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O Kitáb-i-Aqdas
Bahá’u’lláh
1. ª edição-1995
Tradução: Luis Henrique Beust

Sumário

Prefácio

Introdução

A Descrição do Kitáb-i-Aqdas, por Shoghi Effendi

O Kitáb-i-Aqdas

Alguns textos suplementares ao Kitáb-i-Aqdas revelados por Bahá’u’lláh

Perguntas e Respostas

Sinopse e Codificação do Kitáb-i-Aqdas, traduzidas por Shoghi Effendi

Notas

Glossário

Índice das passagens do Kitáb-i-Aqdas traduzidas para o inglês por Shoghi Effendi

Índice remissivo


INTRODUÇÃO

ESTE ANO, O 149º DA ERA BAHÁ’Í*, assinala o Centenário da Ascensão de Bahá’u’lláh, Portador da Revelação universal de Deus destinada a guiar a humanidade ao seu amadurecimento coletivo. O fato de ser tal ocasião celebrada por uma comunidade de crentes representativa da inteira espécie humana e estabelecida, no decurso de um século e meio, nos mais remotos recantos do globo, é uma prova das forças de unidade liberadas pelo advento de Bahá’u’lláh. Testemunho adicional da operação dessas mesmas forças é dado pela forma como Bahá’u’lláh anteviu a vida humana contemporânea em tantos de seus aspectos. Portanto, a ocasião é propícia para a publicação desta que é a primeira tradução inglesa autorizada do Livro-Mater da Sua Revelação, o Seu “Livro Sacratíssimo”, o Livro no qual Ele expõe as Leis de Deus para uma Dispensação destinada a perdurar por não menos de mil anos.
Dentre os mais de cem volumes que compõem as Escrituras Sagradas de Bahá’u’lláh, o Kitáb-i-Aqdas é de importância inigualável. “Reedificar o mundo inteiro” é a reivindicação e o desafio de Sua Mensagem, sendo o Kitáb-i-Aqdas a Carta-Magna da futura civilização mundial que Bahá’u’lláh veio erigir. Seus preceitos assentam-se diretamente nos alicerces fincados pelas religiões do passado, pois, nas palavras de Bahá’u’lláh, “Esta é a Fé imutável de Deus, eterna no passado, eterna no futuro.” Nesta Revelação os conceitos do passado são trazidos a um novo patamar de entendimento e as leis sociais, modificadas a fim de servir à era que ora desponta, destinam-se a conduzir a humanidade em direção a uma civilização mundial cujos esplendores agora mal se podem imaginar.
Ao ratificar a validade das grandes religiões do passado, o Kitáb-i-Aqdas reitera aquelas verdades eternas enunciadas por todos os Mensageiros Divinos: a unidade de Deus, o amor ao próximo e o propósito moral da vida terrena. Ao mesmo tempo, remove aqueles elementos dos sistemas religiosos anteriores que agora constituem obstáculos para a nascente unificação do mundo e a reconstrução da sociedade humana.
A Lei de Deus para esta Dispensação atende às necessidades da inteira família humana. Existem leis no Kitáb-i-Aqdas que destinam-se primariamente a segmentos específicos da humanidade, podendo ser imediatamente compreendidas por seus membros, mas que, numa primeira leitura, podem ser obscuras às pessoas de outras culturas. É o caso, por exemplo, da lei que proíbe a confissão de pecados a outro ser humano, a qual, embora compreensível para os de origem cristã, pode deixar outros perplexos. Muitas leis referem-se àquelas de Dispensações passadas, especialmente as duas mais recentes, quais sejam, a de Maomé e a do Báb, entesouradas respectivamente no Alcorão e no Bayán. Todavia, conquanto certos preceitos do Aqdas tenham esta referência específica, eles possuem também implicações universais. Através de Sua Lei, Bahá’u’lláh gradualmente desvela a significação dos novos níveis de conhecimento e conduta aos quais os povos do mundo estão sendo convocados. Ele incrusta Seus preceitos no bojo de um tratado espiritual, mantendo sempre a mente do leitor atenta ao princípio de que estas leis, independente do assunto ao qual se referem, atendem aos propósitos múltiplos de trazer tranqüilidade à sociedade humana, elevar o padrão da conduta dos homens, ampliar o horizonte da compreensão humana e espiritualizar a vida de todos, sem exceção. De princípio a fim, a derradeira meta das leis da religião é o relacionamento de cada alma com Deus e o cumprimento de seu destino espiritual. “Não penseis”, assevera o próprio Bahá’u’lláh, “que Nós vos revelamos um mero código de leis. Não! mais do que isso: deslacramos o Vinho seleto com os dedos da grandeza e do poder.” O Seu Livro de Leis é o Seu “mais momentoso testemunho a todos os povos e a prova do Todo-Misericordioso a todos os que estão no céu e todos os que estão na terra”.
Uma introdução ao universo espiritual descortinado no Kitáb-i-Aqdas deixaria de atingir seu objetivo se não familiarizasse o leitor com as instituições interpretativas e legislativas que Bahá’u’lláh uniu indissoluvelmente ao sistema de leis assim revelado. Basilar a essa orientação é o papel singular que as Escrituras de Bahá’u’lláh — de fato o próprio texto do Kitáb-i-Aqdas — conferem ao Seu filho mais velho, ‘Abdu’l-Bahá. Essa figura ímpar é, a um só tempo, o Exemplar do padrão de vida ensinado por Seu Pai, o Intérprete autorizado e divinamente inspirado de Seus Ensinamentos e o Centro e Eixo do Convênio que o Autor da Revelação Bahá’í estabeleceu com todos os que O reconheceram. Com os vinte e nove anos do ministério de ‘Abdu’l-Bahá o mundo bahá’í se enriqueceu com uma luminosa coleção de esclarecimentos que abre múltiplas perspectivas de compreensão a respeito do propósito de Seu Pai.
Em Sua Vontade e Testamento, ‘Abdu’l-Bahá conferiu o manto de Guardião da Causa, e de Intérprete infalível dos ensinamentos nela contidos, ao Seu neto mais velho, Shoghi Effendi, e confirmou a autoridade e a garantia de guia divina concedidas por Bahá’u’lláh à Casa Universal de Justiça em todos os assuntos “que não tenham sido revelados explicitamente no Livro”. Assim, a Guardiania e a Casa Universal de Justiça podem ser vistas, nas palavras de Shoghi Effendi, como os “Sucessores Gêmeos” de Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá. Elas são as instituições supremas da Ordem Administrativa instituída e prevista no Kitáb-i-Aqdas e desenvolvida por ‘Abdu’l-Bahá em Seu Testamento.
Durante os trinta e seis anos de seu ministério, Shoghi Effendi erigiu a estrutura de Assembléias Espirituais eleitas — as Casas de Justiça mencionadas no Kitáb-i-Aqdas, agora em sua fase embrionária — e com a colaboração delas iniciou a implementação sistemática do Plano Divino que ‘Abdu’l-Bahá delineara para a difusão da Fé em todo o mundo. Ele também pôs em movimento, sobre a base da sólida estrutura administrativa que havia sido estabelecida, os processos que constituíam uma preparação essencial para a eleição da Casa Universal de Justiça. Essa instituição, nascida em abril de 1963, é eleita pelos bahá’ís adultos de todo o mundo através de voto secreto e maioria relativa, num processo eleitoral de três estágios. A Palavra revelada de Bahá’u’lláh, juntamente com as interpretações e explanações do Centro do Convênio e do Guardião da Causa, constitui o referencial obrigatório da Casa Universal de Justiça e é seu firme alicerce.
Quanto às leis propriamente ditas, uma análise cuidadosa revela que governam três áreas: o relacionamento de cada pessoa com Deus, assuntos de natureza material e espiritual que diretamente beneficiam o indivíduo, assim como as relações entre as pessoas e entre cada indivíduo e a sociedade. Elas podem ser reunidas sob os seguintes títulos: oração e jejum; leis de caráter pessoal que governam o matrimônio, divórcio e herança; uma variedade de outras leis, mandamentos e proibições, bem como exortações; e a ab-rogação de leis e preceitos específicos de Dispensações anteriores. Uma característica notória é a brevidade das leis. Elas constituem o cerne de um vasto corpo de leis que há de surgir nos séculos ainda por vir. Essa complementação da lei será promulgada pela Casa Universal de Justiça com a autoridade a ela conferida pelo próprio Bahá’u’lláh. Em uma de Suas Epístolas ‘Abdu’l-Bahá elucida este princípio:

Os assuntos de maior importância que constituem o alicerce da Lei de Deus encontram-se registrados explicitamente no Texto, mas leis complementares são deixadas à Casa de Justiça. A sabedoria disso é que os tempos nunca permanecem iguais, pois a mudança é uma característica necessária e um atributo essencial deste mundo, e de tempo e lugar. Portanto, a Casa de Justiça agirá conforme a necessidade ...
Em resumo, essa é a sabedoria de submeter-se as leis da sociedade à Casa de Justiça. Na religião do Islã, de modo similar, nem todo mandamento foi revelado explicitamente; não, nem a décima parte de uma décima parte estava incluída no Texto; conquanto referência específica fosse feita a todos os assuntos de maior importância, indubitavelmente havia milhares de leis que permaneceram indeterminadas. Essas foram elaboradas pelos doutos da religião num período posterior de acordo com as leis da jurisprudência islâmica, e diferentes sábios chegavam a deduções conflitantes a partir dos preceitos originalmente revelados. Todas elas foram postas em vigor. Hoje, esse processo de dedução é atributo do corpo da Casa de Justiça e as deduções e conclusões pessoais dos eruditos não têm nenhuma autoridade, a menos que sejam endossadas pela Casa de Justiça. A diferença é precisamente esta, que das conclusões e corroborações do corpo da Casa de Justiça, cujos membros são eleitos e conhecidos pela comunidade bahá’í mundial, nenhuma discórdia nascerá; enquanto que as conclusões particulares dos doutos e eruditos decididamente levariam ao desentendimento, e resultariam em cisma, divisão e dispersão. A unicidade do Verbo seria destruída, a unidade da Fé desapareceria e o edifício da Fé Divina seria abalado.

Apesar de a Casa Universal de Justiça ser explicitamente autorizada a alterar ou revogar a sua própria legislação conforme mudem as circunstâncias, dotando assim a lei bahá’í de um indispensável componente de flexibilidade, ela não pode ab-rogar ou alterar nenhuma das leis assentadas explicitamente no Texto sagrado.
Algumas das leis do Aqdas destinam-se a um estágio de desenvolvimento da sociedade que apenas gradualmente passará a existir, e Bahá’u’lláh deixou instruções para a aplicação gradual da lei bahá’í:
Deveras, as leis de Deus são como o oceano e os filhos dos homens são como peixes, se apenas o soubessem. Entretanto, deve-se usar de tato e sabedoria ao observá-las... Dado que a maior parte dos homens são fracos e muito afastados do desígnio de Deus, deve-se, pois, observar tato e prudência sob todas as condições, a fim de não ocorrer nada que possa causar distúrbio e dissensão, ou levantar o clamor dos insensatos. Verdadeiramente, Sua misericórdia sobrepujou o universo inteiro e Suas graças envolveram todos os que habitam a terra. Deve-se guiar a humanidade ao oceano da verdadeira compreensão num espírito de amor e tolerância. O próprio Kitáb-i-Aqdas dá eloqüente testemunho da amorosa providência de Deus.
O princípio que governa essa aplicação progressiva foi enunciado numa carta em nome de Shoghi Effendi escrita a uma Assembléia Espiritual Nacional em 1935:
As leis reveladas por Bahá’u’lláh no Aqdas, sempre que forem praticáveis e não conflitarem diretamente com as leis civis locais, são absolutamente compulsórias para todos os crentes e instituições bahá’ís, seja no Oriente, seja no Ocidente. Algumas ... leis deveriam ser consideradas por todos os crentes como sendo de universal e vital aplicação nos dias de hoje. Outras foram formuladas em antecipação a um estágio da sociedade destinado a emergir das condições caóticas que prevalecem na atualidade... O que não tiver sido formulado no Aqdas deverá ser promulgado pela Casa Universal de Justiça — bem como detalhes ou questões secundárias que surjam da aplicação das leis já formuladas por Bahá’u’lláh. Essa instituição pode complementar, mas jamais anular ou modificar no mínimo grau, aquilo que Bahá’u’lláh já formulou. Tampouco tem o Guardião qualquer direito de diminuir o efeito compulsório das cláusulas de um Livro tão fundamental e sagrado, muito menos de ab-rogá-las.
A publicação desta tradução não aumenta o número de leis obrigatórias aos bahá’ís. Quando for considerado oportuno, a comunidade bahá’í será informada de quais leis adicionais passam a ter caráter obrigatório para os crentes, ocasião em que será fornecida toda a guia ou legislação suplementar necessária à aplicação daquelas leis.
Em geral, as leis do Kitáb-i-Aqdas são expostas de forma sucinta. Observa-se exemplo dessa concisão no fato de muitas delas serem apresentadas apenas com relação aos homens. Os escritos do Guardião, contudo, evidenciam que quando Bahá’u’lláh apresenta uma lei como sendo do homem para com a mulher ela se aplica, mutatis mutandis, da mulher para com o homem, a menos que o contexto torne isso impossível. Por exemplo, o texto do Kitáb-i-Aqdas proíbe que um homem despose a mulher de seu pai (ou seja, sua madrasta) e o Guardião fez notar que, da mesma forma, é proibido a uma mulher casar com seu padrasto. Tal entendimento das implicações da Lei tem amplas conseqüências à luz do princípio bahá’í fundamental sobre a igualdade entre os sexos, e deveria ser tido em mente quando do estudo do Texto Sagrado. As diferenças entre homens e mulheres no tocante a certas características e funções é um fato inevitável da natureza e viabiliza seus papéis complementares em certas áreas da vida da sociedade; todavia, é significativo que ‘Abdu’l-Bahá tenha afirmado que nesta Dispensação “A igualdade entre homens e mulheres, exceto em aspectos insignificantes, foi plena e categoricamente proclamada.”
Já se fez menção da íntima relação existente entre o Kitáb-i-Aqdas e os Livros Sagrados das Dispensações passadas. Especialmente estreita é a relação com o Bayán, o Livro de Leis revelado pelo Báb, a qual é elucidada nos seguintes excertos de cartas escritas em nome do Guardião:
Shoghi Effendi sente que a unidade da Revelação Bahá’í como um corpo único que inclui a Fé do Báb deveria ser enfatizada... Não se deve divorciar a Fé do Báb da de Bahá’u’lláh. Apesar de os ensinamentos do Bayán terem sido ab-rogados e substituídos pelas leis do Kitáb-i-Aqdas, ainda assim, pelo fato de o Báb ser considerado o Precursor de Bahá’u’lláh, devemos entender que Sua Dispensação e a de Bahá’u’lláh constituem em conjunto uma só entidade, sendo a primeira preparatória ao advento da segunda.
O Báb afirma que as Suas leis são provisórias e dependem da aceitação da futura Manifestação. É por isso que no Aqdas Bahá’u’lláh sanciona algumas das leis que se encontram no Bayán, enquanto modifica outras e coloca muitas de lado.
Da mesma forma como o Báb revelara o Bayán aproximadamente a meio curso de Seu Ministério, Bahá’u’lláh revelou o Kitáb-i-Aqdas por volta de 1873, cerca de vinte anos depois de haver recebido, no Síyáh-Chál de Teerã, o indício de Sua Revelação. Em uma de Suas Epístolas, Ele assinala que reteve o Aqdas por algum tempo após tê-lo revelado, antes que fosse enviado aos amigos no Irã. Shoghi Effendi assim relata o que sucedeu depois:
A formulação feita por Bahá’u’lláh, em Seu Kitáb-i-Aqdas, das leis fundamentais de Sua Dispensação, foi seguida, à medida que Sua Missão se aproximava do ocaso, pela enunciação de certos preceitos e princípios que jazem no próprio âmago de Sua Fé, pela reafirmação das verdades que Ele previamente proclamara, pelo detalhamento e elucidação de algumas das leis que já estabelecera, pela revelação de profecias e admoestações adicionais e pela promulgação de mandamentos subsidiários destinados a complementar as prescrições de Seu Livro Sacratíssimo. Estes foram registrados em inúmeras Epístolas, as quais Ele continuou a revelar até os últimos dias de Sua vida terrena...
Entre tais obras está Perguntas e Respostas, uma compilação feita por Zaynu’l-Muqarrabín, o mais eminente dentre os copistas das Escrituras de Bahá’u’lláh. Consistindo das respostas reveladas por Bahá’u’lláh às dúvidas que Lhe foram apresentadas por vários crentes, ela constitui um inestimável apêndice do Kitáb-i-Aqdas. Em 1978, as mais destacadas das demais Epístolas desta natureza foram publicadas em inglês na forma de uma compilação intitulada Epístolas de Bahá’u’lláh Reveladas Após o Kitáb-i-Aqdas*.
Alguns anos após a revelação do Kitáb-i-Aqdas, Bahá’u’lláh fez com que algumas cópias manuscritas fossem enviadas aos bahá’ís do Irã e no ano 1308 A.H.** (1890-91 A.D.), já no fim de Sua vida, providenciou a publicação do texto árabe original do Livro, em Bombaim.
Deve-se também dizer algo a respeito do estilo de linguagem adotado para a versão em língua inglesa do Kitáb-i-Aqdas. Bahá’u’lláh possuía um soberbo domínio do árabe e preferiu o emprego dessa língua naquelas Epístolas e demais Escritos onde a exatidão de significado que lhe é característica era particularmente apropriada à apresentação de princípios basilares. Afora a escolha da língua propriamente dita, porém, o estilo empregado é de um caráter excelso e emotivo, intensamente arrebatador, em especial para aqueles familiarizados com a grande tradição literária da qual ele se originou. Ao entregar-se à tarefa de tradução, Shoghi Effendi enfrentou o desafio de encontrar em inglês um estilo que não apenas transmitisse fielmente a precisão de significado do texto, mas também despertasse no leitor o espírito de reverência meditativa, que é característica marcante do contato com o texto original. A forma de expressão escolhida por ele evoca o estilo empregado pelos tradutores da Bíblia no século dezessete e capta o nobre estilo do árabe de Bahá’u’lláh, ao mesmo tempo em que se mantém acessível ao leitor de nossos dias. Suas traduções, além do mais, são iluminadas pela compreensão inspirada, que lhe era singular, do sentido e das implicações dos originais.
Tanto o árabe quanto o inglês são idiomas com rico vocabulário e variadas formas de expressão, ainda assim, diferem grandemente na forma. O árabe empregado no Kitáb-i-Aqdas caracteriza-se por sua forma concisa e vigorosamente condensada. É típico deste estilo não explicitar uma conotação assumida como óbvia. Isso apresenta uma dificuldade para o leitor cujas referências culturais, religiosas e literárias são inteiramente diferentes das do árabe. A tradução literal de uma passagem que no árabe é clara poderia resultar num texto obscuro em inglês. Por esse motivo, torna-se necessário incluir na tradução inglesa dessas passagens aquele elemento da frase em árabe que está implícito de forma óbvia no original. Ao mesmo tempo, é vital cuidar que tal processo não seja extrapolado a ponto de resultar no aditamento injustificado do original, ou de lhe restringir o significado. Alcançar o equilíbrio correto entre beleza e clareza de expressão, por um lado, e literalidade, por outro, foi uma das principais dificuldades com as quais os tradutores tiveram de se defrontar e exigiu que se reconsiderasse repetidamente a versão de certos trechos. Outro aspecto fundamental é a implicação legal de certos termos árabes, que possuem uma gama de significados diferentes daqueles termos similares em inglês.
Excepcional cuidado e fidelidade são, evidentemente, requisitos da tradução de Escrituras Sagradas. Isso é sumamente importante no caso de um Livro de Leis, onde é vital que o leitor não seja induzido em erro nem levado a disputas infrutíferas. Como fora previsto, a tradução do Livro Sacratíssimo revelou-se tarefa de suma dificuldade, exigindo consulta com especialistas de diversos países. Como Shoghi Effendi já traduzira cerca de um terço do texto, foi necessário esforço por alcançar-se três qualidades na tradução das passagens restantes: exatidão de sentido, beleza na expressão em inglês e estilo em conformidade com aquele utilizado por Shoghi Effendi.
Estamos convencidos de que a tradução alcançou um patamar que representa uma versão aceitável do original. Entretanto, indubitavelmente ela dará margem a perguntas e sugestões que poderão jogar mais luz sobre o seu conteúdo. Somos profundamente gratos pelos esforços diligentes e meticulosos dos membros dos Comitês aos quais entregamos a tarefa de preparar e revisar esta tradução do Aqdas e de compor as notas. Estamos confiantes de que esta primeira edição autorizada em inglês do Kitáb-i-Aqdas permitirá que seus leitores obtenham ao menos um vislumbre do esplendor do Livro-Mater da Dispensação Bahá’í.
O mundo em que vivemos ingressou no âmago sombrio de uma época de fundamental transformação, que supera tudo já experimentado em sua tumultuada história. Os povos do mundo, de qualquer raça, nação ou crença, estão sendo desafiados a subordinar todas as lealdades menores e identidades restritivas à sua condição de unidade como cidadãos de uma única pátria planetária. Nas palavras de Bahá’u’lláh: “O bem-estar da humanidade, sua paz e segurança, são inatingíveis, a não ser que primeiro se estabeleça firmemente a sua unidade.” Que a publicação desta tradução do Kitáb-i-Aqdas conceda impulso adicional à concretização dessa visão universal, abrindo as perspectivas de uma regeneração global.

A CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA
CENTRO MUNDIAL BAHÁ’Í
HAIFA, ISRAEL


DESCRIÇÃO DO
KITÁB-I-AQDAS
POR SHOGHI EFFENDI

RETIRADA DE “A PRESENÇA DE DEUS”,
SEU RELATO HISTÓRICO DO PRIMEIRO SÉCULO BAHÁ’Í


ÍMPAR E ESTUPENDA, ESSA PROCLAMAÇÃO mostrou-se afinal tão somente um prelúdio de uma revelação ainda mais vigorosa do poder criador de seu Autor e daquilo que talvez bem mereça distinguir-se como o ato mais extraordinário de Seu ministério — a promulgação do Kitáb-i-Aqdas. Já aludido no Kitáb-i-Íqán, principal repositório daquela Lei que o Profeta Isaías previra e que o autor do Apocalipse descrevera como o “novo céu” e a “nova terra”, como o “Tabernáculo de Deus”, a “Cidade Santa”, a “Noiva”, a “Nova Jerusalém que desce do céu, vinda de Deus”, este “Livro Sacratíssimo”, cujas cláusulas devem permanecer invioladas por não menos de mil anos e cujo sistema abarcará o planeta inteiro, bem pode ser considerado como a mais brilhante emanação da mente de Bahá’u’lláh, como o Livro-Mater de Sua Dispensação e a Carta Magna de Sua Nova Ordem Mundial.
Revelado logo após Bahá’u’lláh ser transferido para a casa de ‘Údí Khammár (cerca de 1873), numa época em que ainda estava cercado pelas tribulações que O afligiram, devido aos atos cometidos pelos inimigos e pelos que se professavam seguidores de Sua Fé, este Livro, este relicário que encerra as jóias inestimáveis de Sua Revelação, sobressai, em virtude dos princípios que inculca, das instituições administrativas que prescreve e da função com a qual investe o Sucessor nomeado de seu Autor, como único e incomparável entre as Sagradas Escrituras do mundo. Pois, diferentemente do Velho Testamento e dos Livros Sagrados que o precederam, nos quais os preceitos efetivamente proferidos pelo próprio Profeta não podem ser encontrados; distintamente dos Evangelhos, nos quais as poucas declarações atribuídas a Jesus Cristo não fornecem nenhuma orientação clara quanto à administração futura dos assuntos de Sua Fé; diversamente mesmo do Alcorão, o qual, embora explícito nas leis e preceitos formulados pelo Apóstolo de Deus, silencia sobre o importantíssimo assunto da sucessão, o Kitáb-i-Aqdas, revelado do começo ao fim pelo próprio Autor da Dispensação, não só preserva para a posteridade as leis e preceitos básicos sobre os quais deverá assentar-se a estrutura de Sua futura Ordem Mundial, mas também estatui, além da função de interpretação que confere a Seu Sucessor, as indispensáveis instituições através das quais, tão-somente, a integridade e a unidade de Sua Fé podem ser salvaguardadas.
Nessa Carta Magna da futura civilização mundial, o seu Autor — ao mesmo tempo o Juiz, o Legislador, o Unificador e o Redentor da humanidade — anuncia aos reis da terra a promulgação da “Lei Suprema”; chama-os por vassalos e Se proclama o “Rei dos Reis”; nega qualquer intenção de tomar-lhes os reinos; reserva para Si próprio o direito de “conquistar e possuir os corações dos homens”; adverte as autoridades eclesiásticas do mundo para que não julguem o “Livro de Deus” segundo as normas correntes entre eles; e afirma que o próprio Livro é a “Balança Infalível” estabelecida entre os homens. Nele, formalmente estabelece a instituição da “Casa de Justiça”, define-lhe as funções, fixa-lhe as receitas e denomina os seus membros “Homens de Justiça”, “Mandatários de Deus”, “Fidedignos do Todo-Misericordioso”; faz alusão ao futuro Centro do Seu Convênio e investe-O no direito de interpretar Sua Sagrada Escritura; antecipa, por inferência, a Instituição da Guardiania; atesta o efeito revolucionador da Sua Ordem Mundial; enuncia a doutrina da “Infalibilidade Suprema” do Manifestante de Deus; afirma ser essa infalibilidade direito inerente e exclusivo do Profeta; e descarta a possibilidade do aparecimento de outro Manifestante antes do decurso de pelo menos mil anos.
Neste Livro, além disso, Ele ordena as orações obrigatórias; especifica a época e a duração do jejum; proíbe preces congregacionais, exceto pelos mortos; fixa o Qiblih; institui o Huqúqu’lláh (o Direito de Deus); formula a lei da herança; ordena a instituição do Mashriqu’l-Adhkár; estabelece as Festas de Dezenove Dias, os festivais bahá’ís e os Dias Intercalares; abole a instituição do clero; proíbe a escravidão, o ascetismo, a mendicância, o monasticismo, o sacramento da penitência, o uso de púlpitos e o beija-mão; preceitua a monogamia; condena a crueldade para com os animais, a indolência e a ociosidade, a maledicência e a calúnia; censura o divórcio; proíbe o jogo de azar, o uso do ópio, do vinho e de outras bebidas inebriantes; especifica as penas para homicídio, incêndio criminoso, adultério e roubo; enfatiza a importância do casamento e estabelece-lhe as condições essenciais; impõe a obrigação do trabalho em algum ofício ou profissão e eleva tal ocupação ao grau de adoração; enfatiza a necessidade de se proverem os meios para a educação das crianças; e exige que cada pessoa redija um testamento e obedeça rigorosamente ao governo.
Ao lado dessas cláusulas, Bahá’u’lláh exorta Seus seguidores a associarem-se com amizade, concórdia e sem discriminação aos adeptos de todas as religiões; previne-os contra o fanatismo, a sedição, o orgulho, o conflito e a contenda; inculca neles limpeza imaculada, absoluta veracidade, castidade imaculada, fidedignidade, hospitalidade, lealdade, cortesia, tolerância, justiça e eqüidade; aconselha-os a serem “como os dedos de uma só mão e os membros do mesmo corpo”; exorta-os a levantar-se para servir-Lhe a Causa; e assegura-lhes Sua ajuda indubitável. Ele, além disso, comenta sobre a instabilidade dos assuntos humanos; declara que a verdadeira liberdade consiste na submissão do homem aos Seus mandamentos; adverte-os para que não sejam indulgentes na aplicação de Seus preceitos; ordena os dois deveres inseparáveis de reconhecer o “Alvorecer da Revelação de Deus” e de observar todos os preceitos por Ele revelados, nenhum dos quais, afirma, é aceitável sem o outro.
O significativo chamamento dirigido aos Presidentes das Repúblicas do Continente Americano para aproveitarem a oportunidade a eles oferecida pelo Dia de Deus e patrocinar a causa da justiça; a injunção aos parlamentares em todo o mundo, instando-os à adoção de uma língua e de uma escrita universais; Suas advertências a Guilherme I, o vencedor de Napoleão III; a reprimenda que dirige a Francisco José, o Imperador da Áustria; Sua referência “aos lamentos de Berlim” na apóstrofe em que invoca as “margens do Reno”; Sua condenação ao “trono da tirania” estabelecido em Constantinopla e Sua profecia da extinção do “esplendor ostensivo” dessa cidade e das tribulações destinadas a se abater sobre os seus habitantes; as palavras de ânimo e conforto que dirige à Sua cidade natal, assegurando-lhe de que Deus a elegera para ser a “fonte de júbilo para toda a humanidade”; Sua profecia de que “a voz dos heróis de Khorásán” se erguerá para a glorificação de seu Senhor; Sua asserção de que homens “dotados de suprema bravura” serão levantados em Kirmán para fazer menção dEle; e, finalmente, a magnânima garantia que Ele dá a um irmão pérfido, que O afligira com angústia medonha, de que um Deus “que sempre perdoa” e “Todo-Generoso” lhe perdoaria as iniqüidades se ele tão-somente se arrependesse — tudo isso enriquece ainda mais o conteúdo de um Livro descrito pelo próprio Autor como “a fonte da verdadeira felicidade”, como a “Balança Infalível”, como o “Caminho Reto” e como o “ressuscitador da humanidade”.
As leis e mandamentos que constituem o principal tema desse Livro, Bahá’u’lláh, ademais, especificamente descreveu como “o alento de vida para todas as coisas criadas”, como “o mais poderoso baluarte”, como os “frutos” de Sua “Árvore”, como “os instrumentos supremos para a manutenção da ordem no mundo e a segurança de seus povos”, como “as lâmpadas da Sua sabedoria e amorosa providência”, como a “doce fragrância de Seu manto”, como as “chaves” de Sua “clemência” para as Suas criaturas. “Este Livro”, Ele Próprio testifica, “é um céu que adornamos com as estrelas de Nossos mandamentos e proibições”. “Bem-aventurado é o homem”, Ele, além disso, declarou, “que o lê e medita sobre os versículos nele inscritos por Deus, o Senhor de Poder, o Todo-Poderoso. Dize, ó homens! segurai-o com a mão da resignação... Por Minha vida! Ele foi enviado de uma maneira que pasma as mentes dos homens. Verdadeiramente, ele é o Meu mais momentoso testemunho a todos os povos e a prova do Todo-Misericordioso a todos os que estão no céu e todos os que estão na terra”. E ainda mais: “Bem-aventurado o paladar que lhe saboreia a doçura, o olhar penetrante que reconhece o que ali está entesourado e o coração compreensivo que lhe entende as alusões e os mistérios. Por Deus! Tal é a majestade do que foi ali revelado e tão tremenda a revelação de suas alusões veladas, que a própria voz estremece ao tentar descrevê-las.” E, finalmente: “De tal maneira foi o Kitáb-i-Aqdas revelado que atrai e abrange todas as Dispensações de origem divina. Bem-aventurados os que o lêem atentamente! Bem-aventurados os que o assimilam! Bem-aventurados os que sobre ele meditam! Bem-aventurados os que ponderam sobre o seu significado! Tão vasto é o seu alcance que abarcou todos os homens antes que eles disso se apercebessem. Dentro em breve a sua força soberana, a sua influência penetrante e a grandeza de seu poder manifestar-se-ão sobre a face da terra”.


O Kitáb-i-Aqdas

EM NOME DO SOBERANO SUPREMO DE TUDO O QUE FOI E DE TUDO O QUE SERÁ

1. O primeiro dever prescrito por Deus a Seus servos é o reconhecimento dAquele que é o Alvorecer de Sua Revelação e a Fonte de Suas leis, Aquele que representa a Deidade tanto no Reino de Sua Causa como no mundo da criação. Quem cumpre esse dever atinge todo o bem, e quem dele se priva conta-se entre os extraviados, mesmo que seja o autor de todos os atos retos. Cumpre a cada um que alcança esse mais sublime grau, esse ápice de transcendente glória, observar todos os mandamentos dAquele que é o Desejo do mundo. Esses deveres gêmeos são inseparáveis. Um não é aceitável sem o outro. Assim decretou Aquele que é o Manancial da inspiração divina.
2. Aqueles que Deus dotou de discernimento prontamente reconhecerão que os preceitos por Ele estabelecidos constituem os instrumentos supremos para a manutenção da ordem no mundo e a segurança de seus povos. Quem deles se desvia conta-se entre os abjetos e insensatos. Verdadeiramente, Nós vos ordenamos resistir aos ditames das vossas más paixões e desejos corruptos e não transpor os limites que a Pena do Altíssimo fixou, pois são o alento de vida para todas as coisas criadas. Os mares da sabedoria divina e das palavras de Deus encapelaram-se ao sopro da brisa do Todo-Misericordioso. Apressai-vos por saciar vossa sede, ó homens de compreensão! Os que violaram o Convênio de Deus desobedecendo-Lhe os mandamentos, e voltaram-Lhe as costas, esses cometeram erro deplorável aos olhos de Deus, o Possuidor de tudo, o Altíssimo.
3. Ó vós, povos do mundo! Sabei com certeza que Meus mandamentos são as lâmpadas de Minha amorosa providência entre os Meus servos e as chaves de Minha clemência para as Minhas criaturas. Eis o que se fez descer do céu da Vontade de vosso Senhor, o Senhor da Revelação. Se algum homem saboreasse a doçura das palavras que os lábios do Todo-Misericordioso decidiram pronunciar, ele renunciaria aos tesouros da terra, mesmo que os possuísse todos, a fim de vindicar a verdade de ao menos um dos Seus mandamentos, os quais se irradiam da Aurora de Sua benevolência e de Seu generoso cuidado.
4. Dize: De Minhas leis pode-se inalar a doce fragrância de Meu manto e com sua ajuda os pendões da Vitória cravar-se-ão sobre os mais altos picos. A Língua de Meu poder, do céu de Minha glória onipotente, dirigiu à Minha criação estas palavras: “Observai os Meus Mandamentos por amor à Minha beleza.” Feliz o apaixonado que dessas palavras inalou a fragrância divina de seu Mais-Amado, plenas que são do perfume de uma graça indizível. Por Minha vida! Quem sorver o vinho seleto da eqüidade, oferecido pelas mãos de Meu generoso favor, mover-se-á em torno de Meus mandamentos, que brilham sobre o Horizonte de Minha criação.
5. Não penseis que Nós vos revelamos um mero código de leis. Não! mais do que isso: deslacramos o Vinho seleto com os dedos da grandeza e do poder. Disso dá testemunho o que a Pena da Revelação manifestou. Meditai sobre isso, ó homens de discernimento!
6. Nós vos ordenamos a Oração Obrigatória, com nove rak’ahs, a ser oferecida a Deus, o Revelador de Versículos, ao meio-dia e pela manhã e ao anoitecer. Dispensamo-vos de um maior número por meio de um decreto do Livro de Deus. Ele, veramente, é o Ordenador, o Onipotente, o Irrestrito. Quando desejardes ofertar essa prece, volvei-vos à Corte de Minha Sacratíssima Presença, este Lugar Consagrado que Deus fez o Centro em cujo redor circula a Assembléia do alto, e decretou como o Ponto de Adoração para os habitantes das Cidades da Eternidade e a Fonte de Comando para todos no céu e na terra. E quando o Sol do Verbo e da Verdade Se puser, volvei as faces ao Lugar que vos ordenamos. Ele é, em verdade, Poderosíssimo e Onisciente.
7. Tudo o que é veio a ser através de Seu decreto irresistível. Sempre que Minhas leis aparecem, como o sol no firmamento de Minhas palavras, devem ser obedecidas fielmente por todos, ainda que Meu decreto seja de tal natureza que faça romper-se o céu de cada religião. Ele age como Lhe apraz. Decide, e ninguém pode questionar-Lhe a escolha. Em verdade, ama-se exatamente o que quer que o Bem-Amado ordene. Disso dá-Me testemunho o Senhor de toda a criação. Quem inalou a doce fragrância do Todo-Misericordioso, e reconheceu a Origem dessas palavras, acolherá com os próprios olhos os dardos do inimigo, a fim de firmar entre os homens a verdade das leis de Deus. Feliz quem a isso se volveu, e apreendeu o significado do Seu decreto decisivo.
8. Expusemos os detalhes da oração obrigatória em outra Epístola. Bem-aventurado quem observa o que lhe foi ordenado por Aquele que rege toda a humanidade. Na Oração de Finados seis passagens específicas desceram da parte de Deus, o Revelador de Versículos. Quem souber ler, recite o que foi revelado para anteceder tais passagens; quem não puder fazê-lo é dispensado por Deus dessa exigência. Em verdade Ele é o Poderoso, o Indulgente.
9. Pêlos de animais não vos invalidam a oração, nem nada que já não tenha espírito, como ossos e coisas semelhantes. Podeis vestir pele de zibelina, assim como usais a de castor, de esquilo e de outros animais. A proibição de seu uso não provém do Alcorão, mas das interpretações errôneas dos doutos religiosos. Ele, em verdade, é o Todo-Glorioso, o Conhecedor de tudo.
10. Nós vos ordenamos orar e jejuar desde o início da maturidade. É esse o mandamento de Deus, vosso Senhor e Senhor de vossos antepassados. Por dádiva Sua, Ele disso isentou os debilitados por doença ou idade. Ele é o Perdoador, o Generoso. Deus consentiu que vos prostrásseis sobre qualquer superfície limpa, pois no tocante a isso revogamos a restrição que fora estabelecida no Livro. Deveras, Deus conhece aquilo do qual nada sabeis. Se não encontrardes água para a ablução, repeti cinco vezes as palavras: “Em Nome de Deus, o Mais Puro, o Mais Puro”, prosseguindo então o vosso ato devocional. Assim ordena o Senhor de todos os mundos. Nas regiões onde os dias e as noites se alongam, determinem-se os horários de oração através de relógios e de outros instrumentos que marcam o passar das horas. Ele, verdadeiramente, é o Explanador, o Sábio.
11. Nós vos desobrigamos da prática da Oração dos Sinais. Ocorrendo eventos naturais assustadores, recordai-vos do poder e da majestade de vosso Senhor, Aquele que tudo ouve e tudo vê, e dizei: “O domínio é de Deus, o Senhor do visível e do invisível, o Senhor da criação”.
12. Ordenou-se que a oração obrigatória seja recitada individualmente. Com exceção da Oração de Finados, a prática da oração congregacional foi anulada. Ele, em verdade, é o Ordenador, o Onissapiente.
13. Deus eximiu as mulheres, durante as suas regras, da oração obrigatória e do jejum. Que elas, em vez disso, façam as suas abluções e então rendam louvores a Deus repetindo noventa e cinco vezes “Glorificado seja Deus, o Senhor de Esplendor e Beleza” entre um meio-dia e outro. Assim foi decretado no Livro, se sois dos que compreendem.
14. Quando em viagem, caso pareis para descansar em um pouso seguro, prostrai-vos, homens ou mulheres, uma vez para cada Oração Obrigatória não proferida e enquanto prostrados dizei: “Glorificado seja Deus, o Senhor de Majestade e Poder, de Graça e Generosidade”. Quem não puder fazê-lo, basta que diga: “Glorificado seja Deus”. Seguramente, mais que isso não lhe é necessário. Em verdade, Ele é o Deus todo-suficiente, sempiterno, perdoador e compassivo. Findadas as prostrações, sentai-vos, homens ou mulheres, com as pernas entrecruzadas, e dezoito vezes repeti: “Glorificado seja Deus, o Senhor dos reinos da terra e do céu”. Dessa maneira o Senhor torna claras as veredas da verdade e da guia, veredas que conduzem a uma única via, a qual é este Caminho Reto. Agradecei a Deus por esse favor generosíssimo; louvai-O por essa graça que abarcou os céus e a terra; exaltai-O por essa mercê que permeou toda a criação.
15. Dize: Deus fez Meu amor oculto ser a chave do Tesouro, se o pudésseis perceber! Não fosse a chave, eternamente oculto permaneceria o Tesouro, se o pudésseis crer! Dize: É esta a Fonte da Revelação, o Nascente do Esplendor cuja fulgência iluminou os horizontes do mundo, se apenas pudésseis compreender! É este, em verdade, aquele Decreto imutável através do qual se promulgou todo decreto irrevogável.
16. Ó Pena do Altíssimo! Dize: Ó povos do mundo! Nós vos ordenamos jejuar durante breve período, e vos destinamos ao seu término o Naw-Rúz como uma festa. Assim brilhou o Sol da Expressão sobre o horizonte do Livro, conforme determinara Aquele que é o Senhor do princípio e do fim. Os dias que excedem aos meses devem antepor-se ao mês do jejum. Nós ordenamos que eles, entre todos os dias e noites, sejam as manifestações da letra Há; por essa razão não foram confinados aos limites do ano e de seus meses. Ao longo desses dias, incumbe ao povo de Bahá prover festivamente alimento para si e para os seus, e também para os pobres e necessitados; incumbe-lhes aclamar e glorificar o Senhor com regozijo e júbilo, e entoar o Seu louvor e exaltar o Seu Nome. E quando findarem — esses dias de doação que precedem o período de abstinência —, iniciem eles o Jejum. Assim ordenou Aquele que é o Senhor de toda a humanidade. Nem o viajante, nem o enfermo, nem a mulher grávida ou a que amamenta são obrigados a guardar o Jejum. Deus dispensou-os em sinal de Sua graça. Deveras, Ele é o Onipotente, o Mais Generoso.
17. São essas as prescrições de Deus que a Sua Pena Excelsa assentou nos Livros e Epístolas. Fazei-vos firmes em Suas leis e mandamentos e não sejais daqueles que, por seguirem suas vãs fantasias e imaginações fúteis, se aferraram aos padrões por eles mesmos fixados e lançaram ao pó os estabelecidos por Deus. Abstende-vos de alimento e de bebida do nascer ao pôr-do-sol, e acautelai-vos para que o desejo não vos prive dessa graça prescrita no Livro.
18. Ordena-se a cada um dos crentes em Deus, o Senhor do Juízo, que todos os dias, após abluir as mãos e a face, sente-se e então, volvendo-se para Deus, repita “Alláh’u’Abhá” noventa e cinco vezes. Assim decretou o Criador dos Céus quando com majestade e poder assentou-Se nos tronos de Seus Nomes. De modo igual, efetuai abluções para a Oração Obrigatória. É esse o mandado de Deus, o Incomparável, o Irrestrito.
19. Proibiu-se-vos o assassinato e o adultério, a maledicência e a calúnia. Evitai, pois, o que vos foi vedado nos Livros e Epístolas sagrados.
20. Dividimos a herança em sete categorias: aos filhos destinamos nove partes, compreendendo 540 quotas; à esposa, oito partes, compreendendo 480 quotas; ao pai, sete partes, ou 420 quotas; à mãe, seis partes, ou 360 quotas; aos irmãos, cinco partes, ou 300 quotas; às irmãs, quatro partes, ou 240 quotas; e aos professores três partes, ou 180 quotas. Assim estabelecera Meu Precursor, Aquele que Me exalta o Nome nas horas noturnas e ao romper da aurora. Quando ouvimos o clamor dos filhos ainda não nascidos, Nós duplicamo-lhes as quotas e reduzimos as dos demais. Ele, em verdade, pode ordenar tudo o que deseja e realiza a Sua vontade em virtude do Seu soberano poder.
21. Caso o falecido não deixe descendentes, as quotas que lhes caberiam reverterão para a Casa de Justiça, para que os Mandatários do Todo-Misericordioso expendam-nas em prol dos órfãos e das viúvas e de tudo o que beneficie o povo em geral, a fim de que todos rendam graças ao Senhor, o Todo-Generoso, o Perdoador.
22. Havendo descendentes, mas nenhuma das demais categorias de herdeiros especificadas no Livro, eles receberão dois terços do espólio e o terço restante reverterá para a Casa de Justiça. É esse o mandamento dado, em majestade e glória, por Aquele que tudo possui, o Altíssimo.
23. Caso não haja nenhum dos herdeiros já mencionados, mas havendo sobrinhos e sobrinhas entre os parentes do morto, seja pelo irmão, seja pela irmã, a eles passarão dois terços da herança. Na falta deles, passarão aos tios e tias paternos e maternos e, em seguida, aos respectivos filhos e filhas. Em qualquer caso, o terço restante do espólio reverterá para a Sede da Justiça. Assim estabeleceu no Livro Aquele que rege todos os homens.
24. Se ao falecido não sobreviverem nenhum dos citados pela Pena do Altíssimo, os seus bens, na sua totalidade, reverterão para a Sede acima mencionada, de modo a ser despendido naquilo prescrito por Deus. Ele, verdadeiramente, é o Ordenador, o Onipotente.
25. Nós destinamos a residência e as roupas pessoais do falecido à descendência masculina, não à feminina nem aos demais herdeiros. Ele, em verdade, é o Munificente, o Todo-Generoso.
26. Se o filho do morto tiver falecido ainda durante os dias de seu pai, seus filhos, se os tiver, herdarão a parte que caberia ao pai deles conforme prescrito no Livro de Deus. Dividi entre eles, com justiça perfeita, a parte que lhes cabe. Assim encapelaram-se as vagas do Oceano da Expressão, vertendo as pérolas das leis decretadas pelo Senhor de toda a humanidade.
27. Caso o falecido deixe filhos de menor idade, a porção da herança que lhes cabe deve ser confiada a um indivíduo fidedigno, ou a uma firma, para ser investida em nome deles no comércio, ou em negócios, até que atinjam a maioridade. O curador receberá uma parte justa dos lucros obtidos com tais investimentos.
28. A partilha dos bens deverá ocorrer somente após pagar-se o Huqúqu’lláh, saldarem-se eventuais débitos, cobrirem-se as despesas do funeral e do sepultamento, e garantir-se que o finado seja conduzido ao derradeiro lugar de repouso com dignidade e honra. Assim ordenou Aquele que é o Senhor do princípio e do fim.
29. Dize: Este é aquele conhecimento oculto que jamais há de mudar, pois inicia-se com o nove, o símbolo que representa o Nome oculto e manifesto, inviolável e inacessivelmente excelso. Quanto ao que reservamos aos filhos, trata-se de uma bênção que Deus lhes conferiu, para que rendam graças ao seu Senhor, o Compassivo, o Misericordioso. Estas são, verdadeiramente, as Leis de Deus; não as transgridais por força de vossos desejos egoístas e impuros. Atendei às injunções que vos foram impostas por Aquele que é a Aurora da Expressão. Os sinceros entre os Seus servos hão de considerar os preceitos de Deus como a Água da Vida para os seguidores de todas as crenças, e a Lâmpada da sabedoria e da amorosa providência para todos os que habitam a terra e o céu.
30. O Senhor vosso Deus ordenou que em cada cidade se estabeleça uma Casa de Justiça onde se reúnam conselheiros em número de Bahá, não havendo mal se tal número for excedido. Eles devem considerar que estão entrando na Corte da presença de Deus, o Excelso, o Altíssimo, e que contemplam Aquele que é o Invisível. Compete-lhes ser os fidedignos do Misericordioso entre os homens, e considerar a si mesmos como os guardiães, nomeados por Deus, de todos os habitantes da terra. Incumbe-lhes consultar em conjunto e cuidar dos interesses dos servos de Deus, por amor a Ele, da mesma forma como cuidam dos seus próprios interesses, e devem escolher o que for digno e apropriado. Assim vos ordenou o Senhor vosso Deus, o Perdoador, o Excelso. Acautelai-vos para não rejeitar o que está claramente revelado em Sua Epístola. Temei a Deus, ó vós que percebeis.
31. Ó povos do mundo! Edificai, em todas as terras, casas de adoração em nome dAquele que é o Senhor de todas as religiões. Fazei-as tão perfeitas quanto possível no mundo do ser, e adornai-as com aquilo que lhes é apropriado, não com imagens nem efígies. Então, com radiância e alegria, celebrai ali o louvor de vosso Senhor, o Mais Compassivo. Em verdade, com Sua lembrança os olhos se alegram e o coração se enche de luz.
32. Deus ordenou a peregrinação à Casa sagrada àqueles de vós que puderem realizá-la. Por misericórdia de Sua parte, Ele disso dispensou as mulheres. Em verdade, é o Todo-Generoso, o Munificentíssimo.
33. Ó povo de Bahá! Incumbe a cada um de vós ocupar-se com algum trabalho, seja um ofício, um comércio ou algo semelhante. Enaltecemos vosso empenho nesse trabalho ao grau de adoração ao Deus Uno e Verdadeiro. Ponderai, ó povo, sobre a mercê e as bênçãos do vosso Senhor, e rendei-Lhe graças ao anoitecer e ao raiar do dia. Não desperdiceis vossas horas com indolência e preguiça, mas sim ocupai-vos com aquilo que a vós e aos outros beneficiará. Assim decretou-se nesta Epístola em cujo horizonte brilhou o sol da sabedoria e da explanação. Dentre todos os homens, os mais desprezíveis aos olhos de Deus são os que se sentam e mendigam. Segurai-vos firmemente à corda dos recursos e colocai vossa confiança em Deus, o Provedor de todos os recursos.
34. No Livro proibiu-se o beija-mão. Deus, o Senhor de glória e autoridade, tornou ilícita essa prática. A ninguém é permitido buscar em outra alma a absolvição: seja a penitência entre vós e Deus. Ele, em verdade, é o Perdoador, o Generoso, o Clemente, Aquele que absolve o arrependido.
35. Ó vós, servos do Misericordioso! Levantai-vos para servir à Causa de Deus de tal modo que vos não aflijam as preocupações e tristezas causadas pelos que desacreditaram no Alvorecer dos Sinais de Deus. Ao cumprir-se a Promessa e manifestar-Se o Prometido, divergências surgiram entre os povos da terra e cada qual seguiu sua própria fantasia e imaginações fúteis.
36. Entre os homens há um que se senta entre as sandálias junto à porta, mas no íntimo cobiça o lugar de honra. Dize-lhe: Ó fútil e insensato, que espécie de homem és, que te mostras outro? E entre os homens há um que tem a pretensão de conhecer o oculto, e o oculto dentro do oculto. Dize-lhe: Mentes! Por Deus! Realmente nada possuis senão cascas vazias que deixamos para ti como ossos para os cães. Pela retidão do Deus Uno e Verdadeiro! Se alguém lavasse os pés de toda a humanidade e adorasse a Deus nas florestas, nos vales e montanhas, em altas colinas e picos sublimes — sem deixar nem pedra nem árvore nem torrão de terra que não testemunhasse sua devoção —, mas dele não se inalasse a fragrância de Meu beneplácito, jamais Deus aceitaria as suas obras. Assim determinou Aquele que de todos é o Senhor. Quantos não foram os que se isolaram nas plagas da Índia, negando a si mesmos as coisas que Deus decretou lídimas, impondo-se austeridades e mortificações, e dos quais Deus, o Revelador de Versículos, não recordou. Não façais dos vossos atos armadilhas que aprisionem o objeto de vossa aspiração, e não vos priveis deste Objetivo Supremo pelo qual sempre ansiaram todos os que se aproximaram de Deus. Dize: Meu beneplácito é a própria vida de todos os atos, e todas as coisas dependem de Minha aceitação. Lede as Epístolas para que possais conhecer o propósito dos Livros de Deus, o Todo-Glorioso, o Sempre-Magnânimo. Quem atinge o Meu amor tem direito a um trono de ouro para sentar-se com honra acima do mundo inteiro. Quem disso se priva, ainda que se sente sobre o pó, este mesmo pó buscará refúgio em Deus, o Senhor de todas as Religiões.
37. Antes de expirado um milênio completo, quem afirmar ser portador de uma Revelação direta de Deus será seguramente um impostor mentiroso. Rogamos a Deus que, por Sua graça, o ajude a retratar-se e a repudiar tal pretensão. Se se arrepender, Deus sem dúvida o perdoará. Porém, se persistir em seu erro, é certo que Deus enviará quem o trate impiedosamente. Terrível, deveras, é Deus quando pune! Quem interpreta esse versículo senão em seu sentido óbvio está privado do Espírito de Deus e de Sua misericórdia que abarca toda a criação. Temei a Deus, e não sigais as vossas vãs fantasias. Segui, isto sim, o mandamento de vosso Senhor, o Todo-Poderoso, a Suma Sabedoria. Em breve, vozes clamorosas erguer-se-ão na maioria das terras. Evitai-as, ó Meu povo, e não sigais os iníquos e malévolos. Disso Nós vos prevenimos quando residíamos no Iraque, e depois quando na Terra do Mistério, e agora deste Lugar Resplandecente.
38. Não vos consterneis, ó povos do mundo, quando o sol de Minha beleza se puser e o céu de Meu tabernáculo se ocultar de vossos olhos. Levantai-vos para promover a Minha Causa e enaltecer Minha Palavra entre os homens. Somos convosco em todos os tempos e vos fortaleceremos com o poder da verdade. Verdadeiramente somos todo-poderoso. Quem Me reconhecer irá se levantar e servir-Me com tal determinação que os poderes da terra e do céu não lhe poderão frustrar o propósito.
39. Os povos do mundo estão em sono profundo. Despertassem eles de sua letargia, correriam ansiosos a Deus, o Conhecedor de tudo, o Sapientíssimo. Abandonariam tudo o que possuem, ainda que fossem todos os tesouros da terra, a fim de que seu Senhor deles Se lembrasse a ponto de lhes dirigir uma palavra que fosse. Assim vos instrui Aquele que tem o conhecimento das coisas ocultas, em uma Epístola que os olhos da criação jamais viram e que a ninguém se revela senão a Ele próprio, o onipotente Protetor de todos os mundos. Tão confusos estão na embriaguez de seus desejos perversos que são incapazes de reconhecer o Senhor de toda a existência, Cuja voz clama de todas as direções: “Não há outro Deus além de Mim, o Poderoso, o Sapientíssimo”.
40. Dize: Não vos regozijeis nas coisas que possuís; nesta noite são vossas, amanhã, de outros. Assim vos adverte Aquele que tudo conhece, O de tudo informado. Dize: Acaso podeis afirmar que vossos pertences sejam duradouros ou seguros? Não! por Mim próprio, o Todo-Misericordioso, não podeis fazê-lo, se sois dos que julgam com justeza. Os dias de vossas vidas fogem como um sopro de vento e toda a vossa pompa e glória passará, assim como passou a pompa e a glória dos que se foram antes de vós. Refleti, ó povo! Que foi feito dos vossos dias passados, dos vossos séculos perdidos? Felizes os dias que foram consagrados à lembrança de Deus, e bem-aventuradas as horas ocupadas em louvor Àquele que é o Sapientíssimo. Por Minha vida! Não há de perdurar nem a pompa dos poderosos nem a riqueza dos ricos nem tampouco a ascendência dos ímpios. Tudo perecerá através de uma palavra Sua. Ele, em verdade, é o Todo-Poderoso, o Predominante, o Onipotente. Que vantagem há nas coisas terrenas que os homens possuem? Daquilo que lhes trará proveito descuidaram completamente. Logo despertarão de seu sono e ver-se-ão incapazes de obter o que lhes escapou nos dias de seu Senhor, o Todo-Poderoso, o Todo-Louvado. Se o soubessem, renunciariam a tudo para que seus nomes fossem mencionados diante de Seu trono. Eles, em verdade, contam-se entre os mortos.
41. Entre os homens há um que se tornou orgulhoso da própria erudição e foi por isso impedido de reconhecer Meu Nome, o Absoluto. Quando escuta os passos das sandálias que o seguem ele se ensoberbece mais do que Ninrode. Dize: Ó rejeitado! Onde habita ele agora? Por Deus, no fogo do inferno! Dize: Ó assembléia de doutos da religião! Acaso não ouvis a voz penetrante de Minha Pena Excelsa? Acaso não vedes este Sol que brilha com esplendor refulgente sobre o Horizonte Todo-Glorioso? Por quanto tempo adorareis os ídolos de vossas más paixões? Abandonai vossos devaneios fúteis e volvei-vos a Deus, o vosso Senhor Eterno.
42. As dotações destinadas à caridade revertem para Deus, o Revelador de Sinais. A ninguém é dado o direito de delas dispor sem o consentimento dAquele que é a Aurora da Revelação. Tal jurisdição passará dEle aos Aghsán, e depois deles à Casa de Justiça — caso ela já esteja então estabelecida no mundo — para que empreguem tais verbas em prol dos Lugares que foram enaltecidos nesta Causa, e de tudo o que lhes foi ordenado por Ele que é o Deus de força e poder. De outro modo, as dotações reverterão ao povo de Bahá que não fala exceto por Sua permissão, nem julga senão em conformidade com o que Deus decretou nesta Epístola — ei-los! são entre o céu e a terra os paladinos da vitória! — para que as despendam segundo o que foi decretado no Livro por Deus, o Forte, o Munificente.
43. Não vos lamenteis nas horas de provação, nem nelas vos regozijeis: buscai o Meio-Termo que é a lembrança de Mim em vossas aflições e a reflexão sobre o que vos possa advir no futuro. Assim vos informa Aquele que é o Onisciente, o Cônscio.
44. Não rapeis as vossas cabeças. Deus adornou-as com cabelos e nisso há sinais da parte do Senhor da criação para os que refletem sobre os requisitos da natureza. Ele, verdadeiramente, é o Deus de força e sabedoria. Todavia, não é adequado deixar-se o cabelo ultrapassar o limite das orelhas. Assim ordenou Aquele que é o Senhor de todos os mundos.
45. Exílio e aprisionamento são decretados para o ladrão e, no terceiro delito, colocai-lhe uma marca na fronte, para que assim identificado não seja aceito nas cidades de Deus e em Seus países. Acautelai-vos para que a compaixão vos não faça negligentes no cumprimento das leis da religião de Deus. Executai o que vos ordenou o Compassivo, o Misericordioso. Nós vos instruímos com a vara da sabedoria e das leis, assim como um pai educa o filho, e isso apenas para a vossa própria proteção e o enobrecimento de vossa posição. Por Minha vida! Fôsseis desvendar o que desejamos para vós com a revelação de Nossas leis sagradas, imolaríeis as próprias almas por esta Fé santa, poderosa e excelsíssima.
46. Quem desejar fazer uso de utensílios de prata e de ouro está livre para fazê-lo. Guardai-vos de imergir as mãos no conteúdo de tigelas e pratos ao vos alimentardes. Adotai as maneiras mais acordes com o refinamento. Ele, em verdade, espera ver em vós os modos dos habitantes do Paraíso em Seu inatingível e mais sublime Reino. Conservai o refinamento sob todas as circunstâncias, para que se poupem os vossos olhos do que é repugnante tanto para vós quanto para os habitantes do Paraíso. Se alguém disso se aparta, no mesmo instante o seu ato se torna nulo; mas, havendo bons motivos, Deus escusá-lo-á. Ele, veramente, é o Magnânimo, o Mais Generoso.
47. Aquele que é a Aurora da Causa de Deus não compartilha com ninguém a Infalibilidade Suprema. Ele é, no reino da criação, a Manifestação de “Ele realiza tudo o que deseja”. Deus reservou para Si mesmo essa distinção, e a ninguém concedeu fração alguma de tão transcendente e sublime grau. É esse o decreto de Deus, até aqui oculto atrás do véu do mistério impenetrável. Nós o desvendamos nesta Revelação, e assim rompemos os véus dos que deixaram de reconhecer o que foi exposto no Livro de Deus, e que se incluíram entre os desatentos.
48. A todo o pai se ordenou a instrução do filho e da filha na arte de ler e escrever, e em tudo que se encontra registrado na Santa Epístola. Quanto àquele que desconsidera o que lhe foi prescrito: se tiver posses, os Mandatários tomarão dele o necessário para a instrução das crianças, caso contrário, entregue-se o assunto à Casa de Justiça. Verdadeiramente, fizemos dela um abrigo para os pobres e necessitados. Quem cria o seu próprio filho, ou o filho de outrem, é como se criasse um filho Meu; sobre ele repousem Minha glória, Minha ternura e Minha mercê, que envolveram o mundo inteiro.
49. Deus impôs uma multa de nove mithqáls de ouro a todo adúltero e adúltera, a ser paga à Casa de Justiça, e a ser aplicada em dobro caso repitam a ofensa. Essa é a pena que o Senhor dos Nomes reservou-lhes neste mundo; e no mundo do além Ele destinou-lhes um tormento humilhante. Se alguém se vê afligido por um pecado, que se arrependa e regresse ao seu Senhor. Ele, em verdade, concede perdão a quem Ele desejar e a ninguém é dado questionar o que Lhe apraz prescrever. Ele, em verdade, é O que sempre perdoa, o Todo-Poderoso, o Todo-Louvado.
50. Acautelai-vos para que os véus da glória não vos privem das águas cristalinas desta Fonte vivificante. Tomai nas mãos o cálice da salvação, nesta alvorada, em nome dAquele que faz o dia raiar, e sorvei vossa porção em louvor Àquele que é o Todo-Glorioso, o Incomparável.
51. Nós vos tornamos lícito ouvir música e canto. Atentai, porém, para que isso não vos leve a violar os limites do decoro e da dignidade. Seja vossa alegria a alegria que nasce de Meu Nome Supremo, Nome que enleva o coração e extasia as mentes de todos que de Deus se aproximaram. Nós, em verdade, fizemos da música uma escada para as vossas almas, um instrumento pelo qual se possam elevar ao reino nas alturas; não a empregueis, portanto, como asas para o ego e a paixão. Nós, verdadeiramente, não vos queremos contemplar entre os néscios.
52. Decretamos que uma terça parte de todas as multas seja destinada para a Sede da Justiça, e admoestamos os seus homens a observar pura justiça, para que despendam o que for assim acumulado em prol dos objetivos a eles prescritos por Aquele que é o Conhecedor de tudo, o Sapientíssimo. Ó vós, Homens de Justiça! Sede vós, no domínio de Deus, os pastores de Suas ovelhas e protegei-as dos lobos vorazes que aparecem disfarçados, do mesmo modo como defenderíeis vossos próprios filhos. Assim vos exorta o Conselheiro, o Fiel.
53. Surgindo entre vós divergências por qualquer causa, submetei-as a Deus enquanto o Sol ainda brilhar acima do horizonte deste Céu e, após o Seu ocaso, recorrei a tudo o que Ele manifestou. Isso, veramente, é suficiente aos povos do mundo. Dize: Que os vossos corações não se perturbem, ó povo, quando a glória de Minha Presença se retirar e se aquietar o oceano de minhas palavras. Em Minha Presença entre vós há uma sabedoria, e em Minha ausência há ainda outra, inescrutável a todos menos a Deus, o Incomparável, o Onisciente. Verdadeiramente, Nós vos observamos do Nosso reino de glória e ajudaremos todo aquele que se levantar para o triunfo de Nossa Causa, com as hostes da Assembléia do alto e uma legião de Nossos anjos prediletos.
54. Ó povos da terra! Deus, a Verdade Eterna, é Minha testemunha de que correntes de águas frescas e suaves jorraram das rochas em virtude da doçura das palavras pronunciadas por vosso Senhor, o Incoercível; mas permaneceis adormecidos. Rejeitai o que possuís e, nas asas do desprendimento, elevai-vos acima de tudo o que foi criado. Assim vos ordena o Senhor da criação, o movimento de cuja Pena revolucionou a alma da humanidade.
55. Acaso sabeis de que alturas vosso Senhor, o Todo-Glorioso, está a chamar? Pensais haver reconhecido a Pena com a qual vosso Senhor, o Senhor de todos os nomes, vos ordena? Não, por Minha vida! Se apenas o soubésseis, renunciaríeis ao mundo e de todo o coração correríeis à presença do Bem-Amado. Os vossos espíritos seriam de tal forma arrebatados por Seu Verbo que lançariam em comoção o Mundo Maior, quanto mais este mundo pequeno e insignificante! Assim as chuvas de Minha generosidade manaram do céu de Minha benevolência, em sinal de Meu favor, para que sejais dos agradecidos.
56. As penalidades por agressão ou ferimento a outrem dependem da severidade da lesão: para cada grau o Senhor do Juízo determinou uma indenização específica. Ele, em verdade, é o Ordenador, o Forte, o Excelso. Se for da Nossa Vontade disporemos sobre as medidas justas de tais pagamentos: é essa a Nossa promessa, e Ele, verdadeiramente, é Aquele que cumpre a Sua palavra, o Conhecedor de tudo.
57. Em verdade, impõe-se a vós oferecer uma festa a cada mês, mesmo que sirvais somente água, pois Deus decidiu unir os corações, ainda que sejam necessários tanto os meios terrenos como os celestes.
58. Acautelai-vos para que os desejos da carne e de uma inclinação corrupta não provoquem divisões entre vós. Sede como os dedos de uma só mão, os membros do mesmo corpo. Assim vos aconselha a Pena da Revelação — se sois dos que crêem.
59. Considerai a misericórdia de Deus e Suas dádivas. Ele vos ordena o que vos beneficiará, embora Ele próprio bem possa dispensar todas as criaturas. Vossas más ações jamais Nos haverão de prejudicar, nem podem vossas boas obras Nos trazer proveito. Nós vos convocamos inteiramente por amor a Deus. Todo homem de compreensão e discernimento disso dará testemunho.
60. Ao caçar com a ajuda de animais ou aves de rapina, invocai o Nome de Deus quando os enviardes em perseguição à presa, pois assim o que capturarem vos será lícito, mesmo que o encontreis morto. Ele, verdadeiramente, é o Onisciente, O de tudo informado. Todavia, atentai para não caçar em excesso. Trilhai a senda da justiça e da eqüidade em todas as coisas. Assim vos ordena Aquele que é a Aurora da Revelação, se apenas compreendêsseis.
61. Deus vos ordenou mostrar bondade para com Meus parentes, mas não lhes concedeu nenhum direito às propriedades alheias. Ele, em verdade, é auto-suficiente, e em nada carece de Suas criaturas.
62. Se alguém intencionalmente incendeia uma casa, queimai-o também; se deliberadamente tira a vida de outrem, matai-o. Firmai-vos aos preceitos de Deus com toda vossa força e poder, e abandonai os modos dos ignorantes. Também vos é permissível, conforme os preceitos do Livro, condenar o incendiário e o homicida à prisão perpétua. Ele, veramente, tem poder para ordenar o que Lhe apraz.
63. Deus vos prescreveu o matrimônio. Acautelai-vos para não desposar mais de duas mulheres. Quem se contenta com uma só consorte dentre as servas de Deus viverá em tranqüilidade, assim como ela. E é lícito empregar os serviços de uma donzela, desde que com decoro. Eis o mandamento que com verdade e justiça a Pena da Revelação inscreveu. Casai-vos, ó povo, para que apareça de vós quem faça menção de Mim entre os Meus servos. Este é o Meu mandamento a vós; observai-o com firmeza para o vosso próprio bem.
64. Ó povo do mundo! Não sigais as incitações do ego, pois ele vos atrai obstinadamente à perversidade e à lascívia. Segui Aquele que é o Possuidor de todas as coisas criadas, Quem vos admoesta à piedade e ao temor a Deus. Em verdade, Ele independe de todas as Suas criaturas. Guardai-vos de semear discórdia no mundo depois de já ter sido ele posto em ordem. Quem o fizer não é dos Nossos, e nada temos com ele. Eis o mandamento que através do poder da verdade desceu do céu da Revelação.
65. No Bayán estipulou-se que o matrimônio depende do consentimento de ambos os nubentes. Desejando estabelecer o amor, a unidade e a harmonia entre os Nossos servos, Nós o ainda condicionamos, conhecida a vontade dos pretendentes, à permissão dos respectivos pais e mães, para que nem inimizade nem rancor nasçam entre eles. Ademais, com isso ainda temos outros propósitos. Assim firmou-se o Nosso mandamento.
66. Nenhum casamento se contrairá sem um dote, o qual se fixou em dezenove mithqáls de ouro puro para os habitantes das cidades e a mesma quantia, mas em prata, para os habitantes das aldeias. Caso alguém deseje aumentar essa soma, não lhe será permitido ultrapassar o limite de noventa e cinco mithqáls. Assim inscreveu-se o mandamento com majestade e poder. Porém, conforme o Livro, é melhor contentar-se com o pagamento do limite mínimo. Em verdade, Deus enriquece a quem Ele desejar tanto com os meios da terra quanto do céu, e Ele, veramente, tem poder sobre tudo.
67. Deus ordenou que qualquer um dos Seus servos, pretendendo viajar, fixe para a esposa a data do regresso ao lar. Se voltar na data combinada obedecerá à injunção de seu Senhor, e a Pena de Seu mando contá-lo-á entre os retos. De outro modo, havendo boas razões para o atraso, ele deve informar a esposa e esforçar-se ao máximo para regressar a ela. Não ocorrendo nenhuma dessas situações, incumbe a ela aguardar durante nove meses, após os quais não se lhe impedirá um novo casamento. Mas se aguardar mais tempo, Deus verdadeiramente ama as mulheres e os homens que demonstram paciência. Obedecei Meus mandamentos e não segui os ímpios, aqueles que a Sagrada Epístola de Deus julga pecadores. Se durante a espera chegar-lhe notícia do marido, adote ela o procedimento louvável. Veramente, Ele deseja que Seus servos e servas estejam em paz um com o outro. Acautelai-vos por evitar o que cause intransigência entre vós. Assim firmou-se o decreto e cumpriu-se a promessa. Entretanto, chegando-lhe notícias da morte ou assassinato do marido, confirmadas quer por voz corrente, quer pelo depoimento de duas testemunhas idôneas, incumbe-lhe não casar. Então, decorrido o número prescrito de meses, será livre para escolher o que lhe melhor aprouver. É essa a ordem
dAquele que é forte e poderoso em Seu mando.
68. Brotando ressentimento ou aversão entre marido e mulher, ele não deve divorciá-la, mas aguardar com paciência durante um ano completo, para que talvez a fragrância da afeição se renove entre eles. Se, decorrido esse prazo, o amor entre eles não voltar, o divórcio é permitido. A sabedoria de Deus verdadeiramente tudo abrange. O Senhor proibiu, numa Epístola inscrita pela Pena do Seu mando, a prática à qual anteriormente recorríeis quando de uma mulher vos divorciáveis três vezes. Ele assim o fez como um favor Seu, para que sejais dos gratos. O divorciado poderá, no passar dos meses, desposar outra vez a sua consorte, se houver afeição e consentimento mútuos, desde que ela já não tenha outro cônjuge. Se ela houver contraído novas núpcias, a separação é ratificada e o assunto encerrado, a menos que claramente a situação dela se modifique. Assim, com majestade, Aquele que é a Aurora da Beleza inscreveu o decreto nesta gloriosa Epístola.
69. Se a esposa acompanhar o marido numa viagem e no trajeto surgirem antagonismos entre eles, exige-se que ele a sustente durante um ano inteiro e leve-a de volta para o lugar de onde ela veio, ou encarregue alguém de confiança de acompanhá-la de volta ao lar, fornecendo também o necessário à viagem. Teu Senhor, verdadeiramente, ordena o que Lhe apraz, graças a uma soberania que domina os povos da terra.
70. Durante o período de espera, não caberá pensão à mulher que foi divorciada em conseqüência de comprovada infidelidade. Assim o sol de Nosso mandamento brilhou resplandecente no firmamento da justiça. Verdadeiramente, Deus ama a união e a harmonia e abomina a separação e o divórcio. Convivei, ó povo, em radiância e alegria. Por Minha vida! Todos os que estão na terra perecerão, e somente as boas obras haverão de perdurar. Deus mesmo atesta a verdade de Minhas palavras. Reconciliai-vos, ó Meus servos! Então atentai às admoestações da Nossa Pena de Glória e não sigais os arrogantes e rebeldes.
71. Acautelai-vos para que o mundo não vos iluda assim como iludiu os que vos antecederam. Guardai as leis e preceitos de vosso Senhor e segui este Caminho que vos foi mostrado com retidão e verdade. Os que se afastam da iniqüidade e do erro e aderem à virtude estão, aos olhos do Deus uno e verdadeiro, entre as melhores de Suas criaturas; seus nomes são enaltecidos pela Assembléia dos reinos do alto e por aqueles que habitam nesse Tabernáculo que foi erguido em nome de Deus.
72. É-vos proibido o tráfico de escravos, sejam homens ou mulheres. Não cabe a quem é, ele mesmo, um servo comprar outro dos servos de Deus, e isso foi proibido na Sua Sagrada Epístola. Assim, por misericórdia dEle, a Pena da justiça registrou o mandamento. Que nenhum homem se enalteça acima dos demais; todos são apenas cativos diante do Senhor, e todos são exemplos da verdade de que não há outro Deus além dEle. Ele, em verdade, é o Conhecedor de tudo, Cuja sabedoria abrange todas as coisas.
73. Adornai-vos com a vestimenta das boas ações. Aquele cujas obras agradam a Deus pertence seguramente ao povo de Bahá, e é lembrado ante o Seu trono. Auxiliai o Senhor de toda a criação com obras virtuosas e também por meio da sabedoria e das palavras. Deveras, assim o Todo-Misericordioso vos ordenou na maioria das Epístolas. Ele, verdadeiramente, é ciente do que digo. Cessai as contendas, e que nenhuma alma cause a morte de outra. Isso, veramente, é o que vos foi proibido num Livro que permanecera oculto dentro do Tabernáculo glorioso. Quê?! Mataríeis quem Deus vivificou, quem Ele dotou de espírito com um sopro Seu? Abominável seria o vosso delito ante o Seu trono! Temei a Deus, e não levanteis a mão da injustiça e opressão para destruir o que Ele próprio edificou; não, trilhai a senda de Deus, o Verdadeiro. Nem bem surgiram as hostes do conhecimento verdadeiro, portando os estandartes das palavras Divinas, e as tribos das religiões puseram-se em fuga, exceto aquelas que escolheram beber da fonte da vida eterna num Paraíso criado pelo sopro do Todo-Glorioso.
74. Deus, em sinal de Sua graça por Suas criaturas, decretou que o sêmen não é impuro. Rendei-Lhe graças com júbilo e radiância, e não sigais os que estão apartados da Aurora de Sua proximidade. Erguei-vos, sob todas as circunstâncias, para servir à Causa, pois Deus seguramente vos há de auxiliar com Sua soberania que sobreexcede os mundos. Segurai tão tenazmente a corda do refinamento que não se veja nenhum vestígio de sujeira em vossas vestes. Eis a injunção dAquele que está santificado acima de todo o refinamento. Quem falta com esse padrão por boas razões não incorre em nenhuma culpa. Deus, verdadeiramente, é o Indulgente, o Compassivo. Lavai todas as coisas enodoadas com água que não se tenha alterado em nenhum dos seus três aspectos. Acautelai-vos para não usar água alterada pelo contato com o ar ou algum outro agente. Sede a própria essência da limpeza entre os homens. Verdadeiramente, é isso que o vosso Senhor, o Incomparável, o Sapientíssimo, deseja para vós.
75. De modo idêntico, Deus, por generosidade Sua, aboliu o conceito de “impureza” pelo qual diferentes coisas e povos foram tidos como impuros. Ele, certamente, é o Sempre-Piedoso, o Generosíssimo. Verdadeiramente, todas as coisas criadas foram imersas no mar da purificação quando, ao primeiro dia do Ridván, espargimos sobre a criação inteira os fulgores de Nossos mais sublimes Nomes e excelsos Atributos. Eis, veramente, um sinal de Minha amorosa providência, a qual abrangeu todos os mundos. Convivei, pois, com os seguidores de todas as religiões, e proclamai a Causa de vosso Senhor, o Mais Compassivo. É esse o próprio diadema de todos os atos, se sois dos que compreendem.
76. Deus vos ordenou manter o maior asseio, a ponto de lavar mesmo o que esteja maculado de pó, quanto mais sujeira encardida e nódoas semelhantes. Temei-O, e sede dos que são puros. Não ascenderão a Deus as orações de quem tiver as vestes visivelmente sujas, e a Assembléia celestial evitá-lo-á. Fazei uso de água de rosas e essência de perfume; isso, em verdade, é o que Deus estima desde o princípio que não tem princípio, para que se possa difundir de vós o que é do desejo de vosso Senhor, o Incomparável, o Onissapiente.
77. Deus vos desobrigou da ordem de destruir livros dada pelo Bayán. Nós vos permitimos conhecer as ciências que vos são proveitosas, não as que acabam em disputas fúteis. É isso o que mais vos beneficia, se sois dos que compreendem.
78. Ó reis da terra! Veio Aquele que é o Senhor soberano de todos. O Reino é de Deus, o Protetor Onipotente, O que subsiste por Si próprio. A ninguém adoreis senão a Deus e, com corações radiantes, erguei a face ao vosso Senhor, o Senhor de todos os nomes. Esta é uma Revelação com a qual jamais se poderá comparar nada do que possuís, se o apenas pudésseis saber!
79. Vemos que vos regozijais com aquilo que amontoastes para os outros, enquanto vos excluís dos mundos que nada, senão Minha Epístola preservada, pode avaliar. Os tesouros que acumulastes vos desviaram muitíssimo de vosso objetivo final. Isso mal vos convém, se o apenas pudésseis compreender. Purificai vossos corações de toda contaminação terrena e apressai-vos para entrar no Reino de vosso Senhor, o Criador da terra e do céu, Aquele que fez tremer o mundo e gemerem todos os seus povos, menos aqueles que a tudo renunciaram e aderiram àquilo que a Epístola Oculta ordenou.
80. Este é o Dia em que Aquele que conversou com Deus atingiu a luz do Ancião dos Dias e sorveu as águas puras da reunião deste Cálice que fez os mares transbordarem. Dize: Pelo Deus Uno e Verdadeiro! O Sinai se move ao redor do Alvorecer da Revelação enquanto, das alturas do Reino, ouve-se a Voz do Espírito de Deus que proclama: “Despertai, ó orgulhosos da terra! Correi ao encontro dEle.” O Carmelo, neste Dia, apressou-se com anelo e adoração para atingir Sua corte, enquanto do coração do Sião ouve-se o brado: “Cumpriu-se a promessa! Torna-se manifesto aquilo que fora anunciado na sagrada Escritura de Deus, o Excelso, o Todo-Poderoso, o Mais Amado.”
81. Ó reis da terra! A Lei Suprema foi revelada neste Lugar, neste cenário de transcendente esplendor. Cada coisa oculta veio à luz, graças à Vontade do Ordenador Supremo, Aquele que fez soar a Hora Final, por Quem se partiu a lua e se expôs todo decreto irrevogável.
82. Sois apenas vassalos, ó reis da terra! Apareceu Aquele que é o Rei dos Reis, adornado com Sua mais maravilhosa glória, e vos convoca a Si próprio, o Amparo no Perigo, o Auto-Subsistente. Acautelai-vos para que o orgulho não vos impeça de reconhecer a Fonte da Revelação, e as coisas deste mundo não vos apartem, como um véu, dAquele que é o Criador do céu. Levantai-vos e servi Aquele que é o Desejo de todas as nações, Quem vos criou por uma palavra Sua e ordenou fôsseis para todo o sempre as insígnias de Sua soberania.
83. Pela retidão de Deus! Não é Nosso desejo apoderar-Nos dos vossos reinos. Nossa missão é capturar e possuir os corações dos homens. É neles que os olhos de Bahá se fixam. O Reino dos Nomes é testemunha disso, pudésseis compreendê-lo. Quem segue o seu Senhor renuncia ao mundo e a tudo o que nele se encontra; quanto maior, pois, não será o desprendimento dAquele que ocupa tão augusta posição! Abandonai vossos palácios e apressai-vos por entrar em Seu Reino. Em verdade, isso vos será proveitoso tanto neste mundo como no vindouro. O Senhor do reino nas alturas é disso testemunha — se o apenas soubésseis!
84. Como é grande a bem-aventurança reservada ao rei que se levantar em auxílio à Minha Causa em Meu Reino, desprendido de tudo exceto de Mim! Tal rei conta-se entre os companheiros da Arca Carmesim — a Arca que Deus preparou para o povo de Bahá. Todos lhe devem glorificar o nome, reverenciar-lhe a posição e ajudá-lo a abrir as cidades com as chaves de Meu Nome, o Protetor onipotente de todos os que habitam os reinos visível e invisível. Tal rei é a própria vista da humanidade, o ornamento luminoso na fronte da criação, o manancial de bênçãos para o mundo inteiro. Oferecei, ó povo de Bahá, os vossos bens — não! as vossas próprias vidas em Seu auxílio.
85. Ó Imperador da Áustria! Aquele que é o Alvorecer da Luz de Deus vivia na prisão de ‘Akká quando empreendestes a visita à mesquita de Aqsá. Vós passastes por Ele, mas nem indagastes acerca dAquele por Quem toda casa é enaltecida e todo portal majestoso se abre. Nós, em verdade, fizemos dela um lugar ao qual o mundo se devia volver, a fim de que Me recordassem, e, mesmo assim, vós rejeitastes Quem é o Objeto dessa recordação quando Ele apareceu com o Reino de Deus, vosso Senhor e Senhor dos mundos. Nós estivemos convosco em todos os tempos e vos encontramos apegado ao Ramo, mas desatento à Raiz. Vosso Senhor, em verdade, é testemunha do que digo. Lamentamos ver-vos rodear o Nosso Nome sem que Nos percebêsseis, embora estivéssemos diante de vós. Abri vossos olhos, a fim de poderdes contemplar esta Visão gloriosa e reconhecer Aquele a Quem invocais durante o dia e a noite, e fitar a Luz que brilha deste Horizonte luminoso.
86. Dize: Ó Rei de Berlim! Dai ouvidos à Voz que brada deste Templo manifesto: “Em verdade, não há outro Deus senão Eu, o Eterno, o Incomparável, o Ancião dos Dias.” Acautelai-vos para que o orgulho não vos impeça de reconhecer o Alvorecer da Revelação Divina, nem os desejos terrenos, qual um véu, vos apartem do Soberano do Trono nas alturas e da região terrestre. Assim vos aconselha a Pena do Altíssimo. Ele, em verdade, é o Mais Misericordioso, o Generosíssimo. Recordai aquele* cujo poder transcendia o vosso poder e cuja posição era superior à vossa. Onde está Ele? Onde foi parar tudo o que possuía? Sede advertido, e não dos que estão profundamente adormecidos. Foi ele quem desprezou a Epístola de Deus quando Nós o informamos do que as hostes da tirania Nos fizeram sofrer. Por isso a desgraça atacou-o de todos os lados e ele baixou ao pó em grande ruína. Ponderai bem, ó Rei, sobre o que sucedeu a ele e aos que, como vós, conquistaram cidades e dominaram homens. O Todo-Misericordioso fê-los descer de seus palácios às suas sepulturas. Sede advertido, sede dos que refletem.
87. Nada pedimos de vós. Por amor a Deus, em verdade, Nós vos admoestamos, e seremos pacientes assim como temos sido pacientes com o que Nos sucedeu em vossas mãos, ó assembléia de reis!
88. Dai ouvidos, ó Governantes da América e Presidentes das suas Repúblicas, ao que chilreia o Pombo no Ramo da Eternidade: “Não há outro Deus além de Mim, o Imutável, o Perdoador, o Todo-Generoso.” Adornai o templo da soberania com o ornamento da justiça e do temor a Deus, e sua cabeça com a coroa da lembrança de vosso Senhor, o Criador dos céus. Assim vos aconselha Aquele que é a Aurora dos Nomes, conforme ordenado por Ele, o Conhecedor de tudo, o Onissapiente. O Prometido surgiu nesta Condição excelsa, ante cuja visão regozijaram-se todos os seres, visíveis e invisíveis. Valei-vos do Dia de Deus! Verdadeiramente, conhecê-Lo vos é mais benéfico do que tudo o que se acha sob o brilho do sol, se o apenas pudésseis saber. Ó assembléia de governantes! Prestai ouvidos ao que emanou do Alvorecer da Grandeza: “Verdadeiramente, não há outro Deus senão Eu, o Senhor da Expressão, o Onisciente. Reuni vós os alquebrados com as mãos da justiça e esmagai o opressor que viceja, com o bastão dos mandamentos do vosso Senhor, o Ordenador, o Sapientíssimo”.
89. Ó povo de Constantinopla! Atentai: ouvimos entre vós o pio funesto da coruja. Dominou-vos acaso a embriaguez da paixão, ou estais imersos na negligência? Ó Lugar sito na orla dos dois mares! Em verdade, o trono da tirania em ti se estabeleceu, e a chama do ódio ateou-se em teu seio, de tal sorte que a Assembléia no alto e aqueles que se movem ao redor do Trono Excelso gemeram e prantearam. Em ti vemos os néscios governando os sábios e as trevas escarnecendo da luz. Estás, de fato, cheio de evidente orgulho. Fez-te arrogante o teu aparente esplendor? Por Aquele que é o Senhor da humanidade! ele cedo há de findar, e tuas filhas e tuas viúvas e todas as famílias em ti residentes lamentarão. Assim te informa o Onisciente, o Sapientíssimo.
90. Ó margens do Reno! Nós vos vimos cobertas de sangue, pois as espadas da represália desembainharam-se contra vós; e haverá ainda outra vez. E ouvimos os lamentos de Berlim, embora hoje esteja em glória conspícua.
91. Que nada te entristeça, ó Terra do Tá*, pois Deus te escolheu como a fonte de júbilo para toda a humanidade. Ele, se for Sua Vontade, te haverá de abençoar o trono com alguém que governará com justiça, que reunirá o rebanho de Deus que os lobos dispersaram. Tal governante, com júbilo e contentamento, se volverá ao povo de Bahá e lhe concederá os seus favores. Deveras, para Deus ele é uma jóia entre os homens. Que sobre ele repousem eternamente a glória de Deus e a glória de todos os que habitam no reino da Sua revelação.
92. Regozija-te com grande júbilo porque Deus te fez ser “a aurora de Sua luz”, pois em ti nasceu a Manifestação de Sua Glória. Alegra-te por esse nome que te foi conferido — um nome pelo qual o Sol da graça difundiu seu esplendor e tanto a terra como o céu se iluminaram.
93. Em breve o estado das coisas em teu seio mudará, e as rédeas do poder cairão nas mãos do povo. Verdadeiramente, teu Senhor é o Onisciente e Sua autoridade tudo abrange. Estai segura dos generosos favores de teu Senhor. Eternamente o olhar de Sua benevolência se dirigirá a ti. Aproxima-se o dia no qual a tua agitação se transmutará em paz e serena tranqüilidade. Assim foi decretado no Livro maravilhoso.
94. Ó Terra do Khá!** Agora ouvimos, provindo de ti, vozes de heróis alteadas em glorificação ao teu Senhor, o Onipossuinte, o Augustíssimo. Bendito o dia quando os estandartes dos Nomes divinos se hastearão no reino da criação em Meu Nome, o Todo-Glorioso. Naquele dia os fiéis hão de regozijar-se na vitória de Deus, e os descrentes lamentarão.
95. Ninguém deve contender com os que exercem autoridade sobre o povo; deixai-lhes o que é deles, e volvei vossa atenção aos corações dos homens.
96. Ó Vastíssimo Oceano! Esparge sobre as nações aquilo com o que te incumbiu o Soberano da Eternidade, e adorna os templos de todos os habitantes da terra com as vestes de Suas leis, por meio das quais cada coração se alegrará e todos os olhos se iluminarão.
97. Obtendo alguém cem mithqáls de ouro, dezenove deles pertencem a Deus e serão entregues a Ele, o Formador da terra e do céu. Atentai, ó povo, para vos não privardes de tão grande bênção. É isso o que Nós vos ordenamos, apesar de podermos muito bem prescindir de vós e de todos nos céus e na terra. Nisso há benefícios e sabedorias além da apreensão de qualquer um senão Deus, o Onisciente, O de tudo informado. Dize: Dessa maneira Ele quis purificar vossas posses e capacitar-vos a vos acercar dos graus que ninguém pode compreender, exceto os escolhidos por Deus. Veramente, Ele é o Generoso, o Benévolo, o Munificente. Ó povo! Não defraudeis o Direito de Deus nem despendei-o livremente sem a Sua permissão. Assim se estabeleceu o Seu mandamento nas Epístolas Sagradas, e neste Livro excelso. Quem age traiçoeiramente para com Deus, por justiça sofrerá traição. Mas quem Lhe segue as exortações receberá uma graça do céu da generosidade de seu Senhor, o Dadivoso, o Benévolo, o Generoso, o Ancião dos Dias. Ele, em verdade, escolheu para vós o que ainda não entendeis, mas que havereis de conhecer quando, após esta vida fugaz, vossas almas elevarem-se em direção aos céus, e os adornos de vossas alegrias terrenas forem descartados. Assim vos admoesta o Possuidor da Epístola Preservada.
98. Várias vezes, foram trazidas ante Nosso trono as súplicas dos fiéis pelas leis de Deus, o Senhor do visível e do invisível, o Senhor de todos os mundos. Em virtude disso, Nós revelamos esta Sagrada Epístola e a adornamos com o manto de Sua Lei, para que o povo, quiçá, observe os mandamentos do seu Senhor. Semelhantes rogos Nos haviam sido dirigidos anteriormente por vários anos, mas, por sabedoria Nossa, contivemos a Pena. Então, em dias recentes, devido às cartas provindas de vários dos amigos, respondemos, através do poder da verdade, com aquilo que ressuscitará os corações dos homens.
99. Dize: Ó líderes da religião! Não peseis o Livro de Deus com os padrões e ciências correntes entre vós, pois o próprio Livro é a infalível Balança estabelecida entre os homens. Nesta mais perfeita Balança se deve pesar tudo o que os povos e raças da terra possuam, e o peso dEla se deve verificar segundo o seu próprio padrão — se o apenas soubésseis!
100. Os olhos de Minha benevolência pranteiam por vós amargo pranto, porquanto deixastes de reconhecer Aquele a Quem tendes invocado dia e noite, nas auroras e ocasos. Acercai-vos, ó povo, com faces níveas e corações radiantes, do abençoado Lugar carmesim donde o Sadratu’l-Muntahá proclama: “Em verdade, não há outro Deus além de Mim, o Protetor Onipotente, O que subsiste por Si só!”
101. Ó líderes da religião! Qual de vós pode rivalizar Comigo em perspicácia ou visão? Onde se encontrará quem se atreva a dizer-se Meu igual em eloqüência ou sabedoria? Não! por Meu Senhor, o Todo-Misericordioso! Todos na terra hão de perecer, e esta é a face do vosso Senhor, o Onipotente, o Bem-Amado.
102. Decretamos, ó povo, que o objetivo supremo e final de toda a erudição seja o reconhecimento dAquele que é o Propósito de todo o conhecimento. Entretanto, vede como permitistes que vossa erudição vos excluísse, qual um véu, dAquele que é o Alvorecer desta Luz, através de Quem cada coisa oculta se revelou. Pudésseis apenas descobrir a fonte donde se difunde o esplendor desta elocução, rejeitaríeis os povos do mundo e tudo o que possuem e vos aproximaríeis desta sacratíssima Sede de glória.
103. Dize: Este, verdadeiramente, é o céu no qual o Livro-Mater está entesourado — se apenas compreendêsseis. Ele é Quem fez a Rocha exclamar e a Sarça Ardente erguer a voz sobre o Monte que se ergue acima da Terra Santa, e proclamar: “O Reino é de Deus, o Senhor soberano de todos, o Onipotente, o Amoroso!”
104. Não frequentamos nenhuma escola nem lemos quaisquer de vossas dissertações. Inclinai os ouvidos às palavras deste Iletrado, com as quais Ele vos chama a Deus, o Sempiterno. Isso vos é melhor do que todos os tesouros da terra — se apenas o pudésseis compreender.
105. Quem interpreta o que se fez descer do céu da Revelação e altera o seu significado evidente é, verdadeiramente, dos que deturparam o Verbo Sublime de Deus e, no Livro Lúcido, conta-se entre os perdidos.
106. Isto vos foi ordenado: aparai as unhas, banhai-vos toda semana com o corpo imerso em água, e asseai-vos com qualquer coisa que já tendes empregado. Acautelai-vos para que a negligência não vos impeça de observar o que vos foi prescrito por Aquele que é o Incomparável, o Misericordioso. Imergi-vos em água limpa — não vos é permitido o banho em água já usada. Tratai de vos não aproximardes das piscinas públicas dos banhos persas, pois dirigindo-se a tais banhos sente-se o seu odor fétido antes mesmo de neles entrar. Afastai-vos dali, ó povo, e não sejais dos que ignominiosamente aceitam tanta sordidez. Em verdade, são como fossas de impureza e contaminação, se sois dos que percebem. Evitai igualmente as piscinas malcheirosas nos jardins das casas persas, e sede dos puros e santificados. Deveras, Nós desejamos ver-vos como manifestações do paraíso na terra, para que de vós se difunda tal fragrância que os corações dos agraciados de Deus exultem. É melhor banhar-se derramando água sobre o corpo do que entrando nela — dispensa-se assim a imersão corporal prescrita. Verdadeiramente o Senhor vosso Deus desejou, como favor Seu, facilitar-vos a vida, para que sejais dos realmente gratos.
107. Proibe-se-vos o casamento com as esposas de vossos pais. Nós nos recusamos, por pura vergonha, a abordar o assunto dos rapazes. Temei o Misericordioso, ó povos da terra! Não perpetreis o que vos é vedado em Nossa Epístola Sagrada, nem sejais dos que vagueiam confusos no ermo dos próprios desejos.
108. A ninguém se permite murmurar os versículos sagrados ante os olhos de todos enquanto percorre as ruas ou locais de comércio. Ao contrário: quem deseja glorificar a Deus deve ir aos locais construídos para esse fim, ou ao próprio lar. Isso será mais conforme com a sinceridade e santidade. Assim brilhou o sol de Nosso mandamento no horizonte de Nossa elocução. Bem-aventurados, pois, os que cumprem a Nossa vontade.
109. Ordenou-se a todos a lavratura de um testamento. O testador deve adornar o cabeçalho desse documento com o Nome Supremo, confessar nele a unidade de Deus na Aurora de Sua Revelação e fazer menção, conforme desejar, daquilo que é louvável, de modo que lhe sirva de testemunho nos reinos da Revelação e da Criação, e seja como um tesouro na guarda do seu Senhor, o Protetor Supremo, o Fiel.
110. Todas as Festividades alcançaram sua consumação nos dois Festivais Supremos e nos dois outros Festivais que caem nos dois dias gêmeos. O primeiro dos Festivais Supremos são os dias nos quais o Todo-Misericordioso lançou sobre a criação inteira a glória refulgente de Seus mais sublimes Nomes e augustíssimos Atributos. O segundo é o dia no qual Nós levantamos Aquele que anunciou à humanidade as boas-novas deste Nome, através do qual os mortos ressuscitaram e todos os que estão nos céus e na terra foram reunidos. Assim decretou o Ordenador, o Onisciente.
111. Feliz quem adentra o primeiro dia do mês de Bahá, o dia que Deus consagrou a este Grandioso Nome. E bem-aventurado quem manifesta nesse dia as bênçãos que Deus lhe concedeu; ele, veramente, é dos que rendem graças a Deus através de atos que demonstram a munificência de vosso Senhor, a qual abrangeu todos os mundos. Dize: Esse dia, em verdade, é o diadema de todos os meses e a sua origem, o dia no qual o alento da vida é soprado sobre todas as coisas criadas. Grande é a bem-aventurança de quem o saúda com radiância e alegria. Atestamos que tal pessoa, veramente, encontra-se entre os ditosos.
112. Dize: Deveras, o Festival Supremo é o Rei dos Festivais. Recordai, ó povo, o favor que Deus vos concedeu. Estáveis imersos no sono e eis! Ele vos despertou com as brisas ressuscitadoras de Sua Revelação e vos apontou o Seu Caminho reto e evidente.
113. Quando enfermos, recorrei a médicos competentes. Não descartamos o recurso aos meios materiais, antes, Nós o confirmamos através desta Pena, a qual Deus fez a Aurora de Sua Causa resplendente e gloriosa.
114. Deus anteriormente impusera a cada um dos fiéis o dever de ofertar, ante o Nosso trono, presentes inestimáveis escolhidos dentre os seus haveres. Agora, em sinal de Nosso generoso favor, Nós vos isentamos dessa obrigação. Ele, veramente, é o Munificentíssimo, o Todo-Generoso.
115. Bem-aventurado quem, na hora do alvorecer, com os pensamentos centrados em Deus, ocupado com sua lembrança e suplicando Seu perdão, dirige os passos ao Mashriqu’l-Adhkár e, lá entrando, senta-se em silêncio para escutar os versículos de Deus, o Soberano, o Poderoso, o Todo-Glorificado. Dize: O Mashriqu’l-Adhkár é todo e qualquer prédio erigido nas cidades e vilas para a celebração de Meu louvor. É este o nome pelo qual foi chamado ante o trono da glória, fôsseis vós dos que compreendem.
116. Os que recitam os versículos do Todo-Misericordioso com a mais melodiosa entoação, descobrirão neles aquilo com o qual o domínio sobre a terra e o céu jamais se poderá comparar. Inalarão nestes versículos a fragrância divina de Meus mundos — mundos que hoje ninguém pode discernir, salvo os que foram dotados de visão por esta Revelação sublime e formosa. Dize: Estes versículos atraem os corações puros aos mundos espirituais que nem as palavras podem descrever nem as alusões insinuar. Bem-aventurados os que refletem.
117. Ó Meu povo, auxiliai os Meus servos escolhidos que se levantaram para mencionar-Me entre as Minhas criaturas e para glorificar o Meu Verbo por todo o Meu domínio. Eles, de fato, são as estrelas do céu de Minha amorosa providência e as lâmpadas de Minha guia para toda a humanidade. Contudo, renego aquele cujas palavras estão em conflito com o que se fez descer em Minhas Epístolas Sagradas. Vigiai! Não sigais nenhum impostor herege. Estas Epístolas são adornadas com o selo dAquele que faz a alvorada surgir, Quem ergueu a voz entre os céus e a terra. Firmai-vos neste Sustentáculo Seguro e na Corda de Minha Causa poderosa e inexpugnável.
118. Vosso Senhor autorizou aqueles que desejam instruir-se nos diversos idiomas do mundo a fazê-lo, para que difundam a Mensagem da Causa de Deus no Oriente e Ocidente, e falem dEle entre os povos e raças do mundo, a fim de revivificar os corações e ressuscitar os ossos decomponentes.
119. É inadmissível que o homem, tendo sido dotado de razão, consuma aquilo que lha roube. Não! Incumbe-lhe, sim, portar-se de um modo digno da condição humana, e não conforme as iniqüidades das almas insensatas e inconstantes.
120. Adornai vossas cabeças com os lauréis da fidedignidade e da lealdade, vossos corações com o atavio do temor a Deus, vossas línguas com a veracidade absoluta, vossos corpos com a vestimenta da cortesia. Esses, em verdade, são adornos dignos do templo humano, se sois dos que ponderam. Ó povo de Bahá, firmai-vos à corda da servitude a Deus, o Verdadeiro, pois assim vossas posições se tornarão manifestas, vossos nomes serão anotados e preservados, vossos graus serão elevados e vossa memória será enaltecida na Epístola Preservada. Acautelai-vos para que os habitantes da terra não vos impeçam de alcançar essa posição gloriosa e excelsa. Assim Nós vos exortamos na maioria de Nossas Epístolas e agora nesta, Nossa Epístola Sagrada, sobre a qual brilhou o Sol das Leis do Senhor vosso Deus, o Poderoso, o Sapientíssimo.
121. Quando o oceano de Minha presença tiver refluído, e o Livro de Minha Revelação se achar completo, volvei vossas faces Àquele eleito por Deus, Aquele que brotou desta Raiz Antiga.
122. Considerai a mesquinhez do juízo dos homens! Pedem o que lhes traz dano e desprezam o que lhes é proveitoso. São, em verdade, dos que longe se perderam. Vemos alguns desejando a liberdade e vangloriando-se disso. Tais homens estão nas profundezas da ignorância.
123. Ao fim a liberdade conduzirá à sedição, cujas chamas ninguém pode extinguir. Assim Ele que é o Avaliador, o Onisciente, vos adverte. Sabei vós que a personificação e símbolo da liberdade é o animal. O que convém ao homem é a submissão àquelas restrições que o protejam de sua própria ignorância e guardem-no do dano causado pelos malévolos. A liberdade faz o homem transpor os limites do decoro e violar a dignidade da sua posição. Rebaixa-o à depravação e malícia extremas.
124. Considerai os homens como um rebanho de ovelhas que necessitam de um pastor que as proteja. Isso realmente é a verdade, a verdade certa. Aprovamos a liberdade em certas circunstâncias e recusamo-Nos a sancioná-la em outras. Nós, em verdade, somos o Onissapiente.
125. Dize: A verdadeira liberdade consiste na submissão do homem aos Meus mandamentos, conquanto não o percebais. Observassem os homens o que Nós lhes enviamos do Céu da Revelação, eles, com toda certeza, atingiriam a liberdade perfeita. Feliz quem apreende o Desígnio de Deus em tudo o que Ele revelou do Céu de Sua Vontade, a qual permeia todas as coisas criadas. Dize: A liberdade que vos é proveitosa só se encontra em completa servitude a Deus, a Verdade Eterna. Quem experimentar a sua doçura recusará trocá-la por todo o domínio da terra e do céu.
126. No Bayán vos fora proibido fazer-Nos perguntas. O Senhor agora vos exime dessa proibição, para terdes a liberdade de perguntar o que precisais perguntar, mas não questões fúteis como as que os homens de antanho costumavam fazer. Temei a Deus e sede dos retos! Perguntai o que vos será proveitoso na Causa de Deus e em Seu domínio, pois os portais de Sua terna compaixão foram abertos para todos os que habitam a terra e o céu.
127. O Livro de Deus fixou em dezenove o número de meses do ano. Dentre eles, o primeiro foi ataviado com este Nome que eclipsa toda a criação.
128. O Senhor vosso Deus decretou que os mortos sejam sepultados em ataúdes de cristal, de pedra dura e resistente, ou de madeira de lei, e que anéis gravados sejam-lhes colocados nos dedos. Ele verdadeiramente é o Ordenador Supremo, Quem de tudo é informado.
129. Nos anéis para os homens seja esta a inscrição: “A Deus pertence tudo o que está nos céus e na terra e o que entre eles exista, e Ele, em verdade, tudo conhece”; e nos das mulheres: “A Deus pertence o domínio dos céus e da terra e do que entre eles exista, e Ele, em verdade, tudo pode”. Tais foram os versículos revelados noutros tempos, porém, vede! agora o Ponto do Bayán brada: “Ó Mais-Amado dos mundos! Revela em substituição deles palavras tais que esparjam a fragrância de Teus benévolos favores sobre toda a humanidade. Já anunciamos a todos que uma só palavra Tua excede tudo o que se fez descer no Bayán. Tu, em verdade, tens poder para fazer o que Te apraz. Não prives Teus servos das bênçãos abundantes do oceano da Tua misericórdia! Em verdade, és Aquele cuja graça é infinita.” Vede: atendemos ao Seu chamado e agora cumprimos o Seu desejo. Ele, verdadeiramente, é o Mais-Amado, Aquele que responde às orações. Ser-lhes-á melhor se nos anéis de sepultamento de homens e mulheres gravar-se o seguinte versículo que neste momento é enviado por Deus — Nós somos, certamente, o Governante Supremo —: “Vim de Deus e a Ele regresso, desprendido de tudo menos dEle, segurando-me ao Seu Nome, o Misericordioso, o Compassivo”. Desta forma o Senhor escolhe a quem Lhe apraz para receber um favor Seu. Ele, em absoluta verdade, é o Deus de força e poder.
130. Deus decretou, além disso, que se deve envolver o corpo do falecido em cinco sudários de seda ou de algodão. Um único sudário de qualquer um dos dois tecidos é suficiente para os de poucas posses. Assim ordenou Aquele que é o Onividente, O de tudo informado. É-vos proibido transladar o corpo do morto além da distância de uma hora de viagem da cidade. Em vez disso, sepultai-o com radiância e serenidade num local próximo.
131. Deus revogou as restrições às viagens que haviam sido impostas no Bayán. Verdadeiramente, Ele é o Incoercível; Ele age como Lhe apraz e ordena tudo o que deseja.
132. Ó povos do mundo! Dai ouvidos ao chamado dAquele que é o Senhor dos Nomes, que vos proclama de Sua morada na Maior Prisão: “Verdadeiramente não há outro Deus além de Mim, o Poderoso, o Forte, O que tudo domina, o Excelso, o Onisciente, o Sapientíssimo.” Em verdade, não há outro Deus a não ser Ele, o Governante onipotente dos mundos. Ele, se o desejasse, através de uma só palavra Sua apoderar-se-ia de toda a humanidade. Acautelai-vos! Não hesiteis em aceitar esta Causa, uma Causa ante a qual se curvou a Assembléia das alturas e os habitantes das Cidades dos Nomes. Temei a Deus e não sejais dos excluídos como que por um véu. Queimai os véus com o fogo do Meu amor e dispersai as névoas das vãs conjeturas com o poder deste Nome através do qual temos subjugada a criação inteira.
133. Enaltecei e glorificai as duas Casas nos dois Abençoados Lugares Gêmeos, e os demais lugares onde se estabeleceu o trono de vosso Senhor, o Todo-Misericordioso. Assim vos ordena o Senhor de todo o coração discernente.
134. Estai atentos para que os assuntos e preocupações deste mundo não vos impeçam de seguir o que vos foi ordenado pelo Poderoso, o Fiel. Sede a personificação de tal firmeza entre os homens que não sejais apartados de Deus pelas dúvidas dos que descreram nEle quando Ele Se manifestou investido de soberania majestosa. Vigiai para que nada gravado no Livro vos impeça de acatar este, o Livro Vivente, que proclama esta verdade: “Veramente não há outro Deus além de Mim, o Eminentíssimo, o Todo-Louvado”. Contemplai com os olhos da eqüidade Aquele que desceu do céu da vontade e do poder divinos, e não sejais dos que agem com injustiça.
135. Recordai então estas palavras que manaram da Pena de Meu Arauto em tributo a esta Revelação, e considerai o que as mãos dos opressores vêm perpetrando ao longo de Meus dias. Eles, veramente, são dos perdidos! Disse Ele: “Se encontrardes Aquele que Nós tornaremos manifesto, suplicai a Deus, por Sua generosidade, o favor de que Ele Se digne de sentar-Se em vossas salas, pois este ato, em si, vos conferiria honra inigualável e transcendente. Bebesse Ele um copo d’água em vossos lares, isso vos beneficiaria mais do que se ofertásseis a cada alma, melhor, a cada coisa criada, a própria água da vida. Sabei-o, ó Meus servos!”
136. Tais são as palavras com as quais Meu Precursor exaltou o Meu Ser, pudésseis compreender. Pela retidão de Deus! Quem ponderar sobre esses versículos, e perceber as pérolas ocultas neles entesouradas, inalará a fragrância do Todo-Misericordioso a soprar desta Prisão, e de todo o coração apressar-se-á a Ele com tão ardente anelo que nem as hostes da terra e do céu o deterão. Dize: Esta é uma Revelação em torno da qual giram, de fato, todas as provas e testemunhos. Assim revelou vosso Senhor, o Deus de Misericórdia, se sois dos que julgam corretamente. Dize: Essa é a própria alma de todas as Escrituras, insuflada na Pena do Altíssimo e deixando atônitos todos os seres criados, salvo aqueles arrebatados pelas suaves brisas de Minha benevolência e pelos doces aromas de Minhas mercês que permearam toda a criação.
137. Ó povo do Bayán! Temei o Mais Misericordioso e considerai o que Ele revelou em outra passagem. Disse Ele: “O Qiblih é, em verdade, Aquele que Deus tornará manifesto: Toda vez que Ele Se mover, o Qiblih também mover-se-á, até que Ele encontre repouso”. Assim determinou o Comandante Supremo quando desejou mencionar esta Maior Beleza. Meditai sobre isso, ó povo, e não sejais dos que vagueiam confusos no deserto do erro. Se O rejeitardes, movidos por vossas vãs fantasias, onde então estará O Qiblih ao qual vos volvereis, ó assembléia de desatentos? Ponderai sobre esse versículo e julgai eqüitativamente perante Deus, para que possais talvez recolher as pérolas dos mistérios no oceano que se encapela por Meu Nome, o Todo-Glorioso, o Altíssimo.
138. Que ninguém, neste Dia, se apóie em nada que não tenha sido manifestado nesta Revelação. Eis o decreto de Deus no passado e no futuro, um decreto com o qual as Escrituras dos Mensageiros de antanho foram adornadas. Eis a advertência de Deus no passado e no futuro, uma advertência com a qual o preâmbulo do Livro da Vida foi ataviado, se o apenas percebêsseis. Eis o mandamento do Senhor no passado e no futuro — guardai-vos de preferir a porção da ignomínia e da degradação. Nada vos será proveitoso neste Dia senão Deus; tampouco há refúgio para onde correr salvo Ele, o Onisciente, o Sapientíssimo. Quem Me conheceu, conheceu o Alvo de toda a aspiração e quem se volve para Mim, volve-se ao Objeto de toda a adoração. Assim expôs-se no Livro e assim decretou Deus, o Senhor de todos os mundos. A leitura de apenas um único versículo de Minha Revelação é melhor do que o exame cuidadoso das Escrituras das gerações antigas e recentes. Este é o Verbo do Todo-Misericordioso, se apenas tivésseis ouvidos para ouvir! Dize: Eis a essência do conhecimento, pudésseis compreender.
139. Considerai agora o que foi revelado em ainda outra passagem, para que possais, quiçá, abandonar os vossos próprios conceitos e volver as faces a Deus, o Senhor da existência. Ele* disse: “É ilícito contrair matrimônio com um descrente no Bayán. Se apenas um dos cônjuges abraçar esta Causa, os seus bens serão ilícitos ao outro até que este se converta. Esta lei, entretanto, só vigorará após a exaltação da Causa de Quem em verdade manifestaremos, ou do que já foi por justiça manifestado. Antes disso ocorrer, sois livres para desposar quem quiserdes, para que talvez dessa forma possais exaltar a Causa de Deus.” Assim cantou o Rouxinol doce melodia sobre o ramo celestial, em louvor de seu Senhor, o Todo-Misericordioso. Felizes aqueles que prestam ouvidos.
140. Ó povo do Bayán! Eu vos adjuro por vosso Senhor, o Deus de Misericórdia, que contempleis com os olhos da eqüidade essas palavras que do alto foram enviadas pelo poder da verdade, e não sejais dos que vêem a evidência de Deus e todavia a rejeitam e negam. Eles, em verdade, seguramente perecerão! O Ponto do Bayán, nesse versículo, explicitamente mencionou a excelsitude de Minha Causa antes de Sua própria Causa. Toda mente dotada de justiça e compreensão atesta isso. Como bem podeis testemunhar neste dia, tamanha é a sua sublimidade que ninguém a pode negar, exceto aqueles cujos olhos são embotados nesta vida mortal, aos quais um humilhante castigo se reservou na vindoura.
141. Pela retidão de Deus! Eu, verdadeiramente, sou Seu* Mais-Amado e, neste momento, Ele escuta estes versículos que descem do Céu da Revelação e deplora as transgressões que cometestes nestes dias. Temei a Deus e não vos associeis ao agressor. Dize: Ó povo, se preferis desacreditar nEle**, ao menos abstende-vos de fazer-Lhe oposição. Por Deus! Já são suficientes as hostes da tirania que contra Ele se uniram!
142. Verdadeiramente, Ele* revelou certas leis para que nesta Dispensação a Pena do Altíssimo não Se movesse senão para glorificar Sua própria Condição transcendente e Sua mais fulgurante Beleza. Porém, por desejarmos evidenciar o favor que vos concedemos, apresentamos com clareza estas leis, através do poder da verdade, e abrandamos o que vos queremos ver cumprir. Ele, veramente, é o Magnânimo, o Generoso.
143. Ele* anteriormente já vos informara sobre o que diria este Alvorecer da Sabedoria Divina. Ele afirmou — e é Quem diz a verdade: “Ele*** é Quem em todas as circunstâncias proclama: ‘Verdadeiramente nenhum Deus há senão Eu, o Único, o Incomparável, o Onisciente, o Conhecedor de tudo’”. Eis uma posição que Deus reservou exclusivamente para esta Revelação ímpar, sublime e maravilhosa. Eis um sinal de Seu generoso favor, se o compreendeis, e um sinal de Seu decreto irresistível. Eis o Seu Nome Supremo, Seu Verbo Excelso e o Alvorecer de Seus Mais Nobres Títulos, pudésseis entender. Não! mais que isso! Através dEle os Mananciais, as Alvoradas da guia Divina Se tornam manifestos. Ponderai, ó povo, sobre o que em verdade desceu do alto. Refleti sobre isso, e não sejais dos transgressores.
144. Convivei com todas as religiões em amizade e concórdia para que se inale de vós a doce fragrância de Deus. Vigiai para que a chama da tola ignorância não vos domine quando entre os homens. Tudo procede de Deus e a Ele retorna. Ele é a origem de tudo e nEle todas as coisas findam.
145. Cuidai de não entrardes em nenhum domicílio na ausência do proprietário, exceto com sua permissão. Portai-vos condignamente em todas as circunstâncias e não sejais dos desviados.
146. Foi ordenado que purificásseis os vossos meios de subsistência e coisas similares através do pagamento do Zakát. Assim Aquele que é o Revelador de Versículos prescreveu nesta Epístola excelsa. Se for a vontade e o propósito de Deus, exporemos em breve a medida de sua taxação. Ele, veramente, explana tudo o que deseja graças ao Seu próprio conhecimento e, verdadeiramente, é onisciente e sapientíssimo.
147. É ilícito mendigar e proibido dar esmolas ao pedinte. Foi ordenado que todos tenham uma fonte de renda. Quanto aos incapazes de tê-la, incumbe aos Representantes de Deus e aos ricos proverem-lhe o sustento adequado. Guardai os preceitos e mandamentos de Deus — mais! preservai-os como a vossos próprios olhos! — e não sejais dos que sofrem perda deplorável.
148. No Livro de Deus proibiu-se-vos a contenda e o conflito, a agressão ao próximo e atos similares que possam entristecer os corações e as almas. O Senhor de toda a humanidade anteriormente prescrevera uma multa de dezenove mithqáls de ouro a quem causasse tristeza a outrem. Nesta Dispensação, entretanto, Ele vos isentou disso e vos exorta à retidão e piedade. É este o mandamento que Ele vos impôs nesta Epístola resplandecente. Não desejeis para os outros o que não desejais para vós próprios; temei a Deus e não sejais dos arrogantes. Da água fostes todos criados, e ao pó voltareis. Ponderai sobre o fim que vos aguarda, e não trilheis a vereda dos opressores. Atendei aos versículos de Deus que vos são recitados por Aquele que é a sagrada Árvore Celestial. Eles, seguramente, são a balança infalível estabelecida por Deus, o Senhor deste mundo e do vindouro. Por meio deles a alma humana alça vôo rumo ao Alvorecer da Revelação, e o coração de todo verdadeiro fiel é inundado de luz. São essas as leis que Deus vos impôs — esses os mandamentos que vos foram prescritos na Sua Epístola Sagrada. Obedecei-os com alegria e contentamento, pois é o que vos melhor convém, se apenas o soubésseis.
149. Recitai os versículos de Deus a cada manhã e anoitecer. Quem não os recita não é fiel ao Convênio de Deus e a Seu Testamento, e quem neste Dia se afasta destes versículos sagrados é dos que por toda a eternidade se afastaram de Deus. Temei vós todos a Deus, ó Meus servos! Não vos ufaneis de muito lerdes os versículos, ou da profusão de atos pios realizados noite e dia. Pois ler um único versículo com júbilo e radiância é melhor do que a leitura enfastiada de todos os Livros Sagrados de Deus, o Amparo no perigo, O que existe por Si só. Recitai os versículos sagrados em tal medida que vos não sobrevenha a prostração e o desânimo. Não sujeiteis vossas almas ao que lhes traz fadiga e abatimento, mas sim alívio e ânimo, para que se ergam nas asas dos versículos divinos rumo ao Nascente de Seus sinais manifestos. Assim vos aproximareis de Deus, se o apenas compreendêsseis.
150. Ensinai às vossas crianças os versículos revelados do céu de majestade e poder, para que recitem as Epístolas do Todo-Misericordioso, nos mais melodiosos tons, nos recantos dos Mashriqu’l-Adhkárs. Quem é arrebatado pelo êxtase que nasce da adoração de Meu Nome, o Mais Compassivo, recitará os versículos de Deus de tal maneira que cativará os corações dos ainda letárgicos. Feliz quem, das palavras de seu misericordioso Senhor, sorve o Vinho Místico da vida eterna em Meu Nome — um Nome pelo qual toda montanha altiva e majestosa foi reduzida a pó.
151. Foi-vos ordenado renovar os móveis de vossos lares a cada dezenove anos. Assim impôs Aquele que é Onisciente e Onividente. Ele veramente deseja o refinamento, tanto em vós como em tudo o que possuís. Não deixeis de lado o temor a Deus e não sejais dos negligentes. Se alguém considerar os seus recursos insuficientes para esse fim, Deus isentá-lo-á, pois é Quem sempre perdoa, o Mais Generoso.
152. Lavai os pés todos os dias no verão e a cada três dias no inverno.
153. Se alguém se encolerizar convosco, respondei-lhe com gentileza; se vos insultar, evitai insultá-lo em revide — deixai-o a sós, e colocai vossa confiança em Deus, o Vingador Onipotente, o Senhor de Justiça e Poder.
154. Sois proibidos de subir aos púlpitos. Quem vos quiser recitar os versículos de seu Senhor sentará em uma cadeira colocada sobre um estrado, para que possa fazer menção de Deus, seu Senhor e Senhor de toda a humanidade. Deus aprecia que vos senteis em cadeiras e bancos como um sinal de honra ao amor que dedicais a Ele e à Manifestação de Sua Causa gloriosa e resplandecente.
155. O jogo de azar e o uso do ópio vos foram proibidos. Afastai-vos de ambos, ó povo, e não sejais dos transgressores. Acautelai-vos para não usar nenhuma substância que produza apatia e torpor no templo humano, ou que prejudique o corpo. Verdadeiramente, Nós apenas vos desejamos o que vos beneficiará. Todas as coisas criadas o atestam, se apenas tivésseis ouvidos para ouvir.
156. Sempre que vos convidarem a um banquete ou ocasião festiva, atendei com alegria e regozijo; e ficará livre de repreensão quem cumprir a sua promessa. Este é o Dia no qual se expôs cada um dos sábios decretos de Deus.
157. Vede: o “mistério da Grande Inversão no Símbolo do Soberano” tornou-se agora manifesto. Feliz quem Deus ajudou a reconhecer o “Seis” erguido em virtude deste “Alif Aprumado”; ele, em verdade, é um dos que têm verdadeira fé. Quantos não foram os aparentemente piedosos que se desviaram, e quantos os perdidos que se aproximaram, exclamando: “Todo louvor a Ti, ó Tu, o Desejo dos mundos!” Em verdade, está nas mãos de Deus o dar qualquer coisa que deseje a quem quer que Ele queira, e negar tudo o que quiser a qualquer um que Ele escolha. Ele conhece os segredos íntimos dos corações e o significado oculto no pestanejar dos escarnecedores. Tantas foram as personificações da negligência a quem exaltamos com a Nossa aceitação, pois chegaram-se a Nós com candura; e quantos os expoentes da sabedoria que por justiça lançamos ao fogo. Em verdade, cabe a Nós julgar. Ele é a manifestação de “Deus cumpre o que deseja” e está estabelecido no trono de “Ele ordena o que Lhe apraz”.
158. Bem-aventurado quem percebe a fragrância dos significados interiores nos traços desta Pena, através de cujo movimento as brisas de Deus sopram sobre a criação inteira, e por cuja quietude a própria essência da tranqüilidade se manifesta no reino da existência. Glorificado seja o Todo-Misericordioso, o Revelador de tão inestimável favor. Dize: Por haver Ele suportado injustiça, a justiça apareceu na terra, e porque aceitou humilhação, a majestade de Deus refulgiu em meio à humanidade.
159. Proibiu-se-vos o porte de armas, salvo se essencial, e permitiu-se que vestísseis seda. O Senhor, por Sua graça, poupou-vos das restrições antes impostas às roupas e ao corte da barba. Ele, veramente, é o Ordenador, o Onisciente. Não permitais em vossa conduta nada que as opiniões judiciosas e íntegras desaprovariam, e não sejais joguetes dos ignorantes. Feliz quem se atavia com o esplendor da conduta decorosa e de um caráter louvável. Seguramente ele é dos que auxiliam o seu Senhor através de atos distintivos e notáveis.
160. Promovei o desenvolvimento das cidades de Deus e de Seus países e ali glorificai-O com as entoações jubilosas de Seus eleitos. Em verdade, o poder da língua edifica os corações dos homens, tal qual as mãos e outros instrumentos erguem casas e cidades. Nós designamos para cada fim o meio que permitirá a sua realização; tirai proveito disso e depositai vossa fé e confiança em Deus, o Onisciente, o Sapientíssimo.
161. Bem-aventurado quem confessou a sua crença em Deus e em Seus sinais, e reconheceu que “Ele não será questionado por Seus atos”. Deus fez desse reconhecimento o adorno de toda crença e o seu próprio alicerce. Disso depende a aceitação de todos os atos virtuosos. Fixai nisso vossos olhos, para que talvez os sussurros dos rebeldes não vos façam tropeçar.
162. Se Ele decretar lícito o que desde tempos imemoriais fora proibido, e se proibir o que sempre se considerara legítimo, a ninguém é dado o direito de Lhe questionar a autoridade. Quem vacila, por menos de um momento que seja, é considerado transgressor.
163. Quem ignora esta verdade sublime e fundamental, e não atinge esta mais elevada condição, será agitado pelos ventos da dúvida e as palavras dos infiéis lhe transtornarão a alma. Quem admite este princípio adquire a mais perfeita constância. Toda honra a este grau todo-glorioso, com cuja lembrança adorna-se toda Epístola sublime. Eis o ensinamento que Deus vos concede, ensinamento que vos livrará de toda a espécie de dúvida e perplexidade e vos fará atingir a salvação tanto neste mundo como no vindouro. Verdadeiramente, Ele é Quem sempre perdoa, o Mais Generoso. Foi Ele Quem enviou os Mensageiros e fez descerem os Livros para que proclamassem: “Não há outro Deus senão Eu, o Todo-Poderoso, o Sapientíssimo”.
164. Ó Terra do Káf e do Rá!* Verdadeiramente Nós te vemos numa condição que desagrada a Deus e observamos surgindo de ti o que é inescrutável a todos salvo Ele, o Onisciente, O de tudo informado, e percebemos o que secreta e furtivamente de ti emana. O conhecimento de tudo Nos pertence, inscrito numa Epístola lúcida. Não te entristeças pelo que te sobreveio. Breve Deus levantará em teu seio homens dotados de suprema bravura, os quais glorificarão Meu Nome com uma constância tal que não serão nem impedidos pelas censuras malévolas dos sacerdotes nem detidos pelas insinuações dos que semeiam dúvidas. Eles contemplarão Deus com os próprios olhos e com as próprias vidas fá-Lo-ão vitorioso. Eles, em verdade, contam-se entre os inabaláveis.
165. Ó congregação de doutos da religião! Quando Meus versículos desceram do alto e Meus sinais claros se revelaram, Nós vos encontramos atrás de véus. Isso, em verdade, é muito estranho. Ufanai-vos de Meu Nome e, no entanto, não Me reconhecestes quando o vosso Senhor, o Todo-Misericordioso, apareceu entre vós com provas e evidências. Nós rasgamos os véus — guardai-vos de cegar o povo por outro mais. Rompei as correntes das vãs fantasias em nome do Senhor de todos os homens, e não sejais dos insinceros. E se vos volverdes para Deus e abraçardes Sua Causa, não dissemineis nela desordem, nem meçais o Livro de Deus segundo vossos desejos egoístas. Em verdade, assim Deus vos aconselha no passado e no futuro: as testemunhas de Deus e Seus eleitos — sim! cada um de Nós, sem exceção — atestam-no solenemente.
166. Recordai o xeique de nome Muhammad-Hasan, que era dos mais eruditos religiosos de seu tempo. Quando Aquele que é o Verdadeiro Se manifestou, ele e outros como ele rejeitaram-No, enquanto um peneirador de trigo e cevada O aceitou e ao Senhor se volveu. Malgrado ocupar-se dia e noite em redigir o que presumia serem as leis e determinações de Deus, nenhuma letra daquilo de nada lhe valeu quando Ele, o Independente, surgiu; do contrário não se afastaria de um Semblante que iluminou as faces dos eleitos do Senhor. Houvésseis vós acreditado em Deus quando Ele Se revelou, o povo não se teria desviado dEle, nem Nos sucederiam as coisas que hoje testemunhais. Temei a Deus e não sejais dos desatentos.
167. Acautelai-vos para que nenhum nome vos exclua de Quem é o Possuidor de todos os nomes, nem qualquer palavra vos prive desta Lembrança de Deus, esta Fonte de Sabedoria entre vós. Volvei-vos a Deus e buscai Sua proteção, ó congregação de doutos, e não vos torneis um véu entre Mim e Minhas criaturas. Assim realmente vos aconselha o vosso Senhor, e ordena que sejais justos, para que vossas obras não se reduzam a nada sem que o percebais, incônscios de vossa lastimável condição. Poderá quem nega esta Causa vindicar a verdade de qualquer outra em toda a criação? Não! por Aquele que é o Escultor do universo! Ainda assim o povo está envolto em denso véu. Dize: Através desta Causa o sol do testemunho despontou e o luminar da prova irradiou seu brilho sobre todos na terra. Temei a Deus, ó homens de percepção, e não sejais dos que desacreditam em Mim. Acautelai-vos para que a palavra “Profeta” não vos exclua deste Anúncio Supremo, nem qualquer referência a “Regência” vos prive da soberania dAquele que é o Representante de Deus, soberania esta que sobrepuja todos os mundos. Seu Verbo criou todos os nomes e todas as causas dependem da Sua poderosa, irresistível e maravilhosa Causa. Dize: Este é o Dia de Deus, o Dia quando nada mais se ouvirá salvo a menção de Seu próprio Ser, o Protetor Onipotente de todos os mundos. Esta é a Causa que fez todos os vossos ídolos e superstições tremerem.
168. Nós, verdadeiramente, vemos entre vós um que toma nas mãos o Livro de Deus e dele cita provas e argumentos a fim de repudiar o seu Senhor, assim como os seguidores de todas as outras fés buscaram em seus Livros Sagrados razões para renegar Aquele que é o Amparo no perigo, O que subsiste por Si próprio. Dize: Deus, o Verdadeiro, é Minha testemunha! Nem as Escrituras do mundo, nem todos os livros e escritos existentes vos serão de qualquer proveito, neste Dia, se vos apartardes deste que é o Livro Vivente, que proclama no mais recôndito âmago da criação: “Em verdade, nenhum Deus há senão Eu, O de tudo informado, o Sapientíssimo.”
169. Ó assembléia de doutos da religião! Guardai-vos de provocar contenda na terra, assim como fostes causa de repúdio à Fé nos seus primeiros dias. Reuni o povo em torno desta Palavra que fez os seixos exclamarem: “O Reino é de Deus, a Origem de todos os sinais!” Deveras, assim, por Seu favor, o vosso Senhor vos adverte. Ele, em verdade, é O que sempre perdoa, o Mais Generoso.
170. Recordai Karím, quando Nós o conclamamos a Deus — como se mostrou arrogante, instigado pelos próprios desejos; Nós, no entanto, lhe havíamos enviado o que era luz para os olhos da comprovação no mundo da existência, e o cumprimento do testemunho de Deus para todos que estão nos céus e na terra. Nós, em sinal da graça do Onipossuinte, o Altíssimo, ordenamos a ele que abraçasse a Verdade. Mas ele se recusou a vê-la até que, por ação da justiça divina, anjos de ira se apossaram dele. Verdadeiramente disso fomos testemunha.
171. Rompei os véus de tal modo que os habitantes do Reino ouçam o ruído. É esse o mandamento de Deus, nos dias passados e nos vindouros. Bem-aventurado quem observa o que se lhe ordenou, e ai do negligente!
172. Certamente, nenhum outro propósito tivemos nesse reino terreno a não ser manifestar a Deus e revelar a Sua soberania. Deus é-Me suficiente testemunha. Certamente, não tivemos outro objetivo no Reino celestial que não fosse a exaltação de Sua Causa e a glorificação de Seu louvor. Deus é-Me suficiente protetor. Certamente, nada desejamos no Domínio nas alturas exceto a exaltação de Deus e do que Ele enviou. Deus é-Me suficiente auxiliador.
173. Felizes sois, ó doutos em Bahá. Por Deus! Sois os vagalhões do Mais Pujante Oceano, as estrelas do firmamento da Glória, os estandartes do triunfo tremulando entre a terra e o céu. Sois as manifestações da firmeza entre os homens e as alvoradas da Elocução Divina para todos na terra. Bem-aventurado quem se volve para vós, e ai dos desatentos! Neste Dia, incumbe a quem sorveu o Vinho Místico da vida eterna, oferecido pelas Mãos da bondade do Senhor seu Deus, o Misericordioso, pulsar como a artéria que vibra no corpo da humanidade, para que, por seu intermédio, se possa vivificar o mundo e todo o osso decomponente.
174. Ó povos da terra! Quando o Pombo Místico já tiver levantado vôo de Seu Santuário de Louvor e houver buscado a sua meta longínqua, sua habitação oculta, submetei tudo o que não entendais no Livro Àquele que proveio desta poderosa Estirpe.
175. Ó Pena do Altíssimo! Move-te sobre a Epístola conforme ordena o Teu Senhor, o Criador dos Céus, e fala da vez quando Aquele que é o Manancial da Unidade Divina decidiu encaminhar-Se à Escola da Unicidade Transcendente. Quiçá desse modo os puros de coração possam vislumbrar, por um fundo de agulha que seja, os mistérios de Teu Senhor, o Todo-Poderoso, o Onisciente, os quais jazem ocultos atrás dos véus. Dize: Nós, verdadeiramente, entramos na Escola dos significados íntimos e da elucidação num tempo em que todas as coisas criadas estavam inconscientes. Nós vimos as palavras enviadas pelo Todo-Misericordioso e acatamos os versículos de Deus, o Amparo no Perigo, o Auto-Subsistente, que Nos foram por Ele* ofertados, e atendemos ao que Ele solenemente afirmou na Epístola. Seguramente, foi isso o que de fato contemplamos. E Nós aquiescemos ao Seu desejo através de Nosso mando, pois efetivamente somos poderoso para ordenar.
176. Ó povo do Bayán! Nós, verdadeiramente, entramos na Escola de Deus quando vós ainda dormíeis, e lemos atentamente a Epístola enquanto jazíeis em sono profundo. Pelo Deus Uno e Verdadeiro! Nós lemos a Epístola antes mesmo de ser revelada, enquanto estáveis inconscientes, e tínhamos pleno conhecimento do Livro antes mesmo que houvésseis nascido. Estas palavras são conforme a vossa medida, não a de Deus. Isso é atestado pelo que está entesourado no Seu conhecimento, se sois dos que compreendem, e disso a língua do Todo-Poderoso dá seguro testemunho, se sois dos que percebem. Juro por Deus! levantássemos o véu, ficaríeis estupefatos.
177. Acautelai-vos para não vos opor futilmente ao Todo-Poderoso e à Sua Causa, pois eis! Ele surgiu entre vós investido de uma Revelação tão vasta que a tudo abarca, quer do passado, quer do futuro. Fôssemos Nós apresentar Nosso tema na linguagem dos habitantes do Reino, diríamos: “Veramente, Deus criou aquela Escola antes de ter criado os céus e a terra, e Nós nela entramos antes de as letras S e E terem sido ligadas e unidas”. É esta a linguagem de Nossos servos em Nosso Reino; ponderai, pois, o que não pronunciaria a língua dos moradores do Nosso excelso Domínio, pois Nós lhes transmitimos o Nosso conhecimento e lhes revelamos tudo o que se achava oculto na sabedoria de Deus. Refleti, então, sobre o que não diria a Língua do Poder e Grandeza em Sua Morada Toda-Gloriosa!
178. Esta não é uma Causa que possa ser joguete das vossas vãs fantasias, tampouco é campo para tolos e timoratos. Por Deus! esta é a arena da perspicácia e do desprendimento, da visão e do enaltecimento, onde cavaleiro algum pode galopar, exceto os valorosos paladinos do Misericordioso, os quais romperam todos os laços com o mundo da existência. São eles, de fato, que tornam Deus vitorioso na terra, e são a manifestação de Seu poder soberano entre a humanidade.
179. Acautelai-vos para que nada do que foi revelado no Bayán vos exclua de vosso Senhor, o Mais Compassivo. Deus é Minha testemunha de que o Bayán foi enviado com o objetivo único de celebrar o Meu louvor, se apenas o soubésseis! Nele os puros de coração hão de somente encontrar a fragrância de Meu amor, somente o Meu Nome, o qual eclipsa tudo o que vê e tudo o que é visto. Dize: Volvei-vos, ó povo, ao que emanou de Minha Pena Excelsa. Se disso inalardes a fragrância de Deus, não vos rebeleis contra Ele, nem vos priveis duma porção de Seu benévolo favor e de Suas múltiplas dádivas. Assim, deveras, o vosso Senhor vos adverte. Ele, em verdade, é o Conselheiro, o Onisciente.
180. Perguntai de Deus, vosso Senhor e de vossos ancestrais, tudo o que não compreendeis no Bayán. Caso Lhe apraza, Ele vos elucidará o que ali foi revelado, e vos mostrará as pérolas do conhecimento e da sabedoria divinos que jazem ocultas no oceano de Suas palavras. Ele, verdadeiramente, é supremo sobre todos os nomes; não há outro Deus senão Ele, o Amparo no perigo, O que subsiste por Si próprio.
181. O equilíbrio do mundo foi abalado através da influência vibrante desta nova e suprema Ordem Mundial. A vida regulada do gênero humano foi revolucionada por este Sistema único, maravilhoso — cujo semelhante jamais foi testemunhado por olhos mortais.
182. Imergi-vos no oceano de Minhas palavras, para que possais desvendar-lhe os segredos e descobrir todas as pérolas de sabedoria que jazem ocultas em suas profundezas. Guardai-vos de vacilar em vossa determinação de abraçar a verdade desta Causa — uma Causa através da qual se revelaram as potencialidades da grandeza de Deus e se estabeleceu Sua soberania. Apressai-vos a Ele com as faces radiantes de júbilo! Esta é a imutável Fé divina, eterna no passado, eterna no futuro. Que seja alcançada por quem busca. Quanto àquele que se recusou a buscá-la — verdadeiramente, Deus é Auto-Suficiente e não carece de nenhuma de Suas criaturas.
183. Dize: Eis a infalível Balança na Mão de Deus, na qual são pesados todos os que estão nos céus e todos os que estão na terra, e lhes é determinado o destino — se sois dos que reconhecem esta verdade e nela crêem. Dize: Eis o Testemunho Supremo, através do qual se validaram todas as provas ao longo dos séculos, pudésseis vós assegurar-vos disso. Dize: Por seu intermédio concedeu-se riqueza aos pobres, esclarecimento aos eruditos e os que buscavam puderam ascender à presença de Deus. Guardai-vos de fazer dele causa de dissensão entre vós. Sede tão firmes quanto a montanha inabalável na Causa do vosso Senhor, o Poderoso, o Deus de Amor.
184. Dize: Ó fonte de perversão! Abandona a tua cegueira proposital e expõe a verdade ao povo. Juro por Deus que pranteei por ti ao ver que seguias as tuas paixões egoístas e repudiavas Quem te trouxe à existência, o teu Escultor. Recorda a terna misericórdia de teu Senhor e relembra como Nós te educamos dia e noite para o serviço da Causa. Teme a Deus e sê dos que de fato se arrependeram. Ainda que se admita que o povo estivesse confuso quanto à tua posição, será concebível que tu próprio estejas igualmente confuso? Treme diante de teu Senhor e lembra-te dos dias quando estavas diante de Nosso trono e anotavas os versículos que Nós te ditávamos — versículos enviados por Deus, o Protetor Onipotente, o Senhor de força e poder. Acautela-te para que o fogo de tua presunção não te prive da Sagrada Corte de Deus. Volve-te a Ele, e não temas devido aos teus atos. Veramente Ele, como um favor Seu, perdoa a quem quer que Ele deseje. Nenhum outro Deus há senão Ele, O que sempre perdoa, o Todo-Generoso. Nós te exortamos inteiramente por amor a Deus. Se aceitares este conselho, agirás em teu próprio benefício, mas, se o rejeitares, teu Senhor, em verdade, muito bem passará sem ti e sem aqueles que, em evidente desatino, são teus seguidores. Repara! Deus puniu aquele que te fez desviar. Retorna a Deus, humilde, submisso e servil. Verdadeiramente Ele te dissipará os pecados, porquanto teu Senhor é certamente o Perdoador, o Poderoso, o Todo-Misericordioso.
185. Eis o Conselho de Deus; pudesses tu atendê-lo! Eis o Favor de Deus; se o pudesses receber! Eis o Pronunciamento de Deus, pudesses tu apreendê-lo! Eis o Tesouro de Deus, se o apenas pudesses compreender!
186. Eis o Livro que se tornou a Lâmpada do Ser Eterno para o mundo, e Seu Caminho reto, inalterável, entre os povos da terra. Dize: Esta é a Alvorada do conhecimento divino, se sois dos que percebem, e a Fonte dos mandamentos de Deus, se sois dos que compreendem.
187. Não sobrecarregueis um animal com mais do que ele pode suportar. Nós, em verdade, proibimos tal tratamento mediante firmíssima interdição registrada no Livro. Sede vós as personificações da justiça e da eqüidade em meio a toda a criação.
188. Se alguém acidentalmente tirar a vida de outrem, incumbe-lhe pagar à família do falecido uma indenização de cem mithqáls de ouro. Segui o que se vos ordenou nesta Epístola, e não sejais dos que a transgridem.
189. Ó vós parlamentares no mundo todo! Escolhei um único idioma a ser usado por todos na terra, e adotai igualmente uma escrita comum. Deus, verdadeiramente, vos esclarece o que vos beneficiará e vos capacitará a serdes independentes de outrem. Ele, deveras, é o Mais Generoso, o Onissapiente, O de tudo informado. Isto será causa de unidade, se o pudésseis compreender, e o maior instrumento para a promoção da harmonia e da civilização, se apenas o soubésseis! Nós determinamos dois sinais para a maioridade da raça humana: o primeiro constitui-se no mais firme alicerce, e expusêmo-lo em outra de Nossas Epístolas; o segundo revelou-se neste Livro maravilhoso.
190. Proibiu-se-vos o fumo do ópio. Nós, em verdade, tornamos ilícita essa prática por meio de vigorosíssima interdição assentada no Livro. Aquele que disso faz uso seguramente não é dos Meus. Temei a Deus, ó vós dotados de discernimento!


ALGUNS TEXTOS SUPLEMENTARES AO KITÁB-I-AQDAS REVELADOS POR BAHÁ’U’LLÁH


VÁRIAS EPÍSTOLAS REVELADAS POR BAHÁ’U’LLÁH após o Kitáb-i-Aqdas contêm passagens que suplementam os preceitos do Livro Sacratíssimo. Dentre esses Textos, os mais notáveis foram publicados em Epístolas de Bahá’u’lláh Reveladas Após o Kitáb-i-Aqdas. Inclui-se aqui um excerto da Epístola do Ishráqát. O texto das três Orações Obrigatórias mencionadas no Perguntas e Respostas e a Oração de Finados citada no Texto são também reproduzidos nesta seção.


A EPÍSTOLA DE ISHRÁQÁT
O OITAVO ISHRÁQ

ESTA PASSAGEM, ESCRITA AGORA PELA Pena da Glória, é considerada parte do Livro Sacratíssimo: Os homens da Casa de Justiça instituída por Deus foram incumbidos dos interesses do povo. Eles são, em verdade, os Mandatários de Deus entre Seus servos e as fontes da autoridade em Seus países.
Ó povo de Deus! O que treina o mundo é a Justiça, pois é sustentada por dois pilares, a recompensa e a punição. Esses dois pilares são as fontes de vida para o mundo. Uma vez que cada dia traz consigo um novo problema e que para todo problema há uma solução oportuna, tais assuntos devem ser levados à consideração da Casa de Justiça, a fim de que seus membros possam agir de acordo com as necessidades e exigências da época. Aqueles que por amor a Deus se levantam para Lhe servir a Causa tornam-se alvo da inspiração divina proveniente do Reino invisível. Incumbe a todos ser-lhes obedientes. Todos os assuntos de Estado devem ser submetidos à Casa de Justiça, mas os atos de adoração devem ser observados de acordo com o que Deus revelou em Seu Livro.
Ó povo de Bahá! Sois os mananciais do amor de Deus e as fontes de Sua benevolência. Não corrompais vossas línguas amaldiçoando e causando injúria a qualquer alma, e guardai vossos olhos de tudo que não seja condigno. Apresentai o que possuís. Se for recebido favoravelmente, tereis atingido vosso objetivo; se não, protestar é inútil. Deixai tal alma a sós e volvei-vos ao Senhor, o Protetor, o Subsistente por Si próprio. Não sejais causa de tristeza, muito menos de discórdia e contenda. Nutre-se a esperança de que possais obter a educação verdadeira à sombra da árvore de Sua terna misericórdia e agir de acordo com o que Deus deseja. Sois todos as folhas de uma só árvore e as gotas de um mesmo oceano.
(Epístolas de Bahá’u’lláh, p. 142-143)


ORAÇÃO OBRIGATÓRIA LONGA

A SER RECITADA UMA VEZ EM
VINTE E QUATRO HORAS


Aquele que deseja recitar esta oração deve ficar em pé e volver-se a Deus. Enquanto permanece em seu lugar, olhe à direita e à esquerda, como se esperasse a misericórdia de seu Senhor, o Mais Clemente, o Compassivo. Então diga:
Ó Tu que és o Senhor de todos os nomes e o Criador dos céus! Imploro-Te, por Aqueles que são as Auroras da Tua Essência invisível, a Excelsa, a Toda-Gloriosa, que faças de minha prece um fogo para queimar os véus que me excluíram de Tua beleza, e uma luz que me guie ao oceano da Tua presença.
Que em seguida levante as mãos suplicantes para Deus — abençoado e enaltecido seja Ele — e diga:
Ó Tu, o Desejo do mundo e o Bem-Amado das nações! Vês como para Ti me volto, desprendido de tudo, menos de Ti, apoiando-me à Tua corda, cujo movimento comoveu a criação inteira. Sou Teu servo, ó Meu Senhor, e o filho de um servo Teu. Eis-me aqui, disposto a fazer Tua vontade e cumprir Teu desejo, a nada aspirando, salvo à Tua aprovação. Imploro-Te, pelo Oceano da Tua misericórdia e pelo Sol da Tua graça, que faças de Teu servo o que Te apraz e agrada. Por Teu poder, imensamente elevado acima de toda menção e todo louvor! O que Tu revelas é o desejo do meu coração e a aspiração de minh’alma. Ó Deus, meu Deus! Não olhes minhas esperanças e ações, mas sim Tua vontade, a qual abrangeu os céus e a terra. Por Teu Nome Supremo, ó Tu, Senhor de todas as nações! Não tenho desejado senão o que Tu desejaste, e só amo o que Tu amas.
Que então se ajoelhe e, curvando a testa até o chão, diga:
Elevado estás acima de qualquer descrição que não seja a feita por Ti mesmo e além de qualquer compreensão que não seja a Tua.
Que depois se levante e diga:
Faze de minha prece, ó meu Senhor, uma fonte de águas vivas pelas quais eu possa viver enquanto Tua soberania durar, fazendo menção de Ti em cada mundo de Teus mundos.
Que levante as mãos outra vez em súplica e diga:
Ó Tu com Cuja separação os corações e as almas se consumiram, e pela chama de cujo amor o mundo inteiro se conflagrou! Imploro-Te, por Teu Nome, através do qual dominaste a Criação inteira, que não me negues o que está Contigo, ó Tu que reges todos os homens! Vês, ó Meu Senhor, como este estranho se apressa ao seu lar excelso, sob o pálio da Tua majestade e dentro dos recintos da Tua misericórdia; vês como este transgressor busca o oceano do Teu perdão; este humilde, a corte da Tua glória; e esta pobre criatura, o oriente da Tua riqueza. É Tua a autoridade para mandar tudo que for do Teu querer. Atesto que hás de ser louvado em Tuas ações e obedecido em Teus mandamentos, e que Tuas ordens hão de permanecer absolutas.
Que então levante as mãos e repita três vezes o Nome Supremo,curvando-se em seguida, com as mãos repousando nos joelhos, ante Deus — abençoado e enaltecido seja Ele — e diga:
Vês, ó Meu Deus, quanto meu espírito se agita dentro deste corpo em seu anseio de Te adorar, em seu ardente desejo de Te lembrar e louvar; vês como dá testemunho daquilo que a Língua do Teu Mandamento atestou, no reino da Tua Palavra e no céu do Teu conhecimento. Neste estado, ó meu Senhor, amo suplicar tudo o que está Contigo, para que eu possa demonstrar minha pobreza e glorificar Tua riqueza e generosidade, declarar minha incapacidade e manifestar Teu poder e domínio.

Que se levante, então, estenda as mãos duas vezes em súplica e diga:

Não há outro Deus, salvo Tu, o Onipotente, o Todo-Generoso. Não há outro Deus além de Ti, Que ordenas no princípio como no fim. Ó Deus, meu Deus! Tua clemência tornou-me audaz, e Tua misericórdia me fortaleceu; com Teu chamado, despertei, e por Tua graça fui ressuscitado e conduzido a Ti. Se assim não fosse, quem sou eu para ousar aproximar-me do portal da cidade da Tua Presença, ou dirigir minha face às luzes que brilham do céu da Tua vontade? Vês, ó meu Senhor, esta desprezível criatura a bater à porta do Teu favor, esta alma evanescente em busca do rio da vida eterna, que emana das mãos da Tua generosidade. Teu é o poderio em todos os tempos, ó Tu que és o Senhor de todos os nomes; e a mim convêm a resignação e a pronta submissão à Tua Vontade, ó Criador dos céus!

Que então levante as mãos três vezes e diga:

Maior é Deus do que todos os grandes!

Que em seguida se ajoelhe e, curvando a testa até o chão, diga:

Tão elevado és Tu que o céu da Tua proximidade não será atingido pelos louvores daqueles que estão próximos de Ti, nem será Teu portal alcançado pelas aves dos corações de Teus devotos. Dou testemunho de que Tu estás santificado acima de todos os atributos, e és santo além de todos os nomes. Nenhum outro Deus há, salvo Tu, o Excelso, o Todo-Glorioso.

Que se sente então e diga:
Atesto aquilo que todas as coisas criadas atestaram, e também a Assembléia no alto, os habitantes do supremo Paraíso e, além destes, a própria Língua da Grandeza, do Horizonte todo-glorioso — que Tu és Deus e não há outro Deus senão Tu, e Quem se manifestou é o Mistério Oculto, o Símbolo Entesourado, Aquele que ligou e uniu as letras S e E Se?. Atesto haver sido Ele cujo nome a Pena do Altíssimo inscreveu, e Quem os Livros de Deus, o Senhor do Trono nas alturas e da região terrestre, mencionaram.
Que então ponha-se em pé e diga:
Ó Senhor de toda a existência e Possuidor de todas as coisas visíveis e invisíveis! Percebes minhas lágrimas e meus suspiros; ouves meus gemidos e prantos e os lamentos do meu coração. Por Teu poder! Minhas transgressões impediram que eu me aproximasse de Ti; meus pecados me conservaram longe da corte da Tua santidade. Teu amor me enriqueceu, ó meu Senhor, e a separação de Ti me destruiu, e o afastamento de Ti me consumiu. Suplico-Te — por Tuas pegadas nesta solidão, pelas palavras “Eis-Me aqui! Eis-Me aqui!” pronunciadas pelos Teus Eleitos nesta imensidade, pelos sopros de Tua Revelação e pelas suaves brisas do Alvorecer da Tua Manifestação — suplico-Te, ordena que eu contemple Tua beleza e observe tudo o que está em Teu Livro.
Que então repita três vezes o Nome Supremo, se curve, com as mãos repousando nos joelhos, e diga:

Louvores a Ti, ó meu Deus, por me haveres ajudado a Te recordar e louvar, por me haveres revelado Aquele que é a Aurora dos Teus sinais e me feito curvar perante a Tua Deidade, humilde em Tua Presença Divina e reconhecendo o que foi pronunciado pelos Lábios da Tua grandeza.
Que se levante então e diga:
Ó Deus, meu Deus! Minhas costas se curvam sob o peso de meus pecados, e minha incúria me destrói. Sempre que pondero minhas ações más e Tua benevolência, meu coração se dissolve dentro de mim e o sangue me ferve nas veias. Por Tua Beleza, ó Tu, Desejo do mundo! Ao erguer-Te minha face, coro, e minhas mãos ansiosas não se atrevem a estender-se para o céu de Tua Bondade. Vês, ó meu Deus, como as lágrimas me impedem de Te mencionar e Te elogiar as virtudes, ó Tu, o Senhor do Trono nas alturas e da região terrestre! Imploro-Te, pelos sinais do Teu Reino, e pelos mistérios de Teu Domínio, que trates os Teus bem-amados de acordo com Tua generosidade, ó Senhor de todos os seres, e como é digno de Tua graça, ó Rei do visível e do invisível!
Que repita então três vezes o Nome Supremo, se ajoelhe, curve a testa até o chão, e diga:
Louvores a Ti, ó nosso Deus, por nos teres enviado o que nos faça aproximar de Ti, e concedido todo o bem que ordenaste em Teus Livros e Tuas Escrituras. Nós Te suplicamos, ó meu Senhor, que nos protejas das hostes das vãs fantasias e das idéias fúteis. És, em verdade, o Poderoso, o Onisciente.

Que em seguida levante a cabeça, sente-se e diga:

Atesto, ó meu Deus, aquilo de que deram testemunho os Teus Eleitos, e reconheço o que reconheceram os habitantes do mais alto Paraíso e aqueles que rodeiam Teu Trono Grandioso. Os Reinos da terra e do céu são Teus, ó Senhor dos mundos!
*Sê! Vide a nota no 188. (N.T.)


ORAÇÃO OBRIGATÓRIA MÉDIA

A SER RECITADA DIARIAMENTE,
PELA MANHÃ, AO MEIO-DIA E AO ANOITECER.

Aquele que deseja orar deverá lavar as mãos e, ao lavá-las, dizer:

Fortalece minha mão, ó Meu Deus, para que possa segurar Teu Livro com tal firmeza que as hostes do mundo não tenham sobre ela poder algum. Guarda-a, pois, de tocar o que lhe não pertence. Tu és, em verdade, o Onipotente, o Mais Poderoso.

E enquanto lavar o rosto, diga:

Volvi a face para Ti, ó meu Senhor! Ilumina-a com a luz do Teu semblante. Protege-a, então, para que a ninguém se dirija, senão a Ti.

Em seguida, em pé, dirigindo-se ao Qiblih [o “Ponto de Adoração”, isto é, Bahjí, ‘Akká], diga:

Deus atesta que não há outro Deus salvo Ele. Seus são os reinos da Revelação e da criação. Ele, em verdade, tornou manifesto Aquele que é a Aurora da Revelação, Aquele que conversou no Sinai, através de Quem reluziu o Horizonte Supremo, e falou a Árvore Celestial* além da qual não há passagem, e por cujo intermédio foi dirigido a todos os que estão no céu e na terra este chamado: “Eis que veio Quem tudo possui! A terra e o céu, a glória e o domínio, são de Deus, Senhor de todos os homens e Possuidor do Trono nas alturas e da região terrestre!”
Que então se curve, com as mãos repousando nos joelhos, e diga:
Glorificado és Tu acima de meu louvor e do louvor de qualquer um além de mim, acima de minha descrição e da descrição de todos os que estão no céu e na terra!
Em seguida, em pé, com as mãos abertas, estando as palmas voltadas para o rosto, diga:
Não frustres as esperanças, ó Meu Deus, de quem, com dedos suplicantes, segurou-se à fímbria de Tua graça e clemência, ó Tu que és, entre todos aqueles que usam de misericórdia, o Mais Misericordioso!
Que então se sente e diga:
Atesto Tua unidade e Tua unicidade, que Tu és Deus e não há outro Deus além de Ti. Em verdade, revelaste Tua Causa, cumpriste Teu Convênio, e abriste de par em par a porta da Tua graça para todos os que habitam o céu e a terra. Bênção e paz, saudação e glória, estejam sobre Teus amados, aos quais nenhuma vicissitude ou eventualidade do mundo impediu de se dirigirem a Ti, e que deram tudo na esperança de obter o que está Contigo. És, em verdade, O que sempre perdoa, o Generosíssimo.

Se alguém quiser recitar, ao invés do versículo longo, estas palavras: “Deus atesta que não há outro Deus salvo Ele, o Amparo no Perigo, o Absoluto”, isso será suficiente. E também bastaria se a pessoa, enquanto sentada, quisesse recitar estas palavras: “Dou testemunho de Tua unidade e Tua unicidade, que Tu és Deus e não há outro Deus além de Ti.”


ORAÇÃO OBRIGATÓRIA CURTA

A SER REPETIDA UMA VEZ EM
VINTE QUATRO HORAS, AO MEIO DIA.


Dou testemunho, ó Meu Deus, de que Tu me criaste para Te conhecer e adorar. Confesso, neste momento, minha incapacidade e Teu poder, minha pobreza e Tua riqueza.
Não há outro Deus além de Ti, o Amparo no perigo, O que subsiste por Si próprio.


ORAÇÃO DE FINADOS*


Ó Meu Deus! Este é Teu servo e filho de um servo Teu, que acreditou em Ti e em Teus Sinais e a Ti dirigiu a face, desprendido completamente de tudo, salvo de Ti. Dos que mostram clemência, és Tu, em verdade, o mais clemente.
Ó Tu que perdoas os pecados dos homens e lhes ocultas as faltas, trata-o de um modo digno do céu da Tua generosidade e do oceano da Tua graça. Concede-lhe entrada nos recintos da Tua transcendente misericórdia, que existia antes da fundação da terra e do céu. Não há outro Deus salvo Tu, O que sempre perdoa, o Mais Generoso.

Que se repita, então, seis vezes a saudação “Alláh’u’Abhá” e, em seguida, dezenove vezes, cada um destes versículos:

Nós todos, em verdade, adoramos a Deus.
Nós todos, em verdade, nos curvamos perante Deus.
Nós todos, em verdade, somos devotos a Deus.
Nós todos, em verdade, damos louvores a Deus.
Nós todos, em verdade, rendemos graças a Deus.
Nós todos, em verdade, somos pacientes em Deus.

(No caso do falecimento de uma mulher, que se diga: Esta é Tua serva e filha de uma serva Tua, etc.)


Perguntas e Respostas


1. Pergunta: A respeito do Festival Supremo.
Resposta: O Festival Supremo principia ao anoitecer do décimo-terceiro dia do segundo mês do ano estabelecido no Bayán. No primeiro, nono e décimo segundo dias deste Festival o trabalho é proibido.
2. Pergunta: No tocante ao Festival dos Aniversários Natalícios
Gêmeos.
Resposta: O Nascimento da Beleza de Abhá ocorreu ao raiar da aurora do segundo dia do mês de Muharram1, cujo primeiro dia assinala o Nascimento de Seu Arauto. Esses dois dias são considerados um só aos olhos de Deus.
3. Pergunta: No que concerne aos Versículos do Matrimônio.2
Resposta: Para os homens: “Nós todos, verdadeiramente, anuiremos à Vontade de Deus.” Para as mulheres: “Nós todas, verdadeiramente, anuiremos à Vontade de Deus.”
4. Pergunta: Se um homem partir em viagem sem especificar um prazo para o seu retorno — em outras palavras, sem definir qual o período previsto de sua ausência — e se não houver nenhuma notícia sua daí por diante, tampouco qualquer sinal dele, como deve proceder a esposa?
Resposta: Se ele tiver deixado de estabelecer uma data para seu retorno apesar de conhecer a cláusula do Kitáb-i-Aqdas sobre este assunto, sua esposa deve aguardar durante um ano completo, após o qual ela poderá ou adotar a conduta louvável, ou escolher para si outro marido. No entanto, se ele desconhecer aquela cláusula, ela deve esperar pacientemente até o dia em que Deus queira desvendar-lhe o destino dele. Por conduta louvável, neste sentido, entende-se a prática da paciência.

5. Pergunta: Quanto ao versículo sagrado: “Quando ouvimos o clamor dos filhos ainda não nascidos, duplicamo-lhes as quotas e reduzimos as dos demais.”
Resposta: Conforme o Livro de Deus, o espólio é dividido em 2.520 quotas, que é o menor múltiplo comum de todos os números inteiros até o nove, e essas quotas são então distribuídas em sete porções, cada uma sendo destinada, conforme menciona o Livro, a uma determinada categoria de herdeiros. Os filhos, por exemplo, recebem nove lotes de 60 quotas, somando 540 quotas no total. O significado da declaração “duplicamo-lhes as quotas” é, portanto, que os filhos recebem nove lotes adicionais de 60 quotas, tendo direito a um total de 18 lotes ao todo. As quotas adicionais que recebem são deduzidas das porções das demais categorias de herdeiros, de forma que, apesar de estar revelado, por exemplo, que a esposa tem direito a “oito partes, compreendendo 480 quotas”, o que é equivalente a oito lotes de 60 quotas, agora, em virtude desta redistribuição, um lote e meio de quotas, compreendendo 90 quotas no total, foram subtraídos da porção do cônjuge e destinados aos filhos, ocorrendo o mesmo com os demais. Resulta disso que a soma total subtraída equivale aos nove lotes adicionais de quotas distribuídos aos filhos.

6. Pergunta: É necessário que o irmão, a fim de habilitar-se para a sua porção da herança, descenda de ambos o pai e a mãe do finado, ou é suficiente ter somente um dos pais em comum?
Resposta: Se o irmão descender do pai, receberá a sua parcela da herança conforme a medida prescrita no Livro; mas se descender da mãe, receberá apenas dois terços de seu quinhão, revertendo o terço restante à Casa de Justiça. Esta regra aplica-se também à irmã.
7. Pergunta: Entre os preceitos relativos à herança foi estabelecido que, no caso de o falecido não deixar descendentes, a porção do espólio que lhes caberia reverterá para a Casa de Justiça. No caso de outras categorias de herdeiros, tal como o pai, a mãe, o irmão, a irmã e o professor igualmente faltarem, acaso as suas quotas da herança também revertem à Casa de Justiça, ou são dispostas de outra forma?
Resposta: O versículo sagrado é suficiente. Diz Ele, louvado seja o Seu Verbo: “Caso o falecido não deixe descendentes, as quotas que lhes caberiam reverterão para a Casa de Justiça” etc., e “Havendo descendentes, mas nenhuma das demais categorias de herdeiros especificadas no Livro, eles receberão dois terços do espólio e o terço restante reverterá para a Casa de Justiça” etc. Em outras palavras, quando não houver descendentes a parte da herança que lhes é destinada reverterá à Casa de Justiça; e onde houver descendentes mas faltarem as demais categorias de herdeiros, dois terços da herança passam para a descendência, revertendo o terço restante para a Casa de Justiça. Essa diretriz aplica-se tanto de maneira geral quanto específica, o que vale dizer que toda vez que faltar qualquer uma das categorias dessa última classe de herdeiros, dois terços de sua herança passam para a descendência e o terço restante para a Casa de Justiça.
8. Pergunta: No que tange à soma básica sobre a qual incide o Huqúqu’lláh.
Resposta: A soma básica sobre a qual incide o Huqúqu’lláh é dezenove mithqáls de ouro. Em outras palavras, quando se acumular numerário equivalente a esse valor, um pagamento de Huqúq é devido. Da mesma forma, o Huqúq é pago quando o valor, não o número, de outras formas de propriedade alcança a quantia prescrita. O Huqúqu’lláh não é pago mais de uma vez. Por exemplo, uma pessoa que obtém mil
mithqáls de ouro, e paga o Huqúq, não está sujeita a um segundo pagamento sobre essa quantia, mas apenas sobre aquilo que somar-se à ela através do comércio, negócios e atividades semelhantes. Quando esse aumento, ou seja, o lucro realizado, alcança a importância prescrita, deve-se cumprir o que Deus ordenou. Apenas quando o capital muda de mãos é que fica outra vez sujeito ao pagamento do Huqúq, como da
primeira vez. O Ponto Primordial* determinou que o Huqúqu’lláh deve ser pago sobre o valor de tudo o que se possui; entretanto, nesta Mais Potente Dispensação Nós isentamos a mobília da casa, ou seja, o mobiliário que lhe for necessário, e a própria residência.

9. Pergunta: O que deve ter precedência: o Huqúqu’lláh, as dívidas do finado ou o custo do funeral e do enterro?
Resposta: O funeral e o sepultamento têm prioridade, depois a quitação das dívidas e então o pagamento do Huqúqu’lláh. Se o patrimônio do falecido for insuficiente para cobrir as suas dívidas, então o restante do espólio deve ser repartido entre tais dívidas em proporção ao montante de cada uma.

10. Pergunta: Rapar a cabeça foi proibido no Kitáb-i-Aqdas, mas ordenado no Súriy-i-Hajj.
Resposta: Impõe-se a todos a obediência ao Kitáb-i-Aqdas; tudo quanto está ali revelado é a Lei de Deus entre Seus servos. A injunção de os peregrinos à Casa sagrada raparem a cabeça foi abolida.

11. Pergunta: Se houver relações sexuais entre o casal durante o ano de paciência, e depois disso a discórdia outra vez separá-los, devem eles recomeçar o ano de paciência, ou podem os dias que precederam o intercurso ser incluídos no seu cômputo? E uma vez ocorrido o divórcio, faz-se necessário observar um período adicional de espera?
Resposta: Se a afeição entre o casal se renovar durante o seu ano de paciência, o laço matrimonial é válido, e aquilo que se ordena no Livro de Deus deve ser observado; mas uma vez que o ano de paciência se tenha completado e o que Deus ordenou se tenha cumprido, um período adicional de espera não é exigido. Relações sexuais entre marido e mulher são proibidas durante o ano de paciência, e quem pratica tal ato deve buscar o perdão de Deus e, como punição, pagar à Casa de Justiça uma multa de dezenove mithqáls de ouro.

12. Pergunta: Se surgir antipatia entre o casal após os Versículos de Casamento terem sido recitados e o dote haver sido pago, pode ocorrer o divórcio sem que se observe o ano de paciência?
Resposta: É legítimo que se procure obter o divórcio após a leitura dos Versículos de Casamento e do pagamento do dote, desde que antes da consumação do matrimônio. Em tais circunstâncias não é necessária a observância do ano de paciência, mas reaver o dote não é permissível.

13. Pergunta: É o consentimento dos pais e das mães de ambos os lados um pré-requisito para o casamento, ou será suficiente o consentimento dos pais de apenas um dos nubentes? É esta lei somente aplicável a virgens, ou às demais também?
Resposta: O matrimônio depende do consentimento dos pais e das mães de ambos os nubentes, e no tocante a isso é indiferente se a noiva é virgem ou não.

14. Pergunta: Ordenou-se aos crentes que se volvam na direção do Qiblih ao recitar as Orações Obrigatórias; em que direção se deveriam volver quando oferecem outras orações e preces?
Resposta: Volver-se em direção ao Qiblih é uma exigência permanente para a recitação da Oração Obrigatória, mas nas outras orações e preces pode-se seguir aquilo que o Senhor misericordioso revelou no Alcorão: “Para onde quer que olheis, lá está a face de Deus.”

15. Pergunta: Com relação à recordação de Deus no Mashriqu’l-Adhkár “na hora do alvorecer”.
Resposta: Apesar de as palavras “na hora do alvorecer” serem empregadas no Livro de Deus, ela é aceita por Deus nos primeiros momentos da aurora, entre a aurora e o nascer do sol, ou mesmo até duas horas após o nascimento do sol.

16. Pergunta: O mandamento de não se transladar o corpo do morto além da distância equivalente a uma hora de viagem é aplicável ao translado tanto por terra quanto por mar?
Resposta: Essa injunção aplica-se tanto a distâncias percorridas no mar quanto na terra, quer seja uma hora de viagem num barco a vapor, quer num trem; o importante é o período de uma hora, qualquer que seja o meio de transporte. Quanto antes se der o sepultamento, entretanto, tanto mais adequado e aceitável será.

17. Pergunta: Qual o procedimento a ser seguido quando da descoberta de propriedade perdida?
Resposta: Se a propriedade for encontrada na cidade, sua descoberta deve ser divulgada uma vez pelo pregoeiro do lugar. Se o proprietário for então identificado, o bem deve ser-lhe entregue. Caso contrário, quem encontrou o bem deve aguardar por um ano, e se nesse período o proprietário aparecer, receberá deste o que foi pago ao pregoeiro, e lhe devolverá a propriedade; só quando o ano se passar sem que se identifique o proprietário é que o descobridor de um bem poderá dele se apropriar. Se o valor do bem for igual ou inferior à taxa do pregoeiro, quem o encontrou aguardará um só dia a partir da descoberta, ao fim do qual, caso o proprietário não apareça, poderá adonar-se do bem. No caso de achar-se o bem numa área desabitada, quem o encontrou deve aguardar por três dias, depois do que, permanecendo desconhecida a identidade do proprietário, poderá tomar posse do achado.

18. Pergunta: Com referência às abluções: se, por exemplo, uma pessoa tiver recém banhado o corpo inteiro, deverá ainda assim realizar as abluções?
Resposta: O mandamento a respeito das abluções deve de toda forma ser observado.

19. Pergunta: Se um homem fizer planos para emigrar de seu país e sua esposa for contrária a isso, e a divergência culminar com o divórcio, e caso seus preparativos para a viagem delonguem-se por todo um ano, pode esse período ser considerado como o ano de paciência, ou deveria o dia da separação do casal ser considerado como o início daquele ano?
Resposta: O início da contagem dá-se no dia em que o casal se separa, portanto, se eles se tiverem separado um ano antes de o marido partir, e caso a fragrância do afeto não se tenha renovado entre o casal, o divórcio poderá ocorrer. Doutro modo, deve-se contar o ano desde o dia de sua partida, e observar-se as condições expostas no Kitáb-i-Aqdas.

20. Pergunta: Com respeito à idade da maturidade para os deveres religiosos.
Resposta: A idade da maturidade é quinze anos tanto para homens como para mulheres.

21. Pergunta: No que se refere ao sagrado versículo: “Quando em viagem, caso pareis para descansar em um pouso seguro, prostrai-vos ... uma vez para cada Oração Obrigatória não proferida ...”
Resposta: Essa prostração é para compensar orações obrigatórias omitidas durante viagens, e devido a situações de insegurança. Se no momento da oração o viajante encontrar-se descansando num local seguro, deveria realizá-la. Essa disposição a respeito da prostração compensatória aplica-se tanto para o lar quanto para viagens.

22. Pergunta: Concernente à definição de viagem.*
Resposta: Define-se viagem como sendo nove horas contadas pelo relógio. Caso o viajante pare em um lugar, prevendo que lá ficará não menos que um mês pelo cômputo do Bayán, incumbe-lhe manter o Jejum; porém, se for por menos de um mês, ele está dispensado de jejuar. Se chegar durante o mês do Jejum a um lugar onde ficará por um mês segundo o Bayán, ele não observará o Jejum até que três dias se tenham passado, após o que irá observá-lo por todo o seu decurso; mas se retorna ao lar, onde até então mantivera residência permanente, deve iniciar o jejum ao primeiro dia depois da chegada.

23. Pergunta: Referente à punição para os adúlteros e adúlteras.
Resposta: Nove mithqáls são pagos pela primeira ofensa, dezoito pela segunda, trinta e seis pela terceira, e assim por diante, cada multa subseqüente sendo o dobro da anterior. O peso de um mithqál equivale a dezenove nakhuds, conforme especificado no Bayán.

24. Pergunta: A respeito da caça.
Resposta: Ele, louvado seja, diz: “Ao caçar com a ajuda de animais ou aves de rapina”, e assim por diante. Outros métodos, como arco e flecha, armas e aparatos similares empregados na caça também se incluem. Contudo, se armadilhas e laços forem utilizados e a presa morrer antes de ser recolhida, ela se torna ilícita para consumo.

25. Pergunta: No tocante à peregrinação.
Resposta: É uma obrigação peregrinar a uma das duas Casas Sagradas; mas cabe ao peregrino decidir a qual delas.

26. Pergunta: No que concerne ao dote.
Resposta: Quanto ao dote, o sentido de contentar-se com pagamento do limite mínimo refere-se a dezenove mithqáls de prata.

27. Pergunta: Quanto ao versículo sagrado: “Entretanto, chegando-lhe notícias da morte ou assassinato do marido”, etc.
Resposta: Quanto a esperar um “número prescrito de meses”, isso significa nove meses.

28. Pergunta: Novamente foi solicitado esclarecimento sobre a parcela do professor na herança.
Resposta: Caso o professor já tenha falecido, um terço de sua parcela na herança reverte à Casa de Justiça, e os dois terços restantes passam para a descendência do falecido, não do professor.

29. Pergunta: Nova pergunta foi feita sobre a peregrinação.
Resposta: Quanto à peregrinação à Casa Sagrada, que é ordenada aos homens, ela se refere tanto à Casa Excelsa em Bagdá quanto à Casa do Ponto Primordial em Shíráz; a peregrinação a qualquer uma dessas Casas é suficiente. Assim, eles podem peregrinar àquela que estiver mais próxima do local onde
residem.

30. Pergunta: No que tange ao versículo: “E é lícito empregar os serviços de uma donzela, desde que com decoro.”
Resposta: Isso se refere exclusivamente ao trabalho que seria realizado por qualquer outro tipo de serviçal, jovem ou idoso, em troca de salário; tal donzela é livre para escolher um marido quando desejar, pois é proibido que se comprem mulheres, ou que um homem tenha mais de duas esposas.

31. Pergunta: Com relação ao sagrado versículo: “O Senhor proibiu ... a prática à qual anteriormente recorríeis quando duma mulher vos divorciáveis três vezes.”
Resposta: Isso se refere à lei que anteriormente exigia que outro homem se casasse com tal mulher antes que ela pudesse outra vez desposar o ex-marido; essa prática foi proibida no Kitáb-i-Aqdas.

32. Pergunta: Com referência à restauração e preservação das duas Casas nos Lugares Gêmeos, e dos demais locais onde o trono foi estabelecido.
Resposta: As duas Casas referem-se à Casa Excelsa e à Casa do Ponto Primordial. Quanto aos demais locais, o povo das áreas onde eles se situam pode decidir preservar quer cada uma das casas onde o trono foi estabelecido, quer uma delas.
33. Pergunta: Novamente foi inquirido a respeito da herança do professor.
Resposta: Se o professor não for do povo de Bahá ele não receberá herança. Se houver vários professores, a quota deve ser dividida igualmente entre eles. Se o professor é falecido, sua descendência não herdará a parte que lhe cabe, mas sim dois terços dela destinam-se aos filhos do proprietário dos bens, e o terço restante à Casa de Justiça.
34. Pergunta: A respeito da residência que foi destinada exclusivamente à descendência masculina.
Resposta: Se houver várias residências, a melhor e mais nobre dessas habitações é aquela à qual isso se refere, sendo as demais distribuídas entre o conjunto todo de herdeiros, como qualquer outro tipo de propriedade. Qualquer herdeiro que esteja fora da Fé Divina, qualquer que seja a sua categoria, é tido como inexistente e não recebe herança.
35. Pergunta: Com respeito ao Naw-Rúz.
Resposta: O Festival de Naw-Rúz cai no dia em que o sol ingressa no signo de Áries,* ainda que isso ocorra a menos de um minuto antes do pôr-do-sol.
36. Pergunta: Se a comemoração quer dos Aniversários Gêmeos, quer da Declaração do Báb ocorrer durante o Jejum o que deve ser feito?
Resposta: Se as festividades que celebram os Aniversários Gêmeos ou a Declaração do Báb caírem dentro do mês de jejum, a injunção de jejuar não se aplicará àquele dia.
37. Pergunta: Nos sagrados mandamentos que regem a herança, a residência e a roupa pessoal do falecido foram aquinhoadas à descendência masculina. Essa disposição refere-se apenas aos bens do pai, ou aplica-se igualmente aos da mãe?
Resposta: A roupa usada da mãe deve ser dividida em partes iguais entre as filhas, mas o restante de seu espólio, inclusive propriedades, jóias e roupas não usadas, deve ser distribuído entre todos os seus herdeiros segundo a forma revelada no Kitáb-i-Aqdas. Entretanto, caso a falecida não deixe filhas, seu espólio deve ser integralmente dividido na forma que o Texto Sagrado define para os homens.
38. Pergunta: No que se refere ao divórcio, que deve ser precedido por um ano de paciência: se apenas um dos cônjuges estiver inclinado à reconciliação, o que se deve fazer?
Resposta: Conforme o mandamento revelado no Kitáb-i-
Aqdas, ambas as partes precisam estar de acordo; a menos que os dois estejam dispostos, a reunião não se pode
concretizar.
39. Pergunta: Concernente ao dote, se o noivo não puder pagar esta soma em sua totalidade, é possível, em vez disso, entregar formalmente uma nota promissória à noiva por ocasião da cerimônia de casamento, entendendo-se que ele haverá de honrá-la quando tiver condições para tanto?
Resposta: A Fonte de Autoridade concedeu permissão para se adotar esse procedimento.
40. Pergunta: Se durante o ano de paciência renovar-se a fragrância da afeição, mas logo for seguida de aversão, e o casal vacilar entre afeto e aversão durante todo o ano, terminando este em repulsão, pode o divórcio efetuar-se, ou não?
Resposta: Cada vez que a aversão ocorrer, a qualquer tempo, é então que o ano de paciência se inicia, e o ano deve ser cumprido integralmente.

41. Pergunta: A residência e as roupas pessoais do finado foram destinadas à descendência masculina, não à feminina, nem aos demais herdeiros; caso o falecido não deixe descendência masculina, o que deve ser feito?
Resposta: Ele, glorificado seja, diz: “Caso o falecido não deixe descendentes, as quotas que lhes caberiam reverterão para a Casa de Justiça ...” Em conformidade com esse versículo sagrado, a residência e as roupas pessoais do finado destinar-se-ão à Casa de Justiça.

42. Pergunta: O mandamento do Huqúqu’lláh foi revelado no Kitáb-i-Aqdas. Inclui-se também a residência, com os acessórios a ela associados e o mobiliário necessário, entre as propriedades sobre as quais incide o Huqúqu’lláh, ou não?
Resposta: Nas leis reveladas em persa Nós ordenamos que, nesta Potentíssima Dispensação, a residência e o mobiliário doméstico estejam isentos — isto é, aqueles objetos que forem necessários.

43. Pergunta: Referente aos esponsais de uma menina antes da
maturidade.
Resposta: A Fonte de Autoridade declarou ilícita essa prática, e é ilegal anunciar um casamento com mais de noventa e cinco dias de antecedência da cerimônia.
44. Pergunta: Se alguém possui, por exemplo, cem túmáns*, paga o Huqúq sobre esta soma, perde metade dela em transações sem sucesso, e depois, através de negócios, o total disponível alcança outra vez a soma sobre a qual o Huqúq é devido — deve tal pessoa pagar o Huqúq, ou não?
Resposta: Neste caso o Huqúq não é devido.
45. Pergunta: Se depois do pagamento do Huqúq essa mesma soma de cem túmáns é perdida integralmente, mas posteriormente recuperada através de comércio e negócios, deve o Huqúq ser pago uma segunda vez ou não?
Resposta: Tampouco nesse caso o Huqúq é exigido.
46. Pergunta: A respeito do sagrado versículo, “Deus vos prescreveu o matrimônio”; é esse preceito obrigatório, ou não?
Resposta: Não é obrigatório.
47. Pergunta: Supondo que um homem despose certa mulher acreditando que ela é virgem, e lhe pague o dote, mas no momento da consumação torne-se-lhe evidente que ela não é virgem; devem as despesas e o dote ser devolvidos ou não? E se o casamento tiver sido condicionado à virgindade, acaso o descumprimento dessa condição invalida aquilo que lhe fora condicionado?
Resposta: Em tal caso a devolução das despesas e do dote pode ser exigida. O descumprimento da condição invalida aquilo que a ela foi condicionado. Entretanto, quem oculta o assunto e perdoa merece, aos olhos de Deus, uma recompensa generosa.
48. Pergunta: “Em verdade, impõe-se a vós oferecer uma festa...” É ela obrigatória ou não?
Resposta: Não é obrigatória.

49. Pergunta: No tocante às penas para adultério, sodomia e roubo, e os graus referentes a elas.
Resposta: A determinação dos graus dessas punições foi deixada à Casa de Justiça.

50. Pergunta: No que concerne à legitimidade ou não do casamento entre parentes.
Resposta: Esses assuntos foram igualmente entregues aos Mandatários da Casa de Justiça.

51. Pergunta: Quanto às abluções foi revelado: “Se não encontrardes água para a ablução, repeti cinco vezes as palavras ‘Em Nome de Deus, o Mais Puro, o Mais Puro’”: acaso é permitido recitar esse versículo em tempos de frio extremo, ou quando as mãos ou a face estão feridas?
Resposta: Água morna pode ser utilizada em tempos de frio extremo. Se houver feridas na face ou nas mãos, ou existirem outras razões, como dores e incômodos, para os quais o uso da água seria danoso, então é permitido recitar o versículo especificado no lugar da ablução.

52. Pergunta: É obrigatória a recitação do versículo revelado para substituir a Oração dos Sinais?
Resposta: Não é obrigatória.
53. Pergunta: No que tange à herança, quando houver irmãos e irmãs germanos, acaso os meio-irmãos e meio-irmãs do lado materno também recebem uma parcela?
Resposta: Eles não recebem nenhuma parcela.
54. Pergunta: Ele, glorificado seja, diz: “Se o filho do morto tiver falecido ainda durante os dias de seu pai, seus filhos, se os tiver, herdarão a parte que caberia ao pai deles...” O que deve ser seguido no caso de a filha ter falecido durante a vida do pai?
Resposta: Sua parte da herança será distribuída entre as sete categorias de herdeiros segundo o que foi prescrito no Livro.
55. Pergunta: Falecendo uma mulher, a quem será atribuída a fração da herança destinada à “esposa”?
Resposta: A porção da herança destinada à “esposa” é entregue ao marido.
56. Pergunta: Com relação ao amortalhamento do corpo do finado, que se ordena seja feito com cinco sudários: refere-se esse número a cinco peças de pano como as que têm sido costumeiramente empregadas até hoje, ou a cinco sudários de corpo inteiro envoltos um sobre o outro?
Resposta: O intuito são cinco peças de pano.
57. Pergunta: Com respeito às disparidades entre certos versículos revelados.
Resposta: Muitas Epístolas foram reveladas e expedidas na sua forma original, sem terem sido conferidas e revistas. Conseqüentemente, conforme se instruiu, foram outra vez lidas na Presença Sagrada e harmonizadas com as convenções gramaticais do povo, a fim de evitar as cavilações dos oponentes da Causa. Outra razão para esse procedimento é o ter-se verificado que o novo estilo inaugurado pelo Arauto — que as almas de todos, salvo Ele, sejam sacrificadas em Seu Nome — caracterizava-se por substancial latitude no tocante à observância das regras de gramática; em razão disso os versículos sagrados foram então revelados num estilo que está, na maior parte, em conformidade com o uso corrente, a fim de propiciar compreensão fácil e expressão concisa.
58. Pergunta: No que se refere ao sagrado versículo, “Quando em viagem, caso pareis para descansar em um pouso seguro, prostrai-vos ... uma vez para cada Oração Obrigatória não proferida”: é isso para compensar a Oração Obrigatória perdida devido a circunstâncias de insegurança, ou é a Oração Obrigatória completamente suspensa durante viagens, ficando a prostração no seu lugar?
Resposta: Se ao chegar a hora da oração obrigatória não houver segurança, então, alcançando-se um lugar seguro, deve-se efetuar uma prostração para cada Oração Obrigatória não dita e, após a última prostração, sentar-se com as pernas entrecruzadas e recitar o versículo designado. Se houver um lugar seguro, a Oração Obrigatória não é suspensa durante as viagens.

59. Pergunta: Se, após o viajante ter parado e descansado, chegar a hora da Oração Obrigatória, deveria ele oferecer a oração, ou realizar ao invés disso a prostração?
Resposta: Exceto em condições de insegurança, a omissão da Oração Obrigatória não é permissível.

60. Pergunta: Se várias prostrações forem necessárias devido a Orações Obrigatórias não recitadas, deve-se repetir o versículo após cada prostração compensatória ou não?
Resposta: Basta que se recite o versículo designado depois da última prostração. Cada uma das diversas prostrações não exige uma repetição separada do versículo.

61. Pergunta: Se se omitir uma Oração Obrigatória no lar, deve ela ser compensada por uma prostração ou não?
Resposta: Em resposta a perguntas anteriores foi escrito: “Essa disposição a respeito da prostração compensatória aplica-se tanto para o lar como para viagens.”

62. Pergunta: Se, por algum outro motivo, alguém já tiver feito abluções, chegando então a hora da Oração Obrigatória, são aquelas abluções suficientes ou devem ser renovadas?
Resposta: Aquelas mesmas abluções são suficientes e não há necessidade de renová-las.
63. Pergunta: No Kitáb-i-Aqdas foi ordenada a Oração Obrigatória que consiste de nove rak’ahs, a ser executada ao meio-dia, pela manhã e ao anoitecer, todavia a Epístola das Orações Obrigatórias* parece diferir disso.
Resposta: O que foi revelado no Kitáb-i-Aqdas refere-se a uma Oração Obrigatória distinta. Há alguns anos, um certo número de preceitos do Kitáb-i-Aqdas, incluindo aquela Oração Obrigatória, foram, por motivo de sabedoria, registrados separadamente e despachados juntamente com outros escritos sagrados, objetivando-se a sua preservação e proteção. Mais tarde essas três Orações Obrigatórias foram reveladas.
64. Pergunta: Para determinarem-se os horários, é permissível fazer uso de relógios?
Resposta: É lícito utilizar relógios.
65. Pergunta: Na Epístola das Orações Obrigatórias, três orações foram reveladas; exige-se a realização de todas as três, ou não?
Resposta: É ordenado que se oferte uma dessas três orações; qualquer uma delas é suficiente.
66. Pergunta: São as abluções para a oração matinal ainda válidas para a oração do meio-dia? E, do mesmo modo, são as abluções realizadas ao meio-dia ainda válidas ao anoitecer?
Resposta: As abluções estão ligadas à Oração Obrigatória para a qual são realizadas, e precisam ser renovadas para cada oração.

67. Pergunta: Concernente à Oração Obrigatória longa, há o requisito de por-se de pé e “volver-se a Deus”. Isso parece indicar que não é necessário volver-se para o Qiblih; é correto esse entendimento, ou não?
Resposta: O intuito é o Qiblih.

68. Pergunta: Referente ao versículo sagrado: “Recitai os versículos de Deus a cada manhã e anoitecer.”
Resposta: O intuito é tudo aquilo que desceu do Firmamento da Elocução Divina. O requisito primário é o anseio e o amor das almas santificadas em ler a Palavra de Deus. A leitura de um só versículo, ou mesmo de uma única palavra, em espírito de alegria e radiância é preferível à leitura de muitos Livros.

69. Pergunta: Pode alguém, ao lavrar seu testamento, destinar uma parte de seu patrimônio — fora aquilo reservado ao pagamento do Huqúqu’lláh e à quitação das dívidas — para obras de caridade, ou só lhe é permitido reservar uma certa quantia para cobrir as despesas do funeral e do sepultamento, de modo que o restante de seu espólio seja distribuído da forma estabelecida por Deus entre as categorias de herdeiros que foram definidas?
Resposta: Cada pessoa tem pleno poder sobre os seus bens. Se puder quitar o Huqúqu’lláh, e estiver livre de dívidas, então tudo o que for registrado em seu testamento e qualquer afirmação ou declaração nele contidas serão aceitáveis. Deus, veramente, permitiu-lhe dispor livremente daquilo que Ele lhe concedeu.

70. Pergunta: O uso do anel de sepultamento é ordenado somente para adultos, ou é também para menores?
Resposta: É somente para adultos. A Oração de Finados é igualmente para adultos.

71. Pergunta: Se uma pessoa deseja jejuar em outro período que não o mês de ‘Alá’, é isso permissível, ou não; e se houver feito voto ou promessa de tal jejum, é isso válido e aceitável?
Resposta: O mandamento do jejum é conforme já foi revelado. Contudo, se alguém fizer voto de consagrar um jejum a Deus, dessa forma buscando o cumprimento de um desejo, ou a concretização de algum outro desígnio, isso, como o fora antes, é agora permissível. Entretanto, o desejo de Deus, exaltada seja Sua glória, é que os votos e as promessas sejam encaminhados àqueles propósitos que beneficiarão a humanidade.

72. Pergunta: Nova pergunta foi feita sobre a residência e as roupas pessoais: inexistindo descendência masculina, devem elas reverter para a Casa de Justiça, ou ser distribuídas como o restante do espólio?
Resposta: Dois terços da residência e das roupas pessoais passam para a descendência feminina, e um terço para a Casa de Justiça, que Deus fez ser o repositório de riquezas do povo.

73. Pergunta: Se, concluído o ano de paciência, o marido se recusar a conceder o divórcio, como deve proceder a esposa?
Resposta: Quando o prazo finda, o divórcio se efetiva. Todavia, é necessário que haja testemunhas do início e do fim desse prazo, para que possam ser chamadas a atestá-lo, caso seja necessário.

74. Pergunta: A respeito da definição de idade avançada.
Resposta: Para os árabes isso denota os limites extremos da ancianidade, mas para o povo de Bahá conta-se a partir dos setenta anos.
75. Pergunta: No tocante ao limite do jejum para quem viaja a pé.
Resposta: Duas horas é o limite estabelecido. Excedendo-se esse tempo é permissível quebrar o Jejum.
76. Pergunta: No que concerne à observância do Jejum por pessoas engajadas em trabalho pesado durante o mês de jejum.
Resposta: Tais pessoas estão desobrigadas do jejum; contudo, a fim de demonstrar respeito à lei de Deus e à excelsa posição do Jejum, é muito louvável e adequado comer com frugalidade e em reservado.
77. Pergunta: As abluções executadas para a Oração Obrigatória são suficientes também para as noventa e cinco repetições do Nome Supremo?
Resposta: É desnecessário repetir as abluções.
78. Pergunta: Quanto às roupas e jóias que um marido possa ter comprado para sua esposa; devem elas ser distribuídas, após a morte dele, entre seus herdeiros, ou destinam-se exclusivamente à esposa?
Resposta: Afora as roupas usadas, tudo o mais, jóias ou outros pertences, são de propriedade do marido, exceto o que comprovadamente tiver sido presenteado à esposa.
79. Pergunta: No que tange ao critério de eqüidade quando se verifica algum assunto que depende do depoimento de duas testemunhas justas.
Resposta: O critério de eqüidade é uma boa reputação entre o povo. O testemunho de todos os servos de Deus, de qualquer fé ou credo, é aceitável ante o Seu Trono.

80. Pergunta: Se o finado não tiver cumprido sua obrigação com o Huqúqu’lláh nem tampouco pago suas outras dívidas, devem-se quitar tais débitos através de deduções proporcionais retiradas da residência, das roupas pessoais e do restante do espólio, ou são a residência e as roupas pessoais reservadas para a descendência masculina e, conseqüentemente, os débitos precisam ser quitados com o restante do espólio? E se o restante do espólio for insuficiente para tal fim, como deveriam ser quitadas as dívidas?
Resposta: As dívidas pendentes e os pagamentos do Huqúq deveriam ser quitados com o restante do espólio, mas, se ele for insuficiente para tanto, então a diferença será coberta pela residência e roupas pessoais.

81. Pergunta: Deve-se realizar a terceira Oração Obrigatória sentado ou em pé?
Resposta: É preferível e mais apropriado que se fique em pé, em atitude de humilde reverência.

82. Pergunta: Com relação à primeira Oração Obrigatória foi ordenado que “deve-se ofertá-la a qualquer tempo em que o servo se encontre em um estado de humildade e anelante adoração”: deve ser ela oferecida uma vez a cada vinte e quatro horas, ou com maior freqüência?
Resposta: Uma vez a cada vinte e quatro horas é suficiente; assim foi pronunciado pela Língua do Comando Divino.

83. Pergunta: Com referência à definição de “manhã”, “meio-dia” e “anoitecer”.
Resposta: Correspondem ao nascer do sol, meio-dia e pôr-do-sol. Os períodos admissíveis para as Orações Obrigatórias são: da manhã ao meio-dia, do meio-dia ao pôr-do-sol, e do pôr-do-sol até duas horas depois. A autoridade está na mão de Deus, o Portador dos Dois Nomes.

84. Pergunta: Permite-se a um crente casar com um descrente?
Resposta: Tanto tomar quanto dar em matrimônio é permissível; assim decretou o Senhor quando subiu ao trono da generosidade e da graça.

85. Pergunta: Com respeito à Oração de Finados: deve ela ser realizada antes ou depois do sepultamento? E é necessário volver-se ao Qiblih?
Resposta: A recitação dessa oração deveria preceder o sepultamento; e, quanto, ao Qiblih: “Para onde quer que olheis, lá está a face de Deus.”*

86. Pergunta: O meio-dia é horário para duas das Orações Obrigatórias — a oração curta do meio-dia e a oração que deve ser ofertada pela manhã, meio-dia e anoitecer. É necessário, nesse caso, efetuar duas abluções, ou uma só é suficiente?
Resposta: Repetir as abluções é desnecessário.

87. Pergunta: Quanto ao dote para os moradores das aldeias, que deve ser de prata: isso se refere à noiva, ao noivo, ou a ambos? E o que se deve fazer se um deles mora numa cidade e o outro num povoado?
Resposta: O dote é determinado pelo domicílio do noivo; se ele morar numa cidade o dote será de ouro, se for um aldeão será de prata.

88. Pergunta: Qual o critério para se determinar se uma pessoa é habitante de cidade ou de aldeia? Se um habitante da cidade muda residência para um povoado, ou se um aldeão muda para uma cidade, com intenção de lá se estabelecer permanentemente, qual a regra aplicável? Acaso seria o lugar de nascimento o fator decisivo?
Resposta: O critério é dado pelo domicílio permanente, e, dependendo de onde ele for, a injunção do Livro deve ser observada de acordo.

89. Pergunta: Nas Epístolas sagradas foi revelado que, quando se adquire o equivalente a dezenove mithqáls de ouro, deve-se pagar o Direito de Deus sobre essa soma. Pode ser explicado quanto, desses dezenove, deve ser pago?
Resposta: Dezenove partes em cada cem é o que determina o mandamento de Deus. O cômputo deve ser feito com base nisso. Daí se pode determinar qual o valor devido em dezenove.

90. Pergunta: Quando a riqueza de alguém excede os dezenove, é necessário que aumente outros dezenove antes que o Huqúq seja novamente devido, ou será ele pago sobre qualquer incremento adicional?
Resposta: Toda quantia acrescida aos dezenove está isenta do Huqúq até que atinja outros dezenove.

91. Pergunta: No que se refere à água pura e ao ponto a partir do qual se a considera usada.
Resposta: A água em pequenas quantidades, tal como uma xícara, ou mesmo duas ou três, se considera usada após uma única lavagem da face ou das mãos. Porém, um kurr1 de água, ou mais, permanece inalterado após uma ou duas lavagens do rosto e não há objeção ao seu emprego, a menos que se tenha alterado numa das três características2, sua cor estando diferente por exemplo, situação em que se a considerará usada.

92. Pergunta: Num tratado em persa sobre vários assuntos, a idade da maturidade foi fixada em quinze anos; condiciona-se também o casamento à idade da maturidade, ou é permitido antes disso?
Resposta: Como o consentimento de ambos os noivos é requerido no Livro de Deus, e como não é possível certificar-se de tal consentimento, ou da falta dele, antes da maturidade, o casamento é, por conseguinte, condicionado a se haver atingido a idade da maturidade, não sendo permitido antes disso.
93. Pergunta: Concernente ao jejum e à oração obrigatória pelos
enfermos.
Resposta: Em verdade, digo que a oração obrigatória e o jejum ocupam uma posição excelsa aos olhos de Deus. Entretanto, é numa condição de saúde que a sua virtude se pode manifestar. Em tempos de saúde abalada não é permissível observar tais obrigações; essa tem sido a injunção de Deus em todos os tempos, glorificada seja Sua glória. Bem-aventurados os homens e mulheres que são vigilantes e Lhe seguem os preceitos. Todo louvor a Deus, Aquele que fez descer os versículos e é o Revelador de provas irrefutáveis!
94. Pergunta: Referente a mesquitas, capelas e templos.
Resposta: Tudo o que se tiver erigido para a adoração do Deus uno e verdadeiro, tal como mesquitas, capelas e templos, não se deve utilizar para nenhum outro fim que não a comemoração de Seu Nome. Esse é um mandamento de Deus, e quem o violar conta-se, em verdade, entre os transgressores. Nenhum mal recai sobre o construtor, pois ele realizou sua obra por amor a Deus, e já recebeu e continuará a receber sua justa recompensa.
95. Pergunta: Quanto aos equipamentos do local de serviço necessários à execução do trabalho ou profissão: estão eles sujeitos ao pagamento do Huqúqu’lláh, ou regem-se pelos mesmos regulamentos que a mobília doméstica?
Resposta: Regem-se pelos mesmos regulamentos da mobília doméstica.

96. Pergunta: A respeito da permuta, por dinheiro ou outras formas de propriedade, de bens mantidos em confiança, a fim de guardá-los contra depreciação ou perda.
Resposta: Quanto à pergunta feita por escrito sobre a permuta de propriedade recebida em confiança com o fito de protegê-la de depreciação ou perda, tal permuta é permissível desde que o substituto lhe seja equivalente em valor. Teu Senhor, veramente, é o Expositor, o Onisciente, e Ele, deveras, é o Ordenador, o Ancião dos Dias.

97. Pergunta: No tocante a se lavar os pés no inverno e no verão.
Resposta: É o mesmo em ambos os casos; água morna é preferível, mas não há objeção de usá-la fria.

98. Pergunta: Mais uma pergunta sobre o divórcio.
Resposta: Como a Deus, louvada seja Sua glória, não agrada o divórcio, nada foi revelado sobre o assunto. Contudo, desde o início da separação até o final de um ano, duas ou mais pessoas se devem manter informadas como testemunhas; se, ao final, não houver reconciliação, o divórcio é concretizado. Isso precisa ser oficializado no cartório de registros pelo tabelião religioso* da cidade nomeado pelos Mandatários da Casa de Justiça. A observância desse procedimento é essencial para que não se entristeçam aqueles dotados de coração compreensivo.

99. Pergunta: Sobre a consulta.
Resposta: Se a consulta do primeiro grupo de pessoas que se reuniu terminar em desacordo, novas pessoas devem ser incluídas, após o que um grupo, em número igual ao Nome Supremo, ou menor, ou maior, será escolhido por sorteio. Feito isso, se renovará a consulta e o resultado, qualquer que seja, deverá ser obedecido. Entretanto, se ainda houver discordância, o mesmo procedimento se deve repetir mais uma vez, e a decisão da maioria então prevalecerá. Ele, verdadeiramente, guia ao caminho certo a quem Lhe apraz.

100. Pergunta: No que concerne à herança.
Resposta: Quanto à herança, aquilo que o Ponto Primordial ordenou — que as almas de todos, salvo Ele, sejam sacrificadas em Seu Nome — é muito satisfatório. Os herdeiros existentes deveriam receber a fração da herança que lhes é destinada, enquanto um balanço do restante deve ser apresentado à Corte do Altíssimo. Em Sua mão está a fonte da autoridade; Ele ordena como Lhe apraz. No tocante a isso uma lei foi revelada na Terra do Mistério,** que outorga temporariamente aos herdeiros existentes a porção daqueles herdeiros que faltam, até o dia em que a Casa de Justiça se tenha estabelecido, quando então se promulgará o decreto referente a isso. Contudo, a herança daqueles que emigraram no mesmo ano que a Antiga Beleza já foi concedida aos seus herdeiros, e essa é uma dádiva de Deus a eles concedida.

101. Pergunta: Quanto à lei sobre a apropriação de tesouros
encontrados.
Resposta: Se um tesouro for encontrado, um terço dele é prerrogativa do descobridor, e os dois terços restantes devem ser despendidos pelos homens da Casa de Justiça em prol do bem-estar de todo o povo. Assim será feito após o estabelecimento da Casa de Justiça, e, até aquele dia, ele deve ser entregue à guarda de pessoas fidedignas em cada localidade e território. Ele, em verdade, é o Governante, o Ordenador, o Onisciente, O de tudo informado.

102. Pergunta: Quanto ao Huqúq sobre bens imóveis que não produzem lucro.
Resposta: O mandamento de Deus é que bens imóveis não lucrativos, ou seja, dos quais não provém nenhum ganho, não estão sujeitos ao pagamento do Huqúq. Ele, verdadeiramente, é o Governante, o Munificente.

103. Pergunta: No que tange ao versículo sagrado: “Nas regiões onde os dias e as noites são longos, determinem-se os horários de oração através de relógios...”
Resposta: Isso se refere àqueles territórios remotos. Nestas regiões, contudo, a diferença de duração é de apenas poucas horas e, portanto, essa regra não se aplica.

104. Na Epístola a Abá Badí’ este sagrado versículo foi revelado: “Verdadeiramente, ordenamos que todo o filho preste serviços ao próprio pai.” É esse o decreto que Nós expusemos no Livro.

105. E em outra Epístola estas palavras excelsas foram reveladas: Ó Muhammad! O Ancião dos Dias volveu para ti a Sua face, fazendo menção de ti e exortando o povo de Deus a educar as suas crianças. Se um pai negligenciar este importantíssimo mandamento estabelecido no Kitáb-i-Aqdas pela Pena do Rei Eterno, ele será privado dos direitos da paternidade, e será considerado culpado ante Deus. Feliz quem grava em seu coração as admoestações do Senhor, e segura-se firmemente a elas. Deus, em verdade, ordena a seus servos aquilo que os haverá de auxiliar e beneficiar, e que os capacitará a se aproximar dEle. Ele é o Ordenador, o Eterno.

106. Ele é Deus, glorificado é Ele, o Senhor de majestade e poder! Os Profetas e Eleitos foram todos incumbidos pelo Deus Uno e Verdadeiro, magnificada seja a Sua glória, de nutrir as árvores da existência humana com as águas vivificantes da retidão e da compreensão, para que delas possa surgir o que Deus depositou no mais íntimo de seus seres. Como bem pode ser observado, cada árvore produz um certo fruto, e uma árvore estéril só serve para o fogo. O objetivo desses Educadores, em tudo o que disseram e ensinaram, foi preservar a excelsa posição do homem. Feliz quem no Dia de Deus segurou-se firmemente aos Seus preceitos e não se desviou de Sua Lei veraz e fundamental. Os frutos mais dignos da árvore da vida humana são a fidedignidade e a santidade, a veracidade e a sinceridade; porém, maior do que tudo, após o reconhecimento da unidade de Deus, louvado e glorificado seja Ele, é a consideração às prerrogativas que cabem aos pais de cada um. Esse ensinamento foi mencionado em todos os Livros de Deus, e reafirmado pela Pena Excelsa. Considerai aquilo que o Senhor Misericordioso revelou no Alcorão, glorificadas são as Suas palavras: “Adorai a Deus, não associeis a Ele nenhum igual ou semelhante; e demonstrai bondade e caridade para com vossos pais...” Vede como a afeição e a benevolência para com os próprios pais foi unida ao reconhecimento do Deus uno e verdadeiro! Felizes aqueles dotados de verdadeira visão e entendimento, os que vêem e percebem, que lêem e compreendem, e que observam o que Deus revelou nos Livros Sagrados do passado, e nesta Epístola incomparável e maravilhosa.

107. Em uma das Epístolas, Ele, glorificadas sejam as Suas palavras, revelou: E no tocante ao assunto do Zakát, Nós igualmente decretamos que deveríeis seguir o que foi revelado no Alcorão.


SINOPSE E CODIFICAÇÃO DAS LEIS

E MANDAMENTOS DO KITÁB-I-AQDAS


SUMÁRIO DO CONTEÚDO


I. A NOMEAÇÃO DE ´ABDU´L-BAHÁ COMO O SUCESSOR DE BAHÁ´U´LLÁH E INTÉRPRETE DE SEUS ENSINAMENTOS.

A. Volver-se para Ele.
B. Recorrer a Ele.


II. PRENÚNCIO DA INSTITUIÇÃO DA GUARDIANIA.


III. A INSTITUIÇÃO DA CASA DE JUSTIÇA.


IV. LEIS, MANDAMENTOS E EXORTAÇÕES.

A. Oração
B. Jejum
C. Leis de Caráter Pessoal
D. Leis, Mandamentos e Exortações Diversos


V. ADMOESTAÇÕES, REPREENSÕES E ADVERTÊNCIAS ESPECÍFICAS.


VI. ASSUNTOS DIVERSOS.


SINOPSE E CODIFICAÇÃO


I. A NOMEAÇÃO DE ´ABDU´L-BAHÁ COMO SUCESSOR DE BAHÁ´U´LLÁH E INTÉRPRETE DE SEUS ENSINAMENTOS.

A. É prescrito aos fiéis que volvam as faces “Áquele eleito por Deus, Aquele que brotou desta Raiz Antiga”.
B. Os fiéis são instados a submeter tudo o que não compreendam nas Escrituras Bahá´ís “Áquele que proveio desta poderosa Estirpe”.


II. PRENÚNCIO DA INSTITUIÇÃO DA GUARDIANIA.

III. A INSTITUIÇÃO DA CASA DE JUSTIÇA.

A. A Casa de Justiça é formalmente ordenada.
B. Suas funções são definidas.
C. Suas receitas são fixadas.

IV. LEIS, MANDAMENTOS E EXORTAÇÕES.

A. Oração

1. A posição sublime ocupada pelas Orações Obrigatórias na Revelação Bahá´í.

2. O Qiblih:
a) Identificado pelo Báb com “Aquele que Deus tornará manifesto”.
b) A designação feita pelo Báb é confirmada por Bahá´u´lláh.
c) Bahá´u´lláh institui o Seu sepulcro como o Qiblih, após Seu falecimento.
d) Volver-se para o Qiblih é mandatário enquanto se recitam as Orações Obrigatórias.

3. As Orações Obrigatórias são compulsórias para homens e mulheres ao atingirem a idade da maturidade, que se fixa em 15 anos de idade.

4. Dispensa de realizar as Orações Obrigatórias é concedida:
a) Àqueles que estão doentes.
b) Àqueles que têm mais de 70 anos.
c) Às mulheres, durante as regras, contando que façam suas abluções e repitam, 95 vezes ao dia, um versículo especificamente revelado.

5. As Orações Obrigatórias devem ser realizadas individualmente.

6. A escolha de uma das três Orações Obrigatórias é permissível.

7. O significado de “manhã”, “meio-dia” e “anoitecer”, mencionados com relação às Orações Obrigatórias, é, respectivamente, os intervalos entre o nascer do sol e o meio-dia, entre o meio-dia e o pôr-do-sol, e do pôr-do-sol até duas horas depois.

8. É suficiente recitar a primeira Oração Obrigatória (a longa) uma vez em vinte e quatro horas.

9. É preferível recitar a terceira Oração (a curta) em pé.

10. Abluções:
a) A recitação das Orações Obrigatórias tem de ser precedida de abluções.
b) Novas abluções têm de ser feitas para cada Oração Obrigatória.
c) Se duas Orações Obrigatórias forem realizadas ao meio-dia, uma só ablução para ambas as orações é suficiente.
d) Se não houver água disponível, ou se o seu uso for prejudicial ao rosto ou às mãos, prescreve-se a repetição, cinco vezes, de um versículo especificamente revelado.
e) Se o tempo estiver demasiadamente frio, recomenda-se o uso de água morna.
f) Se abluções tiverem sido feitas para outros fins, não é exigido renová-las antes da recitação da Oração Obrigatória.
g) As abluções são essenciais, quer se haja tomado banho previamente, quer não.

11. Determinação dos horários especificados para a Oração:
a) É permissível a utilização de relógios para determinar os horários nos quais ofertar as Orações Obrigatórias.
b) Em países situados no extremo Norte ou Sul, onde a duração dos dias e das noites varia consideravelmente, deve-se empregar relógios e outros instrumentos para medir o tempo, sem consideração ao nascer ou ao pôr-do-sol.

12. Em caso de perigo, quer seja em viagem, quer não, para cada Oração Obrigatória não realizada é prescrita uma prostração e a recitação de um versículo específico, a ser seguida pela repetição, dezoito vezes, de outro versículo específico.

13. A oração congregacional é proibida, exceto no caso da Oração de Finados.

14. É prescrita a recitação, na íntegra, da Oração de Finados, salvo por aqueles que não sabem ler, aos quais é ordenado repetir as seis passagens específicas desta Oração.

15. A Oração Obrigatória a ser repetida três vezes ao dia, pela manhã, ao meio-dia e ao anoitecer, foi substituída por três Orações Obrigatórias subseqüentemente reveladas.

16. A Oração dos Sinais foi revogada, sendo substituída por um versículo especificamente revelado. A recitação desse versículo, porém, não é obrigatória.

17. Pêlos de animais, pele de zibelina, ossos e coisas semelhantes não anulam a oração.

B. Jejum

1. A posição sublime ocupada pelo Jejum na Revelação Bahá´í.

2. O período de jejum principia com o término dos Dias Intercalares e finda com o Festival de Naw-Rúz.

3. A abstenção de alimento e de bebida desde o nascer até o pôr-do-sol é obrigatória.

4. O jejum é compulsório para homens e mulheres ao atingirem a idade da maturidade, que se fixa em 15 anos de idade.

5. Isenção de jejuar é concedida a:
a) Viajantes
1. Contando que a viagem exceda 9 horas.
2. Aos que viajam a pé, contando que a viagem exceda 2 horas.
3. Aos que interrompem sua viagem por menos de 19 dias.
4. Os que interrompem sua viagem durante o Jejum em um lugar onde vão permanecer 19 dias estão isentos de jejuar somente nos três primeiros dias depois da chegada.
5. Os que retornam ao lar durante o Jejum devem começar a jejuar a partir do dia da chegada.
b) Enfermos.
c) Os que têm mais de 70 anos.
d) Mulheres grávidas.
e) Mulheres que amamentam.
f) Mulheres, durante as regras, contando que façam suas abluções e repitam, 95 vezes ao dia, um versículo especificamente revelado.
g) Aqueles que realizam trabalho pesado, os quais são aconselhados a mostrar respeito pela lei, usando de discrição e moderação ao valerem-se da isenção.

6. É permissível fazer voto de jejuar (em um mês que não seja aquele prescrito para o Jejum). Votos que sejam de proveito à humanidade são, porém, preferíveis aos olhos de Deus.

C. Leis de Caráter Pessoal

1. Casamento:
a) O casamento é sumamente recomendado, mas não é obrigatório.
b) A pluralidade de esposas é proibida.
c) O casamento é condicionado a que ambos os nubentes tenham atingido a idade da maturidade, que se fixa em 15 anos de idade.
d) O casamento é condicionado ao consentimento de ambos os nubentes e de seus pais e mães, quer a mulher seja virgem, quer não.
e) Incumbe aos dois nubentes recitar um versículo especificamente revelado, que indica estarem eles de acordo com a vontade de Deus.
f) O casamento com a própria madrasta é proibido.
g) Todas as questões relacionadas ao casamento entre parentes devem ser submetidas à Casa de Justiça.
h) O casamento com alguém que não seja crente é permitido.
i) Esponsais:
i. O período do noivado não deve exceder 95 dias.
ii. É ilegal ficar noivo de uma moça antes que ela atinja a idade da maturidade.
j) O Dote:
i. O casamento é condicionado ao pagamento de um dote.
ii. O dote é fixado em 19 mithqáls de ouro puro para habitantes de cidades e em 19 mithqáls de prata para habitantes de aldeias, dependendo do domicílio permanente do esposo e não do da esposa.
iii. É proibido pagar mais do que 95 mithqáls.
iv. É preferível que o homem se contente com o pagamento de 19 mithqáls de prata.
v. Se o pagamento completo do dote não for possível, é permitida a emissão de uma nota-promissória.
k) Se qualquer um dos cônjuges, após ter recitado o versículo especificamente revelado e ter sido pago o dote, tomar-se de antipatia pelo outro antes de o casamento se haver consumado, o período de espera antes do divórcio não é necessário. Tomar de volta o dote, porém, não é permitido.
l) O marido, ao pretender viajar; deve fixar para a esposa a data de seu regresso. Se, por um motivo legítimo, for impedido de retornar na ocasião designada, deve informá-la e esforçar-se para regressar a ela. Se ele deixar de cumprir qualquer uma das condições, ela deverá esperar 9 meses, após o que poderá casar de novo, embora seja preferível que aguarde mais tempo. Se lhe chegarem notícias de sua morte ou assassinato, e a informação for confirmação por voz corrente ou por duas testemunhas fidedignas, ela poderá casar de novo após decorridos 9 meses.
m) Se o marido partir sem informar sua esposa da data de seu regresso, estando ele ciente da lei prescrita no Kitáb-i-Aqdas, a esposa poderá casar novamente depois de haver esperado um ano completo. Se o marido não tiver conhecimento desta lei, a esposa deverá aguardar até que lhe cheguem notícias do marido.
n) Se o marido, após o pagamento do dote, descobrir que a esposa não é virgem, pode exigir a restituição do dote e das despesas havidas.
o) Se o casamento tiver sido condicionado à virgindade, pode-se exigir a restituição do dote e das despesas havidas, e o casamento pode se anulado. Ocultar o assunto, porém, é sumamente meritório aos olhos de Deus.

2. Divórcio:
a) O divórcio é vigorosamente condenado.
b) Se aversão ou ressentimento surgirem da parte do marido ou da mulher, o divórcio é permissível somente após o decurso de um ano completo. O início e o fim do ano de espera têm de ser certificados por duas ou mais testemunhas. O ato do divórcio será registrado pelo tabelião que representa a Casa de Justiça. Relações sexuais durante esse período de espera são proibidas, e todos os que infringirem esta lei devem se arrepender e pagar à Casa de Justiça 19 mithqáls de ouro.
c) Não é exigido um período adicional de espera após a realização do divórcio.
d) A esposa a ser divorciada em conseqüência de sua infidelidade, perde o direito ao pagamento das despesas durante o período de espera.
e) Casar-se de novo com a mulher da qual se tenha divorciado é permissível, contanto que ela não se tenha casado com outra pessoa. Se o tiver feito, tem de estar divorciada antes que o seu esposo anterior possa novamente desposá-la.
f) Se a qualquer tempo durante o período de espera o afeto vier a ressurgir, o laço matrimonial permanece válido. Se essa reconciliação for seguida de desafeição e o divórcio for outra vez desejado, um novo ano de espera se terá de iniciar.
g) Se, durante uma viagem, surgirem divergências entre marido e mulher, exige-se que ele a envie para casa ou a entregue aos cuidados de uma pessoa de confiança que a acompanhe até lá, pagando-lhe a viagem e as despesas de um ano inteiro.
h) Se uma esposa insistir em se divorciar do marido para não ter que emigrar com ele a outro país, o ano de espera será contado a partir da ocasião em que se separaram, quer seja enquanto ele se prepara para partir, quer seja por ocasião de sua partida.
i) A lei islâmica relativa a um novo casamento com a esposa da qual um homem já se tivesse anteriormente divorciado é ab-rogada.

3. Herança*:
a) A herança divide-se nas seguintes categorias:
1. filhos: 1.080 de 2.520 quotas
2. esposo ou esposa: 390 a 2.520 quotas
3. pai: 330 de 2.520 quotas
4. mãe: 270 de 2.520 quotas
5. irmão: 210 de 2.520 quotas
6. irmã: 150 de 2.520 quotas
7. professor: 90 de 2.520 quotas
b) A parte dos filhos, tal como foi definida pelo Báb, é duplicada por Bahá´u´lláh, e uma igual porção é correspondentemente deduzida de cada um dos demais beneficiários.
c) i. Quando não houver descendentes, a parte dos filhos reverte à Casa de Justiça, para ser despendida em prol dos órfãos e viúvas e de tudo quanto beneficie a humanidade.
iii. Se o filho do falecido tiver morrido e deixado descendentes, estes herdarão a parte de seu pai. Se a filha do falecido tiver morrido e deixado descendentes, sua parte terá de ser dividida entre as sete categorias especificadas no Livro Sacratíssimo.
d) Se alguém deixar descendentes, mas uma parte ou a totalidade das demais categorias de herdeiros inexistir, dois terços das quotas destes revertem para os descendentes e um terço para a Casa de Justiça.
e) Não existindo nenhum dos beneficiários especificados, dois terços da herança revertem para os sobrinhos e sobrinhas do falecido. Se estes não existirem, o mesmo quinhão reverte para as tias e tios; faltando estes, aos seus filhos e filhas. Em qualquer caso, o terço restante reverte para a Casa de Justiça.
f) Se alguém não deixar nenhum dos herdeiros anteriormente mencionados, a herança inteira reverte à Casa de Justiça.
g) A residência e as roupas pessoais do pai falecido passam à descendência masculina, não à feminina. Se existirem várias residências, a principal e mais importante passa ao descendente masculino. As demais residências, juntamente com as outras possessões do falecido, deverão ser divididas entre os herdeiros. Se não existir descendente masculino, dois terços da residência principal e das roupas pessoais do pai falecido reverterão à descendência feminina, e um terço à Casa de Justiça. No caso de mãe falecida, toda a sua roupa com uso deve ser eqüitativamente dividida entre as suas filhas. Sua roupa sem uso, jóias e propriedades deverão ser divididas entre seus herdeiros, assim como sua roupa com uso, caso não deixe nenhuma filha.
h) Caso os filhos da pessoa falecida sejam menores de idade, a parte que lhes cabe deve ou ser confiada a uma pessoa fidedigna, ou a uma empresa para fins de investimento, até que eles atinjam a idade da maturidade. Uma parte dos lucros obtidos deverá ser destinada ao curador.
i) A herança não deverá ser dividida até que se haja efetuado o pagamento do Huqúqu´lláh (O Direito de Deus), de quaisquer dívidas contraídas pelo falecido e de quaisquer despesas necessárias a um funeral e sepultamento condignos.
j) Se o irmão do falecido é do mesmo pai, herdará a totalidade de sua quota designada. Se for de outro pai, herdará apenas dois terços de sua fração, revertendo a terça parte restante à Casa de Justiça. A mesma lei se aplica à irmã do falecido.
k) No caso de existirem irmãos e irmãs germanos, então, irmãos e irmãs por parte de mãe não herdam.
l) Um professor que não seja bahá´í não herda. Se houver mais de um professor; a fração designada para o professor deve ser dividia uniformemente entre eles.
m) Herdeiros que não sejam bahá´ís não herdam.
n) Com exceção da roupa usada da esposa e de jóias ou outros presentes que comprovadamente lhe foram dados pelo marido, quaisquer outras coisas que o marido tenha comprado para a esposa devem ser consideradas como haveres do marido a ser divididos entre os herdeiros dele.
o) Qualquer pessoa tem liberdade para legar seus bens como considerar conveniente, contando que faça provisões para o pagamento do Huqúqu´lláh e para a quitação de suas dívidas.

D. Leis, Mandamentos e Exortações Diversos

1. Leis e Mandamentos Diversos:
a) Peregrinação
b) Huqúqu´lláh
c) Dotações
d) O Mashriqu´l-Adhkár
e) Duração da Dispensação Bahá´í
f) Festivais Bahá´ís
g) A Festa de Dezenove Dias
h) O Ano Bahá´í
i) Os Dias Intercalares
j) A idade da maturidade
k) Sepultamento dos mortos
l) Ocupar-se em um ofício ou profissão é tornado obrigatório, e é elevado ao grau de adoração a Deus
m) Obediência ao governo
n) Educação das crianças
o) A lavratura de um testamento
p) Dízimos (Zakát)
q) Repetição do Nome Supremo 95 vezes ao dia
r) A caça de animais
s) Tratamento de criadas
t) O achado de propriedade perdida
u) Destinação de tesouros encontrados
v) Disposição de objetos guardados em confiança
w) Homicídio involuntário
x) Definição do que são testemunhas justas
y) Proibições:
i. Interpretação das Sagradas Escrituras
ii. Tráfico de escravos
iii. Ascetismo
iv. Monasticismo
v. Mendicância
vi. Sacerdócio
vii. Uso de púlpitos
viii. O beija-mão
ix. Confissão de pecados
x. Pluralidade de esposas
xi. Bebidas inebriantes
xii. Ópio
xiii. Jogo de azar
xiv. Incêndio premeditado
xv. Adultério
xvi. Assassinato
xvii. Roubo
xviii. Homossexualismo
xix. Oração congregacional, exceto pelos mortos
xx. Crueldade para com os animais
xxi. Ociosidade e indolência
xxii. Maledicência
xxiii. Calúnia
xxiv. Portar armas, a menos que seja essencial
xxv. Uso de piscinas públicas nos banhos persas
xxvi. Entrar numa casa sem a permissão do dono
xxvii. Bater ou causar ferimento em alguém
xxviii. Contenda e conflito
xxix. Murmuração de versículos sagrados na rua
xxx. Imergir a mão em alimentos
xxxi. Rapar a cabeça
xxxii. Crescimento do cabelo do homem além do lóbulo da orelha.

2. Anulação de leis e mandamentos específicos de Dispensações anteriores, os quais prescreviam:
a. Destruição de livros
b. Proibição do uso de seda
c. Proibição do uso de utensílios de ouro e prata
d. Limitação de viagens
e. Oferecimento de presentes inestimáveis ao Fundador da Fé
f. Proibição de fazer perguntas ao Fundador da Fé
g. Proibição de casar novamente com a esposa da qual já se tenha divorciado
h. Punição a todo aquele que causa pesar ao próximo
i. Proibição da música
j. Limitações a respeito de vestuário e barba
k. Impureza de diversos objetos e povos
l. Impureza do sêmen
m. Impureza de certos objetos para fins de prostração

3. Exortações Diversas:
a. Conviver com os seguidores de todas as religiões em espírito de amizade
b. Honrar os pais
c. Não desejar para os outros o que não se deseja para si mesmo
d. Ensinar e propagar a Fé após a ascensão de seu Fundador
e. Ajudar aqueles que se levantam para promover a Fé
f. Não se desviar das Escrituras ou ser desencaminhado por aqueles que o fazem
g. Recorrer às Escrituras Sagradas quando surgem divergências
h. Imergir-se no estudo dos Ensinamentos
i. Não seguir as próprias vãs fantasias e imaginações fúteis
j. Recitar os versículos sagrados pela manhã e ao anoitecer
k. Recitar os versículos sagrados melodiosamente
l. Ensinar os filhos a entoar os versículos sagrados no Mashriqu´l-Adhkár
m. Estudar aquelas artes e ciências que beneficiem a humanidade
n. Deliberar em conjunto
o. Não ser indulgente no cumprimento dos preceitos de Deus
p. Arrepender-se dos pecados ante Deus
q. Distinguir-se através de boas ações
i. Ser veraz
ii. Ser fidedigno
iii. Ser fiel
iv. Ser reto e temer a Deus
v. Ser justo e imparcial
vi. Ser sábio, e agir com tato
vii. Ser cortês
viii. Ser hospitaleiro
ix. Ser perseverante
x. Ser desprendido
xi. Ser totalmente submisso à Vontade de Deus
xii. Não fomentar discórdia
xiii. Não ser hipócrita
xiv. Não ser orgulhoso
xv. Não ser fanático
xvi. Preferir o próximo a si mesmo
xvii. Não contender com o próximo
xviii. Não se entregar às paixões
xix. Não se lamentar na adversidade
xx. Não contender com aqueles em posição de autoridade
xxi. Não perder a calma
xxii. Não provocar a ira do próximo
r. Ser estreitamente unidos
s. Consultar médicos competentes quando doente
t. Atender a convites
u. Mostrar bondade aos parentes do Fundador da Fé
v. Estudar línguas para a promoção da Fé
w. Promover o desenvolvimento de cidades e países para a glorificação da Fé
x. Restaurar e preservar os lugares associados aos Fundadores da Fé
y. Ser a essência do asseio:
i. Lavar os pés
ii. Perfumar-se
iii. Banhar-se em água limpa
iv. Cortar as unhas
v. Lavar em água limpa o que estiver sujo
vi. Ser imaculado no vestuário
vii. Renovar o mobiliário da casa


V. ADMOESTAÇÕES, REPREENSÕES E ADVERTÊNCIAS ESPECÍFICAS.

Dirigidas para:

1. A inteira raça humana
2. As cabeças coroadas do mundo
3. A classe eclesiástica
4. Os governantes da América e presidentes de suas Repúblicas
5. Guilherme I, Rei da Prússia
6. Francisco José, Imperador da Áustria
7. O povo do Bayán
8. Os membros dos parlamentos em todo o mundo


VI. ASSUNTOS DIVERSOS

1. O caráter transcendente da Revelação Bahá´í
2. A posição excelsa do Autor da Fé
3. A importância suprema do Kitáb-i-Aqdas, “O Livro Sacratíssimo”
4. A doutrina da “Infalibilidade Suprema”
5. Os deveres gêmeos de reconhecimento do Manifestante e da observância de Suas
Leis, e sua separabilidade
6. A finalidade de todo o saber é o reconhecimento dAquele que é o Propósito de
todo o conhecimento
7. A bem-aventurança dos que reconheceram a verdade fundamental: “Ele não será
questionado por Seus atos”
8. O efeito revolucionador da “Ordem Suprema”
9. A escolha de um único idioma e a adoção de uma escrita comum, a ser
empregada por todos na terra – um de dois dos sinais da maturidade da raça
humana
10. Profecias do Báb relativas a “Aquele que Deus tornará manifesto”
11. Predição relacionada à oposição à Fé
12. Louvor ao rei que professar a Fé e levantar-se para servi-la
13. A instabilidade dos assuntos humanos
14. O significado da verdadeira liberdade
15. O mérito de todas as ações depende de sua aceitação por Deus
16. A importância do amor a Deus como o motivo da obediência às Suas Leis
17. A importância de se utilizar os meios materiais
18. Louvor aos eruditos entre o povo de Bahá
19. Garantia de perdão a Mírzá Yahyá caso ele se arrependa
20. Apóstrofe dirigida a Teerã
21. Apóstrofe dirigida a Constantinopla e seu povo
22. Apóstrofe dirigida às “margens do Reno”
23. Condenação dos que falsamente reivindicam ter conhecimento esotérico
24. Condenação aos que se privam de Deus pelo orgulho da própria erudição
25. Profecias relativas a Khorásán
26. Profecias relativas a Kirmán
27. Alusão a Shaykh Ahmad-i-Ahsá´í
28. Alusão ao Peneirador de Trigo
29. Condenação a Hájí Muhammad-Karím Khán
30. Condenação ao Xeique Muhammad Hasan
31. Alusão a Napoleão III
32. Alusão ao Siyyid-i-Muhammad-i-Isfáhání
33. Garantia de ajuda a todos que se levantam para servir a Fé


NOTAS


1. a doce fragrância de Meu manto ¶ 4

Essa é uma alusão à história de José, relatada no Alcorão e no Antigo Testamento, na qual a túnica de José, trazida por seus irmãos a Jacó, seu pai, permite que este [que estava cego] reconheça o amado filho há muito perdido. A metáfora do “manto” perfumado é freqüentemente utilizada nas Escrituras Bahá´ís para indicar o reconhecimento da Manifestação de Deus e de Sua Revelação.
Bahá´u´lláh, em uma de Suas Epístolas, descreve a Si próprio como o “Divino José” que os insensatos “trocaram pelo mais vil de todos os preços”. O Báb, no Qayyúmu´l-Asmá, identifica Bahá´u´lláh como o “verdadeiro José” e prevê as provações que Ele haveria de suportar nas mãos de Seu traiçoeiro irmão (vide nota 190). Da mesma forma, Shoghi Effendi traça um paralelo entre a profunda inveja despertada pela preeminência de ´Abdu´l-Bahá em seu meio-irmão, Mírzá Muhammad-´Alí, e a inveja mortal “que o mérito superior de José inflamara nos corações de seus irmãos”.


2. deslacramos o Vinho seleto com os dedos da grandeza e do poder. ¶ 5

O consumo de vinho e de outras substâncias que causam embriaguez ou excitamento é proibido no Kitáb-i-Aqdas (vide notas 144 e 170).
A alusão ao uso de “vinho” num sentido alegórico – como sendo causa de êxtase espiritual – encontra-se não apenas na Revelação de Bahá´u´lláh, mas também na Bíblia, no Alcorão e nas antigas tradições hindus.
Por exemplo, no Alcorão é prometido aos justos que lhes será dado de beber do “vinho seleto e lacrado”. Em Suas Epístolas, Bahá´u´lláh identifica o “Vinho seleto” com Sua Revelação, cuja “fragrância almiscarada” foi soprada “sobre todas as coisas criadas”. Ele afirma ter “deslacrado” este “Vinho”, revelando, assim verdades espirituais até então desconhecidas, e capacitando os que dele sorvem a “discernir os esplendores da luz da unidade divina” e a “compreender o desígnio essencial que baseia as Escrituras de Deus”.
Em uma de Suas meditações, Bahá´u´lláh roga a Deus para que supra os fiéis com “o Vinho seleto de Tua mercê, de modo que os faça esquecer de qualquer outro além de Ti, levantar-se para servir Tua Causa, e ser firmes em seu amor por Ti”.


3. Nós vos ordenamos a Oração Obrigatória ¶ 6

Em árabe existem várias palavras que significam oração. A palavra “salát”, que aparece aqui no texto original, designa uma categoria especial de orações, cuja recitação em determinados horários do dia é ordenada aos crentes. A fim de diferenciar essa categoria de orações das demais, a palavra foi traduzida como “Oração Obrigatória”.
Bahá´u´lláh declara que “a Oração Obrigatória e o Jejum ocupam uma posição excelsa aos olhos de Deus” (P&R 93). ´Abdu´l-Bahá afirma que tais orações “conduzem à humildade e submissão, fazem com que a pessoa volva a face para Deus e Lhe expresse devoção”, e que, através dessas orações, “o homem tem comunhão com Deus, busca aproximar-se dEle, conversa com o verdadeiro Bem-Amado de seu coração e atinge graus espirituais”.
A Oração Obrigatória (vide nota 9) à qual se faz menção neste versículo foi substituída pelas três Orações Obrigatórias mais tarde reveladas por Bahá´u´lláh (P&R 63). Os textos das três orações atualmente em uso, acompanhados das orientações quanto à sua recitação, são encontrados, neste volume, em Alguns Textos Suplementares ao Kitáb-i-Aqdas.
Vários tópicos em Perguntas e Respostas tratam de facetas das três novas Orações Obrigatórias. Bahá´u´lláh esclarece que é permitido a cada pessoa escolher qualquer uma das três Orações Obrigatórias (P&R 65). Outras disposições são elucidadas em Perguntas e Respostas, números 66, 67, 81 e 82.
Os detalhes da lei referente à Oração Obrigatória estão sumarizados na seção IV.A. 1.-17 da Sinopse e Codificação.


4. nove rak´ahs ¶ 6

Um rak´ah consiste na recitação de versículos especificamente revelados acompanhados por um conjunto prescrito de genuflexões e outros movimentos.
A Oração Obrigatória originalmente ordenada por Bahá´u´lláh a Seus seguidores consistia de nove rak´ahs. Desconhece-se as características exatas dessa oração e as instruções específicas para a sua recitação, pois a oração foi perdida. (Vide nota 9.)
Comentando, em uma Epístola, sobre as Orações Obrigatórias atualmente em vigor, ´Abdu´l-Bahá esclarece que “em cada palavra e movimento da Oração Obrigatória existem alusões, mistérios e uma sabedoria que o homem é incapaz de compreender, e que cartas e pergaminhos não podem conter”.
Shoghi Effendi explica que as poucas e simples instruções dadas por Bahá´u´lláh para a recitação de certas orações não apenas têm significação espiritual, mas que também auxiliam a pessoa a “concentrar-se totalmente enquanto ora e medita”.


5. ao meio-dia e pela manhã e ao anoitecer ¶ 6

Concernente à definição dos termos “manhã”, “meio-dia” e “anoitecer”, períodos nos quais a Oração Obrigatória média atualmente em vigor deve ser recitada, Bahá´u´lláh declarou que estes correspondem “ao nascer do sol, meio-dia e pôr-do-sol” (P&R 83). Ele especifica que os “períodos admissíveis para as Orações Obrigatórias são: da manhã ao meio-dia, do meio-dia ao pôr-do-sol, e do pôr-do-sol até duas horas depois”. Além disso, ´Abdu´l-Bahá afirmou que a Oração Obrigatória matinal pode ser dita desde o alvorecer.
A definição de “meio-dia” como o período “do meio-dia ao pôr-do-sol” aplica-se tanto à recitação da Oração Obrigatória curta quanto da média.


6. Dispensamo-vos de um maior número ¶ 6

Os requisitos para a oração obrigatória que as Dispensações Bábi e Islâmica exigiam eram mais severos do que aqueles necessários à Oração Obrigatória composta de nove rak´ahs ordenada no Kitáb-i-Aqdas (vide nota 4).
No Bayán, o Báb ordenou uma Oração Obrigatória composta de dezenove rak´ahs, que deveria ser ofertada uma vez em cada período de vinte e quatro horas – de um meio-dia ao meio-dia seguinte.
A oração muçulmana é recitada cinco vezes ao dia, a saber: cedo pela manhã, ao meio-dia, à tarde, ao anoitecer e à noite. Embora o número de rak´ahs varie de acordo com o horário da recitação, um total de dezessete rak´ahs é oferecido ao longo do dia.


7. Quando desejardes ofertar essa prece, volvei-vos à Corte de Minha Sacratíssima Presença, este Lugar Consagrado que Deus ... decretou como o Ponto de Adoração para os habitantes das Cidades da Eternidade ¶ 6

O “Ponto de Adoração”, isto é, o ponto para o qual o devoto se deve volver quando oferece uma oração obrigatória, chama-se Qiblih. O conceito de Qiblih já existia em religiões anteriores. No passado, Jerusalém fora escolhida para esse fim. Maomé mudou o Qiblih para Meca. As instruções do Báb no Bayán árabe eram:

O Qiblih é, em verdade, Aquele que Deus tornará manifesto: toda vez que Ele Se mover, o Qiblih também mover-se-á, até que Ele encontre repouso.

Essa passagem é citada por Bahá´u´lláh no Kitáb-i-Aqdas (¶ 37) e confirmada por Ele no versículo acima anotado. Ele também assinalou que volver-se em direção ao Qiblih “é uma exigência permanente para a recitação da Oração Obrigatória” (P&R 14 e 67). Contudo, em outras preces e orações pode-se dirigir a face em qualquer direção.


8. e quando o Sol do Verbo e da Verdade Se puser, volvei as faces ao Lugar que vos ordenamos ¶ 6

Bahá´u´lláh ordena Seu sepulcro como o Qiblih após Seu passamento. O Sacratíssimo Sepulcro fica em Bahjí, ´Akká. ´Abdu´l-Bahá descreve aquele Local como o “Santuário luminoso”, “o lugar ao redor do qual circunvaga a Assembléia nas Alturas”.
Em carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi emprega a analogia da planta que se volve ao sol para explicar a significação espiritual do ato de volver-se ao Qiblih:

... assim como a planta estende-se em direção à luz do sol – da qual recebe vida e crescimento – do mesmo modo nós volvemos nossos corações para o Manifestante de Deus, Bahá´u´lláh, quando oramos; ... dirigimos as faces ... ao lugar onde jaz o Seu pó aqui na terra, como um símbolo de nosso gesto interior.”


9. Expusemos os detalhes da Oração Obrigatória em outra Epístola. ¶ 8

A Oração Obrigatória original fora, “por motivo de sabedoria”, revelada por Bahá´u´lláh em uma Epístola separada (P&R 63). Ela não foi divulgada aos crentes durante a Sua vida, tendo sido substituída pelas três Orações Obrigatórias agora em uso.
Pouco depois da Ascensão de Bahá´u´lláh, o texto dessa oração, junto com várias outras Epístolas, foi roubado por Muhammad-´Alí, o Arqui-Violador de Seu Convênio.


10. Oração de Finados ¶ 8

A Oração de Finados (vide Alguns Textos Suplementares ao Kitáb-i-Aqdas) é a única oração obrigatória bahá´í que se deve citar em congregação; deve ser lida por um dos crentes enquanto todos os presentes permanecem em pé e em silêncio (vide nota 19). Bahá´u´lláh esclareceu que a Oração de Finados é exigida somente na morte de um adulto (P&R 70), que a recitação deve preceder o sepultamento do corpo, e que não é obrigatório volver-se ao Qiblih quando ela for recitada (P&R 85).
Detalhes adicionais a respeito da Oração de Finados estão resumidos em Sinopse e Codificação, seção IV.A. 13.-14.


11. seis passagens específicas desceram da parte de Deus, o Revelador de
Versículos ¶ 8

As passagens que fazem parte da Oração de Finados constituem-se de seis repetições da saudação “Alláh´u´Abhá” (Deus é o Todo-Glorioso), cada uma delas seguida por dezenove repetições de cada um de outros seis versículos especificamente revelados. Tais versículos são idênticos àqueles da Oração de Finados revelada pelo Báb no Bayán. Bahá´u´lláh acrescentou uma súplica que deve anteceder essas passagens.


12. Pêlos de animais não vos invalidam a oração, nem nada que já não tenha espírito, como ossos e coisas semelhantes. Podeis vestir pele de zibelina, assim como usais a de castor, de esquilo e de outros animais ¶ 9

Em algumas Dispensações religiosas anteriores, considerava-se que a oração era invalidada pelo uso da pele de certos animais, ou quando se tinha sobre o corpo certos outros objetos. Bahá´u´lláh, aqui, confirma a declaração do Báb, no Bayán árabe, de que tais coisas não invalidam a oração.


13. Nós vos ordenamos orar e jejuar desde o início da maturidade ¶ 10

Bahá´u´lláh define a “idade da maturidade para os deveres religiosos” como sendo “quinze anos tanto para homens como para mulheres” (P&R 20). Para detalhes sobre o período de jejum, vide nota 25.


14. Ele disso isentou os debilitados por doença ou idade ¶ 10

A dispensa das Orações Obrigatórias e do Jejum concedida aos que estão debilitados devido a doença ou idade avançada é explicada em Perguntas e Respostas. Bahá´u´lláh orienta que em “tempos de saúde abalada não é permissível observar tais obrigações” (P&R 93). Ele define que a idade avançada, neste contexto, começa aos setenta anos (P&R 74). Shoghi Effendi, em resposta a uma pergunta, esclareceu que ao atingir os setenta anos de idade as pessoas ficam dispensadas, quer estejam fracas, quer não.
A isenção do jejum também se estende a outras categorias específicas de pessoas, conforme listadas em Sinopse e Codificação, seção IV.B.5. Vide análise adicional nas notas 20, 30 e 31.


15. Deus consentiu que vos prostrásseis sobre qualquer superfície limpa, pois no tocante a isso revogamos a restrição que fora estabelecida no Livro ¶ 10

Nas Dispensações anteriores os requisitos para a oração seguidamente incluíam a prostração. No Bayán árabe o Báb exortava os crentes, ao se prostrarem, a apoiar a fronte em superfícies de cristal. De forma similar, no Islã impõem-se certas restrições quanto à superfície na qual os muçulmanos podem se prostrar. Bahá´u´lláh ab-roga tais restrições e simplesmente especifica “qualquer superfície limpa”.


16. Se não encontrardes água para a ablução, repeti cinco vezes as palavras “Em Nome de Deus, o Mais Puro, o Mais Puro”, prosseguindo então o vosso ato devocional. ¶ 10

Cada fiel deve realizar as abluções ao se preparar para a realização da Oração Obrigatória. Consistem elas em lavar-se as mãos e o rosto. Se não houver água disponível, ordenam-se cinco repetições do versículo especificamente revelado. Vide na nota 34 um comentário geral sobre abluções.
Antecedentes para essa preceituação de procedimentos substitutos que se observam quando não há água disponível podem ser encontrados, em Dispensações anteriores, no Alcorão e no Bayán árabe.


17. Nas regiões onde os dias e as noites se alongam, determinem-se os horários de orações através de relógios e outros instrumentos que marcam o passar das horas.
¶ 10

Isso se refere aos territórios situados no extremo Norte ou Sul, onde a duração dos dias e noites varia de forma pronunciada (P&R 64 e 103). Esse preceito também vale para o jejum.


18. Nós vos desobrigamos da prática da Oração dos Sinais. ¶ 11

A Oração dos Sinais é uma forma especial de oração obrigatória muçulmana que se ordenara recitar por ocasião de eventos naturais que podem provocar medo e que são tidos como sinais ou atos de Deus, como terremotos, eclipses e outros fenômenos semelhantes. A exigência de se realizar essa oração foi anulada. Em vez dela, um bahá´í pode dizer: “O domínio é de Deus, o Senhor do visível e do invisível, o Senhor da criação”, mas isso não é obrigatório (P&R 52).


19. Com exceção da Oração de Finados, a prática da oração congregacional foi anulada. ¶ 12

Orações congregacionais, entendidas como orações obrigatórias formais que se devem recitar segundo um determinado ritual, como, por exemplo, é costume no Islã, onde a oração de sexta-feira na mesquita é conduzida por um imame, foram revogadas na Dispensação Bahá´í. A Oração de Finados (vide nota 10) é a única oração congregacional prescrita pela lei Bahá´í. Ela deve ser recitada por um dos presentes enquanto o restante do grupo permanece em pé e em silêncio; aquele que lê a oração não possui nenhum grau especial. Não é exigido que a congregação volva-se para o Qiblih (P&R 85).
As três Orações Obrigatórias diárias devem ser recitadas individualmente, não em congregação.
Inexiste uma forma prescrita para a recitação das muitas outras orações bahá´ís, e todos têm liberdade para utilizar essas preces não-obrigatórias como desejarem, seja em encontros, seja a sós. No tocante a isso, Shoghi Effendi declara que:

... embora os amigos estejam, portanto, livres para seguir suas próprias inclinações, ... devem tomar o maior cuidado para que nenhuma das formas por eles empregada venha a adquirir um caráter demasiado rígido, a ponto de institucionalizar-se. Este é um ponto que os amigos deveriam ter sempre em mente para que não se afastem do claro caminho indicado nos Ensinamentos.


20. Deus eximiu as mulheres, durante as regras, da oração obrigatória e do jejum.
¶ 13

As mulheres são dispensadas de realizar a oração obrigatória e o jejum durante a menstruação; em vez disso, devem realizar suas abluções (vide nota 34) e repetir 95 vezes por dia, entre um meio-dia e o próximo, o verso: “Glorificado seja Deus, o Senhor de Esplendor e Beleza”. Esse preceito tem antecedente no Bayán árabe, onde isenção similar era concedida.
Em algumas Dispensações religiosas do passado as mulheres eram consideradas ritualmente impuras durante as regras e era-lhes vedado observar os deveres da oração e do jejum. O conceito de impureza ritual foi abolido por Bahá´u´lláh (vide nota 106).
A Casa Universal de Justiça esclareceu que as disposições do Kitáb-i-Aqdas que concedem isenção de certos deveres e responsabilidades são, como a palavra indica, isenções, e não proibições. Qualquer fiel, portanto, homem ou mulher, pode tirar proveito de uma isenção que se lhe aplique, se o desejar. Entretanto, a Casa de Justiça aconselha que, ao tomar tal decisão, o crente faça uso da sabedoria e se conscientize de que Bahá´u´lláh concedeu tais isenções por bons motivos.
A dispensa da oração obrigatória, preceituada originalmente para a Oração Obrigatória composta de nove rak´ahs, agora se aplica às três Orações Obrigatórias que a substituíram.


21. Quando em viagem, caso pareis para descansar em um pouso seguro, prostrai-vos, homens ou mulheres, uma vez para cada Oração Obrigatória não proferida ¶ 14

Aqueles que se vêem numa condição de insegurança tal que impossibilita a recitação das Orações Obrigatórias estão dela dispensados de sua realização. A isenção se aplica tanto se a pessoa estiver viajando quando em casa, e oferece um meio pelo qual se podem compensar as Orações Obrigatórias que não foram ditas devido a essas circunstâncias de insegurança.
Bahá´u´lláh deixou claro que a prática de oração obrigatória “não é suspensa durante as viagens” se se puder encontrar um “lugar seguro” onde realizá-la (P&R 58).
Mais subsídios sobre esse preceito encontram-se nos números 21, 58, 59, 60 e 61 de Perguntas e Respostas.


22. Findadas as prostrações, sentai-vos ... com as pernas entrecruzadas ¶ 14

A expressão árabe “haykalu´t-tawhíd”, traduzida aqui como “pernas entrecruzadas”, significa a “posição de unidade”. Ela, tradicionalmente, significa uma posição com as pernas entrecruzadas.


23. Dize: Deus fez Meu amor oculto ser a chave do Tesouro ¶ 15

Existe uma bem-conhecida tradição islâmica a respeito de Deus e Sua criação:

Eu era um Tesouro Oculto. Desejei tornar-me conhecido, e assim Eu trouxe a criação à existência para que Me pudesse conhecer.

Referências e alusões a essa tradição encontram-se disseminadas nas Escrituras Bahá´ís. Por exemplo, em uma de Suas preces, Bahá´u´lláh revela:

Louvado seja Teu nome, ó Senhor meu Deus! Atesto que eras um Tesouro oculto dentro de Teu Ser imemorial, e um Mistério impenetrável entesourado em Tua própria Essência. Ao desejares revelar-Te, trouxeste à existência o Mundo Maior e o Menor, e escolheste o Homem acima de todas as Tuas criaturas, e fizeste dEle um sinal de ambos esses mundos, ó Tu que és nosso Senhor, o Mais Compassivo!
Tu O elevaste para ocupar Teu trono ante todo o povo de Tua criação. Tu O capacitaste a desvendar Teus mistérios e a brilhar com as luzes de Tua inspiração e de Tua Revelação, e a manifestar Teus nomes e Teus atributos. Por Seu intermédio adornaste o preâmbulo do livro de Tua criação, ó Tu que és o Governante do universo que moldaste! (Prayers and Meditations by Bahá´u´lláh, XXXVIII)

Da mesma forma, afirma Ela nas Palavras Ocultas:

Ó Filho do Homem! Amei tua criação, por isso te criei. Ama-Me, pois, para que Eu possa mencionar teu nome e te inundar a alma com o espírito da vida.

´Abdu´l-Bahá, em Seu comentário sobre a tradição acima mencionada, escreveu:

Ó andarilho no caminho do Bem-Amado! Sabe tu que o propósito principal desta sagrada tradição é fazer menção dos estágios de ocultação e de manifestação de Deus no íntimo das Personificações da Verdade, Aqueles que são as Auroras de Seu Ser Todo-Glorioso. Por exemplo, antes que a chama do Fogo imorredouro se acenda e manifeste, ela existe por si própria e dentro de si mesma, na identidade oculta das Manifestações universais; e este é o estágio do “Tesouro Oculto”. E quando a árvore abençoada incendeia-se por si própria e dentro de si mesma, e aquele Fogo Divino queima por sua própria essência e dentro de sua própria essência, este é o estágio de “Desejei tornar-Me conhecido”. E quando ele rebrilha do Horizonte do universo com infinitos Nomes e Atributos Divinos sobre o mundo contingente e o mundo incorpóreo, isso constitui o surgimento de uma nova e maravilhosa criação, que corresponde ao estágio de “assim Eu trouxe a criação à existência”. E quando as almas santificadas rompem os véus de todos os apegos terrenos e condições mundanas e apressam-se ao estágio da contemplação da beleza da Presença Divina, e recebem a honra de reconhecer a Manifestação, e são capazes de testemunhar o esplendor do Supremo Sinal de Deus em seus corações, então o propósito da criação, que é o conhecimento dAquele que é a Verdade Eterna, torna-se manifesto.


24. Ó Pena do Altíssimo! ¶ 16

A “Pena do Altíssimo”, “a Pena Suprema” e “a Pena Excelsa” são referências a Bahá´u´lláh, alusivas à Sua função de Revelador do Verbo de Deus.


25. Nós vos ordenamos jejuar durante um breve período ¶ 16

O Jejum e a Oração Obrigatória constituem os dois pilares que sustentam a Lei revelada por Deus. Em uma de Suas Epístolas Bahá´u´lláh afirma ter revelado as leis da oração obrigatória e do jejum a fim de que, através delas, os crentes pudessem aproximar-se de Deus.
Shoghi Effendi observa que o período de jejum, o qual demanda total abstenção de comida e de bebida do nascer ao pôr-do-sol, é:

... essencialmente um período de meditação e oração, de recuperação espiritual, durante o qual cada fiel deve esforçar-se por fazer os ajustes necessários em sua vida interior, e para refrescar e revigorar as forças espirituais latentes em sua alma. Sua significação e propósito, portanto, são de caráter fundamentalmente espiritual. O ato de jejuar é um símbolo, e serve para nos lembrar da abstinência dos desejos mundanos e egoístas.

O jejum é ordenado a todos os fiéis, desde os 15 anos de idade até os 70.
Uma síntese dos preceitos detalhados referentes à lei do jejum, e às isenções concedidas a certas categorias de pessoas, pode ser encontrada na Sinopse e Codificação, seção IV.B.1.-6. Comentários sobre as isenções do jejum encontram-se nas notas 14, 20, 30 e 31.
O período de dezenove dias de Jejum coincide com o mês bahá´í de ´Alá´ (usualmente entre 2 e 20 de março). Ele vem imediatamente após o término dos Dias Intercalares (vide notas 27 e 147) e é seguido pela festa de Naw-Rúz (vide nota 26).


26. e vos destinamos ao seu término o Naw-Rúz como uma festa ¶ 16

O Báb inaugurou um novo calendário, agora conhecido como calendário Badí´ ou Bahá´í (vide notas 27 e 147). De acordo com esse calendário, o dia é o período que decorre de um pôr-do-sol ao outro. No Bayán o Báb ordenou o mês de ´Alá´ como o mês do jejum, decretou que o dia de Naw-Rúz assinala o término daquele período, e designou o Naw-Rúz como o Dia de Deus. Bahá´u´lláh ratifica o calendário Badí´, apontando o Naw-Rúz como uma festa.
O Naw-Rúz é o primeiro dia do ano novo. Ele coincide com o equinócio vernal no hemisfério norte, que usualmente ocorre em 21 de março. Bahá´u´lláh explica que essa festa deve ser celebrada sempre no dia em que o sol entra na constelação de Áries (i.e. o equinócio de primavera), mesmo que isso ocorra um minuto antes do pôr-do-sol (P&R 35). Dessa forma, o Naw-Rúz pode cair nos dias 20, 21 ou 22 de março, dependendo do horário do equinócio.
Bahá´u´lláh delegou à Casa Universal de Justiça a definição dos detalhes de muitas leis. Entre eles está uma série de assuntos a respeito do calendário bahá´í. O Guardião declarou que a implementação, a nível mundial, da lei referente ao período do Naw-Rúz implicará a escolha de um ponto específico da terra que sirva de padrão para que se fixe o horário do equinócio vernal. Também assinalou que a escolha deste local foi deixado à decisão da Casa Universal de Justiça.


27. Os dias que excedem aos meses devem antepor-se ao mês do jejum. ¶ 16

O calendário Badí´ é baseado no ano solar de 365 dias, 5 horas e 50 poucos minutos. O ano consiste de 19 meses com 19 dias cada (i.e. 361 dias), com a adição de quatro dias extras (cinco em anos bissextos). O Báb não definiu exatamente a posição dos dias intercalares no novo calendário. O Kitáb-i-Aqdas resolve essa questão, consignando aos dias “que excedem” uma posição fixa no calendário, imediatamente antes do mês de ´Alá´, o período de jejum. Para maiores detalhes, vide a seção sobre o calendário bahá´í no The Bahá´í World, volume XVIII [também em Leis, História e Administração da Fé Bahá´í, p. 91-3 e Bahá´u´lláh e a Nova Era. N.T.]


28. Nós ordenamos que eles ... sejam as manifestações da letra Há ¶ 16

Conhecidos como os Ayyám-i-Há (os Dias do Há), os Dias Intercalares têm a distinção de estar associados à “letra Há”. O valor numérico abjad (vide Glossário) desta letra árabe é cinco, que corresponde ao número potencial de dias intercalares.
À letra “Há” foram atribuídos alguns significados espirituais nas Escrituras Sagradas, entre os quais o de símbolo da Essência de Deus.


29. esses dias de doação que precedem o período de abstinência ¶ 16

Bahá´u´lláh instruiu Seus seguidores a devotarem esses dias a festividades, regozijo e caridade. Numa carta escrita em nome de Shoghi Effendi, explica-se que “os dias intercalares são especialmente reservados à hospitalidade, ao oferecimento de presentes, etc.”.


30. [Nem os viajantes]... são obrigados a guardar o Jejum ¶ 16

Bahá´u´lláh definiu a duração mínima da viagem que isenta o crente de jejuar (P&R 22 e 75). Os detalhes dessa determinação estão sumarizados no Sinopse e Codificação, seção IV.B.5.a.i.-v.
Shoghi Effendi esclareceu que, embora os viajantes estejam dispensados do jejum, eles podem jejuar se assim o desejarem. Ele também fez notar que a dispensa se aplica a todo o período de viagem, e não apenas às horas que se esteja num trem, carro, etc.


31. Nem o viajante, nem o enfermo, nem a mulher grávida ou a que amamenta são obrigados a guardar o Jejum. Deus dispensou-os em sinal de Sua graça. ¶ 16

A dispensa de jejum é concedida àqueles que estão doentes ou com idade avançada (vide nota 14), às mulheres durante as regras (vide nota 20), aos viajantes (vide nota 30) e às mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Essa isenção estende-se também aos que se ocupam em trabalhos pesados, os quais, ao mesmo tempo, são exortados a “demonstrar respeito à lei de Deus e à excelsa posição do Jejum”, alimentando-se “com frugalidade e em reservado” (P&R 76). Shoghi Effendi afirmou que a Casa Universal de Justiça definirá quais os tipos de trabalho que dispensam alguém do Jejum.


32. Abstende-vos de alimento e de bebida do nascer ao pôr-do-sol ¶ 17

Isso se refere ao período de jejum. Em uma de Suas Epístolas, ´Abdu´l-Bahá, depois de explicar que o jejum consiste na abstenção de comida e de bebida, aponta, ademais, que o fumo é uma espécie de “bebida”. Em árabe o verbo “beber” aplica-se igualmente ao ato de fumar.


33. Ordena-se a cada um dos fiéis em Deus ... que todos os dias ... repita “Alláh´u´Abhá” noventa e cinco vezes. ¶ 18

“Alláh´u´Abhá” é uma frase árabe que significa “Deus, o Todo-Glorioso”. É uma das formas do Nome Supremo de Deus (vide nota 137). No Islã há uma tradição segundo a qual há um nome supremo dentre os muitos nomes de Deus; contudo, a identidade desse Nome Supremo estava oculta. Bahá´u´lláh confirmou que o Nome Supremo é “Bahá”.
Considera-se também como o Nome Supremo os diversos derivados da palavra “Bahá”. O secretário de Shoghi Effendi, escrevendo em seu nome, explica que:

O Nome Supremo é o Nome de Bahá´u´lláh. “Yá Bahá´u´l-Abhá” é uma invocação que significa: “Ó Tu, Glória das Glórias!”. “Alláh´u´Abhá” é uma saudação que quer dizer: “Deus, o Todo-Glorioso”. Ambas referem-se a Bahá´u´lláh. Entende-se, por Nome Supremo, que Bahá´u´lláh apareceu com o Nome Supremo de Deus, em outras palavras, que Ele é a suprema Manifestação de Deus.

A saudação “Alláh´u´Abhá” foi adotada durante o período de exílio de Bahá´u´lláh em Adrianópolis.
A repetição de “Alláh´u´Abhá” noventa e cinco vezes deve ser precedida por abluções (vide nota 34).


34. efetuai abluções para a Oração Obrigatória ¶ 18

As abluções relacionam-se especificamente a certas orações. Elas devem preceder a realização das três Orações Obrigatórias e da recitação diária de “Alláh´u´Abhá” noventa e cinco vezes, bem como a recitação do versículo que substitui a oração obrigatória e o jejum para as mulheres durante as regras (vide nota 20).
As abluções prescritas consistem em lavar-se as mãos e a face em preparação para a oração. No caso da Oração Obrigatória média, isso é acompanhado pela recitação de certos versículos (vide Alguns Textos Suplementares ao Kitáb-i-Aqdas Revelados por Bahá´u´lláh).
Mesmo que alguém se tenha banhado logo antes de recitar a Oração Obrigatória, ainda assim é necessário efetuar as abluções (P&R 18), donde apreende-se terem elas um significado que transcende o simples ato de lavar-se.
Quando não há água disponível para as abluções, prescreve-se cinco repetições de um versículo (vide nota 16), e esse preceito aplica-se também àqueles para quem o uso de água prejudicaria o corpo (P&R 51).
Os preceitos detalhados da lei referente às abluções encontram-se na Sinopse e Codificação, seção IV.A.10.a.-g., assim como em Perguntas e Respostas, números 51, 62, 66, 77 e 86.


35. Proibiu-se-vos o assassinato ¶ 19

A proibição de se tirar a vida de outrem é repetida por Bahá´u´lláh no parágrafo 73 do Kitáb-i-Aqdas. Penas são prescritas para assassinato premeditado (vide nota 86). No caso de homicídio involuntário, é necessário que se pague uma indenização específica à família do morto (vide Kitáb-i-Aqdas ¶ 188).


36. e o adultério ¶ 19

A palavra árabe “ziná”, aqui traduzida por “adultério”, significa tanto fornicação quanto adultério. Ela se aplica não apenas às relações sexuais entre uma pessoa casada e alguém que não seja seu cônjuge, mas também às relações sexuais extramaritais em geral. Uma das formas de “ziná” é o estupro. A única pena que Bahá´u´lláh prescreve é para os que cometem fornicação* (vide nota 77); a determinação das penas para outras formas de ofensa sexual foi entregue à Casa Universal de Justiça.


37. a maledicência e a calúnia ¶ 19

A fofoca, a maledicência, a difamação e a atenção às faltas alheias foram repetidamente condenadas por Bahá´u´lláh. Nas Palavras Ocultas Ele afirma com toda a clareza: “Ó Filho do Ser! Como pudeste esquecer as tuas próprias faltas e ocupar-te com as alheias? Quem assim fizer, será por Mim abominado”. E novamente: “Ó Filho do Homem! Nem sequer sussurres os pecados alheios enquanto tu próprio fores pecador. Fosses tu transgredir este mandamento, amaldiçoado serias, e disto dou testemunho.” Essa forte advertência é novamente reiterada em Sua última obra, “o Livro de Meu Convênio”: “Em verdade, digo: a língua é para mencionar o que é bom; não a corrompais com palavras indecorosas. Deus já perdoou o passado. Doravante todos devem expressar o que é bom e digno, e evitar a maledicência, as injúrias e tudo o que possa causar tristeza aos homens.”


38. Dividimos a herança em sete categorias ¶ 20

As leis bahá´ís sobre herança aplicam-se apenas na falta de um testamento, ou seja, quando a pessoa morre sem deixar sua última vontade. No Kitáb-i-Aqdas (¶ 109), Bahá´u´lláh orienta todos os crentes a lavrar um testamento. Ele, em outro lugar, afirma categoricamente que o indivíduo tem total jurisdição sobre sua propriedade e é livre para determinar a maneira pela qual seu espólio deve ser dividido, e para designar, no testamento, aqueles bahá´ís ou não-bahá´ís que deverão receber herança (P&R 69). Com relação a isso, uma carta escrita em nome de Shoghi Effendi explica que:

... apesar da permissão concedida a cada bahá´í para dispor de seus bens da maneira como desejar no testamento, ainda assim ele obriga-se moral e conscienciosamente, ao redigi-lo, a sempre ter em mente a necessidade de preservar o princípio de Bahá´u´lláh concernente à função social da riqueza, e a conseqüente necessidade de se evitar seu acúmulo e concentração excessivos em poucas pessoas ou grupos de pessoas.

Esse versículo do Aqdas inicia uma longa passagem na qual Bahá´u´lláh detalha a lei bahá´í de herança. Ao ler essa passagem deve-se ter em mente que a lei, ao ser apresentada, pressupõe a morte de um homem; suas cláusulas aplicam-se, “mutatis mutandis”, no caso da morte de uma mulher.
O sistema de herança que determina a distribuição do espólio entre sete categorias de herdeiros (filhos, cônjuge, pai, mãe, irmãos, irmãs e professores) baseia-se nos preceitos que o Báb expôs no Bayán. As características principais da lei bahá´í de herança na falta de um testamento são:

1. No caso da morte de um pai cujo espólio inclui uma residência particular, essa residência passa ao filho homem mais velho [o primogênito] (P&R 34).
2. Se o finado não tiver descendência masculina, dois terços da residência passam para a descendência feminina e o terço restante vai para a Casa de Justiça (P&R 41, 72). Vide nota 42 a respeito dos níveis da instituição da Casa de Justiça aos quais essa lei se aplica. (Vide também a nota 44).
3. O restante do espólio é dividido entre sete categorias de herdeiros. Para detalhes sobre o número de quotas que cada grupo recebe, vide Perguntas e Respostas, número 5, e Sinopse e Codificação, seção IV.C.3.a.
4. Quando houver mais de um herdeiro em qualquer das categorias, a porção alocada àquela classe deve ser dividida entre eles de forma igualitária, quer sejam homens, quer mulheres.
5. Quando não houver prole, a porção dos filhos reverte para a Casa de Justiça (P&R 7, 41).
6. Caso a pessoa deixe descendentes, mas não exista ou parte ou a totalidade das demais categorias de herdeiros, dois terços das quotas a estes alocadas revertem para os descendentes, e um terço para a Casa de Justiça (P&R 7).
7. Não existindo nenhuma das categorias especificadas, dois terços do espólio revertem para os sobrinhos e sobrinhas do finado. Não havendo estes, as mesmas quotas revertem para as tias e tios; na falta deles, para seus filhos e filhas. Em qualquer dos casos, o terço restante reverte para a Casa de Justiça.
8. Se uma pessoa não deixa nenhum dos herdeiros acima mencionados, todo o espólio reverte para a Casa de Justiça.
9. Bahá´u´lláh afirma que não-bahá´ís não têm direito à herança de seus pais ou parentes bahá´ís (P&R 34). Shoghi Effendi, em carta escrita em seu nome, esclarece que tal restrição se aplica: “somente àqueles casos em que um bahá´í morre sem deixar um testamento e quando, portanto, seus bens deverão ser distribuídos conforme as regras estabelecidas no Aqdas. Do contrário, todo bahá´í tem total liberdade para legar seus bens a qualquer pessoa, independente de religião, desde que, entretanto, deixe um testamento especificando seus desejos.” Portanto, um bahá´í sempre poderá proporcionar um legado para seu cônjuge, filhos ou parentes não-bahá´ís através da lavratura de um testamento.

Detalhes adicionais da lei de herança estão sintetizados na Sinopse e Codificação, seção IV.C.3.a.-o.


39. aos irmãos, cinco partes ... às irmãs, quatro partes ¶ 20

O Perguntas e Respostas amplia as disposições da lei no tocante às quotas da herança alocadas aos irmãos e irmãs do falecido. Se o irmão ou a irmã têm o mesmo pai que o finado, ele ou ela herdarão a totalidade da quota que lhes é destinada. Se, contudo, o irmão ou a irmã provêm de outro pai, ele ou ela herdarão apenas dois terços da quota alocada, revertendo o terço restante para a Casa de Justiça (P&R 6). Além disso, se o finado tiver irmãos ou irmãs germanos entre seus herdeiros, os meio-irmãos e meio-irmãs do lado materno nada herdam (P&R 53). Os meio-irmãos e meio-irmãs, é claro, terão direito à herança do espólio de seu próprio pai.


40. aos professores ¶ 20

Em uma Epístola, ´Abdu´l-Bahá compara os professores envolvidos na educação espiritual da criança ao “pai espiritual” que “concede vida eterna ao filho”. Ele explica ser essa a razão pela qual “os professores estão incluídos entre os herdeiros” na “Lei de Deus”.
Bahá´u´lláh especifica em que condições o professor ou a professora herdam, bem como a porção que lhes cabe (P&R 33).


41. Quando ouvimos o clamor dos filhos ainda não nascidos, Nós duplicamo-lhes as quotas e reduzimos as dos demais. ¶ 20

Nas leis de herança do Báb, aos filhos do falecido eram destinadas nove partes, que constituíam 540 quotas. Essa alocação constituía menos de uma quarta parte do total do espólio. Bahá´u´lláh duplicou-lhes a porção para 1.080 quotas, e reduziu aquelas destinadas às outras seis categorias de herdeiros. Ele delineia também o significado exato desse versículo e sua implicação na distribuição da herança (P&R 5).


42. a Casa de Justiça ¶ 21

Ao referir-Se à Casa de Justiça no Kitáb-i-Aqdas, Bahá´u´lláh nem sempre faz distinção explícita entre a Casa Universal de Justiça e a Casa Local de Justiça, sendo que ambas as instituições são ordenadas no Livro. Em geral, Ele simplesmente refere-Se à “Casa de Justiça”, deixando em aberto para posterior esclarecimento a que nível, ou níveis, da instituição como um todo cada lei aplicar-se-á.
Numa Epístola em que enumera as receitas da tesouraria local, ´Abdu´l-Bahá inclui os espólios sem herdeiros, indicando assim que a Casa de Justiça mencionada nessas passagens do Aqdas relativas a heranças é a Casa Local de Justiça.


43. Havendo descendentes, mas nenhuma das demais categorias de herdeiros ¶ 22

Bahá´u´lláh esclarece que “Essa diretriz aplica-se tanto de maneira geral quanto específica, o que vale dizer que sempre que faltar qualquer uma das categorias dessa última classe de herdeiros, dois terços de sua herança passam para a descendência, e o terço restante para a Casa de Justiça” (P&R 7).


44. Nós destinamos a residência e as roupas pessoais do falecido à descendência masculina, não à feminina nem aos demais herdeiros. ¶ 25

Em uma Epístola, ´Abdu´l-Bahá esclarece que, no caso da morte de um homem, a residência e a roupa pessoal permanecem na linhagem masculina. Elas passam ao filho mais velho e, na falta deste, vão para o segundo filho, e assim por diante. Ele explica que esse preceito é expressão da lei da primogenitura, a qual tem sido invariavelmente defendia pela Lei de Deus. Numa Epístola a um seguidor da Fé, na Pérsia, Ele escreveu: “Em todas as Dispensações Divinas o primogênito tem recebido distinções extraordinárias. Mesmo a condição de profeta tem sido seu direito inato”. Entretanto, juntamente com as distinções concedidas ao primogênito vão deveres concomitantes. Por exemplo, ele tem a responsabilidade moral perante Deus de olhar por sua mãe, e também de levar em conta as necessidades dos demais herdeiros.
Bahá´u´lláh esclarece vários aspectos dessa parte da lei de herança. Ele indica que, se houver mais de uma residência, a principal e mais importante vai para o filho homem. As demais residências devem, juntamente com os outros bens do falecido, ser repartidas entre os herdeiros (P&R 34), e Ele orienta que, na falta de um descendente masculino, dois terços da residência principal e das roupas pessoais do pai falecido reverterão para a filha, e um terço para a Casa de Justiça (P&R 72). Ademais, no caso do falecimento de uma mulher, Bahá´u´lláh declara que todas as suas roupas com uso devem ser divididas igualitariamente entre as filhas. Suas roupas sem uso, jóias e outros bens devem ser divididos entre seus herdeiros, assim como sua roupa com uso, caso não tenha uma filha (P&R 37).


45. Se o filho morto tiver falecido ainda durante os dias de seu pai, seus filhos, se os tiver, herdarão a parte que caberia ao pai deles ¶ 26

Esse aspecto da lei aplica-se somente quando for o filho homem quem morre antes do pai ou da mãe. Se for a filha do falecido que estiver morta e tiver deixado descendência, sua parte terá de ser dividida conforme as sete categorias especificadas no Livro Sacratíssimo (P&R 54).


46. Caso o falecido deixe filhos de menor idade, a porção da herança que lhes cabe deve ser confiada a um indivíduo fidedigno ¶ 27

A palavra “amín”, traduzida nesse parágrafo por “pessoa fidedigna” e “curador”, evoca, em árabe, uma vasta gama de sentidos ligados principalmente à idéia de fidedignidade, mas significando também qualidades tais como confiabilidade, lealdade, fidelidade, retidão, honestidade e assim por diante. Quando usada em terminologia legal, “amín” denota, entre outras coisas: fiduciário, fiador, depositário, guardião, curador e zelador.


47. A partilha dos bens deverá ocorrer somente após pagar-se o Huqúqu´lláh, saldarem-se eventuais débitos, cobrirem-se as despesas do funeral e do sepultamento ¶ 28

Bahá´u´lláh instrui que a ordem de prioridade para o pagamento desses encargos é: primeiro as despesas do funeral e sepultamento, depois as dívidas do finado, e então o Huqúqu´lláh (vide nota 125) (P&R 9). Ele também especifica que, ao utilizar-se o espólio para tais pagamentos, deve-se primeiro fazê-lo com o montante líquido da herança e, se este for insuficiente, então se pode tomar da residência e das roupas pessoais do finado (P&R 80).


48. Este é aquele conhecimento oculto que jamais há de mudar, pois inicia-se com o nove ¶ 29

No Bayán Árabe, o Báb explicava que Sua lei de herança estava “de acordo com um conhecimento oculto no Livro de Deus – um conhecimento que jamais há de mudar ou de ser substituído”. Ele também afirmava que os números relacionados à divisão da herança tinham sido investidos de um significado que objetivava auxiliar no reconhecimento dAquele Que Deus tornará manifesto.
O “nove” aqui mencionado é representado no texto árabe pela letra "Tá", que lhe é equivalente na notação abjad (vide Glossário). Trata-se do primeiro elemento do sistema de divisão de heranças concebido pelo Báb, onde Ele designa "nove partes" como a porção dos filhos. O significado do nove está em ser ele o equivalente numérico do Nome oculto e manifesto, inviolável e inacessivelmente excelso". (Vide também a nota 33.)


49. O Senhor vosso Deus ordenou que em cada cidade se estabeleça uma Casa de Justiça ¶ 30

A instituição da Casa de Justiça consiste de conselhos eleitos que atuam na sociedade a nível local, nacional e internacional. Bahá'u'lláh, no Kitáb-i-Aqdas, ordena tanto a Casa de Justiça quanto as Casas Locais de Justiça. 'Abdu'l-Bahá, em Sua Vontade e Testamento, institui as Casa de Justiça Secundárias (Nacionais ou Regionais) e delineia o procedimento a ser seguido para a eleição da Casa Universal de Justiça.
O versículo acima citado refere-se à Casa Local de Justiça, instituição que deve ser eleita numa localidade sempre que ali residirem nove ou mais bahá'ís adultos. Para esse propósito, o Guardião temporariamente estabeleceu os 21 anos como sendo a idade da maioridade, e assinalou que isso estaria sujeito a uma eventual mudança pela Casa Universal de Justiça no futuro.
As Casas Locais e Secundárias de Justiça são atualmente conhecidas como Assembléias Espirituais Locais e Assembléias Espirituais Nacionais. Shoghi Effendi observou ser esta uma "denominação temporária", a qual,

... à medida que a posição e os objetivos da Fé Bahá'í forem melhor compreendidos e mais plenamente reconhecidos, irá ser gradualmente substituída pela designação permanente e mais apropriada de Casa de Justiça. Não apenas as atuais Assembléias Espirituais terão uma forma diferente no futuro, mas também serão capacitadas a adicionar às suas atuais funções aqueles poderes, funções e prerrogativas necessários ao reconhecimento da Fé de Bahá'u'lláh, não meramente como um dentre os reconhecidos sistemas religiosos do mundo, mas como a Religião Oficial de um Poder Soberano e independente.


50. em número de Bahá ¶ 30

No sistema abjad, o equivalente numérico de "Bahá" é nove. A Casa Universal de Justiça e as Assembléias Espirituais Nacionais e Locais têm atualmente nove membros cada, o número mínimo prescrito por Bahá'u'lláh.


51. Compete-lhes ser os fidedignos do Misericordioso entre os homens ¶ 30

Os poderes e funções da Casa Universal de Justiça, das Assembléias Espirituais Nacionais e das Assembléias Espirituais Locais, bem como as qualificações de seus membros, encontram-se descritos nas Escrituras de Bahá'u'lláh e 'Abdu'l-Bahá, nas cartas de Shoghi Effendi e nas elucidações da Casa Universal de Justiça. As funções precípuas dessas instituições estão delineadas na Constituição da Casa Universal de Justiça e nos estatutos das Assembléias Espirituais Nacionais e Locais.


52. consultar em conjunto ¶ 30

Bahá'u'lláh estabeleceu a consulta como um dos princípios fundamentais de Sua Fé e exorta os crentes dizendo: "consultai em conjunto sobre todos os assuntos". Ele descreve a consulta como "a lâmpada da guia, que mostra o caminho e confere compreensão". Shoghi Effendi afirma que o "princípio da consulta... constitui-se numa das leis fundamentais" da Ordem Administrativa Bahá'í.
Em Perguntas e Respostas, número 99, Bahá'u'lláh delineia uma forma de consulta , e enfatiza a importância de se alcançar unanimidade na tomada de decisão, na falta da qual a decisão da maioria deverá prevalecer. A Casa Universal de Justiça esclareceu que essa orientação sobre a consulta foi revelada antes do estabelecimento das Assembléias Espirituais, sendo resposta a uma pergunta sobre os ensinamentos bahá'ís referentes à consulta. A Casa de Justiça afirma que o surgimento das Assembléias Espirituais, para as quais os amigos sempre se podem volver em busca de ajuda, de modo algum impede que eles sigam o procedimento delineado em Perguntas e Respostas. Esse método pode ser utilizado pelos amigos, se lhes aprouver, quando desejam consultar sobre seus problemas pessoais.


53. Edificai em todas as terras casas de adoração ¶ 31

A Casa de Adoração Bahá'í destina-se ao louvor a Deus. A Casa de Adoração constitui o edifício central do Mashriqu'l-Adhkár (o local de onde se irradia o louvor a Deus), um complexo que, em seus desdobramentos futuros incluirá, em adição à Casa de Adoração, uma série de anexos dedicados a empreendimentos sociais, humanitários, educacionais e científicos. 'Abdu'l-Bahá descreve o Mashriqu'l-Adhkár como "uma das mais vitais instituições do mundo", e Shoghi Effendi ressalta que ele exemplifica e forma tangível a integração entre "o serviço e a adoração bahá'ís". Antevendo o desenvolvimento futuro desta instituição, Shoghi Effendi prevê que a Casa de Adoração e seus anexos "haverão e prover alívio para os que sofrem, sustento para os pobres, abrigo para os viajantes, consolo para os aflitos e educação para os ignorantes". No futuro, Casas de Adoração Bahá'ís serão construídas em todas as cidades e povoados.


54. Deus ordenou a peregrinação à Casa sagrada àqueles de vós que puderem realizá-la ¶ 32

Duas Casas sagradas incluem-se nesse mandamento: a Casa do Báb em Shíráz e a Casa de Bahá'u'lláh em Bagdá. Bahá'u'lláh explicou que a peregrinação a qualquer uma das duas Casas satisfaz a exigência dessa passagem (P&R 25, 29). Em duas Epístolas diferentes, conhecidas como Súriy-i-Hají (P&R 10), Bahá'u'lláh prescreveu ritos específicos para cada uma dessas peregrinações. Nesse sentido, a peregrinação é mais do que uma simples visitação a essas duas Casas.
Depois do passamento de Bahá'u'lláh, 'Abdu'l-Bahá designou o Santuário de Bahá'u'lláh, em Bahjí, como um local de peregrinação. Em uma Epístola, Ele assinala que o "Santuário Sacratíssimo, a Casa Abençoada em Bagdá e a venerada Casa do Báb em Shíráz" são "consagradas à peregrinação", e que é "obrigatório" visitar estes locais "desde que se tenha os recursos necessários e se possa fazê-lo, e que não haja nenhum obstáculo que o impeça". Não há nenhum rito prescrito para a peregrinação ao Santuário Sacratíssimo.


55. Por misericórdia de Sua parte, Ele disso dispensou as mulheres ¶ 32

No Bayán, o Báb ordenou o preceito da peregrinação, uma vez na vida, àqueles de Seus seguidores que tivessem condições financeiras de realizar a viagem. Ele declarou que essa obrigação não se aplicava às mulheres, de modo a poupá-las dos rigores da viagem.
Bahá'u'lláh, da mesma forma, dispensa as mulheres da exigência de peregrinação por Ele estabelecida. A Casa Universal de Justiça esclareceu que tal dispensa não é uma proibição, e que as mulheres estão livres para peregrinar.


56. ocupar-se com algum trabalho ¶ 33

É obrigatório que homens e mulheres se ocupem com algum negócio ou profissão. Bahá'u'lláh enaltece o "empenho nesse trabalho ao grau de adoração" a Deus. Os significados espiritual e prático dessa lei, e a responsabilidade que respectivamente cabe ao indivíduo e à sociedade para sua implementação, são explanados em uma carta escrita em nome de Shoghi Effendi:

Quanto à ordem de Bahá'u'lláh para que os fiéis se ocupem em algum tipo de profissão: os Ensinamentos são extremamente enfáticos nesse sentido, em especial afirmação contida no Aqdas a propósito disso, que deixa bem claro não haver lugar, na nova Ordem Mundial, para pessoas indolentes, sem vontade de trabalhar. Como corolário desse princípio, Bahá'u'lláh afirma, ademais, que não apenas se deve desencorajar a mendicância, mas também que ela deve ser totalmente eliminada da face da sociedade. Os encarregados de organizar a sociedade têm o dever de oferecer a cada pessoa a oportunidade de adquirir a capacitação necessária a algum tipo de profissão, bem como os meios para colocá-la em prática, tanto por causa dela mesma quanto para que a pessoa possa ganhar seu sustento. Todo indivíduo, não importa quão incapacitado ou limitado possa ser, é obrigado a ocupar-se em algum trabalho ou profissão, pois o trabalho, especialmente quando realizado em espírito de serviço, é, de acordo com Bahá'u'lláh, uma forma de adoração. Não apenas possui um propósito utilitário, mas contém um valor em si mesmo, porque nos aproxima de Deus e nos capacita a melhor entender o propósito que Ele nos reserva neste mundo. É evidente, portanto, que a herança de riqueza não desobriga ninguém do trabalho diário.

Em uma de Suas Epístolas, 'Abdu'l-Bahá afirma que "se alguém for incapaz de ganhar o próprio sustento, estiver sujeito à pobreza extrema, ou ficar desamparado, então incumbe aos ricos ou aos Mandatários proverem-no de uma pensão mensal para sua subsistência. ... Por 'Mandatários' entendem-se os representantes do povo, ou seja, os membros da Casa de Justiça." (Vide também a nota 162 sobre mendicância.)
Perguntada se a injunção de Bahá'u'lláh também exige que uma mulher, sendo mãe, trabalhe para ganhar a vida, juntamente com o marido, a Casa Universal de Justiça explicou que a instrução de Bahá'u'lláh é que os amigos se ocupem em uma atividade que beneficie a eles mesmos e aos demais, e que os afazeres domésticos são uma forma de trabalho extremamente honrada e responsável, de importância fundamental para a sociedade.
Quanto à aposentadoria daqueles que alcançaram determinada idade, Shoghi Effendi, em carta escrita em seu nome, afirmou que "isso é um assunto sobre o qual a Casa Internacional de Justiça terá de legislar, já que o Aqdas nada preceitua a esse respeito".


57. No Livro proibiu-se o beija-mão. ¶ 34

Em algumas Dispensações religiosas anteriores, bem como em certas culturas, o ato de beijar a mão de uma personalidade religiosa ou de uma pessoa proeminente era considerado obrigatório como sinal de reverência e deferência para com tais pessoas, e como sinal de submissão à autoridade delas. Bahá'u'lláh proíbe o beija-mão e, em Suas Epístolas, também condena práticas como a prostração ante outra pessoa e demais formas de comportamento que rebaixam alguém em relação a outrem. (Vide nota 58.)


58. A ninguém é permitido buscar em outra alma a absolvição ¶ 34

Bahá'u'lláh proíbe que se confessem pecados a um ser humano e que dele se busque a absolvição. Em vez disso, a pessoa deve implorar perdão diretamente a Deus. Na Epístola de Bishárát, Ele declara que "Essa confissão diante das pessoas... resulta na humilhação e no rebaixamento" e afirma que Deus "não deseja a humilhação de Seus servos".
Shoghi Effendi põe a proibição em contexto. Seu secretário escreveu em seu nome que nos é:

... proibido confessar os pecados e faltas a qualquer pessoa, como o fazem os católicos aos seus padres, ou fazê-lo em público, como é a prática em algumas seitas religiosas. Contudo, se espontaneamente desejarmos reconhecer que erramos em algo, ou que temos alguma falha de caráter, e quisermos pedir as desculpas e o perdão de outra pessoa, temos total liberdade para fazê-lo.

A Casa Universal de Justiça também esclareceu que o fato de Bahá'u'lláh ter proibido a confissão de pecados não impede que uma pessoa admita suas transgressões no decorrer de consultas mantidas sob a égide de instituições bahá'ís. De modo semelhante, não elimina a possibilidade de se buscar conselhos e um amigo íntimo, ou de um conselheiro profissional, sobre tais assuntos.


59. Entre os homens há um que se senta entre as sandálias junto à porta, mas no íntimo cobiça o lugar de honra. ¶ 36

É prática tradicional, no Oriente, retirar as sandálias ou sapatos antes de ingressar numa reunião. A parte da sala mais afastada da entrada é tida como a cabeceira da sala, e o lugar de honra onde sentam-se os mais proeminentes dentre os presentes. Os demais distribuem-se em ordem descendente em direção à porta, junto à qual os sapatos e sandálias foram deixados e onde sentam-se os mais humildes.


60. E entre os homens há um que tem a pretensão de conhecer o oculto ¶ 36

Essa é uma referência àqueles que afirmam ter acesso ao conhecimento esotérico, e cujo apego a tal conhecimento os torna cegos à Revelação do Manifestante de Deus. Em outra parte Bahá'u'lláh afirma: "Os que adoram o ídolo esculpido pelas suas próprias imaginações e o chamam de Íntima Realidade, tais homens são, em verdade, contados entre os pagãos."


61. Quantos não foram os que se isolaram nas plagas da Índia - negando a si mesmos as coisas que Deus decretou lídimas, impondo-se austeridades e mortificações ¶ 36

Esses versículos constituem a proibição do monasticismo e ascetismo. Vide Sinopse e Codificação, seção IV.D.1.y.iii.-iv. Em Palavras do Paraíso Bahá'u'lláh amplia esses preceitos. Ele declara: "Viver em recolhimento ou praticar ascetismo não é aceitável na presença de Deus", e exorta os que se dedicam a isso a "observar o que possa ser causa de júbilo e contentamento". Instrui os que "se têm recolhido às cavernas das montanhas" ou "aos cemitérios, à noite" a abandonar tais práticas, e ordena-lhes que não se privem das "dádivas" deste mundo, as quais Deus criou para a humanidade. Na Epístola de Bishárát, embora reconheça os "atos piedosos" dos monges e sacerdotes, Bahá'u'lláh exorta-os a que "renunciem à vida de reclusão e dirijam os passos para o mundo exterior e se ocupem com aquilo que seja de proveito para eles mesmos e para os outros". Ele também lhes dá permissão para "contraírem matrimônio, a fim de que façam surgir alguém que fará menção de Deus".


62. Antes de expirado um milênio completo, quem afirmar ser portador de uma Revelação direta de Deus ¶ 37

A Dispensação de Bahá'u'lláh perdurará até a vinda da próxima Manifestação de Deus, cujo advento não ocorrerá antes de pelo menos "um milênio completo" ter passado. Bahá'u'lláh adverte para que não se atribua a "esse versículo" nada além de seu "sentido óbvio"; ademais, em uma de Suas Epístolas Ele especifica que "cada ano" desse período de mil anos consiste de "doze meses, conforme o Alcorão, e de dezenove meses de dezenove dias cada, conforme o Bayán".
O sinal que Bahá'u'lláh recebeu de Sua Revelação no Síyáh-Chál de Teerã, em outubro de 1852, assinala o nascimento de Sua Missão Profética e dá início aos mil anos ou mais que devem transcorrer antes do aparecimento da próxima Manifestação de Deus.


63. Disso Nós vos prevenimos quando residíamos no Iraque, e depois quando na Terra do Mistério, e agora neste Lugar Resplandecente. ¶ 37

A "Terra do Mistério" refere-se a Adrianópolis e o "Lugar Resplandecente" a 'Akká.


64. Entre os homens há um que se tornou orgulhoso da própria erudição... Quando escuta os passos das sandálias que o seguem ¶ 41

No Oriente é prática habitual que os seguidores de um líder religioso caminhem um ou dois passos atrás, em sinal de deferência.


65. Ninrode. ¶ 41

O Ninrode ao qual o versículo se refere é, tanto nas tradições judaicas quanto nas islâmicas, um rei que perseguiu Abraão e cujo nome tornou-se símbolo e grande arrogância.


66. Aghsán ¶ 42

"Aghsán" (plural de Ghusn) é o termo árabe para "Ramos". Bahá'u'lláh emprega esse termo para Se referir aos Seus descendentes masculinos. Ele tem implicações especiais não apenas no tocante à disposição dos fundos da Causa, mas também em relação à sucessão da autoridade após o passamento de Bahá'u'lláh (vide nota 145) e de 'Abdu'l-Bahá. Bahá'u'lláh, no Livro de Seu Convênio, nomeou 'Abdu'l-Bahá, Seu primogênito, como o Centro de Seu Convênio e o Líder da Fé. 'Abdu'l-Bahá, em Sua Vontade e Testamento, apontou Shoghi Effendi, Seu neto mais velho, como Guardião e Líder da Fé.
Essa passagem do Aqdas, portanto, antevê a sucessão entre os Aghsán e, destarte, prevê a instituição da Guardiania e a possibilidade de uma ruptura na linhagem dos Guardiães. O falecimento de Shoghi Effendi, em 1957, precipitou a exata situação para a qual essa passagem prevenia, pois a linhagem dos Aghsán findou antes de se ter estabelecido a Casa Universal de Justiça (vide nota 67).


67. reverterão ao povo de Bahá ¶ 42

Bahá'u'lláh deixou diretrizes para a eventualidade de que a linhagem dos Aghsán findasse antes do estabelecimento da Casa Universal de Justiça. Ele estipulou que em tal situação "as dotações reverterão ao povo de Bahá". O termo "povo de Bahá" é empregado nas Escrituras Bahá'ís com vários significados distintos. Neste caso, "o povo de Bahá" é descrito como sendo os que não falam "exceto por Sua permissão" e não julgam "senão em conformidade com o que Deus decretou nesta Epístola". Depois da morte de Shoghi Effendi, em 1957, as Mãos da Causa de Deus dirigiram os assuntos da Causa até a eleição da Casa Universal de Justiça, em 1963 (vide nota 183).


68. Não rapeis as vossas cabeças ¶ 44

Algumas tradições religiosas consideram desejável que se rape a cabeça. Bahá'u'lláh proíbe isso, e torna claro que o preceito contido no Seu Súriyi-Hajj, ordenando que os peregrinos à Casa Sagrada de shíráz rapem a cabeça, foi substituído por este versículo do Kitáb-i-Aqdas (P&R 10).


69. não é adequado deixar-se o cabelo ultrapassar o limite das orelhas ¶ 44

Shoghi Effendi deixou claro que esta lei proibindo o crescimento dos cabelos além do lóbulo da orelha aplica-se exclusivamente aos homens, ao contrário da proibição sobre rapar a cabeça. A aplicação dessa lei exigirá elucidação da parte da Casa Universal de Justiça.


70. Exílio e aprisionamento são decretados para o ladrão ¶ 45

Bahá'u'lláh afirma que cabe à Casa de Justiça determinar qual o grau de punição que corresponde à gravidade do delito (P&R 49). As punições para roubo destinam-se a uma condição futura da sociedade, quando serão suplementadas e aplicadas pela Casa Universal de Justiça.


71. no terceiro delito, colocai-lhe uma marca na fronte, para que assim identificado não seja aceito nas cidades de Deus e em Seus países. ¶ 45

A marca a ser colocada na testa do ladrão serve para que os demais sejam advertidos de suas tendências. Todos os detalhes a respeito da natureza da marca, de como deve ser aplicada, por quanto tempo deve ser usada, e em que condições pode-se retirá-la, bem como a gravidade das várias categorias de roubo, foram deixados por Bahá'u'lláh para que a Casa Universal de Justiça decida por ocasião da aplicação da lei.


72. Quem desejar fazer uso de utensílios e prata e ouro está livre para fazê-lo. ¶ 46

No Bayán, o Báb permitiu a utilização de utensílios de ouro e de prata, ab-rogando, assim, a condenação islâmica ao seu uso, que nascera não de alguma injunção explícita do Alcorão, mas sim das tradições islâmicas. Aqui Bahá'u'lláh confirma o decreto do Báb.


73. Guardai-vos de imergir as mãos no conteúdo de tigelas e pratos ao vos alimentardes. ¶ 46

Shoghi Effendi definiu essa proibição como sendo "a imersão das mãos na comida". Em muitas partes do mundo, é costume várias pessoas servirem-se, com as mãos, de um mesmo prato que é compartilhado por todos.


74. Adotai as maneiras mais acordes com o refinamento. ¶ 46

Essa é a primeira de várias passagens referentes à importância do refinamento e do asseio. A palavra árabe original, "litáfat", aqui vertida como "refinamento", tem uma ampla gama de sentidos, com implicações tanto espirituais quanto físicas, tais como elegância, graciosidade, limpeza, asseio, civilidade, polidez, gentileza, delicadeza e amabilidade, bem como a condição do que é discreto, refinado, santificado e puro. Conforme o contexto das várias passagens onde o termo ocorre no Kitáb-i-Aqdas, ele foi traduzido quer por "refinamento" quer por "limpeza" e "asseio".


75. Aquele que é a Aurora da Causa de Deus não compartilha com ninguém a Infalibilidade Suprema. ¶ 47

Na Epístola de Ishráqát, Bahá'u'lláh afirma que a Infalibilidade Suprema restringe-se aos Manifestantes de Deus.
O capítulo 45 de O Esplendor da Verdade é dedicado por 'Abdu'l-Bahá à explanação deste versículo do Aqdas. Neste capítulo, Ele salienta, entre outras coisas, ser impossível divorciar-se os Manifestantes de Deus da "infalibilidade" essencial, e afirma que "tudo o que dEles emana é verdadeiro e está de acordo com a realidade", que "Não estão Eles à sombra das leis anteriores", e que "Tudo o que Eles dizem é a palavra de Deus e todo ato Seu é um ato justo".


76. A todo o pai se ordenou a instrução do filho e da filha na arte de ler e
escrever ¶ 48

'Abdu'l-Bahá, em Suas Epístolas, não só chama a atenção para a responsabilidade dos pais em educar todos os seus filhos, como também determina claramente que "a instrução e educação das filhas é mais necessária do que a dos filhos", pois um dia as meninas serão mães, e as mães são quem primeiro educa as novas gerações. Portanto, caso uma família não tenha condições de dar educação a todos os filhos, preferência deve ser dada às meninas, pois é através de mães educadas que os benefícios do conhecimento se podem difundir mais eficaz e rapidamente na sociedade.


77. Deus impôs uma multa ... a todo adúltero e adúltera, a ser paga à Casa de Justiça ¶ 49

Embora o termo aqui traduzido por adultério refira-se, em seu significado mais amplo, às relações sexuais ilícitas, quer praticadas por casados ou solteiros (uma definição do termo é dada na nota 36), 'Abdu'l-Bahá apontou que a punição aqui prescrita refere-se à relação sexual entre pessoas solteiras. Ele observou que cabe à Casa Universal de Justiça decidir ainda a pena para o adultério cometido por uma pessoa casada. (Vide também P&R 49.)
Em uma de Suas Epístolas, 'Abdu'l-Bahá refere-Se a algumas das implicações espirituais e sociais da violação das leis morais e, com relação à pena aqui descrita, faz notar que o objetivo dela é tornar evidente a todos que tal ação é vergonhosa aos olhos de Deus e que, no caso de a infração chegar a ser provada e a multa imposta, o propósito principal é expor os infratores - de modo que eles sejam desonrados e desmoralizados aos olhos da sociedade. Ele afirma que tal desmoralização é em si própria o maior castigo.
Presume-se que a Casa de Justiça mencionada nesse versículo seja a Casa Local de Justiça, atualmente conhecida por Assembléia Espiritual Local.


78. nove mithqáls de ouro ... a ser aplicada em dobro caso repitam a ofensa ¶ 49

Um mithqál é uma unidade de peso. O peso do mithqál tradicionalmente empregado no Oriente Médio equivale a 24 nakhuds. Entretanto, o mithqál usado pelos bahá'ís consiste de 19 nakhuds, "conforme especificado no Bayán" (P&R 23). Nove destes mithqáls têm peso igual a 32,775 gramas, ou 1,05374 onças-troy.
Com relação à aplicação da multa, Bahá'u'lláh determina claramente que cada multa sucessiva é o dobro da precedente (P&R 23); assim, a multa imposta cresce em progressão geométrica. A aplicação dessa multa destina-se a uma condição futura da sociedade, quando a lei será suplementada e aplicada pela Casa Universal de Justiça.


79. Nós vos tornamos lícito ouvir música e canto. ¶ 51

'Abdu'l-Bahá escreveu que "Entre certas nações do Oriente, a música era considerada condenável". Conquanto o Alcorão não contenha nenhuma orientação específica sobre o assunto, alguns muçulmanos consideram ilegal a audição de música, enquanto outros a toleram dentro de certos limites e em condições específicas.
Nas Escrituras Bahá'ís existem várias passagens em louvor à música. 'Abdu'l-Bahá, por exemplo, assevera que "a música, seja cantada, seja tocada, é alimento espiritual para a alma e o coração".


80. Ó vós, Homens de Justiça! ¶ 52

Os escritos de 'Abdu'l-Bahá e de Shoghi Effendi esclarecem que, embora apenas os homens possam ser membros da Casa Universal de Justiça, tanto os homens quanto as mulheres são elegíveis para as Casas Secundárias e Locais de Justiça (atualmente chamadas de Assembléias Espirituais Nacionais e Locais).


81. As penalidades por agressão ou ferimento a outrem dependem da severidade da lesão; para cada grau o Senhor do Juízo determinou uma indenização específica. ¶ 56

Apesar de Bahá'u'lláh indicar que a intensidade da pena depende da "severidade da lesão", não há registro de haver Ele exposto os detalhes quanto ao montante da indenização a que se refere cada grau de delito. A responsabilidade pela determinação de tais medidas é da Casa Universal de Justiça.


82. Em verdade, impõe-se a vós oferecer uma festa a cada mês ¶ 57

Essa injunção tornou-se o fundamento para a celebração mensal de festividades bahá'ís e se trata, como tal, da ordenação das Festas de Dezenove Dias. No Bayán árabe o Báb exortava Seus seguidores a reunirem-se uma vez a cada dezenove dias para demonstrar hospitalidade e camaradagem. Bahá'u'lláh, aqui, ratifica esse preceito e realça a função unificadora de tais ocasiões.
Depois dEle, 'Abdu'l-Bahá e Shoghi Effendi desdobraram gradualmente o significado institucional dessa injunção. 'Abdu'l-Bahá enfatizou a importância do caráter espiritual e devocional de tais encontros. Shoghi Effendi, além de detalhar ainda mais os aspectos devocional e social da Festa, aprimorou o aspecto administrativo desses encontros e, ao instituir sistematicamente a Festa, garantiu um período de consulta a respeito dos assuntos da comunidade bahá'í, inclusive para compartilhar notícias e mensagens.
Quando perguntado se esta injunção era obrigatória, Bahá'u'lláh declarou que não (P&R 48). Numa carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi tece os seguintes comentários:

O comparecimento nas Festas de Dezenove Dias não é obrigatório, mas muito importante, e todo crente deveria considerar um dever e um privilégio a presença em tais ocasiões.


83. Ao caçar com a ajuda de animais ou aves de rapina, invocai o Nome de Deus quando os enviardes em perseguição à presa, pois assim o que capturarem vos será lícito, mesmo que o encontreis morto. ¶ 60

Através dessa lei, Bahá'u'lláh simplifica grandemente as práticas e preceitos religiosos do passado no tocante à caça. Ele também declarou que a caça com armas tais como arco e flecha, espingardas e assemelhados está incluída nesta regulamentação, mas que é proibido alimentar-se da carne de animal de caça encontrado morto em armadilhas ou redes (P&R 24).


84. Todavia, atentai para não caçar em excesso. ¶ 60

Conquanto Bahá'u'lláh não proíba a caça, Ele adverte contra a caça excessiva. A Casa Universal de Justiça deverá, no devido tempo, determinar o que constitui excesso em relação à caça.


85. mas não lhes concedeu nenhum direito às propriedades alheias ¶ 61

A injunção para demonstrar bondade aos parentes de Bahá'u'lláh não lhes concede nenhuma porção das propriedades alheias. Isso se contrapõe à prática do Islã xiita, na qual descendentes da linhagem de Maomé têm direito e receber uma certa porção de um determinado imposto.


86. Se alguém intencionalmente incendeia uma casa, queimai-o também; se deliberadamente tira a vida de outrem, matai-o. ¶ 62

A lei de Bahá'u'lláh prescreve a pena de morte para homicídio e incêndio premeditados, com a alternativa de prisão perpétua (vide nota 87).
Em Suas Epístolas, 'Abdu'l-Bahá explica a diferença entre vingança e punição. Ele afirma que as pessoas não têm o direito de vingar-se, que a vingança é ato desprezível aos olhos de Deus, e que o motivo para a punição não é a vingança, mas a imposição de uma pena para o delito cometido. Em O Esplendor da Verdade, Ele confirma que a sociedade tem o direito de punir os criminosos a fim de proteger seus membros e defender sua existência.
Acerca desse preceito, Shoghi Effendi dá a seguinte explanação em uma carta escrita em seu nome:

No Aqdas, Bahá'u'lláh instituiu a morte como a penalidade para o homicídio. Contudo, Ele permitiu a prisão perpétua como alternativa. Ambas as punições estão em conformidade com Suas Leis. Talvez alguns de nós não alcancem a sabedoria desses preceitos, por estarem em desacordo com a nossa limitada visão; mas devemos aceitá-los, pois sabemos que Sua Sabedoria, Sua Graça e Sua Justiça são perfeitas, e conduzem à salvação do mundo inteiro. Se uma pessoa fosse condenada à morte por engano, será que não podemos crer que Deus Onipotente recompensá-la-ia milhares de vezes no mundo vindouro devido a essa injustiça humana? Não podemos abandonar uma lei salutar apenas porque em raras ocasiões se possa punir um inocente.

Os detalhes da lei bahá'í que pune o homicídio e o incêndio premeditados - lei essa destinada a uma condição futura da sociedade - não foram descritos por Bahá'u'lláh. Os vários detalhes da lei - como os graus de severidade do delito, se circunstâncias atenuantes podem ser consideradas e qual das duas penas prescritas deverá ser a norma - foram entregues à decisão da Casa Universal de Justiça, que agirá conforme as condições prevalecentes quando for tempo de a lei ser implementada. A forma de se executar a pena também foi deixada a critério da Casa Universal de Justiça.
No que se refere ao incêndio criminoso, isso depende do tipo de "casa" na qual se ateia fogo. Obviamente, há uma tremenda diferença de grau de delito entre alguém que queima um depósito vazio e alguém que incendeia uma escola cheia de crianças.


87. Também vos é permissível, conforme os preceitos do Livro, condenar o incendiário e o homicida à prisão perpétua. ¶ 62

Respondendo uma pergunta sobre esse versículo do Aqdas, Shoghi Effendi afirmou que, embora a pena capital seja permitida, a "prisão perpétua" foi prevista como uma alternativa "através da qual os rigores de tal condenação podem ser seriamente mitigados". Ele afirma que "Bahá'u'lláh deu-nos uma escolha e, portanto, deixou-nos livres para usar nosso próprio arbítrio dentro de certas limitações impostas por Sua lei". Na falta de orientação específica sobre a aplicação deste aspecto da lei bahá'í, compete à Casa Universal de Justiça legislar sobre o assunto no futuro.


88. Deus vos prescreveu o matrimônio. ¶ 63

Em uma de Suas Epístolas, Bahá'u'lláh afirma que Deus, ao estabelecer esta lei, fez do matrimônio uma "fortaleza para bem-estar e salvação".
A Sinopse e Codificação, seção IV.c.1.a.-o., resume e sintetiza os preceitos do Kitáb-i-Aqdas e do Perguntas e Respostas sobre: o matrimônio e as condições nas quais é permitido (P&R 3, 13, 46, 50, 84 e 92), a lei de esponsais (P&R 43), o pagamento do dote (P&R 12, 26, 39, 47, 87 e 88), os procedimentos a serem adotados no caso de ausência prolongada do cônjuge (P&R 4 e 27), e várias outras circunstâncias (P&R 12 e 47). (Vide também as notas 89-99.)


89. Acautelai-vos para não desposar mais de duas mulheres. Quem se contenta com uma só consorte dentre as servas de Deus viverá em tranqüilidade, assim como ela.
¶ 63

Conquanto o texto do Kitáb-i-Aqdas pareça permitir a bigamia, Bahá'u'lláh ajuíza que a tranqüilidade e o contentamento provêm da monogamia. Em outra Epístola, Ele ressalta como é importante agir-se de modo a "trazer conforto para si e para seu cônjuge". 'Abdu'l-Bahá, o Intérprete autorizado das Escrituras Bahá'ís, afirma que, na verdade, o texto do Aqdas ordena a monogamia. Ele analisa esse tema numa série de Epístolas, entre as quais a seguinte:

Sabe tu que a lei de Deus não permite a poligamia, pois o contentamento com uma esposa foi claramente estipulado. O matrimônio com uma segunda esposa foi condicionado à manutenção da justiça e da eqüidade entre as duas esposas sob todas as condições. Contudo, é absolutamente impossível observar-se justiça e eqüidade para com duas esposas. O fato de a bigamia ter sido sujeitada a uma condição impossível é prova clara de sua absoluta proibição. Por conseguinte, não é permissível que um homem tenha mais de uma esposa.

A poligamia é uma prática muito antiga na maior parte da humanidade. Apenas gradualmente as Manifestações de Deus têm posto em efeito a monogamia. Jesus, por exemplo, não proibiu a poligamia, mas aboliu o divórcio, exceto em casos de fornicação; Maomé limitou em quatro o número de esposas, porém tornou a pluralidade de esposas condicional à justiça, e reintroduziu a permissão para o divórcio; Bahá'u'lláh que revelava Seus Ensinamentos no ambiente cultural de uma sociedade muçulmana, introduziu a questão da monogamia gradualmente, em conformidade com os princípios da sabedoria e o desdobramento progressivo de Seu propósito. O fato de haver deixado a Seus seguidores um Intérprete infalível de Suas Escrituras permitiu-Lhe aparentemente sancionar a bigamia no Kitáb-i-Aqdas, estipulando, porém, uma condição que, mais tarde, permitiu a 'Abdu'l-Bahá elucidar que o propósito da lei era exigir o cumprimento da monogamia.


90. E é lícito empregar os serviços de uma donzela, desde que com decoro. ¶ 63

Bahá'u'lláh declara que um homem pode empregar uma mulher virgem para serviços domésticos. Isso não era permissível na prática muçulmana xiita, a menos que o empregador celebrasse um contrato de casamento com ela. Bahá'u'lláh enfatiza que os "serviços" aos quais se refere este versículo, são tão somente aqueles que seriam realizados "por qualquer outro tipo de serviçal, jovem ou idoso, em troca de salário" (P&R 30). Um empregador não tem qualquer direito sexual sobre sua criada. Ela "é livre para escolher um marido quando desejar", pois a compra de mulheres é proibida (P&R 30).


91. Este é o Meu mandamento a vós; observai-o com firmeza para o vosso próprio bem. ¶ 63

Conquanto o Kitáb-i-Aqdas preceitue o matrimônio, Bahá'u'lláh esclarece que ele não é obrigatório (P&R 46). Numa carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi também declarou que "o casamento não é, de forma alguma, uma obrigação", e afirmou que "no final das contas, cabe ao indivíduo decidir se deseja viver uma vida em família ou no celibato". Se uma pessoa tiver que aguardar um tempo considerável antes de encontrar um cônjuge, ou tiver que afinal permanecer solteiro, isso não significa que ela não seja capaz de cumprir o propósito de sua vida, o qual é fundamentalmente espiritual.


92. Nós o ainda condicionamos ... à permissão dos respectivos pais e mães ¶ 65

Numa carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi comentou sobre este dispositivo da lei:

Bahá'u'lláh enunciou claramente que o consentimento de todos os pais ainda vivos é uma exigência do casamento bahá'í. Isso aplica-se sejam os pais bahá'ís, ou não; divorciados há muitos anos, ou não. Ele estabeleceu esta grandiosa lei a fim de fortalecer a estrutura social, estreitar ainda mais os laços do lar, e inculcar nos corações dos filhos uma indubitável gratidão e respeito por aqueles que lhes concederam vida e lançaram-lhes as almas na eterna jornada rumo ao Criador.


93. Nenhum casamento se contrairá sem um dote ¶ 66

A Sinopse e Codificação, seção IV.C.1.j.i.-v., sumariza as principais disposições referentes ao dote. Esses preceitos têm seus antecedentes no Bayán.
O dote deve ser pago pelo noivo à noiva. É estipulado em 19 mithqáls de ouro puro para habitantes da cidade e 19 mithqáls de prata para os que vivem em povoados (vide nota 94). Bahá'u'lláh assinala que se o noivo não puder pagar a totalidade do dote por ocasião do casamento é-lhe permitido emitir uma nota promissória para a noiva (P&R 39).
Com a Revelação de Bahá'u'lláh muitos conceitos, costumes e instituições familiares são redefinidos e passam a incorporar novos significados. Um destes é o dote. A instituição do dote é prática muito antiga em muitas culturas e assume muitas formas. Em alguns países o dote é um pagamento que os pais da noiva fazem ao noite; em outros, é o pagamento feito pelo noivo aos pais da noiva, tido como um "preço da noiva". Em ambos os casos, a quantia é geralmente alta. A lei de Bahá'u'lláh abole todas essas variantes e converte o dote num ato simbólico, através do qual o noivo oferta à noiva um presente de valor fixo e limitado.


94. o qual se fixou em dezenove mithqáls de ouro para os habitantes das cidades e a mesma quantia, mas de prata, para os das aldeias. ¶ 66

Bahá'u'lláh especifica que o critério para determinar o pagamento do dote é a localização da residência permanente do noivo, não da noiva (P&R 87, 88).


95. Caso alguém deseje aumentar essa soma, não lhe será permitido ultrapassar o limite de noventa e cinco mithqáls. ... Porém, conforme o Livro, é melhor contentar-se com o pagamento do limite mínimo. ¶ 66

Respondendo uma pergunta referente ao dote, Bahá'u'lláh afirmou:

Tudo o que foi revelado no Bayán a respeito dos que residem em cidade e povoados é aprovado e deve ser cumprido. Contudo, no Kitáb-i-Aqdas faz-se menção ao limite mínimo. Isso significa dezenove mithqáls de prata, que o Bayán especifica para os habitantes de aldeias. Isso é mais do agrado de Deus, desde que ambas as partes concordem. O objetivo é promover o conforto de todos e fazer nascer a concórdia e a união entre as pessoas. Portanto, quanto maior a consideração dada esses assuntos, melhor... O povo de Bahá deve conviver e agir uns com os outros com o maior amor e sinceridade. Devem estar atentos aos interesses de todos, especialmente dos amigos de Deus.

'Abdu'l-Bahá, em uma de Suas Epístolas, resume alguns dos preceitos para determinar o valor do dote. A unidade de pagamento mencionada no excerto, citado a seguir, é o "váhid". Um váhid equivale a dezenove mithqáls. Afirmou Ele:

Habitantes da cidade devem pagar em ouro, e habitantes de povoados em prata. Isso depende dos meios financeiros à disposição do noivo. Se for pobre, pagará um váhid; se tiver poucos recursos, pagará dois váhids; se estiver bem de vida, três váhids; se for abastado, quatro váhids; e, se for muito rico, pagará cinco váhids. Em verdade, esse é um assunto para ser acordado entre o noivo, a noiva e seus pais. Deve-se cumprir qualquer acordo que venha a ser estabelecido.

Nessa mesma Epístola, 'Abdu'l-Bahá encoraja os crentes a dirigir as perguntas relativas à aplicação desta lei à Casa Universal de Justiça, a qual tem "a autoridade para legislar". Ele ressaltou que "é este o corpo que há de promulgar leis e legislar sobre assuntos secundários que não estão explícitos no Texto Sagrado".


96. Deus ordenou que qualquer um dos Seus servos, pretendendo viajar, fixe para a esposa a data do regresso ao lar. ¶ 67

Caso o marido parta sem informar à esposa a data de seu regresso, e caso ela não receba dele nenhuma notícia, tampouco nenhum vestígio dele seja encontrado, Bahá'u'lláh declarou que a esposa pode casar novamente após aguardar um ano completo, isso se o marido era ciente da lei prescrita no Kitáb-i-Aqdas. Entretanto, se o marido desconhecia a lei, a esposa deve esperar até que lhe chegue alguma notícia dele (P&R 4).


97. incumbe a ela aguardar durante nove meses, após os quais não se lhe impedirá um novo casamento ¶ 67

No caso de o marido não retornar no fim do prazo estipulado nem informar sua esposa sobre algum atraso, a esposa deve aguardar por nove meses, após o que estará livre para casar novamente, embora seja preferível que espere por mais tempo (vide nota 147 sobre o calendário bahá'í).
Bahá'u'lláh diz que, em tais circunstâncias, se chegarem à esposa "notícias da morte ou assassinato do marido", ela deve também aguardar nove meses antes de se casar de novo (P&R 27). Ademais, em uma Epístola, 'Abdu'l-Bahá esclareceu que o período de nove meses de espera depois da notícia da morte do marido aplica-se apenas se o marido tiver estado ausente por ocasião do falecimento, e não quando ele vem a falecer no lar.


98. adote ela o procedimento louvável ¶ 67

Bahá'u'lláh define "o procedimento louvável" como "a prática da paciência" (P&R 4).


99. duas testemunhas idôneas ¶ 67

Bahá'u'lláh estabelece o "critério de eqüidade" em relação às testemunhas como sendo "uma boa reputação entre o povo". Ele afirma não ser necessário que as testemunhas sejam bahá'ís, já que "O testemunho de todos os servos de Deus, de qualquer fé ou credo, é aceitável ante o Seu Trono" (P&R 79).


100. Brotando ressentimento ou aversão entre marido e mulher, ele não deve divorciá-la, mas aguardar com paciência durante um ano completo ¶ 68

O divórcio é fortemente condenado nos Ensinamentos Bahá'ís. Todavia, se antipatia e ressentimento brotarem entre os cônjuges, permite-se o divórcio depois do prazo de um ano completo. Durante esse ano de paciência o marido é obrigado a sustentar financeiramente a esposa e os filhos, e insta-se que o casal faça esforços para reconciliar as divergências. Shoghi Effendi afirma que tanto o marido quanto a mulher "têm igual direito de pedir o divórcio" quando qualquer um deles "sentir que é absolutamente essencial fazê-lo".
Em Perguntas e Respostas, Bahá'u'lláh desenvolve uma série de tópicos relativos ao ano de paciência: sua observância (P&R 12), a definição de uma data para o seu início (P&R 19 e 40), as condições para a reconciliação (P&R 38), e o papel das testemunhas e da Casa Local de Justiça (P&R 73 e 98). No tocante às testemunhas, a Casa Universal de Justiça esclareceu que suas funções, em casos de divórcio, são atualmente desempenhadas pelas Assembléias Espirituais.
Os preceitos detalhados da lei bahá'í do divórcio estão resumidos na Sinopse e Codificação, seção IV..C.2.a.-i.


101. O Senhor proibiu ... a prática à qual anteriormente recorríeis quando de uma mulher vos divorciáveis três vezes. ¶ 68

Isso se refere a uma lei islâmica, estabelecida no Alcorão, que, em certas circunstâncias, proibia que um homem casasse novamente com a ex-esposa, a menos que ela houvesse casado com outro homem e sido divorciada. Bahá'u'lláh afirma que é esta a prática proibida no Kitáb-i-Aqdas (P&R 31).


102. O divorciado poderá, no passar dos meses, desposar outra vez a sua consorte, se houver afeição e consentimento mútuos, desde que ela já não tenha outro cônjuge ... a menos que claramente a situação dela se modifique. ¶ 68

Numa carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi declara que o sentido de "no passar dos meses" não é impor uma limitação, e que um casal divorciado pode voltar a casar a qualquer tempo depois do divórcio, desde que nenhum deles esteja, na ocasião, casado com outra pessoa.


103. o sêmen não é impuro ¶ 74

Em várias tradições religiosas, bem como na prática muçulmana xiita, o sêmen foi declarado ritualmente impuro. Bahá'u'lláh aqui abole este conceito. Vide a nota 106 adiante.


104. Segurai... tenazmente a corda do refinamento ¶ 74

'Abdu'l-Bahá comenta sobre o efeito que "a pureza e a santidade, a limpeza e o refinamento" exercem na elevação da "condição humana" e no "desenvolvimento da realidade interior do homem". Ele declara que "O fato de se ter um corpo puro e imaculado exerce influência sobre o espírito do homem." (Vide também a nota 74.)


105. Lavai todas as coisas enodoadas com água que não se tenha alterado em nenhum dos seus três aspectos. ¶ 74

Os "três aspectos" mencionados nesse versículo referem-se às mudanças na cor, gosto e odor da água. Bahá'u'lláh oferece ainda outras orientações a respeito da pureza da água e do estado em que se a considera imprópria ao uso (P&R 91).


106. Deus ... aboliu o conceito e "impureza" pelo qual diferentes coisas e povos foram tidos como impuros. ¶ 75

O conceito de "impureza" ritual, como foi entendido e praticado em algumas sociedades tribais e nas comunidades religiosas de certas Dispensações do passado, foi abolido por Bahá'u'lláh. Ele afirma que, através de Sua Revelação, "todas as coisas criadas foram imersas no mar da purificação". (Vide também as notas 12, 20 e 103.)


107. primeiro dia do Ridván ¶ 75

Isso refere-se à chegada de Bahá'u'lláh e Seus companheiros ao Jardim de Najíbíyyih, que ficava fora da cidade de Bagdá e que mais tarde os bahá'ís passaram a chamar de Jardim de Ridván. Esse evento, que ocorreu trinta e um dias após o Naw-Rúz, em abril de 1863, deu início ao período no qual Bahá'u'lláh declarou Sua Missão a Seus companheiros. Numa Epístola, Ele refere-Se à Sua Declaração como "o Dia da suprema felicidade" e descreve o Jardim de Ridván como "o Lugar de onde Ele espargiu sobre a criação inteira os esplendores de Seu Nome, o Todo-Misericordioso". Bahá'u'lláh passou doze dias nesse Jardim antes de partir para Istambul, para onde fora banido.
A Declaração de Bahá'u'lláh é celebrada anualmente durante os doze dias do Festival de Ridván, descrito por Shoghi Effendi como "o mais santo e mais significativo de todos os festivais bahá'ís" (vide notas 138 e 140).


108. Bayán ¶ 77

O Bayán, o Livro-Mater da Dispensação Bábí, é o título dado pelo Báb ao Seu Livro de Leis, aplicando-se também ao inteiro conjunto de Suas Escrituras. O Bayán Persa é o mais importante texto doutrinário e principal repositório das leis promulgadas pelo Báb. O Bayán árabe tem conteúdo correlato, mas é menos volumoso e menos importante. Ao descrever o Bayán Persa em A Presença de Deus, Shoghi Effendi observou que ele "deve ser considerado antes um atributo ao Prometido do que um código de leis e determinações destinado a oferecer guia permanente para gerações futuras".
'Abdu'l-Bahá escreveu: "O Bayán foi substituído pelo Kitáb-i-Aqdas, exceto no tocante àquelas leis que foram confirmadas e mencionadas no Kitáb-i-Aqdas."


109. ordem de destruir livros ¶ 77

Na Epístola de Ishráqát, referindo-Se ao fato de que o Báb sujeitara as leis do Bayán à Sua sanção, Bahá'u'lláh afirma que levou a efeito algumas das leis do Báb "incorporando-as ao Kitáb-i-Aqdas com palavras diferentes", enquanto pôs outras de lado.
No tocante à destruição de livros, o Bayán ordenava aos seguidores do Báb que destruíssem todos os livros que não fossem escritos para vindicar a Causa e a Religião de Deus. Bahá'u'lláh revoga essa lei específica do Bayán.
Quanto à natureza e severidade das leis do Bayán, Shoghi Effendi ofereceu o seguinte comentário numa carta escrita em seu nome:

As severas leis e injunções reveladas pelo Báb só podem ser adequadamente avaliadas e compreendidas quando interpretadas à luz de Seus próprios pronunciamentos atinentes à natureza, propósito e caráter de Sua própria Dispensação. Como tais declarações revelam claramente, a Dispensação Bábí tinha, essencialmente, a natureza de uma revolução religiosa, e, até mesmo, social; conseqüentemente, sua duração tinha de ser curta, embora cheia de eventos trágicos, de reformas drásticas e radicais. Aquelas medidas drásticas levadas adiante pelo Báb e por Seus seguidores foram adotadas tendo em vista solapar os próprios fundamentos da ortodoxia xiita, desta forma preparando o caminho para a chegada de Bahá'u'lláh. Conseqüentemente, a fim de asseverar a independência da nova Dispensação e de também aplainar o terreno para a iminente Revelação de Bahá'u'lláh, o Báb precisou revelar leis muito severas, embora a maioria delas jamais tenha sido implementada. Todavia, o simples fato de Ele as ter revelado foi por si uma prova de caráter independente de Sua Dispensação, e suficiente para provocar tão grande comoção geral, e despertar tanta oposição da parte do clero, que os levou, afinal, a provocar Seu martírio.


110. Nós vos permitimos conhecer as ciências que vos são proveitosas, não as que acabam em disputas fúteis. ¶ 77

As Escrituras Bahá'ís prescrevem a aquisição de conhecimento e o estudo das artes e ciências. Os bahá'ís são aconselhados a respeitar pessoas de conhecimento e realização, e alertados a não se engajar em estudos que só resultam em disputas inúteis.
Em Suas Epístolas, Bahá'u'lláh aconselha os crentes a estudar aquelas ciências e artes que são "úteis" e que promovem "o progresso e adiantamento" da sociedade, e acautela-os contra as ciências que "começam e terminam em palavras", cujo estudo resulta em "disputas fúteis". Shoghi Effendi, em uma carta escrita em seu nome, equiparou as ciências que "começam e terminam em palavras" a "incursões infrutíferas pelo preciosismo metafísico", e, em outra carta, explica que o que Bahá'u'lláh entendia por tais "ciências" era principalmente "aqueles tratados e comentários teológicos que confundem a mente humana, em vez de ajudá-la a alcançar a verdade".


111. Aquele que conversou com Deus ¶ 80

Este é um título tradicional de Moisés no judaísmo e no islamismo. Bahá'u'lláh declara que com a chegada de Sua Própria Revelação "os ouvidos humanos receberam o privilégio de escutar o que no Sinai foi escutado por Aquele que conversou com Deus".


112. Sinai ¶ 80

A montanha onde Deus revelou a Lei a Moisés.


113. o Espírito de Deus ¶ 80

Este é um dos títulos empregados nas Escrituras islâmicas e bahá'ís para designar Jesus Cristo.


114. Carmelo ... Sião ¶ 80

O Carmelo, a "Vinha do Senhor", é a montanha na Terra Santa onde se situam o Santuário do Báb e a sede do centro administrativo mundial da Fé Bahá'í.
O Monte Sião é uma colina em Jerusalém, que é tradicionalmente associada ao túmulo do Rei Davi, e é o símbolo de Jerusalém como uma Cidade Santa.


115. Arca Carmesim ¶ 84

A "Arca Carmesim" é uma alusão à Causa de Bahá'u'lláh. Seus seguidores são chamados de "companheiros da Arca Carmesim", a quem o Báb enalteceu no Qayyúmu'l-Asmá'.


116. Ó Imperador da Áustria! Aquele que é o Alvorecer da Luz de Deus vivia na prisão de 'Akká quando empreendeste a visita à Mesquita de Aqsá. ¶ 85

Francisco José (Franz Josef, 1830-1916), Imperador da Áustria e Rei da Hungria, realizou peregrinação a Jerusalém em 1869. Enquanto estava na Terra Santa, deixou passar a oportunidade para indagar a respeito de Bahá'u'lláh, que, na ocasião, estava aprisionado em 'Akká ('Akko, ou Acre, em Israel).
A Mesquita e Aqsá, literalmente a "Mais Longínqua" Mesquita, é mencionada no Alcorão, e veio a ser identificada como o Monte do Templo* em Jerusalém.


117. Ó Rei de Berlim! ¶ 86

O Cáiser Guilherme I (Wilhelm Friedrich Ludwig, 1797-1888), sétimo rei da Prússia, foi aclamado primeiro Imperador da Alemanha em janeiro de 1871, em Versalhes, na França, logo após a vitória da Alemanha sobre a França na Guerra Franco-Prussiana.


118. aquele cujo poder transcendia o vosso poder e cuja posição era superior à vossa
¶ 86

Essa é uma referência a Napoleão III (1808-1873), o imperador dos franceses, considerado por muitos historiadores como o mais destacado monarca de seu tempo no Ocidente.
Bahá'u'lláh dirigiu duas Epístolas a Napoleão III, na segunda das quais profetizava claramente que o reino de Napoleão seria "arremessado ao caos", que o seu "império escapará" de suas mãos e que seu povo sofreria grandes "comoções".
Um ano após, em 1870, Napoleão sofreria estrondosa derrota nas mãos do Cáiser Guilherme I, na Batalha de Sedan. Exilou-se na Inglaterra, onde faleceu três anos depois.


119. Ó povo de Constantinopla! ¶ 89

A palavra aqui traduzida por "Constantinopla" é, no original, "Ar-Rúm", ou seja, "Roma". Esse termo foi geralmente empregado no Oriente Médio para designar Constantinopla e o Império Romano do Oriente, depois a cidade de Bizâncio e seu império, e, mais tarde, o Império Otomano.


120. Ó Lugar sito na orla dos dois mares! ¶ 89

Referência a Constantinopla, agora chamada Istambul. Localizada no Bósforo, um estreito com cerca de 31 quilômetros de comprimento que ligar o Mar Nego ao Mar de Mármara, é a maior cidade e o maior porto marítimo da Turquia.
Constantinopla foi a capital do Império Otomano de 1453 a 1922. Durante a estada de Bahá'u'lláh nessa cidade, o tirânico Sultão 'Abdu'l-'Azíz ocupava o trono. Os sultões otomanos eram também os califas, os líderes do Islã sunita. Bahá'u'lláh previu a queda do Califado, abolido em 1924.


121. Ó margens do Reno! ¶ 90

Numa de Suas Epístolas escritas antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), 'Abdu'l-Bahá explicou que Bahá'u'lláh, quando diz ter visto as margens do Reno "cobertas de sangue", referia-Se à Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), e indicava que ainda mais sofrimento estava por vir.
Em A Presença de Deus, Shoghi Effendi afirma que o "tratado opressivamente severo" imposto à Alemanha após sua derrota na Primeira Guerra Mundial "provocou os lamentos de Berlim, que, meio século antes, haviam sido objeto de tão ominosa profecia".


122. ó Terra do Tá ¶ 91

"Tá" é a letra inicial de Teerã, a capital do Irã. Seguidamente Bahá'u'lláh preferiu empregar a letra inicial para representar o nome de certos lugares. Conforme o sistema abjad de cômputo, o valor numérico de Tá é nove, que coincide com o valor numérico do nome Bahá.


123. em ti nasceu a Manifestação de Sua Glória ¶ 92

Alusão ao nascimento de Bahá'u'lláh em Teerã, em 12 de novembro de 1817.


124. Ó Terra do Khá! ¶ 94

Referência à província iraniana de Khorásán e áreas circunvizinhas, que incluem a cidade de 'Ishqábád (Aschabad).


125. Obtendo alguém cem mithqáls de ouro, dezenove deles pertencem a Deus e serão entregues a Ele ¶ 97

Esse versículo institui o Huqúqu'lláh, o Direito de Deus, o oferecimento de uma fração fixa do montante dos bens do crente. Essa doação era feita a Bahá'u'lláh, como Manifestante de Deus, e, após Sua Ascensão, a 'Abdu'l-Bahá, como o Centro do Convênio. Em Sua Vontade e Testamento, 'Abdu'l-Bahá determinou que o Huqúqu'lláh devia ser ofertado "por intermédio do Guardião da Causa de Deus". Agora, não mais havendo o Guardião, ele é ofertado através da Casa Universal de Justiça, como Líder da Fé. Este fundo destina-se à promoção da Fé Divina e de seus interesses, bem como de vários propósitos filantrópicos. A doação do Huqúqu'lláh é uma obrigação espiritual cujo cumprimento foi deixado à consciência de cada bahá'í. Conquanto a comunidade seja relembrada dos requisitos da lei do Huqúq, nenhum crente pode ser individualmente solicitado a pagá-lo.
Uma série de tópicos em Perguntas e Respostas detalham ainda mais essa lei. O pagamento do Huqúqu'lláh baseia-se no cômputo do valor dos bens de cada pessoa. Quem possui bens cujo valor equivale a pelo menos dezenove mithqáls de ouro (P&R 8) tem a obrigação espiritual de pagar dezenove por cento do valor total, uma única vez, como Huqúqu'lláh (P&R 89). Daí por diante, sempre que a renda de um indivíduo garantir um incremento patrimonial de pelo menos dezenove mithqáls de ouro, depois de deduzidas todas as despesas, ele deverá pagar dezenove por cento sobre esse incremento, e assim por diante para cada aumento adicional (P&R 8, 90).
Certas classes de bens, tais como a residência, são isentas do pagamento do Huqúqu'lláh (P&R 8, 42, 95), e delineiam-se dispositivos específicos para atender casos de prejuízo financeiro (P&R 44, 45), de investimentos que não aufiram lucro (P&R 102) e do pagamento do Huqúq no caso de morte (P&R 9, 69, 80). (Sobre esse último quesito, vide a nota 47.)
Extensos excertos de Epístolas, do Perguntas e Respostas e de outros Escritos a respeito do significado espiritual do Huqúqu'lláh e dos detalhes de sua aplicação foram publicados numa compilação intitulada "Huqúqu'lláh".


126. Várias vezes, foram trazidas ante Nosso trono as súplicas dos fiéis pelas leis de Deus ... Em virtude disso, Nós revelamos esta Sagrada Epístola e a adornamos com o manto de Sua Lei, para que o povo, quiçá, observe os mandamentos do seu Senhor.
¶ 98

"Por vários motivos", afirma Bahá'u'lláh em uma de Suas Epístolas, "rogos provindos de diversas terras chegaram à Presença Sacratíssima, implorando pelas leis de Deus; todavia, contivemos a Pena até que a hora predestinada soasse." Só depois de passado vinte anos do nascimento de Sua Missão Profética no Siyáh-Chál de Teerã é que Bahá'u'lláh revelou o Kitáb-i-Aqdas, o Repositório das leis de Sua Dispensação. Mesmo após havê-lo revelado, Ele reteve o Aqdas durante algum tempo antes de permitir que fosse enviado aos amigos da Pérsia. Essa demora divinamente ordenada na revelação das leis fundamentais de Deus para esta época, e a subseqüente implementação gradual de seus preceitos, ilustram o princípio da revelação progressiva, que se aplica até mesmo dentro do ministério de cada Profeta.


127. Lugar carmesim ¶ 100

Isso se refere à cidade-prisão de 'Akká. Nas Escrituras Bahá'ís, o termo "carmesim" é empregado em diversos sentidos alegóricos e simbólicos. (Vide também a nota 115.)


128. Sadratu'l-Muntahá ¶ 100

Literalmente, "a árvore mais remota", que Shoghi Effendi traduziu para o inglês como "a árvore além da qual não há passagem". A expressão é empregada no Islã como um símbolo - por exemplo, nos relatos sobre a Viagem Noturna de Maomé - para delimitar nos céus o ponto além do qual nem homens nem anjos podem passar em sua aproximação de Deus, assim demarcando os limites do conhecimento divino revelado à humanidade. Daí o seu emprego costumeiro nas Escrituras Bahá'ís para designar o próprio Manifestante de Deus. (Vide também a nota 164.)


129. o Livro-Mater ¶ 103

Geralmente emprega-se o termo "Livro-Mater" para designar o principal Livro de uma Dispensação religiosa. No Alcorão e no Hadíth islâmico (Vide Glossário) utiliza-se o termo para identificar o próprio Alcorão. Na Dispensação Bábí, o Bayán é o Livro-Mater, e o Kitáb-i-Aqdas é o Livro-Mater da Dispensação de Bahá'u'lláh. Ademais, numa carta escrita em seu nome, o Guardião afirma que se pode também empregar esse conceito como um "termo coletivo que indica o conjunto dos Ensinamentos de Bahá'u'lláh". Também se emprega esse termo, num sentido mais amplo, para designar o Repositório Divino da Revelação.


130. Quem interpreta o que se fez descer do céu da Revelação e altera o seu significado evidente ¶ 105

Em algumas de Suas Epístolas, Bahá'u'lláh reitera a distinção entre versículos alegóricos, estes sujeitos à interpretação, e aqueles relativos a tais assuntos como leis e mandamentos, atos de adoração e observâncias religiosas, cujos significados são evidentes e que exigem aquiescência da parte dos crentes.
Como se explica nas notas 145 e 184, Bahá'u'lláh designou Seu primogênito, 'Abdu'l-Bahá, como Seu Sucessor e Intérprete de Seus Ensinamentos. 'Abdu'l-Bahá, por Sua vez, nomeou Seu neto mais velho, Shoghi Effendi, para sucedê-Lo como intérprete da Escritura Sagrada e como Guardião da Causa. As interpretações de 'Abdu'l-Bahá e de Shoghi Effendi são consideradas como divinamente inspiradas, sendo de caráter obrigatório para os bahá'ís.
A existência de interpretações autoritativas não impede que as pessoas se devotem ao estudo dos Ensinamentos, nem que desenvolvam, por esse meio, uma interpretação ou entendimento pessoal. Contudo, nas Escrituras Bahá'ís faz-se uma distinção clara entre a interpretação autoritativa e a compreensão à qual se pode chegar pelo estudo dos Ensinamentos. As interpretações pessoais, que se baseiam na compreensão individual dos Ensinamentos, representam o fruto do poder racional do homem, e bem podem contribuir para uma melhor compreensão da Fé. Não obstante, tais pontos de vista carecem de autoridade. Acautela-se que todos, ao apresentarem suas idéias pessoais, não desprezem a autoridade das palavras reveladas, não neguem a interpretação autoritativa nem com ela contendam, e não se envolvam em controvérsia; ao invés disso, cada um deve oferecer seu pensamento como uma contribuição ao conhecimento, deixando claro que suas opiniões são tão-somente suas.


131. Tratai de vos não aproximardes das piscinas públicas dos banhos persas ¶ 106

Bahá'u'lláh proíbe o uso das piscinas encontradas nas tradicionais casas de banho público da Pérsia. Nesses locais, era costume muitas pessoas lavarem-se na mesma piscina, cuja água era renovada apenas esporadicamente. Em conseqüência disso a água era turva, pestilenta e insalubre, com um terrível mau cheiro.


132. Evitai igualmente as piscinas malcheirosas nos jardins das casas persas ¶ 106

A maioria das casas na Pérsia costumava ter uma piscina no pátio, que servia como reservatório da água usada para limpeza, lavagem e outros fins domésticos. Como a água na piscina ficava estagnada, e geralmente não era trocada por semanas a fio, costumava adquirir um odor muito desagradável.


133. Proibe-se-vos o casamento com as esposas de vossos pais. ¶ 107

O casamento com a própria madrasta é aqui explicitamente proibido. Essa proibição também se aplica ao casamento com o próprio padrasto. Quando Bahá'u'lláh apresenta uma lei entre um homem e uma mulher ela se aplica, "mutatis mutandis", entre uma mulher e um homem, a menos que o contexto o impeça.
Conquanto as madrastas sejam o único grau de parentesco mencionado no texto, tanto 'Abdu'l-Bahá quanto Shoghi Effendi confirmaram que isso não significa que se permitam todas as demais uniões dentro de uma mesma família. Bahá'u'lláh declara que cabe à Casa Universal de Justiça legislar "No tocante à legitimidade ou não do casamento entre parentes" (P&R 50). 'Abdu'l-Bahá escreveu que quanto mais distante for a consangüinidade entre o casal melhor, pois tais matrimônios provêm a base para o bem-estar físico da humanidade e promovem a camaradagem entre os povos.


134. o assunto dos rapazes ¶ 107

A palavra aqui vertida por "rapazes" possui no original em árabe, neste contexto, a implicação de pederastia. Shoghi Effendi interpretou essa referência como uma proibição a todas as relações homossexuais.
Os ensinamentos bahá'ís sobre a moralidade em relação ao sexo centram-se no casamento e na família como os alicerces de toda a estrutura da sociedade humana, e destinam-se a proteger e fortalecer aquela instituição divina. Destarte, a lei bahá'í só permite as relações sexuais praticadas entre um homem e a mulher com a qual está casado.
Numa carta escrita em nome de Shoghi Effendi encontra-se a seguinte afirmação:

Não obstante quão belo e devotado o amor entre pessoas do mesmo sexo possa ser, permitir que ele se expresse através de atos sexuais é errado. Afirmar que esse amor é ideal não é desculpa. Bahá'u'lláh efetivamente proíbe toda a sorte de imoralidade, e Ele assim considera as relações homossexuais, além de serem contra a natureza. Ser afligido dessa maneira é pesado fardo para uma alma consciente. Porém, através do conselho e ajuda de médicos, através de esforço firme e determinado, e por meio de orações, uma alma pode superar esse problema.

Bahá'u'lláh deixa para a Casa Universal de Justiça a determinação das penas para adultério e sodomia, conforme o grau do delito (P&R 49).


135. A ninguém se permite murmurar os versículos sagrados ante os olhos de todos enquanto percorre as ruas ou locais de comércio ¶ 108

Alusão à prática de certos clérigos e líderes religiosos de Dispensações anteriores, os quais, por hipocrisia e afetação, e com o intuito de conquistar o louvor de seus seguidores, ostensivamente murmuravam orações nos lugares públicos para exibir sua piedade. Bahá'u'lláh proíbe tal comportamento, e enfatiza a importância da humildade e da devoção genuína a Deus.


136. Ordenou-se a todos a lavratura de um testamento. ¶ 109

Conforme os Ensinamentos de Bahá'u'lláh, o indivíduo tem o dever de redigir sua vontade e testamento, e é livre para dispor de seus bens da forma que lhe aprouver (vide nota 38).
Bahá'u'lláh afirma que, ao elaborar seu testamento, "cada pessoa tem pleno poder sobre os seus bens", pois Deus permitiu a cada um "dispor livremente daquilo que Ele lhe concedeu" (P&R 69). O Kitáb-i-Aqdas dispõe a respeito da distribuição da herança quando inexiste um testamento. (Vide notas 38-48.)


137. Nome Supremo ¶ 109

Como se explicou na nota 33, o Nome Supremo de Deus pode assumir várias formas, todas baseadas na palavra "Bahá". Para implementar essa injunção do Aqdas, os bahá'ís no Oriente iniciam seus testamentos com frases tais como "Ó Tu, a Glória do Todo-Glorioso", "Em nome de Deus, o Todo-Glorioso", "Ele é o Todo-Glorioso", e semelhantes.


138. Todas as Festividades alcançaram sua consumação nos dois Festivais Supremos e nos dois outros Festivais que caem nos dois dias gêmeos ¶ 110

Essa passagem institui quatro grandes festividades do ano bahá'í. As duas referidas por Bahá'u'lláh como os "dois Festivais Supremos" são, primeiro, o Festival de Ridván - que celebra a Declaração que Bahá'u'lláh fez de Sua Missão Profética no Jardim de Ridván, em Bagdá, durante doze dias em abril/maio de 1863, e que Ele chama de "o Rei dos Festivais" - e, segundo, a Declaração do Báb, ocorrida em maio de 1844 em Shíráz. O primeiro, o nono e o décimo-segundo dia do Festival de Ridván são Dias Sagrados (P&R 1), bem como o dia da Declaração do Báb.
Os "dois outros Festivais" são os aniversários natalícios de Bahá'u'lláh e do Báb. No calendário lunar muçulmano eles caem em dias consecutivos: o nascimento de Bahá'u'lláh no segundo dia do mês de Muharram de 1233 A.H. (12 de novembro de 1817), e o nascimento do Báb no primeiro dia do mesmo mês de 1235 A.H. (20 de outubro de 1819), respectivamente. Por isso são aludidos como os "Aniversários Natalícios Gêmeos" e Bahá'u'lláh declara que Deus considera-os um só (P&R 2). Ele diz que se estes dias caírem dentro do mês do Jejum, a injunção de jejuar não se lhes aplica (P&R 36). Como o calendário bahá'í é um calendário solar (vide notas 26 e 147), cabe à Casa Universal de Justiça determinar se os dois sagrados Aniversários Natalícios Gêmeos devem ser celebrados com base no cômputo lunar ou solar.


139. primeiro dia do mês de Bahá ¶ 111

No calendário bahá'í, o primeiro mês do ano e o primeiro dia de cada mês recebem o nome de "Bahá". O dia de Bahá do mês de Bahá é, portanto, o Ano Novo Bahá'í, Naw-Rúz, que o Báb ordenou como um festival, e que aqui Bahá'u'lláh confirma (vide notas 26 e 147).
Além dos sete Dias Sagrados que essa passagem do Kitáb-i-Aqdas prescreve, o aniversário do Martírio do Báb também era celebrado como um Dia Santo durante a vida de Bahá'u'lláh e, como corolário disso, 'Abdu'l-Bahá acrescentou a observância da Ascensão de Bahá'u'lláh, somando nove Dias Sagrados ao todo. Os dois outros aniversários que se celebram, mas nos quais não se suspende o trabalho, são o Dia do Convênio e o aniversário do passamento de 'Abdu'l-Bahá. Ver a seção sobre o calendário bahá'í no The Bahá'í World, volume XVIII [também em Leis, História e Administração da Fé Bahá'í, p. 91-3. N.T.].


140. Deveras, o Festival Supremo é o Rei dos Festivais ¶ 112

Referência ao Festival de Ridván (vide notas 107 e 138).


141. Deus anteriormente impusera a cada um dos fiéis o dever de ofertar, ante o Nosso trono, presentes inestimáveis escolhidos dentre os seus haveres. Agora... Nós vos isentamos dessa obrigação. ¶ 114

Essa passagem revoga um preceito do Bayán, que ordenava que todos os objetos inigualáveis na sua classe deveriam ser entregues Àquele que Deus tornará manifesto quando do Seu aparecimento. O Báb explicou que, pelo fato de o Manifestante de Deus estar além de qualquer comparação, tudo aquilo que é ímpar na sua espécie deveria legitimamente Lhe ser reservado, a menos que Ele determinasse de outro modo.


142. hora do alvorecer ¶ 115

Quanto ao comparecimento no Mashriqu'l-Adhkár, a Casa de Adoração Bahá'í, para as orações que se realizam à hora do alvorecer, Bahá'u'lláh explicou que, conquanto a hora realmente especificada no Livro de Deus seja a "hora do alvorecer", pode-se fazê-lo a qualquer momento desde os "primeiros momentos da aurora, entre a alvorada e o nascer do sol, ou mesmo até duas horas após o nascimento do sol" (P&R 15).


143. Estas Epístolas são adornadas com o selo dAquele que faz a alvorada surgir, Quem ergueu a voz entre os céus e a terra. ¶ 117

Bahá'u'lláh repetidamente confirma a absoluta integridade de Suas Escrituras como a Palavra de Deus. Ademais, algumas Epístolas Suas levam a marca de um de Seus sinetes. O The Bahá'í World, volume V, p. 4, contém uma fotografia de vários sinetes de Bahá'u'lláh.


144. É inadmissível que o homem, tendo sido dotado de razão, consuma aquilo que lha roube. ¶ 119

Há muitas passagens nas Escrituras Bahá'ís que proíbem o uso do vinho e de outras bebidas alcóolicas, e que descrevem o efeito deletério de tais agentes de embriaguez na pessoa. Em uma de Suas Epístolas, Bahá'u'lláh declara:

Acautelai-vos para não trocar o Vinho de Deus pelo vosso próprio vinho, pois este entorpecerá vossas mentes e desviará vossas faces do Semblante de Deus, o Todo-Glorioso, o Incomparável, o Inatingível. Afastai-vos dele, pois ele vos foi proibido pelo mandado de Deus, o Excelso, o Todo-Poderoso.

'Abdu'l-Bahá explica que o Aqdas proíbe "tanto as bebidas alcóolicas fracas quanto as fortes" e afirma que a razão por que se proíbem as bebidas alcóolicas é que "o álcool desencaminha a mente e enfraquece o corpo".
Em cartas escritas em seu nome, Shoghi Effendi afirma que esta proibição refere-se não apenas ao consumo de vinho, mas de "tudo aquilo que turva a mente", e esclarece que o uso do álcool só é permitido como parte do tratamento implementado "sob a orientação de um médico competente e consciencioso, que pode ter de receitá-lo para a cura de alguma doença em particular".


145. volvei vossas faces Àquele eleito por Deus, Aquele que brotou desta Raiz Antiga. ¶ 121

Bahá'u'lláh aqui alude a 'Abdu'l-Bahá como Seu Sucessor, e exorta os crentes a volverem-se para Ele. No Livro do Convênio, Sua Vontade e Testamento, Bahá'u'lláh revela o intuito desse versículo. Diz Ele: "O alvo deste sagrado versículo não é outro senão o Mais Poderoso Ramo". "Mais Poderoso Ramo" é um dos títulos que Bahá'u'lláh conferiu a 'Abdu'l-Bahá. (Vide também as notas 66 e 184.)


146. No Bayán vos fora proibido fazer-Nos perguntas. ¶ 126

O Báb proibira Seus seguidores de fazer perguntas Àquele que Deus tornará manifesto (Bahá'u'lláh), a menos que elas fossem submetidas por escrito e se referissem a assuntos dignos de Sua sublime posição. Vide Seleção dos Escritos do Báb (p. 105. N.T.).
Bahá'u'lláh revoga essa proibição do Báb. Ele convida os crentes a formular as perguntas que "precisais perguntar", e acautela-os para que evitem formular "questões fúteis" do tipo que preocupava "os homens de antanho".


147. O Livro de Deus fixou em dezenove o número de meses do ano. ¶ 127

De acordo com o calendário Badí´, o ano bahá´í consiste em dezenove meses de dezenove dias cada, com o acréscimo de alguns dias intercalares – (quatro nos anos comuns e cinco nos bissextos) entre o décimo-oitavo e o décimo-nono meses – que servem para ajustar o calendário ao ano solar. O Báb conferiu aos meses o nome de alguns atributos de Deus. O Ano Novo Bahá´í, Naw Rúz, é fixado astronomicamente, coincidindo com o equinócio de março (vide a nota 26). Para maiores detalhes, inclusive sobre os nomes dos meses e dos dias da semana, vide a seção sobre o calendário bahá´í no The Bahá´í World, volume XVIII.


148. o primeiro foi ataviado com este Nome que eclipsa toda a criação ¶ 127

No Bayán Persa o Báb atribuiu o nome “Bahá” ao primeiro mês do ano (vide nota 139).


149. O Senhor vosso Deus decretou que os mortos sejam sepultados em ataúdes ¶ 128

No Bayán, o Báb prescrevia que os mortos fossem sepultados em ataúdes de cristal ou pedra polida. Numa carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi explicou que o intuito desse preceito é mostrar respeito pelo corpo humano, que “fora outrora honrado pela alma imortal do homem”.
A lei bahá´í de sepultamento diz, em resumo, que é proibido transportar o corpo do morto além da distância equivalente a uma hora de viagem do local da morte; que se deve envolver o corpo num sudário de seda ou algodão e colocar em seu dedo um anel com a inscrição: “Vim de Deus e a Ele regresso, desprendido de tudo menos dEle, segurando-me ao Seu Nome, o Misericordioso, o Compassivo”; e que o ataúde deve ser de cristal, pedra ou madeira de lei. Uma Oração de Finados específica (vide nota 10) é ordenada para antes do sepultamento. Como foi afirmado por ´Abdu´l-Bahá e pelo Guardião, esta lei impede a cremação dos mortos. A oração formal e o anel destinam-se aos que já alcançaram a idade da maturidade, isto é, 15 anos (P&R 70).
Quanto ao material do qual deve ser feito o ataúde, o espírito da lei é que ele seja o mais durável possível. Conseqüentemente, a Casa Universal de Justiça explicou que, em adição aos materiais especificados no Aqdas, não há objeção ao uso da madeira mais dura disponível, ou de concreto. Por ora, deixa-se a escolha ao critério dos bahá´ís.


150. o Ponto do Bayán ¶ 129

O “Ponto do Bayán” é um dos títulos pelos quais o Báb referiu-Se a Si próprio.


151. Deus decretou ... que se deve envolver o corpo do falecido em cinco sudários de seda ou de algodão ¶ 130

No Bayán, o Báb determinou que o corpo dos mortos deveria ser envolto com cinco sudários de seda ou de algodão. Bahá´u´lláh confirmou esse preceito, e acrescentou que “Um único sudário de qualquer um dos dois tecidos é suficiente para os de poucas posses”.
Quando interrogado se os “cinco sudários” mencionados na lei referiam-se a “cinco sudários de corpo inteiro” ou a “cinco peças de pano como as que têm sido costumariamente empregados até hoje”, Bahá´u´lláh respondeu que o significado era “cinco peças de pano” (P&R 56).
No tocante à forma como se deve amortalhar o corpo, não há nada nas Escrituras Bahá´ís que indique como fazê-lo, nem quando se empregam “cinco peças de pano” nem quando “um único sudário” é usado. Atualmente os bahá´ís podem adotar seu próprio critério quanto a isso.


152. É-vos proibido transladar o corpo do morto além da distância de uma hora de viagem da cidade ¶ 130

O sentido dessa injunção é limitar a duração da viagem a uma hora, independente do meio de transporte escolhido para conduzir o corpo ao local de sepultamento. Bahá´u´lláh afirma que quanto antes se der o sepultamento “tanto mais adequado e aceitável será” (P&R 16).
Pode-se considerar o local do falecimento como a inteira cidade ou vila onde a pessoa vem a falecer e, destarde, pode-se contar a hora de viagem desde os limites da cidade até o local do enterro. O espírito da lei de Bahá´u´lláh é que se sepulte o finado perto de onde ele morreu.


153. Deus revogou as restrições às viagens que haviam sido impostas no Bayán. ¶ 131

O Báb decretara certas restrições referentes a viagens, que permaneceriam em vigor até o advento do Prometido do Bayán, quando então os crentes deviam partir, mesmo que a pé, ao encontro dEle, já que alcançar Sua presença era o fruto e o propósito da própria existência de cada um deles.


154. Enaltecei e glorificai as duas Casas nos dois Abençoados Lugares Gêmeos, e os demais lugares onde se estabeleceu o trono de vosso Senhor ¶ 133

Bahá´u´lláh identifica as “duas Casas” como sendo a Sua Casa em Bagdá, apontada por Ele como “a Casa Excelsa”, e a Casa do Báb em Shíráz, ambas por Ele ordenadas como locais de peregrinação. (Vide P&R 29, 32 e a nota 54.)
Shoghi Effendi explicou que “os demais lugares onde se estabeleceu o trono de vosso Senhor” refere-se àqueles lugares onde a Pessoa do Manifestante de Deus residiu. Bahá´u´lláh declara que “o povo das áreas onde eles se situam pode decidir preservar quer cada uma das casas” onde Ele residiu, “quer uma delas” (P&R 32). As instituições bahá´ís identificaram, documentaram e, onde foi possível, adquiriram e restauraram vários lugares históricos associados às Manifestações Gêmeas.


155. Vigiai para que nada gravado no Livro vos impeça de acatar este, o Livro Vivente ¶ 134

O “Livro” é o registro da Palavra revelada pelas Manifestações de Deus. O “Livro Vivente” refere-se à Pessoa do Manifestante.
Essas palavras aludem a uma declaração do Báb no Bayán Persa a respeito do “Livro Vivente”, identificado por Ele com Aquele que Deus tornará manifesto. Em uma de Suas Epístolas o próprio Bahá´u´lláh declara: “O Livro de Deus se fez descer na forma deste Jovem”.
Neste versículo do Aqdas, como também no parágrafo 168, Bahá´u´lláh refere-Se a Si mesmo como o “Livro Vivente”. Ele adverte “os seguidores de todas as outras Fés” para que não busquem, “em seus Livros Sagrados, razões para renegar” os pronunciamentos do “Livro Vivente”. Ele admoesta o povo a não permitir que aquilo registrado no “Livro” os impeça de reconhecer Sua Posição e de firmar-se àquilo estabelecido nesta nova Revelação.


156. da Pena de Meu Arauto em tributo a esta Revelação ¶ 135

O “tributo” que Bahá´u´lláh cita nessa passagem encontra-se no Bayán árabe.


157. “O Qiblih é, em verdade, Aquele que Deus tornará manifesto: toda vez que Ele Se mover, o Qiblih também mover-se-á, até que Ele encontre repouso”. ¶ 137

Encontra-se nas notas 7 e 8 uma análise deste versículo.


158. É ilícito contrair matrimônio com um descrente no Bayán. Se apenas um dos cônjuges abraçar esta Causa, os seus bens serão ilícitos ao outro ¶ 139

O texto do Bayán aqui citado por Bahá´u´lláh chama a atenção dos crentes para o iminente aparecimento de “Aquele que Deus tornará manifesto”. A proibição que o versículo faz do matrimônio com um não-bábí e o dispositivo que torna ilícitos ao cônjuge não-bábí os bens daquele que abraçou a Fé foram mantidos explicitamente inoperantes pelo Báb, e subseqüentemente anulados por Bahá´u´lláh antes que pudessem ser implementados. Bahá´u´lláh, ao citar esta lei, assinala o fato de que o Báb, ao revelá-la, previra claramente a possibilidade de a Causa de Bahá´u´lláh vir a notabilizar-se antes da do próprio Báb.
Em A Presença de Deus, Shoghi Effendi ressalta que o Bayán “deve ser considerado antes um tributo ao Prometido do que um código de leis e determinações destinado a oferecer guia permanente para gerações futuras”. E segue: “Propositadamente severo nas leis e regras que impunha, revolucionador nos princípios que instilava, tendo em mira despertar de seu torpor secular o clero e o povo, e desferir um golpe repentino e fatal em instituições obsoletas e corruptas, ele proclamou, através de seus preceitos drásticos, o advento do Dia esperado, o Dia em que ‘o Convocador haverá de intimar para um assunto grave’, quando ‘demolirá tudo o que existia antes dEle, do mesmo modo que o Apóstolo de Deus demoliu os modos daqueles que O precederam’” (vide também a nota 109).


159. O Ponto do Bayán ¶ 140

Um dos títulos do Báb.


160. Verdadeiramente nenhum Deus há senão Eu ¶ 143

As Escrituras Bahá´ís contêm muitas passagens que lançam luz sobre a natureza da Manifestação e de Sua relação com Deus. Bahá´u´lláh salienta a natureza singular e transcendente do Ser Supremo. Ele explica que “desde que não pode haver laço de intercurso direto para ligar o Deus Uno e Verdadeiro à Sua criação” Deus ordena que “em cada era e dispensação uma alma pura e imaculada Se manifeste nos reinos da terra e do céu”. Esse “Ser misterioso e etéreo”, o Manifestante de Deus, tem uma natureza humana, “pertencente ao mundo da matéria”, e uma natureza espiritual, “oriunda da essência do próprio Deus”. Ele também possui “um grau duplo”:

O primeiro, o qual se relaciona à Sua mais íntima realidade, representa-O como Alguém cuja voz é a voz do próprio Deus ... O segundo grau é o humano, exemplificado pelos seguintes versículos: “Sou apenas um homem como vós”. “Dize, louvado seja meu Senhor! Serei Eu mais que um homem, um apóstolo?”

Bahá´u´lláh também afirma que no reino espiritual há uma “unidade essencial” entre todos os Manifestantes de Deus. Todos Eles revelam a “Beleza de Deus”, manifestam Seus nomes e atributos e dão expressão à Sua Revelação. Nesse sentido, Ele assevera:

Se qualquer um dos Manifestantes de Deus – Aqueles que a tudo abrangem – declarasse: “Sou Deus”, Ele certamente diria a verdade, sem a menor dúvida. Pois já foi demonstrado, repetidas vezes, que, através de Sua Revelação, Seus atributos e nomes, tornam-se manifestos no mundo a Revelação, os nomes e os atributos de Deus...

Apesar de os Manifestantes revelarem os nomes e atributos de Deus e de serem o meio através do qual a humanidade tem acesso ao conhecimento de Deus e à Sua Revelação. Shoghi Effendi afirma que os Manifestantes de Deus “jamais” deveriam ser identificados “com aquela Realidade invisível, a Essência da própria Deidade”. Em relação a Bahá´u´lláh, o Guardião escreveu que o “templo humano que se fez o veículo de tão transcendente Revelação” não deve ser identificado com a “Realidade” de Deus.
No que se refere à singularidade da posição de Bahá´u´lláh e à grandeza de Sua Revelação, Shoghi Effendi afirma que os pronunciamentos proféticos relativos ao “Dia de Deus”, encontrados nas Escrituras Sagradas de Dispensações do passado, cumprirem-se com o advento de Bahá´u´lláh:

Para Israel Ele era nada mais nada menos que a encarnação do “Pai Eterno”, o “Senhor dos Exércitos” que desceu com “dez milhares de santos”; para a cristandade, o Cristo que voltou “na glória do Pai”; para o islã xiita, a volta do Imame Husayn; para o islã sunita, a descida do “Espírito de Deus” (Jesus Cristo); para os zoroastrianos, o prometido Sháh-Bahrám; para os hindus, a reencarnação de Krishn; para os budistas, o quinto Buda.

Bahá´u´lláh descreve o grau de “Divindade” que Ele compartilha com todos os Manifestantes de Deus como sendo:

... o grau onde morre-se para si mesmo e vive-se em Deus. Divindade, sempre que a menciono, indica Minha total e absoluta abnegação. Essa é a condição na qual não tenho controle sobre Meu próprio bem ou mal, nem sobre Minha vida, nem sobre Minha ressurreição.

Ademais, no tocante à Sua própria relação com Deus, Ele testifica:

Quando contemplo, ó Meu Deus, a relação que Me une a Ti, sinto-Me impelido a proclamar a todas as coisas criadas “em verdade, Eu sou Deus!”; e quando considero Meu próprio ser, ei-lo! parece-Me mais grosseiro que o barro!


161. pagamento do Zakát ¶ 146

O Zakát é apresentado no Alcorão como um donativo regular ordenado aos muçulmanos. Com o tempo, o conceito transformou-se numa forma de imposto-donativo que impunha a obrigação de se entregar uma porção fixa de certos tipos de renda, quando ultrapassados determinados limites, para o amparo aos pobres, para vários fins caritativos e para promover a Fé Divina. O limite de isenção variava conforme as mercadorias, assim como a alíquota sobre a parcela tributável.
Bahá´u´lláh declara que a lei bahá´í de Zakát segue “o que foi revelado no Alcorão” (P&R 107). Visto que não se menciona no Alcorão assuntos como os limites de isenção, os tipos de renda envolvidos, a freqüência de pagamentos e a escala de alíquotas para as diferentes categorias de Zakát, a Casa Universal de Justiça terá que legislar sobre tais questões no futuro. Shoghi Effendi orientou que, enquanto tal legislação não existe, os crentes devem contribuir regularmente para o Fundo Bahá´í de acordo com seus meios e possibilidades.


162. É ilícito mendigar e proibido dar esmolas ao pedinte. ¶ 147

´Abdu´l-Bahá expõe o sentido desse versículo numa Epístola. Ele afirma que “a mendicância é proibida e que também é ilícito dar esmolas aos que fazem da mendicância uma profissão”. Na mesma Epístola, Ele salienta ademais: “O objetivo é que se elimine definitivamente a mendicância. Contudo, se alguém for incapaz de ganhar o próprio sustento, estiver sujeito à pobreza extrema, ou ficar desamparado, então incumbe aos ricos ou aos Mandatários proverem-no de uma pensão mensal para sua subsistência. ... Por ‘Mandatários’ entendem-se os representantes do povo, ou seja, os membros da Casa de Justiça.”
A proibição de se dar esmolas aos mendicantes não impede que as pessoas e as Assembléias ofereçam ajuda financeira aos pobres e necessitados, ou que lhes propiciem oportunidades de adquirir as habilidades que lhes permitam ganhar a vida (vide nota 56).


163. uma multa ... a quem causasse tristeza a outrem ¶ 148

Bahá´u´lláh ab-roga a lei do Bayán Persa referente ao pagamento de uma multa como reparação por se ter causado tristeza ao próximo.


164. a sagrada Árvore Celestial ¶ 148

A “sagrada Árvore Celestial” é uma alusão ao Sadratu´l-Muntahá, a “Árvore além da qual não há passagem” (vide nota 128). A expressão aqui simboliza o próprio Bahá´u´lláh.


165. Recitai os versículos de Deus a cada manhã e anoitecer. ¶ 149

Bahá´u´lláh afirma que o “requisito” essencial para a recitação dos “versículos de Deus” é “o anseio e o amor” dos crentes em “ler a Palavra de Deus” (P&R 68).
No tocante à definição de “versículos de Deus”, Bahá´u´lláh declara que ela se refere “a tudo o que desceu do Firmamento da Elocução Divina”. Em uma carta escrita em seu nome aos crentes do Oriente, Shoghi Effendi esclareceu que o termo “versículos de Deus” não inclui os escritos de ´Abdu´l-Bahá; também afirmou que o termo não se aplica a seus próprios escritos.


166. Foi-vos ordenado renovar os móveis e vossos lares a cada dezenove anos ¶ 151

Bahá´u´lláh confirma a injunção do Bayán Árabe no tocante à renovação dos móveis da casa a cada dezenove anos, desde que se tenha meios para tal. ´Abdu´l-Bahá vincula esse preceito à promoção do refinamento e da limpeza. Ele explica que o intuito da lei é que se renove o mobiliário que envelhece, perde a beleza e provoca repugnância. Não se aplica a coisas tais como artigos raros ou tidos em alta estima, antigüidades e jóias.


167. Lavai os pés ¶ 152

O Kitáb-i-Aqdas exorta os fiéis a banharem-se regularmente, a usarem roupas limpas e a serem, de forma geral, a essência do asseio e do refinamento. A Sinopse e Codificação, seção IV.D.3.y.i-vii. resume os preceitos relevantes. No que se refere à lavagem dos pés, Bahá´u´lláh afirma que é preferível o uso de água morna; contudo, utilizar-se água fria também é lícito (P&R 97).


168. Sois proibidos de subir aos púlpitos. Quem vos quiser recitar os versículos de seu Senhor sentará em uma cadeira colocada sobre um estrado ¶ 154

Esses preceitos têm antecedentes no Bayán Persa. O Báb proibiu o uso de púlpitos para a pregação de sermões e para a leitura do Texto. Ele determinou, ao invés disso, que para todos poderem ouvir a Palavra de Deus com clareza, devia-se colocar a cadeira do pregador sobre uma plataforma.
Comentando sobre essa lei, ´Abdu´l-Bahá e Shoghi Effendi deixaram claro que no Mashriqu´l-Adhkár (onde os sermões são proibidos e apenas as palavras das Sagradas Escrituras podem ser lidas) o recitante pode ficar sentado ou em pé e, se for necessário para que o ouçam melhor, ele pode fazer uso de um tablado baixo que seja móvel, mas nenhum púlpito é permitido. No caso de reuniões que se realizam em locais outros que não o Mashriqu´l-Adhkár, é também permitido ao recitante ou ao orador permanecer sentado ou em pé, e fazer uso de uma plataforma também é permitido. Em uma de Suas Epístolas, ao reiterar a proibição do uso de púlpitos em qualquer local, ´Abdu´l-Bahá ressalta que quando os bahá´ís proferem palestras em reuniões, devem fazê-lo em atitude de extrema humildade e auto-renúncia.


169. jogo de azar ¶ 155

As atividades que se incluem nessa proibição não foram delineadas nas Escrituras de Bahá´u´lláh. Tanto ´Abdu´l-Bahá quanto Shoghi Effendi assinalaram que cabe à Casa Universal de Justiça especificar os detalhes dessa proibição. Quando perguntada se loterias e apostas em coisas como corridas de cavalo e jogos de futebol, bingo, etc., se incluem na proibição de jogos de azar, a Casa Universal de Justiça indicou que esse é um assunto que será tratado em detalhes no futuro. Por enquanto, Assembléias e indivíduos são aconselhados a não criar polêmica por causa de tais questões, e a deixá-las à consciência de cada crente.
A Casa Universal de Justiça não considera apropriado que se levantem fundos para a Fé através de loterias, rifas e jogos de azar.


170. o uso do ópio ... nenhuma substância que produza apatia e torpor ¶ 155

Essa interdição do uso de ópio é reiterada por Bahá´u´lláh no parágrafo final do Kitáb-i-Aqdas. Com relação a isso, Shoghi Effendi declarou que um dos requisitos de uma “vida casta e santa” é a “abstenção total... do ópio e de outras drogas semelhantes, que causam dependência”. Incluem-se nessa proibição a heroína, o haxixe e outros derivados do cânhamo, como a maconha, da mesma forma que substâncias alucinógenas como o LSD, a mescalina e semelhantes.
´Abdu´l-Bahá escreveu:

Quanto ao ópio, é abominável e amaldiçoado. Que Deus nos proteja da punição que Ele inflige ao seu usuário. De acordo com o Texto explícito do Livro Sacratíssimo, ele é proibido e seu uso é absolutamente condenado. A razão mostra que o uso do ópio é uma espécie de insanidade e a experiência atesta que quem o usa exclui-se completamente do reino humano. Que Deus proteja todos contra a perpetração de um ato tão hediondo como esse, um ato que arruína o próprio alicerce de tudo aquilo que constitui a condição humana, e faz com que o seu usuário se torne para sempre um destituído. Pois o ópio prende-se à alma de tal forma que a consciência de seu usuário morre, sua mente se apaga, e suas percepções são destruídas. Ele transforma os vivos em mortos. Ele extingue o calor natural. Não se pode conceber maior dano do que o infligido pelo ópio. Felizes os que nunca lhe mencionaram o nome – considerai, pois, como é infeliz o seu usuário.
Ó vós que amais a Deus! Neste ciclo, o ciclo do Deus Todo-Poderoso, a violência e a força, a coerção e a opressão são todas condenadas. É imperativo, entretanto, que o uso do ópio seja impedido por qualquer meio, para que a humanidade se livre, porventura, dessa mais poderosa das pragas. Do contrário, infelicidade e miséria aos que falham no dever para com seu Senhor!

Em uma de Suas Epístolas, ´Abdu´l-Bahá afirmou referente ao ópio: “quem o usa, quem o compra e quem o vende são todos privados do favor e da graça de Deus”.

Em ainda outra Epístola, ´Abdu´l-Bahá também escreveu:

No tocante ao haxixe, assinalaste que alguns persas acostumaram-se ao seu uso. Deus bondoso! Ele é o pior de todos os agentes entorpecentes, e sua proibição foi explicitamente revelada. O seu uso provoca a desintegração do pensamento e o completo torpor da alma. Como pode alguém buscar o fruto da árvore infernal se, ao provar dele, é levado a manifestar as características de um monstro? Como pode alguém fazer uso dessa droga proibida, privando-se assim das bênçãos do Todo-Misericordioso?
O álcool consome a mente e leva o homem ao desativo, mas o ópio, esse fruto hediondo da árvore infernal, e esse perverso haxixe extinguem a mente, congelam o espírito, petrificam a alma, consomem o corpo e deixam o homem frustrado e perdido.

Deve-se atentar que a proibição acima mencionada ao emprego de certos tipos de drogas não impede sua utilização quando prescritas por médicos competentes como parte de algum tratamento de saúde.


171. o "mistério da Grande Inversão no Símbolo do Soberano" ¶ 157

Shaykh Ahmad-i-Ahsá'í (1753-1831), que foi o fundador da Escola Shaykhí e o primeiro dentre "os dois luminares que anunciaram o advento da Fé do Báb", profetizara que, ao aparecer o Prometido, todas as coisas seriam invertidas: os últimos seriam os primeiros, os primeiros seriam os últimos. Em uma de Suas Epístolas, Bahá'u'lláh refere-Se ao "símbolo e alusão" do "mistério da Grande Inversão no Símbolo do Soberano". Ele declara: "Mediante essa inversão, Ele humilhou os enaltecidos e enalteceu os humilhados", e relembra que "nos dias de Jesus, foram os que se distinguiam por sua erudição, os homens das letras e da religião, que O negaram, ao passo que humildes pescadores apressaram-se a entrar no Reino" (vide também a nota 172). Informação adicional sobre Shaykh Ahmad-i-Ahsá'í pode ser encontrada em Os Rompedores da Alvorada, capítulos 1 e 10.


172. o "Seis" erguido em virtude deste "Alif Aprumado" ¶ 157

Em seus escritos, Shaykh Ahmad-i-Ahsá'í colocou grande ênfase na letra árabe "Váv". Em Os Rompedores da Alvorada, Nabíl diz que essa letra "simbolizava, para o Báb, o advento de um novo ciclo de Revelação Divina, e, subseqüentemente, Bahá'u'lláh aludiu a ela no Kitáb-i-Aqdas em passagens como 'o mistério da Grande Inversão' e 'o Símbolo do Soberano'".
O nome da letra "Váv" consiste de três letras: Váv, Alif, Váv. Conforme o sistema de cômputo abjad, o valor numérico de cada uma dessas letras é 6, 1 e 6, respectivamente. Em carta escrita em seu nome a um dos crentes no Oriente, Shoghi Effendi oferece uma interpretação deste versículo do Aqdas. Ele afirma que o "Alif Aprumado" refere-se ao advento do Báb. A primeira letra, de valor numérico seis, que vem antes do Alif, simboliza as antigas Dispensações e Manifestações que precederam o Báb, enquanto a terceira letra, que também tem o valor numérico seis, representa a suprema Revelação de Bahá'u'lláh, que se tornou manifesta depois do Alif.


173. Proibiu-se-vos o porte de armas, salvo se essencial ¶ 159

Bahá'u'lláh confirma uma injunção do Bayán que torna ilícito o porte de armas, a menos que seja necessário fazê-lo. Com relação às circunstâncias em que o porte de armas seria "essencial" às pessoas, 'Abdu'l-Bahá permite que um crente se proteja quando num ambiente perigoso. Shoghi Effendi, em uma carta escrita em seu nome, também observou que, numa emergência, quando não há nenhuma força lega disponível à qual recorrer, justifica-se que um bahá'í defenda a própria vida. Há algumas outras situações nas quais as armas são necessárias e podem ser usadas legitimamente; por exemplo, em países onde a população depende de caça para obter alimento e vestuário, e em esportes como o manejo do arco, o tiro ao alvo e a esgrima.
A nível social, o princípio da segurança coletiva enunciado por Bahá'u'lláh (vide Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh, CXVII) e desenvolvido por Shoghi Effendi (ver as cartas do Guardião em The World Order of Bahá'u'lláh [e no Chamado às Nações, N.T.]) não pressupõe a eliminação do uso da força, mas prescreve "um sistema em que a Força se subordina à Justiça", e que mantém uma força internacional para a preservação da paz que "protegerá a unidade orgânica da inteira comunidade mundial de nações". Na Epístola de Bishárát, Bahá'u'lláh manifesta a esperança de que "as armas de guerra em todo o mundo sejam convertidas em instrumentos de reconstrução, e que se eliminem dentre os homens a luta e o conflito".
Em outra Epístola, Bahá'u'lláh realça a importância da camaradagem entre os seguidores de todas as religiões; Ele também declara que "a lei da guerra santa foi apagada do Livro".


174. e permitiu-se que vestísseis seda ¶ 159

De acordo com a prática islâmica, normalmente proibia-se que os homens usassem seda, exceto em tempos de guerra santa. Essa proibição, que não se baseava nos versículos do Alcorão, foi anulada pelo Báb.


175. O Senhor ... poupou-vos das restrições antes impostas às roupas e ao corte da barba. ¶ 159

Muitas regras sobre a forma de vestir originaram-se nas leis e práticas tradicionais das religiões mundiais. Por exemplo, o clero xiita adotou para si mesmo um tipo de túnica e turbante característicos e, num certo período, proibiu que o povo usasse roupas ocidentais. A prática muçulmana, no anseio de emular o costume do Profeta, também estipulou algumas restrições referentes ao corte do bigode e ao comprimento da barba.
Bahá'u'lláh eliminou tais limitações relativas às roupas e à barba. Ele entrega tais assuntos à "discrição" de cada um, mas, ao mesmo tempo, exorta os crentes a não transgredir os limites do decoro, e a seguir a moderação em tudo o que se refere à vestimenta.


176. Ó Terra do Káf e do Rá! ¶ 164

Káf e Rá são as primeiras duas consoantes do Kirmán, nome de uma cidade e de uma província do Irã.


177. percebemos o que secreta e furtivamente de ti emana ¶ 164

Essa passagem alude às intrigas de um grupo de Azalís, os seguidores de Mírzá Yahyá (vide nota 190), ligados à cidade de Kirmán. Entre eles estava Mullá Ja'far, seu filho Shaykh Ahmad-i-Rúhí e Mírzá Áqá Khán-i-Kirmání (ambos genros de Mírzá Yahyá), como também Mírzá Ahmád-i-Kirmání. Eles não apenas procuraram solapar a Fé, como também se envolveram em intrigas políticas que culminaram com o assassinato de Násiri'd-Dín Sháh.


178. Recordai o xeique de nome Muhammad-Hasan ¶ 166

Shaykh Muhammad-Hasan, um dos mais destacados expoentes do Islã xiita, rejeitou o Báb. Autor de volumosos escritos sobre jurisprudência xiita, teria falecido por volta de 1850.
Nabíl, em Os Rompedores da Alvorada, descreve o confronto ocorrido em Najaf entre Mullá 'Alí-i-Bastámí, uma das Letras do Vivente, e Shaykh Muhammad-Hasan. Durante o encontro, Mullá 'Alí anunciou a manifestação do Báb e celebrou a força de Sua Revelação. Por instigação do xeique, Mullá 'Alí foi imediatamente considerado herege e expulso da reunião. Ele foi levado a julgamento, conduzido a Istambul e condenado a trabalhos forçados.


179. um peneirador de trigo e cevada ¶ 166

Alusão a Mullá Muhammad Ja'far Gandum-Pák-Kun, o primeiro a aceitar a Fé do Báb em Isfahan. Ele é mencionado no Bayán Persa e louvado com alguém que “vestiu o manto do discipulado”. Em Os Rompedores da Alvorada, Nabíl descreve a aceitação irrestrita da Mensagem por parte do “peneirador de trigo” e sua fervorosa defesa da nova Revelação. Ele juntou-se ao grupo de defensores do Forte de Shaykh Tabarsí, vindo a perecer durante aquele assédio.


180. Acautelai-vos para que a palavra “Profeta” não vos exclua deste Anúncio Supremo ¶ 167

Bahá´u´lláh adverte as pessoas dotadas “de percepção” a não permitir que suas próprias interpretações das Sagradas Escrituras as impeçam de reconhecer a Manifestação de Deus. Os seguidores de cada religião, devido à devoção que dedicam ao seu Fundador, em geral consideram a Sua Revelação como a Palavra final de Deus, e negam a possibilidade de que surja qualquer Profeta subseqüente. Foi assim com o judaísmo, o cristianismo e o Islã. Bahá´u´lláh rejeita a validade desse conceito de término da Revelação Divina em relação tanto às Dispensações do passado quanto à Sua própria. Ele escreveu no Kitáb-i-Iqán, referindo-Se aos muçulmanos, que “o ponto do Alcorão ... permitiu que as palavras ´Selo dos Profetas´ lhes velassem os olhos”, deixando-as “obscurecer-lhes a compreensão e privá-los da graça de todas as Suas múltiplas dádivas”. Ele afirma que “este tema foi ... uma provação severa para toda a humanidade”, e deplora o destino daqueles “que, aderindo a estas palavras, não acreditaram nAquele que é seu verdadeiro Revelador”. O Báb refere-Se a esse mesmo assunto quando adverte: “Não permitais que nomes vos impeçam, como véus, dAquele que é o Senhor dos nomes, nem mesmo o nome Profeta, pois tal nome é apenas uma criação de Seu Verbo.”


181. qualquer referência a “Regência” vos prive da soberania dAquele que é o Representante de Deus ¶ 167

A palavra aqui traduzida como “Regência” é, no original árabe, “viláyat”, a qual possui uma gama de sentidos que inclui “regência”, “guardiania”, “protetorado” e “sucessão”. Ela é empregada em relação ao próprio Deus, Seu Manifestante, ou àqueles nomeados Sucessores de um Manifestante.
Neste versículo do Aqdas, Bahá´u´lláh adverte as pessoas a não permitir que tais conceitos as ceguem para a “soberania” do novo Manifestante Divino, o verdadeiro “Representante de Deus”.


182. Recordai Karím ¶ 170

Hájí Mírzá Muhammad Karím Khán-i-Kirmání (1810 – aprox. 1873) se auto-nomeou líder da comunidade Shaykhí após a morte de Siyyid Kázim, que fora nomeado por Shaykh Ahmad-i-Ahsá´í como seu sucessor (vide notas 171 e 172). Dedicou-se à promoção dos ensinamentos de Shaykh Ahmad. As idéias que expôs foram alvo de controvérsia tanto entre seus apoiadores quanto entre seus oponentes.
Considerado como um dos principais sábios e dos mais prolíficos autores de seu tempo, escreveu numerosos livros e epístolas nos vários ramos do conhecimento cultivados naqueles tempos. Opôs-se ativamente ao Báb e a Bahá´u´lláh, e utilizou seus tratados para atacar o Báb e Seus Ensinamentos. No Kitáb-i-Iqán, Bahá´u´lláh condena o tom e o conteúdo de seus escritos e escolhe para exame um de seus trabalhos que contém referências negativas ao Báb. Shoghi Effendi descreve-o como “excessivamente ambicioso e hipócrita” e relata como ele “a pedido especial do Xá, atacara perversamente, em um tratado, a nova Fé e suas doutrinas”.


183. ó doutos em Bahá ¶ 173

Bahá´u´lláh louva os eruditos entre os Seus seguidores. No Livro de Seu Convênio, Ele escreveu: “Bem-aventurados são os governantes e os eruditos entre o povo de Bahá.” Referindo-se a esse pronunciamento, Shoghi Effendi escreveu:

Neste ciclo sagrado os “eruditos” são, de um lado, as Mãos da Causa de Deus, e, de outro, os instrutores e divulgadores de Seus Ensinamentos que, mesmo não tendo o grau das Mãos, alcançaram uma posição eminente no trabalho de ensino. Quanto aos “governantes”, eles são os membros das Casas de Justiça Locais e Nacionais, e da Internacional. Definir-se-ão no futuro as funções de cada uma dessas almas.

As Mãos da Causa de Deus eram pessoas nomeadas por Bahá´u´lláh, e incumbidas de vários deveres, especialmente a proteção e a propagação de Sua Fé. Em Memorials of the Faithful, ´Abdu´l-Bahá referiu-Se a outros destacados crentes como Mãos da Causa, e em Sua Vontade e Testamento incluiu o preceito que insta o Guardião da Fé a nomear Mãos da Causa conforme seu arbítrio. Primeiramente Shoghi Effendi elevou alguns crentes postumamente ao grau de Mãos da Causa, e, durante os últimos anos de sua vida, nomeou para essa posição, um total de 32 crentes de todos os continentes. No período entre o falecimento de Shoghi Effendi, em 1957, e a eleição da Casa Universal de Justiça, em 1963, as Mãos da Causa dirigiram os assuntos da Fé na sua condição de Intendentes-Chefes da embriônica Comunidade Mundial de nações inspirada por Bahá´u´lláh (vide nota 67). Em novembro de 1964 a Casa Universal de Justiça sentenciou que não poderia legislar de modo a viabilizar a nomeação de Mãos da Causa. Em vez disso, por decisão da Casa de Justiça em 1968, as funções das Mãos da Causa relacionadas com a proteção e a propagação da Fé perpetuaram-se através da criação do Corpo Continental de Conselheiros através do estabelecimento, em 1973, do Centro Internacional de Ensino, sediado na Terra Santa.
A Casa Universal de Justiça nomeia os Conselheiros membros do Centro Internacional de Ensino e os Conselheiros Continentais. Os membros dos Corpos Auxiliares são nomeados pelos Conselheiros Continentais. Todos eles se encaixam na definição de “eruditos” dada por Shoghi Effendi no pronunciamento citado acima.


184. submetei tudo o que não entendais no Livro Àquele que proveio desta poderosa Estirpe ¶ 174

Bahá´u´lláh investe ´Abdu´l-Bahá com o direito de interpretar Sua Escritura Sagrada (vide também a nota 145).


185. a Escola da Unicidade Transcendente ¶ 175

Nesse versículo, e nos seguintes, Bahá´u´lláh enfrenta um dos argumentos pelos quais alguns bábís rejeitaram-Lhe a asseveração de ser o Prometido do Bayán. A rejeição baseou-se numa Epístola dirigida pelo Báb “Àquele que Deus tornará manifesto”, no verso da qual o Báb escrevera: “Que os olhos dAquele que Deus tornará manifesto iluminem esta carta na escola primária”. Essa Epístola está publicada em Seleção dos Escritos do Báb.
Aqueles bábís sustentavam que, sendo Bahá´u´lláh dois anos mais velho que o Báb, não Lhe seria possível receber essa Epístola “na escola primária”.
Bahá´u´lláh, aqui, explica tratar-se de uma alusão a eventos ocorridos nos mundos espirituais que transcendem este plano da existência.


186. e acatamos os versículos de Deus ... que Nos foram por Ele* ofertados ¶ 175

Em Sua Epístola dirigida “Àquele que Deus tornará manifesto” o Báb caracteriza o Bayán como uma oferenda Sua a Bahá´u´lláh. Vide Seleção dos Escritos do Báb.


187. Ó povo do Bayán! ¶ 176

Refere-se aos seguidores do Báb.


188. as letras S e E terem sido ligadas e unidas ¶ 177

Numa carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi explicou o significado das “letras S e E”. Elas formam a palavra “Sê”, a qual, conforme ele elucida, “representa o Poder criador de Deus, que, através de Seu mando, traz tudo à existência” e “o poder do Manifestante de Deus, a Sua grande força criadora espiritual”.
O comando “Sê”, no original árabe, é a palavra “kun”, que consiste das duas letras “káf” e “nún”. Elas foram traduzidas por Shoghi Effendi da maneira acima. Essa palavra é empregada no Alcorão quando Deus emite a ordem que chama a criação à existência.


189. nova e suprema Ordem Mundial ¶ 181

No Bayán Persa o Báb declarou: “Bem-aventurado quem fixa os olhos na Ordem de Bahá´u´lláh e que rende graças ao seu Senhor. Pois Ele, seguramente, tornar-Se-á manifesto. Isso, deveras, Deus ordenou no Bayán de maneira irrevogável.” Shoghi Effendi identifica essa “Ordem” com o Sistema que Bahá´u´lláh antevê no Aqdas, no qual Ele atesta o seu efeito revolucionário na vida da humanidade e revela as leis e princípios que governam sua operação.
As características da “nova Ordem Mundial” estão delineadas nas Escrituras de Bahá´u´lláh e ´Abdu´l-Bahá, e nas cartas do Guardião e da Casa Universal de Justiça. As instituições da atual Ordem Administrativa Bahá´í, que constituem a “base estrutural” da Ordem Mundial de Bahá´u´lláh, haverão de maturar e evoluir, e constituirão a Comunidade Mundial Bahá´í de Nações. A esse respeito, Shoghi Effendi afirma que a Ordem Administrativa, “à medida que as suas partes componentes, suas instituições orgânicas, passam a funcionar com eficiência e vigor, reivindicará seu direito e demonstrará sua capacidade de ser considerada não apenas como o núcleo, mas como o próprio padrão da Nova Ordem Mundial destinada a abarcar toda a humanidade na plenitude dos tempos”.
Informações adicionais sobre a evolução desta nova Ordem Mundial podem ser obtidas, por exemplo, nas cartas de Shoghi Effendi publicadas em The World Order of Bahá´u´lláh [e no Chamado às Nações N.T.].


190. Ó fonte de perversão! ¶ 184

Refere-se a Mírzá Yahyá, conhecido como Subh-i-Azal (Manhã da Eternidade), um meio-irmão de Bahá´u´lláh, mais jovem, que se rebelou contra Ele e fez oposição à Sua Causa. O Báb nomeara Mírzá Yahyá como chefe nominal da comunidade bábí até a manifestação do Prometido, que era iminente. Por instigação de Siyyid Muhammad-i-Isfahání (vide nota 192), Mírzá Yahyá traiu a confiança do Báb, proclamou ser Seu sucessor e conspirou contra Bahá´u´lláh, a ponto de tramar Seu assassinato. Quanto Bahá´u´lláh formalmente anunciou a ele a Sua Missão, em Adrianópolis, Mírzá Yahyá reagiu de tal forma que chegou ao extremo de avocar para si próprio uma Revelação independente. Suas alegações foram, ao final, rejeitadas por todos, com exceção de um pequeno grupo que passou a ser conhecido como Azalís (vide nota 177). Shoghi Effendi intitula-o de “Arqui-Violador do Convênio do Báb” (vide A Presença de Deus, capítulo X).


191. relembra como Nós te educamos dia e noite para o serviço da Causa ¶ 184

Em A Presença de Deus Shoghi Effendi refere-se ao fato de que Bahá´u´lláh, que era treze anos mais velho que Mírzá Yahyá, zelara por ele e o guiara durante a juventude e início da maturidade.


192. Deus puniu aquele que te fez desviar. ¶ 184

Alusão a Siyyid Muhammad-i-Isfahání, que Shoghi Effendi considerou como o “Anticristo da Revelação Bahá´í”. Era um homem de caráter sórdido e grande ambição, que induziu Mírzá Yahyá a opor-se a Bahá´u´lláh e a reivindicar para si a condição de profeta (vide nota 190). Embora fosse adepto de Mírzá Yahyá, Siyyid Muhammad foi exilado para ´Akká, junto com Bahá´u´lláh. Ali, continuou a conspirar contra Bahá´u´lláh e a provocar-Lhe oposição. Shoghi Effendi, em A Presença de Deus, assim descreveu as circunstâncias de sua morte:

Um novo perigo agora, claramente, ameaçava a vida de Bahá´u´lláh. Embora Ele próprio tivesse proibido severamente a Seus seguidores, em várias oportunidades, tanto verbalmente como por escrito, de praticar qualquer ato de represália contra aqueles que os atormentavam – e até tivesse mandado regressar a Beirute um irresponsável adepto árabe que havia pensado em vingar os agravos sofridos por seu bem-amado Líder -, sete dos companheiros, clandestinamente, procuraram e mataram três de seus perseguidores, entre eles Siyyid Muhammad e Aqá Ján.
A consternação que se apoderou de uma comunidade já oprimida foi indescritível. A indignação de Bahá´u´lláh não tinha limites. “Fôssemos Nós” – assim Ele expressa Suas emoções em uma Epístola revelada pouco depois de haver sido cometido esse ato – “fazer menção daquilo que Nos sucedeu, os céus romper-se-iam e as montanhas viriam a desmoronar”. “Meu cativeiro”, escreveu Ele em outra ocasião, “não Me pode causar dano. O que Me pode prejudicar é a conduta dos que Me amam, que asseveram estar ligados a Mim e, no entanto, perpetram o que faz Meu coração e Minha pena gemerem”.


193. Escolhei um único idioma ... e adotai igualmente uma escrita comum. ¶ 189

Bahá´u´lláh prescreve a adoção de uma língua e de uma escrita universais. Suas Escrituras antevêem dois estágios nesse processo. O primeiro consiste na escolha de uma língua existente ou inventada, que então será ensinada em todas as escolas do mundo como língua auxiliar às línguas maternas. Os governos do mundo, através de seus parlamentos, são chamados a implementar esse momentoso decreto. O segundo estágio, no futuro distante, será a adoção, ao final, de uma única língua e de uma escrita comum para todos os habitantes da terra.


194. Nós determinamos dois sinais para a maioridade da raça humana ¶ 189

O primeiro indício da chegada da maioridade da espécie humana apontado nas Escrituras de Bahá´u´lláh é o surgimento de uma ciência que é descrita como aquela “filosofia divina” que incluirá a descoberta de uma abordagem revolucionária para a transmutação dos elementos. Essa é uma indicação dos esplendores da estupenda expansão do conhecimento do futuro.
Quanto ao “segundo” sinal, que Bahá´u´lláh indica ter sido revelado no Kitáb-i-Aqdas, Shoghi Effendi afirma que “... em Seu Livro Sacratíssimo, Bahá´u´lláh ordenou a escolha de uma única língua e a adoção de uma escrita comum para o uso de todos os habitantes da terra, injunção esta que, ao ser implementada, será, como Ele próprio afirma no Livro, um dos sinais da ‘maioridade da raça humana’”.
Podemos obter uma maior percepção desse processo de maioridade da humanidade e de sua evolução rumo à maturidade através do seguinte pronunciamento de Bahá´u´lláh:

Um dos sinais da maturidade do mundo é que ninguém aceitará para si o encargo de ser rei. A realeza ficará sem que ninguém deseje suportar sozinho o seu fardo. Esse será o dia em que a sabedoria se manifestará no seio da humanidade.

Shoghi Effendi associou o advento da maioridade da raça humana à unificação de toda a humanidade, ao estabelecimento de uma comunidade mundial de nações e a um estímulo sem precedentes “à vida intelectual, moral e espiritual de toda a espécie humana”.


GLOSSÁRIO


´Abdu´l-Bahá
O “Servo de Bahá”, ´Abbás Effendi (1844-1921), o filho mais velho de Bahá´u´lláh, foi por Ele nomeado Seu sucessor e Centro de Seu Convênio.


Abjad
Antigo sistema árabe que designava valores numéricos às letras do alfabeto, de forma que números podem ser representados por letras e vice-versa. Desta forma, cada letra tem tanto um significado literal quanto um valor numérico.


Báb, o
Literalmente, a “Porta”, título assumido por Mírzá ´Alí-Muhammad (1819-1850) após ter declarado Sua Missão em Shíráz, em maio de 1844. Ele foi o Fundador da Fé Bábí e o Arauto de Bahá´u´lláh.


Bahá
Bahá significa Glória. É o Nome Supremo de Deus e um título pelo qual se designa Bahá´u´lláh. Além disso, é o nome do primeiro mês do ano bahá´í e do primeiro dia de cada mês bahá´í.


Bahá´u´lláh
A “Glória de Deus”, título de Mírzá Husayn-´Alí (1817-1892), o Fundador da Fé Bahá´í.


Bayán
O Bayán (“Elucidação”, “Exposição”) é o título dado pelo Báb ao Seu Livro de Leis, e também se aplica ao conjunto de Seus Escritos. O Bayán Persa é a principal obra doutrinária e o maior repositório das leis ordenadas pelo Báb. O Bayán Árabe tem conteúdo similar; mas é menos volumoso e menos importante. Para referir-se aos assuntos que se encontram tanto no Bayán Árabe quanto no Bayán Persa as Notas utilizam apenas o termo “Bayán”, sem outra especificação.


Hadíth
É o conjunto das tradições muçulmanas referentes aos ditos e às ações do Profeta Maomé e dos Imames. (N.T.)


Huqúqu´lláh
O “Direito de Deus”. Instituído no Kitáb-i-Aqdas, trata-se de uma doação que os bahá´ís fazem, através do Líder da Fé, para os fins especificados nas Escrituras Bahá´ís.


Mashriqu´l-Adhkár
Literalmente, “o Local de onde se irradia o louvor a Deus”, denominação da Casa de Adoração Bahá´í e seus anexos.


Mithqál
Unidade de peso, equivalente a pouco mais de 3,5 gramas, empregada no Kitáb-i-Aqdas com relação a quantidades de ouro e prata para diversos fins, usualmente em somas de 9, 19 ou 95 mithqáls. Seus equivalentes no sistema decimal e em onças-troy (que se empregam para a pesagem de metais preciosos) são os seguintes:

9 mithqáls = 32,775 gramas = 1,05374 onças-troy
19 mithqáls = 69,192 gramas = 2,22456 onças-troy
95 mithqáls = 435,958 gramas = 11,12282 onças-troy

Esse cômputo baseia-se na orientação de Shoghi Effendi, transmitida em uma carta escrita em seu nome, que diz: “um mithqál consiste de dezenove nakhuds. O peso de vinte e quatro nakhuds equivale a quatro gramas e três quintos. Pode-se fazer o cálculo com base nisso”. O mithqál tradicionalmente empregado no Oriente Médio consistia de 24 nakhuds, mas no Bayán ele foi alterado para 19 nakhuds, e Bahá´u´lláh confirmou essa quantia como a medida do mithqál ao qual as leis bahá´ís se referem (P&R 23).


Nakhud
Uma unidade de peso. Vide “mithqál”.


Qayyúmu´l-Asmá´
O comentário do Báb sobre a Sura de José do Alcorão. Revelada em 1844, essa obra foi descrita por Bahá´u´lláh como “o primeiro, o maior e o mais poderoso de todos os livros” da Dispensação Bábí.


Shoghi Effendi
Shoghi Effendi (1897-1957), Guardião da Fé Bahá´í entre 1921 e 1957. Era o neto mais velho de ´Abdu´l-Bahá, apontado por Ele como o Líder da Fé.


Síyáh-Chál
Literalmente, “a Cova Negra”. Trata-se do tenebroso e fétido calabouço subterrâneo de Teerã, onde Bahá´u´lláh ficou aprisionado por quatro meses em 1852.


ÍNDICE DAS PASSAGENS DO KITÁB-I-AQDAS

TRADUZIDAS PARA O INGLÊS

POR SHOGHI EFFENDI.*


Abreviatura das Fontes


BA Shoghi Effendi. Bahá´í Administration: Selected Messages 1922-1932. Wilmette, Illinois: Bahá´í Publishing Trust, rev. edn., 1968.


BC National Spiritual Assembly of the Bahá´ís of the United States. The Bahá´í Community: A Summarization of Its Organization and Laws. Wilmette, Illinois: Bahá´í Publishing Trust, rev. edn., 1963.


CF Shoghi Effendi. Citatel of Faith: Messages to América, 1947 – 1957. Wilmette, Illinois: Bahá´í Publishing Trust, 1965.


ESW Bahá´u´lláh. Epistle to the Son of the Wolf. Wilmette, Illinois: Bahá´í Publishing Trust, 1979.


GWB Bahá´u´lláh. Gleanings from the Writings of Bahá´u´lláh. Wilmette, Illinois: Bahá´í Publishing Trust, rev. edn., 1980.


PDC Shoghi Effendi. The Promised Day is Come. Wilmette, Illinois: Bahá´í Publishing Trust, rev. edn., 1980.


SW Star of the West: The Bahá´í Magazine. Vol. XIV, July 1923, no. 4. Reprinted 1978. Oxford: George Ronald.


UD Shoghi Effendi. The Unfolding Destiny of the British Bahá´í Community. London: Bahá´í Publishing Trust, 1981.


WOB Shoghi Effendi. The World Order of Bahá´u´lláh: Selected Letters. Wilmette, Illinois: Bahá´í Publishing Trust, 1974.


PARÁGRAFO

1-5 “O primeiro dever… ó homens de discernimento!” (GWB CLV)
7 “Sempre que Minhas leis aparecem ... Seu decreto decisivo.” (GWB CLV)
10 “Nós vos ordenamos orar e jejuar ... o Generoso”. (BC p.40)
16 “Nós vos ordenamos jejuar ... uma festa.”
“Nem o viajante, nem o enfermo ... a guardar o Jejum.” (BC p.40)
17 “Abstende-vos de alimento ... prescrita no Livro.” (BC p. 40)
30 “O Senhor vosso Deus ordenou ... não havendo mal se tal número for excedido.”
“Compete-lhes ser os fidedignos ... ó vós que percebeis.” (BA p. 21)
35 “Ó vós, servos do Misericordioso! ... imaginações fúteis.” (SW p. 112)
37 “Antes de expirado um milênio completo ... a Suma Sabedoria.” (GWB CLXV)
38-40 “Não vos consterneis ... entre os mortos.” (GWB LXXI)
43 “Não vos lamenteis nas horas de provação ... o Cônscio.” (SW p. 112)
48 “A todo o pai ... envolveram o mundo inteiro.” (SW p. 112)
52 “Ó vós, Homens de Justiça! ... o Fiel.” (SW p. 112)
53-55 “Que os vossos corações não se perturbem ... dos agradecidos.” (GWB LXXII)
58-59 “Acautelai-vos ... dará testemunho.” (GWB LXXII)
63 “Casai-vos, ó povo ... menção de Mim ...” (UD p. 195)
78-84 “Ó reis da terra! ... Seu auxílio.” (GWB CV)
85 “Ó Imperador da Áustria! ... Horizonte luminoso.” (PDC p. 37)
86 “Ó Rei de Berlim! ... sede dos que refletem.” (PDC pp. 36-37)
87 “Nada pedimos de vós ... ó assembléia de reis!” (PDC p. 26)
88 “Daí ouvidos, ó Governantes da América ... o Ordenador, o Sapientíssimo.” (CF pp. 18-19)
89 “Ó Lugar sito na orla ... o Onisciente, o Sapientíssimo.” (PDC p. 40)
90 “Ó margens do Reno! ... glória conspícua.” (PDC p. 37)
91-93 “Que nada te entristeça ... Livro maravilhoso.” (GWB LVI)
99 – 104 “Dize: Ó líderes da religião! ... pudésseis compreender.” (GWB XCVIII)
105 “Quem interpreta ... entre os perdidos.” (ESW pp. 129-30)
118 “Vosso Senhor ... ossos decomponentes.” (SW p. 113)
120 “Adornai vossas cabeças ... o Sapientíssimo.” SW p. 113)
121 “Quando o oceano de Minha presença ... Raiz Antiga.” (WOB p. 134)
122-25 “Considerai a mesquinhez ... da terra e do céu.” (GWB CLIX)
144 “Convivei com todas as religiões ... todas as coisas findam.” (SW p. 114)
161-63 “Bem-aventurado ... o Mais Generoso.” (GWB XXXVII)
165 “Ó congregação de doutos da religião! ... é muito estranho.” (PDC p. 82)
166 “Houvésseis vós acreditado ... dos desatentos.” (PDC p. 82)
167 “Esta é a Causa ... superstições tremerem.” (PDC p. 82)
169 “Ó assembléia de doutos da religião! ... todos os sinais!” (PDC p. 82)
171 “Rompei os véus ... ai do negligente!” (PDC p. 82)
173 “Felizes sois ... osso decomponente.” (SW p. 114)
174 “Quando o Pombo Místico ... poderosa Estirpe.” (WOB p. 134)
181-83 “O equilíbrio do mundo ... o Poderoso, o Deus de Amor.” (GWB LXX)


ÍNDICE REMISSIVO


As referências aos textos do Kitáb-i-Aqdas (K) são dos números dos parágrafos; de Perguntas e Respostas (P) e de Notas (n), são dos números respectivos. Outras referências, indicam o número da página do Livro. Assim:

K14 indica o parágrafo 14 do Kitáb-i-Aqdas
P10 indica “Perguntas e Respostas” no. 10
n51 indica “Notas”, no. 51
3 indica página no. 3


´Abdu´l-´Azíz, Sultão, n120
´Abdu´l-Bahá, 2-3, n184, 210
Escrituras (Epístolas)
não são consideradas “versículos de Deus”, n165
obras mencionadas
Esplendor da Verdade, O, n75, n86
Memorials of the Faithful, n183
Vontade e Testamento de, 3, n49, n66, n125, n183
Exemplar, 2
nomeação como sucessor de Bahá´u´lláh, 3, 12, K121, K174, 119, n1
Aquele eleito por Deus, K121
Centro do Convênio, n66, n125
Intérprete da Palavra de Deus, K174, n130, n184
Mais Poderoso Ramo, n145
nomeia Shoghi Effendi como Guardião, 3, n66, n130
Plano Divino de, 3
sucessores de, 3
Ab-rogação de leis. Vide Anulação de leis e práticas; Proibições; Lei(s) de Bahá´u´lláh
Abá Badí´, P104
Abhá. Vide Nome Supremo
Abjad, notação, n28, n50, n122, n172, 210
Abluções, 120-121
antes da repetição de “Alláh´u´Abhá”, K18, P77, n33
antes das Orações obrigatórias, K18, 79, P62, P66, P86, n34
antes do versículo a ser dito pelas mulheres durante as regras, K13, n20
exigidas mesmo após o banho, P18
versículo a ser dito quando não há água disponível, K10, P51, n16
versículo a ser dito quando o uso de água é danoso, P51, n34
Abraão, n65
Absolvição dos pecados, k34, n58
Ações (Atos, Obras)
boas, 12-13, K1, K70, K73, 131-133
aceitação das, depende
do beneplácito de Deus, K36, K73, K157, K167, 134
do reconhecimento do Manifestante, K1, K161
como armadilhas, K36
do homem não afetam Deus, K59
inutilizadas, K46
Administração Bahá´í. Vide Ordem Administrativa Bahá´í
Admoestações, 133-134
Adoração, Ponto de, K6, n7. Vide também Qiblih
Adoração. Vide também Jejum; Orações Obrigatórias; Oração
Aceitação por Deus, K36, n60
Casa de Adoração. Vide Mashriqu´l-Adhkár
obrigação, K78, K184, 73, P106
recitação de versículos, K149. Vide também Recitação de Escrituras e Versículos
sagrados
trabalho elevado ao grau de. Vide Trabalho
Adrianópolis, K37, P100, n33, n63, n190
Adultério, n36
multa imposta a cada ofensa, P23
proibido, K19, 130
punição para, 13, K49, P49, n77
Adulto. Vide Maturidade, idade da
Advertências de Bahá´u´lláh, 133-135
a Constantinopla, K89, n120
a Guilherme I, 13, K86
aos líderes religiosos, 12. Vide também Clero
aos reis da terra, K82
aos seguidores, 13
sobre falsamente reivindicar uma revelação de Deus, K37
sobre oposição à Fé, K37, 134, n63
Afazeres domésticos, n56
Aghsán, K42, K61, 133, n66, n67, n85. Vide também ´Abdu´l-Bahá; Shoghi Effendi
Agressão, proibida, 130
física, K56, K148, n81
penalidades por, K56, n81
verbal, K19, 73, n37
Água, K57, K135, 133
como símbolo, K29, K50, K54, K80, K135
nas piscinas persas, K106, n131-132
para abluções, P51. Vide também Abluções
para lavar
o corpo, K106
objetos, K74, n105
recomendada morna, P51, P97, n167
pura
definição, P91
uso obrigatório, K74, K106, n105
todos foram criados da, K148
Ahmad-i-Ahsá´í, Shaykh, K157, n171, n172, n182
Ahmad-i-Kirmání, Mírzá, n177
Ahmad-i-Rúhí, Shaykh, n177
Ajoelhar-se. Vide Genuflexões
Ajuda (Auxílio)
à Causa de Deus, K84, K159
ao rei que se há de levantar, K84
das leis, K4
divina, K53, K74, K157, 135
doméstica, K63, n90
financiera. Vide Amparo financiero
´Akká, K85, K132, K136, n8, n63, n116, n127, n192
´Alá, mês de, P71, n25, n26, n27. Vide também Jejum
Álcool, K119, n144, n170. Vide também Entorpecentes; Vinho
Alcorão (o Livro), 12, n1, n2, n16, n129, n188
leis
ab-rogadas, K11, K68, n101
ratificadas, P106, P107, n161
práticas islâmicas não provenientes do, K9, n72, n79, n174
Aldeia(s). Vide Cidades; Habitantes das cidades
casa de Adoração em toda, K115, n53
habitantes das
valor do dote pago, K66, P87, 123-124, n93-95
Alegoria. Vide Simbolismo
Aleitamento. Vide Mulheres que amamentam
Alemanha, n117, n121
Alfabetização, K48, n76
Aliança (de Deus; Pacto). Vide Convênio
Alif Aprumado, K157, n172
Alimentação. Vide Carniça; Comer com as mãos; Jejum
Alláh´u´Abhá. Vide Nome Supremo
Alma
do Manifestante de Deus, n160. Vide também Manifestações (Manifestantes) de
Deus
elevação, K51, K149, K161, K163, n25, n79, n104
empecilhos, K161-163, n134, n170
influência da Revelação Divina, K54, K55, K148, 75-76, n23
santificada, condição da, P68, n23
Alusão
à hipocrisia dos clérigos, K108, n135
à história de José, K4, n1
a Shaykh Ahmad-i-Ahsá´í, k157, n171, n172, 135
a Siyyid Muhammad-i-Isfahání, K184, n192
ao nascimento de Bahá´u´lláh, K92, n123
ao Peneirador de Trigo, K166, n179, 135
ao Sadratu´l-Muntahá, K148, n164
ao vinho, K5, n2. Vide também Vinho
da “Escola da Unicidade Transcendente”, K175, n185
da expressão “Arca Carmesim”, K84, n115
do mistério da “Grande Inversão”, K157, n171
na Oração Obrigatória, n4
na tradição islâmica “Eu era um Tesouro Oculto”, K15, n23
nos títulos de Bahá´u´lláh, K16, n24
Alvorecer (Raiar do Dia), oração ao, K33, K115, P15, n5, n142
Amaldiçoar, 73, n37. Vide também Calúnia
Amamentação. Vide Mulheres que amamentam
Amizade, 13, K144
Amor, K4, K15, K36, K132, n23
e casamento, K65
humano, n134
Amparo financeiro
à família durante o ano de paciência, K70, n100
aos pobres, n56, n161-162
Ancestrais, K180. Vide também Antepassados
Ancianidade. Vide Idosos
Animais, K9, K123, n12, Vide também Caça
proibido maltratar, 13, K187
Aniversários bahá´ís, n139. Vide também Dias Sagrados
Aniversários Natalícios Gêmeos (de Bahá´u´lláh e do Báb). Vide Dias Sagrados
Anjos, K53, K170, n128
Ano. Vide também Calendário Bahá´í
bissexto, n27, n147. Vide também Calendário Bahá´í
de espera. Vide Propriedade Perdida
de paciência. Vide Divórcio
duração do, n27, n62, n147
Anoitecer. Vide também Orações Obrigatórias; Recitação das Escrituras e dos Versículos
sagrados; Sol, pôr-do-
definição (em relação à Oração Obrigatória), K6, P83, 120-121, n5
durante o Jejum, K17, n25, n32. Vide também Jejum
oração ao, K33
recitação de versículos, K149, P68, n165
Antagonismo. Vide também Discordância; Divergência; Disparidade; Aversão
entre os cônjuges, K69-70, P19, P40, n100
reconciliar-se do, K70
entre os versículos revelados (Disparidade), P57, P63, n109
entre pessoas, K35
solução através da consulta do Texto Sagrado, K53
Antepassados, K10. Vide também Ancestrais
Anticristo, n192
Antiguidades, n166
Anulação de leis e práticas, 3, 7, 130-131. Vide também Bayán, leis
Anúncio Supremo, K167, n180
Aposentadoria. Vide Idade
Apóstolo de Deus. Vide Maomé
Aprisionamento
por homicídio e incêndio criminoso, K62, n86-87
por roubo, K45, n70
prisão perpétua, K62, n86-87
Áqá-Ján, n192
Aqsá, mesquita de, K85, n116
Aquele que Deus tornará manifesto. Vide também Bahá´u´lláh
oferecer presentes inestimáveis a, K114, 131, n141
dirigir perguntas a, K126, 131, n146
pronunciamentos do Báb a respeito de. Vide Báb, o
Ar-Rúm, n119. Vide também Constantinopla
Árabe
Bayán, caracterizado, 210-211
língua, v-vi, n28, n172
emprego no Kitáb-i-Aqdas, 7-9. Vide também Kitáb-i-Aqdas
excelência de Bahá´u´lláh no, 7-8
tradução de termos específicos, n3, n22, n32, n33, n36, n46, n48, n66, n74,
n134, n181, n188
povo(s), P74, n192
Arca Carmesim. Vide Carmesim, Arca
Áries, signo de, P35, n26
Armas
de guerra, n173
na caça, P24, n83, n173
porte de, K159, 130, n173
Arrependimento. Vide Pecado
Arte(s)
estudo daquelas que beneficiam a humanidade, 132, n110
de ler e escrever. Vide Ler; Escrever, ensinar a
Árvore além da qual não há passagem. Vide Sadratu´l-Muntahá
Árvore Celestial (Sagrada). Vide Sadratu´l-Muntahá
Ascensão de Bahá´u´lláh. Vide Bahá´u´lláh
Ascetismo, 12, K36, 129, n61
Ashchabad (´Ishqábád), n124
Assassinato, 13, K19, K73, 130, n35. Vide também Homicídio
atentado contra a vida de Bahá´u´lláh, n190
de Siyyid Muhammad-i-Isfahání, n192
punição para, K62, n86, n87
Asseio (limpeza), 133. Vide também Banho(s); Lavagem; Água
e refinamento, K74, K151, n74, n104, n166, n167
influência no espírito do homem, K76, n104
padrão imaculado, 12-13, K74, n167
renovação do mobiliário do lar, K151, n166
usar perfume, K76
Assembléia (no Alto), K71, K76, K89, K132
ajuda da, prometida, K53
circunda o Qiblih, K6
Assembléia Espiritual Nacional. Vide Casa Nacional de Justiça (Secundária)
Assembléias Espirituais Bahá´ís. Vide também Casa(s) de Justiça
membros, n50, n80
ordenadas, K30, n49
poderes e funções, n51, n100, n162
Associação
com o agressor, K141
com os seguidores de todas as religiões. Vide Convívio
de outros deuses a Deus, P106
entre a maioridade da raça humana e sua unificação, n194
entre o povo de Bahá. Vide Convívio
entre os Dias Intercalares e a letra “Há”, n28
Astronomia, n147
Ataúde. Vide Sepultamento
Atos. Vide também Ações
sexuais. Vide também Castidade; Imoralidade
lícitos, n134. Vide também Matrimônio
ilícitos
adultério, K19, K49, P23, P49, 130, n36, n77, n90
conseqüências, K49, n36, n77, n134
durante o ano de paciência, P11
fornicação, n36, n77
homossexualidade, 130, n134
Atributos. Vide Bahá´u´lláh, Nomes de; Nomes e atributos de Deus e/ou Bahá´ulláh
Áustria, 13, K85, n116
Autoridade, 12-13. Vide também Infalibilidade
da Casa de Justiça, 3-5, 12, K42, 73, n95. Vide também Casa(s) de Justiça
de ´Abdu´l-Bahá, 2-3, 12, K121, K174, n66, n130, n145. Vide também
´Abdu´l-Bahá
de Deus, K93, K161-163, 75, 76, 79, 80, 81, P83, P100
de interpretação, n130. Vide também Interpretação do Texto Sagrado
de Shoghi Effendi, 3, 12, n66, n130. Vide também Guardiania; Shoghi Effendi
do Manifestante de Deus, 12, K7, K47, K53, K81-82, K132, K143, K183, n75, n160
do Texto Sagrado, 3-4, 12, K53, K99, P10
os que exercem, ordem de não se contender com, K95, 133
Auxílio. Vide Ajuda
Aversão. Vide também Antagonismo; Discordância; Divergência
entre cônjuges, K68, P40, n100
Ayyám-i-Há. Vide Dias Intercalares
Azalís, K164, n177, n190

Báb, o
advertência do, n180
“Alif Aprumado” como símbolo do advento do, K157, n172
Aquele que Deus tornará manifesto, referências a, 134, n189
apontado como o “Livro Vivente”, n155
as leis do Bayán estão sujeitas à Sua sanção, 6, n109
Epístola a Ele, K175-176, n185, n186
identifica o Qiblih com, K137, 119
ordena a doação de presentes inestimáveis a, K114, n141
proíbe os seguidores de Lhe fazerem perguntas, K126, n146
tributo a Ele, K135-136, n156
Bahá´u´lláh refere-Se ao, K135-136, K140-143
Casa em Shíráz. Vide Lugares Sagrados e Históricos
Declaração do. Vide Dias Sagrados
Dispensação do, 6, n109, n172
Escrituras. Vide também Bayán
Epístolas dirigidas a Bahá´u´lláh, K175-176, n185, n186
Qayyúmu´l-Asmá´, n1, n115, 212
Seleção dos Escritos do Báb, n185, n186
leis. Vide Bayán, leis do
Martírio. Vide Dias Sagrados
Nascimento do (um dos Aniversários Natalícios Gêmeos), P2. Vide também Dias
Sagrados
nomeou Mírzá Yahyá, n190
oponentes do, K166, K170, n178, n182
Ordem de Bahá´u´lláh, prevista pelo, n189
Santuário do, n114
seguidores do (Bábís), K137, K140, K176, n178, n179, n185, n187
sofrimentos de Bahá´u´lláh, previstos pelo, n1
títulos
Ponto do Bayán, K129, K140, n150, n159
Ponto Primordial, P8, P29, P32, P100
Bagdá, P29, n54, n107, n138, n154
Bahá. Vide Bahá´u´lláh; Nome Supremo
mês de, K127
número de, K30, n50
povo de. Vide Bahá´ís
Bahá´í, Fé (Causa de Deus)
aceitação, K1, K132, K166, K182, n179
“Arca Carmesim” refere-se à, n115
centro administrativo mundial, n114
condução dos assuntos da, n67, n183. Vide também ´Abdu´l-Bahá; Casa(s) de
Justiça; Shoghi Effendi
Escrituras. Vide tópicos sob Escrituras Bahá´ís
Líder da. Vide ´Abdu´l-Bahá; Casa(s) de Justiça; Shoghi Effendi
Lugares Sagrados. Vide Lugares Sagrados e Históricos
negação, K140, K167, K170, K179, n171, n180
oposição à, K73, K135, K164, P57, n109, n177, n182, n190, n192
prevista, K37, 134
primazia da, K167
proclamação, K75, K80, K103, K118, K132, K134, K143, K163, K168, n158
propagação. Vide Ensino da Causa
proteção, n183
reconhecimento como religião oficial, n49
relação com a Fé do Báb, 6, K129, K136, K139, K140, K179-180
serviço à, 13, K35, K74, K184, 73, n2. Vide também Serviço
atrai assistência divina, K38, K53, K74. Vide também Ajuda
sustento financeiro. Vide Fundo Bahá´í; Huquqú´lláh; Zakát
unidade da. Vide Unidade
vitória
através do auxílio de Leis, K4
através do auxílio dos fiéis, K42, K94, K164, K178
Bahá´í World, The, n27, n139, n143, n147
Bahá´ís (crentes, fiéis, seguidores de Bahá´u´lláh, amados, povos de Bahá)
conduta e caráter a eles ordenados, 12-13, 132-133. Vide também Conduta; Atos.
Vide tópicos adicionais sob Qualidades
deveres, 119-133
observância das leis, 12-13, K1
reconhecimento da Manifestação de Deus, 12, K1
e não-bahá´ís, K29, K75, K144, P33-34, P84, n38
recebem ordens e exortações, 12-13, 131-133
são-lhes proibidos vários atos, 129-130
volverem-se para ´Abdu´l-Bahá, K121, n145
Bahá´u´lláh
advento de, K82, K85, K88, K165, K177, n33, n108, n153, n158, n160, n172
Ascensão, 1, K38, K53, K121, n9, n54, n125, n139
Casa em Bagdá, K32, K133, P25, P29, P32, n54, n154
cativeiro, n192
conhecimento de, acima do conhecimento humano, K39, K97, K175-177
Convênio de, 2-3, K37, K121, K174. Vide também ´Abdu´l-Bahá
Arqui-Violador do, n9
Declaração da missão, K75, n107, n139. Vide também Dias Sagrados
descreve a Si mesmo, n1, n160
e a “Escola Da Unidade Transcendente”, K175-177, n185
Escrituras de, 6-7, n189, n193, n194. Vide também Kitáb-i-Aqdas; Perguntas
e Respostas; Texto Sagrado
disparidades entre Epístolas, P57
integridade das, K117, n143
obras
Epístolas a Abá Badí´, P104
Epístolas a Napoleão III, n118
Kitáb-i-´Ahd (Livro de Meu Convênio), n37, n66, n145, n183
Kitáb-i-Íqán, n180, n182
Oração de Finados. Vide Oração de Finados
Orações Obrigatórias. Vide Orações Obrigatórias
Palavras Ocultas, n23, n37
Prayers and Meditations by Bahá´u´lláh, n23
suplementares ao Kitáb-i-Aqdas, v, 7
Epístolas de Bahá´u´lláh Reveladas Após o Kitáb-i-Aqdas, 7,
71
Bishárát, n58, n61, n173
Ishráqát, 71, 73, n75, n109
Palavras do Paraíso, n61
Perguntas e Respostas. Vide Perguntas e Respostas
Súriy-i-Hajj, P10, n54, n68
Vontade e Testamento. Vide acima Kitáb-i-´Ahd
selos (sinetes) afixados, K117, n143
exílio, n33
iletrado, K104
infalibilidade. Vide Infalibilidade
instituições que ordena, 2-3, 12-13, K30, K42, n49, n66-67. Vide também
Guardiania; Casa(s) de Justiça; Interpretação do Texto Sagrado
José, verdadeiro, n1
Leis de. Vide Lei(s) de Bahá´u´lláh
mandamentos. Vide Lei(s) de Bahá´u´lláh
missão anunciada a Mírzá Yahyá, n190
nascimento, K92, K110, P2, n123, n138
Nomes e títulos, n23, n160
Alvorada (Vide também Alvorecer, Aurora, Horizonte, Manancial,
Nascente), K186
Alvorecer (Vide também Alvorada, Aurora, Horizonte, Manancial,
Nascente), K143, K102
da Grandeza, K88
da Luz de Deus, K85, n116
da Revelação, 13, K1, K80, K86, K148
da Sabedoria Divina, K143
de Seus Mais Nobres Títulos, K143
dos Sinais de Deus, K35
Ancião dos Dias, K80
Antiga Beleza, P100
Aquele que Deus tornará manifesto, K135, K137, K139, n7, n48, n108,
n141, n146, n155, n157-158, n185-186
Aquele que faz a alvorada surgir, K117, n143
Aurora (Vide também Alvorada, Alvorecer, Horizonte, Manancial,
Nascente), K3, K74, K113, n23
da Beleza, K68
da Causa de Deus, K47, n75
da Expressão, K29
da Revelação, K42, K60, K109, 79
dos Nomes, K88
dos Sinais de Deus, 77
Compassivo, o Mais, K150
Conselheiro, K52
Desejo do Mundo, K1, K157
Fonte das Leis de Deus, K1, K50
Horizonte (Alvorada, Alvorecer, Aurora, Manancial, Nascente), K4
Legislador, 12
Livro Vivente, K134, K168, n155
Mais-Amado, K129, K141
Manancial (Vide também Alvorada, Alvorecer, Aurora, Horizonte, Nascente)
da Unidade Divina, K175
Mistério Oculto, 77
Nascente (Vide também Alvorada, Alvorecer, Aurora, Horizonte,
Manancial), K149
do Esplendor, K15
Oceano, Vastíssimo, K96
Pena, K54, K55, K158
da Glória, 73
da justiça, K72
da Revelação, K5, K58, K63
de Seu mando, K67, K68
do Altíssimo, K2, K16, K24, K86, K142, K175
do Rei Eterno, P105
Excelsa, K17, K41, K179, P106, n24
Suprema, n24
poderosa Estirpe, K174, n184
Pombo Místico, K174
Prometido, K35, K88, n108, n153, n158, n185, n190. Vide também Prometido
Raiz Antiga, K121, n145
Redentor da humanidade, 12
Rei dos Reis, 12, K82
Representante de Deus, K167, n181
Revelador de Versículos, K146
Rouxinol, K139
Símbolo Entesourado, 77
Sol
da Expressão, K16
da graça, K92
das Leis de Deus, K120
do Verbo e da Verdade, K6
Unificador, 12
observância das leis, K1
Ordem Mundial de, 1, 11-13, K181, 134, n189. Vide também Ordem Administrativa
Bahá´í; Casa (s) de Justiça
Palavras de. Vide também Interpretação do Texto Sagrado; Texto Sagrado. Vide sob
Bahá´u´lláh, Escrituras
doçura, K3, K4, K54, K179
poder e influência, K3, K54, K129, K136, K167, K169
parentes de (Aghsán), 2-3, K42, K61, 133, n66-67, n85
posição (grau), K47, K142-143, 134, n160. Vide também acima Bahá´u´lláh, Nomes
e títulos
propósito de, K172
recebe Epístola do Báb, K175-176, n185-186
reconhecimento, n48. Vide também Reconhecimento
efeito nos fiéis, K38, K55
exortações referentes ao, K50, K55, K132, K134-136, K157, K183, n155,
n172
dirigidas ao povo do Bayán, K137-141, K179
dirigidas aos reis, K82, K85-86
dirigidas aos sacerdotes, K41, K100, K102, K165-166
primeiro dever dos seres humanos, K1
rejeição a, K35, K41, K85, K139-140, K141, K166. Vide também Rejeição
relação com Deus, K143, n160
relação com o Báb, K20, K110, K175, K179, n108-109, n158. Vide também Báb, o
representa a Deidade, K1, K86, K132, K143, K172
Santuário de (Santuário Sacratíssimo, Sacratíssimo Sepulcro), K6, n8, n54
soberania de, K69, K82, K134, K167, n181
sobre os corações dos homens, 12, K83
soberbo domínio do árabe, 7-8
sofrimentos, 6-7, 11, 14, K86, K141, K158, K184, n1, n190, n192
sucessor, 2-3, 12. Vide também ´Abdu´l-Bahá
teologia, falta de instrução em, K104
visão de, 1,2, 9, K101
Bahjí, n8, n54. Vide também Qiblih
Balança, Livro de Deus como, 14, K99, K148, K183
Banho(s), K106, n131. Vide também Asseio; Limpeza; Lavagem
públicos persas, K106,130, n131
Barba, K159, 131, n175
Bastámí, Mullá ´Alí, n178
Bayán
descrição, K179, n108, n129, n158, n186, 210-211
Árabe e Persa, 210-211
Leis, 2, 6, K142, n109, n158
ab-rogadas por Bahá´u´lláh, 6
destruição de livros, K77, n109
matrimônio com um não-crente, K139, n158
multa por causar tristeza a outrem, n163
ofertar presentes inestimáveis Àquele que Deus tornará manifesto,
n141
proibição de fazer perguntas, K126, n146
restrições às viagens, K131, n153
confirmadas, ampliadas ou modificadas por Bahá´u´lláh, 6
anel de sepultamento, inscrição no, K129
calendário, n26, n139, n147-148. Vide também Calendário Bahá´í;
Dias Sagrados
dote, valor do, n95
Festa de Dezenove Dias, n82. Vide também Festa de Dezenove Dias
herança, K20, P100, 126-128, n38, n41. Vide também Herança
Huqúqu´lláh, P8. Vide também Huqúqu´lláh
jejum, n20, n26
matrimônio, consentimento para o, K65
mithqál, peso do, P23, n78
oração obrigatória, n6, n16, n20. Vide também Orações Obrigatórias
pêlos de animais e ossos não invalidam as orações, n12
peregrinação, n55
porte de armas, n173
prostração, n15
púlpitos, proibição de, n168
Qiblih, K137, 119, n7. Vide também Qiblih
renovação dos móveis do lar, n166
sepultamento, n11, n149, n151. Vide também Sepultamento
uso de seda, n174
utensílios de ouro e de prata, uso de, n72
razões para a severidade das, n109, n158
Bebidas embriagantes, 13, n2. Vide também Entorpecentes
Beija-mão, 12, K34, 129, n57
Beirute, n192
Beleza Suprema, Vide Bahá´u´lláh
Bem-estar, P101. Vide também Mashriqu´l-Adhkár
Bens. Vide Propriedades (Bens)
Berlim, K86, K90, n117, n121
Bíblia, n2. Vide também Evangelhos; Testamento, Antigo
Bigamia, K63, P30, n89
Bizâncio, n119
Bondade, K61, P106, n85
Bósforo, n120
Briga. Vide Agressão; Conflito; Contenda; Disputa
Buda, n160

Cabeça. Vide Cabelo(s); Rapar a cabeça
Cabelo(s)
comprimento, K44, n69
rapar o, K44, P10, n68
Caça, K60, P24, 129, n83-84, n173
Caixão (Ataúde). Vide Sepultamento
Calendário
Badi´, n26, n27, n147, n148. Vide também Calendário Bahá´í
Bahá´í, 129, n26
baseado no ano solar, n27, n138, n147
Casa Universal de Justiça decidirá sobre os detalhes, n26, n138
dia, período do, n26
Dias Intercalares (Ayyám-i-Há), K16, n27, n147. Vide também Dias
Intercalares
meses
nomes, K127, n139, n148
número de dias no, n27, n147
número de, no ano, K127, n27, n147
Naw-Rúz (Ano Novo Bahá´í), K16, P35, n26, n139, n147
período do jejum. Vide Jejum
posição dos Dias Sagrados. Vide Dias Sagrados
Califado, K89, n120
Calma, não perder a, K153, 73, 133
Calúnia, 13, K19, 130, n37
Caminho do Meio. Vide Meio-Termo
Caminho Reto, 14, K14, K112, K186
Candura, K154
Cânhamo (Cannabis), n170
Canto, K51. Vide também Música
Capelas, P94
Caridade
dotações destinadas à, K42
obras de, K16, P69, n29. Vide também Pobres, auxílio aos; Zakát
Carmelo, K80, n114
Carmesim
Arca, K84, n115
Lugar, K100, n127. Vide também ´Akká
Carniça, K60, P24, n83. Vide também Caça
Casa(s)
entrar sem a permissão do dono, K145, 130
Gêmeas. Vide Lugares Sagrados e Históricos
mobiliário, renovação, K151, P8, P42, P95, 133, n166
sagrada(s). Vide Lugares Sagrados e Históricos
Casa de Adoração. Vide Mashriqu´l-Adhkár
Casa(s) de Justiça, 3-4. Vide também Casa Local de Justiça; Casa Nacional de Justiça
(Secundária); Casa Universal de Justiça (Internacional)
assuntos de Estado, submeter a ela, 73
Bahá´u´lláh emprega o termo de forma inespecífica, n42
composição
membros, n80
referidos como Fidedignos, K30, n51
referidos como Mandatários, 12, K147, 73, P50, P98, n56, n162
número, n50
encarregado dos interesses do povo, 73
garante a educação das crianças, K48
legisla sobre matrimônio entre parentes, P50, 123, n133
ordenadas no Kitáb-i-Aqdas, 12, K30, 119, n49
poderes e funções, n51
recebe as multas por delitos sexuais, K49, P11, n77
recebe dois terços dos tesouros encontrados, P101
recebe um terço de todas as multas, K52
repositório de riquezas, P72, n42
Casa Excelsa. Vide Bahá´u´lláh, Casa em Bagdá;
Báb, o, Casa em Shíráz
Casa Local de Justiça, 2-3, n183. Vide também Casa(s) de Justiça
administra divórcios, P98, 125, n100
auxílio financeiro aos pobres, K147, n56, n162
composição
homens e mulheres são elegíveis, n80
número, n50
herança de herdeiros faltantes, K21-22, P6-7, P28, P33, P41, P72, P100, 126-128,
n38-39, n42-44
ordenada por Bahá´u´lláh, K30, n49
poderes e funções, n51
Casa Nacional de Justiça (Secundária), n49-51, n80, n183. Vide também Casa Sagrada.
Casa Universal de Justiça (Internacional). Vide também Casa(s) de Justiça
autoridade concedida por Bahá´u´lláh, 3
composição
número, n50
restrita aos homens, n80
constituição, n51
divinamente orientada, 3
estabelecimento, K42, n66-67
método de eleição, 3, n49
poderes e funções, n51
administra dotações, K42, n66-67
funções legislativas definidas, 4-5
legislação futura
aplicação das penas para delitos sexuais, P49, n36, n77-78, n134
aplicação das penas para homicídio e incêndio criminoso, n86-87
graus de penalidades por roubo e sua aplicação, P49, n70-71
modo de aplicação de várias leis de Bahá´u´lláh, n31, n69, n81, n84,
n95, n161, n169
outros assuntos que exigem legislação, n56, n138, n169
recolhe o Huqúqu´lláh, n125
revoga a própria legislação, 4
Texto Sagrado, não pode ab-rogar, 4
Casal. Vide Casamento; Divórcio
Castidade, 13, n170. Vide também Adultério; Homossexuais, relações
Católicos, n58
Causa de Deus. Vide Bahá´í, Fé
Celebrações. Vide Dias Sagrados
Celibato, n91
Centro Internacional de Ensino, n183
Cerimônia de casamento. Vide também Esponsais; Dote; Matrimônio
deve ocorrer em menos de 95 dias desde os esponsais, P43
Chamamento (Exortações) de Bahá´u´lláh
à raça humana, K59
ao povo de Bahá, K84
aos doutos da religião, K104. Vide também Clero
aos reis, K82
Ciclo divino, n170, n172, n183
Cidade Santa, 11, n114. Vide também Jerusalém
Cidades. Vide também Aschabad; Bagdá; Constantinopla; Cidade Santa; Kirmán; Teerã
desenvolvimento de, K160, 133
estabelecimento de uma Casa de Justiça nas, K30, n49
estabelecimento do Mashriqu´l-Adhkár nas, K115
habitantes das,
definição, P88
valor do dote pago por, K66, P87, 123, n93-95
Ciência(s)
filosofia divina, n194
mais firme alicerce, K189
propósito, K77, 132, n110
Civilidade, n74. Vide também Cortesia
Civilização, 1, 12, K189
Clero (Doutos da religião; sacerdotes), 4, 12, 12, K9, n158
Bahá´u´lláh dirige-Se ao, K41, K99-104, K165-172, 133
confissão aos sacerdotes, proibida, n58
oposição do, K164, n109
práticas proibidas ou abolidas, n61, n135, n175
Cólera. Vide Ira
Comemorações. Vide Dias Sagrados
Comentários teológicos, n110
Comer com as mãos, K46, 130, n73
Comércio. Vide também Trabalho, obrigação de ocupar-se com; Profissão, obrigação de
ocupar-se com
de escravos. Vide Tráfico de escravos
Comida. Vide Carniça; Comer com as mãos; Jejum
Compaixão, cuidado para que não se torne causa de negligência no cumprimento das leis,
K45
Companheirismo
com os seguidores de todas as religiões, K75, n173
entre bahá´ís, K57, n82
Comportamento. Vide Conduta; Ações; Qualidades
Compostura. Vide Calma
Compreensão. Vide Interpretação do Texto Sagrado
Comunidade mundial de nações, n173, n183, n189, n194. Vide também Ordem Mundial
Conceitos humanos, n93, n181
Concreto, ataúde de, n149. Vide também Sepultamento
Conduta, 12-13, K73, K159, 131-133, n192. Vide também Ações; Decoro. Vide tópicos
adicionais sob Qualidades
Confiança
bens mantidos em, P96, 129. Vide também Fiduciários
em Deus, K33, K153, K160
Confissão de pecados, 2, K34, 130, n58
Conflito, K148, 73, n173. Vide também Agressão; Contenda; Tristeza; não causar;
Violência
Conhecimento, K138, n130, n194. Vide também Educação
aquisição, K48, K77, n76, n110
barreira para o reconhecimento do Manifestante de Deus, K41, K102, K166-168,
K170, n64, n171, n182
divino, K99, K101, K176-177, K180, n128
esotérico, K36, 135, n60
oculto, K29, n48
propósito do, K102, 134
Cônjuge. Vide Adultério; Divórcio; Herança; Matrimônio
Conselheiros
Corpos Continentais de, n183
profissionais, n58
Conselhos consultivos. Vide Casa(s) de Justiça
em número de Bahá, K30. Vide também Casa(s) de Justiça
Consentimento. Vide Matrimônio
Constância, K163-164. Vide também Firmeza
Constantinopla (Istambul), 13, K89, 135, n107, n119-120, n178
Consulta, 132
e a Casa de Justiça, K30, 73. Vide também Casa(s) de Justiça
método de, P99, n52
nas Festas de Dezenove Dias, n82. Vide também Festas de Dezenove Dias
Contaminação. Vide Impureza ritual, abolido o conceito de
Contenda, 13, K73, K148, K169, 73, 130, n173. Vide também Agressão; Conflito; Disputa;
Violência
com as autoridades, K95
não contender com a interpretação autoritativa das Escrituras, n130
Contentamento, K63, K66, P26, P38, n89
Controvérsia, n130
Convênio
de Bahá´u´lláh, n37, n66, n145, n183. Vide também ´Abdu´l-Bahá
de Deus, K2, K149
violação, K37, n190. Vide também Azalís; Muhammad-´Alí; Yahyá, Mírzá
Convites, K156, 133
Convívio
com os seguidores de todas as religiões, K144, 131
entre o povo de Bahá, n82, n95
Corpo
cuidado do, K155, n104, n144, n170. Vide também Asseio (Limpeza); Doença;
Médicos
desejos carnais, K2, K58, K64, n25
respeito pelo, n149. Vide também Sepultamento
Corpo Auxiliar, n183
Corte Sagrada. Vide Qiblih
Cortesia, K120, 132, n74
Costumes. Vide também Hadíth; Dispensações religiosas do passado; Tradições
redefinidos e com novos significados, n93
Cremação, n149. Vide também Sepultamento
Crença. Vide Reconhecimento. Vide também Descrença
Criação
chamada à existência, n23, n188
livro da, n23
propósito e conhecimento de Deus, n23
Senhor da, K11
tudo na, purificado, K75, n106
Crianças
e leis de herança. Vide Herança
educação, 13, K48, P105, 129
espiritual, K150, n40
filhas têm prioridade, n76
respeito pelos pais, P104, P106, 131, n92
sustento financeiro, no divórcio, n100
Criminosos. Vide Punições
Cristal, K128, n15, n149
Cristalinas, águas, K50
Cristianismo, 11-12, n160, n180
Cristo (Jesus), 11, n89, n171
título “Espírito de Deus”, K80, n113, n160
Cumprimento. Vide também Religiões (que não a Fé Bahá´í)
das promessas, K156


Dano. Vide também Bahá´í, Fé, oposição à; Bahá´u´lláh, sofrimento
ao corpo (prejudicar), K155
causado pelos malévolos, K123
provocado pelo ópio, n170
Davi (Rei), n114
Débitos (Dívidas), K28, P9, P69, P80, n47. Vide também Herança
Decisão, tomada de, P99, n52. Vide também Consulta
Decoro. Vide também Conduta
em relação à música, K51
em relação a uma donzela (ou criada), K63, P30, n90
em todas as condições, K145
limites do, não transpor, K123
no vestir, K159, n175
Defesa, legítima, K159, n173
Degradação (cf. Humilhação, Rebaixamento), K138
Delito(s), K73
Depreciação de propriedades, P96
Descendentes, P6, n38. Vide também Herança
de Bahá´u´lláh, n66. Vide também Bahá´u´lláh, parentes de
de Maomé, n85
Descrença (Desacreditar), K141. Vide também Reconhecimento; Rejeição
Descrente. Vide Não-Bahá´í(s)
Descuido. Vide Negligência (Desleixo, Descuramento, Descuido)
Descuramento. Vide Negligência (Desleixo, Descuramento, Descuido)
Desejos
corruptos, K2
da carne (carnais), K58, n25
egoístas, K29, K165, n25
ermo dos, K107
impuros, K29
perversos, K39
terrenos, K86
Desenvolvimento sócio-econômico, K160, n53
Desgosto. Vide Tristeza
Desleixo. Vide Negligência (Desleixo, Descuramento, Descuido)
Desordem, não disseminar, K165
Despesas
da mulher durante um ano, cobertas pelo marido, K69
do funeral e do sepultamento, K28, P69, n47
do matrimônio, P47
e pagamento do Huqúq, n125
Desprendimento, K54, K84, K129, K178, n149
Destruição de livros, K77, n109
Deus
adoração de. Vide Adoração
afastamento de, K134
amor a, como motivo da obediência às leis, K4, 134
atos (sinais) de, K11, n18
atributos. Vide Nomes e atributos de Deus e/ou Bahá´u´lláh
Bahá´u´lláh identifica-Se com, K39, K86, K88, K132, K134, K143, K163, K168,
n160
bênção(s) de. Vide também Deus, dádiva(s) de; favor(es) de; generosidade de;
graça(s) de; misericórdia de
evidenciada pelos preceitos relativos à herança, K29
intercessão de Bahá´u´lláh pelas, K129
manifestar as, no primeiro dia do mês da Bahá, K111
ponderar sobre as, K33
Causa de. Vide Bahá´í, Fé
compensa injustiça sofrida, n86
confiança em, K33, K153, K160
Convênio de. Vide Convênio
dádiva(s) de. Vide também Deus, bênção(s) de; favor(es) de; generosidade de;
graça(s) de; misericórdia de;
considerar as, K59
evidenciada pelos preceitos relativos à herança, P100
isenções do Jejum como, K10
não se privar das múltiplas, K179
desígnio de, K125
a maior parte dos homens está muito afastada do, 5
unir os corações dos homens, K57
Dia de, K80, K88, K138
Direito de. Vide Huqúqu´lláh
Domínio de, K11, K126, K129, K172, n18
Ele age como Lhe apraz, K131
Ele não será questionado por Seus atos, K161-162, 134
Ele ordena tudo o que deseja, K131
Ele realiza tudo o que deseja, K47
Essência de, n160
letra “Há” como símbolo da, n28
favor(es) de. Vide também Deus, bênção(s) de; dádiva(s) de; generosidade de;
graça(s) de; misericórdia de
advertência de Deus como, K169
anulação da lei de ofertar presentes inestimáveis como, K114
concedido a quem Ele queira, K129
concedido aos homens, recordar do, K112
desejo de facilitar a vida dos homens é, K106
estar seguro dos, K93
exortação ao arrependimento de Mírzá Yahyá como, K185
generoso, K4
não se privar do, K179
perdão de Deus como, K184
preceitos em substituição à Oração Obrigatória como, K14
proibição da prática relativa a três divórcios como, K68
recordar do, K112
Revelação de Bahá´u´lláh como inestimável, K158
sinal do, K55
visita dAquele que Deus tornará manifesto como, K135
Fé Divina, imutável, 1, K182
generosidade de. Vide também Deus, bênção(s) de; dádiva(s) de; favor(es) de;
graça(s) de; misericórdia de
abolição do conceito de impureza como, K75
céu da, K97
chuvas da, K55
permissão de casar com um descrente como, P84
suplicar pela, para que Aquele que Deus tornará manifesto visite, K135
graça(s) de. Vide também Deus, bênção(s) de; dádiva(s) de; favor(es) de;
generosidade de; misericórdia de
ajude o impostor a retratar-se, K37
anulação da impureza do sêmen como, K74
anulação de restrições do passado demonstram a, K159
exortação de Bahá´u´lláh a Karím, sinal da, K170
isenções do Jejum como, K16
permissão de casar com um descrente como, P84
preceitos em substituição à Oração Obrigatória como, K14
quem Lhe segue as exortações receberá uma, K97
gratidão a. Vide Deus, render graças a
justiça de, K170
lei de. Vide Kitáb-i-Aqdas; Lei(s) de Bahá´u´lláh
louvor a, K40, K50, K172
durante os Ayyám-i-Há, K16
nas Casas de Adoração, K31, K115, n53
manifesta-Se, n23, n160. Vide também Manifestações (Manifestantes) de Deus
misericórdia de. Vide também Deus, bênção(s) de; dádiva(s) de; favor(es) de;
generosidade de; misericórdia de
abarca toda a criação, K37
considerar a, K59
Deus ordenar o que beneficia o homem é sinal da, K59
dispensa de peregrinação às mulheres como, K32
exortação a Mírzá Yahyá para que recorde a, K184
oceano da, K129
privado da, quem interpreta mal os versículos, K37
proibição da escravatura como sinal da, K72
sobrepujou o universo, 5
Nome(s) de, uso do(s), K18, K60, n33, n83
Nomes e atributos. Vide Nomes e atributos de Deus e/ou Bahá´u´lláh
meses do ano nomeados com os, n147
o homem pode manifestar os, n23
padrões estabelecidos por, K17
perdão de, K49, P11, n37, n58. Vide também Perdão; Pecado
a Aquele que afirmar ser portador de uma Revelação antes de mil anos, caso
se arrependa, K37
Mírzá Yahyá, caso se volte a Deus, K184
propósito de. Vide Deus, desígnio de
proximidade de,
através de
jejum, n25
música, K51
orações obrigatórias, n3
recitação dos versículos sagrados, K149
trabalho, n56
não através do ascetismo, K36
reconhecimento da Palavra e dos mandamentos de, K3-4, K7
Reino de, K46, K53, 78, K79, K80, K84, K85, K171, K172, 177
render graças a, K33, K111
Revelação de. Vide Revelação de Bahá´u´lláh
sinais de. Vide Deus, atos (sinais) de
temor a. Vide Temor a
terrível ao punir, K37
unicidade de, 1, P106
Vontade de, K47, K81, K97, K13, K157
mencionada nos versículos do matrimônio, P3
Deveres. Vide Bahá´ís, deveres
Dia(s). Vide Calendário Bahá´í; Festa de Dezenove Dias
de Deus, K80, K88, K138
Intercalares (Ayyám-i-Há), 12, K16, 122, n29, n147. Vide também Calendário
Bahá´í
posição no calendário, K16, n25, n27
Sagrados, 12, 128
Aniversários Natalícios Sagrados (Gêmeos), K110, P2, n138
Casa Universal de Justiça decidirá se devem ser comemorados com
base no ano solar ou lunar, n138
durante o jejum, P36, n138
Nascimento de Bahá´u´lláh, P2
Nascimento do Báb, P2
Ascensão de Bahá´u´lláh, n139
Declaração do Báb, K110, n138
durante o Jejum, P36
Dia do Convênio, n139
Festivais Supremos, dois, K110, n138
Martírio do Báb, n139
Naw-Rúz (Ano Novo), K16, K11, 122, n139
Dia de Deus, n26
horário do, P35, n26, n147
imediatamente após o Jejum, K16, 122, n25, n26
Passamento de ´Abdu´l-Bahá, n139
Ridván, Festival de (Declaração de Bahá´u´lláh), K110, P1, n107, n138
primeiro, nono e décimo-segundo dias, P1
Rei dos Festivais, K112, n140, n138
Difamação, n37. Vide também Calúnia
Dinheiro. Vide Caridade; Dote; Fundos Bahá´ís; Huqúqu´lláh; Herança; Investimentos
financeiros; Riqueza; Zakát
Direito
de Deus. Vide Huqúqu´lláh; vide também Herança; Propriedade perdida
de primogenitura, K25, n44
Discordância. Vide também Antagonismo; Divergência; Aversão
na consulta, P99
Discórdia, K64, 73, 132
Discriminação, 13
Discussão. Vide Agressão; Conflito; Contenda; Disputa
Dispensação Bahá´í, 1, 6, 11, 12, K142, K148, P8, P42, n19, n44, n126, n129, n160, n172
duração da, 1, 11, 12, K37, 128, n62
Dispensações religiosas do passado. Vide também Báb, o; Islã; Tradições
anulação das leis por Bahá´u´lláh, 3, 6
lei da primogenitura, n44
livros sagrados das, 6, 11-12, K17, K19, K149, K163, n129, n155
práticas concernentes a
abluções, n16
beija-mão, n57
caça, n83
casamento e divórcio, P31, P43, n89-90, n93, n101
destruição de livros, n109
impureza ritual, n12, n20, n103, n106
monasticismo e ascetismo, n61
música, n79
oração, n6-7, n15, n135
congregacional, n19
isenção concedida às mulheres durante as regas, n20
proibição de fazer perguntas Àquele que Deus tornará manifesto, K126,
n146
restrições às viagens, K131, n153
vestimenta, K159, n174-175
unidade essencial das, n160
Dispensas (Isenções). Vide Jejum; Huqúqu´lláh; Orações Obrigatórias; Peregrinação
não entendidas como proibições, n20, n55
Disputa, 13, K77, n110. Vide também Oposição a Deus
Dissensão, 5, K183
Divergência, K35. Vide também Antagonismo; Discordância; Aversão
entre cônjuges por motivo de mudança de país, P19
entre os versículos revelados. Vide Disparidade
na consulta. Vide Discordância
solução através da consulta do Texto Sagrado, K53
Dívidas. Vide Débitos
Divórcio. Vide também Matrimônio
ano de paciência, K69, P4, P12, n100
e a renovação do afeto, K68, P11, P19, P38, P40
registro oficial do, P98
sustento da esposa e filhos, K70, n100
testemunhas para o, P73, P98, n100
censurado, 13, K70, P98, n100
infidelidade, K70
novo casamento, K68, n101-102
reaver o dote, P12, P47
separação, K68, K70, P19, P98
devido à ausência do cônjuge, K67, P4, n96-99
Dízimo. Vide Zakát
Doença (Enfermidade)
consulta a um médico, K113, 133
isenções durante
jejum, K10, K16, P93, 122, n14, n31
Oração Obrigatória, K10, P93, n14
Donzela (Criada), K63, P30, 129, n90
Dotações, K42, n66-67
Dote, K66, 123-124
determinação do valor, P26, P87-88, n94-95
nota promissória, P39, n93
reaver o, P12, P47
redefinido, n93
Doutos
da religião, religiosos. Vide Clero
entre o povo de Bahá, K173, 135, n183
funções, n183
Drogas que causam dependência, K155, n170. Vide também Ópio
Dúvidas, K134, K163, K164

Eclesiásticos. Vide Clero
Eclipses. Vide Eventos naturais assustadores
Educação. Vide também Conhecimento
áreas de estudo
artes e ciências, K77, 132
línguas, 133
da humanidade através da Revelação Divina, K45, P106
das crianças, 13, K48, K150, 129, P105, n40
meninas têm primazia, n76
e o Mashriqu´l-Adhkár, n53
Efígies (Imagens), k31
Eleição Bahá´í, 3, n49, n80, n183. Vide também Casa(s) de Justiça
Elementos, transmutação de, n194
Elocução (de Deus), K102, K108, K173, P68, n165. Vide também Verbo; Palavra de Deus
Empregada. Vide Donzela (criada); Mulheres
Empregado doméstico, K63, P30, 129, n90
Encontros Bahá´ís. Vide Reuniões (Encontros) Bahá´ís
Enfermidade. Vide Doença
Ensino da Causa, 131, n183
aprendizado de línguas para, K118, 133
às crianças, K150, 132. Vide também Crianças
exortação para auxiliar os instrutores, K117, 131
exortações dirigidas. Vide também Serviço
a todos, 13, K38, K53
aos “doutos”, K173
aos líderes religiosos, K169
aos reis, K84
instrutores
posição, K117
que se afastam das Escrituras, K117, 131
poder da língua (palavra), K73, K160
promessa de ajuda divina, K38, K53, K74
Entendimento (Compreensão). Vide também Visão
da(s) Lei(s) de Deus, 2
dos indivíduos e a interpretação, K167, n130, n180
e a consulta, n52
e reconhecimento, 14, K140, P106. Vide também Reconhecimento
Enterro. Vide Sepultamento
Entorpecentes (Substâncias Inebriantes, Tóxicos, Álcool), 13, K119, 130, n2, n144, n170
Epístola(s). Vide Bahá´u´lláh, Escrituras de
Eqüidade, 13, K4, K187. Vide também Justeza; Imparcialidade
Equinócio, n147
Vernal (de Primavera), n26
Erudição (Saber), 134, 135. Vide também Conhecimento
Escola
da Unicidade Transcendente, K175
de Deus, K176-177, n185
dos significados íntimos e da elucidação, K175
Escola Shaykhí. Vide Shaykhí, Escola
Escravidão, proibição da, 12, K72, 129
Escrever, ensinar a, K48, n76. Vide também Testamento
Escrita comum, 13, K189, 134, n193, n194
Escritos. Vide também Escrituras
de Shaykh Muhammad-Hasan, n178
de Shoghi Effendi. Vide Shoghi Effendi, Escritos
Escrituras. Vide Religiões (que não a Fé Bahá´í);
Bahá´ís. Vide ´Abdu´l-Bahá, Escrituras; Báb, o, Escrituras; Bahá´u´lláh, Escrituras;
Bayán; Interpretação do Texto Sagrado; Kitáb-
i-Aqdas; Recitação das Escrituras e Versículos
sagrados; Shoghi Effendi, Escritos de.
de ´Abdu´l-Bahá. Vide ´Abdu´l-Bahá, Escrituras
de Bahá´u´lláh. Vide Bahá´u´lláh, Escrituras; Kitáb-i-Aqdas
do Báb. Vide Báb, o, Escrituras; Bayán
Islâmicas, n113. Vide também Islã; Alcorão
Esmola, K147. Vide Mendicância
Espírito
de Deus, título de Jesus Cristo, K80, n113
Santo, K37, K81, K100, n63, n127
Espólio. Vide Herança
Esponsais, P43, 123. Vide também Matrimônio
Esposa. Vide Divórcio; Dote; Herança; Matrimônio
Esposo. Vide Divórcio; Dote; Herança; Matrimônio; Novo matrimônio
Estado, assuntos de, 73. Vide também Casa(s) de Justiça
Estudo
de artes e ciências, K77, 132, n110
de línguas, K118, 133. Vide também Língua(s)
do Kitáb-i-Aqdas, v-vi, 6
dos ensinamentos, K149, K182. Vide também Interpretação do Texto Sagrado
Subh-i-Azal. Vide Yahyá, Mírzá
Estupro, n36
Eternidade, K182
Evangelhos, 11. Vide também Bíblia; Testamento, Antigo
Eventos naturais assustadores, K11, n18
Exílio, punição por roubo, K45, n70
Exortações, 3, 13-14, 117, 128-133
Esotérico, conhecimento, n60

Face. Vide Abluções; Qiblih
Fala, K160. Vide também Língua(s); Recitação de Escrituras e Versículos Sagrados; (de
Deus) vide Elocução; Verbo
ajudar a Deus através da, K73
maneira de empregar a, n168
Faltas, confissão de, n58
Família, n76, n91, n133. Vide também Matrimônio
alicerce da sociedade, n134
Fanatismo, 13, K17, K35, K37, K178, 132
Fantasias, vãs, K17, K35, K37, K137, K165, K178, 131
Fé Bahá´í. Vide Bahá´í, Fé
Ferir alguém, K56, n81
Festa(s). Vide Dias Sagrados
de Dezenove Dias, 12, K57, P48, n82
Festivais bahá´ís, K110, K112, P1-2, 128, n138, n140. Vide também Dias Sagrados
Festival Supremo. Vide Dias Sagrados; Ridván
Fidedignidade, 13, K120, P106, 132, n46
Fidedigno(s)
do Misericordioso, 11, K30, n51. Vide também Casa(s) de Justiça
na lei de herança (fiduciário), K27, n46
Fidelidade (Lealdade), 13, K7, K97, K120, K149, 132
Filantropia, n125. Vide também Huqúqu´lláh; Mashriqu´l-Adhkár; Zakát
Filha(s)
educação, K48, n76. Vide também Crianças, educação das
herança, K23, P37, P54, n38, n44-45. Vide também Herança
Filho mais velho. Vide Primogênito
Filosofia divina, n194
Firmeza, K134, K164, K173, K183. Vide também Obediência
Fofoca. Vide Maledicência
Fogo. Vide Incêndio premeditado
Força, uso da, n170, n173
Fornicação, n36, n89. Vide também Adultério
Francisco José, Imperador da Áustria, 13, K85, 134, n116
Fumo, n32
Funções. Vide Casa(s) de Justiça, poderes e funções; Doutos entre o povo de Bahá
Fundadores da Fé. Vide Báb, o; Bahá´u´lláh
Fundo Bahá´í, n125, n161, n169. Vide também Casa(s) de Justiça
Funeral. Vide Sepultamento
Furacão. Vide Eventos naturais assustadores
Furto. Vide Roubo
Futilidade (Vaidade, Orgulho, Soberba), K36, K41
vãs imaginações (fantasias, devaneios, conjeturas), K17, K41, K132, K165, 78, 131

Gandum-Pák-Kun (Peneirador de Trigo), K166, 135, n179
Ganhar a vida (ganhar o sustento, ter uma fonte de renda), K147, n56, n162. Vide também
Trabalho
Genuflexões, n4
Governante(s), K88, K89, K91. Vide também Casa(s) de Justiça; Reis; Realeza e doutos,
n183
Governos. Vide também Parlamentos
obediência aos, 13, K95, 133
Grande Inversão. Vide Inversão, Grande
Gravidez, K16, 122, n31
Guardiania, 3, n181. Vide também Aghsán; Interpretação do Texto Sagrado; Shoghi Effendi
Antecipação da instituição no Kitáb-i-Aqdas, 12, K42, 117, 119, n66, n125
Guardião da Fé Bahá´í. Vide Shoghi Effendi
Guerra, n173
Franco-Prussiana, n117, n121
santa, n173-174
Guia
divina, 2-3, K143, n130
na consulta, P99, n52
Guilherme I, Rei da Prússia, 13, K86, 133, n117-118

Habilidades (Destrezas), n162. Vide também Profissão, obrigação de ocupar-se com;
Habitante da cidade. Vide Cidade
Hadíth, n23, n33, n72, n129. Vide também Tradição
Haxixe, n170
Herança, 3, 12, K20, P5, 126-128, n38. Vide também Báb, o, leis do
ausência de herdeiros
filhos
do sexo feminino, K26, P41, P72, n42, n45
do sexo masculino, P37, P54, n42
outras categorias, K22-24
professores, P28, P33
curadores, nomeação de para herdeiros na menoridade, K27, n46
destinação da herança para a Casa de Justiça, K24, P100, n42
porção da descendência masculina, P41, P72, n44
porção da descendência, K21, P7
porções dos demais herdeiros, K22-23, P28, n38, n43
destinação de quotas e bens, K20, P5, n38
irmãos, K20, P5, P6, n38, n39
meio-irmãos, P6, P53, n39
filhos, K20, K22, K29, P5, P28, P33, n38, n41
do sexo feminino, P37, P41, P54, P72, n44-45
do sexo masculino, K25, n44
menores, K27, n46
cônjuge, K20, P5, P55, n38
irmãs, K20, P5, n38
meio-irmãs, P6, P53, n39
mãe, K20, P5, n38
netos, K26, n45
pai, K20, P5, n38
primos, K23, n38
professores, K20, P5, n38, n40
não-bahá´ís, não herdam, P33
sobrinhos e sobrinhas, K23, n38
tios e tias, K23, n38
dívidas, pagamento de, K28, P9, P69, P80, n47
falta de testamento, lei de herança aplica-se apenas no caso de, n38, n136
funeral e despesas de sepultamento, K28, P9, n47
Huqúqu´lláh, pagamento do, K28, P9, P69, P80, n47
jóias, P37, P78, n44
parentes não-bahá´ís e falta de testamento, P34, n38
residência principal, K25, P34, n44
roupas, distribuição de, K25, n44
usadas, de mulher falecida, P37, P78, n44
testamento, P69, n38. Vide também Testamento
Herdeiros. Vide Herança
Heroína, n170. Vide também Ópio
Heróis, K94
Higiene. Vide Asseio (Limpeza)
Hindus, n160
Hipocrisia, K36, 132
Homens. Vide também Divórcio; Herança; Matrimônio; Mutatis mutandis, anel de
sepultamento, inscrição, K129
cabelo, comprimento do, K44, n69
composição da Casa Universal de Justiça restrita aos, n80
peregrinação é ordenada, P29
servas. Vide Donzelas
trabalho, imposição do, n56
uso de seda, K159, n174
versículo de matrimônio, P3
Homicídio involuntário, K188, 129, n35
Homossexuais, relações, K107, 130, n134
Hospitalidade, 13, K16, K57, n29, n82
Humanidade. Vide Raça Humana
Humildade, n3, n135, n168
Humilhação (cf. Degradação, Rebaixamento), K158, n58, n171
Huqúqu´lláh (Direito de Deus), 12, K97, 128, n125
bens imóveis não rentáveis, P102
condições para pagamento, P8, P44-45, P89-90, n125
espólio e, K28, P9, P69, P80, n47
isenções, P8, P42, P95
Husayn, Imame, n160

Idade
avançada. Vide Idosos
da aposentadoria, n56
da maturidade. Vide Maturidade, idade da
maioridade. Vide Raça humana; Maturidade
Idosos, K10, P74, 120, n14, n25, n31
Ignorância, K62, K122-123, K144, K159
Igrejas, P94
igual aplicação das leis aos dois sexos
Igualdade dos sexos, 6. Vide também Mutatis mutandis, igual aplicação das leis aos dois
sexos
Imoralidade, n134. Vide também Adultério; Castidade; Homossexuais, relações; Atos
sexuais
Imóveis. Vide Propriedade(s) (Bens)
Imparcialidade, 132. Vide também Eqüidade; Justeza
Império Otomano. Vide Otomano, Império
Implementação de leis. Vide Lei(s) de Bahá´u´lláh, aplicação
Imposto, n85. Vide também Zakát
Imposto-donativo. Vide Zakát
Impostor, K37, K117, K184, n190
Impureza ritual, abolido o conceito de, K75, 131, n20, n103, n106
Incêndio premeditado (criminoso), 13, K62, 130, n86, n87
Indenização. Vide também Multas
por agredir ou ferir uma pessoa, K56, n81
por homicídio involuntário, K188, n35
Índia, K36, n61
Indolência, proibida, 13, K33, 130, n56. Vide também Trabalho
Indulgência.
como negligência, Vide também Negligência (Desleixo, Descuramento, Descuido)
com as paixões, K2, K64, 132
no cumprimento das leis, K45, 132
como tolerância, Vide Tolerância (Indulgência, Mansidão)
Infalibilidade, 12. Vide também Interpretação do Texto Sagrado
da Palavra de Deus, K148, K183
do Manifestante de Deus (Infalibilidade Suprema), K47, n75
Infidelidade. Vide Traição
Insinceridade (Falsidade), K165
Instabilidade dos assuntos humanos, 13, K40, 134
Instituições. Vide Huqúqu´lláh; Matrimônio; Mashriqu´l-Adhkár
administrativas, 2-3, 11-12. Vide também Guardiania; Mãos da Causa; Casa(s) de
Justiça
eleições para. Vide Eleições bahá´ís
Instrução. Vide Educação
Instrutor da Fé Bahá´í. Vide Ensino da Causa
Intendentes-Chefes, n183. Vide também Mãos da Causa
Interpretação do Texto Sagrado, K105, K167-168, n180. Vide também ´Abdu´l-Bahá;
Shoghi Effendi; Guardiania
autoritativa, 3, 8-9, 12, 119, n130, n184
individual, 4, K37, K105, 129, n130
Inversão, Grande, K157, n171, n172
Investimentos financeiros, K27
Ira (Cólera, Raiva), K153, 133
Irã (Pérsia), n44, n122, n124, n126, n131-132, n176
Iraque, K37, n63
Irmãos, como herdeiros, K20, P53, n38-39. Vide também Herança
Irmãs. Vide Herança
Isenções. Vide Dispensas
Isfahan, n179
´Ishqábád (Aschabad), n124
Islã, 4, n113, n120, n128, n129, n138, n160, n180
leis, n6, n15, n18, n89, n101, n161
práticas e tradições, n19, n23, n33, n65, n72, n79, n85, n90, n103, n111, n174, n175
xiita, n109, n160, n178. Vide também Islã
práticas, n85, n90, n103, n175
Istambul (Constantinopla), 13, K89, 135, n107, n119-120, n178

Ja´far, Mullá, n177
Jacó, n1
Jardim de Najíbíyyih. Vide Najíbíyyih, Jardim de
Jardim de Ridván, n107, n138
Jardim de Ridván. Vide Najíbíyyih, Jardim de; Ridván
Jejum, 3, 12, K10, K16, 122-123
condições, 122-123
abstenção
de comida e de bebida, K17, n25, n32
inclui o fumo, n32
horários, K17, n17, n25
dispensa do, devido a
Dias Sagrados Bahá´ís, P36, n138
enfermidade, K10, K16, P93, 122, n14, n31
gestação e amamentação, K16, 122, n31
idade, K10, 122, n14, n25, n31
menstruação, K13, 122, n20, n31, n34
trabalho pesado, P76, 122, n31
viagem, K16, P22, P75, 122, n30-31
duração, K16-17, 122, n26-27
durante outros dias que não os prescritos, P71, 123
idade da maturidade para o, K10, 122, n13, n25
significação, K17, P76, P93, 122, n25
Jerusalém, 11, n7, n114, n116
Jesus. Vide Cristo
Jogatina. Vide Jogo (Jogos de Azar)
Jogo (Jogos de Azar), 13, K155, 130, n169
Jóias, P37, P78, n44, n166. Vide também Herança
Jornada. Vide Viagem
das almas em direção a Deus, n92, n128, n149
José, n1
Judaísmo, n1, n65, n111, n180
Juízo dos homens, K122
Justeza, K40. Vide também Eqüidade; Imparcialidade
Justiça. Vide também Casa(s) de Justiça
aparecimento na terra, K158
de Deus, K97, K157, K170
exortações à observância, K26, K52, K60, K88, K134, K167, K187
nas leis bahá´ís, K56, K63, K70, K72, n86, n89

Káf (letra), n188. Vide também Terra do Káf e do Rá
Kázim, Siyyid, n182
Khorásán, 13, K94, 135, n124
Kirmán, 14, K164, 135, n176, n177
Kirmání, Mírzá Áqá Khán, n177
Kitáb-i-Aqdas
advertências. Vide Advertências de Bahá´u´lláh
aponta o sucessor de Bahá´u´lláh. Vide ´Abdu´l-Bahá
Casa de Justiça, ordenada, 3-4, 12, K30, K42, 119, n49, n66-67. Vide também
Casa(s) de Justiça
chamamento a indivíduos e povos específicos, 13-14, 133-134
Dispensações do passado, relação com,
antevisto pelo Profeta Isaías, 11
antevisto pelo redator do Apocalipse, 11
leis do, 2, 3
Livros Sagrados de, 2, 11-12
Bayán, 6-7, K142, n108, n109
preceitos repousam sobre os alicerces deixados por elas, 1-2
tudo abarca, 14
divulgação gradual, 7, n126
exortações no. Vide Exortações
Guardiania, prevista, 3, 12. Vide também, Guardiania; Shoghi Effendi
leis e mandamentos. Vide Leis de Bahá´u´lláh
natureza (caráter) do, vi, 11-14
obediência ao, imposta a todos, P10. Vide também Lei(s) de Bahá´u´lláh
obras de Bahá´u´lláh suplementares ao, 73-102
Epístolas de Bahá´u´lláh reveladas após o Kitáb-i-Aqdas, 7, 71
Perguntas e Respostas, v, 7, 83-114
princípios. Vide Bahá´í, Fé, princípios da
proibições. Vide Proibições
publicação do texto original árabe, 7
revelação, 14. Vide também Revelação de Bahá´u´lláh
ato mais extraordinário do ministério de Bahá´u´lláh, 11
data, 7, 11, K98, n126
significação, viii, 1, 11-14, K186
“Balança Infalível” estabelecida entre os homens, 12, 14. Vide também
Balança, Livro de Deus como
Carta Magna da futura civilização mundial, 1, 11-12, n189. Vide também
Ordem Mundial
Livro Sacratíssimo, 1, 134
Livro-Mater da Dispensação Bahá´í, 1, 9, 11, n129
mais brilhante emanação da mente de Bahá´u´lláh, 11
Sinopse e Codificação do. Vide Sinopse e Codificação
tradução para o inglês, v-vi, 7-9
Krishna, n160

Lamentos, K43, 132
de Berlim. Vide Berlim
Lar. Vide Casa(s)
administração do. Vide Afazeres domésticos
Lascívia, K64
Lavagem, K74, K76, 133, n34. Vide também Asseio; Água
das coisas sujas, K74, K76, n105
das mãos. Vide Abluções
do corpo, K106, n131-132
do rosto. Vide Abluções
dos pés, K152, P97, n167
Lealdade, 13, K120. Vide também Fidelidade
lealdades menores, 9
Legislação. Vide Casa(s) de Justiça
Lei civil, 5
Leis de Bahá´u´lláh, 2-7, 11-14, 119-133. Vide também Kitáb-i-Aqdas
antecedentes, n16, n20, n93, n168
aplicação
em relação à lei civil, 5
igualdade para homens e mulheres, mutatis mutandis, 6, n38, n133
progressiva, 4-5, n89, n126
caracterizadas por Bahá´u´lláh, 14
Água da Vida, K29
alento de vida, 14, K2
chaves da clemência, K3
corações se alegrarão com, K96
lâmpadas da amorosa providência, K3, K29
Lei Suprema, K81
mais momentoso testemunho a todos os povos, 2
não um mero código de leis, 2, K5
concisão, 3-6
destinada a um estágio futuro da sociedade, 5, n78, n86
detalhamento e suplementação
pela Casa Universal de Justiça. Vide Casa Universal de Justiça
(Internacional),
poderes e funções
por Bahá´u´lláh, 7, 73-92. Vide também Perguntas e Respostas
específicas para homens. Vide Homens
específicas para mulheres. Vide Mulheres
impõe-se a todo indivíduo e instituição bahá´í, 5-6
instituições ordenadas, 2-5, 12
Casa(s) de Justiça, 3-5, 12. Vide também Casa(s) de Justiça
Guardiania, 3, 5-6, 12. Vide também Guardiania
isenções das. Vide Jejum; Huqúqu´lláh; Orações Obrigatórias; Peregrinação
no bojo de um tratado espiritual, 2
obediência das
advertência contra a negligência, K17, K30, K45, K106, K134, K138, K171,
P105, 132
amor a Deus como motivo para, K4, 134
benefícios, K7, K67, K97, K148
é ordenada, K17, K29, K67, K71, K147, K148, P10
sabedoria imposta, 5
traz verdadeira liberdade, 13, K125
vinculada ao reconhecimento do Manifestante de Deus, K1
objetivo(s), propósito(s)
estabelecer amor, harmonia, unidade, K65, K70
manter a ordem e a segurança, K2
proteger e elevar a condição humana, K45, K97, K123-125, K155, P105
revelação, 7, 11-12, K98, n126
significado, 14
substitui leis e costumes anteriores, 1, K138, n93
relação com as Leis do Báb, 6, K65, K129, K139-142, K179, n108-109,
n163, n168. Vide também Bayán
temas centrais, 3, 12-14
transgressão é proibida, K2, K29, K30, K107
Lembrança de Deus, K40, K43
Ler
ensinar as crianças a, K48, n76
os versículos sagrados, K36, K138
forma de fazê-lo, K149, P68, n165, n168
Liberdade, 13, K122-125, 134
Líder da Fé, n66, n125. Vide também ´Abdu´l-Bahá; Casa Universal de Justiça
(Internacional); Shoghi Effendi
Língua(s). Vide também Árabe, língua
aprendidas para ensino da Causa, K118, 133
universal, 13, K189, 134, n193-194
Livro(s), K186, n184. Vide também Bayán; Bíblia; Alcorão
da criação, n23
da Vida, K138
de Deus, 12, K6, K47, K99, K127, K148, K165, K168, n155
destruição de, K77, 130, n109
do Convênio, n37, n66, n145, n183
-Mater, 1, 11, K103, n129
Sacratíssimo. Vide Kitáb-i-Aqdas
Sagrados, K149, K168, P106, n155. Vide também Dispensações religiosas do
passado
Supremo. Vide Kitáb-i-Aqdas
Vivente, K134, K168, n155
Locais de comércio, K108, n135. Vide também Lugares públicos
Loterias, n169. Vide também Jogo (Jogos de Azar)
Louvor a Deus. Vide Deus
LSD, n170
Lugar carmesim. Vide Carmesim, Lugar
Lugar, em referência a
´Akká, K37, K81, K100, n63, n127
Bagdá, K133, P32, n154
Constantinopla, K89, n120
Jardim de Ridván, n107
Qiblih, K6, n7, n8
Shíráz, K133, P32, n154
Lugares públicos
banhos persas, K106, n131
confissão de pecados em, n58
murmurar versículos em, K108, n135
Lugares Sagrados e Históricos
Casa de Bahá´u´lláh em Bagdá. Vide abaixo Casas Gêmeas
Casa do Báb em Shíráz. Vide abaixo Casas Gêmeas
Casas Gêmeas
e outros lugares, restauração e preservação, K133, P32, n154
peregrinação às, K32, P25, P29, n54, n68. Vide também peregrinação
Santuário de Bahá´u´lláh, n8. Vide também Qiblih
Luxúria. Vide Lascívia

Maconha (Cânhamo), n170
Madeira para os ataúdes, K128, n149. Vide também Sepultamento
Madrasta/Padrasto, proibido o matrimônio com, 6, K107, 123, n133
Mãe. Vide também Herança
primeira educadora, n76
Maior Beleza. Vide Bahá´u´lláh, Nomes e Títulos, Beleza Suprema
Maior Nome. Vide Nome Supremo
Maior Prisão. Vide ´Akká
Maioria, voto da. Vide Voto da maioria na tomada de decisão
Maioridade. Vide Raça humana, maioridade da; Maturidade, idade da
Mais Poderoso Ramo, o. Vide ´Abdu´l-Bahá
Mal
censuras malévolas, K164
desejos perversos, K39
malévolos (indivíduos), K37
más ações, K59
más paixões, K2, K41
não recai sobre o construtor, P94
Maledicência, 13, K19, 130, n37
Malévolos, K123
Malícia, K123. Vide também Perversidade
Mandamentos de Deus, n188. Vide também Lei(s) de Bahá´u´lláh
Mandatários. Vide Casa(s) de Justiça
Manhã. Vide também Nascer do sol
definição (visando as Orações Obrigatórias), K6, P83, 120, 121, n5, n6. Vide
também Orações Obrigatórias
determinação do horário, P64
período da, durante o Jejum, K17, n25, n32. Vide também Jejum
recitação de versículos, K149, P68, n165. Vide também Recitação das Escrituras e
dos Versículos sagrados
Manifestações (Manifestantes) de Deus, n23, n60, n141, n154, n155, n160, n172, n180,
n181, n188. Vide também Bahá´u´lláh; Báb, o; Buda; Cristo (Jesus); Krishna; Moisés; Maomé (Apóstolo de Deus)
do passado, K138, n126
infalibilidade. Vide Infalibilidade
próxima, 12, K37, n62
Mansidão. Vide Tolerância (Indulgência, Mansidão)
Maomé (Apóstolo de Deus), 12, n7, n85, n89, n128, n158
Mãos da Causa, n67, n183. Vide também Doutos, entre o povo de Bahá
Mão(s)
comer com. Vide Comer com as mãos
beijo de, K34, n57
imergir na comida, K46, 130, n73
lavar as. Vide Abluções
Mar da purificação, K75, n106
Maremotos. Vide Eventos naturais assustadores
Marido. Vide Divórcio; Dote; Herança; Matrimônio; Novo matrimônio
Marta-zibelina. Vide Zibelina
Mashriqu´l-Adhkár (Casa de Adoração), 12, K31, K115, 128, n53, 211
anexos, n53
crianças recitarem versículos no, K150, 132
orações matinais, K115, P15, n142
proibição de púlpitos e sermões, n168
Matrimônio, 3, 12, 123-125. Vide também Esponsais; Divórcio; Dote; Família; Viagem;
Virgindade
ausência do cônjuge, K67, P4, n96-99
morte durante a, K67, P27
com descrentes, K139, P84
com parentes, limites, 6, K107, P50, n133
consentimento dos pais e mães, K65, P13, n92
escolha do cônjuge, K65, K107, P30, P92
monogâmico, 12, K63, n89
não é obrigatório, P46, n91
novo matrimônio
com o ex-cônjuge, K68, P31, 125, 131, n101-102
devido à ausência prolongada do cônjuge, K67, P4, 124, n96, n97-98
devido à morte do cônjuge, K67, P27, 124, n97, n99
paciência e unidade entre os cônjuges é exortada, K67, K70, P4, n98
propósito, K63, n88, n133, n134
versículos, P3, P12
Maturidade, idade da. Vide também Raça humana, maioridade da
herdeiros na menoridade, K27, n46
Oração de Finados e anéis de sepultamento, P70, n10, n149
para esponsais e matrimônio, P43, P92, 123
para fins administrativos bahá´ís, n49
para os deveres religiosos, P20, P92, 120, n13, n25
Meca, n7
Medicina, n144, n170. Vide também Médicos
Médicos, K113, 133, n134
têm permissão de receitar álcool ou outras drogas, n144, n170
Meio-dia
definição (visando as Orações Obrigatórias), K6, P83, 120, 121, n5-6. Vide também
Orações Obrigatórias; Recitação das Escrituras e dos Versículos Sagrados
Meio-Termo, K43
Meios materiais, fazer uso de, K66, K113, 135
Mendicância, 12, K33, K147, n56, n162
Menina(s). Vide também Filha(s); Mulheres
educação, n76
esponsais, P43
Menoridade. Vide Maturidade, idade da
Mensageiros. Vide Manifestações (Manifestantes) de Deus
Menstruação
durante o Jejum, K13, 122, n20, n34
e a Oração Obrigatória, K13, 120, n20, n34
Mente, n144, n170. Vide também Raciocínio, poder do
Mesquita(s) P94, n19
de Aqsá, K85, n116
Metáfora. Vide Simbolismo
Mistério, Terra do, K37, P100, n63. Vide também Adrianópolis
Mithqál, definição, P23, n78, 211
Mobiliário. Vide Casa(s)
Moderação. Vide Meio-Termo; Decoro
Moisés, n111-112
Monasticismo, 12, K36, 129, n61
Monogamia, 12, K63, n89
Monte do Templo, Jerusalém, n116
Morador da cidade. Vide Cidade
Moral, implicações da violação das leis da, n77. Vide também Castidade; Imoralidade
Moralidade. Vide Moral
Mortalha (Sudário). Vide Sepultamento
Morte. Vide também Sepultamento; Herança; Oração de Finados
do cônjuge quando em viagem, K67, P27, n97
punição para homicídio ou incêndio criminoso, K62, n86-87
Mortos, translado do corpo dos, K130, P16, n149, n152. Vide também Sepultamento
Móveis. Vide Casa(s)
Muçulmanos. Vide Islã
Muhammad Karím Khán-i-Kirmání, Hájí Mírzá, K170, 135, n182
Muhammad-´Alí, Arqui-violador do Convênio de Bahá´u´lláh, n1, n9
Muhammad-Hasan, Shaykh, K166, 135, n178
Muhammad-I-Isfahání, Siyyid, K184, 135, n190, n192
Muharram, P2, n138
Mulheres. Vide também Esponsais; Divórcio; Educação; Herança; Donzela (criada);
Matrimônio; Mutatis mutandis, igual aplicação da lei aos dois sexos; Esposa
abolido o conceito de impureza durante as regras, n20
alteração na Oração de Finados, 82
elegíveis para as Assembléias Espirituais (Casas de Justiça), n80
empregadas. Vide Donzelas (criada)
emprego ou profissão, n56
inscrição nos anéis de sepultamento, K129
isenção da peregrinação, K32, n55
isenção das Orações Obrigatórias, K13, 120, n20, n34
isenções do Jejum, K13, 122, n20, n31
que amamentam, e o Jejum, K16, 122, n31
versículo do matrimônio, P3
Multas, K52, K148, n163. Vide também Indenização; Punições
por cometer adultério, K49, P23, n77-78
por ter relações sexuais durante o ano de paciência, P11
Mundial
civilização, 1, K181. Vide também Bahá´u´lláh, Ordem Mundial de; Comunidade
mundial de nações; Ordem, Mundial
língua. Vide Língua(s), universal
Mundo(s). Vide também Raça Humana; Sociedade
equilíbrio abalado, K181, n189
espirituais, K79, K166, K177
Maior e Menor, K55, n23
maturidade do, n194
unificação do, 1, 2
Murmurar os versículos sagrados em público, K108, 130, n135. Vide também Mutatis
mutandis, igual aplicação da lei aos dois sexos, 6, n38, n133
Música, K51, 131, n79

Nabíl-i-A´zam, n172, n178, n179
Najaf, n178
Najíbíyyih, Jardim de, n107. Vide também Ridván
Nakhud(s), P23, n78, 211
Não-bahá´ís
aceitos como testemunhas, P79, n99
e a lei de herança, P34, n38, n158
matrimônio com, permitido, K139
pais, consentimento para o matrimônio, n92
Napoleão III, 13, K86, 135, n118
Násiri´d-Dín Sháh, n177
Naw-Rúz. Vide também Calendário Bahá´í; Dias Sagrados
método de determinar o dia, P35, n26
Negligência (Desleixo, Descuramento, Descuido), K40, K45, K134, K171, 132
Negócios
investimento em, K27
local de, isento do Huqúq, P95
Néscios, K51, K89. Vide também Tolos
Ninrode, K41, n65
Noite. Vide também Anoitecer; Sol, pôr-do-
determinação do horário para oração e jejum, K10
horários do Jejum, K17, n25, n32. Vide também Jejum
recitação de Versículos, K149, P68, n165. Vide também Recitação de Escrituras e
de Versículos sagrados
Noiva. Vide também Matrimônio
e o dote, P39, n93. Vide também Dote
virgindade, P13, P47
Noivado. Vide Esponsais
Noivo, dote pago pelo. Vide Dote
Nome Supremo (o Maior Nome), K127, n33, n137, n148
equivalente numérico, K29, n48, n50
repetição 95 vezes ao dia, K18, P77, 129, n33-34
Significado, K29, K51, n33, n48
Nome(s)
como barreiras para o reconhecimento do Manifestante de Deus, K167, n180
de lugares indicados pela primeira letra, n122
dos meses. Vide Calendário Bahá´í
Nomes e atributos de Deus e/ou Bahá´u´lláh, K18, K60, K110, 76, n23, n147 (Aquele) que
ordena, 76. Vide também abaixo Comandante Supremo; Governante (onipotente, Supremo); Ordenador (Supremo)
Absoluto, K41, 80. Vide também abaixo Auto-Subsistente; O que (existe, subsiste)
por Si (próprio, só); Subsistente por Si próprio
Altíssimo, K2, K16, K22, K24, K30, K86, K136, K137, K142, K170, K175, P100,
n24
amorosa providência, 5, K3, K29, K75, K117
Amparo no Perigo, K82, K149, K168, K175, K180, 81
Ancião dos Dias, K80, K86, K97, P96, P105
Aquele que cumpre a Sua palavra, K56
Aquele que responde, K129
Aquele que tudo conhece, K40. Vide abaixo Conhecedor de tudo
Aquele que tudo possui, K22. Vide também abaixo Onipossuinte; (Possuidor de
tudo); Quem tudo possui
Augustíssimo, K94. Vide abaixo Eminentíssimo; Excelso
Auto-Subsistente, K82, K175. Vide também acima Absoluto; abaixo O que (existe,
subsiste) por Si (próprio, só); Subsistente por Si próprio
Avaliador, K123
Beleza, K13, K38, 74, 77, 78, n20, n160
Bem-Amado, 74, n3, n23
benevolência, 78
Benévolo, K97. Vide abaixo Clemente; Magnânimo; Misericordioso; Todo-
Generoso
Bondoso, K97
clemência, 14, K3, 80. Vide também abaixo Misericórdia
Clemente, K34. Vide abaixo Magnânimo; Misericordioso; Todo-Generoso
Comandante Supremo, K137. Vide também acima (Aquele) que ordena; e abaixo,
Governante (onipotente, Supremo); Ordenador (Supremo)
Compassivo (Mais), K14, K31, K45, K75, K129, K150, K179, 74, n23, n149
Conhecedor de tudo, K9, K39, K52, K56, K88, K143. Vide também acima Aquele
que tudo conhece
Convocador, n158
Criador. Vide Criação
dos Céus, K18, 74
Dadivoso, K97
Desejo do Mundo, K1, K157, 74
Domínio, 75. Vide também abaixo Força; Poder
Eminentíssimo, K134. Vide acima Augustíssimo; abaixo Excelso
Escultor, K167. Vide abaixo Formador
Explanador, K10. Vide abaixo Expositor
Eterno, K41, K86, P105, n160
Excelso, K30, K56, K80, K132, 74, 76, n144. Vide acima Augustíssimo;
Eminentíssimo
Expositor, P96. Vide acima explanador
Fiel, K109
Fonte
da Revelação, K15, K82
de Comando, K6
de Sabedoria, K167
de Suas leis, K1
dos mandamentos de Deus, K186
vivificante, K50
Força, K42, K44, K129, K175, K184. Vide também acima Domínio; abaixo Poder
Formador, K97. Vide acima Escultor
Forte, K42, K56, K67, K132. Vide também abaixo Onipotente; Poderoso (Mais,
Todo-)
Generoso (Generosíssimo, Mais, Todo-), K10, K16, K34, K46, K75, K97, K142,
K151, K169, K184, 80. Vide abaixo Munificente; Munificentíssimo
Glorificado (Todo-), K115. Vide também abaixo Louvado (Todo-)
Glorioso (Todo-), K9, K36, K50, K55, K73, K94, K137, 74, 76, n11, n23, n33,
n137, n144. Vide também Nome Supremo.
Governante (onipotente, Supremo), K129, K132, P101, P102. Vide também acima
Comandante Supremo; (Aquele) que ordena; e abaixo, Ordenador (Supremo)
Grandeza, K88, K177
Humanidade, Senhor de toda a, K8, K16, K26, K154
Imutável, K88. Vide abaixo Sempiterno
Inatingível, n144
Incoercível, K54, K131. Vide também abaixo Independente
Incomparável, K18, K50, K74, K76, K86, K106, K143, K144
Independente, K166. Vide também acima Incoercível
Indulgente, K8, K74. Vide também abaixo Perdoador
Invisível, K30
ira, K170
Irrestrito, K6, K18
justiça, K170
Louvado (Todo-), K40, K49, K134. Vide também acima Glorificado (Todo-)
Magnânimo, K142. Vide também abaixo Munificente
Mais-Amado, K4, K80, K129
Manancial, K143
da inspiração divina, K1
da Unidade Divina, K175
misericórdia, K59, K136, K140, 74, 76. Vide também acima Clemência
Misericordioso (Mais), K86, K106. Vide acima Benévolo; Clemente; Magnânimo;
abaixo Todo-Generoso
Misericordioso (Mais, Todo-), 14, K2, K3, K7, K21, K29, K30, K35, K40, K73,
K86, K101, K116, K129, K133, K136, K137, K138, K139, K150, K158, K165, K173, K175, K178, K184, 74, 80, n51, n107, n149, n170.
Munificente, K25, K42, K97, P102. Vide também acima Generoso; Magnânimo
Munificentíssimo, K32, K114. Vide acima Generoso (Generosíssimo, Mais, Todo-)
O de tudo informado, K40, K60, K97, K130, K164, K168, K189, P101. Vide acima;
Aquele que tudo conhece; Conhecedor de tudo
O que (existe, subsiste) por Si (próprio, só), K78, K100, K149, K168, K180. Vide
também acima Absoluto; Auto-Subsistente; abaixo Subsistente por Si
próprio
O que sempre perdoa (Quem sempre perdoa), K49, K151, K163, K169, K184, 80,
82
O que tudo domina, K132
Onipossuinte, K94, K170. Vide também acima Aquele que tudo possui; abaixo
Possuidor (de tudo); Quem tudo possui
Onipotente, K6, K16, K24, K40, K100, K101, K103, K132, K184, 76, 79, n86. Vide
também abaixo Poderoso (Mais, Todo-)
Onisciente, K53, K89, K93, K123, 78. Vide também abaixo Onissapiente;
Onividente
Onisciente, K6, K43, K60, K97, K110, K132, K138, K143, K146, K151, K159,
K160, K164, K175, K179, P96, P101
Onissapiente, K12, K124, K189. Vide também acima Onisciente; abaixo
Onividente, Sapientíssimo; Suma Sabedoria
Onividente, K130, K151
Ordenador (Supremo), K6, K12, K24, K56, K81, K88, K110, K128, K159, P96,
P101, P105. Vide também acima Comandante Supremo; Governante (onipotente, Supremo); (Aquele) que ordena
Origem de todos os sinais, K169
Perdoador, K10, K14, K30, K34. Vide também acima Indulgente
Perdoador, K10, K14, K88. Vide acima Indulgente
poder, K177, 74, 81. Vide também acima Domínio; Força
Poderoso, K8, K37, K39, K40, K49, K80, K115, K120, K132, K134, K183, K184,
78, 79. Vide também acima Forte; Onipotente
Possuidor (de tudo), K2, K64, K167, 77, 80. Vide também acima Aquele que tudo
possui; Onipossuinte; abaixo Quem tudo possui
Predominante, K40
Protetor, K39, K78, K84, K100, K109, K167, K172, K184, 74
Quem tudo possui, 80. Vide acima Aquele que tudo possui; Onipossuinte; Possuidor
(de tudo)
Rei do visível e do invisível, 78
retidão, K36, K83, K136, K141
sabedoria, 14, K44, K68, K98, K101, K177, K180, n86
Sapientíssimo, K39, K40, K52, K74, K88, K89, K120, K132, K138, K146, K160,
K163, K168. Vide também acima Onissapiente; e abaixo Suma Sabedoria
Sempiterno, K14, K104. Vide acima Imutável
Sempre-Magnânimo, K36
Sempre-Piedoso, K75
Senhor
da criação, K11
da existencia, K139
de Beleza, K13
de Esplendor, K13, n20
de Generosidade, K14
de Graça, K14
de Majestade, K14, K158, 75, P106
de Poder, 14, K14
de toda a humanidade, K8, K16, K26, K154
de todas as nações, 74
de todas as religiões, K31, K36
de todos os homens, 80
de todos os mundos, K10, K44, K85, K98, K138
de todos os nomes, K49, K132, 74, 76
de todos os seres, 77, 78
do princípio e do fim, K16, K28
do Trono nas alturas e da região terrestre, K86, 77, 78
do visível e do invisível, K11, K98, 78, n18
Sinais, Revelador de, K42
soberania, K20, K69, K74, K78, K103, K115, K134, K167, K172, K178, K182
Soberano da Eternidade, K96
Subsistente por Si próprio, 74. Vide também acima Absoluto; Auto-Subsistente; O
que (existe, subsiste) por Si (próprio, só)
Suma Sabedoria, K37. Vide acima Onissapiente; Sapientíssimo
Supremo, K180
Anúncio, K167
Comandante, K137
Governante, K129
Nome, K51, K109, K143
Objetivo, K36
Ordenador, K81, K128
Soberano, 19
Testemunho, K183
terrível ao punir, K37
Todo-Generoso, K21. Vide acima Benévolo; Clemente; Magnânimo;
Misericordioso
Todo-Poderoso, 14, K37, K38, K49, K80, K163, K175, K176, K177. Vide também
acima Onipotente
Universo
Escultor do, K167
Governante do, n23
Uno, K33, K36, K71, K80, K176, P94, P106, n160
Verbo (Elocução, Palavra), K56, K105, K117, K138, K143, K167
Verdade Eterna, K54, K125, n23
Verdade, Sol da, K6, n8
Verdadeiro, K33, K36, K73, K80, K120, K166, K168, K176, P94, P106, n160
Versículos, Revelador de,K8, K36, K146
Vingador, K153
Norte, extremo, K10, n17, n26
Notícias, n82
Números. Vide Abjad, notação

Obediência
ao governo, 13, K64, K95, 133
ao resultado da consulta, P99
às leis de Deus, K2, K7, K29, K148. Vide também Observância das leis de Deus
verdadeira liberdade é, 13, K125
Obras. Vide Ações
Observância das leis de Deus, K1-2, K17, K45, K62, K71, K97, K134, K138, K147, K171
amor a Deus como razão para a, K4, 134
Ofício. Vide Trabalho
Oposição
a Deus, K177
à Fé Bahá´í. Vide Bahá´í, Fé, oposição à
Opressão, K73, K88, K149, n170. Vide também Bahá´u´lláh, sofrimentos de; Tirania
Oração de Finados, K8, 82, n10-11, n149
congregacional, 12, K12, n10, n19
quando incapazes de ler, K8
Oração dos Sinais, K11, P52, 121, n18
Oração, 3, n4, n25. Vide também Abluções; Mashriqu´l-Adhkár
ao anoitecer, K33
congregacional, 12, K12, 121, 130, n19
eventos naturais assustadores. Vide Oração dos Sinais
limpeza ordenada quando se ora, K76
matinal, K33, K115, P15, n142
murmurar em público, K108, 130, n135
obrigatória. Vide Orações Obrigatórias
pêlos de animais não invalidam, K9, n12
pelos mortos. Vide Oração de Finados
Orações Obrigatórias, 12, K6, K8-14, K18, 74-81, P14, P58-67, P77, P81-83, # 145-148,
n3-22, n25. Vide também Oração; Oração de Finados; Oração dos
Sinais; Rak´ah
abluções. Vide Abluções
versículo substitutivo das, K10, P51, n16, n34
curta (terceira), 81, P81, P86, 120, n5
do meio-dia. Vide abaixo curta (terceira)
e o Qiblih. Vide Qiblih
Epístolas das, 74-81, P63, P65
escolha de uma das, P65, 120, 147
isenção das, 120, n20
em situações de insegurança, K14, P58, 121, n21
prostração e versículo substitutivos, K14, P21, P58-61, 121, n21
para mulheres durante as regras, K13, 120, n14, n20
versículo substitutivo, K13
quando enfermo, K10, P93, n14, n20
longa (primeira), 74-78, P67, P82, 120
média, 79-80, P83, 120, n5, n34
movimentos e prostrações, K10, 120, n4, n15
quando em viagem, K14, P21, P58, P59, 121, n21
Ordem
mundial, 11-12, K181, 134, n189
na sociedade, 14, K2, K64
Ordem Administrativa Bahá'í, 2-3, 12, n52, n82, n114, n189
Órfãos, K21
Orgulho, 13, K41, K82, K86, K89, K122, K148, K149, 132, n64, n65
Oriente, costumes no, n59, n64
Ossos não invalidam as orações, K9, 121, n12
Otomano, Império, n119-120
Ouro, K36. Vide também Dote; Multas; Huqúqu'lláh; Indenização
utensílios, K46, 131, n72

Paciência, K87
ano de. Vide Divórcio
no matrimônio, K67, P4, n98
Pacto (Aliança). Vide Convênio
Padrasto/Madrasta. Vide Madrasta/Padrasto
Pai, K45, K107, n133
filho deveria servir ao, P104
instado a educar o filho e a filha, K48, P105, n76
Pais e mães
consentimento para o matrimônio, K65, P13, n92
dever de educar os filhos, K48, K150, P105, 129, n76
e a herança. Vide Herança
respeito e bondade para com os, P104, P106, 131, n92
Países, desenvolvimento dos, K160, 133
Paixão (Paixões), K2, K41, K51, K64, K89, 132. Vide também Desejos
Palavra(s)
como véus para o reconhecimento da Revelação, K117, K167, n180
de Bahá'u'lláh. Vide Bahá'u'lláh, Escrituras de; Recitação de Escrituras e Versículos
sagrados; Texto Sagrado
definição e "Sê", n188
e expressão de realidades espirituais, K116, n4
Palavra(s) de Deus, 3, K4, K56, K150, K169, K175, 75, P107, n168
criou os reis, K82
doçura, K3, K54
estandartes das, K73
exortação ao enaltecimento da, K38
firmamento das, K7
mandamento de recitar, K149, P68. Vide também Recitação das Escrituras e
Versículos sagrados
mar(es), oceano(s) das, K2, K53, K180, K182
poderia dominar toda a humanidade, K132
revelada pelos Manifestantes de Deus, n75, n143, n155, n165, n180
tudo perecerá através da, K40
Paraíso, K46, K106
Palavras do, n61
Parlamentos. Vide também Governos
exortados a adotar uma língua e uma escrita universais, 13, K189, 134, n193
Passamento de 'Abdu'l-Bahá. Vide Dias Sagrados
Pássaros. Vide Caça
Paz, força internacional para manutenção da, n173

ficar em, para
dar palestras, n168
movimentos das Orações Obrigatórias, 74, 75, 76, 77, 79, 80, n4
para a recitação da Oração de Finados, n10, n19
para a recitação da Oração Obrigatória, P67, P81
viagem a, P75, n153
Pecado
arrependimento, K34, K37, K49, K184
confissão, K34, n58
perdão, K49, K184, P11, P47, 82, n37, n58
Pederastia, K107, n134
Peiote, n170
Peles (de animais), K9, n12. Vide também Roupas
Pêlos de animais não invalidam a oração, K9, 121, n12
Pena capital. Vide Pena de morte
Pena de morte, K62, n86-87. Vide também Incêndio premeditado; Homicídio
Pena. Vide Bahá'u'lláh, Nomes de
Penalidades. Vide Adultério; Incêndio premeditado (criminoso); Fornicação; Homicídio;
Assassinato; Estupro; Sodomia; Agressão; Roubo
Peneirador de Trigo. Vide Gandum-Pák-Kun
Penitência. Vide Pecado
Perdão, P47, n58. Vide também Pecado
arrependimento e, K49, K184, P11
Peregrinação
lugares de, definidos, P29, n54, n154
mulheres isentas, K32, n55
ordenada, K32, P25, 128
rapar a cabeça para a, P10, n68
Perfume, uso de, K76, 133
Perguntas e Respostas, v, 7, 83-114
Perigo, momentos de. Vide Orações Obrigatórias; Oração dos Sinais
Perseverança, 132. Vide também Firmeza
Pérsia (Irã), n44, n122, n124, n126, n131-132, n176
Pertences (Haveres). Vide também Propriedades (Bens)
dever de oferecer ao Manifestante de Deus, anulado, K114, 131, n141
evanescência dos, K40, K86
Perversão, fonte de. Vide Yahyá, Mírzá
Perversidade, K64. Vide também Malícia
Pés, lavagem dos, K152, P97, n167
Pesar. Vide Tristeza
Piedade, K64, K148, K149, K157, n61, n135
Piedoso, Sempre-. Vide Nomes e atributos de Deus e/ou Bahá'u'lláh
Piscinas persas, K106, n131-132. Vide também Banho(s)
Plano de Seis Anos, v
Pluralidade de esposas. Vide Monogamia
Pó. Vide também Asseio; Sujeira
buscará refúgio, K36
lavar o que estiver maculado de, K76
montanha reduzida a, K150
sagrado dos Manifestantes, n8
voltar ao, (homem) K148
Pobres
auxílio aos pobres e sofredores, K16, n53, n56, n161, n162
na educação de crianças, K48
pagamento do dote pelos, n95
Pobreza. Vide também Pobres
eliminação da, K147
Poder
da língua, K160
da razão, n130
de Deus. Vide Deus
dos reis, K86, K93, n118
Poligamia, n89. Vide também Monogamia
Ponto de Adoração. Vide Adoração, Ponto de, e Qiblih
Ponto do Bayán. Vide Báb, o
Ponto Primordial. Vide Báb, o
Posição de unidade, n22
Povo de Bahá. Vide Bahá'ís
Povo do Bayán. Vide Bayán, Povo do
Povos (do mundo). Vide Raça humana
Prata. Vide também Dote
utensílios, K46, 131, n72
Práticas das dispensações passadas. Vide Dispensações religiosas do passado
Prece. Vide Oração
Preceitos de Deus, 12-14. Vide também Kitáb-i-Aqdas; Lei(s) de Bahá'u'lláh
Preguiça, 13, K33, 130, n56. Vide também Mendicância
Prejudicar o corpo, K155, n170
Prendas domésticas. Vide Afazeres domésticos
Presentes. Vide também Dote
caridade, n162
nos Dias Intercalares, K16, n29
oferecidos ao Manifestante de Deus, K114, 131, n141
Preservação de Lugares Sagrados e Históricos. Vide Lugares Sagrados e Históricos
Presidentes, 13, K88
Pretensão a uma Revelação, K37, n62
Primavera, equinócio de (vernal), n26
Primogênito, n38, n44, n66. Vide também Herança
Primogenitura, n44. Vide também Herança
Primos, K23, n38. Vide também Herança
Prisão, a Maior. Vide 'Akká
Prisão. Vide Aprisionamento
Problemas
pessoais, n52
resolução de, 73
Profecias
sobre a queda de Napoleão III, n118
sobre o Reno e Berlim, K90, n121
Professor. Vide também Herança
divinos. Vide Manifestações (Manifestantes) de Deus
e a educação espiritual das crianças, n40
Profeta(s)
posição, 12, K143, P106, n160. Vide também Manifestações (Manifestantes) de
Deus
Selo dos, n180. Vide também Maomé (Apóstolo de Deus)
Profissão, obrigação de ocupar-se com, K33, n56, n162. Vide também Trabalho, obrigação
de ocupar-se com
Proibições, 3, 12-13, 14, 129-158
Promessa(s). Vide também Prometido; Revelação progressiva
cumprimento de, K35, K80, K156, n160
de ajuda divina, K38, K53, K74, 135
obrigação de cumprir, K67, K156
Prometido, K35, K88, n108, n153, n158, n160, n171, n185, n190. Vide também Bahá'u'lláh
cumprimento das promessas das Dispensações do passado, K35, K80, n160. Vide
também Revelação progressiva
Propriedade (Bens)
Aghsán não têm direito sobre os bens de outrem, K61, n85
do falecido. Vide Herança; Testamento
imóveis, P102
mantida em confiança, P96
pagamento do Huqúqu'lláh, P8, P42. Vide também Huqúqu'lláh
perdida, P17, 129
Prostração, K14
ante outra pessoa, proibida, n57
compensatória, P21, P58, P59, P60, P61, n21, n22. Vide também Orações
Obrigatórias
sobre superfície limpa, K10, n15
Proteção
da Fé Bahá'í (Causa de Deus), n183
de si mesmo, K159, n173
Leis de Bahá'u'lláh como, K45, K123-125, K155, n86, n170
Prova(s). Vide também Testemunho
da independência da Dispensação do Báb, n109
da Revelação de Bahá'u'lláh, K136, K165, K167, K183
Deus, Revelador de, P93
Próximo, tratamento do, 2, 131, 132-133, n163
Prússia, n117
Púlpitos, uso proibido, 12, K154, 129, n168
Punições, 13, n86
para vários delitos
adultério, P23, n77. Vide também Adultério
atos sexuais durante o ano de paciência. P11. Vide também Atos sexuais
homicídio e incêndio premeditado (criminoso), n86, n87. Vide também
Incêndio premeditado (criminoso); Homicídio; Pena de Morte
para quem reivindica uma Revelação direta de Deus, K37
roubo, n70. Vide também Roubo
uso de ópio, n170. Vide também Ópio
recompensa e, 73
Pureza. Vide também Limpeza
da água, P91, n105
de coração, K116, K157, K175, K179
Purificação
das posses e meios de sustento, K97, K146
de todas as coisas, K75, n106

Qayyúmu'l-Asmá. Vide Báb, o, Escrituras do
Qiblih, 12, K6, K137, 119, n7
e a Oração de Finados, P85, n10, n19
e as orações não-obrigatórias, P14
o Báb identifica como sendo Bahá'u'lláh, K137, 119, n7
ponto focal para as Orações Obrigatórias, K6, 74, 79, P67, n7
sepulcro de Bahá'u'lláh, K6, 119, n8
Qualidades exortadas aos bahá'ís. Vide Asseio (Limpeza); Amor; Bondade; Caridade;
Castidade; Civilidade; Companheirismo; Conhecimento; Constância; Contentamento; Cortesia; Convívio; Decoro; Desprendimento; Entendimento (Compreensão); Eqüidade; Fidedignidade; Fidelidade; Firmeza; Hospitalidade; Humildade; Justiça; Lealdade; Lembrança de Deus; Obediência; Paciência; Pais e mães - respeito e bondade para com os; Perdão; Perseverança; Piedade; Pureza; Raciocínio - poder do; Refinamento; Respeito; Retidão; Sabedoria; Santidade; Serviço; Sinceridade; Tato; Tenacidade; Ternura (Meiguice, Brandura); Temor a Deus; Tolerância (Indulgência, Mansidão); Unidade; Veracidade; Virtude; Visão;
Questionar
a autoridade de Deus, K7, K49, K162
Aquele que Deus tornará manifesto, K126, 131, n146

Raça Humana (Humanidade, Espécie Humana, Gênero Humano, Povos, Povos do Mundo,
Povos da terra). Vide também Sociedade
Bahá'u'lláh dirige-se à, K3, K54-55, K107, K132, K174, 133, n23, n37
condição da, 5, K39, K54, K64, K72, K122, n104
e as leis de Deus, 5, 13-14, K1, K3, K7, K99, K124-125, K148, K186
edificação da, K160
limitações da, n128
maioridade da, 1, 9, K189, 134, n194
necessidades, 2, K124, K189
posição (condição), K119, K120, K123, 73, P106, n3
profundamente adormecida, K39
unificação da, 2, n135, n168
vida da, revolucionada, K54, K181, n189
Raciocínio, poder do, K119, n130, n144, n170
Radiância, atitude exortada ao ler as Escrituras, K149, P68, n165
Raiar do dia. Vide Alvorecer
Raiva. Vide Ira
Rak'ah(s), K6, K8, P63, n4, n6, n9, n20. Vide também Orações Obrigatórias
Rapar a cabeça, K44, P10, 130, n68, n69
Realeza, n194
Realidade, n75
Rebaixamento (cf. Degradação, Humilhação), n57, n58, n171
através da liberdade, K123
Recitação das Escrituras e dos Versículos sagrados, K116, K150, P52. Vide também
Mashriqu'l-Adhkár
de versículos substitutivos
das abluções, K10, P51, n16, n34
da Oração dos Sinais, K11, P52
das Orações Obrigatórias, K13, K14, P58, P60
do jejum, K13, n34
diária
da(s) Oração (Orações) Obrigatória(s), P14, n3-7, n19. Vide também Orações
Obrigatórias
de "Alláh'u'Abhá", K18, n33
de versículos, K149, P68, n165
em público, k154, n168. Vide também Murmurar os versículos sagrados em público
Oração de Finados, K8, P85, n10, n19
Reclusão. Vide Ascetismo
Recompensa e punição, 73. Vide também Punições
Reconciliação, P98, n100. Vide também Divórcio
Reconhecimento. Vide também Bahá'u'lláh, reconhecimento de
da Fé Bahá'í na sociedade, n49
da posição e dos objetivos da Fé Bahá'í, n49
da significação do Kitáb-i-Aqdas, 14
da unidade de Deus, P106
da verdade de "Ele não será questionado por Seus atos", K161-163. Vide também
Infalibilidade
do propósito das Leis, K2
dos Manifestantes de Deus, K55, K80, K85, K100, K157, K182-183, n1, n48
barreiras (véus) para o,
desejos mundanos, K39, K82, K86, n23
erudição, K41, K102, n60
escrituras, K134, n155
líderes religiosos, K165, K167
nomes, n180
remoção das, K47, K132, K165, K171
e obediência das Leis, deveres gêmeos, 13, K1
resultado do, K7, K38
dos preceitos como instrumentos da ordem e da segurança, K2
Refinamento, K74
definição da palavra árabe, n74
efeito do, n104
Regência, K167, n181
Regra Áurea, reafirmada, K148, 131
Rei dos Festivais. Vide Festivais Bahá'ís; Dias Sagrados; Ridván
Reino(s), K1, K79, K83, K84
da criação, K47, K94, K109
da Revelação, K91, K109, 79
linguagem do, k177
Reis (Cabeças coroadas), 12, 13, K85, K86, K91, n118. Vide também Francisco José,
Imperador da Áustria; Napoleão III; Guilherme I, Rei da Prússia
Bahá'u'lláh dirige-Se a eles coletivamente, K78-83, K87
que se levantarão para auxiliar a Causa, K84, 134
Rejeição. Vide também Bahá'u'lláh, rejeição a
a Bahá'u'lláh, K140, K166, K184, n190
ao Báb, n178
dAquele que Deus tornará manifesto, n185
Religiões (que não a Fé Bahá'í), K7. Vide também Dispensações religiosas do passado
escrituras, 11-12, K136, K138, K168, n2, n160, n180
líderes, K99, k101-104, K165-166, n64, n171. Vide também Clero
Livro-Mater das, n129
profecias (promessas), cumprimento das, K35, K80, n160
seguidores, K73, n180
conviver com, 13, K75, K144, n173
preceitos de Bahá'u'lláh, Água da Vida para os, K29
rejeição pelos, K168
Relógios, K10, P64, P103, 121, n17
Relógios, P64
Renda, ter uma fonte de. Vide Ganhar a vida; Trabalho
Renda. Vide Casa(s) de Justiça; Huqúqu'lláh
Reno, 13, K90, n121
Repositório de riqueza, P72, 42. Vide também Casa(s) de Justiça
Repreensões, 133
Repúblicas da América, 13, K88
Residência. Vide Casa(s); Herança
Respeito
pelas pessoas de conhecimento e realização, n110
pelos pais e mães, P104, P106
Restauração de Lugares Sagrados. Vide Lugares Sagrados e Históricos
Retidão, P106
Reuniões (Encontros) Bahá'ís, n19, n168. Vide também Festa de Dezenove Dias
Revelação (de Deus)
natureza da, n23, n129, n160
progressiva, 1-2, 7, 11-12
cumprimento das Dispensações passadas, K80, K142, n108, n109, n156,
n158, n160, n185
e a autoridade do Manifestante de Deus, K129, n75
e reconhecimento, K167, n155, n180
futura, K37, n62
unidade dos Manifestantes de Deus, K80, K103, K175-177, n111, n160
propósito, P106
Revelação de Bahá'u'lláh. Vide também Fé Bahá'í; Bahá'u'lláh, Escrituras de; Dispensação
Bahá'í; Lei(s) de Bahá'u'lláh; Texto Sagrado
Anticristo da, n192
cumpre as promessas das dispensações do passado, K80, K142, n156, n158, n160,
n185
Infalibilidade Suprema é revelada, K47, n75
interpretação da, proibida, K105, n130. Vide também Interpretação do Texto
Sagrado
metáfora do "Tesouro Oculto", n23
nascimento no Síyáh-Chál, 7, n62, n126
princípio da revelação progressiva, K98, K183, n89, n126, n180
provas, K136, K165, K167, K183
reconhecimento da, ordenado, 13, K1, K85-86, K134, n1, n155
redefine costumes e conceitos do passado, 1, K138, n2, n93
relação com a Fé do Báb. Vide Báb, o
simbolismo da letra "vav", n172
Revelação, Reino da, K91, K109, 79
Revide, K153. Vide Tolerância (Indulgência, Mansidão)
Ridván, K75, n107, n138, n140. Vide também Festivais Bahá'ís; Dias Sagrados
Rifas. Vide Jogo (Jogos de azar)
Riqueza, K40, K48. Vide também Caridade; Dinheiro; Pertences (Haveres); Propriedade
(Bens)
e a obrigação de trabalhar, n56
e caridade, K147, n162
e o dote, K66, n95. Vide também Dote
e o Huqúqu'lláh, P90. Vide também Huqúqu'lláh
função social da, n38
Rompedores da Alvorada, Os, n171-172, n178-179
Rompimento do Convênio. Vide Convênio, violação
Rosto. Vide Abluções; Qiblih
Roubo, 130
da Oração Obrigatória substituída, n9
punição determinada, 13, K45, P49, n70
marca na fronte do ladrão, K45, n71
Roupas. Vide também Vestes
vestir-se com propriedade, K159
Rua, murmurar os versículos sagrados na, K108, 130, n135. Vide também Lugares públicos

S e E (as letras), K177, 77, n188
Sabedoria
Divina, K45, K53, K68, K97, K182
nas leis e ensinamentos, K29, K33, n86, n89
necessária ao observar as leis de Deus, 5
necessária ao usufruir das isenções, n20
relacionada à chegada da maioridade da raça humana, n194
Sacerdócio, Sacerdotes. Vide Clero
Sadratu'l-Muntahá, K100, K148, 79, n128, n164
Sagrada Árvore Celestial. Vide Sadratu'l-Muntahá
Salários pagos a empregados, P30, n90. Vide também Escravidão, proibição
Salát, n3. Vide Orações Obrigatórias
Santidade, K108, P106
Santos, n160
Santuário Sacratíssimo. Vide Bahá'u'lláh, Santuário de
Santuários. Vide Báb, o; Bahá'u'lláh
Sarça Ardente, K103
Saúde. Vide Corpo; Doença (Enfermidade)
Seda
para sudários, K130, n149, n151
uso de, K159, 130, n174. Vide também Roupas
Sedan, Batalha de, n118
Sede da Justiça, K23. Vide também Casa(s) de Justiça
Segurança, 14, K2, P58
coletiva, n173
Selo
dos Profetas, n180. Vide também Maomé (Apóstolo de Deus)
Epístolas adornadas com, K117, n143
Semana, n147. Vide também Calendário Bahá'í
Sêmen, K74, 131, n103
Sentar, K154, n168
ao repetir "Alláh'u'Abhá", K18
associado aos versículos compensatórios, P58, n22
associado às Orações Obrigatórias, 76, 78, 80, P81
no Mashriqu'l-Adhkár, K115
Sepultamento, 129
anéis de sepultamento, K128-129, P70, n149
ataúde, K128, n149
cremação proibida, n149
despesas, K28, P9, P69, n47
oração de, 101-102. Vide também Oração de Finados
sudário (mortalha), K130, P56, n149, n151
translado de uma hora, k130, P16, n149, n152
Sermões, n168
Serva. Vide Donzela (criada); Mulheres
Serviço, 13, K125, K178, n2, n56. Vide também Ensino da Causa
exortação aos reis, K82, K84
exortação para levantar-se em, K35, K38
promessa de Ajuda Divina, K53, K74
Servo. Vide Empregado doméstico
Sexos, igualdade entre os. Vide Igualdade entre os sexos
Sháh, n177, n182
Sháh-Bahrám, n160
Shaykhí, Escola, n171, n182
Shíráz, n138. Vide também Báb, o, Casa em Shíráz
Shoghi Effendi (Guardião da Fé Bahá'í), v, 212. Vide também Guardiania; Aghsán
e o Kitáb-i-Aqdas, 5
descrição em A Presença de Deus, vi, 11-14
notas explicativas ao, v-vi
sinopse e codificação, v-vi
tradução, 7-9
escritos
obras mencionadas
Presença de Deus, A, 11-14, n108, n158, n190-192
World Order of Bahá'u'lláh, The, n173, n189
Guardião da Fé, 3, n66, n125, n130
Intérprete do Texto Sagrado, 3, n130
Mãos da Causa, nomeação, n183
passamento, n66, n67, n183
Plano Divino, implementação do, 3
Sião, K80, n114
Simbolismo (Metáfora, Alegoria), n2, n121, n127, n130
Sinceridade, K29, K108, P106, n95
Sinopse e Codificação, v-vi, 115-135
Síyáh-Chál, 7, n62, n126, 212
Soberania
de Deus, K74, K172, K182
relação com os reis, K82
da Fé Bahá'í, n26, n49
Soberano, Símbolo do, K157, n171
Sobrinhas e Sobrinhos, K23, n38. Vide também Herança
Sociedade
alicerce, n134
condição, 9, K39, K40, K124, n170
efeito da Revelação Divina, 1, K54, K75, K79, K110, K181, n93, n106, n109
função social da riqueza, n38
futura condição da, 1-2, 5, 11, 12, K189, n56, n173, n189, n194
instituições vitais para a, 73, n53, n82, n134
lei divina em função da condição da, 2, 5, 73, n89
papel da
promover a justiça, n86, n173
promover a operosidade, n56
papel da lei divina, 1-3, 3-4, 11, 12, K3, K29, K99, K186, 73, n92
papel do indivíduo, K120, K144, K173, P71, n56, n61, n76, n110
Sodomia, K107, P49, n134
Sofrimento de Bahá'u'lláh. Vide Bahá'u'lláh, sofrimentos de
Sol
como símbolo
das leis, K7, K108
do Manifestante de Deus, K6, K41, K53, n8
nascer do
horário para a Oração Obrigatória, P83, 120, 121, n5. Vide também Orações
Obrigatórias
horário para o Jejum, K17, n25, n32. Vide também Jejum
orações ao alvorecer, K33
no Mashriqu'l-Adhkár, K115, P15, n142
pôr-do- (ocaso)
determina a data do Naw-Rúz, P35
horário da Oração Obrigatória, P83, 120, 121, n5. Vide também Orações
Obrigatórias
horário para o Jejum, K17, n25, n32. Vide também Jejum
Substâncias Inebriantes. Vide Entorpecentes; Álcool
Sucessão, n181. Vide também 'Abdu'l-Bahá; Shoghi Effendi; Yahyá, Mírzá; Ahmad-i-
Ahsá'í, Shaykh
Sudário. Vide Sepultamento
Sujeira, K74, K76, n105. Vide também Asseio; Pó
Sul, extremo, K10, n17
Sunitas, líderes dos, n120. Vide também Islã
Sustento financeiro. Vide Amparo financeiro; Mendicância; Trabalho
Sustento próprio. Vide Ganhar a vida; Trabalho

Tabelião religioso, P98
Tato (Sabedoria), 5, K73, 132
Teerã, n122
apóstrofe dirigida a, 13, K91-92, 135
lugar de nascimento
de Bahá'u'lláh, n123
da revelação de Bahá'u'lláh, 7, n62, n126
Temor a Deus, K64, K73, K88, K120, K151, K167, K184
Templo. Vide também Mashriqu'l-Adhkár
do corpo humano, K96, K120, K155, n160
do Manifestante de Deus, K86
Tenacidade, K74. Vide também Firmeza
Teologia, n110
Ternura (Meiguice, brandura), K126, K184, 73
Terra
do Káf e do Rá, K164, n176. Vide também Kirmán
do Khá, K94, n124. Vide também Khorásán
do Mistério, K37, P100, n63. Vide também Adrianópolis
do Tá, K91, n122. Vide também Teerã
Santa, K103, n114, n116, n183
Terremotos. Vide Eventos naturais assustadores
Tesouro
descoberta de, P101, 129
Oculto, K15, n23
Testamento. Vide também Convênio; Herança
adornar com o Nome Supremo, K109, n137
Antigo, n1. Vide também Bíblia; Evangelho
jurisdição do proprietário sobre a distribuição dos bens, P69, n38, n136
obrigação de lavar, 13, K109, 129, n136
Testemunhas justas
da morte do cônjuge, K67, P79, n99
definição, P79, n99
do ano de paciência, P73, P98, n100. Vide também Divórcio
Testemunho, 14, K5, K7, K59, K109, K136, K140, K165, K167, K169, K170, K176,
K183. Vide também Prova(s)
depoimento e testemunhas (legais), K67, P79, n99. Vide também Testemunhas
idôneas
vontade e testamento como, K109, n137. Vide também Testamento
Texto Sagrado (Palavras de Bahá'u'lláh). Vide também Interpretação do Texto Sagrado;
Kitáb-i-Aqdas; Lei(s) de Bahá'u'lláh; Recitação das Escrituras e Versículos sagrados; Tradução das Escrituras Bahá'ís; Escrituras
afastamento do, K117, 131
autoridade e autenticidade, K53, K117, 131, n143
estudo, 6, K149, K182, 131
leitura em púlpitos proibida, n168. Vide também Recitação das Escrituras e
Versículos sagrados
língua árabe, emprego da, 7-8
publicação, v
recorrer ao, para resolver discórdias, K53, 131
revelação, K184, P57
tradução, 7-9
Tias, K23, n38. Vide também Herança
Tios, K23, n38. Vide também Herança
Tirania, K86, K89, K141. Vide também Opressão
Título(s) Vide 'Abdu'l-Bahá; Báb, o; Nomes e atributos de Deus e/ou Bahá'u'lláh
Tolerância (Indulgência, Mansidão), 13, K153
Tolos, K178. Vide também Néscios
Tóxicos. Vide Entorpecentes; Álcool
Trabalho
afazeres domésticos, n56
elevado ao nível de adoração, 13, K33, 129, n56
negócio ou profissão, 13, K33, 129, n56, n162
obrigação de ocupar-se com, 13, K33, n56, n162
pesado, durante o Jejum, P76, n31
suspenso nos Dias Sagrados, P1
Tradições, n2, n22, n65, n114. Vide também Costumes; Dispensações religiosas do
passado; Hadíth
Tradução das Escrituras Bahá'ís, 7-9. Vide também Kitáb-i-Aqdas
Tráfico e escravos, K72, 129
Traição, K97, K149, n1, n190
Transgressões, K143, K155, K162
confissão de, 2, K34, 130, n58
das leis de Deus, K29, P94, n37
dos limites do decoro, n175
Transmutação de elementos, n194
Tratados teológicos, n110
Trigo, Peneirador. Vide Gandum-Pák-Kun
Tristeza
maledicência como causa, n37
multa por causar, abolida, K148, n163
não causar, 73, P98, 131
Trono, K133. Vide também Lugares Sagrados e Históricos
Túmulos. Vide Sepultamento
Turquia, n120

'Údí Khammár, 11
Unanimidade na tomada de decisão, P99, n52
Unhas, aparar as, K106, 133
Unicidade. Vide Deus, unicidade de
Unidade
da Fé Bahá'í, 4, 6, 12
da humanidade, 9, 12, K189, n173, n194
dos bahá'ís, 13, K57-58, K65, K70, 132-133, n82, n95
dos Manifestantes de Deus, n160
posição de, n22
Utensílios, de ouro e de prata, K46, 131, n72

Vassalos, K82. Vide também Reis
Velhice. Vide Idosos
Veracidade, 13, K120, P106, 132
Verbo (de Deus), 4, K6, K55, K105, K117, K138, K143, K167, P7, n8, n24. Vide também
Elocução (de Deus); Palavra de Deus
Verdade
da(s) Lei(s) de Bahá'u'lláh, K3, K7, K162-163
das palavras de Bahá'u'lláh, K70, K134, K182-184
dos Manifestantes de Deus, n75, n160
e conhecimento, n110
poder da, K38, K64, K98, K140, K142
Sol da, K6, n8
Versículo(s) Sagrados. Vide também Escrituras Bahá'ís
alegóricos, n130
de matrimônio, P3. Vide também Matrimônio
definição, n165
disparidade entre, P57, P63, n109
efeitos dos, K116, K148-149
recitação. Vide Recitação das Escrituras e Versículos sagrados
refletir sobre os, K136
substitutivos de
abluções, K10, P51, n34
jejum, K13, n34
Orações Obrigatórias, K13-14, P58, P60, 121, n20-21, n34. Vide também
Orações Obrigatórias
Vestes
dos finados. Vide Herança
limpeza, ordenada, K74, K76, 133, n167
metáfora das, K4, n1
restrições anteriores anuladas, K159, n175
peles de animais, K9, 121, n12
seda, K159, 130, n174
Vestimenta. Vide Roupas; Vestes
Véus, K132, K165, K171, 74. Vide também Desprendimento; Reconhecimento
criados pelos doutos da religião, K165, K167
da erudição, K102, n60
da ocultação, K47, K175, K176
dos desejos mundanos, K50, K82, K86, n23
dos nomes, K167, n180
Viagem
durante o Jejum, K16, P22, P75, 122, n30
e peregrinação, n55
e relações matrimoniais, K67, K69, P4, P27, 124, 125-126, n96-99
Noturna de Maomé, n128
Oração Obrigatória durante, K14, P21, P58-61, 121, n21-22
retirada das limitações impostas no Bayán, K131, 131, n153
Vida, K106
eterna, K140, K150, 76, n40
Livro da, K138
propósito, 2, n91
Viláyat, n181
Vingança, n86
Vinha do Senhor, n114
Vinho, 13, n144. Vide também Entorpecentes; Álcool
como símbolo, K4-5, K150, K173, n2
Violência, proibida, n170. Vide também Agressão, proibida; Conflito; Contenda;
Assassinato
Virgindade
e o consentimento de pais e mães para o matrimônio, P13, 123
e o dote, P47, 124-125
Virtude, K71
Visão. Vide também Entendimento (Compreensão)
de Bahá'u'lláh
incomparável, K101
universal, 1-2, 9
"Vison". Vide Zibelina
Vitória da Fé Bahá'í. Vide Fé Bahá'í, vitória
Viúva(s), K21, K89
Vontade de Deus. Vide Deus
Vontade e Testamento
de 'Abdu'l-Bahá. Vide 'Abdu'l-Bahá, Escrituras de
de Bahá'u'lláh. Vide Bahá'u'lláh, Escrituras de
Voto da maioria na tomada de decisão, P99, n52

World Order of Bahá'u'lláh, The, n173, n189

Xá (imperador persa). Vide Sháh
Xá Násiri'd-Dín. Vide Násiri'd-Dín Shán

Yá Bahá'u'-Abhá. Vide Nome Supremo
Yahyá, Mírzá (Subh-i-Azal), 14, K184, K190, n177, n190-192
garantia de perdão caso se arrependesse, K184, 135
seguidores, n177

Zakát (Dízimo), k146, P107, 129, n161
Zibelina, K9, 121, n12
Ziná, n36. Vide também Adultério
Zoroastrianos, n160


* 1992
* Publicada em português em 1983. (N.T)

** Ano da Hégira, marca o início do calendário muçulmano. O ano 1 A.H. é o 622 A.D. (N.T.)
* Teerã
** Khorásán.
* O Báb.
** O Báb
*** Refere-se a Bahá'u'lláh.
* Kirmán
* O Báb.
? “Sê!” Vide a nota n.º 188. (N.T.)
* Vide notas n.º 7,8,128 e 164. (N.T.)
* Vide nota no 10. (N.T.)
1 O primeiro mês do calendário muçulmano, que é lunar.
2 Em árabe os dois versículos diferem em gênero, assim como em português.
* Um dos títulos do Báb. (N.T.)
* Isso se refere à duração mínima de uma viagem para que o viajante seja dispensado do Jejum.
* O equinócio vernal no Hemisfério Norte.
* Unidade monetária do Império Persa (N.T.)
* A Epístola que contém as três Orações Obrigatórias agora em uso
* Alcorão 2:115

1 Isso se refere a um volume de aproximadamente meio metro cúbico. [Ou seja, aproximadamente 500 l. N.T.]
2 Cor, gosto e cheiro.
* Religious judicial officer. (N.T.)
** Adrianópolis
* O método de partilha dos bens se aplica em casos de falta de testamento. Vide item “o.” nesta seção.
* “Fornicação” deve aqui ser entendida segundo a acepção básica da Bíblia, de relação sexual voluntária entre duas pessoas que não sejam casadas, especialmente “relação sexual ilegítima de pessoa não casada” ou “relação sexual humana que não seja entre um homem e sua esposa”, ou ainda “relação sexual voluntária entre um homem (a rigor, um homem não casado) e uma mulher não casada”. (N.T.)
* O Monte Mori, onde se erguia o Templo de Salomão. (N.T.)
* Cerca de um terço do corpo do Kitáb-i-Aqdas fora traduzido do árabe para o inglês por Shoghi Effendi, sendo tais excertos publicados em diversas obras. Devido à importância e à superior autoridade dessas traduções, uma vez que Shoghi Effendi atuava também como Intérprete Autorizado do significado mais oculto e da mais exata intenção das Palavras de Deus, tais passagens encontram-se identificadas nesta e em outras publicações em inglês. Apesar de tal identificação não assumir a mesma relevância em português, ela foi mantida como um auxílio à pesquisa. Apesar de as passagens serem dadas em português, fornece-se as obras onde podem ser encontradas em inglês. (N.T.)
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Kitáb-i-Aqdas á Bahá’u’lláh á Bahá'í Verlag GmbH, Auflage 6.02 (O-2020-08-08)

Kitáb-i-Aqdas
Bahá’u’lláh

Vorwort

Als Shoghi Effendi, der Hüter des Bahá’í-Glaubens, 1953 den Zehnjahresplan aufstellte, war eines der von ihm gesteckten Ziele die Erarbeitung einer Inhaltsübersicht des Kitáb-i-Aqdas mit einer systematischen Darstellung seiner Gesetze und Gebote. Dieses Werk sollte der Auftakt zur Übersetzung des Kitáb-i-Aqdas sein. Er arbeitete selbst an dieser Aufstellung, hatte sie jedoch, als er 1957 starb, noch nicht vollendet. Sie wurde auf der Grundlage seiner Vorarbeiten fortgesetzt und 1973 in englischer, 1987 in deutscher Sprache publiziert. Diese Veröffentlichung enthielt außer der eigentlichen Inhaltsübersicht und Erläuterungen auch die von Shoghi Effendi schon übersetzten und in verschiedenen Werken veröffentlichten Teile des Kitáb-i-Aqdas. Die Inhaltsübersicht und systematische Darstellung umfasste sowohl das Kitáb-i-Aqdas als auch die Fragen und Antworten, die einen Anhang zum Aqdas bilden. 1986 hielt das Universale Haus der Gerechtigkeit die Zeit für gekommen, eine englische Übersetzung des Heiligsten Buches in seinem vollen Wortlaut in Angriff zu nehmen. Diese Aufgabe wurde als Ziel in den Sechsjahresplan 1986–1992 aufgenommen. Der englischen Veröffentlichung folgen Übersetzungen in andere Sprachen.
Man entschied sich dafür, das Kitáb-i-Aqdas gemäß seinem Charakter als ›Heilige Schrift‹ in einer Form vorzulegen, die leicht lesbar, inspirativ und nicht mit den bei wissenschaftlichen Texten üblichen Fußnoten und Textziffern befrachtet ist. Gleichwohl wurde der Text – obwohl bei Werken der arabischen Literatur an sich unüblich – in Absätze eingeteilt, um den Leser seinen Fluss und seine wechselnden Themen leichter erkennen zu lassen. Zur Erleichterung des Zugangs, für die Hinweise im Stichwortverzeichnis, aber auch um ein einheitliches Bezugssystem für alle Sprachen zu schaffen, in denen das Werk veröffentlicht wird, wurden die Absätze nummeriert.
An den Text des Aqdas schließt sich eine kurze Zusammenstellung von Schriften Bahá’u’lláhs an, die das Heiligste Buch ergänzen, sodann eine Übersetzung der Fragen und Antworten, die hier zum ersten Mal veröffentlicht werden.
Nach Shoghi Effendi sollte die englische Übertragung des Aqdas »mit einer Fülle von Erläuterungen versehen« werden. Hierbei wurde so verfahren, dass man sich auf diejenigen Punkte konzentrierte, die dem des Arabischen nicht mächtigen Leser dunkel erscheinen können oder die aus verschiedenen Gründen der Erhellung oder der Hintergrundinformation bedürfen. Über diese grundlegenden Erfordernisse hinaus ist mit den Erläuterungen kein umfassender Kommentar zum Text beabsichtigt.
Die nach der Inhaltsübersicht und systematischen Darstellung abgedruckten Erläuterungen sind fortlaufend numeriert. Einer jeden ist die betreffende Textstelle und die Nummer des Absatzes vorangestellt, was den Querverweis zwischen Text und Erläuterungen erleichtert und dem Leser, so er dies wünscht, das Studium der Erläuterungen ohne ständiges Nachschlagen des Textes ermöglicht. Es ist zu hoffen, dass so den Bedürfnissen von Lesern unterschiedlichster Bildung, Herkunft und Interessen Rechnung getragen wird.
Das Stichwortverzeichnis schließt alle Teile des Buches ein.
Bedeutung und Rang des Kitáb-i-Aqdas sowie das weite Feld seiner Themen hat Shoghi Effendi in seinem das erste Bahá’í-Jahrhundert darstellenden Geschichtswerk Gott geht vorüber anschaulich beschrieben. Um dem Leser den Zugang zu erleichtern, sind diese Passagen in dem Abschnitt nach der Einführung wiedergegeben. Die im vorliegenden Band erneut abgedruckte Inhaltsübersicht und systematische Darstellung soll dem Leser einen raschen Überblick über das Buch vermitteln.

Einführung

1992, das 149. Jahr der Bahá’í-Zeitrechnung, ist gekennzeichnet durch den hundertsten Jahrestag des Hinscheidens Bahá’u’lláhs, des Trägers der allumfassenden Offenbarung Gottes, deren Bestimmung es ist, die Menschheit zu ihrer kollektiven Mündigkeit zu führen. Dass dieser Anlass begangen wird von einer Gemeinde, die einen Querschnitt der ganzen Menschheit darstellt und sich im Verlauf von anderthalb Jahrhunderten bis in die hintersten Winkel des Planeten etabliert hat, ist ein Zeichen für die vereinenden Kräfte, die durch Bahá’u’lláh freigesetzt wurden. Dass diese Kräfte am Werk sind, lässt sich überdies an dem Ausmaß erkennen, in dem viele Aspekte unserer heutigen Erfahrung in Bahá’u’lláhs Werk vorweggenommen sind. Die rechte Zeit ist nun gekommen für die erste autorisierte Übersetzung des Mutterbuches Seiner Offenbarung, Seines ›Heiligsten Buches‹, des Buches, in welchem Er das Gesetz Gottes für eine Sendung von mindestens tausendjähriger Dauer niedergelegt hat.
Von den über hundert Bänden, die die heilige Schrift Bahá’u’lláhs umfasst, hat das Kitáb-i-Aqdas einzigartige Bedeutung. »Die ganze Welt neu zu bauen«Q1, ist der herausfordernde Anspruch Seiner Botschaft. Das Kitáb-i-Aqdas ist die Charta der künftigen Weltkultur, die zu errichten Bahá’u’lláh gekommen ist. Seine Vorschriften sind fest verankert in der Grundlage, welche die vergangenen Religionen gelegt haben; denn nach Bahá’u’lláhs Worten ist »dies Gottes unveränderlicher Glaube, ewig in der Vergangenheit, ewig in der Zukunft«Q2. Gedanken und Begriffen der Vergangenheit ist in Bahá’u’lláhs Offenbarung ein neuer Verständnishorizont eröffnet. Die Gesetze der Gesellschaft sind dem neuen Zeitalter angemessen und dazu bestimmt, die Menschheit zu einer Weltkultur zu führen, deren Glanz heute noch kaum vorstellbar ist.
Das Kitáb-i-Aqdas bestätigt die großen Religionen der Vergangenheit in ihrer Gültigkeit und bekräftigt die von allen göttlichen Boten verkündeten ewigen Wahrheiten: die Einheit Gottes, die Nächstenliebe, den sittlichen Zweck des Erdenlebens. Zugleich beseitigt es Elemente früherer religiöser Rechtssetzungen, die heute die wachsende Welteinheit und die Neuordnung der Gesellschaft behindern.
Das Gottesgesetz für das neue Zeitalter ist auf die Nöte der ganzen Menschheitsfamilie gerichtet. Einige Gesetze des Kitáb-i-Aqdas zielen primär auf bestimmte Glieder der Menschheitsfamilie und sind diesen unmittelbar verständlich, während sie Menschen aus anderen Kulturen bei der Lektüre zunächst dunkel erscheinen mögen. So ist das Verbot der Beichte Menschen mit christlichem Hintergrund verständlich, andere kann es verwirren. Eine größere Zahl von Gesetzen bezieht sich auf Vorschriften vergangener Religionssysteme, vor allem der beiden jüngsten, der Muḥammads und des Báb, deren Gesetze im Qur’án und im Bayán verwahrt sind. Auch wenn gewisse Gebote des Aqdas einen solchen Bezug haben, so sind sie gleichwohl universal in ihren Auswirkungen. Durch Sein Gesetz enthüllt Bahá’u’lláh Schritt für Schritt die Bedeutung der neuen Ebene des Wissens und des Verhaltens, zu der die Völker der Welt aufgerufen sind. Seine Vorschriften sind eingefasst in zentrale Lehraussagen, die dem Leser unentwegt vor Augen führen, dass diese Gesetze unabhängig von ihrem Gegenstand letztlich darauf zielen, der Gesellschaft Ruhe zu bringen, das sittliche Verhalten der Menschen zu heben, ihrem Verständnis größere Reichweite zu verleihen und das Leben eines jeden zu vergeistigen. Die Beziehung der Menschenseele zu Gott und die Erfüllung ihrer geistigen Bestimmung sind das letzte Ziel des Religionsgesetzes. »Wähnt nicht«, mahnt Bahá’u’lláh, »Wir hätten euch nur ein Gesetzbuch offenbart. Nein, Wir haben den erlesenen Wein mit den Fingern der Macht und Kraft entsiegelt.«Q3 Sein Buch der Gesetze ist Sein »gewichtigstes Zeugnis für alle Menschen, des Allerbarmers Beweis für alle im Himmel und auf Erden«Q4.
Eine Einführung in den vom Kitáb-i-Aqdas enthüllten geistigen Kosmos würde ihren Zweck verfehlen, machte sie den Leser nicht mit den Institutionen der Auslegung und Gesetzgebung vertraut, die Bahá’u’lláh unlöslich mit dem von Ihm offenbarten Rechtssystem verbunden hat. Das Fundament dieser Führung ist die unvergleichliche Rolle, die Bahá’u’lláhs Schrift – gerade auch der Text des Kitáb-i-Aqdas – Seinem ältesten Sohn ‘Abdu’l-Bahá zugewiesen hat. ‘Abdu’l-Bahás einzigartige Gestalt ist das Vorbild für das von Seinem Vater gelehrte Lebensmuster. Er ist zugleich der göttlich inspirierte, bevollmächtigte Interpret Seiner Lehre und der Mittel- und Angelpunkt des Bundes, den der Stifter der Bahá’í-Offenbarung mit allen, die Ihn anerkennen, geschlossen hat. Die neunundzwanzigjährige Amtszeit ‘Abdu’l-Bahás beschenkte die Bahá’í-Welt mit einer leuchtenden Sammlung von Erläuterungen, die vielfältige Einblicke in die Zielsetzungen Seines Vaters eröffnen.
In Seinem Testament übertrug ‘Abdu’l-Bahá Seinem ältesten Enkel, Shoghi Effendi, das Amt des »Hüters der Sache Gottes«Q5 und des unfehlbaren Interpreten der Lehre. Zugleich bestätigte Er die Amtsgewalt und die göttliche Führung, die Bahá’u’lláh dem Universalen Haus der Gerechtigkeit in allen Fragen verliehen hat, »die nicht ausdrücklich im Buche offenbart sind«Q6. Hütertum und Universales Haus der Gerechtigkeit sind somit nach Shoghi Effendis Worten gleichsam die »Zwillingsnachfolger«Q7 Bahá’u’lláhs und ‘Abdu’l-Bahás. Sie sind die höchsten Institutionen der Gemeindeordnung, deren Grundlagen im Kitáb-i-Aqdas gelegt und im Testament ‘Abdu’l-Bahás näher ausgeführt sind.
In seiner sechsunddreißigjährigen Amtszeit errichtete Shoghi Effendi die Struktur der gewählten Geistigen Räte – der, wie sie das Kitáb-i-Aqdas nennt, »Häuser der Gerechtigkeit«Q8 in ihrem embryonischen Stadium – und leitete mit deren Unterstützung die systematische Inswerksetzung des Göttlichen Planes ein, den ‘Abdu’l-Bahá für die Verbreitung des Glaubens in der ganzen Welt aufgestellt hat. Auf der Grundlage der so gebildeten, festen Ordnungsstruktur setzte Shoghi Effendi zugleich die zur Wahl des Universalen Hauses der Gerechtigkeit erforderlichen Prozesse in Gang. Im April 1963 wurde diese Körperschaft errichtet, die durch geheime, dreistufige Mehrheitswahl aus den wahlberechtigten Bahá’í der ganzen Welt gebildet wird. Bahá’u’lláhs offenbartes Wort schafft zusammen mit den Erläuterungen und Interpretationen des »Mittelpunktes des Bundes« und des »Hüters der Sache Gottes« das bindende Bezugssystem des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und seine feste Grundlage.
Was die Gesetze betrifft, so lässt eine sorgfältige Durchsicht erkennen, dass sie drei Bereiche regeln: die Beziehung des Menschen zu Gott, alles, was dem Menschen unmittelbar, physisch oder geistig, nützt, und die Beziehungen zwischen den Menschen untereinander und zwischen dem Einzelnen und der Gesellschaft. Die Gesetze lassen sich in folgende Themengruppen einordnen: Gebet und Fasten; Gesetze des persönlichen Status zu Eheschließung, Scheidung und Erbfolge; eine Reihe anderer Gesetze, Ge- und Verbote sowie Ermahnungen; schließlich die Aufhebung bestimmter Gesetze und Gebote früherer Religionssysteme. Ein auffallendes Merkmal der Gesetze ist ihre Knappheit. Sie bilden den Kern einer Rechtsentwicklung, die sich in kommenden Jahrhunderten entfalten wird. Das Universale Haus der Gerechtigkeit wird sie kraft der ihm von Bahá’u’lláh übertragenen Amtsgewalt in die Wege leiten. Die Grundsätze dieser Rechtsentwicklung erläutert ‘Abdu’l-Bahá in einem Brief wie folgt:
»Alles Wesentliche, die Grundlage des göttlichen Gesetzes, ist eindeutig im heiligen Text festgelegt. Ergänzende Gesetze bleiben jedoch dem Haus der Gerechtigkeit überlassen. Die Weisheit dieser Regelung liegt im Wandel der Zeit, denn Veränderung ist ein unabdingbares, wesentliches Merkmal dieser Welt, ein Attribut von Zeit und Raum. Dementsprechend wird das Haus der Gerechtigkeit verfahren …
Darin liegt, kurz gesagt, die Weisheit, die Gesetze der Gesellschaft dem Haus der Gerechtigkeit zu übertragen. Auch im Islám war nicht jedes Gesetz ausdrücklich offenbart; nein, nicht der zehnte Teil eines Zehntels fand sich im Text. Obwohl alles Wesentliche genau festgelegt war, gab es Tausende von Bestimmungen, deren Details ungeregelt blieben. Diese wurden von den Theologen späterer Generationen nach den Grundsätzen der islámischen Jurisprudenz entwickelt. Dabei kamen einzelne Theologen zu Deduktionen aus dem offenbarten Gesetz, die mit denen anderer im Widerspruch standen; dennoch erlangten sie alle Geltung. Heute ist dieser Prozess der Ableitung der Körperschaft des Hauses der Gerechtigkeit anvertraut, während die Schlüsse und Folgerungen einzelner Gelehrter nur dann verbindlich werden, wenn das Haus der Gerechtigkeit sie sich zu eigen macht. Der klare Unterschied ist, dass Schlüsse und Bestätigungen der Körperschaft des Hauses der Gerechtigkeit, dessen Mitglieder von der weltweiten Bahá’í-Gemeinde gewählt und ihr bekannt sind, nicht zum Meinungsstreit führen, während Ableitungen und Entscheidungen einzelner Gelehrter unweigerlich Konflikte im Gefolge haben und in Schismen und Zersplitterung enden. Die Einheit des Wortes ginge verloren, die Einheit des Glaubens wäre dahin, und das Fundament des Gottesglaubens wäre erschüttert.«
Das Universale Haus der Gerechtigkeit ist ausdrücklich befugt, das von ihm selbst gesetzte Recht zu ändern oder aufzuheben, wenn sich die Verhältnisse ändern. So erhält das Bahá’í-Recht ein wichtiges Element: es ist flexibel. Doch kann das Universale Haus der Gerechtigkeit keines der ausdrücklich im heiligen Text verfügten Gesetze außer Kraft setzen oder abändern.
Die Gesellschaft, für die bestimmte Gesetze des Aqdas vorgesehen sind, wird erst allmählich entstehen. Bahá’u’lláh hat für die schrittweise Einführung des Bahá’í-Rechts Vorkehrungen getroffen:
»Die Gesetze Gottes gleichen fürwahr dem Meer und die Menschenkinder den Fischen, verstünden sie es doch! Angewandt werden müssen sie jedoch mit Feingefühl und Klugheit … Da die meisten Menschen schwach und weit entfernt sind von der göttlichen Absicht, muss man in jeder Lage Takt und Klugheit walten lassen, auf dass nichts geschehe, was Verwirrung und Streit hervorrufen oder Geschrei unter den Achtlosen erregen kann. Wahrlich, Seine Großmut übertrifft das ganze Weltall, und Seine Gnadengaben umfassen alle, die auf Erden wohnen. In einem Geist der Liebe und Duldsamkeit muss man die Menschheit zum Meere wahren Verstehens führen. Das Kitáb-i-Aqdas selbst legt beredtes Zeugnis ab für Gottes liebevolle Vorsehung.«
Das Prinzip der schrittweisen Einführung wurde 1935 in einem Brief im Auftrag Shoghi Effendis an einen Nationalen Geistigen Rat formuliert:
»Die von Bahá’u’lláh im Kitáb-i-Aqdas offenbarten Gesetze sind überall, wo sie angewandt werden können und nicht in direktem Widerspruch zum staatlichen Recht stehen, für alle Gläubigen und alle Bahá’í-Institutionen des Ostens wie des Westens absolut verbindlich. Einige Gesetze … sollen von allen Gläubigen schon jetzt als anwendbar und lebensnotwendig betrachtet werden. Andere wurden im Vorgriff auf eine Gesellschaft formuliert, die dereinst aus den chaotischen Verhältnissen, die heute herrschen, erstehen wird … Was nicht im Aqdas verfügt ist, wie auch Details und zweitrangige Fragen, die sich aus der Anwendung der Gesetze Bahá’u’lláhs ergeben, wird durch das Universale Haus der Gerechtigkeit zu regeln sein. Was Bahá’u’lláh bestimmt hat, kann diese Körperschaft ergänzen, jedoch niemals außer Kraft setzen oder auch nur im geringsten abändern. Genausowenig hat der Hüter das Recht, Vorschriften dieses grundlegenden, geheiligten Buches zu lockern oder gar aufzuheben.« Q9
Die Zahl der Gesetze, die für die Bahá’í schon bindend sind, wird durch die Veröffentlichung der vorliegenden Übersetzung nicht erhöht. Zu gegebener Zeit wird die Bahá’í-Gemeinde darüber informiert werden, welche weiteren Gesetze für die Gläubigen verbindlich sind. Ihr wird alle Führung und gegebenenfalls auch die ergänzende Gesetzgebung zuteilwerden, die für die Anwendung der Gesetze erforderlich ist.
Im Allgemeinen sind die Gesetze des Kitáb-i-Aqdas kurz und bündig. Die Knappheit des Stils zeigt sich unter anderem darin, dass viele Gesetze so formuliert sind, als gälten sie nur für den Mann. Doch aus den Schriften des Hüters wird deutlich, dass, wo Bahá’u’lláh ein Gesetz für das Verhältnis von Mann und Frau gibt, dieses mutatis mutandis auch zwischen der Frau und dem Mann gilt, sofern der Kontext dies nicht ausschließt. So verbietet beispielsweise der Text des Kitáb-i-Aqdas dem Mann, seine Stiefmutter zu heiraten. Der Hüter weist jedoch darauf hin, dass ebenso auch der Frau verboten ist, ihren Stiefvater zu heiraten. Dieses Rechtsverständnis hat im Lichte des fundamentalen Grundsatzes von der Gleichheit der Geschlechter weitreichende Auswirkungen, was beim Studium des heiligen Textes beachtet werden sollte. Dass Mann und Frau sich voneinander in gewissen Merkmalen und Aufgaben unterscheiden, ist eine unausweichliche Gegebenheit der Natur, die einander ergänzende Rollen in bestimmten Gesellschaftsbereichen möglich macht. Bedeutsam ist jedoch die Feststellung ‘Abdu’l-Bahás, dass in dieser göttlichen Offenbarung »die Gleichberechtigung von Mann und Frau, abgesehen von einigen unwesentlichen Ausnahmen, umfassend und kategorisch verkündet ist«.
Auf die enge Verwandtschaft des Kitáb-i-Aqdas mit den Heiligen Büchern früherer göttlicher Offenbarungen wurde bereits hingewiesen. Besonders eng ist seine Beziehung zum Bayán, dem vom Báb offenbarten Buch der Gesetze. Sie wird durch die folgenden Auszüge aus Briefen im Auftrag des Hüters erläutert:
»Nach Shoghi Effendis Auffassung sollte man besonderes Gewicht darauf legen, dass die Bahá’í-Offenbarung eine Einheit darstellt, die auch den Glauben des Báb einschließt … Die Religion des Báb sollte nicht von der Bahá’u’lláhs getrennt werden. Zwar wurde das Gesetz des Bayán durch das Gesetz des Aqdas aufgehoben und ersetzt, doch sollten wir angesichts der Tatsache, dass der Báb sich selbst als Vorläufer Bahá’u’lláhs verstand, beide Sendungen als Einheit betrachten: die vorausgehende Offenbarung war der Auftakt für die nachfolgende. Q10
Der Báb sagt, Seine Gesetze seien vorläufig und der Annahme durch die kommende Manifestation bedürftig. Dies ist der Grund, warum Bahá’u’lláh im Buch Aqdas einige Gesetze übernommen, andere abgeändert und viele aufgehoben hat.«
Wie der Báb den Bayán um die Mitte Seiner prophetischen Amtszeit offenbart hat, so offenbarte auch Bahá’u’lláh das Kitáb-i-Aqdas um 1873, ungefähr zwanzig Jahre, nachdem Er im Síyáh-Chál von Ṭihrán die Ankündigung Seiner Offenbarung erhalten hatte. In einer Tafel bemerkt Er, Er habe das Aqdas nach seiner Offenbarung eine Zeitlang zurückgehalten, bevor es an die Gläubigen im Írán gesandt wurde. Wie Shoghi Effendi berichtet, hat
»Bahá’u’lláh, nachdem Er das Grundgesetz Seiner Sendung im Kitáb-i-Aqdas formuliert hatte, … gegen Ende Seines prophetischen Amtes noch einige Vorschriften und Grundsätze offenbart, die zum Kern Seines Glaubens gehören. Er bekräftigte früher schon verkündete Wahrheiten, entwickelte und erläuterte einige Seiner Gesetze, offenbarte erneut Prophezeiungen und Warnungen und gab zusätzliche Weisungen, welche die Vorschriften Seines Heiligsten Buches ergänzen. All dies ist in zahlreichen Tafeln verzeichnet, die Er bis in die letzten Tage Seines Erdenlebens offenbarte …« Q11
Zu diesen Werken gehören die Fragen und Antworten, eine Zusammenstellung von Zaynu’l-Muqarrabín, dem bedeutendsten Kopisten der Schriften Bahá’u’lláhs. Sie bestehen aus Antworten, die Bahá’u’lláh auf Fragen von Gläubigen offenbarte, und bilden einen unschätzbaren Anhang zum Kitáb-i-Aqdas. 1978 wurden die wichtigsten anderen Schriften dieser Art in einer englischen Zusammenstellung unter dem Titel Tablets of Bahá’u’lláh revealed after the Kitáb-i-Aqdas veröffentlicht.A1
Einige Jahre nach der Offenbarung des Kitáb-i-Aqdas ließ Bahá’u’lláh handgeschriebene Kopien davon an Bahá’í im Írán senden und dann im Jahr 1309 d. H. (1890–91 n. Chr.) gegen Ende Seines Lebens, den arabischen Originaltext in Bombay veröffentlichen.
Noch ein Wort zum Sprachstil der englischen Übersetzung des Kitáb-i-Aqdas. Bahá’u’lláh verfügte über eine hohe Meisterschaft im Arabischen, das Er für solche Tafeln und Schriften verwandte, bei denen es auf die dieser Sprache eigene Präzision der Begriffe besonders ankam, um zentrale Grundsätze darzustellen. Über die Wahl der Sprache hinaus ist der Stil des Aqdas erhaben, das Gefühl ansprechend, ungemein bezwingend. Dies gilt vor allem für den, der mit der großen literarischen Tradition vertraut ist, in der das Werk entstand. Als Shoghi Effendi seine Übersetzung begann, stand er vor der schwierigen Aufgabe, einen englischen Stil zu finden, der nicht nur die exakte Bedeutung des Textes getreu wiedergibt, sondern zugleich im Leser den Geist andächtiger Ehrfurcht weckt, der das kennzeichnende Merkmal der rechten Zuwendung zum Original ist. Der von Shoghi Effendi gewählte Sprachstil erinnert an den Stil der Bibelübersetzer im siebzehnten Jahrhundert. Er lässt die gehobene Sprachebene von Bahá’u’lláhs Arabisch erahnen und bleibt doch dem zeitgenössischen Leser zugänglich. Shoghi Effendis Übersetzungen sind im Übrigen von seinem einmalig inspirierten Verständnis für die Bedeutung und den tieferen Sinn der Originale geprägt.
Beide Sprachen, die englische wie die arabische, haben einen großen Wortschatz und ungemein differenzierte Ausdrucksformen, und doch sind sie in ihren Strukturen höchst verschieden. Kennzeichnend für das Arabische des Kitáb-i-Aqdas ist eine stark konzentrierte Knappheit des Ausdrucks. Es gehört zu den Merkmalen dieses Stils, dass ein offenkundiger Begriffsinhalt nicht ausdrücklich erklärt wird. Das schafft Probleme für Leser, deren kultureller, religiöser und literarischer Hintergrund völlig verschieden vom Arabischen ist. Eine Stelle, die im Arabischen klar ist, kann, wörtlich übersetzt, im Englischen dunkel erscheinen. Man muss deshalb in ihre Übersetzung das nicht ausdrücklich erwähnte Element des arabischen Satzes aufnehmen. Zugleich muss man sich sehr hüten, diesen Prozess so weit zu treiben, dass man dem Original nicht zu rechtfertigende Ergänzungen unterschiebt oder seine Bedeutung einschränkt. Das richtige Gleichgewicht zwischen dem schönen, klaren Ausdruck auf der einen und der buchstäblichen Bedeutung eines Begriffs auf der anderen Seite ist eines der Hauptprobleme, mit denen die Übersetzer zu kämpfen hatten, so dass die Wiedergabe mancher Textstellen mehrfach beraten werden musste. Ein großes Problem liegt auch in der rechtlichen Bedeutung bestimmter arabischer Begriffe, deren Konnotationen von denen der entsprechenden englischen Begriffe abweichen.
Es versteht sich, dass die Übersetzung einer heiligen Schrift besonderer Sorgfalt und Genauigkeit bedarf. Dies umso mehr, wenn es sich um ein Gesetzbuch handelt, bei dem es entscheidend darauf ankommt, dass der Leser nicht irregeführt oder zu fruchtlosen Disputen verleitet wird. Wie vorhergesehen, war die Übersetzung des Heiligsten Buches ein überaus schwieriges Unterfangen, das die Beratung mit Fachleuten aus vielen Ländern erforderlich machte. Da ungefähr ein Drittel des Textes bereits von Shoghi Effendi übersetzt worden war, mussten an die Übersetzung des übrigen Textes drei Kriterien angelegt werden: Genauigkeit, Schönheit der Sprache und Übereinstimmung mit dem Stil, den Shoghi Effendi verwandt hat.
Wir meinen, dass die Übersetzung nunmehr einen Punkt erreicht hat, wo sie das Original angemessen wiedergibt. Dennoch wird sie zweifellos Anlass zu Fragen und Anregungen bieten, die neues Licht auf den Inhalt des Buches werfen werden. Den Mitgliedern der Kommissionen, die von uns mit der Vorbereitung und der Durchsicht dieser Übersetzung des Aqdas sowie mit der Zusammenstellung der Anmerkungen beauftragt waren, sind wir für ihre ausdauernde, penible Arbeit zutiefst dankbar. Wir sind zuversichtlich, dass diese erste autorisierte englische Ausgabe des Kitáb-i-Aqdas dem Leser ermöglichen wird, wenigstens einen Schimmer vom Glanz des Mutterbuches der Bahá’í-Offenbarung zu gewinnen.
Unsere Welt ist in den Kernschatten einer Zeit fundamentalen Wandels getreten, der alles in ihrer stürmischen Geschichte Dagewesene übertrifft. Ihre Völker, gleich welcher Rasse, Nation oder Religion sie auch angehören, sind gefordert, alle nachrangigen Treuepflichten und alle begrenzten Identitäten ihrer Einheit als Bürger einer einzigen planetaren Heimat unterzuordnen. Mit den Worten Bahá’u’lláhs: »Die Wohlfahrt der Menschheit, ihr Friede und ihre Sicherheit sind unerreichbar, wenn und ehe nicht ihre Einheit fest begründet ist.«Q12 Möge diese Übersetzung des Kitáb-i-Aqdas der Verwirklichung dieser weltumfassenden Vision einen neuen Impuls verleihen und den Ausblick auf eine weltweite Erneuerung eröffnen.
Das Universale Haus der Gerechtigkeit

Shoghi Effendis Beschreibung des Kitáb-i-Aqdas in seinem Geschichtswerk Gott geht vorüberA2

So einzigartig und verblüffend diese Verkündigung auch war, so erwies sie sich doch nur als Auftakt zu einer noch mächtigeren Offenbarung der Schöpferkraft ihres Urhebers, als Auftakt zu dem wohl bedeutsamsten Schritt Seiner Sendung – der Offenbarung des Kitáb-i-Aqdas. Dieses Werk, auf das schon im Kitáb-i-Íqán hingewiesen wurde, ist der Hauptquell des Gesetzes, das der Prophet Jesaja vorausgesehen hatte und das der Verfasser der Apokalypse den »neuen Himmel« und die »neue Erde«Q13, »die Stiftshütte Gottes«Q14, die »Heilige Stadt«Q15, die »Braut«Q16, das »von Gott herabkommende Neue Jerusalem«Q17 nannte; dieses »Heiligste Buch«Q18, dessen Bestimmungen mindestens tausend Jahre gelten und dessen System den gesamten Erdkreis umfassen wird, darf wohl als die strahlendste Ausgießung des Geistes Bahá’u’lláhs, als das Mutterbuch Seiner Sendung, die Charta Seiner neuen Weltordnung angesehen werden.
Offenbart kurz nach Bahá’u’lláhs Überstellung in das Haus von ‘Údí Khammár (um 1873), in einer Zeit voller Drangsal, verursacht durch die Taten Seiner Feinde, aber auch der bekennenden Anhänger Seines Glaubens, sticht dieses Buch, diese Schatzkammer der unschätzbaren Perlen Seiner Offenbarung, durch die Grundsätze, die es enthält, durch die Institutionen der Gemeindeordnung, die es vorschreibt, und durch die Funktion, die es dem ernannten Nachfolger des Verfassers überträgt, als einzigartig und unvergleichlich unter den Heiligen Schriften der Welt hervor. Denn anders als das Alte Testament und die früheren Heiligen Bücher, in denen die ursprünglich vom Propheten selbst erlassenen Gebote nicht vorhanden sind; anders als die Evangelien, in denen die wenigen Worte, die Jesus Christus zugeschrieben werden, keine klare Weisung für die künftige Verwaltung der Angelegenheiten Seines Glaubens bieten; sogar anders als der Qur’án, der zwar sehr konkret in den Gesetzen und Verordnungen ist, die der Apostel Gottes darlegt, aber zur höchst bedeutsamen Frage der Nachfolge schweigt, wurde das Kitáb-i-Aqdas vom ersten bis zum letzten Wort vom Stifter des Bahá’í-Glaubens offenbart und bewahrt der Nachwelt nicht nur die Gesetze und Gebote, auf denen der Bau Seiner künftigen Weltordnung ruhen wird, es verordnet auch neben der Aufgabe der Auslegung, die es Seinem Nachfolger überträgt, die notwendigen Institutionen, die allein die Einheit und Unversehrtheit des Glaubens zu sichern vermögen.
In dieser Charta der künftigen Weltkultur verkündet ihr Verfasser – zugleich Richter, Gesetzgeber, Vereiniger und Erlöser der Menschheit – den Königen der Erde, dass das »Größte Gesetz«Q19 erlassen wurde; nennt sie Seine Vasallen und sich selbst den »König der Könige«Q20; weist jede Absicht von sich, Hand an ihre Reiche zu legen, behält sich aber das Recht vor, »von den Herzen der Menschen Besitz zu ergreifen«Q21; warnt die Geistlichen in aller Welt davor, das »Buch Gottes« nach Maßstäben zu beurteilen, die bei ihnen im Schwange sind, und versichert, dass das Buch selbst die »untrügliche Waage«Q22 für die Menschen ist. Er stiftet darin in aller Form das »Haus der Gerechtigkeit«Q23, umreißt seine Aufgaben, bestimmt seine Einkünfte und bezeichnet seine Mitglieder als »die Männer der Gerechtigkeit«Q24, »die Bevollmächtigten Gottes«Q25, »die Treuhänder des Allbarmherzigen«Q26; spricht andeutungsweise vom künftigen Mittelpunkt Seines Bundes, dem Er die Funktion überträgt, Seine heilige Schrift auszulegen; sieht implizit die Institution des Hütertums vor; bezeugt den umwälzenden Einfluss Seiner Weltordnung, formuliert die Lehre von der »Größten Unfehlbarkeit«Q27, bekräftigt, dass diese Unfehlbarkeit ausschließlich den Propheten zu eigen ist, und schließt jede Möglichkeit aus, dass vor Ablauf von tausend Jahren eine weitere Manifestation Gottes erscheint.
Er verfügt in diesem Buch überdies die Pflichtgebete; legt die Zeit für das Fasten fest; verbietet – das Totengebet ausgenommen – das Gemeinschaftsgebet; bestimmt die Qiblih und das Ḥuqúqu’lláh (das Recht Gottes); formuliert das Erbrecht; verfügt die Einrichtung des Mashriqu’l-Adhkár; ordnet das Neunzehntagefest, die Bahá’í-Feiertage und die Schalttage an; schafft das Priestertum ab, verbietet Sklavenhandel, Asketentum, Bettelei, Mönchtum, die Beichte, den Gebrauch von Kanzeln und den Handkuss; schreibt die Einehe vor; verurteilt Tierquälerei, Müßiggang und Faulheit, üble Nachrede und Verleumdung; missbilligt die Scheidung; verbietet das Glücksspiel, den Genuss von Opium, Wein und anderen berauschenden Getränken; bestimmt die Strafen für die vorsätzliche Tötung eines Menschen, für Brandstiftung, unehelichen Beischlaf und Diebstahl; betont die Bedeutung der Ehe und regelt deren Rechtsgrundlagen; verpflichtet jedermann zur Ausübung eines Gewerbes oder Berufes und erhebt solche Arbeit in den Rang des Gottesdienstes; betont die Notwendigkeit, die erforderlichen Mittel für die Kindererziehung aufzubringen; und verpflichtet jedermann, ein Testament zu schreiben und der Regierung strikten Gehorsam zu leisten.
Zusätzlich zu diesen Vorkehrungen ermahnt Bahá’u’lláh Sein Volk, mit den Gläubigen aller Religionen unterschiedslos herzliche und einträchtige Gemeinschaft zu pflegen; warnt sie vor Fanatismus, Aufruhr, Stolz, Wortstreit und Rechthaberei und verlangt von ihnen makellose Reinheit, unbedingte Wahrhaftigkeit, untadelige Keuschheit, Vertrauenswürdigkeit, Gastfreundschaft, Treue, Höflichkeit, Langmut und Gerechtigkeit. Er rät ihnen, »wie die Finger einer Hand«, wie »die Glieder eines Leibes«Q28 zu sein, ruft sie auf, sich zu erheben, um Seiner Sache zu dienen, und sichert ihnen Seinen unverbrüchlichen Beistand zu. Des weiteren äußert Er sich über die Unbeständigkeit der Verhältnisse auf Erden und verkündet, dass wahre Freiheit in der Unterwerfung unter Sein Gebot bestehe. Er warnt vor falscher Nachsicht in der Anwendung Seiner Gesetze und konstituiert die beiden untrennbaren Pflichten, den »Tagesanbruch der Offenbarung Gottes«Q29 anzuerkennen und alle Seine Gebote zu befolgen. Dabei stellt Er klar, dass nur die Erfüllung beider Pflichten von Gott angenommen wird.
Der eindringliche Aufruf an die Präsidenten der amerikanischen Republiken, am Tage Gottes die Gelegenheit zu ergreifen und für die Sache der Gerechtigkeit einzutreten; die Aufforderung an die Mitglieder der Parlamente in aller Welt, eine einheitliche Sprache und Schrift anzunehmen; Seine Warnungen an Wilhelm I., den Bezwinger Napoleons III.; der Tadel, den Er an Franz Joseph, den Kaiser von Österreich, richtete; Sein Hinweis auf das »Wehklagen Berlins«Q30 in Seinen Worten an die »Ufer des Rheins«Q31; Seine Verurteilung des »Throns der Tyrannei« in Konstantinopel; die Vorhersage des Verlöschens des »äußeren Glanzes«Q32 dieser Stadt und der Trübsale für ihre Bewohner; die Worte der Ermunterung und des Trostes für Seine Heimatstadt, der Er versichert, Gott habe sie »zum Quell der Freude für die ganze Menschheit auserkoren«Q33; Seine Prophezeiung, »die Helden von Khurásán werden« zur Verherrlichung ihres Herrn »die Stimme erheben«Q34; Seine Versicherung, dass »Menschen von großem Heldenmut«Q35 in Kirmán erweckt werden, von Ihm zu künden; und schließlich Seine großmütige Zusicherung an Seinen treulosen Bruder, der Ihm solche Pein bereitete, der »immervergebende, allgütige«Q36 Gott werde ihm seine Sünden verzeihen, wenn er sie nur bereue – all dies bereichert den Inhalt eines Buches, das sein Verfasser als »Quell wahren Glücks«Q37, als »untrügliche Waage«Q38, als »der Gerade Pfad«Q39, als »Lebensspender der Menschheit«Q40 bezeichnet.
Die Gesetze und Gebote, die das Hauptthema dieses Buches bilden, nennt Bahá’u’lláh »den Lebensodem für alles Erschaffene«Q41, »die mächtigste Festung«Q42, »Früchte« an Seinem »Baume«Q43, »das beste Mittel, die Ordnung in der Welt zu erhalten und die Sicherheit ihrer Völker zu bewahren«Q44, »Lampen Seiner Weisheit und liebevollen Vorsehung«Q45, den »süßen Duft Seines Gewandes«Q46 und die »Schlüssel« zu Seiner »Gnade«Q47 für Seine Geschöpfe. »Dieses Buch«, bezeugt Er, »ist ein Himmel, den Wir mit den Sternen Unserer Gebote und Verbote geschmückt haben.« »Selig«, bestätigt Er weiterhin, »wer es liest und über seine Verse nachdenkt, herabgesandt von Gott, dem Herrn der Kraft, dem Allmächtigen. Sprich: O Menschen! Haltet euch daran mit der Hand der Ergebung. … Bei Meinem Leben! Solcherart ward es herabgesandt, dass der Menschengeist darob in Staunen gerät. Wahrlich, es ist Mein gewichtigstes Zeugnis für alle Menschen, des Allerbarmers Beweis für alle im Himmel und auf Erden.« Und wiederum: »Selig der Gaumen, der seine Süße schmeckt, und das schauende Auge, das erkennt, was darinnen verwahrt ist, und das verstehende Herz, das seine verschlüsselten Hinweise und Mysterien erfasst. Bei Gott! So groß ist die Majestät des darin Offenbarten, so gewaltig die Offenbarung seiner verschleierten Hinweise, dass der Sprache die Lenden erbeben beim Versuch, sie zu beschreiben.« Und schließlich: »Das Kitáb-i-Aqdas ist so offenbart, dass es alle göttlich bestimmten Sendungen anzieht und umfasst. Selig, wer es gründlich liest! Selig, wer es begreift! Selig, wer darüber meditiert! Selig, wer über seine Bedeutung nachdenkt! So groß ist seine Wirkung, dass es alle Menschen erfasst, noch ehe sie es erkennen. Binnen kurzem werden seine souveräne Gewalt, sein alldurchdringender Einfluss und die Größe seiner Macht auf Erden offenbar werden.«Q48

Das Kitáb-i-Aqdas

Im Namen des höchsten Herrschers über alles, was war, ist und was sein wird!
Die erste Pflicht, die Gott Seinen Dienern auferlegt, ist die Anerkennung Dessen, Der der Tagesanbruch Seiner Offenbarung, der Urquell Seiner Gesetze ist und Gott im Reiche Seiner Sache und in der Welt der Schöpfung vertritt. Wer diese Pflicht erfüllt, hat alles Gute erreicht, und wer dessen beraubt ist, geht in die Irre, hätte er auch alle gerechten Werke vollbracht. Wer diese höchst erhabene Stufe, diesen Gipfel überragender Herrlichkeit erreicht, muss jedem Gebot Dessen folgen, Der der Ersehnte der Welt ist. Beide Pflichten sind untrennbar, und nur die Erfüllung beider wird angenommen. So wurde es von Ihm, dem Quell göttlicher Eingebung, verfügt.
Wem Gott Einsicht gegeben, der wird leicht erkennen, dass Gottes Gesetz das beste Mittel ist, die Ordnung in der Welt zu erhalten und die Sicherheit ihrer Völker zu bewahren. Wer sich von ihm abwendet, zählt zu den Niedriggesinnten und Toren. Wir haben euch wahrlich geboten, euren üblen Leidenschaften und verderbten Neigungen den Befehl zu verweigern und nicht die Grenzen zu überschreiten, die die Feder des Höchsten gesetzt hat, denn diese Grenzen sind der Lebensodem für alles Erschaffene. Die Meere göttlicher Weisheit und göttlicher Rede wogen hoch im Windhauch des Allbarmherzigen. Eilt, euch satt zu trinken, o ihr Verständigen! Wer Gottes Bund verletzt, indem er Seine Gebote übertritt, wer auf dem Absatz kehrtmacht, hat sich vor Gott, dem Allbesitzenden, dem Höchsten, schmerzlich geirrt.
O ihr Völker der Welt! Wisset mit Gewissheit, dass Meine Gebote die Lampen Meiner liebevollen Vorsehung unter Meinen Dienern und die Schlüssel Meiner Gnade für Meine Geschöpfe sind. So ist es aus dem Himmel des Willens eures Herrn, des Herrn der Offenbarung, herabgesandt. Sollte ein Mensch die Süße der Worte kosten, welche die Lippen des Allbarmherzigen zu äußern beliebten, und wären die Schätze der Erde in seinem Besitz, so würde er sie allesamt aufgeben, um die Wahrheit auch nur eines Seiner Gebote zu verteidigen, die über dem Morgen Seiner gnädigen Fürsorge und Güte leuchten.
Sprich: Aus Meinen Gesetzen strömt der süße Duft Meines Gewandes, und mit ihrer Hilfe werden die Banner des Sieges auf den höchsten Höhen gehisst. Die Zunge Meiner Macht hat aus dem Himmel Meiner allmächtigen Herrlichkeit diese Worte an Meine Schöpfung gerichtet: »Haltet Meine Gebote aus Liebe zu Meiner Schönheit!« Glücklich der Liebende, der den göttlichen Duft seines Höchstgeliebten einatmet aus diesen Worten, erfüllt mit dem Wohlgeruch einer Gnade, die keine Zunge beschreiben kann. Bei Meinem Leben! Wer den erlesenen Wein der Gerechtigkeit aus den Händen Meiner großmütigen Gunst trinkt, wird Meine Gebote, die vom Morgen Meiner Schöpfung leuchten, umkreisen.
Wähnt nicht, Wir hätten euch nur ein Gesetzbuch offenbart. Nein, Wir haben den erlesenen Wein mit den Fingern der Macht und Kraft entsiegelt. Dafür zeugt, was die Feder der Offenbarung enthüllt hat. Denkt darüber nach, o ihr Einsichtsvollen!
Wir verordneten euch ein Pflichtgebet mit neun Rak‘ah, das Gott, dem Offenbarer der Verse, am Mittag, am Morgen und am Abend darzubringen ist. Von einer größeren Zahl haben Wir euch befreit, wie im Buche Gottes befohlen. Er ist wahrlich der Gebieter, der Allmächtige, der Unbeschränkte. Wollt ihr dieses Gebet verrichten, so wendet euch dem Hof Meiner hochheiligen Gegenwart zu, diesem geweihten Ort, von Gott zur Mitte gemacht, darum die Höchste Schar kreist, und zum Punkt der Anbetung für die Bewohner der Städte der Ewigkeit bestimmt, zum Quell des Befehls für alle im Himmel und auf Erden. Und wenn die Sonne der Wahrheit und der Rede untergeht, so wendet euer Angesicht dem Orte zu, den Wir euch bestimmt haben. Er ist wahrlich der Allmächtige, der Allwissende.
Alles Seiende ist auf Sein unwiderstehliches Geheiß ins Dasein getreten. Wenn Meine Gesetze wie die Sonne am Himmel Meiner Rede erscheinen, so müssen alle sie getreulich befolgen, selbst wenn Mein Gebot den Himmel einer jeden Religion spaltete. Er tut, was Ihm beliebt. Er wählt, und niemand darf Seine Wahl in Zweifel ziehen. Was Er, der Vielgeliebte, bestimmt, ist wahrlich geliebt. Dafür ist der Herr der ganzen Schöpfung Mein Zeuge. Wer den süßen Duft des Allbarmherzigen verspürt und den Quell dieser Rede erkennt, wird sehenden Auges die Pfeile des Feindes willkommen heißen, um die Wahrheit des Gottesgesetzes unter den Menschen aufzurichten. Wohl dem, der sich dorthin wendet und die Bedeutung Seines entscheidenden Gebotes erfasst.
Die Einzelheiten des Pflichtgebets haben Wir auf einer anderen Tafel ausgeführt. Selig ist, wer befolgt, was ihm durch Ihn, den Herrscher über die ganze Menschheit, geboten ward. Im Totengebet sind von Gott, dem Offenbarer der Verse, sechs besondere Abschnitte herabgesandt. Einer, der des Lesens kundig ist, trage vor, was vor diesen Abschnitten offenbart ist. Wer dessen nicht mächtig ist, den hat Gott von dieser Pflicht befreit. Er ist in Wahrheit der Mächtige, der Vergebende.
Haar macht euer Gebet nicht ungültig, auch nichts, woraus der Geist gewichen ist, wie Knochen und dergleichen. Es steht euch frei, den Pelz des Zobels zu tragen, auch den des Bibers, des Eichhörnchens und anderer Tiere. Das Verbot beruht nicht auf dem Qur’án, sondern auf dem Irrtum der Geistlichen. Er ist wahrlich der Allherrliche, der Allwissende.
Wir haben euch geboten, vom Reifealter an zu beten und zu fasten. Dies ist von Gott, eurem Herrn und dem Herrn eurer Väter, befohlen. Als Gnade aus Seiner Gegenwart hat Er jene ausgenommen, die durch Krankheit oder Alter geschwächt sind – Er ist der Vergebende, der Großmütige. Gott stellt euch frei, euch auf jeder Fläche niederzuwerfen, die rein ist. In dieser Hinsicht haben Wir die Beschränkung aufgehoben, die im Buche verzeichnet war. Gott hat fürwahr Wissen von dem, was ihr nicht kennt. Wer für die Waschung kein Wasser findet, spreche fünfmal die Worte: »Im Namen Gottes, des Reinsten, des Reinsten«; dann verrichte er sein Gebet. Dies gebietet der Herr aller Welten. In Gegenden, wo die Tage und Nächte lang werden, sind die Gebetszeiten durch Uhren und andere den Gang der Stunden anzeigende Instrumente zu bestimmen. Er ist wahrlich der Erklärende, der Weise.
Wir befreien euch von dem Gebet der Zeichen. Treten furchterregende Naturereignisse ein, so ruft euch die Macht und Majestät eures Herrn vor Augen – Er, Der alles hört und sieht – und sprecht: »Die Größe ist Gottes, des Herrn des Sichtbaren und des Unsichtbaren, des Herrn der Schöpfung.«
Es wurde geboten, dass jeder das Pflichtgebet für sich allein verrichtet. Mit Ausnahme des Totengebets ist das Gemeinschaftsgebet abgeschafft. Er ist in Wahrheit der Gesetzgeber, der Allweise.
Gott hat die Frau für die Dauer der Monatsregel vom Pflichtgebet und vom Fasten befreit. Stattdessen preise sie nach ihren Waschungen Gott, indem sie zwischen dem Mittag eines Tages und dem folgenden fünfundneunzigmal spricht: »Verherrlicht sei Gott, der Herr des Glanzes und der Schönheit.« So ist es verordnet in dem Buche – gehörtet ihr doch zu denen, die begreifen!
Wenn ihr – ob Mann oder Frau – auf einer Reise an einem sicheren Ort rastet, dann werft euch für jedes versäumte Pflichtgebet einmal nieder und sprecht dabei: »Verherrlicht sei Gott, der Herr der Macht und Majestät, der Gnade und der Großmut!« Wer hierzu außerstande ist, sage nur: »Verherrlicht sei Gott!«; das wird fürwahr genügen. Er ist in Wahrheit der allgenügende, der ewigseiende, der vergebende, der barmherzige Gott. Nach euren Prostrationen setzt euch – ob Mann oder Frau – mit gekreuzten Beinen nieder und sprecht achtzehnmal: »Verherrlicht sei Gott, der Herr beider Reiche, der Erde und des Himmels!« So macht euch der Herr die Wege der Wahrheit und der Führung deutlich, Wege, die zu einem Weg führen, der dieser gerade Pfad ist. Danket Gott für diese Gunst und Gnade; lobpreiset Ihn für diese Gabenfülle, welche die Himmel und die Erde umfängt; verherrlicht Ihn für diese Barmherzigkeit, welche der ganzen Schöpfung vorausging.
Sprich: Gott hat Meine verborgene Liebe zum Schlüssel für den verborgenen Schatz gemacht – würdet ihr es doch erkennen! Ohne den Schlüssel bliebe der Schatz in alle Ewigkeit verborgen – wolltet ihr es doch glauben! Sprich: Hier ist der Quell der Offenbarung, der Aufgangsort des Strahlenglanzes, dessen Helle die Horizonte der Welt erleuchtet. O dass ihr es doch verstündet! Dies ist wahrlich das feste Gebot, durch das alle unwiderruflichen Gebote fest gegründet sind.
O Feder des Höchsten! Sprich: O Volk der Welt! Wir haben euch für eine kurze Zeit das Fasten geboten und euch an dessen Ende Naw-Rúz als Fest bestimmt. So erstrahlte die Sonne der Rede über dem Horizont des Buches, wie es Er, der Herr des Anfangs und des Endes, geboten. Legt des Jahres überzählige Tage vor den Fastenmonat. Wir bestimmten, dass diese Tage und Nächte die Offenbarungen des Buchstabens Há seien; so werden sie nicht begrenzt vom Jahr und seinen Monaten. Das Volk Bahás sollte während dieser Tage sich, den Verwandten und auch den Armen und Bedürftigen Festmahle bereiten, den Herrn mit jubelnder Freude preisen und verherrlichen, Sein Lob singen und Seinen Namen erhöhen. Und wenn sich diese Tage des Gebens, die der Zeit der Enthaltsamkeit vorangehen, zu Ende neigen, dann beginne es mit dem Fasten. So hat es der Herr der ganzen Menschheit geboten. Reisende, Kranke und jene, die schwanger sind oder stillen, sind nicht an das Fasten gebunden. Sie sind von Gott zum Zeichen Seiner Gnade davon befreit. Er ist wahrlich der Allmächtige, der Großzügigste.
Dies sind Gottes Gebote, niedergeschrieben von Seiner erhabensten Feder in den Büchern und Tafeln. Haltet euch fest an Seinen Satzungen und Befehlen und zählt nicht zu denen, die, eitlen Einbildungen und wertlosen Vorstellungen folgend, sich an ihre selbstgezimmerten Maßstäbe halten und das von Gott verfügte Richtmaß verwerfen. Enthaltet euch der Speise und des Tranks von Sonnenaufgang bis Sonnenuntergang und habt acht, dass Gier euch nicht der Gnade beraube, die im Buche bestimmt ist.
Jedem, der an Gott, den Herrn des Gerichts, glaubt, ist geboten, sich täglich, nachdem er die Hände und dann das Gesicht gewaschen hat, niederzusetzen, sich Gott zuzuwenden und fünfundneunzigmal ›Alláh-u-Abhá‹ zu wiederholen. Also befahl der Schöpfer der Himmel, als Er Sich voll Macht und Majestät auf dem Thron Seiner Namen niederließ. Verrichtet ebenso die Waschungen für das Pflichtgebet. Dies ist der Befehl Gottes, des Unvergleichlichen, des Uneingeschränkten.
Mord und Totschlag, der uneheliche Beischlaf, üble Nachrede und Verleumdung sind euch verboten. So haltet euch fern von dem, was in den Heiligen Büchern und Tafeln verboten ward.
Wir haben die Erbschaft in sieben Kategorien eingeteilt: Den Kindern weisen Wir neun Teile mit fünfhundertvierzig Anteilen zu; der Ehefrau acht Teile mit vierhundertachtzig Anteilen; dem Vater sieben Teile mit vierhundertzwanzig Anteilen; der Mutter sechs Teile mit dreihundertsechzig Anteilen; den Brüdern fünf Teile oder dreihundert Anteile; den Schwestern vier Teile oder zweihundertvierzig Anteile und den Lehrern drei Teile oder hundertachtzig Anteile. So gebot es Mein Vorläufer, Er, der Meinen Namen zur Nachtzeit und in der Morgendämmerung pries. Als Wir das Klagen der noch ungeborenen Kinder vernahmen, verdoppelten Wir ihr Teil und verminderten die Teile der übrigen. Er hat in Wahrheit die Macht zu gebieten, was Er wünscht, und kraft Seiner souveränen Macht tut Er, was Er will.
Hinterlässt der Verstorbene keine Nachkommen, so fällt deren Anteil an das Haus der Gerechtigkeit, damit er von den Treuhändern des Allbarmherzigen für Waisen und Witwen ausgegeben werde sowie für alles, was der Allgemeinheit nutzt, auf dass alle ihrem Herrn, dem Allgütigen, dem Vergeber, dankbar sind.
Hinterlässt der Verstorbene Nachkommen, aber keine Erben der übrigen im Buch genannten Kategorien, so erhalten seine Nachkommen zwei Drittel des Nachlasses. Das verbleibende Drittel fällt an das Haus der Gerechtigkeit. Dies ist das Gebot, gegeben in Majestät und Herrlichkeit von Ihm, dem Allbesitzenden, dem Höchsten.
Hinterlässt der Verstorbene keine der genannten Kategorien von Erben, hat er aber unter seinen Verwandten Neffen und Nichten vonseiten seiner Brüder oder Schwestern, so gehen zwei Drittel des Erbes an sie; oder, wenn keine vorhanden sind, an seine Onkel und Tanten väterlicher- wie mütterlicherseits, und nach diesen an deren Söhne und Töchter. Das verbleibende Drittel kommt in jedem Fall dem Sitze der Gerechtigkeit zu. So ist es im Buche verfügt von Ihm, Der über alle Menschen herrscht.
Überlebt den Verstorbenen keiner von denen, deren Namen die Feder des Höchsten aufgezeichnet hat, so fällt sein gesamtes Vermögen dem vorerwähnten Sitze an, damit es ausgegeben werde für den Zweck, den Gott verordnet hat. Er ist wahrlich der Allmächtige, der Gesetzgeber.
Das Wohnhaus und die persönliche Kleidung des Verstorbenen weisen Wir der männlichen, nicht der weiblichen Nachkommenschaft zu, und nicht den anderen Erben. Er ist wahrlich der Freigebige, der Gabenreichste.
Ist der Sohn des Verstorbenen zu Lebzeiten des Vaters verschieden und hat er Kinder hinterlassen, so erben diese den Anteil ihres Vaters, wie es das Buch Gottes vorsieht. Verteilt ihren Anteil mit unbedingter Gerechtigkeit! Also wogen die Meereswellen der Rede und spülen die Gesetze des Herrn der ganzen Menschheit wie Perlen ans Land.
Hinterlässt der Verstorbene minderjährige Kinder, so ist deren Erbteil einer vertrauenswürdigen Person oder Gesellschaft anzuvertrauen, damit er für sie im Handel und in Geschäften angelegt wird, bis sie volljährig sind. Dem Treuhänder ist ein angemessener Teil des aus diesen Anlagen auflaufenden Gewinns zuzuweisen.
Das Vermögen ist erst dann aufzuteilen, wenn das Ḥuqúqu’lláh bezahlt, die Schulden getilgt, die Bestattungskosten beglichen und Vorkehrungen getroffen sind, dass der Verstorbene würdig und ehrenvoll zu seiner letzten Ruhe gebettet wird. So ist es geboten von Ihm, dem Herrn des Anfangs und des Endes.
Sprich: Dies ist das verborgene Wissen, das sich niemals wandelt, da sein Anbeginn bei Neun ist, dem Sinnbild, das auf das Verborgene und das Offenbare hinweist, auf den unverletzlichen, unerreichbar erhabenen Namen. Was Wir den Kindern zuerkannt haben, ist eine Gnadengabe Gottes für sie, damit sie ihrem Herrn, dem Mitleidvollen, dem Barmherzigen, Dank sagen. Dies ist wahrlich Gottes Gesetz; übertretet es nicht, verlockt durch eure niederen, selbstischen Neigungen. Haltet die Gesetze, die Er, der Aufgangsort der Rede, euch auferlegt. Die Aufrichtigen unter Seinen Dienern sehen in den von Gott gegebenen Geboten das Wasser des Lebens für die Gläubigen aller Religionen, die Lampe der Weisheit und der liebenden Vorsehung für alle Bewohner der Erde und des Himmels.
Der Herr hat befohlen, dass in jeder Stadt ein Haus der Gerechtigkeit errichtet werde, in dem sich Beratende nach der Zahl Bahá versammeln sollen. Wird diese Zahl überschritten, so schadet dies nicht. Ihnen sei es, als beträten sie den Hof der Gegenwart Gottes, des Erhabenen, des Höchsten, und als schauten sie Ihn, den Unsichtbaren. Sie sollen die Treuhänder des Allbarmherzigen unter den Menschen sein und sich für alle Erdenbewohner als die von Gott bestimmten Hüter betrachten. Sie sollen miteinander beraten, Gott zuliebe auf die Belange Seiner Diener so achten, wie sie auf ihre eigenen Belange achten, und wählen, was gut und ziemlich ist. So hat es euch der Herr, euer Gott, befohlen. Hütet euch zu verwerfen, was klar offenbart ist auf Seiner Tafel. Fürchtet Gott, o ihr mit Einsicht Begabten!
O Volk der Welt! Bauet Andachtshäuser in allen Landen im Namen Dessen, Der der Herr aller Religionen ist. Macht sie so vollkommen, wie es in der Welt des Seins möglich ist, und schmückt sie mit dem, was ihnen gebührt, nicht aber mit Bildern und Skulpturen. Sodann feiert darin in Freude und Heiterkeit den Lobpreis eures Herrn, des Allbarmherzigen. Wahrlich, Sein Gedenken erheitert das Auge und füllt das Herz mit Licht.
Der Herr hat geboten, dass wer dazu fähig ist, die Pilgerfahrt zum Heiligen Hause unternimmt. Davon hat Er, als Ausdruck Seiner Barmherzigkeit, die Frau befreit. Er ist in Wahrheit der Gabenreichste, der Allgroßmütige.
O Volk Bahás! Es ist jedermanns Pflicht, einer Arbeit nachzugehen – einem Handwerk, dem Handel oder dergleichen. Wir haben solche Arbeit in den Rang der Anbetung des einen wahren Gottes erhoben. Denket nach über die Gnade und die Segensgaben eures Herrn, o Volk, und bringet Ihm Dank dar am Abend und am Morgen! Vergeudet eure Stunden nicht in Faulheit und Müßiggang, sondern tut, was euch und anderen nützt. So ist es befohlen auf dieser Tafel, von deren Horizont die Sonne der Weisheit und der Rede scheint. Am verächtlichsten in den Augen Gottes ist, wer dasitzt und bettelt. Haltet euch fest am Seil der Mittel und setzt euer Vertrauen auf Gott, der für alle Mittel sorgt.
Der Handkuss wurde im Buche verboten. Gott, der Herr der Herrlichkeit und des Befehls, hat diesen Brauch untersagt. Niemand soll einen anderen um Vergebung der Sünden bitten, die Reue walte nur zwischen euch und Gott. Er ist wahrlich der Verzeihende, der Gabenreiche, der Gnädige, Der dem Reuigen vergibt.
O ihr Diener des Barmherzigen! Erhebt euch, Gottes Sache so zu dienen, dass Kummer und Leid aus den Händen derer, die nicht an den Morgen der Zeichen Gottes glauben, euch nicht bedrücken. Zu der Zeit, als die Verheißung erfüllt und der Verheißene offenbart ward, kam es unter den Erdenbewohnern zum Streit, und alle sind ihren Einbildungen und wertlosen Vorstellungen gefolgt.
Manch einer setzt sich an der Tür zwischen die Sandalen, während es ihm im Herzen nach dem Ehrensitz gelüstet. Sprich: Was für ein Mensch bist du, der du eitel und achtlos bist und anders scheinen willst, als du bist? Und manch einer erhebt den Anspruch auf inneres Wissen und auf noch tieferes Wissen verborgen darin. Sprich: Du sprichst die Unwahrheit! Bei Gott! Was du besitzest, sind nur Schalen, die Wir dir überlassen haben, wie man Hunden die Knochen lässt. Bei der Gerechtigkeit Gottes! Wollte jemand der ganzen Menschheit die Füße waschen, sollte er Gott anbeten in den Wäldern, in den Tälern und auf den Bergen, auf hohen Hügeln und luftigen Gipfeln, und sollte er keinen Felsen, keinen Baum oder Krümel Erde als Zeugen seiner Andacht auslassen, so würden dennoch seine Werke von Gott niemals angenommen, wenn nicht der Duft Meines Wohlgefallens von ihm zu verspüren wäre. So ist es bestimmt von Ihm, Der aller Menschen Herr ist. Wie viele haben sich in den Landstrichen Indiens abgesondert, allem entsagt, was Gott erlaubt, sich Härten und Kasteiungen auferlegt, und doch hat Gott, der Offenbarer der Verse, ihrer nicht gedacht. Macht eure Werke nicht zu einer Falle, mit der ihr das Ziel eures Sehnens einzufangen sucht, und beraubt euch nicht selbst dieses letzten Zieles, wonach sich alle Gott Nahen gesehnt haben. Sprich: Was Taten Leben schenkt, ist Mein Wohlgefallen, und von Meiner Annahme hängt alles ab. Lest die Tafeln, damit ihr erkennt, was gemeint ist in den Büchern Gottes, des Allherrlichen, des stets Freigebigen. Wer Meine Liebe erlangt, hat Anspruch auf einen Thron aus Gold, darauf über der ganzen Welt in Ehren zu sitzen. Doch säße, wer Meiner Liebe beraubt ist, auch im Staub der Erde – selbst dieser Staub suchte vor ihm Zuflucht bei Gott, dem Herrn aller Religionen.
Wer vor Ablauf eines vollen Jahrtausends den Anspruch auf eine unmittelbare Gottesoffenbarung erhebt, ist gewiss ein Lügner und Betrüger. Wir beten zu Gott, dass Er ihm gnädig beistehe, einen solchen Anspruch zu widerrufen. So er bereut, wird Gott ihm zweifellos vergeben. Verharrt er jedoch in seinem Irrtum, so wird Gott sicherlich einen herabsenden, der erbarmungslos mit ihm verfährt. Gott ist fürwahr schrecklich, wenn Er straft. Wer immer diesen Vers anders deutet als nach seinem klaren Sinn, ist des Geistes Gottes und Seiner Barmherzigkeit, die alles Erschaffene umfasst, beraubt. Fürchtet Gott und folgt nicht euren eitlen Einbildungen. Nein, folgt vielmehr dem Gebot eures Herrn, des Allmächtigen, des Allweisen. Binnen kurzem wird sich in den meisten Ländern lautes Geschrei erheben. Haltet euch von ihm fern, o Mein Volk, und folgt nicht den Frevlern, den Übelgesinnten. Dies ist, wovor Wir euch warnten, als Wir im ‘Iráq weilten, und später im Land des Geheimnisses, und jetzt von diesem strahlenden Orte.
Seid nicht verzagt, o Völker der Welt, wenn die Sonne Meiner Schönheit untergegangen und der Himmel Meines Heiligtums vor euren Augen verhüllt sein wird. Erhebt euch, um Meine Sache weiterzutragen und Mein Wort unter den Menschen zu erhöhen. Wir sind immer mit euch und werden euch durch die Macht der Wahrheit stärken. Wir sind wahrhaft allmächtig. Wer Mich erkannt hat, wird aufstehen und Mir mit solcher Entschlossenheit dienen, dass die Mächte von Erde und Himmel sein Vorhaben nicht vereiteln können.
Die Völker der Welt schlafen tief. Erwachten sie aus ihrem Schlaf, so eilten sie voll Eifer zu Gott, dem Allwissenden, dem Allweisen. Sie gäben auf, was sie besitzen, und wären es alle Schätze der Erde, damit ihr Herr ihrer gedenke und sie eines einzigen Wortes würdige. So unterrichtet euch Er, Der das Wissen um das Verborgene auf einer Tafel hält, die das Auge der Schöpfung nie sah, und die niemandem außer Seinem eigenen Selbst, dem allmächtigen Schirmherrn aller Welten, enthüllt wurde. So verwirrt sind sie im Rausch ihrer Begierden, dass sie außerstande sind, den Herrn allen Seins zu erkennen, Dessen Stimme laut von allen Seiten ruft: »Es ist kein Gott außer Mir, dem Mächtigen, dem Allweisen.«
Sprich: Freut euch nicht dessen, was ihr besitzt. Heute Nacht ist es noch euer, morgen werden andere es besitzen. So warnt euch der Allwissende, der Allunterrichtete. Sprich: Könnt ihr behaupten, euer Besitz sei dauerhaft oder sicher? Nein, bei Mir, dem Allbarmherzigen, ihr könnt es nicht, so ihr zu denen gehört, die gerecht urteilen! Die Tage eures Lebens verfliegen wie ein Windhauch, und all eure Pracht und Herrlichkeit wird vergehen wie die Pracht und Herrlichkeit derer, die vor euch waren. Bedenket, o Menschen! Was ist aus euren vergangenen Tagen geworden, was aus euren verlorenen Jahrhunderten? Glücklich die Tage, die dem Gedenken Gottes gewidmet waren, und selig die Stunden, die in Seinem, des Allweisen, Lobpreis verbracht wurden. Bei Meinem Leben! Weder die Pracht der Mächtigen noch der Überfluss der Reichen oder gar die Vorherrschaft der Frevler werden von Dauer sein. Alles wird vergehen auf ein Wort von Ihm. Wahrlich, Er ist der Allmachtvolle, der Allbezwingende, der Allmächtige. Welcher Nutzen liegt in der Menschen irdischem Besitz? Was ihnen Gewinn bringt, haben sie völlig vernachlässigt. Bald werden sie aus ihrem Schlaf erwachen und erkennen, dass für sie unwiederbringlich ist, was ihnen in den Tagen ihres Herrn, des Allmächtigen, des Allgepriesenen, entgangen ist. Wenn sie es wüssten, entsagten sie allem, damit ihre Namen vor Seinem Thron genannt werden. Sie zählen wahrlich zu den Toten.
Manch einen unter den Menschen hat seine Gelehrsamkeit hochmütig gemacht und abgehalten von der Anerkennung Meines Namens, der Selbstbestehende. Wenn er hinter sich den Schritt von Sandalen hört, wächst er in seinem Eigendünkel größer als Nimrod. Sprich: O du Verworfener! Wo ist seine Wohnstatt jetzt? Bei Gott, sie ist die unterste Hölle. Sprich: O Schar der Geistlichen! Hört ihr nicht die schrille Stimme Meiner Höchsterhabenen Feder? Seht ihr nicht die Sonne in ihrem Strahlenglanz über dem Allherrlichen Horizonte leuchten? Wie lange noch wollt ihr die Götzen eurer üblen Leidenschaften anbeten? Lasst ab von eurem leeren Trug und wendet euch hin zu Gott, eurem ewigen Herrn!
Wohltätige Stiftungen fallen an Gott, den Offenbarer der Zeichen, zurück. Niemand hat das Recht, ohne Erlaubnis von Ihm, dem Dämmerort der Offenbarung, über sie zu verfügen. Nach Ihm geht diese Amtsgewalt auf die Aghṣán über, nach diesen auf das Haus der Gerechtigkeit – wenn es zu dieser Zeit in der Welt errichtet sein wird –, damit sie diese Stiftungen für die Stätten verwenden, die in der Sache Gottes erhöht sind, sowie für alles, was ihnen von Ihm, dem Gott der Kraft und Macht, aufgetragen ist. Andernfalls fallen die Stiftungen an das Volk Bahás, das nicht spricht, außer mit Seiner Erlaubnis und nicht urteilt, außer im Einklang mit dem, was Gott auf dieser Tafel geboten hat – siehe, es sind die Kämpen des Sieges zwischen Himmel und Erde! –, damit sie sie so verwenden, wie es im Buche von Gott, dem Mächtigen, dem Gabenreichen, niedergelegt ist.
Klagt nicht in Zeiten der Heimsuchung, noch erfreut euch ihrer. Suchet den Mittelweg: Gedenket Meiner in eurer Betrübnis und bedenket, was euch in Zukunft widerfahren kann. Also unterrichtet euch Er, der Allwissende, Der alles kennt.
Rasiert euch nicht das Haupt. Gott hat es mit Haar geziert, und hierin liegen Zeichen vom Herrn der Schöpfung für jene, die über die Forderungen der Natur nachdenken. Er ist wahrlich der Gott der Kraft und der Weisheit. Das Haar darf jedoch nicht über das Ohrläppchen reichen. So ist es geboten von Ihm, dem Herrn aller Welten.
Verbannung und Gefängnis sind verfügt für den Dieb, und nach der dritten Tat bringt ihm ein Mal auf seiner Stirn an, damit er, so gezeichnet, in den Städten Gottes und in Seinen Ländern keine Aufnahme finde. Habt acht, dass Mitleid euch nicht davon abhalte, das Gesetz der Religion Gottes anzuwenden. Tut, was euch geboten ist von Ihm, Der mitleidig und barmherzig ist. Wir erziehen euch mit der Rute der Weisheit und der Gesetze, wie ein Vater seinen Sohn erzieht, zu keinem anderen Zweck als zu eurem eigenen Schutz und zur Erhöhung eurer Stufe. Bei Meinem Leben, entdecktet ihr, was Wir bei der Offenbarung Unserer heiligen Gesetze für euch wünschten, ihr opfertet eure Seele für diesen geheiligten, diesen mächtigen, höchst erhabenen Glauben.
Wer von Geschirr aus Silber und Gold zu speisen wünscht, ist frei, dies zu tun. Taucht beim Essen eure Finger nicht in Schalen und Schüsseln. Nehmt solche Sitten an, die im höchsten Maße der Feinheit entsprechen. Wahrlich, Er wünscht bei euch die Sitten der Paradiesbewohner in Seinem mächtigen, höchst erhabenen Reich zu sehen. Haltet euch in jeder Lage an die feinen Sitten, so dass eure Augen davor bewahrt bleiben, Dinge zu schauen, die euch selbst und den Bewohnern des Paradieses zuwider sind. Wer davon abweicht, dessen Werk wird augenblicklich zunichte. Hat er jedoch einen triftigen Grund, so wird Gott ihm verzeihen. Er ist in Wahrheit der Gnädige, der Gabenreichste.
Er, der Aufgangsort der Sache Gottes, hat keinen Teilhaber an der Größten Unfehlbarkeit. Im Reiche der Schöpfung ist Er die Manifestation des »Er tut, was immer Er will«. Gott hat Seinem Selbst diese Auszeichnung vorbehalten und niemandem einen Anteil an dieser hehren, überragenden Stufe zuerkannt. Dies ist Gottes Ratschluss, bislang verborgen im Schleier undurchdringlichen Geheimnisses. Wir haben ihn in dieser Offenbarung enthüllt und zerrissen so die Schleier derer, die nicht anerkennen, was Gott im Buche geboten hat, und zu den Achtlosen zählen.
Die Väter sollen ihre Söhne und Töchter in der Kunst des Lesens und Schreibens unterweisen sowie in allem, was auf der Heiligen Tafel niedergelegt ist. Wer unterlässt, was ihm geboten, dem müssen die Treuhänder abverlangen, was für die Unterweisung der Kinder erforderlich ist, sofern er Vermögen hat; wo nicht, fällt die Aufgabe dem Haus der Gerechtigkeit zu. Wahrlich, Wir haben es zu einer Zuflucht für die Armen und Bedürftigen gemacht. So jemand seinen Sohn oder den Sohn eines anderen aufzieht, ist es, als erzöge er einen Meiner Söhne. Auf ihm ruhe Meine Herrlichkeit, Meine liebende Güte und Meine Barmherzigkeit, die der Schöpfung vorausging.
Gott unterwirft den, der außerhalb der Ehe den Beischlaf vollzieht – Mann oder Frau – einer Geldstrafe, die an das Haus der Gerechtigkeit zu entrichten ist: neun Mithqál Gold und im Wiederholungsfalle das Doppelte. Das ist die Strafe, die Er, der Herr der Namen, ihnen in dieser Welt zugemessen hat. In der künftigen Welt hat Er ihnen eine erniedrigende Qual bestimmt. Quält jemanden eine Sünde, so soll er sie bereuen und zu seinem Herrn zurückkehren. Er schenkt wahrlich Vergebung, wem immer Er will, und niemand sollte in Zweifel ziehen, was Er zu gebieten wünscht. Er ist in Wahrheit der Immervergebende, der Allmächtige, der Allgepriesene.
Habt acht, dass die Schleier der Herrlichkeit euch nicht hindern, an den kristallenen Wassern dieses lebendigen Springquells teilzuhaben. Ergreifet zu dieser Morgenzeit den Kelch des Heils im Namen Dessen, Der den Tag anbrechen lässt, und trinkt die Fülle beim Lobpreis des Allherrlichen, des Unvergleichlichen.
Wir haben euch Musik und Gesang erlaubt, doch seht euch vor, dass dies euch nicht verleite, des Anstands und der Würde Grenzen zu überschreiten. Eure Freude entspringe Meinem Größten Namen, einem Namen, der das Herz frohlocken lässt und allen Gott Nahen den Geist mit Verzückung erfüllt. Wir haben wahrlich die Musik zu einer Leiter für eure Seelen gemacht, zu einem Mittel für ihren Aufschwung in das Reich der Höhe. So macht sie nicht zu einem Flügelpaar des Selbstes und der Leidenschaft. Wir wollen euch wahrlich nicht den Narren zugesellt sehen.
Wir bestimmen, dass ein Drittel aller Strafgelder an den Sitz der Gerechtigkeit gehe, und ermahnen seine Mitglieder, makellose Gerechtigkeit zu üben, damit sie das so Angesammelte für die Zwecke ausgeben, die ihnen von Ihm, dem Allwissenden, dem Allweisen, bestimmt sind. O ihr Männer der Gerechtigkeit! Seid im Reiche Gottes Hirten Seiner Schafe und hütet sie vor den reißenden Wölfen, die in Verkleidung auftreten, so wie ihr über eure eigenen Söhne wacht. So ermahnt euch der Ratgeber, der Getreue.
Solltet ihr in einer Sache verschiedener Meinung sein, so übergebt sie Gott, solange die Sonne noch am Horizonte dieses Himmels scheint, und wenn sie untergegangen ist, befragt das, was von Ihm herabgesandt wurde. Wahrlich, es genügt den Völkern der Welt. Sprich: Eure Herzen seien nicht verstört, o Menschen, wenn die Herrlichkeit Meiner Gegenwart euren Augen entschwunden und das Meer Meiner Rede verebbt sein wird. In Meiner Gegenwart unter euch liegt eine Weisheit, und in Meiner Abwesenheit liegt eine andere, unergründlich für alle außer Gott, dem Unvergleichlichen, dem Allwissenden. Wahrlich, von Unserem Reiche der Herrlichkeit aus schauen Wir auf euch und werden jedem, der sich für den Triumph Unserer Sache erhebt, mit den himmlischen Heerscharen und einer Schar Unserer begünstigten Engel beistehen.
O Völker der Erde! Gott, die Ewige Wahrheit, ist Mein Zeuge, dass die Süße der Worte eures Herrn, des Unbeschränkten, Ströme frischen, sanft fließenden Wassers aus den Felsen quellen ließ, und doch schlaft ihr noch immer. Gebt auf, was ihr besitzet, und erhebt euch auf den Schwingen der Loslösung über alles Erschaffene. So gebietet euch der Herr der Schöpfung, Der durch die Bewegung Seiner Feder der Menschheit Seele verwandelt.
Wisst ihr, aus welchen Höhen euer Herr, der Allherrliche, ruft? Glaubt ihr, die Feder erkannt zu haben, mit der euer Herr, der Herr aller Namen, euch gebietet? Nein, bei Meinem Leben! Wüsstet ihr es, so würdet ihr der Welt entsagen und mit ganzem Herzen in die Gegenwart des Vielgeliebten eilen. Ihr wäret von Seinem Wort verzückt, fähig, die Größere Welt in Erregung zu versetzen, wieviel mehr diese kleine, geringe! So sind die Regenschauer Meiner Großmut vom Himmel Meiner Güte herabgeströmt als ein Zeichen Meiner Gnade, damit ihr zu den Dankbaren gehört.
So jemand einen anderen schlägt oder verwundet, hängt die Strafe von der Schwere der Körperverletzung ab. Für jeden Grad der Verletzung hat der Herr des Gerichts eine bestimmte Entschädigung vorgeschrieben. Er ist in Wahrheit der Gesetzgeber, der Mächtige, der Erhabenste. Wir werden, so es Unser Wille ist, diese Zahlungen in ihrem rechten Maß festlegen. Dies ist Unser Versprechen, und Er ist es wahrlich, der Sein Versprechen hält und alle Dinge kennt.
Wahrlich, es ist euch geboten, jeden Monat ein Mahl zu geben, auch wenn dabei nur Wasser gereicht wird; denn Gott will die Herzen vereinen, sei es durch irdische oder himmlische Mittel.
Habt acht, dass nicht Fleischeslust und böse Neigung Zwietracht unter euch stiften. Seid wie die Finger einer Hand, die Glieder eines Leibes. So rät euch die Feder der Offenbarung, so ihr zu jenen gehöret, die glauben.
Denkt nach über Gottes Barmherzigkeit und Seine Gaben. Er gebietet euch, was euch nützt, obgleich Er selbst alle Geschöpfe wohl entbehren kann. Eure bösen Taten können Uns niemals schaden noch eure guten Werke Uns nützen. Allein um Gottes willen ergeht Unsere Weisung. Jeder Verständige und Einsichtige wird dies bezeugen.
Jagt ihr mit Raubtieren oder Greifvögeln, so rufet den Namen Gottes an, wenn ihr sie auf die Beute ansetzt; dann dürft ihr verzehren, was sie fangen, selbst wenn ihr feststellt, dass die Beute tot ist. Er ist wahrlich der Allwissende, der Allkennende. Doch jaget nicht im Übermaß. In allem wandelt auf dem Pfad der Gerechtigkeit. So gebietet euch Er, der Dämmerort der Offenbarung, wenn ihr es nur verstündet.
Gott hat euch geboten, Meiner Verwandtschaft Wohlwollen entgegenzubringen, aber ihr kein Recht auf das Vermögen anderer gewährt. Er ist wahrlich selbstgenügend und bedarf Seiner Geschöpfe nicht.
Wer ein Haus vorsätzlich durch Feuer zerstört, den sollt ihr auch verbrennen. Wer einem anderen vorsätzlich das Leben nimmt, den sollt ihr auch töten. Haltet euch an Gottes Gesetz mit eurer ganzen Kraft und Macht und verlasset die Wege der Unwissenden. So ihr sie zu lebenslangem Gefängnis verurteilt, ist dies nach den Vorschriften des Buches statthaft. Er hat wahrlich die Macht zu bestimmen, was immer Er wünscht.
Gott hat euch den Ehestand verordnet. Hütet euch, mehr als zwei Frauen zu nehmen. Wenn sich der Mann mit einer einzigen Gefährtin unter den Dienerinnen Gottes begnügt, so werden beide in Ruhe leben. Und wer eine Jungfer in Dienst nehmen will, mag dies mit Anstand tun. Dies Gebot ward in Wahrheit und Gerechtigkeit von der Feder der Offenbarung verzeichnet. Tretet in den Stand der Ehe, o Menschen, auf dass aus euch ein Nachkomme erstehe, der Meiner unter Meinen Dienern gedenkt. Dies ist Mein Gebot, das Ich euch gebe. Haltet euch daran zu eurem eigenen Nutzen.
O Volk der Welt! Folgt nicht den Forderungen des Selbstes, denn es verlangt unnachgiebig nach Bosheit und Laster. Folgt vielmehr Ihm, dem Besitzer alles Erschaffenen, Der euch gebietet, Frömmigkeit zu bezeigen und Gottesfurcht zu offenbaren. Er ist wahrlich unabhängig von allen Seinen Geschöpfen. Stiftet im Lande kein Unheil, nachdem es wohlgeordnet ward. Wer so handelt, gehört nicht zu Uns, mit ihm haben Wir nichts zu schaffen. Dies ist der Befehl, der durch die Macht der Wahrheit vom Himmel der Offenbarung kundgetan ward.
Im Bayán wurde verfügt, dass die Eheschließung die Einigung beider Partner voraussetzt. In dem Wunsche, Liebe, Einheit und Harmonie unter Unseren Dienern zu stiften, haben Wir sie, sobald der Wunsch des Paares bekannt ist, von der Zustimmung ihrer Eltern abhängig gemacht, damit nicht Feindschaft oder Groll unter ihnen entstehe. Und Wir verfolgen damit noch andere Zwecke. Also ist Unser Befehl ergangen.
Die Ehe darf nicht geschlossen werden, ehe die Morgengabe gezahlt ist, die für Stadtbewohner auf neunzehn Mithqál reinen Goldes, für Dorfbewohner auf denselben Betrag in Silber festgelegt ist. Wer diese Summe aufstocken will, dem ist verboten, die Grenze von fünfundneunzig Mithqál zu überschreiten. Also erging der Befehl in Majestät und Macht. Gibt man sich jedoch mit der Zahlung des Mindestbetrages zufrieden, so ist dies nach dem Buche besser. Gott bereichert wahrlich, wen immer Er will, mit himmlischen wie mit irdischen Gütern, und Er hat in Wahrheit Macht über alle Dinge.
Hat einer Seiner Diener eine Reise vor, so soll er nach dem Befehle Gottes seiner Ehefrau den Zeitpunkt seiner Rückkehr nennen. Kehrt er zur versprochenen Zeit zurück, so gehorcht er dem Gebot seines Herrn und wird von der Feder Seines Geheißes zu den Gerechten gezählt. Andernfalls muss er, so ein triftiger Grund für seinen Verzug vorliegt, seine Frau unterrichten und sich aufs äußerste bemühen, zu ihr zurückzukehren. Geschieht keines von beidem, so gilt für sie eine Wartezeit von neun Monaten, nach deren Ablauf für sie kein Hindernis besteht, sich wieder zu verheiraten. Doch wenn sie länger wartet – Gott liebt fürwahr Frauen und Männer, die geduldig sind. Gehorcht Meinen Befehlen und folgt nicht den Frevlern, die auf Gottes heiliger Tafel zu den Sündern zählen. Erhält die Ehefrau während der Wartezeit eine Nachricht von ihrem Ehemann, so sollte sie den Weg des Guten nehmen. Er wünscht wahrlich, dass Seine Diener und Mägde miteinander in Frieden leben. Habt acht, dass ihr nichts tut, was zu Unversöhnlichkeit zwischen euch führt. So wurde es bestimmt und das Versprechen eingelöst. Erhält sie jedoch die Nachricht vom natürlichen oder gewaltsamen Tod ihres Ehemanns und wird diese Nachricht durch öffentlichen Bericht oder durch das Zeugnis zweier gerechter Zeugen belegt, dann sollte sie allein bleiben. Nach Ablauf der festgesetzten Zahl von Monaten kann sie sich frei entscheiden. Dies ist das Gebot Dessen, Der mächtig und gewaltig ist in Seinem Befehl.
Entsteht Entfremdung oder Widerwille zwischen Ehemann und Ehefrau, so darf er sich nicht von ihr scheiden. Er soll sich vielmehr ein volles Jahr in Geduld üben, damit vielleicht der Duft der Zuneigung zwischen ihnen wiederkehre. Ist nach Ablauf dieser Zeit ihre Liebe nicht zurückgekehrt, so kann die Scheidung erfolgen. Gottes Weisheit umfasst wahrlich alle Dinge. Auf einer Tafel hat der Herr mit der Feder Seines Befehls die frühere Praxis verboten, wenn ihr eine Frau dreimal geschieden hattet. Dies ist ein Zeichen Seiner Gunst, damit ihr zu den Dankbaren zählt. Wer sich von seiner Ehefrau scheiden ließ, darf, wenn zwischen beiden Zuneigung und Einvernehmen besteht, nach Ablauf jedes Monats erneut die Ehe mit ihr eingehen, solange sie nicht wieder verheiratet ist. Hat sie sich wieder verheiratet, so ist durch diese neue Vereinigung die Trennung bestätigt und die Sache beendet, sofern sich ihre Verhältnisse nicht eindeutig ändern. So ist der Befehl durch Ihn, den Dämmerort der Schönheit, majestätisch aufgezeichnet auf dieser ruhmreichen Tafel.
Begleitet die Ehefrau ihren Mann auf einer Reise und entzweien sie sich unterwegs, so ist er gehalten, sie mit dem Unterhalt eines Jahres auszustatten und sie entweder zurückzuschicken, woher sie gekommen, oder sie mit den notwendigen Mitteln für die Reise einer verlässlichen Person anzuvertrauen, die sie nach Hause begleiten soll. Wahrlich, dein Herr gibt Gesetze, wie es Ihm gefällt, kraft einer Souveränität, welche die Völker der Erde überschattet.
Wird eine Frau wegen erwiesener Untreue geschieden, so soll sie während der Wartezeit keinen Unterhalt erhalten. Also erstrahlte das Tagesgestirn Unseres Befehls vom Himmelszelt der Gerechtigkeit. Fürwahr, der Herr liebt Einheit und Harmonie und verabscheut Trennung und Scheidung. Lebt miteinander in Heiterkeit und strahlender Freude, o Volk! Bei Meinem Leben! Alle auf Erden werden vergehen, nur gute Werke sind von Dauer. Gott Selbst bezeugt die Wahrheit Meiner Worte. Schlichtet euren Zwist, o Meine Diener. Dann achtet der Ermahnungen Unserer Feder der Herrlichkeit und folgt nicht den Anmaßenden und Widerspenstigen, die in die Irre gehen.
Habt acht, dass euch die Welt nicht betöre, wie sie das Volk betörte, das vor euch dahinging! Haltet die Gesetze und Satzungen eures Herrn und beschreitet diesen Pfad, der vor euch gebahnt wurde in Gerechtigkeit und Wahrheit. Wer Unrecht und Irrtum verabscheut und sich an die Tugend hält, zählt in den Augen des einen wahren Gottes zu den erlesensten Seiner Geschöpfe. Sein Name wird in den Reichen der Höhe gerühmt von der himmlischen Schar und von den Bewohnern dieses Tabernakels, das im Namen Gottes errichtet ward.
Es ist euch verboten, mit Sklaven – ob Mann oder Frau – zu handeln. Dem, der selbst ein Diener ist, steht es nicht zu, einen anderen Diener Gottes zu kaufen. Dies ist auf Seiner Heiligen Tafel verboten. So wurde durch Seine Gnade der Befehl aufgezeichnet von der Feder der Gerechtigkeit. Keiner erhebe sich über den anderen. Alle sind nur Sklaven vor dem Herrn, und alle sind Symbole für die Wahrheit, dass außer Ihm kein Gott ist. Er ist wahrlich der Allweise, Dessen Weisheit alle Dinge umfängt.
Schmückt euch mit dem Gewand guter Werke. Wessen Werke Gottes Wohlgefallen erlangen, der zählt gewiss zum Volke Bahás. Seiner wird vor Seinem Thron gedacht. Steht dem Herrn der ganzen Schöpfung bei mit rechtschaffenen Werken, aber auch durch Weisheit und durch Rede. Dies wurde euch fürwahr auf den meisten Tafeln befohlen von Ihm, dem Allbarmherzigen. Er weiß wahrlich, was Ich sage. Streitet euch nicht, noch töte einer den anderen. Dies war euch wahrlich schon verboten in einem Buch, das im Tabernakel der Herrlichkeit verborgen lag. Wie, wollt ihr den töten, den Gott belebt hat, dem Er durch Seinen Hauch Geist verlieh? Schwer wäre da eure Sünde vor Seinem Thron! Fürchtet Gott und erhebet nicht die Hand des Unrechts und der Unterdrückung, um zu zerstören, was Er Selbst erschaffen hat. Nein, wandelt in dem Pfade Gottes, des Wahren. Kaum waren die Heerscharen wahren Wissens, die Banner göttlicher Rede in Händen, erschienen, als die Scharen der Religionen auch schon in die Flucht geschlagen wurden, ausgenommen jene, die trinken wollten vom Strom ewigen Lebens in einem Paradiese, das der Odem des Allherrlichen geschaffen hat.
Gott hat zum Zeichen Seiner Barmherzigkeit für Seine Geschöpfe verfügt, dass Samen nicht unrein ist. Danket Ihm in strahlender Freude und folget nicht denen, die vom Dämmerort Seiner Nähe weit entfernt sind. Erhebt euch in jeder Lage, um der Sache Gottes zu dienen, denn Gott wird euch sicherlich beistehen durch die Macht Seiner Souveränität, welche die Welten überschattet. Ergreift das Seil der Feinheit so fest, dass keine Spur von Schmutz auf euren Gewändern zu sehen ist. Das ist das Gebot Dessen, Der über alle Feinheit geheiligt ist. Wer aus zureichendem Grund hinter diesem Maßstab zurückbleibt, den trifft kein Tadel. Gott ist wahrlich der Vergeber, der Barmherzige. Waschet alles Verschmutzte mit Wasser, das in keiner der drei Hinsichten verändert ist. Habt acht, dass ihr kein Wasser verwendet, das durch die Luft oder durch einen anderen Stoff verändert ist. Seid das Wesen der Sauberkeit unter den Menschen. Das ist fürwahr, was euer Herr, der Unvergleichliche, der Allweise, für euch wünscht.
Als Zeichen Seiner Gnade hat Gott das Konzept der ›Unreinheit‹ abgeschafft, wonach verschiedene Sachen und Gruppen der Bevölkerung als unrein galten. Er ist gewisslich der Immervergebende, der Großzügigste. Wahrlich, alles Erschaffene ward an jenem ersten Tag des Riḍván in das Meer der Reinigung getaucht, als Wir über die ganze Schöpfung den Strahlenglanz Unserer vortrefflichsten Namen und Unserer höchsten Attribute ergossen. Dies ist fürwahr ein Zeichen Meiner liebevollen Vorsehung, die alle Welten umfängt. Pflegt Gemeinschaft mit den Gläubigen aller Religionen und verkündet die Sache eures Herrn, des Allerbarmers. Das ist die Krone aller Werke, so ihr zu denen gehört, die verstehen.
Gott hat euch größte Sauberkeit geboten. Wascht, was mit Staub bedeckt ist, ganz zu schweigen von verhärtetem Schmutz und ähnlichen Verunreinigungen. Fürchtet Ihn und gehört zu den Reinen. Wer mit erkennbar schmutzigem Gewande betet, dessen Gebet steigt nicht zu Gott empor, und die himmlische Schar wendet sich von ihm ab. Verwendet Rosenwasser und reines Parfüm. Dies, wahrlich, liebt Gott vom Anfang an, der keinen Anfang hat. So möge von euch verbreitet werden, was euer Herr, der Unvergleichliche, der Allweise, wünscht.
Gott hat euch von dem Gebot des Bayán befreit, Bücher zu vernichten. Wir erlauben euch, Wissenschaften zu studieren, die euch von Nutzen sind, doch keine, die in müßigem Wortstreit enden. Das ist besser für euch, so ihr zu denen gehört, die begreifen.
O Könige der Erde! Er, der souveräne Herr aller, ist gekommen. Das Reich ist Gottes, des allmächtigen Beschützers, des Selbstbestehenden. Betet niemanden an außer Gott, und erhebt euer Angesicht strahlenden Herzens zu eurem Herrn, dem Herrn aller Namen. Dies ist eine Offenbarung, mit der niemals vergleichbar ist, was ihr besitzet, o dass ihr es doch wüsstet!
Wir sehen, wie ihr euch dessen freut, was ihr für andere angesammelt, und euch ausschließt von den Welten, die nichts außer Meiner wohlverwahrten Tafel bewerten kann. Die Schätze, die ihr sammelt, lenken euch weit ab von eurem letzten Ziel. Dies steht euch übel an – könntet ihr es doch verstehen! Reinigt eure Herzen von allem irdischen Schmutz und eilt in das Reich eures Herrn, des Schöpfers von Erde und Himmel, Der die Welt erzittern und alle ihre Völker wehklagen ließ außer jenen, die allem entsagten und sich an das hielten, was die Verborgene Tafel verfügt hat.
Dies ist der Tag, da Er, Der mit Gott Zwiesprache hielt, das Licht des Altehrwürdigen der Tage erlangte und das reine Wasser der Wiedervereinigung aus diesem Kelche trank, der die Meere anschwellen ließ. Sprich: Bei dem einen wahren Gott! Sinai kreist um den Morgen der Offenbarung, während von den Höhen des Königreiches die Stimme des Geistes Gottes vernommen wird, wie sie verkündet: »Machet euch auf, ihr Hochmütigen auf Erden, und eilet zu Ihm!« Karmel eilt an diesem Tage in sehnsüchtiger Anbetung, Seinen Hof zu erreichen, während aus dem Herzen Zions der Ruf ertönt: »Die Verheißung ist erfüllt. Was in der heiligen Schrift Gottes, des Erhabensten, des Allmächtigen, des Höchstgeliebten, angekündigt war, ist offenbar geworden.«
O Könige der Erde! Das Größte Gesetz ward an diesem Ort, an dieser Stätte höchsten Glanzes, offenbart. Alles Verborgene wurde ans Licht gebracht durch den Willen des Höchsten Gesetzgebers, Dessen, Der die letzte Stunde anbrechen ließ, der den Mond gespalten und jeden unwiderruflichen Ratschluss ausgeführt hat.
Ihr seid nur Vasallen, o Könige der Erde! Er, der König der Könige, ist erschienen, gekleidet in Seine wunderbarste Herrlichkeit, und lädt euch vor Sich, den Helfer in Gefahr, den Selbstbestehenden. Habt acht, dass Hochmut euch nicht abhalte, den Quell der Offenbarung zu erkennen, dass die Dinge dieser Welt euch nicht wie ein Schleier von Ihm, dem Schöpfer des Himmels, trennen. Erhebet euch und dienet Ihm, dem Verlangen aller Völker, Der euch durch ein Wort erschaffen und euch für alle Zeit zu Sinnbildern Seiner Souveränität bestimmt hat.
Bei der Gerechtigkeit Gottes! Wir haben nicht den Wunsch, Hand an eure Reiche zu legen. Unser Auftrag ist, von den Herzen der Menschen Besitz zu ergreifen. Auf sie sind die Augen Bahás gerichtet. Dies bezeugt das Reich der Namen, könntet ihr es doch verstehen. Wer seinem Herrn folgt, wird der Welt und allem darin entsagen. Wieviel größer muss da die Loslösung Dessen sein, Der eine so erhabene Stufe innehat! Gebt eure Paläste auf und eilt, Zutritt in Sein Reich zu erlangen. Dies wird euch wahrlich in dieser und der künftigen Welt nützen. Der Herr des Reiches der Höhe bezeugt es, würdet ihr es doch erkennen.
Welch großer Segen harrt des Königs, der sich erhebt, Meiner Sache in Meinem Reiche beizustehen, und sich von allem loslöst außer von Mir! Ein solcher König zählt zu den Gefährten der Roten Arche – der Arche, die Gott dem Volke Bahás bereitet hat. Alle müssen seinen Namen verherrlichen, seine Stufe ehren und ihm helfen, die Städte aufzuschließen mit den Schlüsseln Meines Namens, der allmächtige Beschützer für alle Bewohner der sichtbaren und der unsichtbaren Reiche. Ein solcher König ist das Auge der Menschheit, der leuchtende Schmuck auf der Stirn der Schöpfung, der Brunnquell des Segens für die ganze Welt. O Volk Bahás, opfert eure Habe, ja euer Leben zu seinem Beistand!
O Kaiser von Österreich! Er, der Tagesanbruch des Lichtes Gottes, lag im Gefängnis von ‘Akká zu der Zeit, da du dich aufmachtest, die Aqṣá-Moschee zu besuchen. Du zogest vorbei an Ihm und forschtest nicht nach Dem, durch Den jedes Haus erhöht und jedes erhabene Tor geöffnet ward. Wir machten es fürwahr zu einem Ort, dahin die Welt sich wenden soll, Meiner zu gedenken. Du aber hast Ihn, das Ziel dieses Gedenkens, verschmäht, als Er erschien mit dem Reiche Gottes, deines Herrn und des Herrn der Welten. Wir waren allezeit mit dir und fanden dich an den Zweig geklammert, der Wurzel nicht achtend. Wahrlich, dein Herr ist Zeuge dessen, was Ich sage. Betrübt sahen Wir dich Unseren Namen umkreisen, Unser nicht achtend, obwohl Wir dir vor Augen waren. So öffne deine Augen, damit du dieses hehre Bild schauest und Ihn erkennest, Den du des Tages und zur Nachtzeit anrufst, und schaue auf das Licht, das über diesem leuchtenden Horizont erstrahlt.
Sprich: O König von Berlin! Horche auf die Stimme, die aus diesem offenbaren Tempel ruft: »Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir, dem Immerwährenden, dem Unvergleichlichen, dem Altehrwürdigen der Tage.« Hab acht, dass Hochmut dich nicht hindere, den Morgen göttlicher Offenbarung zu erkennen, dass irdische Wünsche dich nicht wie ein Schleier abhalten vom Herrn des Thrones in der Höhe und auf der Erde hienieden. Also rät dir die Feder des Höchsten. Er ist wahrlich der Gnädige, der Allgroßmütige. Rufe dir denA3 ins Gedächtnis, dessen Macht die deine überragte und dessen Rang den deinen übertraf. Wo ist er, wohin entschwunden, was er besaß? Sei gewarnt und gehöre nicht zu denen, die tief schlafen. Er war es, der den Sendbrief Gottes in den Wind schlug, als Wir ihm kundtaten, was die Scharen der Tyrannei Uns erleiden ließen. Darum überfiel ihn Schmach von allen Seiten, und mit großem Verlust sank er hinab in den Staub der Erde. Denke tief über ihn nach, o König, und über solche, die gleich dir Städte eroberten und über Menschen herrschten. Aus ihren Palästen sandte sie der Allerbarmer hinab ins Grab. Sei gewarnt! Gehöre zu denen, die nachdenken.
Wir haben nichts von euch erbeten. Wahrlich, um Gottes willen ermahnen Wir euch, und Wir werden geduldig sein, wie Wir geduldig waren in dem, was Uns aus euren Händen widerfuhr, o Schar der Könige!
O ihr Herrscher Amerikas und ihr Präsidenten seiner Republiken! Horcht, was die Taube auf dem Zweig der Ewigkeit singt: »Es ist kein Gott außer Mir, dem Ewigwährenden, dem Vergeber, dem Allgroßmütigen.« Schmückt den Tempel der Herrschaft mit der Zier der Gerechtigkeit und der Gottesfurcht und krönt ihn mit dem Gedenken eures Herrn, des Schöpfers der Himmel. Dies rät euch Er, der Tagesanbruch der Namen, wie es Ihm von dem Allwissenden, dem Allweisen, befohlen ist. Der Verheißene ist auf dieser herrlichen Stufe erschienen, und alle Wesen, sichtbar und unsichtbar, frohlockten darob. Nutzet den Tag Gottes! Ihm zu begegnen ist fürwahr besser für euch als alles, was die Sonne bescheint – o dass ihr es doch wüsstet! O Schar der Herrscher! Hört auf das, was vom Tagesanbruch der Erhabenheit aufsteigt: »Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir, dem Herrn der Rede, dem Allwissenden.« Verbindet den Verletzten mit den Händen der Gerechtigkeit und zermalmet den Unterdrücker auf der Höhe seiner Macht mit der Rute der Gebote eures Herrn, des Gesetzgebers, des Allweisen.
O Volk von Konstantinopel! Siehe, aus deiner Mitte hören Wir den Schrei der Eule. Seid ihr dem Rausch der Leidenschaft erlegen oder versunken in Achtlosigkeit? O Ort, an den Küsten der beiden Meere gelegen! Wahrlich, der Thron der Tyrannei wurde in dir errichtet und die Flamme des Hasses in deinem Busen so entfacht, dass die himmlischen Heerscharen und die, die den Erhabenen Thron umkreisen, jammern und wehklagen. Wir sehen in dir die Narren über die Weisen herrschen, die Finsternis vor dem Lichte sich brüsten. Du bist fürwahr sichtlich mit Hochmut erfüllt. Ließ dich dein äußerer Glanz hoffärtig werden? Bei Ihm, dem Herrn der Menschheit! Bald wird er vergehen, und deine Töchter und Witwen und alle Geschlechter, die in dir leben, werden wehklagen. Also unterrichtet dich der Allwissende, der Allweise.
O Ufer des Rheins! Wir sehen euch mit Blut bedeckt, da die Schwerter der Vergeltung gegen euch gezückt wurden; und noch einmal wird es euch so ergehen. Und Wir hören das Wehklagen Berlins, obwohl es heute in sichtbarem Ruhme strahlt.
Lass dich durch nichts betrüben, o Land von ṬáA4, denn Gott hat dich auserkoren zum Quell der Freude für die ganze Menschheit. Er wird, so es Sein Wille ist, deinen Thron segnen mit einem, der mit Gerechtigkeit regieren und die Herde Gottes sammeln wird, die von Wölfen zerstreut ward. Ein solcher Herrscher wird mit Freude und Frohsinn sein Antlitz dem Volke Bahás zuwenden und ihm seine Gunst erweisen. Er gilt wahrlich in den Augen Gottes als Kleinod unter den Menschen. Auf ihm ruhe für immer die Herrlichkeit Gottes und die Herrlichkeit aller, die im Reiche Seiner Offenbarung wohnen.
Jauchze mit großer Freude, denn Gott hat dich zum »Tagesanbruch Seines Lichtes« gemacht, da in dir die Manifestation Seiner Herrlichkeit geboren ward. Freue dich dieses Namens, der dir verliehen ward, eines Namens, durch den die Sonne der Gnade ihren Glanz ergoss, durch den Erde und Himmel erleuchtet wurden.
Bald werden sich die Verhältnisse in dir ändern und die Zügel der Macht in die Hände des Volkes übergehen. Wahrlich, dein Herr ist der Allwissende. Seine Gewalt umfasst alle Dinge. Sei der gnädigen Gunst deines Herrn gewiss. Das Auge Seiner Güte ist ewiglich auf dich gerichtet. Der Tag naht, da deine Erregung in Frieden und Ruhe verwandelt sein wird. So ist es verfügt in dem wundersamen Buche.
O Land von KháA5! Wir hören aus dir die Stimme der Helden, erhoben zur Verherrlichung deines Herrn, des Allbesitzenden, des Erhabensten. Gesegnet der Tag, da in Meinem Namen, der Allherrliche, die Banner der göttlichen Namen im Reiche der Schöpfung entfaltet werden. An diesem Tage werden die Getreuen frohlocken über den Sieg Gottes, und die Ungläubigen werden wehklagen.
Niemand streite mit denen, die Amtsgewalt über das Volk haben. Überlasst ihnen, was ihrer ist, und richtet euer Augenmerk auf die Menschenherzen.
O Du Mächtigstes Weltmeer! Verbreite unter den Nationen, was Dir aufgetragen ist von Ihm, dem Herrn der Ewigkeit, und schmücke die Tempel aller Erdenbewohner mit dem Gewande Seines Gesetzes, durch das alle Herzen frohlocken und alle Augen erhellt werden.
So jemand einhundert Mithqál Gold erwirbt, gehören neunzehn Mithqál davon Gott und sind Ihm, dem Schöpfer von Erde und Himmel, zu geben. Habt acht, o Volk, dass ihr euch eine so große Gnade nicht versagt. Dies haben Wir euch befohlen, wiewohl Wir durchaus auf euch und alle im Himmel und auf Erden verzichten können. Es liegt Weisheit und Nutzen darin, die das Wissen aller außer Gott, dem Allwissenden, dem Allunterrichteten, übersteigt. Sprich: Hierdurch will Er reinigen, was ihr besitzet, und euch befähigen, Stufen zu nahen, die nur der begreift, den Gott es begreifen lässt. Er ist in Wahrheit der Wohltätige, der Gnädige, der Gabenreiche. O Volk! Verfahret nicht treulos mit dem Rechte Gottes noch verfügt darüber ohne Seine Erlaubnis. So ist Sein Befehl ergangen in den Heiligen Tafeln und in diesem erhabenen Buche. Wer Gott gegenüber treulos ist, wird gerechterweise selbst Treulosigkeit erfahren. Wer jedoch nach Gottes Geheiß handelt, wird einen Segen empfangen aus dem Himmel der Gnadengaben seines Herrn, des Gnädigen, des Schenkenden, des Großzügigen, des Altehrwürdigen der Tage. Wahrlich, Er will für euch, was eure Kenntnis jetzt noch übersteigt, euch aber bekannt wird, wenn nach diesem flüchtigen Leben eure Seelen himmelwärts steigen und die Teppiche eurer irdischen Freuden zusammengerollt werden. So ermahnt euch Er, in dessen Besitz die Verwahrte Tafel ist.
Zahlreiche Bittgesuche der Gläubigen um das Gesetz Gottes, des Herrn des Sichtbaren und des Unsichtbaren, des Herrn aller Welten, sind vor Unseren Thron gelangt. Darum haben Wir diese Heilige Tafel offenbart und sie mit dem Mantel Seines Gesetzes geschmückt, auf dass das Volk die Befehle seines Herrn befolge. Ähnliche Anfragen waren über mehrere Jahre hinweg an Uns gestellt worden, doch in Unserer Weisheit hatten wir Unsere Feder zurückgehalten, bis vor wenigen Tagen Briefe von einigen Freunden eintrafen, und Wir deshalb durch die Macht der Wahrheit nunmehr mit dem antworten, was die Menschenherzen beleben wird.
Sprich: O ihr Schar der Geistlichen! Wägt Gottes Buch nicht mit Maßstäben und Wissenschaften, wie sie bei euch im Schwange sind. Denn das Buch selbst ist die untrügliche Waage, die unter den Menschen aufgestellt ist. Auf dieser vollkommenen Waage muss alles gewogen werden, was die Völker und Geschlechter der Erde besitzen, während ihre Gewichte nach ihrem eigenen Richtmaß geprüft werden sollten – könntet ihr es doch erkennen!
Bitterlich weint das Auge Meiner liebenden Güte über euch, weil ihr versäumt habt, Ihn zu erkennen, Den ihr Tag und Nacht, des Abends wie des Morgens, anruft. O ihr Menschen, schreitet mit schneeweißem Antlitz und strahlendem Herzen voran zu dem gesegneten, hochroten Ort, wo der Sadratu’l-Muntahá ruft: »Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir, dem allmächtigen Beschirmer, dem Selbstbestehenden!«
O ihr Schar der Geistlichen! Wer ist unter euch, der sich an enthüllender Schau und Einsicht mit Mir messen könnte? Wo ist der zu finden, der zu behaupten wagt, Mir an Rede und Weisheit ebenbürtig zu sein? Nein, bei Meinem Herrn, dem Allbarmherzigen! Alles auf Erden wird vergehen, dies aber ist das Antlitz eures Herrn, des Allmächtigen, des Vielgeliebten.
Wir haben bestimmt, o Menschen, dass der höchste, letzte Zweck aller Gelehrsamkeit die Anerkennung Dessen sei, Der das Ziel aller Erkenntnis ist; und doch seht, wie ihr eurer Gelehrsamkeit gestattet habt, euch wie durch einen Schleier zu trennen von Ihm, dem Tagesanbruch dieses Lichtes, durch Den alles Verborgene offenbart worden ist. Könntet ihr den Quell entdecken, woraus der Glanz dieser Rede strömt, ihr würdet die Völker der Welt und all ihren Besitz verwerfen und euch diesem gesegneten Throne der Herrlichkeit nahen.
Sprich: Dies ist wahrlich der Himmel, in dem das Mutterbuch verwahrt ist, könntet ihr es doch verstehen! Er ist es, Der den Felsen rufen ließ, Der den Brennenden Busch auf dem Berge hoch über dem Heiligen Lande die Stimme erheben und verkünden ließ: »Das Reich ist Gottes, des souveränen Herrn über alle, des Allmachtvollen, des Liebenden!«
Wir haben weder eine Schule besucht noch eure Abhandlungen gelesen. Neigt euer Ohr den Worten dieses Ungelehrten. Er ruft euch vor Gott, den Ewigbestehenden. Dies ist besser für euch als alle Schätze der Erde, könntet ihr es doch begreifen.
Wer auslegt, was vom Himmel der Offenbarung herabgesandt ward, und dessen offenkundigen Sinn ändert, gehört wahrlich zu denen, die das Erhabene Wort Gottes verdrehen, und zu den Verlorenen im Deutlichen Buche.
Euch wurde geboten, die Nägel zu schneiden, euch jede Woche zu baden, und euch mit dem zu reinigen, was ihr schon bisher dazu benutztet. Habt acht, dass ihr nicht aus Nachlässigkeit zu befolgen versäumt, was Er, der Unvergleichliche, der Gnädige, euch geboten. Steiget in reines Wasser. Es ist euch verboten, in Wasser zu baden, das schon benutzt wurde. Meidet die Gemeinschaftsbecken der persischen Bäder. Wer sich solchen Bädern nähert, riecht ihren Gestank, bevor er sie betritt. Meidet sie, o Volk, und zählt nicht zu denen, die derlei Widerwärtigkeit schmählich übernehmen. Sie gleichen in Wahrheit faulen, verseuchten Kloaken, so ihr zu denen gehört, die begreifen. Meidet auch die übelriechenden Wasserbecken in den Höfen der persischen Häuser und gehört zu den Reinen und Geheiligten. Wahrlich, als Offenbarungen des Paradieses auf Erden wünschen Wir euch zu sehen. Ihr sollt einen Wohlgeruch verbreiten, der die Herzen der Gott Nahen frohlocken lässt. Wäscht der Badende sich, indem er das Wasser auf seinen Leib gießt, statt hineinzusteigen, so ist das besser für ihn und enthebt ihn der Notwendigkeit körperlichen Untertauchens. Der Herr wünscht euch wahrlich als Zeichen Seiner Gunst, das Leben zu erleichtern, damit ihr zu denen gehöret, die wirklich dankbar sind.
Es ist euch verboten, eine Ehefrau eures Vaters zu heiraten. Aus Scham scheuen Wir Uns, das Thema der Knaben zu behandeln. Fürchtet den Barmherzigen, o Völker der Welt! Begehet nicht, was euch auf Unserer Heiligen Tafel verboten ist, und zählt nicht zu denen, die verwirrt in der Wüste ihrer Lüste schweifen.
Niemand soll vor aller Augen heilige Verse murmeln, während er durch die Straßen oder über den Markt geht. Will man den Herrn lobpreisen, so an Orten, die für das Gedenken Gottes errichtet sind, oder aber bei sich zu Hause. Das ist der Aufrichtigkeit und Frömmigkeit eher angemessen. So scheint die Sonne Unseres Befehls über dem Horizont Unserer Rede. Selig also, wer Unser Geheiß erfüllt.
Jedem ist geboten, ein Testament zu verfassen. Er sollte den Kopf dieser Urkunde mit dem Größten Namen schmücken, die Einheit Gottes im Tagesanbruch Seiner Offenbarung bezeugen und, wie es ihm gefällt, zum Ausdruck bringen, was zu loben ist, auf dass es ein Zeugnis für ihn sei in den Reichen der Offenbarung und der Schöpfung sowie ein Schatz bei seinem Herrn, dem höchsten Beschützer, dem Getreuen.
Aller Feste Krönung sind die beiden Größten Feste und die beiden anderen Feste, die auf die Zwillingstage fallen. Das erste der beiden Größten Feste umfasst die Tage, da der Allbarmherzige die strahlende Herrlichkeit Seiner erhabensten Namen und Seiner hehrsten Attribute über die ganze Schöpfung ergoss. Das zweite ist der Tag, da Wir Den erhoben, Der der Menschheit die frohe Botschaft dieses Namens ankündete, durch den die Toten auferweckt und alle im Himmel und auf Erden versammelt wurden. So ward es verordnet von Ihm, dem Gesetzgeber, dem Allwissenden.
Glücklich, wer den ersten Tag des Monats Bahá erlangt, den Tag, den Gott diesem Großen Namen weihte. Und selig, wer an diesem Tage Zeugnis ablegt von den Gnadengaben, die Gott ihm geschenkt hat. Er zählt wahrlich zu denen, die ihren Dank an Gott durch Taten bezeigen, welche die alle Welten umspannende Freigebigkeit Gottes bekunden. Sprich: Dieser Tag ist wahrlich die Krone aller Monate und deren Ursprung, der Tag, da der Odem des Lebens über alles Erschaffene weht. Groß ist der Segen dessen, der ihn mit Heiterkeit und Frohmut begrüßt. Wir bezeugen, dass er in Wahrheit zu denen gehört, die ihr Ziel erreicht haben.
Sprich: Das Größte Fest ist fürwahr der König aller Feste. Ruft euch, o Volk, die Gabenfülle in Erinnerung, die Gott euch verliehen hat. Ihr waret in Schlaf versunken, und siehe, Er erweckte euch mit den lebenspendenden Lüften Seiner Offenbarung und gab euch Kenntnis von Seinem klaren, nicht in die Irre führenden Pfad.
Bei Krankheit wendet euch an fähige Ärzte. Wir haben den Gebrauch stofflicher Mittel nicht verworfen, vielmehr bestätigten Wir ihn durch diese Feder, die Gott zum Dämmerort Seiner strahlenden, herrlichen Sache gemacht hat.
Gott hat vormals allen Gläubigen geboten, vor Unserem Thron einzigartige Gegenstände als Gabe aus ihrem Besitz darzubringen. Zum Zeichen Unserer gnädigen Gunst haben Wir sie von dieser Pflicht befreit. Er ist in Wahrheit der Großzügigste, der Gabenreichste.
Selig ist, wer zur Stunde der Morgendämmerung seine Gedanken auf Gott richtet und, Seinem Gedenken hingegeben und Seine Vergebung erflehend, seine Schritte zum Mashriqu’l-Adhkár lenkt, sich dort schweigend setzt und den Versen Gottes, des Souveräns, des Mächtigen, des Allgepriesenen lauscht. Sprich: Der Mashriqu’l-Adhkár ist ein jedes Bauwerk, das in Städten und Dörfern zu Meinem Lobpreis errichtet ist. Dies ist der Name, der ihm vor Gottes Thron verliehen ward, so ihr zu den Verständigen gehöret.
Wer die Verse des Allbarmherzigen in den melodischsten Tönen vorträgt, wird durch sie zu einer Erkenntnis gelangen, mit der sich die Souveränität über Erde und Himmel nicht vergleichen lässt. Aus ihnen werden die Menschen den Duft Meiner Welten verspüren – Welten, die an diesem Tage keiner erkennen kann außer denen, die durch diese hehre, diese strahlend schöne Offenbarung mit Scharfblick ausgestattet sind. Sprich: Diese Verse ziehen Herzen, die rein sind, hin zu jenen geistigen Welten, die weder beschrieben noch angedeutet werden können. Selig sind die Hörenden.
Helfet, o Mein Volk, Meinen erwählten Dienern, die sich aufgemacht haben, Meiner unter Meinen Geschöpfen zu gedenken und Mein Wort in Meinem Reiche zu erhöhen. Sie sind in Wahrheit die Sterne am Himmel Meiner liebenden Vorsehung, die Lampen Meiner Führung für die ganze Menschheit. Wessen Worte aber dem widersprechen, was auf Meinen Heiligen Tafeln herabgesandt ist, der ist nicht von Mir. Habet acht, dass ihr nicht ruchlosen Scharlatanen folgt. Diese Tafeln sind geschmückt mit dem Siegel Dessen, Der den Morgen dämmern lässt, Der Seine Stimme erhebt zwischen Himmel und Erde. Haltet euch an diesen Sicheren Griff und an das Seil Meiner mächtigen, unanfechtbaren Sache.
Der Herr hat jedem, der es wünscht, gestattet, die verschiedenen Sprachen der Welt zu erlernen, damit er überall im Osten und im Westen die Botschaft der Sache Gottes weitergebe und unter den Völkern und Geschlechtern der Welt so von Ihm künde, dass die Herzen wiederbelebt und die modernden Gebeine wieder lebendig werden.
Dem Menschen ist Verstand gegeben. Darum nehme er nichts zu sich, was ihn dessen beraubt. Er soll sich verhalten, wie es seiner Stufe würdig ist, und nicht den Missetaten achtloser, schwankender Seelen folgen.
Kränzt euch das Haupt mit Vertrauenswürdigkeit und Treue, schmückt euer Herz mit der Zier der Gottesfurcht, eure Zunge mit unbedingter Wahrhaftigkeit, euren Leib mit dem Gewand der Höflichkeit. Dies ist wahrlich der rechte Schmuck für den Tempel des Menschen – gehörtet ihr doch zu denen, die nachdenken! O Volk Bahás, klammert euch an das Seil der Dienstbarkeit vor Gott, dem Wahren, denn so wird eure Stufe offenbar, euer Name aufgezeichnet und verwahrt, euer Rang erhöht und euer Andenken geehrt werden auf der Verwahrten Tafel. Habt acht, dass euch die Erdenbewohner nicht von dieser herrlichen, erhabenen Stufe abhalten. Also ermahnten Wir euch in den meisten Unserer Sendbriefe und nun hier auf Unserer Heiligen Tafel, über der das Tagesgestirn der Gesetze des Herrn, eures Gottes, des Gewaltigen, des Allweisen, erstrahlt.
Wenn das Meer Meiner Gegenwart verebbt und das Buch Meiner Offenbarung abgeschlossen ist, wendet euer Angesicht Ihm zu, Den Gott bestimmt hat, Der aus dieser urewigen Wurzel entspross.
Seht die Kleingeistigkeit der Menschen! Sie verlangen nach dem, was ihnen schadet, und verwerfen, was ihnen nützt. Sie gehören fürwahr zu denen, die weit abgeirrt sind. Wir sehen Menschen, die Freiheit begehren und stolz darauf sind. Sie befinden sich in den Tiefen der Unwissenheit.
Freiheit muss letzten Endes zu Aufruhr führen, dessen Flammen niemand löschen kann. So warnt euch Er, der Rechnende, der Allwissende. Wisst, dass die Verkörperung der Freiheit und ihr Sinnbild das Tier ist. Was dem Menschen ziemt, ist, dass er sich in Schranken fügt, die ihn vor seiner eigenen Unwissenheit beschützen und vor dem Schaden des Unheilstifters bewahren. Freiheit lässt den Menschen die Grenzen des Schicklichen überschreiten und die Würde seiner Stufe verletzen. Sie erniedrigt ihn auf die Ebene tiefster Verderbtheit und Schlechtigkeit.
Seht die Menschen an als eine Herde Schafe, die zu ihrem Schutze eines Hirten bedarf. Dies ist gewiss die Wahrheit, die unumstößliche Wahrheit. Wir billigen die Freiheit unter bestimmten Bedingungen, unter anderen verwerfen Wir sie. Wir sind wahrlich der Allwissende.
Sprich: Wahre Freiheit besteht in der Unterwerfung des Menschen unter Meine Gebote, so wenig ihr dies auch versteht. Würden die Menschen befolgen, was Wir aus dem Himmel der Offenbarung auf sie herabsandten, so erlangten sie sicherlich vollkommene Freiheit. Glücklich der Mensch, der die Absicht Gottes in allem erfasst, was Er aus dem Himmel Seines Willens, der alles Erschaffene durchdringt, offenbart! Sprich: Die Freiheit, die euch nützt, ist nirgendwo zu finden außer in vollkommener Dienstbarkeit vor Gott, der Ewigen Wahrheit. Wer ihre Süße kostet, wird es verschmähen, sie gegen alle Herrschaft der Erde und des Himmels zu tauschen.
Im Bayán wurde euch verboten, Uns Fragen zu stellen. Der Herr hat euch nun von diesem Verbot befreit, so dass ihr frei seid, solche Fragen zu stellen, die euch nötig erscheinen, doch nicht müßige Fragen wie die, mit denen sich die Menschen früherer Zeiten befassten. Fürchtet Gott und gehört zu den Gerechten! Fragt, was euch in der Sache Gottes und in Seinem Reiche Nutzen bringt, denn die Tore Seines zarten Erbarmens sind weit geöffnet vor allen, die im Himmel und auf Erden wohnen.
Die Zahl der Monate eines Jahres, festgelegt im Buche Gottes, ist neunzehn. Der erste von ihnen ward geschmückt mit diesem Namen, der die Welt der Schöpfung beschirmt.
Der Herr hat bestimmt, dass die Toten in Särgen aus Kristall, aus hartem, widerstandsfähigem Stein oder aus feinem, haltbarem Holz beerdigt werden. An den Finger soll ein gravierter Ring gesteckt werden. Er ist wahrlich der Höchste Gebieter, der Allwissende.
Die Inschrift auf diesem Ring soll beim Manne lauten: »Gottes ist alles in den Himmeln und auf Erden und zwischen ihnen, und Er weiß in Wahrheit um alle Dinge«, und bei der Frau: »Gottes ist die Herrschaft über Himmel und Erde und über alles zwischen ihnen, und Er ist in Wahrheit mächtig über alle Dinge.« Dies sind die vormals offenbarten Verse, aber siehe, der Punkt des Bayán ruft jetzt aus und spricht: »O Du Meistgeliebter der Welten! Offenbare an deren Stelle Worte, welche den Duft Deiner gnädigen Gunst über die ganze Menschheit verbreiten. Wir haben jedermann verkündet, dass ein einziges Wort von Dir alles übertrifft, was im Bayán herabgesandt ward. Du hast fürwahr die Macht zu tun, was Du wünschest. Beraube Deine Diener nicht der überströmenden Gabenfülle aus dem Weltmeer Deiner Barmherzigkeit! Du bist in Wahrheit der, dessen Gnade grenzenlos ist.« Seht, Wir haben auf Seinen Ruf gehört und erfüllen nunmehr Seinen Wunsch. Er ist wahrlich der Meistgeliebte, Der auf den Ruf hört. Graviert man den folgenden Vers, soeben von Gott herabgesandt, auf die Totenringe von Männern wie Frauen, so wird es besser für sie sein. Wir sind gewisslich der Höchste Gebieter: »Von Gott kam ich und zu Ihm kehre ich zurück, losgelöst von allem außer Ihm, und halte mich fest an Seinem Namen, der Barmherzige, der Mitleidvolle.« So erwählt der Herr für Seine Gnade, wen immer Er wünscht. Er ist in aller Wahrheit der Gott der Kraft und der Macht.
Der Herr hat überdies verordnet, dass der Verstorbene in fünf Tücher aus Seide oder Baumwolle gehüllt werde. Wer über begrenzte Mittel verfügt, für den genügt ein einziges Tuch aus einem der beiden Stoffe. So ward es geboten von Ihm, dem Allwissenden, dem Allunterrichteten. Es ist euch verboten, den Leichnam mehr als eine Stunde Weges aus der Stadt zu bringen; vielmehr soll er freudig, voll Seelenfrieden an einem nahen Ort begraben werden.
Gott hebt die im Bayán verfügten Reisebeschränkungen auf. Er ist wahrlich der Uneingeschränkte; Er tut, was Ihm gefällt, und gebietet, was Er will.
O Völker der Welt! Höret auf den Ruf Dessen, Der der Herr der Namen ist, Der euch aus Seiner Wohnstatt im Größten Gefängnis verkündet: »Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir, dem Machtvollen, dem Mächtigen, dem Allunterwerfenden, dem Erhabensten, dem Allwissenden, dem Allweisen.« Fürwahr, es ist kein Gott außer Ihm, dem allmächtigen Beherrscher der Welten. Wäre es Sein Wille, Er nähme durch ein einziges Wort aus Seiner Gegenwart die ganze Menschheit in Seinen Griff. Hütet euch, mit der Annahme dieser Sache zu zögern – einer Sache, vor der sich die Höchste Schar und die Bewohner der Städte der Namen niederbeugen. Fürchtet Gott und gehört nicht zu denen, die wie durch einen Schleier ausgeschlossen sind. Verbrennt die Schleier mit dem Feuer Meiner Liebe und vertreibt die Nebel nichtiger Vorstellungen mit der Macht dieses Namens, durch den Wir die ganze Schöpfung unterworfen haben.
Erhöht und lobpreiset die beiden Häuser an den geheiligten Zwillingsorten sowie die anderen Orte, an denen der Thron eures Herrn, des Allbarmherzigen, aufgestellt war. Dies befiehlt euch der Herr jedes verstehenden Herzens.
Seid wachsam, dass die Geschäfte dieser Welt euch nicht von dem abhalten, was euch von Ihm, dem Mächtigen, dem Getreuen, geboten ward. Seid die Verkörperungen solcher Standhaftigkeit unter den Menschen, dass ihr nicht von Gott zurückgehalten werdet durch die Zweifel derer, die nicht an Ihn glaubten, als Er Sich offenbarte, bekleidet mit machtvoller Souveränität. Habt acht, dass nichts, was im Buch verzeichnet war, euch hindere, auf dieses ›Lebendige Buch‹A6 zu hören, Das die Wahrheit verkündet: »Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir, dem Erhabensten, dem Allgepriesenen.« Schaut mit den Augen der Gerechtigkeit auf Ihn, Der herniedergestiegen ist aus dem Himmel göttlichen Willens und göttlicher Macht, und gehöret nicht zu denen, die Unrecht tun.
Alsdann ruft euch jene Worte ins Gedächtnis, die zum Preise dieser Offenbarung aus der Feder Meines Herolds strömten, und denket nach über das, was die Hände der Unterdrücker in Meinen Tagen verübt haben. Sie zählen fürwahr zu den Verlorenen. Er sprach: »Solltet ihr in die Gegenwart Dessen gelangen, Den Wir offenbaren werden, so flehet zu Gott, dass Er in Seiner Großmut geruht, bei euch auf dem Díván zu sitzen, denn schon dies würde euch zu unvergleichlicher, allüberragender Ehre gereichen. Sollte Er in eurer Wohnung einen Becher Wasser trinken, so wäre dies für euch segensreicher, als wenn ihr allen Seelen, ja jedem erschaffenen Ding das Wasser seines Lebens reichtet. Wisset dies, o ihr Meine Diener!«Q49
Dies sind die Worte, mit denen ErA7 Mein Sein verherrlicht – könntet ihr es doch verstehen! Wer über diese Verse nachdenkt und erkennt, welche verborgenen Perlen darin verwahrt sind, wird – bei der Gerechtigkeit Gottes! – den Duft des Allbarmherzigen atmen, wie er aus diesem Gefängnis weht, und wird mit ganzem Herzen und mit solcher Sehnsucht zu Ihm eilen, dass alle Scharen von Erde und Himmel machtlos wären, ihn davon abzuhalten. Sprich: Dies ist eine Offenbarung, um die jeder Beweis und jedes Zeugnis kreisen. So ward es herabgesandt von eurem Herrn, dem Gott der Barmherzigkeit, wolltet ihr doch zu denen gehören, die gerecht urteilen. Sprich: Dies ist der Geist aller Heiligen Schriften, gehaucht in die Feder des Höchsten. Alles Erschaffene ist davon wie vom Donner gerührt, ausgenommen jene, die hingerissen sind von den zarten Winden Meiner Gnade und den süßen Düften Meiner Großmut, welche die ganze Schöpfung durchdringen.
O Volk des Bayán! Fürchtet den Allbarmherzigen und bedenket, was Er an anderer Stelle offenbart hat. Er sprach: »Die Qiblih ist fürwahr Er, Den Gott offenbaren wird. Wohin Er Sich begibt, dahin folgt sie, bis Er Seine letzte Ruhe findet.«Q50 So ward es herabgesandt vom Höchsten Gebieter, als Er von dieser Größten Schönheit zu sprechen beliebte. Sinnet darüber nach, o Volk, und gehört nicht zu denen, die verwirrt in der Wildnis des Irrtums schweifen. Wenn ihr auf Geheiß eurer eitlen Vorstellungen Ihn verwerft, wo ist dann die Qiblih, der ihr euch zuwenden wollt, o Versammlung der Achtlosen? Denket nach über diesen Vers und urteilt gerecht vor Gott, damit ihr vielleicht die Perlen der Geheimnisse sammelt aus dem Weltmeer, das da wogt in Meinem Namen, der Allherrliche, der Höchste.
An diesem Tag müssen sich alle einzig an das halten, was in dieser Offenbarung verkündet ist. Dies ist Gottes Gebot, in früheren wie in künftigen Zeiten – ein Gebot, mit dem von jeher die Schriften der Boten geschmückt sind. Dies ist die Ermahnung des Herrn in früheren wie in künftigen Zeiten – eine Ermahnung, mit der die Vorrede zum Buche des Lebens geziert ist, so ihr es doch wahrnähmet! Dies ist der Befehl des Herrn in früheren wie in künftigen Zeiten; hütet euch, dass ihr nicht Schmach und Erniedrigung vorzieht. Nichts wird euch an diesem Tage helfen außer Gott, keine Zuflucht gibt es außer bei Ihm, dem Allwissenden, dem Allweisen. Wer Mich erkennt, hat das Ziel aller Sehnsucht erkannt, und wer sich Mir zuwendet, wendet sich dem Ziel aller Anbetung zu. So ist es verfügt im Buche, und so ist es beschlossen bei Gott, dem Herrn aller Welten. Einen einzigen Vers Meiner Offenbarung zu lesen ist besser, als die Schriften der früheren und späteren Geschlechter zu studieren. Dies ist die Rede des Allbarmherzigen, hättet ihr doch Ohren zu hören! Sprich: Dies ist das Wesen des Wissens, wenn ihr es doch verstündet.
Und nun bedenket, was an einer anderen Stelle offenbart wurde, damit ihr eure eigenen Vorstellungen aufgebt und euer Angesicht auf Gott, den Herrn des Seins, richtet. ErA8 sagte: »Es ist nicht erlaubt, jemanden zu ehelichen, der nicht an den Bayán glaubt. Nimmt nur ein Ehepartner diesen Glauben an, so hat der andere keinen Anspruch auf dessen Habe, bis sich auch der andere bekehrt. Dieses Gesetz tritt jedoch erst in Kraft nach der Erhöhung der Sache Dessen, Den Wir in Wahrheit offenbaren werden, oder dessen, was bereits in Gerechtigkeit offenbart ward. Vorher steht euch frei zu heiraten, wie ihr wollt, auf dass ihr vielleicht so die Sache Gottes erhöht.«Q51 Also sang die Nachtigall ihr süßes Lied auf dem himmlischen Zweig zum Lobpreis ihres Herrn, des Allbarmherzigen. Wohl denen, die da hören!
O Volk des Bayán, Ich beschwöre euch bei eurem Herrn, dem Gott der Gnade: Schaut mit dem Auge der Gerechtigkeit auf diese Rede, welche die Macht der Wahrheit herabgesandt, und gehört nicht zu denen, die das Zeugnis Gottes sehen, es aber dennoch verwerfen und leugnen. Sie zählen in Wahrheit zu denen, die sicherlich zugrunde gehen werden. Ausdrücklich erklärte der Punkt des Bayán in diesem Vers, dass Meine Sache vor Seiner eigenen erhöht werde; dies kann jeder gerechte, verständige Geist bezeugen. Wie ihr heute leicht feststellt, können diese Erhöhung nur noch jene leugnen, deren Augen vom sterblichen Leben trunken sind. Sie erwartet im künftigen Leben eine demütigende Züchtigung.
Sprich: Bei der Gerechtigkeit Gottes! Ich bin wahrlich SeinA9 Höchstgeliebter. In diesem Augenblick hört Er, wie diese Verse vom Himmel der Offenbarung herniedersteigen, und wehklagt über das Unrecht, das ihr in diesen Tagen begangen habt. Fürchtet Gott und macht euch nicht gemein mit dem Angreifer. Sprich: O Volk, wenn ihr schon nicht an IhnA10 glauben wollt, dann lehnt euch wenigstens nicht gegen Ihn auf! Bei Gott! Es genügt, dass die Scharen der Tyrannei sich gegen Ihn verbünden!
Wahrlich, ErA11 offenbarte einige Gesetze, damit in dieser göttlichen Sendung die Feder des Höchsten sich nur zur Verherrlichung Seiner allüberragenden Stufe und Seiner strahlenden Schönheit zu bewegen brauche. Da Wir jedoch Unsere Gnade für euch darzutun wünschen, legen Wir durch die Macht der Wahrheit diese Gesetze in aller Klarheit nieder und mildern sie ab auf das, was Wir von euch beachtet haben wollen. Er ist wahrlich der Freigebige, der Großzügige.
ErA12 hat euch früher enthüllt, was heute von diesem Tagesanbruch göttlicher Weisheit geäußert werde. Er sagte, und Er spricht die Wahrheit: »ErA13 ist es, Der in jeder Lage verkünden wird: ›Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir, dem Einen, dem Unvergleichlichen, dem Allwissenden, dem Allkennenden.‹« Dies ist eine Stufe, die Gott allein dieser hehren, dieser einzigartigen, wundersamen Offenbarung zuerkannt hat. Dies ist ein Zeichen Seiner Gunst und Gabenfülle, so ihr zu denen gehört, die begreifen, und ein Beweis Seines unwiderstehlichen Ratschlusses. Dies ist Sein Größter Name, Sein erhabenstes Wort und der Tagesanbruch Seiner hehrsten Titel, könntet ihr es nur verstehen. Nein, mehr noch: Durch Ihn wird jeder Springquell, jeder Dämmerort göttlicher Führung offenbar. Denket nach über das, o Volk, was in Wahrheit herabgesandt ist; meditiert darüber und zählet nicht zu den Übertretern.
Verkehret mit allen Religionen in Herzlichkeit und Eintracht, auf dass sie Gottes süße Düfte von euch einatmen. Hütet euch, dass euch im Umgang mit den Menschen nicht die Hitze törichter Unwissenheit übermanne. Alles hat seinen Anfang in Gott, und alles kehrt zu Ihm zurück. Er ist aller Dinge Ursprung, und in Ihm haben alle Dinge ihr Ende.
Betretet kein Haus in Abwesenheit seines Besitzers ohne dessen Erlaubnis. Handelt allezeit mit Anstand und gehöret nicht zu den Achtlosen.
Es ist euch geboten, durch die Zahlung der Zakát eure Mittel für den Unterhalt und dergleichen zu reinigen. So wurde es auf dieser erhabenen Tafel verfügt durch Ihn, den Offenbarer der Verse. Wenn es Gottes Wille ist, werden Wir die Bemessungsgrundlage demnächst festlegen. Er erläutert wahrlich, was immer Er wünscht, kraft Seines Wissens, und Er ist fürwahr der Allwissende, der Allweise.
Betteln ist verboten, und es ist verboten, dem Bettler zu geben. Alle sind gehalten, ihren Lebensunterhalt zu verdienen, und was die anbelangt, die dazu außerstande sind, so ist es die Pflicht der Bevollmächtigten Gottes und der Wohlhabenden, in angemessenem Umfang für sie zu sorgen. Haltet euch an Gottes Satzung und Befehl, nein, schützet sie, wie ihr eure Augen schützet, und gehört nicht zu denen, die schweren Verlust erleiden.
Es ist euch im Buche Gottes verboten, euch auf Wortstreit und Konflikte einzulassen, einen anderen zu schlagen oder ähnliches zu begehen, was die Herzen und Seelen betrübt. Eine Geldstrafe von neunzehn Mithqál Gold ward ehedem von Ihm, dem Herrn der ganzen Menschheit, für den bestimmt, der einem anderen Kummer bereitet hat. In dieser göttlichen Sendung hat Er euch jedoch davon befreit und ermahnt euch, Gerechtigkeit und Frömmigkeit an den Tag zu legen. Dies ist der Befehl, den Er euch auf dieser strahlenden Tafel erteilt. Wünschet anderen nichts, was ihr nicht für euch selbst wünschet. Fürchtet Gott und gehöret nicht zu den Hochmütigen. Ihr seid alle aus Wasser erschaffen, und zum Staub kehret ihr zurück. Denkt an das Ende, das euch erwartet, und wandelt nicht auf den Wegen des Unterdrückers. Höret auf die Verse Gottes, die Er, der geheiligte Lotosbaum, euch vorträgt. Sie sind gewisslich die unfehlbare Waage, aufgestellt von Gott, dem Herrn dieser und der künftigen Welt. Sie lassen die Menschenseele ihren Flug zum Morgen der Offenbarung nehmen. Durch sie wird das Herz eines jeden wahren Gläubigen mit Licht erfüllt. Dies sind die Gesetze, die Gott euch gibt, dies sind Seine Gebote, die euch auf Seiner Heiligen Tafel gegeben sind. Gehorchet ihnen in Freude und Heiterkeit, denn dies ist das Beste für euch, o dass ihr es doch wüsstet!
Sprecht die Verse Gottes jeden Morgen und jeden Abend. Wer versäumt, sie zu sprechen, ist Gottes Bund und Seinem Testament nicht treu, und wer sich an diesem Tage von den heiligen Versen abkehrt, zählt zu denen, die sich seit Ewigkeit von Gott abgekehrt haben. Fürchtet Gott, o Meine Diener! Rühmt euch nicht der langen Schriftlektüre und vieler frommer Handlungen bei Tag und Nacht. So jemand einen einzigen Vers in Freude und Heiterkeit liest, ist es besser für ihn, als wenn er ermüdet alle Bücher Gottes liest, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden. Lest Gottes Verse in solchem Maße, dass nicht Schwäche und Verzagtheit euch überkommen. Bürdet euren Seelen nicht auf, was sie ermattet und niederdrückt, sondern gebt ihnen, was sie erleichtert und emporhebt, so dass sie sich auf den Flügeln der Verse Gottes aufschwingen zum Dämmerort Seiner offenbaren Zeichen. Dies wird euch Gott näherbringen, wenn ihr es nur begriffet.
Lehret eure Kinder die Verse, die vom Himmel der Majestät und Macht offenbart wurden, auf dass sie die Tafeln des Allbarmherzigen auf höchst melodische Weise in den Alkoven des Mashriqu’l-Adhkár vortragen. Wer durch die Anbetung Meines Namens, der Mitleidvollste, in Verzückung gerät, wird Gottes Verse so vortragen, dass er die Herzen der noch Schlummernden bezaubert. Wohl dem, der den mystischen Wein ewigen Lebens aus dem Worte seines barmherzigen Herrn trank in Meinem Namen – einem Namen, der jeden majestätisch ragenden Berg zu Staub zermalmt.
Es ward euch geboten, die Möbel eurer Wohnung alle neunzehn Jahre zu erneuern. So ist es verordnet von Dem, Der alles weiß und alles durchschaut. Er wünscht wahrlich Feinheit für euch und alles, was ihr besitzet. Fürchtet Gott und gehört nicht zu den Nachlässigen. Wer findet, dass seine Mittel für diesen Zweck nicht ausreichen, ist befreit von Gott, dem Ewigvergebenden, dem Gabenreichsten.
Wascht euch die Füße jeden Tag im Sommer und alle drei Tage im Winter.
Wird jemand auf euch zornig, so begegnet ihm mit Milde, und schilt euch jemand, so scheltet nicht zurück, sondern überlasst ihn sich selbst und setzt euer Vertrauen auf Gott, den allmächtigen Rächer, den Herrn der Gerechtigkeit und der Macht.
Der Gebrauch von Kanzeln ist euch verboten. Wer euch die Verse seines Herrn vortragen will, der sitze auf einem Stuhl auf erhöhtem Platz und gedenke Gottes, seines Herrn und des Herrn der ganzen Menschheit. Es ist Gott gefällig, dass ihr um der Liebe willen, die ihr für Ihn und die Manifestation Seiner herrlichen, strahlenden Sache hegt, und zum Zeichen der Ehrfurcht auf Stühlen und Bänken sitzt.
Glücksspiel und Opium sind euch verboten. Haltet euch fern von beidem, o Menschen, und gehört nicht zu den Übertretern. Hütet euch vor allen Stoffen, die den Tempel des Menschen stumpf und träge machen und dem Leib schaden. Wir wünschen wahrlich nur, was euch nützt. Dies bezeugt alles Erschaffene – wenn ihr doch Ohren hättet zu hören!
Werdet ihr zu einem Festmahl oder zu einer Feier eingeladen, so geht darauf mit Freude und Fröhlichkeit ein, und wer sein Versprechen erfüllt, der ist gegen Tadel gefeit. Dies ist ein Tag, da Gottes weise Befehle allesamt erläutert wurden.
Seht, das »Geheimnis der Großen Umkehr im Zeichen des Souveräns« ist jetzt offenbar. Wohl dem, den Gott die »Sechs« erkennen lässt, die kraft dieses »aufrechten Alif« erhoben ist. Er gehört wahrlich zu denen, deren Glauben aufrichtig ist. Wie viele äußerlich Fromme haben sich abgewandt, und wie viele Verirrte sind nahegekommen mit dem Ruf: »Aller Lobpreis sei Dir, Du Verlangen der Welten!« Es liegt fürwahr in Gottes Hand zu geben, was Er wünscht, wem immer Er will, und vorzuenthalten, was Ihm gefällt, wem immer Ihm beliebt. Er kennt die tiefsten Geheimnisse der Herzen und weiß, was hinter dem Augenzwinkern eines Spötters steckt. Wie viele Verkörperungen der Achtlosigkeit, die reinen Herzens zu Uns kamen, haben Wir auf den Sitz Unserer Annahme gesetzt, und wie viele Vertreter der Weisheit haben Wir in Unserer Gerechtigkeit dem Feuer überantwortet. Wir sind in Wahrheit der Richter. Er ist die Manifestation des »Gott tut, was Ihm gefällt«, und Er ruht auf dem Thron des »Er gebietet, was Ihm beliebt«Q52.
Selig, wer den Duft innerer Bedeutungen entdeckt in den Spuren dieser Feder, durch deren Bewegung der Windhauch Gottes über die ganze Schöpfung weht und durch deren Ruhe das Wesen der Ruhe im Reiche des Seins erscheint. Verherrlicht sei der Allerbarmer, der Offenbarer solch unschätzbarer Gaben. Sprich: Weil Er das Unrecht trug, erschien die Gerechtigkeit auf Erden, und weil Er Erniedrigung auf sich nahm, erstrahlte Gottes Majestät inmitten der Menschheit.
Es ist euch verboten, Waffen zu tragen, außer wenn dies nötig ist, und es ist euch erlaubt, euch in Seide zu kleiden. Als Zeichen Seiner Gunst hat euch der Herr von den Beschränkungen befreit, die vormals für Kleidung und den Schnitt des Bartes galten. Er ist wahrlich der Gesetzgeber, der Allwissende. An eurem Gebaren sei nichts, was der rechte Verstand missbilligt. Macht euch nicht zum Spielzeug der Unwissenden. Wohl dem, der sich mit dem Gewande eines schicklichen Verhaltens und eines rühmlichen Charakters schmückt. Er wird sicherlich zu denen gezählt, die ihrem Herrn durch herausragende Werke dienen.
Fördert die Entwicklung der Städte Gottes und Seiner Länder und verherrlicht Ihn darin mit der melodischen Stimme der Gott Nahen. Wahrlich, die Macht der Zunge erbaut die Menschenherzen, so wie die Hand und andere Mittel Häuser und Städte erbauen. Wir haben zur Verwirklichung jeder Sache ein Mittel bestimmt; nutzt es und setzt euer Vertrauen und eure Zuversicht auf Gott, den Allwissenden, den Allweisen.
Selig der Mensch, der seinen Glauben an Gott und Seine Zeichen bekennt und den Vers anerkennt: »Er soll nicht befragt werden über Sein Tun.«Q53 Anerkennung hat Gott zur Zier jedes Glaubens und zu dessen wahrer Grundlage gemacht. Von ihr hängt die Annahme jeder guten Tat ab. Darauf richtet euren Blick, damit euch das Getuschel der Widerspenstigen nicht zum Straucheln bringt.
Sollte Er erlauben, was seit unvordenklichen Zeiten verboten war, und verbieten, was zu allen Zeiten als erlaubt galt, so hätte niemand das Recht, Seine Allgewalt in Frage zu stellen. Wer zögert, und sei es weniger als einen Augenblick, soll als Übertreter gelten.
Wer diese hehre, grundlegende Wahrheit nicht anerkennt, wer diese erhabenste Stufe nicht erreicht, den werden die Stürme des Zweifels schütteln, und die Reden der Ungläubigen werden seine Seele verwirren. Doch wer diesen Grundsatz anerkennt, wird mit vollkommener Standhaftigkeit begabt werden. Alle Ehre sei dieser allherrlichen Stufe, deren Gedenken jede erhabene Tafel schmückt. So belehrt euch Gott mit einer Lehre, die euch von jeglichem Zweifel und jeder Verwirrung befreien und euch befähigen wird, in dieser und der künftigen Welt Erlösung zu finden. Er ist wahrlich der ewig Vergebende, der Großmütigste. Er hat die Boten ausgeschickt und die Bücher herabgesandt, um zu verkünden: »Es ist kein Gott außer Mir, dem Allmächtigen, dem Allweisen.«
O Land von Káf und Rá!A14 Wir schauen dich wahrlich in einem Zustand, der Gott missfällt, und sehen von dir ausgehen, was keiner erkennt außer Ihm, dem Allwissenden, dem Allkennenden, und nehmen wahr, was still und heimlich aus dir hervorgeht. Bei Uns ist das Wissen um alle Dinge, verzeichnet auf einer leuchtenden Tafel. Gräme dich nicht über das, was über dich gekommen ist. Bald wird Gott Menschen von mächtigem Heldenmut in dir erwecken, die so unerschütterlich Meinen Namen verherrlichen, dass weder die bösen Bemerkungen der Geistlichen noch die Unterstellungen derer, die Zweifel säen, sie davon abhalten können. Mit eigenen Augen werden sie Gott schauen und mit ihrem Leben Ihn siegreich machen. Sie gehören wahrlich zu den Standhaften.
O Schar der Geistlichen! Als Meine Verse herabgesandt und Meine klaren Zeichen offenbart waren, fanden Wir euch hinter Schleiern. Dies ist fürwahr seltsam. Ihr rühmt euch Meines Namens, und doch erkanntet ihr Mich nicht, als euer Herr, der Allbarmherzige, unter euch erschien mit Beweis und Zeugnis. Wir haben die Schleier zerrissen. Hütet euch, dass ihr das Volk nicht durch einen neuen Schleier aussperrt. Sprengt die Ketten eitler Vorstellungen im Namen des Herrn aller Menschen, und gehöret nicht zu den Irreführenden. Solltet ihr euch Gott zuwenden und Seine Sache annehmen, so schafft nicht Unordnung in ihr und messt Gottes Buch nicht an euren selbstischen Neigungen. Wahrlich, dies ist Gottes Rat ehedem und immerdar, und dies bezeugen feierlich die Zeugen und Erwählten Gottes, ja jeder Einzelne von Uns.
Ruft euch den Shaykh in Erinnerung, Muḥammad-Ḥasan, der zu den gelehrtesten Geistlichen seiner Zeit zählte. Als Gott, der Wahrhafte, sich offenbarte, da verwarfen Ihn dieser Shaykh und andere seines Standes, indes ein Weizensieber Ihn annahm und sich dem Herrn zuwandte. Tag und Nacht legte er dar, was er für die Gesetze und Gebote Gottes hielt; doch als Er, der Unbedingte, erschien, da nutzte ihm kein Buchstabe davon, denn sonst hätte er sich nicht abgewandt von einem Antlitz, das den Gott Nahen die Gesichter erleuchtet. Hättet ihr an Gott geglaubt, als Er Sich offenbarte, so hätten sich die Menschen nicht von Ihm abgewandt, noch wäre Uns widerfahren, was ihr heute schaut. Fürchtet Gott und gehört nicht zu den Achtlosen.
Nehmt euch in Acht, dass kein Name euch fernhalte von Ihm, dem Besitzer aller Namen, oder ein Wort euch ausschließe von dem Gedenken Gottes, diesem Quell der Weisheit unter euch. Wendet euch Gott zu und suchet Seinen Schutz, o Schar der Geistlichen, und macht euch nicht selbst zum Schleier zwischen Mir und Meinen Geschöpfen. So ermahnt euch euer Herr und befiehlt euch, gerecht zu sein, damit eure Werke nicht zunichte werden und ihr dessen nicht gewahr seid. Wer diese Sache leugnet, sollte der in der ganzen Schöpfung eine andere Wahrheit vertreten können? Nein, bei Ihm, dem Gestalter des Weltalls! Und doch sind die Menschen in offenkundige Schleier gehüllt. Sprich: Durch diese Sache ist die Sonne des Zeugnisses aufgegangen, und das Licht des Beweises hat seine Strahlen auf alle ergossen, die auf Erden wohnen. Fürchtet Gott, o ihr Einsichtigen, und gehört nicht zu denen, die nicht an Mich glauben. Habt acht, dass das Wort »Prophet« euch nicht von dieser Größten Verkündigung abhalte oder der Begriff »Statthalterschaft«Q54 euch aussperre von der alle Welten überschattenden Souveränität Dessen, Der Gottes Statthalter ist. Jeder Name wurde durch Sein Wort erschaffen, und jede Sache hängt von Seiner unwiderstehlichen, Seiner machtvollen, wundersamen Sache ab. Sprich: Dies ist der Tag Gottes, der Tag, da nur Seiner gedacht werden soll, des allmächtigen Beschützers aller Welten. Dies ist die Sache, die euren Aberglauben und all eure Götzenbilder erbeben ließ.
Wahrlich, Wir sehen unter euch den, der das Buch Gottes in die Hand nimmt und daraus Argumente und Beweise vorbringt, um seinen Herrn zu leugnen, wie sie in allen Religionen aus ihren Heiligen Büchern Gründe zusammensuchten, um Ihn, den Helfer in Gefahr, den Selbstbestehenden, zu widerlegen. Sprich: Gott, der Wahre, ist Mein Zeuge, dass weder die Heiligen Schriften der Welt noch alle Bücher und Abhandlungen euch an diesem Tag von Nutzen sind ohne dieses ›Lebendige Buch‹A15, das mitten im Herzen der Schöpfung verkündet: »Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir, dem Allwissenden, dem Allweisen.«
O Schar der Geistlichen! Hütet euch, rings im Lande Streit zu stiften, wie ihr die Ursache wart, dass der Glaube von Anfang an zurückgewiesen wurde. Sammelt das Volk um dieses Wort, das die Steine ausrufen lässt: »Das Reich ist Gottes, des Dämmerorts aller Zeichen!« So ermahnt euch euer Herr als Ausdruck Seiner Gnade. Er ist in Wahrheit der Ewigvergebende, der Großzügigste.
Ruft euch Karím ins Gedächtnis, wie er, von seinen Begierden getrieben, hochmütig wurde, als Wir ihn zu Gott riefen; hatten Wir ihm doch gesandt, was dem Auge des Beweises in der Welt des Seins Trost bedeutete und Gottes Zeugnis für alle auf Erden und im Himmel erfüllte. Zum Zeichen der Gnade des Allbesitzenden, des Höchsten, geboten Wir ihm, die Wahrheit anzunehmen. Er aber wandte sich ab, bis als Werk der Gerechtigkeit Gottes die Engel des Zornes ihn ergriffen. Dessen waren Wir wahrlich Zeuge.
Reißt die Schleier so auseinander, dass die Bewohner des Königreiches sie reißen hören. Das ist Gottes Befehl in vergangenen wie in künftigen Tagen. Selig der Mensch, der befolgt, was ihm geboten ward, und wehe dem Nachlässigen!
Wahrlich, im Reich dieser Welt haben Wir kein anderes Ziel, als Gott zu offenbaren und Seine Souveränität zu enthüllen. Gott genügt Mir als Zeuge. Wahrlich, im himmlischen Reich haben Wir kein anderes Ziel, als Seine Sache zu erhöhen und Ihn zu verherrlichen. Gott genügt Mir als Beschützer. Wahrlich, im Reich der Höhe haben Wir kein anderes Ziel, als Gott und das, was Er herabgesandt, zu preisen. Gott genügt Mir als Helfer.
Glücklich seid ihr, o ihr Gelehrten in Bahá. Bei dem Herrn! Ihr seid die Wogen des Mächtigsten Meeres, die Sterne am Firmament der Herrlichkeit, die Siegesbanner, die zwischen Erde und Himmel wehen. Ihr seid die Offenbarungen der Standhaftigkeit unter den Menschen, die Morgenröten heiliger Rede für alle, die auf Erden wohnen. Wohl dem, der sich euch zuwendet, und wehe dem Widerspenstigen! Wer vom mystischen Wein ewigen Lebens aus den gnädigen Händen des Herrn, seines Gottes, des Barmherzigen, getrunken hat, dem ziemt es an diesem Tage, gleich einer pochenden Ader im Leib der Menschheit zu schlagen, auf dass durch ihn die Welt und jedes zerfallende Gebein belebt werden.
O Volk der Welt! Wenn die Mystische Taube, aus ihrem Tempel des Lobpreises aufgestiegen, ihr fernes Ziel, ihre verborgene Wohnstatt, erreicht hat, dann legt alles, was ihr im Buche nicht versteht, Ihm vor, Der diesem mächtigen Stamm entspross.
O Feder des Höchsten! Gleite über die Tafel auf Geheiß Deines Herrn, des Schöpfers der Himmel, und berichte von der Zeit, da Er, der Morgen göttlicher Einheit, Seine Schritte zur Schule hocherhabener Einheit lenkte. Vielleicht erlangen dadurch die, die reinen Herzens sind, einen flüchtigen Blick, und sei er von der Größe eines Nadelöhrs, auf die hinter den Schleiern verborgenen Geheimnisse Deines Herrn, des Allmächtigen, des Allwissenden. Sprich: Wir betraten wahrlich die Schule der inneren Bedeutung und der Erklärung, als alles Erschaffene dessen nicht gewahr wurde, und sahen die Worte, die Er, der Allbarmherzige, herabsandte. Wir nahmen die Verse Gottes, des Helfers in Gefahr, des Selbstbestehenden, entgegen, als ErA16 sie Uns gab, und Wir lauschten dem, was Er auf der Tafel feierlich bestätigte. Dies fürwahr haben Wir geschaut. Und Wir willigten ein in Seinen Wunsch durch Unser Geheiß, denn Wir haben wahrlich die Macht zum Befehl.
O Volk des Bayán! Wir betraten wahrlich die Schule Gottes, als ihr im Schlafe lagt, und Wir lasen die Tafel, als ihr fest schliefet. Beim einen wahren Gott! Wir lasen die Tafel, ehe sie offenbart ward, während ihr nichts ahntet, und Wir hatten vollkommene Kenntnis vom Buche, als ihr noch ungeboren wart. Diese Worte sind nach eurem Maß, nicht nach dem Maße Gottes. Dies bezeugt, was in Seinem Wissen verwahrt ist – gehörtet ihr doch zu denen, die begreifen! Die Zunge des Allmächtigen legt dafür Zeugnis ab – zähltet ihr doch zu denen, die verstehen! Ich schwöre bei Gott, wollten Wir den Schleier lüften, ihr wäret wie vom Donner gerührt.
Habt acht, dass ihr keinen leeren Wortstreit führt über den Allmächtigen und Seine Sache. Denn siehe, Er ist unter euch erschienen, bekleidet mit einer so großen Offenbarung, dass sie alle Dinge umfängt, die vergangenen wie die zukünftigen. Wollten Wir Unser Thema in der Sprache des Reiches Gottes und seiner Bewohner behandeln, dann sagten Wir: »Wahrlich, Gott schuf jene Schule, ehe Er Himmel und Erde schuf, und Wir betraten sie, ehe die Buchstaben ›Sei!‹ verbunden und verknüpft wurden.« Dies ist die Sprache Unserer Diener in Unserem Reich. Bedenket, was die Bewohner Unserer erhabenen Herrschaftsgebiete sprächen, denn Wir haben sie Unser Wissen gelehrt und ihnen offenbart, was in Gottes Weisheit verborgen lag. Was spräche dann wohl die Zunge der Macht und Größe in Seiner Allherrlichen Stätte!
Dies ist keine Sache, die ihr zum Spielzeug eurer eitlen Vorstellungen machen könnt, noch ist sie ein Feld für Toren und Furchtsame. Bei Gott, dies ist die Arena der Einsicht und der Loslösung, der weiten Schau und der Erhabenheit, und nur die tapferen Reiter des Barmherzigen dürfen auf ihren Rossen hineinsprengen – jene, die sich von jeglicher Bindung an die Welt des Seins gelöst haben. Sie, wahrlich, werden für Gott auf Erden den Sieg erringen. Sie sind die Dämmerorte Seiner souveränen Macht inmitten der Menschheit.
Hütet euch, dass nicht etwas, was im Bayán offenbart ward, euch abhalte von eurem Herrn, dem Allbarmherzigen. Gott ist Mein Zeuge: Der Bayán wurde zu keinem anderen Zweck herabgesandt, als Meinen Lobpreis zu feiern – o dass ihr es doch wüsstet! Wer reinen Herzens ist, findet darin nichts als den Duft Meiner Liebe, nur Meinen Namen, der alles Sehende und alles Sichtbare überschattet. Sprich: Wendet euch dem zu, o Volk, was aus Meiner Erhabensten Feder hervorgegangen ist. Solltet ihr daraus den Duft Gottes verspüren, so lehnt euch nicht gegen Ihn auf und schlagt nicht euer Teil Seiner gnädigen Gunst und Seiner mannigfachen Gaben aus. So ermahnt euch euer Herr; Er ist wahrlich der Ratgeber, der Allwissende.
Was immer ihr im Bayán nicht versteht, erfragt es von Gott, eurem Herrn und dem Herrn eurer Vorväter. So Er es wünscht, wird Er euch erklären, was darin offenbart ist, und euch die Perlen göttlichen Wissens und göttlicher Weisheit enthüllen, die in dem Weltmeer seiner Worte verborgen ruhen. Er steht wahrlich hoch über allen Namen. Es ist kein Gott außer Ihm, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden.
Die Welt ist aus dem Gleichgewicht geraten durch die Schwungkraft dieser größten, dieser neuen Weltordnung. Die Lebensordnung der Menschheit ist aufgewühlt durch das Wirken dieses einzigartigen, dieses wundersamen Systems, desgleichen kein sterbliches Auge je gesehen hat.
Versenkt euch in das Meer Meiner Worte, damit ihr seine Geheimnisse ergründet und alle Perlen der Weisheit entdecket, die in seinen Tiefen verborgen liegen. Habt acht, dass ihr nicht zaudert bei eurem Entschluss, die Wahrheit dieser Sache anzunehmen – einer Sache, durch welche Gott die Wirkkraft Seiner Macht offenbart und Seine Souveränität errichtet hat. Eilt freudestrahlenden Angesichts hin zu Ihm! Dies ist Gottes unveränderlicher Glaube, ewig in der Vergangenheit, ewig in der Zukunft. Lasst den, der sucht, zu ihm gelangen! Was aber den betrifft, der ihn zu suchen verschmäht – wahrlich, Gott ist der Selbstgenügende und bedarf Seiner Geschöpfe nicht.
Sprich: Dies ist die unfehlbare Waage, die Gott in Händen hält. Auf ihr werden alle in den Himmeln und auf Erden gewogen, und ihr Schicksal wird danach bestimmt – gehörtet ihr doch zu denen, die an diese Wahrheit glauben und sie anerkennen! Sprich: Sie ist das Größte Zeugnis, durch welches die Gültigkeit eines jeden Beweises für alle Zeiten begründet ward, seid dessen versichert. Sprich: Sie bereichert die Armen, erleuchtet die Gebildeten und befähigt die Sucher, zur Gegenwart Gottes aufzusteigen. Habt acht, dass ihr sie nicht zum Anlass nehmt für Zwietracht unter euch. Steht so unverrückbar fest wie ein Berg in der Sache eures Herrn, des Mächtigen, des Liebenden!
Sprich: O du Quell der Verirrung! Verschließe nicht länger die Augen und sprich die Wahrheit unter dem Volke. Ich schwöre bei Gott, Ich weine um dich, wenn Ich sehe, wie du deinen selbstsüchtigen Leidenschaften folgst und Ihn verleugnest, Der dich gestaltet und ins Sein gerufen hat. Rufe dir die sanfte Gnade deines Herrn ins Bewusstsein und erinnere dich, wie Wir dich bei Tag und bei Nacht für den Dienst an der Sache Gottes erzogen. Fürchte Gott und gehöre zu denen, die ehrlich bereuen. Angenommen, das Volk sei über deine Stufe im Unklaren, kann man sich vorstellen, dass du selbst über sie keine Klarheit hast? Erzittere vor deinem Herrn und gedenke der Tage, da du vor Unserem Throne standest und die Verse niederschriebst, die Wir dir diktierten – Verse, herabgesandt von Gott, dem allmächtigen Beschützer, dem Herrn der Kraft und der Macht. Hab acht, dass dich das Feuer deiner Vermessenheit nicht hindere, in Gottes Heiligen Hof zu gelangen. Wende dich Ihm zu, und ängstige dich nicht ob deiner Taten. Er vergibt fürwahr, wem immer Er will, als Zeichen Seiner Gnade. Es ist kein Gott außer Ihm, dem Immervergebenden, dem Allgütigen. Wir ermahnen dich nur um Gottes willen. Nimmst du diesen Rat an, so nur zum eigenen Nutzen. Verwirfst du ihn, so kann dein Herr wahrlich auf dich verzichten, wie auf alle, die dir in offenkundiger Verblendung folgen. Schau! Gott hat den ergriffen, der dich in die Irre geführt. Kehre du zu Gott zurück, demütig, unterwürfig, gebeugt. Wahrlich, Er wird deine Sünden von dir nehmen, denn dein Herr ist fürwahr der Vergebende, der Mächtige, der Allbarmherzige.
Dies ist Gottes Rat – würdest du ihn doch beachten! Dies ist Gottes Gnadengabe – würdest du sie doch annehmen! Dies ist Gottes Rede – würdest du sie doch begreifen! Dies ist Gottes Schatz – könntest du es doch verstehen!
Dies ist ein Buch, das für die Welt zur Lampe des Ewigen geworden ist, zu Seinem geraden, nicht in die Irre führenden Pfad inmitten der Völker der Erde. Sprich: Dies ist der Morgen göttlichen Wissens, so ihr zu denen gehört, die verstehen, und der Dämmerort der Befehle Gottes, so ihr zu denen gehört, die begreifen.
Legt einem Tier nicht mehr auf, als es tragen kann. Wir haben fürwahr eine solche Behandlung durch ein absolut bindendes Verbot im Buche verboten. Seid unter allem Erschaffenen die Verkörperung der Gerechtigkeit.
Wer einem anderen ohne Vorsatz das Leben nimmt, ist verpflichtet, der Familie des Verstorbenen ein Sühnegeld von hundert Mithqál Gold zu zahlen. Beachtet, was euch auf dieser Tafel geboten ward, und zählt nicht zu denen, die ihre Grenzen überschreiten.
O ihr Mitglieder der Parlamente in aller Welt! Wählt eine einzige Sprache für alle auf Erden und führt auch eine gemeinsame Schrift ein. Wahrlich, Gott erklärt euch, was euch nützt und euch befähigt, von anderen unabhängig zu sein. Er ist in Wahrheit der Gabenreichste, der Allwissende, der Allunterrichtete. Dies wird Einheit bewirken – könntet ihr es doch begreifen! Dies wird das mächtigste Werkzeug sein zur Förderung von Harmonie, Kultur und Zivilisation – könntet ihr es doch verstehen! Zwei Zeichen haben Wir bestimmt für die Mündigkeit des Menschengeschlechts: Das erste, das die sicherste Grundlage ist, haben Wir in anderen Tafeln herabgesandt, wogegen das zweite in diesem wundersamen Buch offenbart ist.
Es ist euch verboten, Opium zu rauchen. Fürwahr, Wir haben dies durch ein unumstößliches Verbot im Buche untersagt. Wer davon nimmt, ist gewiss nicht von Mir. Fürchtet Gott, die ihr Verstand habt!

Von Bahá’u’lláh ergänzend zum Kitáb-i-Aqdas offenbarte Texte

Einige von Bahá’u’lláh nach dem Kitáb-i-Aqdas offenbarte Texte enthalten Abschnitte, welche die Bestimmungen des Heiligsten Buches ergänzen. Die wichtigsten sind als Botschaften aus ‘Akká veröffentlicht. Hier einbezogen ist ein Auszug aus der Tafel Ishráqát. Die drei Pflichtgebete, auf die in Fragen und Antworten verwiesen wird, sowie das im Kitáb-i-Aqdas erwähnte Totengebet sind gleichfalls abgedruckt.

Ishráqát

das achte IshráqA17

Der Abschnitt, den die Feder der Herrlichkeit nunmehr schreibt, gilt als Teil des Heiligsten Buches: Die Männer von Gottes Haus der Gerechtigkeit sind mit den Belangen des Volkes betraut. Sie sind wahrlich die Treuhänder Gottes unter Seinen Dienern und die Morgenröten der Amtsgewalt in Seinen Landen.
O Volk Gottes! Was die Welt erzieht, ist die Gerechtigkeit, denn sie wird von zwei Säulen getragen: Lohn und Strafe. Diese beiden Säulen sind die Lebensquellen der Welt. Da es für jeden Tag ein neues Problem und für jedes Problem eine angemessene Lösung gibt, sind solche Fragen dem Haus der Gerechtigkeit vorzulegen, damit dessen Mitglieder nach den Nöten und Erfordernissen der Zeit handeln. Die sich für Gott erheben, Seiner Sache zu dienen, sind Empfänger göttlicher Eingebung aus dem unsichtbaren Reich. Alle haben die Pflicht, ihnen zu gehorchen. Alle Belange des Staates sind dem Haus der Gerechtigkeit vorzulegen. Gebet und Andacht sind indessen so zu verrichten, wie es Gott in Seinem Buch verordnet hat.
O Volk Bahás! Ihr seid die Dämmerorte der Liebe Gottes, die Morgenröten Seiner Gnade. Besudelt eure Zungen nicht mit Flüchen und Schmähreden gegen andere und hütet eure Augen vor Unschicklichem. Tut dar, was ihr besitzet. Wird es günstig aufgenommen, ist euer Zweck erreicht; wo nicht, ist Widerspruch fruchtlos. Überlasst diese Seele sich selbst und kehrt euch zum Herrn, dem Beschützer, dem Selbstbestehenden. Verursacht keinen Kummer, geschweige denn Zwietracht und Streit. Es ist zu hoffen, dass ihr im Schatten des Baumes Seines sanften Erbarmens wahre Erziehung erlangt und in Übereinstimmung mit dem handelt, was Gott wünscht. Ihr seid alle die Blätter eines Baumes und die Tropfen eines Meeres.

Das lange PflichtgebetA18

Einmal in 24 Stunden zu sprechen
Wer dieses Gebet zu sprechen wünscht, stehe auf und wende sich Gott zu. Auf seinem Platz stehend schaue er zur Rechten und zur Linken, als erwarte er das Erbarmen seines Herrn, des Allbarmherzigen, des Mitleidvollen. Dann spreche er:
O Du, der Du der Herr aller Namen und der Schöpfer der Himmel bist! Ich flehe Dich an bei den Sonnen Deines unsichtbaren Wesens, des Höchsterhabenen, des Allherrlichen, mache mein Gebet zu einem Feuer, das die Schleier verbrenne, die mich hindern, Deine Schönheit zu schauen, und zu einem Licht, das mich zum Meere Deiner Gegenwart geleite.
Dann erhebe er die Hände flehend zu Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er – und spreche:
O Du Sehnsucht der Welt, Du Geliebter der Völker! Du siehst, wie ich mich Dir zuwende, ledig aller Bindungen außer an Dich, an Dein Seil geklammert, durch dessen Bewegung die ganze Schöpfung erschüttert ward. Ich bin Dein Diener, o mein Herr, und Deines Dieners Sohn. Sieh, ich bin bereit, nach Deinem Wunsch und Willen zu tun, und ersehne nichts als Dein Wohlgefallen. Ich flehe Dich an bei dem Meer Deines Erbarmens und der Sonne Deiner Gnade, verfahre mit Deinem Diener, wie Du willst und wie es Dir beliebt. Bei Deiner Macht, die weit über allem Gedenken und allem Lobpreis steht: Was Du offenbartest, ist meines Herzens Sehnsucht und die Liebe meiner Seele. O Gott, mein Gott! Schaue nicht auf meine Hoffnungen und meine Taten, sondern auf Deinen Willen, der Himmel und Erde umfasst. Bei Deinem Größten Namen, o Du Herr aller Völker! Allezeit wünsche ich nur, was Du wünschest, und liebe nur, was Du liebst.
Dann knie er nieder, beuge die Stirn zur Erde und spreche:
Erhaben bist Du über die Beschreibung jedes anderen außer Dir und das Begreifen eines jeden außer Dir selbst.
Dann stehe er auf und spreche:
Mache mein Gebet zu einem Born lebenspendenden Wassers, o mein Herr, womit ich lebe, solange Deine Herrschaft währt, und in jeder Deiner Welten von Dir künde.
Wieder erhebe er flehend die Hände und spreche:
O Du, von dem getrennt die Herzen und Seelen hinschmolzen, durch dessen Feuer der Liebe die ganze Welt entflammt ward! Ich bitte Dich flehentlich bei Deinem Namen, durch den Du die ganze Schöpfung unterwarfest, vorenthalte mir nicht, was bei Dir ist, o Du, der Du über alle Menschen herrschest! Du siehst, o mein Herr, diesen Fremdling zu seiner erhabensten Wohnung unter dem Zelte Deiner Majestät und im Reiche Deines Erbarmens eilen. Du siehst diesen Sünder das Meer Deiner Vergebung, diesen Niedrigen den Hof Deiner Herrlichkeit und dieses arme Geschöpf den Morgen Deines Reichtums suchen. Dein ist die Macht zu gebieten, was immer Du willst. Ich bezeuge, dass Du zu rühmen bist in Deinem Tun, dass Deinen Befehlen zu gehorchen ist und dass Du uneingeschränkt bleibst in Deinen Geboten.
Darauf erhebe er die Hände und spreche dreimal den Größten NamenA19. Dann beuge er sich mit auf den Knien ruhenden Händen nieder vor Gott – gepriesen und verherrlicht sei Er – und spreche:
Du siehst, o mein Gott, wie mein Geist in meinem Leib und allen meinen Gliedern erregt ward in seinem Sehnen, Dich anzubeten, und in seinem Verlangen, Deiner zu gedenken und Dich zu verherrlichen; wie er bezeugt, was die Zunge Deines Gebotes im Reiche Deines Wortes und im Himmel Deines Wissens bezeugt. In diesem Zustand, o mein Herr, drängt es mich, alles von Dir zu erbitten, was bei Dir ist, damit ich meine Armut dartue und Deine Güte und Deinen Reichtum verherrliche, meine Ohnmacht bekunde und Deine Kraft und Deine Macht offenbare.
Dann stehe er auf, erhebe zweimal flehend die Hände und spreche:
Es ist kein Gott außer Dir, dem Allmächtigen, dem Allgütigen. Es ist kein Gott außer Dir, dem Gebieter am Anfang und am Ende. O Gott, mein Gott! Deine Vergebung hat mich ermutigt, Dein Erbarmen hat mir Kraft gegeben, Dein Ruf hat mich erweckt und Deine Gnade mich erhoben und hingeführt zu Dir. Wie könnte ich sonst wagen, am Tore der Stadt Deiner Nähe zu stehen oder mein Gesicht dem Lichte zuzuwenden, das aus dem Himmel Deines Willens hervorleuchtet? Du siehst, o mein Herr, dieses elende Geschöpf an die Pforte Deiner Gnade pochen, diese vergehende Seele den Strom ewigen Lebens aus den Händen Deiner Güte suchen. Dein ist der Befehl allezeit, o Du Herr aller Namen, und mein sind Ergebung und willige Unterwerfung unter Deinen Willen, o Schöpfer der Himmel!
Dann erhebe er dreimal die Hände und spreche:
Größer als jeder Große ist Gott!
Sodann knie er nieder, beuge die Stirn zur Erde und spreche:
Zu hoch bist Du für den Lobpreis derer, die Dir nahe sind, als dass er zum Himmel Deiner Nähe aufstiege, oder für die Vögel der Herzen jener, die Dir treu sind, als dass sie den Zugang zu Deinem Tore erreichten. Ich bezeuge, dass Du geheiligt bist über alle Eigenschaften, heilig über alle Namen. Es ist kein Gott außer Dir, dem Höchsterhabenen, dem Allherrlichen.
Dann setze er sich und spreche:
Ich bezeuge, was alle erschaffenen Dinge und die himmlischen Heerscharen und die Bewohner des allhöchsten Paradieses und über sie hinaus die Zunge der Größe selbst vom allherrlichen Horizont aus bezeugen, dass Du Gott bist, dass kein Gott ist außer Dir und dass Er, Der offenbart wurde, das Verborgene Geheimnis ist, das Verwahrte Sinnbild, durch den die Buchstaben des »Sei!« miteinander verbunden und verknüpft wurden. Ich bezeuge, dass Er es ist, dessen Namen die Feder des Allhöchsten niederschrieb und der genannt ist in den Büchern Gottes, des Herrn des Thrones in der Höhe und hienieden auf Erden.
Dann stehe er aufrecht und spreche:
O Herr allen Seins, Besitzer alles Sichtbaren und Unsichtbaren! Du gewahrst meine Tränen und Seufzer; Du hörst mein Stöhnen und Jammern und meines Herzens Klage. Bei Deiner Macht! Meine Sünden haben mich gehindert, mich Dir zu nähern, meine Frevel haben mich dem Hofe Deiner Heiligkeit ferngehalten. Deine Liebe, o mein Herr, hat mich reich gemacht, aber die Trennung von Dir ließ mich zunichte werden, und das Fernsein von Dir hat mich verzehrt. Ich flehe Dich an bei Deiner Fußspur in dieser Wildnis und bei den Worten »Hier bin ich, hier bin ich!«, die Deine Erwählten in diesem unendlichen Raume gerufen, und beim Odem Deiner Offenbarung und den linden Lüften am Morgen Deiner Manifestation – gib, dass ich unentwegt zu Deiner Schönheit aufblicke und alles befolge, was in Deinem Buche steht.
Dann sage er dreimal den Größten Namen, beuge sich nieder, lasse die Hände auf den Knien ruhen und spreche:
Preis sei Dir, o mein Gott, dass Du mir halfest, Deiner zu gedenken und Dich zu preisen, dass Du mich Ihn, den Sonnenaufgang Deiner Zeichen, erkennen ließest und dass Du mich bewegtest, mich vor Deiner Herrschaft zu beugen, mich Deiner Gottheit zu unterwerfen und anzuerkennen, was die Zunge Deiner Größe kündete.
Dann erhebe er sich und spreche:
O Gott, mein Gott! Mein Rücken ist gebeugt von der Bürde meiner Sünden, und meine Nachlässigkeit hat mich zunichte gemacht. Wann immer ich meiner schlechten Taten und Deiner Güte gedenke, schmilzt mir das Herz in der Brust und wallt mir das Blut in den Adern. Bei Deiner Schönheit, o Du Sehnsucht der Welt! Ich erröte, mein Angesicht zu Dir zu erheben, und Scham hemmt meine Hände, sich sehnend nach dem Himmel Deiner Gaben zu recken. Du siehst, o mein Gott, wie Tränen mich hindern, Deiner zu gedenken und Deine Tugenden zu preisen, o Herr des Thrones in der Höhe und auf der Erde hienieden! Ich flehe Dich an bei den Zeichen Deines Reiches und den Geheimnissen Deiner Herrschaft, verfahre mit Deinen Geliebten, wie es Deiner Güte entspricht, o Herr allen Seins, und wie es Deiner Gnade würdig ist, o Du König des Sichtbaren und des Unsichtbaren!
Dann sage er dreimal den Größten Namen, beuge kniend die Stirn zur Erde und spreche:
Preis sei Dir, o unser Gott, dass Du auf uns herabsandtest, was uns Dir nahebringt, und uns mit allem Guten versorgest, was Du in Deinen Büchern und Schriften auf uns niederkommen ließest. Beschütze uns – so flehen wir Dich an, o mein Herr – vor den Scharen eitlen Wahns und leeren Trugs. Du bist in Wahrheit der Mächtige, der Allwissende.
Dann erhebe er das Haupt, setze sich und spreche:
Ich bezeuge, o mein Gott, was Deine Erwählten bezeugen, und bekenne, was die Bewohner des höchsten Paradieses bekennen und die, die Deinen mächtigen Thron umkreisen: Dein sind die Reiche der Erde und des Himmels, o Herr der Welten!

Das mittlere PflichtgebetA20

Täglich morgens, mittags und abends zu sprechen
Wer zu beten wünscht, wasche seine Hände und spreche beim Waschen:
Stärke meine Hand, o mein Gott, und lass sie Dein Buch mit solcher Standhaftigkeit ergreifen, dass die Scharen der Welt keine Macht über sie haben. Schütze sie sodann, damit sie sich nicht mit Dingen befasst, die ihr nicht zustehen. Du bist wahrlich der Allmächtige, der Allgewaltige.
Und beim Waschen des Gesichtes spreche er:
Dir wende ich mein Angesicht zu, o mein Herr! Erleuchte es mit dem Licht Deines Antlitzes. Bewahre es sodann, damit es sich niemandem außer Dir zuwende.
Dann erhebe er sich und spreche der QiblihA21 zugewandt:
Gott bezeugt, dass kein Gott ist außer Ihm. Sein sind die Reiche der Offenbarung und der Schöpfung. Er hat wahrlich Ihn enthüllt, Der der Morgen der Offenbarung ist, der auf dem Sinai redete, durch Den der Höchste Horizont erstrahlte und der Lotosbaum sprach, über den hinaus keiner gehen kann, und durch Den der Ruf verkündet ward an alle, die im Himmel und auf Erden sind: »Sehet, der Allbesitzende ist gekommen! Erde und Himmel, Ruhm und Herrschaft sind Gottes, des Herrn aller Menschen, des Besitzers des Thrones in der Höhe und auf der Erde hienieden!«
Dann beuge er sich nieder, lasse die Hände auf den Knien ruhen und spreche:
Erhaben bist Du über meinen Lobpreis und den Lobpreis jedes anderen und über die Beschreibung aller, die im Himmel und auf Erden sind!
Dann spreche er stehend mit geöffneten Händen, die Handflächen aufwärts gerichtet und dem Gesicht zugewendet:
Enttäusche nicht den, o mein Gott, der sich mit flehenden Fingern an den Saum Deiner Barmherzigkeit und Gnade klammert, o Du, Der Du von den Barmherzigen der Allbarmherzige bist!
Dann setze er sich und spreche:
Ich bezeuge Deine Einheit und Deine Einzigkeit, dass Du Gott bist und kein Gott ist außer Dir. Du hast wahrlich Deine Sache offenbart, Deinen Bund erfüllt und weit das Tor Deiner Gnade aufgetan vor allen, die im Himmel und auf Erden wohnen. Segen und Friede, Gruß und Herrlichkeit ruhen auf Deinen Geliebten, die Wandel und Wechsel der Welt nicht davon abhalten, sich Dir zuzuwenden, und die alles hingegeben in der Hoffnung, das zu erlangen, was bei Dir ist. Du bist in Wahrheit der Immervergebende, der Allgütige.
So jemand statt des langen Verses lieber die Worte sprechen möchte: »Gott bezeugt, dass kein Gott ist außer Ihm, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden«, so wird dies genügen. Und ebenso wird es genügen, wenn er vorzieht, sitzend die Worte zu sprechen: »Ich bezeuge Deine Einheit und Deine Einzigkeit, dass Du Gott bist und dass kein Gott ist außer Dir.«

Das kurze PflichtgebetA22

Einmal in 24 Stunden, mittags, zu sprechen
Ich bezeuge, o mein Gott, dass Du mich erschaffen hast, Dich zu erkennen und anzubeten. Ich bezeuge in diesem Augenblick meine Ohnmacht und Deine Macht, meine Armut und Deinen Reichtum.
Es ist kein Gott außer Dir, dem Helfer in Gefahr, dem Selbstbestehenden.

TotengebetA23

O mein Gott! Dies ist Dein Diener und Deines Dieners Sohn, der an Dich und Deine Zeichen glaubt und Dir sein Angesicht zuwendet, völlig losgelöst von allem außer Dir. Du bist wahrlich der Barmherzigste aller Barmherzigen.
O Du, Der Du den Menschen die Sünden vergibst und ihre Fehler verbirgst, verfahre mit ihm, wie es dem Himmel Deiner Freigebigkeit und dem Meere Deiner Gnade entspricht. Nimm ihn auf in das Reich Deines allüberragenden Erbarmens, das der Erschaffung von Erde und Himmel voranging. Es ist kein Gott außer Dir, dem Immervergebenden, dem Großmütigsten.
Der Betende spreche sodann sechsmal die Anrufung ›Alláh-u-Abhá‹ und alsdann jeden der folgenden Verse neunzehnmal:
Wahrlich, wir alle beten zu Gott. Wahrlich, wir alle beugen uns vor Gott. Wahrlich, wir alle sind demütig vor Gott. Wahrlich, wir alle lobpreisen Gott. Wahrlich, wir alle danken Gott. Wahrlich, wir alle sind geduldig in Gott.
Ist der Tote eine Frau, so sage der Betende: »Dies ist Deine Magd und die Tochter Deiner Magd ...«

Fragen und Antworten

1

Frage: zum Größten Fest:
Antwort: Das Größte Fest beginnt am späten Nachmittag des dreizehnten Tages im zweiten Monat des Jahres gemäß der Zeitrechnung des Bayán. Am ersten, neunten und zwölften Tag dieses Festes ist die Arbeit verboten.

2

Frage: zur Feier der beiden Geburtstage:
Antwort: Die Schönheit AbháA24 wurde zur Morgendämmerung am … zweiten Tag des Monats Muḥarram geboren.A25 Der erste Tag dieses Monats war der Geburtstag Seines Vorläufers. Vor Gott gelten diese beiden Tage als ein Tag.

3

Frage: zur TrauformelA26:
Antwort: Für den Mann: »Wahrlich, wir wollen uns alle an Gottes Willen halten.« Für die Frau: »Wahrlich, wir wollen uns alle an Gottes Willen halten.«

4

Frage: Wie soll sich die Frau verhalten, wenn ihr Mann auf eine Reise geht, ohne ihr die Zeit seiner Rückkehr zu nennen – mit anderen Worten, ohne die Dauer seiner Abwesenheit anzugeben –, und wenn sie danach keine Nachricht über ihn erhält und jede Spur von ihm fehlt?
Antwort: Wenn er versäumt hat, für seine Rückkehr eine Zeit anzugeben, obwohl er die betreffende Bestimmung des Kitáb-i-Aqdas kannte, soll seine Frau ein volles Jahr warten. Danach steht ihr frei, entweder den Weg des Guten einzuschlagen oder sich wieder zu verheiraten. War ihm jedoch diese Bestimmung unbekannt, so sollte sie sich gedulden, bis es Gott gefällt, ihr sein Schicksal zu enthüllen. Mit dem Weg des Guten ist in diesem Zusammenhang gemeint, Geduld zu üben.

5

Frage: zu dem heiligen Vers: »Als Wir das Klagen der noch ungeborenen Kinder vernahmen, verdoppelten Wir ihr Teil und verminderten die Teile der übrigen«:
Antwort: Nach dem Buche Gottes wird der Nachlass in 2.520 Anteile gegliedert; diese Zahl ist das kleinste gemeinsame Vielfache aller ganzen Zahlen bis neun. Diese Anteile werden sieben Kategorien zugerechnet, deren jede, wie im Buch verzeichnet, einer bestimmten Klasse von Erben zufällt. So werden zum Beispiel den Kindern neun Blöcke zu 60 Anteilen, zusammen 540 Anteile, zugewiesen. Die Aussage »verdoppelten Wir ihr Teil« bedeutet demnach, dass die Kinder weitere neun Blöcke zu 60 Anteilen erhalten; insgesamt stehen ihnen 18 Blöcke zu. Diese zusätzlichen Anteile werden von den Teilen der anderen Erbkategorien abgezogen. So ist beispielsweise offenbart, dass der Ehepartner Anspruch auf »acht Teile mit vierhundertachtzig Anteilen« hat, was acht Blöcken von 60 Anteilen entspricht. Doch wurden durch diese Neuordnung dem Ehepartner jetzt anderthalb Blöcke, also 90 Anteile, abgezogen und den Kindern zugerechnet. Entsprechend wurde auch bei den anderen Erbkategorien verfahren. Im Ergebnis entspricht der insgesamt abgezogene Betrag den neun den Kindern zusätzlich gewährten Anteilblöcken.

6

Frage: Ist der Bruder nur dann erbberechtigt, wenn er sowohl vom Vater als auch von der Mutter des Verstorbenen abstammt, oder genügt es, wenn die beiden nur ein Elternteil gemeinsam haben?
Antwort: Stammt der Bruder vom Vater ab, so erhält er seinen Anteil am Erbe nach dem im Buch festgelegten Maß. Stammt er jedoch nur von der Mutter ab, so erhält er lediglich zwei Drittel davon; das restliche Drittel fällt an das Haus der Gerechtigkeit. Diese Regelung gilt auch für die Schwester.

7

Frage: In den erbrechtlichen Bestimmungen ist festgelegt, dass dann, wenn der Verstorbene keine Nachkommen hinterlässt, deren Erbanteil an das Haus der Gerechtigkeit geht. Fallen andere Erbklassen wie Vater, Mutter, Bruder, Schwester und Lehrer aus, geht dann deren Erbteil ebenfalls an das Haus der Gerechtigkeit oder wird anderweitig darüber verfügt?
Antwort: Der heilige Vers genügt. Er spricht, erhaben sei Sein Wort: »Hinterlässt der Verstorbene keine Nachkommen, so fällt deren Anteil an das Haus der Gerechtigkeit« und so weiter, und: »Hinterlässt der Verstorbene Nachkommen, aber keine Erben der übrigen im Buch genannten Kategorien, so erhalten seine Nachkommen zwei Drittel des Nachlasses. Das verbleibende Drittel fällt an das Haus der Gerechtigkeit« und so weiter. Mit anderen Worten: Sind keine Nachkommen vorhanden, so fällt deren Erbteil an das Haus der Gerechtigkeit. Sind Nachkommen vorhanden, aber keine Erben der anderen Kategorien, dann gehen zwei Drittel ihres Anteils an die Nachkommen, der Rest an das Haus der Gerechtigkeit. Diese Regelung gilt allgemein und im besonderen Fall, das heißt, wann immer eine dieser nachgeordneten Kategorien ausfällt, gehen zwei Drittel ihres Anteils an die Nachkommen, das restliche Drittel an das Haus der Gerechtigkeit.

8

Frage: zum Grundbetrag, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist:
Antwort: Der Grundbetrag, auf den das Ḥuqúqu’lláh zu zahlen ist, beläuft sich auf neunzehn Mithqál Gold. Mit anderen Worten, wenn Geld im Wert dieser Summe erworben wurde, ist eine Ḥuqúq-Zahlung fällig. Desgleichen ist das Ḥuqúq zu zahlen, wenn der Wert (nicht die Anzahl) sonstiger Vermögensgegenstände den genannten Betrag erreicht. Das Ḥuqúqu’lláh ist nur einmal zu zahlen. Wer zum Beispiel tausend Mithqál Gold erwirbt und das Ḥuqúq zahlt, ist zu keiner weiteren Zahlung auf diese Summe verpflichtet, sondern nur auf das, was er durch Handel, Gewerbe und dergleichen dazugewinnt. Erreicht dieser Zuwachs, also der erzielte Gewinn, die vorgeschriebene Summe, so ist zu tun, was Gott befohlen hat. Nur wenn das Kapital den Eigentümer wechselt, ist es wie beim ersten Mal der Ḥuqúq-Zahlung unterworfen. Der Erste Punkt bestimmte, dass das Ḥuqúqu’lláh auf den Geldwert aller Vermögensteile zu zahlen ist, doch in dieser Mächtigsten Sendung haben Wir das Mobiliar, das heißt die notwendige Einrichtung sowie das Wohnhaus ausgenommen.

9

Frage: Was hat Vorrang: das Ḥuqúqu’lláh, die Schulden des Verstorbenen oder die Kosten der Totenfeier und der Beerdigung?
Antwort: Die Totenfeier und die Beerdigung haben Vorrang, dann die Begleichung der Schulden, dann die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung. Sollte das Vermögen des Verstorbenen für die Begleichung seiner Schulden nicht ausreichen, so ist das Restvermögen im Verhältnis zur Höhe der einzelnen Schuldbeträge zu verteilen.

10

Frage: Sich das Haupt kahlzuscheren, ist im Kitáb-i-Aqdas verboten, aber in der Súriy-i-Ḥajj vorgeschrieben.
Antwort: Alle sind zu Gehorsam gegenüber dem Kitáb-i-Aqdas verpflichtet. Was darin offenbart ist, ist Gottes Gesetz unter Seinen Dienern. Das Gebot für Pilger, die zum Heiligen Haus wallfahren, sich das Haupt zu scheren, ist aufgehoben.

11

Frage: Beginnt das Jahr der Geduld erneut, wenn es zwischen einem Paar während dieser Zeit zur Beiwohnung kommt und es sich danach wieder entfremdet, oder können die Tage vor der Beiwohnung in die Berechnung des Jahres einbezogen werden? Muss nach der Scheidung eine weitere Wartezeit eingehalten werden?
Antwort: Stellt sich während des Jahres der Geduld die Zuneigung zwischen dem Paar wieder ein, so ist das Band der Ehe gültig und zu beachten, was im Buche Gottes befohlen ist. Läuft jedoch das Jahr der Geduld ab und findet statt, was Gott befohlen hat, dann ist keine weitere Wartezeit erforderlich. Die Beiwohnung ist den Ehegatten während des Jahres der Geduld untersagt. Wer dem zuwider handelt, muss Gott um Vergebung bitten und dem Haus der Gerechtigkeit eine Geldbuße von neunzehn Mithqál Gold entrichten.

12

Frage: Ist die Scheidung zulässig, ohne dass das Jahr der Geduld eingehalten wird, wenn zwischen einem Paar Abneigung entsteht, nachdem die Trauformel gesprochen und die Morgengabe geleistet ist?
Antwort: Die Scheidung nach dem Sprechen der Trauformel und der Leistung der Morgengabe aber noch vor dem Vollzug der Ehe ist zulässig. Das Jahr der Geduld muss dann nicht eingehalten werden, doch kann die Morgengabe nicht zurückgefordert werden.

13

Frage: Bedarf der Eheschluss der Zustimmung der Eltern beider Ehegatten oder genügt die elterliche Zustimmung einer Seite? Gilt dieses Gesetz nur für Jungfrauen oder auch in anderen Fällen?
Antwort: Die Eheschließung bedarf der Zustimmung der Eltern beider Teile. Dabei macht es keinen Unterschied, ob die Braut Jungfrau ist oder nicht.

14

Frage: Die Gläubigen sind gehalten, sich der Qiblih zuzuwenden, wenn sie das Pflichtgebet sprechen. In welche Richtung sollen sie sich bei anderen Gebeten und Andachten wenden?
Antwort: Für die Verrichtung des Pflichtgebets wurde festgelegt, dass man sich der Qiblih zuzuwenden hat. Bei den anderen Gebeten und Andachten darf man indes dem folgen, was Gott, der Barmherzige, im Qur’án offenbart hat: »Wohin ihr euch auch wendet, da ist Gottes Angesicht.«Q55

15

Frage: zum Gedenken Gottes im Mashriqu’l-Adhkár »zur Stunde der Morgendämmerung«:
Antwort: Obwohl im Buche Gottes die Worte »zur Stunde der Morgendämmerung« stehen, ist vor Gott die Zeit der frühesten Dämmerung, zwischen Dämmerung und Sonnenaufgang oder sogar bis zwei Stunden nach Sonnenaufgang annehmbar.

16

Frage: Bezieht sich das Verbot, den Leichnam des Verstorbenen weiter als eine Stunde Weges zu verbringen, sowohl auf Land- als auch auf Seetransporte?
Antwort: Dieser Befehl bezieht sich auf Entfernungen zu Wasser wie zu Lande, sei es auch eine Stunde mit dem Dampfschiff oder der Eisenbahn; gemeint ist, unabhängig vom Transportmittel, die Dauer einer Stunde. Je früher das Begräbnis stattfindet, desto angemessener und annehmbarer ist es.

17

Frage: Wie ist beim Fund verlorener Sachen zu verfahren?
Antwort: Wird eine Sache in der Stadt gefunden, so muss dies einmal durch den Stadtausrufer bekanntgemacht werden. Wird daraufhin der Eigentümer gefunden, ist sie ihm herauszugeben. Andernfalls hat der Finder der Sache ein Jahr zu warten. Wird während dieser Zeit der Eigentümer bekannt, so hat der Finder, dem ein Erstattungsanspruch für die Gebühr des Ausrufers zusteht, ihm sein Eigentum herauszugeben. Nur wenn das Jahr verstreicht, ohne dass der Eigentümer festgestellt wird, kann der Finder die Sache behalten. Ist der Wert der Sache geringer als die Gebühr des Ausrufers oder ihr gleich, so hat der Finder von der Zeit des Fundes an einen Tag zu warten. Danach kann er, wenn der Eigentümer nicht bekannt wird, den Gegenstand behalten. Wird eine Sache in einer unbewohnten Gegend gefunden, so hat der Finder eine Wartefrist von drei Tagen einzuhalten. Danach steht es ihm frei, den Fund zu behalten, wenn der Eigentümer unbekannt bleibt.

18

Frage: zu den Waschungen: Hat, wer beispielsweise gerade seinen ganzen Leib gebadet hat, danach gleichwohl seine Waschungen vorzunehmen?
Antwort: Das Gebot hinsichtlich der Waschungen muss in jedem Fall befolgt werden.

19

Frage: Wenn jemand gegen den Willen seiner Frau auswandern will, der Streit darüber zur Scheidung führt und sich die Vorbereitungen seiner Abreise bis zum Ablauf eines Jahres hinziehen, kann dann dieser Zeitraum als das Jahr der Geduld gerechnet werden oder ist der Tag, an dem das Paar auseinandergeht, als Beginn dieses Jahres zu betrachten?
Antwort: Der Ausgangspunkt für die Berechnung ist der Tag, an dem das Paar auseinandergeht. Wenn sie sich ein Jahr vor der Abreise des Ehemanns trennen und der Duft der Zuneigung zwischen ihnen nicht wiedergekehrt ist, kann die Scheidung erfolgen. Andernfalls muss das Jahr vom Tag seiner Abreise an gerechnet und die im Kitáb-i-Aqdas festgelegten Bedingungen eingehalten werden.

20

Frage: zum Reifealter bezüglich religiöser Pflichten:
Antwort: Das Reifealter ist für Mann und Frau fünfzehn.

21

Frage: zu dem heiligen Vers: »Wenn ihr … auf einer Reise an einem sicheren Ort rastet, dann werft euch für jedes versäumte Pflichtgebet einmal nieder …«
Antwort: Diese Prostration wiegt das Pflichtgebet auf, das während der Reise und wegen der unsicheren Umstände versäumt wurde. Wenn sich der Reisende zur Zeit des Gebetes an einem sicheren Ort in Ruhe befindet, soll er das Gebet verrichten. Diese Bestimmung über die das Pflichtgebet ersetzende Prostration gilt sowohl zu Hause als auch auf der Reise.

22

Frage: zur Begriffsbestimmung der ReiseA27:
Antwort: Eine Reise ist definiert durch eine Abwesenheit von mindestens neun Stunden. Bleibt der Reisende an einem Ort in der Absicht, dort mindestens einen Monat entsprechend dem Kalender des Bayán zu verweilen, so muss er das Fasten halten. Bleibt er kürzer als einen Monat, ist er vom Fasten befreit. Kommt er in der Fastenzeit an einen Ort, an dem er einen Monat entsprechend dem Bayán bleiben wird, so braucht er das Fasten erst nach drei Tagen wieder aufzunehmen, um es dann für den Rest der Fastenzeit zu halten. Kommt er jedoch nach Hause, an seinen ständigen Wohnsitz, so muss er das Fasten am Tag nach der Ankunft aufnehmen.

23

Frage: zur Strafe für den unehelichen Beischlaf:
Antwort: Neun Mithqál sind für den ersten Verstoß zu zahlen, achtzehn für den zweiten, sechsunddreißig für den dritten und so weiter, so dass jede Folgestrafe das Doppelte der vorhergehenden ist. Das Gewicht eines Mithqál entspricht neunzehn Nakhud entsprechend der Festlegung des Bayán.

24

Frage: zur Jagd:
Antwort: Er sagt, gepriesen sei Er: »Jagt ihr mit Raubtieren oder Greifvögeln« und so weiter. Dies betrifft auch andere Arten der Jagd, etwa mit Pfeil und Bogen, Gewehr und ähnlichem Gerät. Werden jedoch Fallen oder Schlingen verwandt, in denen das Wild stirbt, bevor es geborgen wird, so ist sein Verzehr verboten.

25

Frage: zur Pilgerfahrt:
Antwort: Die Pilgerfahrt zu einem der beiden geheiligten Häuser ist Pflicht, zu welchem der beiden, ist die Entscheidung des Pilgers.

26

Frage: zur Morgengabe:
Antwort: Bei der Morgengabe ist mit der Selbstbeschränkung auf den Mindestbetrag ein Betrag von neunzehn Mithqál Silber gemeint.

27

Frage: zu dem heiligen Vers: »Erhält sie jedoch die Nachricht vom … Tod ihres Ehemanns« und so weiter:
Antwort: Mit der »festgesetzten Zahl von Monaten« ist ein Zeitraum von neun Monaten gemeint.

28

Eine weitere Frage: zum Erbteil des Lehrers:
Antwort: Ist der Lehrer verstorben, so geht ein Drittel seines Erbteils an das Haus der Gerechtigkeit, die anderen zwei Drittel an die Nachkommen des Verstorbenen, nicht an die des Lehrers.

29

Eine weitere Frage: zur Pilgerfahrt:
Antwort: Mit der Pilgerfahrt zum geheiligten Hause, die dem Mann zur Pflicht gemacht wurde, ist sowohl das Größte Haus in Baghdád als auch das Haus des Ersten Punktes in Shíráz gemeint. Die Wallfahrt zu einem der beiden Häuser genügt. Man kann also zu dem Haus pilgern, das näher am Wohnsitz liegt.

30

Frage: zum Vers: »Und wer eine Jungfer in Dienst nehmen will, mag dies mit Anstand tun«:
Antwort: Hier geht es nur um Dienstleistungen, wie sie von jeglichen Dienstboten, jung oder alt, gegen Lohn erbracht werden. Es steht der Jungfer frei, sich jederzeit zu verheiraten, denn es ist verboten, Frauen zu kaufen oder dass ein Mann mehr als zwei Frauen hat.

31

Frage: zu dem heiligen Vers: »… hat der Herr … die frühere Praxis verboten, wenn ihr eine Frau dreimal geschieden hattet«:
Antwort: Dies bezieht sich auf die Rechtspraxis, wonach zuvor ein anderer Mann diese Frau heiraten musste, bevor sie ihren früheren Mann wieder ehelichen konnte. Dies ist im Kitáb-i-Aqdas verboten.

32

Frage: zur Restauration und Erhaltung der beiden Häuser an den Zwillingsorten und der anderen Orte, an denen der Thron aufgestellt war:
Antwort: Mit den beiden Häusern ist das Größte Haus und das Haus des Ersten Punktes gemeint. Was die anderen Grundstücke betrifft, so mögen die Bewohner der dortigen Gegend entscheiden, ob sie eines oder alle Häuser, in denen der Thron aufgestellt war, vor dem Verfall bewahren wollen.

33

Eine weitere Frage: zum Erbe des Lehrers:
Antwort: Gehört der Lehrer nicht zum Volke Bahás, so ist er nicht erbberechtigt. Gibt es mehrere Lehrer, so ist der Anteil gleichmäßig unter ihnen aufzuteilen. Ist der Lehrer verstorben, so fällt sein Anteil nicht an dessen Nachkommen, vielmehr gehen zwei Drittel davon an die Kinder des Erblassers, das restliche Drittel an das Haus der Gerechtigkeit.

34

Frage: zum Wohnhaus, das ausschließlich den männlichen Nachkommen zuerkannt ist:
Antwort: Sind mehrere Wohnhäuser vorhanden, so ist das schönste und vornehmste gemeint, während die übrigen wie das restliche Vermögen unter den Erben zu verteilen sind. Wer, unbeschadet der Erbkategorie, außerhalb des Glaubens Gottes steht, wird als nicht vorhanden betrachtet und ist nicht erbberechtigt.

35

Frage: zu Naw-Rúz:
Antwort: Das Naw-Rúz-Fest fällt auf den Tag, an dem die Sonne in das Zeichen des Widders eintritt,A28 selbst wenn dies nur eine Minute vor Sonnenuntergang geschieht.

36

Frage: Wie ist zu verfahren, wenn der Jahrestag der beiden Geburtstage oder der Verkündigung des Báb in die Fastenzeit fällt?
Antwort: Fällt das Fest der beiden Geburtstage oder das der Verkündigung des Báb auf den Fastenmonat, so gilt das Fastengebot an diesem Tage nicht.

37

Frage: Nach den heiligen Bestimmungen zum Erbrecht fallen das Wohnhaus und die Kleidung des Verstorbenen an die männlichen Nachkommen. Bezieht sich diese Regelung nur auf das Eigentum des Vaters oder auch auf das der Mutter?
Antwort: Die gebrauchte Kleidung der Mutter fällt zu gleichen Teilen an die Töchter, aber ihr übriges Vermögen einschließlich Grundbesitz, Juwelen und ungebrauchter Kleidung ist, wie im Kitáb-i-Aqdas offenbart, unter allen ihren Erben zu verteilen. Hinterlässt die Verstorbene keine Töchter, so ist ihr gesamtes Vermögen so zu verteilen, wie dies im heiligen Text für die männlichen Nachkommen bestimmt ist.

38

Frage: zur Scheidung, der ein Jahr der Geduld vorangehen muss: Wie ist zu verfahren, wenn nur eine Seite zur Versöhnung bereit ist?
Antwort: Nach dem im Kitáb-i-Aqdas offenbarten Gesetz müssen beide Seiten einverstanden sein. Die Wiedervereinigung findet nur statt, wenn beide sie wollen.

39

Frage: Darf der Bräutigam, der die Morgengabe nicht voll bezahlen kann, seiner Braut bei der Hochzeitsfeier einen Schuldschein übergeben mit der Vereinbarung, dass er diesen einlöst, sobald er dazu in der Lage ist?
Antwort: Die Erlaubnis zu diesem Verfahren ist vom Quell der Amtsgewalt erteilt worden.

40

Frage: Ist die Scheidung zulässig, wenn sich während des Jahres der Geduld der Duft der Zuneigung wieder einstellt, um alsbald wieder von erneuter Abneigung gefolgt zu werden, und die Partner das ganze Jahr über zwischen Zu- und Abneigung schwanken, bis das Jahr in Abneigung endet?
Antwort: Jedes Mal, wenn es zu Abneigung kommt, beginnt das Jahr der Geduld an diesem Tag erneut, so dass das Jahr dann seinen vollen Lauf nehmen muss.

41

Frage: Das Wohnhaus und die Kleidung des Verstorbenen fallen an die männlichen, nicht an die weiblichen Nachkommen und nicht an die anderen Erben. Wie ist zu verfahren, wenn der Verstorbene keine männlichen Nachkommen hat?
Antwort: Er spricht, erhaben sei Er: »Hinterlässt der Verstorbene keine Nachkommen, so fällt deren Anteil an das Haus der Gerechtigkeit ...« Nach diesem geheiligten Vers fallen Wohnhaus und Kleidung des Verstorbenen an das Haus der Gerechtigkeit.

42

Frage: Das Gebot des Ḥuqúqu’lláh wurde im Kitáb-i-Aqdas offenbart. Gehören das Wohnhaus, dessen Zubehör und das erforderliche Mobiliar zu dem Vermögen, für das das Ḥuqúq zu zahlen ist?
Antwort: In den Gesetzen, die Wir in persischer Sprache offenbarten, haben Wir verfügt, dass in dieser Mächtigsten Sendung das Wohnhaus und das Mobiliar ausgenommen sind, das heißt, Mobiliar, das notwendig ist.

43

Frage: zur Verlobung von Mädchen vor dem Alter der Reife:
Antwort: Dies hat der Quell der Amtsgewalt verboten. Auch ist es nicht erlaubt, eine Trauung früher als fünfundneunzig Tage vor der Hochzeit anzukündigen.

44

Frage: Ist das Ḥuqúq zu zahlen, wenn jemand beispielsweise hundert Túmán besitzt, dafür das Ḥuqúq zahlt, die Hälfte des Betrags bei erfolglosen Geschäften verliert und dann einen Ḥuqúq-pflichtigen Betrag wieder gewinnt?
Antwort: In diesem Fall ist das Ḥuqúq nicht zu entrichten.

45

Frage: Ist das Ḥuqúq ein zweites Mal zu zahlen, wenn nach seiner Entrichtung der ursprüngliche Betrag verlorengeht, er aber durch geschäftliche Transaktionen wieder erzielt wird?
Antwort: Auch in diesem Fall fällt kein Ḥuqúq an.

46

Frage: zu dem heiligen Vers: »Gott hat euch den Ehestand verordnet.« Ist dies ein bindendes Gesetz?
Antwort: Es ist nicht bindend.

47

Frage: Hat ein Mann, der eine Frau geheiratet und ihr die Morgengabe gezahlt hat in der Annahme, sie sei Jungfrau, Anspruch auf Rückzahlung der Heiratskosten und der Morgengabe, wenn er beim Vollzug der Ehe feststellt, dass sie keine Jungfrau ist? Führt, wenn die Jungfräulichkeit zur Bedingung der Eheschließung gemacht wurde, die Nichterfüllung der Bedingung zur Nichtigkeit des Vertrags?
Antwort: In diesem Falle können Auslagen und Morgengabe zurückerstattet werden. Die Nichterfüllung führt zur Nichtigkeit des Vertrags. Wer die Sache verbirgt und vergibt, verdient indes vor Gott reichen Lohn.

48

Frage: »… es ist euch geboten … ein Mahl zu geben …« Ist das bindend?
Antwort: Es ist nicht bindend.

49

Frage: zu den Strafen für unehelichen Beischlaf, gleichgeschlechtliche Unzucht und Diebstahl sowie zu den Strafrahmen:
Antwort: Die Festlegung der Strafrahmen obliegt dem Haus der Gerechtigkeit.

50

Frage: zu den Ehehindernissen der Verwandtschaft:
Antwort: Auch dieser Gegenstand ist den Treuhändern des Hauses der Gerechtigkeit überlassen.

51

Frage: Zu den Waschungen ist offenbart: »Wer für die Waschung kein Wasser findet, spreche fünfmal die Worte: ›Im Namen Gottes, des Reinsten, des Reinsten.‹« Ist es erlaubt, diesen Vers auch bei grimmiger Kälte oder dann zu sprechen, wenn Hände oder Gesicht verletzt sind?
Antwort: Bei grimmiger Kälte darf warmes Wasser verwendet werden. Sind an Gesicht oder Händen Wunden oder gibt es andere Gründe, etwa Schmerzen, bei denen der Gebrauch von Wasser nachteilig wäre, so kann man anstelle der Waschung den festgelegten Vers sprechen.

52

Frage: Ist das Sprechen des Verses, der als Ersatz für das Gebet der Zeichen offenbart ist, bindend?
Antwort: Es ist nicht bindend.

53

Frage: zur Erbregelung: Erhalten, wenn leibliche Brüder und Schwestern vorhanden sind, Halbbrüder und Halbschwestern mütterlicherseits einen Anteil?
Antwort: Sie erhalten keinen Anteil.

54

Frage: Er sagt, erhaben sei Er: »Ist der Sohn des Verstorbenen zu Lebzeiten des Vaters verschieden und hat er Kinder hinterlassen, so erben diese den Anteil ihres Vaters …« Wie ist zu verfahren, wenn die Tochter zu Lebzeiten des Vaters verstorben ist?
Antwort: Ihr Erbteil ist unter den sieben Erbkategorien nach der Regelung des Buches zu verteilen.

55

Frage: Ist die Verstorbene eine Frau, wem fällt dann der Anteil der Ehefrau am Erbe zu?
Antwort: Der Anteil der Ehefrau am Erbe fällt dem Ehemann zu.

56

Frage: zu dem aus fünf Tüchern bestehenden Leichentuch: Bezieht sich die Anzahl fünf auf Tücher, wie sie seither gebräuchlich waren, oder auf fünf Leichentücher von voller Länge, von denen eines über das andere gewickelt wird?
Antwort: Die Verwendung von fünf Tüchern ist gemeint.

57

Frage: zu Unterschieden bei manchen offenbarten Versen:
Antwort: Viele Tafeln wurden offenbart und in ihrer ursprünglichen Form verschickt, ohne durchgesehen und überprüft worden zu sein. Später las man sie auf Geheiß in der Heiligen Gegenwart erneut vor und brachte sie in Übereinstimmung mit den grammatikalischen Regeln des Volkes, um Kritteleien von Gegnern der Sache Gottes vorzubeugen. Ein weiterer Grund für dieses Vorgehen liegt darin, dass der neue Stil, den der Vorläufer – mögen die Seelen aller außer Ihm um Seinetwillen geopfert werden – entwickelt hatte, beträchtlich von den Grammatikregeln abwich. Die heiligen Verse wurden deshalb danach in einem Stil offenbart, der zum Zweck des leichteren Verständnisses und der Ausdrucksgenauigkeit größtenteils dem gegenwärtigen Sprachgebrauch entspricht.

58

Frage: zu dem gesegneten Vers: »Wenn ihr … auf einer Reise an einem sicheren Ort rastet, dann werft euch für jedes versäumte Pflichtgebet einmal nieder«: Ist dies ein Ausgleich für die wegen unsicherer Verhältnisse versäumten Pflichtgebete oder ist das Pflichtgebet während der Reise aufgehoben und tritt die Prostration an seine Stelle?
Antwort: Wenn die Stunde des Pflichtgebetes naht und keine Sicherheit herrscht, sollte man sich, sobald man an einen sicheren Ort gelangt, für jedes versäumte Pflichtgebet einmal niederwerfen, nach der letzten Prostration mit gekreuzten Beinen dasitzen und den vorgeschriebenen Vers sprechen. Gibt es einen sicheren Ort, so ist das Pflichtgebet während der Reise nicht aufgehoben.

59

Frage: Sollte ein Reisender, der gerastet hat, bei Eintritt der Gebetszeit das Gebet verrichten oder sich stattdessen niederwerfen?
Antwort: Nur unter unsicheren Verhältnissen ist es erlaubt, das Pflichtgebet auszulassen.

60

Frage: Muss nach jeder Prostration, die ein Gebet ersetzt, der Vers gesprochen werden, wenn wegen mehrerer versäumter Pflichtgebete eine Reihe von Prostrationen erforderlich ist?
Antwort: Es genügt, den vorgeschriebenen Vers nach der letzten Prostration zu sprechen. Mehrere Prostrationen machen ein mehrmaliges Sprechen des Verses nicht erforderlich.

61

Frage: Ist das Pflichtgebet, wenn es zu Hause vergessen wird, durch eine Prostration auszugleichen?
Antwort: Auf frühere Fragen wurde geschrieben: »Diese Bestimmung über die das Pflichtgebet ersetzende Prostration gilt sowohl zu Hause als auch auf der Reise.«

62

Frage: Reichen Waschungen, die zu einem anderen Zweck vorgenommen wurden, aus, wenn die Zeit des Pflichtgebets kommt, oder müssen sie wiederholt werden?
Antwort: Diese Waschungen sind ausreichend und müssen nicht wiederholt werden.

63

Frage: Im Kitáb-i-Aqdas ist ein Pflichtgebet, bestehend aus neun Rak‘ah, vorgeschrieben, das am Mittag, am Morgen und am Abend zu verrichten ist, aber die Tafel über die PflichtgebeteA29 scheint nicht damit übereinzustimmen:
Antwort: Was im Kitáb-i-Aqdas offenbart wurde, bezieht sich auf ein anderes Pflichtgebet. Vor einigen Jahren wurden einige Gebote des Kitáb-i-Aqdas einschließlich des Pflichtgebetes aus Gründen der Weisheit getrennt aufgezeichnet und zum Zwecke der sicheren Verwahrung zusammen mit anderen Heiligen Schriften ausgesandt. Später wurden diese drei Pflichtgebete offenbart.

64

Frage: Ist es erlaubt, sich zur Zeitbestimmung auf Uhren zu verlassen?
Antwort: Es ist erlaubt, sich auf Uhren zu verlassen.

65

Frage: Auf der Gesetzestafel über die Pflichtgebete sind drei Gebete offenbart. Ist es erforderlich, alle drei zu sprechen?
Antwort: Es ist Pflicht, eines dieser drei Gebete zu verrichten. Die Verrichtung eines der drei Gebete genügt.

66

Frage: Sind die Waschungen für das Morgengebet noch gültig für das Mittagsgebet? Und sind gleicherweise am Mittag ausgeführte Waschungen abends noch gültig?
Antwort: Waschungen sind mit dem Pflichtgebet verbunden, für das sie verrichtet werden, und müssen für jedes Gebet wiederholt werden.

67

Frage: Zum langen Pflichtgebet ist vorgeschrieben, dass man aufsteht und »sich Gott zuwendet«. Dies scheint zu bedeuten, dass es nicht notwendig ist, sich der Qiblih zuzuwenden. Trifft dies zu?
Antwort: Die Qiblih ist gemeint.

68

Frage: zu dem geheiligten Vers: »Sprecht die Verse Gottes jeden Morgen und jeden Abend«:
Antwort: Gemeint ist alles, was aus dem Himmel göttlicher Rede herabgesandt ward. Das erste Erfordernis ist die liebevolle Hingabe geheiligter Seelen, das Wort Gottes zu lesen. Nur einen Vers, ja nur ein Wort im Geiste der Freude und Frohmut zu lesen, ist der Lektüre vieler Bücher vorzuziehen.

69

Frage: Darf ein Erblasser testamentarisch verfügen, dass nach Begleichung der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung und der Schuldentilgung Teile seines Vermögens für wohltätige Zwecke verwandt werden, oder ist er gehalten, es bei der Zuweisung einer gewissen Summe für die Kosten der Trauerfeier und der Beerdigung bewenden zu lassen, so dass der Rest seines Vermögens in der von Gott bestimmten Weise unter die vorgeschriebenen Erbkategorien verteilt wird?
Antwort: Der Erblasser hat die volle Verfügungsgewalt über sein Vermögen. Ist er dem Ḥuqúqu’lláh nachgekommen und schuldenfrei, dann ist alles in seinem Testament Verfügte und jedes Anerkenntnis annehmbar. Gott hat ihm wahrlich gestattet, mit dem, was Er ihm verliehen hat, so zu verfahren, wie es ihm beliebt.

70

Frage: Ist der Gebrauch des Totenringes nur bei Erwachsenen Pflicht oder auch bei Minderjährigen?
Antwort: Er gilt nur für Erwachsene. Auch das Totengebet gilt nur für Erwachsene.

71

Frage: Ist es erlaubt, zu einer anderen Zeit als im Monat ‘Alá zu fasten? Ist es gültig und annehmbar, wenn jemand für ein solches Fasten ein Gelübde abgelegt hat?
Antwort: Das Gesetz des Fastens wurde bereits offenbart. Gelobt aber jemand Gott eines Wunsches oder eines Zieles wegen ein Fasten, so ist dies erlaubt, heute wie ehedem. Gott, erhaben sei Seine Herrlichkeit, wünscht indessen, dass Versprechen und Gelübde auf Ziele gerichtet sind, die für die Menschheit von Nutzen sind.

72

Eine erneute Frage: zum Wohnhaus und zur Kleidung: Fallen sie beim Fehlen männlicher Nachkommen dem Haus der Gerechtigkeit zu oder werden sie wie das restliche Vermögen verteilt?
Antwort: Zwei Drittel des Wohnhauses und der Kleidung gehen an die weiblichen Nachkommen, ein Drittel an das Haus der Gerechtigkeit, das Gott zur Schatzkammer des Volkes gemacht hat.

73

Frage: Wie soll sich die Frau verhalten, wenn der Ehemann nach Ablauf des Jahres der Geduld die Scheidung verweigert?
Antwort: Mit dem Ablauf der Zeit ist die Scheidung vollzogen, doch müssen für den Beginn und das Ende dieses Zeitraums Zeugen vorhanden sein, die nötigenfalls angerufen werden und Zeugnis ablegen können.

74

Frage: zur Begriffsbestimmung des Alters:
Antwort: Die Araber verstehen darunter das höchste Greisenalter, aber für das Volk Bahás beginnt es mit siebzig.

75

Frage: zur Befreiung vom Fasten für Reisende, die zu Fuß gehen:
Antwort: Das Zeitmaß ist auf zwei Stunden festgesetzt. Wird es überschritten, so darf das Fasten gebrochen werden.

76

Frage: zur Einhaltung des Fastens derjenigen, die während des Fastenmonats harte Arbeit zu verrichten haben:
Antwort: Sie sind vom Fasten befreit. Um jedoch dem Gesetz Gottes und der erhabenen Stufe des Fastens Achtung zu zollen, ist es höchst empfehlenswert und schicklich, sich mit einem bescheidenen, nicht öffentlich eingenommenen Mahl zu begnügen.

77

Frage: Genügen die Waschungen für das Pflichtgebet auch für das fünfundneunzigmalige Sprechen des Größten Namens?
Antwort: Es ist nicht erforderlich, die Waschungen zu wiederholen.

78

Frage: zu Kleidern und Schmuck, die ein Ehemann für seine Frau gekauft hat: Sind sie nach dem Tod des Mannes unter seinen Erben zu verteilen oder gehören sie der Frau?
Antwort: Außer gebrauchter Kleidung gehört alles, was vorhanden ist, Schmuck und anderes, dem Ehemann, es sei denn, dass es sich nachweislich um Geschenke handelt, die der Frau gemacht worden sind.

79

Frage: zum Begriff der Gerechtigkeit, wenn die Beurteilung einer Sache vom Zeugnis zweier gerechter Zeugen abhängt:
Antwort: Das Merkmal der Gerechtigkeit ist ein guter Ruf. Das Zeugnis aller Diener Gottes, gleich welchen Glaubens oder Bekenntnisses, ist vor Seinem Thron annehmbar.

80

Frage: Soll, wenn der Verstorbene weder das Ḥuqúq noch seine Schulden bezahlt hat, die Zahlung anteilmäßig von seinem Wohnhaus, der persönlichen Kleidung und dem Rest des Vermögens geleistet werden oder sind Wohnhaus und die persönliche Kleidung für die männlichen Nachkommen auszusondern, so dass die Schulden aus dem verbleibenden Vermögen zu zahlen sind? Wie sollen die Schulden beglichen werden, wenn der Rest des Vermögens hierfür nicht ausreicht?
Antwort: Die Schulden und das Ḥuqúq sollen aus dem Restvermögen bezahlt werden. Wenn dieses nicht ausreicht, sind die Rückstände aus dem Wohnhaus und der Kleidung zu begleichen.

81

Frage: Ist das dritte Pflichtgebet im Sitzen oder im Stehen zu verrichten?
Antwort: Es ist schicklicher, in einer Haltung demütiger Ergebenheit zu stehen.

82

Frage: Zum ersten Pflichtgebet ist bestimmt, »man soll es verrichten, wann immer man sich in einem Zustand ergebener, sehnsüchtiger Anbetung befindet«. Ist es nur einmal in vierundzwanzig Stunden zu verrichten oder häufiger?
Antwort: Einmal in vierundzwanzig Stunden ist ausreichend. So hat die Zunge des Göttlichen Befehls gesprochen.

83

Frage: zur Begriffsbestimmung für »Morgen«, »Mittag« und »Abend«:
Antwort: Dies sind Sonnenaufgang, Mittag und Sonnenuntergang. Die zulässigen Zeiträume für die Pflichtgebete sind vom Morgen bis zum Mittag, vom Mittag bis zum Sonnenuntergang und vom Sonnenuntergang bis zwei Stunden danach. Die Amtsgewalt liegt in der Hand Gottes, des Trägers beider Namen.

84

Frage: Ist die Ehe mit Ungläubigen erlaubt?
Antwort: Zur Ehe nehmen und zur Ehe geben sind erlaubt. Dies gebot der Herr, als Er den Thron der Freigebigkeit und Gnade bestieg.

85

Frage: zum Totengebet: Soll es dem Begräbnis vorangehen oder nachfolgen? Muss die Qiblih eingehalten werden?
Antwort: Dieses Gebet ist vor dem Begräbnis zu rezitieren. Was die Qiblih anbelangt: »Wohin ihr euch auch wendet, da ist Gottes Antlitz.«Q56

86

Frage: Der Mittag ist die Zeit für zwei Pflichtgebete, das kurze Mittagsgebet und dasjenige, das morgens, mittags und abends zu verrichten ist. Müssen in diesem Fall zwei Waschungen vorgenommen werden oder genügt eine?
Antwort: Die Wiederholung der Waschungen ist nicht erforderlich.

87

Frage: zur Morgengabe, die für Dorfbewohner aus Silber bestehen soll: Bezieht sich das auf die Braut, den Bräutigam oder beide? Was ist zu tun, wenn der eine Teil Stadtbewohner, der andere Dorfbewohner ist?
Antwort: Die Morgengabe bezieht sich auf den Wohnsitz des Bräutigams. Ist er Stadtbewohner, so ist die Morgengabe aus Gold, ist er Dorfbewohner, so ist sie aus Silber.

88

Frage: Was ist das Kriterium für die Entscheidung, ob jemand ein Stadt- oder Dorfbewohner ist? Was gilt, wenn ein Stadtbewohner seinen Wohnsitz in einem Dorf nimmt oder ein Dorfbewohner in einer Stadt, jeweils in der Absicht, sich dort auf Dauer niederzulassen? Ist der Geburtsort ausschlaggebend?
Antwort: Das Merkmal ist der dauernde Wohnsitz. Je nachdem, wo sich dieser befindet, muss die Bestimmung des Buches eingehalten werden.

89

Frage: Auf den Heiligen Tafeln ist offenbart, dass, so jemand etwas im Wert von neunzehn Mithqál Gold verdient, das Recht Gottes von diesem Betrag entrichtet werden muss. Wieviel von diesem Betrag soll bezahlt werden?
Antwort: Gott hat befohlen, dass von jedem Hundert neunzehn Teile bezahlt werden müssen. Dies soll die Grundlage der Berechnung sein. So lässt sich ermitteln, welcher Betrag für neunzehn [Mithqál Gold] fällig wird.

90

Frage: Wenn das Erlangte neunzehn [Mithqál Gold] übersteigt, muss es dann erst wieder auf weitere neunzehn [Mithqál Gold] anwachsen, bevor das Ḥuqúq fällig wird, oder ist das Ḥuqúq für jeden übersteigenden Betrag zu zahlen?
Antwort: Das Ḥuqúq fällt nicht bei jedem übersteigenden Betrag an, sondern nur dann, wenn dieser weitere neunzehn erreicht.

91

Frage: zum reinen Wasser und zum Zustand, von dem an es als gebraucht gilt:
Antwort: Kleine Mengen Wasser, eine Tasse voll, oder selbst zwei oder drei, gelten als gebraucht, wenn jemand das Gesicht oder die Hände darin gewaschen hat. Ein KurrA30 oder mehr Wasser bleibt nach einer oder zwei Gesichtswaschungen unverändert, und es spricht nichts dagegen, dass es benutzt wird, es sei denn in einer der drei WeisenA31 verändert, zum Beispiel wenn seine Farbe sich ändert und es demzufolge als gebraucht zu betrachten ist.

92

Frage: In einer persischen Abhandlung zu verschiedenen Fragen ist das Reifealter auf fünfzehn festgelegt. Muss bei der Eheschließung das Reifealter gleichfalls erreicht sein oder ist sie früher erlaubt?
Antwort: Da das Buch Gottes die Einigung beider verlangt, und da eine solche Einigung vor dem Reifealter ungewiss bleibt, muss bei der Eheschließung das Reifealter eingetreten sein. Sie ist vor diesem Zeitpunkt nicht erlaubt.

93

Frage: zum Fasten und zum Pflichtgebet bei Kranken:
Antwort: Wahrlich, Ich sage, Pflichtgebet und Fasten haben vor Gott einen erhabenen Rang. Ihre Wirkung kann jedoch nur in gesundem Zustand erlangt werden. Bei schlechter Gesundheit dürfen diese Pflichten nicht erfüllt werden. So hat der Herr, erhaben sei Seine Herrlichkeit, es zu allen Zeiten geboten. Selig der Mann und die Frau, die achtsam sind und Seine Gebote befolgen. Aller Lobpreis sei Gott, Der die Verse herabsendet und unbezweifelbare Beweise offenbart!

94

Frage: zu Moscheen, Kapellen und Tempeln:
Antwort: Was immer für die Anbetung des einen wahren Gottes erbaut wurde, Moscheen, Kapellen und Tempel, darf nicht für andere Zwecke als zum Gedenken an Seinen Namen verwendet werden. Dies ist ein Gebot Gottes. Wer es verletzt, zählt wahrlich zu den Übertretern. Keine Schuld trifft den Erbauer, denn er hat für Gott gehandelt, seinen gerechten Lohn empfangen und wird ihn weiterhin empfangen.

95

Frage: zur Ausstattung einer Arbeitsstätte für das eigene Gewerbe oder den Beruf: Ist sie der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung unterworfen oder unterliegt sie derselben Regelung wie die Wohnungseinrichtung?
Antwort: Sie unterliegt denselben Regelungen wie die Wohnungseinrichtung.

96

Frage: zur Umwandlung von Treuhandvermögen zum Schutz vor Entwertung oder Verlust in Bargeld oder andere Anlagen:
Antwort: Zu der schriftlichen Anfrage wegen der Umwandlung von Treuhandvermögen zum Schutz vor Entwertung oder Verlust: Solche Transaktionen sind erlaubt unter der Voraussetzung, dass die neue Anlage von gleichem Wert ist. Dein Herr ist wahrlich der Erklärende, der Allwissende, und Er ist fürwahr der Gebieter, der Altehrwürdige der Tage.

97

Frage: zum Waschen der Füße im Winter und im Sommer:
Antwort: In beiden Jahreszeiten ist warmes Wasser vorzuziehen, aber gegen kaltes gibt es keinen Einwand.

98

Eine Ergänzungsfrage: zur Scheidung:
Antwort: Da Gott, erhaben sei Seine Herrlichkeit, die Scheidung nicht schätzt, wurde nichts zu diesem Thema offenbart. Jedoch müssen von Anbeginn bis zum Ende eines Trennungsjahres mindestens zwei Zeugen auf dem Laufenden gehalten werden. Kommt es am Ende dieses Jahres zu keiner Versöhnung, so ist die Ehe geschieden. Dies muss vom religiösen Standesbeamten der Stadt, ernannt von den Treuhändern des Hauses der Gerechtigkeit, im Personenregister eingetragen werden. Die Einhaltung dieses Verfahrens ist wichtig, damit die Herzen der Verständnisvollen nicht betrübt werden.

99

Frage: zur Beratung:
Antwort: Endet die Beratung zunächst in Uneinigkeit, so sind weitere Personen hinzuzuziehen. Bleibt auch dies ergebnislos, so sind Personen in der Zahl des Größten Namens – die überschritten oder unterschritten werden kann – durch das Los zu bestimmen. Alsdann ist die Beratung wieder aufzunehmen und dem Ergebnis, wie es auch sei, zu gehorchen. Herrscht dann immer noch Uneinigkeit, so ist dasselbe Verfahren zu wiederholen. Danach gilt der Spruch der Mehrheit. Er führt wahrlich, wen Er will, den rechten Weg.

100

Frage: zur Erbfolge:
Antwort: Bei der Erbfolge ist das, was der Erste Punkt gebot – mögen die Seelen aller außer Ihm um Seinetwillen geopfert werden –, wohlgefällig. Die vorhandenen Erben sollen die ihnen zuerkannten Anteile am Erbe erhalten, wobei eine Aufstellung des Restes dem Hofe des Höchsten zu übermitteln ist. In Seiner Hand ist der Quell der Amtsgewalt, Er gebietet, was Ihm gefällt. Hierzu wurde im Land des GeheimnissesA32 ein Gesetz offenbart, das den Erbteil der fehlenden Erben vorübergehend den vorhandenen Erben zuweist, bis das Haus der Gerechtigkeit errichtet ist und sein Spruch in dieser Angelegenheit kundgemacht wird. Jedoch ist die Erbschaft derer, die im selben Jahr wie die Altehrwürdige Schönheit ihr Heimatland verließen, ihren Erben zuerkannt worden. Dies ist eine ihnen von Gott verliehene Gnadengabe.

101

Frage: zum Gesetz über gefundene Schätze:
Antwort: Wird ein Schatz gefunden, so gehört ein Drittel davon dem Finder. Die übrigen zwei Drittel sind von den Männern des Hauses der Gerechtigkeit für die Wohlfahrt aller Menschen zu verwenden. So ist zu verfahren, wenn das Haus der Gerechtigkeit errichtet ist. Bis dahin sind sie von vertrauenswürdigen Personen am jeweiligen Ort zu verwahren. Er ist fürwahr der Herrscher, der Gebieter, der Allwissende, der Allunterrichtete.

102

Frage: zu dem Ḥuqúq auf Grundvermögen, das keinen Ertrag abwirft:
Antwort: Nach Gottes Gebot fällt auf Grundvermögen, das keinen Ertrag mehr bringt, das heißt, aus dem kein Gewinn erwächst, keine Ḥuqúq-Zahlung an. Er ist wahrlich der Herrscher, der Großzügige.

103

Frage: zu dem heiligen Vers: »In Gegenden, wo die Tage und Nächte lang werden, sind die Gebetszeiten durch Uhren … zu bestimmen«:
Antwort: Gemeint sind abgelegene Weltgegenden. Hierzulande beschränkt sich der Zeitunterschied jedoch auf wenige Stunden, weshalb die Regelung hier nicht Platz greift.

104

Im Sendbrief an Abá Badí‘ ist der folgende heilige Vers offenbart: »Wahrlich, Wir haben einem jeden Sohn geboten, seinem Vater beizustehen.« Dies ist die Vorschrift, die Wir im Buch erlassen haben.

105

Und auf einer anderen Tafel sind diese erhabenen Worte offenbart: O Muḥammad! Der Altehrwürdige der Tage hat dir Sein Antlitz zugewandt. Er nennt dich beim Namen und ermahnt das Volk Gottes, seine Kinder zu erziehen. Ein Vater, der diesen gewichtigen Befehl, der im Kitáb-i-Aqdas von der Feder des Ewigen Königs offenbart ward, in den Wind schlägt, hat sein Vaterschaftsrecht verwirkt und wird vor Gott schuldig gesprochen. Wohl dem, der sich die Ermahnungen des Herrn ins Herz prägt und sich standhaft daran hält. Gott gebietet fürwahr Seinen Dienern, was ihnen hilft und nützt und sie befähigt, Ihm nahezukommen. Er ist der Gebieter, der Ewige.

106

Er ist Gott, erhaben sei Er, der Herr der Macht und Majestät! Die Propheten und Erwählten Gottes sind allesamt vom Einen Wahren Gott – gepriesen sei Seine Herrlichkeit! – beauftragt, die Bäume menschlichen Seins mit den Lebenswassern der Aufrichtigkeit und des Verstehens zu nähren, damit aus ihnen erscheine, was Gott tief in ihrem Selbst verwahrt hat. Wie leicht zu erkennen, trägt jeder Baum eine bestimmte Frucht. Ein dürrer Baum taugt nur für das Feuer. Bei allem, was diese Erzieher sagten und lehrten, war ihre Absicht, die erhabene Stufe des Menschen zu bewahren. Wohl dem, der am Tage Gottes sich fest an Seine Gebote hält und keinen Schritt von Seinem wahren, allem zugrundeliegenden Gesetz abweicht. Die Früchte, die dem Baume des menschlichen Lebens am besten stehen, sind Vertrauenswürdigkeit und Frömmigkeit, Wahrhaftigkeit und Aufrichtigkeit, doch größer als all dies ist nach der Anerkennung der Einheit Gottes – gepriesen und verherrlicht sei Er! – die Beachtung der Rechte, die er den Eltern schuldet. Diese Lehre ist in allen Büchern Gottes zu finden, und die Erhabenste Feder bestätigt sie erneut. Bedenket, was der Allbarmherzige Herr im Qur’án, verherrlicht seien Seine Worte, offenbart hat: »Betet Gott an, setzt Ihm keinen Gefährten und kein Abbild zur Seite und erweist euren Eltern Güte und Liebe …«Q57 Seht, wie hier die liebende Sorge um die Eltern mit der Anerkennung des einen wahren Gottes verbunden ist! Glücklich, wer mit Einsicht und Verständnis begabt ist, wer schaut und wahrnimmt, wer liest und begreift und befolgt, was Gott offenbart – in den alten Heiligen Büchern und auf dieser unvergleichlichen, wundersamen Tafel.

107

Auf einer Seiner Tafeln hat Er offenbart, erhaben seien Seine Worte: Und in der Frage der Zakát bestimmen Wir gleichermaßen, dass ihr dem folgt, was im Qur’án offenbart ist.

Inhaltsübersicht und systematische Darstellung der Gesetze und Gebote des Kitáb-i-Aqdas

Inhaltsübersicht

I. Die Einsetzung ‘Abdu’l-Bahás zum Nachfolger Bahá’u’lláhs und Ausleger Seiner Lehre
A. Wendet euch Ihm zu
B. Legt Ihm [Fragen] vor
II. Vorwegnahme der Institution des Hütertums
III. Die Institution des Hauses der Gerechtigkeit
IV. Gesetze, Gebote und Ermahnungen
A. Gebet
B. Fasten
C. Gesetze des persönlichen Status
D. Verschiedene Gesetze, Gebote und Ermahnungen
V. Besondere Mahnungen, Tadel und Warnungen
VI. Verschiedenes

Systematische Übersicht

I. Einsetzung ‘Abdu’l-Bahás zum Nachfolger Bahá’u’lláhs und Ausleger Seiner Lehre
A. Die Gläubigen sollen ihr Angesicht Ihm zuwenden, »Den Gott bestimmt hat, Der aus dieser urewigen Wurzel entspross«.
B. Den Gläubigen ist geboten, alles, was sie in der Schrift nicht verstehen, Ihm vorzulegen, »Der diesem mächtigen Stamm entspross«.
II. Vorwegnahme der Institution des Hütertums
III. Die Institution des Hauses der Gerechtigkeit
A. Förmliche Einsetzung des Hauses der Gerechtigkeit
B. Festlegung seiner Funktionen
C. Festlegung seiner Einnahmequellen
IV. Gesetze, Gebote und Ermahnungen
A. Gebet
1. Die erhabene Stellung, welche die Pflichtgebete in der Bahá’í-Offenbarung einnehmen.
2. Die Qiblih:
a. Vom Báb gleichgesetzt mit Ihm, »Den Gott offenbaren wird«.
b. Die vom Báb getroffene Festlegung wird von Bahá’u’lláh bestätigt.
c. Bahá’u’lláh bestimmt Seine letzte Ruhestätte als die Qiblih nach Seinem Hinscheiden.
d. Die Hinwendung zur Qiblih ist beim Verrichten der Pflichtgebete bindend.
3. Die Pflichtgebete sind für Mann und Frau verbindlich vom Reifealter an, das auf 15 Jahre festgelegt ist.
4. Vom Pflichtgebet ist befreit:
a. wer krank ist,
b. wer das 70. Lebensjahr vollendet hat,
c. die Frau während der Monatsregel, vorausgesetzt, dass sie ihre Waschungen verrichtet und täglich einen besonders offenbarten Vers fünfundneunzigmal spricht.
5. Pflichtgebete sollen von jedem allein gesprochen werden.
6. Der Gläubige hat die Wahl, eines der drei Pflichtgebete zu sprechen.
7. »Morgen«, »Mittag« und »Abend« im Zusammenhang mit den Pflichtgebeten sind: die Zeit zwischen Sonnenaufgang und Mittag, zwischen Mittag und Sonnenuntergang und von Sonnenuntergang bis zwei Stunden danach.
8. Es genügt, das erste (lange) Pflichtgebet einmal binnen 24 Stunden zu sprechen.
9. Das dritte (kurze) Pflichtgebet sollte im Stehen gesprochen werden.
10. Waschungen:
a. Waschungen müssen dem Verrichten der Pflichtgebete vorausgehen.
b. Für jedes Pflichtgebet müssen erneut Waschungen vorgenommen werden.
c. Wenn am Mittag zwei Pflichtgebete gesprochen werden, genügt eine Waschung für beide.
d. Ist kein Wasser vorhanden oder schadet dessen Verwendung dem Gesicht oder den Händen, so ist ein besonders offenbarter Vers fünfmal zu sprechen.
e. Ist die Witterung zu kalt, so wird die Verwendung warmen Wassers empfohlen.
f. Wurden Waschungen aus anderen Gründen vorgenommen, so ist ihre Wiederholung vor dem Verrichten des Pflichtgebetes nicht erforderlich.
g. Waschungen sind unerlässlich, auch wenn zuvor ein Bad genommen wurde.
11. Bestimmung der für das Gebet festgelegten Zeiten:
a. Zur Zeitbestimmung für das Verrichten der Pflichtgebete ist es erlaubt, sich nach Uhren zu richten.
b. In Ländern, die im äußersten Norden oder Süden liegen, wo die Dauer der Tage und Nächte sich beträchtlich ändert, sollte man sich nach Uhren und Zeitmessern richten, nicht nach dem Sonnenauf- oder -untergang.
12. In Gefahr, ob auf Reisen oder zu Hause, ist für jedes nicht verrichtete Pflichtgebet eine Prostration und das Sprechen eines besonderen Verses vorgeschrieben, dem das achtzehnmalige Sprechen eines anderen, besonderen Verses zu folgen hat.
13. Das Gemeinschaftsgebet ist verboten, ausgenommen ist das Totengebet.
14. Es ist vorgeschrieben, das Totengebet in voller Länge zu sprechen. Ausgenommen ist, wer nicht lesen kann. Ihm ist geboten, die sechs besonderen Abschnitte in diesem Gebet zu wiederholen.
15. Das täglich am Morgen, Mittag und Abend dreimal zu sprechende Pflichtgebet wurde durch die drei später offenbarten Pflichtgebete ersetzt.
16. Das Gebet der Zeichen wurde abgeschafft und durch einen besonders offenbarten Vers ersetzt. Das Sprechen dieses Verses ist indessen nicht verbindlich.
17. Haare, Zobelfell, Knochen und dergleichen machen das Gebet nicht ungültig.
B. Fasten
1. Die erhabene Stellung, die das Fasten in der Bahá’í-Offenbarung einnimmt.
2. Die Fastenzeit beginnt mit dem Ende der Schalttage und endet mit dem Naw-Rúz-Fest.
3. Sich der Speise und des Tranks zu enthalten, ist von Sonnenaufgang bis Sonnenuntergang verbindlich.
4. Das Fasten ist für Mann und Frau vom Reifealter an, welches auf fünfzehn Jahre festgelegt wurde, verbindlich.
5. Vom Fasten sind befreit:
a. Reisende,
i. sofern die Reise länger als neun Stunden dauert,
ii. die zu Fuß reisen, sofern die Reise länger als zwei Stunden dauert,
iii. die ihre Reise für weniger als neunzehn Tage unterbrechen.
iv. Wer seine Reise während der Fastenzeit an einem Ort unterbricht, an dem er neunzehn Tage bleibt, ist vom Fasten nur die ersten drei Tage nach seiner Ankunft befreit.
v. Wer während der Fastenzeit nach Hause zurückkehrt, muss mit dem Fasten am Tag seiner Ankunft beginnen.
b. Kranke
c. Wer das 70. Lebensjahr vollendet hat
d. Schwangere
e. Stillende
f. Frauen während ihrer Monatsregel, sofern sie ihre Waschungen verrichten und täglich einen besonders offenbarten Vers fünfundneunzigmal sprechen.
g. Wer Schwerarbeit verrichtet. Er ist angehalten, dem Gesetz dadurch Achtung zu erweisen, dass er sich diskret zurückhält, wenn er von der Befreiung Gebrauch macht.
6. Fastengelübde (außerhalb des vorgeschriebenen Fastenmonats) sind erlaubt. In der Sicht Gottes sind jedoch Gelübde, welche der Menschheit nützen, vorzuziehen.
C. Gesetze des persönlichen Status
1. Ehe:
a. Die Ehe wird sehr empfohlen, sie ist indes nicht obligatorisch.
b. Vielweiberei ist verboten.
c. Voraussetzung der Ehe ist, dass beide Partner das Reifealter erreicht haben, das auf fünfzehn Jahre festgesetzt ist.
d. Die Eheschließung bedarf der Einigung der beiden Partner und der Zustimmung ihrer Eltern, auch wenn die Frau keine Jungfrau ist.
e. Beide Partner haben einen besonders offenbarten Vers zu sprechen, in welchem sie ihre Zufriedenheit mit dem Willen Gottes zum Ausdruck bringen.
f. Niemand darf seine Stiefmutter heiraten.
g. Alle Fragen, die Ehen mit Blutsverwandten betreffen, sind dem Haus der Gerechtigkeit vorzulegen.
h. Die Ehe mit einem Nichtgläubigen ist erlaubt.
i. Die Verlobung:
i. Die Verlöbniszeit darf fünfundneunzig Tage nicht überschreiten.
ii. ES ist untersagt, sich mit einem Mädchen zu verloben, ehe es das Reifealter erreicht hat.
j. Morgengabe:
i. Voraussetzung der Eheschließung ist die Zahlung einer Morgengabe.
ii. Die Morgengabe ist auf 19 Mithqál reinen Goldes für Stadtbewohner, und auf 19 Mithqál Silber für Dorfbewohner festgesetzt. Maßgeblich ist der ständige Wohnsitz des Ehemannes, nicht der der Ehefrau.
iii. Es ist verboten, mehr als 95 Mithqál zu zahlen.
iv. Es ist wünschenswert, dass ein Mann sich darauf beschränkt, 19 Mithqál Silber zu zahlen.
v. Ist die volle Zahlung der Morgengabe nicht möglich, so ist die Ausstellung eines schriftlichen Zahlungsversprechens zulässig.
k. Entsteht bei einem Partner gegenüber dem anderen eine Abneigung, nachdem der besonders offenbarte Vers gesprochen und die Morgengabe gezahlt ist, jedoch bevor die Ehe vollzogen ist, so braucht die Wartezeit vor der Scheidung nicht eingehalten zu werden. Die Morgengabe darf jedoch nicht zurückverlangt werden.
1. Vor Antritt einer Reise hat der Ehemann seiner Ehefrau die Zeit seiner Rückkehr mitzuteilen. Ist er aus einem triftigen Grund verhindert, zur festgelegten Zeit zurückzukehren, so muss er sie benachrichtigen und sich bemühen, heimzukehren. Kommt er keiner dieser Pflichten nach, muss die Ehefrau einen Zeitraum von neun Monaten warten, ehe sie sich wieder verheiraten darf, obgleich es besser ist, wenn sie länger wartet. Erhält sie Nachricht von seinem natürlichen oder gewaltsamen Tod, so darf sie nach Ablauf von neun Monaten wieder eine Ehe eingehen, sofern die Nachricht durch öffentlichen Bericht oder durch zwei glaubwürdige Zeugen bestätigt wird.
m. Verreist der Ehemann, ohne seine Ehefrau über den Zeitpunkt seiner Rückkehr zu unterrichten, so darf sie nach Ablauf eines Jahres eine neue Ehe eingehen, sofern der Ehemann das im Kitáb-i-Aqdas erlassene Gesetz kannte. Hatte er davon keine Kenntnis, so muss die Ehefrau warten, bis sie Nachricht von ihrem Ehemann erhält.
n. Stellt der Ehemann nach Zahlung der Morgengabe fest, dass seine Frau keine Jungfrau ist, so kann er die Rückzahlung der Morgengabe und die Erstattung der entstandenen Kosten verlangen.
o. War Jungfräulichkeit Bedingung für die Heirat, so kann die Rückzahlung der Morgengabe und die Erstattung der entstandenen Kosten verlangt und die Ehe für nichtig erklärt werden. In den Augen Gottes ist es indessen höchst verdienstvoll, diesen Umstand zu verschweigen.
2. Scheidung:
a. Die Scheidung wird scharf missbilligt.
b. Entsteht bei einem der Ehegatten gegenüber dem anderen Entfremdung oder Widerwille, so ist die Scheidung erst nach Ablauf eines Jahres zulässig. Beginn und Ende des Wartejahres bedürfen der Bestätigung mindestens zweier Zeugen. Die Scheidung selbst ist vom Gerichtsbeamten im Auftrag des Hauses der Gerechtigkeit zu beurkunden. Der eheliche Verkehr ist während der Wartezeit verboten. Wer dieses Gesetz bricht, muss bereuen und dem Haus der Gerechtigkeit 19 Mithqál Gold zahlen.
c. Nach erfolgter Scheidung ist keine weitere Wartezeit erforderlich.
d. Die Ehefrau, die wegen Untreue geschieden werden soll, verliert ihren Unterhaltsanspruch während der Wartezeit.
e. Man darf mit der Frau, von der man geschieden wurde, wieder die Ehe eingehen, sofern sie nicht wieder geheiratet hat. Hat sie wieder geheiratet, so muss sie erst geschieden werden, ehe ihr früherer Ehemann sie wieder heiraten kann.
f. Kehrt die Zuneigung während der Wartezeit wieder zurück, so ist die Ehe gültig. Folgt der Versöhnung erneut Entfremdung und wird wiederum die Scheidung begehrt, muss ein neues Wartejahr in Lauf gesetzt werden.
g. Kommt es zwischen den Ehegatten während einer Reise zur Entzweiung, so ist der Ehemann verpflichtet, die Ehefrau entweder nach Hause zu schicken oder einer verlässlichen Person anzuvertrauen, die sie dorthin begleitet, und ihr die Reise sowie den Unterhalt für die Dauer eines Jahres zu zahlen.
h. Besteht eine Ehefrau auf der Scheidung, weil sie nicht in ein anderes Land auswandern will, so wird das Wartejahr vom Zeitpunkt der Trennung der Ehegatten an gerechnet, sei dies während der Reisevorbereitung oder zum Zeitpunkt der Abreise.
i. Das islámische Gesetz über die Wiederheirat der Frau, von der man geschieden wurde, ist aufgehoben.
3. ErbfolgeA33:
a. Vom Nachlass erhalten
i. Kinder 1080 von 2520 Teilen
ii. Ehemann oder Ehefrau 390 von 2520 Teilen
iii. Vater 330 von 2520 Teilen
iv. Mutter 270 von 2520 Teilen
v. Bruder 210 von 2520 Teilen
vi. Schwester 150 von 2520 Teilen
vii. Lehrer 90 von 2520 Teilen
b. Den vom Báb den Kindern zugesprochenen Teil hat Bahá’u’lláh verdoppelt, während Er den Anteil der anderen Erbberechtigten im entsprechenden Verhältnis gekürzt hat.
c.
i. Sind keine Kinder vorhanden, so fällt deren Anteil dem Haus der Gerechtigkeit zu, welches diesen für Waisen und Witwen und zum Wohl der Menschheit auszugeben hat.
ii. Ist der Sohn des Erblassers verstorben und hat er Kinder hinterlassen, so geht der Anteil ihres Vaters an diese. Ist die Tochter des Erblassers verstorben und hat sie Kinder hinterlassen, so wird ihr Anteil in die sieben Quoten geteilt, die im Heiligsten Buche aufgeführt sind.
d. Hinterlässt der Erblasser Nachkommen und fallen von den übrigen Kategorien Erbberechtigte aus, so fallen zwei Drittel der Nachlassquoten, die auf diese entfallen wären, an die Nachkommen, ein Drittel an das Haus der Gerechtigkeit.
e. Sind keine der vorgenannten Erbberechtigten vorhanden, so fallen zwei Drittel des Nachlasses den Neffen und Nichten des Erblassers zu. Sind solche nicht vorhanden, so fällt der gleiche Anteil an die Tanten und Onkel, fehlen auch diese, an deren Söhne und Töchter. Das verbleibende Drittel fällt in jedem Falle dem Haus der Gerechtigkeit zu.
f. Hinterlässt jemand keine der vorerwähnten Erben, so fällt der gesamte Nachlass dem Haus der Gerechtigkeit zu.
g. Das Wohnhaus und die persönliche Kleidung des verstorbenen Vaters fallen an die männlichen, nicht aber an die weiblichen Nachkommen. Sind mehrere Wohnhäuser vorhanden, so fällt das Hauptwohnhaus an die männlichen Nachkommen. Die übrigen Wohnhäuser sind mit dem anderen Nachlass des Erblassers unter den Erben aufzuteilen. Sind keine männlichen Nachkommen vorhanden, so fallen zwei Drittel des Hauptwohnhauses und der persönlichen Kleidung des verstorbenen Vaters an die weiblichen Nachkommen, ein Drittel hiervon an das Haus der Gerechtigkeit. Ist die Mutter verstorben, so sind ihre getragenen Kleider unter ihren Töchtern gleichmäßig aufzuteilen. Ihre ungetragenen Kleider, ihr Schmuck und sonstiges Eigentum sind unter den Erben zu verteilen; das gleiche gilt für ihre getragene Kleidung, sofern sie keine Tochter hinterlässt.
h. Sind die Kinder des Erblassers minderjährig, so ist ihr Anteil einer zuverlässigen Person oder einer Gesellschaft zum Zweck der Anlage anzuvertrauen, bis die Kinder das Reifealter erreicht haben. Dem Treuhänder steht ein Anteil der auflaufenden Zinsen zu.
i. Der Nachlass sollte nicht verteilt werden, ehe nicht das Ḥuqúqu’lláh (das Recht Gottes), alle vom Erblasser eingegangenen Verbindlichkeiten und alle Kosten für eine angemessene Bestattung gezahlt sind.
j. Stammt der Bruder des Erblassers vom selben Vater ab, so erbt er seinen vollen Anteil. Stammt er von einem anderen Vater, so erbt er nur zwei Drittel des Anteils, das restliche Drittel fällt an das Haus der Gerechtigkeit. Das gleiche gilt für die Schwester des Verstorbenen.
k. Sind Brüder oder Schwestern vorhanden, die von beiden Elternteilen abstammen, so sind Brüder oder Schwestern, die nur von der Mutter abstammen, nicht erbberechtigt.
l. Ein Lehrer, der nicht Bahá’í ist, ist nicht erbberechtigt. Sind mehrere Lehrer vorhanden, so ist der auf den Lehrer entfallende Anteil unter diesen gleichmäßig zu verteilen.
m. Wer nicht Bahá’í ist, ist auch nicht erbberechtigt.
n. Außer der getragenen Kleidung, Schmuckstücken und sonstigen Geschenken, die die Ehefrau nachweislich von ihrem Ehemann erhalten hat, gilt alles, was der Ehemann seiner Ehefrau angeschafft hat, als sein Eigentum, das unter seinen Erben zu verteilen ist.
o. Jedermann steht es frei, über sein Vermögen testamentarisch zu verfügen, sofern er Vorsorge für die Zahlung des Ḥuqúqu’lláh und der Begleichung seiner Schulden trifft.
D. Verschiedene Gesetze, Gebote und Ermahnungen
1. Verschiedene Gesetze und Gebote:
a. Wallfahrt
b. Ḥuqúqu’lláh
c. Stiftungen
d. Mashriqu’l-Adhkár
e. Dauer der Bahá’í-Offenbarung
f. Bahá’í-Feiertage
g. das Neunzehntagefest
h. das Bahá’í-Jahr
i. die Schalttage
j. das Reifealter
k. die Totenbestattung
l. sich im Handel oder einem Beruf zu betätigen, wurde zur Pflicht gemacht und in den Rang des Gottesdienstes erhoben
m. Gehorsam gegenüber der Obrigkeit
n. Kindererziehung
o. Abfassung eines Testaments
p. der Zehnte (Zakát)
q. Sprechen des Größten Namens fünfundneunzigmal täglich
r. die Jagd
s. die Behandlung weiblicher Hausbediensteter
t. Fundsachen
u. Verfügung über gefundene Schätze
v. Verfügung über treuhänderisch verwaltete Gegenstände
w. Tötung ohne Vorsatz
x. Definition des gerechten Zeugen
y. Verbote:
i. betreffend die Auslegung der heiligen Schrift
ii. Sklavenhandel
iii. Asketentum
iv. Mönchtum
v. Bettelei
vi. Geistlichkeit
vii. Gebrauch von Kanzeln
viii. Handkuss
ix. Beichte
x. Vielweiberei
xi. berauschende Getränke
xii. Opium
xiii. Glücksspiel
xiv. Brandstiftung
xv. unehelicher Beischlaf
xvi. Tötung mit Vorsatz
xvii. Diebstahl
xviii. Homosexualität
xix. rituelles Gemeinschaftsgebet, ausgenommen das Totengebet
xx. Tierquälerei
xxi. Müßiggang und Faulheit
xxii. üble Nachrede
xxiii. Verleumdung
xxiv. das Tragen von Waffen, sofern nicht unbedingt notwendig
xxv. die Benutzung öffentlicher Becken in persischen Bädern
xxvi. das Betreten eines Hauses ohne Einverständnis des rechtmäßigen Besitzers
xxvii. Körperverletzung
xxviii. Streit und Kampf
xxix. das Murmeln heiliger Verse auf der Straße
xxx. die Finger ins Essen zu tauchen
xxxi. Rasur des Hauptes
xxxii. Haartracht des Mannes bis über das Ohrläppchen
2. Aufhebung besonderer Gesetze und Gebote früherer Offenbarungen, die Folgendes bestimmten:
a. die Vernichtung von Büchern
b. das Verbot, Seide zu tragen
c. das Verbot des Verwendens goldener und silberner Gebrauchsgegenstände
d. Reisebeschränkungen
e. dem Religionsstifter einzigartige Gegenstände zum Geschenk zu machen
f. das Verbot, dem Religionsstifter Fragen zu stellen
g. das Verbot, die Ehefrau nach einer Scheidung wieder zu heiraten
h. die Bestrafung eines jeden, der seinen Nächsten betrübt
i. das Verbot der Musik
j. Beschränkungen hinsichtlich der Kleidung und des Bartes
k. die Unreinheit von Sachen und Völkern
l. die Unreinheit des Samens
m. die Unreinheit gewisser Gegenstände zum Zwecke der Prostration
3. Verschiedene Ermahnungen:
a. mit den Gläubigen aller Religionen Gemeinschaft zu pflegen
b. die Eltern zu ehren
c. anderen nichts zu wünschen, was man für sich selbst nicht wünscht
d. den Glauben nach dem Hinscheiden seines Stifters zu lehren und zu verbreiten
e. jene zu unterstützen, die sich erheben, um den Glauben zu fördern
f. nicht von der Heiligen Schrift abzuweichen oder sich von denen irreleiten zu lassen, die solches tun
g. bei Meinungsverschiedenheiten die Heilige Schrift heranzuziehen
h. sich in das Studium der Lehren zu vertiefen
i. nicht eitlem Wahn und leerem Trug zu folgen
j. des Morgens und des Abends die heiligen Verse zu rezitieren
k. die heiligen Verse melodisch vorzutragen
l. seine Kinder zu lehren, die heiligen Verse im Mashriqu’l-Adhkár vorzutragen
m. solche Künste und Wissenschaften zu studieren, die der Menschheit Nutzen bringen
n. miteinander zu beraten
o. sich bei der Anwendung des göttlichen Gesetzes nicht von falscher Nachsicht leiten zu lassen
p. seine Sünden vor Gott zu bereuen
q. sich durch gute Werke auszuzeichnen
i. wahrhaftig zu sein
ii. vertrauenswürdig zu sein
iii. treu zu sein
iv. rechtschaffen und gottesfürchtig zu sein
v. gerecht zu sein
vi. klug und weise zu sein
vii. höflich zu sein
viii. gastfreundlich zu sein
ix. standhaft und beharrlich zu sein
x. losgelöst zu sein
xi. dem Willen Gottes völlig ergeben zu sein
xii. kein Unheil zu stiften
xiii. nicht zu heucheln
xiv. nicht stolz zu sein
xv. nicht fanatisch zu sein
xvi. sich selbst nicht seinem Nächsten vorzuziehen
xvii. nicht mit seinem Nächsten zu streiten
xviii. nicht seinen Leidenschaften zu frönen
xix. nicht zu klagen im Unglück
xx. nicht zu streiten mit denen, die Amtsgewalt haben
xxi. nicht die Beherrschung zu verlieren
xxii. nicht seinen Nächsten zu erzürnen
r. eng vereinigt zu sein
s. im Krankheitsfall fähige Ärzte zu konsultieren
t. auf Einladungen einzugehen
u. der Familie des Glaubensstifters Wohlwollen entgegenzubringen
v. zur Förderung des Glaubens Sprachen zu erlernen
w. zur Verherrlichung des Glaubens die Entwicklung von Städten und Ländern zu fördern
x. Stätten, die einen Bezug zum Stifter des Glaubens haben, wiederherzustellen und zu bewahren
y. der Inbegriff der Reinheit zu sein:
i. sich die Füße zu waschen
ii. sich zu parfümieren
iii. in reinem Wasser zu baden
iv. sich die Nägel zu schneiden
v. schmutzige Sachen in reinem Wasser zu waschen
vi. in der Kleidung makellos zu sein
vii. Einrichtungsgegenstände zu erneuern
V. Besondere Mahnungen und Warnungen sowie Tadel, gerichtet an:
1. das gesamte Menschengeschlecht
2. gekrönte Häupter der Welt
3. die Schar der Geistlichen
4. die Herrscher Amerikas und die Präsidenten seiner Republiken
5. Wilhelm I., König von Preußen
6. Franz Joseph, Kaiser von Österreich
7. das Volk des Bayán
8. die Abgeordneten der Parlamente in aller Welt
VI. Verschiedenes
1. das transzendente Wesen der Bahá’í-Offenbarung
2. die erhabene Stufe des Glaubensstifters
3. die überragende Bedeutung des Kitáb-i-Aqdas, des »Heiligsten Buches«
4. die Lehre von der »Größten Unfehlbarkeit«
5. die beiden Zwillingspflichten und ihre Untrennbarkeit: die Manifestation Gottes anzuerkennen und Seine Gesetze zu befolgen
6. Der Endzweck aller Gelehrsamkeit ist die Anerkennung Dessen, Der das Ziel aller Erkenntnis ist.
7. Gesegnet ist, wer die grundlegende Wahrheit erkannt hat: »Er soll nicht befragt werden über Sein Tun.«
8. die umwälzende Auswirkung der »Größten Ordnung«
9. die Auswahl einer einzigen Sprache und einer gemeinsamen Schrift für alle Erdenbewohner als eines der beiden Zeichen der Mündigkeit des Menschengeschlechts
10. Prophezeiungen des Báb hinsichtlich dessen, »den Gott offenbaren wird«
11. Voraussage, die sich auf den Widerstand gegen den Glauben bezieht
12. Lobpreis des Königs, der sich zum Glauben bekennt und sich erhebt, ihm zu dienen
13. die Unbeständigkeit der menschlichen Verhältnisse
14. die Bedeutung wahrer Freiheit
15. aller Taten Wert hängt von Gottes Annahme ab
16. die Liebe zu Gott als das Motiv für den Gehorsam gegenüber Seinem Gesetz
17. die Wichtigkeit, von materiellen Mitteln Gebrauch zu machen
18. Lobpreis der Gelehrten unter dem Volke Bahás
19. Versicherung, dass Mírzá Yaḥyá Vergebung erlangt, sollte er bereuen
20. Anrede Ṭihráns
21. Anrede Konstantinopels und seines Volkes
22. Anrede der »Ufer des Rheins«
23. Verurteilung derer, die den falschen Anspruch auf esoterisches Wissen erheben
24. Verurteilung derer, die der Stolz auf ihre Gelehrsamkeit von Gott fernhält
25. Prophezeiungen, Khurásán betreffend
26. Prophezeiungen, Kirmán betreffend
27. Anspielung auf Shaykh Aḥmad-i-Aḥsá’í
28. Anspielung auf den Weizensieber
29. Verurteilung des Ḥájí Muḥammad-Karím Khán
30. Verurteilung des Shaykh Muḥammad-Ḥasan
31. Hinweis auf Napoleon III.
32. Hinweis auf Siyyid Muḥammad-i-Iṣfahání
33. Versicherung des Beistands für alle, die sich erheben, dem Glauben zu dienen

Erläuterungen

1.

der süße Duft Meines Gewandes (4)
Dies ist eine Anspielung auf die Josephsgeschichte im Qur’án und im Alten Testament. Darin hat Jakob seinen geliebten, seit langem verloren geglaubten Sohn Joseph an dessen Kleidern wiedererkannt, als ihm diese von seinen Brüdern überbracht wurden. Die Metapher des duftenden »Gewandes« wird in der Schrift häufig für die Erkenntnis der Manifestation Gottes und Seiner Offenbarung verwandt.
In einer Tafel bezeichnet Sich Bahá’u’lláh als den »Göttlichen Joseph«, Der von den Achtlosen »um ein Spottgeld verschachert«Q58 wurde. Im Qayyúmu’l-Asmá’ identifiziert der Báb Bahá’u’lláh mit dem »wahren Joseph«Q59 und sagt die Heimsuchungen voraus, die Er von Seinem heimtückischen Bruder erdulden werde (siehe Erläuterungen 190). Shoghi Effendi zieht eine Parallele zwischen Mírzá Muḥammad-‘Alís flammender Eifersucht auf den Vorrang ‘Abdu’l-Bahás und dem tödlichen Neid »auf die überragenden Vorzüge Josephs, der in den Herzen seiner Brüder entbrannte«Q60.

2.

Wir haben den erlesenen Wein mit den Fingern der Macht und Kraft entsiegelt (5)
Der Genuss von Wein und anderen Rauschmitteln ist im Kitáb-i-Aqdas verboten (siehe Erläuterungen 144 und 170).
Im allegorischen Sinn kommt der Genuss von ›Wein‹ – als Ursache geistiger Verzückung – nicht nur in der Offenbarung Bahá’u’lláhs, sondern auch in der Bibel, im Qur’án und in alten Hindu-Überlieferungen vor.
So verheißt der Qur’án den Gerechten, ihnen werde der »erlesene versiegelte Wein«Q61 kredenzt. In Seinen Sendbriefen setzt Bahá’u’lláh diesen »erlesenen Wein« mit Seiner Offenbarung gleich, deren »Moschusduft« über »alles Erschaffene«Q62 weht. Er erklärt, dass Er diesen »Wein entsiegelt« und so die bis dahin verborgenen geistigen Wahrheiten enthüllt habe, so dass die, die davon trinken, fähig sind, »das Licht göttlicher Einheit an seinen Strahlen zu erkennen« und »den Sinn und Zweck zu begreifen, der den Heiligen Schriften Gottes ... zugrunde liegt«Q63.
In einem Gebet bittet Bahá’u’lláh Gott, die Gläubigen mit »dem erlesenen Wein Deiner Gnade« zu versorgen, »damit er sie alles außer Dir vergessen und sich aufmachen lässt, Deiner Sache zu dienen, standhaft in ihrer Liebe zu Dir«Q64.

3.

Wir verordnen euch ein Pflichtgebet (6)
Im Arabischen gibt es mehrere Begriffe für ›Gebet‹; ›Ṣalát‹, das hier im Text steht, bezeichnet die Art von Gebeten, die die Gläubigen zu festgesetzten Tageszeiten zu verrichten haben. Um den Unterschied dieser Kategorie von den anderen Gebeten zu kennzeichnen, wurde der Begriff ›Ṣalát‹ mit ›Pflichtgebet‹ übersetzt.
Nach Bahá’u’lláh haben »Pflichtgebet und Fasten vor Gott einen erhabenen Rang« (Fragen und Antworten 93). ‘Abdu’l-Bahá bestätigt, dass diese Gebete »Demut und Ergebenheit fördern« und »den Menschen veranlassen, sein Angesicht Gott zuzuwenden und Ihm seine Verehrung darzubringen«Q65: Durch diese Gebete »pflegt der Mensch Gemeinschaft mit Gott, sucht Ihm nahe zu kommen, hält Zwiesprache mit dem wahren Geliebten seines Herzens und erreicht geistige Stufen«.
Das in diesem Vers erwähnte Pflichtgebet (siehe Erläuterungen 9) hat Bahá’u’lláh später durch drei neu offenbarte Pflichtgebete ersetzt (Fragen und Antworten 63). Diese drei jetzt gültigen Pflichtgebete sind samt den rituellen Anweisungen unter der Rubrik Von Bahá’u’lláh ergänzend zum Kitáb-i-Aqdas offenbarte Texte wiedergegeben.
Eine ganze Reihe der Fragen und Antworten behandelt Einzelheiten der drei neuen Pflichtgebete. Bahá’u’lláh stellt klar, dass der Gläubige jeweils eines auswählen kann (Fragen und Antworten 65). Weitere Anweisungen zu den Gebeten sind in Fragen und Antworten 66, 67, 81 und 82 enthalten.
Die Details des Gesetzes über das Pflichtgebet sind unter der Rubrik Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.A.1.–17., zusammengefasst.

4.

neun Rak‘ah (6)
Ein Rak‘ah ist das Rezitieren besonders offenbarter Verse in Verbindung mit einer vorgeschriebenen Folge von Kniebeugungen und anderen Haltungen.
Das ursprünglich den Gläubigen vorgeschriebene Pflichtgebet bestand aus neun Rak‘ah. Die genaue Art dieses Gebets und die Anweisungen für seine Verrichtung sind unbekannt, da sie verlorengegangen sind (siehe Erläuterungen 9).
In einer Tafel zu den nunmehr bindenden Pflichtgebeten schreibt ‘Abdu’l-Bahá: »Ein jedes Wort und jede Haltung des Pflichtgebets birgt Anspielungen, Geheimnisse und eine Weisheit, die der Mensch nicht begreifen kann und Buchstaben und Schriftrollen nicht zu fassen vermögen.«
Nach Shoghi Effendi haben die wenigen einfachen Anleitungen Bahá’u’lláhs für das Rezitieren bestimmter Gebete geistige Bedeutung; darüber hinaus helfen sie dem Menschen, »sich beim Beten und Meditieren voll zu konzentrieren«Q66.

5.

am Mittag, am Morgen und am Abend (6)
Zur Bestimmung von »Morgen«, »Mittag« und »Abend« als Zeiten, zu denen das jetzt gültige mittlere Pflichtgebet zu sprechen ist, hat Bahá’u’lláh erklärt, dass dies »Sonnenaufgang, Mittag und Sonnenuntergang« (Fragen und Antworten 83) entspricht: »Die zulässigen Zeiträume für die Pflichtgebete sind vom Morgen bis zum Mittag, vom Mittag bis zum Sonnenuntergang und vom Sonnenuntergang bis zwei Stunden danach.« ‘Abdu’l-Bahá erklärt hierzu, dass das morgendliche Pflichtgebet von frühester Dämmerung an gesprochen werden kann.
Die Bestimmung des »Mittags« als der Zeit »vom Mittag bis zum Sonnenuntergang« bezieht sich auf das kurze und das mittlere Pflichtgebet.

6.

Von einer größeren Zahl haben Wir euch befreit (6)
Die beim Pflichtgebet einzuhaltenden Riten waren im Islám und in der Bábí-Religion erheblich anspruchsvoller als bei dem im Kitáb-i-Aqdas vorgeschriebenen, aus neun Rak‘ah bestehenden Pflichtgebet (siehe Erläuterungen 4).
Im Bayán verfügte der Báb ein Pflichtgebet, das aus neunzehn Rak‘ah bestand und einmal in vierundzwanzig Stunden zwischen dem Mittag des einen und dem des nächsten Tages zu verrichten war.
Das muslimische Gebet wird fünfmal am Tag gesprochen: am frühen Morgen, am Mittag, am Nachmittag, am Abend und in der Nacht. Die Zahl der Rak‘ah unterscheidet sich nach der Zeit der Verrichtung; insgesamt sind siebzehn Rak‘ah im Laufe eines Tages darzubringen.

7.

Wollt ihr dieses Gebet verrichten, so wendet euch dem Hof Meiner hochheiligen Gegenwart zu, diesem geweihten Ort, von Gott ... zum Punkt der Anbetung für die Bewohner der Städte der Ewigkeit bestimmt (6)
Der »Punkt der Anbetung«, das heißt, die Richtung, in die sich der Betende beim Pflichtgebet zu wenden hat, wird Qiblih genannt. Die Einrichtung der Qiblih gab es schon in früheren Religionen. Ehedem war Jerusalem dazu bestimmt worden. Muḥammad änderte dies und bestimmte Mekka zur Qiblih. Die Anweisung des Báb im Arabischen Bayán lautet:
»Die Qiblih ist fürwahr Er, Den Gott offenbaren wird. Wohin Er Sich begibt, dahin folgt sie, bis Er Seine letzte Ruhe findet.«
Bahá’u’lláh zitiert diese Stelle im Kitáb-i-Aqdas (137) und bestätigt sie mit dem oben erwähnten Vers. Die Ausrichtung auf die Qiblih bezeichnet Er als »ein bindendes Erfordernis für das Sprechen des Pflichtgebetes« (Fragen und Antworten 14 und 67). Bei anderen Gebeten und Andachten ist der Gläubige frei, sich in jede Richtung zu wenden.

8.

Und wenn die Sonne der Wahrheit und der Rede untergeht, so wendet euer Angesicht dem Orte zu, den Wir euch bestimmt haben. (6)
Bahá’u’lláh bestimmte für die Zeit nach Seinem Hinscheiden die Stätte Seiner letzten Ruhe als Qiblih. Das Hochheilige Grab ist in Bahjí bei ‘Akká. ‘Abdu’l-Bahá beschreibt diesen Ort als »den leuchtenden Schrein«, »den Ort, den die Höchste Schar umkreist«.
In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief erklärt Shoghi Effendi die geistige Bedeutung der Qiblih mit dem Gleichnis der Pflanze, die sich der Sonne zuwendet:
»Wie die Pflanze dem Sonnenlicht zustrebt, von dem sie Leben und Wachstum empfängt, so wenden wir unsere Herzen beim Gebet der Manifestation Gottes, Bahá’u’lláh, zu … Wir wenden unser Angesicht dem Orte zu, an dem Sein Staub in dieser Erde ruht, als Symbol für die innere Haltung.« Q67

9.

Die Einzelheiten des Pflichtgebets haben Wir auf einer anderen Tafel ausgeführt. (8)
Das ursprüngliche Pflichtgebet hatte Bahá’u’lláh »aus Gründen der Weisheit« auf einer besonderen Tafel offenbart (Fragen und Antworten 63), aber zu Seinen Lebzeiten nicht an die Gläubigen gegeben, da es durch die drei heute verwendeten Pflichtgebete ersetzt wurde.
Kurz nach Bahá’u’lláhs Hinscheiden wurde der Text dieses Gebetes zusammen mit einigen anderen Tafeln Bahá’u’lláhs von Muḥammad-‘Alí, dem Erzbundesbrecher, gestohlen.

10.

Totengebet (8)
Das Totengebet (siehe Von Bahá’u’lláh ergänzend zum Kitáb-i-Aqdas offenbarte Texte) ist für die Bahá’í das einzige in Gemeinschaft zu sprechende Pflichtgebet. Es ist von einem Gläubigen vorzutragen, während die übrigen Anwesenden schweigend stehen (siehe Erläuterungen 19). Bahá’u’lláh stellte klar, dass das Totengebet nur für erwachsene Verstorbene erforderlich ist (Fragen und Antworten 70), dass es vor der Beisetzung zu sprechen ist und dass dabei die Qiblih nicht eingehalten werden muss (Fragen und Antworten 85).
Weitere Einzelheiten zum Totengebet sind in Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.A.13.–14., zusammengefasst.

11.

Im Totengebet sind von Gott, dem Offenbarer der Verse, sechs besondere Abschnitte herabgesandt. (8)
Diese Abschnitte sind Teil des Totengebets. Sie umfassen das sechsmalige Sprechen des Grußes ›Alláh-u-Abhá‹ (Gott ist der Allherrliche), wobei nach jeder Wiederholung einer von sechs besonders offenbarten Versen neunzehnmal gesprochen wird. Diese Verse entsprechen denen, die der Báb im Totengebet des Bayán offenbart hat. Bahá’u’lláh stellte diesen Abschnitten ein Bittgebet voran.

12.

Haar macht euer Gebet nicht ungültig, auch nichts, woraus der Geist gewichen ist, wie Knochen und dergleichen. Es steht euch frei, den Pelz des Zobels zu tragen, auch den des Bibers, des Eichhörnchens und anderer Tiere. (9)
In manchen Religionen glaubte man, dass Haare bestimmter Tiere oder bestimmte auf dem Leib getragene Gegenstände das Gebet ungültig machen. Bahá’u’lláh bestätigt hier die Aussage des Báb im Arabischen Bayán, wonach solche Dinge das Gebet in seiner Gültigkeit nicht beeinträchtigen.

13.

Wir haben euch geboten, vom Reifealter an zu beten und zu fasten. (10)
Bahá’u’lláh bestimmt das »Reifealter für religiöse Pflichten« mit »fünfzehn« für »Mann und Frau« (Fragen und Antworten 20). Einzelheiten zur Fastenzeit siehe Erläuterungen 25.

14.

hat Er jene ausgenommen, die durch Krankheit oder Alter geschwächt sind (10)
Die Befreiung der durch Krankheit oder hohes Alter Geschwächten vom Pflichtgebet und vom Fasten wird in den Fragen und Antworten erläutert. Bahá’u’lláh erklärt: »Bei schlechter Gesundheit dürfen diese Pflichten nicht erfüllt werden« (Fragen und Antworten 93). Das Alter lässt Er in diesem Zusammenhang mit »siebzig« beginnen (Fragen und Antworten 74). Auf Anfrage stellte Shoghi Effendi klar, dass befreit ist, wer das siebzigste Lebensjahr vollendet hat, einerlei, ob er schwach ist oder nicht.
Befreiung vom Fasten wird auch anderen Personengruppen gewährt; sie sind in Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.B.5., aufgeführt. Weitere Gesichtspunkte siehe Erläuterungen 20, 30 und 31.

15.

Gott stellt euch frei, euch auf jeder Fläche niederzuwerfen, die rein ist. In dieser Hinsicht haben Wir die Beschränkung aufgehoben, die im Buche verzeichnet war. (10)
In früheren Religionen waren für Gebete häufig Prostrationen vorgesehen. Im Arabischen Bayán forderte der Báb Seine Anhänger auf, bei Prostrationen die Stirn auf Flächen aus Kristall zu legen. Im Islám gibt es ähnliche Einschränkungen zur Fläche, auf denen sich Muslime niederwerfen dürfen. Bahá’u’lláh hebt solche Beschränkungen auf und lässt »jede Fläche …, die rein ist« genügen.

16.

Wer für die Waschung kein Wasser findet, spreche fünfmal die Worte: »Im Namen Gottes, des Reinsten, des Reinsten«; dann verrichte er sein Gebet. (10)
Zur Vorbereitung des Pflichtgebets hat der Gläubige Waschungen zu vollziehen. Sie bestehen im Waschen der Hände und des Gesichtes. Falls kein Wasser vorhanden ist, ist ein besonderer Vers fünfmal zu sprechen. Zu den Waschungen siehe Erläuterungen 34.
Vorbilder für Ersatzhandlungen beim Fehlen von Wasser finden sich im Qur’án und im Arabischen Bayán.

17.

In Gegenden, wo die Tage und Nächte lang werden, sind die Gebetszeiten durch Uhren und andere den Gang der Stunden anzeigende Instrumente zu bestimmen. (10)
Dies bezieht sich auf Gebiete im höchsten Norden und im tiefsten Süden, wo Tag- und Nachtlänge erheblich wechseln (Fragen und Antworten 64 und 103). Diese Vorschrift gilt auch für das Fasten.

18.

Wir befreien euch von dem Gebet der Zeichen. (11)
Das ›Gebet der Zeichen‹ ist eine Sonderform des muslimischen Pflichtgebets und war bei Naturereignissen wie Erdbeben, Sonnenfinsternissen und dergleichen, die Schrecken verbreiten oder für Zeichen Gottes gehalten werden konnten, geboten. Das Gebot, dieses Gebet zu verrichten, wurde aufgehoben. Statt dessen kann der Gläubige sagen: »Die Größe ist Gottes, des Herrn des Sichtbaren und des Unsichtbaren, des Herrn der Schöpfung«, doch ist dies kein bindendes Gebot (Fragen und Antworten 52).

19.

Mit Ausnahme des Totengebets ist das Gemeinschaftsgebet abgeschafft. (12)
Ein Gemeinschaftsgebet im Sinn eines formalen, nach einem vorgeschriebenen Ritual zu verrichtenden Pflichtgebets ist zum Beispiel das im Islám von einem Imám angeführte Freitagsgebet in der Moschee. Durch die Bahá’í-Offenbarung wurde dies abgeschafft. Das Totengebet (siehe Erläuterungen 10) ist das einzige im Bahá’í-Gesetz vorgesehene Gemeinschaftsgebet. Es wird von einem der Anwesenden vorgetragen, während die anderen schweigend stehen. Der Vorleser hat keine besondere Stellung. Die Versammlung muss sich nicht der Qiblih zuwenden (Fragen und Antworten 85).
Die drei Pflichtgebete sind individuell, nicht in Gemeinschaft, zu verrichten.
Für die Rezitation der vielen anderen Bahá’í-Gebete gibt es kein vorgeschriebenes Ritual. Jeder kann diese Gebete in Versammlungen oder privat verwenden, wie es ihm beliebt. In diesem Zusammenhang erklärt Shoghi Effendi:
»Wiewohl es den Gläubigen freigestellt ist, ihren Vorlieben zu folgen, … so sollen sie sich sehr davor hüten, an einer von ihnen gewählten Form zu streng festzuhalten und sie so zu einer festen Einrichtung zu entwickeln. Dies ist ein Punkt, dessen man stets eingedenk sein sollte, damit man nicht vom klaren Pfad abweicht, der durch die Lehre vorgezeichnet ist.«

20.

Gott hat die Frau für die Dauer der Monatsregel vom Pflichtgebet und vom Fasten befreit. (13)
Befreiung vom Pflichtgebet wird der Frau während der Monatsregel gewährt. Sie soll stattdessen ihre Waschungen verrichten (siehe Erläuterungen 34) und fünfundneunzigmal zwischen dem Mittag eines und des folgenden Tages den Vers »Verherrlicht sei Gott, der Herr des Glanzes und der Schönheit« sprechen. Diese Vorschrift findet sich schon im Arabischen Bayán, wo ein ähnlicher Dispens gewährt wurde.
In manchen Religionen wurde die Frau während ihrer Monatsregel als rituell unrein betrachtet und von den Pflichten des Betens und Fastens ausgeschlossen. Das Konzept der rituellen Unreinheit wurde von Bahá’u’lláh abgeschafft (siehe Erläuterungen 106).
Das Universale Haus der Gerechtigkeit stellt klar, dass die Vorschriften im Kitáb-i-Aqdas, die von Pflichten befreien, Freistellungen und keine Verbote sind. Jedem Gläubigen steht es deshalb frei, vom Dispens Gebrauch zu machen, wenn er es wünscht. Das Universale Haus der Gerechtigkeit rät jedoch, diese Entscheidung mit Weisheit zu treffen und sich dessen bewusst zu sein, dass Bahá’u’lláh diesen Dispens aus gutem Grunde gewährt hat.
Der gewährte Dispens bezog sich ursprünglich auf das aus neun Rak‘ah bestehende Pflichtgebet, gilt jetzt aber für die drei Pflichtgebete, die es ersetzt haben.

21.

Wenn ihr – ob Mann oder Frau – auf einer Reise an einem sicheren Ort rastet, dann werft euch für jedes versäumte Pflichtgebet einmal nieder (14)
Vom Pflichtgebet ist freigestellt, wer sich in einem solchen Zustand der Unsicherheit befindet, dass es nicht möglich ist, das Pflichtgebet zu verrichten. Dieser Dispens gilt auf Reisen wie auch zu Hause und schafft einen Ersatz für Pflichtgebete, die wegen unsicherer Verhältnisse versäumt wurden.
Bahá’u’lláh stellt klar, dass das Pflichtgebet »während der Reise nicht aufgehoben« ist, solange man zu dessen Verrichtung einen »sicheren Ort« finden kann (Fragen und Antworten 58).
Fragen und Antworten 21, 58, 59, 60 und 61 erläutern diese Anordnung.

22.

Nach euren Prostrationen setzt euch ... mit gekreuzten Beinen nieder (14)
Der arabische Begriff ›Haykalu’t-Tawḥíd‹, hier ›mit gekreuzten Beinen‹ übersetzt, bedeutet ›Haltung der Einheit‹ und bezeichnet traditionell ein Sitzen mit den Beinen über Kreuz.

23.

Sprich: Gott hat Meine verborgene Liebe zum Schlüssel für den verborgenen Schatz gemacht (15)
Es gibt eine bekannte islámische Überlieferung über Gott und Seine Schöpfung:
»Ich war ein verborgener Schatz. Ich wünschte erkannt zu werden, also rief Ich die Schöpfung ins Dasein, damit Ich erkannt werde.«
Bezüge und Anspielungen auf diese Tradition sind in der gesamten Schrift zu finden. So offenbart Bahá’u’lláh in einem Gebet:
»Gelobt sei Dein Name, o Herr mein Gott! Ich bezeuge, dass Du ein verborgener Schatz warst, eingehüllt in Deinem urewigen Sein, und ein unerforschliches Geheimnis, eingeschlossen in Deinem Wesen. Du wünschtest, Dich zu offenbaren; darum schufest Du die Größeren und die Geringeren Welten, Du erwähltest den Menschen vor allen Deinen Geschöpfen und machtest Ihn zum Zeichen für beiderlei Welten, o Du, der Du unser Herr bist, der Mitleidvollste!
Damit Er vor allem Volk Deiner Schöpfung Deinen Thron einnehme, erhobest Du Ihn. Du machtest Ihn fähig, Deine Geheimnisse zu entschleiern, mit dem Lichte Deiner Eingebung und Offenbarung zu strahlen sowie Deine Namen und Attribute kundzutun. Durch Ihn schmücktest Du das Vorwort im Buche Deiner Schöpfung, o Du Herrscher über das Weltall, das Du geschaffen hast!« Q68
Desgleichen sagt Er in den Verborgenen Worten:
»O Sohn des Menschen! Ich liebte es, dich zu erschaffen, also erschuf Ich dich. Nun liebe du Mich, damit Ich deinen Namen nenne und deine Seele mit dem Geiste des Lebens erfülle.« Q69
‘Abdu’l-Bahá schrieb in Seinem Kommentar zu der oben zitierten Tradition:
»O Wanderer auf dem Pfade des Geliebten! Wisse, dass der eigentliche Zweck dieser heiligen Tradition ist, die Stufen des verborgenen und des offenbaren Gottes in den Verkörperungen der Wahrheit, den Dämmerorten Seines Allherrlichen Wesens, anzudeuten. So besteht die Flamme des unauslöschlichen Feuers, ehe sie entzündet ist und in Erscheinung tritt, durch sich selbst in sich selbst in der verborgenen Identität der universellen Manifestationen, und dies ist die Stufe des ›Verborgenen Schatzes‹. Und wenn der Gesegnete Baum durch sich selbst in sich selbst entzündet wird und das Göttliche Feuer durch sein eigenes Wesen in seinem eigenen Wesen brennt, so ist dies die Stufe des ›Ich wünschte erkannt zu werden‹. Und wenn es vom Horizont des Universums mit unendlichen Namen und Attributen auf die Reiche der Möglichkeit und der Raumlosigkeit strahlt, so tritt eine neue, wundersame Schöpfung in Erscheinung, die der Stufe des ›Also rief Ich die Schöpfung ins Dasein‹ entspricht. Und wenn die geheiligten Seelen die Schleier irdischer Verhaftung und weltlicher Bedingtheit zerreißen und zur Stufe des Schauens auf die Schönheit der Göttlichen Gegenwart eilen und die Ehre erlangen, die Manifestation zu erkennen, und fähig werden, den Strahlenglanz von Gottes Größtem Zeichen in ihren Herzen wahrzunehmen, dann wird der Zweck der Schöpfung offenbar werden, der in der Erkenntnis Dessen besteht, Der die Ewige Wahrheit ist.«

24.

O Feder des Höchsten! (16)
»Feder des Höchsten«, »Höchste Feder« und »Erhabenste Feder« sind Hinweise auf Bahá’u’lláh und veranschaulichen Seine Aufgabe als Offenbarer des Wortes Gottes.

25.

Wir haben euch für eine kurze Zeit das Fasten geboten (16)
Fasten und Pflichtgebet sind die beiden Pfeiler des offenbarten göttlichen Gesetzes. Bahá’u’lláh sagt auf einer Tafel, Er habe die Gesetze über das Pflichtgebet und das Fasten offenbart, damit die Gläubigen Gott nahekommen.
Shoghi Effendi weist darauf hin, dass die Fastenzeit mit der vollständigen Enthaltung von Speise und Trank zwischen Sonnenaufgang und Sonnenuntergang
»im Wesentlichen eine Zeit der Meditation und des Gebetes, der geistigen Erneuerung ist, während der der Gläubige sich bemühen soll, sein inneres Leben wieder zu ordnen und die in seiner Seele ruhenden geistigen Kräfte zu erfrischen und zu stärken. Der Sinn und Zweck des Fastens ist geistiger Natur. Fasten ist ein Symbol, eine Mahnung, sich selbstischer und fleischlicher Wünsche zu enthalten.« Q70
Das Fasten ist allen Gläubigen geboten, von der Vollendung des 15. Lebensjahres bis zum Alter von 70 Jahren.
Eine Zusammenfassung der Details des Fastengesetzes und der Personengruppen, denen Befreiung gewährt wird, findet sich in Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.B.1.–6. Auf die Freistellungen gehen die Erläuterungen 14, 20, 30 und 31 ein.
Die neunzehntägige Fastenzeit fällt auf den Monat ‘Alá, normalerweise vom 2. bis 20. März, unmittelbar nach den Schalttagen (siehe Erläuterungen 27 und 147). Ihr folgt das Naw-Rúz-Fest (siehe Erläuterungen 26).A34

26.

und euch an dessen Ende Naw-Rúz als Fest bestimmt (16)
Der Báb hat einen neuen Kalender, heute bekannt als Badí‘- oder Bahá’í-Kalender, eingeführt (siehe Erläuterungen 27 und 147). Danach ist ein Tag der Zeitraum zwischen zwei Sonnenuntergängen. Im Bayán bestimmte der Báb den Monat ‘Alá als Fastenmonat und das Naw-Rúz-Fest als sein Ende; Naw-Rúz bezeichnete Er als den Tag Gottes. Bahá’u’lláh bestätigt den Badí‘-Kalender, in dem Naw-Rúz als Fest bestimmt ist.
Naw-Rúz ist der erste Tag des Jahres und fällt auf die Frühjahrs-Tagundnachtgleiche der nördlichen Halbkugel, die normalerweise am 21. März stattfindet. Nach Bahá’u’lláh ist das Fest an dem Tag zu feiern, an dem die Sonne in das Zeichen des Widders eintritt (was der Frühjahrs-Tagundnachtgleiche entspricht), selbst wenn dies nur eine Minute vor Sonnenuntergang geschieht (Fragen und Antworten 35). Naw-Rúz kann demnach auf den 20., 21. oder 22. März fallen.
Bahá’u’lláh hat die Detailregelung vieler Gesetze dem Universalen Haus der Gerechtigkeit überlassen. Dazu gehören auch Fragen zum Bahá’í-Kalender. Der Hüter hat darauf hingewiesen, dass bei der weltweiten Einführung des Gesetzes zur Festlegung von Naw-Rúz ein bestimmter Ort ausgewählt werden muss, der als Messpunkt für die Feststellung der Frühjahrs-Tagundnachtgleiche dient. Auch die Wahl dieses Ortes ist nach Shoghi Effendi dem Universalen Haus der Gerechtigkeit überlassen.A35

27.

Legt des Jahres überzählige Tage vor den Fastenmonat (16)
Der Badí‘-Kalender beruht auf dem Sonnenjahr von 365 Tagen, 5 Stunden und etwa 50 Minuten. Das Jahr besteht aus 19 Monaten zu je 19 Tagen, zusammen 361 Tage, dazu vier zusätzliche Tage (in Schaltjahren fünf). Der Báb hat den Platz dieser Schalttage im neuen Kalender nicht ausdrücklich bestimmt. Das Kitáb-i-Aqdas löst diese Frage, indem es den »überzähligen« Tagen einen festen Platz im Kalender unmittelbar vor dem Fastenmonat ‘Alá zuweist. Weitere Einzelheiten finden sich in den Abschnitten zum Bahá’í-Kalender, The Bahá’í World, Band 20, Haifa 1998.

28.

Wir bestimmten, dass diese ... die Offenbarungen des Buchstabens Há seien (16)
Bekannt als die Ayyám-i-Há (die Tage des Há) sind die Schalttage durch ihre Verbindung mit »dem Buchstaben Há« ausgezeichnet. Der Abjad-Zahlenwert dieses arabischen Buchstabens ist fünf, was der höchstmöglichen Zahl eingeschobener Tage entspricht.
Der Buchstabe ›Há‹ hat in den Heiligen Schriften verschiedene geistige Bedeutungen, darunter die eines Sinnbilds für das Wesen Gottes.

29.

diese Tage des Gebens, die der Zeit der Enthaltsamkeit vorangehen (16)
Bahá’u’lláh befiehlt den Gläubigen, diese Tage für Feste, Frohsinn und gute Werke zu verwenden. In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief legt Shoghi Effendi dar, dass »die Schalttage besonderer Anlass für Gastlichkeit, Geschenke und dergleichen sein sollen«Q71.

30.

Reisende ... sind nicht an das Fasten gebunden. (16)
Die Mindestdauer einer Reise, die den Gläubigen vom Fasten befreit, hat Bahá’u’lláh festgelegt (Fragen und Antworten 22 und 75). Einzelheiten dazu sind in Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.B.5.a.i.–v., zusammengefasst.
Shoghi Effendi stellt klar, dass Reisende vom Fasten befreit sind, aber fasten können, wenn sie dies wünschen. Die Befreiung gilt während der ganzen Reisezeit, nicht nur während der Stunden im Zug, im Kraftwagen usw.

31.

Reisende, Kranke und jene, die schwanger sind oder stillen, sind nicht an das Fasten gebunden. Sie sind von Gott zum Zeichen Seiner Gnade davon befreit. (16)
Vom Fasten ist befreit, wer krank oder betagt ist (siehe Erläuterungen 14), ferner Frauen für die Dauer der Monatsregel (siehe Erläuterungen 20), Reisende (siehe Erläuterungen 30), Schwangere und Stillende. Der Dispens ist auch denjenigen gewährt, die harte Arbeit zu verrichten haben. Sie werden gleichzeitig angehalten, »dem Gesetz Gottes und der erhabenen Stufe des Fastens Achtung zu zollen«, indem sie »sich mit einem bescheidenen, nicht öffentlich eingenommenen Mahl« begnügen (Fragen und Antworten 76). Nach Shoghi Effendi wird das Universale Haus der Gerechtigkeit bestimmen, welche Arbeiten unter den Dispens vom Fasten fallen.

32.

Enthaltet euch der Speise und des Tranks von Sonnenaufgang bis Sonnenuntergang (17)
Dies bezieht sich auf die Zeit des Fastens. In einem Brief führt ‘Abdu’l-Bahá aus, dass Fasten in der Enthaltung von Speise und Trank besteht und dass auch das Rauchen eine Art von »Trinken« ist. Im Arabischen bezeichnet dasselbe Verbum sowohl trinken als auch rauchen.

33.

Jedem, der an Gott ... glaubt, ist geboten, ... täglich ... fünfundneunzigmal ›Alláh-u-Abhá‹ zu wiederholen. (18)
Das arabische ›Alláh-u-Abhá‹ bedeutet ›Gott, der Allherrliche‹. Es ist eine Form des Größten Namens Gottes (siehe Erläuterungen 137). Im Islám gibt es die Tradition, dass unter den vielen Namen Gottes einer der größte sei, doch sei er verborgen. Bahá’u’lláh bestätigt, dass dieser Größte Name ›Bahá‹ ist.
Die verschiedenen Ableitungen des Wortes ›Bahá‹ werden ebenfalls als der Größte Name betrachtet. Im Auftrag Shoghi Effendis erläutert sein Sekretär:
»Der Größte Name ist der Name Bahá’u’lláhs. ›Yá Bahá’u’l-Abhá‹ ist eine Invokation und bedeutet: ›O Du Herrlichkeit der Herrlichkeiten‹. ›Alláh-u-Abhá‹ ist ein Gruß, der bedeutet: ›Gott, der Allherrliche‹. Beides bezieht sich auf Bahá’u’lláh. Mit dem Größten Namen ist gemeint, dass Bahá’u’lláh im Größten Namen Gottes erschienen ist, mit anderen Worten, dass Er die ranghöchste Manifestation Gottes ist.« Q72
Der Gruß ›Alláh-u-Abhá‹ wurde während der Verbannung Bahá’u’lláhs nach Adrianopel eingeführt.
Vor der fünfundneunzigmaligen Wiederholung von ›Alláh-u-Abhá‹ sollten Waschungen erfolgen. (siehe Erläuterungen 34).

34.

Verrichtet ... die Waschungen für das Pflichtgebet. (18)
Waschungen sind Bestandteil bestimmter Gebete. Sie müssen der Verrichtung der drei Pflichtgebete, dem täglichen fünfundneunzigmaligen Rezitieren von ›Alláh-u-Abhá‹ und der Rezitation des Verses, welcher der Frau in ihrer Monatsregel anstelle des Pflichtgebets und des Fastens vorgeschrieben ist, vorangehen (siehe Erläuterungen 20).
Die vorgeschriebenen Waschungen bestehen aus dem Waschen der Hände und des Gesichts zur Vorbereitung des Gebets. Beim mittleren Pflichtgebet ist dies von der Rezitation bestimmter Verse begleitet (siehe Von Bahá’u’lláh ergänzend zum Kitáb-i-Aqdas offenbarte Texte).
Dass Waschungen eine Bedeutung haben, die über die Reinigung hinausgehen, lässt sich daraus ersehen, dass sie auch dann zu verrichten sind, wenn man unmittelbar vor dem Pflichtgebet gebadet hat (Fragen und Antworten 18).
Ist kein Wasser für die Waschungen vorhanden, so hat man fünfmal einen vorgeschriebenen Vers zu sagen (siehe Erläuterungen 16); dies gilt auch für diejenigen, für die der Gebrauch von Wasser schädlich ist (Fragen und Antworten 51).
Im Einzelnen sind die Bestimmungen des Gesetzes über Waschungen in Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.A.10.a.–g., aufgeführt, ebenso in Fragen und Antworten 51, 62, 66, 77 und 86.

35.

Mord und Totschlag ... sind euch verboten. (19)
Das Verbot, einem anderen das Leben zu nehmen, wiederholt Bahá’u’lláh in Vers 62 des Kitáb-i-Aqdas, wo Er auch die Strafen für die vorsätzliche Tötung verordnet (siehe Erläuterungen 86), und in Vers 73. Bei fahrlässiger Tötung ist ein Sühnegeld an die Familie des Verstorbenen zu zahlen (siehe Kitáb-i-Aqdas 188).

36.

der uneheliche Beischlaf (19)
Das arabische ›Ziná‹ (im englischen Text mit ›adultery‹ übersetzt) bedeutet den unehelichen Beischlaf, insbesondere auch den Ehebruch. Es bezeichnet also nicht nur geschlechtliche Beziehungen zwischen einer verheirateten Person und jemandem, der nicht ihr Ehepartner ist, sondern ganz allgemein den außerehelichen Geschlechtsverkehr. Eine Form von ›Ziná‹ ist die Vergewaltigung. Die einzige von Bahá’u’lláh vorgesehene Strafe betrifft den Beischlaf zwischen Unvermählten (siehe Erläuterungen 77); die Festsetzung von Strafen für andere geschlechtliche Vergehen liegt in der Kompetenz des Universalen Hauses der Gerechtigkeit.

37.

üble Nachrede und Verleumdung (19)
Die üble Nachrede, die Verleumdung und das Verweilen bei den Fehlern anderer hat Bahá’u’lláh mehrfach verurteilt. In den Verborgenen Worten sagt Er unmissverständlich: »O Sohn des Seins! Wie konntest du deine eigenen Fehler vergessen und dich mit den Fehlern der anderen befassen? Wer dies tut, ist von Mir verworfen«Q73, und: »O Sohn des Menschen! Sprich nicht über die Sünden anderer, solange du selbst ein Sünder bist. So du dieses Gebot übertrittst, bist du verworfen – dies bezeuge Ich dir.«Q74 Diese strenge Ermahnung wiederholt Er in Seinem letzten Werk, Seinem Buch des Bundes: »Wahrlich, Ich sage: Die Zunge ist dazu da, vom Guten zu sprechen; befleckt sie nicht mit übler Rede. Gott hat vergeben, was vergangen ist. Von nun an sage jeder, was sich schickt, und enthalte sich der üblen Nachrede, der Schmähung und all dessen, was andere Menschen betrübt.«Q75

38.

Wir haben die Erbschaft in sieben Kategorien eingeteilt (20)
Das Bahá’í-Erbrecht gilt nur im Intestatsfalle, wenn also jemand stirbt, ohne ein Testament zu hinterlassen. Im Kitáb-i-Aqdas (109) weist Bahá’u’lláh den Gläubigen an, ein Testament zu machen. An anderer Stelle betont Er, dass der Gläubige die volle Verfügungsgewalt über sein Vermögen hat, dass er frei ist, in seinem Testament zu verfügen, wie sein Vermögen verteilt werden soll, und seine Erben, Bahá’í oder Nicht-Bahá’í, zu bestimmen (Fragen und Antworten 69). In diesem Zusammenhang sagt Shoghi Effendi in einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief:
»Wenn der Bahá’í in seinem Testament auch frei über sein Vermögen verfügen kann, so ist er moralisch durch sein Gewissen verpflichtet, bei der Abfassung des Testaments stets des Prinzips Bahá’u’lláhs eingedenk zu sein, wonach Reichtum sozialpflichtig ist und zu hohe Vermögenskonzentrationen in den Händen Einzelner oder kleiner Gruppen zu vermeiden sind.«
Der angeführte Aqdas-Vers leitet einen längeren Abschnitt ein, in dem Bahá’u’lláh das Bahá’í-Erbrecht verfügt. Dabei sollte man sehen, dass das Gesetz davon ausgeht, dass der Verstorbene ein Mann ist, doch dass mutatis mutandis die Bestimmungen auch anwendbar sind, wenn eine Frau verstorben ist.
Das Erbsystem, das die Verteilung des Erbguts auf sieben Erbkategorien (Kinder, Ehegatte, Vater, Mutter, Brüder, Schwestern und Lehrer) vorsieht, geht auf Bestimmungen des Báb im Bayán zurück. Die Grundzüge des Bahá’í-Erbrechts im Intestatsfall sind:
1. Ist der Verstorbene der Vater und enthält sein Vermögen ein Wohnhaus, so fällt dieses an den ältesten Sohn (Fragen und Antworten 34).
2. Hat der Verstorbene keine männlichen Nachkommen, so fallen zwei Drittel des Wohnhauses an die weiblichen Nachkommen, das verbleibende Drittel an das Haus der Gerechtigkeit (Fragen und Antworten 41, 72). Zu den verschiedenen Ebenen der Institution des Hauses der Gerechtigkeit, auf die sich dieses Gesetz bezieht, vgl. Erläuterungen 42; siehe auch Erläuterungen 44.
3. Das restliche Vermögen wird unter den sieben Erbkategorien verteilt. Zu den Einzelheiten der auf jede Gruppe entfallenden Anteile siehe Fragen und Antworten 5, und Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.C.3.a.
4. Gibt es in einer Kategorie mehrere Erben, so ist deren Anteil auf Männer wie Frauen gleichmäßig zu verteilen.
5. Sind keine Nachkommen vorhanden, so fällt der Anteil der Kinder an das Haus der Gerechtigkeit (Fragen und Antworten 7, 41).
6. Hinterlässt der Verstorbene Nachkommen, fehlen aber die anderen Erbkategorien ganz oder teilweise, so fallen von deren Anteil zwei Drittel an die Nachkommen und ein Drittel an das Haus der Gerechtigkeit (Fragen und Antworten 7).
7. Ist von den aufgeführten Erbkategorien niemand vorhanden, so fallen zwei Drittel des Vermögens an die Neffen und Nichten des Verstorbenen. Sind keine vorhanden, so fallen diese Anteile an die Tanten und Onkel; und, so solche nicht vorhanden sind, an deren Söhne und Töchter. In jedem Fall fällt das verbleibende Drittel an das Haus der Gerechtigkeit.
8. Hinterlässt der Verstorbene keinen der vorerwähnten Erben, so fällt der gesamte Nachlass an das Haus der Gerechtigkeit.
9. Bahá’u’lláh bestimmt, dass Personen, die nicht Bahá’í sind, ihre Bahá’í-Eltern oder -Verwandten nicht beerben (Fragen und Antworten 34). In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief weist Shoghi Effendi jedoch darauf hin, dass diese Einschränkung »nur für den Fall« gilt, »dass ein Bahá’í stirbt, ohne ein Testament zu hinterlassen, so dass sein Nachlass gemäß den Bestimmungen des Aqdas aufzuteilen ist. Im Übrigen kann ein Bahá’í über seinen Nachlass frei verfügen ohne Rücksicht auf die Religionszugehörigkeit des Bedachten, sofern er ein Testament hinterlässt, in welchem er seinen Willen verfügt.«Q76 Bahá’í haben demnach immer die Möglichkeit, für ihren Ehepartner, für Kinder und Verwandte, die keine Bahá’í sind, dadurch zu sorgen, dass sie ein Testament errichten.
Weitere Einzelheiten des Erbrechts sind in Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.C.3.a.–o., zusammengefasst.

39.

den Brüdern fünf Teile ..., den Schwestern vier Teile (20)
Die Fragen und Antworten vertiefen die Bestimmungen des Gesetzes hinsichtlich der Erbanteile der Brüder und Schwestern des Verstorbenen. Stammt der Bruder oder die Schwester vom selben Vater ab, so erhalten sie den vollen Anteil. Hat der Bruder oder die Schwester jedoch einen anderen Vater, so erben sie nur zwei Drittel des Anteils, während das letzte Drittel dem Haus der Gerechtigkeit zufällt (Fragen und Antworten 6). Hat der Verstorbene Brüder und Schwestern, so erben Halbbrüder und Halbschwestern mütterlicherseits nichts (Fragen und Antworten 53). Diese Halbbrüder und Halbschwestern erben natürlich aus dem Nachlass ihres eigenen Vaters.

40.

den Lehrern (20)
In einem Brief vergleicht ‘Abdu’l-Bahá den Lehrer, der an der geistigen Erziehung des Kindes beteiligt ist, mit dem »geistigen Vater«, der »das Kind mit dem ewigen Leben beschenkt«. »Darum«, erklärt Er, »werden nach dem Gesetz Gottes die Lehrer unter den Erben aufgeführt.«Q77
Bahá’u’lláh nennt die Voraussetzungen, unter denen der Lehrer erbt, und die Höhe seines Erbteils (Fragen und Antworten 33).

41.

Als Wir das Klagen der noch ungeborenen Kinder vernahmen, verdoppelten Wir ihr Teil und verminderten die Teile der Übrigen. (20)
Im Erbgesetz des Báb waren den Kindern des Verstorbenen neun Teile mit 540 Anteilen zuerkannt, weniger als ein Viertel des Nachlasses. Bahá’u’lláh verdoppelte ihren Erbteil auf 1080 Anteile und verminderte die der anderen sechs Erbkategorien entsprechend. Er umreißt den Sinn und Zweck dieses Verses und die Folgen für die Erbaufteilung (Fragen und Antworten 5).

42.

an das Haus der Gerechtigkeit (21)
Wenn Bahá’u’lláh sich im Kitáb-i-Aqdas auf das »Haus der Gerechtigkeit« bezieht, unterscheidet Er nicht immer ausdrücklich zwischen dem Universalen und dem Örtlichen Haus der Gerechtigkeit, die beide in diesem Buch eingesetzt werden. Meistens spricht Er einfach vom »Haus der Gerechtigkeit« und überlässt die Bestimmung der Ebene, auf die sich das jeweilige Gesetz bezieht, der späteren Klärung.
‘Abdu’l-Bahá führt die Einkünfte des örtlichen Fiskus in einem Sendschreiben auf und nennt dabei Erbschaften, für die keine Erben da sind. Damit bringt Er zum Ausdruck, dass es sich bei den Aqdas-Textstellen über Erbschaften um das Örtliche Haus der Gerechtigkeit handelt.

43.

Hinterlässt der Verstorbene Nachkommen, aber keine Erben der übrigen im Buch genannten Kategorien (22)
Bahá’u’lláh stellt hierzu klar: »Diese Regelung gilt allgemein und im besonderen Fall, das heißt, wann immer eine dieser nachgeordneten Kategorien ausfällt, gehen zwei Drittel ihres Anteils an die Nachkommen, das restliche Drittel an das Haus der Gerechtigkeit.« (Fragen und Antworten 7)

44.

Das Wohnhaus und die persönliche Kleidung des Verstorbenen weisen Wir der männlichen, nicht der weiblichen Nachkommenschaft zu und nicht den anderen Erben. (25)
In einem Brief führt ‘Abdu’l-Bahá aus, dass das Wohnhaus und die persönliche Kleidung eines Verstorbenen in der männlichen Linie verbleiben. Sie gehen auf den ältesten Sohn über, so er nicht mehr lebt, auf den zweitältesten Sohn und so weiter. Nach ‘Abdu’l-Bahá ist diese Vorschrift Ausdruck des Erstgeburtsrechtes, das vom Gesetz Gottes unverändert beibehalten wird. In einem Brief an einen persischen Gläubigen schreibt Er: »In allen göttlichen Sendungen ist dem ältesten Sohn eine außerordentliche Auszeichnung zuteil geworden. Sogar die Stufe der Prophetenschaft war das Recht der Erstgeburt.«Q78 Mit dieser Auszeichnung des ältesten Sohnes gehen indes auch entsprechende Pflichten einher. So ist er moralisch verantwortlich, Gott zuliebe für seine Mutter zu sorgen und sich um die Bedürfnisse der anderen Erben zu kümmern.
Bahá’u’lláh klärt verschiedene Probleme, die sich in diesem Teil des Erbrechts ergeben: Sind mehrere Wohnhäuser vorhanden, so geht das Hauptwohnhaus an den männlichen Nachkommen. Die verbleibenden Wohnhäuser sind mit dem übrigen Vermögen des Verstorbenen unter den Erben aufzuteilen (Fragen und Antworten 34). Ist kein männlicher Nachkomme vorhanden, so gehen zwei Drittel des Hauptwohnhauses und die persönliche Kleidung an die weiblichen Nachkommen, ein Drittel an das Haus der Gerechtigkeit (Fragen und Antworten 72). Ist eine Frau verstorben, so sind ihre gebrauchten Kleider gleichmäßig unter ihren Töchtern zu verteilen. Ihre ungetragenen Kleider, ihr Schmuck und sonstiges Eigentum ist unter den Erben aufzuteilen, desgleichen ihre gebrauchten Kleider, wenn sie keine Tochter hinterlässt (Fragen und Antworten 37).

45.

Ist der Sohn des Verstorbenen zu Lebzeiten des Vaters verschieden und hat er Kinder hinterlassen, so erben diese den Anteil ihres Vaters (26)
Diese Rechtsbestimmung greift nur dann, wenn der Sohn vor dem Vater oder der Mutter verstorben ist. Ist die Tochter des Verstorbenen bereits verschieden und hat sie Nachkommen hinterlassen, so ist ihr Erbteil unter den sieben im Heiligsten Buch genannten Erbkategorien aufzuteilen (Fragen und Antworten 54).

46.

Hinterlässt der Verstorbene minderjährige Kinder, so ist deren Erbteil einer vertrauenswürdigen Person ... anzuvertrauen (27)
Das Wort ›Amín‹, in diesem Absatz mit ›vertrauenswürdige Person‹ und ›Treuhänder‹ übersetzt, vermittelt im Arabischen eine große Bandbreite von Bedeutungen, die grundlegend mit der Idee der Vertrauenswürdigkeit verbunden sind, aber auch Tugenden wie Verlässlichkeit, Treue, Glaubwürdigkeit, Aufrichtigkeit, Ehrbarkeit und so weiter umfassen. In der Rechtssprache bezeichnet ›Amín‹ unter anderem einen Treuhänder, Bürgen, Vormund, Wächter und Aufseher.

47.

Das Vermögen ist erst dann aufzuteilen, wenn das Ḥuqúqu’lláh bezahlt, die Schulden getilgt, die Bestattungskosten beglichen ... sind (28)
Bahá’u’lláh legt hier die Rangfolge der Nachlassverbindlichkeiten fest: Als Erstes sind die Kosten der Totenfeier und der Beerdigung zu begleichen, dann die Schulden des Verstorbenen, schließlich das Ḥuqúqu’lláh (siehe Erläuterungen 125 und Fragen und Antworten 9). Er legt fest, dass die Zahlung zunächst aus dem restlichen Nachlass und, so dieser nicht ausreicht, aus dem Wohnhaus und der Kleidung des Verstorbenen zu entrichten ist (Fragen und Antworten 80).

48.

Dies ist das verborgene Wissen, das sich niemals wandelt, da sein Anbeginn bei Neun ist (29)
Im Arabischen Bayán beschreibt der Báb Sein Erbgesetz als »in Übereinstimmung mit einem verborgenen Wissen im Buche Gottes – ein Wissen, das sich niemals wandelt und an dessen Stelle kein anderes Wissen tritt«Q79. Er erklärt, dass die Zahlen für die Erbaufteilung eine Bedeutung haben, die es erleichtern soll, Ihn, den Gott offenbaren wird, zu erkennen.
Für die hier angeführte ›Neun‹ steht im Arabischen der Buchstabe ›Ṭá‹, ihre Entsprechung nach dem Abjad-System (siehe →GlossarAbjad). Die Neun ist das Grundelement in der Erbaufteilung des Báb, wobei Er »neun Teile« für die Kinder bestimmt. Die Bedeutung der Neun liegt in ihrer Eigenschaft als Zahlenwert des Größten Namens ›Bahá‹, auf den der folgende Vers als »das Verborgene und Offenbare hinweist, auf den unverletzlichen, unerreichbar erhabenen Namen« (siehe auch Erläuterungen 33).

49.

Der Herr hat befohlen, dass in jeder Stadt ein Haus der Gerechtigkeit errichtet werde (30)
Die Institution des Hauses der Gerechtigkeit besteht aus gewählten Räten, die auf der örtlichen, nationalen und internationalen Ebene tätig sind. Bahá’u’lláh verfügte im Kitáb-i-Aqdas sowohl das Universale Haus der Gerechtigkeit als auch die Örtlichen Häuser der Gerechtigkeit. ‘Abdu’l-Bahá bestimmte in Seinem Testament das Nachgeordnete (Nationale oder Regionale) Haus der Gerechtigkeit und das Verfahren für die Wahl des Universalen Hauses der Gerechtigkeit.
Der angeführte Vers bezieht sich auf das Örtliche Haus der Gerechtigkeit als eine Institution, die an allen Orten, wo mindestens neun volljährige Bahá’í wohnen, zu wählen ist. Das Alter der Volljährigkeit hat der Hüter für diesen Zweck vorläufig auf 21 Jahre festgelegt und bemerkt, dass es vom Universalen Haus der Gerechtigkeit in Zukunft anders geregelt werden könne.
Die Örtlichen und Nachgeordneten Häuser der Gerechtigkeit werden heute noch als Örtliche und Nationale Geistige Räte bezeichnet. Shoghi Effendi nannte dies eine »vorläufige Bezeichnung«, die
»… in dem Maße, wie die Stellung und die Ziele des Bahá’í-Glaubens besser verstanden und umfassender erkannt werden, nach und nach durch die endgültige, passendere Bezeichnung ›Häuser der Gerechtigkeit‹ ersetzt wird. Die heutigen Geistigen Räte werden in Zukunft nicht nur anders benannt werden, sie werden auch über ihre heutigen Aufgaben hinaus über diejenigen Gewalten, Pflichten und Hoheitsrechte verfügen, welche sich aus der Anerkennung des Glaubens Bahá’u’lláhs als eines der anerkannten religiösen Systeme der Welt und als die Staatsreligion einer unabhängigen, souveränen Macht ergeben.«

50.

nach der Zahl Bahá (30)
Der Abjad-Zahlenwert von ›Bahá‹ ist neun. Das Universale Haus der Gerechtigkeit sowie die Nationalen und Örtlichen Geistigen Räte haben heute jeweils neun Mitglieder, die von Bahá’u’lláh vorgeschriebene Mindestzahl.

51.

Sie sollen die Treuhänder des Allbarmherzigen unter den Menschen sein (30)
Die allgemeinen Gewalten und Funktionen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und der Nationalen und Örtlichen Geistigen Räte sowie die Anforderungen, die an die Mitgliedschaft in diesen Gremien gestellt werden, sind in den Schriften Bahá’u’lláhs und ‘Abdu’l-Bahás, in den Briefen Shoghi Effendis und den Erläuterungen des Universalen Hauses der Gerechtigkeit dargestellt. Die wesentlichen Funktionen und Aufgaben dieser Institutionen ergeben sich aus der Verfassung des Universalen Hauses der Gerechtigkeit und aus den Satzungen der Nationalen und Örtlichen Geistigen Räte.

52.

miteinander beraten (30)
Die Beratung hat Bahá’u’lláh zu einem fundamentalen Grundsatz Seines Glaubens gemacht und die Gläubigen ermahnt: »Haltet Rat miteinander in allen Angelegenheiten.« Er nennt die Beratung »die Lampe der Führung, die den Weg weist«, und »die Quelle des Verstehens«Q80. Nach Shoghi Effendi ist »das Prinzip der Beratung eines der grundlegenden Gesetze«Q81 der Gemeindeordnung der Bahá’í.
In Fragen und Antworten 99 entwirft Bahá’u’lláh eine Methode der Beratung und betont dabei die Wichtigkeit, zu einem einstimmigen Beschluss zu kommen. Die Mehrheitsentscheidung gilt, wenn Einstimmigkeit nicht zu erzielen ist. Wie das Universale Haus der Gerechtigkeit klarstellt, wurde diese Anleitung zum Thema Beratung offenbart, bevor es Geistige Räte gab, und zwar als Antwort auf eine Anfrage zur Bahá’í-Lehre über die Beratung. Das Haus der Gerechtigkeit betont, dass die Freunde sich jederzeit hilfesuchend an die Geistigen Räte wenden können, dass deren Existenz sie jedoch keineswegs daran hindere, das in den Fragen und Antworten dargestellte Verfahren anzuwenden, wie etwa bei Beratungen persönlicher Probleme, wenn die Freunde dies wünschen.

53.

Bauet Andachtshäuser in allen Landen (31)
Das Andachtshaus der Bahá’í ist dem Lobpreis Gottes geweiht. Es bildet das Zentralgebäude des Mashriqu’l-Adhkárs (›Aufgangsort des Lobpreises Gottes‹), eines Gebäudekomplexes, der im Laufe der künftigen Entfaltung außer dem Haus der Andacht eine Reihe von Baulichkeiten für soziale, humanitäre, erzieherische und wissenschaftliche Zwecke umfassen wird. ‘Abdu’l-Bahá beschreibt den Mashriqu’l-Adhkár als »eine der wichtigsten Institutionen der Welt«Q82, und Shoghi Effendi erläutert, er sei der greifbare Ausdruck einer Verbindung von »Bahá’í-Andacht und -Dienstbarkeit«Q83. Im Blick auf die künftige Entwicklung dieser Institution sagt Shoghi Effendi, dass das Andachtshaus und seine Nebengebäude »den Leidenden Linderung, den Armen Unterhalt, den Reisenden Zuflucht, den Hinterbliebenen Trost und den Unwissenden Erziehung gewähren sollen«Q84. In der Zukunft werden diese Andachtshäuser in jeder Stadt und jedem Dorf errichtet werden.

54.

Der Herr hat geboten, dass wer dazu fähig ist, die Pilgerfahrt zum Heiligen Hause unternimmt. (32)
Dieses Gebot umfasst zwei heilige Häuser: das Haus des Báb in Shíráz und das Haus Bahá’u’lláhs in Baghdád. Wie Bahá’u’lláh erläutert, erfüllt die Pilgerfahrt zu einem der beiden Häuser das Erfordernis dieses Verses (Fragen und Antworten 25, 29). In zwei besonderen Tafeln, bekannt als die Súriy-i-Ḥajj (Fragen und Antworten 10), schreibt Bahá’u’lláh für jede dieser Pilgerfahrten besondere Riten vor. Eine Pilgerfahrt ist also mehr als der bloße Besuch dieser Häuser.
Nach Bahá’u’lláhs Hinscheiden bestimmte ‘Abdu’l-Bahá den Schrein Bahá’u’lláhs in Bahjí als Pilgerziel. In einem Brief weist Er darauf hin, dass »der Heiligste Schrein, das Gesegnete Haus in Baghdád und das ehrwürdige Haus in Shíráz«, der »Pilgerfahrt geweiht« seien und dass man »verpflichtet« sei, diese Orte zu besuchen, »sofern man es sich leisten kann und dazu in der Lage ist und sonst kein Hindernis besteht«. Für die Pilgerfahrt zum Heiligsten Schrein sind keine Riten vorgeschrieben.

55.

Davon hat Er als Ausdruck Seiner Gnade die Frau befreit. (32)
Im Bayán befiehlt der Báb den Gläubigen, die es sich finanziell leisten können, einmal in ihrem Leben die Pilgerfahrt zu unternehmen. Er erklärt, dass diese Pflicht für die Frau nicht bindend sei, um ihr die Strapazen der Reise zu ersparen.
Auch Bahá’u’lláh nimmt die Frau von Seinem Gebot der Pilgerfahrt aus. Wie das Universale Haus der Gerechtigkeit klarstellt, bedeutet diese Ausnahme kein Verbot; Frauen steht es frei, auf Pilgerfahrt zu gehen.

56.

einer Arbeit nachzugehen (33)
Mann und Frau haben die Pflicht, sich in einem Gewerbe oder Beruf zu betätigen. Bahá’u’lláh erhebt die »Arbeit in den Rang der Anbetung … Gottes«. In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief erklärt Shoghi Effendi die geistige und praktische Bedeutung dieses Gesetzes sowie die gegenseitige Verantwortung des Einzelnen und der Gesellschaft für seine Umsetzung:
»Was Bahá’u’lláhs Gebot anbelangt, wonach die Gläubigen einem Beruf nachgehen sollen, so ist die Lehre in dieser Beziehung ganz eindeutig. Besonders die Aussage im Aqdas bringt klar zum Ausdruck, dass für träge Menschen, die nicht arbeiten wollen, in der neuen Weltordnung kein Platz ist. Die logische Konsequenz dieses Prinzips ist Bahá’u’lláhs Forderung, die Bettelei nicht nur zu erschweren, sondern sie völlig aus der Gesellschaft zu verbannen. Es ist die Pflicht der politisch Verantwortlichen, jedem eine Ausbildung und berufliche Nutzung seiner Fähigkeiten zu ermöglichen – aus Prinzip, aber auch zur Bestreitung des Lebensunterhalts. Jeder, auch wenn er beschränkt oder behindert ist, hat die Pflicht, einer Arbeit oder einem Beruf nachzugehen, denn Arbeit, besonders wenn sie im Geiste des Dienstes getan wird, ist nach Bahá’u’lláh eine Form der Anbetung Gottes. Der Zweck der Arbeit ist nicht nur utilitaristisch, sie hat einen Wert an sich, weil sie uns Gott näherbringt und uns besser erkennen lässt, was Er mit uns in dieser Welt vorhat. Es liegt darum auf der Hand, dass auch ererbter Reichtum nicht von der täglichen Arbeit entbinden kann.«
In einem Brief sagt ‘Abdu’l-Bahá: »So jemand nicht in der Lage ist, seinen Lebensunterhalt zu verdienen, wenn er in Armut geraten oder hilflos ist, obliegt es den Reichen und den Bevollmächtigten, ihm monatliche Unterhaltsleistungen zu gewähren … Mit ›Bevollmächtigten‹ sind die Repräsentanten des Volkes gemeint, das heißt die Mitglieder des Hauses der Gerechtigkeit« (siehe auch Erläuterungen 162 zur Bettelei).
Auf die Frage, ob Bahá’u’lláhs Gebot von einer Frau und Mutter verlange, dass sie ebenso wie ihr Ehemann durch Berufsarbeit zum Familienunterhalt beiträgt, erläuterte das Universale Haus der Gerechtigkeit, Bahá’u’lláhs Weisung verpflichte die Gläubigen, einer Arbeit nachzugehen, die ihnen selbst und anderen nützt. Die Führung des Haushalts sei eine höchst ehrbare, verantwortungsvolle Arbeit von hohem gesellschaftlichen Wert.
Zum Altersruhestand führt Shoghi Effendi in einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief aus, dies sei eine Frage, die »der Gesetzgebung des Universalen Hauses der Gerechtigkeit unterliegt, da es hierzu keine Regelung im Aqdas gibt«Q85.

57.

Der Handkuss wurde im Buche verboten. (34)
In einigen Religionen und in manchen Kulturen wurde das Küssen der Hände bei Personen des religiösen Lebens oder Prominenten als Zeichen der Ehrfurcht, der Hochachtung und der Unterwerfung unter ihre Amtsgewalt erwartet. Bahá’u’lláh verbietet den Handkuss. In Seinen Tafeln verurteilt Er auch die Prostration vor anderen und sonstige Verhaltensformen, die den Menschen vor einem anderen erniedrigen (siehe Erläuterungen 58).

58.

Niemand soll einen anderen um Vergebung der Sünden bitten (34)
Bahá’u’lláh verbietet dem Gläubigen, seine Sünden vor einem anderen zu beichten und dafür um Absolution zu bitten. Stattdessen soll er Gott um Vergebung bitten. In der Tafel Bishárát sagt Er: »Ein solches Sündenbekenntnis vor anderen führt zur Demütigung und Erniedrigung«, und Gott »möchte nicht, dass Seine Diener gedemütigt werden«Q86.
Shoghi Effendi stellt dieses Verbot in einen größeren Zusammenhang. Sein Sekretär schrieb in seinem Auftrag:
»Es ist uns verboten, unsere Sünden und Mängel einem anderen zu beichten – vor einem Priester wie bei den Katholiken oder, wie bei einigen Sekten, in der Öffentlichkeit. Haben wir jedoch den spontanen Wunsch, zu bekennen, etwas falsch gemacht oder einen Charaktermangel zu haben, und wollen wir deshalb einen anderen um Vergebung und Verzeihung bitten, so steht uns dies frei.« Q87
Auch das Universale Haus der Gerechtigkeit bestätigt, dass Bahá’u’lláhs Verbot der Beichte niemanden daran hindert, bei Beratungen unter der Führung einer Bahá’í-Institution ein Fehlverhalten einzuräumen. Auch schließt dieses Verbot die Möglichkeit nicht aus, in solchen Fällen einen guten Freund oder einen professionellen Berater um Rat anzugehen.

59.

Manch einer setzt sich an der Tür zwischen die Sandalen, während es ihn im Herzen nach dem Ehrensitz gelüstet. (36)
Im Osten ist es Brauch, Sandalen und Schuhe auszuziehen, bevor man eine Versammlung betritt. Der vom Eingang am weitesten entfernte Bereich gilt als ›oben‹ im Raum und als Ehrenplatz, wo die angesehensten Versammlungsteilnehmer sitzen. Die anderen sitzen in absteigender Ordnung bis zur Tür, wo die Schuhe und Sandalen stehen und die Rangniedrigsten sitzen.

60.

Und manch einer erhebt den Anspruch auf inneres Wissen (36)
Dies bezieht sich auf solche, die behaupten, sie hätten Zugang zu esoterischem Wissen, die aber durch die Bindung an solches Wissen wie durch einen Schleier von der Offenbarung der Manifestation Gottes ausgeschlossen sind. An anderer Stelle sagt Bahá’u’lláh: »Wer den Götzen anbetet, den seine Einbildung schuf, und ihn die innere Wirklichkeit nennt, der zählt in Wahrheit zu den Heiden.«Q88

61.

Wie viele haben sich in den Landstrichen Indiens abgesondert, allem entsagt, was Gott erlaubt, sich Härten und Kasteiungen auferlegt (36)
Diese Verse bedeuten das Verbot des Mönchtums und der übertriebenen Askese (siehe Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.D.1.y.iii.–iv.). In Worte des Paradieses führt Bahá’u’lláh zu diesen Anordnungen weiter aus: »Einsiedelei und harte Askese sind in Gottes Gegenwart nicht annehmbar.« Er ruft die Betroffenen auf zur »Beachtung dessen, was Frohmut und Freude bewirkt«, und fordert jene, die »in Bergeshöhlen« hausen oder »sich des Nachts auf Friedhöfe zurückziehen«, zur Aufgabe solcher Praktiken auf. Sie sollen sich nicht selbst der »Wohltaten«Q89 berauben, die Gott für den Menschen geschaffen hat. In der Tafel Bishárát anerkennt Bahá’u’lláh zwar die »frommen Werke« der Mönche und Priester, ruft sie aber auf, »ihr abgeschiedenes Leben aufzugeben, ihre Schritte in die offene Welt zu lenken und sich dem zuzuwenden, was ihnen selbst und anderen nützt«. Er gestattet ihnen, »in den Ehestand zu treten, auf dass sie einen Nachkommen hervorbringen, der Gottes gedenkt«Q90.

62.

Wer vor Ablauf eines vollen Jahrtausends den Anspruch auf eine unmittelbare Gottesoffenbarung erhebt (37)
Bahá’u’lláhs Sendung wird bis zur nächsten Manifestation Gottes dauern, die aber nicht vor Ablauf von wenigstens »tausend Jahren« erscheinen wird. Bahá’u’lláh warnt davor, »diesen Vers« anders als nach seiner »offensichtlichen Bedeutung« auszulegen. In einer Tafel stellt Er klar, dass jedes dieser tausend Jahre aus »zwölf Monaten nach dem Qur’án und aus neunzehn Monaten zu je neunzehn Tagen nach dem Bayán«Q91 besteht.
Die Bahá’u’lláh im Oktober 1852 im Síyáh-Chál zuteil gewordene Offenbarung kennzeichnet die Geburt Seiner prophetischen Sendung und damit den Beginn des Zeitraums von mindestens tausend Jahren, der dem Erscheinen der nächsten Manifestation Gottes vorausgehen wird.

63.

Dies ist, wovor Wir euch warnten, als Wir im ‘Iráq weilten und später im Lande des Geheimnisses und jetzt von diesem strahlenden Orte. (37)
Das »Land des Geheimnisses« bezeichnet Adrianopel, »dieser strahlende Ort« ‘Akká.

64.

Manch einen unter den Menschen hat seine Gelehrsamkeit hochmütig gemacht ... Wenn er hinter sich den Schritt von Sandalen hört, wächst er in seinem Eigendünkel größer als Nimrod. (41)
Im Osten ist es Brauch, dass die Gläubigen aus Ehrerbietung ihrem Geistlichen in einem Abstand von einigen Schritten folgen.

65.

Nimrod (41)
Nimrod, auf den dieser Vers sich bezieht, ist in der jüdischen wie der islámischen Überlieferung ein König, der Abraham verfolgte und dessen Name zum Sinnbild für Hochmut wurde.

66.

Aghṣán (42)
›Aghṣán‹ (Mehrzahl von Ghuṣn) ist das arabische Wort für ›Äste‹. Diesen Begriff verwendet Bahá’u’lláh zur Bezeichnung Seiner männlichen Nachkommen. Er hat besondere Bedeutung für die Verfügung über Stiftungen wie auch für die Nachfolge in der Amtsgewalt nach dem Hinscheiden Bahá’u’lláhs (siehe Erläuterungen 145) und ‘Abdu’l-Bahás. Bahá’u’lláh ernannte im Buch Seines Bundes Seinen ältesten Sohn ‘Abdu’l-Bahá zum »Mittelpunkt des Bundes« und zum Oberhaupt des Glaubens. ‘Abdu’l-Bahá ernannte in Seinem Testament Seinen ältesten Enkel, Shoghi Effendi, zum Hüter und Oberhaupt des Glaubens.
Diese Stelle im Aqdas nimmt somit die Nachfolge ernannter Aghṣán und damit die Institution des Hütertums vorweg. Sie sieht zugleich voraus, dass es zu einer Unterbrechung ihrer Linie kommen kann. Mit dem Hinscheiden Shoghi Effendis trat 1957 die Situation ein, für die diese Textstelle Vorkehrungen traf: Die Linie der Aghṣán endete, bevor das Universale Haus der Gerechtigkeit errichtet war (siehe Erläuterungen 67).

67.

fallen die Stiftungen an das Volk Bahás (42)
Bahá’u’lláh trifft Vorkehrungen für die Möglichkeit, dass die Linie der Aghṣán endet, bevor das Universale Haus der Gerechtigkeit errichtet ist. Er bestimmt, dass in einer solchen Situation »die Stiftungen an das Volk Bahás fallen«. Den Ausdruck »Volk Bahás« verwendet die Schrift in mehrerlei Bedeutung. Hier ist dieses Volk beschrieben als jenes, »das nicht spricht, außer mit Seiner Erlaubnis und nicht urteilt, außer im Einklang mit dem, was Gott auf dieser Tafel geboten hat«. Nach dem Hinscheiden Shoghi Effendis 1957 leiteten die »Hände der Sache Gottes« die Geschicke des Glaubens bis zur Wahl des Universalen Hauses der Gerechtigkeit im Jahr 1963 (siehe Erläuterungen 183).

68.

Rasiert euch nicht das Haupt. (44)
In manchen religiösen Überlieferungen ist es erwünscht, dass die Gläubigen sich das Haupt kahlscheren. Bahá’u’lláh verbietet dies und stellt klar, dass die Bestimmung Seiner Súriy-i-Ḥajj, wonach die Pilger zum Heiligen Haus in Shíráz sich kahlscheren sollten, durch diesen Vers des Kitáb-i-Aqdas aufgehoben ist (Fragen und Antworten 10).

69.

Das Haar darf ... nicht über das Ohrläppchen reichen. (44)
Shoghi Effendi stellt klar, dass – im Unterschied zum Verbot der Kahlschur des Kopfes – dieses Gesetz, welches den Haarwuchs über das Ohrläppchen hinaus verbietet, nur für den Mann gilt. Die Anwendung dieses Gesetzes wird eine Klarstellung des Universalen Hauses der Gerechtigkeit erfordern.

70.

Verbannung und Gefängnis sind verfügt für den Dieb (45)
Bahá’u’lláh sagt, dass es dem Haus der Gerechtigkeit überlassen ist, den Strafrahmen entsprechend der Schwere der Rechtsverletzung festzulegen (Fragen und Antworten 49). Die Strafen für Diebstahl sind für einen künftigen Zustand der Gesellschaft vorgesehen. Sie werden dann vom Universalen Haus der Gerechtigkeit ergänzt und eingeführt werden.

71.

nach der dritten Tat bringt ihm ein Mal auf seiner Stirn an, damit er, so gezeichnet, in den Städten Gottes und in Seinen Ländern keine Aufnahme finde (45)
Die Markierung auf der Stirn des Diebes soll die Menschen vor seinen Neigungen warnen. Alle Einzelheiten – die Art der Markierung, wie sie anzubringen und wie lange sie zu tragen ist, unter welchen Bedingungen sie wieder beseitigt werden kann, aber auch die Festlegung, wie schwerwiegend die verschiedenen Begehungsarten des Diebstahls sind – hat Bahá’u’lláh dem Universalen Haus der Gerechtigkeit zur Regelung überlassen, wenn das Gesetz eingeführt wird.

72.

Wer von Geschirr aus Silber und Gold zu speisen wünscht, ist frei, dies zu tun. (46)
Im Bayán erlaubt der Báb den Gebrauch von Gegenständen aus Gold und Silber. Er hebt damit die islámische Missbilligung ihres Gebrauchs auf, die nicht auf einem ausdrücklichen Verbot des Qur’án, sondern auf muslimischen Traditionen beruht. Bahá’u’lláh bestätigt hier die Verfügung des Báb.

73.

Taucht beim Essen eure Hände nicht in Schalen und Schüsseln. (46)
Dieses Verbot erläuterte Shoghi Effendi als »die Hand ins Essen einzutauchen«. In vielen Teilen der Welt ist es üblich, mit den Händen aus einer gemeinsamen Schüssel zu essen.

74.

Nehmt solche Sitten an, die im höchsten Maße der Feinheit entsprechen. (46)
Hier handelt es sich um die erste von mehreren Textstellen zur Bedeutung von Kultiviertheit, Feinheit und Reinlichkeit. Das arabische ›Laṭáfah‹, das hier mit ›Feinheit‹ wiedergegeben wird, hat ein breites Spektrum von geistigen und materiellen Bedeutungen, zum Beispiel Eleganz, Anmut, Sauberkeit, Artigkeit, Höflichkeit, Freundlichkeit, Zartgefühl, Liebreiz oder auch feinsinnig, kultiviert, geheiligt und rein. Je nach dem Kontext des Kitáb-i-Aqdas wurde der Begriff mit ›Feinheit‹ oder ›Sauberkeit‹ übersetzt.

75.

Er, der Aufgangsort der Sache Gottes, hat keinen Teilhaber an der Größten Unfehlbarkeit. (47)
In der Tafel Ishráqát erklärt Bahá’u’lláh, dass die »Größte Unfehlbarkeit« nur der Manifestation Gottes eigen ist.
In Beantwortete Fragen, Kapitel 45, erläutert ‘Abdu’l-Bahá diesen Aqdas-Vers. Dabei betont Er unter anderem, dass »wesenhafte Unfehlbarkeit«Q92 nur den Manifestationen Gottes inhärent ist: »Was immer von Ihnen ausgeht, ist die reine Wahrheit und stimmt mit der Wirklichkeit überein. Sie stehen nicht unter dem Schatten des früheren Gesetzes. Was immer Sie sagen, ist Gottes Wort, was immer Sie tun, ist wohlgetan.«Q93

76.

Die Väter sollen ihre Söhne und Töchter in der Kunst des Lesens und Schreibens unterweisen (48)
‘Abdu’l-Bahá führt in Seinen Briefen den Eltern nicht nur ihre Verantwortung für die Erziehung ihrer Kinder vor Augen; Er macht auch klar, dass die »Ausbildung und Erziehung der Töchter dringlicher ist als die der Söhne«Q94, denn Mädchen werden eines Tages Mütter sein, und die Mütter sind die Ersten, die die nächste Generation erziehen. Aus diesem Grunde haben, wenn eine Familie außerstande ist, allen Kindern eine Ausbildung angedeihen zu lassen, die Töchter das Vorrecht, können doch durch gebildete Mütter die Segnungen des Wissens am wirksamsten und raschesten in der ganzen Gesellschaft verbreitet werden.

77.

Gott unterwirft den, der außerhalb der Ehe den Beischlaf vollzieht – Mann oder Frau – einer Geldstrafe, die an das Haus der Gerechtigkeit zu entrichten ist (49)
Obwohl der mit ›unehelicher Beischlaf‹ übersetzte Begriff auch den Ehebruch einschließt (siehe Erläuterungen 36 für die Begriffsbestimmung), hat ‘Abdu’l-Bahá ausgeführt, die oben vorgesehene Strafe gelte nur für den Beischlaf zwischen Unvermählten, während die Festlegung der Strafe für den Ehebruch dem Universalen Haus der Gerechtigkeit überlassen bleibe (siehe auch Fragen und Antworten 49).
In einem Brief weist ‘Abdu’l-Bahá auf einige der geistigen und gesellschaftlichen Folgen des Verstoßes gegen die Gesetze der Sittlichkeit hin. Zu der hier erörterten Strafe sagt Er, der Sinn dieses Gesetzes sei es, allen klar zu machen, wie schändlich eine solche Tat in den Augen Gottes ist. Kann die Tat nachgewiesen werden und wird eine Strafe verhängt, so ist ihr Hauptzweck die Bloßstellung der Beteiligten, ihre Schmach und Schande vor der Gesellschaft. ‘Abdu’l-Bahá bekräftigt, dass in dieser Bloßstellung die Schwere der Strafe liege.
Das in diesem Vers genannte Haus der Gerechtigkeit ist wohl das örtliche, heutzutage als Örtlicher Geistiger Rat bekannt.

78.

neun Mithqál Gold und im Wiederholungsfalle das Doppelte (49)
Mithqál ist eine Gewichtseinheit, wobei das herkömmliche, im Mittleren Osten gebräuchliche Mithqál 24 Nakhud entspricht. Das von den Bahá’í verwendete Mithqál besteht jedoch aus 19 Nakhud »entsprechend der Festlegung des Bayán« (Fragen und Antworten 23). Das Gewicht von neun Mithqál entspricht 32,775 Gramm oder 1,05374 Feinunzen.
Zur Anwendung dieser Geldstrafe führt Bahá’u’lláh im Einzelnen aus, dass jede folgende Strafe doppelt so hoch ist wie die vorhergehende (Fragen und Antworten 23). Somit steigt die Geldstrafe in geometrischer Progression. Die Verhängung dieser Strafe ist für eine künftige Gesellschaft vorgesehen; erst dann wird das Gesetz vom Universalen Haus der Gerechtigkeit spezifiziert und eingeführt werden.

79.

Wir haben euch Musik und Gesang erlaubt (51)
‘Abdu’l-Bahá schreibt: »Musik wurde bei einigen Völkern des Ostens als verwerflich angesehen.«Q95 Wiewohl der Qur’án keine besondere Vorschrift hierzu enthält, hält es ein Teil der Muslime für verboten, Musik zu hören, während der andere dies innerhalb gewisser Grenzen und unter besonderen Bedingungen duldet.
In der Schrift wird die Musik vielfach gepriesen. So sagt ‘Abdu’l-Bahá: »Musik, gesungen oder gespielt, ist geistige Nahrung für Herz und Seele.«Q96

80.

O ihr Männer der Gerechtigkeit! (52)
Wie ‘Abdu’l-Bahá und Shoghi Effendi in ihren Schriften erläuterten, ist die Mitgliedschaft im Universalen Haus der Gerechtigkeit Männern vorbehalten, doch sind in die Nachgeordneten und die Örtlichen Häuser der Gerechtigkeit (derzeit als Nationale und Örtliche Geistige Räte bezeichnet) Frauen ebenso wählbar wie Männer.

81.

So jemand einen anderen schlägt oder verwundet, hängt die Strafe von der Schwere der Körperverletzung ab. Für jeden Grad der Verletzung hat der Herr des Gerichts eine bestimmte Entschädigung vorgeschrieben. (56)
Bahá’u’lláh legt fest, dass das Strafmaß »von der Schwere der Körperverletzung« abhängt, doch gibt es keine Unterlagen, in denen Er im Einzelnen die Höhe der Entschädigung entsprechend dem jeweiligen Ausmaß der Rechtsverletzung bestimmt hätte. Somit liegt es in der Kompetenz des Universalen Hauses der Gerechtigkeit, die Details zu bestimmen.

82.

Wahrlich, es ist euch geboten, jeden Monat ein Mahl zu geben (57)
Dieses Gebot ist die Grundlage des allmonatlichen Bahá’í-Festes und stiftet damit das Neunzehntagefest. Im Arabischen Bayán fordert der Báb die Gläubigen auf, alle neunzehn Tage zusammenzukommen, um einander Gastlichkeit und Freundschaft zu erweisen. Bahá’u’lláh bestätigt dies und betont die einheitsstiftende Wirkung solcher Veranstaltungen.
‘Abdu’l-Bahá und nach Ihm Shoghi Effendi haben die institutionelle Bedeutung dieses Gebotes nach und nach dargelegt. ‘Abdu’l-Bahá betonte den spirituellen und erbaulichen Charakter dieser Versammlungen, Shoghi Effendi entwickelte die Aspekte von Andacht und Geselligkeit weiter und ergänzte sie um das administrative Element. Er führte das Neunzehntagefest systematisch ein und sorgte dafür, dass auch ein Zeitraum der Beratung über Gemeindefragen, der Information und der Übermittlung von Botschaften gewidmet ist.
Die Frage, ob dieses Gebot bindend sei, verneinte Bahá’u’lláh (Fragen und Antworten 48). In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief führt Shoghi Effendi dies weiter aus:
»Die Anwesenheit beim Neunzehntagefest ist nicht verbindlich, aber sehr wichtig, und jeder Gläubige sollte es als eine Pflicht und ein Vorrecht ansehen, an dieser Veranstaltung teilzunehmen.« Q97

83.

Jagt ihr mit Raubtieren oder Greifvögeln, so rufet den Namen Gottes an, wenn ihr sie auf die Beute ansetzt; dann dürft ihr verzehren, was sie fangen, selbst wenn ihr feststellt, dass die Beute tot ist. (60)
Mit diesem Gesetz vereinfacht Bahá’u’lláh die früheren Bräuche und religiösen Gebote zur Jagd erheblich. Er erklärt, dass das Jagen mit Waffen wie Pfeil und Bogen, Gewehren und dergleichen in diese Regelung einbezogen, dass aber der Verzehr von Wild, das tot in einer Falle oder einem Netz geborgen wird, verboten ist (Fragen und Antworten 24).

84.

Doch jaget nicht im Übermaß. (60)
Bahá’u’lláh verbietet die Jagd nicht, warnt aber vor ihrem Exzess. Zu gegebener Zeit wird das Universale Haus der Gerechtigkeit zu bestimmen haben, was bei der Jagd ein Übermaß ist.

85.

aber [hat] ihr kein Recht auf das Vermögen anderer gewährt (61)
Bahá’u’lláhs Gebot, Seiner Verwandtschaft Wohlwollen entgegenzubringen, verleiht ihr kein Recht auf das Vermögen anderer. Dies steht im Gegensatz zum Recht der shí‘itischen Muslime, bei denen die Abkommen des Propheten Muḥammad Anspruch auf einen Anteil an einer bestimmten Steuer haben.

86.

Wer ein Haus vorsätzlich durch Feuer zerstört, den sollt ihr auch verbrennen. Wer einem anderen vorsätzlich das Leben nimmt, den sollt ihr auch töten. (62)
Bahá’u’lláhs Gesetz schreibt die Todesstrafe für Mord und Totschlag sowie Brandstiftung mit der Alternative einer lebenslangen Freiheitsstrafe vor (siehe Erläuterungen 87).
‘Abdu’l-Bahá erklärt in Seinen Briefen den Unterschied zwischen Rache und Strafe. Er bestätigt, dass der Einzelne kein Recht auf Rache hat, die in den Augen Gottes verächtlich ist, und dass der Strafzweck nicht Rache ist, sondern die Verhängung einer Strafe für begangenes Unrecht. In Beantwortete Fragen bestätigt Er das Recht der Gesellschaft, Rechtsbrecher zu bestrafen, um den Einzelnen zu schützen und ihren Bestand zu sichern.
Shoghi Effendi erläutert in einem in seinem Auftrage geschriebenen Brief dieses Gesetz wie folgt:
»Im Aqdas verordnet Bahá’u’lláh den Tod als Strafe für Mord. Er hat jedoch die lebenslange Freiheitsstrafe als Alternative zugelassen. Beide Strafen stehen mit Seinem Gesetz in Einklang. Mancher von uns wird vielleicht die darin liegende Weisheit nicht erfassen können, wenn sie seiner begrenzten Vorstellung widerspricht; wir müssen sie jedoch akzeptieren, da wir wissen, dass Seine Weisheit, Seine Gnade und Seine Gerechtigkeit vollkommen sind und der Erlösung der ganzen Welt dienen. Sollten wir, so ein Mensch irrtümlich zum Tode verurteilt wird, nicht annehmen, dass der Allmächtige Gott ihn in der künftigen Welt für dieses ihm von den Menschen widerfahrene Unrecht tausendfach entschädigen wird? Man kann nicht ein heilsames Gesetz verwerfen, nur weil damit in seltenen Fällen Unschuldige bestraft werden könnten.« Q98
Die Einzelheiten des für eine künftige Gesellschaft zugeschnittenen Bahá’í-Strafgesetzes für Mord, Totschlag und Brandstiftung hat Bahá’u’lláh nicht festgelegt. Das Universale Haus der Gerechtigkeit wird unter Berücksichtigung der bei seiner Einführung bestehenden gesellschaftlichen Verhältnisse die näheren Einzelheiten zu regeln haben: das Ausmaß der Rechtsverletzung, ob mildernde Umstände zu berücksichtigen sind und welche der beiden vorgeschriebenen Strafarten die Norm ist. Auch die Art des Strafvollzugs muss vom Universalen Haus der Gerechtigkeit geregelt werden.
Bei Brandstiftung hängt viel davon ab, was für ein »Haus« in Brand gesetzt wurde. Es ist offensichtlich, dass im Unrechtsgehalt ein riesiger Unterschied besteht zwischen einem Täter, der ein leeres Lagerhaus niederbrennt und einem, der eine Schule voller Kinder in Brand setzt.

87.

So ihr sie [den Brandstifter und den Mörder] zu lebenslänglicher Gefängnishaft verurteilt, ist dies nach den Vorschriften des Buches statthaft. (62)
Auf eine Frage zu diesem Vers hat Shoghi Effendi ausgeführt, dass die Todesstrafe zulässig, die »lebenslange Freiheitsstrafe« aber als Alternative vorgesehen ist, »wodurch die Härte einer solchen Verurteilung entscheidend gemildert werden kann«. Er sagt, »Bahá’u’lláh hat uns die Wahl überlassen und es uns somit freigestellt, innerhalb der Grenzen, die Sein Gesetz festlegt, unser eigenes Urteil walten zu lassen«. Da es zu diesem Aspekt des Bahá’í-Rechts keine besondere Anleitung gibt, liegt die künftige Gesetzgebung darüber beim Universalen Haus der Gerechtigkeit.

88.

Gott hat euch den Ehestand verordnet. (63)
In einer Tafel erklärt Bahá’u’lláh, Gott habe durch diese Gesetzgebung den Ehestand zu »einer festen Burg der Wohlfahrt und des Heils«Q99 gemacht.
Die Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.C.1.a.–o., fasst die Vorschriften aus dem Kitáb-i-Aqdas und den Fragen und Antworten zusammen, besonders die Ehevoraussetzungen (Fragen und Antworten 3, 13, 46, 50, 84 und 92), das Verlobungsrecht (Fragen und Antworten 43), die Zahlung der Morgengabe (Fragen und Antworten 12, 26, 39, 47, 87 und 88), die Vorschriften hinsichtlich einer längeren Abwesenheit eines Ehegatten (Fragen und Antworten 4 und 27) sowie sonstige Details (Fragen und Antworten 12 und 47; siehe auch Erläuterungen 89–99).

89.

Hütet euch, mehr als zwei Frauen zu nehmen. Wenn sich der Mann mit einer einzigen Gefährtin unter den Dienerinnen Gottes begnügt, so werden beide in Ruhe leben. (63)
Dieser Wortlaut des Kitáb-i-Aqdas scheint die Bigamie zu erlauben; Bahá’u’lláh rät jedoch zur Einehe, die Ruhe und Zufriedenheit bewirkt. In einer anderen Tafel unterstreicht Er, wie wichtig es für den Menschen ist, so zu handeln, dass es »ihm selbst und seinem Ehepartner Zufriedenheit bringt«. Nach ‘Abdu’l-Bahá, dem bevollmächtigten Ausleger der Schrift, schreibt der Text des Aqdas in Wirklichkeit die Einehe vor. Er äußerte sich zu diesem Thema in mehreren Briefen, darunter dem folgenden:
»Wisse, dass die Polygamie nach dem Gesetz Gottes nicht erlaubt ist, denn es wird klar gefordert, dass man sich mit einer Frau begnügen soll. Die Ehe mit einer zweiten Frau ist von der Gerechtigkeit abhängig gemacht, die unter allen Bedingungen beiden Frauen zuteil werden muss. Doch das Gebot, zwei Frauen gerecht zu behandeln, ist uneinlösbar. Die Tatsache, dass die Bigamie von der Erfüllung einer uneinlösbaren Bedingung abhängig gemacht ist, ist ein klarer Beweis für ihr absolutes Verbot. Darum ist es nicht erlaubt, dass ein Mann mehr als eine Frau habe.«
Polygamie hat eine sehr lange Tradition für den Großteil der Menschheit. Nur Schritt für Schritt konnten die Manifestationen Gottes die Einehe einführen. Jesus zum Beispiel hat die Polygamie nicht verboten, aber die Scheidung abgeschafft, ausgenommen bei Unzucht. Muḥammad begrenzte die Zahl der Ehefrauen auf vier, machte aber mehrere Frauen von der Gerechtigkeit abhängig und ließ die Scheidung wieder zu. Bahá’u’lláh, der Seine Lehre im Milieu einer muslimischen Gesellschaft offenbarte, führte nach den Grundsätzen der göttlichen Weisheit und der allmählichen Verwirklichung Seiner Absicht die Monogamie schrittweise ein. Der Umstand, dass Er Seinen Anhängern einen unfehlbaren Interpreten Seiner Schrift hinterließ, versetzte Ihn in die Lage, nach außen hin im Kitáb-i-Aqdas zwei Ehefrauen zuzulassen, jedoch unter einer Bedingung, die zu einem späteren Zeitpunkt ‘Abdu’l-Bahá dahin interpretieren konnte, die Intention dieses Gesetzes sei die Einführung der Monogamie.

90.

wer eine Jungfer in Dienst nehmen will, mag dies mit Anstand tun (63)
Bahá’u’lláh legt fest, dass ein Mann eine weibliche Hausangestellte beschäftigen kann. Dies war nach dem Recht der shí‘itischen Muslime nur dann möglich, wenn der Arbeitgeber mit ihr einen Ehevertrag schloss. Bahá’u’lláh betont, dass es bei dem »Dienst« nur »um Dienstleistungen geht, wie sie von jeglichen Dienstboten, jung oder alt, gegen Lohn erbracht werden« (Fragen und Antworten 30). Ein Arbeitgeber hat gegenüber seiner Hausangestellten keine sexuellen Rechte. Es steht ihr frei, »sich jederzeit zu verheiraten«, denn der Kauf von Frauen ist verboten (Fragen und Antworten 30).

91.

Dies ist Mein Gebot, das Ich euch gebe. Haltet euch daran zu eurem eigenen Nutzen. (63)
Im Kitáb-i-Aqdas ist die Ehe verordnet, doch Bahá’u’lláh stellt klar, dass sie nicht obligatorisch ist (Fragen und Antworten 46). In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief erklärt Shoghi Effendi, dass »die Ehe keinesfalls ein bindendes Gebot ist«. »Letztlich muss der Einzelne entscheiden, ob er ein Familienleben führen oder im Zustand der Ehelosigkeit leben möchte.«Q100 Wenn jemand lange Zeit warten muss, bis er einen Ehepartner findet, oder am Ende gar alleinstehend bleibt, bedeutet das nicht, dass er so seinen Daseinszweck, der von Grund auf geistig ist, verfehlt.

92. ...

haben Wir sie ... von der Zustimmung ihrer Eltern abhängig gemacht (65)
In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief führt Shoghi Effendi zu dieser Gesetzesbestimmung aus:
»Bahá’u’lláh hat klar gesagt, dass die Zustimmung aller lebenden Elternteile für eine Bahá’í-Ehe erforderlich ist. Dies gilt auch, wenn die Eltern keine Bahá’í oder seit Jahren geschieden sind. Dieses bedeutende Gesetz hat Er verfügt, um den gesellschaftlichen Zusammenhalt zu festigen, die häuslichen Bande zu stärken, Dankbarkeit und Achtung in die Herzen der Kinder denen gegenüber zu senken, die ihnen das Leben geschenkt und ihre Seele auf die ewige Reise zu ihrem Schöpfer gesandt haben.« Q101

93.

Die Ehe darf nicht geschlossen werden, ehe die Morgengabe gezahlt ist (66)
Die Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.C.1.j.i.–v., fasst die wichtigsten Bestimmungen zur Morgengabe zusammen. Sie haben ihr Vorbild im Bayán.
Die Morgengabe ist vom Bräutigam an die Braut zu zahlen. Sie ist auf 19 Mithqál reines Gold für Stadtbewohner und 19 Mithqál Silber für Dorfbewohner festgelegt (siehe Erläuterungen 94). Wie Bahá’u’lláh andeutet, ist es einem Bräutigam, der die Morgengabe nicht voll bezahlen kann, gestattet, der Braut einen Schuldschein auszustellen (Fragen und Antworten 39).
Bahá’u’lláhs Offenbarung definiert viele überkommene Vorstellungen, Sitten und Institutionen neu und gibt ihnen eine neue Bedeutung. Dazu gehört auch die Morgengabe. Es handelt sich um eine uralte Institution in vielen Kulturen mit vielerlei Formen. In manchen Ländern ist es eine Zahlung der Brauteltern an den Bräutigam, in anderen zahlt der Bräutigam an die Brauteltern einen ›Brautpreis‹. In beiden Fällen ist der Betrag oft recht hoch. Bahá’u’lláhs Gesetz schafft alle diese Varianten ab und gestaltet die Morgengabe zu einer symbolischen Handlung, durch die der Bräutigam der Braut ein Geschenk von fest begrenztem Wert macht.

94.

für Stadtbewohner auf neunzehn Mithqál reinen Goldes, für Dorfbewohner auf denselben Betrag in Silber festgelegt (66)
Bahá’u’lláh legt als Kriterium für die Bemessung der Morgengabe den Wohnsitz des Bräutigams, nicht den der Braut, fest (Fragen und Antworten 87 und 88).

95.

Wer diese Summe aufstocken will, dem ist verboten, die Grenze von fünfundneunzig Mithqál zu überschreiten ... Gibt man sich jedoch mit der Zahlung des Mindestbetrages zufrieden, so ist dies nach dem Buche besser. (66)
Auf eine Anfrage zur Morgengabe antwortete Bahá’u’lláh:
»Alles, was im Bayán bezüglich der Stadt- und Dorfbewohner offenbart wurde, wird bestätigt und muss vollzogen werden. Im Kitáb-i-Aqdas wird jedoch die unterste Grenze genannt. Damit sind neunzehn Mithqál Silber gemeint, die im Bayán für Dorfbewohner genannt sind. Dies ist Gott wohlgefälliger, vorausgesetzt, beide Parteien stimmen zu. Der Zweck dieser Vorschrift ist die Förderung des Wohlergehens, der Eintracht und Harmonie unter den Menschen. Je mehr dies beachtet wird, desto besser wird es sein … Das Volk Bahás soll miteinander in größter Liebe und Aufrichtigkeit umgehen. Es soll die Interessen aller im Auge haben, besonders die der Freunde Gottes.«
‘Abdu’l-Bahá fasst in einem Brief einige Bestimmungen zur Festlegung der Höhe einer Morgengabe zusammen. Die im nachstehenden Auszug erwähnte Zahlungseinheit ist der ›Váḥid‹. Ein Váḥid entspricht neunzehn Mithqál:
»Stadtbewohner haben in Gold, Dorfbewohner in Silber zu zahlen. Maßgeblich sind die finanziellen Mittel des Bräutigams. Ist er arm, so zahlt er einen Váḥid; hat er begrenzte Mittel, zahlt er zwei Váḥid; ist er besser gestellt, drei Váḥid; ist er wohlhabend, vier Váḥid; ist er sehr reich, fünf Váḥid. Es ist fürwahr eine Sache der Vereinbarung zwischen dem Bräutigam, der Braut und beiden Elternteilen. Eine getroffene Vereinbarung ist einzuhalten.«
Im selben Brief fordert ‘Abdu’l-Bahá die Gläubigen auf, Fragen zur Anwendung dieses Gesetzes dem Universalen Haus der Gerechtigkeit vorzulegen, das »die Vollmacht hat, Gesetze zu geben«. Er betont, dass »diese Körperschaft Gesetze einführt und zweitrangige Fragen, die nicht ausdrücklich im heiligen Text behandelt sind, im Wege der Gesetzgebung regelt«.

96.

Hat einer Seiner Diener eine Reise vor, so soll er ... seiner Ehefrau den Zeitpunkt seiner Rückkehr nennen. (67)
Reist der Ehemann ab, ohne seine Frau über die Zeit seiner Rückkehr zu informieren, erhält sie keine Nachricht von ihm und bleibt er verschollen, obwohl er das Gesetz des Kitáb-i-Aqdas kennt, so kann die Ehefrau nach einem vollen Wartejahr eine neue Ehe eingehen. Kannte der Ehemann das Gesetz jedoch nicht, so muss die Frau warten, bis sie Nachricht von ihm erhält (Fragen und Antworten 4).

97.

gilt für sie eine Wartezeit von neun Monaten, nach deren Ablauf für sie kein Hindernis besteht, sich wieder zu verheiraten (67)
Versäumt es der Ehemann, nach Ablauf des genannten Zeitraums zurückzukehren oder seine Frau über den Verzug zu verständigen, so hat die Frau neun Monate zu warten; danach steht es ihr frei, sich wieder zu verheiraten, obgleich es besser für sie ist, wenn sie länger wartet (siehe Erläuterungen 147 zum Bahá’í-Kalender).
Sollte, erklärt Bahá’u’lláh, unter solchen Umständen die Ehefrau die »Nachricht vom natürlichen oder gewaltsamen Tod ihres Ehemanns« erhalten, so hat sie ebenfalls neun Monate zu warten, ehe sie sich wieder verheiratet (Fragen und Antworten 27). ‘Abdu’l-Bahá erläutert in einem Brief, dass die neunmonatige Wartezeit nach dem Eingang der Nachricht über den Tod des Ehemanns nur dann Anwendung findet, wenn der Ehemann zur Zeit des Todes abwesend war, nicht, wenn er zu Hause verstorben ist.

98.

sollte sie den Weg des Guten nehmen (67)
Bahá’u’lláh erklärt, der »Weg des Guten« sei, »Geduld zu üben« (Fragen und Antworten 4).

99.

zweier gerechter Zeugen (67)
Das »Merkmal der Gerechtigkeit« bei Zeugen ist nach Bahá’u’lláh »ein guter Ruf«. Die Zeugen müssen dabei nicht Bahá’í sein, da »das Zeugnis aller Diener Gottes, gleich welchen Glaubens oder Bekenntnisses, … vor Seinem Thron annehmbar« ist (Fragen und Antworten 79).

100.

Entsteht Entfremdung oder Widerwille zwischen Ehemann und Ehefrau, so darf er sich nicht von ihr scheiden. Er soll sich vielmehr ein volles Jahr in Geduld üben (68)
Die Scheidung wird in der Bahá’í-Lehre scharf verurteilt. Entstehen jedoch Entfremdung oder Widerwille zwischen den Ehepartnern, so ist sie nach Ablauf eines vollen Jahres zulässig. Während dieses Jahres der Geduld muss der Ehemann für den Unterhalt seiner Frau und seiner Kinder aufkommen. Das Paar ist gehalten, sich zu bemühen, seinen Streit beizulegen. Shoghi Effendi bestätigt, dass Mann und Frau »das Recht haben, die Scheidung zu begehren«, wenn einer der beiden »diese für unumgänglich hält«Q102.
In den Fragen und Antworten entwickelt Bahá’u’lláh einige Details bezüglich des Jahres der Geduld: seine Einhaltung (Fragen und Antworten 12), die Festlegung seines Beginns (Fragen und Antworten 19 und 40), die Bedingungen einer Versöhnung (Fragen und Antworten 38), die Funktion der Zeugen und des Örtlichen Hauses der Gerechtigkeit (Fragen und Antworten 73 und 98). Das Universale Haus der Gerechtigkeit erklärt, dass die Aufgabe der Zeugen in Scheidungsverfahren heute den Geistigen Räten obliegt.
Die einzelnen Bestimmungen des Bahá’í-Scheidungsrechts sind in Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.C.2.a.–i., zusammengefasst.

101.

hat der Herr ... die frühere Praxis verboten, wenn ihr eine Frau dreimal geschieden hattet (68)
Dieser Vers bezieht sich auf ein im Qur’án verankertes Gesetz, wonach ein Mann unter gewissen Umständen seine geschiedene Frau nicht wieder heiraten konnte, ehe sie nicht einen anderen Mann geehelicht hatte und wieder von ihm geschieden war. Bahá’u’lláh bestätigt, dass es sich hierbei um das im Kitáb-i-Aqdas aufgehobene Gesetz handelt (Fragen und Antworten 31).

102.

Wer sich von seiner Ehefrau scheiden ließ, darf, wenn zwischen beiden Zuneigung und Einvernehmen besteht, nach Ablauf jedes Monats erneut die Ehe mit ihr eingehen, solange sie nicht wieder verheiratet ist ... sofern sich ihre Verhältnisse nicht eindeutig ändern (68)
Wie Shoghi Effendi in einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief bestätigt, ist mit der Wendung »nach Ablauf jedes Monats« keine zeitliche Begrenzung beabsichtigt; vielmehr kann ein Paar nach der Scheidung jederzeit wieder heiraten, wenn nicht ein Partner inzwischen wieder verheiratet ist.

103.

dass Samen nicht unrein ist (74)
In einigen religiösen Traditionen und im Recht der shí‘itischen Muslime gilt Sperma als rituell unrein. Bahá’u’lláh hat dieses Konzept verworfen (siehe auch Erläuterungen 106).

104.

Ergreift das Seil der Feinheit (74)
‘Abdu’l-Bahá spricht über den erhebenden Einfluss von »Reinheit und Heiligkeit, Sauberkeit und feinen Sitten«, die die »Natur des Menschen« und die »Entwicklung seiner inneren Wirklichkeit«Q103 fördern. Er sagt: »Körperliche Sauberkeit hat einen großen Einfluss auf das geistige Leben.«Q104 (siehe auch Erläuterungen 74)

105.

Waschet alles Verschmutzte mit Wasser, das in keiner der drei Hinsichten verändert ist. (74)
Die »drei Hinsichten« in diesem Vers sind Veränderungen des Wassers nach Farbe, Geschmack oder Geruch. Bahá’u’lláh gibt weitere Erläuterungen zur Frage des reinen Wassers und zur Frage, ab wann es als unbrauchbar zu gelten hat (Fragen und Antworten 91).

106.

Als Zeichen Seiner Gnade hat Gott das Konzept der »Unreinheit« abgeschafft, wonach verschiedene Sachen und Gruppen der Bevölkerung als unrein galten. (75)
Das Konzept der rituellen ›Unreinheit‹, wie es in manchen Stammesgesellschaften und in den religiösen Gemeinschaften bestimmter früherer Religionen verstanden und praktiziert wird, hat Bahá’u’lláh abgeschafft. Er erklärt, dass durch Seine Sendung »alles Erschaffene ... in das Meer der Reinigung getaucht« wurde (siehe auch Erläuterungen 12, 20 und 103).

107.

an jenem ersten Tag des Riḍván (75)
Bahá’u’lláh bezieht sich hier auf Seine und Seiner Gefährten Ankunft im Najíbíyyih-Garten vor den Toren Baghdáds, der von den Bahá’í seither als »Garten Riḍván« bezeichnet wird. Dies geschah im April 1863, einunddreißig Tage nach Naw-Rúz und war der Beginn der Zeit, in der Bahá’u’lláh Seinen Gefährten Seine prophetische Sendung verkündete. In einer Tafel nennt Er Seine Verkündigung »den Tag höchsten Glücks«. Er beschreibt den Garten Riḍván als den »Ort, wo Er den Glanz Seines Namens, der Allbarmherzige, über die ganze Schöpfung ergoss«Q105. Bahá’u’lláh verbrachte zwölf Tage in diesem Garten, bevor Er nach Istanbul, Seinem neuen Verbannungsort, aufbrach.
Bahá’u’lláhs Verkündigung wird alljährlich durch das zwölftägige Riḍván-Fest gefeiert, das Shoghi Effendi als das »heiligste und bedeutsamste aller Bahá’í-Feste«Q106 bezeichnet (siehe Erläuterungen 138 und 140).

108.

des Bayán (77)
›Bayán‹ ist der Titel, den der Báb dem Mutterbuch der Bábí-Offenbarung, Seinem Buch der Gesetze, gegeben hat, doch bezeichnet dieser Begriff auch den gesamten Kanon Seiner Schriften. Der Persische Bayán ist das Hauptwerk für die Lehre und die Primärquelle der Gesetze des Báb. Der Arabische Bayán hat den gleichen Inhalt, ist aber von geringerem Umfang und Gewicht. Shoghi Effendi hat den Persischen Bayán in seinem Werk Gott geht vorüber beschrieben und ausgeführt, man solle in ihm »eher eine Lobpreisung des Verheißenen sehen, als einen Kanon von Gesetzen und Geboten zur ständigen Führung künftiger Geschlechter«Q107.
‘Abdu’l-Bahá schreibt: »Der Bayán ist durch das Kitáb-i-Aqdas aufgehoben mit Ausnahme der Gesetze, die dort aufgeführt und bestätigt sind.«Q108

109.

Bücher zu vernichten (77)
In der Tafel Ishráqát verweist Bahá’u’lláh darauf, dass der Báb die Gesetze des Bayán Seiner Zustimmung unterworfen hat. Dabei erklärt Er, Er habe einige Gesetze des Báb übernommen, indem Er sie »in anderer Formulierung dem Kitáb-i-Aqdas eingliederte«Q109, während Er andere aufhob.
Zur Vernichtung von Büchern: Der Bayán hatte den Bábí geboten, alle Bücher zu vernichten, bis auf die, welche zur Verteidigung der Sache Gottes und Seiner Religion geschrieben worden waren. Bahá’u’lláh hebt dieses Gesetz des Bayán auf.
Zum Wesen und zur Härte der Gesetzgebung des Bayán gibt Shoghi Effendi in einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief folgenden Hinweis:
»Die strengen Gesetze und Anweisungen, die der Báb offenbarte, können nur richtig gewürdigt und verstanden werden, wenn man sie im Lichte Seiner Aussagen zu Wesen, Zweck und Charakter Seiner eigenen Sendung betrachtet. Aus diesen Aussagen ergibt sich klar, dass die Bábí-Sendung im Wesentlichen eine religiöse und wahrhaft soziale Revolution war. Sie musste deshalb von kurzer Dauer, aber voller tragischer Ereignisse und umfassender, drastischer Reformen sein. Diese drastischen Schritte des Báb und Seiner Gefährten sollten die Grundlagen der shí‘itischen Orthodoxie untergraben und so dem Kommen Bahá’u’lláhs den Weg bereiten. Der Báb musste, um die Unabhängigkeit dieser neuen Offenbarung unter Beweis zu stellen und das Feld für die nahende Offenbarung Bahá’u’lláhs zu bestellen, strenge Gesetze erlassen, auch wenn die meisten von ihnen niemals in Kraft waren. Allein die Tatsache, dass Er sie offenbarte, war schon ein Beweis für die Unabhängigkeit Seiner Offenbarung, der ausreichte, um weit und breit Unruhe zu erzeugen und den Widerstand des Klerus so zu provozieren, dass dieser schließlich den Märtyrertod des Báb bewirkte.« Q110

110.

Wir erlauben euch, Wissenschaften zu studieren, die euch von Nutzen sind, doch keine, die in müßigem Wortstreit enden. (77)
Die Schrift gebietet, Wissen zu erlangen und Kunst und Wissenschaften zu studieren. Die Bahá’í werden ermahnt, Fachleute und Gelehrte zu achten, und vor Studien gewarnt, die nur zu müßigen Disputen führen.
In Seinen Tafeln rät Bahá’u’lláh den Gläubigen, »nützliche«, »Fortschritt und Entwicklung«Q111 der Gesellschaft fördernde Wissenschaften und Künste zu studieren, und warnt sie vor Wissenschaften, die »mit Worten beginnen und mit Worten enden«Q112 und deren Verfolg zu »eitlen Disputationen«Q113 führt. In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief bezeichnet Shoghi Effendi Wissenschaften, die »mit Worten beginnen und mit Worten enden«, als »unergiebige Ausflüge in metaphysische Haarspaltereien«Q114. In einem anderen Brief erklärt er, was Bahá’u’lláh in erster Linie mit solchen »Wissenschaften« gemeint habe, seien »solche theologischen Abhandlungen und Kommentare, die den Menschengeist eher belasten als ihm helfen, zur Wahrheit zu gelangen«Q115.

111.

Er, Der mit Gott Zwiesprache hielt (80)
Dies ist ein traditioneller jüdischer und islámischer Titel des Mose. Bahá’u’lláh erklärt, mit dem Advent Seiner Offenbarung sei »menschlichen Ohren das Vorrecht eingeräumt zu hören, was Er, Der mit Gott Zwiesprache hielt, auf dem Sinai hörte«Q116.

112.

Sinai (80)
Der Berg, auf dem Gott Mose das Gesetz offenbarte.

113.

des Geistes Gottes (80)
Dies ist einer der Titel Jesu Christi in der islámischen Literatur und in den Bahá’í-Schriften.

114.

Karmel ... Zion (80)
Karmel, der »Weinberg Gottes«Q117, ist der Berg im Heiligen Land, auf dem der Schrein des Báb und das administrative Weltzentrum des Glaubens gelegen sind.
Zion ist ein Hügel in Jerusalem, der Tradition nach die Grabstätte König Davids und Sinnbild für Jerusalem als heilige Stadt.

115.

Rote Arche (84)
Die »Rote Arche« weist auf die Sache Bahá’u’lláhs hin. Seine Anhänger werden als die »Gefährten der Roten Arche«Q118 bezeichnet und vom Báb im Qayyúmu’l-Asmá’ gepriesen.

116.

O Kaiser von Österreich! Er, der Tagesanbruch des Lichtes Gottes, lag im Gefängnis von ‘Akká zu der Zeit, da du dich aufmachtest, die Aqṣá-Moschee zu besuchen. (85)
Franz Josef (1830–1916), Kaiser von Österreich und König von Ungarn, machte 1869 eine Pilgerreise nach Jerusalem. Während er im Heiligen Land war, versäumte er, sich nach Bahá’u’lláh zu erkundigen, Der damals in ‘Akká gefangen lag.
Die Aqṣá-Moschee, wörtlich die ›entfernteste‹ Moschee, ist im Qur’án erwähnt und steht für den Tempelberg in Jerusalem.

117.

O König von Berlin! (86)
Kaiser Wilhelm I. (Wilhelm Friedrich Ludwig, 1797–1888), der siebte König von Preußen, wurde im Januar 1871 in Versailles nach dem Sieg Deutschlands über Frankreich zum ersten Deutschen Kaiser ausgerufen.

118.

Rufe dir den ins Gedächtnis, dessen Macht die deine überragte und dessen Rang den deinen übertraf. (86)
Dies ist ein Hinweis auf Napoleon III. (1808–1873), den Kaiser der Franzosen, der vielen Historikern als der herausragendste westliche Monarch seiner Zeit galt.
Bahá’u’lláh schickte ihm zwei Sendbriefe. Im zweiten sagt Er klar voraus, Napoleons Reich werde »in Verwirrung gestürzt«, »seine Herrschaft werde ihm entgleiten« und sein Volk von »großem Aufruhr«Q119 heimgesucht.
Innerhalb eines Jahres erfuhr Napoleon III. bei der Schlacht von Sedan 1870 eine vernichtende Niederlage durch Wilhelm I. Danach ging er nach England ins Exil, wo er drei Jahre später starb.

119.

O Volk von Konstantinopel! (89)
Das hier mit ›Konstantinopel‹ übersetzte Wort ist im Original ›ar-Rúm‹ oder ›Rom‹, im Nahen Osten die Bezeichnung Konstantinopels und des Oströmischen Reiches, später der Stadt Byzanz und ihres Reiches und schließlich des Osmanischen Reiches.

120.

O Ort, an den Küsten der beiden Meere gelegen! (89)
Ein Hinweis auf Konstantinopel, heute Istanbul. An der 31 km langen Meerenge des Bosporus gelegen, die das Schwarze Meer mit dem Marmarameer verbindet, ist Istanbul die größte Stadt und der größte Hafen der Türkei.
Konstantinopel war von 1453 bis 1922 die Hauptstadt des Osmanischen Reiches. Während Bahá’u’lláhs Aufenthalt dort hatte der tyrannische Sulṭán ‘Abdu’l-‘Azíz den Thron inne. Die osmanischen Sultane waren als die Khalífen auch die Oberhäupter des sunnítischen Islám. Bahá’u’lláh sagte den Sturz des Khalífats voraus, das 1924 abgeschafft wurde.

121.

O Ufer des Rheins! (90)
In einem Brief aus der Zeit vor dem Ersten Weltkrieg (1914–1918) erklärt ‘Abdu’l-Bahá, Bahá’u’lláhs Aussage, Er habe die Ufer des Rheins »mit Blut bedeckt« gesehen, beziehe sich auf den Deutsch-Französischen Krieg (1870–1871), und weitere Leiden stünden bevor.
In seinem Werk Gott geht vorüber sagt Shoghi Effendi, der Deutschland nach seiner Niederlage im Ersten Weltkrieg auferlegte »bedrückend schwere Vertrag« habe »das ›Wehklagen Berlins‹ bewirkt, das ein halbes Jahrhundert zuvor so schicksalsschwer vorhergesagt worden war«Q120.

122.

Land von Ṭá (91)
Ṭá ist der Anfangsbuchstabe von Ṭihrán (Teheran), der Hauptstadt Íráns. Bahá’u’lláh hat oft Städtenamen durch ihre Anfangsbuchstaben bezeichnet. Nach der Abjad-Rechnung ist der Zahlenwert von Ṭá neun, was demjenigen des Namens Bahá entspricht.

123.

da in dir die Manifestation Seiner Herrlichkeit geboren ward (92)
Dies ist ein Hinweis auf die Geburt Bahá’u’lláhs in Ṭihrán am 12. November 1817.

124.

O Land von Khá! (94)
Ein Hinweis auf die iranische Provinz Khurásán und die benachbarten Gebiete, wo auch die Stadt ‘Ishqábád (Aschchabad) liegt.

125.

So jemand einhundert Mithqál Gold erwirbt, gehören neunzehn Mithqál davon Gott und sind Ihm ... zu geben. (97)
Dieser Vers begründet das Ḥuqúqu’lláh, das Recht Gottes auf einen festen Anteil an den Vermögenswerten eines Gläubigen. Diese freiwillige Abgabe fiel zunächst an Bahá’u’lláh als die Manifestation Gottes, nach Seinem Hinscheiden an ‘Abdu’l-Bahá als Mittelpunkt des Bundes. In Seinem Testament bestimmte ‘Abdu’l-Bahá, dass das Ḥuqúqu’lláh »über den Hüter der Sache Gottes«Q121 zu leisten sei. Da es keinen Hüter mehr gibt, ist es über das Universale Haus der Gerechtigkeit als Oberhaupt des Glaubens zu entrichten. Der Fonds wird für die Förderung des Gottesglaubens und seiner Interessen sowie für humanitäre Werke ausgegeben. Die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung ist eine geistige Pflicht, deren Erfüllung dem Gewissen eines jeden Bahá’í überlassen bleibt. Die Gemeinde wird zwar an die Bestimmungen des Ḥuqúq-Gesetzes erinnert, doch darf der einzelne Gläubige auf die Zahlung nicht angesprochen werden.
Einige Details dieses Gesetzes sind in Fragen und Antworten näher ausgeführt. Die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung ist auf den Wert des persönlichen Vermögens zu berechnen. Wer Vermögen im Wert von wenigstens neunzehn Mithqál Gold besitzt (Fragen und Antworten 8), hat die geistige Pflicht, einmalig neunzehn Prozent des Gesamtwerts als Ḥuqúqu’lláh abzuführen (Fragen und Antworten 89). Wenn danach Einkünfte nach Abzug aller Kosten den Vermögenswert abermals um neunzehn Mithqál Gold anwachsen lassen, hat man neunzehn Prozent des Zuwachses zu zahlen, und so fort für jeden weiteren Zuwachs (Fragen und Antworten 8 und 90).
Gewisse Vermögensarten wie das Wohnhaus sind von der Ḥuqúqu’lláh-Zahlung ausgenommen (Fragen und Antworten 8, 42 und 95). Besondere Vorschriften gelten für den Fall finanzieller Verluste (Fragen und Antworten 44 und 45), für ertraglose Anlagen (Fragen und Antworten 102) und für die Ḥuqúqu’lláh-Zahlung im Todesfall (Fragen und Antworten 9, 69 und 80), (zu letzterem Fall siehe Erläuterungen 47).
Ausführliche Textstellen aus Tafeln, den Fragen und Antworten sowie anderen Schriften zur geistigen Bedeutung des Ḥuqúqu’lláh und zu den Einzelheiten seiner Anwendung sind in der Textzusammenstellung Ḥuqúqu’lláh veröffentlicht.

126.

Zahlreiche Bittgesuche der Gläubigen um das Gesetz Gottes ... sind vor Unseren Thron gelangt. Darum haben Wir diese Heilige Tafel offenbart und sie mit dem Mantel Seines Gesetzes geschmückt, auf dass das Volk die Befehle seines Herrn befolge. (98)
»Einige Jahre lang«, erklärt Bahá’u’lláh in einer Tafel, »gelangten Bittgesuche aus verschiedenen Ländern in die Heiligste Gegenwart, die inständig um das Gesetz Gottes baten, doch Wir hielten die Feder zurück, bis die festgesetzte Zeit gekommen war.«Q122 Erst zwanzig Jahre nach der Geburt Seiner prophetischen Mission im Síyáh-Chál von Ṭihrán offenbarte Bahá’u’lláh das Kitáb-i-Aqdas, die Schatzkammer für die Gesetze Seiner göttlichen Sendung. Selbst dann hielt Er das Aqdas einige Zeit zurück, ehe es den Gläubigen in Persien gesandt wurde. Dieser gottgewollte Verzug in der Offenbarung des Gottesgesetzes für dieses Zeitalter und die spätere schrittweise Anwendung ihrer Bestimmungen sind ein Beispiel für das Prinzip der fortschreitenden Offenbarung, das sogar innerhalb der Amtszeit eines jeden Propheten wirksam ist.

127.

zu dem ... hochroten Ort (100)
Ein Hinweis auf die Gefängnisstadt ‘Akká. In der Schrift wird das Wort ›hochrot‹ in mehrerlei allegorischem und symbolischem Sinn gebraucht (siehe auch Erläuterungen 115).

128.

der Sadratu’l-Muntahá (100)
Wörtlich ›der fernste Lotosbaum‹, von Shoghi Effendi als »der Baum, über den hinaus keiner gehen kann«Q123 übersetzt. Es handelt sich um ein islámisches Symbol, zum Beispiel im Bericht über Muḥammads Nachtreise, für den Punkt im Himmel, über den hinaus weder Mensch noch Engel sich Gott nähern dürfen, und somit für die Grenzen des göttlichen Wissens, das der Menschheit offenbart wird. Daher wird der Begriff in den Bahá’í-Schriften oft benutzt, um die Manifestation Gottes Selbst zu bezeichnen (siehe auch Erläuterungen 164).

129.

das Mutterbuch (103)
Der Begriff »Mutterbuch« bezeichnet zumeist das zentrale Buch einer Religion. Im Qur’án und in den islámischen Ḥadíthen steht dieser Begriff für den Qur’án. Das Mutterbuch der Bábí-Sendung ist der Bayán, das der Sendung Bahá’u’lláhs das Kitáb-i-Aqdas. Allgemeiner, so der Hüter in einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief, kann dieser Begriff auch als »Sammelbezeichnung für die von Bahá’u’lláh offenbarte Lehre« insgesamt verwendet werden. Daneben wird der Begriff auch für das »himmlische Mutterbuch«, die göttliche Quelle aller Offenbarung, gebraucht.

130.

Wer auslegt, was vom Himmel der Offenbarung herabgesandt ward, und dessen offenkundigen Sinn ändert (105)
In verschiedenen Tafeln macht Bahá’u’lláh die Unterscheidung zwischen allegorischen Versen, die der Ausdeutung zugänglich sind, und Versen mit Bezug auf Gegenstände wie Gesetze und Gebote, Andacht und Ritus, deren Bedeutung klar ist und von den Gläubigen Gehorsam verlangt.
Wie in Erläuterungen 145 und 184 ausgeführt, setzte Bahá’u’lláh Seinen ältesten Sohn ‘Abdu’l-Bahá als Nachfolger und Interpreten Seiner Lehre ein. ‘Abdu’l-Bahá Seinerseits bestimmte, dass Ihm Sein ältester Enkel Shoghi Effendi als Ausleger der Schrift und als Hüter der Sache Gottes folge. Die Interpretationen ‘Abdu’l-Bahás und Shoghi Effendis gelten den Bahá’í als göttlich inspiriert und bindend.
Die Existenz einer autoritativen Interpretation hindert den Einzelnen nicht daran, sich dem Studium der Lehre zu widmen und dabei zu einer persönlichen Auslegung, einem eigenen Verständnis zu gelangen. In der Schrift wird jedoch ein klarer Unterschied gemacht zwischen der autoritativen Auslegung und dem Schriftverständnis des Einzelnen, zu dem er beim Studium der Lehre gelangt ist. Die aus dem individuellen Verständnis der Lehre resultierende, persönliche Auslegung ist die Frucht seiner Verstandeskraft, die zu einer tieferen Erkenntnis des Glaubens führen kann. Ihr fehlt jedoch die Autorität. Wer seine Auffassungen vorträgt, darf die Autorität des offenbarten Wortes nicht aus den Augen verlieren und die autoritative Auslegung nicht bestreiten oder gegen sie ankämpfen. Er soll sich nicht auf Meinungsstreit einlassen, sondern seine Gedanken als einen Beitrag zur allseitigen Erkenntnis präsentieren und erkennen lassen, dass sie seine persönliche, unverbindliche Meinung zum Ausdruck bringen.

131.

Meidet die Gemeinschaftsbecken der persischen Bäder. (106)
Bahá’u’lláh verbietet den Gebrauch der Wasserbecken in den herkömmlichen öffentlichen Badehäusern Persiens. Dort war es üblich, dass alle sich im selben Becken wuschen und das Wasser selten gewechselt wurde. Demzufolge war es verschmutzt und unhygienisch, es entwickelte einen durchdringenden Gestank.

132.

Meidet auch die übelriechenden Wasserbecken in den Höfen der persischen Häuser (106)
Die meisten persischen Häuser hatten ein Wasserbecken im Hof, das als Vorrat zum Putzen, zum Wäschewaschen und zu anderen häuslichen Zwecken diente. Da es sich um stehendes, oft wochenlang nicht gewechseltes Wasser handelte, entwickelte es leicht einen sehr unangenehmen Geruch.

133.

Es ist euch verboten, eine Ehefrau eures Vaters zu heiraten. (107)
Die Heirat der Stiefmutter ist hier ausdrücklich verboten. Das gilt auch für den Stiefvater. Wo Bahá’u’lláh in einem Gesetz Rechte und Pflichten des Mannes gegenüber der Frau statuiert, gilt dieses Gesetz mutatis mutandis auch für die Frau gegenüber dem Mann, soweit der Kontext dies nicht ausschließt.
‘Abdu’l-Bahá und Shoghi Effendi weisen darauf hin, dass der Text nur die Stiefmutter erwähnt, was aber nicht bedeute, dass alle anderen Verbindungen innerhalb einer Familie zulässig sind. Nach Bahá’u’lláh obliegt die Gesetzgebung zu »den Ehehindernissen der Verwandtschaft« dem Universalen Haus der Gerechtigkeit (Fragen und Antworten 50). ‘Abdu’l-Bahá schrieb, je weiter entfernt die Blutsbande zwischen einem Ehepaar sind, desto besser. Solche Ehen seien die Grundlage der leiblichen Wohlfahrt und stärkten die Freundschaftsbande unter den Menschen.

134.

das Thema der Knaben (107)
Der im arabischen Original stehende Begriff hat die Bedeutung der Päderastie. Shoghi Effendi interpretiert diesen Hinweis als Verbot aller gleichgeschlechtlichen Beziehungen.
Die Sexualethik der Bahá’í zielt auf Ehe und Familie als dem Grundpfeiler der Gesellschaft; sie dient dem Schutz und der Stärkung dieser göttlichen Institution. Deshalb ist nach dem Bahá’í-Recht der Beischlaf nur zwischen Ehemann und Ehefrau erlaubt.
In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief erklärte Shoghi Effendi:
»Ungeachtet dessen, wie ergeben und edel die Liebe zwischen Menschen des gleichen Geschlechts auch sei, sie in sexuellen Akten zu äußern, ist falsch. Zu sagen, dass diese Liebe vollkommen sei, ist keine Entschuldigung. Bahá’u’lláh hat alle Formen der Immoralität verboten, und eine homosexuelle Verbindung sieht Er als eine solche an, ganz abgesehen davon, dass sie wider die Natur ist. Hierunter zu leiden, ist für eine ihrer moralischen Pflichten bewusste Seele eine schwere Bürde; doch durch ärztlichen Rat und Beistand, durch willensstarke, entschiedene Anstrengungen und durch das Gebet kann sie diese Behinderung überwinden.« Q124
Bahá’u’lláh hat vorgesehen, dass das Universale Haus der Gerechtigkeit die Strafen für Ehebruch und gleichgeschlechtliche Unzucht je nach der Schwere der Tat bestimmt (Fragen und Antworten 49).

135.

Niemand soll vor aller Augen heilige Verse murmeln, während er durch die Straßen oder über den Markt geht. (108)
Dies ist ein Hinweis auf die Gepflogenheit mancher Geistlicher früherer Religionen, die in heuchlerischer Verstellung in der Öffentlichkeit Gebete murmeln, um ihre Frömmigkeit zur Schau zu stellen und das Lob ihrer Anhänger einzuheimsen. Bahá’u’lláh verbietet ein solches Verhalten und betont die Wichtigkeit demütiger, echter Hingabe an Gott.

136.

Jedem ist geboten, ein Testament zu verfassen. (109)
Nach Bahá’u’lláhs Lehre hat jeder die Pflicht, ein Testament zu machen, wobei er frei ist, über sein Vermögen nach Gutdünken zu verfügen (siehe Erläuterungen 38).
Bahá’u’lláh macht deutlich, dass »der Erblasser« bei der Abfassung seines Testaments »die volle Verfügungsgewalt über sein Vermögen« hat, da Gott ihm gestattet, »mit dem, was Er ihm verliehen hat, so zu verfahren, wie es ihm beliebt« (Fragen und Antworten 69). Die Vorschriften des Kitáb-i-Aqdas zur Aufteilung des Nachlasses gelten für den Fall, dass jemand ohne Testament verstorben ist (siehe Erläuterungen 38–48).

137.

der Größte Name (109)
Wie in Erläuterungen 33 dargelegt, kann der »Größte Name Gottes« verschiedene Formen annehmen, die alle auf dem Wort ›Bahá‹ fußen. In Anwendung dieser Vorschrift überschreiben die Bahá’í des Ostens ihr Testament mit Wendungen wie »O Du Herrlichkeit des Allherrlichen!«, »Im Namen Gottes, des Allherrlichen« oder »Er ist der Allherrliche«.

138.

Aller Feste Krönung sind die beiden Größten Feste und die beiden anderen Feste, die auf die Zwillingstage fallen. (110)
Dieser Absatz führt vier große Feste des Bahá’í-Jahres ein. Die von Bahá’u’lláh als die »beiden Größten Feste« bezeichneten sind erstens das Riḍván-Fest, das an Bahá’u’lláhs Verkündigung Seiner prophetischen Sendung im Garten Riḍván bei Baghdád während zwölf Tagen im April und Mai 1863 erinnert, von Ihm als »der König der Feste« bezeichnet, und zweitens die Verkündigung des Báb im Mai 1844 in Shíráz. Der erste, neunte und zwölfte Tag des Riḍván-Festes sind Feiertage (Fragen und Antworten 1), desgleichen der Tag der Verkündigung des Báb.
Die »beiden anderen Feste« sind die Geburtstage Bahá’u’lláhs und des Báb. Im islámischen Mondkalender fallen sie auf zwei aufeinanderfolgende Tage: Bahá’u’lláh wurde am zweiten Tag des Monats Muḥarram 1233 d. H. (12. November 1817) geboren, der Báb am ersten Tag desselben Monats 1235 d. H. (20. Oktober 1819). Sie werden deshalb als »die Zwillingsgeburtstage« bezeichnet. Bahá’u’lláh sagt, dass sie vor Gott als ein Tag gelten (Fragen und Antworten 2). Sollten sie auf die Fastenzeit fallen, so gilt nach Bahá’u’lláh das Fastengebot für diese Tage nicht (Fragen und Antworten 36). Da der Bahá’í-Kalender ein Sonnenkalender ist (siehe Erläuterungen 26 und 147), obliegt dem Universalen Haus der Gerechtigkeit die Entscheidung, ob die beiden Heiligen Geburtstage auf der Grundlage des Sonnen- oder des Mondkalenders zu feiern sind.A36

139.

den ersten Tag des Monats Bahá (111)
Im Bahá’í-Kalender tragen der erste Monat des Jahres und der erste Tag jedes Monats den Namen ›Bahá‹. Der Tag Bahá des Monats Bahá ist somit das Bahá’í-Neujahr, Naw-Rúz, vom Báb als Festtag bestimmt und von Bahá’u’lláh bestätigt (siehe Erläuterungen 26 und 147).
Über die sieben Feiertage hinaus, die diese Abschnitte des Kitáb-i-Aqdas verordnen, wurde zu Lebzeiten Bahá’u’lláhs der Jahrestag des Märtyrertodes des Báb als Feiertag begangen. Entsprechend führte ‘Abdu’l-Bahá das Gedenken an das Hinscheiden Bahá’u’lláhs ein, so dass es insgesamt neun Feiertage gibt. Zwei weitere Gedenktage sind der Tag des Bundes und der Jahrestag des Hinscheidens ‘Abdu’l-Bahás. Sie werden festlich begangen, sind aber nicht arbeitsfrei (siehe den Abschnitt über den Bahá’í-Kalender in The Bahá’í World, Band 20, Haifa 1998).

140.

Das Größte Fest ist fürwahr der König aller Feste. (112)
Dieser Vers bezieht sich auf das Riḍván-Fest (siehe Erläuterungen 107 und 138).

141.

Gott hat vormals allen Gläubigen geboten, vor Unserem Thron einzigartige Gegenstände als Gabe aus ihrem Besitz darzubringen. Zum Zeichen Unserer gnädigen Gunst haben Wir sie von dieser Pflicht befreit. (114)
Dieser Absatz hebt eine Bestimmung des Bayán auf, wonach alle Gegenstände, die in ihrer Art unvergleichlich sind, Dem, Den Gott offenbaren wird, bei Seinem Erscheinen zu übergeben sind. Der Báb erläuterte, die Manifestation Gottes stehe über jedem Vergleich, und deshalb sollte alles, was in seiner Art unvergleichlich ist, Ihm zukommen, sofern Er nicht anders entscheidet.

142.

zur Stunde der Morgendämmerung (115)
Zur Teilnahme an den Morgengebeten im Mashriqu’l-Adhkár, dem Bahá’í-Haus der Andacht, erläutert Bahá’u’lláh, dass zwar die im Buch Gottes angegebene Zeit die »Stunde der Morgendämmerung« ist, aber jede Zeit von der »frühesten Dämmerung« an, »zwischen Dämmerung und Sonnenaufgang oder sogar bis zwei Stunden nach Sonnenaufgang« annehmbar ist (Fragen und Antworten 15).

143.

Diese Tafeln sind geschmückt mit dem Siegel Dessen, Der den Morgen dämmern lässt, Der Seine Stimme erhebt zwischen Himmel und Erde. (117)
Bahá’u’lláh hat mehrfach die absolute Unverfälschtheit Seiner Schrift als Wort Gottes bekräftigt. Manchen Seiner Tafeln ist eines Seiner Siegel aufgedrückt. The Bahá’í World, Band 5 (New York 1936), S. 4, zeigt eine Photographie einiger Siegel Bahá’u’lláhs.

144.

Dem Menschen ist Verstand gegeben. Darum nehme er nichts zu sich, was ihn dessen beraubt. (119)
In der Schrift gibt es zahlreiche Textstellen, die den Genuss von Wein und anderen berauschenden Getränken verbieten und die gesundheitsschädlichen Wirkungen solcher Rauschmittel auf den Menschen beschreiben. In einer Tafel erklärt Bahá’u’lláh:
»Hütet euch, dass ihr den Wein Gottes nicht gegen euren Wein vertauscht, denn er wird euch den Verstand verzehren und eure Gesichter vom Antlitz Gottes, des Allherrlichen, des Unvergleichlichen, des Unerreichbaren, abwenden. Nahet ihm nicht, denn er ist euch durch den Befehl Gottes, des Erhabenen, des Allmächtigen, verboten.« Q125
‘Abdu’l-Bahá erläutert, dass das Aqdas »sowohl leichte wie starke Getränke« verbietet, und nennt als Grund für das Verbot alkoholischer Getränke, dass »Alkohol den Geist in die Irre führt und den Leib schwächt«Q126.
In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief führt Shoghi Effendi aus, dass dieses Verbot nicht nur den Weingenuss umfasst, sondern »alles, was den Verstand verwirrt«Q127. Er stellt klar, dass der Genuss von Alkohol nur erlaubt ist im Rahmen einer Heilbehandlung »nach dem Rat eines kompetenten, gewissenhaften Arztes, der ihn zur Heilung einer bestimmten Krankheit vielleicht verschreiben muss«Q128.

145.

wendet euer Angesicht Ihm zu, Den Gott bestimmt hat, Der aus dieser urewigen Wurzel entspross (121)
Hier verweist Bahá’u’lláh auf ‘Abdu’l-Bahá als Seinen Nachfolger und ruft die Gläubigen auf, sich Ihm zuzuwenden. Im Kitáb-i-‘Ahd, dem Buch des Bundes, Seinem Testament, enthüllt Bahá’u’lláh den Sinn dieses Verses: »Mit diesem heiligen Vers ist kein anderer gemeint als der Mächtigste Ast.«Q129 »Der Mächtigste Ast« ist einer der Titel, die Bahá’u’lláh ‘Abdu’l-Bahá verliehen hat (siehe auch Erläuterungen 66 und 184).

146.

Im Bayán wurde euch verboten, Uns Fragen zu stellen. (126)
Der Báb untersagte Seinen Anhängern, Dem, Den Gott offenbaren wird (Bahá’u’lláh), Fragen zu stellen, es sei denn, diese Fragen würden schriftlich unterbreitet und bezögen sich auf Gegenstände, die Seiner erhabenen Stufe würdig sind (siehe Der Báb. Eine Auswahl aus Seinen Schriften, Hofheim 1991).
Bahá’u’lláh hebt dieses Verbot des Báb auf. Er lädt die Gläubigen ein, Fragen zu stellen, die ihnen »nötig erscheinen«, warnt sie aber vor »müßigen Fragen«, wie sie die Gedanken der »Menschen früherer Zeiten« beschäftigten.

147.

Die Zahl der Monate eines Jahres, festgelegt im Buche Gottes, ist neunzehn. (127)
Entsprechend dem Badí‘-Kalender besteht das Bahá’í-Jahr aus neunzehn Monaten zu je neunzehn Tagen; zur Anpassung an das Sonnenjahr kommen zwischen dem achtzehnten und dem neunzehnten Monat Schalttage (in normalen Jahren vier, in Schaltjahren fünf) hinzu.A37 Der Báb benannte die Monate nach Eigenschaften Gottes. Naw-Rúz, das Bahá’í-Neujahr, ist astronomisch fixiert und fällt auf die Tagundnachtgleiche im März (siehe Erläuterungen 26). Die Namen der Monate und der Wochentage sowie weitere Einzelheiten finden sich in The Bahá’í World, Band 20, Haifa 1998.

148.

Der erste von ihnen ward geschmückt mit diesem Namen, der die Welt der Schöpfung beschirmt. (127)
Im Persischen Bayán verlieh der Báb dem ersten Monat des Jahres den Namen ›Bahá‹ (siehe Erläuterungen 139).

149.

Der Herr hat bestimmt, dass die Toten in Särgen ... beerdigt werden. (128)
Im Bayán schrieb der Báb vor, der Verstorbene solle in einem Sarg aus Kristall oder poliertem Stein begraben werden. Wie Shoghi Effendi in einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief erläutert, bedeutet diese Bestimmung Ehrfurcht vor dem Menschenleib, der »vormals durch die unsterbliche Menschenseele geadelt«Q130 war.
Kurz gefasst, verbietet das Bahá’í-Bestattungsrecht, dass der Leichnam weiter als eine Stunde Wegs vom Ort des Todes verbracht wird. Der Leichnam ist in Tücher aus Seide oder Baumwolle zu hüllen; an den Finger soll ihm ein Ring gesteckt werden mit der Inschrift: »Von Gott kam ich und zu Ihm kehre ich zurück, losgelöst von allem außer Ihm, und halte mich fest an Seinem Namen, der Barmherzige, der Mitleidvolle.« Der Sarg soll aus Kristall, Stein oder hartem Edelholz sein. Ein besonderes Totengebet (siehe Erläuterungen 10) ist vorgeschrieben, das vor dem Begräbnis zu sprechen ist. Wie von ‘Abdu’l-Bahá und dem Hüter bestätigt, schließt dieses Gesetz die Feuerbestattung aus. Das formelle Totengebet und der Ring betrifft alle, die das Reifealter (d. h. 15 Jahre) erreicht haben (Fragen und Antworten 70).
Zum Material für die Särge ist zu sagen, dass es nach dem Geist des Gesetzes möglichst dauerhaft sein sollte. Das Universale Haus der Gerechtigkeit erläutert, dass es über die im Aqdas aufgeführten Materialien hinaus keinen Einwand gibt gegen das härteste verfügbare Holz oder gegen Beton. Derzeit können die Gläubigen in dieser Frage nach eigenem Gutdünken verfahren.

150.

der Punkt des Bayán (129)
Der »Punkt des Bayán« ist einer der Titel, mit dem der Báb Sich Selbst bezeichnete.

151.

dass der Verstorbene in fünf Tücher aus Seide oder Baumwolle gehüllt werde (130)
Im Bayán bestimmte der Báb, dass der Leichnam in fünf Tücher aus Seide oder Baumwolle zu hüllen sei. Bahá’u’lláh bestätigt diese Bestimmung und fügt hinzu: »Wer über begrenzte Mittel verfügt, für den genügt ein einziges Tuch aus einem der beiden Stoffe.«
Auf die Frage, ob mit den »fünf Tüchern«»fünf Leichentücher von voller Länge« oder »fünf Tücher, wie sie seither gebräuchlich waren«, gemeint sind, antwortete Bahá’u’lláh, dass »die Verwendung von fünf Tüchern gemeint« ist (Fragen und Antworten 56).
Zur Art und Weise, wie der Leichnam unter Verwendung von »fünf Tüchern« oder von nur »einem … Tuch« eingehüllt werden soll, ist in der Schrift nichts enthalten. Gegenwärtig steht den Bahá’í frei, in dieser Sache nach ihrem Ermessen zu verfahren.

152.

Es ist euch verboten, den Leichnam mehr als eine Stunde Weges aus der Stadt zu bringen (130)
Der Zweck dieses Verbots ist, die Zeitdauer des Leichentransports auf eine Stunde zu begrenzen, unabhängig vom Transportmittel für den Weg zur Begräbnisstätte. Bahá’u’lláh betont: »Je früher das Begräbnis stattfindet, desto angemessener und annehmbarer ist es.« (Fragen und Antworten 16)
Als Ort des Todes kann die gesamte Stadt oder Gemeinde, in der der Verstorbene verschied, aufgefasst werden. Somit kann der einstündige Transport von der Stadtgrenze bis zur Begräbnisstätte gerechnet werden. Nach dem Geist des Gesetzes Bahá’u’lláhs soll der Verstorbene nahe dem Ort seines Todes begraben werden.

153.

Gott hebt die im Bayán verfügten Reisebeschränkungen auf. (131)
Der Báb verfügte für Reisen gewisse Beschränkungen, die bis zum Kommen des im Bayán Verheißenen gelten sollten. Nach Dessen Erscheinen waren die Gläubigen gehalten, sich – nötigenfalls zu Fuß – aufzumachen, um Ihm zu begegnen, war es doch der Zweck und die Frucht ihres Daseins, in Seine Gegenwart zu gelangen.

154.

Erhöht und lobpreiset die beiden Häuser an den geheiligten Zwillingsorten sowie die anderen Orte, an denen der Thron eures Herrn ... aufgestellt war. (133)
Bahá’u’lláh bestimmt als die »beiden Häuser« Sein Haus in Baghdád, das Er »das Größte Haus« nennt, und das Haus des Báb in Shíráz; beide Häuser hat Er zu Pilgerstätten bestimmt (siehe Fragen und Antworten 29 und 32 sowie Erläuterungen 54).
Wie Shoghi Effendi darlegt, handelt es sich bei den »anderen Orten, an denen der Thron eures Herrn … aufgestellt war«, um Gebäude, in denen die Manifestation Gottes wohnte. Bahá’u’lláh sagt, dass »die Bewohner der dortigen Gegend« entscheiden mögen, »ob sie eines oder alle Häuser«, in denen Er wohnte, »vor dem Verfall bewahren« wollen (Fragen und Antworten 32). Die Bahá’í-Institutionen haben zahlreiche Liegenschaften, die zu den beiden Manifestationen Gottes in Beziehung stehen, identifiziert, dokumentiert sowie nach Möglichkeit erworben und restauriert.

155.

Habt acht, dass nichts, was im Buch verzeichnet war, euch hindere, auf dieses Lebendige Buch zu hören (134)
Das »Buch« ist die Aufzeichnung des offenbarten Wortes der Manifestation Gottes. Das »Lebendige Buch« bezieht sich auf die Person der Manifestation.
Dies ist ein Hinweis auf eine Äußerung des Báb im Persischen Bayán. Er bezeichnet dort Ihn, Den Gott offenbaren wird, als »das Lebendige Buch«Q131. In einer Tafel erklärt Bahá’u’lláh selbst: »Das Buch Gottes ist in der Gestalt dieses Jünglings herabgesandt.«Q132
Bahá’u’lláh bezeichnet Sich im hier behandelten Vers und abermals in Vers 168 als das »Lebendige Buch«. Er warnt die Gläubigen »aller Religionen« davor, »aus ihren Heiligen Büchern Gründe zusammenzusuchen«, um damit das Wort des »Lebendigen Buches« zu widerlegen. Desgleichen ermahnt Er das Volk, es solle sich nicht durch das, was im »Buch« verzeichnet ist, davon abhalten lassen, Seine Stufe zu erkennen und sich fest an das zu klammern, was in dieser neuen Offenbarung enthüllt wurde.

156. ...

jene Worte ..., die zum Preise dieser Offenbarung aus der Feder Meines Herolds strömten (135)
Der »Lobpreis«, den Bahá’u’lláh hier anführt, stammt aus dem Arabischen Bayán.

157.

»Die Qiblih ist fürwahr Er, Den Gott offenbaren wird. Wohin Er Sich begibt, dahin folgt sie, bis Er Seine letzte Ruhe findet.«Q133 (137)
Zur ausführlichen Behandlung dieses Verses siehe Erläuterungen 7 und 8.

158.

»Es ist nicht erlaubt, jemanden zu ehelichen, der nicht an den Bayán glaubt. Nimmt nur ein Ehepartner diesen Glauben an, so hat der andere keinen Anspruch auf dessen Habe ...« (139)
Die hier von Bahá’u’lláh angeführte Stelle des Bayán lenkt die Aufmerksamkeit der Gläubigen auf das unmittelbar bevorstehende Kommen »Dessen, Den Gott offenbaren wird«. Das Verbot der Eheschließung mit einer Person, die nicht Bábí ist, samt der Vorschrift, dass das Eigentum eines gläubig gewordenen Ehepartners nicht rechtmäßig an den Nicht-Bábí-Partner übergehen könne, hatte der Báb ausdrücklich in der Schwebe gehalten. Bahá’u’lláh hob diese Gesetze auf, ehe sie in Kraft waren, und weist, indem Er sie zitiert, auf die vom Báb eindeutig vorausgeschaute Möglichkeit hin, dass Seine Sache früher als die des Báb zu Ansehen gelangt.
Wie Shoghi Effendi in seinem Werk Gott geht vorüber ausführt, sollte der Bayán »eher als eine Lobpreisung des Verheißenen denn als Kanon von Gesetzen und Geboten zur ständigen Führung künftiger Geschlechter angesehen werden«. »Betont streng in seinen Vorschriften und Statuten«, so fährt er fort, »umwälzend in seinen Grundsätzen, die dazu bestimmt waren, die Geistlichkeit und das Volk aus einer jahrhundertelangen Erstarrung und Dumpfheit aufzurütteln und veralteten, korrupten Institutionen einen unerwarteten, vernichtenden Schlag zu versetzen, kündet es mit seinen drastischen Bestimmungen das Kommen des verheißenen Tages, da der ›Rufer zu harter Arbeit rufen wird‹Q134, da Er ›alles zerstören wird, was je vor Ihm war, wie der Gesandte Gottes die Sitten derer zerstörte, die vor Ihm waren‹Q135«Q136 (siehe auch Erläuterungen 109).

159.

der Punkt des Bayán (140)
ein Titel des Báb

160.

»Wahrlich, es ist kein Gott außer Mir ...« (143)
In der Schrift finden sich viele Texte, welche das Wesen der Manifestation und ihre Beziehung zu Gott erläutern. Bahá’u’lláh betont das einzigartige, transzendente Wesen der Gottheit: »Da es kein Band unmittelbaren Verkehrs geben kann, das den einen, wahren Gott an Seine Schöpfung bindet«, bestimmt Gott, »dass in jedem Zeitalter und in jeder Sendung eine reine, unbefleckte Seele in den Reichen von Erde und Himmel offenbar werde.« Dieses »geheimnisvolle, himmlische Wesen«, die Manifestation Gottes, hat eine menschliche Natur, die der »Welt des Stoffes« zugehört, und eine geistige Natur, die »aus Gottes eigener Substanz geboren ist«. Er hat Ihm ferner eine »doppelte Stufe«Q137 verliehen:
»Die erste Stufe, die sich auf Seine innerste Wirklichkeit bezieht, verkörpert Ihn als Den, Dessen Stimme die Stimme Gottes Selbst ist … Die zweite Stufe ist die menschliche Stufe, erläutert durch die Verse: ›Ich bin nur ein Mensch wie ihr.‹Q138 ›Sprich: Preis sei meinem Herrn! Bin ich mehr als ein Mensch, ein Apostel?‹Q139« Q140
Bahá’u’lláh versichert auch, dass im Reich des Geistes eine »wesenhafte Einheit«Q141 zwischen allen Manifestationen Gottes bestehe. Sie alle enthüllen »Gottes Schönheit«Q142, offenbaren Seine Namen und Attribute und verkünden Sein Wort:
»Sollte eine der allumfassenden Manifestationen Gottes erklären: ›Ich bin Gott!‹, so spräche sie gewisslich die Wahrheit, und es gäbe daran keinen Zweifel. Denn wiederholt wurde dargetan, dass durch ihre Offenbarung, ihre Eigenschaften und Namen die Offenbarung Gottes, Seine Namen und Seine Attribute in der Welt offenkundig gemacht sind.« Q143
Wenn auch die Manifestationen die Namen und Attribute Gottes offenbaren und der Menschheit den Zugang zur Erkenntnis Gottes eröffnen, dürfen sie jedoch nach Shoghi Effendi »niemals ... mit jener unsichtbaren Wirklichkeit, mit dem Wesen der Gottheit selbst gleichgesetzt werden«Q144. Über Bahá’u’lláh schreibt der Hüter, dass der »zum Träger einer derart überwältigenden Offenbarung erkorene menschliche Tempel« niemals mit der »Wirklichkeit«Q145 Gottes gleichgesetzt werden darf.
Zur Einzigartigkeit der Stufe Bahá’u’lláhs und zur Größe Seiner Offenbarung versichert Shoghi Effendi, Bahá’u’lláhs Kommen habe die Prophezeiungen in den Heiligen Schriften der früheren Religionen über den »Tag Gottes«Q146 erfüllt:
»Für Israel war Er nicht weniger als die Verkörperung des ›ewigen Vaters‹Q147, des ›Herrn der Heerscharen‹A38, herniedergekommen ›mit zehntausend Heiligen‹Q148, für die Christenheit Christus, wiedergekommen ›in der Herrlichkeit des Vaters‹Q149, für den shí‘itischen Islám die Wiederkehr des Imám Ḥusayn, für den sunnítischen Islám die ›Herabkunft des Geistes Gottes‹Q150 (Jesus Christus), für die Anhänger Zarathustras der verheißene Sháh-Bahrám, für die Hindus die Verkörperung Krischnas, für die Buddhisten der fünfte Buddha.« Q151
Bahá’u’lláh beschreibt die Stufe der »Göttlichkeit«Q152, die Er mit allen Manifestationen Gottes teilt, als
»… die Stufe, auf der das Selbst stirbt und man in Gott lebt. Wo immer ich von Göttlichkeit spreche, bedeutet dies meine gänzliche, vollständige Selbstauslöschung. Auf dieser Stufe habe ich keine Gewalt mehr über mein eigenes Wohl und Wehe, noch über mein Leben oder meine Auferstehung.« Q153
Und über Seine Beziehung zu Gott bezeugt Er:
»Wenn ich, o Gott, über das Verhältnis nachsinne, das mich mit Dir verbindet, … so fühle ich mich bewogen, allen erschaffenen Dingen zu verkünden: ›Wahrlich, Ich bin Gott!‹; und wenn ich mein eigenes Selbst betrachte, siehe, so finde ich, dass es geringer ist als der Staub.« Q154

161.

die Zahlung der Zakát (146)
Mit Zakát bezeichnet der Qur’án ein regelmäßiges, für Muslime verpflichtendes Almosen. Im Laufe der Zeit entwickelte sich dieses Konzept zu einer Almosensteuer, die ab einem bestimmten Betrag zur Abgabe eines Anteils aus bestimmten Einkommensarten als Hilfe für die Armen, für wohltätige Zwecke und zur Unterstützung des Glaubens verpflichtete. Die Mindesterträge waren für verschiedene Vermögenswerte unterschiedlich, ebenso der auf die Bemessungsgrundlage anzuwendende Prozentsatz.
Wie Bahá’u’lláh erklärt, folgt das Bahá’í-Gesetz der Zakát »dem …, was im Qur’án offenbart ist« (Fragen und Antworten 107). Da Einzelheiten wie die Freigrenzen, die steuerpflichtigen Einkommensarten, die Zahlungstermine und die Prozenttabellen für die verschiedenen Arten von Zakát im Qur’án nicht geregelt sind, werden diese Fragen in der Zukunft vom Universalen Haus der Gerechtigkeit zu regeln sein. Shoghi Effendi erklärte, bis zu einer solchen Gesetzgebung sollten die Gläubigen nach ihren Mitteln und Möglichkeiten regelmäßige Beiträge zum Bahá’í-Fonds leisten.

162.

Betteln ist verboten, und es ist verboten, dem Bettler zu geben. (147)
In einem Brief erläutert ‘Abdu’l-Bahá die Bedeutung dieses Verses: »Betteln ist verboten, und es ist ebenfalls verboten, denen Almosen zu geben, die das Betteln zu ihrem Beruf machen.« Im selben Brief heißt es: »Das Ziel ist, die Bettelei völlig zu beseitigen. So jemand nicht in der Lage ist, seinen Lebensunterhalt zu verdienen, wenn er in Armut geraten oder hilflos ist, obliegt es den Reichen und den Bevollmächtigten, ihm monatliche Unterhaltsleistungen zu gewähren … Mit ›Bevollmächtigten‹ sind die Repräsentanten des Volkes gemeint, das heißt die Mitglieder des Hauses der Gerechtigkeit.«
Das Verbot, Bettlern Almosen zu geben, hindert den Einzelnen und Geistige Räte nicht, Arme und Bedürftige finanziell zu unterstützen oder ihnen die Möglichkeit zu geben, sich Fertigkeiten zum selbständigen Erwerb ihres Lebensunterhalts anzueignen (siehe Erläuterungen 56).

163.

Eine Geldstrafe ... ward ehedem ... für den bestimmt, der einem anderen Kummer bereitet hat. (148)
Bahá’u’lláh hebt das Gesetz des Persischen Bayán auf, das zur Zahlung einer Geldstrafe verpflichtete, wenn man einem anderen Kummer bereitet hat.

164.

der geheiligte Lotosbaum (148)
Der »geheiligte Lotosbaum« bezieht sich auf den Sadratu’l-Muntahá, den ›Baum, über den hinaus keiner gehen kann‹ (siehe Erläuterungen 128). Hier wird er symbolisch auf Bahá’u’lláh bezogen.

165.

Sprecht die Verse Gottes jeden Morgen und jeden Abend. (149)
Bahá’u’lláh erklärt, das erste »Erfordernis« für die Rezitation der »Verse Gottes« sei »die liebevolle Hingabe« der Gläubigen, »das Wort Gottes zu lesen« (Fragen und Antworten 68).
Zur Definition der »Verse Gottes« sagt Bahá’u’lláh, dass sich dies auf »alles bezieht, was aus dem Himmel göttlicher Rede herabgesandt ward«. Shoghi Effendi stellt in einem Brief an die Gläubigen des Ostens klar, dass der Begriff »Verse Gottes« ‘Abdu’l-Bahás Schriften nicht einschließt und dass dies auch für seine eigenen Schriften gilt.

166.

Es ward euch geboten, die Möbel eurer Wohnung alle neunzehn Jahre zu erneuern. (151)
Bahá’u’lláh bestätigt das Gebot des Arabischen Bayán zur Erneuerung der Wohnungseinrichtung alle neunzehn Jahre, sofern man dazu in der Lage ist. Nach ‘Abdu’l-Bahá dient dieses Gebot der Förderung von Reinheit und Sauberkeit. Er sagt, der Sinn dieses Gesetzes sei, dass man Möbelstücke auswechselt, die alt geworden sind, ihren Glanz verloren haben und abstoßend wirken. Das Gesetz bezieht sich nicht auf Wertgegenstände, Antiquitäten oder Schmuck.

167.

Wascht euch die Füße (152)
Die Gläubigen werden im Kitáb-i-Aqdas ermahnt, regelmäßig zu baden, saubere Kleidung zu tragen und ganz allgemein der Inbegriff der Sauberkeit und der Feinheit zu sein. Die Inhaltsübersicht und systematische Darstellung, Abschnitt IV.D.3.y.i.–vii., fasst die einschlägigen Bestimmungen zusammen. Zum Waschen der Füße erklärt Bahá’u’lláh, warmes Wasser sei dafür vorzuziehen, Waschen in kaltem Wasser ist jedoch gleichfalls erlaubt (Fragen und Antworten 97).

168.

Der Gebrauch von Kanzeln ist euch verboten. Wer euch die Verse seines Herrn vortragen will, der sitze auf einem Stuhl auf erhöhtem Platz (154)
Diese Vorschrift findet sich schon im Persischen Bayán. Der Báb verbot den Gebrauch von Kanzeln für Ansprachen und für Lesungen des heiligen Textes. Stattdessen solle man für den Sprecher einen Stuhl auf ein Podium stellen, so dass alle das Wort Gottes deutlich vernehmen können.
In Kommentaren zu diesem Gesetz machten ‘Abdu’l-Bahá und Shoghi Effendi klar, dass im Mashriqu’l-Adhkár (wo Predigten verboten sind und nur die Verse der Heiligen Schriften gelesen werden) der Sprecher stehen oder sitzen kann und dass, so es zum besseren Verstehen erforderlich sein sollte, man eine niedrige bewegliche Plattform verwenden könne, dass aber eine Kanzel nicht erlaubt sei. Bei Versammlungen außerhalb des Mashriqu’l-Adhkár kann der Rezitierende oder Sprecher ebenfalls sitzen, stehen oder ein Podium benutzen. In einem Brief, in dem Er abermals auf das Kanzelverbot eingeht, betont ‘Abdu’l-Bahá, die Bahá’í sollten Ansprachen im Geiste tiefster Demut und Selbstverleugnung halten.

169.

Glücksspiel (155)
Was unter dieses Verbot fällt, ist in den Schriften Bahá’u’lláhs nicht näher dargestellt. Sowohl ‘Abdu’l-Bahá als auch Shoghi Effendi weisen darauf hin, dass es dem Universalen Haus der Gerechtigkeit obliegt, die Details zu diesem Verbot festzulegen. Auf Fragen, ob Lotterien, Pferdewetten, Fußballtoto sowie Bingo und dergleichen unter das Glücksspielverbot fallen, erklärte das Universale Haus der Gerechtigkeit, dass diese Einzelheiten erst in der Zukunft erwogen werden. Bis dahin wird den Räten und den Gläubigen empfohlen, von diesen Dingen kein Aufhebens zu machen und sie dem Gewissen des Einzelnen zu überlassen.
Das Haus der Gerechtigkeit hat bestimmt, dass Geldmittel für den Glauben nicht durch Lotterien, Tombolas und Glücksspiele aufgebracht werden dürfen.

170.

Opium ... Hütet euch vor allen Stoffen, die den Tempel des Menschen stumpf und träge machen (155)
Dieses Verbot des Opiumkonsums wiederholt Bahá’u’lláh im letzten Vers des Kitáb-i-Aqdas. In diesem Zusammenhang sagte Shoghi Effendi, Voraussetzung für ein »reines, heiliges Leben« sei die »völlige Abstinenz … von Opium und ähnlichen Drogen, die zur Abhängigkeit führen«Q155. Heroin, Haschisch und andere Hanfderivate wie Marihuana, aber auch halluzinogene Rauschmittel wie LSD, Peyote und ähnliche Stoffe fallen unter dieses Verbot.
‘Abdu’l-Bahá schreibt:
»Was … Opium betrifft: Es ist abscheulich und verflucht, und Gott möge uns vor Seiner Strafe für den, der es nimmt, beschützen! Der Text des Heiligsten Buches verbietet es ausdrücklich und verurteilt seinen Genuss in höchstem Maße. Die Vernunft sieht im Opiumrauchen eine Wahnsinnstat, und die Erfahrung zeigt, dass der Opiumraucher alles verliert, was die Stufe des Menschen ausmacht. Möge Gott alle vor einem so abscheulichen Tun beschützen, welches die Grundlage des Menschseins zerstört und den Süchtigen für Zeit und Ewigkeit zugrunde richtet. Opium ergreift Besitz von der Seele des Menschen, so dass sein Gewissen stirbt, sein Verstand erlischt und seine Wahrnehmungskraft schwindet. Es tötet das Leben und löscht die natürliche Wärme. Schlimmeres Leid als das, was Opium anrichtet, kann man sich nicht vorstellen. Wohl denen, die nicht einmal das Wort über die Lippen bringen. Bedenkt somit, wie erbärmlich derjenige ist, der es zu sich nimmt!
O ihr, die ihr Gott liebt! Gewalt, Zwang, Repression und Unterdrückung sind in diesem Zeitalter Gottes, des Allmächtigen, allesamt verurteilt. Doch alle diese Mittel sind angebracht, um den Opiumkonsum zu verhindern und die Menschheit von dieser verheerenden Plage zu erlösen. Ansonsten gilt: Wehe und Elend einem jeden, der seine Pflicht vor seinem Herrn versäumt!« Q156
In einem Brief schreibt ‘Abdu’l-Bahá zum Opium: »Die Konsumenten, die Käufer und die Verkäufer sind allesamt der Gnade und Güte Gottes beraubt«.
In einem anderen Brief schreibt Er:
»Du hast darauf hingewiesen, dass manche Perser sich an den Genuss von Haschisch gewöhnt haben. Gnädiger Gott! Dies ist ein verheerendes Rauschmittel, und sein Verbot ist ausdrücklich offenbart. Sein Genuss führt zum Zerfall des Verstands und zur völligen Stumpfheit der Seele. Wie kann ein Mensch die Frucht des Höllenbaumes begehren und durch ihren Genuss so weit kommen, dass er die Eigenschaften eines Monstrums annimmt? Wie kann man nur diese verbotene Droge genießen und sich dadurch selbst der Segnungen des Allbarmherzigen berauben!
Alkohol verzehrt den Verstand und lässt den Menschen sinnlose Taten begehen, doch Opium, diese faule Frucht des Höllenbaums, und das elende Haschisch lassen den Verstand verlöschen, den Geist erstarren, die Seele versteinern, den Leib verkümmern und den Menschen empfindungslos zuschanden werden.« Q157
Es sei angemerkt, dass das Verbot bestimmter Drogen ihre Anwendung dann nicht ausschließt, wenn ein kompetenter Arzt sie im Rahmen seiner Behandlung verordnet.

171.

das »Geheimnis der Großen Umkehr im Zeichen des Souveräns« (157)
Nach der Prophezeiung von Shaykh Aḥmad-i-Aḥsá’í (1753–1831), dem Begründer der Shaykhí-Schule, der ersten der »beiden Leuchten, die den Beginn des Bábí-Glaubens ankündigten«Q158, werden mit dem Kommen des Verheißenen alle Dinge umgekehrt: Die Letzten werden die Ersten und die Ersten die Letzten sein. Bahá’u’lláh behandelt in einer Tafel »das Sinnbild und den Hinweis« auf das »Geheimnis der Großen Umkehr im Zeichen des Souveräns«. »Durch diese Umkehr«, erklärt Er, »hat Er bewirkt, dass das Hohe erniedrigt und das Niedrige erhöht werde.« Er erinnert daran, wie »in den Tagen Jesu jene, die für ihre Gelehrsamkeit berühmt waren, die Gebildeten und Schriftgelehrten, Ihn verleugneten, während einfache Fischer sich eilten, Einlass in das Reich Gottes zu erlangen« (siehe auch Erläuterungen 172). Weitere Informationen über Shaykh Aḥmad-i-Aḥsá’í finden sich in Nabíls Bericht, Kapitel 1 und 10.

172.

die »Sechs« ..., die kraft dieses »aufrechten Alif« erhoben ist (157)
In seinen Schriften hob Shaykh Aḥmad-i-Aḥsá’í den arabischen Buchstaben ›Váv‹ besonders hervor. Wie Nabíl in seinem Bericht darlegt, war dieser Buchstabe »dem Báb ein Sinnbild für den Eintritt in einen neuen Zyklus göttlicher Offenbarung. Bahá’u’lláh hat später im Kitáb-i-Aqdas mit den Wendungen ›Geheimnis der Großen Umkehr‹ und ›Zeichen des Souveräns‹ darauf verwiesen.«Q159
Der Name des Buchstabens ›Váv‹ besteht seinerseits aus drei Buchstaben: Váv, Alif und Váv. Nach der Abjad-Rechnung ist der Zahlenwert dieser Buchstaben 6, 1 und 6. In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief an einen Gläubigen im Orient gibt Shoghi Effendi eine Erklärung zu diesem Aqdas-Vers. Danach bezieht sich das »aufrechte Alif« auf das Kommen des Báb. Der erste Buchstabe mit dem Wert sechs, der dem Alif voransteht, versinnbildlicht die dem Báb vorangegangenen Offenbarungen, während der dritte Buchstabe, gleichfalls mit dem Wert sechs, für Bahá’u’lláhs höchste Manifestation, offenbart nach dem Alif, steht.

173.

Es ist euch verboten, Waffen zu tragen, außer wenn dies nötig ist (159)
Bahá’u’lláh bestätigt eine Bestimmung des Bayán, die das Tragen von Waffen verbietet, sofern dies nicht notwendig ist. Was die Umstände angeht, unter denen das Waffentragen für eine Einzelperson »nötig« ist, so gestattet ‘Abdu’l-Bahá dies zum Selbstschutz in gefährlicher Umgebung. Auch Shoghi Effendi sagt in einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief, dass ein Bahá’í notfalls, wenn die Staatsgewalt nicht präsent ist, das Recht hat, sein Leben zu verteidigen. Es gibt auch andere Situationen, in denen Waffen vonnöten sind und eingesetzt werden dürfen, etwa in Gebieten, wo die Menschen für ihre Nahrung und Kleidung auf die Jagd gehen, oder bei Sportarten wie Bogenschießen, beim Schießsport und beim Fechten.
Im Bereich der Gesellschaft geht das Prinzip kollektiver Sicherheit, wie es Bahá’u’lláh verkündet (vgl. Ährenlese 117) und Shoghi Effendi ausgeführt hat (vgl. Die Weltordnung Bahá’u’lláhs), keineswegs davon aus, dass die Anwendung von Gewalt abgeschafft wird. Vielmehr führt dieses Prinzip zu einem »System, in dem die Gewalt zur Dienerin der Gerechtigkeit gemacht«Q160 und die Existenz einer internationalen Friedensstreitmacht vorgesehen ist, welche die »organische Einheit des ganzen Gemeinwesens sichert«Q161. In der Tafel Bishárát gibt Bahá’u’lláh der Hoffnung Ausdruck, »dass die Träger der Macht Gottes … auf der ganzen Welt Kriegswaffen in Werkzeuge des Aufbaus verwandeln und Kampf und Streit aus der Menschen Mitte verbannen«Q162.
In der gleichen Tafel betont Bahá’u’lláh die Bedeutung der Freundschaft mit den Gläubigen aller Religionen, wo Er erklärt, dass »das Gesetz des heiligen Krieges aus dem Buche getilgt ist«Q163.

174.

und es ist euch erlaubt, euch in Seide zu kleiden (159)
Nach islamischem Recht ist es dem Mann generell verboten, Seide zu tragen, außer zur Zeit des heiligen Krieges. Dieses Verbot, das nicht auf dem Qur’án fußt, hat der Báb aufgehoben.

175.

hat euch der Herr von den Beschränkungen befreit, die vormals für Kleidung und den Schnitt des Bartes galten (159)
Viele Regeln zur Kleidung hatten ihren Ursprung in den Gesetzen und den überlieferten Ordnungen und Bräuchen der Religionen. Zum Beispiel legte sich die shí‘itische Geistlichkeit eine besondere Art von Kopfbedeckung und Gewandung zu. Zeitweise verbot sie den Menschen, europäische Kleidung zu tragen. In dem Bestreben, der Gepflogenheit des Propheten zu folgen, führte die muslimische Praxis auch eine Reihe von Beschränkungen zum Schnitt und zur Länge des Bartes ein.
Bahá’u’lláh beseitigte diese Beschränkungen bei der Kleidung und der Barttracht. Er überlässt solche Dinge dem »Ermessen«Q164 des Einzelnen und fordert die Gläubigen gleichzeitig auf, die Grenzen des Schicklichen nicht zu überschreiten und in allem, was die Kleidung betrifft, das rechte Maß zu halten.

176.

O Land von Káf und Rá! (164)
Káf und Rá sind die beiden ersten Konsonanten von Kirmán, einer Stadt und Provinz in Írán.

177.

Wir ... nehmen wahr, was still und heimlich aus dir hervorgeht. (164)
Diese Stelle bezieht sich auf die Machenschaften einer Gruppe von Azalí, Anhängern Mírzá Yaḥyás (siehe Erläuterungen 190), in der Stadt Kirmán. Zu ihnen gehörten Mullá Ja‘far, sein Sohn Shaykh Aḥmad-i-Rúḥí und Mírzá Áqá Khán-i-Kirmání (beides Schwiegersöhne Mírzá Yaḥyás), ferner Mírzá Aḥmad-i-Kirmání. Sie suchten nicht nur den Glauben zu untergraben, sondern beteiligten sich auch an politischen Intrigen, die im Meuchelmord an Náṣiri’d-Dín Sháh gipfelten.

178.

Ruft euch den Shaykh in Erinnerung, Muḥammad-Ḥasan (166)
Shaykh Muḥammad-Ḥasan, ein führender Vertreter des shí‘itischen Islám, verwarf den Báb. Er war der Verfasser umfangreicher Werke über das shí‘itische Recht und soll um 1850 gestorben sein.
Nabíls Bericht schildert die Begegnung in Najaf zwischen Mullá ‘Alíy-i-Basṭámí, einem der Buchstaben des Lebendigen, und Shaykh Muḥammad-Ḥasan. Bei diesem Treffen verkündete Mullá ‘Alí, dass der Báb sich offenbart hatte, und pries die Macht Seiner Offenbarung. Auf Initiative des Shaykhs wurde Mullá ‘Alí sofort zum Ketzer erklärt und aus der Versammlung ausgestoßen. Er wurde vor Gericht gestellt, zur Zwangsarbeit verurteilt und nach Istanbul überstellt.

179.

ein Weizensieber (166)
Dies ist ein Hinweis auf Mullá Muḥammad-Ja‘far Gandum-Pák-Kun, der in Iṣfahán als Erster den Glauben des Báb annahm. Er wird im Persischen Bayán erwähnt und gepriesen als einer, der »das Gewand der Jüngerschaft anlegte«Q165. Nabíls Bericht schildert, wie der »Weizensieber«Q166 die Botschaft rückhaltlos annahm und voll Eifer für die neue Offenbarung eintrat. Er schloss sich den Verteidigern der Festung Shaykh Ṭabarsí an und kam während der Belagerung ums Leben.

180.

Habt acht, dass das Wort ›Prophet‹ euch nicht von dieser Größten Verkündigung abhalte (167)
Bahá’u’lláh warnt die »Einsichtigen«, sich durch ihre Schriftinterpretationen nicht von der Anerkennung der Manifestation Gottes abhalten zu lassen. In allen Religionen neigen die Gläubigen aus Treue gegenüber dem Stifter dazu, in Seiner Offenbarung das letztgültige Wort Gottes zu sehen und die Möglichkeit weiterer Propheten auszuschließen. Dies war so im Judentum, im Christentum und im Islám. Bahá’u’lláh verwirft dieses Konzept der Endgültigkeit der Offenbarung sowohl bei den Offenbarungsreligionen der Vergangenheit als auch bei Seiner eigenen. Über die Muslime schreibt Er im Kitáb-i-Íqán, dass »das Volk des Qur’án … sich durch das Wort ›Siegel der Propheten‹Q167 die Augen verschleiern«Q168, »den Blick trüben ließ und sich dadurch der Gnade all Seiner mannigfachen Gaben beraubte«Q169. Er bestätigt, dass »diese Worte … eine schmerzliche Prüfung für die ganze Menschheit« sind, und beklagt das Schicksal jener, die »an diesen Worten kleben und nicht an Ihn glauben, Der ihr wahrer Offenbarer ist«Q170. Der Báb äußert sich zum selben Thema, wenn Er warnt: »Lasst euch nicht durch Namen wie durch einen Schleier trennen von Ihm, dem Herrn aller Namen, nicht einmal durch den Namen Prophet, denn auch dieser ist nur ein Geschöpf Seines Wortes.«Q171

181.

oder der Begriff »Statthalterschaft«Q172 euch aussperre von der ... Souveränität Dessen, Der Gottes Statthalter ist (167)
Das hier mit ›Statthalterschaft‹ übersetzte Wort heißt im arabischen Ursprungstext ›Viláya‹. Der Begriff hat eine weitgespannte Bedeutung, unter anderem ›Statthalterschaft‹, ›Hütertum‹, ›Schutzherrschaft‹ und ›Nachfolge‹. Es wird für Gott Selbst, Seine Manifestation oder die ernannten Nachfolger einer Manifestation Gottes verwendet.
In dem Aqdas-Vers warnt Bahá’u’lláh davor, durch solche Begriffe gegenüber der »Souveränität« der neuen göttlichen Manifestation, des wahren »Statthalters Gottes«, blind zu sein.

182.

Ruft euch Karím ins Gedächtnis (170)
Ḥájí Mírzá Muḥammad-Karím Khán-i-Kirmání (1810 bis etwa 1873) war der selbsternannte Führer der Shaykhí-Gemeinde nach dem Tod von Siyyid Káẓim, den Shaykh Aḥmad-i-Aḥsá’í (siehe Erläuterungen 171 und 172) zu seinem Nachfolger ernannt hatte. Er widmete sich der Verbreitung der Lehre des Shaykh Aḥmad, doch seine Ansichten führten zu Kontroversen sowohl unter seiner Anhängerschaft als auch unter seinen Gegnern.
Im Rufe stehend, einer der führenden Gelehrten und produktivsten Schriftsteller seiner Zeit zu sein, verfasste er zahlreiche Bücher und Episteln zu verschiedenen damals gepflegten Wissenszweigen. Er bekämpfte aktiv den Báb und Bahá’u’lláh und griff in seinen Abhandlungen den Báb und Dessen Lehre an. Im Kitáb-i-Íqán verurteilt Bahá’u’lláh Ton und Inhalt seiner Schriften. Dabei bezieht Er sich besonders auf ein Werk mit negativen Anspielungen auf den Báb. Shoghi Effendi nennt ihn »ungewöhnlich ehrgeizig und heuchlerisch« und beschreibt, wie er »auf ausdrückliches Ersuchen des Sháh den neuen Glauben und seine Lehre in einer Abhandlung bösartig angriff«Q173.

183.

o ihr Gelehrten in Bahá (173)
Bahá’u’lláh preist die Gelehrten unter Seinen Gläubigen. In Seinem Buch des Bundes verkündet Er: »Selig sind die Herrschenden und die Gelehrten im Volke Bahás.«Q174 Auf diese Aussage Bezug nehmend, schreibt Shoghi Effendi:
»In diesem heiligen Zyklus zählen zu den ›Gelehrten‹ auf der einen Seite die Hände der Sache Gottes und auf der anderen die Lehrer und Verbreiter Seiner Lehre, die nicht zu den Händen zählen, jedoch eine herausragende Stellung in der Lehrverkündigung haben. Was die ›Herrscher‹Q175 betrifft, so sind dies die Mitglieder der Örtlichen, Nationalen und Internationalen Häuser der Gerechtigkeit. Die Pflichten dieser Personengruppen werden in der Zukunft festgelegt werden.« Q176
Die »Hände der Sache Gottes« wurden von Bahá’u’lláh ernannt und mit verschiedenen Aufgaben, insbesondere mit dem Schutz und der Verbreitung des Glaubens, beauftragt. In Seinem Werk Vorbilder der Treue (Hofheim 1987) bezeichnet ‘Abdu’l-Bahá andere herausragende Gläubige als »Hände der Sache Gottes«. Sein Testament enthält eine Bestimmung, wonach der Hüter des Glaubens nach eigenem Ermessen »Hände der Sache Gottes« ernennen kann. Shoghi Effendi erhob zunächst eine Reihe von Gläubigen nach ihrem Tod in diesen Rang. In seinen letzten Lebensjahren ernannte er insgesamt 32 Gläubige aus allen Kontinenten. Zwischen dem Hinscheiden Shoghi Effendis 1957 und der Wahl des Universalen Hauses der Gerechtigkeit 1963 leiteten die »Hände der Sache Gottes« in ihrer Eigenschaft als »Hauptsachwalter«Q177 der keimenden Weltordnung Bahá’u’lláhs die Geschicke des Glaubens (siehe Erläuterungen 67). Im November 1964 entschied das Universale Haus der Gerechtigkeit, dass die weitere Ernennung von »Händen der Sache Gottes« auch nicht im Wege der Gesetzgebung ermöglicht werden könne. Darum hat es durch Beschluss vom Jahr 1968 die Aufgaben dieser Institution, den Schutz und die Verbreitung des Glaubens, den hierfür eigens geschaffenen Kontinentalen Beraterämtern und dem 1973 errichteten Internationalen Lehrzentrum mit Sitz im Heiligen Land übertragen.
Das Universale Haus der Gerechtigkeit ernennt die Berater, die dem Internationalen Lehrzentrum angehören, sowie die Kontinentalen Berater. Die Mitglieder des Hilfsamtes werden von den Kontinentalen Beratern ernannt. Alle diese Personen fallen unter die Begriffsbestimmung »Gelehrte«, wie sie Shoghi Effendi in der oben angeführten Erklärung gibt.

184.

legt alles, was ihr im Buche nicht versteht, Ihm vor, Der diesem mächtigen Stamm entspross (174)
Bahá’u’lláh überträgt ‘Abdu’l-Bahá das Recht der Interpretation Seiner Schrift (siehe auch Erläuterungen 145).

185.

Schule hocherhabener Einheit (175)
In diesem Vers und dem unmittelbar folgenden tritt Bahá’u’lláh einem der Gründe entgegen, mit denen einige Bábí Seinen Anspruch zurückwiesen, der Verheißene des Bayán zu sein. Sie begründeten ihre Ablehnung mit einem Sendbrief, den der Báb an »Ihn, Den Gott offenbaren wird«Q178, gerichtet hatte. Auf die Rückseite hatte der Báb geschrieben: »Möge der Blick Dessen, Den Gott offenbaren wird, diesen Sendbrief in der ersten Schule erleuchten.«Q179 Dieser Sendbrief ist in Der Báb. Eine Auswahl aus Seinen Schriften (Hofheim 1991) veröffentlicht.
Diese Bábí behaupteten, da Bahá’u’lláh zwei Jahre älter sei als der Báb, sei es Ihm unmöglich gewesen, den Sendbrief »in der ersten Schule« entgegenzunehmen.
Bahá’u’lláh erklärt hier, der Hinweis gelte Ereignissen, die sich in den geistigen Welten jenseits unserer Seinsebene ereigneten.

186.

Wir nahmen die Verse Gottes ... entgegen, als Er sie Uns gab (175)
In Seinem Sendbrief an »Ihn, Den Gott offenbaren wird«Q180, bezeichnet der Báb den Bayán als Sein Geschenk an Bahá’u’lláh. Vgl. Der Báb. Eine Auswahl aus Seinen Schriften.

187.

O Volk des Bayán! (176)
Dies bezieht sich auf die Anhänger des Báb.

188.

ehe die Buchstaben ›Sei!‹ verbunden und verknüpft wurden (177)
Die Befehlsform ›Sei!‹ ist im arabischen Original das Wort ›kun‹, das aus den beiden Buchstaben ›Káf‹ und ›Nún‹ besteht. Sie sind von Shoghi Effendi im Englischen mit ›BE‹ übersetzt worden. Im Qur’án wird dieses Wort als Gottes Befehl verwendet, der die Schöpfung ins Dasein ruft.
In einem in seinem Auftrag geschriebenen Brief erläutert Shoghi Effendi die Bedeutung dieser Buchstaben. Sie bilden das Wort »Sei!«, das »die schöpferische Macht Gottes ausdrückt, Der durch Seinen Befehl alle Dinge ins Dasein ruft«, sowie »die Macht der Manifestation Gottes, Seine große geistige Schöpferkraft«.

189.

dieser neuen Weltordnung (181)
Im Persischen Bayán erklärt der Báb: »Wohl dem, der seinen Blick auf die Ordnung Bahá’u’lláhs lenkt und seinem Herrn dankt! Denn Er wird sicherlich offenbar werden. Gott hat es wahrlich unwiderruflich im Bayán verfügt.«Q181 Nach Shoghi Effendi ist diese »Ordnung« identisch mit dem System, das Bahá’u’lláh im Aqdas ins Auge fasst. Dort bezeugt Erden umwälzenden Einfluss dieses Systems auf das Leben der Menschheit und offenbart die Gesetze und Grundsätze, die dieses System steuern.
Die Wesenszüge der »neuen Weltordnung« sind in den Schriften Bahá’u’lláhs und ‘Abdu’l-Bahás sowie den Briefen Shoghi Effendis und des Universalen Hauses der Gerechtigkeit beschrieben. Die Institutionen der heutigen Gemeindeordnung der Bahá’í bilden die »strukturelle Grundlage«Q182 der Weltordnung Bahá’u’lláhs. Sie werden heranreifen und sich zum Bahá’í-Weltgemeinwesen entwickeln. In dieser Hinsicht, so versichert Shoghi Effendi, wird die Gemeindeordnung, »sobald ihre Elemente, ihre organischen Institutionen, mit Kraft und Effizienz zu arbeiten beginnen, ihren Anspruch und ihre Eignung unter Beweis stellen, nicht nur der Keim, sondern das Modell der neuen Weltordnung zu sein, dazu bestimmt, zur festgesetzten Zeit die ganze Menschheit zu umfassen«Q183.
Zu weiteren Informationen über die Entwicklung dieser neuen Weltordnung siehe die in Die Weltordnung Bahá’u’lláhs veröffentlichten Briefe Shoghi Effendis.

190.

O du Quell der Verirrung! (184)
Dies bezieht sich auf Mírzá Yaḥyá, genannt Ṣubḥ-i-Azal (Morgen der Ewigkeit), einen jüngeren Halbbruder Bahá’u’lláhs, der sich gegen Ihn erhob und gegen Seine Sache opponierte. Mírzá Yaḥyá wurde vom Báb nominell als Führer der Bábí-Gemeinde bis zur kurz bevorstehenden Manifestation des Verheißenen bestellt. Auf Anstiftung des Siyyid Muḥammad-i-Iṣfahání (siehe Erläuterungen 192) missbrauchte Mírzá Yaḥyá das Vertrauen des Báb, behauptete, Dessen Nachfolger zu sein, und schmiedete Ränke gegen Bahá’u’lláh, ja versuchte sogar, Ihn zu ermorden. Als Bahá’u’lláh in Adrianopel ihm gegenüber Seinen Anspruch in aller Form erhob, ging Mírzá Yaḥyá so weit, dass er selbst beanspruchte, Empfänger einer unabhängigen Offenbarung zu sein. Sein usurpatorischer Anspruch wurde schließlich von allen zurückgewiesen, einige wenige ausgenommen, die ›Azalí‹ genannt werden (siehe Erläuterungen 177). Mírzá Yaḥyá wird von Shoghi Effendi »Erzbrecher des Bundes des Báb«Q184 genannt (siehe Gott geht vorüber, Kap. 10).

191.

erinnere dich, wie Wir dich bei Tag und bei Nacht für den Dienst an der Sache Gottes erzogen (184)
In seinem Werk Gott geht vorüber verweist Shoghi Effendi auf die Tatsache, dass Bahá’u’lláh, Der dreizehn Jahre älter war als Sein Halbbruder, Mírzá Yaḥyá in dessen Jugend beraten und geleitet hatte.

192.

Gott hat den ergriffen, der dich in die Irre geführt. (184)
Dies bezieht sich auf Siyyid Muḥammad-i-Iṣfahání, den Shoghi Effendi als den »Antichrist der Bahá’í-Offenbarung«Q185 beschreibt, einen Mann von verderbtem Charakter und großem persönlichem Ehrgeiz. Er verführte Mírzá Yaḥyá dazu, sich gegen Bahá’u’lláh zu erheben und die Stufe der Prophetenschaft für sich selbst zu beanspruchen (siehe Erläuterungen 190). Obwohl Gefolgsmann des Mírzá Yaḥyá, wurde Siyyid Muḥammad mit Bahá’u’lláh nach ‘Akká verbannt, wo er fortfuhr, gegen Bahá’u’lláh zu hetzen und Ränke zu schmieden. Die Umstände seines Todes beschreibt Shoghi Effendi in seinem Werk Gott geht vorüber wie folgt:
»Eine neue Gefahr bedrohte nun offensichtlich Bahá’u’lláhs Leben. Er hatte Seinem Gefolge bei verschiedenen Gelegenheiten, schriftlich und mündlich, entschieden jede Vergeltung gegenüber seinen Peinigern untersagt. Einen verantwortungslosen arabischen Konvertiten hatte Er sogar nach Beirut zurückgeschickt, weil dieser daran gedacht hatte, das an seinem geliebten Führer verübte Unrecht zu rächen. Gleichwohl spürten sieben seiner Gefährten drei ihrer Verfolger auf und erschlugen sie, unter ihnen waren Siyyid Muḥammad und Áqá Ján.
Die Bestürzung der ohnehin schwer bedrängten Gemeinde war unbeschreiblich. Bahá’u’lláhs Empörung kannte keine Grenzen. In einer kurz nach dieser Tat offenbarten Tafel beschreibt Er Seine Gefühle wie folgt: ›Wollten Wir davon sprechen, was über Uns gekommen ist, so müssten die Himmel zerbersten und die Berge einstürzen.‹Q186 Und bei einer anderen Gelegenheit schreibt Er: ›Meine Gefangenschaft bereitet Mir keine Pein, was Mich schmerzt, ist das Verhalten derer, die Mich lieben, die den Anspruch erheben, Mir zuzugehören, und doch begehen, was Mein Herz und Meine Feder weinen lässt.‹Q187«

193.

Wählt eine einzige Sprache ... und führt ... eine gemeinsame Schrift ein. (189)
Bahá’u’lláh gebietet die Einführung einer Weltsprache und einer Weltschrift. Er sieht zwei Stufen dieses Prozesses vor: zuerst die Auswahl einer bestehenden oder künstlich geschaffenen Sprache, die dann an allen Schulen der Welt als Hilfssprache neben der Muttersprache zu lehren ist. Die Staaten der Welt sind aufgerufen, durch ihre Parlamente dieses bedeutsame Gesetz zu erlassen. Die zweite Stufe in fernerer Zukunft ist die Einführung einer einzigen Sprache und Schrift für alle Erdenbewohner.

194.

Zwei Zeichen haben Wir bestimmt für die Mündigkeit des Menschengeschlechts (189)
Das erste Zeichen für die Mündigkeit der Menschheit ist in den Schriften Bahá’u’lláhs das Entstehen einer Wissenschaft, die, als »göttliche Philosophie«Q188 bezeichnet, auch zur Entdeckung eines grundlegenden Zugangs zur Umwandlung der Elemente führen wird – ein Hinweis auf eine glanzvolle, verblüffende, künftige Erweiterung menschlicher Erkenntnis.
Zum »zweiten« Zeichen, von dem Bahá’u’lláh sagt, dass es im Kitáb-i-Aqdas offenbart sei, erklärt Shoghi Effendi, Bahá’u’lláh habe »in Seinem Heiligsten Buch die Auswahl einer einzigen Sprache und die Einführung einer gemeinsamen Schrift für alle, die auf Erden wohnen, verfügt – ein Befehl, dessen Ausführung, wie Er Selbst in Seinem Buch versichert, ein Zeichen für die ›Mündigkeit des Menschengeschlechts‹ ist«Q189.
Weitere Einsicht in den Prozess des Mündigwerdens der Menschheit und der Weiterentwicklung zur Mündigkeit bietet die folgende Erklärung Bahá’u’lláhs:
»Eines der Reifezeichen der Welt ist, dass es niemand mehr auf sich nehmen will, die Last der Königswürde zu tragen. Das Königtum wird niemanden finden, der gewillt wäre, seine Last allein zu tragen. Jener Tag wird der Tag sein, an dem die Weisheit unter den Menschen offenbar sein wird.« Q190
Shoghi Effendi hat das Mündigwerden der Menschheit mit der Verwirklichung ihrer Einheit, der Errichtung eines Weltgemeinwesens verknüpft, die ein noch nie dagewesenes Stimulans sein wird für »das intellektuelle, moralische und geistige Leben des ganzen Menschengeschlechts«Q191.

Quellenangaben

Q1 Bahá’u’lláh, Ährenlese 45:1 – Anm. d. Hrsg.
Q2 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:182 – Anm. d. Hrsg.
Q3 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:5 – Anm. d. Hrsg.
Q4 Bahá’u’lláh, in: Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 395 – Anm. d. Hrsg.
Q5 ‘Abdu’l-Bahá, Wille und Testament 16–17, in: Dokumente des Bundes 2:2:16–17 – Anm. d. Hrsg.
Q6 Bahá’u’lláh, Kalimát-i-Firdawsíyyih, in: Botschaften aus ‘Akká 6:28 – Anm. d. Hrsg.
Q7 vgl. Shoghi Effendi, Weltordnung Bahá’u’lláhs 2:11 – Anm. d. Hrsg.
Q8 vgl. Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:30 und 1:21, 1:22, 1:48, 1:49 – Anm. d. Hrsg.
Q9 Shoghi Effendi, in: Directives of the Guardian 11:1–2 – Anm. d. Hrsg.
Q10 Shoghi Effendi, in: Unfolding Destiny, p. 426 – Anm. d. Hrsg.
Q11 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 396 – Anm. d. Hrsg.
Q12 Bahá’u’lláh, Ährenlese 131:2 – Anm. d. Hrsg.
Q13 Offb. 21:1 – Anm. d. Hrsg.
Q14 Offb. 21:3 – Anm. d. Hrsg.
Q15 Offb. 21:2 – Anm. d. Hrsg.
Q16 Offb. 21:2 – Anm. d. Hrsg.
Q17 Offb. 21:2 – Anm. d. Hrsg.
Q18 vgl. Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 2:1:1, Kitáb-i-‘Ahd, Ishráqát, in: Botschaften aus ‘Akká 15:9, 8:58 – Anm. d. Hrsg.
Q19 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:81 – Anm. d. Hrsg.
Q20 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:82 – Anm. d. Hrsg.
Q21 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:83 – Anm. d. Hrsg.
Q22 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:99 – Anm. d. Hrsg.
Q23 vgl. Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:30, siehe auch: 1:21, 1:22, 1:42, 1:48, 1:49 – Anm. d. Hrsg.
Q24 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:52 – Anm. d. Hrsg.
Q25 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:147 – Anm. d. Hrsg.
Q26 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:21 – Anm. d. Hrsg.
Q27 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:47 – Anm. d. Hrsg.
Q28 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:58 – Anm. d. Hrsg.
Q29 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:1 – Anm. d. Hrsg.
Q30 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:90 – Anm. d. Hrsg.
Q31 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:90 – Anm. d. Hrsg.
Q32 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:89 – Anm. d. Hrsg.
Q33 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:91 – Anm. d. Hrsg.
Q34 vgl. Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:94 – Anm. d. Hrsg.
Q35 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:164 – Anm. d. Hrsg.
Q36 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:184 – Anm. d. Hrsg.
Q37 Bahá’u’lláh,.
Q38 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:99 – Anm. d. Hrsg.
Q39 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:14 – Anm. d. Hrsg.
Q40 Bahá’u’lláh,.
Q41 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:2 – Anm. d. Hrsg.
Q42 Bahá’u’lláh, Tajallíyát, in: Botschaften aus ‘Akká 5:10 – Anm. d. Hrsg.
Q43 Bahá’u’lláh, .
Q44 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:2 – Anm. d. Hrsg.
Q45 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:29 – Anm. d. Hrsg.
Q46 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:4 – Anm. d. Hrsg.
Q47 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Aqdas 1:3 – Anm. d. Hrsg.
Q48 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Siyyid-i-Mihdíy-i-Dahají, in: Botschaften aus ‘Akká 13:20 – Anm. d. Hrsg.
Q49 Báb,
Q50 Báb,
Q51 Báb,
Q52 vgl. Qur’án 2:253, 14:27, 22:14, 22:18 – Anm. d. Hrsg.
Q53 Qur’án 21:23 – Anm. d. Hrsg.
Q54 Báb, Qayyúmu’l-Asmá’, Kap. 72, in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 2:40:2 – Anm. d. Hrsg.
Q55 Qur’án 2:15 – Anm. d. Hrsg.
Q56 Qur’án 2:115.
Q57 vgl. Qur’án 2:83 – Anm. d. Hrsg.
Q58 Bahá’u’lláh, in Ährenlese 103:4 – Anm. d. Hrsg.
Q59 Báb, Qayyúmu’l-Asmá’ Kap. 21, in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 2:12:1 – Anm. d. Hrsg.
Q60 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 458 – Anm. d. Hrsg.
Q61 Qur’án 83:25 – Anm. d. Hrsg.
Q62 Bahá’u’lláh, Ährenlese 153:7 – Anm. d. Hrsg.
Q63 Bahá’u’lláh, Ishráqát, in: Botschaften aus ‘Akká 8:11 – Anm. d. Hrsg.
Q64 Bahá’u’lláh, in: Gebete und Meditationen 109:1 – Anm. d. Hrsg.
Q65 ‘Abdu’l-Bahá,
Q66 Shoghi Effendi, Brief von 1934-11-05 an einen Gläubigen, in: Compilation of Compilations 1759 – Anm. d. Hrsg.
Q67 Shoghi Effendi, Brief von 1949-06-24 in seinem Auftrag an einen Gläubigen, in: Compilation of Compilations 1780 – Anm. d. Hrsg.
Q68 Bahá’u’lláh, in: Gebete und Meditationen 38.
Q69 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte, arab. 4 – Anm. d. Hrsg.
Q70 Shoghi Effendi, in: Directives from the Guardian 71:6 – Anm. d. Hrsg.
Q71 Shoghi Effendi, in: Letters from the Guardian to Australia and New Zealand, p. 42 – Anm. d. Hrsg.
Q72 Shoghi Effendi, in: Letters from the Guardian to Australia and New Zealand, p. 41 – Anm. d. Hrsg.
Q73 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte, arab. 26 – Anm. d. Hrsg.
Q74 Bahá’u’lláh, Verborgene Worte, arab. 27 – Anm. d. Hrsg.
Q75 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-‘Ahd, in Botschaften aus ‘Akká 15:2 – Anm. d. Hrsg.
Q76 Shoghi Effendi, in: Dawn of a New Day, p. 77 – Anm. d. Hrsg.
Q77 ‘Abdu’l-Bahá, in: Compilation of Compilations 614:1 – Anm. d. Hrsg.
Q78 ‘Abdu’l-Bahá, zitiert von: Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:104 – Anm. d. Hrsg.
Q79 Báb, Bayán-i-‘Arabí – Anm. d. Hrsg.
Q80 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Maqṣúd in: Botschaften aus ‘Akká 11:16 – Anm. d. Hrsg.
Q81 Shoghi Effendi, Brief von 1933-08-30, in: Compilation of Compilations 196:1 – Anm. d. Hrsg.
Q82 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 64:1 – Anm. d. Hrsg.
Q83 Shoghi Effendi, in: Bahá’í Administration 2:51:9 – Anm. d. Hrsg.
Q84 Shoghi Effendi, in: Bahá’í Administration 2:51:8 – Anm. d. Hrsg.
Q85 Shoghi Effendi, in. Directives from the Guardian 218:1 – Anm. d. Hrsg.
Q86 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:12 – Anm. d. Hrsg.
Q87 Shoghi Effendi, Brief in seinem Auftrag an einen Gläubigen, in: Compilation of Compilations 210 – Anm. d. Hrsg.
Q88 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 160:4 – Anm. d. Hrsg.
Q89 Bahá’u’lláh, Kalimát-i-Firdawsíyyih, in: Botschaften aus ‘Akká 6:36 – Anm. d. Hrsg.
Q90 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:11 – Anm. d. Hrsg.
Q91 Bahá’u’lláh, zitiert von: Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:71 – Anm. d. Hrsg.
Q92 ‘Abdu’l-Bahá, in: Beantwortete Fragen 45:2 – Anm. d. Hrsg.
Q93 ‘Abdu’l-Bahá, in: Beantwortete Fragen 45:5 – Anm. d. Hrsg.
Q94 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of Abdul-Baha, p. 580 – Anm. d. Hrsg.
Q95 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 74:1 – Anm. d. Hrsg.
Q96 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 74:1 – Anm. d. Hrsg.
Q97 Shoghi Effendi, in: Directives from the Guardian 78:1 – Anm. d. Hrsg.
Q98
Q99 Bahá’u’lláh, in: Bahá’í-Gebete 223:3 (dt. Ausgabe) – Anm. d. Hrsg.
Q100 Shoghi Effendi, Brief von 1936-05-03 an einen Gläubigen, in: Lights of Guidance 1267 – Anm. d. Hrsg.
Q101 Shoghi Effendi, Brief von 1947-10-25 an den Nationalen Geistigen Rat in den Vereinigten Staaten und Kanada, in: Compilation of Compilations 544 – Anm. d. Hrsg.
Q102 Shoghi Effendi, Brief von 1935-07-06 in seinem Auftrag an einen Gläubigen, in: Compilation of Compilations, 2310 – Anm. d. Hrsg.
Q103 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 129:4 – Anm. d. Hrsg.
Q104 ‘Abdu’l-Bahá, in: Tablets of Abdul-Baha, p. 582 – Anm. d. Hrsg.
Q105 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 14:19 – Anm. d. Hrsg.
Q106 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 246 – Anm. d. Hrsg.
Q107 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 37 – Anm. d. Hrsg.
Q108 ‘Abdu’l-Bahá, in Additional Tablets, Extracts, Talks, 13:1 – Anm. d. Hrsg.
Q109 Bahá’u’lláh, Ishráqát, in: Botschaften aus ‘Akká 8:69 – Anm. d. Hrsg.
Q110 Shoghi Effendi, Brief von 1939-02-17 an den Nationalen Geistigen Rat in Indien, in: Dawn of a New Day, p. 77 – Anm. d. Hrsg.
Q111 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:19 – Anm. d. Hrsg.
Q112 Bahá’u’lláh, Tajallíyát, in: Botschaften aus ‘Akká 5:13 – Anm. d. Hrsg.
Q113 vgl. Báb, Kitáb-i-Asmá’ 17:16, in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 5:6:1 – Anm. d. Hrsg.
Q114 Shoghi Effendi, Brief von 1947-02-15 an einen Gläubigen, in: Unfolding Destiny, p. 445 – Anm. d. Hrsg.
Q115 Shoghi Effendi, Brief von 1932-11-30 in seinem Auftrag an einen Gläubigen, in: Compilation of Compilations 2224 – Anm. d. Hrsg.
Q116 Bahá’u’lláh, zitiert in: Shoghi Effendi, Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 110 – Anm. d. Hrsg.
Q117 vgl. Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 210 – Anm. d. Hrsg.
Q118 Bahá’u’lláh, Ishráqát, in: Botschaften aus ‘Akká 8:37 – Anm. d. Hrsg.
Q119 Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Napulyún II, in Anspruch und Verkündigung 1:138 – Anm. d. Hrsg.
Q120 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 421 – Anm. d. Hrsg.
Q121 ‘Abdu’l-Bahá, Wille und Testament ‘Abdu’l-Bahás 27 – Anm. d. Hrsg.
Q122 Bahá’u’lláh, Tablet to Ḥájí Siyyid Javád, – Anm. d. Hrsg.
Q123 vgl. Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 75:2, 138:4, Brief an den Sohn des Wolfes 188 u. a. – Anm. d. Hrsg.
Q124 Shoghi Effendi, Brief von 1950-03-26 in seinem Auftrag an einen Gläubigen, in: Lights of Guidance 1223 – Anm. d. Hrsg.
Q125 Bahá’u’lláh, in: Compilation of Compilations 1785 – Anm. d. Hrsg.
Q126 ‘Abdu’l-Bahá, in: Compilation of Compilations 1789 – Anm. d. Hrsg.
Q127 Shoghi Effendi, Brief von 1926-11-04 in seinem Auftrag an einen Gläubigen, in: Das Licht göttlicher Führung II 5:1 – Anm. d. Hrsg.
Q128 Shoghi Effendi, Brief von 1938-07-25 an einen Gläubigen, in: Compilation of Compilations 1795 – Anm. d. Hrsg.
Q129 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-‘Ahd, in: Botschaften aus ‘Akká 15:9 – Anm. d. Hrsg.
Q130 Shoghi Effendi, Brief von 1944-11-13 in seinem Auftrag an einen Gläubigen, in: Directives from the Guardian 115:2 – Anm. d. Hrsg.
Q131 Báb, Bayán-i-Fársí, – Anm. d. Hrsg.
Q132 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 52:1 – Anm. d. Hrsg.
Q133 Báb, Bayán-i-‘Arabí, – Anm. d. Hrsg.
Q134 Qur’án 54:6, zitert in: Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 267 – Anm. d. Hrsg.
Q135 Abú-‘Abdu’lláh, zitiert in: Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 269 – Anm. d. Hrsg.
Q136 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 37 – Anm. d. Hrsg.
Q137 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 27:4 – Anm. d. Hrsg.
Q138 vgl. Qur’án 18:110 – Anm. d. Hrsg.
Q139 vgl. Qur’án 17:93 – Anm. d. Hrsg.
Q140 Bahá’u’lláh, in: Ährenlese 27:4 – Anm. d. Hrsg.
Q141 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 161 – Anm. d. Hrsg.
Q142 vgl. Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 193 – Anm. d. Hrsg.
Q143 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 196 – Anm. d. Hrsg.
Q144 Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:41 – Anm. d. Hrsg.
Q145 Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:37 – Anm. d. Hrsg.
Q146 vgl. 2 Petr. 3:11, Apg. 2:16–21 – Anm. d. Hrsg.
Q147 Jes. 9:6 – Anm. d. Hrsg.
Q148 vgl. Dtn. 33:2, Jud. 1:14–15– Anm. from Bahá’í Verlag.
Q149 Mt. 16:27 – Anm. d. Hrsg.
Q150 vgl. Qur’án 4:171 – Anm. d. Hrsg.
Q151 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 131 – Anm. d. Hrsg.
Q152 vgl. Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 198 – Anm. d. Hrsg.
Q153 Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 69 – Anm. d. Hrsg.
Q154 Bahá’u’lláh, zitiert von: Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:39 – Anm. d. Hrsg.
Q155 Shoghi Effendi, Das Kommen göttlicher Gerechtigkeit 47 – Anm. d. Hrsg.
Q156 ‘Abdu’l-Bahá, in: Briefe und Botschaften 129:10–11 – Anm. d. Hrsg.
Q157 ‘Abdu’l-Bahá, in: Compilation of Compilations 142 – Anm. d. Hrsg.
Q158 Shoghi Effendi, in Citadel of Faith 64:3 – Anm. d. Hrsg.
Q159 Nabíl-i-A‘ẓam, Nabíls Bericht 10:3 – Anm. d. Hrsg.
Q160 Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 7:111 – Anm. d. Hrsg.
Q161 Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 7:109 – Anm. d. Hrsg.
Q162 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:8 – Anm. d. Hrsg.
Q163 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:2 – Anm. d. Hrsg.
Q164 Bahá’u’lláh, Bishárát, in: Botschaften aus ‘Akká 3:10 – Anm. d. Hrsg.
Q165 Báb, Bayán-i-Fársí 8:14, in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 3:8:3 – Anm. d. Hrsg.
Q166 Nabíl-i-A‘ẓam, Nabíls Bericht 4:4 – Anm. d. Hrsg.
Q167 Qur’án 33:40 – Anm. d. Hrsg.
Q168 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 237 – Anm. d. Hrsg.
Q169 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 172 – Anm. d. Hrsg.
Q170 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-Íqán 173 – Anm. d. Hrsg.
Q171 Báb, zitiert in: Bahá’u’lláh, Brief an den Sohn des Wolfes 247 – Anm. d. Hrsg.
Q172 Báb, Qayyúmu’l-Asmá’, Kap. 72, in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 2:40:2 – Anm. d. Hrsg.
Q173 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 123 – Anm. d. Hrsg.
Q174 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-‘Ahd, in: Botschaften aus ‘Akká 15:7 – Anm. d. Hrsg.
Q175 Bahá’u’lláh, Kitáb-i-‘Ahd, in: Botschaften aus ‘Akká 15:7 – Anm. d. Hrsg.
Q176 Shoghi Effendi,
Q177 Shoghi Effendi, Botschaft von 1957-̂10 an die Anhänger Bahá’u’lláhs in der ganzen Welt, in: Messages to the Bahá’í World 1950-1957, p. 127 – Anm. d. Hrsg.
Q178 Báb, Tafel an »Ihn der offenbart werden wird«, in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 1:1:2 – Anm. d. Hrsg.
Q179 Báb,
Q180 Báb, Tafel an »Ihn der offenbart werden wird«, in: Eine Auswahl aus Seinen Schriften 1:1:2 – Anm. d. Hrsg.
Q181 Báb, zitiert von: Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:100 – Anm. d. Hrsg.
Q182 Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 7:4 – Anm. d. Hrsg.
Q183 Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 6:95 – Anm. d. Hrsg.
Q184 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 272, 438 – Anm. d. Hrsg.
Q185 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 272 – Anm. d. Hrsg.
Q186 Bahá’u’lláh,
Q187 Bahá’u’lláh,
Q188 vgl. Bahá’u’lláh, Lawḥ-i-Ḥikmat, in: Botschaften aus ‘Akká 9:25 – Anm. d. Hrsg.
Q189 Shoghi Effendi, Gott Geht Vorüber 385 – Anm. d. Hrsg.
Q190 Bahá’u’lláh, zitiert in: Shoghi Effendi, Der Verheißene Tag ist gekommen 174 – Anm. d. Hrsg.
Q191 Shoghi Effendi, in: Weltordnung Bahá’u’lláhs 7:111 – Anm. d. Hrsg.

Anmerkungen

A1 deutsche Ausgabe: Bahá’u’lláh, Botschaften aus ‘Akká, offenbart nach dem Kitáb-i-Aqdas – Anm. d. Hrsg.
A2 Gott geht Vorüber 389–494 (12:41–47) – Anm. d. Hrsg.
A3 Napoleon III.
A4 Ṭihrán.
A5 Khurásán.
A6
A7 der Báb – Anm. d. Hrsg.
A8 der Báb.
A9 des Báb.
A10 Bahá’u’lláh.
A11 der Báb.
A12 der Báb.
A13 Bahá’u’lláh.
A14 Kirmán.
A15
A16 der Báb.
A17 Bahá’u’lláh, Ishráqát in: Botschaften aus ‘Akká 8:60–62 – Anm. d. Hrsg.
A18 Bahá’u’lláh, in: Gebete und Meditationen 183.
A19 Alláh-u-Abhá – Anm. d. Hrsg.
A20 Bahá’u’lláh, in: Gebete und Meditationen 182.
A21 Gebetsrichtung, das heißt nach Bahjí, bei ‘Akká.
A22 Bahá’u’lláh, in: Gebete und Meditationen 181.
A23 Bahá’u’lláh, in: Gebete und Meditationen 167.
A24 Bahá’u’lláh.
A25 der erste Monat im islámischen Mondkalender.
A26 Im Arabischen unterscheiden sich die beiden Verse nach dem Geschlecht.
A27 Dies bezieht sich auf die Mindestdauer einer Reise, die den Reisenden vom Fasten entbindet.
A28 die Frühjahrs-Tagundnachtgleiche auf der nördlichen Halbkugel.
A29 Gemeint ist die Tafel, welche die heute gebräuchlichen drei Pflichtgebete enthält.
A30 ein Rauminhalt von etwa einem halben Kubikmeter.
A31 nach Farbe, Geschmack und Geruch.
A32 Adrianopel.
A33 Die Aufteilung des Nachlasses gilt für den Fall, dass kein Testament vorhanden ist. Siehe Absatz o.
A34 Am 10. Juli 2014 kündigte das Universale Haus der Gerechtigkeit Vorkehrungen für die all-gemeine Umsetzung des Badí‘-Kalenders an, die zu Naw-Rúz 172 (Sonnenuntergang des 20. März 2015) in Kraft treten sollten. Der erste Tag des Fastenmonats variiert nun entsprechend dem Tag, auf den Naw-Rúz des kommenden Jahres fällt.
A35 In seiner Botschaft vom 10. Juli 2014 über die allgemeine Umsetzung des Badí‘-Kalenders ab Naw-Rúz 172 bestimmte das Universale Haus der Gerechtigkeit Ṭihrán als den Ort auf der Erde, der als Bezugspunkt dienen werde, um durch zuverlässige astronomische Berechnung den Zeitpunkt der Frühjahrs-Tagundnachtgleiche in der nördlichen Hemisphäre und damit den Naw-Rúz-Tag zu ermitteln.
A36 In seiner Botschaft vom 10. Juli 2014 über die allgemeine Umsetzung des Badí‘-Kalenders erklärte das Universale Haus der Gerechtigkeit, dass die Zwillingsfeste der Geburt am ersten und zweiten Tag nach dem achten Neumond nach Naw-Rúz gefeiert werden sollen, entsprechend der zuvor erfolgten Bestimmung anhand astronomischer Tabellen mit Ṭihrán als Bezugspunkt.
A37 Mit der Umsetzung des Badí‘-Kalenders, wie sie vom Universalen Haus der Gerechtigkeit in seiner Botschaft vom 10. Juli 2014 angekündigt wurde, variiert in aufeinanderfolgenden Jahren die Anzahl der Schalttage je nach Zeitpunkt der Frühjahrs-Tagundnachtgleiche.
A38 Der Begriff wird innerhalb der Thora mehr als 200 mal verwendet – Anm. d. Hrsg.