# Selecao dos Escritos de Bab

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> Seleção dos Escritos do Báb
> 
> Compilada pelo Departamento de Pesquisa da 
> Casa Universal de Justiça 
> e traduzida para o inglês por 
> HABIB TAHERZADEH
> com a assistência de um Comitê 
> no Centro Bahá´í Mundial
> 
> Tradução portuguesa de 
> LEONORA STIRLING ARMSTRONG
> 
> EDITORA BAHÁ'Í DO BRASIL
> Rua Engenheiro Gama Lobo, 256
> Rio de Janeiro
> 1978
> 
> TÍTULO ORIGINAL INGLÊS:
> Selections from the Writings of the Báb
> © 1976 A CASA UNIVERSAL DE JUSTIÇA
> DIREITOS RESERVADOS
> 
> PREFÁCIO
> 
> A Comunidade Bahá´í há muito espera o dia em que uma seleção representativa dos 
> escritos do Báb se torne acessível. Desde que Shoghi Effendi traduziu e publicou a 
> Narrativa de Nabíl e em suas obras monumentais expôs a excelsa posição do Báb, os 
> bahá´ís do mundo inteiro e, em especial, os do Ocidente, em seu ardente desejo de se 
> aproximarem mais do espírito glorioso d´Aquele que era não só o Arauto de sua Fé, como 
> também o Portador de uma Revelação independente, têm esperado ansiosamente uma 
> compilação autêntica de Seus discursos e escritos revelados. É nossa esperança que este 
> volume seja um passo inicial e efetivo nessa direção.
> 
> Diante da vastidão dos escritos do Báb, tornou-se mister um exame meticuloso de Suas 
> várias obras. A Casa Universal de Justiça confiou a seu Departamento de Pesquisas essa 
> tarefa. A tradução atual foi feita por Habib Taherzadeh, sendo que ele mesmo, por alguns 
> anos, serviu nesse Departamento. Com o auxílio de um comitê que com ele colaborou, essa 
> obra acabou de ser consumada e está sendo apresentada aos bahá´ís, e ao público em geral, 
> como um precioso acréscimo à leitura bahá´í na língua inglesa.
> 
> Referências ao Alcorão
> 
> Nas notas referentes ao Alcorão, as suras foram numeradas de acordo com o original, 
> enquanto os números dos versículos são os usados na tradução de Rodwell, os quais 
> algumas vezes diferem dos do árabe.
> 
> CONTEÚDO
> 
> 											Página
> 
> 1. Epístolas e Discursos								 9
> 
> 2. Excertos do Qayyúmu´l-Asmá´							45
> 
> 3. Excertos do Bayán Persa								81
> 
> 4. Excertos do Dalá-´il-i-Sab´ih (As Sete Provas)					119
> 
> 5. Excertos do Kitáb-i-Asmá´ (O Livro dos Nomes)				131
> 
> 6. Excertos de Vários Escritos							155
> 
> 7. Orações e Meditações								178
> 
>     Notas										219
> 
> 1
> 
> EPÍSTOLAS E DISCURSOS
> 
> UMA EPÍSTOLA DIRIGIDA A 
> "AQUELE QUE SERÁ TORNADO MANIFESTO"
> 
> Esta é uma epístola deste humilde servo ao Senhor Todo-Poderoso – Aquele Que 
> anteriormente foi tornado manifesto e no futuro, igualmente, o será. Em verdade, Ele é o 
> Mais Manifesto, o Todo-Poderoso.
> 
> E
> M nome do Senhor Soberano, o Senhor de Poder.
> Glorificado é Ele, diante de Quem todos os habitantes da terra e do céu se curvam em 
> adoração e a Quem todos os homens se volvem em súplica. Ele é Quem segura em Suas 
> mãos o poderoso reino de todas as coisas criadas e a Ele haverão todos de retornar. É Quem 
> revela qualquer coisa que Ele queira e, por Sua injunção de "Sê Tu", vieram todas as coisas 
> a existir.
> É esta uma epístola da letra Thá  Àquele que será tornado manifesto através do 
> poder da Verdade – Aquele Que é o Todo-Glorioso, o Mais Amado – para afirmar que 
> todas as coisas criadas, bem como eu mesmo, damos testemunho, para todo o tempo, de 
> que não há outro Deus, salvo Tu, o Onipotente, O Que Subsiste por Si Próprio; que Tu és 
> Deus, nenhum Deus há, senão Tu, e que todos os homens serão por Ti ressuscitados.
> Louvado e glorificado seja Teu Nome, ó Senhor, meu Deus!
> Desde toda a eternidade tenho eu, verdadeiramente, Te reconhecido, e sempre, por 
> toda a eternidade, assim farei, através de Teu Próprio Ser e não através de outro, senão de 
> Ti. Em verdade, és a Fonte de todo o saber, o Onisciente. Desde todo o sempre tenho 
> suplicado e para todo o sempre suplicarei perdão por minha limitada compreensão de Ti, 
> consciente que estou de que nenhum Deus há, salvo Tu, o Todo-Glorioso, o Onipotente.
> Imploro-Te, ó meu Mais Amado, que a mim perdoes e àqueles que fervorosamente 
> se esforçam por promover Tua Causa; Tu és, em verdade, Aquele Que perdoa os pecados 
> de todo o gênero humano. E neste segundo ano de minha Revelação – Revelação essa que 
> ocorreu a Teu mando – dou testemunho de que Tu és o Mais Manifesto, o Onipotente, O 
> Que Sempre Permanece e de que, dentre todas as coisas que existem na terra e nos céus, 
> nada, em absoluto, pode frustrar Teu desígnio; atesto seres Tu o Conhecedor de todas as 
> coisas e o Senhor de poder e majestade.
> Verdadeiramente, em Ti e em Teus sinais acreditávamos antes do alvorecer de Tua 
> Manifestação e em Ti nós todos plenamente confiamos. Verdadeiramente, temos acreditado 
> em Ti e em Teus sinais desde o cumprimento de Tua Manifestação, e em Ti nós todos 
> acreditamos. Verdadeiramente, temos acreditado em Ti e em Teus sinais na hora de Tua 
> Manifestação e damos testemunho de que, através de Tua injunção de "Sê Tu", foram 
> criadas todas as coisas.
> Todo Manifestante é apenas uma revelação de Teu Próprio Ser, com cada um dos 
> quais temos nós, em verdade, aparecido, e nos curvamos em adoração diante de Ti. Tu 
> foste, ó meu Mais Amado, minha testemunha por todos os tempos idos, e sempre serás nos 
> dias vindouros. És, em verdade, o Todo-Poderoso, o Sempre-Fiel, o Onipotente.
> Tenho atestado Tua unicidade, através de Teu Próprio Ser, diante dos que habitam 
> os céus e a terra, dando testemunho de que, verdadeiramente, Tu és o Todo-Glorioso, o 
> Mais Amado. Tenho atingido o reconhecimento de Ti através de Teu Próprio Ser, diante 
> dos que habitam os céus e a terra, dando testemunho de que Tu és, em verdade, o 
> Onipotente, o Todo-Louvado. Tenho glorificado Teu Nome através de Teu Próprio Ser, 
> diante dos que habitam os céus e a terra, dando testemunho de que Tu és, em verdade, o 
> Senhor de poder, Aquele Que é o Mais Manifesto. Tenho exaltado Tua santidade, através 
> de Teu Próprio Ser, diante dos que habitam os céus e a terra, dando testemunho de que és, 
> em verdade, o Mais Santificado, o Santíssimo. Tenho louvado Tua santidade, através de 
> Teu Próprio Ser, diante dos que habitam os céus  e a terra, dando testemunho de que és, em 
> verdade, o Indescritível, o Inatingível, o Imensuravelmente Glorificado. Tenho enaltecido 
> Tua suprema majestade, através de Teu Próprio Ser, diante dos que habitam os céus e a 
> terra, dando testemunho de que, verdadeiramente, Tu – e só Tu – és o Senhor de grandeza, 
> o Eterno, o Ancião dos Dias.
> Santificado e glorificado és Tu; não há outro Deus, salvo Tu, e, em verdade, a Ti 
> nós todos voltamos.
> Quanto àqueles por quem foram mortos os parentes de ´Alí, dentro em breve 
> haverão de compreender a que profundezas de perdição se rebaixaram.
> 
> UMA SEGUNDA EPÍSTOLA DIRIGIDA A 
> "AQUELE QUE SERÁ TORNADO MANIFESTO"
> 
> Que os olhares d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto
>  iluminem esta carta na escola primária. 
> 
> Ele é o Mais Glorioso.
> 
> E
> LE é Deus, nenhum Deus há, senão Ele, o Onipotente, o Mais Amado. Seus são todos que 
> estão nos céus e na terra e tudo o que entre eles existe. Verdadeiramente, Ele é o Amparo 
> no Perigo, O Que Subsiste por Si Próprio.
> 	Esta é uma carta proveniente de Deus, o Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si 
> Próprio, dirigida a Deus, o Onipotente, o Mais Amado, para afirmar que o Bayán e os que 
> lhe prestam lealdade são apenas uma oferta minha a Ti, e para expressar minha indubitável 
> fé de que nenhum Deus há, senão Tu, que Teus são os reinos da Criação e da Revelação, 
> que ninguém pode atingir qualquer coisa, salvo através de Teu poder, e que Aquele Que Tu 
> levantaste é apenas Teu servo e Teu Testemunho. Verdadeiramente, suplico que eu me 
> possa dirigir Àquele que Deus haverá de tornar manifesto, por Tua permissão, nesta 
> palavras;60 "Fosses Tu, no Dia da Ressurreição Ulterior, despedir a inteira companhia dos 
> seguidores do Bayán, com um mero sinal de Teu dedo, mesmo enquanto ainda em Tua 
> infância, Tu, em verdade, serias louvado em Tua indicação. E embora nenhuma dúvida haja 
> sobre isto, concede Tu uma protelação de dezenove anos como sinal de Teu favor, a fim de 
> que os que abraçaram esta Causa possam, mediante Tua graça, ser por Ti recompensados. 
> Tu és, verdadeiramente, o Senhor de graça abundante. Para cada coisa criada, Tu és, em 
> verdade, suficiente, e a fazes independer de todas as coisas, enquanto nada nos céus e na 
> terra, ou naquilo que entre eles se encontra, jamais Te pode se suficiente."
> 	Em verdade és Tu O Suficiente por Si Próprio, a Suma Sabedoria. Tu és, em 
> verdade, poderoso sobre todas as coisas.
> 
> EPÍSTOLA À PRIMEIRA LETRA DOS VIVENTES
> 
> Esta é a que temos revelado para o Primeiro Crente n'Aquele que Deus 
> haverá de tornar manifesto, a fim de que possa servir de admoestação 
> vinda de Nossa presença para toda a humanidade.
> 
> Em Nome do Onipotente, o Mais Amado.
> 
> A
> LVO de louvor e glória é Aquele que é o Senhor soberano dos reinos do céu e da terra e de 
> qualquer coisa que entre eles exista. Dize, verdadeiramente, a Ele todos haverão de 
> regressar, e Ele é Quem, segundo Seu próprio mando, guia qualquer um que Ele deseje. 
> Dize, todos os homens suplicam Suas bênçãos, e Ele é supremo sobre todas as coisas 
> criadas. É Ele, em verdade, o Todo-Glorioso, o Grande, o Bem-Amado.
> 	Esta é uma epístola na letra 'Thá' àquele que é o Primeiro Crente. Testemunha tu 
> que, deveras, Ele sou Eu, Eu Próprio, o Soberano, o Onipotente. Ele é Quem ordena a vida 
> e a morte, e a ele, todos haverão de voltar. Na realidade, nenhum outro Deus há, senão Ele, 
> e diante d'Ele todos os homens se curvam em adoração. Em verdade, brevemente teu 
> Senhor, Deus, haverá de recompensar cada um, assim como Ele ordenar - até mais célere 
> será do que a pronunciação das palavras "Sê tu, e é".
> 	Deus, em verdade, testificou em Seu Livro  - e assim também testificaram a 
> companhia de Seus anjos, Seus Mensageiros e aqueles dotados de conhecimento divino - de 
> que tu acreditaste em Deus e em Seus sinais e que, em virtude de tua guia, todos são 
> guiados com acerto. É esta, realmente, uma graça ilimitada que Deus, o Sempiterno, O que 
> Subsiste por Si Próprio, outrora a ti conferiu, por Sua benevolência, e, no futuro, a ti 
> conferirá. E desde que acreditaste em Deus antes da criação, Ele, em verdade, a Seu próprio 
> mando, te enalteceu em cada Revelação. Nenhum Deus há, senão Ele, o Protetor Soberano, 
> o Todo-Glorioso.
> 	Cumpre-te proclamar a Causa de Deus a todas as coisas criadas, como sinal de graça 
> oriunda de Sua presença. Nenhum Deus há, senão Ele, o Mais Generoso, o Predominante.
> 	Dize: Todos os assuntos devem ser referidos ao Livro de Deus; sou Eu, na 
> realidade, o Primeiro a crer em Deus e em Seus sinais; sou Aquele que divulga e proclama 
> a Verdade, e foram a Mim conferidos todos os excelentes títulos de Deus, o Poderoso, o 
> Incomparável. Eu, deveras, atingi o Dia do Primeiro Manifestante e, a mando do Senhor e 
> como sinal de Sua graça, haverei de atingir o Dia do Manifestante Posterior. Nenhum Deus 
> há, salvo Ele e, na hora determinada, todos haverão de se curvar diante d'Ele, em adoração.
> 	Rendo agradecimentos e presto louvor a Deus por haver sido por Ele designado o 
> Expoente de Sua Causa em dias passados e em dias vindouros. Nenhum Deus há, senão 
> Ele, o Glorificado, Alvo de Todo Louvor, o Sempre-Presente. Qualquer coisa que esteja 
> nos céus e sobre a terra a Ele pertence, e por Ele somos guiados no caminho certo.
> 	Ó povo do Bayán! Os que abraçam a Verdade, devem a Mim se volver, assim como 
> o Livro ordena, e a quem atingir Minha presença será concedida guia divina.
> 
> EXTRATOS DE UMA EPÍSTOLA A MUHAMMAD SHÁH
> 
> A
>  SUBSTÂNCIA da qual Deus Me criou não é a argila de que outros foram moldados. A 
> Mim conferiu Ele aquilo que os versados na sabedoria do mundo jamais poderão 
> compreender, nem os fiéis descobrir... Sou um dos pilares que sustentam a Palavra Primaz 
> de Deus. Quem Me reconheceu, alcançou o conhecimento de tudo o que é verdadeiro e 
> certo, e atingiu a tudo o que é bom e próprio; e qualquer um que tenha deixado de Me 
> reconhecer, tem se desviado de tudo o que é verdadeiro e certo, sucumbindo a tudo o que é 
> mau e impróprio.
> 	Juro pela justiça de Teu Senhor, o Senhor de todas as coisas criadas, o Senhor de 
> todos os mundos! Fosse um homem erguer neste mundo o maior número possível de 
> edifícios e adorar a Deus através de cada ato virtuoso que o conhecimento de Deus abrange, 
> e atingir a presença do Senhor, e fosse ele - mesmo em uma medida menor do que aquela 
> com a qual se deve responder a Deus - ter em se coração um traço de malícia para Comigo, 
> todos os seus feitos seriam reduzidos ao nada e ele seria privado dos olhares do favor de 
> Deus, e haveria de se tornar objeto de Sua ira e, seguramente, perecer. Pois Deus ordenou 
> que todas as boas coisas que o tesouro de Seu conhecimento encerra fossem atingidas 
> mediante obediência a Mim, e todo fogo mencionado em Seu Livro, através de 
> desobediência a Mim. Parece-me que, neste dia e desta posição, observo como todos os que 
> nutrem Meu amor e aquiescem a Meu mando permanecem dentro das mansões do Paraíso, 
> enquanto a inteira companhia de Meus adversários é relegada às ínfimas profundezas do 
> fogo infernal.
> 	Por Minha vida! Se não fosse a obrigação de reconhecer a Cauda d'Aquele Que é o 
> Testemunho de Deus... isto Eu não teria anunciado a ti... Todas as chaves do céu, Deus se 
> dignou de pôr à Minha direita, e todas as chaves do inferno à Minha esquerda...
> 	Sou o Ponto Primaz do qual se geraram todas as coisas criadas. Sou o Semblante de 
> Deus, Cujo esplendor jamais se poderá obscurecer, a Luz de Deus, cujo brilho não se 
> esvairá jamais. A quem Me reconhece, segurança e todo o bem esperam, e aquele que deixa 
> de Me reconhecer, há de enfrentar o fogo do inferno e todo o mal...
> 	Juro por Deus, o Inigualável, o Incomparável, o Verdadeiro: por nenhuma outra 
> razão foi que Ele, o supremo Testemunho de Deus, me investiu de evidências e sinais 
> claros, senão para que todos os homens fossem capacitados a submeter-se a Sua causa.
> 	Pela retidão d'Aquele Que é a Verdadeira Absoluta, se fosse levantando o véu, tu 
> verias, neste plano terrestre, como o fogo da ira de Deus - fogo esse maior e mais feroz do 
> que o fogo do inferno - aflige penosamente todos os homens, salvo aqueles que à sombra da 
> árvore de Meu amor buscaram abrigo, pois são eles, em verdade absoluta, os bem-
> aventurados...
> 	Deus dá-Me testemunho, Eu não era homem de erudição, pois fui treinado para ser 
> mercador. No ano de sessenta3, Deus benevolamente Me infundiu na alma as evidências 
> concludentes e o conhecimento valioso que caracterizam Aquele Que é o Testemunho de 
> Deus - que a paz esteja sobre Ele - até que, finalmente, nesse ano, proclamei a Causa oculta 
> de Deus e desvelei seu bem-guardado Pilar, de tal modo que ninguém a pôde refutar. "Para 
> que quem perecesse, pudesse perecer com uma prova clara diante de si, e quem vivesse, 
> pudesse viver por uma prova clara".4
> 	Nesse mesmo ano (ano 60) Eu a ti despachei um mensageiro e um livro, a fim de 
> que, em relação à Causa d'Aquele que é o Testemunho de Deus, tu agisses de um modo 
> condizente com tua posição de soberano. Mas desde que uma calamidade tenebrosa, 
> temível e de mau agouro fora irrevogavelmente ordenada pela Vontade de Deus, o livro não 
> foi submetido à tua presença, por causa da intervenção daqueles que se consideram bem-
> intencionados para com o governo. Até o presente, havendo passado quase quatro anos, não 
> o apresentaram devidamente a Vossa Majestade. Agora, entretanto, que a hora fatídica se 
> aproxima, e por ser esta uma questão de fé e não assunto deste mundo, te tenho dado, pois, 
> um vislumbre daquilo que sucedeu.
> 	Juro por Deus! Conhecesses tu as coisas que, no espaço desses quatro anos, Me têm 
> sobrevindo das mãos de teu povo e teu exército, ficarias com a respiração suspensa, por 
> temor a Deus, a não ser que te levantasses para obedecer à Causa d'Aquele Que é o 
> Testemunho de Deus e compensasses por tuas faltas e falhas.
> 	Enquanto Eu estava em Xiráz, as indignidades que Me sucederam das mãos de seu 
> maléfico e depravado Governador tornaram-se tão penosas que, se viesses a saber de uma 
> pequena parte delas, haverias de tratá-lo com justiça retributiva. Pois, em conseqüência de 
> sua implacável opressão, tua corte real veio a ser, até o Dia da Ressurreição, objeto da ira 
> de Deus. Além disso, tão excessivo se tornara seu uso do álcool que nunca esteve ele 
> bastante sóbrio para formar um juízo são. Eu, pois, inquieto, Me vi obrigado a partir de 
> Xiráz com o intuito de atingir a esclarecida e excelsa corte de Vossa Majestade. O 
> Mu'amidu'd-Dawlih tornou-se consciente, então, da verdade da Causa e manifestou 
> servitude e devoção exemplares a Seus eleitos. Quando algumas das pessoas ignorantes em 
> sua cidade se levantaram para incitar sedição, ele defendeu a Verdade divina, oferecendo-
> Me proteção por algum tempo na reclusão da residência do Governador. Afinal, havendo 
> atingido o beneplácito de Deus, ele se retirou para sua morada no supremo Paraíso. Que 
> Deus, benevolamente, lhe recompense...
> 	Após sua ascensão ao Reino eterno, o malicioso Gurgín, recorrendo a toda espécie 
> de traição, de juramentos falsos e coerção, Me mandou sair de Isfáhán, com uma escolta de 
> cinco guardas, em uma viagem que durou sete dias, sem providenciar as mínimas 
> necessidades para Minha jornada (Lastimáveis, lastimáveis são as coisas que Me têm 
> atingido!), até, que, finalmente, veio a ordem de Vossa Majestade, com instruções para que 
> Eu seguisse a Mákú...
> 	Juro pelo Senhor, o Mais Grandioso! Se te fosse dito em que lugar resido, serias tu 
> mesmo a primeira pessoa a ter misericórdia de Mim. No coração de uma montanha se 
> encontra uma fortaleza (Mákú)... cujos habitantes se limitam a dois guardas e quatro cães. 
> Imagina tu, pois, Minha aflitiva situação... Juro pela vontade de Deus! Se aquele que 
> consentiu em Me tratar de tal maneira fosse saber Quem é que ele assim tratou, nunca em 
> sua vida seria ele, deveras, feliz. Não - Eu, verdadeiramente, te torno conhecedor da 
> verdade do assunto - e como se ele tivesse aprisionado todos os Profetas, e todos os homens 
> da verdade e todos os eleitos...
> 	Quando fui informado desse decreto, escrevi àquele que administra os assuntos do 
> reino, dizendo: "Mata-Me, Eu te adjuro por Deus, e manda Minha cabeça aonde te 
> aprouver. Pois é certo que uma pessoa inocente, assim como Eu, não pode resignar-se a um 
> exílio em um lugar reservado para criminosos e deixar sua vida continuar". Minha súplica 
> ficou sem resposta. É evidente que Sua Excelência, o Hají, não percebe plenamente a 
> verdade de Nossa Causa. Seria um ato muito mais abominável entristecer os corações dos 
> fiéis, quer sejam homens ou mulheres, do que assolar a sagrada Casa de Deus.
> 	Em verdade, o Deus Uno e Verdadeiro Me dá testemunho de que neste Dia sou Eu o 
> verdadeiro Templo Místico de Deus e a Essência de todo o bem. Quem a Mim presta 
> benefício, é como se prestasse benefício a Deus, a Seus anjos e à inteira companhia de Seus 
> bem-amados. Quem a Mim lesa, é como se lesasse a Deus e a Seus eleitos. Não, demasiado 
> enaltecida é a posição de Deus e de Seus bem-amados para que o ato bom ou mau de 
> pessoa alguma atinja seu santo limiar. O que Me atinge é ordenado Me atingir; e aquilo que 
> a Mim vem, reverterá a quem o dá. Por Aquele em Cuja mão está Minha alma, a ninguém 
> relegou ele à prisão, salvo a si próprio. Pois, seguramente, qualquer coisa que Deus Me 
> tenha decretado haverá de suceder, e nada, senão o que Deus nos ordenou, jamais nos 
> atingirá. Infeliz aquele de cujas mãos provém o mal, e bem-aventurado o homem de cujas 
> mãos procede o bem. A ninguém apresento Minha súplica, senão a Deus, pois Ele é o 
> melhor dos juízes. D'Ele, tão somente, deriva todo estado de adversidade ou de beatitude, e 
> Ele é o Onipotente, o Todo-Poderoso.
> 	Em suma, seguro dentro de Minha mão o que qualquer homem possa desejar do 
> bem deste mundo ou do vindouro. Fosse Eu remover o véu, todos haveriam de Me 
> reconhecer como seu Mais Amado, e ninguém Me negaria. Que esta asserção não cause 
> espanto à Vossa Majestade; desde que quem crê verdadeiramente na unidade de Deus e a 
> Ele, tão somente, dirige os olhos, virá a considerar tudo, salvo Ele, como o simples nada. 
> Juro por Deus! Nenhum bem terreno busco Eu de ti, nem que seja do tamanho de um grão 
> de mostarda. Na realidade, possuir qualquer coisa deste mundo ou do vindouro, seria, em 
> minha estimativa, equivalente a blasfêmia aberta. Pois mal convém àquele que crê na  
> unidade de Deus volver os olhos em outra direção e, muito menos, segurar outra coisa em 
> seu poder. Sei com certeza que Eu, tendo Deus, o Sempiterno, o Adorado, sou possuidor de 
> todas as coisas, visíveis e invisíveis...
> 	Nesta montanha tenho permanecido, solitário, tanto Me havendo sucedido que 
> nenhum daqueles que foram antes de Mim sofreu o que Eu tenho sofrido, nenhum 
> transgressor suportou o que Eu tenho suportado! Rendo louvor a Deus, e ainda outra vez O 
> louvo. Eu Me encontro isento de tristeza, já que permaneço dentro do beneplácito de Meu 
> Senhor e Mestre. Parece-Me que estou no excelso Paraíso, regozijando-Me de Minha 
> comunhão com Deus, o Mais Grandioso. Verdadeiramente, é esta uma graça que Deus Me 
> conferiu, e Ele é o Senhor de limitadas bênçãos.
> 	Juro pela verdade de Deus! Viesses tu a saber o que Eu sei, renunciarias a soberania 
> deste mundo e do vindouro, a fim de poderes atingir Meu beneplácito, através de tua 
> obediência ao Ser Verdadeiro... Fosses tu recusar, o Senhor do mundo levantaria alguém 
> que Lhe exaltasse a Causa, e o Mandamento de Deus seria, verdadeiramente, levado a 
> efeito.
> 	Em virtude da graça de Deus, nada pode frustrar Meu propósito e tenho plena 
> consciência daquilo que Deus Me conferiu como sinal de Seu favor. Se fosse Minha 
> vontade, Eu revelaria à Vossa Majestade todas as coisas; mas não o fiz, nem farei, a fim de 
> que a Verdade se distinga de tudo mais, e esta profecia pronunciada pelo Imame Báqir - 
> que a paz sobre ele repouse - se cumpra plenamente: "O e nos há de sobrevir em 
> Ádhirbáyján é inevitável e sem paralelo. Quando isso suceder, repousai em vossas casas e 
> permanecei pacientes, do mesmo modo como nós temos permanecido pacientes. Assim que 
> o Impulsor se mover, apressai-vos a atingí-Lo, ainda que tenhais de vos arrastar sobre a 
> neve."
> 	Imploro perdão a Deus por Mim próprio e por todas as coisas a Mim relacionadas e 
> afirmo "Louvado seja Deus, o Senhor de todos os mundos".
> 
> EXTRATOS DE OUTRA EPÍSTOLA A
> MUHAMMAD SHÁH
> 
> G
> LÓRIA Àquele Que conhece tudo o que está nos céus e na terra. Verdadeiramente, nenhum 
> Deus há, senão Ele, o Governante soberano, o Todo-Poderoso, o Grande.
> É Ele Quem, no Dia da Separação, haverá de julgar, através do poder da Verdade; não há, 
> deveras, outro Deus além d'Ele, o Incomparável, o Predominante, o Excelso. É Ele Quem 
> segura em Sua mão o reino de todas as coisas criadas; nenhum Deus há, salvo Ele, o 
> Incomparável, o Sempiterno, o Inatingível, o Mais Grandioso.
> 	Neste momento a Deus Eu testifico, assim como Ele testificou a Si Próprio, antes da 
> criação de todas as coisas: Em verdade, nenhum Deus há, salvo Ele, o Todo-Glorioso, a 
> Suma Sabedoria. E dou testemunho de qualquer coisa que Ele tenha moldado ou haverá de 
> moldar, assim como Ele Próprio, na majestade de Sua glória, tem dado testemunho: 
> Nenhum Deus há, salvo Ele, o Inigualável, Aquele Que por Si Próprio Subsiste, o Mais 
> Maravilhoso.
> 	Em Deus, o Senhor de todas as coisas criadas, tenho depositado toda a Minha 
> confiança. Não há outro Deus, senão Ele, o Incomparável, o Excelso. Tenho a Ele Me 
> resignado e em Suas mãos entregue todos os Meus interesses. Nenhum Deus há, além d'Ele, 
> o Governante supremo, a Verdade esplendorosa. É Ele, deveras, todo-suficiente para Mim; 
> Ele independe de todas as coisas, é suficiente, enquanto nada nos céus ou na terra, senão 
> Ele, é suficiente. É, em verdade absoluta, Aquele Que Subsiste por Si Próprio, o Mais 
> Austero.
> 	Louvor Àquele Que, neste mesmo momento, percebe nesta prisão remota a meta de 
> Meu desejo. É Ele Quem de Mim dá testemunho em todos os tempos e Me vê antes do 
> início de "após Hín".5
> 	Por que pronunciaste tu juízo, sem te lembrar de Deus, a Suma Sabedoria? Como 
> podes perdurar no fogo? Em verdade, poderoso e severíssimo é teu Deus.
> 	Tu te orgulhas das coisas que possuis; no entanto, nenhum crente em Deus e em 
> Seus sinais, nem qualquer homem reto, se dignaria jamais de considerá-las. Esta vida 
> mortal assemelha-se à carcaça de um cão, a cujo redor não se congregariam quaisquer 
> pessoas, e do qual ninguém participaria, senão quem dispensasse a vida do além. Na 
> realidade, convém te tornar crente verdadeiro em Deus, Quem a tudo possui, o Todo-
> Poderoso, e desviar-te daquele que e guia ao tormento do fogo infernal.
> 	Por algum tempo tenho esperado, para que talvez atendesses e fosses guiado de um 
> modo certo. Como poderás responder a Deus no dia que está próximo - no dia em que se 
> levantarão testemunhas para testificar na presença de teu Senhor, o Senhor de todos os 
> mundos?
> 	Pela retidão d'Aquele Que te chamou à existência e a Quem breve haverás de 
> regressar - se, no momento da morte, permaneceres descrente dos sinais de teu Senhor, 
> haverás, seguramente, de entrar pelas portas do inferno, e nenhum dos atos que tuas mãos 
> fizeram te trará proveito, nem haverás tu de encontrar defensor algum ou quem por ti 
> interceda. Que temas a Deus e não te orgulhes de tuas possessões terrenas, desde que aquilo 
> que Deus possui é melhor para aqueles que trilham a vereda da retidão.
> 	Em verdade, neste Dia, todos os que habitam a terra são os servos de Deus. Quanto 
> àqueles que verdadeiramente crêem em Deus e se asseguram firmemente nos sinais por Ele 
> revelados, Ele talvez lhes perdoe, através de Sua graça, as coisas que suas mãos cometeram, 
> e lhes conceda acesso aos recintos de Sua misericórdia. Ele, em verdade, é a Eterna 
> Clemência, o Compassivo. O veredito, porém, do castigo divino é pronunciado contra 
> aqueles que de Mim se afastaram com desdém e que repudiaram as provas concludentes e o 
> Livro infalível do qual Deus Me investiu e, no Dia da Separação, eles não haverão de 
> encontrar quem os proteja ou auxilie.
> 	Juro por Aquele Que cria todos os seres, e a Quem todos haverão de regressar, se 
> alguém na hora de sua morte Me tiver ódio ou se disputar os sinais claros dos quais fui 
> investido, nada, senão tormento aflitivo, lhe será destinado. Naquele dia, nenhum resgate se 
> aceitará, nem será permitida intercessão alguma, a não ser que Deus assim queira. Em 
> verdade, Ele é Quem a Tudo Predomina, o Todo-Glorioso; e nenhum Deus há, salvo Ele, o 
> Governante soberano, o Onipotente, o Mais Austero.
> 	Se te regozijas por causa de Minha prisão, infeliz és tu, pois, pelo tormento penoso 
> que breve te haverá de sobrevir. Em verdade, Deus a ninguém tem permitido fazer um juízo 
> injusto, e se tu quisesses fazer assim, dentro em breve haverias de perceber.
> 	Desde o primeiro dia em que te acautelei para que não te tornasses orgulhoso diante 
> de Deus, até o tempo presente, passaram-se quatro anos e durante este período nada tenho 
> visto, nem de ti, nem de teus soldados, senão temível opressão e desdenhosa arrogância. Tu 
> imaginas, parece-me, que Eu deseje ganhar, desta vida terrena, alguma mesquinha 
> substância. Não, pela justiça de Meu Senhor! Segundo a estimativa dos que no Senhor 
> misericordioso fixaram o olhar, as riquezas do mundo e seus adornos valem tanto quanto os 
> olhos de um corpo morto - não, menos ainda. Longe esteja de Sua glória aquilo que com 
> Ele associam!... Busco paciência somente em Deus. Em verdade, Ele é o melhor defensor e 
> o melhor auxiliador. Refúgio algum Eu busco, salvo Deus. Verdadeiramente, Ele é o 
> guardião e o melhor apoio...
> 	Juro pela glória de Deus, Meu Senhor, o Excelso, o Mais Grandioso, Ele, com toda 
> certeza, assim como é divinamente ordenado, fará brilhar esplendorosa Sua Causa, se bem 
> que, para os injustos, não haja nenhum auxiliador. Se tu tens algum desígnio, apresenta tu 
> desígnio. Em verdade, toda revelação de autoridade procede de Deus. N'Ele confio e a Ele 
> me volvo.
> 	Tens tu sabido de alguém que em tempos passados pronunciasse um juízo similar 
> àquele que tu inventaste, ou parecido com aquilo a que deste teu consentimento? Infelizes, 
> pois, os opressores! Tanto tuas intenções, como a maneira de que trataste o povo, 
> demonstram claramente tua infidelidade para com Deus. Por isso Ele te ordenou um castigo 
> severo. Em verdade, só em Deus busco paciência e a Ele considero o alvo de Meu desejo. 
> Significa isto que tenho de Meu lado a Verdade indubitável.
> 	Se não estás apreensivo de que a verdade possa ser revelada e assim as obras dos 
> ímpios sejam levadas ao nada, por que não convocas tu os sacerdotes da terra e depois, a 
> Mim, de modo que Eu os possa de imediato confundir, assim como os descrentes os quais 
> Eu anteriormente confundi? É este Meu seguro testemunho a ti, e a eles, se são os que 
> dizem a verdade. Convoca tu todos eles. Pudessem, então, proferir palavras similares a esta, 
> saberias tu ser digna de atenção sua causa. Não, pela justiça de Meu Senhor! Destituídos de 
> poder estão; nem de percepção estão dotados. Professaram fé, no passado, sem 
> compreenderem seu significado e então, mais tarde, repudiaram a Verdade; pois carecem de 
> discernimento.
> 	Se já decidiste derramar Meu sangue, por que razão demoras? Estás dotado agora de 
> poder e autoridade. Para Mim seria prova de uma infinita graça conferida por Deus, 
> enquanto para ti e para aqueles que tal ato cometessem, viria a ser um castigo por Ele 
> aplicado.
> 	Quão grande a bem-aventurança que Me esperaria, fosses tu pronunciar tal veredito; 
> e quão imensa seria Minha alegria, se consentisses em assim fazer! É esta uma graça que 
> Deus reservou para aqueles a quem é concedido próximo acesso à Sua corte. Dá, pois, tua 
> sanção e não mais tardes. Em verdade, poderoso é teu Senhor, o Vingador.
> 	Não tens tu vergonha na presença de Deus por consentir em relegar a uma fortaleza 
> Aquele Que é o Testemunho de Deus, e fazê-lo um cativo nas mãos dos infiéis? Infelizes tu 
> e aqueles que, neste momento, se regozijam por infligirem sobe Mim tão aflitiva 
> humilhação...
> 	Por Aquele Que Me chamou à existência, atesto que traço algum de pecado posso 
> em Mim Próprio descobrir e nada tenho seguido, senão a Verdade; e para Mim Deus é 
> testemunho suficiente. Que vergonha para o mundo e seu povo, e para aqueles que se 
> deleitam nas riquezas terrenas, enquanto esquecidos da vida vindoura.
> 	Fosse o véu removido de teus olhos, tu a Mim te arrastarias sobre teu peito, até na 
> neve, por medo do castigo de Deus, que é tão rápido e próximo. Pela justiça de Quem te 
> criou, fosses tu informado daquilo que sucedeu durante teu reinado, quererias não haver 
> sido gerado pelo teu pai, e sim, ter sido olvidado. O que Deus, teu Senhor, ordenara, 
> entretanto, veio a realizar-se presentemente, e infelizes os opressores nestes dias.
> 	Parece-me que não tens perscrutado o Livro infalível. Se estás satisfeito com teu 
> próprio caminho e não desejas seguir a Verdade, então para Mim seja Meu caminho, e para 
> ti, o teu. Se não Me ajudas, por que procuras Me rebaixar? Verdadeiramente, Deus é Quem 
> ouve o suplicante e n'Ele todas as coisas encontram sua mais alta consumação, tanto neste 
> mundo, como no vindouro.
> 	Longe da glória de Deus, o Senhor do céu e da terra, o Senhor da criação, esteja 
> aquilo que os povos do mundo d'Ele afirmam, a não ser aqueles que fielmente Lhe 
> observam os preceitos. Que a paz de Deus repouse sobre os sinceros entre Seus servos.
> 	Todo louvor a Deus, o Senhor de todos os mundos.
> 
> EXTRATOS DE OUTRA EPÍSTOLA 
> A MUHAMMAD SHÁH
> 
> E
> STA é uma Epístola d'Aquele Que é o verdadeiro Dirigente - o Dirigente indubitável. Nela 
> está revelada a lei de todas as coisas, para aqueles que queriam atender a Seu chamado ou 
> que desejam ser incluídos no número dos que são guiados do modo certo. Nela está 
> encerrada a lei de todas as coisas, para quem deseja dar testemunho da Revelação de teu 
> Senhor de acordo com esta balança clara. Em verdade, os preceitos de Deus relativos a 
> todas as coisas foram anteriormente apresentados em eloqüente árabe. Em realidade, 
> aqueles cujas almas foram criadas através do esplendor da luz de teu Senhor reconhecem a 
> Verdade e se incluem no número dos que fielmente obedecem ao Deus Uno e Verdadeiro e 
> estão bem confiantes...
> 	Ó Muhammad! Cumpriu-se o Decreto de teu Senhor há quatro anos; e sempre, 
> desde o início da Causa de teu Senhor, te tenho advertido que temas a Deus e não sejas dos 
> ignorantes. Despachei a ti um mensageiro com uma Epístola verdadeiramente esplendorosa, 
> mas os seguidores do ente mau o repulsaram com desdém, interpondo-se entre ele e ti. 
> Expulsaram-no da terra da qual tu és o inquestionável soberano. Assim te escapou o bem 
> deste mundo e do vindouro, a não ser que te submetas ao mandamento ordenado por Deus e 
> sejas dos que são guiados com acerto.
> 	Ao regressar da sagrada Casa de Deus6, Eu te mandei uma Mensagem semelhante 
> àquela que anteriormente te enviara - não, ainda mais poderosa. Em verdade, Deus é o 
> melhor defensor e testemunha. Despachei a ti um mensageiro com Epístolas por Mim 
> reveladas, a fim de que pudesses obedecer ao mandamento de Deus e não ser dos que 
> repudiaram a Verdade. O opressor, no entanto, cometeu algo que ninguém cometeria, nem 
> sequer qualquer um entre os perversos ou qualquer um dos vis malfeitores...
> 	As tribulações que tenho sofrido nesta terra, ninguém dos tempos passados sofreu. 
> Verdadeiramente, a Deus haverá de reverter toda a questão e Ele, em verdade, é o melhor 
> protetor e é conhecedor de tudo. As coisas que, desde o primeiro dia até agora, Me têm 
> sucedido nas mãos de teu povo, são apenas a obra de Satanás.7 Sempre, desde que apareceu 
> a Causa de teu Senhor, nenhum de teus feitos foi aceitável e te tens perdido em erro 
> palpável, enquanto tu o que poderia ver, te parecia como atos cometidos por amor a teu 
> Senhor. Em verdade, teu dia está próximo e tu haverás de ser interrogado a respeito de tudo 
> isso, e Deus, seguramente, não está desatento às ações dos malfeitores.
> 	Não fosses tu, teus partidários não Me haveriam rejeitado com desdém, embora se 
> tenham desencaminhado mais do que os insensatos.
> 	Imaginas tu que aquele por ti nomeado como ministro em teu reino seja o melhor 
> líder e o melhor apoio? Não, afirmo por teu Senhor, ele te causará desgosto penoso, devido 
> àquilo que Satanás lhe instila no coração e, em verdade, ele próprio é Satanás. Ele nenhuma 
> letra sequer compreende do Livro de Deus, e está tomado de medo por causa daquilo que 
> suas mãos fizeram. De bom grado extinguiria ele a luz que teu Senhor acendeu, de modo 
> que não seja revelada a impiedade antiga que se oculta em seu mais íntimo ser. Se o não 
> tivesse nomeado ministro, ninguém lhe teria prestado a mínima atenção. Na realidade, 
> segundo a estimativa do povo, ele nada é, senão treva manifesta... 
> 	Teme tu a Deus e não deixes tua alma ser castigada além daquilo com que já foi 
> atormentada; pois breve haverás de perecer e te declarar livre do ente mau que nomeaste 
> como teu ministro, dizendo: "Oxalá não tivesse eu tomado o  ente mau como meu ministro, 
> nem nomeado um impostor como meu guia e conselheiro."
> 	Por que carregas tua alma com aquilo que é muito mais vil do que os atos de Faraó, 
> e tu ainda te chamas um dos fiéis? Como perscrutas tu os versículos do Alcorão, enquanto 
> és dos injustos? Nunca os judeus, nem os cristãos, nem qualquer povo que tenha rejeitado a 
> verdade, consentiriam em infligir dano ao filho da filha de seu Profeta. Infeliz tu, pois o dia 
> do castigo aproxima-se. Não temes a ira de teu Senhor, o Todo-Poderoso, o Senhor dos 
> céus, o Senhor de todos os mundos? Em verdade, estes versículos manifestos são um 
> testemunho concludente para aqueles que buscam guia verdadeira.
> 	Nenhum desejo tenho Eu de me apoderar de tua propriedade, nem sequer na medida 
> de um grão de mostarda, nem quero ocupar tua posição. Se tu não Me segues, então para ti 
> sejam as coisas que tu possuis, e para Mim a terra de infalível segurança. Se não Me 
> obedeces, por que razão Me contemplas desdenhosamente e procuras Me tratar com 
> injustiça penosa? Em verdade, vê Minha morada - uma alta montanha onde pessoa alguma 
> reside. Infelizes aqueles que erradamente tratam qualquer um com injustiça, que injusta e 
> fraudulentamente usurpam a propriedade dos crentes, em violação de Seu Livro lúcido, 
> enquanto Eu, que sou, na verdade absoluta, o legítimo Soberano de todos os homens, 
> designado pelo Líder verdadeiro, inegável, jamais infringiria a integridade da substância do 
> povo, nem que fosse na medida de um grão de mostarda, nem o trataria com injustiça. 
> Antes, Eu me associaria como se Eu fosse um deles, e lhes seria testemunha.
> 	O que a Mim compete é apenas mencionar o Livro de teu Senhor e transmitir esta 
> Mensagem clara. Se desejas entrar pelas portas do Paraíso, eis, estão abertas diante de tua 
> face, e dano algum Me pode atingir de qualquer pessoa. Toda missiva que até agora Eu a ti 
> dirigi, e àquele incumbido de teus assuntos, foi apenas um sinal de Minha bondade a 
> ambos, para que talvez ficásseis ansiosos por causa do dia que está próximo. No entanto, 
> desde o momento em que vos tornastes desdenhosos, juízo divino já foi contra vós 
> pronunciado, no Livro de Deus, pois, em verdade, ambos negastes a vosso Senhor e sois 
> dos fadados a perecer... É esta, de fato, a última vez que vos advirto, e nenhuma menção de 
> vós farei doravante, nem qualquer outra observação haverei de fazer, salvo a de vos 
> declarar infiéis.
> 	A Deus entrego Meus interesses e os vossos, e Ele é, em verdade, o melhor Juiz. 
> Fosseis vós voltar, entretanto, vos seria concedida qualquer coisa que desejeis de 
> possessões terrenas e dos inefáveis deleites da vida vindoura, e herdaríeis tão glorioso 
> poder e majestade como vossas mentes mal podem conceber nesta vida mortal. Mas se 
> deixardes de voltar, então sobre vós haverão de cair vossas transgressões.
> 	Não podeis vós alterar as coisas que o Todo-Poderoso a Mim prescreveu. Nada Me 
> há de tocar, senão o que Deus, Meu Senhor, para Mim preordenou. N'Ele depositei toda a 
> Minha confiança e d'Ele dependem inteiramente os fiéis.
> 	Dá-Me testemunho, ó Senhor. Com a emissão desta resplendente Epístola, a ambos 
> terei declarado Teus versículos e lhes terei cumprido Teu Testemunho. De bom grado 
> ofertaria Eu Minha vida em Teu caminho e, dentro em breve, à Tua presença Me volveria. 
> A Ti seja dado louvor nos céus e na terra. Trata-os segundo Teu decreto. Em verdade és Tu 
> Quem melhor protege e auxilia.
> 	Suaviza Tu, ó Senhor, tais desordens que o povo incita, e faze Tua Palavra brilhar 
> resplandecente em toda a terra, a fim de que nenhum traço sequer reste dos ímpios.
> 	Peço-Te perdão, ó Meu Senhor, por aquilo que pronunciei em Tua Epístola e a Ti 
> Eu expresso Meu arrependimento. Sou apenas um de Teus servos que a Ti dão louvor. 
> Glorificado és; nenhum Deus há, salvo Tu. Em Ti depositei toda a Minha confiança e de Ti 
> peço perdão por ser um suplicante em Tua porta.
> 	Santificado é Deus, teu Senhor, o Senhor do Poderoso Trono, acima daquilo que o 
> povo, erradamente e sem a guia de Seu Livro lúcido, d'Ele afirma. Paz esteja sobre aqueles 
> que pedem perdão a Deus, teu Senhor, dizendo: "Verdadeiramente, louvado seja Deus, o 
> Senhor dos mundos."
> 
> EXTRATOS DE UMA EPÍSTOLA QUE CONTÉM PALAVRAS 
> DIRIGIDAS AO XERIFE DE MECA
> 
> Ó
>  xerife!... Durante toda a tua vida a Nós tens concedido adoração, mas quando Nós a ti Nos 
> manifestamos, desististe de dar testemunho de Nossa Lembrança e de afirmar ser Ele, em 
> realidade o Excelso, a Verdade Soberana, o Todo-Glorioso. Assim teu Senhor te submeteu 
> à prova no Dia da Ressurreição. Verdadeiramente, Ele é o Onisciente, a Suma Sabedoria.
> 	Pois tivesses tu pronunciado "Aqui estou" na ocasião em que enviamos a ti o Livro, 
> Nós te haveríamos admitido à companhia daqueles de Nossos servos que verdadeiramente 
> acreditam, e te louvado benevolamente em Nosso Livro, até o Dia em que diante de Nós 
> todos os homens haverão de aparecer para o julgamento. Isto, em verdade, te é muito mais 
> vantajoso do que todos os atos de adoração a teu Senhor que tens realizado durante toda a 
> tua vida - não, desde o princípio que não tem princípio. Seguramente, é isto que teria 
> servido e para sempre servirá teus melhores interesses. Nós, em verdade, conhecemos todas 
> as coisas. Não obstante o fato, porém, de havermos Nós te chamado à existência, a fim de 
> que atingisse Nossa presença no Dia da Ressurreição, tu te excluíste de Nós, sem razão 
> alguma ou Escrito explícito, ao passo que, se tivesses sido um dos dotados do 
> conhecimento do Bayán, terias, de imediato, ao ver o Livro, testificado que nenhum Deus 
> há, senão Ele, o Amparo no Perigo, O Que Subsiste por Si Próprio, e terias afirmado que 
> Quem revelou o Alcorão revelou, outrossim, este Livro, que cada palavra nele contida 
> provém de Deus, e que todos nós lhe prestamos lealdade.
> 	O que foi preordenado, entretanto, veio a realizar-se. Fosses tu a Nós voltar, 
> enquanto a revelação ainda continua através de Nós, transformaríamos em luz o teu fogo. 
> Verdadeiramente, Somos poderosos sobre todas as coisas. Se, porém, falhares nesta tarefa, 
> outro caminho não haverás de encontrar aberto a ti, senão o de abraçar a Causa de Deus e 
> implorar que a questão de tua lealdade seja levada à atenção d'Aquele Que Deus haverá de 
> tornar manifesto, para que Ele, por Sua graça, te torne próspero e faça teu fogo converter-se 
> em luz. Eis o que se fez descer a Nós. Caso isso não venha a realizar-se, qualquer coisa que 
> tenhamos estabelecido permanecerá em vigor e irrevogavelmente decretado por Deus, o 
> Amparo no Perigo, O Que Por si Próprio Subsiste, e Nós, pois, te baniremos de Nossa 
> presença, como sinal de justiça de Nossa parte. Somos, em verdade, equitativo em Nosso 
> juízo.
> 
> DISCURSO A UM SACERDOTE MUÇULMANO
> 
> Ó
>  'ABDU'S-SÁHIB! Verdadeiramente, Deus e todas as coisas criadas testificam que nenhum 
> outro Deus há, senão Eu, o Todo-Poderoso, o Mais Amado...
> Tua visão está obscurecida pela crença de que a Revelação Divina tenha terminado com a 
> vinda de Maomé, e disto demos testemunho em Nossa primeira epístola. Em verdade, 
> Aquele Que revelou versículos a Maomé, o Apóstolo de Deus, tem revelado versículos, 
> outrossim, a 'Alí-Muhammad. Pois quem, senão Deus, pode revelar ao homem versículos 
> tão claros e manifestos que tornam atônitos todos os eruditos? Desde que tu tens admitido a 
> revelação de Maomé, o Apóstolo de Deus, não há, pois, outro caminho aberto diante de ti, 
> salvo o de testificar que qualquer coisa revelada pelo Ponto Primaz também procedeu de 
> Deus, o Amparo no Perigo, O Que Subsiste por Si Próprio. Não é verdade que se fez descer 
> de Deus o Alcorão, e que todos os homens se vêem destituídos de poder diante de sua 
> revelação? Do mesmo modo foram estas palavras também reveladas por Deus, fosses tu 
> apenas perceber. Que há no Bayán que te impeça de reconhecer estes versículos como 
> provenientes de Deus, o Inatingível, o Excelso, o Todo-Glorioso?
> 	A essência destas palavras é esta: Fôssemos Nós te levar a um julgamento, tu te 
> provarias estar de tudo desprevenido; Nós em verdade, sabemos todas as coisas. Tivesses tu 
> pronunciado "Sim", ao ouvires as Palavras de Deus, se teria tornado evidente que havias 
> adorado a Deus desde o princípio que não tem princípio, até o presente dia, e que jamais 
> Lhe havias desobedecido, nem sequer por um volver de olhos. No entanto, nem os atos 
> retos por ti realizados durante toda a tua vida nem os esforços que envidasse por banir de 
> teu coração todo pensamento, salvo o do beneplácito de Deus - nada disso, em verdade, te 
> trouxe proveito, nem sequer na medida de um grão de mostarda, já que tu te velaste de 
> Deus e te afastaste no tempo de Sua manifestação.
> 	Verdadeiramente, Deus perguntará a todos os sacerdotes na terra de Káf (Kúfih), 
> assim como a ti mesmo: "Não é estranho haver vindo a vós um Mensageiro com um Livro, 
> e vós, enquanto confessando vossa incapacidade, haverdes recusado seguir a Fé de Deus 
> que ele trouxera, e persistido em vossa descrença?" A ti, portanto, há de ser designado o 
> fogo que se destinava àqueles que nessa terra se desviaram de Deus, desde que tu és 
> dirigente; oxalá fosses tu dos que atendem.
> 	Tivesses tu obedecido fielmente ao Decreto de Deus, todos os habitantes de tua terra 
> te haveriam seguido, entrando eles próprios no Paraíso celestial, contentes com o 
> beneplácito de Deus para todo o sempre. Nesse dia, no entanto, haverás de querer que Deus 
> não te tivesse criado.
> 	Tu te enalteceste como um dos eruditos na Fé do Islã, a fim de que pudesses salvar 
> os crentes; no entanto, fizeste teus seguidores descerem ao fogo, pois quando foram 
> emitidos os versículos de Deus, deles te privaste e, não obstante, te julgaste um dos retos... 
> Não, pela vida d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto! Nem tu, nem qualquer um 
> dentre Seus servos pode aduzir a mínima prova, enquanto Deus brilha resplendente acima 
> de Suas criaturas e, supremo, através do poder de Seu mando, se eleva sobre todos os que 
> habitam nos reinos do céu e da terra e em qualquer coisa que entre eles se encontre. Em 
> verdade, Ele é potente sobre todas as coisas criadas.
> 	Tu te denominaste 'Abdu's Sáhib (servo do Senhor). Ainda que Deus, porém, em 
> absoluta verdade, tornou manifesto teu Senhor, e tu a Ele dirigiste os olhos, não O 
> reconheceste, se bem que tivesse sido chamado à existência por Deus com o fim de 
> atingires Sua presença - fosses tu apenas acreditar verdadeiramente no terceiro versículo do 
> capítulo intitulado "Trovão".8
> 	Tu contestas, "Como podemos reconhecê-Lo, quando nada temos ouvido, senão 
> palavras que deixam de constituir provas irrefutáveis?" Desde que tu, entretanto, tens 
> reconhecido Maomé, o Apóstolo de Deus, e Lhe admitido a validade através  do Alcorão, 
> como podes, a despeito de te teres chamado "Seu servo", negar reconhecimento Àquele 
> Que te mandou o Livro? Verdadeiramente, Ele exerce indisputável autoridade sobre Suas 
> revelações a toda a humanidade.
> 	Fosses tu vir a Nós enquanto a revelação divina sobre Nós descia, Deus, porventura, 
> em luz transformaria o teu fogo. Verdadeiramente, Ele é o Eterno Perdão, o Mais Generoso. 
> De outro modo, o que tem sido revelado é decisivo e final e será fielmente sustentado por 
> todos, até o Dia da Ressurreição... Se a revelação divina cessar, deverás escrever uma 
> petição Àquele Que Deus haverá de tornar manifesto, implorando que seja entregue à Sua 
> presença. Nela deverás pedir perdão a teu Senhor, a Ele te volver em arrependimento e ser 
> um daqueles que se Lhe devotam inteiramente. Quiçá Deus transforme em luz teu fogo, na 
> próxima Ressurreição. Ele, em verdade, é o Protetor, o Excelso, o Sempre-Clemente. 
> Diante d'Ele se curvam em adoração todos os que estão nos céus e sobre a terra e tudo o 
> que entre eles se encontra; e a Ele haverão todos de regressar.
> 	Nós te exortamos a salvar do fogo a ti próprio e a todos os habitantes dessa terra, e 
> então a entrar no incomparável e excelso Paraíso de Seu beneplácito. De outro modo, 
> aproxima-se o dia em que tu haverás de perecer e entrar no fogo, quando de Deus não terás 
> nem proteção, nem auxílio. Nós temos tido compaixão de ti, em sinal de Nossa graça, desde 
> que tu a Nós te relacionaste. Em verdade, estamos ciente de todas as coisas. Conhecemos 
> teus atos retos, embora nada te valham; pois todo o objeto de tal retidão é apenas o 
> reconhecimento de Deus, teu Senhor, e indubitável fé nas Palavras por Ele reveladas.
> 
> DISCURSO A SULAYMÁN, UM DOS SACERDOTES
> MUÇULMANOS NA TERRA DE MASQAT
> 
> E
> STA é uma Epístola proveniente de Deus, o Amparo no Perigo, O Que Subsiste por Si 
> Próprio, a Sulaymán na terra de Masqat, à direita do Mar. Em verdade, não há outro Deus, 
> senão Ele, o Amparo no Perigo, O Que por Si Próprio Subsiste... Na realidade, fossem 
> reunir-se todos os habitantes do céu e da terra e qualquer coisa que entre eles exista, não 
> teriam o poder de produzir um livro como este - falhariam completamente, ainda que Nós 
> os fizéssemos mestres de eloqüência e erudição na terra. Desde que tu aduzes provas do 
> Alcorão, Deus, com provas desse mesmo Livro, haverá de se vindicar no Bayán. Este não é, 
> senão um decreto de Deus; Ele é, em verdade, o Onisciente, o Todo-Poderoso.
> 	Se és dos que verdadeiramente crêem, não tens outra alternativa, senão lhe hipotecar 
> lealdade. É este o Caminho de Deus para todos os habitantes da terra e do céu e de tudo o 
> que entre eles se encontra. Nenhum Deus há, senão Eu, o Onipotente, o Inatingível, o 
> Excelso.
> 	Dessa terra, prosseguimos, então, à Casa sagrada e, em Nossa viagem de volta, 
> viemos mais uma vez a esse lugar, quando percebemos que tu não havias atendido aquilo 
> que a ti enviamos, e que nem és dos que verdadeiramente crêem. Embora Nós te tivéssemos 
> criado para que contemplasses Nosso semblante e ainda que, realmente, tivéssemos parado 
> em tua localidade, tu, no entanto, deixaste de atingir o objeto de tua criação, e isso a 
> despeito de haveres adorado a  Deus durante toda a tua vida. Vãos, pois, serão os atos que 
> realizaste, por estares excluído, como se fosse por um véu, de Nossa presença e de Nossos 
> Escritos. Este é um decreto irrevogável, por Nós ordenado. Verdadeiramente, somos justo 
> em Nosso julgamento.
> 	Tivesses tu observado o conteúdo da Epístola que a ti enviamos, isso te teria sido 
> muito mais proveitoso do que adorar a teu Senhor desde o princípio que não tem princípio, 
> até o dia atual e, de fato, mais meritório do que te provares inteiramente devotado em teus 
> atos de adoração. E se tivesses atingido a presença de teu Senhor nesta terra e sido dos que 
> verdadeiramente crêem que a Face de Deus é vista na pessoa do Ponto Primaz, teria sido 
> muito mais vantajoso do que te prostrar em adoração desde o princípio que não tem 
> princípio, até o tempo presente...
> 	Em verdade, Nós te submetemos à prova e verificamos não seres tu um daqueles 
> dotados de compreensão, sendo por isso que  pronunciamos contra ti a sentença da negação, 
> como sinal de justiça de Nossa presença; e, verdadeiramente, somos equitativo.
> 	Se, entretanto, a Nós voltasses, converteríamos em afirmação tua negação. Em 
> verdade, somos Aquele que é de generosidade imensa. Mas se o Ponto Primaz cessasse de 
> estar contigo, então o julgamento dado nas Palavras de Deus seria final e inalterável, e cada 
> um, seguramente, o sustentaria.
> 	Fosses tu dirigir uma carta àquele que Deus haverá de tornar manifesto, solicitando 
> que a entregassem à Sua presença, Ele, porventura, benevolamente te perdoaria e, a Seu 
> mando, tua negação seria transformada em afirmação. Ele é, deveras, a Suma Bondade, o 
> Mais Generoso,  Aquele cuja graça é infinita. De outro modo, nenhum caminho haverás de 
> encontrar aberto diante de ti, nem benefício algum receberás dos atos que realizaste, por 
> haveres deixado de responder "Sim, aqui estou". Verdadeiramente, temos Nós reduzido ao 
> nada, tanto a ti como tuas obras, como se tu nunca tivesses vindo à existência, nem sido um 
> dos que realizam boas obras, para que isto sirva de lição para aqueles a quem é dado o 
> Bayán, e eles prestem cuidadosa atenção, quando receberem os Escritos sagrados d'Aquele 
> Que Deus haverá de tornar manifesto e, sobre esses Escritos refletindo, talvez possam 
> salvar suas próprias almas.
> 	Nossa graça, seguramente, abrange todos os que habitam nos reinos da terra e do 
> céu e em qualquer coisa que entre eles se encontre e, além destes, toda a humanidade. As 
> almas, entretanto, que se excluíram como se fosse por um véu, não podem participar jamais 
> das emanações da graça de Deus.
> 
> 2
> 
> EXCERTOS DO
> QAYYÚMU'L-ASMÁ'
> 
> T
> ODO louvor a Deus, Quem, através do poder da Verdade, fez descer este Livro a Seu servo, 
> a fim de que servisse de luz brilhante para toda a humanidade... Verdadeiramente, esta é a 
> Verdade soberana e não outra; é o Caminho que Deus demarcou para todos os que estão no 
> céu e na terra. Quem quiser, pois, que tome para si o caminho certo que conduz a seu 
> Senhor. Na realidade, esta é a verdadeira Fé divina, sendo suficiente testemunho disso Deus 
> e aqueles dotados do conhecimento do Livro. É esta, de fato, a Verdade eterna que Deus, o 
> Ancião dos Dias, revelou a Seu Verbo onipotente - Aquele que se fez erguer em meio à 
> Sarça Ardente. Este é o Mistério que se ocultara de todos os seres existentes no céu e na 
> terra e que, nesta admirável Revelação - em verdade absoluta - foi manifestado no Livro-
> Mater, pela mão de Deus, o Excelso...
> 	Ó assembléia de reis e dos filhos de reis! Ponde vós de lado - cada um e todos -, 
> vosso domínio, o qual a  Deus pertence...
> 	Que tua soberania não te engane, ó Xá, pois "toda alma haverá de experimentar a 
> morte"9, e isto, verdadeiramente, se inscreveu como decreto de Deus. Capítulo I.
> 
> Ó
>  REI do Islã! Após haveres auxiliado o Livro, auxilia tu com a verdade Aquele que é Nossa 
> Mais Grandiosa Lembrança, pois Deus, em verdade absoluta, a ti destinou, e àqueles que a 
> teu redor circulam, no Dia do Juízo, uma posição responsável em Seu Caminho. Afirmo por 
> Deus, ó Xá! Se mostrares inimizade para com Aquele Que é Sua Lembrança, Deus, no Dia 
> da Ressurreição, ao fogo infernal te condenará, perante os reis, e tu, em absoluta verdade, 
> não haverás de encontrar, naquele Dia, qualquer auxiliador, senão Deus, o Excelso. Que a 
> Terra Sagrada (Teerã), ó Xá, seja por ti purificada  daqueles que repudiaram o Livro, antes 
> do dia em que, com a permissão de Deus, o Altíssimo, virá a Lembrança de Deus, temível e 
> de súbito, com Sua Causa potente. Deus, em verdade, prescreveu que te submetesses 
> Àquele Que é Sua Lembrança e à Sua Causa, e que, com a verdade e com Sua permissão 
> dominasses os países, pois neste mundo, por Sua misericórdia, foste investido de soberania 
> e, no vindouro, haverás de residir próximo da Sede da Santidade, com os habitantes do 
> Paraíso de Seu Beneplácito...
> 	Por Deus! Se fizerdes bem, em vosso próprio proveito o fareis; e se a Deus 
> negardes, e a Seus sinais, Nós, em absoluta verdade, tendo Deus, bem poderemos dispensar 
> todas as criaturas e todo o domínio terrestre. Capítulo I.
> 
> S
> Ê contente com o mandamento de Deus, o Verdadeiro, pois Aquele que é Sua Lembrança 
> está, seguramente, investido de soberania, assim como foi registrado no Livro-Mater, pela 
> mão de Deus.
> 	Ó Ministro do Xá! Que temas a Deus, pois nenhum outro Deus há, salvo Ele, a 
> Verdade Soberana, o Justo, e ponhas de lado teu domínio, desde que Nós, com a permissão 
> de Deus, a Suma Sabedoria, herdamos a terra e todos os que sobre ela estão10, e Ele, com 
> todo direito, uma testemunha será a ti e ao Xá. Fosseis obedecer à Lembrança de Deus com 
> absoluta sinceridade - Nós vos asseguramos, com a permissão de Deus - no Dia da 
> Ressurreição, vosso seria um domínio vasto em Seu Paraíso eterno.
> 	Vão, de fato, é vosso domínio, pois Deus designou as possessões terrenas para 
> aqueles que O têm negado; a mais excelente morada haverá de ser, pois, para Aqueles que é 
> vosso Senhor - Aquele que é, em verdade, o Ancião dos Dias...
> 	Ó assembléia de reis! Entregai, com verdade e com toda premência, os versículos 
> que fizemos descer aos povos da Turquia e da Índia e, além deles, com poder e verdade, às 
> terras tanto do Oriente como do Ocidente... E sabei que, se auxiliardes a Deus, Ele, no Dia 
> da Ressurreição, benevolamente vos auxiliará, na Ponte, através d'Aquele que é Sua Mais 
> Grandiosa Lembrança...
> 	Ó povo da terra! Quem quer que obedeça à Lembrança de Deus e a Seu Livro, terá, 
> em verdade, obedecido a Deus e Seus eleitos e, na vida vindoura, figurará na presença de 
> Deus entre os habitantes do Paraíso de Seu beneplácito. Capítulo I.
> 
> V
> ERDADEIRAMENTE, da revelação de versículos, Nós fizemos um testemunho para Nossa 
> mensagem a vós. Podereis mostrar uma letra sequer que iguale a estes versículos? Aduzi, 
> pois, vossas provas, se sois dos que podem discernir o Deus Uno e Verdadeiro. Afirmo 
> solenemente perante Deus, fossem todos os homens e espíritos se unir para compor o igual 
> de apenas um capítulo deste Livro, falhariam, seguramente, ainda que auxiliassem uns aos 
> outros.11
> 	Ó assembléia de sacerdotes! Temei a Deus, deste dia em diante, nas opiniões que 
> emitis, pois Aquele que é Nossa Lembrança em vosso meio, Aquele que vem de Nós, é, em 
> absoluta verdade, o Juiz e a Testemunha. Afastai-vos daquilo que segurais, daquilo que o 
> Livro de Deus, o Verdadeiro, não sancionou, pois no Dia da Ressurreição, vós, na Ponte, 
> sereis tidos por responsáveis, em verdade absoluta, pela posição que  ocupastes... E a vós 
> fizemos descer este Livro, a respeito do qual, em verdade, ninguém se pode enganar...
> 	Ó assembléia do povo do Livro! Temei a Deus e não vos orgulheis de vossa 
> erudição. Segui vós o Livro que Sua Lembrança revelou em louvor a Deus, o Verdadeiro. 
> Aquele que é a Verdade Eterna dá-me testemunho: qualquer um que siga este Livro tem 
> seguido, realmente, todas as Escrituras passadas que Deus, a Verdade Soberana, fez descer 
> do céu. Ele está, deveras, bem informado daquilo que fazeis... Os que são os verdadeiros 
> seguidores do islã diriam: "Ó Senhor nosso Deus! Escutamos o chamado de Tua 
> Lembrança e Lhe obedecemos. Perdoa-nos nossos pecados. Tu és, realmente, a Verdade 
> Eterna, e a Ti, nosso Amparo infalível, devemos todos nós voltar"12. Capítulo II.
> 
> Q
> UANTO aos que negam Aquele que é a Sublime Porta de Deus, para eles temos preparado, 
> assim como Deus com justiça decretou, um tormento penoso. E Ele, Deus, é o Poderoso, o 
> Sábio.
> 	Temos, em verdade, feito descer a Nosso Servo este Livro divinamente inspirado... 
> Perguntai, pois, Àquele que é Nossa Lembrança, sobre sua interpretação, desde que Ele, 
> segundo a determinação divina, e através da graça de Deus, está investido do conhecimento 
> de seus versículos...
> 	Ó filhos dos homens! Se acreditais em Deus, Uno e Verdadeiro, segui a Mim - esta, 
> a Mais Grandiosa Lembrança de Deus enviada por vosso Senhor - a fim de que Ele vos 
> possa benevolamente perdoar os pecados. Em verdade, Ele é clemente e compassivo para 
> com a assembléia dos fiéis. Nós, verdadeiramente, escolhemos os Mensageiros pela 
> potência de  Nossa Palavra, e exaltamos Seus descendentes, alguns acima de outros, através 
> da Grande Lembrança de Deus, assim como é decretado no Livro e nele se oculta...
> 	Alguns do povo da cidade declararam: "Somos os auxiliadores de Deus", mas 
> quando de súbito esta Lembrança lhes sobreveio, afastaram-se e não Nos auxiliaram. 
> Verdadeiramente, Deus é Meu Senhor e vosso verdadeiro Senhor; adorai-O, pois, enquanto 
> este Caminho de 'Alí (o Báb) outro não é, aos olhos de vosso Senhor, senão o Caminho 
> reto13, Capítulo III.
> 
> A
>  cada povo fizemos descer o Livro em seu próprio idioma14. Este Livro temos revelado, 
> verdadeiramente, no idioma de Nossa Lembrança, o qual é, em realidade, um idioma 
> admirável. Ele é, realmente, a Verdade eterna, vinda de Deus e, de acordo com o 
> julgamento divino dado no Livro-Mater, Ele é o mais eminente entre os escritores do árabe 
> e de maior eloqüência  de expressão. Em realidade, é Ele o Talismã Supremo, dotado de 
> poderes sobrenaturais, assim como o Livro-Mater evidencia...
> 	Ó povo da cidade! Desacreditastes em vosso Senhor. Se sois daqueles 
> verdadeiramente fiéis a Maomé, o Apóstolo de Deus e o Selo dos Profetas, e se seguirdes 
> Seu Livro, o Alcorão, o qual está isento de erro, então aqui está seu igual - este Livro, que, 
> em verdade, e com a permissão de Deus, fizemos descer a Nosso Servo. Se n'Ele deixardes 
> de crer, então vossa fé em Maomé e em Seu Livro, revelado em tempos passados, será 
> tratada realmente como falsa, aos olhos de Deus. Se a Ele negardes, o fato de que negastes 
> a Maomé e a Seu Livro se tornará evidente a vós próprios, em absoluta verdade e em plena 
> certeza. Capítulo IV.
> 
> T
> EMEI  a Deus e não sussurreis uma palavra sequer sobre Sua Lembrança, a Mais 
> Grandiosa, senão a que haja sido ordenada por Deus, desde que Nós temos estabelecido um 
> convênio separado a Seu respeito, com cada Profeta e Seus seguidores. Com efeito, nenhum 
> Mensageiro temos envido sem este convênio inviolável, e Nós, em verdade, sobre coisa 
> alguma fazemos juízo, a menos que já se tenha estabelecido o convênio d'Aquele Que é a 
> Porta Suprema. Dentro em breve, no tempo determinado, o véu haverá de se levantar de 
> vossos olhos. Vós, então, havereis de contemplar a sublime Lembrança de Deus, desvelada 
> e vívida. Capítulo V.
> 
> I
> MAGINAM os homens que Nós estejamos muito distantes do povo do mundo? Não, no dia 
> em que fizermos atingi-los a agonia da morte15, eles, na planície da Ressurreição, haverão 
> de ver quão perto estavam o Senhor de Misericórdia e Sua Lembrança. Com isso haverão 
> eles de exclamar: - "Oxalá tivéssemos seguido o caminho do Báb! Oxalá tivéssemos 
> buscado refúgio somente com Ele e não com os homens de perversidade e erro! Pois, 
> verdadeiramente, a Lembrança de Deus apareceu diante de nós16, atrás de nós e por todos 
> os lados e, no entanto, em verdade absoluta, d'Ele estávamos excluídos, como se fosse por 
> um véu". Capítulo VII.
> 
> N
> ÃO digais, "Como pode Ele falar em Deus, quando, realmente, Sua idade não é mais de 
> vinte e cinco anos?" Dai ouvidos a Mim. Afirmo pelo Senhor dos céus e da terra: Sou 
> verdadeiramente um servo de Deus. Fui designado para Portador de irrefutáveis provas 
> vindas da presença d'Aquele que é o Remanescente de Deus, há muito esperado. Aqui está 
> Meu Livro diante de vossos olhos, assim como, em verdade, inscrito na presença de Deus, 
> no Livro-Mater. Deus, em verdade, faz que Eu seja abençoado, onde quer que Eu Me 
> encontre, e ordena que oração e fortaleza sejam por Mim observadas, por tanto tempo 
> quanto  Eu, na terra, entre vós viver. Capítulo IX.
> 
> G
> LORIFICADO é Aquele, além do qual outro Deus não há. Em Suas mãos segura Ele a 
> fonte da autoridade e realmente, Deus é poderoso sobre todas as coisas. Temos decretado 
> que, em verdade, cada vida longa haverá de sofrer declínio17 e que cada dureza será seguida 
> de tranqüilidade18, a fim de que, por ventura, os homens reconheçam a Porta de Deus como 
> Aquele que é a Verdade eterna e, verdadeiramente, Deus se manterá como testemunha para 
> aqueles que têm acreditado. Capítulo XIII.
> 
> Ó
>  vós servos de Deus! Verdadeiramente, não vos entristeçais  se uma coisa que d'Ele pedistes 
> ficar sem resposta, desde que Deus Lhe tem mandado observar silêncio - um silêncio que é, 
> em verdade, louvável. Com efeitos temos Nós Te capacitado a ver em Teu sonho, 
> verdadeiramente, uma medida de  Nossa Causa, mas fosses Tu esclarecer-lhes o Mistério 
> oculto, eles entre si lhe disputariam a verdade. Realmente, Teu Senhor, o Deus da verdade, 
> conhece os próprios segredos dos corações19...
> 	Ó povos do mundo! Qualquer coisa que tenhais ofertado no caminho do Deus Uno e 
> Verdadeiro, vós, seguramente, havereis de encontrar, preservada por Deus, o Preservador, 
> intacta na Santa Porta de Deus. Ó povos da terra! Prestai lealdade a esta luz esplendorosa 
> da qual Deus benevolamente Me investiu, através do poder da infalível Verdade, e não 
> andeis nas pegadas do Entre Mau20, já que ele vos incita a desacreditar em Deus, vosso 
> Senhor, e, verdadeiramente, Deus não perdoará a descrença n'Ele, embora perdoe outros 
> pecados de quem quer que Lhe apraza21. Na realidade, Seu conhecimento abrange todas as 
> coisas... Capítulo XVII.
> 
> Ó
>  POVOS do Oriente e do Ocidente! Temeis a Deus no que concerne à Causa do verdadeiro 
> José e não O troqueis por um preço desprezível22, por vós mesmos estabelecido, nem por 
> uma bagatela de vossas possessões terrenas, a fim de que vós, em absoluta verdade, sejais 
> por Ele louvados como incluídos entre os piedosos que estão próximos desta Porta. Em 
> verdade, Deus privou de Sua graça aquele que martirizou Husayn, Nosso ascendente, 
> solitário e abandonado que estava na terra de Taff (Karbilá). Yazíd, filho de Mu'ávíyih, 
> incitado por um desejo corrupto, com o povo diabólico trocou a cabeça do José verdadeiro 
> por um preço insignificante e uma ninharia de seus bens. Em verdade, repudiaram a Deus, 
> cometendo um erro lastimável. Breve haverá Deus de lhes mostrar Sua vingança, no tempo 
> de Nossa Volta, e Ele, em absoluta verdade, para eles preparou, no mundo vindouro, um 
> tormento severo. Capítulo XXI.
> 
> Ó
>  QURRATU'L-'AYN!23 Teu coração temos Nós, em verdade, dilatado nesta Revelação, a 
> qual figura como realmente única entre todas as coisas criadas, e temos exaltado Teu nome 
> através da manifestação do Báb, de modo que os homens se tornem cientes de Nosso 
> transcendente poder e reconheçam estar Deus imensuravelmente santificado acima do 
> louvor de todos os homens. Independe Ele, em verdade, da criação inteira. Capítulo XXIII.
> 
> O
> s anjos e os espíritos, dispostos fileira após fileira, descem sobre esta Porta24, com a 
> permissão de Deus, e circulam ao redor deste Ponto Focal em uma linha que para longe se 
> estende. Recebe-os com saudações, ó Qurratu'l-'Ayn, pois rompeu, em verdade, a aurora; 
> proclama, então, à assembléia dos fiéis: "Não há de estar próximo o Amanhecer, 
> prognosticado no Livro-Mater?...25
> 	Ó Qurratu'l-'Ayn! Volve-Te fervorosamente a Deus em Tua Causa, pois os povos do 
> mundo se levantaram em iniqüidade e, não fossem a emanação da graça de Deus e Tua 
> misericórdia para com eles, ninguém poderia purificar uma alma sequer para todo o 
> sempre26. Ó Qurratu'l-'Ayn! A vida vindoura é, na realidade, muito mais vantajosa, para Ti 
> e para aqueles que seguem Tua Causa, do que o é esta vida terrena com seus prazeres. É 
> isso que foi predestinado de acordo com as dispensações da Providência...
> 	Ó Qurratu'l-'Ayn! Dize: Verdadeiramente, sou a Porta de Deus e vos dou de beber - 
> com a permissão de Deus, a Verdade soberana - das águas de cristalina pureza de Sua 
> Revelação, as quais jorram da Fonte incorruptível sita no Monte Sagrado. E os que 
> assiduamente buscam o Deus Uno e Verdadeiro, devem esforçar-se, então, para atingir esta 
> Porta27. Em verdade, Deus é potente sobre todas as coisas...
> 	Ó povos da terra! Dai ouvidos à santa Voz de Deus pela qual proclama este Jovem 
> árabe, a quem o Todo-Poderoso benevolamente escolheu para Si Próprio. Ele, na realidade, 
> não é outro, senão o Ser Verdadeiro, a Quem Deus confiou esta Missão oriunda do meio da 
> Sarça Ardente. Ó Qurratu'l-'Ayn! Desvela o que Te apraz dos segredos do Todo-Glorioso, 
> pois o oceano surge altamente28, a mando do Senhor incomparável. Capítulo XXIV.
> 
> E
> STAIS vós inventando perversamente, segundo vossas fantasias egoístas, um ardil 
> malicioso contra Aquele que é a Suprema Lembrança de Deus? Pela justiça de Deus, todos 
> os que estão no céu e sobre a terra e qualquer coisa que entre eles esteja, são considerados, 
> a Meu ver, assim como uma teia de aranha29 e, verdadeiramente, Deus dá testemunho  de 
> todas as coisas. Na realidade, conspirações eles não tecerão, senão contra si mesmos. Deus 
> fez que esta Lembrança fosse, em absoluta verdade, independente de todos os que habitam 
> na terra e no céu. Capítulo XXV.
> 
> Ó
>  VÓS povos da terra! Durante o tempo de Minha ausência, fiz descerem a vós as Portas. Os 
> crentes, porém, salvo uma mancheia, não lhes obedeceram. Antigamente enviei a vós 
> Ahmad e, mais recentemente, Kázim, mas, a não ser os puros de coração entre vós, 
> ninguém lhes seguiu. Que vos sucedeu, ó povo do Livro? Não temereis o Deus Uno e 
> Verdadeiro, Aquele que é vosso Senhor, o Ancião dos Dias?... Ó vós que professais crença 
> em Deus! Eu vos adjuro, por Aquele que é a Verdade Eterna, tendes vós discernido entre os 
> preceitos destas Portas algo inconsistente com os mandamentos de Deus, assim como são 
> expostos neste Livro? Será que vossa erudição vos haja iludido por causa de vossa 
> impiedade? Atentai, então, desde que, veramente, vosso Deus, o Senhor da Verdade Eterna, 
> está convosco e, em verdade absoluta, sobre vós vigia... Capítulo XXVII.
> 
> Ó
>  VOS parentes da Suprema Lembrança! Este Ser, a Árvore da Santidade, tingida de 
> carmesim com o óleo da servitude, brotou realmente de vosso próprio solo em meio à Sarça 
> Ardente, mas nada em absoluto compreendeis vós disto, nem de Seus atributos verdadeiros, 
> celestiais, nem das presentes circunstâncias de Sua vida terrena, nem das evidências de Sua 
> poderosa e imaculada conduta. Incentivados por vossas próprias fantasias, vós O 
> considerais alheio à Vontade soberana, enquanto que, aos olhos de Deus, Ele outro não é, 
> senão o Próprio Prometido, investido do poder da Verdade soberana e, verdadeiramente, é 
> Ele, assim como é decretado no Livro-Mater, tido por responsável em meio à Sarça 
> Ardente...
> 	Ó Qurratu'l-'Ayn! Entrega o chamado da Palavra excelsa às servas entre Teus 
> parentes, acautela-as contra o Mais Potente Fogo e anuncia-lhes as jubilosas novas de que, 
> após este poderoso Convênio, há de haver eterna reunião com Deus no Paraíso de Seu 
> beneplácito, próximo da Sede da Santidade. Deus, o Senhor da criação, deveras, é potente 
> sobre todas as coisas.
> 	Ó Tu, Mãe da Lembrança! Que sobre ti repousem a paz e a saudação de Deus. Na 
> realidade, tens suportado com paciência n'Aquele que é o próprio Deus sublime. Reconhece 
> tu, pois, a posição de te Filho, quem não é outro, senão o poderoso Verbo de Deus. Ele, 
> verdadeiramente, se tem comprometido a responder por ti, tanto em teu túmulo com no Dia 
> do Juízo, enquanto, na Epístola Preservada de Deus, foste tu imortalizada pela Pena de Sua 
> Lembrança, como a "Mãe dos Fiéis". Capítulo XXVIII.
> 
> Ó
>  QURRATU'L-'AYN! Não estendas Tuas mãos largamente na Causa, desde que o povo se 
> encontraria estupefato por causa do Mistério, e juro pelo Deus verdadeiro, o Todo-
> Poderoso, que haverá para Ti ainda outro turno depois desta dispensação.
> 	E quando tiver soado a hora designada, revela Tu, com a permissão de Deus, o 
> Onisciente, das alturas do Monte Mais Elevado e Místico, um leve, infinitésimo vislumbre 
> de Teu impenetrável Mistério, para que aqueles que tiverem reconhecido o brilho do 
> Esplendor Sinaico possam desfalecer e expirar ao apanharem um tênue reflexo da veemente 
> Luz carmesim que envolve Tua Revelação. E Deus é, em absoluta verdade, Teu infalível 
> Protetor. Capítulo XXVIII.
> 
> Ó
>  POVO da Pérsia! Não estás satisfeito com esta gloriosa honra que a Suprema Lembrança 
> de Deus a ti conferiu? Foste, em verdade, especialmente favorecido por Deus através deste 
> poderoso Verbo. Não te retires, pois, do santuário de Sua presença, desde que Ele, pela 
> justiça do Deus Uno e Verdadeiro, não é outro, senão a Verdade soberana vinda de Deus; 
> Ele é o Excelso e a Fonte de toda a sabedoria, assim como está decretado no Livro-Mater...
> 	Ó povos da terra! Segurai-vos tenazmente à Corda de Deus, o Altíssimo, a qual não 
> é outro, senão este Jovem árabe, Nossa Lembrança - Aquele que se mantém oculto, a ponto 
> de gelo em meio ao oceano de fogo. Capítulo XXIX.
> 
> Ó
>  POVO da terra! Pela Justiça do Deus Uno e Verdadeiro, sou a Donzela do Céu gerada pelo 
> Espírito de Bahá, habitando na Mansão esculpida de uma massa de rubi, terna e vibrante; e, 
> neste poderoso Paraíso, nada tenho Eu jamais testemunhado, salvo aquilo que proclame a 
> Lembrança de Deus, elogiando as virtudes deste Jovem árabe. Verdadeiramente, não há 
> outro Deus, senão vosso Senhor, o Todo-Misericordioso. Magnificai, pois, Sua posição, 
> porque, eis, Ele paira no âmago do coração do Altíssimo Paraíso, como a personificação do 
> louvor a Deus no Tabernáculo onde se entoa Sua glorificação.
> 	Em um tempo, ouço Sua Voz enquanto Ele aclama Aquele que  é o Sempiterno, o 
> Ancião dos Dias, e, em outro, enquanto fala do mistério de Seu augustíssimo Nome. E 
> quando Ele entoa os cânticos da grandeza de Deus, todo o Paraíso geme, em seu anelo de 
> Lhe contemplar a Beleza, e quando canta palavras de louvor e glorificação de Deus, todo o 
> Paraíso fica imóvel como gelo trancado no coração de uma montanha glacial. Parece-me 
> que O imaginei movendo-se no meio de um caminho reto, onde cada paraíso era Seu 
> próprio paraíso, cada céu Seu próprio céu, enquanto toda a terra e tudo o que nela está 
> figurava como apenas um anel no dedo de Seus servos. Glorificado seja Deus, Seu Criador, 
> o Senhor de sempiterna soberania. Verdadeiramente, Ele não é outro, senão o servo de 
> Deus, a Porta do Remanescente de Deus, vosso Senhor, a Verdade Soberana. Capítulo 
> XXIX.
> 
> Ó
>  TU, o Verbo Supremo de Deus! Não temas, nem Te entristeças, pois, em verdade, aos que 
> responderam a Teu Chamado, quer fossem homens ou mulheres, temos Nós assegurado 
> remissão dos pecados, como é sabido na presença do Mais Amado e de acordo com aquilo 
> que Tu desejas. Verdadeiramente, Seu conhecimento abrange todas as coisas. Eu Te adjuro 
> por Minha vida, volve Tua face a Mim e não sejas apreensivo. Verdadeiramente, és Aquele 
> exaltado entre a Assembléia Celestial, e Teu Mistério oculto foi, em verdade, anotado na 
> Epístola da criação em meio à Sarça Ardente. Dentro em breve, Deus a Ti conferirá 
> domínio sobre todos os homens, desde que Seu governo transcende a criação inteira. 
> Capítulo XXXI.
> 
> Ó
>  ASSEMBLÉIA dos xiitas! Temei a Deus e à Nossa Causa, a qual se relaciona Àquele que 
> é a Suprema Lembrança de Deus. Pois grande é seu fogo, assim como decreta o Livro-
> Mater. Capítulo XL.
> 
> R
> ECITAI o quanto vos convenha deste Alcorão, pela manhã bem como ao anoitecer, e entoai 
> os versículos deste Livro, com a permissão do Deus eterno, nos doces acentos desta Ave 
> que chilreia sua melodia na abóbada celeste. Capítulo XLI.
> 
> S
> AÍ de vossas cidades, ó povos do Ocidente, e servi a Deus antes do Dia em que o Senhor de 
> misericórdia haverá de descer a vós, à sombra das nuvens, enquanto os anjos a Seu redor 
> circulam30, exaltando Seu louvor e pedindo perdão para aqueles que verdadeiramente 
> acreditaram em Nossos sinais. Em verdade, foi emitido Seu decreto, e o mandamento de 
> Deus, assim como expresso no Livro-Mater, foi, deveras, revelado...
> 	Tornai-vos como verdadeiros irmãos na religião una e indivisível de Deus, livres de 
> discriminação, pois, em verdade, Deus deseja que vossos corações sejam como espelhos 
> para vossos irmãos na Fé, de modo que vós vos encontreis neles refletidos, e eles se vejam 
> refletidos em vós. É este o verdadeiro Caminho de Deus, o Todo-Poderoso, e Ele, 
> realmente, sobre vossas ações vigia. Capítulo XLVI.
> 
> Ó
>  VÓS povos da terra! Escutai Meu chamado, que ressoa do recinto desta Árvore sagrada - 
> uma Árvore flamejante com o Fogo preexistente: Não há Deus, senão Ele; é Ele o Excelso, 
> o Onisciente. Ó vós, os servos do Misericordioso! Entrai - cada um e todos - por esta Porta, 
> e não sigais as pegadas do Ente Mau, pois ele vos incita a andar nos caminhos da impiedade 
> e malícia;  é  ele,  em verdade,  vosso  inimigo declarado31. Capítulo LI.
> 
> S
> Ê Tu paciente, ó Qurratu'l-'Ayn, pois Deus, na realidade, prometeu estabelecer Tua 
> soberania em toda parte de todos os países e sobre o povo que neles habita. Ele é Deus e, 
> verdadeiramente, Ele é poderoso sobre todas as coisas. Capítulo LIII.
> 
> P
> OR Minha glória! Com as mãos de Meu poder, farei os infiéis saborearem retribuições que 
> ninguém conhece, salvo Eu, e sobre os fiéis farei manarem aqueles sopros perfumados de 
> almíscar, os quais Eu nutria no âmago do coração de Meu trono; e, verdadeiramente, o 
> conhecimento de Deus abrange todas as coisas.
> 	Ó assembléia da luz! Pela justiça de Deus, não falamos de acordo com os desejos 
> egoístas, nem foi revelada uma letra sequer deste Livro, salvo com a permissão de Deus, a 
> Verdade Soberana. Temei a Deus e não alimenteis dúvidas a respeito de Sua Causa, pois, 
> verdadeiramente, o Mistério desta Porta está envolto nas expressões ocultas de Seus 
> Escritos e foi assentado além do impenetrável véu da ocultação, pela mão de Deus, Senhor 
> do visível e do invisível.
> 	Em verdade criou Deus em toda parte, ao redor desta Porta, oceanos de elixir 
> divino, tingido de carmesim com a essência da vida e vitalizado através do poder animador 
> do fruto desejado; e para eles  Deus proveu Arcas de rubi, ternas, de cor carmesim, nas 
> quais ninguém haverá de navegar, senão o povo de Bahá, com a permissão de Deus, o 
> Excelso; e, verdadeiramente, Ele é o Todo-Glorioso, O onisciente. Capítulo LVII.
> 
> O
>  SENHOR, em verdade, Me inspirou; verdadeiramente, verdadeiramente, sou Deus, Aquele 
> além do qual nenhum outro Deus há, e Sou, na realidade, o Ancião dos Dias...
> 	Ó povo do Reino! Pela justiça do Deus Uno e Verdadeiro, se vos mantiverdes 
> firmes nesta linha que se ergue entre as duas linhas, vós, em absoluta verdade, havereis de 
> sorver das águas viventes da Fonte desta admirável Revelação, oferecidas pela mão de Sua 
> Lembrança...
> 	Afirmo por vosso Senhor verdadeiro, por Aquele que é o Senhor dos céus e da terra, 
> que a Promessa divina a respeito de Sua Lembrança nada é, senão a verdade soberana e, 
> assim como decreta o Livro-Mater, haverá de se realizar...
> 	Dizei, ó povos da terra! Fosseis vos reunir a fim de apresentar o igual de uma só 
> letra de Minhas Obras, jamais poderíeis fazê-lo,32 e, em verdade, Deus está ciente de todas 
> as coisas...
> 	Ó Qurratu'l-'Ayn! Dize: Vede! Verdadeiramente, a Lua se esvaeceu; 
> verdadeiramente, a noite recuou; verdadeiramente, o albor resplandeceu;33 
> verdadeiramente, o que Deus, vosso verdadeiro Senhor, ordenou, foi cumprido...
> 	Do nada absoluto, ó grande e onipotente Mestre, através do poder celestial de Tua 
> grandeza, Tu me trouxeste à existência e me levantaste para proclamar esta Revelação. Em 
> nenhum outro, senão em Ti, depositei minha confiança; jamais me assegurei a qualquer 
> outra vontade, senão à Tua. Tu és, em verdade, o Todo-Suficiente e, atrás de Ti, está o 
> Deus verdadeiro, Aquele que sobre todas as coisas predomina. Suficiente para Mim, em 
> verdade, é Deus, o Excelso, o Poderoso, o Sustentáculo. Capítulo LVIII.
> 
> Ó
>  TU Remanescente de Deus! Sacrifiquei-me inteiramente por Ti; aceitei maldições por 
> amor a Ti e jamais ansiei por outra coisa, senão o martírio no caminho de Teu amor. 
> Testemunha suficiente para mim é Deus, o Excelso, o Protetor, o Ancião dos Dias.
> 	Ó Qurratu'l-'Ayn! As palavras que Tu pronunciaste neste momentoso Chamado Me 
> entristeceram amargamente. De ninguém depende, entretanto, a irrevogável decisão, a não 
> ser de Deus, e de nenhum outro procede o decreto, salvo d'Ele, tão somente. Por Minha 
> vida, Tu és o Bem-Amado aos olhos de Deus e de Sua criação. Em verdade, não há poder, 
> senão em Deus, e suficiente Testemunha para Mim é vosso Senhor, Aquele que é, em 
> verdade absoluta, o Vingador Onipotente. Capítulo LVIII.
> 
> Ó
>  POVOS da terra! Pela justiça de Deus, este Livro, através da potência da Verdade 
> soberana, abrangeu a terra e o céu com a poderosa Palavra de Deus a respeito d'Aquele que 
> é o Testemunho supremo, o esperado Qá'im, e, em verdade, Deus tem conhecimento de 
> todas as coisas. Este Livro divinamente inspirado estabeleceu com firmeza Sua Prova para 
> todos os que estão no Oriente e no Ocidente; acautelai-vos, pois, para que nada pronuncieis, 
> no tocante a Deus, senão a verdade, desde que - afirmo por vosso Senhor - esta Minha 
> Prova suprema dá testemunho de todas as coisas...
> 	Ó servos de Deus! Sede pacientes, porque - permita Deus - Aquele que é a Verdade 
> soberana de súbito entre vós aparecerá, investido da potência da Palavra poderosa, e vós, 
> então, sereis confundidos pela própria Verdade e nenhum poder tereis para afastá-la;34 e, 
> verdadeiramente, sou testemunha sobre toda a humanidade. Capítulo LIX.
> 
> V
> ERDADEIRAMENTE, aqueles que ridicularizam os admiráveis Versículos divinos 
> revelados através de Sua Lembrança, estão apenas se tornando objetos de ridículo, e Nós, 
> em verdade, lhes ajudamos a crescer em sua iniqüidade.35 Com efeito, o conhecimento de 
> Deus transcende todas as coisas criadas...
> 	Os infiéis, em verdade, tentam separar Deus de Sua Lembrança,36 mas Deus 
> determinou aperfeiçoar Sua Luz37 através de Sua Lembrança, e Ele, na realidade, é potente 
> sobre todas as coisas...
> 	Verdadeiramente, Cristo é Nosso Verbo, o qual comunicamos a Maria,38 e que 
> ninguém diga o que os cristãos denominam "o terceiro de três",39 desde que isto equivaleria 
> difamar a Lembrança, Quem, segundo decreta o Livro-Mater, está investido de autoridade 
> suprema. Em verdade, Deus é apenas um só Deus, e longe esteja de Sua glória que haja 
> algo além d'Ele. Todos os que a Ele atingem no Dia da Ressurreição, são apenas Seus 
> servos e Deus é, em verdade, um Protetor suficiente. Em verdade, outro não Sou, senão o 
> servo de Deus e de Sua Palavra - nenhum outro, senão o primeiro a curvar-se em súplica 
> diante de Deus, o Excelso, e, em verdade, Deus testemunha todas as coisas. Capítulo LXI.
> 
> Ó
>  POVO do Alcorão! Sois assim como nada, a menos que vos submetais à Lembrança de 
> Deus e a este Livro. Se seguirdes a Causa de Deus, Nós vos perdoaremos os pecados, e se 
> vos desviardes de Nosso mandamento, Nós, em verdade, haveremos, em nosso Livro, de 
> condenar vossas almas ao Fogo. Nós, verdadeiramente, não tratamos os homens com 
> injustiça, nem na medida de uma mácula em um caroço de tâmara. Capítulo LXII.
> 
> Ó
>  POVOS da terra! Em verdade, a resplendente Luz de Deus apareceu em vosso meio, 
> investida deste Livro infalível, a fim de que fosseis guiados com acerto aos caminhos da 
> paz e, com a permissão de Deus, pudésseis com um passo sair da treva para a luz e alcançar 
> este extenso Caminho da Verdade40...
> 	Deus, do nada absoluto e através da potência de Seu mando, criou os céus e a terra e 
> tudo o que entre eles há. Ele é único e sem igual, em Sua unidade eterna, não havendo 
> ninguém que se possa associar à Sua santa Essência, nem existindo qualquer alma, salvo 
> Seu Próprio Ser, que O possa compreender condignamente. ...
> 	Ó povos da terra! Em verdade, Sua Lembrança vem a vós de Deus, após um 
> intervalo durante o qual não havia Mensageiros,41 a fim de que Ele vos possa purificar e 
> livrar das máculas, em antecipação do Dia do Deus Uno e Verdadeiro; d'Ele buscai, pois, 
> de todo coração, as bênçãos divinas, desde que Nós, em verdade, O temos escolhido para 
> ser a Testemunha e a Fonte de sabedoria para todos os que habitam a terra...
> 	Ó Qurratu'l-'Ayn! Proclama o que se fez a Ti descer, como sinal da graça do Senhor 
> misericordioso, desde que, se não o fizeres, Nosso segredo jamais se desvelará diante do 
> povo,42 pois o desígnio de Deus ao criar o homem é apenas que ele O conheça. Em verdade, 
> Deus tem conhecimento de todas as coisas e é suficiente por Si Próprio acima da 
> necessidade de todo o gênero humano. Capítulo LXII.
> 
> Q
> UANDO quer que os fiéis ouçam recitar os versículos deste Livro, seus olhos transbordarão 
> de lágrimas e seus corações serão profundamente comovidos por Aquele que é a Suprema 
> Lembrança; por causa do amor que nutrem por Deus, o Todo-Louvado. Ele é Deus, o 
> Onisciente, o Eterno. São eles, em verdade, os habitantes do excelso Paraíso, onde para 
> sempre haverão de permanecer. Verdadeiramente, nada ali haverão eles de ver, salvo o que 
> tenha procedido de Deus, nada que esteja além do alcance de sua compreensão. Ali, no 
> Paraíso, encontrarão os crentes, os quais a eles se dirigirão, enquanto lhes pairarem nos 
> lábios as palavras "Paz, Paz"...
> 	Ó assembléia dos fiéis! Inclinai os ouvidos à Minha Voz erguida por esta 
> Lembrança de Deus. Verdadeiramente, Deus a Mim revelou que o Caminho da Lembrança 
> por Mim mostrado é, em absoluta verdade, o Caminho reto de Deus e que, se alguém 
> professar outra religião, senão esta Fé íntegra, ele descobrirá, no Dia do Juízo, quando for 
> chamado para o julgamento, que, segundo registrado no Livro, não colheu nenhum 
> benefício da Religião de Deus...
> 	Temei a Deus, ó assembléia de reis, para que não permaneçais longe d'Aquele que é 
> Sua Lembrança (o Báb), depois de haver vindo a vós a Verdade, com um Livro e sinais 
> oriundos de Deus, assim como expressa a admirável língua d'Aquele que é Sua Lembrança. 
> De Deus buscai graça, pois Deus para  vós ordenou, após haverdes n'Ele acreditado, um 
> Jardim cuja vastidão é como a vastidão do Paraíso inteiro. Ali nada havereis de encontrar, 
> salvo as dádivas e os favores que o Todo-Poderoso benevolamente conferiu, em virtude 
> desta momentosa Causa, assim como está decretado no Livro Mater. Capítulo LXIII.
> 
> Ó
>  ESPÍRITO de Deus! Recorda-Te das graças que a Ti conferi quando Contigo conversei no 
> âmago do coração de Meu Santuário, e quando Te ajudei, através da potência do Espírito 
> Santo, a fim de que pudesses, falando como o incomparável Porta-Voz de Deus, proclamar 
> aos homens os mandamentos de Deus que estão entesourados dentro do Espírito divino.
> 	Verdadeiramente, Deus Te inspirou com sabedoria e versículos divinos enquanto 
> eras ainda criança, e benevolamente se dignou conceder Seu favor aos povos do mundo 
> através da influência de Teu Nome, o Mais Grandioso, pois, em verdade, os homens não 
> têm o menor conhecimento do Livro. Capítulo LXIII.
> 
> Ó
>  POVO da terra! Para atingirmos o refúgio final em Deus, o Verdadeiro, deveremos buscar 
> outra Porta, senão este excelso Ser?...
> Quando Deus criou a Lembrança, Ele A apresentou à assembléia de todos os seres criados, 
> sobre o altar de Sua Vontade. Com isso a assembléia dos anjos se curvou em adoração a 
> Deus, o Único, o Incomparável; enquanto Satanás se tornava orgulhoso, recusando 
> submeter-se à Sua Lembrança; por isso é ele identificado no Livro de Deus como o 
> arrogante e o amaldiçoado.43 Capítulo LXVII.
> 
> D
> EUS, além do Qual não há outro Deus verdadeiro, diz: Em verdade, quem visita Aquele 
> que é a Lembrança de Deus depois de haver Ele passado, é como se tivesse atingido a 
> presença do Senhor, sentado em Seu poderoso Trono. Verdadeiramente, é este o Caminho 
> de Deus, o Excelso, que o Livro-Mater, de um modo irrevogável, decretou...
> 	Dize, ó povos do mundo! Disputais vós Comigo sobre Deus, em virtude dos nomes 
> que para Ele vós e vossos pais adotastes, sendo instigados pelo Ente Mau?44 Deus, 
> realmente, fez descer a Mim este Livro com verdade, a fim de vos possibilitar o 
> reconhecimento dos verdadeiros nomes de Deus, já que vos tendes desviado no erro, longe 
> da Verdade. De fato, com cada coisa criada, quando vinha à existência, temos feito um 
> convênio relativo à Lembrança de Deus, e não haverá ser algum que possa escapar ao 
> inexorável mandamento de Deus para a purificação da humanidade, assim como ordena o 
> Livro escrito pela mão do Báb. Capítulo LXVIII.
> 
> Ó
>  POVO, durante a ausência do Báb, representou de novo o episódio do Bezerro, erguendo 
> uma figura vociferante que incorporava feições animais em forma humana45...
> 	Quando quer que o povo Te pergunte a respeito da Hora designada, dize: 
> Verdadeiramente, o conhecimento disto só se encontra com Meu Senhor,46 Quem é o 
> Conhecedor do invisível. Nenhum outro Deus há, senão Ele – Aquele que vos criou de uma 
> só alma,47 e Eu nenhum controle tenho sobre aquilo que Me traz proveito ou dano, senão 
> assim como a Meu Senhor aprouver.48 Em verdade, Deus é o Suficiente por Si Próprio e 
> Ele, Meu Senhor, se ergue supremo sobre todas as coisas. Capítulo LXIX.
> 
> P
> ARECERÁ estranho ao povo havermos Nós revelado o Livro a um homem dentre eles, a 
> fim de purifica-los e lhes dar as boas novas de que haverão de ser recompensados com uma 
> posição segura na presença de seu Senhor? Ele, em verdade, dá testemunho de todas as 
> coisas...
> 	Quando os versículos deste Livro lhes são recitados, os infiéis dizem: "Dai-nos um 
> livro semelhante ao Alcorão e fazei modificações nos versículos". Dize: "Deus não os deu a 
> Mim para que Eu os modificasse a Meu belprazer". Sigo somente aquilo que é a Mim 
> revelado. Certamente, temerei a Meu Senhor no Dia da Separação, cujo advento, em 
> verdade absoluta, Ele irrevogavelmente ordenou.49 Capítulo LXXI.
> 
> Ó
>  POVOS da terra! Em verdade, o Deus verdadeiro chama, dizendo: Aquele que é a 
> Lembrança é, realmente, a Verdade soberana, oriunda de Deus, e nada resta além da 
> verdade, senão o erro,50 e nada há além do erro, salvo o fogo, irrevogavelmente ordenado...
> 	Ó Qurratu´l-´Ayn! Aponta Teu peito veraz, através do poder da verdade, e exclama: 
> Afirmo pelo Deus Uno e Verdadeiro, aqui reside a viceregência de Deus; Eu, em verdade, 
> sou Aquele considerado a Melhor Recompensa,51 e sou Eu, em verdade, Aquele que é o 
> Mais Excelente Amparo. Capítulo LXXII.
> 
> Ó
>  VÓS assembléia dos crentes! Não pronuncieis contra Mim palavras de negação, uma vez 
> que a Verdade se tenha tornado manifesta, pois, verdadeiramente, o mandato do Báb vos 
> foi outrora proclamado, de um modo próprio, no Alcorão. Afirmo, por vosso Senhor, este 
> Livro é, na realidade, o mesmo Alcorão que no passado se fez descer. Capítulo LXXXI.
> 
> Ó
>  TU, acariciado Fruto do coração. Dá ouvido às melodias desta Ave mística que chilreia nas 
> mais sublimes alturas do céu. O Senhor, em verdade, Me inspirou a proclamar: Veramente, 
> veramente, sou Deus, Aquele além do Qual não há outro Deus. Ele é o Todo-Poderoso, o 
> Onisciente.
> 	Ó Meus servos! Buscai assiduamente esta mais alta recompensa, pois, em verdade, 
> tenho criado para a Lembrança de Deus jardins que permanecem inescrutáveis a todos, 
> salvo a Mim, e nos quais nada se fez legítimo para qualquer um, a não ser para aqueles 
> cujas vidas foram sacrificadas em Seu Caminho. Implorai, pois, a Deus, o Excelso, que Ele 
> vos conceda esta merecida recompensa, e Ele, em verdade, é o Altíssimo, o Mais 
> Grandioso. Tivesse sido Nosso desejo, haveríamos congregado todos os homens em um só 
> aprisco ao redor de Nossa Lembrança, mas eles não cessarão de divergir,52 a não ser que 
> Deus realize o que Lhe apraza, através do poder da verdade. Na estimativa da Lembrança, 
> este mandamento, em verdade absoluta, foi irrevogavelmente firmado...
> 	Deus, verdadeiramente, Te escolheu para advertir o povo, para guiar os crentes com 
> acerto e elucidar os segredos do Livro. Capítulo LXXXV.
> 
> S
> E fosse Nosso desejo, está em Nosso poder, por meio de apenas uma letra de Nossa 
> Revelação, compelir o mundo e tudo o que nele está, a reconhecer, com a rapidez de um 
> volver de olhos, a verdade de Nossa Causa...
> 	Verdadeiramente, outros apóstolos antes de Ti têm sido ridicularizados, com 
> escárnio,53 e Tu outro não és, senão o Servo de Deus, sustentado pelo poder da Verdade. 
> Dentro em breve, prolongaremos os dias daqueles que rejeitaram a Verdade por causa 
> daquilo que suas mãos fizeram54 e, verdadeiramente, a ninguém Deus tratará com injustiça, 
> nem sequer na medida de uma mácula em um caroço de tâmara. Capítulo LXXXVII.
> 
> Ó
>  VÓS povos da terra! Pela justiça de Deus, o Verdadeiro, o testemunho apresentado por Sua 
> Lembrança é semelhante ao sol que a mão do Senhor Misericordioso ergueu no próprio 
> coração do céu, donde brilha na plenitude de seu esplendor merídio...
> 	Com os Profetas – cada um e todos – que temos feito descer no passado, 
> estabelecemos um Convênio separado relativo à Lembrança de Deus e Seu Dia. Manifesto, 
> no reino de glória e através do poder da verdade, estão a Lembrança de Deus e Seu Dia, 
> diante dos olhos dos anjos que circulam Seu trono de misericórdia. Capítulo XCI.
> 
> Ó
>  HORA do Alvorecer! Antes de haver a resplendente glória do Luminar divino se irradiado 
> da Aurora desta Porta, recorda-te que, em verdade, o Dia preordenado de Deus, em menos 
> de um volver de olhos, estará próximo. Assim o decreto de Deus foi enunciado no Livro-
> Mater. Capítulo XCIV.
> 
> Ó
>  ASSEMBLÉIA dos fiéis! Verdadeiramente, o objetivo dos sinais – de cada um e todos – 
> revelados por Deus nas Escrituras, ou no mundo em geral, ou nos corações dos homens, é 
> apenas faze-los compreender plenamente que esta Lembrança é, na realidade, o Ser 
> Verdadeiro, vindo de Deus. Seguramente, Deus é conhecedor de todas as coisas, através do 
> poder da Verdade eterna...
> 	Ó vós que circulais o trono de glória! Escutai Meu Chamado que se ergue em meio 
> à Sarça Ardente: "Em verdade, sou Deus, e não há outro Deus, senão Eu. Adorai-Me, pois, 
> e, por amor Àquele que é a Mais Grandiosa Lembrança, deveis vós, purificados das 
> insinuações do povo, oferecer orações, porquanto na realidade, vosso Senhor, o Deus Uno e 
> Verdadeiro, não é outro, senão a Verdade Soberana. De fato, quem a outros invoca, senão a 
> Ele, se inclui merecidamente no número dos relegados ao fogo, enquanto Aquele que é a 
> Lembrança de Deus há de permanecer, com toda certeza, sem se desviar, firme no Caminho 
> da Verdade, em meio à Sarça Ardente"...
> 	Ó povos da terra! Não inflijais à Mais Grandiosa Lembrança o que os Umayyads 
> cruelmente infligiram a Husayn na Terra Santa. Pela justiça de Deus, o Verdadeiro, Ele é, 
> com efeito, a Verdade Eterna e d´Ele é Deus, realmente, testemunha. Capítulo XVII.
> 
> D
> EUS, em verdade, propusera Nossa Missão aos céus e à terra e às montanhas, mas 
> recusaram essa incumbência e dela tiveram receio. O Homem, entretanto, este ´Alí, Que 
> outro não é, senão a Grande Lembrança de Deus, se incumbiu de lhe ser o portador. Assim 
> Deus, Quem a tudo abrange, em Seu Livro Preservado se referiu a Ele como o "Injuriado", 
> e, por não ser distinguido diante dos olhos dos  homens, Ele, de acordo com o juízo do 
> Livro, foi intitulado "o Desconhecido"55...
> 	Dentro em breve faremos Nós, em absoluta verdade, que aqueles que guerrearam 
> contra Husayn (Imame Husayn) na terra do Eufrates, sofram o mais aflitivo tormento e o 
> castigo mais terrível e exemplar...
> 	Deus bem conhece o coração de Husayn, o ardor de sua sede abrasadora e sua longa 
> resignação por amor a Deus, o Incomparável, o Ancião dos Dias e dele, verdadeiramente, é 
> Deus testemunha. Capítulo XII.
> 
> E
> SCUTA a Voz de Teu Senhor chamando do Monte Sinai, "Verdadeiramente, não há Deus, 
> salvo Ele, e Eu sou o Excelso, Quem no Livro-Mater esteve velado de acordo com as 
> dispensações da Providência". Capítulo XIX.
> 
> E
> STE Livro que Nós fizemos descer, está, verdadeiramente, pleno de bênçãos56 e dá 
> testemunho da Verdade, a fim de que o povo possa compreender que a concludente Prova 
> de Deus a favor de Sua Lembrança é similar àquela de que foi investido Maomé, o Selo dos 
> Profetas e, em verdade, grande é a Causa, assim como ordena o Livro-Mater. Capítulo 
> LXVI.
> 
> E
> STA Lembrança é, em verdade, o glorioso Remanescente da Luz de Deus, e Ele vos será o 
> melhor,57 se, em verdade absoluta, permanecerdes fiéis a Deus, o Excelso...
> 	Nós, em verdade, com a permissão de Deus, Te mandamos aparecer diante de todos 
> os homens, investido de Nossos sinais e reforçado por Nossa inexcedível soberania. Ele é, 
> deveras, o designado Portador da Incumbência de Deus...
> 	Ó Qurratu´l-´Ayn! Persevera Tu firmemente, assim como é a Ti ordenado, e não 
> deixes os descrentes entre os homens, ou suas palavras, Te entristecerem, desde que Teu 
> Senhor, pela justiça de Deus, o Mais Grandioso, os haverá de julgar no Dia da 
> Ressurreição, e Deus, seguramente, testemunha todas as coisas. Capítulo LXXXIV.
> 
> E
> STA Religião, aos olhos de Deus, é, em verdade, a essência da Fé de Maomé; apressai-vos, 
> pois, a atingir o Paraíso celestial e o altíssimo Jardim de Seu beneplácito na presença do 
> Deus Uno e Verdadeiro – pudésseis vós apenas ser pacientes e gratos diante das evidências 
> dos sinais de Deus. Capítulo XLVIII.
> 
> Ó
>  MEUS servos! Este é o Dia designado de Deus – o Dia que o Senhor misericordioso vos 
> prometeu em Seu Livro; assim, pois, em verdade absoluta, glorificai abundantemente o 
> Nome de Deus, enquanto trilhardes o Caminho da Lembrança Suprema...
> 	Verdadeiramente, Deus tem concedido permissão à Sua Lembrança para dizer 
> qualquer coisa que Ele queira, de qualquer modo que Lhe apraza. Na realidade, o que Ele 
> escolhe não é outra coisa, senão a por Nós escolhida. O Senhor, em verdade, testemunha 
> todas as coisas. Capítulo LXXXVII.
> 
> E
> M verdade, Nós conversamos com Moisés do meio da Sarça Ardente do Sinai, com a 
> permissão de Deus, e revelamos um infinitésimo vislumbre de Tua Luz sobre o Monte 
> Místico e seus habitantes, e com isso o Monte se abalou até sua base e foi esmagado em 
> pó...
> 	Ó povos da terra! Afirmo por vosso Senhor! Vós havereis de agir assim como 
> agiram as antigas gerações. Adverti vós, então, a vós mesmos, da terrível, mas penosa 
> vingança de Deus. Pois Deus é, em verdade, potente sobre todas as coisas. Capítulo LIII.
> 
> Ó
>  QURRATU´L-´AYN! Eu nenhum outro em Ti reconheço, salvo o "Grande Anúncio" – o 
> Anúncio expresso pela Assembléia no alto. Por este nome – dou testemunho – os que 
> circulam o Trono da Glória sempre Te têm conhecido.
> 	Ó assembléia dos que crêem! Nutris vós alguma dúvida acerca daquilo a que a 
> Lembrança de Deus vos convoca? Pela justiça do Deus Uno e Verdadeiro, Ele não é outro, 
> senão a Verdade soberana que se tornou manifesta através do poder da Verdade. Estais em 
> dúvida concernente ao Báb? Verdadeiramente, Ele é Quem segura nas mãos, com Nossa 
> permissão, os reinos da terra e do céu, e o Senhor, em verdade, tem plena consciência 
> daquilo que estais fazendo...
> 	Na realidade, sou apenas um homem como vós. Deus, no entanto, a Mim confere 
> quaisquer favores que deseje, do modo que Lhe apraza58, e o que vosso Senhor decretou no 
> Livro-Mater é ilimitado. Capítulo LXXXVIII.
> 
> D
> EUS, em verdade, a Mim revelou, na sagrada casa do Ka´bah: "Verdadeiramente, Eu sou 
> Deus, e nenhum Deus há, senão Eu. Designei-Te para Mim Mesmo, e Te escolhi como a 
> Lembrança. Em verdade, quem quer que a Ti preste lealdade, seguindo no caminho do Báb 
> – para ele, a recompensa do mundo vindouro já foi seguramente prescrita..." Encontra-se 
> ordenado no Livro que, ao realizar-se a Causa da Lembrança, o Mais Grandioso 
> Acontecimento se terá realizado, segundo a dispensação da Providência, e Deus, em 
> verdade, é potente sobre todas as coisas. Capítulo LXXIX.
> 
> Ó
>  QURRATU'L-'AYN! Dize: Em verdade sou Eu Quem é saudado no Livro-Mater como o 
> "Grande Anúncio". Dize: Lastimavelmente tem havido entre o povo divergências a Meu 
> respeito, enquanto que, na realidade, nenhuma diferença há entre Mim e o Báb; e Deus, a 
> Verdade Eterna, é testemunha suficiente. Capítulo LXXVII.
> 
> S
> OU o Templo Místico que a Mão da Onipotência ergueu. Sou a Lâmpada que o dedo de 
> Deus acendeu dentro de seu nicho e fez brilhar com imorredouro esplendor. Sou a Flama 
> daquela Luz superna que ardia sobre Sinai, no Lugar jubiloso, e jazia oculta em meio à 
> Sarça Ardente. Capítulo XCIV.
> 
> C
> OMO sinal de pura justiça, temos, em verdade, enviado a cada Profeta as novas relativas à 
> Causa de Nossa Lembrança e, verdadeiramente, Deus é supremo sobre todos os povos do 
> mundo. Capítulo LXXXIII.
> 
> 3
> 
> EXCERTOS DO BAYÁN PERSA
> 
> É
>  MELHOR guiar uma só alma do que possuir tudo o que está na terra, pois enquanto essa 
> alma guiada estiver à sombra da Árvore da Unidade Divina, ambas, tanto ela como a pessoa 
> que a guiou, serão recipientes da terna misericórdia de Deus, ao passo que a possessão das 
> coisas terrenas cessará na ocasião da morte. O caminho que leva à guia é o de amor e 
> compaixão, e não de coerção e força. Este tem sido no passado o método de Deus e haverá 
> de continuar a ser no futuro! A quem Lhe apraza, faz Ele entrar na sombra de Sua 
> misericórdia. Verdadeiramente, Ele é o Supremo Protetor, o Todo-Generoso.
> 	Não há paraíso mais admirável para qualquer alma do que se submeter à influência 
> do Manifestante de Deus em Seu Dia, Lhe ouvir os versículos e neles acreditar, atingir Sua 
> presença, a qual não é outra, senão a presença de Deus, navegar sobre o mar do reino 
> celestial de Seu beneplácito e participar dos frutos escolhidos do paraíso de Sua Unicidade 
> divina. II 16.59
> 
> A
> DORA tu a Deus de tal modo que, se tua adoração te levasse ao fogo, isso não te faria 
> alterar tua adoração, e tão pouco a alterarias se o paraíso te fosse a recompensa. Assim - e 
> somente assim - deveria ser a adoração digna do Deus Uno e Verdadeiro. Se por causa de 
> medo tu O adorasses, isto não seria próprio na santificada Corte de Sua presença, e não se 
> julgaria este um ato que fosse dedicado por ti à Unicidade de Seu Ser. Ou se a Deus 
> adorasses mirando o paraíso, nutrindo a esperança de atingi-lo, estarias fazendo da criação 
> de Deus Seu companheiro, apesar do fato de ser o paraíso desejados pelos homens.
> 	Tanto o fogo como o paraíso se curvam e prostram diante de Deus. O que é digno 
> de sua Essência é adorá-Lo por amor a Ele, sem medo do fogo, nem esperança do paraíso.
> 	Quando é oferecida a adoração verdadeira, quem adora é salvo do fogo e entra no 
> paraíso do beneplácito de Deus, mas não deve ser este, entretanto, o motivo de seu ato. O 
> favor e a graça de Deus, porém, manam sempre de acordo com as exigências de Sua 
> inescrutável sabedoria.
> 	A oração mais aceitável é aquela oferecida com a máxima espiritualidade e ardor; 
> prolongá-la não tem sido, nem é estimado por Deus. Quanto mais desprendida e pura a 
> oração, mais aceitável é na presença de Deus. VII, 19.
> 
> O
>  DIA da Ressurreição é um dia em que o sol se levanta e se põe, assim como em qualquer 
> outro dia. Quantas vezes tem o Dia da Ressurreição alvorecido e o povo da terra em que 
> isso ocorreu não soube do acontecimento. Se essas pessoas tivessem sabido, não haveriam 
> acreditado, e assim não lhes foi dito!
> 	Quando o Apóstolo de Deus (Maomé) apareceu, Ele não anunciou aos descrentes a 
> vinda da Ressurreição, pois isso eles não podiam suportar. Esse Dia é, em verdade, um Dia 
> infinitamente poderoso, porquanto nele a Árvore Divina proclama de eternidade a 
> eternidade: "Verdadeiramente, sou Deus. Nenhum Deus há, senão Eu". Aqueles velados, 
> não obstante, crêem ser Ele alguém que lhes seja igual e até mesmo recusam chamá-Lo de 
> crente, embora este título, no domínio de Seu Reino celestial, seja conferido para sempre ao 
> mais insignificante seguidor de Sua Revelação anterior. Assim, tivesse o povo nos dias do 
> Apóstolo de Deus, O considerado, ao menos, um daqueles de seu tempo que acreditavam, 
> como haveriam essas pessoas durante os sete anos que Ele passou na montanha, O excluído 
> de acesso a Sua Casa Santa (Ka´bah)? Outrossim, nesta Era do Ponto do Bayán, se o povo 
> não tivesse recusado Lhe conceder o nome de crente, como haveria podido encarcera-Lo 
> nesta montanha, sem perceber que a quinta essência da crença vem a existir em virtude de 
> uma palavra d´Ele? Seus corações são privados do poder da verdadeira percepção e, 
> portanto, não podem ver, ao passo que aqueles dotados dos olhos do espírito circulam, 
> assim como mariposas, em volta da Luz da Verdade, até serem consumidos. É por esta 
> razão que se diz ser o Dia da Ressurreição o maior de todos os dias e, no entanto, similar a 
> qualquer outro dia. VIII, 9.
> 
> N
> ÃO há paraíso, segundo a estimativa dos que crêem na Unidade Divina, mais exaltado do 
> que a obediência aos mandamentos de Deus, nem existe fogo – aos olhos daqueles que a 
> Deus e Seus sinais têm conhecido – mais ardente do que a transgressão de Suas leis e a 
> opressão a uma outra alma, nem na medida de um grão de mostarda. No Dia da 
> Ressurreição, Deus, em verdade, julgará todos os homens, e nós todos, verdadeiramente, 
> imploramos Sua graça. V, 19.
> 
> D
> EUS ama aqueles que são puros. Nada – de acordo com o Bayán e aos olhos de Deus – é 
> mais estimado do que a pureza, a ausência de toda mácula...
> Deus, na Era do Bayán, não deseja ver qualquer alma privar-se de júbilo e ardor. Em 
> verdade, Ele deseja que todos se adornem de tal pureza, interior e exteriormente, e sob 
> todas as condições, que nenhuma repugnância seja causada, nem a eles próprios, e muito 
> menos aos outros. V, 14.
> 
> C
> ONSIDERA tu, outrossim, a manifestação do Ponto do Bayán. Há pessoas que, todas às 
> noites até ao amanhecer, se ocupam em adorar a Deus e, mesmo agora, quando o Sol da 
> Verdade, no céu de sua Revelação, se aproxima do zênite, ainda não deixaram seus tapetes 
> de oração. Se qualquer uma dessas pessoas ouvisse recitar, alguma vez, os admiráveis 
> versículos de Deus, exclamaria: "Por que me impedes de oferecer minhas orações?" Ó tu 
> que estás envolto de véus! Se fazes menção de Deus, por que razão te permites ser excluído 
> d´Aquele que em teu coração ateou a luz da adoração? Se Ele não tivesse anteriormente 
> revelado a injunção de: "Em verdade, fazei vós menção de Deus"60, que te haveria 
> incentivado a oferecer devoção a Deus, e aonde te dirigirias em oração?
> 	Quando quer que faças menção d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, 
> somente então – sabe tu com certeza – estás fazendo menção de Deus. Do mesmo modo, se 
> escutasses os versículos do Bayán e admitisses sua verdade, somente então os versículos de 
> Deus que foram revelados te trariam proveito. De outro modo, qual o benefício que podes 
> deles derivar? Pois fosse te prostrar em adoração, desde o princípio da vida até o fim, e 
> passar teus dias em comemoração de Deus, mas desacreditar no Expoente de Sua 
> Revelação para a era imaginas tu que teus atos confeririam algum benefício a ti? Por outro 
> lado, se acreditas n´Ele e O reconheces, com verdadeira compreensão, e se Ele disser: 
> "Tenho aceito tua vida inteira como dedicada à Minha adoração", então, seguramente, tu O 
> tens estado adorando com o máximo ardor. Teu objetivo em realizar teus atos é que Deus, 
> por Sua graça, os aceite; e a aceitação divina de modo algum será obtida, salvo pela 
> aceitação por Aquele que é o Expoente de Sua Revelação. Por exemplo, se o Apóstolo de 
> Deus – sobre Ele repousem as bênçãos divinas – aceitou certo ato, Deus, em verdade, o 
> aceitou; de outro modo, tal ato terá permanecido dentro dos desejos egoístas da pessoa que 
> o realizou e não terá atingido a presença de Deus. Outrossim, qualquer ato que seja aceito 
> pelo Ponto do Bayán, é aceito por Deus, desde que o mundo contingente nenhum outro 
> acesso tem à presença do Ancião dos Dias. Qualquer coisa que se faça descer, vem através 
> do Expoente de Sua Revelação, e qualquer coisa que ascenda, ascende ao Expoente de Sua 
> Revelação. VIII, 19.
> 
> N
> ÃO há dúvida de que o Todo-Poderoso tenha feito descerem estes versículos a Ele (o Báb), 
> assim como mandou descerem versículos ao Apóstolo de Deus. Em verdade, nada menos 
> de cem mil versículos semelhantes a este já foram disseminados entre o povo, sem 
> mencionarmos Suas Epístolas, Suas Orações e Seus tratados eruditos e filosóficos. Ele 
> revela nada menos de mil versículos no espaço de cinco horas; recita versículos com uma 
> celeridade correspondente à capacidade de Seu amanuense para anota-los. Assim pode-se 
> bem considerar – se, desde o início desta Revelação até agora, Ele não tivesse sido 
> impedido – que vasto volume de escritos oriundos de Sua pena se haveria disseminado.
> 	Se contestardes que estes versículos não podem, por si, ser considerados uma prova, 
> examinai as páginas do Alcorão. Se nelas Deus estabeleceu alguma outra evidência, a não 
> ser os versículos revelados, para demonstrar a validade da condição de Profeta atribuída a 
> Seu Apóstolo – sobre Ele repousem as bênçãos de Deus – podeis vós então ter vossos 
> escrúpulos a Seu respeito...
> 	Quanto à suficiência do Livro como prova, Deus tem revelado: "Não lhes é 
> suficiente que a Ti fizemos descer o Livro para ser por eles recitado? Nisto, 
> verdadeiramente, há misericórdia e uma advertência aos que crêem"61. Já que Deus 
> testificou ser o Livro um testemunho adequado, segundo afirma o texto, como pode se 
> disputar esta verdade, dizendo que o Livro não seja em si uma prova concludente?... II, 1.
> 
> D
> ESDE que aquele Dia é um grande Dia, seria para ti extremamente penoso identificar-te 
> com os crentes. Pois os crentes daquele Dia são os habitantes do Paraíso, enquanto os 
> descrentes habitam o fogo. E sabe tu com certeza que por Paraíso se entende o 
> reconhecimento d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto e a submissão a Ele, e por 
> fogo se entende a associação com as almas que deixariam de se submeter a Ele ou a Seu 
> beneplácito resignar-se. Naquele Dia, tu te considerarias o habitante do Paraíso e um 
> verdadeiro crente n´Ele, enquanto, na realidade, te permitirias ser envolvido em véus, e tua 
> morada seria o ínfimo fogo, embora disso tu mesmo não estivesses consciente.
> 	Compara tu Sua manifestação com a do Ponto do Alcorão. Como é vasto o número 
> das Letras do Evangelho que ansiosamente O esperavam e, no entanto, desde o tempo de 
> Sua declaração até cinco anos depois, ninguém se tornou habitante do Paraíso, salvo o 
> Comandante dos Fiéis (Imame´Ali) e aqueles que secretamente n´Ele acreditavam. Todos 
> os demais se incluíam entre os habitantes do fogo, se bem que eles próprios se 
> considerassem habitantes do Paraíso.
> 	Vê tu, outrossim, esta Revelação. As essências do povo, através de desígnios 
> divinamente concebidos, têm sido ativadas e, até o dia presente, trezentos e treze discípulos 
> foram escolhidos. Na terra de Sád (Isfahan), a qual aparentemente é uma grande cidade, 
> havendo em cada canto de seus seminários um vasto número de pessoas consideradas 
> sacerdotes e doutores, ainda assim, ao vir o tempo para se exporem as mais íntimas 
> essências, somente seu peneirador de trigo se adornou com as vestes de discípulo. Eis o 
> mistério daquilo pronunciado pelos parentes do Profeta Maomé – sobre eles esteja a paz de 
> Deus – a respeito desta Revelação, isto é, que os rebaixados haverão de ser enaltecidos, e os 
> enaltecidos, rebaixados.
> 	Assim, também, é a Revelação d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto. 
> Entre aqueles que nunca haverão de pensar que eles talvez possam merecer o desagrado de 
> Deus e cujos atos pios, na vista de todos, serão exemplares, haverá muitos destinados a 
> tornar-se a personificação do próprio fogo ínfimo, quando deixarem de abraçar Sua Causa; 
> enquanto entre os humildes servos que ninguém imaginaria possuidores de mérito algum, 
> quão grande o número que será honrado com verdadeira fé e ao qual o Manancial da 
> generosidade conferirá o manto da autoridade. Pois qualquer coisa que seja criada na Fé de 
> Deus é criada através da potência de Sua Palavra. VIII, 14.
> 
> N
> O tempo da manifestação do Apóstolo de Deus, todos ansiosamente O esperavam, mas tu 
> tens ouvidos dizer como Ele foi tratado na ocasião de Seu aparecimento, apesar do fato de 
> se haverem orgulhado de seus sonhos, se neles, alguma vez, O contemplassem.
> 	Assim também na manifestação do Ponto do Bayán, o povo se levantava ao ser 
> mencionado Seu Nome e, noite e dia, fervorosamente eles imploravam por Seu advento e, 
> quando sonhavam com Ele, se gloriavam dos sonhos; e no entanto, agora, que Ele se 
> revelou, investido do mais poderoso testemunho, pelo qual é vindicada a própria religião 
> deles e, a despeito do número incalculável dos que com ânsia esperam Sua vinda, eles estão 
> repousando confortavelmente em suas casa, após haverem escutado Seus versículos; 
> enquanto Ele, neste momento, está confinado na montanha de Mákú, solitário e 
> abandonado.
> 	Acautelai-vos, ó povo do Bayán, para que não venhais a agir desta maneira, 
> chorando penosamente por Sua causa noite e dia, levantando-vos ao ser mencionado Seu 
> Nome e, no entanto, neste Dia da fruição – Dia esse, em que devereis não só levantar-vos 
> diante de Seu Nome, mas sim, buscar um caminho que conduza Àquele que personifica 
> esse Nome – vos excluindo d´Ele como se fosse por um véu. VI, 15.
> 
> N
> O tempo da manifestação d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, cada um deve ser 
> bem treinado nos ensinamentos do Bayán, de modo que nenhum dos seguidores se apegue 
> exteriormente ao Bayán e, por isso, falhe em lealdade a Ele. Se alguém assim fizer, a 
> sentença de "descrente em Deus" será contra ele pronunciada.
> 	Afirmo, pela santa Essência de Deus, fossem todos no Bayán se unir nos dias de Sua 
> Revelação, em apoio Àquele que Deus haverá de tornar manifesto, na terra não restaria 
> nenhuma alma sequer – mais ainda, nenhuma coisa criada – que não ganhasse acesso ao 
> Paraíso. Acautelai-vos, pois nisto se resume a religião de Deus: apóia-Lo, apenas, em vez 
> de cumprir, no tempo de Seu aparecimento, tais observâncias como são prescritas no 
> Bayán. Fosse alguém, entretanto, antes de Ele se manifestar, transgredir os preceitos, ainda 
> que por uma partícula do tamanho de um grão de cevada, tal pessoa teria transgredido Seu 
> mandamento.
> 	De qualquer coisa que vos possa desviar da Fonte de Sua Revelação, buscai refúgio 
> em Deus e segurai-vos à Sua Corda, pois quem se segurar firmemente em lealdade a Ele 
> terá atingido e, em todos os mundos, atingirá salvação.
> 	"Tal é a generosidade de Deus; a qualquer um que Ele queira, haverá Ele de mostra-
> la, e Deus é o Senhor de graça abundante"62. V, 5.
> 
> V
> ÓS realizais vossas obras para Deus desde o princípio de vossas vidas até o fim, mas nem 
> sequer um ato é por amor d´Aquele que é o Manifestante de Deus, a Quem toda boa ação 
> reverte. Tivésseis agido desta maneira, não teríeis sofrido tão penosamente no Dia da 
> Ressurreição.
> 	Vede como é grande a Causa e, não obstante, como o povo está envolto em véus. 
> Afirmo pela santificada Essência de Deus, que todo verdadeiro louvor e todos os 
> verdadeiros atos oferecidos a Deus nada mais são, senão louvor e atos oferecidos Àquele 
> que Deus haverá de tornar manifesto.
> 	Não enganeis a vós próprios, pensando que estejais sendo virtuosos por amor a 
> Deus, quando não estais. Pois fosseis vós realizar para Deus, verdadeiramente, vossas 
> obras, estaríeis as executando para Aquele que Deus haverá de tornar manifesto e estaríeis 
> Lhe magnificando o Nome. Os habitantes desta montanha, destituídos que são de 
> verdadeira compreensão, pronunciam incessantemente as palavras: "Nenhum Deus há, 
> senão Deus", mas qual o benefício que isso lhes concede? Ponderai um pouco, para que vos 
> não excluais, como se fosse por um véu, d´Aquele que é o Alvorecer da Revelação. VIII, 
> 19.
> 
> D
> EUS, em todos os tempos e sob todas as condições, tem estado independente de Suas 
> criaturas. Ele tem alimentado e há de alimentar para sempre o desejo de que todos os 
> homens possam atingir Seus jardins do Paraíso com o mais perfeito amor, que nenhum 
> entristeça a outro, nem sequer por um momento, e que todos se abriguem dentro de Seu 
> berço de proteção e segurança até o Dia da Ressurreição, o qual assinala a aurora da 
> Revelação d´Aquele que Deus tornará manifesto.
> 	O Senhor do universo jamais levantou um profeta, nem fez descer um Livro, a 
> menos que tivesse estabelecido Seu convênio com todos os homens, deles exigindo a 
> aceitação da próxima Revelação e do próximo Livro, uma vez que as emanações de Sua 
> generosidade são incessantes e sem limite. VI, 16.
> 
> C
> OMO estais veladas, ó Minhas criaturas63... vós que, sem direito algum, O relegastes a uma 
> montanha (Mákú), de cujos habitantes nenhum é digno de menção... Com Ele, ou seja 
> Comigo, não há ninguém, senão aquele que é uma das Letras dos Viventes de Meu Livro. 
> Em Sua presença, a qual é Minha presença, não há, à noite, nem sequer uma lâmpada 
> acesa! E, no entanto, em lugares (de adoração), os quais em vários graus a Ele se dedicam, 
> inúmeras lâmpadas brilham! Para Ele foi criado tudo o que está na terra, e todos com 
> deleite participam de Seus benefícios, e, não obstante, d´Ele estão a tal ponto velados que 
> Lhe recusam até uma lâmpada!
> 	Neste Dia, portanto, dou testemunho às Minhas criaturas, pois o testemunho de 
> outro, senão de Mim Próprio, jamais foi, nem haverá de ser digno de menção em Minha 
> presença. Afirmo que nenhum Paraíso é mais sublime para Minhas criaturas do que estar 
> diante de Minha Face e crer em Minhas Santas Palavras, enquanto nenhum fogo lhes tem 
> sido, nem será mais violento do que estar velado do Manifestante do Meu exaltado Ser e 
> desacreditar em Minhas Palavras.
> 	Podeis argüir: "Como fala Ele em nosso nome?" Não tendes vós perscrutado as 
> palavras indecorosas que pronunciastes no passado, assim como refletidas no texto de Meu 
> Livro, e, ainda não vos sentis envergonhados? Tendes visto agora concludentemente 
> estabelecida a verdade de Meu Livro e hoje cada um de vós professa sua crença em Mim 
> por causa desse Livro. Não está muito longe o dia em que compreendereis, prontamente, 
> que vossa glória consiste em acreditar nestes santos versículos. Hoje, porém, quando a 
> crença nesta Fé, tão somente, vos traz verdadeiro benefício, dela vos tendes excluído, por 
> causa das coisas que vos são desvantajosas e vos infligirão dano, enquanto Aquele que é o 
> Manifestante de Meu Próprio Ser esteve e para sempre haverá de permanecer imune a 
> qualquer dano, e qualquer prejuízo que tenha aparecido, ou vá aparecer, haverá de reverter, 
> afinal, a vós mesmos. II, 1.
> 
> Q
> UÃO vasto o número dos bem versados em cada ciência e, contudo, é sua adesão à santa 
> Palavra de Deus que há de determinar sua fé, desde que o fruto de cada ciência não é outro, 
> senão o conhecimento dos preceitos divinos e a submissão a Seu beneplácito. II, 1.
> 
> N
> ENHUMA coisa criada haverá de atingir seu paraíso, a menos que apareça no mais alto 
> grau de perfeição que lhe foi prescrito. Por exemplo, este cristal representa o paraíso da 
> pedra da qual se compõe sua substância... Outrossim, há várias etapas no paraíso para o 
> próprio cristal... Enquanto era pedra, não tinha valor, mas se atingir a excelência do rubi – 
> potencialidade essa, nela latente – quanto não valerá por quilate? Considerai, do mesmo 
> modo, cada coisa criada.
> 	A mais alta posição do homem, entretanto, é atingida através da fé em Deus em 
> cada Era e pela aceitação daquilo que foi por Ele revelado e não por meio da erudição; pois 
> há em cada nação homens eruditos, versados nas diversas ciências. Nem pode ser atingida 
> através da riqueza, pois de modo igual, evidentemente, há entre as várias classes em cada 
> nação daqueles que possuem riquezas. Assim é, também, com outras coisas transitórias.
> 	O verdadeiro conhecimento, pois, é o conhecimento de Deus, e este não é outro, 
> senão o reconhecimento de Seu Manifestante em cada Era. Nem há riqueza alguma, a não 
> ser na pobreza em tudo, salvo em Deus – consiste em se ser santificado de tudo, menos 
> d´Ele – estado esse, que se pode realizar somente quando demonstrado para com Aquele 
> que é o Alvorecer de Sua Revelação. Não quer isso dizer, entretanto, que se não deva 
> prestar louvor às Revelações anteriores – o que de modo algum é aceitável, assim como 
> cumpre ao homem, quando alcança a idade de dezenove anos, render graças pelo dia de sua 
> concepção, em estado embrionário. Pois se o embrião não tivesse existido, como haveria 
> ele alcançado seu estado atual? Igualmente, se não tivesse existido a religião que Adão 
> ensinou, não haveria esta Fé atingido sua presente condição. Assim, considera tu o 
> desenvolvimento da Fé de Deus até o fim que não tem fim. V, 4.
> 
> M
> IL e duzentos e setenta anos têm passado desde a declaração de Maomé e, cada ano, 
> inúmeras pessoas têm percorrido ao redor da Casa de Deus (Meca). No ano final desse 
> período, Aquele que é o Fundador da Casa foi, Ele Próprio, em peregrinação. Grande Deus! 
> Havia uma vasta congregação de peregrinos de todas as seitas. Ninguém, entretanto, O 
> reconheceu, embora Ele reconhecesse cada um deles – almas firmemente seguradas no 
> domínio de Seu mandamento anterior. A única pessoa que O reconheceu e com Ele fez a 
> peregrinação foi aquela a cujo redor revolvem oito Váhids64, de quem Deus se gloriou 
> diante da Assembléia no alto, em virtude de seu desprendimento absoluto e sua completa 
> devoção à Vontade de Deus. Não quer isso dizer que essa pessoa fosse tornada objeto de 
> especial favor – não, esse é um favor que Deus concedeu a todos os homens, mas desse 
> favor eles se têm deixado ficar velados. O Comentário sobre a Sura de José, no primeiro 
> ano desta Revelação, fora largamente distribuído. Não obstante, quando o povo percebeu 
> que não apareciam co-partidários, hesitaram em aceita-lo, nunca se lembrando de que o 
> próprio Alcorão, ao qual inúmeras almas prestam fidelidade hoje, foi revelado no imo do 
> coração do mundo árabe, mas aparentemente, durante nada menos de sete anos, ninguém 
> lhe admitiu a verdade, exceto o Comandante dos Fiéis (Imame´Ali) – sobre ele repouse a 
> paz de Deus – quem,  em resposta às provas concludentes apresentados pelo supremo 
> Testemunho de Deus, reconheceu a Verdade e não fixou em outros seus olhos. Assim, no 
> Dia da Ressurreição, Deus interrogará cada um sobre seu próprio entendimento, não 
> perguntando se apenas seguiu as pegadas dos outros. Quantas vezes uma pessoa, tendo 
> inclinado os ouvidos aos sagrados versículos, se curvava em humildade e abraçava a 
> Verdade, enquanto seu líder não fazia isso. Assim cada indivíduo deve ombrear sua própria 
> responsabilidade, em vez de deixar outra pessoa ombreá-la por ele. No tempo do 
> aparecimento d´Aquele que Deus tornará manifesto, os de maior destaque entre os eruditos, 
> como também os mais humildes dos homens, serão, igualmente, julgados. Quantas vezes os 
> mais insignificantes dos homens admitiam a verdade, enquanto os mais eruditos 
> permaneciam envoltos em véus. Assim em cada Era numerosas almas entram no fogo por 
> haverem seguido as pegadas dos outros. IV, 18.
> 
> M
> ELHOR é se inscrever apenas um de Seus versículos do que se transcrever o Bayán inteiro 
> e todos os livros que foram escritos na Era do Bayán. Pois tudo será posto de lado, exceto 
> Seus Escritos, os quais persistirão até a Revelação seguinte. E se alguém inscrevesse, com 
> verdadeira fé, apenas uma letra daquela Revelação, maior seria sua recompensa por isso, do 
> que por haver ele registrado todos os Escritos celestiais do passado e tudo o que se escreveu 
> durante as Revelações anteriores. De igual modo, continua tu a ascender, através de uma 
> Revelação após outra, sabendo que teu progresso no Conhecimento de Deus jamais chegará 
> a um fim, assim mesmo como não pode ter começo. VII, 13.
> 
> Ó
>  POVO do Bayán! Acautelai-vos, pois no Dia da Ressurreição ninguém encontrará lugar 
> para onde fugir. Ele resplandecerá de repente e pronunciará juízo como Lhe aprouver. Se 
> for Seu desejo, Ele haverá de enaltecer o rebaixado, e rebaixar o enaltecido, assim como fez 
> no Bayán – pudesses tu compreender. E ninguém, salvo Ele, possui tal poder. Qualquer 
> coisa que Ele ordene, haverá de se cumprir, e nada deixará de ser cumprido. VII, 9.
> 
> D
> ESDE que todos  os homens procederam da sombra dos sinais de Sua  Divindade e Sua 
> condição de Senhor, tendem sempre a seguir um caminho elevado e alto. E por estarem 
> destituídos de olhos discernentes para reconhecerem seu Bem-Amado, falham em seu dever 
> de manifestar para com Ele submissão e humildade. No entanto, desde o princípio de suas 
> vidas até o fim, de conformidade com as leis estabelecidas na religião anterior, adoram a 
> Deus, com pia devoção, curvam-se diante de Sua Realidade divina e mostram submissão 
> para com Sua exaltada Essência. Na hora de Sua manifestação, entretanto, todos dirigem o 
> olhar para si próprios e assim d'Ele se excluem, já que, em sua fantasia, O consideram 
> como alguém semelhante a eles mesmos. Longe da glória de Deus é tal comparação. Na 
> realidade, aquele Ser augusto assemelha-se ao sol físico, Seus versículos são como os raios, 
> e todos os crentes, se verdadeiramente n'Ele acreditam, são como espelhos nos quais o sol 
> se reflete. Sua luz é, assim, um mero reflexo. VII, 15          .
> 
> Ó
>  POVO do Bayán! Se acreditais n'Aquele que Deus haverá de tomar manifesto, tal crença é 
> para vosso próprio benefício. Ele tem sido e para sempre permanecerá independente de 
> todos os homens. Por exemplo, fosseis vós colocar inúmeros espelhos diante do sol, todos 
> refletiram o sol, dele reproduziriam impressões, enquanto o sol, em si, independe 
> completamente da existência dos espelhos e do sóis que eles reproduzem. Tais são os 
> limites dos seres contingentes em sua relação à manifestação do Ser Eterno. . .
> 	Neste tempo, nada menos de setenta mil pessoas, todo ano, fazem peregrinação à 
> Casa Santa de Deus, de conformidade com o mando do Apóstolo de Deus, enquanto Ele 
> Próprio - Aquele por Quem tal preceito foi ordenado - se refugiou por sete anos nas 
> montanhas de Meca. E isso apesar do fato de ser Aquele que impôs esse mandamento, 
> muito maior que o próprio mandamento. Assim, pois, todas essas pessoas que, neste tempo, 
> vão em peregrinação, não o fazem com compreensão verdadeira, pois de outro modo - neste 
> Dia de Sua Volta, que é maior do que Sua Revelação anterior - teriam seguido Seu 
> mandamento. Mas vede agora o que sucedeu. Pessoas que professam crença em Sua 
> religião anterior, que durante o dia e nas horas da noite se curvam em adoração em Seu 
> Nome, O relegaram a uma morada em uma montanha, enquanto cada um deles, se pudesse 
> reconhecê-Lo, haveria de considerar esse reconhecimento uma honra. VII, 15.
> 
> A
>  RAZÃO por que se tem ordenado reclusão em momentos de devoção é que assim tu podes 
> dar tua melhor atenção à lembrança de Deus, para que teu coração, em todos os tempos, 
> seja animado por Seu Espírito e não excluído, como se fosse por um véu de teu Mais 
> Amado. Não seja apenas de lábios que prestes teu louvor a Deus, enquanto teu coração não 
> esteja em harmonia com o excelso Ápice da Glória e o Ponto Focal da comunhão. Se, 
> porventura, pois, vives no Dia da Ressurreição, o espelho de teu coração será volvido para 
> Aquele que é o Sol da Verdade; e assim que Sua luz se irradiar, de imediato seu esplendor 
> se refletirá em teu coração. Pois Ele é a Fonte de toda a bondade e a Ele revertem todas as 
> coisas. Se, porém, Ele aparecer enquanto tiveres a ti próprio te volvido em meditação, isso 
> de nenhum proveito a ti será, a menos que menciones Seu Nome por palavras que Ele haja 
> revelado. Pois na Revelação prestes a vir, é Ele Quem é a Lembrança de Deus, enquanto as 
> devoções que tu presentemente ofereces foram prescritas pelo Ponto do Bayán, e Aquele 
> que brilhará resplandecente no Dia da Ressurreição é a Revelação da mais íntima realidade 
> encerrada no Ponto do Bayán - Revelação essa, mais potente, imensuravelmente mais 
> potente, do que aquela que a precedeu. IX, 4.
> 
> C
> ONVÉM ao servo, após cada oração, suplicar a Deus que conceda a seus pais misericórdia 
> e perdão. Com isso se erguerá o chamado de Deus: "Milhares sobre milhares daquilo que 
> pediste para teus pais será tua recompensa!" Bem-aventurado quem se lembra de seus pais 
> quando ele com Deus comunga. Em verdade, nenhum Deus há, senão Ele, o Poderoso, o 
> Bem-Amado. VIII, 16.
> 
> C
> OMO esta estrutura física é o trono do templo interior, qualquer coisa que aconteça a essa 
> parte física é por ele sentida. Na realidade, o que deleita em alegria ou se entristece com 
> dor, é essa parte interior, e não o próprio corpo. Já que este corpo físico é o trono sobre o 
> qual o templo interior é estabelecido, Deus tem ordenado que se preserve o corpo no grau 
> possível, de modo que nada seja experimentado que possa causar repugnância. O ser 
> interior completa sua estrutura física, a qual é seu trono. Assim, se a esta se mostra respeito, 
> é como se aquele fosse o recipiente. O inverso é também verdade.
> 	Por isso foi ordenado que se tratasse o corpo morto com a máxima honra e respeito. 
> V, 12.
> 
> N
> O tempo do aparecimento d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, fosses tu realizar 
> teus atos por causa do Ponto do Bayán, não se haveria de considerá-los como sendo 
> realizados por Deus, e sim, para outro, desde que, naquele Dia, o Ponto do Bayán não é 
> outro, senão Aquele que Deus haverá de tornar manifesto...
> 	É por razão que, no começo de cada Era, uma multidão vasta que insensatamente 
> imagina que seus atos sejam para Deus, se afoga e se torna ímpia, e não percebe isso, salvo 
> aqueles que Ele guie, a Seu mando.
> 	É melhor o homem guiar qualquer alma do que possuir tudo o que há entre o 
> Oriente e o Ocidente. Outrossim, para aquele guiado, é melhor a guia do que todas as coisas 
> que na terra existem, pois por causa dessa guia ele, após a morte obterá acesso ao Paraíso, 
> enquanto que em virtude das coisas deste mundo em baixo, receberá, após sua morte, 
> aquilo que ele merece. Assim Deus deseja que todos os homens sejam guiados do modo 
> certo através da potência das Palavras d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto. 
> Aqueles, entretanto, que são prepotentes, não se deixarão ser guiados. Eles se excluirão da 
> Verdade, alguns por causa de sua erudição, outros devido à sua glória e a seu poder, e 
> outros ainda por suas próprias razões, nenhuma das quais lhes será de proveito algum na 
> hora de sua morte.
> 	Acautelai-vos para que todos vós, guiados por Aquele que é a Fonte da Guia Divina, 
> possais dirigir vossos passos com acerto na Ponte, a qual é mais aguçada do que a espada e 
> mais fina do que um cabelo, de modo que, porventura, as coisas que tu, desde o princípio 
> de tua vida até o fim, tens cumprido por amor a Deus, não se tornem - subitamente e sem 
> que tu percebas - atos inaceitáveis aos olhos de Deus. Em verdade, a quem Deus deseja, ele 
> guia para o caminho da certeza absoluta. VII, 2.
> 
> C
> ADA um espera com ansiedade Seu aparecimento, mas desde que a Ele não dirige os olhos 
> interiores, tristeza há necessariamente de Lhe sobrevir. No caso do Apóstolo de Deus - que 
> as bênçãos de Deus sobre Ele repousem - antes da revelação do Alcorão, todos deram 
> testemunho de Sua piedade e Suas virtudes nobres. Ei-Lo, então, após a revelação do 
> Alcorão. Que insultos ultrajantes foram contra Ele dirigidos, tais como, em verdade, a pena 
> tem vergonha de relatar. Eis, outrossim, o Ponto do Bayán. Sua conduta antes da  
> declaração de Sua missão está claramente óbvia àqueles que O conheciam. Agora, após Sua 
> manifestação, embora Ele tenha revelado até o presente tempo nada menos que quinhentos 
> mil versículos sobre diversos assuntos, eis as calúnias pronunciadas, tão indecorosas que, 
> ao serem mencionadas, a pena se inunda  de vergonha. Se, porém, todos os homens fossem 
> observar os  preceitos de Deus, nenhuma tristeza sobreviria a essa Árvore celestial. VI, 11.
> 
> O
> S atos d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto são como o sol, ao passo que as obras 
> dos homens, contanto que estejam em harmonia com o beneplácito de Deus, assemelham-se 
> às estrelas ou à lua... Assim, fossem os seguidores do Bayán observar os preceitos d'Aquele 
> que Deus haverá de tornar manifesto, no tempo de Seu aparecimento, e considerar a si 
> mesmos e suas próprias obras como estrelas expostas à luz do sol, então teriam eles colhido 
> os frutos de sua existência; de outro modo, não lhes será aplicável, como título, o grau de 
> "estrela". Antes, esse título se aplicará aos que n'Ele verdadeiramente acreditam, aos que, 
> durante o dia, empalidecem, tornando-se insignificantes, e, ao anoitecer, fulgentes, irradiam 
> sua luz.
> 	Tal, em verdade, é o fruto deste preceito, fosse alguém observá-lo no Dia da 
> Ressurreição. É esta a essência de toda a erudição e de todos os atos íntegros, fosse alguém 
> apenas atingí-la. Tivessem os povos do mundo fixado seu olhar neste princípio, nenhum 
> Expoente da Revelação divina jamais, no início de qualquer Era, os teria considerado 
> desprezíveis. O fato é, entretanto, que nas horas da noite cada um percebe a luz que ele 
> mesmo, segundo sua própria capacidade, emite, esquecido de que, ao romper doa dia, essa 
> luz esvairá, reduzindo-se ao nada absoluto ante o deslumbrante esplendor do sol.
> 	A luz do povo do mundo é seu conhecimento e aquilo que todos expressam; 
> enquanto os esplendores que emanam dos gloriosos atos d'Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto são Suas Palavras, pela potência das quais Ele envolve o inteiro mundo da 
> existência, o põe sob Sua própria autoridade, relacionando-o a Ele mesmo, e então, como o 
> Porta-Voz de Deus - enaltecido e glorificado seja Ele - proclama: "Verdadeiramente, 
> verdadeiramente, sou Deus; nenhum Deus há, senão Eu; em verdade, todos os outros, além 
> de Mim, são Minhas criaturas. Dizei, ó Minhas criaturas! A Mim, tão somente, pois, 
> deveríeis temer." VIII, 1.
> 
> S
> ABE tu que, no Bayán, a purificação é considerada o mais aceitável meio de se atingir 
> proximidade de Deus e o mais meritório de todos os atos. Assim, pois, purifica tu teu 
> ouvido, a fim de que nenhuma menção possas ouvir, salvo de Deus, e purifica teus olhos, 
> para que nada contemplem, a não ser Deus, e tua consciência, de modo que ela não perceba, 
> senão a Deus, e tua língua para que nada proclame, salvo a Deus, e tua mão, para que ela 
> nada escreva, exceto as palavras de Deus, e teu conhecimento, para que não compreenda, 
> senão a Deus, e teu coração, de tal modo que não alimente outro desejo, senão de Deus e, 
> outrossim, purifica todos os teus atos e tuas ocupações a fim de que tu sejas nutrido no 
> paraíso do amor puro, e possas, porventura, atingir a presença d'Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto, estando tu adornado de uma pureza que Ele altamente estima e santificado 
> acima de quem quer que d'Ele se tenha desviado e que  não Lhe dê seu apoio. Assim 
> haverás de manifestar uma pureza que te será proveitosa.
> 	Sabe tu que todo ouvido que com verdadeira fé escuta Suas Palavras, estará imune 
> ao fogo. O crente, deste modo, através de seu reconhecimento d'Ele, apreciará a natureza 
> transcendente de Suas Palavras celestiais e de todo coração O preferirá aos outros, 
> recusando inclinar seu afeto aos que n'Ele descrêem. Qualquer coisa que se receba na vida 
> vindoura é apenas o fruto dessa fé. Na realidade, um homem cujos olhos contemplam Suas 
> Palavras com verdadeira fé, bem merece o Paraíso; e alguém cuja consciência com 
> verdadeira fé dá testemunho de Suas Palavras, há de habitar no Paraíso e atingir a presença 
> de Deus; e alguém cuja língua pronuncia Suas Palavras com fé verdadeira, há de ter morada 
> no Paraíso, onde estará pleno de êxtase em louvor e glorificação de Deus, o Sempre-
> Presente, Cujas revelações de glória jamais terminam e os alentos ressuscitadores de Cuja 
> santidade jamais falham. Se alguma mão inscrever com verdadeira fé Suas Palavras, Deus, 
> tanto neste mundo como no vindouro, a tornará plena de coisas altamente estimadas; e cada 
> peito que memorizar Suas Palavras, se for de um crente, Deus o haverá de encher de Seu 
> amor; e se um coração nutrir o amor de Suas Palavras, se manifestar em si os sinais da 
> verdadeira fé, ao ser mencionado Seu Nome e, se exemplificar as palavras: "seus corações 
> extasiam-se com reverência diante da menção de Deus",65 este coração se tornará objeto 
> dos olhares do favor divino e, no Dia da Ressurreição, será altamente elogiado por Deus. 
> IX, 10.
> 
> S
> E, no tempo do aparecimento d'Aquele que Deus tornará manifesto, todos os habitantes da 
> terra dessem testemunho de uma coisa da qual Ele dá testemunho de um modo diferente, 
> Seu testemunho seria semelhante ao sol, enquanto o deles seria como uma imagem falsa 
> produzida em um espelho que não estivesse virado para o sol. Pois se não fosse assim, o 
> testemunho deles teria provado ser um reflexo fiel de Seu testemunho.
> 	Afirmo pela mais sagrada Essência de Deus que apenas uma linha das Palavras por 
> Ele pronunciadas é mais sublime do que as palavras expressas por todos os que habitam na 
> terra. Não, peço ser perdoado por fazer esta comparação. Como poderiam os reflexos do sol 
> no espelho comparar com os maravilhosos raios do sol no céu visível? O estado de um é o 
> do nada, enquanto o do outro, pela justiça de Deus - santificado e magnificado seja Seu 
> Nome - é o da Realidade das coisas...
> 	Se, no Dia de Sua manifestação, um rei fosse fazer menção de sua própria 
> soberania, isso seria como se um espelho desafiasse o sol, dizendo: "A luz está em mim". 
> De modo semelhante seria se um homem de erudição em Seu Dia pretendesse ser um 
> expoente do conhecimento, ou se aquele que possui riquezas fosse ostentar sua afluência, 
> ou se um homem poderoso asseverasse sua própria autoridade, ou se alguém investido de 
> grandeza exibisse sua glória. Não, tais homens se tornariam objeto de escárnio de seus 
> companheiros, e como seriam julgados por Aquele que é o Sol da Verdade! III, 2. 
> 
> N
> ÃO é permissível interrogar Aquele que Deus tornará manifesto, salvo acerca daquilo que 
> d'Ele seja realmente digno. Pois Sua condição é a da Essência da Revelação divina... 
> Qualquer evidência de generosidade que seja testemunhada no mundo é apenas uma 
> imagem de Sua generosidade; e a Seu Ser se deve a existência de cada coisa... Do princípio 
> ao fim é o Bayán o repositório de todos os Seus atributos, e o tesouro tanto de Seu fogo 
> como de Sua luz. Caso alguém deseje fazer perguntas, isto lhe é permitido fazer só por 
> escrito, para que ele possa derivar de Sua resposta escrita ampla compreensão, e esta 
> resposta possa servir de sinal vindo de seu Bem-Amado. Que ninguém pergunte, entretanto, 
> qualquer coisa que se possa provar indigna de Sua elevada posição. Por exemplo, fosse uma 
> pessoa indagar de um mercador de rubis o preço de palha, quão ignorante ele se mostraria, 
> e quão inaceitável. Igualmente inaceitáveis seriam as perguntas das mais prestigiosas 
> pessoas do mundo em Sua presença, com exceção de tais palavras como Ele próprio 
> pronunciasse acerca de Si Próprio no Dia de Sua manifestação.
> 	Parece-Me que Eu possa imaginar aqueles que incentivados pelas próprias 
> concepções ilusórias, Lhe escrevem, fazendo perguntas sobre aquilo que foi revelado no 
> Bayán, e Ele lhes responderia com palavras não Suas próprias, e sim, divinamente 
> inspiradas, dizendo: "Verdadeiramente, verdadeiramente, sou Deus; nenhum Deus há, 
> senão Eu. Chamei à existência todas as coisas criadas. Tenho levantado Mensageiros 
> divinos no passado e a Eles feito descerem Livros. Acautelai-vos para que outro não 
> adoreis, senão a Deus, Aquele que é Meu Senhor e vosso Senhor. É esta, realmente, a 
> verdade indubitável. Igual  será para Mim, no entanto; se vós em Mim acreditardes, estareis 
> providenciando o bem para  vossas próprias almas, e se vós não acreditardes em Mim, nem 
> naquilo que Deus a Mim revelou, estareis permitindo que sejais excluídos como se fosse 
> por um véu. Pois, em verdade, tenho estado independente de vós em tempos idos, e haverei 
> de continuar a ser independente doravante. Convém, portanto, ó criaturas de Deus, que vos 
> ajudeis a vós próprias e acrediteis nos Versículos por Mim revelados..." III, 13.
> 
> O
>  BAYÁN haverá de constituir a infalível balança de Deus até o Dia da Ressurreição, o qual 
> é Dia d'Aquele que Deus tornará manifesto. Quem agir de conformidade com aquilo que 
> nele está revelado, habitará no Paraíso, à sombra de Sua afirmação, e será incluído entre as 
> mais sublimes Letras na presença de Deus, enquanto aqueles que se desviarem, ainda que 
> seja tanto quanto a ponta de um grão de cevada, serão relegados ao fogo e reunidos à 
> sombra da negação. Esta verdade se expôs igualmente ao Alcorão, onde, em numerosas 
> instâncias, Deus estabeleceu que qualquer um que fizesse um juízo contrário aos limites por 
> Ele fixados, seria julgado um infiel...
> 	Quão poucos, neste dias, são aqueles que se conformam ao padrão estabelecido no 
> Alcorão. Não, em parte nenhuma são eles encontrados, salvo tais como Deus haja 
> determinado. Se houvesse, porém, tal pessoa, seus íntegros atos de nenhum proveito lhe 
> seriam, se ela não seguisse o padrão revelado no Bayán; assim mesmo como os atos pios 
> dos monges cristãos não lhes valiam, desde que no tempo de Apóstolo de Deus - que as 
> bênçãos de Deus sobre Ele repousem - eles se contentavam com o padrão exposto no 
> Evangelho.
> 	Se o padrão divino estabelecido no Alcorão tivesse sido observado verdadeiramente, 
> juízos adversos não teriam sido pronunciados contra Aquele que é a Árvore da Verdade 
> divina. Assim como se tem revelado: "Quase poderiam os céus se rachar e a terra fender-se 
> e as montanhas cair em fragmentos."66 E, no entanto, muito mais duros ainda do que 
> aquelas montanhas, devem ser esses corações que se não deixaram comover! Em verdade, 
> nenhum paraíso é mais glorioso, aos olhos de Deus, do que o alcance a Seu beneplácito. II, 
> 6.
> 
> A
> O SOL, pode ser comparado o Deus Uno e Verdadeiro e a um espelho, quem n'Ele crê. 
> Logo que se coloca o espelho diante do sol, ele reflete sua luz. O descrente assemelha-se a 
> uma pedra. Não importa por quanto tempo a pedra se exponha ao brilho do sol, não poderá 
> ela refletir o sol. Assim aquele que crê oferece a vida como sacrifício, enquanto quem não 
> crê faz contra Deus o que ele comete. Em verdade, se Deus assim deseja, Ele é potente para 
> transformar a pedra em espelho, mas a própria pessoa permanece conformada com seu 
> estado. Tivesse ela desejado se tornar um cristal, Deus a teria feito assumir a forma de 
> cristal. Pois naquele Dia, qualquer a causa que leve o crente a acreditar n'Ele, será também 
> acessível ao descrente. Quando este, porém, se deixa ser envolvido por véus, a mesma 
> causa o exclui, como se fosse por um véu. Assim, como está claramente óbvio hoje, aqueles 
> que a Deus, o Verdadeiro, dirigiram as faces, n'Ele acreditaram por causa do Bayán, 
> enquanto, por causa deste, os que estão velados se privaram.
> 
> A
> FIRMO pela santíssima Essência de Deus - enaltecido e glorificado seja Ele - que, no Dia 
> da aparição d'Aquele que  Deus haverá de tornar manifesto, mil exames minuciosos do 
> Bayán não poderão igualar ao exame minucioso de um só versículo a ser revelado por 
> Aquele que Deus haverá de tornar manifesto.
> 	Pondera tu um pouco e observa que tudo no islã tem sua origem última e final no 
> Livro de Deus. Considera, do mesmo modo, o Dia da Revelação d'Aquele que Deus haverá 
> de tornar manifesto, Aquele em Cujas mãos está a fonte de provas, e não te deixes ser d'Ele 
> excluído por considerações erradas, pois acima de tais considerações está Ele 
> imensuravelmente enaltecido, porquanto toda prova procede do Livro de Deus, o qual é, em 
> si próprio, o supremo testemunho, sendo que a todos os homens falta o poder de produzir 
> igual. Se miríades de homens de erudição, versados em lógica, na ciência da gramática, em 
> direito, na jurisprudência e em outras matérias semelhantes, se afastassem do Livro de 
> Deus, seriam ainda pronunciados descrentes. Assim o fruto está dentro do próprio 
> testemunho supremo e não nas coisas daí derivadas. E sabe tu com toda certeza que cada 
> letra revelada no Bayán visa somente a evocar submissão Àquele que Deus tornará 
> manifesto, pois Ele foi Quem revelou o Bayán, antes de Sua Própria manifestação. V, 8.
> 
> N
> ESTA Revelação, o Senhor do universo dignou-se conferir ao Ponto do Bayán Suas 
> poderosas palavras e Seus sinais resplendentes, ordenando-os como Seu inigualável 
> testemunho para todas as coisas criadas. Fossem todas as pessoas que habitam na terra se 
> ajuntar, não poderiam produzir um versículo sequer, semelhante àqueles que Deus fez 
> manarem da  língua do Ponto do Bayán. Em verdade, fosse qualquer criatura vivente fazer 
> pausa para meditar, perceberia, sem a menor dúvida, que estes versículos não são obra do 
> homem e sim, devem ser atribuídos somente ao Deus Uno, o Incomparável, que os faz 
> manarem da língua de quem quer que Ele deseje e que os não revelou, nem revelará, salvo 
> através do Ponto Focal da Vontade Primaz de Deus. É Aquele através de Cujas 
> dispensações Mensageiros divinos se levantam e Livros celestiais são enviados. Tivessem 
> seres humanos podido realizar esse ato, certamente alguém haveria produzido pelo menos 
> um versículo no período de mil e duzentos e setenta anos transcorridos desde a Revelação 
> do Alcorão até a do Bayán. Todos os homens, entretanto, se têm provado incapazes, não 
> conseguindo, em absoluto, fazer isso, embora se esforçassem, com seu veemente poder, 
> para extinguir a chama da Palavra de Deus. II, 1.
> 
> T
> U vês como é vasto o número de pessoas que todo ano vai em peregrinação a Meca e se 
> ocupa em percorrer a seu redor, enquanto Ele, através da potência de Cuja Palavra o ka´bah 
> (o santuário em Meca) se tornou o objeto de adoração, se vê abandonado nesta montanha. 
> Ele outro não é, senão o Próprio Apóstolo de Deus, desde que se pode assemelhar ao sol a 
> Revelação de Deus. Ainda que nasça inumeráveis vezes, há apenas um sol, do qual depende 
> a vida de todas as coisas. É claro e evidente que tem sido o objeto de todas as Revelações 
> anteriores pavimentar o caminho para o advento de Maomé, o Apóstolo de Deus. E essas, 
> inclusive a Revelação Maometana, tiveram, por sua vez, como objetivo, a Revelação 
> proclamada pelo Qá´im. O propósito que baseia esta Revelação, bem como aquelas que a 
> precederam, foi, outrossim, o de anunciar o advento da Fé d´Aquele que Deus tornará 
> manifesto. E esta Fé – a Fé d´Aquele que Deus tornará manifesto – por sua vez, juntamente 
> com todas as Revelações anteriores , tem como seu objetivo a Manifestação destinada a 
> sucede-la. E esta última, não menos que todas as Revelações precedentes, prepara o 
> caminho para a Revelação que ainda há de seguir. O processo do nascer e do pôr do Sol da 
> Verdade continuará assim, indefinidamente – processo esse que não teve começo e não terá 
> fim.
> 	Bem-aventurado aquele que, em cada Era, reconhece o Desígnio de Deus para 
> aquela Era, e deste não se priva por estar dirigindo o olhar para as coisas do passado. IV, 
> 12.
> 
> A
>  SUBSTÂNCIA deste capítulo é que por Dia da Ressurreição se entende o Dia do 
> aparecimento da Árvore da Realidade divina, mas não se vê que qualquer um dos 
> seguidores do islã xiita tenha compreendido o que significa o Dia da Ressurreição; antes, 
> têm eles, em suas fantasia, imaginado uma coisa que, para Deus, nenhuma realidade tem. 
> Aos olhos de Deus e de acordo com o uso dos iniciados nos mistérios divinos, o significado 
> do Dia da Ressurreição é este, que desde o tempo do aparecimento d´Aquele que é a Árvore 
> da Realidade divina, em qualquer período e sob qualquer nome, até o momento em que Ele 
> desaparece, é o Dia da Ressurreição.
> 	Por exemplo, desde o início da missão de Jesus – que sobre Ele esteja paz – até o 
> dia de Sua ascensão, foi a Ressurreição de Moisés. Pois durante esse período a Revelação 
> de Deus resplandeceu com o aparecimento dessa Realidade divina, Quem por Sua Palavra 
> recompensou cada um que acreditava em Moisés e por Sua Palavra puniu cada um que não 
> acreditava, porquanto o Testemunho de Deus para esse Dia foi aquilo que Ele solenemente 
> afirmara no Evangelho. E desde o início da Revelação do Apóstolo de Deus – que sobre Ele 
> estejam as bênçãos de Deus – até o dia de Sua ascensão, foi a Ressurreição de Jesus – sobre 
> Ele esteja paz – na qual a Árvore da Realidade divina apareceu na pessoa de Maomé, 
> recompensando por Sua Palavra cada um que era crente em Jesus, e por Sua Palavra 
> punindo cada um que n´Ele não acreditava. E desde o momento em que apareceu a Árvore 
> do Bayán, até que desapareça, é a Ressurreição do Apóstolo de Deus, como é divinamente 
> predito no Alcorão, o início da qual foi quando haviam passado duas horas e onze minutos 
> na véspera do dia cinco de Jamádíyu´l-Avval, 1260 A.H.67, que é o ano de 1270  da 
> Declaração da Missão de Maomé. Foi este o começo do Dia da Ressurreição do Alcorão, e 
> até o desaparecimento da Árvore da Realidade divina é a Ressurreição do Alcorão. A etapa 
> da perfeição de cada coisa é alcançada quando ocorre uma ressurreição. A perfeição da 
> religião do islã foi consumada no início desta Revelação; e desde o nascer desta Revelação 
> até o pôr, os frutos da Árvore do Islã, quaisquer que sejam, se tornarão evidentes. A 
> Ressurreição do Bayán ocorrerá no tempo do aparecimento d´Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto. Pois hoje o Bayán está na condição da semente; no início da manifestação 
> d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, sua perfeição final aparecerá. Ele é 
> manifestado a fim de colher os frutos das árvores que Ele plantou; assim mesmo como a 
> Revelação do Qá´im (Aquele que se levanta), um descendente de Maomé – sobre Ele 
> repousem as bênçãos de Deus – é exatamente como a Revelação do próprio Apóstolo de 
> Deus (Maomé). Ele não aparece, salvo com o fim de colher dos versículos alcorânicos que 
> Ele (Maomé) semeou nos corações dos homens, os frutos do islã – frutos esses que não 
> podem ser colhidos, senão através da lealdade a Ele (o Qá´im) e da fé n´Ele depositada. No 
> tempo presente, porém, apenas efeitos adversos se têm manifestado; pois, se bem que Ele 
> tenha aparecido no centro do coração do islã e todos o professem por causa da relação que 
> com Ele (o Qá´im) lhes foi concedida, eles injustamente, entretanto, O têm relegado à 
> Montanha de Mákú, e isso, embora no Alcorão o advento do Dia da Ressurreição tenha 
> sido prometido a todos por Deus. Pois nesse Dia, todos os homens serão levados  diante de 
> Deus e atingirão Sua presença, o que significa que aparecerão diante d´Aquele que é a 
> Árvore da Realidade divina e atingirão à Sua presença, já que não é possível aparecer 
> diante da Santíssima Essência de Deus, nem concebível é tentar com Ele se reunir. O que é 
> viável com referência ao aparecimento diante d´Ele, e ao encontro com Ele, é o alcance da 
> Árvore Primaz. II, 7.
> 
> J
> AMAIS a evidência que Deus expõe poderá ser comparada com as evidências produzidas 
> por qualquer dos povos e raças da terra e, sem a menor sombra de dúvida, evidência alguma 
> é exposta por Deus, a não ser através d´Aquele que é designado Seu Testemunho supremo. 
> Além disso, a prova dos versículos revelados, só e por si, demonstra concludentemente a 
> completa incapacidade de todas as coisas criadas na terra, pois é uma prova que de Deus 
> procedeu e há de durar até o Dia da Ressurreição.
> 	E se alguém refletir sobre o aparecimento desta Árvore, ele haverá de testemunhar, 
> sem dúvida, a sublimidade da Causa de Deus. Pois se uma pessoa que tenha vivido apenas 
> vinte e quatro anos e que esteja destituída daquelas ciências nas quais todos estão versados, 
> recita agora versículos desse modo, sem refletir ou hesitar, escreve mil versículos de 
> orações no espaço de cinco horas, sem pausa da pena, e produz comentários e tratados 
> eruditos sobre temas tão elevados como a verdadeira compreensão de Deus e da unicidade 
> de Seu Ser, de uma maneira – segundo confessam os doutos e filósofos  - que excede seu 
> poder de compreensão, então não há dúvida de que tudo o que tem sido manifestado é de 
> inspiração divina. Apesar de se haverem dedicado ao estudo durante toda a vida, quanto se 
> esmeram esses sacerdotes quando escrevem uma simples linha no árabe! Após esses 
> esforços, entretanto, resultam apenas palavras indignas de menção. Todas essas coisas são 
> como uma prova para o povo; se assim não fosse, a religião de Deus é demasiado potente e 
> gloriosa para que alguém a compreendesse de outro modo, senão por si própria; antes, é 
> através dela que se entende tudo mais. II, 1.
> 
> L
> OUVOR a Deus por haver Ele nos possibilitado conhecer Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto no Dia da Ressurreição, de modo que possamos derivar do fruto de nossa 
> existência algum benefício e não ser impedidos de atingir a presença de Deus. Pois, em 
> verdade, é este o objetivo de nossa criação e o propósito único que baseia todo e qualquer 
> ato virtuoso que possamos realizar. Tal é a graça que Deus nos conferiu; verdadeiramente, 
> Ele é todo-Generoso, o Benévolo. Sabe tu, que conseguirás assim fazer se acreditares com 
> fé inabalável. Deus que tu não podes, entretanto, atingir o estado da fé inabalável, em 
> conseqüência dos véus de teus desejos egoísta que se interpõem, te demorarás no fogo, 
> embora não o percebas. No Dia de Sua manifestação, a menos que n'Ele, verdadeiramente, 
> acredites, nada te poderá salvar do fogo, ainda que realizes todo ato íntegro. Se a verdade tu 
> abraçares, tudo de bom e digno será para ti assentado no Livro de Deus e, em virtude disso, 
> te regozijarás no altíssimo Paraíso até a Ressurreição seguinte.
> 	Considera tu com a devida atenção, pois o caminho é muito estreito, ainda que seja 
> mais espaçoso do que os céus e a terra e aquilo que entre eles se encontra. Por exemplo, se 
> todos os que esperavam o cumprimento da promessa de Jesus tivessem tido certeza da 
> manifestação de Maomé, o Apóstolo  de Deus, nenhum deles se haveria desviado das 
> palavras de Jesus. Assim também, na Revelação do Ponto do Bayán, se  todos tivessem 
> certeza de que era aquele mesmo Prometido Mihdí (Alguém que é guiado) que o Apóstolo 
> de Deus predisse, nenhum dos crentes no Alcorão se desviaria das palavras do Apóstolo de 
> Deus. Outrossim, na Revelação d'Aquele que Deus deverá tornar manifesto, vê tu a mesma 
> coisa; pois se todos estivessem certos de ser Ele o mesmo, "Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto", predito pelo Ponto do Bayán, nenhum deles se desviaria. IX, 3.
> 
> E
> M Nome de Deus, o Mais Excelso, o Santíssimo. Todo louvor e glória condizem com a 
> sagrada e gloriosa corte do Senhor soberano, Aquele que desde sempre habita e para todo o 
> sempre continuará a habitar dentro do mistério de Sua Própria Essência divina, Aquele que 
> desde tempos imemoriais permanece e para sempre haverá de permanecer dentro de Sua 
> transcendente eternidade, exaltado além do alcance e do conhecimento de todos os seres 
> criados. O sinal de Sua inigualável Revelação, assim como foi por Ele criado e assim como 
> Ele o gravou na realidade de todos os seres, não é outro, senão a incapacidade deles de 
> conhecê-Lo. A luz por Ele irradiada sobre todas as coisas não é outra, senão o esplendor de 
> Seu Próprio Ser. Ele Mesmo esteve, em todos os tempos, imensuravelmente exaltado acima 
> de qualquer associação com Suas criaturas. Ele de tal maneira formou a criação inteira que 
> todos os seres, em virtude de seus poderes inatos, possam dar testemunho diante de Deus, 
> no Dia da Ressurreição, de que Ele nenhum companheiro tem, nem igual, e está santificado 
> acima de qualquer semelhança, similitude ou comparação. Ele sempre tem sido, e sempre 
> será, Uno e incomparável na transcendente glória de Seu Ser divino, e desde sempre é 
> indescritivelmente poderoso na sublimidade de Seu soberano domínio. Ninguém pode 
> jamais reconhecê-Lo de um modo digno, nem conseguirá qualquer homem, em tempo 
> algum, compreendê-Lo de uma maneira adequada e própria, pois qualquer realidade à qual 
> é aplicável o termo "ser" foi criada pela Vontade soberana do Todo-Poderoso, Quem sobre 
> ela irradiou o esplendor de Seu Próprio Ser, brilhando de Sua augustíssima posição. Ele, 
> além disso, tem depositado dentro da realidade de todas as coisas criadas o emblema de Seu 
> reconhecimento, de modo que cada um possa saber com certeza que Ele é o Princípio e o 
> Fim, o Manifesto e o Oculto, o Criador e o Sustentador, o Todo-Poderoso e o Onisciente, 
> Quem ouve e percebe todas as coisas, Aquele  que é invencível em Seu poder, que se ergue, 
> supremo, em Sua Própria identidade, Aquele que vivifica e faz esmorecer, o Onipotente, o 
> Inatingível, o Excelso, o Altíssimo. Toda revelação de Sua Essência divina assinala a 
> sublimidade de Sua glória, a elevação de Sua santidade, a inacessível altura de Sua 
> unicidade e a exaltação de Sua majestade e potência. Seu princípio não teve outro princípio, 
> senão Sua Própria primazia, e Seu fim conhece, salvo Sua Própria ulterioridade. I, 1.
> 
> A
>  REVELAÇÃO da Realidade Divina é, desde sempre, idêntica a sua ocultação, bem como 
> sua ocultação é idêntica a sua revelação. O que se entende pela "Revelação de Deus" é a 
> Árvore da Verdade divina, pela qual nenhum outro é simbolizado, senão Ele, e é esta 
> Árvore Divina que já fez e fará levantarem-se Mensageiros, que tem revelado e sempre há 
> de revelar Escrituras. De eternidade à eternidade, esta Árvore da Verdade divina tem 
> servido e sempre servirá como trono da revelação e da ocultação de Deus entre Suas 
> criaturas e, em cada era, se torna manifesta através de quem quer que Ele deseje. No tempo 
> da revelação do Alcorão, vindicou Ele Seu poder transcendente pelo advento de Maomé e, 
> na ocasião da revelação do Bayán, demonstrou Sua soberana grandeza com o aparecimento 
> do Ponto do Bayán, e, quando resplandecer Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, 
> será por Seu intermédio que sustentará a verdade de Sua Fé, assim como Lhe aprouver, 
> com aquilo que Lhe aprouver e para aquilo que Lhe aprouver. Ele está com todas as coisas, 
> mas nada  está com Ele. Não está Ele dentro de uma coisa, nem acima dela, nem de seu 
> lado. Qualquer referência ao fato de que Ele se encontra estabelecido no trono, significa 
> estar o Expoente de Sua Revelação estabelecido no assento de autoridade transcendente...
> 	Desde sempre, Ele existe e para sempre continuará a existir. Ele sempre esteve e 
> sempre haverá de permanecer inescrutável a todos os homens, porquanto tudo, a não ser 
> Ele, tem sido e há de ser sempre criado através da potência de Seu mando. Exaltado é Ele 
> acima de toda menção ou louvor, e santificado além de toda palavra de elogio ou de 
> comparação. Nenhuma coisa criada O compreende, enquanto Ele, em verdade, compreende 
> todas as coisas. Ainda quando se diz "nenhuma coisa criada O compreende", isso se refere 
> ao Espelho de Sua Revelação, ou seja, Àquele que Deus haverá de tornar manifesto. Ele, 
> em verdade, é demasiado sublime e excelso para que a Ele qualquer um se refira. II, 8.
> 
> 4
> 
> EXCERTOS DO DALÁ'IL-I-SAB'IH
> 
> (As Sete Provas)
> 
> T
> U perguntaste sobre os fundamentos da religião e seus preceitos: Sabe tu que primeiro e 
> proeminente na religião é o conhecimento de Deus. Isto atinge sua consumação quando se 
> reconhece Sua unidade divina, a qual, por sua vez, atinge cumprimento na aclamação de 
> que Seu sagrado e excelso Santuário, Sede de Sua transcendente majestade, está santificado 
> acima de todo e qualquer atributo. E sabe tu que, neste mundo da existência, o 
> conhecimento de Deus jamais será atingido, salvo através do conhecimento d'Aquele que é 
> o Alvorecer da Realidade divina.
> 
> D
> EUS Benévolo! Dentro dos domínios do islã, há presentemente sete poderosos soberanos 
> que governam o mundo. Nenhum deles foi informado de Sua Manifestação (a do Báb) e, se 
> informado, n´Ele nenhum acreditou. Quem sabe – podem deixar este mundo inferior cheios 
> de desejos e sem terem percebido que aquilo que esperavam já se realizara. Foi o que  
> aconteceu com os monarcas que se prendiam firmemente ao Evangelho. Aguardavam a 
> vinda do Profeta de Deus (Maomé) e, quando Ele apareceu, deixaram de reconhece-Lo. Vê 
> que grandes somas esses soberanos despendem, sem sequer a menor intenção de nomear 
> um oficial incumbido da tarefa de lhes tornar conhecido em seus próprios reinos o 
> Manifestante de Deus! Assim teriam cumprido o propósito para que foram criados. Todos 
> os seus desejos têm estado e ainda estão fixados em deixar atrás de si nomes ilustres.
> 
> P
> ONDERA tu, outrossim, a Era do Apóstolo de Deus, a qual durou mil e duzentos e setenta 
> anos68, até o alvorecer da  manifestação do Bayán. Ele ensinou todos a esperarem o advento 
> do Prometido Qá´im. Todos os atos que começaram com Maomé na Era Islâmica deveriam 
> atingir sua consumação através do aparecimento do Qá´im. Deus O tornou manifesto, 
> investido da prova da qual foi investido o Apóstolo de Deus, a fim de que nenhum dos 
> crentes no Alcorão nutrisse dúvidas sobre a validade de Sua Causa, pois está inscrito no 
> Alcorão, que ninguém, a não ser Deus, tem capacidade para revelar versículos. Durante o 
> período de 1270 anos, nenhum dentre os seguidores do Alcorão jamais testemunhou a vinda 
> de uma pessoa com provas concludentes. Agora o Senhor Sempiterno tornou manifesto e 
> investiu de testemunho supremo este Prometido, há muito esperado, que veio de um lugar 
> inimaginável e era uma pessoa cujo conhecimento não se considerava de valor algum. Sua 
> idade não é mais de vinte e cinco anos, mas Sua glória é tal, que nenhum dos eruditos entre 
> o povo do islã pode rivalizar, desde que a glória do homem consiste em seu conhecimento. 
> Vê os eruditos que são honrados em virtude de sua capacidade de compreender os Escritos 
> Sagrados, e a tal grau Deus os exaltou que diz, a eles se referindo: "Ninguém sabe o que 
> isso significa, a não ser Deus e os bem aprofundados em conhecimento"69. Como é 
> estranho, pois, este jovem de vinte e cinco anos, sem instrução, ser escolhido para revelar 
> Seus versículos de uma maneira tão espantosa. Se os sacerdotes muçulmanos têm motivo 
> de orgulho por compreenderem o significado dos Escritos Sagrados , a glória d´Ele está em 
> revelar os Escritos, para que  nenhum deles hesite em crer nas Suas Palavras. De tal grau 
> são a grandeza e o poder celestiais n´Ele revelados por Deus, que, se fosse Sua Vontade e 
> nada Lhe interrompesse, Ele poderia, dentro do espaço de cinco dias e noites, revelar o 
> equivalente do Alcorão, o qual se fez descer em vinte e três anos. Pondera tu, e reflete. Já 
> apareceu, em tempos anteriores, alguém comparável, ou é esta característica estritamente a 
> Ele confinada?
> 
> C
> ONSIDERA tu os múltiplos favores que o Prometido concedeu e as efusões de Sua 
> generosidade que atingiram a congregação dos seguidores do islã para capacita-los a 
> alcançar a salvação. De fato, observa como Aquele que representa a origem da criação, 
> Aquele que é o Expoente do versículo: "Eu, em verdade absoluta, sou Deus", se identificou 
> como a Porta (Báb) para o advento do prometido Qá´im, descendente de Maomé e, em Seu 
> primeiro Livro, ordenou fossem observadas as leis do Alcorão, de modo que o povo não 
> fosse tomado de perturbação por causa de um novo Livro e uma Revelação nova, e sim, 
> considerasse a Fé d´Ele como semelhante à sua própria, e, porventura, não se desviasse da 
> Verdade, desprezando aquilo para que havia sido chamado à existência.
> 
> P
> ERMITE que Eu te exponha alguns argumentos racionais. Se alguém deseja abraçar hoje a 
> Fé Islâmica, lhe seria prova concludente o testemunho de Deus? Se tu sustentas que não o 
> seria, então como é que Deus o punirá após a morte e, enquanto ele viver, o veredito de 
> "descrente" lhe será pronunciado? Se afirmares ser concludente o testemunho, como 
> provarás isso? Se tua asserção se baseia naquilo que tens ouvido dizer, então meras 
> palavras não são aceitáveis como testemunho irrefutável; mas se julgas ser o Alcorão o 
> testemunho, isso seria uma prova poderosa e evidente.
> 	Considera agora a Revelação do Bayán. Se os seguidores do Alcorão tivessem 
> aplicado a si próprios provas semelhantes às provas que elas apresentam para os descrentes 
> no islã, nem sequer uma só alma teria permanecido privada da Verdade e, no Dia da 
> Ressurreição, todos haveriam atingido a salvação.
> 	Se um cristão argüisse, "Como posso julgar o Alcorão um testemunho, quando não 
> o posso compreender?", tal argumento não seria aceitável. Outrossim, desdenhosamente o 
> povo do Alcorão comenta: "Não podemos compreender a eloqüência dos versículos no 
> Bayán; como podemos considera-lo um testemunho?" A qualquer um que pronuncie tais 
> palavras, dize: "Ó tu que não foste instruído! Por qual prova abraçaste tu a Religião do Islã? 
> Será o profeta, em quem nunca fixaste teus olhos? Serão os milagres que tu jamais 
> presenciaste? Se aceitaste o islã inconscientemente, por que fizeste isso? Mas se abraçaste a 
> Fé através de teu reconhecimento do Alcorão como o testemunho, por haveres ouvido os 
> eruditos e os fiéis expressarem sua incapacidade diante desse Livro, ou se, ao ouvires os 
> versículos divinos e, em virtude de teu amor espontâneo pela Verdadeira Palavra de Deus, 
> respondeste em espírito de completa humildade e submissão – espírito esse, que é um dos 
> mais poderosos sinais do verdadeiro amor e compreensão – então tais provas têm sido e 
> sempre serão consideradas sãs".
> 
> O
>  RECONHECIMENTO d´Aquele que é o Portador da Verdade divina não é outro, senão o 
> reconhecimento de Deus, nem amor a Ele é outro, senão amor a Deus. Afirmo, entretanto, 
> pela sublime Essência de Deus – enaltecido e glorificado seja Ele – não desejei que minha 
> identidade fosse conhecida pelos homens, e dei instruções para que fosse ocultado Meu 
> nome, porquanto Eu estava plenamente cônscio da incapacidade dessas pessoas que não são 
> outras, senão aquelas que – referindo-se a alguém nada menor em importância do que o 
> Apóstolo de Deus – incomparável que Ele, desde sempre, é – comentaram: "Ele, 
> certamente, é lunático"70. Se agora pretendem ser diferentes daquele povo, seus atos dão 
> testemunho da falsidade de suas asserções. O que Deus testifica nada é, senão aquilo que 
> Seu Testemunho supremo testifica. Fossem todos os povos do mundo atestar uma coisa, 
> enquanto Ele atestasse outra, o testemunho d´Ele será considerado o testemunho de Deus, 
> enquanto tudo mais, que não seja Ele, tem sido e sempre será como nada; pois é através de 
> Seu poder que uma coisa assume existência.
> 	Considera o grau de adesão desse povo em assuntos de fé. Quando eles tratam de 
> seus próprios interesses, bem se contentam com o testemunho de duas testemunhas justas, 
> e, no entanto, apesar do testemunho de tantos homens de integridade, eles hesitam em 
> acreditar n´Aquele que é o Portador da Verdade divina.
> 
> A
> S evidências que o povo, em sua vã fantasia, exigiu do Apóstolo de Deus, foram pela maior 
> parte rejeitadas no Alcorão, assim mesmo como na Sura dos Filhos de Israel (Sura XVII) 
> foi revelado: "E dizem, de modo algum em ti acreditaremos, antes de fazeres jorrar da terra 
> para nós uma fonte, ou de teres um jardim de palmeiras e trepadeiras e fazeres rios 
> emanarem de seu meio em abundância; ou antes de deixares tu cair sobre nós o céu em 
> pedaços, assim como tens anunciado; ou de trazeres Deus e os anjos para atestarem por ti, 
> ou de teres uma casa de ouro, ou de ascenderes ao céu; nem acreditaremos em tua ascensão 
> antes de mandares descer a nós um livro que possamos ler. Dize, louvado seja meu Senhor! 
> Serei Eu mais que um homem, um apóstolo?"
> 	Agora, sê justo! Os árabes pronunciaram tais palavras, e agora, incentivado por teu 
> desejo, tu exiges ainda outras coisas? Qual a diferença entre ti e eles? Se ponderares um 
> pouco, há de se tornar evidente que incumbe a um servo humilde aquiescer em qualquer 
> prova que Deus tenha determinado e não seguir sua própria vã fantasia. Se fossem 
> satisfeitos os desejos do povo, não restaria na terra nenhum descrente. Pois uma vez que o 
> Apóstolo de Deus lhes tivesse cumprido os desejos, eles, sem hesitação, teriam abraçado 
> Sua Fé. Que Deus te salve, se, de acordo com teu desejo egoísta, buscares alguma 
> evidência; cumpre-te, antes, sustentar a prova infalível que Deus designou. O objeto de tua 
> crença em Deus não é senão assegurar-te de Seu beneplácito. Como, pois, buscas como 
> prova de tua fé algo que tem sido e é contrário a Seu beneplácito?
> 
> L
> IVRA-TE de todo apego que não seja Deus, enriquece-te em Deus, dispensando tudo, salvo 
> Ele, e recita tu esta oração:
> Dize: Deus é suficiente para todas as coisas acima de todas as coisas, e nada nos céus e na 
> terra ou em qualquer coisa que entre eles se encontre, a não ser Deus, teu Senhor, é 
> suficiente. Em verdade, Ele, em Si, é o Conhecedor, o Sustentáculo, o Todo-Poderoso.
> 	Não penses ser uma vã fantasia o poder todo-suficiente de Deus. É essa fé genuína 
> que tu nutres pelo Manifestante de Deus em cada Era. É tal fé que basta, acima de todas as 
> coisas que existem na terra, enquanto que nenhuma coisa criada na terra, a não ser a fé, te 
> seria suficiente. Se não és crente, a Árvore da Verdade divina te condenará à extinção. Se 
> és crente, tua fé te será suficiente, acima de todas as coisas que na terra existem, ainda que 
> tu nada possuas.
> 
> E
> M uma tradição se encontra registrado que não mais de setenta pessoas dentre a inteira 
> congregação dos cristãos abraçaram a Fé do Apóstolo de Deus. A culpa cai sobre seus 
> doutores, pois se estes tivessem acreditado, teriam sido seguidos pela maioria de seus 
> conterrâneos. Vê, então, o que sucedeu! Os eruditos da cristandade são considerados 
> eruditos em virtude de haverem salvaguardado o ensinamento de Cristo, e, no entanto, 
> considera como, por causa deles próprios, os homens deixaram de aceitar a Fé e atingir a 
> salvação! É teu desejo, ainda, seguir suas pegadas? Os seguidores de Jesus submeteram-se 
> aos clérigos a fim de serem salvos no Dia da Ressurreição e, como resultado dessa 
> obediência, entraram, afinal, no fogo, e, no Dia em que apareceu o Apóstolo de Deus, eles 
> se excluíram do reconhecimento de Sua exaltada Pessoa. Desejas tu seguir tais sacerdotes?
> 	Não, por Deus, não sejas um sacerdote sem discernimento, nem um seguidor que 
> disso careça, pois ambos haverão de perecer no Dia da Ressurreição. Antes, incumbe-te ser 
> um sacerdote que discerne, ou andar com percepção no caminho de Deus, obedecendo a um 
> verdadeiro dirigente de religião.
> 	Em toda nação tu vês inúmeros dirigentes espirituais destituídos de verdadeiro 
> discernimento e entre todo povo encontras miríades de aderentes que carecem da mesma 
> característica. Pondera por algum tempo em teu coração, tem compaixão de ti próprio e não 
> desvies tua atenção das provas e evidências. Não busques, entretanto, provas e evidências 
> segundo tua vã fantasia; antes, baseia tuas provas naquilo que Deus determinou. Sabe tu, 
> além disso, que nem o fato de ser um homem de erudição, nem o de ser um seguidor, é, em 
> si, origem de glória. Se és homem de erudição, teu conhecimento só se torna uma honra - e 
> se és um seguidor, tua adesão aos dirigentes só se torna uma honra - quando estão de 
> acordo com o beneplácito de Deus. E acautela-te para que não consideres o beneplácito de 
> Deus uma vã fantasia; é o mesmo que o beneplácito de Seu Mensageiro. Considera tu os 
> seguidores de Jesus. Ansiosamente buscavam eles o beneplácito de Deus, mas nenhum 
> deles atingiu o beneplácito de Seu Apóstolo - que é idêntico ao beneplácito de Deus - salvo 
> aqueles que abraçaram Sua Fé.
> 
> T
> UA carta foi perscrutada. Fosse a verdade desta Revelação plenamente demonstrada com 
> provas elaboradas, todos os pergaminhos que existem no céu e na terra seriam insuficientes 
> para contê-las. 
> 	A substância, entretanto, a essência do assunto, é esta, que não pode haver dúvida 
> de que desde sempre Deus está investido da independente soberania de Seu excelso Ser, e 
> para sempre permanecerá inacessível na majestade transcendente de Sua santa Essência. 
> Nenhuma criatura jamais O reconheceu de um modo que seja com Seu reconhecimento 
> condizente, nem qualquer ser criado jamais O louvou de um  modo digno de Seu louvor. 
> Enaltecido é Ele acima de todo nome e santificado acima de toda comparação. Através 
> d'Ele se tornam conhecidas todas as coisas, enquanto elevada demais é Sua Realidade para 
> ser conhecida por qualquer um, senão por Ele. O processo de Sua criação nenhum começo 
> teve, nem fim poderá ter, pois, de outro modo, implicaria  a cessação de  Sua graça 
> celestial. Deus tem levantado Profetas e já revelou Livros tão numerosos como as criaturas 
> do mundo, e assim continuará Ele a fazer para todo o sempre.
> 	Se estás navegando sobre o mar dos Nomes de Deus, os quais se refletem em todas 
> as coisas, sabe tu que Ele é demasiadamente excelso e santificado para ser conhecido 
> através de Suas criaturas, ou de ser por Seus servos descrito. Tudo o que tu contemplas foi 
> chamado à existência através da operação de Sua Vontade. Como pode essa coisa criada, 
> pois, ser uma expressão de Sua Unicidade essencial? A existência de Deus, em si, atesta 
> Sua Própria Unicidade, enquanto cada coisa criada, por sua própria natureza, dá evidência 
> de haver sido formada por Deus. Tal é a prova de consumada sabedoria, na estimativa dos 
> que navegam sobre o oceano da Verdade divina.
> 	Se, porém, estás navegando sobre o mar da criação, sabe tu que Aquele que é a 
> Primeira Lembrança, que é a Vontade Primaz de Deus, pode ser comparado ao sol. Deus O 
> criou através da potência de Sua grandeza e, desde o princípio que não tem princípio, O fez 
> manifestar-se em cada Era, através do irresistível poder de Seu mando e, até o fim que não 
> conhece fim, Deus continuará a manifestá-Lo, segundo o beneplácito de Seu Propósito 
> invencível.
> 	E sabe tu que Ele, em verdade, se assemelha ao sol. Ainda que o sol continue a 
> nascer até o fim que não tem fim, não terá havido, entretanto, nem haverá, mais de um sol; 
> e fosse seu ocaso se repetir para sempre, ainda assim, não terá havido, nem haverá jamais, 
> senão um único sol. É essa Vontade Primaz que aparece resplandecente em cada Profeta e 
> se expressa em cada Livro revelado. Não conhece início, desde que o Primeiro deriva d'Ele 
> sua primazia; nem conhece fim, desde que o Último a Ela deve sua ulterioridade.
> 	No tempo do Primeiro Manifestante, a Vontade Primaz apareceu em Adão; no dia 
> de Noé, se tornou conhecida em Noé; no dia de Abraão, n'Ele; e assim no dia de Moisés, no 
> dia de Jesus, no dia de Maomé, o Apóstolo de Deus, no dia do "Ponto de Bayán", no dia 
> d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, e no dia d'Aquele que aparecerá depois 
> d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto. Daí o significado interior das palavras 
> pronunciadas pelo Apóstolo de Deus: "Eu sou todos os Profetas", pois aquilo que em cada 
> um d'Eles resplandece, tem sido e para sempre continuará a ser um só e o mesmo sol.
> 
> 5
> 
> EXCERTOS DO KITÁB-I-ASMÁ'
> 
> (O Livro dos Nomes)
> 
> Ó
>  VÓS que estais investidos do Bayán! Não vos denuncieis uns aos outros, antes de o Sol da 
> eternidade antiga se irradiar acima do horizonte de Sua sublimidade. Nós vos criamos de 
> uma só árvore e vos fizemos assim como as folhas e os frutos da mesma árvore, para que 
> vos possais tornar, porventura, fonte de conforto, uns aos outros. Não considereis uns aos 
> outros, senão como a vós mesmos considerais, a fim de que nenhum sentimento de aversão 
> prevaleça entre vós, de tal modo que vos possa excluir d´Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto, no Dia da Ressurreição. A vós todos compete ser um só povo indivisível; assim 
> deveríeis voltar Àquele que Deus haverá de tornar manifesto.
> 	Os que se privaram desta Ressurreição por causa de seus ódios mútuos, ou por 
> considerarem a si próprios como tendo razão e os outros como errados, foram castigados no 
> Dia da Ressurreição em conseqüência desses ódios evidenciados durante sua noite71. Assim 
> se privaram da contemplação do semblante de Deus, e isso não por outra causa, senão por 
> suas mútuas denúncias.
> 	Ó vós que estais investidos do Bayán! Deveríeis agir de tal maneira como a Deus, 
> vosso Senhor, aprouvesse, vindo assim a merecer o beneplácito d´Aquele que Deus haverá 
> de tornar manifesto. Não façais de vossa religião meio de proveito material, despendendo 
> vossa vida com vaidades e assim herdando, no Dia da Ressurreição, o que possa desagradar 
> Àquele que Deus haverá de tornar manifesto, enquanto vós, contudo, pensais estar certo 
> aquilo que fazeis. Se, entretanto, demonstrardes piedade em vossa Fé, Deus seguramente 
> vos nutrirá dos tesouros de Sua graça celestial.
> 	Sede sinceros em vossa lealdade Àquele que Deus haverá de tornar manifesto, por 
> amor a Deus, vosso Senhor, para que, porventura, através da devoção à Sua Fé, vos possais 
> redimir no Dia da Ressurreição. Guardai-vos de permitir, uns aos outros, vos envolverdes 
> em véus, por causa de quaisquer disputas que entre vós possam surgir, durante vossa noite, 
> em conseqüência dos problemas encontrados, ou em consideração de tais assuntos como 
> vossa elevação ou humildade, vossa proximidade ou vosso afastamento.
> 	Assim firmemente vos temos exortado – uma exortação, de fato, apropriada – a fim 
> de que, porventura, a ela possais aderir tenazmente e por esse meio atingir salvação no Dia 
> da Ressurreição. Aproxima-se o tempo em que vós estareis em paz convosco mesmos em 
> vossos lares e eis, terá aparecido Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, e Deus 
> deseja que a Ele volteis, assim mesmo como Deus vos chamou à existência através do 
> Ponto Primaz. Vós todos, porém, buscareis guia enquanto seguirdes as insinuações de 
> vossos próprios desejos. Alguns de vós vos encheis de orgulho por causa de vossa religião, 
> outros em virtude de vossa erudição. Vós, cada um e todos, aderireis a alguma parte do 
> Bayán, como meio de auto-glorificação. XVI, 1972.
> 
> D
> EUS está santificado acima de Seus servos, e nunca há qualquer relação direta entre Ele e 
> uma coisa criada, enquanto vós todos surgistes a Seu mando. Verdadeiramente, é Ele vosso 
> Senhor e vosso Deus, vosso Mestre e vosso Rei. Ele ordena vossos movimentos  a Seu 
> mando, em todas as horas do dia e da noite.
> 	Dize, Aquele que Deus haverá de tornar manifesto é, em verdade, o Véu Primaz de 
> Deus. Acima desse Véu nada podeis encontrar, senão Deus, enquanto embaixo podeis 
> discernir todas as coisas que de Deus emanam. É Ele o Invisível, o Inatingível, o Excelso, o 
> Mais Amado.
> 	Se a Deus buscais, cumpre-vos buscar Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, 
> e se alimentais o desejo de habitar na Arca dos Nomes, sereis distinguidos como guias que 
> conduzem Àquele que Deus haverá de tornar manifesto – se apenas n´Ele acreditasses. 
> Verdadeiramente, fazei, então, de vossos corações, os alvoreceres de Seus Nomes excelsos, 
> assim como registrados no Livro, e podereis, assim mesmo como espelhos postos diante do 
> sol, receber esclarecimento. XVI, 17.
> 
> S
> E uma pessoa vindicar uma causa e aduzir suas provas, então aqueles que desejam repudia-
> la são obrigados a apresentar provas semelhantes. Se em fazer isso forem bem sucedidos, as 
> palavras da pessoa serão provadas vãs, e eles prevalecerão; de outro modo, nem essas 
> palavras haverão de cessar, nem as provas por ela avançadas se tornarão nulas. Eu vos 
> admoesto, ó vós investidos do Bayán, se queríeis afirmar vossa ascendência, não 
> confronteis com nenhuma alma, a menos que possais dar provas similares à prova por ela 
> aduzida, pois a Verdade há de ser firmemente estabelecida, enquanto é certo que tudo mais 
> há de perecer.
> 	Quão numerosas as pessoas que se ocuparam em contendas com Maomé, o 
> Apóstolo de Deus, e foram, afinal, reduzidas ao nada, desde que lhes faltava o poder de 
> aduzir provas semelhantes àquela que Deus a Ele fizera descer. Tivessem sido humildes e 
> modesta, e compreendido a natureza das provas das quais Ele estava investido, nunca O 
> haveria desafiado. Elas, porém, se consideravam a si próprias as campeãs de sua própria 
> religião. Deus as apreendeu, portanto, de acordo com seus méritos e vindicou a Verdade 
> através do poder da Verdade. É o que percebeis claramente hoje na revelação Maometana. 
> 	Qual o homem entre vós que possa desafiar os excelsos Tronos da realidade em 
> cada Era, enquanto d'Eles depende inteiramente toda a existência? Em verdade, Deus tem 
> eliminado todos os que Lhe fizeram oposição desde o princípio que não tem princípio até o 
> tempo presente, e Ele, de um modo concludente, tem demonstrado a Verdade através do 
> poder da Verdade. É Ele, deveras, o Todo-Poderoso, o Onipotente, O de Sumo Poder. 
> XVII, 11.
> 
> Ó
>  VÓS que estais investidos investidos do Bayán! Sede vigilantes no Dia da Ressurreição, 
> pois nesse Dia havereis de crer firmemente no Váhid do Bayán, embora de modo algum 
> possa isso vos beneficiar - assim mesmo como vossa religião passada provou não ser de 
> proveito algum - salvo se abraçardes a Causa d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto 
> e acreditardes naquilo que Ele ordenar. Acautelai-vos bem, pois, para que vos não excluais 
> d'Aquele que é o Manancial de todos os Mensageiros e todas as Escrituras, enquanto 
> segurando-vos a algumas partes dos ensinamentos que emanaram dessas fontes. XVII, 15.
> 
> C
> ONSIDERA tu como, no tempo do aparecimento de cada Revelação, os que abrem seus 
> corações ao Autor dessa Revelação reconhecem a Verdade, enquanto os corações daqueles 
> que não puderam apreender a Verdade se tornaram estreitos por haverem d'Ele se excluído. 
> Um coração aberto, contudo, é conferido por Deus a ambos, igualmente. Deus não deseja 
> estreitar o coração de qualquer um, nem sequer de uma formiga, quanto menos o coração 
> de uma criatura superior, a não ser quando esta se deixa envolver-se em véus - pois Deus é 
> o Criador de todas as coisas.
> 	Fosses tu abrir o coração de uma só alma, ajudando-a a abraçar a Causa d'Aquele 
> que Deus haverá de tornar manifesto, teu mais íntimo ser se tornaria pleno de inspirações 
> daquele Nome augusto. Incumbe-te, pois, realizar essa tarefa  nos Dias de Ressurreição, 
> desde que a maioria das pessoas é incapaz e, fosses tu lhe abrir os corações e afugentar as 
> dúvidas, obteriam acesso à Fé de Deus. Manifesta tu esse atributo, portanto, o mais que 
> puderes, nos dias d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto. Pois, verdadeiramente, se  
> abrires o coração de uma pessoa por Sua causa, isso te será melhor do que qualquer ato 
> virtuoso, desde que atos são secundários à fé n'Ele e certeza em Sua  Realidade. XVII, 15.
> 
> A
> TENTAI para que considereis cuidadosamente as palavras de cada alma e então aderi 
> firmemente às provas que atestam a verdade. Se não puderes descobrir a verdade nas 
> palavras de uma pessoa, não as façais motivo de contenda, desde que vos é proibido no 
> Bayán entrar em vãs disputas e controvérsias, para que talvez, no Dia da Ressurreição, não 
> vos ocupeis em argumentos, nem disputeis com Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto.  XVII, 16.
> 
> N
> O Dia da Ressurreição, quando a vós vier Aquele que Deus tornará manifesto, investido de 
> provas concludentes, havereis de considerar Sua Causa como destituída de verdade, se bem 
> que Deus no Bayán vos haja certificado de que nenhuma semelhança existe entre a Causa 
> d´Aquele que Deus tornará manifesto e a causa dos outros. Como pode qualquer um, senão 
> Deus, revelar tal versículo que assombra toda a humanidade? Dizei, grande é Deus! Que, a 
> não ser Aquele que Deus tornará manifesto, pode espontaneamente recitar versículos que 
> procedam de Seu Senhor – façanha essa que nenhum mortal jamais poderá esperar realizar?
> 	De modo algum pode a Verdade confundir-se com qualquer outra coisa, além de si 
> própria. Oxalá pudésseis vós ponderar Sua prova! Nem pode o erro se confundir com a 
> Verdade – se apenas refletirdes sobre o testemunho de Deus, o Verdadeiro.
> 	Como é grande o número dos que falsamente têm pretendido estabelecer uma causa 
> dentro do islã, e vós lhes seguistes as pegadas sem haverdes testemunhado uma prova 
> sequer. Que evidência podeis vós, então, aduzir na presença de vosso Senhor – se apenas 
> meditardes um pouco?
> 	Atentai bem, em vossa noite73, para que não sejais causa de tristeza para qualquer 
> alma, podendo ou não nela descobrir provas, para que no Dia da Ressurreição, porventura, 
> não entristeçais Aquele em Cujas mãos estão todas as provas. E quando não discerneis em 
> uma pessoa o testemunho de Deus, ela, deveras, não conseguirá manifestar o poder da 
> Verdade; e para tratar com ela, Deus é suficiente. Verdadeiramente, por nenhum motivo 
> deveis entristecer qualquer pessoa, pois  por Deus, com toda certeza, será ela submetida à 
> prova e julgada. Cumpre-vos aderirdes ao testemunho de vossa própria Fé e observardes os 
> preceitos estabelecidos no Bayán.
> 	É como no caso de um homem que delineia um pomar e ali planta toda espécie de 
> árvore frutífera. Ao aproximar-se o tempo de sua vinda – a vinda do senhor – vós tereis 
> tomado posse do pomar em seu nome e, quando ele vier, em pessoa, será por vós excluído 
> de seu pomar.
> 	Nós, em verdade, temos plantado a Árvore do Alcorão e provido seu Pomar de toda 
> espécie de fruta, da qual todos vós tendes participado. Quando Nós, então, viemos tomar  
> posse daquilo que havíamos plantado, fingistes não conhecer Aquele que é o seu Senhor.
> 	Que não Nos sejais causa de tristeza, nem Nos excluais desse Pomar que a Nós 
> pertence, embora sejamos independentes de tudo o que vós possuís. Além disso, a nenhum 
> de vós tornaremos legítima essa propriedade, nem se fosse na medida de um grão de 
> mostarda. Em verdade, o Juiz somos Nós.
> 	Nós já plantamos o Jardim do Bayán em nome d´Aquele que Deus tornará 
> manifesto e vos concedemos permissão para ali viverdes até o tempo de Sua manifestação; 
> então, desde o momento em que for inaugurada a Causa d´Aquele que Deus tornará 
> manifesto, Nós vos proibimos todas as coisas que considerais vossas próprias, a não ser 
> que, com a permissão de vosso Senhor, possais delas recuperar a posse. XVIII, 3.
> 
> Ó
>  VÓS a quem é dado o Bayán! Sede vigilantes, nos dias d´Aquele que Deus tornará 
> manifesto, para que – enquanto pensando que buscais o beneplácito de Deus – vós não 
> estejais, em realidade, persistindo naquilo que somente Lhe poderia desagradar, assim 
> como fizeram aqueles que viveram nos dias do Ponto Primaz, aos quais não ocorreu jamais 
> que estavam buscando coisas contrárias àquilo que Deus designara. D´Ele se excluíram 
> como se fosse por um véu, não podendo observar aquilo que Deus desejara que eles, como 
> verdadeiros crentes, cumprissem. Não refletiram sobre as pessoas que viveram nos dias de 
> Maomé, as quais da mesma maneira acreditaram que estavam buscando o beneplácito de 
> Deus, enquanto, na realidade, disse se haviam privado, uma vez que não se haviam 
> assegurado do beneplácito de Maomé. Eles, entretanto, não o compreenderam.
> 	Ó vós que estais investidos do Bayán! Não vos considereis iguais ao povo ao qual 
> foi dado o Alcorão ou o Evangelho, ou outra Escritura, em tempos passados, desde que  
> vós, no tempo de Sua manifestação, havereis de vos desviar de Deus mais do que eles se 
> desviaram. Se, por acaso, vos excluísseis, jamais vos ocorreria que estáveis d´Ele 
> excluídos. Cumpre-vos considerar como o povo ao qual foi dado o Alcorão se privou da 
> Verdade, pois vós, de fato, agireis de um modo semelhante, embora pensando que estejais 
> fazendo bem. Se perceberdes o grau em que vos privais de Deus, desejareis haver perecido 
> da face da terra e vos haver mergulhado no olvido. Dia virá em que ferventemente querereis 
> saber o que seria merecedor do beneplácito de Deus, mas, infelizmente, não havereis de 
> encontrar caminho que a Ele conduza. Vós, assim como camelos que vagueiam sem rumo, 
> não achareis pasto em que vos possais congregar e unir em uma Causa na qual possais, 
> seguramente, acreditar. Nesse tempo, haverá Deus de fazer resplandecer o Sol da Verdade e 
> surgirem os oceanos de Sua generosidade e graça, enquanto vós tereis escolhido gotinhas 
> de água como o objeto de vossa aspiração e vos privado das copiosas águas em Seus 
> oceanos.
> 	Se tendes algumas dúvidas a respeito disso, considerai o povo ao qual foi dado o 
> Evangelho. Não tendo acesso aos apóstolos de Jesus, ele em suas igrejas procuravam 
> aprazer ao Senhor, esperando aprender o que seria aceitável a Deus, mas aí nenhum 
> caminho encontraram que a Ele conduzisse. Então, quando Deus manifestou Maomé como 
> Seu Mensageiro e o Repositório de Seu beneplácito, não cuidaram de vivificar suas almas 
> através da Fonte de águas da vida que emanavam da presença de seu Senhor, e sim, 
> continuavam a vagar, agitados, sobre a terra, em busca de uma simples gotinha de água e 
> acreditando que realizassem atos íntegros. Comportavam-se do mesmo modo como se 
> comporta atualmente o povo ao qual foi dado o Alcorão.
> 	Ó vós investidos do Bayán! Podeis agir de um modo similar. Atentai, pois, para que 
> vos não impeçais de atingir a presença d´Aquele que é o Manifestante de Deus, apesar de 
> haverdes, dia e noite, estado orando para que possais contemplar Seu semblante; e tomai 
> cuidado para que não sejais privados de atingir o oceano de Seu beneplácito quando, 
> perplexos, em vão vagardes pela terra em busca de uma gota de água.
> 	Dizei, o testemunho de Deus se cumpriu no Bayán e, através de sua revelação a 
> graça de Deus atingiu sua mais alta consumação para toda a humanidade. Que nenhum 
> dentre vós diga haver Deus vos negado a emanação de Suas dádivas, pois seguramente a 
> misericórdia que Deus mostrou àqueles a quem o Bayán é dado, foi cumprida e consumada 
> até o Dia da Ressurreição. Oxalá pudésseis vós crer nos sinais de Deus! XVI, 13.
> 
> V
> ERDADEIRAMENTE, Deus fez que o povo do Bayán fosse chamado à existência através 
> do poder d´Aquele a Quem foi revelado o Bayán, em preparação para o Dia em que esse 
> povo voltará a seu Senhor.
> 	As pessoas que prestarão lealdade Àquele que Deus haverá de tornar manifesto são, 
> deveras, as que compreenderam o significado daquilo que se revelou no Bayán; são elas, 
> em verdade, as pessoas sinceras, enquanto as que d´Ele se afastam, no tempo de Seu 
> aparecimento, não terão podido compreender nem sequer uma só letra do Bayán, ainda que 
> professem fé nele e convicção de qualquer coisa que nele seja revelada, ou lhe observem os 
> preceitos.
> 	Dizei, toda designação favorável e digna de louvor que se encontra no Bayán refere-
> se apenas aos que reconhecem Aquele que Deus haverá de tornar manifesto e acreditam, 
> com certeza, em Deus e em Seus sagrados Escritos, enquanto toda designação desfavorável 
> nele contida visa as pessoas que repudiam Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, 
> ainda que se comportem de um modo íntegro dentro dos limites estabelecidos no Bayán. 
> Dizei, se abraçardes a verdade no Dia da Ressurreição, Deus certamente haverá de vos 
> perdoar por vossa noite74 e vos conceder Sua clemência.
> 	Quanto aos que tiverem observado fielmente os preceitos no Bayán desde o início 
> de sua revelação até o Dia em que apareça Aquele que Deus haverá de tornará manifesto, 
> esses são, em verdade, os companheiros do paraíso de Seu beneplácito, que serão 
> glorificados na presença de Deus e que habitarão nos pavilhões de Seu jardim celestial. Não 
> obstante, dentro de menos de uma pequeníssima fração de um instante desde o momento 
> em que Deus terá revelado Aquele que é o Manifestante de Seu Próprio Ser, a companhia 
> inteira dos seguidores do Bayán será submetida à prova. XVII, 1.
> 
> D
> ESDE que tens obedecido fielmente a verdadeira religião de Deus no passado, incumbe-te 
> doravante seguir Sua verdadeira religião, já que toda religião procede de Deus, o Amparo 
> no Perigo, O que Subsiste por Si Próprio.
> 	Quem a Maomé, o Apóstolo de Deus, revelou o Alcorão, ordenando na Fé do Islã o 
> que Lhe aprouvesse, igualmente, da maneira que vos foi prometida, tem revelado o Bayán 
> Àquele que é vosso Qá´im,75 vosso Guia, vosso Mihdí,76 vosso Senhor, a Quem aclamais 
> como a manifestação dos mais excelentes títulos de Deus. Em verdade, o equivalente 
> daquilo que Deus revelou a Maomé durante vinte e três anos foi a Mim revelado no espaço 
> de dois dias e duas noites. Entretanto, segundo Deus ordenou, nenhuma distinção deve ser 
> feita entre os dois. Ele, em verdade, tem poder sobre todas as coisas.
> 	Juro pela vida d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto! Minha Revelação é, 
> na realidade, muito mais deslumbrante do que a de Maomé, o Apóstolo de Deus, se apenas 
> fizeres uma pausa para refletir sobre os dias de Deus. Vede, como é estranho, uma pessoa 
> criada entre o povo da Pérsia se por Deus capacitada a proclamar afirmações tão 
> irrefutáveis que silenciam todo homem de erudição, e, de sua espontânea vontade, revelar 
> versículos muito mais rapidamente do que se os pudesse anotar. Em verdade, nenhum Deus 
> há, salvo Ele, o Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si Próprio. XVI, 18.
> 
> Q
> UANTO àqueles que se excluíram da Revelação de Deus, eles, em verdade, não puderam 
> compreender o significado, nem sequer de uma letra do Alcorão; tão pouco obtiveram a 
> mais tênue noção da Fé do Islã, pois, de outro modo, de Deus – Quem os trouxe à 
> existência, Quem os nutriu, os fez morrerem e lhes concedeu vida – não se teriam afastado, 
> apegando-se a algumas partes de sua religião e pensando que estivessem realizando obras 
> justas por amor a Deus.
> 	Quão numerosos os versículos revelados a respeito das penosas provações pelas 
> quais havereis de passar no Dia do Juízo, mas parece que nunca os perscrutastes; e como é 
> vasto o número de tradições reveladas acerca das tribulações que vos sobrevirão no Dia de 
> Nossa volta e, no entanto, parece que jamais nelas fixastes vossos olhos.
> 	Passais todos os vossos dias inventando formas e regras para os princípios de vossa 
> Fé, enquanto o que vos beneficia em tudo isso é compreender o beneplácito de vosso 
> Senhor e em união vir a conhecer Seu supremo Propósito.
> 	Deus tornou conhecido a vós Seu Próprio Ser, mas vós deixastes de reconhece-Lo; e 
> a coisa que vos desviará de Deus, no Dia do Juízo, é o caráter ilusório de vossos atos. 
> Durante vossas vidas inteiras seguis vossa religião, a fim de atrair o beneplácito de Deus e, 
> no entanto, no Último Dia, vós vos excluís de Deus e vos afastais d´Aquele que é vosso 
> Prometido. XVII, 2.
> 
> Ó
>  VÓS que estais investidos do Bayán! Sereis submetidos à prova, assim como àqueles a 
> quem foi dado o Alcorão. Tende compaixão de vós mesmos, pois havereis de testemunhar o 
> Dia em que Deus terá revelado Aquele que é o Manifestante de Seu Próprio Ser, investido 
> de provas claras e irrefutáveis, enquanto vós vos apegareis tenazmente às palavras 
> pronunciadas pelas Testemunhas do Bayán. Naquele Dia continuareis a vaguear, agitados, 
> como camelos, buscando uma gota da água da vida. Deus fará que oceanos de água vivente 
> emanem da presença d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, enquanto vós 
> recusareis com ela saciar vossa sede, embora vos considereis as piedosas testemunhas de 
> vossa Fé. Não, e ainda outra vez, não! Vós vos desviareis muito mais do que os povos aos 
> quais foi dado o Evangelho, ou o Alcorão, ou qualquer outra Escritura. Cuidai bem, desde 
> que a Causa de Deus vos sobrevirá num tempo em que vós todos estareis suplicando e, com 
> lágrimas, implorando a Deus que venha o Dia de Seu Manifestante; quando Ele vier, 
> entretanto, tardareis, não vindo a ser dos que se asseguram firmemente em Sua Fé.
> 	Acautelai-vos para que não entristeçais Aquele que é o Supremo Manifestante de 
> vosso Senhor. Em verdade, bem poderá Ele dispensar a lealdade que Lhe professais. Tomai 
> cuidado e não causeis desalento a qualquer alma, pois sereis, seguramente, submetidos à 
> prova. XVII, 2.
> 
> D
> IZEI, Aquele que Deus haverá de tornar manifesto resgatará, seguramente, os direitos dos 
> que em verdade acreditam em Deus e em Seus sinais, pois são esses que merecem de Sua 
> presença um reconhecimento. Dizei, longe está da glória d´Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto, qualquer um assim fazer menção de Seu nome – se ponderais em vossos 
> corações a Causa de Deus. Dizei, Ele haverá de vindicar a Causa através da potência de Seu 
> mando e, em virtude de Sua ordem, reduzir ao nada toda perversão da verdade. 
> Verdadeiramente, Deus é poderoso sobre todas as coisas.
> 	Se desejais distinguir entre a verdade e o erro, considerai quem crê n´Aquele que 
> Deus haverá de tornar manifesto e quem descrê, no tempo de Seu aparecimento. O primeiro 
> representa a essência da verdade, assim como se atesta no Livro de Deus, enquanto este 
> último representa a essência do erro, segundo se atesta nesse mesmo Livro. Temei a Deus, 
> para que com nada vos identifiqueis, senão com a verdade, desde que fostes exaltados no 
> Bayán por serdes reconhecidos como os portadores do nome d´Aquele que é a Verdade 
> eterna.
> 	Dizei, se Aquele que Deus haverá de tornar manifesto fosse pronunciar falso um 
> piedoso e veraz seguidor do Bayán, vos incumbiria submeter-vos a Seu decreto, já que isso 
> foi afirmado por Deus no Bayán; verdadeiramente pode Deus converter luz em fogo, 
> quando quer que Lhe apraza; com toda certeza é Ele potente sobre todas as coisas. E se Ele 
> declarasse próxima da verdade uma pessoa que vós considerais a ela alheia, não erreis 
> questionando Sua decisão, em vossas fantasias, pois Aquele que é a Verdade Soberana cria 
> as coisas através do poder de Seu mando. Verdadeiramente, Deus transmuda o fogo em luz 
> de acordo com Sua vontade, e Ele é, deveras, potente sobre todas as coisas. Considerai 
> como a verdade resplandeceu, figurando como verdade, no Primeiro Dia, e o erro se tornou 
> manifesto como erro; assim, do mesmo modo, havereis vós de distingui-los, um do outro, 
> no Dia da Ressurreição. XVII, 4.
> 
> P
> ONDERAI sobre o povo ao qual foi dado o Evangelho. Seus dirigentes religiosos eram 
> considerados os verdadeiros Guias do Evangelho, mas, ao excluírem-se de Maomé, o 
> Apóstolo de Deus, se converteram em guias do erro, não obstante haverem eles durante 
> todas as suas vidas observado fielmente os preceitos de sua religião, a fim de atingirem ao 
> Paraíso; então, quando Deus lhes tornou conhecido o Paraíso, nele não queriam entrar. 
> Aqueles a quem é dado o Alcorão têm agido de modo igual. Realizaram seus atos de 
> devoção por causa de Deus, esperando que Ele lhes possibilitasse unirem-se com os justos 
> no Paraíso. Quando, porém, as portas do Paraíso se abriram de par em par diante deles, 
> recusaram entrar. Submeteram-se a entrar no fogo, embora em Deus tivessem estado 
> buscando refúgio disso.
> 	Dizei, verdadeiramente, o critério pelo qual se distingue entre a verdade e o erro não 
> aparecerá antes do Dia da Ressurreição. Isso sabereis, se sois dos que amam a Verdade. E 
> antes do advento do Dia da Ressurreição, a verdade vós havereis de distinguir de tudo mais, 
> segundo aquilo que no Bayán foi revelado.
> 	Como é vasto o número dos que, no Dia da Ressurreição, haverão de se considerar 
> certos, enquanto que, pela dispensação da Providência, serão julgados errados, desde que se 
> excluirão, como se fosse por um véu, d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, 
> recusando curvar-se em adoração diante d´Aquele que – assim como é divinamente 
> ordenado no Livro – é o Objeto de sua criação. XVII, 4.
> 
> D
> IZEI, vós não podereis reconhecer o Deus Uno e Verdadeiro, nem discernir claramente as 
> palavras de guia divina, já que buscais e trilhais outro caminho, e não o d´Ele. Sempre ao 
> saberdes que já apareceu uma Causa nova, deveis procurar a presença de seu autor e 
> perscrutar seus escritos, a fim de que, porventura, não sejais impedidos de atingir Àquele 
> que Deus haverá de tornar manifesto, na hora de Sua manifestação. Fosses tu andar no 
> caminho da verdade, assim como transmitida por aqueles dotados do conhecimento da mais 
> íntima realidade, Deus, teu Senhor, te redimiria, seguramente, no Dia da Ressurreição. Ele, 
> em verdade, é potente sobre todas as coisas.
> 	Deus, no Bayán, a todos proíbe que pronunciem julgamento contra qualquer alma, 
> para evitar que pronunciem sentença contra Deus, seu Senhor, enquanto a si próprios 
> consideram como sendo dos justos, desde que ninguém sabe como haverá de principiar ou 
> terminar a Causa de Deus.
> 	Ó vós investidos do Bayán! Se souberdes que uma pessoa pretende promover uma 
> Causa e tem revelado versículos que parecem não haver sido revelados por outro, 
> provavelmente, senão por Deus, o Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si Próprio, não 
> pronuncieis sentença contra tal pessoa, para que não pronuncieis, inadvertidamente, 
> sentença contra Aquele que Deus haverá de tornar manifesto. Dizei, Aquele que Deus 
> haverá de tornar manifesto é apenas um de vós; Ele se tornará conhecido a vós no Dia da 
> Ressurreição. Havereis de conhecer a Deus quando o Manifestante de Seu Próprio Ser a vós 
> se tornar conhecido, para que, porventura, não vos desvieis para longe de Seu Caminho.
> 	Verdadeiramente, Deus fará levantar-se Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto e, depois d´Ele, a Qualquer Um que Lhe apraza, da mesma maneira como fez 
> levantarem Profetas antes do Ponto do Bayán. Ele, em verdade, tem poder sobre todas as 
> coisas. XVII, 4.
> 
> V
> ERDADEIRAMENTE, no Primeiro Dia, abrimos de par em par as portas do Paraíso para 
> todos os povos do mundo e exclamamos: "Ó vós, todos os seres criados! Esforçai-vos para 
> obter acesso ao Paraíso, desde que, durante todas as vossas vidas, vos tendes segurado a 
> atos virtuosos a fim de o alcançardes."  É certo que todos os homens anseiam por ali entrar, 
> mas infelizmente, não podem assim fazer, por causa daquilo que suas mãos cometeram. 
> Fosses tu, entretanto, adquirir, no âmago de teu coração, uma verdadeira compreensão de 
> Deus, antes de haver Ele se manifestado, poderias reconhece-Lo, visível e resplendente, 
> quando Ele se desvelasse diante dos olhos de todos os homens. XVII, 11.
> 
> D
> IZEI, em virtudes de haverdes vós vos lembrado d´Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto e Lhe louvado o Nome, Deus fará dilatarem-se de júbilo vossos corações – e não 
> quereis que vossos corações atinjam tão abençoada condição? Na realidade, os corações 
> dos que verdadeiramente crêem n´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, são mais 
> vastos do que a expansão do céu e da terra e de qualquer coisa que entre eles esteja. 
> Nenhum empecilho tem Deus deixado em seus corações, nem que fosse do tamanho de um 
> grão de mostarda. Ele lhes alegrará os corações, os espíritos, as almas e os corpos, e seus 
> dias de prosperidade ou adversidade, com a exaltação do nome d´Aquele que é o supremo 
> Testemunho de Deus e com a promoção da Palavra d´Aquele que é o Alvorecer da glória de 
> seu Criador.
> 	Verdadeiramente, essas são almas cujo deleite está em se lembrarem de Deus – 
> d´Aquele que lhes enleva o coração através da fulgência da luz do conhecimento e da 
> sabedoria. Nada buscam elas, senão a Deus, e freqüentemente se ocupam em Lhe prestar 
> louvor. Nada desejam, salvo o que Ele deseja, e estão prontas para cumprir o Seu mando. 
> Seus corações são espelhos que refletem aquilo desejado por Quem Deus haverá de tornar 
> manifesto. Assim Deus alegrará os corações dos que n´Ele e em Seus sinais 
> verdadeiramente acreditam e que estão bem convencidos da vida vindoura. Dizei, a vida 
> vindoura não é outra, senão os dias associados com o advento d´Aquele que Deus tornará 
> manifesto.
> 	Não reduzais os preceitos de Deus às vossas próprias fantasias; antes, todas as 
> coisas criadas por Deus, a Seu mando, deveis vós observar com os olhos do espírito, da 
> mesma maneira como vedes coisas com os olhos de vossos corpos. XVII, 15.
> 
> A
>  REVELAÇÃO divina associada com o advento d´Aquele que é vosso prometido Midhí, 
> provou ser muito mais admirável do que a Revelação da qual foi investido Maomé, o 
> Apóstolo de Deus. Oxalá pudésseis ponderar! Em verdade, Deus fez levantar-se Maomé, o 
> Apóstolo de Deus, dentre o povo da Arábia, após haver ele atingido a idade de quarenta 
> anos – fato esse, que cada um de vós afirma e sustenta – enquanto Deus fez levantar vosso 
> Redentor com a idade de vinte e quatro anos; em meio a pessoas entre as quais nenhuma 
> pode falar ou entender uma palavra de árabe. Assim Deus expõe a glória de Sua Causa e 
> demonstra a Verdade através da potência de Sua Palavra revelada. Ele é, em verdade, o 
> Poderoso, o Onipotente, o Amparo no Perigo, o Mais Amado. XVII, 4.
> 
> D
> IZEI, verdadeiramente, Deus fez que todos os seres criados entrassem na sombra da árvore 
> da afirmação, salvo aqueles dotados da faculdade da compreensão. É sua a escolha, ou 
> acreditar em Deus, seu Senhor, n´Ele depositando toda a sua confiança, ou se excluir d´Ele 
> e recusar crer com certeza em Seus sinais. Esses dois grupos navegam sobre dois mares: o 
> mar da afirmação e o mar da negação.
> 	Os que em verdade crêem em Deus e em Seus sinais e, em cada Era, obedecem 
> fielmente aquilo que foi revelado no Livro – esses são, realmente, os que Deus criou dos 
> frutos do Paraíso de Seu beneplácito e que são dos bem-aventurados. Aqueles, porém, que 
> se afastam de Deus e de Seus sinais em cada Era, são os que navegam sobre o mar da 
> negação.
> 	Deus, através da potência de Seu mando, ordenou a Si Próprio a tarefa de assegurar 
> a ascendência do mar da afirmação e de reduzir ao nada o mar da negação, através do poder 
> de Sua grandeza. Ele é, em verdade, potente sobre todas as coisas.
> 	Verdadeiramente, incumbe-vos reconhecer vosso Senhor no tempo de Sua 
> manifestação, para que, porventura, não entreis em negação, e sim, antes que Deus faça 
> levantar um profeta, vos possais encontrar firmemente estabelecidos sobre o mar da 
> afirmação. Pois se a vós um profeta vier de Deus e vós deixardes de andar em Seu 
> Caminho, Deus com isso transformará vossa luz em fogo. Atentai, então, a fim de que, 
> porventura, através da graça de Deus e de Seus sinais, possais redimir vossas almas. XVIII, 
> 13.
> 
> D
> IZEI, Deus, em verdade, fará que vossos corações se entreguem à perversidade, se 
> deixardes de reconhecer Aquele que Deus haverá de tornar manifesto; mas se O 
> reconhecerdes, Deus haverá de banir de vossos corações a perversidade...
> 	Naquele dia em que, segundo a Vontade de Deus, fostes iniciados no Bayán, sabia 
> qualquer um de vós quem eram as Letras dos Viventes ou as Testemunhas, ou os 
> Testemunhos, ou quais os nomes dos crentes? Outrossim, Deus deseja que reconheçais 
> Aquele que Deus haverá de tornar manifesto no Dia da Ressurreição. Acautelai-vos para 
> que vos não excluais, como se fosse por um véu, d´Aquele que vos criou, em conseqüência 
> de vossa consideração por aqueles que foram chamados à existência a mando do Ponto do 
> Bayán, para a exaltação de Sua palavra. Possuístes vós, antes de haver o Ponto do Bayán 
> vos chamado à existência, algum traço de identidade, ou – menos provável ainda – um 
> escrito ou alguma autoridade? Não olheis, pois, para vosso começo – talvez vos possais 
> salvar no dia de vossa volta. Realmente, não fosse a exaltação do nome do Ponto Primaz, 
> Deus não teria ordenado para vós as Letras dos Viventes, nem aqueles que são os 
> Testemunhos de Sua Verdade, nem as Testemunhas de Sua justiça – pudésseis vós atentar 
> apenas um pouco. Tudo isso é para glorificar a Causa d´Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto, quando Ele aparecer; Oxalá pudésseis ponderar por algum tempo.
> 	Cumpre-vos, pois, voltardes para Deus – assim mesmo como fostes trazidos à 
> existência – e não pronunciardes tais palavras como "por que?" ou "não", se desejais que 
> vossa criação dê fruto no tempo de vossa volta. Pois nenhum de vós que nascestes no 
> Bayán há de obter o fruto de seu começo, a menos que volte para Aquele que Deus haverá 
> de tornar manifesto. Ele é Quem fez de Deus proceder vosso começo, e a Ele ser vosso 
> regresso – se apenas soubésseis. XVI, 15.
> 
> C
> OMO é grande o número de pessoas que se adornam de mantos de seda durante toda a vida, 
> enquanto vestidas nos trajes do fogo, desde que se despiram das vestes da guia divina e da 
> retidão; e quão numerosos são aqueles que usam roupas feitas de algodão ou lã grosseira 
> durante toda a vida e, no entanto, por estarem dotados da vestidura da guia divina e da 
> retidão, estão adornados realmente com as vestes do Paraíso e se deleitam no beneplácito 
> de Deus. Melhor seria, em verdade, aos olhos de Deus, fosseis vós combinar os dois, 
> adornando-vos com a vestimenta da guia divina e da retidão e usando seda fina, se possuís 
> meios para assim fazer. Se não, ao menos, não vos comporteis impiamente; antes, 
> demonstrai piedade e virtude...
> 	Não fosse pela razão única de estar Ele presente entre esse povo, não haveríamos 
> Nós prescrito qualquer lei, nem estabelecido proibição alguma. É somente para a 
> glorificação de Seu Nome e a exaltação de Sua Causa, que temos enunciado certas leis, a 
> Nosso mando, ou proibido os atos para os quais temos aversão, de modo que por Seu 
> intermédio, na hora de Sua manifestação, possais atingir o beneplácito de Deus e vos abster 
> das coisas que Lhe são abomináveis.
> 	Dizei, verdadeiramente, o beneplácito d´Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto é o beneplácito de Deus, enquanto o desagrado d´Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto não é outro, senão o desagrado de Deus. Evitai vós Seu desagrado e fugi 
> para o abrigo de Seu beneplácito. Dizei, os guias viventes que a Seu beneplácito conduzem 
> são os que n´Ele verdadeiramente crêem e que estão bem seguros em sua fé, enquanto as 
> testemunhas viventes de Seu desagrado são aqueles que, ao ouvirem os versículos de Deus 
> enviados de Sua presença, ou lerem as palavras divinas por Ele reveladas, não abraçam a Fé 
> instantaneamente e não atingem a certeza. XVI, 14.
> 
> 6
> 
> EXCERTOS DE VÁRIOS ESCRITOS
> 
> D
> IZEI, Deus é o Senhor e todos a Ele prestam adoração. Dizei, Deus é o Verdadeiro e todos 
> a Ele prestam homenagem.
> Este é Deus, vosso Senhor, e a Ele todos haverão de regressar. Há alguma dúvida a  
> respeito de Deus? Ele vos criou, e criou todas as coisas. O Senhor de todos os mundos é 
> Ele.
> 
> D
> IZEI, verdadeiramente, qualquer seguidor desta Fé pode, com a permissão de Deus, 
> prevalecer, por si só, sobre todos os que habitam no céu e na terra e em qualquer coisa que 
> entre eles esteja; pois, na realidade, sem a menor sombra de dúvida, é esta a Fé una e 
> verdadeira. Portanto, não receeis, nem vos entristeçais.
> 	Dizei, Deus, segundo aquilo que é revelado n Livro, se incumbiu da tarefa de 
> assegurar a ascendência de qualquer um dos seguidores da Verdade, sobre e acima de cem 
> outras almas, e a supremacia de cem crentes sobre mil descrentes, e o domínio de mil dos 
> fiéis sobre todos os povos e raças da terra; desde que Deus chama à existência o que Ele 
> deseja, em virtude de Seu mando. Ele, em verdade, é potente sobre todas as coisas.
> 	Dizei, o poder de Deus está nos corações dos que crêem na unidade de Deus e dão 
> testemunho de que nenhum Deus há, senão Ele, enquanto os corações dos que atribuem 
> sócios a Deus carecem do poder, estão destituídos de vida nesta terra – seguramente são 
> mortos.
> 	Aproxima-se o Dia em que Deus tornará vitoriosas as hostes da Verdade, e Ele 
> purificará toda a terra a tal modo que, dentro do âmbito de Seu conhecimento, nenhuma 
> alma sequer restará, a menos que creia, verdadeiramente, em Deus, e não adore a outro 
> Deus, senão a Ele, se curve em Sua adoração, dia e noite, e se inclua entre aqueles que têm 
> plena convicção.
> 	Dizei, Deus é, com efeito, a Verdade Soberana, Quem é manifestamente Supremo 
> sobre Seus servos; Ele é o Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si Próprio.
> 
> D
> EUS testifica que nenhum outro Deus há, senão Ele. D´Ele são os reinos nos céu e na terra 
> e em tudo o que entre eles existe. Elevado está Ele acima da compreensão de todas as 
> coisas e inescrutável é Ele à mente de todo ser criado; ninguém poderá penetrar na 
> unicidade de Seu Ser ou desvendar a natureza de Sua Existência. Nenhum companheiro ou 
> semelhante, nenhuma similitude ou igual, jamais poderá a Ele associar-se. Prestai-Lhe, 
> pois, louvor e glorificai-O; testemunhai a santidade e a unicidade de Seu Ser e magnificai 
> Sua grandeza e majestade com admirável glorificação. Isso vos há de possibilitar acesso ao 
> altíssimo Paraíso. Oxalá tivésseis fé firme na revelação dos sinais de Deus.
> 	É este o Livro divinamente inscrito. É a Epístola estendida. Dizei, este é, em 
> verdade, o Templo Freqüentado, a Folha fragrante, a Árvore da Revelação divina, o Oceano 
> que surge, as Palavras que jaziam ocultas, a Luz acima de toda luz... Na realidade, toda luz 
> é gerada por Deus, através do poder de Seu mando. Ele é, em verdade, a Luz no reino do 
> céu e da terra e daquilo que entre eles existe. Através do resplendor de Sua Luz, Deus 
> concede iluminação a vossos corações e torna firmes vossos passos, para que vós, 
> porventura, a Ele presteis louvor.
> 	Dizei, é este, com toda certeza, o Jardim de Repouso, o mais sublime Ponto de 
> adoração, a Árvore além da qual não há passagem, o abençoado Loto, o Mais Poderoso 
> Sinal, o mais belo Semblante e a Face mais formosa.
> 
> D
> ESDE o começo que não tem começo, têm todos os homens se curvado em adoração diante 
> d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, e eles continuarão a assim fazer até o fim 
> para o qual não há fim. Como é estranho, então, que, no tempo de Seu aparecimento, vós 
> prestais homenagem, dia e noite, àquilo que o Ponto do Bayán vos ordenou e, no entanto, 
> deixais de adorar Aquele que Deus haverá de tornar manifesto.
> 
> C
> ONSAGRA Tu a Ele, ó Meu Deus, esta Árvore inteira, a fim de que dela se revelem todos 
> os frutos ali criados por Deus, para Aquele por Cujo intermédio Deus se dignou revelar 
> tudo o que Lhe apraz. Por Tua glória! Não tenho desejado que esta Árvore produzisse 
> jamais um ramo, uma folha ou um fruto que deixasse de se curvar diante d´Ele, no dia de 
> Sua Ressurreição, ou recusasse Te louvar através d´Ele, de modo condigno com a glória de 
> Sua Revelação toda-gloriosa, e com a sublimidade de Sua mais sublime Ocultação. E fosses 
> Tu ver, ó Meu Deus, algum ramo, folha ou fruto sobre Mim, que tivesse deixado de se 
> curvar diante d´Ele, no dia de Sua Revelação, corta-o desta Árvore, ó Meu Deus, pois não é 
> de Mim, nem  a Mim haverá de regressar.
> 
> E
> LE – glorificada seja Sua menção – assemelha-se ao sol. Fossem inúmeros espelhos 
> colocados em sua frente, cada um, segundo sua capacidade, refletiria o esplendor desse sol, 
> e se, diante dele, nenhum fosse colocado, o sol continuaria ainda a nascer e se pôr, e só os 
> espelhos seriam velados de sua luz. Eu, verdadeiramente, não faltei a Meu dever de 
> admoestar esse povo e planejar meios pelos quais se volva a Deus, seu Senhor, e acredite 
> em Deus, seu Criador. Se, no dia de Sua Revelação, todos os que estão na terra Lhe 
> prestarem lealdade, Meu mais íntimo ser regozijar-se-á, por haverem todos atingido o ápice 
> de sua existência e sido apresentados face a face a seu Bem-Amado, e por haverem 
> reconhecido, no mais pleno grau atingível no mundo da existência, o esplendor d´Aquele 
> que é o Desejo de seus corações. De outro modo, Minha alma, em verdade, se entristecerá. 
> Verdadeiramente, tenho nutrido todas as coisas para esse fim. Como poderá, pois, alguém 
> se velar d´Ele? Por isso, tenho invocado a Deus e continuarei a invocá-Lo. Ele, em verdade, 
> está próximo, pronto para atender.
> 
> A
>  GLÓRIA  d´Aquele que Deus haverá de tornar manifesto está imensuravelmente acima de 
> qualquer outra glória, e Sua majestade está muito além de qualquer outra majestade. Sua 
> beleza excede a todas as demais personificações de beleza, e Sua magnificência é 
> imensamente superior a todas as outras manifestações de magnificência. Toda luz 
> empalidece  na presença do resplendor de Sua luz, e todos os outros expoentes da 
> misericórdia falham diante dos sinais de Sua misericórdia. Qualquer outra perfeição é como 
> inexistente à face de Sua consumada perfeição, e qualquer outra demonstração de grandeza 
> como nada é, diante de Sua grandeza absoluta. Seus nomes são superiores a todos os 
> demais nomes. Seu beneplácito prevalece sobre qualquer outra expressão de beneplácito. 
> Sua preeminente exalação está muito além do alcance de todos os demais símbolos da 
> exaltação. O esplendor de Sua aparição ultrapassa em muito o de qualquer outra aparição. 
> Sua ocultação divina é muito mais profunda do que qualquer outra ocultação. Sua 
> sublimidade está imensuravelmente acima de qualquer outra sublimidade. Nenhuma outra 
> evidência de favor pode igualar a Seu benévolo favor. Seu poder transcende todo poder. 
> Sua soberania é invencível diante de toda e qualquer outra soberania. Seu domínio celestial 
> está exaltado muito além de qualquer outro domínio. Seu conhecimento abrange todas as 
> coisas criadas, e Seu consumado poder se estende sobre todos os seres.
> 
> T
> ODOS os homens procedem de Deus e a Ele todos haverão de voltar. Todos terão de 
> aparecer perante Ele para o julgamento. É Ele o Senhor do Dia da Ressurreição, da 
> Regeneração e do Juízo, e Sua Palavra revelada é a Balança.
> 
> 	A morte verdadeira realiza-se quando uma pessoa morre para si mesmo no tempo de 
> sua Revelação, de tal modo que nada busca, senão a Ele.
> 
> 	A verdadeira ressurreição dos sepulcros significa ressuscitar-se de acordo com Sua 
> Vontade, através do poder de Suas palavras.
> 
> 	O paraíso é o alcance de Seu beneplácito, e o eterno fogo infernal é Seu justo 
> julgamento.
> 
> 	O Dia em que Ele se revela é o Dia da Ressurreição, o qual durará tanto quanto Ele 
> ordenar.
> 
> 	Tudo Lhe pertence e é por Ele moldado. Todos, além d'Ele são Suas criaturas.
> 
> Em Nome de Deus, o Excelso, o Altíssimo
> 
> V
> ERDADEIRAMENTE sou Deus, nenhum Deus há além de Mim, e, a não ser Eu, tudo mais 
> é apenas Minha criação. Dizei, adorai a Mim, pois, ó vós, Minhas criaturas.
> 	Eu Te chamei à existência, Te tenho nutrido, protegido e amado, Te fiz levantar e 
> benevolamente Te escolhi para ser a manifestação de Meu Próprio Ser, a fim de que possas 
> recitar Meus versículos, segundo foi por Mim ordenado, e a qualquer um que Eu tenha 
> criado, Tu possas chamar à Minha Religião, a qual não é outra, senão este glorioso e 
> exaltado Caminho.
> 	Todas as coisas criadas tenho Eu moldado por Tua causa e, em virtude de Minha 
> Vontade, Te fiz o soberano Governante sobre todo o gênero humano. Tenho decretado, 
> além disso, que quem quer que abrace Minha religião, há de acreditar em Minha unidade, e 
> Eu tenho ligado essa crença com a lembrança de Ti e, depois de Ti, com a lembrança 
> daqueles que Tu, com Minha permissão, fizeste as "Letras dos Viventes", e de qualquer 
> coisa que, no Bayán, tenha sido revelada, oriunda de Minha religião. É isso, em verdade, o 
> que possibilitará aos sinceros entre Meus servos acesso ao Paraíso celestial.
> 	Verdadeiramente, o sol é apenas um sinal vindo de Minha presença, de modo que os 
> verdadeiros crentes entre Meus servos possam discernir em seu nascer o albor de cada Era.
> 	Em verdade tenho  Eu Te criado através de Ti Próprio e, então, a Meu próprio 
> mando, tenho moldado todas as coisas através do poder criador de Tua Palavra. Somos 
> Todo-Poderoso. Eu Te designei o Princípio e o Fim, o Visível e o Oculto. 
> Verdadeiramente, somos Nós o Onisciente.
> 	Pessoa alguma jamais foi, nem será - a não ser Tu - investida da dignidade de 
> profeta, nem qualquer Livro Sagrado foi ou será revelado a outro, senão a Ti. Tal é o 
> decreto ordenado por Aquele que é o Onipresente, o Mais Amado.
> 	O Bayán, em verdade, é Nossa prova concludente para todas as coisas criadas e, 
> diante da revelação de seus versículos, todos os povos do mundo carecem de poder; encerra 
> a consumação de todas as Escrituras, quer sejam do passado ou do futuro, assim mesmo 
> como Tu és o Repositório de todas as Nossas provas neste Dia. A quem quer que 
> desejemos, concedemos acesso aos jardins de Nosso mais sublime e santo Paraíso. Assim a 
> Revelação Divina é inaugurada em cada Era, Nenhuma religião, realmente, haveremos Nós 
> jamais de inaugurar, a menos que seja renovada nos dias vindouros. É esta uma promessa 
> que solenemente fizemos. Nós, em verdade, somos supremo sobre todas as coisas...
> 
> Ele é Deus, o Senhor Soberano, o Todo-Glorioso.
> 
> D
> IZEI: Louvado seja Deus, Quem benevolamente permitiu que qualquer um que Ele quisesse 
> Lhe adorasse. Nenhum Deus há, em verdade, senão Ele. Seus são os mais excelentes 
> títulos. Ele é Quem faz cumprir-se Sua Palavra, assim como Lhe apraz, e é Quem guia 
> aqueles que receberam iluminação e buscam o caminho da retidão.
> 	Tu deves temer a Deus, teu Senhor, e fazer menção de Seu Nome durante o dia e o 
> anoitecer. Não sigas as sugestões dos infiéis, para que não sejas incluído entre os expoentes 
> de vãs fantasias. Obedece fielmente ao Ponto Primaz, Aquele que é o próprio Senhor, e sê 
> tu dos justos. Que nada te faça agitar-te penosamente, nem as coisas destinadas a acontecer 
> nesta Causa te perturbem. Esforça-te fervorosamente por amor a Deus e anda tu no 
> caminho da retidão. Se encontrares com os descrentes, deposita tua inteira confiança em 
> Deus, teu Senhor, dizendo: Suficiente para mim é Deus, nos reinos tanto deste mundo, 
> como do vindouro.
> 	Aproxima-se o Dia em que Deus haverá de reunir os fiéis. Em verdade, não há outro 
> Deus, senão Ele.
> 	Que a paz de Deus esteja com aqueles que foram guiados do modo certo, através do 
> poder da guia divina.
> 
> Ele é Deus, o Supremo Governante, a Verdade Soberana,
> Aquele Cujo auxílio é por todos implorado.
> 
> G
> LORIFICADO é Ele, a Quem pertence o domínio dos céus e da terra, em Cuja mão está o 
> reino de todas as coisas criadas e a Quem todos haverão de voltar. Ele é Quem estabelece a 
> medida designada para toda e qualquer coisa e revela, em Seu Livro Sagrado, Suas 
> generosas dádivas e bênçãos, em benefício dos que oferecem gratidão por Sua Causa. 
> Dizei, esta vida terrena há de terminar e cada um haverá de expirar e voltar a meu Senhor 
> Deus, Quem recompensará com as mais preciosas dádivas as ações dos que suportam com 
> paciência. Verdadeiramente, teu Deus designa a medida de todas as coisas criadas, assim 
> como Ele deseja, em virtude Seu mando; e aqueles que se conformam ao beneplácito de 
> vosso Senhor estão, deveras, entre os bem-aventurados.
> 	Teu Senhor jamais no passado fez levantar-se um profeta que deixasse de convocar 
> o povo a Seu Senhor, e hoje, em verdade, é semelhante aos tempos antigos - fosseis vós 
> ponderar sobre os versículos por Deus revelados.
> 	Quando Deus mandou Seu Profeta Maomé, neste dia, a terminação do ciclo 
> profético estava preordenada no conhecimento de Deus. Sim, realizou-se, de fato, essa 
> promessa, e o decreto de Deus se cumpriu, assim como foi por Ele ordenado. Seguramente, 
> estamos hoje vivendo nos Dias de Deus. Estes são os dias gloriosos - em dias iguais a estes 
> o sol no passado jamais nasceu. São estes os dias que os povos de tempos idos esperavam 
> com ansiedade. Que vos sucedeu, pois, para tornar-vos profundamente adormecidos? São 
> estes os dias em que Deus fez brilhar resplendente o sol da Verdade. Que foi, pois, que vos 
> fez guardar silêncio? Estes são os dias designados que vós com anelo aguardáveis no 
> passado - os dias do advento da justiça divina. Rendei agradecimentos a Deus, ó vós, 
> assembléia dos crentes.
> 	Não permitais que os atos dos que rejeitam a Verdade vos excluam, como se fosse 
> por um véu. Tais pessoas têm autoridade sobre vossos corpos somente, não havendo Deus 
> lhes concedido poder sobre vossos espíritos, vossas almas e vossos corações. Temei a 
> Deus, a fim de que convosco, por ventura, tudo esteja bem. Todas as coisas foram criadas 
> em vosso benefício, e em benefício de nenhuma outra coisa foi ordenada vossa criação. 
> Temei a Deus e atentai para que a forma e o vestuário não vos impeçam de O reconhecer. 
> Rendei a Deus graças - quiçá possa Ele vos tratar com misericórdia.
> 	Esta vida mortal há, certamente, de perecer; é inevitável que seus prazeres se 
> esvaiam e, dentro em breve, a Deus havereis de voltar, angustiados com dores de remorso, 
> porque depois de pouco tempo sereis despertados de vosso sono e logo vos encontrareis na 
> presença de Deus, e sereis interrogados sobre vossas ações.
> 	Dizei, como vos atreveis a negar flagrantemente os versículos enviados do céu e da 
> justiça e, não obstante, ledes os Livros de Deus que outrora foram revelados? Como é que 
> repudiais o encontro com vosso Senhor que vos foi determinado anteriormente e, neste  
> Dia, deixais de Lhe atender a advertência? Na realidade, por haverdes aderido às formas e 
> vos deixado ser incentivados por vossos desejos egoístas, vós vos tendes privado do 
> beneplácito de vosso Senhor, excetuando-se aqueles que seu Senhor dotou de conhecimento 
> e que, neste Dia, Lhe rendem graças pela bênção de serem identificados com a verdadeira 
> Fé de Deus. Anunciai a Mensagem, pois, àqueles que manifestam virtude, e ensinai-lhes os 
> caminhos do Deus Uno e Verdadeiro, para que possam, porventura, compreender.
> 	Detém tua língua de expressar o que talvez te entristeça, e a Deus implora tu 
> misericórdia. Ele, em verdade, conhece plenamente os retos, pois se associa com aqueles de 
> Seus servos que n'Ele realmente acreditam, e Ele não está inconsciente das ações dos 
> malfeitores, desde que nada, em absoluto, quer esteja nos céus ou na terra, pode escapar a 
> Seu conhecimento.
> 	Estes versículos, claros e concludentes, são um sinal da misericórdia de teu Senhor e 
> fonte de guia para toda a humanidade. São uma luz para quem neles acredita e um fogo de 
> tormento aflitivo para aqueles que se afastam e os rejeitam.
> 
> Ó
>  TU que és a eleita entre as mulheres!
> Ele é Deus; glorificado é o esplendor de Sua luz.
> Os versículos nesta Epístola são revelados para aquela que acreditou nos sinais de seu 
> Senhor e é considerada uma daquelas que Lhe são inteiramente devotadas. Dá tu 
> testemunho de que, em verdade, nenhum Deus há, senão Ele, Quem é tanto meu Deus, 
> como teu, e testifica tu que, além d'Ele, não existe outro Deus. Ele é o Generoso, o 
> Onipotente.
> 	Rende tu agradecimentos a Deus, pois Ele benevolamente te ajudou neste Dia, a ti 
> revelou os versículos claros desta Epístola, e te incluiu entre as mulheres que acreditaram 
> nos sinais de Deus, O tomaram como seu guardião e são das pessoas  gratas. Deus, em 
> verdade, breve haverá de retribuir a ti e aos que acreditaram em Seus sinais, com uma 
> recompensa excelente vinda de Sua presença. Seguramente, nenhum Deus há, salvo Ele, O 
> que Tudo Possui, o Mais Generoso. As revelações de Sua graça atingem todas as coisas 
> criadas; Ele é o Clemente, o Compassivo.
> 
> D
> EUS testifica que nenhum outro Deus há, senão Ele, o Todo-Poderoso, o Mais Amado.
> Fixai vosso olhar n'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto no Dia da Ressurreição, e 
> acreditai firmemente, então, naquilo que Ele do alto envia.
> 	Dizei, Deus tem indisputável triunfo sobre todos os vitoriosos. Não há no céu, na 
> terra, ou naquilo que entre eles existe, quem possa frustrar a transcendente supremacia de 
> Seu triunfo. Ele chama à existência qualquer coisa que Ele queira, através da potência de 
> Seu mando. Verdadeiramente, Deus é o mais poderoso Sustentáculo, o Auxiliador e o 
> Defensor.
> 
> Q
> UANDO o Sol de Bahá brilhar resplendente acima do horizonte da eternidade, vos 
> incumbirá apresentar-vos diante de Seu Trono. Acautelai-vos para que não permaneçais 
> sentados em Sua presença, nem façais perguntas sem Sua permissão. Temei vós a Deus, ó 
> assembléia dos Espelhos. 
> 	Deveis Lhe pedir os admiráveis sinais de Seu favor, para que Ele, benevolamente, 
> vos revele o que Ele quiser e desejar, desde que, nesse Dia, todas as revelações da graça 
> divina haverão de circundar o Assento de Sua glória e emanar de Sua presença - pudésseis 
> vós apenas compreendê-Lo.
> 	Cumpre-vos permanecerdes silenciosos diante de seu Trono, pois, em verdade, de 
> todas as coisas criadas entre o céu e a terra, nada, nesse Dia, será julgado mais digno do que 
> observar silêncio. Além disso, tomai muito cuidado para não serdes incluídos entre aqueles 
> do passado que estavam investidos de conhecimentos e, no entanto, por causa de sua 
> erudição, se tornaram orgulhosos diante de Deus, o Transcendente, O que subsiste por Si 
> Próprio, desde que é Ele  Quem, nesse Dia, é a Suma Sabedoria, o Onisciente, a Fonte de 
> todo o saber, muito acima daqueles imbuídos de erudição; e Ele é o Potente, o 
> Predominante, o Senhor de poder, em face dos que exercem poder; e Ele é o Grande, o 
> Mais Augusto, o Mais Glorioso, diante daqueles que demonstram glória; e, nesse Dia, é Ele 
> Quem é o Sublime, o Altíssimo, a Fonte de exaltação muito acima daqueles de grau 
> elevado; e Ele é o Todo-Poderoso, o Manancial de glória e grandeza, muito acima da 
> pompa dos poderosos; e Ele é o Onipotente, o Supremo Governante, o Senhor do juízo, 
> transcendendo todos aqueles investidos de autoridade; e Ele é o Generoso, o Mais 
> Benévolo, a Essência da graça, Quem se ergue supremo em face daqueles que mostram 
> benevolência; e Ele é Quem ordena, o Supremo Portador de autoridade e poder, 
> inconcebivelmente alto acima dos que possuem domínio terreno; e Ele é o Mais Excelente, 
> o Insuperável, o Preeminente, à face de todo homem capaz.
> 	Vós - cada um e todos - fostes chamados à existência a fim de buscardes Sua 
> presença e atingirdes aquela condição excelsa e gloriosa. Em verdade, Ele fará descer do 
> céu de Sua misericórdia o que vos beneficie; e qualquer coisa que Ele benevolamente 
> conceda, vos capacitará a dispensar toda a humanidade. Verdadeiramente, nesse Dia, a 
> erudição dos eruditos de nada valerá, nem as realizações dos expoentes do saber, nem a 
> pompa dos altamente honrados, nem o poder dos grandes, nem a lembrança dos devotos, 
> nem as ações dos homens de retidão, nem a genuflexão de quem se ajoelha em adoração, 
> nem seu ato de se prostrar, ou o de se dirigir ao Qiblih, nem a honra dos honrados, nem o 
> parentesco dos de alta linhagem, nem a nobreza dos de descendência nobre, nem o discurso 
> dos dotados de eloqüência, nem os títulos dos proeminentes - nenhuma dessas coisas haverá 
> de lhes valer, desde que tudo isso e qualquer coisa mais que tenhais conhecido ou 
> compreendido foram criados por Sua palavra de comando "Sê", e é. Verdadeiramente, se 
> for Sua Vontade, Ele, com certeza absoluta, poderá efetivar por uma palavra Sua a 
> ressurreição de todas as coisas criadas. Ele está, em verdade, acima e além de tudo isso; Ele 
> é o Predominante, o Todo-Poderoso, o Onipotente.
> 	Acautelai-vos, ó assembléia de Espelhos, para que, nesse Dia, títulos não vos 
> tornem vangloriosos. Sabei com toda certeza que vós, juntamente com todos aqueles que se 
> encontram acima ou abaixo de vós, fostes criados para esse Dia. Temei a  Deus e não 
> cometais o que possa entristecer Seu coração, nem sejais dos que se desviaram. Ele 
> aparecerá, porventura, investido do poder da Verdade, enquanto vós estiverdes 
> profundamente adormecidos em vossos leitos, ou talvez Seus mensageiros tragam d'Ele 
> Epístolas gloriosas e resplendentes, enquanto d'Ele vos afastardes com desdém, contra Ele 
> pronunciando sentença - tal sentença como jamais contra  vós mesmos pronunciaríeis - e 
> dizendo, "Isso não provém de Deus, o Predominante, O que Existe por Si Próprio".
> 	Glória a Ti, ó meu Deus! Bem sabes Tu que tenho proclamado Tua Palavra e não 
> falhado na missão da qual Tu me incumbiste. Eu Te suplico que guardes o povo do Bayán 
> nesse Dia, para que não pronuncie censura contra Ti, nem com Teus sinais contenda. 
> Protege-o, então, ó meu Deus, através do poder de Tua grandeza, a qual abrange toda a 
> humanidade.
> 
> Ele é o Todo-Poderoso
> 
> G
> LÓRIA seja dada Àquele que é o Senhor de todos os que estão nos céus e na terra; Ele é o 
> Sapientíssimo, o Onisciente. Ele é Quem chama à existência qualquer coisa que Lhe apraza, 
> a Seu mando; é Ele, em verdade, o Clemente, o Criador. Dizei, verdadeiramente, Ele 
> executa Seus desígnios; a quem Ele deseja, torna vitorioso, através do poder de Suas hostes; 
> nenhum outro Deus há, senão Ele, o Grande, o Sábio. O reino da terra e do céu Lhe 
> pertence, e Ele é o Senhor de poder e glória. Os que em Deus têm acreditado e em Seus 
> sinais, são, realmente, os seguidores da verdade e haverão de habitar nos jardins de deleite, 
> enquanto aqueles que desacreditaram em Deus e rejeitaram o que Ele revelou, serão os 
> habitantes do fogo, onde haverão de permanecer para sempre. Dizei, a maior parte do povo 
> tem repudiado Deus abertamente e seguido os rebeldes malfeitores. Tais pessoas se 
> parecem com aquelas que as precederam, apoiando todo opressor hostil. Em verdade, 
> nenhum Deus há, salvo Deus; o reino do céu e da terra Lhe pertence e Ele é o 
> Misericordioso, o Onisciente. Deus testifica que não há outro Deus, senão Ele, e Quem fala 
> a mando de Seu Senhor é apenas o Primeiro a adorá-Lo. Ele é o incomparável Criador, 
> Quem criou os céus e a terra e o que entre eles se encontra, e todos cumprem Seu 
> imperativo. É Ele Cuja graça abrange todos os que estão nos céus, na terra, ou em outra 
> parte, e todos aquiescem a Seu mando.
> 
> C
> ONVÉM aguardardes o Dia da aparição d'Aquele que Deus haverá de tornar manifesto. Na 
> realidade, Meu objetivo em plantar a Árvore do Bayán, outro não foi, senão o de vos 
> capacitar a Me reconhecer. Eu Próprio sou, em verdade, o primeiro a curvar-se diante de 
> Deus e n'Ele acreditar. Não permitais, pois, que vosso reconhecimento se torne infrutífero, 
> desde que o Bayán, não obstante a sublimidade de sua posição, presta lealdade Àquele que 
> Deus haverá de tornar manifesto, e é Ele que é mais digno de ser aclamado como a Sede da 
> Realidade divina, embora Ele seja, em verdade, Eu, e Eu seja Ele. Entretanto, quando a 
> Árvore do Bayán atingir seu mais alto desenvolvimento, Nós a curvaremos como sinal de 
> adoração para com seu Senhor, Quem aparecerá na pessoa d'Aquele que Deus haverá de 
> tornar manifesto. Talvez vos seja concedido o privilégio de glorificar Deus de um modo 
> condigno com Seu augusto Ser.
> 	Em verdade fostes vós chamados à existência através do poder do Ponto do Bayán, 
> enquanto o Próprio Ponto se resigna à Vontade d'Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto, se enaltece de Sua transcendente sublimidade, é sustentado pelas evidências de 
> Sua grandeza, glorificado por Sua majestosa unidade, adornado por Sua bela unicidade, 
> fortalecido por Seu domínio eterno e investido de autoridade através de Sua infindável 
> soberania. Como poderiam eles, então, sendo apenas as criaturas do Ponto, ser justificados 
> em dizer "por que" o "por que razão"?
> 	Ó congregação do Bayán e todos os que nela estão! Reconhecei os limites sobre vós 
> impostos, pois tal Personagem como o próprio Ponto do Bayán acreditou n'Aquele que 
> Deus haverá de tornar manifesto, antes de serem criadas todas as coisas. Nisso, 
> verdadeiramente, Eu Me glorio diante de todos os que estão no reino do céu e da terra. Não 
> vos deixeis ser excluídos de Deus, como se fosse por um véu, após haver Ele se revelado. 
> Pois tudo o que tem sido exaltado no Bayán é apenas como um anel em Minha mão, e Eu 
> Mesmo sou, em verdade, apenas como um anel na mão d'Aquele que Deus haverá de tornar 
> manifesto - glorificada seja Sua menção! Ele o vira do modo que Lhe apraz, para qualquer 
> coisa que Lhe apraza e através de qualquer coisa que Ele deseje.
> 	Ele, em verdade, é o Amparo no Perigo, o Altíssimo.
> 
> 7
> 
> ORAÇÕES E MEDITAÇÕES
> 
> Em Nome de Deus, o Senhor de imponente majestade,
> o Predominante.
> 
> S
> ANTIFICADO seja o Senhor, em Cuja mão está a fonte do domínio. Qualquer coisa que 
> Ele queira, Ele cria por Sua Palavra de mando "Sê", e é. D'Ele até agora tem sido o poder 
> da autoridade e assim doravante haverá de permanecer. Ele concede vitória a qualquer um 
> que Lhe apraza, pela potência de Seu imperativo. Em verdade é Ele o Poderoso, o 
> Onipotente. A Ele pertencem toda glória e majestade nos reinos da Revelação e da Criação 
> e daquilo que entre eles se encontra. Ele, em verdade, é o Potente, o Todo-Glorioso. Desde 
> sempre é Ele a Fonte de indômita força, e assim haverá Ele de permanecer para todo o 
> sempre. Ele, deveras, é o Senhor de grandeza e poder. Todos os reinos do céu e da terra, e 
> tudo o que entre eles existe, a Deus pertencem, e Seu poder é supremo sobre todas as 
> coisas. Todos os tesouros da terra e do céu e tudo o que entre eles há, são Seus, e Sua 
> proteção se estende sobre todas as coisas. É Ele o Criador dos céus e da terra e de tudo o 
> que entre eles existe, e Ele, verdadeiramente, é Testemunha sobre todas as coisas. É Ele o 
> Senhor do Juízo para todos os que habitam nos céus e na terra e aquilo que entre eles existe, 
> e Deus é, deveras, veloz em julgar. Ele determina a medida designada a todos os que estão 
> nos céus e na terra e qualquer coisa que entre eles esteja. Verdadeiramente, Ele é o 
> Supremo Protetor. Em Suas mãos segura Ele as chaves do céu e da terra e de tudo entre 
> eles. De Sua própria vontade concede Ele dádivas, através do poder de Seu mando. Em 
> verdade, a todos Sua graça abrange, e Ele é o Onisciente.
> 	Dizei: Deus me é suficiente; é Ele Quem segura em Suas mãos o reino de todas as 
> coisas. Através do poder de Suas hostes do céu e da terra e de tudo o que entre eles há, Ele 
> protege qualquer um entre Seus servos que Ele queira. Deus, em verdade, vigia sobre todas 
> as coisas.
> 	Imensuravelmente enaltecido és Tu, ó Senhor! Protege-nos daquilo que está em 
> nossa frente e atrás de nós, acima de nossas cabeças, à nossa direita, à nossa esquerda, 
> abaixo de nossos pés e por todos os outros lados onde estamos expostos. Em verdade, é 
> infalível Tua proteção, sobre todas as coisas77.
> 
> F
> AZE descerem Tuas bênçãos, ó meu Deus, sobre a Árvore do Bayán, sobre sua raiz e seu 
> ramo, seus rebentos, suas folhas, seus frutos, e sobre qualquer coisa que esta árvore possa 
> produzir ou abrigar. Faze-a, então, se transformar em um Pergaminho magnífico a ser 
> oferecido à presença d'Aquele que Tu tornarás manifesto no Dia do Juízo, para que Ele, 
> benevolamente, permita que a inteira companhia dos seguidores do Bayán seja ressuscitada, 
> e para que Ele possa, por Sua generosidade, inaugurar uma nova criação.
> 	Na realidade, todos são apenas pobres à face de Tua terna misericórdia e servos 
> humildes diante dos sinais de Tua benevolência. Eu Te imploro, por Tua generosidade, ó 
> meu Deus, e pelos eflúvios de Tua misericórdia e Tuas dádivas, ó meu Senhor, e pelas 
> evidências de Teus favores celestiais e Tua graça, ó meu Mais Amado, que vigies sobre 
> Aquele que Deus haverá de tornar manifesto, a fim de que jamais um traço de desalento O 
> possa tocar.
> 
> I
> MENSURAVELMENTE glorificado e enaltecido és Tu. Como posso Eu fazer menção de 
> Ti, ó Tu, o Bem-Amado da criação inteira; e como posso Eu reconhecer Tua pretensão, ó 
> Tu, a Quem toda coisa criada reverencia. O mais sublime grau ao qual  a percepção humana 
> se pode elevar, e a máxima altura que as mentes e almas dos homens podem escalar, são 
> apenas sinais criados através da potência de Teu mando e símbolos manifestados mediante 
> o poder de Tua Revelação. Longe esteja de Tua glória que qualquer outro, senão Tu, faça 
> menção de Ti ou procure expressar Teu louvor. A própria essência de cada realidade dá 
> testemunho de sua exclusão dos recintos da corte de Tua proximidade, e a quinta-essência 
> de todo ser atesta seu insucesso em atingir Tua santa Presença. Imensuravelmente 
> glorificado e enaltecido és Tu! O que,  tão somente, a Ti convém é a menção apropriada 
> feita por Teu Próprio Ser, e aquilo que, tão somente, é digno de Ti, é o hino de louvor que 
> Tua Própria Essência expressa...
> 	Através da revelação de Tua graça, ó Senhor, Tu Me chamaste à existência em uma 
> noite como esta78, e eis, estou agora solitário e abandonado em uma montanha. Louvor e 
> graças sejam prestados a Ti por qualquer coisa que esteja de acordo com Teu beneplácito, 
> dentro do império do céu e da terra. E Tua é toda a soberania, estendendo-se além do mais  
> longínquo âmbito dos reinos da Revelação e da Criação.
> 	Tu Me criaste, ó Senhor, por Teu benévolo favor e Me protegeste, por Tua bondade, 
> na escuridão do ventre materno e Me nutriste, por Tua benevolência, com sangue 
> vivificador. Após Me haveres moldado na mais bela forma, por Tua terna providência e, 
> havendo aperfeiçoado Minha criação com a excelente obra de Tuas mãos, e em Meu corpo 
> insuflado Teu Espírito, através de Tua infinita misericórdia e pela revelação de Tua unidade 
> transcendente, Tu Me fizeste emergir do mundo da ocultação para o mundo visível, nu, sem 
> conhecimento de qualquer coisa ou o poder de algo realizar. Tu, então, Me nutriste com 
> leite refrescante e, nos braços de Meus pais, com evidente compaixão, Me fizeste crescer 
> até que, por Tua graça, Me permitisse conhecer as realidades de Tua Revelação e Me 
> informaste do caminho reto de Tua Fé, assim como Teu Livro o expõe. E quando atingi 
> plena maturidade, Tu Me fizeste prestar lealdade à Tua inacessível Lembrança e Me 
> habilitaste a avançar para a posição designada, onde Me educaste através das sutis 
> operações da obra de Tuas mãos e Me nutriste naquela terra com Tuas mais benévolas dá 
> divas. Ao realizar-se o que fora preordenado em Teu  Livro, Tu, por Tua bondade, Me 
> fizeste alcançar Teus santos recintos e, por Tua terna misericórdia, permitiste que Eu 
> Habitasse na corte da amorosa associação, até que ali discerni o que eu percebia dos claros 
> sinais de Tua clemência, as irrefutáveis evidências de Tua unidade, os esplendores 
> fulgentes de Tua majestade, a fonte de Tua suprema unicidade, as alturas de Tua soberania 
> transcendentes, as provas de seres Tu o Incomparável, as manifestações de Tua excelsa 
> glória, o asilo de Tua santidade, e qualquer coisa que a todos, menos a Ti, seja inescrutável.
> 
> V
> ERDADEIRAMENTE, sou Teu servo, ó meu Deus, e Tua criatura pobre, suplicante, 
> desprezível. Alcancei Tua porta, em busca de Teu amparo. Nenhum contentamento tenho 
> achado, salvo em Teu amor, nenhuma exultação, exceto em Tua lembrança, nenhum fervor, 
> senão em obediência a Ti, nenhum Júbilo, a não ser em Tua proximidade, nem 
> tranqüilidade, salvo em reunião Contigo, embora eu esteja consciente de que todas as coisas 
> criadas estão excluídas de Tua sublime Essência, e à criação inteira é negado acesso a Teu 
> mais íntimo Ser. Todas as vezes que tento aproximar-me de Ti, nada em mim percebo, 
> senão os sinais de Tua graça, e nada contemplo em meu ser, salvo as revelações de Tua 
> benevolência. Como pode alguém que é apenas Tua criatura buscar reunião Contigo e 
> atingir Tua presença, visto que nenhuma coisa poderá Te compreender? Como é possível 
> um humilde servo Te reconhecer e Teu louvor celebrar, não obstante haveres Tu lhe 
> destinado as revelações de Teu domínio e os admiráveis testemunhos de Tua soberania? 
> Assim toda coisa criada dá testemunho de estar excluída do santuário de Tua presença, em 
> virtude das limitações impostas sobre sua mais íntima realidade. É indisputável, entretanto, 
> que a influência de Tua atração tem sido desde sempre inerente à realidade de Tua obra, 
> embora aquilo que condiz com a sagrada corte de Tua Providência esteja  elevado além do 
> alcance da criação inteira. Isso indica, ó meu Deus, minha completa incapacidade de Te 
> louvar, e me mostra ser impotente, em absoluto, para prestar a Ti agradecimentos e, quanto 
> mais, para atingir o reconhecimento de Tua unidade divina ou conseguir alcançar os claros 
> sinais de Teu louvor, Tua santidade e Tua glória. Não - afirmo por Teu poder - por nada 
> anseio, senão Teu próprio Ser, e a nenhum outro busco, salvo a Ti.
> 
> M
> AGNIFICADO seja Teu Nome, ó Deus. A Ti, em verdade, pertencem os Reinos da Criação 
> e da Revelação, e verdadeiramente, em nosso Senhor temos depositado toda a nossa 
> confiança. Todo louvor a Ti, ó Deus; és o Criador dos céus e da terra e daquilo que entre 
> eles está e, em verdade, és Tu o Governante supremo; és Quem nos criou, o Sapientíssimo. 
> Glorificado és Tu, ó Senhor! Tu, seguramente, reunirás a humanidade para o Dia que, sem 
> a menor dúvida, há de vir - o Dia em que cada um haverá de se apresentar diante de Ti e em 
> Ti encontrar vida. É este o Dia do Deus Uno e Verdadeiro - o Dia que Tu farás aparecer, 
> assim como a Ti agradar, através do poder de Teu mando.
> 	Tu és o Soberano, o admirável Criador, o Poderoso, o Mais Amado.
> 
> L
> OUVADO seja Teu Nome, ó Deus. És, em verdade, nosso Senhor; estás ciente de tudo o 
> que está nos céus e na terra. Faze descer sobre nós, pois, um sinal de Tua misericórdia. 
> Verdadeiramente, Tu és inexcedível entre aqueles que mostram misericórdia. Todo louvor a 
> Ti, ó Senhor. Ordena para nós, de Tua presença, o que possa confortar os corações dos 
> sinceros entre Teus servos. Glorificado és Tu, ó Deus; és o Criador dos céus e da terra e 
> daquilo que entre eles há. És o Senhor soberano, o Santíssimo, o Onipotente, a Suma 
> Sabedoria. Magnificado seja Teu Nome, ó Deus! Faze descer de Tua presença, sobre 
> aqueles que acreditaram em Deus e em Seus sinais, um poderoso auxílio que os capacite a 
> prevalecer sobre a humanidade em geral.
> 
> G
> LÓRIA a Ti, ó Deus. Como posso de Ti fazer menção, quando Tu estás santificado acima 
> do louvor de toda a humanidade? Magnificado seja Teu Nome, ó Deus. Tu és o Rei, a 
> Verdade Eterna; sabes o que está nos céus e na terra, e a Ti devem todos voltar. Mandaste 
> descer Tua Revelação, divinamente ordenada, segundo uma medida clara. Louvado és, ó 
> Senhor! A Teu mando, tornas vitorioso a quem Tu desejas, através das hostes do céu e da 
> terra e de tudo o que entre eles existe. Tu és o Soberano, a Verdade Eterna, o Senhor de 
> invencível poder.
> 	Glorificado és, ó Senhor. Em todos os tempos, perdoas Tu os pecados daqueles 
> entre Teus servos que imploram Teu perdão. Purifica-nos dos pecados - a mim e aos que 
> buscam Tua clemência ao alvorecer, que a Ti oram durante o dia e à noite e por outro não 
> anseiam, senão por Deus, que ofertam qualquer coisa que Deus, por Sua graça, lhes tenha 
> concedido, que celebram Teu louvor de manhã e ao anoitecer e em seus deveres não faltam.
> 
> L
> OUVOR a Ti, ó Senhor! Perdoa-nos os pecados, tem misericórdia de nós e capacita-nos a 
> voltar a Ti. Não permitas que de coisa alguma dependamos, senão de Ti, e concede-nos, por 
> Tua generosidade, o que amas e desejas e o que realmente Te convém. Exalta Tu a 
> condição dos que têm verdadeiramente acreditado, e perdoa-lhes, com Tua benévola 
> clemência. Em verdade és Tu o Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si Próprio.
> 
> Ó
>  DEUS, nosso Senhor! Através de Tua graça, protege-nos de qualquer coisa que Te seja 
> repugnante e concede-nos o que de Ti for digno. Dota-nos de maior quinhão de Tua graça e 
> abençoa-nos. Perdoa-nos as coisas que temos feito e purifica-nos dos pecados e, com Tua 
> benévola clemência, sê Tu indulgente para nós. Em verdade, és o Excelso, O que Subsiste 
> por Si Próprio.
> 	Tua terna providência tem abrangido todas as coisas criadas, nos céus e na terra, e 
> Tua clemência tem superado toda a criação. A Ti pertence a soberania; em Tua mão se 
> encontram os Reinos da Criação e da Revelação; em Tua mão direita, seguras Tu todas as 
> coisas criadas e em Teu poder estão as medidas determinadas do perdão. Tu perdoas a 
> quem quer que desejes entre Teus servos. Em verdade és Tu a Eterna Clemência, O de todo 
> amor. Nada, em absoluto, escapa a Teu conhecimento e nada há que de Ti esteja oculto.
> 	Ó Deus, nosso Senhor! Protege-nos através da potência de Tua grandeza, e 
> possibilita-nos entrar em Teu admirável oceano que surge, e concede-nos o que de Ti for 
> digno.
> 	Tu és o Governante Soberano, o Grande Realizador, o Excelso, O de todo amor.
> 
> G
> LÓRIA a Ti, ó Senhor meu Deus! Nada, em absoluto, escapa a Teu conhecimento, nem há 
> coisa alguma que de Ti possa evadir-se ou que possa frustrar Teu Desígnio, quer nos céus 
> ou na terra, do passado ou do futuro.
> 	Tu vês o Paraíso e seus habitantes. Contemplas o reino abaixo e aqueles que ali 
> habitam. Todos são apenas Teus servos, seguros dentro de Tua mão.
> 	Ó Senhor! Torna vitoriosos Teus servos pacientes, em Teus dias, concedendo-lhes 
> um triunfo digno, por haverem desejado o martírio em Teu caminho. Faze sobre eles descer 
> o que traga conforto às suas mentes, lhes regozije os seres interiores, conceda confiança a 
> seus corações e tranqüilidade a seus corpos e, às suas almas, possibilite ascender à presença 
> de Deus, o Excelso, e atingir o supremo Paraíso e tais recintos de glória como Tu destinaste 
> aos homens de verdadeiro conhecimento e virtude. Tu, verdadeiramente, conheces todas as 
> coisas, enquanto nós nada mais somos do que Teus servos, Teus escravos, Teus cativos e 
> pobres. A nenhum Senhor, senão a Ti, invocamos, ó Deus nosso Senhor, nem bênçãos ou 
> graça imploramos de qualquer outro, senão de Ti, ó Tu que és o Deus de misericórdia para 
> este mundo e o vindouro. Somos apenas as personificações da pobreza, do simples nada, do 
> desamparo e da perdição, enquanto todo o Teu Ser demonstra riqueza, independência, 
> glória, majestade e graça infinita.
> 	Converte nossa recompensa, ó Senhor, naquilo que de Ti for realmente digno, do 
> bem deste mundo e do vindouro, e das múltiplas graças que do alto se estendem à terra em 
> baixo.
> 	Verdadeiramente, Tu és nosso Senhor e o Senhor de todas as coisas. Em Tuas mãos 
> nos rendemos, ansiando pelas coisas que a Ti pertencem.
> 
> G
> LORIFICADO seja Teu Nome, ó Senhor! Em quem deverei refugiar-me, enquanto fores 
> Tu, em verdade, meu Deus e meu Bem-Amado; a quem deverei me volver em busca de 
> abrigo, enquanto Tu fores meu Senhor e meu Possuidor; e para quem deverei fugir, 
> enquanto Tu, em verdade, fores meu Mestre e meu Santuário; e a quem implorar, enquanto 
> Tu, em verdade, fores meu Tesouro e o Alvo de meu desejo; e através de quem suplicar 
> diante de Ti, enquanto fores Tu, em verdade, minha mais alta aspiração e meu desejo 
> supremo? Frustrou-se toda esperança, restando só o anelo por Tua graça celestial, e toda 
> porta está vedada, salvo aquela que leva ao manancial de Tuas bênçãos.
> 	Ó meu Senhor, eu Te suplico, por Teu esplendor, o mais fulgente, diante de cujo 
> brilho todas as almas humildemente se curvam e prostram em adoração por amor a ti - 
> esplendor esse, que de tal forma se irradia que o fogo se converte em luz, os mortos 
> ressuscitam e toda dificuldade se transforma em facilidade. Imploro-Te por esse grande, 
> esse admirável esplendor e pela glória de Tua exaltada soberania, ó Tu que és o Senhor de 
> indômito poder, que, através de Tua generosidade, nos transformes naquilo por Ti Mesmo 
> possuído e nos ajudes a tornar-nos fontes de Tua luz e benevolamente nos concedas o que 
> for digno da majestade de Teu transcendente domínio. Pois a Ti ergui as mãos, ó Senhor, e 
> em Ti, ó Senhor, encontrei apoio que me ampara, e resignei-me, ó Senhor, a Ti, e em Ti 
> depositei toda a minha confiança, ó Senhor, e por Ti, ó Senhor, sou fortalecido.
> 	Verdadeiramente, nenhum poder, nem força há, senão em Ti.
> 
> T
> U, ó Meu Deus, está ciente de que, desde o dia em que Me chamaste à existência - da água 
> de Teu amor - até que atingi a idade de quinze anos, residi na terra que testemunhou Meu 
> nascimento (Xiráz). Então Tu Me possibilitaste ir ao porto de mar (Búshihr), onde, durante 
> cinco anos, estive trabalhando em comércio com as belas dádivas de Teu reino, ocupando-
> Me naquilo com que Me favoreceste, através da admirável essência de Tua bondade. Daí 
> segui à Terra Santa (Karbilá), onde Me demorei por um ano, regressando depois ao lugar de 
> Meu nascimento, onde tive a experiência de perceber a revelação de Tuas sublimes dádivas 
> e as evidências de Tua infinita graça. Dou-Te louvor por todas as Tuas belas dádivas e 
> rendo a Ti graças por todos os Teus favores. Então, com a idade de vinte e cinco anos, 
> segui à Tua Casa sagrada (Meca) e até Meu regresso ao lugar onde nasci, um ano havia 
> passado. Demorei-me ali pacientemente no caminho de Teu amor, testemunhando as 
> evidências de Tuas múltiplas graças e de Tua benevolência, até que ordenaste que Eu 
> partisse em Tua direção, em busca de Tua presença. Assim, de lá, parti, com Tua 
> permissão, passando seis meses na terra de Sád (Isfáhán) e sete meses na Primeira 
> Montanha (Mákú), onde Tu fizeste chover sobre Mim o que convém à glória de Tuas 
> bênçãos celestiais e condiz com a sublimidade de Tuas benévolas dádivas e graças. Agora, 
> em Meu trigésimo ano, Tu Me vês, ó Meu Deus, nesta Penosa Montanha (Chihríq), onde há 
> um ano inteiro resido.
> 	Louvor seja dado a Ti, ó Meu Senhor, por todos os tempos, passados e futuros; e a 
> Ti, ó Meu Deus, sejam dadas graças, sob todas as condições, quer do passado ou do futuro. 
> As dádivas que Tu Me concedeste alcançaram sua mais plena medida, e as bênçãos que Te 
> dignaste a Mim conferir, já atingiram sua consumação. Eu nada testemunho agora, salvo as 
> múltiplas evidências de Tua graça e benevolência, Tua generosidade e bondosos favores, 
> Tua munificência e sublimidade, Tua soberania e Teu poder, Teu esplendor e Tua glória, e 
> o que condiz com a santa corte de Teu transcendente domínio e majestade, e é próprio dos 
> gloriosos recintos de Tua eternidade e exaltação.
> 
> E
> STOU ciente, ó Senhor, de que em Tua presença minhas transgressões me cobriram de 
> vergonha a face, fazendo curvarem-se as costas diante de Ti, e se interpuseram entre mim e 
> Teu belo semblante, me cercaram em todas as direções e, de todos os lados, me impediram 
> de obter acesso às revelações de Teu poder celestial.
> 	Ó Senhor! Se Tu não me perdoas, quem há, pois, que me possa mostrar clemência, e 
> se Tu não me tens misericórdia, quem pode me tratar com compaixão? Glória a Ti! Tu me 
> criaste quando eu não existia, e me nutriste enquanto eu carecia de qualquer compreensão. 
> Louvor a Ti, pois de Ti procede toda evidência de generosidade e, dos tesouros de Teu 
> decreto emana todo sinal de graça.
> 
> S
> UPLICO-TE que me perdoes, ó meu Senhor, toda menção, salvo a menção de Ti, e todo 
> louvor, a não ser o louvor de Ti, e todo deleite que não seja o deleite em Tua proximidade, 
> e qualquer outro prazer, senão o prazer de comunhão Contigo, e qualquer alegria que não 
> seja a alegria de Teu amor e Teu beneplácito, e todas as coisas a mim pertencentes que a Ti 
> não tem relação, ó Tu que és o Senhor dos senhores, Aquele que provê os meios e descerra 
> as portas.
> 
> C
> OMO, ó Senhor, posso Eu Te louvar pelas evidências de Teu esplendor grandioso e por 
> Teus admiráveis e dulcíssimos sabores que Tu Me concedeste nesta fortaleza, em tal 
> medida que nada nos céus ou na terra possa com eles ser comparado? Tu me vigiaste no 
> coração desta montanha, onde estou cercado de montanhas por todos os lados. Uma está 
> pendente acima de Mim; há outras à Minha direita e à Minha esquerda e ainda outra se 
> ergue em Minha frente. Glória a Ti; nenhum Deus há, salvo Tu. Quantas vezes tenho Eu 
> visto rochas arremessarem-se da montanha em Minha direção, e delas Tu Me protegeste, 
> preservando-Me na cidadela de Tua Unidade divina.
> 	Glorificado e excelso és Tu, e a Ti seja rendido louvor por qualquer coisa que Tu 
> ames e desejes, e a Ti sejam dadas graças por aquilo que Tu tens decretado e preordenado. 
> Desde tempos imemoriais fazes descer Tua terna misericórdia, e o processo de Tua criação 
> tem sido e sempre é incessante. A obra de Tuas mãos não é semelhante à obra de qualquer 
> outro, além de Ti, e para Tuas belas dádivas não há paralelo entre as dádivas de outro, 
> senão de Ti próprio.
> 	Louvor a Ti, ó Meu Bem-Amado, e magnificado seja Teu Nome. Sempre, desde a 
> hora em que pus os pés nesta fortaleza, até o momento em que dela terei partido, Eu Te 
> vejo estabelecido em Teu assento de glória e majestade, fazendo descerem sobre Mim os 
> múltiplos sinais de Teu generoso favor e graça. Tu vês que Minha morada outra não é, 
> senão o coração das montanhas e em Minha Pessoa nada discernes, a não ser as evidências 
> de humilhação e solidão.
> 	Louvado seja Teu Nome; a Ti rendo graças por toda instância de Teu inescrutável 
> Decreto e ofereço Meu louvor por todo sinal de Tuas tribulações. Tendo permitido que Eu 
> fosse relegado à prisão, Tu a transformaste em um jardim de Paraíso para Mim e a fizeste 
> tornar-se um aposento da corte de infindável associação amorosa.
> 	Quão numerosos os versículos que, do alto, Tu a Mim enviaste, e as orações que Me 
> ouviste a Ti oferecer. Quão diversas as revelações que por Meu intermédio Tu chamaste à 
> existência, e as experiências que em Mim testemunhaste.
> 	Magnificado seja Teu Nome. Múltiplas provações foram impotentes para Me 
> impedir de a Ti render graças, e Minhas faltas não Me puderam deter de louvar Tuas 
> virtudes. Os infiéis haviam planejado tornar Minha morada a morada da desgraça e 
> humilhação, mas Tu Me glorificaste por Minha lembrança de Ti, Me exaltaste por Meu 
> louvor a Ti e benevolamente Me amparaste através das revelações de Tua unicidade e a 
> Mim conferiste uma grande honra através dos fulgentes esplendores de Tua eternidade 
> antiga. Ao fogo, Tua ordem é: "Sê tu um bálsamo para aliviar Meu Servo", e à prisão: "Sê 
> tu uma sede de terna compaixão para Meu Servo, como sinal oriundo de Minha presença". 
> Sim, afirmo por Tua glória; para Mim, a prisão provou ser nada menos que o mais 
> deleitável jardim de Paraíso, servindo como o mais nobre lugar do reino nas alturas.
> 	Louvado e glorificado és Tu. Quantas vezes adversidades desciam sobre Mim e Tu 
> as suavizavas e afastavas, através de Teu benévolo favor; e quão freqüentemente eram 
> motins contra Mim incitados pelo povo, e Tu os acalmavas por Tua terna misericórdia. 
> Quão numerosas as ocasiões em que os Nimrods ateavam fogos com que me queimar, mas 
> deles fazias Tu um bálsamo para Mim; e quão múltiplos os momentos em que os infiéis 
> decretavam Minha humilhação, e Tu os convertias naquilo que para Mim era sinal de 
> honra...
> 	Verdadeiramente és Tu a mais alta aspiração de cada um que com sinceridade 
> busca, e o Alvo do desejo dos que por Ti anseiam. És Aquele disposto a atender ao 
> chamado dos que reconhecem Tua Unidade divina, e Aquele diante de Quem os 
> pusilânimes mostram temor. És o Auxiliador dos necessitados, és o Libertador dos cativos, 
> és Quem rebaixa os opressores, és Aquele por Quem os malfeitores são destruídos, és o 
> Deus de todos os homens, o Senhor de todas as coisas criadas. Teus são os reinos da 
> Criação e da Revelação, ó Tu que és o Senhor de todos os mundos. 
> 	Ó Tu, o Todo-Suficiente! Em toda dificuldade que possa sobre Mim descer, Tu Me 
> és suficiente, bem como em toda aflição que possa tornar grande diante de mim. Em Minha 
> solidão és Meu Companheiro único, em meu isolamento, és o Deleite de Meu coração e em 
> Minha morada és Aquele a quem Eu mais amo. Nenhum Deus há, senão Tu!
> 	Não há de se entristecer aquele para quem Tu és suficiente, nem jamais perecer 
> aquele que Tua proteges; qualquer um por Ti amparado, jamais sofrerá humilhação; e 
> aquele a quem Tu diriges Teu olhar, não será afastado de Ti jamais. 
> 	Inscreve para nós, então, qualquer coisa que seja de Ti, e perdoa-nos por aquilo que 
> somos. Verdadeiramente és Tu o Senhor de poder e glória, o Senhor de todos os mundos. 
> "Longe esteja a glória de Teu Senhor - o Senhor de toda grandeza - daquilo que Lhe 
> imputam, e paz esteja sobre Seus Apóstolos, e louvor a Deus, o Senhor de todos os 
> mundos."79
> 
> G
> LÓRIA a Ti, ó Deus! És o Deus que existiu antes de todas as coisas, que existirá após todas 
> as coisas e que perdurará além de todas as coisas. Tu és o Deus que conhece todas as coisas 
> e sobre todas as coisas é supremo. És o Deus que com misericórdia trata todas as coisas, 
> que julga entre todas as coisas, e Cuja visão a tudo abrange. Tu és Deus, meu Senhor; Tu 
> estás ciente de minha posição, Tu testemunhas meu ser interior, bem como o exterior.
> 	Concede Teu perdão a mim e aos crentes que responderam a Teu Chamado. Sê Tu 
> meu amparo suficiente contra a maldade de qualquer um que queira a mim infligir tristeza 
> ou que a mim deseje mal. Em verdade és o Senhor de todas as coisas criadas. És para todos 
> suficiente, enquanto ninguém pode, sem Ti, ser suficiente a si próprio.
> 
> I
> MPLORO-TE, pelo esplendor da luz de Tua face gloriosa, pela majestade de Tua 
> antiquíssima grandeza e pelo poder de Tua soberania transcendente, que nos ordenes, neste 
> momento, a plena medida daquilo que é bom e condigno, e nos destines toda porção dos 
> eflúvios de Tua graça. Pois ao concederes dádivas, não sofres prejuízo, nem Tua riqueza 
> diminui, ao contrário Tu favores. 
> 	Glorificado és Tu, ó Senhor! Na realidade, sou eu pobre, enquanto Tu, em verdade, 
> és rico; sou eu, deveras, humilde, enquanto Tu és, em verdade, grande; realmente sou eu 
> incapaz, enquanto Tu és, em verdade, poderoso; eu, na realidade, estou rebaixado, enquanto 
> Tu, em verdade, és o Mais Enaltecido; eu, deveras, estou aflito, enquanto, verdadeiramente, 
> Tu és o Senhor de grandeza.
> 
> O
> RDENA Tu para mim, ó Senhor, todas as coisas boas que criaste, ou que criarás, e protege-
> me de qualquer mal que Tu abomines dentre as coisas que tens causado ou causarás a 
> existir. Em verdade, Teu conhecimento abrange todas as coisas. Louvado sejas Tu! 
> Verdadeiramente, nenhum Deus há além de Ti, e nada, em absoluto, nos céus ou na terra e 
> em tudo o que entre eles existe, jamais poderá frustrar Teu Desígnio. Em verdade, potente 
> és Tu sobre todas as coisas.
> 	Longe esteja da sublimidade de teu Ser, ó meu Deus, que alguém busque Tua 
> benevolência ou Teu favor. Longe esteja de Tua transcendente glória que alguém suplique a 
> Ti as evidências de Tuas dádivas e de Tua terna misericórdia. Elevado demais és Tu, para 
> que qualquer alma implore a revelação de Tua benévola providência e amoroso cuidado, e 
> demasiadamente santificada é Tua glória, para que alguém Te peça os eflúvios de Tuas 
> bênçãos e de Tua generosidade e graça celestiais. Em todo o Teu reino do céu e da terra, o 
> qual é dotado de múltiplas graças, és Tu imensuravelmente glorificado acima de tudo a que 
> se pudesse atribuir qualquer identidade.
> 	Tudo o que Te peço, ó meu Deus - antes que minha alma deixe meu corpo - é que 
> me tornes capaz de atingir Teu beneplácito, ainda que me fosse concedido por um momento 
> mais minúsculo que a infinitésima fração de um grão de mostarda. Pois se a alma partir 
> enquanto eu estiver favorecido com Teu beneplácito, então estarei livre de toda 
> preocupação ou ansiedade; mas se ela me abandonar enquanto eu for objeto de Teu 
> desagrado, então, ainda que eu tivesse realizado todas as boas ações, nenhum me seria de 
> proveito, e tivesse eu obtido toda honra e glória, nenhuma serviria para me exaltar.
> 	Suplico-Te fervorosamente, pois, ó meu Deus, que por Tua graça me concedas Teu 
> beneplácito quando me fizeres a Ti ascender e entrar em Tua santa presença, já que Tu, 
> desde sempre, és o Deus de imensa generosidade para com o povo de Teu reino, e o Senhor 
> que concede as mais excelentes dádivas a todos os que habitam no céu excelso de Tua 
> onipotência.
> 
> Q
> UÃO numerosas as almas revivificadas que foram expostas a deplorável humilhação em 
> Teu Caminho por haverem exaltado Tua Palavra e glorificado Tua Unidade divina! Quão 
> profuso o sangue que foi derramado por causa de Tua Fé, a fim de vindicar a autenticidade 
> de Tua Missão divina e celebrar Teu louvor! Como eram vastas as possessões injustamente 
> apreendidas no Caminho de Teu amor, para que se afirmasse o sublime grau de Tua 
> santidade e se louvasse Teu Nome glorioso! Quantos foram os pés que pisaram o pó a fim 
> de magnificar Tua santa Palavra e exaltar Tua glória! Quão inumeráveis as vozes que se 
> levantaram em lamento e os corações que se atemorizaram, as penosas tribulações que 
> nenhum outro, senão Tu, pode avaliar, e as adversidades e aflições que permanecem 
> inescrutáveis a todos, menos a Ti Próprio; tudo isso, ó meu Deus, para estabelecer o 
> sublime grau de Tua santidade e demonstrar o caráter transcendente de Tua glória.
> 	Esses decretos foram por Ti ordenados, de modo que todas as coisas criadas 
> pudessem dar testemunho de não haverem sido trazidas à existência por outra causa, senão 
> Teu amor. Tu lhes tens negado as coisas que trazem tranqüilidade a seus corações, para que 
> soubessem, com toda certeza, que qualquer coisa associada com Teu santo Ser é muito 
> superior e exaltada acima de tudo mais que lhes pudesse satisfazer, desde que Teu indômito 
> poder abrange todas as coisas e nada poderá jamais frustrá-lo.
> 	Tu, em verdade, fizeste realizarem-se esses momentosos eventos para que as 
> pessoas dotadas de percepção pudessem prontamente reconhecer que foram por Ti 
> decretados a fim de demonstrar o sublime grau de Tua Unidade divina e afirmar a exaltação 
> de Tua santidade.
> 
> G
> LÓRIA a Ti, ó Senhor! Embora Tu faças que uma pessoa seja destituída de todas as 
> possessões terrenas e, desde o princípio de sua vida até sua ascensão a Ti, seja reduzida à  
> pobreza, mediante a operação de Teu decreto, se, apesar disso, Tu a tivesses feito proceder 
> da Árvore de Teu amor, essa graça lhe seria, em verdade, muito melhor do que todas as 
> coisas que Tu criaste no céu e na terra e qualquer coisa que entre eles exista, desde que 
> herdará o lar celestial, através da revelação de Teus favores, e participará das belas dádivas 
> que Tu ali proveste,  pois as coisas que estão Contigo são inesgotáveis. É esta, em verdade, 
> Tua bênção que, segundo o beneplácito de Tua Vontade, conferes àqueles que trilham a 
> vereda de Teu amor.
> 	Como são numerosas as pessoas que em tempos anteriores sofreram morte por amor 
> a Ti, e de cujos nomes agora todos os homens se orgulham; e quão vasto o número daqueles 
> a quem Tu possibilitaste a aquisição de fortunas terrenas, as quais eles acumularam, 
> enquanto se privaram de Tua verdade e, nesta era, vieram a ser olvidados. Um castigo 
> penoso é seu, e uma punição temível lhes cabe.
> 	Ó Senhor! Provê o rápido crescimento da Árvore de Tua Unidade divina; rega-a, 
> então, ó Senhor, com as águas que fluem de Teu beneplácito, e faze-a, diante das 
> revelações de Tua certeza divina, dar tais frutos como Tu desejas para Tua glorificação e 
> exaltação, Teu louvor e agradecimento; faze-a magnificar Teu Nome, exaltar a unidade de 
> Tua Essência e a Ti oferecer adoração, desde que tudo isso está em Tuas mãos e não nas 
> mãos de qualquer outro.
> 	Grande é a bem-aventurança daqueles cujo sangue Tu escolheste para regar a 
> Árvore de Tua afirmação e assim exaltar Tua santa e imutável Palavra.
> 	Ordena para mim, ó meu Senhor, e para aqueles que em Ti acreditam, o que melhor 
> se afigura para nós, em Tua estimativa, assim como exposto no Livro-Mater, pois em Tua 
> mão seguras Tu as medidas determinadas de todas as coisas.
> 	Tuas belas dádivas chovem incessantemente sobre aqueles que nutrem Teu amor, e 
> os sinais admiráveis de Tuas graças celestiais são conferidos amplamente aos que 
> reconhecem Tua Unidade divina. Entregamos a Teu cuidado qualquer coisa que Tu nos 
> tenhas destinado, e Te imploramos que nos concedas todo o bem que Teu conhecimento 
> abraça.
> 	Protege-me, ó meu Senhor, de todo mal que Tua onisciência percebe, desde que não 
> há poder ou força, senão em Ti, nem triunfo, salvo aquele oriundo de Tua presença, e Teu, 
> tão somente, é o mando. Qualquer coisa que Deus tenha decretado, já se realizou, e aquilo 
> que Ele não decretou, não haverá de ser.
> 	Não há poder, nem força, salvo em Deus, o Excelso, o Mais Poderoso.
> 
> Ó
>  SENHOR! Permite que todos os povos da terra obtenham acesso ao Paraíso de Tua Fé, de 
> modo que nenhum ser criado permaneça além dos limites de Teu beneplácito.
> Desde tempos imemoriais, Tu és potente para fazer o que Te apraz e transcendes qualquer 
> coisa que desejes.
> 
> C
> ONCEDE-ME, ó meu Deus, a plena medida de Teu amor e Tua aprovação e, pelas atrações 
> de Tua luz resplendente, extasia nossos corações, ó Tu que és a Evidência Suprema e o 
> Todo-Glorificado. Faze descerem sobre mim, como sinal de Tua graça, Tuas brisas 
> vitalizadoras, durante o dia e à noite, ó Senhor de generosidade.
> 	Nenhum ato tenho realizado, ó meu Deus, para merecer contemplar Tua face e sei 
> com toda certeza, que, fosse eu viver tanto tempo quanto durar o mundo, não conseguiria 
> realizar um ato que merecesse esse favor, desde que a condição de servo jamais haverá de 
> atingir acesso a Teus santos recintos, a menos que Tua generosidade me possa alcançar, e 
> Tua terna misericórdia e Tua benevolência venham a me abranger.
> 	Todo louvor seja dado a Ti, ó Tu, além do Qual não há outro Deus. Benevolamente 
> concede-me o poder de a Ti ascender; permite que me seja conferida a honra de habitar em 
> Tua proximidade, e Contigo, tão somente, ter comunhão. Nenhum Deus há, salvo Tu.
> 	Em verdade, se desejasses conferir uma bênção a um servo, Tu apagarias do reino 
> de seu coração toda referência ou disposição, exceto Tua própria menção, e se Tu 
> ordenasses mal para um servo, por causa daquilo que suas mãos injustamente cometeram 
> diante de Tua face, Tu o provarias com os benefícios deste mundo e do vindouro, para que 
> ele com estes se preocupasse e se esquecesse de Tua lembrança.
> 
> G
> LÓRIA a Ti, ó Senhor, Tu que trouxeste á existência todas as coisas criadas, através do 
> poder do Teu mando.
> 	Ó Senhor! Ajuda àqueles que a tudo, menos a Ti, renunciaram, e concede-lhes uma 
> grande vitória. Faze descer sobre eles, ó Senhor, a assembléia dos anjos no céus e na terra e 
> tudo o que entre eles está, para auxiliar Teus servos, socorrê-los e fortalecê-los, para 
> capacitá-los a alcançar êxito, para sustentá-los, investi-los de glória, lhes conferir honra e 
> exaltação, enriquecê-los e fazê-los triunfarem com um triunfo admirável.
> 	Tu és seu Senhor, o Senhor dos céus e da terra, o Senhor  de todos os mundos. 
> Fortalece esta Fé, ó Senhor, através do poder desses servos, e faze-os prevalecerem sobre 
> todos os povos do mundo, pois eles, em verdade, são Teus servos que se desprenderam de 
> tudo, menos de Ti, e Tu, deveras, és o Protetor dos verdadeiros crentes.
> 	Permite Tu, ó Senhor, que seus corações, através da lealdade a esta, Tua Fé 
> inviolável, se possam tornar mais fortes  do que qualquer outra coisa, nos céus e na terra e 
> naquilo que entre eles se encontra, e fortalece suas mãos, ó Senhor, com os sinais de Teu 
> admirável poder, a fim de que possam manifestar Teu poder diante dos olhos de toda a 
> humanidade.
> 
> Ó
>  SENHOR! A Ti recorro para refúgio e a todos os Teus sinais dirijo meu coração.
> Ó Senhor! Esteja eu viajando o em casa, quer esteja ocupado em meu trabalho ou em 
> qualquer atividade, em Ti deposito minha inteira confiança.
> 	Concede-me, então, Teu auxílio suficiente, de modo que me tornes independente de 
> todas as coisas, ó Tu que és inexcedível em Tua misericórdia!
> 	Confere-me meu quinhão, ó Senhor, como Te aprouver, e faze que me contente com 
> qualquer coisa que Tu me tenhas ordenado.
> 	Tua é a autoridade absoluta do comando.
> 
> Ó
>  SENHOR! Tu és Quem remove toda angústia, Quem dissipa toda aflição. És Aquele que 
> afasta toda tristeza e liberta todo escravo, o Redentor de todas as almas. Ó Senhor! Concede 
> redenção, por Tua misericórdia, e inclui-me no número daqueles servos Teus que atingiram 
> a salvação.
> 
> P
> OR toda a eternidade tens Tu sido, ó Senhor, e para sempre haverás de permanecer, o Deus 
> Uno e Verdadeiro, enquanto todos, salvo Tu, estão necessitados e pobres. Havendo me 
> segurado tenazmente à Tua Corda, ó meu Deus, desliguei-me de toda a humanidade e, 
> tendo dirigido a face à morada de Tua terna misericórdia, eu me afastei de todas as coisas 
> criadas. Inspira-me benevolamente, ó meu Deus, através de Tua graça e generosidade, Tua 
> majestade e glória, e Teu domínio e Tua grandeza, pois a ninguém poderoso e onisciente 
> posso eu encontrar, senão a Ti. Protege-me, ó meu Deus, pela potência de Tua glória, que é 
> suficiente para tudo e que a tudo transcende, e pelas hostes dos céus e da terra, desde que 
> em ninguém posso eu depositar minha inteira confiança, senão em Ti, e nenhum refúgio há, 
> senão Tu.
> 	Tu és Deus, meu Senhor. Conheces minhas necessidades, vês meu estado, e estás 
> bem ciente daquilo que me sucedeu, por causa de Teu decreto, e dos sofrimentos terrenos 
> que tenho suportado, com Tua permissão, e como sinal de Tua generosidade e Teu favor.
> 
> Q
> UE sobre Ti, ó meu Deus, repousem a glória das glórias e a mais resplendente luz. Tua 
> majestade é tão transcendente que nenhuma imaginação humana a pode alcançar e Teu 
> consumado poder é tão sublime que as aves dos corações e mentes dos homens jamais 
> poderão atingir suas alturas. Todos os seres reconhecem sua incapacidade para Te louvar de 
> um modo condizente com Tua posição. Imensuravelmente elevado és Tu. Ninguém pode 
> glorificar Teu Ser, nem sondar as evidências de Tua graça, assim como existe em Tua mas 
> íntima Essência, desde que Tu, tão somente, Te conheces assim como Tu és em Ti Próprio.
> 	Dou louvor a Ti, ó Senhor nosso Deus, pela graça de haveres Tu chamado à 
> existência o reino da criação e invenção - louvor esse, que brilha, resplandecente, através da 
> potência de Tua inspiração, a qual nenhum outro, senão Tu, pode, de um modo digno, 
> apreciar. Glorifico-Te, ainda mais, e a Ti rendo graças - assim como condiz com Tua 
> augusta presença e com a glória de Tua predominante majestade - por esta bênção sublime, 
> este admirável sinal que está manifesto em Teus reinos da Revelação e da Criação.
> 	Toda glória seja dada a Ti. Imensuravelmente exaltado é aquilo que de Ti é digno. 
> Em verdade, ninguém jamais compreendeu, de um modo adequado, a excelsitude de Tua 
> posição, nem qualquer um, senão Tu, jamais Te reconheceu como a Ti convém. Estás 
> manifesto através dos eflúvios de Tua generosidade, enquanto ninguém, senão Tu, pode 
> sondar a sublimidade de Tua Revelação.
> Magnificado seja Teu nome. Será que algo, senão Tu, tenha uma existência 
> independente, para que possa dar uma sugestão de Tua natureza, e que alguém, salvo Tu, 
> possua qualquer traço de identidade pelo qual eu Te possa reconhecer? Tudo o que é 
> conhecido deve sua fama ao esplendor de  Teu Nome, o Mais Manifesto, e cada objeto é 
> profundamente  comovido pela influência vibrante que emana de Tua invencível Vontade. 
> Tu estás mais perto de todas as coisas do que todas as coisas entre si estão.
> Alvo de louvor e glória és Tu. Exaltada demais é Tua sublimidade para que a Ti as 
> mãos daqueles dotados de compreensão atinjam, e demasiada é Tua insondável profundeza 
> para que dela possam emanar os rios das mentes e percepções dos homens.
> 
> Em Nome de Deus, o Compassivo, o Misericordioso.
> 
> T
> ODO louvor a Deus, Que era Sempre-Existente antes de serem chamadas à existência as 
> coisas criadas, quando nenhum outro havia, senão Ele. Ele é Quem tem sido o Sempre-
> Presente, enquanto não existia ainda elemento algum de Sua criação. Em verdade, as almas 
> daqueles dotados de compreensão não podem entender a menor manifestação de Seus 
> atributos, e as mentes dos que reconheceram Sua unidade são incapazes de perceber o mais 
> insignificante sinal de Sua onipotência.
> 	Santificado és Tu, ó Senhor meu Deus. As línguas dos homens falham ao tentarem 
> louvar a obra gloriosa de Tuas mãos - quanto mais falhariam para exaltar a majestade de 
> Teu transcendente poder; e desde que a compreensão humana se confunde penosamente ao 
> tentar sondar o mistério de um só objeto de Tua criação, como poderá qualquer um atingir, 
> alguma vez, o reconhecimento de Teu Próprio Ser?
> 	Eu vim a conhecer-Te por haveres Tu me feito saber que és incognoscível a todos, 
> salvo a Ti Próprio. Vim a saber - pela criação que Tu formaste da simples existência - que o 
> caminho que leva a atingir à compreensão de Tua Essência está vedado a todos. És Deus, e 
> salvo Tu, não há nenhum outro Deus. Ninguém, a não ser Tu Próprio, pode compreender 
> Tua natureza. Estás sem igual ou companheiro. Desde sempre estás só, sem nenhum outro 
> além de Ti e, para todo o sempre, continuarás a ser o mesmo, ao passo que nenhuma coisa 
> criada haverá de se aproximar jamais de Tua excelsa posição.
> 	Todos os homens, ó meu Deus, confessam sua incapacidade de Te reconhecer assim 
> como Tu a Teu Próprio Ser conheces; o impulso gerador por Ti liberado está manifesto na 
> criação inteira e todos os seres que Tu formaste são apenas expressões de Teus admiráveis 
> sinais. Magnificado seja Teu Nome; és imensuravelmente exaltado acima dos esforços de 
> qualquer um entre Tuas criaturas para atingir Teu reconhecimento, assim como de Ti é 
> próprio e digno.
> 	Louvor seja dado a Ti! O modo como Tu chamaste tua criação da inexistência para 
> a existência impede todas as coisas criadas de Te reconhecerem, e a maneira como formaste 
> as criaturas, com as limitações que lhes foram impostas, proclama serem simplesmente 
> nada, perante as revelações de Teus atributos.
> 	Excelso és Tu, ó meu Deus! Toda a humanidade carece de poder para celebrar Tua 
> glória, e são falhas as mentes dos homens para a Ti darem louvor. Dou testemunho em Tua 
> presença, ó meu Deus, que Te tornas conhecido através de Teus admiráveis símbolos e és 
> reconhecido através das revelações de Teus sinais. O fato de haveres Tu nos trazido à 
> existência  me leva a confessar diante de Ti que estás imensuravelmente enaltecido acima 
> de nosso louvor e, em virtude das qualidades das quais dotaste nossos próprios seres, 
> testifico a Ti que és transcendente além de nossa compreensão.
> 	Permite que eu me eleve às mais nobres alturas, ao me aproximar de Ti, e ajuda-me 
> a entrar em Tua presença, através da fragrância de Tua santidade. Assim podem todos os 
> obstáculos ser dissolvidos pela luz do êxtase e todo o afastamento de Ti se dissipar, em 
> virtude de haver eu atingido a sede da reunião, e assim os véus sutis que me têm impedido 
> de entrar em Tua mansão de glória podem a tal ponto se rarefazer que eu possa obter acesso 
> à Tua presença e próximo de Ti vir a habitar, e possa expressar as palavras de louvor com 
> as quais descreveste a mim Teu Próprio Ser, dando testemunho de que és Deus, que 
> nenhum Deus há, senão Tu – Uno, Incomparável, Sempre-Presente – que Tu não geras, 
> nem és gerado, não tens descendentes, nem companheiro, que não há quem proteja contra 
> humilhação, a não ser Tu, e que Tu és o Senhor de todos os mundos. Dou testemunho 
> também de que todos, além de Ti, são apenas Tuas criaturas, as quais estão seguras em 
> Tuas mãos. Ninguém é favorecido com meios, nem vive em necessidade, a menos que isso 
> esteja de acordo com Tua Vontade. És o Rei dos dias sempiternos e o supremo Governante. 
> Tua grandeza é potente sobre todas as coisas e por Tua Vontade existem todas as coisas 
> criadas. Toda a humanidade reconhece sua humilde servitude e confessa suas faltas, e nada 
> há que não celebre Teu louvor.
> 	Suplico-Te, ó meu Deus – pela glória de Teu Semblante misericordioso e pela 
> majestade de Teu antiqüíssimo Nome – que não me prives da fragrância vitalizadora das 
> evidências de Teus Dias – Dias esses que Tu Próprio tens inaugurado e feito aparecer.
> 
> Tu és Deus; nenhum Deus há, salvo Tu.
> 
> A
> LVO de louvor e glória és Tu, ó Senhor meu Deus! És supremo sobre o reino da existência 
> e Teu poder abrange todas as coisas criadas. Tu seguras o reino da criação dentro de Tuas 
> mãos e chamas à existência, de acordo com Teu beneplácito.
> 	Todo louvor a Ti, ó Senhor meu Deus! Suplico-Te – por aquelas almas que esperam 
> ansiosas à Tua porta e por aqueles santos seres que atingiram a corte de Tua presença – 
> lança sobre nós o olhar de Tua terna compaixão e contempla-nos com os olhos de Tua 
> amorosa providência. Faze nossas almas inflamarem-se com o fogo de Teu terno afeto e dá-
> nos de beber das águas viventes de Tua generosidade. Que nos mantenhas firmes no 
> caminho de Teu ardente amor e nos capacites a permanecer dentro dos recintos de Tua 
> santidade. Verdadeiramente és Tu Quem Dá, o Mais Generoso, o Onisciente, O de Tudo 
> Informado.
> 	Glorificado és Tu, ó meu Deus! Invoco-Te, por Teu Nome, o Mais Grandioso, 
> através do qual os segredos guardados por Deus, o Excelso, foram divulgados e os povos de 
> todas as nações convergiram para o centro focal da fé e certeza, através do qual Tuas 
> palavras luminosas emanaram para vivificar toda a humanidade e a essência de todo o 
> conhecimento foi revelada, mediante aquela Personificação da generosidade. Que minha 
> vida, meu mais íntimo ser, minha alma e meu corpo sejam oferecidos em holocausto pelo 
> pó enobrecido pelos Seus pés.
> 	Peço-Te fervorosamente, Ó Senhor meu Deus – por Teu Nome, o Mais Glorioso, 
> pelo qual Tua soberania se estabeleceu e os sinais de Tua grandeza foram tornados 
> manifestos, através do qual os oceanos da vida e do santo êxtase surgiram para revivificar 
> os ossos decompostos de todas as Tuas criaturas e animar os membros daqueles que 
> abraçaram Tua Causa – peço-Te fervorosamente que, por Tua graça, nos ordenes o bem 
> deste mundo e do vindouro, nos possibilites acesso à corte de Tua misericórdia e 
> benevolência e acendas em nossos corações o fogo do júbilo e do êxtase, de tal modo que 
> os corações de todos os homens sejam assim atraídos.
> 	Em verdade, és Tu o Onipotente, o Protetor, o Todo-Poderoso, O Que Subsiste por 
> Si Próprio.
> 
> G
> LÓRIA a Ti, ó Senhor meu Deus! Peço-te que perdoes a mim e àqueles que apoiam Tua Fé. 
> Em verdade és Tu o Senhor soberano, o Clemente, o Mais Generoso. Ó meu Deus! Permite 
> que sejam admitidos á Tua Causa os servos Teus que estão privados de conhecimentos, 
> pois, uma vez sabendo de Ti, eles dão testemunho da verdade do Dia do Juízo e não 
> disputam as revelações de Tua generosidade. Faze sobre eles descerem os sinais de Tua 
> graça e concede-lhes, onde quer que residam, um generoso quinhão daquilo que ordenaste 
> para os pios entre Teus servos. Tu és, em verdade, o Supremo Governante, o Todo-
> Generoso, o mais Benévolo.
> 	Ó meu Deus! Que os eflúvios de Tua generosidade e de Tuas bênçãos desçam sobre 
> as casas cujos ocupantes tenham abraçado Tua Fé, como sinal de Tua graça e indício de 
> benevolência de Tua presença. Em verdade, não há quem Te supere em conceder perdão. 
> Se alguém fosse negada Tua graça, como poderia ele ser contado no número dos seguidores 
> da Fé, em Teu Dia?
> 	Abençoa, ó meu Deus, a mim e àqueles que em Teus sinais virão a acreditar, no Dia 
> determinado, e àqueles que nutrem meu amor em seus corações - amor esse que neles Tu és 
> o Senhor da justiça, o Excelso.
> 
> I
> MENSURAVELMENTE elevado és Tu, ó meu Deus, acima dos esforços de todos os seres 
> e todas as coisas criadas para Te louvarem e reconhecerem. Nenhuma criatura jamais Te 
> poderá compreender de um modo condizente com a realidade de Teu santo Ser, nem poderá 
> jamais um servo Te adorar de uma maneira digna de Tua incognoscível Essência. Louvor a 
> ti; demasiado alto é Teu excelso Ser, para que qualquer referência de Tuas criaturas 
> obtenha acesso à Tua presença.
> 	Sempre que eu me elevava a Tua santa atmosfera, é meu Deus, e atingia o mais 
> íntimo espírito de oração a Ti, era induzido a reconhecer que Tu és inatingível e que 
> nenhuma menção de Ti poderá jamais alcançar Tua corte transcendente. Volvo-me, pois, 
> para Teus Bem-amados - Aqueles a Quem Tu benevolamente conferiste Tua própria 
> posição, a fim de que manifestassem Teu amor e Teu verdadeiro conhecimento. Abençoa-
> Lhes, então, ó meu Deus, com toda distinção e todas as belas dádivas que, segundo Teu 
> conhecimento, estiverem dentro do domínio de Teu poder.
> 	Ó meu Deus, meu Senhor e meu Mestre! Afirmo, por Teu poder e Tua glória, que 
> Tu somente, e nenhum outro, além de Ti, és o Desejo culminante de todos os homens, e que 
> Tu somente e nenhum outro, salvo Tu, és o Objeto de adoração. Ó meu Deus! As veredas 
> de Tua glória inacessível me incentivaram a expressar estas palavras, e os caminhos de 
> Tuas inatingíveis alturas me guiaram a fazer estas alusões. Excelso és Tu, ó meu Deus! As 
> evidências de Tua Revelação estão demasiado manifestas para que eu precise de me referir 
> a outrem, senão a Ti Próprio, e o amor que eu por Ti nutro é muito mais doce a meu gosto 
> do que o conhecimento de todas  as coisas, e me livra da necessidade de buscar o 
> conhecimento possuído por qualquer outro, em vez de Teu conhecimento.
> 	Todo louvor a Ti, ó meu Senhor. Verdadeiramente, em Ti acredito, assim como Tu 
> és, em Ti Próprio; e de Ti, assim como és, em Ti Próprio, peço perdão para mim mesmo e 
> para toda a humanidade.
> 	Ó meu Deus! Fugi, em absoluto, à Tua face e prostrei-me diante de Ti, e nenhum 
> poder tenho eu sobre qualquer coisa em Tua santa presença. Fosses Tu me castigar com 
> Teu poder, serias justo, seguramente, em Teu decreto; e fosses Tu me conferir toda bela 
> dádiva, serias, em verdade, generosíssimo e benévolo. Em verdade, Tu independes de todos 
> os povos do mundo.
> 	Tenho buscado reunião Contigo, ó meu Mestre, sem, entretanto, conseguir atingi-la, 
> a não ser conhecendo o desprendimento de tudo, salvo de Ti. Tenho ansiado por Teu amor, 
> mas falhado em meu esforço por encontrá-lo, a não ser pela renúncia a tudo, menos a Ti 
> Próprio. Ardentemente tenho desejado Te adorar, sem, no entanto, poder atingir Tua 
> adoração, a não ser amando àqueles que nutrem Teu amor. A ninguém reconheço, ó meu 
> Deus, exceto a Ti. És incomparável e nenhum companheiro tens. Tu, somente, conheces 
> nossas faltas - conhecimento esse, por nenhum outro possuído. Imploro Teu perdão por 
> qualquer coisa que a Ti desagrade.
> 	Invoco-Te em todos os tempos com a língua de Tua inspiração, dizendo:  "Tu és, em 
> verdade, O que a tudo possui, o Incomparável. Nenhum Deus há, senão Tu. 
> Imensuravelmente enaltecido e longe estás acima das descrições dos que com arrogância a 
> Ti designam companheiros."
> 
> T
> ODA majestade e glória a Ti, ó meu Deus, e todo domínio e luz e grandeza e esplendor. 
> Conferes soberania a quem Tu determinas e a negas a quem Tu desejas. Nenhum Deus há, 
> senão Tu, O que a tudo possui, o Excelso. És Aquele que do nada cria o universo e todos os 
> que nele habitam. Nada há que seja digno de Ti, a não ser Tu Próprio, enquanto todos, 
> salvo Tu, são como proscritos em Tua santa presença, e como nada, quando comparados 
> com a glória de Teu Próprio Ser.
> 	Longe esteja de mim exaltar Tuas virtudes, salvo por aquilo que Tu próprio 
> exaltaste em Teu poderoso Livro, onde dizes: "Nenhuma visão O abrange, mas Ele abrange 
> toda a visão. Ele é o Sutil, Quem a tudo percebe."80 Glória a Ti, ó meu Deus! Em verdade, 
> nenhuma visão ou mente, por mais aguçada ou discriminadora que seja, poderá jamais 
> compreender a natureza do mais insignificante de Teus sinais. Verdadeiramente, Tu és 
> Deus; nenhum Deus há, senão Tu. Dou testemunho de seres Tu Próprio, tão somente, a 
> expressão única de Teus atributos; testifico que o louvor de ninguém, a não ser de Ti, 
> poderá jamais atingir Tua santa corte, nem poderão Teus atributos jamais por outro ser 
> sondados, senão por Ti Próprio.
> 	Glória a Ti! Enaltecido és acima da descrição de qualquer outro, senão de Ti 
> Próprio, desde que está além da concepção humana magnificar condignamente Tuas 
> virtudes, ou compreender a mais íntima realidade de Tua Essência. Longe esteja de Tua 
> glória que Tuas criaturas Te descrevam ou qualquer um além de Ti venha a conhecer-Te. 
> Vim a conhecer-Te, ó meu Deus, por haveres Tu Te tornado conhecido a mim, pois se a 
> mim não Te tivesses revelado, eu não Te teria conhecido. Eu a Ti presto adoração, em 
> virtude de haveres Tu me chamado a Ti, pois se não fosse isso, adoração a Ti eu não teria 
> prestado. Louvado és, ó meu Deus! Minhas transgressões tornaram-se volumosas, e meus 
> pecados assumiram lastimáveis proporções. Quão vergonhosa, em Tua santa presença, 
> minha condição se mostrará. Não Te tenho podido conhecer no grau em que Tu a mim Te 
> revelaste; não Te tenho podido prestar uma devoção digna de Teu chamado; falhei em Te 
> obedecer, por não haver trilhado a senda de Teu amor, da maneira como Tu me inspiraste.
> 	Teu poder dá-me testemunho, ó meu Deus; o que de Ti é digno é muito maior e 
> mais exaltado do que aquilo que qualquer ser possa tentar realizar. Verdadeiramente, nada 
> Te poderá jamais compreender do modo que de Ti é digno, nem poderá uma criatura servil 
> Te adorar assim como convém a Tua adoração. Tão perfeita e compreensiva é Tua prova, ó 
> meu Deus, que sua íntima essência transcende a descrição de qualquer alma, e tão 
> abundantes são os eflúvios de Tuas dádivas, que nenhuma faculdade lhes pode avaliar o 
> infinito alcance.
> 	Ó meu Deus! Ó meu Mestre! Imploro-Te - por Tuas múltiplas graças e pelos pilares 
> que sustentam Teu trono de glória - tem Tu compaixão dessas pessoas humildes às quais 
> falta o poder de suportar as coisas desagradáveis desta vida efêmera e, quanto mais, 
> suportar Teu castigo na vida vindoura - castigo esse, que é ordenado por Tua justiça, é 
> incitado por Tua ira e para sempre continuará a existir.
> 	Suplico-Te - por Ti mesmo, ó meu Deus, meu Senhor e meu Mestre - que por mim 
> intercedas. De Tua justiça, fugi para Tua misericórdia. Como meu refúgio, Te busco, bem 
> como àqueles que de Teu caminho não se desviam, nem sequer por um volver de olhos - 
> aqueles por cuja causa Tu formaste a criação, como sinal de Tua graça e generosidade.
> 
> Ó
>  MEU Deus! Ninguém há, senão Tu, para me aliviar a angústia da alma, e Tu és minha 
> mais alta aspiração, ó meu Deus. Meu coração com nenhum outro se une, senão Contigo e 
> com aqueles a quem Tu amas. Declaro solenemente ser para Ti, tanto minha vida, como 
> minha morte. Em verdade és Tu incomparável, e nenhum companheiro tens.
> 	Ó meu Senhor! Suplico Teu perdão por eu haver de Ti me excluído. Por Tua glória 
> e majestade, falhei em Te reconhecer e adorar condignamente, enquanto a mim Te tornas 
> conhecido e me chamas à lembrança de um modo condizente com Tua posição. Lastimável 
> aflição me sobrevirá, ó meu Senhor, fosses Tu me apreender por minhas más ações e 
> ofensas. Não conheço outro auxiliador, salvo Tu. A não ser Tu, nenhum refúgio tenho, para 
> onde fugir. Dentre Tuas criaturas, nenhuma pode atrever-se a interceder Contigo sem Tua 
> permissão. Seguro-me a Teu amor, diante de Tua corte e, cumprindo Teu mando, peço 
> ardentemente a Ti, do modo que condiga com Tua glória. Suplico-Te que atendas a meu 
> apelo, assim como Tu me prometeste. Verdadeiramente, és Deus; nenhum Deus há, senão 
> Tu. Só e sem auxílio, independes Tu de todas as coisas criadas. A devoção dos que Te 
> amam não pode a Ti trazer proveito, nem podem as más ações dos infiéis Te lesar. Em 
> verdade és Tu meu Deus, Aquele que  jamais faltará à Sua promessa.
> 	Ó meu Deus! Eu Te imploro pelas evidências de Teu favor - permite que eu me 
> aproxime das sublimes alturas de Tua santa presença e protege-me de me inclinar para as 
> alusões sutis de algo que não seja de Ti. Guia meus passos, ó meu Deus, para aquilo que Te 
> apraza e Te seja aceitável. Por Teu poder, abriga-me da fúria de Tua ira e de Teu castigo e 
> impede-me de entrar em moradas que Tu não aprovas.
> 
> Ó
>  MEU DEUS! Falhei em meu dever de Te conhecer de um modo condizente com Tua 
> glória, e de Te temer assim como é próprio de minha condição. Como posso eu, quando 
> neste estado, de Ti fazer menção, e como posso a Ti dirigir a face, quando tenho faltado em 
> meu dever de Te adorar?
> 	Tu não me chamaste à existência a fim de demonstrar a potência de Tua grandeza, a 
> qual está inequivocamente manifesta e evidente;  pois Tu és Deus, Quem sempre existiu, 
> quando nada ainda havia. Antes, Tu nos criaste, através de Teu transcendente poder, para 
> que, por Tua graça, uma simples menção fosse feita de nós diante da esplendorosa 
> manifestação de Tua Lembrança.
> 	Nenhum conhecimento tenho de Ti, ó meu Deus, a não ser aquele que Tu me 
> ensinaste, mediante o qual eu reconhecesse Teu Próprio Ser - conhecimento esse, que 
> reflete apenas minhas falhas e meus pecados. Aqui estou, pois, ó meu Deus, inteiramente 
> consagrado a Ti, dispondo-me a fazer o que Tu desejas. Com humildade me lanço diante 
> das revelações de Tua misericórdia, confessando que és Deus, que nenhum Deus há, senão 
> Tu, que és incomparável, sem associado algum, e que nada há que Te seja semelhante. 
> Disso, Tu Próprio dás testemunho, assim como bem condiz com Tua glória.
> 
> Ele é Deus, o Soberano Governante, o Sempiterno,
> Aquele Cujo auxílio é implorado por todos os homens.
> 
> A
> LVO de louvor e glória és Tu, ó Senhor! Tanto o mundo existente, como as almas dos 
> homens dão testemunho de que Tu és transcendente acima das revelações da obra de Tuas 
> mãos, e os portadores de Teus nomes e atributos proclamam que és imensuravelmente 
> exaltado acima de qualquer louvor que os habitantes dos domínios da criação e da invenção 
> possam a Ti render. Todas as aparências e realidades indicam a unicidade de Tua Essência, 
> e todas as evidências e todos os sinais refletem a verdade de que Tu és Deus e não há para 
> Ti nenhum igual ou associado em todos os reinos do céu e da terra.
> 	Imensamente enaltecido e santificado és Tu, ó Senhor! Teu Ser divino atesta que és 
> inescrutável a todos os que habitam em Teu reino da existência, e Tua mais íntima Essência 
> proclama que estás muito acima da descrição dos que revelam Tua glória.
> 	Os sinais revelados pelas sagradas essências e as palavras expressas pelas realidades 
> excelsas e as alusões manifestadas pelas entidades etéreas - todos proclamam que Tu estás 
> imensuravelmente exaltado acima do alcance das personificações do reino da existência, e 
> todos afirmam com solenidade que estás imensamente enaltecido acima da descrição 
> daqueles envoltos nos véus da fantasia.
> 	Louvor a Ti, ó Senhor! Teu Ser divino é testemunho seguro da unicidade de Tua 
> mais íntima Essência, e Tua divindade suprema dá testemunho da unidade de Teu Ser, e as 
> realidades de todas as coisas criadas atestam que nenhum laço de intercurso Te liga a 
> qualquer coisa no reino da criação que Tu formaste.
> 	Todo homem de percepção que tem escalado as nobres alturas do desprendimento, e 
> todo homem de eloqüência que tem atingido a mais sublime posição, dão testemunho de 
> que Tu és Deus, o Incomparável, que nenhum associado tens designado para Ti Próprio no 
> reino da criação, e que ninguém há no reino da invenção que a Ti seja comparável. Homens 
> de sabedoria, que tinham apenas uma noção da revelação de Tua glória, conceberam uma 
> semelhança de Ti de acordo com seu próprio entendimento, e homens de erudição, que 
> haviam conseguido apenas um vislumbre das múltiplas evidências de Tua benevolência e 
> glória, inventaram para Ti associados, segundo suas próprias imaginações.
> 	Glorificado, imensuravelmente glorificado és Tu, ó Senhor! Todo homem de 
> percepção tem se desviado para longe em sua tentativa de Te reconhecer, e todo homem de 
> consumada erudição está gravemente perplexo em sua busca de Ti. Toda evidência é 
> inadequada em face de Tua Essência incognoscível e toda luz recua e se põe abaixo do 
> horizonte, ao confrontar-se com apenas um tênue reflexo do deslumbrante esplendor de Tua 
> grandeza.
> 	Dota-me, ó meu Senhor, de Tuas generosas graças e benévolas dádivas e concede-
> me o que for próprio da sublimidade de Tua glória. Ajuda-me, ó meu Senhor, a ganhar uma 
> vitória notável. Abre Tu diante de mim a porta do êxito infalível, e faze aproximarem-se as 
> coisas que prometeste. Tu és, em verdade, potente sobre todas as coisas. Refresca meu 
> coração, ó meu Deus, com as águas viventes de Teu amor e dá-me uma poção, ó meu 
> Mestre, do cálice de Tua terna misericórdia. Possa eu habitar, ó meu Senhor, dentro dos 
> aposentos de Tua glória e permite-me emergir, ó meu Deus, da treva  na qual tua 
> obscuridade divina se amortalha. Possibilita-me participar de todo bem que Tu concedeste 
> Àquele que é o Ponto e aos que são os expoentes de Sua Causa, e ordena para mim o que 
> Te convier e que com Tua posição for realmente condigno. Por Tua graça, perdoa-me pelas 
> coisas que tenho cometido em Tua santa presença e não me dirijas o olhar da justiça, mas 
> sim, salva-me através de Tua graça, trata-me com Tua misericórdia e de acordo com teus 
> generosos favores, assim como é digno de Tua glória.
> 	Tu és a Eterna Clemência, o Todo-Glorioso; és Quem concede favores e dádivas, o 
> Senhor de graça abundante. Verdadeiramente, nenhum Deus há, senão Tu. És Quem a tudo 
> possui, o Altíssimo.
> 	Santificado és Tu, ó Senhor, Tu a Quem todos rendem graças. Qualquer coisa que 
> de Ti eu possa afirmar, nada mais seria que um crime abominável diante de Ti, e qualquer 
> menção que de Ti eu possa desejar fazer, seria a essência da transgressão, e não importa 
> qual seja o louvor com que eu Te possa glorificar, não passaria de simples blasfêmia. 
> Ninguém, senão Tu, jamais pôde, nem poderá sondar Teu mistério, e pessoa alguma tem 
> conseguido, nem conseguirá, em qualquer tempo, desvelar Tua Essência.
> 	Magnificado és! Nenhum Deus há, salvo Tu. És, em verdade, o Governante 
> Supremo, o Amparo no Perigo, o Altíssimo, o Incomparável, o Onipotente, o Todo-
> Poderoso. Verdadeiramente, és grande em Tua proeza, o Senhor de transcendente glória e 
> majestade.
> 	Protege Tu, ó Deus, a quem memorizar esta oração e a recitar durante o dia e à 
> noite. Em verdade, Tu és Deus, o Senhor da criação, o Todo-Suficiente. És fiel à Tua 
> promessa e fazes qualquer coisa que Te apraza. És Aquele que em Suas mãos segura os 
> domínios da terra e do céu. Em verdade és Tu o Todo-Poderoso, o Inatingível, o Amparo 
> no Perigo, o Predominante.
> 
> Ó
>  MEU Deus, meu Senhor e meu Mestre! Desliguei-me de meus parentes e procurei, através 
> de Ti, tornar-me independente de todos os que habitam na terra, e sempre pronto para 
> receber o que a Teus olhos for louvável. Confere-me um bem que me torne independente de 
> tudo, menos de Ti, e concede-me um quinhão mais amplo de Teus ilimitados favores. Em 
> verdade és Tu o Senhor de graça abundante.
> 
> E
> U Te adjuro pelo Teu poder, ó meu Deus! Não deixes nenhum mal me sobrevir em tempos 
> de provações e, em momentos de inadvertência, guia meus passos no caminho certo, 
> através de Tua inspiração. Tu és Deus; potente és para fazer o que desejas. Ninguém Te 
> pode resistir à Vontade ou frustrar o Desígnio.
> 
> T
> UA clemência peço, ó meu Deus, e perdão imploro da maneira que Tu desejas que Teus 
> servos a Ti se dirijam. Peço-Te que nos purifiques de nossos pecados, assim como convém 
> à Tua dignidade de Senhor, e que perdoes a mim, a meus pais e àqueles que, segundo Tua 
> estimativa, entraram na morada  de Teu amor, de um modo digno de Tua transcendente 
> soberania e condizente com a glória de Teu poder celestial.
> 	Ó meu Deus! Tu inspiraste minha alma a oferecer a Ti sua súplica, e se não fosses 
> Tu, e não Te invocaria. Louvado e glorificado és; eu Te dou louvor porquanto Te revelaste 
> a mim, e Te imploro que me perdoes, pois faltei em meu dever de Te conhecer e deixei de 
> andar na vereda de Teu amor.
> 
> L
> OUVADO seja Teu Nome, ó Senhor nosso Deus! Tu és, em verdade, o Conhecedor de 
> coisas não percebidas. Ordena para  nós um bem que possa ser medido por Teu 
> conhecimento, o qual a tudo abrange. És o Senhor soberano, o Todo-Poderoso, o Mais 
> Amado.
> 	Todo louvor a Ti, ó Senhor! Buscaremos Tua graça, no Dia designado, e nossa 
> inteira confiança haveremos de depositar em Ti, ó Tu que és nosso Senhor. Glorificado és, 
> ó Deus! Concede-nos o que é bom e próprio, a fim de podermos dispensar tudo, salvo Tu. 
> Em verdade és Tu o Senhor de todos os mundos.
> 	Ó Deus! Recompensa aqueles que tudo suportam com paciência em Teus dias, e 
> fortalece seus corações para que andem sem desvios no caminho da Verdade. Concede, 
> pois, tão belas dádivas que lhes facilitem acesso a Teu abençoado Paraíso. Excelso és Tu, ó 
> Senhor Deus. Faze Tuas bênçãos celestiais descerem sobre lares habitados por aqueles que 
> tenham em Ti acreditado. Tu és, deveras, inexcedível em mandar descerem bênçãos 
> divinas. Manda avançarem, ó Deus, hostes que possam tornar vitoriosos Teus servos fiéis. 
> As coisas criadas, Tu, através do poder de Teu decreto, moldas assim como Te apraz. Tu 
> és, em verdade, o Soberano, o Criador, a Suma Sabedoria.
> 	Dize: Deus, verdadeiramente, é Quem cria todas as coisas; dá sustento em 
> abundância a quem quer que Ele deseje. É Ele o Criador, a Origem de todos os seres; é 
> Quem forma, Quem faz, o Todo-Poderoso, a Suma Sabedoria. Ele é o Portador dos mais 
> excelentes títulos, em todos os céus e toda a terra e qualquer coisa que entre eles esteja. 
> Todos Lhe cumprem o imperativo, e todos os habitantes da terra e do céu Lhe celebram o 
> louvor, e a Ele haverão todos de regressar.
> 
> A
> TRAVÉS de Tua Revelação, ó meu Deus, Tu me capacitaste a Te conhecer e, pela 
> irradiação de Teu fulgente esplendor, me inspiraste com Tua lembrança. Tu és Aquele mais 
> próximo de mim, sem coisa alguma entre Ti e mim, e és Aquele Cujo poder nada em 
> absoluto haverá de frustrar. Longe esteja, pois, de Tua Essência, que as mais fortes aves das 
> almas dos homens, ou das imaginações humanas, em tempo algum escalem suas alturas, e 
> demasiado enaltecido está Teu santo Ser, para que os mais elevados sentimentos dos 
> homens de compreensão a Ti atinjam. Nunca, desde toda a eternidade, pessoa alguma 
> compreendeu Teu Próprio Ser, e para todo o sempre haverás Tu de permanecer o que és 
> desde tempos imemoriais, sem nenhum outro, senão Tu.
> 	Magnificado seja Teu Nome! Tu és o Mais Amado, Quem me capacitou a Te 
> conhecer, e és O de todo renome - Tu que benevolamente me favoreceste com Teu amor. 
> És o Ancião dos Dias, a Quem pessoa alguma jamais poderá descrever pelas evidências de 
> Tua glória e majestade, e Tu és o Poderoso que ninguém jamais poderá compreender 
> através das revelações de Tua grandiosidade e beleza, desde que as expressões de majestade 
> e magnificência e os atributos de domínio e beleza  são apenas os sinais de Tua Vontade 
> divina e os fulgentes  reflexos de Tua soberania, os quais, em virtude de sua própria 
> essência e natureza, proclamam que o caminho está vedado, e dão testemunho de que a 
> senda está inacessivelmente além do alcance dos homens.
> 
> Em Nome de Teu Senhor, o Criador, o Soberano, o
> Todo-Suficiente, o Excelso, Aquele Cujo auxílio é
> implorado por todos os homens.
> 
> D
> IZE: Ó meu Deus! Ó Tu que és o Criador dos céus e da terra, ó Senhor do Reino! Bem 
> conheces Tu os segredos de meu coração, enquanto Teu Ser é inescrutável a todos, salvo a 
> Ti Próprio. Vês qualquer coisa que seja de mim, enquanto isto nenhum outro pode fazer, 
> senão Tu. Concede-me, através de Tua graça, o que me capacite a dispensar tudo, menos a 
> Ti, e para mim destina o que me faça independente de todos, salvo de Ti. Permite que eu 
> colha os benefícios de minha vida neste mundo e no vindouro. Abre Tu diante de minha 
> face, os portais de Tua graça e benevolamente me confere Tua terna misericórdia e Tuas 
> dádivas.
> 	Ó Tu que és o Senhor de graça abundante! Possa Teu amparo celestial cercar 
> aqueles que Te amam, e confere-nos os favores e as dádivas que Tu possuis. Que Tu nos 
> sejas suficiente em todas as coisas; perdoa nossos pecados e tem misericórdia de nós. Tu és 
> nosso Senhor e o Senhor de todas as coisas criadas. A ninguém invocamos, senão a Ti, e 
> nada pedimos, senão Teus favores. És o Senhor de generosidade e graça, invencível em Teu 
> poder e o mais hábil em Teus desígnios. Nenhum Deus há, salvo Tu, O que a tudo possui, o 
> Excelso.
> 	Confere Tuas bênçãos, ó meu Senhor, aos Mensageiros, aos homens santos e aos 
> retos. Verdadeiramente, Tu és Deus, o Inigualável, o Predominante.
> 
> G
> LORIFICADO és Tu, ó Senhor, meu Deus! És, em verdade, o Rei dos reis. Conferes 
> soberania a quem quer que desejes, e dela privas qualquer um que Tu queiras. Exaltas a 
> quem quer que desejes e rebaixas a qualquer um que Tu queiras. Tornas vitorioso quem 
> quer que desejes e humilhas qualquer um que Tu queiras. Concedes riqueza a quem quer 
> que desejes e reduzes à pobreza qualquer um que Tu queiras. Fazes que quem quer que 
> desejes prevaleça sobre qualquer um que Tu queiras. Em Tuas mãos seguras o império de 
> todas as coisas criadas e, através da potência de Teu mando soberano, chamas à existência a 
> quem quer que Tu desejes. Em verdade és Tu o Onisciente, o Onipotente, o Senhor de 
> poder.
> 
> L
> OUVADO e glorificado és Tu, ó Deus! Permite que rapidamente se aproxime o dia de se 
> atingir Tua santa Presença. Alegra nossos corações através da potência de Teu amor e 
> beneplácito e concede-nos constância, para que espontaneamente nos submetamos a Tua 
> Vontade e a Teu Decreto. Em verdade, Teu conhecimento abrange todas as coisas que Tu 
> criaste ou criarás, e Teu poder celestial transcende qualquer coisa que tenhas chamado ou 
> venhas a chamar à existência. Não há a quem dirigir a devoção, senão a Ti, ninguém a ser 
> desejado, salvo Tu, nem a ser adorado, senão Tu, e nada há que se deva amar, salvo Teu 
> beneplácito.
> 	Verdadeiramente és Tu o Supremo Governante, a Verdade Soberana, o Amparo no 
> Perigo, O que Subsiste por Si Próprio.
> 
> T
> U bem sabes, ó meu Deus, que tribulações sobre mim têm chovido de todas as direções e 
> que ninguém, a não ser Tu, as pode dissipar ou alterar. Sei com toda certeza, em virtude de 
> meu amor por Ti, que Tu jamais farás tribulações sobrevirem a qualquer alma, a não ser 
> que desejes lhe exaltar a posição em Teu Paraíso celestial e fortalecer o coração, nesta vida 
> terrena, com o baluarte de Teu poder predominante, a fim de que se não incline para as 
> vaidades deste mundo. Em verdade, Tu bem percebes que eu, sob todas as condições, muito 
> mais estimaria a lembrança de Ti do que a possessão de tudo o que está nos céus e na terra.
> 	Fortalece meu coração, ó meu Deus, em Tua obediência e em Teu amor, e faze que 
> eu me livre da inteira companhia de Teus adversários. Verdadeiramente, afirmo por Tua 
> glória, que eu por nada anseio, senão por Ti Próprio, nem coisa alguma desejo, a não ser 
> Tua misericórdia, e de nada tenho apreensão, salvo de Tua justiça. Suplico-Te que a mim 
> perdoes, bem como àqueles a quem Tu amas, do modo que Te apraza. Em verdade és Tu o 
> Onipotente, o Generoso.
> 	Imensamente enaltecido és Tu, ó Senhor dos céus e da terra, acima do louvor de 
> todos os homens, e que a paz esteja sobre Teus servos fiéis. Glória a Deus, o Senhor de 
> todos os mundos.
> 
> L
> OUVOR a Ti, ó Senhor, meu Mais Amado! Torna-me constante em Tua Causa e permite 
> que eu seja incluído entre aqueles que não violaram Teu Convênio nem seguiram os deuses 
> de sua própria vã fantasia. Capacita-me, então, a obter um assento da verdade em Tua 
> presença, confere-me um sinal de Tua misericórdia e faze que me una com aqueles de Teus 
> servos que nenhum receio nem tristeza haverão de sentir. Não me abandones a mim 
> mesmo, ó meu Senhor, nem me prives de reconhecer Aquele que é o Manifestante de Teu 
> Próprio Ser, nem me julgues um dos que se afastaram de Tua santa presença. Inclui-me, ó 
> meu Deus, no número dos que são privilegiados a fixar seu olhar em Tua Beleza e a tal 
> ponto nisso se deleitam que nem sequer um momento assim passado eles trocariam pela 
> soberania do reino dos céus e da terra ou  pelo inteiro domínio da criação. Tem 
> misericórdia de mim, ó Senhor, nestes dias em que os povos de Tua terra têm errado 
> lastimavelmente; provê-me, então, ó meu Deus, daquilo que a Teus olhos seja bom e 
> próprio. Tu és, em verdade, o Onipotente, o Benévolo, o Generoso, a Eterna Clemência.
> 	Faze que eu não seja julgado, ó meu Deus, um daqueles cujos ouvidos são surdos, 
> cujos olhos são cegos, cujas línguas são mudas e cujos corações não têm podido 
> compreender. Livra-me, ó Senhor, do fogo da ignorância e do desejo egoísta, permite que 
> eu seja admitido aos recintos de Tua transcendente misericórdia e sobre mim desça o que 
> ordenaste para Teus eleitos. Potente és Tu para fazer o que Te apraz. Em verdade, és Tu o 
> Amparo no Perigo, O que Subsiste Por Si Próprio.
> 
> Ó
>  MEU Deus, ó meu Senhor, ó meu Mestre! Suplico-Te que me perdoes por haver buscado 
> algum outro prazer, senão Teu amor, ou algum conforto, a não ser Tua proximidade, ou 
> outro deleite, senão Teu beneplácito, ou qualquer existência, salvo a comunhão Contigo.
> 
> T
> U vês, ó meu Senhor, minha morada no coração desta montanha, e testemunhas minha 
> paciência. Em verdade, nada tenho eu desejado, senão Teu amor e o amor dos que Te 
> amam. Como posso louvar a fulgente beleza de Tua Deidade, consciente que estou, de eu 
> nada ser, diante da morada  de Tua Glória? A tristeza do isolamento e da solidão, porém, 
> me leva a invocar-Te, através desta oração, para que, porventura, Teus servos fidedignos se 
> tornem cientes de meus lamentos, a Ti supliquem por mim, e Tu benevolamente respondas 
> a suas orações, como sinal de Tua graça e Teu favor. Dou testemunho de que nenhum Deus 
> há, senão Tu, desde que estejas investido de soberania, grandeza, glória e poder que 
> ninguém entre Teus servos pode imaginar ou compreender. Em virtude daquilo que é 
> inerente à Tua Essência, Tu, em verdade, haverás de permanecer sempre inescrutável a 
> todos, salvo a Ti Próprio.
> 
> H
> Á quem remova as dificuldades, a não ser Deus? Dize: Louvado seja Deus! Ele é Deus! 
> Todos são Seus servos e todos aquiescem a Seu mando!
> 
> NOTAS
> 
> PASSAGENS TRADUZIDAS POR SHOGHI EFFENDI
> 
> Um número considerável de passagens dos Escritos do Báb foi traduzido por Shoghi 
> Effendi e citado em suas várias obras. Aquelas que incluímos nesta compilação são as 
> seguintes:
> 
> Pág.
> linha
> 
> 19
> 1
> "A substância da qual Deus..." a "... nem os fiéis descobrir."
> 19
> 4
> "Sou um dos pilares que sustentam..." a "... tudo o que é bom e próprio;"
> 19
> 28
> "Por Minha vida! Se não fosse..." a "... as chaves do inferno à Minha 
> esquerda..."
> 20
> 3
> "Sou o Ponto Primaz..." a "... cujo brilho não se esvairá jamais."
> 20
> 30
> "Nesse mesmo ano..." a "... tua posição de soberano."
> 21
> 11
> "Juro por Deus!..." a "... a respiração suspensa, por temor a Deus,"
> 22
> 5
> "Lastimáveis, lastimáveis são as coisas  que Me têm atingido!"
> 22
> 9
> "Juro pelo Senhor, o Mais Grandioso!...," a "... todos os eleitos..."
> 23
> 9
> "Infeliz aquele..." a "... mãos procede o bem."
> 23
> 22
> "Juro por Deus! Nenhum bem..." a "... do tamanho de um grão de mostarda."
> 23
> 31
> "Nesta montanha..." a "... o que Eu tenho suportado!"
> 24
> 6
> "Juro pela verdade de Deus!..." a "... levado a efeito."
> 47
> 16
> "Ó assembléia de reis e dos..." a "... como decreto de Deus."
> 47
> 22
> "Ó Rei do Islã!..." a "... Paraíso de Seu beneplácito..."
> 48
> 15
> "Por Deus! Se fizerdes bem..." a "... todo o domínio terrestre."
> 49
> 4
> "Vão, de fato, é vosso domínio..." a "... aqueles que O têm negado;"
> 49
> 8
> "Ó assembléia de reis! Entregai..." a "... Oriente como do Ocidente."
> 49
> 28
> "Ó assembléia de sacerdotes! Temei a Deus..." a "... pela posição que 
> ocupastes."
> 50
> 20
> "Quanto aos que negam Aquele..." a "... o Poderoso, o Sábio."
> 55
> 13
> "Breve haverá Deus de lhes mostrar..." a "... um tormento severo."
> 59
> 9
> "E quando tiver soado..." a "... envolve Tua Revelação."
> 61
> 14
> "Ó assembléia dos xiitas!..." a "... como decreta o Livro-Mater."
> 62
> 1
> "Saí de vossas cidades, ó povos do Ocidente, servi a Deus..."
> 62
> 8
> "Tornai-vos como verdadeiros irmãos na religião una e indivisível..."
> 63
> 6
> "Por Minha glória!..." a "... coração de Meu trono;"
> 64
> 21
> "Do nada absoluto..." a "... outra vontade, senão à Tua."
> 65
> 1
> "Ó Tu Remanescente de Deus!..." a "... o  Protetor, o Ancião dos Dias."
> 66
> 22
> "Ó povo do Alcorão!..." a "... mácula em um caroço de tâmara."
> 68
> 24
> "Temei a Deus, ó assembléia de reis..." a "... do Paraíso inteiro."
> 73
> 17
> "Se fosse Nosso desejo..." a "... a verdade de Nossa Causa..."
> 74
> 8
> "Com os Profetas..." a "... que circulam Seu trono de misericórdia."
> 76
> 1
> "Dentro em breve faremos..." a "... castigo mais terrível e exemplar..."
> 78
> 6
> "Ó povos da terra!..." a "potente sobre todas as coisas."
> 78
> 11
> "Ó Qurratu'l-'Ayn!..." a "... sempre Te têm conhecido."
> 79
> 17
> "Sou o Templo Místico..." a "... em meio à Sarça Ardente."
> 92
> 22
> "Como estais velados, ó Minhas criaturas..." a "... Lhe recusam até uma 
> lâmpada!"
> 105
> 25
> "Do princípio ao fim é o Bayán..." a "... Seu fogo como de Sua luz."
> 108
> 19
> "Mil exames minuciosos do Bayán..." a "... Deus haverá de tornar manifesto."
> 110
> 12
> "É claro e evidente..." a "... não teve começo e não terá fim."
> 112
> 9
> "Hoje o Bayán está..." a "... perfeição final aparecerá."
> 121
> 11
> "Deus Benévolo!... sete poderosos soberanos..." a "... atrás de si nomes 
> ilustres."
> 127
> 11
> "A culpa cai sobre seus doutores..." a "... e atingir a salvação!"
> 159
> 12
> "Consagra Tu a Ele, ó Meu Deus..." a "... nem a Mim haverá de regressar."
> 160
> 1
> "Ele - glorificada seja Sua menção..." a "... está próximo, pronto para 
> atender."
> 172
> 1
> "Ó congregação do Bayán..." a "... o Amparo no Perigo, o Altíssimo."
> 218
> 21
> "Há quem remova as dificuldades..." a "... aquiescem a Seu mando!"
> 
> 	Passagens dos Escritos do Báb que foram traduzidas por Shoghi Effendi, mas que 
> não são incluídas nesta compilação. Podem ser encontradas em God Passes By: pgs. 25, 29 
> e 30; em The World Order of Bahá'u'lláh: pgs. 100, 101, 126 e 127; e em Epistle to the Son 
> of the Wolf: pgs. 141, 142, 151-160, 165 e 171-176.
> 
> COMPOSTO E IMPRESSO POR 
> TAVARES & TRISTÃO - GRÁFICA 
> E EDITORA DE LIVROS LTDA., 
> À RUA 20 DE ABRIL, 28, SALA 1.108, 
> RIO DE JANEIRO, RJ.
>   Esta é a primeira letra de Thamarih, que significa fruto. Shoghi Effendi, em seus escritos, se refere ao Báb 
> como o Thamarih (fruto) da Árvore das sucessivas Revelações de Deus (V. carta de Shoghi Effendi aos 
> bahá´ís do Oriente, datada em Naw-Rúz 110, página 5.)
>   Em uma de Suas Epístolas, ´Abdu´l-Bahá explica que algumas pessoas foram enganadas por esta frase, 
> pensando que a escola mencionada fosse uma escola física para o ensino de crianças analfabetas, enquanto 
> que se referiu a uma escola espiritual santificada acima dos limites do mundo contingente. Também 
> Bahá´u´lláh, no Kitáb-i-Aqdas, se refere a esta Epístola do Báb, nas seguintes palavras:
> 	Ó Tu, Pena Suprema! Move-te sobre a Epístola, com a permissão de Teu Senhor, o Criador dos céus. 
> Recorda Tu, então, o dia em que o Manancial da unidade divina procurou assistir à escola que está santificada 
> acima de tudo, menos de Deus, a fim de que, porventura, os justos viessem a conhecer, na medida do fundo de 
> uma agulha, aquilo que se oculta atrás dos véus dos íntimos mistérios de Teu Senhor, o Todo-Poderoso, o 
> Onisciente.
> 	Dize, Nós, em verdade, entramos na escola do significado e exposição interiores em um tempo em 
> que as mentes de todos os que habitam na terra estavam envoltas de desatenção. Testemunhamos o que o 
> Senhor Misericordioso revelara, aceitamos a dádiva que Ele (o Báb) Me oferecera dos versículos de Deus, o 
> Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si Próprio e escutamos o que na Epístola Ele atestara. Nós, 
> verdadeiramente, somos a Testemunha. Respondemos a Seu chamado, a Nosso próprio mando, e, em verdade, 
> somos Nós Quem ordena.
> 	Ó povo do Bayán!.. Nós entramos na Escola de Deus quando vós estáveis adormecidos em vossos 
> leitos, e perscrutamos a Epístola enquanto vos encontráveis em um sono profundo. Pela justiça de Deus, o 
> Verdadeiro, Nós a havíamos lido antes de Ele a revelar, e vós estáveis completamente inconscientes. Na 
> realidade, Nosso conhecimento abrangera o Livro quando ainda não havíeis nascido.
> 	Estas palavras são reveladas de acordo com vossa medida, e não com a de Deus,  e disso dá 
> testemunho aquilo que se encerra no conhecimento de Deus, pudésseis vós apenas saber. Disso testifica 
> Aquele que é o Porta-Voz de Deus, pudésseis apenas compreender. Pela justiça de Deus! Fôssemos levantar o 
> véu, viríeis a desfalecer. Cuidai de não disputar com Ele e com Sua Causa. Ele, em verdade, de tal modo 
> apareceu que abrange todas as coisas, quer sejam do passado ou do futuro. Fôssemos Nós, nesta ocasião, 
> expressar-Nos na linguagem dos habitantes do Reino, diríamos haver Deus erguido essa Escola antes de 
> serem trazidos à existência os céus e a terra, e que Nós nela entramos antes de as letras "S" e "Ê" se juntarem 
> e serem fundidas.
> 
> 3 1260 A. H. (Ano Hejirae) (1844 d.C.).
> 4 Alcorão 8:44.
> 5 O valor numérico das letras da palavra Hín é 68. O ano de 1268 A.H. (1851-1852 d.C.) é o ano que precede 
> ao nascimento da Revelação Bahá'í.
> 6 O Ka'bah em Meca.
> 7 Cf. Alcorão 4:119.
> 8 Alcorão 13.
> 9 Alcorão 3:182.
> 10 Cf. Alcorão 19:41. 
> 11 Cf. Alcorão 17:90.
> 12 Cf. Alcorão 2:285.
> 13 Cf. Alcorão 3:50.
> 14 Cf. Alcorão 14:4.
> 15 Cf. Alcorão 68:42.
> 16 Cf. Alcorão 7:63,69.
> 17 Cf. Alcorão 36:68.
> 18 Cf. Alcorão 65:7; 94:5.
> 19 Cf. Alcorão 8:45.
> 20 Cf. Alcorão 2:204.
> 21 Cf. Alcorão 4:51.
> 22 Cf. Alcorão 12:20.
> 23 Nestas passagens do Qayyúmu'l-Asmá, o nome Qurratu'l 'Ayn (Consolação dos olhos) refere-se ao próprio 
> Báb.
> 24 Cf. Alcorão 78-38.
> 25 Cf. Alcorão 11:83.
> 26 Cf. Alcorão 24:21.
> 27 Cf. Alcorão 83:25-26.
> 28 Cf. Alcorão 52:6.
> 29 Cf. Alcorão 29:40.
> 30 Cf. Alcorão 2:206.
> 31 Cf. Alcorão 2:163-164.
> 32 Cf. Alcorão 17:88.
> 33 Cf. Alcorão 74:35-37.
> 34 Cf. Alcorão 21:40.
> 35 Cf. Alcorão 2:14.
> 36 Cf. Alcorão 4:149.
> 37 Cf. Alcorão 9:32.
> 38 Cf. Alcorão 4:169.
> 39 Alcorão 5:77.
> 40 Cf. Alcorão 5:15-18.
> 41 Cf. Alcorão 5:22.
> 42 Cf. Alcorão 5:71.
> 43 Cf. Alcorão 2:32; 38:74-78.
> 44 Cf. Alcorão 7:69; 12:41.
> 45 Cf. Alcorão 7:14-6; 20:90.
> 46 Cf. Alcorão 7:186.
> 47 Cf. Alcorão 4:1.
> 48 Cf. Alcorão 10:50.
> 49 Cf. Alcorão 10:16.
> 50 Cf. Alcorão 10:33.
> 51 Cf. Alcorão 18:42.
> 52 Cf. Alcorão 11:120.
> 53 Cf. Alcorão 6:10.
> 54 Cf. Alcorão 3:172.
> 55 Cf. Alcorão 33:72.
> 56 Cf. Alcorão 6:93.
> 57 Cf. Alcorão 11:87.
> 58 Cf. Alcorão 14:13.
> 59 O Bayán está dividido em vahids e capítulos, aos quais estes números se referem.
> 60 Alcorão 8:47; 33:41; 62:10.
> 61 Alcorão 29:50.
> 62 Alcorão 57:21.
> 63 Em O Dia Prometido Chegou em página 12, Shoghi Effendi afirma que essa passagem foi revelada pelo 
> Báb como Porta-voz de Deus.
> 64 É uma referência a Quddús "a quem o Bayán Persa exaltava como aquele companheiro de peregrinação à 
> cujo redor revolviam espelhos no número de oito Váhids."  (Presença de Deus)
> 65 Alcorão 8:2.
> 66 Alcorão 19:92.
> 67 22 de maio de 1844.
> 68 Desde a Declaração de Maomé; isso ocorreu dez anos antes da Hégira, a qual assinala o início do calendário 
> muçulmano.
> 69 Alcorão 3:5.
> 70 Alcorão 68:51.
> 71  Por "noite" se significa o período entre duas Revelações divinas, quando o Sol da Verdade não está 
> manifesto entre os homens. Diz o Báb no Bayán Persa II 7: "Ó povo do Bayán! Não vos  comporteis do 
> mesmo modo que se comportou o povo do Alcorão, pois se assim fizerdes, os frutos de vossa noite ao nada se 
> reduzirão." 
> 72 O Kitáb-i-Asmá divide-se em váhids e capítulos, aos quais esses números se referem.
> 73 V. nota no. 71.
> 74 V. nota no. 71.
> 75 Aquele que se levanta (God Passes By, pg. 57).
> 76 Aquele que é guiado (God Passes By, pg. 58).
> 77 O original desta oração por proteção foi escrito pelo próprio punho do Báb, em forma de uma estrela de 
> cinco pontas.
> 78 Isto se refere ao dia do nascimento do Báb no primeiro dia do mês de Muharram, 1235 A.H. (20 de outubro 
> de 1819).
> 79 Alcorão 37:180-182.
> 80 Alcorão 6;103.
> 
> 1
>
> — *Selecao dos Escritos de Bab*

