei Kritik fürchten, die gegen sie gerichtet ist.
Keine Verurteilung möge sie abschrecken, mit der die Zunge des Verleumders ihre Beweggründe herabzuwürdigen versuchen möchte.
Lasst sie nicht zurückweichen vor dem drohenden Vormarsch der Mächte des Fanatismus, der Orthodoxie, der Bestechlichkeit und des Vorurteils, die sich gegen sie vereinigen mögen.
Die Stimme der Kritik ist eine Stimme, die der Verbreitung ihres Glaubens indirekt neue Kraft gibt.
Unbeliebtheit dient nur dazu, den Gegensatz zwischen ihr und ihren Gegnern stärker hervorzuheben; während die Ächtung selbst eine magnetische Kraft ist, die allmählich die lärmendsten und hartnäckigsten ihrer Gegner in ihr Lager herüberziehen muss.
Selbst in dem Land, in dem die größten Kämpfe um den Glauben ausgefochten wurden und seine wildesten Feinde lebten, hatten der Gang der Ereignisse, das langsame doch stetige Einsickern seiner Ideale und die Erfüllung seiner Prophezeiungen bereits zur Folge, dass nicht nur einige seiner schärfsten Gegner entwaffnet und ihr Charakter gewandelt wurden, sondern auch ihre tiefe und vorbehaltlose Ergebenheit gegenüber seinen Gründern gefestigt wurden.
Eine so vollkommene Wandlung und eine so verblüffende Änderung in der Haltung kann nur bewirkt werden, wenn der erwählte Träger, der dazu bestimmt ist, die Botschaft Bahá’u’lláhs den Hungrigen, den Ruhelosen und der hirtenlosen Menge zu bringen, selbst sorgfältig von der Befleckung gesäubert ist, die er zu beseitigen versucht.
Deshalb möchte ich euch, innig geliebte Freunde, nicht nur die Dringlichkeit und gebietende Notwendigkeit eurer heiligen Aufgabe einprägen, sondern auch die ihr innewohnenden grenzenlosen Möglichkeiten, sowohl das Leben und Wirken eurer eigenen Gemeinde auf eine so hohe Stufe zu heben als auch die in eurem Volk die Verhältnisse bestimmenden Beweggründe und Maßstäbe. Unbeirrt durch die Ungeheuerlichkeit dieser Aufgabe werdet ihr, dessen bin ich sicher, der Herausforderung dieser Zeit so begegnen, wie es euch geziemt, einer Zeit, die so gefahrdrohend, so beladen mit Verderbtheit und doch so erfüllt ist durch das Versprechen einer lichten Zukunft, dass- kein früheres Zeitalter in der Geschichte der Menschheit seiner Herrlichkeit gleichkommt.
Innig geliebte Freunde!
Ich habe zu Beginn dieser Abhandlung versucht, euch eine Vorstellung von den herrlichen Möglichkeiten und der ungeheuren Verantwortung zu geben, die sich nun als Ergebnis der Verfolgung des weitverbreiteten Glaubens Bahá’u’lláhs vor der Gemeinde der amerikanischen Gläubigen auftun während eines so kritischen Abschnittes innerhalb des Gestaltenden Zeitalters ihres Glaubens und in einer so entscheidenden Epoche der Weltgeschichte.
Ich habe mich auch genügend über die Art des Auftrages ausgelassen, für welchen sich diese Gemeinde in nicht allzu ferner Zukunft durch die zwingende Macht der Umstände erheben und ihn ausführen muss.
Ich habe die Warnung ausgesprochen, die ich für ein klares Verständnis und für die rechte Erfüllung der vor ihr liegenden Aufgaben für notwendig hielt.
Ich habe jene erhabenen und kraftspendenden Tugenden, jene hohen Maßstäbe herausgestellt und betont, soweit es in meiner Kraft lag, welche, wie schwierig sie auch zu erreichen sind, doch die wesentlichen Voraussetzungen für den Erfolg dieser Aufgaben bilden.
Ein Wort, so glaube ich, sollte nun aber noch gesagt werden zur materiellen Seite der unmittelbar vor ihnen liegenden Aufgabe, von deren termingerechter Erfüllung nicht nur die Entfaltung der anschließenden Abschnitte im Göttlichen Plan abhängen muss, wie sie von ‘Abdu’l-Bahá vorausgesehen wurde, sondern auch die Aneignung der erforderlichen Eigenschaften, um in der Fülle der Zeit den Pflichten und Verantwortungen nachkommen zu können, die durch jenen noch größeren Auftrag verlangt werden, dessen Verwirklichung ihr Vorrecht ist.
Der Siebenjahresplan mit seiner zweifachen Ausrichtung auf die Ausschmückung des Tempels und die Ausdehnung der Lehrarbeit, die den nord- und südamerikanischen Kontinent umfasst, ist nun bereits in das zweite Jahr eingetreten. Er weist für jeden, der seinen Fortschritt in den letzten Monaten verfolgt hat, Merkmale auf, die äußerst ermutigend und für die Erfüllung der Ziele innerhalb der zugemessenen Zeit günstige Vorzeichen sind. Die allumfassenden Maßnahmen, die die Arbeiten an der äußeren Ausschmückung des Tempels erleichtern sollen, sind der Reihe nach zumeist schon ergriffen worden. Endlich begann der letzte Abschnitt, der die siegreiche Vollendung eines dreißigjährigen Unternehmens kennzeichnen soll. Der einleitende Vertrag in Verbindung mit dem ersten und Hauptstockwerk jenes historischen Gebäudes wurde unterzeichnet. Der Fonds, der mit dem geliebten Namen des Größten Heiligen Blattes eng verbunden ist, wurde gegründet. Die ununterbrochene Fortführung bis zur endgültigen Fertigstellung des so lobenswerten Unternehmens ist nun sichergestellt. Die schmerzliche Erinnerung an den Einen, dessen Herz durch die Errichtung des Oberbaues dieses heiligen Hauses so hoch erfreut wurde, wird die letzten für die Vollendung notwendigen Kräfte so. anspornen, dass jeder Zweifel zerstreut werden wird, der noch von irgendjemandem gehegt werden mag an der Befähigung seiner Erbauer, ihre Aufgabe würdig zu erfüllen.
Die Erfordernisse des Lehrens
Wir müssen nun den Plan in seiner Bedeutung für die Lehrarbeit betrachten. Ihrer Aufgabe ist zu entsprechen, ihre Erfordernisse müssen untersucht, abgewogen und erfüllt werden. So herrlich und unwiderstehlich die Schönheit des Ersten Mashriqu’l-Adhkár des Westens ist, so majestätisch seine Maße sind, so einzigartig seine Architektur ist und so kostbar die Ideale und Bestrebungen sind, für die er ein Sinnbild ist, so sollte er doch gegenwärtig ausschließlich als ein Instrument für eine wirkungsvollere Verbreitung der Sache und die weitere Ausdehnung ihrer Lehren betrachtet werden. In dieser Hinsicht sollte er in demselben Licht gesehen werden wie die administrativen Einrichtungen des Glaubens, die als Träger für die entsprechende Ausbreitung seiner Ideale, seiner Grundsätze und seiner Wahrheiten bestimmt sind.
Deshalb muss die Gemeinde der amerikanischen Gläubigen von jetzt an den Lehrerfordernissen des Siebenjahresplanes ihre sorgfältige und ununterbrochene Aufmerksamkeit zuwenden. Die gesamte Gemeinde muss sich wie ein Mann erheben, um ihnen zu entsprechen. Die Sache Gottes zu lehren, ihre Wahrheiten zu verkünden, ihre Interessen zu verteidigen, durch Worte wie durch Taten ihre Unentbehrlichkeit, ihre Wirkungskraft und Universalität darzutun, sollte niemals ausschließlich als Angelegenheit oder einziges Vorrecht der administrativen Bahá’í-Institutionen angesehen werden, seien es Räte oder Ausschüsse. Alle müssen sich beteiligen, wie bescheiden ihre Herkunft auch sein mag, wie begrenzt ihre Erfahrung, wie beschränkt ihre Mittel, wie unzureichend ihre Ausbildung, wie bedrückend ihre Sorgen und ihre Verpflichtungen, wie ungünstig die Umgebung, in der sie leben. »Gott«, so hat Bahá’u’lláh selbst unmissverständlich geoffenbart, »hat es jedem zur Pflicht gemacht, Seine Sache zu lehren.«Q54 Er hat weiter geschrieben: »Sprich: Lehre die Sache Gottes, o Volk Bahás, denn Gott hat jedem von euch die Pflicht auferlegt, Seine Botschaft zu verkünden, und Er betrachtet dies als die verdienstvollste aller Taten.«Q55
Eine hohe und bevorzugte Stellung innerhalb der Gemeinde, die ihrem Inhaber möglicherweise gewisse Privilegien und Vorrechte zuteilwerden lässt, bekleidet ihn mit einer Verantwortung, der er sich in seiner Pflicht, zu lehren und den Glauben Gottes zu verbreiten, in Ehren nicht entziehen kann. Sie kann manchmal, wenn auch nicht immer, größere Möglichkeiten schaffen und bessere Gelegenheiten bieten, das Wissen über den Glauben zu verbreiten und Förderer seiner Einrichtungen zu gewinnen. Unter keinen Umständen bringt sie jedoch auch notwendigerweise die Macht mit sich, größeren Einfluss auf die Herzen und Gemüter jener auszuüben, denen der Glaube vorgetragen wird. Wie oft – und die frühe Geschichte des Glaubens im Lande seiner Geburt bietet dafür manch eindrucksvolles Beispiel – sind die einfachsten Anhänger des Glaubens, ungeschult und äußerst unerfahren, ohne jeden Rang oder Titel ja in einigen Fällen bar der Intelligenz, fähig gewesen, Siege für ihre Sache zu erringen, vor denen die hervorragendsten Leistungen der Gelehrten, Weisen und Erfahrenen verblassten.
‘Abdu’l-Bahá bezeugt: »Nach der Kirchengeschichte war Petrus ebenfalls nicht imstande, sich die Wochentage zu merken. Wann immer er beschloss, zum Fischfang zu gehen, verschnürte er seine Wochenration in sieben Päckchen und jeden Tag aß er eines davon, und wenn er beim siebten angekommen war, wusste er, dass es Sabbat war, und er konnte ihn dann einhalten.« Wenn des Menschen Sohn in der Lage war, einem offenbar so rohen und hilflosen Instrument eine solche Kraft einzuflößen, die verursachte, dass, mit den Worten Bahá’u’lláhs, »Geheimnisse der Weisheit und der Äußerung aus seinem Mund hervorströmten«, und er über die übrigen Seiner Jünger erhoben und in den Stand gesetzt wurde, Sein Nachfolger und Begründer Seiner Kirche zu werden, wie viel mehr kann dann der Vater, nämlich Bahá’u’lláh, den geringsten und unbedeutendsten unter Seinen Anhängern ermächtigen, für die Durchführung Seiner Absichten solche .Wunder zu vollbringen, die die höchsten Leistungen selbst des ersten Apostels Jesu Christi klein erscheinen lassen.
‘Abdu’l-Bahá hat weiter geschrieben: »Der Báb sagte: ›Sollte es an diesem Tage eine winzige Ameise wünschen, mit solcher Kraft begabt zu werden, dass sie die dunkelsten und verwirrendsten Stellen des Qur’án zu enträtseln vermöchte, so würde ihr Wunsch zweifellos erfüllt werden, weil das Geheimnis der ewigen Macht im innersten Wesen aller erschaffenen Dinge schwingt.‹Q56 Wenn ein so hilfloses Geschöpf mit einer so hochentwickelten Fähigkeit ausgestattet werden kann, um wie viel wirkungsvoller muss dann die Kraft sein, die durch die freigebige Ausgießung der Gnade Bahá’u’lláhs ausgelöst wird.«Q57
Das Feld ist in der Tat so weit, der Zeitpunkt so kritisch, die Sache so groß, der Mitarbeiter so wenige, die Zeit so kurz, das Vorrecht so kostbar, dass kein Anhänger des Glaubens Bahá’u’lláhs, der würdig ist, Seinen Namen zu tragen, es sich leisten kann, auch nur einen Augenblick zu zögern.
Jene aus Gott geborene Kraft, unwiderstehlich in ihrer alles hinwegfegenden Macht, unberechenbar in ihrer Wirkungsmöglichkeit, unbestimmbar in ihrem Lauf, geheimnisvoll in ihrer Auswirkung und ehrfurchtgebietend in ihren Offenbarungen – eine Kraft, die, wie der Báb geschrieben hat, »im innersten Wesen aller erschaffenen Dinge schwingt«Q58, und die, gemäß Bahá’u’lláh, durch ihre »Schwingungskraft« »die Welt aus dem Gleichgewicht gebracht und ihr geordnetes Leben gänzlich umgestaltet hat«Q59 –, eine solche Kraft zerschneidet vor unseren Augen wie ein zweischneidiges Schwert einerseits die alten Bande, die das Gefüge der zivilisierten Welt jahrhundertelang zusammengehalten haben, und löst andererseits die Fesseln, die dem jungen und noch unmündigen Glauben Bahá’u’lláhs heute noch angelegt sind.
Die unvorstellbaren Gelegenheiten, die durch das Wirken dieser Kraft geboten werden – sie müssen von den amerikanischen Gläubigen, die sich jetzt aufzumachen haben, voll und mutig ausgenutzt werden. ‘Abdu’l-Bahá schreibt:
»Die heiligen Wesen der himmlischen Heerscharen im Höchsten Paradiese sehnen sich an diesem Tage danach, in diese Welt zurückzukehren, damit ihnen vergönnt werde, an der Schwelle der Abhá-Schönheit zu dienen und den Dienst an Seiner heiligen Schwelle anzutreten.«
Im langsam verlöschenden Licht der Religion versinkt die Welt mehr und mehr in Finsternis; sie ist zum Bersten erfüllt mit dem Sprengstoff eines blinden und triumphierenden Nationalismus, versengt von, den Feuern erbarmungsloser Verfolgung rassischer oder religiöser Art, irregeführt durch falsche Lehrmeinungen und Lehrsätze, welche die Anbetung Gottes und die Heilighaltung Seiner Gesetze zu verdrängen drohen, geschwächt durch einen zügellosen und widerwärtigen Materialismus, in Auflösung begriffen durch den zerstörenden Einfluss moralischen und geistigen Zerfalls und verfangen im Netz wirtschaftlicher Gesetzlosigkeit und Haders – einen solchen Anblick bietet die Welt heute dem Auge des Menschen als Ergebnis der alles hinwegfegenden Veränderungen, welche diese umwälzende Kraft – wiewohl noch im Anfangsstadium ihres Wirkens stehend – im Leben des gesamten Planeten hervorruft.
Mag auch ein so trauriges und ergreifendes Schauspiel jeden Beobachter verwirren, der sich der Absichten, Voraussagen und Verheißungen Bahá’u’lláhs nicht bewusst ist, so ist es doch weit davon entfernt, die Herzen Seiner Nachfolger in Schrecken zu versetzen oder ihr Bemühen zu lähmen; es wird vielmehr ihren Glauben vertiefen und ihren begeisterten Eifer anfachen, sich zu erheben und auf dem weiten, von der Feder ‘Abdu’l-Bahás für sie vorgezeichneten Feld ihre Fähigkeiten zu entfalten, um im weltweiten, von Bahá’u’lláh verkündeten Erlösungswerk ihre Rolle zu spielen. Jedes Rädchen im administrativen Getriebe, das sie im Laufe mehrerer Jahre so mühevoll geschaffen haben, muss voll eingesetzt und dem ihm bestimmten Zweck untergeordnet werden. Der Tempel, die stolze Verkörperung eines so unvergleichlichen Geistes der Selbstaufopferung, muss ebenfalls genutzt werden und seinen Teil beitragen in dem Lehrfeldzug, der dazu bestimmt ist, die ganze westliche Hemisphäre zu umfassen.
Die Gelegenheiten, die der Aufruhr des jetzigen Zeitalters bietet, mit all den Sorgen, die er hervorruft, den Ängsten, die er erzeugt, den Enttäuschungen, die er mit sich bringt, den Verwirrungen, die er anstiftet, der Empörung, die er erregt, dem Aufruhr, den er schafft, den Leiden, die er verursacht, und dem Geist ruhelosen Suchens, den er erweckt, müssen in gleicher Weise ausgenützt werden, um das Wissen um die erlösende Macht des Glaubens Bahá’u’lláhs nah und fern zu verbreiten und frische Streitkräfte für das ständig wachsende Heer Seiner Gefolgschaft zu gewinnen. Eine so kostbare Gelegenheit, ein so seltenes Zusammentreffen günstiger Umstände mag sich nie mehr wieder bieten. Nun ist die Zeit gekommen, die festgesetzte Zeit für die amerikanischen Gläubigen, die Vorhut der Heerscharen des Größten Namens, durch die Einrichtungen und Kanäle einer eigens dafür bestimmten administrativen Ordnung ihre Fähigkeit und ihre Bereitschaft zu verkünden, eine gefallene und schwer geprüfte Generation zu erretten, die sich gegen ihren Gott aufgelehnt und Seine Warnungen nicht beachtet hat, und ihr jene vollkommene Sicherheit anzubieten, die nur das Bollwerk ihres Glaubens verschaffen kann.
Bedeutung und Dringlichkeit des Lehrfeldzuges, der in allen Staaten der nordamerikanischen Republik und im Dominion von Kanada eingeleitet worden ist, können daher nicht überschätzt werden. Die durch den Willen ‘Abdu’l-Bahás ausgelösten schöpferischen Energien haben ihn in Gang gesetzt, und mit Hilfe der von ihm selbst hervorgerufenen Kräfte fliegt er dahin durch die westliche Hemisphäre; er muss nun – das fühle .ich – in Übereinstimmung mit bestimmten Richtlinien ausgeführt werden, die dazu dienen, seinen wirksamen Vollzug zu sichern und das Erreichen seiner Ziele zu beschleunigen.
Diejenigen, die an einem solchen Feldzug teilnehmen, ob in organisatorischer Eigenschaft oder als Vollzugsorgane, denen die Ausführung der Aufgabe selbst übertragen ist, müssen sich als wesentliche Voraussetzung für die Erfüllung ihrer Pflichten mit den verschiedenartigen Aspekten der Geschichte und Lehren ihres Glaubens gründlich vertraut machen.
In ihrem Bemühen, dieses Ziel zu erreichen, müssen sie die Literatur ihres Glaubens gewissenhaft und äußerst sorgfältig für sich selbst studieren, seine Lehren ergründen, seine Gesetze und Prinzipien in sich aufnehmen, seine Ermahnungen, Grundsätze und Absichten erwägen, einige seiner Anweisungen und Gebete auswendig lernen, das Wichtigste seiner Verwaltungsordnung beherrschen und über seine laufenden-Angelegenheiten und die letzten Entwicklungen unterrichtet sein.
Sie müssen danach streben, sich aus maßgeblichen und unvoreingenommenen Quellen ein sicheres Wissen über die Geschichte und die Grundsätze des Islám zu erwerben – des Ursprunges und Hintergrundes ihres Glaubens – und ehrfurchtsvoll und mit einer von allen vorgefassten Meinungen befreiten Vorstellung sich dem Studium des Qur’án nähern, der neben den Heiligen Schriften der Bábi- und Bahá’í-Offenbarungen das einzige Buch ist, das als ein unbedingt echter Verwahrungsort des Wortes Gottes angesehen werden kann.
Sie müssen der Erforschung jener Verordnungen und Verhältnisse besondere Aufmerksamkeit widmen, die mit dem Ursprung und der Geburt ihres Glaubens, der Stufe seines Vorläufers und den von seinem Begründer geoffenbarten Gesetzen verbunden sind.
Nachdem sie sich diese Voraussetzungen für den Erfolg auf dem Lehrgebiet im Wesentlichen zu eigen gemacht haben, müssen sie, wenn immer sie beabsichtigen, einen besonderen Auftrag in den Ländern Lateinamerikas durchzuführen, sich soweit wie möglich bemühen, gewisse Kenntnisse jener Sprachen zu erwerben, die von den Einwohnern dieser Länder gesprochen werden, und sich einen Überblick über ihre Sitten, Gebräuche und Anschauungen verschaffen. »Die Lehrer, die in jene Gebiete gehen« hat ‘Abdu’l-Bahá in einem der Tablets des Göttlichen Planes mit Bezug auf die zentralamerikanischen Republiken geschrieben, »müssen auch mit der spanischen Sprache vertraut sein.«Q60 »Eine Gruppe, die deren Sprachen spricht … «, hat Er in einem anderen Tablet geschrieben, » muss sich den drei großen Inselgruppen im Stillen Ozean zuwenden und sie durchreisen.«Q61 »Die Lehrer, die in verschiedenen Richtungen reisen«, sagt Er weiter, »müssen die Sprache des Landes kennen, das sie besuchen. Eine Person, zum Beispiel, die in der japanischen Sprache bewandert ist, mag nach Japan reisen, oder eine Person, die die chinesische Sprache beherrscht, mag nach. China eilen und so fort.«Q62
Kein Teilnehmer an diesem interamerikanischen Lehrfeldzug darf annehmen, die Initiative für irgendeine besondere Tätigkeit in Verbindung mit dieser Arbeit liege ausschließlich bei jenen Einrichtungen, ob Rat oder Ausschuss, deren besonderes Anliegen es ist, die Erreichung der lebenswichtigen Ziele des Siebenjahresplanes zu fördern und zu erleichtern.
Es ist die verbindliche Pflicht jedes amerikanischen Gläubigen, als dem gewissenhaften Treuhänder von ‘Abdu’l-Bahás Göttlichem Plan, jede Tätigkeit innerhalb der von den administrativen Grundsätzen des Glaubens festgelegten Grenzen zu beginnen, zu fördern und zu festigen, die er oder sie für die Unterstützung des Plans für angemessen erachtet.
Weder die drohende Weltlage noch irgendeine Rücksichtnahme auf den Mangel an materiellen Hilfsquellen, an geistigem Rüstzeug, Kenntnissen oder Erfahrungen – so wünschenswert sie auch sind – sollte irgendeinen zukünftigen Pionierlehrer davon abhalten, sich unabhängig aufzumachen und jene Kräfte in Bewegung zu setzen, die, so versichert uns ‘Abdu’l-Bahá wiederholt, einmal ausgelöst, wie ein Magnet die verheißene und unfehlbare Hilfe Bahá’u’lláhs anziehen werden.
Lasst ihn nicht auf irgendwelche Anweisungen warten oder irgendeine besondere Ermutigung von Seiten der gewählten Vertreter seiner Gemeinde erwarten, noch sollte • er durch die Hindernisse abgeschreckt werden, die seine Verwandten oder Mitbürger geneigt sein mögen, ihm in den Weg zu legen, noch sollte er den Tadel seiner Kritiker oder Feinde beachten.
»Sei so unbeschwert wie der Wind«, ist der Rat Bahá’u’lláhs an alle zukünftigen Lehrer Seiner Sache, »wenn du die Botschaft Dessen weiterträgst, Der die Morgendämmerung göttlicher Führung anbrechen ließ.
Sieh, wie der Wind, der Anordnung Gottes getreu, über alle Gegenden der Erde, die bewohnten und die unbewohnten, hin weht.
Weder der Anblick der Einöde noch die Zeugnisse des Gedeihens können ihn beängstigen oder erfreuen.
Er weht in jeder Richtung, wie ihm sein Schöpfer gebot.«Q63 »Und wenn er beschließt, sein Heim um der Sache seines Herrn willen zu verlassen«, hat Bahá’u’lláh an anderer Stelle mit Bezug auf einen solchen Lehrer geoffenbart, »möge er sein ganzes Vertrauen auf Gott setzen als beste Wegzehrung für seine Reise und sich mit dem Gewande der Tugend bekleiden … Wenn er vom Feuer Seiner Liebe entzündet ist, wenn er auf alle erschaffenen Dinge verzichtet, werden die Worte, die er äußert, diejenigen entflammen, die ihn hören.«Q64
Wenn er sich aus eigenem Antrieb entschlossen hat, dem Lehraufruf zu folgen, unverzagt vor allen Hindernissen, mit denen Freund oder Feind, wissentlich oder unwissentlich, den Pfad versperren wollen, dann soll er sorgfältig jeden Weg der Annäherung überdenken, den er bei seinen persönlichen Versuchen beschreiten möchte, um bei jenen, die er in die Schar seines Glaubens einreihen möchte, Aufmerksamkeit zu erwecken, das Interesse wachzuhalten und ihren Glauben zu vertiefen.
Er soll die Möglichkeiten überprüfen, welche ihm die besonderen Umstände bieten, in denen er lebt, ihre Vorteile auswerten und klug und systematisch vorgehen, um sie für das Erreichen des Zieles, das er im Auge hat, einzusetzen.
Lasst ihn auch solche Methoden verfolgen, wie die Verbindung mit Klubs, Ausstellungen und Vereinen, Vorträge über Themen, die mit den Lehren und Idealen seiner Sache verwandt sind, z.
B.
Enthaltsamkeit, Sittlichkeit, soziale Fürsorge, religiöse und rassische Duldsamkeit, wirtschaftliche Zusammenarbeit, Islám und Vergleichende Religionswissenschaft oder Teilnahme an sozialen, kulturellen, humanitären, fürsorgerischen und erzieherischen Organisationen und Vorhaben, die ihm, während er sich seinen Glauben unangetastet bewahrt, eine Vielzahl von Wegen und Mitteln eröffnen, durch die er nacheinander die Sympathie, die Unterstützung und zuletzt die Zugehörigkeit derer gewinnen kann, mit denen er in Berührung kommt.
Während er solche Verbindungen knüpft, soll er stets die Forderungen seines Glaubens im Auge behalten, nämlich, seine Würde und seinen Rang zu bewahren, die Unverletzlichkeit seiner Gesetze und Prinzipien zu sichern, seine umfassende Natur und Weltweitheit darzustellen und seine vielfältigen und lebensnotwendigen Interessen furchtlos zu verteidigen.
Er möge das Maß der Aufnahmefähigkeit seiner Zuhörer beachten und für sich entscheiden, ob die direkte oder die indirekte Lehrmethode vorzuziehen ist, durch die er dem Sucher die lebenswichtige Bedeutung der Göttlichen Botschaft einprägen und ihn dafür gewinnen kann, sein Schicksal mit denjenigen zu verbinden, die sie bereits angenommen haben.
Er soll, sich an das von ‘Abdu’l-Bahá gegebene Beispiel erinnern und an Seine beständige Ermahnung, dem Sucher mit solcher Freundlichkeit entgegenzukommen und den Geist der Lehren, die er ihm vermitteln möchte, in solch einem Maße vorzuleben, dass der Empfänger aus eigenem Antrieb veranlasst wird, sich der Sache anzuschließen, die solche Lehren verkörpert.
Anfangs möge er davon absehen, auf solchen Gesetzen und Anordnungen zu bestehen, die eine zu starke Belastung für des Suchers neu erwachten Glauben bedeuten würden, sondern sich bemühen, ihn geduldig, taktvoll und doch entschieden der Reife zuzuführen und ihm helfen, seine unbeschränkte Annahme dessen, was immer von Bahá’u’lláh verordnet wurde, zu erklären.
Sobald er diese Stufe erreicht hat, soll er ihn in die Gemeinschaft seiner Mitgläubigen einführen; er möge ihn ständig betreuen und ihn tätig an den Gemeindeangelegenheiten teilhaben lassen, um ihn zu befähigen, seinen Teil zur Bereicherung ihres Lebens, der Förderung ihrer Aufgaben, der Festigung ihrer Interessen und der Abstimmung ihrer Tätigkeiten mit denen ihrer Schwestergemeinden beizutragen.
Lasst ihn nicht zufrieden sein, ehe er seinem geistigen Kinde eine so tiefe Sehnsucht eingepflanzt hat, dass sie dieses zwingt, sich seinerseits selbständig zu erheben und seine Tatkraft der Belebung anderer Seelen zu widmen sowie sich zu den Gesetzen und Prinzipien zu bekennen, wie sie in seinem neu erwählten Glauben niedergelegt sind.
Jeder Teilnehmer an diesem kontinentalen Feldzug, der von den amerikanischen Gläubigen begonnen wurde, und besonders diejenigen, die als Pioniere in unerschlossene Gebiete gehen, sollten nie die Notwendigkeit vergessen, in enger und beständiger Verbindung mit jenen verantwortlichen Einrichtungen zu bleiben, die dazu bestimmt sind, die Lehrarbeit der gesamten Gemeinde zu leiten, zu fördern und aufeinander abzustimmen. Sei es die Körperschaft ihrer gewählten nationalen Vertreter oder dessen Haupthilfseinrichtung, der Nationale Lehrausschuss, oder dessen untergeordnete Organe, die regionalen Lehrausschüsse oder die örtlichen Geistigen Räte und ihre jeweiligen Lehrausschüsse – sie, die für die Verbreitung der Sache Bahá’u’lláhs arbeiten, sollten durch ständigen Austausch ihrer Gedanken, durch Briefe, Rundschreiben, Berichte, Mitteilungen und andere Nachrichtenmittel mit diesen für die Verbreitung des Glaubens geschaffenen Werkzeugen den reibungslosen und schnellen Lauf des Lehrmechanismus ihrer Verwaltungsordnung sicherstellen. Verwirrung, Verzögerung, Überschneidung der Anstrengungen und Vergeudung von Energie werden dadurch gänzlich vermieden, und die mächtige Flut der Gnade Bahá’u’lláhs, die in überreichem Maße und ohne die geringste Hemmung durch diese wichtigen Kanäle fließt, wird die Herzen und Seelen der Menschen so überfluten, dass sie befähigt werden, die von ‘Abdu’l-Bahá wiederholt vorausgesagte Ernte hervorzubringen.
Auf jedem Teilnehmer an diesem gemeinsamen Bemühen, wie es in der Geschichte der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde noch nie dagewesen ist, ruht die geistige Verpflichtung, den für alle so lebenswichtigen und verbindlichen Lehrauftrag zum alles durchdringenden Anliegen ihres Daseins zu machen.
Bei seiner täglichen Arbeit und in seinem täglichen Umgang, auf jeder seiner Reisen aus Geschäfts- oder anderen Gründen, im Urlaub und auf Ausflügen und bei jedem Auftrag, den auszuführen ihm aufgetragen wird, sollte jeder Träger der Botschaft Bahá’u’lláhs es nicht nur als eine Pflicht, sondern als ein Vorrecht ansehen, die Saat Seines Glaubens weit und breit auszustreuen.
Er sollte Befriedigung in dem bleibenden Wissen finden, dass, was immer das unmittelbare Echo auf jene Botschaft ist und wie unzulänglich der Träger, der sie weitergibt, auch sei, die Macht ihres Urhebers jene Saaten befähigen wird zu keimen, wie Er es für angemessen erachtet, und unter Umständen, die keiner vorhersehen kann, die Ernte zu bereichern, die die Arbeit Seiner Anhänger einbringen wird.
Wenn er Mitglied eines Geistigen Rates ist, lasst ihn seinen Rat ermutigen, bei jeder seiner Sitzungen einen bestimmten Teil der Zeit der ernsten und von Gebeten getragenen Erwägung solcher Wege und Mittel zu widmen, die den Lehrfeldzug fördern oder verfügbare Hilfsquellen, gleich welcher Art, für seinen Fortschritt, seine Ausdehnung und Festigung erschließen können.
Wenn er seiner Sommerschule beiwohnt – und jedem ohne Ausnahme wird dringend nahegelegt, Nutzen aus der Teilnahme zu ziehen – soll er eine solche Möglichkeit als willkommene und kostbare Gelegenheit betrachten, durch Vorträge, Studium und Diskussion sein Wissen von den Grundlagen seines Glaubens so zu bereichern, dass er imstande ist, mit größerer Sicherheit und Wirksamkeit die Botschaft zu übermitteln, die seiner Obhut anvertraut wurde.
Er soll, wann immer durchführbar, danach trachten, durch Besuche zwischen den Gemeinden den Eifer für die Lehrarbeit anzuregen und Außenstehenden so die Zielstrebigkeit und Einsatzbereitschaft der Förderer seines Glaubens und die organische Einheit seiner Einrichtungen darzutun.
Von den Teilnehmern an diesem alle Rassen, alle Länder, Klassen und Glaubensrichtungen der gesamten westlichen Hemisphäre umfassenden Kreuzzug möge jeder, der den Drang dazu spürt, sich erheben und, wenn es die Umstände erlauben, die Aufmerksamkeit im Besonderen darauf richten, die uneingeschränkte Zugehörigkeit der Schwarzen, Indianer, Eskimos und Juden zu seinem Glauben zu erreichen.
Keine lobenswertere und verdienstvollere Tat kann gerade jetzt für die Sache Gottes vollbracht werden als der Erfolg bei den Bemühungen, die amerikanische Bahá’í-Gemeinde durch die Gewinnung von Angehörigen dieser Rassen zu größerer Vielfalt in ihrer Zusammensetzung zu führen.
Diese äußerst verschiedenen Elemente der Menschheit harmonisch zu verbinden im Gewebe einer alle umfassenden Bahá’í-Bruderschaft und im dynamischen Fortschritt der von Gott eingesetzten Verwaltungsordnung einander anzugleichen, wobei jedes seinen Teil zur Bereicherung und zum Ruhm des Bahá’í-Lebens beiträgt, ist wahrlich eine Tat, bei deren Vorstellung sich das Herz eines jeden Bahá’í erwärmt und höher schlägt.
»Betrachtet die Blumen eines Gartens«, hat ‘Abdu’l-Bahá geschrieben, »obwohl sie sich in Art, Farbe, Form und Aussehen unterscheiden, so erhöht diese Verschiedenheit doch, da sie von den Wassern eines Brunnquells erfrischt, vom Atem eines Windes belebt und von den Strahlen einer Sonne gestärkt werden, ihren Zauber und bereichert ihre Schönheit.
Wie wenig würde es dem Auge gefallen, wenn alle Blumen und Pflanzen, die Blätter und Blüten, die Früchte, die Zweige und die Bäume jenes Gartens vom selben Aussehen und der gleichen Farbe wären!
Die Vielfältigkeit der Farbtöne, der Form und des Aussehens bereichert und schmückt den Garten und erhöht seine Wirkung.
In gleicher Weise werden, wenn verschiedene Gedankenrichtungen, Temperamente und Charaktere unter der Macht und dem Einfluss eines Zentralorgans zusammengeführt werden, die Schönheit und Herrlichkeit der menschlichen Vollkommenheit geoffenbart und sichtbar gemacht.
Nichts als die himmlische Kraft des Wortes Gottes, das die Wirklichkeit aller Dinge regiert und durchdringt, ist fähig, die voneinander abweichenden Gedanken, Gefühle, Ideen und Überzeugungen der Menschenkinder in Einklang zu bringen.«Q65 »Ich hoffe«, ist der von ‘Abdu’l-Bahá geäußerte Wunsch, » ihr die Ursache werdet, dass diese unterdrückteA2 Rasse ruhmreich wird und sich mit der weißen Rasse verbindet, um der Menschenwelt mit äußerster Aufrichtigkeit, Treue, Liebe und Reinheit zu dienen.« »Eine der wichtigen Fragen«, hat Er ebenfalls niedergeschrieben, »welche die Einheit und den Zusammenschluss der Menschheit beeinflussen, ist die Kameradschaft und die Gleichberechtigung der weißen und farbigen Rassen.«Q66 »Ihr müsst den Indianern, den Ureinwohnern Amerikas, große Bedeutung beimessen«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá in den Tablets des Göttlichen Planes, »denn diese Seelen können mit den alten Einwohnern der arabischen Halbinsel verglichen werden, die vor der Offenbarung Muhammads gleich Wilden waren.- Als das Licht Muhammads in ihrer Mitte erstrahlte, wurden sie so entflammt, dass ihr Leuchten die ganze Welt überstrahlte.
Sollten diese Indianer erzogen und richtig geführt werden, so besteht kein Zweifel, dass sie in gleicher Weise durch die Göttlichen Lehren so erleuchtet werden, dass die ganze Erde erhellt wird.«Q67 »Wenn es möglich ist«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá weiter, »so sendet Lehrer in andere Gegenden Kanadas; schickt auch Lehrer nach Grönland und zu den Siedlungen der Eskimos.«Q68 »So Gott will«, hat Er wieder in jenen gleichen Tablets geschrieben, »wird der Ruf des Königreiches die Ohren der Eskimos erreichen … Solltet ihr eure Kräfte entfalten, so dass die Düfte Gottes unter den Eskimos verbreitet werden, wird dessen Wirkung sehr groß und weitreichend sein.«Q69 »Preis sei Gott!« schreibt ‘Abdu’l-Bahá.
»Was immer in den Gesegneten Tablets für die Israeliten angekündigt wurde und alle in den Briefen ‘Abdu’l-Bahás ausdrücklich niedergelegten Dinge erfüllen sich.
Mit einigen ist dies schon geschehen; andere werden in der Zukunft offenbar.
Die Altehrwürdige Schönheit hat in Ihren heiligen Tablets ausdrücklich geschrieben, dass der Tag ihrer Demütigung vorüber ist.
Seine Gnade wirft ihren Schatten über sie, und diese Rasse wird Tag für Tag Fortschritte machen und aus ihrer jahrhundertelangen Erniedrigung und Herabwürdigung befreit werden.«
Lasst diejenigen, die ein administratives Amt in ihrer Eigenschaft als Mitglieder des Nationalen Geistigen Rates oder der nationalen, regionalen oder örtlichen Lehrausschüsse einnehmen, sich ständig die lebenswichtige und dringende Notwendigkeit vor Augen halten, in der kürzest möglichen Zeit die Bildung von Gruppen in den wenigen verbleibenden Staaten der nordamerikanischen Republik und in den Provinzen des Dominions von Kanada sicherzustellen, so klein und unscheinbar sie auch sein mögen.
Sie müssen jedes in ihrer Macht liegende Hilfsmittel einsetzen, um diese neu entstandenen Kristallisationspunkte zu befähigen, sich schnell und auf gesunden Grundlagen zu richtig funktionierenden, selbständigen und eingetragenen Räten zu entwickeln.
Der Schaffung solcher Grundlagen und der Bildung solcher Außenposten – eine Arbeit, die anerkannter Weise sehr schwierig, doch dringend notwendig und höchst begeisternd ist – müssen die einzelnen Mitglieder der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde ihre uneingeschränkte, ständige und freudige Unterstützung zuteilwerden lassen.
So weise die Maßnahmen auch sein mögen, welche ihre gewählten Vertreter ausarbeiten, wie praktisch und wohldurchdacht die von ihnen aufgestellten Pläne, so können doch solche Maßnahmen und Entwürfe niemals zu einem zufriedenstellenden Ergebnis führen, wenn nicht eine genügende Anzahl von Pionieren sich entschlossen hat, die notwendigen Opfer zu bringen, und sich bereitfindet, diese Vorhaben in die Tat umzusetzen.
Das Banner Bahá’u’lláhs ein für alle Mal im Herzen dieser unerschlossenen Gebiete aufzupflanzen, die organische Grundlage Seiner Verwaltungsordnung in ihren Städten und Dörfern zu errichten und einen festen und immerwährenden Ankergrund für ihre Einrichtungen im Geist und Herzen ihrer Einwohner zu schaffen, das alles bildet, wie ich fest glaube, den ersten und bedeutungsvollsten Schritt in den aufeinanderfolgenden Stadien, die der unter dem Siebenjahresplan begonnene Lehrfeldzug durchschreiten muss.
Während die äußere Ausschmückung des Mashriqu’l-Adhkár unter diesem Plan nun in ihre Endstufe eingetreten ist, steckt der Lehrfeldzug noch in seinem Anfangsstadium und ist weit entfernt davon, seine Ausläufer wirksam in diese unerschlossenen Gebiete ausgeschickt zu haben oder in jene Republiken, die auf dem südamerikanischen Kontinent liegen.
Die erforderliche Anstrengung ist ungeheuer groß, die Bedingungen, unter denen diese Anfangsgründe gelegt werden müssen, oft wenig anziehend und unvorteilhaft, die Mitarbeiter, die in der Lage sind, solche Aufgaben zu übernehmen, gering an der Zahl, und die Hilfsquellen, über die sie verfügen, schwach und unzureichend.
Und doch, wie oft hat uns die Feder Bahá’u’lláhs versichert, »sollte ein Mensch sich ganz allein im Namen Bahás erheben und die Rüstung Seiner Liebe anlegen, so wird ihn der Allmächtige siegreich machen, und sollten auch die Mächte der Erde und des Himmels gegen ihn antreten.«Q70 Hat Er nicht geschrieben:
»Bei Gott, außer Dem es keinen anderen Gott gibt!
Sollte sich irgendjemand für den Sieg Unserer Sache erheben, so wird ihn Gott siegreich machen, und sollten sich gleich Zehntausende von Feinden gegen ihn verbünden.
Und sollte seine Liebe zu Mir erstarken, so wird Gott seinen bestimmenden Einfluss auf alle Mächte der Erde und des Himmels begründen.«Q71 »Betrachtet die Arbeit früherer Generationen«, hat ‘Abdu’l-Bahá geschrieben, »während der Lebenszeit Jesu Christi waren es nur wenige und gezählte gläubige und feste Seelen, aber der himmlische Segen ergoss sich in so reichem Maße, dass in einer Reihe von Jahren unzählige Seelen unter den Schatten des Evangeliums traten.
Gott hat im Qur’án gesagt: ›Ein Korn wird sieben Garben hervorbringen, und jede Garbe wird hundert Körner enthalten.‹ In anderen Worten, aus einem Korn werden siebenhundert werden; und wenn es Gottes Wille ist, wird Er diese nochmals verdoppeln.
Es hat sich oft ereignet, dass eine begnadete Seele zur Ursache der Führung für ein ganzes Volk wurde.
Wir dürfen nun nicht unsere Fähigkeiten und unsere Leistungskraft betrachten, nein, vielmehr müssen wir unseren Blick in diesen Tagen auf die Gunst und Gnade Gottes richten, der aus dem Tropfen ein Meer und aus dem Atom eine Sonne gemacht hat.«Q72Die entschlossen sind, als erste das Banner einer solchen Sache unter solchen Bedingungen und in solchen Gebieten zu hissen, deren Seelen mögen von der stärkenden Kraft dieser Worte zehren und, – indem sie »die Rüstung Seiner Liebe anlegen«, einer Liebe, die »erstarken« muss, während sie in ihrer einsamen Aufgabe ausharren –, sich erheben, um mit dem Bericht von ihren Taten die strahlendsten Seiten zu schmücken, die je in der geistigen Geschichte ihres Landes geschrieben wurden.
In den Tablets des Göttlichen Planes hat ‘Abdu’l-Bahá geschrieben: »Preis sei Gott! Obgleich in den meisten Staaten und Städten der Vereinigten Staaten Seine Düfte verbreitet sind und ungezählte Seelen ihr Angesicht dem Königreich Gottes zukehren und sich ihm nähern, so ist doch in einigen Staaten das Banner der Einheit noch nicht so errichtet, wie es sein sollte, noch wurden die Geheimnisse der Heiligen Bücher, wie der Bibel, des Evangeliums und des- Qur’án, entschleiert. Durch die gemeinsamen Bemühungen aller Freunde müssen das Banner der Einheit in jenen Staaten unbedingt entfaltet und die Göttlichen Lehren gefördert werden, damit diese Staaten ebenfalls ihren Anteil an den himmlischen Gaben erhalten mögen und an der Größten Führung teilhaben.«Q73 In einem anderen Tablet des Göttlichen Planes hat Er versichert: »Das Dominion von Kanada hat eine sehr große Zukunft, und die damit verbundenen Ereignisse sind unendlich herrlich. Das Auge der liebenden Güte Gottes ist darauf gerichtet, und in ihm wird die Gunst des Allherrlichen offenbar werden.«Q74 »Noch einmal wiederhole ich«, so bestätigt Er Seine vorhergehende Aussage in demselben Tablet, »die Zukunft Kanadas, sei es in materieller oder geistiger Hinsicht, sehr groß ist.«Q75
Die Erweckung Lateinamerikas
Sobald dieser erste Schritt getan ist, der die Bildung mindestens eines Kernes in jedem dieser noch unerschlossenen Staaten und Provinzen des nordamerikanischen Kontinents mit sich bringt, muss das Getriebe für eine gewaltige Steigerung der zusammengefassten Bemühungen aller Bahá’í in Bewegung gesetzt werden, deren Ziel sein sollte, die edlen Bestrebungen zu verstärken, die jetzt nur einige wenige einzelne Gläubige aufwenden, um die Völker Lateinamerikas für den Ruf Bahá’u’lláhs zu erwecken. Bevor dieser zweite Abschnitt des Lehrfeldzuges im Siebenjahresplan nicht eingeleitet worden ist, kann dieser nicht als eigentlich begonnen oder der Plan selbst als in seinem entscheidenden Entwicklungsstadium angelangt angesehen werden. So mächtig werden die Ausgießungen göttlicher Gnade auf die tapfere Gemeinde sein, die bereits im Bereich der Administration ihr Hauptgebäude in der ganzen Herrlichkeit seiner äußeren Zierde errichtet und im Bereich des Lehrens in jedem Staat und in jeder Provinz des nordamerikanischen Kontinents das Banner des Glaubens gehisst hat – so groß werden diese Ausgießungen sein, dass sich die Mitglieder dieser Gemeinde überwältigt finden werden durch die Beweise ihrer neubelebenden Kraft.
Der Interamerikanische Ausschuss muss in einem solchen Stadium – nein, sogar schon vorher – sich der Stunde gewachsen zeigen und eine Stärke, eine Hingabe und einen Unternehmungsgeist an den Tag legen, die den Verantwortungen, die er auf sich genommen hat, angemessen sind. Es sollte keinen Augenblick vergessen werden, dass Mittel- und Südamerika nicht weniger als zwanzig unabhängige Nationen umfassen, die annähernd ein Drittel der Gesamtzahl der selbständigen Staaten auf der Welt ausmachen, und die dazu bestimmt sind, einen immer wichtigeren Anteil an der Gestaltung des zukünftigen Weltschicksals zu haben. Indem die Welt zu enger nachbarlicher Gemeinschaft zusammenschrumpft und die Geschicke der Rassen, Nationen und Völker unentwirrbar miteinander verwoben werden, verschwindet die Entlegenheit dieser Staaten der westlichen Hemisphäre, und es werden die verborgenen Möglichkeiten in jedem von ihnen immer deutlicher sichtbar.
Wenn innerhalb des Siebenjahresplanes dieser zweite Abschnitt in der fortschreitenden Entfaltung der Tätigkeit und der Unternehmungen im Lehren erreicht ist und das zur Verfolgung dieses Planes benötigte Getriebe zu arbeiten beginnt, müssen die amerikanischen Gläubigen, die beherzten Pioniere dieser mächtigen Bewegung, geführt von dem unfehlbaren Licht Bahá’u’lláhs und in strenger Übereinstimmung mit dem von ‘Abdu’l-Bahá angelegten Plan, unter der Leitung ihres Nationalen Geistigen Rates handelnd und der Hilfe des Interamerikanischen Ausschusses gewiss einen Angriff gegen die Mächte der Finsternis, Entartung und Unwissenheit unternehmen. Dieser Angriff muss bis zum äußersten Ende des südlichen Kontinentes vorgetragen werden und in seinen Bereich jede der darin liegenden zwanzig Nationen einbeziehen.
Nun sollten sich einige Gläubige rüsten, sich von ihren Heimatorten, Städten und Staaten lösen, ihr Land verlassen und »ihren ganzen Glauben in Gott setzen als beste Wegzehrung für ihre Reise«Q76; sie sollten ihren Blick und ihre Schritte nach jenen fernen Zonen richten, jenen unerschlossenen Gefilden, jenen unbezwungenen Städten und ihre Tatkraft darauf richten, die Festungen der Menschenherzen zu erobern – der Herzen, von denen Bahá’u’lláh geschrieben hat, dass »die Heerscharen der Offenbarung und Äußerung sie bezwingen können«Q77 sie nicht warten, bis ihre Mitstreiter die erste Stufe ihres Lehrfeldzuges bereits überschritten haben, sondern lasst sie schon jetzt damit beginnen, jenes Kapitel zu eröffnen, das bald als eines der ruhmvollsten in der internationalen Geschichte ihres Glaubens betrachtet werden wird.
Lasst sie zuallererst »ihr eigenes Selbst lehren, so dass ihre Rede die Herzen ihrer Hörer anziehen möge«Q78.
Lasst sie den Triumph ihres Glaubens als ihr »höchstes Ziel«Q79 betrachten.
Lasst sie nicht »die Größe oder Kleinheit des Gefäßes ansehen«Q80, welches das Maß der Gnade enthält, die Gott über dieses Zeitalter verströmt.
Lasst sie »von aller Verknüpfung an diese Welt und ihre Eitelkeiten sich freimachen«Q81 und mit jenem Geiste der Loslösung, den ‘Abdu’l-Bahá so beispielhaft verkörperte, und dem sie, wie Er wünschte, nacheifern sollen, diese so verschiedenen Völker und Länder zum Gedenken Gottes und Seiner höchsten Offenbarung bringen.
Lasst Seine Liebe »eine Schatzkammer für ihre Seelen« sein an dem Tage, da »jeder Pfeiler erzittern wird, da es die Haut der Menschen eiskalt überlaufen wird, da die Augen vor Schrecken erstarren werden«Q82.
Lasst ihre »Seelen erglühen in der Flamme des unvergänglichen Feuers, das im innersten Herzen der Welt brennt, so stark, dass die Wasser des Weltalls seine Glut nicht zu kühlen vermögen«Q83.
Lasst sie »unbeschwert wie der Wind« sein, den »weder der Anblick der Einöde noch die Zeugnisse des Gedeihens ängstigen oder erfreuen können«Q84.
Lasst sie »ihre Zungen lösen und ohne Unterlass Seine Sache verkünden«Q85.
Lasst sie »verkünden, was der Größte Geist ihnen eingeben wird im Dienste der Sache ihres Herrn«Q86.
Lasst sie »sich hüten, mit irgendjemandem zu streiten, lasst sie vielmehr sich bemühen, ihn die Wahrheit auf freundliche Weise und durch überzeugende Ermahnung erkennen zu lassen«Q87.
Lasst sie »ganz um der Sache Gottes willen Seine Botschaft verkünden und im gleichen Geist jeden Widerhall entgegennehmen, den ihre Worte bei ihren Hörern hervorrufen mögen«Q88.
Lasst sie auch nicht einen Augenblick vergessen, dass »der Geist des Glaubens sie durch seine Macht stärken wird« und dass »eine Schar Seiner erwählten Engel mit ihnen ausziehen wird auf Sein Geheiß, des Allmächtigen, des Allweisen«.
Lasst sie immer dessen eingedenk sein »Wie groß … der Segen [ist] der den erwartet, der die Ehre erringt, dem Allmächtigen zu dienen!« und sich daran erinnern, dass »Ein solcher Dienst … wahrlich der Fürst aller guten Taten [ist] und der Schmuck alles edlen Handelns.«Q89
Und endlich:
Lasst diese die Seele aufrüttelnden Worte Bahá’u’lláhs allezeit auf ihren Lippen sein, während sie landauf, landab durch den südamerikanischen.
Kontinent dahineilen, damit sie ihnen ein Trost ihrem Herzen seien, ein Licht auf ihrem Pfad, ein Gefährte in ihrer Einsamkeit und eine Wegzehrung für jeden Tag ihrer Reisen:
»O Wanderer auf dem Pfade Gottes!
Ergreife deinen Anteil aus dem Meer Seiner Gnade und beraube dich nicht selbst der Dinge, die in seinen Tiefen verborgen ruhen … Ein Tropfen aus diesem Meer, über alle in den Himmeln und auf Erden vergossen, würde genügen, um sie reich an der Güte Gottes zu machen, des Allmächtigen, des Allwissenden, des Allweisen.
Schöpfe mit den Händen des Verzichtes aus seinen lebenspendenden Wassern und netze damit alle erschaffenen Dinge, damit sie von allen menschengeschaffenen Begrenzungen reingewaschen werden und sich dem mächtigen Sitze Gottes, diesem geheiligten und strahlenden Orte, nähern.
Sei nicht bekümmert, wenn du dies alleine tun musst.
Lasse dir Gott allgenügend sein … Verkünde die Sache Deines Herrn allen, die in den Himmeln und auf Erden sind.
Antwortet jemand deinem Ruf, so lege die Perlen der Weisheit des Herrn, deines Gottes, die Sein Geist auf dich herabgesandt hat, offen vor ihn hin und gehöre zu denen, die wahrhaft glauben.
Sollte jemand deine Gabe zurückweisen, so wende dich von ihm ab und setze dein Vertrauen und deine Zuversicht in den Herrn aller Welten.
Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Wer an diesem Tag seine Lippen öffnet und den Namen seines Herrn erwähnt, zu dem werden die Heerscharen göttlicher Eingebung aus dem Himmel Meines Namens ›der Allwissende‹, ›der Allweise‹ herniederkommen.
Zu ihm wird auch die himmlische Versammlung herabsteigen und ein jeder aus ihr einen Kelch reinen Lichtes hoch vorantragen.
So wurde es vorherbestimmt im Reiche der Offenbarung Gottes auf Befehl des Allherrlichen, des Machtvollsten.«Q90
Lasst die folgenden Worte ‘Abdu’l-Bahás, die den Tablets des Göttlichen Planes entnommen sind, ebenfalls in ihren Ohren klingen, wenn sie, sicher und unerschrocken, in Seinem Auftrag hinausziehen:
»O ihr Jünger Bahá’u’lláhs!
Möge mein Leben ein Opfer für euch sein! … Seht die Tore, die euch Bahá’u’lláh geöffnet hat!
Bedenkt, wie erhaben und hoch die Stufe ist, die zu erreichen euch bestimmt wurde, und wie einzig die Gunstbezeigungen sind, mit denen ihr belehnt wurdet!«Q91 »Meine Gedanken sind euch zugewandt, und mein Herz schlägt hoch bei eurer Erwähnung.
Könntet ihr erkennen, wie meine Seele in Liebe zu euch glüht, so würde eure Herzen eine Glückseligkeit überfluten, die euch zueinander von Liebe entbrennen ließe.«Q92 »Das volle Maß eurer Erfolge ist noch nicht offenbar, ihre Bedeutung wird noch nicht erfasst.
Binnen kurzem werdet ihr mit eigenen Augen sehen, wie glänzend ein jeder von euch gleich einem leuchtenden Stern am Himmel eures Landes das Licht göttlicher Führung erstrahlen lassen und seinem Volke die Herrlichkeit ewigen Lebens bringen wird.«Q93 »Ich hoffe inständig, dass in naher Zukunft die ganze Erde durch, das Ergebnis eurer Leistungen aufgerüttelt und erschüttert werden möge.«Q94 »Der Allmächtige wird euch ohne Zweifel die Hilfe Seiner Gnade gewähren, wird euch mit den Zeichen Seiner Macht bekleiden und eure Seelen mit der erhaltenden Kraft Seines Heiligen Geistes begaben.«Q95 »Seid nicht traurig über eure geringe Zahl und lasst euch nicht niederdrücken durch die Übermacht einer ungläubigen Welt.
Gebt euch Mühe!
Eure Sendung ist unsagbar herrlich.
Sollte Erfolg euer Unternehmen krönen, so wird sich Amerika sicherlich zu einem Mittelpunkt entwickeln, aus dem Wogen geistiger Kraft hervorgehen, und der Thron des Königreiches Gottes wird in der Fülle seiner Majestät und Glorie fest begründet werden.«Q96
Wir sollten uns daran erinnern, dass in die Erfüllung des Siebenjahresplanes, soweit er die Lehrarbeit betrifft, die Bildung von mindestens einem Zentrum in einer jeden der Republiken Mittel- und Südamerikas mit einbeschlossen ist.
Der hundertste Jahrestag der Geburt des Glaubens Bahá’u’lláhs sollte, wenn der bereits begonnene Plan Erfolg haben soll, in jedem dieser Länder Zeuge sein der Schaffung eines wenn auch noch so bescheidenen Fundamentes, auf welchem das heranwachsende Geschlecht der amerikanischen Gläubigen in den Eröffnungsjahren des zweiten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters weiter zubauen imstande sein möge.
Ihre Aufgabe wird es sein, im Verlaufe der folgenden Jahrzehnte diese Grundlagen auszudehnen und zu verstärken und für die notwendige Führung, Hilfe und Ermutigung zu sorgen, die die weithin verstreuten Gruppen von Gläubigen in jenen Ländern befähigen werden, unabhängige und ordnungsgemäß gebildete örtliche Räte zu formen und dadurch das Rahmenwerk der Verwaltungsordnung ihres Glaubens zu errichten.
Die Erstellung solch eines Rahmenwerkes ist in erster Linie die Verantwortung derer, die die Gemeinde der nordamerikanischen Gläubigen zur göttlichen Botschaft bekehrt hat.
Es ist dies eine Aufgabe, in der – abgesehen von der unmittelbaren Verpflichtung, jeder Gruppe zur Entfaltung in einem örtlichen Rat zu verhelfen – die Entwicklung des ganzen Getriebes der Verwaltungsordnung eingeschlossen ist in Übereinstimmung mit den geistigen und administrativen Grundsätzen, die das Leben und Wirken einer jeden bereits errichteten Bahá’í-Gemeinde in der ganzen Welt bestimmen.
Ein Abweichen von diesen klar ausgesprochenen, in den nationalen und örtlichen Bahá’í-Einrichtungen verkörperten Hauptprinzipien kann unter keinen Umständen geduldet werden.
Dies ist jedoch eine Aufgabe, die jene betrifft, welche sich in einem späteren Zeitabschnitt aufmachen müssen, um ein Werk weiterzuführen, das im Grunde noch nicht wirksam begonnen worden ist.
Die notwendige Grundlage
Die Aufgabe der noch systematischeren Vorbereitungen für den Bau des erforderlichen Fundaments, auf dem die ständigen nationalen und örtlichen Institutionen errichtet und sicher begründet werden können, wird sehr bald die gesammelte Aufmerksamkeit derjenigen erfordern, die den Siebenjahresplan durchführen. Sofort, wenn ihre unmittelbare Verpflichtung zur Erschließung der wenigen noch übrig gebliebenen Gebiete in den Vereinigten Staaten und Kanada erfüllt worden ist, sollte ein sorgsam angelegter Plan ausgearbeitet werden, der auf die Errichtung einer solchen Grundlage abzielt. Wie schon dargelegt, stellt die Vorsorge für diese weiten, einleitenden Unternehmungen, deren Umkreis das ganze Gebiet der mittel- und südamerikanischen Republiken umfassen muss, das Herzstück des im Siebenjahresplan durchgeführten Lehrfeldzuges dar. Sie muss letzthin sein Schicksal entscheiden. Von diesem Feldzug muss nicht nur die wirksame Erfüllung der feierlichen, mit dem gegenwärtigen Plan übernommenen Verpflichtungen abhängen, sondern auch die fortschreitende Entfaltung der nachfolgenden Abschnitte, die wesentlich sind für die Verwirklichung der Vision ‘Abdu’l-Bahás bezüglich der Rolle, welche die amerikanischen Gläubigen in der weltweiten Verbreitung ihrer Sache zu spielen haben.
Mögen diese Unternehmungen auch nur ein Vorspiel sein zu den anstrengenden, planmäßigen Bemühungen, durch die sich zukünftige Geschlechter von Gläubigen in den lateinischen Ländern auszeichnen müssen, so erfordern sie doch unverzüglich von Seiten des Nationalen Geistigen Rates sowie des Nationalen Lehrausschusses und des Interamerika-Ausschusses sorgfältige Erkundungen, die das Aussenden von Umsiedlern und Reiselehrern vorbereiten sollen, deren Vorrecht es sein wird, den Ruf des Neuen Tages in einem neuen Erdteil erschallen zu lassen.
In meinem Wunsche, denen zu helfen, die so ungeheure Verantwortung auf sich nehmen und solche Selbstverleugnung erdulden, will ich versuchen, einige nützliche Anregungen zu geben, die nach meiner Überzeugung die Vollendung des großen Werkes erleichtern werden, das in der allernächsten Zukunft getan werden muss.
Diesem Werk, das nach seiner Vollendung ein historisches Wahrzeichen ersten Ranges bilden muss, müssen die Kräfte der ganzen Gemeinde entschlossen gewidmet werden.
Die Zahl der Bahá’í-Lehrer, seien sie Umsiedler oder Reisende, muss wesentlich größer werden.
Die materiellen Hilfsquellen, die zu ihrer Verfügung zu stellen sind, müssen vervielfacht und wirksam gesteuert werden.
Das Schrifttum, mit dem sie ausgestattet werden sollten, muss stark vermehrt werden.
Um ihnen bei der Verbreitung dieser Schriften zu helfen, sollten die Wege in die Öffentlichkeit öfter begangen, zentral gelenkt und intensiv bearbeitet werden.
Die in diesen Ländern verborgenen Möglichkeiten sollten mit Umsicht ausgenützt und planmäßig entwickelt werden.
Die verschiedenen Hindernisse, die durch voneinander abweichende politische und soziale Bedingungen entstanden und nun in diesen Ländern herrschen, sollten genau beachtet und entschlossen überwunden werden.
Mit einem Wort:
Keine Gelegenheit sollte übersehen und keine Mühe gescheut werden, um eine möglichst breite und feste Grundlage für den Fortschritt und die Entfaltung des größten Lehrvorhabens zu legen, das die amerikanische Gemeinde jemals durchgeführt hat.
Die sorgfältige Übersetzung wichtiger Bahá’í-Schriften über die Geschichte, die Lehren oder die Verwaltungsordnung des Glaubens, die weite, planmäßige Verbreitung großer Mengen in möglichst vielen Republiken und in den gängigsten und wichtigsten Sprachen dürfte die vorrangigste, dringendste Maßnahme sein, die zugleich mit der Ankunft der Pioniere in diesen Gebieten zu treffen ist. »Bücher und Flugschriften«, schreibt ‘Abdu’l-Bahá in einem der Tablets des Göttlichen Planes, »müssen in die Sprachen dieser Länder und Inseln übersetzt oder in diesen verfasst werden, damit sie in jedem Teil und nach allen Richtungen hin in Umlauf gesetzt werden können.«Q97 In Ländern, in denen die Behörden oder irgendwelche einflussreichen Kreise keine Einwände erheben können, sollten diese Maßnahmen verstärkt werden durch Veröffentlichung sorgsam verfasster Artikel und Briefe in verschiedenen Organen der Presse. Sie haben die Aufgabe, der breiten Öffentlichkeit bestimmte Grundzüge der bewegenden Geschichte des Glaubens und den Rang und die Wesensart seiner Lehren einzuprägen.
Ich glaube, dass es sich jeder Arbeiter auf diesem Gebiet, ob Reiselehrer oder Umsiedler, zu seiner obersten und steten Aufgabe machen sollte, freundlich mit allen Schichten der Bevölkerung zu verkehren, ohne Rücksicht auf Klasse, Bekenntnis, Nationalität oder Hautfarbe. Er sollte sich mit ihren Gedankengängen, Neigungen und Gewohnheiten vertraut machen und herausfinden, wie er ihnen am besten näherkommen kann, um sich dann geduldig und taktvoll auf einige wenige zu konzentrieren, die echte Aufnahmefähigkeit und Empfänglichkeit zeigen. Er sollte sich mit äußerster Güte bemühen, solche Liebe, Begeisterung und Ergebenheit in ihre Herzen zu pflanzen, dass sie ihrerseits selbständige, unabhängige Förderer des Glaubens an ihren Heimatorten werden. »O Volk Bahás«, so lautet Bahá’u’lláhs Ermahnung, »verkehre mit allen Menschen im Geiste des Wohlwollens und der Kameradschaft. Wenn du um eine bestimmte Wahrheit weißt und ein Kleinod besitzt, das andere nicht haben, so lasse sie daran teilhaben. Sprich in äußerster Güte und voll guten Willens mit ihnen. Wenn sie es annehmen und es seinen Zweck erfüllt hat, ist dein Ziel erreicht. Wenn es jemand zurückweist, so überlasse ihn sich selbst und bitte Gott, ihn zu führen. Hüte dich, ihn unfreundlich zu behandeln. Eine freundliche Zunge ist der Magnet der Menschenherzen. Sie ist das Brot des Geistes, sie verleiht den Worten Bedeutung. Sie ist die Quelle des Lichtes der Weisheit und des Verstehens.«Q98
Nicht nur die stellvertretenden Bahá’í-Körperschaften, sondern auch die zukünftigen Lehrer und anderen Gläubigen, die nicht das Vorrecht haben, jene Küsten zu besuchen oder sich in jenem Kontinent anzusiedeln, können und sollten sich bemühen, jede sich bietende Gelegenheit zu nützen, um die Bekanntschaft dieser Menschen zu machen und die echte Aufmerksamkeit solcher Leute zu wecken, die entweder Bürger dieser Länder oder sonst irgendwie damit verbunden sind, was auch immer ihr Beruf oder ihre Interessen sein mögen. Durch die Güte, die sie diesen erzeigen, durch Schriften, die sie ihnen geben, oder durch irgendwelche anderen Verbindungen, die sie mit ihnen anknüpfen, können die amerikanischen Gläubigen Saaten in ihre Herzen säen, die später einmal vielleicht aufkeimen und ganz unerwartete Früchte bringen können. Jedoch muss allezeit sehr darauf geachtet werden, dass sie in ihrem Eifer, die internationalen Interessen des Glaubens zu fördern, nicht ihren Zweck verfehlen und durch irgendeine Handlung, die als ein Versuch des Proselytenmachens und unziemlichen Druckes missdeutet werden könnte, jene Menschen davon abschrecken, die sie für ihre Sache zu gewinnen wünschen.
Pionieraufruf
Mein besonderer Aufruf gilt denjenigen amerikanischen Gläubigen – mögen sie zur Stunde auch mit vielfältigen, dringenden und ständig wachsenden Verpflichtungen belastet sein –, denen sich in fremden Ländern die begründete Aussicht bietet, dort ihren Lebensunterhalt zu verdienen, ganz gleich welchen Berufes und welcher Beschäftigung, sei es als Geschäftsleute, als Lehrer, Rechtsanwälte, Ärzte, Schriftsteller, Büroangestellte und ähnliches.
Ich rufe sie besonders auf, ihren ständigen Wohnsitz dorthin zu verlegen.
Dadurch werden sie den ständig wachsenden Druck auf ihren Lehrfonds vermindern, der trotz seines beschränkten Umfanges, soweit nicht anderweitig verfügbar, die Reisekosten und anderen Ausgaben decken muss, die in Verbindung mit der Entwicklung dieses weitläufigen Unternehmens entstehen.
Sollte es ihnen unmöglich sein, an diesem so einzigartigen und heiligen Vorzug teilzuhaben, so mögen sie, der Worte Bahá’u’lláhs eingedenk, sich entschließen, jeder nach den ihm zur Verfügung stehenden Mitteln, einen Vertreter zu benennen, der sich im Namen dieses Gläubigen erhebt und ein so edles Vorhaben durchführt.
»Vereinigt eure Kräfte«, so lauten Bahá’u’lláhs Worte, »um Gottes Glauben zu verbreiten.
Wer immer einer so hohen Berufung würdig ist, der möge sich erheben und ihr Folge leisten.
Wer dazu nicht fähig ist, dessen Pflicht ist es, einen zu benennen, der an seiner Statt diese Offenbarung verkünden wird, deren Kraft die Grundlagen der mächtigsten Bauten erzittern ließ, jeden Berg zu Staub zermalmte und jede Seele zum Verstummen brachte.«Q99
Denjenigen, die ihr Heim und Land verlassen und in jenen Gegenden vorübergehend oder dauernd dienen konnten, obliegt eine besondere Pflicht, die sie sich ständig vor Augen halten müssen.
Es sollte eines ihrer Hauptziele sein, einerseits in ständiger Verbindung mit dem Nationalen Ausschuss zu bleiben, dem die Durchführung dieses Vorhabens anvertraut wurde, und andererseits auf jedem nur möglichen Weg und in völliger Harmonie mit ihren Mitgläubigen in jenen Ländern zusammenzuarbeiten, was immer ihr Tätigkeitsgebiet und wie immer ihre Stellung, Fähigkeit oder Erfahrung auch sein mögen.
Aus der Erfüllung ihrer obersten Pflicht erhalten sie die notwendige Anregung und die erforderliche Führung, die sie befähigen, ihren Auftrag wirkungsvoll auszuführen.
Durch ihre regelmäßigen Berichte an diesen Ausschuss werden sie die Gemeinschaft ihrer Mitgläubigen an den Neuigkeiten der jüngsten Entwicklungen ihrer Tätigkeit teilhaben lassen.
Durch die Erfüllung der anderen Pflicht sichern sie den reibungslosen Ablauf, erleichtern sie den Fortschritt und vermeiden jeden widrigen Vorfall, der die Entwicklung ihres gemeinsamen Unternehmens stören könnte.
Durch den engen Kontakt und die harmonische Verbindung zwischen dem Interamerikanischen Ausschuss, der mit der unmittelbaren Verantwortung der Organisation eines so weitreichenden Unternehmens betraut wurde, und den bevorzugten Pionieren, die dieses Unternehmen tatsächlich ausführen und seine Verzweigungen überall hin ausdehnen, und die Verbindung unter diesen Pionieren selbst, würden außer den unmittelbaren Vorteilen ein würdiges und anfeuerndes Beispiel für jene Generationen setzen, die noch geboren werden und welche die jetzt begonnene Arbeit mit all ihren wachsenden Verflechtungen fortzuführen haben.
In diesen Zeiten, da es die in diesen Ländern auferlegten verschiedenen Beschränkungen vielen Bahá’í-Pionieren schwer machen, ihren Wohnort zu verlegen und ihren Lebensunterhalt in solchen Staaten zu verdienen, wäre es zweifellos von großer Wichtigkeit und hohem Wert, wenn bestimmte Gläubige, deren auch noch so geringes Einkommen ihnen die Mittel für ein unabhängiges Leben gewährt, wenn sie ihre Angelegenheiten so regeln würden, dass sie in der Lage sind, ohne zeitliche Begrenzung in jene Länder umzusiedeln.
Die damit verbundenen Opfer, der Mut, die Glaubenskraft und das erforderliche Durchhaltevermögen sind zweifellos sehr groß.
Ihr Wert kann jedoch heute niemals richtig eingeschätzt werden, und die grenzenlose Belohnung, welche denjenigen zukommt, welche diese Eigenschaften aufweisen, kann unmöglich angemessen geschildert werden.
Bahá’u’lláh bezeugt:
»Diejenigen, die ihr Land verließen, um Unsere Sache zu lehren, wird der getreue Geist durch Seine Macht stärken … Bei Meinem Leben!
Keine Handlung, wie groß sie auch sein mag, ist ihr vergleichbar außer solchen Taten, die Gott, der Allmachtvolle, der Mächtigste, bestimmte.
Dieses Dienen ist in der Tat der König aller guten Taten und die Zierde alles edlen Handelns.«Q100 Eine solche Belohnung, das sollte beachtet werden, darf nicht als eine rein abstrakte Segnung angesehen werden, die nur auf das zukünftige Leben beschränkt ist, sondern als eine spürbare Gnade, welche nur ein solcher Mut und Glaube und eine solche Ausdauer in dieser materiellen Welt verleihen können.
Die großen geistigen und administrativen Leistungen, die in dem weit entfernten Kontinent von Australasien und erst kürzlich in Bulgarien von Gläubigen aus Kanada und aus den Vereinigten Staaten vollbracht worden sind, künden in unmissverständlicher Weise von der Art jener Preise, die ein so bewährtes Heldentum bereits in dieser Welt erringt.
Bahá’u’lláh hat an einer denkwürdigen Stelle geschrieben, zum Preise Seiner Geliebten, »die in Seinem Namen und zu Seiner Lobpreisung durch die Lande gereist sind«:
»Wer immer in ihre Gegenwart gelangt ist, wird sich des Zusammentreffens mit ihnen rühmen, und alle, in jedem Land, werden durch ihr Gedenken erleuchtet werden.«
Der überwiegende Anteil
Wenn ich zu diesem Zeitpunkt des Anteils gedenke, den die Dienerinnen Bahá’u’lláhs seit der Einführung des Glaubens in den Westen zum Unterschied von den Männern gehabt haben, indem sie, auf sich allein gestellt, so viele verschiedenartige und über die Oberfläche des Erdballs weit verstreute Länder erschlossen, dann fühle ich mich veranlasst, nicht nur dieser apostolischen Begeisterung Anerkennung zu zollen, die wahrhaftig an jene heroischen Männer erinnert, die für die Geburt des Glaubens Bahá’u’lláhs verantwortlich waren, sondern auch die Bedeutung eines so überwiegenden Anteiles zu betonen, den die Frauen des Westens hatten und noch haben bei der Errichtung Seines Glaubens in der ganzen Welt.
»Zu den Wundern«, so hat ‘Abdu’l-Bahá bezeugt, »die diese heilige Sendung kennzeichnen, gehört dieses, dass die Frauen größere Kühnheit als die Männer bewiesen, nachdem sie den Reihen des Glaubens beigetreten waren.« Ein so großes und herrliches Zeugnis bezieht sich besonders auf den Westen, und obgleich es bis jetzt reiche und überzeugende Bestätigung erfahren hat, muss es im Verlauf der Jahre weiter verstärkt werden, da die amerikanischen Gläubigen in den glorreichsten Abschnitt ihrer.
Lehrtätigkeit unter dem Siebenjahresplan eintreten.
Die »Kühnheit«, die nach den Worten ‘Abdu’l-Bahás ihre Leistungen in der Vergangenheit gekennzeichnet hat, darf keine Minderung erfahren, da sie an der Schwelle größerer und noch erhabenerer Erfüllungen stehen.
Sie muss vielmehr im Verlauf der Zeit und überall in den weiten und unerschlossenen Gebieten Lateinamerikas noch überzeugender bewiesen werden und für die geliebte Sache noch aufrüttelndere Siege erringen, als sie bis jetzt gewonnen wurden.
An die Bahá’í-Jugend
Ich glaube, ich sollte ein besonderes Wort an die Bahá’í-Jugend richten, wenn ich die Möglichkeiten betrachte, die ein so gewaltiger Feldzug dem eifrigen und wagemutigen Geist zu bieten hat, der die Jugendlichen im Dienste der Sache Bahá’u’lláhs so mächtig belebt.
Obgleich es ihnen an Erfahrung mangelt und sie sich ungenügenden Hilfsquellen gegenübergestellt sehen, so befähigen sie doch der ihnen eigene unternehmerische Geist, die Tatkraft, Aufgewecktheit und der Optimismus, die sie bis jetzt übereinstimmend gezeigt haben, eine aktive Rolle zu spielen im Wecken des Interesses und in der Sicherung der Gefolgschaft ihrer jugendlichen Altersgenossen in jenen Ländern.
Den Bewohnern beider Kontinente kann kein größerer Beweis der jugendlichen Lebenskraft und der pulsierenden Stärke gegeben werden, die das Leben und die Institutionen des heranwachsenden Glaubens Bahá’u’lláhs beseelen, als eine verständnisvolle, ausdauernde und wirksame Teilnahme der Bahá’í-Jugend, ganz gleich welcher Rasse, Nationalität und Klasse, an der Bahá’í-Tätigkeit auf dem Gebiet des Lehrens und der Administration.
Eine solche Beteiligung kann die Kritiker und Feinde des Glaubens, die in unterschiedlichen Graden des Misstrauens und der Entrüstung den Entwicklungsprozess der Sache Gottes und ihrer Institutionen beobachten, am besten von der unzweifelhaften Wahrheit überzeugen, dass dieser Glaube ungemein lebendig, bis in den innersten Kern gesund und sein Schicksal in sicherer Hut ist.
Ich hoffe und bete inständig darum, dass diese Teilnahme dem Glauben nicht nur zum Ruhm, zur Stärke und zum Ansehen gereichen, sondern auch so mächtig auf das geistige Leben der jugendlichen Mitglieder der Bahá’í-Gemeinde einwirken und ihre Energien so anspornen möge, dass sie in die Lage versetzt werden, die ihnen eigenen Fähigkeiten in vollerem Maße zu entfalten und eine weitere Stufe in ihrer geistigen Entwicklung unter dem Schatten des Glaubens Bahá’u’lláhs zu erklimmen.
Die besondere Lage Panamas
Getreu den Anordnungen der von ‘Abdu’l-Bahás Feder niedergelegten Urkunde halte ich es für meine Pflicht, die besondere Aufmerksamkeit derjenigen, denen sie anvertraut wurde, auf die dringenden Bedürfnisse und die besondere Lage, die die Republik von Panama einnimmt, hinzulenken, sowohl im Hinblick auf ihre verhältnismäßige Nähe zum Herzen und Zentrum des Glaubens in Nordamerika als auch auf ihre geographische Lage als Bindeglied zwischen zwei Kontinenten. ‘Abdu’l-Bahá hat mit Bezug auf die Lateinamerikanischen Staaten in einem der Tablets zum Göttlichen Plan geschrieben:
»Alle die obigen Länder sind von Wichtigkeit, besonders gilt dies aber für die Republik Panama, in der der Atlantische und der Pazifische Ozean durch den Panamakanal verbunden sind.
Sie ist ein Zentrum für die Reise und die Durchfahrt von Amerika nach anderen Kontinenten der Welt, und in der Zukunft wird ihr größte Bedeutung zukommen.«Q101 Weiter schrieb Er:
»Ihr müsst ferner der Republik Panama große Aufmerksamkeit widmen, denn an diesem Punkt sind Okzident und Orient durch den Panamakanal vereint, auch liegt sie zwischen zwei großen Ozeanen.
Dieser Bereich wird in Zukunft sehr wichtig werden.
Die Lehren werden, wenn sie dort einmal Fuß gefasst haben, den Osten und Westen, den Norden und Süden verbinden.«Q102 Eine so ausgezeichnete Lage verlangt unzweifelhaft die besondere und sofortige Aufmerksamkeit der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde.
Nachdem die Republik Mexiko bereits dem Glauben erschlossen und ein Geistiger Rat in ihrer Hauptstadt ordnungsgemäß gebildet wurde, ist das Vordringen des Glaubens Bahá’u’lláhs in ein Nachbarland nach Süden ein nur natürlicher und folgerichtiger Schritt, der sich, wie zu hoffen steht, als nicht allzu schwierig erweisen sollte.
Keine Anstrengungen sollten gescheut und keine Opfer für zu groß erachtet werden, um eine wenn auch noch so kleine Gruppe in einer Republik zu errichten, die geistig und geographisch eine so strategische Stellung einnimmt.
Im Hinblick auf die Wirkungsmöglichkeit, die ihr die Worte ‘Abdu’l-Bahás bereits verliehen haben, wird diese Gruppe nach ihrer Bildung ganz ohne Zweifel die ausströmende Gnade des Abhá-Königreiches auf sich ziehen und sich mit so unglaublicher Schnelligkeit entwickeln, dass sie das Staunen und die Bewunderung selbst derjenigen erregt, die schon so erregende Zeugnisse der Kraft und Macht des Glaubens Bahá’u’lláhs miterlebt haben.
Zweifellos sollte von allen zukünftigen Pionieren sowie von den Mitgliedern des Interamerikanischen Ausschusses den geistigen Bedürfnissen dieser bevorrechtigten Republik der Vorzug gegeben werden; zugleich sollten größte Anstrengungen gemacht werden, den Glauben, wenn auch nur als Versuch, in die Republiken von Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicaragua und Costa Rica hineinzutragen, denn das würde sie in einer ununterbrochenen Kette mit ihren Muttergemeinden auf dem nordamerikanischen Kontinent verbinden.
Jedes noch so beträchtliche Hindernis sollte überwunden werden, und die Hilfsquellen der Bahá’í-Finanzen sollten freigebig für diesen Zweck ausgeschöpft und die geschicktesten und höchsten Anstrengungen zu ihrer Erweckung unternommen werden.
Die Errichtung eines weiteren Vorpostens der Sache in ihrem Herzen wird, wie ich sicher glaube, einen Markstein in der Geschichte des Gestaltenden Abschnittes des Glaubens Bahá’u’lláhs in der Neuen Welt darstellen.
Sie wird grenzenlose Möglichkeiten schaffen, die Bemühungen anspornen und das Leben derjenigen mit neuen Kräften erfüllen, die diese Heldentat vollbracht haben werden; sie wird ungeheuren Mut und grenzenlose Freude in die Herzen der Gruppen und Einzelstehenden in den benachbarten und fernen Republiken gießen und einen unfassbaren und doch mächtigen geistigen Einfluss auf das Leben und die zukünftige Entwicklung ihrer Einwohner ausüben.
Eine unerforschliche Weisheit, ein alles bezwingender Wille
Geliebte Freunde!
Dies ist das Bild, das sich vor unseren Augen entfaltet und alle Hilfsmittel der amerikanischen Bahá’í-Gemeinde in diesen abschließenden Jahren des ersten Jahrhunderts des Bahá’í-Zeitalters erfordert.
Solcherart sind die Eigenschaften und Fähigkeiten, die von ihnen für die rechte Erfüllung ihrer Verantwortungen und Pflichten verlangt werden.
So sind die Voraussetzungen, die Möglichkeiten und die Ziele des Planes, der jedes Körnchen ihrer Energie beansprucht.
Wer weiß indessen, ob nicht diese wenigen verbleibenden, schnell vorübereilenden Jahre Ereignisse von so unvorstellbarer Größe, härtere Prüfungen, als sie die Menschheit je zu bestehen hatte, und vernichtendere Kämpfe, als sie je vorher dagewesen sind, in sich bergen.
Gefahren, und mögen sie auch noch so unheildrohend sein, dürfen zu keiner Zeit den Glanz ihres neu geborenen Glaubens trüben.
Streit und Verwirrung, so bestürzend sie auch sein mögen, dürfen nie ihre Sicht beeinträchtigen.
Trübsale, so peinigend sie sein mögen, dürfen nie ihre Entschlossenheit erschüttern.
Verleumdungen, mögen sie noch so laut sein, dürfen nie ihre Treue untergraben.
Umwälzungen, mögen sie noch so verheerend sein, dürfen sie nie von ihrem Kurs abbringen.
Der vorliegende Plan, der die knospenden Hoffnungen des hingeschiedenen Meisters verkörpert, muss weiter verfolgt, unnachgiebig verfolgt werden, was immer ihnen in Zukunft. zustoßen und wie beunruhigend die Krise auch sein mag, die ihr Land oder die Welt befällt.
Weit davon entfernt, in ihrer Entschlossenheit nachzugeben oder ihre Aufgabe zu vernachlässigen, sollten sie zu keiner Zeit und unter keinen noch so widrigen Umständen vergessen, dass das Zusammenfallen einer so welterschütternden Krise mit der fortschreitenden Entfaltung und dem Erfolg ihrer göttlich verordneten Aufgabe selbst das Werk der Vorsehung ist, das Vorhaben einer unerforschlichen Weisheit und die Absicht eines alles bezwingenden Willens, eines Willens, der auf seine eigene geheimnisvolle Weise das Geschick des Glaubens und die Schicksale der Menschen führt und überwacht.
Diese gleichzeitigen Vorgänge des Aufstieges und des Unterganges, des Zusammenschlusses und des Auseinanderfallens, der Ordnung und des Chaos mit ihren ständigen und wechselseitigen Auswirkungen aufeinander sind nur Erscheinungen eines einzigen und unteilbaren, größeren Planes, dessen Quelle Gott und dessen Verfasser Bahá’u’lláh ist, der sich auf dem Schauplatz des gesamten Erdballs verwirklicht und dessen letztes Ziel die Einheit und der Frieden der gesamten Menschheit ist.
Solche Überlegungen sollten die Entschlusskraft der gesamten Bahá’í-Gemeinde stählen, ihre bösen Vorahnungen verbannen und sie aufrütteln, sich jeder einzelnen Verordnung jener göttlichen Urkunde erneut zu widmen, deren Rahmen durch ‘Abdu’l-Bahás Feder für sie umrissen wurde. Der Siebenjahresplan ist, wie schon gesagt, nur das Anfangsstadium, eine Stufe in der Entfaltung weiterer Folgerungen dieser Urkunde. Der ursprünglich durch die Bewegung jener Feder erzeugte Impuls, der nun mit wachsender Kraft das Getriebe des Siebenjahresplanes weitertreibt, muss in den Anfangsjahren des nächsten Jahrhunderts weiter beschleunigt werden und die amerikanische Bahá’í-Gemeinde dazu drängen, weitere Abschnitte in der Entfaltung des Göttlichen Planes in Angriff zu nehmen, Abschnitte, die sie weit über die Ufer der nördlichen Hemisphäre hinaustragen in Länder und unter Völker, wo die edelsten Heldentaten dieser Gemeinde zu vollbringen sein werden.
Das Kommen des Königreiches
Jeder Zweifler an diesem Kurs, dem zu folgen dieser beneidenswerten Gemeinde bestimmt ist, möge sich den folgenden Worten ‘Abdu’l-Bahás zuwenden und darüber nachsinnen; sie sind für alle Zeiten in den Tablets des Göttlichen Planes verwahrt und richten sich an die gesamte Gemeinde der Gläubigen in den Vereinigten Staaten und Kanada:
»Das volle Maß eures Erfolges«, teilt Er ihnen mit, »ist noch nicht offenbart, seine Bedeutung noch nicht erfasst.
Binnen kurzem werdet ihr mit euren eigenen Augen Zeuge sein, wie herrlich jeder von euch, gleich einem leuchtenden Stern, das Licht der Göttlichen Führung am Firmament eures Landes ausstrahlen und seinen Bewohnern den Ruhm ewigen Lebens verleihen wird … Der Umfang eurer zukünftigen Taten bleibt noch unenthüllt.
Ich hoffe inständig, dass in naher Zukunft die ganze Erde durch das Ergebnis eurer Taten aufgerüttelt und erschüttert wird.
Deshalb hegt ‘Abdu’l-Bahá für euch die Hoffnung, dass der gleiche Erfolg, der euren Bemühungen in Amerika beschieden war, auch eure Anstrengungen in anderen Teilen der Welt krönen möge, dass durch euch der Ruhm der Sache Gottes in Ost und West verbreitet werde und dass das Kommen des Königreiches des Herrn der Heerscharen in allen fünf Kontinenten des Erdballes verkündet werde.«Q103 Höchst bedeutungsvoll fügt Er hinzu:
»In dem Augenblick, da die amerikanischen Gläubigen diese Göttliche Botschaft über die Küsten Amerikas hinaustragen und sie auf den Kontinenten von Europa, Asien, Afrika und Australasien bis hin zu den Inseln des Pazifik verbreiten, wird sich diese Gemeinde auf dem Thron immerwährender Herrschaft eindeutig bestätigt finden.
Dann werden alle Völker der Welt Zeuge sein, dass diese Gemeinde geistig erleuchtet und göttlich geführt wird.
Dann wird die ganze Erde widerhallen vom Lobpreis ihrer Majestät und Größe.«Q104
Kein Leser dieser Worte, die so geladen sind mit Verheißungen, welche nicht einmal die siegreiche Vollendung des Siebenjahresplanes erfüllen könnte, darf erwarten, dass eine so hoch erhobene und so reich beschenkte Gemeinde sich mit irgendwelchen Lorbeeren begnügt, die sie in nächster Zukunft erringen mag. Auf diesen Lorbeeren auszuruhen wäre in der Tat gleichbedeutend mit dem Verrat an dem Vertrauen, das von ‘Abdu’l-Bahá in diese Gemeinde gesetzt wurde. Die Kette der Siege zu zerreißen, die sie zu jenem höchsten Sieg führen soll, da »die ganze Erde aufgerüttelt und erschüttert wird«Q105 durch das Ergebnis ihrer Taten, würde Seine Hoffnungen zerstören. Schwankend zu werden und zu versagen bei der Aufgabe, diese Botschaft, die sie auf dem amerikanischen Kontinent so hervorragend verkündet haben, auch »auf den Kontinenten von Europa, Asien, Afrika und Australasien bis hin zu den Inseln des Pazifik zu verbreiten«, würde sie des Vorrechts berauben, »auf dem Thron immerwährender Herrschaft eindeutig bestätigt«Q106 zu werden. Die Ehre zu verscherzen, »das Kommen des Königreiches des Herrn der Heerscharen« in »allen fünf Kontinenten des Erdballes«Q107 zu verkünden, würde jenen »Lobpreis ihrer Majestät und Größe«Q108 verstummen lassen, der andernfalls über »die ganze Erde«Q109 erschallen würde.
Ich bin fest davon überzeugt, dass die amerikanischen Gläubigen, die Botschafter des Glaubens Bahá’u’lláhs, niemals ein solches Wanken, Versagen oder eine solche Nachlässigkeit zulassen werden. Ein solches Vertrauen wird niemals verraten werden, solche Hoffnungen können nie zerstört werden, ein solches Vorrecht wird nie verwirkt werden, noch werden solche Lobpreisungen unausgesprochen bleiben. Nein, die heutige Generation dieser gesegneten, dieser wiederholt gesegneten Gemeinde wird vielmehr immer mehr erstarken. Da sich dieses erste Jahrhundert seinem Ende nähert, wird sie den Generationen, die ihr im zweiten folgen, die Fackel Göttlicher Führung weiterreichen, unverdunkelt durch die stürmischen Winde, die sie umtoben, damit jene ihrerseits, getreu dem Wunsch und Auftrag ‘Abdu’l-Bahás, diese Fackel mit der gleichen Tatkraft, Treue und Begeisterung zu den dunkelsten und entferntesten Winkeln der Erde tragen können.
Innig geliebte Freunde! In meinem Verlangen, jedem von euch alle in meiner Macht liegende Unterstützung zukommen zu lassen, die euch befähigen mag, die euch göttlich verordneten, ständig wachsenden Pflichten wirksamer zu erfüllen, kann ich nichts besseres tun, als eure besondere Aufmerksamkeit zu dieser entscheidenden Stunde auf die unsterblichen Textstellen zu lenken, die teilweise aus der großen Anzahl von unveröffentlichten und unübersetzten Schriften Bahá’u’lláhs ausgewählt wurden. In Seiner Offenbarung der Stufe und Aufgaben Seiner Geliebten, in Seinem Lob der Größe Seiner Sache, in Seiner Betonung der überragenden Bedeutung des Lehrens oder in den Gefahren, die Er andeutet, den Ratschlägen, die Er erteilt, den Warnungen, die Er äußert, den Ausblicken, die Er eröffnet, und in den Versicherungen und Verheißungen, die Er ausspricht, können diese dynamischen und typischen Beispiele der erhabenen Äußerungen Bahá’u’lláhs, von denen jede in direktem Bezug steht zu den Aufgaben, denen sich die amerikanische Bahá’í-Gemeinde zur Zeit gegenübergestellt sieht oder die noch vor ihr liegen, nicht verfehlen, in Geist und Seele eines jeden ihrer Mitglieder, der sich ihnen mit entsprechender Demut und Loslösung nähert, solche Wirkungen auszulösen, dass sein gesamtes Sein erleuchtet und seine täglichen Anstrengungen ungeheuer vertieft werden.
»O Freunde!
Seid nicht achtlos gegenüber den Tugenden, die euch verliehen wurden, noch vernachlässigt eure hohe Bestimmung … Ihr seid die Sterne am Himmel des Verstehens, die Brise, die sich zu Beginn des Tages erhebt, die sanft fließenden Wasser, von denen das wirkliche Leben aller Menschen abhängt, die Buchstaben, die auf Seiner heiligen Rolle eingetragen sind.« Q110 »O Volk Bahás!
Ihr seid der Frühlingswind, der über die Welt weht.
Durch euch haben Wir die Welt des Seins mit der Zierde des Erkennens des Gnadenvollsten geschmückt.
Durch euch ist das Angesicht der Welt mit einem Lächeln geziert worden und hat die Pracht Seines Lichtes aufgeleuchtet.
Haltet euch an das Seil der Beständigkeit in solcher Weise, dass alle eitlen Einbildungen verschwinden.
Eilt hervor vom Horizont der Macht im Namen eures Herrn, des Unbeschränkten, und verkündet Seinen Dienern mit Weisheit und Beredsamkeit die Botschaften Seiner Sache, mit deren Glanz die Welt des Daseins übergossen wurde.
Hütet euch, damit euch nichts von der Beachtung der Dinge abhalte, die von der Feder der Herrlichkeit für euch verordnet wurden, als sie mit unumschränkter Majestät und Macht über Sein Tablet geführt ward.
Groß ist die Segnung für den, der auf ihre helle Stimme hörte, als sie durch die Macht der Wahrheit vor allen erhoben wurde, die im Himmel sind, und vor allen, die auf Erden wohnen … O Volk Bahás!
Der Strom, der wirklich Leben bedeutet, ist um euretwillen geflossen.
Trinkt davon in Meinem Namen und achtet derer nicht, die nicht an Gott, den Herrn der Offenbarung, geglaubt haben.
Wir haben euch erschaffen, um die Hände Unserer Sache zu sein.
Erringt den Sieg für diesen Unterdrückten, der in den Händen der Missetäter schwer geprüft wurde.
Er wird wahrlich jedem helfen, der Ihm hilft, und wird an jeden denken, der Seiner gedenkt.
Dafür legt dieses Tablet Zeugnis ab, das den Glanz der liebenden Güte eures Herrn, des Allherrlichen, des Allbezwingenden, ausgegossen hat.« »Gesegnet sind die Diener Bahas!
Gott ist Mein Zeuge!
Sie sind der Trost für das Auge der Schöpfung.
Durch sie wurde das Weltall geschmückt und das Bewahrte Tablet verschönt.
Sie sind diejenigen, die in der Arche der völligen Unabhängigkeit segelten, ihre Gesichter dem Tagesanbruch der Schönheit zugewendet.
Wie sehr sind sie gesegnet, da sie zu dem gelangten, was ihr Herr, der Allwissende, bestimmt hat.
Ihr Licht schmückte die Himmel und erleuchtete die Gesichter derer, die zu Ihm hingezogen wurden.« »Bei dem Kummer, der die Schönheit des Allherrlichen betrübt!
Die Stufe, die für den wahren Gläubigen verordnet wurde, ist so herrlich, dass, wenn auch nur ein winziges Körnchen ihrer Herrlichkeit vor der Menschheit entschleiert würde, jeder Schauende sich verzehren würde in dem Verlangen, sie zu erreichen.
Aus diesem Grunde würdewurde bestimmt, dass in diesem irdischen Leben das volle Ausmaß der Herrlichkeit seiner eigenen Stufe vor dem Auge eines solchen Gläubigen verborgen bleibt.« Q111 »Wenn der Schleier gelüftet und die volle Herrlichkeit der Stufe derer offenbar gemacht würde, die sich ganz Gott zugewendet und in ihrer Liebe zu ihm der Welt entsagt haben, würde die ganze Schöpfung verstummen.« Q112
»Wahrlich, Ich sage!
Niemand hat den Urgrund dieser Sache begriffen.
Es obliegt an diesem Tage jedem, mit dem Auge Gottes zu schauen und mit Seinem Ohr zu hören.
Wer Mich mit einem anderen Auge als dem Meinen betrachtet, wird Mich nie erkennen können.
Keine der früheren Manifestationen hat, außer bis zu einem vorgeschriebenen Umfange, das Wesen dieser Offenbarung jemals völlig erfasst.« »Ich bezeuge vor Gott die Größe, die unfassbare Größe dieser Offenbarung.
Wieder und wieder haben Wir in den meisten Unserer Tablets für diese Wahrheit Zeugnis abgelegt, damit die Menschheit aus ihrer Achtlosigkeit aufgerüttelt würde.« Q113 »Wie groß ist die Sache, wie erschütternd das Gewicht ihrer Botschaft!« Q114 »In dieser mächtigsten Offenbarung haben alle Sendungen der Vergangenheit ihre höchste und letzte Vollendung erreicht.« Q115 »Was in dieser hervorragenden, erhabensten Offenbarung kundgemacht wurde, ist ohne Beispiel in der Geschichte der Vergangenheit, auch werden zukünftige Zeitalter gleiches nie erleben.« Q116 »Die Absicht, die der ganzen Schöpfung zugrunde liegt, ist die Offenbarung dieses erhabensten, dieses heiligsten Tages, des Tages, der als Tag Gottes in Seinen Büchern und Schriften bekannt ist – der Tag, den alle Propheten und die Auserwählten und die Heiligen mitzuerleben wünschten.« »Das Wesentlichste und der vollkommenste Ausdruck dessen, was immer die Menschen in früheren Zeiten entweder gesagt oder geschrieben haben, ist durch diese gewaltigste Offenbarung vom Himmel des Willens des Allbesitzenden, des Ewigwährenden Gottes herabgesandt worden.« Q117 »Dies ist der Tag, an dem Gottes vortrefflichste Gunstbezeigungen über die Menschen ausgeschüttet wurden, der Tag, an dem Seine mächtigste Gnade allen erschaffenen Dingen eingeflößt wurde.« Q118 »Dies ist der Tag, an dem der Ozean des Erbarmens Gottes den Menschen kundgetan wurde, der Tag, an dem das Tagesgestirn Seiner liebenden Güte seinen Glanz über sie ausgoss, der Tag, an dem die Wolken Seiner gnadenreichen Gunst die ganze Menschheit überschatteten.« Q119 ».Bei der Gerechtigkeit Meines eigenen Selbstes!
Groß, unermesslich groß ist diese Sache!
Mächtig, unvorstellbar mächtig ist dieser Tag!« Q120 »Jeder Prophet hat das Kommen dieses Tages angekündigt, und jeder Gottgesandte hat heftig nach dieser Offenbarung verlangt – einer Offenbarung, bei deren Enthüllung alle erschaffenen Dinge ausriefen und sprachen: ›Die Erde ist Gottes, des Erhabensten, des Größten!‹« »
Der Tag der Verheißung ist gekommen, und Er, der der Verheißene ist, verkündet laut vor allen im Himmel und auf Erden: ›Wahrlich, es gibt keinen Gott außer Ihm, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden!‹ Ich schwöre bei Gott!
Was seit Ewigkeit in der Weisheit Gottes, des Kenners des Sichtbaren und des Unsichtbaren verwahrt war, ist geoffenbart.
Glücklich das Auge, das Gottes Antlitz sieht, glücklich das Antlitz, das sich Ihm zuwendet, dem Herrn allen Seins!« »Wahrlich, dieser Tag ist groß!
Die Hinweise auf ihn in allen heiligen Schriften als den Tag Gottes bestätigen Seine Größe.
Die Seele jedes Propheten Gottes, jedes Göttlichen Boten hat nach diesem wundersamen Tag gedürstet.
Die mannigfaltigen Bewohner der Erde haben sich alle danach gesehnt, an ihm teilzuhaben.« Q121 »An diesem Tage ist ein Tor weit geöffnet, weiter noch als Himmel und Erde zusammen.
Das Auge des Erbarmens Dessen, Der das Verlangen der Welt ist, blickt auf alle Menschen.
Eine Tat, und sei sie noch so unscheinbar, ist, wenn sie im Spiegel der Erkenntnis Gottes betrachtet wird, mächtiger als ein Gebirge.
Jeder Tropfen, der auf Seinem Pfad dargebracht wurde, ist in diesem Spiegel wie ein Meer.
Denn dies ist der Tag, den der eine wahre Gott, verherrlicht sei Er, in allen Seinen Büchern Seinen Propheten und Seinen Boten angekündigt hat.« »Dies ist eine Offenbarung, in der unzählige Meere den Menschen belohnen werden, der ihretwegen auch nur einen Tropfen Blutes vergießt.« Q122 »Ein flüchtiger Augenblick an diesem Tage übertrifft Jahrhunderte eines vergangenen Zeitalters … Weder Sonne noch Mond waren Zeuge eines solchen Tages.« Q123 »Dies ist der Tag, an dem die unsichtbare Welt ausruft: ›Groß ist deine Glückseligkeit, o Erde, denn du bist zum Schemel deines Gottes gemacht und zum Sitz Seines mächtigen Thrones erwählt worden.‹« Q124 »Die Welt des Daseins erstrahlt an diesem Tage in der Pracht dieser Göttlichen Offenbarung.
Alle erschaffenen Dinge preisen seine rettende Gnade und singen sein Lob.
Das Weltall ist von der Verzückung der Freude und Fröhlichkeit umfangen.
Die Schriften früherer Offenbarungen feiern das große Jubelfest, das diesem größten Tag Gottes gebührt.
Wohl dem, der gelebt hat, diesen Tag zu sehen, und seine Stufe erkannt hat.« Q125 »An diesem Tage ist eine andere Sonne aufgegangen, und ein anderer Himmel wurde mit seinen Sternen und seinen Planeten geschmückt.
Die Welt ist eine andere Welt, und die Sache ist eine andere Sache.« »Dies ist der Tag, mit dem vergangene Zeitalter und Jahrhunderte niemals wetteifern können.
Erkenne dies und gehöre nicht zu den Unwissenden.« »Dies ist der Tag, an dem menschlichen Ohren das Vorrecht eingeräumt wurde zu hören, was Er, der mit Gott verkehrteA3, auf dem Sinai hörte, was Er, der Freund GottesA4, hörte, als Er zu Ihm emporgehoben wurde, was Er, der Geist GottesA5, hörte, als Er zu Ihm aufstieg, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden.« »Dieser Tag ist der Tag Gottes, und diese Sache ist Seine Sache.
Glücklich, wer dieser Welt entsagt und sich hält an Ihn, die Morgensonne der Offenbarung Gottes.« »Dies ist der König der Tage, der Tag, der das Kommen des Inniggeliebten gesehen hat, Er, der seit aller Ewigkeit als das Verlangen der Welt gepriesen wurde.« Q126 »Dies ist der höchste aller Tage und der König unter ihnen.
Groß ist die Glückseligkeit dessen, der durch den süßen Duft dieser Tage immerwährendes Leben erreicht hat und der sich mit der größten Standhaftigkeit erhoben hat, der Sache Dessen beizustehen, der der König der Namen ist.
Ein solcher Mensch ist wie ein Auge für den Körper der Menschheit.« »Unvergleichlich ist dieser Tag, denn er ist wie das Auge für vergangene Zeitalter und Jahrhunderte und wie ein Licht in der Finsternis der Zeiten.« »Dieser Tag unterscheidet sich von anderen Tagen, und diese Sache unterscheidet sich von allen anderen.
Bittet den einen wahren Gott, dass Er den Augen der Menschen nicht verwehren möge, Seine Zeichen zu erblicken, noch ihren Ohren, die helle Stimme der Feder der Herrlichkeit zu hören.« »Diese Tage sind Gottes Tage; mit einem Augenblick daraus können Zeitalter und Jahrhunderte niemals wetteifern.
Ein Atom ist in diesen Tagen wie die Sonne, ein Tropfen wie das Meer.
Jeden einzelnen Atemzug, der in der Liebe Gottes und zu Seinem Dienst ausgehaucht wird, zeichnet die Feder der Herrlichkeit auf als eine fürstliche Tat.
Würden die wirkenden Kräfte dieses Tages aufgezählt, so wären alle wie vom Donner getroffen außer denen, die Dein Herr ausgenommen hat.« »Bei der Gerechtigkeit Gottes!
Dies sind die Tage, an denen Gott die Herzen der gesamten Schar Seiner Boten und Propheten geprüft hat und darüber hinaus derjenigen, die vor Seinem ehrwürdigen und unverletzlichen Heiligtum Wache halten, den Insassen des himmlischen Gebäudes und den Bewohnern des Zeltes der Herrlichkeit.« Q127 »Würde die Größe dieses Tages in ihrem ganzen Umfange offenbart werden, dann gäbe ein jeder Mensch eine Unzahl von Leben – und wieviel mehr diese Welt und ihre vergänglichen Schätze – in der Sehnsucht hin, an seiner großen Herrlichkeit und sei es auch nur für einen Augenblick, teilzuhaben!« Q128 »Gott, der Wahre, ist Mein Zeuge!
Dies ist der Tag, an dem es jedem Sehenden obliegt zu schauen, jedem hörenden Ohr zu horchen, jedem verstehenden Herzen zu erfassen und jeder sprechenden Zunge, allen, die im Himmel und auf Erden sind, zu verkünden diesen heiligen, diesen erhabenen und allerhöchsten Namen.« »Sprich: o Mensch!
Dies ist ein beispielloser Tag.
Beispiellos muss auch die Zunge sein, die das Lob des Verlangens aller Völker verherrlicht, und beispiellos die Tat, die danach strebt, in Seinen Augen angenommen zu werden.
Die ganze Menschheit hat sich nach diesem Tage gesehnt, dass er vielleicht erfüllen möge, was ihrer Stufe wohl geziemt und ihrer Bestimmung würdig ist.« Q129
»Durch die Bewegung Unserer Feder der Herrlichkeit haben Wir auf das Gebot des Allgewaltigen Verordners hin jeder menschlichen Gestalt neues Leben eingehaucht und jedem Wort neue Kraft verliehen.
Alles Erschaffene verkündet die Beweise dieser weltweiten Erneuerung.« Q130 »O Menschen!
Ich schwöre bei dem einen wahren Gott!
Dies ist der Ozean, aus dem alle Meere hervorgegangen sind und mit dem jedes von ihnen letztlich vereinigt werden wird.
Durch Ihn wurden alle Sonnen erzeugt, und zu Ihm werden sie alle zurückkehren.
Durch Seine Macht haben die Bäume der Göttlichen Offenbarung ihre Früchte hervorgebracht, und jede von ihnen ist in der Gestalt eines Propheten herabgesandt worden, der eine Botschaft für Gottes Geschöpfe in jeder der Welten trug, deren Zahl Gott allein in Seiner allumfassenden Kenntnis zählen kann.
Dies hat Er durch die Vermittlung nur eines einzigen Buchstabens Seines Wortes vollbracht, das durch Seine Feder geoffenbart wurde – einer durch Seinen lenkenden Finger bewegten Feder – wobei der Finger gestärkt wurde durch die Macht der Wahrheit Gottes.« Q131 »Bei der Gerechtigkeit des einen wahren Gottes!
Wenn das Staubkörnchen eines Edelsteines verlorenginge und unter einem Berg von Steinen begraben und hinter den sieben Meeren verborgen läge, würde die Hand des Allgewaltigen es sicher an diesem Tag zum Vorschein bringen, rein und frei von allem Schmutz.« Q132 »Jeder einzelne Buchstabe, der aus Unserem Munde kommt, ist mit solcher Erneuerungskraft ausgestattet, dass er fähig ist, eine neue Schöpfung ins Leben zu rufen – eine Schöpfung, deren Erhabenheit für alle außer Gott unergründlich ist.
Er hat wahrhaftig Kenntnis von allen Dingen.« Q133 »Sollten wir es wünschen, so stünde es in Unserer Kraft, ein schwebendes Körnchen Staub zu befähigen, in weniger als einem Augenblick Sonnen von unendlichem, unvorstellbarem Glanz zu erzeugen, oder einen Tautropfen zu veranlassen, sich zu ausgedehnten und zahllosen Meeren zu entwickeln, oder jedem Buchstaben solch eine Kraft einzuflößen, dass er in die Lage versetzt wäre, all das Wissen vergangener und zukünftiger Zeitalter zu entfalten.« Q134 »Wir sind im Besitze einer solchen Macht, die, sollte sie ans Licht gebracht werden, das tödlichste Gift in ein Allheilmittel von unfehlbarer Wirkung umzuwandeln vermöchte.« Q135
»Die Tage nähern sich ihrem Ende, und doch sieht man die Völker der Erde in schmerzlicher Achtlosigkeit versunken und in offenkundigem Irrtum befangen.« »Groß, groß ist der Glaube!
Die Stunde nähert sich, in der die größte Erschütterung deutlich wird.
Ich schwöre bei Ihm, Der die Wahrheit ist!
Sie wird jeden mit Scheidung treffen, selbst diejenigen, die sich um Mich scharen.« »Sprich: o Menge der Achtlosen!
Ich schwöre bei Gott!
Der verheißene Tag ist gekommen, der Tag, an dem schreckliche Prüfungen über euren Köpfen und unter euren Füßen branden und verkünden: ›Kostet das Werk eurer Hände!‹« »Die Zeit ist da für die Vernichtung der Welt und ihrer Bewohner.
Er, der Urewige, ist gekommen, damit Er unvergängliches Leben und ewiges Bewahren verleihe, und das bringe, was dem wahren Leben förderlich ist.« »Der Tag naht, da ihreA6 Flamme die Städte verschlingen wird, da die Zunge der Größe verkünden wird: ›Das Königreich ist Gottes, des Allmächtigen, des Allgepriesenen!‹« Q136 »O ihr Verständnislosen!
Eine schwere Prüfung für euch zieht heran und wird euch plötzlich heimsuchen.
Seid rührig – vielleicht geht sie dann vorüber ohne Schaden anzurichten!« Q137 »O ihr Völker der Welt!
Wisset wahrlich, dass unvorhergesehenes Elend euch folgt und schmerzliche Vergeltung eurer harrt.
Denkt nicht, dass die Taten, die ihr begangen habt, vor meinen Augen ausgelöscht sind.« Q138 »O ihr Achtlosen!
Obgleich die Wunder Meines Erbarmens alles Erschaffene, das sichtbare wie das unsichtbare, umschlossen und die Offenbarungen Meiner Gnade und Güte jedes Atom des Weltalls durchdrungen haben, ist dennoch die Rute, mit der Ich die Gottlosen züchtigen kann, schmerzhaft, und die Heftigkeit Meines Zornes gegen sie ist furchtbar.« Q139 »Seid nicht bekümmert über diejenigen, die sich mit den Dingen dieser Welt beschäftigen und das Gedenken Gottes, des Größten, vergessen haben.
Bei Ihm, Der die Ewige Wahrheit ist!
Der Tag nähert sich, an dem der grimmige Unwille des Allmächtigen sie erfasst haben wird.
Er ist wahrlich der Allgewaltige, der Allbezwingende, der Mächtigste.
Er wird die Erde von der Befleckung ihrer Verderbtheit reinigen, und wird sie als Erbe denjenigen Seiner Diener geben, die Ihm nahe sind.« Q140 »Bald wird der Ruf ›Wahrlich, wahrlich, hier bin Ich, hier bin Ich‹A7 in jedem Lande gehört werden.
Denn es hat niemals und wird niemals eine andere Zuflucht für irgendjemanden geben, zu der er fliehen könnte.« »Und wenn die festgesetzte Stunde gekommen ist, wird plötzlich das erscheinen, was die Glieder der Menschheit erzittern lässt.
Dann und nur dann wird das Göttliche Banner entfaltet werden und die Nachtigall des Paradieses ihre Melodie singen.« Q141
»Zu Beginn jeder Offenbarung hat viel Not geherrscht, die später in großes Wohlergehen umgewandelt wurde.« »Sprich: o Volk Gottes!
Gebt Acht, dass die irdischen Gewalten euch nicht beunruhigen, die Macht der Völker euch nicht schwach mache, der Lärm streitender Menschen euch nicht erschrecke oder die Inhaber irdischen Ruhmes euch betrüben.
Steht fest wie ein Berg in der Sache eures Herrn, des Allmächtigen, des Allherrlichen, des Unbezwungenen.« »Sprich:
Hütet euch, o Volk Bahas, damit nicht die Starken der Erde euch eurer Stärke berauben oder die, welche die Welt regieren, euch mit Furcht erfüllen.
Setzt euer Vertrauen auf Gott und übergebt eure Angelegenheiten Seiner Obhut.
Er wird euch wahrlich durch die Kraft der Wahrheit siegreich machen.
Er wahrlich ist mächtig zu tun, was Er will, und in Seinem Griff liegen die Zügel der allgewaltigen Macht.« »Ich schwöre bei Meinem Leben!
Meine Geliebten kann nur das befallen, was ihnen von Vorteil ist.
Dies bezeugt die Feder Gottes, des Mächtigsten, des Allherrlichen, des Meistgeliebten.« »Lasst nicht die Geschehnisse der Welt euch betrüben.
Ich schwöre bei Gott!
Das Meer der Freude sehnt sich danach, in eure Gegenwart zu gelangen, denn alles Gute wurde für euch erschaffen und wird euch den Notwendigkeiten der Zeiten entsprechend offenbart werden.« »O Meine Diener!
Sorgt euch nicht, wenn in diesen Tagen und auf diesem irdischen Planeten Dinge gegen euer Wünschen von Gott verordnet und kundgetan wurden, denn Tage seliger Freude und himmlischen Entzückens erwarten euch.
Heilige und geistig herrliche Welten werden eure Augen erblicken.
Ihr seid von Ihm in dieser Welt und im künftigen Leben ausersehen, ihre Wohltaten zu genießen, an ihren Freuden teilzuhaben und einen Anteil an ihrer stärkenden Gnade zu erhalten.
Ihr werdet zweifellos zu jeder einzelnen von ihnen gelangen.« Q142
»Dies ist der Tag, an dem gesprochen werden muss.
Es ist die Aufgabe des Volkes Bahas, mit äußerster Geduld und Nachsicht danach zu streben, die Völker der Welt zum Größten Horizont zu führen.
Jeder Körper ruft laut nach einer Seele.
Durch den Atem des Wortes Gottes müssen himmlische Seelen die toten Körper mit frischem Geist beleben.
In jedem Wort ist ein neuer Geist verborgen.
Glücklich ist der Mensch, der dahin gelangt und sich aufgemacht hat, die Sache Dessen zu lehren, der der König der Ewigkeit ist.« »Sprich: o Diener!
Der Sieg dieser Sache hing ab und wird weiterhin abhängen von dem Auftreten heiliger Seelen, von dem Aufzeigen guter Taten und von der Offenbarung von Worten vollendeter Weisheit.« »Vereinigt eure Kraft zur Verbreitung des Glaubens Gottes.
Wer immer einer so hohen Berufung würdig ist, soll sich erheben und sich für ihn einsetzen.
Wer dazu nicht fähig ist, dessen Pflicht ist es, den zu benennen, der an seiner Statt diese Offenbarung verkünden wird, deren Kraft die Grundlagen der mächtigsten Bauten erzittern ließ, jeden Berg zu Staub zermalmte und jede Seele verstummen machte.« Q143 »
Lasst eure Hauptsorge sein, den Gefallenen aus dem Sumpf drohender Vernichtung zu erretten und ihm zu helfen, den altehrwürdigen Glauben Gottes anzunehmen.
Euer Verhalten gegenüber eurem Nachbarn muss so sein, dass es die Zeichen des einen wahren Gottes klar verdeutlicht, denn ihr seid die ersten unter den Menschen, die durch Seinen Geist neu erschaffen wurden, die ersten, Ihn anzubeten und das Knie vor Ihm zu beugen, die ersten, sich um Seinen Thron der Herrlichkeit zu scharen.« Q144 »O ihr Geliebten Gottes!
Legt euch nicht auf eurem Lager zur Ruhe, nein, erhebt euch, sobald ihr euren Herrn, den Schöpfer, erkennt und von den Dingen hört, die Ihn befallen haben, und eilt zu Seiner Unterstützung herbei.
Löst eure Zungen und hört nicht auf, Seine Sache zu verkünden.
Dies wird besser für euch sein als alle Schätze der Vergangenheit und der Zukunft, wenn ihr zu denen gehört, die diese Wahrheit begreifen.« Q145 »Ich schwöre bei Ihm, Der die Wahrheit ist!
Binnen kurzem wird Gott den Anfang des Lebensbuches mit der Erwähnung Seiner Geliebten schmücken, die Trübsal auf Seinem Pfade erlitten haben und in Seinem Namen und zu Seinem Lobpreis durch die Länder reisten.
Wer immer in ihre Gegenwart gelangt ist, wird sich des Zusammentreffens mit ihnen rühmen, und alle, die in jedem Lande wohnen, werden durch ihr Gedenken erleuchtet werden.« »Wetteifert miteinander im Dienste Gottes und Seiner Sache.
Dies ist wahrhaftig, was euch in dieser Welt und in der kommenden von Nutzen sein wird.
Euer Herr, der Gott der Barmherzigkeit, ist der Allunterrichtete, der Allwissende.
Seid nicht bekümmert über die Dinge, die ihr in diesen Tagen erlebt.
Der Tag wird kommen, an dem die Zungen der Völker verkünden werden: ›Die Erde ist Gottes, des Allmächtigen, des Einzigen, des Unvergleichlichen, des Allwissenden!‹« »Gesegnet ist der Ort, und das Haus, und der Platz, und die Stadt, und das Herz, und das Gebirge, und der Zufluchtsort, und die Höhle, und das Tal, und das Land, und das Meer, und die Insel, und die Wiese, wo Gottes Erwähnung getan und Sein Lob gepriesen wurde.« »Wird die Reise von Ort zu Ort um Gottes willen unternommen, so kann sie auch jetzt ihren Einfluss in der Welt ausüben, so wie sie es immer getan hat.
In den früheren Büchern wurde die Stufe derjenigen, die nah und fern herumreisten, um die Diener Gottes zu führen, festgesetzt und niedergeschrieben.« »Ich schwöre bei Gott!
So wunderbar sind die Dinge, die für die Standhaften bestimmt wurden, dass, würde von ihnen nur so viel wie ein Nadelöhr enthüllt, alle, die im Himmel und auf Erden sind, wie vom Donner gerührt wären, außer denen, die Gott, der Herr aller Welten, auszunehmen bestimmt hat.« »Ich schwöre bei Gott!
Das, was für den ausersehen wurde, der Meiner Sache beisteht, übertrifft die Schätze der Erde!« »Wer seine Lippen an diesem Tage öffnet und des Namens seines Herrn Erwähnung tut, zu dem werden die Heerscharen der Göttlichen Eingebung vom Himmel Meines Namens, des Allwissenden, des Allweisen, herabsteigen.
Zu ihm wird auch die hehre Versammlung herabkommen, von der jeder einen Kelch reinen Lichtes emporhält.
So wurde es im Königreich der Offenbarung Gottes vorherbestimmt auf Geheiß Dessen, Der der Allherrliche, der Mächtige ist.« Q146 »Bei der Gerechtigkeit Dessen, Der an diesem Tag im innersten Herzen alles Erschaffenen ausruft: ›Gott!
Es ist kein Gott außer Mir!‹A8 Wenn sich ein Mensch erhebt, um in seinen Schriften die Sache Gottes gegen ihre Angreifer zu verteidigen, so wird dieser, wie unbedeutend sein Beitrag sein mag, in der nächsten Welt so geehrt werden, dass die himmlische Versammlung ihn um seinen Ruhm beneiden wird.
Keine Feder kann die Erhabenheit seiner Stufe schildern, noch kann irgendeine Zunge deren Glanz beschreiben.« Q147 »So Gott will werdet ihr alle gestärkt werden, um den Willen Gottes auszuführen, und wird euch gnädiglich geholfen werden, den Rang zu würdigen, der denen seiner Geliebten verliehen wurde, die sich erhoben haben, Ihm zu dienen und Seinen Namen zu rühmen.
Auf ihnen sei die Herrlichkeit Gottes, die Herrlichkeit von allem, was im Himmel ist, und allem, was auf Erden ist, und die Herrlichkeit der Bewohner des erhabensten Paradieses, des Himmels der Himmel.« Q148 »O Volk Bahas!
Dass es keinen gibt, mit euch in Wettstreit zu treten, ist ein Zeichen der Barmherzigkeit.
Trinkt aus dem Kelch der Gnade den Wein der Unsterblichkeit ungeachtet derer, die Gott, den Herrn der Namen und Schöpfer der Himmel, verleugnet haben.«
»Ich schwöre bei dem einen wahren Gott!
Dies ist der Tag derer, die sich von allem außer Ihm losgesagt haben, der Tag derer, die Seine Einheit erkannt haben, der Tag, an dem Gott mit den Händen Seiner Macht göttliche Existenzen und unvergängliche Wesen erschafft, von denen jedes die Welt und alles, was darinnen ist, hinter sich wirft und so standhaft in der Sache Gottes wird, dass jedes weise und verstehende Herz sie bewundert.« »Verborgen hinter dem Heiligen Schleier und vorbereitet für den Dienst Gottes ruht eine Schar Seiner Erwählten, die den Menschen offenbar gemacht werden, Seiner Sache helfen und sich vor niemandem fürchten sollen, auch wenn sich die ganze Menschheit erhebt und gegen sie zu Felde zieht.
Sie sind diejenigen, die sich unter dem aufmerksamen Blick der Bewohner der Erde und der Bürger des Himmels erheben und mit lauter Stimme dem Namen des Allmächtigen zujubeln und die Menschenkinder zum Pfade Gottes, des Allherrlichen, des Allgepriesenen, laden sollen.« Q149 »Der Tag naht heran, an dem Gott durch einen Willensakt ein Menschengeschlecht erwecken wird, dessen Wesen für alle außer Gott, dem Allgewaltigen, dem Selbstbestehenden, unergründlich ist.« Q150 »Er wird binnen kurzem aus dem Schoß der Stärke die Hände der Überlegenheit und Macht erheben – Hände, die sich emporheben werden, um den Sieg für diesen Jüngling zu gewinnen, und die die Menschheit von der Sünde der Verstoßenen und Gottlosen reinigen werden.
Diese Hände werden sich bereit machen, um den Glauben Gottes zu schützen, und sie werden in Meinem Namen, dem Selbstbestehenden, dem Mächtigen, die Völker und Geschlechter der Erde unterwerfen.
Sie werden die Städte betreten und die Herzen all ihrer Bewohner mit Furcht erfüllen.
Das sind die Zeugnisse der Macht Gottes; wie furchtbar, wie gewaltig ist Seine Macht!« Q151
Noch ein Wort zum Abschluss. Unter den folgenschwersten und das Denken am meisten herausfordernden Aussprüchen, die jemals von ‘Abdu’l-Bahá im Verlauf Seiner geschichtemachenden Reisen durch den nordamerikanischen Kontinent getan wurden, finden sich folgende: »Möge diese amerikanische Demokratie die erste Nation sein, welche die Grundlage internationaler Verständigung errichtet. Möge sie die erste Nation sein, welche die Einheit der Menschheit verkündet. Möge sie die erste sein, die das Banner des Größten Friedens entfaltet.«Q152 und weiter: »Das amerikanische Volk ist in der Tat würdig, das erste zu sein, welches das Zelt des Größten Friedens errichtet und die Einheit der Menschheit verkündet… Denn Amerika hat größere und wundervollere Kräfte als andere Nationen entwickelt … Die amerikanische Nation ist ausgerüstet und befähigt, das- zu vollbringen, was die Seiten der Geschichte schmücken wird, von der Welt beneidet und in Ost und West zum Triumph ihres Volkes gesegnet … Der amerikanische Kontinent zeigt Zeichen und Beweise sehr großen Fortschrittes. Seine Zukunft verspricht noch viel mehr, denn sein Einfluss und seine Erleuchtung sind weitreichend. Er wird alle Nationen geistig führen.«Q153
Das Schicksal Amerikas
Sobald die schöpferischen Energien durch die ersten Bewegungen der keimhaften Weltordnung Bahá’u’lláhs in diesem Volk ausgelöst wurden, haben sie ihm, das zu ihrer Wiege und ihrem Vorkämpfer bestimmt ist, die Würde verliehen, es mit Kräften und Fähigkeiten begabt und es geistig ausgerüstet, damit es die Rolle zu spielen vermag, die mit diesen prophetischen Worten angedeutet wurde. Die Kräfte, die dieser von Gott gegebene Auftrag seinen Bewohnern eingeflößt hat, beginnen sich kundzutun, einerseits in den bewussten Bemühungen und den die ganze Nation umfassenden Leistungen auf dem Lehr- und auf dem administrativen Gebiet, mit denen die Anhänger Bahá’u’lláhs auf dem amerikanischen Kontinent in ihrer Gemeinde ihre Tätigkeit aufgenommen haben; andererseits formen diese gleichen Kräfte, unabhängig von diesen Bemühungen und Leistungen, doch gleichlaufend mit ihnen, unmerklich unter dem Druck der politischen und wirtschaftlichen Mächte der Welt das Schicksal dieser Nation und beeinflussen das Leben und die Handlungen ihrer Regierung und ihrer Bevölkerung.
Auf die Bemühungen und Leistungen jener, die um die Offenbarung Bahá’u’lláhs wissend nun auf diesem Kontinent arbeiten, auf den jetzigen und zukünftigen Verlauf ihrer Tätigkeit, habe ich auf den vorhergehenden Seiten genügend hingewiesen. Wenn man das Schicksal des amerikanischen Volkes in seiner Gesamtheit richtig erfassen will, muss nun noch ein Wort über die Ausrichtung und die allgemeine Entwicklungstendenz dieser Nation als Ganzes gesagt werden. Denn, gleichgültig wie unkundig der Quelle, aus der diese richtungweisenden Energien hervorkommen, und wie langsam und schwerfällig der Vorgang auch ist, so wird doch in zunehmendem Maße deutlich, dass die Nation als Ganze, ob durch das Verhalten ihrer Regierung oder sonst wie, unter dem Einfluss von Kräften, die sie weder begreifen noch überwachen kann, stark solchen Verbindungen und einer solchen Politik zustrebt, in denen, wie ‘Abdu’l-Bahá vermerkte, ihre wahre Bestimmung liegen muss. Sowohl die Gemeinde der amerikanischen Gläubigen, die sich jener Quelle bewusst sind, als auch die große Masse ihrer Landsleute, die die Hand, die ihr Schicksal lenkt, noch nicht erkannt haben, tragen, jede auf ihre Weise, ihren Teil bei zur Verwirklichung der Hoffnungen und zur Erfüllung der Verheißungen, die in den oben zitierten Worten ‘Abdu’l-Bahás ausgesprochen wurden.
Die Welt schreitet fort.
Ihre Ereignisse entfalten sich unheilverkündend und mit verwirrender Geschwindigkeit.
Der Wirbelwind ihrer Leidenschaften ist schnell und beunruhigend heftig.
Die Neue Welt wird unmerklich in ihren Strudel hineingezogen.
Die möglichen Sturmzentren der Erde werfen bereits ihre Schatten auf ihre Gestade.
Ungeahnte und nicht vorherzusagende Gefahren bedrohen sie von innen und von außen.
Ihre Regierungen und Völker verfangen sich allmählich in den Fallstricken der sich wiederholenden Krisen und heftigen Auseinandersetzungen der Welt.
Der Atlantische und Pazifische Ozean schrumpfen mit jeder Beschleunigung im Vormarsch der Wissenschaft immer mehr zu bloßen Kanälen zusammen.
Die große Republik des Westens findet sich in besonderem und steigendem Maße betroffen.
Fernes Donnergrollen hallt drohend in den Aufwallungen ihrer Bewohner wider.
An ihren Flanken erstrecken sich die möglichen Sturmzentren des europäischen Kontinents und des Fernen Ostens.
An ihrem südlichen Horizont wird sichtbar, was sich möglicherweise zu einem weiteren Zentrum des Aufruhrs und der Gefahr entwickeln könnte.
Die Welt verengt sich zu einer Nachbarschaft.
Amerika muss dieser neuen Lage, freiwillig oder unfreiwillig, ins Gesicht blicken und sich ernstlich mit ihr auseinandersetzen.
Zum Zwecke der nationalen Sicherheit, ganz abgesehen von irgendwelchen humanitären Gründen, muss es die Verpflichtungen übernehmen, die ihm durch diese neu geschaffene Nachbarschaft auferlegt wurden.
So widersinnig es auch erscheinen mag, so liegt doch seine einzige Hoffnung, sich aus den ringsum aufwachsenden Gefahren zu befreien, darin, sich in jenes Gewebe internationaler Verflechtungen verwickeln zu lassen, das von der Hand einer unerforschlichen Vorsehung gewoben wird.
Der Ratschlag ‘Abdu’l-Bahás an einen hochgestellten Beamten in seiner Regierung kommt einem als besonders angemessen und gewichtig in den Sinn.
»Du kannst am besten deinem Land dienen, wenn du in deiner Eigenschaft als Bürger der Welt danach strebst, bei der endlichen Anwendung des föderalistischen Prinzips, das der Regierung deines eigenen Landes zugrunde liegt, auf die jetzt zwischen den Völkern und Nationen der Welt bestehenden Beziehungen mitzuwirken.«Q154 Die Ideale, die die Phantasie des amerikanischen Präsidenten anregten, der tragischer Weise so wenig gewürdigt wird und dessen hohe Bemühungen, wenn sie auch von einer kurzsichtigen Generation für nichtig erklärt wurden, durch ‘Abdu’l-Bahás eigene Feder begrüßt wurden als Ankündigung der Morgendämmerung des Größten Friedens, diese Ideale klagen heute im Staub liegend ein achtloses Geschlecht bitter an, dass es sich so grausam von ihnen abgewandt hat.
Dass die Welt von Gefahren bedrängt wird, dass sich diese Gefahren immer mehr verdichten und die amerikanische Nation tatsächlich bedrohen, kann ein klarsichtiger Beobachter unmöglich verneinen.
Die Erde ist gegenwärtig in ein Heerlager verwandelt.
Etwa fünfzig Millionen Mann sind unter Waffen oder stehen als Reserve bereit.
Nicht weniger als die Summe von drei Milliarden Pfund wird in einem Jahr für die Rüstung ausgegeben.
Das Licht der Religion ist verdunkelt, und der moralische Rückhalt löst sich auf.
Die Nationen der Welt sind zum größten Teil eine Beute der sich streitenden Ideologien geworden, die drohen, die eigentliche Grundlage ihrer teuer erworbenen politischen Einheit zu spalten.
Aufgewiegelte Massen in diesen Ländern sehen sie mit Missfallen, sind bis zu den Zähnen bewaffnet, sind kopflos vor Angst und stöhnen unter dem Joch der Drangsale, verursacht durch politischen Hader, rassischen Fanatismus, Nationalhass und religiöse Feindseligkeit.
»Die Winde der Verzweiflung«, hat Bahá’u’lláh unmissverständlich bestätigt, »wehen, ach, aus jeder Richtung, und der Hader, der die Menschheit zerspaltet und peinigt, nimmt täglich zu.
Die Zeichen drohender Schwäche und des nahen Chaos sind heute zu erkennen …«Q155 ‘Abdu’l-Bahá hat schon vor zwei Jahrzehnten geschrieben und vorhergesagt:
»Die Übel, unter denen die Welt nun leidet, werden sich vervielfältigen; die Dunkelheit, die sie umfangen hält, wird sich vertiefen.
Die Balkanländer werden unzufrieden bleiben.
Ihre Unruhe wird wachsen.
Die besiegten Mächte werden fortfahren zu hetzen.
Sie werden zu jeder Maßnahme Zuflucht nehmen, die den Brand des Krieges wieder entfachen kann.
Neu entstehende und in ihrem Ausmaß weltweite Bewegungen werden ihr Äußerstes zur Förderung ihrer eigenen Absichten tun.
Die Bewegung der Linken wird große Bedeutung erringen.
Ihr Einfluss wird sich ausbreiten.«Q156 Was die amerikanische Nation selbst anbetrifft, so hat die Stimme ihres eigenen Präsidenten klar und deutlich das Volk gewarnt, dass ein möglicher Angriff auf das Land durch die Entwicklung des Flugwesens und durch andere Faktoren unendlich viel näher gerückt sei.
Ihr Minister äußerte vor kurzem bei einer Ansprache an die versammelten Vertreter aller amerikanischen Republiken während einer Konferenz eine nicht weniger Unheil verkündende Warnung.
»Diese sich erhebenden Kräfte zeigen sich drohend am Horizont der ganzen Welt, – ihr Unheil verkündender Schatten legt sich über unsere ganze eigene Hemisphäre.« Auch ihre Presse schlägt denselben Ton der Warnung und Unruhe vor einer sich nähernden Gefahr an.
»Wir müssen gewappnet sein, uns nach innen und außen zu verteidigen … Unsere Verteidigungsfront ist lang.
Sie reicht von Point Barrow in Alaska bis Kap Horn und erstreckt sich entlang des Atlantik und des Pazifik.
Wann und wo die Angreifer aus Europa und Asien gegen uns losschlagen werden, kann niemand sagen.
Es kann überall und zu jeder Zeit sein … Wir haben keine Wahl, als uns selbst zu bewaffnen … Wir müssen aufmerksam für die westliche Hemisphäre wachen.«
Die Entfernung, die die amerikanische Nation seit ihrer förmlichen und entschiedenen Zurückweisung der Wilson’schen Ideale zurückgelegt hat, die Veränderungen, die in ihr unerwartet in den letzten Jahren vor sich gegangen sind, die Richtung, in der sich die Angelegenheiten der Welt bewegen, und ihr unvermeidlicher Druck auf die Politik und Wirtschaft dieser Nation, sind für jeden Bahá’í-Beobachter, der die Entwicklung der internationalen Lage im Lichte der Prophezeiungen Bahá’u’lláhs und ‘Abdu’l-Bahás betrachtet, äußerst bedeutungsvoll, höchst aufschlussreich und ermutigend. Den genauen Kurs aufzuzeichnen, den diese Nation in diesen unruhigen Zeiten und schweren Jahren einschlagen wird, ist unmöglich. Wenn wir die Richtung beurteilen, die ihre Angelegenheiten jetzt nehmen, können wir den Kurs nur erahnen, den sie höchstwahrscheinlich in ihren Beziehungen zu den Republiken Amerikas und den Ländern der übrigen Erdteile weiterhin wählen wird.
Eine engere Verbindung mit diesen Republiken einerseits und in wechselndem Ausmaß eine vermehrte Teilnahme an den Angelegenheiten der ganzen Welt andererseits als Ergebnis der periodischen Krisen in der Welt, erscheinen als die wahrscheinlich zutreffendsten Entwicklungen, die die Zukunft für dieses Land bereithält. Verzögerungen müssen unvermeidlicher Weise eintreten, und Rückschläge müssen in Kauf genommen werden im Verlauf der Entwicklung dieses Landes auf seine endliche Bestimmung hin. Nichts jedoch kann letztlich den Kurs ändern, der ihm von der nie irrenden Feder ‘Abdu’l-Bahás vorgeschrieben wurde. Nachdem seine Bundeseinheit bereits erzielt und seine inneren Einrichtungen gefestigt wurden – eine Stufe, die das Mannesalter als politische Ganzheit kennzeichnet – muss sich ihre weitere Entwicklung als Mitglied der Nationenfamilie unter Umständen, die zur Zeit noch nicht vorstellbar sind, ständig fortsetzen. Diese Entwicklung muss andauern bis zu jenem Zeitpunkt, da diese Nation durch die aktive und entscheidende Rolle, die sie bei der Organisation und friedlichen Regelung der Angelegenheiten der Menschheit zu spielen haben wird, die Fülle ihrer Macht und Wirksamkeit erreicht haben wird als ausgezeichnetes Mitglied und bestimmender Bestandteil einer verbündeten Welt.
Die unmittelbare Zukunft muss als Ergebnis dieser stetigen, allmählichen und unvermeidlichen Verwicklung in die vielfältigen Schwierigkeiten und Probleme, die die Menschheit heimsuchen, dunkel und bedrückend für jene Nation sein. Die welterschütternde, harte Prüfung, die Bahá’u’lláh, wie auf den vorangegangenen Seiten angeführt, so anschaulich vorhergesagt hat, mag sie in einem noch nie dagewesenen Grade in ihren Wirbel hineinreißen. Im Gegensatz zu ihrer Reaktion auf den letzten Weltkonflikt wird sie vermutlich aus ihm in bewusster Entschlossenheit auftauchen, um die Gelegenheit zu ergreifen, das volle Gewicht ihres Einflusses auf die ungeheuren Probleme geltend zu machen, die solch eine harte Prüfung nach sich zieht, und um in Verbindung mit ihren Schwesternationen des Ostens und Westens den größten Fluch zu bannen, der seit undenklichen Zeiten die Menschheit heimgesucht und erniedrigt hat.
Dann und nur dann wird die amerikanische Nation, geformt und gereinigt im Schmelztiegel eines allgemeinen Krieges, abgehärtet gegen seine Fieberfröste und diszipliniert durch seine Schule, in der Lage sein, ihre Stimme im Rat der Nationen zu erheben, selbst den Grundstein für einen weltweiten und dauernden Frieden zu legen, die Geschlossenheit, Einheit und Reife der Menschheit zu verkünden und bei der Errichtung der versprochenen Herrschaft der Gerechtigkeit auf Erden mitzuhelfen. Dann und nur dann wird die amerikanische Nation, während die Gemeinde der amerikanischen Gläubigen in ihrem Herzen ihren göttlich erteilten Auftrag ausführt, in der Lage sein, die unaussprechlich herrliche Sendung zu erfüllen, die ihr vom Allmächtigen bestimmt wurde und in den Schriften ‘Abdu’l-Bahás unvergänglich verwahrt ist. Dann und nur dann wird die amerikanische Nation das vollbringen, »was die Seiten der Geschichte schmücken wird«, »von der Welt beneidet und in Ost und West … gesegnet.«Q157
Shoghi
25. Dezember 1938
Quellenangaben
Q1 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 63:1 – Anm. d. Hrsg.
Q2 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 9:2 – Anm. d. Hrsg.
Q3 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q4 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 137:1, 137:3, 137:4 – Anm. d. Hrsg.
Q5 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:1 – Anm. d. Hrsg.
Q6 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in Botschaften aus ‘Akká 7:10 – Anm. d. Hrsg.
Q7 Bahá’u’lláh, Ṭarázát, in: Botschaften aus ‘Akká 4:12 – Anm. d. Hrsg.
Q8 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 131:3–131:4 – Anm. d. Hrsg.
Q9 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:9 – Anm. d. Hrsg.
Q10 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 100:6 – Anm. d. Hrsg.
Q11 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 100:8 – Anm. d. Hrsg.
Q12 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 136:6 – Anm. d. Hrsg.
Q13 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Ḥikmat, in: Botschaften aus ‘Akká 9:5 – Anm. d. Hrsg.
Q14 Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 148 – Anm. d. Hrsg.
Q15 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:8 – Anm. d. Hrsg.
Q16 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 2:16 – Anm. d. Hrsg.
Q17 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of Abdul-Baha, p. 459 – Anm. d. Hrsg.
Q18 Bahá’u’lláh, auch zitiert in: ‘Abdu’l-Bahá, in: Twelve Table Talks given in ‘Akká 11:10 – Anm. d. Hrsg.
Q19 Bahá’u’lláh, Kalimát-i-Firdawsíyyih, in: Botschaften aus ‘Akká 6:25 – Anm. d. Hrsg.
Q20 Bahá’u’lláh, vgl. Brief an den Sohn des Wolfes 52 – Anm. d. Hrsg.
Q21 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:23 – Anm. d. Hrsg.
Q22 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 12:1 – Anm. d. Hrsg.
Q23 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 163:2 – Anm. d. Hrsg.
Q24 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 46:2 – Anm. d. Hrsg.
Q25 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in Botschaften aus ‘Akká 7:34 – Anm. d. Hrsg.
Q26 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Maqṣúd, in: Botschaften aus ‘Akká 11:6 – Anm. d. Hrsg.
Q27 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte arab. 2 – Anm. d. Hrsg.
Q28 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:6 – Anm. d. Hrsg.
Q29 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 100:1 – Anm. d. Hrsg.
Q30 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:2 – Anm. d. Hrsg.
Q31 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:3 – Anm. d. Hrsg.
Q32 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:8 – Anm. d. Hrsg.
Q33 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 164:2 – Anm. d. Hrsg.
Q34 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 136:5 – Anm. d. Hrsg.
Q35 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 60:3 – Anm. d. Hrsg.
Q36 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 136:6 – Anm. d. Hrsg.
Q37 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 46:4 – Anm. d. Hrsg.
Q38 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 59:5 – Anm. d. Hrsg.
Q39 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 141:2, 141:4 – Anm. d. Hrsg.
Q40 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:4 – Anm. d. Hrsg.
Q41 Bahá’u’lláh, berichtet von E. G. Brown im Vorwort zu: A Traveller’s Narrative, p. xl – Anm. d. Hrsg.
Q42 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 28:4 – Anm. d. Hrsg.
Q43 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 45:8 – Anm. d. Hrsg.
Q44 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 63:17 – Anm. d. Hrsg.
Q45 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 98:5 – Anm. d. Hrsg.
Q46 ‘Abdu’l-Bahá, in: Foundations of World Unity, p. 34 – Anm. d. Hrsg.
Q47 ‘Abdu’l-Bahá, in: Foundations of World Unity, p. 34 – Anm. d. Hrsg.
Q48 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 47:6 – Anm. d. Hrsg.
Q49 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 28:2 – Anm. d. Hrsg.
Q50 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 45:9 – Anm. d. Hrsg.
Q51 ‘Abdu’l-Bahá, in: Ansprachen in Paris 15:7 – Anm. d. Hrsg.
Q52 ‘Abdu’l-Bahá, in: Ansprachen in Paris 15:7 – Anm. d. Hrsg.
Q53 ‘Abdu’l-Bahá, in: Foundations of World Unity, p. 35 – Anm. d. Hrsg.
Q54 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Nápulyún II, in: Anspruch und Verkündigung 1:148, in: Ährenlese 158:1 – Anm. d. Hrsg.
Q55 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:10 – Anm. d. Hrsg.
Q56 Báb, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:63 – Anm. d. Hrsg.
Q57 ‘Abdu’l-Bahá, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:63 – Anm. d. Hrsg.
Q58 Báb, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:63 – Anm. d. Hrsg.
Q59 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 181 – Anm. d. Hrsg.
Q60 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 6:6 – Anm. d. Hrsg.
Q61 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q62 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 8:18 – Anm. d. Hrsg.
Q63 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 161:2 – Anm. d. Hrsg.
Q64 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:2 – Anm. d. Hrsg.
Q65 ‘Abdu’l-Bahá, Sendschreiben zum göttlichen Plan 14:4 – Anm. d. Hrsg.
Q66 ‘Abdu’l-Bahá, in: Promulgation of Universal Peace 28:2 – Anm. d. Hrsg.
Q67 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 6:7 – Anm. d. Hrsg.
Q68 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:5 – Anm. d. Hrsg.
Q69 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 5:1 – Anm. d. Hrsg.
Q70 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:21 – Anm. d. Hrsg.
Q71 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:21 – Anm. d. Hrsg.
Q72 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 1:2 – Anm. d. Hrsg.
Q73 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 5:1 – Anm. d. Hrsg.
Q74 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:1 – Anm. d. Hrsg.
Q75 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:5 – Anm. d. Hrsg.
Q76 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:2 – Anm. d. Hrsg.
Q77 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:11 – Anm. d. Hrsg.
Q78 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:6 – Anm. d. Hrsg.
Q79 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:2 – Anm. d. Hrsg.
Q80 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 5:4 – Anm. d. Hrsg.
Q81 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:3 – Anm. d. Hrsg.
Q82 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 15:5 – Anm. d. Hrsg.
Q83 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 15:6 – Anm. d. Hrsg.
Q84 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 161:2 – Anm. d. Hrsg.
Q85 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 154:2 – Anm. d. Hrsg.
Q86 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 139:4 – Anm. d. Hrsg.
Q87 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 128:10 – Anm. d. Hrsg.
Q88 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 161:2 – Anm. d. Hrsg.
Q89 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:1 – Anm. d. Hrsg.
Q90 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 129:1–129:3 – Anm. d. Hrsg.
Q91 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 8:5 – Anm. d. Hrsg.
Q92 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 8:9 – Anm. d. Hrsg.
Q93 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:1 – Anm. d. Hrsg.
Q94 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q95 ‘Abdu’l-Bahá, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:21 – Anm. d. Hrsg.
Q96 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 13:4 – Anm. d. Hrsg.
Q97 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:11 – Anm. d. Hrsg.
Q98 Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 21 – Anm. d. Hrsg.
Q99 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q100 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 157:1 – Anm. d. Hrsg.
Q101 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 6:8 – Anm. d. Hrsg.
Q102 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 14:7 – Anm. d. Hrsg.
Q103 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:1, 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q104 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q105 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q106 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q107 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:3 – Anm. d. Hrsg.
Q108 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q109 ‘Abdu’l-Bahá, in: Sendschreiben zum göttlichen Plan 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q110 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q111 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:25 – Anm. d. Hrsg.
Q112 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 93:14 – Anm. d. Hrsg.
Q113 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:18 – Anm. d. Hrsg.
Q114 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q115 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:10, 161:4 – Anm. d. Hrsg.
Q116 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:18 – Anm. d. Hrsg.
Q117 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in Botschaften aus ‘Akká 7:12 – Anm. d. Hrsg.
Q118 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 4:1 – Anm. d. Hrsg.
Q119 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 5:1 – Anm. d. Hrsg.
Q120 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 115:12 – Anm. d. Hrsg.
Q121 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 7:2 – Anm. d. Hrsg.
Q122 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 3:2 – Anm. d. Hrsg.
Q123 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:23 – Anm. d. Hrsg.
Q124 Bahá’u’lláh, in: Days of Remembrance 6:6, in: Ährenlese 14:6 – Anm. d. Hrsg.
Q125 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:22 – Anm. d. Hrsg.
Q126 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:22 – Anm. d. Hrsg.
Q127 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 8:1 – Anm. d. Hrsg.
Q128 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q129 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 16:1 – Anm. d. Hrsg.
Q130 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Dunyá, in: Botschaften aus ‘Akká 7:5 – Anm. d. Hrsg.
Q131 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 51:1 – Anm. d. Hrsg.
Q132 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q133 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q134 Bahá’u’lláh, Súriy-i-Haykal, in: Anspruch und Verkündigung 1:75 – Anm. d. Hrsg.
Q135 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:24 – Anm. d. Hrsg.
Q136 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 164:2 – Anm. d. Hrsg.
Q137 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 85:5 – Anm. d. Hrsg.
Q138 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte pers. 63 – Anm. d. Hrsg.
Q139 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 153:4 – Anm. d. Hrsg.
Q140 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 103:3 – Anm. d. Hrsg.
Q141 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 61:1 – Anm. d. Hrsg.
Q142 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 153:9 – Anm. d. Hrsg.
Q143 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:3 – Anm. d. Hrsg.
Q144 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 147:2 – Anm. d. Hrsg.
Q145 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 154:2 – Anm. d. Hrsg.
Q146 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 129:3 – Anm. d. Hrsg.
Q147 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 154:1 – Anm. d. Hrsg.
Q148 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 96:4 – Anm. d. Hrsg.
Q149 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 129:4 – Anm. d. Hrsg.
Q150 Bahá’u’lláh, Súriy-i-Haykal, in: Anspruch und Verkündigung 1:8 – Anm. d. Hrsg.
Q151 Bahá’u’lláh, Súriy-i-Haykal, in: Anspruch und Verkündigung 1:34 – Anm. d. Hrsg.
Q152 ‘Abdu’l-Bahá, Promulgation of Universal Peace 14:6 – Anm. d. Hrsg.
Q153 ‘Abdu’l-Bahá, Promulgation of Universal Peace 14:6, 8:5, 42:6, 43:1 – Anm. d. Hrsg.
Q154 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 3:18 – Anm. d. Hrsg.
Q155 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Maqṣúd, in: Botschaften aus ‘Akká 11:26 – Anm. d. Hrsg.
Q156 Bahá’u’lláh, auch zitiert von Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 3:6 – Anm. d. Hrsg.
Q157 ‘Abdu’l-Bahá, Promulgation of Universal Peace 42:6 – Anm. d. Hrsg.
Anmerkungen
A1 vgl. Hes. 38:8 – Anm. d. Hrsg.
A2 schwarze.
A3 Moses.
A4 Muḥammad.
A5 Jesus.
A6 der Zivilisation.
A7 vgl. Gen. 22:1, 22:11, 31:11, 46:2, Ex. 3:4, 1 Kön. 3:4, Jes. 6:8, Báb, Worte an den Sharíf von Mekka, Ansprache an Sulaymán in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 1:7:2, 1:9:7 – Anm. d. Hrsg.
A8 vgl. »Gott! Es ist kein Gott außer Ihm« in: Qur’án 2:225, 3:2, 4:87, 20:8, 27:26, 64:13, u. a. – Anm. d. Hrsg.
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